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Quinto

Jornalismo da FEF - Edição 2 - abril de 2009

Entretenimento

distribuição gratuita

Abra o armário e conheça as opções de entretenimento do interior. Deguste, navegue, cante, jogue, aprenda, explore, julgue, preserve, aproveite e prestigie o que a região tem de melhor. Páginas de 1 a 12


OPINIÃO Editorial

Quando criar é uma obrigação Dentro de uma faculdade “normal”, os alunos freqüentam uma sala de aula em busca de um modelo ideal a ser repetido. Todos aprenderão técnicas que copiarão diariamente em sua vida profissional. No jornalismo, esses valores são invertidos. Aqui, o acadêmico tem o poder de inovar e, muitas vezes, inverter uma ordem “lógica” criada pelo mercado de trabalho. Dentro desta proposta, O QUINTO escolheu um tema que hoje é retratado pela mídia em tom de variedade. Na linguagem jornalística, vai para a página cor-de-rosa do jornal. O assunto escolhido para o jornal, o entretenimento (passar o tempo), combate um senso-comum característico de quem vive fora dos grandes núcleos urbanos, o de que este está concentrado apenas na capital. O pensamento tipicamente interiorano é contestado à exaustão em cada uma das pá-

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ginas seguintes a esta. Os argumentos deste debate são reportagens complexas e profundas que debatem o tema em editorias comuns aos tradicionais veículos de imprensa. Política, economia, cotidiano e, é claro, cultura, são apenas alguns dos ingredientes de uma pauta rica em saborosos detalhes. Devorá-los é uma missão que cabe a você, leitor. Trazer um tema da última página para a capa de um jornal, aprofundar-se nele em diferentes ângulos e olhares jornalísticos e retratálos em uma linguagem visual diferente do tradicional, são demonstrações de uma inovação permitida dentro de uma faculdade. Nossos pauteiros, repórteres e editores se esforçaram nesta tarefa de criar mantendo sempre a fidelidade a notícia verdadeira e isenta. O desafio pode até não ter sido fácil, mas foi cumprido. E muito tempo se passou para isso.

Quinto Expediente

O QUINTO é um jornal laboratório do 5º semestre do curso de Jornalismo da Fundação Educacional de Fernandópolis. www.jornalismofef.com comunicacao@fef.br Coordenador do curso de Jornalismo Francisco Machado Filho Professora responsável pelo Jornal Laboratório Ana Carolina de Araújo Silva Editor Chefe Walter Duarte Chefe de Redação Frederico Guerra

Edição Darien Santana, Camila Ribeiro, Najila Bissi, Elissandra Hurtado e Reginaldo Gouvêa Impressão Editora Ferjal (17) 3442-6644 Fernandópolis-SP FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS Câmpus IV CNPJ 49.678.881/0011-65 Av. Expedicionários Brasileiros, 450 15600-000 Fernandópolis-SP Telefone: (17) 3463-2166

Diagramação Eduardo Uliana

Administração Geral Presidente Paulo Nascimento

Edição de Imagem Luthy Stuqui

Vice-presidente Anísio Dominici Barbuio

Reportagem

FIFE- Faculdades Integradas de Fernandópolis

Fernando Pontes, Elisandra Monfardini, Marco Caboclo, Lourival Motta, Ester Simoni, Breno Guarnieri, Bruna Bassan, Maria Silva, Gleice Castrequini e Eduardo Baptista

Diretor Pedagógico Uderlei Doniseti Covissi

Artigo

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ECONOMIA

Expô dos 70 anos vai custar R$ 5 milhões São esperadas 350 mil pessoas durante os 11dias da festa que vai comemorar os 70 anos de Fernandópolis Marco Caboclo A comissão organizadora da 42ª Exposição Agropecuária Industrial e Comercial de Fernandópolis lançou este ano uma nova ação de marketing para promover a feira, principal evento do gênero na região. A base da campanha é mudança no nome da festa para Planeta Expo. Segundo o presidente da comissão, Paulo Birolli, o objetivo é dar uma cara única ao

evento. A festa, prevista para maio, deve custar em torno de R$ 5 milhões. “O dinheiro virá de patrocinadores, expositores, da prefeitura, do governo federal e da venda de ingressos e permanentes”, explica. Entre os principais custos está a grade de shows, estimada em R$ 1,4 mi. O principal deles, no entanto, da cantora Ivete Sangalo, será bancado pela prefeitura. “É um presente para a população”,

conta Birrolli, referindo-se ao aniversário da cidade, data da apresentação da artista baiana. Para aumentar o público e a arrecadação deste ano a comissão iniciou mais cedo a venda das permanentes para o evento. Cada passaporte custa R$ 45 e dá direito a oito créditos de entrada que valerão em todos os dias da Expô. “Essa é a forma mais econômica de as famílias participarem da festa”, defende o presidente. A expectati-

va é que 350 mil pessoas visitem a festa, média de 35 mil por dia. Para atrair este público a comissão deve investir pesado na divulgação da feira através de veículos de comunicação locais e principalmente regionais. A segurança ficará a cargo da Polícia Militar e de equipes privadas contratadas pela comissão organizadora. Outra novidade é a cobertura na arena de shows e rodeios.

O esporte, principal atração das festas do peão em todo o país, será organizado este ano em parceria com a cervejaria Petrópolis, uma das patrocinadoras do evento. Fernandópolis será sede da abertura do Circuito Crystal de Rodeio, para Birolli, outra grande atração da festa. “O circuito premiará o vencedor com R$ 1 milhão o que deve atrair os melhores peões do país”, finaliza. Foto: Eduardo Uliana

Arena e arquibancadas do Recinto de Exposições Percy Waldir Semeghini serão totalmte cobertas para a expô deste ano. Chuvas não vão mais atrapalhar rodeo e shows

Pavilhão da Acif terá 22 estandes na festa A Acif (Associação Comercial e Industrial de Fernandópolis) vai disponibilizar 22 estandes para os empresários interessados em expor seus produtos na Mostra da Indústria e do Comércio, que será realizada de 21 a 31 de maio, durante a Expô Fernandópolis 2009. Pensando em todos os segmentos do empresariado fernandopolense e regional e para dar oportunidades a todas as empresas, os estandes serão diferenciados por tamanho, com o objetivo de atender a pequenas, médias e grandes empresas. As empresas associadas à entidade pagarão preços menores pelo aluguel do espaço escolhido. Segundo o gerente da Acif, Geraldo Pedro Paschoalini, os empresários que vierem expor seus produtos no pavilhão vão se deparar com uma nova iluminação e forro, que tem o objetivo de valorizar ainda mais o pavilhão, deixando o mesmo ainda mais atraente para os visitantes. Uma placa será confeccionada pela associação para identificar o pavilhão. A expectativa dos organizado-

Foto: Ana Carolina Araújo

A Mostra da Indústria e do Comércio recebe diariamente um público de aproximadamente 7 mil pessoas res é receber diariamente um público superior a sete mil pesssoas. Além de receber os mais diferentes tipos de negócios, de indústrias locais e da região a exposição de novos produtos e até mesmo comércio de máquinas, o pavilhão

da ACIF divulga também as empresas da Incubadora de Negócios e os núcleos do Programa Empreender Não há um dado oficial, mas a Acif espera que os expositores aumentem as suas vendas em comparação com o ano passado.

