Ediação 68 Revista 100% Caipira

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www.revista100porcentocaipira.com.br Brasil, fevereiro de 2019 - Ano 7 - Nº 68 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Nordeste gera 85% da energia eólica do Brasil

O Nordeste é referência na produção de energia eólica no Brasil REVISTA 100% CAIPIRA |


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Fruticultura: Citros: Colheita de tahiti ganha força no estado de SP

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Processamento:

Saiba como montar um desidratador de alimentos de baixo custo

Análise de mercado: Tomate e melancia estão mais baratos nas principais Ceasas do país

Biotecnologia: Biotecnologia pode reduzir custos da produção de papel

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Artigo:

Nordeste gera 85% da energia eólica do Brasil


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Certificação:

OCB: Cooperativas poderão participar do Selo Agro+ Integridade

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Café:

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Milho e sorgo: Colheita do milho atinge 23% da área no RS

Consumo mundial de café atinge 165 milhões de sacas no ano cafeeiro

Agricultura familiar: A comercialização é chave para a competitividade da Agricultura Familiar

Receitas Caipiras: Arroz com feijão da roça REVISTA 100% CAIPIRA |

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FRUTICULTURA

Citros: Colheita de tahiti ganha força no estado de SP

Brasil, fevereiro de 2019 Ano 7 - Nº 68 Distribuição Gratuita

EXPEDIENTE Revista 100% CAIPIRA®

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Fonte: Cepea

A colheita de lima ácida tahiti está ganhando força no estado de São Paulo, cenário que pode pressionar os valores da fruta neste início de ano Segundo colaboradores do Cepea, a disponibilidade da tahiti vinha crescendo no mercado paulista desde meados de dezembro e pode atingir o pico na segunda quinzena de janeiro. As atividades de campo devem seguir firmes em fevereiro, p erdendo força em março. No mercado da f r ut a in natura, apesar da elevação da oferta, as vendas da lima ácida tahiti estão firmes nesta semana. Colaboradores do Cepea afirmam que a deman6 | REVISTA 100% CAIPIRA

da mais aquecida por parte da indústria tem feito com que agentes desse setor busquem a fruta no mercado de mesa, o que tem impulsionando os valores da variedade em São Pau lo. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a média da lima ácida tahiti é de RS 18,60/cx de 27 kg, colhida, alta de 1,7% em relação à a n t e r i o r. P a r a a l a r a n j a d e mesa, o cenário também é de va lor ização, com os pre ços subindo devido à menor oferta.

Diretor geral: Sérgio Strini Reis - sergio@ revista100porcentocaipira.com.br Editor-chefe: Eduardo Strini imprensa@ revista100porcentocaipira.com.br Diretor de criação e arte: Eduardo Reis Eduardo Reis eduardo@ revista100porcentocaipira.com.br (11) 9 6209-7741 Conselho editorial: Adriana Oliveira dos Reis, João Carlos dos Santos, Paulo César Rodrigues e Nilthon Fernandes Publicidade: Agência Banana Fotografias: Eduardo Reis, Sérgio Reis, Google imagens, iStockphoto e Shutterstock Departamento comercial: Rua das Vertentes, 450 – Vila Constança – São Paulo - SP Tel.: (11) 98178-5512 Rede social: facebook.com/ revista100porcentocaipira A revista 100% Caipira é uma marca registrada com direitos exclusivos de quem a publica e seu registro encontra-se na revista do INPI Nº 2.212, de 28 de maio de 2013, inscrita com o processo nº 905744322 e pode ser consultado no site: http://formulario. inpi.gov.br/MarcaPatente/ jsp/servimg/validamagic. jsp?BasePesquisa=Marcas. Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião desta revista, sendo eles, portanto, de inteira responsabilidade de quem os subscrevem.


GESTÃO

Acordo Embrapa-SESC reforça programas de segurança alimentar e de redução de perdas pós-colheita

Fonte: Embrapa Hortaliças

O acordo assinado no dia 28 de novembro de 2018 entre a Embrapa Hortaliças (Brasília, DF) e a Mesa Brasil SESC é um bom exemplo dessa conexão Estruturado sobre as linhas do projeto “Comunicação e transferência de tecnologia para redução das perdas pós-colheita e do desperdício de hortaliças do campo à mesa”, o acordo apresenta planos de ação em torno dos temas da redução do desperdício e da alimentação saudável. A atuação das duas instituições em programas relacionados à segurança alimentar – o Hortaliça não é só Salada, da Embrapa Hortaliças, e o Mesa Brasil, do Sesc – representou o pano de fundo do acordo firmado entre as partes, de acordo com a pesquisadora Milza Lana. “As reuniões promovidas pelo Comitê Gestor da Rede Brasileira de Banco de Alimentos estimularam as discussões sobre uma possível parceria entre a Unidade e o Sesc, tendo em vista a temática em comum, e que resultou nesse trabalho conjunto”. Implementado pelo SESC desde 2003, o Mesa Brasil é um programa de segurança alimentar e nutricional de combate à fome e ao desperdício de alimentos. O programa tem entre suas atribuições o recolhimento de alimentos para serem doados a instituições e entidades que abrigam pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Incluem-se nesse painel as ações de apoio nutricional desenvolvidas pela instituição ao comerciário. Para a diretora social do programa Ana Cristina Barros, a parceria veio agregar valor ao trabalho desenvolvido pelo Mesa Brasil, tendo em vista o seu alinhamento com as perspectivas das duas instituições. “Nesse trabalho, exploramos o viés da assistência alimentar, mais imediato, e o educativo, que pode envolver informações sobre o aproveitamento de partes dos alimentos que comumente são descartadas, a exemplo das cascas de frutas e hortaliças, e que têm um enorme valor nutricional”, explica a diretora. Complementando, ela chama a atenção para o que considera o tripé de sustentabilidade dos dois programas, o que mostra a exata dimensão desse trabalho conjunto: “Contemplamos o viés econômico, social e ambiental em nossas atividades e só esses fatores já justificariam a existência do acordo entre o SESC e a Embrapa”. No caso do “Hortaliças não é só Salada”, idealizado e desenvolvido pela pesquisadora, o programa tem por objetivo contribuir para o aumento do consumo de hortaliças, ao

disponibilizar diversas opções de preparo desses alimentos, por meio de receitas nutritivas, além de práticas e baratas. Com conteúdo disponível no site “Hortaliças não é só salada” e na forma de cartilhas impressas para distribuição. Maior alcance - Uma das questões realçadas por Milza diz respeito à capacidade de o Mesa Brasil levar essas receitas para os restaurantes do SESC, no Brasil inteiro. Segundo ela, desde a assinatura do contrato, o Mesa Brasil vem testando e colocando no cardápio as receitas que foram incluídas num dos capítulos do livro “Perdas e desperdício de alimentos: estratégias para redução”, lançado no dia 12 de dezembro último pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados. “Com isso, vamos compartilhar conteúdos com receitas validadas para o público em geral e construir outros novos a partir dos cinco eixos do Hortaliça não é só Salada – Como comprar, conservar e consumir, Hortaliça combina com todas as refeições, Como obter o melhor de cada hortaliça, Hortaliça e dinheiro não se jogam fora e Quem quer saúde vai à feira”. REVISTA 100% CAIPIRA |

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Nordeste gera 8 eólica d ARTIGO

O Nordeste é referência na prod 8 | REVISTA 100% CAIPIRA


85% da energia do Brasil

dução de energia eólica no Brasil

Por: Letras Ambientais REVISTA 100% CAIPIRA |

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O Nordeste é referência na produção de energia eólica no Brasil. No último dia 13 de setembro, cerca de 74% da energia consumida na região veio dos ventos, com geração média diária de 7.839 MW. Este é o dado mais recente de recorde histórico de abastecimento energético atendido pela fonte eólica. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que reúne empresas do setor, o Nordeste aparece à frente na capacidade de produção de energia eólica no Brasil. Com 146 parques, o Rio Grande do Norte é o estado que mais produz energia utilizando a força dos ventos. São 3,9 GW de capacidade instalada. Em seguida, vem a Bahia, com 133 parques e 3,5 GW de potência instalada. Em terceiro lugar, está o Ceará, que conta com 80 parques e um total de 2 GW de capacidade instalada. De acordo com dados atualizados do último mês de novembro de 2018, o Brasil possui 568 parques eólicos, totalizando 7 mil aerogeradores em operação, em 12 estados. A geração de energia eólica é predominante nas regiões Nordeste (472 parques) e Sul do País (96 parques). A energia eólica ultrapassou a expressiva marca de 14 GW de capacidade instalada para produção nacional de energia vinda dos ventos. Deste total, cerca de 85% concentra-se no Nordeste, totalizando 12,2 GW de potência instalada somente nessa região. O período de agosto a setembro é conhecido como a “safra dos ventos”, pois as ventanias ganham ainda mais força e as usinas eólicas do Nordeste e Sul costumam bater recordes de produção. Neste post, iremos discutir o avanço e o potencial de ampliação da energia eólica na matriz energética brasileira, bem como sua importância como fonte renovável para a sustentabilidade energética nacional. Dentre os benefícios da indústria dos ventos estão também a geração de empregos e a segurança energética durante as se10 | REVISTA 100% CAIPIRA

cas, especialmente para a região Nordeste. Bons ventos para o Brasil - De acordo com o Global Wind Energy Council (GWEC), que mensura os dados mundiais de energia eólica, em 2017, o Brasil ultrapassou o Canadá no ranking mundial de capacidade instalada e agora ocupa a 8ª posição. Em 2012, o Brasil estava na 15ª colocação. A liderança mundial na produção de energia eólica está com a China, com cerca de 188 GW. Em seguida, destacam-se os Estados Unidos, com 89 GW, e a Alemanha, com 56 GW de capacidade instalada. A Índia, a Espanha, o Reino Unido e a França completam o ranking dos sete primeiros. No início de 2018, a capacidade instalada de produção de energia eólica no Brasil atingiu a marca de 13,4 GW, representando um crescimento de 19% de potência em relação a 2016, quando a capacidade instalada era de cerca de 11 GW. Dados mais recentes, de novembro de 2018, mostram um crescimento para 14,3 GW da capacidade tota instalada de produção de energia eólica. Atualmente, as eólicas já representam 8,5% da matriz energética brasileira, embora um percentual ainda distante dos 64% da produção hidrelétrica nacional, está bem próximo de ultrapassar a geração das usinas de biomassa, as quais representam 9,2% do potencial elétrico nacional. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a geração de energia eólica no Brasil cresceu 24% no mês de julho de 2018, quando comparada ao mesmo período de 2017. A geração das usinas térmicas também cresceu 6,5%, enquanto o desempenho da produção das hidráulicas caiu 0,9%, em relação ao registrado no mesmo mês, em 2017. No dia 31 de agosto de 2018, foi realizado o Leilão de Energia Nova A-6, para contratação de energia proveniente de empreendimentos de fontes hidrelétrica, eólica e termelétrica (biomassa, carvão e gás natural). No

