Issuu on Google+

www.revista100porcentocaipira.com.br Brasil, novembro de 2013 - Ano 1 - Nº 5 - R$ 9,90

Tucano-toco, uma das espécies da fauna brasileira que também habita a floresta tropical devastada pela ação do homem há mais de cinco séculos

Reservas privadas conservam

MATA ATLÂNTICA

Proprietários rurais lucram com a preservação do bioma REVISTA 100% CAIPIRA -

-


Zezé Motta é madrinha dessa campanha. -

- REVISTA 100% CAIPIRA


Faça parte da nossa campanha. #cancerdemama

CÂNCER DE MAMA. Cuidar da sua saúde é um gesto de amor à vida.

Olhe e sinta o que é normal e o que não é em suas mamas. Fique atenta às alterações, como nódulos nas mamas e axilas e mudanças no tamanho e formato das mamas e do bico do seio. Se essas alterações persistirem, procure um médico. Mulheres com mais de 40 anos devem fazer o exame clínico das mamas uma vez por ano com um profissional de saúde e mulheres de 50 a 69 anos também devem fazer uma mamografia a cada dois anos. A detecção precoce aumenta a chance de cura do câncer.

Procure uma Unidade Básica de Saúde e saiba mais. Melhorar sua vida, nosso compromisso.

REVISTA 100% CAIPIRA -

-


6

Brasil reforça controle fitossanitário

8

Produtores de soja estão otimistas, informa pesquisa

Leia também Israel desenvolve planta para enfrentar seca - Pág. 10

11

Novo preço mínimo para laranja é aprovado

- 4 - REVISTA 100% CAIPIRA

Embrapa distribui sementes de arroz e feijão - Pág. 13 Bridgestone investe no setor agrícola - Pág. 33 100% Caipira apoia ações do terceiro setor - Pág. 34 Orquestra promove cultura caipira - Pág. 36 Receita de cassoulet à moda da casa - Pág. 46 Bagaço de cana-de-açúcar vira artesanato - Pág. 48


20

Saiba como criar coelhos gigantes

40

Fenatran 2013 bate recorde de público

EXPEDIENTE - Revista 100% CAIPIRA®

www.revista100porcentocaipira.com.br

Diretor geral: Sérgio Strini Reis - sergio@revista100porcentocaipira.com.br Editor-chefe: Paulo Fernando Costa - paulofernando@revista100porcentocaipira.com.br Diretor de criação e arte: Eduardo Reis - eduardo@revista100porcentocaipira.com.br Diretor comercial: Donizetti Baldon - dbaldon@revista100porcentocaipira.com.br Nextel: (11) 7742-6675 - ID 965*17324 TIM: (11) 98685-8320 / 95731-5064

26

Propriedades rurais preservam Mata Atlântica e incrementam negócios

Conselho editorial: Adriana Oliveira dos Reis, João Carlos dos Santos, Paulo César Rodrigues e Nilthon Fernandes de Oliveira Jr. Publicidade: Agência Banana Fotografias: Eduardo Reis, Sérgio Reis, Paulo Fernando, iStockphoto e Shutterstock Departamento comercial: Rua das Vertentes, 450 – Vila Constança – São Paulo - SP - Tel.: (11) 2645-0046 Rede social: facebook.com/revista100porcentocaipira A revista 100% Caipira é uma marca registrada com direitos exclusivos de quem a publica e seu registro encontra-se na revista do INPI Nº 2.212, de 28 de maio de 2013, inscrita com o processo nº 905744322 e pode ser consultado no site: http://formulario.inpi.gov.br/MarcaPatente/jsp/servimg/validamagic.jsp?BasePesquisa=Marcas. Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião desta revista, sendo eles, portanto, de inteira responsabilidade de quem os subscrevem.

REVISTA 100% CAIPIRA - 5 -


SANIDADE VEGETAL

Segurança alimentar pauta ações políticas Práticas sustentáveis e outras medidas de auxílio ao produtor estão na lista de prioridades do Ministério da Agricultura O processo de fiscalização do uso e comércio de agrotóxicos em alimentos passa, no Brasil, por diversas etapas e é realizado pelos governos estaduais e do Distrito Federal. Apesar de não ser de competência do governo federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também auxilia com ações para promover o uso correto dessas

substâncias pelos agricultores. É de responsabilidade do Mapa o registro dos agrotóxicos após manifestação do órgão de saúde e meio ambiente e também a realização da fiscalização de rotina da produção, importação e exportação. No entanto, outras ações também são realizadas

Lei que regula emergência fitossanitária e zoosanitária é promulgada A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou, em 25 de outubro, a Lei 12.873, cujos artigos de 52 a 54 permitem ao Ministro da Agricultura estabelecer todas as medidas agronômicas e veterinárias necessárias para enfrentar situações em que é declarado oficialmente estado de emergência fitossanitária e zoosanitária. Com a promulgação da nova lei, o governo brasileiro terá maior flexibilidade de ação nos casos de emergências que envolvam pragas na agricultura ou na pecuária. Casos como os da Helicoverpa Armigera, da Mosca da Carambola e da Monilíase do cacaueiro podem representar grandes prejuízos para a sociedade brasilei- 6 - REVISTA 100% CAIPIRA

ra e exigem estratégias rápidas e precisas de fiscais agropecuários e pesquisadores para garantir ações de defesa efetivas. De acordo com o texto, a autorização emergencial, quando se tratar de agrotóxico, não será concedida a produtos que causem graves danos ao meio ambiente ou que não disponham, no Brasil, de métodos para desativação de seus componentes, de modo a impedir que seus resíduos remanescentes provoquem riscos à saúde pública. “É preciso esclarecer que os produtos que venham a ser autorizados – e ainda assim em casos emergenciais – devem estar também autorizados em grandes pro-

dutores, como os Estados Unidos e a União Europeia, que obedeçam as normas internacionais em relação à segurança alimentar”, explica o ministro da Agricultura, Antônio Andrade. A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é responsável por garantir a sanidade dos vegetais e saúde dos animais dentro do território nacional para a segurança alimentar de toda a sociedade brasileira. Em complementação à nova lei, deverá ser editado um decreto regulamentador prevalecendo as etapas específicas e procedimentos para implementação de ações de emergência fitossanitária e zoosanitária.


SANIDADE VEGETAL para auxiliar no controle do uso desses produtos, seja repassando informações para os órgãos locais competentes, procedendo estudos visando facilitar o registro de agroquímicos para culturas menores conhecidas como Culturas de Suporte Fitossanitário Insuficiente (CSFI), e incentivando o agricultor a adotar práticas sustentáveis de produção. O controle das etapas de fiscalização garante um produto de qualidade na mesa do consumidor, segundo o coordenador-geral de agrotóxicos do Mapa, Luís Rangel. “Não há riscos para a população. Todos podem consumir frutas e verduras tranquilamente e com toda a segurança, conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, destaca “As não-conformidades em produtos alimentícios no Brasil são apenas de ordem regulatória e burocrática e não representam risco real científico, conforme mostrou trabalhos realizados por pesquisadores da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Universidade de Brasília (UnB)”, acrescenta Uma das ações realizadas pelo Mapa é o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes de Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal), pelo qual é feito o monitoramento dos produtos vegetais para verificar se o agrotóxico utilizado na cultura atende ao Limite Máximo de Resíduos (LMR) permitido no produto.

