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CORRIDA DA MULHER

21 MAIO, 1OH - PORTO

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12 anos da Corrida da Mulher Exercício Físico e Doen9a Oncológica José Soares e Eduardo Oliveira

Nutri900 funcional no tratamento do Cancro

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Catarina Lepes - '----�---=--�-��--=- -·:_ . . : : - � .. .

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Editorial MIC

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Índice Entrevista ao Diretor da Runporto.com . . . . . . . . . . . . . . . .pág. 7 Mensagem do IPO Porto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .pág. 11 Mensagem do Presidente da Câmara do Porto . . . . . . . . .pág. 15 Mensagem da EDP . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .pág. 19 Informações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .pág. 22 12 anos da Corrida da Mulher . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .pág. 26 Exercício Físico e Doença Oncológica . . . . . . . . . . . . . . . . .pág. 28 Nutrição funcional no tratamento do Cancro . . . . . . . . . .pág. 30

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Entrevista ao Diretor da Runporto.com A Corrida da Mulher já vai para a sua 12ª edição e continua a ser um sucesso entre o público feminino. A que se deve este êxito? O sucesso da Corrida da Mulher está diretamente ligado ao facto de ser um evento que se destina somente às mulheres. Foi, aliás, o primeiro evento destinado à participação unicamente feminina em Portugal e que teve, desde a primeira edição, um enorme sucesso. Lembro-me da participação de 10.000 mulheres, algo que parecia inatingível, mas que conseguimos. Este evento é um hino à mulher. A Corrida da Mulher é uma grande homenagem à população feminina e pretende aliar e alertar para a incidência do cancro da mama. Em que medida pensa que a parceria entre a Runporto. com e o IPO Porto contribui na divulgação da causa e no aumento do rastreio ao cancro da mama? Acho que este evento só podia ter como vertente solidária a angariação de fundos para o IPO Porto (Cancro da Mama). Esta causa que, como todos sabemos, tanto diz às mulheres e que tem também por objetivo alertar para a necessidade do rastreio do Cancro da Mama. Penso que temos contribuído para que isso aconteça. A parceria IPO Porto/Runporto.com tem sido muito salutar e vai com toda a certeza continuar. Pela nossa parte, tudo faremos para que, através deste e outros eventos, consigamos sensibilizar esta população para a necessidade de estarem atentas e fazerem atempadamente os rastreios tão necessários para evitar males irreversíveis. Continuaremos com este Espírito, divulgar e sensibilizar. Tendo em conta a crescente adesão à Corrida da Mulher e a sua particularidade, a nível organizativo a Runporto.com debate-se com várias dificuldades. Tem existido um incremento da complexidade desta corrida a cada edição? O evento quanto maior se torna, maior é a sua complexidade. A organização procura não falhar nos vários itens que nos são

postos, mas sobretudo há um deles, a segurança, que não abdicamos nunca. A segurança tem no seu todo muitos aspectos por vezes desconhecidos, médicos, enfermeiros, Cruz Vermelha, P.S.P., constituem um dos maiores corpos de intervenção humana no evento. A juntar temos também o cuidado de tornar o evento mais apelativo, através de várias animações que colocamos ao dispor. Este ano não será diferente, acho até que será melhor. Uma das novidades é a transmissão direta na TVI 24, algo que vai dar mais notoriedade à nossa EDP Corrida da Mulher. A organização de um evento desta dimensão tem vários custos associados. Por vezes, existe alguma contestação em relação aos preços de inscrição praticados. Pode esclarecer-nos acerca deste tema? As inscrições e o valor angariado com as mesmas são muito importantes para nos ajudar a custear as despesas do evento, que são enormes. Ao mesmo tempo, do valor das inscrições, retiramos uma parte para dar ao IPO Porto. As inscrições servem também para ajudar as organizações a que sejam cada vez melhores. É o que tentamos fazer, com o sucesso que se reconhece. Como idealiza o futuro da Corrida da Mulher? O futuro da Corrida da Mulher é, a meu ver, inimaginável! Se nos lembrarmos do seu primeiro ano e das 10.000 mulheres que quiseram participar e, o ano passado, das 20.000, leva-me a pensar que o futuro deste evento é, de facto, muito risonho. Mas não descansarei enquanto não conseguir ter 30.000 mulheres neste evento e nesta causa!

