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pag. 123

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PARABENS, JIMMY PAGE!

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No Ultimo dia 9 de janeiro, o eterno guitarrista

do Led Zeppelin completou 70 anos de ldade

“Muito bacana a matéria de capa sobre high-tech ou vintage. O tema é motivo de discussao constante entre mslcos e produtores. Como vocés disseram, ambos os resultados sao muito bons. Se quem estiver gravando ou produzindo tiver bom senso, as diferen— gas sao minlmas, lmperceptiveis. Porém, se , quem estrver no comando das gravagoes ou mlxagem gostar demals de plug-Ins e acabar vlaiando, além de o som ficar artificial, puro demais ou com efeltos multo trabalhados, 0 mdsico iamais conseguira reproduzir ao vivo . um som parecldo. Goster multo, fagam mals matérias do tipo. Obrigado!"— Marcos de Antonio Souza "incr|'vela matéria com Yngwie Malmsteen! A revista esta top!" Johnny Machado

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“Gostei da matérla de capa, principalmente do video dlsponivel no site. Acho que os dois grandes lances em relagao ao digital e analoglco sao o gosto do guitarrlsta — se prefere 0 timbre virtual/digital ou analogico — e o feedback. Alguns mslcos sentem a necessidade de ter o feedback de um amp de verdade quando estao gravando, e eu me enquadro

e Guitar Player pediu, no Facebook, a opiniéo

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dos le/tores: “Qual é 0 melhor riff de Jimmy Page?" Os mals votados foram os de Whole Lotta Love e Kashmir, seguldos de perto por Heartbreaker e How Many More Tlmes. Outras mslcas citadas foram Stairway to Heaven, Slnce i‘ve Been Loving You, . Communlcatuon Breakdown e For Your Life.

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nisso. As simulagoes vlrtuais sao bem proximas dos equipamentos reais, mas sentir 0 som quente vindo dlreto do amp verdadeiro faz uma certa diferenga na hora em que estamos tocando." — Cesar Ricky Mendes

"Vintage ou high—tech! Essa matéria vai fazer historia. Gosto muito de tecnologia e quero ver logo essa GP!" — Sandro Salino “Nao importa se é vintage ou high-tech, mas, sim, o resultado nal e quem esta ‘pilotando' 0 instrumento." -Alexandre Bastos

Minha historia com a guitarra teve inlcio ha mals de 20 anos, quando ganhei meu primeiro violao e comecei a ter aulas. O plano inicial era passar para o contrabalxo, influenciado por Duff McKagan e o estouro do Guns N’ Roses nos anos 1990. Mas, por nao encontrar professor de contrabalxo, resolvi estudar guitarra, apaixonel-me e nao parei mais. Ja sao mals de i5 anos dedicado a esse instrumento e a msica. Uma bela caminhada, com derrotas e vltorias, como a indicagao dupla (Melhor Disco Pop e Banda Revelagao) ao troféu Louvemos 0 Senhor — malor prémio da mlislca catolica na atualidade —, com a banda Sagrada Face, em 2009. A Sagrada Face acabou e, hoie, fago parte do grupo Ardus (Amigos Reunidos em um Deus Unico e Salvador), que faz um pop rock cristao simples e sincero. Meu equipamento consiste em uma Washburn N2 Nuno Bettencourt Signature, que me acompanha desde 2001, uma Shelter Nashville, um vlolao Takamlne G240 e uma pedalelra Boss GT-100. E assim que vou a luta atualmente. E, no Ultimo show da banda, ganhei uma parceira. E a llnda Marla Lulza, filha de um casal de grandes amigos meus. Apesar de novinha, ela la mostrou ter rock na vela! Jorge Veloso

Se vocé rem uma histor/a legal sobre sua exper/énc/a como guitarrista, seja de equipamento, estudo, show ou outro assunto. envle para gu/tarplayer@gultarplayencom.br Vocé pode apanecer na segao Comunidadel

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DIRETORA GERAL

Teresa Melo

ITOR-CI-EFE

David Hepner

DESIGN GRAFICO

Luiz Zonzini e Renato Canonico

EDITOR TECNICO

Jaques Molina

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DE EOUIPAMENTOS

Flavio Gutok

EDITOR TECNICO DAS a

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LICDES COM AUDIO

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COLABORARAM EDICAO TEXTOS: Alexandre Spiga, Andre Martins, Camila Dourado, Fabio Carrilho, Guilherme Zanini, Henrique

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lnglez de Souza, Henry H 0, Heverton Nascimento, Homero

Dedico-me bas-

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Melhor coorde-

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Bitrencourt, Kiko Loureiro, Marcos Popolo, Mr. Fabian, Ricardo Giuffrida eTatiana Para.

Todos os

Preciso de mals

tante ao estudo

Sensibilidade e

aspectos.

nacao entre as

s:<aur:.:»n=.er~.>;e

foco e organi-

de técnica, mas

ldentldade sao

Para que se

maos esquerda

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zagao nos es-

nao conslgo

coisas diceis

concentrar

FOTOS: Danny Clinch/Divulgagao, Elastic People/ Divulgagéo Warner Brasil, Eliton Tomasi/Divulgagéo, Hélio

e dlreita. lsso

Melhor coorde-

tudos. Hoje me

usa-la de forma

de conseguir.

em uma Unica

Denteado, Jay Blakesberg Jessica Pettyjohn, John Zocco,

faz a dlferenga

nargao entre as

dla, com tanta

melodlca, em

Santana e

coisa quando

na execucao.

maos esquerda

informacao dls-

prol da mosica.

outros gultar-

vocé pode

Mlnha mac da

ponivel, a gente

Necesslto es-

rlstas la alcan-

se aprimorar

escala é bem

faz a dlferenga

acaba pulando

tudar bastante

caram esse

em todas as

rapida, mas

na execugao.

etapas.

harmonia, fra-

obletivo. Ser

dlregoes?

e

dlrelta. lsso

.;nicr Camoos, Kennedy Fotograa, Leandro Almeida, Luciana Adegani, Marcus Ferreira, Mary McCartney, ’-‘eilssa I—_i-nmel, Pedro Zola, Ricardo Macedo, Ricardo ‘/oniz, Travis Shinn, WalterJi3nior.

TRADUCAO:Vera Kikuti.

nem sempre a

Mlnha mao da

seado e lingua-

conhecldo pelo

PUBIJCIDADE

mao da palheta

escala é bem

gem de outros

meu timbre é

Antonio Gomes

esté em total

rapida, mas

instrumentos.

0 que preciso

slntonia e, nes—

nem sempre a

Sempre havera

alcangar!

se caso, é so

mao da palheta

algo para se

nota na trave!

esta em total

aprender na

sintonia e, nes-

miislca.

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E-mail: g_=itar: ag./er@guitarplayer.combr Tel:

ka

MARKETING ASS l?\ QTGRA, T\l.}‘MEROS ANTERIORES E

‘-/E\lDA DIRETA

Tel: (I1) 3044-I807

se caso, é so

E-mail: sac@editoramelody.com.br

nota natrave!

Coordenadora: Mara Simoes

Cinthia Alves

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IMPRESSAO

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(II) 3044-I807

Prol Graca

Preciso me-

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melodlcos ve-

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lozes que real-

Preciso melho-

acho que nao estou muito

cem a melodia

rar multo meu

de em tocar no

principal.

ouvido musical.

preclso na

Sem ele, nao sel

execucao das

nem para que

escaias.

tempo certo.

lado devo

FC Comercial e Distribuidora

Guitar Player (ISSN 1413~4721) é uma publicagao mensal da Editora Melody Ltda., sob licenga da Newbay Media (USA). Tel: (II) 3044-I807 Os editores nao se responsabilizam pelas opinioes emltidas por colaboradores em artigos assinados.

motora, mas

Tenho dificulda-

DIST RIBUIQAO EXCLUSIVA

PARA TODO O BRASIL

meu senso me-

blndo escalas. Busco padroes

Bends. Sou

maig 9 melhgrar

av

descendoesu-

20.000 Exemplares

poder estudar

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Nao quero car

TIRAGEM

Gostaria de

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GUILHERME ZANINI

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HASOANOS,MAISPRECISAMENTENODIA 9 de fevereiro de 1964, os Beatles se apresentaram pela primeira vez no Ed Sullivan Show, tradicional programa televisivo dos Estados Unidos. Poi a partir dessa data que jovens das mais diferentes regi6es da América decidiram empunhar uma guitarra para tentar a vida como artistas ou apenas se divertir ao som de uma seis-cordas. Naquele dia, a chamada Beatle-

que o sucesso dos Beatles nesse show televisivo foi obra do acaso. Assim que a banda virou febre na Inglaterra e, posteriorrnente, na Europa, foi montada uma estratégia de marketing pelo empresario do quarteto, Brian Epstein. A ideia era simples, porém ousada: os rapazes de Liverpool so iriam atravessar o Atlintico em direcao aos Estados Unidos quando estivessem na primeira posicao das paradas de sucesso na terra do Tio Sam. Os Beatles jé tinham certo reconhecirnento nos Estados Unidos, em virtude de alguns dos seus primeiros singles,

mania ganhouomundo. A apresentacio de John, Paul, George e Ringo foi assistida por 73 milhoes de pessoas, recorde absoluto para a época e, ainda hoje, referéncia em termos de transmissao televisiva de entretenimento. Antes dos Beatles, a ultima performance de enorme repercussao no Ed Sullivan Show ocorrera em 1956, quando Elvis Presley requebrou os quadris diante das cameras, causando espanto nos conservaclores, mas servindo de modelo de rebeldia para

como I Saw Her Standing There, Love Me Mist and Shout. mas ainda careciam cle um grande sucesso nas radios norte-americanas. E isso aconteceu no dia 1 de fevereiro de 196-i, quando o single I Want to Hold Your Hand chegou ao posto mais elevado da parada musical da Billboard. Conforme a meta estabelecida por Brian Epstein, uma semana mais tarde os Beatles desembarcaram no aeroporto JFK, Do e

os adolescentes. No enta.nto, engana-se quem pensa

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em Nova York, para a visita que mudaria os rumos do pop e rock. Na recepcao, os Fab Four foram surpreendidos por dezenas de jornalistas e fotégrafos, e também por uma multidao que, desesperada, gritava pela entio nova sensacio artistica vinda da Europa. A ida dos Beatles para uma excursao nos Estados Unidos, segundo alguns jornalistas musicais da época, signicou 0 ressurgimento do rock em uma posicao de destaque. O grande sucesso que o genero alcancou dez anos antes havia perdido a forca. Elvis Presley, nos anos 1960, abdicou de sua condicao de rei do rock para se tornar astro de cinema. Buddy Holly havia morrido em um desastre de aviao, em 1957. Chuck Berry teve complica<;6es com a justica. Jerry Lee Lewis casou-se com uma prima de apenas 13 anos de idade, 0 que gerou uma péssima repercusso na carreira do jovem astro. E Little Richard havia se tornado religioso. A época também marcou a ascensio de conjuntos vocais, chamados popular1nente de D00 Woop, que se caracterizavarn por letras romanticas, cantadas com perfeicao, mas sem a atitude do rock. Outra novidade que os Beatles trouxeram para 0 rock, no inicio da década de 1960, foi 0 conceito de banda sem Lu'n lider principal, diferentemente de Buddy Holly and the Crickets ou Gene Vincent and the Blue Caps, apenas para citar dois exemplos. Voltando a 1964, apos concederem uma entrevista coletiva no Central Park, os quatro rapazes de Liverpool caram dois dias no Plaza Hotel, em Nova York, tentando entender o que estava acontecendo. As capas dos jornais, os programas de radio e boa parte dos noticiarios televisivos davam ampla repercussiio ao fato de os Beatles estarem nos Estados Unidos. Pela primeira vez o povo norte-americano, acostumado a criar os préprios idolos, via-se na condicio de receber com fanatismo um artista estrangeiro. As redondezas do canal CBS, onde era transmitido o Ed Sullivan Show, estavam lotadas de fas atrés de ingressos paraaapresentacao do


dia 9. Até o entao presidente Richard Nixon havia solicitado entradas para suas lhas. Eis que chega o domingo, dia da transmissio. Os Estados Unidos parados, as familias reunidas em frente aos televisores para ter o primeiro contato ao vivo com aqueles quatro rapazes britanicos que usavam ternos, balancavam a cabeca e resgatavam a energia do rock. Ao serem chamados ao palco por_ Ed Sullivan, o que se ouviu foi uma histeria coletiva que tomou conta do auditério da CBS. jovens gritavam e choravam, pareciam incrédulos ao verem que John, Paul, George e Ringo estavam ali, diante dos seus olhos. A apresentacao comecou com a musica All My Loving, na qual George Harrison logo demonstrou sua habilidade na guitarra, inserindo um inspirado solo de country, altemando palheta e dedos na méio direita, no estilo de Chet Atkins. Na canco seguinte, a balada Till There Was Wu, dois destaques: a interpretaciio de Paul McCartney, cheia de emocao, e novamente George, que executou um solo belissimo, com inuéncia de jazz e musica espanhola. A primeira parte do show acabou com mais histeria, ao som de She Loves Km, que ja havia sido lancada como single, mas nio obteve éxito nos Estados Unidos. Pouco importou. Naquele memento, toda juventude norte-americana ja havia decorado as letras da dupla Lennon/McCartney. Na segunda parte do programa, o quarteto levou novamente a plateia ao delirio com I Saw Her Standing There e I Want to Hold Your Hand, na qual o destaque foi a base de guitarra de John, que serviu como principal elemento ritmico da canco. A apresentacio fez tanto sucesso que, até hoje, astros do rock lembram com carinho daquela noite de domingo. Na cancéo I Saw It on TV, John Fogerty, ex-lider do Creedence Clearwater Revival, menciona a aparicio dos Beatles no Ed Sullivan Show. Para Gene Simmons, do Kiss, aquele show foi determinante em sua vida. “Eu nao estaria fazendo 0 que faco hoje se nao fosse pelos Beatles. Quando os vi no Ed Sullivan Show, nao acreditei que aqueles rapazes vindos do nada podiam fazer aquela musica", disse Simmons ao jornal Liverpool Echo. Richie Sambora ressalta a inuéncia dos Fab Four em sua iniciacao musical. “Lembro que sentei no chio de minha casa para ver os Beatles na televisao. Eu tinha apenas cinco anos e, ento, ja pensei que era aquilo que queria fazer. Nessa idade, criancas pensam em ser bombeiro, policial ou até mesmo presidente da repblica. Eu nao”, contou o guitarrista ao site Music Radar. Joe Perry, do Aerosmith, também sentiu o impacto da apresentacao dos Beatles no Ed Sullivan Show: “Eu ja havia escutado algumas cancoes deles antes de vé-los na televisao, mas assistir aquele show mudou minha vida. Eu sabia que algo no mundo estava diferente naquela noite. No dia seguinte, na escola, nao falavamos sobre outra coisa”, revelou ao Music Radar. -v I Fogerty, Simmons, Sambora e Perry sao apenas alguns exemplos de idolos que tiveram as vidas transformadas pela obra dos Beatles. O rock feito na Inglaterra naquela década, por Rolling Stones, The Who, The Animals, The Yardbirds, entre outros gmpos, passou a fazer sucesso em todo 0 mundo apos a explosao dos Beatles, no que cou conhecido como Invasao Britanica. Passado meio século, o que se vé é um nmero cada vez maior de bandas homenageando os rapazes de Liverpool. A Beatlemania parece que nunca ira acabar e hoje alimenta uma industria fortissima. Prova disso é a enorme quantidade de itens dos Beatles que estao 5. venda no mercado. Infelizmente, Lennon e Harrison

jé nio estéo mais entre nos para ver 0 impacto que ainda causam, geracao apos geracao, em artistas consagrados e apreciadores de uma obra que atravessou décadas e é, sem duvida, um dos maiores patrimonios culturais de todos os tempos. O que seré da musica no futuro? Dicil prever. Certo mesmo é que, em algum lugar, sempre havera um jovem aprendendo a tocar cancoes dos Beatles. E 0 inicio desse fenomeno mundial -I aconteceu em um programa de televisao, 50 anos atrés.

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John Lennon Gultarra Rlckenbacker325C58 e ampllcador Vox AC50 com dols alto—falantes de12" Celestion G12 de alnico. George Harrison Gultarra Gretsch Country Gentleman e amplicadorvox AC50 com dois alto-falantes de12" Celestlon G12 de alnico. Paul Mccartney Balxo Hofner 500/'Iv64 e cabegote Vox AC1O0 ligado a uma calxa 2x15.

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nalizada quando recebemos a informa<;éio de que 0 grande guitarrista Hélcio Aguirra foi encontrado morto em seu apartamento, em S50 Paulo (SP), na tarde do dia 21 cle janeiro. A causa da morte ainda no havia sido divulgada até o fechamento desta edigio, mas 0 msico sofria de hipertenséo. Existe a suspeita de infarto. Uma triste noticia para a comunidade da seis-cordas no Brasil. Um dos guitarristas mais respeitados do rock nacional e uma das guras mais carisméticas e importantes do cenério do heavy metal/hard rock brasileiro. Aguirra fez parte do Harppia, nos anos 1980. Depois, formou 0 Golpe de Estado. banda de hard rock com a qual langou oito albuns. O mais recente foi Direto do Fronte (2012). Hélcio integrou também 0 projeto de rock instrumental Mobilis Stabilis. Dono de uma pegada e timbre inigualéveis, dedicou uma vida inteira A mtisica e ao estudo de toda uma alquimia sonora composta de vélvulas e amplicadores, tornando-se um grande especialista nesse assunto. Aguirra nos honrou com sua valorosa colaboragio em intimeras matérias, a exemplo da reportagem de capa da edieio de janeiro/2014, sobre equipamentos high-tech e vintage. E quando tinhamos qualquer tipo de dvida a respeito de amplicadores valvulados, era a ele que recorriamos. Hélcio podia ser considerado membro da familia GP. Na préxima edigio, publicaremos uma justa homenagem a esse nobre cavaleiro da guitarra. -jaques Molina

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posicoes. Elas sao as verdadeiras estrelas. Nao considero os solos virtuosisticos — néio foi esse 0 foco. Estao mais a servico da composicao como um todo. Nesse sentido, apostei em uma estética economica mais préxima do pop do que do jazz. As msicas nao passarem muito de cinco minutos e nao haver uma “la” de improvisadores foram decises conscientes. A faixa jaguar, por exemplo, tinha sete chorus de improviso na pré-produco, sendo trés de piano e quatro de guitarra. N0 nal, optei pela simplicidade, deixando apenas dois chorus de improviso de guitarra. Quais foram os élbuns de gultarrlstas que lhe servlram de Insplraco para produzlr este CD? Posso citar A Go Go (John Scoeld), We Live Here (Pat Metheny Group), Tl1at’s Right (George Benson), Tiger Walk (Robben Ford), Gone, just Like a Train (Bill Frisell) e Moonstone (Toninho I-Iorta). Vocé tem formacio Jazzlstlca, mas nao abrlu mao de explorer tlmbres variados, desde sons llmpos até overdrlve, wah-wah, trémolo e tlmbres superdistorcidos. Uma determlnada sonorldade pode levar vocé a tocar de uma manelra peculiar? O timbre denitivamente clirecisna c modo como vocé aborda a performance e 0 clima que deseja para a miisica. LE: som limpo permite tocar articulado, como urn trompetista Bom exemplo é 0 solo nal que z em Road to Minas. Jé. um som corn o\'erdrive possibilita tocar ligados e com sustain. como um instrumento de arco. Essa abordagem aparece no solo de Playground. Em Marginal, send que 0 solo pedia um clima épico, de fuzz com wah-wah, uma pegada heavy metal mesmo. Foi um desao interessante —realizei um solo completamente fora da minha zona de conforto, tendo que tocar na linguagem que 0 timbre exigia. como gravou os lmprovlsos de gultarra? Reallzou dlversos takes sobre bases ia prontas? Pela estética mais pop que escolhi para realizar o trabalho, rive a liberdade de gravar todos os instrumentos separados, algo que néio é adequado em um trabalho de jazz tradicional, em que é muito importante a interacao ao vivo entre os mL’1sicos.Nao foi diferente com os improvisos. N50 medi esforcos para fazer a quantidade de takes necessaria para atingir o resultado desejado. Considero um erro de conceito achar que 0 que importa em um improviso é a espontaneidade e o frescor de um primeiro take.

Dani Andreotti fala sobre as ferramentas

que usou para gravar 0 disco

Mundo Préprio.

GUITARRAS Heritage H-535 — “lnstrumento multo versatll e de resposta dlnamlca precise. Todas as notas soam com consisténcla por toda a escala". lbanez PMIOO — “Som elegante e extremamente confortavel para tocar. so tem o captador do brago, ou sela, nao possul multa varledade de tlmbres — é um som de jazz clésslco. Fol mlnha gultarra principal no CD Uplifting, que gravel com o UPTRIO, em 2009". Fender Telecaster — “Tele japonesa fabrlcada em 1987. Troquei os captadores — agora equlpada com um humbucker Gibson 490R (brago) e um DiMarz|o Area Hot T (ponte). Considero minha guitarra principal atualmente. E arlsca, mas com muita personalldade".

AM PLIFICADOR Fender Hot Rod Deville 2'12 Ill

"Adoro seu som blueselro, que é multo expressivo".

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Dunlop Cry Baby Classic, lbanez T59, Boss Super Chorus CH-1, MXR Carbon Copy, Boss Digital Delay DD-6 e Electro-Harmonix Freeze.

