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ZAHAR

#2

ABR-MAI 2011

CLEÓPATRA:

UMA ESTADISTA SOFISTICADA MICHAEL JACKSON: a vida e a música do ídolo pop BARBARA STRAUCH revela talentos do cérebro na maturidade CONAN DOYLE . LACAN . O CONHECIMENTO ÁRABE ERROS E ACERTOS NO CINEMA E MUITO MAIS


NESTA EDIÇÃO

Tom Stempel

Novas perspectivas para fatos históricos, um mergulho no universo do rei do pop, uma aventura pelo cérebro da meia-idade, análises dos ensinos de Lacan... Tudo isso faz parte dos livros que são destaque na segunda edição da revista Zahar, que chega às suas mãos com os lançamentos de abril e maio. Entre eles, um best-seller nos Estados Unidos que acaba de entrar nas listas de mais vendidos também no Brasil, Cleópatra: Uma biografia, da jornalista americana Stacy Schiff.

POR DENTRO DO ROTEIRO

ERROS E ACERTOS EM JANELA INDISCRETA, GUERRA NAS ESTRELAS E OUTROS CLÁSSICOS DO CINEMA EXISTE CAMINHO DAS PEDRAS? Autor analisa mais de cinquenta filmes e explica como os roteiros influenciaram seu sucesso ou fracasso

Distribuída gratuitamente, a revista traz entrevistas exclusivas com os autores, curiosidades sobre vários títulos e um link constante com o site, que permite ao leitor se aprofundar ainda mais em cada um dos temas. Aproveite.

Fure e colecione!

Este não é um manual com regras inflexíveis sobre o que um roteirista pode e o que não pode fazer. Tom Stempel parte do princípio de que uma história é distinta da outra e não adianta seguir um mesmo grupo de regras: as soluções precisam ser diferentes para cada caso. Por isso, optou por apresentar grandes obras e terríveis fracassos da história do cinema e mostrar como o trabalho do roteirista – dos primeiros esboços até o roteiro final – se transforma no filme que vemos na tela.

304pp Nas livrarias: 6 de maio R$44 e-book R$31

EXPEDIENTE ZAHAR Direção editorial Cristina Zahar / Direção executiva Mariana Zahar Conselho editorial Cristina Zahar, Mariana Zahar, Rodrigo Lacerda, Ana Paula Rocha REVISTA Coordenação Isabela Santiago / Edição Ana Claudia Souza / Redação e entrevistas Renata Magdaleno Colaboração editorial Juliana Freire, Clarice Zahar, Lucas Carvalho, Kathia Ferreira, Priscila Corrêa Produção Priscila Fischer / Projeto Gráfico Chris Lima, Evolutiva Estúdio / Design Rebecca Faertes, Evolutiva Estúdio O seu livreiro:

ZAHAR rua Marquês de São Vicente 99 - 1º andar, Gávea 22451-041 Rio de Janeiro, RJ tel (21) 2529-4750 Vendas e depósito: rua Cotia 35, Rocha 20960-100 Rio de Janeiro, RJ tel (21) 2108 0808 / fax (21) 2108 0809 Além das informações aqui, há muito mais em zahar.com.br e em nossas redes sociais. Basta ficar atento aos ícones que estão nas páginas da revista. Conecte-se à Zahar. zahar.com.br

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e-book

ALGUNS DOS FILMES ANALISADOS PELO AUTOR • Lawrence da Arábia • Sorte no amor • Janela indiscreta • Fargo: Uma comédia de erros • Kinsey: Vamos falar de sexo • E sua mãe também • Colateral • Jurassic Park (trilogia) • Alguém tem que ceder • American Pie • Titanic • O Âncora - A lenda de Ron Burgundy • Guerra nas estrelas: Episódios I, II e III

São mais de cinquenta obras analisadas, de Janela indiscreta a American Pie, em que o autor encoraja o leitor a pensar em suas próprias saídas para os problemas que todo profissional da narrativa cinematográfica enfrenta. Reunidos em três seções – os bons, os não tão bons e os ruins –, os roteiros cobrem uma grande variedade de gêneros. “Eu acredito que aprender com roteiros que não são perfeitos é muito útil, da mesma forma que, como escritor, você frequentemente terá que descobrir porque o seu roteiro não está funcionando e como você pode melhorar isso”, diz Stempel, em entrevista à Zahar, cuja íntegra está em www.zahar.com.br. MAIS SOBRE O TEMA Roteiro de cinema e televisão A arte e a técnica de imaginar, perceber e narrar uma estória Flavio de Campos

TOM STEMPEL, professor há mais de 35 anos no Los Angeles City College, é autor de outros quatro livros sobre a arte do roteiro, entre eles Screenwriting e A History of Screenwriting in the American Film, e mantém a coluna Understanding Screenwriting, sobre roteiros de filmes recentes e clássicos do cinema.


Barbara Strauch

EXERCÍCIO É O MELHOR REMÉDIO

O MELHOR CÉREBRO DE SUA VIDA

“O cérebro precisa de oxigênio assim como o coração”, diz a autora do livro Barbara Strauch decidiu investigar o cérebro na meia-idade quando ela própria atingiu essa marca. Esquecer o nome de pessoas que conhecia e filmes que tinha visto parecia algo assustador. As conclusões a que chegou, porém, foram mais do que animadoras.

