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Arqueologia Bíblica Deus e a escuridão

Digitais do Criador

Passatempo

Cérebro em boa forma

Os elementosdo

corpo

humano

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Design das árvores inspira método de captação solar

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Ed texto

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Ano 6 - número 6 Nível 2

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m Gênesis 1:26, está escrito: “Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” Embora Deus tenha planejado e criado todos os seres vivos com muito carinho e capricho, o fato de ter feito o ser humano – homem e mulher – à Sua imagem e semelhança indica que o ser humano, a despeito de compartilhar com os animais muitas funções biológicas, é qualitativamente superior a eles. No processo de sua criação, o homem foi tocado, moldado por Deus. Os animais foram trazidos à existência pela palavra de Deus. Portanto, somos especiais. Não somos meros animais racionais – somos imagem e semelhança do Criador. No “Ponto de partida” desta edição, você vai conhecer mais algumas características que nos fazem especiais.

Michelson Borges Colaboradora:

Ágatha Lemos Projeto Gráfico:

Rithielle Mareca Designer:

Cleusa Santos Capa:

Flávio Oak Imagens de capa:

Steve Young / Fotolia História da Vida nível 2:

Marca Registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, do Ministério da Indústria e do Comércio. Todos os direitos reservados. Não é permitida a reprodução total ou parcial de matérias deste periódico sem autorização por escrito dos editores.

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8998/23996 Diretor-Geral: José Carlos de Lima Diretor Financeiro: Edson Erthal de Medeiros Redator-Chefe: Rubens S. Lessa Gerente de Produção: Reisner Martins Gerente de Vendas: João Vicente Pereyra Gerente de Didáticos: Alexander Dutra Chefe de Expedição: Eduardo G. da Luz Chefe de Arte: Marcelo de Souza Coordenadoras pedagógicas: Carmen de Souza

Doris de Lima Kênia Amazonita CASA PUBLICADORA BRASILEIRA Editora da Igreja Adventista do Sétimo Dia Rodovia Estadual SP 127, km 106, CP 34; CEP:18270-970 - Tatuí, SP Fone: (15) 3205-8800 Fax: (15) 3205-8900

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Maria Bell / Photoxpress

Editor:

Stanislav Komogorov/Photoxpress

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Nível 2

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Maria Bell / Photoxpress

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A revista Scientific American, de maio de 2009, trouxe a matéria de capa “O que nos faz humanos”, assinada pela bioestatística Katherine S. Pollard. No texto, a pesquisadora fala sobre comparações entre genomas humanos e de chimpanzés, revelando extensões de DNA exclusivas do gênero humano. Em uma parte da matéria, é dito que “mudanças para certas sequências genômicas podem ter efeitos graves no cérebro. Mutações do gene ASPM, por exemplo, levam a uma redução marcante no tamanho do cérebro comparando-se com o cérebro normal, indicando que esse gene exerceu um papel fundamental na evolução do cérebro grande em humanos”. O que a pesquisadora quis dizer é que o gene chamado de ASPM passou por mudanças fundamentais que resultaram na “evolução” do cérebro humano. Mas a pergunta é: Como, quando e por que surgiu o tal gene fundamental ASPM? Qual a explicação para o surgimento de informação genética fundamental, complexa e especificada? O texto prossegue: “O mau funcionamento nos neurônios em que o HAR1 [parte de um gene do cérebro] é ativo durante o desenvolvimento, entretanto, pode levar a uma doença grave na qual o córtex cerebral não se dobra corretamente, sugerindo que o HAR1 é essencial para a formação de um córtex sadio.” Você não acha que é muita perfeição para ter ocorrido de forma “acidental” ou casual como acredita a evolução cega? Se uma parte de apenas um gene não funciona direito, o desenvolvimento do cérebro desanda. Como, então, aceitar a ideia de que toda essa complexidade um dia não tenha existido e passou a existir de repente? Embora tenha sabor darwinista do começo ao fim, a matéria de Pollard admite: “O cérebro humano é bem conhecido por diferir consideravelmente do cérebro do chimpanzé em termos de tamanho, organização e complexidade, entre outras peculiaridades.” A imagem e a semelhança de Deus não são nossas por acaso...

