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Ano 35 nº 795 - Dezembro 2016

35 anos

R$ 14,90

COMO SERÁ O AMANHÃ? Executivos dos principais segmentos antecipam o que esperam para os negócios em 2017

Pg. 14

DESTINOS

SERGIPE Belezas naturais e povo hospitaleiro compõem a receita certa para encantar à primeira vista Pg. 24

ORLANDO Oferta se renova a cada ano para seguir no top of mind quando o assunto é diversão Pg. 26

GUADALAJARA Cidade mexicana oferece passeios que mesclam tequila, cultura e arqueologia Pg. 30

OPINIÃO

Mariana Aldrigui propõe a análise de temas essenciais para seguir na busca por competitividade Pg. 6

AGÊNCIAS

Saiba como conseguir autorização para receber grupos de turistas chineses Pg. 7

AVIAÇÃO

Abear lança estudo sobre impacto e defende equiparação de regras com práticas internacionais Pg. 12

FEIRAS E EVENTOS

Veja as fotos e a cobertura completa do 28º Festuris Gramado

ENTREVISTA

MARKETING DE EXPERIÊNCIA Manoel Carlos Junior destaca uma abordagem diferente para captar e fidelizar clientes Pg. 4

Pg. 34


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EDITORIAL

Um novo tempo?

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uem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante tudo vai ser diferente.” A reflexão cuja autoria gera dúvidas – alguns a creditam a Roberto Pompeu de Toledo, outros a Carlos Drummond de Andrade - é ainda mais verdadeira quando se aplica a um ano com as características deste que está acabando. Movimentado pela crise econômica e pelo desenrolar das mudanças políticas, 2016 ficou marcado por cenários negativos anunciados por empresas e segmentos diversos. Com algumas exceções, foi um ano de pé no freio. Foram 12 meses que custaram a passar. Isso ficou mais do que comprovado no decorrer do ano e fica agora comprovado nas declarações dos executivos de diversos segmentos, consultados para a reportagem sobre perspectivas para 2017 que você lê a partir da página 14. Tente, por exemplo, contar quantas vezes a palavra “difícil” aparece associada a 2016 nas oito páginas... Ou “queda”, “complicado” e “incerteza”. Não foi fácil para ninguém. Nem do turismo, nem de fora dele. Ainda resta um bocadinho de areia para cair na ampulheta, mas todos já estão com os olhos voltados para o futuro. A expectativa geral é que 2017 ainda será um ano desafiador com a continuidade dos embates políticos e a oscilação econômica que resulta desses acontecimentos. Deve entrar na balança também a nova configuração mundial. Há quem defenda que “pior do que

está não fica” e mantenha a fé nos próximos 12 meses. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico prevê que a economia ficará estagnada em 2017 e que a retomada do crescimento acontecerá apenas para 2018, com crescimento do PIB na casa de 1,2%. Para o turismo, esperamos a resolução de questões importantes como as relacionadas ao segmento aéreo – resultado de tratativas entre Abear e Anac - e a decisão em relação à legalização dos cassinos no Brasil, apenas para citar algumas. Ou será melhor dizer: torcemos para que elas sejam sanadas? Infelizmente, viver de expectativas frustradas tem sido realidade para quem torce para que o turismo brasileiro deslanche. E, antes de começar a falar em competitividade, vale ler a análise de Mariana Aldrigui. A professora e pesquisadora conversou com colegas do turismo brasileiro e internacional para tentar encontrar afirmações verdadeiras sobre a atividade. O resultado você confere na página 6. O “milagre da renovação” está aí, a poucos dias de se tornar realidade. No poema “Receita de Ano Novo” – esse, sim, inquestionavelmente escrito por Carlos Drummond de Andrade – o autor reforça que não é preciso seguir rituais para garantir 12 meses de prosperidade e fartura. Não é preciso fazer listas de intenções que serão arquivadas, nem lamentar os erros do passado. “Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” Vamos merecer 2017! Camila Lucchesi Editora Brasilturis Dezembro / 2016

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ENTREVISTA

MANOEL CARLOS JUNIOR

Publicitário especializado em marketing de experiência

Consumidor como centro Por Camila Lucchesi

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ntender para atender. Esse é um princípio fundamental para as agências que querem se inserir no mundo do marketing de experiências. O conceito surgiu em 1999 com Bernd Schmitt, norte-americano que foi o primeiro a defender a estratégia de catalisar experiências vividas pelos consumidores e utilizá -las como estratégia para vendas. A filosofia chegou ao Brasil por volta de 2010, mas, segundo Manoel Carlos Junior, autor do livro “Experiencialize” (Editora Santuário) grande parte das empresas do turismo descobriu esse universo há apenas um ano. Em entrevista ao Brasilturis, o especialista defendeu as vantagens do método, citou marcas que aplicam bem seus conceitos e alertou: agências que continuarem vendendo preço em vez de experiência irão desaparecer. Qual é a grande diferença do marketing de experiência para o marketing tradicional? Basicamente, o marketing tradicional é centrado em ter um bom produto para oferecer, com preço competitivo, canal de distribuição eficiente e divulgação adequada. O marketing de experiência parte do pressuposto que já existe qualidade e preço competitivo. Ele trabalha o foco no consumidor, a partir do ponto de vista do sentimento do cliente. A estratégia visa criar sensação positiva em relação ao produto, marca ou serviço. O conceito surgiu nos Estados Unidos em 1999 e chegou ao Brasil por volta de 2010. Mas a maioria das empresas do turismo está acordando para isso do ano passado para cá. A crise serviu para algumas repensarem seus processos e fez com que o marketing de experiência viesse à tona. Por que você acredita que o conceito ganhou importância? O objetivo é transformar produto em uma experiência única para o cliente. Hoje em dia, além da crise que exige diferenciação, estamos vivendo uma mudança de comportamento do consumidor das novas 4

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gerações. Um dado simbólico foi a venda recorde registrada pela CVC em outubro em contraste com a queda do emplacamento de veículos no Brasil no mesmo mês. As pessoas estão abrindo mão de trocar de carro, mas não de viajar. Querem experiências e não bens duráveis. Percebo que o mercado de turismo, de uma forma geral, não percebeu isso. Principalmente os agentes de viagens que compõem o elo mais frágil e ainda não entenderam que a viagem em si é uma experiência e que trabalhar em cima disso, em vez de ficar limitado a vender preço de pacote, irá garantir uma sobrevida maior. Quando as agências entenderem que isso começa no ambiente físico, vão conseguir captar mais clientes. Como esses conceitos podem ser aplicados para criar espaços mais propícios à venda? Acredito que uma boa parte das agências que continuar seguindo o layout tradicional vai deixar de existir, sobretudo nos mercados mais competitivos. Para ser lucrativo, o modelo precisa ser totalmente repensado, especialmente no ambiente físico que deve estimular a experiência, os sentidos, permitir que a pessoa interaja com os destinos. Hoje muitos recursos digitais estão disponíveis e é preciso saber utilizá-los no ponto de venda, além de trazer algo para que o cliente sinta-se à vontade. Dá para criar vários estímulos sensoriais e fazer a pessoa começar a viagem ali, na loja. Também é preciso saber contar uma boa história. Storytelling faz parte de uma metodologia criada por você. Explique melhor como ela funciona. São sete passos que irão transformar uma empresa que vende produto e serviço em um comerciante de experiências memoráveis. Primeiro, é preciso ter paixão pelo que se faz. Em segundo lugar vem a habilidade de contar sua história, a da agência, a de uma viagem. Isso cria uma ligação emocional. Depois, deve-se criar senso de pertencimento, atendendo

ao desejo humano de parte de algo - seja uma igreja, um time de futebol ou uma marca. Uma empresa que faz isso muito bem é a Apple. Dizem que existem produtos Samsung tão bons ou até melhores, mas eu nunca vi nenhum cliente adesivar o carro com a logo da Samsung, ninguém fica em uma fila 40 horas para ser o primeiro proprietário de um lançamento Samsung. A Apple tem causa emocional, assim como a Harley-Davidson. As pessoas pagam R$ 80 mil e não compram moto, mas um estilo de vida, o passaporte para uma tribo. O passo seguinte é provocar a memória afetiva, lembranças positivas da primeira infância. Isso acontece com o pastel de feira, para os paulistas. Se formos racionalizar, é algo gorduroso, calórico e feito em condições duvidosas de higiene, mas grande parte das pessoas o provou com os pais ou com os avós. Acontece também com o baleiro e com o Dadinho. Também é preciso ter máxima atenção aos detalhes e provocar o efeito “uau” para que o consumidor saia da agência com a certeza de que levou mais do que pagou. Por fim, temos o alinhamento dos cinco sentidos. Uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard mostrou que as experiências mais prazerosas são aquelas que ativam visão, olfato, tato, audição e paladar simultaneamente. Como comer. É por isso que, cada vez mais, as lojas oferecem um bombom, um espumante, um cappuccino. A pesquisa traz algum dado relacionado ao aumento na propensão ao consumo a partir desses estímulos? Não há essa relação direta, mas é inegável que, a partir do momento que você gera mais prazer, a pessoa fica mais aberta para consumir. Isso é fácil de comprovar com as viagens para Orlando. Eles criam um ambiente tão absurdo de fantasia, de emoção, de sensações que você acaba gastando muito dentro dos parques. Você sai de uma atração, cai na loji-

nha e vira um alvo fácil. Suas chances de consumir naquele momento são muito maiores. O conceito pode ser aplicado por qualquer empresa? Sim, porque se trata de mudança de comportamento. Dá para aplicar no carrinho de hambúrguer e na rede hoteleira com empreendimentos no mundo todo. Mas é fundamental entender para quem se está vendendo. Quem é o cliente ideal para o negócio. É preciso customizar o atendimento e isso deve ser planejado, precisa estar no custo da empresa. Um erro que as pessoas cometem é querer agradar a todos. É preciso ter uma linguagem construída para seu público principal, mesmo que outros possam vir a reboque. E quanto aos custos? Sempre esbarramos nessa questão, mas o método não exige grandes investimentos. Ser apaixonado não gera nenhum custo, contar a história também não. Provocar memória é possível com um baleiro, com um Dadinho de centavos. Agora, colocar uma TV com imagens de destinos, criar nichos para atendimento de famílias, adesivar a agência ou disponibilizar óculos 3D são ações que envolvem custo, mas considero um investimento pontual. O melhor canal de comunicação com prospects são as redes sociais. Dá para trabalhar posts, vídeos e testemunhais como forma de divulgação, de maneira integrada e com ações baratas. Elas também servem para conseguir dados importantes de clientes top, como hobbies e preferências. Se você entender para atender, passará a oferecer experiências relacionadas a esses pontos de interesse. E vai cativar esse cliente. O conceito de caro e barato é relativo. Caro é o que não funciona, é continuar onde se está e as contas não fecharem no fim do mês. Aplicar dinheiro em algo que vai te colocar em outro patamar faz com que o consumidor não se importe em pagar mais pelo seu tempo disponível. Caro é ser medíocre.


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OPINIÃO

MARIANA ALDRIGUI

Professora e pesquisadora na USP, quase sempre inconformada com os caminhos do turismo brasileiro aldrigui@usp.br

Perguntas erradas, respostas incoerentes

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m 16 de novembro a Universidade de Oxford indicou que pós-verdade (post-truth) é a palavra do ano 2016. A instituição definiu que pós-verdade é um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. O jornalista André Fábio, do Nexo Jornal, indica que esta palavra é usada em situações em que a verdade perde importância no debate político. Seu exemplo: “o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negam esta história”. Alguns dias antes, uma reportagem de Betina Neves que foi publicada em junho de 2016 na revista Superinteressante, mas atualizada para a versão online em 14 de novembro, foi compartilhada por milhares de brasileiros tentando entender porque “ninguém” viaja para o Brasil. É muito interessante viver em 2016 (apesar de tudo) e poder ter acesso às redes sociais. É mais interessante ainda ver a quantidade de pós-verdades que povoam o discurso das centenas de especialistas de sofá em turismo brasileiro que foram sendo multiplicadas a partir de algumas das afirmações feitas pela jornalista. Evidentemente se tratou de um texto voltado para o leitor leigo, portanto usando exemplos mais simples que permitiam o encadeamento de ideias e as conclusões ali descritas. Mas, para entender melhor e contribuir um pouco com o debate, conversei com diversos colegas, a maioria de outras áreas - alguns atu-

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ando no desenvolvimento do turismo de países europeus, onde a concorrência é realmente forte - e reuni questões que poderiam substituir a pergunta tendenciosa e, quem sabe, coletar respostas mais verdadeiras sobre o turismo brasileiro. 1. Quem disse que a resposta para todos os problemas do turismo brasileiro é promoção internacional? Eu não deixo de pensar no filme O Exótico Hotel Marigold (Fox Film do Brasil). Na trama, antes de qualquer preparo, o dono resolveu divulgar o hotel com imagens e informações que (ainda) não eram verdade. Quem trabalha com turistas internacionais (e com consumidores de serviços em geral) sabe que quando o consumidor se sente enganado, ele é um disseminador feroz de propaganda negativa, especialmente em sites de avaliação por pares. Há públicos para os quais o padrão brasileiro de serviço simplesmente não é adequado ainda e que, portanto, não deveriam (novamente, ainda!) ser alvo de promoção. Outro ponto: pensar a promoção sem considerar a logística é mais uma das coisas sensacionais deste País. Destino de praia no Nordeste vai até a Colômbia, gastando muitos recursos para evento, jantar, outdoor, busdoor e tudo o mais. Agente de viagem colombiano pondera que é tudo lindo, mas só para chegar até o local são horas de voo até um dos aeroportos do Sudeste, mais horas de espera pela conexão até o Nordeste, mais outras horas de deslocamento até o destino. Deu tempo de chegar em Singapura, praticamente. E por quatro ou cinco vezes o valor de uma semana no Caribe.

2. Por que não investem nos parques? Um excelente exemplo da “dominação mainstream” é esse apego pela questão dos parques. Até parece que é só nos parques que não há investimento, e que estamos todos sofrendo por não fazermos piqueniques nos finais de semana. O que atrai o turista são os hábitos de um povo... Os “parques” brasileiros são as praias e as regiões próximas à água, que é o principal indicador de lazer acessível em um local tão quente. Nada contra investir nos parques, mas vai ser complicado imbuir o brasileiro a mudar seu hábito de lazer para parecer mais norte-americano. Qual é a real dificuldade de considerar, primeiro, as estruturas já utilizadas e ultracarentes de investimento? Custa tanto assim observar o que já se faz ao invés de inventar coisas novas para fazer? 3. E os navios, para onde foram? Infelizmente, o Brasil está no mesmo planeta que a China. É uma pena, mas conheço várias pessoas que se esquecem disso ao fazer suas análises. Os portos brasileiros são ruins? São. Poderiam ser melhores? Naturalmente. Ainda assim, o potencial de consumo do mercado chinês é maior que o nosso e, para qualquer presidente de companhia de cruzeiro que tenha metas a bater, deslocar os navios para mercados mais estáveis e com melhor resposta econômica era o mais sensato a fazer. Não é culpa dos portos. 4. É preciso investir em qualificação profissional. É impossível discordar da frase,

mas absolutamente necessário discordar da lógica. Enquanto a qualificação for algo imposto pelos patrões ou políticos e não percebido como necessário para o estudante ou trabalhador, ela não vai servir para nada. Só se qualifica, de verdade, e investe em qualificação, com vontade, quem reconhece as vantagens do processo. E isso tem o dobro (ou triplo) de valor quando se fala de idioma... Portanto, é cada vez mais fundamental refletir sobre as verdades e pós-verdades do turismo brasileiro. A política brasileira é pautada pelas forças do mercado. Se até hoje “só” seis milhões de pessoas escolhem o Brasil, é porque esse número atende aos negócios que aqui estão. Espere para ver a movimentação da hotelaria carioca em 2017 – sob o risco de baixa ocupação, os empresários vão se organizar e promover seus produtos onde os consumidores de verdade (e não os potenciais) estão. E terão resultados. Como não vivemos em uma ditadura, como é o caso de países do Oriente Médio, não é possível esperar uma determinação governamental do tipo “faça-se o turismo”, “façam aeroportos”, “ampliem a frota de aeronaves” ou “venham, turistas!”, como muitos querem. A solução para o turismo brasileiro passa por informação qualificada, que precisa ser compartilhada. Quando mais empresários – pequenos, médios, grandes, tradicionais ou inovadores – perceberem que há um mundo a ser descoberto, eles se articularão e deixarão sua marca no mundo. Isso já acontece em outras áreas, e em breve chega por aqui, para os lados do turismo.