CORDAS

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Ernie Ball 2220 (.011) “Uso em todas as gultarras. Tem som brllhante e boa durabilldade. Faz anos que so uso corda aspera, mesmo em gultarra dejazz. Acho que o instrumento ca mais expresslvo do que quando equlpado com corda llsa."

formeasldelas vlnham aparecendo? Exatamente. A partir do arranjo bésico,

lsso é vélido em uma gravacao ao vivo, na qual vocé esta envolvido em uma atmosfera iinica, lidando com a energia da banda e do pblico em tempo real. Em estdio, vocé nio consegue simular essa energia. Vocé deve ter em mente que esta eternizando um improviso. Ele sera ouvido imimeras vezes, portanto, a coerencia, o contorno narrativo e a dramaticidade do solo precisam ser muito bem pensados. Como desenvolve seu lmprovlso? Vocé pode lnlclar uma idela a partlr do zero se mudar de guitarra? Na maior parte das msicas, usei mi-

foram surgindo as ideias de texturas para preencher os espacos. Em Pretty Stuff, senti que cabia aquela classica guitarra ritmica de fimk tao usada nos discos de James Brovvn e Michael Jackson. A msica 7 Mosquitos quase nao entrou no disco justamente pelo arranjo. Se vocé perceber, ela é a faixa mais diferente do album. Enquanto todas as outras possuem o groove “no chic”, 7 Mosquitos tem esse ritmo de Nova Orleans que soa mais “no ar”, além de ser a (mica em que 0 violao de aco é a voz principal e ter um solo de tremolo a la Bill Frisell. E uma faixa iinica, que, por certo tempo, me fez achar que destoava do restante do disco. Mas, no nal, ouvindo a opiniao de amigos, tomei a étima decisao dc manté-la no CD. Ela tem um charme especial e é uma das -i minhas composicoes favoritas.

nha Heritage H-535 como guitarra principal. Para cada solo, jé. tinha uma ideia clara de que timbre usar e que abordagem explorar, ou seja, niio z muitas experiencias com outra guitarra ou sons muito diferentes. As excecoes foram 0 violao de nailon em On My Way, 0 violio de ago em 7 Mosquitos e a Telecaster em Do You See?. Vocé construlu texturas dlferentes por melo de gultarras com tlmbres dlferentes sobrepostas, como em 7MosquItos (vlolao de ago e gultarra com tremolo) e PrettyStuff (trés gultarras, em alguns momentos). Como trabalhou os overdubs nos arranlos de sues mslcas? Fol acrescentando conI

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Ulado Professor do uitarero TRES DICAS ESSENCIA

MINHA EXPERIENCIA co|v|o PROFESSOR: me ensinou que muitos dos aspectosrrquel considero essenciais para tocar nio estao presentes nas técnicas dernui-pl tos dos meus alunos. Acho, que, Vmuitasp vezes, quancllo alguém diz “Ele tern boat técnica, mas falta algurna coisa”,lo que esta faltando, na verdade, é parted? da técnica. Aqui estio trés coisas“ que*ins-

trumentistast iniciantes e intermediarios devem observar se. desejam clesenvolver suas habilidadesp gj“ Y

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UMA GTIMA NOTA Ter boa técnica envolve dominar muitosf elementos, incluindo entonagio, vibrato e dinémicas, juntamente com um conhecimento de coisas como andamento e tonaliclade — que forhecem o contexto musical e ipermitern fazer boas escolhas de notas. Se vocé ignorar esses aspectos, o desastre sera inevitével. Como professor, é meu trabalho aborclar todos esses assuntos ao longo do tempo sem sobrecarregar o aluno, de modo que, no nal das contas, ele possa tocar uma nota que soe étima. Se vocé conseguir fazer uma nota soar bem, pode fazer com que todas as suas notas soem bem. *

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alternancia de som baixo/som alto que cria a vibe do shufe. Muiras coisas legais surgem quando vocé aprende a con-at trolar 0 volume da nota com a palheta, e“ é impossivel fazer isso em andarnentoé rapidos quando vocé esta comegando, Entao, quando vocé for tocar um shu-"P fe em andamento lento, tente primeiroi user somente ataques para cima ou ape? nas ataques para baixo. Depois, prom, re alternar as palhetadas, com 0 ataqueg para cima urn pouco mais alto do que do ataque para baixo, e vice-versa. A0 tocar devagar, vocé consegue prestar atengo nas palhetadas para se assegurar de que estejam corretas. Com 0 passar do tempo, essa técnica se transforma em um ha bito- Uma vezeque uma técnica sea torna umehaibitofseré uma.pferramenta.l poderop

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COMECE COM UM SHUFFLE LENTO

Meus alunos geralmente querem saber tocar rapido e, para mim, o passo mais importante para aprender a tocar em alta velociclade é ser capaz de tocar rmuito bem um shufe lento. Para iniciantes, a

linha de. baixoi de.Rocky Mountain Way é apenas uma uuica nota repetitiva, maslllf o volume e a dinjamical variam, e élessa ' lpféafeirrlqualquer andam‘ento.f r

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SEJAOMETRQNOMO Apesar de, em alguns casos, guitatristas conseguirem bons resultados quando usarn metrénomo, na maioria das vezes eles nao conseguem. Isso porqueometr6nomo~n§opgrita “Ei, vocé esta atravessando!”equando vocé sai do tempo. Portanto, sernpreirecomendo bater 0 pé, ou seja, vobésef transforma no metronome. Dessa maneita, vocé desenvolve a habilidade de gerarfgseu proprio ritmo e andamento, e esse metronomo‘ interior seré necessario quando vocé forfrooar com uma banda ou em qualquerroutrotontexto musical. r

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artzktdsolo e prozésor, Paul Gilbert compartilha seuitqrzlptecimentovrla Online Rock Guitar School [artistu/orks.com/guitar-lessons-paul—gilbert].

-Barry Cleveland

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Publicada pela primeira vez na GP EUA de agosto/1982, a coluna Spotlight, oesciritai por Mike Varney, era um espayo onde talentos ainda ndo descobertos conseguiamfex-G, “I posiydo eereconhecimento. Muitos dos guitarristas destacados por Vamey tornaraniesé grandéestrelas, chegando até mesmo a figurar na capa da GP. Aqui, ;’ textos sobre esses guitarristas e mostvamos 0 que estdo fazendo hojeefrz G

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MIKE VARNEY

SPOTLIGHT Showcase For New Talent

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AGRANDE QUANTIDADE DE "FRlTADO-

de Mike \’arne§'". lembra Henderson,

res” descobertos por Mike Varney pode levar a enganosa ideia de que este era o U1'llCO estilo que ele abordava na coluna Spotlight. Na verdade, ele divulgou otimos guitarristas (e baixistas) de géneros variados. Em se tratando de jazz fusion, a grande descoberta de Varney talvez tenha acontecido na edigao de setembro de 1982 da GP americana, quando ele revelou ao mundo um guitarrista de nome Scott Henderson. A partir cle entao, iniciou-se um falatorio na comunidade do fusion sobre as linhas uidas, a técnica monstruosa e o otirno timbre de Henderson. Em 1992, Scott ga_ , nhou a eleieao anual dos leltores da GP EUA como melhor guitarrista de jazz. Os mais recentes langamentos de Henderson siio X (com 0 Tribal Tech) eHBC, um album em trio com Dennis Chambers e Jeff Berlin.

“eu morava na Florida e mal conseguia me sustentar tocando em ban das Top 40. F01 muito bom para mim quando aquela €dl§'.9.0 da GP saiu, porque eu jamais havia tido qualquer

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“Quando apareci na coluna Spotlight,

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tipo de divulgagéo de abrangéncia nacional na midia. Aquela coluna criou um bochicho, mesmo sem internet. Poucos anos depois, quando me mudei para Los Angeles, havia pessoas na comunidade de msica que ja sabiam quem eu era, graeas a coluna. Sem dvida, aquilo me ajudou a me estabelecer em uma nova cidade. Na época, Mike tinha apenas a Shrapnel Records e niio se interessou em me contratar como artista para seu selo. , Porém, muitos anos depois, ele comeeou a langar blues e fusion. Desde entao, z sete discos com ele.]amais imaginei que 0 cara que me apresentou ao pblico pela primeira vez se tornaria um dos meus maiores apoiadores. Obrigado, Mike!” _

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Inuences: John Scoficld. Jeff Bock. Joe

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§con studied arranging. ¢.OIT1p0§iliOn and}-an improsaon forfourycarsa‘ HOP ida Aamic Ungvcrsi‘), bcfow mm.;ng 10 California to ancnd G.l.T. Scows compos5"? Cfcdilfl Yang“ fF°_m Y°°k imd Y"-5"" l"

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destaque. Este mes, conversamos com Alex Martinho,

diretor da escola Msica Modema, em Niteroi (Rj).

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Na segzao Meu Aluno, um professor de guitarra apresenta aos leitores um de seus aprendizes de

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5 Guitarrista, professor, produtor e compositor, Alex Martinho formou-se no GIT] em Hollywood, Estados Unidos, em 1992. Em sua carreira solo como guitarrista de rock instrumental, jci gravou cinco CD5 e dolls DVDs. Larlyou recentemente 0 DVD ao viva 20 Anos de Estrada. E diretor e professor da escola MllSiCd Moderna (wwW.musicamoderna.com.br), em Niteréi (R1). ’

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Rafael Bastns Mellu ldade: 17 anos Quando comegou a tocar: Aos 12 anos Tempo de aula: Estuda com Alex Martinho hé um ano. Estlloz Rock e heavy metal Por que toca bem: “Ele é muito talentoso e esforgado. Aprende tudo muito répido", arma Martinho. “Sua evolugéo nesse um ano de aulas foi enorme. Mantendo esse ritmo, ele poderé se tomar um étimo guitarrista prossional em um futuro nio

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' ' 2: multo dlstante.

Banda: Acabou de montar uma banda de rock. ainda sern nome. Gultarrlstas preferldos: Eddie Van I-Ialen, Jason Becker, Steve Vai e Adrian Smith. Gultarras: Ibanez JEM-JR e Epiphone Les Paul Ampllcador: Fender Mustang II Pedals: Boss DD-6 Digital Delay e Boss MT-2 .\ie:a_l Zone Cordas: Elixir Sonho: Ser bem sucedido na carreira musical.

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Na tradueo, quer dizer “novo”, e no se Lrata de propaganda enganosa. O ex-beatle soa

U New Universal Music O que admiro em Paul McCartney é a criatividade e a vontade de nunca trilhar toda vez os mesmos caminhos. Embora possa repetir formulas que jé tenha usado, procura diversicar cada pequena poreo do vasto horizonte que tern a sua frente. New néio poderia levar outro nome.

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completamente anos 2010, apesar das mais de cinco décadas de estrada que acumula Quando a faixa-titulo ganhou a midia, pudemos imaginar que 0 discurso seria diferente, ainda mais porque o ltimo album desse iconico britanico foi de re1eiturasjazzisticas. De fato, Alligator, On My Way to Work, Early Days, Everybody Out There, I Can Bet, Road e Turned Out mostraram-se pro-

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vas uninimes. Esse é o velho Macca! Indo do acstico dangante a guitarras levemente untadas por drive, 0 pop rock que preenche o disco tem riqueza melodica, arranjos diversicados e reies irresistiveis.

Rusty Anderson e Brian Ray ajudaram a dar bra as partes de guitarra e violio, como vém fazendo ha um bom tempo. Enm, vocé encontra inspiraqio para ser usada e abusada da melhor maneira Ou<;a e aproveite! HE/\/R/QUE INGLEZ DE SOUZA


> Audio Pearllam Lightning Bolt Universal Muslc

No décimo do Pearl Jam, Lightning Bolt, a novidade é a abordagem écida e contagiosa que a banda é capaz de oferecer quando quer. Sob tal aspecto, Stone Gossard e Mike McCready merecem destaque com louvor. Capricharam nos timbres e riffs. uma dupla que, apesar da falta de carisma no hall dos grandes mestres, tem habilidade impar. Getaway, a primeira do repertorio, vem com tudo, empolga até 0 ser mais blasé que existe. Mind disco de estdio

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Your Manners, Sirens, Swallowed Whole, Let the Records Play... Fazia

tempo que néo encontrava um disco do Pearl Jam que me zesse ouvir sem parar mais de trés can<;6es. O grupo ainda tem a habi1idade de cria.r boas msicas. '-‘V.

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lazzuh 3Dlase3Noltes lndependente O jazz do Patavinas traz sempre um qué de alegria, um clima festivo, que espanta o sono. Revigora. 3 Dias e 3 Noites é 0 quarto album dessa big band aada, que rem na gura do guitarrista e violonista André Hemsi um de seus lideres artiscicos. Ele e 0 tecladista Mario Manins divicliram as composicoes, 12 no total. E claro que, num time em que jogam 12 integrantes, os espacos devem ser bem ajustados para que ninguém que de lado. Todos contribuem para o resultado bem-sucedido. Essa harmonizacao é algo que o grupo faz com naturalidade, 0 que nos dé. a chance de viajar em cada detalhe de cada um dos instrumentistas. Por exemplo, nas performances de Hemsi, podemos notar seu lado percussivo (Trés Dias), melodista(T1jucaPaulista, Morena), detalhista

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(Nave Velas, Quem Te Convidou?, Toda Sexta, roqueiro (Conexao SP, Vocé Pediu e Por Que Niio). Minha ideia para

deni-los é a de renamento musical sem uma pose altiva. Por isso é tio legal.

Campinas (SP), cuja devocao pelo heavy metal dos anos 1980 nao esta apenas no visual. O som que fazem é totalmente calcado naquela era: estilo vocal, temas das

letras, bases, riffs, solos e timbres. Mas antes que vocé possa desconar que seja um mero breché metaleiro, garanto que o som é muito bom e n5.o agrada somente a saudosistas. De modo geral, o som em Keep It Hellish, quarto album de estdio do grupo, lembra Iron Maiden, Grim Reaper, Grave Digger etc. Vulcano e Daniel Job, os guitarristas, formam uma dupla poderosa. Suas palhetadas d:?.o uma turbinada legal nas faixas. A conexio entre ambos cria uma robusta camada distorcida. Tem peso, mas sem aquela massa saturada tipo Black Label Society. Encontra-se porradaria da boa em Reects on the Blade, Masters

Wes Noites)

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Voice Muslc O I-Iellish War é uma experiente banda de

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Nuvosiquipamentos BlA[KSlAR LT-M ETAL O

LT-Metal faz parte de uma nova llnha de pedais da Blackstar. Esta unldade

fol projetada para oferecer agresslvas dlstorgoes de alto ganho. Slmula a resposta de pedals valvulados e possul 0 slstema ISF (Innite Shape Feature) de equallzagao, excluslvo da Blackstar, que permlte ao usuarlo produzlr desde sons de heavy clésslco até timbres extremos de metal moderno. Além do botao ISF, apresenta os knobs Gain, Level e Tone. Made in Brazil — Tel.: (11) 5094-4466 - www.madelnbrazll.com.br

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IBANEZ RG37OFMZ A gultarra lbanez RG370FMZ possul corpo de oosswood, braco Wizard Ill de maple, escala de rosewood com frlso e 24 trastesjumbo. Apresenta alavanca Edge-Zero ll com slstema Zero Polnt e

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botéo de tonalldade e seletor de pickups de clnco poslgoes. Disponlvel nos acabamentos

e escala de rosewood com 20 trastes. Conta com

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Andreas Kisser HENRIQUE INGLEZ DE SOUZA o 'rf'ru|.o é EXTENSO, THE MEDIATOR Between Head and Hands Must Be the Heart, mas ha um porqué. Na entrevista a seguir, Andreas Kisser explica que 0

Kairos], apesar de ser um excelente msico e baterista e ter feito um trabalho fantas-

da banda meses apés 0 lancamento de

a gente, nio rem o berco metal. l-Ia vérias coisas do underground que nio conhece. Ia 0 Eloy conhece muito a carreira do Sepultura, que é uma de suas bandas preferidas. Caiu como uma lnva. Acho que ele traz um pouco daquela coisa bestial do Iggor e do lance mais técnico do Jean. Tem 0 melhor dos dois mundos. O Ross Robinson cou espantado com sua capacidade. E muito motivador ter um cara que traz essas possibilidades, ainda mais para o estilo de som do Sepultura. Ha alguns bons exemplos dessa Interaeao gultarra/baterla, como Impending Doom, Manipulation of Tragedy... Aquele comeco de Manipulation of Tragedy é um exemplo cle levada do Eloy a partir da qual compus um riff e, depois, a

tico com

Sepultura decidiu reetir com um olhar critico a sociedade mecanizada que a hu~ manidade vem construindo. O novo album de inéditas da banda saiu no nal de 2013 e contou com a producio do astuto Ross Robinson, 0 mesmo que cuidou do cléssico Roots (1996). Também vale destacar que esse é 0 registro de estreia da atual formacio, com Paulo Xisto (baixo), Derrick Green (vocal) e Eloy Casagrande (bateria). O papo ainda incluiu o De LaTierra, projeto do guitarrista ao lado de Alex Gonzalez (Mana), Andrés Giménez (D-Mente) e Sr. Flavio (Los Fabulosos Cadillacs). Os rlffs de The Mediator possuem mals groove que Kalros (2011), embora a llnguagem mantenha o thrash metal classlco da banda. Qual fol 0 ponto de partlda para o album? Comecamos a ter algumas ideias ainda em 2012, durante a turné de Kairos. Tenho um estdio portatil no laptop que levo para a estrada e, de vez em quando, registro algtms riffs. Comecou assim, apesar de eu ter varias demos antigas, nas quais costumo pesquisar. Escolho riffs que nao usei e tento desenvolvé-los. Quando acabamos a turné de Kairos, o Eloy gravou na casa dele algumas levadas de bateria e loops, e trocamos algumas coisas por e-mail so de guitarra e bateria. Com as panes dele, z edi<;6es no computador e daquilo surgiram dois ou trés temas. Em fevereiro de 2013, iniciamos os ensaios em S50 Paulo, com todo mundo. Partimos dessas duas ou trés msicas. Mas acho que 0 ponto inicial foi 0 lance da quimica mesmo, da minha guitarra com a bateria do Eloy, que é algo novo. O Eloy trouxe varias possibilidades novas para a msica. Ele vem do berco do metal. O Jean [Dolabella, baterista que saiu

msica surgiu. Outra faixa legal é TheAge of theAtheIst. Como vocés montam as mslcas do Sepultura, que costumam ter dlversas partes e temperatures dlferentes? Vamos desenvolvendo. Ensaiamos bastante quando compomos, praticamen~ re todos os dias. Estamos no estdio de segunda a sexta, e gravamos tudo. Depois, escuto as coisas em casa, passo para o computador e tento fazer algumas edigoes. Em seguida, testamos novamente no ensaio. E um processo diario, escuta.ndo e avaliando o que a msica esté. trazendo. Até que cheguem as mixagens, sempre deixamos espaco para alteracées. O Ross também foi muito ativo em algumas mudancas nesse disco. Poi legal, porque esse é mesmo 0 trabalho do produtor: ver a msica de fora e dar sugestoes para que que pronta para ser apresentada. A falxa escondlda depols de Da Lama ao Caos também é uma parte de baterla que o Eloy mandou por e-mall para vocé? No. E a jam completa do Eloy com 0 Dave Lombardo. Nos usamos uma parte

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PsF,F§,§s,!$!5§_5R muito pequena na msica Obsessed, uma virada de bateria. E até meio comprida, mas cou so um pequeno trecho. Entretanto, achei a jam tio especial — duas geracoes de grandes bateristas juntas — que resolvi inclui-la como hidden track no nal, para a galera ter ideia do que rolou no estdio. Como Dave Lombardo fol parar no dlsco

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do Sepultura? Poi a coisa mais inusitada do mundo! O estiidio do Ross ca em Venice Beach, que é uma praia fantastica. Dave Lombardo estava passeando na regiéio com os lhos e o cachorro e ligou para dar um alo. Ross disse: “Estou gravando 0 Sepultura. Nao quer passar aqui e fazer uma jam?". E ele: “Por que nao? Estou indo ail” [risos]. Foi aquele alvoroco no estiidio! Paramos tudo para montar as baterias. Ele foi la e cou umas duas ou trés horas conesco. Poi magico! O cara é muito gente na. Dave Lombardo é um dos nossos grandes idolos — o Slayer foi fundamental para 0 estilo do Sepultura. Té-lo no esuidio foi demais! Sei como é dicil: msico viaja bastante e aquele tempo com a familia é sagrado. Mas as criancas foram tranquilas, e o cachorro também foi classe A [risos]. S6 tenho a agradecer familia Lombardo por essa oportunidade. Poi um memento fantastico! E a ldela para o nome extenso do disco? A lntengio fol ser um trava-lfngua? Fala ai! Vocé consegue? [risos] Tirei esse nome do lme Metropolis [192 7], que é bem legal. Essa frase inicia e encerra o longa-metragem. E muito forte. Diz que 0 mediador entre a rnente e as mos deve ser o coracao. O lme mostra uma sociedade robotizada. que so pensa no trabalho, sem lazer, sem nada. Vemos muito disso hoje em dia: pessoas acreditando em varios conceitos oriundos do nada, achando que aquilo é verdade. Regem suas vidas com pensa£1

gine o mundo sem Salvador Dali, Beatles ou Mozart, seria totalmente robotizado. E um titulo longo, mas com muito sentimento e signicado. Vocés gravaram dols covers, mas apenas um entrou no repertérlo ocial, Da Lama ao Caos, de Chlco Science & Nago Zumbl. Por que resgataram essamnsica? Chico Science & Nacao Zumbi foi uma revolucao na msica brasileira. Eles chegaram com tudo, mostrando coisas regionais misturadas com guitarras distorcidas. Inuenciou muito o Sepultura, assim como nos os inuenciamos. Sempre houve res-

mentos totalmente ilusérios. Uma baira confusio, e camos no meio sem saber 0 que esté acontecendo. N50 quisemos fazer uma trilha sonora, como em Dante XXI [2006] e A-Lex [2009], que sio élbuns teméticos. Quisemos ser mais livres para falar de outras coisas, embora tudo permeado pela frase. Sobre ela ser extensa, acho que 0 Sepul-

tura sempre buscou coisas novas para trabalhar e nunca teve medo de arriscar.

A arte esta ai para quebrar regras. Ima-

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peito e admiracao 1'I1tL1OS. Desde 1994, quando zemos releituras de Policia, dos Titis, e de Crucicados pelo Sistema, do Ratos de Porao, nio gravavamos nada em portugués — principalmente porque o Derrick entrou na banda. Como ele é gringo e nao domina a lingua, camos meio afastados disso. Mas, depois de tantos anos, deu vontade de fazer alguma coisa em portugués. Como estou um pouco mais conante em relacio a voz, resolvi fazer 0 vocal. Foi um grande desao, mas cou bem legal. Curtimos e colocamos no disco - até zemos um videoclipe dessa faixa.


A mslca Grief soa bem diferente em comparagio comoqueosepulturalé fez. Sem dvida! Essa cangao tem uma histéria bem doida. Sempre brincamos

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- principalmente 0 Derrick e eu - que precisamos aumentar nosso pblico feminino e, para isso, precisamos de uma balada. Essa foi uma tentativa. Comegamos

com guitarra Iimpa e tal, mas ha aquela pegada mais dark. Grief surgiu na época do acidente da boate Kiss, la no Sul, em que morreram vérios jovens. Achei brutal ver as imagens do velério coletivo, com varias familias em choque, sem entender o que estava acontecendo. Poi quando escrev1 a letra Gnef s1 n1ca luto , ue é um sentimento I A u ‘ qHue‘g0 . ser humano “ ” qde qualquer pane do mundo tem, independentemente de reh ao e litica. E um Po — de perda, sennmento comum"gr a todos vacuo e muita coisa car sem sentido. A msica ja tinha saido meio dark e, depois que a letra foi feita, cou ainda mais soturna. Quem sabe a gente consiga fazer uma balada mais leve no futuro. Nao sei se Grief iré atrair as mulheres. Acho que néo... [risos]

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“Usei um amplicador Orange Rockerverb 100 MKII, marca da qual sou endorser desde 0 ano passado. Um baita som! Além desse amp, contei com um combo Vox do Ross Robinson, dois Peavey Van Halen 5150 e majs de 30 pedais, utilizados de acordo com o momento. Os cabos foram da Tecniforte e Fender. Usei palhetas Dun-' lop Tortex 1.0 e encordoamentos SG (.010 e .013). Gravei com varias guitarras, mas as principais foram duas Jackson Randy Rhoads com captaeao EMG, minha Charvel de sernpre, a Fender Strato com a capa do Nation, uma Seizi nova e duas Strato modicadas que estavam no estdio — uma delas especica para som 1impo."

