Page 1


Nova Versão Internacional

Arqueológica bíblia de

estudo

NVI

um passeio ilustrado através da história e da cultura da bíblia


Editora Vida Rua Isidro Tinoco, 70 Tatuapé cep 03316-010 São Paulo, sp Tel.: 0 xx 11 2618 7000 Fax: 0 xx 11 2618 7030 www.editoravida.com.br Equipe de Tradução Claiton André Kunz Eliseu Manoel dos Santos Marcelo Smargiasse Revisão de Tradução e de Estilo Judson Canto Revisão de Provas Gisele Romão da Cruz Santiago Inserção de notas laterais Karina Fatel Conferência parcial de emendas Adriana Séris Direção-Executiva Sérgio Henrique de Lima Editor Geral Marcelo Smargiasse Editor-Assistente Gisele Romão da Cruz Santiago Projeto Gráfico e diagramação Claudia Fatel Lino Jônatas Jacob Karine P. dos Santos Set-Up Time Design e Arte de capa Arte Peniel

Edição publicada sob permissão contratual com Zondervan Corporation, Grand Rapids, Michigan, EUA. Materiais de estudo adaptados de Archaeological Study Bible. Originalmente publicado nos EUA com o título Archaeological Study Bible. © 2005, Zondervan Corporation. Todos os direitos reservados. Todos os direitos desta tradução em língua portuguesa reservados por Editora Vida. Proibida a reprodução por quaisquer meios, salvo em breves citações, com indicação da fonte. O texto pode ser citado de várias maneiras (escrito, visual, eletrônico ou áudio) até quinhentos (500) versículos sem a expressa permissão por escrito do editor, cuidando para que a soma de versículos citados não complete um livro da Bíblia nem os versículos computem 25% ou mais do texto da obra em que são citados. O pedido de permissão que exceder as normas aqui expressas deve ser encaminhado à Editora Vida Ltda. e estará sujeito à aprovação por escrito. The text may be quoted in any form (written, visual, eletronic or audio), up to and inclusive of five hundred (500) verses without the express written permission of the publisher, providing the verses quoted do not amount to a complete book of the Bible nor do the verses quoted account for 25 percent (25%) or more of the total text of the work in which they are quoted. Permission requests that exceed the above guidelines must be directed to, and approved in writing by, International Bible Society, 1820 Jet Stream Drive, Colorado Springs, CO 80921, USA. Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional, NVI® Copyright © 1993, 2000, 2011 de Biblica, Inc. Publicado sob permissão. Todos os direitos reservados mundialmente. Concordância Bíblica NVI Abreviada ©2002, Editora Vida. Publicada com permissão. Esta obra está em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, em vigor desde janeiro de 2009.

1. edição:  maio 2013

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip) (Câmara Brasileira do Livro, sp, Brasil) Bíblia de Estudo Arqueológica NVI / Equipe de tradução: Claiton André Kunz, Eliseu Manoel dos Santos e Marcelo Smargiasse; Prefácio da Edição Brasileira: Luiz Sayão. — São Paulo: Editora Vida, 2013. Título original: Archaeological Study Bible NIV. ISBN 978-85-383-0274-2 1. Arqueologia 2. Bíblia — Estudo e ensino. 13-00642

CDD-220.5203 Índices para catálogo sistemático:

1. Bíblia de Estudo Arqueológica: Nova Versão Internacional  220.5203


Title Sumário *

Introduction to

vi Os livros da Bíblia em ordem alfabética vii Abreviaturas ix Introdução x Sobre esta Bíblia xii Prefácio à Edição Brasileira xiv Prefácio à NVI xvii Créditos e permissões fotográficas xxii Tabela dos períodos arqueológicos xxiii A história da Terra Santa xxviii História cronológica da Palestina — do exílio babilônico de Judá até o domínio Romano

antigo testamento 2 Gênesis 84 Êxodo 155 Levítico 194 Números 252 Deuteronômio 302 Josué 342 Juízes 386 Rute 395 1Samuel 440 2Samuel 479 1Reis 526 2Reis 574 1Crônicas

622 667 687 714 732 791 957 1012 1032 1051 1179 1294 1311

2Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cântico dos Cânticos Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel

1382 1410 1432 1444 1464 1469 1477 1494 1504 1512 1521 1526 1545

Daniel Oseias Joel Amós Obadias Jonas Miqueias Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias

1914 1925 1933 1942 1949 1954 1962 1970 1977

Efésios Filipenses Colossenses 1Tessalonicenses 2Tessalonicenses 1Timóteo 2Timóteo Tito Filemom

1981 2000 2008 2018 2024 2031 2034 2038 2043

Hebreus Tiago 1Pedro 2Pedro 1João 2João 3João Judas Apocalipse

novo testamento 1556 1620 1663 1718 1764 1833 1863 1884 1901

Mateus Marcos Lucas João Atos dos Apóstolos Romanos 1Coríntios 2Coríntios Gálatas

2077 2079 2080 2090 2123 2129 2135 2223

Guia de estudos Tabela de pesos e medidas Glossário Índice dos assuntos dos artigos Lista de artigos em ordem alfabética Lista de artigos pela ordem das referências bíblicas Concordância Bíblica NVI Índice dos mapas coloridos

* Este sumário representa o conteúdo da Bíblia completa


Introdução

O Seminário Teológico Gordon-Conwell sente-se feliz em se unir à Zondervan para oferecer ao público esta Bíblia de estudo única. Cremos que este lançamento será um marco na história recente das publicações. A Bíblia de Estudo Arqueológica NVI representa uma façanha notável, com seus temas intrigantes, enfoque arqueológico-cultural e bela apresentação gráfica, tudo isso agregado ao texto bíblico de melhor aceitação: a Nova Versão Internacional. É raro um editor testemunhar uma acolhida tão entusiasmada de um conceito de publicação como a do protótipo da Bíblia de Estudo Arqueológica com o texto da NVI. As avaliações positivas partiram de grupos diversos, como leigos, eruditos e pastores. Nenhuma geração testemunhou tão alto grau de cooperação entre os fatos, pessoas e locais da Bíblia como a do século passado, diante das avançadas e bem-sucedidas explorações arqueológicas. A quantidade, qualidade e relevância dos artefatos e materiais epigráficos que incidem sobre a história bíblica do antigo Oriente Médio foi tão surpreendente que poucos têm sido capazes de incorporálas num único lugar, de modo que a única solução possível era estabelecer sua ligação com as passagens bíblicas mais relevantes. Assim, temos diante de nós a oportunidade única de verificar em primeira mão como as descobertas arqueológicas dão sentido a alguns textos das Escrituras até agora difíceis de entender. O papel da arqueologia bíblica como ferramenta hermenêutica é inestimável em situações nas quais os elementos culturais nos escapam à atenção simplesmente porque o contexto pertence lugar ou período “estrangeiro”. Acrescentem-se fotografias coloridas dos artefatos e dos documentos mencionados, e logo se perceberá que esta Bíblia estabelece um novo padrão para as Bíblias de estudo. Nossa oração é que a Bíblia de Estudo Arqueológica acrescente louvor e glória ao nosso Pai celestial e também seja usada por Deus para conduzir o crescente número de cristãos biblicamente iletrados de volta ao texto das Escrituras. A narrativa bíblica abrange a maior história já contada, mas essa história é muito mais que um conto antigo e impessoal, na terceira pessoa. Na verdade, é uma história contada para nós, mas também sobre nós. Entregar-se ao estudo dessa história com os olhos do entendimento renovado constitui a mais substancial investigação sobre a verdade que qualquer um de nós possa experimentar. Esses fatos e pessoas são parte do mundo real, fatos que realmente aconteceram e indivíduos que realmente existiram em épocas e lugares dos quais somos agora descendentes lineares. Por isso, convidamos você a juntar-se a nós num encontro pessoal com esta Bíblia, um feito memorável do Seminário Teológico Gordon-Conwell e da Zondervan. O seminário sente-se feliz em ser o precursor desta aventura e acredita que muito mais está por vir nos grandes dias que se seguirão. Walter C. Kaiser Jr. — Presidente Colman M. Mockler — Egrégio professor de Antigo Testamento Maio de 2005


Title Bíblia

In s ot br o e d es utcat i o n t o

A Bíblia não é um livro de ensino religioso abstrato. Se o fosse, compreender seu contexto histórico seria de menor importância. Ainda assim, as perguntas sobre as circunstâncias de sua composição não poderiam ser ignoradas. Além disso, a Bíblia não surgiu de um único ambiente cultural e histórico: ela não é o produto de revelações concedidas a um único homem, como o Alcorão reivindica ser. Se o fosse, entender seu contexto histórico seria muito mais simples. O texto da Bíblia foi produzido num período que se estendeu por mais de mil anos. Embora a maioria, se não todos os escritores da Bíblia, fosse israelita ou judeu, eles viveram uma ampla variedade de circunstâncias. O cenário cultural das histórias bíblicas inclui o Egito dos faraós, a Mesopotâmia, a cultura cananeia, o Israel do Bronze Antigo e das idades do Ferro, o palácio real da Pérsia, a extensa civilização helênica e o Império Romano. As línguas da Bíblia são o hebraico, o grego e o aramaico, mas também há sinais da influência do egípcio, ugarítico, acádio, sumério, persa e latim. Algumas porções da Bíblia foram compostas em lugares como Israel, Egito, Babilônia, Ásia Menor (Turquia), Grécia e Roma. Os escritores da Bíblia foram sábios, reis, fazendeiros, exilados, governadores, pescadores e pregadores itinerantes. A Bíblia apresenta gêneros literários variados, que muito provavelmente refletem a literatura de seu tempo. A saga do povo de Deus, contada em histórias simples, porém cativantes, sucedem-se por toda a Bíblia em livros tão diversos como Gênesis, Juízes, Rute, Ester e Atos. Textos jurídicos com paralelos nos códigos legais da Mesopotâmia emergem de livros como Números e Deuteronômio. Hinos e cânticos devocionais aparecem nos Salmos e, quando comparados com os hinos e poemas religiosos do Egito, Ugarite e Mesopotâmia, apresentam notáveis similaridades e também impressionante dissimilaridade com suas contrapartidas. A Bíblia contém, igualmente, poesias de amor (Cântico dos Cânticos) que são ao mesmo tempo semelhantes e dessemelhantes à poesia de amor egípcia. À semelhança dos egípcios e dos mesopotâmios, o povo de Israel compôs muitos provérbios. É óbvio que as diferenças podem ser tão significativas quanto as similaridades, e nem todos os tipos de literatura da Bíblia encontram paralelos evidentes fora de suas páginas. As proclamações dos profetas hebreus limitaram os paralelos à antiga Mesopotâmia, e é difícil encontrar algo que se compare aos Evangelhos do NT. Já as visões de Apocalipse podem ser comparadas com os textos apocalípticos do judaísmo do segundo templo, e as cartas de Paulo podem ser analisadas com base na literatura epistolar do período greco-romano. Em resumo, a Bíblia é uma coleção de textos maravilhosamente diversa, e nenhum deles se originou no vácuo. A Bíblia de Estudo Arqueológica enfoca os contextos histórico, literário e cultural da Bíblia. Esses contextos abrangem a história de povos e lugares, a vida cotidiana em vários períodos e sob circunstâncias diversas nos tempos bíblicos e textos antigos que esclarecem o texto sagrado e ajudam a elucidar a arqueologia do mundo bíblico. Além disso, os artigos desta Bíblia dedicam especial atenção aos desafios que os arqueólogos e os estudiosos da Bíblia enfrentam com relação à confiabilidade das Escrituras. Mas qual a necessidade de uma ferramenta para explorar o contexto histórico? Algumas respostas são necessárias: 1. O contexto é crucial para a interpretação. Imagine-se lendo as palavras de um debate político ou religioso sem o benefício do conhecimento das circunstâncias, costumes ou crenças dos envolvidos na discussão. O leitor ficará desnorteado ou correrá o risco de cometer erros grosseiros na interpretação dos temas e opiniões dos debatedores. É tolice e até mesmo arrogância pensar que podemos compreender plenamente os escritores sagrados sem conhecer coisa alguma de seu ambiente. 2. Como já foi dito, o mundo bíblico é complexo e abrange uma parcela significativa da história humana. O mundo antigo é extenso e complexo demais para se pensar que uns poucos comentários incidentais sobre determinados contextos sejam bastantes para entender as culturas das quais os escritores da Bíblia faziam parte. 3. O estudo do contexto da Bíblia é um incentivo à fé. Muitos cristãos hoje evitam o estudo do mundo antigo por medo de que os eruditos os tornem cientes de fatos conflitantes que venham a enfraquecer a fé na Bíblia. Na verdade, o estudo cuidadoso do mundo da Bíblia intensifica nossa confiança na veracidade histórica e na singularidade da Palavra de Deus. Inserida na surpreendente variedade de culturas que compunham o mundo bíblico, a unidade da mensagem bíblica é notável. Os escritores da Bíblia são de épocas e lugares diversos, mas foram inspirados por um Espírito imutável. E o único modo de dar uma resposta aos que alegam que os fatos históricos enfraquecem a credibilidade da Bíblia é analisando em primeira mão esses mesmos fatos. 4. O conhecimento do contexto bíblico é um antídoto contra o perigoso desprezo pela História, visto de forma tão frequente tanto na igreja quanto nos meios acadêmicos. A pós-modernidade investiga tudo, mas rejeita a História e o contexto. Sob a influência desse movimento, os leitores simplesmente se recusam a ouvir os escritores da Bíblia nos termos deles próprios. Preferem afirmar que é atribuição de cada leitor a interpretação desses textos antigos. Muitos rejeitam a ideia de que devemos tentar compreender o objetivo do escritor original da passagem. Dessa forma, a intenção do autor passa a ser irrelevante para o leitor


SOBRE ESTA BÍBL I A

moderno, que se sente livre para interpretar o texto de qualquer maneira. Esse comportamento faz pouco caso da autoridade bíblica. Além disso, muitos leitores cristãos bem-intencionados e não totalmente comprometidos com a forma de pensamento pós-moderna tendem a interpretar a Bíblia estritamente nos termos das próprias experiências e dos próprios padrões, sem considerar o que o profeta ou o apóstolo estava dizendo aos seus contemporâneos. O conhecimento das crenças, dos conflitos, da história e dos hábitos das personagens dos tempos bíblicos apresenta-nos algumas questões, como esta: “O que Paulo realmente quis dizer quando escreveu aquelas palavras à igreja em Corinto?”. 5. O Conhecimento do mundo bíblico instila em nós uma profunda apreciação pelos escritores da Bíblia e um amor profundo pela própria Bíblia. É difícil amar genuinamente algo que não conhecemos. Não podemos adentrar as experiências e perspectivas das personagens bíblicas sem antes nos relacionarmos com o mundo delas. Olhando para os utensílios com os quais elas traba­ lhavam, os conflitos que enfrentavam, a literatura que conheciam e os costumes que adotaram, iremos adquirir uma profunda admiração por sua fé e sabedoria. A Bíblia de Estudo Arqueológica contém os seguintes recursos: • Mais de 500 artigos em linguagem acessível, muitos deles ilustrados com fotografias coloridas, cobrindo estas cinco categorias gerais: “Sítios arqueológicos”; “Notas históricas e culturais”; “Povos antigos, territórios e governantes”; “A credibilidade da Bíblia”; “Textos e artefatos antigos”. • Notas de estudo, na parte inferior da página, ligadas a temas arqueológicos, culturais e históricos, em muitos casos cruzando referências com artigos relevantes e outras notas. • Introduções detalhadas a cada livro, incluindo cronologias e esboços úteis e fáceis de visualizar. • Tabelas e gráficos sobre tópicos pertinentes. • Citações periódicas de textos da Antiguidade, cada uma vinculada a um artigo em particular. • Coluna lateral de referências cruzadas. • Miolo colorido do começo ao fim. • 16 páginas de mapas coloridos com índice, para facilitar a localização de nomes de lugares citados nos artigos e nas notas. • Índices de artigos, em ordem alfabética e por referência bíblica. • Índice de assuntos. • Concordância. • Glossário, referências cruzadas para palavras destacadas em negrito nos artigos.

7


A história da

Terra Santa

A Terra Santa, às vezes chamada Canaã,1 Israel, Oriente ou Palestina, mudou de dono muitas vezes e era centro de intermináveis conflitos. A arqueologia da Palestina é complexa quando se trata de refletir todas as eras da longa história da região. A C U L T U R A P R É - IS R AE L ITA Pré-história e Idade do Bronze Antigo Canaã é habitada desde o período pré-histórico. A mais antiga cultura da Idade da Pedra, descoberta no monte Carmelo e que sobreviveu à cultura tardia da Idade da Pedra, conhecida como os natufianos, foi descoberta em Jericó. A agricultura e a produção de cerâmica começaram no Período Neolítico,2 que é dividido em Pré-cerâmico e Cerâmico. Perto do final do V e IV milênios a.C., uma cultura chamada “gassuliana” emergiu ao sul do vale do Jordão. Com o local de descobertas em Berseba, ela marcou o início do Período Calcolítico na região. A cerâmica gassuliana é notavelmente avançada e atesta a sofisticação desse povo primitivo. O início da Idade do Bronze Antigo (3200-2200 a.C.) no Oriente corresponde ao final do período pré-dinástico e início do período dinástico egípcio (ca. 3400-3000 a.C.). Importantes sítios do Bronze Antigo I abrangem Megido, Jericó, Ai e Bete-Seã, todos ao norte da Palestina ou na Palestina Central. Uma cultura mais avançada desenvolveu-se na parte sul da região algum tempo depois. Um importante sítio do Bronze Antigo II no sul é Arade.3 A Idade do Bronze Antigo viu o início da cultura urbana na região, quando algumas cidades-Estados com certa autonomia começaram a surgir ao redor de cidades maiores e fortificadas. Por volta de 2650-2350 a.C., ocorreu uma ruptura de origem não especificada na cultura urbana, especialmente ao norte. Alguns acreditam que os amorreus nômades invadiram a terra e desorganizaram a cultura. É questionável, porém, que essa mudança na cultura possa ser atribuída à migração ou à invasão dos amorreus, e hoje muitos estudiosos rejeitam a ideia. Alguns acreditam que os problemas ambientais são a causa mais provável. Abraão desceu ao Egito por causa da fome (Gn 12.10). O declínio da cultura do Bronze Antigo em Canaã pode estar relacionado com o final do Reino Antigo do Egito, no século XXII a.C., quando os “asiáticos” (povos semíticos de Canaã e da Síria) investiram contra o Egito. As idades do Bronze Médio e do Bronze Tardio Uma nova cultura urbana, contemporânea à do início do Reino Médio do Egito, surgiu no início da Idade do Bronze Médio (ca. 2000-1550 a.C.). Entre as cidades proeminentes desse período estão Tel Afeque, Biblos, Acco, Megido, Jericó e Bete-Seã. A arte da cerâmica avançou significativamente depois que os oleiros aprenderam a usar rodas fixas para moldar vasos de excelente qualidade. O conto egípcio de Sinuhe apresenta um retrato da vida cananeia daquele tempo. A Idade do Bronze Médio em Canaã também coincide com a era dos hicsos no Egito do Segundo Período Intermediário. Alguns acreditam na presença dos hicsos em Canaã, mas isso é improvável.4 Houve um declínio na qualidade da cultura material, especialmente a cerâmica, em Canaã no início da Idade do Bronze Tardio (ca. 1550-1200 a.C.), e parece ter havido considerável decadência durante o Bronze Tardio I (ca. 1550-1400 a.C.). É certo que os governantes egípcios, especialmente Tutmés III (ca. 1479-1425 a.C.), fizeram incursões a Canaã para manter as cidades-Estados de vários sítios da região submissas às ordens e influências egípcias (e.g., Megido). Muitos estudiosos, baseados nos vários níveis de destruição dos sítios do Bronze Tardio, argumentam que a invasão israelita sob o comando de Josué ocorreu por volta de 1250 a.C., mas esse raciocínio tem sido amplamente combatido, pelo fato de que nenhuma cidade, com exceção de Hazor,5 possui níveis de destruição que corroborem essa teoria. A C U L T U R A IS R AE L ITA Embora pareça que os israelitas invadiram Canaã por volta de 1400 a.C., eles não deixaram nenhum indício até cerca de 1200 a.C.5 Durante a Idade do Ferro l (datada geralmente entre c.1200-1000 a.C.), a nação de Israel começou a tomar forma. Exemplos do que parece ser sua cultura material, como “casas de quatro aposentos” e “colar de argolas”, aparecem na arqueologia desse tempo. Centenas de vilas da Canaã Central datadas desse período podem ser consideradas israelitas.6 1 Ver o Glossário, na p. 2080 para definições das palavras em negrito. 

Nm 33.  

4Ver

“Os hicsos e o Antigo Testamento”, em Êx 18.  

2Ver “Tabela dos períodos arqueológicos” na página xxii. 

5Ver

“Hazor”, em Js 11.  

6Ver

3Ver “Arade”, em “Mudanças em Canaã”, em Jz 7.  


A história da terra santa

Os filisteus apareceram em Canaã pela primeira vez pela mesma época durante a migração dos “povos do mar”, e exemplos de sua cultura material (como os vasos bicromáticos, comparáveis aos da cerâmica grega micênica) começam a aparecer. Tendo em vista que o relato bíblico indica que Israel já habitava aquela terra e guerreava contra vários inimigos pouco antes de os filisteus se tornarem uma ameaça, o argumento de que os filisteus e os israelitas surgiram em Canaã na mesma época é errôneo. Na verdade, a menção de “Israel” na estela de Merneptá (ca. 1210 a.C.) dá a entender que Israel já estava bem estabelecido na região por volta de 1200 a.C., no início da Idade do Ferro l.7 Durante o período dos juízes, os israelitas mantiveram-se unificados pelo pacto com Deus, mas a constante pressão dos inimigos externos os levaram a procurar uma unidade política mais forte (1Sm 8.19,20). Saul foi o primeiro rei de Israel, mas a nação alcançou seu apogeu cultural e político sob a liderança Davi e Salomão (séc. X a.C.), quando Israel dominou todo o Oriente. Materiais importantes remanescentes do período da monarquia unida foram escavados em Hazor, Megido e Gezer, em que um portão de entrada para a cidade com três portas e muros de casamata ilustram a fortificação mencionada em 1Rs 9.15.8 A supremacia israelita foi enfraquecida pela divisão do reino entre Roboão e Jeroboão I (1Rs 12) e quebrada pela invasão do egípcio Sisaque (1Rs 14.25,26). Na verdade, o ataque de Sisaque parece ter sido pouco mais que uma rápida campanha com o propósito de reduzir o poder de Israel diante do Egito.9 A situação de Samaria (o Reino do Norte de Israel)10 variou durante os dois séculos seguintes. Samaria foi poderosa às vezes, no governo de reis como Omri e Jeroboão II, mas se mostrou notavelmente fraca outras vezes, como quando esteve sob a opressão de reis como Hazael e Damasco.11 Finalmente, Samaria sucumbiu diante da Assíria, por volta de 720 a.C., e Judá, um Estado relativamente menor, entrou em declínio até sua destrui­ ção por Nabucodonosor da Babilônia, em 586 a.C.12 O P E R Í O D O P E R SA A terra ficou completamente desolada durante o exílio, com todos os judeus, menos os mais pobres, espalhados pelo Oriente Médio desde o Egito até a Babilônia. Outros povos começaram a migrar para a terra. Os edomitas, talvez impelidos pelos árabes que pressionavam ao sul, mudaram-se para o norte, e os samaritanos, povo de origem parcialmente israelita e parcialmente pagã, logo emergiram.13 Em 539 a.C., Ciro II da Pérsia conquistou a Babilônia e, por volta de 500 a.C., todo o Oriente Médio estava em poder dos persas.14 Os judeus começaram a retornar, mas a situação era desalentadora, e houve pouco progresso até a chegada de Esdras e Neemias, no século V a.C., para reconstruir Jerusalém e reedificar o templo. Do ponto de vista arqueológico, foi um período relativamente obscuro, mas há importantes achados. Por exemplo, um papiro de Samaria contendo documentos legais, datando de cerca de 375-335 a.C., foi descoberto não uádi ed-Daliyeh, na região montanhosa central de Israel. Numerosos sítios têm produzido evidências de níveis de ocupação do período persa, mas, além de nomes reais persas para propósitos de datação, pouca evidência direta da influência persa foi encontrada. OS P E R Í O D OS G R EGO E H ASMONE U Governo grego Alexandre, o Grande, ao marchar pelo Oriente, em 333 a.C., manteve-se na região costeira, de modo a destruir a marinha persa e evitar as áreas judaicas. Todo o Império Persa caiu sob o controle grego. Depois da morte de Alexandre (323 a.C.), uma família grega, a dos ptolomeus, assumiu o controle do Egito.15 O Oriente também caiu sob o controle dos ptolomeus. As cartas de Zenão, administrador de negócios sob Ptolomeu II Filadelfo (285-246 a.C.), revelam que havia um ativo comércio entre o Oriente e o Egito de vários gêneros e escravas (usadas como prostitutas). Enquanto isso, o processo de helenização avançou, e muitos líderes abraçaram a cultura e a religião gregas. O governo ptolomaico manteve-se na região até 200 a.C., quando o poder passou para os selêucidas, governantes gregos da Síria.16 O selêucida que tomou o Oriente dos ptolomeus foi Antíoco III (223-187 a.C.). No entanto, depois de perder a Ásia 7 Ver “A estela de Merneptá”, em Jz 8.  8Ver “Construções de Salomão”, em 1Rs 9.  9Ver “A campanha de Sisaque”, em 2Cr 12.  10Ver “Onri e Samaria”, em 1Rs 16.  11Ver “Hazael, a nêmesis de Israel”, em 2Rs 8.  12Ver “Os últimos dias de Jerusalém”, em Jr 6.  13Ver “Os samaritanos”, em Jo 8.  14Ver “Ciro, o Grande”, em Ed 1.   14Ver “Os ptolomeus”, em Dn 7.  15Ver “Os selêucidas”, em Dn 12.

