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Abr-Jun 2016 – Ano 9 no 38

Exemplar:8,05 – Assinatura: 25,60

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Saiba o que a diversidade da natureza revela sobre o Criador

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Os movimentos pró-virgindade ganham força no Brasil e mudam a postura dos jovens em relação ao namoro APRENDA COMO INTERPRETAR OS SINAIS DA NATUREZA

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ENTENDA A GEOPOLÍTICA DAS PROFECIAS BÍBLICAS

________ Editor ________ Ger. Didáticos

IMAGINE SE TIRADENTES TIVESSE PROCLAMADO A 2016 | 1 INDEPENDÊNCIA abr jun

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Da redação

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Editor Wendel Lima

O VALOR DOS BONS CONSELHOS William de Moraes

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“SE CONSELHO FOSSE bom ninguém dava, vendia”, é um ditado bem popular. Talvez ele tenha sido inspirado mais no desejo de afastar os palpiteiros de plantão do que na negação do fato de que todos precisamos ser orientados, principalmente quando somos jovens. Na minha adolescência li os conselhos de uma escritora norte-americana do século 19: Ellen White. Apesar de ter vivido numa época bem diferente da nossa, ela ofecere alguns princípios válidos para os relacionamentos de qualquer tempo. Creio que a sabedoria dela vem da Bíblia, livro que ela sempre levou a sério. Por me considerar feliz no casamento e reconhecer o valor dos bons conselhos, separei algumas dicas que extraí do livro Mensagens aos Jovens, de Ellen White. Penso que eles podem complementar a reportagem de capa.

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Não perca sua individualidade. Conhecer seus potenciais e limitações e definir as próprias convicções faz parte da adolescência. E relacionar-se com pessoas diferentes, seja no nível de namoro ou amizade, ajuda nesse processo. Mas tome cuidado com os relacionamentos doentios, quando há pressão e manipulação. Deus nos criou únicos e um namoro que vale a pena, leva em conta o respeito à personalidade de cada um e como essas diferenças e semelhanças agregam no crescimento dos dois. Ame, mas não cegamente. Seja no roteiro dos filmes, na trama dos romances ou no embalo das músicas populares, o amor é confundido com impulso, sentimentalismo e paixão. Porém, ele é muito mais profundo e confiável do que essas atitudes. O amor é um princípio, uma decisão equilibrada, que precisa ser constantemente nutrida e renovada. Evidentemente que ele envolve atração e sentimento, mas também tem que ver com razão e exercício da vontade. Por isso, ele não escraviza, mas liberta. Peça conselhos. Se você tem pais submissos a Deus, meio caminho já foi andado. Além de, provavelmente, terem compartilhado bons valores com você, o conselho deles quanto ao namoro e casamento é sempre bem-vindo. É lógico que, no fim, a decisão será sua, mas dicas de quem é mais experiente e ama você fará a diferença. Líderes da igreja, professores, amigos e familiares mais idosos e que são felizes no casamento também podem ajudar, além de livros e a orientação infalível da Bíblia. Cuide com os impulsos. O contato sexual foi planejado por Deus para o casamento, porque numa relação heterossexual, monogâmica e com o compromisso de ser vitalícia, ele pode ser experimentado em sua plenitude. Quando o sexo faz parte do namoro, ele acaba fazendo falta no casamento. Cada nível de intimidade deve ser vivido no momento certo, para não criar confusão, culpa, insegurança e comparação. Pense em longo prazo. Namoro não é brincadeira, pois envolve tempo e sentimento. O primeiro não dá para recuperar e o segundo pode ser ferido. Por isso, apesar de não ter que “dar certo”, o namoro precisa ser levado a sério porque é o preparo para o casamento. E matrimônio tem que ver com felicidade e utilidade nesta vida e na eterna.

5 CONECTADO

A OPINIÃO DE QUEM SEGUE E CURTE A REVISTA

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GLOBOSFERA

ZIKA VÍRUS, ONDAS GRAVITACIONAIS, ANOREXIA E FUTEBOL

10 ENTENDA

A GEOPOLÍTICA DAS PROFECIAS

22 PERGUNTAS

MAGIA, RESSURREIÇÃO DE CRISTO, NAMORO E RELIGIÃO

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APRENDA

COMO INTERPRETAR OS SINAIS DA NATUREZA

ABR-JUN

1

A DIVERSIDADE DO UNIVERSO DIZ ALGO SOBRE O CRIADOR

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S L N C

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PRO HUM DE C

18 ARTIGO

Boa leitura e boas escolhas! 2 |

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DE LIGIÃO

S

... SE TIRADENTES TIVESSE PROCLAMADO A INDEPENDÊNCIA

8 AO PONTO

PROFESSOR EXPLICA COMO A HUMANIDADE LIDA COM A NOÇÃO DE CERTO E ERRADO

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CAPA

AS HISTÓRIAS DOS QUE ESCOLHERAM SE PRESERVAR ATÉ O CASAMENTO

Revista trimestral – ISSN 2238-7900 Abril-Junho 2016 Ano 9, no 38 Ilustração da capa: Thiago Lobo

CASA PUBLICADORA BRASILEIRA

Editora da Igreja Adventista do Sétimo Dia Rodovia Estadual SP 127 – km 106 Caixa Postal 34 – 18270-970 – Tatuí, SP Fone (15) 3205-8800 – Fax (15) 3205-8900 Site: www.cpb.com.br / E-mail: sac@cpb.com.br Serviço de Atendimento ao Cliente Ligue grátis: 0800 9790606 Segunda a quinta, das 8h às 20h30 Sexta, das 8h às 15h45 Domingo,das 8h30 às 14h

VERSO ADOR

Editor: Wendel Lima Editores Associados: Eduardo Rueda e Fernando Dias Projeto Gráfico: Marcos Santos e Éfeso Granieri Designer Gráfico: Renan Martin Diretor-Geral: José Carlos de Lima Diretor Financeiro: Uilson Leandro Garcia Redator-Chefe: Marcos De Benedicto Redator-Chefe Associado: Vanderlei Dorneles

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GUE

24 IMAGINE

Gerente de Produção: Reisner Martins Gerente de Vendas: João Vicente Pereyra Chefe de Arte: Marcelo de Souza Colaboradores: Edgard Leonel Luz, Almir Afonso Pires, Almir Augusto de Oliveira, Antônio Marcos Alves, Douglas Jeferson Menslin, Eder Leal, Marco Antonio Leal Góes, Orlando Mário Ritter, Pedro Renato Frozza, Raquel Xavier Ricarte, Alexander dos Santos Dutra e Rérison Alfer Vasques.

26 MUDE SEU MUNDO

SAIBA COMO DOIS MÉDICOS LUTAM CONTRA A AIDS NO CONTINENTE MAIS CASTIGADO PELO HIV

Assinatura: R$ 25,60 Avulso: R$ 8,05 www.conexao20.com.br Tiragem: ??????

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LIÇÃO DE VIDA

O AMOR PERFEITO ENTRE UMA GAROTA CEGA E UM RAPAZ COM LIMITAÇÕES

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Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem prévia autorização escrita do autor e da editora.

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Informação Conectado & Opinião Globosfera Ao ponto Entenda

conexao20@cpb.com.br

Desabafos, sugestões, interação e dúvidas para a seção Perguntas? É aqui mesmo!

conexao20.com.br

Perdeu alguma edição ou deseja reler uma matéria que gostou muito?

Sou assinante da revista desde 2011. Da última edição de 2015, destaco a seção “Globosfera”, com os tópicos interessantes sobre youtubers cristãos, como a jornalista Fabiana Bertotti; e a indicação do clipe “Acredito”, do cantor Leonardo Gonçalves. Adorei a conclusão que a Carolina Donatilio e a Emily Martins deram ao texto “O que aconteceria se a Lua se afastasse da Terra”. Não precisamos temer coisa alguma quando nossa confiança está em Deus, pois Ele mesmo revelou o que nos aguarda no futuro. Também gostei da reportagem “Rota de migração”. Perceber que o Brasil tem sido uma boa opção para os refugiados nos faz refletir que apesar das dificuldades políticas, o nosso país ainda pode proporcionar uma boa qualidade de vida para muitas pessoas, além de nos permitir falar do amor de Jesus para aqueles que ainda não O conhecem. Não posso deixar de citar a seção “Ponto de vista” e “Tudo ligado”, que são as minhas favoritas. Escrever sobre quatro tópicos, em poucas linhas, de forma interligada e sem perder o cerne da questão é só pra quem tem talento. Portanto,o Eduardo Rueda é um artista (risos). E para finalizar, destaco a seção “Lição de vida”. Sempre que leio (ou ouço) o testemunho de uma vida transformada por Deus, isso me motiva a continuar seguindo as instruções dEle. Por maior que seja a reviravolta provocada por Deus na vida de alguém, ela sempre será o melhor que poderíamos imaginar. Gladys Angélica Silva

Acesse nosso arquivo e folheie todas as edições da Conexão 2.0

facebook.com/conexao20

Demétrio Kened: Gostei muito da edição de janeiro-março, principalmente do assunto da capa: nomofobia. Meu sonho é receber a Conexão 2.0 mensalmente em vez de a cada três meses.

Joca Silva: Eu tive esse treco aí (nomofobia).É uma angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar por celular. É um termo muito recente, que se origina do inglês. Estou melhorando da minha nomofobia, mas ainda preciso, por exemplo, aprender a deixar o celular de lado quando estou no trabalho ou comendo.

Igor Catarino Batista: Amo a Conexão 2.0 ! Gosto de tudo, desde as matérias até a direção de arte. A evolução da revista, em todas as áreas, foi grande. Porém, gostaria muito de ver a revista migrando para outras mídias como o Youtube e alimentando (com maior frequência) sua página no Facebook. Além de tornarse mensal, o que seria um sonho realizado! Desde já parabenizo vocês pelo incrível trabalho que realizam e espero que continuem a se superar!

twitter.com/conexao_20 @bergamomkt: Comunidade da @fac_adventista recebeu a @conexao_20 durante o congresso científico. Isso é surpresa de qualidade! © Michael Brown | Fotolia

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Saiba o que vai ser publicado, opine sobre os conteúdos que já saíram e compartilhe com os amigos que não têm a revista.

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@Munickrodrigues: A revista @conexao_20 nos contou um pouco sobre a cantora @rspitaletti ABR-JUN

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B d is m ç e p a p

Foto: Jaime Costa

Colaboradores: Andrew McChesney, Carolina Félix, Fabiana Lopes, Francis Matos, Jefferson Paradello, Márcio Tonetti e Wendel Lima

RELIGIÃO

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IMPRESSO OU DIGITAL?