Todos os anos o pavilhão realiza grandes negócios, um exemplo do ano passado foi o segmento da costura industrial que fechou grandes vendas durante a feira. A empresa deu continuidade nas vendas e comprovou que expor os

produtos é muito importante para que venham se tornar conhecidos do público. O pavilhão da ACIF tem se tornado uma grande vitrine para os empresários comercializarem seus produtos.


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Política

Planejamento público define projetos anuais gratuitos de entretenimento Recursos públicos vão para eventos e projetos desenvolvidos nos bairros de Fernandópolis

Foto: Fernando Pontes

O acesso a leitura e a informação é um dos principais focos das ações realizadas pela gestão pública municipal, que oferece uma biblioteca com acesso gratuito a internet

Fernando Pontes A política pública de entretenimento adotada pela Prefeitura de Fernandópolis tem como principal foco a destinação de recursos para a realização de eventos populares. Grande parte dessa verba é repassada a Diretoria de Cultura que investe em atividades como: carnaval de rua, festa junina, concursos literários e a mostra estudantil de teatro.

Atualmente, segundo a diretora da pasta, Iraci Pinotti, três espaços ocupam a maior parte das ações de entretenimento desenvolvidas: biblioteca, teatro municipal e museu histórico. No Teatro Municipal Merciol Viscardi, espetáculos artísticos e culturais são apresentações constantes, teatro, dança, exposições de artes são algumas das atrações do teatro. Na biblioteca também funciona o projeto Acessa São Paulo, do Go-

duardo Fotos: E

verno Estadual em parceria com a prefeitura, que oferece internet grátis à população. “Acho boa essa idéia, depois de ler um livro, dá para procurar na internet sobre ele e às vezes acho atividades e jogos relacionados” conta o estudante João Marcelo. A diretora explica ainda que o planejamento de eventos e projetos é feito com pelo menos um ano de antecedência. A descrição dos gastos é redigida detalhada-

Uliana

Fotos do Circuito Cultural Paulista e da Mostra Estudantil de Teatro

mente e depois de aprovado pelo prefeito ele é empenhado pela contabilidade e passa para a tesouraria que libera exatamente o dinheiro descrito no documento. Nos meses de março e abril a prefeitura dá suporte para um projeto do governo estadual, o circuito cultural paulista que passa por cidades do interior com espetáculos de dança, circo e musica; todos no teatro municipal. “Os municípios foram

escolhidos levando-se em conta a existência de teatros ou auditórios; cidades que procuraram nossa unidade ao longo de 2007 interessadas nesse tipo de programação e, por fim, a distribuição geográfica, para atingir todo o Estado, de norte a sul, de leste a oeste”, finaliza André Sturm, coordenador da Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura.

Idosos dão show em CCI

posso para transformar o cenO CCI (Centro de Convivência tro em um lugar mais alegre e do Idoso), localizado na Vila Venão vou deixar neto, em Ferde trabalhar nandópolis, Foto: Fernando Pontes em prol deles é um espaço depois que a voltado para minha presia terceira idadência chegar de e promove ao fim, acho atividades de muito gratifidomingo à cante” disse sexta feira das Maria Rosa. 14h às 16h. Os recursos O centro foi usados para inaugurado manter as deshá dez anos, pesas como: doado pelo banda, alimengovernador tos e infra-esMario Covas. trutura são das Antes de ser mensalidades construído, dos associados as atividades e a entrada do eram no cenforró nos dotro comunitámingos, além rio do bairro. de doações de A atual moradores lopresidente cais. Maria Rosa, A entrada conta que o do forró custa CCI oferece R$ 2 “e o públia t i v i d a d e s A melhor idade é pé de valsa. co jovem é bem como dança Gosta de bailes e muita diversão vindo”, enfatipintura, baraza a presidente. lho e dominó. Na ultima semana de cada mês Ela explica que se envolveu com também é feito um jantar com atividades para idosos depois baile, tudo organizado pela dique ficou viúva, “é a minha retoria. grande família, faço tudo que


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meio ambiente

Natureza entre pedras

Fernandópolis pode ter área verde Objietivo do projeto Horto Florestal é disponibilizar espaço para lazer e entretenimento da população Bruna Bassan Já imaginou playground, trilhas ecológicas, quiosques, calçadão para caminhada, lagoa, concha acústica, teatro a céu aberto e lanchonetes, tudo no mesmo lugar? Isso pode existir em Fernandópolis daqui alguns anos. Este novo paisagismo será possível após conclusão de um projeto que está sendo elaborado pela Prefeitura de Fernandópolis, através das diretorias de Meio Ambiente e de Obras. O projeto foi idealizado pelo engenheiro Milton Ribeiro. O espaço de lazer ecológico fará uso de área verde ociosa, que passará por um novo visual paisagístico. O engenheiro propõe, por meio do parque, preservar as plantações de árvores nativas e nascentes de água. Ribeiro explica que por trás do lazer existe uma recuperação ecológica, uma educação ambiental e melhor qualidade de vida para a população. “Nossa cidade é carente de lazer e turismo verde. A construção do horto vai contribuir para uma melhor qualidade de vida para todos os que vivem em Fernandópolis”, completou. Segundo Milton, o projeto foi concluído no início do governo do ex-prefeito Rui Okuma, em 2005. Com a morte do político, o projeto

Foto: Eduardo Uliana

O enduro a pé é uma prova de regularidade que pode ser praticada por pessoas de qualquer idade e sexo

ficou engavetado. Agora com a administração de Luiz Vilar, o diretor do Meio Ambiente, Ângelo Veiga e o diretor de Obras, José Edemir Gianotto, a proposta foi retomada. Na época o grupo Arakaki doou 22 equitáres de terra, particular, à pre-

feitura, sendo 16, lâminas d’água. “É um projeto muito grande, mas nada impede de que comece ainda este ano. Assim que o orçamento for elaborado e a verba for repassada”. A área usada para a construção do parque será o Vale da Aldeia,

que seguirá dos dois lados da Avenida Augusto Cavalim (avenida que segue para o recinto de Exposições Percy Waldir Semeghini), até a margem da avenida Teotônio Vilela (avenida que segue para o Campus I da FEF).

