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CRÔNICAS REUNIDAS O Brasil revisto sem papas na lingua VERSÃO PARA IMPRESSÃO

Samuel Sperber

Nota Do Editor Essas crônicas que estão sendo publicadas em 2013 foram escritas entre os anos de 1998 até 2007, portanto muita coisa está anacrônica ou seu autor desconhecia atualização dos fatos, como é o caso da existência de uma escola de aeronáutica civil, no caso particular e não oficial como cita o autor em dois textos que constam nessa coletânia.

Índice: BRASIL, PAÍS DE AMADORES

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O SEXAGENÁRIO E AS RECOMENDAÇÕES MÉDICAS

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POR QUE SOMOS MAL EDUCADOS?

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BRASIL, A IGNORÂNCIA AO ALCANCE DE TODOS

23

O COMUNISMO E O GOLPE DE 64 NO BRASIL

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LACUNA

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UMA VEZ DA CAÇA OUTRA DO CAÇADOR

37

VEGETARIANOS

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FATOS DA VIDA REAL

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BRASIL, PAÍS DE AMADORES Com exceção dos ladrões, os demais profissionais brasileiros são meros amadores. Tudo nesta terra é feito de maneira sofrível e deixando muito a desejar. Imagine o que for, pense bem no caso ou no fato e você chegará à conclusão de que estou certo. Um exemplo: a torneira da cozinha de sua casa começa a vazar ou pingar ou coisa parecida. Experimente apurar por que aconteceu isso. Como você também é um amador no assunto, não sabe por onde começar. Comece pela serviçal (empregada doméstica). Ela vai inventar um monte de histórias para explicar como a torneira ficou assim. Ela jamais será a culpada ou sequer terá parte dessa culpa, o que não presta é a qualidade da torneira, não agüenta mão pesada. Chame um encanador, que no Rio de Janeiro se chama bombeiro, sem ser o do corpo de bombeiros. Ele irá lhe cobrar os olhos da cara e irá fazer um serviço porco e que deverá ser refeito por outro um pouco melhor, mas mesmo assim não vai ficar como estava até que isso vire discussão na hora da janta, você se enche o saco e manda tudo para o inferno e não vai mais pensar nisso. É melhor deixar desse jeito porque não tem quem acerte isso aí. Exatamente isso. Não tem quem acerte isso aí. O mesmo vai ser com a televisão, aspirador de pó e demais aparelhos que fazem parte de nosso cotidiano. Os automóveis... depois que acaba a garantia de seis meses ou 10.000 km será a mesma coisa. Passa a ser um casamento, isso mesmo, um casamento, sabe por quê? Fica sempre pior, nunca melhora. Você tem idéia de onde vem esse modo de ser? Não? Do ensino no Brasil. Nesse país não se ensina nada, 90% é coisa inútil, e os 10% restantes são mal explicados, ou melhor, mal ensinados. Os infelizes estudantes brasileiros chegam às portas das universidades sem saber sequer ler e escrever corretamente nosso idioma (o português), que dirá os demais idiomas! Outro erro marcante está dentro dos cursos superiores no Brasil, onde se ensina a essência e se esquece a matéria. Se faz um tremendo oba-oba, sobre ferramentas de trabalho como a matemática e a física e se esquece de ensinar o aluno como se assenta tijolo ou se faz o concreto em uma obra qualquer de engenharia civil. E o engenheiro formado não tem como fiscalizar o mestre de obra, pois só quem sabe fazer, pode mandar e fiscalizar sem ser levado no bico. Quem mora em prédio de apartamentos e costuma ir às reuniões para verificar as despesas, já está cansado de saber que todo o mês tem despesa com manutenção das instalações hidráulicas. Sabe por que? Não é normal no projeto de construção dos edifícios um projeto de hidráulica feito por engenheiros. E por que não tem? Porque as escolas no Brasil não ensinam aos alunos de engenharia a fazer projetos desse tipo, sequer eles aprendem como se emendam canos. Com a eletricidade é a mesma coisa, deixam esses tipos de serviços a pessoas sem nenhum preparo acadêmico, às vezes sem escolaridade alguma. Você sabia que para dirigir uma embarcação fluvial no Brasil basta fazer um exame chinfrim em uma Capitania dos Portos da Marinha do Brasil, e que esse exame é feito por um oficial que nunca recebeu nenhuma instrução de navegação fluvial? Você tem noção da problemática que isso acarreta? Vou dar alguns exemplos. Vira e mexe, tem-se notícia de barco para transporte de passageiros que naufragam nos rios da Amazônia, esses barcos transportam mais de 200 passageiros, e são dirigidos por um “Mestre” que as vezes

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sequer tem boa leitura, nem sequer tem curso elementar. Não tem cabimento, mas é verdade. E são reconhecidos pela Marinha como profissionais habilitados. No rio Tietê; que atravessa o Estado de São Paulo de sudeste a noroeste, há trechos navegáveis. Certa feita um desses mestres abalroou uma ponte sobre o rio, que nesse trecho tem 400m de largura, quebrando um pilar de sustentação da ponte. As embarcações, que eram compostas de um empurrador e duas chatas tinham 2.600 ton de porte bruto. Isso mesmo, não é erro de grafia, são duas mil e seiscentas toneladas de embarcações flutuando e abalroando um pilar de ponte. Sabe o que aconteceu ao piloto e a companhia de navegação? Nada. Sabe por que? No Brasil só existe tribunal marítimo e não fluvial. E o tribunal por ser marítimo não julga acidentes fluviais. Parece piada, mas é verdade. Nesse caso são amadores: o piloto, a companhia, a justiça e a Marinha. A justiça por se eximir e a Marinha por assumir a responsabilidade de um assunto que pouco ou nada entende. Não existe no país uma escola para formar pessoal para a navegação fluvial, e ato contínuo dessa, não existe escola para formação de pessoal para navegação aérea. Então de onde saem as tripulações dos aviões comerciais brasileiros? Por incrível que pareça saem de aeroclubes com um brevê de amador fornecido pelo Ministério da Aeronáutica. E agora que não existe mais o ministério não sei de onde sai a coisa. O pessoal não aviador e que fica a bordo, fazem curso dentro da empresa que trabalham. São Amadores profissionalizados pelas companhias aéreas, em geral no exterior, onde são fabricado os aviões. Em se falando de aviões, falam que a Embraer fabrica aviões, não é verdade? Mas não é bem assim. Eles apenas montam aviões com peças importadas. O alumínio tanto estrutural como da cobertura é importado. Motores e seus instrumentos idem, e por aí vai. Eu soube que até a tinta é importada. Então o que fabricamos? Você já conversou com um engenheiro formado pelo ITA? (Instituto Tecnológico da Aeronáutica). Eu lhe garanto que é pena e prosa; se lhe derem um pedaço de ferro não consegue tornear um parafuso, talvez nunca tenha visto como se faz um parafuso. Como você acha que, com uma formação dessas, eles serão capazes de fazer motores, seja ele de reação ou de pistões? Eles alegam sempre falta de recursos financeiros, mas na verdade é de recursos tecnológicos que eles não receberam em seus cursos, não aprenderam fazer peça alguma que compõe um avião, sequer a maçaneta da porta aprenderam a fazer, e ela faz parte de um avião. O mesmo acontece com o curso de engenharia naval da Escola Politécnica da USP, em seu corpo docente, não tem uma pessoa que já tenha construído uma embarcação de porte razoável. Aqui cabe um exemplo do amadorismo do profissional brasileiro. Lembram-se da famosa “caravela” que deveria ter navegado de Salvador ao Rio de Janeiro para comemorar o feito de Pedro Álvares Cabral em abril de 2.000? Lembra? Pois bem, os portugueses vieram de Lisboa até aqui há 500 anos sem problema algum e nós, passados quinhentos anos ainda não sabemos fazer embarcações que naveguem com segurança. Onde estão os profissionais do assunto? Thomas Edson inventou a lâmpada elétrica e começou a fabricá-la comercialmente por volta de 1880. Iluminou o mundo com seu invento. Ficou milionário. Era o dono da “General Electric”. E nós? Passados mais de 120 anos não aprendemos a fazê-la. Tudo que é feito por aqui, é de firma multinacional, e por cima lhe garanto que nunca se fabricou o filamento de Tungstênio em nossa terra. Até hoje é tudo importado. Dê uma olhadinha para a lâmpada que está lhe iluminando e se sinta um pouco humilhado de nossa incapacidade profissional!

