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VERSÁTIL

Ano 3 • Ed. 16 • mai 2010• Para os melhores leitores.

educação Bullying Escolar saúde Dores e lesões das guerreiras do teclado turismo Winchester Mystery House decoração Black is Beautiful negócios Convergência ou Inconvergência Digital?! game Dragon Age Origins entrevista

MÔNICA MARTELLI 1


ACE Mais

CASA COR 2010 De 25 de Maio a 13 de Julho no Jockey Club de S達o Paulo A ACR Criare participa deste evento!


Publieditorial

Criare participa da Casa Cor 2010 que, nesta edição, abordará o tema sustentabilidade

C

om mais de 100 ambientes distribuídos em 56 mil m2, a 24ª edição da CASA COR acontecerá sob o tema “Sua casa, sua vida, mais sustentável e feliz”. Ao percorrer o evento, o público encontrará diversos ambientes que revelam o prazer de morar bem e com bom gosto, explorando as principais tendências que o mercado tem a oferecer. A exposição será composta por uma Casa da Família, com living, sala de jantar do guloso, suíte do casal apaixonado, quarto da jovem vaidosa, entre outros espaços; ainda, contará com quatro Casas Temáticas: sustentável, campo, praia e piloto de automóveis; oito Lofts e um Apartamento do Jovem Milionário. Este último, projetado pelo arquiteto Leonardo Junqueira, receberá toda a parte de marcenaria e porta da CRIARE. A marca vai explorar os segmentos de armários, cozinha e objetos em madeira a serem utilizados na decoração e otimização dos ambientes, através de uma combinação moderna de cores e design, e um estilo único, típico da CRIARE.

A edição deste ano acontecerá simultaneamente com mais três eventos: CASA HOTEL, dedicado ao setor de hotelaria e turismo; CASA KIDS, com tendências em decoração e arquitetura para toda a família; e o CASA TALENTO, onde jovens profissionais da arte e do design farão exposição de seus trabalhos. Em celebração ao 50° aniversário de Brasília, o homenageado será o urbanista Lucio Costa, responsável pelo projeto da capital federal. A Casa Cor é o maior evento de arquitetura, decoração e paisagismo da América Latina e o segundo maior do mundo. Este ano, os organizadores confirmam que haverá maior interatividade entre as mostras. Não perca! CASA COR 2010 De 25 de Maio a 13 de Julho Jockey Club de São Paulo - Av. Lineu de Paula Machado, 1.075 Cidade Jardim www.casacor.com.br/saopaulo

Pensou em móveis planejados, conte com a ACR Criare


editorial

expediente

Caros leitores,

Publisher Claudia Liba

A Versátil Magazine comemora em 2010 seu terceiro ano de existência junto aos melhores leitores da região Oeste de São Paulo. A revista só intensifica e define a própria existência quando chega às mãos dos leitores. Aí, sim, dialogando com tantas pessoas com ideias e ideais diferentes, as conversas são outras - mais ricas e com efetiva possibilidade de concretização. Um dos nossos hábitos – sem o qual nada publicaríamos – é o respeito às opiniões dos leitores, entrevistados, colunistas e colaboradores. Não há trabalho que desponte sem amor, dedicação, fé e uma pitada de humor. A entrevista deste mês confirma isto. Evidencia várias dificuldades e surpresas – boas e más - que todos temos quando, realmente, desejamos. Nosso encontro foi com a atriz Mônica Martelli, autora e atriz do espetáculo teatral Os Homens são de Marte... e é pra lá que eu vou!. Mônica é um espetáculo e, dos bastidores ao palco, não há quem resista ao seu brilho e à sua simpatia. Sua história e suas lutas acontecem através do humor. Como diz, de repente o “pulo do gato” surge, surpreende e as coisas emplacam. Ela contou como descobriu que, além de atriz, era também escritora. Mônica é jornalista, mas sempre focou sua vida na arte da interpretação. Até que veio o “pulo do gato”: com passagens pela TV e pelo teatro, a carreira deu um salto e o reconhecimento do seu trabalho veio e ficou. Hoje, sua especialidade é divertir. Mônica Martelli é um exemplo de entrega ao trabalho. Um agradecimento especial as empresários da região da Granja Viana, que cada vez mais incentivam nosso trabalho, acreditando na Versátil Magazine como um veículo especial e diferenciado para a exposição de suas marcas, que, como nós, vivem junto ao público. Até junho!

VERSÁTIL

Produtor Executivo Horácio Sei Redação_redacao@revistaversatil.com.br Silvia Dutra Valéria Diniz Claudia Liba Jornalista Responsável Silvia Dutra – MTb 15.479 silviadonadoida@gmail.com www.causosdavidalheia.zip.net Arte_arte@revistaversatil.com.br +Q Artes Gráficas Daniella Kobayashi Feba (Free lancer) Produção Gráfica +Q Artes Gráficas Revisão_valeria@revistaversatil.com.br Valéria Diniz Colaboradores Alexandre Lourenço - Diversatilidade Beatriz Nogueira - Educação Carolina Battellino - Pets Gabriel Leicand - Gastronomia Ricardo Bastos - Cidadania Marília Coutinho - Esporte Paula Carvalho - Livros Comercial_comercial@revistaversatil.com.br Lourdes Penteado Pré-Impressão, Impressão e Acabamento W Gráfica Distribuição Butantã, Vl. Indiana, Jd. Rizzo, Jd. Bonfiglioli, Vl. Gomes, Cidade Universitária, Caxingui, Jd. Ester, Morumbi, Jd. Guedala, Vl. Sônia, Pq. dos Príncipes Vl. São Francisco e Granja Viana. Tiragem 20.000 exemplares Para Anunciar (11) 3798.8135 comercial@revistaversatil.com.br www.revistaversatil.com.br

Versátil Magazine é uma publicação mensal, distribuída gratuitamente e não se responsabiliza por eventuais mudanças na programação fornecida, bem como pelas opiniões emitidas nesta edição. Todos os preços e informações apresentados em anúncios publicitários são de total responsabilidade de seus respectivos anunciantes, e estão sujeitos a alterações sem prévio aviso. É proibida a reprodução parcial ou total de textos e imagens publicados sem prévia autorização. 4


sumário

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educação

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cidadania

Bullying Escolar Projeto Ponto a Ponto

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saúde

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pet

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esporte

16

meio ambiente

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turismo

20

capa

26

gastronomia

27

receita

28

decoração

30

negócios

32

game

34

mix cultural

38

nosso bairro

42

diversatilidade

Dores e lesões das guerreiras do teclado O Salão de Beleza do seu Pet Surfe

A Construção civil, a Madeira e a Floresta Winchester Mystery House Mônica Martelli C’est chic le cochon Brie com Presunto Parma Black is Beautiful Convergência ou Inconvergência Digital?! Dragon Age Origins Livros, Cinema, DVDs, CDs, Shows e Teatro Roteiro para passear com seu amor Bom dia, doutor Google 5


educação_Bullying Escolar

“Seu filho pode ser vítima de bullying se não tiver mais vontade de ir à escola, pedir para sair da mesma ou chorar sem razão às segundas-feiras.” por Beatriz Nogueira

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Bullying Escolar_educação

BULLYING ESCOLAR O termo bullying descreve atos de violência física ou psicológica intencionais,, repetitivos e sem motivos, em relações desiguais de poder. Pode caracterizar-se por práticas como tiranizar, colocar apelidos humilhantes, discriminar, assediar, quebrar pertences, aterrorizar (entre outras). O bully é o “valentão”, oprime e persegue as pessoas, vivendo em qualquer classe social. Os educadores identificam o problema observando relações grupais, vendo quem é o último a ser escolhido, o alvo da “zoação”. A vítima é triste, ansiosa, tende a tirar notas baixas e apresenta-se muito temerosa. Falta muito às aulas, aparece com arranhões ou outros ferimentos e isola-se de todos. Seu filho pode ser vítima de bullying se não tiver mais vontade de ir à escola, pedir para sair da mesma ou chorar sem razão às segundas-feiras. Se perder dinheiro sem motivo, tiver pesadelos, pedir companhia para ir até a escola. Pode ter apetite obses-

sivo e não convidar colegas para irem à sua casa. Próximo de finais de semana, feriados, férias, fica aliviado. Pode, também, simular mal-estar, mudar o trajeto até a escola, fazer comentários negativos sobre os professores e não receber convites para festas. Vive assustado e triste. O educador que pratica bullying humilha e menospreza o aluno em público. Tem preferência por um em detrimento de outro, agride verbal e moralmente de forma depreciativa e preconceituosa. O bully quer suas vontades e ordens atendidas e gosta da sensação de poder. No dia a dia, pode estar sofrendo maus-tratos por familiares, humilhação pelos adultos ou já sofreu algum tipo abuso. Se assediado sexual e moralmente, ameaçado ou perseguido por um aluno, o educador pode estar sendo vítima de bullying. Atente para o que sente e perceba, de fato, o que está acontecendo. O “alvo” do bully tem traços diferentes do “padrão” cultural, étnico ou religioso. É tímido, obe-

so ou muito magro, usa óculos ou tem alguma deficiência física (entre outras características). Se seu filho é bully, não ignore o fato, pois ele precisa de ajuda. Converse com professores e amigos, peça orientação sobre como agir. Coloque limites em relação a comportamentos violentos, encoraje-o a desculpar-se, ame-o e elogie o que ele tem de bom criando situações em que se saia bem. A vítima pode não superar o trauma, tentar suicídio ou ser bully no futuro. O mesmo pode ocorrer com a testemunha que não vê consequência para o agressor. Cala-se para não ser uma futura vítima. A escola tem a função de desenvolver cidadania, respeito, convivência com diversidades. Não pode mais abafar o problema.

