Na pegada do carbono - Série especial de 14 dias

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Na pegada do carbono

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d e P E R N A M B U C O - Recife, domingo, 20 de outubro de 2013 DIARIOd vida urbana IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

napegadadocarbono

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A partir de hoje, o Diario publica a série Na pegada do carbono, que apresenta a problemática das emissões de carbono na atmosfera e como isso pode estar diretamente ligado a cada cidadão. Até o dia 31 de outubro, mostraremos o que os pernambucanos têm a ver com o tão falado “efeito estufa” e como o estado se prepara para contornar as mudanças climáticas - grande desafio deste século. Hoje, entenda como Fernando de Noronha se tornará o primeiro distrito brasileiro com emissões de carbono compensadas. Amanhã, veja como contribuir com o planeta sem sair de casa. ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

O

desafio é gigantesco e passa longe de ser fácil. Uma flor f loresta nativa refflor lorestada tem capacidade de compensar um total de 268 toneladas de CO2 e outros gases que provocam o efeito estufa, de acordo com estudos da empresa hidrelétrica AES Tietê. O problema é que, sozinhos, emitimos cerca de duas toneladas desses compostos anualmente - segundo projeção da ONG Iniciativa Verde. Imagine, então, como seria compensar todo o impacto de uma cidade ou mesmo de um país como o Brasil, cujas emissões, de acordo com o Banco Mundial, já excede o 1,3 bilhão de toneladas de dióxido de carbono. Justamente por isso, para a administração pública de uma cidade ou estado, é preciso ir além do replantio de árvores (principal forma de compensação para os cidadão comuns que queiram neutralizar sua “pegada”). Você é um agente decisivo para o avanço do efeito estufa. Sim, você. Mesmo que diga fazer coleta seletiva, evitar desperdícios ou alegar trabalhar numa empresa

ambientalmente responsável. Até mesmo ao respirar, nós emitimos gás carbônico e a emissão continua em cada lâmpada que acendemos, cada embalagem que jogamos fora, cada deslocamento de carro ou avião. “Os ecoativistas agora querem que eu pare de respirar para salvar o planeta?”. Não. É nesse contexto que entra a compensação da sua “pegada de carbono”, que é o conjunto de tudo que você, inevitavelmente, emite no decorrer da vida. De acordo com o mestre e professor de química, Gustavo Hollanda, na prática, o Carbono Zero não existe, já que o elemento é fundamental na natureza e está presente em toda matéria vital (açúcares, proteínas e vitaminas). A busca, nesse caso, é para neutralizar compostos que acabam, em longo prazo, gerando mudanças climáticas e ambientais. “Sabendo que o dióxido de carbono (CO2) está presente na queima de combustíveis dos veículos motorizados e em eletrodomésticos, consumidores conscientes podem adotar práticas sustentáveis a fim de minimizar os efeitos do gás carbônico, fazendo coleta seletiva, plantando árvores e etc”, explica.

GREG/DP

A parte que nos cabe no mundo 3

Ciclo do carbono

Em ex excesso, variaçõe ariaçõess do gás carbônic arbônico o caus causam am o ef efeit eito o es estuf tufa** a**

Liberamoss Liberamo carbono até expir xpirando ando,, mas também na fumaça de combus ombustõe tõess

Pela foto fotosssínte síntesse, plantas trans transffor or-mam o carbono carbono do ar em oxigênio oxigênio,, limpando-o limp ando-o

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Plantas e animais são compo omposstos de carbono carbono.. Morto Mort os, em decompo decomposição sição,, originam combus combustív tíveis eis (fóssseis (fós eis))

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1

A atmo atmossfer eraa é compo compossta por O problema problema oc ocorr orree quando a emissão emissão de carbono e poluição alter alteraa a compo composição sição des desses 1%

78%

TERESA MAIA/DP/D.A.PRESS

Nitrogênio

21%

Oxigênio

1%

Outr utro os gas ase es

Quando esses gases são emitidos (77% corresponde apenas a CO2)uma fina camada de carbono é formada no ar

Gustavo Hollanda e a molécula de carbono: no dia a dia

Sinal verde na ilha O arquipélago de Fernando de Noronha pode se tornar o primeiro distrito brasileiro com emissões de carbono compensadas. O projeto internacional Carbono Zero chega a Pernambuco para neutralizar, em caráter experimental, toda a emissão de gases do efeito estufa e fazer de Noronha o primeiro território carbono-neutro do Brasil. Na prática, neutralizar a emissão de carbono significa equilibrar a emissão de gases do efeito estufa com outros nãonocivos presentes na atmosfera, produzidos pelos vegetais, numa espécie de balança ecológica. A neutralização de carbono em Fernando de Noronha será debatido no evento Noronha Carbono Zero, que dará início às mudanças na gestão energética e de resíduos na ilha. Nos dias 31 de outubro, no Recife, e 2 de novembro, no arquipélago, pesquisadores, gestores

ambientais e autoridades políticas de oito países se reúnem para discutir o futuro do distrito e como a iniciativa pode ser replicada em outras partes do país. O secretário de Meio Ambiente Sérgio Xavier explica que a ilha principal do arquipélago foi escolhida por ser pequena, em que as iniciativas pudessem ser testadas e replicadas. Isso inclui a conscientização dos cinco mil moradores e os mais de 60 mil visitantes por ano, bem como uma mudança em como a logística básica é concebida da geração de energia até o descarte de resíduos sólidos. “O grande desafio é criar um modelo que reduza emissões, gere emprego, renda e, ao mesmo tempo, fortaleça a economia. Essa tem que ser uma preocupação do mundo inteiro e o contexto do estado não teria como ignorar isso”, garante.

Os raios solares que atingem o solo, quando refletidos de volta ao espaço, encontram dificuldade de se dissipar. Dessa forma, a radição infra-vermelha é absorvida pelos gases, o calor fica retido e a temperatura global sobe

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Respir spiração ação

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Gás carbônic carbônico o

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Fot oto ossínt sínteese

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Carbono decompo dec ompossto, que vira vira combus ombustív tível el (fóssil) (fós sil)

Combus ombustív tíveis eis fós fóssseis como como a gas gasolina olina poluem mais que o etanol ou gás natual e menos menos que o dies diesel

Algas também faz Algas fazem em fot oto ossínt sínteese e são as maiorees re maior responsáv sponsáveis eis por limpar limpar o ar

Efeeito es Ef estu tuffa

Queima de combus ombustív tível el

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Estima-s tima-se e uma elev elevação de pelo menoss 5° em todo o mundo par meno para a os próximos próximos 100 100 anos anos

Seis gas gase es contribuem par araa o ef efeit eito o estuf tufaa

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acesse Use o seu leitor de QR Code para acessar vídeo exclusivo

Dióxido de carbono carbono (C (CO2) - 0, 0,039% de “outr “outro os gas gasees” ■ Metano (CH (CH4) - 0, 0,0001 00014 4% de “outr “outro os gas gasees” ■ Óxido Nitro Nitroso (N (N2O) ■ Clor Cloro ofluor fluorccarbonet arboneto os (CF (CFC Cs) ■ Hidr Hidro ofluor fluorccarbonet arboneto os (HF (HFC Cs) ■ He Hexxafluor afluoret eto o de enxo enxofr free (SF6) ■

Curiosidade Curiosidade No Brasil, Brasil, 68,1 68,1% % do doss gas gasees do ef efeit eito o es estuf tufaa são liberado liberadoss por ações ações de desmatament desmatamento o e suas cons consequências equências No mundo, mundo, esse índicee é de índic apenas 17%

Meta de redução redução no Brasil Brasil Entr ntree 36 36,1,1% %e 38, 8,9% 9% até 20 2020

Forma ormass de “s “seque equesstr traar” carbono ca rbono da atmosf atmosfer eraa

Reflor floreestament tamento o

+ saibamais

Redução da produção produção de resíduo síduoss sólidos sólidos

Dimunuição da derrubada derrubada de floreestas par flor par araa des desen envvolviment olvimento o agropecuário

A cada dia, uma novidade no hotsite

A discussão sobre a lógica do Carbono Zero também está na internet. A partir deste domingo, um hotsite interativo poderá ser acessado através do portal diariodepernambuco.com.br. Além de informações da versão impressa do Diario, a plataforma oferecerá, a cada dia, novos infográficos animados, vídeos e calculadoras interativas para o leitor se inserir na causa ambiental em que ele, queira ou não, já está diretamente envolvido. Para isso, basta seguir as instruções em tela e interagir com as informações conforme elas são apresentadas. De resto, é aprender, calcular e compartilhar.

Mudança de hábito hábitos que produz pr oduzam oduz am menos menos poluente poluentes


vida urbana C2 IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

d e P E R N A M B U C O - Recife, segunda-feira, 21 de outubro de 2013 DIARIOd

napegadadocarbono

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Era uma casa muito arretada

+

mais Utilize cobertura verde. Ela proporciona melhoria do conforto térmico e ajuda na retenção de águas pluviais.

11%

5%

Para economizar água, reaproveite a água da chuva. Construa cisternas para armazenagem e utilize a água para regar jardins, lavagem de pátios e etc.

