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ZAHAR

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ABR-JUN 2012

A CASA DA SEDA Holmes está de volta. E em sua melhor forma PERSUASÃO O clássico de Jane Austen em luxuosa edição comentada ESSE É MEU TIPO Você nunca mais vai olhar uma fonte da mesma maneira


NESTA EDIÇÃO Sherlock Holmes está de volta! O famoso detetive criado por Arthur Conan Doyle no fim do século XIX ganha vida agora pelas mãos do premiado escritor Anthony Horowitz em A Casa da Seda, que teve o aval oficial do Conan Doyle Estate. E ainda: o clássico de Jane Austen, Persuasão, em uma luxuosa edição com notas explicativas, seguido de duas novelas inéditas em português; a biografia do rei do folk a partir de quatro concertos, em A balada de Bob Dylan; um interessante passeio pelo mundo da tipografia, da invenção da prensa por Gutenberg aos dias de hoje, em Esse é meu tipo; um guia culinário para aproveitar melhor os alimentos e as receitas, em Dicas para cozinhar bem, de Robert McGee. Boa leitura!

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ZAHAR Direção editorial Cristina Zahar Direção executiva Mariana Zahar Conselho editorial Cristina Zahar, Mariana Zahar, Rodrigo Lacerda, Ana Paula Rocha REVISTA Coordenação Isabela Santiago / Edição Priscila Corrêa / Redação e entrevistas Renata Magdaleno Colaboração editorial Juliana Freire, Clarice Zahar, Kathia Ferreira, Mauro Gaspar Produção Leonardo Nascimento Projeto Gráfico Chris Lima, Evolutiva Estúdio / Design Lucas Campoi, Evolutiva Estúdio O seu livreiro:

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Ana Lucia Azevedo

NOVOS TEMPOS

OS HOMENS QUE ENFRENTARAM UM FURACÃO, O RAPAZ QUE SURFAVA NUVENS E OUTRAS HISTÓRIAS DE TEMPESTADES NO BRASIL NO OLHO DO FURACÃO Jornalista vai atrás de histórias de tempestades e mostra como podemos conviver melhor com o tempo Muitos devem se lembrar da famosa cena de uma caminhonete com cientistas destemidos indo ao encontro de um furacão que arrastava casas, carros e pessoas no filme hollywoodiano Twister. O que poucos sabem é que no Brasil também temos nossos caçadores de tempestades.

304pp Nas livrarias: 16 de maio R$39,90 R$28

Longe do campo da ficção, a premiada jornalista científica Ana Lucia Azevedo entrevistou estudiosos, agricultores, pescadores e gente de todo tipo de ofício que, por profissão ou paixão, está mais próxima do tempo e de seus elementos. Com eles, descobriu histórias fantásticas, como a do homem que saltou de balão para estudar a estratosfera ou a da menina que não sabia o que era um rio.

Novos tempos é um livro sobre o clima, o tempo que governa nossas vidas. A autora fala do céu, do ar, das ondas, mas, acima de tudo, sobre PARA LER TAMBÉM o Brasil e sobre cada um de nós, porque também faz uma viagem pelo nosso corpo, analisando as reações a cada pequena mudança de A Onda temperatura, umidade ou pressão do ar.

Em busca das gigantes do oceano Susan Casey

Em zahar.com.br leia entrevista com a autora

ANA LUCIA AZEVEDO é editora de ciência, saúde, meio ambiente e história do jornal O Globo. Em 23 anos de jornalismo, já publicou mais de mil reportagens sobre temas ligados à ciência. Em 2011, recebeu o Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica (CNPq) – a mais importante distinção concedida ao jornalismo de ciência no Brasil –, pelo conjunto de sua carreira. Ganhou também o Prêmio Esso de Jornalismo na categoria Informação Científica, Ambiental e Tecnológica (2002). Carioca, ama observar o tempo desde menina.

Marcia Foletto

A história das Coisas Da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos Annie Leonard


Jane Austen

PERSUASÃO

SEGUIDO DE DUAS NOVELAS INÉDITAS EM PORTUGUÊS EDIÇÃO DEFINITIVA – COMENTADA TRÊS EM UM Um dos maiores clássicos da literatura inglesa em edição definitiva, com notas explicativas e cuidadosa tradução Inglaterra rural, início do século XIX. Anne Elliot, filha de um vaidoso e esnobe baronete, apaixona-se por Frederick Wentworth, um jovem inteligente e ambicioso, mas sem tradições familiares, motivo pelo qual é persuadida pela família a romper com ele. Oito anos depois, o destino fará com que seu caminho e o de seu grande amor se cruzem novamente. Último romance escrito por Jane Austen, Persuasão ganha agora uma edição brasileira definitiva, com texto integral em cuidadosa tradução, uma centena de notas explicativas e cronologia de vida e obra da escritora. É seguido ainda de duas novelas inéditas em português: Lady Susan, uma narrativa epistolar em que a personagem-título, uma aristocrata perversa procura manipular todos os parentes conforme seus interesses; e Jack e Alice, que se passa em uma festa a fantasia, onde, pouco a pouco, a identidade dos convidados é revelada.

340pp Nas livrarias: 16 de abril R$ 49,90 R$35

Publicado postumamente, em 1818, alguns críticos e estudiosos apontam traços autobiográficos no romance. Austen também se apaixonou aos 20 anos e foi persuadida a desistir do casamento porque o rapaz não tinha posses. Esse universo de intriga, ironia e busca por pretendentes que marcava a sociedade da época está ricamente tratado em suas obras.

Breve cronologia de Jane Austen 1775 | 16 dez: Nasce no vilarejo rural de Steventon, no condado de Hampshire, a sétima de oito filhos do reverendo George Austen. 1787 | Começa a escrever sua Juvelinia – textos ficcionais curtos e paródicos, como Jack e Alice. 1802 | Aceita a proposta de casamento de Harris Bigg-Wither, mas muda de ideia no dia seguinte. 1811 | Publicação anônima de Razão e sensibilidade. Começa a escrever Mansfield Park. 1813 | Publicação anônima de Orgulho e preconceito. 1814 | Publicação anônima de Mansfield Park. 1816 | Sua saúde começa a se deteriorar. Conclui a redação de Persuasão. 1817 | 18 jul: Morre pela manhã, em Winchester, onde tratava da saúde, e é enterrada na catedral local.


