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Sorrio-lhe. Não posso deixar de sorrir. Agora eu sei o porquê de tanto barulho. Dois orgasmos... todo o seu ser completamente descontrolado, como se estivesse dentro da centrifuga de uma secadora. Uau. Não tinha nem ideia do que meu corpo era capaz, de que podia esticar-se tanto e liberar-se de forma tão violenta, tão gratificante. O prazer foi indescritível. — Você está mordendo o lábio, e não me respondeu. — Ele franziu a testa. Eu sorrio para ele de forma travessa. Ele parece glorioso com seu cabelo desgrenhado, seus ardentes olhos cinza estavam entrecerrados e sua expressão sombria. — Eu gostaria de voltar a fazê-lo, — eu sussurro. Por um momento acredito ver uma fugaz expressão de alívio em seu rosto. Logo troca rapidamente de expressão e me olha com olhos velados. — Agora mesmo, senhorita Steele? — murmura secamente. Inclina-se sobre mim e me beija brandamente na comissura da boca. — Não é um pouco exigente? Vire-se. Pisquei várias vezes, mas ao final, viro-me. Desabotoa-me o sutiã e desliza a mão das costas até o traseiro. — Tem uma pele realmente preciosa, — ele murmura. Coloca uma perna entre as minhas e fica meio convexo sobre minhas costas. Sinto a pressão dos botões de sua camisa enquanto me retira o cabelo do rosto e me beija no ombro. — Por que você não tirou a camisa? — pergunto-lhe. Ele fica imóvel. Depois de um momento, tira a camisa e volta a tombar-se em cima de mim. Sinto sua cálida pele sobre a minha. Mmm... É uma maravilha. Tem o peito coberto por uma ligeira capa de pelos, que me faz cócegas nas costas. — Então você quer que eu a foda novamente? — sussurra-me ao ouvido, e começa a me beijar muito suavemente ao redor da minha orelha e no pescoço. Suas mãos se movem para baixo, deslizando pela minha cintura, pelo meu quadril, pela minha coxa e para a parte de trás do meu joelho. Ele empurra meu joelho mais alto, e me corta a respiração... Oh meu Deus, o que está fazendo agora? Ele mete-se entre minhas pernas, pressiona-se contra as minhas costas e me passa a mão pela coxa até o traseiro. Acaricia-me devagar as nádegas e depois desliza os dedos entre minhas pernas. — Vou foder você por trás, Anastásia, — ele murmura, e com a outra mão me agarra pelo cabelo à altura da nuca e puxa ligeiramente para me colocar. Não posso mover a cabeça. Estou imobilizada debaixo dele, indefesa. — Você é minha, — ele sussurra. — Só minha. Não se esqueça. — Sua voz é embriagadora, e suas palavras, sedutoras. Noto como cresce sua ereção contra minha coxa.

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50 tons de cinza  
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