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Os profissionais da área da saúde sem dúvida fogem a regra, eles são bem mais hábeis do que os outros, tem melhores cursos, fazem “residência médica” em hospitais e prontos socorros; com isso aprendem. Os dentistas brasileiros estão entre os melhores do mundo. Entretanto... Pecam no seu modo de agir com os pacientes. São os únicos profissionais que recebem antes de ver o serviço, recebem sem sequer saber o que vão ter que remediar ou reparar, metem o dinheiro no bolso e se não entendem do assunto, fazem a carta de recomendação a um colega especialista e despacham o paciente para outro lugar sem lhe reembolsar o pagamento efetuado. Ao fazerem tratamentos radioterápicos ou quimioterápicos ou ainda cirurgia, se o paciente vier a falecer, eles querem receber os honorários de qualquer forma, não se arriscam nunca. É o mesmo que um arquiteto fazer uma reforma de uma residência, durante a reforma a coisa desaba e ele querer receber pelo serviço! É uma aberração! Responsabilidade cabe em qualquer lugar. Certo que a morte é irreparável, mas querer receber? É o cúmulo da irresponsabilidade. Os mais irresponsáveis são os Juizes de direito. Eles se acham acima de tudo inclusive da lei. Acham que com a jurisprudência podem acertar o mundo. Na realidade a única coisa que pensam é em se locupletar. Trabalham somente meio expediente, ganham um pequena fortuna por mês, comparado aos demais profissionais (amadores) de nível superior e por aí vai. Fazem um curso de bacharel em direito que é tão fácil de ser feito que já existem no país alguns cegos que conseguiram se formar em Direito. Depois disso fazem um concurso entre amigos e assumem os cargos de forma vitalícia. Não respondem pelo que fazem, vendem mandados, liminares e outras determinações e nem por isso vão a juízo. São semideuses da república, e ninguém se mete nisso, por que será? Exemplo tácito: O Juiz Lalau! Os piores são os da justiça trabalhista, tem juizes vogais, são leigos nomeados pelos sindicatos, e os juizes togados lhes fazem consonância. São verdadeiros chantagistas, tanto para classe patronal, como da trabalhista. Sempre pedem um acordo, como as duas partes estão em situação desesperadora topam o que vier e em geral, há dano para ambas as partes. São outros amadores de nariz em pé. Os órgãos de controle ambiental são outros, a CETESB, por exemplo, a Cia Vidraria Sta Marina, situada a 6 km do centro da cidade de São Paulo é a melhor prova disso. Emite uma poluição danada, noite e dia, o ano todo e a CETESB faz vista grossa, tão grossa quanto as propinas que devem receber para que isso se perpetue. No nosso querido país, os amadores mais insípidos são os “Administradores de Empresas” e os “Economistas”. Eles acham que tudo pode ser resolvido sob a ótica deles, e me parecem bem míopes. A escola em que eles aprendem toda aquela teoria nefanda custa tanto quanto uma escola de biologia ou farmácia por exemplo. E eu não entendo o por que? As escolas de farmácia e biologia tem que ter laboratórios bem caros, onde eles fingem que ensinam e os alunos fingem que aprenderam. Nas escolas de economia é só papel e blá-blá-blá. O único equipamento em uso é um microcomputador e seus respectivos programas. Os nomes desses cursos deveriam ser mudados, o de administração para confusão e de economia para desperdício, sim lógico, é o que se vê neste país. Onde já se viu um país com uma dívida monstruosa tanto interna como externa? Para que servem então os cursos e os diplomas? Onde estão os profissionais? Mais uma vez só se encontra amadores no pedaço. O país todo é um caos, procure o que quiser e tome consciência do que estou escrevendo. Vá de férias a qualquer lugar, faça um pouco de amizade com o porteiro do hotel ou alguma camareira e pergunte como andam as coisas por lá; você irá ouvir horrores. Vá a prefeitura reclamar do seu IPTU que veio errado, será outra confusão. Procure o que quiser e você verá só bagunça onde quer que seja.

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Outro bando de amadores são os “Jornalistas”. Assista um “Fantástico” da Globo e você vai ouvir explicações erradas narradas por dois balbuciantes que apresentam o jornal falado. Leia os artigos tendenciosos das revistas especializadas. Enfim um amadorismo de fazer dó. Felizmente sou uma pessoa de boa cultura e com educação eclética; devido a isso já fui entrevistado muitas vezes e já apareci várias vezes em jornais e revistas. Garanto-lhes que com exceção de uma revista de nome “Motor Três” (sobre automobilismo) que fez o texto da entrevista correto, todas as demais sem exceção erraram em algo. Nesse meio estão a Veja, a Off Shore, a Exame Vip e tantas outras e jornais como Folha de São Paulo, Diário de Notícias e outros que não me lembra a memória. O jornalismo no Brasil também é de nível amador, não fazem uma coisa simples: revisão de texto. Não sei se o leitor sabe que existe no Brasil uma “Associação Brasileira de Normas Técnicas” a ABNT. No duro deveria ser ABNmT , Associação Brasileira De Normas Mal Traduzidas. Na realidade as brochuras que contém as normas, são tão mal escritas, que um estudante de curso primário tem condições de corrigilas. Pior, todavia, são inconsistentes, pois que são tendenciosas. As traduções são feitas por tradutores não técnicos no assunto e traduzem coisas assim, por exemplo: Hatch - em inglês, pode ser uma ninhada ou uma porta de visita. Spring pode ser fonte de água ou primavera ou ainda mola, pois bem, eles sempre usam o sentido errado no texto. Exemplos: Abra o equipamento pela ninhada (hatch) e não pela porta de vigia. O que impulsiona o pino de trava é a fonte (spring) e não a mola. E por aí vai... Isso dá uma confusão nos órgãos fiscalizadores de qualidade e produção que você sequer imagina. O INMETRO “Instituto Nacional de Metrologia” é uma das vítimas da ABNT. Concomitantemente o INMETRO faz outras vítimas com seus fiscais mal qualificados e com essas normas em mãos e com poder de definir situações! Os fiscais do ICMS, INSS, IPI, IR e outros são todos assemelhados e incapazes, e para cobrir essas falhas humanas usam e abusam em receber propinas. Todo mundo sabe disso. São amadores como fiscais e profissionais como ladrões. Enfim um país de amadores inconseqüentes.

O SEXAGENÁRIO E AS RECOMENDAÇÕES MÉDICAS

O que é ficar velho? Um monte de coisas juntas, e dentre elas você começa a notar que seus amigos e conhecidos estão morrendo. Você vai levantar um troço do chão e parece que está colado, mas não é. O que é mesmo é que sua força física foi pro brejo. Começa a sentir frio e calor ao mesmo tempo, e com sudorese. Vai ler uma bula de remédio e não consegue, só de dia, e a luz do sol. A visão também já era! As coisas caem da mão sem que você queira. Esquece de trocar a marcha do carro. Vai deitar e não sabe se consegue levantar, e às vezes, só levanta quando dá. Nesse maravilhoso estado de coisas você vai procurar um médico para saber por que seu pé dói tanto e as vezes, incha. O médico não resolve nada, mas lhe pede um mundo de exames e marca um retorno com os resultados dos exames em mãos. E o pé continua doendo, você quase não consegue andar, a coisa piora e o médico pouco se importa com isso. Chegou o dia de saber que sintoma é aquele, ele abre o envelope que você já havia aberto antes para dar uma olhada e não entendeu nada do que estava escrito, ele lê e também não entende muito, mas faz 5


uma cara de entendido e lhe diz que você está com artrite de origem gotosa, mas que seus índices séricos estão muito fora dos padrões e que você deve consultar um endocrinologista para começar a consertar isso tudo. E você faz aquela cara de responsável e aceita a sugestão. Toma os remédios que lhe passaram, tem uma tremenda disenteria, a dor passa e você telefona para o médico e ele lhe responde que esse é um sintoma normal; mas poxa! Você pediu para lhe tirar a dor e o inchaço e não um laxante para passar um dia todo no trono, mas enfim foi um médico que lhe recomendou... Você vai ao endocrinologista, ele lê os exames, faz uma cara de bobo, diz que seria melhor refazer esses exames em um outro laboratório, lógico... E a comissão dele como fica? E você bobo, igual ao médico, refaz, depois compara os resultados, nota que a diferença é mínima, enfim aquela sensação de esbulho, mas é a sua saúde que está em jogo então você tolera. O tratamento começa, em primeiro lugar um regime, ele lhe fornece uma receita de como se deve fazer o regime, o que pode e o que não pode comer, faz aquela cara de intelectual, explica as coisas e você lhe faz um pergunta e acaba de afundar o médico em dúvidas... - Doutor... Como posso fazer esse regime se eu trabalho em uma fábrica que fica no meio do nada e só como de bandeijão e o que temdisponível, se não, passo fome? Ele todo emproado lhe diz com um ímpeto de fazer inveja - Peça a sua esposa que lhe faça uma marmita e o senhor leva e aquece na hora do almoço. Daí você vem com outra, e diz... – Doutor, eu sou divorciado há anos e moro sozinho... o que acontece é que na fábrica eles sabem disso e deixam-me levar comida para casa, porque não tenho quem faça isso para mim. O médico diz então que não sabe o que fazer, e dessa vez ele está falando a verdade. Nesse ponto ele desconversa e vem com os medicamentos, um bando deles, vai o salário do mês, mas enfim é para a saúde... Recomenda que se ande o mais possível, porque isso baixa a taxa de colesterol e ativa a circulação. Nesse ponto nota-se claramente o despreparo de um médico para resolver problemas como esse. Eles não têm escolaridade suficiente para cuidar de coisas que não estão na cartilha dele. Sem dúvida são toupeiras, deveriam conhecer melhor as coisas. A dor do pé volta e dessa vez sou atendido por um ortopedista e não um clínico geral. Ele manda fazer uns “Raios X”, isso para ver o estado dos ossos dos pés. Chega à conclusão de que houve uma calcificação devido a artrite, que tem partes corroídas e que o líquido sinovial (é uma gosma que lubrifica as juntas) está comprometido, enfim o pé está uma porcaria, não tem conserto, e pede para eu parar de andar tanto. Começa aí o primeiro confronto de indicações médicas, um médico diz para andar e outro diz para parar de andar... O que fazer então? Medicação, desta vez, um anti-inflamatório. A coisa começa a melhorar, pára-se de andar tanto, daí a pressão começa a subir. Vou ao cardiologista. Ele me consulta e cai na mesma esparrela do outro médico, ou seja, um regime e lhe conto a mesma triste história sobre meu trabalho e como me alimento, diz para eu andar mais, isso aumenta a circulação sangüínea, eu conto a história do pé com problemas, ele faz a mesma cara de bundão do outro e fica num beco sem saída; mesmo assim me manda tomar dois remédios, um para pressão e outro para o ritmo cardíaco. Um desses remédios é um diurético leve, mas com toda a sua leveza me leva a uma crise de gota. Vou a um urologista que depois da demonstração de conhecimentos profundos sobre o assunto me recomenda um regime (um diferente daquele do primeiro médico) e eu conto a triste historia de fabriqueiro que