Jorge Teixeira Diretor Geral da Runporto.com

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Mensagem do Como parte significativa da sua missão, o IPO do Porto tem o dever de alertar para as determinantes de saúde, que são geralmente da responsabilidade dos cidadãos, através da prevenção primária e secundária. Se ao IPO do Porto cabe a grande tarefa de tratar da doença, aos cidadãos deve ser a prevenção da saúde o centro da atenção. Alimentação saudável, exercício físico moderado, são as premissas da “mente sã em corpo são” quer seja antes ou depois de terem sido atingidos por um diagnóstico de doença oncológica. A responsabilidade partilhada é na área do diagnóstico precoce, seja pela autoavaliação quer seja pela adesão sistemática aos programas de rastreio, que têm felizmente sido implementados, e que sabemos que estes comportamentos melhor resultam num diagnóstico inicial com bom prognóstico final. Mesmo na doença, a atividade física moderada, a alimentação apropriada, em conjunto com uma atitude psicológica de esperança são a chave para uma taxa de sucesso maior e indubitavelmente melhor qualidade de vida em geral. Dr. Laranja Pontes Presidente do Conselho de Administração do IPO Porto

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mensagem do presidente da cÂmara do porto O mundo mudou muito nos últimos 50 anos. Para alguns, meio século poderá parecer muito tempo, mas a verdade é que, e sobretudo para os da minha geração, o ano de 1967 não está assim tão distante das nossas memórias. Foi nesse ano que uma jovem estudante de jornalismo, de seu nome Kathrine Switzer, na altura com 20 anos, decidiu inscrever-se na Maratona de Boston. Nada de espantoso, pensarão os mais jovens. Talvez, não fosse o facto de, há 50 anos, as provas de meia e longa distância estarem interditas a mulheres. Mas nem este facto demoveu a destemida Kathrine, que depois de “fintar” a Organização ao inscrever-se com o nome K. V. Switzer – sem especificar se era homem ou mulher – foi descoberta e perseguida por um juiz, já depois de iniciar a prova. Apesar deste “incidente”, a jovem passou a meta, escoltada por outros atletas. Mais do que a classificação ou tempo final, o feito de Kathrine mudou, para sempre, a vida de milhões de mulheres atletas, quebrando preconceitos e iniciando uma verdadeira revolução social. Revi estas imagens há poucos dias, por ocasião do seu regresso à Maratona de Boston, agora com 70 anos. Voltou a terminar a prova, desta vez sem juízes a perseguirem-na e numa edição em que quase 60 por cento dos participantes eram… mulheres. Quis recordar este episódio para dar as boas-vindas a todas as participantes de mais uma Corrida da Mulher. Divirtam-se e sintam-se inspiradas pela incrível vontade da jovem Kathy. Rui Moreira Presidente da Câmara do Porto

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Há 12 anos a cidade do Porto recebeu, pela primeira vez, uma prova que viria a tornar-se uma das mais simbólicas da cidade – a EDP Corrida da Mulher. De ano para ano, esta prova tem juntado milhares de mulheres. Na edição de 2016, foram 20 mil as participantes que encheram as ruas da emblemática cidade do Porto. Mais do que a prática do desporto, as participantes juntam-se por uma grande causa – a luta contra o cancro da mama. A apoiar maratonas há 21 anos, a EDP não poderia deixar de ser uma voz ativa nesta prova, também pela causa a que está associada. No dia 21 de maio, não tenho qualquer dúvida de que todas as participantes vão mostrar uma energia única, correndo lado a lado e cortando juntas a meta como mulheres vitoriosas que são. Esta é uma corrida que não vai deixar ninguém indiferente… Ana Sofia Vinhas Diretora da Direção de Marca - EDP

