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umario S A LU D A D E L A L C A L D E 4

S A L U D A D E L T E N IE N T E D E A L C A L D E 5

J A C I N T O B L Á Z Q U E Z , P R I S I O N E R O D E L C A MP O D E C O N C E N T R A C I Ó N D E MA Z A G Ó N J o sé A nto nio M ay o A b arg ues 7

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L A P R Á C T I C A D E “ L A R O Z A ” E N L O S B A L D Í O S D E MO G U E R E N L O S S I G L O S X V I I I - X I X : D E L MA R Z A G Ó N A L A R R O Y O D E L L O R O D ieg o R o p ero - R eg id o r

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MA Z A G Ó N A Ñ A D E MÁ S E S P A C I O P R O T E G I D O A S U L A R G A L I S T A M ig uel B allesta M eich sner

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L A S C U R T I D A S V E C I N A S D E MA Z A G Ó N A so ciación C h elo nia

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E L J A R D Í N B O T Á N I C O D E MA Z A G Ó N : D U N A S D E L O D I E L M ª C o ncep ción S aav ed ra A z q ueta

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MA R I N A N O C T U R N A Fé lix M o rales

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L A D E L I C A D A B E L L E Z A D E L MÉ D A N O D E P E D R O R O D R Í G U E Z J o sé L uis G o z ál v ez

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F O T O S S E C C IO N E S J a v ie r T o s c a n o

D U E L E A nto nio R am írez A lm anz a

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F O T O G R A F ÍA S A b r a h a m F ig u e ir e d o J u liá n R o p e r o D ía z Faustino Rodríguez Antonio Mayo J. Martín Hernández Soto S a m u e l A lfo n s o J a v ie r T o s c a n o A le C a r r illo Ma n u e l P a d i l l a C a r le s B u x a d e r a s José Mª Pérez de Ayala C i r o Mi r ó Espe Martín Autores de artículos

D E S D E E L A T L Á N T IC O C arm en C iria

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C A MA R I N A S P L A T E A D A S J o aq uín G óm ez H ernán d ez

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E S T A L L A V E S Ó L O A B R IR Á E S T A P U E R T A J uan D rag o

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S E G U R A ME N T E S O P L A R Á S A L A S P U E R T A S D E L A B I S MO T eresa S uár ez

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P E Q U E Ñ O S P L A C E R E S A nto nio O rih uela

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Y O ME L L A MA B A J U A N J uan C o b o s W ilk ins

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D O N D E S E P IE R D E N T U S H U E L L A S Sefi Cárdenas

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A Q U Í T O D O E S E S E N C IA J o sé A nto nio G uz m án

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MA R E S D E S I E R T O S C arm en P alanco

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C O O R D IN A C IÓ N Ma n u e l P a d i l l a

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E D IT A Fund ación M unicip al d e C ultura d e M o g uer

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MA Z A G Ó N , L A U T I L I Z A C I Ó N D E L P A I S A J E M anuel P ad illa

D I S E Ñ O Y MA Q U E T A C I Ó N Mi g u e l O l l e r o Má r q u e z F O T O P O R T A D A “ C a s a d e l V ig ía ” J. Martín Hernández Soto

A T R

Las notas y opiniones aparecidas en los presentes trabajos son de e x c lu s iv a r e s p o n s a b ilid a d d e s u s autores.

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D E P Ó S IT O L E G A L H -2 0 4 -2 0 0 3

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I MP R I ME Editorial MIC

El contenido de esta publicación no puede ser reproducido ni total ni parcialmente sin mencionar la p r o c e d e n c ia .

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A I R E L I MP I O M ª J esú s B arq uero C asas

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L A LU Z D E L A S P A L A B R A S A nónim o

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I K I A , U N A E S T R E L L A D E MA R D I F E R E N T E Cristina Font Briones

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L A MI R A D A S E R E N A P ed ro C am ach o

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S E P T I E MB R E B A J O L A L L U V I A J o aq uín J . Ferná nd ez D o m íng uez

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C O N O C IE N D O A D O N F R A N C IS C O G IN E R D E L O S R ÍO S J . G o y i A nd ré s P eñ as y Francisco D o m íng uez D íaz

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A IR E D E S D E L A S C O L IN A S . JU A N R U L F O P ab lo R o d ríg uez - T h o rices A rro y o

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MA R G A / D I N A P ab lo T o rnero

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E L C A N T O D E L A S E S T R E L L A S E l f enicio

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T E H E I N T E N T A D O A MA R D E S P A C I O E sth er G óm ez A rro y o

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“ L A S H O G U E R A S D E L T I E MP O ” . P O S T - N O C H E D E S A N J U A N D o lo res Iz q uierd o L ab rad o

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S E IS L E T R IT A S D E P L A T A J . L uis P o ns S ep ú lv ed a

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U N A F A LT A G R A V E O ctav io C o rrales V elasco

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D E S C U B R IE N D O L o rena G arcía G arcía

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¡A C O R A Z Ó N , N O N O S G A N A N A D IE ! J o sé J o aq uín G óm ez H ernán d ez

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A U N MA Z A G Ó N H E R I D O J o sé A nto nio G arcía

P R O G R A MA D E F E S T E J O S Y C A R T E L

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#saludadelalcalde

v iarias, ej ecución d e nuev as red es d e d istrib ución, eq uip am iento y d o tación d e esp acio s p ú b lico s, reno v ación de los certificados de calidad para nuestra singular Playa del Parador y otras muchas gestiones encaminadas a aum entar la co m o d id ad y seg urid ad d e la ciud ad anía y d e q uienes v isitan esta h erm o sa lo calid ad , no s está n permitiendo construir un Mazagón más próspero y mej o r d o tad o , un M az ag ón d el q ue cad a d ía no s sintam o s m á s o rg ullo so s. Y ah o ra es el m o m ento d e d isf rutar d e to d o ello , d e p articipar en el festival cultural Luna de Verano, de asistir a los numerosos eventos deportivos que se han program ad o y , so b re to d o , d e v iv ir intensam ente unas Fiestas d e V erano en cuy a o rg aniz ación h em o s p uesto , un añ o m á s, to d o nuestro cariñ o . P o rq ue j unto al m o ntaj e d e to d as las inf raestructuras d el recinto f erial d el p arq ue y el d iseñ o d e un p ro g ram a d e f estej o s q ue esp eram o s co ntrib uy a al d isf rute d e to d o tipo de público, el Ayuntamiento de Moguer pone todos lo s m ed io s a su alcance p o r co nseg uir q ue M az ag ón en Fiestas colme las expectativas de vecinos y visitantes, y se co nv ierta un añ o m á s, en una d e las m ay o res m anif estaciones festivas de la costa de Huelva.

Mh erm azo agso óns d esel sinlito lugral arespa añd udo l,asuna uno d e lo s rinco nes m á s b ellez a q ue resp lan-

dece por su privilegiado entorno natural y paisajístico, y q ue se h ace m á s p atente si cab e p o r la m anera d e ser d e sus g entes y d e lo s q ue cad a v erano esco g en este lug ar p arad isíaco p ara d escansar y d isf rutar.

A todos ellos quisiera transmitirles, desde las páginas de esta rev ista d e f estej o s, un m ensaj e lleno d e ilusión y co nfianza en el futuro, un futuro en el que se haga posible ese d esarro llo so stenib le al q ue d eb e asp irar M az ag ón, y un f uturo p o r el q ue trab aj am o s d ía a d ía co n to d a la ilusión y las g anas q uienes tenem o s la resp o nsab ilid ad d e d irig ir el A y untam iento d e M o g uer.

En este sentido, quisiera agradecer la colaboración prestada por los colectivos y ciudadanos de Mazagón que, año tras año, contribuyen a que la oferta de activid ad es sea lo m á s co m p leta p o sib le y , cóm o no , ag rad ecer tam b ié n y reco no cer p ú b licam ente la lab o r d e cuanto s co lab o ran en la ed ición d e esta rev ista, p o r su g enero sa y d ecisiv a ap o rtación q ue h ace p o sib le co ntar co n una publicación atractiva en su diseño, y de gran interés en su co ntenid o .

En este sentido, quisiera destacar la gran sintonía que m antenem o s to d o s lo s integ rantes d el eq uip o d e g o b ierno y lo s b ueno s resultad o s q ue esta unión está d ep arand o a to d o s lo s v ecino s y v isitantes d e M az ag ón.

Por último, quisiera invitaros a todos, vecinos y visitantes, a d isf rutar intensam ente d e to d as las p ro p uestas lú d icas, culturales y deportivas de este Mazagón en Fiestas que se av ecina, d esd e el resp eto al p riv ileg iad o ento rno d e nuestro recinto f erial, y co n la seg urid ad d e q ue entre to dos y todas, conseguiremos que estas fiestas de verano 2017 sean ino lv id ab les. C o n m is m ej o res d eseo s, recib id un co rd ial salud o .

C o n una m ism a sensib ilid ad y un m ism o co m p ro m iso intentamos gestionar con equidad todo nuestro municipio; y fruto de ese trabajo seguimos promoviendo iniciativas y p ro y ecto s q ue red und an en el b ienestar d e lo s v ecino s y v ecinas d e M az ag ón. N um ero sas actuacio nes d e elim inación d e b arreras arq uitectónicas, asf altad o s y m ej o ras en inf raestructuras

G ustav o C ué llar C ruz A L C A L D E D E M

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O G U E R

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#saludadeltenientedealcalde Cvezomo T eniente de A lcalde de Mazagón tengo una más la satisfacción de saludaros desde las páginas

de esta magn ca revista ue cada año editamos con todo el cariño ue se a convertido, or su calidad e inter s, en un elemento im rescindible de nuestra eria de verano , or ello, uiero en rimer lugar agradecer sinceramente el generoso trabajo de todos los colaboradores literarios gr cos ue llenan de contenido esta gran ublicación, as como la labor de coordinación diseño realizada or los t cnicos de cultura.

n esta rimera semana de agosto, como cada verano, nos dis onemos a vivir una nueva edición de las iestas ue organizamos un año m s desde la oncejal a de azagón la undación unici al de ultura con el objetivo de ro iciar unos d as de convivencia sana alegr a entre residentes visitantes unos residentes visitantes ue, en estos dos años de legislatura munici al en los ue orma arte del e ui o de gobierno del untamiento de oguer, an odido com robar cómo se an acometido decenas de gestiones ro ectos con los ue estamos intentando, con todos los medios a nuestro alcance, subsanar las carencias de la ciudadanía de azagón ara, as , tambi n oder atender mejor a uienes nos visitan. uisiera destacar brevemente algunas iniciativas ue emos im ulsado en este tiem o ara seguir mejorando la calidad de vida de nuestros convecinos convecinas, unas iniciativas entre las ue destaca sin duda la terminación de la calle ncla, reas altado de calles, remodelación del ar ue in antil, la ejecución del lan de accesibilidad, la reurbanización de l icac o etc. as como una rogramación cultural de ortiva estable durante todo el año. uestro objetivo es dedicar todos nuestros es uerzos a solucionar los roblemas reales concretos de los vecinos, de sus barrios, de sus calles, de sus reocu aciones administrando con e cacia e ciencia los recursos munici ales ues, todo ello re ercute ositivamente

en una mejor restación de servicios e incremento de in raestructuras ue, acen aumentar la calidad de vida a los vecinos as de nuestro ueblo. esde a u nos com rometemos a continuar trabajando tener una colaboración constante con todos los colectivos ersonas de azagón en la seguridad de ue, juntos, odemos conseguir un uturo mejor ara esta ermosa tierra. o uisiera acabar sin agradecer a todos los t cnicos o erarios de mvisur, de la undación de ultura, asociaciones colectivos su trabajo su inter s en el montaje de todas las in raestructuras servicios de la eria, as como la elaboración de un rograma de estejos con ro uestas alicientes ara todo ti o de blicos, ue es eramos contribu a a ue dis rutemos de unas iestas de azagón inolvidables, elicitar dar las gracias al autor del cartel de este año, or su magn ca a ortación ue realza di unde nuestra F iesta. Mi más afectuoso salud o a to d o s lo s m az ag o nero s/ as, v ecino s y v isitantes, a lo s q ue d eseo d e co raz ón q ue vivamos unas Fiestas plenas de participación y llenas d e m o m ento s ino lv id ab les. Francisco A. Martínez Pérez T E N IE N T E D E A L C A L D E D E M

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A Z A G Ó N

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HISTORIA 6 r e v i s t a

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ACINTO BLÁZQUEZ Prisionero del campo de concentración de Mazagón

J acinto Blázquez Carrasco, prisionero del campo de concentración de Mazagón, que participó en la construcción de los búnkeres de guerra de Sanlúcar de Barrameda, Doñana y Mazagón; y en la carretera de esta última localidad a Palos de la Frontera, recuperó su libertad en 1945. En la foto, Jacinto antes de la guerra.

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Por José Antonio Mayo Abargues

racias a lo relatado por C ándido l z uez ill n, o sabemos ue su adre, acinto l z uez arrasco, risionero re ublicano en el cam o de concentración situado donde o se encuentra el ar ue blico de azagón, junto al aro de l icac o, recu eró su libertad en alos de la F rontera en 1 9 4 5 . acinto l z uez arrasco nació en uevas del alle vila , el de se tiembre de . acinto, el ma or de dos ermanos varones, se dedicaba desde mu joven al trabajo del cam o, con tan sólo años se vio inmerso en un conflicto b lico, originado or la situación económica, ol tica social de s aña, una sangrienta guerra civil entre dos rentes los de iz uierdas, a o ados or usia, rancia e nglaterra, los de derec as, ue contaban con el a o o de talia lemania, un drama ue asoló a s aña, tanto or la guerra civil como or la osguerra, ue ue a n m s dram tica ue la propia guerra.

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uevas del alle, situado a metros de altitud, a los ies del uerto del ico, erteneciente a la comarca de renas de San edro, era un ueblo de ma or a re ublicana ue ue invadido or el bando sublevado, llamado a s mismo bando nacional. as tro as rocedentes de Salamanca avanzaban acia uevas del alle la noticia corrió como la ólvora entre los vecinos de los ueblos cercanos milicianos de otros lugares, ue durante d as trataron de acerse uertes en lo alto del uerto ara im edirles el aso acia el alle del i tar ero las tro as nacionales eran muc o m s numerosas ue la resistencia re ublicana, or lo ue, tras un ata ue nocturno de un regimiento de caballer a, ueron derrotados cilmente. uego llego lo ue se tem an, a todos les costó caro estar all de endiendo la e blica. scudriñaron asta el ltimo nombre de mujer de ombre con su arentesco cercano. aber ormado arte de la resistencia se castigaba con la muerte. ras la desbandada, algunos lograron esca ar ladera abajo no en vano, conoc an el terreno los ue no lo lograron ueron detenidos usilados la ma or a de ellos. acinto recogió a sus adres a una t a enerma ue viv a con ellos u eron acia renas de San edro, donde m s tarde se se aró de su amilia ara unirse al bando re ublicano en las ro imidades de alavera de la eina, luego acabó articipando en la defensa de Madrid. a amilia u e deses eradamente acia adrid, des u s de una tremenda odisea terminaron re ugi ndose en licante sin su segundo ijo, onato, al ue ab an dado or desa arecido recuperándolo después en el aeropuerto de Madrid cuando estaba a unto de ser enviado a usia. erminada la guerra, vuelven al ueblo con ados en los bandos ue se ublicaban, diciendo ue los ue no tuvieran delitos de sangre no ten an nada ue temer. ero, la realidad ue otra mu distinta a la amilia le icieron agar con cruel re resalia el aber estado de arte del bando erdedor. ambi n se encontraron con la sor resa de ue ab an sa ueado su casa, llev ndose todos los enseres gran cantidad de v veres ue guardaban. na vez detenido, un tribunal militar lo condenó en vila a la ena de años un d a de risión, reducida osteriormente a años un d a. asó or di erentes c rceles, entre ellas, la de la localidad de lencia, en el a s asco, asta llegar a Sanl car de arrameda, donde lo utilizan ara construir los dos b n eres de la la a, ue orma-

ban arte del cordón de ensivo ue ranco mandó construir durante la uerra undial, desde el am o de ibraltar asta uelva, en revisión de un osible desembarco de las tro as aliadas en estas costas. uego asó a la margen derec a del uadal uivir ara construir los tres b n eres de la unta de alandar, rente a Sanl car. urante el eriodo erteneció a los denominados atallones isci linarios de soldados trabajadores enados, gru ación, seg n se recoge en el rc ivo eneral ilitar de uadalajara, donde est su e ediente ersonal. Permaneció en los siguientes B atallones isci linarios de rabajadores de di erentes camos de concentración en el eriodo de tiem o ue a continuación se indica atallón isci linario n , desde el al desde el al . atallón isci linario n , desde el al . atallón isci linario n , desde el al . U na vez terminadas las construcciones de estas fortalezas es enviado al campo de concentración de azagón, ubicado donde o se encuentra el ar ue blico. ll artici a con los soldados des lazados a esta arte de la costa onubense en la construcción de los seis b n eres de azagón en la carretera de esta localidad a Palos de la F rontera. a vida cotidiana de estos resos del camo de concentración de azagón era mu dura, trabajaban continuamente en la construcción de los b n eres, con el m nimo descanso mu mal alimentados. n las canteras donde e tra an la arena ara estas construcciones murieron muc os resos or el agotamiento el ambre. a gente de los ueblos cercanos algunos amiliares les llevaban comida con muc a recuencia. veces a udaban a los escadores a jalar de la red de j bega, un arte de esca tradicional ue re uer a muc o es uerzo ara arrastrar el escado a la orilla a cambio, los escadores les regalaban un e ueño ranc o de escado, todo un ban uete del ue dis rutaban ese d a. as , con la caridad de vecinos escadores udieron sobrevivir en a uel cam o de concentración. os resos ten an un sueldo irrisorio. n 1 9 4 0 el C omisario de G uerra estipuló 2 pesetas diarias, de las cuales se reservaba eseta con c ntimos ara la manutención del risionero los c ntimos restantes se les entregaba al t rmino de la semana. Si el risionero ten a mujer en la zona

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trata durante las rimeras oras uede terminar con la vida del enfermo. E l ú nico remedio para combatirla era la uinina, unas astillas amarillentas de sabor amargo. acinto era una ersona de escasa inmunidad, a ue roced a de vila no estaba acostumbrado a la e osición a estos ar sitos. F ue ingresado en el antiguo H ospital Provincial de uelva, en la laza de la erced, estuvo entre la vida la muerte, ero consiguió su erar la enfermedad. a tensión la disci lina en el cam o de concentración de azagón ue disminu endo con el aso del tiem o el avance de los aliados en la uerra undial. os resos, en el escaso tiem o libre ue ten an, rocuraban darle sentido a sus vidas con las actividades ue m s les gustaban. acinto ten a arte ara tocar la guitarra no tardó en conectar con la cultura folclórica de la tierra. n el verano de el eligro de la invasión de las tro as aliadas a las costas es añolas desa areció, a ue tomaron rumbo acia el editerr neo central, desembarcando en Sicilia. os soldados los resos re ublicanos de azagón ueron acuartelados en alos de la rontera, en una antigua bodega de grandes dimensiones, roiedad de uan iguel odr guez ordero, situada Jacinto, a la izquierda de la foto, en el campo de concenen la actual laza de la udiencia, m s conocida tración de Mazagón. en el ueblo como laza de la eana . a bodega nacional, sin bienes ro ios o medios de vida, el jor- ue ada tada con varios barracones ara albergar nal era de esetas diarias eseta m s or cada a la tro a a los resos ol ticos. os resos emezaron a dis rutar de otro r gimen, saliendo enijo menor de años. l salario no od a e ceder trando en el acuartelamiento movi ndose entre del jornal medio de un bracero de la localidad. l e ceso de trabajo el ambre se un a la la gente del ueblo con casi total libertad. o nico di cultad ara conciliar el sueño or temor a ser lla- ue los di erenciaba del resto de los vecinos era un resos ol ticos . mados a una saca . on recuencia ac an cribas gorro con las iniciales con los resos con criterios ol ticos, religiosos, de estatus social o simplemente de una manera arbitraria, en las ue siem re entraban algunas ersonas de edad avanzada ue a no ten an uerzas ara trabajar re resentaban un roblema ara ellos. or las noc es seleccionaban a los resos los montaban en un camión ara ir a una cantera de áridos a “ cargar arena” para la construcción de los b n eres. unca volv an. acinto ca ó en ermo con el aludismo o malaria, como casi todos los resos soldados, una enfermedad potencialmente mortal causada or la icadura del mos uito embra. os s ntomas de esta enfermedad aparecen a los 1 0 o 1 5 días de Jacinto, a la izquierda de la foto, tocando la guitarra en La la icadura del mos uito, rovocando ebre, dolor C a lz a d illa (P a lo s ). de cabeza, escalo r os vómitos. Si no se detecta

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Jacinto con su esposa Esperanza, poco después de ser puesto en libertad.

acinto l z uez estuvo destinado en cocinas en el servicio del boti u n, donde le enseñaron a oner in ecciones. n el acuartelamiento, los suministros de alimentos eran abundantes, acinto sacaba del ranc o calderos de comida ue, con una cuerda, deslizaba or una ta ia ara regal rsela a los vecinos de Palos más necesitados. urante la uerra undial ubo escasez de rmacos ue necesario utilizar otros sustitutos ara tratar el aludismo como ue el caso de la uinina, una sustancia elaborada con la corteza del uino, un rbol originario de m rica del Sur. omo esta en ermedad rovocaba vómitos, ab a ue volver a administrar la astilla antes de ue transcurriera una ora, no ab a su ciente uinina ara tratar a los en ermos. acinto tra ic eó con la uinina ue sacaba del cuartel la asaba a los vecinos de alos, stos a su vez la cambiaban or alimentos en uelva. ruzaban el into desde el muelle de a alzadilla en e ueñas embarcaciones ara acer el true ue en la ca ital volv an cargados de alimentos rinci almente atatas ue re art an luego entre sus amiliares ara aliar el ambre de la oca. u cerca del acuartelamiento, justo detr s de la glesia de San orge, donde est la llamada uerta de los ovios, en el n de la calle icente ñez inzón viv a la ue luego ser a su es osa, seranza ill n er a, ija de uan ill n a ra de ar a er a n ante. n , cuando ue uesto en libertad se casó con ella. s eranza contaba tan sólo con años cuando contrajo matrimonio. s eranza es la menor de oc o ermanos

recuerda su sobrina, gnacia uintero ill n, ue vive en la misma calle donde vivía E speranza— : A ntonio, amón, anuel, ilagros, ar a, ntonia, uan s eranza. n cuanto se casó se marc ó de alos a vila, al ueblo de su marido . l matrimonio tuvo cinco ijos, tres varones dos embras acinto, uan, ndido, aria s eranza osario. acinto intento emigrar a rancia a buscar trabajo, ero era im rescindible el certi cado de antecedentes enales ara e edir el asa orte, or lo ue siguió trabajando toda su vida en el campo. E ra una persona con una cultura destacada en a uella oca. elataba las istorias como si de un cuento se tratara, atra endo la atención de todos los ue le escuc aban sobre todo de su ijo ndido, ue se uedaba embobado con sus relatos. scribió algunas oes as artici ó en su ueblo en e ueños teatros comedias. uc os años des u s, acinto viajó a alos con su esposa en varias ocasiones para visitar a la amilia de ella, en uno de esos viajes se acercó a azagón. Se emocionó tanto al ver los b n eres ue l ab a construido, ue le idió a su ijo ndido ue se lo llevara de all r idamente. acinto adec a de una lcera de estómago, ue l siem re atribu a a las calamidades el ambre ue asó en a uellos tiem os. Se aliviaba con bicarbonato, ue su mujer le com raba or ilos. alleció or una insu ciencia res iratoria el de octubre de , a los años de edad. s eranza tiene en la actualidad años sigue viviendo en uevas del alle, el ueblo natal de acinto.