SEGREDOS E TALENTOS DO CÉREBRO NA MATURIDADE

Você já está na faixa etária que se convencionou chamar de meia-idade. Foi por sentir alguns efeitos do tempo ou por temê-los que resolveu estudar esse período? Sim. Eu começava a notar que não conseguia mais me lembrar de filmes que tinha visto ou nomes de pessoas que eu conhecia, mas não via há algum tempo. Também achava que ficava distraída mais facilmente, além de esquecer que eu tinha água fervendo no fogão se estivesse entretida com alguma outra atividade. Nós sempre podemos esquecer algo em todas as idades, mas parecia diferente do que já havia experimentado antes.

BOM MESMO É DEPOIS DOS 40 Autora pesquisa o cérebro de meia-idade e descobre: nessa fase, ele está no auge

MAIS SOBRE O TEMA O gênio em todos nós Por que tudo que você ouviu falar sobre genética, talento e QI está errado David Shenk De cabeça aberta Conhecendo o cérebro para entender a personalidade humana Steven Johnson Por que o bocejo é contagioso? E outras curiosidades sobre o cérebro Suzana Herculano-Houzel

Descobrir como funciona um cérebro de meia-idade pode fazer com que se consiga tirar melhor proveito dele? Sem dúvida. Acredito que se as pessoas se preocuparem menos com assuntos de menor importância como esquecer pequenas coisas e realizarem algo maior, vão poder usar seu cérebro de uma forma mais produtiva. Em seu livro, você fala sobre os efeitos dos exercícios físicos e dos alimentos no cérebro. Que práticas destacaria como as que trazem mais benefícios para um cérebro de meia-idade? A melhor dica que sabemos até agora para um cérebro mais saudável é o exercício físico. O cérebro precisa de oxigênio assim como o coração e ambos precisam ser mantidos de forma saudável e estimulados com um trabalho vigoroso. Sobre comida, o melhor é ter uma dieta boa e variada, para descartar riscos de obesidade e doenças como o diabetes, o que pode ser devastador para o cérebro.

A autora baseou-se nos mais recentes estudos e foi ao encontro de pesquisadores de ponta – neurocientistas, sociólogos, psicólogos – para descobrir o quanto subestimamos o cérebro na meia-idade e revelar o que podemos fazer para mantê-lo em forma. O resultado é bastante otimista. Ao contrário do que se pensava, é justamente nesse período que esse órgão complexo e misterioso do corpo humano atinge o auge. Nosso cérebro nessa faixa etária é de uma competência e talento surpreendentes. Ágil, flexível e renovado – além de experiente, é claro –, ele alcança melhores resultados ao lidar com emoções e informações.

Todos os cérebros de meia-idade sofrem as mesmas transformações ou alguns envelhecem bem e outros não? Quase todos os estudos que abarcam a faixa etária que vai dos quarenta ao começo ou metade dos setenta anos, ou até mais, exibem uma variabilidade espantosa. É óbvio que os cérebros variam em qualquer faixa etária, mas na meia-idade esse leque começa a aumentar. Como afirmou recentemente Marilyn Albert, neurocientista da Hospital Johns Hopkins, a “verdadeira marca inconfundível” do cérebro na meia-idade é a “variabilidade”.

Com uma prosa leve e bem-humorada, a autora nos mostra também o que podemos fazer para manter nossos neurônios em forma. Quantas taças de vinho temos que tomar, afinal? Exercícios físicos fazem mesmo diferença? Será que é a cor escura da casca da fruta que ajuda nossas células a continuarem saudáveis? Devo devorar uma caixa de ameixas? Leia e descubra. Ellen Warner

244pp Nas livrarias: 20 de maio R$33 e-book R$23

Muito já se falou sobre a infância, a juventude, a velhice... Mas com o aumento da expectativa de vida as pesquisas se voltaram para um período até então ignorado da existência: a meia-idade. A jornalista e editora de ciência do New York Times, Barbara Strauch, resolveu investigar a fundo como funciona o cérebro humano nesse estágio da vida. Sabemos que esse é o momento em que os nomes parecem fugir da memória, em que não lembramos mais onde ficou guardada a chave do carro ou o que comemos no café da manhã. Mas será que a meia-idade é sinônimo de declínio para todos os aspectos do cérebro?

BARBARA STRAUCH é editora de ciência do New York Times. Jornalista experiente, trabalhou nos principais órgãos de imprensa dos Estados Unidos cobrindo temas médicos e científicos. É autora de The Primal Teen, best-seller sobre o cérebro na adolescência.

Um retrato radicalmente novo do cérebro, que vai muito além de levantar o moral dos que entram na meia-idade. Scientific American


Jacques-Alain Miller

PERSPECTIVAS DOS “ESCRITOS” E “OUTROS ESCRITOS” DE LACAN ENTRE DESEJO E GOZO SOB A ORIENTAÇÃO DE LACAN Herdeiro moral de Jacques Lacan reúne em livro aulas que ministrou entre 2008-09 Enfatizando a singularidade da experiência analítica, o autor analisa textos de Escritos, publicado por Lacan em 1966, e de Outros escritos, lançado em 2001 (vinte anos após sua morte), tendo como fio condutor dois conceitos na obra do revolucionário psicanalista francês: desejo e gozo.