AGÊNCIAS E OPERADORAS

De olho no mercado chinês

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Brasil firmou com a Administração Nacional de Turismo da República Popular da China um mecanismo pelo qual as agências de viagens brasileiras podem obter autorização para receber grupos de turistas chineses. Esse mercado movimenta 100 milhões de cidadãos pelo mundo anualmente, mas, de acordo com o Anuário Estatístico do Ministério do Turismo, apenas 53 mil vieram ao Brasil em 2015. O cadastro deverá ser feito até 22 de dezembro e o resultado será publicado uma semana depois. www.adschina.turismo.gov.br

Foco nos pequenos Por Antônio Salani

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m novembro, a Shultz Operadora realizou seu megafam em Portugal e Espanha com foco no Small Groups, programa que propõe viagens rodoviárias em carros menores, com roteiros personalizados que passam por cidades pequenas e vilas. O produto será uma grande aposta da empresa para 2017. O tour foi custeado pelos próprios agentes de viagens, contou com a participação de 69 profissionais de 34 cidades brasileiras e com a companhia de

Bernardo Cardoso, diretor de turismo de Portugal no Brasil, que acompanhou o grupo no trajeto por território lusitano. www.gruposchultz.com/small-groups

Agaxtur investe na melhor idade

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Agaxtur criou o programa “Nós Somos Mais” com produtos voltados ao cliente sênior. Os roteiros foram pensados para saídas em grupos, sempre levando em consideração um destino que apresente tranquilidade e segurança. A primeira saída do “Nós Somos Mais” será em 18 de fevereiro de 2017, para o temático Cruzeiro Senior a bordo do Costa Fascinosa. Serão seis noites com saída e retorno de Santos (SP), visitando Búzios (RJ), Salvador (BA) e Ilhabela (SP). Para o mês de maio haverá um circuito europeu, em setembro o destino será um resort brasileiro e, em novembro, um país da América do Sul. www.agaxturviagens.com.br/nos-somos -mais

Incentivo em Porto Seguro

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Azul Viagens realiza até 30 de abril de 2017 a campanha “Porto Seguro cada vez mais Azul”. A ação tem como objetivo alavancar a comercialização do destino baiano pelos agentes de todo o Brasil, em uma ação que durará seis meses e premiará os cinco profissionais que realizarem o maior número de vendas no período. O primeiro colocado leva um carro 0 km. Confira as regras no site www.azulviagens.com.br Brasilturis Dezembro / 2016

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CIDADES CRIATIVAS

POR ANA CARLA FONSECA e ALEJANDRO CASTAÑÉ Sócios-diretores da Garimpo de Soluções Economia, Cultura & Desenvolvimento www.garimpodesolucoes.com.br

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O que é, o que é: inimitável, intransferível e irrepetível?

inquenta mil pessoas. Esse foi o mar de gente reunida na UN Habitat III – encontro das Nações Unidas para repensar as cidades. Como só ocorre a cada

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20 anos, a profusão de temas parece ter buscado compensar o tempo. De como os aplicativos facilitam nossas vidas (vide Waze) ao papel do espaço público, de governanças

urbanas a casos de cidades que se reinventaram, passando por um de nossos xodós: o valor das singularidades. Ao final de cada dia dessa maratona de debates, o mais interessante era encontrar novas inspirações na prática de uma cidade que transpira singularidades: Quito. Quem já teve o prazer de zanzar por esse patrimônio da humanidade em forma de cidade deve ter presente na memória o valor de um passado que se perenizou: o patrimônio arquitetônico, a diversidade de uma população que encarna todos os tons de pele, os sons, as cores, os sabores, a conexão com os saberes e fazeres dos povos originários e uma palavra que foi fio condutor de muitas discussões na UN Habitat: resiliência. Convenhamos que nossos países de passado colonial têm muita cancha em levar tombos e dar a volta por cima. Quito traz um fator extra a essa receita: a sequência histórica de terremotos que forjaram no DNA de seu povo o gene da reconstrução. O fato é que nessa pérola histórica encravada entre montanhas incas a população soube criar um balanço entre o que foi e o que pretende ser, do qual

o centro é a prova dos nove. Somemos dois ingredientes a essa receita. Primeiro, a contrapelo do que ocorre em muitas de nossas cidades, nas quais o centro é essencialmente cenário de atividades comerciais (e por isso morre à noite e ressuscita pela manhã), o centro histórico de Quito é multifuncional. Nele há, claro, comércio e serviços mas também residências e atividades culturais, esportivas e de convívio. Segundo, a cidade tem no patrimônio parte integrante de seu dia a dia. Comecemos pela catedral. Parada obrigatória de turistas e residentes, traz feitios próprios de construção, a tumba de um ex-presidente assassinado e uma escadinha que, antes de desembocar na cúpula, impõe a qualquer ser com mais de um metro e meio o exercício da humildade. Em vez de flutuar sobre o espaço urbano, a catedral dialoga com ele. A parte baixa de sua fachada é permeada por pitorescos restaurantes, lojinhas de artes, cafeterias e outros negócios que fazem jus à riqueza cultural da cidade. O mesmo ocorre na imponente Igreja de São Francisco, que começou a ser construída a poucas semanas da fundação de Quito e só foi concluída 70 anos depois. Se a escadaria é o meio de chegar a esse tesouro, em suas entranhas traz outro. No nível da praça, uma porta despretensiosa leva a um labirinto de corredores e salinhas, ladeados por obras de arte à venda – de réplicas pré-colombianas a peças contemporâneas, além de comportar um restaurante típico e uma loja de artesanato de comércio justo. Em tempos de globalização, incorporar o patrimônio na vida urbana é mais do que mover a economia e valorizar a identidade; é a oportunidade para unir passado e futuro de maneira inimitável, intransferível e irrepetível.


SUSTENTABILIDADE

Destaques brasileiros Prêmio Braztoa de Sustentabilidade reconhece as melhores práticas no turismo nacional Por Mayra Salsa

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omenagear as empresas que de alguma forma implantam a cultura da sustentabilidade e desejam promover uma transformação no turismo nacional. Este continua sendo o principal objetivo da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo com a realização do tradicional Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2016/2017. A cerimônia de premiação aconteceu em 17 de novembro e teve como grande vencedor o Cambará Eco Hotel, empreendimento da cidade gaúcha de Cambará do Sul - próxima ao Parque Nacional de Aparados da Serra - com o projeto “Sustentabilidade como Gestão de

Empresa”. O hotel também faturou o prêmio na categoria Meios de Hospedagem por conta de iniciativas como a opção pela contratação de fornecedores locais, o apoio dado a projetos sociais do entorno e a realização de campanhas com escolas e faculdades da região para incentivar a cultura da sustentabilidade. Na categoria Associados Braztoa, a  ganhadora foi a BWT Operadora, com o projeto “Respeite o Seu Planeta”. Em Agências de Viagens, a escolhida foi a Flanar Turismo, que propõe uma nova perspectiva para agentes de viagens com o turismo sensorial adaptado para deficientes visuais em lavouras de café.

Na categoria  Projetos Inovadores, o ganhador foi o “Turismo, Educação e Cidadania”, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Já em Parceiros do Turismo, o primeiro lugar ficou com a iniciativa da Sociedade Cultura Artística, que criou painéis fotovoltaicos e um sistema de abastecimento com a água da chuva. Na ocasião, o Sebrae (CE) e o resort baiano La Torre Resort foram contemplados com Menção Honro-

sa. Para Magda Nassar, presidente da Braztoa, sustentabilidade é uma palavra ampla e tem que ser trabalhada nas empresas diariamente. “Não quero só  que meus filhos tenham um mundo melhor, eu também quero viver esse mundo melhor. Parabéns aos idealizadores dos projetos”, enfatizou. As iniciativas premiadas serão incluídas no mapa “Turismo Sustentável: Iniciativas Premiadas – Braztoa & Ministério do Turismo”.

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NOTÍCIA

50 anos impulsionando o turismo no Brasil

Autoridades se reuniram para debate sobre o futuro do setor no País e homenagearam servidores e ex-presidentes

Vinícius Lummertz e ex-presidentes da Embratur durante homenagem pelos serviços prestados ao turismo no Brasil

Por Christiane Flores, de Brasília (DF)

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Embratur comemora seus 50 anos atenta ao futuro do turismo no Brasil. Para celebrar a data, reuniu em Brasília (DF), em 16 de novembro, autoridades para um fórum de discussões sobre o tema, além de prestar homenagens aos servidores e ex-presidentes do Instituto. Elogiado por seu trabalho à frente da entidade, Vinicius Lummertz destacou o crescimento do turismo no País desde 2003 que gerou 132% a mais em receitas. Até 2022 a meta é atrair 12 milhões de turistas e gerar 19 bilhões de dólares em receita cambial. “Com 50 anos de existência, a Embratur acumula experiência e é respeitada dentro e fora do País. Mas mesmo com todos os avanços, ainda esbarramos em burocracias que nos impedem um maior desenvolvimento. Precisamos de uma Embratur mais flexível, pois todo investimento em turismo se paga. Nossa nova campanha de verão, convidando os turistas a retornarem ao País após o sucesso dos Jogos Olímpicos, será faturada apenas no próximo ano, ou seja, depois que os turistas já nos visitaram. São mecanismos como esse que fazem com que o turismo pague sua própria conta. Investir em turismo é ter retorno garantido, e países vizinhos como Argentina, Peru e Chile já descobriram isso. Precisamos seguir esses exemplos e adotar políticas

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Marx Beltrão, Herculano Passos e Roberto Jaguaribe presentes no fórum em Brasília

de governo que entendam a importância do turismo para o bem das cidades”, destacou Lummertz. Marx Beltrão, Ministro do Turismo, defendeu a criação de medidas para alavancar o setor, destacou o potencial do País e a parceria com o setor privado, e criticou a burocracia que impede a competitividade com os demais mercados. “Burocracia é uma palavra que queremos tirar dos ministérios, pois só assim avançaremos. Com avaliações positivas após a Olimpíada, chegou a hora de colher os frutos deste legado. Mas para competir internacionalmente, temos que agir. Em 2016 vamos bater recordes no número de turistas e isso se deve muito ao trabalho incansável da Embratur. Esses resultados positivos são só o começo. Vamos trabalhar juntos para continuarmos escrevendo as boas histórias do turismo nacional”, pontuou.

Em apoio e reconhecimento ao trabalho da Embratur, Herculano Passos, presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, confirmou a liberação de R$ 400 milhões para investimento na promoção internacional para 2017. Já o papel do Instituto no desenvolvimento do turismo e como gerador de emprego foi ressaltado por Roberto Jaguaribe, presidente da Apex-Brasil. “Já temos projetos com a Embratur e interesse em levar a parceria adiante. O turismo movimenta diversos setores e impacta a economia diretamente. O Brasil mostrou resiliência e a imagem positiva que ficou do País para o exterior deve ser mantida”, destacou o executivo. O evento, realizado na Câmara dos Deputados, contou ainda com o lançamento oficial do carimbo comemorativo e do selo personalizado Embratur 50 anos.

Lançamento oficial do carimbo comemorativo e do selo personalizado

Embratur digital Com a missão de melhorar a imagem do Brasil no exterior, despertar o desejo de viajar e garantir o acesso às informações de cada região do País no mundo digital, a Embratur lançou o site Visit Brasil. O portal, como o próprio nome sugere, tem o intuito de convidar os viajantes para visitar o País, tendo como exemplo estratégias utilizadas no Reino Unido, com o Visit Britain e nos EUA, com o Brand USA. “Ninguém escolhe viajar para um destino, hoje em dia, sem pesquisar na internet. O Visit Brasil serve para reunir o máximo de informações sobre os destinos brasileiros e pretendemos ampliar o conteúdo em 2017, pois temos certeza que o conteúdo digital alavanca a divulgação dos destinos turísticos”, finalizou Lummertz.


DIREITO

JOANDRE FERRAZ Bacharel e mestre em Direito (USP), especialista em Administração Pública (FGV), coautor do Manual Jurídico para Agências de Turismo e advogado da Joandre Ferraz Advogados Associados www.joandreferraz.com.br

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Contrato de viagem é organizado por diretiva - (Parte 2)

a edição anterior, fizemos comparações entre a Diretiva da União Europeia nº 2.0321, que trata de viagens organizadas e serviços de viagens conexos pelos países que a compõem e a legislação brasileira. Apontando semelhanças e diferenças entre as duas, seguimos a análise, agora abordando o fornecimento do contrato físico ou virtual ao viajante, obrigação prevista também pelo Código de Defesa do Consumidor. O CDC considera o documento nulo se o conteúdo não tiver sido informado previamente, se a redação dificultar a compreensão ou se não destacar as cláusulas que limitam os direitos dos consumidores (artigo 46 e 54, § 4º). O prazo de arrependimento do consumidor em contratos celebrados fora do estabelecimento comercial – como os feitos via internet – é de 14 dias pela Diretiva e de sete pelo CDC, a contar da data de assinatura do contrato ou do recebimento do serviço, com direito à devolução imediata e global dos valores atualizados pagos até então (artigo 49). O contrato deve conter ainda as condições para alteração, cancelamento e reembolso do pagamento dos serviços, a identificação e localização dos fornecedores incluídos no pacote de viagem e informações adequadas sobre os serviços (artigo 32). A inclusão de outras informações especificadas na Diretiva fica a critério dos contratantes - em regra, dos fornecedores dos serviços organizados - para adesão do viajante, sendo nulas as cláusulas abusivas (art. 51, CDC) e interpretadas a favor dele as ambíguas ou contraditórias (Código Civil, artigo 423). A responsabilidade pela execução dos serviços incluídos no contrato é atribuída pela Diretiva ao organizador e pela lei brasileira à agência de turismo – sem especificar se intermediária ou operadora – daí preponderar a solidariedade por atos de prepostos, inclusive por terceiros por ela contratados ou autorizados. Nossa lei, ao contrário da Diretiva, não exige que o contrato informe o nome e contatos da entidade encarregada da proteção em caso de insolvência e seus, até porque, aqui, é pública a ineficácia das agências

reguladoras que deveriam fazê-lo, como ilustram as quebras de companhias aéreas que deixam passageiros “no chão”. O nome e contatos do representante local do organizador para pedir assistência ou apresentar reclamações por qualquer falta de conformidade constatada durante a execução da viagem organizada, embora não seja exigida por nossas leis, são informações que costumam constar das ordens de serviços. A lei brasileira não impõe cláusula sobre o contato do responsável local pela estadia de menor desacompanhado por um dos pais ou por outra pessoa autorizada; nem sobre o direito do viajante ceder o contrato a outro, até sete dias antes do início da viagem; ou sobre a possibilidade de solução alternativa de litígios por entidade que abranja o operador. Ao contrário, o CDC considera abusiva, logo, nula, eventual cláusula contratual que determine utilização compulsória de arbitragem (artigo 51, inciso VII), bem como não trata de contratos com diferentes prestadores dos serviços incluídos na operação da viagem, sendo usual haver apenas contrato entre organizadora e viajante. Nossa lei também não impõe ao organizador da viagem o prévio fornecimento de recibos, ordens de serviço ou bilhetes de passagens - hoje, enviados por meio eletrônico ao viajante - com duração e horários de apresentação para usar os serviços contra-

tados, além de informações sobre os documentos pessoais exigidos. Por fim, a atribuição do ônus da prova do cumprimento dos requisitos de informação ao operador, previsto na Diretiva, é indireta no CDC, que prevê sua inversão, se verossímil a alegação do viajante ou se ele for econômica ou tecnicamente hipossuficiente. (art. 6º, inciso VIII). Em suma, a Diretiva é bem mais específica do que a legislação brasileira, pois define a viagem organizada, suas espécies e operadores –

organizador e retalhista – e detalha suas funções de mercado e responsabilidade pelas informações sobre os serviços e sua execução. A incorporação de regras contidas na Diretiva da União Europeia na legislação brasileira específica sobre agências de turismo poderá propiciar maior segurança jurídica a organizadores, intermediários e consumidores de viagens, adequando o risco do negócio das agências de turismo. 1 Publicada em 11/12/2015

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AVIAÇÃO

Impacto nos estados Por Camila Lucchesi, de Brasília (DF)

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Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lançou o “Voar por mais Brasil”, estudo que mediu a influência da aviação nos estados. Com dados de 2015, a compilação inédita destacou que o impacto econômico total resultante da atividade no Brasil é de R$ 312 bilhões, valor que equivale a 3,1% de toda a produção nacional - número bem próximo dos 3,5% que correspondem à aviação em nível mundial. Outro dado diz respeito à geração de empregos: 6,5 milhões de brasileiros têm sua renda atrelada ao setor aéreo atualmente. A apuração foi feita pela GO Associados com base em dados de fontes públicas e auditáveis - como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Associação Nacional de Aviação Civil (Anac) e Ministério do Turismo, entre outros - e conta com análises da Abear. O modelo foi inspirado em um estudo realizado pela Oxford Economics para a IATA, em 2011. “Além de atualizar os dados da pesquisa internacional, nosso ineditismo vem do fato de espalharmos os dados para os estados. Afinal, devido aos contrastes, não é possível tratar o País de maneira uniforme”, defendeu Maurício Emboaba, consultor

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técnico da associação. Segundo dados da Associação Nacional de Aviação Civil (Anac), 137,7 milhões de passageiros foram transportados pelo ar em 2015, número que corresponde a 65% do trânsito de pessoas em todos os modais. A meta é chegar a 200 milhões de passageiros nos próximos anos. Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, explica que ainda não é possível precisar a data, pois a conquista depende da resolução de questões que integram a agenda de competitividade.

Entraves e propostas No encontro, Sanovicz reforçou que as prioridades do setor se concentram na resolução de quatro temas principais que permitirão impulsionar a atividade e contribuir para o desenvolvimento e aumento de competitividade do País. A redução do custo do combustível e a questão da tributação do ICMS sobre o combustível encabeçam a lista. “Hoje o querosene corresponde, em média, a 28% do valor de um bilhete aéreo em qualquer lugar do mundo. No Brasil, essa parcela chega a 38%, muito por

conta do ICMS. Somos o único país do planeta com tributação estadual sobre querosene”, relatou Sanovicz. A resolução pode vir com a aprovação do Projeto de Resolução 55, em tramitação no Senado, que fixa em 12% o teto do ICMS sobre o querosene de aviação. A proposta que já foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado deve contribuir para o aumento da competitividade do Brasil - inclusive na atração de turistas internacionais – e pode trazer até 70 novos voos diários interligando as regiões Sul e Sudeste com destinos do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Outros pleitos da indústria são um conjunto de mudanças propostas para a revisão do código brasileiro de aeronáutica – que deve levar cerca de dois anos para ser aprovado – e a adequação das condições gerais de transporte aéreo – com a criação de similaridades em relação à aviação internacional em questões como a criação de regras diferenciadas para quem viaja sem bagagem, por exemplo. “Hoje, aproximadamente 65% dos passageiros que usam avião viajam sem bagagem ou com apenas um pequeno volume de mão.

Redução do custo do combustível, tributação do ICMS sobre o querosene, adequação das condições gerais de transporte aéreo e revisão do código brasileiro de aeronáutica são os principais pleitos Esse passageiro tem incorporado ao seu bilhete algo em torno de R$ 9 porque está arcando com o custo daquele que viaja com até 23 quilos despachados. A experiência mostrou que se destacamos o preço da bagagem, a gente sobe mais um degrau na construção de preços mais competitivos. Isso ajuda a desenvolver o modal aéreo e aumenta a possibilidade de atender mais passageiros em mais destinos”, pontuou. Brasilturis viajou a convite da Abear, com apoio da Gol e seguro-viagem April


Nova forma de viajar Por Christiane Flores

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eguindo a tendência mundial ressaltada pela Abear, a Latam Airlines anunciou novas opções de tarifas para voos domésticos. A plataforma possibilitará que o passageiro escolha como quer voar, pagando pelos serviços adicionais que se ajustem melhor às necessidades. A mudança será feita gradualmente a partir do próximo ano e incluirá o Brasil e os outros cinco países onde o grupo opera na América do Sul. A previsão é de queda de até 20% nas tarifas, de acordo com a demanda de cada voo e da antecedência de compra. “Acreditamos que essa proposta faz sentido para nosso passageiro, mas acima de tudo, para o continente. Toda essa mudança é fruto de pesquisa para entendermos o que os viajantes realmente procuram. Nosso objetivo é trabalhar para o que chamamos de universalização do transporte aéreo. Queremos transportar cada vez mais pessoas e que o brasileiro tenha sempre a opção de viajar de avião ao invés de utilizar o transporte rodoviário”, destacou Claudia Sender, CEO da Latam Airlines Brasil. Segundo a executiva, a ideia é oferecer um modelo em que o passageiro consiga decidir pagar apenas pelo serviço que quiser utilizar. Eles também poderão optar por serviços adicionais - como variedade de refeições a bordo, escolha de assento, mudança no voo ou devolução do bilhete – tornando o processo mais transparente à medida que será possível saber o que está incluso em cada uma delas. “Os passageiros de negócios, por exemplo, continuarão com embarque preferencial, vão ter acesso a entretenimento de bordo, pontuação no programa de fidelidade e outros benefícios. Mas também teremos ofertas mais acessíveis aos passageiros

que não precisam de todos esses serviços. Teremos mais variedade de acordo com a necessidade de cada um”, completou Claudia.