9


10

A história da terra santa

Menor para Roma, em 189 a.C., o reino de Antíoco III enfrentou sérias dificuldades financeiras. Seu filho, Seleuco IV (187175 a.C.) fracassou na tentativa de saquear as riquezas do templo judaico, mas Antíoco IV (175-164 a.C.) obteve êxito, por volta de 170 a.C. Antíoco IV é o selêucida mais lembrado da história judaica. Por volta de 168 a.C., ele destruiu grande parte de Jerusalém, edificou um altar a Zeus no templo e proibiu a observância do judaísmo.17 Os judeus, sob a liderança de Judas Macabeu e seus irmãos, derrotou os selêucidas após sucessivas campanhas. Judas morreu em batalha no ano de 160 a.C., mas seu irmão Jônatas assumiu a liderança até sua morte (ca. 142 a.C.). Simão, o terceiro dos irmãos, o sucedeu (os governantes da linhagem dos macabeus são conhecidos como hasmoneus). O governo hasmoneu Por esse tempo, a Judeia tornou-se tudo, menos independente (Simão, na verdade, era rei e também sumo sacerdote, embora os governantes hasmoneus tradicionalmente se apresentassem apenas como sumos sacerdotes). Simão foi sucedido por seu filho, João Hircano l (134-104 a.C.), o qual ampliou o domínio de Judá. Depois do breve reinado de Aristóbulo l (104103 a.C.), o líder hasmoneu seguinte foi Alexandre Janeu (103-76 a.C.). Ele continuou a expandir o domínio de Judá por meios militares. Enormes divisões ideológicas se formaram na sociedade judaica, principalmente entre os grupos mais conservadores e religiosos, liderados pelos fariseus, e os grupos mais helenizados e aristocráticos, liderados pelos saduceus.18 A viúva de Alexandre Janeu, Salomé Alexandra, reinou depois dele e, com a morte dela, em 67 a.C., seus filhos Aristóbulo II e Hircano II lutaram pelo trono. OS P E R Í O D OS R OMANO E B I Z ANTINO O governo romano Por essa mesma época, Roma avançou para a região. Pompeu, o Grande, destruiu o reino Selêucida, capturou Jerusalém e estabe­ leceu Decápolis como região independente do controle judaico. Hircano II recebeu o sacerdócio, mas sua influência política desapareceu. Ao idumeu (i.e., edomita) Antípater foi dado o título de procurador da Judeia, por serviços prestados a Júlio César. Em 40 a.C., os partos tomaram Jerusalém e reinstalaram o governo hasmoneu na pessoa de Antígono. Herodes (o Grande), filho do idumeu Antípater, fugiu para Roma e retornou mais tarde com o exército romano para tomar Jerusalém e, com o apoio dos romanos, reivindicar o título de rei. Herodes governou até 4 a.C. e dedicou esse tempo a numerosos projetos de conRelevo comemorativo à vitória romana sobre a Judeia. strução, entre eles o porto da cidade marítima Preserving Bible Times; © Dr. James C. Martin; com permissão de Eretz Israel Museum de Cesareia, o palácio-fortaleza de Massada e o Herodium, a fortaleza Antônia e o templo de Jerusalém. No final da vida, paranoico e corrupto, assassinou alguns de seus filhos e não deixou herdeiros evidentes.19 O imperador Augusto dividiu o domínio de Herodes entre seus três filhos (Arquelau, Herodes Antipas e Filipe). A região foi unificada outra vez por um breve período sob o governo de Herodes Agripa l, mas com sua morte, em 44 d.C., o governo dos herodianos chegou a fim, e a Terra Santa caiu sob o controle absoluto dos romanos. A mistura da arrogância romana com o antagonismo judaico ao governo pagão provou-se mortal. A incompetente e violenta administração de Géssio Floro, procurador entre 64 e 66 d.C., mostrou-se intolerável, e os judeus se revoltaram em 17Ver

“Antíoco IV Epifânio”, em Dn 11.   18Ver “Os fariseus”, em Mt 5; “Os saduceus”, em Mt 22.   19Ver “Herodes, o Grande”, em Mc 3. 


A história da terra santa

66 d.C., porém, depois de alguns sucessos iniciais, eles foram massacrados pelo exército romano liderado por Vespasiano e seu filho Tito. Em 70 d.C., Jerusalém e o templo foram destruídos entre as horríveis desventuras judaicas.20 A Cesareia marítima, cidade do governador, foi transformada em colônia romana,21 e o centro da vida religiosa judaica mudou para Jâmnia, cidade localizada a oeste de Jerusalém, próxima do Mediterrâneo. Em 132 d.C., o imperador Adriano decidiu reconstruir Jerusalém como colônia romana, a Aelia Capitolina, o que provocou nova rebelião, sob a liderança de Simão Bar Kosba, que foi saudado como um messias e chamado de Bar Kokhba (“o filho da estrela”) pelo rabi Akiba. A batalha foi feroz e terminou com o extermínio quase total dos judeus da região, e um édito proibia-os de entrar em Jerusalém. O cristãos, que não se juntaram à revolta, tiveram melhor sorte. O governo bizantino Finalmente, o Império Romano dividiu-se em duas partes, com a porção oriental governada a partir da cidade de Bizâncio (também chamada Constantinopla e, atualmente, Istambul). Assim, a região hoje conhecida como Palestina caiu sob o controle bizantino. A conversão do imperador bizantino Constantino I ao cristianismo (312 d.C.) aumentou em muito o prestígio da região com seus relicários. Tornou-se local de peregrinações, e várias igrejas foram construídas sob patrocínio imperial.22 A arqueologia recuperou restos de muitos sítios, e os relatórios informam diversos achados do período bizantino. Com exceção de alguma revolta ocasional, a região desfrutou um prolongado período de paz sob o governo bizantino. O governo islâmico A ascensão do islã trouxe a invasão árabe do leste. O primeiro califa, Abu Bakr, convocou um jihad para tomar posse da região e, depois de um sangrento conflito com os exércitos bizantinos, a terra caiu sob o controle de Umar I, em 636 d.C. Depois disso, a Terra Santa passou a ser governada pelos omíadas, e teve início o processo de arabização e conversão do povo ao islã. Em 691 d.C., os muçulmanos construíram o Domo da Rocha, no monte do Templo, sob a alegação de ter sido aquele o lugar do qual Maomé ascendeu ao céu. As outras dinastias muçulmanas (os abássidas, os ikhshídidas e os fatímidas) sucessivamente dividiram o controle da área. Os governantes fatímidas, em particular o califa al-Hakim (996-1021 d.C.), foram intolerantes para com os cristãos. As igrejas ocidentais reagiram, e tiveram início as Cruzadas. Por volta de 1100 d.C., Jerusalém estava nas mãos dos cruzados. Prolongadas guerras entre os muçulmanos e os cruzados se seguiram. Os muçulmanos obtiveram vitórias decisivas sob a liderança de Saladino (1137-1193 d.C.), e, por volta de 1291 d.C., a Terra Santa estava outra vez nas mãos dos seguidores de Maomé. Enquanto isso, uma aristocracia militar de fala turca, denominada mamelucos, forçara sua ascensão ao poder no Egito e se tornou a classe governante, até mesmo do Oriente. Mas o Oriente Médio vivia tempos agitados, lutando contra os invasores mongóis, e os enfraquecidos mamelucos caíram diante dos turcos otomanos, em 1516 d.C. A Palestina, outrora alvo de acirradas disputas, permaneceu um tanto isolada durante os trezentos anos do governo otomano, embora constantemente agitada por revoltas e massacres internos e por guerras entre as facções que disputavam o poder do império. O envolvimento europeu teve seu recomeço com a campanha de Napoleão no Egito (1798-1801 d.C.). Depois disso, o enfraquecido Império Otomano recebia ocasionalmente o apoio da Europa. Alguns assentamentos franceses, russos e alemães surgiram na região, e o primeiro assentamento sionista apareceu em 1882 d.C. Em 1896, Theodor Herzl escreveu um panfleto advogando o estabelecimento de um Estado judeu na Palestina. O MAN D ATO B R IT Â NI C O A Primeira Guerra Mundial trouxe mudanças decisivas. Havia intenso conflito na própria Palestina durante a guerra, e o decrépito Império Otomano finalmente expirou. Em 1917, o ministro do exterior britânico Arthur Balfour, na esperança de obter apoio judeu na guerra, emitiu a Declaração de Balfour, que defendia o Estado judeu na Palestina. Como consequência da guerra, os árabes rejeitaram a Declaração de Balfour e elegeram Faiçal para governar a formação do conhecemos hoje por Síria, Líbano e Palestina. No entanto, uma conferência realizada em 1920 pôs a Síria e o Líbano sob a tutela da França e a Palestina sob o

20Ver “Josefo e a queda de Jerusalém”, em Mt 24.  preservação dos locais sagrados”, em Jo 19.  

21Ver

“A Cesareia marítima”, em At 10. 

22Ver

“Constantino e o papel da rainha Helena na

11


12

A história da terra santa

mandato da Inglaterra. O curto reinado de Faiçal chegou ao fim, e os árabes passaram a se referir ao ano de 1920 como “o ano da catástrofe”. Na década de 1930, com a ascensão do nazismo, um grande número de judeus migrou para a Palestina, e tiveram início graves conflitos entre os recém-chegados e os árabes da região. A política britânica oscilava entre o apoio aos judeus e aos árabes. A Segunda Guerra Mundial e o Holocausto ocasionaram a migração em massa de judeus para a região. A Liga Árabe opôs-se oficialmente ao Estado sionista na Palestina, mas as potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos, foram simpáticas à causa judaica, e os próprios judeus determinaram nunca mais se permitir uma situação que resultasse no massacre de seu povo ou num novo Holocausto. Em 1947, as Nações Unidas votaram a partição da Palestina em dois Estados, um judaico e um árabe, mas o plano encontrou resistência armada por parte dos árabes palestinos. Entretanto, os sionistas expulsaram os árabes, no início de 1948, e o mandato britânico chegou ao fim. Em 14 de maio de 1948, foi criado o moderno Estado de Israel. Perto do final do ano, todos os exércitos árabes de oposição haviam sido derrotados, e Israel tornou-se membro das Nações Unidas. ISRAEL E PALESTINA Durante os anos seguintes muitos árabes palestinos deixaram o território de Israel, mudando-se para a área palestina (o lado oeste e a faixa de Gaza) ou para outros territórios. Em 1964, surgiu a Organização de Libertação da Palestina (OLP), e vários movimentos guerrilheiros, como o Fatah, iniciaram suas atividades. Na guerra de 1967, os militares israelitas derrotaram definitivamente as forças árabes formadas contra Israel e tomaram o controle do lado oeste e da faixa de Gaza (também o Sinai, que voltou para as mãos egípcias depois da Guerra do Yom Kippur, de 1973). A Jordânia conduziu as unidades de guerrilha palestinas para fora de seu território, e os palestinos fugiram para o Líbano. O resultado foi que o Líbano passou a ser sacudido por guerras civis. Os israelenses continuam a lutar contra as guerrilhas e contra os terroristas palestinos estabelecidos nos territórios ocupados e no Líbano. A arqueologia dessa terra, portanto, não está relacionada apenas com a história bíblica, mas com todas as eras, desde a Idade da Pedra até a modernidade. Em qualquer sítio, os arqueólogos podem encontrar níveis de ocupação calcolíticos, do Bronze Médio, do Ferro I, do período helenístico ou do Bizantino, das Cruzadas e/ou do Império Otomano, bem como artefatos dos inúmeros invasores que passaram pela região. É claro que o progresso da arqueologia tem sido bastante prejudicado pelos conflitos modernos. A história da terra prometida sempre foi escrita com sangue.


Introdução a

Romanos

A U TO R , L U GA R E D ATA D A R E D A Ç Ã O

Que Paulo é o autor de Romanos (1.1) é praticamente incontestável. O livro é geralmente datado de 57 d.C., provavelmente durante a terceira viagem missionária de Paulo (At 20). Prestes a concluir sua obra no Mediterrâneo oriental, ele desejava levar o evangelho ao Ocidente (Rm 15.19,24). A maioria dos especialistas acredita que Paulo escreveu esta carta de Corinto.

D ESTINAT Á R IO Os leitores originais de Paulo eram os cristãos — predominantemente gentios (Rm 1.13) — de Roma. Paulo apresentou-se à igreja romana (que ele não havia implantado) e explicou por que pretendia visitá-la.

F ATOS C U L T U R AIS E D ESTA Q U ES Durante muitos anos, Paulo desejou visitar Roma para ministrar ali (1.13-15). Alguns supõem que ele esperava usar Roma como base para seu empreendimento missionário na Espanha e escreveu esta carta para explicar a natureza de sua obra. Outros sugerem que o objetivo da epístola era pastoral: tratar das divisões existentes naquela igreja (14.1—15.6). Outros, ainda, postulam um objetivo apologético: o evangelho de Paulo estava sendo atacado, e ele precisava defender seu ensino fundamental de que “o justo viverá pela fé” (1.17) da acusação caluniosa de que ele pregava um evangelho antinomista e libertino (3.8). Qualquer que seja o objetivo do apóstolo, está claro que a preocupação principal do livro é a relação entre judeus e gentios no abrangente plano de Deus para a salvação.

L IN H A D O TEM P O

10 a.c.

d.c.1 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100

Nascimento de Jesus (ca. 6/ 5 a.C.) Morte, ressurreição e ascensão de Jesus (ca. 30 d.C.) A conversão de Paulo (ca. 35 d.C.) As viagens missionárias de Paulo (ca. 46-67 d.C.) Reinado de Nero (ca. 54-68 d.C.) Redação da carta aos Romanos (ca. 57 d.C.) Primeira prisão de Paulo em Roma (ca. 59-62 d.C.) Prisão e morte de Paulo em Roma (ca. 67-68 d.C.) Destruição do templo de Jerusalém (ca. 70 d.C.)

EN Q U ANTO VO C Ê L Ê Atente para os temas recorrentes de fé e obras, lei e graça, pecado e justiça, juízo e justificação e para a explicação sistemática e abrangente do evangelho de Paulo: os gentios vieram de um contexto de idolatria e incredulidade, ao contrário dos judeus, cuja herança incluía o conhecimento da Lei e as promessas de Deus. Apesar disso, todos pecaram (cap. 1—3). A justificação é pela fé, não por obras, ainda que isso não seja uma permissão para viver uma vida de pecado (cap. 4—6). Os judeus, que antes buscavam a justiça nas obras, não a encontraram, enquanto os gentios, que não buscavam Deus na Lei, encontraram-no e foram enxertados, por meio da fé, no verdadeiro Israel. Isso se dá por causa da eleição divina e do plano de Deus — que, mesmo assim, se lembrou de seu povo, Israel (cap. 9—11). Sobre o alicerce da fé, Paulo passa a tratar de questões relativas à vida cristã no dia a dia (cap. 12—15).


14

Introdução a romanos

VO C Ê SA B IA ? • Os judeus da época, por terem a Lei mosaica, consideravam-se superiores aos gentios (2.1). • Costumava-se guardar nos templos pagãos grandes quantidades de riquezas (2.22) • Nos tempos do NT, o batismo acontecia logo depois da conversão. Isso fazia que ambos fossem considerados aspectos de um único ato (6.3,4). • A adoção era comum entre os gregos e romanos, e eram garantidos ao filho adotado todos os privilégios de um filho legítimo, inclusive direitos de herança (8.15).

TEMAS O livro de Romanos contém os seguintes temas: 1. A fidelidade de Deus. Um tema central de Romanos é a fidelidade da aliança de Deus. Sua fidelidade à promessa feita ao patriarca Abraão é revelada na salvação baseada na fé. Judeus e gentios encontram justiça diante de Deus por meio da fé em Jesus (3.21-26). 2. Justiça. Nem judeus nem gentios têm méritos pessoais diante de Deus. Todos, à exceção de Cristo, estão debaixo de sua ira (2.1—3.20). Mas há boas notícias: pela morte de Cristo, Deus credita a justiça dele próprio a todos os que creem e confiam em sua promessa de salvação em Cristo (3.21—5.21). Unidos a Jesus, os cristãos são capacitados, pelo poder do Espírito Santo, a viver uma vida justa aqui e agora (6.1—8.39). 3. Reconciliação. Romanos ressalta a preocupação de Paulo com a reconciliação racial e sensibilidade para com as culturas. Seus con­ selhos para a solução dos conflitos internos da igreja (14.1—15.6) exaltam a atitude de Cristo como exemplo para nós (15.1-6). Paulo reitera o ensino de Jesus, segundo o qual o amor ao próximo cumpre o intento da Lei (13.8-10).

S U M Á R IO I. Introdução (1.1-15) II. Tema: A justiça que vem de Deus (1.16,17) III. A injustiça de toda a humanidade (1.18—3.20) IV. A justificação (3.21—5.21) A. A justiça vem somente por meio de Cristo (3.21-26) B. A justiça é recebida pela fé (3.27—4.25) C. A paz e a alegria são frutos da justiça (5.1-11) D. Morte por meio de Adão, vida por meio de Cristo (5.12-21) V. Santificação (6—8) A. Escravos do pecado ou escravos da justiça (6) B. A luta contra o pecado (7) C. A vida fortalecida pelo Espírito (8) VI. O reconhecimento da justiça de Deus: o problema da rejeição de Israel (9—11) A. A escolha soberana de Deus (9.1-29) B. A incredulidade de Israel (9.30—10.21) C. O remanescente e os galhos enxertados (11) VII. A justiça praticada (12.1—15.13) VIII. Conclusão (15.14—16.27)


Romanos 1.27 1.1 a1Co 1.1; bAt 9.15; c2Co 11.7 1.2 dGl 3.8 1.3 eJo 1.14 1.5 fAt 9.15; gAt 6.7 1.6 hAp 17.14

1

Paulo, servoa de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo,a separadob para o evangelho de Deus,c 2 o qual foi prometido por ele de antemão por meio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas,d 3  acerca de seu Filho, que, como homem,e era descendente de Davi, 4  e que mediante o Espíritob de santidade foi declarado Filho de Deus com poder, pela sua ressurreição dentre os mortos: Jesus Cristo, nosso Senhor. 5 Por meio dele e por causa do seu nome, recebemos graça e apostolado para chamar dentre todas as naçõesf um povo para a obediência que vem pela fé.g 6 E vocês também estão entre os chamados para pertencerem a Jesus Cristo.h 7 A todos os que em Roma são amados de Deusi e chamados para serem santos:

1.7 iRm 8.39; j1Co 1.3

1.8 k1Co 1.4; lRm 16.19 1.9 m2Tm 1.3; nFp 1.8 1.10 oRm 15.32 1.11 pRm 15.23 1.13 qRm 15.22,23

1.14 r1Co 9.16 1.15 sRm 15.20 1.16 t2Tm 1.8; u1Co 1.18; vAt 3.26; wRm 2.9,10 1.17 xRm 3.21; yHc 2.4; Gl 3.11; Hb 10.38 1.18 zEf 5.6; Cl 3.6 1.19 aAt 14.17 1.20 bSl 19.1-6 1.21 cJr 2.5; Ef 4.17,18 1.22 d1Co 1.20,27 1.23 eSl 106.20; Jr 2.11; At 17.29 1.24 fEf 4.19; g1Pe 4.3 1.25 hIs 44.20; iJr 10.14; jRm 9.5 1.26 kv. 24,28; l1Ts 4.5; mLv 18.22,23 1.27 nLv 18.22; 20.13

A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.j Paulo Anseia Visitar a Igreja em Roma 8 Antes de tudo, sou grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vocês,k porque em todo o mundo está sendo anunciada a fé que vocês têm.l 9 Deus, a quem sirvom de todo o coração pregando o evangelho de seu Filho, é minha testemunhan de como sempre me lembro de vocês 10 em minhas orações; e peço que agora, finalmente, pela vontade de Deus, me seja aberto o caminho para que eu possa visitá-los.o 11 Anseio vê-los,p a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los, 12 isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé. 13 Quero que vocês saibam, irmãos, que muitas vezes planejei visitá-los, mas fui impedido até agora.q Meu propósito é colher algum fruto entre vocês, assim como tenho colhido entre os demais gentiosc. 14 Sou devedorr tanto a gregos como a bárbarosd, tanto a sábios como a ignorantes. 15 Por isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma.s 16 Não me envergonho do evangelho,t porque é o poder de Deusu para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu,v depois do grego.w 17 Porque no evangelho é reveladax a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”e.y A Ira de Deus contra a Humanidade 18 Portanto, a ira de Deusz é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, 19 pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.a 20 Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas,b de forma que tais homens são indesculpáveis; 21 porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se.c 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucosd 23 e trocaram a glória do Deus imortal por imagense feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. 24 Por isso Deus os entregouf à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si.g 25 Trocaram a verdade de Deus pela mentira,h e adoraram e serviram a coisasi e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre.j Amém. 26  Por causa disso Deus os entregouk a paixões vergonhosas.l Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza.m 27  Da mesma forma, os homens a  b  c  d  e 

1.1 Isto é, escravo. 1.4 Ou que quanto a seu espírito. 1.13 Isto é, os que não são judeus; também em todo o livro de Romanos. 1.14 Isto é, aqueles que não possuíam cultura grega. 1.17 Hc 2.4.