Projeto inovador promete mudar o clima da cidade A arquiteta e urbanista Aline Sabino Carareto idealizou projeto de uma re-qualificação do espaço urbano de Fernandópolis. Através de pesquisas e coleta de dados a respeito de espaços verdes, Aline percebeu escassez dos mesmos em Fernandópolis, e concluiu que essa ausência de áreas verdes é significativa ao ponto de prejudicar o clima da cidade. Aline explica que os Parques Urbanos seriam uma das possíveis soluções para o problema, que afeta diretamente a toda a população. O projeto trata de diretrizes para a implantação de vários parques em todo o perímetro urbano, aumentando o número de metros quadrados de área

verde por habitante. Este número em Fernandópolis é considerado pelo OMS (Organização Mundial de Saúde) muito abaixo do ideal. Dentro dessas diretrizes o parque que se estende ao longo do curso d água do Córrego Santa Rita, cortando a cidade de leste a oeste, resolveria o problema segundo a arquiteta. Com a execução deste projeto Fernandópolis estaria muito próxima de se tornar uma cidade exemplo na questão ambiental. Os Parques Urbanos são soluções antigas, mas eficazes para atender o lazer e o conforto ambiental da cidade. O projeto foi doado para a Prefeitura Municipal de Fernandópolis,

e os governantes buscarão recursos financeiros para executar. Nas áreas destinadas a implantação do projeto serão construídos playground, quadras de areia para pratica esportiva, academia ao ar livre, pistas para caminhada, ciclovia, trilhas entre a vegetação densa que cerca a APP (área de preservação permanente) e mirante, além de equipamentos de apoio essenciais. Segundo Aline a principal ideologia do um parque urbano é a aproximação das pessoas com a natureza, com a vegetação exclusivamente nativa para a reconstrução das APPs e para a arborização do parque ecológico.

Foto com ilustrações de onde seria instalado o projeto da arquiteta Aline Carareto

O lugar será uma opção para as pessoas que gostam de uma aventura. Como a galera do Rotary Nova Era, que realiza duas vezes no ano o “Enduro a pé”, misto. Um evento de provas e competições voltadas para o meio ambiente. A presidente do Rotary nova era Alessandra Molina e a secretária Lucinei Mazzei declararam que o local será uma boa opção para realizar uma etapa da prova. “A prova tem 10 quilômetros a ser percorrido, existe uma etapa de descanso, e poderemos fazer no horto que será construído”, disse Alessandra. A Fundação Educacional de Fernandópolis também organiza um evento conectado ao meio ambiente chamado “Caça ao lobisomem”, é como o enduro, mas é realizado a noite. O objetivo deste é a conscientização para a preservação do meio ambiente e a diversão dos participantes. “Seria uma ótima opção de lazer. A cidade não tem nada nesse aspecto. Precisamos de áreas verdes para a população”, disse um dos organizadores da caça ao lobisomem, Márcio Peruchi. Esse projeto contribuirá muito para expansão de eventos ligados a natureza, que aproximam, conscientizam e educam a população a preservar o meio ambiente.


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Turismo

Quatro motivos para sair em Fernandópolis Calor, dança, música e festa fazem a alegria de moradores e turistas que visitam a cidade

Gleice Castrequini 

Mira Estrela investe no turismo local

Opção é o que não falta para quem quer se divertir em Fernandópolis

Na trilha ecológica são os macacos que recepcionam os visitantes

Conhecida como um dos melhores lazeres da região Mira Estrela fica há 36 quilômetros de Fernandópolis. Quem visita o município é privilegiado com os agrados da natureza e com a receptividade das pessoas que lá vivem. Rodeada por ranchos e condomínios, a cidade recebe um grande fluxo de visitantes nos finais de semana e feriados. A “Prainha de Mira Estrela” e a “Trilha Ecológica” são dois dos pontos mais visitados e procurados pelos turistas. Durante o ano, a cidade oferece um calendário diversificado de festas, eventos e comemorações para atrair não só os habitantes como também toda a região. Dentre os eventos que compõem a programação da cidade estão o carnaval, a festa do peão, o aniversário da cidade e as festas tradicionais do município, como as quermesses, as festas julinas e o encontro de bandeiras de Santo Reis. Ainda, promovem comemorações especiais que celebram o Dia das Mães, o Dia da Criança, entre outras festividades. A pesca é também um grande atrativo da cidade.

Por esta questão, a cidade já deu andamento em um projeto que visa a consciência ambiental e o favorecimento econômico para o município. Segundo Luiz Carlos Gaspar, chefe do setor de turismo de Mira Estrela, a idéia é implantar um Tanque Rede (criação de peixes). “Nosso objetivo é vincular todos os pescadores profissionais de forma que, quando eles tiverem o rendimento apropriado, deixem de efetuar a pesca predatória. Assim, aumentará o número de peixes nos rios e atrairá os turistas que fazem a pesca esportiva”, destacou Gaspar. “Eu vejo o turismo como fonte de renda, mais trabalho para o município, até pelo fato de que a nossa localização geográfica não contribuir muito para instalações de empresas industriais. Notamos nos últimos anos que os turistas optam por regiões mais ecológicas e que não apresentam índices elevados de violência, por esta questão, Mira Estrela tem sido lembrada e visitada por um grande número de turistas”, concluiu o chefe do setor de turismo.

Sombra, água fresca, agitos e muita animação. Característica que fazem com que Fernandópolis se divida com os compromissos diários com a receptividade de milhares de universitários e visitantes que passam pela cidade constantemente. Oferecer opções de lazer e entretenimento quando nos referimos as cidades da nossa região que unem os mais diversos tipos de culturas, gostos e entretenimentos, Fernandópolis se destaca pela variedade. Desde o passeio mais simples ao sofisticado, do calmo ao agitado, a cidade oferece aos fernandopolenses e turistas os lugares apropriados. Além dos barzinhos noturnos, restaurantes e pontos estratégicos voltados para o público universitário, a quem prefira um dia de sol para refrescar o calor nas piscinas. O Água Viva Thermas Clube Hotel é uma opção de lazer e ficou conhecido pelas suas águas quentes e pelo privilégio de estar rodeado  de elementos da natureza, o que aproxima os visitantes de um ambiente tranqüilo e harmonioso. O clube dispõe de três piscinas, toboáguas, tobobabys, quiosques com churrasqueiras, lanchonete e restaurante, além de quadras poliesportivas e mini-campos de futebol. Segundo Wladimir Nery Saprudsky, diretor do Água Viva, o clube está passando por algumas modificações para melhor atender os visitantes e principalmente os associados da cidade