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Fo to : J. Martín Hernández Soto

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AZAGÓN, LA UTILIZACIÓN DEL PAISAJE Por Manuel Padilla

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azagón o rece, en la arte m s oriental de su costa, una unidad de aisaje con un am lio otencial de recursos, a razón de su valor ambiental, social, cultural visual, cu a variabilidad de stos ir a en unción de su calidad, la re erencia oblacional su visibilidad, como ar metros ara establecer el cóm uto global de su valor aisaj stico. sta zona com render a desde el rro o ulianejo asta el arro o de la T orre del O ro.

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Foto: J. A. Mayo Abargues

a calidad aisaj stica de esta unidad es mu alta, dado ue tenemos ue tener en cuenta las caracter sticas intr nsecas de la zona or su geomor olog a, vegetación, resencia de agua, la altitud la calidad visual, ue re resenta un orden est tico bidireccional de rimer nivel costa m dano costa, singular constitu endo un verdadero s mbolo identitario de la zona or su ragilidad del aisaje ara absorber los cambios ue se roduzcan en l la recuentación umana, su conservación su unción como arte de un aisaje integral, ue es el ar ue atural de oñana.

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Si analizamos este aisaje, odemos conocer cómo la sociedad, ue a vivido vive en la zona, a utilizado los recursos del medio ara modi car el es acio en unción de sus ro ias necesidades e intereses incidiendo de manera directa e indirecta en la calidad del aisaje e lotación tur stica con instalaciones diversas servicios varios cam ings, arador nacional, c iringuitos control seguridad mar timo costera acuartelamientos ciencia e investigación de ensa militar en torno al acantilado del s erillo . . . dano del oro regulación institucional zonas de acceso con a arcamientos la a de om eculos orre del ro oblado orestal rimer asentamiento en este enclave costero conformado en la actualidad por las antiguas instalaciones destinadas a los o erarios sus amilias dedicados a la e lotación conservación del antiguo atrimonio orestal del stado, en la actualidad erteneciente a la onsejer a de edio mbiente rdenación del erritorio . ormada esta cornisa atl ntica or m danos, se trata de un sector ue re resentar a un m imo valor de inter s aisaj stico or la ormación de acantilados, or la uerte densidad de la vegetación dominante ino iñonero , la ri ueza flor stica de la zona es ecies vegetales amenazadas end micas or su am lio contraste to ogr co en el ue alternan ram as de cauces acu eros encajadas en barrancos su e tenso rente acantilado con orizonte rico en materia org nica cierto cordón dunar mar timo. Se trata de un aisaje abierto, de accesibilidad irregular desde su toogra a costera, reducida desde el carril verde, aralelo a la carretera San uan del uerto atalascañas or el cerramiento ue reserva la conservación del araje natural e istente. ste enclave avorece am lias anor micas en altura acia el mar ue alcanzan dirección ste, asta alatascañas dirección este, asta el uevo uerto de uelva. Se trata de un es acio uertemente umanizado en verano, en su ranja costera, or la accesibilidad desde la carretera , garantizada or asarelas de madera a arcamientos regulados desde orre del ro asta el arador acional de urismo, inclu endo el rro o ulianejo, en su e tremo occidental. esar de ello, su alto valor aisaj stico deriva de la com osición armónica de su conjunto, avorecida or la geometr a lineal de su acantilado, su aralelismo costero sus contrastes crom ticos e istentes entre los amarillos terrosos de sus m danos el verde de su masa orestal los azules del mar los rojizos, anaranjados viol ceos de sus arreboles en el ocaso de su cielo. a visión o uesta de este aisaje, desde el litoral atl ntico, su one todo un im acto visual or la monumentalidad agreste de su cornisa de m danos solidi cados de origen milenario. or ello, este aisaje ue describo su one uno de los valores atrimoniales m s im ortantes ue azagón osee en la actualidad, uno de los m s signi cativos recursos de tu territorio ue este llamamiento sea una declaración de im ortante am lia incidencia social destaco con l la relevancia ue tiene la dimensión cultural del aisaje, en esta sociedad mediada adulterada or las influencias materiales. a gestión creativa de las administraciones blicas en el aisaje, basada en la integración abierta a nuevas evoluciones lani cadas, ara la rotección gestión de sus valores naturales culturales la interacción de la ciudadan a con la naturaleza deben confluir ara con ormar nuestra identidad su nivel de bienestar. n la luz el color, este enclave osee el sentimiento en su im actante mor olog a, la belleza el secreto de su dimensión es iritual, en su atmós era el ensueño ue roduce su contem lación, en su binomio l stico conce tual en la unión de todo ello, el signi cado de su naturaleza en su acertado en o ue correctos usos, su conservación dis rute.

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A PRÁCTICA DE LA “ROZA”

en los baldíos de Moguer en los siglos XVIII y XIX: del Marzagón al Arroyo del Loro P araj e d e Fuentep iñ a. D é cad a d e 19 4 0.

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Por Diego Ropero-Regidor

esde la aja dad edia a noticias sobre los a rovec amientos de las tierras de ro ios los bald os del com n en el munici io de oguer. os arajes de as adres del vitor, vitorejo, as osadillas los terrenos m s arenosos, a en las ro imidades al mar eran usados disfrutados por el vecindario más necesitado de la localidad con autorización del concejo a untamiento ara acer rozas conseguir astos ara el ganado. as rdenanzas unici ales de se re eren al control ue ejerc an las autoridades en este terreno.

Director del Archivo Histórico Municipal Biblioteca Iberoamericana de Moguer

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as rozas, o cam os desarrollados es or dicamente sobre el monte uemado, se ac an todos los años en los bald os del com n al no aber muc as tierras de labor en a uellos sitios señalados de antemano. ste ti o de agricultura itinerante alivió el ambre a jornaleros e ueños cam esinos obres, al tiem o ue garantizaba la az social la seguridad local. ero la obtención de la licencia ara obtener dic a arcela estaba sujeta a un tr mite ue no siem re culminaba de orma avorable. n , os ómez idalgo os arrera solicitaron autorización ara azer sembrante al sitio de arzagón. tros vecinos retendieron lo mismo con el argumento de ue no ab an encontrado tierra de labor, or lo ue se ve an obligados a acerlo en los montes concejiles. n , os de la ruz, alias l abrador , solicitó dos edazos en los bald os, uno al sitio de arzagón, ue linda con los meanos m danos de la la a el arro o de arzagón, otro en la aguna del cebuc e. a escasez de tierras labrant as obligó a muc os jornaleros a solicitar una arcela ara sembrar trigo, un a reciado alimento del ue carec an. n los años ue van de a el cabildo dio licencias ara acer rozas en muc as zonas del t rmino donde no ab a rboles a rulla, as erillas, omo de los allones, as eñuelas, l ilanillo, l orrillo, os lcalares, as adres del vitor, as osadillas, l vitorejo, asada ieja, ruz de r a, abezo edondo, amino de los la eros, inos de ar as, aguna de las urmas acia el mar , a uerencia asta el camino de la la a, arzagón, rro o del oro, rro o de la iel, rro o aguna de las uesas, etc. na vez concedida la arcela se roced a al desbroce la uema del monte, delimit ndola mediante el acerbo o construcción de un mont culo alrededor a base de lantas del monte arena ara ue conejos erdices no enetraran en los cercados. sta situación se re ite a lo largo del siglo . a a robación de nitiva ara oder uemar el matorral sembrar las rozas de end a de la licencia ue otorgaba el gobernador civil de la rovincia del in orme ue emit a el ingeniero orestal. n los lanes anuales de a rovec amientos orestales el a untamiento destinaba un n mero de ect reas de tierras ara rozas. a su er cie era medida deslindada señal ndose las suertes ue corres ond a a cada bracero. os solicitantes eran sobre todo braceros obres del munici io, los cuales acced an al re arto de los lotes ue cada año se sorteaba.

P lano d e M o g uer, seg ú n S aav ed ra, co n lo s d erro tero s d el G eneral L acci. 18 10. M inisterio d e D ef ensa.

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veces los vecinos ue ac an rozas los ganaderos entraban en conflicto, sobre todo or las uejas de estos ltimos ue insist an en las di cultades ue dic a siembra en distintas zonas del t rmino su on a ara el tr nsito del ganado or los montes. n se resentó el ma or n mero de solicitudes de arcelas, lo ue obligó al a untamiento, como a ab a ec o en anteriores convocatorias, a realizar un sorteo entre los obreros de la localidad. as crisis obreras marcaron la evolución de este ti o de a rovec amiento. n la situación de los braceros era di cil. a cor oración munici al, con el n de buscar salida a la crisis, aborda el asunto en varias sesiones del leno la alta de lluvias tiene sumidas en la ma or miseria a centenares de amilias ue demandan trabajos socorros acuerdo del de abril de . a solución asaba or seguir a licando la medida de subsistencia consistente en la entrega de lotes de tierra ara ue udieran sembrar rozas. inalizada la guerra civil el a untamiento izo un re arto de terrenos al sitio de rro o de on il a combatientes amilias necesitadas ara aliar el aro obrero a modo de remios a nuestros valerosos soldados cuerdo del de ma o de . ran otros tiem os en los ue la ideolog a im erante se juntaba con las ganas de comer.

J o sep h G óm ez H id alg o y J o sep h B arrera, v ecino s d e M o g uer, so licitan al Cabildo liencia para hacer roza en los montes baldíos al sitio que nombren Ma r z a g ó n “desde el azeruo de las rozas del corriente año hasta las otras rozas viejas contra la marisma en que no hay riesgo de aruoleda de pinos”. Moguer, 1768. AHMMo. Cuaderno de rozas, leg. 1128.

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AZAGÓN

Añade más espacio protegido a su larga lista

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Por Miguel Ballesta Meichsner

uando en la edición del año de la evista zagón des ed a, con el monogr co sobre el araje atural stero de omingo ubio, una ser a de te tos dedicados a los s acios rotegidos ue circundan el entorno de azagón, no od a imaginar ue, solo un año des u s, tendr a ue am liar las cinco ediciones anteriores, con la inclusión de otras ect reas de s acio rotegido ue am l an las guras de rotección de este maravilloso lugar.

Agente de Medio Ambiente Espacio Natural Doñana

os es acios rotegidos catalogados or la unta de ndaluc a en las inmediaciones de azagón, ertenecientes a los t rminos munici ales de oguer o alos de la rontera, ue en algunos casos son de tamaño su ramunici ales, todas ellas

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descritas en anteriores ediciones de esta revista son el Monumento Natural Pino Centenario del Parador de Mazagón, el Monumento Natural Acantilados del Asperillo, el Paraje Natural Estero Domingo Rubio, el Paraje Natural Laguna de Palos y Las Madres y Espacio Natural Doñana (Parque Nacional y Natural); lo ue ace ue en n mero, el de los s acios aturales de uelva est n en el entorno de Mazagón.

S corres onde a la dministración de la unta de ndaluc a, a trav s de la onsejer a de edio mbiente rdenación del erritorio, ue ara el desarrollo de estas unciones, dic a onsejer a estar asistida or el onsejo de artici ación del s acio atural oñana. JUSTIFICACIÓN DE LA DECLARACIÓN ntre los valores ambientales ue alberga dic o , destaca la resencia del lince ib rico, as como la de bitats de inter s comunitario, adem s de otras es ecies de flora rotegidas, algunas de ellas en eligro de e tinción, como son el Plantago Algarbensi eligro de e tinción , Centaunea exarata ulnerable o el Allium pruinatum eligro cr tico de e tinción cu as otogra as a arecen en este te to ueron realizas en el lugar ue se est describiendo. abe destacar tambi n la resencia de Stipa Gigantea Donyanae, ue varios autores consideran como un endemismo de esta zona ue est catalogada como vulnerable. stas es ecies otras m s son las ue le dan un valor e ce cional a este terreno, ue aun ue de e ueña e tensión tiene un alto valor ecológico.

or a ortar datos concretos, oguer inclu e . a al s acio atural de oñana, lo ue suone ue el , de la su er cie munici al est dentro de este espacio protegido. l aumento de es acio rotegido, objeto de esta ublicación, a sido a trav s del ecreto de de agosto, or el ue se am lia el mbito territorial del ar ue atural de oñana se declara la ona s ecial onservación oñana orte este S se a rueba el lan de rdenación de los ecursos aturales el lan ector de so estión del s acio atural de oñana, de de Se tiembre de , en el ue se a añadido la Zona de Especial Conservación denominada “ ZEC Doñana Norte y Oeste (ES6150009) ue ocu a . nuevas ect reas de terrenos rotegidos, de las cuales, como a se a indicado, a ertenecen al termino municipal de Moguer. s im ortante destacar ue todos los terrenos añadidos son montes blicos ertenecientes o conveniados con la unta de ndaluc a no son terrenos pertenecientes a entidades privadas. sta oñana orte este S se dotar con un lan de gestión es ec co, dando cum limiento a lo dis uesto en la e , de de diciembre, en lo relativo al establecimiento de medidas de conservación de la ed cológica uro ea atura , or lo ue constituir el instrumento de gestión de los bitats es ecies de inter s comunitario ue motivaron su inclusión en la red cológica uro ea atura . l ecreto establece ue la administración gestión de la oñana orte este

Plantago Algarbensi. Peligro de extinción “EN”.

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DESCRIPCIÓN FÍSICA grandes rasgos, estas as est com uestas or ino iñonero de reciente re oblación, mezclados con alcorno ues algunas encinas, en los ue el matorral mediterr neo los astos, a ortan continuidad.

Centaunea exarata. Vulnerable “VU”.

os terrenos ue asan a ormar arte de la citada zona , ue a su vez uedan incluidos en el sacio atural oñana, asan a ser zona B1 “Terrenos de monte” segú n el nuevo Plan de O rdenación de los recursos naturales a robado en el citado decreto or tanto, se considera com atible, entre otras actividades: P P P P P P P P P

Allium pruinatum. Peligro crítico de extinción “CR”.

a ganader a e tensiva, la a icultura el a rovec amiento de eneas castañuelas. os a rovec amientos orestales. os a rovec amientos agr colas e istentes. a recolección de setas, ongos, es rragos, lantas arom ticas medicinales, caracoles cabrillas. a actividad cineg tica. l tr nsito rociero or las reas abilitadas a tal efecto. l acceso el tr nsito eatonal. l tr nsito de ve culos motorizados. as actividades de uso blico, turismo activo, ecoturismo educación ambiental. a celebración de ruebas o eventos de ortivos, la ma or a de ellos, aun ue com atibles, necesitan autorización es eci ca del s acio atural de oñana.

su vez, se consideran incom atibles los siguientes usos actividades

Estipa Gigantea Donyanae. Especia vulnerable “VU”.

P a realización de cual uier actividad ue inter era o altere la red de drenaje. P a ernocta, la acam ada la realización de camamentos juveniles uera de los lugares abilitados para ello. P ual uier ti o de construcción o edi cación de nueva lanta, a sea de car cter tem oral o ermanente. P a instalación de so ortes de ublicidad u otros elementos análogos. P a a ertura de nuevos caminos, carreteras o istas ara el tr nsito de ve culos.

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entro de este entorno, tenemos a su vez, una e ueña rea de lagunas en la ue la administración a re erido am liar el margen de rotección, declar ndolo Zona de Reserva A” ue ace ue e istan las siguientes incom atibilidades P os a rovec amientos ganaderos. P a realización de cual uier actividad ue inter era o altere la red de drenaje. P a actividad cineg tica. P a esca continental. P a ernocta, la acam ada la realización de cam amentos juveniles. P as re oblaciones con es ecies orestales alóctonas. P ual uier ti o de construcción o edi cación de nueva planta. P a a ertura de nuevos caminos, carreteras o istas ara el tr nsito de ve culos. P os cerramientos.

Seg n se uede observar en el lano ue acom aña a este te to, se trata de un rea m nima respecto al total del terreno. ntre las in raestructuras resentes caben destacar el Corredor Verde Vereda del Camino del Loro, lugar usado recuentemente or senderistas, ciclistas, caballistas, ue seg n el art culo de la e , de de marzo, de as ecuarias odr n circular ve culos a motor revia autorización de la onsejer a de edio mbiente rdenación del territorio. Se trata de una ruta de ms ue une oguer con el s acio atural oñana, nalizando en el am ing oñana. A demás de ser paso de varias H ermandades en su camino acia la aldea de l oc o.

Un año más y como colofón, se vuelve a reiterar la importancia que tiene para Mazagón el mantenimiento y ,en la medida de lo posible, mejora de su entorno natural, puesto que este marco es nuestro mayor valor, símbolo de importación al mundo de un modelo de gestión sostenible, playas hay muchas, como Mazagón ninguna.

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AS CURTIDAS VECINAS DE MAZAGÓN

Por:

and alucia@ ch elo nia. es

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finales del pasado verano, en el mes de septiembre de 2016 , una g ran to rtug a m arina ap areció v arad a en la p lay a d el A sp erillo . E ra una to rtug a laú d ( Dermochelys coriacea) , la to rtug a d e m ay o r tam añ o ex istente en la actualid ad , p ud iendo alcanzar más de dos metros de largo. Es característico su cap araz ón d e co nsistencia co riá cea, a d if erencia d el resto d e esp ecies, entre ellas la q ue q uiz á s no s resulte m á s f am iliar al ser la m á s ab und ante en nuestro lito ral, la to rtug a b o b a ( Caretta caretta) , q ue p resentan un cap araz ón d uro f o rm ad o por placas óseas. También es una de las más antiguas; sabem o s q ue ej em p lares d el g é nero Dermochelys y a v iaj ab an p o r lo s o cé ano s h ace 25 m illo nes d e añ o s. E stas p o tentes co m ed o ras d e m ed usas ( esto s C nid ario s co nf o rm an una p arte im p o rtante d e su d ieta, y a q ue p ued en lleg ar a d ev o rar en un solo día una cantidad de medusas equivalente a su prop io p eso , q ue p ued e so b rep asar la m ed ia to nelad a) , p ro ced entes p rincip alm ente d e co stas tro p icales, y a se acercab an a nuestro lito ral en sus d esp laz am iento s cam ino d el M ed iterrá neo b astante antes q ue alg unas f am ilias d e p escad o res se asentaran en el á rea y co nf o rm aran lo q ue lleg ará a ser el núcleo urbano de Mazagón. Mejor dicho “sobrevolaban”, b uceab an en lo q ue ah o ra so n lo s cielo s d el esp acio q ue o cup an las v iv iend as m az ag o nenses, y a q ue el sur p eninsular se enco ntrab a ento nces b aj o las ag uas m arinas.

E llo no s recuerd a la riq uez a natural q ue co nf o rm a la esencia d e este ento rno , alg o h o y p o r to d o s reco no cid o co m o f und am ental p ara el desarrollo socioeconómico. Es motivo de orgullo, por tanto, la existencia en las ag uas v ecinas d e M az ag ón d e to rtug as m arinas en rep resentación d e la im p o rtante v alía d e sus esp acio s naturales y recurso s d eriv ad o s d e ellos. No lo es, sin embargo, que el principal motivo por el cual hemos sid o co nscientes d e su p resencia h ay a sid o m ed iante el v aram iento en sus p lay as.