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trabalha no meio do nada, e ele sem solução para o fato, me diz para parar de tomar o remédio da pressão e falar com o cardiologista para me receitar um outro, quando ele mesmo deveria saber disso. Ou incompetência ou são interesses escusos, não é possível que as faculdades de medicina não ensinem medicina a eles, mas única e exclusivamente, como tomar dinheiro da gente. Os médicos são os únicos profissionais que recebem pelo que não fazem, recebem antes de ver o problema, antes mesmo de ver a cara do cliente. Garanto que se recebessem somente depois de curar os doentes, a coisa seria bem diferente. Outra coisa que eles ainda não aprenderam na escola é que estamos no século XXI (21) e que esposa não cozinha mais, e empregada doméstica é uma espécie em extinção, portanto falar em regime alimentar em nossos dias é “Um sonho de uma noite de verão”. A nossa alimentação atual é aquela que dá ou que se encontra disponível, sem dúvida num “pese-pague e coma o que puder”. De volta ao cardiologista, e ele me recomenda um remédio que me faz mais mal ainda e agora me tira o sono, volto ao cardiologista e ele me afirma não ser possível esse fato e que a falta de sono é um caso com um neurologista e não com ele. Vou ao neurologista e ele me diz ser comum nessa idade não se ter sono, e eu pergunto... mas tão de repente assim? Não é o remédio? E ele me responde: - Pode até ser, mas não existe comprovação disso... Me recomenda ir a um hospital especializado em doenças do sono fazer um exame. Vou lá e me dizem que convênio não cobre esse exame, e eu lhes respondo que não quero mesmo que cobrem o exame, e a atendente me diz que eu entendi errado, e que não cobrir não é não cobrar, ou seja, eu terei que pagar com minhas posses e não pelas posses do convênio. Custava o mesmo que recebo por mês de salário, dessa forma achei mais barato ficar sem dormir e com grana no bolso do que pagar o exame que iria descobrir a causa e não promover a cura, e ficar duro, daí sim ficaria sem dormir de ver tanto dinheiro gasto para se manter a saúde mais ou menos na mesma. Enfim... foi uma opção minha. Atualmente durmo muito pouco; isso está me levando a uma confusão mental bem séria. O jeito foi tomar remédio para dormir, e é o que venho fazendo atualmente de vez em quando, o meu medo é que se torne de vez em sempre. Conclusão: quando eu era mais moço, nada disso havia, o que me leva a crer que é a idade ou a velhice, como queiram os senhores. Os médicos não entendem nada da profissão deles, viraram economistas, só pensam em grana, e falam um monte de besteiras, não levam em conta que é um desgaste geral e que não tem mais jeito. Vêm outros médicos com teorias de oxidação, um tratamento ortomolecular e os cambal a quatro, e que é um caso de geriatria muito específica enfim um monte de baboseiras, mas nenhum topa receber depois de curar, querem sempre receber o deles e o doente que se dane... E os conflitos, interações, efeitos colaterais, “co-centrais” etc e tal que trazem os remédios? Os remédios que tratam a gota são problema para os anti-hipertensivos, ou tiram o efeito ou provocam taquicardia, está - escrito na bula -, mas como se vê os médicos estão pouco ligando para isso. Os remédios para pressão desencadeiam um processo de gota e artrite, desde que tenham um diurético, e todos tem diuréticos, uns mais outros menos. Somente os vasos dilatadores é que são a exceção, mas dá uma dor de cabeça dos diabos. Existe na faculdade de medicina uma matéria que de chama “Farmacologia”, nela se estuda o efeito dos remédios no organismo, e esse efeito se chama farmacodinâmica, mas acho que todos faltaram as aulas, tendo em vista que pouquíssimos entendem de remédios. Repetem tudo como se fossem papagaios, ou toca-fitas, é sempre a mesma canção; blá-blá-blá...

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E os nossos alimentos... como andam ? Os médicos insistem em certas coisas que eles desconhecem, por exemplo: quase todo regime tem verduras e legumes, só que eles esquecem que estes alimentos são produzidos na periferia das cidades e são regados com água contendo fezes de porco, galinha e às vezes humana, é o estrume dos plantadores de hortaliças, é sem dúvida orgânico, bem orgânico, e de carona estão, amebas, protozoários, tênias, áscaris lumbricoides e por aí vai. Farináceos, coitados deles, todos têm de 3 a 5% de proteína animal proveniente de insetos, aracnídeos e roedores moídos na fabricação devido a falta de assepsia dos moinhos, e a maioria dessas proteínas são tóxicas. As aranhas e escorpiões moídos levam consigo a peçonha deles junto! As frutas são climatizadas e amadurecidas via tratamento químico. Os mais nocivos são os amadurecedores, dentre eles o Fenoxi-Acético e as Ciclo-Butazonas. Amadurece a fruta e a pessoa, sim! Você fica mais velho com tanta oxidação química. A pele enruga toda quando exposta a isso. Arroz e feijão quando está safo de fungos (mofados) é bom, mas nunca vi regime com esses componentes. Torradas é farináceo desidratado, assim que cai no estômago vira pão comum, só um desconhecedor de química não acha isso! O açúcar se salva no Brasil, é de muito boa qualidade, mas quem recomenda açúcar em regime? Dá triglicérides como manteiga, margarina, óleos; sejam vegetais ou animais. Carnes, quando de boa origem é sã, mas os médicos proíbem as boas que são as vermelhas e recomendam as brancas que são impestiadas de doenças, mais as de galinha que as de peixe, mas o peixe quando contaminado e com botulismo mata sem dó. As galinhas estão sempre cheias de doenças diversas, é o animal mais porco que o porco, é o único que come baratas, possuem todas as pragas juntas, sobretudo salmonelas. Os médicos deveriam saber que as verduras engordam muito mais do que as carnes, mas não sabem isso. Tome como exemplo os animais tipicamente vegetarianos: vacas, cavalos, carneiros, hipopótamos, elefantes e por aí vai... São todos gordos (obesos já) e lentos, em contrapartida, examine os carnívoros por excelência como gatos (que não comem rações), onças, carcarás e outros mais... São esbeltos e ágeis. Portanto indicar a uma pessoa a só comer vegetais, do ponto de vista químico, é uma ignorância sem par. Talvez o organismo humano não assimile boa parte do que ingere de vegetais e dessa forma passa fome sem saber. Por isso faz efeito. Conservas secas tem Aflatoxinas, intoxica o fígado de forma irreversível. Queijos fazem engordar e aumentam o colesterol assim como ovos de galinha. E por aí vai, de forma que: se for para se curar com regimes alimentares garanto que os presos de Auschwitz (campo de concentração nazista) não teriam doença alguma. O jeito é plantar-se a si próprio em um xaxim e viver de água e brisa assim como uma planta, uma orquídea por exemplo. Quem sabe... se a ideia pega!

POR QUE SOMOS MAL EDUCADOS?

Em minhas andanças pelo mundo, tanto a passeio como a negócio, certa vez fui ter em Taipei, capital de Taiwan (Formosa ou China Nacionalista). Fui a negócios, ou melhor, a serviço, fui explicar como fazer analise de certos inseticidas bem como seus resíduos. Devido a isso me ative por lá um bom tempo, mais de mês! Como não falo chinês, depois do serviço ficava como um bobo pelas ruas só vendo coisas, mas sem entender coisa alguma. É horrível! 8


Sempre gostei de fotografar e filmar meus passeios, lá não foi diferente. Certa ocasião teve um desentendimento com um padre em Salvador (Bahia) na igreja de São Francisco de Assis, por eu ter fotografado a igreja por dentro sem permissão, ele queria me tomar o filme! Depois pagando uma propina, ele (o padre) deixou barato a questão, dizendo um monte de babozeiras próprias desse tipo de gente. Estou dizendo isso porque eu queria fotografar coisas e não sabia se era permitido ou não. E como me explicar em chinês? Fui visitar um templo budista que era uma maravilha, coisa de deixar qualquer um de boca aberta. Sem mais delongas, procurei saber se era possível fotografar e filmar lá dentro. Um guia me levou a um monge, budista lógico, e ele falando um inglês padrão Oxford se pôs a responder minhas perguntas sobre a possibilidade de filmar e fotografar. Ele me disse que sem dúvida era possível, porém eu como ocidental não tinha a devida educação para me comportar em um templo chinês, e disse mais, que todos os ocidentais sem exceções não tinham considerações com as coisas e crenças alheias além de terem a mania de arrancar pedaços dos templos para levar como souvenir! Que isso além de ser uma agressão, era furto. Disse ele: - Imagine se todos que aqui chegassem levassem um pedacinho de lembrança, o que sobraria do templo que no presente momento tem mais de 3.000 anos de existência? Fiquei sem saber o que falar, afinal de contas sendo ocidental e brasileiro, sabia muito bem o que ele estava dizendo, sabendo que, a mania de levar pedaço de souvenir é um hábito bem nosso. Eu lhe garanti que não faria isso de modo algum, só queria mesmo era filmar o templo e guardar para a posteridade, pois que dificilmente eu voltaria a um local tão distante de minha casa. Foi o que fiz, o filme felizmente ainda está em boas condições de ser exibido, é bem bonito e vale a pena ser visto muitas vezes. A conversa do monge foi tão cativante que dois dias após a filmagem voltei ao local para agradecê-lo mais uma vez. Daí a coisa pegou... Ele começou a me especular... Você é católico? É casado, tem filhos, em que pais vive e por aí foi. Eu respondi todo o inquérito. Ele sorriu e disse para mim - Como você disse, tem três filhos, e sem dúvida possui algum objeto de alta estima? - Sim - lhe respondi... Pensei em meus modelos de barcos. - Pois bem... Imagine se seus filhos cismarem de quebrar seus modelos, coisa de criança, irresponsabilidade, o que você faria a eles? Sei lá, nem posso imaginar isso acontecer - pensei com meus botões. Respondi que não saberia o que fazer... - Você os expulsaria de casa? Os poria na rua sendo eles, ainda crianças? - Nunca! - respondi. - Pois bem, na sua religião (cristã), Jeová - o seu deus - fez isso a seus filhos. Expulsou-os de casa por terem tocado na árvore da sabedoria; sem dar-lhes instrução alguma e até hoje vagam pelo mundo sem base moral e sem consideração pela simples razão de não terem tido pais para instruí-los. Os ocidentais em sua grande maioria são cristãos e por isso não têm educação de base como nós orientais que desde cedo aprendemos como respeitar os outros, sobretudo os mais velhos. 9


