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PORTFÓLIO FRENTE EDUCAÇÃO POPULAR, CORPO E CULTURA.

PET Educação Popular “Criando e Recriando a Realidade Social”

Tutora: Profª Dra. Raiane P. S. Assumpção Resp. Técnico: Fabrício Leonardi


Integrantes:

Aline de Rocco Gomes Bianca Melo Douglas de Jesus Laís Taveira Maria Helena Carvalho Núbia C. Silva Tatiane B. Lobo Valéria Ap. de Oliveira


Apresentação A Frente Educação Popular, Corpo e Cultura que desde 2013 vivencia ações com os trabalhadores, alunos e moradores do entorno da Unifesp, propõe atividades que potencializam reflexões através da arte e outras expressões culturais (como dança, rodas de conversa, etc.); percebendo a importância de promover intervenções, como facilitadores dessas vivencias, extraindo à partir da realidade dos sujeitos participantes, sua visão de mundo e conceitos internalizados com o objetivo de possibilitar um diálogo mais aprofundado, plural e horizontal na tentativa de construir e desconstruir junto a esses sujeitos, uma autonomia política critica e libertadora. A frente, que iniciou este ano (2014) recebendo novos integrantes, encontra-se passando por um processo de construção coletiva, na qual á partir da teoria e método freiriano, discute-se o conceito de corpo e de cultura dentro da sociedade de classes, da herança cultural referente à formação da nossa sociedade e das desigualdades e atrocidades oriundas do sistema vigente. Entende-se a necessidade de desenvolver atividades e experenciar ações, concomitantemente com o estudo mais aprofundado e a pesquisa da temática referente aos objetivos da Frente que possibilitará, dialeticamente, uma maior compreensão da Práxis. Desse modo, os integrantes vem se reunindo semanalmente para discutir e organizar um formato que possa se adequar à proposta de trabalho da Frente. Nessas reuniões, trazemos ideias de como intervir na comunidade, por meio de oficinas que fomente discussões sobre assuntos específicos, tais como, preconceito, exploração, violência e todas as formas de opressão da classe trabalhadora. Em uma dessas reuniões, fomos surpreendidos com um convite para criar uma Mística que pudesse proporcionar reflexão, sobre um tema que traz indignação a toda sociedade, e indica o que não queremos vivenciar novamente, Ditadura Nunca Mais! “50 anos do Golpe Militar”. A frente aceitou o convite (como um desafio) que veio de encontro a várias propostas de atuação, e possibilitaria o primeiro passo para nosso trabalho. Segue o formato que demos à Mística (conceito também utilizado por Paulo Freire), com a participação do colega Diego A. Ribeirinho (Serviço Social 1º Termo Noturno) como convidado.

Intervenção ou Mística Inicia-se a intervenção (mística) com uma serie de gritos de ordem, (Cale-se/ baseando-se na música “Cálice” Do Chico Buarque). Ao ser pronunciado pela 5° vez a palavra CALE-SE, iniciará a música do Chico (Cálice). Neste momento os atores estarão indo para a frente da plateia.


Três das personagens circularão pelo espaço, reproduzindo o cotidiano (Tatiane, Aline Rocco, Maria Helena);   

Caminhando e falando ao celular; Lendo um livro; Fumando;

Após alguns segundos, entrarão mais duas personagens, representando o Estado (Diego Ribeirinho) e a Igreja (Bianca), vestindo um saco de papelão na cabeça e levando um saco nas mãos, esse saco simbolizará a cooptação e a dominação ideológica dessas Instituições. Ao se aproximarem dos transeuntes, tentarão enfiar o saco em sua cabeça, simbolizando que estes foram cooptados e seguirão o Estado e a Igreja, realizando de forma pacífica e obediente os seus mandos ideológicos. As duas primeiras personagens serão cooptadas “facilmente”, ou seja, sem resistência, mas a terceira personagem reagirá e será brutalmente agredida sendo jogada ao chão.Quando a personagem estiver deitada ao chão (simbolizando a morte) todas (os) passarão por cima dela e seguirão seus caminhos (saindo de cena) menos o personagem que simboliza a Igreja (que acenderá uma vela e saindo de cena a seguir). A personagem que estará ao chão, levantará e declamará uma poesia,

“Liberdade” Não ficarei tão só no campo da arte, e, ânimo firme, sobranceiro e forte, tudo farei por ti para exaltar-te, serenamente, alheio à própria sorte. Para que eu possa um dia contemplar-te dominadora, em férvido transporte, direi que és bela e pura em toda parte, por maior risco em que essa audácia importe. Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma, que não exista força humana alguma que esta paixão embriagadora dome. E que eu por ti, se torturado for, possa feliz, indiferente à dor, morrer sorrindo a murmurar teu nome” (Carlos Mariguella).


Ao final da poesia, a personagem sai de cena e ao fundo no telão, várias imagens de pessoas assassinadas pelo regime militar e a repressão policial da atualidade será mostrada, ao mesmo tempo que tocará novamente a música “Cálice” do Chico Buarque, mas numa versão feita pelo cantor Criolo. Essa intervenção teve como objetivo específico, ser um laboratório para a Frente, mas também a possibilidade de termos como atividade geradora, intervenções no espaço universitário, possibilitando desse modo, a partir de temas transversais ou ações referentes a qualquer fato além da proposta de trabalho da Frente, (a exemplo desse convite que foi sobre o Golpe Militar), e que desrespeitassem a pluralidade e aos Direitos Humanos, dentro ou fora do universo acadêmico, com o intuito de promover e provocar diálogos críticos. Estiveram presentes na organização, elaboração e ensaios da intervenção, que ocorreu no dia 01 de abril de 2014 no saguão da Unifesp - Campus Silva Jardim, os(as) integrantes do PET Educação Popular, Frente Educação Popular, Corpo e Cultura (Aline, Bianca, Douglas, Maria Helena, Tatiane e Valeria), bem como o convidado (Diego Ribeirinho).

Reunião para Criação da Mística


Ensaio da MĂ­stica


Debate: Profª Dra. Raiane P. S. Assumpção


Conclusão Nosso trabalho vem avançando com alguns pequenos entraves, mas com bons resultados. Um deles é visto com grande entusiasmo pelos integrantes: A interação do grupo. Esse aspecto é muito significativo, porque existe uma troca muito positiva de ideias e sugestões, o que proporciona uma grande vontade de colaboração na elaboração das propostas da Oficinas. Sabemos que é só um começo, mas um excelente começo, pois nossa primeira intervenção foi um sucesso, porque novamente fomos convidados(as) para apresentar essa mesma Mística, na Abertura da VI Semana de Serviço Social da Unifesp, no próximo mês de Maio. Um ótimo estímulo para o reconhecimento do nosso trabalho na Frente. Além disso, também estamos convidados(as) à participar da Semana de Anatomia da Unifesp, também no próximo mês de Maio, no que já estamos empregando vários esforços no sentido de atender às expectativas da proposta, que é mostrar todas as implicações que há por traz do “corpo”. Seguimos trabalhando!


Portfólio Educação Popular, Corpo e Cultura - parcial