total, foram cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), para participar do Leilão, 1090 projetos, totalizando 59 GW de nova capacidade instalada. A fonte eólica foi a com maior oferta em número de projetos (um total de 928 ou 85% dos projetos cadastrados), com previsão de capacidade instalada de 27 GW, sendo superada apenas pela fonte termelétrica, pois esta alcançou, em termos de potência, mais de 30 GW. Indústria dos ventos: um negócio promissor no Brasil - Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estima-se, para até 2024, a evolução da capacidade instalada de produção de energia eólica no Brasil para um total de 18,7 GW. A estimativa é feita com base na expansão de projetos já contratados em leilões de energia, sendo que novos leilões irão adicionar maior capacidade instalada para os próximos anos. A energia gerada pela força dos ventos faz parte da matriz energética nacional, desde 1992, com o início da operação da primeira turbina eólica, em Fernando de Noronha (PE). Mas foi há menos de uma década, desde 2010, que a indústria eólica alcançou um eficiente desenvolvimento no Brasil, com os fortes investimentos das empresas de energia nessa tecnologia, visando aproveitar a ótima qualidade dos ventos brasileiros. De 2010 a 2017, o investimento no setor foi de US$ 32 bilhões. Os especialistas consideram que o sucesso da inserção das usinas eólicas no Brasil tem servido de paradigma para a energia solar, contribuindo para manter a predominância das fontes renováveis na matriz elétrica do País, pelos próximos anos. Por serem ainda tecnologias relativamente recentes, ambas requereram ativa atuação do governo para sua expansão inicial: na regulamentação adequada da geração distribuída, conectada à rede, e na realização de leilões específicos para a contratação de plantas centralizadas. A energia eólica, em menos de


uma década, consolidou-se na base de sustentação do abastecimento elétrico no País. A indústria dos ventos cresce a um ritmo superior a 20% ao ano, muito acima das demais fontes. A tendência é que as eólicas sejam a segunda maior fonte geradora de energia elétrica no País, até 2020, ficando atrás somente das hidrelétricas. O Ministério de Minas e Energia prevê uma expansão de 125% até 2026, quando praticamente um terço da energia brasileira virá dos ventos (28,6%). As eólicas evitaram, somente em 2017, a emissão anual de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera – gás de efeito estufa considerado nocivo à saúde do Planeta – equivalente a cerca de 16 milhões de automóveis. Isso é mais de duas vezes a frota de veículos de passeio da cidade de São Paulo, considerada a metrópole mais populosa do Brasil e do continente americano. A energia gerada pela fonte eólica no ano passado (40,46 TWh) foi capaz de fornecer energia elétrica residencial

a uma população maior que a de todo o Nordeste, suficiente para abastacer cerca de 67 milhões de habitantes. Segurança energética durante as secas - Para produzir energia eólica, são necessários bons ventos: estáveis, com intensidade certa e sem mudanças bruscas de velocidade ou de direção. O Brasil recebe uma enorme quantidade desse tipo de vento, tendo favorecido a geração de energia eólica nos últimos anos. Os bons ventos para energia eólica são abundantes no Nordeste e Sul brasileiro, conforme mostra a imagem acima. Para comparação, enquanto o fator de capacidade média mundial (medida de produtividade do setor) está em torno de 25%, no Brasil, nos últimos doze meses (de setembro de 2017 a agosto de 2018), o fator de capacidade médio foi de 42,5%. Vale lembrar que, na época de “safra dos ventos”, o fator de capacidade médio mensal pode ultrapassar picos superiores a 60% em um mês no Brasil. No caso de recordes históricos,

registrados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), já atingiu picos maiores que 80%, no Nordeste brasileiro, em um dia. As fontes de energia não competem entre si, mas são complementares. É o caso da energia eólica. Esta fonte renovável é extremamente estratégica para o Brasil, especialmente durante as secas – de maio a novembro –, quando o volume dos reservatórios fica comprometido pela falta de chuvas. É justamente nesse período que as ventanias ficam ainda mais fortes, favorecendo o aumento da geração eólica. Além disso, uma prolongada seca no Nordeste, como a recente “Seca do Século” (2010-2017), poderia acarretar em risco de desabastecimento, caso o Brasil não dispusesse de fontes alternativas de geração de energia elétrica. É importante, contudo, que essas fontes complementares sejam limpas e com preço acessível, o que pode ser encontrado nas renováveis, especialmente nas usinas eólicas. Para aprofundar esse assunto, indi-

Fonte: ABEEólica REVISTA 100% CAIPIRA | 11


camos a leitura de uma obra bastante atual e completa sobre as secas no Nordeste brasileiro, intitulada “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?” (Editora Chiado, Portugal). Para conhecer a obra, clique aqui. O Brasil desponta como um dos países com maior matriz energética limpa do Planeta. Enquanto no mundo apenas 33% da matriz é renovável, aqui o índice passa de 80%. Atualmente, a fonte de energia hídrica é responsável por cerca de mais de 2/3 da capacidade de geração elétrica no País. As usinas hidrelétricas, predominantes na matriz elétrica brasileira, exercem importante papel na redução das emissões de gases de efeito estufa, decorrentes de atividades antrópicas, por se constituírem em fonte de geração limpa. Todavia, a hidreletricidade enfrenta hoje enormes dificuldades à sua expansão. São eles: 1) Fortes impactos socioambientais decorrentes, como interferência em áreas de proteção ambiental ou territórios ocupados por comunidades tradicionais; 2) Necessidade de elevados financiamentos para a viabilização dos empreendimentos de grande porte; 3) Grande distância dos maiores centros de consumo, acarretando em investimentos adicionais em linhas de transmissão para escoamento da produção de eletricidade. Nos últimos quatro anos, o governo brasileiro tem tido dificuldade para erguer grandes empreendimentos hidrelétricos, especialmente aqueles planejados para a Amazônia. Assim, as fontes eólicas tornaram-se alternativas para aliviar a pressão sobre o abastecimento energético e permitir uma produção menos dependente dos barramentos de rios. Durante o racionamento de 20012002, houve uma crise sem precedentes na geração de energia elétrica no Brasil. Após a ameaça desse “apagão elétrico”, foi criado o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), pela Lei nº 12 | REVISTA 100% CAIPIRA

10.438/2002. O objetivo foi aumentar a participação de fontes alternativas renováveis na produção de energia elétrica no Brasil, visando diversificar a matriz energética nacional e promover maior segurança no abastecimento. O Proinfa previa a implantação de 144 usinas, totalizando 3,2 GW de capacidade instalada, sendo: 1,1 GW provenientes de 63 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), 1,4 GW de 54 usinas eólicas, e 685,24 MW de 27 usinas termelétricas a base de biomassa. Foi um programa pioneiro que contribuiu para impulsionar a energia eólica no Brasil. Por outro lado, desde a crise energética de 2001, o governo federal priorizou a construção de usinas termelétricas a gás natural e, posteriormente, termelétricas a óleo combustível, para operação em caráter emergencial. Hoje, com o aumento das secas em todas as regiões brasileiras, e a diminuição no volume dos reservatórios, a capacidade de geração hidrelétrica brasileira fica comprometida. Nesses períodos, recorrem-se às termelétricas para complementar a oferta do Sistema Interligado Nacional (SIN). Todavia, durante as secas, especialmente quando há predomínio do fenômeno El Niño, a intensidade dos ventos atinge proporções acima da média na região do Nordeste brasileiro. No caso do La Niña, a tendência é de ventos enfraquecidos na região, acarretando em baixa produção nos parques eólicos, como ocorreu no período de maio a setembro de 2009, quando a geração verificada foi considerada muito baixa para essa época do ano. No caso do Nordeste brasileiro, deve se também considerar a atuação do Dipolo do Atlântico, fenômeno oceânico-atmosférico que inibe ou aumenta a formação de nuvens, diminuindo ou aumentando o volume de chuvas e os ventos no Leste da Amazônia e Litoral Norte brasileiro. A associação desses fenômenos pode ser potencialmente devastadora para a produção de energia eólica.

Um dos principais mecanismos para a produção de energia por meio dos ventos é o aperfeiçoamento de mecanismos operacionais, visando à mitigação dos efeitos da intermitência natural que caracteriza as eólicas. Nesse sentido, aprimorar as previsões meteorológicas é uma necessidade crucial, diante das projeções de crescimento dessa cadeia produtiva, especialmente em razão dos níveis críticos atuais do rio São Francisco e dos reservatórios do Nordeste. Com a limitação da geração de energia hídrica, a eólica já responde, em média, por mais de 50% do abastecimento do Nordeste. O uso de informações meteorológicas tem auxiliado no planejamento e na previsão da geração de energia eólica, especialmente em situações de criticidade conjuntural para o setor elétrico brasileiro. Uma das referências em previsão e monitoramento meteorológico e ambiental no Brasil é o Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS), que utiliza dados e modelos de previsão do Sistema EumetCast, fornecendo serviços e soluções tecnológicas especializadas na área para empresas do setor. Renováveis são alternativas às termelétricas - A política energética do sistema elétrico brasileiro prevê o aumento do uso de termelétricas no País como forma de poupar a água dos reservatórios das usinas hidrelétricas, em momentos de escassez hídrica. Entretanto, a energia gerada por elas é mais cara que a produzida pelas hidrelétricas, porque as termelétricas necessitam queimar combustíveis, como gás natural, óleo e carvão, para gerar energia. Enquanto, o megawatt-hora (MWh) das usinas eólicas e hidrelétricas custa em torno de 100 reais, nas termelétricas, esse valor pode ultrapassar 800 reais. Ou seja, o Brasil deveria investir mais nas energias renováveis para evitar o alto custo aos consumidores de recorrer às termelétricas. Desde 2015, entrou em vigor no Brasil o sistema de bandeiras tarifárias,


que criou uma cobrança extra nas contas de luz. Esses recursos são usados para cobrir custos adicionais gerados pelo acionamento das termelétricas. Por meio desse sistema, a cor da bandeira muda de acordo com o custo da produção de energia no País, conforme o uso maior ou menor das termelétricas. As cores são: verde (condições favoráveis à geração de energia); amarela (condições menos favoráveis); e vermelha (custo de energia mais caro, termelétricas ligadas). Essas tarifas pesam no bolso dos consumidores brasileiros. Diante disso, a energia eólica, ao lado de outras renováveis, tem se apresentado como alternativa para uma maior segurança energética no Brasil. Nas últimas semanas, uma média de 14% da energia que abastece todo o País tem sido retirada de torres eólicas. Segundo o Relatório Anual Global de Energia Eólica, do Global Wind Energy Council (GWEC), divulgado em abril de 2018, a região da América Latina e Caribe registrou, em 2017, uma nova capacidade de 2,57 GW. Desse total, o Brasil mais uma vez dominou o mercado, com instalação de nova potência de energia eólica de 2,02 GW, representando mais de três quartos das instalações na grande região. Em 2016, um estudo da International Energy Agency (IEA) considerou o Brasil o quinto país com maior incremento de gigawatts (GW) gerados pelo vento. Ventos que trazem empregos A indústria eólica possui uma cadeia produtiva 80% nacionalizada. A ABEEólica estima que, para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados. Em 2016, o número de postos de trabalho gerados no setor passava de 150 mil. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima que, até 2026, a cadeia eólica possa gerar aproximadamente 240 mil novos empregos diretos e indiretos. A maioria dos empregos é gerada na