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ESPECIAL

Como será o amanhã? Representantes de diversos segmentos resumem o que esperam para 2017 Por Camila Lucchesi e Christiane Flores

Q

ue o ano de 2016 foi difícil, não é novidade para ninguém. Mas a constatação não é exclusiva para o mercado de turismo. Afinal, os impactos da crise econômica e o desenrolar do embate político prejudicaram praticamente todos os setores de prestação de serviços no Brasil. E em 2017? Será que a situação será diferente? Consultamos executivos dos principais segmentos para saber o que eles esperam para os próximos 12 meses. Além das projeções, alguns profissionais anteciparam as novidades que serão lançadas ao longo do ano. Confira!

AVIAÇÃO AVIANCA BRASIL “O ano de 2016 foi difícil, pois em dez anos foi a primeira vez que presenciamos a queda de passageiros domésticos no Brasil. No entanto, foi um ano de grandes projetos para a Avianca Brasil. Instalamos internet a bordo, começamos a operar CAT III em Guarulhos, recebemos nosso primeiro A320neo e, até o final do ano, teremos um novo site. Seguiremos cautelosos em 2017 e esperamos um ano melhor. Manteremos o plano de permanecer nas rotas principais do Brasil com qualidade e potencial, sempre trabalhando para entregar o melhor produto e serviço ao passageiro. Receberemos mais aeronaves neo no próximo ano e operaremos a rota Congonhas-Santos Dumont com Airbus A320. Manteremos um trabalho contínuo com os agentes de viagens para entender melhor as necessidades e trabalhar juntos da melhor forma”. Frederico Pedreira, presidente Frederico Pedreira

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Eduardo Bernardes

GOL

“Para adequação ao atual cenário econômico do País, foi necessária a racionalização de capacidade. Deste modo, a empresa esteve preparada para atravessar com eficiência o período de mudanças, sem deixar de aprimorar processos, produtos e serviços. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos reforçaram a eficiência das nossas operações e atendimento, com mais de 7.200 atletas, 5.604 passageiros especiais e 49 delegações transportadas, inclusive com a inauguração de uma rampa de acessibilidade na ponte-aérea. Além disso, inovamos ao realizar o voo comercial com internet a bordo e, visando oferecer mais conforto a todos que viajam conosco, lançamos três novas salas VIP em São Paulo e Rio de Janeiro. As mudanças e melhorias seguirão para 2017, com o firme propósito de ser a companhia preferida no País e manter a liderança tanto no segmento de lazer quanto no corporativo”. Eduardo Bernardes, vice -presidente de vendas e marketing

LATAM BRASIL

“No cenário brasileiro, identificamos que o mercado deixou de se deteriorar na comparação mês a mês, com estabilização dos patamares de venda. Mas, a indústria em geral, ainda segue registrando queda na comparação anual, sem apontar recuperação consolidada da demanda e da receita. Ainda é cedo para enxergar uma tendência de melhora estrutural. Em 2016, reduzimos a oferta doméstica total no Brasil em 13% e ainda diminuímos em 30% a capacidade entre o Brasil e os EUA. Em termos de rentabilidade, esses ajustes foram importantes para a retomada do lucro no balanço consolidado do

grupo. Seguimos com uma posição conservadora para a oferta de assentos e esses ajustes nos orientam para um tamanho mais racional da companhia para atravessar 2017. A meta para o próximo ano é ganhar eficiência operacional e consolidar a recuperação das margens de lucro. Começaremos a implementar uma nova forma de viajar, medida que deve ampliar em 50% a quantidade de passageiros domésticos transportados pela companhia até 2020.” Claudia Sender, CEO Claudia Sander

AEROLÍNEAS ARGENTINAS “A partir de uma tendência observada entre os viajantes brasileiros, incluímos a cidade de Córdoba na estratégia comercial. A partir de janeiro, serão duas frequências semanais partindo do Rio de Janeiro e outras duas saindo de Florianópolis, além das rotas em operação que já ligam Porto Seguro e Salvador ao destino argentino. Também será feita a renovação das aeronaves, com a incorporação dos Boeing 737-800. Uma frota de aviões maiores e eficientes permitirá oferecer uma experiência melhorada aos passageiros.” Diego García, diretor comercial Stephane Perard

EMIRATES

“Sempre esteve claro que o Brasil é um mercado muito importante para a Emirates. Estamos completamente comprometidos com investimentos futuros no mercado, como

mostrado em nossos recentes anúncios de parceria de codeshare e outras notícias em relação aos nossos produtos e serviços, o que demonstra que acreditamos em um futuro próspero para o País”. Stephane Perard, country manager Brasil

AIR FRANCE/KLM

“O grupo acredita na recuperação da economia brasileira em 2017. O segundo semestre de 2016 já começou a apresentar índices positivos e o Brasil continua sendo um mercado prioritário na estratégia. Um ponto a ressaltar é a parceria com a GOL, que comemorou dois anos em 2016 e deverá ser aprimorada em 2017. Lançamos novos menus da La Première e Business Class, criados por chefs premiados com estrela Michelin para voos em longa-distância. Também na Business, a Air France elaborou um novo serviço similar ao dos melhores restaurantes franceses que será disponibilizado em 2017. A KLM reforçará a presença do Boeing 787-9 Dreamliner, na rota Amsterdam Rio de Janeiro, além de seguir com a parceria de três anos com o chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó. A aérea holandesa reforçará a presença digital, ao oferecer serviços para otimizar a comunicação, como é o caso do recebimento de informação da reserva via Facebook Messenger, além de ter recém-lançado testes em Inteligência Artificial.” Adriana Cavalcanti, country manager Brasil

AIR EUROPA

“Em 2016, além do aumento na taxa de ocupação nas rotas São Paulo-Madri e Salvador-Madri, destacamos as novidades recém-implementadas em infraestrutura e serviços, como as alianças com companhias parceiras e novas rotas. Ainda no período, vale citar a condição de parcelamento em até 12 vezes no cartão de crédito, a reconfiguração dos assentos da classe business, o novo sistema de wi-fi e a apresentação do catering, que está na segunda geração de alimentos ainda mais saudáveis, e que será servido a bordo da classe business em 2017. Para o próximo ano, manteremos nosso comprometimento com incentivos


culturais e esportivos, por meio de patrocínios diretos em ações que contribuam para a difusão do conhecimento e de práticas que promovam o bom convívio social. A grande novidade para o ano que vem será a entrega do Boeing 787 Dreamliner, que irá operar na rota SP-Madri. A aeronave faz parte do plano de renovação de frota de longa distância, que contará om 22 novos aviões que serão entregues até 2022.” Enrique Martín-Ambrosio, diretor-geral Brasil e de Expansão da América Latina Enrique Martín Ambrosio

CRUZEIROS NORWEGIAN

“Mesmo em um ano de turbulências tivemos um volume de vendas maior do que o ano passado nas três companhias, num aumento que varia de 5 a 15%. As vendas começaram a crescer em agosto e setembro foi o melhor mês do ano, o que indica otimismo para o fechamento de 2016. Outro fator positivo foi a Norwegian ter, pela primeira vez, o Norwegian Sun dedicado ao verão na América do Sul. Um destaque para 2017 será a presença do Norwegian Getaway na temporada do Báltico, destino muito procurado pelos brasileiros. Outro fator importante é que, sendo três marcas, com diferentes perfis de passageiros, a holding abre o leque de possibilidades de negócios, oferecendo a facilidade de um escritório local para suporte aos agentes que poderão oferecer a flexibilidade de parcelamentos em todos seus itinerários. 2017 exigirá um esforço redobrado de toda a equipe, num desafio que deverá trazer novos dividendos às marcas.” Silvia Andreotti, gerente de marketing para o Brasil

MSC

“A expectativa é de mais uma temporada de sucesso, pois teremos a maior oferta do mercado de cruzeiros da temporada 2016/2017, com o MSC Preziosa, navio mais jovem da frota, e o MSC Musica. O MSC Preziosa chega este mês no Brasil para roteiros pelas regiões Nordeste e Sudeste. Além dos embarques no porto de Santos, o navio fará, pela pri-

meira vez, partidas do Rio de Janeiro. Os roteiros para a região do Prata ficarão por conta do MSC Musica, que visitará Punta del Este e Montevidéu, no Uruguai, e Buenos Aires, na Argentina. 2017 será um ano repleto de novidades. Teremos a inauguração dos dois primeiros navios das novas gerações que fazem parte do plano de expansão da MSC, que inclui 11 novas embarcações, com investimento total de € 9 bilhões. Com relação à experiência de nossos hóspedes a bordo, a partir de abril de 2017 teremos em toda a frota a Experiência Wellness, já disponível para compra e que se somará às demais que já oferecemos.” Adrian Ursilli, diretor geral no Brasil

mercados estrangeiros emissores de turistas são bons exemplos do crescimento em 2016. No turismo nacional, não se pode deixar de lado o ineditismo do hub da Azul, que começou a operar no primeiro semestre, tornando o Recife a única capital do Nordeste com voos diretos para todas as outras capitais da região. A Gol também vai operar mais 500 voos extras e a Latam, mais 95. Para 2017

as projeções continuam otimistas. A meta é começar o ano consolidando as ações desenvolvidas e focando na qualidade dos serviços oferecidos em Pernambuco. A intenção é consolidar e aumentar a malha aérea com novos voos internacionais e nacionais. Também serão concluídas obras importantes de estruturação turística.” Felipe Carreras, secretário de Turismo, Esportes e Lazer

DESTINOS ESPANHA

“Houve uma queda significativa de visitantes brasileiros na Espanha este ano, mas a perspectiva é otimista. Já houve crescimento a partir de agosto e esperamos melhoras no próximo ano. A Espanha sempre manteve escritório em São Paulo e estamos à disposição dos profissionais do setor, participando de eventos, feiras e congressos para aumentar a captação de turistas para o país. Não houve nenhum corte de investimentos este ano e não haverá no ano que vem. Fornecemos material de apoio aos agentes e treinamentos digitais, além do aplicativo ‘Minha Espanha’ com mais de cem passeios, restaurantes, festivais e atrativos selecionados conforme o estilo do viajante, com fotos e informações gratuitas.” José Ramirez, departamento de informações e feiras do Escritório de Turismo da Embaixada da Espanha

PERNAMBUCO O aumento no número de voos internacionais, as conexões com importantes capitais do País e a consolidação de Brasilturis Dezembro / 2016 15


SALVADOR “O destino está renovado em vários aspectos, sem perder a sua tradição. Foram e continuam sendo realizadas várias intervenções urbanas que facilitam a vida do morador e do turista, investimentos em novos equipamentos culturais, foco no segmento náutico, um novo calendário de eventos, além do tradicional carnaval, fatores que compõem algumas das razões que prometem um 2017 melhor que 2016. Pretendemos continuar investindo em novas atrações, além da Casa de Jorge Amado, do restauro dos fortes antigos, com conteúdo cultural, da nova orla, atraindo também competições esportivas de abrangência ampla e em diversas modalidades.” Érico Mendonça, secretário de Cultura e Turismo

ALAGOAS “Em 2016, o estado apresentou indicadores positivos, caminhando na contramão da crise. Para 2017, vamos trabalhar para continuar crescendo e os números nos mostram que estamos no caminho certo, já que ficamos acima da média do mercado nacional, a exemplo dos desembarques que cresceram 1,77% até setembro e de nossa ocupação hoteleira, que teve média anual de 69%. A manutenção será feita com divulgação nos principais mercados emissores no Brasil, pelo incentivo maior à chegada de sul-americanos e por parcerias visando a promoção em Portugal. Outro ponto crucial para o próximo ano é a conclusão das obras das rodovias que permitirão acesso mais ágil a importantes cartões-postais do estado e a conclusão da obra de saneamento da bacia de Pajuçara, que vai beneficiar a preservação das praias urbanas de Maceió. Além de promoção, o turismo também deve se pautar na estruturação e isso passa por questões ambientais e de infraestrutura.” Helder Lima, secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo

Helder Lima 16 Brasilturis Dezembro / 2016

FLÓRIDA

“Existem vários representantes no Brasil e nosso trabalho é unir todos os parceiros que já existem no País para mostrar realmente o que é o estado da Flórida, considerado o destino número um dos brasileiros. Neste ano houve retração do mercado brasileiro, não no número de viajantes, mas na permanência; quem viajava dez dias, optou por permanecer uma semana. Mas já percebemos uma retomada, com procura de informações e vendas. A tendência é ter um crescimento, não mais retração. Em 2017 intensificaremos os treinamentos não só nas capitais do Brasil, mas também exploraremos outros nichos como interior de São Paulo e cidades do Norte e Nordeste, com o intuito de suprir a falta de informação.” Rafaela Brown (Aviareps), representante do Visit Florida no Brasil

REPÚBLICA TCHECA

“A crise econômica, a incerteza em relação ao cenário político e a oscilação do dólar fizeram os números caírem em 2016. Acreditamos que fecharemos o ano com cerca de 55 mil turistas brasileiros, contra os 64 mil que viajaram em 2015. A estabilidade da economia é essencial para retomar o crescimento, mas seguimos com as ações de promoção para mostrar que o país, menor que o estado de Pernambuco, tem uma oferta mais ampla do que a que se percebe. Queremos renovar o interesse por lugares que já são conhecidos e mostrar a diversidade que permite ao turista vivenciar os atrativos com preço competitivo em relação a outros destinos europeus.” Luiz Fernando Destro, diretor do Escritório de Turismo da República Tcheca para o Brasil

serão ativamente promovidos no Brasil.” Victor Manjares, presidente da TM Latin America, representante do complexo no Brasil Renata Cohen

AVIRRP

ISRAEL

“Existem vários representantes no“A macroeconomia fez de 2016 um ano difícil para o turismo. Registramos uma queda acentuada no primeiro semestre (44%) que caiu para -6% no segundo semestre. Com isso, Israel redefiniu a verba de promoção e decidiu que ela não virá prioritariamente para o Brasil, como havia sido planejado no início de 2016. Boa parte foi alocada para Índia e China, mercados que vêm crescendo. Apesar disso, estamos otimistas que 2017 será um ano melhor para o destino que tem muito potencial para agradar. Continuamos incentivando os operadores a incluir novos produtos para diversificar o portfólio. Acredito que ninguém faz nada sozinho e estou aqui para trazer oportunidade, apoiar as ações propostas para desenvolver novos negócios e tornar Israel um sonho de consumo para o turista brasileiro.” Renata Cohen, diretora geral do Ministério do Turismo de Israel no Brasil

ENTIDADES

“O mundo passa por transformações, nosso País está em mudança e precisando passar a limpo suas mazelas, e o mercado busca novas propostas e formas de se desenvolver. Face a tudo isto, não há como esperar que 2017 seja tranquilo. A situação econômica está complicada, há notícias de que até segmentos com alta lucratividade estão passando por adequações e reengenharia, sim ouso ressuscitar esta palavra que já esteve tão em moda, mas que se mantém muito atual.  Há uma grande necessidade de se lançar um novo olhar sobre a atividade de agenciamento e toda a estrutura que a cerca. As empresas, os canais de comercialização, as entidades, os eventos, enfim, todo o trade e suas manifestações precisam ser repensadas à luz das novas realidades.  Vejo o ano com esperança. Esperança de que a imprensa não se intimide em noticiar os interesses escusos atrás das guerras e atentados, de que as ruas não se calem diante das falcatruas e usurpação do poder público, e que os agentes de viagens percebam que a união é a única forma de lutar por sua sobrevivência. Acima de tudo, tenho esperança na capacidade de transformação. Esta capacidade de entender que lutar sozinho é mais árduo e não há, ao final, com quem dividir as alegrias. Este é o grande desafio de 2017, fazer com que as pessoas trabalhem juntas pelo bem comum.” Evandro Oliveira, presidente

ABRACORP

KENNEDY SPACE CENTER

“O ano de 2016 foi desafiante, especialmente durante o primeiro semestre. Ao longo do segundo semestre percebemos uma leve recuperação, o que já trouxe otimismo. As perspectivas para 2017 são muito boas, tanto para o mercado brasileiro quanto para o latino-americano. Além das novas atrações, como Heroes and Legends e a exibição da nave Atlantis, o complexo apresentará um novo Centro Educacional que trará o que há de mais moderno em tecnologia para os programas de Acampamentos Educacionais desenhados com aprovação da NASA para jovens de 8 a 17 anos e para viagens de incentivos de empresas que já têm procura importante e que

e visitantes na Abav Expo. No campo político esperamos um ano com menos sobressaltos e mais estabilidade na pasta do turismo para que nossos projetos avancem na pauta do governo.” Edmar Bull, presidente

Edmar Bull

ABAV NACIONAL

“A expectativa, em geral, é positiva. Estimamos fechar a temporada com 5% a 6% de aumento  com relação ao ano passado e com isso entrar com fôlego novo em 2017. Depois da estagnação que dominou boa parte do ano, o ânimo do consumidor melhorou e os brasileiros ganharam motivação para continuar viajando, embora com ajustes no orçamento.  Nosso otimismo tem base também no retorno positivo que tivemos de nossos expositores

“O ano de 2017 promete ser difícil, ainda com reflexos da crise política e financeira. Trará muitas transformações, porém um pouco mais aquecido do que 2016. As empresas precisarão viajar mais em busca de negócios, pois terão que compensar os resultados fracos do ano que se encerra. Com isso, espera-se um pequeno reaquecimento da economia. As margens cada vez mais sacrificadas provocam falência de muitas empresas, ao tempo que outras estão procurando alternativas para garantir sua perenidade. Uma delas: juntar-se a outra empresa, seja por necessidade ou oportunidade”. Rubens Schwartzmann, presidente