A partir dos resultados das análises, os governos estaduais e do Distrito Federal são informados dos resultados encontrados visando subsidiar as ações de fiscalização do uso dos agroquímicos no campo. Um dos principais motivos de violação do LMR é a falta de produtos regulamentados às culturas menores, o que leva alguns agricultores a utilizarem produtos autorizados para produções semelhantes, o que é ilegal. Isso ocorre devido à falta de interesse das indústrias de agrotóxicos em registrar produtos para os cultivos de menor expressão econômica. Com o objetivo de fomentar o aumento de estudos que viabilizem opções de defensivos às CSFI, o governo federal publicou a Instrução Normativa Conjunta (INC) nº 1, de 23 de fevereiro de 2010. A INC prevê a autorização de uso dos produtos para as pequenas culturas enquanto ocorre a condução dos estudos, baseado em critérios técnicos e de segurança, sem que incorra riscos à saúde humana e ao meio ambiente. O ministério ainda incentiva os produtores a adotarem práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente, por meio do fomento à Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) e à produção orgânica. A pasta tem programas específicos de incentivo às duas práticas, como linhas de crédito para financiar a adoção de produção orgânica no campo.

REVISTA 100% CAIPIRA - 7 -


ECONOMIA AGRÍCOLA

Sojicultures confiam no crescimento do setor Otimismo é constatado em pesquisa realizada pela USP Um levantamento feito pelo Programa de Pesquisa emAgronegócio da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP (AgroFEA) aponta a evolução da confiança dos produtores rurais brasileiros de modo geral e também dos produtores de soja. Segundo o estudo, enquanto a confiança de todos os produtores rurais apresentou queda com relação a julho, os produtores de soja mostram confiança em crescimento. A medição é realizada por meio do Índice de Confiança do Produtor Rural (IPCRural) e Índice de Confiança do Produtorde Soja (ICPSoja), realizados desde 2010 e que foram encampados pelo AgroFEA. Os índices sãocompostos por subíndices que abordam quatrot ópicos: intenção de compra - 8 - REVISTA 100% CAIPIRA

de insumos,intenção de compra de equipamentos eimplementos, avaliação sobre preço do produto cultivado e percepções sobrecondições atuais do negócio.

dices ‘preços’ e ‘equipamentos’, que registraram quedas de 14% e 8%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2012.

ICPRural – O índice que mede a Soja - O ICPSoja cresceu 5% confiança geral do produtores rurais em relação a julho e chegou a brasileiros caiu 3% em relação a abril 114,4 pontos na rodada de outu- e atingiu os 89,8 pontos, seguindo bro. Esse resultado expressa oti- abaixo do nível de confiança. O subíndice ‘equipamenmismo do sojicultor para a safra 2013/14. O subíndice ‘condições tos’ teve a maior queda entre os atuais donegócio’, com aumento subíndices do indicador, marcande 17%, foi o que mais contribuiu do 17% menos que em abril. Já o a ascensão do índice de soja, re- subíndice ‘insumos’ marcou 112,7 fletindo a confiança dos agricul- e, apesar da queda, ainda é o únitores em relação à produtivida- co acima do nível de confiança. Segundo o professor Roberto de e melhora noseu negócio de Fava Scare, coordenador doAmodo geral na safra atual. Entretanto, em comparação ao groFEA, os resultados sinalizam mesmo período de 2012, o ICPSo- maior preocupação do produtor ja registrou resultado 13% menor. quanto aos investimentos na proContribuíram para isso os subín- dução e no controle de pragas.


PESQUISA

REVISTA 100% CAIPIRA - 9 -


CIÊNCIA AGRÍCOLA

Israel cria ‘superplanta’ para combater a fome Espécies com genes modificados exigem menos água para seu crescimento O professor de biologia Shimon Gepstein, da Technion University, de Haifa, foi pioneiro em uma pesquisa que pode representar um grande avanço no fornecimento mundial de alimentos. Ele descobriu a característica de suas plantas geneticamente modificadas quando esqueceu de regá-las por algumas semanas. Referenciadas pelos pesquisadores como “superplantas”, elas não apenas sustentam a produção do hormônio citocinina, que previne o envelhecimento e facilita a fotossíntese contínua, como exigem menos água para seu crescimento. “Essas plantas conseguem sobreviver a secas, conseguem ficar até um mês sem água e, mesmo que sejam regadas, precisam de apenas 30% da quantidade de líquido que plantas normais necessitam”, explica Gepstein. “Os vegetais e as frutas agora duram o dobro e, às vezes, três vezes mais, após serem cortados, caso venham de plantas geneticamente modificadas. Colhi uma alface modificada e esta levou 21 dias até começar a ficar amarronzada, enquanto que alfaces normais já ficam ruins em cinco ou seis dias”, acrescenta. Já que as superplantas vivem - 10 - REVISTA 100% CAIPIRA

mais, geram safras maiores, o que pode ajudar inúmeros países que atualmente vem sofrendo com a escassez de água e com a falta de alimentos causadas pelas secas. De acordo com o Programa Alimentar Mundial, “desastres naturais, como enchentes, tempestades tropicais e longos períodos de seca estão aumentando — com consequências calamitosas para a segurança alimentar dos países pobres e em desenvolvimento”. “A seca é hoje a causa mais comum da escassez de comida no mundo. Todos os anos, secas recorrentes causam prejuízos em safras e perdas pesadas na pecuária, em partes da Etiópia, da Somália e do Quênia. Em muitos países, mudanças climáticas estão amplificando condições naturais já adversas por natureza”, lembra o pesquisador. “Descobrimos que depois de um mês sem serem regadas, elas estavam tão bem quanto se tivessem recebido água, e assim poderíamos levar suas sementes para zonas áridas, onde há riscos de secas severas, e alimentar a população. Apesar de toda a conotação negativa que a expressão ‘geneticamente modificado’ carrega, posso afirmar que essas plantas não são

perigosas para a saúde humana, pois nós as alteramos utilizando seus próprios componentes, nada foi adicionado a elas”, conclui o pesquisador israelense.


CITRICULTURA

Governo define preço mínimo para a laranja Valor aprovado pelo Conselho Monetário Nacional ficou em R$ 10,10 O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em 31 de outubro, o preço mínimo de R$ 10,10 por caixa com 40,8 kg de laranja para a safra 2013/14. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) deverá iniciar em breve leilões de apoio à comercialização, visando a contribuir para o crescimento do mercado interno de laranja e suco. Além disso, haverá a possibilidade de contratar operações de Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP). O preço mínimo da laranja foi estabelecido pela primeira vez em 2012 e vigorou até o dia 28 de março de 2013, como parte de um conjunto de medidas adotadas pelo governo federal para dar suporte ao setor citrícola, que envolveram renegociação de dívidas, financiamento para estocagem de suco de laranja, além dos leilões de PEP e Pepro.

De acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, diante da conjuntura atual de mercado, com baixos preços pagos ao produtor e estoques elevados de suco de laranja, adotar o preço mínimo também para esta safra é uma medida para garantir renda ao citricultor. “A expectativa é de que haverá mercado para toda esta safra de laranja, chegando ao final do ano com estoques mais baixos, o que deverá ajustar os preços para cima na safra seguinte”, ressaltou Neri Geller. Estoques - Segundo a CitrusBr, os estoques globais de suco de laranja concentrado e congelado brasileiro, em 30 de junho de 2013, eram de 766 mil toneladas, equivalente a 35 semanas de consumo; para 30 de junho de 2014 espera-se um volume de 476,6 mil toneladas, equivalente a 22 semanas de consumo no mercado mundial. REVISTA 100% CAIPIRA - 11 -


- 12 - REVISTA 100% CAIPIRA


TEMPO DE SEMEAR

Embrapa disponibiliza sementes de arroz e feijão para plantio de qualidade Cultivares agregam avançadas tecnologias que aumentam produtividade e elevam as vantagens comerciais Com a aproximação do momento de plantio do arroz e do feijão, os produtores de todo o País iniciam suas buscas pela semente ideal, visando atingir resultados satisfatórios em produtividade. Para ambas as culturas, o escritório de Goiânia da Embrapa Produtos e Mercado (SPM) tem disponíveis as

mais avançadas sementes, desenvolvidas pelos pesquisadores da equipe de melhoramento. Dentre as cultivares desenvolvidas por seus pesquisadores, que estão disponíveis, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária faz duas sugestões como opções desementes de arroz - a BRS Ser-

taneja e BRS Esmeralda - e duas para o feijão - a BRS Pérola e a BRS Estilo. Segundo o primeiro levantamento da safra de grãos 2013/2014, produzido pela Conab em outubro deste ano, as estimativas de áreas plantadas com arroz e feijão no Brasil são de 2,40 milhões de hec-

REVISTA 100% CAIPIRA - 13 -


-

- REVISTA 100% CAIPIRA


TEMPO DE SEMEAR

tares e 3,15 milhões de hectares, respectivamente. Estes dados estão sujeitos a modificações, considerando que boa parte desta área ainda não foi plantada. Arroz - A BRS Sertaneja é uma cultivar de arroz de terras altas, com plantas vigorosas, portemédio e moderadamente perfilhadora, apresenta resistência moderada a Mancha de Grãose Mancha Parda. Há sete anos no mercado, tem suas qualidades bem conhecidas pelosprodutores de Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins, estados aos quais se destina. Já a BRS Esmeralda, lançada em 2013 pela Embrapa Arroz e Feijão e parceiros, também para Terras Altas, tem características que a destacam dentre as existentes no mercado, tendo sido aprovada e considerada um sucesso em recente pesquisa realizada pela unidade junto aos produtores de sementes certificados

lidade de grãos do grupo carioca no Brasil e a mais adota da pelos produtores do país. Possui ciclo normal (85 a 95 dias), porte semiereto,com potencial produtivo de 3,90 t/ha. A cultivar apresenta resistência ao Mosaico Comum, com intermediária resistência à Mancha Angular e ao Fusarium. Na primeira safra, a BRS Pérola é indicada para os produtores de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Na segunda safra, para o Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná,Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Já na terceira safra, indica-se para o Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. A outra cultivar sugerida pela Embrapa é a BRS Estilo, também Feijão - A cultivar de feijão do grupo carioca. Apresenta arBRS Pérola é referência em qua- quitetura deplanta ereta, adaptada pela empresa. A cultivar agrupa as mais avançadas tecnologias presentes no mercado no momento. Entre as particularidades que a distinguem estão: excelente Stay Green; porte ereto, mesmo com os cachos cheios e pesados; e resistência moderada à Brusone. A produtividade média é de 4,05 t/ha, tendo chegado até a 4,80 t/ha, segundo produtor entrevistado; e o potencial produtivo atinge 7,52 t/ha. A pesquisa apontou outro ponto forte da BRS Esmeralda: a maleabilidade do ciclo que, em função do Stay Green, permitiu tempo maior de espera no campo, com um atraso apresentado na colheita. E a BRS Esmeralda teve, ainda, mais uma qualidade positiva a se ressaltar: a grande tolerância ao estresse hídrico, comprovada em um dos casos relatados, passando por um veranico de 18 dias sem murchar ou atrasar o ciclo.

REVISTA 100% CAIPIRA - 15 -


TEMPO DE SEMEAR à colheita mecânica direta, alto potencial produtivo e estabilidade de produção. Possui, ainda, grãos mais claros do que os da cultivar Pérola, mas com tamanho semelhante, e com excelentes qualidades comerciais. Com ciclo normal (85 a 95 dias) e potencial produtivo de 4,01 t/ha,a BRS Estilo é resistente ao Mosaico Comum e moderada-

mente resistente à Antracnosee à Ferrugem. Na primeira safra, é indicada para produtores do Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Na segunda safra, para o Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e

Santa Catarina. Na terceira safra, é indicada para o Distrito Federal,Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins. Para aquisição das sementes dessas e de outras cultivares da Embrapa, basta ligar para o escritório do SPM de Goiânia, Goiás, (62) 3202-6000. E-mails: engyn. snt@embrapa.br e walter.silva@ embrapa.br.

Estudos da Embrapa Arroz e Feijão definem melhor momento de plantio Visando minimizar riscos advindos da ausência de chuva, pesquisadores da estatal produzem documento para auxiliar produtores brasileiros Para auxílio aos produtores de feijão e arroz de terras altas na escolha do melhor momento de darem início em suas lavouras, a Embrapa Arroz e Feijão disponibiliza em sua página na internet o documento “Importância e onde encontrar os produtos gerados pelo zoneamento de riscos climáticos para as culturas de arroz de terras altas e feijão”. O estudo, realizado pelos pesquisadores da divisão, Silvando Carlos da Silva e Dino Magalhães Soares, e pelo pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Eduardo Delgado Assad, permite o planejamento da atividade agrícola, ajudando o produtor na análise dos riscos pelosi mpactos negativos e consequentes perdas nas lavouras, advindas das principaisadversidades climáticas. O zoneamento é um estudo do regime histórico de pluviosidade, por meio do qual, o agricultor pode identificar os períodos mais propícios para semear e cultivar o arroz de - 16 - REVISTA 100% CAIPIRA

terrasaltas e o feijão, a fim de fugir dos períodos mais comuns de ausência de chuvasem determinada região. Com a integração das políticas de crédito e seguridadeagrícola às orientações de período de semeadura, tornam-se de suma importânciaos resultados desse estudo, que valida as intenções de obtenção crédito, pela possível minimização dos riscos. Esse documento representa o histórico de criação, desenvolvimento, aplicação e localização dos produtos gerados pelo zoneamentode riscos climáticos para as culturas do arroz de terras altas e do feijão, iniciado em 1983 e atualizado até os dias de hoje. O trabalho é apresentado em sequência científica inédita, mas deve ser apreciado, especialmente, pelos benefícios de estarem à disposição da sociedade brasileira, contribuindo para a redução dos riscos climáticos nos empreendimentos agrícolas.


REVISTA 100% CAIPIRA - 17 -


- 18 - REVISTA 100% CAIPIRA


CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Manejo sustentável de citros na Amazônia

Pesquisa busca gerar conhecimento científico para implementar pomar adaptados ao ecossistema amazônico