Stanislav Komogorov/Photoxpress

Michelson Borges

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Svilen Milev / SXC

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Recentemente, o site da revista Superinteressante publicou a relação de elementos que constituem o corpo humano. Juntos, eles não custam nem 150 reais. “O que não tem preço, claro, é o jeito que tudo isso se organiza para formar você”, diz a matéria. Segue a lista: Carbono (23%) 16 quilos (num adulto de 70 kg) O corpo, em última instância, é uma cadeia de carbono. Se o DNA fosse uma árvore, o carbono formaria os galhos. E esses galhos seriam vistos na forma de músculos, pele, cabelos... Cálcio (1,4%) 1 quilo Não é só de dentes e ossos que se faz o cálcio no corpo humano. Ok, 99% é. O minério mais abundante do organismo tem outras funções tão importantes quanto: sem ele, o sangue não coagularia e não conseguiríamos mover os músculos. Fósforo (0,83%) 580 gramas O fósforo armazena e transporta energia dentro das células (e entre elas). Mesmo assim, só 20% do fósforo do organismo estão nas células e no fluido em que elas boiam. Os outros 80% combinam-se com o cálcio para formar ossos e dentes. Nitrogênio (2,6%) 2,22 litros O nitrogênio se junta com carbono para formar o ácido nucleico (DNA), a supermolécula que organiza todos os ingredientes em uma estrutura bem especial, capaz de criar cópias de si mesma, se reproduzir. Em outras palavras, uma estrutura viva. Água (55%) 38,5 litros Sem água não há vida, porque é boiando na água que as moléculas do corpo se encontram e reagem quimicamente. E claro: os seis litros de sangue que correm para transportar nutrientes são 92% de água.

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Vladislav Gajic / Photoxpress

Os ingredientes do seu corpo – menos um

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Vladislav Gajic / Photoxpress

Enxofre (0,2%) 140 gramas No organismo, o enxofre não aparece na forma gasosa. Está sempre ligado a outros átomos. E compõe proteínas como a insulina, que transporta a glicose do sangue para servir de combustível às células. Cloro e sódio (0,27%) 195 gramas No corpo, o cloro e o sódio são como válvulas: não deixam faltar nem sobrar água nos tecidos do organismo. O sódio também é uma das peças envolvidas na contração muscular. Potássio (0,2%) 140 gramas Quando o sistema nervoso envia o sinal para que um músculo seja contraído, começa um movimento dentro das células: o potássio sai e o sódio entra. Essa troca gera o movimento. Metais (0,009%) 6 gramas Ferro, zinco, cobre... Você também é feito de metal. O corpo usa sete deles para funcionar. Ferro é o mais abundante (4,2 g): ele se junta às proteínas para formar nossos glóbulos vermelhos, os veículos que transportam oxigênio pelo corpo. O zinco, segundo mais presente (2 g), entra na receita dos glóbulos brancos, os soldados do sistema imunológico.

Yamamoto Ortiz/SXC

70 kg) o. Se o galhos belos... quilo corpo o tem ue não sculos. amas células nismo s 80% entes. litros ácido dos os cópias a viva. litros que as claro: portar água.

Essa descrição química do ser humano é realmente muito interessante – “superinteressante”, para usar o nome da revista. Mas quero chamar a atenção para algo escrito no começo da matéria: “Tudo isso se organiza para formar você.” Como assim se organiza? Elementos químicos têm a capacidade de se auto-organizar? Isso é científico? Então, se juntarmos todos os elementos químicos na proporção certa teremos um ser humano funcionando? Claro que não. O ingrediente essencial esquecido pela Superinteressante e que sem o qual não há vida é justamente o fôlego de vida dado por Deus (Gn 2:7) e que nos torna mais do que um amontoado de matéria.

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C.Qualidade

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Cérebro em boa forma

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Com base no texto do Ponto de Partida, exercite seu cérebro com as atividades abaixo e veja como esse órgão é realmente complexo e especial.

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1. Diga as cores e não as palavras:

AMARELO PRETO ROXO LARANJA AZUL VERDE

AZUL VERMELHO AMARELO VERDE VERMELHO AZUL

LARANJA VERDE VERMELHO PRETO ROXO LARANJA

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2. Nestas figuras, você verá que há um desenho diferente dos outros. Qual será?

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Ed texto

B

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3. Decifre o enigma:

“Este gato, é gato, o gato, melhor gato, meio gato, de gato, esconder gato, um gato, texto de gato, do distraído gato, Gato leitor, sem gato, ele gato, ver gato.”  R

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1. verde, vermelho, azul/ amarelo, azul, preto/ vermelho, azul, verde/ preto,vermelho, amarelo/ verde, azul, preto/ azul, vermelho, verde. 2. D 3. “Este é o melhor meio de esconder um texto do distraído leitor sem ele ver.”