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Informações TRANSPORTES PÚBLICOS Metro do Porto

CP

Linhas A, B, E e F (Estação Estádio do Dragão)

CP reforça oferta e lança bilhete especial a 2 euros. Este título é válido para viagens com origem em qualquer estação da rede Urbana do Porto e destino às estações de Contumil, Campanhã ou Porto S. Bento, estações próximas do evento. Mais informações em www.cp.pt

STCP: 401 - BOLHÃO-S.ROQUE; 700 – BOLHÃO-CAMPO; 801 - CORDOARIA-S.PEDRO DA COVA; 806 - MARQUÊS-AV.CARVALHA.

ETG Linha 33 – PORTO-SOBRADO DE CIMA (VIA SÃO ROQUE); Linha 34 – PORTO-TERRÔNHAS (CAPELA); Linha 55 – BOLHÃO-BAGUIM (ALTO SERRA); Linha 69 – BOLHÃO-SEIXO (VIA COSTA); Linha 70 – BOLHÃO-ERMESINDE . * Os percursos dos transportes públicos estão sujeitos a condicionamentos de trânsito.


Percurso – 5 km Partida: Alameda das Antas, Av. Fernão de Magalhães, rua Nova de S. Crispim, rua Carlos Malheiro Dias, rua da Constituição, rua Monte Pedral, rua Damião de Góis, rua S. Brás, rua de Camões, rua Clube dos Fenianos, Av. dos Aliados, Praça da Liberdade, Av. dos Aliados (Meta).

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A corrida da Mulher por faixas etĂĄrias

12 anos

da Corrida da Mulher

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Dados relativos Ă Corrida da Mulher 2016


Dados relativos à Corrida da Mulher 2016 A Corrida da Mulher por faixas etárias 0-17 anos 7% mais de 55 anos 14%

18-34 anos 34%

45-54 anos 20% 35-44 anos 25%

Dados relativos à Corrida da Mulher 2016

Dados relativos à Corrida da Mulher 2016

Evolução nº participantes Evolução nº participantes 25.000 20.000 15.000 10.000

10.000

12.000 12.000

14.250 14.608 15.435

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20.000* 15.000*15.000*15.000*

5.000 0

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

* - Atingido o limite máximo de participantes permitidos pela organização

* - Atingido o limite máximo de participantes permitidos pela organização

EDIÇÃO

VENCEDORAS

2006

Cristiana Valente

2007

Elsa Monteiro

2008

Fernanda Ribeiro

2009

Marisa Barros

2010

Marisa Barros

2011

Mónica Silva

2012

Leonor Carneiro

2013

Fátima Silva

2014

Doroteia Peixoto

2015

Silvana Dias

2016

Filomena Costa


Exercício Físico e Doença Oncológica

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urante vários anos, as recomendações para os pacientes com cancro foram o repouso e evitar o esforço físico. Estas recomendações tinham uma base empírica visto que a doença e o tratamento estavam associados a alterações funcionais que promovem uma diminuição da performance física e que, de certa forma, o exercício poderia agravar determinados sintomas como a fadiga ou a dor. A literatura demonstra que aproximadamente 70% da população com cancro reporta sensações de fadiga e de astenia durante a radioterapia, quimioterapia ou após cirurgia. Para além disso, cerca de 30% da população que sobrevive ao cancro continua a manifestar sinais de fadiga persistente. A fadiga relacionada com o cancro pode ser entendida como um estado subjectivo de fadiga relacionado com o tratamento do cancro que interfere nas tarefas do quotidiano. Ou seja, independentemente do tipo de tumor, a fadiga relacionada com o cancro influencia severamente várias componentes da qualidade de vida pois ao agravar sintomas como a dor, náuseas e dispneia, desencadeia consequências físicas, económicas e sociais e que limitam a qualidade de vida dos doentes oncológicos. Este estado de fadiga distingue-se da fadiga norma por ser excessiva, constante e persistente ao longo do tempo e não responde ao descanso. Durante o tratamento a fadiga pode estar relacionada com o tipo de tratamento, estado psicológico, qualidade de sono, dor, diminuição da atividade física e anemia. Recentemente, algumas evidências científicas têm questionado de forma significativa os preconceitos existentes sobre a relação entre o exercício físico e a fadiga relacionada com cancro. Através do exercício físico, preten-