REVISTA 100% CAIPIRA - 19 -


CUNICULTURA

-

- REVISTA 100% CAIPIRA


CUNICULTURA

Criação de coelhos gigantes exige cuidados especiais Animais chegam a atingir mais de um metro de altura e podem ser abatidos mais cedo que os coelhos comuns Sérgio Strini Reis De São Paulo Os coelhos gigantes pesam entre 5,5 e 10 quilos. Estes animais chegam a pesar cinco quilos com apenas apenas meses. Existem relatos de coelhos que chegaram a atingir os 22 quilos. Por isso, são vendidos para a reprodução, pois suas crias podem ser abatidas mais cedo que os coelhos comuns. No entanto, por terem um belo porte, muitas pessoas os criam em casa, como animais de estimação. Se conviverem desde bem novos com as pessoas, podem se tornar muito amigáveis. Quanto à procriação, os coelhos gigantes só iniciam suas cruzas após os 10 meses de idade. Em outras palavras, são animais que exigem um tempo maior de maturação para a procriação. No entanto, há a possibilidade de as fêmeas estarem aptas para cobertura ou reprodução, a partir dos 8 a 9 meses de idade, com a gestação média de 30 dias. Elas geram de 7 a 12 láparos por gestação. Estes são desmamados ou apartados da

mãe após 50 dias do nascimento. Essa raça é originária da Bélgica, obtida por meio da seleção de coelhos silvestres do mesmo país. São os maiores entre todas as demais raças conhecidas, podendWo atingir mais de um metro de comprimento e pesos entre 5 a 10 kg. Apresentam algumas desvantagens, destacandose: ausência de rusticidade, alta susceptibilidade a doenças, baixa fecundidade, baixa precocidade e carne menos apreciada. Possuem pescoço forte e curto, com papada bem desenvolvida nas fêmeas, mas sem deformação nem pregas. Seu dorso e bombo são horizontais e largos. Possuem garupa arredondada e um pouco elevada. Têm membros anteriores fortes e vigorosos e membros posteriores compridos e fortes. Possuem cauda longa larga, ereta e bem inserida à garupa. Têm corpo comprido, de forma retangular, baixo, quase tocando o solo. O Gigante-de-Bouscat é origi-

nário da França, obtido por meio dos cruzamentos entre Gigantede-Flandres, Prateado-de-Champanha e Angorá Branco Essa raça é originária da França, obtida por meio dos cruzamentos entre Gigante-de-Flandres, Prateado-de-Champanha e Angorá Branco. No Brasil, já existem alguns cunicultores que utilizam o Gigante-de-Bouscat em seus criatórios. São coelhos bastante robustos e compridos, podendo chegar entre 5 a 8 kg. Geralmente, tranquilos e de temperamento calmo quase reservado, são muito parecidos com o Gigante-de-Flandres, mas com uma aparência mais elegante e fina. A coloração da pelagem é branca uniforme, com pelos de tamanho não muito longo (3 cm), brancos e sedosos. As orelhas são grandes, eretas em V, de 15 a 18 cm de comprimento, largas e com as bases de sustentação separadas. Possui cabeça afilada e acarneirada, com olhos totalmente despigREVISTA 100% CAIPIRA - 21 -


CUNICULTURA mentados com a íris cor de rosa, devido à irrigação sanguínea. Possuem tronco robusto, elegante, musculoso, comprido e firme. Seus membros são bem desenvolvidos, com aprumo e robustos. Seu quarto posterior apresenta ossatura leve para um gigante. Possuem unhas brancas, de tamanho proporcional. Sua cauda possui uma inserção vertical. Sua papada é nula nos machos, mas desenvolvida nas fêmeas. Algumas doenças graves do coelho que podem matar toda a criação, outras não matam, mas causam grande prejuízo ao cunicultor: diarreia; Mixomatosis; Coccideose de Coelhos; Cocciodisis Fígado; Pasteurelosis Coelho; Infecções oculares, Sarna de Coelho; Calos dos Pés; Vermes; Enterotoxemia em Coelhos; Micose de Coelho; Toxoplasmose; Otites. Estas doenças podem ser evitadas quando o cunicultor está atento à criação. A alimentação: o coelho é um animal herbívoro, sendo um grande consumidor e transformador de celulose, aproveitando mais de 80% do existente nas forragens. Portanto, os alimentos que entram em sua alimentação se baseiam principalmente em forragens e grãos, embora, sob determinadas condições de sua exploração, sejam necessários cuidados especiais e é imprescindível adicionar alimentos de origem animal para equilibrar as rações, tornando-as mais indicadas para o crescimento, produções. A alimentação dos coelhos, em criações caseiras, não oferece os mesmos problemas que o arraçoamento nas criações industriais, - 22 - REVISTA 100% CAIPIRA

comerciais ou em grande escala. Os coelhos de raça são animais selecionados para alta pro¬dução e necessitam de uma alimentação adequada, para que deles seja obtida maior produtividade. Nas criações caseiras, sua alimentação é feita à base de forragens, restos de horta, de podas de árvores e outras plantas, entre as quais a rami, uma planta da família Urticaceae, nativa da Ásia Oriental. Trata-se de uma planta herbácea perene que cresce a alturas de até 1 a 2,5 metros; as folhas têm forma de coração, com 7 a 15 cm aproximadamente. Nas criações caseiras, sua alimentação é feita à base de forra¬gens, restos de horta, de podas de árvores e outras plantas. Os coelhos são animais de rápido crescimento e desenvolvimento precoce, que se manifestam devido à constituição química do leite da coelha, que é muito rico em proteínas e sais minerais. Sua desmama requer uma ração de relação nutritiva estreita, que pode ampliar-se à medida que o animal vai se aproximando da idade adulta. Proporcionalmente a seu peso e tamanho, o coelho consome e aproveita muito mais os alimentos do que os bovinos que seguem um regime de alimentação herbáceo muito parecido. O organismo dos coelhos é formado por matéria orgânica, sais minerais e água e as suas perdas têm que ser reposta, a fim de estabelecer o equilíbrio vital e atender ou regularizar as diversas funções do organismo, ou seja, circulação, respiração, secreção etc. Portanto, devem entrar na composição das rações, todos os princípios nutri-

tivos necessários para formar o organismo animal ou os seus produtos. Assim, para uma dieta racional dos coelhos, é preciso conhecer não só a composição do seu corpo (água, proteínas, gorduras, hidratos de carbono e sais minerais), mas também a proporção dessas substâncias, o que varia muito, de acordo com diversos fatores como idade, estado orgânico, regime alimentar, sistema de criação, etc. Todos os coelhos necessitam de cuidados, quando eles são bichinhos de estimação (os ditos pets), tem que ter outros tipos de cuidados, Para os iniciantes, aí vão algumas dicas fundamentais para o bem estar de seu coelhinho: - Quando for comprar, procure sempre criadores renomados e que já estejam a um bom tempo no ramo. Ao levar seu coelho para casa, cuide para que não tenha contato com outros animais, pois ele é muito frágil diante de outros animais. Sempre cuide para que seu coelhinho tenha água fresca, ao contrário de alguns boatos, eles bebem muita água. - Limpe com frequência a gaiola de seu coelhinho, para que ele não tenha contato com seus dejetos. Inspecione regularmente as orelhas e patas de seu coelho, caso verifique algo anormal como ferida, diarreia, respiração difícil, vermes etc. e procure um veterinário. Utilize sempre ração especifica para coelhos, caso ele a rejeite, procure outra, mas evite trocas demasiadas, esta prática pode ocasionar distúrbio intestinal de várias formas.


- Nunca deixe seu coelho em correntes de ar, podem surgir problemas respiratórios. Não dê verduras ou legumes em exagero ou molhadas, pois elas podem causar a diarreia. Folhas de goiabeira são ótimos para curar a diarreia.

do parto coloque uma caixa de tamanho proporcional ao seu coelho para o ninho. Durante o parto, evite permanecer junto à coelha, pois ela pode acabar matando os filhotes, uma vez que ela fica agitada e estressada, podendo pisotear na cria.

coelho, e perde todos os movimentos da parte traseira).