DETALHES E IRONIAS A tradutora Fernanda Abreu, responsável também pelas notas dessa edição com Juliana Romeiro, fala das dificuldades e delícias de traduzir o texto de Jane Austen e das características marcantes de Persuasão e das duas novelas que completam esse livro. Qual o maior desafio de traduzir esse clássico do século XIX? Jane Austen é capaz de passar vários parágrafos descrevendo a simples entrada de alguém em um recinto, enumerando cada detalhe, cada sensação, cada movimento. Isso torna o seu texto muito rico, mas também um pouco prolixo, dependendo do trecho: é tudo exaustivamente descrito, explicado, dissecado, e ainda com uma pontuação que muitas vezes parece estranha aos olhos do leitor contemporâneo. Como transpor para o português o máximo desse estilo sem comprometer a fluidez da tradução, considerando que inglês e português são línguas com ritmos tão diferentes? Esse foi o maior desafio. A recriação do contexto da época, inclusive nos diálogos, também foi uma preocupação constante. Além da edição em inglês que serviu de original, da Penguin, a tradução francesa de André Belamich ajudou bastante a encontrar a melhor solução para os trechos mais delicados. A obra é seguida de duas novelas inéditas em português. O que destacaria nesses dois textos? Gostei imensamente de Lady Susan. Austen se aventura no romance epistolar (ou melhor, no “conto epistolar”) com muita ironia, em uma narrativa bem amarrada, que prende a atenção do leitor. Sua protagonista não fica nada a dever à Mme. de Merteuil, [do filme Ligações Perigosas], de Choderlos de Laclos, e no final eu já não sabia por quem torcer, se por ela, pelas pobres “vítimas” da sua perfídia ou pelos íntegros personagens que passam o conto inteiro tentando desmascará-la. Jack e Alice também é bastante irônico, além de um tanto fantasioso. Foi interessante descobrir uma história tão farsesca escrita por uma autora cujos romances principais são tão realistas, e também constatar que, mesmo muito jovem, ela já era dona de um olhar arguto e de um fino humor para descrever as interações sociais inglesas de sua época.

Filha de uma autoridade da Igreja Anglicana, a escritora com certeza participou do mesmo ambiente de reuniões sociais, chás, recitais de piano, conversas ao pé do ouvido e hipocrisias de salão que enchem seus textos de graça, alguma ambiguidade afetiva e curiosidade. Da apresentação de Ricardo Lísias, doutor em letras pela USP e escritor

JANE AUSTEN (1775-1817) escreveu desde muito cedo romances, contos, novelas e outros textos curtos e avulsos. Além de Persuasão, é autora de sucessos como Razão e sensibilidade, Orgulho e preconceito e Emma, publicados anonimamente na época.


Ollivier Pourriol

FILOSOFANDO NO CINEMA 25 FILMES PARA ENTENDER O DESEJO ASAS DO DESEJO Autor francês explica a filosofia através do cinema Para o filósofo Ollivier Pourriol, o cinema é a arte que expressa os desejos. Na tela grande vemos refletidos nossos anseios retratados e vivenciados pelos personagens. “Durante o tempo de um filme, partilhamos uma modificação global da consciência de um personagem e vemos o mundo através de seus olhos, ou melhor, através de seu olhar: entramos no mundo de seu desejo”, explica Pourriol em Filosofando no cinema. O autor segue a linha de sucesso de seu Cinefilô, publicado pela Zahar em 2009, e utiliza a sétima arte para desenvolver questões da filosofia. O desejo é o objeto de suas buscas em cenas de filmes como De olhos bem fechados, Beleza americana e Toy Story. Cada um dos longas é utilizado para refletir e exemplificar um aspecto específico: desejo de reconhecimento, de diferença, desejo pelo outro, a morte do desejo, aqueles que nos enlouquecem, o tempo de cada um deles. Para esclarecer esses temas, o autor recorre ao pensamento de Sartre, Platão, Spinoza, Deleuze, Hegel, Descartes. Em zahar.com.br leia entrevista com a autora

244pp Ilustrado Nas livrarias: 4 de junho R$36 R$25

O livro é produto de uma série de conferências que o autor fez pelo mundo, inclusive no Rio de Janeiro, em 2009.

Um filme é uma viagem dentro do desejo do outro, do mundo de seu desejo, uma viagem da qual retornamos sempre mais ricos, ricos de um mundo, mas sobretudo ricos de desejo.

Outros filmes tratados no livro: Juventude transviada, Nicholas Ray, 1955 Touro indomável, Martin Scorsese, 1980 Asas do desejo, Wim Wenders, 1987 Ligações perigosas, Stephen Frears, 1988 Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore, 1988 Zoolander, Ben Stiler, 2001 A fantástica fábrica de chocolate, Tim Burton, 2005

Isabelle Nègre

Trecho de Filosofando no cinema

OLLIVIER POURRIOL é professor de filosofia, romancista e ensaísta. É autor de livros como Cinefilô e Polaroïde, entre outros.


Mallanaga Vatsyayana

KAMA SUTRA O LIVRO DO AMOR Obra sobre a arte indiana do sexo e do amor em versão de bolso, com ilustrações clássicas em cores Datado do século III, o Kama Sutra é mais do que um manual sobre o sexo. É um clássico sobre o amor. Só ficou conhecido no Ocidente no século XIX através do aventureiro e poliglota inglês Sir Richard Burton, e é essa versão original, com notas e introdução de Burton, que o leitor encontra nessa luxuosa edição de bolso, acompanhada de 60 ilustrações clássicas em cores. O livro adota a atitude indiana em relação ao amor, considerando-o uma experiência de êxtase, mas supõe que a felicidade sexual se encontra no conhecimento objetivo. Por esse motivo, dedica uma série de capítulos à prática do sexo, oferecendo um rico manancial de informações sobre os hábitos e costumes da civilização indiana. Pouco se sabe sobre a vida de MALLANAGA VATSYAYANA. Estudou religião em Benares (a mais sagrada cidade para os hindus, às margens do rio Ganges, no nordeste da Índia) e estima-se que tenha vivido entre os séculos I e VI d.C.

