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Ainda durante sua viagem ao lado do Espantalho para conseguir chegar à Cidade das Esmeraldas, Dorothy acaba por encontrar um homem de lata, que estava todo enferrujado por pegar chuva e ficar na umidade. Começou a conversar com Dorothy e o Espantalho para saber o porquê de eles estarem indo à cidade. Depois de contado o fato, o Lenhador de lata pergunta: – Você acha que Oz poderia me dar um coração? – Ora, imagino que sim – respondeu Dorothy. – Deve ser tão fácil quanto arranjar um cérebro para o Espantalho. – É verdade respondeu o Lenhador de Lata. – Então, se vocês deixarem que eu venha junto, também vou à Cidade das Esmeraldas pedir ajuda de Oz (BAUM, 2013, p. 53).

Durante esta jornada, Dorothy e seus amigos acabam por encontrar outro companheiro, um grande Leão que tinha problemas por ser covarde e não conseguir se quer morder um pequeno cãozinho. A menina chega a questioná-lo sobre isso, porém ele afirma ser um mistério. Partindo nesta jornada, Dorothy e seus três amigos demonstram o tempo todo ter perseverança assim como não desistir de seus ideais. Na história, durante a busca incessante pelo mágico de Oz, eles perceberam que o mágico não era um verdadeiro mágico, mas sim um charlatão que acabou vivendo durante muitos anos na Cidade das Esmeraldas como um grande e magnífico mágico, cuidando do seu povo da melhor forma possível. Todavia, não podia dar à Dorothy e a seus amigos o que desejavam. Nesse instante, o Espantalho se pergunta se o pequeno mágico não mais daria seu cérebro. A resposta é imediata e instigante.

Assim, devemos perceber que são as sutilezas que transformam essa obra em um dispositivo para provocar/despertar o pensamento filosófico. Ora, ao fazer a leitura da obra, notamos que desde o início quem desvendava e conseguia quebrar os enigmas de como atravessar um rio, como solucionar os problemas, tudo isso vinha do Espantalho, aquele que se dizia não ter cérebro. E os gestos mais amáveis, de maior

Ensino e Profissão Docente

Você não precisa. A cada dia você aprende uma coisa nova. Um bebê tem cérebro, mas não sabe muita coisa. A experiência é a única coisa que traz o conhecimento, e quanto mais tempo você passa na terra, mais experiência você acumula (BAUM, 2013, p. 169).

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Ensino e profissão docente - Edição Comemorativa aos 25 anos da Jornada Nacional de Educação  

Coleção Ensino e Educação - Volume 1 Organizadores: Noemi Boer, Diego Carlos Zanella, Sandra Cadore Peixoto Centro Universitário Franciscan...

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