1.1-7 As cartas antigas geralmente começavam com uma identificação simples do remetente e dos destinatários, seguida de uma saudação (ver “As cartas no mundo greco-romano”, em 2Co 3). As cartas do NT seguem esse padrão, mas nenhuma introdução é tão elaborada como a carta de Paulo aos cristãos de Roma, talvez porque estivesse escrevendo para uma igreja que ele nunca visitara. Paulo usa seis versículos para se identificar, antes de mencionar seu público e saudá-lo. 1.1 A palavra grega aqui traduzida por “servo” significa literalmente “escravo”, aquele que pertence a seu dono e não tem liberdade para ir embora (ver “Trabalho e bem-estar no mundo antigo”, em 2Ts 3; e “Escravidão no mundo greco-romano”, em Fm). 1.2 Sobre as “Escrituras Sagradas”, ver “O Antigo Testamento da igreja primitiva”, 2Tm 3. 1.7 Ver “Roma”, em Rm 2. .1.13 A palavra grega traduzida por “irmãos” era usada no tempo de Paulo quando alguém se dirigia a uma multidão ou comunidade que incluía homens e mulheres (ver At 1.14-16).

1.14 Os “gregos” são os gentios que falavam grego ou seguiam o estilo grego de vida, embora fossem cidadãos do Império Romano e falassem latim. “Bárbaros” (i.e., os não gregos) é uma palavra que provavelmente imitava o som, ininteligível aos ouvidos gregos, dos idiomas de outros povos. 1.18 A ira de Deus não é igual à ira egoísta e imprevisível atribuída aos deuses míticos com os quais o público romano de Paulo estava familiarizado (ver “Os deuses dos gregos e dos romanos”, em Gl 4). 1.27 A expressão “atos indecentes” é uma referência à sodomia, pela qual Sodoma se tornou conhecida (Gn 19.5). Deus proibiu estritamente essa prática (Dt 23.17) Ela geralmente estava em conexão com a adoração pagã, e sua inclusão era sinal de distanciamento do Senhor (1Rs 14.24). Asa (1Rs 15.12) e Josafá tomaram medidas contra esse pecado (1Rs 22.46), mas sua prática continuou: na época de Josias, era praticada até mesmo na casa do Senhor (2Rs 23.7).

15


16

Romanos 1.28

também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão.n 28 Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregouo a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam. 29 Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros,p 30 caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais;q 31 são insensatos, desleais, sem amor pela família,r implacáveis. 32 Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte,s não somente continuam a praticá-las, mas também aprovamt aqueles que as praticam.

1.28 ov. 24,26 1.29 p2Co 12.20 1.30 q2Tm 3.2 1.31 r2Tm 3.3 1.32 sRm 6.23; tSl 50.18; Lc 11.48; At 8.1; 22.20

NOTAS H I ST Ó R I C AS E C U L TURA I S

Homossexualidade no mundo antigo ROMANOS 1 Em Romanos 1.24-32, Paulo descreve a depravação dos gentios. Cita a homossexualidade como o exemplo mais importante e comprobatório de sua reprovação. Com esse comportamento, eles demonstravam a realidade de que rejeitar a Deus conduz à perversão de tudo o que é bom e correto. De fato, a homossexualidade difundida é prova irrefutável de que uma cultura está sob juízo divino. Hoje, entretanto, muitos intérpretes afirmam que ler Romanos 1 à luz da realidade cultural do mundo greco-romano revela que Paulo não estava, na verdade, condenado a homossexualidade em si, mas reprovando uma versão particularmente sensual e promíscua dessa inclinação sexual. Ou seja, de acordo com esses estudiosos, a homossexualidade, no contexto de um relacionamento cuidadoso e amável, não só é aceitável, como não fazia parte das preocupações de Paulo. Essa interpretação baseia-se numa distorção do que conhecemos sobre as práticas e crenças antigas. A homossexualidade era muito comum no mundo grego e durante o período do NT difundiu-se também no mundo romano. Na época, como agora, havia orgias homossexuais, porém muitas outras variedades de comportamento homossexual eram praticadas. Entretanto, não podemos afirmar que o comportamento homossexual pagão era estritamente orgiástico. Os

gou, o imperador deprimido decretou que ele fosse adorado como um deus. Os judeus, no entanto, consideravam os homossexuais depravados por natureza — atitude fundamentada em textos bíblicos, como Levítico 18.22. Os escritos judaicos desse período tratavam a atividade homossexual como digna de morte. Paulo, longe de discordar desse ponto de vista, endossou-a rigorosamente (1Co 6.9). É importante observar, no entanto, que nem Paulo nem seus contemporâneos judeus faziam distinção entre homossexualidade legal e ilícita. Para eles, tal preferência sexual era, por natureza, errada em qualquer contexto. Há evidências de que mesmo os gregos podiam estar cientes de que esse comportamento era depravado. Imperador Adriano Aristófanes, poeta cômico grego, Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com permissão do Museu de Israel fazia piadas sobre o comportamento homossexual (ainda que o utilizasse homens gregos envolviam-se em relacionamentos homossexuais com adolescentes. como artifício cômico). Por exemplo, em Muitos, na verdade, consideravam isso Mulheres na Tesmoforia, ridiculariza sem uma experiência para atingir a maturidade. piedade a homossexualidade notória do Qualquer atração homossexual era descrita poeta Agatão. Seria exagero afirmar que com termos românticos. Poetas e poetisas Aristófanes se opunha à prática homossecelebravam seu amor por pessoas do mesmo xual, mas sua comédia indica uma consciência sexo. Safo (ca. 630 a.C.) foi a poetisa mais fa- preocupada com esse comportamento na mosa desse gênero, embora a natureza pre- cultura em que estava inserido. Platão, por cisa de seu relacionamento com a mulher de sua vez, em seus primeiros diálogos, aprova seu poema seja alvo de debates. O imperador o comportamento homossexual, porém, já romano Adriano era tão dominado pelo amor no final de sua carreira, observa em suas Leis passional por um jovem chamado Antínoo que a relação sexual homossexual era largaque, quando o objeto de sua afeição se afo- mente reconhecida como não natural.


Romanos 2.29

2.1 uRm 1.20; v2Sm 12.5-7; Mt 7.1,2 2.4 wRm 9.23; Ef 1.7,18; 2.7; xRm 11.22; yRm 3.25; zÊx 34.6; a2Pe 3.9

2.5 bJd 6

2.6 cSl 62.12; Mt 16.27 2.7 dv. 10; e1Co 15.53,54 2.8 f2Ts 2.12 2.9 g1Pe 4.17

2.10 hv. 9 2.11 iAt 10.34 2.12 jRm 3.19; 1Co 9.20,21 2.13 kTg 1.22,23, 25 2.14 lAt 10.35

2.16 mEc 12.14; nAt 10.42; oRm 16.25

2.17 pv. 23; Mq 3.11; Rm 9.4

2.21 qMt 23.3,4 2.22 rAt 19.37 2.23 sv. 17 2.24 tIs 52.5; Ez 36.22 2.25 uGl 5.3; vJr 4.4 2.26 wRm 8.4; x1Co 7.19 2.27 yMt 12.41,42 2.28 zMt 3.9; Jo 8.39; Rm 9.6,7; aGl 6.15 2.29 bFp 3.3; Cl 2.11; cRm 7.6; dJo 5.44; 1Co 4.5; 2Co 10.18; 1Ts 2.4; 1Pe 3.4

17

O Justo Juízo de Deus Vozes antigas Portanto, você, que julga os outros é indesculpável;u pois está condenando você mesmo naquilo em que julga, visto que Se alguém faz a observação despreocupavocê, que julga, pratica as mesmas coisas.v 2 Sabemos que o juízo damente ou com toda a seriedade, o outro deve observar que, quando o corpo macho de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade. 3 Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica se une para a procriação com a fêmea, o prazer que apoia isso é compreendido as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus? 4  Ou como de acordo com a natureza, mas será que você despreza as riquezasw da sua bondade,x tolerânciay quando um macho se une a outro macho, z e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ou uma fêmea a outra fêmea, é fora dos ao arrependimento?a limites da natureza. Esse ultraje era ini5  Contudo, por causa da sua teimosia e do seu coração obsticialmente feito por pessoas cujo desejo de nado, você está acumulando ira contra você mesmo, para o dia da prazer era sem autocontrole. ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento.b 6  Deus — Platão sobre a homossexualidade “retribuirá a cada um conforme o seu procedimento”a.c 7 Ele dará De Platão, Leis, 636c (tradução por Duane Garrett) vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem, buscam glória, Ver o artigo “Homossexualidade no mundo antigo”, honrad e imortalidade.e 8 Mas haverá ira e indignação para os que em Rm1. são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça.f 9 Haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal: primeiro para o judeu, depois para o grego;g 10 mas glória, honra e paz para todo o que pratica o bem: primeiro para o judeu, depois para o grego.h 11 Pois em Deus não há parcialidade.i 12 Todo aquele que pecar sem a Lei, sem a Lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a Lei,j pela Lei será julgado. 13 Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecemk à Lei, estes serão declarados justos. 14 (De fato, quando os gentios, que não têm a Lei, praticam naturalmente o que ela ordena,l tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; 15 pois mostram que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração. Disso dão testemunho também a sua consciência e os pensamentos deles, ora acusando-os, ora defendendo-os.) 16 Isso tudo se verá no dia em que Deus julgar os segredos dos homens,m mediante Jesus Cristo,n conforme o declara o meu evangelho.o

2

Os Judeus e a Lei 17 Ora, você leva o nome de judeu, apoia-se na Lei e orgulha-se de Deus.p 18 Você conhece a vontade de Deus e aprova o que é superior, porque é instruído pela Lei. 19 Você está convencido de que é guia de cegos, luz para os que estão em trevas, 20 instrutor de insensatos, mestre de crianças, porque tem na Lei a expressão do conhecimento e da verdade. 21 E então? Você, que ensina os outros, não ensina a você mesmo? Você, que prega contra o furto, furta?q 22  Você, que diz que não se deve adulterar, adultera? Você, que detesta ídolos, rouba-lhes os templos?r 23 Você, que se orgulha da Lei,s desonra a Deus, desobedecendo à Lei? 24 Pois, como está escrito: “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vocês”b.t 25 A circuncisão tem valor se você obedece à Lei;u mas, se você desobedece à Lei, a sua circuncisão já se tornou incircuncisão.v 26 Se aqueles que não são circuncidados obedecem aos preceitos da Lei,w não serão eles considerados circuncidados?x 27 Aquele que não é circuncidado fisicamente, mas obedece à Lei, condenará vocêy que, tendo a Lei escrita e a circuncisão, é transgressor da Lei. 28 Não é judeu quem o é apenas exteriormente,z nem é circuncisão a que é meramente exterior e física.a 29 Não! Judeu é quem o é interiormente, e circuncisão é a operada no coração, pelo Espírito,b e não pela Lei escrita.c Para estes o louvor não provém dos homens, mas de Deus.d a  b 

2.6 Sl 62.12; Pv 24.12. 2.24 Is 52.5; Ez 36.22.

2.1 Os judeus da época, por terem a Lei mosaica, consideravam-se superiores aos gentios. De acordo com eles, os gentios nada sabiam da revelação de Deus e tinha um estilo de vida imoral. 2.22 Costumava-se guardar nos templos pagãos grandes quantidades de riquezas.

2.25 A circuncisão era um sinal da aliança que Deus firmou com Israel e penhor da bênção decorrente dessa aliança (ver Gn 17 e nota; ver também “Homossexualidade no mundo antigo”, em Rm 1).


18

Romanos 2.29

S Í T I OS AR Q U E O L Ó G I C OS

ROMA ROMANOS 2 No primeiro século d.C., Roma tinha cerca de um milhão de habitantes. A cidade era lar de vários templos, tais como o templo de Concorde, o de Castor e o de Vesta. O último era uma estrutura modesta, porém antiga, dedicada à deusa do lar e servido pelas virgens vestais. O antigo centro da vida religiosa, cultural, comercial e política era o Fórum, embora no primeiro século houvesse outros fóruns (como o Fórum de Augusto e o Fórum de Júlio César) ali perto. César Augusto e seu tenente M. Vespasiano Agripa haviam comandado várias construções em Roma um século antes.1 Suas obras incluíam o Panteão (templo dedicado a todos os deuses de Roma),2 o Altar da Paz, residência imperial na colina Palatina, o templo de Júlio César, um arco do triunfo, aquedutos e sistemas de esgoto e várias outras estruturas. Augusto gabava-se de que havia encontrado Roma como uma cidade de pedra e que a deixou como uma cidade de mármore. Ainda assim, muitos dos moradores de Roma viviam na miséria. Massivas construções de apartamentos chamados insulae (lit. “ilhas”) estavam espalhadas pela cidade.3

Além de serem infestadas de delinquentes, essas construções eram áreas de alto risco de incêndios: em 64 d.C., um incêndio devastou três dos catorze bairros da cidade, deixando apenas quatro incólumes. Nero, imperador na época, usou a terra desnudada pelo fogo para construir uma extravagante residência para si, que denominou Domus Aurea (“casa dourada”).4 O famoso Coliseu, anfiteatro com capacidade para 50 mil pessoas sentadas, foi dedicado em 80 d.C. O arco de Tito, construído em 81 d.C., comemora o saque de Jerusalém pelos romanos.5 Roma era lar de uma população etnicamente misturada, inclusive de um número significativo de judeus.6 Os grupos étnicos tendiam a se agrupar em bairros diferentes, e a cidade era caracterizada por severa diferença de classes. Entre um terço e metade dos moradores de Roma eram escravos ou escravos recém-libertos, embora aqueles não estivessem necessariamente na base da hierarquia social.7 É provável que os pobres livres experimentassem a sina mais difícil e vivessem nas condições mais difíceis. Os necessitados dependiam do donativo do governo e podiam rapidamente se tornar

uma turba (daí o ditado de que o povo exigia “pão e circo”). Roma, o centro de comércio do império, era facilmente acessível por meio de uma rede de estradas e canais. Como as vizinhanças étnicas, o mercado era organizado em quarteirões agrupados de acordo com as categorias comercializadas. Isso facilitava ao visitante estrangeiro o encontro com outros de sua confraria e aos consumidores a localização rápida dos itens que desejavam comprar. Os que compartilhavam de determinada profissão geralmente formavam clubes e associações, o que lhes permitia uma vida social em comum e uma comunidade de negócios afins.8 A Basílica de São Pedro está localizada no sítio tradicional (mas não comprovado) em que o apóstolo Pedro foi sepultado, enquanto a Basílica de São Paulo, fora dos muros da cidade, marca o local de sepultamento tradicional desse apóstolo. Uma placa encontrada ali, datada do período de Constantino, contém a inscrição PAULO APOSTOLO MART[YRI] (“Ao apóstolo Paulo, mártir”).9

1Ver “César Augusto, imperador de Roma; o censo; Quirino, governador da Síria”, em Lc 1.  2Ver “Os deuses dos gregos e dos romanos”, em Gl 4.  3Ver “Casas na Terra Santa do século I d.C.: a casa de Pedro em Cafarnaum; Insulae”, em Mt 14.  4Ver “Nero, o perseguidor dos cristãos”, em Fp 4.  5Ver “Josefo e a queda de Jerusalém”, em Mt 24.  6Ver “A diáspora judaica no século I d.C.”, em At 2.  7Ver “Escravidão no mundo greco-romano”, em Fm.  8Ver “As viagens no mundo greco-romano”, em 1Ts 3; e ”Comércio e mercantilismo no Império Romano”, em Ap 18.  9Ver “Constantino e o papel da rainha Helena na preservação dos locais sagrados”, em Jo 19.

A colina Palatina, em Roma Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com permissão do Ministério de Propriedades e Atividades Culturais — Superintendência Arqueológica de Roma


Romanos 3.22 3.2 eDt 4.8; Sl 147.19 3.3 fHb 4.2; g2Tm 2.13 3.4 hJo 3.33; iSl 116.11; jSl 51.4

3.5 kRm 6.19; Gl 3.15 3.6 l Gn 18.25 3.7 mv. 4 3.8 nRm 6.1

3.9 ov. 19,23; Gl 3.22

3

Que vantagem há então em ser judeu, ou que utilidade há na circuncisão? 2 Muita, em todos os sentidos! Principalmente porque aos judeus foram confiadas as palavras de Deus.e 3 Que importa se alguns deles foram infiéis?f A sua infidelidade anulará a fidelidade de Deus?g 4 De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro,h e todo homem mentiroso.i Como está escrito: “Para que sejas justificado nas tuas palavras e prevaleças quando fores julgado”a.j 5 Mas, se a nossa injustiça ressalta de maneira ainda mais clara a justiça de Deus, que diremos? Que

Deus é injusto por aplicar a sua ira? (Estou usando um argumento humano.)k 6 Claro que não! Se fosse assim, como Deus iria julgar o mundo?l 7 Alguém pode alegar ainda: “Se a minha mentira ressalta a veracidade de Deus, aumentando assim a sua glória,m por que sou condenado como pecador?” 8 Por que não dizer como alguns caluniosamente afirmam que dizemos: “Façamos o mal, para que nos venha o bem”?n A condenação dos tais é merecida. Ninguém é Justo 9 Que concluiremos então? Estamos em posição de vantagemb? Não! Já demonstramos que tanto judeus quanto gentios estão debaixo do pecado.o 10 Como está escrito: “Não há nenhum justo, nem um sequer;

11 não há ninguém que entenda,

ninguém que busque a Deus.

12 Todos se desviaram,

3.12 pSl 14.1-3

tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”c.p 13 “Sua garganta é um túmulo aberto; com a língua enganam”d.q “Veneno de víbora está em seus lábios”e.r 14 “Sua boca está cheia de maldição e amargura”f.s 15 “Seus pés são ágeis para derramar sangue; 16 ruína e desgraça marcam os seus caminhos, 17 e não conhecem o caminho da paz”g. 18 “Aos seus olhos é inútil temer a Deus”h.t

3.13 qSl 5.9; rSl 140.3

3.14 sSl 10.7

3.18 tSl 36.1 3.19 uJo 10.34; vRm 2.12 3.20 wAt 13.39; Gl 2.16; xRm 7.7

3.21 yRm 1.17; 9.30; zAt 10.43 3.22 aRm 9.30; bRm 10.12; Gl 3.28; Cl 3.11

19 Sabemos que tudo o que a Lei diz,u o diz àqueles que estão debaixo dela,v para que toda boca se cale e o mundo todo esteja sob o juízo de Deus. 20 Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei,w pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.x

A Justiça por meio da Fé 21 Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus,y independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas,z 22 justiça de Deus mediante a féa em Jesus Cristo para todos os a  b  c  d  e  f  g  h 

3.4 Sl 51.4. 3.9 Ou desvantagem. 3.10-12 Sl 14.1-3; Sl 53.1-3; Ec 7.20. 3.13 Sl 5.9. 3.13 Sl 140.3. 3.14 Sl 10.7. 3.15-17 Is 59.7,8. 3.18 Sl 36.1.

3.8 O antinomismo é a ideia de que a lei moral não se aplica aos cristãos, que estão, em vez disso, sob a lei da graça. Porque a salvação não vem por meio de obras, mas pela graça, pensava-se, o esforço moral podia ser diminuído. Paulo pensava que esse tipo de heresia se havia infiltrado na igreja (1Co 5 e 6). Outros escolheram deturpar o ensino de Paulo a respeito da graça (como nesse versículo), e Paulo demonstrou o absurdo do ataque (Rm 6.1,15). Desde o primeiro século até nossos dias, pessoas e grupos tentaram combinar a vida espiritual com a permissividade moral, mas a Escritura não deixa dúvidas de que a nova vida em Cristo significa a morte para os antigos desejos malignos (Gl 5.24). 3.10-18 Vários fatores explicam por que as citações do AT nem sempre são exatamente literais no NT. 1) As citações feitas no NT às vezes se ocupavam do sentido geral, sem a pretensão de ser literais. 2) O grego não usava aspas nas citações. 3) As citações eram muitas vezes tomadas

da tradução grega (a Septuaginta) do AT hebraico, porque os leitores de língua grega não tinham familiaridade com a Bíblia hebraica. 4) Às vezes, o escritor do NT, para ressaltar a lição que ensinava, propositadamente aumentava, abreviava ou adaptava um texto do AT ou combinava dois ou mais textos (ver “A Septuaginta e seu uso no Novo Testamento”, em Hb 11). 3.21 “A Lei e os Profetas” são Escrituras do AT em sua totalidade (ver “O Antigo Testamento da igreja primitiva”, em 2Tm 3). 3.22-25 Paulo valeu-se de várias dimensões da experiência humana de seus dias. “Justificação” faz parte do jargão jurídico: é quando um juiz declara um réu inocente. “Redenção” vem do mundo do comércio e da escravidão: a pessoa podia redimir escravos, comprando-lhes a liberdade. “Sacrifício para propiciação”, obviamente, é linguagem da religião: o ato de se apresentar uma oferta que toma o lugar do culpado.

19


Romanos 3.23

20

que creem. Não há distinção,b 23 pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente por sua graça,c por meio da redençãod que há em Cristo Jesus. 25 Deus o ofereceu como sacrifício para propiciaçãoae mediante a fé, pelo seu sangue,f demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidosg; 26 mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. 27 Onde está, então, o motivo de vanglória?h É excluído. Baseado em que princípio? No da obediência à Lei? Não, mas no princípio da fé. 28 Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, a 

3.24 cRm 4.16; Ef 2.8; dEf 1.7,14; Cl 1.14; Hb 9.12 3.25 e1Jo 4.10; fHb 9.12,14; gAt 17.30

3.27 hRm 2.17,23; 4.2; 1Co 1.29-31; Ef 2.9

3.25 Ou como sacrifício que desviava a sua ira, removendo o pecado.

NOTAS H I ST Ó R I C AS E C U L TURA I S

Circuncisão no mundo antigo ROMANOS 3 O significado da circuncisão entre os não israelitas do mundo antigo é debatido entre os especialistas (se era um rito de casamento ou da puberdade ou se era praticado por questões higiênicas). Mas, para Israel, o rito era um “sinal” do penhor da aliança do povo que tinha de “andar diante [Yahweh]1 e ser íntegro” (Gn 17.1,11). O procedimento era realizado no órgão reprodutor masculino a fim de lembrar o receptor de que o juramento de fidelidade era compulsório tanto para ele quanto para seus descendentes. Também é provável que o corte ritual, no contexto da aliança (cf. Gn 15.7-18; Jr 34.17-20), apontasse para a maldição de ser “cortado”, que devia ser lançada sobre todos os que violassem a aliança (cf. Gn 17.14; Êx 4.25). A retirada por completo do prepúcio fez da circuncisão uma marca de diferenciação étnica para Israel, pois separava os machos israelitas dos egípcios e de muitos dos vizinhos ocidentais semitas de Israel (cf. Jr 9.24,25) que realizavam o rito apenas fendendo o prepúcio; dos filisteus “incircuncisos” e dos semitas orientais da Mesopotâmia, que não praticavam de forma alguma o ritual; finalmente, dos gregos e dos romanos dos períodos intertestamental e do NT, que rejeitavam toda forma de circuncisão.