Aloma Ribeiro Felizardo. Pedagoga. alomarf@uol.com.br Palestras sobre possíveis ações pedagógicas contra o bullying escolar

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cidadania_Projeto Ponto a Ponto

Projeto

Ponto a Ponto por Silvia Dutra

A artista plástica e paisagista paulistana Silvia Valentini criou um veículo de comunicação que mudou para melhor a vida de muitos deficientes visuais do Brasil e de outros países. Trata-se do Boletim Ponto a Ponto – originado pelo Projeto Ponto a Ponto -, uma publicação mensal em Braille que promove a integração social dos deficientes visuais levando cultura, informação e distração. 8


Projeto Ponto a Ponto _cidadania

Tudo começou em 1994, quando iniciou uma experiência de voluntária na audioteca Clube da Boa Leitura, na cidade do Rio de Janeiro. Lá, aprendeu Braille e tomou consciência dos desafios enfrentados por cegos e, principalmente, surdocegos. Percebeu que havia uma escassez tremenda de material para que pudessem ler e aprender. Um cego ainda pode tomar consciência do que acontece ao seu redor através da audição, mas alguém que, além de cego, é surdo, só pode aprender através do Braille. Silvia resolveu criar um cadastro e promover o cruzamento de informações dessas pessoas. O objetivo inicial era aproximá-las, incentivando a convivência. Amizades, colaborações profissionais, reencontros, descobertas de atividades e hobbies e até casamentos nasceram graças à sua iniciativa. Seus arquivos guardam histórias tocantes de superação e vontade de viver, como a de um associado português que, por meio do projeto, fez amizade com cegos de várias partes do mundo e, em 1999, aos 50 anos, casou-se com uma brasileira e mudou para o Brasil. Outros associados brasileiros aprendem Espanhol trocando cartas com deficientes visuais da Espanha, do Uruguai, da Argentina e de Cuba. Muitos voltaram a estudar ou descobriram o gosto pelo conhecimento e por atividades até então desconhecidas, como a Yoga e a palavra cruzada. Há associados em países distantes - Kuala Lumpur, Hungria, Índia, China, Israel, Marrocos, Egito, Portugal - e a comunicação acontece em Português, Inglês e Espanhol, já que muitos são poliglotas. O que começou pequeno reúne hoje mais de 400 associados, em 40 países. Muitos deles, entusiasmados com o novo horizonte descortinado, escreviam diretamente para Silvia, pedindo informações sobre assuntos específicos. Ela coletava material, transcrevia tudo para o

Braille (em uma máquina manual de sua propriedade) e enviava pelo correio. Fez isso com mais de 300 artigos, sobre variados assuntos. A procura por artigos era tanta que, em 2006, Silvia decidiu expandir as atividades e criar o Boletim Ponto a Ponto, uma revista mensal, em Braille, com assuntos atuais. Conseguiu patrocínio do programa Petrobras Cultural e lançou a primeira edição do periódico em setembro de 2008. Com a ajuda da filha, Juliana, seleciona em jornais e revistas os assuntos que entrarão em cada edição. O espaço é exíguo. Cada folha impressa, ao ser transcrita para o Braille, ocupa 4 vezes mais espaço. Por isso, a edição tem que ser cuidadosa, visando a assuntos que sejam interessantes para um grande número de pessoas. Depois de montado, o Boletim segue para a Fundação Dorina Nowill, que faz a transcrição para o Braille, a diagramação, revisão e impressão. Cada exemplar tem 30 folhas impressas, frente e verso, e um artigo ilustrado em relevo. A distribuição é gratuita e feita diretamente para leitores, bibliotecas e instituições de todo o Brasil, Portugal e África. Só na cidade de São Paulo há 1.540 usuários leitores inscritos na Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo. Estima-se que cada unidade da tiragem mensal de 2.000 exemplares atinja em média 30 pessoas e um considerável universo de 60 mil pessoas deficientes que, de outra maneira, não teriam acesso a tantas informações. Silvia conta que, embora a Petrobras Cultural tenha renovado o patrocínio por mais um ano, está à procura de novos parceiros, pois pretende aumentar o veículo, produzindo 120 páginas em cada edição. O Boletim Ponto a Ponto tem apoio da Lei Rouanet e isenção de 100% de impostos para empresas e pessoas físicas que decidam colaborar. Os interessados podem fazer contato com Silvia Valentini Caixa Postal 823 - CEP 06709-970 - Cotia - SP


saúde_Dores e lesões das guerreiras do teclado

por Marília Coutinho e Bernardo Aronsa

Dores e lesões das guerreiras do teclado Lupicínio Rodrigues - autor da “dor de cotovelo” significando decepção amorosa - que nos perdoe. Dor de cotovelo é epicondilite, síndrome de compressão do nervo ulnar ou outra coisa sem graça. Em vez do glamour “deprê”, uma lesão degenerativa. O Dr. Fabiano Rebouças Ribeiro, ortopedista do Hospital do Servidor Público Estadual (São Paulo) e do Centro Médico Berrini, explicou, por exemplo, que o “tenis elbow” (epicondilite lateral) ocorre só em 5% dos tenistas -

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Dores e lesões das guerreiras do teclado_saúde

cujos esforços produzem a lesão. A maioria das vítimas não é atleta. A epicondilite ocorre mais entre 35 e 55 anos, em profissionais que usam computadores com frequência. Ribeiro também explicou que esforços repetitivos intensos nos músculos do antebraço e cotovelo geram lesões degenerativas. A epicondilite é um dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Grande parte deles se relaciona à má postura e movimentos repetitivos ininterruptos, com posicionamento inadequado dos membros, por exemplo. Outra “dor de cotovelo” é a síndrome do túnel cubital ou de compressão do nervo ulnar, no cotovelo. Se comprimido no punho, provoca a

síndrome do canal de Guyon. No mesmo local, há frequentes tenosinovites DeQuervain - processos inflamatórios dos tendões - e a síndrome do túnel do carpo, pela compressão do nervo mediano. Como sintomas, dores, formigamento, insensibilidade. Tal síndrome também afeta o polegar, o indicador e o dedo médio e pode ocorrer perda funcional da capacidade preênsil da mão. A maior parte dos DORT afeta mais as mulheres. Mas há uma polêmica sobre a prevalência de LER (lesão do esforço repetitivo) e DORT entre elas. O CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Estado de São Paulo) diz que 57,35% dos casos ocorrem em mulheres. Documentos sindicais e congressos apon-

tam controvérsias nestes dados: LER/DORT não são doenças e dificilmente terão incidência epidemiológica inequívoca. Se destacadas as DORT ligadas a esforço repetitivo de digitação, a prevalência é mesmo feminina, já que a maior parte das funções com digitação ininterrupta é realizada por mulheres (secretárias, operadoras de telemarketing etc.). Professores, jornalistas têm menor vulnerabilidade. Pela maior responsabilidade e atividade criativa, há mais pausas durante o trabalho, mesmo com má postura. A tenosinovite ou epicondilite do professor não dói menos que a da secretária. Cá para nós, mulheres e homens não estão igualmente distribuídos no mercado de trabalho. Assim, as lesões não são mesmo iguais.

