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9ÂŞ

RURALTUR

Economia Criativa Turismo Rural Turismo Eco Cultural

Eduardo Barroso


Obsolescência planejada

Economia tradicional

Na economia tradicional o valor das coisas é tangível e visível, pois existem no mundo físico, e sua exploração é que gera a riqueza. Na economia tradicional os recursos são finitos, se não forem renovados se esgotam com o tempo. Os produtos e processos de produção na Economia tradicional, quando não são corretamente planejados, causam impacto ao meio ambiente, poluem a terra, o ar e os oceanos.


A sustentabilidade da vida no planeta Depende de uma mudança no padrão de produção e consumo para bens e serviços mais intensivos em conhecimento e menos absorvedores de recursos naturais 1 bilhão de novos consumidores entraram no mercado global nos últimos 20 anos.

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Se todos aspirarem o mesmo padrão de consumo dos Estados Unidos serão necessários sete planetas Terra pra prover os insumos necessários. A economia Criativa como alternativa Mais inteligência com menos matéria


2009 Fórum Mundial sobre Cultura e Industrias Culturais Monza / Itália

2012 Ministério da Cultura - MinC Secretaria da Economia Criativa - SEC Observatório da Economia Criativa – OBEC Termo de Referencia sobre Economia Criativa (SEBRAE)


Turismo

Moda Arquitetura

Música Cinema Literatura Artes Design Teatro Artesanato Dança Rádio / TV

Propaganda

Software

Games


Conceitos Para a UNCTAD a economia criativa é um conceito em evolução, baseado no potencial dos recursos criativos para gerar crescimento econômico e desenvolvimento. Esses recursos podem estimular a geração de renda, criação de empregos e receitas de exportação enquanto promovem a inclusão social, diversidade cultural e o desenvolvimento humano. Abrangem os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e capital intelectual como insumos primários.


Conceitos Para o SEBRAE a Economia Criativa está definida como o conjunto de negócios intensivos em conhecimento, que produzem bens e serviços, baseados no capital intelectual, artístico, cultural e na criatividade, gerando valor econômico. Princípios norteadores da economia criativa • A importância da diversidade cultural do País • A percepção da sustentabilidade como fator de desenvolvimento local e regional • A inovação como vetor de desenvolvimento da cultura e das expressões de vanguarda • A inclusão produtiva com base em uma economia cooperativa e solidária.


Economia Criativa

Economia criativa economia criativa

Na economia criativa a inteligência, a criatividade e a cultura é que geram riqueza. Produtos e serviços com lastro cultural, não agressivos ao meio ambiente e socialmente inclusivos, expressam os novos valores e anseios dos consumidores. Na economia criativa estão agrupados os segmentos produtivos capazes de propor uma nova forma de vida no planeta. Mais harmônica, mais compassiva e visionária.


Potencialidades • Favorece o empreendedorismo e os pequenos negócios • Atrai indústrias e trabalhadores qualificados • Realça as tradições e histórias locais • Promove a inclusão social e a cidadania • Promove a diversidade e a tolerância


A dinâmica própria desses setores criativos faz com que alguns sejam percebidos e valorizados mais que outros.

Um deles é o turismo Necessita: • Infraestrutura adequada (transporte e saneamento) • Produtos e serviços de qualidade • Mais profissionalismo e especialidades • Definir melhor o público-alvo. A riqueza da diversidade natural e cultural somente há pouco anos começou a ser explorada. A criação dos roteiros ou territórios culturais é uma das alternativas para atrair um turismo mais qualificado e menos impactante.


Turismo de massa Grandes empreendimentos. Impacto ambiental. Turismo de negócios Consumidor acidental. Baixa permanência. Turismo vivencial (turismo eco cultural, turismo rural, turismo de aventura...) É o turista que viaja para aprender, e não para comparar, que respeita e valoriza a cultura alheia. Viaja para viver uma experiência e não para cumprir uma obrigação ou apenas consumir. Nele está o foco dos novos empreendedores com visão de futuro e dos gestores públicos.


Turismo Rural ou Turismo eco cultural Oferta de produtos e serviços por estabelecimentos relacionados com a forma de ser e de viver no campo Em contato com a natureza e com as práticas e tradições locais. • Possibilidade de criação de novos empreendimentos , inclusive pequenos, no oferecimento de produtos e serviços. • Serviços oferecidos aos visitantes pelos próprios agricultores (passeios, visitas guiadas, atividades culturais). • A oferta conjugada de produtos e serviços está sempre vinculadas a um determinado território (lastro cultural).


Conceito de território cultural Área física ocupada por um grupo humano culturalmente relacionado entre si, dotado de características singulares assim como pelos recursos naturais existentes. Um território definido por sua paisagem cultural é aquele que possui características naturais, de ocupação do solo e de atividades humanas diferenciadas e singulares. O destaque na 6ª Reunião da OMT realizada na China de 01 a 03 de agosto de 2013, foi a importância creditada as Rotas Culturais.