A leitura na palma da mão e a um toque é a melhor opção para notícias e conteúdos de forte apelo visual. Porém, quando se trata de uma leitura séria, longa e que exige atenção, o livro em papel ainda é insubstituível. Sem contar que folhear um livro no sofá ou na rede proporciona uma experiência sensorial ainda não superada por tablets e smartphones. Essas preferências foram apontadas por uma pesquisa com 300 universitários de países desenvolvidos realizada pela American University, de Washington (EUA). Segundo o estudo, 92% dos estudantes preferem o livro impresso ao digital. Fonte: brasilpost.com.br

O goleiro Carlos Vítor da Costa Ressurreição, de 30 anos, fez a melhor temporada de sua carreira no Londrina Esporte Clube em 2015. Mas não foi seu bom desempenho dentro de campo que lhe rendeu destaque nacional. Foi a decisão de ser batizado na Igreja Adventista, observar o sábado como dia de guarda, abrir mão de um contrato mais lucrativo na Chapecoense e correr o risco do desemprego por causa de sua fé. A reação da opinião pública foi diversa. A maioria elogiou o goleiro enquanto outros criticaram e até mostraram certa intolerância religiosa. Veja a entrevista coletiva que ele concedeu: bit.ly/1Qdmm8T.

© lazyllama | Fotolia

© Voyagerix | Fotolia

EM JOGO

A série O Resgate da Verdade agora está disponível em vídeo. Preparados para universitários, esses estudos bíblicos tratam de tópicos como a confiabilidade da Bíblia, evidências da ressurreição de Cristo e a importância de entender a própria cosmovisão. Os vídeos têm cerca de 5 minutos de duração e são apresentados pelo pastor e jornalista Michelson Borges, que mantém o blog criacionismo.com.br. A versão impressa da série já foi baixada por mais de 11.600 usuários e está disponível em http://bit.ly/1VEdL2I. Os vídeos podem ser acompanhados em http://bit.ly/1Rn6iDM.

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Adventist Review

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ESTUDOS EM VÍDEO

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Foto: Dawison Alex

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ECOS DA CRIAÇÃO

A primeira detecção das ondas gravitacionais, uma descoberta que promete abrir uma nova era na astronomia, foi anunciada com repercussão mundial em fevereiro. Mas o que pouca gente sabe é que uma cientista criacionista e adventista trabalha há 15 anos nessa pesquisa. Tiffany Summerscales é professora associada de Física na Universidade Andrews (EUA), onde concluiu sua graduação em 1999. Ela entrou para a equipe de mais de mil pesquisadores do LIGO enquanto estudava o doutorado na Penn State University. “Para mim, aprender mais a respeito do universo é muito inspirador, pois ele contém ecos da grandeza de Deus”, resumiu a cientista numa entrevista.

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A p fe d m


© lazyllama | Fotolia

O aplicativo i9 Teen foi lançado em janeiro e já tem usuários de todo o Brasil se conectando por meio dele para ter acesso a conteúdo cristão com a linguagem dos adolescentes. A ideia é que a plataforma sirva para integrar jovens que desejam fazer novas amizades, estudar a Bíblia e participar de ações sociais. O aplicativo vai servir também para trocar experiências e cumprir desafios mensais. Saiba mais em fb.com/i9teen. Para você criar lembretes de oração, orar a qualquer momento por alguém, compartilhar pedidos e agradecimentos e experimentar o poder da intercessão foi criado o aplicativo Push. Disponível para iOS e Android.

Foto: Dawison Alex

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Fonte: Estadão

NA PALMA DA MÃO

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FUTEBOL

O sonho de entrar para a elite do futebol brasileiro e vestir a camisa canarinho se revela uma ilusão para milhares de jogadores no país do futebol. Segundo um raio X divulgado pela CBF, 82% dos 23.238 jogadores profissionais que atuam no Brasil ganham até 1 mil reais por mês, pouco mais do que um salário mínimo. Fazer parte da elite e receber mais de 50 mil por mês foi privilégio para apenas 226 atletas em 2015.

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A ILUSÃO DO

Divulgação Amazon.com

Foto: Jaime Costa

Fonte: record.net.au

NAS OLIMPÍADAS

Milhares de voluntários vão trabalhar para que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro aconteçam. Entre eles estarão mil voluntários de oito países sul-americanos do projeto Circuito dos Campeões (circuitodecampeoes.org.br). A iniciativa da Igreja Adventista prevê a realização de feiras de saúde, doação de sangue, flash mobs, distribuição de livros evangelísticos e a entrega de material informativo sobre violência doméstica. As inscrições para os voluntários se encerram no dia 10 de maio. É preciso ter no mínimo 18 anos.

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#FORAZIKA

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A rede escolar adventista tem mobilizado seus mais de 200 mil alunos no Brasil para desenvolver ações de conscientização no combate Aedes aegypti. No dia 19 de fevereiro, uma força-tarefa de estudantes saiu às ruas, com repelente na mão, para distribuir folhetos em semáforos. No Rio de Janeiro, os alunos até se vestiram de mosquito para chamar a atenção para a epidemia. Saiba mais em adv.st/forazika.

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VOLUNTARIADO

DRAMAS DA ADOLESCÊNCIA Boas histórias não servem apenas para entreter, mas para discutir questões sérias como abuso sexual e anorexia. Foi isso que motivou a escritora Amanda Bews a apostar em romances sobre dramas da adolescência. Em seu último lançamento, Summer Fades (2015), ela conta como uma amiga e o namorado da garota Summer vão ajudá-la a encarar o próprio passado e a vencer um sentimento que literalmente a consome. A autora é conhecida por conseguir relacionar princípios bíblicos com questões contemporâneas.

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Ao ponto

Texto Marina Garner Assis Ilustração Siqueira

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HAROLD A. NETLAND é um pensador de convicções fortes que sentiu na pele o que é viver numa cultura em que a maioria pensa diferente dele. Durante nove anos, Netland foi missionário no Japão. Com base nessa experiência, ele pode analisar com mais propriedade temas como o pluralismo e o relativismo moral nas aulas de Filosofia da Religião que ministra na Universidade Trinity, em Deerfield, Illinois (EUA). Autor de vários livros, Netland explica como a humanidade lida com os conceitos de certo e errado.

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O que é relativismo moral? É uma forma de pensar que nega que determinadas atitudes sejam certas ou erradas para todas as pessoas em todos os tempos e lugares. O certo ou o errado dependeriam das circunstâncias. Por outro lado, os que defendem o objetivismo moral entendem que existem princípios universais que fazem parte das “coisas” da realidade, e que são verdade independentemente do que indivíduos ou grupos pensem sobre eles. Mas essa forma de pensar é exclusiva dos nossos dias? O relativismo moral tem uma história antiga, que remete ao mundo greco-romano e à história milenar da Índia e da China. Hoje, temos algumas versões sofisticadas dele, porque a globalização, as tecnologias de comunicação e os fluxos de migração ao redor do mundo deixaram mais evidente que a humanidade é muito diversa. Enquanto em algumas socie8 |

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dades, atitudes como, a poligamia, o infanticídio e a tortura de prisioneiros de guerra são aceitas, em outras elas são rejeitadas e até criminalizadas. A simples observação dessas diferenças levou alguns a concluir que não podem existir valores morais universais. Quais são as implicações práticas de acreditar dessa maneira? Se a postura relativista é adotada por completo, não se pode condenar categoricamente qualquer ação particular como moralmente errônea, ainda que seja, por exemplo, a tortura de bebês. Nesse caso, a argumentação seria que, dentro de certo ponto de vista (com base em determinadas referências étnicas, religiosas, científicas, etc.), tal ação poderia ser condenada ou não. O fato é que, na prática, a maioria das pessoas que professa o relativismo moral irá em algum ponto se afastar dele e

defender que alguns valores se aplicam em todos os lugares e para todas as pessoas. É necessário um estômago forte para um relativista defender, por exemplo, que sacrifício humano ou canibalismo é moralmente aceitável para as tribos que os praticam, ou que a exterminação dos judeus sob a liderança de Hitler poderia ser aceitável ainda que no contexto da Segunda Guerra Mundial. Como você costuma argumentar contra o relativismo moral? Em primeiro lugar, destaco que o fato de as pessoas terem crenças diferentes, não significa, necessariamente, que não exista uma verdade universal. Além do mais, a ênfase nessa diversidade é muitas vezes exagerada, porque ainda que a população de um país como os Estados Unidos tenha opiniões distintas sobre aborto ou casamento gay, por exemplo, esses cidadãos compartilham valores mais amplos. Acredito que o mesmo

ocorre quando comparamos as culturas ao redor do mundo. Uma segunda questão é o comprometimento difundido no Ocidente, e cada vez mais em outros locais, com os direitos humanos. Ora, para haver uma legislação universal que garanta a dignidade humana, o que eu aplaudo, o relativismo moral não pode ser válido. E no que os cristãos baseiam sua moralidade? Todas as teorias morais genuinamente cristãs irão afirmar que valores e princípios básicos são objetivos e universais. Geralmente, os pensadores cristãos aceitam que alguns atos e regras morais básicos são intrinsecamente certos ou errados, independentemente de suas consequências; e que eles estão intimamente relacionados a quem Deus é e o que Ele quer. O que varia entre os cristãos é opinião sobre como a natureza e a vontade de Deus se relacionam com a moralidade.

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PROPAGANDA

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Conheça os dois primeiros volumes de uma série de cinco livros. Em linguagem moderna, a série envolverá você na luta contra o mal ao lado do Grande Vencedor

André Brunelli / Imagem: Fotolia

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e Ligue

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Entenda

Texto Fernando Dias Ilustração Lívia Haydée

TALVEZ VOCÊ NÃO saiba, mas a Bíblia é um livro que também trata de geopolítica. Alguns países tiveram fatos históricos profetizados nela. Entenda a “geografia profética” e prepare-se para um tour apocalíptico pelo mapa-múndi.

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Estados Unidos: O país é importantíssimo na profecia. Desde o século 19, é interpretado como sendo representado pela “besta da terra” (Ap 13:11-18). Os dois chifres do simbolismo são decodificados como as liberdades civil e religiosa da democracia americana. Apesar da população predominantemente evangélica, a interpretação prevê que seu governo estará cada vez mais alinhado com a Igreja Católica.

