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Eficiência nas estratégias para alcançar resultados

Anjos de branco “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”(Jo 10,10). Jesus veio por causa da vida, mas vida com qualidade. Não basta tê-la de qualquer jeito, é necessário qualificá-la e, assim sendo, vivê-la em plenitude deixando por onde passa sinais do bem, de solidariedade e do amor. E quando esta vida parece escapar de nosso controle por meio de uma enfermidade que nos acomete e nos torna frágeis, dependentes, inseguros e nossas forças se vão? É então que aparece ao nosso lado um anjo de branco, ali, às vezes, sem precisar fazer muito, mas está a nos cuidar e, assim como o Bom Samaritano, unge nosso corpo, alivia nosso sofrimento, encoraja e anima. Comemoramos de 10 a 15 de maio a Semana da Enfermagem, enaltecendo e valorizando os profissionais que a ela se dedicam. Enfermagem é a “ciência e a arte de cuidar”. É ciência porque exige conhecimento; é arte porque exige sensibilidade para com o outro, no trato mútuo, no respeito, na ética e no ser. Assim sendo, cada profissional que a ela se dedica tem seu jeito próprio de exercer esta profissão, seu jeito singular de vivê-la e aplicá-la. A enfermagem é um trabalho de dedicação total ao enfermo, durante as vinte

Laércio Ferrari Diretor Administrativo

e quatro horas do dia; é um vigiar constante àquele que necessita de cuidados, prestando-lhe assistência a fim de que possa recuperar a saúde. Por outro lado, a enfermeira, o enfermeiro é um ser humano que não trabalha sozinho. Ele relaciona-se e trabalha com sua equipe, compartilha conhecimentos e experiências do dia-a-dia, para que juntos possam fazer sempre o melhor possível ao enfermo, razão de ser de sua profissão. Através de sua observação, do levantamento de dados, do planejamento e avaliação da evolução do paciente, está colaborando significativamente para que os resultados sejam mais seguros e precisos, encurtando a permanência hospitalar. No processo de recuperação da saúde, quanto maior for a interação paciente x enfermagem, maior será a qualidade da cura. Quando estamos doentes, nosso corpo e nosso ser sofrem juntos; uma presença amiga, uma palavra de conforto, um olhar carinhoso e compreensivo ajudam muito. Parabenizo os profissionais da enfermagem, “esses anjos de branco”, que ajudam a aliviar o sofrimento humano, com sua presença, seu modo de ser e agir e, acima de tudo, pela dedicação incansável junto ao leito do paciente. Enfermeira, enfermeiro, aquilo que és é o que deixas gravado junto àqueles a quem servistes .

Vivemos num mundo em constantes transformações. A inovação, aperfeiçoamento na gestão e métodos são desafios do dia-adia dos gestores. O mercado competitivo, novas tecnologias, escassos recursos são desafios que oportunizam crescimento e desenvolvimento. Para alcançar esse desenvolvimento e crescimento, é preciso planejamento e dedicação de todos. Colhem mais resultados quem vem planejando, seriamente, há alguns anos. Mas é preciso continuar a implementar boas ferramentas de gestão. O Hospital São José, no próximo semestre, vai dedicar-se na busca pela acreditaçao hospitalar, que representa um alto nível de reconhecimento, pelo grau de qualidade e eficiência na prestação de serviços médicos hospitalares, bem como, realizar o nosso planejamento estratégico para os próximos cinco anos, traçando as linhas mestras que nortearão nossa caminhada. Não há como ter uma visão de saúde sem planejamento. Além de ser uma necessidade social, a saúde precisa gerar resultados. O equilíbrio econômico financeiro é fundamental e só pode ser alcançado por um bom planejamento, tendo sempre em vista a qualidade e excelência. Portanto, como hospital de referência, nosso maior objetivo é proporcionar qualidade e resolutividade a todos os clientes que procuram a nossa instituição, para isso, a união e a colaboração de todos é fundamental.

Parabéns, por tua presença de solidariedade!

Irmã Cecília Martinello Diretora Geral HSJosé EXPEDIENTE

Informativo do Hospital São José é uma publicação do Setor de Marketing

Diretor Técnico: Agenor Silvestre (CRM 1064) Jornalista Responsável: Taize Pizoni (SC 02553 JP) Marketing: Eduardo Zeferino Maximo

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Arte: Kamila Goulart Fotos: Assessoria de Comunicação HSJosé Tiragem: 2 mil exemplares Endereço: Rua Pedro Benedet, 630 Criciúma - SC CEP: 88801-250 Fone: (48) 3431 1600

e-mail: taize@hsjose.com.br Home page:: www.hsjose.com.br Impressão: Gráfica Lider A edição do Fala São José é bimestral. (Ano 28 - Nº 25 - Maio/Junho - 2010) Circulação gratuita e dirigida.