fase da construção dos parques eólicos, tendo a demanda de pessoal reduzida, em seguida, às atividades de operação e demanda. Ainda de acordo com a ABEEólica, o Brasil tem um dos melhores ventos do mundo. O potencial de crescimento da energia eólica no País é enorme. O Brasil tem apenas 13 GW instalados, considerado ainda pouco. Se pensarmos em instalar de dois a três GW por ano, ainda instalaremos parques por mais quatro décadas. Nesse sentido, é necessário ampliar os negócios no setor, visando aproveitar o potencial de produção de energia sustentável no Brasil. Um estudo inédito da ABDI mapeou 52 profissões distribuídas nos cinco grupos de atividades que compõem a cadeia produtiva dos ventos: construção e montagem (10 diferentes profissões); desenvolvimento de projetos (11 profissões); ensino e pesquisa (6 profissões); manufatura (15 profissões); operação e manutenção do parque eólico (9 profissões). O potencial de criação de empregos é grande porque a cadeia eólica é longa, além da capacidade de crescimento do mercado. A ABDI também mapeou mais de 400 empresas envolvidas, entre fabricantes, fornecedoras de peças e prestadoras de serviço. Os construtores de pás exemplificam a capilaridade das indústrias que trabalham com vento. São apenas quatro no Brasil, mas em estados diferentes – Ceará, Pernambuco, Bahia e São Paulo. A força dos ventos na transição energética - De acordo com dados divulgados pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), a capacidade de geração renovável global aumentou em 167 GW, no ano de 2017. Esse volume representa um crescimento anual de cerca de 8,3%. Esses dados confirmam que a transição energética global continua avançando em ritmo acelerado, graças à rápida queda nos preços, às melhorias

tecnológicas e a um ambiente político cada vez mais favorável. As fontes renováveis são encaradas como a solução para países que buscam apoiar o crescimento econômico e a criação de empregos, assim como para aqueles que buscam limitar as emissões de carbono, ampliar o acesso à energia, reduzir a poluição do ar e melhorar a segurança energética. A energia vinda dos ventos terá um papel crucial nesse processo de mudança para longe dos combustíveis fósseis. Dentre os benefícios da energia eólica, em direção a um futuro energético sustentável, estão: 1) É renovável e não polui, contribuindo para o Acordo climático de Paris; 2) Os parques eólicos não emitem CO2 em sua operação; 3) Um dos melhores custos-benefício na tarifa de energia; 4) Gera renda para os proprietários de terra, por meio do seu arrendamento para colocação das torres; 5) Permite que os proprietários de terras onde estão os aerogeradores exerçam atividades agropecuárias no mesmo espaço; 6) Permite a capacitação de mão de obra local; 7) Promove a fixação do homem no campo, com desenvolvimento sustentável; 8) Gera empregos, que vão desde a fábrica até as regiões mais remotas, onde estão os parques. Conclusão - O Brasil possui um enorme potencial para geração de energia eólica. O investimento no setor é um caminho estratégico para promover uma transição energética mais rápida no País, em direção a um futuro energético mais limpo e sustentável. Para se garantir maior segurança energética e um preço de energia mais justo aos consumidores brasileiros, é necessário priorizar uma política baseada nas fontes renováveis, com destaque à energia vinda dos ventos. A energia eólica gera enormes benefícios econômicos, sociais e ambientais, a exemplo de aumentar os empregos no setor, permitir a formação de mão de obra qualificada e reduzir as emissões de gases nocivos à atmosfera. REVISTA 100% CAIPIRA |13


ANÁLISE DE MERCADO

Produção de cebola é p e cai 25% no Alt

Doenças aliadas ao mau tempo co região, o que impacto

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prejudicada por pragas to Vale do Itajaí

omprometeram parte da colheita na ou o preço do produto A safra ainda não terminou, mas a colheita já chega à reta final. Enquanto os produtores do Alto Vale começam a estocar cebola para vender ao mercado, os agricultores da região de Ituporanga também lamentam prejuízos. Isso porque a incidência de doenças como míldio e mofo preto, a presença de pragas e o mau tempo durante parte do ciclo foram percalços durante a produção. Com o que já foi colhido, a estimativa da Associação dos Produtores de Cebola de Santa Catarina (Aprocesc) é de que até 25% da safra tenha sido comprometida na região. No Estado, a estimativa é de que esse índice chegue a 20%. As perdas mais significativas foram registradas principalmente nas variedades precoces da cebola. Os municípios mais atingidos foram Ituporanga, Imbuia e Atalanta, que sofreram ataque de uma doença chamada “yellow spot virus”, identificada pela primeira vez no Alto Vale na safra 2017/2018. Outros relatos de produtores indicam que o excesso de chuvas na produção de mudas, outono e inverno mais quentes, além de uma primavera de estiagem afetaram a região, que é a principal produtora no Estado. Caso de Ituporanga, município que alavanca a produção em SC, onde o objetivo dos produtores era colher 120 mil toneladas de cebola. Com o fim da colheita, esse número não deve passar de 90 mil toneladas (perda de 25%). No início do ciclo, o problema foram as doenças. Já na metade, justamente no momento crucial para a bulbificação (quando há a formação do legume em si), o

município teve o problema de estiagem e de alguns dias com pouco sol. Foram pelo menos 40 dias, de acordo com Volmir Borssatto, engenheiro agrônomo do município, com baixa iluminação na lavoura, o que também comprometeu. Com isso, por conta do aumento do custo para o produtor, o preço do quilo vendido pelos agricultores aos mercados está em R$ 1,70, quando poderia ficar na casa de R$ 1. Isso impacta diretamente no bolso do consumidor, que pode chegar a encontrar o produto até 70% mais caro nos mercados. Responsável por quase um quarto da produção em SC – que chegou a 411,4 mil toneladas em 2017, de acordo com dados do IBGE –, Ituporanga dita o ritmo do que será a safra deste ano, que termina em março. O mesmo problema também se estendeu para outros pilares da produção no Estado, caso de Aurora. Na pequena cidade de 5,7 mil habitantes do Alto Vale, além das pragas e doenças, pelo menos dois temporais comprometeram parte da lavoura. E não foi só a chuva que atrapalhou. Dias de calor intenso também tiveram impacto na produtividade da cebola. Por lá, a expectativa era de colher 60 mil toneladas, mas o valor real não deve passar de 45 mil toneladas. – Fica a sensação de que poderia ter sido melhor. O custo para nós, produtores, aumentou muito por conta das doenças. Algumas lavouras tiveram que dobrar a aplicação de agrotóxico. Somado isso ao fato de que algumas plantas não responderam bem à condição do tempo, fez com que algumas lavouras

ficassem aquém – aponta Jelson Gesser, agricultor e presidente da Aprocesc. O agricultor Dionísio Werneke planta cebola há 35 anos em Aurora. Além de cultivar, ele também compra e revende cebola de outros produtores da região. Ele sofreu a perda de 70% no valor final da safra. – Em 35 anos trabalhando na terra, nunca tive uma perda assim. Notei que a plantação tinha sido contaminada em novembro. As cebolas não cresceram o suficiente, agora o jeito é vender elas pela metade do preço – conta Werneke. Hoje, 90% da colheita de cebola já foi feita no Alto Vale, conforme informação da Câmara Setorial da Cebola de SC, órgão ligado à Epagri. Resta uma ou outra lavoura que optou pelo plantio tardio. Produção em SC deve ser de 350 mil toneladas Na região Sul do Brasil, a estimativa do Ministério da Agricultura é de que a safra chegue à marca de 570 mil toneladas. Em Santa Catarina, esse número vai girar em torno de 350 mil toneladas – cerca de 62% do previsto para o três estados sulistas, porém 20% menos do que o estimado inicialmente, tal como ocorre no Alto Vale também. A tendência é de que a produção catarinense seja a principal responsável pelo abastecimento no Brasil nos quatro primeiros meses de 2019, mesmo com os problemas enfrentados nas lavouras. Fonte: NSC Total REVISTA 100% CAIPIRA | 15


PROCESSAMENTO

Fonte: Embrapa Agroindústria de Alimentos

Saiba como montar um desidratador de alimentos de baixo custo A desidratação pode ser feita em frutas, plantas medicinais, ervas aromáticas, condimentos, legumes e tubérculos A publicação “C onstrua você mesmo um desidratador de alimentos”, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, disponibiliza o passo a passo para a construção de um desidratador de baixo custo. S egundo o pesquisador Félix C ornejo, apesar de a desidratação ser uma das técnicas mais antigas de conser vação de alimentos, o procedimento continua atual e eficaz. “Esse trabalho visa suprir uma demanda de tecnologias para atender à pequena produção que dispõe de poucos recursos financeiros”, diz. As peças para a montagem do desidratador são simples e po16| REVISTA 100% CAIPIRA

dem ser facilmente encontradas no comércio. C omo explica o pesquisador, o sistema de secagem é montado dentro de uma caixa de isopor, onde é instalado o sistema de aquecimento com ventilação e uma estr utura de tubos de PVC com bandejas. “O aquecimento e a circulação do ar de secagem são realizados por um aquecedor de ambiente composto por resistências elétricas e ventilação”. A desidratação deve ser feita separadamente para cada tipo de matéria-prima, que inclui f r utas, plantas medicinais, er vas aromáticas, condimentos, legumes e tubérculos.

As f r utas colocadas no desidratador devem ter um tamanho uniforme. O pesquisador orienta que sejam utilizadas temperaturas de 40º a 50°C para vegetais folhosos e condimentos e de 60º a 70°C para f r utas, legumes e tubérculos. A temperatura pode ser ajustada no próprio aquecedor. O documento da Embrapa, que pode ser acessado através do endereço eletrônico: https://ainfo.cnpti a . e mbrap a . br / dig ital / bit stre am / item/183393/1/D O C-130-constr ucao-secador.pdf , explica todos os detalhes sobre montagem, utilização e noções de boas práticas de processamento de alimentos.