Como dá para notar, a educação deles é bem diferente da nossa.

BRASIL, A IGNORÂNCIA AO ALCANCE DE TODOS

Se você está lendo este artigo de forma fluente considere-se uma exceção em nosso pais. Mas você é um ponto de referência. Vou mostrar isso. Se alguém lhe perguntar – Qual a pessoa mais burra que você já conheceu na vida? Sem dúvida você irá apontar para a sua empregada doméstica, que tem ou que já teve, ou então algum outro serviçal doméstico com o qual você teve muito contato cotidiano. Não é verdade? Sabe por que? Não?! É simples, você entrou em contato com a ponta do “iceberg” (lê-se Aissebergue) que quer dizer um monte de gelo. Procure a explicação em um bom dicionário, para eu não perder minha linha de raciocínio. Tem mais um significado: é uma pequena amostra de uma grande desgraça, seja ela qual for. 90% da população brasileira pensa (sic) – acha que consegue pensar – e age como aquela burra que você conhece ou conheceu, a única diferença é que aquela entrou em contato direto com você e lhe deixou pasmo. Como você acha que as autoridades constituídas chegaram lá para nos furtar legalmente? Sem dúvida através dos votos dessa horda de burros. Mas como isso se tornou assim? Vou tentar explicar, esse é meu ponto de vista e não a realidade, a realidade está dentro de cada um. Lembre-se a grande massa acredita em um deus único e todo poderoso, senhor do Céu e da Terra, sem nunca o ter visto. Então ... o que é realidade? É fácil, realidade é aquilo que você acredita. E Deus (por alcunha antiga o Padre Eterno) é bom exemplo. Certo! Então, vamos lá. Lendo um livro escrito por um português, professor da Universidade de Coimbra de nome João Ameal da cátedra de História, o livro se chama “A História de Portugal” editado em 1949. O livro é uma confusão só, acho que nem o autor entende bem, dado que ele comete o pior dos erros de um livro de história, não tem seqüência ordenada de datas e eventos, de formas que, ele cita fatos (factos) em Portugal, entremeados sem uma seqüência lógica e ordenada, levando o leitor a uma confusão mental terrível. O mesmo se dá com a história portuguesa, é uma trapalhada só. A história não tem data inicial posto que não é citada, mas é lá pelos anos 1100 da era cristã. Daí vem as grandes navegações, as descobertas, as pilhagens, a escravização dos habitantes dos locais invadidos (descobertos por eles) cujo único intuito era se locupletar com o roubo dos bens e propriedades de outrem. Esse lindo e super desenvolvido país (sic), foi quem nos colonizou e nos ensinou a ser o que somos, (sic) Portugal é atualmente e desde 1870 o país mais subdesenvolvido da Europa Ocidental. Na Europa Oriental tivemos o suplício das nações devido ao regime Comunista, que sem tirar nem por, provou ser uma porcaria, e Portugal conseguiu se atrasar sem a ajuda nefasta deles. 10


O Brasil é um grande Portugal com a mesma ignorância típica da raça; e mais, ajudado pela miscigenação com o Índio e com o africano, tanto um como o outro com uma evolução mental da idade da pedra lascada na época dos descobrimentos e da colonização. De lá para cá me parece que evoluíram bem pouco, talvez pedra polida?! Tentaram amadurecer o raciocínio dos Índios e Negros africanos a força de ensinamentos cristãos, dizendo a eles que Jesus e Maria tudo podiam e que deles tudo se podia pedir e esperar . O pior é que eles acreditaram. E até hoje eles rezam mais para que as coisas aconteçam do que fazem as coisas acontecerem. Sabe como se chama isso? Vagabundagem, e na Bahia, malevolência, palavra derivada do latim “malavoglia” (má vontade). É um povo que tem preguiça com tudo, isso dado à má educação que recebem na infância tanto dos pais como das escolas. Os pais nada sabem e têm filhos por atos de luxúria e não porque querem tê-los. Os criam como gado de transumância ou galinhas de capoeira, ou seja, ao tempo, sem cuidados, sem higiene, sem instrução alguma e por aí vai. Desse jeito se transformam em humanóides, quase primatas. Talvez os índios e os africanos em sua origem sejam mais bem educados do que os brasileiros de hoje. Pelo menos tinham sua parca cultura e hábitos que permitiam a eles sobreviver. Mas como a coisa está ficando, o fim vai ser triste, o país está cada vez mais burro e sem uma linha de conduta, um bando de imbecis sem rumo, todos indo para a criminalidade. Não acredito que seja possível se corrigir isso, acredito que a falta de vontade de estudar e trabalhar já se tornou um “Gen” característico de nossa raça. Como instruí-los então? Quiçá uma grande epidemia de peste matasse a todos e novas raças viessem habitar nosso solo, ou então sei lá o que? Do jeito como está e vai ficar pior, ninguém mais corrige.

O COMUNISMO E O GOLPE DE 64 NO BRASIL

O comunismo em teoria é uma coisa e na realidade é outra como provou a história ao longo dos tempos. Em teoria deveria ser um regime de igualdade entre os cidadãos e onde não haveria classes sociais mais abastadas e muito menos classes miseráveis. Enfim para os sonhadores, um regime ideal onde todos seriam iguais entre si. Entretanto isso é impossível devido à natureza das coisas. O mundo em si não é igual, não é equânime, é todo cheio de diferenças sejam físicas que comportamentais. Observe o mundo com um olho mais céptico do que o normal, preste atenção nas plantas, observe uma plantação de feijão, uma plantação de milho ou seja ela qual for e entre milhões de plantas você não encontrará sequer duas idênticas, observe os animais, examine um enxame de abelhas, uma tropa de burros, o gado, e você não verá dois idênticos, e isso é o mundo, as maiores diferenças estão nos humanos e nos cachorros, não sei por que, mas gente e cachorro realmente tem tantas raças e nuances que é um espanto! As coisas mais parecidas são os cardumes de peixe, mas mesmo assim acho que se observarmos com olho clínico até eles são diferentes; se bem que, em tamanho nota-se claramente em um cardume que não é homogêneo, existe sem dúvida uma pequena diferença entre eles. Então pergunto; por que então inventar um regime que é contra a natureza aqui na Terra? Os homens (humanidade) são muito diferentes entre si, portanto um regime onde se devem tratar todos de forma igual é pura teoria, e jamais será possível.