Renovadas autorizações para transplantes e captação de órgãos

Dr. Marcos Pizzolatti - oftalmologista

A Secretaria Nacional de Atenção à Saúde renovou os credenciamentos do Hospital São José à retirada e transplante de tecido ocular (córneas) humano e de válvula cardíaca, bem como a retirada de múltiplos órgãos e tecidos. A publicação das portarias é comemorada pela Direção Administrativa e Corpo Clínico, pois confirma os esforços da instituição em consolidar-se como referência junto à Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e

Tecidos de Santa Catarina (CNC DO/SC). A novidade fica, então, para a incorporação do médico, Dr. Marcos Longo Pizzolatti (CRM 11400), ao serviço de Oftalmologia. O profissional tem subespecialização em Transplantes de Córneas e junta-se ao Dr. Henrique Packter (CRM 383), para alavancar estes procedimentos. Natural da vizinha cidade de Morro da Fumaça, desde os nove anos, o oftalmologista de 30 anos mora

em Criciúma. Sua formação acadêmica passa pela Universidade Federal de Santa Catarina (UF SC), com Residência Médica no Serviço de Oftalmologia do Hospital Regional de São José “Homero de Miranda Gomes”. Dr. Marcos está há cinco anos em atuação na Medicina. Suas experiências profissionais contam com participação em Fellowship em Cirurgia de Córnea, pelo Banco de Tecidos Oculares do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e em Cirurgia do Segmento Anterior pelo Hospital de Olhos, de Curitiba. “Nestes locais, pude aprender e aprimorar as técnicas de transplante lamelar de córnea em que é substituída apenas a camada ‘doente’ da córnea, não sendo necessária a substituição de toda a espessura corneana, favorecendo uma recuperação mais rápida e significativa diminuição da possibilidade de rejeição”, explicou. Ele ainda cita a experiência em técnicas cirúrgicas que utilizam células tronco oculares em algumas patologias corneanas e da superfície ocular. TRANSPLANTE DE CÓRNEAS Além da realização de cirurgias oftalmológicas, o médico tam-

bém está credenciado junto ao Ministério da Saúde para fazer os transplantes de córneas no HSJosé. O especialista destaca que mais de 80% da nossa interação com o meio ambiente e pessoas dá-se por meio do sentido da visão. Assim, a falta dele gera uma série de dificuldades de ordem física, provocando baixo rendimento escolar e profissional, psicológico, quedas, e acidentes. Isso tudo pode acarretar baixa da autoestima, isolamento e, até mesmo, quadros depressivos. Dr. Marcos adianta que falta pouco para a realização do primeiro transplante de córneas nesta nova fase do serviço. A direção do hospital está reequipando o Centro Cirúrgico com equipamentos específicos, como a lâmina de corte. Atualmente, segundo o especialista, 35 pacientes estão inscritos na fila de Criciúma. O procedimento de transplante é feito em cerca de uma hora e meia e é considerado eletivo. O médico considera uma das grandes vantagens da realização desta cirurgia na cidade o fato da pessoa não precisar deslocar, inclusive, no pósoperatório. “A retomada desse serviço agrega valor para toda a nossa região”, vislumbra.

HSJosé monta Grupo de Atendimento Integrado à Oncologia Infantil Não existem dados oficiais da oncologia infantil no Sul de Santa Catarina. Com base populacional em números nacionais e internacionais, é possível arriscar que, a cada ano, são diagnosticados, na região, cerca de 30 novos casos de câncer neste público, sendo, desses, mais de 15 novos de doenças onco-hematológicas, principalmente, leucemias e linfomas. O atendimento a essa demanda configurou-se como uma carência do Hospital São José, muito mais, por forças externas do que pelo interesse da instituição. Contudo, no primeiro semestres de 2010, a partir da contra-

tação do médico, Dr. Tiago Rodrigues Nava (CRM 15771), aventura-se a estruturação de um completo serviço multiprofissional aos pacientes oncológicos infantis. O profissional é especialista em Hematologia e Hemoterapia Pediátrica, com residência no Hospital das Clínicas de Porto Alegre/RS. Natural de Bauru/SP, cursou Pediatria na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O médico teve a iniciativa de formar o Grupo de Atendimento – Unidade Infantil de Onco-hematologia (Guido). Trata-se da união de multiprofissionais da área da saúde para prestar um

