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Desliza os dedos e me acaricia gentilmente o clitóris, fazendo círculos muito devagar. Sinto sua respiração através do meu rosto, enquanto me mordisca ao longo da minha mandíbula. — Seu cheiro é divino, — Acaricia-me atrás da orelha com o nariz. Esfrega as mãos contra meu corpo uma e outra vez. Em um instinto reflexo, começo a riscar círculos com os quadris, ao compasso de sua mão, e um prazer enlouquecedor me percorre as veias como se fosse adrenalina. — Não se mova, — ordena-me em voz baixa, embora imperiosa, e lentamente me introduz o polegar e o gira acariciando as paredes de minha vagina. O efeito é alucinante. Toda minha energia se concentra nessa pequena parte de meu corpo. Gemo. — Você gosta? — Pergunta-me em voz baixa, passando os dentes pela minha orelha, e começa a mover o polegar lentamente, dentro, fora, dentro, fora... com os dedos ainda riscando círculos. Fecho os olhos e tento controlar minha respiração, tento absorver as desordenadas e caóticas sensações que seus dedos desatam em mim enquanto o fogo me percorre o corpo. Volto a gemer. — Está muito úmida e é muito rápida. Muito receptiva. Oh, Anastásia, eu gosto, eu gosto muito, — ele sussurra. Quero mover as pernas, mas não posso. Tem-me aprisionada e mantém um ritmo constante, lento e tortuoso. É absolutamente maravilhoso. Gemo de novo e de repente, ele se move. — Abre a boca, — pede-me e introduz o polegar na minha boca. Pestanejo freneticamente. — Veja como é o seu gosto, — sussurra-me ao ouvido. — Chupe-me, querida. — Pressiona a língua com o polegar, fecho a boca ao redor de seu dedo e chupo grosseiramente. Sinto o sabor salgado de seu polegar e a acidez ligeiramente metálica do sangue. Porra. Isto é errado, mas é terrivelmente erótico. — Quero foder sua boca, Anastásia, e logo o farei, — diz-me com voz rouca, selvagem e respiração entrecortada. Foder a minha boca! Gemo e mordo-o. Dá um grito afogado e me puxa o cabelo com mais força, dolorosamente, então solto o seu dedo. — Minha menina travessa, — ele sussurra, estica a mão para a mesinha de cabeceira e agarra um pacotinho prateado. — Fique quieta, não se mova, — ordena-me me soltando o cabelo. Rasga o pacotinho prateado, enquanto eu respiro com dificuldade e sinto o calor percorrendo minhas veias. A espera é excitante. Inclina-se, seu peso volta a cair sobre mim e me agarra pelos cabelos para me imobilizar a cabeça. Não posso me mover. Tem-me sedutoramente presa e está preparado para voltar a me penetrar. — Desta vez vamos muito devagar, Anastásia, — ele me diz.

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50 tons de cinza