França: Alvo de vários atentados terroristas em 2015, o país dos queijos e do champanhe recebeu marcos históricos de profecias de tempo. Em 508, início dos 1.290 dias/anos de Daniel 12:11 (nas profecias, 1 dia = 1 ano), o rei Clóvis, considerado o fundador da França, adotou o catolicismo como religião oficial do país. A atitude anticristã da Revolução Francesa foi predita em Apocalipse 11:8-11, que ito (por causa chama a França de Eg (por causa do ateísmo), e Sodoma ríodo entre da libertinagem). O pe ho de 1796, jun e novembro de 1793 proibido no foi lia Bíb da quando o uso três dias e meio país, é referido como 11. Os 1.290 dias/ (proféticos) no verso 1798, quando o em anos terminaram ier prendeu o general francês Berth de Napoleão. papa Pio VI a mando

não de nosso país Brasil: Apesar pees ia uma profec cumprir nenh s ra er “t s ito que na cífica, foi pred ui cl in e qu (o o” mot do mar mais re aci lvos [...] anun o Brasil), “os sa es” a glória de çõ na rão entre as que . Jesus indicou Deus (Is 66:19) o lh ge an ev al do a pregação glob fim rtante sinal do é o mais impo (Mt 24:14).

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PROFECIAS

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Vaticano: O menor país do mundo tem relevância profética enorme por sediar o papado. A micronação simboliza a desconfortável junção do cristianismo com as pretensões dominadoras do antigo Império Romano. Prevê-se que o papa deve se tornar cada vez mais influente na política internacional.

nação eupesar de a uito no Turquia: A aparecer m ando o ã n a c ti iá roas priu, qu o país cum , o ri iá c ti o n fecias da uia, as pro era monarq trombetas (Apocaxta 0. Os quaquinta e se 1302 e 184 e tr n e ano ) 9 e lips ério Otom tos do Imp a ) n a co lt s u a s m o a tr eD gdá, Icônio s “o o m (Alepo, Ba co cia s na profe são citado ufrates”. E o ri o d s quatro anjo

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28 países, almente com tu A a: ei op ur União E o Daniel 2:41 ecia. Segund of pr a na um as te refle de unir rias tentativas rio 43, haveria vá tação do Impé en m ag fr da s te an rf lt am impe eições resu entanto, seri no s, da To o. opeia, criada Roman s. A União Eur da di ce su al m tas e eal. cumpriu o id não em 1957, não moeda única, a su r se a ri ve de e m O euro, qu embros e te r dez países-m Reino Unido é adotado po o e o. A Alemanha Além disso, futuro incert o. up gr andonar o ab m ça relação à ea am s adotadas em te en rg ve di geram atrito políticas o e imigração m is or rr te , guerra da coalizão. risco o futuro em m ca lo e co

Israel: Presença consta nte nas manchetes internaciona is, o país do Oriente Médio tem sua história antiga relaciona da com a Bíblia. Uma conhecida profecia, predita pelo próprio Cristo, cumpriu-se em seu ter ritório: a destruição da cidade de Jerusalém, ocorrida em 70 d.C .

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Fonte: H. Feyerabend, Apocalipse Verso por Verso (CPB, 2012); H. Feyerabend, Daniel Verso por Verso (CPB, 2014); C. M. Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse (CPB, 1998); J. Zukowski, The role and status of the Catholic Church in the church-state relationship within the Roman Empire from A.D. 306 to 814 (Andrews, 2009); U. Smith, Considerações sobre Daniel e Apocalipse (Centro White Press, 2014); Estudos Bíblicos: Doutrinas Fundamentais das Escrituras Sagradas (CPB, 1980). ABR-JUN

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Interpretação Capa & Reflexão Reportagem

Texto Rebbeca Ricarte Ilustração Thiago Lobo

Perguntas Imagine

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a exual n s s a d i v a n inicia su úmero de jove s o r i e l i n s dos bra em crescido o té o altar a i r o i a a t Am ia, mas r se preservar c n ê c s e adol am po que opt

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18 DE JANEIRO de 2015. Essa foi a data em que Samylle passou a usar oficialmente o sobrenome Ferro, dia em que se casou com Filipe. Ela, com 21 anos, ele, com 23. E embora sendo jovens, a história dos dois começou muito cedo, antes ainda do início do namoro de cinco anos. Eles se conheceram na infância. E o interesse de Filipe por Samylle foi despertado num casamento em que Samylle foi daminha de honra, e no qual ele viu na melhor amiga, a menina mais bonita da festa. Ela não ligou para a admiração dele, ou, talvez, não entendeu sua declaração de “amor”. Alguns dias se passaram, e veio a notícia: a melhor amiga de Filipe iria se mudar de Recife pra Rondônia. Ele ficou com o coração partido! Separou algumas fotos deles juntos e escreveu mensagens no verso. Veio a despedida, e ao contrário do que pensavam, a distância só os aproximou. Eles entraram na adolescência, e perceberam que não mais era possível ser somente amigos. Ambos cristãos, decidiram se preservar até o casamento. Namoraram a distância, noivaram e o dia tão esperado chegou. E agora estão vivendo o “felizes para sempre”, um dia de cada vez.

Foto: Aqruivo pessoal

Filipe e Samylle: amor que nasceu na infância, resistiu à distância e se guardou até o casamento

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Histórias como a de Samylle e Filipe parecem existir somente nos contos de fada. E, na realidade, são raras. O namoro com compromisso e votos de pureza sexual até o casamento, com base na orientação bíblica, deixou de ser o padrão para se tornar a exceção. Isso tem que ver com as mudanças históricas sofridas pelos conceitos de amor, sexo, namoro e casamento. AS SEMENTES DA MUDANÇA Sigmund Freud (1856-1939), pai da psicanálise, por exemplo, concebia o amor como um subproduto da sexualidade, numa visão meramente biológica. No livro Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade (1905), Freud pontua que “o primeiro e mais importante vínculo sexual de uma pessoa se dá no contato com a mãe no período da amamentação”, e que daí por diante, a busca pelo “amor” estaria ligada necessariamente à sexualidade. Para o filósofo Arthur Shopenhauer (1788-1860), o sentimento amoroso tem suas raízes exclusivamente no impulso sexual: “Amor é apenas um nome inventado que damos a um impulso de reprodução da espécie”. Já para o alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), o amor é “o ódio mortal dos sexos”, porque “o homem quer o poder incondicional sobre a alma e o corpo da mulher”. As sementes de mudança lançadas por esses e outros pensadores,

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AMOR E SEXO NA ADOLESCÊNCIA

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Em 2012, o IBGE fez um levantamento para saber como os jovens encaram os relacionamentos amorosos no início da adolescência. A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) foi realizada com os estudantes do 9o ano do Ensino Fundamental, de escolas públicas e particulares. Veja alguns resultados:

Início da vida sexual entre os 13 e 15 anos

28,7% foi a média geral

40%

dos meninos

18,3% das meninas Já eram ativos sexualmente

30% dos alunos da rede pública

somadas às mudanças demográficas, culturais e tecnológicas das últimas décadas influenciaram a percepção e a conduta de gerações sobre o amor e a sexualidade. Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Santa Catarina com estudantes oferece um recorte e um retrato sobre o que os jovens pensam sobre a própria intimidade. A amostra foi composta por 183 universitários das ciências humanas e exatas, com idade média de 22 anos, sendo 72 mulheres e 111 homens. Cada participante teve que responder um questionário, com questões fechadas e uma aberta, que pedia que o entrevistado descrevesse seu conceito de namoro num parágrafo. Os resultados foram lançados num programa de computador, que agrupou as palavras mais citadas conforme a semelhança de sentido. Pelas definições, concluiuse que as mulheres veem o namoro como um relacionamento de cumplicidade, carinho e amizade. Enquanto os homens associam o namoro à cumplicidade e ao sexo.

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SEXUALIDADE NA ESCOLA O ponto é que existe pouca reflexão sobre os processos, as razões e os efeitos da chamada revolução sexual. E você, que está no “olho do furacão” dessas mudanças, talvez tenha encontrado pouco espaço e poucas oportunidades para pensar sobre ela e o impacto que tem nas suas escolhas. Discutir sobre sexualidade é função da família, da igreja e da escola. Porém, apesar de existirem boas iniciativas pontuais em colégios brasileiros da rede pública e privada, não há um projeto concreto e transversal de educação sexual no país, como nos Estados Unidos. E isso é preocupante! Segundo um levantamento sobre essa questão feito pela Unesco em 87 países, quando a orientação nessa área é bem conduzida, ela pode levar a um comportamento sexual mais tardio e responsável. Em Curitiba, a Escola Adventista Santa Efigênia tem usado um projeto lúdico para ensinar noções de sexualidade. Ao estudar o corpo humano em sala de aula, os alunos do 8o ano do Ensino Fundamental dessa escola são desafiados a confecionar um “bebê” com peças de boneca

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18,2% dos estudantes das escolas particulares

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Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE 2012).

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e um saco de arroz de cinco quilos, o peso médio de um bebê de quatro meses. Mais do que isso, eles precisam cuidar dessa “criança” por uma semana. “Eles não podem largar o bebê, precisam trocar fralda, dar comida, brincar, colocar para dormir. Os pais entram na onda do projeto e acordam os filhos no meio da noite dizendo que o bebê está chorando. Eles precisam cuidar do bebê enquanto comem, estudam e até na hora da aula”, explica a coordenadora pedagógica da escola, Kézia Lucena. Nicole Moura Guibor, de 14 anos, é uma das alunas que participou do projeto em 2015. “No início, achei legal, fiquei empolgada, mas, com os dias, percebi que é muito difícil cuidar de um bebê pra alguém da nossa idade. Aprendemos sobre todas as vacinas, sobre as dificuldades financeiras de manter uma criança e que é impossível continuar tendo a vida que temos com a presença de uma criança”, lembra. O pai da Nicole, João Adilson Guibor, aprovou a iniciativa da escola: “São as consequências das nossas escolhas. Quando soubemos da proposta da escola, entramos no clima lá em casa também, e acreditamos que nossa filha aprendeu, de uma forma até engraçada, que tudo tem seu tempo”. Para Roberta (nome fictício), hoje com 29 anos, o sexo no namoro sempre foi algo natural. “Achava comum e nunca vi como algo errado. Tinha 16 anos e, meu namorado, 17. Namorávamos havia um ano e tínhamos relações sexuais frequentes, usando preservativo. Mas, certo dia descobri que estava grávida e fiquei em estado de choque.” Na época, a adolescente estava cursando o primeiro ano do Ensino Médio e era tida como um exemplo para os pais. “A primeira coisa que pensei foi em meu pai, no que ele ia pensar de mim. Foi então que cogitei abortar. Não sabia o que fazer! Mas depois que a agonia passou, resolvi ter o bebê. Tive que abandonar a escola, para depois de um ano do nascimento da minha filha voltar para o colégio”, conta ela. A família e o namorado de Roberta apoiaram a gestação. E o que era um namoro de adolescentes, por causa da gravidez não planejada, evoluiu para uma relação mais séria. “Depois de seis meses que nossa filha nasceu, decidimos morar juntos, sem casar, o que também eu não achava errado. Os quatro primeiros anos foram bons, mas depois disso, começamos a brigar muito, e o relacionamento se tornou insuportável. Depois de oito anos morando juntos, nos separamos, quando ele me contou que estava me traindo com outra mulher”. CORDÃO DE TRÊS DOBRAS Qual é a diferença entre a história de Roberta e a do casal do início dessa reportagem? De modo geral seria a forma pela qual eles entenderam a relação entre amor

