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S L DO BANC A RI

H A B I TA CI I VA T O A

NA

OS

COOHA

D E P O R TO

COOPERATIVA HABITACIONAL DOS OPERARIOS BANCARIOS DE PORTO ALEGRE

AL

EG

R E CO O P E

R

BanJour

O Jornal do Bancário Feng Shui Saiba mais sobre esta arte milenar e harmonize sua vida em casa e no trabalho apenas com a ajuda dos elementos da natureza.

Ano internacional das cooperativas

Cuidados com segurança Entenda porquê você deve ter muito cuidado ao acessar redes wi-fi públicas e domésticas.

Porto Alegre Julho - 2012

Fim do sono no trabalho Dê a volta por cima do sono, Conheça a “Caffeine Nap” e não passe mais por isso.

Entenda os códigos QR Qual a função, como surgiram e como utilizar essas pequenas gravuras enigmáticas.

Bioconstruções

No dia mundial do cooperativismo ONU reconhece a sua importância e institui 2012 „ Superpovoamento „ Mega cidades „ Falta de recursos renováveis„ Problemas que teremos de como o ano enfrentar para que as gerações futuras usufruam no mínimo da mesma qualidade de vida que tivemos. cooperativista

Sustentabilidade passa a tornar-se necessidade

Alimentação Saudável Adquira uma alimentação de alta qualidade e saiba tirar vantagem não só do valor nutricional mas também dos efeitos medicinais das frutas.

A Historia da Coohabanpa Reveja os arquivos históricos de como a Cooperativa habitacional dos bancários de Porto Alegre sobreviveu durante 50 anos, após altas e baixas, possibilitando a aquisição da moradia de seus associados bancários durante anos a custos bem reduzidos.


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Histórico

Porto Alegre . Julho 2012

A força cooperativista faz! Edner Pizarro Redator ednerpizarro@gmail.com

F

oi na ensolarada tarde de 22

nas o primeiro de uma

de bancários, para que

alternativa

e

no sentido de reduzir

pria a preço de custo, e

série de

outras obras

assim, os bancários pu-

econômica ao capitalis-

os custos de produção,

a demanda acabou sen-

que viriam a ser cons-

dessem construir um pa-

mo, eliminando o patrão

obter melhores condi-

do muito maior do que

truidas conforme o pla-

trimônio que na época

e o intermediário, e con-

ções de prazo e preço,

a esperada pela COO-

edificar instalações de

HABANPA, que logo,

uso comum, enfim, in-

já teve que ampliar seus

terferir no sistema em

planos e projetos de

vigor à procura de alter-

construções para satis-

nativas a seus métodos e

fazer todo o quadro de

soluções. E foi partindo

mutuários que aderiram

desse princípio que Hil-

a cooperativa. No final

fredo e Ruy reuniram

de dezembro de 1971,

outros colegas bancá-

a COOHABANPA já

rios na sede do Sindi-

havia costruido mais de

cato dos bancários, para

150 casas, formando o

no traçado pela COOHABANPA,

somado

de dezembro de 1968,

a força cooperativista

que o senhor Hilfre-

dos bancários gaúchos.

do Bittecourt ao lado do senhor Ruy Paixão

A COOHABANPA foi fundada em 1967, visto a oportunidade surgida

Coelho, entregou o pri-

logo após a fundação do

meiro prédio construi-

BNH em 1965 e a propa-

do pela Cooperativa

gação do financiamento

habitacional dos ban-

habitacional na época,

cários de Porto Alegre aos seus mutuários. Com 180 apartamentos e uma enorme área privativa no bairro Vila Ipiranga, esse seria ape-

política

“Não tinhamos ainda a menor idéia da grandiosidade do que estávamos fazendo, no início, não era para ser um projeto tão pretensioso.” -Ruy Paixão

o economista Hilfredo

não era uma realidade

cedendo ao trabalhador

constituir uma diretoria,

atual Jardim Medianei-

Bittencourt, então pre-

tão próxima da classe

a propriedade de seus

um estatuto, e formar a

ra, 48 apartamentos no

sidente do sindicato dos

operária -a casa própria.

instrumentos

COOHABANPA. Logo

bairro Menino Deus e 71

bancários, junto com o

A doutrina cooperati-

balho e a participação

traçado

primeiros

apartamentos no bairro

seu colega bancário Ruy

vista foi datada em seus

nos resultados de seu

planos, muitos bancá-

petrópolis, tornando-se

Paixão Coelho, resolve-

primórdios no seculo

próprio

desempenho.

rios ficaram tentados

manchetes em todos os

ram juntos fundar uma

XVIII, como uma ten-

Como fator econômico,

com a possibilidade de

jornais de Porto Alegre

cooperativa,

tativa de constituir uma

o cooperativismo atua

adquirir a sua casa pró-

e região sul.

exclusiva

de

tra-

os

Hilfredoo Bi Bitt tten tt enco en cour co urt (d (de co cost stas st as à E Esq sq.) sq .),, pr .) pres esid es iden id ente te ddaa CO COOH OHABAN OH ANPA AN PA iina naug na ugur ug uraa pr ur prim imei im eira ei ra oobr bra em 196 br 967. 7.

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Em memória do ex-presidente Ruy Lagarreta Paixão Coelho

„ Conheça a historia de como a COOHABANPA construiu moradia para seus mutuários gaúchos


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Produtividade

3

Porto Alegre . Julho 2012

Adeus ao sono no trabalho „ Com a "caffeine nap" você nunca mais sentirá sono durante a hora que mais precisa de atenção

N

ão conseguiu Loughbrough, no Reino

-lo para o estado de inér-

bem Unido. Um cochilo bem

cia do sono, onde ocorre

sucedido durante o dia

o desligamento parcial

dormir

na última noite?

depende de duas simples

do cortex pré-frontal de

Dê uma pequena coisas: tempo e consumo cochilada durante o de um pouco de cafeína.

seu cérebro, que coman-

dia logo após tomar Seus estudos também

para o trabalho, como

uma xícara de café, mostram que mesmo que e estará revigorado pronto para o trabalho.

não se consiga de fato

da funções fundamentais

1

Logo antes de relaxar, ingira 1 xícara

2

Feche os olhos

e

relaxe. Mesmo que

3

Limite o seu cochi- por exemplo, a função lo para 15 minutos, de julgamento. Essa área