INTRODUÇÃO À TOPOLOGIA DE LACAN

Em seu estilo de transmissão, Jacques-Alain Miller procura demonstrar o percurso próprio a Lacan, como, por exemplo, as viradas em seu ensino – Lacan contra Lacan. Angelina Harari

LACAN POR A+B Psicanalista usa desenhos e esquemas para explicar conceitos psicanalíticos Quando se trata de aparelho psíquico, qual a diferença entre explicálo por conceitos, formalizá-lo com números ou mostrá-lo em imagens? O psicanalista J.-D. Nasio, famoso pela forma acessível com que aborda a psicanálise, apresenta, com a ajuda de mais de trinta desenhos e esquemas, a revolucionária tentativa de Jacques Lacan de representar o real psíquico por meios imaginários. Introdução à topologia de Lacan é uma ferramenta indispensável para se compreender essa parte de sua obra desenvolvida nos anos 1960. Dessa forma, Nasio demonstra que é possível entender e esclarecer conceitos psicanalíticos através de imagens.

O autor se pergunta para onde está indo a psicanálise hoje – e para onde ela deve realmente ir. Questões importantes tratadas por quem foi designado pelo próprio Lacan seu herdeiro moral e responsável pelo estabelecimento do texto de seus Seminários. Complementando os extratos das lições, há a conferência “A salvação pelos dejetos”, que aborda a sobrevivência da psicanálise. Um livro inédito e exclusivo para o mercado brasileiro. OUTROS LIVROS DO AUTOR • Lacan elucidado • Percurso de Lacan • Perspectivas do Seminário 5 de Lacan • Perspectivas do Seminário 23 de Lacan: O sinthoma

J.-D. Nasio

108pp, ilustrado Coleção Transmissão da Psicanálise Nas livrarias: 15 de abril R$19,90 e-book R$14

OUTROS LIVROS DO AUTOR • A dor de amar • A fantasia • A dor física 248 pp, coleção Campo Freudiano no Brasil Apresentação: Angelina Harari (doutora em psicologia clínica pela USP) Nas livrarias: 27 de maio R$39 e-book R$27

JACQUES-ALAIN MILLER é psicanalista e dirige o Departamento de Psicanálise da Universidade de Paris VIII. Fundou a Associação Mundial de Psicanálise (AMP) e foi seu primeiro delegado-geral. É o responsável pelo estabelecimento do texto dos Seminários ministrados por Lacan. Dirige – ao lado de sua mulher, Judith, filha de Lacan – a coleção Campo Freudiano, na França e no Brasil.

“Jacques Lacan travou um diálogo com algumas das principais vanguardas do pensamento, e fez uso de muitas ideias oriundas de outros campos de reflexão. Contudo, um desses campos ganhou destaque especial no pensamento lacaniano: a topologia. Não se reduzindo a um mero instrumento elucidativo, a topologia chegou a ser considerada por Lacan como um meio privilegiado de transmissão do real. Para o leigo não iniciado no pensamento matemático (mas interessado na transmissão da psicanálise), a apropriação que Lacan fez da topologia pode passar por um desafio ou por um grande enigma. O livro cumpre o papel de desmistificar, com simplicidade, o lugar que a topologia ocupa no ensino lacaniano, mostrando o quanto as sofisticadas figuras topológicas podem manter-se afinadas com o caminho que Lacan deu à descoberta freudiana”, avalia Felipe Castelo Branco, psicanalista e doutorando do Programa de PósGraduação em Psicanálise da Uerj e revisor técnico de Introdução à topologia de Lacan.

J.-D. NASIO, psicanalista e psiquiatra radicado na França, foi professor por trinta anos na Universidade ParisVII, Sorbonne, e fundou os Seminários Psicanalíticos de Paris. Teve contato direto com Lacan e, a pedido do próprio, realizou a revisão da tradução para o espanhol dos Escritos e participou de um de seus seminários em maio de 1979. Recebeu a Legião de Honra na França, em 1999 e a Ordem do Mérito, em 2004. É autor de mais de vinte livros publicados pela Zahar, vários dos quais se tornaram clássicos da psicanálise, como Cinco lições sobre a teoria de Jacques Lacan e Lições sobre os 7 conceitos cruciais da psicanálise.


Arthur Conan Doyle

O VALE DO MEDO

Você tem nas mãos a solução definitiva para as histórias reunidas de Sherlock Holmes.

SHERLOCK HOLMES - EDIÇÃO COMENTADA VOL. 9 (ROMANCE)

John Le Carré

ELEMENTAR, MEU CARO WATSON O Vale do Medo é a última narrativa longa sobre Sherlock Homes Um crime aparentemente perfeito, um brilhante detetive e uma trama espetacular que mistura elementos de pulp fiction ao clássico romance de enigma. Em O Vale do Medo (1915), Sherlock Holmes e seu leal Watson descobrem que um certo John Douglas, proprietário e morador do Solar Birlstone, corre perigo de vida. No entanto, pouco depois, ficam sabendo que o assassinato fora consumado na noite anterior, em circunstâncias extraordinárias.