A segunda reportagem da série Na pegada do carbono mostra hoje as práticas nocivas ao meio ambiente que acontecem dentro de casa, ajuda a identificar sua emissão anual de gás carbônico e ensina como compensá-la criando hábitos sustentáveis. Amanhã, o Diario revela como a mudança de atitude nas ruas andando de bicicleta ou pegando carona com amigos contribui para diminuir a poluição ambiental. que as mudanças que irão ocorrer devido ao clima sejam menos sentidas pela população”, igar a luz da sala, cozi- explica. Segundo a especialista, nhar um feijão, tomar a elevação da temperatura cauum banho de água quen- sa fortes impactos sobre vários te e levar os filhos à escola de ecossistemas, provocando o aucarro. Atividades do cotidiano mento do nível dos mares, alteaparentemente inofensivas são rações climáticas e modificações potencialmente nocivas ao meio profundas na vegetação. Procurar gerar cada vez meambiente se considerarmos a repetição dessas ações em milhões nos lixo, reciclar resíduos sólide lares brasileiros todos os dias. dos, não desperdiçar água e enerO consumo de energia elétrica e gia são algumas atitudes indicade gás de cozinha, o uso de aque- das pela professora para causar cedores ou condicionadores de menor impacto ao meio ambiente. “As ações ar são algumas positiva e susdas atividades A coleta seletiva tentáveis de cado dia a dia da pessoa traque emitem pode compensar rão bons resuldióxido de carbono (CO 2), o o uso mais intenso tados para o bem da popugrande vilão lação como toquando o as- do gás de cozinha do. Procurar sunto é efeito fontes de enerestufa. O programa internacional Car- gia que não causem poluição, bono Zero, adotado por empre- como a solar e a eólica; usar comsas, organizações e governos ao bustíveis renováveis nos automóredor do mundo, também pode veis e diminuir o consumo de servir de filosofia para famílias. energia elétrica são formas de Se não dá para cortar os banhos enviar menos carbono para a atquentes e o ar condicionado, que mosfera”, pontua. tal plantar árvores nativas da Mata Atlântica, como ipê-da-várzea, mandiocão e palmiteiro, para neutralizar a emissão de gás carbônico? Ou ainda, o que acha de fazer coleta seletiva para compensar o uso de gás de cozinha? A professora do departamento de ciências geográficas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutora em recursos naturais Josiclêda Galvíncio lembrou que algumas atividades humanas emitem gases para a at- Visite o hotsite especial no portal e calcule a mosfera, que provocam o aque- diariodepernambuco.com.br emissão de carbono de sua residência cimento da superficie da Terra, fazendo a temperatura aumentar. “As pessoas devem entender acesse que as ações individuais também geram impacto. Iniciativas para Use o seu leitor de QR Code a diminuição na emissão de carpara acessar bono ainda são tímidas no Bravídeo exclusivo sil e precisam de avanço para ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

6% 5%

Evite materiais de construção prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Por exemplo, a pintura da casa pode ser feita com tintas à base de água, que proporcionam isolamento, proteção contra corrosão, resistência à ação da maresia e evitam bactérias, fungos e algas em regiões úmidas. Ao usar madeira, priorize o uso da certificada, que garante que o produto foi extraído de forma correta e é proveniente de florestas com manejo adequado.

25%

L

Opte pela iluminação natural. Utilize iluminação de longa vida e baixo custo. Outra solução que ajuda a economizar energia elétrica é a instalação de um “dimmer”, dispositivo que regula a intensidade luminosa, e de sensores de presença nos ambientes.

11%

36%

30%

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Na hora de equipar a residência, fique atento ao comprar os eletrodomésticos. A dica é verificar a etiqueta Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), que indica o consumo energético dos aparelhos, e opte por aqueles mais eficientes (Selo A ou B).

Compare sua lâmpada (mesmo potencial de iluminação)

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TERESA MAIA/DP/D.A.PRESS

Dando lição em gente grande

Brinquedos das filhas de Catarina Andrade são de madeira

Utilize reciclados da construção e pavimentação permeável. Prefira o piso externo intertravado, feito de material prensado e que possui vida útil longa e baixo custo de anutenção. Economia de água e energia.

Preserve as espécies vegetais nativas existentes no terreno, pois elas garantem a estabilidade do solo e refrescam o ambiente.

Na casa da professora universitária Catarina Andrade, 30 anos, economia é palavra de ordem. Mãe de Valentina, 2, e Isadora, 3 meses, ela sabe que as filhas aprendem a partir de exemplos

dos adultos. Na área de brinquedos das meninas, a maior parte dos objetos são de madeira. Até o jogo de chá que a mais velha costuma brincar ao entardecer. Outros são reciclados, como o fogão de caixa de papelão revestida com papel ofício e pintada pela própria Valentina, onde ela “aquece a água para o chá”. Os raros brinquedos de plástico foram dados como presente em festas de aniversário e datas comemorativas.

A justificativ tificativa da mãe para sempre comprar brinquedos de madeira é a durabilidade dos objetos, que vão acompanhar toda a infância das duas filhas. “Valentina já sabe que brinquedo não é para jogar fora e tem uma consciência ambiental muito forte apesar da pouca idade. Ela até briga com coleguinhas da escola por deixarem a torneira aberta enquanto escovam os dentes”, conta. A família também faz coleta se-

letiva. Todos os materiais recicláveis são colocados numa lixeira própria. Como o prédio onde moram, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, não promove a separação de resíduos, Catarina segue, uma vez por semana, com a filha mais velha até o Parque Dona Lindu e deposita o lixo nos contêineres coloridos. A tiracolo, Valentina leva sua ecobag onde se vê estampado o símbolo internacional da reciclagem.


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d e P E R N A M B U C O - Recife, terça-feria, 22 de outubro de 2013 DIARIOd política IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

napegadadocarbono Aven enida ida Conde da Bo Boa Vis Vis istta (1,1,77 km de ext extensão ensão)) eículoss por dia 11.500 11. 500 veículo noss dois sentido no sentidoss

Ônibus

Carro Carr os

Se fossem…

828.000 pessoas

57.500 pessoas Motoss Moto

A pé ou de 11.500 pessoas bicicletas transportadas

23.000 pessoas

0,0 tonelada de CO2

transportadas

14.375 metros

2,068 toneladas de CO2

transportadas

transportadas

toneladas de CO2

191.667 metros

345.000 metros quadrados ocupados

quadrados ocupados

23.000 metros quadrados ocupados

{

Comparação entre veículos sobre emissão de CO2 por pessoa por km* Índice de consumo/emissão

Energia

Poluição

Custo total

*Considera-se ônibus padrão (com 70 passageiros), carro popular (com ocupação média de 1,5 pessoa) e moto comum (com 1 passageiro)

O trânsito passado a limpo

Motos

Carros

{

1 árvore necessária para neutralizar o carbono

Motoss Moto

Carro Carr os

10

árvores necessárias para neutralizar o carbono

Ônibus

127árvores necessárias para neutralizar o carbono

Uma pessoa, no veículo escolhido, passando pela avenida diariamente representa as seguintes quantidades de carbono Moto 180g de CO²

A pé ou de bicicleta 0,001 0010 0 kg de CO²

4,6

12,77 12,

32,3

17

3,,9

8

A pé ou de bicicletas

árvores necessárias para neutralizar o carbono

de CO2

quadrados ocupados

BLACKZEBRA BLA CKZEBRA/DP /DP

8

35,190

2,764 tonelada

3

Ônibus 43g de CO²

Carro Carro 240g de CO²

TERESA MAIA/DP/D.A.PRESS

As soluções para diminuir a emissão de carbono nas ruas são múltiplas: utilização de bicicletas, caminhadas para deslocamentos mais curtos, caronas entre amigos e uso de transporte público. Hoje, a série Na pegada do carbono vai revelar o impacto no meio ambiente do número elevado de veículos individuais. Na edição de amanhã serão mostrados como empresas dos mais diversos segmentos industriais já estão incorporando práticas que reduzem a emissão de carbono ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

V

ocê já parou para pensar na quantidade de carros que circulam pelas ruas? Basta observar dentro dos vidros para perceber que a maioria dos automóveis transporta apenas uma ou duas pessoas. Imagine como esse cenário mudaria se essas pessoas deixassem o carro na garagem e andassem de ônibus, de bicicleta ou pegassem carona com outros motoristas. A emissão de gás carbônico por passageiro de automóvel a cada quilômetro percorrido é 8 vezes maior se comparado com um passageiro de ônibus. No caso das motocicletas, o índice de poluição por pessoa é 4,5 vezes maior que o dos usuários de transporte coletivo. Especialista em mobilidade urbana, o professor do departamento de engenharias da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Maurício Pina afirma que há um desequilíbrio no transporte urbano. “No Brasil, os ônibus são responsáveis por 60% dos deslocamentos realizados nas cidades e representam 7% das emissões totais de dióxido de carbono. Por outro lado,

os veículos comerciais leves e os automóveis respondem por menos de 30% dos deslocamentos e por 50% da liberação de CO2”, compara. Outro cruzamento de dados do professor revela que um ônibus transportando 70 pessoas equivale a 40 carros carregando 1,5 passageiro, média nacional de ocupantes de automóveis por deslocamento. “A quantidade de carros particulares é alta e isso agrava a situação ambiental”, completa Maurício Pina. Atualmente, cerca de 2,2 milhões de veículos circulam pelo estado. A frota de ônibus que opera na Região Metropolitana do Recife é de 3 mil coletivos. “Está bem claro quem é o vilão dessa história”, ressalta Pina. As soluções para diminuir as agressões ao meio ambiente, de acordo com o especialista, passam pela construção de ciclovias para estimular os deslocamentos com bicicletas, reforma das calçadas para incentivar as caminhadas e a melhoria do transporte público. “Essas são as saídas não só para a questão ambiental, mas também para os problemas de mobilidade urbana que enfrentamos”, ressalta.

