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ESPORTE TUFS muda o cenário esportivo de Macaé

HUMANIZA Universitários recomendam voluntariado

Mercado de trabalho

O desafio de conseguir estágio em tempos de crise econômica

Formados em IN segurança Confira relatos de universitários que já foram assaltados nos arredores da faculdade e se ligue nas dicas para evitar que o mesmo aconteça com você

Outubro de 2016, n. 1


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Macaé, Outubro de 2016, nº 1

E di to r i a l

Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora Diretora Geral Ir. Rosa Idália Pesca Vice-diretora acadêmica Prof. Ana Cristina Lousada, MSc Coordenadora do Curso de Comunicação Social Prof. Andreia Gorito, MSc Edição Prof. Daniel Fassa Evangelista, MSc Design e Diagramação Eduardo Machado Aghata Teixeira Reportagem Alexsandra Pavão Danielli Lamperein Davi Burle Eduarda Matias Eric Oliveira Igor Faria Maria Eduarda Sampaio Costa Polliana Lemos Rodrigo Paes Tássia Santos Fale com a revista Universo! Universo - A Revista Universitária

revistauniversomacae@gmail.com

A Universo é uma revista para universitários feita por universitários. Nela você encontrará reportagens profundas e descontraídas sobre tudo o que diz respeito a essa fase tão importante da vida: mercado de trabalho, festas, transporte, esportes, segurança, voluntariado, eventos e uma boa dose de humor, claro! Nesta primeira edição, destacamos a reportagem “Formados em (in)segurança”, com relatos e dicas de como evitar os riscos de assalto a que, infelizmente, estamos expostos no dia-a-dia. Trazemos também artigos sobre o desafio de conseguir estágios nesse momento de crise econômica, o impacto positivo (pessoal e social) do voluntariado e o circuito esportivo promovido pelas atléticas das universidades macaenses. Há muito mais, mas deixaremos que você mesmo descubra e nos diga o que achou!

Boa leitura!

Esta publicação é uma realização dos alunos da disciplina Elaboração de Projetos Editoriais (2016/2), do curso de Comunicação Social da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora de Macaé (FSMA). Universo - Outubro de 2016, n. 1

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Sumário Universo - Outubro de 2016, n. 1

Entretenimento

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O que importa é a festa!

esporte

TUFS

muda o cenário esportivo de Macaé

segurança

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Formados em IN segurança

humaniza

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P. 8

8

Universidade: uma porta aberta para o voluntariado


mercado de trbalho

O desafio de conseguir estágio em tempos de crise

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vida universitária

Estudantes fazem malabarismo para conciliar trabalho, estudos e vida pessoal

18 transporte

Como vai quem vai de ônibus?

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cantinho compartilhado

Cantinho Compartilhado

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Espaço cômico

Horóscopo Universitário

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Entreternimento

O que importa é a festa! DIVERSÃO Ser universitário também é festejar! Confira o nosso bate papo com Mayara Ferron, diretora de eventos do D.A. do curso de ADM da UFF Foto ilustrativa: Montecruz/Flickr

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Você é ou já foi universitário? Então sabe melhor do que ninguém que uma das melhores partes de ser universitário, sem dúvidas, são as festas que rolam na faculdade. Não há nada melhor do que uma balada open bar descontraída, regada a muita bebida e diversão. Em geral, há muita gente jovem e bonita disposta a realizar loucuras que só esse tipo de festa proporciona. Se você acha que viu de tudo e nunca foi a uma festa universitária, posso garantir que provavelmente você verá muita coisa inusitada. A criatividade dessa galera não tem fim. Promovidas pelos Centros e Diretórios Acadêmicos dos vários cursos e faculdades do Norte Fluminense, as festas não só agitam o meio universitário como também podem servir como experiência profissional para alguns estudantes. Além disso, segundo Lucas Crespo, que faz parte da atlética BIGGDOGS, da FeMASS, as festas são bastante rentáveis e ajudam a divulgar as atléticas da cidade. Uma das últimas festas realizadas em Macaé foi a Choppada Conexão Universitária 2, organizada pelo Diretório Acadêmico Guerreiro Ramos, do curso de Administração da UFF, em parceria com a Atlética BIGGDOGS, da FeMASS. Fizemos um bate bola com a Diretora de Eventos do D.A. Guerreiro Ramos, Mayara Damaceno Alonso Ferron, 22 anos, que cursa o oitavo período de Administração.