Provavelmente nio. Mas cou uma msica bem diferente do que jé tinhamos feito, e a galera tern comentado bastante sobre ela. Sera um desao tocé-la ao vivo. Acho que pode ser tipo uma Kaiowas [do disco Chaos A.D., de 1993], que zemos de varias formas nos shows. Grief tem essa possibilidade. O que vocés estavam buscando muslcalmente quando convldaram Ross Robinson para produzlr o dlsco? Queriamos algo organico e vivo, e 0 I

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ANDREAS KISSER Ross tem esse conceito. Roots foi feito assim, com equipamento vintage, gravador de rolo, equipamento velho... Aquela coisa mais “roots” do conceito. Agora, foi a mesma coisa. Por exemplo, nao usamos clique para a bateria. Demos énfase ao pulso do coracao para achar o nosso préprio pulso, sem carmos presos aquela coisa do clique. Temos a intencio de levar ao estridio o som e a atmosfera do Sepultura ao vivo, mas sempre acabamos tentando procurar a perfeicao. E isso nao existe, é uma utopia! Com o Ross, trabalhamos no nosso limite. A ideia foi deixar o resultado vivo, respeitando o nosso presente. A cada musica que gravavamos, conversavamos durante cerca de uma hora sobre o conceito da faixa. Foi quase como uma terapia para todo mundo. Com isso, a cancao comeca a ganhar um sentido muito maior. E fundamental na hora de gravar. A quimica que tinhamos com 0 Ross manteve-se intacta. Saiu do mesmo jeito que quando zemos o Roots, e com muito mais tranquilidade. Estavamos sem o drama daquela época, da Gloria e do Max [Cavalera], quando ja vinha acontecendo um monte de rolos, que culminou com a saida do Max da banda. Ocorreram problemas lé na gravagéo? Do Roots, sim. Mas agora. nao. Essa gravaeao foi muito mais sossegada. Escavamos bem focados, curtindo bastante. sem drama nem estresse. Foi muito mais facil e prazeroso fazer The Mediator. O Sepultura chega a 30 anos de carreira. Haveré show especial para celebrar? Temos algumas coisas: o DVD do Rock In Rio, que gravamos com o Tambores do Bronx, o documentério sobre a banda, que, se der tudo certo, sai até o nal do ano, e outros produtos uma cerveja nova, éculos e até molho de pimenta. E o De La Tlerra? Qual a orlgem do pro-

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leto? Veio do Alex Gonzalez, baterista do Mana, e do Andrés Giménez, vocalista e guitarrista do D-Mente. Segundo eles, havia oito anos que conversavam sobre fazer um lance metal. Apesar da msica que toca comoMana, oAlexémuito metal — ele curte, conhece e tem esse berco. No nal de 2012, ambos resolveram botar a ideia em pratica. Chamaram 0 Flavio Cianciarulo, que é 0 Sr. Flavio, baixista do Fabulosos Cadillacs, da Argentina, e eu fui o ultimo a ser convidado. O Andrés

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Giménez mencionou meu nome e o Alex, que ja me conhecia havia algum tempo, me ligou. Fiquei bastante entusiasmado! Achei fantastica a ideia de fazer metal pesado em espanhol e um pouco de portugués. Comecamos a preparar demos e trocar ideias. Nioéum projeto tipo reality show, em que ha um empresario por trés juntando quatro nomes conhecidos. Nada disso. I

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Surgiu da gente mesmo. Nos nanciamos tudo, gravamos em Buenos Aires e S50 Paulo. Fomos com o disco praticamente pronto para as gravadoras e acertamos com a Warner Music/Roadrunner. Ficou muito legal. O mundo latino deu uma chacoalhada, pois nao existe uma banda parecida com essas caracteristicas. As possibilidades sao grandes. Tenho um periodo reservado na agen-


da para trabalhar com o De La Tierra. O Sepultura faz turné de fevereiro a metade de marco na Europa e, depois, estarei com 0 De La Tierra do meio de marco ao nal de abril. O grupo nunca tocou ao vivo e, apesar disso, o disco soa como 0 de uma banda mesmo. Eu la perguntar lustamente isso: é um proleto paraleio ou pode ser conslderado uma banda regular? N50 sei se é uma banda regular, porque tenho o Sepultura, o Alex vai comecar um disco novo com 0 Mana, o Fabulosos Cadillacs realiza muitos shows pela América Latina e 0 D-Mente tem sua carreira na Argentina. Vamos ter de aproveitar os espacos nas agendas. Como é voltar a trabalhar com um parcelro de guitarra? Muito legal! E um ponto interessante, porque foi um pouco dificil na hora de gravar. Toquei sem outra guitarra duran-

te muito tempo, e é um instrumento que exige uma comunicacio mais cuidadosa. Nio é com qualquer um que se pode formar uma dupla de guitarristas. Pegue 0 Slayer, Judas Priest ou Metallica. Ha dois caras que tocam juntos ha muitos anos, e isso faz a unidade como acontecia comigo e com o Max [Cavalera]. E dicil colocar outro cara ali, leva tempo. Portanto, foi um pouco dificil encontrar uma forma de fazermos certas coisas juntos, mas também nio foi um bicho de sete cabecas. S6 uma pequena adaptacio aqui e ali. O disco esta com um baita som. O Andrés é um cara muito criativo. Nio sola, mas usa vérias coisas harmonicas, que fazemos juntos. O disco tem bastante solo ou esté mais clean nesse sentldo? Esta com bastante solo. Acho que tem bem mais solos do que o que faco no Sepultura. Na verdade, é um lance bem diferente do Sepultura. Embora seja metal pesado, possui outra caracteristica. Os solos sairam, digamos, mais old-school. Estou curtindo muito! Paulo Xlsto também apareceu com um proleto, Unabomber Files. Vocés consideram paralisar as atlvldades do Sepultura por algum tempo para se dedicarem aos seusrespectivos proietos? E algo que néio conversamos. O novo disco do Sepultura. saiu recentemente e acho que a tumé da banda vai se alongar um pouco mais. Creio que nio vamos paralisar. Por enquanto, vamos manter do

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jeito que esté. O ano de 2013 ja foi dificil, pois z os dois discos praticamente em paralelo. Gravamos com 0 De La Tierra em S50 Paulo porque eu estava ensaiando e compondo para o Sepultura. Foi um pouco puxado para mim, mas, no nal, deu tudo certo. fl I

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CAMILA DOURADO Fale sobre o concelto lmagens ligadas as falxas de seu prlmelro disco solo. Scream of Freedom gira em tomo de algo bastante claro para mim.]é ha algum tempo, vivemos um sucatearnento da msica de uma forma geral. A boa musica, a arte em sua forma verdadeira, esté. sendo deixada de lado e cando escondida, enquanto msicas sem a menor qua-

USAR A VISZO PARA AGUQAR A AUDl§l.O e um dos recursos criativos utilizados

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pelo guitarrista Murilo Romano para acessar ouvidos pouco acostumaclos corn "nusica instrumental. A proposta, jé utilizada no album Miracle (2012), do Mr. Zelion, banda da qual Romano faz parte, foi incorporada também ao seu primeiro album solo, Scream of Freedom. Para este trabalho, ele reuniu os irmios Andria Busic (baixo) e Ivan Busic (bateria) para construir uma historia narrada por faixas instrumentais e nalizada com a fa.ixa-titulo, que traz a voz da cantora Patricia Romania. A trama mostra a luta “musica boa versus musica ruim” uma critica ao mercado artistico descartével. O enredo foi desenhado como historia em quadrinhos pelo cartunista Mario Mastrotti, transformada no encarte do CD. As performances das gravacoes, realizadas ao vivo no estudio, sem edicoes ou overdubs, foram registradas pelo cineasta Guilherme Bonini e serao apresentadas no DVD Scream of Freedom.

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O album, mixado por Atila Ardanuy e masterizado por John Cuniberti, apresenta um fusion com pé no progressive e roupagem roqueira — um som de primeira qualidade com solos de guitarra enérgicos. Além de instrumentista e compositor, Murilo Romano é produtor musical e arranjador. No segundo semestre do 'ano passado, o musico foi escalado por Patricia Romania para produzir seu novo album, Sentimento, voltado ao country. O trabalho traz a participacao de ninguém menos que o mestre Brent Mason.

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lidade artistica, com letras, performances e arranjos medonhos, ganham cada vez mais espaco no mercado musical. Parece que, quanto pior a musica, mais visibilidade alcanca. Isso no acontece por falta de artistas de verdade, pois, tanto no Brasil como no exterior, existe uma enorme quantidade de artistas excelentes produzindo msica de altissimo nivel, independentemente do estilo. Utilizando essa tematica, desenvolvi uma histéria em que super-heréis artistas lutam para combater o vilio, que batizei de Bad Music. As unicas armas que eles tém sao seus instrumentos (guitarra, baixo e bateria) e essa é uma guerra em que ninguém sai ferido. Ha apenas boa musica ecoando por todos os cantos. Uma batalha para resgatar a sanidade da humanidade e salvar a miisica. Scream of Freedom é como se fosse a trilha sonora de uma historia em quadrinhos e, por isso, pedi ao cartunista Mario Mastrotti dar vida aos personagens. Um detalhe importante: z questio de que tudo fosse feito ao vivo no estdio, inclusive os desenhos! A tecnologia é muito bem-vinda e ajuda em muitos aspectos, mas, muitas vezes, esté sendo usada para fabricar cantores que nio sabem cantar e guitarristas que nio sabem nem mesmo tocar

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no tempo ou fazer bends anados. Para combater toda essa mentira em forma de msica, resolvi gravar o disco ao vivo no estdio, sem edi<;6es e sem “mascaras”. O cineasta Guilherme Bonini foi convidado para registrar em video a gravacio do CD. Oque planela parao DVD? O video sera em formato de documentério e mostrara os momentos em que as miisicas foram gravadas, além de entrevistas e depoimentos. Usar lmagens slgnlflca que é preclso dar outro tlpo de referéncla ao ouvlnte na m6sica Instrumental? Utilizar os desenhos do Mario para ilustrar a cena de cada mtisica foi a forma que encontrei para tornar minha musica mais acessivel a todos os tipos de ouvintes. E uma maneira de, por meio da visao, agucar a audicao.

saiar, tudo se encaixou de forma perfeita. Além disso, queria um disco em que nao apenas a guitarra se expressasse. Todos os instrumentos sao importantes e tém suas

partes de solo, mas, independentemente desses momentos, a impressao que se tern durante a msica é que todos os instrumentos sio lead. Vejo esse projeto como um trabalho em conjunto de seis artistas, e nao urn disco de guitarra com uma banda de apoio acompanhando de fundo. vocé apresentou os temas para Andrla e Ivan Busic e deu llberdade crlatlva a eles? Além de, em minha opiniao, serem dois dos maiores musicos do planeta, sao grandes amigos meus. Té-los neste trabalho foi uma honra. Compus todas as msicas e arranjos e depois apresentei a eles, mas, quando vocé trabalha com musicos tao competentes, é sempre bom ouvir o que eles rem a dizer. Durante os ensaios, fomos tendo novas ideias e recriando partes. Como produz aquele som no melo de Screechlng 1'lres, em que as notas parecem

Comofoloprocessodegravaraovlvo no estdlo? Bastante natural. Quando comecei a escrever as mfisicas, jé imaginava como queria que tudo funcionasse. Ja sabia quem seriam meus companheiros nesse trabalho, mesmo antes de falar com o Ivan Busic, o Andria Busic e a Patricia Romania. Tudo estava em minha mente e nunca tive duvidas sobre nenhum detalhe da producio. A partir do momento em que entramos no estdio e comecamos a en-

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sublrcromatlcamente? Utilizei um wah Blues Bawls, da Snar— ling Dogs, que me da um som mais grave e espacial. N50 gosto de wahs corn som muito aberto e estridente. Sua gultarra pode soar ora pesada, ora melédlca, ora sulngada em uma mesma mslca. Fale sobre as dlferentes texturas I

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que estao no élbum e como chegou a elas. Esse é apenas 0 meu estilo de tocar e nao uma coisa sobre a qual tenho de pensar para fazer. Acontece de forma natural. N50 gosto de rétulos e nao me prendo a apenas um género musical. Tive a sorte de ter como professor, durante oito anos de minha vida, um dos maiores musicos do pais, Aylton Bonini. Poi ele quem me abriu os olhos e a mente para essa direcao. Se posso dar um conselho a quem esté estudando msica é exatamente esse: n5.o se prenda a um unico estilo musical. Explore todas as areas desse ma.ravi1hoso universo e tenha a certeza de que isso sera um grande diferencial em sua vida. Hé mslcas em que o halxo e a gultarra dobram frases bastante complexas. Tendo reglstrado o dlsco ac vlvo,voc§s ensalaram muito antes de gravar? Sim, foram quase dois meses de ensaios, sem contar o tempo que cada um se dedicou sozinho com seu instrumento. Os ensaios eram longos — mais de quatro horas de duracao e eu registrava tudo em video para podermos assistir depois e discutir sobre partes e novas ideias. Sua sonorldade é rlca e vocé tem uma técnlca lncrlvel. Quals foram suas referenclas na gultarra e como chegou ao seu pr6prloleito de tocar?

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Minhas maioresinuencias

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MURILO ROMANO Blackmore, Beatles, Bread, Jimi Hendrix, Pat Martino, Stevie Ray Vaughan, Joe Pass, Steely Dan e George Benson. Quanto ao meu proprio jeito de tocar, vejo isso como um grande elogio e a concretizacao de algo que sempre busquei. Ter uma assinatura e nio ser copia de outro artista é algo que todo musico deveria buscar. Ouvir alguém me dizer que reconheceu minha guitarra em uma gravacao é uma das coisas mais graticantes que podem existir. Acredito que cheguei a esse ponto de maneira bem natural. Todos os artistas que me inuenciaram tém forte senso de estilo e talvez isso tenha cado em minha mente, até de forma subliminar, e me ajudado a trilhar para essa mesma direcao. O Album Miracle, do Mr. Zellon, reunlu 24 mslcos. Como desenvolveu esse trabalho? Miracle é resultado de mais de dez anos de parceria entre trés instrumentistas: meu parceiro musical Paulo Russi (piano e teclados), Fabio Russi (baixo) e eu (guitarra e violao). Sempre trabalhamos juntos em estudio, produzindo para outros artistas e criando trilhas sonoras e publicitarias. Em 2010, tivemos a certeza de que era hora de realizar nosso proprio disco. Miracle traz dez faixas e chamamos outros amigos musicos para toma-lo ainda mais especial. Ter 24 artistas em um mesmo CD é algo rarissimo, ainda mais se tratando de nomes consagrados, como Scott Henderson, Randy Brecker, Stuart Hamm, Karl Perazzo, Vail Johnson, Jorge Casas, entre outros. Claro que reunir todos dentro de um mesmo estudio foi impossivel, devido a agenda de cada um. Tive de me desdobrat para produzir esse album, inclusive porque alguns desses msicos sao meus herois, como Henderson e Brecker. Esse trabalho mudou minha vida! Vocé é endorser das gultarras Brazen. Por que escolheu esse fabrlcante? Sempre procurei uma guitarra que oferecesse muitas variacoes de timbre — um instrumento versatil, que fosse do rock ao funk, do blues ao jazz, do country a MPB. Quando Steve Tsai, dono da Brazen Guitars, me apresentou o modelo Fantasy Carnival, quei de boca aberta. Com corpo de amed maple/mogno e braco de rosewood, seu som é incrivel. Tem uma consisténcia e clareza que nunca encontrei em outra guitarra A captacao é Seymour Duncan Ahuico II Pro (braco) e Custom (ponte). A anacao perfeita é garantida pelas tarraxas Grover. Possui acabamento maravilhoso

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partituras para todos os instrumentos, inclusive no sistema numérico de notacao musical de Nashville. Decidi gravar em Nashville, Estados Unidos, que é o berco do country. Convidei Greg Droman para coproduzir o disco e uma verdadeira selecéio de musicos para participar do trabalho: Brent Mason (guitarra), Paul Franklin (steel guitar), Lonnie WllSOI1 (bateria), Glenn Worf (baixo), Tony Harrell (piano e teclados) e Andy Leftwich (mandolim, banjo e violino). Além de produzir, toquei viol6es, guitarra com talk box e viola caipira e z backing vocals. Chamei Brent Mason porque ninguém toca guitarra country como ele. O resultado é um CD fantéstico, bastante come-rcial e voltado para o mercado brasileiro, mas com o grande diferencial de ter conteudo tanto LI nas letras como na parte musical

Brazen. consegg zlareza e

a versatilidade, corpo. anacéc.

firmeza que sempre procurei. Que amps e efeltos vocé utiliza? ljtilizo um cabeccze Bcgzer Shiva DG-103 20th Anniversarf: e David Gilrxtour Signature. As caixas sao dues Kraik Rev _T:. lxll» ou uma Hiwat: SEé1l5C éxll iependendo do tarnanhc do palco. Era relacao a efeitos, alérn do Snarling Dogs Blues Bawls, tenho urn compressor Philosopher King. drive fu:: Disnortion, distorcao PolvSaturator, delay Echolution e chorus vibrato Quantum Time Modulator, todos da Pigtronix. Para alguns trabalhos, utilizo também um talk box. .

Vocé tambéméprodutoredlrlgiuonovo

élbum de Patrlcla Romania, voltado ao country pop. Que dlferenclals podem ser encontrados nesse trabalho? Patricia é uma cantora talentosa que pode cantar jazz, MPB, rock, soul e tudo o que vocé possa imaginar. Quando conversamos sobre o novo disco, ela estava decidida a focar no country, um estilo que esta em seu coracao. Level cerca de seis meses fazendo a pré-producao e escrevendo as l

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HEVERTON NASCIMENTO NOS ANOS ‘I990, HOUVE NO BRASIL UMA nova safra de bandas de pop rock e o Jota Quest despontou entre elas. Logo no primeiro disco do grupo, ]. Quest (1996), a rmisica Encontrar Alguém virou hit, assim como a versio de As Dores do Mundo, composigio do msico Hyldon. No segundo élbum, De Volta ao Planeta (1998), a balada Fdcil introduziu de vez 0 nome da banda no cenério radiofonico brasileiro. De lé pra cé, foram diversos sucessos, no minimo uma ou duas can<;6es de cada trabalho. Em 2013, o Iota Quest langou Funky Funky Boom Boom, com produgio de Jerry Barnes, baixista e diretor musical do lendério grupo americano Chic. Hi faixa produzidas também por Adriano Cintra e Pretinho da Serrinha. O trabalho conta ainda com participaeoes de destaque, como a de Nile Rodgers, também do Chic, que coloca sua seis-cordas contagiante nas can¢6es Mandou Bem e Imperfeito. O guitarrista Marco Tlio, membro fundador do Iota Quest e um dos responséveis pela assinatura sonora funkeada do grupo, falou com Guitar Player sobre Funky Funky Boom Boom.

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pre virtual. Deixamos tudo pronto para ele inserir as guitarras nessas duas faixas. N50 foi o envolvlmento de Nlle Rodgers que gerou essa onda mals dance do élbum? Um pouco, porque sempre fui ouvinte. Minha linguagem néo é como a dele, mas sempre considereioChicumiconedablack music dos anos 1970. Além disso, acarreira de Rodgers como produtor e conhecedor de msica pop é vitoriosa, portanto, té-lo conosco foi uma grande honra Na mixagem, a gente dividiu bem. O Nile esté na caixa da direita e a minha guitarra ca na esquerda Como sou 0 imico guitarrista no Jota, eu me diverti bastante com esse lance de dia~ logar com outra guitarra Fiz isso também com ojerry, que, aliés, toca baixo, guitarra, violo e canta. E um msico completo. Vamos falar de equlpamentos. Vocé é sempre vlsto com gultarras llndas, prlnclpalmente Les Paul. Quantas gultarras tem hole em dla?

vibe é de Jorge Ben Jor e Black Rio. Embora existam cancoes do Jota Quest que se aproximem mais do estilo brasileiro, temos a preocupacio de nio nos tornarmos mais uma daqueles clichés de banda pop que faz mistura com samba, inserindo um tamborim aqui e pandeiro ali. achando que isso resolve a questio da identidade. Vocé jé traz prontos os arranjos e partes de gultarra ou existe a participagéo do produtor? A faixa Ela é do Rio, por exemplo, tem um wah com distorco em uma levada bem interessante. As bases de guitarra e violao séio denidas nos ensaios gerais. Depois, durante o processo,

sio nalizadas. Por exemplo,

nas duas faixas com a participacio de Nile Rodgers, tenho a necessidade de expor UH19.

vibe de funk e rock. Na primeira faixa do disco, Entre Sem Bater, ha uma levada que muitos podem pensar que se trata de um groove na onda dos Rolling Stones, mas, na verdade, eu estava ouvindo T. Rex. Sio coisas que vio aparecendo na cabeca e no tenho nenhum problema em misturar esti los, em utilizar uma guitarra mk no refréo e um arranjo com distorcio. Nlle Rodgers colocou gultarra em Mandou Bem e Imperfelto. Vocé acompanhou a gravagéo? Infelizmente, nosso contato foi sem-

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EIIITIIRIS Gibson Les Paul Standard I970 -Gibson Les Paul Custom Black Gibson Les Paul Custom Shop Triburst Gibson Les Paul Custom Shop White Alpine Gibson ES-335 Custom Shop -“Chuck Berry” Gibson ES-345 Custom Shop -Violao Godin hibrido

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TC Electronic G—Force Marshall JMP-I Valve MIDI Preamp Line 6 POD XT Pro GCX e Ground Control (controlador MIDI) Sistema FM Shure

vtnns --------------- -Electro-Harmonix Big Muff Dunlop Rotovibe T-Rex Twin Boost Fulltone Clyde Deluxe Voodoo Lab Sparkle Drive

D’Addario .010 IZIBIIS

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PIIIIHIS Milke, heavy

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Conra o equipamento que o guitarrista do Jota Quest Ieva aos shows da banda


Algumas, nio sei exatamente quantas [rises]. Acabei de comprar uma Gibson ES-345. Nem peguei ainda e so penso nela! Dicil é explicar para a minha esposa [rrlsas]... Sempre trabalho com Gibson Les Paul e ES-335. No estdio, além dessas, costumo usar Fender Stratocaster e Telecaster. A Tele é um modelo Relic reedigao de 1952 e a Strato é sunburst com escala de maple. Acho que é 1962. Gosto muito de trabalhar com elas no estdio. Vocé néo tem endorsement com nenhuma marca de gultarra, portanto,trata-se de gosto pessoal mesmo, certo? No passado, ja tive parceria com a Gibson. Hoje, nao tenho mais. Quantoaarnplicadores, acabei de assinar comaMarshal1, mas foi depois dagravaqao do album, tanto que utilizei Orange, Fender Deluxe e Marshall JTM45. Na estrada, so Marshall. Vou levar Bluesbreaker, JCM800 eJCM900. Por que optou por esses modelos? Porque capto 0 som fora do palco. Os amps do palco nao sao microfonados, mas também tém som. Utilizo duas saidas, uma vai para 0 Bluesbreaker, que ca fora do palco, microfonado. Esse nao capta a poluigao

de outros instrumentos e nio mexo nele. A outra saida vai para os JCM, que cam no palco. Nio sao microfonados. S50 dois]CM e quatro caixas de 12”.E1es mcionam para mim. nao véo para o PA. Por que escolheu o Bluesbreaker para ser mlcrofonado?

Geralmenre. esse esquerza é feito com amplicador de menor poténcia. que pode ser usado corn mais saruragéo. Se vocé colocar um amp de 100 warts e quiser extrair um som intenso dele, vocé mata o PA. Vai car tudo tao alto que nada vai ser ouvido. Esse esquema foi uma sugestao de anos atras do Marcelo Sussekind [guitarrista e produtor], que trabalha bastante com a gente. Realizei a experiéncia e gostei. Temos um engenheiro de som que preparou um bounce com os violoes e as guitarras ritmicas de todo o show, sem bateria, para termos referéncia na estrada na hora de acertar o som. Até porque é bom para ouvir o que quero fazer ou nao. N50 curto esse lance de guitarra sampleada. Elementos organicos sampleados cam muito ruins e prero fazer tudo ao vivo.