- Evite passear em lugares distantes, ou transportar seu coelho quando novo. É a idade mais sensível do coelho. Não de banho em coelhos, apenas passar um talco - Não dê ração em exagepróprio para limpeza de roedoro, verifique a quantidade para - Na primeira semana de res, fale com sua veterinária e vecada raça e tamanho em geral vida dos filhotes, não os pegue rifique o melhor talco que pode na loja em que você compra eles e nem mexa no ninho. Os fi- usar. Se quiser mais dicas, acesse podem informar a quantidade lhotes podem ser desmamados o site www.revista100porcentode ração é apropriada, outra com 40 dias, mais o ideal é até caipira.com.br e clique na seção forma é verificar na embalagem 50 dias a partir daí ele começa a Fale com o Caipira. da ração que tenha informati- se alimentar de ração e vegetais vos e também consultar o ve- naturais. Referências: terinário. Se você deseja criar, leve sempre a fêmea na gaiola - Nunca segure seu coelho pe- www.acbc.org.br: Luiz Carlos Machado, Zootecnista, Mestre e Doutor em Zootecnia; Presidente do macho para o acasalamen- las orelhas. Podem quebrar a co- da Associação Científica Brasileira de Cunicultura. to. O tempo de gestação de uma luna, e isto não tem cura (a urina http://www.cpt.com.br/cursos-pequenascriacoes/ coelha é de 30 dias; 5 dias antes corre solta quando levantamos o artigos/racas-de-coelhos-gigantes#ixzz2e7xhhG5Z REVISTA 100% CAIPIRA - 23 -


-

- REVISTA 100% CAIPIRA


REVISTA 100% CAIPIRA -

-


EMPREENDEDORISMO PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

Programa de apoio às reservas particulares da Mata Atlântica comemora 10 anos Parceria entre as ONGs se consolida como referência em conservação ambiental em terras privadas no Brasil -

- REVISTA 100% CAIPIRA


RPPN Maragato, em Passo Fundo (RS), promove atividades de educação ambiental para estudantes e disponibiliza sua área verde para grupos de pesquisadores de ciências biólogicas

REVISTA 100% CAIPIRA -

-


PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE O Programa de Incentivo às Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) da Mata Atlântica, coordenado pelas ONGs Conservação Internacional (CI-Brasil) e Fundação SOS Mata Atlântica, comemora, neste ano, uma década de existência. O projeto foi criado em 2003 para ampliar a área da floresta protegida no País, com a parceria de proprietários de terras particulares. Por meio de editais, o programa estimula a criação de novas reservas em terras particulares e apoia a gestão de reservas já existentes. As RPPNs são unidades de conservação criadas pela vontade do proprietário de terras, que decide transformar sua propriedade em uma reserva e assume compromisso com a conservação da natureza. Atividades recreativas, turísticas, de educação e pesquisa são permitidas na reserva e contribuem para sua sustentabilidade e agregam valor ao negócio da propriedade. Ao longo de 10 anos, o programa colaborou para o aumento de quase 100% no número de reservas particulares da Mata Atlântica, considerando o número de reservas existentes quando foi lançado, de 422 em 2002. Com cerca de R$ 6 milhões investidos diretamente em projetos, o programa apoiou a criação de 392 reservas e a gestão de outras 102, totalizando mais de 57 mil hectares de áreas protegidas, o equivalente a 69 mil campos de futebol.

- 28 - REVISTA 100% CAIPIRA

A apresentação desses resultados aconteceu em evento realizado em 29 de outubro, no Auditório da Pinacoteca do Estado, em São Paulo, que reuniu especialistas, realizadores do programa e alguns dos mais de 300 beneficiados pela iniciativa. “Oitenta por cento do que resta da Mata Atlântica está em áreas particulares, por isto é imprescindível o engajamento para a proteção dessas áreas. Os proprietários de terra que tomam a decisão de criar reservas devem ser reconhecidos e apoiados, pois os benefícios são para toda a sociedade”, afirmou a coordenadora do programa, Mariana Machado, ao apresentar pesquisa de avaliação da iniciativa. Para mensurar o alcance do programa, foram ouvidos técnicos de órgãos ambientais, proprietários, associações e ONGs beneficiadas. A pesquisa constatou que 85% dos proprietários de reservas acreditam que o programa foi o responsável pela visibilidade e reconhecimento das RPPNs em seus estados. Além disto, 86% informaram que a iniciativa trouxe novas oportunidades pessoais, como capacitações e aprendizados, e 73% indicou que o programa possibilitou nova alavancagem para sua RPPN. Outro destaque é que 100% dos órgãos públicos ouvidos consideraram que a iniciativa foi um diferencial na conservação em terras privadas na Mata Atlântica de seus estados. E ainda, 85% das associações de proprietários de RPPNs avaliaram como ótimo o trabalho desenvolvido pelo programa.


Raio-X do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica 12 editais para contemplação de proprietários de terra; 808 propostas recebidas; 343 projetos aprovados; 95 projetos de gestão de RPPNs apoiados; 8 projetos apoiados em demanda espontânea; 392 RPPNs criadas; Apoio à gestão de 102 reservas; Cerca de 300 beneficiados; Principais parcerias: Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, na sigla em inglês), Bradesco Cartões e Bradesco Capitalização, The Nature Conservancy (TNC), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), KFW, Fundação Toyota do Brasil e Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo. REVISTA 100% CAIPIRA - 29 -


PRESERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Conservação em terras privadas - O evento de comemoração contou ainda com uma palestra de Gustavo Fonseca, chefe da Divisão de Recursos Naturais do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o principal mecanismo financeiro internacional especializado na proteção dos bens comuns do planeta. Fonseca apresentou o cenário nacional e internacional para as reservas particulares e informou porque o GEF investe em unidades de conservação em todo o mundo. Segundo ele, as tendências mundiais de uso da terra e o crescimento populacional oferecem uma contagem regressiva à biodiversidade, que gera diversos outros impactos em cadeia. “Estamos condenados a um planeta 4ºC mais quente. As espécies invasoras, a extinção de espécies e a poluição são algumas das causas da perda de biodiversidade no mundo, mas a principal delas é a perda de hábitat gerada pelo desmatamento”, afirmou. Diante desse dado, o GEF investe atualmente cerca de US$ 2,3 bilhões para preservar a biodiversidade no mundo. Os investimentos já ajudaram a proteger mais de 7 milhões de km2, ou 30% do sistema global de áreas protegidas, que conta com 24 milhões de km2, extensão maior do que a Rússia. Ao apresentar mapas e dados de desmatamento no Brasil, Fonseca observou que “fica nítido que as áreas que estancaram os focos de desmatamento e não os deixaram avançar são áreas protegidas, como Terras Indígenas e outras reservas públicas ou particulares”. “Ainda há uma série de dificuldades técnicas para que as RPPNs sejam reconhecidas nos bancos de dados mundiais de áreas protegidas. No entanto, não se pode negar que os investimentos feitos pelo Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica foram muito importantes para o cenário da conservação em terras privadas nacional. Existem espécies que encontram nessas reservas particulares o caminho para a sua migração. Sem essas reservas, seria impossível proteger áreas tão importantes. Temos de engajar associações, governos, sociedade civil e o setor privado nessa história”, concluiu. Proprietários do futuro - “Como proprietários de reservas particulares, recebemos muito em troca. São valores intangíveis – como imagens que remetem à infância, a observação dos pássaros, a tranquilidade e a paz interior”. - 30 - REVISTA 100% CAIPIRA