Na sua visão, qual a importância de eventos universitários como as choppadas? Eventos como as choppadas promovem integração entre os cursos e faculdades, movimentam o meio universitário socialmente e financeiramente e podem servir

Polliana Lemos e Davi Burle

como experiência até no âmbito profissional para alguns alunos. No meu curso por exemplo, onde temos que aprender a gerir pessoas e recursos para que as coisas aconteçam, realizar eventos do tipo só nos acrescenta!

O que mais gosta nas choppadas universitárias? Do formato diferente de festa, da diferenciação de público, mesmo que em Macaé não seja tão grande, e da vantagem custo x benefício.

E o que menos gosta? Me desagrada especificamente em Macaé o fato de um grande público não-universitário ir e acabar mudando um pouco a cara das festas.

Geralmente as choppadas são frequentadas apenas pelos estudantes da universidade organizadora ou abrangem outras unidades? O público é sempre diverso e sempre abrange pessoas de diversas faculdades.

Conte-me uma história já vivida em um dos eventos que já participou e ficou marcado em sua memória? Ficará sempre marcada na minha memória a choppada que eu realizei com meus amigos, a primeira festa do meu curso, um evento grande e que foi muito bem falado por todos na cidade. Era um sonho de todos desde sempre, mas nós fizemos acontecer, tivemos muito trabalho e dificuldades, mas conseguimos e isso marcou minha vida universitária e pessoal. Uma choppada foi uma das melhores coisas que eu já fiz!

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E s p o rte

TUFS muda o cenário esportivo de Macaé ESPORTE Ponto alto do calendário das Atléticas, Torneio Universitário de Futsal mobiliza milhares de estudantes. Organizadores querem diversificar modalidades Macaé tem mudado bastante no cenário dos esportes universitários e muito se deve à criação de um campeonato que tem mobilizado as faculdades do município, o Torneio Universitário de Futsal (TUFS). As Atléticas do município se preparam meses aguardando ansiosamente por esse torneio, que já virou o ponto alto de seu calendário esportivo. Além de ser um sonho de conquista, o TUFS vem motivando algumas faculdades a criarem seus times, fomentando o esporte universitário. O torneio foi idealizado por dois ex-estudantes da faculdade Faculdade Municipal de Macaé Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS), Luan Thomaz e Johann Foligno, que participavam sempre de um campeonato de integração nessa faculdade e não puderam mais jogar por terem se transferido para a Estácio de Sá. Assim, o TUFS nasceu para que que as outras instituições de ensino superior de Macaé também pudessem participar. O torneio já teve quatro edições, sendo três edições de futebol society masculino e uma de futsal masculino e feminino. Essas competições conseguem movimentar entre 1.500 e 2 mil pessoas. Na última edição, participaram aproximadamente doze instituições, dos mais variados cursos: engenharias, medicina, ciências contábeis, administração, entre outras. Luan Thomaz diz que o maior objetivo do TUFS é fomentar e solidificar o esporte universitário em

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Rodrigo Paes

nosso município, incentivando a criação de Associações Atléticas Acadêmicas e criando e solidificando uma olimpíada universitária em Macaé. De certo modo, mesmo com pouco tempo no calendário de jogos acadêmicos (dois anos somente), o TUFS vem conseguindo atingir seus objetivos. Basta olhar quantas pessoas participam direta e indiretamente desses eventos. Porém, como todas as boas iniciativas em Macaé, os idealizadores sofrem com os mesmos problemas, sobretudo a falta de patrocínios, causada pela debandada de empresas em consequência da crise econômica que assola nossa cidade e o país. “Nosso maior problema é em relação a patrocínios, apoios e disponibilidade de praças desportivas. Os custos são altos, tanto de aluguel de quadras, ambulâncias e também como de pagamento de arbitragem e premiação”, afirma Luan Thomas. Segundo ele, em decorrência disso, uma edição precisou ser cancelada. “É complicado você manter esse tipo de iniciativa sozinho, pois acaba aumentando o preço de inscrição das Atléticas e desmotivando os atletas”. Para o futuro, os organizadores sabem bem o que querem: a criação de um Super-TUFS, logo no primeiro semestre de 2017, com a inclusão de outros esportes como: basquete, handebol e vôlei, além do futsal. Luan destaca outro desejo da or-