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O clima, a conformação geológica, os mares, a posição dos continentes enfim tudo segue uma regra caótica. Pergunto mais uma vez: por que então querer construir um mundo de igualdade se ele é todo disforme e caótico? O humano deve conviver com essas diferenças da natureza e sobreviver dentro dessa pluralidade; se pensarmos bem veremos que a geografia e o regime climático determina as vezes a moral. O que é legal e moral em uma região do mundo é ilegal e imoral em outras, um bom exemplo são as tribos de árabes beduínos que castram o clitóris de suas filhas para que não sintam prazer no sexo ao se tornarem adultas, outro exemplo são os esquimós que oferecem suas esposas aos visitantes como mostra de amizade. E por aí o vai o mundo, cheio de diferenças e contradições. Porém Karl Marx inventou um regime novo no final do século XIX e no final do XX entrou em franca decadência exatamente por essas razões. Mas lhe garanto que durante cerca de 100 anos iludiu muita gente e também abalou outras, enfim deu o que falar, e mais, muita gente morreu por acreditar nele, seja por defendê-lo ou seja por apregoá-lo. Certa vez, em um curso livre de línguas estrangeiras, onde se proibia o uso do português para o diálogo, exatamente para se ter fluência em outras línguas, o tema das discussões era livre, chegou então minha vez de escolhê-lo, então eu propus ... “Três judeus mudaram o comportamento do mundo, Moisés, Jesus Cristo e Karl Marx”. Quase apanhei de duas carolas que havia no grupo, e os demais acharam um absurdo eu comparar o “filho de Deus a Karl Marx” e minha resposta foi a seguinte: Hoje no mundo existem mais comunistas (pelo menos oficialmente) do que cristãos. E era o ano de 1980, época em que o regime comunista não havia caído na Europa. O primeiro pais no mundo a sofrer com o comunismo foi a Rússia, a revolução não veio para acabar com a tirania dos Czares que se havia implantado a séculos naquele país, mas como revanche da burguesia judaica ao “Pogrom” que nada mais foi que o movimento que surgiu na Rússia czarista no final do século XIX para a eliminação do excesso de judeus que habitavam o território russo. Parte foi expulsa e parte sacrificada ou assassinada, como queiram. Sem dúvida os judeus deram um golpe de mestre, iludiram o povo com a liberdade e igualdade e com isso derrubaram a monarquia e implantaram uma república socialista soviética de cunho pseudo comunista. Mas o destino deu um contra golpe no regime, um de seus chefes, de nome Josef Stalin, se fazia passar por judeu e não era, muito pelo contrário era anti-semita. Outro chefe foi Piotr Ilitch Ivanovitch, conhecido como Lehnin, e que morreu achando que havia descoberto o paraíso na Terra. O segundo país a cair dentro da arapuca foi a China, isso em 1948/9 com o regime de Chu-En-Lai e Mao-Tse-Tung, e pelo jeito perdura até hoje, não com a teoria comunista, somente ficou o ranço do sistema, como a ditadura e as estatizações, as demais se transformaram em um mundo de capitalismo de estado, é uma simbiose entre estado e ricos para explorar o povo, exatamente como no Brasil de sempre. Muito outros países foram atraídos por esse regime, em outros; lhes foi imposto a força. Outros ainda foram derrubados pelos Estados Unidos, como o caso do Chile. Na realidade o que acontece em um país que escolhe o regime comunista, ou cujo regime lhe é imposto, é estatizar a economia, seqüestrar os bens dos latifundiários, dos ricos, é promover uma reforma agrária, e em nome do partido colocar um bando de puxa sacos para cuidar disso tudo que foi seqüestrado em nome do partido e com o qual eles se locupletam, e o povo continua na mesma penúria que sempre esteve. O melhor exemplo disso é Cuba e seu famoso Fidel Castro. Suas fazendas coletivas deram só em encrenca, nunca produziram nada que preste. Israel é também socialista, e podemos ver que a única coisa que produz é encrenca. No Brasil foi a mesma coisa. A primeira tentativa foi a coluna Prestes e deu em água de bacalhau, a segunda foi a intentona Comunista e foi um fracasso total. Entretanto em 1964 um golpe militar que se 12


dizia anticomunista se instala no poder e transforma o pais num caos, onde não se sabia o caminho em que iríamos. O regime após 1971 se torna anticomunista, cassando os simpatizantes do comunismo e transformando-as em vítimas fatais, começa até uma pequena guerra civil, onde as forças armadas combateram os comunistas com toda sua energia, aniquilando-os. Entretanto se instala no pais um verdadeiro regime comunista, onde certos bens foram confiscados e estatizados, puxa-sacos que em geral eram oficiais das forças armadas na reserva, foram convidados a cuidar da pilhagem como gestores ou feitores, os serviços públicos todos estatizados, a rádio difusão e telecomunicações estatizados, daí nasce a Globo que até hoje domina o sistema. Só faltou o sistema bancário, que não caiu em mãos dos puxa-sacos porque já tinha dono, e são os judeus americanos disfarçados em FMI, BID e outras siglas, que se entende como “Grana Americana para Extorquir Povos”. Enfim um regime de fazer inveja a qualquer União Soviética ou China da vida. Então por que eles se auto-intitulavam anti comunistas sendo eles próprios os verdadeiros comunistas? Nunca entendi isso. No ano de 1977 veio a São Paulo o “Circo de Moscou” o verdadeiro, (sim, houveram outros, falsos) era ele mesmo, eram russos e estavam a fazer um giro pelo mundo e na rota, o Brasil. Aqui no Brasil eles tiveram diversos problemas, entre eles a freqüência de nossa energia elétrica que é de 60 Hz (ela varia 60 vezes por segundo) ao passo que nos demais países sul americanos é de 50 Hz. O que acontece então? Certos aparelhos não funcionam corretamente nessa freqüência, um deles são os gravadores e reprodutores de fitas. O som sai distorcido, no caso, sai mais agudo e rápido. Por acaso vieram a meu encalço para resolverem a questão, o que fiz sem muito trabalho, isso é uma coisa corriqueira a ser feita. Acabei por conhecer um dos gerente do circo que era o técnico e russo mas falava francês, e eu também. Nos entendíamos bem, uma certa amizade surgiu, e ele me convidou para ir ao espetáculo e depois irmos jantar como gratidão por eu ter resolvido o problema técnico. Na conversa que tivemos durante o jantar ele me pergunta: - Por que os brasileiros tem horror de comunistas se aqui o regime é mais comunista do que lá na união soviética? Eu então com admiração lhe pergunto: - Por que você diz isso? Ele explica: - Para eu instalar o circo foi necessário uma permissão do governo municipal, tive que ligar a água, o esgoto, a energia elétrica, e era tudo do governo, e se eu não desse uma propina a coisa não sairia em tempo hábil, depois veio a inspeção do bombeiro, que aqui é da polícia, depois vieram as polícias estadual e federal que é a KGB de vocês. Lhe garanto que nos outros países que instalei meu circo, isso não existe, nem mesmo na União Soviética e nem na Alemanha comunista que é tida como o regime mais fechado do mundo! Vocês acham que estão em que tipo de regime? E eu não soube responder e a bem da verdade no presente momento ainda não saberia dizer, mas depois das considerações acima é meio estranho acharmos que estávamos em um regime de liberdade política, realmente estávamos mais próximos do comunismo (conhecidos como capitalismo de estado) do que de uma república democrática e liberal. Toda vez que o comunismo se apropria do poder ele fecha os partidos politicos e no Brasil aconteceu o mesmo , foi criada por decreto a Arena, que era partido único. A liberdade de imprensa foi suprimida, igual aos comunistas... e por aí vai, então, podemos dizer com propriedade que o Brasil já foi administrado por um regime militar de cunho comunista típico com é o caso de Cuba onde Fidel Castro costuma dizer de boca cheia, - “El pueblo cubano ya eligió su regimen a mas de 13


40 años, por que tendremos de cambiar ahora?” - (O povo cubano já escolheu seu regime há mais de 40 anos por que deveríamos muda-lo agora?) Nos regimes comunistas os chefes supremos de revezam no poder, não há eleições, e foi exatamente isso que aconteceu no Brasil. Na União Soviética foi Lenin, Stalin, Bulganin, Krutchev, Brejniev, Gorbachov, Iéltsim e Putim. Isto durante 72 anos e no Brasil foram Castello Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo, isto durante 20 anos; ambos regimes obedeciam o mesmo critério e ambos foram a breca deixando o país em um mar de dívidas. Tal qual na União Soviética , aqui no Brasil, sob a égide da revolução de 64, todos os males eram encobertos e ficávamos sem saber o que existia embaixo do pano, mas com certeza em pleno regime militar ou comunista, como queiram os senhores, o tráfico de drogas, a corrupção ativa e passiva e todos os demais males de um governo já existiam, e nós é que não sabíamos . Os regimes mudam, as podridões afloram, mas nenhum regime irá corrigir as distorções da mente humana. Portanto no meu ponto de vista qualquer regime é bom e tem suas falhas, até no regime alimentar, uns emagrecem outros engordam, mas a única coisa que melhora o mundo é a cultura, é o ensino, isso para que o indivíduo tenha noção de como agir, e aqui no Brasil como em parte do mundo o caos é total, as massas são dominadas pela mídia, sem raciocinar e as vezes sem saber o que está fazendo, ou sofrendo, com isso tudo. O sistema tributário implantado pelo regime de exceção, seja ele militar ou comunista, como queiram, é bem semelhante aos países do leste europeu, inclusive Rússia. Inventaram uma modificação no imposto de renda, que de renda não tem nada, pois que tributam tudo inclusive os salários. Mas o ponto mais característico da mão comunista no sistema foi um item que poucos notam e se chama “variação patrimonial”. Nesse item está implícito o sistema comunista ou capitalismo de estado, onde se fiscaliza e se tributa a propriedade, onde se fiscaliza a propriedade alheia, isso só é válido em sistemas socialistas e comunistas, e nunca em um sistema de liberdade como os próprios militares anunciavam. Democracia por definição é um regime onde o povo elege seus governantes. Democracia não é o que muitos pensam um regime de liberdade, muito pelo contrário, é um regime duro, é o povo no governo, e todo povo é recalcado por algum motivo ou outro! Lembre-se: A China e a antiga Alemanha comunista se consideravam repúblicas democráticas! E ainda hoje temos uma grande mácula no sistema, quem elege o poder judiciário? Eu sei, eles mesmos, é a maior e mais velha mumunha do país. Nem os comunistas-militares mexeram nisso. No presente momento o país ainda adota o regime tributário tipicamente de países comunistas. O Brasil tem uma enorme distorção no sistema tributário, ele tributa quem produz e não quem consome, dessa forma ele penaliza quem trabalha e favorece os espertalhões que em geral possuem um comércio clandestino, isso por preguiça do governo em fiscalizar melhor o comércio, para um regime totalitário é mais fácil impor sanções as indústrias e aos assalariados do que taxar o comércio. Essa distorção que aí está é do tempo do Castello Branco, é o ICMS. Antes dele, havia o imposto sobre vendas e consignações. Agora começam a falar de novo em reforma tributária, mas não é o que se quer, é, ainda mais, aumentar a arrecadação para se manter a máquina falida do estado e seus puxa-sacos, e isso é exatamente o que se chama de regime comunista. Um bando de vagabundos vivendo a custa do Estado, por isso querem tudo estatisado. Ainda vivemos à sombra do ex-regime comunista brasileiro.