que freqüentam o espaço diariamente. “Trabalhamos para que o local venha ser um atrativo para o público de Fernandópolis em questão de conforto e qualidade. Independente do que o cliente busque, ofereceremos uma estrutura ampla e agradável para ocasiões que reúnam as famílias, os amigos, grupos empresariais, entre outros”, disse o diretor. Outra opção de entretenimento é a Casa de Portugal. Com uma ampla infra-estrutura, composta com um salão de festas, quadras poliesportivas, piscinas e parques infantis, o clube oferece durante o ano uma variada programação de eventos. A Casa é conhecida pela realização de bailes típicos, como por exemplo, o Baile do Hawai, que já se tornou tradicional na cidade. Além de promoverem noites festivas, jantares temáticos, o clube também cedia campeonatos esportivos que são realizados no município. Nos embalos noturnos, não há dúvidas que as casas de shows de Fernandópolis são referencias de uma boa música e saída com os amigos. Para o empresário Gustavo Sisto, que inaugurou uma casa de shows recentemente, Fernandópolis, por ser uma cidade universitária representa muito para o município. “Temos que ter bons cursos, mas também, ter qualidade e segurança em nossa vida noturna. Com essa nova casa poderemos trazer shows de diferentes estilos musicais. Além de levar o nome da cidade para ou-

tros lugares, atraímos o público de várias regiões”, ressalta o empresário. Diretor dos shows da Expô 2009, outro grande evento da cidade, Sisto espera recorde de público nas apresentações deste ano. Para o empresário, o show mais esperado pelo público é o da cantora baiana Ivete Sangalo que sobe ao palco no segundo dia de festa, com entrada gratuita. Há quem diga que com tantas atrações e ambientes diferenciados em Fernandópolis, seria impossível sair da cidade. Porém, uma grande parte dos fernandopolenses, no período de férias, preferem fazer um pacote de viagem. Segundo Maria Luiza Marques Mandarino, diretora da agência Mandarino’s Viagens e Turismo, os pacotes nacionais mais procurados pelos fernandopolenses são para Porto Seguro e para os mini cruzeiros marítimos. Já nos roteiros internacionais, escolhem em grande proporção para Buenos Aires, na Argentina. Nos últimos anos, a agência informou que os jovens de 18 a 30 anos tem sido a maioria dos clientes. “As facilidades na locomoção para o embarque, assim como o parcelamento da viagem. Hoje, a maioria da população pode pagar até R$ 70 ou R$ 80 ao mês por uma viagem aérea de oito dias, com direito ao hotel, o café da manhã e alguns passeios inclusos no pacote, o que torna um dos fatores de motivação para o cliente”, destacou Mandarino. Fotos: Gleice Castrequini

A prainha de Mira Estrela fica a 11 km do município. O caminho até o local é totalmente asfaltado e sinalizado. Visitantes podem alugar casas com dois quatros e churrasqueira


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gastronomia

“A gente quer comida, diversão e arte”

Bares e restaurantes trazem diversificação para todos os públicos

A iguaria O salmão grelhado com arroz e brócolis é a especialidade do restaurante e bar Chalé Acústico, de acordo com Alessandro Fúria o prato é “a menina dos olhos da casa”. O prato sai por aproximadamente R$ 59 por pessoa e é acompanhado com arroz e brócolis. SALMÃO GRELHADO Ingredientes: 400grs de salmão com a pele 2 colheres de sopa de azeite Para temperar: limão e sal à gosto. Modo de preparo: Corte o salmão em postos de aproximadamente 3 cm cada um. Acrescente o tempero e aqueça o azeite em uma panela, coloque o salmão com pele e deixe dourar. Use o limão para decorar.

Dica de acompanhamento: Uma salada de alface, tomate e cebola. E bom apetite!

Maria Silva Do descobrimento do Brasil até atualidade, imigrantes dos quatro cantos do mundo trouxeram muito de suas crenças, culturas e hábitos, que de certa forma miscigenaram com a nossa cultura, a qual a gastronomia faz parte e se destaca. Desse modo cada imigrante que veio para o nosso país trouxe sua preferência alimentar. Toda culinária nacional é formada por cozinhas regionais. No Brasil as influências foram muitas. A partir delas apareceram adaptações e variações como a cozinha sertaneja, nordestina, caipira, tropeara, mineira, gaúcha, da fazenda e outras. Pensando num ambiente gastronômico aliado ao entretenimento Alessandro Fúria criou há dois anos o Chalé Acústico em Fernandópolis. O bar e restaurante oferece um ambiente aconchegante, com reper-

tório musical e culinário variados, com a intenção de atrair dois tipos de público - familiar e jovem. “A programação do Chalé Acústico ficou diversificada entre idades. Os jovens freqüentam o Chalé durante as quartas-feiras, a maioria após a faculdade e procuram os shows e a animação do bar na sexta-feira. Já as famílias vêem durante as quintasfeiras e aos sábados procurando os jantares e apreciando a música MPB que conduz o local”, disse. Como preferência entre os jovens, beber a noite é um ritual entre os amigos, um som animado, uma porção na mesa e a gastronomia no Chalé acaba não sendo aproveitada entre a garotada. “A idéia sempre foi atrair o público jovem e as famílias como opção de entretenimento e gastronomia. Nossa vontade é que as famílias e os jovens procurassem mais do que diversão ou o lado da alimentação, a preferência fosse unificada”, afirma.

Tour pelos restaurantes de Fernandópolis

ARROZ COM BRÓCOLIS Ingredientes: 2 colheres de sopa de azeite 5 dentes de alho amassados 1envelope de tempero instantâneo (vermelho) 1 copo americano de arroz (pronto) 100g de brócolis congelado 1 colher de sopa de manteiga. Modo de preparo: Refogue o alho no azeite e na manteiga. Acrescente os brócolis e o tempero instantâneo e deixe cozinhar por aproximadamente 5 min. Para finalizar misture o arroz cozido.

A gastronomia fernandopolense tem oferecido às famílias e jovens variedades e transformado a culinária também em um local de entretenimento desde o ambiente até os shows diferenciados para todos os públicos. A população de Fernandópolis tem opções gastronômicas desde espetos a pratos internacionais. Visando atrair as famílias nos finais de semana, os bares de espetos atraem pessoas que querem gastar menos e comer mais. Já as pizzarias além de pratos requintados e ambiente tranqüilo, alguns dos estabelecimentos utilizam do disk-pizza, entrega em domicílio. Já no centro comercial fernan-

dopolense encontramos maior variedade de opção, restaurantes de comida por quilo, prato feito, pastelarias, lanchonetes, churrascarias e outros. O ponto alto das madrugadas dos fins de semana são os carrinhos de lanches. Geralmente os jovens que saem das baladas procuram um ponto para fazer uma alimentação rápida antes de cair na cama. A praça de alimentação do Shopping Center Fernandópolis é a grande atração de comidas típicas e internacionais. Os restaurantes oferecem comidas italianas, árabes, chinesas e grandes pratos da comida brasileira. As docerias e sorveterias

garantem a sobremesa de toda a família, as balas baianas e as tortas são as mais apreciadas. Durante as quartas-feiras, a praça de alimentação além de ponto gastronômico é opção de entretenimento, devido à transmissão de jogos de futebol por telão e shows ao vivo. A procura diversificada, o ponto auge entre os jovens, almoços e jantares entre família podem ser encontrados em cada canto de Fernandópolis. A cidade, além de uma grande estrutura comercial, oferece a população grande variada gastronômica aliada a lazer e entretenimento para todas as idades e paladares. Foto: Maria Silva