Universitário Enio Paipa percorre diariamente 50 quilômetros de bicicleta e ainda arruma tempo para ser bike anjo

A quantidade de carros particulares é alta e isso agrava a situação ambiental. Está bem claro quem é o vilão dessa história” Maurício Pina, professor do departamento de engenharias da UFPE

O respeito à Januária Montado em Januária, sua “bicicleta de estimação”, o universitário Enio Paipa, 25, faz uma viagem no tempo e lembra como decidiu trocar o conforto do carro pelas aventuras sobre duas rodas. Há cinco anos, ele mudou seu estilo de vida para melhorar a saúde, ganhar qualidade de vida e, de quebra, ajudar a diminuir a poluição nas ruas. Mesmo morando no Janga, em Paulista, a 15 quilômetros do Recife, optou por ter na bicicleta o seu principal meio de transporte. Percorria aproximadamente 70 km de bike todos os dias. Hoje, ele mora em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, e não abandonou a magrela. Pedala cerca de 50 km diariamente. Não satisfeito em ter adotado práticas mais sustentáveis em seu cotidiano, Enio decidiu espalhar o estilo de vida para ou-

tras pessoas e é voluntário do Bike Anjo, um grupo que ajuda interessados em aprender a andar de bicicleta ou a adotá-la como principal meio de transporte. “Além de ser uma excelente forma de atividade física, aprendemos a ter um outro olhar sobre a cidade, conhecêla melhor e querer cuidar do lugar onde vivemos”, argumenta para os “alunos”. Para Enio, o uso de bicicleta desenvolve consciência ambiental sobre outros aspectos do cotidiano. “Você começa a pensar o meio ambiente de outra forma e a adotar hábitos mais sustentáveis. Hoje, não posso ver uma torneira aberta sem uso ou pingando. No supermercado, nada de sacolas. Saio de lá carregando caixas. Além disso, parei de imprimir documentos há alguns anos. Só leio pelo celular e computador”, enumera.

Visite o hotsite especial no portal diariodepernambuco.com.br e veja como o trânsito afeta o meio ambiente

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acesse Use o leitor de QR Code para acessar vídeo sobre o tema


vida urbana C4 IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

d e P E R N A M B U C O - Recife, quarta-feira, 23 de outubro de 2013 DIARIOd

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Poluição uição tr troc ocaada por por efi eficiên ciência cia Na quarta matéria da série Na pegada do carbono, as empresas que descobriram o bom de ser sustentável

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acesse Use o leitor de QR Code para acessar vídeo sobre o tema

hotsite diariode.pe/carbonozero

ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

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lsa Corrêa rêa de Oliveir Oliveiraa viu a fábrica de tijolos jolos do pai se desenvolver er e se manmanter er em atividade por 35 anos. Ar Ar-rendou endou o negócio da cidade de RiRibeirão, Mata Sul do esttado, há seis anos. Hoje, aos 57,, é exem exemplo plo no estado de quem uem busca ganho ganho ecoeconômico preservando ando o ambient ambiente. e. Após uma consultoria, oria, tr trocou ocou os velhos motores es por outr outros os mais eficientes, es, isolou os ffor ornos or nos e tro trocou a lenha verde de pela seca, obti obti-da também ambém por meio de contr contraatos com empresas esas de cons constr trução ução que geram o produtoo como rresí esí-duo de descarte. “Abri bri os olhos. Identificamos Identif icamos desperdício de enerenergia elétrica e térmica mica e o sanasanamos como dever er de casa”, ggar aran an-te a empresária, pós-grraduada em gestão ambiental.

+ saibamais

A lição da empr empreendedor eendedoraa foi foi comproovada nos livros compr livros contábeis. Pensando no futuro, futuro, o passo seseguintee foi guint foi adquirir adquirir ter terrreno para para promo pr omovver compensação compensação de carbocarbono por meio do ref ref eflor eflores loresttament amento. o. “São 31 31 hectar hectares, es, compr comprados ados papara esse fim. fim. A ideia é fazer fazer a neuneutralização, tr alização, que que é nossa part parte e ofe oferecer o espaço para para que que outros outros também façam”, façam”, explica. O negónegócio do carbono ofer oferece ece espaço papara a responsabilidade responsabilidade e - por que que não? - para para o lucro. lucro.

Créditosverdes

Gestor do projet Gest projetoo Sust Sustent entabilida abilida-de nas micro micro e pequenas pequenas empr empreesas do Sebrae-PE, Sebrae-PE, Maurício CorCorreia de Araújo Araújo considera considera que que preo preo-cupar-se cupar -se com baixas baixas emissões de carbono e prezar prezar pela eficiência eficiência energética ener gética vai vai muito muito além de uma ques uestão tão de marketing. marketing. “Na “Na ver verda da-de, sust sustent entabilidade abilidade não tem tem fórfór-

mula. É algo que que você você aprende aprende enenquant uantoo vai vai fazendo. fazendo. Sabe-se est estar no caminho cert certo quando quando o emempreendedor pr eendedor pensa em sua atuaatuação como participant participantee na cidade, não apenas em seu próprio negónegócio”, ensina. Não é um caminho fácil. QuanQuando se fala fala em indústria, indústria, por exem exem-plo, trat tratam-se am-se de milhares milhares de to toneladas de carbono emitidas mês a mês, em queimadas, queimadas, gas gasttos enerenergéticos, extrações, extrações, aplicação e transpor tr ansportte de produt produtos os químicos, químicos, entree outras entr outras atividades. No est estado, há quem quem cobre cobre R$ 0,110 pelos chamados 0, chamados “créditos “créditos de carbono”, enquant enquantoo outros outros exiexigem mais de R$ 2 para para compensar compensar uma tonelada tonelada de carbono emitido, repondo mudas em área área prot protegi egi-da. Não é preciso preciso muita muita matemá matemá-tica para para compr compreender eender que que o camicaminho mais econômico acaba sensendo a busca pela eficiência. eficiência.

1.7718 1.

1.6 1. 697

1.288 1. 288

1.2259 1.

1.0 1. 023

810

539 533

A conta do carbono (em milhões de toneladas de CO2) Tendência para 2030

458

245

232

297

Cenário de baix aixo aix o carbono para a2 20 030

196

174

149

62 Ener nergia gia

Transporte

99

237

272

249

18

Resíduo síduoss

72 Desmatamento

INFOGRAFIA INF OGRAFIA:: SILVINO SILVINO/DP /DP

Em 2008

Pecuária

111 89

Agricultura Agricultur a

Emis missõe sõess brutas sõe

Emis missõe sõess totais sõe (de desscontado seque sequesstr tro o de carbono carbono))

Energia

Em 2008

Tendência para 2030

Cenário de baixo carbono para 2030

18%

27%

29%

Estimativa 2013:

BERNARDO DANTAS/DP/D.A PRESS

Percentuais de emissão nos três cenários

1,3 bilhão de toneladas de CO2

Transporte

11%

14%

17%

E para compensar tudo isso?

Seriam necessários Resíduos

Desmatamento

Pecuária

5%

6%

2%

355 mil km2

{

3,62 vezes a área de

Pernambuco (98.148,323)

Processo tecnológico e compromisso nacional relativo à mitigação de emissões de gases do efeito estufa pela agropecuária 42%

18%

31%

16%

19%

24%

Processo Tecnológico

Compromisso (aumento de área/uso)

Recuperação de Pastagens Degradadas (1)

15,0 milhões ha - 150 mil km2 - Do tamanho do Ceará

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (2)

4,0 milhões ha - 40 mil km2 - 20% menor que o Rio Grande do Norte

Sistema Plantio Direto

8,0 milhões ha - 80 mil km2 - 20% menor que Pernambuco

Fixação Biológica de Nitrogênio

5,5 milhões ha - 55 mil km2 - Do tamanho da Paraíba

Florestas Plantadas (3)

3,0 milhões ha - 30 mil km2 - Metade da Paraíba

Tratamento de Dejetos Animais

4,4 milhões m3

(1) Por meio do manejo adequado, calagem e adubação.

Agricultura

Elsa Oliveira alterou modo de produção de tijolos

6%

6%

9%

(2) Incluindo Sistemas Agroflorestais (SAFs).

(3) Não está computado o compromisso brasileiro relativo ao setor da siderurgia; e não foi contabilizado o potencial de mitigação de emissão de GEE.