ganização do evento: “conseguir uma estruturação para a realização das olimpíadas completas, incluindo esportes como: atletismo, natação, vôlei de praia, futevôlei, judô, futebol de campo, xadrez e cabo de guerra. Assim fomentaremos o esporte universitário em Macaé, solidificaremos o TUFS no Calendário local e incentivaremos aos jovens a prática desportiva e atividade física”. Macaé pode ter um futuro muito bom em relação ao esporte universitário, mas, para isso, não depende somente dos idealizadores do TUFS, mas também da participação em peso das instituições de ensino superior e, claro, de parceiros dispostos a compartilhar dos objetivos do torneio. Os universitários ganharam uma opção e agora precisam solidificar a competição no calendário e se dedicarem para que mais uma ótima iniciativa não acabe de novo. Quem sabe o TUFS não incentive mais pessoas a idealizarem outros campeonatos da mesma natureza? Só podemos esperar que sim. O incentivo ao esporte é muito importante para o desenvolvimento de jovens, motivando a competitividade e ensinando princípios para formação de caráter e pessoas de boa índole.

Foto ilustrativa. Pixabay

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s eg ur ança

Formados em IN segurança CRIMINALIDADE Confira relatos de universitários que já foram assaltados nos arredores da faculdade e se ligue nas dicas para evitar que o mesmo aconteça com você Quantas vezes você já foi abordado por criminosos na saída da faculdade aqui em Macaé? Bom, se você não foi o “escolhido”, provavelmente já ouviu relatos de amigos e colegas que passaram maus bocados e situações de insegurança. A falta de segurança afeta todo o Brasil. Isso é um fato. Porém, esse mal do século chegou também a nossa princesinha do atlântico e a nossas instituições de ensino, o que já não é papo de agora. Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro mostram que em Macaé foram registrados 310 roubos de celular somente de janeiro a agosto deste ano. No mesmo período do ano passado, 364 pedestres tiveram seus pertences roubados. Neste ano já foram 679. Basta andar pelas faculdades e se permitir conversar com alunos que logo as narrativas de assaltos e até mesmo tentativas de estupro vêm. Roberta Espínola*, 24, foi uma das vítimas. Ela estava na rua de trás da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora, no bairro Miramar, perto de um dos únicos postes. Isso há dois anos, quando de repente dois

homens passaram de moto, ambos com capacete. Ela e outra menina abriram espaço para o veiculo passar. Roberta, que estuda engenharia de produção, conta que estava fazendo uma ligação para uma amiga. Os homens desceram da moto e pediram o celular. Na mesma hora ela deu o telefone, sem nem pensar duas vezes. Uma terceira menina, que estava mais distante conseguiu fugir antes mesmo da abordagem. Mas a colega de Roberta não teve tanta sorte. A menina correu para dentro da faculdade, porém o bandido foi atrás e bateu nela. No fim, as duas perderam o celular. “Foi desesperador”, conta. E detalhe: o celular de Roberta havia sido comprado há apenas nove meses em Nova Iorque e custado R$ 1.400 reais, mais os impostos. Com o assalto e a perda do celular, veio o desânimo em relação à faculdade. Roberta ficou desmotivada, não pensou em trancar o curso, mas o pai passou a leva-la e busca-la todos os dias. Na época ela fez o boletim de ocorrência e um

“Até hoje, eu desconfio de qualquer pessoa ,(...) carrego comigo essa desconfiança!”.

