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Pandemia Humanidade em risco

,Trabalho de grupo da Turma EFA I O trabalho foi efetuado pelos alunos: Am茅rico Paiva Ant贸nio Guedes Maria Ant贸nia Maria Jos茅 Paulo silva Tiago Pinto


Índice Introdução ................................................................................................................................. 2 O que é a pandemia? ............................................................................................................ 3 Evolução da ciência na descoberta de antibióticos ...................................................... 4 Constrangimentos técnicos e políticos no combate a pandemia ............................. 6 Influência da "cura" na resistência por parte de alguns vírus e bactérias. ......... 7 Importância de redes médicas, políticas e de segurança globais no combate e prevenção de pandemias....................................................................................................... 8 Bibliografia ................................................................................................................................. 10

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Introdução Este trabalho é sobre o filme “Pandemia” que aborda as diferentes formas que a humanidade trabalha para resolver estes problemas, foi executado por alunos da escola Secundaria Augusto Gomes do curso de formação superior de adultos, da turma EFA I. Tem como formador o professor João Paulo Soares, de STC (sociedade tecnologia e ciência) e está inserido na Actividade Integradora nº 4 correspondente a Higiene e segurança na comunidade e também no Núcleo Gerador de STC: Saúde – comportamentos e instituições.

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Pandemia o que é? Pandemia é a palavra que designa uma epidemia de grandes proporções, causada por doenças infeciosas e transmissíveis, que podem espalhar-se rapidamente, entre pessoas, dando origem a um surto epidémico avassalador, enquanto a epidemia se restringe a uma região determinada. A epidemia pode propagar-se em proporções que atingem países e até continentes e, nestas situações, passa a denominar-se pandemia – esta palavra tem origem grega. As pandemias que ocorreram no Mundo foram: a Peste Negra; a Gripe Espanhola; a Varíola; Sida/HIV; a Poliomielite; a Gripe Suína (vírus H1N1); a Gripe das Aves (vírus H5N1), etc. Foram muitos milhões, as pessoas que contraíram estas doenças de que resultaram milhões de mortes. No século XIX, (1801 a 1900) todo o conhecimento ficou mais apurado após a invenção do microscópio acromático. Com esta invenção, Louis Pasteur conseguiu um enorme avanço para medicina, ao descobrir que as bactérias são as responsáveis pela causa de grande parte das doenças. O pesquisador francês Louis Pasteur foi o pioneiro nas pesquisas com vacinas. Foi ele que desenvolveu a vacina anti-rábica (contra a raiva, doença transmitida aos homens por animais).

O PNV, programa nacional de vacinação em que as vacinas são dadas gratuitamente e em massa, iniciou-se em 1965. Desde então tem sofrido várias actualizações. Antes de 1965 eram já dadas algumas destas vacinas em menor escala,

Datas de inicio da administração de algumas vacinas

como a tabela indica. O grupo etário visado

em Portugal.

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nos primeiros anos do PNV era o de 0 a 10 anos de idade. Mais tarde as vacinas

começaram a ser dadas em intervalos de idade mais restritos. As campanhas de vacinação, coordenadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) têm conseguido controlar e, em alguns casos, até mesmo erradicar doenças.

Evolução da ciência na descoberta de antibióticos Vacina é uma substância produzida com bactérias ou vírus mortos ou enfraquecidos. Ao ser introduzida no corpo do ser humano, a vacina provoca uma reação (imunização) do sistema imunológico, promovendo a produção de anticorpos (leucócitos) contra aquela substância. Desta forma, a vacina prepara o organismo para que, em caso de infecção por aquele agente patogénico, o sistema de defesa possa agir com força e rapidamente. Assim a doença não se desenvolve ou, em alguns casos, se desenvolve de forma branda.

A vacinação foi usada pela primeira vez por Edward Jenner, em 1796, com a vacina contra a varíola. Atualmente, existem vacinas para diversas doenças (gripe, malária, poliomielite, febre amarela, rubéola, tétano, etc) e até mesmo contra determinados tipos de alergias.

A penicilina foi o primeiro antibiótico usado com sucesso no tratamento de infeções causadas por bactérias. A palavra antibiótico vem do grego e significa contra a vida – não contra a nossa vida, mas contra a vida das bactérias, é claro.

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Alexander Fleming foi o cientista que descobriu a penicilina. A descoberta aconteceu em 1928, enquanto o pesquisador trabalhava num hospital de Londres, na Inglaterra, em busca de uma substância que pudesse ser usada no combate a infeções bacterianas (causadas por bactérias). Durante algum tempo, acreditou-se que os antibióticos decretariam o fim das mortes humanas provocadas por infeções bacterianas. Entretanto, atualmente, sabe-se que, de tempos em tempos, surgem novas bactérias resistentes aos antibióticos e, assim, esses medicamentos perdem o efeito. A medicina criou novos antibióticos, cada vez mais fortes, contra vírus cada vez mais resistentes. Atualmente as pesquisas focam nas células-estaminais, que poderiam desenvolver novas células no corpo do paciente, fazendo crescer músculos, nervos etc O século XX foi marcado por enormes progressos no domínio das ciências médicas, que permitiram curar muita doenças consideradas incuráveis e sobretudo prolongar a vida humana. Entre os avanços científicos que o permitiram destacam-se os seguintes: A introdução das sulfamidas e dos antibióticos que permitiram controlar as infecções. - A substituição dos orgãos em falência (diálise, ventilação mecânica, transplantes de orgãos, etc). - A identificação do código genético e das leis que presidem à formação da vida (inseminação artificial, engenharia genética, etc). - O desenvolvimento das técnicas de diagnóstico (radiografias, ecografias, diagnóstico pré-natal, etc)