A praça de alimentação do shopping é um dos locais mais procurados pela população


Tecnologia

Second Life, outro “mundo” na tela do computador

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Especialista relata formas de diversão e a dependência provocada pelo jogo on line Breno Guarnieri

ser humano. “Tudo na vida tem um lado positivo e outro negativo. Quando estamos jogando a atividade pode ser altamente reforçadora e a mesma venha a estar associada a ganhos que são importantes ao usuário, caso o uso dos jogos forem dentro de um tempo esperado e com finalidades de aprendizados bons. Só que tudo pode fugir do controle e é ai que

internet: fazer compras, estudar, ouvir rádio, assistir filmes, visitar locais virtualmente, conhecer e conversar com pessoas. Mas nem tudo é um mar de rosas. Em contrapartida as facilidades oferecidas pela rede, surigiram também as ameaças virtuais que invadem os micros pela internet apagando arquivos e até roubando bancos sem apontar armas. Os primeiros registros de interações sociais que poderiam ser realizadas através de redes foi uma série de memorandos

escritos por J.C.R. Licklider, em agosto de 1962, discutindo o conceito da “Rede Galáxica” Ele previa vários computadores interconectados globalmen-

podem surgir os malefícios. O sujeito desenvolve uma dependência, o que é caracterizado como uma necessidade cada vez maior de jogar para sentir o mesmo prazer que antes sentia com uma menor quantidade de horas.”, analisa.

Foto: Breno Guarnieri

A internet evoluiu na última década e se tornou peça principal no dia-a-dia das pessoas. Algumas utilizam por necessidade profissional e outras por lazer. Os últimos chegam a passam horas em um “mundo virtual”, que não requer preocupações comparadas com a vida real, sendo que o jogo Second Life ilustra bem essa nova fase da rede mundial de computadores. O Second Life (do inglês, segunda vida) virou o principal assunto da mídia digital nos últimos anos. O programa reproduz em������� um ambiental virtual simulações da vida real e social do ser humano. Os gráficos bem trabalhados e a possibilidade de viver uma “nova vida” atrairam fãs como o universitário Jean Tavares, de 22 anos, que diariamente se diverte no espaço virtual. “Adoro esse jogo e ultimamente não fico um dia sem jogar. É realmente como fosse minha vida, pois posso ser o que eu quiser e fazer diversas coisas legais”, analisou o jovem jogador. O estudante salienta que já dei-

xou de sair com os amigos ou a namorada para ficar na frente do computador navegando no Second Life. “Não me considero viciado. É o que gosto de fazer, é meu estilo de vida”, declarou. Porém, os jogos online, não se resumem somente ao sucesso Second Life. Segundo, a gerente da Lan House Coliseu, Sandra Mara, centenas de pessoas vêm diariamente para acessar a internet, optando também por outros games. “Por dia, passam em média de 120 a 180 pessoas. Atendo dos 13 aos 60 anos, sendo que os jogos mais preferidos da garotada são: Ragnarock, Perfect World, Counter Strike, GTA Vice City e Grand Chase. É variado, tem gente que vem jogar e fica mais de três horas”, descreveu. Para especialistas, essa fascinação por games de computador pode trazer consequências boas para a vida das pessoas, mas também problemas impressionantes. De acordo com o psicoterapeuta Osvaldo Longo Junior, a dosagem em frente do computador é de suma importância para que não interfira na personalidade do

Jean passa de 2 a 4 horas por dia na internet jogando Second Life. Jogo incorpora gráficos que remetem usuários a atmosferas reais

O poder da internet Quando a rede mundial de computadores foi criada ninguém imaginava que ela teria a dimensão que tem hoje. O que nasceu para ser uma ferramente de comunicação entre os militares americanos se tornou parte de nossas vidas. Hoje a internet está nas casas, escritórios, escolas, praças e parques. Com ou sem cabos. Hoje é possível conversar com pessoas do mundo inteiro, saber de lugares interessantes, estudar, se divertir, entre outras coisas. ”Uso praticamente para tudo a internet. Não vou mais ao banco e compro a maioria das minhas coisas online. Ela me quebra um verdadeiro galho”, declarou a estudante Jussara Mendes, de 22 anos. Com os avanços que estamos vivendo, aumento de velocidade na conexão e da qualidade de transmissão de dados, estão surgindo novas formas de entretenimento. Podemos ouvir uma rádio sem precisar de um aparelho de som, assistir a programas de TV de muitos canais ao redor do mundo, sem ficar preso à programação e a horários definidos. Podemos praticamente tudo através de um computador conectado à

te, pelo meio dos quais todos poderiam acessar dados e programas de qualquer local rapidamente.


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EDUCAÇÃO Eduardo Baptista

Brincar na escola é saudável

Crianças com visão competitiva e participativa dentro das atividades escolares

Foto: Elisandra Monfardini

Vai de longe o tempo em que a escola era um local pesado, de professores sisudos e com régua na mão para punir alunos. O ambiente de educação passou a ser gradativamente um local leve em que cada vez mais as crianças aprendem brincando. Escola é lugar de diversão. Achou estranho? Pois saiba que as brincadeiras também ajudam a educar. O programa Escola da Família, implantado no estado de São Paulo desde agosto de 2003 proporciona as crianças, adolescentes e até mesmo adultos, atividades educacionais esportivas profissionalizantes que são desenvolvidas nos finais de semana. Alunos participam de diversas atividades recreativas como playgrounds, bola queimada, pula corda, vôlei, futebol, damas, xadrez e muitas outras brincadeiras. Além de lazer, o Escola da Família não deixa de lado a parte educativa e cultural, pois atividades profissionalizantes como artesanato, dança e música são ministradas por universitários e voluntários. Para Sandra Cristina Araújo, coordenadora do programa na Escola Municipal Koei Arakaki, esse trabalho vem contribuindo para melhorar o aprendizado infantil. “As atividades incentivam o trabalho em equipes utilizando regras. Os participantes passam a ter uma visão competitiva e participativa dentro das atividades escolares. O resultado é uma maior integração da comunidade diminuindo diferenças”, relata.