atendimento mais completo às crianças e suas famílias. “Não nos adianta termos somente o médico por perto dos pacientes. É necessário o serviço de qualidade, pois é um paciente com demanda de atenção diferenciada”, justificou o especialista. Basicamente, o Guido agrega a Medicina, Enfermagem, Nutrição, Psicologia, Serviço Social e Nutrição. Seus integrantes reúnem-se todas as semanas. Os casos clínicos são discutidos para uma abordagem multidisciplinar e definições terapêuticas para cada paciente ou gerais, conforme necessidade. A maior demanda do HSJosé são as leuce-

mias e linfomas, porém, o próximo passo do serviço é a inclusão de profissional médico para tratar dos tumores sólidos. Cabe ao Guido atender e tratar os pacientes até 18 anos e aqueles com leucemia linfoglástica aguda até 21 anos. O hematopediatra considera que o hospital está em ponto estratégico para ser centro de referência em oncologia infantil. E, para isso, precisa ser a melhor opção aos pacientes, e não somente por estar perto delas, mas por oferecer qualidade no atendimento. “Temos abertura importante da direção nesse sentido”, destacou Dr. Tiago.

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Nova Central de Ar e Vácuo com recurso do bazar A nova Central de Ar-comprimido e Bombas de Vácuo do Hospital São José está prestes a entrar em funcionamento. A estrutura de 50 metros quadrados foi erguida e recebeu os aparelhos. Tudo foi viabilizado com os recursos angariados com o Bazar Beneficente de produtos apreendidos pela Receita Federal. Conforme a diretora de Operações, Ir. Felicita Henz, cerca de R$ 250 mil custearam a compra da Central de Gases Medicinais, de Vácuo e baterias de armazeAparelhos foram alojados com guincho na nova central durante o mês de maio namento. O restante arrecadado,

num total de R$ 362 mil, foi usado na construção física e ligação do sistema novo à atual rede do hospital. Os aparelhos recém adquiridos foram fornecidos pela empresa Daltech Compressores, responsável pela instalação. A ampliação do sistema tem capacidade para comportar o crescimento do hospital pelos próximos 10 anos. São cerca de 220 pontos de arcomprimido, e o mesmo número de vácuo, pelos setores, sendo mais utilizados pelo Centro Cirúrgico e UTIs.

Momentos HSJosé

O Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde do Sul de Santa Catarina (Sinessul) promoveu o curso de Legislação Trabalhista aos profissionais de instituições da região no mês de abril, no auditório do Hospital São José. O conteúdo foi proferido pela advogada e professora do Senac, Andréa Rodrigues. Conforme a assessora jurídica do Sinessul, a capacitação é contínua e visa a instrução e formação dos colaboradores das empresas associadas ao sindicato.

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Em visita ao hospital, o deputado estadual Ronaldo Benedet comprometeuse em dedicar atenção aos pleitos da instituição junto ao Governo Estadual. O legislador ficou de reunir-se com a Secretaria Estadual de Saúde para saber como estão os processos de ampliação do hospital. “Ajudarei o hospital sempre que precisarem, pois é o único que atende pelo SUS e com atendimento de excelência, além de ótimas instalações”, destacou o deputado.

A ex-deputada Luci Choinaki visitou a direção, em maio, para agradecer o atendimento recebido no hospital quando esteve em Criciúma e precisou de atendimento médico.

O Setor de Desenvolvimento Humano promoveu sessão de cinema às mamães para marcar o dia delas.


Troca de nebulização por bombinha contra Gripe A Todos os cuidados para proteger os pequenos pacientes do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) estão sendo observados pela Direção Clínica da instituição. A mudança de um velho hábito está entre as medidas adotadas contra a Gripe A. No mês de maio, foi adotada nova prática para tratamento dos pacientes com problemas respiratórios. O método tradicional de nebulização foi aposentado e entrou em cena o espraie, popular bombinha. O pneumopediatra, Dr. André Rampinelli Mangilli (CRM 11122), ressalta que

o uso dos espaçores é mais recomendado para as crianças por ser mais fácil de aplicar, menos traumático e, até mesmo, mais eficaz ao tratamento. “A Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda para em surtos de doença contagiosa não usar a nebulização, porque aumenta a proliferação do agente pelo ar”, explica o especialista. A nebulização produz o aerosol e o vírus H1N1 pode ser transmitido pelas gotículas emitidas, contaminando quem estiver por perto. Cerca de 40 a 50% dos atendimentos feitos pelo HMISC são de problemas respiratórios. A Semana de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Materno Infantil, em maio, foi marcada pelo tema “Lavagem das Mãos - um pequeno gesto, uma grande atitude”. A atividade consistiu na lavagem das mãos in loco, com uma pia, foram percorridos os setores para ensinar os profissionais e, depois, avaliar a lavagem por eles mesmos. Utilizou-se como forma: guache e detergente e uma simulação de pia. Perucas e outros adornos foram vestidos para, além de descontrair, conscientizar da importância de lavagem das mãos. Com isso, foram realizadas culturas das mãos de uma amostra de funcionários da UTI, para a posterior avaliação. Botons e material informativo também foram distribuídos.