Conheça a série completa São nove volumes, contendo 56 contos, quatro romances, cerca de 2.800 notas, e mais de 700 ilustrações originais.

CONTOS 1. As aventuras de Sherlock Holmes 2. As memórias de Sherlock Holmes 3. A volta de Sherlock Holmes 4. O último adeus de Sherlock Holmes 5. Histórias de Sherlock Holmes ROMANCES 6. Um estudo em vermelho 7. O signo dos quatro 8. O cão dos Baskerville 9. O Vale do Medo

Esta edição comentada e ilustrada é indispensável, divertida e educativa. São livros perfeitos como introdução para os novatos no mundo de Holmes e Watson, e serão igualmente aproveitados e devorados por aqueles já iniciados.

Desvendar esse mistério acabará transportando Holmes e Watson para décadas antes, quando, do outro lado do Atlântico, na Pensilvânia dos anos 1880, violência, corrupção, uma organização secreta e operários de uma mina de carvão misturavam-se perigosamente. O crime parece insolúvel. E seria, se o detetive da história não fosse Sherlock Holmes.

264pp, ilustrado Coleção Clássicos - Edições Comentadas Nas livrarias: 29 de abril R$39

Neil Gaiman, premiado autor da série de HQ Sandman

O Vale do Medo, lançado originalmente no início da Primeira Grande Guerra, é a última narrativa longa sobre Holmes e Watson e o último dos nove volumes da série comentada e ilustrada – a única disponível em português – publicada pela Zahar, com 56 contos e quatro romances. Leslie S. Klinger, editor dessa série, dissipa em notas explicativas todos os mistérios que ainda rondavam os casos de Holmes. Uma obra definitiva.

Este ano, estreia nos cinemas novo filme com o detetive, Sherlock Holmes: A Game of Shadows. No longa, Holmes e Watson enfrentam o professor Moriarty e tentam acabar com o seu plano mortal que pode destruir o país. A direção é do inglês Guy Ritchie e, mais uma vez, conta com Robert Downey Jr., como Holmes, e Jude Law, como Watson. A previsão é de que o filme chegue às telas brasileiras em dezembro.

Leia no site www.zahar.com.br texto sobre o romance policial e a cidade ao longo da história

SIR ARTHUR CONAN DOYLE (1859 -1930) foi médico e escritor. Sua obra abrange gêneros tão diversos quanto ficção científica, romances históricos, poesia e não ficção, mas seu maior renome se deve às histórias do detetive Sherlock Holmes.

Jerry Bauer

Sherlock no cinema LESLIE S. KLINGER é advogado e membro dos Baker Street Irregulars. É considerado uma das mais eminentes autoridades mundiais em Sherlock Holmes, tendo publicado inúmeros artigos sobre a sherlockiana e vários livros, entre os quais The Sherlock Holmes Reference Library.


Stacy Schiff

A autora escavou as fontes mais antigas sobre Cleópatra, separou o que era mito ou incompreensão, eliminou a camada de fofocas e conseguiu chegar a uma biografia repleta de vida.

CLEÓPATRA UMA BIOGRAFIA PODER E INTELIGÊNCIA Em livro, Cleópatra é retratada como símbolo maior de uma era Eleito um dos melhores livros de 2010 por publicações como New York Times, The New Yorker e Washington Post, a biografia de Cleópatra escrita por Stacy Schiff revela que a sedução até poderia ser uma arma eficaz utilizada pela rainha do Egito, mas foram inteligência e habilidade política as características que fizeram com que ela se transformasse em mito, garantindo a inscrição de seu nome na história universal. Cleópatra cresceu em meio a um luxo incomparável e herdou um reino em declínio. Governou o Egito por 22 anos e tinha dezoito quando subiu ao trono. Casou-se com dois de seus irmãos, prática comum na época, disputou o poder com eles e assassinou ambos. Teve um filho com Júlio Cesar, Imperador de Roma, e três com Marco Antônio. Dotada de grande capacidade política que determinou seu poder, foi responsável pelo combate à fome em seu país e por um breve instante deteve o destino do mundo ocidental nas mãos. Se matou aos 39 anos, provavelmente ingerindo veneno e não com uma cobra, como se acreditava até hoje.

Washington Post

AS CLEÓPATRAS DO CINEMA

Elizabeth Taylor, que morreu em 23 de março último, aos 79 anos, foi a Cleópatra mais famosa do cinema. Com este personagem, a atriz entrou para a história como a primeira estrela de Hollywood a ganhar um cachê milionário para interpretar um papel. Sobre a cifra, ela declarou numa frase que se tornou famosa: “Se alguém é burro o suficiente de me oferecer 1 milhão de dólares para me contratar para um filme, eu certamente não sou burra o suficiente de recusar”. Angelina Jolie viverá a próxima Cleópatra, num filme cujo roteiro será baseado no livro de Stacy Schiff. Confira outras atrizes que viveram a rainha do Egito nas telas. 392pp, ilustrado Nas livrarias: 30 de março R$39,90 e-book R$28

Para Dante, ela era uma “pecadora da carne”. Bocaccio a chamou de “prostituta dos reis orientais”. Quando o Mais do que a beleza imortalizada no cinema – especialmente cineasta Cecil B. DeMille por Elizabeth Taylor –, é essa mulher poderosa, estadista sofisticada, temida e adorada que surge das páginas de ofereceu a Claudette Cleópatra: Uma biografia. Colbert o papel da rainha, Capaz de evocar em detalhes a atmosfera da Antiguidade clás- ele teria perguntado: “Você sica numa narrativa cativante, a autora apresenta o verdadeiro gostaria de ser a mulher papel histórico de Cleópatra e mostra que, apesar de ser um dos personagens mais conhecidos da história, nada sabíamos mais perversa da história?”. sobre ela. Lançando mão das fontes mais antigas, Schiff separa fato de ficção para reconstruir uma vida que não deve nada em tragédia e esplendor às diversas interpretações posteriores.

