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Em sua segunda edição, revisada e ampliada, Nutrição – Da Gestação ao Envelhecimento apresenta a prática da abordagem nutricional em todos os estágios da vida, sem deixar de fornecer as bases teóricas e científicas e as políticas públicas que alicerçam o dia a dia do profissional dessa área. O conteúdo apresentado deixa evidente a enorme distinção entre as ações relacionadas à prevenção e ao tratamento dos problemas nutricionais. Tal percepção é essencial para maior efetividade da promoção à saúde. A fundamentação científica aliada à interpretação crítica e aplicada à realidade brasileira é o destaque desta obra. Assim, os exemplos práticos e os estudos de casos clínicos possibilitam uma formação acadêmica diferenciada e a atualização dos profissionais de Nutrição. O livro está dividido em 10 partes:

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Recomendações para ingestão de energia e nutrientes. Educação e política nacional de alimentação e nutrição. Gestação. Aleitamento materno. Infância. Adolescência. Obesidade na infância e na adolescência. Adulto. Idoso. Anexos.

Área de interesse Nutrição

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2a Edição Revisada e Ampliada


Alimentos Brasileiros e Suas Porções – um Guia para Avaliação do Consumo Alimentar Estelamaris Monego Maria do Rosário Peixoto Raquel Santiago Maria de Fátima Gil Mariana de Morais Cordeiro Marta Isabel Campos Rávila Graziany de Souza Alimentos Funcionais – Componentes Bioativos e Efeitos Fisiológicos Neuza Maria Brunoro Costa Carla de Oliveira Barbosa Rosa Atendimento Nutricional de Pacientes Hospitalizados Vanessa T. Nozaki Angela Andréia França Gravena Isabelle Carvalho Zanquetta Rose Mari Bennemann BIZU o X da Questão – 3.000 Questões para Concursos de Nutrição, 2a ed. Cláudia dos Santos Cople Rodrigues Marina da Silva T. Naegeli Alexandra G. da Silva Rodrigues Como Fazer seu Trabalho de Conclusão de Curso em Nutrição Márcia Regina Vitolo Guia Alimentar para Crianças de 2 e 3 Anos Roseane Moreira Sampaio Barbosa Luciléia Granhen Tavares Colares Eliane de Abreu Soares

Interpretação de Exames Laboratoriais Aplicados à Nutrição Clínica Larissa Calixto-Lima Nelzir Trindade Reis Manual de Avaliação Nutricional do Adulto e do Idoso Rita de Cássia Garcia Pereira Daniela Elias Goulart de Andrade Miranda Luciana Rodrigues Bueno de Camargo Telma Maria Braga Costa Nem Dietas, Nem Milagres – Calorias e Disciplina na Medida Certa Márcia Regina Vitolo Nutrição Clínica – Bases para Prescrição Nelzir Trindade Reis Larissa Calixto-Lima Nutrição Clínica no Dia a Dia Larissa Calixto-Lima Maria Cristina Gonzalez Tabela de Composição Química dos Alimentos e Medidas Caseiras – Guia de Bolso, 2a ed. Manuela Pacheco Tabela de Equivalentes, Medidas Caseiras e Composição Química dos Alimentos, 2a ed. Manuela Pacheco Tratado de Metabolismo Humano Francisco Juarez Karkow Tratado de Nutrição e Metabolismo em Cirurgia Antonio Carlos Ligocki Campos

Saiba mais sobre estes e outros títulos em nosso site: www.rubio.com.br

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OUTROS TÍTULOS DE INTERESSE


Organizadora

Márcia Regina Vitolo Professora-Associada do Departamento de Nutrição e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS. Pós-Doutorado em Nutrição pela Rutgers University, EUA. Doutora em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mestre em Fisiologia Humana pela Universidade de São Paulo (USP). Graduada em Nutrição pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), SP.

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2a Edição Revisada e Ampliada


ISBN 978-85-64956-89-6 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora. Produção Equipe Rubio Capa Bruno Sales Projeto Gráfico e Diagramação Estúdio Castellani

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) V827n 2. ed. Vitolo, Márcia Regina Nutrição: da gestação ao envelhecimento / Márcia Regina Vitolo. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Rubio, 2015. 568 p.: il.; 28 cm. Inclui bibliografia e índice. ISBN 978-85-64956-89-6. 1. Nutrição. 2. Nutrição – Recomendações dietéticas. 3. Gravidez – Aspectos nutricionais. 4. Aleitamento materno – Aspectos nutricionais. 5. Crianças – Nutrição. 6. Adolescentes – Nutrição. 7. Adultos – Nutrição. 8. Envelhecimento – Nutrição. I. Título. 14-15356

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 — Castelo 20021-120 — Rio de Janeiro — RJ Telefax: 55(21) 2262-3779 • 2262-1783 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil

CDD: 15.854 6 CDU: 15.874 6

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Nutrição – da Gestação ao Envelhecimento, 2a Edição Revisada e Ampliada Copyright © 2015 Editora Rubio Ltda.


ANA MARIA CAVALCANTE DE LIMA Analista em Atenção Primária da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição/Departamento de Atenção Básica/Secretaria de Atenção à Saúde/Ministério da Saúde.

Especialista em Psicologia e Reeducação do Comportamento Alimentar no Instituto de Pesquisas Ensino e Gestão em Saúde (IPGS). Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FioCruz).

CLARICE CAVALERO NEBULONI

Especialista em Gestão de Políticas de Alimentação e Nutrição pela FioCruz.

Nutricionista da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Especialista em Comunicação em Saúde pela FioCruz. Nutricionista pela Universidade de Brasília (UnB), DF.

Gerontóloga pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

ANA CAROLINA FELDENHEIMER DA SILVA

Especialista em Geriatria e Gerontologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Consultora Nacional em Alimentação e Nutrição da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

Nutricionista pela Faculdade São Camilo, SP.

Doutora em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP).

CARLOS ALBERTO FELDENS

Mestre em Saúde Pública pela USP.

Professor do Programa de Graduação e Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), RS.

Especialista em Gestão de Políticas de Alimentação e Nutrição pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

Doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Nutricionista pela Faculdade de Saúde Pública da USP.

Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), RS.

CAMILA DALLAZEN

Cirurgião-Dentista pela UFRGS.

Doutoranda em Ciências da Saúde pelo Programa de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

CÍNTIA MENDES GAMA

Mestre em Nutrição pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nutricionista pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), RS.

Professora Adjunta do Departamento de Ciências da Nutrição da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Doutora em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mestre em Nutrição pela Unifesp.

CAROLINE NICOLA SANGALLI Colaboradora no Núcleo de Pesquisa em Nutrição da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFCSPA, RS. Mestre em Ciências da Saúde pela UFCSPA, RS.

Nutricionista pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), SP.

CINTIA DOS SANTOS COSTA Nutricionista Efetiva da Secretaria Municipal de Educação de Porto, Alegre, RS.

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Colaboradores


JADSON PEREIRA ALVES

Mestre em Ciências Biológicas (Bioquímica) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Doutorando do Programa de Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

Especialista em Ciências do Desporto e da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Mestre em Ciências da Saúde pela UFCSPA.

Professor do Curso de Educação Física do Centro Universitário La Salle (Unilasalle), RS.

Educador Físico pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), RS.

Nutricionista pela UFRGS.

KARINA PFRIMER CLEIDILENE RAMOS MAGALHÃES Professora-Associada do Departamento de Educação e Informação em Saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

Pós-Doutorado em Clínica Médica (Gerontologia) pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Doutora em Clínica Médica (Gerontologia) pela FMRP-USP. Mestre em Clínica Médica (Gerontologia) pela FMRP-USP.

Pós-Doutorado em Psicologia pela Universidade do Minho (UMinho), Portugal.

Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), SP.

Nutricionista pela Universidade de Brasília (UnB), DF.

Mestre em Educação pela UFSCar, SP.

LUÍS FERNANDO DERESZ

Pedagoga pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.

Doutorando do Programa de Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

DANIELA CARDOSO TIETZMANN

Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Professora Adjunta do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

Educador Físico pela UFRGS.

Doutora em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Doutoranda em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP).

Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), RS.

Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

Nutricionista pelo Instituto Metodista de Educação e Cultura (IMEC), RS.

Nutricionista pela UFCSPA, RS.

MARIA LAURA LOUZADA

MYRIAN NAJAS EDUARDO FERRIOLLI Professor-Associado do Departamento Clínica Médica, | Divisão de Clínica Médica Geral e Geriatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Médico pela FMRP-USP.

Professora da Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mestre em Epidemiologia pela Universidade Federal de São Paulo/ Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM). Gerontóloga pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Especialização em Nutrição em Saúde Pública pela Unifesp/EPM.

FERNANDA RAUBER

Nutricionista pela Faculdade de Ciências da Saúde São Camilo, SP.

Consultora Técnica da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição/ Departamento de Atenção Básica/Secretaria de Atenção à Saúde/ Ministério da Saúde.

PAULA DAL BÓ CAMPAGNOLO

Colaboradora no Núcleo de Pesquisa em Nutrição da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

Professora do Curso de Nutrição e do Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), RS.

Doutora em Ciências da Saúde pela UFCSPA, RS.

Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

Mestre em Ciências da Saúde pela UFCSPA, RS.

Mestre em Ciências Médicas pela UFCSPA, RS.

Nutricionista pela UFCSPA, RS.

Nutricionista pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), RS.

GISELE ANE BORTOLINI

PAULO FLORIANI KRAMER

Analista Técnico de Políticas Sociais da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição/Departamento de Atenção Básica/Secretaria de Atenção à Saúde/Ministério da Saúde.

Professor do Programa de Graduação e Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), RS.

Doutora em Nutrição pela Universidade de Brasília (UnB), DF.

Pós-Doutorado em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.

Doutor em Odontopediatria pela Universidade de São Paulo (USP).

Nutricionista pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), RS.

Cirurgião-Dentista pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Mestre em Ciências Odontológicas pela USP.

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Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), RS.


Agradeço a todos os colaboradores desta 2a Edição, aos quais expresso o meu maior respeito e admiração. Ao auxílio valioso das nutricionistas Paula Leffa e Vivian Rodrigues.

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Agradecimentos


que aprendeu a consolar a dor da saudade na alegria dos reencontros.

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Dedico esse livro à minha família,


A situação da nutrição no Brasil melhorou quanto aos aspectos das deficiências, especialmente com relação à desnutrição. No entanto, ainda se observa elevada prevalência de anemia por deficiência de ferro em crianças menores de 2 anos de idade e em mulheres em idade fértil. Por outro lado, as doenças relacionadas ao consumo excessivo de energia, lipídios, sódio e açúcar estão em franca ascensão em todos os segmentos da sociedade. A obesidade e as doenças crônicas não transmissíveis, representadas principalmente por diabetes melito, hipertensão e problemas circulatórios, atingem grande parte da população adulta e têm raízes nos primeiros anos de vida. Assim, a adequada formação dos hábitos alimentares na gestação e durante os primeiros mil dias de vida da criança é o grande desafio dos profissionais de saúde para romper esse maligno ciclo atual em que 50% das mulheres apresentam excesso de peso. Essa condição na gestação é fator de risco para gerar recém-nascidos grandes para a idade gestacional, os quais terão mais chance de desenvolver obesidade na infância. Além disso, o desmame precoce e a oferta de alimentos complementares de baixo valor nutricional no primeiro ano de vida determinarão os hábitos alimentares nas fases posteriores da vida. Para essa segunda edição, foi mantida a mesma proposta primeira publicada em 2008, a qual contemplou conteúdos

relacionados às recomendações nutricionais e à abordagem nutricional da gestação ao envelhecimento. Todos os conteúdos foram conservados, porém revisados e atualizados, – e novos capítulos, introduzidos para ampliar a formação e a capacitação dos leitores interessados no tema desse livro. Vale ressaltar que, diferentemente da tendência atual, optou-se em manter os autores descritos na obra com os respectivos anos de publicação de seus textos com o objetivo de familiarizar, de modo mais efetivo, os estudantes e profissionais com os pesquisadores e seus temas de estudo. Assim, destaca-se também que se optou por manter publicações antigas, mas relevantes, por considerar que não seria justo omitir as origens de determinados campos da ciência. Como conclusão, o escopo principal deste livro é a prática da abordagem nutricional em todos os estágios da vida, sem deixar de fornecer as bases teóricas e científicas e de políticas públicas que fundamentam o dia a dia do profissional. O leitor vai observar, ainda, que o conteúdo aqui apresentado deixa evidente a enorme distinção entre as ações relacionadas à prevenção e ao tratamento dos problemas nutricionais. Tal percepção é fundamental para maior efetividade da promoção à saúde. Márcia Regina Vitolo

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Apresentação


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Recebi com muito carinho o convite para prefaciar este livro, organizado pela Profa Dra Márcia Regina Vitolo. Ao mesmo tempo, porém, fiquei preocupada em apresentar uma obra da competente e querida amiga. A cada livro produzido, aumenta a responsabilidade junto ao leitor, pois a edição atualizada exige um nível maior de conhecimento, tanto em nível nacional quanto internacional. Por isso, a Profa Vitolo convidou cuidadosamente seus colaboradores para os diferentes capítulos, oferecendo ao leitor uma nova dimensão com relação aos aspectos abordados. A obra Nutrição – da Gestação ao Envelhecimento, 2a Edição Revisada e Ampliada está dividida em dez partes. A Parte I foi escrita pela própria Profa Vitolo e traz as recomendações para ingestão de energia e nutrientes. Assim, há os conceitos e parâmetros das recomendações de ingestão dietética e as especificidades das recomendações de energia e nutrientes, além dos conceitos de densidade nutricional e índices de qualidade da dieta. Já a Parte II do livro apresenta o tema Educação e Política Nacional de Alimentação e Nutrição com subdivisões sobre ações de alimentação e nutrição no âmbito do Sistema Único de Saúde, educação e comunicação em saúde e experiências em educação alimentar. Na parte III, a obra aborda a gestação em todos os seus aspectos fisiológicos e nutricionais, avaliação nutricional e as recomendações nutricionais, bem como as práticas alimentares e os relatos de casos clínicos. Por sua vez, o aleitamento materno foi descrito na Parte IV, atentando-se para a importância deste, da fisiologia da lactação, da composição do leite materno e das recomendações nutricionais para a nutriz. A Parte V traz a infância com as especificidades dos diferentes estágios das crianças, com descrição das fases de crescimento e desenvolvimento,

avaliação nutricional, recomendações nutricionais, formação dos hábitos alimentares, alimentação no primeiro ano de vida, nutrição do pré-escolar, do escolar e práticas alimentares. Sobre a adolescência, a Parte VI do livro descreve esta etapa da vida abordando o crescimento e a maturação sexual, as recomendações nutricionais, os hábitos alimentares e a nutrição do adolescente atleta. A Parte VII enfoca a obesidade na infância e na adolescência, destacando o diagnóstico e a prevalência de excesso de peso e as repercussões da obesidade. Na Parte VIII, a organizadora desenvolveu os conteúdos sobre avaliação nutricional do adulto com relatos de casos clínicos e estratégias de intervenção dietética. Já na Parte IX, há a avaliação nutricional, as recomendações e os fatores que interferem no estado nutricional do idoso. Por fim, os anexos da Parte X complementam as informações contidas no livro, possibilitando o melhor entendimento das diferenças dos grupos populacionais descritos. A nova edição revisada e atualizada de Nutrição – da Gestação ao Envelhecimento é recebida com muita expectativa pelos nutricionistas, acadêmicos dos cursos de Nutrição e todos aqueles interessados pela Ciência da Nutrição. Parabenizo a Profa Vitolo pela obra que, com certeza, continuará a ser referência e um livro de sucesso, com ampla consulta por aqueles que buscam a informação em Nutrição de modo completo. Boa leitura! Sonia Tucunduva Philippi Professora-Associada da Universidade de São Paulo (USP). Doutora em Saúde Pública pela USP.

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Prefácio da 2a Edição


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A abordagem nutricional é complexa, pois envolve diagnósticos de diferentes parâmetros nutricionais (antropométrico, dietético, laboratorial e clínico) e a difícil tarefa de articular esses dados para que, em conjunto, gerem o diagnóstico nutricional, o qual, por sua vez, vai encaminhar o objetivo da intervenção nutricional. A partir desse processo o profissional determinará as prescrições necessárias para que o objetivo nutricional seja alcançado. Atualmente, o grande desafio no Brasil é o combate às doenças crônicas não transmissíveis, que comprometem a qualidade de vida do adulto e do idoso e implicam altos custos para o país. Entre os fatores ambientais envolvidos na etiologia dessas doenças, destacam-se a má-nutrição e o sedentarismo. Dessa forma, a prevenção implica a adoção de práticas alimentares saudáveis já determinadas como diretrizes pela Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, desde os dois primeiros anos de vida, por meio dos Dez Passos da Alimentação Saudável para Crianças Brasileiras Menores de Dois

Anos, e para a população geral por meio do Guia Alimentar para a População Brasileira. Esses projetos, bem encaminhados pela nossa política nacional de saúde, só vão dar frutos à medida que são implementados em diferentes instâncias da atenção à saúde. Foi escopo deste livro a abordagem nutricional ampla nos diferentes ciclos da vida, incluindo diagnóstico e estratégias de intervenção para os principais problemas nutricionais, além de discorrer sobre as características nutricionais mais marcantes de cada etapa da vida. A eficiência do atendimento nutricional depende da interpretação adequada dos instrumentos disponíveis para diagnóstico nutricional e profunda atualização das descobertas no campo científico. Desejo boa leitura aos estudantes e profissionais da área e que o conteúdo deste livro possa contribuir, direta ou indiretamente, para o conhecimento em nutrição. Márcia Regina Vitolo

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Prefácio da 1a Edição


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%VD AAP AAS ACSM ACTH ADA AF AGS AHA AI AIG AMB AMDR Anvisa AOAC AVD AVE BIA BIVA C/Q CA CAISM CC CFN CGAN CGPAN CHO CLT CMH COI CSI CT DAC DALY DASH DC

percentual de valores diários American Academy of Pediatrics ácido acetilsalicílico American College of Sports Medicine hormônio adrenocorticotrófico American Dietetic Association atividade física ácidos graxos saturados American Heart Association ingestão adequada (adequate intake) adequado para a idade gestacional área muscular do braço distribuição adequada de macronutrientes (acceptable macronutrient distribution range) Agência Nacional de Vigilância Sanitária Association of Official Analytical Chemicals atividades de vida diária acidente vascular encefálico bioimpedância elétrica análise vetorial da bioimpedância relação cintura/quadril compulsão alimentar Centro de Atenção Integrada à Saúde da Mulher circunferência da cintura Conselho Federal de Nutricionistas Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição Coordenação Geral de Política de Alimentação e Nutrição carboidratos Consolidação das Leis do Trabalho concentração média de hemoglobina Comitê Olímpico Internacional cárie severa da infância colesterol total doença arterial coronariana Disability Adjusted Life Years Dietary Approaches to Stop Hypertension doença coronariana

DCNT DCV DDI DEP DEXA DFE DHA DHEG DM DM-2 DNA DPd DPi DPn DRI DTN E E/I EAN EAR EBIA ECAP EER EF Enpacs EO EPA EPOC ER ERO FAO FFSH FNT FTC

doenças crônicas não transmissíveis doença cardiovascular distúrbio por deficiência de iodo desnutrição energético-proteica absorciometria com raios X de dupla energia folato dietético equivalente ácido docosaexaenoico distúrbio hipertensivo específico da gestação diabetes melito diabetes melito tipo 2 ácido desoxirribonucleico desvio-padrão de D desvio-padrão da ingestão desvio-padrão da necessidade recomendação de ingestão dietética (dietary reference intake) defeito do tubo neural envergadura estatura por idade Educação Alimentar e Nutricional estimativa do requerimento médio (estimated average requirement) Escala Brasileira de Insegurança Alimentar Escala de Compulsão Alimentar Periódica requerimento energético estimado exercício físico Estratégia Nacional para Alimentação Complementar Saudável estresse oxidativo ácido eicopentanoico consumo excessivo de oxigênio após exercício equivalente de retinol espécies reativas de oxigênio Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura hormônio foliculoestimulante fator de necrose tumoral Federal Trade Commission