Enfermagem em destaque A Gerência de Enfermagem do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) promoveu a 1ª Semana de Enfermagem da instituição. As atividades ocorreram de 11 a 13 de maio, no auditório da Esucri, pois o evento foi em parceria com a escola de Ensino Técnico. A semana foi idealizada em alusão ao Dia da Enfermagem, 12 de maio. As palestras foram realizadas no período da noite, sempre enfocando o tema “Cuidando do Cuidador”. A gerente de Enfermagem, Patrícia Ribas, explicou

que é muito importante zelar pela assistência do profissional de enfermagem, principalmente, no lado emocional, procurando sempre motivá-lo. No Dia da Enfermagem mesmo, ocorreram dentro do hospital oficinas de arte e beleza. Um momento de descontração aos 11 enfermeiros, 60 técnicos e dois auxiliares. A parceria com a Esucri deu-se em decorrência da união da instituição de ensino com a de saúde, agregando valores aos profissionais já em atuação e aos futuros, que estão em formação.

Capacitação continuada

Palestras da Semana de Enfermagem no auditório da Esucri

A direção do HMISC tem preocupação com a formação e qualificação de seus profissionais, por isso, desenvolve o Programa de Capacitação Continuada. São 40 horas semestrais de cursos voltados às necessidades do diaa-dia da instituição de saúde. Conforme a gerente de Enfermagem, Patrícia Ribas, o objetivo é aperfeiçoar as aptidões dos colaboradores para prestarem assistência de qualidade aos pacientes. Entre os temas já destacados este ano: Pediatria, Protocolo de Sala de Emergência, Assistência de Enfermagem na Ventilação Mecânica e Reanimação Cardiopulmonar em Pediatria. Também todos os enfermeiros estão treinados para fazerem coleta de material em suspeita de contaminação pelo vírus H1N1 e fazer a notificação do caso. Ainda em maio, ocorreu o Dia de Controle de Infecção Hospitalar, com o tema “Lavagem das Mãos – pequeno gesto, grande atitude”.

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PRESSÃO ARTERIAL A prevenção é feita na diminuição de sal nas comidas. Evitar o estresse e procurar o médico em caso da pressão arterial estar alterada. Atividades físicas orientadas também são importantes aliados na saúde do coração. O motorista Valdair Dias da Silva, de 43 anos, não perdeu a oportunidade de garantir que está tudo em dia com sua saúde. “Fiz o teste de diabetes e verifiquei a pressão, só mesmo, para prevenir”, apontou um dos atendidos.

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA As pessoas precisam conscientizar-se da competência de cada estabelecimento de saúde, para receberem o atendimento mais adequado e ágil. O tratamento eletivo, aquele que pode esperar ao dia seguinte, deve ser procurado nos Postos 24 horas e unidades dos bairros. Pesquisa recente apontou que 40% dos pacientes atendidos na Urgência e Emergência poderiam procurar outro local, deixando de super lotar este setor do hospital.

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CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM Um dos setores mais estruturados do hospital e que passou por recente reformulação divulgou suas competências na praça. A importância da realização dos exames e as diferenças entre eles foram algumas das informações repassadas. Estiveram expostos materiais usados na proteção radiológica e ainda orientados os pacientes sobre os preparativos a serem observados antes dos procedimentos.

PROGRAMA DE RESÍDUOS E SEGURANÇA NO TRABALHO O grupo responsável por estes serviços de apoio apresentaram a preocupação do hospital com as questões ambientais. O ponto alto foi a distribuição de sementes de girassol em uma caixinha de película de raiox reciclada. O foco ainda foi divulgar que a instituição não se preocupa somente com o uso das luvas e máscaras, mas em total proteção do trabalhador, fornecendo os itens completos de equipamentos de segurança.

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A prevenção é o melhor remédio, já diz aquele velho jargão. Como forma de aproximar-se da comunidade, o Hospital São José, anualmente, amplia suas fronteiras e deixa os limites físicos dos muros que o cercam para prestar serviços na Praça Nereu Ramos. Em 2010, o tradicional evento “Hospital na Praça” ocorreu em 10 de maio. Cerca de 10 temas de saúde foram divulgados e oferecidos à população. Durante todo o dia, 1.728 atendimentos foram realizados, com o envolvimento de 132 profissionais e alunos


DIABETES A orientação para quem não tem a doença é focar na prevenção. Já quem apresentava o índice de glicose alterado, foi encaminhado ao atendimento médico. As pessoas devem cuidar de tudo que contém açúcar ou já vem adoçado, como refrigerante, chocolate e leite condensado. Para quem tem histórico familiar e ainda não é diabético, os cuidados devem ser redobrados. Comer saudável é questão de hábito.