Dra. Marília Coutinho. Consultora esportiva, personal trainer, atleta e escritora. www.bodystuff.org merton.mzm@gmail.com Bernardo Aron. Fisioterapeuta e atleta. www.bernardoaron.com bernardoaron@hotmail.com Clínicas: Rua Bandeira Paulista, 1.193 - Itaim Fone: (11) 3845-5777 Alameda Araguaia, 2.044 - Alphaville Fone: (11) 4082-2377 Preparação esportiva, consultoria e qualidade de vida empresarial.


pet_O Salテ」o de Beleza do seu Pet

O SALテグ DE BELEZA DO SEU PET por Carolina Battellino

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O Salão de Beleza do seu Pet_pet

A escolher o lugar para seu pet tomar banho, é importante verificar as condições de higiene, os produtos usados e o treinamento dos profissionais? Cada animal tem seu comportamento e seu nível de estresse. Gatos são mais desconfiados e assustados. Amedrontam-se com latidos e o barulho do secador. Mesmo acostumados não são muito adeptos e tentam fugir. O profissional tem que ter paciência e saber conter o animal para que não se machuque. Maus profissionais se irritam e acabam fazendo besteiras. Vi um funcionário bater a cabeça do animal na mesa! UM ABSURDO! Contenção e maus-tratos são bem diferentes. É essencial que gostem dos animais! Algumas atitudes me irritam profundamente: prender na “girafa” (haste anexa à mesa) e sair de perto, com a desculpa de que é só por um minutinho e que o animal não pula da mesa. Não dá para confiar no animal – assim como não se pode confiar em uma criança! Ele pula, sim! E pode morrer enforcado. Não se deve estressar demais o animal, pois também pode levar à morte. Os cães da raça Lhasa Apso, por exemplo, se ficarem muito agitados, o melhor é interromper o banho até que se acalmem. Já vi um Lhasa ter morte súbita por edema pulmonar agudo. Em relação aos gatos, o uso de máscara (espécie de focinheira) e força inadequada na contenção pode levar à morte em função do elevado nível de medo. A secagem deve ser eficiente, pois a umidade propicia doenças de pele. Se ele já tiver alguma, o dono

deve avisar para haver cuidado redobrado, que evite transmissão e piora do problema. Em peles sensíveis, não se deve usar secador muito quente. Não “esqueça” seu animal, não o deixe horas esperando por você. O excesso de calor da maioria dos lugares prejudica animais com dificuldade respiratória, como os da raça Pug. Em geral, gatos tomam banho mensalmente; cães, a cada 7 ou 10 dias; raças como Pastor Alemão, Berneses, Golden Retriever, a cada 15. A critério do veterinário, animais com doenças de peles podem tomar mais de um banho por semana, devido ao tratamento. Vamos à higiene do local. Toalhas devem ser esterilizadas e individuais, para evitar transmissão de doenças de pele. Pentes e lâminas de tosa devem ser desinfetados e o local deve passar por detetização contra pulgas e carrapatos. Não adianta economizar na compra de produtos como xampu, cremes e outros: têm que ser de boa qualidade. É importante usar bolinhas de algodão nos ouvidos para que a água não entre - e lembrar-se de tirá-las, secando bem os ouvidos para evitar otites.

por Carolina Battellino Médica Veterinária pela UNESP. Mestre em Patologia Experimental e Comparada pela USP. Contato: (11) 9689-7630

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esporte_Surfe

Surfe o Esporte e o Mundo das Ondas por Marília Coutinho e Bernardo Aron Atuam nas áreas de preparação esportiva, consultoria e qualidade de vida empresarial.

O surfe é uma atividade antiga como prática e recente como esporte. No século XVIII, no Havaí, já era uma tradição secular. Parece certo que veio da Polinésia, onde a prática de surfar ondas sobre pranchas de madeira começou. Em sociedades tribais, tinha relações profundas com a estrutura política e religiosa. Semelhante à valorização das artes de guerra entre reis e aristocratas em outras culturas: um bom rei

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tinha que manejar bem uma espada, assim como um bom chefe havaiano tinha que surfar bem. O contato com os europeus suprimiu grande parte da tradição. Seu retorno e sua disseminação pelo mundo relacionam-se à paixão despertada no escritor norte-americano Jack London, que descobriu o surfe em Waikiki e, em 1907, escreveu A Royal Sport: Surfing in Waikiki (Um Esporte Real: Surfando em Waikiki).


Surfe_esporte

London e outros ocidentais criaram clubes e expedições. A partir da segunda década do século XX, já era praticado na Austrália. Nos anos 1950, o surfe explodiu na Califórnia e, dali, para o mundo. Nos anos 1960, a “cultura do surfe” atraiu investimentos de patrocinadores que estavam de olho no mercado de jovens ávidos por um estilo de vida aventureiro, em contato com a natureza. Assim, cresceu em número de praticantes e aos olhos da mídia, com glamour particular. O surfe tem direito próprio, regras e competições organizadas, e a Associação Internacional de Surfe pleiteia “status olímpico” para o esporte. Em competições, os atletas são julgados e pontuados de acordo com regras internacionalmente reconhecidas. Quem obtém a maior pontuação vence o

campeonato. No Brasil, embora introduzido nos anos 40, sua explosão aconteceu vinte anos depois, ao surgirem as primeiras indústrias de pranchas. Nos anos 70, o “estilo de vida surfista” ganhou impulso, com grande crescimento da indústria de moda e acessórios e da atividade turística proporcionada pela prática. O surfe é um esporte democrático, praticado por um número muito maior de pessoas do que as engajados competitivamente. As pranchas são relativamente caras, mas o investimento é pequeno se comparado com outros esportes. Pessoas de todas as idades podem praticá-lo. Requer e desenvolve coordenação, agilidade, força e resistência. Seus riscos são inerentes a qualquer atividade no mar: afogamento, ataque de animais, além

de colisão entre pranchas. Na Califórnia, no Havaí e na Austrália, estão os locais mais “quentes” do surfe; outros, no Taiti e na África do Sul. No Brasil, ficam no litoral norte de São Paulo, em Fernando de Noronha e Florianópolis.

Dra. Marília Coutinho. Consultora esportiva, personal trainer, atleta e escritora. www.bodystuff.org merton.mzm@gmail.com Bernardo Aron. Fisioterapeuta e atleta. www.bernardoaron.com bernardoaron@hotmail.com Clínicas: Rua Bandeira Paulista, 1.193 - Itaim Fone: (11) 3845-5777 e Alameda Araguaia, 2.044 - Alphaville Preparação esportiva, consultoria e qualidade de vida empresarial


meio ambiente_A Construção civil, a Madeira e a Floresta

A CONSTRUÇÃO CIVIL, A MADEIRA E A FLORESTA A mídia traz inúmeras propagandas de empreendimentos imobiliários com forte apelo ecológico: “Muito verde e qualidade de vida para sua família”. E, de fato, tecnologias da “Construção Sustentável” ou “Verde” visam à obtenção de ganhos econômicos e ambientais. Um exemplo está na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) que, dentre medidas como instalação de aquecedores de água por energia solar, anuncia a substituição de estruturas de madeira em telhados pelas

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de aço, como “uma maneira de preservar as florestas”. Mas será que o não emprego da madeira ajuda a preservar a floresta? A resposta induz a grave equívoco. O desmatamento da Amazônia e suas consequências são vistos, internacionalmente, como o principal problema ambiental do país. O cidadão comum, sem conhecimento profundo das reais causas do problema, é induzido a refletir se deve ou não usar algo que identifica como “vilão”: a madeira. Hoje, a supressão das florestas brasileiras tem, como causas principais, a questão fundiária, a

expansão agropecuária, a ocupação urbana e a exploração mineral. Ou seja, a exploração da madeira não é fator preponderante. A maior parte da produção madeireira da Amazônia, segundo o IMAZONFatos Florestais – 2005, é consumida no Brasil e o Estado de São Paulo é o maior consumidor. Dentre os principais setores consumidores, destacam-se a indústria moveleira e a construção civil. Ao adquirir madeira nativa, deve-se optar pela certificada (ou não) de origem legal. O Sistema do FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo


Florestal) e o de Certificação Florestal Brasileiro do Inmetro (Cerflor) são os instrumentos disponíveis. Para a madeira nativa de origem legal, mas não certificada, há o DOF (Documento de Origem Florestal), do IBAMA. Adquirindo produtos cuja matéria-prima vem da exploração predatória e ilegal de recursos naturais, também somos responsáveis pela degradação do meio. Mas cada vez mais consumidores se conscientizam da importância de adotar outros critérios, além do menor preço, para seus hábitos de consumo - e vários empreendimentos já adotam padrões internacionais para conciliar o uso da floresta e a conservação de recursos naturais. A madeira deve ser reapresentada à sociedade como alternativa a materiais como metal, plástico e outros que, em sua produção, utilizam-na como fonte de energia e acarretam graves impactos ambientais - como o aumento do efeito estufa, indutor de mudanças climáticas que põe em dúvida a sobrevivência das futuras gerações. Eduardo Aulicino. Engenheiro Civil. Especialista em Desenvolvimento Urbano. UMAPAZ – SVMA.


turismo_Winchester Mystery House

Winchester Mystery House por Silvia Dutra

Localizada em San Jose, Califórnia, a “Winchester Mystery House” é uma mansão cuja atmosfera transporta os visitantes para um outro tempo no passado.