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de-se oferecer uma estratégia que visa atenuar a fadiga associada ao cancro, e proporcionar uma melhoria da qualidade de vida, durante e após a fase de tratamentos. Estudos recentes demonstram que o exercício moderado pode atuar como coadjuvante terapêutico durante as fases de quimioterapia ou de radioterapia, com efeitos muito benéficos na ajuda ao tratamento. Ou seja, devido à acentuada situação de destreino verificada nos doentes oncológicos durante o tratamento apenas é possível realizar actividades que requeiram poucos movimentos. Nesta situação, o exercício demonstra-se como potenciador da função aeróbia / muscular e da qualidade de vida. O exercício físico atua como uma forma não farmacológica na diminuição da sensação de fadiga e dor possibilitando uma melhoria do bem estar e qualidade de vida. Assim, o exercício pode impacto em três grande sistemas do corpo humano: cardiovascular, muscular e ósseo. Durante o tratamento ao cancro, o exercício pode ter um efeito positivo no sistema cardiovascular reduzindo a cardiotoxicidade do tratamento de quimioterapia e prevenir a atrofia cardíaca por acamamento. Para além disso, pode melhorar o sistema de transporte de oxigénio através da estimulação da eritropoietina e assim prevenir estados de anemia, melhora o volume pulmonar e pode ser uma estratégia de diminuição do risco de fibrose pulmonar e de lesão na membrana alveolar. Por todas estas vantagens, o exercício físico tem demonstrado ser uma forma eficaz e segura de melhorar a qualidade de vida geral. A melhoria da função muscular é também um dos objectivos do programa de exercício para doentes onco-


lógicos visto que atua na prevenção da atrofia muscular que por vezes é induzida pela doença, tratamentos e pela inactividade física. Consequentemente, melhora a capacidade de contracção muscular e aumenta os níveis de força. Estudos recentes demonstram também que o exercício físico supervisionado e controlado na intensidade pode diminuir a pró-inflamação tumoral e assim diminuir temporariamente a sensação de fadiga muscular. A utilização do tratamento hormonal no caso do cancro da mama ou próstata pode ter como efeito adverso na perda da densidade mineral óssea, progredindo para estados de osteoporose. Está descrito que nesta situação a perda da densidade mineral óssea, de 3 a 5% nos primeiros anos de tratamento, resultam no aumento da incidência de fracturas. Assim, o exercício não só tem um papel importante na prevenção do cancro da mama ou próstata, como também previne os efeitos adversos que possam ocorrer durante a terapia tendo um impacto ósseo positivo. A prescrição do exercício físico tem de ser realizado com base na história clínica de cada doente e com sustentação numa avaliação individual, para ser prescrito de uma forma específica e personalizada, com base na frequência, intensidade, duração e tipo de exercícios. Neste sentido, o co-

Eduardo Oliveira MAMA HELP: Centro de Apoio a Doentes com Cancro da Mama

nhecimento das alterações funcionais e estruturais dos pacientes com cancro durante e após o tratamento e o conhecimento sobre o tratamento, torna-se fundamental para o desenvolvimento de programas de prevenção da fadiga relacionada com o cancro. Ou seja, para além do conhecimento que se tem atualmente sobre a potencialidade do exercício para prevenção e diminuição do risco do cancro, o exercício físico supervisionado tem uma enorme potencialidade na melhoria da qualidade de vida permitindo uma maior tolerância aos tratamentos. Uma nota importante é a autorização do médico oncologista para a realização de exercício físico durante o tratamento. Apesar do conhecimento científico sobre os benefícios do exercício físico durante o tratamento em doentes oncológicos há fases do tratamento em que este deve ser realizado de forma muito controlada ou mesmo evitado temporariamente. Casos como linfedema, estados de anemia ou neutropenia, esvaziamento axilar (cancro da mama) ou cancro da mama metastático são alguns dos casos em que o exercício obedece a critérios muito específicos na sua opeacionalização. Por isso, o exercício deve ser prescrito e acompanhado sempre através de equipas multidisciplinares nomeadamente médico oncologista e profissional de exercício físico.