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Lista de abreviaturas


gasto energético gasto energético basal gasto energético durante o repouso gasto energético total hormônio de crescimento grande para a idade gestacional hormônio liberador de gonadotropinas glutationa peroxidase hemoglobina hemoglobina glicosilada gonadotrofina coriônica humana ácido clorídrico hemoglobina corpuscular média lipoproteína de alta densidade vírus da imunodeficiência humana Hospital Materno-Infantil de Brasília Homeostasis Model Assessment for Insulin Resistance IAS índice de alimentação saudável IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDF International Diabetes Federation Ig imunoglobulinas IG índice glicêmico IgAS imunoglobulina A secretora IGF-1 fator de crescimento semelhante à insulina-1 IL intolerância à lactose IL-1 interleucina 1 IL-6 interleucina 6 IMC índice de massa corporal IOM Institute of Medicine, EUA IOTF International Obesity Task Force IQD índice de qualidade da dieta IQD-R índice de qualidade da dieta revisado JADA Journal of the American Dietetic Association LC-PUFAS ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa LDH desidrogenase láctica LDL lipoproteína de baixa densidade LH hormônio luteinizante LIM nutrientes de consumo limitado LOAEL menor nível com algum efeito adverso observado (lowest-observed-adverse-effect level) MAN Miniavaliação Nutricional MET múltiplo da taxa metabólica basal Mi média da ingestão MLG massa livre de gordura NASF Núcleos de Apoio à Saúde da Família NBCAL Normas Brasileiras de Comercialização de Alimentos NCEP National Cholesterol Education Program NCHS National Center for Health Statistics NCI National Cancer Institute Nhanes National Health and Nutrition Examination Survey NK células exterminadoras naturais (natural killers) NOAEL nível em que não se observam efeitos adversos (no-observed-adverse-effect level) NPT nutrição parenteral total NRF alimento rico em nutrientes (nutrient rich food) OMS Organização Mundial de Saúde OPAS Organização Pan-americana de Saúde P percentil P/E peso por estatura P/I peso por idade

PA PAL PC PDL-Index PGE2 PIF PIG PNAB PNAE PNAN PNDS PNSN POF PPV PROP PSE PT PTH QFA RAS RCF RCIU RDA RDC REB RI RNA RNI SBC SBME SBP SI Sisan Sisvan SOD SS SSERJ SUS TCM TEE TF TGO TGP TMB TOTG TRHM TSH UBS UF UL Unicamp Unicef USDA VAN VCM VER VET VLDL VO2máx

coeficiente de atividade física (physical activity) grau de atividade física (physical activity level) perímetro cefálico Preschoolers Diet-Lifestyle Index prostaglandina 2 fator inibidor de prolactina pequeno para a idade gestacional Política Nacional de Atenção Básica Programa Nacional de Alimentação Escolar Política Nacional de Alimentação e Nutrição Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição Pesquisa de Orçamento Familiar Pesquisa sobre Padrão de Vida 6-n-propil-tiouracil Programa Saúde na Escola perímetro braquial paratormônio questionário de frequência alimentar Rede de Atenção à Saúde folato eritrocitário retardamento no crescimento intrauterino ingestão dietética recomendada (recommended dietary allowance) Resolução da Diretoria Colegiada requerimento energético basal resistência à insulina ácido ribonucleico referência de ingestão de nutrientes Sociedade Brasileira de Pediatria Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte Sociedade Brasileira de Pediatria segmento inferior Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional superóxido dismutase segmento superior Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro Sistema Único de Saúde triglicerídios de cadeia média gasto total de energia (total energy expenditure) treinamento de força transaminase glutâmica oxalacética transaminase glutâmica pirúvica taxa de metabolismo basal teste oral de tolerância à glicose terapia de reposição hormonal na menopausa hormônio estimulante da tireoide Unidade Básica de Saúde fator de incerteza (uncertainty factor) ingestão máxima tolerada (upper level) Universidade Estadual de Campinas Fundo das Nações Unidas para a Infância U.S. Department of Agriculture Vigilância Alimentar e Nutricional volume corpuscular médio Valor energético recomendado Valor energético total lipoproteína de muito baixa densidade consumo máximo de oxigênio

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GE GEB GEDR GET GH GIG GnRH GPx Hb HbA1 HCG HCl HCM HDL HIV HMIB HOMA-IR


PART E I

RECOMENDAÇÕES PARA INGESTÃO DE ENERGIA E NUTRIENTES 1 Conceitos e Parâmetros das Recomendações de Ingestão Dietética 3 Márcia Regina Vitolo 2 Especificidades das Recomendações de Energia e Nutrientes 12 Márcia Regina Vitolo 3 Conceitos de Densidade Nutricional e Índices de Qualidade da Dieta 24 Fernanda Rauber Márcia Regina Vitolo PART E II

EDUCAÇÃO E POLÍTICA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 4 Ações de Alimentação e Nutrição no Âmbito do Sistema Único de Saúde 39 Gisele Ane Bortolini Ana Maria Cavalcante de Lima Ana Carolina Feldenheimer da Silva 5 Educação e Comunicação em Saúde: Avanços e Possibilidades de Articulação entre a Teoria e a Prática na Formação Profissional 48 Cleidilene Ramos Magalhães Cíntia Mendes Gama 6 Experiências em Educação Alimentar e Nutricional no Contexto Brasileiro 54 Cíntia Mendes Gama Cleidilene Ramos Magalhães

7 Materiais Educativos na Abordagem de Temas como Saúde, Alimentação e Nutrição Cíntia Mendes Gama Cleidilene Ramos Magalhães

PA R T E III

GESTAÇÃO 8 Aspectos Fisiológicos e Nutricionais na Gestação 79 Márcia Regina Vitolo 9 Fatores de Risco na Gestação Márcia Regina Vitolo

83

10 Repercussões Tardias da Nutrição Intrauterina 87 Márcia Regina Vitolo 11 Avaliação Nutricional da Gestante Márcia Regina Vitolo

91

12 Recomendações Nutricionais para Gestantes 98 Márcia Regina Vitolo 13 Situações Comuns Durante a Gestação e Práticas Alimentares 108 Márcia Regina Vitolo 14 Estratégias de Intervenção Nutricional Márcia Regina Vitolo 15 Relatos de Casos Clínicos Márcia Regina Vitolo

129

114

67

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Sumário


PA R T E V I

ALEITAMENTO MATERNO

ADOLESCÊNCIA

16 Importância do Aleitamento Materno Márcia Regina Vitolo

137

31 Crescimento e Maturação Sexual Márcia Regina Vitolo

261

17 Fisiologia da Lactação e Composição do Leite Materno 141 Márcia Regina Vitolo

32 Avaliação Antropométrica na Adolescência Márcia Regina Vitolo Paula Dal Bó Campagnolo

18 Manejo Durante o Aleitamento Materno Márcia Regina Vitolo

33 Recomendações Nutricionais para Adolescentes 269 Márcia Regina Vitolo Cintia dos Santos Costa

148

19 Recomendações Nutricionais para a Nutriz Márcia Regina Vitolo 20 Atualizações em Aleitamento Materno Márcia Regina Vitolo Carlos Alberto Feldens 21 Relatos de Casos Clínicos Márcia Regina Vitolo

155

34 Hábitos Alimentares na Adolescência Márcia Regina Vitolo

158

35 Nutrição do Adolescente Atleta Paula Dal Bó Campagnolo

166

36 Relatos de Casos Clínicos Márcia Regina Vitolo

265

280

288

296

PART E V PA R T E V II

INFÂNCIA

OBESIDADE NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA

22 Crescimento e Desenvolvimento na Infância 173 Márcia Regina Vitolo 23 Avaliação Nutricional da Criança Márcia Regina Vitolo Maria Laura Louzada

37 Prevalência de Excesso de Peso e Obesidade Márcia Regina Vitolo

177

24 Recomendações Nutricionais para Crianças Caroline Nicola Sangalli Márcia Regina Vitolo 25 Formação dos Hábitos Alimentares na Infância 202 Márcia Regina Vitolo 26 Alimentação no Primeiro Ano de Vida Márcia Regina Vitolo 27 Nutrição do Pré-Escolar e do Escolar Márcia Regina Vitolo Fernanda Rauber

207

215

28 Nutrição, Práticas Alimentares e Saúde Bucal da Criança 233 Carlos Alberto Feldens Paulo Floriani Kramer 29 Anemia Ferropriva Gisele Ane Bortolini

39 Fatores Determinantes para o Excesso de Peso em Crianças e Adolescentes 308 Paula Dal Bó Campagnolo Márcia Regina Vitolo 40 Repercussões da Obesidade Paula Dal Bó Campagnolo Márcia Regina Vitolo

315

41 Estratégias de Intervenção Dietética e Nutricional 323 Márcia Regina Vitolo 42 Relatos de Casos Clínicos Márcia Regina Vitolo

332

PA R T E V III

243

30 Relatos de Casos Clínicos Márcia Regina Vitolo

191

38 Diagnóstico de Obesidade em Crianças e Adolescentes 303 Márcia Regina Vitolo Paula Dal Bó Campagnolo

ADULTO 255

43 Avaliação Nutricional do Adulto Márcia Regina Vitolo

339

44 Saúde e Nutrição da População Adulta Camila Dallazen Daniela Cardoso Tietzmann

355

301

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PART E IV


PA R T E X

ANEXOS 1 Recomendações de Ingestão de Energia e Nutrientes 437

46 Estratégias de Intervenção Dietética para Adultos 367 Márcia Regina Vitolo

2 Tabelas de Suplementos de Vitaminas e Minerais 451

47 Suplementos de Nutrientes para Adultos Márcia Regina Vitolo

376

3 Curvas de Crescimento para Crianças e Adolescentes (OMS, 2006 e 2007) 464

48 Obesidade – Estratégias de Intervenção Márcia Regina Vitolo

380

4 Percentis de Peso e Estatura no Percentil 50 para Crianças (NCHS, 1977) 480

49 Relatos de Casos Clínicos Márcia Regina Vitolo

5 Critérios para Classificação do Estado Nutricional 487

387

6 Percentis dos Diâmetros do Cotovelo de Crianças, Adolescentes e Adultos 489 PART E IX

7 Percentis de Circunferência da Cintura para Crianças e Adolescentes 491

IDOSO 50 Avaliação Nutricional do Idoso Karina Pfrimer Eduardo Ferriolli

393

8 Percentis de Dobras Cutâneas para Crianças de 3 a 60 Meses 493

51 Fatores que Interferem no Estado Nutricional do Idoso 410 Karina Pfrimer Eduardo Ferriolli 52 Recomendações Nutricionais para o Idoso Karina Pfrimer Eduardo Ferriolli Myrian Najas 53 Estratégias de Intervenção Dietética para o Idoso 421 Karina Pfrimer Eduardo Ferriolli 54 Obesidade Sarcopênica – Abordagem e Conduta Nutricional 425 Myrian Najas Karina Pfrimer Eduardo Ferriolli 55 Relatos de Casos Clínicos Karina Pfrimer Eduardo Ferriolli Clarice Cavalero Nebuloni Myrian S. Najas

431

414

9 Percentis de Dobras Cutâneas para Crianças e Adultos 499 10 Percentis de Pressão Arterial para Crianças e Adolescentes 504 11 Valores do Fator Atividade de Acordo com a Atividade Física 508 12 Nomogramas e Percentis para Determinação da Área Muscular do Braço 510 13 Medicamentos na Prática do Aleitamento Materno 516 14 Estágios Puberais

520

15 Questionário de Frequência Alimentar para Crianças de 2 a 5 Anos 522 16 Escala de Compulsão Alimentar Periódica

530

17 Pesos e Volumes de Alimentos e Medidas Caseiras 533 18 Formatos de Fezes de Crianças e Adultos

Índice

543

540

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45 Sedentarismo, Atividade Física e Exercício Físico 362 Jadson Pereira Alves Luís Fernando Deresz


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I

RECOMENDAÇÕES PARA INGESTÃO DE ENERGIA E NUTRIENTES CAPÍTULO 1

Conceitos e Parâmetros das Recomendações de Ingestão Dietética

CAPÍTULO 2

Especificidades das Recomendações de Energia e Nutrientes

CAPÍTULO 3

Conceitos de Densidade Nutricional e Índices de Qualidade da Dieta

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PARTE


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Conceitos e Parâmetros das Recomendações de Ingestão Dietética Márcia Regina Vitolo

CONCEITO E MUDANÇAS Em 1941, a Food and Nutrition Board do Institute of Medicine (IOM) dos EUA definiu a chamada ingestão dietética recomendada (RDA, do inglês recommended dietary allowance). A proposta, voltada para a população americana, foi estabelecida como referencial para se alcançar a nutrição adequada e servir como parâmetro de avaliação de mudanças da ingestão alimentar ao longo do tempo. Desde aquela época, mantiveram-se os usos específicos e as aplicações dos referenciais dietéticos que canalizam para as duas categorias gerais: avaliação do consumo e planejamento de planos alimentares. Entretanto, essas recomendações foram sendo periodicamente revisadas até sua 10a edição, em 1989. A partir dessa última publicação, o IOM iniciou uma fase de investigações e estudos para estabelecer novas recomendações nutricionais. É importante considerar que, apesar de o conceito manter-se o mesmo, mudanças e inserções específicas foram introduzidas na proposta atual, que vem sendo atualizada desde 1997. As recomendações atuais de ingestão dietética (DRI, do inglês dietary reference intake) diferem conceitualmente das RDA (1989). Essas diferenças são as seguintes (IOM, 2000a):  Desde que dados específicos em segurança e eficácia existam, inclui-se a redução no risco de doenças crônicas não transmissíveis na formulação da recomendação nutricional, além da ausência de sinais de deficiência, já considerada nas RDA (1989).  Estabeleceram-se níveis máximos de ingestão quando foi possível detectar riscos de efeitos adversos na saúde.  Foram estabelecidas referências de ingestão para componentes alimentares, mesmo que não contemplem conceitos tradicionais de nutriente mas que possam gerar benefícios à saúde, caso existam dados suficientes. Outra grande diferença é que as DRI atuais acabaram estabelecendo quatro parâmetros de recomendações que apresentam conceitos e aplicações distintas. O primeiro parâmetro é a estimativa do requerimento médio (EAR, do inglês estimated average

requirement), que é a média do nível de ingestão para atender ao requerimento de 50% dos indivíduos de uma população em um período específico da vida. A partir da determinação dessa estimativa somam-se dois desvios padrão do requerimento para se obter a RDA que assumidamente vai atender aos requerimentos de 97% a 98% das necessidades dos indivíduos. Se a EAR não pode ser determinada por limitações na segurança da obtenção dos dados de um determinado nutriente, consequentemente a RDA não pode ser estabelecida. Por esse motivo, foi estabelecido outro parâmetro de referência: a ingestão adequada (AI, do inglês adequate intake), que é utilizada no lugar da RDA mas não pode ser comparada a esta, já que não tem os mesmos princípios conceituais nem as mesmas aplicações. Esse parâmetro, determinado por especialistas, é considerado “provisório”; e, como a tendência é estar superestimado, sua aplicação, seja para avaliação ou prescrição de consumo, deve estar imbuída de outros critérios clínicos e nutricionais observados no indivíduo. Outro parâmetro é o de ingestão máxima tolerada (UL, do inglês upper level), que é o nível máximo de certos nutrientes que um indivíduo pode ingerir contínua e prolongadamente sem que haja risco de efeitos adversos comuns a determinado grupo do qual ele faz parte (de acordo com o estágio da vida e com o sexo) (Figura 1.1). Destacam-se algumas alterações relevantes na construção das novas DRI que serão descritas aqui. As faixas etárias, antes denominadas assim, passaram a ser “estágios da vida”, pois, para a classificação dos grupos, os pontos de corte das idades foram determinados considerando-se a maior aglutinação de características biológicas específicas. Como exemplo, pode-se citar a faixa etária, que passou a ser diferenciada por sexo e que era de 11 anos e passou a ser a partir de 9 anos. Essa modificação foi feita com base no início da puberdade, principalmente entre as meninas. Na RDA (1989), a última faixa etária contemplava pessoas de mais de 51 anos, o que foi alterado para 51 a 70 anos e para mais de 71 anos. As recomendações de cálcio mudaram de conceito e de valores de maneira muito acentuada em alguns estágios da vida. Houve diminuição das quantidades de cálcio recomendadas

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PARTE I | RECOMENDAÇÕES PARA INGESTÃO DE ENERGIA E NUTRIENTES

Figura 1.1 Distribuição dos parâmetros de recomendações nutricionais de acordo com os níveis de ingestão EAR: estimativa do requerimento médio; RDA: ingestão diária recomendada; AI: ingestão adequada; UL: ingestão máxima tolerada. Fonte: adaptada de IOM, 2000b.

para todos os grupos de crianças menores de 4 anos, especialmente aquelas menores de 1 ano. Essa modificação foi muito útil e deve ser levada em conta pelos nutricionistas na avaliação das práticas alimentares infantis. Assim, a quantidade de leite de vaca consumida por crianças menores de 4 anos deve ser limitada, não ultrapassando 500mL diários. Por outro lado, adolescentes necessitam consumir maiores volumes de produtos lácteos para alcançar os valores recomendados (1.300mg). Para a maioria dos estágios da vida, houve redução da quantidade de fósforo recomendada; o objetivo foi melhorar a biodisponibilidade de cálcio, em relação às recomendações anteriores. Já a quantidade recomendada de vitamina C aumentou consideravelmente, em função dos maiores requerimentos observados nos tempos atuais (em que há muito mais estresse e poluição ambiental). Destaca-se que indivíduos fumantes necessitam de 35mg de vitamina C a mais do que o valor da RDA. Somado a isso, surgiram evidências da associação entre a deficiência de folato e os níveis aumentados de homocisteína, o que, em consequência, aumentaria o risco cardiovascular, além da preocupação com a maior ocorrência de má-formação congênita ligada ao defeito do tubo neural (RDA, 1989). A quantidade de ferro recomendada para as mulheres adultas, de 18mg/dia, leva em consideração o maior requerimento entre aquelas que apresentam elevadas perdas menstruais. Sabe-se que esse consumo é difícil de ser alcançado somente pela alimentação básica, uma vez que a média de ingestão entre mulheres americanas é de 12mg e, entre homens, de 16 a 18mg/ dia (IOM, 2001). Assim, antes de decidir sobre a adequação da ingestão de ferro e de orientar quanto à necessidade do consumo de alimentos enriquecidos ou suplementos, o profissional deve considerar as necessidades individuais de mulheres em idade fértil, se apresentam risco de deficiência de ferro e se fazem uso de anticoncepcionais à base de hormônio (que diminuem o fluxo menstrual), além das características dos ciclos menstruais. Outro dado interessante, e que causou dúvidas entre os nutricionistas, refere-se às recomendações de cálcio para gestantes e nutrizes. Nas RDA de 1989, observavam-se quantidades maiores de cálcio para essas condições em relação às mulheres adultas. Entretanto, nas recomendações atuais (IOM, 1998), não há diferenças. As recomendações para mulheres adultas, gestantes e nutrizes é de

1.000mg. A justificativa para esse fato é que, durante a gestação e a lactação, as mulheres absorvem e retêm maior quantidade do cálcio ingerido, excretando-o menos. Desse modo, apesar de as necessidades serem maiores, as recomendações de ingestão ficaram inalteradas em função da maior biodisponibilidade estabelecida pelas mudanças fisiológicas. Outra grande novidade foi a inclusão dos grupos de gestantes e nutrizes adolescentes, os quais não eram contemplados nas recomendações anteriores. Uma publicação do IOM (2011) revisou as recomendações de cálcio e vitamina D, e estas, que eram estabelecidas como valores de AI, agora apresentam valores de EAR e RDA.

RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE Este trecho vai discorrer sobre os requerimentos e as recomendações nutricionais elaborados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), as quais iniciaram as atividades de determinação das necessidades de energia e nutrientes para populações em 1949. A primeira publicação data de 1985 e foi direcionada aos requerimentos de energia e proteína, com a série de relatos técnicos número 72 (WHO, 1985). Publicações atualizadas foram feitas posterior e separadamente: 1) Human Energy Requirement (FAO/WHO, 2001), 2) Protein and Aminoacid Requirements in Human Nutrition (FAO/WHO, 2002/2007) e 3) Vitamin and Mineral Requirements in Human Nutrition (FAO/WHO, 2004). As bases dos parâmetros para definir as recomendações nutricionais não diferem dos determinados pelo IOM, embora haja diferenças em algumas denominações. A EAR e a UL correspondem aos mesmos conceitos anteriormente relatados. Já a referência de ingestão de nutrientes (RNI, do inglês recommended nutrient intake) corresponde exatamente ao conceito de RDA já definido. No entanto, há dois outros parâmetros que são específicos da FAO/OMS: 1) apparently healthy, que se refere à ausência de doença, analisada por meio de sinais e sintomas clínicos de deficiência ou de excesso de micronutrientes e também por exames laboratoriais e 2) protective nutrient intake, cujo conceito foi introduzido para micronutrientes com o objetivo de estimar

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quantidades acima da recomendação (RNI ou RDA) para ter efeito protetor contra um risco específico de relevância em saúde pública. Esses valores foram disponibilizados na publicação de recomendações de micronutrientes da FAO/OMS e os níveis foram expressos em valores diários ou quantidades necessárias para serem consumidas em uma refeição. As publicações desses órgãos são facilmente obtidas no site da OMS. As diferenças entre as recomendações do IOM, que têm como base o consumo da população americana, e as da FAO/OMS podem ser observadas nas tabelas deste capítulo, e a comparação de valores pode ser uma maneira de o nutricionista decidir se o consumo do indivíduo é de risco ou não para deficiência ou excesso, em caso de dúvida quanto à adequação. Entretanto, algumas diferenças muito importantes nos valores fornecidos pelos dois órgãos chamam a atenção. Observa-se que a recomendação de cálcio para 7 a 12 meses é o dobro (400mg) da FAO/OMS quando comparada à americana (IOM), que é de 260mg. Este último órgão utilizou o leite materno como referência para as recomendações de cálcio para os dois primeiros semestres de vida da criança. As recomendações de cálcio para os outros estágios de vida são muito semelhantes entre o IOM e a FAO/OMS. Já as recomendações de zinco e ferro da FAO/OMS são discriminadas de acordo com a biodisponibilidade desses nutrientes e os valores podem ser observados no Anexo 1, Recomendações de Ingestão de Energia e Nutrientes, Tabela A1.12. Nesse caso, enfatiza-se que recomendações de ferro maiores que 15mg são muito difíceis de serem alcançadas somente por alimentação saudável; isso apenas é possível por meio de suplementos ou alimentos enriquecidos. As recomendações de vitamina C para adultos merecem destaque porque diferem significativamente entre os dois órgãos. As quantidades recomendadas pelo IOM são o dobro do recomendado pela FAO/OMS. Vale ressaltar que o nutricionista deve considerar como parâmetro de recomendação as justificativas do primeiro órgão, cuja estimativa desses valores é baseada no fato de que o estresse e a poluição ambiental aumentam o requerimento de vitamina C. Outra diferença refere-se à vitamina A, cujos valores recomendados para homens adultos são de 900µg no IOM e 600µg na FAO/OMS e, para mulheres, de 700µg e 500µg, respectivamente. As recomendações de vitamina E também são maiores para homens (15mg) e mulheres (15mg) considerando a proposta americana (IOM), quando comparada com a FAO/OMS, a qual recomenda 10 e 7,5mg, respectivamente. Para a vitamina A, pode-se identificar que a proposta americana priorizou a preservação das reservas hepáticas desta, como uma segurança a mais, o que pode ter aumentado o valor de recomendação. Quanto à vitamina E, é possível que a prioridade da FAO/OMS tenha sido prevenir sua deficiência, e a proposta do IOM foi a de incluir também a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, especialmente a cardiovascular. Para os outros nutrientes, pode haver diferenças de valores em alguma faixa etária específica entre os dois órgãos, mas sem relevância do ponto de vista prático.

PROPOSTAS PARA AVALIAÇÃO DE DIETAS DE INDIVÍDUOS E GRUPOS Avaliar o consumo alimentar de indivíduos e de grupos populacionais é tarefa complexa. Esse parâmetro vai compor o diagnóstico nutricional global (o qual inclui também os aspectos clínicos, laboratoriais e antropométricos) e, a partir dele, se

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estabelecem as diretrizes a serem seguidas no atendimento clínico ao indivíduo ou em programas direcionados para diferentes grupos populacionais. Para esse processo, é necessário considerar também a origem pela qual foram estabelecidas as recomendações nutricionais do nutriente que está sendo avaliado. Por exemplo, se é uma AI ou uma RDA, como se distribui esse nutriente nos alimentos, quantos inquéritos alimentares estão disponíveis para análise e se o indivíduo tem alguma condição específica que possa interferir no requerimento do nutriente que está sendo analisado.

Avaliação da ingestão alimentar de indivíduos Ter acesso à ingestão habitual de nutrientes do indivíduo é um dos desafios do nutricionista, em função da variação diária no consumo dietético, o que dificulta a estimativa dele. Quanto mais inquéritos dietéticos disponíveis, melhor poderá ser o resultado. O inquérito recordatório de 24 horas ainda é a melhor escolha para se fazer o diagnóstico dietético. Recomenda-se que sejam feitos pelo menos dois, não consecutivos e com um intervalo de, no mínimo, um mês. Em clínica, a utilização desse critério pode tornar o atendimento inviável; assim, um intervalo de uma semana, utilizando-se dias diferentes para a coleta de dados, pode ser uma boa alternativa. Teoricamente, a probabilidade de inadequação da ingestão usual do indivíduo pode ser calculada por meio da EAR e do desvio padrão do requerimento. Entretanto, como é praticamente impossível ter acesso à ingestão habitual de uma pessoa, sugeriu-se uma metodologia estatística que possibilita avaliar, a partir da ingestão observada e da estimativa do valor de confiança, se a ingestão usual está acima ou abaixo do requerimento do indivíduo (determinado pela EAR). Essa proposta é baseada nas seguintes suposições:  A EAR é a melhor estimativa do requerimento do indivíduo.  Há a variação de requerimento por pessoa. O desvio padrão é um indicador de quanto determinado requerimento de um nutriente pode variar de pessoa para pessoa na população.  A média observada da ingestão do indivíduo melhora a estimativa da ingestão habitual dele.  Há a variação da ingestão dia a dia do indivíduo (variação intra-individual). O desvio padrão dessa variação é um indicador de como a ingestão observada pode desviar da ingestão habitual. Sabe-se que nutrientes que se concentram mais em determinados alimentos, constituindo o que chamamos de “alimentos-fonte”, tornam bem mais difícil a determinação do padrão de consumo dos indivíduos, especialmente se o nutriente é de reserva, como, por exemplo, a vitamina A. Consideremos que, em quatro dias consecutivos, a pessoa possa consumir 600, 750, 250 e 400µg. A média de ingestão é de 500µg. Mas será que esse nível de consumo é estável? Como a ingestão é muito variável, a pessoa pode consumir 100 a 4.000µg. Assim, se a avaliação dietética conseguir identificar essa variação, o diagnóstico refletirá a condição de adequação nutricional. No entanto, se o nutricionista só identificar o consumo mais baixo, terá ideia equivocada do estado nutricional do indivíduo em relação a esse nutriente. A estimativa da ingestão habitual de vitamina A requer a realização de muitos inquéritos dietéticos, durante meses. Quando o indivíduo tem ingestão média de um nutriente abaixo da EAR, é certo que essa ingestão precisa melhorar. Quando a

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Capítulo 1 | Conceitos e Parâmetros das Recomendações de Ingestão Dietética


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II

EDUCAÇÃO E POLÍTICA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO CAPÍTULO 4

Ações de Alimentação e Nutrição no Âmbito do Sistema Único de Saúde

CAPÍTULO 5

Educação e Comunicação em Saúde: Avanços e Possibilidades de Articulação entre a Teoria e a Prática na Formação Profissional

CAPÍTULO 6

Experiências em Educação Alimentar e Nutricional no Contexto Brasileiro

CAPÍTULO 7

Materiais Educativos na Abordagem de Temas como Saúde, Alimentação e Nutrição

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PARTE


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III

GESTAÇÃO

CAPÍTULO 8

Aspectos Fisiológicos e Nutricionais na Gestação

CAPÍTULO 9

Fatores de Risco na Gestação

CAPÍTULO 10

Repercussões Tardias da Nutrição Intrauterina

CAPÍTULO 11

Avaliação Nutricional da Gestante

CAPÍTULO 12

Recomendações Nutricionais para Gestantes

CAPÍTULO 13

Situações Comuns Durante a Gestação e Práticas Alimentares

CAPÍTULO 14

Estratégias de Intervenção Nutricional

CAPÍTULO 15

Relatos de Casos Clínicos

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PARTE


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IV

ALEITAMENTO MATERNO

CAPÍTULO 16

Importância do Aleitamento Materno

CAPÍTULO 17

Fisiologia da Lactação e Composição do Leite Materno

CAPÍTULO 18

Manejo Durante o Aleitamento Materno

CAPÍTULO 19

Recomendações Nutricionais para a Nutriz

CAPÍTULO 20

Atualizações em Aleitamento Materno

CAPÍTULO 21

Relatos de Casos Clínicos

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PARTE


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Atualizações em Aleitamento Materno Márcia Regina Vitolo Carlos Alberto Feldens

ALEITAMENTO E ANEMIA FERROPRIVA Existe consenso entre as organizações nacionais e internacionais de que a prática do aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida impede a instalação de deficiência de ferro e de anemia ferropriva. No entanto, mesmo que o aleitamento previna a anemia ferropriva no lactente, existem controvérsias sobre o período de proteção que o leite materno confere (McMillan et al., 1976; Duncan et al., 1985; Pizarro et al., 1991; Calvo et al., 1992). Apesar de o conteúdo de ferro no leite materno ser baixo, ele tem alta biodisponibilidade, de tal forma que a sua absorção é elevada (até 50%), compensando a sua baixa concentração. Porém a introdução de alimentos sólidos compromete a biodisponibilidade do mineral presente no leite humano (Calvo et al., 1992; Dallman, 1990). No Brasil, nas últimas décadas vem ocorrendo aumento na duração do aleitamento natural. No entanto, infelizmente uma expressiva parcela dos lactentes ainda é vítima de desmame precoce, inclusive no primeiro semestre de vida. A média da prevalência de aleitamento materno exclusivo nas capitais brasileiras (dados de 2009) foi de cerca de 60,7% aos 30 dias de vida, sendo que no quarto mês a proporção foi de 23,3% do total, declinando para 9,3% no sexto mês (Brasil, 2009). Um estudo de intervenção realizado por Vitolo et al. (2007), cujo objetivo foi avaliar o impacto da implementação dos Dez Passos da Alimentação Saudável para Crianças Menores de Dois Anos, guia alimentar elaborado pelo Ministério da Saúde, na frequência e no tempo de duração do aleitamento materno, incluiu aleatoriamente 500 crianças ao nascimento para compor os grupos de intervenção e controle. O grupo de intervenção recebeu orientações dietéticas durante visitas domiciliares sistemáticas no primeiro ano de vida e visitas para coleta de dados dos 6 e 12 meses. Já o grupo controle recebeu somente as visitas para coleta de dados. Os resultados mostraram que a proporção de crianças que receberam aleitamento materno exclusivo durante menos de um mês foi estatisticamente maior no grupo controle. Já as crianças do grupo de intervenção apresentaram probabilidade 40% maior de

amamentação exclusiva por quatro meses ou mais e mais que o dobro da probabilidade de amamentação exclusiva aos 6 meses de vida (19,1% no grupo de intervenção e 8,2% no controle). A proporção de aleitamento materno aos 6 (intervenção: 66,3%; controle: 55,6%) e aos 12 meses (intervenção: 52,8%; controle: 41,9%) também foi maior para o grupo de intervenção. Outros estudos também mostram a efetividade de intervenções no aumento da frequência de aleitamento materno (Morrow et al., 1999; Chapman et al, 2004; Anderson, 1995). Spinelli et al. (2005) avaliaram 2.715 crianças entre 6 e 12 meses, residentes em 12 municípios das cinco regiões do Brasil, e observaram que o risco de elas apresentarem anemia (hemoglobina <11g/dL) foi maior nas que recebiam aleitamento artificial e misto, comparadas àquelas que recebiam o leite materno de forma exclusiva. Apesar de não observarem associação entre amamentação e anemia, verificou-se que o aleitamento materno no segundo semestre de vida, complementado com outros alimentos, promove melhor situação com relação ao problema. Estudos isolados realizados no nosso país avaliaram essa possível associação. Lima et al. (2004), estudando subamostra de crianças (245) pertencentes a uma coorte de 652, do projeto Saúde e Nutrição Infantil, de quatro municípios de Pernambuco, observaram que a média de hemoglobina aos 12 meses de vida foi de 9,59 ± 1,67g/dL naquelas amamentadas exclusivamente durante menos de 20 dias e de 10,25 ± 1,37g/dL nas amamentadas exclusivamente por mais de 20 dias, com diferença estatística. Um estudo transversal realizado por Assis et al. (2004) com 553 crianças com menos de 12 meses de vida, que frequentavam serviços públicos de saúde da cidade de Salvador (BA), mostrou que a prevalência de anemia foi de 62,8%. O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida assegurou os mais elevados níveis de hemoglobina (11,98g/dL), e todos os demais regimes alimentares diminuíram esses níveis nas crianças nessa faixa etária. Mesmo a prática de aleitamento materno predominante diminui em 0,73g/dL os níveis de hemoglobina, embora

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estes tenham permanecido acima do ponto de corte utilizado para diagnosticar anemia (11g/dL). O leite de vaca de forma exclusiva (aleitamento artificial) foi o que depletou mais fortemente os níveis de hemoglobina nos primeiros 6 meses de vida das crianças estudadas. Um estudo transversal de base populacional da cidade de Criciúma (SC) com crianças abaixo de 3 anos observou que as práticas de aleitamento materno exclusivo ou predominante até os 4 meses de vida do bebê ou de desmame ou aleitamento parcial não foram associadas à prevalência de anemia (Newmann et al., 2000). Silva et al. (2001) também não observaram associação entre tempo de aleitamento materno e anemia ao estudar crianças com menos de 36 meses de escolas municipais de Porto Alegre (RS). Porém os autores ressaltaram que o delineamento do estudo (transversal) não é o mais adequado para se analisar essa associação. Outros estudos de igual metodologia realizados no Brasil também não observaram essa associação (Almeida & Novak, 2004; Souza et al., 1997; Matta et al., 2005). Várias considerações devem ser feitas ao se interpretar tais resultados, pois a maioria dessas pesquisas que apresentam dados de crianças em diferentes faixas etárias caracteriza de forma diferente o aleitamento recebido ou não discrimina todas as possíveis práticas, além de usar diferentes pontos de corte para a duração do aleitamento e diagnosticar anemia apenas por valor de hemoglobina. Um crianças que nascem a termo e com peso adequado possuem reservas adequadas para os primeiros 4 a 6 meses de vida. No entanto, evidências sugerem que aquelas nascidas com peso normal, porém de mães que apresentavam anemia, têm estoques menores de ferro e estão sob risco de desenvolver o problema (Morton et al., 1988; Colomer et al., 1990; Kilbride et al., 1999; De Pee et al., 2002). Um ensaio clínico randomizado realizado em Honduras concluiu que, aos 6 meses de idade, o risco de desenvolver deficiência de ferro é baixo entre crianças amamentadas exclusivamente e com peso ao nascimento acima de 3.000g. Mas estas apresentavam níveis de hemoglobina significativamente menores (10,4g/dL) quando comparadas às crianças que recebiam alimentos complementares enriquecidos com ferro (10,9g/dL). Porém, após os 6 meses, somente o consumo de alimentos enriquecidos com ferro não foi suficiente para prevenir anemia entre as crianças desse estudo (Dewey et al., 1998). Um segundo estudo, realizado em Honduras com crianças a termo nascidas com baixo peso (1.500 a 2.500g), mostrou que crianças que recebiam suplemento de ferro não apresentaram qualquer benefício com a introdução da alimentação complementar entre 4 e 6 meses. Assim, Dewey et al. (2004) recomendam que crianças nascidas a termo e com baixo peso devem ser amamentadas exclusivamente até os 6 meses e receber suplemento de ferro. Meinzen-Derr et al. (2006) avaliaram o risco de anemia em relação à duração do aleitamento materno exclusivo e à anemia materna em uma coorte de crianças mexicanas acompanhadas do nascimento até os 9 meses de vida. Eles observaram que a prática do aleitamento materno exclusivo por mais de seis meses, mas não entre 4 e 6 meses de idade, foi associada a aumento no risco de anemia quando em comparação com crianças que foram amamentadas por menos de quatro meses (OR = 18,4). A presença de anemia na mãe aumentou três vezes o risco de anemia nas crianças. A menor concentração de hemoglobina aos

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9 meses foi associada a maior tempo da duração do aleitamento materno entre as crianças que tinham mães com anemia, mas não entre aquelas com mães sem história do problema. Não existem evidências de que a alimentação complementar possa atender às necessidades de ferro do lactente. Um estudo na cidade de São Leopoldo (RS) mostrou que a densidade de ferro ingerida por crianças de 11 a 16 meses é baixa, com média de 5,02mg/1.000kcal para o grupo com anemia (Vitolo et al., 2007). Outros estudos realizados no Brasil também mostraram baixa ingestão de ferro na dieta das crianças (Assis et al., 2004; Osório et al., 2001; Oliveira et al., 2006). Além disso, exercícios teóricos para elaborar cardápios que atendam à necessidade desse nutriente em lactentes não são compatíveis com a quantidade de alimentos normalmente consumidos nessa faixa etária, em função da pequena capacidade gástrica própria da idade. Segundo Morais & Sigulem (2006), para os lactentes amamentados até os 24 meses de vida, a suplementação medicamentosa individual de ferro representa a única opção para prevenção da deficiência de ferro. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que a suplementação parcial individual deve ser adotada para prevenir a deficiência desse nutriente em lactentes. A dose profilática de ferro elementar deve ser diária (2mg/kg) e utilizada entre 6 e 24 meses. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda, desde 1995, suplementação com ferro a partir do quarto ou sexto mês de vida, independentemente do tipo de leite que o lactente venha recebendo.