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LACUNA

Uma lacuna na legislação brasileira que necessita ser corrigida urgentemente. O Artigo 22, inciso 10 da Constituição Brasileira, dita claramente que: “A navegação fluvial, lacustre, marítima, aérea e espacial, é da competência da “União” (Governo Federal) entretanto não se encontra explícito em lei ordinária que o antigo Ministério da Marinha e da Aeronáutica cuidariam respectivamente da regulamentação e administração das frotas civis tanto navais como aéreas.” Com a criação do Ministério da Defesa, passou para este as atribuições dos antigos ministérios. Mal comparando, seria como o Exército Brasileiro cuidar da emissão de carteiras de motoristas e fiscalizar os Detrans por todo o Brasil. Se torna urgente resolver esse problema. O primeiro ato necessário seria a criação de escolas oficiais (federais) de Pilotos e Maquinistas Fluviais e Lacustres. Não existem. O que existe é uma escola para formação de Oficiais de Marinha Mercante, isto na Cidade do Rio de Janeiro. De certa forma subordinada a Marinha do Brasil (Guerra). Há anos existe na Cidade de Belém, PA uma escola para navegação fluvial, mas que seja de meu conhecimento, ela não funciona ou seja, ela ainda não existe. Na realidade deveriam criar três escolas uma para cada bacia importante e específica, seja: Bacia Amazônica, Bacia do São Francisco e Tietê-Paraná, esta última englobaria também a navegação do Rio Paraguay, dado que, elas diferem e em muito entre si. As escolas deveriam ser Federais e subordinadas ao Ministério da Educação, e a regulamentação e fiscalização subordinada aos Estados que contém as Bacias e Supervisionados pelo Ministério dos Transportes, dado que transportar passageiros e cargas é da competência desse ministério. Um exemplo do que está acontecendo: jet-ski e lanchas de recreios devem ser fiscalizadas pelo Ministério da Defesa via Marinha do Brasil. Você não acha que é uma atribuição incompatível? Ao invés de fiscalizarem as costas brasileiras e as plataformas de petróleo contra sabotagens, a Marinha ficar fiscalizando jet-ski em praias de recreio? A quantidade de OFNIS (objetos flutuantes não identificados) que existe no Brasil talvez seja maior do que o efetivo da nossa marinha, como então fiscalizar isso tudo? Obrigar que toda a embarcação seja vistoriada por um engenheiro naval antes de receber seu registro e permissão da navegar, assim como os imóveis, que devem ter um “Habite-se” passado por um Engenheiro Civil ou Arquiteto. Isto pela simples razão de não se construírem mais OFNIS. As estatísticas de acidentes fluviais aumentam cada dia, sobretudo na área de Belém; onde as embarcações são construídas por mestres artesãos, sem conhecimento algum de engenharia naval. E são vistoriadas pela Marinha, só Deus sabe como! E acabam soçobrando. E mais, são pilotadas e comandadas por semi-analfabetos. A maioria não tem a instrução primária, quando na realidade o mínimo a ser exigido deveria ser um título de grau médio como Piloto Fluvial. E renovar o exame a cada 4 ou 5 anos como se faz com uma simples carteira de habilitação para dirigir veículos auto-motores. Todos os pilotos brasileiros de aviões comerciais, tiveram que fazer cursos fora de nosso pais, isto pela simples razão que não existe escola para pilotos comerciais. O que existe são aeroclubes que fornecem 15


“Brevet” emitido pelo ministério da defesa atualmente, e que serve apenas para vôos domésticos em aeronaves particulares; assim como de fosse uma carteira de habilitação para se dirigir um automóvel de passageiros particular. Uma total discrepância. A Razão dessa discrepância esbarra nos interesses escusos de oficiais de marinha e de aeronáutica de deixarem esse nicho como um possível emprego após suas respectivas transferências para a reserva. Militares se aposentam muito cedo, eles cumprem apenas 25 anos de serviço ativo e está incluído nesse período o tempo de escola militar. Dessa forma muitos se aposentam com 43 a 45 anos de idade. O que irão fazer então? Se não começarmos agora a por em discussão esse tema, jamais ele terá uma solução lógica e condizente com a realidade atual do Brasil em pleno século XXI.

UMA VEZ DA CAÇA OUTRA DO CAÇADOR

Esse é um velho provérbio brasileiro que significa que as vezes os espertalhões se dão mal em suas lucubrações. No presente momento estamos vendo uma enorme campanha contra o tabagismo, e sem dúvida eles tem razão, porém em passado não muito remoto essa mesma turma do deixa-disso, contra qualquer tipo de fumante, nada fazia contra esse maldito vício. Sabem por quê? Interesses econômicos. Em meados dos anos 60 e inicio dos anos 70 do século passado, a África começou a se libertar do colonialismo feroz de que foi vítima durante séculos, a bem dizer desde as grandes descobertas e navegações do século XVI. Um país que se chamava Rodésia foi da metade do século XIX até meados do século XX o maior produtor de tabaco do mundo. Esse país hoje tem outros nomes, ele se fragmentou e passou a se chamar Zambia, Zimbabue e Botswana. Com a expulsão dos colonizadores e a destruição das plantações de tabaco (fumo) da antiga Rodésia, o Brasil e mais precisamente o Rio Grande do Sul, aparece como o atual maior produtor de tabaco para exportação. Com essa mudança, de certa forma drástica, muda de mãos as ações das companhias tabageiras, os que lá estavam não conseguem se instalar aqui no pais. Uma das razões é que já existia toda uma estrutura para a indústria tabageira no Rio Grande do Sul nas regiões de São Francisco do Sul e Venâncio Aires. Como então combatê-las de forma elegante e sem por as garras de fora? Fácil... Passando a falar mal delas, e sem dúvidas, eles tem fundamento, mas então, por que só agora então? Por que não antes quando estava em mãos outras que não as nossas? Ou será que o fumo se tornou tóxico de repente e antes não era? Sempre foi um tóxico e causou dependência, mas como estava no mesmo grupo econômico que domina a mídia atual, então por que falar mal dela como se fala hoje? Qualquer filme antigo faz alusão ao fumo, era chique fumar, fazia parte do contexto. O mesmo está agora acontecendo com os pesticidas agrícolas e domésticos dos grupos dos organoclorados, fosforados, carbamatos etc e tal. Depois da caducidade das respectivas patentes eles se tornaram nocivos aos humanos, aos animais em geral, e enfim contaminante do meio ambiente. Por que

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não eram os mesmos produtos nocivos na época de seus respectivos lançamentos. Por que o EPA (a Cetesb americana) e FDA (o ministério da saúde americano) não proibiram seu uso se são tão nocivos? Lembram do DeTefon, do Neocid, do Gamexane e outros que marcaram época e desinfetaram o mundo dos piolhos e pulgas? Pois bem, são todos considerados letais a saúde de qualquer animal, mas... antes não eram! Estranho né! Nunca soube de ninguém que tenha morrido envenenado com inseticida e nem herbicida ou congênere, mas de doença de Chagas, Malária e outras endemias brasileiras já, e elas eram combatidas com DDT. Agora o DDT está no “Index”. O mesmo está acontecendo com o gás de geladeira, ou melhor, os gases do tipo CFC ou gases refrigerantes que foram sintetizados nos anos 40 e tidos como uma das maravilhas do mundo, não possuía cheiro, era atóxico, alta entalpia, pressão de vapor condizente com os equipamentos existentes e outras tantas maravilhas que até parecia uma dádiva de Deus. Por que cargas d’água eu não sei, descobriram que ele é que gerou um buraco na camada de ozônio que envolve a Terra e devido a isso a irradiação solar aumentou provocando doenças de pele, alterações climáticas, inventaram o protetor solar e estão ganhando uma grana preta com isso, enfim um monte de proveitos sobre a desgraça. Aqui nesse caso está se usando dois pesos e duas medidas, quando a doença é provocada pelo fumo faz-se um processo contra o fabricante de cigarro, mesmo este alegando que o fumante fuma se quiser, que ele não é obrigado. Os juizes dão ganho de causa aos doentes. Mas então por que as pessoas vítimas de doenças de pele provocada pela irradiação excessiva não são indenizadas pelas fábricas dos gases da mesma forma que os fabricantes de cigarros e congêneres? E mais, fuma quem quer, mas o sol está aí para todos, e a maioria mal sabe que se alterou sua irradiação com essa contaminação gasosa. Não é admirável o que as fábricas de gases refrigerantes estão fazendo com o Brasil e talvez com o mundo! Estão inculcando na cabeça dos profissionais do ramo de refrigeração e ar condicionado a substituir o antigo por um novo gás que dizem não é prejudicial ao meio ambiente, (agora) mas com o tempo vão descobrir que esse também era uma porcaria e vão inventar outra história para levar bobos no bico e tornar essa uma história sem fim. Chega de vigarice! Está na hora do Ministério Público fazer uma sindicância sobre esse tema e começar a aceitar processos contra os poluidores da camada de ozônio e os fazerem pagar altas indenizações as suas vítimas. Todos sabem que é impossível remendar o buraco da estratosfera, pois é, eles deveriam tentar. Uma das vítimas foi meu pai. Era um pescador compulsivo, achava que ficar tomando sol fazia bem. Não adiantava avisar, era teimoso e convencido de que sabia o que estava fazendo. Morreu de câncer de pele e suas complicações. Imaginem os senhores leitores quantas pessoas menos avisadas deverão cair na mesma esparrela? O Ministério Público deve obrigá-los a fazer circular avisos por todo nosso país tropical de que eles poluíram, ao contaminar a camada de ozônio da Terra com seus gases maravilhosos.