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Turistas devem esta atração à Sarah Pardee, que foi casada com William Winchester, herdeiro do milionário que inventou os famosos rifles. Lá pelos anos de 1850, ela vivia feliz com o marido, a filha e milhões de dólares em Connecticut. A morte repentina de todos os parentes lançou Sarah a uma profunda depressão. Influenciada por um médium, acreditou que sua família era assombrada pelos espíritos de todas as pessoas mortas pelos rifles inventados pelo sogro. Como única Winchester viva, resolveu proteger-se em San

Jose, do outro lado dos Estados Unidos. Acreditando ser perseguida por uma “maldição”, comprou uma casa e resolveu construir um labirinto para enganar os espíritos. Sem qualquer conhecimento de arquitetura, comandou a construção de uma mansão com 160 cômodos, 40 quartos, 2 salões de baile suntuosos, 1.257 janelas, 950 portas, 47 lareiras, 2 porões, 17 chaminés, sistemas de esgoto e aquecimento que não eram usuais no início do século passado e inúmeros detalhes e objetos com o número 13.


Winchester Mystery House_turismo

Bizarra, a casa tem escadas que terminam no teto, sem dar acesso a nenhum lugar. Há também uma porta, no segundo andar, que abre diretamente para o exterior, podendo provocar um tombo de mais de 3 metros em alguém desavisado. Ninguém sabe se estas falhas se devem à falta de planejamento ou se foram feitas por Sarah de propósito, para tentar confundir os espíritos. Para se locomover, os empregados precisavam utilizar mapas que eram constantemente

refeitos e atualizados conforme a construção prosseguia, totalmente ao sabor dos caprichos de Sarah Pardee. A cada noite, ela dormia em um quarto. A decisão era tomada na última hora e jamais comunicada a alguém. Graças a mais esta mania, os criados levaram horas para resgatá-la dos escombros após o terremoto de 1906 - que causou a demolição de três dos então sete andares da casa. A obra começou em 1884 e durou 38 anos, até a morte de Sarah. Os trabalhadores se re-

vezavam em turnos continuamente, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Sarah Pardee morreu aos 83 anos, em 1922. Sua sobrinha e herdeira, Marian Marriot, leiloou a casa e os novos proprietários resolveram transformá-la em atração turística. É um lugar fascinante, requintado, que permite vislumbrar a mente de uma mulher atormentada, mas, sem dúvida, interessante, com um senso de estilo e bom gosto que resiste ao tempo. 19


capa_M么nica Martelli

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Mônica Martelli_capa

A HORA E A VEZ DE MÔNICA MARTELLI por Cláudia Liba fotos Helena Rios

Inteligente, bem sucedida profissionalmente, bonita, agradável e solteira! Longe de estereótipos, é comum, na sociedade atual, a mulher não mais se casar só para cumprir um protocolo. Escrevendo sobre isto, uma linda mulher se projetou no cenário artístico em alto estilo. Foi indicada ao Prêmio Shell como melhor atriz (2005) e venceu, em três categorias, o Prêmio Qualidade Brasil (2006): melhor espetáculo teatral de comédia – Os homens são de Marte... e é pra lá que eu vou! (do qual é autora) -, melhor atriz e melhor direção. Que tal? Ela é a escritora e atriz Mônica Martelli, com quem conversamos enquanto se preparava para o espetáculo. No camarim, participamos de um verdadeiro show de humor gratuito. Ao contrário do que diz, ela é muito, mas muito engraçada! Tivemos até uma aulinha básica de “automaquiagem” (sim, ela também já foi maquiadora!). Ao mesmo tempo em que falava, costurava uma peça que usaria logo mais, ao entrar em cena. Ganhou de nós no quesito Versatilidade. Foi assim, conversando, costurando - e nos divertindo muito! - que a entrevista aconteceu. Sorte do público que ainda vai assistir à peça. Em cartaz há 5 anos, Os homens são de Marte... e é pra lá que eu vou! é sucesso de crítica e público. Mais de 250 mil pessoas já assistiram à peça, em mais de 500 apresentações. Agora, está em curta temporada, até 26 de junho, no Teatro Shopping Frei Caneca - com direção de Vitor Garcia Peralta. Recomendamos!

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capa_Mônica Martelli

Versátil Magazine_Os homens são de Marte... e é pra lá que eu vou! tem sucesso de público e crítica há cinco anos. Como é a experiência de escrever uma peça da qual também é atriz? Mônica Martelli_A peça conta a história da Fernanda, uma mulher em busca de um amor. Ela tem 35 anos, se envolve com vários tipos de homens e pensa que cada um é o homem da sua vida. Está há três anos solteira, só entra em roubada. E se pergunta: “O que vai acontecer comigo?”. Escrevi a peça quando estava solteira. A maioria das histórias é minha; eu as vivi. Outras busquei com amigas, no universo em que vivi. O grande sucesso de público vem da identificação com a personagem. Todas as mulheres já passaram, vão passar ou estão vivendo alguma situação que a Fernanda vive na peça. Coloquei no espetáculo as alegrias, inseguranças, esperas por telefonemas. A personagem é verdadeira e passa algo positivo. É só acreditar no amor que uma hora ele vem. Já o sucesso da crítica, acho que é porque o espetáculo é muito simples e limpo - de ator e diretor, cada gesto pensado, ensaiado. A crítica vê essa limpeza no palco.

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Versátil Magazine_Em geral, o teatro é frequentado por um público mais restrito. Quais são os motivos deste sucesso estrondoso? Mônica Martelli_Na verdade, me pergunto sobre o motivo dele. Acho que se faz pelo conjunto - texto, interpretação, direção, figurino. Não há fórmula. Se fosse assim, todos fariam sucesso. Na verdade, a gente nunca sabe se vai dar certo. Versátil Magazine_Escrever o texto, atuar em um trabalho que obteve o Prêmio Qualidade Brasil (2006) e a indicou ao Prêmio Shell (2005) trouxe perspectivas diferentes em sua carreira? Mônica Martelli_Minha vida é contada “antes” de Os homens são de marte... e “depois” de Os homens são de Marte... Antes, era vida de ralação - o que é normal. A peça me deu visibilidade, como se houvesse um foco em cima de mim: “Ela existe”. É o trabalho que chamo de “pulo do gato”. Às vezes, uma atriz faz na novela o papel que é o “pulo do gato”. Para mim, a peça foi este pulo, trouxe reconhecimento profissional, financeiro. É o “marco” da minha vida. Os prêmios, eu não estava pensando em ganhar. A


Mônica Martelli_capa

indicação já era um grande reconhecimento, considerando de onde eu vim, de quando a coisa não rolava. Versátil Magazine_Como é fazer comédia na TV? Mônica Martelli_É muito bom fazer TV. Exige rapidez, concentração. No teatro, todo dia faço o mesmo texto, posso experimentar coisas. O teatro é a casa do ator. Aqui eu sou a dona, faço o que quiser. Já na TV tem edição, câmera, rapidez: abre a cena, diz “gravando” e acabou a cena. Se você não realizou, acabou. Eu admiro atores que fazem novela bem. Versátil Magazine_Como você se tornou uma escritora? Mônica Martelli_Sou formada em Jornalismo e nunca havia escrito. Mas escrevi a história dois anos antes da estreia. Eu guardava, não queria mostrar - insegurança por ser o primeiro texto. Quando li e mostrei pro meu marido, ele me deu força. Mostrei pro diretor e ele fez o mesmo. Falei “vou fazer, vou ser cara de pau e fazer”.Não sabia se era boa, não tinha noção. Versátil Magazine_Interpretar também é expor parte

do que o ator carrega em sua essência? Mônica Martelli_Sempre escrevo sobre o que vivo e sobre o que está em minha volta. É meio isto, sim. Acho que muito do autor deve ser assim. Se você escreve sobre o seu universo, as pessoas se identificam. Versátil Magazine_Que autores e que tipo de leitura você prefere? Mônica Martelli_Minha influência vem de autores como Domingos de Oliveira, Woody Allen. Adoro tudo o que fala sobre relação. Adoro filme de amor - dois atores, uma câmera e pronto! Por exemplo, o filme “Antes do Pôr do Sol”? tem, depois, uma continuação? São dois atores andando em Paris e conversando. Uma câmera e mais nada. Sempre vou escrever sobre relações: mãe e filha, amigas, sobre o amor. Versátil Magazine_Quando você comenta sobre diferentes “tipos de mulher”, você se identifica com as que não têm sucesso, imediatamente, com os homens. Com a que sempre escolhe a “peça errada” do quebra-cabeça e insiste em encaixá-la. O que pensa sobre esta dificuldade quase universal em relação à busca de um parceiro?