Nem tudo é festa nas horas de lazer, as brincadeiras por vezes podem se tornar perigosas. Brinquedos sem manutenção ou mal conservados geram acidentes. Para Orlando Candeia, sargento do Corpo de Bombeiros, as crianças devem ficar atentas aos brinquedos que oferecem riscos, um problema freqüentemente ignorado pelos pais

e responsáveis. Quando esses fatores não são respeitados as crianças correm riscos de sofrer algum tipo de escoriações, cortes na região do supercílio ou até mesmo traumatismo craniano. “Alguns cuidados são fundamentais. O brinquedo deve possuir identificações que determinem qual faixa etária” afirma o sargento.

Candeia lembra que não existem órgãos que realizam fiscalizações periódicas nos brinquedos. O Corpo de Bombeiros realiza palestras de conscientização sobre acidentes na infância. “A cada ano, aproximadamente 20 crianças morrem vítimas desse tipo de acidente, em 75% dos casos, a queda do brinquedo está associada às lesões cerebrais”, completa.

Para o profissional, o engajamento de profissionais que trabalham com crianças e a sociedade como um todo, serão fundamentais para exigir de fabricantes prevenção na embalagem, e ainda uma pessoa responsável para orientar no caso de parque infantil. Cabe ainda aos pais e responsáveis, maior orientação aos filhos quanto a cuidados na hora de utilizar os brinquedos.

Coisa de criança Questionados sobre as brincadeiras desenvolvidas nas escolas, alunos afirmam que elas são desenvolvidas para estimular conhecimentos e proporcionam educação, cultura, entretenimento e lazer. Para Matheus Almeida dos Santos, oito anos, as brincadeiras são muito legais. “Jogar bola é a que mais gosto, a gente já participou de cam-

peonatos que são muito legais, é da hora!”. Já a pequena Paula Vieira, 10, curte bola queimada. “Minha mãe contou que brincava quando era criança, me ensinou e eu brinco direto”, afirma a menina. As atividades são desenvolvidas por educadores aptos e divertem a todos os participantes.

Nível de periculosidade dos brinquedos de playgrounds infantis 75%

40% 31%

25%

17,4%

13,3% 4,3%

Gaiola

Gira-gira

Gangorra

Q Outros

Escorregador

Balanço

Ponte


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Cotidiano

Quando a diversão vira caso de polícia Festas universitários entram na mira da Justiça Lourival Motta A fiscalização constante da polícia para coibir abusos nas “repúblicas” empurrou grande parte das festas universitárias para as chácaras ao redor de Fernandópolis. Mesmo assim, esses eventos continuam trazendo polêmica. Desta vez, o alvo da Justiça é o consumo excessivo de álcool combinado com a direção de veículos - e a presença de menores. Os riscos gerados à saúde dos jovens universitários, uma vez que sendo distante da cidade, facilita tanto o consumo de bebidas alcoólicas quanto o uso de entorpecentes além de facilitar a entrada e a participação de menores, como afirma um coordenador de segurança de eventos que não quis se identificar. Segundo o profissional, os freqüentadores “passam” as drogas por cercas, longe da entrada principal da festa, e os menores entram sob responsabilidade de um adulto. O segurança conta ainda que, a incidência desse tipo de evento vem crescendo devido à limitação de direitos impostos pela justiça no centro da cidade. Esses eventos contam com aproximadamente 200 participantes, e a segurança é feita à base de Bastão Tonfa, (instrumento de defesa), detector de metal, além de revista ou busca manual. Quando algum tipo de droga é encontrado, a policia é acionada e o indivíduo conduzido à delegacia. Mas o aluno de psicologia da FEF Bruno Molina, organizador de uma dessas festas, “que não tem fins lucrativos”, questionado

sobre a presença de drogas, disse que por mais que a segurança tente, não consegue evitar a entrada. Segundo Molina, os jovens levam a droga dentro do tênis, da meia e até na cueca. A festa organizada por ele rendeu-lhe problemas com a Justiça. Uma blitz do Conselho Tutelar encontrou um menor dentro da festa. O estudante se defende afirmando que a entrada de menores nunca foi permitida e que isso estava especificado no bilhete de entrada. “A segurança barrou o garoto que só entrou quando começou uma briga. Os seguranças saíram para resolver a confusão e o menor aproveitou”, afirma. Um dos fatores bastante preocupante também é o consumo excessivo de álcool e entorpecentes aliados à distância do centro urbano levando em consideração a grande possibilidade da ocorrência de overdoses colocando em risco a vida dos jovens. O clínico geral Elemberg Chaves de Paula, explica que a overdose por entorpecentes, ou o coma alcoólico, eleva o risco de uma parada cardíaca ou até a depressão total do Sistema Nervoso Central, ou seja, são mínimas as chances de reanimar essa pessoa contanto que, o atendimento para esses casos tem que ser imediato. O médico disse também que de 0,4% a 0,5% de álcool no sangue equivale a 600 ml de Whisky e a partir dessa quantidade consumida em uma hora, o individuo pode entrar em coma. O médico define o uso freqüente e excessivo de álcool como um conjunto de disfunções: biológico, psicológico e social.

Crianças com hora certa pra chegar em casa A restrição de horário imposta pela justiça foi bem aceita por pais de menores em Fernandópolis, pelo que nos conta Fabiana Gimenes, mãe de Renan de 13 anos. Ela que além de mãe é também educadora da rede publica de ensino, acha que a decisão foi importante e necessária embora afirmar não ter sentido o impacto da nova medida, uma vez que o regulamento imposto pela justiça já era seguido a risca na educação do seu filho Renan, mas apesar disto, muitos pais não

importam ou não tem consciência do risco que o filho corre permanecendo na rua até altas horas, de ser influenciado por pessoas não idôneas à pratica de atos ilícitos nesta fase critica da vida que é a adolescência. O presidente do conselho tutelar de Fernandópolis, Alan Matheus, disse que os pais estão colaborando muito com o trabalho deles que é basicamente a proteção dos menores das más influencias encontradas na rua após as 23 h, ele afirma que os maiores proble-

mas que o conselho enfrenta é o envolvimento de menores com o uso de drogas. Renan, filho de Fabiana, conta que, além de não ter sofrido os efeitos da mudança, concorda plenamente com o ponto de vista da mãe, acrescentando que a partir das 22h, não há nada que possa ser aproveitável na rua em dias rotineiros, e que sua mãe Fabiana o acompanha em festas e eventos importantes que acontecem na cidade e que ultrapassa o horário estipulado pela justiça.