ALEITAMENTO A professora Ingrid Steiner, 38 anos, estava em período de aleitamento de sua filha de um ano e oito meses. Sua dúvida era como retirar a amamentação sem causar trauma à criança. “Saí satisfeita com as informações”, garantiu. A abordagem mais direta ocorreu às gestantes. As mamães de primeira viagem foram as que mais tiveram dúvidas a esclarecer.

enção

praça

da Escola Técnica de Enfermagem da instituição. Pressão arterial, diabetes, gripe A, aleitamento, câncer de mama e muitos outros temas em saúde foram desmistificados. Conforme a gerente de Enfermagem, Rita Lindemann, o evento tem como objetivo levar os serviços prestados pelo Hospital São José para perto da população. É o momento que os limites da instituição ampliam-se além muros e os profissionais estão em contato com as pessoas antes que elas precisem do atendimento dentro do hospital.

CONTROLE DE INFECÇÃO A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) também marcou presença ao evento e tratou do assunto do momento: a Gripe A. A maior dúvida da população foi quanto aos locais de vacinação na cidade. Contudo, ainda receberam orientação sobre a prevenção, como a higienização das mãos e quais são os sintomas apresentados quando da contaminação pelo vírus H1N1.

DOAÇÃO DE SANGUE E MEDULA O vendedor Ernani Costa, 46 anos, fez uma pausa no trabalho para tirar suas dúvidas. Ele queria saber o horário de funcionamento do Hemosc de Criciúma, para ir doar sangue. Recebeu a orientação de que é um procedimento bastante fácil. Basta ir alimentado e levar documento de identidade. O hemocentro precisa constantemente aumentar sua demanda, pois até cirurgias eletivas chegam a ser canceladas em alguns períodos de baixa no estoque.

ONCOLOGIA O enfoque foi o câncer de mama, que predomina nas mulheres da região. Elas receberam informações sobre a prevenção e autoexame. Os profissionais também apresentaram o serviço de oncologia prestado no hospital e falaram sobre os cuidados com os pacientes, já que é comum as pessoas terem caso particular para relatar e surgem as dúvidas em relação ao tratamento.

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HSJosé implanta Grupo de Melhorias Num avanço de sua gestão, o Programa de Qualidade do Hospital São José implanta o “Grupo de Melhorias”. Os colaboradores passarão a reunir-se de acordo com setores e áreas afins, para analisar seus processos de trabalho, propor e implantar projetos, focando nas necessidades de cada setor e da própria instituição. A iniciativa foi lançada na manhã de terça-feira (01/06), com a participação de funcionários da Cerâmica Eliane, apresentando uma ideia de melhoria promovida na empresa por um dos seus grupos. O coordenador do Programa de Qualidade, Eduardo Maximo, apontou que o objetivo dos Grupos é melhorar os processos do hospital. “Pequenas ações podem ser uma melhoria. Os colaboradores sabem onde está o problema e, muitas vezes, eles mesmos têm a solução, então, propõem a melhoria”, explicou. Os Grupo de Melhorias tam-bém promovem os participantes, pois contam com a oportunidade de crescer na empresa e desenvolver novas aptidões. Para a instituição, o foco principal é a qualidade, redução de custos e otimização de trabalho.

A partir de seus projetos de melhorias, os grupos serão avaliados e pontuarão para premiação. “Antes, os projetos eram desenvolvidos e talvez não fossem reconhecidos. Agora, a premiação é um incentivo às iniciativas”, comentou o coordenador de Qualidade. Os prêmios serão anuais, em brindes que variam de R$ 100,00 a R$ 200,00, inicialmente. Não há competição entre os grupos, mas, sim, todos que atingirem as pontuações de cada um dos três níveis, serão contemplados. EXEMPLO Oito colaboradores da Cerâmica Eliane apresentaram sua experiência no Grupo de Melhorias. O programa foi implantado na empresa em dezembro de 2007. São, atualmente, 130 grupos de estudos e sugestões, envolvendo 35% dos funcionários. O técnico de Segurança no Trabalho, Alex Matos, citou que os grupos têm grande força na instituição. “São vocês no comando, apontando as necessidades”, incentivou. Enquanto o operador de empilhadeira, Agostinho De Bona, resumiu: “Uma pequena ideia pode trazer um retorno grande aos funcionários da empresa”.