304pp, série Bolso de luxo Ilustrado Nas livrarias: 2 de maio R$29,50 R$19,90

Esta obra não deve ser usada apenas como instrumento para a satisfação de nossos desejos. O homem sagaz e prudente praticando o Dharma (virtude ou mérito religioso), o Artha (bens mundanos) e também o Kama (prazer ou satisfação sensual), sem se tornar escravo das paixões, consegue êxito em todos os seus empreendimentos. Mallanaga Vatsyayana


NJ Stevenson

CRONOLOGIA DA MODA

DE MARIA ANTONIETA A ALEXANDER MCQUEEN A MODA NO TEMPO De 1800 a 2020 “Não é só a necessidade de proteção, conforto e pudor que determina as roupas que as pessoas escolhem. Na história da moda ocidental, a introdução de certos ícones — o chapéu-coco ou a saia-funil, o espartilho ou a crinolina — marca momentos em que o vestuário transmite uma mensagem de status, personalidade e preferência”, relata NJ Stevenson em Cronologia da moda.

288pp Nas livrarias: 16 de abril R$54,50

Professora da University of the Arts London, nesse livro Stevenson traça um panorama da história da moda desde o final do século XVIII, com as criações ousadas que a rainha Maria Antonieta exibia, até os dias de hoje, apostando inclusive nas tendências que estarão em voga em 2020. Nessa passarela organizada de forma cronológica desfilam todas as grandes criações de alta-costura e prêt-à-porter, com mais de mil ilustrações: looks completos, detalhes ampliados, anúncios, croquis, fotografias, cenas de filmes, amostras de tecidos e estampas. Além do perfil dos principais costureiros e designers, como Chanel, Dior, Balenciaga e Alexander McQueen.

A autora explora também a moda de rua e personalidades que influenciaram a forma de vestir e agir no mundo, como o cobiçado figurino das personagens de Sex and the city, as influências de Audrey Hepburn, Madonna e da übermodel Gisele Bündchen.

Nesse livro a viagem pelo tempo, e pela moda, é leve, agradável e instrutiva, destacando grandes momentos da história que, evidentemente, se confundem com grandes momentos da moda, desde 1800, quando surgiu o sistema da moda como o conhecemos. Bem atualizado, chega aos dias de hoje e à grande questão contemporânea: a necessidade de se pensar ética e sustentavelmente uma indústria que vive do consumo. Lilian Pacce

1800


EM BUSCA DO ‘SLOW FASHION’ Durante um ano, NJ Stevenson pesquisou e entrevistou inúmeras fontes para escrever Cronologia da moda. Nessa entrevista, ela fala sobre o livro e a moda brasileira e critica a forma acelerada como as tendências surgem. Como foi o período de preparação do livro? Usei a maravilhosa biblioteca da London College of Fashion para a pesquisa. Foi muito importante conferir os fatos com um grande número de fontes, já que a história pode ser muito subjetiva. Consultei livros de moda e história, filmes, documentários, museus e fontes online, assim como entrevistas quando precisava de conselhos especializados. Você fez um trabalho completo, falando da moda ao longo do tempo. Como foi a escolha dos itens e fatos destacados? Como o título é Cronologia da moda, mas o espaço era o limite, decidi focar no que realmente importa no desenvolvimento da história da moda – tanto no tempo, em retrospectiva, quanto o que tinha resistido. Esse é um tema com muito material e a escala do projeto parecia assustadora de início, então, precisei de uma mão severa na hora de editar. Qual a principal diferença da moda feita hoje (quando há cada vez mais blogs dedicados ao tema e é possível saber pela internet o que ocorre em qualquer parte) e a do passado? Tentei mostrar a natureza cíclica da moda. Conforme o leitor entra na cronologia, fica mais aparente que esse ciclo se acelerou com o desenvolvimento da comunicação. O que acontece agora com blogs e sites sobre moda é que não parece mais possível que uma única tendência possa encapsular um momento. Isso me faz pensar se haverá uma resposta com um movimento de ‘slow fashion’ (moda lenta) assim como o ‘slow food’ que temos visto. Você conhece a moda brasileira? O que pensa sobre ela? Quando trabalhei como jornalista de estilo e moda, fiz uma sessão no Rio há cerca de dez anos e trabalhei com várias modelos brasileiras e fotógrafos que vivem no país. Há uma sexualidade agradável no estilo brasileiro, que é muito atraente para o europeu. Não sei muito sobre a moda brasileira. Conheço o trabalho de Alexandre Herchcovitch, que se apresentou em Londres, e Issa, que está baseada aqui. Gostei da última coleção da Coven e da Patachou, que mesclam uma estética chique e elegante com uma beleza considerável.

NJ STEVENSON é professora de Moda e Estilo no Cinema na University of the Arts London. Formada pelo London College of Fashion, é especializada em moda vintage, com mestrado em curadoria de moda. Em 2008, foi curadora de uma importante retrospectiva sobre o designer Bill Gibb no Fashion and Textile Museum, Londres. Trabalha agora em sua próxima exposição, sobre artigos de luxo.

2020


Harold McGee

DICAS PARA COZINHAR BEM UM GUIA PARA APROVEITAR MELHOR ALIMENTOS E RECEITAS CIÊNCIA NA COZINHA Do supermercado à mesa de jantar As respostas a enigmas da cozinha em um guia prático Como escolher e preparar aspargos? O que fazer quando ocorrem acidentes na cozinha? Qual a melhor forma de aproveitar a carne refrigerada? E de conservar os nutrientes ao cozinhar os alimentos? Um dos mais renomados autores de culinária, Harold McGee reúne nesse guia útil e abrangente suas preciosas dicas para quem quer se aventurar entre fogões, pratos e alimentos. Consultor de chefs pelo mundo, há mais de trinta anos McGee se dedica aos mistérios e delícias da cozinha. Com informações e conselhos simples, o guru dos alimentos ensina as técnicas para cozinhar corretamente, ajudando cozinheiros caseiros a darem aquele toque pessoal na preparação da comida. Assim, é possível percorrer o confuso universo de receitas e ingredientes chegando sempre à terra prometida do prato perfeito. Uma consulta indispensável para quem se aventura na cozinha apenas nos fim de semana ou para aqueles que têm o preparo dos alimentos como profissão.