e sexo e como experimentaram isso. Para Samylle e Filipe Ferro, que começaram a namorar na adolescência, o que tem feito a diferença para que o casamento dê certo é a presença de uma terceira pessoa no relacionamento: Deus. É o que a Bíblia chama de “cordão de três dobras” (Ec 4:12). “Depois de três anos sem nos vermos pessoalmente, começamos a namorar em 8 de fevereiro de 2010, e somente em 30 de junho nos vimos a primeira vez como namorados. Percebi que toda essa espera e o risco de não dar certo valeram a pena assim que a abracei no desembarque do aeroporto”, lembra Filipe. Durante o tempo em que passaram longe, os namorados aplicaram uma receita: “Namoramos quatro anos e meio. As orientações da igreja são essenciais para a construção de um relacionamento feliz. E, no namoro, é importante o crescimento espiritual do casal por meio da comunhão e da oração. É preciso buscar a Deus sempre, pedindo sabedoria, e combinar uma hora fixa para que o casal interrompa tudo e ore um pelo outro. Isso fortalece muito o relacionamento!”, garante Samylle. Com oração, muito diálogo ao telefone e encontros periódicos nas férias, o casal conduziu o namoro a distância. “Até hoje damos muito valor aos momentos simples, como andar de mãos dadas, abraçar muito e fazer tudo juntos”, conclui Samylle. 33712 – CONEXÃO 02/2016

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#NAMOROCOMPROPÓSITO Eles mobilizam milhões de jovens nas redes sociais através do movimento “Namoro com propósito”. O casal Júnior e Michele Meirelles teve uma postura diferente quanto ao namoro. “Antes de minha conversão, meu estilo de vida era de muito pecado, principalmente na área da sexualidade. Quando me converti, decidi que mudaria totalmente meus hábitos. Nesse tempo conheci a Michele, me encantei com seu jeito meigo e com a amizade que tinha com Deus. Ela se aproximou de mim com o intuito de ajudar, mas logo me apaixonei e a pedi em namoro”, lembra Júnior.

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Foto: Aqruivo pessoal

e limites nessa questão. Durante esse tempo, aprendemos a amar um ao outro pelo que éramos e não pelo que tínhamos a oferecer. Não nos tocávamos, evitávamos abraços e nada de beijo. Entretanto, bastava estar perto um do outro. Ficávamos o dia todo aguardando o momento do nosso encontro, um com o outro e juntos com a presença de Deus”, lembra Júnior. Por meio de palestras e livros, Michele e Júnior compartilham a história deles, orientações bíblicas e outros cases sobre namorados que optaram pela pureza sexual. “Colhemos milhares de testemunhos de pessoas alcançadas pelo nosso site, pelos nossos livros ou mesmo pelos congressos presenciais. Muitos jovens começam lendo nossos trabalhos sobre namoro e partem para os livros sobre casamento. Há poucos dias recebi o testemunho de um jovem que pediu a namorada em casamento quando terminaram de ler nosso livro Casamento Começa no Namoro. Ver o quanto nossa história tem ajudado as pessoas nos motiva a continuar espalhando esses princípios do reino de Deus”.

Foi então que ele teve uma surpresa, quando ela disse que esperava ter intimidade com Deus, um tempo de oração e busca da vontade dEle, antes de ter contato físico com Júnior. Ele concordou com a proposta, e ambos oraram por seis meses antes de iniciar o namoro. “Durante esse período, nos encontrávamos todos os dias para ler a Bíblia e orar. Depois, quando tivemos a certeza do que queríamos para nossa vida, começamos a namorar, isto é, demos o primeiro beijo. Não precisei de muito tempo para perceber que não estava preparado para ter intimidade física, e logo propus a ela que voltássemos ao namoro sem carícias. Ela aceitou e foi assim que aconteceu”. A decisão aparentemente radical, para esses jovens foi o segredo do sucesso da relação que se tornou casamento: “Aprendemos quanto é importante para um casal abrir mão da intimidade física para ter intimidade emocional e espiritual. É importante destacar que desenvolvemos maturidade suficiente para falar sobre o que seria da nossa relação no casamento, inclusive na área da sexualidade. Assim, falávamos abertamente sobre expectativas

VALE A PENA ESPERAR? Um estudo publicado no Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, trata sobre as interferências do sexo antes do casamento no matrimônio. De acordo com o estudo, feito com duas mil pessoas, casais que só fazem sexo depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória. Na pesquisa, pessoas que mantiveram a abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade do seu relacionamento do que as demais. Entre esses casais que só fizeram sexo depois de terem subido ao altar, as notas também foram mais altas para a qualidade da vida sexual e o diálogo entre os cônjuges. Sociólogos da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, acreditam que fazer sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento. Segundo a pesquisa, casais que priorizam o sexo no início do relacionamento normalmente acabam a relação de maneira mal resolvida. “Quando há intimidade sexual no namoro, toda a descoberta mútua que deve existir após o casamento é antecipada. Além disso, casais que já tiveram relações sexuais com outros parceiros tendem a estabelecer comparativos e expectativas, gerando conflitos e insegurança”, alerta Rosana Mazzo, coordenadora do departamento de psicologia do Hospital Adventista de São Paulo. Assim como o movimento “Namoro com propósito”, desenvolvido pelo pastor Júnior Meirelles e a esposa,

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Júnior e Michele: a decisão deles já rendeu livros e tem inspirado milhões na internet

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outros movimentos surgem em um cenário que vai contra a maré de liberalização sexual. Um deles é a campanha “Eu escolhi esperar”. O projeto é liderado pelo pastor Nelson Júnior, de Vila Velha (ES), que há mais de 20 anos atua com adolescentes e jovens. “Nossa mobilização é uma campanha cristã que atua em duas áreas específicas: sexualidade e vida sentimental. O objetivo é encorajar, fortalecer e orientar adolescentes, jovens e pais sobre a necessidade de viver sexualmente puros e ter saúde emocional, valorizando a importância de saber esperar o tempo certo, a pessoa certa e a forma certa de experimentar o sexo e o relacionamento homem e mulher”, explica o pastor. Embora a temática que chama a atenção para o movimento seja a virgindade, o pastor defende que esse não é o foco da campanha. “‘Eu Escolhi Esperar’ é muito mais que um movimento pró-castidade. Tratamos da importância de se viver uma vida sexual e emocional de forma pura e santa. Isso não se limita às pessoas virgens. Todos que, em algum momento, perceberam que seria melhor esperar e ouvir a voz de Deus, do que seguir as próprios impulsos podem escolher esperar”, esclarece. A campanha começou oficialmente em março de 2011. Foi idealizada por Nelson Neto Júnior, alguém que escolheu esperar quando ainda tinha 11 anos de idade. E por ter vivenciado as lutas e implicações de uma escolha como essa, resolveu promover uma mobilização para ajudar outros jovens a fazer a mesma decisão. Inicialmente lançada nas redes sociais, a campanha viralizou, conectando, em apenas um mês, 5 mil pessoas por meio do Twitter. No segundo mês da mobilização, os líderes iniciaram os congressos presenciais de fim de semana que já reuniram mais de 100 mil jovens em dezenas de cidades brasileiras. Na web, 2 milhões de pessoas sinalizam apoiar a campanha. CONTRA A MARÉ “O mundo tem envolvido a juventude com uma filosofia de vida atraente, mas venenosa. Contudo, se a igreja – com seus pastores, líderes e pais – se propuser a ter conversas francas com os jovens, orientando-os com a Bíblia, isso será uma barreira de proteção contra essa onda de imoralidade”, defende o pastor Lélis Silva (veja o quadro ao lado). Foi assim que mudou a história da Roberta Santos, que aos 16 anos engravidou do namorado. “Conheci Jesus e seu amor por mim. Descobri como Deus quer que nos relacionemos e que o sexo tem que ver com o casamento. Estou namorando novamente e agora seguindo a vontade de Deus. Meu sonho é casar e constituir uma família feliz”, conta. O pastor Júnior Meirelles acredita que, com o alcance da internet, igrejas e movimentos em favor da pureza

sexual e de relacionamentos saudáveis estão criando uma onda oposta à ética sexual do nosso tempo: “Deus tem levantado homens e mulheres sérios para chamar o povo ao arrependimento e à mudança de postura. O problema é que, por muito tempo, a igreja se calou sobre esses assuntos, pois eram considerados tabus. Quando começamos a falar, uma geração inteira que estava se perdendo decidiu aplicar os princípios bíblicos e os frutos têm atraído outras centenas e até milhares de pessoas a fazer o mesmo! Faltavam exemplos e, hoje, para a glória de Deus, temos muitos deles sendo divulgados”. E você, vai surfar nessa onda?

O pastor adventista Lélis Silva também constatou que a internet é um bom canal para provocar nos jovens uma reação “contra a maré” da quebra de padrões bíblicos para os relacionamentos. O programa “Eu penso assim” nasceu da necessidade de a Igreja Adventista falar mais sobre esse tema com as novas gerações. Num formato pensado para a web, os vídeos de introdução e os tópicos mostravam um bate-papo de 3 minutos entre Lélis e quatro jovens. Na sequência, os internautas continuavam, presencial e virtualmente, a conversa por uma semana. O ciclo de discussões se encerrava com um vídeo self do pastor Lélis, em que ele apresentava a orientação bíblica sobre o assunto. “Foi bom ver milhares de jovens aprendendo sobre sexualidade e tomando boas decisões nos relacionamentos”, comemora Lélis. Para ver o programa, acesse: http://bit.ly/1QnPJV9.

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Artigo

Texto Glauber Araújo Ilustração Vandir Dorta Jr.

O DEUS DA

DIVERSIDADE

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Que recado a beleza e complexidade do Universo comunicam sobre o caráter do Criador?