Fontes: Banco Mundial e Ministério da Agricultura

31 de outubro a 02 de novembro de 2013 Recife | Fernando de Noronha CONFERÊNCIA PARA DISCUTIR SOLUÇÕES PARA AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

www.brasilnoclima.com.br |

Apoio:

/pernambuconoclima


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d e P E R N A M B U C O - Recife, quinta-feira, 24 de outubro de 2012 DIARIOd vida urbana IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

napegadadocarbono

5 RAFAEL/DP

O meio ambiente no prato

4.664 litros

Da produção ao consumo, os alimentos desempenham um papel fundamental quando o assunto é redução na emissão de carbono. Entenda o impacto da agricultura, pecuária e dos hábitos alimentares para o meio ambiente na quinta reportagem da série Na pegada do carbono, que o Diario publica até o dia 31. Amanhã, a importância da produção de mudas e dos hortos florestais para o clima. ANAMARIA NASCIMENTO e ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

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que os seus hábitos alimentares têm a ver com emissão de carbono? Tudo. As comidas que você ingere têm relação direta com o efeito estufa, as mudanças climáticas e o aquecimento global. A agricultura e a pecuária dependem das condições do clima, e o aumento da temperatura do ar e do solo mudam completamente a forma de produzir alimentos. Enquanto alguns costumes à mesa são “verdes” e vistos com bons olhos do ponto de vista da sustentabilidade, outros são nocivos à preservação do meio ambiente. Quem come carne vermelha, por exemplo, deve se preocupar mais com a produção de gás carbônico do que os que optaram pelo estilo de vida vegetariano ou vegano. A criação de gado é a atividade econômica que ocupa a maior extensão de terras no Brasil, país com o segundo maior rebanho bovino do mundo. As empresas brasileiras respondem por mais da metade do mercado mundial de carne bovina. O problema é que a pecuária bovina é responsável pela emissão de, pelo menos, 50% dos gases-estufa, principalmente do gás carbônico (CO2) e do metano (CH4). De acordo com a nutricionista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Jailma Santos, uma alimentação ambientalmente saudável é aquela que produz baixa emissão de gases com efeito estufa. “Esses gases são produzidos nas várias fases dos ciclos de produção do alimentos, incluindo processamento, embalagem, transporte, tratamento químico e dos desperdícios. A carne é um dos alimentos com maior impacto ambiental. Além disso, a criação bovina é uma das práticas responsáveis por

grande parte do desflorestamento no estado do Amazonas” ressalta. Preferir uma alimentação rica em alimentos de origem vegetal, produzidos no estado dentro dos princípios da agroecologia e, sempre que possível, não embalados, ajuda a diminuir o impacto dos hábitos alimentares. “Comprar produtos em feiras orgânicas é uma boa maneira de cooperação com o meio ambiente”, destaca Jailma Santos. “O mais apropriado é evitar a produção de alimentos poluentes para que não haja necessidade de compensação do carbono. Esse é um desafio global complexo, mas possível de ser alcançado”, completa a professora da UFPE.

1.249 litros 371 litros

Indústria da carne vermelha e o efeito estufa

Brócolis,berinjela, couve e arroz

CO² (dióxido de carbono) CH4 (metano)

Bife de carne

N2O (Óxido nitroso)

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Desperdício médio de refeições no Brasil:

* Em um intervalo de 100 anos, o metano e o óxido nitroso são, respectivamente, 25 e 298 vezes mais potentes que o dióxido de carbono em termos de potencial de aquecimento global. Em um intervalo de 20 anos, o metano é 72 vezes mais potente. O gado de grande porte é um dos maiores emissores de metano do mundo, por meio de excreção de gases e fezes. ** Steinfeld e outros, A grande sombra da pecuária (2006)

20%

Fontes: IPCC, Steinfeld, Ministério da Agricultura e Marcia Kreith, Water Inputs in California Food Production BLENDA SOUTO MAIOR/DP/D.A PRESS

Gabriel Lira mudou alimentação em nome da consciência

Afasta de mim esta carne Há sete anos, o professor Gabriel Lira, 24, mudou os hábitos alimentares. Depois de assistir ao documentário A carne é fraca - filme sobre os impactos que o ato de comer carne representa para a saúde humana, para os animais e para o meio ambiente -, decidiu cortar, definitivamente, todo tipo de carne do cardápio. Hoje, o prato do almoço é recheado de frutas,

legumes e grãos. Segundo ele, a mudança aconteceu gradualmente e de forma consciente. “Visitei um matadouro depois de ter visto o filme e presenciei a agressão ao meio ambiente e aos próprios animais durante o processo de abate”, conta. O professor começou, então, a estudar o assunto e encontrou, entre outros dados, a informação de que para a produção de um

quilo de carne são necessários 15 mil litros de água. Por outro lado, para a produção de um quilo de grãos, bastam mil litros. “A água que pode ser usada na lavoura para produzir alimentos saudáveis é desperdiçada para limpar o sangue dos animais mortos”, pontua. Segundo Gabriel, a maior dificuldade que os vegetarianos enfrentam é a falta de acolhimento

no meio social. “Quando vamos a festas ou encontros com amigos, faltam alimentos que podemos comer. Acho que os vegetarianos ainda não são bem apoiados socialmente”, revela. O desafio, agora, é não só acolher quem optou por um estilo de vida mais saudável e menos nocivo do ponto de vista ambiental como tentar reduzir o impacto das próprias escolhas à mesa.


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d e P E R N A M B U C O - Recife, sexta-feira, 25 de outubro de 2013 DIARIOd vida urbana IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

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Uma mata símbolo de vida

Linha do tempo

1500 Portugueses chegam ao Brasil. Estima-se que eles devastaram 1,2 mil toneladas/ano nas primeiras décadas

1588 Aduana portuguesa registra exportação de 4,7 mil toneladas (desconsiderando o contrabando francês)

GLAUCO SPINDOLA/DP/D.A PRESS

1605

Mapa da Mapa distribuição dis tribuição da Mata Atlântic tlânticaa no Brasil Br asil de 1500

Primeiro decreto da Coroa, criando a guarda florestal, preocupada com a extração excessiva de pau-brasil

1607 Limite de extração estipulado em 600 toneladas de Mata Atlântica por ano

1700 Cultivo de cana é impulsionado, junto ao desmatamento, e chega a 19 mil toneladas por ano

1795

Ecossistema preservado favorece também os humanos

A importância da produção de mudas e dos hortos florestais para o clima e a atmosfera é o tema da quinta reportagem da série Na pegada do carbono, que o Diario publica até o dia 31. O aumento no número de empresas da construção civil que investem num conceito verde será destaque amanhã

Um gráfico animado do desmatamento da Mata Atlântica está no hotsite especial no portal diariodepernambuco.com.br

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ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

A

primeira opção na lista de soluções para o problema da emissão excessiva de carbono na atmosfera é sempre a mesma: replantio de espécies da Mata Atlântica, um dos ecossistemas com maior biodiversidade do mundo. Hoje, ape ape-nas 7% da área original é preservada. Pernambuco tem dois ecossistemas tropicais terrestres, a Mata Atlântica e a Caatinga, além de um oceano quente. De acordo com especialistas, esses ecossistemas, se bem manejados e conservados, podem transformar o estado no maior “fixador de carbono do mundo”. O professor de botânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Felipe Melo explica que a redução da emissão de gás carbônico e o trabalho realizado pelas plantas têm relação estreita. “O carbono é retirado da atmosfera principalmente por fotossíntese, ou seja, todo o crescimento das plantas e outros organismos que realizam o processo e retiram carbono do meio. Nos mares, este papel é principalmente do fitoplâncton (microalgas marinhas)”, esclarece. Estima-se que os oceanos absorvem cerca de um terço das emissões humanas. “O plantio de flo florestas e a garantia de sua proteção no longo prazo também pode capturar o carbono e ajudar a regular sua concentração na atmosfera”, garante o professor. As plantas - de microalgas a árvores - são os responsáveis por transformar o carbono atmosférico na forma de CO2 em biomassa. “A fotossíntese transforma energia solar e nutrientes em bio bio-massa e é a bomba propulsora da vida na terra. Toda a biomassa produzida anualmente pelas plantas se traduz numa grande quantidade de carbono retirada da atmosfera”, pontua Felipe Me Me-lo. Mesmo assim, segundo ele, as atividades humanas superam a capacidade de todas as plantas em transformar esse carbono em biomassa. É isso que desequilibra o ciclo e aumenta a concentração de CO2 na atmosfera.

Começa a ser emitida série de ordens destinadas à preservação de árvores utilizadas para produção naval

Mapa da Mapa distribuição dis tribuição da Mata Atlântic tlânticaa no Brasil Br asil em 201 2013 3

1800 Estima-se a derrubada entr 30 mil e 36 mil km2 entre por conta do período de exploração do ouro

A importância da cobertura vegetal Árvor Árv orees cons consomem omem gás carbônic carbônico o no ar 15 anos anos é o tempo tempo médio par paraa a árvor árvoree atingir a maturidade e maior consumo consumo de CO2 na atmos atmosfer eraa

1850 Cer erca de 7,5 mil km2 foram derrubado derrub ados para a implantação ado de fábricas e engenhos

36 árvores neutralizam

10 toneladas de CO2 por ano

1950

4 TON

Consumo de lenha e atividades extrativistas resultar sultaram na derrubada de mais 2,65 mil km2

2013

1,6

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Estima-se que restem entre 6% e 7% da cobertura original da Mata Atlântica Fonte: Grupo Brasil Verde e SOS Mata Atlântica

A guardiã da floresta urbana BERNARDO DANTAS/DP/D.A PRESS

Bióloga Marina Falcão trabalha no Parque Dois Irmãos

Conduzindo o recém-adquirido carro elétrico do Parque Dois Irmãos, a bióloga Marina Falcão, 30, fiscaliza uma das maiores áreas verdes do Recife. Ela é responsável pela manutenção dos 384 hectares de Mata Atlântica localizados no horto flor florestal. O trabalho que realiza diariamente desde 2009 é, segundo Marina, a realização de um sonho. Trabalhar com matas era um dos seus objetivos quando ingressou na universidade. Bromélias, visgueiros, jaguatiricas e tamanduás são companheiros da bióloga durante o expediente. “Ajudar a conservar um fragmento da Mata Atlântica numa grande cidade é um prazer”, revela. Até o próximo ano, o trabalho de Marina deve triplicar, pois o tamanho do Parque Dois Irmãos deve passar dos atuais 384 hectares para 1.244. As 669 espécies de animais devem passar para 1,2 mil.