“dormir” durante esse de café. A cafeina ainda você não durma, você que é o primeiro estágio leva em torno de 30 micochilo, após o consumo leva um tempo para via- vai atingir o que é cha- do sono, passado esse nutos para voltar ao seu de uma xícara de café, jar através do seu trato mado de “micro-sono tempo você atinge o "es- bom estado operacional,

apenas 15 minutos de re- gastro-intestinal, dando efetivo”, que é um lapso É o que afirmam alguns laxamento e olhos fecha- tempo de você cochilar momentâneo do estado cientístas conforme os dos, já são o suficiente rapidamente pouco antes de vigília, no qual o seu resultados de pesquisas para sentir-se incrivel- dela surtir seus efeitos corpo começa a relaxar e

tado do sono II", onde portanto,

desativá-la

feitas na universidade de mente alerta e renovado. sobre o sistema nervoso. revigorar suas funções.

hora de sono, deve levá- guir trabalhando.

seu organismo já começa agora não seria nem um a desativar algumas fun- pouco apropriado para ções do seu corpo. Meia quem ainda precisa se-

Organização

"A arte de fazer O poder da observação acontecer" „ Anotar as informações estimula a memória e o aprendizado

Se você se interessa

cabeça fica livre do

A revista “Times Maga-

casuais, no trabalho ou

retamente decidindo o

de se fazer isso ainda é

em produtividade,

trabalho de lembrar

zine”, sugere que tomar

no dia-a-dia, isso não é

que é de fato importan-

através da antiga e clás-

esse livro do escritor

de tudo o que neces-

notas, além de traçar

uma coisa ruim, mas o

te na sua vida. A Times

sica prática de tomar

David Allen, é a re-

sita ser feito, podendo

melhor seus objetivos

cientistas dizem, “olhar

explica: “Primeiro, os

notas. Escrevendo des-

ferência bibliográfica

focar-se em realmente

pessoais

contribuir

não é observar”, pois

cientistas treinam a sua

crições e desenhando

número um, conhe-

executar essas tarefas.

imensuravelmente com

quando você rascunha,

atenção, aprendendo a

imagens do que vê.”

cido como "GTD", o

a sua organização, tam-

ou escreve alguma coi-

focar-se nas coisas

método se baseia no

bém estimula o seu cé-

sa, você está fazendo

relevantes e despren-

princípio de que uma

rebro e aumenta o seu

uma escolha ativa entre

der-se daquelas que

pessoa precisa tirar as

poder de observação. A

o que incluir nas suas

são menos salientes.

tarefas de sua mente e

maioria das pessoas são

anotações, isso signi-

E sem dúvidas, uma

registrá-las em algum

apenas

fica que você está di-

das melhores formas

lugar. Desta forma, a

e

observadores


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Ambientes

Decoração

Maximo Riera Animal Collection Peça de mobiliário ou escultura?

Porto Alegre . Julho 2012 ligência e sabedoria.

com o mundo selvagem. Além de ser designer de

Nos presenteou tam-

produto Riera dedica-se há mais de trinta anos à

bém com a Rhino chair

fotografia, pintura e esculturas, estendendo sua

e a Octopus chair, am-

necessidade de expressão artística para ara outras

bas magestosas escul-

áreas e inspirando-se em

turas. Os detalhes são

próprios poemas.

distintos e avançados, coroando ainda mais a

O designer espanhol Maximo Riera surpreen-

tureza em cada coisa

união entre peça

de com sua obra batizada de "Animal Collec-

viva, o artista também

de mobiliário e

tion" — ou talvez um pouco mais do que isso

busca

escultura.

— trata-se de uma coleção de quinze peças

sobre a preservação

última

compostas por espécies que irão de mamíferos

desses animais. Com a

cia, este "tro-

à répteis, e até insetos. Cada criação mantém

"Elephant chair" por

no"

a vitalidade natural do animal enquanto ser

exemplo, ele fez uma

as

biológico, totalmente preciso na sua aparência

homenagem

do animal ao ambiente

física. Esta coleção é uma homenagem não só

portentoso ani-

aos animais selecionados mas sim, a todo o rei-

mal do mun-

te a reintera-

no animal que habita nosso planeta. Como uma

do, símbolo de

ção

tentativa de refletir e capturar a beleza da na-

memória, inte-

homem

concientizar

ao mais

seus

Em

instânSite oficial

simboliza boas-vindas

humano e é um convido

A arte milenar "Feng Shui" „ harmonização dos ambientes trazendo paz, alegria e prosperidade no seu lar e no seu trabalho. Jamile Macuglia Redatora jamile@banjour.com.br

simples, nos acolhem

levando ao que hoje é

ta, usar sinos e plantas

Experimente e compro-

tão bem? Ou aquele

conhecido como Feng

para atrair prosperida-

ve por você mesmo!

canto em que as plantas

Shui, cujo significado

de, usar os Cinco Ele-

não crescem, apesar de

literal é "vento-água".

mentos chineses para

or quê nos sen-

receberem luz e serem

Para "curar" certas de-

harmonizar o lar, entre

timos bem em

regadas

regularmente,

sarmonias, o Feng Shui

outras.

certos lugares, e em

e bastando troca-las de

nos oferece diversas di-

As tradicionais curas

outros, este senti-

lugar, florescem com

cas, como por exemplo,

de Feng Shui nada tem

saúde e vitalidade?

reduzir coisas amontoa-

a ver com conceitos re-

Há cerca de 5.000 anos,

das pois elas estagnam

ligiosos, atrás de tudo

os chineses começaram

a vida, limpar e organi-

existe uma explicação e

a desenvolver um siste-

zar os ambientes para a

um profundo princípio,

ma baseado em obser-

energia positiva circular

não feito por crenças ou

vação e experimentos

livremente, arrumar a

magias, apenas pelo uso

nas forças da natureza,

mobília de forma corre-

das forças da natureza.

P

mento se modifica? Quem já não sentiu que uma casa, por mais bem planejada ou decorada, não seja confortável, enquanto outras, bem mais


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Acontecimentos

Sindicato dos Bancários de Porto Alegre completa 79 anos de lutas e conquistas.