AGROINDÚSTRIA

Onda de fusões influencia preços de sementes

A agricultura global enfrenta o triplo desafio de aumentar a produtividade, garantindo a sustentabilidade e melhorando a resiliência A onda de fusões entre as grandes empresas produtoras de sementes no mundo inteiro acabou criando um gripo com seis principais, dentre elas Monsanto, Bayer, BASF, Syngenta, Dow e DuPont. No entanto, esse movimento de junção ocorrido durante as últimas três décadas acabou influenciando nos preços das sementes. De acordo com especialistas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE), uma instituição formada por 36 países, A agricultura global enfrenta o triplo desafio de aumentar a produtividade, garantindo a sustentabilidade e

melhorando a resiliência e, para atingir esses objetivos, a inovação na forma de variedades de alto desempenho é essencial. Eles ainda explicam que as sementes usadas pelos agricultores vêm de três fontes diferentes, como aquelas conservadas em fazendas, adquiridas do plantio público e aquelas compradas do setor privado. Nesse último caso, as fusões podem causar aumento da concentração, que levará a preços de sementes mais altos para os agricultores, reduzir a inovação e a P & D na indústria de sementes e também o número de escolhas que os agricultores têm ao escolher va-

riedades. De acordo com a OCDE, globalmente, 78% da área plantada com soja utiliza variedades geneticamente modificadas. As características de propriedade da Monsanto são particularmente proeminentes, especialmente nos mercados em que menos culturas OGM foram aprovadas. Por outro lado, os dados sobre patentes da CRISPR-Cas9 sugerem que esta nova tecnologia é predominantemente dominada por institutos acadêmicos, com alguma presença do DowDuPont, mas sem uma posição forte para as outras empresas Fonte: Agrolink multinacionais. REVISTA 100% CAIPIRA |17


MÁQUINAS E IMPLEMENTOS

Máquinas agrícolas podem ficar sem financiamentos Moderfrota é uma linha de crédito para a compra de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores

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Depois de quatro anos seguidos de queda, o setor de máquinas e implementos agrícolas finalmente viu suas vendas voltarem a crescer em 2018. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a comercialização dos produtos chegou a 47,8 mil unidades em 2018, alta de 12,7% sobre as 42,4 mil unidades vendidas em 2017. A projeção para 2019 é de nova alta, na ordem de 10,9%. O problema, porém, é que os recursos para financiamento podem acabar antes do que o atual Plano Safra, praticamente inviabilizando as vendas por meses. A entidade mais ativa na questão tem sido a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que alerta para o possível problema desde novembro do ano passado. “A indústria está vendo que, do jeito que está, estaremos sem recursos a partir de março”, argumenta o presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan. A preocupação reside no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), que precisaria de um reforço de mais R$ 3 bilhões para atender a toda a demanda, segundo Marchesan. O Moderfrota é uma linha de crédito para a compra de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores, entre

outras máquinas, com juros subsidiados pelo governo federal. Neste Plano Safra, os juros foram estipulados em 7,5% a.a. e 9,5% a.a., dependendo do faturamento do agricultor, com prazo para pagamento de sete anos para itens novos e quatro anos para usados. Apenas no primeiro semestre deste ano-safra, os agricultores brasileiros já consumiram 59,2% do total de recursos disponibilizados pelo governo federal para o Moderfrota. Entre julho e dezembro, foram utilizados R$ 5,27 bilhões dos R$ 8,9 bilhões liberados para todo o ciclo, segundo a União. Nesse ritmo, o financiamento não chegará até o fim do junho, quando se encerra o ano-safra. “Os recursos vão acabar, provavelmente, na Expodireto”, projeta o dirigente, referindo-se à feira que acontece em Não-Me-Toque entre 11 e 15 de março. A maior feira do País, a Agrishow, que acontece em Ribeirão Preto (SP) em maio, pode ocorrer sem financiamento disponível pelo programa, caso a projeção se confirme. O resultado, por um lado, exemplifica o aquecimento do setor. No mesmo período de 2017, por exemplo, apenas R$ 3,5 bilhões haviam sido utilizados pelos produtores dentro do mesmo programa. “Houve uma demanda muito forte, o que é um bom sinal. Pior seria se tivesse dinheiro sobrando e não estivéssemos vendendo”,

comenta Marchesan. Por outro lado, porém, significa um risco de, pelo menos, três meses com o pé no freio, caso nada seja feito até lá. As entidades que representam o setor buscam algum tipo de suplementação de recursos junto à União, mas, por enquanto, não há sinalização de atitudes. O presidente do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, argumenta que o ano começou esperançoso, “mas o governo não pode atrapalhar”. “O setor não vai parar, mas vai dar uma recuada. Compromete o ano”, acrescenta Bier sobre o potencial impacto do fim dos recursos. Marchesan é ainda mais enfático, classificando o cenário como um “caos” para as indústrias. “Todas aumentaram a produção, contrataram, captaram capital de giro. Sem financiamento, ninguém vai investir em renovação de máquinas”, afirma o presidente da Abimaq, que vê nesse, atualmente, o único problema do setor. Com três meses sem financiamentos, o setor levaria mais, pelo menos, outros seis meses para normalizar as vendas, estima Marchesan, basicamente comprometendo todo o ano de 2019. “Recurso existe. São as decisões políticas que limitam os recursos”, sustenta o dirigente. Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO

GESTÃO

O posicionamento da ABPA sobre o veto saudita ABPA confirma que a Arábia Saudita mantém a autorização de exportação de 25 plantas frigoríficas de carne de frango brasileira Fonte: Assessoria de imprensa ABPA

A As s o c i a ç ã o B r a s i l e i r a d e P ro t e í n a A n i m a l ( A B PA ) c on f i rm a q u e a A r á bi a S au d it a m a nt é m a aut or i z a ç ã o d e e x p or t a ç ã o d e 2 5 p l a nt a s f r i g or í f i c a s d e c a r n e d e f r a n g o br a s i l e i r a . At u a l m e nt e , 5 8 p l a nt a s s ã o h a bi l it a d a s p e l o M i n i s t é r i o d a Ag r i c u lt u r a br a s i l e i ro a e x p or t a r, m a s s om e nt e 3 0 d e s t a s e m b a rc a m pro d ut o s e f e t i v a m e nt e . O i mp a c t o, p or t a nt o, é

s o bre 5 p l a nt a s f r i g or í f i c a s . As e mpre s a s aut or i z a d a s c on s t a m e m u m a l i s t a d i v u l g a d a p e l a s aut or i d a d e s s au d it a s . As r a z õ e s i n f or m a d a s p a r a a n ã o - aut or i z a ç ã o d a s d e m a i s p l a nt a s h a bi l it a d a s d e c or re m d e c r it é rios técnicos. Planos de ação c or re t i v a e s t ã o e m i mp l e m e nt a ç ã o p a r a a re t om a d a d a s aut or i zações.

A A B PA e s t á e m c ont at o c om o G ov e r n o B r a s i l e i ro p a r a q u e , e m t r at at i v a c om o R e i n o d a A r á bi a S au d it a , s e j a m s o l v i d o s o s e v e nt u a i s q u e s t i on a m e nt o s e i n c lu í d a s a s d e m a i s p l a nt a s . A l é m d i s t o, a s p l a nt a s q u e h o j e n ã o e s t ã o h a bi l it a d a s c ont a r ã o c om o ap oi o d o M i n i s t é r i o p a r a o b t e r a aut or i z a ç ã o p a r a e x p ort a r a e s t e m e rc a d o. REVISTA 100% CAIPIRA | 19


PESQUISAS

Pesquisadores brasileiros identificam novo vírus associado ao mosaico do trigo

Cientistas de diversas instituições brasileiras descobriram que uma nova espécie de vírus, o Wheat stripe mosaic virus (WhSMV) está associado ao mosaico do trigo, doença capaz de causar perdas de produtividade de 50% na lavoura do cereal e que atinge vários países A descoberta, publicada na revista Plant Pathology, é fruto do projeto “Análise da população viral e estratégias de manejo para o mosaico comum em trigo no Brasil”, que uniu esforços de universidades e empresas de pesquisa públicas e privadas. No Brasil, a doença era atribuída somente a dois vírus: Soil-borne wheat mosaic virus (SBWMV) e Wheat spindle streak virus (WSSMV). A descoberta de um terceiro causador abre possibilidades de uso da tecnologia para a identificação da variabilidade da população viral em trigo, orientando a geração de cultivares resistentes e as práticas de manejo para redução dos impactos do mosaico. Os efeitos negativos do mosaico na produção de trigo têm se tornado 20| REVISTA 100% CAIPIRA

mais frequentes nas regiões tritícolas da América Latina, especialmente no sul do Brasil e no sul do Paraguai. O pesquisador Douglas Lau, da Embrapa Trigo (RS), explica que a doença pode reduzir a produtividade quando cultivares suscetíveis são semeadas em áreas com inóculo e em condições favoráveis de ambiente. As plantas infectadas pelo vírus apresentam graus variados de subdesenvolvimento, lesões nas folhas e colmos, além do reduzido desenvolvimento de espigas, limitando o potencial de rendimento da cultura. Doença afeta outras lavouras No Brasil, o mosaico do trigo foi previamente atribuído ao SBWMV e, posteriormente, também ao WSSMV, ambos transmitidos por Polymyxa

graminis, um parasita residente no solo que coloniza as raízes de plantas. Além do trigo, também são hospedeiros o triticale, o centeio, a cevada e outras gramíneas. Os danos à produção causados por mosaico costumam ser limitados às áreas da lavoura onde o vetor se concentra, mas sob condições ambientais favoráveis (frio e umidade), grandes áreas com cultivares suscetíveis podem ser comprometidas. O longo período de sobrevivência do vetor no solo e a ampla gama de plantas hospedeiras dificultam o controle da virose. Daí a importância de desenvolver plantas que apresentem resistência genética. Para isso, é fundamental caracterizar o nível de resistência e o dano potencial das


cultivares disponíveis no mercado para auxiliar a tomada de decisão quanto ao seu emprego em áreas com histórico ou risco de mosaico comum. Sequenciamento genético -Apesar de os primeiros registros de viroses no trigo no Brasil datarem das décadas de 1960 e 1970, quando teve início a expansão da triticultura no País, somente com o avanço da biologia molecular e do sequenciamento tem sido viável identificar corretamente os vírus. A descoberta do WhSMV foi possível por meio de técnicas avançadas de sequenciamento (Next Generation Sequencing ou NGS). As plataformas NGS realizam o sequenciamento de milhões de pequenos fragmentos de DNA em paralelo. Análises de bioinformática são usadas para juntar esses fragmentos permitindo a montagem do genoma viral. O genoma obtido foi então comparado com genomas virais disponíveis em banco de sequências e observou-se que o vírus associado ao mosaico em trigo é 50% divergente dos patógenos já conhecidos. De acordo com a pesquisadora Juliana Valente, mestranda da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), até então, a identificação do patógeno estava baseada na observação dos sintomas, forma de transmissão, hospedeiros e formato das partículas virais. “O uso do sequenciamento não direcionado nos permite detectar a presença de novas espécies de vírus que ainda não haviam sido caracterizados pela comunidade científica mundial”, conta. Além das amostras coletadas na Embrapa Trigo, em Passo Fundo (RS), com sequenciamento do RNA de oito cultivares de trigo, também foram avaliadas amostras de plantas com sintomas de mosaico obtidas em outras áreas tritícolas no Rio Grande do Sul e no Paraná, que confirmam a existência do novo vírus. Outros estudos ainda serão necessários para esclarecer dúvidas sobre a origem do WhSMV, sua distribuição geográfica, sua variabilidade e como afeta a resistência das plantas. O professor Fábio Nascimento da Silva, da pós-graduação em produção vegetal da Udesc, destaca a importância do trabalho: “A caracterização

da nova espécie viral propiciou o desenvolvimento de ferramentas seguras no diagnóstico. A identificação correta dos vírus é essencial para apoiar os programas de melhoramento genético e a recomendação de medidas eficazes de manejo”. Ele destaca também a formação de recursos humanos no projeto que envolve seis estudantes de graduação e pós-graduação. O pesquisador da empresa Biotrigo Paulo Kuhnem explica que, por ser uma doença de difícil controle, a resistência genética ao mosaico do trigo tem sido a principal estratégia utilizada. Por esse motivo, a doença é um dos focos centrais dos programas de melhoramento de trigo no Brasil. “Sem o conhecimento do agente causal, gastamos muito tempo e espaço tentando achar locais apropriados para seleção de materiais por meio da fenotipagem das linhagens, uma vez que o uso de marcadores moleculares estrangeiros apresenta resultados inconsistentes”, afirma. Com a descoberta do novo vírus, o cientista explica que será possível trabalhar para mapear os genes de resistência e desenvolver marcadores moleculares confiáveis para auxiliar na seleção de genótipos resistentes. “Com isso, os programas de melhoramento genético ganham eficiência e agilidade, e os produtores mais segurança para o cultivo do trigo nas regiões onde a doença ocorre”, conclui o pesquisador. Projeto de pesquisa - A identificação do vírus é o primeiro resultado divulgado pelo projeto “Análise da população viral e estratégias de manejo para o mosaico comum em trigo no Brasil”, que iniciou em fevereiro de 2018. Além de identificar com maior precisão os diferentes vírus que causam o mosaico do trigo, o projeto também está avaliando a eficiência de estratégias genéticas, químicas e culturais no controle da doença. De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo Douglas Lau, o projeto foi estruturado de forma multiinstitucional. O sequenciamento e a análise da variabilidade da população viral estão sendo realizados na Udesc, com apoio da Embrapa Uva e Vinho e da Embrapa Informática Agropecuária.