A bióloga ressaltou a importância das espécies da Mata Atlântica na captura do carbono. “Além de captar água, amortecer a poluição e amenizar o clima, as árvores retiram toneladas de carbono do ar diariamente”, explica. A manutenção dessas regiões é ainda mais importante se for considerado o desmatamento anual da Mata Atlântica. Por ano, o Brasil derruba uma área equivalente a 2,1 vezes o tamanho do Recife. Um levantamento do Ministério de Meio Ambiente, apresentado em 2012, estimou que a média anual de desmate, entre 2002 e 2008, foi de 457 km2. A capital pernambucana tem uma área de 217,4 km2. Desde o descobrimento do país, 75,90% da área original de Mata Atlântica despareceu até 2009. A área destruída ao longo de cinco séculos corresponde a 8,5 Pernambucos.


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d e P E R N A M B U C O - Recife, sábado, 26 de outubro de 2013 DIARIOd vida urbana IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

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Construir sem em desperdiçar diçar

Transporte

Cimento Maiores emissões de carbono na construção:

Cal

Aço

O número de construtoras que investem no conceito de edifícios carbono zero e promovem ações sustentáveis nos canteiros de obras aumentou. Hoje, a onda dos prédios verdes será tema da sétima reportagem da série Na pegada do carbono. Amanhã, o Diario traz um raio x da emissão de gás carbônico no arquipélago de Fernando de Noronha, que deve se tornar o primeiro distrito carbono-neutro do Brasil. neiro, o processo de conscientização na construção civil é irreversível. “Essa atitude é importante para as construtoras, já que, asconceito de sustentabilidade veio para ficar na sim, teremos cidades cada vez construção civil. Hoje o mais sadias”, ressalta. O especialista enfatizou que o Brasil ocupa o primeiro lugar ensetor, por si só, sempre gera impactre os países da América Latina no número de registros em bus- tos ambientais. As ações das emca da certificação da Leadership presas devem ser tomadas para in Energy and Environmental reduzir esses efeitos nocivos ao Design (Leed) e a quarta coloca- meio. “O esgoto gerado pelos moção no ranking mundial, segun- radores de um empreendimento do levantamentos do Green Buil- imobiliários com quatro torres, ding Council (GBC Brasil). A pri- cada uma com 30 pisos e quatro meira edificação verde do país unidades por andar, por exemplo, é despejado na é de 2004. Desrede da cidade de então, a Construtoras em sem nenhum preocupação tipo de tratacom o meio Pernambuco mento míniambiente foi disseminada investem mais no mo. Isso gera impacto nas cipelos canteiros selo sustentável dades, especialde obras. Exismente no Recitem mais de fe, que enfrenta 500 empreendimentos sustentáveis no país, alagamentos em períodos de chuentre eles, um prédio localiza- vas”, aponta. De acordo com o professor, endo na Rua da Aurora, área centre as soluções para os problemas tral do Recife. O primeiro colocado no rank- gerados pela construção civil esing mundial são os Estados Uni- tão a inclusão de um sistema de dos, com mais de 40 mil constru- reaproveitamento da água de chuções sustentáveis. Em seguida apa- vas nos projetos, a construção de recem a China e os Emirados Ára- janelas que favoreçam a ventilabes. No Brasil, a certificação Leed ção cruzada e a utilização de mafoi implantada em 2007 com a terial de baixo consumo energéticriação do GBC Brasil, uma ONG co na fabricação. “A adoção de meque atua no desenvolvimento da didas como essas nos projetos das indústria de construções sustentá- edificações são importantes para veis. Para o engenheiro civil e pro- contribuir com a redução da emisfessor da Universidade Federal de são do CO2 e para o desenvolvimenPernambuco (UFPE) Arnaldo Car- to sustentável”, conclui.

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da emissão de gases do efeito estufa*

ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

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A pegada da construção civil

Valorização de empreendimentos “sustentáveis”: Entre

5 10% e

40% de toda a energia

30% da extração de materiais da natureza

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25% 25% da geração de resíduos sólidos

acesse

do consumo de água

12%

Use o leitor de QR Code para visitar o hotsite

da ocupação de terras

FOTOS: TERESA MAIA/DP/D.A.PRESS

Essa atitude é importante para as construtoras. Assim, teremos cidades cada vez mais sadias” Engenheiros e operários pensam mais no sustentável

Dicas para uma construção mais “verde”

Arnaldo Carneiro, engenheiro civil e professor da UFPE

Fontes: Organização nas Nações Unidas (ONU), Ativos Técnicos Ambientais (ATA), Inventário Nacional de Emissões, Tishman Speyer do Brasil, Sinduscon-SP e Centro de Tecnologia de Edificações

O simples que faz a diferença No canteiro de obras do edifício Vila Boa Vista, na área central do Recife, o investimento em pequenas atitudes sustentáveis chama a atenção. No local onde um prédio de 27 andares está sendo levantado, contêineres de coleta seletiva estão sempre cheios e as lâmpadas do vestiário dos trabalhadores, na verdade, são garrafas plásticas com água e cloro. A ideia

de tornar o espaço num local onde se desenvolvem ações positivas para o meio ambiente foi do engenheiro gestor de projetos da Duarte Construções, Alberto Sobral. “O resultado da iluminação com as garrafas PET equivale a uma lâmpada com potência entre 40 e 60 watts. É uma solução simples e barata para economizar energia”, pontua.

Nas obras da construtora Moura Dubeux, a primeira do Nordeste a conseguir a certificação ambiental 14001, coleta seletiva de lixo, monitoramento de resíduos e diminuição dos níveis de ruído, são algumas soluções previstas no programa de gestão ambiental da empresa. “A construção civil é fundamental nesse processo de debate sobre sustentabilidade. De-

sejamos estar cada vez mais focados nessa mudança que o país exige”, garante a gerente de Sistema de Gerenciamento de Informações da Moura Dubeux, Cecília Rocha. “Investir em ações sustentáveis traz benefícios para as empresas, para o consumidor e para a sociedade”, completa o diretor de engenharia da construtora, Roberto Cardoso.

O que seria descartado pode muito bem voltar à obra


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9 RAFAEL/DP

TERESA MAIA/DP/D.A.PRESS

Energias limpas

Residência no Derby utiliza formas limpas de energia

Nada se perde, tudo se renova Na nona reportagem da série Na pegada do carbono, descubra como as geradoras de energia estão se preparando para o futuro e veja as formas alternativas de energia que também podem ser adotadas em casa. Amanhã, o Diario revela as discussões sobre carbono na esfera política e mostra como os cidadãos podem cobrar dos representantes e governos ações e projetos de sustentabilidade ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com. br

No hotsite especial Carbono Zero, no portal diariodepernambuco.com.br, leia todas as reportagens publicadas da série

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Potencial de energia eólica no Brasil

P

ernambuco pode se tornar exemplo nacional na área de energias renováveis. O clima e a geografia afia do estado favorecem o desenvolvimento de produção de energia limpa, como a solar e a eólica. Este ano, o estado deu um importante passo para a sustentabilidade energética. Um projeto que visa a implantação de sistemas de geração de energia solar em prédios públicos está em fase de testes. Outra proposta inédita pretende transformar em energia limpa as 3.221 toneladas de lixo produzidas por dia na Região Metropolitana do Recife. O projeto de energia solar está sendo tocado pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão e pretende instalar 36 placas fotovoltaicas, que, juntas, têm mais de 8 kW de potência. A expectativa é que, no futuro, esse sistema seja uma boa opção para residências. A resolução normativa 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite que consumidores instalem pequenos geradores utilizando energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada. No estado, o procedimento está sendo adotado pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). A concessionária permite que a população gere até 100 kW para microgeração e de 100 a 1000 quilowatts para minigeração, por unidade consumidora, para consumo próprio. A Celpe também anunciou um projeto para dar destino ao lixo e ao esgoto do Grande Recife. A ideia é criar tecnologia necessária para transformar os resíduos sólidos e efluen ef luentes líquidos em biogás. Com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a energética vai construir um sistema de geração de energia renovável com potência estimada em 200 kW, numa Estação de Tratamento de Esgoto. Inicialmente, a energia produzida pelo biogás será utilizada na própria unidade de tratamento. Caso haja excedente, a energia vai ser introduzida na rede da Celpe. O percentual não usado e destinado à rede da concessionária será revertido em crédito para os consumidores. De acordo com o engenheiro químico e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) José Geraldo Pacheco, usar a energia proveniente de hidrelétricas sustentáveis, solar e eólica é uma das principais formas de minimizar os efeitos da emissão de gás carbônico para a atmosfera.

Potencial de energia solar no Brasil

Como funciona a energia geotérmica Sonda de

Central geotermoelétrica

20 - 30 0 °°C C 100 m

Eletricidade e centros de consumo

Cobertura impermeável

*megajoule *meg ajoule

Foc ocoo ddee ccalor alor ativ ativoo

Projeção de expansão das energias limpas renováveis

Como a energia é gerada a partir das marés

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O movimento das ondas pressiona o mar movendo a turbina

300.000

2026 - 2050

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As ondas retornam e sugam o ar, fazendo a turbina se movimentar no sentido contrário

100.000

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TERESA MAIA/DP/D.A.PRESS

Bruno Lima projetou um lar com arquitetura verde

Solar PV

Eólica na terra

Eólica do mar

Onda

Maré

A natureza dentro de casa A casa do arquiteto Bruno Lima, no bairro do Derby, área central do Recife, é tão diferente do entorno que chama a atenção dos que passam na rua sem saída onde ele mora. Pensada pelo proprietário e por um sócio do escritório de arquitetura, a residência “verde” foi construída para privilegiar as formas limpas de energia. Com dois pavimentos, a casa tem paredes construídas pa-

ra deixar o ar circular. Nenhum cômodo tem ar-condicionado. “Normalmente dormimos apenas com as janelas abertas, com o ar natural. Quando está muito calor, usamos o ventilador de teto”, afirma Bruno. As lâmpadas só são usadas à noite. Durante o dia, as grandes janelas de vidro deixam a luz do sol entrar, iluminando toda a casa de madeira. “Apesar disso, as vi-

draças não recebem insolação direta”, explica o arquiteto. Cobogós, esquadrias e “rasgos” nas paredes ajudam na circulação do ar. O local ainda conta com um sistema de armazenamento da água de chuva, que é usada no banheiro e no quintal. “Não calculei a economia nas contas mensais, pois meu objetivo não foi econômico. A ideia era viver de forma mais agradável”, ressalta.