VEGETARIANOS

Os vegetarianos assim se definem pela simples razão de não comerem carnes. A maioria deles, fazem isso, por acharem que é um crime se sacrificar animais para se alimentarem. Esquecem entretanto que ao comerem vegetais eles estão sacrificando outro tipo de vida, a vegetal. 17


Mas o que eles consideram vegetais?! É estranho, mas vou lhes afiançar que possuem conceitos esdrúxulos. Muitos acham que vegetais são só os que possuem a cor verde. Que farinhas de trigo ou mandioca não são de origem vegetal. A maioria dos vegetarianos tem algum tipo de anomalia mental. Não sei se a falta de nutrientes os levou a isso ou se foi o oposto, ou seja por serem assim (fracos de raciocínio) os levou a vegetarianos. Tente perguntar a um vegetariano se ele ingere margarina feita com óleo de soja? Sem dúvida um produto de origem vegetal. Na hora ele irá dizer “ah, mas foi industrializado”. Eu só como produtos naturais. Mas a propósito o que é um produto natural? No meu conceito os únicos produtos que se comem ao natural são as frutas e os ovos. Sendo este último às vezes temperado com sal. Vê-se claramente que a confusão que os vegetarianos geram é semelhante as geradas pelos bacharéis de direito. Eles sempre têm razão, mas nunca se entende nada. Indo direto aos fatos: Ao se comer um frango, seja assado ou frito, ou sei lá como, para que isso se tornasse possível foram necessários no mínimo 8 meses de preparação. A saber: Levados os ovos a uma chocadeira, após 22 dias eclodem os pintinhos. Em quatro meses, eles alcançam um peso tal e são avaliados pelo pecuarista par aver se vale a pena ou não serem levados ao abate. Em geral 5 meses é o ideal, isso sem uso de anabolizantes. Após o abate, vão ao resfriamento, transporte, à revenda, ao forno etc e tal. Daí se come o frango. Ao se comer um palmito (é vegetal) portanto é natural. Para se ingerir esse tipo de alimento são necessários no mínimo 25 anos. Sim, isso mesmo, 25 anos no mínimo. Desde quando a palmeira nasce até ela atingir a maturidade e ser abatida lá se vão 25 anos. E mais, um palmito inteiro pesa cerca de 4 Kg. O resto da árvore é jogada fora e pesa de 300 a 400 Kg. Ou seja só se aproveitou 1% da planta, o resto não serve para nada. Isto sim é um crime. Os animais tem a chance de fugirem ao serem caçados para abate. Quando abatidos, morrem totalmente. Animais não têm raízes, mas plantas sim. Ao se cortar um vegetal, só se corta do caule para cima, as raízes ficam, as vezes, acontece o rebrote mas na maioria dos casos não, elas entram em agonia e perecem. Deve ser um dor infinda. Elas são seres vivos como se fossem animais. Existem dois tipos de vegetais que são alimento para os humanos, uns são chamados de perenes, ou seja vivem um período longo de vida; maior as vezes que dos humanos. Existem os sazonais, ou seja vivem em geral um ano justo. São semeados crescem, maturam, secam e são colhidos. Daí sofrem beneficiamento e são armazenados para consumo. São: arroz, feijão, trigo, soja, milho, lentilha, ervilha, grão de bico e outros que não me ocorre os nomes. Esses sim não sofrem ao serem ceifados, mas todos os demais são ceifados vivos. Portanto toda a verdura é arrancada viva para consumo. E quanto à higiene no processo de alimentação? Como fica? Normalmente os abatedouros e os frigoríficos são fiscalizados pelos órgãos competentes, não para garantia da higiene e qualidade final, mas para dar emprego a algum cabo eleitoral que ajudou o governo subir ao poder e como recompensa o nomeou fiscal da higiene, em geral são totalmente despreparados para a fução. Mas mesmo assim ele quer mostrar serviço e ajuda o ambiente ser higienizado. Em contra partida, os plantadores de legumes e hortaliças, são totalmente ignorados pelo serviço de saúde pública, usam fezes animais e humanas como estrume das plantas e junto com elas vão todo tipo de 18


infectantes como, jardia, lumbricoides, escherichia colli, amebas, tripanossomas e por aí vai. Dessa forma no meio dessa flora abundante tem uma fauna abundante. A assepsia só se consegue em casa, nunca em um restaurante. Portanto comer verduras em uma salada servida em um restaurante, é ingerir um monte de contaminantes que nos pode levar a disenterias homéricas. Quanto ao que se chama de produtos naturais, o que é bem isso? Muitos chamam os cereais pouco beneficiados de produtos naturais como por exemplo o arroz integral. Esquecem entretanto que naquela casquinha marrom avermelhada que envolve o grão, é o berço de criação de um fungo de nome “Aspergilius” que é bem tóxico, sobretudo para o fígado, levado as vezes a uma hepatite química. O amendoim é o campeão no desenvolvimento do aspergilius. Portanto ingerir vegetais é tão perigoso quanto ingerir carne de qualquer espécie. As carnes normalmente são ingeridas cosidas e não cruas mas, a maioria dos vegetais são ingeridos crus. Daí o perigo das contaminações. As carnes também transmitem doenças, principalmente a de porco, nela pode conter ovos de tênia (solitária intestinal) e Cisto Circose (verme que se desenvolve no cérebro e nos olhos) levando as pessoas a cegueira e a morte. Só coma carnes bem assadas ou cozidas, nunca sangrando pois a possibilidade de contágio é enorme. Evite ser vegetariano, alem se ficar mal nutrido, a possibilidade de se contrair doenças intestinais é enorme. O ideal é ser onívoro, falando mais claro, comer de tudo, sempre com moderação, e com muita higiene. Ser vegetariano é pura frescura, ainda mais quando o vegetariano se acha um naturalista, daí sim a coisa pega feio…

FATOS DA VIDA REAL

Coletânea de fatos que aconteceram e que merecem ser lembrados.

Costumo contar sempre às pessoas mais chegadas os fatos que participei ou apreciei ou que foram notícia na época. Aconteceu que muitas vezes cheguei a contar o mesmo fato a mesma pessoa por não lembrar que já o havia relatado, e o outro me dizia, já ouvi isso uma vez. Um amigo me aconselhou a escrever isso por achar que eu me lembrava de forma muito viva os fatos vividos, presenciados ou que tinha tido notícia, e que com o tempo iria me esquecer tendo em vista que estava já na idade em que a memória começa a faltar. Em minha família a arteriosclerose é um fato marcante, muitos a tiveram e assim ficaram antes que falecessem, de forma que é bem possível que a mim se passe o mesmo, e com isso muita coisa que lembro se perderá com a falta de memória. Alguns dos fatos têm frases de efeito, mas todos trazem em seu bojo alguma informação que sem dúvida é um aprendizado para a nossa cultura geral ou então um exemplo de como se comportar perante certas situações inusitadas. 19


Procurarei relatar os fatos de forma cronológica, mas não muito correta, tendo em vista que as vezes me lembro bem do fato mas não exatamente quando ele ocorreu, mas mais ou menos somente a ��poca em que ocorreu. A TORNEIRINHA Desde criança tive curiosidade de saber como as coisas funcionavam, isso me levava a guardar tralhas para desmontar e ver como eram feitas. Uma das tralhas era uma torneirinha de filtro - ou talha - de água para beber. Naquela época, mais ou menos 1942-3, as torneirinhas dos filtros eram feitas de latão, eram do tipo que se chama em mecânica “tipo macho, não vou explicar aqui o que é, quem entender tudo bem, quem não... mas era relativamente pesada pelo seu tamanho devido ao material de que era construída. Eu tinha um triciclo, que na época o chamavam de tico-tico, existe até hoje só que de plástico, mas esse era de tubos de ferro. Tinha por hábito passear na calçada da rua com ele, era a Rua Desembargador do Vale nº 336, Bairro de Pompéia. Nessa mesma rua e mesma calçada morava um outro menino de nome Nestor, que tinha mais idade e mais tamanho físico do que eu, e ele implicava que eu passasse em frente a sua casa dizendo que era seu espaço. Ele tinha um automovinho com pedais e que na época o chamavam de Pintacuda, era o nome de um corredor de automóveis italiano famoso. O Nestor me batia as vezes, e eu voltava para casa chorando e reclamando quando certo dia minha mãe disse: - Se voltar aqui chorando por causa do Nestor vai apanhar outra vez de mim, é bom você começar a bater nele também. Como ele era maior do que eu, resolvi me armar com alguma coisa, daí lembrei da torneirinha, ela tinha uma franja na base da rosca e uma alavanca para o abre a fecha; era um excelente soco inglês, tipo de arma branca que se usou no início do século XX. Me armei com a torneirinha, e lá fui eu com o meu tico-tico passear na rua. De repente chega o Nestor com sua mania de mandar na rua; não tive dúvida, taquei a torneirinha na cabeça dele com toda a força que podia e não deu outra, abriu um belo corte, o sangue começou a correr. Ele ficou mais apavorado do que com dor na hora da briga, quando se viu sangrando abriu um berreiro, e chamou pela mãe, daí saiu correndo pra dentro de casa. Eu voltei correndo e avisei minha mãe que eu é que havia batido no Nestor naquele dia e não ele em mim. Minha mãe fez um ar de satisfeita. Dali a pouco lá estavam pai e mãe do Nestor se queixando do ocorrido, minha mãe disse: Ué!!! Eu nunca fui me queixar com vocês quando o Nestor batia nele e agora vocês vêm aqui reclamar coisa de criança, acho que vocês são mais crianças do que ele. Os pais retrucaram… “Mas ele nunca abriu um corte desses na cabeça do seu filho.” Minha mãe olhou e disse: - Você acha que foi ele que fez isso? Com esse tamanho? vocês estão loucos, ou foram vocês que bateram nele ou ele caiu por falta de cuidado de vocês, vocês é que são os culpados, se derem educação e cuidarem dele como se deve, essas coisas não acontecem, e quer saber de uma coisa, tenho mais que fazer, do que ficar aqui discutindo coisas de crianças. Entrou e fechou a porta, me levou para dentro e me perguntou: - Foi você mesmo que fez aquilo no Nestor? Foi – respondi. Ela fez uma cara de descrédito balançou a cabeça e não comentou mais o fato naquele dia. 20