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capa_Mônica Martelli

Mônica Martelli_O quebra-cabeça do amor? (rs) As mulheres estão sempre se envolvendo com o homem errado, insistem no homem errado. Todo mundo diz que esse homem não combina, não tem nada a ver com ela. Até ver que aquela pecinha não encaixa mesmo, não dá. Esta pessoa sou eu. É a Fernanda da peça. Mas tem, também, a mulher que acaba de preparar o tabuleiro, pega uma peça e coloca certo. Versátil Magazine_O que acha da idéia do “grande amor”, do “foram felizes para sempre?” Mônica Martelli_Acho difícil. Se você casar três vezes em sessenta anos, encontrará só três amores?! Às vezes, você encontra um cara legal na hora errada. Quando solteira, conheci um cara bacana que casou com uma menina que eu conheço. Mas, naquela época, eu queria casar e ele queria pegação. Acontece. Versátil Magazine_Esta seria uma dificuldade feminina ou para os homens também é difícil? Mônica Martelli_Homens e mulheres querem o amor. Só que a mulher põe na relação uma expectativa enorme – a responsabilidade pela sua felicidade. O homem coloca a felicidade no trabalho, no futebol, no chopp com os amigos, nos filhos. E, também, na mulher. Pra 24

ela a decepção é enorme. A mulher precisa aprender a colocar a felicidade em outras coisas, na carreira, nos amigos. Para o homem que encontra uma mulher solteira, é difícil, porque “tem” que fazê-la feliz. Ela espera isto. Não são os homens os “culpados”. Versátil Magazine_Mas, quando se decide ter filhos, a preocupação em encontrar um homem para compartilhar os cuidados é ainda maior. Biologicamente, as escolhas de um parceiro baseiam-se em atributos ditos masculinos - como proteção, amparo. Você concorda com esta visão? Mônica Martelli_Acho que tem isso. Mas acho também que todas as pessoas têm um lado feminino e um masculino. A mulher deseja ter segurança no trabalho, nas relações. A vida é uma insegurança. O homem pode ser o provedor, mas não há segurança, efetivamente, em nada. Não estamos mais querendo um homem que coloque arroz e feijão em casa. Este homem não vai incentivar a mulher em sua carreira. Acho que o mundo perfeito tem os dois dividindo as coisas. Se ela não contribui com dinheiro, as cobranças ficam maiores. Hoje, a mulher quer realização e não acho que dê certo sustentar o homem. O tesão da mulher passa pela admiração. O homem vê


Mônica Martelli_capa

uma mulher bonita e quer sexo. Sob protesto do lado masculino de nossa equipe, que discorda, Mônica rebate: Mônica Martelli_Se passa uma mulher bonitona de shortinho na praia, ele até quer saber se ela é legal. Mas comeria! A gente não daria! (rs) Queremos um homem que nos incentive a “ser”. Quando não somos e demonstramos isto, vai pra relação como cobrança. Um casal inteligente é o que se incentiva. Tende a ter menos frustração. Tenho um marido que me incentiva - assim, vou estar a cada dia mais feliz e melhor com ele. E o mesmo acontece com ele, que viaja e chega com saudade. Incentivar é o caminho pra dar certo. E divisão de tudo. Casar, dividir a casa, a vida... é difícil. O dia a dia massacra o amor. Tem horas em que temos que falar: “Amor, vem cá! Vamos dar um espacinho pro amor!”. Amor sufocado não sobrevive. Versátil Magazine_A chegada da Júlia, sua filha, mudou como a sua vida? Mônica Martelli_Ela é neném ainda. Pra onde eu vou, carrego e tem hora pra tudo. Eu não tenho ho-

rário fixo para cumprir. Se fosse um trabalho como os mais tradicionais, ela teria que ficar na escola ou com a babá. Versátil Magazine_Ter um perfil engraçado traz alguma angústia, por exemplo, sente que a esperam sempre feliz? Mônica Martelli_Não me acho engraçada! E isto é o mais engraçado de tudo! (rs) Não me preocupo, curto, choro, tenho dor de cabeça... Não penso no que as pessoas esperam de mim. Sou super na minha. Se vou a uma festa, posso ficar quieta, não sou show womam. Versátil Magazine_Você também ri - como a sua personagem - das suas desgraças? Mônica Martelli_Depois que elas passam. (rs) Sofro muito! As desgraças que faço, como na peça... eu chorava, pensava que nunca encontraria o amor da minha vida. Na minha carreira, fiz tartaruga, galinha... Uma ralação e eu chorava. Fazia a tartaruga na Angélica e voltava pra casa chorando, achando que faria a mesma coisa a vida toda. Hoje, eu rio.

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gastronomia_C’est chic le cochon

C’est chic le cochon gumas regiões brasileiras com ligações mais fortes com suas raízes coloniais, como Minas Gerais. Está na hora de fazer em casa o que os restaurantes clássicos, como o Pied de Cochon vem fazendo desde 1946 em Paris, ou os de vanguarda e modernos fazem, como o Vito em São Paulo, do chef André Mifano, desde 2008. Em Minas Gerais, há pouco tempo, passei por Paraisópolis com uma amiga e fui surpreendido com uma panceta maravilhosa. A maioria das pancetas que havia comido eram condimentadas, defumadas, ao estilo italiano (panceta é a pança, como o torresmo, mas sem salgar nem defumar). Essa era feita com o porco

fotos Bruno Thomaz

O frio está voltando e, sem percebermos, nossas opções de comidas e de viagens começam a mudar. As comidinhas mais gordurosas e quentes tornam-se novamente atraentes e relembramos da existência do aparelho de fondue. Risotos são sempre uma boa pedida e as massas com molho branco, quentes, substituem aos poucos as saladas verdes que coloriram o verão e a primavera. Mas uma grande opção para as próximas estações é o porco. Fora de moda nos últimos anos por preconceitos que hoje já estão sem embasamento, a carne suína é muito apreciada em países como França, Itália, Argentina, Portugal e mesmo em al-

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C’est chic le cochon_gastronomia

fresco. A barriga era pré-assada em forno. Ainda era cedo para almoçar, então o fogo da grelha foi aceso e o dono do estabelecimento pegou limõescravos no próprio limoeiro. Passou-os na grelha e colocou a panceta pertíssimo do fogo. Uma cena linda. Tive que acompanhar e ouvir os estalos que já davam água na boca. Em pouco tempo saiu uma carne extremamente suculenta com a parte de baixo pururuca, crocante, cortada em aperitivo. Pedimos três. Inspire-se. Faça paleta, pernil, lombo recheado, coloque o couro do torresmo e bacon no beaf bourguignon e na quiche lorraine. Volte a provar os presuntos Serranos e Patas Negras feitos com

os maravilhosos porcos ibéricos espanhóis. Enrole uma peça de queijo brie com presunto parma italiano banhado em ovo e alecrim picado e ponha no forno até formar uma crosta, deixando o miolo derretido. Combine o sabor do bacon com frutos do mar, como se faz na Europa. Pancetta italiana para um carbonara. Cada vez mais temos mais opções no mercado, mais confiáveis, mais específicas, mais interessantes. Afinal, o porco está aí para ser usado. Gabriel Leicand. Aluno do último semestre do curso de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi.

Receita - Brie com Preseunto Parma Ingredientes 1 peça de brie redondo 100g de presunto Parma magro em fatias finas e inteiras 1 ovo 2 ramos de alecrim

Modo de preparo

Tirar as folhas do alecrim e picá-las finamente.

Bater o ovo, levemente, com um garfo e misturar com o alecrim. Banhar as fatias de presunto Parma na mistura de ovo e enrolar o queijo brie por todos os lados, até que não dê para ver sua casca. Levar ao forno preaquecido a 200ºC por 10min, até que o presunto esteja levemente crocante e o miolo do brie totalmente derretido. Durante a cocção no forno, para a peça ficar mais dourada, pincele a mistura do ovo com alecrim por toda a volta. Servir quente.