ALEITAMENTO E PREVENÇÃO DE OBESIDADE Embora não haja consenso, alguns estudos sugerem efeito protetor do aleitamento materno em relação à obesidade, porém grande parte deles não mostra significância estatística. Revisão da literatura a respeito do tema expõe que estudos pequenos relatam maior associação entre aleitamento materno e redução do risco de obesidade do que estudos maiores (Owen et al., 2005). Uma metanálise publicada em 2005 coloca que a duração do aleitamento materno tem associação inversa e linear com o risco de ter excesso de peso: o risco reduz 4% para cada mês de aleitamento materno até os 9 meses da criança (Harder et al., 2005). Há evidências também de que seus benefícios têm efeitos prolongados, inclusive na prevenção de doenças cardiovasculares (Horta et al., 2007; Kramer, 2010). Entre os inúmeros estudos sobre esse tema encontrados na literatura, há grande divergência quanto a delineamento, faixa etária do desfecho (obesidade) e variáveis utilizadas para controlar possíveis vieses de confusão (Owen et al., 2011; Beyerlein & von Kries, 2011). Por exemplo, é imprescindível a inclusão do índice de massa corporal (IMC) da mãe na análise ajustada, pois a adiposidade materna está diretamente relacionada à adiposidade das crianças em função dos fatores genéticos e ambientais, além do fato de que, em países industrializados, é sabido que mães obesas amamentam menos. Outro aspecto importante é o tipo de aleitamento que foi considerado como efeito protetor (total, predominante ou exclusivo). É difícil estudar o efeito do aleitamento materno exclusivo até os 4 ou 6 meses, pois a frequência de crianças com essa prática ainda é baixa em muitos países. Assim, grande parte dos estudos analisa a duração, em meses, do aleitamento materno total e/ou

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Capítulo 20 | Atualizações em Aleitamento Materno


PARTE IV | ALEITAMENTO MATERNO

predominante, ou compara as crianças que receberam aleitamento materno com as que nunca foram amamentadas. Estudo longitudinal feito nos EUA com 129.891 crianças de baixa renda encontrou menor prevalência de excesso de peso entre aquelas que foram amamentadas por mais tempo, porém sem controle para variáveis de alimentação e atividade física (Grummer-Strawn et al., 2004). Na Alemanha, um estudo de coorte com 480 crianças mostrou que o aleitamento materno por mais de dois meses protege contra o excesso de peso e a adiposidade aos 6 anos de idade (Bergmann et al., 2003). No entanto, grande estudo de coorte de nascimento feito na Grã-Bretanha não encontrou evidência de proteção do aleitamento materno e do estado nutricional em crianças e adolescentes de 4 a 18 anos (Li et al., 2003). Um estudo de coorte empreendido nos EUA com 313 crianças de 5 anos também não mostrou associação entre tempo de aleitamento materno ou início da alimentação complementar e adiposidade, o que foi medido pelo método de absorciometria com raios X de dupla energia (DEXA) (Burdette et al., 2006). Em população de crianças de baixa renda, o aleitamento materno foi associado a menor risco de obesidade aos 4 anos apenas entre as crianças brancas cujas mães não haviam fumado na gestação e com aleitamento materno por, no mínimo, 16 semanas sem utilização de fórmulas infantis ou por, no mínimo, 26 semanas com o uso delas. Entre as crianças negras e cujas mães haviam fumado durante a gestação, o aleitamento materno não foi associado a menor risco de desenvolver obesidade aos 4 anos (Bogen et al., 2004). Estudos de coorte realizados no Brasil e nos EUA mostraram associação inversa entre obesidade em adolescentes e aleitamento materno predominante. No estudo brasileiro, a prevalência de obesidade foi três vezes menor nos participantes que foram amamentados por três a cinco meses. Já no estudo americano, os indivíduos que foram exclusivamente ou predominantemente amamentados nos primeiros 6 meses de vida apresentaram risco 22% menor de ter excesso de peso na adolescência (Victora et al., 2003; Gillman et al., 2001). Existe a hipótese de que a associação entre aleitamento materno e obesidade pode se dar em razão da não utilização de fórmulas infantis, e não propriamente do aleitamento materno (Dattilo et al., 2012). Isso porque as fórmulas infantis têm maior densidade energética e maior quantidade de proteína/nitrogênio, o que pode causar aumento da secreção de insulina e fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1), levando a ganho de peso excessivo (Hediger et al., 2001). A ingestão de proteína por quilo de peso é 55% a 80% maior em crianças alimentadas com fórmula infantil quando comparadas às crianças amamentadas. O rápido ganho de peso nos primeiros 4 ou 6 meses de vida está associado ao excesso de peso nos anos seguintes (Stettler et al., 2002; Dennison et al., 2006). Além disso, foi demonstrado também que crianças parcialmente amamentadas ou que usam fórmulas infantis ingerem 20% mais calorias por dia do que as que são amamentadas exclusivamente (Dewey, 2001; Haisma et al., 2003). É possível que o consumo de proteína além dos requerimentos metabólicos esteja associado a respostas endócrinas e fisiológicas que podem aumentar o ganho de peso na infância e o risco de desenvolver obesidade na vida adulta (Rolland-Cachera et al., 2001). Contudo, é cedo para afirmar tais relações, pois os estudos são controversos e avaliam a obesidade de formas diferentes

(Skinner et al., 2004; Dorosty et al., 2000; Günther et al., 2006; Hoppe et al., 2004). Portanto, é inconsistente a associação entre o menor risco de obesidade e o aleitamento materno. Este parece não ser tão efetivo quanto o manejo de fatores familiares como hábitos alimentares e atividade física na prevenção da obesidade na infância (Hediger et al., 2001). Dietz (2001), em editorial sobre o tema, afirma que o percentual de casos de obesidade que são prevenidos pelo aleitamento materno parece ser muito pequeno. Além do mais, o rápido aumento da prevalência de obesidade no mundo, com suas comorbidades e custos para o sistema de saúde, requer medidas de prevenção e tratamento mais efetivas e em curto prazo. Por outro lado, o aleitamento materno deve continuar sendo amplamente estimulado, em função dos inúmeros benefícios dessa prática para a mãe e para o bebê, entre os quais a proteção contra câncer de mama e a diminuição da mortalidade infantil.

ALEITAMENTO MATERNO E CÁRIE DENTÁRIA O aleitamento materno, em condições normais, parece exercer papel protetor em relação à cárie dentária. Entre as possíveis explicações, destaca-se o fato de que crianças com maior tempo de aleitamento materno exclusivo possivelmente introduzem mais tardiamente práticas alimentares reconhecidamente associadas à cárie dentária, como a utilização de líquidos açucarados em mamadeira (Feldens et al., 2010). Entretanto, evidências científicas têm mostrado também associação entre padrões específicos de aleitamento materno e cárie dentária. Estudos têm sido consistentes no sentido de demonstrar que um determinado padrão de aleitamento materno – após os 12 meses de vida e em alta frequência – representa fator de risco para ocorrência de cárie precoce da infância, um padrão de lesões que atinge crianças antes dos 3 anos de idade e que pode ter graves repercussões funcionais, estéticas, psicológicas e para qualidade de vida da criança e do núcleo familiar (Feldens et al., 2010; Al Ghanim et al., 1998; Weerheijm et al., 1998; Dini et al., 2000; Sayegh et al., 2002; Azevedo et al., 2005; Van Palenstein Helderman et al., 2006; Valaitis et al., 2000; Kramer et al., 2013). O possível mecanismo, nesse sentido, é a estagnação do leite materno e a consequente metabolização da lactose, um carboidrato fermentável, encontrado em maior concentração no leite humano em relação ao leite bovino, o que determina produção de ácidos na região dos incisivos superiores, os mais afetados por tal condição. A manutenção constante do leite materno possivelmente resulta em condições acidogênicas que propiciam a desmineralização dos cristais de esmalte. Em condições normais de consumo, o leite não é considerado um agente cariogênico. Entretanto, exposições repetidas e prolongadas ao leite humano determinam queda maior e permanente de pH na placa bacteriana, tendo como consequência o aumento na dissolução de cristais de esmalte da estrutura dentária (Ripa, 1988; Thomson et al., 1996). Assim, quando o seio é constante (alta frequência) e prolongadamente (após 12 meses) oferecido à criança como forma de distraí-la ou pacificá-la, inclusive durante a noite, possibilita a permanência constante de lactose sobre a superfície dentária. Essa prática de aleitamento em livre demanda aumenta consideravelmente o risco de cárie precoce na infância. A diminuição do fluxo salivar e a capacidade tampão da saliva

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Figura 20.1 (A e B) Massagem com as mãos na barriga do bebê para aliviar cólicas

Figura 20.2 (A e B) Exercícios com as pernas do bebê ajudam na liberação de gases

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Capítulo 20 | Atualizações em Aleitamento Materno


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V

INFÂNCIA

CAPÍTULO 22

Crescimento e Desenvolvimento na Infância

CAPÍTULO 23

Avaliação Nutricional da Criança

CAPÍTULO 24

Recomendações Nutricionais para Crianças

CAPÍTULO 25

Formação de Hábitos Alimentares na Infância

CAPÍTULO 26

Alimentação no Primeiro Ano de Vida

CAPÍTULO 27

Nutrição do Pré-Escolar e do Escolar

CAPÍTULO 28

Nutrição, Práticas Alimentares e Saúde Bucal da Criança

CAPÍTULO 29

Anemia Ferropriva

CAPÍTULO 30

Relatos de Casos Clínicos

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PARTE


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Formação dos Hábitos Alimentares na Infância Márcia Regina Vitolo

PREFERÊNCIAS ALIMENTARES Os hábitos alimentares são formados por meio de uma complexa rede de influências genéticas e ambientais. Por esse motivo, considera-se a mudança de comportamento alimentar um desafio para os profissionais de saúde. Neste capítulo, serão destacadas as bases da formação dos hábitos alimentares na infância. Existem predisposições genéticas para se gostar ou não de determinados alimentos e diferenças na sensibilidade para alguns gostos e sabores herdados dos pais. Essa influência genética vai sendo moldada pelas experiências que temos ao longo da vida. Sensibilidades específicas a algum gosto ou sabor podem influenciar preferências e escolhas alimentares, mas parecem não perdurar isoladamente (Bartoshuk, 2000; Drewnowski et al., 2000). O aroma de alguns alimentos consumidos por gestantes pode ser transmitido via líquido amniótico. Assim, se a gestante consome alho, seu líquido amniótico vai ter aroma de alho (Mennella, 1995). Em um estudo (Schaal et al., 2000), foi dado líquido flavorizado com anis para a gestante beber nas últimas semanas de gestação. Nas primeiras horas após o parto, a criança mostrou reações faciais positivas na presença do aroma de anis. Mennella (2001) observou que os bebês de mulheres que consumiam suco de cenoura durante as últimas semanas gestacionais mostravam, durante o período da alimentação complementar, maior entusiasmo para cereais flavorizados com cenoura do que para aqueles não flavorizados. Foi demonstrado também que gestantes com queixas de enjoo e vômito pela manhã em intensidade moderada e grave tinham filhos que apresentavam maior preferência para o consumo de preparações mais salgadas. Como não foi observado que as gestantes com esses sintomas consumiam alimentos mais salgados, os efeitos parecem estar ligados às mudanças na expressão da angiotensina II. Qualquer que seja o mecanismo, o consumo aumentado de sal em longo prazo poderia estar associado a aumento dos riscos de hipertensão arterial nas pessoas predispostas (Crystal & Bernstein, 1995).

Sabores experimentados nos primeiros 2 ou 3 meses de vida podem influenciar as preferências alimentares subsequentes (Beauchamp & Mennella, 2011). Parece que os sabores e aromas de alimentos consumidos pelas nutrizes têm uma via pelo leite materno e acabam sendo transmitidos ao lactente. Foram realizadas experiências com alho (Mennella & Beauchamp, 1993) e com baunilha (Mennella & Beauchamp, 1996). Diferentemente das fórmulas infantis e do leite de vaca, o leite materno oferece diversas experiências de sabores e aromas, as quais vão refletir nos hábitos alimentares maternos e na cultura alimentar (Mennella, 1995). Foi demonstrado que, no período da introdução da alimentação complementar, lactentes amamentados ao peito aceitam melhor os novos alimentos quando comparados com lactentes alimentados com fórmula (Sullivan & Birch, 1994). Por questões éticas, Mennella et al. realizaram vários experimentos com lactentes que usaram hidrolisados proteicos nos primeiros meses de vida, em função do sabor desagradável ao paladar. Observaram que, por volta de 2 ou 3 meses de vida, as crianças que tiveram de consumir essas fórmulas as aceitavam bem. Aos 7,5 meses, bebês rejeitaram a fórmula quando oferecida pela primeira vez. Mas os que consumiram regularmente nos primeiros 7 meses de vida, prontamente aceitavam aos 7,5 meses. Foi demonstrado, também, que o tempo de utilização da fórmula nos primeiros meses tinha correlação direta com o grau de aceitação aos 7,5 meses. Crianças de 4 ou 5 anos aceitam melhor gostos ácidos quando utilizam fórmulas por vários meses no primeiro ano de vida, e a resposta é a mesma para os gostos amargos e adstringentes, quando foram alimentadas com fórmulas à base de soja (Mennella & Beauchamp, 2002; Menella et al., 2004). Esses achados foram confirmados por estudos posteriores realizados pelo mesmo grupo do Instituto Monell, na Filadélfia, que verificou que a ingestão de hidrolisados proteicos nos primeiros meses de vida muda a preferência da criança pelo tipo de cereal consumido posteriormente (Mennella et al., 2009) e que crianças que consumiram hidrolisado proteico com 1 mês de vida aceitaram mais facilmente esse sabor do que quando essa

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Figura 25.1 Criança de 6 meses comendo com as mãos

Figura 25.2 Criança de 16 meses comendo com colher

Figura 25.3 Criança de 16 meses comendo pedaço de banana

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na infância, os pais utilizaram a alimentação para controlá-los, como recompensa quando tinham bom comportamento e como punição para castigá-los ou fazê-los felizes se estivessem tristes. Um estudo investigou o papel de “modelos” para influenciar pré-escolares a comer novos alimentos na escola. O interessante do estudo é que as garotas são melhores “modelos” para influenciar as crianças do que os garotos, mas esses resultados não perduraram depois de um mês (Hendy, 2002). Outro dado importante é que a restrição dos alimentos preferidos das crianças vai fazer com que elas os consumam exageradamente em situações de “liberdade”, e que as mães que amamentaram seus filhos por mais tempo apresentaram menor comportamento restritivo (Taveras et al., 2004; Fisher & Birch, 1999a; Fisher & Birch, 1999b). Birch & Fisher (1995), por meio do estudo do comportamento materno, classificaram três tipos de mães:  Controladora: não dá chance à criança de regular o horário de comer, define o tamanho da refeição e seleciona alimentos.  Permissiva: considera que a criança está apta a regular o que come.  Interativa: atenta às necessidades da criança. Um estudo de Fox et al. (2006) confirmou a evidência anteriormente mostrada por Birch (1998) de que as crianças têm autocontrole no consumo energético, que os pais devem ser orientados quanto a essa capacidade e que, muitas vezes, os próprios pais ou familiares a prejudicam, com práticas coercivas ou de restrição. Mais recentemente, outro estudo confirmou que a interação positiva dos pais com a criança na hora das refeições resulta em maior consumo de alimentos saudáveis (Murashima et al., 2012). Estudos confirmam que o comportamento materno de alimentar a criança reflete os sentimentos e a segurança da mãe em conseguir ter controle sobre a situação em situações de estresse com o filho. Foi demonstrado que as mães utilizam alimentos para acalmar a criança, e esses são mais propensos a serem alimentos de alta densidade energética. Isso sugere que tal comportamento nos primeiros anos de vida da criança pode dar origem ao ganho de peso exagerado e, consequentemente, à obesidade (Vollrath, 2011; Stifter, 2011). Outra abordagem realizada por estudo (Kourlaba et al., 2009) foi a percepção das mães com relação à qualidade da alimentação dos seus filhos. Observou-se que 80% das mães consideraram que seus filhos tinham uma alimentação boa ou muito boa. Esse resultado foi avaliado pelos autores como limitação para se modificar práticas alimentares. Além disso, o fato de as mães reconhecerem que seus filhos apresentam bom apetite pode mascarar o consumo de alimentos não saudáveis e assim prejudicar estratégias e aconselhamento dietético para melhorar os hábitos alimentares de crianças. Evidências mostram que as práticas alimentares nos primeiros anos de vida influenciam as condições de saúde em curto e longo prazo (Fiorito et al., 2010; Lanigan & Singhal, 2009; Northstone & Emmet, 2008; Mikkila et al., 2005). Assim, hábitos alimentares inadequados constituem-se em relevante problema de saúde pública, considerando que a alimentação de baixa qualidade está associada à presença de deficiências nutricionais, (Jiang et al., 2008) ao excesso de peso na infância (Jennings et al., 2011) e às DCV no futuro (Lanigan & Singhal, 2009).

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Capítulo 25 | Formação dos Hábitos Alimentares na Infância


PARTE V | INFÂNCIA

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VI

ADOLESCÊNCIA

CAPÍTULO 31

Crescimento e Maturação Sexual

CAPÍTULO 32

Avaliação Antropométrica na Adolescência

CAPÍTULO 33

Recomendações Nutricionais para Adolescentes

CAPÍTULO 34

Hábitos Alimentares na Adolescência

CAPÍTULO 35

Nutrição do Adolescente Atleta

CAPÍTULO 36

Relatos de Casos Clínicos

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PARTE


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VII

OBESIDADE NA INFÂNCIA E NA ADOLESCÊNCIA

CAPÍTULO 37

Prevalência de Excesso de Peso e Obesidade

CAPÍTULO 38

Diagnóstico de Obesidade em Crianças e Adolescentes

CAPÍTULO 39

Fatores Determinantes para o Excesso de Peso em Crianças e Adolescentes

CAPÍTULO 40

Repercussões da Obesidade

CAPÍTULO 41

Estratégias de Intervenção Dietética Nutricional

CAPÍTULO 42

Relatos de Casos Clínicos

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PARTE


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VIII

ADULTO

CAPÍTULO 43

Avaliação Nutricional do Adulto

CAPÍTULO 44

Saúde e Nutrição da População Adulta

CAPÍTULO 45

Sedentarismo, Atividade Física e Exercício Físico

CAPÍTULO 46

Estratégias de Intervenção Dietética para Adultos

CAPÍTULO 47

Suplementos de Nutrientes para Adultos

CAPÍTULO 48

Obesidade – Estratégias de Intervenção

CAPÍTULO 49

Relatos de Casos Clínicos

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PARTE


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Avaliação Nutricional do Adulto Márcia Regina Vitolo

INTRODUÇÃO A avaliação nutricional completa envolve quatro grandes parâmetros: antropometria, inquérito alimentar, exames laboratoriais e avaliação clínica. Cada parâmetro, isoladamente, não fornece o diagnóstico nutricional global do indivíduo, o qual deverá ser determinado a partir da análise de todos em conjunto. Nem sempre é possível ter as condições ideais para se realizar um bom diagnóstico nutricional, mas o profissional precisa conhecer as limitações de cada parâmetro, minimizando, assim, possíveis erros de interpretação.

AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL O método antropométrico utilizado na avaliação nutricional consiste no estudo de medidas do corpo humano. Tem sido usado há mais de 100 anos para analisar o tamanho e as proporções dos vários segmentos corporais. É um método não invasivo, de fácil execução, rápido e de baixo custo (Heyward & Stolarczyk, 1996; De Onis & Habicht, 1996). As medidas são realizadas por meio de balanças, fitas métricas, antropômetros, compassos e réguas antropométricas e exigem avaliadores treinados. As técnicas antropométricas envolvem medidas de peso, estatura, circunferências (cintura, quadril, braço), diâmetros e dobras cutâneas. Em muitos países, inúmeras pesquisas têm produzido informações antropométricas e gerado diversas curvas de crescimento e percentis de medidas. Elas são construídas a partir de estudos populacionais e utilizadas para monitorar o crescimento individual, o nível de saúde da população e a avaliação nutricional (De Onis & Habicht, 1996; Guedes, 1994; Ulijaszek, 1997). A interpretação das medidas antropométricas exige o uso de referência e de pontos de corte definidos. Devem-se priorizar os preconizados por agências nacionais e internacionais de saúde, pois esses são determinados por especialistas que utilizam estudos e análises criteriosos (Soares, 2003). Entretanto, é importante considerar que as normatizações são diretrizes e não constituem, necessariamente, as metas a serem alcançadas,

pois as individualidades pessoais devem ser respeitadas. Assim, os pontos de corte devem ser usados para estudos populacionais, quando se objetiva conhecer a prevalência de um estado nutricional específico. Para uso individual, devem-se observar os outros parâmetros de avaliação nutricional para que se defina um diagnóstico.

MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS Peso Essa medida deve ser realizada em balança com estabilidade e precisão. A balança mecânica do tipo Filizola® precisa ser tarada (zerada) a cada peso e sua base deve estar sob uma superfície completamente plana. Atualmente, a maioria das balanças é digital, tanto as de base quanto as portáteis. Estas funcionam por bateria, e por isso é prudente pesar os pacientes duas vezes antes de se considerar o peso definitivo, pois, se o peso variar de uma medida para outra, a bateria pode estar fraca. Os nutricionistas devem reconhecer quais componentes estão sendo responsáveis pelo peso ou pela sua variação. O peso corporal é constituído por massa óssea, tecido adiposo, tecido muscular e água. É importante ressaltar que é essencial o conhecimento de como o peso altera de acordo com as modificações desses componentes. As variações de peso em curto espaço de tempo estão muito mais relacionadas com retenção ou perda hídrica do que com modificação na quantidade de massa muscular ou de tecido adiposo, que parecem necessitar de, pelo menos, duas semanas para exercer influência no peso. Este sofre variação normal de 1 a 1,5kg entre o período da manhã e o da noite, sem ter relação com modificação da gordura corporal.

Estatura A estatura deve ser medida por estadiômetro ou antropômetro que esteja estável sob uma superfície lisa. Existem vários tipos no mercado que são transportáveis: os que têm sua própria superfície para apoio dos pés, os que se fixam na parede e faz-se o

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PARTE VIII | ADULTO

movimento apenas da fita acoplada internamente ao estadiômetro, entre outros. O mais importante é que se verifique se o aparelho está em boas condições, não foi danificado e vai fornecer a medida da estatura o mais precisa possível. A pessoa vai ficar sempre de costas para uma superfície lisa, que pode ser uma parede no caso da fita acoplada, ou encostada no apoio vertical do estadiômetro. O profissional deve certificar-se de que a pessoa está ereta com calcanhares próximos e encostados na parede ou no próprio estadiômetro. Além disso, ela precisa estar olhando para frente, sem necessariamente encostar a cabeça na parede ou no estadiômetro. Esse detalhe pode fazer diferença na medição, pois os adultos que têm excesso de peso não vão conseguir encostar quadris, costas e cabeça. Assim, a cabeça deve ficar ereta em relação ao corpo, mesmo que não encoste na parede ou no estadiômetro. As balanças com o estadiômetro acoplado podem ser utilizadas para adultos, mas só se estiverem em boas condições.

Circunferência da cintura Tem o objetivo de avaliar a adiposidade abdominal em função da sua associação a doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) (Smith, 2007). É uma medida de fácil uso e muito prática e já vem sendo utilizada em crianças e adolescentes (ver Capítulo 34, Hábitos Alimentares na Adolescência). Entretanto, é necessário observar que existem várias técnicas para se medir a circunferência da cintura (CC). Assim, dependendo do objetivo, o profissional deve investigar qual foi a técnica utilizada em estudos de referência, especialmente aqueles que determinam os pontos de corte. As medidas podem ser feitas: 1) na parte mais estreita do tronco, entre a crista ilíaca e o rebordo da última costela (Figura 43.1); 2) no ponto médio entre eles (Stolk et al., 2003; Taylor et al., 2000; Carr et al., 2004; Newby et al., 2003); 3)1cm acima da cicatriz umbilical (Wildman et al., 2004); 4) na altura da cicatriz umbilical

Figura 43.1 Medida da cintura na parte mais estreita entre o rebordo costal e a crista ilíaca

(Fox et al., 2004), 5)1cm acima da crista ilíaca (Figura 43.2) (Janssen et al., 2004); 6) na altura da crista ilíaca (Arden et al., 2004; Ford et al., 2004); ou 7) logo abaixo da última costela (Lohman et al., 1988). Podem surgir dúvidas quanto ao uso da terminologia para a medida que avalia a adiposidade abdominal. A dúvida pode vir da explicação de que, quando se faz a medida da parte mais estreita, esta é considerada “cintura”; e, da parte mais na altura do umbigo ou abaixo desse, é considerada “abdome”. Entretanto, em todas as referências citadas, a denominação utilizada foi waist circumference, independentemente do local medido. Na publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre prevenção e manejo da obesidade (WHO, 2000) e no consenso da International Diabetes Federation (IDF, 2006a), a expressão utilizada é circunferência da cintura, que é medida no ponto médio entre o rebordo costal e a crista ilíaca. A publicação de Wang et al. (2003) faz comparações entre quatro locais para medida da cintura (waist circumference):  Bem abaixo da última costela.  Na parte mais estreita do tronco.  No ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca.  Bem sobre a crista ilíaca. Os autores discutem as limitações técnicas de cada medida e concluem que todas se correlacionaram com a gordura corporal em ambos os sexos, mas há diferenças nas suas magnitudes. A Tabela 43.1 mostra, de forma simplificada, os dois pontos de corte mais utilizados internacionalmente para identificar pessoas com risco cardiovascular ou complicações metabólicas. O local da medida foi determinado pelo ponto médio entre o último rebordo costal e a crista ilíaca. A OMS (WHO, 2000) recomendou que fosse utilizada a referência da IDF como risco aumentado e do National Cholesterol Education Program-Adult Treatment Panel III

Figura 43.2 Medida da cintura 1cm acima da crista ilíaca

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340


Tabela 43.1

Pontos de corte da circunferência da cintura para risco de doença cardiovascular

Sexo

IDF*

ATP III**

Homens

≥94cm

≥102cm

Mulheres

≥80cm

≥88cm

*International Diabetes Federation, 2006a. **National Cholesterol Education Program (NCEP), 2001.

(ATP III) como risco muito aumentado. Os valores da IDF são para a população europeia e há também disponível em uma de suas publicações, de 2007, os valores para outras etnias, como sul-asiáticos, chineses e japoneses.

Circunferência do quadril É realizada em adultos para a avaliação da relação cintura/quadril (C/Q), que também é considerada um indicador de risco cardiovascular. É importante ressaltar, porém, que a CC isolada é mais fortemente associada à gordura corporal total do que a razão cintura/quadril (Pouliot et al., 1994). Os pontos de corte de risco são C/Q >0,9 para homens e >0,85 para mulheres (WHO, 2008).

Circunferência do braço É realizada após se localizar o ponto médio do braço, entre o acrômio e o olécrano (Figura 43.3). Essa medida é complementar e depende do objetivo da proposta – como calcular a área muscular do braço utilizando-se a dobra cutânea do tríceps –, mas também pode ser usada como indicador isolado de magreza ou adiposidade quando se utilizam os percentis (Anexo 12, Nomogramas e Percentis para Determinação da Área Muscular do Braço, Tabela A12.1).

Figura 43.3 Localização do ponto médio do braço, entre o acrômio e o olécrano

341

Circunferência do pescoço Essa medida foi indicada como screening para detecção de indivíduos adultos com excesso de peso. Se for ≥37cm para homens e ≥34cm para mulheres, é necessária a investigação adicional para identificar sobrepeso ou obesidade. Se essas medidas forem abaixo desses valores, considera-se que não há risco para excesso de peso. Valores ≥39,5cm e ≥36,5 para homens e mulheres, respectivamente, estão associados a índice de massa corporal (IMC) maior que 30kg/altura2(m). Um estudo posterior mostrou que essa medida está relacionada com risco cardiovascular (Ben-Noun et al., 2001; Ben-Noun & Laor, 2003).

Diâmetro do cotovelo Essa medida, que deve ser feita com paquímetro adequado, tem o objetivo de avaliar a compleição do indivíduo. Posiciona-se o paquímetro com o braço dobrado a 90º e as mãos voltadas para o avaliado (Figura 43.4). O valor será dado em centímetros e deverá ser comparado com os percentis de referência (Anexo 6, Tabelas A6.3 e A6.4). Após achar o percentil nas tabelas, deve-se seguir esta classificação (Frisancho, 1990): <percentil 25 (compleição pequena); entre os percentis 25 e 75 (compleição média); e acima do percentil 75 (compleição grande). É útil para avaliações clínicas em que o nutricionista vai analisar o estado nutricional do indivíduo de acordo com os pontos de corte de IMC, mas levando em consideração a compleição ou o tamanho ósseo. Se o indivíduo for classificado como de compleição pequena e o IMC ou o peso estiverem nos níveis limítrofes para baixo peso, o nutricionista pode considerar que não há risco nutricional, levando em conta, evidentemente, outros parâmetros nutricionais. Em função de sua compleição, o indivíduo pode ter menos peso do que os estabelecidos por uma população de referência. Da mesma forma, se o indivíduo apresentar compleição grande e o valor de IMC estiver nos limites superiores da eutrofia, é possível que apresente menor risco de excesso de adiposidade.

Figura 43.4 Medida do diâmetro do cotovelo

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Capítulo 43 | Avaliação Nutricional do Adulto


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IX

IDOSO

CAPÍTULO 50

Avaliação Nutricional do Idoso

CAPÍTULO 51

Fatores que Interferem no Estado Nutricional do Idoso

CAPÍTULO 52

Recomendações Nutricionais para o Idoso

CAPÍTULO 53

Estratégias de Intervenção Dietética para o Idoso

CAPÍTULO 54

Obesidade Sarcopênica – Abordagem e Conduta Nutricional

CAPÍTULO 55

Relatos de Casos Clínicos

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PARTE


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Avaliação Nutricional do Idoso Karina Pfrimer Eduardo Ferriolli

ASPECTOS GERAIS Existem fatores que dificultam a avaliação nutricional do idoso, como alterações fisiológicas da própria idade, mudanças da composição corporal (que afetam os parâmetros de antropometria específicos para idosos), existência de doenças (afetando, p. ex., a memória) e de edema (afeta a antropometria), além de alteração da qualidade de vida (afeta os hábitos de vida). Da mesma forma, existe dificuldade para a realização da intervenção dietética no idoso, uma vez que seus hábitos alimentares já se encontram muito arraigados. Pode haver ainda dificuldade de memorização das novas informações, além da possibilidade de o foco da educação nutricional ser incapaz de conseguir mudança de hábito. No entanto, se todos esses fatores forem bem investigados, a prescrição dietética poderá ser mais bem definida e os resultados serão mais efetivos. O envelhecimento populacional está ocorrendo no mundo todo, porém de maneira mais rápida, principalmente nos países em desenvolvimento. Por exemplo, o Brasil, em 1960, tinha em sua população 3 milhões de idosos e passou, em 2008, para 20 milhões, um aumento de 700% em menos de 50 anos (Veras, 2009). Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o crescimento da população idosa mostraram que o Brasil se tornará, em 2025, o país com a sexta maior população nessa faixa etária (IBGE, 2011). Fazendo uma comparação entre os censos de 1991 a 2010 do IBGE, percebe-se que ocorreu alargamento do topo da pirâmide populacional brasileira representante daqueles com 65 anos ou mais. Essa população era de 4,8% em 1991, passou a 5,9% em 2000 e está em 7,4% em 2010, conforme representado na Figura 50.1 (IBGE, 2011). A expectativa de vida em 30 países já é de mais de 80 anos (IBGE, 2011). No Brasil, em 2008, era de 72,9 anos (CEInfo, 2010). Em 2050, estima-se que haverá no mundo 7,7 bilhões de idosos (Meydani et al., 2005). No Brasil, a projeção para 2025 é de que existirão 33,4 milhões de pessoas nessa faixa etária (IBGE, 2011) (Tabela 50.1).

Tabela 50.1

Número absoluto de pessoas (em milhões) acima de 60 anos de idade em países com população total perto ou acima de 100 milhões (em 2002 e 2025)

2002 China

2025 134,2

China

287,5

Índia

81,0

Índia

168,5

EUA

46,9

EUA

86,1

Federação Russa

26,2

Indonésia

35,0

Indonésia

17,1

Brasil

33,4

Brasil

14,1

Federação Russa

32,7

Paquistão

8,6

Paquistão

18,3

México

7,3

Bangladesh

17,7

Bangladesh

7,2

México

17,6

Nigéria

5,7

Nigéria

11,4

Fonte: adaptada de Nações Unidas, 2001.

O envelhecimento populacional exige preparação para as consequências sociais e econômicas que dele advêm, ou seja, doenças próprias da faixa etária terão maior expressão para esse conjunto da sociedade. No entanto, países em desenvolvimento, como o Brasil, não se mostram preparados para esse crescimento. Muitas vezes, o idoso é tratado na faixa etária de adulto, sem se considerar que ele se encontra em uma fase diferenciada. Alterações fisiológicas e anatômicas do próprio envelhecimento têm repercussão na saúde e na nutrição do idoso. Essas mudanças progressivas envolvem redução da capacidade funcional, alterações do paladar (pouca sensibilidade para gostos primários como sal e doce) e dos processos metabólicos do organismo e modificação da composição corporal.

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PARTE IX | IDOSO

Homens

Mulheres

80> 75 a 79 70 a 74 65 a 69 60 a 64 55 a 59

Idade

50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 8,0

7,0

6,0

1991

5,0

4,0

3,0

2,0

2000

1,0

0,0

1,0

2,0

3,0

4,0

5,0

6,0

7,0

8,0

2010

Figura 50.1 Composição da população brasileira residente total por sexo e grupo etário de 1991 a 2010 Fonte: adaptada de IBGE, 2011.

O estado nutricional pode ser afetado pelo uso de medicamentos que interferem na ingestão, no sabor, na digestão e na absorção dos alimentos (Najas et al., 1994), alterando o consumo alimentar. O papel da alimentação do idoso é a chave para a prevenção e o tratamento de doenças crônicas associadas ao envelhecimento (Denny, 2008). Os fármacos podem diminuir o apetite, mas a maioria atua na absorção, no metabolismo ou na excreção de nutrientes. Tratamentos por curto tempo têm menor probabilidade de provocar efeitos deletérios quando comparados com o uso prolongado de medicamentos, o aumento da expectativa de vida e também a incidência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Thurnham (2004) realizou excelente e densa revisão sobre a interação entre fármacos e nutrientes. Como o objetivo deste capítulo é a abordagem mais prática para subsidiar a assistência nutricional no âmbito ambulatorial, resumiu-se uma parte do conteúdo do autor, o qual pode ser observado na Tabela 50.2. Alterações do estado nutricional podem estar associadas a modificações da cavidade oral que causam dificuldades de mastigação. Estas envolvem próteses soltas que machucam a gengiva e outros problemas dentários, que fazem com que o idoso evite comer certos tipos de alimentos e que prejudicam o consumo e a diversidade dos mesmos. Alguns tipos de doenças crônicas, como demência, doença de Parkinson e artrite, além de sequelas de acidentes vasculares encefálicos (AVE), podem causar dificuldade no manuseio de talheres. Com isso, a pessoa evita comer, até por constrangimento, o que também pode afetar o estado nutricional. Outra situação comum é simplesmente não saber o que fazer frente à comida, quando há demências; muitas vezes, um comando simples, como “agora coma”, pode auxiliar essa pessoa a ingerir alimentos. Além das questões listadas, no Brasil o idoso frequentemente apresenta baixas condições socioeconômicas. Em muitos domicílios, sua aposentadoria é a única renda da família, e o custo

dos medicamentos é elevado. Nesses casos, a alimentação não é priorizada. Sabe-se que, no Brasil, aumentou o número de idosos que detêm a única renda familiar, com filhos e netos desempregados (IBGE, 2002). Com todos esses fatores, a avaliação nutricional do idoso é importante para a melhora da qualidade de vida, pois muitos aspectos dietéticos estão relacionados com o ambiente, a socialização, a capacidade funcional do idoso e o próprio envelhecimento. A avaliação do estado nutricional do idoso deve incluir anamnese alimentar, antropometria, exame físico, avaliação bioquímica, diagnóstico nutricional e prescrição dietética. São necessários cuidados específicos para essa faixa etária.

ANAMNESE A anamnese pode ser composta por queixa, história pregressa, hábitos alimentares, consumo alimentar e questões especiais. A primeira indagação que se faz ao paciente é relativa à sua queixa e será por meio dela que o nutricionista iniciará seu trabalho. A queixa, em geral, refere-se a ganho ou perda de peso, alterações nos exames laboratoriais, inapetência, disfagia e constipação intestinal. A iniciativa para o idoso começar o acompanhamento nutricional poderá partir do próprio paciente, de familiares ou de indicação médica. Se a queixa partir do idoso, em geral é mais fácil que ele compreenda e siga a orientação formulada pelo nutricionista. Esse paciente tem dificuldade de aceitar mudanças, principalmente se não forem compreendidas. Por isso, um dos papéis do nutricionista é sempre conversar sobre a importância da alimentação para a qualidade de vida e para a situação específica de cada paciente. A história pregressa inclui a história familiar de doenças crônicas e os antecedentes do próprio paciente. Pode auxiliar na conduta dietética, por meio da investigação dos casos de diabetes

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do índice de massa corporal (IMC) pela OMS, que considera a classificação do idoso a mesma para o adulto, pode ser inadequada para esta faixa etária. O Mistério da Saúde (MS), no Caderno de Atenção Básica ao Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, aderiu à referência de Lipschitz, de 1994, para o IMC, que considera mudança na relação entre a adiposidade e o envelhecimento.

Peso corporal Na avaliação do peso corporal, alguns idosos podem apresentar dificuldade de caminhar até a balança ou mesmo de se manter em equilíbrio. Nesse caso, a melhor solução é o emprego da balança de base larga, com o examinador sempre próximo do idoso, para que este se sinta seguro. Caso isso não seja possível, uma alternativa é colocar uma cadeira na balança e sentar o paciente nela. Pesa-se em separado a cadeira e calcula-se, por subtração, o peso do idoso. Caso a pesagem seja impossível, pode-se estimar o peso corporal utilizando fórmulas de estimativa de peso para idosos (Chumlea et al., 1985; Chumlea et al., 1988). Seguem-se as fórmulas: Homens Peso = (1,73 × CB) + (0,98 × CP) + (0,37 × DSE) + (1,16 × AJ) – 81,69 Mulheres Peso = (0,98 × CB) + (1,27 × CP) + (0,4 × DSE) + (0,87 × AJ) – 62,35 CB: circunferência do braço (cm); CP: circunferência da panturrilha (cm); DSE: dobra subescapular (mm); AJ: altura do joelho (cm).