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MUNDO VIVO Quando observamos o mundo vegetal, nos perdemos na quantidade de espécies diferentes que existem. São árvores de todos os tamanhos, desde os pequenos bonsais até as sequoias que alcançam 80 metros de altura e 2 mil anos de idade. Enquanto algumas são minúsculas, outras plantas possuem folhas tão largas, que são difíceis de levantar, como é o caso da Coccoloba, considerada pelo Guinness Book a maior folha dicotiledônea do mundo, chegando a ter 2,5 m de comprimento por 1,44 m de largura. Além disso, a variedade de flores, perfumes e cores que o mundo vegetal produz é de enlouquecer qualquer abelha. “Por que tanta variedade?”, poderíamos nos perguntar. Deus poderia ter escolhido criar apenas poucos tipos de árvores, plantas e flores. Os insetos poderiam se contentar em polinizar apenas uma dúzia de espécies diferentes. Mas sendo um Deus que adora diversidade, Ele optou por sonhar grande! No mundo animal, o quadro é bem mais extravagante. Cientistas não conseguem chegar a um

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VIAJANDO A 64 mil km/h, a sonda Voyager 1 foi lançada no espaço há 26 anos para explorar os planetas vizinhos da Terra. Após passar por Júpiter e Saturno, completando sua missão inicial, a sonda se preparou para sair do sistema solar. Quando já estava a 6 bilhões de quilômetros da Terra, Carl Sagan, o famoso astrofísico norte-americano, sugeriu à NASA que a sonda voltasse suas câmeras e tirasse uma última foto do nosso planeta. Nessa foto, a Terra aparece como um pálido ponto azul – insignificante diante da imensidão do Universo. À primeira vista, esse “grão de pó” suspenso no meio do nada parece não ter o que oferecer... No entanto, quanto mais você aumenta o foco no planeta Terra, percebe que beleza, vida e diversidade é o que distingue nosso mundo do Universo conhecido. O fato é que não é necessário muito tempo para notar que Deus, ao “exagerar” na quantidade de cores, plantas, animais e elementos do nosso planeta, não poupou criatividade e apelo estético.

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MATÉRIA CÓSMICA Quando nos voltamos para o mundo físico, percebemos que, quer seja no nível microscópico ou macroscópico, a multiplicidade está presente. As galáxias observadas por astrônomos aparecem em inúmeros tamanhos e formatos, sendo elas órfãs, gigantes, elípticas, espirais ou irregulares. Suas estrelas podem ser anãs, compactas, gigantes, hipergigantes, avermelhadas, azuladas, negras, compostas de hidrogênio, hélio, ferro ou nêutrons, para mencionar apenas algumas. As nebulosas, que ilustram nossa tela do computador, podem ser brilhantes por emissão, por reflexão, podem ser escuras, solares, planetárias ou o que restou de supernovas. Por sua vez, quando f ísicos estudam o mundo subatômico, descobrem que a matéria não é apenas composta de uma subpartícula, mas de várias, que podem ser reunidas em dois grupos: os férmions, que constituem a matéria, e os bósons, que transmitem as

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forças. Os férmions são compostos de quarks, chamados up, down, strange, charm, bottom e top; e de léptons, chamados elétrons, múons, taus, neutrinos do elétron, neutrinos do múon e neutrinos do tau. Os bósons, por sua vez, são compostos de fótons, glúons, bósons Z, bósons W e os famosos bósons de Higgs. Além de todas essas subpartículas mencionadas, cientistas descobriram o que chamam de antimatéria, composta por suas antipartículas. Portanto, para cada partícula, existe uma antipartícula. Em contraposição aos elétrons, por exemplo, existem os pósitrons. Por que o Universo é tão diversificado? A matéria precisava ser tão complicada assim? Toda essa variedade nos indica que existe uma megainteligência por trás de tudo isso. Somente um Deus que possui conhecimento e sabedoria ilimitados poderia criar um Universo tão complexo quanto o nosso. Há 400 anos, o grande físico Isaac Newton afirmou que a diversidade das coisas naturais não poderia ter sido produzida por necessidade metafísica cega, mas unicamente por um Criador inteligente e sobrenatural. Mas inteligência não é a única coisa que podemos deduzir da natureza. O Criador tem um gosto aguçado pela beleza. Veja a quantidade de cores que podemos observar ao nosso redor. Nossos olhos podem distinguir até 10 milhões de tonalidades diferentes, das variações de verde das folhas até as combinações coloridas dos raios solares em contato com nossa atmosfera. Tudo isso produz em nós o que Albert Einstein certa vez chamou de “surpresa arrebatadora”. É a sensação de pequenez diante da riqueza do Universo. Mais uma vez, o evolucionismo é incapaz de explicar nossa apreciação pelas cores, beleza e grandeza. Nosso apreço pelo que é belo e artístico encontra razão somente no Criador, que, ao nos fazer semelhantes a Ele, deu ao ser humano a capacidade e o prazer de apreciar. Conforme bem notou o teólogo norte-americano Warren W. Wiersbe, “se estudamos a vida invisível e microscópica, as plantas, os animais, os seres humanos ou os milhares de objetos que não possuem vida, ficaremos deslumbrados pela diversidade na criação. Deus poderia ter feito um mundo pálido e sem cor, com uma única temperatura universal, uma única variedade de plantas e animais, seres humanos idênticos, uma vida sem sons musicais e poucos tipos de alimentos – mas não foi isso que Ele fez!”

Foto: anatchant | Fotolia

consenso quanto ao número de espécies de animais que existem no planeta. Alguns estimam 8,7 milhões, enquanto outros já falam em 11 milhões. Essa multiplicidade inspirou Charles Darwin a viajar pelo mundo em busca de uma explicação. Acostumado com a fauna da Inglaterra, sua terra natal, Darwin ficou atordoado quando testemunhou a variedade de espécies das Américas e, sobretudo, das ilhas Galápagos, no Equador. A teoria do evolucionismo foi sua tentativa de explicar porque existem tantas espécies e como elas surgiram. Sua hipótese de que novas espécies surgem por mutações no código genético, embora explique pequenas mudanças nos organismos, tem sido considerada apenas uma solução parcial para o problema. Por que tanta variedade? Por que tantos mecanismos de localização, locomoção, digestão e respiração? A verdadeira resposta ainda parece distante para biólogos evolucionistas. Embora a teoria da evolução das espécies seja uma proposta que obteve certo sucesso entre cientistas, muitos defensores dela estão cientes de suas limitações. Um deles, Christoph Schönborn, arcebispo de Vienna, chegou a confessar que o “evolucionismo, como forma de ver o mundo tem grandes dificuldades. Nessa cosmovisão, não existem realmente espécies, pois elas não existem por si mesmas. O que consideramos ‘espécies’ são, na verdade, apenas ‘retratos’ dentro do grande fluxo da evolução. Tudo é retratado apenas como em transição, uma passagem, e cada indivíduo como uma casualidade – algo que teve a sorte de sobreviver pois estava mais ‘apto’ do que os outros. Essa é, certamente, uma visão limitada da variedade na criação”.

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RETRATOS DO TODO-PODEROSO Por toda a criação, podemos observar que Deus é exagerado e extravagante no que faz. Ele extravasa beleza, diversidade e grandeza. Até na forma de interagir com o ser humano podemos ver a magnitude de suas ideias. Ao multiplicar os pães e peixes, Jesus não fez isso apenas para os 12 discípulos. Não! Ele preferiu alimentar uma multidão de mais de 5 mil homens, talvez 12 mil pessoas ao todo (Mt 14:21)! Quando Ele escolheu andar sobre as águas, não foi para atravessar o estreito rio Jordão. Jesus decidiu andar sobre o extenso lago de Genesaré (também conhecido como mar da Galileia) e no pior momento: em meio a uma tempestade! Os discípulos ficaram com tanto medo da cena que acharam que Ele fosse um fantasma (v. 26). Quando foi ver Lázaro, Jesus não o curou à distância. Não! Ele esperou que seu amigo morresse, aguardou mais três dias, e só o ressuscitou quando toda a multidão estava perto para ver aquele milagre incontestável (Jo 11:1-46). A partir dos relatos da Bíblia, constatamos que Deus não tem vergonha de ser quem Ele é. Deus não sofre de timidez nem tem baixa autoestima. Muito ao contrário! Quando Ele Se aproxima da Terra, Davi o descreve como abalando os fundamentos do planeta (Sl 18:7-8), cobrindo os céus com trevas, escuridade de

águas e espessas nuvens (v. 11 e 12). Ao falar, Deus é descrito como trovejando e soltando granizo e brasas de fogo (v. 13). Suas aparições sempre deixam o ser humano em estado de admiração. Mas o quê tudo isso significa? Em primeiro lugar, que Deus não pensa pequeno. Seus propósitos vão muito além do que podemos imaginar. Isso implica que, quando oramos a Ele, não estamos falando com alguém limitado como o ser humano, que vê apenas uma ou poucas alternativas. O Deus da diversidade pode agir e responder nossas orações das mais diversas formas, chegando, em muitos casos, a nos surpreender. Inclusive, Ele pode tornar você em uma pessoa que nunca imaginou ser! Em segundo lugar, por ter criado o Universo com tanta beleza, entendemos que Deus é um grande admirador da arte, da música e da nossa criatividade. Ele tem prazer em aceitar nossa gratidão e devoção em forma de música, pintura e outras expressões artísticas. Por fim e, acima de tudo, viver em um Universo repleto de variedade significa que devemos amar e respeitar aqueles que pensam, agem e são diferentes de nós. Embora Satanás costume usar a diversidade humana para separar os povos e como pretexto para o relativismo moral, Deus quer que olhemos para nossas diferenças como um convite para o diálogo e o aprendizado mútuo. Quando assim fazemos, reconhecemos que Deus é o Criador.

Foto: anatchant | Fotolia

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Besouro metálico: do macro ao microcosmos, Deus não economizou no apelo estético

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DESIGUAIS

Básica

Texto Fernando Dias Imagem © ankomando | Fotolia

As diferenças atraem, mas são as semelhanças que mantêm os relacionamentos

Um dia, a sensação estranha que você tem ao ver determinada pessoa do sexo oposto se intensifica a ponto de atingir o coração. Pronto: você está apaixonado. Só há um detalhe: quem você gosta segue outra religião. Ops! Como é que fica sua conexão com Deus se você namorar alguém que não acredita nas mesmas coisas que você? Vamos esclarecer alguns pontos. A Bíblia ensina que quem é filho de Deus toma suas decisões guiado pelo Espírito de Deus (Rm 8:24); que o ideal é que a religião seja seguida por todas as pessoas que pertencem à mesma família, inclusive por quem se candidata a membro da família (Gn 18:19; At 16:31; Dt 7:3-4); que devemos compartilhar nossas convicções religiosas e orar pela conversão das pessoas (Mc 16:15); e que não devemos entrar em relacionamento íntimo com aqueles que não são fiéis a Deus (2Co 6:14), e isso, que a Bíblia chama de “jugo desigual”, se aplica ao casamento e ao namoro. Portanto, Deus não vai abençoar o namoro com uma pessoa que não O serve. Não porque Ele não quer, mas porque uma das partes simplesmente não O busca nem Lhe dá valor. Se você é cristão, namorar uma pessoa não cristã vai prejudicar sua espiritualidade. Mas, e se os dois creem na Bíblia, mas pertencem a denominações cristãs diferentes? No caso, cada um terá suas crenças. Pode ser que um dos dois creia que é bom venerar imagens, enquanto o outro acredite que tal prática seja pecado. Um pode aceitar dança e bebidas, enquanto o outro crê que esses costumes são degradantes. No sábado, um vai adorar a Deus, enquanto o outro vai trabalhar, estudar e se divertir. Tais divergências provocam desentendimentos desnecessários e minam o romantismo. No caso, a solução passa por um estudo da Bíblia para descobrir qual igreja é mais comprometida com a Palavra de Deus. Para evitar que os sentimentos de um pelo outro influenciem a procura pela verdade, a busca é mais produtiva quando feita antes de o romance iniciar. Por isso, o melhor é sempre namorar quem tem a mesma fé e pedir a Deus que abençoe o namoro com muito amor. Afinal, Deus é amor. Fontes: Mauro Clark, Coração Dividido (Mundo Cristão, 1997); E. Mueller e Elias Brasil, Casamento – Princípios Bíblicos e Teológicos (CPB, 2015); Ellen White, Cartas a Jovens Namorados (CPB, 2006); Nancy Van Pelt, O Namoro Completo – Guia Sobre Namoro, Amor e Sexo (CPB, 2008).