Theda Bara Cleópatra, 1917

Claudette Colbert Cleópatra, 1934

Sophia Loren Duas noites com Cleópatra, 1953

Elizabeth Taylor Cleópatra, 1963 Angelina Jolie será a Cleópatra do livro de Stacy Schiff

CLEÓPATRA FOI ELEITO UM DOS MELHORES LIVROS DO ANO POR:

Elena Seibert

STACY SCHIFF é escritora premiada, autora de Véra (Mrs. Vladimir Nabokov), que ganhou o prêmio Pulitzer em 2000. Recebeu bolsas da Fundação Guggenheim, do National Endowment for the Humanities e do Center for Scholars and Writers da Biblioteca Pública de Nova York, além do prêmio de literatura da American Academy of Arts and Letters. É colaboradora da revista The New Yorker, dos jornais New York Times e Washington Post, entre diversas outras publicações.

Vivien Leigh César e Cleópatra, 1946

• New York Times • New York Times Book Review • The New Yorker • Washington Post • Los Angeles Times • Time Magazine • Kirkus

Hildegarde Neil A Sombra das Pirâmides Antônio e Cleópatra, 1956

Fotos de divulgação | foto Angelina Jolie: Reuters / Morteza Nikoubazl

Alessandra Negrini Cleópatra, 2007


Marc Bloch

NEM TÃO BONITA

A ESTRANHA DERROTA

Autora diz que Cleópatra tinha olhos baixos, nariz adunco e queixo proeminente, muito diferente de Liz Taylor Stacy Schiff conta nesta entrevista como foi reconstituir uma história cheia de lacunas como a de Cleópatra. E revela como descobriu a aparência aproximada da rainha do Egito, descrevendo alguns de seus traços mais marcantes. O que você pensa sobre Angelina Jolie interpretar a Cleópatra retratada em seu livro? Não tenho certeza se posso apontar outra atriz que seduza tanto quanto Angelina Jolie. De qualquer forma, interpretar Cleópatra é como saltar para fora da tela com carisma e inteligência. Angelina parece se encaixar perfeitamente. É uma mulher forte para um papel poderoso. Como foi escrever a história de Cleópatra, tão cheia de lacunas e com tantas adaptações ao longo da história? Foi difícil identificar o que era verdade ou não? Foi muito, muito difícil. Essencialmente, eu ignorei certas fontes (Lucano, por exemplo, que havia escrito poesia e era um sensacionalista) e lembrei os leitores sempre sobre quem estava escrevendo e para qual audiência... Plutarco pode ser o nosso cronista mais objetivo, mas ele estava escrevendo cautelosamente. Quase todos que escreveram sobre Cleópatra eram romanos.

Extraordinária a capacidade desse historiador de transformar seu presente vivido em reflexão histórica. Jacques Le Goff

Nesse período, o calendário costumava mudar de um imperador para outro. Como foi escrever sobre um tempo como esse? Foi possível falar sobre algumas datas específicas? Nós temos algumas datas específicas, apesar de, em grande parte, a maioria não fazer mais sentido para nós agora, por conta das mudanças nos calendários. Com preços nós enfrentamos o mesmo problema, eu solucionei isso apenas acrescentando alguma perspectiva. Quanto uma folha de pão custava, comparado com o que um artesão ganhava, comparado com o que custou manter um exército por um ano? Apenas a perspectiva traz sentido para os números. Talvez a imagem de Elizabeth Taylor tenha sido a responsável por associarmos Cleópatra a uma mulher linda e muito sedutora. É possível saber exatamente como ela era fisicamente? Só temos descrições precisas de Cleópatra a partir do retrato cunhado em suas moedas e que se tornou um registro bastante consistente. Ela tinha olhos baixos, com nariz adunco e queixo proeminente. Acreditamos que os bustos são menos parecidos com o que ela foi, todos apenas hipoteticamente semelhantes. Em sua opinião, pensar sobre esse período ajuda a entender o Egito nos dias de hoje? A história do Egito é cheia de grandes reviravoltas, e provavelmente mais cheia de invasões estrangeiras do que a de qualquer outro país. A única coisa que podemos ter como garantia – no tempo de Cleópatra e no nosso – é a sua imprevisibilidade. A multidão que derrubou Mubarak (o ex-presidente do Egito, que renunciou em fevereiro deste ano, após intensa pressão popular) foi a mesma força que construiu as pirâmides, ou que se concentrou nas ruas de Alexandria para se opor a César e Cleópatra. Em www.zahar.com.br, Stacy Schiff contesta outros mitos sobre Cleópatra