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Constrangimentos técnicos e políticos no combate a pandemia Os constrangimentos maiores foram aqueles que deram falsas esperanças às pessoas, agendando para um curto prazo de tempo uma vacina que podia curar determinada doença e que ainda não existem, embora existem tecnologias de tratamento cada vez mais elaboradas que permitem aos doentes ter uma esperança de vida maior e com mais qualidade. Outras das atitudes que se podem observar no filme é que os países que desenvolvem a vacina, não a distribuem pelo resto da população mundial por motivos políticos, como a vacina anti-malaria. Quando a China descobriu a vacina, não a partilhou porque os investigadores, da OMS na maioria pertenciam a grupos de militares dos EUA. Outro dos constrangimentos foi aquando da descoberta da SIDA, os comentários sobre as opiniões de pessoas ligadas ao sistema político, chegaram ao ponto de comentar que a homossexualidade devia ser ilegal, que em reportagens ou notícias anunciavam a, “castração para evitar a difusão da doença”, este deve ter sido dos comentários que mais constrangimentos e impacto teve na opinião pública. Tal como já referi a vacina contra a SIDA, no início deveria ter sido desenvolvida em dois anos, ainda hoje não existe. Este tipo de situações ainda hoje existem principalmente entre os laboratórios que não compartilham ainda as suas descobertas, por motivos financeiros, mas já houve momentos em que essa atitude foi diferente. Quando apareceu o SARS, que era uma doença que podia matar muitas pessoas a nível mundial e com a interajuda entre laboratórios foi possível encontrar uma cura em tempo recorde. Atualmente existem formas de se curar determinadas doenças através de tratamentos, mas como há o interesse económico instalado isso não irá acontecer porque não ganham com isso os laboratórios. Só dá lucro se as pessoas comprarem medicamentos todos os meses.

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Influência da "cura" na resistência por parte de alguns vírus e bactérias.

Há vírus que facilmente criam mutações, outros criam estruturas capazes de copiar o sistema genético do hospedeiro, fazendo passar como parte integrante do organismo que está hospedado. Estas são algumas das estratégias virais que podem levar a uma maior resistência aos tratamentos imunológicos Quanto à resistência por parte das bactérias, temos que conhecer a sua estrutura. As bactérias são primitivas, com uma única célula. Têm uma parede celular muito rígida, esta parede pode estar equipada com filamentos flexíveis que permitem o movimento da bactéria. A célula reproduz-se através de uma simples divisão celular assexuada não tem núcleo, o material genético, ADN, é encontrado como um código livre na célula. Portanto por todas estas características aumentam a probabilidade de mutações em bactérias. Além disso essas mutações ou resistências são hereditárias, transmitindo à sua descendente os códigos genéticos, defendo-se dos tratamentos ou vacinas Outras formas de resistência podem surgir por aquisição de material genético de outras bactérias (“exógeno"). Neste último caso, pode haver transferência (disseminação) de material genético, por simples conjugação, com outra bactéria, nomeadamente dos genes que codificam para a resistência aos antibióticos, o qual se pode encontrar em elementos genéticos móveis (plasmídeos e transposões). Este material genético também pode ser transferido (disseminado) para outra bactéria através dos vírus das bactérias (os bacteriófagos).

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Importância de redes médicas, políticas e de segurança globais no combate e prevenção de pandemias Excerto do documento de trabalho dos Serviços da Comissão (OMS) sobre planificação comunitária de preparação e resposta para uma pandemia de gripe. COM/2004/0201 final.

“Como preparação para as pandemias de gripe, certos Estados-Membros desenvolveram sistemas de planificação nacionais contra as pandemias de gripe baseados nas directrizes da OMS adoptadas em 1999. Para este efeito, a Comissão organizou uma conferência sobre a planificação da preparação para uma pandemia de gripe, realizada em Bruxelas em Novembro de 2001. Os delegados reconheceram e concordaram com a necessidade de acção a nível comunitário. A conferência terminou com recomendações relativas a acções básicas a nível comunitário, que constituem os elementos-chave do plano comunitário de preparação e resposta para a gripe, em seguida designado "plano de preparação", proposto e apresentado no presente documento de trabalho. O plano de preparação desenvolve certos elementos das directrizes adoptadas pela OMS em 1999. Paralelamente, realizaram-se consultas alargadas sobre a gripe pandémica com os membros do comité da rede e com um grupo ad hoc dedicado à gripe, criado para aconselhar os serviços da Comissão. O documento de trabalho foi elaborado com base nas acções mencionadas, tendo sido considerado e revisto numa reunião do GPPR (Group of Planning Pandemic Response) , realizada em Outubro de 2003. Este grupo foi criado para aconselhar os serviços da Comissão quanto a assuntos relativos a situações de emergência no domínio da saúde pública.

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Esta directriz foi tomada para a pandemia da gripe. Porém, directrizes iguais ou muito próximas, não devem deixar de ser tomadas pela OMS, para qualquer outro tipo de pandemias, no domínio da saúde pública. Este link é do trabalho de grupo que está publicado nos nossos blogues\ http://issuu.com/efai/docs/trabalho_de_grupo_a

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Bibliografia http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/medicina.htm http://www.suapesquisa.com/o_que_e/vacina.htm http://www.suapesquisa.com/o_que_e/pandemia.htm http://afilosofia.no.sapo.pt/10nprobleticosBio.htm http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Paginas/AntibioticosResi.aspx http://portal.ua.pt/projectos/mermaid/microbiologia.htm http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=virus-viram-arma-contra-bacterias-resistentesaos-antibioticos&id=4084 http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:52004DC0201:PT:HTML

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Pandemia 2  

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