José Soares Faculdade de Desporto da Universidade do Porto


Nutrição funcional no tratamento do Cancro A sociedade moderna tem passado por muitas transformações, modificando por completo os padrões de vida e sofrendo as consequências diretas de anos consecutivos de maus “tratos” e maus hábitos (stress, má alimentação, sedentarismo, entre outros). Sendo o cancro uma doença multifatorial, pode surgir por diversos fatores, desde aqueles desencadeados por hábitos de vida que são evitáveis ou até mesmo por hereditariedade/genética. Apesar das evidências científicas ainda serem controversas, existem cada vez mais pesquisas que mostram que uma alimentação saudável não é só essencial para manter a qualidade de vida e a saúde, como pode também, ajudar na prevenção de doenças como o cancro. A ciência tem estudado, que os processos inflamatórios estão envolvidos em boa parte das doenças, e que são vários os fatores extrínsecos e intrínsecos que envolvem espécies reativas do oxigénio. Este desempenha um papel muito importante no desenvolvimento e aumento dos tumores, induzindo a mutações genéticas.

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É certo, que por si só, nenhum componente de um alimento ou um alimento em si pode protegê-lo contra o cancro, mas fortes evidências mostram que uma dieta cheia de alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios ajudam a reduzir o risco de muitos cancros. São muitos os minerais, as vitaminas e os fitoquímicos que demonstram efeitos anticancerígenos. No entanto, a evidência sugere que é a sinergia entre os compostos da dieta que oferece a proteção mais forte contra o cancro. Assim, é fácil perceber que a alimentação funcional não serve só para nutrir o nosso corpo, mas também para proporcionar um outro nível secundário de nutrição, que oferece proteção contra as doenças com efeitos ao nível da longevidade. Adotar uma alimentação equilibrada e livre de industrializados; açúcares refinados; farinhas brancas; adoçantes; amendoim; evitar a ingestão de álcool, abandonar o tabaco; praticar exercício físico; manter os níveis de vitamina D adequados; e também, manter mente e espírito em equilíbrio, podem ser algumas das estratégias anti-inflamatórias e anticancerígenas. O American Institute for Cancer Research, sugere ainda que o excesso de gordura corporal aumenta o risco


de aparecimento de 11 cancros e que mantendo o IMC dentro dos valores normais (18,5 a 24,9) o risco de desenvolver um cancro é muito menor. Neste sentido, verduras, frutas e alguns superalimentos, contêm nutrientes como vitaminas, minerais, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinogénos antes que eles causem sérios danos às células. Esses alimentos, ainda podem reverter ou bloquear os estágios de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com frequência. São inúmeros os alimentos considerados funcionais e importantes, entre eles destacam-se os que são ricos em Vitamina C, Vitamina E, Ômega 3 e Alicina. Na lista de alimentos com ótimas propriedades anticancerígenas estão frutas como a maçã, o abacate, as uvas, a romã, morangos, frutos vermelhos e o kiwi, legumes como os brócolos, couve-flor, tomate e o agrião, temperos como o gengibre, pimenta, curry, açafrão das Índias (curcuma), alho e a cebola e ervas-aromáticas como a salsa, coentros e a menta. Outros alimentos como as sementes de girassol, sementes de sésamo, óleo de coco extra-virgem, azeite extra-virgem, frutos secos, cacau, peixe e a quinoa também apresentam muito boas qualidades. A nutrição “ideal” e funcional é o segredo para se conseguir uma superimunidade, o que pode ser o verdadeiro segredo para prevenir o cancro. Nutricionista Catarina Lopes

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Porto Carrera da mulher 2017  
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