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d e P E R N A M B U C O - Recife, terça-feira, 29 de outubro de 2013 DIARIOd vida urbana IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

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10 JULIANA LEITAO/DP/D.A PRESS

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O meio ambiente na Assembleia Legislativa de Pernambuco Em 2013

20

projetos apresentados

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versa sobre energias renováveis

83%

40%

25%

12 propostos pelo Poder Executivo

10 deles, em regime de urgência*

8 propostos pelos deputados

Nenhum deles trata da emissão de carbono

1

60%

2 deles, sobre instituição de programas

O que são essas urgências? Em 100% dos casos, o pedido foi autorizado pela Casa

Em 100% dos casos, tratavam de supressão vegetal em áreas de preservação permanente

Na Casa de Joaquim Nabuco, governo é o maior proponente na questão ambiental Recife

Política ainda no vermelho A falta de discussão de projetos que têm relação com o meio ambiente é o tema da décima reportagem da série Na pegada do carbono, que o Diario publica até o dia 31. Amanhã, o tema será como as crianças veem o futuro do ponto de vista da preservação dos escossistemas

Deputados no plenário da Assembleia: sem propostas para redução da emissão de carbono

municação que foram abertos para tratar sobre o assunto. Na prática, no entanto, se fala em emispesar do projeto de são de carbono quando há distornar o Arquipélago cussão direta sobre a geração de de Fernando de Noro- energia, seja ela renovável ou ponha o primeiro distrito carbono- luente. “Nesses últimos anos, tineutro do país, a discussão so- vemos duas discussões muito imbre a emissão dos gases do efei- portantes: uma sobre energia nuto estufa em Pernambuco ain- clear e outra sobre uma usina da engatinha. Mesmo na Comis- termelétrica a óleo combustível são de Meio Ambiente da As- que se pretendia construir no Casembleia Legislativa de Pernam- bo de Santo Agostinho. Essa últibuco, não há discussão especí- ma seria a mais poluente do país, fica sobre o tema ou projetos e, com as discussões, conseguique contemplem diretamente mos impedir. Foram debates muia questão de dióxido de carbo- to importantes e que resgataram no. De acordo com a vice-presi- a importância das energias limdente da comissão, Raquel Lyra pas”, defende. Mesmo com (PSB), o debate a atuação dos sobre esse as- Seis em cada dez deputados, ainsunto avanda é o governo çou na esfera solicitações são o maior propopolítica, mas nente de projeainda não dei- relativas ao corte tos que chegam xou de ser in- de áreas verdes à Casa de Joacipiente. “A quim Nabuco. sociedade preSeis em cada dez solicitações que cisa estar mais coesa para cobrar dos deputados ou repre- tramitam na Assembleia partem sentantes em outras esferas do do poder executivo, a maior parpoder. É preciso uma mudança te delas relacionadas à supressão de cultura com relação à sus- vegetal e em regime de urgência, tentabilidade e construir uma graças a projetos estruturadores consciência coletiva sobre a ne- e de ordem urbanística. O texto cessidade de proteger o meio padrão prevê a necessidade de compensação ambiental ou recuambiente”, afirma. Segundo o deputado Daniel peração do ecossistema afetado, Coelho (PSDB), um dos que mais sem, no entanto, apontar puniapresentam propostas à mesma ções ou prazos para tal, além de comissão, a discussão tomou no- responsabilizar a Agência Estavas proporções, graças à partici- dual do Meio Ambiente (CPRH) fiscalizadora. pação popular pelos canais de co- como fiscalizador ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

A

En

entrevista >> Alexandre Moura

“Participar é preciso” Fora do eixo oficial, há quem faça sua parte para estimular a colocação de pautas ambientais em evidência. Coordenador executivo da Associação Ecológica de Cooperação Social (Ecos), ONG que trabalha na defesa do meio ambiente, Alexandre Moura fala sobre como lutar por uma agenda mais verde para o estado.

HELDER TAVARES/DP/D.A PRESS

Um gráfico animado do desmatamento da Mata Atlântica está no hotsite especial no portal diariodepernambuco.com.br

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Como lidar com os problemas relacionados à emissão de carbono? O importante é estar atento à causa ou razão das emissões atingirem patamares preocupantes. Assim, o foco deve ser com os próprios emissores de carbono e as ações e comportamentos que determinam as emissões. Dessa forma, desde o processo produtivo, o tipo de consumo e, não menos importante - talvez mais - a quantidade de consumo, mesmo de produtos de geração de baixo impacto. Como a Ecos trabalha na coCo brança por mudanças políticas? Os legisladores em todos os âmbitos têm fundamental importância na criação de referenciais legais para gestão ambiental e conservação do ambiente. É necessário que instituições acompanhem projetos de lei em todos os aspectos pois deles surgem consequências, diretas e indiretas. Nesse âmbito, a atuação se dá através do acompanhamento das tramitações dos projetos de lei e principalmente das pautas da Comissão de Meio Ambiente, como a da Assembleia Legislativa. O que os cidadãos podem fazer para cobrar políticas mais efetivas?

BERNARDO DANTAS/DP/D.A PRESS

Há um equivoco da maioria da sociedade em achar que sempre há uma entidade ou alguém que vai se preocupar com a questão ambiental e dessa forma se acomodam e nada mais fazem. As associações ambientalistas são formadas de pessoas e assim é necessário que mais e mais cidadãos e cidadãs se incorporem a essa luta de forma organizada. Mas, para que possamos fazer com que os parlamentares venham a incorporar mais e mais a temática ambiental ao seu mandato, é necessário dar transparência aos seus atos ou de sua omissão.


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d e P E R N A M B U C O - Recife, quarta-feira, 30 de outubro de 2013 DIARIOd vida urbana IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

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Como será o amanhã? O consumo desenfreado e a falta de preocupação com a emissão de carbono pode custar caro às próximas gerações que vão habitar o planeta. Pernambuco não fica de fora das consequências de um mundo onde o efeito estufa pode provocar o aumento do nível do mar, alterando significativamente a vida de quem mora no Recife e outras cidades litorâneas. Amanhã, na série Na pegada do carbono, quem participará do evento Pernambuco no clima do se contabilizam os prováveis colapsos nos sistemas de esgotamento sanitário e abastecimento de água. uito se fala num fuPensar num futuro diferente turo não tão distante, pautado, em geral, significa mudar a partir de hopela ação de um efeito estufa je. Obras estruturadoras como a que ainda parece distante da rea- engorda das praias podem siglidade de quem vive, hoje, em so- nificar uma prorrogação de praciedade. Somente quando nos zo para o avanço do mar, mas voltamos a cálculos mais preci- não soluções. “Em Pernambuco, sos sobre como podem se apre- há uma ‘dívida’ enorme a ser sentar as próximas décadas é ‘quitada’ com relação à recupeque temos a verdadeira dimen- ração de áreas verdes destruídas são de como o consumo desen- pelos latifúndios e o crescimenfreado e a falta de preocupação to urbano pouco organizado, o com a emissão de carbono pode saneamento básico, a garantia de acesso equitativo a educação custar caro. Para se ter uma ideia, o painel e saúde. Apostar em megaprojeclimático da Organização das tos industriais e nos efeitos ecoNações Unidas (IPCC) espera um nômicos do consumismo desenaumento do nível do mar entre freado é o caminho oposto à sustentabilidade”, 29 e 89 centíavalia o antrometros dentro Estudo da UFPE pólogo Peter dos próximos Schröder. 90 anos. Se pa- aponta risco E é nesse rece distante campo da susou intangível, de elevação do tentabilidade basta imaginar nível do mar que reside a que mais da enorme dismetade da região costeira de Jaboatão dos tância entre o discurso político Guararapes, por exemplo, esta- quanto ao verde e as práticas ria inundada ou que residen- econômicas que, de fato, são ciais inteiros à beira-mar da ci- praticadas. “São políticas desendade do Paulista simplesmente volvimentistas pautadas, ainda em princípios predatórios de sédesapareceriam. Para não parecer filme apo- culos passados. Na maioria das calíptico, um estudo da Univer- esferas políticas, ‘desenvolvisidade Federal de Pernambuco mento’ ainda é um sinônimo utilizou os parâmetros divulga- de crescimento econômico. Pados globalmente para traçar os ra deixar claro: sustentabilidaefeitos dessa elevação do mar de não é sinônimo de desenvolem cenários otimista (50cm de vimento sustentável, porque eselevação) e pessimista (1m). Em te pode ter a conotação equivonenhum deles, a situação é re- cada de que é possível alcançar confortante e, segundo o Painel sustentabilidade sem questioBrasileiro de Mudanças Climá- nar os pressupostos de um cresticas (PBMC), o cenário pode ser cimento econômico infinito”, ainda mais preocupante quan- conclui Schröder.