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Eduarda Matias


Avenida Santos Moreira, em frente ao portão de entrada da Faculdade Salesiana de Macaé dos assaltantes foi preso. Do ocorrido, restou o medo. “Até hoje eu tenho medo e traumas”, afirma. “Segurança zero! (...) Não tem policiamento, não tem vigilante, e a gente corre o risco de ser assaltada, sequestrada ou qualquer coisa”. Chaiana Barros, 21, passou uma situação bem parecida. A estudante de psicologia foi assaltada no dia 23 de junho desse ano. Ela não tinha aula nesse dia, mas foi para entregar um trabalho. Na saída, por volta de 20h, descia o morro alternativo da Faculdade Salesiana. Sem mochila, bolsa ou caderno. Só o celular no bolso de trás. Ela estava esperando o pai chegar de carro, quando dois rapazes a abordaram, novamente exigiram o celular. Diferente de Roberta, Chaiana reagiu. A jovem reconhece que ter reagido e lutado pelo

Foto: Aghata Teixeira

celular não foi a melhor escolha. Ela explica que na mesma hora houve uma troca de socos e chutes, já que foi derrubada no chão por um dos criminosos que estava armado. Após perder o celular, a estudante correu atrás dos assaltantes, gritando por socorro, mas não conseguiu ajuda. A primeira reação de Chaiana foi tentar lutar e resistir e não acreditar que aquilo estava acontecendo. Ela diz que se sentiu impotente, com a sensação de que você trabalha e dá duro para ter um bom celular, e vem alguém e toma de você como se não fosse nada. Chaiana também fez o boletim de ocorrência, mas até hoje nem o celular e nem os bandidos fo-

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Vista do bairro Miramar, onde localiza-se a Faculdade Salesiana de Macaé ram localizados. A situação é bem parecida também na Estácio de Sá, na Granja dos Cavaleiros. Segundo Heverton Fernandes, 22, vários amigos dele já foram abordados e até mesmo assaltados na saída das aulas. A coisa lá é tão tensa que chega ao cúmulo do estacionamento, alvo de diversas reclamações quanto à insegurança, agora ser pago. Heverton, que é estudante de educação física, afirma que só esse ano soube de três assaltos. “Eu sou bem tranquilo, mas não posso dizer que me sinto totalmente seguro, já que sempre corro risco, então tomo sempre cuidado”, afirmou o estudante ao ser questionado se sentia segurança nos arredores da Estácio. Mais policiamento e iluminação nas ruas ao redor das faculdades, além da qualificação dos vigilantes é um pedido comum entre os estudantes da

Estácio de Sá e Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora. Alunos em geral se sentem inseguros e expostos a todo tipo de assaltantes. Devido a isso, abordamos,ops, questionamos o Comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel Vollmer, sobre os casos de assaltos na saída e chegada às duas instituições de ensino. O tenente preferiu não se manifestar. Enquanto isso, alunos e professores sofrem com o medo de serem os próximos alvos, reféns da violência de cidade grande, da insegurança de metrópoles. Medo de por querer conhecimento, perderem seus bens e vidas. Gente grande com medo do escuro. Por conta disso, separamos para você, pobre, digo, querido universitário, um tutorial anti-assalto, baseado nas experiências de estudantes que já foram assaltados. Vale a pena se prevenir. *Nome fictício

“Coloquei na cabeça que aquela arma era de brinquedo, por isso até que eu reagi”.

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Eduarda Matias

Foto: Eduardo Machado


1.

Ande SEMPRE em grupo. Se você sabe que a coisa anda meio tensa nos arredores da sua faculdade, espere sua galera sair das aulas para ir junto. Se tiver que esperar até todos estarem livres, espere. Marque um dez na biblioteca e aproveite para adiantar aquelas matérias atrasadas. Fale com alguns amigos que vão para o mesmo lugar e nunca vá sozinho. Quanto mais gente, mais seguro.

2. Sozinho, ou com um grupo, NUNCA mexa no celular

nos arredores da faculdade. Dentro da universidade não há problema. Mas evite andar com o celular exposto (por mais tentador que seja) e fora da mochila ao sair da faculdade, até mesmo no estacionamento. Aquele contatinho pode esperar.

3.

Se for namorar, dentro de um carro ou a pé mesmo, ao lado da sua amada bicicleta, não busque lugares escuros. Você e eu sabemos o quanto isso é comum – alguns de nós sabem bem mais. Não vá para cantos isolados do estacionamento ou ruas próximas sem comércio ou movimento. É melhor perder o pã do que perder os seus pertences.

4.

Caso nada tenha jeito e você acabe sendo assaltado, faça o boletim de ocorrência. Isso pode evitar que mais casos como o seu aconteçam.