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ilustração: Carlos Seribelli

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Deus e a escravidão Um erro grave cometido por muitos cristãos atuais é ler o Antigo Testamento como se ele tivesse sido escrito no século 21 e para nós, ocidentais. Ao lermos o texto bíblico, precisamos nos lembrar de que ele foi escrito no Oriente Médio, no 2o e 1o milênios antes de Cristo. Acredite, isso resolve muitos problemas! Em lugar de comparar leis e práticas de Levítico, Números e Deuteronômio com leis atuais, compare com os códigos de leis dos povos daquela região e época. Ilustraremos isso com o caso da escravidão. Deus permitiu a escravidão? Sim. Essa foi a primeira lei que Deus deu aos israelitas, quando eles saíram do Egito (cf. Êx 21:1-11). Mas não tire conclusões precipitadas disso. Veja como era a escravidão em Israel: na lei mosaica, sequestrar alguém para ser vendido como escravo era um crime punido com pena capital (Êx 21:16). Um escravo hebreu deveria trabalhar apenas seis anos para pagar sua dívida, sendo liberto no sétimo ano sem pagar nada (Êx 21:2). Além disso, ele deveria receber de seu proprietário alguns animais e alimentos para começar a vida novamente (Dt 15:13, 14).¹ Durante seu período de serviço, o(a) escravo(a) teria um dia de folga semanal, o sábado (Êx 20:10). Notou alguma diferença entre a escravidão bíblica e aquela mantida em nosso país, há alguns séculos? A diferença também é significativa quando comparamos essas passagens bíblicas com o famoso Código de Hamurabi, rei de Babilônia, no 18 o século a.C. Se algum escravo fugisse, ele deveria ser morto; enquanto que, em Israel, esse escravo deveria ser protegido (Dt 23:15, 16). Proteger um escravo fugitivo,

em Babilônia, era uma grande ofensa, também punida com morte, como evidenciado nas leis 15-20 do referido código.² Alguém pode questionar o motivo pelo qual Deus não aboliu a escravidão entre os israelitas. Lembre-se de que eles estavam inseridos numa cultura impregnada dessa prática. Mesmo que Deus a abolisse, isso não mudaria a forma como eles pensavam. A título de ilustração, imagine o árduo processo cultural para tornar a Arábia Saudita em uma democracia. Mesmo que essa mudança fosse feita, ainda levaria um bom tempo até que a mentalidade da nação fosse mudada. No entanto, a legislação israelita oferecia um tratamento muito mais humano para os escravos, colocando escravo e senhor em pé de igualdade (cf. Jó 31:13-15).

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Luiz Gustavo Assis é pastor em Caxias do Sul, RS

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1 Gary Rendsburg, The Fate of Slaves in Ancient Israel. Disponível em: www.forward.com/articles/2888 (acessado em 9/3/11). 2 Eugene E. Carpenter, “Deuteronomy”, em Zondervan Illustrated Bible Backgrounds Commentary, ed. John Walton (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2009), p. 1:496.

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Tomasz Trojanowski / Fotolia

ilustração: Carlos Seribelli

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Oliver Le Moal / Fotolia

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Design das árvores inspira método de captação solar Cientista não tem idade – basta ter muita curiosidade, estudar bastante e ser um bom observador. Aidan Dwyer, um estudante norte-americano de 13 anos, tem essas qualidades e, graças a elas, conseguiu produzir energia solar de um jeito diferente: a partir da sequência de Fibonacci. “A sequência de Fibonacci se caracteriza pelo início no número 0 e, a cada número subsequente, faz-se a soma dos dois números anteriores. Por exemplo, 0-11-2-3-5-8-13-21...”, explica matéria publicada no portal Terra. O governo dos Estados Unidos e várias empresas já estão interessados no invento de Aidan. O que o garoto criou foi uma árvore em PVC em que as folhas e os galhos são pequenos painéis solares que respeitam a sequência Fibonacci. Aidan contou ao site Huffington Post que ficou fascinado quando percebeu, durante uma caminhada pelas montanhas de Catskills, nos Estados Unidos, que a organização das folhas e dos galhos nas árvores obedecia à Fibonacci. “Eu sabia

que aqueles galhos e folhas coletavam a luz do sol para fotossíntese, então meu próximo experimento iria investigar se a sequência de Fibonacci ajudaria”, disse o estudante. Então Aidan comparou a coleta de luz solar em sua árvore de Fibonacci com a de um painel plano, comum. Resultado: a imitação da natureza se mostrou mais eficaz. Além disso, a árvore ocupa menos espaço físico que um painel plano e aumenta a coleta de luz solar durante o inverno. Aidan está de parabéns! Mas e onde está o reconhecimento para Aquele que inventou a sequência Fibonacci e as árvores de verdade? Depois dizem que o design inteligente é não existente e que não pode inspirar a ciência... A verdade é que já faz algum tempo que o ser humano gasta muito dinheiro e emprega muita inteligência para imitar o design inteligente que, para alguns, não existe na natureza. Esse design inteligente existe, sim, e pode ser também chamado de “digitais do Criador”. Michelson Borges [www.criacionismo.com.br] 8


História da vida nível 2 novembro de 2011