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decoração_Black is Beautiful

Black is Beautiful 28


Black is Beautiful_decoração

Já vai longe o tempo em que uma casa só era elegante se exibisse paredes internas pintadas de branco, gelo ou, no máximo, bege bem pálido. Atualmente, uma nova tendência em decoração de interiores aponta para o que já se sabia na década de 60: black is beautiful. Não mais considerada uma cor apenas para ambientes góticos, o preto é capaz de trazer profundidade, mistério e sofisticação à maioria dos ambientes. Mas, antes de comprar tinta e pinceis, convém aprender regras básicas para obter os melhores resultados ao usar elemento tão poderoso. Invista em tempo e bons materiais na preparação da parede. Qualquer imperfeição na superfície ficará mais visível depois da aplicação da tinta. Tenha certeza de que a textura está perfeitamente lisa. Se desconfiar do seu grau de habilidade para a tarefa, aplique um texturizador e deixe a superfície irregular intencionalmente.

por Silvia Dutra

Escolha uma boa marca de tinta opaca. Evite as acetinadas, brilhantes ou semibrilhantes, pois destacarão ainda mais qualquer imperfeição. Pinte uma parede de cada vez. A maioria dos cômodos fica melhor com uma parede - no máximo, duas pintadas de preto. Moderação é essencial para usar cores marcantes. Não pinte o teto de preto: isso fará o ambiente parecer achatado e claustrofóbico. Mantenha teto, rodapés e rodatetos pintados de cores claras e neutras. Use o preto como uma tela e tire proveito de cores contrastantes em objetos e acessórios. Uma parede preta pode confe-

rir elegância a uma sala de estar se, contra ela, houver um sofá claro, almofadas em diferentes tons de qualquer cor primária, quadros com molduras brancas, uma bela escultura metálica ou madeira em tons dourados. No quarto do casal, uma cama preta - com lençóis, colchas, travesseiros fofos e brancos - colocada contra uma parede também preta pode criar um refúgio romântico e sofisticado. Luminárias brancas ou metálicas instaladas na parede ou sobre criados-mudos podem acentuar a sensação de conforto e aconchego, bem como velas e flores. Cozinhas também podem ganhar uma aparência high-tech e contemporânea com o uso da cor preta em pisos, azulejos, pastilhas e pias em granito ou mármore preto – especialmente se fogões, geladeiras e eletrodomésticos forem brancos ou em aço escovado. Mesmo um banheiro pode tornar-se uma obra de arte se uma parede preta for bem valorizada com um armário colorido, vasos de flores, velas, toalhas e sabonetes de cores contrastantes ou complementares. Sabendo usar o preto - com sabedoria e cuidado - qualquer cômodo pode deixar de ser comum para transformar-se em um ambiente marcante e cheio de personalidade. 29


negócios_Convergência ou Inconvergência Digital?!

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Convergência ou Inconvergência Digital?!_negócios

Convergência ou inconveniência digital?! Sempre que olho para o que tenho na mão, me pergunto: como devo chamá-lo?! Calma, explico. Olho meu telefone e fico pensando se seria justo, honesto, correto e direito denominar este instrumento que tenho nas mãos de “telefone”. Meu telefone permite que eu atualize minhas fotos no flickr, leia meus twitters, faça a “colheita” na minha farmville, aumente e estimule meu network no linkedin e, até mesmo, durante uma entediante espera no dentista, posso “bater papo” no MSN. Sempre me pergunto: alguém entra em alguma loja de telefonia celular para perguntar se um aparelho multifacetado faz e recebe ligações? Nos dias de hoje, isto seria motivo de piada. Mas, afinal de contas, telefone ou “central de entretenimento”? Telefone ou “instrumento multimídia de comunicação bilateral” pelo qual enviamos e recebemos informações? A grande verdade é que a convergência tecnológica dotou os nossos “pequenos notáveis” com plataformas de ofertas de serviços cada vez mais segmentados, que nos induzem e conduzem a um meio de comunicação igualmente segmentado, onde dividimos nossos amigos por “afinidade tecnológica”. Afinal, os amigos no linkedin não estarão, em sua totalidade, no Facebook. Definitivamente, construímos uma vida social segmentada e, ao mesmo tempo, compartilhada. Desta primícia, devemos buscar formas diferenciadas de comunicação, oferta e demanda por produtos e serviços - pois a grande facilidade de acessibilidade permitida por nossos telefones nos faz buscar pelo prático, pelo pronto, por grandes mensagens ditas em pouco tempo e pouco espaço, através de uma comunicação por meio de sinais, símbolos, signos semânticos. Vivemos o grande apogeu da semiótica da comunicação, mudando o sentido de um aparelho criado para aproximar pessoas através da comunicação verbalizada. Ele se tornou, hoje, um grande instrumento de visualização. O tecnológico é fantástico e incapaz de ser freado. Porém, cabe a nós manter e alimentar o convívio com o próximo – afinal, não existe nada mais gostoso que o sussurrar de nossos amantes em nossos ouvidos, o gostoso toque na pele de um bebê, o cheiro e visual de uma bela paisagem... Definitivamente, uma convergência ao sensato! Jessé Guimarães. Engenheiro, professor e especialista em planejamento e Logística. 31


game_Dragon Age Origins

Dragon Age Origins por Gabriel L. Schleiniger

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Dragon Age Origins_game

O jogo Dragon Age: Origins criado pela BioWare no estilo de RPG medieval foi um sucesso de crítica e de vendas em todo o mundo, trazendo uma inovação para o gênero e uma nova pilha de fãs para a BioWare (como já era de se esperar). Dragon Age: Origins revolucionou o mundo dos RPGs com sua dinâmica de combate inovadora, sem as velhas “taras” do glorificado D&D. Pela interatividade do jogador com seu personagem e o enredo do game, “É como se estivesse naquele mundo, ao lado de amigos reais” - diz o Dr. Ray Muzyka CEO, da BioWare. Ao jogar, você se transforma em um Grey Warden, um guerreiro que jurou defender o mundo da Blight (a ordem inimiga) a todo o custo. Seu personagem pode variar de um anão guerreiro a um elfo arcano. São, ao todo, 3 raças, 6 histórias iniciais diferentes e 3 classes com 4 diferentes especializações que podem ser obtidas dentro do jogo.

Ficha técnica Estilo RPG medieval com traços de ação Plataformas Xbox 360® PC PS3® Criadores BioWare e EA Games Tempo médio 70 a 120 horas Lançamento Já está disponível desde o ano passado Indicado para Fãs do gênero e amantes de um bom jogo Nota final 9,1

Lançado em outubro de 2009 (nos EUA) para XBOX-360® e PC e, em novembro de 2009, para PS3. No Brasil, foi lançado só em 13 de novembro de 2009, mas para os 3 consoles. Pelo sucesso obtido, o jogo há de continuar! Uma expansão já está pronta - o Dragon Age: Origins Awakening - e a continuação está a caminho. Agora, resta esperar pelas novidades que a BioWare está preparando. 33


por Valéria Diniz

mix cultural_Livros

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1. AMIGOS OUVINTES. Arnaldo Jabor. COMUNICAÇÃO. No primeiro título da Coleção CBN Livros, vários assuntos a refletir: células-tronco, assassinatos e outros. Jabor também comenta sobre cinema e personalidades como Oscar Niemeyer, Tom Jobim, Glauber Rocha, Marilyn Monroe. Editora Globo.

4. BEATLES – A HISTÓRIA POR TRÁS DE TODAS AS CANÇÕES. Steve Turner. MÚSICA. Há 40 anos, o grupo se dissolvia. Esta edição ilustrada traz a gênese das 208 músicas gravadas pelos Beatles - como nasceram e quais episódios as inspiraram. COSAC NAIFY.

2. ARTE BRASILEIRA NA PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Org.: Taisa Palhares. ARTES. Críticos e historiadores como Aracy Amaral e Tadeu Chiarelli analisam obras de Tarsila do Amaral, Lasar Segall e outros. Um registro histórico da arte brasileira e da Pinacoteca. Cosac &Nayfe / IMESP.

5. BORDADOS. Marjane Satrapi. HISTÓRIA EM QUADRINHO. O “bordado” iraniano é o chamado “tricotar” feminino e, também, o código para a cirurgia de reconstituição do hímen. Mulheres às voltas com machismo e tradição falam sobre virgindades roubadas, adultérios, frustrações. Tradução: Paulo Werneck. Cia das Letras.

3. AS AVENTURAS DE UM CORAÇÃO HUMANO. William Boyd. ROMANCE. Nascido em Gana, Boyd virá ao Brasil em agosto, para a FLIP (Feira Literária de Paraty). Narra a vida de um homem que escreve um diário e percebe a existência como uma realidade caótica. Editora Rocco.