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O que vocé prlorlza quando toca ao vlvo? Aflnal, voce é o nlco gultarrlsta do Jota Quest. Toco apenas o que é relevante. Quando vocé trabalha com uma gama muito grande de canals no esu'1dio,precisapensar em corno manter a onda no show. Vocé deve ter a dosagern certa e 0 bom senso de fazer corn que soe ainda melhor ao vivo. Se vocé escutar caras como Brian May ao vivo, percebe que ele nio coca exatamente como no disco, porque é so uma guitarra. Hé vérlos solos em Funky Funky Boom

Boom... Isso é algo legal. Além desse convivio com a guitarra funk do Jerry e do Nile, é 0 disco do Jota Quest com mais solos da minha parte! E aquela historia: em msica pop, precisa haver uma dosagem certa de solos, mas este foi um album ao qual dediquei um bom tempo as partes de solo, com timbres que combinassem com as msicas e frases com algo a dizer. E o prlmelro dlsco de composiqoes proprlas em clnco anos. Voce este relaclonado como autor de sels das15 msloas. Particlpou também das letras?

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W\R¢° T91-'° Sim, Pretty Baby, por exemplo, é uma letra minha. Essa cangio tem vlbe de mslca antlga

do Jota Quest. Pretty Baby tem 20 anos! Foi a primeira miisica que ensaiamos. A banda era o Paulinho [Fonseca, bateria], P] [baixo] e eu. O Marcio [Buzelin, teclado] estava moran~ do em Brasilia, ainda nao tinha se mudado para Belo Horizonte, e a genre estava a procura de um vocalista. Mas esse departamento de letras tem mais a ver como 0 Rogério [Flausino, vocal]. Ele tem de se sentir confortavel para cantar e ca totalmente vontade para mexer nas letras. Que outros equlpamentos atéo no élbum? Usei também violoes Martin em cinco ou seis msicas. Em algumas delas, busquei um som de violao mais tosco, mais urgente. Toquei também uma semiac1I1stica Godin. Multos tlmbres em disco levam o ouvlnte a pensar que foram feltos apenas com gultarras, mas, na verdade, hé vloloes dando uma encorpada. Sim, as vezes se gravam até trés camadas de guitarra com drive e sio as diferengas na execugiio de cada uma delas que produzem aquela parede sonora. Multas vezes, 0 f nio consegue reproduzlr o tlmbre do fdolo justamente por causa de técnlcas como essas. E por isso que adoro 0 lme A Todo Volume, com The Edge, Jimmy Page ejack White. O Jack White toca com uma guitarra de pléstico e tira um baita som. Nao existe timbre melhor ou pior. Existe 0 seu som. Nos anos 1980, quando comecei a tocar, havia esse lance de buscar 0 melhor timbre, mas sempre comparei isso a cores. Qual é a melhor cor, azul ou vermeIho? Néio tem como responder isso — existe a que vocé gosta e a que vocé no gosta. Fale sobre seu lnfclo na gultarra. Tenho 43 anos e comecei com 13, em 1983. Tinha uma Giannini Stratosonic e fui me virando. Eu fazia aula com um cara chamado Wagner, de Belo Horizonte, que gastava o horario da aula tocando guitana na minha frente. Acho que foi bom, pois muitos adolescentes desistem no meio do aprendizado porque 0 ensino de guitarra entra em uma parte muito técnica e sem diverso. Eu assistia aquele cara e aquilo me encantava. Depois, eu ia pra casa, ligava 0 radio e cava tocando junto. Na época, eu so queria fazer duas coisas da minha vida: jogar futebol e tocar guitarra. -I :21

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EXlSTEM MUITOS LIVROS SOBRE “GUITARRAS DAS ESTRELAS" POR Al, INCLUSIVE alguns com fotos de instrumentos iconicos que ja foram propriedade de Eric Clapton. N 0 ’ é uma obra unica, pois as lembrancas entanto, Six-String Stories (Genesis APublications) do guitarrista preenchem suas 376 paginas, juntamente com especicacoes completas e outras informacées sobre quase 300 instrumentos. A edicao é limitada a 2.000 copias, assinadas por Clapton, e custam cerca de 600 délares. A renda iré para a instituicao C rossroad Centre Antigua, fundada pelo guitarrista. Visite vvww.g'enesis-publications.corn para obter mais informacoes. Aqui estéio trechos do livro.-BARRY CLEVELAND

GIBSON ES-335TDC 1964 Nmero de sérle: 67473 Corpo: Semlacstico com dols cutaways, maple, aberturas em "f", bloco central de maple, acabamento vermelho cerela Brace: Mogno, 22 trastes, escala de rosewood com marcagoes retangulares Headstock: Logotlpo Gibson perolado, Incrustagéo de coroa, tampa do tensor com trés camadas (preto/branco/preto) com a Inscrlgéo “Custom” Ponte: Tune-0—matlc nlquelada com cordal stop Escudo: Preto com clnco camadas (preto/branco/preto/branco/preto) Captadores: Dols humbuckers com capas niqueladas Controles: Dois botoes de volume e dols de tonalldade Chaves: Seletor de captadores de trés poslcoes

‘iAcho que a Gibson ES-335 cereja era bastante aceitavel em qualquer situacio. Era uma guitarra de rock, uma guitarra de blues enm, uma guitarra de verdade. Naquela época, eu tinha algumas restricées quanto as Fender, por serem sélidas, mas esta Gibson era semiacstica. O que adoro nas Fender hoje em dia, mas que eu desprezava naqueles tempos, era 0 fato de elas nao terem nenhum tipo de friso ao longo da lateral do braco, e coisas do tipo. Esta guitarra tinha 0 acabamento que qualquer um gostaria e toda a credibilidade que uma guitarra precisava na época. A razio de Alexis Komer e eu termos tocado modelos Kay era que nao se conseguia comprar essas Gibson na Inglaterra — vocé nao as encontrava. Havia cépias guitarras alemiis como Hagstrom e Hoaer. Comprei esta novinha em folha na Denma.rk Street ou Charing Cross Road." ‘A ES-335 é linda, e eu a adorava. Foi tocada regulannente ao longo dos anos. Ela apareceu em vanos discos e nunca mudou. Nunca cou velha, nunca se gastou. Nunca perdeu nada. Eu poderia toca-la agora. Esta ha muito tempo em minha vida e ainda é funcional — nao existem muitas coisas que possam receber esse tipo de elogio. N50 tive nenhum carro por tanto tempo, por exemplo. N50 ha outras ferramentas em minha vida que tenham me servido por tanto tempo.”

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o FENDER STRATOCASTER “BROWNIE” ‘I956 Nmero de série: 12073 Corpo: Alder, acabamento sunburst, com data de 6-56 Braqo: Maple com canaleta de tensor do tipo “skunk-strlpe", 21 trastes, escala de maple com marcagoes de bollnha. Data do brago e lniclais XA-6-56 escritas a lépls Ponte: Trémolo do tipo synchronized Escudo: Branco, de uma camada Controles: Um botéo de volume e dols de tonalidade Captadores: Trés slngle-coils Chaves: Seletor de captadores de clnco poslgoes com plno branco (nos anos 1970, substitulu o seletor de captadores de trés poslgoes original)

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5§|Mlc§|u00)& “Com Delaney e Bom1ie, usei minha antiga Stratocaster, Brownie, que era muito, muito boa — tinha um étimo som. Era perfeita para 0 tipo de msica que eu estava tocando com eles. Até certo ponto, acho que a Brownie determinou a rnaneira como toco. Como a Strato tem memos sustain — é mais dificil fazer bends, assim como seguré-los e aplicar vibrato —, eu toco mais notas. N50 enxerguei a mudanga de Gibson para Fender como um ‘estou cansado disso’. Poi mais 0 caso de tentar algo diferente.”

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CINCO INSTRUMENTOS DE ERIC CLAPTON

12-CORDAS ZEMAITIS “IVAN O TERRIVEL” CUSTOM 1969 Corpo: Fundo e laterals de rosewood, tampo de cedro, listra decoratlva preta com Incrustagoes de coragao na parte de tras, motivo de coragoes lncrustado na parte Inferior do tampo, acabamento natural Braqo: De maple e walnut lamlnado com sete camadas,18 trastes, escala de ébano com frlso e Incrustagoes de prata em formato de coragao, pestana de prata Headstock: Trés lncrustagoes de trevo de quatro folhas de prata, tampa do tensor em formato de coragao, também de prata, com a lnscrigao “Eric Clapton" Ponte: Ponte de ébano com lncrustagoes de prata em formato de trevo de quatro folhas, pinos da ponte e saddle esculpldos em prata Boca: Em formato de coragao com incrustagoes de coragoes roxos, bordas de ébano

“Em meados dos anos 1960, nalmente conheci Tony Zemaitis. Pedi para ele construir um 12-cordas para mim, maior do que ja~ mais havia feito e com incrustagoes de prata. Eu queria que fosse incrivelmente ornamentado. Queria aproveitar tudo que pudéssemos. Os desenhos de coragio e trevo de quatro folhas foram ideias minhas. Ele levou cerca de um ano para construir esse violio, e era bem robusto. E considerado 0 maior 12-cordas do mundo. Tem quase as mesmas dimensoes de um baixo mariachi. Tony fez um belo trabalho. Usei-o com 0 Blind Faith e z outras coisas com ele.” “Eu estava envolvido em um relacionamento muito tumultuado naquela época. Durante uma de nossas brigas mais feias, peguei 0 violao e o destrui. Agarrei-0 pelo brago e o bati na parede até no sobrar nacla. Cerca de cinco anos depois — eu ainda tinha 0 brago —, levei-0 de volta para Tony e disse: ‘Tenho de lhe contar uma historia terrivel. Perdoe-me, mas nao posso car sem ele’. Pedi perdao e dei todas as desculpas que consegui encontrar. Ele cou chocado, mas entandeu, entao construiu outro corpo para 0 brago. Portanto, este é 0 Mark 2 — o prirneiro foi destruido, mas 0 brago é original.”

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SANTA CRUZ F 1980 Nmero de sérle: 13 Corpo: Fundo e laterals de maple, tampo de spruce, acabamento sunburst com friso Brago: Mogno, 20 trastes, escala de ébano com frisos e lncrustages de dlamante Headstock: Logotlpo “SCGC" lncrustado Ponte: Ebano, com plnos Escudo: lmltagao de casco de tartaruga

GIBSON LES PAUL CUSTOM FLORENTINE 1995

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Nmero de sérle: 59476 Corpo: Mogno, um cutaway, tampo de maple com aberturas em acabamento sunburst Brago: Mogno, 22 casas, escala de ébano com frlsos e marca<;6es retangulares Headstock: lncrustagao de diamante dlvidido, decalque da custom shop da Gibson na parte de tras Ponte: Tune—o—matic dourada com cordal stop ' ’ Captadores: Dols single-coils Q soapbar de alnlco 5 K Controles: Dois knobs de volu"0 mes e dols de tonalldade '1 ; Chaves: Seletor de captadores "g de trés poslges faégj ,_

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“N50 toco muito guitarra e1étrica em casa. Nos anos 1980, eu costumava tocar alguns vio16es que ganhei da Santa Cruz Guitar Company, porque tinham um som legal."

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“Usei esta guitarra principalmente para compor.” El


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nova e queriam que fosse um power trio. Eles precisavam de um guitarrista que soubesse cantar e compor. Eddie Trunk [historiador de miisica, mdialista e apresentador de televisdo norte-americano] sugeriu meu nome e recebi uma ligacéio de Mike logo depois disso. Tivemos uma conversa. Cerca de um més depois, nos reunimos em minha casa, montamos nossos equipamentos e gravamos algumas ideias, que depois se tornaram grande parte do que entrou no disco. Foi tudo feito de maneira espontanea e casual, sem grandes expectativas ou planejamentos. Nés sé queriamos nos divertir e tocar juntos. Ento néo fol Bllly Sheehan quem chamou vocé? Anal, vocés tocaram luntos no Mr. Blg....

O convite inicial partiu de Eddie Trunk mesmo. O engracado é que, tempos de~ pois, Billy comentou: “Por que nio pensei em chamar 0 Richie antes? Era tio ébvio e nio pensei nisso!” [risos]. Descreva o processo de composlgéo. Houve basicamente duas maneiras como o disco foi composto. Sete ou oito can<;6es foram criadas durante jams, e essas jams podiam comecar de qualquer maneira. Billy iniciava uma linha de baixo e eu tocava um riff de guitarra, e isso se transformava em alguma coisa. Ento, a gente estabelecia aqueles pequenos moldesz verso, refrio, parte do solo etc. Depois, eles sairam em turné com outro projeto. Foi quando compus riffs e melodias e nalizei as cancoes. Teve uma miisica que Mike pegou para ele escrever a letra, o que foi interessante. Jé toquei covers antes, mas nunca havia gravado um disco em que eu cantasse a letra de outra pessoa. Foi um desao, mas, no nal, acho que saiu bem legal. De que outras manelras vocés trabalharam luntos? A histéria mais interessante é da m6sica Elevate. O riff de abertura, o verso e a ponte faziam parte de uma canco que eu havia gravado em uma demo. No entanto, 0 refro que esté na msica era, originalmente, 0 de I’m No Angel. Eu nio tinha gostado desse refrio em I'm No Angel e compus um novo para ela. Os caras

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gostaram da maior parte de Elevate, mas 0 refrao. N0 dia seguinte, Mike veio até mim e me disse: “Que tal usar o refrio que vocé tinha escrito para aquela outra msica?” No comego, quei bastante resistente, mas depois, quando re-harmonizamos algu~ mas das vozes na guitarra e baixo, a m1isica acabou cando bem legal e se tornou a fajxa de abertura e 0 primeiro single. Moral da histériaz trabalhar com outras

pessoas te coloca numa situagio em que

nio caram animados com

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acaba fazendo coisas que nao faria. Eu

ti-

nha essas partes jé compostas, mas nunca pensaria em junta-las. Se o Mike nao tivesse falado nada, essa caneao jamais teria sido langada. Vocés estéo muito bem entrosados durante aexecugao das frases.Algumas delas parecem planeiadas, mas outras parecem totalmentelmprovlsadas. Alguns preenchimentos foram plane-

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jados — compostos dentro das msicas —, como em We Are One e todas aquelas linhas em I’m No Angel. No entanto, ha miisicas em que as linhas foram improvisadas. O exemplo perfeito é Elevate. Billy e Mike comegaram improvisando, e eles simplesmente mandaram ver. Voltei e ouvi o que eles zeram e decidi que, em vez de tocar tudo igual, iria misturar as coisas um pouco. Entio, vocé pode perceber que a interagio entre guitarra e baixo/bateria é um pouco desigual, mas ainda faeo algumas linhas junto com eles. Poi tudo improvisagio. O mesmo aconteceu em Not Hopeless.‘ Ha uma parte enorme em que Billy toca um solo de baixo e depois, no meio do caminho, entro e dobro 0 que ele faz. Nada disso foi combinado, simplesmente sai tocando. Achei que era uma melodia muito legal e eu sabia como ele estava fazendo, porque eu jé tinha visto Billy tocando aquilo, fazendo tappings. Também faeo tapping, mas nio daquela maneira, entao descobri uma maneira de executar aquilo usando cordas soltas e dedeira. Esse é um exemplo de linha que saiu de uma jam. Mesmo as coisas escritas foram tocadas tiio bem que soam como improvisadas, que é o jeito que vocé quer que soe. Como crlou os tlmbres de gultarra para este dlsco? Grande parte do album foi gravada com amplicadores Fender Vibro-King e Vibrolux juntos. Eu tinha um Shure SM57 em cada amp e também urn microfone de ambiéncia, Neumann U87. Como dobrei tudo, ha seis canais no total — dois takes de guitarra com trés microfones cada, e misturei os canais de acordo com a cangio. Esse foi um procedimento padrao para o disco. Ocasionalmente, dobrei com um Marshall plexi de 100 watts algumas das miisicas maiores em que 0 refrao é mais pesado. Vocé quase nao consegue ouvi esse amp, mas, se tira-lo, vai perguntar: “Ei, 0 que aconteceu?” No refrio de The Dying, uso um Fender Bassman com o Vibro-King. Eu queria esse som naquela msica em particular. A Laney me mandou um cabegote para eu experimentar quando 0 disco estava quase termina-


do. Utilizei-0 em trés ou quarro solos, incluindo Not Hopeless. Gostei bastante desse amplicador.

A lntrodugio de I'm No Angel é muito legal.Pode contar como vocé toca essa parte? Aquele riff é um pouco cornplicado, por causa da entonacéo. Fico segurando um B na quinta corda e faco um bend na corda B. Depois, desco um tom na quinta corda, para um A aberto, e executo um bend na terceira corda. E uma linha manhosa, porque co digitando uma nota grave na quinta corda e fazendo bend e tocando uma melodia nos agudos. E vocé nio pode fazer um bend da nota aguda e, acidentalmente, mover a nota grave, porque soaria ridiculo. Houve noites no palco em que eu nio estava concentrado e, quando toquei 0 lick, pensei: ‘Ah, no. Esté desanado!” Porém, quando é tocado corretamente, soa bem sexy. O que é o barulho que lnlcla seu solo em

$lxFeet Deeper? Bato harmonicos no quarto traste das

cordas D e G. Depois, vou atrés da pestana e aperto a corda G . Paco um bend na

corda G enquanto acordaD ainda esté soando. O resultado é aquele som gritante. Em seu prlmelro élbum, vocé tocava como um “frltador”, com multas notaseescalas em alta velocldade.Era um approach de acordo com seus colegas do selo Shrapnel Records, como Vlnnle Moore, Tony MacAlplne, Jason Becker e Marty Friedman. Porém, em seu segundo dlsco, vocé mudou completamente sua abordagem, optando por um camlnho mals melodlco, além deter comegado a center. O que levou a essa mudang: de rumo? Eu tinha 16 anos quando compus as msicas do meu primeiro élbum. Naquele momento, eu era um adolescente querendo assinar com uma gravadora. Quando o disco saiu, eu jé tinha 19 anos e 0 periodo de trés anos entre os dois trabalhos foi de muito desenvolvimento musical para mim. Esse é um problema quando se é muito jovem, as revolucoes

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mudancas acontecem muito répido. Quando fui gravar meu segundo disco, eu jé rinha 20 anos e, entio, meus anseios musicals eram totalmente diferentes de quando eu tinha 16. Portanto, considero que 0 segundo élbum é 0 meu primeiro trabalho na realidade, porque foi quando deni a direco do meu proprio estilo e voz, que, acredito, estio bem evidentes em Fever Dream e Mother Head’s Family Reunion. A Shrapnel tinha um time de grandes gultarrlstas, como os que cltel. Por que escolheu Greg Howe para fazer 0 élbum Tilt? Entre todos esses caras, acredito que me identico mais com Greg. Nos dois temos embasamento no blues, souleR&B e somos interessados em jazz. Além disso, Greg e eu crescemos na Pensilvénia. Morei em Reading e Greg, em Eastern, cerca de seis quilometros de disténcia. Quando éramos jovens, costumévamos tocar nos mesmos clubes e um sabia a respeito do outro. Sempre tivemos uma. anidade. e

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RICHIE KOTZEN Seu prlmelro dlsco pela Shrapnel fol produzldo por Jason Becker. Como fol essa experléncla? Nos éramos como dois pequenos lunaticos no estdio. Mike Varney [dono da Shrapnel] me disse: “Tudo bem, vamos fazer um disco. Vou colocar vocé com Jason, porque nio posso estar la todos os dias, e ele conhece 0 procedimento.” Achei que seria um pesadelo, porque Jason era muito bom. Ele estava fazendo coisas na guitarra que me deixavam alucinado. Eu tinha meus pequenos truques — alguns licks e frases com ligados —, mas nao tinha a minha identidade formada. Ele ja havia encontrado sua voz no instrumento e seu conhecimento musical parecia mais profundo que o meu, entéo eu me senti muito intimidado. Porém, logo percebi que poderia aprender alguma coisa com 0 cara e nos tomamos amigos rapidamente. Aprendi muito trabalhando com ele. Quem era seu gultarrlsta favorlto nos anos'l98O? Eu diria que a década de 1980 esta muito distante hoje em dia, mas, com certeza, Eddie Van Halen esta no topo da minha lista. Tem até uma bistéria engracada. Acredite ou nio, a primeira vez que ouvi Eddie Van Halen foi no solo de Beat It, de Michael Jackson. Aconteceu o seguinte: eu era fa de Ozzy e tinha aquele disco ao vivo com Brad Gillis na guitarra. Quando ouvi Beat It no radio do carro, pirei com aquele som e achei que fosse Gillis na guitarra. Mais tarde, soube que era Eddie Van Halen e, obviamente, depois que conheci seu som, interessei-me por tudo 0 que ele fazia. Eddie é o cara dos anos 1980! Eu gostava ainda de Dixie Dregs Steve Morse estava entre os meus favoritos. Ouvia também muito

-

Allan Holdsworth. Se vocé tlvesse de escolher clnco élbuns que te lmpresslonaram quando estava aprendendoatocar gultarra, quals serlam? Vou escolher discos que toquei bastante quando era garoto. The Number of the Beast, do Iron Maiden: mesmo que meu estilo nada tenha a ver com eles, toquei muito esse disco e adorava os solos de guitarra. Blackout, do Scorpions, com No One Like Km: toquei esse disco um milhio

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de vezes. E minha mae tinha Breezin’, de George Benson, outro disco importante

para mim. Sei que nio é necessariamente um album de guitarra, mas toquei Talking Book, de Stevie Wonder, um monte de vezes. E muito Eddie Van Halen. Vocé aparece na capa de Fever Dream, lancado em 1990, com uma lbanez equIpada com alavanca Floyd Rose. No dlsco segulnte, Electric Joy, de 1991, vocé Jé esté

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com uma Ibanez Tele com ponte flxa. Por

queabandonouaspontesutuantes? Gostava de ter a exibilidade de uma alavanca utuante e me lembro de quando optei por esse sistema. A trava do nut funcionava muito bem. Eu podia ser bem agressivo com a alavanca e a guitarra continuava anada. Entretanto, quando fui gravar meu terceiro disco, encontrei limitacoes nesse tipo de ponte, como


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bends com outra nota soando ou bends com double-stops. Vou dar um exemplo: na musica I’m No Angel, do Winery Dogs, o riff de abertura é impossivel de ser tocado em uma guitarra com ponte como

daquela Ibanez. Na época, percebi as limitacoes. O timbre desse tipo de ponte nao me soava muito bem, entao troquei 0 sis-

tema de alavanca. Minha pegada mudou, assim como meu estilo e 0 modo como quero que a guitarra soe. Como vocé passou das Ibanez Tele para as Fender Telecaster? Em 1993, usei Fender para gravar com o Poison e, desde entéio, faco tudo de Fender. Antes disso, eu havia assinado com a Ibanez, que fez para mim algumas cépias de Telecaster, como a que esté na capa do disco Electric joy. Naqueles tempos, eu

nio

estava alcancando 0 som que queria com a Ibanez com ponte utuante e aquilo me deixou frustrado. Entao, comprei uma Tele e uma Strato, ambas da Fender, e nalizei as gravagoes com elas. A guitarra que esta na capa do disco no foi usada. Aparece apenas na foto. Na época, mudei-me para a California e a Ibanez passou a me fornecer a Stareld, que virou uma série de guitarras vintage. Eu estava em estudio com 0 Poison, usando uma Stareld, quando um representante da Fender chegou, viu as cépias de Fender e disse que eu precisava tocar com “guitarras de verdade”. No dia seguinte, cheguei ao estudio com uma Telecaster marrom, que uso até hoje, e uma Stratocaster vermelha. Dois anos depois, a Fender me convidou para fazer modelos sig-

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nature: uma Strato e uma Tele. A Strato esta disponivel somente no Japio. A Tele esta a venda no mundo todo. Tenho tocado apenas com Telecaster e estou muito feliz com esse modelo. Uso essa guitarra desde 1996 e é um grande instrumento, de imensa qualidade. Quanto a pedals, quals voce usa hole em dla? Um dos que mais gosto vem dojapao e se chama Sobbat. Utilizo os modelos Drive Breaker. Recentemente, comecei a usar Punch Pedals, que sao pedais de overdrive muito simples e versateis. Levo dois Punch Pedals para 0 palco: um overdrive e um booster. O booster é auténtico, pois nio interfere no som, apenas aumenta o volume de maneira limpa. Para delay, uso um pedal Tech 21.