172pp Nas livrarias: 8 de abril R$34 e-book R$24

VISTA DE DENTRO Um dos mais importantes historiadores da França analisa a derrota do país na Segunda Guerra Extremamente bem-escrito e envolvente, A estranha derrota foi publicado pela primeira vez em 1946, dois anos após a morte do autor, fuzilado pela Gestapo. Considerado o maior historiador francês de sua época, Bloch pediu para ser convocado na luta contra o nazismo, em 1939. Com a derrota da França, no ano seguinte, ele partiu para a Inglaterra a fim de evitar a rendição. Retornou em seguida, disfarçado de civil, para se refugiar numa zona não ocupada pelos alemães. É nessa época, entre julho e setembro de 1940, que redige, em sua casa de campo, esta obra, mantida em local secreto até o fim da guerra. O manuscrito foi dividido pelo autor em três partes: “Apresentação”, onde explica por que achava necessário dar seu testemunho sobre a derrota; “O depoimento de um vencido”, em que relata o caótico cotidiano da guerra; e “Exame de consciência de um francês”, onde aponta a responsabilidade de cada setor da sociedade para a vitória dos nazistas. A edição brasileira é composta por mais quatro documentos: o testamento de Marc Bloch, feito em 1941, já vislumbrando o risco de morte que corria num ambiente que se tornava antissemita; os elogios militares que Bloch recebeu durante as duas Grandes Guerras; epígrafes escritas para a publicação póstuma do livro; e o poema de tom crítico à atuação da França na Segunda Guerra. Veja no site www.zahar.com.br fatos marcantes da vida do autor

MARC BLOCH, de origem judia e filho de um eminente professor de história, nasceu em 6 de julho de 1886, em Lyon, França. Formou-se em história, na Sorbonne. A partir de 1909 começou a publicar seus primeiros artigos sobre história medieval, área a que se dedicou. Preso durante a ocupação da França pela Alemanha, foi fuzilado pela Gestapo em 1944.


Jonathan Lyons

A CASA DA SABEDORIA

COMO A VALORIZAÇÃO DO CONHECIMENTO PELOS ÁRABES TRANSFORMOU A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL ANTES DA ‘GUERRA DE CIVILIZAÇÕES’ Livro mostra papel fundamental dos árabes na disseminação de saberes como álgebra, astronomia e navegação

304pp, ilustrado Nas livrarias: 13 de maio R$44 e-book R$31

Ciência, história, geografia, política e conhecimentos gerais num momento em que corre tanta desinformação sobre o mundo árabe nos mais variados meios de comunicação de massa.

Richard Mallory Allnutt

The Huffington Post

A imagem do mundo árabe como fonte de desconfiança e medo é um dos preconceitos atuais que saem abalados depois da leitura de A Casa da Sabedoria. Neste livro, o jornalista Jonathan Lyons faz uma grande pesquisa histórica e mostra que, numa época em que a Europa era uma região ignorante e atrasada, quem iluminava o mundo com conhecimento e sabedoria eram os árabes. Eles sabiam medir a circunferência da Terra (algo que o Ocidente só conseguiria oito séculos mais tarde), descobriram a álgebra, eram adeptos da astronomia e da navegação, inventaram o astrolábio, traduziram os textos científicos e filosóficos gregos, entre outros feitos. No centro desse esforço estava a Casa da Sabedoria, biblioteca real de Bagdá, onde um exército de eruditos de origens e religiões diversas trabalhava para conservar, difundir e aprofundar o conhecimento. Nesta instigante história, Lyons mostra que o conhecimento dos árabes começou a circular através de viajantes como Adelardo de Bath, que em 1109 foi da Inglaterra à Ásia menor e retornou com preciosos saberes sobre astronomia e matemática revolucionários para a ciência europeia. Assim, as inovações e as ideias dos pensadores árabes possibilitaram o estabelecimento dos fundamentos da Renascença. Um livro surpreendente, que apresenta a dívida do Ocidente com o saber árabe medieval.

JONATHAN LYONS foi editor e correspondente internacional – sobretudo no mundo muçulmano – da Reuters por mais de vinte anos. Atualmente, está ligado ao Centro de Pesquisas sobre Terrorismo Global da Universidade Monash, em Melbourne, Austrália. Ele vive em Washington.