Foi com essa afirmação que a jornalista Miriam Leitão, proprietária de RPPN, iniciou o seu discurso numa mesa redonda que fechou o evento de comemoração dos 10 anos do programa. Participaram também da conversa Sérgio Abranches, analista político, comentarista da Rádio CBN, cientista político e sociólogo; Gustavo Fonseca, do GEF, e Beto Mesquita, diretor do Programa Mata Atlântica da CI-Brasil. Entre os aspectos mais abordados durante a mesa estavam os incentivos econômicos existentes para quem preserva a floresta, como o ICMS Ecológico e os sistemas de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), entre outras políticas públicas. Para dar um bom exemplo de iniciativa nesse sentido, foi apresentada a conquista de seis proprietários de terra do município de Varre-Sai (RJ), que no último dia 26 de outubro foram beneficiados com um repasse de R$ 14.909,73 de recursos do ICMS Ecológico da prefeitura local. O Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica apoiou a criação da primeira reserva do município, aprovada no edital 7/2009. A partir dessa reserva, outras foram reconhecidas pelo órgão ambiental do Estado, o INEA– (Instituto Estadual do Ambiente). Em 2010, após mobilização do prefeito e secretário de meio ambiente, foi aprovada a lei municipal que reconhece RPPNs e a lei municipal de repasse do ICMS Verde aos proprietários de RPPN. A regulamentação prevê que 60% do valor recebido pelo município pela área protegida por RPPNs será repassado aos proprietários destas reservas. “Alguém disse que quem trabalha com RPPN é sonhador. Somos, sim, mas realizamos nossos sonhos. Sonhar é possível e realizar também é”, ressaltou Deise Moreira Paulo, proprietária de RPPN e diretora executiva da Associação de Proprietários de RPPN do Rio de Janeiro (APN), organização responsável pelo convênio com a prefeitura para os repasses.

Fotos de Sebastião Salgado mostram dois momentos da Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG): antes e depois de sua transformação em reserva particular


REVISTA 100% CAIPIRA -

-


ARTIGO Sistema Nacional de Transplantes

Aos 7 meses, eu ganhei um coração.

Há 7 anos, eu agradeço esse presente. Matheus tinha apenas 7 meses quando recebeu um coração. Hoje ele já tem 7 anos e comemora esses anos de vida graças a um doador. Todos nós podemos ser doadores de órgãos, basta comunicar esse desejo à família.

Não deixe a vida se apagar. Seja doador de órgãos. Fale com sua família. @doeorgaos_MS

/doacaodeorgaos

Matheus Bitencourt Lazaretti

Melhorar sua vida, nosso compromisso.

- 32 - REVISTA 100% CAIPIRA


ECONOMIA

Bridgestone investe para atender setor agrícola Companhia duplicará capacidade de produção de pneus radiais agrícolas na Grande São Paulo A Bridgestone, maior fabricante de pneus do mundo, se antecipou à tendência do mercado com um projeto de expansão relacionado a pneus AGR (agrícola radial) em sua fábrica de Santo André, em São Paulo. A companhia investirá mais de US$ 14 milhões (aproximadamente R$ 33 milhões) para dobrar sua capacidade produtiva. A empresa detém e comercializa marcas líderes de pneus, como Bridgestone, Bandag, BTS e Firestone. “Hoje, os agricultores no Brasil estão trabalhando com equipamentos mais pesados, buscando maior produtividade e mais eficiência de suas máquinas. Considerando um aumento do ciclo médio de vida em horas, bem como a tendência crescente de vendas de equipamentos nos últimos anos, nossa expectativa é que tenhamos nível intenso de substituição de pneus a curto e médio prazos”, explica o Diretor Comercial da Bridgestone da divisão de pneus comerciais (BBTS), Marcos Aoki. O investimento acompanha a crescente demanda por equipamentos nos últimos anos, devido à expansão do potencial agrícola do país. Para 2013, a Associação Na-

cional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estimou um crescimento de 18% nas vendas de máquinas agrícolas. De janeiro a agosto, a entidade registrou vendas de 56,6 mil unidades, um aumento de 26,4 % sobre o mesmo período do ano passado. O equipamento agrícola produzido e vendido no Brasil também tornou-se mais sofisticado para atender maiores demandas dos produtores agrícolas e os pneus radiais da Bridgestone evoluíram para oferecer elevada performance. Em sua planta de Santo André, a Bridgestone instalará o BSJ Unistage AGR TAM, uma máquina para produção de pneus agrícolas radiais que apresenta a última geração de equipamentos japoneses, com elevada capacidade de produção. Com este novo equipamento, a Bridgestone será capaz de produzir pneus radiais de alto desempenho para acompanhar a crescente demanda por produtos mais robustos e/ou com menor compactação do solo. Esta tecnologia exclusiva Bridgestone já é aplicada pela empresa em fábricas de pneus agrícolas na América do Norte e Turquia. O processo de adaptação da fábrica já foi iniciado na uni-

dade de Santo André e o primeiro equipamento deverá chegar no segundo semestre de 2014 . O projeto de expansão também inclui investimentos em infraestrutura e ferramentas, bem como a instalação de três prensas de vulcanização, o que proporcionará um aumento da capacidade e melhoria da flexibilidade de produzir tamanhos maiores de pneus AGR. Com a nova instalação de máquinas, a Bridgestone planeja iniciar sua produção incremental na planta de Santo André em maio de 2015, aumentando a produção para 60 pneus/dia em julho de 2015. A Bridgestone detém uma parcela significativa do mercado nacional de pneus agrícolas, produzindo atualmente seis tamanhos para o segmento de pneus radiais no Brasil com marca Firestone e importa mais tamanhos que não estão disponíveis na produção doméstica. Com esta expansão, a empresa possibilitará a adição de seis novos tamanhos de pneus AGR em seu mix de produção. A Bridgestone oferece produtos para tratores agrícolas, máquinas colhedoras, pulverizadores agrícolas, pivôs de irrigação, implementos agrícolas e retroescavadeiras. REVISTA 100% CAIPIRA - 33 -


TERCEIRO SETOR

100% Caipira apoia projetos socioambientais Envie sua história para nós por meio do site A partir desta edição, a revista 100% Caipira abrirá espaço para projetos de organizações sem fins http://revista100porcentocaipira.com.br/fale-com-olucrativos que necessitam divulgar seus projetos. caipira/.

ONG Amapatas Por Álvaro Vieira Damasceno Filho Presidente da Amapatas Nossa história começou na cidade de São Paulo, onde moramos durante 40 anos e cuidávamos de 15 cães de rua, alimentando-os, dando vacinas, remédios e tudo o que fosse necessário para que pudessem ter uma vida um pouco melhor, já que morávamos em apartamento e não podíamos abrigá-los conosco. Esse número cresceu e ficou inviável continuar a cuidar deles na rua, por falta de estrutura. O que sempre sonhamos era ter um lugar amplo para que pudéssemos levá-los e acomodálos de forma mais confortável, até que esse sonho se realizou e nos mudamos para Atibaia há 13 anos atrás, para uma chácara e assim pudemos trazer os 15 amigos que tratávamos na rua que finalmente teriam um lar, e os outros que já haviam se tornado parte desse elenco. Com a nossa chegada aqui na cidade nos entrosamos com pessoas que também gostavam - 34 - REVISTA 100% CAIPIRA

de animais e de entidades protetoras. Com o passar do tempo todos os filhotes que não eram adotados vinham pra nossa casa e o numero foi crescendo e os problemas começaram a fugir do controle. Tivemos a perda do pai da Eloisa com câncer, do emprego do chefe da casa, e sem fonte de renda o único rendimento era do INSS da Dona Haydée. Então, diante dessa crise financeira, aconteceu o previsto: perdemos a chácara, carros, nome, tudo enfim e fomos morar em Bom Jesus de Perdões, num sitio alugado e nos mantivemos por 2 anos com a ajuda dos nossos filhos e mãe, para podermos sustentar os 100 cães e 70 gatos. Até que em 2006 conseguimos comprar outra chácara que hoje residimos e mantemos 210 cães e 16 gatos sem a ajuda de ninguém ou qualquer órgão ou entidade, mas como está se tornando inviável a manutenção

de tantos animais, nasceu a ONG Amapatas, pois com ela funcionando e tendo padrinhos e ajuda poderemos ajudar outros cães que necessitem de amparo e tratamento e mantendo-os alojados em nosso abrigo, com mais conforto e assistência na sua velhice, pois muitos são idosos e temos também epilépticos, paraplégicos, com catarata e todos os problemas que aparecem com a idade. Essa história nasceu só por um motivo muito amor e compaixão pelos seres inocentes que sofrem com o descaso e falta de responsabilidade de certas pessoas que não entendem que bicho é frágil, tem dor, tem frio, tem medo e só tem uma coisa diferente neles que nós humanos não temos: fidelidade e amor incondicional, o que nós levaremos muitos e muitos anos pra aprender com eles como amar, respeitar e ser fiel a quem nos ama sem pedir nada em troca.