Fernando Santos

AVIESP

“O ano de 2016 foi extremamente produtivo para a Aviesp. A entidade realizou seu melhor evento – a 39ª Aviesp – Expo de Negócios em Turismo, que registrou a participação de 5447 profissionais, sendo que 1943 agentes participaram das capacitações durante o evento. Além disso, promovemos visitas regionais, capacitações em conjunto com a Prefeitura de Campinas e a Convenção Aviesp. Estamos ainda mais otimistas em relação a 2017. É perceptível o maior engajamento dos associados nas ações e atividades da entidade. Estamos preparando um grande evento, a 40ª Aviesp – Expo de Negócios em Turismo, que acontecerá dias 30 e 31 de março. Além dos dias de realização que, em 2017, serão quinta e sexta, teremos novidades, inclusive de conteúdo. Também será iniciada a ampliação da parceria com a Abav Nacional cujos benefícios serão disponibilizados aos associados Aviesp. A 3ª Convenção AVIESP, que reúne exclusivamente os proprietários de agências, já está agendada para novembro de 2017. Este ano, o evento nos surpreendeu ao alcançar índice de 94,9% de aprovação dos participantes. A entidade ainda agilizará o contato com os agentes associados por meio das visitas regionais que, em 2016, chegaram a oito e continuará a ter como meta a capacitação/profissionalização dos agentes de viagens.” Fernando Santos, presidente

que aconteça o início de uma retomada, porém de forma lenta. Afinal, estamos em meio a uma grave crise da economia e na política, o que dificulta uma retomada significativa no setor do turismo. Atingir níveis próximos ao ano de 2014 é algo que deve ser alcançado no médio ou longo prazo”. Orlando de Souza, diretor -executivo

SPCVB

“2016 foi um ano de mudanças significativas nas mais diversas esfe-

ras, principalmente nos campos político e econômico. 2017 promete ser um ano promissor, de início da recuperação da economia e da confiança do consumidor. Ao lado da São Paulo dos Negócios e Eventos, o próximo ano deve consolidar a cidade como destino de lazer, com um carnaval de rua cada vez mais forte e aumento gradativo da taxa de ocupação dos hotéis aos finais de semana. A marca Visite São Paulo terá um papel mais relevante junto à entidade, com o intuito de valorizar o destino e divulgar

o que tem de melhor e único.” Toni Sando, presidente-executivo

Toni Sando

Orlando de Souza

FOHB

“A perspectiva é que 2017 seja um ano de equilíbrio. Trabalhamos com a hipótese de que, no primeiro semestre do ano que vem, o mercado se estabilize. Já no segundo semestre, é provável Brasilturis Dezembro / 2016 17


BRAZTOA

“Voltamos a respirar no segundo semestre de 2016. Acreditamos na força das vendas da alta temporada, que estão acontecendo. Nossa previsão é de um crescimento de 3 a 5% em 2016. Lançaremos todos os números de faturamento, embarque de passageiros e destinos mais vendidos no nosso anuário, previsto para ser lançado entre março e abril de 2017. A busca por viagens para a América do Sul e Caribe deve apresentar um crescimento de 30% no fechamento de 2016, em relação ao ano passado, enquanto para Europa e Estados Unidos, o acréscimo deve ser de 10%. A expectativa é que o aumento na média de viagens para fora do Brasil seja de 20% até dezembro. Para 2017 acreditamos na consolidação de destinos que ganharam relevância nos dois últimos anos, como Colômbia, Canadá e Chile. Na verdade, esses destinos vieram como tendência para 2016 por serem relativamente mais baratos, mas ganharam consolidação e força para 2017.” Magda Nassar, presidente Magda Nassar

ABR

“2017 vai ser um ano difícil e com muitas surpresas pela frente, especialmente em função de um câmbio extremamente flutuante. Fazer previsões não depende mais unicamente do cenário nacional, mas também das mudanças externas. Instabilidade e falta de confiança na economia brasileira são os pontos mais relevantes quanto a falta de investimento e questões de saúde pública, como doenças a exemplo da zika, da dengue e da falta de infraestrutura de hospitais são elementos que afastam o turista internacional. O verão vai ditar o ritmo do primeiro semestre. Até agora, as vendas andam a um ritmo mais lento em relação ao mesmo período de 2015. Notam-se picos de venda irregulares, deixando o mercado nervoso. É difícil justificar a causa desse movimento de vendas, provavelmente estamos confrontando um comportamento mais impulsivo e menos programado dos turistas. A recuperação é lenta para os resorts com perfil corporativo, 18 Brasilturis Dezembro / 2016

que acusam uma queda do número de eventos recebidos e uma redução do tamanho efetivo. Medidas inovadoras serão necessárias para dar fôlego ao setor de resorts, que precisa se reposicionar. Garantir a entrega da qualidade do selo ‘resorts’ é um fator importante.” Luigi Rotunno, presidente

Luigi Rotunno

na, deverá crescer este ano cerca de 15% nas receitas. Esperamos continuar este crescimento com o segmento MICE para 2017 sendo as perspectivas bastante positivas. Lançamos ainda um produto all inclusive de forma a dar resposta aos mais variados pedidos que tínhamos por estadas neste regime. Pelo segundo ano consecutivo, fomos considerados o melhor resort de praia da América Latina, o que demonstra que produtos brasileiros com qualidade têm sucesso e procura nos mais variados mercados.” Pedro Ribeiro, diretor de marketing e vendas Annie Morrissey

HOTÉIS MAVSA RESORT

“O ano de 2016 foi bastante positivo, com crescimento de ocupação de 58%. Para o Natal e o Réveillon, vamos repetir a ocupação de 100% que tivemos em 2015. Mais de um mês antes dos pacotes, já registrávamos mais de 90% de reservas para os dois períodos. Além disso, tivemos novos quartos entregues – hoje operamos com 124 unidades habitacionais – e muitas novidades na área de lazer, como o bar molhado, a brinquedoteca e a tenda oriental. Estamos ainda mais otimistas com 2017. As vendas para férias de janeiro e carnaval estão indo muito bem e, como haverá muitos feriados com possibilidade de emenda, acreditamos que teremos boa ocupação para todos eles. Uma das novidades de 2017, ainda para o primeiro semestre, é a ampliação do centro de eventos com a entrega de uma nova sala, que terá capacidade para atender até 300 pessoas”. Nilva Meirelles, gerente comercial

DOM PEDRO HOTELS

“O mercado brasileiro é, desde 2009, o primeiro mercado do Dom Pedro Palace, unidade de Lisboa. Temos trabalhado com os mais variados segmentos (Mice, Lazer, Corporativo) e desenvolvido uma presença ativa com a parceria que temos com a GJP Hotels, com ações próprias ou conjuntamente com parceiros como a TAP. Em 2016 tivemos uma queda de 5% nos primeiros sete meses no mercado brasileiro, situação que se inverteu a partir de agosto, passando o mercado a crescer e mantendo o primeiro lugar destacado. O Dom Pedro Lagu-

janeiro de 2017. Acreditamos que este é um importante movimento para clientes e colaboradores bem como para o negócio. A chegada do Eduardo permitirá à Atlantica atingir novos patamares de realizações, poie ele é, sem dúvida, o executivo ideal para a Atlantica poder concretizar novos objetivos.” Annie Morrissey, vice-presidente sênior de vendas e marketing

IBEROSTAR

“O ano de 2016 foi uma surpresa e os resultados foram alvissareiros. Os resorts se superaram e concluiremos com produção de 16% a mais, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Quanto ao nosso navio, o Grand Amazon, os números estão somente 5% melhores, porém esperamos crescimento. A alta estação promete bons resultados. Espero que em 2017 possamos repetir o crescimento, dependendo também do desenrolar da economia.” Orlando Giglio, diretorgeral para o Brasil

ATLANTICA

“Neste ano, a Atlantica inaugurou dez hotéis, que equivalem à oferta de mais de 1.900 apartamentos. Com troca de bandeiras em diversas cidades do País e novos empreendimentos, três novas praças passaram a ser atendidas pela companhia. Para o próximo ano, temos expectativas de abrir de dez a 12 empreendimentos, adicionando mais uma marca ao nosso portfólio de bandeiras. Somaremos por volta de 2 mil apartamentos ao nosso atual número de 15 mil apartamentos e chegaremos a seis novos destinos. Hoje em dia, temos de ser ágeis, pois os inúmeros canais de vendas também exigem dedicação do hotel no monitoramento de tarifas e, consequentemente, tomadas de decisões rápidas para não perder receitas. Nos últimos dois anos, a Atlantica vem trabalhando com o software Omnibees para facilitar o trabalho do departamento de reservas e vendas no gerenciamento automático dos vários canais de vendas. Como fruto deste empenho, atingimos, neste ano, 117% em RSI (Room Sales Index), o que significa que estamos mantendo nosso share de mercado acima do da concorrência. A Atlantica apresentou ainda um novo presidente e Chief Executive Officer (CEO), Eduardo Giestas, que assume, efetivamente, a companhia em

Orlando Giglio

NOBILE

“Com nove anos de atuação no mercado, a rede é a quinta colocada no ranking das maiores administradoras hoteleiras do País, de acordo com o relatório ‘Hotelaria em Números 2016’ da JLL. Com um portfólio de mais de 30 empreendimentos sob sua gestão em todas as regiões do Brasil, possui  uma carteira de mais de 6.000 investidores e 1.200 funcionários. Graças a alianças estratégicas com o Wyndham Hotel Group e com a Red Roof, contamos com um pipeline que praticamente dobrará o número de hotéis nos próximos dois anos.” Roberto Bertino, fundador e presidente Roberto Bertino


Gustavo Syllos

SEGURO-VIAGEM

PARQUES DISNEY

COSTA DO SAUÍPE

“ O ano de 2016 foi marcado pela nossa proposta de reposicionamento da Costa do Sauípe como destino turístico e a continuidade de crescimento mesmo em um cenário econômico desfavorável. E esta será uma das premissas para o próximo ano, fortalecendo Sauípe como a melhor opção de férias para a família e, também, para a realização de eventos. Além disso, estima-se um crescimento discreto do segmento MICE e uma aproximação com mais abertura para vendas junto as agências de viagem. Outro destaque de 2017, será o forte investimento em distribuição direta on-line com reforço da estratégia do site e mobile, como também o fortalecimento das relações com os principais canais de distribuição por meio de um novo programa de relacionamento.” Gustavo Syllos, diretor de marketing e vendas

INFINITY BLUE “Os resultados de 2016 foram muito positivos. Em setembro, batemos as metas de orçamento para o ano e essa conquista, três meses antes de finalizarmos o ano, reflete o esforço em conjunto de toda a equipe de nosso resort. Mesmo em um ano atípico, os objetivos foram alcançados antes do previsto. Fizemos grandes investimentos no mercado latino-americano, o que nos permitiu aumentar o market share e atingir estes excelentes resultados. Com isso, notamos um incremento de 12% do público de países como Argentina e Uruguai o número é 8% superior ao do ano passado. Para o próximo ano, estamos otimistas e projetando um crescimento de 29% em receitas. Também queremos continuar a atuação na América Latina, além de reforçar a presença no mercado brasileiro por meio de participação em eventos do trade turístico. No que se refere a manutenção de nosso resort, vamos manter um calendário de reformas e revitalizações feitas pontualmente em áreas comuns e nos apartamentos ao longo do ano.” Alberto Cestrone, diretorgeral

“Em 2017, o mundo inteiro terá mais um excelente motivo para visitar o Walt Disney World: inauguraremos  Pandora – The World of Avatar no Disney’s Animal Kingdom, um projeto incrível que, com certeza, vai encantar os visitantes de todas as idades. Nossas expectativas são as melhores possíveis. Os brasileiros amam Disney e têm muita sinergia com a nossa marca. Passar as férias nos parques, hotéis e cruzeiros continua sendo o sonho de muitas famílias e, quando falamos em realizar um sonho, todo esforço vale a pena! Continuaremos investindo no mercado brasileiro com ações diferenciadas, ofertas exclusivas, parcerias e treinamentos para os agentes de viagens.” Luiz Araujo Junior, gerente de vendas de para o Brasil

Luiz Araujo Jr.

BEACH PARK 

“Devido à repercussão da inauguração, em dezembro de 2015, de duas grandes e imponentes atrações: o Vaikuntudo, maior tobogã na categoria tornado 60 do mundo, e a Vila Azul do Mar, área de convivência, aberta ao público, o movimento aumentou durante todo o ano de 2016, o que nos deixa prestes a alcançar a meta de mais de 1 milhão de visitantes, somente no parque. Para 2017 a expectativa é que continuemos nesta linha de crescimento trazendo ótimas experiências para os visitantes. Para isso apostamos em outra grande novidade para o verão, que é o Ceará Show, primeiro espetáculo musical permanente no estado e que não deixa nada a perder para os outros musicais do País,   procurando valorizar a cultura local e desconstruir o estereótipo de migração do cearense, contando a história do povo através da música, dança, artes circenses e uma cenografia incrível.” Maab Salgado,  analista de Relações Públicas Maab Salgado

INTERMAC

Marcos Barros

UNIVERSAL

“O próximo ano chega com grandes expectativas. O ano de 2017 será um marco, pois inaugurará o Universal’s Volcano Bay, com mais de 120 mil m2 e que trará uma inovação em parques temáticos como a tecnologia vestível Tapu Tapu, que permite que o visitante espere virtualmente na fila enquanto se diverte nas outras áreas. Na rede de hotéis, teremos a expansão do Cabana Bay Beach Resort, o que eleva o número total de quartos no Universal Orlando Resort para 5.200. Teremos outra inauguração marcante no Universal Studios Florida, a atração Race Through New York Starring Jimmy Fallon. As perspectivas são positivas para 2017 e também para os próximos anos, já que continuamos o grande crescimento que começou em 2010, revelando mais de 20 novas experiências desde então.” Marcos Barros, diretor sênior para a América Latina

Maurício Alexandre

SEAWORLD

“Ano que vem será de recuperação do mercado brasileiro, mas estamos bem otimistas, uma vez que os brasileiros visitaram Orlando de uma maneira bem impactante. A gente sabe que houve uma redução no número deles no primeiro e segundo trimestre e agora observamos a retomada de voos. Temos novas rotas, a exemplo da Azul que fará voo direto Orlando-Recife e isso contribuirá para o acesso do público brasileiro, principalmente do Nordeste. A grande novidade para 2017 da SeaWorld será a Kraken, que receberá a tecnologia da realidade virtual, com os óculos especiais”. Maurício Alexandre, diretor de vendas e marketing Brasil

“Apesar da crise política e econômica que atingiu o Brasil, 2016 foi um ano muito positivo. A empresa investiu e obteve grandes resultados na filial de São Paulo e em novas praças como Paraná, Bahia, Brasília, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além da manutenção na liderança de mercado de sua matriz no Rio de janeiro. Hoje a empresa está seguramente entre as cinco maiores empresas do setor no Brasil. Para 2017, o objetivo é colocar em prática o plano de expansão para outros países da América latina. O projeto estava adormecido desde 2015 e agora vamos retomá-lo com toda força em 2017. Quanto ao mercado brasileiro a expectativa de crescimento é de 35% nesse novo ano.” Eduardo Aoki, presidente

Eduardo Aoki

Agnaldo Abrahão

APRIL

“Tivemos um ano desafiador, com um primeiro trimestre com restrição nas vendas, em virtude do IRRF com incremento de 25% a 33% em viagens internacionais. E o seguro está condicionado à venda da viagem, do pacote, da passagem, que diminuiu bastante. Mas no início do segundo semestre a situação começou a melhorar, recuperando a confiança do consumidor e da indústria. Não temos o direito de reclamar, pois evoluímos muito, com estrutura nova, equipes integradas e crescimento de 5% este ano, com estratégias e ações pontuais. Em 2016 melhoramos produtos, flexibilizamos coberturas, incluímos danos à mala, Brasilturis Dezembro / 2016 19


pensando sempre em fornecer produtos adequados aos viajantes. Com a liderança do mercado de varejo junto às agências, que atualmente representa 90% de nossas vendas, só temos a agradecer todo apoio dos agentes de viagens. Manteremos as capacitações, treinamentos e campanhas de incentivo, além de novas ações em 2017. Com mais feriados, teremos mais oportunidades de negócios, mais viagens e clientes procurando por mais serviços. Sem dúvidas, será um ano melhor que 2016.” Agnaldo Abrahão, diretor comercial

GTA

“Estamos trabalhando fortemente na reformulação dos planos de seguros de viagem. Buscamos oferecer planos ainda mais flexíveis, para atender um público específico, de acordo com os países visitados e exigências de cada nação, bem como o custo de medicina local. Por exemplo, a medicina mais cara do mundo é a dos EUA, neste caso, este é um país que demanda planos mais robustos. Além disso, também estamos buscando cada vez mais qualificar nossa equipe de vendas, realizar treinamento nas agências de viagem, para que possam oferecer o produto certo para seus passageiros. Acreditamos na importância do posicionamento sempre positivo frente à equipe de vendas e ao setor operacional, incentivando o otimismo, persistência e foco no trabalho. Entendemos que cada colaborador precisa fazer a diferença e isto é o que vai fazer com que os momentos difíceis tornem-se mais amenos. Acreditamos na força do trabalho e na perseverança para vencer mais este ciclo. Iniciaremos o ano de 2017 com o compromisso de qualificar 8.200 agentes, de forma presencial, e fazer 380 visitas diárias às agências de viagens de todo o Brasil. Em resumo, será um ano de muito trabalho, luta incansável e otimismo.” Celso Guelfi, presidente

Celso Guelfi 20 Brasilturis Dezembro / 2016

OPERADORAS VISUAL TURISMO

“Como já era de se esperar, 2016 foi um ano desafiador. Mas, não podemos reclamar. Hoje, nosso faturamento está 7% abaixo do que o ano passado, que foi satisfatório. E como historicamente os meses que precedem a alta temporada têm boa demanda e desempenho, acreditamos que podemos terminar o ano com um empate. O principal fator que contribuiu para nossa situação foi que, em meio à crise financeira e às altas variações do dólar, o segmento nacional correspondeu às expectativas, e o turismo doméstico, sempre valorizado pela operadora, gerou um resultado satisfatório. Para 2017, pretendemos manter a boa performance dos roteiros nacionais, além de trabalhar em outros segmentos, como produtos ecológicos - cuja procura e venda têm crescido-, destinos de lua-de-mel e roteiros de charme. Também lançamos o segmento das casas com serviço de hotelaria e vamos trabalhar para impulsionar as vendas destes produtos. Ou seja, além de manter o segmento doméstico em plena evolução, daremos ênfase aos pacotes internacionais e ao lançamento de novos produtos. A expectativa para 2017 é um crescimento de 8 a 10%. Continuo otimista e não tenho dúvida de que ano que vem será melhor.” Afonso Louro, diretor-presidente

agente de viagens, que vem sendo agraciado de forma míope e descartável por diversos novos canais de distribuição. Seguimos como atenção máxima nas pessoas que compõem o nosso cenário de crescimento sustentável: clientes internos, externos e fornecedores. Não estamos construindo um alvo quantitativo e sim qualitativo, ou seja, não vamos buscar o sucesso a qualquer custo, vamos buscar a saúde do resultado em primeiro lugar e a satisfação das pessoas em paralelo. Nada pode ser pior do que 2014, 2015 e o início de 2016.  Ajustamos as velas em 2013, antes dessa tempestade, sobrevivemos às inúmeras tormentas e não aceitaremos outro caminho a não ser a retomada do crescimento em 2017. Queremos comemorar nossos 25 anos ao lado dos parceiros e de quem nos ajudou a chegar até aqui.  Somos inovadores, empreendedores e, acima de tudo, guerreiros que abastecem essa máquina de vendas”. Luis Paulo Luppa, presidente