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D e las siete esp ecies d e to rtug as m arinas actualm ente ex istentes, la to rtug a laú d es la q ue tiene mayor área de distribución. Habita prácticam ente en to d o s lo s o cé ano s d el m und o , incluid o el m ar M ed iterrá neo . G racias a su cap acid ad d e term o rreg ulación, es cap az d e so b rev iv ir en las f rías ag uas circum p o lares y realiz ar inm ersio nes d e m á s d e 1. 000 m d e p ro f und id ad . E ste h ech o unid o a su env id iab le d iseñ o h id ro d iná m ico , la co nv ierten en una pertinaz viajera que lleva recorriendo las aguas en busca de alimento desde tiempos ancestrales. S in em b arg o , es una esp ecie netam ente p elá g ica, se mantiene en mar abierto. Únicamente toca la costa en é p o ca rep ro d ucto ra p ara p o ner lo s h uev o s, acción que no nos consta realice en estas latitudes. Y su arrib ad a a la p lay a es un claro sínto m a d e q ue, ind ud ab lem ente, alg o le h a id o m al al ej em p lar h allad o en el Asperillo; al igual que podemos decir de otras tortugas laúd varadas en el litoral sur-atlántico. Reco rd ar la enco ntrad a a p rim era h o ra d e la m añ ana p o r turistas en la p lay a d e L a R ed o nd ela, d e Isla C ristina, en agosto de 2015, que portaba cordajes de pesca alrededor del cuello y las aletas delanteras; y la lo caliz ad a un p ar d e sem anas m á s tard e, tam b ié n enm allad a en artes d e p esca, en la p lay a d e la V icto ria d e C á d iz en av anz ad o estad o d e d esco m p o sición - si b ien ex isten serias d ud as d e q ue se tratase d e individuos distintos, y posiblemente fuese la misma tortuga, que al parecer fue retirada por la propia m area d e la isleñ a p lay a d e L a R ed o nd ela y transportada hasta Cádiz por las corrientes marinas-; o la h allad a un m es m á s tard e p o r uno s b añ istas f rente a la Flech a d el R o m p id o en la p lay a d el C añ o d e la Culata (Nuevo Portil, término de Cartaya); sin olvid ar la p untaum b rieñ a P lay a d e lo s E neb rales, d o nd e tam b ié n f uero n lo caliz ad as ese m ism o añ o 2015 d o s to rtug as laú d v arad as.

Extinción. Y q ue las p rincip ales causas d e am enaz a d eriv an d e accio nes realiz ad as p o r el h o m b re. V alg a co m o ej em p lo lo s resid uo s sólid o s en f o rm a de bolsas, envases u otros materiales plásticos que flotan a la deriva en el mar y son ingeridos p o r las to rtug as p o r su sim ilitud co n las m ed usas u otros invertebrados cartilaginosos. Compartir el co no cim iento d e lo s p ro b lem as y a co nstatad o s y la ex istencia d e m ed id as p ara so lv entarlo s, así co m o ind ag ar en m uch o s asp ecto s aú n d esco no cid o s q ue permitan proponer y aplicar medidas más eficaces es p o r tanto una o b lig ación d e to d a la so cied ad . Así lo han entendido las entidades oficiales dedicadas a la investigación. En el Espacio Natural d e D o ñ ana se h an reg istrad o lo s v aram iento s d e 5 8 to rtug as laú d d urante el p erío d o 2000- 2015 , y d esd e la p ro p ia E stación B io lóg ica se iniciaro n estudios en 2014 para determinar la procedencia y estim ar el nú m ero d e to rtug as laú d q ue acud en a estas ag uas. D e cara a lo s serv icio s d e asistencia a v aram iento s, h ay q ue m encio nar la Red de voluntarios del litoral andaluz. E n el p erío d o q ue v a d e 2008 a 2015 , 1. 14 2 to rtug as m arinas ( 9 4 7 d e ellas m uertas) f uero n lo caliz ad as v arad as en la co sta and aluz a, en su m ay o r p arte to rtug as b o b as. D e 9 7 reg istro s d e to rtug a laú d , 75 d e ellas v araro n en las co stas d el golfo de Cádiz. El colectivo antes citado pretende ap licar p ro to co lo s q ue p erm itan reg istrar alg uno s datos necesarios antes de retirar los cadáveres; o en caso q ue la to rtug a esté v iv a, su reco g id a y traslad o a lo s Centros de Recuperación de Especies Amenazadas, d o nd e se intentará su recup eración y p o sterio r lib eración en el m ar. Una entidad indispensable en el ámbito del co no cim iento y la co nserv ación d e las to rtug as m arinas es Chelonia, L a aso ciación Chelonia h a trab aj ad o co nj untam ente co n el secto r p esq uero d el g o lf o de Cádiz para estudiar el impacto de la flota de arrastre y p alang re, y su incid encia so b re las cap turas accid entales d e to rtug as m arinas. P o r o tro lad o , se

E s una llam ad a d e atención q ue no s inv ita a co no cerlas m ej o r: sig uen estand o ah í d esem p eñ and o un p ap el f und am ental en el eq uilib rio d e lo s sistem as m arino s, p ero d esco no cem o s d e f o rm a ex acta d e d ónd e v ienen y p o r q ué las enco ntram o s m uertas en nuestras co stas. S í sab em o s co n seg urid ad q ue sus poblaciones se encuentran en una situación difícil: está clasificada como una especie Vulnerable p o r L a U nión M und ial p ara la N aturalez a ( U IC N ) , a niv el esp añ o l se encuentra en el Listado de Especies Silvestres en Régimen de Protección Especial e incluid a en el Anexo IV d e la Directiva Hábitats, q ue eng lo b an aq uellas esp ecies d e interé s co m unitario que requieren protección estricta; y está recogida en el L ib ro R o j o d e lo s V erteb rad o s A m enaz ad o s d e A nd alucía co n la categ o ría d e esp ecie En Peligro de

T o rtug a laú d ( D erm o ch ely s co riác ea) A uto r: C é sar P é rez M uñ iz . C h elo nia

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M anual d e co nserv ación y m anej o d e to rtug as m arinas.

• M anual d e co nserv ación y m anej o d e to rtug as m arinas. https://bycatch-reduction-project.jimdo.com/ manual-manejo-tortugas-para-pescadores/ M anual co n co ntenid o s b á sico s so b re b io lo g ía y ecología de tortugas marinas, identificación d e esp ecies, estad o d e co nserv ación y té cnicas y m é to d o s d e m anej o en caso d e cap tura accid ental.

h an realiz ad o accio nes encam inad as a increm entar el interé s y co no cim iento so b re las to rtug as m arinas, p o niend o esp ecial é nf asis en las p o b lacio nes co steras que más interacción tienen co n el p ro b lem a.

• Curso de identificación de rastros y nidos de tortug as m arinas. https://bycatch-reduction-project.jimdo.com/ curso-de-identificación-de-rastros-de-tortugasmarinas/

T o m and o la to rtug a b o b a co m o p unto d e partida, los trabajos de la asociación Chelonia p retend en increm entar el co no cim iento d e las p o b lacio nes d e q uelo nio s en nuestras co stas, d e las m ed id as p recisas p ara su co nserv ación y ex tend erlo s d e forma participativa al conjunto de la población, con atención esp ecial a lo s secto res d irectam ente im p licad o s. S e h an h ech o p rueb as co n o b j eto d e estab lecer la m eto d o lo g ía necesaria p ara la realiz ación d e censo s aé reo s d e to rtug as m arinas p o r m ed io d e V eh ículo s A é reo s N o T rip ulad o s. C o ntand o co n el ap o y o d e la C o nsej ería d e M ed io A m b iente d e la J unta d e A nd alucía y d e la D iv isión p ara la P ro tección d el M ar d el M inisterio d e A lim entación, A g ricultura y M ed io A m b iente, se h an realiz ad o p rueb as en el golfo de Cádiz, utilizando drones equipados con cámaras de alta definición y cámaras térmicas, que permitieron establecer protocolos para efectuar estimas de abundancia de tortuga boba y tortuga laúd, así co m o d e o tras esp ecies d e to rtug as y m am íf ero s m arino s p resentes en el á rea. T am b ié n se h a ef ectuad o el seg uim iento d e to rtug as b o b as lib erad as y m o nito riz ad as p o r transm iso res satelitales ( A R G O S , G S M y G P S ) co n el o b j eto d e increm entar el co no cim iento so b re el uso d el h á b itat y lo s p atro nes d e movimiento en el Mediterráneo español. Por último, m encio nar las accio nes enf o cad as a increm entar la im p licación d e la so cied ad y f o m entar el v o luntariad o en la co nserv ación d e las to rtug as m arinas, así co m o co ncienciar so b re el p ro b lem a q ue sup o ne la b asura m arina co m o am enaz a a las p o b lacio nes d e to rtug as, p restand o una atención esp ecial a las co stas d el g o lf o d e C á d iz .

Curso dirigido a conocer e identificar los rastros d ej ad o s p o r las to rtug as m arinas en las p lay as cuand o acced en a ellas p ara anid ar y rev isar si sus co nd icio nes so n ad ecuad as p ara h acerlo , así co m o asp ecto s b á sico s so b re su b io lo g ía, eco lo g ía e identificación de las especies registradas en ag uas esp añ o las. N o d ud am o s d e su interé s p ara cualq uier persona o colectivo. Las tortugas ya deambulaban p o r la z o na, co ntrib uy end o a m antener el eq uilib rio en el á rea, cuand o no so tro s ni siq uiera h ab íam o s h ech o acto d e p resencia en el p laneta. H o y so n nuestras v ecinas, y p ara q ue h ay a una b uena co nv iv encia es p reciso co no cerlas y p o ner d e nuestra p arte lo necesario p ara q ue no seam o s lo s causantes d e lo que no han conseguido la multitud de cambios geológicos y climáticos que han debido soportar d urante m illo nes d e añ o s: el ab and o no d e nuestras co stas p o r p arte d e estas v eteranas v isitantes.

P ara acercar a lo s p rincip ales secto res im p licad o s, se h a d istrib uid o entre lo s p uerto s m anuales y otros recursos informativos y prácticos. En los sig uientes enlaces se p ued e acced er a alg uno s d e ello s:

Curso de identificación de rastros y nidos de tortugas marinas.

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L JARDÍN BOTÁNICO DE MAZAGÓN: DUNAS DEL ODIEL

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Por Concepción Saavedra Azqueta

l j ard ín B o tá nico D unas d el O d iel se encuentra en la que fue “la Rompiura” de la Laguna de las M ad res, so b re la f o rm ación areno sa q ue la sep ara del litoral. Este “museo natural” está íntimamente v inculad o a lo s esp acio s naturales D unas d el O d iel y las L ag unas d e P alo s y las M ad res.

Consejería de Medio Ambiente y Conservación del Territorio

A unq ue la transf o rm ación q ue h an suf rid o esto s parajes ha sido intensa, han constituido siempre un enclave natural de gran valor; y ,prueba de ello, son los testimonios que nos han dejado los naturalistas y av enturero s d e m ed iad o s d el sig lo p asad o : “Pienso que la Laguna de las Madres es uno de los mejores lugares de Europa y con gran valor para ser protegida” (Till Pralle, 1958). ”… es la laguna más importante de entre todas las de Doñana y su entorno” (José Antonio Valverde, 1958). L a transf o rm ación d e esta z o na se inicia y a en 19 24 , cuand o co m ienz a la ref o restación d e las D unas d el Odiel con el objetivo de evitar el avance de las dunas h acia el interio r y f o m entar la f o rm ación d e una la-

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guna donde había un “conjunto de depresiones anegadas” , según relatan las descripciones de la época. En 1958 cambia definitivamente la percepción de este h um ed al. L a ex tracción d e turb a sup o ne ento nces un no v ed o so recurso eco nóm ico q ue se f acilitó en to d o lo p o sib le p o r p arte d e lo s g esto res d el territo rio . L a co nsecuencia natural d e esta f o rm a d e manejo, de manera continuada, fue la pérdida de una p arte m uy im p o rtante d e su b io d iv ersid ad , lo q ue h a p ro v o cad o un cam b io irrev ersib le en la id entidad de este entorno único y privilegiado. H o y en d ía, el Jardín Botánico Dunas del Odiel es un testigo de lo que fue su entorno inmediato y una rep resentación d e lo q ue es actualm ente. C uenta p arte d e la h isto ria d el territo rio en el q ue se encuentra: las M ad res, M az ag ón, D o ñ ana, la co sta d e Huelva, el litoral atlántico Andaluz...

m o m ento s d e d isf rute en la naturalez a, lug ares co no cid o s y ap reciad o s q ue f o rm an p arte d e su v id a. E l v isitante f o rá neo d escub rirá las clav es d e nuestro p aisaj e, tend rá la o p o rtunid ad d e p ro f und iz ar en el co no cim iento d e este territo rio d e la m ano d e su vegetación. Y, para los ya ” iniciados” en el amor p o r el reino v eg etal, el reto será d escub rir sus j o y as esco nd id as: p lantas raras y escasas q ue f recuentem ente sólo se encuentran en rinco nes d e nuestro litoral a los que difícilmente tenemos acceso. Paseando por el jardín P ara reco rrer el j ard ín, tenem o s un send ero d e un k ilóm etro y m ed io q ue d iscurre p o r la rep resentación d e lo s d if erentes p aisaj es v eg etales d e nuestro lito ral. Iniciem o s el reco rrid o q ue no s p ro p o ne. D U N A S Y A R E N A L E S

Esta es la particularidad de la Red de Jardines a la q ue p ertenece. U na red integ rad a p o r d o ce j ard ines b o tá nico s estrech am ente v inculad o s al territo rio que representan; por su ubicación en espacios proteg id o s, p o r el co ntenid o d e sus co leccio nes y p o r lo s trab aj o s d e co nserv ación q ue realiz an en é l.

L o s arenales co stero s d o m inan las f o rm acio nes y la fisionomía del jardín. No se trata de un ambiente fav o rab le p ara la v eg etación, p ero h ay un co nj unto d e p lantas ad ap tad as a v iv ir en estas d uras co nd icio nes. Son “las amantes de la arena”, las plantas psamófilas (psamos=arena, fila= amante).

¿Qué nos ofrece este jardín?, ¿qué tiene de especial?

E n las d u n a s e m b r i o n a r i a s d el j ard ín, enco ntram o s alg unas d e las p rim eras co lo niz ad o ras d e lo s arenales: el C ard o m arino - blanquecino, con hojas duras y pinchudas para reflejar la potente luz solar, evitar perder humedad y resistir la continua abrasión del viento cargado de sal y arena.-.Las A z ucenas d e m ar y junto

D unas d el O d iel no es so lam ente una co lección d e plantas etiquetadas. También es una colección de p aisaj es, d e f o rm acio nes v eg etales, d e h á b itats. P aseand o p o r el j ard ín, el h ab itante d e su ento rno reco no cerá co lo res, o lo res q ue le h ará n ev o car

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Azucena de mar

Barrón

Lanaria lamarckii

a ellas; ¿Carboncillos? ¡Semillas ligeras como el aire!, ¡flotantes!, utilizan el mar para llegar a playas nuevas. E n las p rim eras d u n a s b l a n c a s el f am iliar b arrón es el protagonista. Esta “arquitecta de las dunas”, su p rim era co nstructo ra, encierra el secreto d e m uch o tiempo de evolución. Sus raíces forman una extensa red q ue les p erm ite af errarse al suelo , cap tar el agua que necesitan y atrapar cualquier partícula del p reciad o y escaso alim ento . Si pudiésemos formar una línea con las raíces de una sola planta del jardín llegaríamos a la Calle de Hilaria y volveríamos al botánico sin perderla de vista. E n esta b ella f o rm ación se encuentran tam b ié n alg unas d e nuestras m á s p reciad as j o y as b o tá nicas co m o la Linaria lamarckii, “la flor que desapareció de nuestra costa”, rescatada hoy para nuestras dunas y p ara m o strarla en nuestro j ard ín. M á s ad elante las C lav ellinas, las S iem p rev iv as co n o lo r a regaliz, y los Alelíes de mar, florecen llenando de co lo r las p eq ueñ as d unas q ue se suced en en esta p arte d el send ero .

P ino p iñ o nero ( co rrales) .

P enetrand o un p o co m á s al interio r en lo s sistem as dunares, pero aún bajo la influencia marina, se encuentran las p rim eras f o rm acio nes b o sco sas: lo s enebrales y sabinares costeros.

“Cruz” de pino tras paso de la duna.

A ntañ o , esto s b o sq uetes ( h á b itat p rio ritario p ara E uro p a) o cup ab an la m ay o r p arte d el territo rio en las zonas más próximas al mar. Actualmente se mantienen en esp acio s g eneralm ente p ro teg id o s, aco m p añ ad o s d e P ino s p iñ o nero s. E l E nebro marítimo es la especie emblemática de espacios naturales, como lo s E neb rales d e P unta U m b ría a la q ue d a no m b re ;o Doñana, donde nos regala uno de los paisajes más esp ectaculares d e este esp acio , m antenié nd o se en lo alto, como estatuas, testigo del paso de las dunas m óv iles g racias a sus ex cep cio nales ad ap tacio nes a este am b iente. Frente a nuestro particular corral (nombre local de las depresiones que se encuentran entre los cordo-

Enebro testigo.

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nes dunares de Doñana) recordamos la diferencia que existe entre las estrategias del Pino piñonero y el Enebro costero para sobrevivir a las dunas móviles: el primero deja su piñón en el suelo, confiando en su rápido crecimiento cuando renazca tras el paso de la duna, el segundo resiste “cabalgando” sobre ellas. Siguiendo nuestro paseo, fuera ya de las dunas; aunque aún en el manto eólico, nos acompaña el monte mediterráneo con toda su diversidad y riqueza. Aquí son frecuentes dos formaciones de matorral que localmente se conocen como monte blanco y monte negro. Caminando entre ellas observamos sus diferencias. La primera, el color que da nombre a cada una de ellas salta a la vista. En el monte blanco domina el jaguarzo, un arbusto casi gris blanquecino; en la segunda, es el brezo de escobas de ramaje negro y hojillas de color verde oscuro el dominante. Junto a ellos un cortejo de plantas con una floración espectacular que se sucede de febrero a julio: primero la explosión amarilla de Jaguarzos y Escobones; luego las lavandas, las Siemprevivas, el Romero macho; y al final, las Armerías y Clavellinas… un placer para la vista y el olfato.

g alería q ue ab rig a al arro y o q ue atrav iesa el j ard ín. S o b re unas p asarelas d e m ad era cruz arem o s este v erd o r f resco d e M im b reras, V id es silv estres y M ad reselv as trep ad o ras. E n realid ad , este arro y o es el encauz am iento d el d esag ü e d e la L ag una d e las M ad res, h asta ese p unto estam o s co nectad o s co n ella. Es el fruto de un auténtico trabajo de restauración que ha convertido esta infraestructura artificial en un v erd ad ero co rred o r eco lóg ico f recuentad o p o r nutrias y j ab alíes. Las mimbreras nos enseñan nuestra antigua y estrecha relación con las plantas. Desde canastos y techumbres a la clásica aspirina, todos salen de los Sauces: los árboles que necesitan tener sus raíces en contacto con el agua. Eso le permite crecer a un ritmo espectacular. Ellos, como los fresnos o álamos blancos de nuestra ribera se permiten el lujo de perder sus hojas en invierno, como si viviesen en las tierras frías y húmedas del Norte. ¡Tan diferentes son de nuestra vegetación mediterránea!

L O S P A IS A JE S D E L A G U A Continuando el camino, esta aparente uniformid ad areno sa p o r la q ue transitam o s se enriq uece co n la p resencia d e o tro s elem ento s q ue d iv ersifican el paisaje vegetal. Como en nuestro entorno, en el jardín el agua irrumpe bajo múltiples formas ( arro y o s, lag unas, ench arcam iento s estacio nales y p erm anentes, lucio s d e m arism as, etc. ) d and o lug ar a otro tipo de plantas con aspecto y estrategias de v id a d if erentes.

A m ed io cam ino entre el arro y o y lo s arenales estab les, co n un suelo m á s p ro f und o y co n m ay o r h um ed ad q ue en é sto s, ap arece el alco rno cal, q ue antañ o o cup ab a g rand es ex tensio nes en nuestro secto r. Frente a las “panas” de corcho podemos reflexionar sobre su extracción y el conocimiento que entraña, sobre la montanera del cerdo ibérico y las dehesas como ejemplo de un verdadero aprovechamiento sostenible del bosque.

L a p rim era f o rm ación so stenid a p o r esta ab und ancia d e ag ua p untual la enco ntram o s al inicio y al final del sendero. Es nuestro pequeño bosque en

L ag una d e la turb era d el j ard ín b o tán ico .

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O tras f o rm acio nes im p rescind ib les p ara rep resentar la v eg etación d e nuestro ento rno so n las lag unas d e ag uas d ulces o salo b res, m ás o m eno s p erm anentes, co m o las tres q ue tenem o s en el j ard ín. L as p lantas acuáticas que las habitan, constituyen un numeroso y variado g rup o d e f o rm as v itales. H ay algunas que son anfibias, como las Eneas y Carrizos co n sus raíces y riz o m as b ien d esarro llad o s b aj o el ag ua. O tras, co m o lo s N e n ú f a r e s , v iv en anclad as al f o nd o , p ero co n sus hojas en la superficie, gracias a las g rand es cám aras d e aire q ue tienen en sus tejidos a modo de flotadores. Los tallos de las que v iv en co m p letam ente sum erg id as ab so rb en d irectam ente d el ag ua, anhídrido carbónico y sales nutritivas; haciendo la función reservada V io leta b no rm alm ente p ara las raíces, q ue ahora utilizan para fijarse al suelo. Para terminar de disfrutar de “los paisajes del agua”, q ued a uno m uy esp ecial: la p eq ueñ a turb era q ue es testigo y reducto de la riqueza y extensión de las turb era d e las M ad res, la q ue f ue una d e las m á s im p o rtante d el S ur d e E uro p a.

brezo ciliado) acogen valiosas “rarezas botánicas” co m o la g rasilla p á lid a o P ing uicula, una p eq ueñ a p lanta carnív o ra, o la b ella V io leta b lanca, p ro p ia d e otras latitudes y muy escasa en las nuestras. Finalm ente, en el j ard ín h ay esp acio s reserv ad o s p ara m o strar cóm o el h o m b re se ad ap tó tam b ié n a lo s recurso s naturales q ue p o seía a su alrededor. Cultivando las plantas, seleccio nand o f o rm as y v aried ad es, resp etand o sus ciclo s b io lóg ico s. E n la huerta d el b o tá nico se cultivan variedades locales, semillas autócto nas no co m erciales rescatad as d e lo s h ab itantes q ue aú n las mantienen vivas. E l j ard ín ab re sus p uertas d e 9 a 15 h . to d o s lo s d ías d e la sem ana ex lanca cep to lo s lunes. E stá a tan sólo un k ilóm etro y m ed io d e las casas d e E l V ig ía, la urb aniz ación m á s p róx im a d e M az ag ón, así q ue p o d em o s lleg ar en b icicleta o a p ie. A d em á s d e v isitarlo g ratuitam ente en cualq uier m o mento, también se puede participar en alguna de las actividades que organiza. En los m eses d e v erano o f rece la o p o rtunidad de asistir a un espectáculo m usical p reced id o d e una v isita g uiad a crep uscular co m o p arte d el programa “Atardeceres en el Jardín”.