6. CARTAS ENTRE AMIGOS – SOBRE GANHAR E PERDER. Gabriel Chalita e Fábio de Melo. AUTO-AJUDA. Indagações sobre a realidade e o cotidiano da vida levaram os amigos Chalita e padre Fábio a se corresponderem por um meio quase esquecido em tempos de e-mails: as cartas escritas à mão. Editora Globo.


por Valéria Diniz

7. CHICO XAVIER – UM DOCE OLHAR PARA O ALÉM. Sebastião Aguiar. RELIGIÕES. Reunindo as fases de sua vida, o livro inclui desde a reprodução de sua certidão de nascimento e fotos com pessoas comuns, celebridades e até com personagens que criaram momentos difíceis para ele. Editora Globo. 8. COMO ESCREVER MELHOR. Márcia Olivieri. LINGUÍSTICA. Enfatiza a necessidade de ler para escrever com qualidade. A redação empresarial também é destacada, com regras de formatos para E-mails, cartas, comunicação interna. Com guia do Novo Acordo Ortográfico. Editora Idea. 9. JORGE AMADO – TRÊS CONTOS ILUSTRADOS. Jorge Amado. CONTOS E CRÔNICAS. “De como o Mulato Porciúncula Descarregou seu Defunto”, “O Milagre dos Pássaros” e “As Mortes e o Triunfo de Rosalinda” são os contos reunidos, ilustrados e comentados nesta caixa. Cia das Letras. 10. MEDOLIQUES. Tatiana Belinky. INFANTO-JUVENIL. Uma das mais importantes escritoras para o público infanto-juvenil, aos 91 anos e recém-eleita na Academia Paulista de Letras, traz versos sobre os chiliques e medos que crianças e adultos podem ter. Editora Melhoramentos. 11. O MUNDO DAS COPAS. Lycio Vellozo Ribas. ESPORTE. Em 80 anos de histórias, a Copa do Mundo se tornou o maior espetáculo da Terra. Informações e curiosidades sobre todas as copas - com um conteúdo jamais descrito com tantos detalhes. Ilustrado. Editora Lua de Papel. 12. OS CAMINHOS DE MANDELA - Lições de Vida, Amor e Coragem. Richard Stengel. BIOGRAFIA. O livro radiografa a figura mítica que libertou seu povo do preconceito racial. Em destaque, situações da vida de Mandela em que distribuiu lições de liderança e sabedoria. Prefácio do próprio Mandela. 13. POESIA COMPLETA. Manoel de Barros. POESIA. Em mais de 60 anos de carreira, este importante autor da literatura brasileira tem 12 livros publicados. Em 1996, com O Livro Sobre Nada, ganhou o prêmio Biblioteca Nacional e o Prêmio Nestlé de Literatura. Leya Brasil. 14. PROPAGANDA É ISSO AÍ! Zeca Martins. ADMINISTRAÇÃO. Um guia para anunciantes e futuros publicitários escrito por um dos maiores especialistas na área. Com linguagem didática, facilita a compreensão dos temas que os futuros profissionais enfrentarão. Prefácio de Roberto Duailibi. Editora Saraiva.


mix cultural_Cinema, DVDs, CDs, Shows e Teatro

CDS

inglesa Nerina Pallot.

Chico Buarque, Maria Bethania e outros.

DUETOS. Renato Russo. POP/ROCK. Pela primeira vez um álbum reúne duetos do artista com estrelas da música, como Marisa Monte e Cássia Eller. Alguns ocorreram de fato e outros foram possíveis graças à tecnologia.

MUITA HORA NESSA CALMA. Paulo Braga. INSTRUMENTAL. Primeiro trabalho solo do compositor e pianista, apresentado por dois grandes nomes da música instrumental brasileira: Nelson Ayres e Arrigo Barnabé.

VIVO NA CENA. Nasi. POP/ROCK. Todos os gêneros musicais pelos quais Nasi navegou em sua carreira estão neste novo trabalho. No repertório, músicas de Raul Seixas, João Bosco, Cazuza e outros.

MANUSCRITO. Sandy. POP. Este é o primeiro projeto solo da cantora, com músicas inéditas e totalmente autoral. Participação especial da cantora e compositora

NOEL ROSA – 100 ANOS DE CELEBRAÇÃO. MPB. Vários. Homenagem ao centenário da morte do “poeta da Vila”. Cantam seu repertório Ney Matogrosso,

DVDs

A PRINCESA E O PLEBEU. William Wyler. CLÁSSICO. Uma princesa deseja ser uma garota comum. Em uma visita diplomática, foge e passeia incógnita. Um jornalista finge que não a conhece e fica com ela para conseguir um furo de reportagem. Com Audrey Hepburn e Gregory Peck.

17 OUTRA VEZ. Burr Steers. COMÉDIA. Um homem separado e desiludido com a vida mora com seu melhor amigo e trabalha em uma empresa farmacêutica. Após um encontro misterioso, volta no tempo. De novo com 17 anos, muda seu destino. Com Matthew Perry. A JANELA. Carlos Sorin. DRAMA. O último dia da vida de Antonio, um escritor de 80 anos que aguarda a visita de seu filho em sua fazenda, no norte da Patagônia. Com Maria del Carmen Jiménez, Antonio Larreta e Victoria Herrera. TEATRO MÁQUINA DE ABRAÇAR. De José Sanchis Sinisterra. Baseada em fatos reais, mostra a relação de uma médica e sua paciente autista que cria uma “máquina de abraçar”. A história real está no livro Um Antropólogo em Marte, de Oliver Sacks. Com Mariana Lima e Marina Vianna. Direção: Malu Galli. Até 06/06.

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por Valéria Diniz

AMOR SEM ESCALAS. Jason Reitman. COMÉDIA ROMÂNTICA. Um consultor, cuja função era demitir funcionários, apresenta a própria carta de demissão ao chefe. Ele deseja acumular um milhão de pontos em milhas aéreas e ter um emprego em uma misteriosa agência. Com George Clooney. da presença e da ausência do amor na vida das pessoas. A personagem ri das próprias desgraças – o que muita gente também faz no dia a dia. Direção de Victor Garcia Peralta. Com Mônica Martelli. Até 26/06.

SESC Pompeia Rua Clélia, 93 - Pompeia Informações: (11) 3871-7700

Teatro Shopping Frei Caneca Rua Frei Caneca, 569 6º andar – Consolação Informações: (11) 3472-2226 / 2229 / 2230 CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Informações: (11) 3113-3651

OS HOMENS SÃO DE MARTE E É PRA LÁ QUE EU VOU! Texto de Mônica Martelli. De forma divertida, emocionante e com final surpreendente, a peça fala

QUERO SER BEN 10 EM RATIMBUM! PARARATIMBUM! Ivan Vilabella. Duas crianças dominadas pela TV deixam de brincar. Mas tentarão salvar o palhaço

EXPOSIÇÕES

Unidos. Até 23/05.

ANDY WARHOL, MR. AMERICA. Ele foi um dos pioneiros da Pop Art surgida na Inglaterra na década de 1950. A mostra apresenta pinturas, gravuras, trabalhos fotográficos, instalações e filmes com temas políticos e culturais dos Estados

Estação Pinacoteca Praça da Luz, 2 – Centro Informações: (11) 3324-1000

MAX ERNST - UMA SEMANA DE BONDADE. O MASP traz, em sua exposição mais importante do ano, a coleção com-

IRON MAN 2. AC/DC. TRILHA SONORA. “Back In Black” foi um dos principais temas do filme Homem de Ferro e, agora, a banda assina a trilha completa da continuação do filme, Homem De Ferro 2. CINE COCORICÓ: AS AVENTURAS NA CIDADE. Fernando Gomes. INFANTIL. Cinco episódios da nova temporada do seriado de TV. Com as aventuras de Júlio, Lilica e Alípio em uma grande metrópole, quando decidem visitar o amigo João. JORNADA NAS ESTRELAS IX – INSURREIÇÃO. Jonathan Frakes. FICÇÃO. No planeta da raça Ba Ku, há um povo feliz e que não envelhece. Por interesses políticos, a Federação une-se a seus inimigos destruí-los. O capitão Picard está apaixonado por uma das habitantes. Com Patrick Stewart. de brinquedo do TV Papão. Com a CIA Ximexi. Projeto Teatro Para Todos. Até 30/05. Teatro Plínio Marcos Shopping Pompeia Nobre – 2º Piso Rua: Clélia nº. 33 – Pompeia Informações: (11) 3864-3129

SIMPLESMENTE, EU. Beth Goulart e Amir Haddad. A atriz vive a escritora Clarice Lispector por meio de trechos de sua obra, depoimentos, correspondências e entrevistas. Melhor Atriz. Prêmio Shell 2010. Até 20/06. CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Informações: (11) 3113-3651

pleta da obra Gênesis. As colagens ficaram mais de 70 anos longe do público. Uma crítica surrealista às convenções sociais da Europa do período entre guerras. Até 18/07. MASP Av. Paulista, 1.578 – Bela Vista Informações: (11) 3251-5644


por Valéria Diniz

SHOWS AEROSMITH. Uma das maiores bandas de rock de todos os tempos em um grande retorno aos palcos com a turnê “Cocked, Locked, Ready to Rock.”. Megashow único em São Paulo. 29/05.

CINEMA A ÚLTIMA MÚSICA. Julie Anne Robinson. ROMANCE. Baseado no livro de Nicholas Sparks. Um pai tenta reaproximar-se da filha através da única coisa que têm em comum - a música. Uma história de primeiros amores e segundas chances. Com Greg Kinnear. Estreia: 21/05. FÚRIA DE TITÃS. Louis Leterrier. AVENTURA. Nascido de um deus e criado como homem, Perseu precisa salvar a família da aniquilação por Hades, deus da morte. Só vencerá se aceitar seu poder como um deus. Com Sam Worthington. Estreia: 21/05. Warner Bros

Cinema, DVDs, CDs, Shows e Teatro_mix cultural

Parque Antártica (Estádio do Palmeiras) Rua Turiassu, 1.840 – Pompéia Informações: (11) 4003-0848

FÁBIO JUNIOR. O show traz grandes sucessos de sua carreira como compositor e interpretações de várias

músicas de compositores sertanejos – presentes no CD “Romântico”. 18 e 19/06. Credicard Hall Av. das Nações Unidas, 17.955 – Brooklin Informações: (11) 2846-6010

MARMADUKE. Tom Dey. ANIMAÇÃO. Baseado em tiras em quadrinhos do ano de 1954. Marmaduke é um dogue alemão que acompanha sua família na mudança para a Califórnia. Ele faz muita bagunça e quer ser um cachorro de competição. Estreia: 04/06.