296pp Nas livrarias: 16 de maio R$69,60

Dicas para cozinhar bem: Selar a carne não concentra os sucos, e a maioria dos métodos de cozimento úmido não torna a carne úmida. A suculência depende de como o interior da carne é cozido. Se ele aquecer muito além de 65°C, ficará seco. A carne passa do ponto rapidamente e o fogo baixo diminui a velocidade de cozimento, proporcionando maior controle do ponto. Evite os hábitos que aquecem geladeiras e freezers. As variações de temperatura gradualmente estragam a textura e o sabor mesmo de alimentos congelados. Abra as portas pelo menor tempo possível e apenas quando necessário. Esfrie os alimentos cozidos em temperatura ambiente ou em um banho de água fria antes de refrigerá-los.


A ARTE DA CULINÁRIA Um dos maiores autores de gastronomia, Harold McGee fala sobre suas técnicas e sobre como se tornou um especialista na culinária. O escritor, que esteve no Brasil no verão passado e provou quitutes da Amazônia e da Bahia, não vê a hora de voltar para conhecer novos sabores. Como foi o processo de produção do livro? Você usou sua coluna do New York Times como base? A pesquisa para o livro foi primeiramente minha vida cozinhando. Quarenta anos de experiência somado ao que aprendi nesse período estudando a ciência na cozinha. E escrever a coluna faz com que eu estude técnicas com muito mais detalhe do que nos meus livros anteriores, que são mais gerais. Como você se tornou um escritor especializado nas curiosidades sobre a comida e a técnica de cozinhar? Comecei estudando astronomia e terminei estudando gastronomia – apenas a adição de uma letra. Na verdade, fui da astronomia para a filosofia e a literatura, obtive um PhD e ensinei literatura por muitos anos, e, então, tive a ideia de combinar literatura com ciência e escrever sobre a ciência do dia a dia. Escolhi cozinhar porque é algo que realmente fazemos a maior parte dos dias, e entender isso significa que podemos cozinhar melhor e curtir mais a comida. Você é um bom cozinheiro? Eu cozinho bem, mas estou sempre interessado em tentar fazer um pouco diferente dos livros de receita para ver o que acontece. Nem sempre o passo a passo das receitas oferece o resultado mais delicioso. Você conhece a gastronomia brasileira? Visitei o Brasil pela primeira vez no verão passado e tive a chance de provar algumas comidas da Amazônia, no restaurante do Alex Atala, em São Paulo, e da Bahia, em visitas a Ilhéus e Salvador. Mal posso esperar para voltar – foram sabores deliciosos, mas eu sei que há muito mais!

A maneira mais garantida de obter prazer e sucesso em frente ao fogão – seja você um iniciante, um gourmet de fim de semana ou um chef de sucesso – é cozinhar com conhecimento de causa. Karl Petzke

da introdução de Dicas para cozinhar bem

HAROLD MCGEE escreve sobre a ciência dos alimentos e da culinária. Ele é autor do clássico Comida e cozinha: Ciência e cultura da culinária, e assina a coluna The Curious Cook (O cozinheiro curioso) no New York Times. Foi considerado o melhor autor de culinária do ano pela revista Bon Appétit e ficou entre as cem pessoas vivas mais influentes segundo a Time.


Anthony Horowitz

A CASA DA SEDA

O NOVO ROMANCE DE SHERLOCK HOLMES ELEMENTAR, MEU CARO! Holmes está de volta. E em sua melhor forma Os mesmos métodos irresistíveis de dedução, a incrível velocidade de raciocínio, a parceria com o dr. Watson, os vícios e manias, o clima de suspense e mistério que prende o leitor até a última página. O mais famoso detetive da história, criado por Arthur Conan Doyle no fim do século XIX, volta às livrarias pelas mãos do premiado romancista Anthony Horowitz. A Casa da Seda é o primeiro caso de Sherlock Holmes escrito por outro autor a obter reconhecimento e autorização oficiais da entidade que administra e protege a obra do escritor, o Conan Doyle Estate. A história é contada por Watson um ano após a morte de Sherlock Holmes. Novembro de 1890. Londres já está gelada à espera de um inverno cortante. Sherlock Holmes e Watson estão juntos à lareira saboreando um chá, quando um agitado cavalheiro bate à porta 260pp do número 221B de Baker Street pedindo ajuda. Agoniado, Nas livrarias: 2 de maio ele conta que está sendo seguido há semanas por um homem R$39 R$27,50 com o rosto marcado por uma cicatriz. Intrigados pelo relato, Holmes e Watson logo estão às voltas com uma série de acontecimentos enigmáticos e sinistros, que se espalham da penumbra das ruas londrinas ao fervilhante submundo do crime de Boston. Quanto mais mergulham no caso, mais se deparam com um nome sempre sussurrado – “A Casa da Seda”. Uma misteriosa entidade, um adversário mais mortal que qualquer outro já enfrentado por Holmes. E com uma conspiração que ameaça macular toda a sociedade...

Todos os elementos estão ali. Horowitz dá uma tacada de mestre. Este é um Sherlock dos bons! The Guardian

Vê-se logo como Horowitz obteve o endosso dos herdeitos de Conan Doyle. Seu domínio do estilo e do tipo de enredo do criador de Holmes, e sua compreensão da dinâmica entre Holmes e Watson, é incrível. The Daily Mirror