L as turb eras so n am b ientes m uy restrictivos, parecen reservados p ara un p eq ueñ o g rup o d e p lantas esp ecializ ad as q ue las caracteriz an. El Tojo atlántico y la Caroncha (el

Tojo atlántico

M á s inf o rm ación en: j b o tanico . d unaso d iel. cm ao t@ j untad eand alucia. es http://www.cma.junta-andalucia.es/medioambiente/servtc5/ventana/ https://medioambienteand.wordpress.com/2016/08/12/jardin-dej ard ines- x - b o tanico - d unas- d el- o d iel/

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L ETRAS

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félix morales

MARINA

NOC T URNA

A la memoria de mi hijo, cuyas cenizas están ahí

L a mú sica que ya casi no ex iste se desgrana entre las nubes blancas lame el agua, se disf raza de olas y de simas llenas de noctilucas o hipocampos, de peces globo, esponjas y corales. S e disf raza de cantos de ballenas, de gritos de delfines, de tormentas, de estrellas, de reflejos de estrellas se disf raza sobre la noche oscura del océ ano.

Fo to : S am uel A lf o nso

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j. luis gozálvez escobar

LA DELIC

ADA B ELLEZA DEL MÉ DANO DE PEDRO RODRÍ GUEZ

La mitad de la belleza depende del paisaje, y la otra mitad del hombre que lo mira. L in Y utang

L a naturaleza ha sido un elemento central del arte desde hace milenios. L a plástica ha llegado a ser incluso una f uente primaria para conocer muchos espacios desaparecidos. P ero además, al ser reinterpretada por los ojos del artista, nos muestra la singularidad de su tiempo, su cultura. El reciente y desolador incendio, que ha arrasado miles de hectáreas de nuestro espacio más querido y emblemático, a punto ha estado de obligarnos a tener que recurrir a la f otograf ía o la pintura para recrearnos en su belleza agudizada y ex trema, como señalaba J uan R amón J imé nez. En un desigual intercambio, recibí este regalo de mi amigo P edro R odríguez, escasos días antes del aciago día de S an J uan. P ocos pintores conozco con tanto conocimiento de la naturaleza y tanta delicadeza al tratarla en su obra. Este médano que fijan unos pinos con el mar de fondo es un esbozo de la hermosura que hemos perdido y tanto nos costará reconstruir. P ero, a su vez, muestra una manera limpia y comprometida con su entorno, un ejemplo a seguir. P edro crea y juega entre vidrios de colores, granadas y campitos junto al mar, para recordarnos la imperiosa obligación de def ender la belleza que hemos tenido la f ortuna de heredar y de alejarla de tanto humo negro como a veces la acecha.

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D uele el aire y su sombra, la quebrada voz del árbol, el azul quemado, la majestad perdida de la cierva sin ref ugio huyendo en la noche.

a. ramírez almanza

D uele el hombre errante tras la memoria nublada, en su verdor de inf ancia y f uego. D uele la luz tras la palabra doliente, los ú ltimos brotes del monte blanco en su esplendor de primavera aniquilada. D uele todo en la garganta sin grito, el humo trasegado por el cielo de Moguer y sus prof undidades.

DUELE

D uele la mirada y sus recuerdos, las huellas rotas y ennegrecidas, la víbora carbonizada, la tórtola sin vuelo, las madrigueras esf umadas, el nido tierno deshecho por el vapor caliente de las llamas y sus infiernos. D uelen los brazos en su combate sin fin con el sol negro arriba sin luces ni colores, arcoíris de af onías y tenebrosidades. D uele aquí el desaliento de los amantes, la f uria de los humildes, la malicia enredada en las venas del criminal y sus instintos. D uele la noche sin espera, abierta en racimos de cenizas en la nada que acerca el rumor perdido de la especie. D uele la tierra en su agonía de vergel oscurecido, el mar cercano entre olas de humo, el palpito de Mazagón como un río de arena que aquieta la alegría y sus esperanzas. Me duelo con mis gentes y sus incertidumbres.

Fo to : m ariasunad elo sd o lo res/ instag ram

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Aú n con las gargantas llenas de agua claman los inocentes.

carmen ciria

S us gritos vuelan sobre las olas, sobre la mordaza de sus sueños.

DES DE

Aú n con las manos rígidas de f río nadan hacia la luz, hacia el engaño traidor, hacia el deseo.

EL AT LÁ NT IC O

Mas desde el f ondo, el mar levanta sus raíces y atrapa.

Fo to : A le C arrillo

S í, ese mar, el Mediterráneo.

CAMARINAS

S ombras en las luces, luces en las sombras. Deseo inalcanzable de impronta reflejada en lino, f ugacidad caprichosa.

PLAT EADAS

Mañanas luminosas, blancas, soleadas; rotas por sinf onías de jilgueros y olas acompasadas.

X V I I I Certamen de prosa y poesía MARZAGA O b ra g anad o ra. E d ición 2016

T ardes mudas, solitarias; tormentas de ocres, violetas y naranjas; donde las sombras van ganando batalla, y solo brillan sus lucié rnagas, Camarinas P lateadas. Cuesta de la B arca, Arroyo J ulianejo, B ajada de la estrella, P arador, D oñana; permíteme acercarme a tu arena virgen, aterciopelada.

j. joaquín gómez

P ueblo sencillo, noble, educado; que construye su destino sin circunloquios enrevesados, con la sabiduría de un V iejo Campesino. P ueblo pesquero, grande, pequeño; de risas alegres y alma templada, donde brillan sus lucié rnagas, Camaribas P lateadas.

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juan drago

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sta llave sólo abrirá esta puerta,

donde tiemblan las luces de mi reino minú sculo.

Aquí callan mis libros aguardando los ojos que sus llanuras abran al corcel del cerebro. Aquí el pan se parte sobre la mesa f ranca, en un valle de cuerpos donde ríen mis muchachos. L a luz del sur penetra buscándonos el f ruto. Aquí guardo las cosas que reuní de camino. Esta llave sólo abrirá esta puerta. L as luces que conozco me aguardan y circundan con sumisión de perro. Aquí me duele el mundo echado en el regazo, y preparo el viaje a donde me disperse, uno con mi universo, veloz, estremecido, mientras Miguel me acerca su mejilla emanante. N adie me vence dentro cuando escribo estos signos. S obre nadie a esta hora arrojaré estos versos.

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teresa suárez

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eguramente soplarás a las puertas del abismo y llamarás certeza a cada duda disf razada. Q uizás el viento barra las miguitas de pan y volver a tientas congele tus ganas. P ero sé que sabrás aullar en la madrugada, tropezar y no caer, buscar las coordenadas. Aprender a descif rarte, ahora que puedes, trazar un nuevo mapa. Y volver, una y otra vez, a temperar las cuerdas, a afinar el alma. Y suave, suave, decirte convencido que te amas, para verte arribar a Í taca, para construirte, cada día, tu nuevo par de alas.

Fo to : A le C arrillo

Fo to : A b rah am

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Fig ueired o

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El rocío en la ventana al despertar,

antonio orihuela

el río rojo y muerto un atardecer de otoño, la manzana al final de la comida, las alpargatas al llegar a casa, los pies de los que amo unidos en la pila del pozo de la casa de las retamas en I sla Canela, los sueños que compartimos sin hablar, el regalo f ugaz de su hermosura sin consenso, su incertidumbre, la abeja que vuelve al panal con las patas amarillas, la hormiga que encuentra un trozo de pan más grande que ella, el bóx er que continú a jugando en la playa, el amor que hay que alimentar cada día con el f uego de lo que amamos, el pisar la nieve, el remo en el agua, el rumor de la corriente, la mú sica del violonchelo, el viento entre los pinos, las flores caídas al pie del almendro, el desplazamiento de las piezas de ajedrez sobre el tablero, las campanas que tocan a muerto, el zumbido de los años, todo lo que puede ser oído pero no retenido, las voces f amiliares, la costumbre de tus besos, el breve sueño de la siesta, la pequeña muerte, el plantar flores, la estela en el agua, los castillos de arena, las nubes que se disuelven, las huellas de las garzas en la orilla, todo lo que retiene su belleza en que pasará, el brillo de las mariposas, las estaciones, las estrellas, las rocas, el lago, la lluvia, el relámpago, los sauces, las guirnaldas, todo lo que invita, la mujer hermosa, la conversación inteligente, el sabio libro, todas las cosas que no hemos sabido querer,

PEQ

UEÑ OS PLAC ERES

vivir hoy, vivir hoy, vivir hoy. Fo to : J av ier T o scano

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juan cobos wilkins

YO ME LLAMAB

A J UAN

(De El mundo se derrumba y tú escribes poemas)

Y o me llamaba niño, y la inmortalidad. Me llamé “ yo” y abrazaba a los árboles como el niño que abraza. Y o me llamaba niño y lavaba cerezas en las lágrimas de un jilguero enjaulado. Me llamé J uan y era distinto multiplicar el pan que dividir el beso. Y o me llamaba J uan y crecí comparando la arquitectura gótica con la sombra flamígera de cada desamor. Y o me llamaba J uan, conocía la playa interminable del náuf rago que cuenta una a una las olas infinitas. Me llamé J uan y regalaba como el soldado que en la trinchera of rece su pecho abierto para salvar a un joven camarada. T enía nombre y creí como cree en las alas el gusano de seda, como el beso se eleva bajo una sombra gótica, como el náufrago asume su ola definitiva, como cereza o lágrima en la jaula que silba como la bala silba de amor a su soldado. Al soldado sin nombre que en la trinchera cree como el niño sin nombre en la inmortalidad. T ú me llamaste J uan. Y yo crecí en la metamorf osis de quien ama.

Ilustración: Faustino Rodríguez A cuarela y co lag e so b re cartón g ris

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DONDE

sefi cárdenas

S E PIERDEN

T US HUELLAS

A las víctimas del alzheimer

P erdido en los surcos del rostro que castigas, posas tu mirada sombría en el infinito de lo absurdo. Cojo tu mano, raíz de cepa añeja, diario del duelo de tus días, y sumerjo mi voz en la superficie del hombre que habitas sin poseerlo. Estás presente en la ausencia del gesto que regentas. L a batalla te atormenta y mi entrega te subleva. T raigo el rocío sobre tu carne vacía de ayeres y desierta de mañanas. D ame un motivo para quedarme, para aceptar que envejezco con tus años cuando te entrego los míos. Q uiero mullir la almohada donde se pierden tus huellas y las historias se apagan; cierro con llave la caja que abriga el hueco de la memoria calcinada.

Fo to : J ulián R o 39 p ero

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j. antonio guzmán

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UÍ , T ODO ES ES ENC IA

Aquí, todo es esencia... L a acción aú n no ex iste, sin embargo la vida se nos revela al paso… y la belleza envuelve, el amor enajena, y la verdad se encuentra… P or el sur del oeste, verás encandelado a nuestro Mare mágnum… En é l todo es misterio traslú cido, acuoso, donde la ola es f ondo que clama y se libera. Y o miro los adentros, yo sueño los paisajes, yo siento la resaca… P erdón si me equivoco, no soy mediterráneo, mis luces no deslumbran, mis aguas son atlánticas, mi luz es ver la luz del agua y de los aires. L os colores me aplanan, los aromas me ensanchan. Aquí, donde vivimos, el ocaso es belleza. ¡ T antos años sintiendo que mi ribera es sur del conf ín de la T ierra… !

Fo to : J o sé M ª P é rez d e A y ala

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Fo to : A b r a h a m

F ig u e ir e d o

carmen palanco

MARES

¿ D ónde está la humanidad? , ¿ dónde han quedado las manos servidoras del pueblo? V ivimos en una esf era donde no f alta el espacio y sí la libertad. L ímites ante la barbarie a pesar de ser la nuestra, una piel poblada en la diversidad, continente en su esencia de los casi olvidados vé rtices inmateriales que nos elevan, inmaterial tambié n, esta esperanza de que el amor nos salve.

DES IERT OS

Refugiarse del refugiado, otro naufragio de la humanidad.

El mundo se levanta en hordas de civiles que huyen de sus tierras, cientos de miles emprenden un camino tortuoso para salvar sus vidas, o lo que les queda de ellas. Mientras, países cierran f ronteras, los temen y, en vez de unificar fuerzas para abastecerlos, los tratan como a ganado que llega para desolar. N iños y ancianos, mujeres y hombres quedan atrapados como moscas en las alambradas de una cruel araña, que no mata para comer y sí para cómplice del martirio. Mares desiertos con f ronteras en tempestades los devuelven hinchados de soledad.

Q U OD ¿ Q ué hago aquí? , ¿ por qué he venido? , ¿ de dónde procedo? , ¿ hacia dónde camino? P or mi sangre no se eleva la verdad, a la mente se le escapan las respuestas. Del todo soy la sospecha, la infinita pérdida, el eterno consuelo, la causa incierta. Mi naturaleza se desgasta; viviendo muero lejos de mi casa. L a guadaña alf ombra los ecos del destino, soy ave que emigra por la obligada etapa. El sentido es indeciso, f amé lico, está en los huesos del pensamiento sin tejidos ni grasas. ¿ Q ué tiene el mundo en su estrecha comisura? ¿ Q ué tiene el alma en su bajeza para que sucumba a la afilada miseria?, se anula el nacido, la risa y la bondad de la ex istencia cada vez que un ser se descabeza. N acen otros que es esperanza y totalidad que no llega. ¿ Q ué hago aquí? , ¿ para qué he venido? —p ara amar, para amar mientras pueda— no se me ocurre otra ciencia.

L a guerra es el negocio de un puñado de locos. H asta que no se sacie al titán no dejarán esta partida que da caza a los más dé biles; el mundo gira sordo y mudo nauf ragando en las aguas de P ilatos. L a muerte, lejos de nuestra casa, no es muerte; sí un circo al que miramos con incredulidad; la distancia nos descarga y nos ahuyenta de la realidad y su grado. S in saber cómo nos convierten en borregos cercados por los lobos de la inconciencia; en medio quedan los miedos que generan y los ríos cenagosos que desembocan en las ideas invertidas, con ellas hemos crecido y con ellas comulgamos día a día.

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josé antonio g garcía

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UN MAZAGÓN HERIDO

Mazagón, el día después. Nada que hablar, aun habiendo tanto para decir. Porque, pese a todo, mejor será que el mismo aire seque aquella voz que, en la noche, arengó con maldad al fuego, al humo, a la ceniza. Mucho más que nunca será también que el agua, la plenitud, el primer mandamiento, se pronuncie y haga menos ingrato el camino. Porque, en verdad, ¿quién sería capaz de medir la anchura de su frente por la que ventea el aire que atraviesa todas las distancias acarreando la necesidad de la luz y de la sombra? ¿Y quién interiorizaría tanto misterio descubierto por lo que es posible la respuesta que pone punto y calma a la dicha igual que al desconsuelo? Nadie pudo imaginar, Mazagón nuestro, tu ilimitación. Nadie experimentar la crecida de tu corazón ni el reflujo esencial de tu recogimiento. Solo soñar, adivinarte cabe, sentirte cercano como yo ahora, brisado mi silencio por el oler de tu vida.

m. jesús barquero

AIRE LIMPIO Como la golondrina o el gorrión, cuando la primavera se nos acerca, no pensamos en sierra o en una alberca, sólo en la hermosa playa de Mazagón. Allí están los amigos del corazón, el alba prematura, tardía la noche, apetece el paseo, olvido el coche, con gente interesante, conversación… En el alma renacen las ilusiones, ya no cuentan los años ni los achaques, rejuvenece el aire limpio del mar. Olvidamos las prisas y las tensiones, el aire irrespirable de gran ciudad, para aprender de nuevo a respirar.

Ilustración: María Ferrera

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Fo to : J av ier T o scano

anónimo

LA LUZ

DE LAS PALAB RAS

es u s de muc o caminar descalzo entre camarinas de acer malabarismos sobre las tejas del reciicio, llegu a una casa abandonada. trora una caseta de guardias civiles ue en rentaba al oc ano vigilando ue ste no se uera a esca ar. Se asentaba a ocos asos de un acantilado de m s de cien metros de altura. entro, un o u a se ab a ocu ado de intar su arte e mero directamente sobre la ared ue se derrumbaba. e areció un artista, alg n d a te enseñar sus inturas. en a varios colc ones sucios, lo cual dec a muc o de su gran os italidad. a en lo ue arec a el salón, una mesa, sobre la mesa una conc a, junto a la conc a una flauta, bajo la flauta un libro manc ado. e sólo las dos carillas en las ue el umanista se ab a detenido. o uer a tocarlo, no uese a uedar tentado de uerer robarle las ocas alabras ue le uedaban. Se llamaba a luz de las alabras , de a ael rez strada. ra oes a, me llev sin su ermiso sólo una rase ara ti, ue dec a el agua a ocu ar el es acio ue el amor no alcanza . justo detr s del verso, alguien uso una ventana ue me llenó de mar.

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I

una estrella de mar k ia, diferente

Por CRISTINA FONT BRIONES

n el mar, bajo la atenta mirada de la luna, ia jugaba con sus cuatro ermanas a ser modelos de asarela con unos originales ornatos diseñados or ella. ia era una estrella creativa. on lantas marinas entre las m lti les ostras marino buscaba las erlas m llamativos collares.

de mar mu co ueta con eccionaba rendas, ue abitaban el ondo s brillantes ara realizar

or las tardes toda su amilia se dejaba arrastrar or la corriente asta alcanzar la orilla de la ermosa la a de azagón. nvuelta en una es ectacular alga marina, ia observaba caminar a los umanos deseando ue alguno se ijara en ella alabara su nuevo diseño.

Fo to : jarripro/ Instagram

ira, mam e clamó una niña señalando a ia . sa estrella de mar es reciosa. e la uedo uedar

— comentó en voz alta. or indumentaria

— S i te la llevas a casa se morirá. E llas solo ueden vivir en el agua, ar a.

eja la estrella, ar a. Si est uera de su bitat acu tico unos minutos se uede as iar. le deseó

or tu

un ue e nacido estrella de mar, a veces, me gustar a ser como los umanos, sobre todo ara oder vestirme como ellos.

u rabia rotestó la e ueña tomando en su mano la estrella acarici ndola con ternura.

ive, estrellita de mar depositándola de nuevo en el agua.

u uieres ue te admiren le reguntó una caracola.

mu boba

no necesitas onerte ro a, eres una estrella le objetó la caracola ridiculiz ndola.

e re ente, la luna ad uirió una tonalidad rosada , a continuación, el cuer o de ia oco a oco ue cambiando asta ado tar la igura de una niña umana.

ar a

ia estaba eliz or n una ersona se ab a jado en su bello ro aje.

ero u te a asado o me vo de a u no va a a ser ue tambi n me trans orme... ro rió la caracola asustada.

ia, ven enemos ue regresar a casa le a resuró su madre temiendo ue la volviesen a sacar del agua. sa noc e, cuando todos estaban durmiendo, ia se montó sobre una ola ue la llevó asta la orilla. sta noc e a luna llena, si se jara en m ser a mu eliz... sus iró dej ndose llevar or el vaivén del agua.

o te muevas, caracola

se o ó una voz a lo

lejos. ui n me est ablando nadie — preguntó con miedo. ira acia el cielo

n la la a no a

le ordenó la voz.

o uede ser a luna tiene boca me est ablando... o ves, estrellita, o umana o lo ue seas sto es de locos

lis ndose el atuendo ue la cubr a con sus cinco brazos, observaba ijamente el inmenso firmamento deseando llamar la atención de la luna.

una,

Si o uese una niña umana diseñar a los trajes m s bonitos ser a la m s admirada del mundo

as sido t

ui n me a convertido en

una niña

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Cuento INFANTIL uenta la le enda, ue en las noc es de luna llena, or la la a de azagón asea una niña ue sobre su cabeza lleva una corona de flores marinas adornada con una brillante caracola arlante. Sus vestidos son tan ermosos ue relatan ue se trata de una rincesa solitaria enamorada de ese lugar , si alguien se acerca a su lado, desa arece en el ondo del mar. icen ue uien la ve tiene el oder de contem lar la sonrisa de la luna.