Luis Paulo Luppa

Flávio Louro Afonso Louro

E-HTL 

TREND

“2017 tem de ser um ano de retomada para o Brasil de uma forma geral. Apesar do efeito Trump, que deu uma desacelerada nos mercados e criou uma nuvem de incertezas, creio que não temos outro caminho a não ser o aquecimento da demanda. Fazendo um ajuste fino em nosso segmento e calibrando o foco, nosso pensamento continua em como podemos continuar gerando valor ao nosso cliente, o

“O final do ano sempre trouxe um incremento em nossos números por conta das vendas e esse ano não será diferente. Nossa expectativa é crescer entre 8% e 10% a mais que 2015. O ano de 2016 foi positivo para nós, pois investimos em diversos serviços para melhorar a automatização de nosso portal, negócios e otimizar tempo e custos, buscamos a integração com novos parceiros para incrementar nosso número em hotéis, disponibilidade e condições, tudo automatizadas, além da abertura de novas bases

em Santa Catarina, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. 2015 e 2016 foram anos turbulentos e trabalhosos para o mercado e 2017 será o ano da recuperação. Por isso, temos a pretensão de expandir ainda mais nossas bases. Estudamos a possibilidade de uma abertura de base no Norte do país e mais algumas no interior de São Paulo. Também queremos continuar participando de eventos da Embratur, em feiras internacionais e levar nossos serviços para o mundo.” Flávio Louro, diretor geral

FLYTOUR

“O ano de 2016 foi muito positivo e devemos fechar com 35% de crescimento em comparação a 2015. Fizemos algumas ações que deram certo, como a segunda edição do Hiper Feirão de Viagens que foi surpreendente quando comparado com a edição de 2015. Colocamos produtos nacionais e internacionais, como Caribe, América do Sul, Europa e Estados Unidos, na prateleira, o que fez com que nossos números crescessem bastante. Sem dúvida nenhuma, 2016 foi o melhor ano em valor de vendas dos quatro anos de existência da Flytour Viagens. Estamos com boas expectativas para 2017, pois esperamos um ano com melhora na economia. Apostamos em um crescimento de 20% e já estamos em busca de parcerias com várias secretarias de turismo e de destinos nacionais e internacionais, para o lançamento de campanhas que irão incrementar nossas vendas e também com toda a cadeia produtiva do turismo, renegociando preços para 2017 para novamente ofertar produtos com qualidade, preços atraentes e formas de pagamento competitivas. Em 2017 teremos a terceira edição do Hiper Feirão de Viagens e estamos estudando a possibilidade e aguardando a aprovação para produzir mais uma edição ainda no segundo semestre.” Michael Barkoczy, presidente

Michael Barkoczy


CVC

“O ano de 2016 foi bastante desafiador para o turismo, mas o setor mostrou resiliência diante das adversidades na economia e na política brasileira. A experiência de quase 45 anos da empresa e os números recentemente apresentados pela companhia apontam que, apesar das dificuldades, os brasileiros não deixam de viajar a lazer, o que tem exigido do time um esforço ainda maior para renegociar tarifas com os fornecedores e a buscar alternativas na gestão dos negócios para que o ‘produto’ viagem caiba no bolso do brasileiro. Em 2016, investimos fortemente em ações de vendas e marketing para sermos ainda mais competitivos e com isso, conseguimos apresentar nos três trimestres do ano crescimento ao mercado sendo outubro o melhor mês da companhia, com recorde de vendas. Mas o ano ainda não acabou e temos que continuar trabalhando para fechar de forma positiva os resultados de 2016. Em nossa opinião, 2017 será igualmente um ano de grandes desafios, mas, acreditamos que o brasileiro já incluiu a viagem em sua cesta de consumo e  irá continuar encarando as férias como um período de descanso e, acima de tudo, como merecimento. Trabalharemos ainda mais no próximo ano visando  trazer as melhores oportunidades para toda a nossa rede e agentes multimarcas credenciados.” Valter Patriani, vice-presidente de vendas, produtos e marketing

MARINGÁ

“Temos grandes expectativas para 2017. Em 2016, as dificuldades se transformaram em otimização de processos, implantação de novas tecnologias e diversificação de negócios. Estamos  absolutamente preparados e fortes para as oportunidades que virão com o próximo ano. Nossa projeção de crescimento e ampliação dos serviços é de 40% no segmento corporativo e de até 100% na unidade de lazer, por meio de novidades que serão lançadas em breve”. Daniel Navarro Matias, diretor de marketing e operações

LOCADORAS MISTER CAR

“O ano de 2016 foi ótimo e 2017 será ainda melhor! Lançamos nosso novo site, novo padrão de loja, investimos no relacionamento com

o trade, participamos das principais feiras ao longo do ano e estruturamos parcerias com agentes e agências de viagem. Em 2017, nosso foco é tecnologia. Vamos investir apostando em inovação e diferencial. Acreditamos que, assim, iremos consolidar definitivamente nossa marca junto ao mercado de locação de veículos para o trade.” Eduardo Alexandre Pedro, gerente nacional

LOCALIZA

“Chegamos na reta final de 2016 e, até aqui, nos orgulhamos dos nossos resultados, que demonstram a excelência da equipe na execução do planejamento e cumprimento das metas. Em 2016, a frota se diversificou ainda mais e hoje possui 46 modelos, incluindo o Jeep Renegade, a picape Fiat Toro, o novo Corolla GLI, o Chevrolet Colbalt e o Nissan Versa. Só neste ano, a Localiza investiu R$ 2,2 bilhões na compra de 60 mil carros. Buscamos incansavelmente evoluir e renovar e o mercado reconhece a excelência da nossa gestão. Em 2016, recebemos diversos prêmios, conquistas que nos enchem de orgulho e comprovam a competências do nosso time. Em 2017, continuaremos com todos os esforços voltados para o cliente e mercado, desenvolvendo novas soluções, promoções e produtos para transformar a experiência dos nossos clientes e vencer a acirrada concorrência no setor.” Paulo Henrique Pires, diretor de Vendas

MOVIDA

Com inovação em qualidade de atendimento, novos produtos e investimento em tecnologia, a Movida fecha o ano com balanço positivo. Clientes novos, somado ao crescimento dos canais já existentes, como setor corporativo e agências, têm impulsionado o crescimento da locadora. A parceria com a Abav foi uma grande novidade, com treinamentos que estimulam e demonstram o potencial que as agências de viagens têm para vender aluguel de carros. “Apenas 0,5% das pessoas que viajam adquirem aluguel de carro no Brasil, isso pode ser dez vezes maior. Ainda temos muito espaço para crescer e seguimos confiantes com o mercado brasileiro. Temos investido em tecnologia, como a reserva de carros via Messenger. Seguiremos otimizando a interação com os clientes por meio da tecnologia, pois acreditamos que isso tornará o aluguel de carros mais presente no dia

-a-dia das pessoas como solução de mobilidade. Temos certeza que 2017 promete resultados ainda melhores que este ano”. Renato Franklin, CEO. Com inovação em qualidade de atendimento, novos produtos e investimento em tecnologia, a Movida fecha o ano com balanço positivo. Clientes novos, somado ao crescimento dos canais já existentes, como setor corporativo e agências, têm impulsionado o crescimento da locadora. A parceria com a Abav foi uma grande novidade, com treinamentos que estimulam e demonstram o potencial que as agências de viagens têm para vender aluguel de carros. Apenas 0,5% das pessoas que viajam adquirem aluguel de carro no Brasil, isso pode ser dez vezes maior. Ainda temos muito espaço para crescer e seguimos confiantes com o mercado brasileiro. Temos investido em tecnologia, como a reserva de carros via Messenger. Seguiremos otimizando a interação com os clientes por meio da tecnologia, pois acreditamos que isso tornará o aluguel de carros mais presente no dia a dia das pessoas como solução de mobilidade. Temos certeza que 2017 promete resultados ainda melhores que este ano”. Renato Franklin, CEO

TRAVELPORT “O ano de 2016 foi de extrema importância para nossa relação com mercado brasileiro, pois nele lançamos o MyPNR, uma ferramenta de reservas on-line, prática e sem custo, que permite aos agentes resolverem as necessidades diárias de sua agência de viagem e de seus clientes e ainda receber incentivo financeiro. Estamos comprometidos em desenvolver soluções em linha com as principais tendências tecnológicas, assim como na adaptação das mesmas a cada perfil de cliente ou tipo de negócio. Para 2017, nosso objetivo é continuar transformando o modo como os agentes de viagem trabalham, aumentando sua receita e produtividade, além de proporcionar a melhor experiência de viagem para os seus clientes.” Luis Vargas, diretor geral para o Brasil Luis Vargas

OUTROS SEGMENTOS AMADEUS

“Estamos observando uma estabilização do mercado, o que do ponto de vista econômico já é um início para a recuperação da indústria como um todo. Ainda há dúvidas em todo o País, o que recomenda cautela ao mesmo tempo. Particularmente, estamos otimistas, pois o ano de 2017 virá acompanhado de novas tecnologias, lançamentos e também de parcerias que vão demonstrar a robustez do nosso modelo de negócios”. Mário Ponticelli, country manager Brasil Mário Ponticelli

HRS

“O ano de 2016 foi bastante desafiador para toda a indústria, mas também foi um ano de consolidação da nossa marca no mercado brasileiro. Expandimos significativamente nossa base de clientes e levamos nossa proposta de valor ao ‘ecossistema’ de maneira objetiva e transparente, com excelentes resultados. De fato, em um momento de forte pressão para redução de custos e otimização de processos, nossa proposta encontrou receptividade e despertou o interesse do mercado. Em 2017, os desafios econômicos enfrentados por todos os atores da indústria tendem a ser parecidos. Existe uma perspectiva mais favorável, mas a incerteza política, a amplitude de nossos problemas fiscais e agora a ameaça de um cenário de mais protecionismo nos EUA apontam para incerteza continuada. Porém, para a HRS será mais uma vez um ano de consolidação das sementes plantadas em 2016 e de expansão de nossa marca junto a novos clientes e parceiros.” Alexandre Oliveira, managing director da HRS para América Latina Alexandre Oliveira

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HOTELARIA

O ápice do luxo Fly Inn do Portobello Resort &Safári oferece a exclusividade de ter pista de pouso integrada a um píer privativo Por Mayra Salsa

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hegar ao hotel para férias ou à casa de praia e ter o conforto de contar com um hangar para estacionar o avião e um píer para chegar de lancha até a residência. A facilidade deixou de ser apenas um desejo de consumo e se tornou realidade para quem está disposto a desembolsar alguns milhões. O luxuoso estilo de vida pode ser consumado com o Fly Inn - conceito pioneiro no Brasil que reúne hangar, casa e barco em uma só estrutura oferecido pelo Portobello Resort & Safári, localizado em Mangaratiba (RJ). Recentemente inaugurada, a pista de pouso tem 1.270 metro de comprimento, está homologada para voos diurnos e tem capacidade para receber aviões de até 45 lugares. Juntando a pista e a criação de canais para que os barcos possam ancorar nas casas, foram investidos R$10 milhões. Quem quiser desfrutar da estru-

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tura de hospedagem, mas não abre mão da comodidade de chegar de avião, também pode utilizar a pista e seguir viagem em um transfer que sai da Fazenda Portobello até a entrada do hotel. Em breve, a pista poderá receber voos comerciais e contará com um terminal de passageiros. “Ainda estamos avaliando, mas seria um diferencial”, sinalizou Carlos Borges, diretor do Portobello Resort & Safari. A marina integrada também atende aos hóspedes do resort que podem locar lanchas e fazer passeios pela região.

Novos públicos

As obras de infraestrutura e arruamento dos lotes residenciais estão previstas para terminar no final do ano e até o primeiro semestre de 2017 serão feitas as sinalizações da pista para pouso noturno. A partir de então, a operação poderá acontecer desde o nascer do sol até 22 horas.

Pista de pousos e decolagens para os hóspedes

Os lotes residenciais que estão sendo comercializados variam de 500 a 2 mil metros quadrados com preços entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. O Fly Inn é uma proposta de grande vantagem para o Rio de Janeiro, mas a ideia é diversificar o público. “O objetivo é termos um mix de clientes de outros estados que têm lancha e são amantes do avião”, afirmou Borges. Para divulgar a novidade, o resort tem apostado na participação de feiras como Abav Expo, Boat Show e Labace. “Cerca de 80% dos proprietários de avião têm lanchas. É um mercado que se confunde”, disse Carlos. Portobello Resort & Safári www.portobelloresort.com.br (21) 2789-8000 O Brasituris Jornal viajou a convite do Portobello Resort & Safári com seguroviagem April

Carlos Borges, proprietário do resort

Lazer

Construído em estilo polinésio, o resort fica de frente para a baía da Ilha Grande e entre as montanhas da Mata Atlântica. Oferece 152 apartamentos, todos de frente para o mar, e diversas atividades para lazer náutico e terrestre, incluindo o safári em veículos 4x4 pela área onde vivem cerca de 500 animais. O hotel fica a 100 quilômetros da capital fluminense e a 400 quilômetros de São Paulo – ou, respectivamente, 50 milhas e 148 milhas por via aérea.


CORPORATIVO

Business Intelligence será foco para 2017 Por Diretoria – Abracorp

A

mais brasileira das cidades europeias, Lisboa, recebe a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), para a convenção anual que acontece no início deste mês. O encontro irá debater o planejamento estratégico para os próximos anos, contemplando questões fundamentais, como clientes e canais, produtos e serviços, infraestrutura e tecnologia, governança, pessoas e cultura. Também está prevista a criação de um dashboard com métricas claras de gestão dos processos. Realizado pela KPMG, o trabalho vai nortear a trajetória da entidade a partir de 2017. Outro item relevante será a discussão relacionada aos indicadores que a Abracorp disponibilizará a partir de janeiro/17. Além das informações que já são divulgadas pela entidade

há cinco anos, essas informações passarão a ser base de um BI (Business Intelligence) Abracorp, com amplo cardápio de dados gerenciais - como tipos de tarifas, par de cidades, período de estada, destinos, entre outras informações. As parcerias da Abracorp foram decisivas para a escolha de Lisboa como sede da convenção deste ano. O país e sua capital buscam a consolidação no cenário mundial dos destinos corporativos, com investimentos em equipamentos e infraestrutura para a realização de pequenos, médios ou grandes eventos. O segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences e Exhibitions) superou, em 2015, o de ‘sol e mar’, de acordo com a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). www.abracorp.org.br

A

Promessa de redução

união de logística e viagens corporativas pode ajudar as companhias a reduzir em até 15% os gastos. Essa é a principal conclusão de um estudo conduzido pela CWT Energy, Resources & Marine e pela IBS Software Services. A tendência é crescente no mercado de energia, recursos e marinha – negócios nos quais as viagens são chave para manter operações em plataformas, campos ou minas - e promete ainda redução de até 75% no tempo para organização das viagens. A combinação apresenta outros benefícios potenciais como o possível aumento na eficiência da consolidação de reservas, simplificação de relatórios e elevação da conformidade e segurança do viajante, além de uma eventual melhora na capacidade da empresa de lidar com mudanças de última hora. www.carlsonwagonlit.com

Brasilturis Dezembro / 2016 23


SERGIPE

Todo mundo gosta As belezas e povo hospitaleiro compõem a receita certa para gostar de Sergipe à primeira vista Por Gorgônio Loureiro

U

m destino para que tem uma semana de férias e quer conhecer mar, cerrado, caatinga e rio. Um roteiro perfeito para fazer de carro e atravessar todo território sergipano curtindo a natureza. Se entrar pela Bahia, ao atravessar a ponte Gilberto Amado que liga os dois estados, o turista já pode ir colocando os trajes de banho para aproveitar as delicias da praia do Saco e suas atrações que mesclam a gastronomia com passeios de bugue pelas dunas que margeiam quilômetros de praia. A partir daí, é preciso escolher o rumo que se quer seguir: para o norte, em direção a Propriá, ou para o oeste, em direção a Canindé do São Francisco, onde os cânions às margens do “rio de integração nacional” formam o grande atrativo que a natureza legou à região para que os visitantes possam viver intensamente a diversidade ecológica. Em quatro horas de carro se vai da beira da praia às barrancas do São Francisco. A construção da usina hidroelétrica de Xingó criou um atrativo interessante para o turismo. A infraestrutura instalada a partir do lago criado pelo represamento das águas do rio faz com que os turistas possam desfrutar de toda beleza em passeios de catamarã. Entrando pelo São Francisco, o tour oferece visualização dos grandes paredões rochosos nas duas margens deixando uma inesquecível experiência que aumenta com o banho nas águas do Velho Chico. É nesse momento que se descobre os motivos que levam esta região a figurar como cenário constante de novelas, filmes e programas de TV. Além dos catamarãs

com capacidade para 200 pessoas, o turista tem a opção de fazer um passeio de helicóptero e pode degustar a gastronomia regional no restaurante Karrancas, à beira do lago. Segundo Genilson Aragão, diretor operacional do complexo, “a capacidade instalada para receber e transportar turistas é de 200 mil por ano”.

Diversidade na capital O turismo sergipano tem feito sua lição de casa para competir com outros destinos do Nordeste. Aracajú, por exemplo, é um exemplo de cidade organizada que oferece vasta opção de lazer aos visitantes. Dentro da capital sergipana, a gastronomia é o forte na passarela do caranguejo ou no mercado municipal, onde além das receitas regionais, há oferta de artesanato diversificado. É impossível deixar de lado o passeio de catamarã à Crôa do Goré e à Ilha dos Namorados, próximo a foz do Rio Vaza Barris. Na volta, vale investir algumas horas para conhecer o Museu do Povo Sergipano e desfrutar do pôr do sol na orla bem cuidada da cidade. A política de promoção e divulgação da Secretaria de Turismo de Sergipe tem sido de incrementar negócios por meio das operadoras que podem vender os atrativos do estado. A missão de aproximação com empresas de outros estados ficou a cargo de Lea Duarte, assessora especial da Setur, e de José Castilho, coordenador de comunicação. Eles conduzem a (fácil) missão de levar caravanas para sentirem na pele porque todo mundo gosta de Sergipe.