Colaboradores da Cerâmica Eliane apresentaram suas experiências dentro do Grupo de Melhorias da empresa.

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Crianças participam da Semana do Meio Ambiente Semana do Meio Ambiente do Hospital São José expandiu os limites da instituição e conclamou os filhos dos colaboradores a participarem da atividade. Crianças de até 12 anos produziram cartazes com mensagens de preservação à natureza. Os participantes concorrem a duas bicicletas como prêmio. Já aos funcionários, houve distribuição de mudas de plantas. A programação idealizada pelo Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Saúde (PGRSS) teve como tema “Nós somos o futuro de um mundo melhor”. Segundo a coordenadora, engenheira química Márcia Campos, o foco foi conscientizar para as questões de preservação ambiental. “Como forma de envolver os colaboradores e a sociedade, convocamos os filhos dos funcionários, porque as

crianças estão mais ligadas ao tema do meio ambiente”, justificou. Criatividade não faltou. O vencedores foram Marcos Henrique, filho de Valdemir, do Setor de RX; e Rayssa Barros Teixeira, filha de Alexandre Teixeira, do Setor de Estatística.

Fisioterapia na UTI

Pacientes de UTI submetidos a técnicas fisioterapêuticas durante o tratamento intensivo conseguem ter recuperação melhor, após a alta médica. Essa constatação é o resultado da dissertação do fisioterapeuta do HSJosé, Fernando Schmitz Figueiredo, apresentada ao Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde - Mestrado. O estudo foi realizado sob orientação da professora doutora, Cristiane Ritter. Intitulada “Efeitos da fisioterapia respiratória em pacientes ventilados por mais de 48 horas em Unidade de Terapia Intensiva”, a pesquisa foi realizada na UTI do Hospital São José. Durante 10 meses,

o profissional acompanhou 139 pacientes que precisaram de respiração artificial, divididos em dois grupos – apenas um submetido à fisioterapia. “Aplicamos técnicas de higiene brônquica (remoção de secreção) e de expansão pulmonar nos indivíduos deste grupo, que não precisaram receber atendimentos de urgência durante sua permanência na unidade, como ocorreu com o outro grupo”, informou. A realização de fisioterapia, segundo o pesquisador, favoreceu também a recuperação dos pacientes posterior à saída da UTI. *Colaboração Assessoria de Imprensa Unesc


Climaza beneficia hospital com R$ 30 mil em prêmios O Hospital São José foi o sorteado na promoção desenvolvida pela empresa Cirúrgica Climaza - representante de materiais e equipamentos médicos/ hospitalares. A premiação chega a cerca de R$ 30 mil em produ-

tos. Os brindes foram entregues no mês de junho à direção da instituição. Foram um carro zero quilômetro, Uno Mille, no valor de R$ 20.896,00; uma motocicleta também zero quilômetro, no preço de R$ 4,8 mil; além

de dois televisores de 29 polegadas e um aparelho de DVD. A premiação ocorreu depois de pouco mais de um ano de vigência da promoção. A empresa estipulou que, a cada R$ 200,00 em compras, seria gera-

do um cupom. O sorteio ocorreu durante a realização do 32º Encontro Catarinense de Hospitais. O evento aconteceu em abril, na Arena Multiuso de São José, promovido pela Fehoesc e Ahesc. “Estávamos negociando a troca de um carro, porque precisávamos desta melhoria em nossa frota, então, este prêmio veio em ótima hora, para suprir nossa necessidade”, enalteceu a diretora de Operações do HSJosé, Irmã Felicita Henz.

A Prolub

A CDL de Criciúma firmou uma parceria com o Plano de Saúde São José que vai oferecer benefícios aos lojistas e aos seus funcionários. A vice-diretora do Hospital São José, Terezinha Buss, e a coordenadora do Plano, Juliana Zeferino Aléssio, estiveram na entidade no final de abril, no Almoço do Varejo, para firmar o convênio. Entre outras vantagens, os Colaboração texto e foto: Alfa Comunicação associados à entidade e seus funcionários terão isenção de carência e tabela de preços diferenciada. O plano tem abrangência na Amesc, Amrec e Amurel. Outras informações podem ser obtidas na CDL, pelo fone 3431-2100. Em 2010, o Plano de Saúde São José por reformulações. Além de atender ao público individual, a direção planeja ampliar ainda mais sua abrangência junto às empresas. O objetivo é proporcionar que, cada vez mais, trabalhadores tenham acesso ao atendimento por plano de saúde.