DE VOLTA A BAKER STREET Apaixonado por Sherlock Holmes, Anthony Horowitz nunca imaginou que um dia escreveria uma história do famoso detetive nos mesmos moldes de Arthur Conan Doyle. E o fez com perfeição. Nessa entrevista, ele revela as dificuldades de seguir o estilo de outro escritor e os seus planos para o futuro. Antes de escrever esse livro, qual era a sua relação com Sherlock Holmes e Arthur Conan Doyle? Eu amo, desde sempre, não apenas o mistério e os assassinatos, mas a maravilhosa atmosfera dos livros. Minha história favorita é O signo dos quatro. Adoro a ideia de que o mal que começa na Índia pode chegar até os subúrbios de Londres (onde eu moro). Li os contos duas ou três vezes, sempre com muito prazer. Sherlock Holmes é um personagem tão forte que pode viver mesmo sem o seu autor? É um dos poucos personagens ficcionais que é maior do que o autor que o criou. James Bond é outro. Tintim um terceiro. É interessante que Doyle tentou matá-lo nas quedas de Reichenbach, Ian Fleming tentou matar Bond duas vezes e Hergé estava doente e farto de Tintim. Mas todos os três personagens continuaram a aparecer mesmo depois da morte de seus autores. Qual foi a parte mais difícil de escrever no estilo de Conan Doyle? Foi construir uma história longa o suficiente para os meus editores e para o público de hoje. Doyle escreveu quatro novelas com Sherlock Holmes, mas todas têm a metade do tamanho. Também tive que ser muito cuidadoso para ficar invisível. Eu queria que o livro ficasse como se tivesse sido escrito por Conan Doyle. Isso significava obedecer a todas as regras que ele estabeleceu em seus livros. Como você obteve autorização do Conan Doyle Estate? Eles decidiram criar um “selo de aprovação” para um novo escritor – e se aproximaram de mim através de um agente. Eu não tinha nenhuma intenção de escrever A Casa da Seda. Nunca me ocorreu que algum dia eu escreveria uma história de Sherlock Holmes, mas fiquei muito feliz em ser sondado e demorou cerca de três segundos até eu dizer sim.

ANTHONY HOROWITZ, romancista e roteirista, talvez tenha cometido mais assassinatos (ficcionais) do que qualquer outro autor vivo. Como roteirista de TV, criou as séries Midsomer Murders e Foyle’s War (premiada com o Bafta). Outros trabalhos para a TV incluem a série Poirot, adaptações de Agatha Christie há anos em exibição, e as aclamadas Collision e Injustice. É também o autor de diversos best-sellers infantojuvenis, incluindo a série protagonizada por Alex Rider, o menino-espião, que já vendeu treze milhões de exemplares no mundo inteiro. Horowitz já declarou várias vezes que desde seu primeiro contato com Sherlock Holmes, aos dezesseis anos, Sir Arthur Conan Doyle é uma importante fonte de inspiração para seu trabalho.

Charlie Gray

Você planeja escrever mais livros com o personagem? Não acredito que possa escrever uma história melhor do que essa então não farei uma sequência. Mas planejo um mistério situado na mesma época e no mesmo universo – e Sherlock Holmes fará uma breve aparição. Infelizmente, não posso revelar mais nada!


Daniel Mark Epstein

A BALADA DE BOB DYLAN UM RETRATO MUSICAL

LADO B Um olhar singular sobre um dos artistas mais influentes do século XX Nas últimas décadas, obras sobre Bob Dylan encheram as livrarias. A impressão era a de que não havia nada mais a ser dito sobre o cantor e compositor mais cultuado dos nossos tempos. Adotando um ponto de vista original, o poeta, dramaturgo e biógrafo Daniel Epstein conta, a partir de quatro concertos cruciais de Dylan (em 1963, 1974, 1997 e 2009), como o astro se reinventou diversas vezes ao longo da carreira: o jovem cantor folk, o roqueiro, o recluso hippie rural, o profeta, o pastor evangélico, o decadente e, por fim, o septuagenário reconciliado consigo mesmo.

516pp Nas livrarias: 18 de junho R$59,90 R$39,90

Quatro shows que representam os mais de 1.500 da carreira de Bob Dylan, suas principais canções, seus mais de 50 discos e o legado dessa história para a cultura ocidental. Em A balada de Bob Dylan, Epstein discute cada um dos álbuns, analisa as inigualáveis letras de suas músicas e traz à tona o contexto sociopolítico e musical através das entrevistas com pessoas próximas ao cantor ao longo da carreira. O autor analisa ainda as circunstâncias em que os shows aconteceram, as mudanças no comportamento do público, as evoluções no repertório, as diferenças nos arranjos das músicas mais conhecidas e, por fim, os rumos de uma carreira artística excepcionalmente corajosa.

Essa balada é, ao mesmo tempo, mais e menos do que uma biografia: é uma reportagem autoral, um conto fidedigno, um ensaio biográfico, um longo poema em prosa; os gêneros se mesclam, se fundem e se completam. Com foco firme e propósitos inabaláveis, Epstein vai repassando a seara biográfica de Dylan, sempre pronto para extrair dela flores raras que passaram despercebidas a dezenas de antecessores. da apresentação de Eduardo Bueno


DYLAN EM QUATRO TEMPOS Daniel M. Epstein conta como foi revisitar quase cinquenta anos de história de um dos maiores cantores de nosso tempo a partir de quatro shows assistidos por ele. Como foi a pesquisa para o livro? Foi excitante, porque revisitei uma história que também era minha, de 1963 a 2009, e entrevistei pessoas, algumas velhas amigas, como Nora Guthrie e Mike Seeger, outros, músicos e produtores de filmes, como Eric Andersen e D.A. Pennebaker, que eu sempre admirei e tive vontade de conhecer. Para cada data de concerto, pesquisei ainda o jornal do dia para dar uma perspectiva histórica. Isso trouxe à tona assuntos marcantes que aconteciam na época, como o sequestro de Frank Sinatra Jr., em 1963, e a investigação do assassinato de John F. Kennedy. Em vez de fazer muitas entrevistas, me concentrei em poucas, mas profundas. Assim, obtive detalhes da relação de Bob Dylan com Woodie Guthrie através da filha dele. Com Maria Muldaur, tive informações sobre o casamento de Dylan. Por que optou por contar a história de Dylan a partir de quatro shows? Ao escrever biografias de Walt Whitman e Abraham Lincoln, aprendi que as mais importantes são geralmente escritas por contemporâneos do assunto. Como alguém que assistiu a suas performances em datas significantes, como poeta que assistiu ao desenvolvimento de Dylan como artista, e como alguém que conheceu muitos de seus amigos, senti que estava em uma posição única para escrever sobre a vida dele. Queria escrever um livro que não pudesse ser escrito por ninguém muito mais jovem do que eu. E escolhi esses concertos porque tive o privilégio de assistir a todos e dar meu testemunho.