ROBIN HOOD. Ridley Scott. AÇÃO.

QUINCAS BERRO D’ÁGUA. Sérgio Machado. DRAMA. Do romance de Jorge amado. Rei dos bordéis, Quincas está morto em sua cama. Seus amigos roubam o corpo e o levam para uma última noitada. Com Marieta Severo. Estreia: 14/05

TUDO PODE DAR CERTO. Woody Al-

O arqueiro do exército do Rei Ricardo Coração de Leão rouba dos ricos para dar aos pobres e apaixona-se por Marian, também desejada por um inimigo. Com Cate Blanchett. len. COMÉDIA. Um misantropo extravagante e uma jovem impressionante e ingênua percebem que, para encontrar o amor, basta uma combinação de sorte e acaso. Com Larry David.


nosso bairro_Roteiro para passear com seu amor

Dia dos Namorados

Roteiro para passear com seu amor

O Dia dos Namorados está aí. Época de namorar, de tomar um bom vinho em um lugar aconchegante, com comidinhas deliciosas e muito romantismo. A Versátil Magazine saiu pelos bairros em que circula para indicar locais agradáveis para comemorar este dia tão especial. Para quem mora na Granja, a opção é o divino risoto do Battuto da Granja, preparado com frutos do mar. O chef Dino, que tem simpatia de sobra, deve acrescer este seu atributo ao tempero do risoto, que é inexplicável. O ponto do arroz é exato e os frutos do mar, saborosos. O prato destaca o sabor do vinho português, ajudando a realçar o sabor. Delicioso e farto! Daquelas comidinhas que alimentam a alma. 38


Roteiro para passear com seu amor_nosso bairro

Quem curte comida japonesa a ponto de entender o que é o torô do atum, a textura inconfundível do sashimi de peixe prego, o ponto perfeito do arroz do sushi, recomendamos o Noiê. Reinaugurado pelo proprietário Fábio, que faz questão de despertar quando o dia ainda nem nasceu para comprar peixe fresco, o restaurante vive uma nova fase, satisfazendo os mais exigentes paladares – além de estar ainda mais bonito e aconchegante. Prefira jantar na área de tatames. A vila do Jardineiro (não é pra destacar em negrito?) oferece uma parrilla divina e bons vinhos. O lugar é muito agradável e o atendimento, excelente. O Cabaña Del Asado não deixa a desejar para restaurante

chileno, nem pela textura da carne, menos ainda para a carta de vinho, cuidadosamente selecionada. Há também o tradicional Ponteio, para quem gosta mesmo de um ótimo churrasco e deseja comer bem em um ambiente agradável, requintado e com Buffet de saladas fenomenal. E atenção para as sobremesas, maravilhosas e com apresentações irresistíveis. No Morumbi, você pode jantar com seu amor à luz de velas EM QUAL RESTAURANTE? Mas, se você preferir preparar uma refeição romântica em casa, fica aqui a indicação do Chef Gabriel, que ensina como preparar - para ele ou para ela - um jantar mais que sofisticado. Surpreenda seu amor! 39


MASSAGEM DO-IN / SHIATSU Atendimento em domicĂ­lio com hora marcada

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Massoterapeuta

(11) 9750-4459


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diversatilidade_Bom dia, doutor Google

Bom dia, doutor Google Dona Solange era a última cliente. Assim que saiu o senhor careca com o pequinês ranzinza, o veterinário fez sinal para que ela entrasse. — Bom dia, doutor. Trabalhando muito? — Bastante. Hoje não parei um minuto. Colocado na mesa, Alphonse III, um gato siamês gordo e com olhar hostil, passou a ser examinado pelo dr. Fulz. — O que ele tem, dona Solange? — Ele está hiperativo, doutor... Não para um minuto, nem para dormir. Exige minha atenção continuamente. É uma coisa impressionante. Tem me deixado exausta... Ele não era assim. Após alguns minutos de minucioso exame clínico, ele olhou para dona Solange e sentenciou: — Ele está com a síndrome de Overzette . — Ai, meu Deus!... É grave, doutor? — Não, de modo algum. Embora não se saiba ao certo a causa, essa síndrome parece estar associada a alguns poluentes — virou-se para a pia para lavar as mãos — Podemos pedir um exame de... — Não seria uma simples indigestão? O dr. Fulz virou-se, surpreso. Dona Solange não era do tipo que confrontava diagnósticos. — O que a senhora disse, dona Solange? — Não fui eu... — com olhar assustado. — Como assim? Se não foi a senhora... — FUI EU. — Você fala! — exclamou o dr. Fulz. — Falo, e daí? Você também fala. — Alphonse! O doutor Fulz não gostou nada de ser desafiado por um gato atrevido. Dividido entre o fato extraordinário de um gato falar e a insolência do animal, focou sua atenção na última. — De onde você tirou esse “diagnós42

tico”? — Vi na Internet. — O quê??! Você acessa a Internet?! — e olhou severo para dona Solange. Ela se encolheu toda e respondeu baixinho: — O que eu posso fazer? Quando saio para fazer compras, ele fica sozinho. Aproveita minha ausência e liga o computador. — Nunca vi um gato fazer isso! — Nunca subestime seus clientes — replicou o gato. — Não mude de assunto! Como você achou esse diagnóstico de indigestão na Internet? — Muito simples. Abri o Google, digitei meus sintomas e dei ENTER. Achei a resposta no sexto link. — Ah... eu sabia! A gente estuda durante cinco anos, submetendo-se a todo tipo de privação pra chegar um gato idiota e achar que pode fazer o diagnóstico “dando um Google”! O GOOGLE NÃO É VETERINÁRIO! — Mas os meus sintomas estavam todos lá! — Alphonse! Respeite o doutor! — Fica quieta aí! Não estou seguro do que esse veterinário tá dizendo. — Doutor, desculpe! Ele anda tão saidinho... — Não se preocupe, dona Solange. De que site você tirou que seus sintomas são de indigestão, gato? — Ora... foi... o... — Não se lembra, não é? Pois você sabia que um monte de gente desocupada e presunçosa como você se acha no direito de fazer diagnósticos e prescrições em milhares de páginas na Rede? Isto gera uma quantidade industrial de informação irrelevante e deformada na Internet. Aí, vem um leigo, abre um mecanismo de busca, digita levianamente umas palavras e não se dá ao trabalho de verificar mais de 10 resultados!

Alphonse III começou a encolher-se. — Você sabe quem escreveu o site que visitou? Sabe? Verificou se o site é atualizado? Se está bem escrito? Se há algum canal de contato? — Não... — Já lhe passou pela cabeça que pode ter sido um adolescente de 15 anos que entende tanto de animais quanto eu entendo de engenharia naval? RESPONDA! — Não... — Viu, seu gato irresponsável?! A Internet está cheia de entulho e você não tem nem ideia de como selecionar se alguma coisa presta ou não! Doutor Fulz estava colérico. Tentou lembrar qual era a injeção mais dolorosa que conhecia e a prescreveu, escrevendo nervosamente no papel do receituário. — Pronto, dona Solange. Uma por dia. — Ele vai ficar bom? — A síndrome de Overzette não tem cura, mas após essas injeções, vai dar uma bela melhorada. — Puxa, doutor, muito obrigada! Desculpe pelo Alphonse, mas é o jeito dele, sabe... E... O senhor acha grave ele falar? — Bom... Normal não é. Mas estou mais incomodado com essa história dele ficar acessando a Internet. Isso é muito preocupante... * A síndrome de Overzette foi originalmente descrita em humanos. O dr. Overzette foi o primeiro a caracterizá-la em um paciente que a contraiu, misteriosamente, depois de beber leite não pasteurizado no interior da França. Seu sinal clínico característico é uma hiperatividade descomunal voltada para os outros. O portador da síndrome demanda continuamente atenção de todos que o cercam na forma de tarefas, favores, pedidos ou meramente como ouvintes compulsivos para seus surtos de logorreia. Alexandre Lourenço é Veterinário, microbiologista, professor, bípede, mamífero e, agora, escritor. Não necessariamente nessa ordem. e-mail: duralex@uol.com.br www.microbiologia.vet.br


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Versátil Magazine Edição 16