Outras fórmulas de estimativa de peso com equações brasileiras podem ser usadas, apesar de não serem específicas para idosos. Rabito et al., em 2006 e 2008, desenvolveu e validou uma equação de estimativa de peso para pessoas hospitalizadas na faixa etária de 30 a 66 anos. Os resultados da estimativa de peso da equação de Rabito et al. foram similares aos de Chumlea et al. Apesar de a equação da Rabito et al. ter idade limitada para idosos, a fita métrica é o utensílio usado para estimar o peso. Já para a fórmula de Chumlea et al. é necessário um adipômetro. Segue a equação de Rabito et al.: Peso = 0,5759 (CB) + 0,5263 (CAb) + 1,2452 (CP) – 4,8689 (S) – 32,9241 CB: circunferência do braço (cm); CAb: circunferência abdominal (cm); CP: circunferência da panturrilha (cm); S: sexo (multiplicar 1 para masculino e 2 para feminino).

O peso corresponde à soma de todos os componentes de cada nível da composição corporal e as mudanças de peso refletem o desequilíbrio entre a ingestão e o consumo de nutrientes. A mudança de peso em um dado período é muito importante para a avaliação nutricional. Vale ressaltar que, para isso, deve ser usada a mesma fórmula, além do cuidado em verificar o peso estimado. O percentual de perda ponderal (%PPR) pode ser calculado pela seguinte fórmula: % PPR = [(PU – PA) ÷ PU] × 100 PU: peso usual (kg); PA: peso atual (kg).

A Tabela 50.3 mostra a perda de peso em relação ao tempo.

Tabela 50.3

Avaliação de perda de peso recente

Tempo

Perda de peso significativa (%)

Perda grave de peso (%)

1a2

>2

5

>5

3 meses

7,5

>7,5

6 meses

10

>10

1 semana 1 mês

397

Fonte: adaptada de Blackburn & Bistrian, 1977.

A variação do peso corporal com o envelhecimento é individual. A média de peso para homens e mulheres tende a aumentar até a faixa dos 60 anos (IBGE, 2011). O homem alcança o ápice aos 65 anos e, geralmente, após essa faixa etária, começa a ter seu peso diminuído. As mulheres alcançam o ápice do peso 10 anos mais tarde (WHO, 1995; Menezes & Marucci, 2005). A perda de água corporal pode ser a causa da diminuição ponderal dos indivíduos acima de 65 anos. Essas mudanças podem ser associadas à redução da massa muscular, principalmente em homens (WHO, 1995). O controle do peso corporal é recomendado como parte do tratamento de todas as doenças (WHO, 1995). Por outro lado, as suas alterações não intencionais podem contribuir para o diagnóstico de alguma delas. Em pacientes com doença de Alzheimer, por exemplo, a perda de peso pode constituir um dos fatores de identificação do diagnóstico e ser progressiva com a doença, alcançando até 92% dos pacientes (Poehlman & Dvorak, 2000). Além disso, a perda não intencional aumenta o risco de mortalidade e de morbidade em idosos (Seidell & Visscher, 2000).

Estatura O ser humano apresenta redução da estatura de cerca de 1 a 2,5cm por década, a partir dos 40 anos (Coelho et al., 2002). A OMS, em 1995, relatou que a variação da perda de estatura é de 1,9 a 6,7cm em homens e de 2 a 6cm em mulheres. A diminuição da estatura nas mulheres ocorre com maior intensidade no grupo de 80 anos e mais (Menezes & Marucci, 2005). Esse encurtamento ocorre em função de: redução dos discos intervertebrais, achatamento das vértebras, acentuação da cifose dorsal, lordose e escoliose. Pode haver também arqueamento dos membros inferiores e achatamento do arco plantar, prejudicando ainda mais a aferição da estatura. Para a aferição da estatura, pode ser usado estadiômetro para adultos ou régua de 2m ou uma fita métrica bem presa na parede. O idoso deve ficar de costas para o estadiômetro, com a face posterior do joelho encostada na parede, descalço, com os pés juntos, em posição ereta, o máximo que conseguir, e com a cabeça ereta, olhando para o horizonte (Heymsfield et al., 2003). Caso essa posição seja impossível em razão do avanço de lordose, escoliose ou cifose dorsal, existem outros métodos de avaliação, como a mensuração da altura do joelho, da envergadura ou outras fórmulas de cálculo. A aferição da altura do joelho pode ser obtida com o idoso em posição supina com o joelho dobrado em ângulo de 90º: o comprimento é medido entre a planta do pé e a superfície anterior da perna, na altura do joelho. Para isso, pode ser empregado o antropômetro pediátrico (Chumlea et al., 1985) (Figura 50.2).

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Capítulo 50 | Avaliação Nutricional do Idoso


PARTE IX | IDOSO

idade entre 25 e 65 anos, internados no Hospital das Clínicas da Universidade Católica de Pelotas no Brasil: Homens Estatura (cm) = (72,803 +1,830 AJ [cm]) Mulheres Estatura (cm) = (51,875 + 2,184 AJ [cm]) AJ: altura do joelho (cm).

Em seguida, serão citadas outras três equações de estimativa de estatura. A equação de Palloni & Guend (2005) foi desenvolvida para 8.037 homens e mulheres com idade superior a 60 anos, de ambos os sexos, hispânicos latino-americanos das capitais de Argentina, Barbados, Brasil, Chile, Cuba, México e Uruguai:

Figura 50.2 Medida da altura do joelho com antropômetro pediátrico

A outra possibilidade é a mensuração da envergadura, que é realizada com os braços do paciente estendidos em ângulo de 90º em relação ao corpo. A distância entre os dedos médios de uma mão e da outra deve ser mensurada com o emprego de fita métrica inextensível. Como alternativa, pode-se mensurar a extensão de um braço até o esterno (meia envergadura) e multiplicar por dois (Mitchell & Lipschitz, 1982) (Figura 50.3).

Mulheres Estatura (cm) = 106,0251 + (1,1914 × AJ [cm]) – (0,1539 × I [anos]) Estatura (cm) = 94,0667 + (1,2110 × AJ [cm]) Homens Estatura (cm) = 105,9638 + (1,2867 × AJ [cm]) – (0,1030 × I [anos]) Estatura (cm) = 98,1691 + (1,2948 × AJ [cm]) I: idade (anos); AJ: altura do joelho (cm).

A outra equação é a de Rabito et al., desenvolvida em 2006 e validada em 2008, com 368 homens e mulheres, com idade media de até 66 anos: Estatura (m) = 63,525 – 3,237 × (sexo)* – 0,06904 × I + 1,293 × (E/2) Sexo (multiplicar 1 para masculino e 2 para feminino); I: idade (anos); E/2: meia envergadura do braço (cm).

Foram apresentadas várias equações como alternativas para estimar a altura em situações em que o idoso não consegue manter-se ereto. Vale ressaltar que se devem considerar equações adequadas para as diferentes etnias e que cada país adota suas próprias equações (Lera et al., 2005).

Índice de massa corporal

Figura 50.3 Mensuração da envergadura

Existem ainda fórmulas para a estimação da altura em idosos (Chumlea et al., 1985): Homens Estatura = 64,19 – (0,04 × I) + (2,02 × AJ) Mulheres Estatura = 84,88 – (0,24 × I) + (1,83 × AJ) I: idade (anos); AJ: altura do joelho (cm).

Outras fórmulas também são utilizadas, como a de Silveira et al., de 1994, que foi determinada em 72 homens e mulheres, com

O IMC é calculado pela divisão do peso, em quilos, pela estatura, em metros, elevada ao quadrado. É o indicador antropométrico mais utilizado para a avaliação de risco nutricional, por ser de fácil aplicabilidade, baixo custo e por ter pouca diferença entre examinadores. No entanto, tal medida é muito questionada no idoso, principalmente quanto à sua classificação, por não considerar as mudanças de distribuição regional de gordura no envelhecimento. Santos & Sichieri, em 2005, relataram que o IMC é um indicativo de adiposidade para idosos, principalmente em mulheres. Não existe um consenso sobre a definição de IMC alto ou baixo para o idoso e alguns autores propõem classificações específicas para faixas etárias avançadas (Tabela 50.4). No entanto, a OMS, em 1995, sugeriu os mesmos pontos de corte de um adulto jovem (IMC <18,5kg/altura2(m) = magreza; IMC ≥30kg/altura2(m) = obesidade). Alguns autores supõem que valores de corte superiores do IMC possam ser mais adequados para idosos, por

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

398


X

ANEXOS ANEXO 1

Recomendações de Ingestão de Energia e Nutrientes

ANEXO 2

Tabelas de Suplementos de Vitaminas e Minerais

ANEXO 3

Curvas de Crescimento para Crianças e Adolescentes (OMS, 2006 e 2007)

ANEXO 4

Percentis de Peso e Estatura no Percentil 50 para Crianças (NCHS, 1977)

ANEXO 5

Critérios para Classificação do Estado Nutricional

ANEXO 6

Percentis dos Diâmetros do Cotovelo de Crianças, Adolescentes e Adultos

ANEXO 7

Percentis de Circunferência da Cintura para Crianças e Adolescentes

ANEXO 8

Percentis de Dobras Cutâneas para Crianças de 3 a 60 Meses

ANEXO 9

Percentis de Dobras Cutâneas para Crianças e Adultos

ANEXO 10

Percentis de Pressão Arterial para Crianças e Adolescentes

ANEXO 11

Valores do Fator Atividade de Acordo com a Atividade Física

ANEXO 12

Nomogramas e Percentis para Determinação da Área Muscular do Braço

ANEXO 13

Medicamentos na Prática do Aleitamento Materno

ANEXO 14

Estágios Puberais

ANEXO 15

Questionário de Frequência Alimentar para Crianças de 2 a 5 Anos

ANEXO 16

Escala de Compulsão Alimentar Periódica

ANEXO 17

Pesos e Volumes de Alimentos e Medidas Caseiras

ANEXO 18

Formatos de Fezes de Crianças e Adultos

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

PARTE


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A Absorciometria com raios X de dupla energia, 402 Academias, 293 Acanthosis nigricans, 319 Acesulfamo-K, 111 Ácido(s), 274 - fólico, 101 - - alimentos fontes de, 103 - - recomendações de, 274 - - - na adolescência, 274 - - - na gestação, 101 - graxos, 14 - - LC-PUFA, recomendações de, na gestação, 105 - - ômega-3 (ver Ômega-3) - - poli-insaturados, 427 - - saturados, 13 - - trans, 14, 428 - - - recomendações de, na adolescência, 276 - linoleico, 13 Açúcar, melhora no perfil dos alimentos com a redução de gordura trans, sódio e, 44 Adolescência, 259-298 - atleta, nutrição do, 288-295 - - balanço energético, 288 - - recomendações nutricionais, 290 - - - cálcio, 291 - - - carboidratos, 290 - - - ferro, 291 - - - hidratação, 292 - - - lipídios, 290 - - - proteínas, 290 - - transtornos alimentares, 292 - - uso de ergogênicos nutricionais e esteroides anabólicos, 293 - avaliação antropométrica na, 265-268

- - indicadores antropométricos, 265 - - - de acúmulo de gordura na região abdominal, 267 - - - dobras cutâneas, 266 - - - índice de massa corporal, 265 - crescimento e maturação sexual, 261-264 - gestação na, 114 - - estratégias de intervenção nutricional na, 114 - - fatores de risco na, 83 - hábitos alimentares na, 280-287 - - consumo de produtos lácteos versus refrigerante, 285 - - estratégias de intervenção, 283 - - estudos com adolescentes, 281 - obesidade na infância e na, 299-336 - - diagnóstico, 303-307 - - - circunferência da cintura, 305 - - - dobras cutâneas, 304 - - - índice de massa corporal, 303 - - - razão cintura-altura, 306 - - estratégias de intervenção dietética e nutricional, 323-331 - - - adolescentes no pós-estirão pubertário, 329 - - - aspectos psicológicos, 324 - - - cálculo energético, 330 - - - composição da dieta quanto aos macronutrientes, 328 - - - edulcorantes e dietéticos, 328 - - - inquérito alimentar, 324 - - - primeira etapa, mudança conceitual, 326 - - - segunda etapa, restrição quantitativa, 326 - - - terceira etapa, mudanças qualitativas, 327 - - fatores determinantes, 308-314 - - - atividade física, 310

- - - genéticos e ambientais, 308 - - - horas de sono, 311 - - - horas diárias de televisão, computador e videogame, 310 - - - padrão alimentar, 311 - - - relacionados ao primeiro ano de vida, 309 - - prevalência de excesso de peso e, 301 - - - dados dos Estados Unidos, 301 - - - no Brasil e no mundo, 301 - - relatos de casos clínicos, 332-336 - - repercussões, 315-322 - - - alterações da pressão arterial, 318 - - - alterações no metabolismo glicídico, 319 - - - alterações no perfil lipídico, 315 - - - classificação do perfil lipídico, 316 - - - síndrome metabólica, 320 - recomendações nutricionais na, 269-279 - - ácido, 276 - - - fólico, 274 - - - graxos trans, 276 - - cálcio, 272 - - energia, 269 - - ferro, 271 - - fibra alimentar, 275 - - micronutrientes, 271 - - para adolescente atleta, 290 - - - cálcio, 291 - - - carboidratos, 290 - - - ferro, 291 - - - hidratação, 292 - - - lipídios, 290 - - - proteínas, 290 - - proteína, 270 - - vitaminas, 274 - - - A, 273 - - - C, 274 - - - D, 273

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Índice


Índice

- relatos de casos clínicos, 296-298 Adolescente (ver Adolescência) Adulto(s), 337-390 - avaliação nutricional do, 339-354 - - cálculo do gasto energético basal e do valor energético recomendado, 351 - - composição corporal, 342 - - - bioimpedância, 345 - - - dobras cutâneas, 342 - - diagnóstico nutricional, 353 - - do estado nutricional, 339 - - exames laboratoriais e medida de pressão arterial, 346 - - hipercolesterolemia familar, 348 - - indicadores e critérios de classificação, 342 - - inquérito alimentar, 349 - - medidas antropométricas, 339 - - - circunferência da cintura, 340 - - - circunferência do braço, 341 - - - circunferência do pescoço, 341 - - - circunferência do quadril, 341 - - - diâmetro do cotovelo, 341, 489-490 - - - estatura, 339 - - - peso, 339 - estratégias de intervenção dietética para, 367-375 - - dieta DASH, 372 - - diretrizes alimentares para a população brasileira, 371 - - fitoestrogênios na terapia de reposição hormonal, 374 - - mudança comportamental, 368 - exercício físico, 362 - - aeróbio, 364 - - atividade física e, 362 - - recomendações para a prática de, 364 - obesidade, 380-386 - - avaliação do sucesso do tratamento da, 380 - - limitações emocionais, 381 - - medicamentos, 384 - - questionário para avaliar presença de compulsão alimentar, 383 - - uso de edulcorantes no tratamento da, 384 - - uso do índice glicêmico e tratamento dietético da, 384 - relatos de casos clínicos, 387-390 - saúde e nutrição da população adulta, 355-361 - - doenças crônicas não transmissíveis e contribuição dos fatores nutricionais e hábito de vida, 356 - - - álcool, 357 - - - alimentação, 357 - - - fumo, 356 - - - inatividade física, 357 - - insegurança alimentar um importante paradoxo, 358 - - padrões de consumo alimentar e suas mudanças, 359

- - prevalência de excesso de peso e obesidade, pandemia, 355 - sedentarismo, 362 - suplementos de nutrientes para, 376-379, 451-463 - - cuidados da prática de suplementação de vitaminas e minerais, 376 - - prós e contras, 377 - - regulamentação da prescrição, 376 - treinamento de força, 363 Água, 19, 372 - recomendações de, na gestação, 105 Álcool, consumo de, 428 - na gestação, 85 Aleitamento materno, 135-169 - atualizações em, 158-165 - - e anemia ferropriva, 158 - - e cárie dentária, 160 - - e cólica do lactente, 161 - - e prevenção de obesidade, 159 - características gerais da composição do, 143 - - carboidrato, 144 - - colostro, 143 - - imunoglobulinas, 145 - - leite maduro, 144 - - lipídio, 144 - - minerais e oligoelementos, 145 - - proteína, 144 - - variações na composição do leite, 145 - - vitaminas, 145 - dez passos para o, bem-sucedido, 139 - estágios da lactação, 142 - fisiologia da lactação e composição do, 141 - hormônios da lactação, 142 - importância do, 137 - manejo durante o, 148-154 - - a lei para a mãe que amamenta, 153 - - complicações ou dificuldades mais comuns, 150 - - - fissuras e rachaduras, 151 - - - hipogalactia, 151 - - - ingurgitamento mamário, 150 - - - mamilos ausentes, planos ou invertidos, 152 - - - mastite, 151 - - - medicamentos, 152 - - contraindicação, 153 - - recomendações quanto à amamentação, 153 - - técnicas adequadas de amamentação, 148 - medicamentos na prática do, 516-519 - recomendações nutricionais para a nutriz, 155-157 - - cálculo energético, 156 - - práticas alimentares maternas recomendadas durante a amamentação, 156 - - prevenção da deficiência de vitamina A, 157

- - redução mamária e prótese de silicone, 156 - reflexo, 142 - - da ocitocina ou da ejeção do leite, 143 - - da prolactina ou estímulo da produção de leite, 142 - relatos de casos clínicos, 166-169 - vias de secreção dos nutrientes do leite, 146 Alimentação(ões), 37-76, 207-214 - no primeiro ano de vida, 207-214 - - dez passos da alimentação saudável, 208 - - esquema alimentar para crianças não amamentadas, 210 - - práticas alimentares recomendadas, 207 - - receitas de papas para compor a alimentação complementar, 211 - - situações práticas observadas, 213 - polêmica da restrição de gordura na, 224 - saudável(is), 208 - - definição de alimento segundo a Food and Drug Administration, 25 - - dez passos da, 208 - - - para idosos, 423 - - diferentes conceitos para categorizar, 26 - - índice de, 33 - - - alimentos incluídos nos componentes do, 33 - - - diferentes propostas de adaptação do, para a população brasileira, 33 - - nas escolas, 45 - - promoção da, 42 Alimentação e nutrição, educação e política nacional de, 37-76 - ações no âmbito do SUS, 39-47 - - a intersetorialidade nas, 45 - - desafios em saúde pública, 40 - - nas escolas, 45 - - no contexto macropolítico, 44 - - organização das, em nível local, 41 - - - monitoramento e avaliação, 41 - - - prevenção das deficiências nutricionais, 43 - - - prevenção e controle da obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis, 44 - - - promoção da alimentação saudável, 42 - avanços e possibilidades de articulação entre a teoria e a prática na formação profissional, 48 - educação e comunicação em saúde, 48-53 - - a importância da, 49 - - riscos, desafios e algumas conquistas, 50 - experiências no contexto brasileiro, 54-66 - - questões conceituais e históricas, 54 - - políticas públicas, experiências de formação e intervenção, 56 - materiais educativos na abordagem de temas como saúde, 67-76 Alimento(s), 101 - classificação dos, 29