Jennifer Bishop

O que diferencia sua biografia das outras escritas sobre a vida de Dylan? Meu livro vai mais fundo ao explicar as escolhas que Dylan fez ao longo da vida, escolhas artísticas e pessoais, suas defesas em relação à audiência, à mídia, amigos antigos da época de sua ascensão para a fama, sua opção em tocar música elétrica, em vez de folk, a opção pelas letras surrealistas nos anos 1960 e 70, em vez das baladas fora de moda de sua juventude, sua reclusão crescente. Sou um poeta que entende a linguagem dele e com acesso a amigos que estiveram próximos a ele ao longo de sua vida.

DANIEL MARK EPSTEIN, reconhecido por seu trabalho histórico e biográfico, também é poeta e dramaturgo. Escreveu mais de quinze livros, entre os quais Nat King Cole e Lincoln and Whitman, premiado pela American Academy of Arts and Letters.


Ian Stewart

UMA HISTÓRIA DA SIMETRIA NA MATEMÁTICA FATOS E ENIGMAS Os erros e acertos que determinaram a formulação de um conceito que revolucionou o Universo Até bem pouco tempo, a simetria – um tipo especial de transformação que, embora movendo um objeto, permite que ele permaneça o mesmo – era uma busca indecifrável no campo da matemática. No entanto, no século XX, emergiu como elemento central das noções mais essenciais da física e da cosmologia. Ao escrever Uma história da simetria na matemática, o escritor e divulgador da ciência Ian Stewart conta, de modo simples e atraente, como uma sucessão de matemáticos e físicos à procura de soluções para equações algébricas acabou por construir uma teoria que revolucionou nossa visão sobre o Universo. O autor constrói uma linha do tempo que vai da antiga Babilônia à física do século XXI. Um caminho cheio de histórias fantásticas de matemáticos e suas buscas, como a de Girolamo Cardano, vigarista 330pp, italiano que roubou o método para solucionar as equações cúbicas Nas livrarias: 16 de abril e publicou o primeiro livro importante de álgebra. E Evariste Galois, R$54 R$38 revolucionário francês que morreu aos 21 anos, num duelo por causa de uma mulher, deixando inédita a teoria dos Em zahar.com.br leia grupos, que viria a remodelar o modo de calcular a simetria. Um livro que entrevista com a autora revela, sobretudo, que a história da matemática depende das descobertas produzidas por pensadores persistentes e inconformados.

Brilhante combinação de política, história e intriga... Uma leitura prazerosa que nos leva ao fundo da paixão dos matemáticos pela matemática.

Avril Stewart

Nature IAN STEWART é um dos mais famosos matemáticos contemporâneos. Professor emérito da Universidade de Warwick, Inglaterra, é conhecido no mundo todo por sua coluna na Scientific American e por seus artigos nas revistas Nature e New Scientist. Em 1995, recebeu da Royal Society a Medalha Michael Faraday por seus esforços em ampliar o conhecimento científico para o grande público; e, em 2002, o Prêmio de Popularização da Ciência da American Association for the Advancement of Science. É autor de sucessos, como Almanaque das curiosidades matemáticas, Incríveis passatempos matemáticos, Será que Deus joga dados? e Mania de matemática (vols.1 e 2), todos publicados pela Zahar.


Charles Seife

OS NÚMEROS (NÃO) MENTEM

COMO A MATEMÁTICA PODE SER USADA PARA ENGANAR VOCÊ

A CONTA CERTA Matemático oferece uma verdadeira vacina contra estatísticas enganosas do dia a dia Pesquisas numéricas e porcentagens. Com meia dúzia de números, nos convencemos de qualquer coisa, desde o resultado de uma eleição duvidosa a teses que de outra maneira nos pareceriam absurdas, como o fato de pessoas louras estarem sumindo do planeta. Números são o meio de propaganda mais eficaz quando se trata de desarmar os céticos, confundir a imprensa e enganar o público. Se há polêmica em torno de uma afirmação, basta mencionar um número. 280pp, Nas livrarias: 18 de junho R$44,90 R$29,90

Nesse livro, o jornalista e matemático Charles Seife revela como funciona esse perigoso mecanismo de persuasão. Analisando informações veiculadas pela imprensa, divulgadas por fabricantes, censos populacionais, números ocultados pelos bancos ou produzidos nos tribunais, ele nos ensina a desenvolver o ceticismo necessário para saber de onde surgem os dados que chegam até nós. Um conhecimento essencial para escapar da manipulação.

Apaixonante... É mais que um livro de matemática; é uma lição cívica esclarecedora.

Sigrid Estrada

New York Times

CHARLES SEIFE é professor de jornalismo da Universidade de Nova York e mestre em matemática pela Universidade Yale. Há mais de quinze anos escreve sobre ciência, com artigos publicados no New York Times e nas revistas Science, New Scientist, Wired, Economist e Scientific American. É autor do best-seller Zero, pelo qual recebeu o Prêmio PEN/Martha Albrand de livro de não ficção.


Alba Flesler

A PSICANÁLISE DE CRIANÇAS E O LUGAR DOS PAIS PAIS E FILHOS Autora argentina reflete sobre a análise com crianças Em seu consultório particular, onde atende crianças e pais há mais de três décadas, a psicanalista argentina Alba Flesler não vê os pequenos como seres imaturos. Para ela o objeto da psicanálise não é a criança, nem o adulto, nem a conduta, nem a personalidade do paciente e sim o sujeito – um sujeito que não tem idade, mas tempos. “Porque essa distinção entre crianças e adultos parece limitada, prefiro distinguir tempos do sujeito, que de forma altguma se reduzem à cronologia ou à idade”, explica a autora. Esse modo de pensar a criança traz importantes consequências para a clínica, tanto na concepção do sintoma quanto no ato do analista. É o que Flesler mostra nesse livro, no qual detalha, por meio do relato de casos, o quanto as contribuições teóricas de Lacan foram decisivas para a prática psicanalítica com crianças. A autora reflete ainda sobre as potencialidades e os limites dos brinquedos e dos jogos apresentados aos pacientes durante as sessões e sobre o momento adequado para chamar os pais a dividir o divã com o filho.