Porto Alegre . Julho 2012

5

O Sindicato dos BanOscar Andrades cários de Porto Alegre Colaborador redação@banjour.com.br (SindBancários) com-

E nesta coluna, presto a minha homenagem a toda

pletou mais um ano no

Bittencourt dos Santos, ex-presidente da entida-

dia 18 de janeiro de 2012. E essa data especial não

de e idealizador da Cooperativa Habitacional dos

poderia passar em branco. A luta da categoria foi

Bancários, cujos feitos ainda podem ser vistos pela

fundamental para que a entidade se tornasse e con-

construção de inúmeras unidades nos bairros de

tinuasse como protagonista nos seus embates, sem-

Porto Alegre. Foi ali também que o ex-governador

pre com forte participação da categoria e dos traba-

do Rio Grande do Sul, e também mutuário da COO-

lhadores, cujos integrantes foram responsáveis por

HABANPA, Olívio Dutra, começou a sua jornada,

expressivo grau de sindicalização. Tudo começou

assim como o atual prefeito da Capital, José Fortu-

em 1933. Ao longo de nossa história, o Sindicato

natti. Como chefe do departamento jurídico da en-

organizou campanhas salariais, assembléias, greves

tidade, o atual governador do Estado, Tarso Genro,

e manifestações, obtendo melhores salários e con-

também fez parte dessa história de 79 anos. Mas,

dições de trabalho. Fruto dessa luta, articulada com

por justiça, esta coluna também registra dois nomes

entidades sindicais em todo o País, a categoria pos-

especiais nessa trajetória que não podem ser esque-

sui uma convenção coletiva nacional, acumulando

cidos: o de Renato de Oliveira Gonçalves, homem

conquistas como por exemplo, jornada de 6 horas,

do melhor nível técnico na área trabalhista do Sul do

piso, gratificação semestral, cesta-alimentação, va-

País, e o de Ruy Lagarreta Paixão Coelho, um fron-

le-refeição, PLR e outras. Por isso, o SindBancários

teiriço de grande caráter dentro do movimento sin-

é referência merecida no movimento sindical.

dical gaúcho.

categoria lembrando de alguns nomes que fizeram essa história. Entre tantos outros, o de Hilfredo

Cooperativas celebram ano mundial do setor „ONU institui 2012 como sendo o ano internacional das Cooperativas

Cooperativismo

O

des onde atuam.

estabilidade das cooperativas.

O cooperativismo é um movimento

Dentre os objetivos, destacam-se:

A conquista do Ano Internacional

que une desenvolvimento econômico

dia 7 de julho. A data, comemora-

• Aumentar a consciência pública so-

das Cooperativas é inédita e recebi-

e bem-estar social. As cooperativas

da anualmente no primeiro sábado

bre as cooperativas e suas contribui-

da com grande orgulho por todos, já

são organizações que reúnem pesso-

que o tema está sendo considerado

as, visando atender as necessidades

Dia Internacional do Cooperativismo aconteceu no

do mês de julho, desde 1923, teve

ções para o desenvolvimento.

no âmbito mundial como de grande

este ano mais motivos para cele-

• Promover a formação e o cresci-

importância para o desenvolvimento

bração: a instituição, pela Organi-

mento das cooperativas mundiais.

socioeconômico. E essa percepção é ampliada quando comparada aos te-

zação das Nações Unidas (ONU), de 2012 como Ano Internacional das Cooperativas.

• Incentivar os governos a estabele-

mas abordados pelo Ano Internacio-

cer políticas e regulamentos propí-

nal das Cooperativas nos últimos três

cios para a formação, crescimento, e

anos.

dos membros integrantes, ou seja, os cooperados, e não o lucro, procurando alcançar a prosperidade conjunta, além de colaborarem para o entorno da localidade em que estão inseridas. A primeira cooperativa do mundo foi

Com o tema “Cooperativas constro-

criada em 1844, em Rochdale, em

em um mundo melhor”, o ano de fes-

Manchester, na Inglaterra, por 28 ope-

tividades teve atividades em todo o

rários, em sua maioria tecelões. Em

país e ao redor do mundo. A Assem-

reunião, eles definiram os princípios de

bléia Geral da ONU declarou 2012

um novo sistema socioeconômico e o

como o Ano Internacional das Coo-

estatuto do empreendimento. A doutri-

perativas, destacando a contribuição

na se espalhou pelo mundo e diversas

das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico e reconhecendo seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social, onde oferecem um modelo de negócio que contribui para o desenvolvimento

socioeconômico

dos cooperados e todas as comunida-

instituições foram criadas. Atualmente, cerca de um bilhão de pessoas são sócias de cooperativas em todo o mundo, geradoras de mais de 100 milhões de empregos. Somente no Brasil são 6.652 e Minas Gerais soma mais de 800 instituições.


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Principal

Vivendo na Cidade

Sustentável

Porto Alegre . Julho 2012

„A Suburbanização

das cidades

O crescimento populacional do sé-

de”, enquanto as periferias buscavam

culo XX criou novas megalópoles,

o bucolismo da vida idealizada próxi-

principalmente no terceiro mundo. Os

ma da natureza e fundamentada pelas

mais próximos da natureza.

antigos edifícios centrais das cidades

cidades-jardim.

No princípio do século XX, inúmeras

foram sendo substituídos por edifícios

Mas, como foi dito, o crescimento po-

cidades-jardim começam a surgir no

muito mais altos, capazes de abrigar

pulacional do final do século XIX e

hegando ao final da primeira década do século XXI, o

mundo, mas como sendo bairros-dor-

mais pessoas e serviços no mesmo

começo do XX demandou uma escala

mitório de cidades maiores já exis-

local. A densidade dos centros das

industrial de urbanização. O processo

mundo parece que acordou para o enorme problema que está por

tentes. Surge o movimento moderno,

cidades aumentou muito, o que era

se acelerou e tomou conta de quase

e com ele uma nova forma de tentar

encarado como sendo sinônimo de

todas as grandes cidades do mundo.

resolver os problemas urbanos.

modernidade.

Cidades vizinhas foram conurbadas e

A revolução modernista, nas mais di

Por sua vez, nos seus limites, a cidade

transformadas em subúrbios. Além do

versas áreas, significou uma quebra

se expandia, fazendo surgir cada vez

crescimento demográfico, as cidades

de paradigmas. Na pintura, o cubis-

mais novos bairros. Bairros estes, em

passaram a ser atratoras da população

mo criava abstrações antes impen-

geral com uma densidade bastante

rural, gerando ainda um êxodo e au-

sáveis. Na arquitetura, o abando dos

reduzida. Neste crescimento, cidades

mentando ainda mais a demanda por

elementos decorativos clássicos em

Al Albert Koelln Co Colaborador redação@banjour.com.br

C

vir. Ainda que a Rio+20 não tenha alcançado o resultado esperado, uma vez que os interesses econômicos ainda estão acima dos ambientais, o simples fato de estarem sendo organizadas conferências deste tipo demonstram que um problema existe.

vizinhas às maiores acabaram sendo

habitação e conseqüente urbanização.

favor do funcionalismo. Era o tempo

incorporadas pela “cidade-mãe”, se

Internamente às cidades, este fenôme-

do conhecimento sem limites. Come-

tornando cidades-dormitório. Os cen-

no se manifestou de algumas formas

Um dos grandes vilões da emis-

çou-se a pensar a cidade como jamais

tros urbanos pulsavam “modernida-

diversas.