Texto grego de Romanos 3; Egito, século III d.C. © The Schøyen Collection; cortesia do sr. Martin Schøyen

Não é surpresa que, para Israel, o termo “prepúcio” gerasse uma conotação negativa, vindo a representar tudo que se opunha a Deus e a seu povo. Ao mesmo tempo, o termo “circuncisão” era usado metaforicamente para designar alguém que renunciou às práticas pagãs e que agora era inteiramente devotado a Yahweh (Dt 10.16; Jr 4.4). Com o estabelecimento da fé cristã, todas as

1Ver o Glossário na p. 2080 para as definições das palavras em negrito.

marcas nacionais, como a circuncisão física, perderam o valor, e o povo de Deus tornou-se diferente apenas pela fé, que se desenvolvia em amor — o verdadeiro sinal de sua identificação com o Messias por meio da obra transformadora do Espírito (Rm 2.28,29; Gl 5.6; 6.14-16; cf. Dt 30.6; Jr 31.33; 32.39; Ez 36.26,27).


Romanos 4.21

3.30 kGl 3.8

independente da obediência à Lei.i 29 Deus é Deus apenas dos judeus? Ele não é também o Deus dos gentios? Sim, dos gentios também,j 30 visto que existe um só Deus, que pela fé justificará os circuncisos e os incircuncisos.k 31 Anulamos então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei.

4.2 l1Co 1.31 4.3 mv. 5,9,22; Gn 15.6; Gl 3.6; Tg 2.23 4.4 nRm 11.6

Abraão Foi Justificado pela Fé Portanto, que diremos do nosso antepassado Abraão? 2 Se de fato Abraão foi justificado pelas obras, ele tem do que se gloriar, mas não diante de Deus.l 3 Que diz a Escritura? “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça.”am 4  Ora, o salário do homem que trabalha não é considerado como favor,n mas como dívida. 5 Todavia, àquele que não trabalha, mas confia em Deus, que justifica o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça. 6 Davi diz a mesma coisa, quando fala da felicidade do homem a quem Deus credita justiça independente de obras:

3.28 iv. 20,21; At 13.39; Ef 2.9 3.29 jRm 9.24

4

7 “Como são felizes aqueles

que têm suas transgressões perdoadas, cujos pecados são apagados! 8 Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa!”bo

4.8 oSl 32.1,2; 2Co 5.19 4.9 pRm 3.30; qv. 3

4.11 rGn 17.10,11; sv. 16,17; Lc 19.9; tRm 3.22

4.13 uGl 3.16,29; vGn 17.4-6 4.14 wGl 3.18 4.15 xRm 7.7-25; 1Co 15.56; 2Co 3.7; Gl 3.10; Rm 7.12; yRm 3.20; 7.7 4.16 zRm 3.24; aRm 15.8 4.17 bGn 17.5; cJo 5.21; dIs 48.13; e1Co 1.28 4.18 fv. 17; gGn 15.5 4.19 hHb 11.11,12; iGn 17.17; jGn 18.11 4.20 kMt 9.8

21

Vozes antigas Agora eles deixaram Trebônio, membro da conspiração, para atrasar Antônio à porta com conversas. Os outros permaneceram ao lado de César enquanto ele estava sentado em sua cadeira, como se fossem seus amigos, mas haviam escondido adagas. Um do grupo, Tílio Cimber, aproximou-se de seu rosto e perguntou pelo retorno de seu irmão exilado. Enquanto César respondia que estava adiando essa questão, Cimber agarrou o tecido da toga de César, como se o pressionasse com seu pedido, puxou para trás o manto do pescoço dele e gritou: “Por que esperar mais, amigos?”. Casca foi o primeiro. Estava de pé, acima da cabeça de César, e levou a adaga ao pescoço dele, mas escorregou e golpeou-o no peito. César agarrou a toga de Cimber, prendeu a mão de Casca, saltou da cadeira e virou-se. Então derrubou Casca com uma força tremenda. Enquanto César estava curvado desse jeito, outra pessoa empurrou uma adaga contra seu lado. Cássio esfaqueou-o no rosto, Brutus atingiu-o na coxa e Bucoliano acertou-lhe as costas. César virou-se contra todos eles, enfurecido e gritando feito um animal, mas quando percebeu que Brutus o estava golpeando, ele se desesperou, arrumou-se em sua toga, e caiu com dignidade ao lado da estátua de Pompeu.

9 Destina-se essa felicidade apenas aos circuncisos ou também aos incircuncisos?p Já dissemos que, no caso de Abraão, a fé lhe foi creditada como justiça.q 10 Sob quais circunstâncias? Antes ou depois de ter sido circuncidado? Não foi depois, mas antes! 11 Assim ele recebeu a circuncisão como sinal, como selo da justiça que ele tinha pela fé, quando ainda não fora circuncidado.r Portanto, ele é o pais de todos os que creem,t sem terem sido circuncidados, a fim de que a justiça fosse creditada também a eles; 12 e é igualmente o pai dos circuncisos que não somente são circuncisos, mas também andam nos passos da fé que teve nosso pai Abraão antes de passar — O historiador Apiano sobre o assassinato de Júlio César pela circuncisão. 13  Não foi mediante a Lei que Abraão e a sua descendência De Apiano, História romana, 2.16 (tradução por Duane Garrett) Ver o artigo ”O Império Romano”, em Rm 4. receberam a promessau de que ele seria herdeiro do mundo,v mas mediante a justiça que vem da fé. 14 Pois, se os que vivem pela Lei são herdeiros, a fé não tem valor, e a promessa é inútil;w 15 porque a Lei produz a ira.x E onde não há Lei, não há transgressão.y 16 Portanto, a promessa vem pela fé, para que seja de acordo com a graçaz e seja assim garantidaa a toda a descendência de Abraão; não apenas aos que estão sob o regime da Lei, mas também aos que têm a fé que Abraão teve. Ele é o pai de todos nós. 17 Como está escrito: “Eu o constituí pai de muitas nações”c.b Ele é nosso pai aos olhos de Deus, em quem creu, o Deus que dá vidac aos mortos e chamad à existência coisas que não existem,e como se existissem. 18 Abraão, contra toda esperança, em esperança creu, tornando-se assim pai de muitas nações,f como foi dito a seu respeito: “Assim será a sua descendência”d.g 19 Sem se enfraquecer na fé, reconheceu que o seu corpo já estava sem vitalidade,h pois já contava cerca de cem anos de idade,i e que também o ventre de Sara já estava sem vigor.j 20 Mesmo assim não duvidou nem foi incrédulo em relação à promessa de Deus, mas foi fortalecido em sua fé e deu glória a Deus,k 21 estando plenamente convencido de que ele a  b  c  d 

4.3 Gn 15.6. 4.7,8 Sl 32.1,2. 4.17 Gn 17.5. 4.18 Gn 15.5.

4.9-17 No pensamento judaico, uma distinção permanecia entre os descendentes de Abraão — os participantes da aliança — e as “outras” nações, que também receberam benefícios por meio de Abraão de alguns modos não definidos. Paulo quebrou essa distinção: gentios e judeus são

“descendentes” de Abraão, beneficiários das bênçãos provenientes da aliança de Deus. 4.11 Ver “Circuncisão no mundo antigo”, em Rm 3.


22

Romano s s: 4 . 2 2

P O V OS , T E RRAS E G O V E RNANT E S ANT I G OS

O Império Romano ROMANOS 4 A tradição afirma que Roma foi fundada em 753 a.C. e que no início foi governada por uma série de reis.1 Localizada num aglomerado de colinas no rio Tibre, na Itália Central, desde os seus primeiros anos a cidade foi pressionada pelos etruscos ao norte e pelos colonos latinos e gregos ao sul, num processo longo até assumir o controle da península italiana. A monarquia romana chegou ao fim por volta de 509 a.C. e foi substituída pela República. A maior parte da Itália estava sob o controle romano por volta de meados do século III a.C., e na parte final daquele século Roma lutou em várias guerras ao norte da África, contra a cidade Cartago (as Guerras Púnicas). Na Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.), Roma sofreu derrotas catastróficas para o cartaginês Aníbal, mas por fim prevaleceu, por absoluta força de vontade, e obteve o controle do Mediterrâneo ocidental. Movendo-se na direção do Mediterrâneo Oriental, os romanos subjugaram os gregos, a Anatólia (Turquia), a Síria e a Terra Santa. A independência do Egito terminou quando Cleópatra, última representante dos faraós, cometeu suicídio diante do ataque das forças romanas, em 30 a.C. Enquanto isso, o governo da República, que fora projetada com uma série complexa de freios e contrapesos, tornava-se progressivamente estagnada e caracterizada pela disputa política. Generais como Caio Mário (ca. 157-86 a.C.) e Lúcio Cornélio Sula (ca. 138-78 a.C.) demonstraram que um general bem-sucedido podia controlar a política romana apenas com seu exército.2 Caio Júlio César (ca. 100-44 a.C.) explorou essa condição ao máximo e, depois de conquistar a Gália (França) e de derrotar seu rival, Pompeu, o Grande (ca. 106-48 a.C.), numa guerra civil, foi declarado ditador vitalício em Roma. Numa tentativa de restaurar a República, os membros conservadores do Senado o assassinaram, porém o sistema havia chegado ao fim. Após sucessivas guerras civis, Otaviano (César Augusto), sobrinho-neto e herdeiro

adotado de Júlio César, estabeleceu-se como governante exclusivo do mundo romano.3 Teve início assim o período da história romana conhecido como Principado (27 a.C.-285 d.C.), durante o qual o mundo romano foi governado por vários imperadores. Após um longo declínio, o imperador Diocleciano (245-316 d.C.) restaurou a ordem e dividiu o império em quatro distritos administrativos. A abdicação de Diocleciano foi seguida por outro período de guerras e confusão, do qual Constantino, o Grande (ca. 280-337 d.C.), emergiu vitorioso. Ele mudou sua capital para Bizâncio, renomeou-a Constantinopla (a moderna Istambul) e declarou o cristianismo religião oficial do Império Romano.4 O império ocidental entrou em declínio e caiu em 476, com a abdicação de Rômulo Augusto, mas sua contrapartida oriental sobreviveu como Império Bizantino até a queda de Constantino diante dos turcos otomanos, em 1453. O Principado romano proporciona a estrutura política e cultural para os escritos do NT. As cidades que sucumbiram ao controle romano tinham cada uma sua história com relação a Roma. Tarso, por exemplo, era uma cidade livre e não pagava impostos,5 e Corinto e Filipos, colônias de oficiais romanos, desfrutavam certos benefícios legais.6 A cidadania romana, embora amplamente concedida, não era garantida a todos os que viviam sob o domínio romano.7 Um sistema extensivo de estradas beneficiava as atividades militares e também comerciais do império.8 Com uma economia baseada em grande

Imperador Cláudio Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com permissão do Museu Britânico

parte na agricultura e na escravidão, os números das classes inferiores aumentaram. O mundo romano incorporou um confuso rol de religiões, cultos e superstições. Além disso, os imperadores romanos eram divinizados quando morriam e esperava-se que todos os que viviam dentro das fronteiras do império manifestassem sua lealdade a Roma participando do culto imperial e prestando homenagem a César.9 Quando os cristãos se recusaram a fazer isso, foram acusados de traição.10 Mesmo assim, as condições pacíficas que prevaleceram nessa época (a pax romana ou “paz de Roma”), a cultura comum greco-romana e o vasto sistema de transporte permitiram que o cristianismo florescesse.

1Ver “Roma”, em Rm 2.  2Ver “O exército romano e a ocupação da Terra Santa”, em At 27.  3Ver “César Augusto, imperador de Roma; o censo; Quirino, governador da Síria”, em Lc 1.  4Ver “Constantino e o papel da rainha Helena na preservação dos locais sagrados”, em Jo 19.  5Ver “Impostos romanos”, em Rm 11.  6Ver “Corinto”, em 2Co 1; e “Filipos”, em Fp 1.  7Ver “Cidadania romana”, em Fp 3.  8Ver “As viagens no mundo greco-romano”, em 1Ts 3; e “Comércio e mercantilismo no Império Romano”, em Ap 18.  9Ver “O culto imperial”, em Mc 12.  10Ver “Primeiras perseguições à Igreja”, em Ap 17.


R o mRaonmoasn6s. 4:

era poderoso para cumprir o que havia prometido.l 22 Em consequência, “isso lhe foi creditado como justiça”a.m 23 As palavras “lhe foi creditado” não foram escritas apenas para ele, 24 mas também para nós,n a quem Deus creditará justiça, a nós, que cremos naqueleo que ressuscitou dos mortosp a Jesus, nosso Senhor. 25 Ele foi entregue à morte por nossos pecadosq e ressuscitado para nossa justificação. Paz e Alegria Tendo sido, pois, justificados pela fé,r temosb paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, 2 por meio de quem obtivemos acessos pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes;t e nos gloriamosc na esperançau da glória de Deus. 3 Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações,v porque sabemos que a tribulação produz perseverança;w 4 a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. 5 E a esperançax não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santoy que ele nos concedeu. 6  De fato, no devido tempo,z quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios.a 7  Dificilmente haverá alguém que morra por um justo, embora pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. 8 Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.b 9 Como agora fomos justificados por seu sangue,c muito mais ainda, por meio dele, seremos salvos da irad de Deus! 10  Se quando éramos inimigos de Deuse fomos reconciliadosf com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!g 11 Não apenas isso, mas também nos gloriamos em Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, mediante quem recebemos agora a reconciliação.

5

Morte em Adão, Vida em Cristo 12 Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem,h e pelo pecado a morte,i assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram; 13 pois antes de ser dada a Lei, o pecado já estava no mundo. Mas o pecado não é levado em conta quando não existe lei.j 14  Todavia, a morte reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram pecado semelhante à transgressão de Adão, o qual era um tipo daquele que haveria de vir.k 15 Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. De fato, muitos morreram por causa da transgressão de um só homem,l mas a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só, Jesus Cristo,m transbordou ainda mais para muitos. 16 Não se pode comparar a dádiva de Deus com a consequência do pecado de um só homem: por um pecado veio o julgamento que trouxe condenação, mas a dádiva decorreu de muitas transgressões e trouxe justificação. 17 Se pela transgressão de um só a morten reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo. 18  Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens,o assim também um só ato de justiça resultou na justificaçãop que traz vida a todos os homens. 19  Logo, assim como por meio da desobediência de um só homemq muitos foram feitos pecadores, assim também por meio da obediênciar de um único homem muitos serão feitos justos. 20 A Lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada.s Mas onde aumentou o pecado transbordou a graça,t 21 a fim de que, assim como o pecado reinou na morte,u também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Mortos para o Pecado, Vivos em Cristo Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente?v 2 De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado,w como podemos continuar vivendo nele? 3 Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizadosx em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? 4  Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortosy mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.z

6 a  b  c 

4.21 lGn 18.14; Hb 11.19 4.22 mv. 3 4.24 nRm 15.4; 1Co 9.10; 10.11; oRm 10.9; pAt 2.24 4.25 qIs 53.5,6; Rm 5.6,8

5.1 rRm 3.28 5.2 sEf 2.18; t1Co 15.1; uHb 3.6 5.3 vMt 5.12; wTg 1.2,3 5.5 xFp 1.20; yAt 2.33 5.6 zGl 4.4; aRm 4.25

5.8 bJo 15.13; 1Pe 3.18 5.9 cRm 3.25; dRm 1.18 5.10 eRm 11.28; Cl 1.21; f2Co 5.18,19; Cl 1.20,22; gRm 8.34

5.12 hv. 15,16,17; 1Co 15.21,22;

iGn 2.17; 3.19;

Rm 6.23 5.13 jRm 4.15 5.14 k1Co 15.22, 45

5.15 lv. 12,18,19; mAt 15.11

5.17 nv. 12 5.18 ov. 12; pRm 4.25 5.19 qv. 12; rFp 2.8

5.20 sRm 7.7,8; Gl 3.19; t1Tm 1.13,14 5.21 uv. 12,14

6.1 vv. 15; Rm 3.5,8 6.2 wCl 3.3,5; 1Pe 2.24 6.3 xMt 28.19 6.4 yCl 3; zRm 7.6; Gl 6.15; Ef 4.2224; Cl 3.10

4.22 Gn 15.6. 5.1 Ou tenhamos. 5.2 Ou gloriemo-nos; também no versículo 3.

4.25 Essas palavras, que refletem a tradução da Septuaginta de Is 53.12, provavelmente constituíam uma fórmula confessional cristã (ver “A Septuaginta e seu uso no Novo Testamento”, em Hb 11). 6.1 Sobre a heresia do antinomismo (ideia que a lei moral não se aplica aos cristãos, que estão sob a lei da graça), ver nota em 3.8.

6.3,4 Nos tempos do NT, o batismo acontecia logo depois da conversão. Isso fazia que ambos fossem considerados aspectos de um único ato (ver At 2.38; ver também “Batismo no mundo antigo”, em Mt 3).

23


Romanos 6.5

24

5 Se dessa forma fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição.a 6 Pois sabemos que o nosso velho homemab foi crucificado com ele,c para que o corpo do pecadod seja destruídob, e não mais sejamos escravos do pecado; 7 pois quem morreu foi justificado do pecado. 8 Ora, se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. 9 Pois sabemos que, tendo sido ressuscitado dos mortos,e Cristo não pode morrer outra vez: a morte não tem mais domínio sobre ele.f 10 Porque, morrendo, ele morreu para o pecadog uma vez por todas; mas, vivendo, vive para Deus. 11 Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado,h mas vivos para Deus em Cristo Jesus. 12 Portanto, não permitam que o pecado continue dominando o corpo mortal de vocês, fazendo que a  b 

6.5 a2Co 4.10; Fp 3.10,11 6.6 bEf 4.22; Cl 3.9; cGl 2.20; Cl 2.12,20; dRm 7.24 6.9 eAt 2.24; fAp 1.18 6.10 gv. 2 6.11 hv. 2

6.6 Isto é, a nossa velha vida em Adão. 6.6 Ou seja deixado sem poder

NOTAS H I ST Ó R I C AS E C U L TURA I S

Escatologia judaica no século I d.C. ROMANOS 6 A escatologia é o “estudo das últimas coisas” e os meios pelos quais certas comunidades religiosas concebem o final ou o objetivo da História. A Bíblia não usa o termo abstrato “escatologia”, mas sugere essa ideia em expressões como “os dias vindouros”, “os últimos dias”, “o fim dos tempos” ou “o dia do Senhor” e sua versão reduzida “naquele dia” (Dt 4.30; Is 11.11; Dn 2.28; Jl 2.1). No judaísmo e no cristianismo primitivo, a escatologia era uma consequência necessária da convicção dupla de que um Deus verdadeiro e vivo criou o Universo e pretende resgatá-lo. Embora as crenças escatológicas judaicas no século I d.C. fossem bastante diversas, alguns conceitos básicos eram compartilhados:

 Israel esperava a restauração e a reversão divina de tudo que estava errado no mundo.

 Os impérios pagãos e seus ídolos seriam destruídos, e Jerusalém seria glorificada.

 A liderança corrupta de Israel seria remo-

vida, e o verdadeiro rei davídico assumiria o poder.  Os pecados de Israel seriam perdoados, e Deus derramaria seu Espírito sobre seu povo para que a nação se tornasse obediente.  Como resultado, sairia luz de Jerusalém, que convocaria todas as nações para adorar ao Senhor de toda a terra. Um aspecto importante desse quadro geral é a noção de um Redentor pessoal, um

1Ver “Sinagogas antigas”, em At 9. 

representante autorizado para mediar a relação entre Deus e seu povo. Esse Ungido, o Messias, é compreendido de várias maneiras: um segundo Moisés, um príncipe, um servo sofredor ou um sumo sacerdote escolhido. Todos esses conceitos são profundamente devedores aos profetas do AT e refletem um panorama geral comum aos diversos grupos existentes em Israel. Alguns partidos judaicos, na verdade, esperavam dois messias: um messias sacerdotal e um messias real. A crença escatológica judaica não era segredo. Até mesmo os historiadores romanos Suetônio e Tácito sabiam da esperança judaica de uma salvação messiânica. A liturgia da sinagoga também incluía orações diárias concentradas na esperança de Israel.1 A despeito da ampla unidade da escatologia judaica, um vasto rol de opiniões existia a respeito do tempo exato e da maneira precisa em que esses grandes acontecimentos se tornariam públicos (1Pe 1.10-12). Vários autores articularam a esperança que Israel tinha do futuro por meio de uma cadeia de imagens e metáforas, porém o conjunto era difícil de conciliar. Diferentes grupos religiosos assumiram compreensões muito divergentes tanto sobre os antecedentes da era messiânica quanto sobre a perspectiva de cada movimento:

 Os fariseus, que parecem ter reconhecido

o cenário escatológico mais geral, entediam

2Ver “Os fariseus”, em Mt 5. 

3Ver “Os saduceus”, em Mt 22. 

a fidelidade à Torá como prerrequisito divino para a visitação de Israel (At 15.5).2  Os saduceus negavam a ressurreição (Mt 22.23) e sua atitude em relação à escatologia em geral permanece incerta.3  Os essênios de Qumran acreditavam que sua comunidade era o início do cumprimento da era da redenção. Separaram-se dos gentios opressores e dos judeus apóstatas com os quais aguardavam um conflito final.  Josefo considerava os zelotes uma quarta seita dentro do judaísmo. Seus membros se consideravam seguidores de Fineias, de Elias e dos macabeus por acreditarem que a resistência ativa era o antecedente necessário para a era escatológica.4 As diversas interpretações da profecia no judaísmo do primeiro século recomendam cautela nas interpretações da profecia nos dias de hoje. A mensagem principal do NT é que a esperança de Israel está cumprida em Jesus (Mc 1.15; 1Co 10.11; Hb 9.26; 1Pe 1.20), e foi precisamente esse ponto que muitos líderes judeus, a despeito de sua leitura cuidadosa das profecias, precisavam reconhecer. Esforços recentes para empregar a profecia bíblica a fim de descrever com precisão como e quando os acontecimentos do fim do mundo acontecerão podem se provar tão enganosos quanto os dos intérpretes do primeiro século.

4Ver “Os zelotes e os essênios”, em Mt 10.