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Eampllflcadores? Assim como na gravagao do disco do Vlfinery Dogs, tenho usado Fender Vibro-King e Fender Vibrolux, dependendo da disponibilidade e do tamanho da sala em que estou tocando. Quando utilizo o Vibro-King, conecto também uma caixa 2x12. Ambos os amps me proporcionam 0 som que desejo, que é uma distorcao valvulada controlavel. No passado, usei cabecotes Marshall plexi, tanto reedicoes como um dos meus modelos vintage, mas eu precisava deixa-los em volume bem alto para obter meu timbre. Com os Fender, consigo 0 mesmo tipo de resposta em um volume controlavel. Além disso, esses dois amps sao valvulados com reticadores solid-state, como o Marshall plexi. Ter um reticador solid-state em um amp valvulado proporciona um som mais percussivo e agressivo, e gosto disso. Um Bassman, por exemplo, tem reticador

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valvulado, 0 que é legal para determinados solos e para tocar bases, mas nao se encaixa em algumas das coisas mais agressivas que toco. Os Fender possuem também otimos circuitos de tremolo e reverb. Com relagio avocé ser também vocallsta, houvealgumcantorquete lnsplrou?

Minha maior inuéncia foi Terence Trent D’Arby. Quando escutei sua voz pela primeira vez, curti bastante, por causa da atitude e do tom agressivo de um cantor de rock misturada a nesse de um cantor de soul. Adoro essa pegada, pois sou um cara do rock que curte soul music. Terence é demais! Gosto também de cantores mais classicos, como Rod Stewart. Quando 0 album Every Picture Tells a Story foi lancado, eu escutava sem parar. Outro favorito é Paul Rodgers, do Bad Company. Esses sao meu top 3 de inuéncias.

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Vocé estudou canto?

Ha diferentes maneiras de se aprimorar a voz. Muitas pessoas dizem que, para cantar, a pessoa deve ter um dom natural, mas nio actedito que isso seja verdade, por experiéncia propria. Quando eu era mais novo, nio cantava nada. Era terrivel! Entio, passei muito tempo escutando cantores e gravando minha propria voz por cima da voz deles, tentando aprender 0 modo como eles cantavam. Procurava descobrir 0 que estava fazendo de errado e tentava soar como eles.A mesma energia que apliquei para me tomar guitarrista, também empreguei para me tomar um cantor. N50 divido mais os dois: nio consigo me imaginar sem cantar ou sem tocar guita.rra. Para mim, ambos sio essenciais.

Algum tempo atrés, ll que vocé passou por um problema nas cordas vocals. Tive uma hemorragia nas cordas vo-


cais no nal

de uma das minhas tumés tive de dar um tempo. Nio foi sén'o a ponto de fazer cirurgia, mas os médicos recomendaram uma pausa. Hole em dla, voce use alguma técnlca para evltar problemas? Estou bem. Minhas cordas vocais esto novas em folhal Foi um problema simples. A hemorragia ocorreu por uso e

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excessivo cla voz, mas, depois da pausa,

quei curado. Nos ltimos meses, houve somente uma noite em que tive diculdades para cantar, mas estava em nal de tumé, e 0 cansaco era grande. Exlste a posslbllldede de um novo dlsco do proleto Wllson Hawk, em que vocé mostra suas Influénclas de soul e R&B? Provavelmente, nao. Adoro esse proje~ to, que é uma colaboracao entre mim e Richie Zito, um grande produtor musical e meu amigo hé 20 anos. Trabalhamos juntos em outros projetos e, na época, decidimos fazer algo novo. Escrevemos algumas cancoes juntos, com a intencio de nos divertirmos. Foi uma forma de mostrar minhas inuéncias, como o R&B da Motown, de que gosto tanto. Um trabalho muito graticante, mas, ao mesmo tempo, sou o tipo de pessoa que gosta sempre de seguir em frente. N50 me imagino fazendo outro album com essa temética e esse nome, mesmo me sentindo

feliz por té-lo feito. O que vocé estava buscando muslcalmente quando fez esse projeto e qual a dlferenca entre o som do Wllson Hawk e o de seu trabalho solo? A diferenca é que meus discos apontam para a guitarra. Se vocé escutar a.lbuns como Peace Sign, por exemplo, encontrara elementos usados no Wilson Hawk, mas, no nal das contas, hé muito mais foco na guitarra e o som é mais agressivo. No Wilson Hawk, ha um foco maior nos vocais e nio hé tantos solos de guitarra. E mais voltado ao R&B, o que é totalmente diferente do estilo roqueiro dos meus élbuns. Por falar em trabalhos paralelos, como fol tocar com o balxlsta Stanley Clarke no album Vert (1999)? Maravilhoso! Aprendi demais com ele! Para mim, Stanley talvez seja 0 maior m1'1-

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sico com quem ja trabalhei. Ele nao é apenas um bom msico no contrabaixo, mas

também como compositor e em relacao a sua abordagem conceitual. Para alguém como eu, que esté. mais ligado ao mundo do rock, foi um aprendizado imenso en-

trar no mundo das gravacoes de Stanley Clarke. Além disso, a producio de Lenny White foi maravilhosa e os outros m1'1sicos envolvidos eram muito bons, como Karen Briggs e Rachel Z. Foi um projeto muito graticante, no qual me diverti muito. Como aconteceu o convlte de Stanley Clarke para esse dlsco?

Havia um empresério com quem tra-

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balhei por alguns anos. Nos seguimos caminhos diferentes, mas de maneira amigével. Um dia, ele me ligou e disse que estava empresariando Stanley Clarke e Allan Holdsworth, que tocaria guitarra em seu novo disco, desistira do projeto. O empresario contou que Stanley havia escutado meu disco de fusion, com o baterista Gregg Bissonette, e gostado muito. Por isso, estava me convidando para uma audico para, quem sabe, tocar com ele no album. A audicao durou trés horas e foi praticamente uma jam session. Ele me ensinou os solos, que aprendi e toquei algumas vezes. Fizemos uma farra e, depois, voltei para casa. Eu niio estava

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RICHIE KOTZ_Elfl com grandes expectativas, mas, a noite, 0 empresario me ligou e disse que eu estava na banda. Foi incrivel a oportunidade de trabalhar com Stanley. Em 2012, vocé se apresentou no Carloca Club, em S50 Paulo. Na ocaslao, vocé aproveltou para gravar sua partlclpagéo na sérle de videos Two Tone Sessions, promovlda pela loja Two Tone. Conversando com 0 pessoal da lola, eles comentaram sobre uma pedalelra blzarra que vocé crlou. Sei do que vocé esta falando. Ela se chama pedaleira “gambiarra” [risos]. Por que fez essa pedalelra? Basicamente, peguei 0 meu delay Tech 21 e o overdrive e os coloquei em uma mesma caixa. Fiz isso mais por uma questao de praticidade, porque viajo bastante e é melhor levar pecas compactas nessas viagens. Vocé tem algum conheclmento de luterla e eletrnlca? Tem um cara em Los Angeles que faz reparos em minha guitarra. Entendo apenas um pouco. Por exemplo, nunca trocaria os trastes de um instrumento, mas consigo substituir os captadores. Alnda sobre o video Two Tone Sessions, dlsseram-me que vooé alustou o ampllcador com apenas um movlmento: colocando todos os controles na poslgio 10. lsso é verdade? [risos] Niio tem como fazer isso em um Vibro-King. Em um Marshall plexi, sim, sem dvida. Tudo no 10 com 0 botao de presenca na metade. O que faco no Vibro-King é aumentar 0 volume até o méximo e vou regulando os controles de tona1idade, como em um volume master. Mas 0 knob de agudos ca sempre em niveis relativamente baixos. No Vibrolux, costumo colocar 0 volume no 3 ou 4 e regular os botoes de tonalidade de acordo com a sonoridade da sala. Logo ap6s a gravagao do video, vocé pedlu para as pessoas safrem do estdlo para vocé llmpar os ruidos de mlcrofone no Pro Tools. Como encontra tempo para ser um bom cantor, um bom gultarrlsta e alnda entender de técnlcas de estdlo? Nio sei. Creio que vem do fato de ter feito sozinho grande parte dos meus discos. Gosto de trabalhar quando estou inspirado. Quando tenho uma ideia, quero gravé-la logo, senao esqueco. fl muito

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dicil encontrar um engenheiro de som disponivel no meio da noite, portanto, resolvi me envolver também com 0 processo de gravacao. E algo natural para mim. As vezes, é legal deixar outra pessoa lidar com isso, mas, para mim, estar envolvido é uma questao de necessidade. No Two

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Tone Sessions, toquei trés musicas e lembro que quis mixar e acertar os canals. So sai do estudio quando vi que o som estava de acordo com o que queria. Vamos falar de suatécnlca de mic dlrelta

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tive uma noite terrivel, quando ainda usava palheta. Notei que tudo que estava tocando soava uma verdadeira porcaria para mim. Fiquei bastante fnistrado. Pensei comigo que, como eu tinha uma série de shows para realizar, niio passaria a tocar melhor se casse uma noite inteira trancado no hotel praticando guitarra. Pensei em alguma solucao pratica e me veio a ideia de nao usar palheta, pois, sem ela, eu seria forcado a tocar de maneira diferente. Fiz isso e muita coisa mudou desde entao. Os shows melhoraram e gostei da maneira como a guitarra comecou a soar a partir dai. Claro que, sem palheta, perdi boa parte do meu repertorio: nada de sweep, palhetadas altemadas ou “drill picking”, que sio palhetadas supervelozes. Mas me forcou a tocar diferente. Ainda uso palheta de tempos em tempos, mas é raro. No disco do Winery Dogs, uti1izei em algumas cancoes, porque havia a necessidade de um som mais agressivo naqueles momentos. Portanto, a decisao de tocar sem palheta veio da necessidade de mudar conceitos e minha percepcio musical e, principalmente, inspirar-me a tocar de maneira diferente. EstlvenoshuwdoWIneryDogs noCarIoca

Ou seja, foi um momento em que estive muito ocupado. O interessante no Mr. Big foi que passamos muito tempo no Japio. Gravamos um disco e realizamos uma , grande excursao por la. Estar no Mr. Big foi como um trabalho de meio periodo, porque zemos um album, uma série de shows por alguns meses e pronto. Niio foi como um emprego em tempo integral. Gosto muito dos caras do Mr. Big e guardo boas lembrancas daquela época. Ouando vocé entrou no Mr. Blg, por que decldlu tocar a lntrodugo de Green-Tinted Slxtles Mlnd sem tapping? Eu me pergtmtei se seria possivel tocar essa musica sem tapping e cheguei a conclusao de que sim. Foi como quando parei de usar palheta - eu me desaei e faleiz vamos ver se consigo tocar desse jeito! O que vocé escuta hole em dla? Continuo escutando muitas coisas que ouvia quando garoto: Curtis Mayeld, Eagles, Stevie Wonder e muito classic rock. Minha lha é cantora e me mostra muitos grupos atuais. Nao sou mais viciado em bandas como quando era adolescente, mas curto artistas como Jack White e gosto de algumas coisas que John Mayer faz, além de bandas underground que minha

Club, ano passado, evocé nio usou palheta.

lha escuta.

Apenas em algumas can<;6es actisticas. No restante, usei meus dedos. Vocé lntegrou o Polson e o Mr. Big. Como fol estar nessas duas bandas de hard rock? O Poison me deu a grande oportunidade de ser apresentado a um publico imenso. Os caras foram muito legais e me permitiram criar e fazer 0 que desejava. Em nenhum momento me senti forcado a tocar como C.C. DeVille ou qualquer outro guitarrista. Fiz realmente parte da banda e pude imprimir minha marca e meu estilo. Vivi um periodo maravilhoso com eles. As coisas caram um pouco mais dificeis com a turné, porque tocavamos muito mais musicas do repertorio antigo do que as novas cancoes. Isso me desencantou um pouco. No Mr. Big, a situacéo foi diferente, pois, ao mesmo tempo em que esté.vamos em turné, minha carreira solo estava acontecendo em paralelo. Além disso, eu tocava na banda de Stanley Clarke.

O que recomenda a gultarrlstas que esto comecandoedeselam teruma bandaegravar um disco? Que camlnho eles podem tracer? Acho que tudo na vida so escolhas. N50 sei se posso dizer as outras pessoas o que fazer, mas, desde 0 comeco, tudo 0 que eu queria fazer da vida se resumia

a miisica. Sempre

coloquei toda minha energia na miisica. Comecei tocando em bandas cover e, aos 15 anos, eu jé estava me apresentando na noite e ganhando um dinheirinho. Algum tempo depois, cansei de tocar em bandas cover e pensei: “Como avancar mais um passo?” Passei a compor minhas proprias

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pessoas no se lnteressarem por mals um supergrupo formado por mslcos vlrtuoses? Bem, nio [risos]. Minha motivaoao é

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Billy se enxerguern dessa maneira. Eu, com certeza, nio me vejo assim. Sou apenas um cara que gosta de cantar, compor e tocar guitarra.


RICHIE KOTZEN

Em 2012, Richie Kotzen esteve no Brasil para uma pequena turné e, durante sua passagem por Sao Paulo (SP), aproveitou para gravar sua participagao na série de videos Two Tone Sessions, promovida pela loja Two Tone. Confira detalhesointeressantes do equipamento utilizado entéo pelo guitarrista. F1

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NESTA LIQAO, VAMOS ABORDAR AS PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DO ESTILO DE RICHIE KOTZEN, QUE TEM UMA EXTENSA CARREIRA solo como guitarrista e cantor. Ele ainda fez parte de duas importantes bandas de hard rock, Poison e Mr. Big, e recentemente lancou o primeiro élbum do trio Winery Dogs, ao lado dos virtuoses Billy Sheehan (baixo) e Mike Portnoy (bateria). Em sua maneira de tocar, cantar e compor, Kotzen mostra grande inuéncia do rock, blues, R&B e soul music dos anos 1960 e 70. Tudo isso combinado com uma pitada de fusion. Além disso, ele possui técnica, feeling e expressividade impressionantes. Os exemplos a seguir ilustram alguns de seus licks caracteristicos, com muitos ligados e frases pentatonicas, e trazem solos e riffs importantes de sua carreira, com destaque para trechos extraidos do recém-lancado album do Vlfmery Dogs. Um detalhe importante é que jé faz algum tempo que Richie Kotzen deixou de usar palheta, o que nio quer dizer que vocé néo possa usé-la para tocar as passagens mostradas aqui. Toque como achar mais confortével e bons estudosi

Exs. ‘la e 1b: Llgaduras Vamos iniciar a lico mostrando, de maneira progressiva, alguns dos licks mais usados por Kotzen. O exemplo la traz uma frase simples que envolve trés notas G, F# e E, na corda B —, em um padrao descendente e ascendente. O lick é executado com ligaduras, ou seja, palhete somente a primeira nota e ligue todas as outras usando hammer-ons e pull-offs. Execute 0 lick em loop quantas vezes

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quiser. No exemplo lb, 0 mesmo movimento é transportado, com a ajuda de slides, para outras posicoes do braco da guitarra, ainda na corda B. Tente inventar suas préprias combinacées ern cordas e tonalidades diferentes.

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Exs. 2a e 2b: Llgaduras em trés notas por corda As frases com ligaduras (também conhecidas como “legato”) sio muito marcantes no estilo de Kotzen. O exemplo 2a mostra um lick construido no formato de trés notas por corda. Assim como no primeiro exemplo, execute a frase em loop. Inicie lentamente e va aumentando a velocidade a medida que assimila a ideia. No exemplo 2b, o lick aparece nas cordas E (notas E, D e C) e B (notas B, A e G) Depois, repete-se em trés oitavas diferentes, do agudo para o grave.

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Ex. 3: The Answer, carrelra solo

O exemplo 3 é uma combinagiio das frases anteriores e esté na tonalidade de G. Palhete somente quando mudar de corda e respeite as ligaduras e slides. A medida que a frase se desenvolve, a mio da escala deve sempre se posicionar para tocar grupos de trés notas por corda. Kotzen aplica muitas va.ria¢;6es dessa ideia na faixa The Answer (que é um improviso de guitarra solo), que se encontra no élbum Slaw.

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Exs. 4a e 4b: Escala Pentaténlca

Aqui esté outra frase muito utilizada por Kotzen em seus solos e improvisos. Desta vez, sobre a pentaténica de Em. O exemplo 4a apre senta a ideia bésica e, no exemplo 4b, ela é deslocada, por meio de slides, para outra posigéo da escala da guitarra. Execute em outras cordas e regiées do brago do instrumento.

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Ex. 5: Escala Pentatnlca

Esta é uma vaxiaqio do exemplo 4a. Nas mudangas de corda, vocé pode aplicar palheta nas notas da corda B e 0 dedo médio na corda ltimo caso, utilize 0 polegar na corda B e 0 dedo indicador ou

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Ex. 6: Escala Pentatbnlca Esta frase combina os exemplos 4 e 5. Pratique lentamente at ass1m1 ar em a1‘deia

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RICHIE KOTZEN Ex. 7: Stand (solo), Poison

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as cordas meio-tom abaixo para tocar o solo da msica Stand, do album Native Tongue, da banda Poison. O tom da msica é E maior. Este solo matador evidencia as inuéncias setentistas de Kotzen, que, com muita personalidade, combina feeling, melodia e técnica. A escala principal é a pentatonica de E maior e trés frases se destacam, podendo ser treinadas separadamente. A primeira comega no Liltimo tempo do compasso 4 e vai até 0 nal do compasso 5. Note que ha urn cromatismo nas notas agudas. A segunda esta entre os compassos 8 e 9, e é importante que as primeiras notas soem simultaneamente. Cuidado também no bend de dois tons do compasso 9. A terceira frase se inicia no compasso 10 e termina no primeiro tempo do compasso 12. Aqui, o guitarrista mistura os licks de pentatonica dos exemplos 4, 5 e 6. Essa parte exige muita paciéncia, mas tem uma sonoridade muito bacana.

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(casa 7, corda D) sio de meio-tom e cherecurso é muito encontrado na sonoridade do blues de Em (E, G, A, B, D). Esse note da escala pentatonica gam £1 nota A#, que é a blue nos compassos 6 e 7. tappings que aparecem de executar os rock. N50 deixe outras cordas soando no momento

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RICHIE KOTZEN Ex. 10: I'm No Ange! (solo), The Winery Dogs O solo de I’m No Angel é bastante melédico e esté na tonalidade de Bm, mas, na ultima frase, a caneio retoma ao tom original de E maior. Kotzen realiza uma frase muito legal, que comeea na ultima nota do compasso 8, sobre a pentatonica cle E menor. A partir do ultimo tempo do compasso 9, a pentaténica passa a ser de E maior. Frases que misturam pentatonicas menor e maior sio muito caracteristicas na sonoridade do blues. ‘“’""""'“'""’.=1-10

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Ex. 11: Love Dlvlne (Intro), carrelra solo Kotzen sempre teve inuéncia muito forte de blues, soul e R&B. Isso comegou a car cada vez mais evidente a partir do élbum Mother Head's Family Reunion (1994), 0 primeiro apos sua passagem pelo Poison. O riff de introdugio de Love Divine acontece sobre a pentatonica de Em e tem uma sonoridade bem blueseira. Kotzen usa efeito de overdrive (provavelmente do préprio amplicador) com 0 volume da guitarra um pouco mais baixo. No nal do compasso 11, ele aumenta o volume até 0 méximo para ataca: os acordes. Esse tipo de recurso era muito usado por Jimi Hendrix. Pique atento és cordas soltas e is notas que devem soar ao mesmo tempo.

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Ex. ‘I2: Wake Up (solo), Mr. Big

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cango Wake Up faz parte do élbum Actual Size, do Mr. Big. Aqui estéio os oito primeiros compassos do solo, que se encontra na tonalidade de E maior e intercala partes melédicas e técnicas, sempre contando uma historia. Os cinco primeiros compassos sio mais melodicos, com bends e notas mais longas. Os outros quatro compassos contém duas frases com mais notas. A primeira delas, sobre a pentatonica de E rnaior, naliza com slides ascendentes e descendentes, que do a intengio de vibrato. A segunda frase comega nas duas ltimas notas do compasso 7 e traz um padrio de semicolcheias em um arpejo de F# menor, com sobreposigio de tergas a cada quatro notas. Esta frase emenda na pentatonica de E maior a partir do nal do compasso 8.

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Ex. I3: One More 1'Ime (Intro), The Wlnery Dogs Esse

riff esté na tonalidade de E maior e é quase todo tocado com o polegar da mio direita

(ou esquerda, para os canhotos), com exce-

go das notas que aparecem nas cordas E e B soltas. Ataque estas notas com o dedo indicador e médio da mo direita. EIExI;1=13 ¢=

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Ex. 14: Desire (solo), The Wlnery Dogs Aqui esté 0 solo completo da canqio Desire, que demonstra 0 lado fusion de Kotzen. A tonalidade é Am e a base é executada apenas pelo baixo e bateria, sem guitarm Repare que hi cromatismos e muitas notas de passagem, que proporcionam uma sonoridade especial. Nos dois xiltimos compasses, surge uma frase sobre a pentaténica de Am com vérios bends e ligados. Pratique lentamente até compreender a métrica da frase.