Bolinha em seu ‘veículo conversível’ fornecido pela ONG Amapatas

CONVITE A ONG Amapatas vai promover um baile de confraternização em prol de seus animais, comemorando o primeiro ano de vida da entidade, dia 21 de dezembro, no Clube Recreativo Atibaiano, em Atibaia (Praça da Igreja Matriz), às 21h. Teremos a JR Band Show animando a festa com muita música para dançar e ouvir, e um sensacional show com o grande cantor da Jovem Guarda Ary Sanches. Os ingressos antecipados podem ser adquiridos por e-mail (ongamapatas@hotmail.com) ou dos telefones (11) 4416-2106 / 97198-9312. O valor dos ingressos é R$ 30,00, com consumação à parte. Também serão vendidos ingressos na portaria, mas o valor será diferenciado e corre-se o risco de estarem esgotados. Aqueles que queiram colaborar, mas não possam comparecer, serão bem-vindos da mesma forma outrora. Façam suas reservas. REVISTA 100% CAIPIRA - 35 -


MÚSICA SERTANEJA

Orquestra promove cultura caipira do Médio Tietê A Orquestra de Viola e Violão “Boca do Sertão” de Lençóis Paulista é um grupo de difusão e promoção da cultura musical caipira que iniciou seus trabalhos em julho de 2012. Tendo à frente o maestro Marcos Maganha, integrantes do Grupo de Folia de Reis de Lençóis Paulista e diversos músicos remanescentes de duplas sertanejas da cidade, com o objetivo principal de difundir e resgatar a música sertaneja de raiz, com execução de músicas vocais e instrumentais, com violas, violões e canto, narração de histórias e declamação poesias caipiras, mantendo viva a vocação e tradição do município e restante do interior de São Paulo, em especial, a região do Médio Tietê. A Orquestra “Boca do Sertão” já teve a grata satisfação de apresentar-se em diversos eventos, - 36 - REVISTA 100% CAIPIRA

festas, feiras agropecuárias e solenidades nas cidades de Lençóis Paulista (Facilpa 2013, Agrifam 2012-2013, Expovelha 2012-2013, Exporquídea, 1ª. Festa da Uva e do Vinho 2012 – Bairro Rocinha, Festival do Folclore 2012-2013, Festival do Livro 2013), Bauru (Sest/Senat, Encontro de Violeiros 2013, Aniversário da Cidade de Bauru 2013), São José dos Campos (Reconhecimento ao Educador 2012), Atibaia - Revelando São Paulo (Entre Serras e Águas 2013), Iguape - Revelando São Paulo (Vale do Ribeira 2013), São Paulo – Revelando São Paulo (Capital), entre outras participações. Foi batizada com o nome Orquestra “Boca do Sertão”, porque, carinhosamente, a cidade de Lençóis Paulista é conhecida como a Boca do Sertão, desde os tempos de sua fundação pelos bandeirantes. Além de

promover o estímulo ao lazer, entretenimento e, sobretudo, propiciar o resgate de valores sociais como a autoestima de seus componentes, a Orquestra “Boca do Sertão” possibilita também a troca de vivência nas diferentes faixas etárias (integrantes de 10 anos até 75 anos), de informações e técnicas entre os participantes, tocadores e pesquisadores da cultura do caipira. Contagiante, simpática e feliz. A Orquestra Boca do Sertão traz boas recordações e inspirações expressivas por onde se apresenta.

:: SERVIÇO :: Facebook: Orquestra Boca do Sertão E-mail: orquestrabocadosertao@gmail.com Fones: (14) 3263-7018 - 99728-5747


REVISTA 100% CAIPIRA -

-


AGRONEGÓCIO

Efapi 2013 movimenta R$ 126 milhões

- 38 - REVISTA 100% CAIPIRA


COMÉRCIO EXTERIOR

REVISTA 100% CAIPIRA - 39 -


TRANSPORTES

Fenatran se consolida como maior feira do setor na América Latina Com ocupação recorde dos espaços do Pavilhão do Anhembi, última edição da mostra contou com o maior número de expositores de sua história e recebeu mais de 60 mil visitantes A 19ª edição da Fenatran (Salão Internacional do Transporte), que aconteceu entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, recebeu recorde de público com 61.345 mil visitantes compradores durante os cinco dias de exposição, algo em torno de 10% de crescimento em relação à edição anterior. O número de expositores e a ocupação também foram recordes, chegando a 370 empresas divididas numa área total de 130 mil metros quadrados. O evento é uma iniciativa das entidades NTC& Logistica e Anfavea e é organizado e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Realizada a cada dois anos, a Fenatran propicia a realização de negócios e a exposição dinâmica de lançamentos globais para milhares de profissionais do setor interessados em conhecer as tendências do segmento. Mas vai além, ao promover debates e apontar tendências - 40 - REVISTA 100% CAIPIRA

desse dinâmico setor. Nessa edição, o evento registrou uma importante discussão sobre a renovação de frota e a busca de um consenso que tornará esse projeto uma realidade cada vez mais próxima. Além disso, a feira foi a primeira a exibir a totalidade das novidades da mudança na tecnologia de motorização dos veículos para atender a norma Euro 5 – normas de emissões para veículos pesados. Além deste importante fator consolidado, as novidades da 19ª edição ficaram por conta dos sistemas de freios com gerenciamento eletrônico, dos controles de atenção do motorista, do aprimoramento do interior das cabines, melhorias da estabilidade e do aumento da eficiência aerodinâmica. Todas as principais montadoras de veículos pesados prepararam grandes novidades relacionadas às novas tecnologias, sustentabilidade, além de focarem na maior segurança, conforto e

redução dos custos operacionais. Entre as marcas presentes estavam as maiores produtoras de veículos e motores, como Agrale, DAF, Fiat, Hyundai, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, Renault, Ford, Scania, Metro-Schacman e Volvo. Também os principais fabricantes de implementos, como Randon, Facchini, Noma, Guerra, Pastre, Rossetti, Rodolinea, Librelato e Rodofort; além dos de lubrificantes, componentes, acessórios e fluidos, como Alcoa, Chevron, Mobil, Shell, Texaco, Ipiranga, Voith, Positron, Pirelli, Bridgestone, Cummins e International. Os bancos Itaú e Bradesco também estiveram presentes na feira. “O evento é referência no setor e está focado e desenhado estrategicamente para atender às necessidades do público especializado. A cada dois anos, o mercado de transporte de carga se reúne na Fenatran, para lançar, conhecer, testar e conversar sobre melhorias para este importante


setor da economia”, destaca Rodrigo Rumi, diretor do portfólio automotivo da organizadora. Continuando o sucesso da edição passada, o evento recebeu, pela segunda vez, nas instalações

do sambódromo, a Fenatran Experience, com o test drive de caminhões. Foram mais de 5 mil testes drives realizados. O objetivo da atração foi levar uma experiência única aos visitantes

para testarem os modelos mais modernos de caminhões. No mesmo cenário, o caminhoneiro pode pilotar, tirar suas dúvidas e ver qual caminhão se encaixa mais com a sua necessidade. REVISTA 100% CAIPIRA - 41 -