S , ia. ace tiem o ue te observo uiero acerte un regalo. urante las noc es de luna llena tendr s la o ortunidad de ser una niña umana, ero con tres condiciones: solo podrás caminar por la orilla de esta la a debiendo de tener siem re tus ies en contacto con el agua. n segundo lugar, solo odr s abricarte vestidos adornos con recursos ue rovengan del mar, si me gustan tus diseños, sonreir . or ltimo, caracola siem re debe de estar contigo. o or u o esto mu contenta siendo una reciosa caracola... u me asar si no uiero ir con esa resumida, medio estrella, medio umana uiero ue acom añes siem re a ia ara ue no est sola, si no lo aces te convertir en umano. o

n umano, no

o ar , lo ar

aracola, odr s asear bajo la luz de la luna llena sin tener ue estar en contacto directo con el mar, ero siem re tendr s ue estar con ia. una, este es el regalo m s bonito ue me an ec o en toda mi vida. So como una niña or u lo aces le reguntó e trañada. or ue uiero a udarte a cum lir tu sueño eres una estrella de mar eculiar, mu creativa, me encantar oder contem lar las rendas adornos ue diseñas con roductos del inmenso mar. ora, si no cumples las condiciones volverás a ser una estrella normal. o te dece cionar te deleitar con los trajes m s ermosos ue nunca a as visto. a luna, sonriendo, volvió a su estado normal. u acemos a ora, e traña umana preguntó la caracola.

le

en conmigo le dijo ia tom ndola entre sus manos. aminaremos or la orilla, uiero sentir la suave brisa acariciando mi nueva iel. ia recog a a su aso las conc as m s bellas, tomando unas nas algas ue ab a de ositado el mar, las utilizó como cuerdas se abricó unos enormes collares ue cubr an todo su cuer o. st s loca... ui n me abr mandado a m ablar contigo se uejaba sin arar la caracola. a ue a render a sacar lo ositivo de los cambios ue nos trae la vida. sto segura de ue con el tiem o dis rutar s de mi com añ a llegaremos a ser grandes amigas. esde a ora te llamar arola.

Fo to : gukuukistudio/ Instagram

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L a

mirada serena

Por PEDRO CAMACHO

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Fo to : J av ier T o scano

uando llegas a azagón te invade la az la uietud. l aisaje, de naturaleza agreste en a ariencia, est lleno de nura ara todo lo sutil ue lo rodea nubes, flores, jaros, aires, luces, mar reina en l un silencio, solo sal icado or los sonidos ue all co abitan. l d a nace con br o, con sueños, con ue aceres, con entusiasmo, con todo or acer. uando recoge el cielo sus ltimas estrellas se vuelve rosa, la luna se retira, el mar des ierta, el sol lentamente se va oniendo de ie abre sus brazos, calentando la tierra saliendo del mar libidinoso como un amante celoso, ue cubre toda la la a. arece desciende sobre las dunas, soleando entre los inos, er la el aisaje con inceladas del alba nueva. odo el orizonte se ilumina lentamente. ris, rojo, naranja, amarillo, blanco arrebol de colores, mil destellos nalmente los rimeros adormilados ra os tensados or la cuerda del orizonte desde donde observa lentamente, flotando en el efluvio azul de las olas ue brillan con res landor ureo alcanzan la ureza n vea de la la a. a suavidad adormece a la uietud, ue entra asta el alma misma con un agudo olor de sal ino, mientras el ar a de la naturaleza con la brisa se estremece, conmovida canta un imno vibrante a la belleza de este lugar, donde los ojos ue miran m s ro undo, m s all de lo visible, saben encontrar en todas artes el reflejo de los sueños. n las rimeras oras de la mañana, una sombra de mujer se dibuja sobre la arena de la la a. s una mujer usual, corriente, de lindas acciones ec os silentes. eci n cum lió cincuenta ocos años, ero la madurez no a ec o m s ue acentuar su aire juvenil de mujer ermosa. l rostro es dulce, alargado, con ojos grandes de largas estañas, nariz grande, recta una boca larga, con labios bien delineados. l cabello castaño, abundante, liso, le cae or detr s de la oreja.

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a su rido el desamor la desazón de una vida ue se rustra. l uturo ue resum a se derrumbó, como un castillo de nai es ero, jam s a uerido cambiar su es ritu libre. Sonr e al un sono con el universo llora un oco antes ue l, cuando no ueda otra emoción ue el dolor. na vida como cual uiera, de las ue nos encontramos al doblar la es uina. idas ue nos acom añan desde el ca de la mañana, unas veces de voces alegres si nos dan dos azucarillos otras con voces amargas, si se les olvida el sobre ara endulzar. idas en clausura, vidas en ecado, si es ue los ecados e isten, vidas ue son un regalo. a mujer cierra sus ojos alza el rostro acia el cielo de a uel amanecer lim io sereno, sintiendo la tibia caricia de los rimeros ra os del sol un sol ue romet a regalarle un ermoso d a. on una ro unda sentida ins iración llena sus ulmones de ese añorado aire con aroma a sal mar, en un intento de guardarse consigo toda la esencia del ermoso aisaje ue se e tiende ante sus ojos. o a nadie a su alrededor, la inmensidad de la la a se e tiende asta donde sus ojos alcanzan a ver. l silencio del amanecer est er ectamente acom añado or el incesable coro de las olas ue insistentemente cubren sus ies a medida ue avanza aso a aso or la orilla. s entonces cuando, solo en un instante, con un ro undo desa ego a todo lo ue a sido su asado m s reciente, decide volver a darle un beso a la vida en este lugar m gico donde abitan sus sueños de niñez. azagón la vieja casa de sus abuelos, el atio de juegos de su niñez, recuerdos de todo lo ue dejó atr s. omentos inolvidables, donde su vida giró en torno a la naturaleza, el mar el amor a la oes a. ecuerda al abuelo, ue le recitaba los m s bellos versos a uellos ue la icieron descubrir la oes a. rimero ueron los sonetos de uevedo, luego las rimas de c uer ,m s tarde, los dulces versos de osal a. uego vinieron o e, el gran ub n, s ronceda tantos otros. ños ue asaron entre el sueño la antas a, celosa de la soledad, donde revivir sentimientos suscitados or la oes a. n tiem o en el ue llenaba sus cuadernos con istorias oemas desa ogando un corazón en ebullición de sentimientos elicidad, ue se abrazaba a la llamada de la literatura. ra un encantamiento el ue vivió su es ritu durante a uellos maravillosos años, donde los sonidos m gicos del ocaso le tra an los versos m s ueridos dorm a en la noc e arrullada or su recuerdo. Fo to : J uan Martín Hdez.

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el tiem o a trom icones, entre nostalgias, ue agotando el d a or ue, el tiem o no se detiene, sigue im arable su curso socava la luz del amanecer, soterrando un oc ano de sueños bajo la cruda arena de la realidad. o se detiene, aun ue deje grabada ara siem re entre los susurros de los vientos ue uedaron atr s, imborrable, la dulce melod a de una sonrisa, la tierna trans arencia de una inocente mirada, la uella de la niñez ue se ue, ero a la ue no cesa de volver, ara buscarse, ara encontrarse, ara no dejar de ser. n d a, como las nubes, ines eradamente volvió a este lugar, volvió a casa des u s de tanto tiem o areció con su voz de novela rom ntica. legó con sus ies desnudos, su alma torcida, sus bolsillos vac os. legó sin anunciarse, con la ternura envuelta en su camisa un oema entre sus estañas. legó como un ave sigilosa sin destino, buscando alg n lugar donde guarecerse. adie sabe ui n es. adie conoce su nombre. ace tres meses dejó su em leo su vida anterior. ero, nadie lo sabe. i su amilia lo sabe. i sus vecinos lo saben. adie lo sabe. Se la od a ver cual uier tarde, de cual uier d a, todos los d as, recorrer con arsimoniosa serenidad las cuatro calles desde su casa cruzar la avenida asta el camino olvoriento ue le da la vuelta a un ar ue, con bancos de metal, en lo m s alto de la duna, ue llaman del icac o. esde all se uede ver el mar, la la a los barcos ue entran salen del uerto. n ese ar ue a un aro en rente una iglesia junto a esa iglesia, a un rosal. n un lugar elevado, tras una barandilla a la sombra de un ino, junto a una arola, un cómodo banco de metal intado de verde mira al mar. s el mirador rivilegiado ue la mujer a ec o su o, donde logra la ers ectiva de su ver abarcador dis ruta la intensidad de la mirada triun ante. a llega. Se a ro ima. Se acerca. a est all otra vez. esde ace tres meses, viene a sentarse en el mismo banco. lega asadas las seis de la tarde, cuando a n le bañan el rostro los ra os de un sol tenue, ue acoge como caricias. Se sienta all , donde siem re lo ace, en ese lugar ue siente ro io. altan a enas unas oras ara ue el d a de aso a la noc e el silencio ugna a or acerse resente entre el sonido de la brisa de las olas ue van a morir a la la a. os ra os del sol se ro ectan oblicuos sobre el mar, creando un reflejo es ejado brillante el agua latea destellos como gotas es arcidas de ensueño sus olas vaivenean desliz ndose como arrullos de calma sobre la arena dorada ero, a la vez, arecen cobijar el an elo en cada llegada se abren llenando todo el orizonte de grandeza. as gaviotas ractican clavadas en las olas detr s de a uel es ejo, el agua, des lazada or sus cuer os, saltan en c orros incandescentes. lla mira con los r ados casi cerrados, con actitud ausente. l vaiv n de olas aves, el sol en el agua en la iel, el crujido de las ramas mecidas or la brisa de la tarde, la manten an en un limbo semiconsciente medio aso antes del sueño. urante largo rato, la mujer ermanece absorta en el seductor araje, en el ue asta los trinos de los jaros resultan sigilosos donde el tiem o, detenido, arece no e istir... na eliz calma, el lugar sobrevuela vuelve a sentir la az, diluida en el mar, en el cielo, en la tierra en la eternidad ue vive. lo lejos, un barco e ueño, ligero, de velas blancas, gr cil marinero, ue navega dej ndose llevar rumbo al orizonte, asta ue se ierde. ientras ella lo mira, ensimismada alegre, el e ueño barco su trozo de mar siguen adentr ndose en el orizonte asta ue desa arecen, dejando el mar como un lienzo vac o de colores vivos des u s de desa arecer, el tiem o se ueda uieto, inmovilizando la vida en ese retablo ermoso, un eueño ara so, un lugar ue es ca az de mantener des iertos todos sus sentidos, dormirlos a la vez donde el silencio del atardecer se siente, acom añado or el incesable coro de las olas, ue insistentemente se derraman sobre la arena. e cuando en cuando, como una r aga de luz, abre muc o unos ojos marrones, ue en otro tiem o debieron de estar llenos de vida, ero ue a ora est n em añados. irige la mirada al orizonte sonr e. uiz s a a envejecido su cuer o su mente, ero su alma sigue siendo niña, su sonrisa aun es virginal. bre el bolso negro ue carga, como un amuleto, bajo el brazo, saca un l iz una ajada libreta. uelve a cerrar el bolso lo de osita, cuidando ue no se vuel ue, sobre el banco en el ue se alla sentada. comoda la libreta, abierta sobre su regazo, cruzando las iernas. ira la oja en blanco sujeta con uerza el l iz, como si al acerlo la ins iración le llegara de re ente, mientras sigue mirando la oja sin mover si uiera un m sculo. na e ueña sonrisa adorna las e ueñas arrugas de su rostro, ue o arece menos cansado, al tiem o ue su mano comienza a moverse, guiando el gra to ue acaricia el a el. a mujer siente la magia del lugar las sensaciones se desbordan, se esca an se alteran. lgo de su alma salta en su interior se siente en armon a con este ara so ue cobra vida, cuando sus u ilas intentan a resar la belleza convertir la alabra en oes a. 48

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arec a ue un ser de otro mundo, una musa tal vez, le dictaba al o do. s este lugar, azagón , uien aviva el uego literario ue lleva dentro se convierte en su ins iración. s la musa incom arable de la e resión l rica de la belleza. na tangible realidad ue se muestra, en el atardecer ue llega. n d a m s, la belleza luminosa calma cobra una majestad nica, en un encantamiento de luz anaranjada sobre el d a menguante, ue revela el alma viva de los sueños ue se adornan con colores rosas, malvas, dorados tambi n grises, tonalidad de idilios in elices, en una ostentosa aleta de intores, ue se derraman en el orizonte alineado junto al mar baña de reflejos dorados las dunas de arena, como dedos de oro ue la acarician en la eliz calma ue el mar sobrevuela. s la ora ue en el cielo, como oguera es lendorosa, el ocaso e alta la tristeza con serena majestad reludio inaugural del anoc ecer, sobre el sol ue se retira. ientras el cielo declina se anegan los llantos asta los arajes invisibles, una mujer llora su desventura, con versos de melancolía. un cuando no escribe cuando uiere, sino cuando su alma recuerda cuando sueña en el ocaso, cuando est baja la marea, cuando su alma es ausencia. un cuando los sentimientos se le notan tan uertes ue no la dejan sonre r aun cuando a no le dejan ver, ella escribe escribe lo ue uiere, derramando la magia en cada rase, la belleza del aso e mero de las alabras desde el corazón acia la nada, en la danza del gra to en el a el, ue ca tura un instante in nito. l llanto dio aso a la noc e, la noc e dio aso al sueño, entre agua salada, ue asando el tiem o c e serena la luna a est encumbrada. l mar des ierta

o-

a mujer se incor ora, cierra la libreta la introduce, junto al l iz, en el bolso. Se levanta lo cuelga de su ombro. ermanece inmóvil or unos instantes mirando al cielo. n manto de estrellas relucientes teje el rmamento ue la cubre ,medio arrinconados atrevidos, des egan unos ra os de suave luz tran uilidad. s la luna. ierra los ojos res ira ro undamente ercibiendo el olor a mar como jam s lo ab a sentido. esv a la mirada ec a a andar lentamente continuando su camino a casa, mientras deja sobre el banco, el reflejo lateado de la luna, derramado en un oema n la arena, varada, a una barca escondida, blancas velas desma adas como gaviotas dormidas. l tem oral se a marc ado ero la calma no es buena, tiem o sin olas ni es uma, tristes días sin estelas. na brisa se levanta las velas se estremecen, crujen maderos antiguos, rasca la arena su vientre. las teñidas de blanco mojan or n la cubierta un temblor, un sobresalto, la barca se des ierta. C on las velas desplegadas one rumbo a otro camino, el viento la va em ujando respirando en un suspiro.

Fo to : J uan Martín Hdez.

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e ptiembre bajo la lluvia

Por JOAQUÍN J. FERNÁNDEZ

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mediados de los años setenta, o era un niño la la a onubense de azagón era el ara so errenal. ll sol a asar los in nitos veranos de la niñez, en com añ a de mis adres, mi ermano de unos vecinos, a la ar ue amigos ntimos, a cu os ijos conoc a de nacimiento. uando a ora miro acia atr s a a uella oca, el recuerdo de a uellos largos veranos, levemente di uso a en los e ueños detalles, ero gloriosamente di ano en los grandes trazos, des liega ante m el dibujo ameno e idealizado de una rcadia in antil una e istencia lacentera, ro undamente eliz aun ue sin ning n ti o de arti cios, ue durante tres largos meses los ue iban del uince de junio al uince de se tiembre , uedaba com letamente al margen e inalterada or los avatares de la vida durante el período escolar. n la es aciosa casa al uilada ue abit bamos ambas amilias, el animado centro de reunión nocturna no era el salón, sino la am lia terraza con su gran balconada, la antalla a la ue dirig amos las miradas no era la de la televisión ue ni si uiera ten amos , sino el negro inmenso del cielo estival ue, majestuoso, se o rec a ante nosotros cual m gico teatro de los sueños. os rogramas de los ue od amos dis rutar en tamaña antalla eran a cada cual mejor una ines erada meteórica lluvia de estrellas, ue rasgaba la oscuridad del rmamento con su ugaz blancura el es erado ritual aso a la misma ora de la noc e de un sat lite arti cial, ue orbitaba sobre nuestras cabezas durante un ar de minutos ue ara unos niños era un co ete con rumbo a la luna ara otros un latillo volante ue vigilaba sigiloso nuestros movimientos las min sculas luces de alguna nave nocturna ue, 50

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inadvertida ara el com n de los mortales, avanzaba lentamente ara erderse en el recioso evocador conjunto de las luces del uerto. uando se acababa la rogramación celeste, llegaba el ansiado recon ortante momento musical nuestro de cada d a los dos adres, guitarra en ristre, nos regalaban una interminable secuencia de melod as e tra das de la banda sonora de su juventud. uiz en a uel momento, aun ue bonitas entretenidas, od an arecerme algo anticuadas a ora todas ellas ocu an or leno derec o su lugar articular en mi corazón. uando o en d a cojo de mi am lia colección un disco de at ing ole, en su ma or a de su eta a jazz stica norteamericana, inmediatamente vienen a mi mente los tiem os en ue si delita se uera con otro, la seguir a or tierra or mar veo aflorar en mi interior muc o de lo mejor de m mismo. l inmenso arenal de la la a era obviamente otro de los grandes escenarios sal icado or contadas sombrillas enmarcado, or un lado, or la ilera de toldos donde todo el mundo se conoc a se desarrollaban conversaciones escenas de una animación, dir a ue elliniana, , or otro, or la lejana orilla del mar, a la ue la es ectacular anc ura de la la a arec a colocar si uiera unos metros or delante de la l nea del orizonte. a la a era or a uel entonces una e ueña ciudad de los rodigios, como el acaecido un verano entrado a el mes de se tiembre con el ue ondr n a mi aseo or la memoria de a uellos est os. os niños uno de los adres nos embarcamos asado el mediod a en uno de nuestros abituales aseos aventura acia los remotos con nes de la la a, donde el aisaje, tac onado de rojizos cabezos, se iba aciendo cada vez m s agreste. ientras camin bamos or la na arena en animada c arla, alej ndonos cada vez m s de la civilización, el cielo, sin ue nos ercat ramos de ello, inició una re entina metamor osis crom tica del azul radiante al gris reocu ante, ara acabar en un violeta decididamente amenazante. Sin camiseta, sin c anclas, sólo con el bañador en la tierra de nadie la era, donde no ab a ni bañistas ni toldos donde oder cobijarse, se reci itó sobre nuestras cabezas, con toda su uerza ancestral rimigenia, una oderosa tormenta de verano. ensando ue el mejor remedio contra el agua era la ro ia agua, corrimos en desbandada a zambullirnos en el mar lluvia uri cadora sobre las sagradas aguas marinas, comunión inolvidable del l uido elemento con nuestro ro io ser. Se tiembre bajo la lluvia en un verano de la niñez.

Fo to : C iro M iró

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o nociendo a D. Francisco

Giner de los Ríos

Si hablásemos de: - Una escuela que pretende despertar en su alumnado el interés por una amplia cultura. - Una escuela que les prepare para ser, ante todo, hombres y mujeres capaces. - Una escuela donde la coeducación es un principio esencial. - Una escuela que concibe los diferentes momentos como una educación contínua. - Una escuela donde las diversas enseñanzas marchan todas paralelas. - Una escuela donde la clase no sirve solo para dar y tomar lecciones, sino para enseñar y aprender a “buscar, a reflexionar, a resolver, a componer, etc.”. - Una escuela donde se da gran valor al trabajo fuera de clase, excursiones, visitas, etc. - Una escuela donde es fundamental la cooperación con las familias. En ese caso, pensaríamos que estamos hablando de un modelo de escuela de otro país. Sin embargo, hubo un tiempo en el que fue así en España. Hablamos de los principios y orientaciones de la Institución Libre de Enseñanza de 1876 a 1936.

ANTECEDENTES arl ristian riedric rause . ilóso o idealista alem n bajo cu a sombra nació la corriente educativa liberal m s im ortante de la s aña ontem or nea. n , un gru o de juristas es añoles, entre los cuales se encontraba uli n Sanz del o, buscaban a asionadamente una doctrina ol tica ue ro iciase un roceso regenerador del a s, dentro del ensamiento liberal la encontraron en el ensamiento rausista. uli n Sanz a licó en s aña la loso a de rause la ada tó al darse cuenta de ue lo ue necesitaba s aña era una tica laica ue se contra usiese a la moral católica ue tanto daño ab a causado al a s. gualmente, a la nstitución ibre de nseñanza le vino bien el rausismo como base ara en rentarse con el catolicismo tradicionalista la loso a conservadora ue a l se un a. 52

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Por J. GOYI ANDRÉS PEÑAS Y FRANCISCO DOMÍNGUEZ DÍAZ Jefa de Estudios y Director del C.P. El Faro entre 1990 y 2006

FRANCISCO GINER DE LOS RÍOS (Ronda, 1839-1915). Pedagogo, pensador y escritor studió erec o iloso a en las universidades de arcelona, ranada adrid. Seguidor de la doctrina rausista junto a Salmerón, oret, zc rate, abra, etc. ste ensamiento de end a un ideal racionalista de armon a social basado en la re orma tica del individuo, a trav s de la educación, ara sustentar un stado verdaderamente liberal. n abandonó la c tedra del erec o nternacional de la niversidad de adrid, en rotesta or las sanciones del gobierno a Sanz del o. olvió a su c tedra tras el triun o de la evolución de , ero ue se arado de ella tras la estauración orbónica or el gobierno novas nuevamente re uesto al llegar al oder los liberales de Sagasta . n undó la nstitución ibre de nseñanza, a la ue dedicar a el resto de su vida. a trataba de crear un centro educativo basado en modelos edagógicos modernos, laicos rogresistas, ue se ro on an como alternativa a la enseñanza o cial dominada or la glesia. a izo una a ortación decidida de cambio ante la decadencia de s aña a nales del , ue ve a cómo el m erio se agotaba ine orablemente asta su nal de nitivo en . sta aportación fue fundamental para conformar el sentir de los futuros miembros de la eneración del .