Romanos 7.19 6.13 iv. 16,19; Rm 7.5; jRm 12.1; 1Pe 2.24 6.14 kGl 5.18; lRm 3.24

6.16 mJo 8.34; 2Pe 2.19; nv. 23 6.17 oRm 1.8; 2Co 2.14; p2Tm 1.13 6.18 qv. 7,22; Rm 8.2 6.19 rRm 3.5; sv. 13 6.20 tv. 16 6.21 uv. 23 6.22 vv. 18; w1Co 7.22; 1Pe 2.16 6.23 xGn 2.17; Rm 5.12; Gl 6.7,8; Tg 1.15; yMt 25.46

7.1 zRm 1.13 7.2 a1Co 7.39

7.4 bRm 8.2; Gl 2.19; cCl 1.22 7.5 dRm 7.7-11; eRm 6.13 7.6 fRm 2.29; 2Co 3.6

7.7 gRm 3.20; 4.15; hÊx 20.17; Dt 5.21 7.8 iv. 11 jRm 4.15; 1Co 15.56 7.10 kLv 18.5; Lc 10.26-28; Rm 10.5; Gl 3.12 7.11 lGn 3.13 7.12 m1Tm 1.8

7.14 n1Co 3.1; o1Rs 21.20,25;

2Rs 17.17 7.15 pv. 19; Gl 5.17 7.16 qv. 12 7.17 rv. 20 7.18 sv. 25

obedeçam aos seus desejos. 13 Não ofereçam os membros do corpo de vocês ao pecado, como instrumentos de injustiça;i antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros do corpo de vocês a ele, como instrumentos de justiça.j 14 Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei,k mas debaixo da graça.l Escravos da Justiça 15 E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma! 16 Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecadom que leva à morte,n ou da obediência que leva à justiça? 17 Mas, graças a Deus,o porque, embora vocês tenham sido escravos do pecado, passaram a obedecer de coração à forma de ensinop que lhes foi transmitida. 18 Vocês foram libertados do pecadoq e tornaram-se escravos da justiça. 19  Falo isso em termos humanos,r por causa das suas limitações humanasa. Assim como vocês ofereceram os membros do seu corpo em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em escravidão à justiças que leva à santidade. 20 Quando vocês eram escravos do pecado,t estavam livres da justiça. 21 Que fruto colheram então das coisas das quais agora vocês se envergonham? O fim delas é a morte!u 22 Mas agora que vocês foram libertados do pecadov e se tornaram escravos de Deusw o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. 23 Pois o salário do pecado é a morte,x mas o dom gratuito de Deus é a vida eternay emb Cristo Jesus, nosso Senhor. A Ilustração do Casamento Meus irmãos,z falo a vocês como a pessoas que conhecem a lei. Acaso vocês não sabem que a lei tem autoridade sobre alguém apenas enquanto ele vive? 2 Por exemplo, pela lei a mulher casada está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei do casamento.a 3 Por isso, se ela se casar com outro homem enquanto seu marido ainda estiver vivo, será considerada adúltera. Mas, se o marido morrer, ela estará livre daquela lei e, mesmo que venha a se casar com outro homem, não será adúltera. 4  Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a Lei,b por meio do corpo de Cristo,c para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus. 5 Pois quando éramos controlados pela carnec, as paixões pecaminosas despertadas pela Leid atuavam em nosso corpo,e de forma que dávamos fruto para a morte. 6 Mas agora, morrendo para aquilo que antes nos prendia, fomos libertados da Lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito, e não segundo a velha forma da Lei escrita.f

7

A Luta contra o Pecado 7 Que diremos então? A Lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da Lei.g Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a Lei não dissesse: “Não cobiçarás”d.h 8 Mas o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento,i produziu em mim todo tipo de desejo cobiçoso. Pois, sem a Lei, o pecado está morto.j 9 Antes eu vivia sem a Lei, mas, quando o mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri. 10 Descobri que o próprio mandamento, destinado a produzir vida,k na verdade produziu morte. 11 Pois o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento, enganou-mel e por meio do mandamento me matou. 12 De fato a Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.m 13 E então, o que é bom se tornou em morte para mim? De maneira nenhuma! Mas, para que o pecado se mostrasse como pecado, ele produziu morte em mim por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se mostrasse extremamente pecaminoso. 14 Sabemos que a Lei é espiritual; eu, contudo, não o sou,n pois fui vendidoo como escravo ao pecado. 15 Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio.p 16 E, se faço o que não desejo, admito que a Lei é boa.q 17 Nesse caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.r 18 Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne.s Porque tenho o desejo de a  b  c  d 

6.19 Grego: por causa da fraqueza da sua carne. 6.23 Ou por meio de. 7.5 Ou pela natureza pecaminosa; também nos versículos 18 e 25. 7.7 Êx 20.17; Dt 5.21.

7.2,3 Alguns especialistas insistem em que a prova de que se casar novamente por qualquer outro motivo que não a morte do cônjuge é adultério está nesses versículos. Contudo, tanto a lei romana quanto a lei judaica permitiam novo casamento após um divórcio legítimo (ver

“Casamento e divórcio no antigo Israel”, em Ml 2). Paulo não está ensinando a respeito de casamento ou divórcio, apenas ilustrando a ideia que os cristãos haviam “morrido” para a lei.

25


26

Romano s s: 7 . 1 9

HISTÓRIA CRONOLÓGICA DE 600 a.C. ATÉ O FINAL DA REVOLTA JUDAICA, EM 150 d.C. Acontecimentos 600 a.C.

500

Pessoas

Queda do controle etrusco em Roma e fundação da República (509) Primeiros cônsules indicados (508) Primeiro ditador (501) Coalizão de Roma com os latinos (493) Doze Mesas (451-450)

400 Roma capturada pelos gauleses (390) Primeira Guerra Samnita (343-341) A Guerra Latina (340-338) Dissolução da Liga Latina (338) Segunda Guerra Samnita (327-304) 300 Terceira Guerra Samnita (298-290) Primeira Guerra Púnica (264-241) Cato, o Velho (234-149) Diplomatas romanos em Atenas e Corinto (228) Segunda Guerra Púnica (218-201) Aníbal cruza os Alpes (218) Primeira Guerra Macedônia (214-205) Derrota de Roma por Cartago em Zama (202) 200 Segunda Guerra Macedônia: derrota de Roma para Filipe V (200-196) Revogação da Lex oppia (195) Guerra contra Antíoco III (o Grande) (191-189) Terceira Guerra Macedônia (176-167) Lex voconia (169) Terceira Guerra Púnica: destruição de Cartago (150-146) Guerra contra a Acaia; destruição de Corinto (146) Guerra Servil na Sicília (135-131)

Cícero (106-43)

100 Guerra Servil contra Espártaco (73-71) Primeiro consulado de Pompeu e Crasso (70) Pompeu captura Jerusalém (63) Consulado de Cícero (63) Coalizão de Pompeu, César e Crasso (60) Primeiro consulado de César (59) Guerras de César na Gália (59-51)

Cato, o Jovem (95-46) Catulo (84-54) Virgílio (70-19) Horácio (65-8) Lucrécio (60) Lívio (59 a.C-17 d.C.)


Roma Rn oo msa n 7 .s2 0:

Acontecimentos

Pessoas

100 Exílio de Cícero (58) Retorno de Cícero (57) Segundo consulado de Pompeu e Crasso (55) César invade a Bretanha (55-54) Crasso é derrotado e morto pelos partos (53) Consulado exclusivo de Pompeu (52) Júlio César derrota Pompeu em Farsalos (49) A ditadura de César (49-44) Assassinato de Júlio César (15 de março de 44)

Ovídio (43 a.C.-17 d.C.)

Consulado de Otaviano e Triunvirato de Antônio, Lépido e Octávio (43) Otaviano e Marco Antônio derrotam Brutus e Cássio em Filipos (42) Derrota de Sexto Pompeu (36) Guerra com a Pártia (36) Morrem Antônio e Cleópatra III; o Egito é anexado (30) César Otaviano Augusto (27 a.C.-14 d.C.) A Galácia é anexada (25)

Sêneca (3 a.C.-65 d.C.)

1 a.C. 1 d.C. Campanhas contra a Germânia (14-17) Tibério (14-37) Calígula (37-41) Cláudio (41-54) Invasão e anexação do sul da Bretanha (43) Nero (54-68) Assassinato de Agripina, mãe de Nero (59) Incêndio em Roma; cristãos são perseguidos (64) Vespasiano (69-79) Destruição de Jerusalém (70) Tito (79-81) Destruição de Pompeia e Herculano (79) Domiciano (81-96) Trajano (98-117) Adriano (117-138) Revolta dos judeus no Oriente (132-134) Revolta final dos judeus contra Roma sufocada (135)

Plínio, o Velho (23-79) Lucano (39-65) Marcial (40-104)

Juvenal (50/51 até depois de 127) Tácito (56-ca.117) Plínio, o Jovem (61-113)

Suetônio (ca. 75-150)

Cronological and Background Charts of the New Testament, p. 48-49

27


Romanos 7.20

28

fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. 19 Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer esse eu continuo fazendo.t 20 Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.u 21 Assim, encontro esta lei que atua em mim:v Quando quero fazer o bem, o mal está junto de mim. 22 No íntimo do meu serw tenho prazer na Lei de Deus;x 23 mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreandoy contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. 24 Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?z 25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da Lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado. A Vida pelo Espírito Portanto, agora já não há condenaçãoa para os que estão em Cristo Jesusa,b 2 porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vidac me libertoud da lei do pecadoe e da morte. 3 Porque, aquilo que a Lei fora incapazf de fazer por estar enfraquecida pela carneb, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador,g como oferta pelo pecadoc.h E assim condenou o pecado na carne, 4 a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.i 5  Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja;j mas quem vive de acordo com o Espírito tem a mente voltada para o que o Espírito deseja.k 6 A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vidal e paz; 7 a mentalidade da carne é inimiga de Deusm porque não se submete à Lei de Deus, nem pode fazê-lo. 8 Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. 9  Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês.n E, se alguém não tem o Espírito de Cristo,o não pertence a Cristo. 10 Mas, se Cristo está em vocês,p o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivod por causa da justiça. 11 E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortosq habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais,r por meio do seu Espírito, que habita em vocês. 12 Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. 13 Pois, se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão,s 14 porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deust são filhos de Deus.u 15 Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem,v mas receberam o Espírito que os torna filhos por adoção, por meio do qual clamamos: “Abae, Pai”.w 16 O próprio Espírito testemunha ao nosso espíritox que somos filhos de Deus. 17 Se somos filhos, então somos herdeiros;y herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória.z

8

A Glória Futura 18 Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.a 19 A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. 20 Pois ela foi submetida à inutilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou,b na esperança 21 de quef a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadênciac em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. 22 Sabemos que toda a natureza criada gemed até agora, como em dores de parto. 23 E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito,e gememosf interiormente, esperando ansiosamenteg nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo. 24 Pois nessa esperança fomos salvos.h Mas esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? 25 Mas, se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente. a  b  c  d  e  f 

7.19 tv. 15 7.20 uv. 17 7.21 vv. 23,25 7.22 wEf 3.16; xSl 1.2 7.23 yGl 5.17;

Tg 4.1; 1Pe 2.11 7.24 zRm 6.6; 8.2

8.1 av. 34; bv. 39; Rm 16.3 8.2 c1Co 15.45; dRm 6.18; eRm 7.4 8.3 f At 13.39; Hb 7.18; gFp 2.7; hHb 2.14,17 8.4 iGl 5.16 8.5 jGl 5.19-21; kGl 5.22-25 8.6 lGl 6.8 8.7 mTg 4.4

8.9 n1Co 6.19; Gl 4.6; oJo 14.17; 1Jo 4.13 8.10 pGl 2.20; Ef 3.17; Cl 1.27 8.11 qAt 2.24; rJo 5.21

8.13 sGl 6.8 8.14 Tg t15.18; uJo 1.12; Ap 21.7 8.15 v2Tm 1.7; Hb 2.15;

wMc 14.36;

Gl 4.5,6 8.16 xEf 1.13 8.17 yAt 20.32; Gl 4.7; z1Pe 4.13

8.18 a2Co 4.17; 1Pe 4.13; 5.1 8.20 bGn 3.17-19 8.21 cAt 3.21; 2Pe 3.13; Ap 21.1 8.22 dJr 12.4 8.23 e2Co 5.5; f2Co 5.2,4; gGl 5.5 8.24 h1Ts 5.8

8.1 Alguns manuscritos dizem Jesus, que não vivem segundo a carne, mas segundo o Espírito. 8.3 Ou pela natureza pecaminosa; também nos versículos 4, 5, 8, 9, 12 e 13. 8.3 Ou homem pecador, pelo pecado. 8.10 Ou o Espírito é vida. 8.15 Termo aramaico para Pai. 8.20,21 Ou a sujeitou em esperança. 21Pois.

7.25 No NT, a palavra “mente” ocorre muitas vezes no sentido ético (referindo-se à vontade e à disposição moral de alguém), como acontece aqui e em Cl 2.18 (ver “Coração, fôlego, garganta e intestinos: antropologia hebraica antiga”, em Pv 6). 8.15 A palavra subjacente para “filiação” é “adoção” (ver nota da NVI). A adoção era comum entre os gregos e romanos, e eram garantidos ao

filho adotado todos os privilégios de um filho legítimo, inclusive direitos de herança (ver “Adoção no mundo romano”, em Rm 8). Abba é a palavra aramaica para “pai”, transliterada para o grego e, depois, para nosso idioma. A palavra hebraica correspondente é Ab. Abba é encontrada três vezes no NT (ver também Mc 14.36; Gl 4.6). Sobre o uso da língua aramaica na época do NT, ver nota em Mc 5.41.


Romanos 8.36 8.26 iEf 6.18 8.27

jAp 2.23

8.28 k1Co 1.9; 2Tm 1.9 8.29 lRm 11.2; mEf 1.5,11; n1Co 15.49; 2Co 3.18; Fp 3.21; 1Jo 3.2 8.30 oEf 1.5,11; p1Co 6.11; qRm 9.23 8.31 rRm 4.1; sSl 118.6 8.32 tJo 3.16; Rm 4.25; 5.8 8.33 uIs 50.8,9 8.34 vRm 5.6-8; wMc 16.19; xHb 7.25; 9.24; 1Jo 2.1 8.35 y1Co 4.11

26 Da

mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nósi com gemidos inexprimíveis. 27 E aquele que sonda os coraçõesj conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Mais que Vencedores 28  Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam,a dos que foram chamadosk de acordo com o seu propósito. 29  Pois aqueles que de antemão conheceu,l também os predestinoum para serem conformes à imagem de seu Filho,n a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou,o também chamou; aos que chamou, também justificou;p aos que justificou, também glorificou.q 31 Que diremos, pois, diante dessas coisas?r Se Deus é por nós, quem será contra nós?s 32 Aquele que não poupou seu próprio Filho,t mas o entregou por todos nós, como não nos dará com ele, e de graça, todas as coisas? 33 Quem fará alguma acusaçãou contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu;v e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus,w e também intercede por nós.x 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?y 36 Como está escrito: a  8.28 Alguns manuscritos dizem Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem dos que amam a Deus; outros trazem Sabemos que em todas as coisas Deus coopera juntamente com aqueles que o amam, para trazer à existência o que é bom, com os que foram.

8.26 Para mais informações sobre a frase “gemidos inexprimíveis”, ver “O falar em línguas no culto cristão e no culto pagão”, em 1Co 12. 8.31-39 A retórica (a arte da fala e, particularmente, a ciência da persuasão) era importante no antigo mundo greco-romano (ver “Debate e retórica no mundo antigo”, em At 15). A linguagem de Paulo nesses

versículos é retórica — escolhida para mudar ou convencer o leitor. Paulo está tentando atrair seu público para a discussão. 8.34 Sobre a expressão “à direita de Deus”, ver “A ‘mão direita’ no pensamento antigo”, em Hb 1.

NOTAS H I ST Ó R I C AS E C U L TURA I S

Adoção no mundo romano ROMANOS 8 A adoção era largamente praticada no mundo antigo. Evidências são encontradas desde os mesopotâmios, egípcios, gregos, romanos e antigas fontes judaicas. Por exemplo, de acordo com Êxodo 2.10, Moisés, uma criança abandonada, foi adotado pela filha do faraó. De modo geral, só os homens livres (nem mulheres nem escravos) podiam adotar alguém, e o adotado era sempre um adulto, não uma criança. Às vezes, a adoção era empreendida em parte para benefício de quem adotava. Por exemplo, um homem mais velho, cujos filhos naturais já tivessem morrido, poderia adotar um homem mais jovem como seu herdeiro. O adotado seria responsável por cuidar de quem o adotou quando este ficasse velho.1 A lei romana reconhecia dois tipos de adoção: adrogatio, em que um homem e

todos sob sua autoridade eram adotados em outra família; adoptio, em que uma pessoa era adotada numa família. Em caso de adrogatio, a família adotada deixava de existir como entidade separada e se tornava parte da família de quem a adotou. O homem ou menino adotado não mais pertencia ao lar de seu pai e, legalmente, se tornava filho de quem o adotou. O adotado, no mundo romano, levava o nome e a posição de quem o adotou e se tornava seu herdeiro legal. A adoção tinha de ser conduzida de acordo com alguns protocolos (e.g., na presença do governador), e um testamento era sempre preparado em combinação com o processo oficial. A associação dessas duas atividades revela a conexão entre o status legal e familiar do adotado e seus direitos de herança.

1Ver “A historicidade das narrativas patriarcais”, em Gn 44; e “Herança no antigo Oriente Médio”, em Nm 35.

Paulo utiliza a metáfora da adoção em Romanos 8 a fim de descrever a posição dos cristãos em relação a Deus. Deus, como Pai de seus filhos adotados, tem plena autoridade sobre eles, enquanto eles, por sua vez, assumiram a identidade dele. Paulo também escreve acerca da herança que pertence aos cristãos pelo fato de Deus os haver adotado como filhos (Gl 4.5-7). A redenção do corpo é um aspecto da herança dos cristãos que Paulo destaca em Romanos 8.23.

29


Romanos 8.37

30

“Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro”a.z

8.36 zSl 44.22; 2Co 4.11

37 Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores,a por meio daquele que nos amou.b 38 Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demôniosb, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes,c 39 nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deusd que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

A Soberania de Deus Digo a verdade em Cristo, não minto;e minha consciência o confirmaf no Espírito Santo: 2 tenho grande tristeza e constante angústia em meu coração. 3 Pois eu até desejaria serg amaldiçoadoh e separado de Cristo por amor de meus irmãos, os de minha raça,i 4 o povo de Israel. Deles é a adoção de filhos;j deles são a glória divina, as alianças,k a concessão da Lei,l a adoração no templom e as promessas.n 5 Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo,o que é Deus acima de todos,p bendito para sempre!cq Amém. 6 Não pensemos que a palavra de Deus falhou. Pois nem todos os descendentes de Israel são Israel.r 7 Nem por serem descendentes de Abraão passaram todos a ser filhos de Abraão. Ao contrário: “Por meio de Isaque a sua descendência será considerada”d.s 8 Noutras palavras, não são os filhos naturaise que são filhos de Deus,t mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão. 9 Pois foi assim que a promessa foi feita: “No tempo devido virei novamente, e Sara terá um filho”f.u 10 E esse não foi o único caso; também os filhos de Rebeca tiveram um mesmo pai, nosso pai Isaque.v 11 Todavia, antes que os gêmeos nascessem ou fizessem qualquer coisa boa ou má — a fim de que o propósito de Deusw conforme a eleição permanecesse, 12 não por obras, mas por aquele que chama — , foi dito a ela: “O mais velho servirá ao mais novo”g.x 13 Como está escrito: “Amei Jacó, mas rejeitei Esaú”h.y 14 E então, que diremos? Acaso Deus é injusto? De maneira nenhuma!z 15 Pois ele diz a Moisés:

9

“Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão”i.a 16 Portanto,

isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de

8.37 a1Co 15.57; bGl 2.20; Ap 1.5; 3.9 8.38 cEf 1.21; 1Pe 3.22 8.39 dRm 5.8

9.1 e2Co 11.10; Gl 1.20; 1Tm 2.7;

fRm 1.9 9.3 gÊx 32.32; h1Co 12.3; 16.22; iRm 11.14 9.4 jÊx 4.22; kGn 17.2; At 3.25; Ef 2.12; lSl 147.19; mHb 9.1; nAt 13.32 9.5 oMt 1.1-16; pJo 1.1; qRm 1.25 9.6 rRm 2.28,29;

Gl 6.16 9.7 sGn 21.12; Hb 11.18 9.8 tRm 8.14 9.9 uGn 18.10,14 9.10 vGn 25.21 9.11 wRm 8.28 9.12 xGn 25.23 9.13 yMl 1.2,3 9.14 z2Cr 19.7

9.15 aÊx 33.19

Deus.b

9.16 bEf 2.8

17 Pois a Escritura diz ao faraó: “Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu

poder e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra”j.c 18 Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer e endurece a quem ele quer.d 19  Mas algum de vocês me dirá:e “Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois quem resiste à sua vontade?”f 20 Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? “Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou:g ‘Por que me fizeste assim?’k”h 21 O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso?i 22  E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com grande paciênciaj os vasos de sua ira, preparadosl para a destruição? 23 Que dizer, se ele fez isso para tornar conhecidas as riquezas de sua glóriak aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória,l 24 ou seja, a nós, a quem também chamou,m não apenas dentre os judeus, mas também dentre os gentios?n 25 Como ele diz em Oseias: a  b  c  d  e  f  g  h  i  j  k  l 

9.17 cÊx 9.16 9.18 dÊx 4.21 9.19 eRm 11.19; f2Cr 20.6; Dn 4.35 9.20 gIs 64.8; hIs 29.16 9.21 i2Tm 2.20 9.22 jRm 2.4 9.23 kRm 2.4; lRm 8.30 9.24 mRm 8.28; nRm 3.29

8.36 Sl 44.22. 8.38 Ou autoridades celestiais. 9.5 Ou Cristo, que é sobre tudo. Seja Deus louvado para sempre!. 9.7 Gn 21.12. 9.8 Grego: da carne. 9.9 Gn 18.10,14. 9.12 Gn 25.23. 9.13 Ml 1.2,3. 9.15 Êx 33.19. 9.17 Êx 9.16. 9.20 Is 29.16; 45.9. 9.22 Ou prontos.

9.4 O “povo de Israel” são os descendentes de Jacó (a quem Deus deu o novo nome de Israel; ver Gn 32.28). O nome era usado em referência a toda a nação (ver Jz 5.7) e foi aplicado ao Reino do Norte depois que a nação se dividiu (ver 1Rs 12) — o Reino do Sul chamava-se Judá. Durante o período intertestamental e mesmo depois, nos tempos do NT, os judeus da Palestina empregavam o título para mostrar que eram o povo escolhido por Deus, seus “filhos” adotivos (ver “Adoção no mundo romano”, em Rm 8). 9.17 O “nome” de Deus é sinônimo do próprio Deus, porque reflete seu caráter (ver nota em Jr 16.21).

9.21 Os rabinos (inclusive Jesus) usavam ilustrações simples da vida cotidiana para levar os discípulos à compreensão de temas teológicos mais profundos. Ao descrever Deus como oleiro, ilustra-se sua soberania. Esse recurso, porém, não sustentava afirmações teológicas exaustivas. As analogias entre Deus e o oleiro ou entre um ser humano e um vaso não deviam ser levadas a extremos. O ser humano é mais que um objeto inanimado feito de barro (ver “A fabricação de cerâmica nos tempos bíblicos”, em Jr 18).