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relaeiio custo-benecio é a recém-langada Benson LP 55 Gold. O modelo logo surpreende pelo seu belo visual dourado e merece iguais elogios pela sua construeio e acabamento perfeitos. Outro destaque é a captago, formada por um par de humbuckers Seth Lover SH-55, da Seymour Duncan, do qual falaremos mais adiante. Quanto ao seu design, a LP 55 inspira-se nos consagrados contornos da Les Paul. A conguragio de madeiras é a seguinte: corpo de alder, braeo de hard maple canadense e escala de rosewood. "Kata-se de uma goldtop, portanto, possui tampo pintado,

uma guitarra para iniciantes. O fator prego pode inibir a compra de um instrumento com tocabilidade mais confortavel e som mais apurado. Muitas vezes, a economia gerada pela aquisigio de uma guitarra ruim acaba resultando em um empecilho para o aprendizado. A solugéio mais razoével é buscar um meio-termo, uma guitarra acessivel, mas bem construida, com som satisfatorio e que permita ao estudante evoluir musica1mente. Existem marcas no mercado que oferecem opgoes com essas caracteristicas. Um exemplo de guitarra com otima

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porém, nas demais regiées, como fundo, laterais e braeo, pode-se observar os belos veios das madeiras.A escalaé escura, uma caracteristica do rosewood, e dialoga com 0 escudo, 0 headstock e a base de xagio dos humbuckers, todos na cor preta. As marca<;6es trapezoidais sio de madrepérola. As ferragens incluem ponte do tipo Tune-0-matic e tarraxas Kluson douradas, mesma cor dos controles de volume e tonalidade. Para quem esté aprendendo guitarra, ter em mos um instrumento com boa tocabilidade é imprescindivel. E bacana observar que fabricantes brasileiros e


. importadores estio tendo maior cuidado nesse quesito, sinal de que a concorréncia esté. cada vez mais acirrada. Até pouco tempo atrés, era comum encontrar bons instrumentos totalmente desregulados em lojas. Felizmente, isso vem mudando. A LP 55 chegou a redacio da GP muito bem ajustada, pronta para tocar. O braco é confortavel e favorece uma boa perfonnance. A acao das cordas estava baixa e os trastes vieram bem nivelados, pennitindo extrair notas com denicio por toda a extenso da escala, mesmo em regioes criticas, como as mais agudas. Quanto a ergonomia, use correia mesmo quando for tocar sentado, pois a Les Paul nio é dos modelos que melhor repousa sobre as pemas. A cereja do bolo esta mesmo na parte elétrica, mais precisamente na captacio. O par de humbuckers Seth Lover SH-55, da Seymour Duncan, desperta a atencao. Fabricantes nao costumam ser muito generosos com pickups de guitarras que se encontram em uma faixa de preco mediana. A regra é empregar captadores que fa lam alto, com bastante sinal de saida, mas que acabam pecando na deniciio sonora.

O que muitos compradores desses instrumentos acabam fazendo é, apos algum tempo, substituir os pickups originais por modelos superiores. A LP 55, no entanto, conta com dois captadores classicos da Seymour Duncan, desenvolvidos original-

mente em parceria com o proprio Seth Lover (1910-1997), inventor do humbucker e criador, na década de 1950, dos lendarios PAF (Patent Applied For), que equipavam as guitarras Gibson. O SH-55 busca recriar caracteristicas sonoras dos humbuckers PAF, oferecendo um timbre vintage encorpado e, ao mesmo tempo, aveludado. Os Seth Lover surpreenderam bastante na LP 55. Apesar de ser uma guitarra constituida com madeiras mais modestas, o par de SH-55 deu a turbinada necessaria na parte sonora. Usando um amplicador Vox Valvetronix, foi possivel saborear uma ampla variedade de timbres limpos. O grande barato foi explorar os

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Testes recursos sonoros desses captadores por meio de varia<;6es dos controles de tonalidade. A sensibilidade dos SH-55 aos potenciometros é moderada, portanto, o percurso do zero ao dez dos knobs de tonalidade é rico em sonoridades. Do mesmo modo, o ajuste de volume é muito suave, 0 que também permite exploragio de timbres. Na posigéio do brago, 0 SH-55 oferece étimos sons limpos para blues, rock classico e jazz. Sao rimbres quentes na medida certa, que respondem com delidade a mudangas de toque. Com overdrive, os humbuckers falarn bastante, com boa denieéio e a quantidade necesséria de sustain. Nas posi<;c">es da ponte e intermediéria, a guitarra oferece sons brilhantes e estalados, respetivamente, que agradam em cheio, sejam utilizados com ou sem efeitos. A LP 55 foi uma grande sacada da Benson, que coloca no mercado um modelo inspirado em um design classico imorralizado pelas maos de icones do rock, como Jimmy Page, Duane Allman e Ace Frehley, por um preqo acessivel e, de quebra, com um arrativo especial: 0 par de captadores Seymour Duncan Seth Lover SH-55. E uma bela guitarra, que, pelos seus atributos, pode ser recomendada para iniciantes, mas também no decepcionara musicos prossionais que buscam um instrumento de bom preeo e étima qualidade. ‘J

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CAPAZ DE PRODUZIR TIMBRES c:|.Ass|cos E MODERNOS, o cabeeote Fender Super-Sonic 100 possui dois canais distintos, Vintage e Burn, ambos com controles independentes. O canal Vintage apresenta controles Gain, Treble, Bass, Mid e Volume, além de uma chave de duas posigoes denominada Showman/ Bassman. O canal Burn tem botoes Gain 1, Gain 2, Treble, Bass, Mid, Notch Tune e Volume. Um controle master de reverb e uma chave de selegao cle canais completam o painel frontal.

e um Slave Out com controle de nivel. Ha também uma chave Arena/Club (100 watts/25 watts) e uma chave Damping, que determina a maneira como 0 amplicador de poténcia controla os alto-falantes. Mas acaracteristica mais notavel do Super-Sonic talvez seja o seletor automatico de bias com ajustes Warm, Normal e Cool. Esquega multirnetros e pontos cle teste - agora vocé pode simplesmente regular 0 funcionamento das valvulas (para mais forte ou mais suave) de acordo com o que vocé necessita: melhor timbre ou major vida til clas vélvulas. Muito legal! Ligado 5. caixa Super-Sonic 100 412, o amplicador produziu timbres bacanas de Fender no canal Vintage, que soa grande, cla-

No painel traseiro, encontram-se um loop de efeitos com controles de nivel de send e return, jacks Preamp Out e Power Amp In, duas saidas para alto-falanres com chave de 4/8/ 16 ohms

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e dimensional. No ajuste Showman, os sons possuem a densidade e 0 punch arrojado de médios daquele cabecote classico, sendo que a caixa 4x12 adiciona massa e impulsiona os graves a proporcoes majestosas. Mudando para 0 ajuste Bassman, ganho e brilho aumentam para gerar mais saturacao dinamica, adicionando um toque de crueza, que soa legal em partes ritmicas semidistorcidas e solos. E legal poder usar 0 footswitch para também acessar

Levando tudo isso em consideracao, 0 Super-Sonic cobre um vasto campo sonoro, e seu canal Vintage é tao bom que jé vale a pena compra-lo so para ter aqueles excelentes timbres de Showman e Bassman. '1

esses modos, ja que blueseiros e roqueiros podem facilmente encontrar tudo que necessitam neste canal. O reverb soa excelente, oferecendo texturas quentes que cobrem uma boa variedade de ambiéncias leves a um reverb bem mo— de reexoes lhado, no estilo surf music. O canal Burn produz um som completamente diferente, em virtude de seus estagios de ganho em cascata, que permitem escolher descle um leve overdrive a um longo sustain. E otimo ter este canal a mio para solos mais pesados e partes ritmicas, e ele fomece esses sons a volumes rasgantes. Entretanto, é como mudar para outro amp, ja que a distorcao tem um som e uma pegada que parecem vir mais do pré-amp, em comparacao com o que 0 canal Vintage oferece. Para mim, 0 melhor som esta nos bot6es Ganho 1 e Ganho 2 ajustados na posico “uma hora" e 0 volume bem alto. Essa regulagem produziu bastante distorcao, boa sensibilidade dinamica e mais presenga da secio de poténcia. Aumentando mais 0 ganho, particularmente em volumes mais baixos, a denicao e dimensao tendem parecem se reduzir. O controle Notch Tune também nao ajudou. Esse ltro semiparamétrico move os médios em direcoes mais brilhantes ou escuras, mas nio funciona como um controle de presenca. A chave Damping e o Automatic Bias Selector proporcionam maneiras mais sutis de ajustar o Super-Sonic as suas necessidades, assim como a chave Arena/ Club, que controla 0 volume e é util para obter mais peso de amplicador de poténcia em volumes mais baixos.

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A NUX E UMA MARCA DE PEDAIS RELATIvamente nova. Surgiu em 2006 e pertence a Cherub, cuja sede ca na China. Seus pedais sao honestos quanto a sonoridade e costumam chegar as lojas com um preco mais acessivel do que o de outras marcas mais famosas. Nesta edicao, testamos duas linhas de pedais da Nux. Uma delas é a analégica, com efeitos classicos como overdrive, distorcio e chorus, além de um simulador de amp. A outra é a Core Series, que apresenta recursos adicionais algumas unidades sio multiefeitos, outras possuem ferramenta de gravaco de presets. Séio pedais muito bem construidos, de aparéncia robusta, acabamento impecé.vel e silenciosos em relaco a interferencias. Todos correspondem muito bem as expectativas sonoras.

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OD-3 OVERDRIVE Essa caixinha de cor verde evidencia que a Nux se inspirou no Tube Screamer da Ibanez, nio apenas em seu visual e dispo~ sico dos controles, mas também nas caracteristicas sonoras. E um overdrive bastante sensivel a mudancas de intensidade

pria guitarra, principalmente no controle de volume, que acaba servindo como um botio “secundario” de distorcao. Com o volume da guitarra reduzido, foi possivel obter sons encorpados e transparentes. Elevando o volume gradativamente, a distorcio aumenta junto — percurso no qual encontram-se os timbres mais interessantes. Usando uma Les Paul equipada com hurnbuckers, que fornecem volume superior aos single-coils da Strato, os resultados também foram étimos. Girando o controle Drive no sentido horério, 0 OD-3 rnostrou que também possui garras aadas. No 7, produz a carga de distorcio ideal para emular riffs a la Jimmy Page ou Pete Townshend. Fucando no controle Tone, vocé pode encontrar in-

do toque e que proporciona uma ampla paleta de timbres, por meio de variacoes em seus parametros ou no controle de volume da guitarra. E um pedal simples, mas eciente, que consegue esquentar bastante 0 som. Ha apenas trés controles: Level (sinal de saida), Drive (distorcao) eTone (equalizaco). Com 0 controle de Drive prc’>ximo ao 4, a distorciio é moderada, soando legal em acordes com cordas soltas ou arpejados, além de cumprir a funcio de dar corpo a solos ou linhas melédicas. E o ajuste mais elegante de uma unidade de overdrive, étimo para blues e rock, por manter a denicio das notas, algo que o OD-3 faz com propriedade. Usando uma Fender Stratocaster, por exemplo, respondeu bem as regulagens feitas na pr6-

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criveis surpresas sonoras neste ajuste de alta distorcio — desde sons brilhantes até os mais escuros. Com o Drive acima do 7, o sinal ca ultrassaturado, mas ainda com denicao, dentro das caracteristicas de um overdrive. Vale lembrar que quantidade de Drive nem sempre é sinénimo de peso.

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Com o botao Drive no 7, uma boa equalizacao e bastante volume, o OD-3 ja possui os ingredientes sucientes para um som

quente e com punch para rock and roll.


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DISTORTION HIGH GAIN

Este pedal possui caracteristicas de distorcio mais radicais do que o OD-3. Assim como 0 OD-3 é inspirado no Tube Screamer, o HG-6 bebeu da fonte do Ibanez Jet Driver, pela sonoridade, controles e, claro, a pintura vermelha. Sao quatro bot6es — Level (sinal de saida), Gain (distorcio), Scoop (frequéncias médias) e Tone (graves e agudos) —, que proporcionam uma rica colecao de

timbres. Este Nux oferece um som quente, que responde bem as mudancas de ataque. O grande segredo para encontrar timbres bacanas esta nos ajustes combinados dos controles Scoop e Tone. O ponto de partida ideal para experimentos sonoros é com esses dois controles na posicao central, assim como o Gain. Girando o Tone para a esquerda, por volta do 2, e usando 0 captador do braco da guitarra com som todo aberto (volume e tonalidade), obtém-se uma sonoridade encorpada adequada para hard rock. Diminuindo um pouco o Gain, o HG-6 funciona como se fosse um pedal de overdrive, caindo bem para blues ou funcionando apenas para esquentar o som, mantendo as notas denidas. Abrindo a tonalidade do pedal, surgem interessantes sons brilhantes. No entanto, o grande atrativo do HG-6 é seu poder de distorcao. Gire sem do os controles Gain e Tone para a direita, até, por exemplo, os niveis 8 e 6, respectivamente, e vocé conseguira o peso necessério para levadas de metal cortantes no estilo do Judas Priest ou Metallica. Se vocé gosta de sons distorcidos sombrios, como os do Black Sabbath, basta fechar o botao Tone. Para sonoridades pouco usuais, brinque com o controle Scoop, que regula as frequéncias médias. Ele funciona como um pedal de wah, mas estatico. Coloque o Scoop no maximo e Gain por volta 7 para soar como Frank Zappa, um belo ajuste para solos, que foge do lugar comum.

CH-3 CHORUS O chorus é um dos efeitos de guitarra mais famosos, tendo conquistado musicos estilisticamente distantes, como Mike Stem, Eddie Van Halen e Kurt Cobain. O principio basico desse efeito consiste em produzir copias do sinal original com anacoes ligeiramente diferentes entre si, as quais geram a sensacao de multiplas guitarras soando em conjunto, similar as vozes de um coro ou naipe de instrumentos em uma orquestra. O CH-3 é um pedal enxuto, com apenas trés controles — Depth (nivel de defasagem do sinal), Speed (velocidade da defasagem) e Blend (quantidade do efeito sobre 0 sinal original) —, mas muito funcional, permitindo a confeccao de timbres interessantes. Um ponto de partida legal para experimentacées é com os trés controles ajustados no centro e o volume da guitarra todo aberto. A partir dai, comece a tentar combinacoes dos ajustes Depth e Speed. Uma dica para perceber as varia<;6es e sutilezas de cada botéio é deixar um controle estatico enquanto vocé muda o ajuste do outro. Algumas combinacoes agradaram bastante. Se sua praia é improvisar no jazz, vocé pode simular som de érgao colocando o knob Speed quase no maximo. Adicionando niveis altos do controle Depth a esta regulagern, o som lembra as famosas caixas Leslie. Para encorpar linhas de guitarra pop ou fazer acompanhamento, pode ser recomendavel um timbre menos carregado do efeito. O ajuste Depth oferece uma sensacio de oscilacio sonora, portanto, experimente reduzi-lo se o intuito for apenas reforcar o som. Para obter uma vibe de trémolo, o caminho esta no Speed. Com um Depth baixo (entre 3 e 4) e 0 Speed no maximo, vocé consegue este efeito neste pedal chorus, mas de maneira suave. Pela simplicidade e eciéncia, o CH-3 agradou bastante.

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Testes §£%w%&%§%£%@i&W" O AS-4 Amp Simulator é um daqueles pedais que podemos chamar de “curinga", pela grande variedacle de situacoes em que pode ser utilizado. Apesar do nome pomposo, trata-se basicamente de um circuito de amplicacao com equalizador, algo que, para quem toca ao vivo, é sempre bacana ter por perto. Pode ser usado como pré-amp, equalizador secundario, boost, distorcao ou até mesmo pedal de

volume. Essa caixinha preta é enxuta, possuindo quatro controles autodescritivos: Bass (graves), High (agudos), Gain (distorcao) e Level (sinal de saida). Diferente de alguns modelos de amplicadores, como os Vox, nos quais 0 Gain funciona como uma espécie de volume adicional, distorcendo apenas a partir de determinado nivel (e anulando a saida se colocado no zero), este controle do AS-4 funciona como um auténtico drive, regulanclo apenas a quantidade de distorcao. As caracteristicas de timbres do Gain, de som mais aberto e cortante, denunciam que a distorcao do AS-4 esta mais para a de pedais distortion do que overdrive, que possuem som mais redondo e blueseiro. A quantidade de distorcao é bem generosa, gerando bastante peso com o Gain a partir do 4. Se vocé nao curte distorcao ou ja rem este efeito vindo de outro dispositivo de sua preferéncia, apenas zere o Gain e explore outras possibilidades do AS-4. Uma delas é usa-lo como equalizador. Considerando a diculclade de timbrar a guitarra em situacées ao vivo, principalmente quando o local néo possui amplicadores e a conexao com 0 PA é feita em linha, ter um equalizador extra pode ser muito titil. Outra alternativa é utiliza-lo como boost ou pedal de volume. Ajuste o Level a partir do 5 (e 0 Gain até 0 2, no maximo) para obter um sinal cle saida superior ao original, conguracao que pode ser empregada para clestacar solos, por exemplo.

MODCORE Efeitos de modulacao tém como principio gerar sinais de audio derivados do sinal original, modicando-0, por meio de delays, para produzir timbres distintos e sensacoes espaciais. O Mod Core traz oito modos dessa categoria de efeito: Chorus, Flanger, Phaser, Tremolo, Pan, Rotary, U-Vibe e Vibrato. Além da chave seletora de efeitos, existem trés outros controles: Rate (velocidade da oscilacao), Depth (quantidade do efeito) e Tweak (funcio varia de efeito para efeito). O pedal oferece entradas e saidas estéreo. Uma ferramenta til é a chave Tone Lock, que permite gravar os ajustes. Esta funcéio é muito til, especialmente em situa<;6es em que se deseja manter 0 pedal ajustado. A chave é pequena, com acesso propositalmente abaixo do nivel dos bot6es, para evitar esbarroes ou aciona~ mentos nao intencionais. Nesta mesma chave, que possui trés posicoes, ha ainda as opcoes Normal e Deluxe, que geram diferentes equalizacoes. O recurso Tone Lock ftmciona de duas maneiras distintas. A primeira é bésica,

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bastando congurar determinado efeito no modo Normal ou Deluxe e, depois, mover a chavinha para a posicao T.Lock. Assim, o pedal gravara os ajustes e desabilitara os controles. E um ajuste temporério, que ftmciona enquanto a chave permanecer nessa posicao. Caso vocé realize um novo ajuste e retome a chave na posicao T.Lock, o que foi salvo anteriormente sera apagado e a nova regulagem sera memorizada. Outra maneira é gravar no modo permanente. Vocé deve ajustar o efeito, pisar no pedal, manté-lo pressionado e, depois, mover para a posicao 'IILock para salvar os ajustes. Com relacao aos efeitos em si, corresponderam as expectativas. Impossivel escrever sobre cada uma das possibilidades sonoras desse pedal, pois sao oito efeitos com diversas possibilidades de congura~ cao. Em minha opiniao, os destaques cam parao Rotary, que simula caixas com falantes giratorios, como as Leslie, e apresenta um som bem convincente; 0 "Iremolo, que é étimo para quem curte guitarras de surf music e para sons de jazz a la Bill Frisell; e o Pan, aproveitével apenas com a

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saida estéreo, mas muito funcional. Em geral, multiefeitos sao uma opcao mais economica para guitarristas que nao sao grandes adeptos de todos os seus efeitos, mas que desejam possui-los em seu set para situacoes especicas. O Mod Core é um otimo produto e uma alternativa a ser considerada por aqueles que se encaixam nesse perl.


DELAY TIME CORE Delay é um daqueles efeitos basicos nio apenas para guitarristas, mas para todos que trabalham com audio. O Delay Time Core estéreo oferece sete tipos de delay: Tape (ta), Digital, Analog (analégico, do tipo bucket-brigade), PPong, Pan (estes dois ultimos altemam delay entre os canais da direita e esquerda), Mod (acrescenta chorus extra) e Reverse (efeito de playback reverso). Ha trés controles bésicos: Time (tempo do delay), Mix (dosagem do sinal com efeito sobre o sinal original) e Repeat (ou feedback, que corresponde a quantidade de delay que retorna a entrada do efeito). A exemplo do Mod Core, esta unidade possui recurso Tone Lock, que funciona nos mesmos moldes descritos anteriormente, com trés posic6es (Tail, 'IZLock e Nonnal). Entre os delays, destacam-se os efeitos estéreo P.Pong e Pan, que permitem explorar ambientaces de acordo com variac6es de posicionamento das caixas de som; 0 Reverse, étimo para criar atmosferas psicodélicas; e o Mod, que gera um chorus bem peculiar, meio que “entortan-

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as notas quando a vibracao das cordas esta para acabar. O recurso Tap Tempo funciona para todos os delays. Basta manter o pedal pressionado até o LED vermelho comecar piscar. Em seguida,

pressione 0 pedal e marque 0 ritmo, por exemplo, da musica que estiver tocando, para sincronizar o delay. Além dos delays em si, um atrativo desse pedal é a funcao Hold, que faz gravacoes de loops de até 40 segundos. E uma funcio que pode servir a vérios propésitos, desde 0 guitarrista se ouvir tocando determinadas passagens até estudo de improvisacio ou criacio de performances com sobreposicao de loops. Algo que curti fazer com esse pedal foi “passar o som”, gravando a guitarra, dando mna volta para ver como estava soando no estudio e fazendo alterac6es de equalizacio no amplicador. O procedimento de gravaco é similar ao de outros pedais. Ajuste a chave seletora em Hold e aperte o pedal para ele comecar a gravar. Para interromper a gravacao, pise novamente e o ciclo registrado comecara a ser reproduzido imediatamente. Nio é

nada complexo, pois o pedal é preciso, nio atrasa para ser acionadoenio se mostra demasiadamente sensivel a ponto de realizar cortes bruscos. Para registrar camadas de guitarras sobrepostas, basta apertar opedal novamente, seguindo o mesmo procedimento. Fazendo um balanco geral, 0 Delay Time Core é versatil e facil de operar.

central, nio se nota diferenca de volume em relacio ao som original da guitarra. O pedal é bem el nesse sentido - vale lembrar que algumas unidades de distorcio costumam acrescentar volume ao sinal, nao é 0 caso do Drive Core. Sendo assim, para conseguir ganho de volume, ajuste o Level acima da metade, por volta do 7. E um efeito que soou agradavel, proporcionando uma sonoridade crunch. E interessante também usar o boost em conjunto com outros efeitos de uma pedaleira, principalmente para destacar os momentos de solo. O ajuste Overdrive é bem honesto em termos sonoros. Seu timbre é ligeiramente diferente do OD-3, mas os meios de se obter variedade sonora so os mesmos: desbravando os controles Tone e Drive em conjunto. A opcao Mix gera mna nova paleta de timbres, combinando Drive e Boost. O resultado é um som ajnda mais

cheio, que ronca bastante, especialmente se vocé usar uma guitarra com hmnbuckers, e com mais brilho, fugindo umpouco de um overdrive comum.

DRiVE CORE A Nux fabrica dois pedais de distorcao integrantes da Core Series: o Drive Core e 0 Metal Core. O primeiro deles chama atencéio pela sua exotica cor “verde besouro”. Questées estéticas 5. parte, 0 Drive Core é um pedal de overdrive bem simples. Na verdade, trata-se de um dois-em-um, pois apresenta também a funcio boost, acionavel por meio de uma pequena chave de trés posi<;6es, que apresenta ainda a funcio Mix, a qua] possibilita a utilizacao de ambos os efeitos combinados. S50 quatro controles disponiveis na unidade: Boost, Drive, Tone (equalizacao) e Level (sinal de saida do pedal). O modo Boost é uma saturacio leve, que funciona para esquentar e encorpar o som. Quando a chave encontra-se nesse efeito, o controle Drive ca desabilitado (e vice-versa). N50 espere muita distorco, mesmo com o controle Boost todo aberto. Com o controle Level na posicio

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Testes Esta caixinha preta é 0 pedal mais radical da Core Series no quesito “barulho” — nio no sentido de ruidos e interferéncias, mas de altas doses de distorcao. O Metal Core foi criado para amantes de guitarras pesadas e serve a varios subgéneros do heavy metal, do classico Iron Maiden até as guitarras ultrassaturadas do Death, ou apenas para quem deseja explorar 0 amplo universo de distorcées generosas. Possui quatro controles: Gain (distorcao), Level (sinal de saida), Bass (graves) e Treble (agudo), além da onipresente chavinha de trés posicées da Nux, que apresenta as conguracoes Voice 1, T.Lock e Voice 2. O Tone Lock funciona como no Mod Core e no Delay Time Core. As posic6es Voice 1 e Voice 2 so, na verdade, presets de equalizacéo. Na primeira delas, ha um som mais gordo, que valoriza os graves. A segunda fornece um timbre mais cortante, repleto de médios e com caracteristica mais brilhante. Com apenas uma rapida manuseada

no controle Gain, jé da para sacar que 0 Metal Core niio esta para brincadeira. Na posicao central, oferece uma quantidade cle distorcao suciente para 0 guitarrista tocar qualquer coisa que Andreas Kisser faria no Sepultura. Acima disso do 7, 0 som jé ca muitissimo saturado, mesmo para tocar metal. Nessa regiiio, o uso da distorcao ca por conta da criatividade do guitarrista. Os controles de graves e agudos do Metal Core sao uma ferramenta valiosa para a a confeccao de novos timbres, portanto, nao hesite em experimentar diferentes conguracoes.