LA ESCUELA PARA DON FRANCISCO GINER l ro ecto educativo de iner de los os no ten a arangón en s aña. l de end a ue un d a de cam o val a muc o m s ue un d a de clase eleó con todos los oderes blicos a su alcance ara erradicar los e menes. l malagueño ue de los rimeros en instaurar la evaluación continua. Si veis en la escuela niños uietos, callados, ue ni r en ni alborotan es ue est n muertos enterradlos dec a . rans ormad esas antiguas aulas su rimid el estrado la c tedra del maestro. n torno al ro esor, un c rculo oco numeroso de escolares activos, ue iensan, ue ablan, ue dis utan, ue se mueven, ue est n vivos en suma, cu a antas a se ennoblece con la idea de una colaboración en la obra del maestro .

LA INSTITUCIÓN LIBRE DE ENSEÑANZA n gru o de ro esores ue se aglutinaron alrededor de rancisco iner de los os artici aron en la creación de la nstitución ibre de nseñanza. ntentaban su erar el as iante ambiente intelectual ue im on a la estauración trazó las l neas ideológicas sobre educación en el rimer tercio del siglo las ue se desarrollaron durante la e blica. a nstitución ue una uerta de entrada ara el ensamiento de algunas de las mentes m s destacadas del anorama internacional, como arles ar in, o n e e , ar a ontessori, eón olstoi o . . ells, ue colaboraron con el olet n de la nstitución ibre de nseñanza . n olet n en el ue tambi n se recogieron voces es añolas destacadas como las de Santiago amón ajal, iguel de namuno, abriela istral, enito rez aldós, milia ardo az n, zor n o ugenio rs. 53

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os rinci ios ue mov an a la nstitución eran

1.

l rinci io undamental es educar a los alumnos en todas las unciones del cuer o del alma. riorizando el res eto ue al niño se le debe, uera de todo articularismo religioso, losó co ol tico.

2.

retende des ertar el inter s de sus alumnos acia una am lia cultura general, de acuerdo con sus a titudes vocación.

3 .

a coeducación es un rinci io esencial del r gimen escolar. o e iste undamento ara ro ibir en la escuela ue uno otro se o viven como en la amilia en la sociedad.

4 .

o em lea los llamados te tos , ni las lecciones de memoria al uso, or creer ue todo ello contribu e a etri car el es ritu a mecanizar el trabajo de clase, donde la unción del maestro a de consistir en des ertar mantener vivo el inter s del niño, e citando su ensamiento.

5 .

a nstitución considera indis ensable ara la e cacia de su obra la activa coo eración de las amilias.

6 .

a educación es un roceso continuo ue tambi n debe e tenderse a las universidades con los mismos métodos.

7.

as clases deben ser una conversación, amiliar e in ormal, entre maestros alumnos, dirigidos acia m todos intuitivos. l maestro un director, los alumnos una amilia.

8 . 9 .

a disci lina no uede basarse en castigos, sino en la idea de la corrección la re orma. os juegos otras actividades libres son lo ue da la mejor o ortunidad ara observar las inclinaciones de los niños.

10. one gran inter s en la salud la igiene. eniega del sistema corru tor de e menes, de la emulación, de los remios castigos, del es ionaje acia los alumnos.

ORGANISMOS CREADOS POR LA INSTITUCIÓN S

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F ue fundada en 1 9 1 0 . S e proponía complementar la enseñanza universitaria mediante la creación de un ambiente intelectual de convivencia adecuado ara los estudiantes ro iciando un di logo ermanente entre ciencias artes, actuando como centro de recepción de las vanguardias internacionales. llo izo de la esidencia un oco de di usión de la modernidad en s aña, de entre los residentes surgieron muc as de las guras m s destacadas de la cultura es añola del siglo , como el oeta ederico arc a orca, el intor Salvador al , el cineasta uis uñuel, el cient co Severo c oa el oeta uan amón im nez. ella acud an, como visitantes asiduos o como residentes durante sus estancias en adrid, iguel de namuno, l onso e es, anuel de alla, uan amón im nez, os rtega asset, edro Salinas, las abrera, ugenio d rs o a ael lberti, entre muc os otros. a esidencia ue adem s oro de debate di usión de la vida intelectual de la uro a de entreguerras, resentada directamente or sus rotagonistas. ntre las ersonalidades ue acudieron a sus salones guran lbert instein, aul al r , arie urie, gor Stravins , o n . e nes, le ander alder, alter ro ius, enri ergson e orbusier, entre muc os otros. S

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n , artolom oss o uso en r ctica, desde el atronato de isiones edagógicas, una antigua as iración institucionista ue acercó a los e ueños n cleos rurales bibliotecas, lecturas, con erencias, audiciones de m sica coral de discos, e osiciones circulantes con re roducciones de inturas c lebres, ro ecciones 54

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jas cinematogr cas re resentaciones teatrales. iembros destacados ue ormaron arte de la omisión C entral ueron, odol o lo is, ntonio ac ado, arcelino ascua, edro Salinas, ngel lorca, scar s l uis lvarez Santullano. l oeta uis ernuda coordinaba el Servicio de iblioteca junto con los bibliotecarios aria oliner uan icens de la lave. odo este es uerzo económico sirvió ara la creación de bibliotecas la realización de misiones a las zonas m s de rimidas de s aña. E ntre las mú ltiples actividades de las Misiones edagógicas a ue destacar el useo edagógico Bartolomé Cossio, Francisco Giner y Ricardo Rubio acional, el useo irculante el oro el eatro del ueblo el etablo de antoc es, el Servicio de ine ro ecciones ijas, el Servicio de sica el Servicio de ibliotecas. las isiones edagógicas res ondieron ro ectos de teatro itinerante como el eatro del ueblo, dirigido or lejandro asona, contem or neo a los de la com añ a de teatro universitario a arraca, dirigido or ederico arc a orca, el useo irculante, ue trasladaba or las zonas rurales co ias de los cuadros m s amosos. n las isiones edagógicas artici aron tambi n otros intelectuales, como iguel ern ndez, ar a ambrano, armen onde o amón a a.

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F ueron una de las aportaciones pedagógicas m s notables de la nstitución ibre de nseñanza ara destacar la im ortancia educativa de la ormación integral, m s all del academicismo de las materias de estudio, subra ar el a el ue juega en la ormación de las ersonas la educación no ormal e in ormal, adem s del autodidactismo, estimulando los intereses e inuietudes intelectuales de los jóvenes. S

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retend a la igualdad educativa roesional entre ombres mujeres. l ro ecto educativo de la nstitución era tan ambicioso, tan rom edor, ue con el tiem o se ganó el rec azo de los sectores m s conservadores de la sociedad. S

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os useos edagógicos, la unta ara m liación de studios el atronato ara el niño delincuente. dem s, el ministro institucionista ernando de los os undó la niversidad nternacional. a obra de iner de sus seguidores a sido ro unda enorme, ero tuvo siempre en contra a los elementos más reaccionarios del país 55

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Francisco Giner y Benito Pérez Galdos

EL BOLETÍN DE LA INSTITUCIÓN LIBRE DE ENSEÑANZA (El BILE) l rimer irector del olet n de la nstitución ibre de nseñanza ue on rancisco iner. Su rimer n mero a arece el d a siete de marzo de , al año de aberse undado la nstitución. Se im rime en la sede de la nstitución, calle de s arteros n mero , de adrid. l contenido se dis on a en dos columnas oscilaba entre cuatro cinco ginas en un rimer er odo. l nal del año asó a ser uincenal con un total de oc o ginas. a suscri ción costaba cuatro esetas. l olet n recog a los trabajos originales de los ro esores de la institución, obras e erimentales obras teóricas sobre las diversas ciencias. artir de , su contenido uedó estructurado en tres secciones ermanentes edagog a, dedicada a temas de enseñanza nciclo edia, ue recog a lo relacionado con la ciencia, el arte, la loso a, la istoria, la ar ueolog a otras disci linas, e nstitución, ue trataba los temas re erentes a la vida de la ro ia . os m s grandes ersonajes de la literatura las ciencias de la oca, colaboraron en el olet n. n el olet n colaboraron grandes ersonalidades de las artes, la literatura las ciencias ertrand ussell, enri ergson, arles ar in, o n e e , Santiago amón ajal, iguel de namuno, ar a ontessori, eón olstoi, . . ells, abindranat agore, uan amón im nez, abriela istral, enito rez aldós, milia ardo az n, zor n, ugenio d rs o amón rez de ala. n diciembre de , el olet n de la nstitución ibre de nseñanza ublicó el ltimo n mero.

FINAL DE UN PROYECTO EJEMPLAR on la llegada de la dictadura, los eores resagios se cum lieron, la alange on a n a m s de años de evolución educativa. l m s im ortante objetivo del ran uismo ue destruir la influencia de la nstitución ibre de nseñanza li uidar a uellas ideas, eliminar sica e ideológicamente a uienes las redicaban acer tabla rasa de cual uier residuo ue ubiera sobrevivido. a nstitución ibre de nseñanza ue disuelta or un de de ma o de . n , tras casi cuarenta años de silencio, de destierro, de dolor volvió a la actividad la undación iner de los os en se rodujo la devolución del emblem tico local de la de la calle art nez am os, de adrid. ecu erar en un estado, muc as veces, ruinoso arte del atrimonio sico simbólico incautado a la nstitución tras la guerra civil a sido un roceso largo lleno de di cultades. u abr a sido de s aña de aber seguido activa la nstitución ibre de nseñanza abr an salido romociones romociones de maestros , l desarrollo de s aña abr a sido mu distinto abr a estado a Fo to : María J o sé C arm o na 56

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la cabeza de los a ses de su entorno, or ue la masa cr tica ue ab a era enorme. or el contrario, uno de los objetivos de la de uración ran uista ue la dirigida a los ro ios maestros, ueron erseguidos en todo el a s. a dictadura rodujo un retroceso de d cadas en la ca acitación en los es añoles .

LA ESCUELA DE MAZAGÓN Sinceramente, creemos ue es de justicia mantener el reconocimiento de . rancisco iner de los os, uien a sido de nuestra umilde labor como maestros educadores a lo largo de nuestra tra ectoria ro esional. acedme un duelo de labores es eranza . l ui o de ro esores del l aro, com artiendo los ideales trazados or l aestro de aestros elaboramos un ro ecto educativo, re rendado com artido or toda la omunidad ducativa con ilusión, entrega res onsabilidad. artiendo del conocimiento como base del rogreso, ser el alumnado el objetivo undamental de nuestro compromiso. e amos necesario el acer diario en el S mutuo Sed lo ue e sido entre vosotros, . a cercan a del ro esorado con el alumnado, era la clave esencial. l maestro a influ e en sus alumnos, no or su autoridad, sino or su conocimiento amor. tilizar amos una metodolog a activa e intuitiva. ara ello, desarrollamos una serie de actividades directas con el medio, como com lemento a las del aula. lorar la naturaleza, observarla res etarla ue la cam aña de sensibilización ara dar el siguiente aso ormar arte de la ed de coescuelas de ndaluc a, con el com romiso de toda la omunida ducativa. uc amos a avor de un desarrollo sostenible, modi cando bitos de consumo des il arro trabajamos los di erentes residuos el reciclaje as como el uerto escolar la creación de un estan ue, en el ue los alumnos observaban la ormación de un ecosistema se ocu aban de su cuidado diario. as salidas rogramadas a las di erentes rovincias de la omunidad ndaluza, ara conocer la ri ueza art stica las di erentes culturas de nuestro atrimonio an sido mu motivadoras enri uecedoras ara el alumnado. ilar undamental de nuestro ro ecto la oeducación como orma de conseguir la igualdad el res eto a las di erencias. otenciamos la unidad en la diversidad ues, siendo nuestro centro rece tor de una arte del alumnado de a ses diversos, siem re buscamos el reconocimiento la armon a como orma de relacionarnos. a lectura diaria com artida, omentando el bito lector, ser la erramienta undamental ara construir ellos mismos el conocimiento, desarrollando ro ectos a rendiendo a ser cr ticos. Se crea el eriódico la radio escolar, la biblioteca de aula, la biblioteca del centro el r stamo de libros con una acogida ositiva de entusiasmo por el alumnado.

Fo to : www.m az ag o nb each . co m

or todo lo ue a signi cado su uella en la ormación del alumnado, ueremos o recerle nuestro reconocimiento omenajear a . rancisco iner de los os, con la sincera ro uesta de acer constar su nombre en el silencio del ar ue blico de azagón, donde juegan los niños las niñas.

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I RE DE LAS COLINAS juan rulfo

ste año se conmemora el centenario del nacimiento del escritor me icano uan ul o, autor de la mejor novela me icana del siglo una de las 1 mejores novelas del siglo asado Pedro Páramo. scribir brevemente sobre su vida obra literaria, ntimamente ligadas ero uiero destacar el libro Aire de las colinas, ue recoge las cartas ue escribió a su novia luego su es osa, lara aricio.

BIOGRAFÍA uan e omuceno arlos rez ul o izca no, conocido como uan ul o 1 9 1 7 , ue un escritor, guionista otógra o me icano, erteneciente a la generación del 5 2 . u r ano de adre a los siete años, cuatro años des u s alleció su madre. n se trasladó a San abriel vivió con su abuela, osteriormente en el or anatorio uis Silva actualmente nstituto uis Silva en la ciudad de uadalajara. n intentó ingresar a la niversidad de uadalajara, ero al estar en uelga o tó or trasladarse a la iudad de ico. n comenzó a escribir sus trabajos literarios a colaborar en la revista América. artir de viajó or algunas regiones del a s en comisiones de servicio de la Secretar a de obernación comenzó a ublicar sus cuentos m s relevantes en revistas literarias. artir de se dedicó tambi n a la labor otogr ca, en la ue realizó notables com osiciones. Susan Sontag, autora de un ensa o undamental Sobre la fotografía, consideraba a uan ul o el otógra o m s im ortante ue e conocido en atinoam rica . rabajó ara la com añ a oodric uz adi, de a , como agente viajero. n se casó con C lara ngelina aricio e es, con uien tuvo cuatro ijos laudia erenice, uan rancisco, uan ablo uan arlos . e a ue colaborador de la omisión del a aloa an editor en el nstituto acional ndigenista ,en la iudad de ico. ue un incansable viajero artici ó en varios congresos encuentros internacionales, obtuvo varios remios. ecibió el remio avier illaurrutia en or su novela Pedro Páramo. ue ganador del remio acional de iteratura, or el gobierno ederal de ico, en . l de julio de ue elegido miembro de la cademia e icana de la engua en ganó el remio r nci e de sturias. ctor im nez, director de la undación uan ul o, escribe los interesados en acercarse a ul o desde un ángulo m s adecuado les convendr a tratar de conocerlo, en lo osible, en el conte to ue rimero le corresonde, ue no es sino el de las circunstancias en ue se desenvolvió como ombre autor . . Siem re e sentido una atracción es ecial or esta obra su autor. uando artici aba en los cert menes literarios de relato breve utilizaba como seudónimo edro ramo.

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Por PABLO RODRÍGUEZ-THORICES ARROYO

OBRA LITERARIA n , uan ul o comienza a escribir una novela ue ten a como tema la soledad del cam esino emigrante a una ciudad como ico. a novela se abr a titulado El hijo del desconsuelo, si no ubiera sido destruida or el ro io autor. ada ac a ensar ue a uel oscuro o cinista del e artamento de igración llamado uan ul o, ue se dedicaba a escribir secretamente des u s de las oras de trabajo, llegar a a convertirse en un mito literario. Sus rimeros asos como escritor terminaron en rustración, la misma rustración ue le ab a llevado a la necesidad de escribir, como modo de combatir la soledad en una ciudad, ico, en la ue en a uellos tiem os no conoc a a nadie. n ublica El llano en llamas una reco ilación de cuentos nuevos otros ue a ab a ublicado, ero ni cr ticos ni lectores se dieron cuenta del valor del libro. ul o, no obstante, se encuentra en su momento m s creativo, entre los años escribe Pedro Páramo. n uan ul o ublica la novela Pedro Páramo, una e traña a asionante novela, ante la ue el lector se siente desconcertado al rinci io, ero ue a medida ue avanza en su lectura le va sugestionando m s m s. a c lebre rase con ue se inicia la novela osee la uerza ro tica de las obras maestras Vine a Comala porque me dijeron que acá vivía mi padre, un tal Pedro Páramo” ntre

escribió su segunda novela, El gallo de oro, ue no ue ublicada asta

.

AIRE DE LAS COLINAS n el año lara aricio, la viuda de uan ul o, se decidió a ublicar, en un libro titulado Aire de las colinas, cartas ue el escritor le env o entre los años , cuando comenzaba el noviazgo entre ellos, , estando a casados. Son cartas tiernas, dulces entregadas llenas de es eranza, de ilusión, de vida ero sobre todo de amor. mor acia lara desde la rimera a la ltima carta. Carta I “ Desde que te conozco, hay un eco en cada rama que repite tu nombre; en las ramas altas, lejanas; en las ramas que están junto a nosotros, se oye. Clara: corazón, rosa, amor… He aprendido a decir tu nombre mientras duermo. Lo he aprendido a decir entre la noche iluminada. Lo han aprendido ya el árbol y la tarde… y el viento lo ha llevado hasta los montes y lo ha puesto en las espigas de los trigales. Y lo murmura el río…” Guadalajara. 10/44 59

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Carta LXXXI México, D. F. 16 de Dic. 1950 “ Madre, madrecita chula: He sabido ya lo que hiciste, la enorme travesura que hiciste. Has traído un hijo nuevo al mundo. Me da no sé qué no conocer todavía a mi hijo. Ahora sé por qué te fuiste a Guadalajara para que naciera. Querías que fuera de Jalisco, tequilero, para que de grande salga muy macho y muy borracho. Ahora lo sé. Mira, amor, ¿qué te podría decir yo? Esta carta debería ir sin palabras. Sólo llena de besos y del gran cariño que te tengo. Molerte a besos en el gran molino de mi corazón, que tú has hecho tuyo, y poner mi alma desdoblada como una sábana para que tú envuelvas en ella a toda la familia.” scribe ctor im nez en Juan Rulfo por Juan Rulfo: “ Y son muc os los ngulos de inter s ue estas cartas o recen a los ue siem re an uerido saber m s de uan ul o de la orma en ue se convierte en el autor de El Llano en llamas Pedro Páramo. a vida ue el autor deja ver en esta corres ondencia es la de alguien ue siem re mantuvo los ies en la tierra, ue desde esta ostura crea una obra a la ue alude con la misma naturalidad con ue se re ere a sus contratiem os en el trabajo, a sus aseos, a la b sueda del mejor momento ara casarse a la renta de una casa sólo ue l le cuenta a su novia, entre una cosa otra, ue est escribiendo los cuentos de El Llano en llamas una novela ue ser Pedro Páramo. T an sólo eso. ambi n uede encontrar el lector a u una conce ción del amor como re ugio contra los males de este mundo, cu a alta uede acer al ombre la criatura m s desdic ada situación a la ue l no uiere en absoluto e onerse . una visión des iadada del trabajo cuando ste destru e la vida umana. st n en estas cartas algunos de los undamentos de su lenguaje literario, ue ado ta esa orma conversacional ue, l insiste, es la de sus cartas en ellas latica con lara, uien tambi n latica con l, dice, al res onderle. Son muc os los giros ue ueden identi carse en esta corres ondencia como constitutivos a de su literatura reiteraciones, rases enteras de sus libros, un sentido del umor incon undible, una imaginación creadora de istorias, un rec azo a las miserias ue se im onen a la vida de los dem s la ro ia ero su determinación, tambi n, de no erseguir la ri ueza como meta . st en estas ginas el uan ul o lector ue gasta m s de lo ue deber a en libros, el e cursionista ue conocer con sus ro ios ies una arte im ortante de la geogra a me icana el vendedor ue a bordo de su automóvil alcanza artes m s remotas de la e blica. st tambi n el ul o otógra o, as como el ue tiene lanes ara escribir sobre algunos temas de ar uitectura, ilustr ndolos con sus ro ias im genes. Sus actuales lectores tienen a ora una visión m s com leta de la vida la obra de uan ul o. n sus roias alabras . ibliogra a

uentes

Pedro Páramo, uan ul o. dición de os

arlos onz lez oi o. diciones

Aire de las colinas. artas a lara, uan ul o. ditorial ebate, S. ., 100 Fotografías de Juan Rulfo. ndre

em se

tedra, S. .,

.

,

.

.

aniele de uigi. ditorial

Juan Rulfo por Juan Rulfo. ctor im nez. I nternet. 60

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pablo tornero tinajero

MARGA

F ragmentos de Momentos para el Caribe. Sevilla, Aconcagua, 2 0 1 5

V iejo, roto y vencido, vino a varar en una playa blanca del Caribe, buscando la Ciudad del S ol, a Cíbola, a las Amazonas, pero solo encontró hombres y mujeres mortales que luchaban buscando subsistir, y a otros que afilaban sus navajas para tener poder, riquezas y reconocimiento e inf undir temor y entonces sintió dolor y pena y desengaño por su paraíso anhelado, pero el alba de la luna le besó y le enseñó que la utopía estaba en é l, era é l, y se dispuso a seguir caminante en el mar.

DINA

Ayer tostabas caf é en la verde y bella montaña borinqueña y hoy culipandeas, a la salida del taller, en el ex traño B ronx , y oyes a Muñoz Marín y a R oosvelt y ex clamas: Ay bendito, qué sabrán ellos, y sus hijos la mortifican hablando spanglish, pero mientras bailamos y el romo hace su ef ecto, escucha los coquís y luego bailamos, cuando observando el sk yline, vemos desde El Y unque hasta Cabo R ojo. D e verdad que lo vemos.

I magen: Enrique G rau, Mulata, 1 9 4 5

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l canto de las estrellas

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A Carmen y sus Lirolas, que siempre amaron Mazagón.

