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E me penetra devagar, muito devagar, até o fundo. Seu membro se estende e me invade por dentro implacavelmente. Gemo com força. Desta vez o sinto mais profundo, delicioso. Volto a gemer, e num ritmo muito lento traçando círculos com os quadris e puxando de volta, detém-se um momento e volta a me penetrar. Repete o movimento uma e outra vez. Deixa-me louca. Suas provocadoras investidas, deliberadamente lentas, e a intermitente sensação de plenitude são irresistíveis. — Você me faz sentir tão bem, — ele gemeu, e minhas vísceras começam a tremer. Puxa e espera. — Não, querida, ainda não, — ele murmura, quando deixo de tremer, começa de novo o maravilhoso processo. — Por favor, — suplico-lhe. Acredito que não vou aguentar muito mais. Meu corpo está tenso e se desespera para liberar-se. — Quero você dolorida, querida, — ele murmura, e segue com seu doce e pausado suplício, para frente e para trás. — Quero que, cada vez que te mova amanhã, recorde que estive dentro de ti. Só eu. Você é minha. Gemo. — Christian, por favor, — sussurro. — O que quer, Anastásia? Diga-me. Volto a gemer. Ele retira-se e volta a me penetrar lentamente, de novo riscando círculos com os quadris. — Diga-me, — ele murmura. — Você, por favor. Ele aumenta o ritmo progressivamente e sua respiração se volta irregular. Começo a tremer por dentro, e Christian acelera o ritmo. — Você... é... tão... doce, — ele murmura ao ritmo de suas investidas. — Eu... lhe... desejo... tanto... Gemo. — Você... é... minha... Goze para mim, querida, — ele gritou. Suas palavras são minha perdição, lançam-me pelo precipício. Sinto que meu corpo se convulsiona e venho gritando e balbuciando uma versão de seu nome contra o colchão. Christian investe até o fundo mais duas vezes e fica paralisado, goza e se derrama dentro de mim. Desaba-se sobre meu corpo, com o rosto afundado em meu cabelo. — Porra, Ana, — ele ofega. Ele retira-se imediatamente e cai, rodando em seu lado da cama. Eu puxo meus joelhos até o peito, totalmente esgotada, e imediatamente caio em um sonho profundo. Quando eu acordo, ainda está escuro. Não tenho nem ideia de quanto tempo eu dormi. Estiro as pernas debaixo do edredom e me sinto dolorida, deliciosamente dolorida. Não vejo Christian em nenhum lugar. Sento na cama e contemplo a cidade à minha frente. Há menos luzes acesas nos 108

50 tons de cinza  
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