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- - baseada na extensão e no propósito do seu processamento, 28 - - de acordo com o grau de processamento, 29 - com alto teor de carboidratos, 291 - e prevenção de doenças, 423 - fontes, 101 - - de ácido fólico, 103 - - de cálcio, 101 - - de fibra alimentar, 275 - - de vitamina, 105 - - - A, 104 - - - C, 105 - fortificação de (ver Fortificação alimentar) - incluídos nos componentes do índice de alimentação saudável, 33 - índice(s) dos, 27 - - de qualidade nutricional, 27 - - glicêmico, utilizando o pão branco como referência, 385 - melhora no perfil dos, com a redução de gordura trans, sódio e açúcar, 44 - percentual de gordura de alguns, 330 - regulamentação de publicidade de, 45 - rótulo dos, 27 - - alegações relacionadas ao conteúdo de nutrientes e energia no, 27 - - informações nutricionais contidas no, 75 - saudável (ver Alimentação saudável) Alteração(ões), 315 - da pressão arterial, 318 - do perfil lipídico, 315 - no metabolismo glicídico, 319 Altura, indicadores utilizados a partir dos dados de peso e, 179 - estatura por idade, 179 - peso, 180 - - por estatura, 180 - - por idade, 180 Amamentação (ver Aleitamento materno) Analgésicos, 412 Anamnese alimentar, 186 - questionário de frequência alimentar, 187 - - crianças de 2 a 5 anos, 522-529 Anemia(s), 116 - ferropriva, 243-254 - - alterações na, 246 - - definições e distinção, 244 - - diagrama conceitual da relação entre deficiência de ferro e, em uma população hipotética, 245 - - e aleitamento materno, 158 - - em crianças, 250 - - - fatores determinantes da, 246 - - epidemiologia, 243 - - estratégias para prevenção e combate à, 250 - - manifestações clínicas, 245 - - na gestação, 116 - - - etiologia e complicações, 117 - - - prevenção, 117

- - parâmetros laboratoriais para diagnóstico, 246 - - recomendações práticas, 251 - - repercussões, 244 - - tratamento, 252 - na gestação, 115 - - carenciais, 115 - - - ferropriva, 116 - - - megaloblástica, 118 - - - prevalência, 116 - - - tratamento, 118 - - diagnóstico de, 116 - - megaloblástica, 118 - - prevalência de, 116 - - tratamento, 118 Antibióticos, 412 Anti-inflamatórios, 412 Antropometria, 177, 396 (ver também Avaliação antropométrica) - circunferências, 399 - - da cintura e do quadril, 400 - - da panturrilha, 400 - - do braço, 399 - estatura, 397 - índice de massa corporal, 398 - peso corporal, 397 Antropômetro pediátrico, medida da altura do joelho com, 398 Aspartame, 111 Assistência nutricional à gestante adolescente, padrões a serem avaliados na, 114 Atividade(s), 289 - diárias, gasto energético das, 289 - física, 12, 310 - - fator de, por atividade, 98 - - nível de, 426 Avaliação antropométrica na adolescência, 265-268 - indicadores antropométricos, 265 - - de acúmulo de gordura na região abdominal, 267 - - dobras cutâneas, 179, 499-503 - - índice de massa corporal, 265 Avaliação nutricional da criança, 177-190 - anamnese alimentar, 186 - - questionário de frequência alimentar, 187, 522-529 - antropometria, 177 - especificidades da, 183 - - do lactente, 184 - - do recém-nascido, 183 - histórico da, 184 - investigação laboratorial, 188 - medidas, indicadores e pontos de corte para, 179 - - circunferência da cintura, 182 - - dobras cutâneas, 182, 493-498 - - estatura, 179 - - indicadores utilizados a partir dos dados de peso e altura, 179

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- - - estatura por idade, 179 - - - peso por estatura, 180 - - - peso por idade, 180 - - índice de massa corporal, 180 - - perímetro, 181 - - - braquial, 181 - - - cefálico, 181 - - - torácico, 181 - - peso, 179 - - relação entre as proporções corporais, 181 - qual referencial ou padrão deve ser usado, OMS, estudo milticêntrico, 178 - - elaboração das curvas de crescimento, 179 - - - de 0 a 5 anos, 178 - - - de 5 a 19 anos, 179 - situação nutricional brasileira, 185 Avaliação nutricional do idoso, 393-409 - anamnese, 394 - antropometria, 396 - - circunferências, 399 - - - da cintura e do quadril, 400 - - - da panturrilha, 400 - - - do braço, 399 - - estatura, 397 - - índice de massa corporal, 398 - - peso corporal, 397 - aspectos gerais, 393 - bioquímica, 407 - da composição corporal, 400 - - absorciometria com raios X de dupla energia, 402 - - bioimpedância, 400 - - dobras cutâneas, 402 - - método de diluição de óxido de deutério, 403 - da força de pressão de mão, 406 - diagnóstico nutricional, 407 - exame físico, 406 - triagem nutricional, 403 Avaliação nutricional da gestante, 91-97 - do estado nutricional da gestante, 91 - ganho de peso, 94 - inquéritos alimentares, 95 - medidas antropométricas, 91 - parâmetros laboratoriais, 96 Avaliação subjetiva global, 405

B Baixo peso ao nascer, 88 Balanço energético, 288 Biodisponibilidade do ferro, classificação das dietas quanto à, 248 Bioimpedância, 400 Bolsa Família, 45, 73 Braço, 399 - área muscular do, 342, 510-515 - circunferência do, 399 - - estado nutricional de acordo com a, 399

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Índice


Índice

C Caderneta de saúde da criança, 73 Cafeína, 110 - fontes comuns de, 110 - consumo de, durante a gravidez, 110 Cálcio, 9, 14, 223, 285 - alimentos fontes de, 101 - recomendações de, 193 - - na gestação, 100 - - na hipertensão, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, 125 - - para adolescente(s), 272 - - - atleta, 291 - - para crianças, 197 - - para idosos, 417 - - para lactentes, 193 Calorias, 373 Carboidrato(s), 14, 144 - alimentos com alto teor de, 291 - recomendações de, 193 - - para adolescente atleta, 290 - - para crianças, 197 - - para idosos, 415 - - para lactentes, 193 - totais, 371 Cárie dentária, 160 - condições bucais distintas em relação à, 234 - ocorrência e gravidade de, 238 - prática alimentares e, 235 - precoce, 239 - severa, 239 Carne, consumo de, 248 Casos clínicos, relatos de, 255-257 - adolescência, 296-298 - aleitamento materno, 166-169 - gestação, 129-134 - obesidade na infância e na adolescência, 332-336 Células alveolares e mioepiteliais, 141 Chás, uso de, na gestação, 111 Cintura, circunferência da, 182, 305 - e do quadril, 400 - pontos de corte da, para risco de doença cardiovascular, 341 Circunferência(s), 399 - da cintura e do quadril, 400 - da panturrilha, 400 - do braço, 399 Cobalamina, 16 Colesterol, 348 - dietético, 427 - HDL, 348 Cólica do lactente, 161 Colostro, 143 Comportamento alimentar, 382 - definições dos diferentes mecanismos do, 382 - e família, 204 Composição corporal, 345 - avaliação da, 400

- - do idoso, 400 - - - absorciometria com raios X de dupla energia, 402 - - - bioimpedância, 400 - - - dobras cutâneas, 402 - - - método de diluição de óxido de deutério, 403 - - método para, 345 - características da, de obesidade e sarcopenia, 426 Comprimento ao nascer, classificação nutricional do recém-nascido por peso e, 184 Comunicação em saúde, educação e, 48-53 - a importância da, 49 Constipação intestinal, 226 - durante a gestação, 110 - e fibra alimentar na infância, 225 - intervenção dietética na criança com, 226 Consumo208 - de carne, 248 - de leite, 208 - - de vaca fluido, 248 - - materno, padronizações de, 208 - de suco de frutas, controvérsia entre o, e a condição nutricional das crianças, 222 Cotovelo, xantomas tendinosos e tuberosos na região do, 349 Crescimento e desenvolvimento, 235 - bucofacial, 235 - curva de, para prematuros, 184 - e maturação sexual, 261-264 - na infância, 173-176 - - elaboração das curvas de crescimento, 179 - - - de 0 a 5 anos, 178 - - - de 5 a 19 anos, 179 Criança(s) (ver também Infância) - avaliação nutricional da, 177-190 - - anamnese alimentar, 186 - - - questionário de frequência alimentar, 187, 522-529 - - antropometria, 177 - - especificidades da, 183 - - - do lactente, 184 - - - do recém-nascido, 183 - - histórico da, 184 - - investigação laboratorial, 188 - - medidas, indicadores e pontos de corte para, 179 - - - circunferência da cintura, 182 - - - dobras cutâneas, 182 - - - estatura, 179 - - - indicadores utilizados a partir dos dados de peso e altura, 179 - - - índice de massa corporal, 180 - - - perímetro braquial, 181 - - - perímetro cefálico, 181 - - - perímetro torácico, 181 - - - peso, 179

- - - relação entre as proporções corporais, 181 - - qual referencial ou padrão deve ser usado, 178 - - - elaboração das curvas de crescimento, 179 - - situação nutricional da criança brasileira, 185 - fatores determinantes da anemia, 246 - com constipação intestinal, intervenção dietética na, 226 - controvérsia entre o consumo de suco de frutas e a condição nutricional da, 222 - esquema alimentar para, 210 - - não amamentadas, 210 - - para se alcançar a quantidade recomendada de fibras para, de 3 a 8 anos, 227 - nutrição, práticas alimentares e saúde bucal da, 233-242 - prós e contras das dietas vegetarianas para, 223 - quando avaliar o perfil lipídico de uma, 316 - recomendações nutricionais para, 195, 249 - - cálcio, 197 - - carboidratos, 197 - - distribuição dos macronutrientes, 196 - - energia, 195 - - ferro, 198 - - fibras alimentares, 199 - - folato, 199 - - lipídios, 197 - - proteínas, 197 - - sódio, 198 - - vitaminas, 198 - - zinco, 198 - requerimento de proteína estimado em g/kg/ dia de peso corporal para, de 0 a 12 meses, 192 Crista ilíaca, 340 Cromo, 18 Curva de crescimento, 179 - elaboração das, 179 - - de 0 a 5 anos, 178 - - de 5 a 19 anos, 179 - para prematuros, 184

D Defeitos do tubo neural, 102 - incidência de, 102 - prevenção da ocorrência de, 102 Deficiência(s) nutricional(is), 244 - de ferro, 244 - - alterações na anemia e na, e na anemia ferropriva, 246 - - anemia por (ver Anemia ferropriva) - - diagrama conceitual da relação entre, e anemia em uma população hipotética, 245 - - estágios do desenvolvimento da, 245

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

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- - parâmetros laboratoriais para diagnóstico de anemia e, e anemia por deficiência de ferro, 246 - - repercussões da, 244 - de vitamina A, 157 - prevenção das, 43 Déficit, 186 - de peso, 186 - estatural, 186 Densidade nutricional, conceitos de, e índices de qualidade da dieta, 24-35 Desenvolvimento, crescimento e, 235 - bucofacial, 235 - na infância, 173-176 - - elaboração das curvas de crescimento, 179 - - - de 0 a 5 anos, 178 - - - de 5 a 19 anos, 179 Desnutrição, 229 - atual ou aguda, 185 - crônica ou evolutiva, 185 - energético-proteica, 227 - pregressa, 185 - tratamento da, em âmbito ambulatorial e institucional, 228 - uso de multimistura no combate à, 229 Deutério, óxido de, método de diluição de, 403 Diabetes, 321 - gestacional, 88, 120 - - abordagem nutricional, 122 - - prescrições dietéticas para a prática clínica, 123 - - rastreamento e diagnóstico, 121 - - recomendações dietéticas e nutricionais, 122 - melito, 320 - - tipo 2, resistência à insulina e, 319 - - valores de glicose plasmática para diagnóstico de, e seus estágios pré-clínicos, 320, 347 Dieta(s), 210 - aplicação das recomendações de ingestão dietética na avaliação e no planejamento de, 10 - cálculo do valor energético total da, a partir da adequação de peso, 123 - classificação das, quanto à biodisponibildade do ferro, 248 - composição da, quanto aos macronutrientes, 328 - enteral em cuidados paliativos, 422 - índice de qualidade da, 210 - - conceitos de densidade nutricional e, 24-35 - ingestão dietética (ver Ingestão dietética) - para aumentar a massa magra, 285 - vegetarianas, prós e contras das, para crianças, 223 Dietéticos, edulcorantes e, 328

Diferenciação celular de acordo com o período gestacional, 79 Dinamômetro, método de, 406 Dislipidemias, classificação de, 347 - em crianças e adolescentes, 317 Diuréticos, 412 Dobra(s) cutânea(s), 266, 182, 304, 342, 499 - adolescente, 266, 304 - adulto, 342, 499 - criança, 182, 304, 499 - idoso, 402 - tricipital, estado nutricional de acordo com a, 403 Doença(s), 44 - alimentos e prevenção de, 423 - cardiovascular, 341 - crônicas não transmissíveis, 44

E Eclâmpsia, hipertensão e pré-eclâmpsia, 123 - recomendações nutricionais e orientações dietéticas, 124 - - cálcio, 125 - - energia, 124 - - proteína, 125 - - sódio, 125 Educação, 49 - e comunicação em saúde, 48 - - a importância da, 49 - - riscos, desafios e algumas conquistas, 50 - nutricional, diferenças entre, e orientação dietética, 370 Educação e política nacional de alimentação e nutrição, 37-76 - ações no âmbito do SUS, 39-47 - - a intersetorialidade nas, 45 - - desafios em saúde pública, 40 - - nas escolas, 45 - - no contexto macropolítico, 44 - - organização das, em nível local, 41 - - - monitoramento e avaliação, 41 - - - prevenção das deficiências nutricionais, 43 - - - prevenção e controle da obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis, 44 - - - promoção da alimentação saudável, 42 - avanços e possibilidades de articulação entre a teoria e a prática na formação profissional, 48-53 - educação e comunicação em saúde, 48-53 - - a importância da, 49 - - riscos, desafios e algumas conquistas, 50 - experiências no contexto brasileiro, 54-66 - - questões conceituais e históricas, 54 - - políticas públicas, experiências de formação e intervenção, 56 - materiais educativos na abordagem de temas como saúde, 67-76

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Edulcorantes, 110 - consumo de, durante a gravidez, 110 - e dietéticos, 328 Efedrina-cafeína, 384 Energia e nutrientes, 12 - alegações relacionadas ao conteúdo de, no rótuto dos alimentos, 27 - recomendações de, 1-36, 98 - - aplicação das recomendações de ingestão dietética na avaliação e no planejamento de dietas, 10 - - conceitos de densidade nutricional e índices de qualidade da dieta, 24-35 - - - conceitos e guias, 24 - - conceitos e parâmetros de recomendações de ingestão dietética, 3-11 - - - conceito e mudanças, 3 - - - fundamentação dos valores de ingestão máxima tolerada, 8 - - - OMS, 4 - - - propostas para avaliação de dietas de indivíduos e, 5 - - especificidades das, 12-23 - - - ácidos graxos saturados, 13 - - - ácidos graxos trans, 14 - - - água, 19 - - - alterações nas recomendações dietéticas para situações especiais, 20 - - - cálcio, 14 - - - carboidratos, 14 - - - contribuição dos alimentos fortificados, 20 - - - cromo, 18 - - - ferro, 17 - - - fibras, 19 - - - folato, 16 - - - lipídios, 13 - - - micronutrientes, 14 - - - proteínas, 13 - - - sódio, 15 - - - vitamina A, 16 - - - vitamina B12, 16 - - - vitamina C, 17 - - - vitamina K, 15 - - - zinco, 18 - - na adolescência, 269 - - na gestação, 98 - - na hipertensão, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, 123 - - para crianças, 195 - - para idosos, 414 - - para lactentes, 191 Envergadura, medida de, 181 Equipe de saúde, 73 Ergogênicos nutricionais, uso de, e esteroides anabólicos, 293 Escola(s), 45 - alimentação saudável nas, 45 - Programa Saúde na, 46 Esporte, 293

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Índice


Índice

Esquema alimentar para crianças não amamentadas, 210 Estado nutricional, 399 - critérios para classificação do, 487-488 - da gestante, avaliação do, 91 - de acordo com a circunferência do braço, 399 - de acordo com a dobra cutânea tricipital, 403 - do idoso, fatores que interferem no, 410413 - - consumo alimentar, 411 - - medicamentos, 412 - - qualidade de vida, 412 - - socioambientais, 411 Estatura, 179 - baixa estatura, 186 - do idoso, 397 - peso por, 180 - - classificação de Jelliffe para, 185 - por idade, 179 Esteróides anabólicos, uso de ergogênicos nutricionais e, 293 Esteviosídeo, 111 Estresse oxidativo, 364 Estrogênio, 81 Estudo(s), 281 - com adolescentes, 281 - de São Leopoldo, 238 - internacionais que investigaram qualidade de vida relacionada à saúde bucal, 234 - multicêntrico e elaboração das curvas de crescimento, 178 - que sugeriram pontos de corte para circunferência da cintura em crianças e adolescentes, 305

F Família, comportamento alimentar e, 204 Food and Drug Administration, definição de alimento saudável segundo a, 25 Federação Internacional de Diabetes, 321 Ferritina, 245, 348 Ferro, 9, 17, 223 - biodisponibilidade do, classificação das dietas quanto a, 248 - deficiência de, 244 - - alterações na anemia e na, e na anemia por deficiência de ferro, 246 - - anemia por (ver Anemia ferropriva) - - diagrama conceitual da relação entre, e anemia em uma população hipotética, 245 - - estágios do desenvolvimento da, 245 - - parâmetros laboratoriais para diagnóstico de anemia e, e anemiapor deficiência de ferro, 246 - - repercussões da, 244 - heme, 247 - não heme, 247

- proveniente de alimentos fortificados, 247 - recomendações de, 193 - - na gestação, 102 - - para adolescente(s), 271 - - - atleta, 291 - - para crianças, 198, 249 - - para idosos, 417 - - para lactentes, 193 - suplementação de, em doses profiláticas, 250 Feto, ganho de peso do, de acordo com a semana gestacional, 80, 183 Fibra(s) alimentar(es), 19, 371, 428 - constipação intestinal e, na infância, 225 - esquemas alimentares para se alcançar a quantidade recomendada de, para crianças, 227 - recomendações de, 194 - - na adolescência, 275 - - para crianças, 199 - - para lactentes, 194 Fissuras e rachaduras e amamentação, 151 Folato, 9, 16 - recomendações de, 194 - - para crianças, 199 - - para lactentes, 194 Formação profissional, avanços e possibilidades de articulação entre a teoria e a prática na, 48 Fortificação, 20 - caseira, recomendações da OMS para uso da, 251 - mandatória, 44 Frutas, verduras, legumes e, 371

G Gases, vias de transporte placentário de, e nutrientes, 81 Gasto energético, 289 - basal, 191, 269 - - cálculo do, 195 - - - método detalhado para, 196 - - - para meninos e meninas, 195 - cálculo do, 289 - das atividades diárias, 289 - do treinamento, 290 - durante o repouso, 289 - total, 191, 270, 290 - - cálculo do, 98 Gestação, 77-134 (ver também Gestantes) - aspectos fisiológicos e nutricionais na, 79-82 - - adaptações fisiológicas, 81 - - características gerais, 79 - - placenta, 80 - - principais hormônios e suas funções, 81 - avaliação nutricional, 91-97 - - considerações importantes, 95 - - do estado nutricional da gestante, 91 - - ganho de peso, 94