Imper design

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h u m aniz a

Universidade: uma porta aberta para o voluntariado SOLIDARIEDADE Colocar os talentos a serviço de quem precisa pode nos tornar pessoas melhores e trazer benefícios para a carreira Trabalho voluntário é definido pela Lei 9.608/1998 como: “atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos, culturais, educacionais, recreativos ou de assistência social”. Você deve estar se perguntando: “tá, mas o que eu tenho a ver com isso?”. Tudo! Além de nos tornar mais humanos, o trabalho voluntário pode ser muito significativo para a carreira. Pós-Graduanda em gestão de pessoas e gestora de RH, Andressa de Lima, 25, diz que a atividade é muito válida. “Ser voluntário deixa na vida do aluno um traço de solidariedade, empatia, amor e respeito ao próximo”. Estudante da Estácio de Sá, ela acredita que ser voluntário traz benefícios para qualquer futuro profissional, pois ensina a lidar bem com pessoas. A estudante de administração da FacUnilagos, Thuany Guimarães, acrescenta: “trabalhar como voluntário é enriquecedor, isso sala de aula nenhuma pode ensinar”. Voluntária no Projeto Neemias, ela conta que geralmente ajuda com brincadeiras de ensino e aprendizagem dinâmica, voltadas para crianças e adolescentes. Raiany Rocha, 21, formada em psicologia pela Faculdade Salesiana também recomenda a prática: “Tive a oportunidade de participar do trabalho voluntário na Casa do Abraço, no Morro de São Jorge. Foi uma experiência maravilhosa, recomendo a to-

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Danielli Lamperein

dos”, diz a estudante, que tem vontade de voltar contribuir com a ONG. Para quem tem interesse em se voluntariar, há um campo imenso disponível. Pesquisa feita pelo Instituto Itaú Social em 2014 mostra que apenas 11% da população faz hoje alguma atividade não remunerada em favor do próximo. Além disso, o índice de pessoas que nunca se envolveram em nenhum projeto social chega a 80% entre os jovens de 16 a 24 anos de idade.

Casa do Abraço A Casa do Abraço é um projeto idealizado em 2010, pelo ex-professor de teatro e dança na Cia. Art&Luz – também presidente da ONG – Jeferson Marcos. Financiada com doações de pessoas físicas e jurídicas, além de atividades para arrecadação de fundos, a casa dá assistência a crianças carentes de 3 a 14 anos. “Jeferson queria começar um trabalho social onde nasceu”, conta a missionária e voluntária na unidade em Ilha Leocádia, Taís Machado. A Casa do Abraço é uma das ONG’s que recebe universitários da Salesiana todos os anos, devido à matéria “O Homem e o Fenômeno Religioso”, lecionada pelo prof. Junior Guzzo. “Primeiro você fica encantada com as pessoas que organizam, porque elas enxergam a necessidade das crianças e se doam para isso”, afirma Gabriella


Foto ilustrativa: Pixabay Vicente, estudante de jornalismo e ex-aluna da disciplina. Ela diz ainda que foi uma experiência importante e gratificante. “Eu vi que poderia dar algo tão simples, mas essencial. Algo de que eles necessitam”, concluiu. O projeto possui 25 voluntários fixos, distribuídos nas duas unidades – Morro de São Jorge e Ilha Leocádia – nas Malvinas, em Macaé. Ainda assim é pouco, pois é feita uma escala semanal e muitos não podem comparecer com tanta frequência. Taís reforça a necessidade de mais voluntários, pessoas que estejam dispostas a abraçar a causa. Afinal, como ela mesma diz, a ONG é um abraço. O local funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, e atende cerca de 130 crianças carentes todos os dias. Quando conheceu o projeto, Taís era professora de design e cursava faculdade na mesma área, no Pará. Trancou quando veio para Macaé fazer o treinamento final dado pela Missão Internacional JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e não foi mais embora. Hoje é missionária e se doa em tempo integral à Casa do Abraço. Desde 2014 a jovem de 22 anos, que é vice-presidente do projeto, participa integralmente das atividades em Leocádia. “O nosso objetivo é chamar

essas crianças para um caminho novo, eu vim para ajudar, mas sou ajudada também”, relata a professora. A ex-estudante de nutrição Viviane de Souza – ou apenas Vivi, como os pequeninos a chamam carinhosamente – conta que não vive longe das crianças. “Parecem todos nossos filhos, não dá para abandonar”. A moça ainda diz que foi ao local sem pretensão de ser voluntária fixa, mas que após conhecer os pequenos, se apaixonou. A estudante de engenharia química, Gabriela Neves, já foi voluntária na Casa do Abraço, e fala um pouco de sua experiência: “as crianças são fora de série. Muito amáveis. São um pouco feridas pela realidade que as cerca, mas são felizes lá no projeto”.