Romanos 10.15

9.25 oOs 2.23; 1Pe 2.10 9.26 pOs 1.10

26 e:

“Acontecerá que, no mesmo lugar em que se lhes declarou: ‘Vocês não são meu povo’, eles serão chamados ‘filhos do Deus vivo’ ”b.p 27 Isaías exclama com relação a Israel: “Embora o número dos israelitas seja como a areia do mar,q apenas o remanescente será salvo.r 28 Pois o Senhor executará na terra a sua sentença, rápida e definitivamente”c.s 29 Como anteriormente disse Isaías: “Se o Senhor dos Exércitost não nos tivesse deixado descendentes, já estaríamos como Sodoma, e semelhantes a Gomorra”d.u

9.27 qGn 22.17; Os 1.10; rRm 11.5

9.28 sIs 10.22,23

9.29 tTg 5.4; uIs 1.9; Dt 29.23; Is 13.19; Jr 50.40

9.30 vRm 1.17; 10.6; Gl 2.16; Fp 3.9; Hb 11.7 9.31 wIs 51.1; Rm 10.2,3; xGl 5.4 9.32 y1Pe 2.8 9.33 zIs 28.16; Rm 10.11

10.2 aAt 21.20 10.3 bRm 1.17 10.4 cGl 3.24; Rm 7.1-4; dRm 3.22 10.5 eLv 18.5; Ne 9.29; Ez 20.11,13,21; Rm 7.10 10.6 fRm 9.30; gDt 30.12 10.8 hDt 30.14 i 10.9 Mt 10.32; Lc 12.8; jAt 2.24 10.11 kIs 28.16; Rm 9.33 10.12 lRm 3.22,29; mAt 10.36 10.13 nAt 2.21; oJl 2.32 10.15 pIs 52.7; Na 1.15

“Chamarei ‘meu povo’ a quem não é meu povo; e chamarei ‘minha amada’ a quem não é minha amada”a,o

A Incredulidade de Israel 30 Que diremos, então? Os gentios, que não buscavam justiça, a obtiveram, uma justiça que vem da fé;v 31  mas Israel, que buscava uma lei que trouxesse justiça,w não a alcançou.x 32  Por que não? Porque não a buscava pela fé, mas como se fosse por obras. Eles tropeçaram na “pedra de tropeço”.y 33 Como está escrito: “Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e uma rocha que faz cair; e aquele que nela confia jamais será envergonhado”e.z Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. 2  Posso testemunhar que eles têm zeloa por Deus, mas o seu zelo não se baseia no conhecimento. 3 Porquanto, ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se submeteram à justiça de Deus.b 4 Porque o fim da Leic é Cristo, para a justificaçãof de todo o que crê.d 5  Moisés descreve desta forma a justiça que vem da Lei: “O homem que fizer estas coisas viverá por meio delas”g.e 6  Mas a justiça que vem da féf diz: “Não diga em seu coração: ‘Quem subirá aos céus?’hg (isto é, para fazer Cristo descer) 7 ou ‘Quem descerá ao abismo?’i” (isto é, para fazer Cristo subir dentre os mortos). 8 Mas o que ela diz? “A palavra está perto de você; está em sua boca e em seu coração”j,h isto é, a palavra da fé que estamos proclamando: 9 Se você confessari com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos,j será salvo. 10 Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação. 11 Como diz a Escritura: “Todo o que nele confia jamais será envergonhado”k.k 12 Não há diferença entre judeus e gentios,l pois o mesmo Senhor é Senhor de todosm e abençoa ricamente todos os que o invocam, 13 porque “todo aquele que invocar o nome do Senhorn será salvo”l.o 14 Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? 15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: “Como são belos os pés dos que anunciam boas-novas!”mp

10

a  b  c  d  e  f  g  h  i  j  k  l  m 

9.25 Os 2.23. 9.26 Os 1.10. 9.27,28 Is 10.22,23. 9.29 Is 1.9. 9.33 Is 8.14; 28.16. 10.4 Grego: justiça. 10.5 Lv 18.5. 10.6 Dt 30.12. 10.7 Dt 30.13. 10.8 Dt 30.14. 10.11 Is 28.16. 10.13 Jl 2.32. 10.15 Is 52.7.

10.7 Ver “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tártaro: imagens do inferno”, em Sl 139. 10.9 A afirmação “Jesus é Senhor”, a mais antiga confissão de fé cristã (ver 1Co 12.3), provavelmente era usada nos batismos. Tendo em vista que o termo “Senhor” é empregado mais de 6 mil vezes na Septuaginta para traduzir o nome do Deus de Israel (Yahweh), fica claro que Paulo,

ao aplicar a Jesus o título, está atribuindo a ele a divindade (ver “YHWH: o nome de Deus no Antigo Testamento”, em Êx 3). Em termos bíblicos, o coração é o lugar não apenas das emoções e afeições, mas também do intelecto e da vontade (ver Sl 4.7 e nota; ver também “Coração, fôlego, garganta e intestinos: antropologia hebraica antiga”, em Pv 6).

31


Romanos 10.17

32

16 No entanto, nem todos os israelitas aceitaram as boas-novas. Pois Isaías diz: “Senhor, quem creu

em nossa mensagem?”aq 17 Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem,r e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.s 18 Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: “A sua voz ressoou por toda a terra, e as suas palavras até os confins do mundo”b.t 19 Novamente pergunto: Será que Israel não entendeu? Em primeiro lugar, Moisés disse: “Farei que tenham ciúmesu de quem não é meu povo; eu os provocarei à ira por meio de um povo sem entendimento”c.v 20 E Isaías diz ousadamente: “Fui achado por aqueles que não me procuravam; revelei-me àqueles que não perguntavam por mim”d.w 21 Mas, a respeito de Israel, ele diz: “O tempo todo estendi as mãos a um povo desobediente e rebelde”e.x O Remanescente de Israel Pergunto, pois: Acaso Deus rejeitou o seu povo? De maneira nenhuma!y Eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão,z da tribo de Benjamim.a 2 Deus não rejeitou o seu povo, o qual de antemão conheceu.b Ou vocês não sabem como Elias clamou a Deus contra Israel, conforme diz a Escritura? 3 “Senhor, mataram os teus profetas e derrubaram os teus altares; sou o único que sobrou, e agora estão procurando matar-me.”fc 4 E qual foi a resposta divina? “Reservei para mim sete mil homens que não dobraram os joelhos diante de Baal.”gd 5  Assim, hoje também há um remanescentee escolhido pela graça. 6 E, se é pela graça, já não é mais pelas obras;f se fosse, a graça já não seria graça.h 7 Que dizer então? Israel não conseguiu aquilo que tanto buscava,g mas os eleitos o obtiveram. Os demais foram endurecidos,h 8 como está escrito:

11

“Deus lhes deu um espírito de atordoamento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir,i até o dia de hoje”i.j 9 E Davi diz:

“Que a mesa deles se transforme em laço e armadilha, pedra de tropeço e retribuição para eles. 10 Escureçam-se os seus olhos, para que não consigam ver, e suas costas fiquem encurvadas para sempre”j.k Os Ramos Enxertados 11 Novamente pergunto: Acaso tropeçaram para que ficassem caídos? De maneira nenhuma!l Ao contrário, por causa da transgressão deles, veio salvação para os gentios,m para provocar ciúme em Israel.n 12 Mas, se a transgressão deles significa riqueza para o mundo e o seu fracasso riqueza para os gentios,o quanto mais significará a sua plenitude! 13 Estou falando a vocês, gentios. Visto que sou apóstolo para os gentios,p exalto o meu ministério, 14 na esperança de que de alguma forma possa provocar ciúmeq em meu próprio povo e salvarr alguns deles. 15 Pois, se a rejeição deles é a reconciliaçãos do mundo, o que será a sua aceitação, senão vida a  b  c  d  e  f  g  h  i  j 

10.16 Is 53.1. 10.18 Sl 19.4. 10.19 Dt 32.21. 10.20 Is 65.1. 10.21 Is 65.2. 11.3 1Rs 19.10,14. 11.4 1Rs 19.18. 11.6 Alguns manuscritos dizem Mas, se é por obras, já não é mais a graça; se assim fosse, as obras já não seriam obras. 11.8 Dt 29.4; Is 29.10. 11.9,10 Sl 69.22,23.

11.4 Para mais informações sobre Baal, ver nota em Jz 2.13; ver também “O texto ugarítico do mito de Baal”, em Sl 104. 11.5 A distinção entre eleição coletiva (grupo) e individual era fundamental na tradição judaica. Dt 7.6 representa a primeira — a aliança compulsória entre Deus e Israel (como grupo). No decorrer da história

10.16 qIs 53.1; Jo 12.38 10.17 rGl 3.2,5; sCl 3.16 10.18 tSl 19.4; Mt 24.14; Cl 1.6,23; 1Ts 1.8

10.19 uRm 11.11, 14; vDt 32.21

10.20 wIs 65.1; Rm 9.30

10.21 xIs 65.2

11.1 y1Sm 12.22; Jr 31.37;

z2Co 11.22; aFp 3.5 11.2 bRm 8.29

11.3 c1Rs 19.10,14 11.4 d1Rs 19.18 11.5 eRm 9.27 11.6 fRm 4.4 11.7 gRm 9.31; hv. 25; Rm 9.18

11.8 iMt 13.13-15; jDt 29.4; Is 29.10

11.10 kSl 69.22,23

11.11 lv. 1; mAt 13.46; nRm 10.19 11.12 ov. 25 11.13 pAt 9.15 11.14 qv. 11; Rm 10.19;

r1Co 1.21;

1Tm 2.4; Tt 3.5 11.15 sRm 5.10; tLc 15.24,32

de Israel, entretanto, os judeus continuaram a rebelar-se contra Deus. Disso surgiu o conceito do “remanescente” — israelitas que se mantiveram fiéis ao compromisso com Deus. Paulo mescla as duas correntes: só os judeus que Deus escolheu pela graça eram verdadeiramente o seu povo — o Israel (indivíduos) dentro de Israel (o grupo).


Romans 11.21 11.16 uLv 23.10, 17; Nm 15.18-21 11.17 vJr 11.16; Jo 15.2; wAt 2.39; Ef 2.11-13 11.18 xJo 4.22 11.20 y1Co 10.12; 2Co 1.24; z1Tm 6.17; a1Pe 1.17

dentre os mortos?t 16 Se é santa a parte da massa que é oferecida como primeiros frutos,u toda a massa também o é; se a raiz é santa, os ramos também o serão. 17 Se alguns ramos foram cortados,v e você, sendo oliveira brava, foi enxertado entre os outrosw e agora participa da seiva que vem da raiz da oliveira cultivada, 18 não se glorie contra esses ramos. Se o fizer, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas a raiz a você.x 19 Então você dirá: “Os ramos foram cortados, para que eu fosse enxertado”. 20  Está certo. Eles, porém, foram cortados devido à incredulidade, e você permanece pela fé.y Não se orgulhe,z mas tema.a 21 Pois, se Deus não poupou os ramos naturais, também não poupará você.

11.16 Parte da massa feita com os primeiros grãos da colheita (os primeiros frutos) era oferecida ao Senhor. Assim, ficava consagrada a massa inteira (ver Nm 15.17-21). 11.17 O procedimento normal era enxertar um broto de uma árvore

cultivada numa árvore silvestre ou comum. Nos versículos 17-24, no entanto, usa-se a metáfora do enxerto de um ramo de oliveira brava (os gentios) na oliveira cultivada. Esse procedimento é antinatural (cf. v. 24 e nota), e a lição é exatamente essa. Em geral, tal enxerto não valeria a pena.

NOTAS H I ST Ó R I C AS E C U L TURA I S

Impostos romanos

Um acúmulo de moedas de 66 d.C. (provavelmente um resgate de impostos do templo antes de chegar ao templo de Jerusalém no início da Guerra dos Judeus) Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; com permissão do Museu Eretz Israel

ROMANOS 11 Na República romana, os impostos comuns eram chamados vectigalia, embora um tributo extra chamado tributum também podia ser arrecadado. O Senado, anualmente, estabelecia o montante de impostos a ser coletado. Com a expansão do poder romano, entretanto, uma grande quantidade de riquezas provenientes das províncias era vertida em Roma, e o império era menos dependente das taxas coletadas dos próprios cidadãos. Os governantes 1Ver “O governador romano”, em At 25. 

numismática”, em Lc 15.

coletavam impostos para Roma nas províncias e também enriqueciam durante esse processo. Os provincianos sofriam muito sob esse sistema, mas um governador que mostrasse comedimento e justiça podia ganhar a admiração do povo local (como fez Cícero quando governou a Cilícia, na Ásia Menor).1 Com o estabelecimento do império, César Augusto criou uma burocracia comum para conduzir o censo e cobrar impostos (ver Lc 2.1).2 As províncias estavam sujeitas tan-

to a um imposto sobre o voto quanto a um imposto sobre a terra. Os impostos sustentavam o exército, a casa imperial, os salários do governo, a manutenção das estradas e as obras públicas, assim como o donativo de cereais para as massas romanas. A tarefa de coletar impostos nas províncias era delegada a companhias privadas de coletores de impostos chamadas publicani ou conductores. Esses coletores acumulavam muito dinheiro para abastecer as demandas do Estado e também retinham algum lucro para si. Como se percebe pelo NT, os publicani eram considerados traidores e gananciosos a serviço dos soberanos estrangeiros. Questões em torno dos impostos aparecem várias vezes no NT. O próprio Jesus pagou impostos, a despeito dos meios incomuns de que se utilizava para conseguir o dinheiro (ver Mt 17.24-27; esse imposto era cobrado dos judeus para a manutenção do templo de Jerusalém). A imagem de César nas moedas romanas causava certo dilema religioso para os judeus, embora Jesus considerasse os escrúpulos acerca do assunto mais artificiais que sinceros (Mt 22.15-22).3 Paulo, em Romanos 13.6,7, deixa claro que a coleta de impostos por um governo é legítima e que o pagamento de impostos pelos cristãos é imperativo. Contra o panorama geral dos impostos romanos da época, a resistência era baseada num princípio, não na satisfação popular com o sistema.

2Ver também “César Augusto, imperador de Roma; o censo; Quirino, governador da Síria”, em Lc 1. 

3Ver “Moedas e

33


Romanos 11.22

34

22 Portanto, considere a bondadeb e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram,

mas bondade para com você, desde que permaneçac na bondade dele. De outra forma, você também

será cortado.d 23 E quanto a eles, se não continuarem na incredulidade, serão enxertados, pois Deus é capaz de enxertá-los outra vez.e 24 Afinal de contas, se você foi cortado de uma oliveira brava por natureza e, de maneira antinatural, foi enxertado numa oliveira cultivada, quanto mais serão enxertados os ramos naturais em sua própria oliveira? Todo o Israel Será Salvo 25  Irmãos, não quero que ignoremf este mistério,g para que não se tornem presunçosos:h Israel experimentou um endurecimentoi em parte, até que chegue a plenitude dos gentios.j 26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: “Virá de Sião o redentor que desviará de Jacó a impiedade. 27 E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados”a.k

11.22 bRm 2.4; c1Co 15.2; Hb 3.6; dJo 15.2 11.23 e2Co 3.16

11.25 fRm 1.13; gRm 16.25; hRm 12.16; iv. 7; Rm 9.18; jLc 21.24

11.27 kIs 27.9; Hb 8.10,12

28 Quanto ao evangelho, eles são inimigosl por causa de vocês; mas, quanto à eleição, são amados por causa dos patriarcas,m 29 pois os dons e o chamadon de Deus são irrevogáveis.o 30 Assim como vocês, que antes eram desobedientesp a Deus mas agora receberam misericórdia, graças à desobediên­ cia deles, 31 assim também agora eles se tornaram desobedientes, a fim de que também recebam agorab misericórdia, graças à misericórdia de Deus para com vocês. 32  Pois Deus sujeitou todos à desobediência,q para exercer misericórdia para com todos.

Hino de Louvor a Deus 33 Ó profundidade da riquezar da sabedoria e do conhecimentoc de Deus!s Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos!t 34 “Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?”du 35 “Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?”ev 36 Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.w A ele seja a glória para sempre! Amém.x Sacrifícios Vivos Portanto, irmãos, rogoy pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo,z santo e agradável a Deus; este é o culto racionalf de vocês. 2  Não se amoldema ao padrão deste mundo,b mas transformem-se pela renovação da sua mente,c para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa,d agradável e perfeita vontade de Deus. 3 Por isso, pela graça que me foi dadae digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu. 4 Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função,f 5  assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo,g e cada membro está ligado a todos os outros. 6 Temos diferentes dons,h

11.28 lRm 5.10; mDt 7.8; 10.15; Rm 9.5 11.29 nRm 8.28; oHb 7.21 11.30 pEf 2.2

11.32 qRm 3.9

11.33 rRm 2.4; sSl 92.5; tJó 11.7

11.34 uIs 40.13, 14; Jó 15.8; 36.22; 1Co 2.16 11.35 vJó 35.7 11.36 w1Co 8.6; Cl 1.16; Hb 2.10; xRm 16.27

12

a  b  c  d  e  f 

12.6 h1Co 7.7; 12.4,8-10

11.26,27 Is 59.20,21; 27.9; Jr 31.33,34. 11.31 Alguns manuscritos não trazem agora. 11.33 Ou da riqueza, da sabedoria e do conhecimento. 11.34 Is 40.13. 11.35 Jó 41.11. 12.1 Ou espiritual.

11.25 As chamadas religiões de mistérios dos dias de Paulo empregavam a palavra grega mysterion no sentido de algo revelado apenas aos iniciados (ver “Religiões de mistério”, em Cl 3). Paulo usava o termo para se referir a algo anteriormente oculto ou obscuro, mas agora revelado por Deus para conhecimento e entendimento de todos. 11.26 O Talmude (coleção judaica de instruções religiosas) entendia Is 59.20 como uma referência ao Messias, e Paulo parece usar o texto nesse sentido. 11.36 O conceito de Deus como fonte, sustentador e alvo de todas as

coisas pode refletir a filosofia estoica grega (ver “As escolas filosóficas gregas”, em Cl 2). 12.1 Os estudiosos afirmam que, no mundo antigo, a religião era sacrifício. A popularidade do sacrifício nas religiões antigas, entretanto, quase sempre resultava em abusos. O povo pensava que tudo de que precisavam fazer para satisfazer seu deus era oferecer um sacrifício, a despeito de sua sinceridade. Os autores judeus e pagãos dos dias de Paulo advertiam contra essa atitude.


R o m aR no om s a1 n 3 .s1 0: i1Pe 4.10,11

12.7 jEf 4.11 12.8 kAt 15.32; l2Co 9.5-13

12.9 m1Tm 1.5 12.10 nHb 13.1; oFp 2.3 12.11 pAt 18.25 12.12 qRm 5.2; rHb 10.32,36 12.13 s1Tm 3.2 12.14 tMt 5.44 12.15 uJó 30.25 12.16 vRm 15.5; wJr 45.5; Rm 11.25

12.17 xPv 20.22; y2Co 8.21 12.18 zMc 9.50;

Rm 14.19 12.19 aLv 19.18; Pv 20.22; 24.29; bDt 32.35 12.20 cPv 25.21, 22; Mt 5.44; Lc 6.27

de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizara, use-o na proporção dab sua fé.i 7 Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine;j 8 se é dar ânimo, que assim faça;k se é contribuir, que contribua generosamente;l se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. O Amor 9 O amor deve ser sincero.m Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. 10 Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal.n Prefiram dar honra aos outros mais do que a vocês.o 11 Nunca falte a vocês o zelo, sejam fervorososp no espírito, sirvam ao Senhor. 12 Alegrem-se na esperança,q sejam pacientes na tribulação,r perseverem na oração. 13 Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade.s 14 Abençoem aqueles que os perseguem;t abençoem-nos, não os amaldiçoem. 15 Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.u 16  Tenham uma mesma atitude uns para com os outros.v Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferiorc. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.w 17 Não retribuam a ninguém mal por mal.x Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos.y 18 Façam todo o possível para viver em paz com todos.z 19 Amados, nunca procurem vingar-se,a mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”d,b diz o Senhor. 20 Ao contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”e.c 21 Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.

13.1 dTt 3.1; 1Pe 2.13,14; eDn 2.21; Jo 19.11

13.3 f1Pe 2.14 13.4 g1Ts 4.6

13.7 hMt 17.25; 22.17,21; Lc 23.2

13.8 Jo 13.34; Gl 5.14; Cl 3.14 13.9 jÊx 20.1315,17; Dt 5.1719,21; kLv 19.18; Mt 19.19 13.10 lv. 8; Mt 22.39,40 iv. 10;

Submissão às Autoridades Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais,d pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas.e 2 Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. 3 Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá.f 4 Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal.g 5  Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. 6 É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. 7 Deem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto;h se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra.

13

O Amor ao Próximo e o Fim dos Tempos 8 Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei.i 9 Pois estes mandamentos: “Não adulterarás”, “Não matarás”, “Não furtarás”, “Não cobiçarás”fj e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: “Ame o seu próximo como a si mesmo”g.k 10 O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei.l a  b  c  d  e  f  g 

12.6 Isto é, falar por inspiração de Deus. 12.6 Ou de acordo com a. 12.16 Ou mas adotem um comportamento humilde. 12.19 Dt 32.35. 12.20 Pv 25.21,22. 13.9 Êx 20.13-15,17; Dt 5.17-19,21. 13.9 Lv 19.18.

12.8 “Exercer liderança” é uma possível referência ao presbítero. A igreja de Éfeso já tinha presbíteros nessa época (ver At 20.17; ver também 1Tm 5.17 e nota). 13.1 As “autoridades governamentais” eram as autoridades civis, todos provavelmente pagãos na ocasião em que Paulo escrevia. Os cristãos podem ter se sentido tentados a não se submeter a eles, alegando lealdade

somente a Cristo (cf. “O culto imperial”, em Mc 12). Nem a possibilidade de um governo perseguidor abalou a convicção de Paulo de que o governo civil é ordenado por Deus. 13.4 A espada era o símbolo da autoridade romana nos níveis nacional e internacional. 13.6 Ver “Impostos romanos”, em Rm 11.

35


36

Romans 13.11

S Í T I OS AR Q U E O L Ó G I C OS

POMPEIA ROMANOS 13 Em 24 de agosto de 79 d.C., o monte Vesúvio, vulcão da costa ocidental da Itália, explodiu violentamente e lançou lava, pedras e cinzas a uma altura de 19 quilômetros. Várias cidades que ficavam perto de sua base foram soterradas, entre elas Pompeia. O historiador Plínio, o Jovem, testemunhou a erupção de uma ilha distante da costa e descreveu em detalhes como o céu claro do dia se tornou negro. Mais tarde, naquela noite, o Vesúvio lançou uma tremenda tempestade piroclástica de gases nocivos e cinzas que cobriu tudo, menos os topos de umas poucas estruturas, e matou instantaneamente todos os que não haviam conseguido escapar. O lugar foi abandonado e depois esquecido. Pompeia foi redescoberta parcialmente em 1594, mas as escavações regulares no local só começaram em 1748. Com algumas interrupções, os arqueólogos

têm trabalhado continuamente ali desde então. O que corresponde a uma tragédia para os habitantes originais tornou-se uma dádiva para a arqueologia romana. Sob uma camada de cinzas de mais de 9 metros, Pompeia estava maravilhosamente bem preservada. As escavações revelaram uma cidade grande, relativamente rica, estabe­ lecida num padrão quadriculado. Dentro das casas, os pesquisadores descobriram belos mosaicos, afrescos coloridos e até mesmo o aviso familiar Cave Canem (“Cuidado com o cão”). Utensílios e objetos artísticos revelaram muito acerca da cultura de Pompeia. Outra descoberta empolgante no meio das cinzas foi a existência de bolsas que se formaram nos locais em que jaziam os corpos atingidos pela tempestade piroclástica. Com o tempo, os corpos se decompuseram

e deixaram apenas os vãos dentro das cinzas secas. Os cientistas entornaram gesso calcigenado dentro dessas cavidades e criaram moldes tridimensionais dos corpos das vítimas, tão precisos que os especialistas puderam estimar a idade, a provável ocupação e o nível geral da saúde dessas pessoas. Reunidos, esses restos arquitetônicos, artísticos e humanos provaram ser uma fonte inestimável para os historiadores na reconstrução da vida numa cidade romana do período do NT. As escavações também avançaram até os níveis inferiores, a fim de que se colhessem mais informações a respeito do desenvolvimento de Pompeia no decorrer do tempo. Muitos esforços e dinheiro têm sido investidos na conservação, uma vez que a poluição e o tráfego humano ameaçam esses tesouros antigos.1

1Sobre as descobertas em Pompeia, ver “O triclínio”, em Jo 13.