Deste então, quando eu saia com o meu tico-tico pela rua, o Nestor fugia para dentro de casa, e de traz das grades do portão, ficava xingando. CONGRESSO EUCARÍSTICO NACIONAL Este fato, creio eu, foi o ocorrido de âmbito nacional mais antigo que me lembro. Aconteceu em 1942 e eu tinha quatro anos de idade. Foi na recém criada praça da Bandeira, feita exatamente para abrigar o Congresso. Era no vale do Anhangabaú, no inicio da Av. 9 de Julho, ainda existe, mas era totalmente diferente naquela época. Me lembro o nome do Cardeal que promoveu o Congresso, se chamava Don Carlos Carmello de Vasconcelos Motta, era magrinho e mirrado. Eu nunca tinha visto tanta gente junta em um mesmo lugar. A LIMA Em 1946 fomos morar na Rua Turyassú - assim estava na placa - e depois mudaram para Turiaçu. Nessa mesma rua e bem perto de casa vieram morar uns portugueses que instalaram uma quitanda; eram pai, mãe, duas filhas e um filho e mais tarde nasceu mais um menino. O filho era o Toninho, e logo fiz amizade com ele. Para seus pais e irmãs, era o Toino. Meu pai sempre foi um relaxado de marca maior, tudo dele era uma bagunça ou então sujeira, e o automóvel não escapava a regra. Quando minha mãe tinha que ir a algum lugar com ele, ela punha uma toalha de banho no assento, se não?! Adeus vestido. O carro tinha ficado uns anos no cavalete (para não estragar os pneus) porque durante a guerra não tinha gasolina para se andar normalmente com ele. Meu pai passou a circular com uma motocicleta de marca Zundap – alemã – e esqueceu de vez o carro. De vez em quando cismava de pô-lo a funcionar, isso para que o motor não se oxidasse por completo, já estava meio estragado. As baterias eram de muito má qualidade e sulfatavam a torto e a direita, e como ele era relaxado, a coisa ficava cada vez pior. Numa das vezes em que foi limpar a bateria, um dos bornes estava de tal forma sulfatado que quase não o conseguiu tirá-lo. Após remover todo o sulfato, o qual ele dizia ser solúvel em querosene (doce ilusão), ele quis limar o pólo de contato para remover o óxido, e disse ao Toninho e a mim que estávamos lá a observar tamanha labuta. : - Toninho... vê lá se seu pai por acaso tem uma lima para me emprestar, eu preciso limar esse borne, assim ele chamava o pólo de contato da bateria. Lá saiu correndo o toninho, dali a pouco voltou e disse - meio ofegante ainda da corrida: “meu pai disse que ainda não é tempo, seu Simão”, ainda faltam meses para se ter limas a vender. Não se esqueçam que o homem estava certo, ele era quitandeiro e não mecânico, e lima para ele era fruta e não uma ferramenta de desbaste. 21


Quem era o português na historia aí? Acho que era meu pai… O CACHORRO Eu havia apenas entrado no curso ginasial, era 1950, e meu percurso para ir à escola se alterou um pouco. Numa das esquinas em que contornava, era a da rua Itapicuru com a Ministro Godoi, nessa esquina havia uma casa com uma cerca viva; essa cerca era parte de baixo até um metro mais ou menos, tijolos e daí para cima tinha uns mourões com arame liso e umas plantas com folhas oblongas que ao quebrarem-se sai leite . Lá nessa casa tinha um cachorro que tinha mania de enfiar o focinho pelas plantas e latir bem na cara de quem passasse por perto. A mim, por diversas vezes, me deu um susto danado, desses de se ficar com taquicardia. Eu já andava aperreado com aquele cachorro, e prestava atenção para não tomar susto com ele, mas não adiantava, as vezes bumba! A gente se esquecia e lá vinha o susto. Eu resolvi dar uma solução no caso. Meu pai deixava um revolver de marca Colt calibre 32 na gaveta do criado-mudo, e dizia ser o revolver de minha mãe, ele andava com um revolver espanhol calibre 38 que não lembro a marca. Não deu outra, certa manhã, pus o revolver na maleta da escola e lá fui eu, e disse: Vai ser hoje que aquele cachorro me paga. Como era de se esperar passei bem rente à cerca e lá veio o cão ladrar, saquei o revolver da maleta e dei um tiro bem na boca do cachorro. Ele não deu nem um piu, caiu duro na hora. Fui para a escola com revolver e tudo, e mais, sem nervoso nem medo, assisti as aulas e voltei. A tarde limpei o revolver, substitui a munição e coloquei-o na gaveta de volta. Só fui contar essa história a meus pais depois que eu já estava fazendo o serviço militar, o CPOR, e tinha 19 anos, eles achavam perigoso os exercícios de tiro no exercito, pois bem, eu disse, eu sei atirar a muito tempo e contei o caso. AS TORNEIRAS Era 1951, eu estava cursando o 2º ano do curso ginasial, no Colégio Baptista Brasileiro, na Rua Homem de Mello, não sei o nº... Naquele tempo lecionavam “Trabalhos Manuais”, e para tanto devia-se possuir uma serrinha do tipo tico-tico, a minha era de marca “Eclipse”, inglesa e de muito boa qualidade, as lâminas também. Ainda hoje eu a possuo, e está em estado de nova. Uma das falcatruas que algum aluno aprontou foi ter dado um corte em uma torneira, de tal forma que ao se abri-la saia água para cima, coisa desprezível. Havia um senhor de nome Eneas Tognini, era pastor batista, ele se achava a própria encarnação da honestidade, se sentia um semi-Jesus, o que ele dizia devia ser a verdade, mais ou menos como pensava ou ainda pensa o papa dos católicos. Achando que faria justiça, a moda dele, disse: - A turma que se achava no pátio quando se deu o fato de serrarem a torneira foi a 2ª série B (que era a minha), por isso cada aluno deverá pagar 2 Cruzeiros para repormos a torneira nova. 22


Todas a s crianças deveriam pedir a seus pais tal quantia, que bem me lembro era o preço de duas passagens de ônibus na época, e trazê-la a mim. Lá fui eu pedir, minha mãe disse: - Como ele sabe que foram vocês, eu não vou dar nada - e assim fez (ela era uma Idische mamma). Eu, para não ficar com vergonha de não participar como os outros, tirei o dinheiro do lanche de dois ou três dias e paguei o Pastor. A torneira foi reposta. Certo dia avisaram que haveria um jogo de volei entre o Batista e o Presbiteriano Unido e que os portões estariam abertos à partir das 15 horas, e que convidássemos amigos para ir ver tal esperada peleja. Dai tive uma idéia genial -”É hoje que esse filho da puta me paga”- não tive dúvidas, levei uma serra de ferro, da boa, era Stanley, made in USA. No calor da torcida, saí sorrateiro e cortei todas as torneiras, eram dez ou mais, e voltei com a maior cara de pau. No dia seguinte todos foram se queixar sobre as torneiras, mas eu não, fiz diferente, disse: - O senhor nos fez pagar por uma torneira, agora cortaram todas, portanto quem vai pagar? E mais, não foi a 2ª B que estava lá. O pastor ficou vermelho como um pimentão, e disse que não daria satisfação. Eu disse: - Tudo bem mas então me devolva os meus 2 Cruzeiros, que me faz falta, e aí está a prova de que não fomos nós. Não deu outra, contei o fato aos colegas e muitos foram pedir a grana de volta, e receberam... inclusive eu, só os trouxas é que não. Para se ter idéia aquisitiva do Cruzeiro na época, 50 centavos era o preço de um refrigerante tipo Guaraná ou Coca-Cola no bar da escola. Na venda custava 40 centavos, não existia supermercado na época. A BOMBA ATÔMICA Dia 6 de agosto de 1945, não me lembro que horas, o rádio deu a notícia que haviam soltado uma bomba de modelo novo sobre a cidade de Iroxima, (assim se escreve em português) se chamava atômica, e que uma única bomba havia destruído toda a cidade. Eu estava na casa de meu tio, ele ficou furioso, era europeu fanático, e já haviam perdido a guerra na Europa, e agora o Japão estava prestes a se render devido a nova arma. Dias mais tarde, no mesmo mês soltaram outra sobre Nagazaqui, alguns dias depois o Japão se rendia incondicionalmente. Dizia-se a boca pequena que essas bombas iriam acabar com o mundo e que bastariam meia dúzia delas para rachar o mundo pelo meio de tão forte que eram. Minha avó disse na época: O mundo só acaba para quem morre, o homem nunca irá conseguir acabar com o mundo, isso é coisa para Deus.

S.S.

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CRONICAS REUNIDAS PARA IMPRESSAO