Indústria e Comércio de Lubrificantes e Graxas, de Criciúma, fez a doação, em maio, de seis novos ventiladores de parede ao Hospital São José. Os aparelhos foram instalados nos quartos clínicos da unidade de Oncologia. A direção agradece ao sr. Eduar-do Augusto Ronchi, sócio proprietário.

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Nossos novos destaques médicos do hospital Clarissa Borguezan Daros

Eduardo Borges de Medeiros

(CRM 13357) Aos 26 anos, a médica está morando em Florianópolis, para cursar a Residência em Cardiologia, no Instituto de Santa Catarina. Natural de Criciúma, ela formou-se em Medicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) em 2007. Sua Residência em Clínica Médica foi concluída em 2009, junto ao Hospital São José. De volta à instituição, a profissional é plantonista da UTI Cardiovascular deste janeiro desde ano, onde mantém atividades mensais. “Aprecio muito o intensivismo e nossa UTI nos proporciona um ambiente completo, tanto no âmbito tecnológico, quanto no profissional, com médicos aos quais também devo minha formação”, destaca Drª Clarissa. A médica pretende concluir a Residência em Cardiologia, em seguida a de Ecocardiografia, para depois retornar à região Sul, onde irá exercer a Medicina.

(CRM 10393) O criciumense retornou à cidade natal em março deste ano e integrou o Corpo Clínico do HSJosé. Aos 32 anos, ele é formado em Medicina pela UFSC, com especialização em Neurologia Infantil. São 7 anos de atuação profissional, com passagens pelo Hospital Infantil Joana de Gusmão (Florianópolis), Hospital de Clínicas (Curitiba - Universidade Federal do Paraná) e CINDAC TA II, em Curitiba, como médico militar da Força Aérea do Brasil. O Dr. Eduardo teve o apoio de todo o grupo de neurologistas e neurocirurgiões. Sua área de atuação conta com poucos profissionais no mercado do mundo todo devido a sua complexidade. “Cuidamos de crianças e adolescentes com dores de cabeça, epilepsias, dificuldades de aprendizagem escolar, problemas de comportamento, doenças metabólicas, paralisia cerebral, entre outras”, aponta.

Flávia Corrêa Guerra

Saul Pereira Júnior

(CRM 11997) A jovem médica de 30 anos é natural de Jaguarão, cidade na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Formada pela Universidade Federal de Pelotas, em julho de 2004. Trabalhou em Araranguá entre 2005 e 2007, quando conheceu alguns profissionais que atuam no Hospital São José e a própria instituição. De janeiro de 2008 a janeiro de 2010, a profissional cursou a Residência de Clínica Médica do HSJosé. Atualmente, está em Porto Alegre/ RS, completando a formação na área de Pneumologia, no Hospital de Clínicas. Nos finais de semana, retorna a Criciúma para plantões na UTI Geral. ”Pretendo voltar ao hospital ao término dos meus estudos e, assim, poder auxiliar a população do Sul catarinense, que tão bem me acolheu”, almeja a médica.

E AINDA

Cristianne Pacheco Boheme - Médica - CRM 9568 Clarissa Souza - Plantonista UTI - CRM 13357 Jordana Bernardi Baltrozo - Plantonista UTI - CRM 12564 Clarissa Souza - Plantonista UTI - CRM 13357 Everton Coan Berger - Plantonista - CRM 13989

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(CRM 12151) Natural de Braço do Norte, a capital Latino Americana da Moldura, o médico de 30 anos é especialista em Perícia Médica Previdenciária e Direito Previdenciário. Sua formação acadêmica deu-se na Universidade do Sul de Santa Catarina. São já cinco anos de atuação em Medicina de Urgência. O profissional é doutorando no Hospital de Clínicas, de Curitiba; Hospital do Trabalhador, também na capital do Paraná, além do internato no Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão. “A área de Medicina de Urgência torna-se cada dia mais complicada. A decisão de fazer parte do quadro de médicos da emergência do Hospital São José partiu de interesse próprio, pois o médico tem a necessidade de sentir-se útil e, aqui, temos esta oportunidade”, analisa.