Ser Voluntário Para ser voluntário e/ou fazer doações à ONG Casa do Abraço, entre em contato pelos números: (22) 2142-0440, (22) 99830-2757 ou pelo e-mail: centrosocialabraco@gmail.com. Falar com Tais ou Jeferson. Para ajudar em outras instituições na sua cidade acesse www.portaldovoluntario.v2v.net ou www.ongsbrasil.com.br e faça a sua parte! Universo - Outubro de 2016, n. 1

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mercado de trabalho

O desafio de conseguir estágio em tempos de crise EMPREGO Embora faltem oportunidades, muitas faculdades exigem horas de estágio como pré-requisito para a conclusão do curso Não é de hoje que sabemos que o atual momento no país não é favorável para os que querem entrar no mercado de trabalho, ainda mais para os não tem experiência na área, como os estagiários. Na maioria das vezes, os universitários que buscam ingressar na área antes de terminar sua graduação encontram muitas dificuldades para ter acesso a essas oportunidades. Tanto é que, nos últimos anos, foram criadas leis que exigem dos empresários a contratação de estagiários. É o caso da Lei 10.097/2000, que afirma que empresas de médio e grande porte devem contratar jovens com idade entre 14 e 24 anos como aprendizes. O contrato de trabalho pode durar até dois anos e, durante esse período, o jovem é

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Igor Faria

capacitado na instituição formadora e na empresa, combinando formação teórica e prática. No entanto, com crise econômica vieram as demissões. E os estagiários não foram poupados. De acordo com Frabrizio Almeida, 24 anos, funcionário do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) “o número de demissões aumentou consideravelmente no início do primeiro semestre desse ano, a procura por estagiários universitários seguiu em baixa durante todo o semestre, apenas nesse segundo semestre tem tido um pequeno aumento na procura por alguns estagiários e a expectativa é que continue numa crescente até o final do ano”. Como o mercado de trabalho ainda se encontra em recessão e a maioria dos cursos de graduação do país exige horas de estágio, o caminho que muitos universitários têm trilhado são os estágios não remunerados, muitas vezes oferecidos pela própria faculdade. De acordo com Lívia Azevedo (19), estudante de psicologia na UFF, “a universidade não tem nenhum vínculo para oferecer estágio remunerado, só o SPA (Serviço de Psicologia Foto ilustrativa: Pixabay


Foto ilustrativa: Gabiel Jabur / Agência Brasília Aplicada) que é obrigatório e não remunerado”. Ainda segundo a aluna, há situações em que a própria faculdade se torna um empecilho na hora de procurar um estágio remunerado, porque “os horários das aulas são muito ruins pra quem quer ou precisa trabalhar”. Segundo Walace Barcelos, 21 anos, estudante de Sistema da Informação na FeMASS, “a faculdade sempre manda para os alunos as oportunidades de estágio por e-mail, mas no início desse semestre houve uma diminuição. Além do mais, na maioria das vezes os alunos que não tem um C.R. tão alto ou estão nos primeiros períodos do curso encontram muita dificuldade para ter acesso a essas vagas”. Na FSMA, encontramos situações parecidas, como relata Iago Barcelos, 20, estudante de administração: “o mercado de trabalho se encontra mais competitivo do que o normal e se destaca aquele tiver mais conhecimento e vontade de aprender. As oportunidades de estágio remunerado que têm aparecido na faculdade costumam ter bastante concorrência pela baixa frequência que tem aparecido. O