89 cm

ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

34 cm

M

28 cm

2013

2000

2050

2100

Área de inundação nas quatro cidades Cenário otimista - 39.32 km2

Cenário pessimista - 53.69 km

2

Análise de riscos (Leva em conta a evolução com a atual aceleração sem medidas de contenção)

Recife

Olinda

Baixo risco - 18%

Baixo risco - 12%

Depende de variáveis - 53%

Depende de variáveis - 59%

Alto risco - 29%

Jaboatão

Paulista

Baixo risco - 36%

Baixo risco - 13%

Depende de variáveis - 8%

Depende de variáveis - 17%

Alto risco - 59%

Gráficos, vídeos e calculadora de redução de emissão de carbono estão no hotsite do portal diariodepernambuco.com.br

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Alto risco - 29%

Alto risco - 70%

acesse

Construções localizadas a menos de 30m (nas quatro cidades):

81,8%

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Fontes: IPCC (Painel do Clima da ONU), Centro de Estudos e Ensaios em Risco e Modelagem Ambiental (Ceerma/UFPE)

Eles podem ensinar a evitar esse futuro A pedido do Diario, alunos da turma Kids 3, de 5 e 6 anos, da escola Eccoprime, de Aldeia, Camaragibe, desenharam o que eles consideram ser práticas sustentáveis. Na visão das crianças, o mundo ideal é aquele onde a coleta seletiva é praticada em todas as casas, o uso de energias renováveis é constante e o desperdício é pequeno. As lições foram aprendidas em casa e na sala de aula, onde as noções de sustentabilidade fazem parte do calendário escolar. A Eccoprime, localizada em meio a uma pequena reserva da Mata Atlântica, é uma das escolas pernambucanas que mais investem na educação para um mundo “verde”. Outras unidades de ensino, públicas e particulares, seguem este mesmo caminho.

ANA LUISA/DIVULGAÇÃO

Ana Luísa Carneiro, 5 anos

AMANDA VIDAL/DIVULGAÇÃO

Amanda Vidal, 6 anos

MATHEUS SOBEIRA/DIVULGACAO

Matheus Silva, 6 anos

Um cachorro, dois gatos e passarinhos Uma cadela e um peixinho

Um cão e um pássaro

Cuidar do meio ambiente é…

Cuidar do meio ambiente é…

Cuidar do meio ambiente é…

Os adultos fazem de errado…

Os adultos fazem de errado…

“colocar água nas plantas e desligar a torneira quando escovamos os dentes” “jogam lixo no chão”

O que vou fazer quando crescer… “regar muitas plantas”

“desligar o chuveiro durante o banho e não jogar lixo no chão”

“fazer bonecos com rolo de papel higiênico e reciclar. Não cuidar só da gente, mas dos animais e das plantas”

“gastam água”

“jogar plástico na rua”

O que vou fazer quando crescer… “reciclar o lixo”

Os adultos fazem de errado…

O que vai fazer quando crescer…

“colocar painel de energia solar na minha casa”


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d e P E R N A M B U C O - Recife, quinta-feira, 31 de outubro de 2013 DIARIOd vida urbana IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

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No clima para a nova energia Evento hoje em Boa Viagem reúne time que pode ajudar a estabelecer futuros padrões ambientais

>>

acesse Use o leitor de QR Code para ler o especial

esquisadores de nove países e autoridades de várias regiões do Brasil se reúnem hoje, no Teatro Luiz Mendonça do Parque Dona Lindu,a partir das 9h30, para discutir mudanças climáticas e matrizes energéticas no lançamento do projeto que pretende tornar o Arquipélago de Fernando de Noronha o primeiro distrito carbono-neutro do país. O Pernambuco no Clima,

projeto da Secretaria de Meio Ambiente do estado, convocou grandes nomes no campo da sustentabilidade para abordar o efeito estufa e dar o pontapé na definição de novos padrões de desenvolvimento para o estado. Inscrições para o evento devem ser feitas através do site www.brasilnoclima.com.br, na aba PE no Clima. Assim como ocorre em países como a Costa Rica, que se propõe a ser o primeiro país em desenvolvimento a obter o status de carbono-neutro no mundo, até o ano de

2021, Fernando de Noronha, que atualmente mantém uma emissão de dióxido de carbono per capita comparável a grandes países poluidores como a China, servirá de modelo experimental para iniciativas replicáveis em Pernambuco e nos demais estados brasileiros. A segunda etapa do evento será realizada no sábado, na própria ilha de Fernando de Noronha, quando a população será convocada para discutir o futuro do distrito. Veja abaixo o currículo de quem fará parte do painel.

PV/DIVULGAÇÃO

ARQUIVO PESSOAL

STEPHAN ROEHL/DIVULGAÇÃO

ANAMARIA NASCIMENTO ED WANDERLEY urbana.pe@dabr.com.br

P

MARCIA KALUME/AGÊNCIA SENADO

Além de gráficos, vídeos e calculadora de redução de carbono, um e-book no hotsite do portal diariodepernambuco.com.br

YOUTUBE/REPRODUÇÃO DA INTERNET

Exclusivo para o iPad, um caderno especial reunindo as matérias publicadas entre os dias 20 e 30 de outubro

Luis Saporta Economista graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em teoria econômica pela Faculdade Getulio Vargas e pesquisador das áreas de Economia e Meio Ambiente. Doutorando no Programa de Planejamento Energético da UFRJ, desenvolve pesquisas na área de energia, mudanças climáticas e recursos hídricos.

Alfredo Sirkis

Aspásia Camargo

Claudio Loureiro

Jornalista, cineasta e, atualmente, deputado Federal pelo PV no Rio de Janeiro, integrante das Comissões do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Câmara dos Deputados e Mista de Mudança Climáticas. À frente da então Secretaria de Meio Ambiente do Rio, implantou a maior rede de ciclovias do país e mutirões de reflorestamento em favelas. Escritor vencedor do Prêmio Jabuti (1981).

Professora de sociologia e ciências políticas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e pesquisadora da Fundação Getulio Vargas, onde criou o Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável. Ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é atualmente deputada estadual do Rio de Janeiro.

Gerente-geral da Canadian Solar para os mercados sul-americanos, formado em engenharia química pela Escola Politécnica da USP e pós-graduado com um MBA pela Cranfield School of Management, no Reino Unido. Tem expertise na área de geração de energia e iluminação com passagem por empresas como a General Electric (GE) e a Procter & Gamble.

UNB/DIVULGACAO

YOUTUBE/REPRODUCAO DA INTERNET

INSTITUTO AKATU/DIVULGAÇÃO

Eduardo Viola Doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor em Economia Política Internacional da Universidade do Colorado (Boulder). É professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília e pesquisador sênior do CNPq desde 1986, além de membro do Earth System Governance Program da Lundt University. WIKIMEDIA CREATIVE COMMONS

Luiz Pinguelli Rosa Doutor em física e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ex-diretor da coordenação de programas de pós-graduação em engenharia da mesma instituição de ensino e expresidente da Eletrobras. Atualmente é secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Enéas Salati

Fabio Feldmann

Titular de física e meteorologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (USP). Desenvolve estudos sobre emissões de gases de efeito estufa e seus efeitos no território brasileiro, já tendo trabalhado no Banco Interamericano de Desenvolvimento, na área de meio ambiente, em Washington (EUA).

Ex-deputado federal que hoje se dedica a escritório de consultoria com questões relacionadas à sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Formado em administração de empresas pela Faculdade Getulio Vargas e em direito pela Faculdade do Largo São Francisco, já tendo recebido o Prêmio Global 500 das Nações Unidas.

YOUTUBE/REPRODUÇÃO DA INTERNET

NEW SHOPPER/DIVULGAÇÃO

Natalie Unterstell Economista com experiência em recursos naturais na Costa Rica e Noruega. Diretora na subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atuou como negociadora de REDD+ da delegação brasileira na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima nos acordos de Durban e Doha.

Rogério Studard Diretor executivo suplente do Grupo do Banco Mundial, representando Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad & Tobago. PhD em economia pela Universidade de Londres, na Inglaterra, com especialização em macroeconomia, economia do desenvolvimento e finanças.

Daniel Cohn-Bendit Francês, nascido na cidade de Montauban, ele é copresidente do Grupo Verde - EFA, desde 2002, e eleito como membro do Parlamento Europeu desde o ano de 1994. Ex-porta-voz e líder dos representantes da Revolução de Maio de Paris, nos anos 1960.

RODRIGO CANCELA/DIVULGAÇÃO

Gilberto Januzzi Professor titular em Sistemas Energéticos do Departamento de Energia, Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade de Campinas (Unicamp) e atual pesquisador sênior do Núcleo Interdisciplinar de energia da mesma universidade. Diretor Executivo da International Energy Initiative - IEI e PhD pela Universidade de Cambridge.

UFRJ/DIVULGAÇÃO

Suzana Kahn Ribeiro Subsecretária de Economia Verde da Secretaria de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. Graduada em engenharia mecânica pela Universidade estadual do Rio de Janeiro e PhD em Engenharia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Chegou a ser vicepresidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Demétrio Toledo Físico pela Universidade Federal da Paraíba, é doutorando em Desenvolvimento Sustentável pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador substituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

TURKISH POLICY/DIVULGAÇÃO

H. Serhan Süzer

Christophe de Gouvello Graduado em engenharia pela École Centrale de Lille e PhD em economia social pela Cired, em Paris. Ex-pesquisador no programa Research Fellow no Departamento de Planejamento de Energia da Unicamp. Atualmente, trabalha no Banco Mundial no campo de políticas em nível ministerial na área de energia e mudanças climáticas.