A caracterização fenotípica, a análise da população viral e a avaliação das práticas de manejo estão sendo realizadas em rede de ensaios de campo nas regiões tritícolas do sul do Brasil, executadas pela Embrapa Trigo, Biotrigo Genética, CCGL Tecnologia, OR Melhoramento de Sementes e Fundação ABC. No total, serão quatro anos de pesquisa, com experimentos em sete municípios do Rio Grande do Sul e do Paraná. Vírus que causam mosaico em trigo transmitidos pelo vetor Polymyxa graminis: Soil-borne wheat mosaic virus (SBWMV) O mosaico comum do trigo foi originalmente atribuído ao SBWMV. Esse microrganismo pertence ao gênero Furovirus e sua partícula possui formato de bastão rígido. No Brasil, ocorre principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no sul do Paraná. A sua distribuição está diretamente relacionada às condições do clima frio e úmido, que favorece o vetor Polymyxa graminis. Os danos à produção causados por mosaico, em geral, são limitados a pequenas extensões, mas cultivares suscetíveis podem sofrer perda total sob condições ambientais favoráveis. O longo período de sobrevivência do vetor e a diversidade de plantas hospedeiras dificultam o controle da virose, que tem de ser feito por meio do desenvolvimento de materiais com resistência genética. Em áreas com histórico da doença recomenda-se optar por cultivares resistentes ao mosaico comum. Wheat spindle streak virus (WSSMV) - Assim como o SBWMV, o WSSMV causa sintomas de mosaico em trigo e é transmitido pelo Polymyxa graminis. O WSSMV pertence ao gênero Bymovirus. As partículas desse vírus, capsídeos não envelopados, são mais finas e longas do que as do SBWMV. Wheat stripe mosaic virus (WhSMV) - Registrado pela primeira vez no mundo em dezembro de 2018, encontrado nas lavouras de trigo no Rio Grande do Sul e no Paraná. Transmitido por Polymyxa graminis e associado a sintomas semelhantes ao mosaico do trigo, primariamente atribuído ao Fonte: Embrapa Trigo SBWMV no Brasil. REVISTA 100% CAIPIRA |21


ANÁLISE DE MERCADO

Tomate e melancia estão mais baratos nas principais Ceasas do país Produto de grande uso na culinária brasileira, o tomate é a bola da vez na baixa de preços na maioria dos mercados atacadistas analisados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) neste início de ano

O 1º Boletim Prohort registra queda nas capitais Vitória (26,10%), São Paulo (8,37%), Belo Horizonte (7,55%) e Fortaleza (3,29%). “Isso tem a ver com o aumento da oferta de modo geral, as altas temperaturas que aceleraram a maturação e a queda de preços por consequência, que obrigaram o produtor a colocar a hortaliça antecipadamente no mercado”, explica o gerente de Modernização do Mercado Hortigranjeiro da Conab, Erick Farias. “Somente no Rio de Janeiro e em Recife os preços ainda apresentam altas, mas bem menos intensas do que nos últimos meses de 2018”, completa. Outro hortigranjeiro que o bo22| REVISTA 100% CAIPIRA

Fonte: CONAB

letim chama a atenção é a alface, que mesmo neste período intenso de calor e chuvas de verão, em meio à produção de pouca qualidade e registro de maior consumo, houve queda de preços de 20,57% e 4,39% nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro e de menos de 1% em Vitória e Fortaleza. Em compensação, as demais hortaliças batata, cebola e cenoura continuaram com a predominância de alta de preços ocorrida nos últimos meses. Entre as frutas analisadas, a boa notícia é a melancia, que se destacou com os baixos preços registrados na maioria das centrais. “Essa queda veio como reflexo da grande oferta do produto nos mer-

cados”, explica Farias. “Isso ocorreu em virtude da boa produção nas lavouras de São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul, algumas com amplas marcas de produtividade e rentabilidade”. A queda de preços se deu principalmente nas centrais de abastecimento de São Paulo (15,22%), Rio de Janeiro (3,16%), Belo Horizonte (1,65%) e Espírito Santo (0,21%). O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente pelos grandes mercados atacadistas do país, nos estados de SP, MG, RJ, ES, PE e CE.


ALGODÃO

Algodão deve render 10% a mais em MS

Cultura tem 28,9 mil hectares plantados e perspectiva de colher 150 mil toneladas do produto em caroço

Com 34 mil hectares, o algodão poderá ter aumento de 10% na produção nesta safra em Mato Grosso do Sul. Segundo dados da Conab, a produção pode render 150,5 mil toneladas de algodão em caroço, que se tornam 61,7 mil toneladas de pluma. No Estado, 28,9 mil hectares são de primeira safra e 5,1 mil hectares de segunda safra. Os pacotes tecnológicos aplicados nesta cultura são, na maioria, provenientes de recursos próprios, pois, como em MS a principal cultura da primeira safra é a soja, a expansão da área de cultivo de algodão é lenta, embora já existam cooperativas que compram e beneficiam o algodão em caroço para processamento na indústria têxtil, fabricação de óleos e ração animal. De acordo com a assistência técnica da Conab, os produtores da região norte e nordeste do Estado (regiões de maior produção) tiveram de interromper o plantio em meados de dezembro em razão do veranico. Com a retomada das chuvas no fim do último mês do ano passado, houve o término das operações de plantio. As lavouras plantadas estão em estádio vegetativo; o período crítico são os estádios entre a floração e a frutificação da cultura. Atualmente, a estiagem tem sido a maior preocupação por parte dos produtores e, até o presente momento, não há expectativa de perda de produtividade na cultura, sendo previsto em

torno de 4.800 kg/ha para o algodão primeira safra e aproximadamente 4.200 kg/ha para o segunda safra. As pragas e doenças das lavouras estão sob controle, pois, como são poucos produtores de algodão no Estado, os tratos fitossanitários são facilitados, já que os focos e índices de contaminação são reduzidos. Na última semana de dezembro, as lavouras de primeira safra se encontravam com plantio finalizado e em desenvolvimento vegetativo, correspondendo a aproximadamente 85% do total, e o restante em germinação. Os produtores se mostraram confiantes quanto ao aquecimento do mercado do algodão e algumas das justificativas dizem respeito à balança comercial têxtil, além da progressão da qualidade do produto ao longo das safras, que tem tido melhora significativa. Expectativa - A expectativa é de que a safra nacional 2018/19 de algodão em pluma alcance novamente recorde de produção, impulsionada pela elevação da área semeada. Esse crescimento, por sua vez, está associado à maior rentabilidade do algodão diante das demais culturas concorrentes em áreas e ao ambiente favorável para contratos antecipados (a serem cumpridos em 2019 e também 2020), de acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/ USP. Nessas condições, pelo segundo ano consecutivo, o Brasil continua como

o quarto maior produtor do mundo e, ultrapassando a Índia, deve se tornar o segundo principal exportador, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. No período de tomada de decisão sobre a temporada 2018/19, o algodão era uma das poucas culturas com expectativa de manutenção de preços atrativos. Com isso, produtores tradicionais e também aqueles com disponibilidade de crédito e possibilidade de colheita e beneficiamento terceirizados aumentaram a área e/ou passaram a cultivar algodão. Um fator que preocupa, contudo, é que a temporada 2017/18, colhida em 2018, já foi recorde, e os excedentes domésticos no ano passado chegaram a 1,6 milhão de toneladas. Considerando-se que a pluma da safra passada está em comercialização desde agosto/18, perdurando até julho/19, o excedente interno passa a ser de 1,3 milhão de toneladas. Volume que precisaria ser exportado para não gerar pressão sobre os preços domésticos. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, os embarques de pluma foram intensos nos últimos cinco meses de 2018, somando 670,3 mil toneladas – em dezembro/18, o volume mensal foi recorde, de 214,6 mil toneladas. Caso esse bom ritmo se mantenha, os volumes totais a serem exportados até julho/19 podem atingir recordes ou superar o excedente doméstico (de 1,3 milhão de toneladas). Fonte: Correio do Estado REVISTA 100% CAIPIRA | 23


BOVINOS DE CORTE

Fábrica de Touros Senepol ganha representação em Iacanga (SP) e Santa Rosa do Tocantins (TO) Essa é a primeira franquia de genética bovina do País, que nasceu de uma parceria entre a holding SMZTO e a Senepol Nova Vida Fonte: Pec Press - Comunicação Estratégica Touros Senepol

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O produto escolhido foi o touro da raça Senepol, trazido para os pastos brasileiros no ano 2000. O franqueado Flavius Rubira, que é pecuarista e médico-veterinário, projeta grande sucesso da Fábrica de Touros Senepol, a primeira franquia de genética do País, lançada pela holding SMZTO e a Senepol Nova Vida, detentora do maior acervo genético da raça no mundo. O Senepol é extremamente precoce, dócil e adaptado às necessidades da pecuária nacional. Nosso foco será o mercado de touros do Tocantins, com a oferta de uma genética consolidada, afirma Flavius Rubira, dono de fazendas em Iacanga (SP) e Santa Rosa do Tocantins (TO). Já são 25 anos de atuação no agronegócio, com ampla experiência na produção de cana-de-açúcar, laranja, caprinos, bovinos leiteiros, gado de corte e plantio de madeira nobre. Com o novo investimento na franquia, a venda de touros Senepol pode vir a ser um de seus negócios mais rentáveis, ao menos essa é sua expectativa. Investir na Fábrica de Touros Senepol é meio caminho andado. Desenvolver a própria marca demandaria tempo e com a franquia tenho acesso a genética pioneira selecionada pela Senepol Nova vida, que foi responsável pelas primeiras importações de animais Senepol, há 18 anos. Traz know-how e gera credibilidade, complementa o pecuarista. Fábrica de Touros Senepol é semente para projeto de integração Nesta fase inicial, o criador está produzindo 140 touros Senepol com a aquisição de duas franquias, uma para cada propriedade. Ao participar, ele precisou apenas reservar as matrizes que foram enxertadas pelos técnicos da franquia com embriões sexados de machos. Vamos aumentar a produção de acordo com a demanda. Ao mesmo tempo, apresentaremos o que esses touros são capazes de produzir. Compramos antecipadamente dez reprodutores da Nova Vida e cobrimos parte de nossa vacada Nelore

para que os clientes vejam in loco o desenvolvimento precoce dos bezerros, explica. Animais F1 Senepol costumam apresentar desempenho 30% superior, chegando a 20@ aos 20 meses em regime de pasto, com suplementação mineral. Aproveitando a estrutura e os recursos sazonais disponíveis em suas fazendas, o pecuarista deve lançar, nos próximos anos, um projeto de integração com outros pecuaristas para fornecer à indústria frigorífica carne de Senepol padronizada com regularidade. A ideia é fornecer genética de touros melhoradores para que os participantes cubram a vacada comercial. Receberão assistência técnica e garantia de compra a preços mais atraentes.

do pecuarista comum acima de 30%. Os touros Senepol cobrem uma média maior de vacas e são ativos por até dez anos. O índice de prenhez da vacada com touro Senepol é superior a 90%. Outro importante diferencial de quem usa touro Senepol para cruza é a obtenção de 100% de heterose. “A Fábrica de Touros é um projeto muito importante, dada a pujança do Senepol no Brasil. É uma iniciativa alinhada com as estratégias e diretrizes estabelecidas pela ABCB Senepol. São ações como essa que têm levado ao crescimento sustentável do Senepol”, observa Pedro Crosara, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol).