Fernando Ressler - Clínica Médica - CRM 12637 José Luiz de Martins Costa Neto - Gineco/Obstetra - CRM 15916 Rodrigo Afonso Muxfeldt - Cir. Geral/Coloproctologia - CRM 11481 Péricles Brasil Junior - Plantonista - CRM 11672 Henrique Candeu Patrício - Otorrinolaringologista - CRM 13411 Marcos Longo Pizzolatti - Oftalmologista - CRM 11400


Comprometimento com a categoria além do consultório Quando uma pessoa exerce Embora o País já estivesse dessua profissão por vocação, os a- lanchado na especialidade e Drª nos passam e ela mantém a mes- Mari, inclusive, teve professoras ma vitalidade do início da carrei- na Residência, ela lembra que ra, exercendo sua função com fer- em alguns lugares as mulheres vor e dedicação. Em 22 anos de ainda não eram aceitas. “Os coMedicina, a anestesiologista, Drª legas me perguntavam: - Tá, mas Mari Sandra Petry (CRM 5733), você vai ter de sair ao meio-dia venceu todas as barreiras do prin- para fazer almoço?”, ilustra, rincípio de sua formação e, hoje, do, agora, daquele momento, dá passos mais largos, liderando que durou pouco, pois logo os os próprios colegas ao assumir outros quatro anestesistas acostua Direção Clínica do Hospital maram-se com a médica. São José. A médica é natural de Cruz AlMEDICINA ta/RS e graduou-se na FaculdaComo faz o que gosta, a profisde de Medicina sional garante da Universidanão ter sentido “A Direção Clínica tem me vontade de não de de Passo feito ver de forma mais Fundo. A resifazê-lo mais. dência em A- ampla, quando, muitas vezes, Contudo, a anestesiologia oolhamos muito unilateral” nestesiologista correu no Hosincomoda-se pital Universitácom alguns ponrio de Santa Maria e, logo após tos da profissão. “O perfil de ala conclusão do curso, a jovem guns médicos que vemos não é transferiu-se para Criciúma, se- aquele que a sociedade precisa, guindo seu esposo, o também mas não me cabe mudar, infelizmédico, Dr. Gervani Bittencourt mente. E essa diferença é ruim Bueno (CRM 5591). para todos: sociedade e categoSua escolha profissional foi um ria”, alega. processo natural. Ela conta que Por outro lado, a Medicina lhe a decisão era antiga e sem influ- trouxe grandes experiências e ência da família, pois o pai era muitos momentos marcantes familitar e a mãe professora. “Eu zem parte de sua trajetória. “Algupensava que traria alívio ao des- mas coisas me marcaram muito”, conforto alheio e teria conheci- afirma a médica, citando exemmento técnico que me proporcio- plos, como no fato de um acidennaria uma profissão”, justifica. te com ônibus escolar, há uns 12 Um dos seus desafios do início anos, quando eram muitas as da carreira foi vencer o precon- crianças feridas. Outra passagem ceito. A presença feminina no ilustrada pela diretora clínica é a Centro Cirúrgico do HSJosé des- de um menino de Siderópolis, toava da predominância mascu- que perdeu as duas pernas e solina. breviveu.

A anestesiologista também atuou no procedimento cirúrgico da mesatenista Bruna Costa, de Criciúma, atleta que não tem um dos braços. “Toda vez que a vejo no jornal, lembro do trabalho que fizemos e ela seguiu a vida e está tendo sucesso”, enaltece, embora aponte coisas ruins. “Depois que fazemos tudo que sabemos, usamos tudo que está ao nosso dispor e perdemos uma vida, isso ainda marca muito”.

Sobre a sua especialidade, Drª Mari destaca o avanço tecnológico da Anestesia. Ela comenta que os médicos trabalham com a segurança proporcionada por todo o aparato disponível. “Minha geração viveu esta mudança e temos a nossa disposição no hospital toda a tecnologia do momento. A instituição cresceu muito nos últimos oito anos”, pontua a diretora Clínica.

Desafio de mediar Pelos próximos dois anos, a anestesiologista Mari Sandra Petry estará à frente dos quase 200 médicos do Hospital São José. Como diretora clínica, tem a função de intermediar os conflitos entre Corpo Clínico e a direção da instituição. No período anterior, ela foi vice da ex-diretora, Drª Carmen Aguiar Grandi (CRM 5690), com quem diz ter adquirido um novo olhar. “O trabalho com a Carmen sempre foi muito aberto e me ensinou a ver os vários ângulos da Direção Clínica”, explica. A médica argumenta que a função tem lhe feito observar de forma mais ampla, pois, muitas vezes, o olhar é unilateral. A Direção também é res-

ponsável pela normatização do Corpo Clínico, ingresso de novos médicos e administração do fluxo dos profissionais, como a parte ética. Para a experiente médica, a qualidade do Corpo Clínico do HSJosé está vitalizada nestes últimos anos e o crescimento é, principalmente, em qualidade. Ou seja, quem vem para a instituição, sabe que é um hospital de grande porte e vem com este perfil e bom curriculun. Por outro lado, a líder dos médicos contextualiza que o atual momento é de efervescência do Corpo Clínico. “Os médicos têm anseios e estamos numa transição com a administração”, considera.

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Fala São José  

Informativo do Hospital São José dos meses de maio e julho

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