PLANETA SUSTENTÁVEL/ DIVULGAÇÃO

José Eli da Veiga

Graduado em comércio e mestre em finanças e contabilidade pela McGill University, em Montreal, no Canadá. Membro do Greenpeace e cônsul honorário da República da Costa Rica, desde 2008, indicado pelo presidente Oscar Arías, laureado com o Prêmio Nobel da Paz.

Professor dos programas de pósgraduação do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). Autor de cerca de 20 livros e colaborador permanente de colunas de opinião no jornal Valor e da revista Página22.

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FERNANDO SILVA /PCR

Gilberto Gil Ex-ministro da Cultura, cantor e compositor reconhecido pela Unesco como artista da Paz, chegou a ser embaixador da Organização das Nações Unidades no setor de agricultura e alimentação. Um dos fundadores do Instituto OndAzul, que promove conscientização quanto à questão ambiental em todo o país.

Jorge Chediek Bacharel em ciências políticas pela Universidade Católica da Argentina e mestre pela Science in Foreign Service pela Universidade de Georgetown, em Washington (EUA). Atual coordenador residente do Sistema Nações Unidas no Brasil e representante residente do Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil.


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d e P E R N A M B U C O - Recife, sexta-feria, 1º de novembro de 2013 DIARIOd vida urbana IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

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Pagando na mesma moeda Governo do estado vai compensar economicamente quem já se preocupa com o meio ambiente

Estamos concretizando uma coisa (neutralizar o carbono de Noronha) que, a nível internacional, alguns países anunciaram que pretendem fazer num futuro distante. A Noruega, por exemplo” Alfredo Sirkis (PSB-RJ), deputado federal que participa do evento Pernambuco no Clima

+ sinalverde

ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS

ED WANDERLEY edwanderley.pe@dabr.com.br

A

moeda da sustentabilidade tem duas faces: é rentável de um lado, mas exige despesas mais severas do outro. Creditar, compensar ou neutralizar fazem parte de uma mesma conta de resultados - e custos - nem sempre iguais. Parte dos pernambucanos poderá pagar mais barato pela conta de água, a depender da origem de seu abastecimento por parte da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Por outro lado, a exemplo do que acontece em icará mais Fernando de Noronha, fficará caro visitar belezas naturais do estado, como as cachoeiras do município de Bonito, cujo acesso também poderá ser condicionado ao pagamento de taxas ambientais. Estes são apenas alguns dos efeitos sentidos pela população, caso o Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais, atualmente em fase de consulta pública, seja transformado em lei, a pepródido do governo do estado, no próximo mês. De acordo com o diretor de recursos fflor lorestais e biodiversidade da Secretaria de Meio Ambiente, Carlos Cavalcanti, as diretrizes da política estadual de sustentabilidade atingem desde o cidadão comum até os municípios

como um todo. Um primeiro passo foi dado quando da implementação do ICMS socioambiental, que contempla com bônus de 1% no repasse do imposto estadual os cerca de 100 municípios que abrigam unidades de conservação natural ou aterros sanitários. A ideia é fazer sentir, economicamente, o que representa a preservação ambiental. Um exemplo prático é quanto aos moradores da Região Metropolitana do Recife que têm água encanada oriunda do Açude do Prata ou do Sistema Gurjaú, cujos mananciais estão relacionados a reservas ambientais com matas ciliares. “Essa água é naturalmente mais limpa e requer menos investimento em tratamento que em outros sistemas. Essa é uma conta que será repassada ao

bolso do cliente e desperta a atenção dos demais”, diz. No campo empresarial, manter uma proprieopriedade com biodiversidade preservada poderá significar utilizar a área para venda de créditos de carbono ao próprio poder público ou empresas maiores, mas também descontos em impostos estaduais e linhas de crédito para fi financiamento com juros menores que os praticados no mercado para investimentos no modelo de negócio “sustentável”. Para o secretário de Meio Ambiente, Sérgio Xavier, a agenda “verde” ganha espaço quando lida com o bolso do cidadão e das empresas, e se faz necessária para um desenvolvimento “trivalente”, a contemplar requisitos ambientais, sociais e econômicos. A aposta é na maior partici-

pação da própria sociedade no processo de fiscalização dos recursos naturais do estado. Tanto que a partir de janeiro de 2014, será lançada a versão de testes do Sistema de informações geoambientais Caburé, plataforma voltada a computadores e dispositivos móveis que será utilizada como banco de dados por potenciais investidores no estado. Com ela, será possível acessar os estudos de impacto ambiental de cada região pernambucana, incluindo pré-requisitos para investimentos e limitações de ramo de atividades. “O mapa interativo é atualizado a cada momento e pode receber informações, como fotos da população denunciando transgressões ambientais em áreas de preservação”, garante Xavier.

Participantes do evento Pernambuco no Clima, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, voltarão a debater questões ambientais amanhã, em Noronha

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Recife premiará as boas práticas Em nível municipal, a capital pernambucana também se alinha às exigências. Com a Política Municipal de Mudanças Climáticas, cuja minuta será apresentada até o próximo mês, haverá as chamadas “premiações por boas práticas”, que contemplam desde grandes empresas sediadas na cidade até condomínios residenciais que se encarreguem da

preservação da fauna e flor f lora de uma região. “Ainda não decidimos como essa vantagem será concedida, mas a ideia é estimular a agenda ambiental com ganhos econômicos”, explica a secretária de Meio Ambiente, Cida Pedrosa. Uma das mudanças previstas já para o próximo ano, que pode ter impacto direto no mercado e na

população, no entanto, é mesmo o condicionamento de licenças ambientais ao inventário de carbono da obra nas fases de construção e uso por um período médio de 30 anos. O objetivo, naturalmente, é compulsoriamentedefinirummo definirummo modelodesustentávelmesmoaosprootagonistasdaverticalizaçãonomunicípio. “Nós mesmos encomendamos um inventário de carbono da

capital, porque a adaptação do mo mo-delo de negócios será generalizada visando mitigação ou neutralização do impacto de gases do efeito estufa.Osdadosiniciaisficampr ficamprontosemdezembroeasmudançasseserãoimplantadasnoiníciode2014”, garante a secretária. O anúncio foi realizado durante a abertura da segunda edição da conferência Pernambuco do Cli-

ma, que reúne pesquisadores e autoridades da agenda ambiental de todo o país. O evento teve início ontem, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem e continua amanhã, em Fernando de Noronha, onde será lançado o Programa Carbono Zero, com o objetivo de tornar o distrito, o primeiro território carbono-neutro do país.

O que propõe o Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais

Mudanças em cinco áreas

Água Preservação de leitos e mananciais significarão retorno financeiro e ambiental. Locais onde há filtragem natural de água por vegetais - e, por isso, exigem menos tratamentos químicos para o abastecimento - resultaria em contas de água mais baixas para clientes atendidos por estas fontes.

Emissões de carbono Obras públicas e grandes construções privadas passariam a ter impacto de carbono inventariado e, necessariamente, compensado. A ideia é estimular o reflorestamento compensatório ou o mercado de crédito de carbono, cujo objetivo é a neutralização das emissões dos gases do efeito estufa.

Biodiversidade Estabelece parâmetros para o mercado de crédito de carbono, possibilitando a comercialização de títulos de neutralização com grandes empresas e obras de órgãos públicos, por parte de proprietários de terras com mais de 20% da área preservada (mínimo exigido pelo Código Florestal).

Beleza cênica Destinos turísticos e de esportes de aventura cujos pontos fortes de atração sejam os recursos naturais passarão a ter maior controle de acesso. Isso significa que para promover instrumentos mais eficientes de preservação, o governo cobrará taxas ambientais em moldes semelhantes a Fernando de Noronha.

Resíduos sólidos A lógica de benefícios financeiros, a exemplo de reduções de impostos, facilitações de linhas de crédito para financiamentos com juros menores, entre outros, serão concedidos a quem promova gestão eficiente de resíduos sólidos e coleta seletiva, no mesmo nível de quem promova preservação de biodiversidade.

Fase: Consulta pública Próxima etapa: Apresentação ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) Previsão: Projeto de lei apresentado pelo governo em dezembro/2013 Definição: Avaliação da Assembleia Legislativa prevista para fevereiro/2014

Propostas da Política Municipal de Mudanças Climáticas do Recife Construções sustentáveis Licenças ambientais serão condicionadas à apresentação de estudo de impacto ambiental no que diz respeito à emissão de carbono nas fases de construção e uso de imóvel a ser construído.

Inventário de carbono Obras públicas e grandes empresas atenderão a pré-requisitos para atuação no mercado, incluindo a compensação ambiental dos gases do efeito estufa implicados em consumo energético, transporte, queima de materiais e etc.

Fase: Confecção de minuta Próxima etapa: Estabelecimento de diretrizes municipais ratificadas pelo prefeito Geraldo Julio Previsão: Texto final apresentado em dezembro/2013 Definição: Efeitos devem começar a valer no primeiro semestre de 2014

Premiação por boas práticas Grupos de moradores ou empresas poderão ter acesso a benefícios financeiros diretos ou indiretos caso seja comprovada a atuação na preservação de biodiversidade local em proporção relevante.