191pp, Coleção Transmissão da Psicanálise Nas livrarias: 4 de junho R$54 R$38

Em zahar.com.br leia entrevista com a autora

ALBA FLESLER, psicanalista argentina, é membro da Escola Freudiana de Psicanálise de Buenos Aires, onde ministra seminários. Foi supervisora de diversos hospitais e centros de saúde e atualmente supervisiona analistas na AprèsCoup Psychoanalytic Association, em Nova York.


Seleção Zahar Embalados pelos conselhos de Harold McGee em Dicas para cozinhar bem, listamos alguns livros essenciais para você se aventurar na cozinha com sucesso!

ERVAS, TEMPEROS E CONDIMENTOS DE A a Z Tom Stobart

Uma referência para chefs de todo o mundo, esse livro detalha, em ordem alfabética, mais de quatrocentas ervas, especiarias, temperos e condimentos, destacando seus nomes em cinco idiomas. A edição brasileira conta ainda com coordenação e apresentação da pesquisadora de especiarias Rosa Nepomuceno. R$59,90

GRANDE DICIONÁRIO DE CULINÁRIA

Alexandre Dumas

Obra de referência, escrita por um dos mais famosos autores de romances de aventura do século XIX, vem encantando gerações de leitores – e ganhou status de “bíblia gastronômica”. Suas centenas de crônicas e receitas formam um vasto painel, em que se destacam tanto clássicos do repertório culinário francês como pratos originais e exóticos dos mais diversos países. R$109

ELEMENTOS DA CULINÁRIA DE A a Z: TÉCNICAS, INGREDIENTES E UTENSÍLIOS A arte do chef traduzida para a cozinha da sua casa Michael Ruhlman R$54

Item indispensável na cozinha dos amantes da boa comida, esse livro conciso reúne o essencial da arte culinária e oferece muitas dicas sobre como se tornar um excelente cozinheiro. Oito artigos curtos e mais de oitocentos verbetes não apenas definem e explicam os usos de ingredientes, utensílios e técnicas, mas ensinam a pensar sobre eles para obter sempre os melhores resultados.

Mais vendidos

de janeiro a abril de 2012 1. Nunca houve um homem como Heleno, de Marcos Eduardo Neves 2. Kama Sutra (série Bolso de luxo), de Mallanaga Vatsyayana 3. A Casa da Seda, de Anthony Horowitz 4. Persuasão, de Jane Austen 5. Uma história da simetria na matemática, de Ian Stewart 6. Incríveis passatempos matemáticos, de Ian Stewart 7. Cultura: Um conceito antropológico, de Roque de Barros Laraia 8. O andar do bêbado, de Leonard Mlodinow 9. Amor líquido, de Zygmunt Bauman 10. Por amor a Freud, de Hilda Doolittle


Steven Johnson

TUDO QUE É RUIM É BOM PARA VOCÊ COMO OS GAMES E A TV NOS TORNAM MAIS INTELIGENTES SABEDORIA NÃO CONVENCIONAL Guru da Internet traça um panorama otimista do mundo contemporâneo Enquanto a maior parte dos críticos da cultura popular acredita em um emburrecimento da sociedade movida a videogames, internet, TV e filmes blockbusters, Steven Johnson defende que há em curso uma cultura de massa cada vez mais sofisticada, que nos torna mais inteligentes, capazes e informados. “Sempre ouvi sobre como as crianças perdem tempo com formas estúpidas de entretenimento, mas sei – desde quando comecei a jogar, nos tempos do PacMan e Donkey Kong –, que os games estão mais sofisticados e complexos”, afirma. Um dos mais influentes pensadores da Internet, Johnson mostra que a cultura popular estimula o sistema neurológico e cognitivo e desenvolve habilidades que gerações anteriores nem sonhariam possuir. Vemos nos seriados recentes, por exemplo, um crescimento impressionante de sofisticação narrativa e demanda intelectual.

330pp, Nas livrarias: 2 de abril R$38 R$26,50

“Antigamente, dizem, as crianças tinham apenas uma caixa de papelão para brincar e criavam mundos imaginários quase do zero. Mas não é como a criatividade funciona. Criatividade é pegar suas experiências e mesclá-las com novos e interessantes caminhos. Quanto mais experiências você tiver, mais material terá para recorrer”, reforça. A edição da Zahar conta com nova tradução, texto atualizado e posfácio do autor.

Em zahar.com.br leia entrevista com a autora

Johnson sugere que o que tem nos deixado mais espertos é precisamente o que pensávamos que estava nos deixando mais estúpidos: a cultura popular.

Nina Subin

Malcolm Gladwell, New Yorker

STEVEN JOHNSON é autor de sete livros, todos publicados pela Zahar, com destaque para os best-sellers Cultura da interface, O mapa fantasma e De onde vêm as boas ideias. Johnson escreve artigos para veículos como Wired, o Wall Street Journal e a Time Magazine. É criador de websites influentes, como o Outside.in, que reúne blogueiros locais e oferece informações em tempo real.


Hilda Doolittle

POR AMOR A FREUD

MEMÓRIAS DE MINHA ANÁLISE COM SIGMUND FREUD MEMÓRIAS NO DIVÃ Um tributo ao pai da psicanálise A poetisa americana Hilda Doolittle encontrou-se com Freud pela primeira vez em 1933 e durante alguns meses foi analisada por ele. H.D. – pseudônimo que ganhou de seu amante, o poeta Ezra Pound – registrou esse período de convivência intensa em dois tocantes depoimentos: Escrito na parede, a memória desse tratamento, e Advento, compilação dos diários mantidos por ela durante a análise. A relação entre mestre e paciente se tornou mais profunda e Freud acabou considerando-a uma espécie de aluna, com sensibilidade o bastante para compreender suas teorias e técnicas. Como em seus romances e poemas, H.D. reinventa um mundo oculto de mitos e fantasias. Há lembranças de infância, fatos, sonhos. Conforme assume um tom cada vez mais autobiográfico, surgem em sua narrativa nomes de amigos próximos, como Ezra Pound e o escritor D.H. Lawrence. Considerada “a mais preciosa e divertida apreciação da personalidade de Freud” por Ernest Jones, seu biógrafo, a obra é publicada pela primeira vez em português – e em sua versão estendida. A edição brasileira traz também apresentação de Elisabeth Roudinesco, fotografias e uma seleção da correspondência de H.D. com Freud e com Bryher, sua companheira de vida.