Algo importante a se cornentar sobre pedais com a nomenclatura “metal” é que eles séio desenvolvidos para altas distorc6es. Se este nao é 0 seu objetivo, opte por um distortion ou overdrive. pois ha muito mais possibilidades de timbre; menos saturados. O Metal Core é bastanze funcional, pratico e versatil, além de ter um étimo som.

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A D‘ADDARlO/PLANET WAVES ESTA SEMPRE na vanguarda quando 0 assunto séio pequenos acessorios para deixar nossas amadas guitarras nos trinques. A marca foi uma das pioneiras na producao de anadores de contato para serem xados no headstock, item extremamente popular hoje em dia, sendo utilizado tanto em guitarras e baixos elétricos como em violoes e demais instrumentos aciisticos. Nio existe nada mais pratico e deve-se admitir que foi uma belissima invenciio. Mesmo com tantos modelos e marcas disponiveis no mercado, a D’Addario/Planet Waves sempre se manteve na lideranca do segmento gragas ao design diferenciado e exclusivo de seus produtos. A marca reina absoluta no quesito miniaturizacao desde o lancamento de seu anador NS Mini e, antes mesmo de qualquer concorrente “xing ling” conseguir fabricar algo semelhante ao Mini, a D’Addario surpreende mais uma vez, agora com o NS Micro. Compacto ao extremo, o Micro teve seu belo projeto criado por ninguém menos que Ned Steinberger, um dos maiores génios do design aplicado a instrumentos musicais e acessorios. O visor é um pouco menor se comparado ao NS Mini, mas esté. bem mais eciente, pois, para facilitar ainda mais as coisas, apresenta trés variacoes de cores no display, tornando-se vermelho quando esté longe da nota em questao, amarelo quando esta quase la e verde quando a anacao esta perfeita. Outro grande avanco é que o NS Micro conta com um botao que inverte o display para leitura correta tanto quando esta posicionado na frente do headstock como quando esta no verso, que é, sem dvida, seu posicionamento mais legal. Sua garra de xacao é facilmente ajustavel a espessura de qualquer headstock e deixa aparente somente uma pequena aba no verso do mimisculo aparelho. Para conrmar sua precisao, compareia anacao obtida com a de um anador em formato de pedal de qualidade prossional. Como eu ja imaginava, nio deu outra: o NS Micro é realmente preciso. Ele

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muito bem inclusive em anacoes alternativas e ultrabaixas, e seu display apresentou leitura facilima até mesmo em ambientes com bastante claridade. O recurso metronomo é uma boa carta na manga, mas suas pulsacoes sio unicamente visuais, pois nio emite sons. Para tal funcao, o Micro no é téio ecaz quanto um metronomo sonoro ou mecanico, daqueles antigoes, mas achei o metronomo particularmente L'1til para descobrir o bpm de certas mtisicas. Porém, o que achei mais legal no NS Micro é que ele esta sempre a disposicao para mostrar a nota que esta sendo tocada naquele momento, situacao em que ele se torna uma espécie de “copiloto” de guitarrista, como jamais visto anteriormente. Com ele, dé até para praticar bends lentamente e ter certeza absoluta de que o bend foi certeiro! se saiu

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O D’Addario/Planet Waves NS Micro muito mais do que um “microscopico” e preciso anador. Trata-se de um parceiro indispensavel, que merece o prémio é

Equipo de Ouro.

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Fotos extrafdas do livro The Epiphone Guitar Book de Walter Carter FUNDADA EM I873 PELO LUTHIER GREgo Anastasios Stathopoulo, a Epiphone completou 140 anos de existéncia no ano passado. A trajetéria da empresa é rica e repleta de sucessos e tragédias - uma imensa quantidade de historias, que poderia manter um roteirista de relevisao ocupado por décaclas. Sé para citar a1gumas passagens marcantes. houve os tempos gloriosos em Manhattan. os anos com os Beatles, a época em qua esteve

“a sombra da. Gibson" e o ressurgirnenro da marca sob a atual lideranga. Para detalhar todos os altos e baixos da histéria da Epiphone, seria necessério um livro, e 0 recentemente langado The Epiphone Guitar Book, escrito pelo hisroriador

Walter Carter, é um étimo lugar para comegar. Leitura divertida, a obra traz uma ampla “biograa” de uma grande empresa de guitarras. Guitar Player chegou 5. conclusiio de que a rnelhor maneira de celebrar os 1-£0 da empresa é deixar que os préprios instrumentos contem a histéria. Investigarnos 0 livro de Carter e se1ecionamos alguns dos modelos mais iconicos, irnportantes e estranhos da Epiphone para inseri-los em uma linha do tempo que comega no século 20 e se estende até 0 21. Quantas empresas de guitarra podem se orgulhar cle terem atravessado séculos? Aproveite a jornada por esses belissimos instrumentos! —MlCHAELMOLENDA

O vlolio Recording C, de ‘I928, apresenta cutaway lncomum e headstock topo banlo.

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Esta Caslno 1965 fol de John Lennon, que removeu sua plntura sunburst orlglnal

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Uma Eplphone ET-270 fabrlcada no Japéo em ‘I973. 8

Em 1963, a Glbson deu uma repaglnada na llnha de gultarras de corpo maclgo da Eplphone. Um dos resultados fol a Crestwood Deluxe de trés captadores. Este exemplar é de 1966.

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Proletada por Frank lero, do My Chemical Romance, a Phanto-matlc, de 2011, basela-se na Epiphone Wllshlre dos anos 1960. 73‘.

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A Noel Gallagher Supernova surglu como consequéncla dos esforgos da Epiphone em ampllar seu time de artistas no nal da década de ‘I990.

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Vocé e sua Guitarra me_recem um valvulado top de lmha!


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tocar uma mesma guitarra durante 0 show inteiro. Hoje em dia, apresentar-se ao vivo exige dinamismo e a grande maioria dos msicos extrai timbres e ana<;6es diferentes com a utilizacao de mais instrumentos. Na coluna deste més, falarei sobre troca de guitarras durante shows e recursos que proporcionam uma manobra segura e precisa. O método preferido pela maioria dos guitarristas e técnicos é a colocacio do pedal anador no inicio da cadeia de sinal — logo depois da guitarra. Basta acioné-lo no modo silencioso de anacio. Dessa maneira, 0 pedal bloqueia 0 sinal direcionado para 0 amplicador, permitindo 0 ajuste sem a emisso de som. Assim, vocé pode realizar a troca dc instrumentos durante o intervalo das mrisicas ou no caso de um imprevisto. Terminada a cancao, basta acionar o pedal, retirar o cabo do instrumento e fazer a troca. Com o novo instrumento, verique a anacao, acione o pedal e comece a tocar. Simples e pratico! O principio é 0 mesmo se 0 msico utiliza sistema sem o. O sinal do amplicador (ou outros pedais) é conectado a saida do pedal anador e um cabo liga a entrada do pedal anador a saida do modulo do sistema sem o (receptor). Nesse caso, existe outra possibilidade para a troca de instrumentos. Basta desligar 0 transmissor do sistema sem o que esta acoplado a correia da guitarra a conexao ocorre por meio de cabo curto, que vai da saida da guitarra para a entrada do trans~ missor. O outro instrumento precisa es-

na mesma frequéncia, e deve ser ligado na troca. Geralmente, entrega-se o instrumento com o volume no zero. Alguns receptores de sistema sem o possuem uma conexio extra para anador. Nessa situacao, acione o anador e o sinal para o amplicador sera bloqueado. permitindo a troca da guitarra. Nunca esqueca que, quando se usan: dois ou mais transmissores (ajustados na mesma frequéncia) para um dnico receptor, o transmissor que esté no palco é o principal. Caso ligue os outros transmissores que estéo em stand by nos instrumemos, 0 sistema do palco entrara em pane. Portanto, so ligue o transmissor da guitarra seguinte no momento da troca. Aproveitando o ensejo, verique sempre a alimentacio dos sistemas sem o, seja por bateria, pilhas ou fonte de alimentacao. Outra maneira de realizar a troca de instrumentos é por meio de um pedal operacional bastante popular: AB box. Trata-se de uma unidade com duas entradas e uma saida, controlaveis por uma chave de selecio. O cabo que conecta os pedais a guitarra é enviado para a saida do AB box. Ligue a guitarra a entrada do aparelho. Na ocasiao da troca, silencie a guitarra que usou e acione o pedal. A outra guitarra estara pronta e deve ser entregue também com o volume no zero. O AB box pode realizar trocas de varias guitarras. Siga a sequéncia de trocas de acordo com o set list da apresentacao. Basta plugar o instrumento seguinte no AB box e assim por diante. O acionamen-

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to do AB box pode ser feito também pelo técnico de guitarra.]a cuidei nio somente do AB box, mas também da ativacao de efeitos durante um show. O pedal line selector também pode ser urilizado em trocas de instrumentos. O line selector é uma versao mais sosticada do AB box. A unidade possui ganho individual por canal (dois ou mais canais selecionaveis pela chave de comutacio) e varias entradas e saidas. Basta deixar um canal para o modo silencioso. Quando a troca de instrumentos envolve uma guitarra e um violio, as cadeias de sinal de ambos sao diferentes. A guitarra possui pedais, arnplicadores e microfones. Na maioria das vezes, 0 sinal do violio esta conectado a uma unidade denominada direct box, que encaminha 0 sinal para som (monitoracao de palco). Em duas ocasi6es, passei pela seguinte situacio: esperar a msica acabar, acionar o a mesa de

botao stand by do amplicador (que silencia todo 0 sistema da guitarra), receber a

guitarra do msico e entregar 0 violao para préxima msica. Depois, receber o violao de volta, entregar a guitarra e desativar 0 stand by do amplicador. O motivo: ruido no amplicador. Sem 0 acionamento em stand by, o chiado do sinal do amp vazaria durante a performance com violio, que estava em outra cadeia de sinal. Nesses dois shows, o técnico de monitor nio estava familiarizado com 0 repertério da banda. Era um técnico de som contratado, ou seja, o controle da situacio cou inteiramente corn o técnico de guitarra. Isso ocorreu comigo com George Lynch, no a


Pedalelra com aflnador do gultarrlsta Rlchard Oakes, do Suede.

Anadores em dose dupla.

Pedalboard de Kelly Gray, do QueensrVche, com aflnador e receptor sem o da Llne 6.

Anador no lnfclo da cadela de slnal.

AB box e pedals de John 5.

show da banda Big Noize, e se repetiu com Devin Bronson, guitarrista da banda solo de Sebastian Bach, no Rock in Rio 2013. Ia que tocamos no assunto, acionar o botao stand by do amplicador é uma maneira bastante popular para trocas de guitarra. Ja presenciei tal expediente em dias atuais, mas os cabecotes do palco estavam virados para a parte de tras do

Dan Kanter, da banda de Justln Bleber, conta com dols anadores para duas cadelas de slnal uma delas para gultarra e a outra para vlolao.

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um guitarrista que nao usava pedais — apenas a guitarra e o amplicador valvulado com controlador de chio para selecao de canal limpo e canal sujo. Entre 0 amp e a guitarra, a cadeia de sinal consistia em apenas um cabo. E foi justamente no cabo que conseguimos viabilizar um sistema de trocas. O dispositivo era simples: um dos plugues possuia um botio

palco, 0 que facilitou 0 trabalho do técnico. Outra possibilidade: colocar apenas gabinetes de falantes no palco e os cabecotes na parte de tras. Ou entio posicionar apenas o cabecote principal na parte traseira do backline do guitarrista. Dessa maneira, 0 técnico aciona o botélo stand by do amp e silencia todo 0 sisterna. Em tempos distantes, trabalhei para

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A banda amerlcana Skillet utlllza cabegotes vlrados para a traselra do palco.

Rack de guitarras de George Lynch.

Pedestals para acomodar as gultarras. '

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Cabegotes prlnclpals de John 5 atrés do backllne.

Rack de gultarras de Dan Kanter.

que, acionado, causava um curto no sinal, possibilitando a retirada do cabo do instrumento sem que houvesse ruidos. Hoje em dia, esse tipo de cabo é fabricado por varias empresas, mas, na época, customizamos e foi bastante til. Em minha maleta de ferramentas, levo uma pequena caixinha que denominei de “pedal de curto”. Funciona com o mesmo principio do cabo. Este pedal ca sempre por ltimo na cadeia de sinal, antes da

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guitarra, tas que

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jé foi utilizado com guitarris-

nio tinham dispositivo para troca

de instrumentos. Para usuarios de pedaleiras, todas as marcas e modelos atuais disponibilizam 0 recurso mudo, ideal para efetuar trocas de instrumentos. Como realizar a troca de guitarra em

um local pequeno? Um palco de pequenas dimensoes nao proporciona uma area til que facilite a vida do técnico. O jeito é

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conseguir espago nas laterais ou até mesmo improvisar um espago no camarim. No momento da troca, posicione-se perto do msico e retome ao camarim para preparar o proximo instrumento. Além dos recursos operacionais, tenha sempre a disposigéio um rack para acondicionar as guitarras ou use pedestais para deixa~1as de prontidio. Espero que vocé tire proveito destas dicas e recomendagoes. Até a préxima!

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NUVASFRONTEIRASSUNURAS [nnheganseuom A PRIMEIRA COISA QUE UM GUITARRISTA deve ter em mente é o som que almeja.

Simples assim. Como diz 0 velho dita~ do budista: “Se vocé nio sabe para onde esté indo, niio chegara a lugar algum”. A

Qual é 0 timbre que vocé quer obter? I-Ioje, isso é muito dicil de determinar, princi-

primeira coisa que vocé tem de fazer, an-

palmente se vocé cresceu sob inuéncia da intemet e redes sociais. A tecnologia mudou, assim como os modos de produgio e 0 acesso aos efeitos e a toda essa imensa quantidade de informaeao. Mas uma coisa néo se alterou, e isso vale para todos nész seu som de guitarra, seu timbre, nasceré sempre das suas miios e de seu cérebro.

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bom fone de ouvido para seguir adiante. Mas vamos comegar pelo inicio de tudo: o seu instrumento, a sua guitarra...

tes de sair gastando em equipamentos, é parar, pensar, reetir e experimentar para

denir qual é 0 som de guitarra que vocé almeja Para isso, vocé néio precisa nada além de uma guitarra elétrica, alguns poucos cabos e 0 que vocé, talvez, ja tenha em miios. Possui amplicador? Ctimo. Se néo tiver, pode usar caixas de som ou um

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MANTENHA A S|MPL|C|DADE Antes de sair apertando os controles e mexendo em presets de softwares e aplicativos, vamos dedicar algum tempo a sua guitarra plugada direto no canal limpo de seu amplicador, mixer ou interface. Antes de adicionar qualquer efeito ou colorago sonora, quero que vocé descubra


0 som mais limpo e puro de seu instru-

mento. Faca o seguinte: deixe todos os controles de equalizacio no meio (ou no zero, virando tudo para a esquerda, se for o caso), tire o reverb ou outros efeitos que possam estar acoplados e deixe o volume em uma altura razoavel — nem muito alto, nem muito baixo. Vocé tem de compreender como funciona sua guitarra. Ouca os sons produzidos pelos captadores. Como siio os timbres do pickup da ponte? E os do braco? Vocé possui captadores simples ou duplos? Combine-os. Deixe a chave de selecio no meio e ouca 0 resultado. Se sua guitarra conta com opcao de cancelamento de bobina - geralmente, em forma de botio push-pull —, experimente esse recurso. Tente todas as combinacées possiveis de seu instrumento, ouvindo quais so as caracteristicas de cada posicio. Agora, uma coisa importantez 0 controle de tonalidade. Vocé provavelmente toca com ele sempre totalmente aberto. Desta vez, ouca 0 som da guitarra com ele fechado, em todos os captadores. Com certeza, os timbres resultantes serélo bem escuros e abafados. Depois, va abrindo 0 controle de tonalidade aos poucos, descobrindo onde esta o ponto de equilfbrio entre o totalmente aberto e o fechado — uma posicio que lhe soe agradavel. Experimente tocar assim e vocé vera que, ao voltar para a posiciio totalmente aberta, provavelmente sentira que o som de sua guitarra esté muito agudo e estridente. Faca o teste. Conhecendo um pouco mais 0 som elétrico primordial de seu instrumento, vocé tera maior capacidade de, posteriormente, aplicar efeitos e aplicativos. Caso vocé possua pedais separados ou pedaleiras de multiefeitos, faca 0 seguinte: explore cada pedal/efeito em separado, para tentar entender o que cada um faz e ruio faz no som de sua guitarra. Assim, vocé ira conhecer a esséncia de cada efeito e sera muito mais produtivo e eciente quando partir para voos sonoros mais ousados, pois saberé onde pisar e o que acrescentar, retirar ou substituir na concepco de timbres de sua guitarra. A primeira coisa a fazer é balancear os volumes do instrumento sem e com efeito ligado. Execute um acorde com o pedal

e/ou efeito desligado e estabeleca uma medicao para o volume da guitarra. Agora, ligue 0 pedal ou patch e toque 0 mesmo acorde. Esta mais alto ou mais baixo? Procure deixar o mais proximo possivel.

A segunda etapa envolve trabalhar com os controles de equalizacao que existem no efeito em questo. Como vocé ja regulou as tonalidades em sua guitarra e também os controles de equalizacio, tente preservar ao méximo a equalizacao entre graves, médios e agudos que jé. existia antes de o pedal ser conectado e ligado. Va lentamente regulando os controles de tonalidade que o pedal possui, procurando ouvir as nuancas que geram no timbre nal. Alguns efeitos sao mais sensiveis e reagem com extrema precisao aos ajustes, enquanto outros sao mais simples e diretos, tendo algo como trés opcoes de regulagem na volta total de seu controle. Descubra como é 0 seu efeito e encontre 0 ponto certo. E lembre-se: equalizaco para tun instrumento como guitarra e1étrica é tudo! O controle de equalizacao é, na maioria das vezes, o referencial de maior mudanca do timbre nal. Para um instrumento de natureza elétrica como a guitarra, todas as etapas envolvem algum tipo de condensamento ou alargamento de equalizacao. Falarei mais sobre isso durante as préximos colunas, nas quais descreverei processos em softwares e aplicativos. Para nalizar, vale ressaltar que, apesar nio existir uma regra de certo ou errado, um bom parémetro para vocé realizar a experimentacao proposta aqui é se orientar de acordo com cada efeito separadamente e depois ir ligando na seguinte sequéncia: guitarra, wah-wah, compressor, distorcio, overdrive/booster, equalizador, delay, chorus, reverb, amplicador (ou mixer ou computador/tablet). Falarei bastante sobre a concepcio desses efeitos em cada aplicativo e software, mas é sempre bom recordar o que escrevi no més passado: o som, nao importa o aparelho ou equipamento, deve nascer de seus dedos. Quanto mais vocé conhecer cada etapa do processamento sonoro no sinal de sua guitarra, melhor. Um abraco e até o mes que vem, quando mergulharemos no GarageBand! -1


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trabalharam bastante para entrar no mundo dos negocios da mosica. Vocés praticaram, tiveram aulas, participaram de workshops, foram a varios shows e ouviram milhares de horas de musica. Uma vez que vocé se torna um prossional e esta no mercado, nio se esqueca de que se trata, de fato, de um negocio. Como em qualquer outra prossao, a industria musical requer um codigo sob o qual vocé deve viver. Suas decisoes sobre os trabalhos que vocé pega — ou recusa — tém muito a ver com sua integridade. Muitos msicos iniciantes me ligam pedindo conselhos sobre como se safar de situagoes complicadas. Por exemplo, quantas vezes jé nio aconteceu de vocé ter aceitado um trabalho que vai te pagar apenas um trocado e, entao, aparece outro com um pagamento bem melhor? O que fazer? Honrar seu compromisso original ou se arriscar a car conhecido como mercenério? Bastam poucas situacoes como esta, em que vocé decide pela gig que paga mais, para sua reputacio degringolar, porque vocé n5.o sera mais considerado conavel caso surja um trabalho que pague melhor. Isso acontece em todos os niveis desde sidemen que tocam em bares a instrumentistas em turné com grandes bandas. Sugiro encarar situacoes como esta com honestidade e empatia pelo seu empregador. Como sideman, é sempre aconselhavel ligar para o lider da banda, contratante ou compositor e perguntar se vocé pode ser dispensado devido a um trabalho que paga melhor e que apresenta conito de agenda. Se eles so precisam de "alguém para tocar guitarra", vocé deve oferecer um substituto. Mas se é vocé quem eles querem e ha um compromisso acertado, acredito que vocé deva honra-lo. Tive de cometer este erro somente uma vez para sentir as consequéncias e aprender a nunca mais deixar um compo-

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sitor ou lider de banda na méio. Coloque-se do outro lado por um

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gundo. Imagine que vocé tenha um show e, trés dias antes da apresentacao, seu baterista diz que nio pode tocar. Vocé nao pode simplesmente pegar qualquer baterista, é claro, porque esse instrumentista realizou todos os ensaios e esté no disco. Como vocé se sentina? Certa vez, Steve Morse me disse que Los Angeles seria um lugar dificil para comecar uma banda, porque todos cam passando de trabalho a trabalho e nio se comprometem com um projeto. Decidi nao ser um desses caras. Turnés sao ainda mais complicadas. Antes de a excursio comecar, um agente pode fechar uma data so para preencher um buraco na agenda e depois receber uma oferta para um show com pagamento melhor para aquela mesma noite. Nesse caso, 0 perigo é que o local do show ja tem seu nome no poster, o envio mensal de e-mails jé foi feito e, em algumas ocasioes, as vendas de ingressos ja co-

muito importante com sua banda

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mecaram. Cancelar a apresentacio pode resultar em um monte de problemas para o promotor local. Além de e-mails e reembolsos, ele provavelmente ja investiu

um dinheiro significativo na confeccao de ingressos e divulgacéio. Como artista solo com uma banda em tumé, ja passei por essa situaco algumas vezes. Quando o agente ofereceu um show que pagava mais depois que nos ja haviamos nos comprometido a fazer “um show antes do show de verdade’, sempre fui el ao agendamento original. E melhor ganhar um pouco menos de dinheiro do que car queimado para sempre. Promotores locais possuem suas proprias redes de contatos e eles conversam o tempo todo com outras cidades. Resumindo, vocé pode correr, mas nao pode se esconder. Nao ser conavel é a maneira mais rapida de car de fora do mercado musical. Carl Verheyen é guitarrista, vocalista, compositor, arranjador, produtor, professor

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mestre do timbre com 12 rilbuns, dois DVDs ao

vivo e dais livros lancados no mundo todo.