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Fo to s: J av ier T o scano

i regunt ramos a armen u recuerdos le acen regresar al verano, tendr amos un serio roblema la lista ser a larga. ero, a una sensación ue es segura or m s ue sta llegara a e tenderse todos cada uno de los untos tendr an sabor a salitre, a azagón. uando era una niña, la caja de cambios del viejo coc e de su adre decidió no cambiar nunca m s, esto se le antojaba al nal de un largo d a de la a, justo cuando estaban en lo m s recóndito de las in nitas la as de astilla. Sobre un m dano, rodeados de inares, arena olas, ella su adre uedaron incomunicados a un mismo tiem o en ue el tel ono móvil era una antas a, la cabina m s cercana uedaba a varias oras de camino. legó el ugaz momento r ura ue recede a la noc e ese ue derrama el rmamento, como si ste uera la co a de una jacaranda ue tiñe de violeta las arenas a nales de abril. n ese reciso instante a uel adre a su o ue tendr an ue asar toda la noc e en la la a. staba asustado or su arte, or la ue le tocaba a su ija. or ue cuando se es niño el miedo no ertenece a n or derec o ro io, sino ue son los adres los titulares del terror de sus ijos. n la otra cara, en la de armen, a uel roblema lo estaba convirtiendo todo en el mejor d a de su vida. uedarse toda la noc e erdidos en la la a, con el ermiso de las circunstancias ara dormirse cuando ella uisiera. uando a n cre a ue era a las estrellas a las ue o a cantar, en vez de a los grillos, al son de su titilar. unca ab a visto tantas. Se asó toda la noc e inventando nuevas constelaciones, idi ndole a su adre ue le contara una vez m s la istoria del arero, a uel ue se ab a enamorado de una ola ue siem re bajaba asta la orilla en la ltima luna de agosto ara bailar con ella. — Sólo la podía ver una vez al año, pero él nunca faltó a su cita narraba su adre . Hasta que se hizo demasiado viejo para bajar las escaleras de caracol. Entonces la ola, triste y gigantesca, fue a buscarlo inundándolo todo a su paso hasta llegar al faro. 62

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Por EL FENICIO odos en azagón conocen esta istoria. l amor rara vez iensa en las consecuencias es ue se ueden ensar sentimientos, sentir ensamientos, ero esto oco tiene ue ver con los ca ric os delamar». lega un d a en el ue a nunca jam s se uede olvidar zado or siem re. robablemente como le ocurrió al arero.

azagón la rimera noc e. ntonces uedas ec i-

l ec izo rovoca alucinaciones ue se nutren de los recuerdos. uando est lejos, en la ciudad, armen se tro ieza entre los rra os de sus a untes de o ositora uede o r el verano, or ue el verano es un cante ue cambia de tem eratura. omo el alegre tanguillo de las golondrinas ue vuelan en c rculo rente a su ventana, cuando a n es resca la mañana. s el andango ue inventa la cortina de canutillos al atravesar la uerta de la tienda de ultramarinos de la la a, esa ue nunca cierra a mediod a, descubrir en la sombra a un erro derramado en el suelo resco ue sólo da muestras de estar al quite con un re i ue de orejas. l verano canta jondo, como el incesante arrullo de las alomas ue se cubren de sombras entre las co as de los enebros. va dando aso a la embrujadora seguiri a de las cigarras en la calurosa tarde de verano. ientras, ella se balancea entre brisas aguamarinas en una amaca ue ende del tec o de la terraza. —¡Así es imposible estudiar!— S e dice C armen mientras intenta regresar a sus apuntes golpeándose en la sien. Su verano tambi n tiene sabor, sabe a azagón. azagón le sabe a gambas de l oco, a ul o de l e ugio a elado de limón de la ijona. m n de los manjares, tambi n le sabe a tierra, o m s bien a olvo del camino, como dicen los romeros. lla lo sus ende en el aire, no con los cascos de su caballo, sino con los neum ticos de su coc e cuando ace las veces de ro esora de autoescuela clandestina ara sus rimas, camino de a uel oblado antasma. umbo al sur tres mujeres a renden a conducir or un camino de ombres. llas no lo saben, ero son un icono de la eminidad ue ubiera sido im ensable algunos años atr s, o algunos ilómetros m s adelante. a nadie volver a usar la alabra solas, en lural, ara las mujeres singulares. o im orta si consiguen domar o no a ese centenar de caballos, lo im ortante es sim lemente vivir ese momento. s lo icimos siem re el a rendizaje asaba de mano en mano como una erencia de sabidur a. o nos uieren acer agar or todas las enseñanzas, ero el dinero, a la larga, siem re se olvida de los buenos recuerdos. azagón, como no, tambi n le sabe a agua de mar. ara los cr os el baño en la la a es todo un mundo or e lorar, darle un buen trago al agua en el rimer c a uzón es sagrado. s algo as como un bautizo al estómago. ero los niños a renden r ido, a nunca m s vuelven a tragar agua. Sin embargo, durante alg n baño de levante, a armen se le a olvidado ser niña, cuando las olas le dan de beber su intenso salobre sabor, ese ue nunca ab a vuelto a robar desde entonces, stas la arrastran asta devolverla nuevamente a las orillas de su in ancia. os ec izos son así. amino del m dano ue noc es atr s la embrujó or siem re, sus za atillas re ican como almas al com s de sus talones. esde los tejados del acantilado, armen sus rimas contem lan entre erlas de camarinas cómo corre avergonzado el sol al cobijo del tl ntico. esde las alturas ven bañarse a los enamorados, asear solitarios sobre la es uma, sin toalla, ni libro ni caña, a los del mal de amores. lla sabe ue en azagón todo tiene cura. or ue en la orilla, como en la vida, lo ue se escribe con un alo, se borra con un ie. Si regunt ramos a armen u recuerdos le acen regresar al otoño tendr amos un serio roblema, la lista ser a mu larga. ero, a una sensación ue es segura...

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esther gómez arroyo

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e h e intentad o am ar d esp acio co m o nace el eq uilib rio en p lena ósm o sis y entre m ito sis se f o rm a la m órula. Q uise aco stum b rarm e al cam ino antes d e entre tus h uellas ech ar a co rrer, evitando el vértigo que el salto supone. Sentir en cada vértice cruzado lo s g rano s d e la arena am o ld arse co m o b eso q ue se am o ld a en o tra b o ca. Y m e q ued é esa no ch e im ag inand o tu m ar ante lo s p ies ag itad o s d e q uienes te am an, en su ino cencia, aú n sin rem o rd im iento s. B uscand o la cuid ad o sa m arca en el suelo q ue escrup ulo so s d ej an lo s ad ulto s, la sed a anciana b esand o la v id a a su p aso . Y te amé, como ellos, con mirada derretida ante un f ueg o q ue no ap ag ab an las lág rim as d eseand o q ue v o lv ieras, M az ag ón, a resurg ir.

Fo to : Manuel P ad illa

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d. izquierdo labrado

LAS

HOGUERAS DEL T IEMPO”

POS T - NOC HE DE S AN J UAN

Solidaridad con los pueblos y afectados que han sufrido el incendio. Gratitud con todas las personas y fuerzas de seguridad que lucharon contra las llamas.

emu strame la e traña circunstancia de un arbóreo cielo incandescente ue levanta sus llamas or encima del verde de la orilla ue grita entre las ramas su silencio. cu ando tres llamas, tres ogueras, cinco es acios ardiendo, la tormenta en la arena, el muro anaranjado, el umo negro, el viento. a labor, la retama, la rdida del tiem o en un nstante rugiendo entre las llamas del umo negro denso, la jara, la sabina, el enebro, la salmuera en los ojos, el canto atribulado del jaro brillante, jaro negro, estornino, ue canta su agon a con su ico naranja, las estrellas rodeadas de uego. l viento. omo un manto caliente ue te em uja acia adentro buscando en la o uedad del interior el medo contacto, el resco de la tierra. l ca ric oso viento ue viene ue se va, ue vuelve, vuelve el viento, mensaje de la oguera ue trajina la ceniza la muerte en las ramas del centenario ino, de los brezos, en la flor sal icada baja bella del monte ue ilumina de estrellas color, de aroma el tiem o, almoraduj, tomillo, siem reviva, camarina barrón, jaguarzo, es liego. l ato colorado de cabeza naranja, ato cuc ara, ica inos, jilguero. iento, viento res ogueras, tres llamas, tres vac os, negro naranja rojo, rojo, amarillo negro, la noc e se a incendiado. sustando a las brujas los sueños las ogueras se es arcen, se crecen medidas con el viento. ara matar asalto, ara morir rimero erida mortal llevas. aturaleza uego rendido or la mano del siniestro. emu strame la e traña circunstancia. l bitat ue ierve, el rojo, el uego, el negro. l ine u voco signo de la muerte, el bajo monte verde, negro, verde, la arena blanca, el suelo. vanzando en la noc e crece el arco de uego sobre los ensamientos, cubriendo las cenizas nuestros cuer os, nuestras casas, la blanca duna, el junco, el matorral, el ino el enebro el cantueso, el arom tico verde del es liego la suave brisa del inar uem ndose en el cielo. l umo ue envenena, ue uita el aire, el viento se a ec o su o, nos vamos rita el cielo. ededor ue se incendia con la bola de uego como un vuelo. iolencia sobre el rbol, violencia sobre el agua, violencia sobre el suelo, violencia sobre el tiem o del bitat del cuco, roedor, verdecillo, curruca, carbonero, errerillo, verdón, tarabilla, flamenco, la gaviota gris, la abubilla, el verde camaleón rieto agarrado a la rama, la lagartija, el tiem o rededor dunas las de artessos. ec uza, b o, autillo, garza real, garcilla, garza im erial, es tula, martinete, roedores linces, jabal es ciervos, escarabajos, luci rnagas, insectos... azagón est ardiendo, ardiendo su tem lanza de relajado intento. olores de la es uma blanco azul, verde viento de la mar regalado, alisando los bellos aisajes de la arena con las uellas del jaro i uero. oñana, azagón, oguer, alos, el uego. 65

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C IVITAS

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SEIS LETRITAS DE plata José L. Pons Sepúlveda

¿ A lg uno p ensab a, h erm ano s, q ue m e ib a a ir sin no m b rarla… ? ¿ Q ue y o sald ría d e aq uí d e m anera cab iz b aj a sin articular su nombre…? ¿ S in q ue m i b o ca eng arz ara, d án d o le g racias al cielo , sus seis letritas d e p lata, q ue to d as, una p o r una, las teng o a f ueg o en el alm a? L a C , d e m i co raz ón q ue en esto s p araj es and a. L a A , d el am o r sub lim e q ue en sus suav es m ano s g uard a. L a R , d e R eina y M ad re co n q ue D io s q uiso ad o rnarla d esd e q ue f ue co nceb id a co n el alm a inm aculad a.

G io rg io M ald o nad o M o ra

L a M , d e M ad re h um ild e.

E x tracto d el P reg ón en H o no r a N tra. S ra. d el C arm en. 22 d e ab ril d e 2016 . C ap illa S ag rad o C o raz ón d e M aría.

La E, de Estrella del firmamento q ue no p ud o ser m ás g uap a. L a N , d e N uestra y S o b erana co nsuelo d e nuestras alm as… ¿ A lg uno p ensab a, h erm ano s, q ue m e ib a a ir sin no m b rarla, a la d el no m b re m ás d ulce, la d e p o rte m ás g alana?

Extracto del pregón en Honor de Ntra. Sra. del Carmen, pronunciado el 21 de abril de 2017 en la Capilla Sagrado Corazón de María.

¿ A esa q ue ap rend í a rez arle co n m is p rim eras p alab ras, 67

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Fo to s: J uliá n R o p ero

la q ue está siem p re co nm ig o ,

N o ib a a h acerlo , M ad re m ía…

la q ue siem p re m e aco m p añ a,

N o callaré esa p alab ra

la q ue lluev a o h ag a f río ,

que tanto consuelo tiene,

m e h a llam ad o a su cam ino

cuand o m i v id a se am arg a.

a esp erar q ue y o le cuente

L a p ro nunciaré , S eñ o ra,

las co sitas d e m i alm a?

no renuncio a p ro clam arla,

¿ A lg uno p ensab a, en serio ,

m ientras te d ig o al o íd o ,

q ue m e ib a a ir sin no m b rarla,

b aj ito , q ue m uch as g racias,

la q ue f uere d o nd e f uere,

p o r la G lo ria inm erecid a

h a estad o siem p re p end iente

q ue h e tenid o esta j o rnad a

d e cad a p aso q ue d ab a,

d e p o d er cantarle a to d o s

a v eces, sin d arm e cuenta,

las G lo rias q ue no s reg alas.

p ero siem p re, siem p re, estab a?

D é j am e q ue y o te m ire

¿ L a q ue q uiso q ue y o f uera

y m íram e T ú a la cara…

Cristiano hasta que me llamara…

que aquí me tienes, mi Reina,

L a q ue d uerm e co n m i niñ a

d e m i niñ ez a m is canas,

o culta b aj o su alm o h ad a

por el tiempo que Tú quieras

en sus d o rm id o s susp iro s

p ara seg uir p ro nuncián d o la.

d án d o les d ulz ura y calm a.

Aquí me tienes, Señora,

¿ A lg uno p ensab a, h erm ano s,

ro to d e am o r a tus p lantas,

q ue m e ib a a ir a m i casa

entreg ad o , d esd e siem p re,

sin articular su nombre,

el co raz ón nunca eng añ a

sin q ue m i b o ca eng arz ara

entreg ad o p ara siem p re…

d án d o le g racias a E lla,

al C arm en d e m is entrañ as…

sus seis letritas d e p lata… ? 68

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UNA FALTA

grave

Octavio Corrales Velasco

- ¡ B o lleeeras, b o lleeeras, b o lleeeras! ¡ J a, j a, j a! Q uienes así cantab an eran siete ch ico s d e S eg und o d e ESO, trece para catorce años, mientras se “partían el culo”, como se dice ahora, y se lo dedicaban a Elena y a Rocío, dos chicas de su misma clase porque una iba “a la costilla” de la otra, como se decía antes, por el mero h ech o d e j ug ar y d e v er si ag uantas co n el p eso d e tu am ig a, m ientras cam inas m ed io d erreng ad a d e un lad o al otro del patio. - ¿Pero “de qué vais”?, como se dice ahora, les dije sorp rend id o p o r la ausencia d e reacción d e las ch icas, p ues m e esp erab a el lóg ico ex ab rup to y la co nsab id a im p recación, co m o se d ecía antes, en esto s caso s. ¡ D ej ad d e cantar eso u os pongo una falta grave!, continué. Al oír la mágica expresión “falta grave”, pararon. Saben q ue a la tercera q ue se les p o ng a v an a la C o m isión d e Disciplina del Instituto y, si así se determina, se les abre un ex p ed iente d iscip linario y se v an cinco d ías a casa, si p ro ced e. O h asta un m es, si es el caso . A sí lo estab lece la normativa de la Junta.

Fo to : E spe Martín

- ¿ Y v o so tras, les d ij e, no les d ecís nad a? ¿ C óm o p ued e ser?

- N o , ¿ p ara q ué ? , y a estam o s aco stum b rad as. L es d ig am o s lo q ue les d ig am o s, ello s sig uen, no v an a cam b iar. - ¡ N o p ued o creé rm elo ! ¿ N o v eis q ue f altan a v uestra d ig nid ad d e m uj eres y d e p erso nas? E s q ue aunq ue lo f uerais, no deben decirlo, ni nada parecido, ni ellos a vosotras ni vosotras a ellos, porque todo el mundo tiene derecho a no ser d iscrim inad o p o r raz o nes d e sex o , raz a, creencias relig io sas o id eo lóg icas. ¿ E s q ue no h ab é is ap rend id o nad a en las Jornadas de Educación afectivo-sexual que hicimos aquí, en el Insti, o es que no os hemos enseñado nada? Y en casa, ¿ no o s enseñ an nad a? , d ij e, m ientras acercab a m is d ed o s a la b o ca y lo s calentab a co n el v ap o rcito d e ag ua q ue ech ab a, q ue h ay q ue v er la m añ anita d e f río q ue h acía, m añ anita d e enero . Ellas notaron el tono enojado y Elena echó pie a tierra y descabalgó. Rocío avanzó hasta mi lado y dijo: “A ver, Óscar, que un poco de razón tienes, pero no es para tanto. Es que es mejor d ej arlo s p o r im p o sib le p o rq ue no v an a cam b iar, m ira q ue lo s co no cem o s d esd e q ue em p ez am o s a lo s tres añ o s en Educación Infantil”. - ¡Que no, que no, Rocío y Elena, Elena y Rocío, que no! Que si les permitís esto, no van a parar e irán a más, ¿no lo veis? ¿De dónde esa actitud tan pasiva? ¿Os enseñamos eso en el Insti, a no defenderos siquiera? - E s q ue, Ó scar, en co sas p arecid as les h em o s d ich o q ue p araran y , ello s, h an seg uid o . D é j alo estar, es m ej o r. - ¡ Q ue no , q ue no , q ue no p ued o creerm e lo q ue esto y o y end o ! N o p ued e ser. T ené is q ue h acer alg o v o so tras, o y o , y si no , v uestro s p ad res si se lo d ecís. M ira, R o cío , co no ciend o a tu m ad re co m o la co no z co , cuand o lleg ues a casa, hazme el favor, le comentas el caso a ver qué le parece, anda. Verás cómo hay algo que no corre en vuestra actitud, ¿ no lo p illái s? 69

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Ya desde hacía rato se habían congregado otros alumnos alrededor para ver qué pasaba y los autores del “cántico” habían estado expectantes, aunque con risitas y bromitas que no me había dado tiempo a atajar, porque pretendía esp o lear a las ch icas. En esto sonó el timbre que anunciaba el fin del recreo y les dije a todos: “¡Venga, ahora vayamos a las aulas y ya hablaremos al respecto!”. Y añadí: “¡Vosotros siete tenéis una falta grave cada uno, que no se trata así a nadie, que v ais co ntra la d ig nid ad d e las ch icas! ¡ A v er si así entend é is! - ¡Sí, porque tú lo digas! ¿No ves que era una broma?, dijo uno de ellos representando a los demás, que repetían que era una b ro m a, q ue era una b ro m a… - ¿ B ro m a? , ¿ q ué b ro m a? , ¿ d ónd e está la g racia? ¡ B ro m a es si h ace reír a to d o s y ni a ellas ni a m í no s h ace m ald ita la g racia! S i ellas o s lo h an d ich o antes p o r las b uenas y h ab é is seg uid o , incluso lo h ab é is h ech o m ás , es q ue so is co ntum aces - se m e escap ó la m ás q ue f recuente p alab ra d e m arras- y h ay q ue escarm entaro s d e alg una m anera, q ue si no , no ap rend é is. - ¡ S í, sí, y es, y es, v ery v ery , q ue a m í no m e la p o nes! , d ij o o tro . ¡ Q ue tú lo q ue q uieres es m and arm e p ara casa, q ue te co no z co ! - ¡ Q ue tené is una f alta y si seg uís sin reco no cer v uestro m al co m p o rtam iento , o s p o ng o o tra p o r f altarm e al resp eto ! ¡ H ala, v a, v a, cam inand o , q ue es g erund io ! E ntráb am o s m ientras ref unf uñ ab an y ech ab an p estes co ntra m í, p ero y o seg uía h ab lán d o les alto p ara ah o g ar sus co m entario s y h acía co m o q ue no lo s o ía, p o r no p o nerlo p eo r. L as ano té en el P arte d e Incid encias y m e f ui a o tra aula co n un g rup o q ue y a esp erab a. M eno s m al q ue d ar clase m e d istraj o y p ud e d ej ar d e p ensar en el tem a un b uen rato , aunq ue era sab ed o r d e q ue el d isg usto no se m e ib a a p asar en to d o el d ía, q ue uno v a co no cié nd o se d e so b ra. A la hora siguiente, en el patio, teníamos el acto por el Día escolar de la no violencia y de la paz. Coincidí con Elena y Rocío en el pasillo. Les dije: “A ver, volviendo a lo de antes, no me cuadra esa actitud en vosotras, que no tenéis un p elo d e to ntas, y no v ale d isculp arlo s co n q ue están en la ed ad d el p av o y co sas así. Q ue y a sab em o s q ue en estas ed ad es la m ay o r p arte d e lo s ch ico s, p ara llam ar la atención d e las ch icas, esco g en el p eo r d e lo s cam ino s, insultar y molestar, que no encuentran el modo y todo eso”. - Ó scar, q ue te ag rad ecem o s tu interé s, d e v erd ad , p ero es m ej o r q ue lo d ej es, q ue no v an a cam b iar. E n serio , q ue lo s co no cem o s y , si les d ecim o s alg o , lo h arán m ás y será p eo r, d ij o R o cío . - ¡Que no, que no, que en esto no hay marcha atrás! Y de verdad que, por un lado, entiendo vuestra actitud de “no hacer aprecio”; pero, por otro hay algo que es indignante, que no corre y os digo que, cuando os ocurran cosas de este tipo, debéis luchar para no permitirlas y, si no está en vuestra mano, hablad con los profes, con vuestro tuto r, q ue p ara eso está, y si no , co n v uestro s p ad res, p ero no las co nsintái s. H ay q ue h acerlo tam b ié n casi p o r ello s, p o rq ue si nad ie les p ara lo s p ies lo h arán co n o tras o co n v o so tras m ism as cualq uier d ía, p ues si se ced e una v ez , se ced e siem p re. - S í, sí, lo entend em o s, p ero no sé , no sé … , d ij o R o cío . En el patio ellas se pusieron con su grupo y yo con los alumnos de mi tutoría. Y, ya en el acto por la paz, me vino a la cab ez a d e nuev o el incid ente. Y p ensé q ue m al v am o s a alcanz ar la ig uald ad entre h o m b res y m uj eres si no em pezamos a cambiar, primero, en nuestro interior, para incidir luego en los de alrededor y, por último, en todos los d em ás co n lo s q ue p o d am o s relacio narno s. Y es q ue, en realid ad , lo s ch ico s y ch icas están recib iend o m ensaj es co ntrad icto rio s a trav é s d e lo s v id eo j ueg o s, d e las red es so ciales, d e la telev isión y d e Internet en g eneral, p o r eso p asa lo q ue p asa. Y m e d a a m í q ue h asta d e buena parte de la sociedad, que permite y alienta; si no, a ver cómo es posible que, según las estadísticas, el setenta y cinco p o r ciento d e lo s ch ico s v aro nes aco sen a sus ex no v ias, a trav é s d el m óv il, una v ez q ue se ro m p e la relación, p o r ej em p lo . Me fui a casa preocupado, pensando que algo no estamos haciendo bien, consciente de que es tarea continua y nuev am ente d ecid id o a h ab larles al resp ecto cuanto antes. Nota: El suceso está basado en un hecho real, pero los nombres de las personas del relato son ficticios. Si, casualmente, existiera algún parecido con la realidad, sería mera coincidencia.