são dos gases de efeito estufa são os

havia sido pensada antes. O fordismo

transportes, problema intrínseco ao

prometia um avançado, confortável e

problema urbano. Como suporte para

acessível sistema de transporte in di-

a identificação do problema, vamos

vidual.

recorrer à história, principalmente aquela pós-revolução industrial. Leonardo Benevolo2 descreve os problemas da cidade industrial como sendo, primeiramente o grande crescimento demográfico urbano, causado pelo aumento da população propriamente dita e pelo êxodo rural, e

Plano Pla no Voi Voisin sin pa para ra Par Paris, is, cr croquii e ma maque maquete quete que te da Vil Ville le Rad Radieu Radieuse ieuse ieu se (to (todos dos de Le Co Corbu Corbusier); rbu

por conseqüência o tráfego, a insacarentes vivem em tal mazela que a

„A erosão

situação se torna insustentável. No fi-

Além dos enormes deslocamentos e

permeabilização do solo e superfície

problemas correlatos já citados acima,

ocupada, além de aumentar a neces-

a suburbanização das cidades é causa

sidade do carro para o deslocamento.

lubridade e a feiúra. As populações

nal do século XIX, com o avanço das

Gravur Gra vuraa de vur de Gust Gust ustave ave Do Doré ré sob sobre re Lon Londre dres; dre s;

tecnologias do vapor e dos trens, al-

da cidade

gumas mudanças radicais na maneira

Le Courbusier teorizava que a cida-

de outro grave problema urbano iden-

Neste ciclo vicioso, confunde-se e

de ver a cidade já eram possíveis. O

de seria ela mesma um parque verde,

tificado por Jane Jacobs em seu livro

inverte-se causa e efeito. Importan-

transporte já possibilitava às pessoas

onde todos morariam em edifícios al-

3

“Morte e Vida de Grandes Cidades”

te, então, é identificar que a parte da

os deslocamentos maiores. A condi-

tos e esparsos. A natureza seria trazida

como a “Erosão das Cidades”. Com

causa do problema é a expansão ur-

ção degradante das cidades era vista

para dentro das cidades, e a densidade

cada vez mais espaço necessário para

bana descontrolada, que gera bairros,

como um dos problemas a ser supera-

ideal seria alcançada pelos edifícios

que os automóveis circulem e estacio-

subúrbios ou cidades-dormitório de-

do. Começam a surgir as teorias para

em altura. Estas duas utopias aparen-

nem, os edifícios são concebidos em

pendentes da cidade mãe, necessitan-

criação das cidades jardim, onde os

temente antagônicas balizaram o cres-

meio ao estacionamento. Assim, os

do conectar-se demasiadamente a ela.

bairros mais afastados seriam liga-

cimento e a expansão que a maioria

edifícios entre si ficam separados por

Os deslocamentos excessivos gerados

dos por transporte rápido ao centro,

das cidades experimentaram no sécu-

grandes distâncias reservadas para es-

nesta conexão são de todos os tipos,

e onde todos os habitantes poderiam

lo XX.

tacionamento, gerando deslocamen-

incluindo aqui a conexão por trem.

ter suas casas com seus pátios e viver

tos ainda maiores, aumentando a im-

1 Arquiteto atuante no escritório cuboverde, formado pela UFRGS e pós-graduando em Sustentabilidade e Eficiência 2 BENEVOLO, Leonardo. A História da Cidade. Ed. Perspectiva – São Paulo 3 JACOBS, Jane. Morte e Vida de Grandes Cidades. – São Paulo Energética em Edificações pela Univates. Aluno do MBA em Construções Sustentáveis pelo Inbec e Unicid Ed. Martins Fontes, 2000 Contato em albert@cuboverde.com.br


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7

„ Êxodo,

Retirantes e os Bolsões de Pobreza

Cidade Cid ade er erodi odida odi da pel peloo mar mar de est estaci aciona aci onamen ona mentos men tos;; tos

„Edifícios soltos no Parque

A criação de empreendimentos des-

trole do mercado nas mãos de poucos.

proporcionais ao tamanho e a capaci-

Populações inteiras migram de sua lo-

dade de absorção de uma determina-

calidade original para a periferia das

da região, atrai pela possibilidade de

grandes e médias cidades, perdendo

emprego e renda uma quantidade de

parte de sua identidade e suas raízes.

população externa para determinadas

As administrações públicas ficam

regiões. Durante a construção destes

com a incumbência de prover saúde,

empreendimentos, essas populações

educação, saneamento básico e segu-

vivem em residências provisórias e

rança para uma população que cresce

precárias, mas têm a sua renda garan-

descontroladamente. O ônus é exces-

O outro modelo urbano, idealizado

lado externo de um condomínio, seus

tida. Como, via de regra, as empresas

sivo aos governos, que normalmente

no movimento moderno e citado aci-

passeios públicos margeando altos

construtoras são grandes e de abran-

não atende a esta nova demanda de

ma, é o de Le Corbusier da Cidade

muros cegos, percebe-se que a segu-

gência territorial maior, ao final da

forma satisfatória. Com a falta de em-

Radieuse. Com fortes estratégias de

rança interna gera ainda mais insegu-

obra esta se retira para recomeçar o

prego e renda vem a falta de perspec-

marketing vendendo principalmente

rança externa. A “falta de olhos” para

processo em algum local longe dali.

tivas, a criminalidade e a violência.

segurança e liberdade, incorporado-

o controle social da rua, identificada

Ficam para trás aqueles trabalhadores

As favelas, vilas, guetos e outras for-

res e construtores passaram a inserir

por Jacobs, é latente quando a inter-

de menor escolaridade e capacitação

mas de segregação social são terreno

seus empreendimentos imobiliários

face dos terrenos se resume a muros.

técnica, transformando suas instala-

fértil para a criminalidade. Mas tam-

em parques privados. Condomínios

Aliado a isto, há outro problema de

ções provisórias em permanentes. É

bém são, muitas vezes, um exemplo

de casas e edifícios proliferaram e

ordem sustentável. Embora os mo-

o clássico exemplo dos candangos de

de cidades compactas com otimizado

proliferam atualmente no Brasil.

radores de condomínios geralmente

Brasília se repetindo em menor escala

aproveitamento de espaço. O falta de

Travestidos de modernidade e plane-

possuam automóveis, as pessoas que

em todas as demais cidades brasilei-

saneamento básico é um problema de

jamento, estes condomínios incluem

ali trabalham não possuem. Usando o

ras. Absorvendo pouco ou quase nada

saúde pública, mas as suas ruas po-

equipamentos esportivos e de recre-

transporte coletivo, elas são obrigadas

de mão-de-obra local, este ciclo man-

dem, e às vezes são, cheias de vida

ação, cercados por uma barreira ins-

a parar na única entrada condominial

tém a concentração do capital e o con-

social e cultural.