Senepol em números

Senepol Nova Vida e SMZTO, marcas líderes

Uma das principais características do Senepol é a produção de carne macia, entretanto, provas de ultrassonografia identificaram linhagens capazes de transferir marmoreio, aquela gordura entremeada que confere características gourmets aos cortes. Quanto mais produtores experimentam essas vantagens, mais o Senepol avança, contabilizando atualmente quase 900 criadores e 100 mil animais registrados em mais de 17 Estados. Cerca de 300 mil doses de sêmen de touros Senepol foram vendidas apenas no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA). Os plantéis mais consistentes estão em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. O Centro-Oeste é maior consumidor de touros e um novo mercado está se abrindo ao Norte, apontado como uma das mais novas fronteiras pecuárias do País, complementa Flavius. O crescimento anual do rebanho Senepol gira em torno de 20% ao ano e deve expandir ainda mais após o surgimento de projetos como a Fábrica de Touros Senepol. Em decorrência dos ganhos gerados pelo choque de sangue nos cruzamentos, o Senepol consegue elevar a rentabilidade

Foi no ano 2000 que a Senepol Nova Vida importou os primeiros animais vivos da raça Senepol, produzindo mais de 2.000 bezerros puros de origem em apenas um ano, com o auxílio da tecnologia de FIV Fertilização In Vitro, quase desconhecida na época. Genética melhoradora rapidamente difundida e que hoje está presente em praticamente todos os plantéis de Senepol do Brasil. Pioneirismo, tradição e domínio de tecnologias, além do know-how construído pela Nova Vida nos 18 anos do Senepol no Brasil, foi o que mais chamou a atenção do empresário José Carlos Semenzato, referência no mundo do franchising, sócio fundador de marcas consagradas, como a Casa X e ou Instituto Embelleze. Após um estudo aprofundado sobre as oportunidades do agronegócio, a equipe de analistas do empresário identificou a pecuária de corte como um investimento sólido, com retorno a médio prazo, sendo o touro Senepol a opção mais rentável por sua adaptação ao clima tropical e capacidade de produzir carne de qualidade em sistema de pasto, sem regalias. E assim nasce a Fábrica de Touros Senepol, a primeira franquia de genética bovina, cuja meta é produzir 20.000 touros Senepol PO/ano. REVISTA 100% CAIPIRA |25


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BIOTECNOLOGIA

Biotecnologia pode reduzir custos da produção de papel Esse processo é mecânico e, por isso, consome uma considerável quantidade de energia elétrica. A ação das enzimas ajuda a degradar as fibras de celulose, acelera o processo e diminui, assim, a energia elétrica gasta na produção

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om apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (PAPPE-Subvenção), a Verdartis, empresa especializada em biotecnologia, desenvolveu um processo de produção de enzimas (proteínas que desempenham a função de catalisadores) capazes de tornar o processo de refino de celulose mais sustentável, reduzindo o impacto ambiental da produção de papel. Marcos Lourenzoni e Álvaro de Baptista Neto, pesquisadores e sócios da empresa, instalada no Centro de Negócios do Parque de Inovação e Tecnologia Supera, em Ribeirão Preto, explicam que, no processo de produção de papel, a pasta de celulose, obtida no processo físico-químico Kraft a partir de cavacos de madeira, passa por refinadores que provocam mudanças estruturais nas fibras, tornando-as mais flexíveis. Esse processo é mecânico e, por isso, consome uma considerável quantidade de energia elétrica. A ação das enzimas ajuda a degradar as fibras de celulose, acelera o processo e diminui, assim, a energia elétrica gasta na produção. Segundo uma avaliação realizada no Laboratório de Celulose e Papel da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, a mistura das enzimas produzidas pela Verdartis leva à redução de cerca de 30% no consumo de energia gasto na etapa de refino. A startup concluiu o projeto PIPE em abril de 2017, chegando ao desenvolvimento do processo produtivo de variantes melhoradas de enzimas celulases e xilanases que, misturadas em diferentes proporções, podem atuar tanto no refino da fibra virgem de celulose quanto no refino de celulose proveniente do papel reciclado. Segundo Lourenzoni, o plano é buscar o apoio da FAPESP também para o desenvolvimento do escalonamento da produção. O objetivo dos sócios é colocar no mercado uma alter-

nativa nacional às enzimas produzidas no exterior. “Existe uma alta demanda por esse produto e não há produção nacional: as enzimas utilizadas atualmente são importadas”, diz Baptista. Lourenzoni explica que o processo de refino depende do tipo de papel que se deseja obter e do tipo de madeira utilizada em sua produção. Nesse último aspecto, o uso de enzimas produzidas fora do país apresenta um problema: são desenvolvidas para um processo de fabricação que utiliza madeira de coníferas, enquanto no Brasil a árvore mais utilizada pela indústria de papel e celulose é o eucalipto – para o qual a enzima importada não se mostra tão eficiente. A Verdartis, segundo ele, aposta exatamente na customização para atrair os clientes. Evolução dirigida - A empresa já tinha contado com o apoio do PIPE da FAPESP para desenvolver tecnologia batizada com o nome de Persozyme, baseada no processo denominado “evolução dirigida”, que mimetiza in vitro a evolução da biodiversidade natural e permite a seleção de enzimas com características predefinidas. Nesse projeto, as enzimas personalizadas foram desenvolvidas para o processo de branqueamento da polpa de celulose. Lourenzoni explica que a polpa entra nesse processo com coloração marrom, devido à lignina residual. Para obter a celulose branca, os fabricantes precisam usar grandes quantidades de dióxido de cloro, um alvejante tóxico que reage com a lignina, quebrando-a em moléculas menores, a fim de extraí-la. A enzima tem a função de facilitar o acesso desses compostos à lignina e, assim, reduzir a quantidade de dióxido de cloro utilizado na produção, o que resulta em ganhos ambientais e financeiros. “A utilização da enzima permite a redução de cerca de 25% na utilização de dióxido de cloro”, afirma o pesquisador. Na pesquisa e desenvolvimento da Persozyme, além de outros cinco pro-

jetos financiados pelo programa PIPE, a empresa também contou com o apoio do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto. Essa parceria, aliás, foi o que estimulou a constituição da empresa, em 2007. “O professor Richard Ward trabalhava, na época, com enzimas para atuar em altas temperaturas e queria avançar nas pesquisas que eram feitas na universidade. Optamos por abrir uma empresa de biotecnologia: eu tinha conhecimento de bioinformática; o Álvaro Baptista, de produção, e o Richard Ward, de biologia molecular. Nesse momento também tivemos apoio da empresa Suzano Papel e Celulose, com amostras para testes e orientações sobre o processo”, diz Lourenzoni. Hoje, o professor Ward atua como consultor da Verdartis. Em 2010, os resultados com a produção de enzimas personalizadas para branqueamento de celulose renderam à Verdartis o primeiro lugar no Prêmio Abiquim de Tecnologia, conferido pela Associação Brasileira da Indústria Química na categoria “Empresa Nascente”. Mas esse reconhecimento não tornou a empresa imune às crises enfrentadas pelo setor. “Por volta de 2011, o custo da água ficou muito alto e as empresas de celulose começaram a usar menos água na lavagem, o que limitou a utilização da enzima para o branqueamento, pois o processo requer uma lavagem eficiente”, lembra Baptista. A saída para a Verdartis foi “pivotar”, e redirecionar o modelo de negócio. Decidiu então iniciar novas pesquisas direcionadas à etapa do refino. Agora, com o produto destinado ao refino já desenvolvido e prestes a ingressar no mercado em escala industrial, a Verdartis tem planos de retomar a produção de enzimas voltadas ao processo de branqueamento de papel. “Vamos investir agora nas duas frentes”, diz Lourenzoni. Fonte: Agência Fapesp REVISTA 100% CAIPIRA |29


CERTIFICAÇÃO

OCB:

Cooperativas

poderão

participar do Selo Agro+ Integridade

Fonte: Assessoria de Imprensa OCB

As cooperativas agropecuárias poderão obter o Selo Agro+ Integridade (edição 2019-2020) para adicionar nas embalagens de seus produtos Para isso, basta que elas participem de uma seleção de identificação daquelas que estão de acordo com as regras do programa. As inscrições, que se iniciam no 1º de fevereiro e vão até o dia 31 de maio, devem ser feitas diretamente do site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Negociação - A boa notícia foi publicada no Diário Oficial a União desta terça-feira (22) e é o resultado de negociações entre Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa. Logo que foi lançado, no mês passado, o programa não previa a participação das cooperativas, apenas de empresas do setor agropecuário que desenvolvam boas práticas de integridade, responsabilidade social e sustentabilidade. Em análise - Vale destacar, também, que a Portaria que inclui representan30 | REVISTA 100% CAIPIRA

tes da Organização da OCB no Comitê Gestor do “Selo Agro+ Integridade” está sob análise na Secretaria Executiva do Mapa e a expectativa dos cooperativistas é de que seja publicada nos próximos dias. Vantagens - As empresas e cooperativas selecionadas no programa terão o direito de utilizar o Selo Agro+ Integridade em seus produtos e em meios de comunicação, publicidade e afins durante a vigência do mesmo. Além disso, o Mapa também poderá divulgar em sua página oficial, no espaço destinado ao tema integridade, as boas práticas de integridade, ética, responsabilidade social e sustentabilidade adotadas pelos premiados. Propósitos - O Selo Agro+ Integridade tem quatro objetivos: Estimular a implementação de programas de integridade, ética e de sustentabilidade, em

seu amplo espectro, qual seja: econômico, social e ambiental; conscientizar empresas e cooperativas do agronegócio sobre seu relevante papel no enfrentamento às práticas concorrenciais corruptas e antiéticas; reconhecer práticas de integridade e ética em empresas e cooperativas do agronegócio no mercado nacional, no relacionamento entre si e com o setor público, e mitigar riscos de ocorrência de fraudes e corrupção nas relações entre o setor público e o setor privado ligado ao agronegócio. Público - São público-alvo do programa as empresas do agronegócio, instaladas no país, dedicadas a prática agropecuária de qualquer natureza, as empresas de insumos diretamente vinculadas à produção agropecuária e as cooperativas de produção agropecuária, instaladas no país.


