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compreensão e mais humano frente aos outros, vinham do Homem de Lata, aquele que se dizia não ter coração. E aquele que foi capaz de defender seus amigos em todos os momentos era o Leão Covarde, aquele que se achava um incapaz. Isso prova que, enquanto crianças, há a capacidade da imaginação e, ainda, do despertar para a reflexão e para o senso crítico. Em nenhum momento se sabe o que realmente falta dentro de cada um, porém é por meio da reflexão e da educação para o pensar que cabe aos docentes levar as crianças a perceber que dentro de grandes conflitos há a possibilidade de enfrentá-los. Enquanto docentes, deve-se ter a capacidade de assimilar os elementos do texto e transmiti-los bem, usando, para isso, uma linguagem acessível, e isso se dá com base no fato de que somos seres simbólicos e a linguagem age de forma essencial. A linguagem é a toca do humano, portal concreto de habitação das coisas mesmas e intersecção de experiências tanto estéticas quanto fenomenológicas. Pela e na linguagem, por conseguinte, adquirimos e comunicamos um conhecimento de mundo necessário tanto para fazer como para pensar as práticas dos sujeitos. Portanto, advogamos ser imprescindível refletir, problematicamente, a educação filosófica e literária fora da linguagem (LIMA, 2011, p. 263).

Ensino e Profissão Docente

Logo, a obra O Mágico de Oz traz a significação do ser humano enquanto ser que está a se descobrir, tal como a linguagem, não somente no viés escrito ou falado, mas também segundo o viés corporal que leva a criança a se perceber enquanto tal e ao próximo, conseguindo transpor-se e pensar sobre o ato da responsabilidade, como conseguir perceber, em pequenas sutilezas, a capacidade do sentir e sensibilizar-se, pois, no sentido estético, sabemos que provoca uma desordem no pensamento lógico. Assim, a educação

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na perspectiva da fruição literária deve encampar a microfísica dos espaços: o sujeito que olha o objeto deve ter a capacidade de ver não apenas o que se mostra (olhar metonímico), mas também o que não se revela de imediato (olhar metafórico). Desse modo, ele deve coabitar naquilo que ele não é para, em seguida, criar interações com um conhecimento que, no primeiro momento, se revela ausente (metáfora) (LIMA, 2011, p. 265).

Já com os adolescentes no ensino médio, podemos utilizar a obra escrita por Rick Riordan, professor de história, que pensando em trabalhar mitologia com os alunos escreve, inicialmente, uma saga chamada Percy Jackson & os Olimpianos (2005-2010)

Ensino e profissão docente - Edição Comemorativa aos 25 anos da Jornada Nacional de Educação  

Coleção Ensino e Educação - Volume 1 Organizadores: Noemi Boer, Diego Carlos Zanella, Sandra Cadore Peixoto Centro Universitário Franciscan...

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