Pipa com cerol gera processo É comum em quase todas as cidades brasileiras ocorrências de acidentes, principalmente com motociclistas, provocados por linha de pipas preparadas com cerol. O objetivo do pipeiro com uso do cerol é facilitar o corte de linhas de outras pipas encontradas no espaço ou proteger para que sua pipa não seja cortada por outras. Segundo o Capitão do 16º Batalhão da Policia Militar de Fernandópolis, Wilson Cardoso Junior, os riscos de acidentes com motociclistas ocorridos por causa da linha com cerol, diminuíram devido a um acessório de proteção anexado ao guidon da motocicleta. O mandado judicial expedido pelo juiz da Vara da Infância e da Juventude de Fernandópolis, Evandro Pelarin, afim de que fossem apreendidas todas as pipas com cerol e encaminha-

das à Delegacia de Policia bem como a apresentação de adolescentes envolvidos com o ato infracional equiparado ao Art. 132 do Código Penal Brasileiro, responsabilizando também os pais nos termos do Art. 249, do estatuto da criança e do adolescente, também contribuiu para a queda no número de acidentes dessa natureza. Essa medida foi tomada após uma briga pela posse de uma pipa no conjunto habitacional CECAP, que acabou na morte de um adolescente. A determinação do juiz já teve reflexos positivos, pois desde então, foram registradas apenas três ocorrências de pipa com cerol, duas em Fernandópolis e uma em Macedônia. A polícia recomenda que as pipas sejam empinadas em campos abertos, longe das redes de energia elétrica e do tráfego de motos e bicicletas.


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Esporte

Golaço dos amadores, Copa Brasilândia completa 23 anos Torneio realizado em Fernandópolis reúne 350 atletas de três estados Elisandra Monfardini Realizada há 23 anos em Fernandópolis, a Copa Brasilândia de Futebol Amador é um dos torneios amadores mais conceituados em toda a região. Neste ano, o campeonato começou em janeiro, com o apoio da Prefeitura, através da Diretoria de Esportes e principalmente, o da toda comunidade fernandopolense, que comparece em todos os jogos. As partidas acontecem sempre aos domingos, com rodada dupla (dois jogos) e para muitos, o evento é um momento de lazer e descontração, atraindo não só homens, como também, mulheres e crianças. Participaram do evento 16 equipes e aproximadamente 350 atletas da região, além de algumas cidades de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O ingresso é de apenas R$3 e

mulher não paga. Durante o campeonato, no intervalo de cada partida, ocorrem sorteios de brindes entre as torcidas no estádio, os brindes são doados gentilmente por empresários, comerciantes e amantes do futebol. Um dos maiores torcedores e colaboradores desse evento é Dorival Pântano, vereador em Fernandópolis e morador há anos do bairro. “Joguei muita bola nesse campo, meu pai e meu sogro também jogaram, é como se esse espaço já fizesse parte de mim”, conta. Em meio ao campo, o vereador nos revela as vitórias do time fernandopolense e a conquista de sua sede por ser o único a possuir o estádio que é o maior patrimônio do futebol amador da região. “Sempre recebemos o apoio da prefeitura e da secretaria do esporte, eles sabem a importância que essa copa repre-

Equipes que disputam a 23ª Copa Brasilândia -Macedônia Esporte Clube -Ajax Esporte Clube -Turmalina Esporte Clube -Juventus Deaço (Fernandópolis) -Tanabi Esporte Clube -A.A Votuporanga -Brasilândia Esporte Clube -Riolandia Esporte Clube -Meridiano Esporte Clube -Iturama Esporte Clube (Minas Gerais) -Gil Acessórios E.C. (Jales) -A.A Sem Segredo (S.J. do Rio Preto) -A.R.M (Mira Estrela) -Cruzeiro Esporte Clube (S.J. do Rio Preto) -C.E.O (Ouroeste) -A.A Nossi (Três Lagoas-Ms)

Foto: Eduardo Uliana

senta na região. Este ano ficamos receosos devido à campanha política e a mudança de prefeito, mas deu tudo certo e já estamos em mais uma final acirrada de campeonato”, revela o vereador. Seu Dito, como é conhecido pelos amigos e torcedores trabalha como zelador do estádio e cuida do campo como se fosse sua segunda casa. Emocionado, o zelador nos revela a importância que tem o estádio pra ele e de como se sente feliz trabalhando para a comunidade de seu bairro. “Isso aqui é bom demais, me sinto em casa”. Pântano ainda brinca com o zelador dizendo, “Eu sempre digo que seu Dito gosta mais desse campo do que da mulher dele”. Questionado pela participação efetiva em todos os jogos da copa, Dorival Pântano diz não ter relação alguma com política ou campanha.

Foto: Elisandra Monfardini

“Eu participo porque gosto desse evento, sempre estive ao lado do esporte e do lazer em Fernandópolis e a Copa Brasilândia é uma tradição em nossa região e temos que valorizá-la e participar assiduamente nos jogos, pois isso é nosso e temos que cuidar pra que esse evento dure muitos e muitos anos”, disse Pântano. O jogo final aconteceu na manhã do dia 8 de março e contou com presença de autoridades da cidade e dos prefeitos da região. Uma grande torcida, tanto de Fernandópolis, como das cidades dos times de Macedônia e de Ouroeste

incentivaram e fizeram a diferença no último jogo. Durante a partida muita tensão entre os dois times que empataram em 1x1 e decidindo a vitória nos pênaltis, o time de Ouroeste, vicecampeão por seis vezes consecutivas, neste ano levou a melhor conquistando o 1º lugar da Copa Brasilândia de Futebol Amador. O prêmio de 4 mil reais foi repartido entre a equipe e festejado com a torcida em um churrasco de agradecimento pela participação e apoio dos moradores que prestigiaram todas as rodadas em que o time jogou.

planos e novos objetivos”, foi o que afirmou Ademir de Almeida, diretor de esporte de Fernandópolis. “O 1º passo já foi alcançado, que era reformar o prédio do

empresa. Percebemos que com novas categorias mais empresas participarão e com modalidades que despertarão o interesse das pessoas, devido a isto mudamos o novo do evento, já que a princípio este projeto foi de minha autoria”, disse Ademir de Almeida. O diretor salienta que demais eventos esportivos acontecem durante todo o ano na cidade. “Além da Olimpíada dos Trabalhadores, temos a minimaratona 22 de maio, em comemoração ao aniversário de Fernandópolis, os Jogos da Juventude, o campeonato de futebol society, os Jogos Regionais e a Copa Brasilândia de Futebol Amador além de acompanhar os times da cidade de futebol, vôlei, basquete, judô entre outros. Fernandópolis não tem nem tempo de ficar parada”, conclui Ademir.