O monte Vesúvio atrás de Pompeia Foto: © William L. Krewson/Bible Places.com


Romanos 15.3 13.11 m1Co 7.2931; 10.11; nEf 5.14; 1Ts 5.5,6 13.12 o1Jo 2.8; pEf 5.11; qEf 6.11,13 13.13 rGl 5.20,21 13.14 sGl 3.27; 5.16; Ef 4.24

14.1 tRm 15.1; 1Co 8.9-12

14.3 uLc 18.9; vCl 2.16 14.4 wTg 4.12 14.5 xGl 4.10 14.6 yMt 14.19; 1Co 10.30,31; 1Tm 4.3,4 14.7 z2Co 5.15; Gl 2.20 14.8 aFp 1.20 14.9 bAp 1.18; c2Co 5.15 14.10 d2Co 5.10 14.11 eIs 45.23; Fp 2.10,11

11 Façam isso, compreendendo o tempo em que vivemos. Chegou a horam de vocês despertarem do sono,n porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos. 12 A noite está quase acabando; o dia logo vem.o Portanto, deixemos de lado as obras das trevasp e revistamo-nos da armaduraq da luz. 13 Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e inveja.r 14 Ao contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristos e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carnea.

Os Fracos e os Fortes Aceitem o que é fraco na fét sem discutir assuntos controvertidos. 2 Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. 3 Aquele que come de tudo não deve desprezaru o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenarv aquele que come, pois Deus o aceitou. 4 Quem é você para julgar o servo alheio?w É para o seu senhor que ele está em pé ou cai. E ficará em pé, pois o Senhor é capaz de o sustentar. 5  Há quem considere um dia mais sagrado que outrob;x há quem considere iguais todos os dias. Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente. 6 Aquele que considera um dia especial para o Senhor assim o faz. Aquele que come carne para o Senhor come, pois dá graças a Deus;y e aquele que se abstém para o Senhor se abstém, e dá graças a Deus. 7 Pois nenhum de nós vive apenas para si,z e nenhum de nós morre apenas para si. 8 Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.a 9 Por esta razão Cristo morreu e voltou a viver,b para ser Senhor de vivos e de mortos.c 10 Portanto, você, por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus.d 11 Porque está escrito:

14

“ ‘Por mim mesmo jurei’, diz o Senhor, ‘diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus’ ”c.e 14.12 fMt 12.36; 1Pe 4.5 14.13 gMt 7.1 14.14 hAt 10.15; i1Co 8.7

14.15 jEf 5.2; k1Co 8.11 14.16 l1Co 10.30 14.17 m1Co 8.8; nRm 15.13 14.18 o2Co 8.21 14.19 pSl 34.14; Rm 12.18; Hb 12.14; qRm 15.2; 2Co 12.19 14.20 rv. 15; s1Co 8.9-12 14.21 t1Co 8.13 14.22 u1Jo 3.21 14.23 vv. 5 15.1 wRm 14.1; Gl 6.1,2; 1Ts 5.14 15.2 x1Co 10.33; yRm 14.19 15.3 z2Co 8.9;

12 Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.f

13 Portanto,

deixemos de julgarg uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não pôr pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão. 14 Como alguém que está no Senhor Jesus, tenho plena convicção de que nenhum alimentod é por si mesmo impuro,h a não ser para quem assim o considere; para ele é impuro.i 15 Se o seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não está agindo por amor.j Por causa da sua comida, não destrua seu irmão, por quem Cristo morreu.k 16  Aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência.l 17  Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida,m mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo;n 18 aquele que assim serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens.o 19 Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à pazp e à edificação mútua.q 20 Não destrua a obra de Deus por causa da comida.r Todo alimento é puro, mas é errado comer qualquer coisa que faça os outros tropeçarem.s 21 É melhor não comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve seu irmão a caire.t 22 Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condenau naquilo que aprova. 23 Mas aquele que tem dúvidav é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado. Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos,w e não agradar a nós mesmos. 2 Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele,x a fim de edificá-lo.y 3 Pois também Cristo não agradou a siz próprio, mas, como está escrito: “Os insultos daqueles que te

15 a  b  c  d  e 

13.14 Ou da natureza pecaminosa. 14.5 Grego: Há quem faça distinção entre um dia e outro. 14.11 Is 45.23. 14.14 Ou de que nada. 14.21 Vários manuscritos acrescentam ou a escandalizar-se, ou a enfraquecer-se.

13.12 Isso não significa que os primeiros cristãos acreditavam que Jesus voltaria em poucos anos. A questão é que eles consideravam a morte e a ressurreição de Cristo fatos fundamentais na história que dava início aos últimos dias. 14.1 O “fraco na fé” é provavelmente um cristão judeu de Roma que não desejava abrir mão da observância de certas exigências da Lei, como as restrições alimentares e a guarda do sábado e de outros dias especiais. Essa preocupação não era exatamente igual à dos judaizantes da Galácia

(ver nota em Gl 1.7), que acreditavam que Deus lhes deveria um favor se praticassem as obras da justiça e procuravam obrigar as igrejas da Galácia a aceitar essa doutrina herética. Os cristãos “fracos” de Roma não eram assim. Ainda não tinham ideia clara da posição dos regulamentos do AT no contexto da Nova Aliança, inaugurada pela vinda de Cristo. 14.20 Sobre o tema da contaminação no AT e no NT, ver nota em Ct 5.3. 14.21 Ver “Vinho e bebida alcoólica no mundo antigo”, em 1Pe 4.

37


Romanos 15.4

38

insultam caíram sobre mim”a.a 4 Pois tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nos ensinar,b de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança. 5 O Deus que concede perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de unidade,c segundo Cristo Jesus, 6 para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Paid de nosso Senhor Jesus Cristo. 7 Portanto, aceitem-se uns aos outros,e da mesma forma com que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus. 8 Pois eu digo a vocês que Cristo se tornou servo dos que são da circuncisão,f por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessasg feitas aos patriarcas, 9  a fim de que os gentiosh glorifiquemi a Deus por sua misericórdia, como está escrito: “Por isso, eu te louvarei entre os gentios; Cantarei louvores ao teu nome”b.j 10 E também diz: “Cantem de alegria, ó gentios, com o povo dele”c.k 11 E mais: “Louvem o Senhor, todos vocês, gentios; cantem louvores a ele todos os povos”d.l 12 E Isaías também diz: “Brotará a raiz de Jessé,m aquele que se levantará para reinar sobre os gentios; estes porão nele a sua esperança”e.n 13 Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz,o por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.p

Paulo, Ministro dos Gentios 14 Meus irmãos, eu mesmo estou convencido de que vocês estão cheios de bondadeq e plenamente instruídos,r sendo capazes de aconselhar-se uns aos outros. 15 A respeito de alguns assuntos, eu escrevi a vocês com toda a franqueza, principalmente para fazê-los lembrar-se novamente deles, por causa da graça que Deus me deu,s 16 de ser um ministro de Cristo Jesus para os gentios,t com o dever sacerdotal de proclamar o evangelho de Deus,u para que os gentios se tornem uma ofertav aceitável a Deus, santificados pelo Espírito Santo. 17  Portanto, eu me glorio em Cristo Jesus,w em meu serviço a Deus.x 18  Não me atrevo a falar de nada, exceto daquilo que Cristo realizou por meu intermédio em palavra e em ação, a fim de levar os gentiosy a obedecerem a Deus,z 19 pelo poder de sinais e maravilhasa e por meio do poder do Espírito de Deus.b Assim, desde Jerusalémc e arredores até o Ilíricof, proclamei plenamente o evangelho de Cristo. 20 Sempre fiz questão de pregar o evangelho onde Cristo ainda não era conhecido, de forma que não estivesse edificando sobre alicerce de outro.d 21 Mas antes, como está escrito: “Hão de vê-lo aqueles que não tinham ouvido falar dele, e o entenderão aqueles que não o haviam escutado”g.e 22 É por isso que muitas vezes fui impedido de chegar até vocês.f

Paulo Planeja Visitar a Igreja em Roma 23 Mas agora, não havendo nestas regiões nenhum lugar em que precise trabalhar e visto que há muitos anos anseio vê-los,g 24 planejo fazê-lo quando for à Espanha.h Espero visitá-los de passagem a  b  c  d  e  f  g 

aSl 69.9 15.4 bRm 4.23,24

15.5 cRm 12.16; 1Co 1.10 15.6 dAp 1.6 15.7 eRm 14.1 15.8 fMt 15.24; At 3.25,26;

g2Co 1.20 15.9 hRm 3.29; iMt 9.8; j2Sm 22.50;

Sl 18.49

15.10 kDt 32.43

15.11 lSl 117.1 15.12 mAp 5.5; nIs 11.10; Mt 12.21

15.13 oRm 14.17; pv. 19; 1Co 2.4; 1Ts 1.5

15.14 qEf 5.9; r2Pe 1.12 15.15 sRm 12.3 15.16 tAt 9.15; Rm 11.13;

uRm 1.1; vIs 66.20

15.17 wFp 3.3; xHb 2.17 15.18 yAt 15.12; 21.19; Rm 1.5; zRm 16.26 15.19 aJo 4.48; At 19.11; bv. 13; cAt 22.17-21 15.20 d2Co 10.15, 16

15.21 eIs 52.15 15.22 fRm 1.13

15.23 gAt 19.21; Rm 1.10,11 15.24 hv. 28

15.3 Sl 69.9. 15.9 2Sm 22.50; Sl 18.49. 15.10 Dt 32.43. 15.11 Sl 117.1. 15.12 Is 11.10. 15.19 Região da costa leste do mar Adriático. 15.21 Is 52.15.

15.12 A missão aos gentios, realizada pela igreja primitiva, era um cumprimento dessa profecia, assim como a evangelização contínua das nações. 15.19 Jerusalém era a cidade da igreja-mãe, na qual o evangelho teve origem. Dali teve início sua disseminação (ver At 1.8; ver também “A Igreja da ressurreição à conversão de Paulo”, em At 1; “A expansão geográfica

da Igreja sob perseguição”, em At 8; “Antes da expansão entre os gentios: as igrejas judaicas na Terra Santa”, em Hb 12). O Ilírico era uma província romana ao norte da Macedônia (atual Albânia e antiga Iugoslávia). 15.24 Paulo queria usar a igreja de Roma como quartel-general das operações de uma missão na Espanha (cf. v. 28).


T E X TOS DO NO V O T E STAM E NTO ROMANOS 15 Nenhum outro texto antigo é comprovado por tal riqueza de testemunhas textuais como o NT. Existem hoje 5.500 manuscritos, cujo conteúdo varia da coleção inteira do NT até um pequeno fragmento de um único versículo. Há também centenas de cópias de traduções antigas (ou versões) do NT que revelam a forma do texto conhecido por seus tradutores, além das muitas citações nos escritos dos pais da igreja primitiva, que apresentam a forma de alguns textos conhecidos por eles.

◆◆ A cópia mais antiga conheci-

da de uma porção do NT é o papiro John Rylands, oficialmente designado P52 e datado de 125 d.C., aproximadamente. Contém João 18.31-33,37,38.1 ◆◆ Os manuscritos completos, ou quase completos, mais antigos do NT são o Códice vaticano e o Códice sinaítico, ambos do século IV. ◆◆ Há também outros 65 manuscritos parciais do NT do século IV ou mais antigos, além de muitos manuscritos completos de séculos posteriores.

escreveram. Na maioria dos casos, podemos também discernir como e porque as variações surgiram nos manuscritos. Em nenhum caso, a doutrina cristã depende de aceitar a leitura de um manuscrito em detrimento de outro.3 A história da tradição do manuscrito no final da carta de Paulo aos Romanos é uma das mais complicadas em todo o NT. A bênção final encontrada em Romanos 16.25-27 aparece em três outros lugares de vários manuscritos: imediatamente após o capítulo 14, depois do capítulo 15 ou no fim dos capítulos 14 e 16. Para complicar, alguns manuscritos não incluem a doxologia. Essa evidência gerou um leque de sugestões acerca da história da redação de Romanos:

◆◆ Alguns especialistas inferem que a carta aos Romanos tinha, originariamente, 14 ou 15 capítulos, terminando com a doxologia. Eles sustentam que o lembrete foi adicionado posteriormente, provavelmente pelo próprio Paulo, quando enviou uma edição posterior da carta a outra igreja. ◆◆ A maioria dos especialistas, no entanto, concorda em que a carta incluía, em sua forma original, todos os 16 capítulos, mas que algumas versões reduzidas circulavam entre as igrejas.

O apoio textual é, de longe, superior ao de quaisquer outros Fac-símile de uma página do Códice vaticano, um dos documentos antigos, como os manuscritos completos mais antigos do Novo Testamento textos clássicos dos escritores © Dr. James C. Martin, Sola Scriptura; Coleção de Van Kampen sobre a experiência na Terra Santa, na mostra em Orlando, Flórida, EUA gregos e romanos (e.g., Platão, Aristóteles e Cícero). Apenas manuscritos parciais sobreviveram de muitas obras da Antiguidade, Alguns acreditam que a própria doxologia era uma adição postee não é incomum descobrir-se que o único manuscrito completo de algum escrito antigo é uma cópia datada de mil anos após rior, escrita para dar um final apropriado a uma das versões menores, mas adicionada ao final das outras formas também. sua composição. O mais provável, no entanto, é que a doxologia era o final origiOs manuscritos originais do NT provavelmente eram de papiro, o material de escrita mais comum da época, e foram lidos e copiados nal de Romanos e mais tarde foi adicionada ao final das versões meaté que não fossem mais legíveis.2 Na Antiguidade, não havia duas nores, o que veio a complicar a história da tradição do manuscrito. cópias de um manuscrito que fossem exatamente iguais, apesar do (Para mais informações sobre os textos do AT, ver “Textos do Antrabalho meticuloso dos copistas. Embora não tenhamos mais a tigo Testamento”, em Mq 7; e “Traduções antigas”, em Mq 7.) oportunidade de consultar os manuscritos originais, a riqueza e a antiguidade dos documentos que estão hoje à disposição dos especialistas são tais que não é difícil determinar o que os autores originais

1Ver “O papiro John Rylands (P52)”, em Jo 18. 

textual”, em Is 51.

2Ver “Materiais de escrita no mundo antigo”, em 3Jo; e “Rolos, selos e códices”, em Ap 5. 

3Ver também “Crítica


Romanos 15.25

40

e dar a vocês a oportunidade de me ajudarem em minha viagem para lá, depois de ter desfrutado um pouco da companhia de vocês. 25 Agora, porém, estou de partida para Jerusalém,i a serviçoj dos santos. 26 Pois a Macedôniak e a Acaial tiveram a alegria de contribuir para os pobres que estão entre os santos de Jerusalém. 27 Tiveram prazer nisso e de fato são devedores aos santos de Jerusalém. Pois, se os gentios participaram das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir aos judeus com seus bens materiais.m 28 Assim, depois de completar essa tarefa e de ter a certeza de que eles receberam esse fruto, irei à Espanha e visitarei vocês de passagem. 29 Sei que, quando for visitá-los,n irei na plenitude da bênção de Cristo. 30  Recomendo, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito,o que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor.p 31 Orem para que eu esteja livreq dos descrentes da Judeia e que o meu serviço em Jerusalém seja aceitável aos santos, 32 de forma que, pela vontade de Deus,r eu os visites com alegria e com vocês desfrute de um período de refrigério.t 33 O Deus da pazu seja com todos vocês. Amém. Saudações Pessoais Recomendov a vocês nossa irmã Febe, servaa da igreja em Cencreia.w 2 Peço que a recebam no Senhor,x de maneira digna dos santos, e lhe prestem a ajuda de que venha a necessitar; pois tem sido de grande auxílio para muita gente, inclusive para mim.

16

3 Saúdem Priscilab e Áquila,y meus colaboradores em Cristo Jesus.z 4 Arriscaram a vida por mim. Sou

grato a eles; não apenas eu, mas todas as igrejas dos gentios. 5 Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles.a Saúdem meu amado irmão Epêneto, que foi o primeiro convertidob a Cristo na província da Ásia. 6 Saúdem Maria, que trabalhou arduamente por vocês. 7 Saúdem Andrônico e Júnias, meus parentesc que estiveram na prisão comigo. São notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim. 8 Saúdem Amplíato, meu amado irmão no Senhor. 9 Saúdem Urbano, nosso cooperador em Cristo,d e meu amado irmão Estáquis. 10 Saúdem Apeles, aprovado em Cristo. Saúdem os que pertencem à casa de Aristóbulo. 11 Saúdem Herodião, meu parente.e Saúdem os da casa de Narciso, que estão no Senhor. 12 Saúdem Trifena e Trifosa, mulheres que trabalham arduamente no Senhor. Saúdem a amada Pérside, outra que trabalhou arduamente no Senhor. 13 Saúdem Rufo, eleito no Senhor, e sua mãe, que tem sido mãe também para mim. 14 Saúdem Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e os irmãos que estão com eles. 15 Saúdem Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã, e também Olimpas e todos os santosf que estão com eles.g 16 Saúdem uns aos outros com beijo santo.h Todas as igrejas de Cristo enviam saudações. a  b 

16.1 Ou diaconisa 16.3 Grego: Prisca, variante de Priscila.

15.26 Para mais informações sobre a Macedônia e a Acaia, ver nota em 1Ts 1.7,8. 15.30-32 A oração no final de Romanos 15 não dever ser entendida como a conclusão da carta, mas apenas como a conclusão apropriada de um tópico. Paulo fala de seu itinerário e se mostra profundamente comovido ao ponderar sobre os perigos que o impediam de visitar Jerusalém. Por isso, pede as orações dos santos de Roma a respeito desse assunto. 16.1 Febe era provavelmente a portadora da epístola a Roma (cf. v. 2). Ela é chamada “serva” (ver nota da NVI), aquela que serve ou ministra de alguma maneira. Com relação à igreja, como no presente caso, talvez se refira a um cargo específico: o de diaconisa. Cencreia era um porto localizado cerca de 10 quilômetros a leste de Corinto, no golfo Sarônico. 16.3-24 A maioria das pessoas que constam nessa lista de saudações são gentios, escravos libertos ou descendentes de escravos libertos (ver “Trabalho e bem-estar no mundo antigo”, em 2Ts 3; e “Escravidão no mundo greco-romano”, em Fm). Paulo menciona especificamente pelo menos dois grupos de escravos: os servos domésticos de Aristóbulo e os de Narciso. As poucas evidências que temos sugerem que uma grande porcentagem dos primeiros cristãos veio das classes “baixas”. Dos 27 cristãos saudados por Paulo saudou, dez são mulheres. Elas desempenhavam um papel significativo na igreja cristã primitiva e se enga-

15.25 iAt 19.21; jAt 24.17 15.26 kAt 16.9; 2Co 8.1; lAt 18.12 15.27 m1Co 9.11

15.29 nRm 1.10,11 15.30 oGl 5.22; p2Co 1.11; Cl 4.12 15.31 q2Ts 3.2 15.32 rAt 18.21; sRm 1.10,13; t1Co 16.18 15.33 uRm 16.20;

2Co 13.11; Fp 4.9; 1Ts 5.23; Hb 13.20

16.1 v2Co 3.1; wAt 18.18 16.2 xFp 2.29

16.3 yAt 18.2; zv. 7,9,10 16.5 a1Co 16.19; Cl 4.15; Fm 2; b1Co 16.15 16.7 cv. 11,21

16.9 dv. 3

16.11 ev. 7,21

16.15 fv. 2; gv. 14 16.16 h1Co 16.20; 2Co 13.12; 1Ts 5.26

javam em ministérios importantes. Paulo elogia seis delas: Febe, Priscila, Júnias, Trifena, Trifosa e Pérside — por seu trabalho no Senhor. 16.3 Priscila e Áquila eram amigos íntimos de Paulo e tinham a mesma profissão: fabricantes de tendas. 16.5 Ver “Igrejas domésticas e edifícios eclesiásticos primitivos”, em 2Jo. 16.7 A leitura mais comum do texto grego é Júnia (não Júnias, como na NVI), um nome feminino. Andrônico e Júnia talvez fossem marido e mulher. 16.10 Aristóbulo talvez fosse neto de Herodes, o Grande, e irmão de Herodes Agripa I. 16.11 Narciso é, às vezes, identificado com Tibério Cláudio Narciso, um liberto abastado do imperador romano Tibério. 16.12 Trifena e Trifosa talvez fossem irmãs, até mesmo gêmeas, pois era comum dar a tais pessoas nomes provenientes da mesma raiz. Pérside significa “mulher persa”. 16.14,15 Nenhum desses homens pode ser mais bem identificado. Sabe-se apenas que escravos ou libertos (emancipados da escravidão) pertencentes à igreja de Roma (ver “Trabalho e bem-estar no mundo antigo”, em 2Ts 3, e “Escravidão no mundo greco-romano”, em Fm). 16.16 Justino Mártir (150 d.C.) dizia que o beijo santo fazia parte regular do culto de adoração em sua época. Ainda continua a ser praticado em algumas igrejas (ver “O costume judaico do beijo”, em Lc 7).


Romanos 16.20 16.17 iGl 1.8,9; 1Tm 1.3; 6.3; j2Ts 3.6,14; 2Jo 10 16.18 kFp 3.19; lCl 2.4 16.19 mRm 1.8; nMt 10.16; 1Co 14.20 16.20 oRm 15.33; pGn 3.15; q1Ts 5.28

17 Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos

ao ensino que vocês têm recebido.i Afastem-se deles.j 18 Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites.k Mediante palavras suaves e bajulação, enganaml o coração dos ingênuos. 19 Todos têm ouvidom falar da obediência de vocês, por isso estou muito alegre; mas quero que sejam sábios em relação ao que é bom, e sem malícia em relação ao que é mau.n 20 Em breve o Deus da pazo esmagaráp Satanás debaixo dos pés de vocês. A graça de nosso Senhor Jesus seja com vocês.q

T E X TOS E ART E F ATOS ANT I G OS

A inscrição de Erasto

A inscrição de Erasto Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin

ROMANOS 16 Erasto foi um cristão do primeiro século que trabalhou com Paulo. A menção mais antiga a seu nome está em Atos 19.22. Paulo, em Éfeso, durante sua terceira viagem missionária (ca. 53-55 d.C.), “enviou à Macedônia dois dos seus auxiliares, Timóteo e Erasto”. Em Romanos 16.23, Paulo escreve (provavelmente de Corinto, ca. 57) que “Erasto, administrador da cidade”, mandava saudações. Finalmente, em 2Timóteo 4.20, quando Paulo escreve da prisão em Roma, em que ficou até o fim da vida (ca. 66-67), apresenta um relatório sobre seus colaboradores e informa que “Erasto permaneceu em Corinto”. Parece que Erasto residia em Corinto, e, se for assim, é provável que tenha se tornado cristão como resultado do ministério de 18 meses de Paulo naquela cidade, em sua segunda viagem missionária (ca. 50-52; At 18.1-17).1

Em 1929, uma inscrição descoberta em Corinto mencionava um Erasto, que pode ter sido o mesmo do NT.2 Numa área pavimentada a nordeste do teatro e datada da metade do século I d.C., lê-se: “Erasto, ao retornar de seu magistrado, assentou [o pavimento] com seu dinheiro.” O aedile, oficial eleito, gerenciava os negócios da cidade e era responsável pelas ruas e pelos prédios públicos e mercados, bem como pelos impostos ali recolhidos. Atuava também como juiz e decidia a maioria dos litígios comerciais e financeiros. Além disso, era responsável pelos jogos públicos que aconteciam na cidade. Assim, o termo “administrador da cidade”, empregado por Paulo em Romanos 16.23, parece indicar que Erasto era um desses magistrados. Para alguns estudiosos, uma vez que a palavra grega utilizada por Paulo, oikonomos, pode não ser o equiva-

lente exato da palavra latina aedile, é possível que Erasto ocupasse um cargo inferior na época da redação da carta. No entanto, é possível que Paulo tenha encontrado Erasto pela primeira vez quando se exonerava de suas responsabilidades fiscais e assim o distinguiu por esse papel. Além disso, Corinto era diferente no tocante aos jogos que aconteciam ali: não era responsabilidade do magistrado, e sim de um grupo de oficiais. Desse modo, o aedile atuava em Corinto basicamente como “tesoureiro” da cidade, conforme traduzido em algumas versões (e.g., ARA).