mesmo acontece quando a faculdade disponibiliza vagas para estágios não remunerados na Agência de Talentos (laboratório onde os alunos tem a oportunidade de por em pratica aquilo que vem aprendendo dentro da própria faculdade)”. Para alunos que fazem graduações à distância ou semipresenciais, “as oportunidades de estágios remunerados são raras, muitos dos alunos sequer sabem que se existe alguém responsável dentro da faculdade a passar para os alunos as oportunidades”, conta Luiz Fernando, 21, estudante de logística da Universidade Metodista. E a situação não se restringe a Macaé. de acordo com Luan Malfitano, 22, estudante de ciências sociais na UFF de Campos, “o mercado de trabalho para estagiários já costumava ser difícil, mas esse ano tem sido muito mais difícil. A UFF também não tem divulgado muitas oportunidades para os alunos e tem a questão dos horários, eu tenho aula de manhã, à tarde e à noite, dependendo do dia na semana. É muito difícil para o estudante da UFF conciliar estágio e estudos”. Universo - Outubro de 2016, n. 1

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vida universitária

Estudantes fazem malabarismo para conciliar trabalho, estudos e vida pessoal COTIDIANO Relatos e dicas de universitários que enfrentam o mesmo desafio que você Atualmente é difícil você conhecer algum jovem que não possua uma rotina para lá de movimentada. É trabalho, estudo, lazer, amor, esporte e descanso distribuídos em escassas 24 horas diárias. Mas como fazer para conciliar cada necessidade sem perder o pique e nem o foco de nenhuma outra? Vamos tentar auxiliá-lo nessa missão!

Vivemos num mundo em que a busca por aperfeiçoamento profissional deixou de ser uma opção para tornar-se uma “obrigação” para quem quer decolar na carreira escolhida. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular em 2012, mais de 70% dos estudantes brasileiros trabalham. A independência econômica é tida como o maior objetivo

dessa nova geração. Para melhor entendermos a situação, resolvemos bater um papo com alguns deles. Ian Neves, 20 anos, é estudante de Jornalismo da Faculdade Salesiana de Macaé e está nos primórdios do seu curso dos sonhos. Todos os dias, ele encara uma rotina que não é mole não! Trabalha como Social Media em uma agência public-

itária, portanto deve se manter conectado e antenado nas novidades da web não importando a hora ou lugar, dia ou noite. “Durante a semana eu mal tenho tempo de rever o conteúdo dado na faculdade... Chego em casa destruído e não demoro muito até cair no sono”, conta Ian. Apesar do cansaço semanal, ele não se imagina sem trabalhar: “É uma sensação de

independência, me sinto bem. Afinal, o esforço não foi em vão”. Junior Pereira, 25 anos, é estudante de Educação Física da Estácio de Sá e também vive o mesmo dilema: ajudar nas despesas da casa, sem perder a dedicação nos estudos. “Tive que trancar um semestre por problemas financeiros dentro de casa. Mas agora estou de volta e não pretendo parar

novamente”, relata Junior. A exaustiva rotina do Ian e do Junior se repete em todos os cantos do Brasil. Manter-se estudando e trabalhando é um desafio que exige garra, determinação e discernimento para combater o cansaço, o sono e a vontade de desistir. Por isso, destacamos algumas dicas que podem ajudar a enfrentar esse desafio! Confira no quadro ao lado.

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Maria Eduarda Sampaio Costa


Foto ilustrativa: Pixabay

Grade de Aulas

Vale a pena montar uma grade de aulas com intervalos maiores, deixando para estudar nos períodos livres ou finais de semana. Vai ficar puxado, mas se você se dedicar e possuir discernimento para cumprir cronogramas, é sucesso!

Agenda da Semana

Montar uma agenda com os compromissos da semana é essencial para que haja uma estabilidade de horários. Distribua os momentos de estudos durante o dia, nas vaguinhas de tempo que restam. Afinal, fazendo isso, você ainda vai conseguir curtir o final de semana para pegar uma praiana ou, até mesmo, ir para a balada!

Boa Alimentação

Não descuide da sua alimentação. Com um bom descanso, uma boa alimentação e um bom tempo de lazer, sua absorção de conteúdo ficará bem mais eficaz. Universo - Outubro de 2016, n. 1

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transporte

Como vai quem vai de ônibus? LOCOMOÇÃO Universitários que utilizam o Sistema Integrado de Transporte de Macaé contam suas experiências Milhares de universitários circulam pelas ruas de Macaé todos os dias. Com ao menos cinco grandes instituições de ensino superior e 240 mil habitantes, a cidade conta com o chamado Sistema Integrado de Transporte, composto por 260 ônibus, dos quais muitos desses estudantes dependem. Ouvimos alguns deles para saber o que pensam do transporte público na cidade.