296pp, Coleção Transmissão da Psicanálise Nas livrarias: 2 de abril R$49,90 R$35

O que domina de uma ponta a outra nesses dois momentos narrativos é o prazer de um mergulho interminável nas delícias do sonho e da memória. da apresentação de Elisabeth Roudinesco

HILDA DOOLITTLE (1886-1961), romancista, poeta e ensaísta americana, foi uma eminente adepta do modernismo e do imagismo, criadora de obra original que inclui os livros Notes on Thought and Vision e Bid me to Live. Bissexual assumida, nos anos 1970-80 Doolittle tornou-se ícone do feminismo e do movimento pelos direitos gays, quando sua obra foi redescoberta.


Simon Garfield

ESSE É MEU TIPO UM LIVRO SOBRE FONTES POR TODOS OS LADOS

Através de histórias e casos surpreendentes, autor mostra a presença constante das fontes em nossa vida Na era digital, as fontes deixaram de ser uma questão exclusiva de tipógrafos e designers para habitar os menus dos nossos computadores. Qual o seu tipo favorito? Saiba que essa resposta vai revelar muito sobre você. Simon Garfield nos leva a um interessante passeio pelo mundo da tipografia, da invenção da prensa por Gutenberg aos dias de hoje. Durante esse percurso, reflete sobre a razão de alguns tipos terem se tornado grandes clássicos, como Bodoni e Garamond, enquanto outros viraram moda passageira ou acabaram rejeitados; comenta a ditadura da Comic Sans e da Helvetica mundo afora; revela o papel da Gotham na campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos; analisa os logotipos de lojas e capas de discos (por que, por exemplo, o “T” na logo dos Beatles é maior que as outras letras?), entre outras curiosidades.

296pp, Nas livrarias: 18 de junho R$44,90 R$34,90

O autor transita por um universo de 560 anos de existência e mais de 100 mil variações, incluindo nomes familiares como Times New Roman, Futura e Calibri, com o qual convivemos todos os dias nas esquinas de nossas ruas, prateleiras de livros e telas de computador.

Seja designer ou leigo na área, a leitura de Esse é meu tipo vai mudar a sua percepção da palavra escrita para sempre.

SIMON GARFIELD é jornalista e escritor britânico, conhecido por transformar assuntos aparentemente triviais em livros fascinantes – como a cor malva, os carros Mini, trens, selos com erros. Ganhou o prêmio Somerset Maugham de 1995 com The End of Innocence: Britain in the Time of Aids e colaborou para periódicos como Time Out e The Observer.

Sarah Lee

Los Angeles Times


Inteligente, engraçado e acessível... Torna a tipografia perceptível até para quem não sabia que tinha interesse no assunto. New York Times

“UM TIPO DEVE ESTABELECER SUAS CREDENCIAIS”

Simon Garfield é Georgia. Essa é a fonte que o autor costuma usar quando escreve e-mails ou documentos pessoais. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o processo de produção do livro e suas descobertas mais surpreendentes. Como foi a pesquisa para o livro e quanto tempo durou? Acho que todo o projeto me tomou 18 meses, apesar de eu me interessar por fontes desde a juventude. Foi um prazer pesquisar, não apenas porque conheci alguns designers fascinantes e adquiri um conhecimento bastante útil, mas por fazer com que o assunto fosse acessível a leitores que, provavelmente, sabiam somente o nome de algumas fontes. Há sempre uma mensagem por trás de nossas escolhas tipográficas? A fonte fala sobre a personalidade de quem a escolhe? Muitos ainda usam a fonte padrão, presente quando ligaram pela primeira vez o computador, o que é uma vergonha. A escolha de uma fonte pode definitivamente dizer alguma coisa sobre a personalidade ou o humor das pessoas – pode ser divertida, formal, simples, elaborada. O truque é encontrar uma que você ame para o uso diário e depois brincar com outras escolhas para ocasiões especiais. Mas é impossível dizer que, se uma pessoa usa Helvetica, ela necessariamente é cool, conhecedora de design ou fã dos anos 1950, por exemplo. Ela pode apenas gostar da forma clara das letras. É possível dizer que um tipo pode mudar a forma como vemos determinado produto ou empresa? Um tipo deve estabelecer suas credenciais. Em muitos casos, deve ser também de fácil leitura. Se você tem uma logomarca, sabe que teve sucesso quando o público a reconhece com apenas uma letra, como o C da Coca-Cola. É claro que a fonte também passa um estado de espírito, um estilo, um link com referências do passado – uma caligrafia específica para assuntos pessoais, um tipo quebrado para algo selvagem ou autêntico. Para usar o exemplo da Helvetica de novo, a razão de muitas empresas continuarem selecionando esta (mesmo as novas) é pela associação que ela gera com a ideia de confiança e clareza. Qual é o seu tipo? Para textos (e-mails e documentos de trabalho) eu uso Georgia e Baskerville, enquanto que para coisas que quero chamar atenção (pôsteres, livros) eu gosto do calor da Albertus.


O QUE VEM POR AÍ O conde de Monte Cristo Alexandre Dumas

Traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos e vinganças. Um clássico da literatura, que mexe com a imaginação de milhões de leitores há mais de 150 anos, agora na série Bolso de luxo em um só volume. Com texto integral, em capa dura e preço acessível.

Operação Segredos de Família Frank Calabrese Jr.

Filho de um dos mafiosos mais sanguinários de Chicago, e ele mesmo um mafioso, Frank Calabrese Jr. nos mostra os bastidores da centenária Organização – da qual fez parte Al Capone –, em uma narrativa impressionante e verídica sobre a história de sua colaboração com o FBI, incriminando o próprio pai e ajudando a derrubar o último grande sindicato do crime na América.

Peter Pan

James M. Barrie

Wendy, João e Miguel saem em uma aventura com um menino que vive na Terra do Nunca, um lugar onde as crianças não precisam deixar a infância. A famosa história de Peter Pan em edição definitiva – comentada e ilustrada, com notas de Thiago Lins e apresentação de Flávia Lins e Silva.

Remetente ZAHAR rua Marquês de São Vicente 99 – 1º andar, Gávea 22451-041 Rio de Janeiro, RJ

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Revista Zahar #7  

Sétima edição da revista Zahar

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