Do Turismo Eco Cultural ao Design Territorial


Oportunidades para os produtos associados ao território A arte popular, o artesanato e os produtos agropecuários típicos da região. – Desenvolver uma oferta diferenciada e relacionada com a experiência vivida. – Desenvolver produtos de suporte a gastronomia regional – Desenvolver coleções temáticas de produtos relacionado com os grandes eventos


Oportunidades para o setor da gastronomia •

• •

Valorização dos ingredientes locais (produtos da agricultura familiar e orgânica e da pesca artesanal) Valorização da culinária tradicional Promoção de eventos gastronômicos


Oportunidades para os meios de hospedagem

• Identificação das qualidades e deficiências (autoavaliação) • Adequação dos empreendimentos as expectativas dos turistas • Valorização e capacitação dos talentos locais • Utilização das mídias eletrônicas • Acordos de cooperação para promoção conjunta


Economia criativa economia criativa

Oportunidade para os agentes culturais e o empreendedorismo Manifestações culturais – Festa do Município – Festa da Padroeira – Festas do calendário oficial – Festivais folclóricos e culturais


Oportunidade de ação para o Poder público • Planejar o futuro de modo estratégico e participativo (visão micro regional) • Promover a realização e implantação de um projeto de design territorial capaz de mobilizar a sociedade na construção de um futuro comum. • O design territorial permite a percepção dos aspectos singulares e diferenciadores que agregam valor aos produtos e serviços da região. • Uma nova estratégia de comunicação do poder púbico com a sociedade.


Objetivos do Design Territorial Aprofundar a visão de território como espaço coletivo, rico de possibilidades e de encontros, propício para a criação de novos produtos e serviços e para o empreendedorismo, visualizando um futuro baseado em suas vocações e potencialidades.


PACTUAR

Identificar, sensibilizar e envolver os principais atores locais (poder publico, iniciativa privada, academia e sociedade civil) Acordo de cooperação para aportar os meios necessários para o desenvolvimento do projeto Estabelecer compromisso e metas de curto, médio e longo prazo.


PACTUAR

IDENTIFICAR

• Identificar as necessidades da população, as vocações locais e o potencial de desenvolvimento. • Escutar as pessoas, conhecer seu passado, aspirações, singularidades e memórias afetivas. • Identificar as fortaleza exploradas ou adormecidas (recursos e atrativos naturais, capacidade produtiva, capital intelectual e infraestrutura existente)


PACTUAR

IDENTIFICAR

IDENTIDADE

• Identificar os elementos culturais comuns que delimitam e demarcam o território que fortalecem o sentimento de pertencimento, incrementando a autoestima e estimulando os processos criativos. Memórias afetivas

Memória oral e visual

Oral

Natural

Construída

Sensitiva

Histórias

Fauna

Arquitetura

Musica

Lendas

Flora

Artefatos

Danças

Mitos

Paisagem

Artesanato

Gastronomia

Cerimônias

Lugares

Arte popular

Literatura

Hierarquização Maior ocorrência

Maior importância

Imagens sintéticas

Relatos sintéticos

Painel cromático

Fotografias

Textos

Cores primárias

Desenhos

Frases

Cores secundárias

Pictogramas

Palavras

Cor predominante

Síntese final


PACTUAR

IDENTIFICAR

IDENTIDADE

CONCEITO

Criar e validar um conceito norteador para o território, capaz de mobilizar os habitantes em uma visão de futuro comum. Uma mudança de paradigma na percepção das pessoas sobre o territorio em que vivem.


PACTUAR

IDENTIFICAR

IDENTIDADE

CONCEITO

IMAGEM

• Desenvolver uma imagem para o território definindo as formas e veículos de comunicação com a sociedade. • Uma marca de um território deve ser apropriada pela população representando seu compromisso. • O uso de uma marca territorial agrega valor simbólico aos seus produtos e serviços, servindo como uma identificação de de origem e de qualidade.


PACTUAR

IDENTIFICAR

IDENTIDADE

CONCEITO

IMAGEM

ESPACIALIDADE

A percepção espacial de um território e sua apropriação dependem de uma cartografia ilustrada e de sistemas adequados de sinalização turística, urbana e viária.


PACTUAR

IDENTIFICAR

IDENTIDADE

CONCEITO

IMAGEM

ESPACIALIDADE

PRODUTOS

Melhorar a apresentação comercial e desenvolver novos produtos próprios do território: • • • •

Alimentos e bebidas Lembranças e souvenires Arte popular e artesanato Moda e vestuário


PACTUAR

IDENTIFICAR

IDENTIDADE

CONCEITO

IMAGEM

ESPACIALIDADE

PRODUTOS

MOBILIARIO

Desenvolver e produzir equipamentos e mobiliário de uso público levando em consideração as matérias primas disponíveis, a capacidade produtiva e a cultura local.