O Brasilturis viajou a convite da Secretaria de Turismo de Sergipe com apoio do trade local 24 Brasilturis Dezembro / 2016


BAHIA

Pacto de governança Por Gorgônio Loureiro

P

ara que o turismo da Bahia retome a liderança rapidamente, a Secretaria de Turismo e o trade baiano firmam um pacto de governança e elegeram o diálogo como instrumento da paz. Completando 120 dias à frente da Setur, José Alves trabalha para superar as dificuldades encontradas e estabelecer diálogo constante com dirigentes das entidades que fazem parte do Conselho Baiano de Turismo. A construção do Centro de Convenções continua dominando a pauta das discussões e debates sejam em reuniões, em eventos e na imprensa. O entendimento sobre o assunto chegou, restando apenas detalhes em relação à localização que as duas partes definirão em comum acordo. Campanha publicitária, promoção nos principais mercados emissores, captação de novos voos e urgente requalificação do aeroporto são os outros itens que fazem parte do cardápio de preocupações do secretário para o final desse ano e 2017.

Gol e Avianca pensam em ampliação Depois de lançar o voo semanal Salvador/Montevidéu com início previsto para 7 de janeiro de 2017, a Gol pretende incluir mais uma frequência semanal entre Salvador e Buenos Aires. A operação, que se soma às outras duas já existentes para o mesmo destino, será realizada apenas entre abril e novembro, segundo adiantou Giancarlo Alcalai, gerente de mercados internacionais. Jaime Rocha, gerente regional da Avianca, adiantou que a companhia estuda implantar seu primeiro voo internacional partindo de Salvador com destino a Bogotá, na Colômbia. A proposta ainda está em análise.

Rede Express promete seis hotéis até junho Seguindo plano de crescimento no mercado baiano, a Rede Express Hotels terá em seu portfólio seis hotéis até junho de 2017. Para

atingir esta meta, foi inaugurado em novembro, o quarto empreendimento: Executive Hotel, em Feira de Santana. O empreendimento possui design moderno, funcional, está localizado no bairro da Kailândia, no coração da cidade. Ideal para quem quer conforto, preço justo, excelência em serviços e comodidade, oferece ainda vista panorâmica para fazer o hóspede começar muito bem o dia.

Fórum em Salvador Realizado em 8 e 9 de novembro, o Fórum Baiano de Hotelaria e Turismo reuniu empresários para debater os caminhos do turismo baiano, com direito a palestras, rodada de negócio e feira de produtos. “É a primeira vez que realizamos um evento deste porte para fomentar a venda do destino e movimentar a rede hoteleira da cidade”, pontua o presidente da ABIH-BA, Glicério Lemos. Para vender os produtos da Bahia, 32 operadores do Brasil, Argentina, Uruguai e Portugal estiveram e Salvador e outras regiões turísticas do estado. “Temos interesse em recolocar Salvador nos roteiros, por isso estamos participando deste evento”, frisou Teresa De la Torre, gerente de Argentina e Brasil da Top Dest, uma das maiores operadoras argentinas, que confirmou ainda a operação de um voo charter para Salvador durante o Verão, com 160 passageiros. Brasilturis Dezembro / 2016 25


ORLANDO

Crédito Visit Orlando

Jogo do Orlando Magic no Amway Center

Coca-Cola Eye

Pista de kart no I-Drive NASCAR

Muito além dos parques Fica difícil listar tudo o que Orlando oferece aos visitantes. Mas é fato que a cidade tem inúmeras opções imperdíveis para quem quer curtir o destino de outra forma Por Mayra Salsa, de Orlando (EUA)

O

rlando é um dos destinos mais visitados pelas famílias brasileiras que desejam se aventurar pelas atrações que são capazes de emocionar pessoas de todas as idades. É vibrante ver uma criança correr para os braços do seu personagem favorito ou saber de alguém que realizou o desejo de passear na montanha-russa mais radical. Orlando tem motivos de sobra para ser visitada e marcar na memória valiosas lembranças. Em 2015, o destino recebeu mais de 66 milhões de turistas, tornando-se o mais visitado dos Estados Unidos. Entre os dias 4 e 11 de novembro, cerca de 40 representantes de operadoras e agências de viagens de vários lugares do Brasil tiveram a oportunidade de conhecer, in loco, diversas atrações – algumas novidades, outras já características - que a cidade norte-americana oferece durante o super fam organizado pelo Visit Orlando. “A viagem foi uma oportunidade de o trade turístico conhecer o portfólio de produtos e atrações que o destino ofere26 Brasilturis Dezembro / 2016

ce”, disse Patrick Yvars, diretor do Visit Orlando para América Latina. Para as agências e operadoras, a experiência de estar em Orlando foi uma forma de vivenciar a oferta da cidade, tornando mais fácil a tarefa de vender o produto. “A iniciativa renova até nossas convicções sobre o destino. Destaco o jogo de basquete, uma das atrações que podem ser muito bem aproveitada pelos clientes”, disse Sandra Modesto, da Azul Viagens de Salvador (BA). Um erro que muitos cometem é subestimar a oferta e calcular mal a duração da viagem. O leque variado de opções exige pelo menos sete dias de estada – que, ainda assim, passam num piscar de olhos. Desde a maratona nos parques durante o dia e passeios à noite, Orlando tem sempre algo a oferecer. Para ajudar, listamos as novas atrações que estão dentro ou fora dos famosos parques e que devem entrar na lista de argumentos dos agentes de viagens para convencer os clientes a uma nova visita à cidade.

I-Drive 360 O complexo de lojas, restaurantes e entretenimento está localizado na via mais popular, a International Drive. Destaque para a The Coca-Cola Orlando Eye, uma roda-gigante no coração de Orlando onde é possível ver a cidade a uma altura de 123 metros num ângulo 360 graus. No mesmo lugar, é possível conhecer as atrações do Madame Tussauds, famoso museu de cera e é o único nesse formato que permite às pessoas interagir com as imagens dos famosos.

Amway Center A casa do time de basquete Orlando Magic tem recebido brasileiros com frequência, principalmente as famílias que já foram diversas vezes para a cidade. O estádio tem infraestrutura completa e todos os assentos oferecem vista privilegiada para a quadra, independentemente do valor pago pelo ingresso. Esteja preparado para não apenas assistir

um jogo, mas para participar de um espetáculo. Como é tradicional nos jogos da NBA, antes de dar início à competição, câmeras captam cenas de romance entre os torcedores e exibem nos telões. Durante os intervalos, as performances das líderes de torcida e a música alta criam o clima descontraído e festivo. “O Brasil é nosso principal mercado para a América do Sul e por isso é importante que as agências e operadoras estejam aqui para oferecer essa atração aos seus clientes. O estádio está apto a receber pessoas de todas as idades”, disse Haley Hosch, diretora assistente de turismo e vendas para grupos do Orlando Magic.

I-Drive NASCAR É um misto de restaurante e bar com pista de kart, jogos eletrônicos e boliche. O local atende até 250 pessoas em estilo banquete e, no período de alta temporada, recebe muitos jovens que gostam de festa e de correr nos carros.


Hard Rock Cafe localizado no City Walk Toothsome Chocolate Emporium & Savory Teast Kitchen

City Walk

SeaWorld

O centro de entretenimento fica entre os dois parques da Universal. Há desde restaurantes, lojas para compras e bares que se tornam baladas à noite. Para conhecer bem toda a região, é indicado separar metade do dia para o local. Destaque para o Margaritaville, restaurante que tem o salão principal inspirado no músico Jimmy Buffet. As apresentações musicais embalam os clientes e o cardápio é variado. O Hard Rock Cafe Orlando, com restaurante em cima e loja embaixo também é uma atração de movimento intenso. Para quem é fã de astros do rock é uma perdição. No entretenimento, a dica imperdível é assistir à performance do Blue Man Group. Durante quase uma hora e meia os artistas chamam a atenção do público com diferentes atrações no palco e interagem com os participantes sem sequer abrirem a boca - a comunicação é toda corporal. No complexo também está localizada Toothsome Chocolate Emporium & Savory Teast Kitchen, uma espécie de restaurante e fábrica de chocolate que nos remete ao famoso filme de 1971. Também são feitos no local diversos tipos de milk shake de dar água na boca.

Destaque para a Mako, a montanha-russa com 61 metros de altura e atinge 118 km/hora. É considerada a mais alta, rápida e longa hipercoaster de Orlando e tem seu nome em homenagem ao tubarão mais rápido do mundo. Na descida, a sensação de gravidade zero dá frio na barriga. O parque tem outras atrações de tirar o fôlego, mas também oferece alternativas para quem quer aproveitá-lo de forma mais tranquila, como visitar e conhecer de perto os pinguins no Antarctica: Empire of the Pinguin ou ver o show de golfinhos. Tanto o SeaWorld quanto Busch Gardens oferecem o Quick Queue, sistema fura fila que permite às pessoas perdem pouco tempo - ou nenhum - para aproveitar as atrações.

Busch Gardens Em meio a tantas atrações, a novidade para a temporada é o Cobra´s Curse. A montanha-russa inaugurada em junho usa a tecnologia de projeção para contar a temível história do rei cobra Neymyss. É a única no mundo com giros e rodopios e que faz a descida até de costas. Outra atração imperdível é a Falcon´s Fury, maior torre em queda livre da América do Norte. Ao chegar ao topo, as cadeiras giram em um ângulo de 90 graus e descem a uma velocidade de mais de 90 km/h.

Discovery Cove

Discovery Cove Aqui é possível chegar perto de um golfinho, tocá-lo e até dar um beijo no animal para uma experiência única. O visitante pode nadar com um deles sempre acompanhado por um instrutor, mergulhar em um tanque de peixes que simula um ambiente natural ou simplesmente relaxar nas praias criadas especialmente para o local.

Universal Studios

Doctor Fall Cirque du Soleil La Nouba

É o lugar para conhecer de perto o mundo da televisão e do cinema. Quem é fã do The Simpsons, vai se sentir em Springfield quando tiver no simulador. Experimente o famoso – e enorme - donut que Homer Simpson devora em alguns episódios. Outras atrações imperdíveis são o 3-D dos Minions, os simuladores do Homem Aranha e Transformers e, claro, a The Incredible Hulk Roller Coaster, a montanha-russa inspirada no famoso personagem em quadrinhos. Brasilturis Dezembro / 2016 27


Islands of Adventure O símio mais famoso da televisão, o King Kong é a mais nova atração do parque. A experiência multissensorial e multidimensional leva os visitantes aos anos 1930, cercados por criaturas pré-históricas. Outra atração que surpreende até para quem pouco sabe da história é The Wizarding World of Harry Potter – Hogsmeade, um mundo inteiro inspirado no bruxinho mais famoso do planeta. Não é raro ver crianças e adultos usando capa e segurando a varinha mágica. Experimente o simulador Harry Potter and The Forbidden Journey (Harry Potter e a Jornada Proibida), no qual as pessoas são levadas em voo de vassoura onde Harry enfrenta dragões e dementadores. Quem quiser imergir na história pode pegar o Hogwarts Express e ter acesso ao The Wizarding World of Harry Potter – Diagon Alley, localizado no Universal Studios. A dica para aproveitar ambos os parques da Universal é baixar o aplicativo que permite o tempo de espera em cada fila. Assim é possívelaproveitar melhor as atrações que os parques oferecem. Ambos também oferecem sistema de corta-filas, o Universal Express Pass.

Walt Disney World O Brasil é o terceiro maior emissor de turistas. Sempre há algo para conhecer no Walt Disney World Resort, que engloba os parques e resorts numa área de 122 quilômetros quadrados, o que corresponde a mais do que duas vezes a área da ilha de Manhattan. Em Orlando, são quatro os temáticos (Epcot Center, Hollywood Studios, Magic Kingdom e Animal Kingdom) e dois aquáticos (Blizzard Beach e Typhoon Lagoon). Destino mágico e inovador, a Disney a cada ano inova com atrações que se encaixam no gosto de cada um, seja qual for a idade. Em Hollywood Studios, a novidade deste ano são as atrações dedicadas ao Star Wars. No Launch Bay, os fãs e curiosos da saga podem se inserir no universo, comprando réplicas de artefatos, ou assistir a cenas dos bastidores do filme. Outra atração procurada é a Rock´n´ Roller Coaster, a montanha -russa inspirada no Aerosmith que oferece a combibinação de música alta ao som de hits da banda. Aguente o cansaço e espere pelo Fantasmic. A apresentação aquática noturna dura 25 minutos e é dirigida pelo Mickey, com direito a participação dos personagens Disney, luzes e efeitos hidrotécnicos. 28 Brasilturis Dezembro / 2016

No Animal Kingdom, destaque para a ampliação da Sunset Kilimanjaro Safaris e para a inauguração de Avatar, área baseada no filme de mesmo nome que será inaugurada no ano que vem. Em Epcot Center, destaca-se a ampliação de Frozen - chamado agora de Frozen After Frozen -, um passeio que leva os visitantes a Arendelle durante o festival de inverno do reino, onde podem se encontrar e cantam com os personagens. Marcado pelo icônico castelo e pela famosa queima de fogos com direito a música de fundo, o Magic Kingdom encanta a qualquer um. É também o local para atrações que evocam as mais variadas emoções. Uma das mais novas atrações é a Mina dos Sete Anões, onde os visitantes atravessam uma mina repleta de diamantes e outras pedras preciosas, inspirada nos personagens do desenho. Fora as atrações para adultos, o parque tem um leque de atrações para crianças, o que faz com que elas nunca esgotem a vontade de reviver e conhecer as novidades ao longo dos anos. Em todos os parques é possível utilizar o Fast Pass, bilhete que dá direito ao acesso imediato às atrações.

Disney Springs

Equipe do fam press visita SeaWorld

Jess Lott e Haley Hosch (Orlando Magic)

Patrick Yvars (Visit Orlando), Deborah Baldin (Disney), Wanda Velazquez (Visit Orlando) e Eduardo Rocha (Disney)

Ampliada este ano, o Downtown Disney passou a se chamar Disney Springs e une restaurante, como o Marimoto Asia, do famoso chef japonês Masaharu Morimoto; lojas de famosas marcas, entre elas Zara, Sephora e Coca-Cola Store e locais para entretenimento, como bares com música ao vivo. Em especial, vale a pena conhecer o espetáculo La Nouba do Cirque Du Soleil, feito exclusivamente para a Disney. É uma experiência única! O Brasilturis viajou a convite do Visit Orlando e da Copa Airlines, com seguro-viagem April

Jess Loft (Orlando Magic) e Wanda Velazquez (Visit Orlando)

Paula Hall (Disney)


UNEDESTINOS

Colômbia, Curaçao e Pará devem se destacar em 2017

U

ma pesquisa revelou 12 destinos que serão tendência para o próximo ano. A apuração, feita pelo buscador Skyscanner com base em pesquisas de usuários brasileiros e comparações com os anos anteriores, mostrou crescimento nas buscas para destinos do Pará. A cidade de Carajas registrou aumento de 35% e Belém, teve 29% a mais de buscas. Além das belezas naturais, a cultura também parece despertar a atenção dos brasileiros para as viagens em 2017, como é possível perceber pelo aumento nas buscas para Serra Gaúcha - com 28% - e cidades históricas de Minas Gerais - com 20% de aumento nas pesquisas. A lista dos destinos nacionais conta ainda com Maceió (AL) e Brasília (DF).  Entre os destinos internacionais, a Colômbia foi o país a que mais despertou o interesse nas buscas dos brasileiros. A Ilha de San Andres teve um dos maiores crescimentos nos últimos anos com 87%, seguida por Cartagena, com 50%. Bem ao gosto do brasileiro, a caribenha Curaçao levou medalha de prata. Outro destaque da seleção é Israel, especificamente Tel Aviv, que registrou crescimento de 33% nas buscas. Também aparecem destinos da América do Sul, como a uruguaia Montevidéu e a argentina Mendonza. Completam a lista internacional Brisbane, na Austrália, e as cidades de Lisboa e Porto, em Portugal

TENDÊNCIAS Posição

Cidades

Crescimento*

San Andres e Cartagena (Colômbia)

87% e 50%

Curaçao

Carajas e Belém (PA)

Tel Aviv

33%

Brasília (DF)

28%

Serra Gaúcha

28%

Mendoza (Argentina)

26%

Montevidéu (Uruguai)

23%

Maceió (AL)

21%

10º

Cidades históricas (MG)

20%

11º

Brisbane (Austrália)

18%

12º

Lisboa e Porto (Portugal)

64% 35% e 29%

13% e 11%

* Porcentagem de crescimento nas buscas para viagens na comparação entre 2016 (com base em pesquisas feitas em 2015) e 2017 (pesquisas de 2016). Fonte: Skyscanner

Bento Gonçalves

“Bento 360º” permite passeio virtual no município gaúcho

B

ento Gonçalves (RS) investe em mais uma forma de promoção turística com o projeto Bento 360º. A plataforma www.bento360.com.br permite aos visitantes um passeio virtual pelos principais pontos turísticos do município, aumentando o interesse em visitar os lugares. A tecnologia tem navegação semelhante a do Google Street View e disponibiliza as informações em português, inglês e espanhol. Possui ainda acessibilidade virtual, permitindo o uso por deficientes visuais e auditivos, já que todas as informações estão traduzidas em libras e autodescrição. A plataforma pode ser acessada

pelo smartphone, tablet, notebook e computador. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a VLC Fotografias 360, Bento Convention Bureau e Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH), com apoio da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur). Empreendimentos interessados em integrar a proposta devem fazer a solicitação pelo contato@vlcfotografia360.com.br ou (54) 9947-3949. Bento Convention Bureau (54) 3452-3297 www.bentoconvention.com.br

Espírito Santo

Vitória se consolida como destino para eventos

U

m estado bem localizado no Brasil, que atrai pela infraestrutura para eventos e reserva atrativos turísticos que encantam os visitantes. O Espírito Santo e, especialmente sua capital, Vitória, recebe cada vez mais eventos anualmente e se mostra um dos destinos que devem deslanchar nos próximos anos. A principal vantagem competitiva do estado capixaba é a localização. Estrategicamente incrustado na região Sudeste do Brasil, entre o Rio de Janeiro e a Bahia, o Espírito Santo está ao lado dos principais mercados emissores, o que facilita o deslocamento dos participantes. O aeroporto recebe diariamente voos diretos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Bahia e Minas Gerais e sua localização, em uma distância máxima de 15quilômetros dos principais locais de eventos e hotéis, permite fácil locomoção do turista. No quesito de infraestrutura, o Espírito Santo se mostra preparado para receber eventos de diversos tamanhos. Entre os atuais espaços disponíveis, está um Centro de Convenções para até cinco mil pessoas e um espaço de exposições de mais de 20 mil metros quadrados, situado próximo do aeroporto, além de outros

centros de menor porte. Somado a eles, está prevista uma nova área para eventos com capacidade de 15 mil pessoas, próximo ao aeroporto de Vitória, que vai contar com restaurante e galpão para a realização de feiras. Para atender a demanda de hospedagem, a Grande Vitória conta com as mais importantes redes hoteleiras internacionais mantendo empreendimentos na região, o que aponta o aquecimento e interesse pelo mercado capixaba. Bandeiras como Sheraton, Golden Tulip, Mercure, Transamerica, Slaviero, Allia, Ibis, Quality, Comfort, entre outras, respondem pela maioria dos mais de 16 mil leitos disponíveis somente na região metropolitana. Diante do mercado nacional pujante, sua localização privilegiada, estrutura nova e certo ineditismo entre muitos brasileiros e estrangeiros, o Espírito Santo promete se tornar a bola da vez no segmento eventos, aumentando a competitividade dos destinos. Espírito Santo Convention & Visitors Bureau (27) 2142-2629 www.sconvention.com.br Brasilturis Dezembro / 2016 29