1Ver também “Viagens missionárias de Paulo”, em At 14; e “Prisão no mundo romano: na prisão versus prisão domiciliar”, em At 26. 

2Ver “Corinto”, em 2Co 1.

41


Romanos 16.21

42

21 Timóteo,r

parentes.u

meu cooperador, envia saudações, bem como Lúcio,s Jasomt e Sosípatro, meus

16.21 rAt 16.1; sAt 13.1; tAt 17.5; uv. 7,11

22 Eu, Tércio, que redigi esta carta, saúdo vocês no Senhor.

23 Gaio, cuja hospitalidade eu e toda a igreja desfrutamos, envia-lhes saudações. Erasto,v adminis-

trador da cidade, e nosso irmão Quarto enviam saudações. 24 Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vocês todos. Amém.a 25 Ora, àquele que tem poderw para confirmá-los pelo meu evangelhox e pela proclamação de Jesus Cristo, de acordo com a revelação do mistérioy oculto nos tempos passados, 26 mas agora revelado e dado a conhecer pelas Escrituras proféticas por ordem do Deus eterno, para que todas as nações venham a crer nele e a obedecer-lhe; 27 sim, ao único Deus sábio seja dada glória para todo o sempre, por meio de Jesus Cristo. Amém.z a 

16.23 vAt 19.22

16.25 wEf 3.20; xRm 2.16; yEf 1.9;

Cl 1.26,27

16.27 zRm 11.36

16.24 Muitos manuscritos não trazem o versículo 24.

16.21,22 Romanos é uma carta, não um tratado. Assim, não tinha a pretensão de ser um produto literário. Em meio às saudações dos amigos que estavam com o autor enquanto ele escrevia, Tércio, o escriba a quem a carta é dedicada, insere sua saudação pessoal. Esse toque pessoal nos faz lembrar de que as pessoas da Bíblia eram seres humanos sob circunstâncias humanas, e a carta se torna mais significativa mais para nós justamente por causa disso. 16.21 Esse Jasom poder ser aquele mencionado em At 17.5-9. Sosípatro é provavelmente Sópatro, filho de Pirro, de Bereia (ver At 20.4). 16.22 Tércio é o secretário de Paulo. 16.23 Gaio é geralmente identificado com Tício Justo, temente a Deus (ver notas em Jo 12.20; At 10.2; cf. “convertidos” na nota de At

2.11), em cuja casa Paulo se hospedou enquanto estava em Corinto (ver At 18.7; 1Co 1.14). Seu nome completo seria Gaio Tício Justo. Em Corinto, os arqueólogos descobriram um bloco de pedra reutilizado numa praça pavimentada, com a inscrição em latim: “Erasto, comissário de obras públicas, custeou as despesas desta pavimentação” (ver “A inscrição de Erasto”, em Rm 16). Talvez se trate do Erasto mencionado aqui. Nesse caso, seria a referência a um cristão por nome mais antiga fora do NT. Pode ser também aquele mencionado em At 19.22 e 2Tm 4.20, embora seja difícil ter certeza, pois esse nome era bastante comum. 16.25-27 Vários manuscritos apresentam essa bênção final em lugares diferentes da carta aos Romanos — e alguns manuscritos não o trazem (ver “Textos do Novo Testamento”, em Rm 15).


Guia de Estudos

2079

Tabela de pesos e medidas

2080

Glossário

2090

Índice dos assuntos dos artigos

2123

Lista de artigos em ordem alfabética

2129

Lista de artigos pela ordem das referências bíblicas

2135

Concordância Bíblica NVI

2223

Índice dos mapas coloridos


Title Tabela

Introduction to

de pesos e medidas

Unidade bíblica

Pesos

Equivalente métrico aproximado

talento

(60 minas)

34k

mina

(50 siclos)

600g

siclos

(2 becas)

11,5g

pim

(2/3 siclo)

7,6g

beca

(10 geras)

5,5g

gera Comprimento

0,6g

côvado

50cm

palmo

23cm

quatro dedos

8cm

Capacidade Medidas para seco

coro [ômer]

(10 efas)

200l

(5 efas)

110l

(10 ômeres)

22l

(1/3 efa)

7,3l

gômer

(1/10 efa)

2l

cabo

(1/18 efa)

1l

bato

(1 efa)

22l

him

(1/6 bate)

4l

(1/12 bate)

0,3l

leteque efa seá (alqueire)

Medidas para líquidos

logue

As cifras desta tabela são calculadas considerando que o siclo é igual a 11,5g; o côvado, a 50cm e o efa, a 22 l. Esta tabela baseia-se nas melhores informações disponíveis, mas não pretende ter precisão matemática; apenas oferece uma aproximação dos montantes e das distâncias. Os pesos e as medidas diferiam um pouco entre si no mundo antigo, dependendo dos vários locais e períodos históricos. Não se tem certeza, em especial, no caso do efa e do bato; novas descobertas talvez lancem mais luz sobre essas medidas de capacidade.


Glossário

Acádia  Seção setentrional ao sul da planície mesopotâmia.

acádio   Idioma semítico do III ao I milênio a.C., escrito em cuneiforme. Originário da Mesopotâmia, o acádio tornou-se a língua diplomática oficial de todo o Oriente Médio. Os dois principais dialetos conhecidos eram o assírio e o babilônio.

Acrópole  A parte mais elevada de uma cidade na cultura helenística, em geral reservada para práticas religiosas e cultuais. A acrópole mais importante é a de Atenas, com uma área de 300 metros por 150 metros, que contempla a cidade do alto. Sua importância na região se manteve por mais de três milênios. A construção do conjunto do templo começou no século VIII a.C e continuou por três séculos. O pináculo do conjunto é o grande Partenon, construído no século V a.C. e dedicado à deusa Atena. Ver “Atenas”, em At 17. adivinhação  Tentativa de obter conhecimento de fatos pela consulta aos deuses, por métodos diversos (e.g., sonhos, interpretação de fenômenos naturais como maus presságios, exame de entranhas de animais sacrificados). Ver “Adivinhação na Acádia”, em Dt 18. Ai  (Heb. “monturo”, “ruína”.) Cidade da Palestina Central, provavelmente na região de Jericó e de Jerusalém, a leste de Betel. Os israelitas comandados por Josué derrotaram a cidade depois de terem sido repelidos no primeiro ataque. A vitória só foi assegurada depois que o pecado de Acã foi castigado por Deus. Ver “Ai”, em Js 8. Amarna  Cidade principal do faraó Amenotepe IV (século XIV a.C.). Estava localizada 288 quilômetros ao sul do Cairo, no lado oriental do Nilo. Milhares de cartas cuneiformes do período de Amenotepe III (meados do século XIV a.C.) foram encontradas ali. Muitas delas descrevem as condições políticas do Oriente no tempo em que os habirus atacavam as cidades-Estado cananeus. Ver “Os tabletes de Amarna e os habirus”, em Jz 2. Amenotepe IV  (Aquenáton; ca. 1352-1336 a.C.) Faraó “herege” que tentou substituir a religião egípcia tradicional por outra que se aproximava do culto monoteísta a Aton. Seu reinado deixou para trás uma importante coleção de textos acádios denominados Cartas de Amarna. amorreus  Uma das nações que habitava Canaã antes da conquista israelita. É provável que os amorreus sejam o povo amurru, citado nos documentos cuneiformes, que infestavam a Mesopotâmia entre o final do III milênio até o início do II milênio a.C. e que fundaram a I Dinastia da Babilônia. amuleto  Talismã transportado ou usado, geralmente com inscrições de figuras ou de personagens. Era usado para proteger seu portador de doenças e feitiços. Anatólia  Área que hoje corresponde à porção asiática da Turquia. Era a encruzilhada para o antigo mundo mediterrâneo, por isso mantinha numerosos contatos culturais importantes com a Siro-Palestina e seus habitantes. Ver “A Anatólia e os hititas”, em Êx 33. ânfora  Vaso alto de duas alças, usado na Roma e na Grécia antigas para guardar óleo, mel, vinho ou cereal. apócrifo; apócrifos   O termo “apócrifo” significa “escondido” e designa os livros não canônicos mais relevantes do AT ou do NT. A coleção chamada Apócrifos refere-se a 14 ou 15 documentos escritos, na maior parte, no período do século II a.C. ao século I d.C. O termo foi usado pela primeira vez por Jerônimo, no século V d.C., em referência aos livros que faziam parte da Septuaginta (a tradução grega do AT), mas que não constavam da Bíblia hebraica. Os protestantes não consideram esses livros canônicos. Ver “Os Apócrifos”, em Tt 1. Aquemênida  Dinastia que governou o Império Persa de 550 a.C a 330 a.C. Fundada por Ciro, o Grande, alcançou seu apogeu no reinado de Dario, o Grande, quando o império se estendia do rio Indo, no Oriente, até a moderna Líbia, no Ocidente. aramaico  Língua semítica muito próxima do hebraico. Desenvolveu-se durante o II milênio a.C. e mais tarde tornou-se a língua franca do Oriente Médio. Nos tempos de Cristo, era a língua predominante entre os judeus da Palestina. Cristo falou e discursou em aramaico, e partes do AT foram escritas nesse idioma. Asdode  Um dos cinco maiores centros políticos dos filisteus no século XI a.C. A cidade passou por conflitos entre filisteus e israelitas e vez por outra ficava sob o controle dos israelitas. A atual cidade de Asdode está situada cerca de 5 quilômetros ao norte do antigo local. ashlar   Tipo de alvenaria que permitia cortes precisos para manter as pedras juntas em amarração.


Índice dos assuntos dos

Abecedários Abecedários Abimeleque Abimeleque em Siquém Abismo (ver “Inferno”) Abraão O período patriarcal: a Mesopotâmia no tempo   de Abraão O papel do patriarca na vida familiar Costumes e leis na antiga Mesopotâmia Caverna de Macpela Harã A historicidade das narrativas patriarcais Hebrom Ur Absalão Príncipes ambiciosos entre os hititas Acabe Amom A história do Reino do Norte Ben-Hadade l e II Acabe e a batalha de Qarqar A estela de Tel Dan A queda de Tiro O vale de Jezreel Os marfins de Samaria A Assíria do Período Assírio Médio em diante Acácia, madeira de Sitim Acádio (idioma) Suméria Hurritas Os tabletes de Amarna e os habirus Educação suméria dos escribas Línguas do mundo do Antigo Testamento Dario l Lançando sortes O cuneiforme e os tabletes de barro no antigo   Oriente Médio Acádios (povo) O período patriarcal: a Mesopotâmia no tempo   de Abraão Acaia Gálio, procônsul da Acaia Ação de graças Os amuletos de Ketef Hinnom Acaz Menaém e Peca de Israel, Jotão de Judá e   Tiglate-Pileser III da Assíria Acaz, rei de Judá, e Rezim, rei da Síria Açoite (romano) A controvérsia em torno do sudário de Turim Adivinhação (ver também “Magia”) Adivinhação na Acádia Necromancia antiga Lançando sortes

Artigos

Is 28 Jz 9

Gn 15 Gn 18 Gn 21 Gn 23 Gn 27 Gn 44 2Sm 3 Ne 9 2Sm 19 Jz 10 1Rs 13 1Rs 20 1Rs 22 2Rs 8 Ez 26 Os 1 Am 3 Na 3 Nm 25 Gn 4 Gn 34 Jz 2 1Cr 2 Ed 2 Ed 5 Jó 6 Is 30

Gn 15 At 18 Nm 6

2Rs 15 2Rs 16 Mc 15 Dt 18 1Sm 28 Jó 6

Oração de agradecimento de um pagão Bênção hitita para uma casa Oração acádia aos deuses da noite Os demônios e a Bíblia A magia no mundo grego-romano Admá Cidades da planície Administração Administração egípcia e israelita Salomão e o Império Israelita Instruções hititas para postos fronteiriços História persa antiga até Dario Teria Ageu liderado uma rebelião messiânica? Adoção Costumes e leis na antiga Mesopotâmia Direitos do primogênito Nuzi Adoção no mundo romano Adonai O Saltério eloístico Adulão Adulão Adultério Leis médio-assírias Afeque Afeque Ben-Hadade l e II Afrodite Corinto Ageu (profeta) Dario l Teria Ageu liderado uma rebelião messiânica? Ágora A ágora antiga Éfeso nos tempos de Paulo Agricultura O Calendário de Gezer A Galileia nos tempos de Jesus Agripa l (ver “Herodes Agripa l”) Agripa II (ver “Herodes Agripa II”) Água, sistemas de O açude de Gibeom O tsinnor O túnel de Ezequias Ezequias contra os assírios Jerusalém Poços, cisternas e aquedutos no mundo   antigo A Cesareia de Filipe Ai Ai Aicam A delegação a Hulda e Natã-Meleque, o oficial Álcool Vinho e bebida alcoólica no mundo antigo Alexandre, o Grande

Sl 116 Sl 127 Sl 134 Mt 8 Gl 5 Gn 13 1Rs 4 1Rs 6 Ne 4 Et 1 Ag 2 Gn 21 Gn 25 Gn 30 Rm 8 Sl 42 Mq 1 Lv 18 1Sm 29 1Rs 20 2Co 1 Ed 5 Ag 2 At 16 2Tm 4 Sl 107 Mt 15

2Sm 2 2Sm 5 2Rs 20 Is 36 Jr 4 Jr 38 Mt 16 Js 8 2Rs 22 1Pe 4


 C ON C ORD Â N C I A ABA Mc 14. 36 E dizia: “Aba, Pai”, tudo te é possível. Rm 8. 15 por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. Gl 4. 6 e ele clama: “Aba, Pai”. ABADOM Ap 9. 11 ...o anjo do Abismo, cujo nome, em hebraico, é Abadom. ABALAR Sl 125. 1 como o monte Sião, que não se pode abalar. Lc 6. 48 a torrente deu contra aquela casa, mas não a conseguiu abalar. 2Ts 2. 2 que não se deixem abalar nem alarmar tão facilmente ABANDONADA Lv 26. 43 que por eles será abandonada. Is 27. 10 A cidade fortificada está abandonada. Is 32. 14 A fortaleza será abandonada. Is 34. 10 De geração em geração ficará abandonada. Is 49. 19 “Apesar de você ter sido arruinada e abandonada” Is 54. 6 como se você fosse uma mulher abandonada. Is 60. 15 “Em vez de abandonada e odiada” Is 62. 4 Não mais chamarão abandonada. Is 62. 12 ...cidade não abandonada. Jr 26. 9 “...esta cidade ficará arrasada e abandonada?” Jr 49. 25 Como está abandonada a cidade famosa...! Ez 12. 20 e a terra ficará abandonada. Ez 14. 15 “e ela for abandonada de tal forma...” Ez 26. 19 “...quando eu fizer de você uma cidade...abandonada” Am 5. 2 “Abandonada em sua própria terra” Sf 2. 4 Gaza será abandonada. ABANDONAR Dt 12. 19 não abandonar os levitas Js 24. 16 “Longe de nós abandonar o Senhor...” Jz 2. 19 Recusavam-se a abandonar suas práticas 1Cr 28. 9 se você o abandonar, ele o rejeitará para sempre 2Cr 11. 14 chegaram até a abandonar as suas pastagens Jó 18. 4 Deve-se abandonar a terra por sua causa? Is 57. 8 Ao me abandonar, você descobriu seu leito Jr 2. 17 ao abandonar o Senhor, o seu Deus? Jr 2. 19 como é mau e amargo abandonar o Senhor At 7. 19 obrigando-os a abandonar os seus recém-nascidos Ef 4. 25 ...deve abandonar a mentira ABATER-SE Pv 1. 27 abater-se...como uma tempestade At 27. 20 a abater-se sobre nós grande tempestade ABATIDO Dt 28. 31 ...abatido diante dos seus olhos 1Sm 1. 18 e seu rosto já não estava mais abatido 1Sm 17. 32 “...ficar com o coração abatido” 2Sm 13. 4 “...por que todo dia você está abatido?...” 2Cr 35. 1 e o cordeiro da Páscoa foi abatido Jó 22. 29 ...ele salvará o abatido Sl 34. 18 O Senhor...salva os de espírito abatido Sl 38. 6 ...e muitíssimo abatido Sl 57. 6 fiquei muito abatido

com o coração abatido o meu coração está abatido estou muito abatido o orgulho dos homens será abatido o homem será abatido “Você também, ó faraó, será abatido...” Zc 10. 11 O orgulho da Assíria será abatido Mc 10. 22 ...ficou abatido ABEDE-NEGO Dn 1. 7 ...e a Azarias, Abede-Nego Dn 2. 49 Sadraque, Mesaque e Abede-Nego Dn 3. 13 mandou chamar...Abede-Nego Dn 3. 19 furioso com...Abede-Nego Dn 3. 20 amarrassem...Abede-Nego Dn 3. 22 levaram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego Dn 3. 26 ...e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo Dn 3. 28 o Deus de...Abede-Nego...livrou os seus servos Dn 3. 30 o rei promoveu...Abede-Nego na província da Babilônia ABEL Gn 4. 2 Voltou a dar à luz, desta vez a Abel Gn 4. 4 O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta Gn 4. 8 Caim atacou seu irmão Abel e o matou Gn 4. 9 “Onde está seu irmão Abel?” Gn 4. 25 “Deus me concedeu um filho no lugar de Abel” 2Sm 20. 18 “Peça conselho na cidade de Abel” Mt 23. 35 desde o sangue do justo Abel Lc 11. 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias Hb 11. 4 Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior Hb 12. 24 que fala melhor do que o sangue de Abel ABELHAS Dt 1. 44 os perseguiram como um enxame de abelhas Jz 14. 8 um enxame de abelhas e mel Sl 118. 12 Cercaram-me como um enxame de abelhas Is7. 18 ...e as abelhas da Assíria ABENÇOAR Gn 27. 30 Isaque acabou de abençoar Jacó Gn 48. 20 “...para abençoar uns aos outros” Nm 23. 20 ordem para abençoar Nm 24. 1 agradava ao Senhor abençoar Israel Dt 27. 12 “...para abençoar o povo...” Dt 28. 12 “O Senhor abrirá o céu...para abençoar” 1Sm 9. 13 pois ele deve abençoar o sacrifício 2Sm 6. 20 Voltando Davi...para abençoar sua família 1Cr 16. 43 Davi voltou...para abençoar sua família 2Cr 30. 27 ...levantaram-se para abençoar o povo Sl 109. 17 Não tinha prazer em abençoar... ABERTO Lv 14. 7 soltará a ave viva em campo aberto Lv 17. 5 Os sacrifícios...em campo aberto Lv 25. 31 consideradas campo aberto Jz 20. 31 trinta homens...mortos em campo aberto Jz 21. 15 o Senhor tinha aberto uma lacuna 2Sm 10. 8 posicionaram-se em campo aberto 2Sm 11. 23 “...saíram contra nós em campo aberto” Sl 5. 9 A garganta é um túmulo aberto Pv 24. 27 Termine primeiro o seu trabalho a céu aberto Is 63. 13 Como o cavalo em campo aberto Jr 5. 16 Sua aljava é como um túmulo aberto Sl 61. 2 Sl 109. 22 Sl 142. 6 Is 2. 11 Is 5. 15 Ez 32. 28

Jr

9. 22 estirados como esterco em campo aberto Jr 40. 7 que ainda estavam em campo aberto Ez 29. 5 Você cairá em campo aberto Ez 45. 2 ...para terreno aberto. Mq 1. 6 ...um monte de entulho em campo aberto Mq 4. 10 para habitar em campo aberto Jo 1. 51 “...verão o céu aberto” Jo 9. 14 ...aberto os olhos daquele homem At 10. 11 Viu o céu aberto At27. 5 ...atravessado o mar aberto Rm 3. 13 Suas gargantas são um túmulo aberto 2Co 2. 12 o Senhor me havia aberto uma porta Ap 10. 2 aberto em sua mão Ap 10. 8 pegue o livro aberto Ap 11. 19 foi aberto o santuário de Deus Ap 20. 12 ...livros foram abertos ABIAIL Nm 3. 35 filho de Abiail 1Cr 2. 29 O nome da mulher de Abisur era Abiail 1Cr 5. 14 descendentes de Abiail... 2Cr 11. 18 A mãe de Maalate era Abiail Et 2. 15 ...a vez de Ester, filha de Abiail Et 9. 29 a rainha Ester, filha de Abiail ABIATAR 1Sm 22. 20 Abiatar, filho de Aimeleque 1Sm 22. 22 Davi disse a Abiatar... 1Sm 30. 7 Davi disse ao sacerdote Abiatar 2Sm 8. 17 ...Aimeleque, filho de Abiatar 2Sm 15. 24 Abiatar também estava lá 2Sm 15. 27 ...Jônatas, filho de Abiatar 2Sm 15. 29 Zadoque e Abiatar levaram a arca 2Sm 17. 15 ...aos sacerdotes Zadoque e Abiatar 2Sm 20. 25 Zadoque e Abiatar eram sacerdotes 1Rs 1. 7 com o sacerdote Abiatar 1Rs 1. 19 o sacerdote Abiatar 1Rs 1. 42 ...Jônatas, filho do sacerdote Abiatar 1Rs 2. 22 para o sacerdote Abiatar 1Rs 2. 26 Ao sacerdote Abiatar 1Rs 2. 27 Salomão expulsou Abiatar 1Rs 2. 35 ...Zadoque no lugar de Abiatar 1Cr 15. 11 Zadoque e Abiatar 1Cr 18. 16 Aimeleque, filho de Abiatar 1Cr 27. 34 sucedido por...Abiatar Mc 2. 26 Nos dias do sumo sacerdote Abiatar ABIMELEQUE Gn 20. 2 Então Abimeleque, rei de Gerar Gn 20. 3 Deus veio a Abimeleque Gn 26. 11 Abimeleque advertiu todo o povo Gn 26. 16 Abimeleque pediu a Isaque... Jz 8. 31 a quem ele deu o nome de Abimeleque Jz 9. 1 Abimeleque, filho de Jerubaal 2Sm 11. 21 quem matou Abimeleque, filho de Jerubesete? ABISAQUE 1Rs 1. 3 ...encontraram Abisague, uma sunamita ABISAI 1Sm 26. 6 Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe 2Sm 2. 18 Estavam lá Joabe, Abisai e Asael 2Sm 3. 30 Joabe e seu irmão Abisai mataram Abner ABISMO Gn 1. 2 trevas cobriam a face do abismo Jó 41. 32 como se fossem os cabelos brancos do abismo Sl 42. 7 Abismo chama abismo Pv 8. 27 sobre a superfície do abismo Is 14. 15 irá ao fundo do abismo! Ez 26. 19 cobrir com as vastas águas do abismo Am 7. 4 secou o grande abismo Jn 2. 5 o abismo me cercou

4 74

7


Mapa 12 – AS PRIMEIRAS VIAGENS DOS APÓSTOLOS


Bíblia de Estudo Arqueológica: um tesouro em suas mãos  

Embarque em uma viagem ao passado, pelas terras e origens da Bíblia e tenha um encontro inesquecível com a Palavra de Deus.

Bíblia de Estudo Arqueológica: um tesouro em suas mãos  

Embarque em uma viagem ao passado, pelas terras e origens da Bíblia e tenha um encontro inesquecível com a Palavra de Deus.

Advertisement