PACTUAR

IDENTIFICAR

IDENTIDADE

CONCEITO

IMAGEM

ESPACIALIDADE

PRODUTOS

MOBILIARIO

EQUIPAM.

Desenvolver projetos simbólicos capazes de atrair demandas, tais como: • Agendas e rotas relacionadas com as festas e celebrações populares • Praças e passeios públicos • Parques e jardins • Centros culturais • Espaços temáticos • Monumentos icônicos


Turismo

Cara Brasileira

Sistema de avaliação dos empreendimentos turísticos com foco na Economia Criativa


Uma pesquisa qualitativa realizada em 2012 junto a alguns hotéis e pousadas localizados no sertão, no agreste e no litoral sul de Pernambuco, permitiu aferir os critérios de análise de um empreendimento turístico com foco na cultura e no meio ambiente. Uma ferramenta de auto diagnóstico foi desenvolvida com a definição dos 12 critérios de análise agrupados em 4 blocos de afinidades. Cada critério possui cinco possíveis respostas , cada uma com um valor correspondente, de +2 a -2. A soma das respostas dadas para cada critério são agrupadas apontando as disfunções ou problemas.


Critérios de análise

1

Localização

A

Área urbana central, ou próxima ao comércio, rodoviária e/ou aeroporto

B

Zona hoteleira, ou próxima a centros de convenções e/ou espaços feriais.

C

Área urbana próxima a zona de interesse turístico, cultural ou religioso.

D

Área de interesse histórico e turístico.

E

Área rural, zona de veraneio ou de interesse cultural e ecológico.


2

Arquitetura

A

Edificação com mais de seis pavimentos; processos construtivos com tecnologia avançada; características arquitetônicas de vanguarda.

B

Edificação vertical entre três e seis pavimentos; processos construtivos convencionais, características arquitetônicas de temática exógena.

C

Edificação modular com até três pavimentos, utilizando processos construtivos tradicionais; sem características arquitetônicas específicas.

D

Edificação de até dois pavimentos; integrada à paisagem; com predomínio de processos e materiais construtivos locais, características arquitetônicas regionais.

E

Edificação modular; integrada à paisagem; característica de arquitetura bioclimática.


3

Gastronomia

A

Gastronomia internacional com uso de insumos e ingredientes de qualidade independente de sua origem.

B

Gastronomia temática, com ênfase a uma determinada cultura estrangeira.

C

Gastronomia tradicional, com utilização frequente de ingredientes e pratos regionais.

D

Gastronomia contemporânea utilizando produtos e ingredientes locais ou regionais.

E

Gastronomia de autor, resgatando e valorizando os produtos do território, oriundos da agricultura familiar e orgânica e da pesca artesanal.


4

Público-alvo

A

Turismo de negócios e eventos / Trabalhadores sazonais; representantes comerciais e vendedores.

B

Turismo de Massa / Excursões e grandes grupos de turistas, nacionais e estrangeiros.

C

Turismo tradicional / Veraneio ou lazer; turistas regionais (feriados e finais de semana).

D

Turismo rural, turismo ecológico; turismo de aventura / Baixo tempo de permanência

E

Turismo vivencial e contemplativo / Maior tempo de permanência


5

Acessibilidade física e digital

A

Dificultado pela distância de aeroportos ou centros urbanos e das condições precárias das vias de acesso; sem conexão com a web e telefonia celular.

B

Exclusivamente através de veículos ou embarcações de pequenos porte prejudicada pelas condições adversas das vias de acesso; com conexão mas sem presença na web.

C

Condições normais de acesso e localização dentro de uma distância entre 80 e 200 km de centros urbanos. Conexão e presença passiva na web.

D

Boas condições de acesso, proximidade com grandes centros urbanos. Conexão e presença interativa na web.

E

Transporte exclusivo, seguro e confortável; instalações para portadores de deficiência; acessibilidade digital total; wifi em áreas comuns.


6

Decoração e paisagismo

A

Móveis e objetos de design contemporâneo ou com peças raras e importadas. Paisagismo eclético ou indefinido.

B

Móveis e objetos referenciados com culturas exógenas. Paisagismo com predomínio de plantas exóticas.

C

Móveis e objetos antigos ou de época. Paisagismo misto, com uso equilibrado de espécies nativas com espécies exóticas.

D

Móveis e objetos artesanais produzidos na região. Paisagismo de pouca interferência, apenas realçando os elementos de maior distinção.

E

Móveis e objetos de decoração privilegiando os artistas e artesão da localidade ou da região. Paisagismo privilegiando a flora local ou regional.


7

Contexto cultural

A

Nenhum vínculo com o contexto ou com as práticas culturais da região.