transponível, interrompida apenas

e fazer o restante do circuito a pé. O

por uma única entrada fortemente vi-

ônibus, no entanto, percorre centenas

giada. As famílias poderão viver nesta

de metros de ruas monótonas, inse-

ilha feudal segura e tranqüila, saindo

guras e vazias onde não há embarque

apenas para trabalhar, estudar ou con-

ou desembarque de nenhum passa-

sumir. Mais uma vez o automóvel se

geiro devido aos muros. As adminis-

insere perfeitamente neste contexto,

trações públicas instalam e mantém

sendo o transporte seguro e confor-

uma infra-estrutura de abastecimento

tável para fora do parque residencial.

de água, esgoto, telefonia, energia e

Estranhamente o cidadão se aprisio-

iluminação pública que não atende a

na para se proteger da insegurança

ninguém por centenas de metros de-

urbana. Porém, quando se analisa o

vido ao mesmo problema.

Favela Fav ela de Pa Parai raisóp rai sópoli sóp olis, oli s, São Pa Paulo ulo.. 80.0 ulo 80.0 0.000 00 hab no co coraç ração raç ão do bai bairro rro Mo Morum rumbi; rum bi;


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Principal

„A Multiplicação

do Erro

Porto Alegre . Julho 2012

„A Chance

do Acerto

Com a enorme demanda de habitação

disso, a segregação social se eviden-

Mas nem tudo está perdido. O mo-

Usarmos mão-de-obra local, preferin-

do pós-guerra europeu, a França criou

cia, uma vez que todas as populações

vimento ambientalista também é um

do empresas pequenas.

um programa que criaria uma unidade

pobres da cidade são aglomeradas.

movimento importante no Brasil, e se

Por último, devemos escolher profis-

habitacional para abrigar aqueles que

Criado para administrar o Fundo

faz ouvir. Boas perspectivas aparecem

sionais que saibam valorizar o meio

não tinham residência. Mais uma vez

de Garantia por Tempo de Serviço

no horizonte, com a criação dos selos

ambiente e a sustentabilidade. Destes

Le Corbusier teoriza a sua máquina

(FGTS) e assim fomentar a construção

de certificação de sustentabilidade.

profissionais devemos cobrar o uso

de morar, onde cada família teria as

de habitações no Brasil, o BNH (Ban-

Dentre eles, vale destacar o chamado

racional da água nos projetos. O uso

condições mínimas de desenvolver

co Nacional do Desenvolvimento) foi

Selo Casa Azul, expedido pela Caixa

racional da energia, explorando ven-

as suas atividades cotidianas. Surge

o principal agente multiplicador dos

a “Unité d’Habitation”, que repro-

modelos acima até o ano de 1986 no

Econômica Federal. É um selo que

tilação eficiente e iluminação contro-

duziria a dinâmica da cidade em um

Brasil. A partir daí, foi incorporado a

não tem a abrangência de analisar e

lada. Com isso reduziremos o uso de

edifício. Na tentativa de prover estas

Caixa Econômica Federal (CEF) que

valorizar todas as questões abordadas

iluminação artificial durante o dia e de

populações marginalizadas e segrega-

assumiu o posto de financiador imo-

neste texto, mas ele avalia uma série

ar condicionado por excesso de inso-

das dentro de uma mesma cidade com

biliário público. Recentemente, com a

de outros critérios importantes.

lação. Podemos também cobrar que

saneamento básico e condições mais

mesma intenção do BNH de reduzir o

Isto indica que, num futuro próximo,

eles especifiquem material reciclado,

dignas de moradia, diversos progra-

déficit habitacional do país e promo-

possivelmente haverá linhas especiais

reciclável, de origem local evitando

mas governamentais foram implanta-

ver o saneamento básico, a CEF lan-

de financiamento, juros subsidiados e

grandes deslocamentos. Contemplem

dos em todas as esferas de governo.

çou o programa “Minha Casa, Minha

uma série de benefícios para edifícios

em seus projetos um paisagismo de

Muitos deles foram inspiradas (e as

Vida”.

sustentáveis. Logo, a sustentabilidade

espécies nativas, favorecendo a fauna

vezes distorcidas)

começará a ser buscada por todos in-

nativa e reduzindo as ilhas urbanas de

no modelo Corbu-

duzida pelos benefícios econômicos.

calor. Por fim, cabe a nós moradores

siano.

Obviamente que os itens valorizados

e usuários dos edifícios zelar pela ma-

Primeiramente fo-

e certificados pelos selos de sustenta-

nutenção e modernização constante

ram

bilidade, incluindo o da CEF, são vi-

dos edifícios, substituindo sempre os

tais. Os principais valores são aqueles

elementos tecnologicamente ultrapas-

que contribuem para o bem-estar dos

sados por outros mais eficientes.

moradores e o entorno.

Se todas estas questões forem levadas

Esta sustentabilidade será alcançada

em consideração, começaremos a al-

se escolhermos terrenos dentro da

cançar o objetivo de uma cidade mais

cidade, ligados aos serviços urbanos,

sustentável. Sabe-se hoje que existe

com acesso a infra-estrutura de trata-

a viabilidade de certificação de edifí-

construídos

conjuntos

habita-

cionais localizados nas periferias das cidades, que deveriam receber as

Unité Uni té d’H d’Habi abitat abi tation tat ion – Mar Marsei seille sei lle:: Le lle Le Corb Corb orbusi usierC usi erCorbusi erC usier) usi er);; er)

populações removidas das favelas.

Desta vez, ao invés de fomentar a

Ali elas teriam uma vida digna dentro

construção de residências populares

de uma residência que atenderia aos

através de agencias públicas, o pro-

padrões mínimos de existência. Para

grama é um pouco mais amplo e abre

mento de esgoto, energia, água, dre-

cios habitacionais no Brasil, desde o

a redução de custos e pela enorme

espaço para a iniciativa privada. Po-

nagem pluvial, transporte público, co-

padrão alto até a de interesse social.

quantidade de unidades necessárias, o

rém, visando sempre o maior lucro,

mércio e etc. Construirmos edifícios

Em breve, este diferencial será obri-

modelo de casa popular ou edifício foi

as empresas privadas repetem os mes-

menores, gerando comunidades mais

gação imposta por legislação, e as exi-

repetido a exaustão.

mos erros do BNH. Salvo algumas ex-

unidas e com maior convívio social.

gências serão cada vez mais altas.