GUADALAJARA Em sentido horário: Pirâmide circular escalonada em Guachimontones; Palácio Municipal e coreto art nouveau de Guadalajara

Teuchitlán - Sítio arqueológico

Pérola rara Berço da essência mexicana, Guadalajara proporciona oferta diversificada de passeios que mesclam tours dedicados à tequila com cultura e arqueologia

C

Por Terezinha Oliveira

om geografia marcada por vales, vulcões e pelo mar do Pacífico, a segunda maior cidade do México em população é muito mais que um importante destino de negócios: tornou-se um efervescente ponto cultural. Aqui nasceram alguns emblemas do país, como a tequila, os mariachis - orquestra de cordas tipicamente mexicana - e a charreada- o esporte mais tradicional do país. Guadalajara é uma das cidades mexicanas com maior número de edificações e obras de arte do período colonial em toda a América Latina. Mas ela não vive só de história. A descolada avenida Chapultepec conduz a modernidade em sua arquitetura e anima as noites em bares, restaurantes e aulas de dança até o sol raiar, especialmente durante os fins de semana. Pela manhã não faltam espaços para tours de bicicleta. O passeio por Guadalajara pode começar pelo centro histórico, a partir da grandiosa Catedral Metropolitana que mistura vários estilos. A construção foi iniciada em 1542 e concluída 300 anos mais tarde, após passar por adaptações decorrentes de dois terremotos que destruíram 30 Brasilturis Dezembro / 2016

a fachada e as torres originais. E ela continua se remodelando. Um projeto com uma economia de energia sustentável foi desenvolvido, substituindo luminárias por luzes LED e um sistema composto por 40 módulos fotovoltaicos, poupando seu consumo de energia. Próximo dali fica a Praça das Armas, importante espaço público local. O quiosque art nouveau, encomendado pelo presidente Porfírio Diaz, em 1910, para celebrar o centenário da independência tem colunas adornadas com figuras femininas, cada qual representando um instrumento musical. Antigamente era local de caminhada para a alta sociedade e hoje é utilizada para intervenções artísticas. Em frente está o Palácio do Governo, datado de 1751, onde vale apreciar a bela fachada barroca, visitar o museu e ver o último mural pintado por José Clemente Orozco, dedicado ao padre Miguel Hidalgo, patrono da Independência do México. Por ali também fica o Teatro Degollado, datado de 1866, que reúne importantes obras de arte. De fachada neoclássica, sustenta um pórtico com imagem de Apolo e as nove musas, onde se lê a fra-

se “Que nunca chegue o rumor da discórdia”. Na parte posterior fica a Praça dos Fundadores com uma fonte que marca o local da fundação da cidade, trabalho em alto relevo de 21 metros de comprimento e 3 de altura, criado por Rafael Zamarripa. A partir desse ponto, estendese um calçadão com mais de 800 metros até o Instituto Cultural Cabañas, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O prédio já funcionou com orfanato, hospício e quartel-general. O conjunto possui 23 pátios, um cineteatro e salas de exposições, com interior decorado por pinturas de José Clemente Orozco, considerado pai do Movimento Muralista, surgido em 1922. Nessa caminhada, há outros pontos interessantes como a Fonte dos Meninos Mijões - quatro crianças brincando com água, representando a alegria infantil - e Praça Tapatía - a mais movimentada, com artistas de rua realizando performances, tendas de artesanato e a Fonte da Imolação de Quetzalcóatl. Em Guadalajara, os mariachis são supremos, mas também dá para curtir outros estilos nas diversas casas noturnas. A culinária

segue na mesma linha: receitas tradicionais como o famoso taco e a birria - carne de bode ou de carneiro temperada e assada com molho picante, - compartilham espaço com a culinária internacional e com a reinterpretação dos sabores locais em uma multiplicidade de restaurantes.

Nos arredores da capital Um dos atributos de Guadalajara é sua proximidade com outras áreas de interesse. Tlaquepaque, a 30 minutos do centro, é uma cidade de grande tradição, que preserva o ar de comunidade colonial, com ruas estreitas, jardins, cafés ao ar livre, sorveterias e praças arborizadas. É o destino para quem gosta de arte popular e conhecida pela qualidade artística das produções em madeira, ferro e cerâmica. Algumas peças podem ser vistas no Museu Regional de Cerâmica, como jarros, garrafas, miniaturas de barro e objetos de origem indígena. Na rua Independente estão as principais lojas e galerias de arte . Não deixe de visitar as galerias de


Rodo Padilla - que representa gordinhos em cerâmica - e a de Sérgio Bustamante – criador de joias e esculturas. Para ouvir os mariachis e provar a comida tradicional, o lugar de referência é o El Parian, que abriga 12 restaurantes. Também há espaço para atividades em meio à natureza no Lago de Chapala, a 50 quilômetros da capital. Do povoado de Poncitlán partem barcos para a Ilha de Mezcala, que tem importância histórica desde os tempos pré-hispânicos. A ilha oferece vistas espetaculares do lago, de zonas arqueológicas e da arquitetura militar do século 19, como o forte com ponte levadiça. Na vizinha Ajijic, se desenvolve um importante movimento cultural e artesanal que pode ser conferidos nas galerias e butiques instaladas em casas de estilo colonial.

Tradição Teuchitlán Guachimontones é o nome de um centro cerimonial e antigo assentamento indígena pré-hispânico localizado no município de Teuchitlán, a uma hora de Guadalajara. O local sagrado abrangia

24 mil hectares; atualmente só 19 hectares são escavados ou estão em fase de planejamento de escavação. A essa primeira forma de organizar uma sociedade complexa foi dado o nome de “Tradição Teuchitlán”, tomado do povoado que está próximo desse monumental complexo. A etapa inicial dessa sociedade - que perdurou durou até 400 DC - data do ano 800 AC. O período de maior desenvolvimento aconteceu entre 350 AC e 350 DC, quando o urbanismo foi acompanhado por construções cerimoniais, por um sistema de canteiros flutuantes para o cultivo de plantas, quadras para práticas esportivas, tumbas no subsolo e produção cerâmica. Durante a visitação, o local de maior impacto é o Círculo 2º ou La Iguana, segunda maior pirâmide do sítio arqueológico e a mais bem preservada, delimitada por um pátio com construções retangulares. Na parte superior, há uma plataforma onde foi localizado um buraco para a colocação de um poste de madeira, uma das referências indicativas de que ali se realizava a cerimônia do “Voador” para Ehe-

Mariachi dá o tom no complexo El Parian, em Tlaquepaque

calt, o Senhor do Vento. Outro atrativo especial é a quadra esportiva. Com uma pedra redonda, pesada, recoberta com borracha, os jogadores usavam os quadris para participar de partidas que duravam horas ou até um dia inteiro. Durante as escavações foram encontrados esqueletos com os quadris quebrados e múltiplas fraturas nas pernas. No final, o capitão da equipe vencedora perdia a vida para resolver alguma questão política-religiosa e alcançar o céu, o que era considerado uma grande honra. Para se preparar para o tour ao

sítio arqueológico, é recomedável visitar o Centro Interpretativo Guachimontones, cuja construção segue a mesma linha circular do sítio arqueológico. É uma maneira dinâmica que estimulará seus sentidos por meio de catorze exposições que explicam melhor a Tradição Teuchitlán.

Denominação de origem Tequila fica a 67 quilômetros de Guadalajara, o que facilita a organização para visitar de um dia. O pe-

Fonte Quetzalcóatl

Escultura em trecho para pedestres na rua da Independência Brasilturis Dezembro / 2016 31


A partir da esquerda: escultura em Tlaquepaque que homenageia dança, música e gastronomia; mural do Palácio no Governo e demonstração de tequilas. Abaixo, um dos pátios do Instituto Cabañas

queno município é o maior produtor da bebida feita de agave azul que, no passado, era utilizada pelos índios Tequilis para produção de materiais caseiros como agulhas e linhas. Hoje, além de ser base para a bebida, o agave também é utilizado na produção e subprodutos como adoçante, mel, fibras para tecido e prancha de surf, enquanto o bagaço serve para a produção de energia. Assim como o champanhe francês, só pode ser chamado de tequila o destilado produzido em cinco estados do México: Jalisco, Guanajuato, Nayarit, Tamaulipas e Michoacán. Além disso, a bebida tem de ser feita com mais de 51% do líquido obtido do agave- os outros 49% podem ter substâncias como água purificada, corantes e outros sabores. A destilaria mais tradicional é a José Cuervo, fundada em 1795.Turistas de todo o México e de outros países, vivem com entusiasmo a experiência que envolve toda a tradição da marca que engloba a destilaria La Rojeña, os campos de agave, a Hacienda El Centenario, um centro de negócios e eventos, o Hotel Solar de Las Ánimas e o Jose Cuervo Express. O passeio pela La Rojeña mostra todas as etapas do processo da produção da tequila, desde a cocção do agave até a destilação da bebida nos alambiques.

Tradicional

A tequila convencional contém mais de 51% de substâncias de azul abacaxi agave.  Os outros 49% são compostos por açúcares, substâncias e líquidos como açúcar mascavo ou água purificada. Já a tequila 100% Agave contém açucares e substâncias exclusivamente prove32 Brasilturis Dezembro / 2016

Galeria de arte Rodo Padilla

O Brasilturis Jornal viajou a convite do Conselho de Promoção Turística do México, Copa Airlines, Secretaria de Turismo de Jalisco, Oficina de Visitantes y Convenciones de Guadalajara, Mundo Cuervo, NH Collection, Sin Fin de Servicios e DragonFly com seguro-viagem April

Árvore sagrada em Mezcala

nientes do agave azul. Existem cinco classificações da bebida, marcadas pelo tempo de envelhecimento e pelas substâncias adicionadas. White (Silver): De cor transparente e não envelhecida, ela pode ser engarrafada logo após a destilação – embora

Agave azul, base da fabricação da tequila

muitos produtores esperem um pouco mais. Reposado (Aged): É envelhecida diretamente no barril de carvalho por pelo menos dois meses.  Añejo (Extra-idade): O envelhecimento dura pelo menos um ano em carvalho.

Añejo Extra (Ultra-idade): A maturação leva pelo menos três anos em barris de carvalho.  Jovem ou Gold (ouro): São tequilas “mistas” com adição de corantes, açúcar e extratos de carvalho, para dar o sabor. A bebida serve mais para exportação do que para consumo interno.


TECNOLOGIA

RICARDO POMERANZ Copresidente da Rapp Brasil, especialista e consultor em transformação digital ricardopomeranz@transformacaodigital.com.br

N

este fim de ano, como contribuição à indústria do turismo, decidi evitar um olhar ao passado, bem como fazer um exercício de futurologia para imaginar quais são as tendências que têm mais chance de dar certo no próximo ano. Quero trazer projeções e insights relacionados ao crescimento da internet e os negócios na área de viagens no Brasil para os próximos três anos, baseados em dados de pesquisa, levantados pela empresa eMarketer. O estudo prevê 123,5 milhões de usuários de internet no próximo ano e 130 milhões em 2019. A título de comparação, basta lembrar que esse número é maior que a população de países como Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha, o que torna o Brasil um dos líderes em volume de pessoas conectadas. Hoje cerca de 30 milhões de residências contam com banda larga fixa e as estimativas são de um aumento de 8% em 2017 e também no ano seguinte. Isso significa que a web vem sendo utilizada para atividades cada vez mais sofisticadas, como vídeo, música e compras. Já o número de usuários de smartphones deve ultrapassar os 70 milhões, um crescimento de 12,1%. As previsões indicam que o total de celulares conectados à internet em 2019 chegará a 90 milhões, prova de que a web está cada vez mais presente na vida das pessoas e muito acessada pelos dispositivos móveis. No que diz respeito aos investimentos em propaganda, a tendência também é de expansão. Proje-

“O número de pesquisadores digitais – os que se informam pela web antes de comprar pelos canais tradicionais off-line – deve chegar a 83,4 milhões de pessoas no próximo ano.”

O que esperar de 2017 ta-se um total de R$ 3,6 bilhões em 2017 e de R$ 4,5 bilhões em 2019. O valor do próximo ano equivalerá a 22,8% dos aportes em mídia no Brasil e deve atingir 24,4% em 2018 e 25,9% no ano seguinte. Os números comprovam que as empresas estão apostando, cada vez mais, nos canais digitais. Repare que isso não acontece apenas no Brasil. É uma tendência global. O e-commerce é outra atividade com boas expectativas de ampliação nos próximos anos no Brasil. As estimativas revelam que, em 2017, o número de compradores digitais será de 45 milhões – crescimento de 8% -, apesar da crise econômica. O potencial de crescimento do comércio eletrônico é enorme. Basta lembrar que, hoje, apenas um quarto da população faz compras pela internet. Por outro lado, o número de pesquisadores digitais – os que se informam pela web antes de comprar pelos canais tradicionais off-line – deve chegar a 83,4 milhões de pessoas no próximo ano e a 103,6 milhões em 2019. Fica claro que a internet é muito utilizada pelo brasileiro na hora da pesquisa. A tendência é que o número de compradores e pesquisadores digitais se aproxime muito à medida que a confiança do consumidor neste canal se ampliar. A mesma lógica se aplica às aqui-

sições de viagens pela internet. A estimativa aponta para R$ 10,8 bilhões em negócios para 2017, um crescimento de 10% em relação a este ano, com projeção de chegar a R$ 12,8 bilhões em 2019. As facilidades de comprar pela web vão, com certeza, atrair mais e mais os consumidores, por isso não há como duvidar de que as vendas eletrônicas de pacotes de viagem vão mesmo se ampliar nos próximos anos.

Com isso tudo, a conclusão mais clara a que se pode chegar é que a internet cada vez mais se consolida como um grande campo de negócios para as empresas de todos os setores da economia. E não é diferente com a indústria turística. Aquelas que ainda não têm presença forte na web devem colocar essa questão como prioridade de seus planos estratégicos para os próximos três anos.

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Foto: Antônio Salani

FEIRAS

Números positivos confirmam sucesso do Festuris O ano de crise não impediu que 14 mil pessoas visitassem o evento que reuniu ainda autoridades do turismo, levando luxo, LGBT e outros temas relevantes para a receptiva Serra Gaúcha

Marcus Rossi, Marx Beltrão, Marta Rossi, Vinicius Lummertz e Eduardo Zorzanello

Por Camila Lucchesi e Christiane Flores, de Gramado (RS)

A

pesar de um ano difícil, com muito esforço, dedicação e viagens pelo Brasil e pelo mundo, conquistamos resultados positivos na 28ª edição do Festuris Gramado”. Foi com essas palavras de otimismo que o diretor Eduardo Zorzanello divulgou os números do evento. Foram confirmados 14 mil participantes durante os dois dias de feira (4 e 5 de novembro). Destes, cerca de 8 mil foram compradores e tomadores de decisão, estimando-se mais de R$ 253 milhões em geração de negócios, o que representa um crescimento de 18% quando comparado com a edição anterior. Segundo o executivo, essa foi uma das melhores edições da feira, que contou com movimento contínuo nos corredores e público qualificado, o que garantiu a satisfação dos expositores. “Todos saímos do evento com o sentimento de dever cumprido. E isso nos motiva a crescer com qualidade a cada ano”, completou. “A presença de autoridades como Marx Beltrão, Ministro do Turismo, e Vinícius Lummertz, presidente da Embratur, além de executivos do trade do Brasil e da América do Sul, confirmam a relevância que o evento conquistou. A internacionalização da feira também ganhou consistência com a presença de destinos que participaram pela primeira vez e que, no próximo ano, retornarão”, destacou Marta Rossi. Durante a solenidade de abertura, Beltrão defendeu a construção de um aeroporto na Região das Hortênsias e reforçou que o destino deve servir de espelho para o restante do País. “O sucesso não acontece por acaso e, se hoje Gramado serve de modelo, é porque soube fazer o dever de casa. Os 6 milhões de visitantes “

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recebidos por ano são fruto da competência e de uma política acertada que privilegia o turismo”, afirmou. Vistos, cassinos e turismo integrado Participação de autoridades, debates sobre temas atuais e aprendizado por meio do exemplo de como outros países desenvolvem o turismo. Esses foram pontos relevantes marcaram o Congresso do Festuris que aconteceu durante os dois dias, no período da manhã. No painel de abertura, Lummertz destacou a importância do turismo como gerador de renda e de empregos. “Com o Brand USA o presidente Obama tornou o turismo ainda mais forte nos Estados Unidos. O mesmo aconteceu no Canadá e na Itália. O Brasil também tem potencial, mas precisamos romper barreiras, principalmente as burocráticas, como o embate para conseguir a liberação de vistos. Facilitando as condições para o desenvolvimento de novos negócios e a integração da cadeia produtiva, o retorno consequentemente virá. Nosso País é muito rico para ser tão fechado e conservador”, pontuou o executivo. Outro tema que vem sendo discutido em diversos eventos é a liberação dos cassinos no Brasil e esse debate não ficou de fora da programação do Festuris. Mais uma vez, exemplos como Las Vegas (EUA) e Macau (China) foram utilizados para demonstrar o quanto a atividade poderá ser benéfica para o turismo no Brasil. “O cassino não apenas atrai o turista, mas estende sua permanência e potencializa o local onde está instalado. Precisamos, por exemplo,

resgatar estâncias hidrominerais como as de Minas Gerais que estão paradas no tempo”, destacou Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). Luigi Rotunno, presidente da Associação Brasileira de Resorts (ABR), declarou que a entidade também é a favor da legalização; o desafio é pensar na logística e associar o cassino a outros atrativos. “O Brasil é praticamente um continente por conta de sua extensão. É preciso pensar na melhor maneira para o deslocamento dos turistas, para que os cassinos sejam divididos por diversas regiões do País. Assim como nos EUA, podemos associar os cassinos a campos de golfe, por exemplo. Entendemos mais de lazer do que os demais países e temos potencial de desenvolvimento”, afirmou. Realizado no Palácio dos Festivais, o Congresso abordou ainda as vantagens de realizar ações de turismo integrado para atração de mais viajantes internacionais, geração de emprego e renda para os envolvidos. Um dos focos é a pro-

Novidade do Festuris 2016 Espaço Luxury

moção da Rota Internacional dos Jesuítas, circuito que envolve 30 destinos entre Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Luxo e LGBT ganham destaque Uma área exclusiva, reservada para exposição de produtos, destinos e serviços de luxo para 120 buyers especializados no mercado de luxo do Brasil e da América Latina. O Espaço Luxury foi a novidade do Festuris deste ano. A coordenação do espaço ficou a cargo de Marcelo Zingalli, gerente da TravelMix, agência focada no segmento. Segundo ele, trata-se de um nicho de mercado que cresce quase 5% ao ano e segue em plena ascensão. “O mercado de luxo consegue superar o mercado de turismo tradicional, visto que, o passageiro desse mercado prefere a comodidade de contratar um profissional da área para prestar toda a assessoria em uma viagem, com serviços personalizados, exclusivos e autênticos,” analisou Zingalli.