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Texto Eduardo Rueda Imagem © apinan | Fotolia

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Porém, para que a revelação especial de Deus nas Escrituras fosse possível, foi necessário que ele capacitasse pessoas de maneira sobrenatural, por meio do Espírito Santo, para que fossem seus porta-vozes ou mensageiros (2Pe 1:20, 21). Essas pessoas eram profetas, apóstolos ou simplesmente pesquisadores e escritores que receberam sonhos, visões ou apenas a direção divina para registrar de forma escrita a Palavra de Deus. Por fim, o mesmo Espírito Santo que guiou os escritores da Bíblia é quem nos ajuda a compreendê-la hoje. Quando oramos e pedimos sua ajuda, Ele ilumina nossa mente para compreendermos e aplicarmos a vontade de Deus (Jo 16:13).

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Fontes: Mensageira do Senhor (CPB, 2009), p. 2-26; Renato Stencel, “A inspiração dos profetas” (centrowhite.org.br)

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COMO DEUS SE COMUNICA? Provavelmente você nunca tenha visto Deus nem conheça alguém que afirme ter visto. Mas isso não significa que Ele não exista nem que não se comunique com os seres humanos. De acordo com a Bíblia, o pecado criou uma barreira entre nós e Deus (Is 59:2), impedindo a comunicação “face a face”, a não ser em situações específicas. Mesmo assim, Ele “deu um jeito” de se manter em contato conosco. Tudo começa com a revelação. Esse é o ato pelo qual Deus se dá a conhecer. Existem basicamente dois tipos de revelação: a geral e a especial. A geral é aquela em que Deus mostra evidências de Seu amor e caráter na natureza e através de nossa consciência (Sl 19:1; Rm 1:20). Na revelação especial, Deus se mostra de maneira mais específica, por meio da Bíblia e de seu próprio Filho, Jesus Cristo.

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Ponto de vista

Texto Fernando Dias Imagem © Arpad Nagy-Bagoly | Fotolia

Tudo ligado Texto Eduardo Rueda

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DA PAIXÃO À RESSURREIÇÃO

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Paixão

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Abracadabra! Bum! Um pombo surge de um lenço! Além dos ilusionistas que serram mulheres ao meio e fazem objetos e bichos sumir e aparecer, há outro tipo de mágicos (ou magos). São aqueles que tentam manipular forças sobrenaturais para beneficiar (magia branca) ou prejudicar pessoas (magia negra). Nesse sentido, magia ou mágica são sinônimos de feitiçaria e bruxaria. Mas, qual é a atitude das religiões com respeito ao envolvimento de seus adeptos com os encatamentos?

Sim

Algumas religiões orientais (hinduísmo, budismo, xintoísmo), animistas (umbanda, quinbanda, candomblé e religiões tribais) e neopagãs, (Wicca, Nova Era), ensinam a magia como parte da religião. Para seus seguidores, as energias da natureza podem ser controladas e usadas para o bem ou para o mal. No judaísmo, a magia branca é praticada pelos adeptos da cabala, mas a magia negra é proibida. As sociedades secretas, como a rosacruz e a maçonaria, simpatizam com a magia e consideram rituais da religião católica, como a missa, atos mágicos. Os espíritas praticam o passe espiritual que, segundo eles, reequilibra as energias naturais e cura doenças.

Não

As religiões cristãs em geral rejeitam a feitiçaria, por ser contra a ordem de Deus (Dt 18:9-14). Os cristãos das igrejas protestantes mais tradicionais tendem a ser bem céticos com respeito à bruxaria e seus efeitos. Alguns pensam que a magia não tem qualquer poder. Outros creem que ela é possível, mas é vedada aos cristãos por evocar os espíritos malignos, os verdadeiros atores dos encantamentos. Os adventistas do sétimo dia, por exemplo, creem que a bruxaria é um pecado que afasta seus praticantes de Deus (Gl 5:21); mas, para eles, os feitiços não podem prejudicar quem vive com Cristo (Rm 8:38, 39).

Depende

Algumas religiões consideram a bruxaria pecado, mas seus fiéis temem os efeitos da bruxaria. Um exemplo são muçulmanos, católicos, pentecostais, neopentecostais e evangélicos que creem na batalha espiritual. Para eles, os encantamentos têm poder de fazer mal ou bem às pessoas, e os feitiços contra alguém, para não terem efeito prejudicial, precisam ser combatidos com outro tipo de ritual religioso, como orações e rituais específicos, cultos de libertação, jejuns e quebra de maldição. Fontes: Roger J. Morneu, Viagem ao Sobrenatural (CPB, 2015); Eliseu C. Lira, O Governo da Nova Era: Uma Nova Ordem Mundial (CPB, 2004); Fernando Chaij, Forças Misteriosas que Atuam Sobre a Mente Humana (CPB, 1979); Kurt Hasel, Superstição e Ocultismo: Como se Libertar de sua Influência e Desfrutar Paz Mental (CPB, 1999).

Coração batendo forte e mais rápido, frio na barriga, perda de sono e de apetite e cabeça no mundo da lua são alguns sintomas de quem está apaixonado. Esse sentimento que, em média, dura dois ou três anos, mexe com a mente e com a química do corpo e aparece várias vezes, geralmente na adolescência e na juventude, quando alguém está à procura de seu “grande amor”. A mesma palavra é usada também para se referir aos sofrimentos físicos, mentais e espirituais de Cristo, ao morrer na...

Cruz Formada por duas linhas, hastes ou barras cruzadas, na horizontal e na vertical, era utilizada em várias culturas sob diferentes formas com propósitos religiosos ou não. Para os romanos, servia como instrumento de tortura e execução, aplicado aos criminosos mais detestáveis. Após a morte de Jesus, tornou-se o símbolo mais famoso do cristianismo e, em países cristãos, é comum usá-la como marcador ou adorno de...

Sepultura Construção ou cova em que se “guardam” cadáveres. Também conhecida como túmulo, sepulcro ou jazigo, é uma forma de homenagear e recordar os mortos, costume que remonta aos primórdios da história humana. O ato de Deus devolver a vida a alguém que já estava na sepultura é chamado de...

Ressurreição

Em grego (anástasis), significa levantar, erguer, surgir ou sair de um local ou de uma situação para outra. A Bíblia relata vários casos em que os mortos voltaram à vida pelo poder divino, e promete que os que forem fiéis a Deus ressuscitarão para receber a vida eterna (Jo 5:28, 29). A mais importante de todas as ressurreições é a de Cristo, cuja paixão pela humanidade foi tão grande que o levou à cruz e nem a sepultura foi capaz de conter. abr-jun

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Imagine

Texto Jessica Manfrim Ilustração Vandir Dorta Jr.

... se Tiradentes tivesse proclamado a independência?

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21 DE ABRIL, feriado. A data lembra a morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, considerado o símbolo da luta pela independência. Ele e militares, fazendeiros, mineradores, magistrados, poetas, advogados, padres e outros intelectuais formaram, no fim do século 18, a Inconfidência ou Conjuração Mineira, que procurava a emancipação de Portugal. A motivação da revolta eram os pesados impostos (20%) cobrados sobre a extração do ouro e o decreto da derrama, que dava às autoridades portuguesas o poder de confiscar bens do povo para os cofres reais. Denunciados ao governador da Capitania de Minas Gerais por um dos participantes, o coronel Joaquim Silvério dos Reis, em troca do perdão de suas dívidas de impostos (uma espécie de delação premiada do século 18), providenciou que os conjurados fossem presos, tivessem os bens confiscados, muitos fossem deportados para a África e, Tiradentes, enforcado. Mas, e se os inconfidentes tivessem sido vitoriosos, e Tiradentes, com os outros, tivesse proclamado a independência?

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UM PAÍS MENOR

O plano era transformar Minas Gerais em uma república nos moldes estadunidenses. Posteriormente, expandiriam o movimento para outras capitanias. Os inconfidentes fizeram contato com o futuro presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, que declarou apoio à independência mineira. Os líderes mantinham relações importantes em São Paulo e no Rio de Janeiro. Contudo, não sabemos se paulistas e fluminenses consideraram se juntar aos mineiros na revolução.

PRESIDENTE POETA

Com a vitória dos inconfidentes, o desembargador e poeta Tomás Antônio Gonzaga, autor dos versos apaixonados do livro Marília de Dirceu, assumiria provisoriamente a presidência do novo país. Depois, haveria eleições anuais para presidente. A capital seria São João del-Rei, onde estaria o parlamento nacional. Outro poeta, o advogado e minerador Cláudio Manuel da Costa, seria um dos responsáveis por escrever a constituição e as leis.

O PAC DOS INCONFIDENTES

Os inconfidentes tinham seu “programa de aceleração do crescimento”. A indústria estava proibida no Brasil colônia. Roupas e ferramentas precisavam ser importadas a preços superfaturados. A reação dos conjurados seria suspender as importações e fomentar a indústria nacional. O governo republicano daria um prêmio em dinheiro para famílias com muitos filhos, um estímulo para aumentar a população numa época em que Minas Gerais contava com apenas 300 mil habitantes. As igrejas recolheriam os dízimos, mas manteriam escolas, hospitais e casas de caridade. Não haveria exército permanente, os cidadãos deveriam portar armas e servir na milícia nacional quando fossem convocados. Quem devia impostos para o governo português seria perdoado.