Leia mais em www.zahar.com.br

OPOSTOS COMPLEMENTARES

As afinidades profundas entre o Islã e o Ocidente As diferenças entre a cultura ocidental e a árabe não precisam apontar para um confronto inevitável. É a opinião de Jonathan Lyons, que, nessa entrevista exclusiva, fala sobre as etapas de produção de A Casa da Sabedoria, a descoberta de um personagem central para a história e a relação entre Ocidente e Oriente. Como foi a pesquisa para o livro? Foi muito divertida. Os personagens maravilhosos, os distintos contextos e a sensação de descobrimento – ou, mais exatamente, redescobrimento – foram uma grande inspiração. E como chegou à história de Adelardo de Bath? No decorrer da minha pesquisa – a maior parte feita na Biblioteca do Congresso, em Washington –, sempre me deparava com o nome de Adelardo de Bath em pequenas citações. Claro que o período medieval não foi uma época de autorreflexão no sentido moderno, então tive que ir juntando fragmentos da personalidade de Adelardo até que emergisse um todo coerente. No fim, ele é o herói central do livro. Você acredita que, se não fossem os viajantes, a história do mundo teria sido muito diferente? Nunca poderemos provar uma negativa: que as coisas não teriam funcionado de forma semelhante ao que realmente aconteceu. Mas quero frisar a importância desses “turistas intelectuais”. Eles não apenas trouxeram para o Ocidente inestimáveis ideias e tecnologias, como modificaram a forma como pensamos e estudamos sobre ciência e filosofia. Isso significa, e não tenho dúvidas, que o Ocidente como conhecemos teria sido um lugar muito diferente sem a influência da ciência árabe. Mas o exato mecanismo de transmissão, tal como os tradutores viajantes, talvez não fosse crucial. Em sua opinião, o livro pode ser lido como uma lição de como duas culturas podem conversar e crescer juntas? Sem dúvida. Se nós começarmos a entender a extensão das interconexões entre o que chamamos de o “Ocidente” e o mundo do Islã, se torna mais difícil justificar e sustentar a noção de um choque contemporâneo de civilizações. Seria melhor e mais útil perceber que, claro, o mundo do Islã e o Ocidente contemporâneo têm diferenças, muitas vezes profundas, mas não há nada de inevitável no confronto entre culturas que compartilham tanto em sua essência.


Seleção Zahar

Sonia Leite

ANGÚSTIA

Confira títulos da Zahar que traçam perfis e contam a trajetória de ídolos da música

UMA OUTRA ABORDAGEM Autora apresenta diferentes respostas dadas à experiência da angústia ao longo dos tempos

UMA TEMPORADA NO INFERNO COM OS ROLLING STONES Exile on Main St.

Robert Greenfield

Que sentimento de urgência é esse que, de repente, nos arrebata por meio de fortes sensações físicas e nenhuma palavra parece traduzir? A angústia sempre inspirou várias interpretações – na filosofia, na medicina, na psicanálise. E, atualmente, vem motivando calorosas discussões sobre o uso ou não de medicamentos para superá-la. Afinal, crise de angústia tem cura? Ao fazer uma reflexão sobre o tema, a psicanalista Sônia Leite destaca que a angústia é algo estrutural à experiência humana. “Para que uma pessoa faça suas próprias escolhas, descubra seus limites e o seu caminho na vida, é inevitável o encontro com a angústia.”, explica a autora, em entrevista à Zahar. Para ela, o uso de medicamentos que amenizam as crises de angústia é um recurso clínico que tem o seu valor, mas é preciso reconhecer suas limitações. “Na atualidade, o que chama atenção é a tendência a uma supervalorização dessa modalidade de tratamento, o que acaba por criar a falsa ideia de que seria possível banir a angústia da vida humana.”

236 pp, ilustrado R$42

Os bastidores de Exile on Main St., álbum que os Rolling Stones lançaram no início da década de 70, depois de se exilarem no sul da França para gravar o disco considerado um dos melhores do grupo.

THE DARK SIDE OF THE MOON

Os bastidores da obra-prima do Pink Floyd

John Harris 96pp, ilustrado, coleção Passo-a-Passo Psicanálise Nas livrarias: 15 de abril R$16 e-book R$11

O jornalista e escritor revela todo o processo de produção de The Dark Side of the Moon (1973). O livro inclui imagens inéditas e entrevistas exclusivas com os integrantes da banda. 224pp, ilustrado R$48

Em Angústia, a autora apresenta as principais abordagens filosóficas e médicas em torno do tema e destaca as contribuições fundamentais de Freud e Lacan, que revelaram a importância desse afeto na constituição do ser humano. Recorre ainda a escritores como Baudelaire, Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade, que fizeram da angústia tema poético.

Trecho da entrevista Leia a entrevista na íntegra em www.zahar.com.br

“O que parece caracterizar a nossa época é uma espécie de esperança de que possa existir “um medicamento para cada tipo de sofrimento”, indicando uma busca de ausência total de mal-estar psíquico. Mas como excluir alguma coisa que é parte constitutiva da vida? É surpreendente verificar, por exemplo, como as dificuldades mais comuns que sempre fizeram parte da infância e da adolescência têm sido tratadas quase que exclusivamente com medicamentos, atingindo faixas etárias cada vez mais precoces da infância. A experiência psicanalítica, por outro lado, aposta no fato de que é pelo reconhecimento e não pela exclusão da dor psíquica que a pessoa pode encontrar um modo próprio de construir a vida e de ser feliz.” SONIA LEITE é psicanalista do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro e professora do Instituto de Psicologia da Uerj. Tem diversos artigos publicados em livros e revistas especializados.