GESTÃO

Produtor de cana de PE não precisará pagar mais os 2,5% ao INSS relativos a salário educação do total da folha de pagamento

O processo foi concluído e vitorioso A partir deste mês, os 10,9 mil sócios da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), que entraram com uma ação coletiva contra o pagamento da contribuição mensal ao INSS no valor de 2,5% do total da folha de pagamento dos trabalhadores (salário educação), podem excluí-lo dos seus cálculos, baixando os custos de produção provenientes da elevada carga tributária brasileira. O processo foi concluído e vitorioso. A cobrança do salário educação aos associados da AFCP foi considerada ilegal porque a lei desta tributação (9.424/96) não inclui o empregador rural quando na condição de pessoa física. Só no caso de pessoa jurídica. Assim, como assegura o advogado da AFCP, Manoel Jales, nenhum dos associados nesta condição, vitoriosos no

processo coletivo, devem pagar mais o salário educação. Já devem deixar de incidi-lo a partir do mês atual. Para deixar de recolher, conforme orienta a banca advocatícia Felisberto Cardova, responsável pelo processo judicial em questão, basta o produtor dizer ao contador responsável para excluir os 2,5% do salário educação do cálculo da GPS e da respectiva GEFIP, devendo ficar no campo Outras Entidades apenas a contribuição ao Incra, no valor de 0,2%. É preciso também anexar a certidão de objeto e pé do processo dando conta do êxito da ação. A precaução é necessária para fins de eventual auditoria fiscal. Além da redução tributária, a vitoriosa ação judicial coletiva também dará aos envolvidos associados da AFCP o direito de receberem de volta

todo o recurso cobrado no salário educação deste o ano de 2005 - cinco anos anteriores à data de ingresso do referido processo na Justiça Federal. “Em uma audiência de conciliação entre a Fazenda Nacional e nós, ficou acertado que, no prazo de seis meses, o INSS informará o valor que cada produtor tem direito a receber. Esgota agora em janeiro, podendo o juiz do caso prorrogá-lo, ou intimar a Fazenda para apresentar os cálculos a título de garantir a liquidação e execução da sentença”, diz Jales. Para Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP e um dos defensores da necessidade do ingresso da ação coletiva à época, a justiça está sendo feita. O dirigente alerta a todos os beneficiários da ação para prestarem atenção e não continuarem recolhendo o tributo da folha de pagamento. Fonte: AFCP REVISTA 100% CAIPIRA |31


CAFÉ

Consumo mundial de café atinge 165 milhões de sacas no ano cafeeiro 2018-2019 Produção dos Cafés do Brasil corresponde a 35% do consumo mundial, Vietnã 18%, Colômbia 9%, Indonésia 6%, Etiópia 5%, Honduras 5% e Índia 3%

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Em nível mundi a l, no ano c afe eiro 2018-2019, a pro duç ão de c afé arábic a foi est imad a em 104,01 mi l hõ es de s ac as e a de c afé robust a em 63,5 mi l hõ es de s ac as, números que ap ont am um volume tot a l e quiva lente a 167,47 mi l hõ es de s ac as. C om b as e ness es d ados, ver if ic a-s e que o c afé arábic a terá cres cimento de 2,5% e o robust a re duç ão de 0,1%, s e comp arados com o ano c afe eiro anter ior, c uj a pro duç ão foi de 164,99 mi l hõ es de s ac as de 60kg , d as qu ais 101,44 mi l hõ es de arábic a e 63,55 mi l hõ es de robust a. No que concer ne ao consumo mundi a l de c afé, do mesmo ano c afe eiro (2018-2019), t anto de p aís es pro dutores como exp ort adores, est ima-s e um volume de 165,19 mi l hõ es de s ac as consumid as, que repres ent aram aumento de 2,1% em rel aç ão ao p er ío do anter ior, que foi de 161,71 mi l hõ es de s ac as. Ness e contexto, no c as o esp e cíf ico dos p aís es exp or t adores o consumo inter no de verá aument ar em 1,4%, p ass ando a 50,3 mi l hõ es. E nos p aís es imp or t adores o consumo t amb ém reg ist rará o incremento de 2,5% e at ing irá 114,88 mil hõ es de s ac as. A demand a nos p aís es imp ort adores não t radicionais cont inu a a cres cer e acre dit a-s e que resp onderá p or cerc a de 18% do consumo g lob a l em 2018/19. C a lc u l a-s e que t anto na Áf r ic a qu anto na Ási a & O ce ani a o consumo aument ará 4,1%, p erfazendo 12,23 e 36,25 mi l hõ es de s ac as, resp e c t ivamente. Tem hav ido um aumento d a demand a t anto em a lguns p aís es pro dutores dess as reg iõ es qu anto em merc ados mais novos nos p aís es imp or t adores. C a lc u l a-s e que

nos merc ados mais t radicionais d a Europ a e Amér ic a do Nor te a demand a cres cerá 1% e 2,5%, a lc anç ando 53,51 e 30,73 mi l hõ es de s ac as, resp e c t ivamente. Na Amér ic a do Su l o consumo de ve cres cer 0,9%, a lc anç ando 27,22 mi l hõ es de s ac as, enqu anto na Amér ic a C ent ra l & México ele s e manterá est ável nos 5,23 mil hõ es. Para f ins dest a aná lis e d a conjuntura d a c afeic u ltura g lob a l, os d ados e números do s etor foram obt idos do R el atór io s obre o merc ado de C afé – de zembro 2018, d a Organizaç ão Inter naciona l do C afé – OIC, o qu a l est á disp onível na ínteg ra no O bs ervatór io do C afé do C ons órcio Pes quis a C afé, co ordenado p el a Embrap a C afé. A OIC, d a qu a l o Brasi l é um dos p aís es-membro, é a pr incip a l inst ituiç ão intergover nament a l a s er v iço do c afé, cong regando G over nos, exp or t adores e imp or t adores p ara, medi ante co op eraç ão inter naciona l, enf rent ar os des af ios com que o c afé s e dep ara no mundo to do. O R el atór io d a OIC t raz t amb ém como dest aque, nas su as aná lis es dest a e diç ão de de zembro de 2018, que na Amér ic a do Su l a pro duç ão de c afé s erá de 79,94 mi l hõ es de s ac as, o que repres ent ará aumento de 4,3%; na Áf r ic a a pro duç ão s erá de 17,80 mi l hõ es de s ac as (aumento de 1,8%); México & Amér ic a C ent ra l - 21,72 mi l hõ es (re duç ão de 0,5%); e p or f im na Ási a & O ce ani a a pro duç ão s erá de 48,01 mil hõ es de s ac as, a qu a l reg ist rará de crés cimo de 2,1%. Tais números p er mitem infer ir que haverá cres cimento de 1,5% na pro duç ão mundi a l que, confor me mencionado, s erá de 167,47 mi l hõ es

de s ac as. O R el atór io s obre o merc ado de C afé – de zembro 2018, d a OIC, ao dest ac ar o ran k ing dos s ete pr incip ais pro dutores, resp eit ad as as p e c u li ar id ades dos anos-s af ra de c ad a p aís, ap ont a que o Brasi l cont inu ará a s er o líder mundi a l, c uj a pro duç ão foi est imad a em 58,5 mi l hõ es de s ac as, a qu a l cor resp onde a aproximad amente 35% do consumo mundi a l. Em s egundo – Viet nã –, c uj a pro duç ão e quiva le a 18% do consumo mundi a l, com o supr imento de 29,5 mi l hõ es de s ac as col hid as, volume que repres ent a uma re duç ão de 3,4% em rel aç ão à s af ra anter ior. Em terceiro, dest ac a-s e a C olômbi a, que te ve acrés cimo na pro duç ão de 2,7% ao at ing ir 14,2 mi l hõ es de s ac as, no ano c afe eiro de 2018-2019, volume que ab aste ce em tor no de 9% do consumo mundi a l. Na s e quênci a, em qu ar to no ran k ing , confor me o R el atór io d a OIC, f igura a Indonési a, que pro duzirá 10,2 mi l hõ es de s ac as, número 5,6% menor que a s af ra anter ior, mas que é resp ons ável p or supr ir 6% do consumo do pl anet a. A Et iópi a - 7,5 mi l hõ es de s ac as e acrés cimo de 0,6% d a su a s af ra -, o c up a o quinto lugar e for ne ce o e quiva lente a 5% do consumo g lob a l de c afé. Por f im, ness e ran k ing mundi a l de produtores de c afé, a OIC dest ac a Honduras, em s exto lugar, que, a desp eito de ter t ido que d a de 1,5% na pro duç ão, col heu 7,45 mi l hõ es de s ac as; e a Índi a, em s ét imo, com 5,2 mi l hõ es de s ac as (re duç ão de 10,5% na s af ra). E ss es dois p aís es s ão resp ons áveis p or 5% e 3%, resp e c t ivamente, do supr imento do consumo em nível mundi a l. Fonte: Embrapa Café REVISTA 100% CAIPIRA |33


Os verdadeiros guardiões das culturas sertanejas

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Cachaça Leandro Batista

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O sommelier de cachaças Leandro Batista escolheu a premiada Weber Haus para elaborar as cachaças que levam sua chancela. O especialista começou sua trajetória no restaurante Mocóto /SP. Formado mestre alambiqueiro pelo Centro de Tecnologia da Cachaça, também fez curso de Análise Sensorial na USP de São Carlos e de Bartender no SENAC. No ramo a mais de oito anos, é responsável pela seleção de cachaças do Restaurante Barnabé, além de realizar degustações orientadas e palestras. A cachaça Leandro Batista é um Blend de madeiras brasileiras que envelhecem durante um ano em cada barril de amburana, bálsamo e canela sassafrás, resultando em uma cachaça leve, com notas de especiarias, destacando no aroma baunilha, anis e um leve sabor marcante de canela.