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DESCUBRIEND lorena garcía garcía

Gracias compañeros, amig@s, padres y alumn@s con los que he tenido la fortuna de coincidir. Siempre gracias, Mazagón.

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e cum p len y a 5 25 añ o s d el D escub rim iento d e A m é rica y tanto la relev ancia d el f enóm eno y su v inculación con la provincia de Huelva, como el hecho de dedicarme a la docencia de Geografía e Historia, hacen que para mí resulte ineludible aquel profético encuentro entre dos culturas. ¿Quién iba a decirle a Cristóbal Colón que, al b uscar una ruta d e nav eg ación p o r O este p ara alcanz ar la Ind ia y p o r un erro r d e cál culo , ib a a enco ntrar un N uev o Mundo? Una serendipia de manual… Lástima que el cartógrafo de discutido origen acabase sus pasos en Valladolid sin ser co nsciente d e su g ran h allaz g o . Precisamente de allí partí hace tres años hacia tierras onubenses con mi maleta hecha a toda prisa dispuesta a cambiar mi vida en apenas 24 horas. Y aquí, además de tener la inmensa suerte de convertir Mazagón en mi destino definitivo, hice un descubrimiento, insignificante tal vez a ojos de cualquiera, sí, pero muy importante p ara m í. H allé m uch o m ás d e lo q ue v ine b uscand o : m ano s d isp uestas a ay ud ar, b raz o s p resto s p ara aco g er, reto s por superar, sensaciones positivas, gestos de complicidad y cariño…en suma, un sinfín de experiencias intensas, m o m ento s ino lv id ab les y p erso nas increíb les q ue tán to m e h ab é is enseñ ad o y d e las q ue aú n sig o ap rend iend o q ue se quedan “pa´ mí, pa´ mí” E ste añ o esp ecialm ente h a sid o una m o ntañ a rusa d e em o cio nes tanto a niv el p erso nal co m o acad é m ico . Lejos de mi ciudad natal, de la familia y amigos, he comprendido el significado de la palabra resiliencia, venciendo m ied o s, sup erand o o b stác ulo s, asim iland o m is no p o co s erro res y co nstruy end o nuev o s cim iento s co n lo s canto s, a v eces p ied ras, enco ntrad as en el cam ino , q ue no siem p re resultó f ác il. U na d e las p erso nas a las q ue m ás ap recio p o r h ab er g uiad o m is p aso s al lleg ar a M az ag ón, m e escrib ió una v ez , al no tarm e d ecaíd a, q ue la d o cencia no es un trabajo en el que el esfuerzo se traduzca siempre en los resultados esperados; e incluso, después de los años, podemos terminar desarrollando una especie de síndrome de Sísifo que nos termine por vencer. Resistir es adaptarse sin p erd er el rum b o p ara p rev alecer: p ensand o q ue la línea recta casi nunca es el cam ino m ás co rto , ni siq uiera el p o sib le. A v eces p o d em o s tener la sensación d e ser eng ranaj es d e una m aq uinaria q ue p o d ría f uncio nar m ej o r, co n más medios y menos burocracia; pero en nuestra mano está promover el cambio, buscar alternativas y no dejarnos vencer. Hay una frase en este sentido que lo resume: “La vida no es esperar a que pase la tormenta, es aprender a bailar bajo la lluvia”. La lectura que extraigo es positiva: la de mantener el entusiasmo en cada proyecto que emprendemos y tratar de dibujar una sonrisa en nuestra cara para verla reflejada en la del que está enfrente. Bertrand Russell en La conquista de la felicidad ref ería q ue ninguno de nosotros va a estar mucho tiempo en este mundo, y cada uno, sólo d urante lo s p o co s añ o s q ue d ure su v id a. D esap ro v ech ar las o p o rtunid ad es d e co no cim iento p o r im p erf ectas q ue sean, es co m o ir al teatro y no escuch ar la o b ra. E l m und o está lleno d e co sas, trág icas o cóm icas, h ero icas, ex trav ag antes o so rp rend entes, y lo s q ue no encuentran interé s en el esp ectác ulo están renunciand o a uno d e lo s privilegios que nos ofrece la vida: Aprender. Y en ello estamos, en aprender y transmitir lo que aprendemos. Porque creo firmemente en la gente con aptitud, que no olvida su actitud, gente que se mueve por principios y no por fines, g ente f o rj ad a en el esf uerz o y no en el é x ito f ác il, g ente ed ucad a en v alo res y h um ana, ante to d o . Fo rm em o s a g ente así, p ues g ente así no m altrata su ento rno ni j ueg a co n la v id a d e lo s d em ás . C o m o d ecía A nto nio R am írez en sus recientes y emotivos versos: También “me duelo con mis gentes”, como una mazagonera más. Y a todos vosotros van dedicadas estas letras, porque me habéis hecho sentir valorada, romper con los estereotipos, echar raíces. A los que continuáis un año más, espero seguir sumando septiembres hasta perder la cuenta y a los que he encontrado en el camino y el destino nos separa, cuenta una creencia tradicional asiática que ex iste un h ilo ro j o p o r el q ue alg unas p erso nas están co nectad as entre sí. E l h ilo ex iste ind ep end ientem ente d el m o m ento d e sus v id as en el q ue las p erso nas v ay an a co no cerse. P ued e enred arse, enco g erse o tensarse, p ero no p ued e ro m p erse, m uestra d el v ínculo q ue ex iste entre ellas. 71

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¡A CORAZÓN, NO NOS gana nadie! Joaquín Gómez hernández oficial policía mancomunidad mazagón

Por qué viniste si nadie te llamó; por qué llegaste en la noche oscura, por qué nos despertaste con amargura, si de ti nadie se acordó. A ese majestuoso pino que nos llena de vida con su aliento; que nos colma de paz y conocimiento, lo desalmaste con humo sibilino. Pero, no te saldrás con la tuya; porque hombre y pino, pino y hombre, en simbiosis casi divina, maldicen tu nombre; y, al final, gritarán aleluya.

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p esar d e ser m uy reciente, p arece q ue h ace añ o s q ue o currió, q uiz ás por el cúmulo de emociones vividas en tan corto período de tiempo. E ran ap ro x im ad am ente las nuev e y m ed ia d e la no ch e cuand o d o s co lum nas gigantescas de humo golpearon mis ojos. No lo podía creer: ¿fuego?; rápidamente realicé una llam ad a d e telé f o no y , co m o era d e esp erar, to d o s lo s m iem bros de esta Policía nos pusimos a disposición de aquel titánico ser que nos estab a reclam and o co n tanta p rem ura. Ya se había activado el protocolo contra incendios: bomberos, Infoca, protección civ il, g uard ia civ il, g uard ería rural, v o luntario s. . . P ero , lo q ue nad ie sab ía es que la lucha tan sólo había comenzado. David, desafiando agónicamente a Goliat y por desgracia, este último venía con mucha virulencia. N o v o y a entretenerm e en p ensar q ué lo d esp ertó, ni tan siq uiera si se actuó de una forma o pudo hacerse de otra; para mí ya es secundario, puesto que el pasado, pasado es. Tan sólo me gustaría compartir alguna de las vivencias de uno de los peores episodios de mi carrera profesional; aquellos gestos imperceptibles, que suelen pasar desapercibidos, pero que al final, marcan la diferencia. Creo que todos sabemos a qué me refiero.

T uv im o s q ue entrar p recip itad am ente en un cam p ing y un h o tel p ara p ro ced er a su d esalo j o . N o tenía m ás d e siete añ o s. S u p elo rub io co m o las cand elas y d o s lucero s, tan az ules co m o el m ar un d ía so lead o d e j ulio , se clav aro n en m is p up ilas. S e enco ntrab a ag arrad a f uertem ente a una m uj er q ue le intentab a d ar co nsuelo , sup o ng o q ue su m ad re. N o m e d ij o nad a, tan sólo m e m irab a p ersev erantem ente. T am p o co h iz o f alta q ue h ab lase p ara co no cer su necesidad. Por un instante se paró el tiempo y lo único que quería era bajarme de aquel tiovivo de idas y venidas. N o p ud e seg uir co n m is tareas sin p restarle to d a m i atención. L a suj eté suav em ente co n m is d o s b raz o s a m o d o d e p ro tección. - ¡ N o llo res m ás , no p asa nad a! . – ¡ H ay f ueg o , h ay f ueg o ! , d ecía entre so llo z o s. – P ero no te p reo cup es que ya estamos nosotros aquí para ayudar, le contesté. - Ahora vas a ir a la playa un ratito y cuando vuelvas, ya estará todo solucionado. Dejó de llorar rápidamente y su sonrisa me trasmitió la misma sensación que tengo cuando, estand o d e serv icio al am anecer, lo s p rim ero s ray o s d e so l se p ro y ectan en m i cara. 72

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Desalojo de hoteles, campings, viviendas; cuantas decisiones en tan poco tiempo, pero es lo que no había, TIEMPO. Minutos que parecen horas; horas que parecen minutos, qué contradicción; pero esa era su estrategia, se le veía al v uelo , sum erg irno s en co ntrad icción p ara d eb ilitarno s. Él quiere ser el protagonista, quedarse con toda nuestra atención; y, en parte, lo estaba consiguiendo. Pero no voy a m alg astar m i energ ía en d escrib ir sus f ech o rías, no lo m erece, p o rq ue se h an suced id o h ech o s, p o d em o s d ecir, co laterales, q ue sup eran co n creces sus m ald ad es y sé q ue eso lo enf urece. D e ah í su ira incand escente, su rab ia abrasadora. Porque se veía victorioso y pensaba que sacaría lo peor de mí, de ti, de nosotros. P ues, to d o lo o tro s. D entro talo nes? S i m estab a. T o d o

co ntrario . C iud ad ano s q ue se p o nían al serv icio d e q uien lo necesitase. A y ud án d o se lo s uno s a lo s d el cao s, o rd en ab so luto . ¿ E v acuar casi to d o un p ueb lo p o r una so la av enid a y co n é l p isán d o no s lo s e lo d icen unas h o ras antes d e to d o esto , h ub iese so ltad o la m ás irónica d e las carcaj ad as. P ero , ah í un p ueb lo d and o una g ran lección d e calm a y civ ism o .

Recuerdo a un comerciante acercarse a los efectivos y preguntarnos si habíamos comido porque sabía que algunos llev áb am o s y a m ás d e 24 h o ras sin d escansar. - Lo siento caballero, el restaurante está cerrado- . Fue su resp uesta cuando entró un cliente mientras más de una veintena de efectivos estaban avituallándose en su establecimiento. Nos quedamos estupefactos. Pero, si digna de elogio fue esta actitud; aún más magnánime, si cabe, fue la de ceder su número de teléfono a todos los efectivos, ofreciéndose a que se le llamase a cualquier hora del día, o de la noche, p ara d arle ay ud a a cualq uier ciud ad ano q ue lo necesitase. N o p reg untó p ro ced encia, no p reg untó o rg anism o , no p reg untó co lo r, no p reg untó… T an sólo m e q ued é co n esas p alab ras: cualquier persona que lo necesite. C o n p o sterio rid ad m e enteré q ue se q ued ó o f reciend o ag ua y co m id a a sus co nv ecino s d esalo j ad o s. P asab a el d ía, v enía la no ch e y D av id seg uía luch and o co ntra G o liat, p ero D av id se alim entab a d e las b uenas accio nes ciudadanas, de las ganas de compartir, de ayudar, de luchar juntos y se hacía grande, fuerte y a su paso iba adquiriendo nuevas armas de lucha: agricultores convertidos en grandes guerreros montados en caballos de acero, recorriendo incansablemente las Playas de Castilla. Del puerto al monte, del monte al puerto. – ...pero ¿el agua salada no daña los depósitos?- p reg unté . N ecio d e m í. Q ué g ran lección m e d io d e f o rm a co rté s: -Eso ahora es lo de menos, compañero-. L lev áb am o s tres d ías d e luch a incansab le. - ¿Pero todavía sigues aquí?-, no s p reg untáb am o s uno s a o tro s. N ad ie q uería m arch arse d el cam p o d e b atalla. C ad a uno h icim o s nuestra la o f ensiv a. L a p erso naliz am o s. E ra co m o si sintiéramos que con nuestra presencia, el leviatán no saldría victorioso. Y a, so b re las tres d e la m añ ana v im o s acercarse un v eh ículo a lo lej o s. -Será un turismo oficial-, p ensam o s lo s cuatro; pero, conforme iba llegando a nuestro punto, observamos que se trataba de un coche particular. Como era d e sup o ner, le d im o s ráp id am ente el alto . - ¿A dondé van ustedes por aquí?. No se puede pasar, den la vuelta-; le o rd enam o s. – Hola, buenas noches, venimos repartiendo comida y bebidas-. A l intro d ucir nuestras linternas en el h ab itác ulo , v im o s q ue se tratab a d e d o s ciud ad ano s d e m ed iana ed ad . D esd e el p rincip io se v eía q ue eran b uenas personas; eso se nota pronto. Llevábamos bastante tiempo sin comer y aquello nos vino como agua de mayo. Los d o s, am ab lem ente, se b aj aro n d el co ch e, ab riero n el m aletero y no s o f reciero n v ario s b o cad illo s y ref resco s. – ¿De qué organismo dependéis?-, le preguntamos al finalizar el pequeño ágape. – De ninguno, somos particulares- . Y a esa respuesta tenía su análisis y reflexión. – ¿Y de dónde habéis venido?-, p ro seg uim o s no so tro s. – Venimos de Montequinto, de Dos Hermanas-. Rápidamente captaron nuestras caras de asombro y continuaron aclarando: - estábamos viendo las noticias sobre lo que estaba pasando en Huelva y hemos decidido hacer bocadillos y repartirlos por todos los puntos. Es la manera que se nos ha ocurrido para ayudar-. E n ese m o m ento les d ij e: - ¿y habéis venido de Dos Hermanas a un fuego a repartir comida y bebida?. Eso dice mucho de vosotros-; contestando a uno de ellos. – Compañero, dinero no tenemos ninguno de los dos, pero a corazón no nos gana nadie-. En ese momento sentí cómo se eriz aro n lo s v ello s d e m is b raz o s y aq uellas p alab ras se g rab aro n a f ueg o en m i m em o ria. Con posterioridad he ido escuchando que acciones como las descritas se fueron sucediendo continuamente. Y como desde mi infancia mi madre me inculcó, que ser agradecido es de bien nacido; desde mi más humilde p o sición, q uisiera d ár selas d e co raz ón a cad a una d e las p erso nas q ue co nsig uiero n m and ar a L uz b el al interio r d el averno: Bomberos, Infoca, UME, Policía Local de Aljaraque, San Juan del Puerto, Lucena y Palos de la Frontera; a todos los compañeros de otras localidades que ofrecieron su ayuda; Guardia Civil, Guardería Rural, Protección Civil, Policía Autonómica; a todo y cada uno de los gestores con responsabilidad y decisión directa, a todos los integrantes del Puesto de Mando Avanzado y ,en particular, a los ciudadanos de Mazagón que se volcaron por ayudar; demostrando la nobleza que llevan dentro; a los desalojados que entendieron la gravedad de la situación y abandonaron sus casas, casi de inmediato, atendiendo las órdenes establecidas y colaborando en todo momento; a los tractoristas y agricultores, a los ciudadanos de Montequinto (Javier y Felipe), a Daniel; y ,especialmente, a cada uno de mis co m p añ ero s q ue d iero n to d o lo m ej o r d e sí m ism o s. 73

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4 de agosto C O N C U R S O D E P O R T E R O S Y L A N Z A MI E N T O S D E P E N A L T Y S . “ F I E S T A S D E MA Z A G Ó N ” 2 0 :0 0 h . T o d a s la s e d a d e s Inscripción gratuita en PMD en Mazagón (Pabellón Francisco Díaz Torres)

5 de agosto F I E S T A D E L A B I C I C L E T A D E MA Z A G Ó N

1 2 :0 0 h . Edad: todas las categorías Inscripción gratuita: PMD en Mazagón (Pabellón Francisco Díaz Torres)

Del 8 al 18 de agosto X X V I I T O R N E O A B I E R T O D E T E N I S “ P L A Y A S D E MA Z A G Ó N ” Mañana/tarde E d a d : + 1 4 I n s c r i p c i ó n 1 0 € . P MD e n Ma z a g ó n ( P a b e l l ó n F r a n c i s c o D í a z T o r r e s )

11 de agosto S E N D E R I S MO N O C T U R N O P E R S E I D A S 2 0 1 7

2 2 :0 0 h . E d a d : + 1 6 I n s c r i p c i ó n 3 € . P MD e n Ma z a g ó n ( P a b e l l ó n F r a n c i s c o D í a z T o r r e s )

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11 de agosto C O N C E N T R A C I Ó N D E Z U MB A 2 0 :0 0 h . E d a d : + 1 6 Inscripción gratuita en PMD en Mazagón (Pabellón Francisco Díaz Torres)

ueves 3 de agosto A partir de las 09:00 h. CONCURSO DE PESCA “FIESTAS DE MAZAGÓN” Lugar de celebración: Playa de Las Dunas Participantes: Todas las edades. Inscripción gratuita: PMD en Mazagón (Pabellón Francisco Díaz Torres)

2 3 :0 0 h . I N A U G U R A C I Ó

Lugar: Portada Recinto Ferial

0 0 :0 0 h . O

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Lugar: Caseta Municipal

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D E L A L U MB R A D O

“ S E R V A

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B A R I”

0 0 : 0 0 h . E N T R E G A D E P R E MI O S D E L X I X C E R T A ME N D E R E L A T O C O R T O Y P O E S Í A “ MA R Z A G A ”

Organizado por la Asc. de Mujeres Marzaga, de Mazagón. Lugar: Caseta Asc. de Mujeres Marzaga. Recinto ferial

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iernes 4 de agosto D e 1 0 : 0 0 a 1 3 : 0 0 h . C O N C U R S O D E C A S T I L L O S D E A R E N A “ F I E S T A D E MA Z A G Ó N ” Lugar de celebración: Playa de Las Dunas Modalidad: Parejas / todas las edades Inscripción gratuita: PMD en Mazagón (Pabellón Francisco Díaz Torres)

0 0 : 0 0 h . E N T R E G A D E P R E MI O S C O N C U R S O D E P E S C A Y C A S T I L L O S D E A R E N A Lugar: Caseta de Recepción del Ayuntamiento de Moguer

0 0 :0 0 h . O R Q U E S T A “ S E R V A L A B A R I ” Dj en los descansos de la orquesta Lugar: Caseta Municipal

0 0 : 3 0 h . E N T R E G A D E P R E MI O S C O N C U R S O D E E MB E L L E C I MI E N T O D E C A S E T A S P A R T IC U L A R E S Lugar: Caseta de Recepción del Ayuntamiento de Moguer. Recinto ferial

0 1 :0 0 h . L A

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Lugar: Caseta Municipal

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ábado 5 de agosto A partir de las 10:00 h. V TORNEO DE PETANCA “PLAYAS DE MAZAGÓN” Lugar de celebración: Campo césped artificial de Mazagón Modalidad: Dupleta / Edad: +16 años / Horario: mañana/tarde I n s c r i p c i ó n 3 € : P MD e n Ma z a g ó n ( P a b e l l ó n F r a n c i s c o D í a z T o r r e s )

F i n a l i z a d o e l T o r n e o E N T R E G A D E P R E MI O S I V T O R N E O D E P E T A N C A Lugar: Caseta de recepción del Ayuntamiento de Moguer. Recinto ferial

0 0 :0 0 h . O R Q U E S T A “ S E R V A L A B A R I ” Dj en los descansos de la orquesta Lugar: Caseta Municipal

0 1 :0 0 h . G

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Lugar: Caseta Municipal

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omingo 7 de agosto 2 1 : 3 0 h . Gala Infantil “SERIOS DE REMATE” Lugar: Caseta Municipal

0 0 : 0 0 h . E N T R E G A D E P R E MI O S D E L X V I I I C E R T A ME N D E P I N T U R A R Á P I D A MA N C O MU N I D A D MO G U E R - P A L O S Lugar: Caseta de recepción del Ayuntamiento de Moguer. Recinto ferial

0 0 :0 0 h . O R Q U E S T A “ S E R V A L A B A R I ” Dj en los descansos de la orquesta Lugar: Caseta Municipal

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No más hambre. No más discriminaciones. No más injusticias. No más enfermedades. Ayúdanos a construir un mundo en el que no seamos necesarios.

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Mazagón Fiestas 2017  

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