A contragosto e na ausência de outra

ceções, os empreendimentos voltados

opção de moradia, a maioria dos con-

à população carente são homogêneos,

juntos habitacionais construídos no

muito grandes e são localizados na

Brasil nos anos 60 e 70 foi formado

periferia das cidades onde o custo dos

por populações heterogêneas de di-

terrenos é inferior. Todos os mesmos

versas partes das cidades. Localizados

problemas já citados se repetem. Bai-

normalmente muito longe dos centros

xa qualidade das edificações, criação

das cidades e oferecendo muito pouca

de bairros-dormitório, aumentando

opção de emprego, os conjuntos sur-

a segregação e dos deslocamentos

gem apenas como bairro-dormitório.

necessários para buscar serviços e

Aliado ao problema da suburbaniza-

empregos, homogeneização da cida-

ção, neste caso, está a enorme dimen-

de acabando com a sua identidade,

são de alguns empreendimentos, ge-

grande necessidade de infra-estrutura

rando nessas distâncias a implantação

em locais remotos, concentração das

de vultosas obras de infra-estrutura

oportunidades e monopólio do merca-

para suprir a nova demanda. Além

do imobiliário.


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Tecnologia

Tutoriais

Conheça os códigos QR „Entenda para que serve e como funcionam os Códigos de Rápida Resposta

N

Porto Alegre . Julho 2012

9

a verdade seu funcionamento é bastante

veis e portateis. Essa ascensão digital, foi a grande

simples, de fato é muito semelhante ao dos

responsável pela sua popularização, pois possibili-

nossos velhos e conhecidos “códigos de barra”, porém, os QR Codes podem armazenar centenas

tou que seus benefícios pudessem ser aproveitados pelo usuário comum, e não apenas pelas industrias. O código ainda é pouco aproveitado, vendo que as

de vezes mais informações do que o seu prede-

suas capacidades permitem muito mais soluções a

cessor, e principalmente, pode ser lido através

serem exploradas, vem sendo utilizado para tarefas

da câmera do seu Smartphone ou do seu Tablet,

comuns, como, direcionamento para websites, en-

dispensando o uso dos leitores infra-vermelho,

vio de texto, ou até mesmo para armazenagem de contatos direto para a agenda do seu celular, tam-

Os “QR (Quick Response) Codes” são esses pe-

como no caso dos códigos de barra.

quenos quadrados de formas geométricas apa-

A técnologia foi criada no Japão, em 1994, quando

rentemente aleatórias, que

uma subsidiária da Toyota os criou para um melhor

estão surgindo e prolife-

rastreamento na fabricação de peças dos automó-

rando-se cada vez mais no

veis. Mas apesar da sua funcionalidade ser muito

nosso dia-a-dia, mas o quê

mais ampla que os obsoletos códigos de barra, o

significa isso? Você sabe

QR code só ganhou forças nos dias atuais, graças ao

para o quê eles servem?

crescimento e a popularização das técnologias mó-

bém muito explorado em cartões de visitas. Mas o grande “boom” da tecnologia ainda está por surgir, com um amadurecimento, e um pouco mais de criatividade humana somado as técnologias que estão à caminho, esses códigos irão oferecer muitas outras soluções, e certamente, participar cada vez mais da sua vida.

Segurança dos seus dados „ Tome cuidado com os dados que trafegam na sua rede sem fio, eles não estão 100% seguros Mateus Lago Redator mateus@banjour.com.br

Quando nos

usuário, entretanto não são todos que

são configuradas de forma insegura:

um formulário de contato em um site

conectamos

fazem isso. Como um usuário comum

sem nenhuma senha – caso em que os

que não utiliza criptografia.

em

verifica isso? Simples, olhando na

dados trafegados ficam visíveis para

Vale ressaltar que muitas redes sem

todas as pessoas –, ou com senha

fio domésticas também são mal con-

compartilhada, caso que

figuradas. Tem pessoas que não co-

uma

rede sem fio pública devemos tomar

barra de endereço do nave-

alguns cuidados, desde avaliar se vale

gador, se o endereço

a pena expor os nossos dados à essa

do site começa

ainda revela o conte-

locam senha, ou utilizam o protoco-

rede e que serviços iremos acessar.

com https: (o

údo da comunicação

lo WEP(baixa segurança). A melhor

Por exemplo, em alguns serviços de

“s” significa

aos demais partici-

configuração de senha para rede do-

email você faz a conexão através de

seguro) você

pantes da rede. O

méstica é com o protocolo WPA ou

uma conexão segura, mas após a au-

está em uma

ideal para uma rede

WPA2.

tenticação você é redirecionado para

conexão

uma conexão não segura. Também

cripto-

pública é o protocolo

Wifi grátis é cômodo, mas utilize mais

grafada, garantindo assim o

WPA Enterprise, no qual cada uti-

para ler do que para enviar dados, leia

tem muitas redes sem fio pública sem

sigilo dos dados trafegados.

lizador usa uma senha diferente. Mas

um jornal, seu agregador de rss, ou

política de segurança, onde qualquer

Em redes públicas evite digitar quais-

são poucas redes que fazem uso desse

qualquer outro serviço que garanta

usuário mais oportunista pode varrer a

quer informações confidenciais, como

mecanismo.

conexão https, como twitter e face-

rede atrás de algum conteúdo útil para

número de cartão de crédito ou qual-

Na prática em uma rede pública sem

book, por exemplo, mas sempre cui-

ele e obter sucesso.

quer outra informação financeira,

segurança, uma pessoa que está do seu

dando o https na barra de endereços.

Sites de buscas, redes sociais, e-com-

caso seja necessário, digite somente

lado pode ler as mensagens que você

Do contrário faça outra hora, apenas

merce e bancos deveriam garantir

em sites que começam com https.

está enviando e recebendo, seja um e-

quando você estiver utilizando algu-

sempre uma conexão segura para o

Redes sem fio públicas geralmente

-mail, bate-papo ou até preenchendo

ma internet que seja de sua confiança.


BanJour .