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AGRICULTURA FAMILIAR

A comercialização é chave para a competitividade da Agricultura Familiar

Coordenador regional do IICA para a Região Sul, Caio Rocha, visitou o Chile para construir junto ao MINAGRI e organizações campesinas nacionais uma agenda regional de integração comercial para a agricultura familiar O coordenador regional para o Cone Sul do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Caio Rocha, se reuniu com representantes do mundo agropecuário chileno, reafirmando o compromisso do Instituto de trabalhar para o desenvolvimento rural na região a partir do diálogo e da inovação. Rocha encontrou-se com o vice-ministro da Agricultura do Chile, Alfonso Vargas, que concordou com a necessidade de fortalecer processos de comercialização da agricultura familiar e de um modelo cooperativo focado na produção e gestão comercial. “A partir do IICA vamos promover uma maior capacidade de diálogo regional, que seja integrador e se execute por meio redes, através da articulação de instituições internacionais, fortalecendo a relação com os ministérios de 36 | REVISTA 100% CAIPIRA

Agricultura, trabalhando em temas em comum. A necessidade de dar soluções concretas à etapa mais difícil pela qual passam os produtores, que é vender e ser competitivo, é uma das principais questões que queremos impulsionar a partir do Cone Sul”, disse Caio Rocha. O coordenador regional do IICA também se reuniu com dirigentes de organizações campesinas nacionais como a Confederação Nacional das Federações de Cooperativas e Associações Silvoagropecuárias (CAMPOCOOP), a Confederação Nacional Unidade Trabalhadora Campesina (UOC), a Rede Apícola Nacional, o Movimento Unitário Campesino e Etnias do Chile (MUCECH), e a União Nacional de Agricultura Familiar Campesina Cooperativa (UNAF), identificando prioridades para a agricultura familiar, que terá como foco buscar no comércio re-

gional alternativas para exportar e importar produtos. “O Chile tem uma marca diferenciada que é a qualidade de seus produtos, iremos trabalhar no sentido de dar valor agregado para abrir mercados regionais e globais, através da troca de experiências concretas de cooperativas ou modelos de gestão que conseguiram estabelecer mecanismos de comercialização de sucesso”, enfatizou Rocha. Da esquerda para a direita: A integrante da equipe da Subsecretaria de Agricultura, Angeli Reyes; o Diretor de Assuntos Internacionais do MINAGRI, José Miguel Rodríguez; o coordenador regional do IICA para a Região Sul, Caio Rocha; o Subsecretário de Agricultura do Chile, Alfonso Vargas; o Representante do IICA no Chile, Jaime Flores; e o assessor do MINAGRI, Gustavo Rojas. Fonte: IICA


GOVERNO

Governo de Minas Gerais inicia levantamento sobre os prejuízos da agropecuária após rompimento da barragem em Brumadinho Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Trabalho será feito em vários municípios da região do rio Paraopeba O Governo de Minas Gerais iniciou um levantamento sobre o número de produtores rurais e das áreas de atividades agropecuárias prejudicados pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. Nesta segunda-feira (28/01), a secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, esteve reunida, em Belo Horizonte, com diretores e técnicos da Emater-MG, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) para planejar as ações que serão implementadas. O trabalho será feito em Brumadinho e nos municípios que ficam no trecho onde os rejeitos da barragem possam atingir a água do rio Paraopeba: Betim, Cachoeira da Prata, Caetanópolis, Curvelo, Esmeraldas, Felixlândia, Florestal, Igarapé, Inhaúma, Juatuba, Maravilhas, Mário Campos, Papagaios, Pará de Minas, Paraopeba, Pequi, Pom-

peu, São Joaquim de Bicas e São José da Varginha. Técnicos da Emater-MG e do IMA irão fazer um cruzamento de dados para identificar a produção agropecuária dos municípios prejudicados. No caso de Brumadinho, dados preliminares indicam que as áreas atingidas pela lama são principalmente de plantio de hortaliças. “Em Brumadinho, como os técnicos ainda não tiveram acesso aos locais atingidos, estamos trabalhando com dados cadastrais e de georreferenciamento de produção. Já os produtores que ficam nos municípios a jusante e às margens do rio Paraopeba também irão receber visitas e orientação sobre a impossibilidade de irrigação. Vamos buscar os dados de análise de água do rio feita pela Copasa para que possamos orientar os produtores sobre a qualidade desta água”, explicou Ana Valentini. Outra ação desenvolvida é o levan-

tamento de demandas nas propriedades às margens do rio Paraopeba, onde a água é usada pelos animais, principalmente pelo gado bovino. “No caso dos animais, onde não for possível o consumo da água do rio, uma alternativa seria levar água em caminhões-pipa para estes locais e, onde isso não der para atender à propriedade, poderia ser estudada até a remoção destes animais para outras áreas”, afirmou a secretária. A Emater-MG também irá fazer um levantamento dos produtores atingidos que obtiveram crédito rural junto a agentes financeiros. Dependendo da necessidade, a secretaria de Agricultura poderá solicitar aos bancos uma prorrogação do pagamento pelos produtores rurais. Num outro momento, será elaborado um plano de retomada da atividade agropecuária da região atingida. Para isso, a Epamig irá propor um trabalho de análise de solo junto com a Embrapa Solos. REVISTA 100% CAIPIRA |37


CULTURA CAIPIRA

Final do Circuito Queima doAlho 2018 no Estância Alto da Serra O resgate da tradição tropeira em um evento que reúne boa comida, música e amizade em um só lugar.

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Foto: Ale D’Oliveira

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FLORICULTURA

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MILHO E SORGO

Colheita do milho atinge 23% da área no RS Com 23% das lavouras colhidas, o milho repete mais um ano de boa produtividade, incluindo as lavouras de sequeiro e irrigadas no Rio Grande do Sul

Com 23% das lavouras colhidas, o milho repete mais um ano de boa produtividade, incluindo as lavouras de sequeiro e irrigadas no Rio Grande do Sul, aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (31). A maior parte da cultura está nas fases de enchimento de grãos (32%) e maduras e por colher (18%), apresentando boa qualidade. À medida que os grãos atingem a umidade adequada, apresentam bons rendimentos, destaca o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, ao citar a produtividade média de 14.800 kg/ha apresentada pela lavoura de milho irrigada com pivô central na Fazenda AJ Moreno, em Santo Ângelo, que sediou, na sexta-feira da semana passada (25), a Abertura Oficial da Colheita do Milho no RS, que teve a presença do governador Eduardo Leite e do secretário 42 | REVISTA 100% CAIPIRA

Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho. A semeadura de milho do segundo plantio (safrinha) teve seu ritmo acelerado, tendo em vista a melhoria das condições do tempo e a possibilidade de realização simultânea das práticas de colheita e semeadura, podendo ser finalizadas nas próximas semanas. As primeiras áreas implantadas desse segundo cultivo já estão recebendo adubação nitrogenada em cobertura e aplicação de inseticidas para controle de pragas. Soja Beneficiada pelo clima favorável dos últimos dias, a cultura da soja obteve excelente desenvolvimento. Com o predomínio de sol e a adequada umidade do solo, as plantas se desenvolve-

ram bem, apresentando boa coloração. É satisfatório o número de vagens nos estádios iniciais de desenvolvimento. Atualmente, 38% das lavouras de soja estão em enchimento de grãos, 42% em floração e 20% em desenvolvimento vegetativo. Os produtores de soja aproveitaram o clima favorável para realizar as aplicações de fungicidas, dentre outros manejos, para controle preventivo da ferrugem asiática que tem prognóstico de alta pressão de infestação nesta safra. Na região Noroeste do Estado, a condição de sanidade da cultura é satisfatória, com pouca ocorrência de ferrugem, embora observada a ocorrência de outras doenças na parte baixeira da planta, como crestamento bacteriano e septoriose, doenças características das condições ocorridas de alta umidade e Fonte: Datagro temperatura.


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ARTIGO

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AGRONEGÓCIO

Rastreabilidade no Agronegócio Um caminho de segurança que vai do campo à mesa e da mesa ao campo

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o mês de setembro de 2018 a Austrália experimentou um verdadeiro caos no comércio de morangos em quase todo o país, o caso se deu por diversos relatos de agulhas encontradas dentro de morangos, causando um relativo pânico nos consumidores, incluindo alguns casos de consumo que chegou a levar dois indivíduos a serem hospitalizados. Depois de muita investigação as autoridades australianas prenderem a criminosa que confessou o crime e foi presa. Mas o que realmente tornou possível encontrar a responsável por este crime absurdo foi a rastreabilidade do produto onde foi verificado que os lotes prejudicados vinham de uma mesma propriedade. Este é só um exemplo da importância da rastreabilidade no agronegócio, que no Brasil ganha cada vez mais expressão e se torna cada vez mais comum. Com a maior facilidade às informações através dos meios de comunicação mais diversos, desde as redes sociais até os meios tradicionais de comunicação, os consumidores estão cada vez mais preocupados com a origem dos alimentos colocados à mesa denominados como Segurança Alimentar. “Rastreabi-

lidade é a atitude de reencontrar o histórico, a utilização ou a localização de um produto qualquer por meio de identificação registrado (Jank & Nassar (1998), citados por Spers, 2000)”. A cadeia produtiva no agronegócio é muito extensa e percorre um longo caminho até a mesa do consumidor desde o produto “in natura” até os mais diversos processamentos que passam. Cartilha prática sobre rastreabilidade e rotulagem para o produtor rural do CATI: A Instrução Normativa Conjunta n.º 02, de 7 de fevereiro de 2018, INC n° 02/2018, elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), torna obrigatória a rastreabilidade nas cadeias produtivas de vegetais frescos quando destinados ao consumo humano, a partir de um cronograma para grupos de culturas. Das mais diversas aplicações da rastreabilidade nas cadeias produtivas do agronegócio as principais aplicações atualmente se dão no ramo alimentício tanto “in natura” como nos alimentos processados, onde os principais pontos são referentes a pureza, características orgânicas, controle de agrodefensivos desde os grandes produtores até a agri-

cultura familiar. Para um rastreamento eficiente, alguns processos devem ser rigorosamente seguidos. Veja: Normas de qualidade para preservar e garantir; Listagem e cumprimento de procedimentos permitidos, proibidos, tolerados, obrigatórios; Listagem de insumos permitidos e proibidos; Períodos de carência ou de transição estabelecidos nos casos previstos nas normas; Exigência para com os produtores de que disponham de comprovantes de compras, vendas, a fim de facilitar a fiscalização por parte dos inspetores. Visitas padrão realizadas periodicamente nos estabelecimentos; Visitas ‘surpresa’ ao estabelecimento. Embora a rastreabilidade seja uma atitude que vem crescendo muito no agronegócio, não há remuneração financeira ou retorno na ponta da gôndola ou nos entrepostos, porém o registro de todas as ações entre antes, dentro e depois da porteira está atingindo um ponto crucial que fará toda diferença no mercado do agro, garantindo aos produtores segurança em todo seu processo. Por: Eduardo Strini

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RECEITAS CAIPIRAS

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ARROZ COM FEIJÃO DA ROÇA INGREDIENTES 1/2xícara (chá) de bacon cortado em cubinhos (50 g) 1 gomo pequeno de linguiça calabresa picadinha (100 g) 1 cebola média picada 1 xícara (chá) de feijão carioquinha, demolhado por 12 horas 1 colher de café de sal 1 litro de água 1 xícara (chá) de arroz, lavado e escorrido 3 colheres (sopa) de cheiro-verde picado 4 dentes de alho

PREPARO Em uma panela de pressão, coloque o bacon e a linguiça, deixe dourar, refogue o alho. Junte a cebola e frite por mais 4 minutos, ou até a cebola dourar. Acrescente o feijão, o sal, a água e o arroz, e cozinhe em fogo médio, por 15 minutos após o início da fervura. Retire do fogo, salpique o cheiro-verde e sirva em seguida.

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