VANGUARDA ABOLICIONISTA

Nesse ponto, havia divergência entre os inconfidentes: muitos deles eram donos de escravos. Alguns eram contra a abolição, outros a favor. Por fim, chegaram a uma solução: os escravos ajudariam na luta pela independência e seriam libertos. Metade da população mineira era composta por escravos. Era uma ideia bastante avançada para a época. A escravidão poderia ter sido abolida quase 100 anos antes.

DESENVOLVIMENTO CULTURAL

As universidades e a imprensa eram proibidas na América Portuguesa. Os livros permitidos eram importados, e os proibidos, contrabandeados. Não havia jornais. Na verdade, o primeiro jornal só foi publicado em 1808, e as primeiras universidades e editoras só foram abertas no início do século 20. Os incofidentes planejavam a criação de uma universidade em Vila Rica, atual Ouro Preto, afinal, eles eram intelectuais. Muitos estudaram em universidades europeias, possuíam bibliotecas e participavam de grupos literários. Nada mais importante do que formar localmente as gerações que manteriam a independência tão sonhada e publicar o que favorecesse os ideais republicanos.

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MENOS FERIADOS

Haveria três feriados a menos no calendário. Dom Pedro I não teria proclamado a independência em 7 de setembro de 1822. Os conjurados planejavam uma data em fevereiro de 1789 (33 anos antes do grito do Ipiranga) para fundar um novo país republicano. Portanto, o marechal Deodoro da Fonseca não precisaria proclamar a república em 15 de novembro de 1889 (100 anos depois), e haveria um feriado a menos em novembro. Tiradentes não teria sido enforcado em 21 de abril de 1792, e a data comemorativa também não existiria.

A Conjuração Mineira está conectada com outros eventos e ideias que transformaram o mundo profundamente nas últimas décadas do século 18: a independência americana em 1776, a Revolução Francesa em 1789, a contestação do poder absoluto dos reis e o republicanismo. Num período em que ideias e livros se espalhavam mais rápido do que os despachos oficiais dos reis e ministros, percebemos que a elite mineira estava bem informada. Contudo, o sonho da “Liberdade ainda que tardia” (Libertas quæ sera tamem, lema dos inconfidentes presente na bandeira de Minas Gerais) começaria a se realizar 33 anos depois. Mas essa é outra história.

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Fontes: “Conjuração mineira: novos aspectos” (revistas.usp.br/eav/article/viewFile/8518/10069); Kenneth Maxwell, A Devassa da Devassa – a Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal (1750-1808 [Paz e Terra, 2009]); Boris Fausto, História do Brasil (Edusp, 2012); Pedro Dória, 1789: A História de Tiradentes, Contrabandistas, Assassinos e Poetas que Lutaram pela Independência do Brasil (Nova Fronteira, 2013); “Dossiê Inconfidência”, Revista de História da Biblioteca Nacional (revistadehistoria.com.br/revista/edicao/19). ABR-JUN

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Ação Mude seu mundo

Texto Larissa Preuss Ilustração Vandir Dorta Jr.

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Lição de vida Aprenda

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Epidemia silenciosa

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Conheça o histórico da AIDS, uma doença que ainda mata, e saiba como um casal de médicos luta contra o HIV na região do mundo mais afetada pelo vírus

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QUANDO 2016 TERMINAR, 33 mil brasileiros serão contados entre os novos casos de AIDS. Alguns ficarão sabendo que carregam no sangue o vírus do HIV apenas quando os primeiros sintomas da doença aparecerem, o que pode demorar alguns anos. Muitas dessas pessoas serão adolescentes, faixa etária em que a contaminação cresceu 50% nos últimos anos, segundo o relatório UNAIDS, uma frente de ação da ONU. A razão do crescimento dos casos entre os jovens parece ser cultural: a geração de hoje já não encara a AIDS como tão mortal. Atitude bem diferente dos jovens que descobriram a doença, no início da década de 1980. Segundo outro órgão ligado à ONU, a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 37 milhões de pessoas vivem com HIV ao redor do mundo, mas quase a metade sequer sabe disso. E apesar da boa notícia de que caiu o número de mortes causadas pelo vírus (24%) e o de novos casos da doença (35%) nos últimos quinze anos, uma estatística preocupa: o Brasil está na contramão da tendência mundial. Por aqui, o número de infectados cresceu 11% entre 2005 e 2013, e os jovens são os que mais estão se descuidando na prevenção. Jovens como você, que talvez só tenham ouvido falar de Cazuza e Renato Russo, ícones da cultura pop brasileira, vitimados pela AIDS, cujas mortes ajudaram a trazer à tona

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envio do casal de médicos para a África, a denominação poderia aprender como estabelecer uma política de combate à doença. Oscar e Eugênia tinham alguma experiência com aidéticos. Haviam cuidado de pacientes com o vírus quando trabalharam no Hospital Adventista de Mugonero, em Ruanda, no início dos anos 1990. Nessa época, e até hoje em algumas regiões africanas, o acesso aos antirretrovirais é difícil, demorado e não disponível para todos os soropositivos. Porém, mesmo que recebam o tratamento, muitos dos enfermos sequer possuem água limpa e comida suficiente para a sobrevivência. Sem esses elementos básicos, o tratamento não pode avançar. Outro drama dos soropositivos é não ter um familiar para prestar assistência na fase terminal da doença, seja porque os parentes também morreram de AIDS ou rejeitaram o doente.

INICIATIVA ADVENTISTA Em resposta a esse desafio, em 2004, Oscar e Eugênia organizaram o Adventist Aids International Ministry (AAIM), um ministério com foco na prevenção da AIDS e no amparo aos soropositivos. Para tanto, a ideia é fazer de cada igreja adventista um centro de esperança e cura. Nesses núcleos de apoio, liderados por fiéis treinados pelo AAIM, as pessoas podem compartilhar informações e experiências relacionadas à doença, tirar as dúvidas, lidar com o preconceito, promover a conscientização e também oferecer e receber o amor. Segundo Oscar, muitas das pessoas infectadas se sentem culpadas por ter contraído a doença, ainda que não tenham sido responsáveis pela contaminação. Nesses núcleos, elas também buscam o NO BERÇO DA EPIDEMIA Foi exatamente nessa região do mundo que um casal de médicos perdão e a aceitação de Deus e dos outros. adventistas decidiu ajudar a minimizar os efeitos trágicos da epidemia. Outra preocupação do AAIM é oferecer oportunidaE foi nessa parte do globo também que a Igreja Adventista teve que en- des de geração de renda. Oficinas de agricultura, corte carar o desafio da AIDS dentro do seu arraial. Muito embora defendam e costura, culinária, confecção de sabão e criação de o casamento heterossexual monogâmico e sejam contra o sexo livre e o animais e de abelhas para a produção de mel, são alguconsumo de drogas, fatores que podem contribuir para evitar a contami- mas das frentes de capacitação dirigidas pelo ministério. nação pelo HIV, os adventistas também não estão imunes ao vírus. Enquanto essas pessoas trabalham juntas, muitas Quando Oscar e Eugênia Giordano chegaram à África, em recobram o sentido da vida e a vontade de viver. E para 2002, 478 adventistas morriam mensalmente por causa da os médicos e voluntários envolvidos nesse ministério, doença. Em 2007, estimou-se que 20% dos membros da igre- ver uma pessoa se recuperar de um tipo de morte é a ja na região do sul da África fossem soropositivos. No les- melhor recompensa, porque se a cura física ainda tarda te africano, o número era de 10% e, no oeste, cerca de 5%. em ser descoberta, a restauração emocional e espiritual As estatísticas soavam como um alerta, um grito por socorro. já pode ser testemunhada. Mas, como ocorreu em outros grupos religiosos, a doença O AAIM conta com centenas de núcleos de apoio esainda era um tabu para ser discutido internamente. palhados em 26 países africanos. Ao longo de mais de uma “Nesse caso, ficar em silêncio é trabalhar para o diabo”, década, milhares de pessoas têm sido ajudadas e muito prodisse Oscar. “Quando orientação é oferecida, as correntes da gresso foi realizado. Porém, uma das maiores contribuições ignorância são quebradas e as pessoas são empoderadas. Dessa desse ministério, segundo Oscar, foi abrir um canal de diáforma, os jovens e as crianças podem aprender a dizer ‘não’ logo sobre a questão da AIDS para que a igreja possa ouvir, falar, e fazer algo em favor dos que padecem. e a evitar um comportamento de risco”, completou. Se essa matéria abrir um canal de diálogo sobre Desde 1985, a sede mundial da igreja discutia coPara saber + mo encarar a epidemia, mas até ali apenas iniciativas essa questão entre você e sua comunidade, aidsministry.com/ pontuais e fragmentadas haviam sido feitas. Com o poderá cumprir um grande papel. abr-jun

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uma discussão mais abrangente sobre a doença. Há pouco mais de três décadas, o mundo se deparava com uma epidemia traduzida numa sigla e cujo diagnóstico era um decreto de morte. Misteriosa e letal, a doença era causada por um vírus que atacava diversas células, enfraquecendo o sistema imunológico e tornando o organismo vulnerável a outras infecções e enfermidades. Mas não era apenas do corpo que o enfermo padecia. Enquanto o vírus fragilizava o organismo, o estigma da doença se encarregava de aniquilar o indivíduo. Marcado pelo medo e preconceito, o portador do HIV se tornava um morto-vivo. Como os primeiros casos que foram diagnosticados nos Estados Unidos estavam de algum modo ligados aos homossexuais do sexo masculino, usuários de drogas e profissionais do sexo, essas pessoas foram estereotipadas como o “grupo de risco”. Contudo, a delimitação de um “grupo de risco” contribuiu para fortalecer a redoma do preconceito e criar uma falsa sensação de que os demais estavam protegidos contra a doença. Não demorou muito para que a epidemia se alastrasse pelo planeta ultrapassando as barreiras de gênero, idade, classe social e religião. Estudos recentes traçaram uma espécie de arqueologia da doença e sugerem a década de 1920 e a cidade de Kinshasa, capital do Congo, como o berço da epidemia. A explicação seria uma combinação explosiva do forte comércio sexual local, o rápido aumento da população na região e a utilização de agulhas e seringas não esterilizadas em clínicas e hospitais. Não é sem razão que essa região do mundo, conhecida como África subsaariana, é a mais afetada pelo vírus. Lá, quase 25 milhões de pessoas convivem com a doença e é onde 70% dos novos casos são identificados. Nesse contexto de pobreza e de falta de recursos médicos, o vírus tem as condições adequadas para deixar anualmente milhões de crianças órfãs de pai e mãe.