10

O Jornal do Bancário

Saúde e Bem-estar

www.banjour.com.br Porto Alegre . Julho 2012

Corpo

O Swásthya Yôga „ Auto suficiência, saúde, conforto, bem estar e satisfação Stress é o estado psi- O Método DeRose aponta os meca- tar pessoal. oal. Para co-orgânico produ- nismos para se obter uma boa qualida- atingir essa zido pela defasagem de de vida, objetivo perseguido pela meta, diververrentre o potencial do maioria dos profissionais nos dias de sas ferramenenindivíduo e as exi- hoje. Por meio de reeducação compor- tas são utilizadas, ilizadas, entre elas, técnicas gências que ele pre- tamental, uma alimentação saudável, respiratórias, ias, técnicas orgânicas que boas relações humanas, boa forma e melhoram o tônus muscular e a flexicisa enfrentar. Para administrá-lo, esta proposta de

boas maneiras, pode-se conseguir a

bilidade, além de procedimentos para

"lifestyle coaching" não se limita a

otimização da vitalidade, produtivida-

o

proporcionar

Muito

de e administração do stress. Graças

emocional e concentração mental. O

mais importante é aumentar a energia

ao alcance de sua proposta, o Método

Método foi oi desenvolvido e é indicado

do praticante para que seu potencial

DeRose passou a constituir uma cul-

para adultos os jovens em uma faixa

aumente e possa enfrentar os desafios

tura, um estilo de vida. Seu aspecto

etária que vai dos 18 aos 58 anos.

com confiança em si mesmo.

fundamental é a conquista do bem-es-

É praticado o em várias regiões do

relaxamento.

Brasil, Argentina, França,

Ingla-

terra, Itália, Espanha, Portugal e Estados Unidos.

aprimoramento oramento da descontração

Alimentação

Saúde nas frutas „ A melhor forma de saúde é alimentar-se com alta qualidade Luciano Figueiró

no relacionamento do homem com

As frutas e os cereais não eram ape-

Colaborador

a natureza e passou a lidar com tra-

nas os alimentos mais úteis aos nossos

As

tamentos naturais como alternativa

antepassados, mas também os mais

fru-

Nos tempos mais antigos, quan-

de cura e equilíbrio físico, resga-

econômicos. Encontravam-se por toda

tas são

do ainda não se conhecia a ciência

tando aquela que chamamos de me-

parte, e quando não eram encontrados,

indispensáveis

médica, as pessoas buscavam no

dicina alternativa: uma terapia que

cuidava-se, desde cedo, de cultivá-los.

funcionamento do corpo humano.

contato com a natureza a cura para

trata o ser humano usando os recur-

Foi a civilização que veio alterar, e

Apesar da flora brasileira ser muito

suas doenças. Essa prática nos dei-

sos oferecidos pela natureza.

com grave dano para a humanidade,

rica em frutos, alguns de alto valor nu-

xou muito conhecimento sobre o

Diversos tratamentos alternativos

esse hábito milenar e precioso de só

tritivo, as populações não têm muito o

poder curativo da natureza. Porém,

surgiram nas últimas décadas ou fo-

comermos alimentos naturais.

hábito de consumi-las. As frutas têm

com o desenvolvimento científico,

ram resgatados dos povos mais an-

Fugimos da alimentação natural e pura

tanto valor na alimentação como para

a medicina passou a se concentrar

tigos como a fitoterapia, que nada

para nos entregarmos ao regime indus-

uso medicinal.

mais é do que a cura pela alimen-

trializado de conseqüências muitas ve-

Qualquer fruta que comemos contri-

médios químicos, que reúnem algu-

tação.

zes lamentável para nosso organismo.

buirá para o nosso organismo, seja

mas propriedades para alívio rápido

Nessa terapia, podemos destacar

Num clima quente como o nosso, o re-

estimulando o apetite, purificando o

das doenças: a chamada medicina

um produto vegetal que a natureza

gime de frutas é uma necessidade. São

sangue, criando resistência às doen-

alopática.

oferece em abundância, é saboroso

as frutas que comemos, que depuram

ças e infecções ou até contribuindo no

Nas últimas décadas, um ramo da

e ainda possui inúmeros benefícios

o organismo, aliviando o sangue de

crescimento. Comer frutas, portanto,

medicina voltou a prestar atenção

à saúde do homem: as frutas.

suas toxinas.

significa adquirir saúde.

redacao@banjour.com

na invenção e melhoramento de re-

O Kiwi É um alimento rico em vitamina C e potássio. Por ser rico em vitamina C, o kiwi possui propriedade antianêmica, antiescorbútica e digestiva. Também é estimulante do apetite e tem propriedades laxantes. É usado tradicionalmente na medicina chinesa para o tratamento do câncer de mama e estômago.

ao

bom

A banana alimento altamente energético, cujos hidratos de carbono são facilmente assimilável, apresenta boas quantidades de vitaminas do complexo B, vitaminas C e é ótima fonte de potássio, que ajuda a evitar e a regular a hipertensão arterial. As bananas maduras são eficientes para controlar a diarréia, ajudam no sono e melhoram o humor.


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Destaque Cultural

Dom - 22 de julho – Santander Cultural Horário: 18h R$10,00

Premiado filme sobre Violeta Parra tem pré-estreia no CineBancários "Violeta Foi para o Céu”, de Andrés Wood (Machuca). Vencedor de diversos festivais, como o Sundance de 2012, o longa conta a história da compositora, cantora e folclorista chilena Violeta Parra. A partir do dia 20, o filme entra em cartaz, em três sessões diárias, às 15h, 17h e 19h.

Violeta Foi para o Céu Chile, Brasil e Argentina, 2011, 110 minutos, 35mm, Color, Dolby SR. Baseado no romance homônimo de Ángel Parra, filho de Violeta, o longa faz um retrato da famosa Violeta, preenchido com seu trabalho musical, suas memórias, seus amores e esperanças. O filme é uma co-produção entre a produtora brasileira BossaNovaFilms, a chilena Wood Producciones e a argentina Maiz Producciones, e a distribuição é da Imovision. Direção: Andrés Wood Elenco: Francisca Gavilán, Cristián Quevedo, Thomas Durand, Luis Machín, Gabriela Aguilera, Roberto Farias, Patricio Ossa, Jorge López, Francisca Durán Música: Violeta Parra

À partir de 20 jul | seg a sex 15h00 Violeta foi para o céu, Andrés Wood 17h00 Violeta foi para o céu, Andrés Wood 19h00 Violeta foi para o céu, Andrés Wood

O SindBancários fica na Rua General Câmara, 424, Centro

Porto Alegre . Julho 2012

SEBASTIÃO TAPAJÓS

LICHENS

Lichens é a expressão solo de Robert Aiki Aubrey Lowe, que faz de cada show um evento único, manipulando ao vivo sua voz, violão e/ou guitarra com um sintetizador modular, adicionando efeitos e loops contínuos, criando apresentações hipnóticas, de atmosferas densas e delicadas. Lowe geralmente toca uma única música em suas performances, onde o processo criativo e sua evolução ocorrem de modo espontâneo, sendo sua voz utilizada como mais um instrumento e ferramenta sonora. Lowe deu início ao Lichens em 2004, em Chicago, e pôde, então, expandir seu trabalho vocal. Em 2009, mudou-se para Nova York, onde intensificou seu trabalho solo e com outros artistas.