Agenda vai de dama a torneio de sinuca A diretoria de esportes de Fernandópolis realiza de 29 de março a 1º de maio, a 1ª Olimpíada do Trabalhador, antes conhecida como a Copa 1º de Maio, onde são disputados jogos de futebol, futsal, atletismo, xadrez, dama, baralho, truco e bilhar. As empresas podem participar de todas as categorias e a equipe em que mais se destacar durante a olimpíada, é a campeã do evento e recebe o troféu transitório (a empresa ou equipe que ganhar três vezes consecutivas fica com o troféu definitivo). Em 2009 a nova equipe da diretoria municipal pretende ampliar os projetos em escolas e iniciar as atividades esportivas e recreativas na nova sede da diretoria de esportes no antigo Clube da CESP. “Um novo núcleo, com novos

Q Copa 1º de Maio se transformou em Olímpiada do Trabalhador

clube e garantir uma opção de educação com esporte para as crianças e jovens de Fernandópolis”, afirma o diretor. “Antes a Copa 1º de maio era disputada apenas por jogo de futebol, uma equipe por


Cultura

Da orquestra ao pop rock

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Cidade oferece opções culturais para todos os gostos e bolsos

Nossa orquestra entre as mais A Orquestra de Sopros de Fernandópolis (Osfer) é um projeto desenvolvido pela Corporação Musical da cidade em parceria com a Prefeitura por meio da Diretoria Municipal de Cultura, sob direção do maestro Luís Fernando Paina. Fernando, apaixonado pela música erudita estudou em Tatuí interior de São Paulo, no Conservatório Dramático Musical, considerado o melhor da América Latina. Motivado pelos melhores regentes do Brasil e do exte-

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rior, Fernando inicia a Orquestra de Sopros de Fernandópolis formada por 120 integrantes. São tocados instrumentos de madeira (flauta, clarinete, saxofone), metais (trompete, trombone, trompa, tuba e bombardino) e percussão (tímpano, xilofone e bateria). A falta de instrumentos foi resolvida temporariamente com a doação de empresas da cidade por meio da Lei Rouanet, no projeto “Parceiros da Orquestra”. Em 2005, a convite da Secretaria do Estado fizeram o encerramento do Projeto Pró Bandas

em São Paulo, no Memorial da América Latina. A Osfer já se apresentou ao lado de Flávio Venturini, Renato Teixeira e Guilherme Arantes. Segundo Fernando, essas apresentações são importantes para a cultura local. “Gostaria que as pessoas se dessem a oportunidade de experimentar a cultura que não esteja só vinculada à mídia do cotidiano dela e procura-se conhecer novos sabores para o paladar musical, pois o alimento da nossa alma é a boa música.”

Fotos: Eduardo Uliana

Orquestra de Sopros de Fernandópolis

banda”. Há dois anos, Flávio é monitor da Oficina de Vilão para crianças no CRAS (Centro de Referência e Assistência Social) e há seis meses leciona em sua escola de música “Centro de Orientação Musical FB”. Já o regente da Orquestra Municipal de Violas, Francisco Ferreira de Souza, mais conhecido como “Tito”, é outro destaque da cidade. Incentivado pelo pai violeiro, ele e sua esposa Marli iniciaram tocando em barzinhos no Paraná. Em 1999, veio para Fernandópolis concluir seu curso de Direito e abandonar a música. Por ironia do destino mudou-se próximo a escola da Orquestra de Sopro de Fernandópolis e incentivado pelo maestro da escola Luis Fernando Paina, retornou à música. Em 2004 iniciou o Projeto da Orquestra de Viola com 15 integrantes. Há cinco anos coordena em Guarani D’Oeste a Oficina de Música (viola e violão) do Projeto Cidadão do Futuro. Tito toca MPB e Sertanejo Raiz e segundo ele, é possível viver da música em Fernandópolis por ela ser uma cidade de população noturna intensa. “Basta ter um repertório eclético que a população corresponde às expectativas.”

so

Com uma população média de 62 mil pessoas e localizada na região noroeste paulista, a cidade de Fernandópolis oferece inúmeras opções de entretenimento, como a cultura, que pode ser encontrada em diversos gêneros. Baizinhos, teatro, cinema e as orquestras da cidade ilustram bem essa variedade de manifestações culturais encontrada na pacata cidade do interior. Adilson Campos é proprietário do único cinema da cidade desde setembro de 2007, e afirma que tem em estudantes e crianças, seu maior público. Ambos pagam meia entrada todos os dias e, mesmo assim, o público é baixo recebendo em média 30 pessoas por dia. O cinema possui duas salas e exibe três filmes por semana em diferentes horários. No ano passado, o Cine Shopping participou do projeto “Vá ao Cinema” da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, que disponibilizou filmes brasileiros para a população em sessões abertas ao público. Para o comerciante, o pouco interesse do público pelo cinema é devido a uma inversão de valores. “Hoje a religião, a cultura e a edu-

cação familiar mudaram. Adolescentes e jovens preferem locais mais agitados. A televisão, a Internet e os DVDs piratas, também influenciam na queda do público no cinema”, explica. Na área musical, a cidade conta com músicos como Flávio Boni, 24, fernandopolense e ex-integrante da extinta banda “Homoplata”. Influenciado pelo primo ex-integrante da banda “Senhor Pestana”, Flávio iniciou sua carreira musical aos 14 anos tocando em barzinhos. Com 15, Flávio uniu-se a três músicos que já tocavam e formaram a banda de Pop Rock “Homoplata”, que segundo ele quer dizer “mistura homogenia de riquezas representadas pelos integrantes”, sendo eles João Alex guitarrista, Rodolfo baixista, Renan e depois Paulinho bateristas e Flávio Boni vocalista principal, guitarrista e compositor. Em 2004, a trupe gravou o primeiro CD e no ano seguinte se apresentou na maior festa da cidade, a Expô. Segundo Flávio, em 2007, Fernandópolis sofreu forte influência da música sertaneja e o Pop Rock começou a perder espaço. “O melhor seria tocar em São Paulo, mas o medo e a saída do baterista nos desestimularam a continuar com a

Parcerias democratizam o ac es

Ester Simoni

à cultura

O T e a t r o (UFDPC), Municipal em parcede Fernan- ria com as dópolis “Mer- p r e f e i t u r a s ciol Viscardi” dos municípios destaca a Mostra participantes, é Estudantil de Te- outro importante atro, iniciada em evento que possi1995 com 14 gru- bilita a circulação pos amadores de regular de espetáteatro de escolas de culos culturais por Fernandópolis, pro- todo o Estado e a movida demopela PrecratiTodas as feitura, zação por meio apresentações d o da Dire- do Circuito são acesso toria Muà cultugratuitas nicipal ra, pois de Cultodas tura. Seu as apreobjetivo sentaé dar oportunidade às ções são gratuitas. crianças e adolescenEste ano, o Circuito tes de desenvolverem Cultural iniciou suas o hábito de assistir e apresentações com a inserir o teatro em flautista, compositosuas vidas. ra e arranjadora Léa O Circuito Cul- Freire e o saxofotural Paulista reali- nista Teco Cardozado pela Secreta- so. Segundo Léa, ria de Estado da “educação é tudo Cultura, através e têm que haver da Unidade educação mude Fomento e sical nas escoDifusão de las.” Produção Cultural

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Jornal O Quinto