Faculdade Salesiana Caterine, 22, estudante de jornalismo e moradora do bairro Riviera, e Letícia, 21, estudante de Publicidade e Propaganda de moradora do Centro utilizam os ônibus como principal forma de transporte. Apesar de não morarem em bairros muito distantes da faculdade para terem problemas com ônibus, as estudantes afirmaram que só a linha C11B passa em

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Tássia Santos

frente à faculdade, fazendo com que muitas vezes haja uma grande espera no terminal e nos pontos de ônibus. Elas afirmam que não pegam carona com frequência e sugerem um aumento das linhas e da quantidade de ônibus, de modo a diminuir o tempo de espera e evitar a exposição à violência urbana.

Cidade Universitária Para Ana Carolina, 22, estudante de Administração da UFF e moradora do bairro Visconde de Araújo, e Ana Beatriz, 21, estudante de administração da FeMASS e moradora do Nova Macaé, a principal forma de transporte utilizada para ir e voltar da faculdade é o ônibus. Segundo elas, a quantidade de linhas disponíveis para o trajeto varia entre duas e três. Elas raramente pegam carona


Foto: Igor Faria com os amigos e também sugerem um aumento da quantidade de ônibus em circulação.

Estácio de Sá Tátila, 21, estudante de Engenharia Química e moradora do Parque Aeroporto, faz parte de uma minoria de universitários que possuem automóvel próprio e não mais utilizam o transporte público. Ela afirma que sempre que possível dá carona aos amigos e lembra que muitas vezes lidou com a insegurança causada pela pouca iluminação nos pontos de ônibus na saída da faculdade. Por isso, ela sugere

mais investimentos na iluminação desses locais. Lucas, 21, estudante de Administração e morador do Parque Aeroporto utiliza o ônibus como principal meio de transporte no trajeto até a faculdade. Morando a aproximadamente 17 km da Estácio, ele que sente na pele a necessidade do uso do transporte público e, sempre que possível, pega carona, mas só consegue na volta. Ele afirma que a solução para a melhoria do transporte já foi criada, porém atualmente representa um desperdício milionário para a cidade. O estudante refere-se ao VLT, que faria o percuso Lagomar-Imboassica, de 23 km. Apesar do alto investimento, o projeto nunca foi terminado. Universo - Outubro de 2016, n. 1

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Alexsandra Pavão e Eric Oliveira

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Universo - Outubro de 2016, n. 1

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espaço cômico

Horóscopo Universitário Nada como um pouco de bom humor depois de uma semana de provas

Áries (21 de março a 19 de abril) Esteja sempre de boa consigo mesmo, já que pedir para ficar de boa com os outros é utópico!

Touro (20 de abril a 20 de maio) Com fome nossa mente não trabalha. Garçom! Traz um X-Tudo com Coca Zero, que eu não quero engordar!

Libra (23 de setembro a 22 de outubro) Tanto faz. Que seja.

Escorpião (23 de outubro a 21 de novembro) Caderninho do rancor, com muito amor.

Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro) Fale mesmo. E se reclamar, fale mais ainda. Gêmeos (21 de maio a 20 de junho) Relacione-se. Ou não. Arrume um emprego. Ou não. Faça academia. Ou não.

Capricórnio (22 de dezembro a 19 de janeiro) Nem adianta tentar. A gente sabe que dá errado mesmo, não é?

Câncer (21 de junho a 22 de julho) Tu não me arrase não.

Leão (23 de julho a 22 de agosto) Tempo de ofuscar o sol. Até quando estiver chovendo.

Virgem (23 de agosto a 22 de setembro) Foca na limpeza, foca no trabalho. Porque no amor, aí complica...

Aquário (20 de janeiro a 18 de fevereiro) Muito anarquista pisador de grama sim. Inclusive, tenho amigos que são.

Peixes (19 de fevereiro a 20 de março): Ahn? Essa editoria é sobre o que mesmo? Como assim? Que? Maria Eduarda Sampaio Costa


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Universo A Revista Universitária