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Nascido em Santarém (Pará), em 1942, começou ainda criança a estudar violão. Estudou na Europa e formou-se pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal. Na Espanha, estudou com Emílio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. Regressando ao Brasil, recebeu a cadeira de violão clássico do Conservatório Carlos Gomes, de Belém. Ao longo de sua carreira, tocou com nomes como Astor Piazzola, Oscar Peterson, Paquita de Riveira, Hermeto Paschoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Paulo Moura, Sivuca e Joel do Bandolim. Já lançou mais de 70 discos e é autor de várias canções interpretadas por nomes como Emilio Santiago, Maria Creuza, Fafá de Belém e Pery Ribeiro. Em fase de produção de seu próximo disco, Sebastião apresenta neste recital composições próprias e clássicos da música brasileira.

Dom - 05 de agosto – Santander Cultural Horário: 18h R$10,00

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TIM KINSELLA

O músico nascido em Chicago é um dos fundadores do Cap'n Jazz, banda influente do cenário pós-hardcore dos anos 80. Ao longo de mais de 20 anos de carreira, tem desenvolvido diversos projetos, entre eles Joan of Arc, Make Believe, Owls, Friend/Enemy, Everyoned, Sky Corvair. Com um estilo vocal particular e grande versatilidade no violão e na guitarra, apresenta faixas dos seus registros solo "He Sang His Didn't He Danced His Did" (2001), "Crucifix Swastika" (2005), "Field Recordings of Dreams" (2007), novas composições, além de um apanhado de canções de suas bandas anteriores e atuais.

Dom - 12 de agosto– Santander Cultural Horário: 18h R$10,00

SHINE Austrália, 1996, 35 mm, cor, 105 min

Quando David é aceito numa prestigiada academia Canadá-Reino Unide música em Londo, 1996, 35 mm, dres, ele sai de seu cor, 100 min ambiente opressor e segue sua paixão pela música clássica. Mas, a rejeição Depois de sofrer um violento acidente de carro, um de seu pai e a pressão para que domine com perfeição os homem se envolve com um grupo de pessoas que tem concertos, o levam ao desequilíbrio mental. um estranho prazer que liga o perigo da morte ao desejo sexual. Ele, então, passa a frequentar um grupo D: Scott Hicks. R: Jan Sardi. F: Geoffrey Simpson. DA: Vicki que tem como fetiche a reconstituição de acidentes de Niehus. MU: David Hirschfelder. M: Pip Karmel. E: Geoffrey carros. Rush, Justin Braine, Armin Mueller-Stahl. DIS: Buena Vista /

CRASH

D, R: David Cronenberg, sobre o romance de J. G. Ballard. F: Peter Suschitzky. DA: Carol Spier. MU: Howard Shore. M: Ronald Sanders. E: James Spader, Holly Hunter, Elias Koteas, Deborah Kara Unger, Rosanna Arquette. DIS: Lume Filmes. CI: 18 anos. Cannes 1996: prêmio especial do júri. Genie 1996: direção + roteiro adaptado + fotografia + montagem + edição de som.

MPLC. CI: 14 anos. LA Film Critics 1996 + NY Film Critics 1996 + Oscar 1996: ator (Rush). Globo de Ouro 1996: ator drama (Rush). National Board of Review 1996: melhor filme. BAFTA 1996: ator (Rush) + som. Fantasporto 1997: direção.

SPIDER

Brasil, 2012, digital, cor, 105 min

Canadá-Reino Unido, 2002, 35 mm, cor, 98 min

MENOS QUE NADA

Dante, doente mental internado há dez anos num hosApós passar muitos pital psiquiátrico, é anos em um hospital considerado um caso perdido, até que uma jovem médica psiquiátrico, Spider, um homem solitário atormentado decide tratá-lo. Ao investigar seu passado, surgem três por um trauma de infância, volta ao bairro onde foi personagens importantes – o pai, uma amiga de infância e criado, na periferia de Londres. Lá, tenta recuperar as uma importante cientista. Mas nem todos querem revelar memórias que estão presas no seu subconsciente. o que sabem. D: David Cronenberg. R: Patrick McGrath, sobre seu D: Carlos Gerbase. R: Carlos Gerbase, colaboração: Marcelo romance. : Peter Suschitzky. DA: Andrew Sanders. Backes, Celso Gutfreind F: Marcelo Nunes. DA: Rita Faustini. MU: Howard Shore. M: Ronald Sanders. E: Ralph Fi- MU: Nenung, 4Nazzo, Biba Meira. M: Giba Assis Brasil. E: Feennes, Miranda Richardson, Gabriel Byrne, Lynn Red- lipe Kannenberg, Branca Messina, Rosanne Mulholland, Maria grave. DIS: Sony / MPLC. CI: 18 anos. Cannes 2002: Manoella, Carla Cassapo, Roberto Oliveira, Artur Pinto, Alexanseleção. Sitges 2002 + Genie 2002: direção. dre Vargas, Felipe Monaco, Elisa Volpatto, Matheus Zoltowski, Letícia Lahude. CP, DIS: Prana Filmes.

Santander Cultural - Rua 7 de setembro, 1028 17 a 19 jul | ter a qui 15h00 Crash, David Cronenberg 17h00 Shine, Scott Hicks 19h00 Spider, David Cronenberg

O Abacate Beneficia as artérias, reduz o mau colesterol e dilata os vasos sangüíneos. Sua gordura age como antioxidante, bloqueando a toxidade do colesterol LDL, que destrói as artérias. Além disso, é um poderoso bloqueador de trinta agentes cancerígenos diferentes. Do abacate se extrai um azeite muito bom para combater localmente a dor reumática e dor da gota.

20 Jul a 2 Ago | ter a qui 15h00 Menos que nada, Carlos Gerbase 17h00 Menos que nada, Carlos Gerbase 19h00 Menos que nada, Carlos Gerbase

O Abacaxi Saboroso, ligeiramente ácido e muito refrescante. Rico em vitamina C, betacaroteno (provitamina A), vitaminas do complexo B e minerais. Ajuda a dissolver coágulos sangüíneos, a reduzir inflamações, a acelerar a cicatrização de tecidos e na digestão. Além disso, é antiviral, antibacteriano e um bom alimento para prevenir a osteoporose e as fraturas ósseas, devido ao seu alto teor de manganês.


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