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Lição de vida

Texto Fernando Dias e Thiago Basílio Fotos William de Moraes

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A história do casal improvável cujo amor foi além das próprias limitações e derrubou preconceitos

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ELA ERA A filha mais velha de pais com poucos recursos, a estudante aplicada que tocava piano e flauta. Paulista de Santo André, Amanda precisava tomar ônibus e metrô para ir à escola. Por sua vez, ele era o filho caçula, cujo pai, funcionário de multinacional, mantinha o sítio onde a família vivia. Edino era o aluno problemático que nenhum professor suportava. Guitarrista e baterista de banda, o catarinense de Rio do Sul curtia a farra ao ponto de destruir o carro do pai depois de uma bebedeira. Os opostos cruzaram-se na improvável esquina do amor. Da parte dele, foi amor “à primeira vista”. Da parte dela, foi amor “ao primeiro ouvir”. Apesar de nunca o ter visto, Amanda ainda assim enxergou o melhor de Edino, mais acostumado com apelidos depreciativos do que com elogios de uma namorada. Olhos preconceituosos não viam conquistas para Amanda. Os colegas maliciosos não apostavam que Edino alcançaria as alturas do amor. Amanda nasceu com 5% da visão e lutou para conquistar espaço num mundo onde não se costuma enxergar as necessidades dos que não enxergam. Edino cresceu baixinho e corcunda devido a uma síndrome que deforma vértebras e costelas, mas ergueu-se mais alto que os comentários impróprios e preconceituosos. Amanda nasceu em 1987. Ainda bebê, foi submetida a três malsucedidos transplantes de córneas. Mesmo cega, Amanda enxergou o sucesso: aprendeu a ler pelo método braile e tornou-se uma musicista premiada. Ao terminar o Ensino Médio, era professora de braile em uma ONG em Tatuí, interior paulista. Edino nasceu em 1981. Alvo de constrangimentos devido à aparência incomum, foi uma criança agressiva que descobriu cedo o alcoolismo. Só abandonou a bebida depois de quase morrer no acidente com o carro do pai. Descobriu o talento para a música, e que, ao tocar guitarra ou bateria no palco, conseguia a atenção das pessoas que normalmente o menosprezavam. A fim de aperfeiçoar-se nos instrumentos, buscou a aprovação no Conservatório Musical de Tatuí, um dos mais tradicionais do Brasil. Deu certo. Foi admitido na escola. A próxima conquista seria o vestibular. Para isso, matriculou-se num cursinho e passava o tempo entre as aulas do pré-vestibular e as de música lendo de tudo na biblioteca pública da cidade. Até que um dia… 28 |

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intensas, que os analgésicos comuns não aliviavam. Os médicos não sabiam como ajudá-lo. Estava dif ícil estudar longe de casa. Dois meses após o início do namoro, Edino teve que voltar para a casa dos pais para que eles o ajudassem melhor. Edino tinha 24 anos. Amanda, 18. Normalmente, desafios forçam o amadurecimento. Foi o caso. A perseverança diante das dificuldades não os faria desistir um do outro. Nas férias, Amanda viajou até Santa Catarina para visitar Edino. Ela conheceu a família dele. Apesar das dores, Edino não deixou de passear com a namorada, descrevendo detalhadamente a paisagem para que Amanda imaginasse a beleza dos cenários que não via. Perto do fim das férias, à beira da lagoa do sítio do pai de Edino, eles prometeram um para o outro que, da próxima vez que se encontrassem, seria para não mais se separarem. Promessa cumprida. O encontro seguinte foi para selar o casamento, no fim do mesmo ano. O CASAMENTO Numa tarde chuvosa, Amanda entrou de vestido branco na igreja. Mesmo não vendo nada, sabia que tudo ao redor estava lindo. Na verdade, Amanda só era cega para as dificuldades e defeitos. Ela enxergava muito bem o amor naquele rapaz baixinho que sofria tantas dores. Casados, Amanda, vencendo mais um desafio, iniciou a graduação em Direito. Edino empregouse numa agência bancária. Além do trabalho, ele ensinava à esposa as atividades domésticas, levava-a para a faculdade em uma bicicleta de dois lugares que ele encomendara e lia em voz alta os livros e apostilas sobre Direito para que Amanda memorizasse o conteúdo. O esforço compensava. Um dia, Amanda se descobriu grávida. Para ela, a maternidade parecia inimaginável. “Como cuidaria de uma criança?”, pensava Amanda. Ana Luísa nasceu. “Acho que foi mais fácil cuidar dela, eu não precisava acender a luz para que ela mamasse à noite; assim, o bebê dormia rapidamente”. Quando Ana Luísa foi para a escola, o casal conheceu por meio da professora a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ambos descobriram que Deus tinha para eles um plano maior que suas limitações físicas. A fé deu a Amanda perseverança para concluir o curso, apesar da falta de adequação para que alunos como ela pudessem estudar. Hoje ela é advogada. A mesma fé levaria Edino a confiar em Deus e a receber a oportunidade de ser operado num dos hospitais mais caros do Brasil, com todas as despesas pagas providencialmente. Hoje, Edino trabalha no telemarketing da editora que publica a Conexão 2.0 e não sente mais aquelas dores. Ele é grato a Deus, juntamente com Amanda e Ana Luísa, por conhecer o amor que tudo supera. ABR-JUN

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O CÓDIGO DO ENCONTRO Numa visita à biblioteca, Edino descobriu um armário cheio de livros diferentes. Ao mexer nos volumes, um cartão enigmático caiu a seus pés. Mais tarde, o jovem imaginou que um anjo lhe havia soprado o papelzinho; mas, na ocasião, Edino não fazia ideia do que eram os pontos salientes marcados no folheto. Curioso, perguntou para a bibliotecária o significado do código. A atendente se reservou a informar que uma moça costumava levar emprestados os livros em braile, e que ela ensinava o código para cegos numa instituição da cidade. Edino decidiu procurar a professora. Como os olhos eventualmente doíam por causa das muitas leituras, aprender a ler com os dedos não seria má ideia, pensou Edino. Assim que pôde, o rapaz foi ao endereço indicado. Na instituição, Edino deixou seu número de telefone e pediu à secretária para que o passasse à professora de braile. Quando Amanda, a professora, telefonou, curiosa para descobrir o que o desconhecido desejava, sua voz doce empolgou Edino. Amanda percebeu. “Quando o telefonema foi encerrado, falei para a secretária que estava perto de mim: — ‘vou me casar com esse homem!’” — lembra, aos risos. Edino se apressou em encontrar a professora. “Ao chegar àquela escola novamente, vi uma jovem de costas, com cabelo longo” — descreve Edino. “Ao se voltar para mim, identificou-se como a professora Amanda, uma pessoa encantadora, que, a despeito da deficiência visual, via a vida com outros olhos. Ao lado dela, sentia que meus problemas desapareciam. Tive certeza absoluta de que me casaria com ela.” Já apresentados, curiosa, Amanda perguntou a Edino a razão do interesse em aprender a escrita braile. Edino estendeu o enigmático cartão encontrado na biblioteca. “Isso é o alfabeto braile”, explicou Amanda. Nas aulas, Edino se empenhava mais em aprender a respeito da professora do que da matéria. Até que, “num dia marcado para a aula, saí decidido” – conta Edino. “Iria abrir o jogo e dizer para ela que eu a amava e que queria viver o resto da vida ao lado daquela doçura de pessoa. Quando cheguei à sala, a bela professora Amanda esperava-me para ensinar braile, mas eu não queria nem saber de braile. Tomei fôlego e falei que estava gostando muito dela, que queria namorá-la”. Para sua surpresa, Amanda contou-lhe a reação que teve ao ouvir a voz dele pela primeira vez ao telefone. Sabendo ser correspondido, o namoro começou. Era 10 de março de 2005. A família de Amanda recebeu Edino bem. Ambos tinham desafios para enfrentar. Por causa da deformidade na coluna vertebral, Edino sentia dores

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Ana Luísa

Filha do casal

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Aprenda

Texto Karine Dias Ilustração Renan Martin e macrovector | Fotolia

Como interpretar os

sinais da

A NATUREZA É rica em detalhes. E observar alguns indícios que ela oferece pode ajudar você a prever (ainda que com pouca antecedência) fenômenos climáticos e a se proteger de possíveis tragédias. Veja alguns exemplos:

PREVISÃO DE CHUVA

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Quando a chuva está se aproximando, a umidade do ar aumenta. Cupins e formigas costumam aproveitar esse clima para “sair de casa” a fim de escavar ninhos e acasalar. Por sua vez, as aves que se alimentam desses insetos, passam a voar mais baixo procurando uma boa refeição. Algumas delas diminuem a altura do voo também em função da queda da pressão atmosférica, comum nessas circunstâncias.

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O estrondo que você ouve logo após ver um clarão no céu não tem que ver com a intensidade do raio, mas com a distância que ele está de você. Como o som viaja aproximadamente um quilômetro a cada três segundos, se o intervalo entre o clarão no céu e o estrondo for de seis segundos, por exemplo, isso significa que o raio caiu a dois quilômetros de onde você está.

ALERTA SOBRE TERREMOTOS

A superfície terrestre sofre intensa pressão e ocorrem algumas mudanças na composição química do solo. Os animais percebem essas alterações e correm para buscar abrigo. Cães, por exemplo, algumas horas antes do terremoto, ficam andando de um lado para outro, latindo para o vazio e, em alguns casos, tentam fugir para um lugar mais seguro.

CUIDADO COM AS ENCOSTAS

AVISO DE TSUNAMI

O mar recua a ponto de revelar partes incomuns do fundo do oceano, formando ondas gigantes que invadem com violência a costa. Além de 2011 no Japão, um tsunami com ondas de 20 metros de altura atingiu o sudeste asiático em 2004, matando mais de 200 mil pessoas. Se você vir o mar recuando, terá apenas poucos minutos para procurar o lugar mais alto que houver para se proteger.

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A DISTÂNCIA DE UM RAIO

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DIGITAIS DO CRIADOR

Quando não há ameaças, a observação da natureza pode levar você a perceber outro tipo de sinal: a digital do Criador. O mundo que nos cerca é rico em beleza e complexidade, uma linguagem muda (Sl 19:1-4), mas eloquente, que aponta para um planejamento.

Todos os anos, a ocupação irregular do solo e as fortes chuvas do verão fazem muitas vítimas no Brasil. Para quem encara o risco de viver nas encostas, é preciso estar atento à inclinação das árvores. Em caso de deslizamento, a terra começará a se soltar e a vegetação será a primeira a ser afetada. Se tiver a sorte de perceber algum sinal de anormalidade, a solução é abandonar o local imediatamente, avisando vizinhos e a Defesa Civil.

Fontes: Dr. Nahor Neves de Souza Jr. é geólogo, doutor em geotecnia pela USP e professor do Unasp; e os sites bbc.com, hypescience.com e planetasustentavel.abril.com.

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André Brunelli

PARE!

LEIA, PENSE E REFLITA.

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Conexão 2.0 - Procura-se um amor!  
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