Mais vendidos Janeiro a março

1. Contos de fadas , de Perrault, Grimm, Andersen & outros 2. Alice, de Lewis Carroll 3. O andar do bêbado, de Leonard Mlodinow 4. Cultura: um conceito antropológico, de Roque de Barros Laraia 5. Incríveis passatempos matemáticos, de Ian Stewart 6. Cleópatra, de Stacy Schiff 7. A onda, de Susan Casey 8. Os botões de Napoleão, de Penny le Couteur e Jay Burreson 9. Iniciação à história da filosofia, de Danilo Marcondes 10. O valor de nada, de Raj Patel


Nelson George

THRILLER

O crítico de música negra mais completo de sua geração. Washington Post

A VIDA E A MÚSICA DE MICHAEL JACKSON UMA CRIAÇÃO DA CULTURA POP Crítico faz análise sobre o álbum mais vendido da história da música e apresenta um perfil da vida do astro americano

• Estima-se que Thriller tenha vendido entre 65 e 110 milhões de cópias em todo o mundo. • Michael Jackson não ficou famoso apenas por suas músicas, mas também por seus clipes. Entre os que mais se destacaram estão Thriller, Beat it, Black & White, Bad, Remember the time e In the closet, em que contracena com a modelo Naomi Campbell.

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• O clipe de Thriller foi lançado um ano após o álbum, em 1983, na MTV. Tornou-se tão popular que passou a ser exibido a cada duas horas e ganhou o prêmio de melhor coreografia no MTV Music Awards de 1984.

O ano é 1971 e um garoto nova-iorquino negro de quatorze anos vai do Brooklyn para o Madison Square Garden com a família para assistir a um acontecimento musical. No palco, os Jackson 5, cinco rapazes, negros como ele, levam a plateia lotada ao delírio, estimulando outros jovens americanos a acreditar que também poderiam ter um lugar de destaque naquele país. Quase quarenta anos depois, aquele menino, agora um respeitado crítico musical, receberia a notícia de que o caçula que estava no palco, com uma das carreiras mais brilhantes e controversas do mundo pop, havia morrido em circunstâncias ainda não esclarecidas. Ainda sob o impacto da morte do astro, em 25 de junho de 2009, Nelson George escreveu Thriller: A vida e a música de Michael Jackson, uma análise do álbum mais vendido da história e também um perfil da vida e da obra do cantor. O autor parte das nove canções históricas desse clássico de 1982 e usa quatro décadas de memória musical, trabalho jornalístico e acompanhamento do mundo do showbizz para analisar por que Michael Jackson alcançou momentos de maestria artística como nenhum outro astro. Um livro que mistura rigor crítico e respeito por um dos maiores e mais enigmáticos fenômenos da cultura pop.

CURIOSIDADES

• Uma película em preto e branco filmada em 1968 mostra Michael Jackson e seus quatro irmãos ensaiando em um estúdio. Esse foi de fato seu primeiro videoclipe. • A apresentação visual de Michael era tão importante quanto o áudio. Assim que foram contratados pela Motown, os Jacksons tiveram sua imagem cuidadosamente criada pela executiva Suzanne de Passe e por outros funcionários da empresa.

197pp Nas livrarias: 27 de maio R$29,90 e-book R$21

Thriller é uma conversa fascinante e renovadora com alguém que passou muito tempo pensando sobre a música de Michael Jackson. Newsweek

NELSON GEORGE é autor de uma dúzia de obras, incluindo os aclamados Hip Hop America e The Death of Rhythm and Blues, o livro de memórias City Kid e o pioneiro The Michael Jackson Story, publicado em 1983. Foi colunista do Village Voice e da Billboard, e também escreveu para as revistas Rolling Stone, Playboy, Esquire e Essence. Em 2007, estreou como diretor no filme Juntos pela vida, que rendeu a Queen Latiffah o Globo de Ouro de melhor atriz. George nasceu no Brooklyn, Nova York, onde ainda mora.

• Em seus cinquenta anos, Michael Jackson só apareceu num filme: o musical O mágico inesquecível, uma versão de Sidney Lumet para o romance O mágico de Oz. Nesse filme, Michael contracena com sua grande amiga, a cantora Diana Ross. • A coreografia de Thriller, que se tornou uma das danças populares mais famosas da época, com seus zumbis dançarinos, foi criada por Michael Peters, que morreu de Aids em Los Angeles em 1994. • Em fevereiro de 2008, para celebrar o 25º aniversário de lançamento de Thriller, a gravadora Sony colocou grupos para dançar em locais públicos ao redor do mundo.

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O mais bem-preparado crítico de hip-hop do planeta. Rolling Stone

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O QUE VEM POR AÍ

De onde vêm as boas ideias?, de Steven Johnson Para o escritor americano Steven Johnson, saber ligar e selecionar pensamentos, em vez de apenas esperar por uma inspiração divina, é o melhor caminho para chegar ao sucesso. A genialidade está ligada à capacidade de conectar ideias e saber destilar o melhor de cada uma delas.

Confira vídeo sobre o livro em www.zahar.com.br/boasideias/

Johnson desmistifica teses sobre a inovação, como a “suposição de que grandes gênios têm ideias do nada depois de grandes momentos de silêncio e contemplação. ” O Globo

Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas Maior clássico do escritor francês, as aventuras de Athos, Porthos, Aramis e d’Artagnan chegam às livrarias em edição bolso luxo, com ilustrações originais, texto integral, capa dura e tradução de André Telles e Rodrigo Lacerda, mesma dupla que ganhou o prêmio Jabuti 2009 pela tradução de O conde de Monte Cristo.

Remetente ZAHAR rua Marquês de São Vicente 99 – 1º andar, Gávea 22451-041 Rio de Janeiro, RJ


Revista Zahar #2