Neste ano, participaram os hotéis Saint Andrews e La Hacienda, Oceania Cruises, Regent Seven Seas Cruises, a Air Tahiti Nui e a operadora Mercatur Premium. Entre os destinos, estavam presentes Turks aind Kaikos, Tahiti Tourisme, Seychelles e a Le Passage To India, representando Índia, Sri Lanka, Nepal, Butão e Ilhas Maldivas. O Espaço teve decoração assinada pela Villa Sérgio Bertti e aroma exclusivo desenvolvido pela Santho Aroma. Seguindo essa tendência, a secretaria de Turismo de Gramado, com apoio da prefeitura, lançou o ‘Roteiro Temático Gramado de Luxo’. Com consultoria de Paulo Roberto Chiele, especialista internacional no mercado de luxo, o guia apresenta dicas de hospedagem, gastronomia e entretenimento para quem busca experiências exclusivas e diferenciadas na cidade, que vão desde um chá da tarde no Hotel Rita Hoppner, até passeios com taxi aéreo. “O novo conceito de luxo não consiste em ostentação e riqueza, mas sim em fazer bem feito e prestar atenção em cada detalhe da experiência do cliente. Como segmento que mais cresce no mundo, temos que apresentar novas formas de consumir o luxo, onde a qualidade é mais importante que a quantidade”, explicou Chiele. Segundo Rosa Helena Volk, secretária de Turismo da cidade, o novo roteiro soma-se aos oito demais roteiros temáticos já lançados, disponíveis no site www.gramadoinesquecivel.tur.br/roteiros. O novo guia estará disponível em português, inglês e espanhol com informações, fotos e dicas. Outro segmento explorado foi o LGBT, nicho que representa 15% de faturamento no turismo mundial e ainda é subexplorado no Brasil. Além do tradicional espaço dedicado a produtos e serviços voltados ao segmento LGBT, o evento deste ano ainda apoiou uma iniciativa inédita: o lançamento de “Dicas para atender bem turistas LGBT”, compilado idealizado e executado pela Secretaria Nacional de Qualificação e Promoção do Ministério do Turismo. Criado sob a orientação do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Ministério da Justiça e Cidadania, a publicação levou cerca de um ano para

LGBT - Cristiano Borges, Marcelo Michieletto, Rafaela Lehmann, Humberto Pires, Isabel Barnasque, Marta Rossi e Alex Bernardes

Paulo Roberto Chiele e Rosa Helena Volk lançam guia Gramado de Luxo

ficar pronta e foca em capacitação, com teor bastante didático. “Entendemos que, na maioria das vezes, o preconceito surge por conta da ignorância, da falta de informação”, explicou Rafaela Lehmann, coordenadora de apoio à comercialização. Ela divide a coordenação-geral do material com Cristiano Borges. Ela representa todos os públicos da sigla LGBT e atende a uma demanda do mercado. “É possível encontrar material focado no público gay, mas não há quase nada sobre os transexuais, por exemplo. Como devemos chamá-los? Pelo nome do documento ou pelo nome social? No material, esclarecemos essas dúvidas, falamos sobre conceitos, damos dicas práticas e orientações para receber bem esse viajante, além de exaltarmos o combate à LGBTfobia”, resume Rafaela. O guia fala ainda sobre legislação e estimula o mercado a não deixar de lado esse público. “É preciso inseri-los nas promoções criadas para casais e para famílias”, lembrou. Confirmado para o evento de lançamento, o Ministro do Turismo, Marx Beltrão, precisou antecipar seu retorno a Brasília, mas fez questão de gravar um vídeo reforçando seu apoio ao projeto. “Vamos dizer não ao preconceito, pois somos to-

Segundo dia de congresso reuniu Luigi Rotunno (ABR), Alexandre Sampaio (FBHA), Magnho José (Jogo Legal) e Paulo Queiroz (Sindetur-RS)

dos brasileiros”, disse, reforçando a posição que já havia destacado durante a solenidade de abertura. A tiragem inicial é de 19 mil exemplares que serão distribuídos para as secretarias estaduais de turismo que, por sua vez, repassarão aos municípios. “Como a sustentabilidade também é um aspecto importante, fizemos um número reduzido e disponibilizamos uma versão digital”, enfatizou Isabel Barnasque, coordenadorageral de turismo responsável e diretora interina de formalização e qualificação no turismo. Também participaram do lançamento Cinthia Marques (Mtur), Humberto Pires (Embratur), Alex Bernardes (executivo da Editora Via e representante da International Gay and Lesbian Travel Association/IGLTA) e Marcelo Michieletto (Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes/Abrat-GLS). O Brasilturis viajou a convite do Festuris Gramado, com seguro-viagem April.

Ação da Abav RS mostra que Europa está no top of mind dos agentes

Rumo a 2017 A 29ª edição do Festuris Gramado já tem data marcada: de 9 a 12 de novembro de 2017, no Serra Park. “Com o sucesso do Espaço Luxury, temos certeza que as demais áreas segmentadas da feira como LGBT, MICE, entre outras, têm potencial para ampliação. Analisaremos os resultados, ouviremos nossos expositores e parceiros e trabalharemos para uma edição ainda melhor em 2017”, finalizou Marcus Rossi. Brasilturis Dezembro / 2016 35


CLIQUES

Por Antônio Salani

ROYAL AIR MAROC - José Azzolini e Cesar Alruiz

UNIDAS - Paulo Chequetti e equipe

Raul Monteiro (Iberostar) e Douglas Meneses (Mabu Thermas)

Marcelo Zingalli (Rossi & Zorzanello) e Mauricio Vianna (Turks & Caicos)

MOVIDA - Charles Sperandio, Renato Franklin e Jamyl Jarrus

STAR ALLIANCE - Marcia Galvão, Ian Gillespie e Claudia Shishido (Avianca Mariela Blanco (Puerto Internacional) com Lucimar Reis (United) Madryn) e Cristiane Cavalli (Ushuaia)

NORTH AMERICA - Luis Borges e Maria Hulsewe

AIR EUROPA - Alessandra Feitosa, Luis Antônio Sobrinho e Márcia Santos

MISTER CAR - Eduardo Pedro e equipe

Espaço LGBT LOCALIZA - Mark Bryan e equipe

LATAM - Lorena Mathey, Marcia Martinez e Felipe Russo

Michel Tuma Ness (Fenactur) e Edmar Bull (Abav Nacional)

GOL - Roberto Wagner e Eduardo Bernardes

Equipe de promoção Bahiatursa

COMISSÃO EUROPEIA - Bernardo Cardoso, Juliana Khouri, José Ramirez e Vanda Catão

INFINITY BLUE Luis Eduardo Calle e Alberto Cestrone com Valdir Walendowsky (Santa Catarina Turismo)

INTELLY - Jorge Almeida, Deivis Tavares e Jonas Braga

CVC - Eduy de Azevedo, Claiton Armelin e Valter Patriani com João Bueno (ABR)

Equipe Editora Via

AVIANCA - Frederico Pedreira e Tarcísio Gargioni com Mário Carvalho da TAP

MINIMUNDO - Jussara e Adriana Hoppner

AZUL E TAP - Antonio Americo, Maria João Raupp e Francisco Guarisa

AVIESP - Sebastião Pereira, Juliana Assumpção e Fernando Santos

BETO CARRERO - Roberto Vertemati e Rogério Siqueira com Guilherme Paulus (GJP)

CPTM - Diana Pomar 36 Brasilturis Dezembro / 2016

APRIL - Agnaldo Abrahão e Claudia Brito

André Trajano (Up to Date Eventos) com Claudio Junior e Bruno Mesquita (Festival JPA)

Hotel Do Marcio Nogueira


EVENTO

O

Homenagem aos parceiros

Grand Palladium Imbassaí Resort & SPA foi palco para o encontro dos melhores parceiros de 2016. A equipe comercial do Brasil e profissionais do grupo espanhol que atuam no exterior receberam cerca de 50 operadores de todo o País no empreendimento baiano para uma série de atrações. Os anfitriões - Jesus Zalvidea, diretor-geral do resort baiano; e os executivos internacionais Sergio Zertuche, diretor corporativo de vendas e marketing; Jesus Sobrino, subdiretor-geral; e Mario Viazzo, diretor comercial Latam - promoveram uma série de atividades técnicas e

AGENDE-SE! JANEIRO 09 a 11: Florida Huddle (Orlando/EUA) 10 a 15: Vakantiebeurs (Utrech/ Holanda) 18 a 22: Fitur (Madri/Espanha) 31 a 2/2: Caribbean Marketplace (Bahamas) FEVEREIRO 02 a 05: Destination Show (Londres/UK) 07 a 09: IBTM Arábia (Abu Dhabi/ Emirados Árabes Unidos) 15 a 17: Satte (Nova Déli/Índia) 21 e 22: Aime (Melbourne/ Austrália) 27 a 2/3: ILTM Japan (Tóquio/ Japão) MARÇO 01 a 03: Anato (Bogotá/ Colômbia) 08 a 12: ITB (Berlim/Alemanha) 15 a 19: BTL (Lisboa/Portugal) 16 a 18: Salão Paranaense de Turismo (Curitiba/PR) 22 a 24: Lacte (São Paulo/SP) 22 a 24 – Conferência do GBTA para América Central e Caribe (Cidade do México) 27 a 30: Tianguis (Acapulco/ México) 30 e 31: Aviesp Expo (Campinas/SP)

capacitações com destaque para a apresentação das novidades para os próximos dois anos que incluem a abertura de três hotéis em Cancun, em 2018. “A América Latina é um dos três mercados estratégicos da companhia. E o Brasil tem posição de destaque na região. Por isso, este evento é muito importante para nós. Queremos agradecer o apoio e a parceira”, disse Zertuche. CVC Brasil, Visual Turismo, TAM Viagens, Zarpo, Flytour, MMT Gapnet, Ibero Service, Litoral Verde, Turnet e FRT foram homenageados como os parceiros que mais se destacaram ao longo de 2016.

Operadores homenageados

Novos negócios

Com ocupação média acumulada de 73% em 2016, a operação brasileira do grupo Palladium, comandando por Jesus Zalvidea, soma um crescimento de 5,7% em sua diária média de US$ 170 para o casal em relação ao ano anterior, já contabilizando o efeito cambial da moeda. Para os próximos dois anos, o grupo irá investir em renovação, treinamento e nas aberturas de novos empreendimentos em Cancun: o dois-em-um Grand Palladium Resort & Spa e o Royal Suites, na praia de Costa Mujeres, e o Ushuaia Cancun.

Novidade no calendário brasileiro Por Gorgônio Loureiro

A

presentações de startups, pesquisas interativas, almoços com conteúdos temáticos, café com chefes e vitrine foram algumas novidades embarcadas no Fórum TurisTic Brasil, evento realizado há quatro anos em Barcelona e que aconteceu pela primeira vez em Salvador (BA). Durante dois dias, gestores do segmento do turismo do Brasil e exterior estiveram reunidos na capital baiana para discutir a tecnologia e a inovação como ferramentas fundamentais para uma remodelagem no setor. Tendências internacionais do chamado turismo inteligente permearam as discussões, com apresentação de cases de sucesso. Participantes assistiram sete painéis com mais de 20 casos e boas práticas nacionais e internacionais, com mediação de Luigi Rotunno, da Associação Brasileira de Resorts. Em um dos debates mais importantes, Augusto Rocha (Pmweb), Claudia Martinelli (TripAdvisor) e Greetje de Haan (Decolar.com) mostraram o quanto a tecnologia vai estar cada vez mais presente no dia a dia do turismo. Uma das novidades do evento foi a realização do Almoço de Aprendizado, quando os participantes podiam escolher sentar-

se a mesa com palestrantes para se aprofundar nos temas abordados. A Vitrine TurisTIC também chamou a atenção. Foi um espaço com estandes montados por empresas parceiras, que demonstraram o que há de mais novo e inovador para ser aplicado pelos destinos turísticos. Segundo Richard Alves, diretor da Barcelona Media Inovação Brasil, empresa organizadora do fórum, a proposta de ser um ambiente rico em experiência e troca de conhecimentos foi alcançada. “A primeira

edição cumpriu o papel de despertar nos gestores públicos e empresários a necessidade de tornar os destinos mais competitivos por meio de experiências e de novas tecnologias. Se um evento de negócios realizado em espaço fechado gerou tantas interações e possibilidades, imagine o mundo de oportunidades que um empreendimento ou um destino não pode criar para se diferenciar?”, indagou. A segunda edição do Fórum TurisTic Brasil está confirmada para acontecer em Salvador, entre 17 e 18 de Agosto de 2017.

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LUXO

CHRISTINA KLER Executiva focada em desenvolvimento de negócios christina@bgate.com.br

Debate necessário

Fundado por Horácio Neves, em 1981 Primeiro jornal criado especialmente para a indústria do turismo nacional, Brasilturis atualmente é produzido pela Editora Via, maior grupo de comunicação especializado em publicações segmentadas sobre turismo. Rua Bento Freitas, 178 - cj. 75 e 76 - República São Paulo/SP - Brasil - CEP: 01220-000 +55 (11) 3259-2400 DIRETORIA Publisher: Ana Carolina Melo

Beachcomber Resorts & Hotels

CEO: Amanda Leonel amanda@editoravia.com Diretor de negócios: Marcos Araújo marcosaraujo@editoravia.com REDAÇÃO Editora: Camila Lucchesi camila@editoravia.com Jornalistas: Christiane Flores chrisflores@editoravia.com Mayra Salsa mayra@editoravia.com Arte e diagramação: Diego Siliprando arte@editoravia.com Colaboradores: Ana Carla Fonseca & Alejandro Castañé (Garimpo de Soluções), Antonio Salani, Christina Kler, Gorgônio Loureiro, Joandre Ferraz, Mariana Aldrigui, Ricardo Pomeranz e Terezinha Oliveira.

C

om convidados de peso como Carlos Ferreirinha e Simon Mayle, o Fórum de Turismo de Luxo, realizado no fim de outubro, gerou boas discussões e trouxe ao público algumas questões fundamentais referentes ao luxo no Brasil e no mundo. Muito se discute ultimamente sobre equilíbrio: companhias aéreas, agentes de viagens e hotéis de luxo se perguntam qual é a medida certa para atender clientes influentes. Como atrair e como conservar esses clientes? Algumas regras básicas podem ser seguidas durante os tempos modernos quando o cliente com alto poder aquisitivo é quem dita as regras. A ITB Berlim, uma das mais importantes feiras de turismo do mundo, realizou este ano uma pesquisa que apresentou os dez mandamentos a serem seguidos nesse sentido. Destaco aqui alguns que considero essenciais para quem deseja ingressar nesse segmento que parece intocável à crise: •

Exceda as expectativas do seu hóspede em todos os momentos e em todos os lugares; Faça de tudo para garantir a

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privacidade de seus clientes para que eles tenham uma experiência calma, tranquila e serena; Garanta que a estada de seus clientes seja tão segura e saudável quanto possível. Isso inclui a oferta de alimentos frescos, água, ar e qualquer outro item relacionado a saúde e, para celebridades, zonas livres de paparazzi; Trate seu hóspede como um indivíduo único. Empaticamente compreendido e assistido de forma proativa.

O que noto é que o cliente é sempre o centro das atenções independentemente do entorno. Tudo é feito para a sua felicidade e a total satisfação. Um sábio equilíbrio entre a disponibilidade permanente e a discrição. Algumas cadeias de hotéis se tornaram referência deste luxo no qual os serviços são totalmente personalizados e que geram um sem número de “repeat guest”. É o que todos almejam, clientes fiéis e que retornem ano após ano. A Beachcomber Resorts & Hotels, com hotéis nas ilhas Maurício, Seychelles e Marrocos, vem investindo constantemente no

atendimento e faz disso um de seus pontos altos. Nas ilhas Maurício, a rica fusão de africanos, indianos, muçulmanos, chineses e descendentes de europeus criou uma interessante sociedade multicultural. Os funcionários dos diversos hotéis com destaque para o Royal Palm Beachcomber Luxury, Dinarobin Beachcomber Golf Resort & SPA ou o Trou aux Biches Beachcomber Golf Resort & SPA - refletem essa diversidade no seu jeito de servir. Especialistas em gastronomia, bem-estar e entretenimento são trazidos do mundo inteiro e escolhidos a dedo para manter os clientes adequadamente entretidos desde a chegada até último minuto. Essa é uma regra importante no luxo. O Brasil, apaixonante pela sua exuberante natureza, a alegria de viver de seu povo, sua enorme diversidade cultural, aos poucos está se inserindo no universo do luxo mundial e o que se vê é um número crescente de pequenas propriedades que oferecem um delicioso luxo despretensioso. Entretanto, investimentos na área de treinamentos quanto aos serviços ainda são muito necessários em todo o País.

PUBLICIDADE E MARKETING Gerente comercial: Irineo Ferreira irineoferreira@editoravia.com Executivo de contas: Alex Bernardes alex@editoravia.com ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Gerente: Rita de Cassia Leonel financeiro@editoravia.com REPRESENTANTES BRASIL Salvador (BA): Gorgônio Loureiro (71) 3334-3277 e (71) 9972-5158 gorgonioloureiro5@gmail.com Fortaleza (CE): Mario Pinho (85) 3298-1506 e (85) 99164-2757 ou 99764-4290 mariopinho@editoravia.com Brasília (DF): Ibis Comunicação/Ivone Camargo (61) 3349-5061, (61) 9666-7755 e (61) 8430-7755 ivone@ibiscomunicacao.com.br REPRESENTANTE EUA: Multimedia Inc +1 (407) 903-5000 e +1 (407) 363-9809 Assinaturas: financeiro@editoravia.com Impressão: Cillpress

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Brasilturis Jornal - Edição 795 - Dezembro/16  

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