-

- REVISTA 100% CAIPIRA


REVISTA 100% CAIPIRA - 43 -


-

- REVISTA 100% CAIPIRA


REVISTA 100% CAIPIRA -

-


ESPAÇO GASTRONÔMICO

Cassoulet à nossa moda INGREDIENTES 1 quilo de feijão branco ½ xícara (chá) de azeite 250g de bacon (toucinho defumado) cortado em pedaços médios ou pequenos 400g de linguiça portuguesa fatiada 300g de linguiça calabresa fatiada 300g de paio fatiado 300g de carne seca 300g de costelinha de porco salgada 2 pés de porco salgados

3 cebolas grandes picadas 8 dentes grandes de alho espremidos PitadaS de pimenta do reino 6 folhas grandes de louro ½ xícara (chá) de cheiro verde Sal a gosto (para correção) Acompanhamentos Arroz branco Couve refogada Farofa de farinha de mandioca

Preparo No dia anterior, coloque para dessalgar a carne seca, a costelinha de porco e os pés de porco (troque a água pelo menos duas vezes). Na panela de pressão cozinhe a carne seca, os pés e a costelinha de porco (já dessalgados) reserve. Também na panela de pressão, cozinhe o feijão branco até que fique ao dente. Em um caldeirão junte o feijão branco, a carne seca, os pés, a costelinha de porco e os embutidos (linguiça, paio, bacon...), as folhas de louro, deixe ferver Numa panela, ponha o azeite e frite o alho, a cebola, o cheiro verde coloque no cassoulet, acrescente a pimenta do reino e corrija o sal (se necessário). Quando o feijão estiver macio estará pronto Enquanto cozinha verifique a água e acrescente se preciso for. Com cuidado para não deixar aguado. Faça uma farofa com farinha de mandioca torrada (ou torre a farinha a gosto). Frite 200g de toucinho defumado até que fique bem sequinho. Acrescente a farinha e misture bem. Para couve refogada Corte a couve bem fininha (reserve) Numa panela, coloque um pouco de azeite, frite dois dentes de alho amassados, uma cebola bem picadinha, junte a couve cortada e refogue rapidamente, coloque uma pitada de sal. Faça o arroz branco como só você sabe fazer, e pronto. - 46 - REVISTA 100% CAIPIRA


REVISTA 100% CAIPIRA - 47 -


ARTIGO

Novos usos para o bagaço da cana-de-açúcar Por Adriana Reis O cultivo da cana-de-açúcar no Brasil sempre teve um importante papel na história desde o século XVI. Atualmente, essa gramínea não é mais um produto apenas açucareiro. Em busca de novas alternativas e diferenciação de produtos e subprodutos, estudos foram realizados e muito valor agregado a estes. Dentre os avanços, descobriu-se que o álcool é um dos produtos extraídos deste vegetal que possui economicamente maior rentabilidade, especialmente o etanol, que é utilizado como combustível alternativo se destaca no cenário do desenvolvimento sustentável. Resumidamente, o processo de produção consiste em plantio, colheita e produção, onde a cana é processada e tem seu caule retirado, é deste caule que quando esmagado libera um caldo que é concentrado por fervura resultando num xarope. Deste xarope é produzido o açúcar cristalizado. A partir do açúcar temos como subprodutos o melaço e a rapadura. O caldo fermentado produz o etanol, cachaça entre outras bebidas - 48 - REVISTA 100% CAIPIRA

alcoólicas. Todo esse processo gera o bagaço da cana-de-açúcar que vem sendo utilizado para garantir a auto suficiência energética de usinas, através de geração de bioeletricidade e também na venda de créditos de carbono. Temos também a produção do biogás.

Outras empresas utilizam esse bagaço para produzir seu próprio adubo, fertilizando a terra para o próximo plantio. Contudo, ainda existem produtores que dispensam esse bagaço como resíduos sólidos, gerando um custo elevado para o descarte deste lixo e deixando do utilizá-lo em prol do meio ambiente. O Instituto de Pesquisa

Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que em 2009 o Brasil produziu 201,4 milhões de tonelada em resíduo de bagaço. No entanto, esse quadro vem sendo revertido. O bagaço, que antes era um problema ambiental, hoje pode ser utilizado desde cogeração de energia, fertilizantes, ração animal, matéria prima para indústria química e farmacêutica, vasos de plantas substituindo o xaxim, biotube (tubete biodegradável para abrigar mudas de café, este se desintegra no solo após seu plantio), celulose e até artesanatos. Reciclagem – No Ceará, há uma empresa visionária que produz papelão utilizando o bagaço gerado pelas usinas de cana-de-açúcar da região de Fortaleza, juntamente com os catadores de papel. Neste caso do papelão ele é composto de basicamente o papel reciclado enriquecido com o bagaço da cana que por sua vez aumenta a resistência e a durabilidade do produto final que é o papelão. Em continuidade a reciclagem em sua grandeza, do bagaço da cana também pode ser extraído


uma celulose para produção de papel em diferentes refinamentos para utilizá-los em artesanatos como pastas, capas, jogos, cardápios, envelopes, luminárias, embalagens, convites, catálogos, rótulos, cartões, conforme a criatividade fluir. Essa utilização tem baixo custo. Em São Paulo, temos uma empresa que desenvolveu uma pastilha que substitui o revestimento cerâmico de maneira sustentável. Esta pastilha pode e deve ser utilizada em áreas frias, com baixo custo, disponíveis em principio com

Os empreendedores expõem apenas dois tons de madeira. Esta pastilha é produzida através da seus produtos em uma barraca mistura do bagaço da cana-de- muito simples, porém muito açúcar, água e lodo. charmosa com seus produtos, dentre os quais se destacam Artesanato – A necessidade artefatos como bonecas, pratos, devido à carência de emprego canetas, copos, fruteiras etc. nas zonas rurais do Brasil gerou, Assim como esta família, com muita criatividade, mais uma existem tantas outras gerando utilidade para o bagaço de cana. renda com a criatividade, a partir Em Lençóis Paulista (SP), do artesanato, contribuindo com tivemos a oportunidade de o meio ambiente não permitindo conhecer uma destas famílias que o descarte inadequado deste retiram de uma usina local essa resíduo agrícola. matéria-prima e a transforma em Adriana Reis é engenheira civil com belas peças artesanais e vende em especialização em engenharia ambiental feiras e exposições. REVISTA 100% CAIPIRA - 49 -


-

- REVISTA 100% CAIPIRA


REVISTA 100% CAIPIRA -

-


BRASIL

www.hotellagoadamata.com.br

Descubra um novo recanto da natureza

Lazer para toda família

RECREAÇÃO PESCA ESPORTIVA

PASSEIO A CAVALO

-

Rodovia Salim Antonio Curiati, Km 5 - Avaré -SP

- REVISTA 100% CAIPIRA

(14) 3732 3939 Cel. (14) 99651-3939 E-mail:reservas@hotellagoadamata.com.br


Edição 05 100 por cento caipira tablet