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HA VARIAS DICAS PARA OBTER UM TlMbre legal de uma guitarra elétrica, mas este més iremos nos concentrar em truques que vocé pode fazer para melhorar 0 timbre e entonagao do seu violao. Muitos desses toques vieram de perguntas e resolueao de problemas de clientes. Vocé pode personalizar seu timbre de violao experimentando diferentes materiais para a pestanas e o rastilho. O rastilho inui em todas as notas, enquanto a pestana faz seu papel principalmente nas cordas soltas. Geralmente, a regra é a seguinte: quanto mais duro e denso o material, mais alto e claro o timbre. A maioria dos viol6es de produgao em série vem com pegtas feitas com algum tipo de pléstico ou Corian, as quais podem ser facilmente substituidas. Mostrei varias op<;6es de materiais alternativos na edigo de outubro/2013, mas nao importa 0 material, o primordial é que o rastilho tenha uma instalagao adequada. O rastilho precisa car rme o suciente para néio cair quando vocé virar o violao, mas deve sair suavemente quando vocé o puxa. Em guitarras, a corda G lisa é, na maioria das vezes, a culpada pelo problema de anagio/entonagao. No violio, isso acontece, geralmente, por causa da diferenga entre acorda 1isaB e aencapada G. Na maioria dos casos, um violao bem regulado, com fendas de pestana profundas e rastilho compensado, no teré problemas de anago. Porém, ha casos que exigem mais esforgo, e vocé pode precisar de um rastilho dividido em partes ou de um mais amplo para que haja compensagao de entonagio. Tenha em mente que um rastilho maior mudara totalmente o timbre do violao. Se vocé usa anagoes graves, deve perceber que as cordas graves tendem a soar para o agudo, especialmente se forem bem pesadas. Em casos extremos, como anar uma corda pesada em C#, vocé pode precisar colocar o rastilho o mais

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para tras possivel, e um rastilho de trés partes (que otimiza o comprimento da escala para cada par de cordas) faré. o servigo. Em muitos casos, podemos adicionar um pequeno cal<;o na beirada frontal do nut, nao somente para fazer os primeiros trastes timbrarem de rnaneira mais doce, mas também para melhorar a entonaeao ao longo de todo o cornprimento cla corda. O nut Earvana é projetado para fazer as notas voltarem a anagao correta, pois as casas mais graves precisam de alguma compensagao, evitando que as cordas soem mais agudas quando pressionadas

contra o traste. Fala-se muito sobre enve1hecerinstrumentos para que eles tenham um visual antigo, mas existem coisas que vocé pode fazer para dar ao seu violo um som mais vintage e chamativo. Vocé pode colocar seu violao em um estande de frente para alto-falantes e tocar suas musicas favoritas a todo volume ou tentar o ToneRite, um dispositivo que transmite vibragées constantes para seu violio com o objetivo de abrir o timbre, da mesma ma.neira que anos de uso fariam. Tenho experimentado o ToneRite em minha ocina e, depois de

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cinco dias, podiamos realmente escutar 0 som do violao orescer. E um recurso de facil operagao e livre de ruidos que ajuda a realgar o timbre. Estavamos recentemente fazendo uma série de melhorias em um Martin D-18 de um cliente, para deixar seu som o mais alto e claro possivel. Primeiro, trocamos os trastes por extragrandes. O cliente pediu ago inoxidavel, mas creio que materiais convencionais produziriam resultados similares. Depois, substituimos a pestana e o rastilho de fabrica por osso vintage e elevamos a agao o maximo possivel, até um ponto em que 0 dono ainda conseguisse tocar confortavelmente. Apesar de parte do calor sonoro ter se perdido, o violio cou com urn volume e clareza impressionantes. Resumindo, se vocé tiver um violao legal que parega estar fora de forma, nio desista dele. Pense nessas modicagées e veja se elas nao trazem um pouco de vida nova ao seu velho instrumento. Gary Braweré dono da Stringed Instrument Repair em San Francisco, Estados Unidos.

Entre seus clientes estojoe Satriani, Metallica e

Neal Schon.

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Tatlana Para é bacharel em gultarra pela FAAM desde 2003. Leciona em seu home studio e pela internet. lntegra a banda Crats (www. cratsmuslc.com.br), que langou recentemente seu primeiro album Instrumental. Atua também corno freelancer, acompanhando artlstas e bandas. Vlsite: www.tatianapara.com.

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no blues. Capriche na pegada dos vibratos e bends. Preste atencao na mistura das pentatonicas maior e menor do Ex. 2. As noras D (segunda maior) e A (sexta maior) pertencem a pentatonica de C maior. O primeiro bend, na nota Eb, é de um tom. Execute-o, faca o release e, depois, realize o bend novamente, até 1/4 de tom. As pausas sao essenciais para proporcionar suingue e diferentes intencoes a frase, portanto, ouca com atencio e leia a partitura para saber onde elas acontecem. O solo de Leslie comp6e uma “conversa” com perguntas e respostas. A frase do Ex.3 é quase igual a do exemplo 2. Possuem 0 mesmo motivo, que, com pequenas mudancas e nuancas diferentes, formam um diélogo. O turnaround do Ex. 4 é simples, preciso e eciente. Repare na ligadura da nota Eb (terca menor) para E (terca maior). O estilo de Leslie West é agressivo e preciso. Isso pode ser notado na ritmica e suingue perfeitos deste solo. Estude devagar e aumente a velocidade gradualmente. Lembre-se de tocar sempre com bastante pegada. Depois de assimilar o solo, mn exercicio interessante é improvisar construindo perguntas e respostas. Divirta-se! '1

Van Halen, Michael Schenker e Richie Sambora. Durante sua ca.rreira de mais de 30 anos, tocou com Billy Joel, The Who, Mick Jagger, Jimi Hendrix, entre outros grandes nomes. West também é conhecido pelo seu trabalho com a banda Mountain. Nesta aula, vamos estudar o solo da musica Tore Down, do album Blue Me (2006). Trata-se de urn shuffle na tonalidade de C maior. Leslie mistura as pentatonicas de C major e C menor — recurso muito utilizado em cancées de blues em tonalidade major. Para quem nio esta farniliarizado com essas escalas, é interessante toca-las por todo 0 braco antes de comecar a estudar 0 solo. Assim, obtém-se um melhor aproveitamento. Os dois primeiros compassos do Ex.1 trazem uma frase que se baseia na pentaténica de C maior. A primeira nota, C, é tocada na casa 17 da corda G. As demais sio executadas na casa 13 da corda B. Repare como a mudanca de timbre gerada por uma mesma nota em cordas diferentes soa interessante. No nal, West explora a pentaténica de C menor em um lick bastante utilizado

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Solos de Jazz Homero Bittencourt é musico prosslonal e professor. Realiza workshops e deve lancar em breve seu primelro CD Instrumental de jazz fuslon. MySpace : www.myspace.com/homerobittencourt e-mail: homero@hbaguitar.com.

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6 een Dolphin St eet, no estilu de Pat Metheny UM DOS GRANDES NOMES DO JAZZ, PAT METHENY GANHOU 21 prémios Grammy e ja tocou com musicos de diversos estilos,

como Ornette Coleman, Herbie Hancock, Milton Nascimento, Jim Hall Brad Mehldau e David Bowie. Por mais de 20 anos, formou uma consagrada parceria de composicao com 0 tecladista Lyle Mays. Metheny sempre se interessou em buscar novos caminhos para sua msica. Experimentou guitarra synth e diferentes métodos de gravacio em estudio. Seu trabalho inclui obras para guitarra solo, instrumentos elétricos e acusticos, grandes orquestras e pecas para balé, com passagens que variam do jazz modemo ao rock e classico. Além de seu som exuberante, Pat Metheny destaca-se pela sua articulacéo, que revolucionou a forma de tocar jazz na guitarra. A liciio deste rnés aborda o standard de jazz Green Dolphin Street, no qual procurei incorporar o estilo de Pat Metheny, com aplicacao da técnica de sweep (ascendente e descendente) e um recurso que o guitarrista norte-americano costuma explorar quando 7

executa aproximacoes crométicas: ligados e conclusio da frase com duas notas palhetadas. Este padro de articulacio aparece diversas vezes durante 0 improviso e gera uma sonoridade bastante peculiar, que esté presente em vzirios solos registrados por Metheny em sua discograa. Aforma de GreenDolphin StreetéA-B-A-C, com algumas mudancas de levada (latina para swing). Melodica e harmonicamente, a musica tem movimento lento. Ha muitas notas sustentadas na parte A e as mudancas de acordes acontecem em slow change. Por essa razéo, a composicio proporciona ao instrurnentista a oportunidade de explorar ideias profundas de improvisacio, sem a necessidade de se preocupar com tun grande numero de acordes. A parte B contém uma progressio relativamente padrao de II7-V7-I. A parte C apresenta vérios acordes de tons em comum. Até chegar ao turnaround, vocé percebera que a maior parte do movimento ocorre no baixo. Para assimilar a ideia, ouca o audio '1 disponivel no site de Guitar Player. Bom aprendizado!

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dedos 2 e 3. No terceiro compasso, capriche no slide do acorde D#b5. Sera necessario utilizar a palheta e os dedos 2, 3 e 4 simultanearnente. No Ex. 2, a melodia esté na ponta e vocé deve intercala-la com os acordes de D7, D#dim7, A7 e E7#9. O Ex. 3 traz a técnica de double-stop (duas notas executadas ao mesmo tempo). Estude este exemplo isoladamente em andamento bem lento. Observe que a frase esta toda tercinada. O Ex. 4 apresenta a parte mais dificil do tema, pois os intervalos estao distantes e 0 shape nio ajuda. A sugestao é utilizar a palheta para tocar as notas da corda A, o dedo 2 para executar as notas da corda G e o dedo 3 para atacar as notas da corda E. Bom estudo e nio deixe de conferir a segunda parte desta ligao sobre '1 0 estilo do genial Scotty Anderson!

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tarristas mais técnicos que conhego, Scotty Anderson (nao confundir com Scott Hendersonl), que toca uentemente country, rock, jazz e blues. O amor de Anderson pela msica comegou muito cedo. Todos os membros de sua familia tocavam algum instrumento e, se ele nao tocasse, acabaria sendo um estranho no ninho. Crescendo nesse ambiente musical, Anderson néo poderia deixar de se tornar um grande instrumentista. Nesta primeira aula, estudaremos um tema que exige paciéncia, em virtude da mistura de técnicas, como double-stops, triple-stops, Travis picking, entre outras. Harmonia e melodia siio tocadas simultaneamente, portanto, empregue os dedos e a palheta. Se preferir, estude com dedeira e dedos. No segundo compasso do Ex. 1, ataque as triades com palheta

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vlolonlstaecompositor. Reallzaworkshopseshows. Site: www.ricardogIuffrida.com.

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delacub do Bandnlim; VAMOS DAR CONTINUIDADE AOS NOSSOS EST UDOS DE TEMAS classicos da msica brasileira. Nesta edicio, analiso o samba-choro Assanhado, do grande bandolinista e compositor carioca Jacob do Bandolim (1918-1969). A msica divide-se em duas panes e esta na tonalidade deA maior. O andamento pode ser considerado entre moderado e rapido (aproximadamente 114 bpm). Nesta lico, estudaremos a primeira parte do tema, que possui estrutura harmonica bastante simples, baseada nos graus I (A6/9), IV (D7/9) eV (E7/9) do campo harmonico maior. O grau IV apresenta sétima menor, o que proporciona a harmonia uma

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caracteristica de blues. Utilizando-se das pentaténicas de A maior (A, B, C#, E, F#) e menor (A, C, D, E, G), a melodia também acompanha 0 blues. As presencas da terca menor (C natural) e sétima menor (G natural) quebram a sonoridade da escala maior, que possui os intervalos de terca maior (Ci) e sétirna maior (G#). A divisao ritmica também merece atencio, pois apresenta vérias sincopes, com acentuacio uma semicolcheia antes do tempo forte. Pratique lentarnente antes de chegar ao andamento pr0p05tO.

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Mr. Fabian é gultarrista e compositor. Graduado oela EM&T. Professor

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de gultarra e violao no lnstltuto de Musica Gcitarisrra. em Ba-er; (SB). Atualmente, dedica-se a seu trabalho-solo inszzcveczal. Em 2813. langou 0 album Solo Gu/tar Vol. 7. Visite: www.mrr'at:iar.:orr-.:r.

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Reb Beach NASCIDO EM 31 DE AGOSTO DE 1963, O NORTE-AMERICANO REB Beach faz parte da atual formacao do Whitesnake. E conhecido tambérn por sua atuacio no grupo de hard rock Winger, que obteve grande éxito do nal dos anos 1980 até meados da década de 1990. Apés 0 Winger, Reb entrou na banda de Alice Cooper e, depois, substituiu George Lynch no Dokken, quarteto com 0 qual registrou o album de estdio Erase the Slate (1999) e o ao vivo Live from the Sun (2000). Beach é rnembro do Whitesna.ke desde 2003. Com a banda de David Coverdale, na qual divide as guitarras com Doug Aldrich, ele gravou os discos Live... In the Shadow of the Blues (2006), Good to Be Bad (2008) e Forevermore (201 1). Reb Beach é mestre na técnica de ligados, alavanca e, principalmente, tapping, além de sempre tocar com ritmica precisa e muita pegada. O Ex.1 mostra 0 riff de introduco de Black Magic, que esta na tonalidade de E menor. O guitarrisca trabalha com

ligados ascendentes dentro da escala pentatonica do tom. A frase esta em semicolcheias, mas repare como 0 deslocamento na acentuacio torna a ideia mais interessante. Abafe as cordas graves (E, A e D) para nao embolar 0 som. Para facilitar a execucao, faca uma pestana. Toque lentamente e com metronome. O Ex. 2 traz uma ideia extraida da videoaula Cutting Loose. Encontra-se na tonalidade de Em eélio e Beach explora tappings e ligados. Para manter a palheta sempre pronta para o ataque, ele executa 0 tapping com 0 dedo 2. N50 utilize palheta para passar da corda E para B e da corda B para G aplique hammer-on. O Ex. 3 apresenta 0 riff de introducio de Masquerade. Trata-se de uma passagem com inuéncia de blues. Esta em E7 mixolidio (A) e possui compasso composto (12/8). A anacio original é meio-tom abaixo (Eb). A parte baseia-se na escala pentatonica de Em. Dé atencio especial aos vibratos, slides e aos bends de ‘/4 de tom dos compassos 1 e 4.

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Nesta coluna especial, um guitarrista com/idado pela GP divide seus conhecimentos com os leitores.

Miguel Mega é mmisico profssional, profesprodutor musical, engenheiro de niudio e proprietcirio do MM Studio, em Santos (SP). Em 2013, lan§ou seu sexto disco de estlidio, sor,

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dorica que sugere a pentatonica blues menor 6, como no Ex. 2. Outro conceito que gosto de aplicar é o uso da escala pentatonica maior 7, que nada mais é do que a escala pentatonica menor convencional com a terga maior no lugar da terga menor (Ex. 3). Além disso, penso no arpejo diminuto (T, b3, b5, 6) como uma sonoridade menor 6 blues, a qual, misturada A pentatonica menor natural, proporciona uma vibe muito interessante (Ex. 4) . No Ex. 5, mostro parte do riff de introducgio da msica Follow Me, do meu élbum A New Puzzle. Este exemplo funde os quatro conceitos citados anteriormente, tendo em mente o acorde *1 B7(11#) (13). Bom estudo!

NESTA MINHA SEGUNDA AULA, CONTINUAREI MISTURANDO conceitos, desta vez dentro do blues. O género mistura as pentat6nicas maior 7, menor 6 e o arpejo dirninuto da tonalidade. Uma das abordagens que mais gosto vem de uma anélise do acorde favorito do blues: dominante (acorde major com sétima menor). Se pegarmos umA7 e analisarmos as notas das pentatonicas deA maior eA menor, veremos que a ambas as escalas falta uma nota do acorde, ou seja, a pentatonica ideal para A7 seria a fusio das notas das escalas pentatonica de A maior eA menor blues, como mostra o Ex.1. Assim como o blues pode ser maior (vibrame e pulsante), ele

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‘T? Wesley “Lély" Caesar enslna gultarra desde 1981. Fundou e coordenou 0 primeiro lG&T. em 1987. E autor de vérios métodos dldétlcos e videoaulas. Leciona no Conservatorlo Souza Lima. em S60 Paulo, desde 1997. Vlsitez www.wesleycaesar.com.

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epr|nc|p|usdar|tm|ca nomes das notas (altura dos sons) a partir das cordas soltas. A pauta musical (cinco linhas onde se escrevem as notas musicais) e a tablatura (seis linhas que representam as cordas da guitarra) séo padroes mundiais urilizados para escrira musical. O sistema ocidental trabaiha com 12 notas. sendo sere naturais e cinco susrenidos ou bemois Fig.1). No inicio da jsauta encontra-se a clave, que corresponde 21 tessitura dos sons. .\‘o caso da guirarra, a clave é de sol, conforme mostra a gure 1. Logo depois da clave vem a formula de com~

INICIO ESTE MES UMA séme DE AULAS DIRIGIDAS EXCLUS|VA-

mente a iniciantes. O material foi extraido do meu curso e segue uma sequéncia légica, portanto, guarde cada uma das liooes para eventuais consultas posteriores. Cursos de guitarra podem variar de professor para professor, mas, em linhas gerajs, todos abordam pontos fundamentais para o desenvolvimento do iniciante. Um curso de guitarra é, antes de tudo, um curso de musica, e esta tem como matéria-prima 0 som, que, por sua vez, possui quatro propriedades: altura (a medida de frequéncia de um som determina se a nota musical é grave ou aguda), intensidade (forga empregada na emisséo do som), duragio (quantidade de tempo de um som) e timbre (a “cor” do som). Na musica do Ocidente dos ultimos 300 anos, convencionou~se como elementos principais a ritmica (que tem ligagio com a durago do som), a melodia (que se relaciona A escala) e a harmonia (que é a ciéncia de concatenaqio de acordes e serve para acompanhamento da melodia). Estes dois ultimos se relacionam com a altura do som. Além de propriedade do som, o timbre é também considerado outro elemento da musica. A forma (estrutura da musica) e a tessitura (que determina a clave e suas respectivas assinaturas) completam os seis elementos da musica. Neste inicio de curso, vamos ver a anatomia da guitarra e os

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principais (Fig. 2). Os numeros de quantidade (quatro tempos. dois tempos etc.) referem-se ao tempo de duragio de cada urna das guras. Os numeros de qualidade (1 , 2 , 4 , 8 16 etc.) correspondem 21 propriedade de cada gura. Note que, se rnulriplicarmos os numeros de qualidade e quantidade, o resultado seré sernpre quatro. Na prética, guras semelhantes se agrupam e recebem 0 nome de grupos ritmicos, como nos exercicios com cordas soltas da Fig.3. Preste atengo nas pausas que equivalem aos respectivos valores de cada gura. E importante que voce acompanhe esta li<;5.o no video disponibilizado no site de Guitar Player. Na proxima aula, veremos uma introdugéo é. técnica da guitarra. Até lei! .

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ja se passaram desde que ele nos deixou

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nao esta mais a nossa volta. Também nao escrevi este texto em vinucle de alguma data em especico. Apenas li na internet, dia desses, um post sobre quando ele deu de presente de Natal. de forma inesperada, uma desejada guirarra a um funcionario da EM&T - urn exemplo de seu imenso coracao agregador. Naquele mesmo dia em que li o post, durante um papo informal com Rafa Moreira aqui em Los Angeles, falamos sobre nossas maiores referéncias na guitarra brasileira e o nome logo veio a tona: Wander Taffo. Lembrancas surgiram e também uma grande vontade de descrever certos ashes da minha memoria. Quinze anos de idade, com sede de aprender os mistérios da guitarra, vejo uma matéria na revista Veja sobre a nova escola, IG8z"I§ que estava sendo inaugurada sob 0 comando do icone pop. Era o incentivo de que eu precisava para desaguar minha energia musical represada no violao cléssico e no professor da escolinha que cava na esquina da minha casa. Na recepcao da escola, localizada em uma suntuosa casa numa area nobre vizinha ao Parque do Ibirapuera, em Sao Paulo, uma loira capaz de agucar todas as minhas vontades de adolescente (aquelas no pertinentes a guitarra) sorri acolhedoramente. Pediu para eu esperar e quei folheando as Guitar Player americanas que se encontravam ali, tao raras naquela época. Parecia-me a porta de entrada do paraiso. Logo apés uma avaliacao teérica realizada pelo grande professor Wesley

“Lély” Caesar, fui recebido pelo Wander em pessoa, para fazer 0 teste pratico que deniria meu nivel. Recordo-me que entrei em uma sala forrada de amps importados — naquela época, ver algo importado era como ver duendes saltitantes, de tao raro. Como um lorde-mestre-guru-avatar-patrono, Wander apareceu com sua guitarra e palavras ca-

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tivantes, de incentivo. Deixou-me a sés com seu equipamento prossional, que, entao, era algo desconcertantemente exclusivo dos rock stars de verdade. Um moleque sonhador como eu estava diante de um porta-estdio de oito canais (tecnologia de ponta naqueles tempos), uma arrojada e estilosa guitarra Rand construida especialmente para o Wander por um genial luthier americano, pedaleira de ltima geracéio (alias, de primeira, pois era um dos modelos iniciais que existiram) e, acima de tudo, um sistema sem o para eu tocar sentado. O equipamento sem o foi genialmente colocado pelo Wander, pois ele sabia que a sensacio de estar ali era a de utuar pelas nuvens, de alcancar a estratosfera mais sublime do prazer de tocar, como se fosse um sonho acordado, e nao seria um mero cabo que me conectaria com a realidade e me impediria de voar para onde quisesse. As décadas se passaram e esse momento de andar nas nuvens néio me foge da meméria. Nem lembro o que toquei, mas sei que néc entrei no nivel maximo, que correspondia a ter aulas com 0 préprio Wander. Apesar de o meu nivel nao ser espetacular, pude participar de algumas aulas com o mentor-mor daquela escola. Ele e sua Steinberger, guitarra icone das modernidades oitentistas, passeavarn pela sala de aula devidamente sem o. Palhetadas precisas e rapidas como uma ventania “deiravam o cabelo” de todos ali. Respeito e admiracao por aquela musicalidade, técnica e bom gosio, que me ajudaram a forjar minha identidade musical de hoje. Anos depois, Wander continuou sendo o guitarrista que mais lutou por aproximar e confraternizar a comunidade de msicos. Ele sabia quem era quem e buscava unir a todos — tudo bem que os jazzistas sofriam com suas piadas sarcasticas. Sabendo do meu jeito sisudo e tacito, ele jé chegava e me tascava um beijo ou abraco “para relaxar”: “Kiko, vocé esta duro demais. Se solta”, ele dizia.

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Estou -com saudades de ouvi-lo sempre falar: ‘A cobra vaip fumar”. Quem o conheceu sabe que este breve texto é pouco para descrever a grandeza da pessoa Taffo. E como ele costumava dizer:

“Fui-qui-fufui...”

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Guitar Player 214 Fevereiro/2014 BR  

Richie Kotzen