B

Vínculos com um contexto cultural exógeno ou com a temática adotada sem relação com a cultura regional.

C

Vínculos esporádicos com as manifestações culturais regionais mais expressivas.

D

Realização de eventos relacionados com as manifestações culturais regionais com utilização frequente de artistas locais.

E

Atividades programadas para os hospedes com imersão nas práticas e costumes regionais .


8

Atendimento

A

Impessoal. Ausência de pessoal fixo qualificado; contratação de mão de obra por temporada; serviços elementares inexistentes ou terceirizados (refeições, lavanderia, limpeza, etc)

B

Formal. Pessoal fixo pouco qualificado; serviços elementares disponíveis apenas em um período do dia.

C

Atendimento individualizado; pessoal fixo separado por funções; presença dos serviços elementares em dois períodos;

D

Atendimento familiar; presença dos serviços elementares nos três períodos; rotatividade de funções; capacitação constante dos funcionários.

E

Atendimento personalizado 24 horas; pessoal qualificado na comunidade de acordo com as funções; atendimento fluente em inglês mais outra língua; feedback constante com os clientes; programa interno de incentivos.


9

Meio ambiente

A

Ausência de saneamento básico; água de cisterna ou pluvial não tratada; dejetos eliminados em aterros; uso de diesel como fonte de energia.

B

Condições intermediárias entre A e C.

C

Licença ambiental de funcionamento; saneamento básico aprovisionado; separação seletiva de lixo; energia elétrica e gás como fonte de energia.

D

Condições intermediárias entre C e E.

E

Certificação ambiental; sistema próprio de tratamento e destinação final de resíduos sólidos e líquidos; utilização de fontes alternativas e combinadas de energia (solar, eólica e orgânica); ações permanentes de preservação e recomposição da fauna e da flora local.


10 Conforto A

Habitações rústicas desprovidas de itens básicos de conforto.

B

Habitações com grau de conforto básico insatisfatório ou itens inexistentes (iluminação, ventilação, instalações sanitárias, água quente, telefone, TV a cabo, frigobar e “amenities”).

C

Habitações com conforto básico satisfatórios com alguns itens de maior conforto.

D

Habitações com elevado grau de conforto (itens básicos + cama box, climatização, internet, jacuzzi, isolamento acústico); piscina coletiva.

E

Habitações personalizadas em função do desejo dos clientes. Spa, piscinas e espaços de lazer.


11 Identidade A

Identidade difusa e sem vínculos culturais ou temáticos regionais.

B

Identidade com fortes vínculos com elementos de culturas exógenas.

C

Identidade de rede empreendimentos similares

D

Identidade própria com fortes vínculos com elementos da cultura local; aplicação harmônica dos elementos de identidade orientados por um manual de uso; sítio web.

E

Marca premiada ou certificada pela excelência dos serviços; identidade visual com vínculos de denominação de origem; sítio web interativo, com reservas on-line e tour virtual.


12 Preço (na opinião dos hóspedes) A

Alto desequilíbrio negativo na relação custo x beneficio; preço fora da realidade do mercado.

B

Desequilíbrio negativo na relação custo x benefício; preços pouco competitivos.

C

Preço coerente com empreendimentos similares; equilíbrio na relação custo x beneficio;

D

Desequilíbrio positivo na relação custo x beneficio; preços acima da média dos empreendimentos similares.

E

Preço acrescido de valor simbólico; alto desequilíbrio positivo na relação custo x beneficio;


Relacionamento de critérios Os critérios estão inter-relacionados por afinidade ou complementaridade. A visão desses vínculos permite abordar os problemas e soluções em bloco. A localização, o acesso e o meio ambiente forma um todo indissolúvel na percepção dos hóspedes. Do mesmo modo a coerência entre a arquitetura a decoração e o conforto das instalações não são percebidos isoladamente.


Relacionamento de critérios A identidade está sempre relacionada com um determinado contexto cultural, traduzida na oferta gastronômica e nas práticas sócioculturais oferecidas. Preço e atendimento fazem a equação de custo x beneficio em função do público-alvo definido.


Localização Arquitetura

Preço

Identidade

Gastronomia

Conforto

Público

Meio Ambiente

Acessibilidade

Atendimento

Decoração Contexto cultural


Sugestões de projetos integrados (demanda reprimida) Desenvolver novas coleções de produtos com a identidade do lugar. Implantar um programa de capacitação e de relacionamento com outros polos turísticos. Lançar uma campanha promocional dos empreendimentos (selecionados) com foco no turismo qualificado e na gastronomia com denominação de origem. Estabelecer uma agenda cultural comum entre os diversos integrantes do polo turístico. Avançar na construção de planos estratégicos e de projetos de design territorial


www.eduardobarroso.blogspot.com

barrosodesign@hotmail.com


Economia Criativa e Turismo Eco Cultural