- - inquéritos alimentares, 95 - - medidas antropométricas, 91 - - parâmetros laboratoriais, 96 - fatores de risco na, 83-86 - - álcool, 85 - - baixo peso, 84 - - excesso de peso ou obesidade, 84 - - gestante com mais de 35 anos, 84 - - na adolescência, 83 - - paridade, 84 - - tabagismo, 85 - recomendações nutricionais, 98-107 - - ácido, 105 - - - fólico, folato, 101 - - - graxos LC-PUFA, 105 - - água, 105 - - cálcio, 100 - - energia, 98 - - ferro, 102 - - micronutrientes, 100 - - para gestantes gemelares, 105 - - proteína, 100 - - vitaminas, 104 - - - A, 103 - - - C, 104 - - - D, 105 - - zinco, 105 - relatos de casos clínicos, 129-134 - repercussões tardias da nutrição intrauterina, 87-90 - - baixo peso ao nascer, 88 - - diabetes gestacional, 88 - - expressões genéticas e fenotípicas, 89 - - peso elevado ao nascer, 89 - - restrição energética e proteica, 87 - situações comuns durante a, e práticas alimentares, 108-113 - - cafeína, 110 - - chás, 111 - - constipação intestinal, 110 - - edulcorantes, 110 - - intoxicação alimentar, 111 - - náuseas e vômito, 109 - - pica, 110 - - pirose, 110 - - recomendações dietéticas, 108 Gestação, estratégias de intervenção nutricional, 114-128 - anemias carenciais, 115 - - ferropriva, 116 - - megaloblástica, 118 - - prevalência, 116 - - tratamento, 118 - baixo peso, 115 - diabetes, 120 - - abordagem nutricional, 122 - - prescrições dietéticas para a prática clínica, 123 - - rastreamento e diagnóstico, 121 - - recomendações dietéticas e nutricionais, 122

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- excesso de peso, 119 - hipertensão e pré-eclâmpsia, eclampsia, 123 - - recomendações nutricionais e orientações dietéticas, 124 - - - cálcio, 125 - - - energia, 124 - - - proteína, 125 - - - sódio, 125 - na adolescência, 114 Gestante(s), 84 (ver também Gestação) - adolescente, padrões a serem avaliados na assistência nutricional à, 114 - com mais de 35 anos, 84 - curva de índice de massa corporal para, 91 - gemelares, recomendações nutricionais para, 105 - valores de parâmetros hematológicos para, 116 Glicemia normal, 347 Glicose, 347 - tolerância à, 347 - - teste de, 122 - valores de, para diagnóstico de diabetes melito e seus estágios pré-clínicos, 320, 347 Gordura(s), 371 - indicadores de acúmulo de, na região abdominal, 267 - percentual de, 267 - - classificação do, 345 - - de alguns alimentos, 330 - - equação de predição de, 345 - - equações antropométricas para determinação do, 267 - - pontos de corte para o, em adolescentes entre 10 e 15 anos, 267 - polêmica da restrição de, na alimentação infantil, 224 - recomendações de, para o idoso, 416 - saturadas, 427 - trans, melhora no perfil dos alimentos com a redução de, sódio e açúcar, 44 Guia Alimentar lançado em 2014, 372

H Hábitos alimentares, 202-206, 280-287 - formação dos, na infância, 202-206 - - comportamento alimentar e família, 204 - - preferências alimentares, 202 - na adolescência, 280-287 - - consumo de produtos lácteos versus refrigerante, 285 - - estratégias de intervenção, 283 - - estudos com adolescentes, 281 Hematócrito, 348 Hemoglobina, 348 - corpuscular média, 245 Hidratação, 292 Hipercolesterolemia, 347 Hiperlipidemia, 347

Hipertensão, 347 - classificação diagnóstica de, em adultos acima de 18 anos, 347 - e pré-eclâmpsia, eclâmpsia, 123 - - recomendações nutricionais e orientações dietéticas, 124 - - - cálcio, 125 - - - energia, 124 - - - proteína, 125 - - - sódio, 125 Hipertrigliceridemia, 347 Hipogalactia, 151 Hormônio(s), 81 - e suas funções na gestação, 81 - lactogênio placentário, 81

I Idade, 180 - estatura por, 179 - gestacional, 183 - - avaliação do peso ao nascer para, 184 - - classificação nutricional do recém-nascido por, 183 - materna, cálculo da taxa metabólica basal segundo a, 98 - peso por, 180 - pré-escolar (ver Pré-escolar) - sugestão de volume de leite para oferecer ao lactente que não apresenta patologias de acordo com a, 211 Idoso(s), 391-434 - avaliação nutricional do, 393-409 - - anamnese, 394 - - antropometria, 396 - - - circunferências, 399 - - - circunferências da cintura e do quadril, 400 - - - circunferência do braço, 399 - - - circunferências do da panturrilha, 400 - - - estatura, 397 - - - índice de massa corporal, 398 - - - peso corporal, 397 - - aspectos gerais, 393 - - avaliação bioquímica, 407 - - avaliação da composição corporal, 400 - - - absorciometria com raios X de dupla energia, 402 - - - bioimpedância, 400 - - - dobras cutâneas, 402 - - - método de diluição de óxido de deutério, 403 - - avaliação da força de pressão de mão, 406 - - diagnóstico nutricional, 407 - - exame físico, 406 - - triagem nutricional, 403 - estado nutricional do, fatores que interferem no, 410-413 - - consumo alimentar, 411 - - fatores socioambientais, 411 - - medicamentos, 412

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- - qualidade de vida, 412 - estratégias de intervenção dietética para o, 421-424 - - alimentos e prevenção de doenças, 423 - - cuidados com os alimentos, 422 - - dieta enteral em cuidados paliativos, 422 - - medicamentos, 422 - - orientações, 421 - - - de líquidos, 422 - - - específicas, 421 - obesidade sarcopênica, 425-430 - - abordagem e conduta nutricional, 425 - - diagnóstico, 426 - - plano alimentar, 427 - - - ácidos graxos poli-insaturados, 427 - - - ácidos graxos trans, 428 - - - álcool, 428 - - - colesterol dietético, 427 - - - fibras, 428 - - - gorduras saturadas, 427 - - - proteínas, 428 - - recomendação energética, 426 - recomendações nutricionais para o, 414420 - - cálcio, 417 - - carboidratos, 415 - - energia, 414 - - ferro, 417 - - gorduras, 416 - - micronutrientes, 417 - - pirâmide alimentar, 418 - - proteínas, 416 - - vitamina(s), 418 - - - A, 417 - - - B12, 418 - - - C, 418 - - - D, 417 - - zinco, 418 - relatos de casos clínicos, 431-434 IMC (ver Índice de massa corporal) Imunoglobulinas, 145 Inapetência do pré-escolar, 217 - comportamental, 217 - orgânica, 219 - principais causas de, e recomendações importantes, 219 Indicadores antropométricos, 265 - de acúmulo de gordura na região abdominal, 267 - dobras cutâneas, 266 - índice de massa corporal, 265 Índice(s), 180 - de alimentação saudável, 33 - - alimentos incluídos nos componentes do, 33 - - diferentes propostas de adaptação do, para a população brasileira, 33 - de massa corporal, 180, 265, 303, 342 - - adolescente, 265 - - gestantes, 91 - - idoso, 398

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

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Índice

- -crianças e adolescentes, 303 - de qualidade, 27 - - de dieta, 210 - - - conceitos de densidade nutricional e, 24-35 - - dos alimentos, 27 - de Röhrer, 184 - glicêmico dos alimentos utilizando o pão branco como referência, 385 Infância, 173-176 (ver também Criança) - constipação intestinal e fibra alimentar na, 225 - crescimento e desenvolvimento na, 173-176 - - elaboração das curvas de crescimento, 179 - - - de 0 a 5 anos, 178 - - - de 5 a 19 anos, 179 - formação dos hábitos alimentares na, 202-206 - - comportamento alimentar e família, 204 - - preferências alimentares, 202 - obesidade na, e na adolescência, 299-336 - - diagnóstico, 303-307 - - - circunferência da cintura, 305 - - - dobras cutâneas, 304 - - - índice de massa corporal, 303 - - - razão cintura-altura, 306 - - estratégias de intervenção dietética e nutricional, 323-331 - - - adolescentes no pós-estirão pubertário, 329 - - - aspectos psicológicos, 324 - - - cálculo energético, 330 - - - composição da dieta quanto aos macronutrientes, 328 - - - edulcorantes e dietéticos, 328 - - - inquérito alimentar, 324 - - - primeira etapa, mudança conceitual, 326 - - - segunda etapa, restrição quantitativa, 326 - - - terceira etapa, mudanças qualitativas, 327 - - fatores determinantes, 308-314 - - - atividade física, 310 - - - genéticos e ambientais, 308 - - - horas de sono, 311 - - - horas diárias de televisão, computador e videogame, 310 - - - padrão alimentar, 311 - - - relacionados ao primeiro ano de vida, 309 - - prevalência de excesso de peso e, 301 - - - dados dos Estados Unidos, 301 - - - no Brasil e no mundo, 301 - - relatos de casos clínicos, 332-336 - - repercussões, 315-322 - - - alterações da pressão arterial, 318 - - - alterações no metabolismo glicídico, 319 - - - alterações no perfil lipídico, 315 - - - classificação do perfil lipídico, 316 - - - síndrome metabólica, 320 - suplementos nutricionais na, 200, 451-463

Ingestão, 223 - dietética, 3-11 - - aplicação das recomendações de, na avaliação e no planejamento de dietas, 10 - - conceitos e parâmetros de recomendações de, 3-11 - - - conceito e mudanças, 3 - - - fundamentação dos valores de ingestão máxima tolerada, 8 - - - propostas para avaliação de dietas de indivíduos e grupos, 5 - - - recomendações nutricionais, OMS, 4 - energética, 223 - excessiva, efeitos adversos da, 9 - frequência de, e cárie dentária, 236 - proteica, recomendações de, Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos EUA, 197 Ingurgitamento mamário, 150 Inquérito alimentar, 324 - na gestação, 95 - -na adolescência, 114 - recordatório de 24h, 96 - - de uma criança de 4 anos, 218 Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos EUA, 197 Insulina, 81, 320 - resistência à, 365 - - e diabetes melito tipo 2, 319 - - e exercício, 365 Intervenção nutricional, 114-128 - dietética, 124 - - e obesidade na infância e na adolescência, 323-332 - - - adolescentes no pós-estirão pubertário, 329 - - - aspectos psicológicos, 324 - - - cálculo do gasto energético, 330 - - - composição da dieta quanto aos macronutrientes, 328 - - - edulcorantes e dietéticos, 328 - - - inquérito alimentar, 324 - - - primeira etapa, mudança conceitual, 326 - - - segunda etapa, restrição quantitativa, 326 - - - terceira etapa, mudanças qualitativas, 327 - - na criança com constipação intestinal, 226 - - para o idoso, 421-424 - - - alimentos e prevenção de doenças, 423 - - - cuidados com os alimentos, 422 - - - dieta enteral em cuidados paliativos, 422 - - - medicamentos, 422 - - - orientações de líquidos, 422 - - - orientações específicas, 421 - na gestação, 114-128 - - anemias carenciais, 115 - - - ferropriva, 116 - - - megaloblástica, 118 - - - prevalência, 116 - - - tratamento, 118

- - baixo peso, 115 - - diabetes, 120 - - - abordagem nutricional, 122 - - - prescrições dietéticas para a prática clínica, 123 - - - rastreamento e diagnóstico, 121 - - - recomendações dietéticas e nutricionais, 122 - - excesso de peso, 119 - - hipertensão e pré-eclâmpsia, eclâmpsia, 123 - - - recomendações nutricionais e orientações dietéticas, 124 - - na adolescência, 114 - na obesidade sarcopênica, conduta, 425 Intoxicação alimentar durante a gravidez, 111

J Jejum, classificação da insulina plasmática de, 320 Jelliffe, classificação de, para peso por estatura, 185 Joelho, medida da altura do, com antropômetro pediátrico, 398

K Kwashiorkor, 228

L Lactação, 141 - estágios da, 142 - fisiologia da, e composição do aleitamento materno, 141 - hormônios da, 142 Lactente(s), 161 - avaliação nutricional do, 184 - cólica do, 161 - determinação do requerimento energético estimado para, 191 - recomendações nutricionais, 191 - - cálcio, 193 - - carboidratos, 193 - - energia, 191 - - ferro, 193 - - fibras alimentares, 194 - - folato, 194 - - lipídios, 193 - - ômega-3, 194 - - proteína, 191 - - sódio, 193 - - vitaminas, 194 - - zinco, 194 Laxantes, 412 Legumes, verduras e frutas, 371 Leite, 208, 211 - de vaca fluido, consumo de, 248 - materno (ver Aleitamento materno)

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

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- volume de, para oferecer ao lactente que não apresenta patologias de acordo com a idade, 211 Lipídio(s), 13, 144 - recomendações de, 193 - - para adolescente atleta, 290 - - para crianças, 197 - - para lactentes, 193 - séricos, níveis desejados de, em adultos, 347 Líquidos, orientações de, 422

M Macronutrientes, 328 - adequação da distribuição de, em percentual do valor energético total, 13 - composição da dieta quanto aos, 328 - distribuição dos, 196 Magnésio, 9 Mamilos, 151 - ausentes, planos e invertidos, 152 - rachaduras e fissuras durante a amamentação, 151 Marasmo, 228 Massa corporal, 281 - índice de, 180, 265, 303, 342 - - adolescente, 265 - - idoso, 398 - -crianças e adolescentes, 303 - magra, dieta para aumentar a, 285 Mastite, 151 Materiais educativos na abordagem de temas como saúde, alimentação e nutrição, 67-76 - recursos didáticos em ações educativas em saúde, 67 Maturação sexual, crescimento e, 261-264 Medicamentos, 412, 422 - relação entre, e nutrientes, 395 - uso de, durante a amamentação, 152 Medida(s), 91 - antropométricas e gestação, 91 - de envergadura, 181 Metabolismo, 319 - basal, taxa de, 289 - - cálculo da, segundo a idade materna, 98 - - cálculo dos múltiplos da, referentes as atividades diárias, 289 - glicídico, alterações no, 319 Método(s) (ver também Técnicas) - de diluição de óxido de deutério, 403 - de dinamômetro, 406 - para avaliação da composição corporal, 345 Micronutrientes, 14 - recomendações de, 100 - - na adolescência, 271 - - na gestação, 100 - - para o idoso, 417 - suplementação e fortificação caseira com múltiplos, 251

Minerais e oligoelementos, 145 Miniavaliação nutricional, 405 Multimistura, uso da, no combate à desnutrição infantil, 229

N Náuseas e vômitos durante a gestação, 109 Necessidade energética estimada na faixa etária de 3 a 18 anos, 196 Niacina, 9 Nutrição, 215-232 - constipação intestinal e fibra alimentar na infância, 225 - controvérsia entre o consumo de suco de frutas e a condição nutricional da criança, 222 - desnutrição, 228 - - energético-proteica, 227 - - tratamento da, em âmbito ambulatorial e institucional, 228 - do adolescente atleta, 288-295 - - balanço energético, 288 - - recomendações nutricionais, 290 - - - cálcio, 291 - - - carboidratos, 290 - - - ferro, 291 - - - hidratação, 292 - - - lipídios, 290 - - - proteínas, 290 - - transtornos alimentares, 292 - - uso de ergogênicos nutricionais e esteroides anabólicos, 293 - do escolar, 220 - do pré-escolar, 215 - - características nutricionais, 215 - - inapetência, 217 - - recomendações para a prática dietética, 219 - - situações comuns de problemas alimentares e estratégias de intervenção, 219 - e saúde bucal, bases científicas, 235 - educação e política nacional de alimentação e, 37-76 - - ações no âmbito do SUS, 39-47 - - avanços e possibilidades de articulação entre a teoria e a prática na formação profissional, 49 - - educação e comunicação em saúde, 48-53 - - experiências no contexto brasileiro, 54-66 - - materiais educativos na abordagem de temas como saúde, 67-76 - intrauterina, repercussões tardias da, 87-90 - - baixo peso ao nascer, 88 - - diabetes gestacional, 88 - - expressões genéticas e fenotípicas, 89 - - peso elevado ao nascer, 89 - - restrição energética e proteica, 87 - polêmica da restrição de gordura na alimentação infantil, 224

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- prós e contras das dietas vegetarianas para crianças, 223 Nutriente(s), 395 - alegações relacionadas ao conteúdo de, e energia no rótulo dos alimentos, 27 - ingestão excessiva de, efeitos adversos da, 9 - principais vias de transporte placentário de gases e, 81 - relação entre medicamentos e, 395 - vias de secreção dos, do leite humano, 146 Nutrientes, recomendações para ingestão de energia e, 1-35 - aplicação das recomendações de ingestão dietética na avaliação e no planejamento de dietas, 10 - conceitos de densidade nutricional e índices de qualidade da dieta, 24-35 - - conceitos e guias, 24 - conceitos e parâmetros de recomendações de ingestão dietética, 3-11 - - conceito e mudanças, 3 - - fundamentação dos valores de ingestão máxima tolerada, 8 - - OMS, 4 - - propostas para avaliação de dietas de indivíduos e grupos populacionais, 5 - especificidades das, 12-23 - - ácidos graxos, 14 - - - saturados, 13 - - - trans, 14 - - água, 19 - - alterações nas recomendações dietéticas para situações especiais, 20 - - cálcio, 14 - - carboidratos, 14 - - contribuição dos alimentos fortificados, 20 - - cromo, 18 - - energia, 12 - - ferro, 17 - - fibras, 19 - - folato, 16 - - lipídios, 13 - - micronutrientes, 14 - - proteínas, 13 - - sódio, 15 - - vitamina(s), 17 - - - A, 16 - - - B12, 16 - - - C, 17 - - - K, 15 - - zinco, 18 Nutriz, recomendações nutricionais para a, 155-157 - cálculo energético, 156 - práticas alimentares maternas recomendadas durante a amamentação, 156 - prevenção da deficiência de vitamina A, 157 - redução mamária e prótese de silicone, 156

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Índice


Índice

O Obesidade, 303-307 - abdominal, 348 - características da composição corporal de, e sarcopenia, 426 - prevenção de, 44 - - e aleitamento materno, 159 - - e controle, e outras doenças crônicas não transmissíveis, 44 - sarcopênica, 425-430 - - abordagem e conduta nutricional, 425 - - diagnóstico, 426 - - intervenção nutricional na, e conduta, 428 - - plano alimentar, 427 - - - ácidos graxos poliinsaturados, 427 - - - ácidos graxos trans, 428 - - - álcool, 428 - - - colesterol dietético, 427 - - - fibras, 428 - - - gorduras saturadas, 427 - - - proteínas, 428 - - recomendação energética, 426 Obesidade na infância e na adolescência, 299-336 - diagnóstico, 303-307 - - circunferência da cintura, 305 - - dobras cutâneas, 304 - - índice de massa corporal, 303 - - razão cintura-altura, 306 - estratégias de intervenção dietética e nutricional, 323-333 - - adolescentes no pós-estirão pubertário, 329 - - aspectos psicológicos, 324 - - cálculo energético, 330 - - composição da dieta quanto aos macronutrientes, 328 - - edulcorantes e dietéticos, 328 - - inquérito alimentar, 324 - - primeira etapa, mudança conceitual, 326 - - segunda etapa, restrição quantitativa, 326 - - terceira etapa, mudanças qualitativas, 327 - fatores determinantes, 308-314 - - atividade física, 310 - - genéticos e ambientais, 308 - - horas de sono, 311 - - horas diárias de televisão, computador e videogame, 310 - - padrão alimentar, 311 - - relacionados ao primeiro ano de vida, 309 - prevalência de excesso de peso e, 301 - - dados dos Estados Unidos, 301 - - no Brasil e no mundo, 301 - relatos de casos clínicos, 332-336 - repercussões, 315-322 - - alterações, 319 - - - da pressão arterial, 318 - - - no metabolismo glicídico, 319 - - - no perfil lipídico, 315 - - classificação do perfil lipídico, 316 - - síndrome metabólica, 320

Ocitocina, 142 - reflexo da, ou da ejeção do leite, 143 Oligoelementos, minerais e, 145 Ômega-3, 13, 224 - recomendações de, para lactentes, 194 OMS, 178 - recomendações da, para uso da fortificação caseira, 251 Orientação(ões) dietética(s), 124 - diferenças entre educação nutricional e, 370 - - cálcio, 125 - - energia, 124 - - proteína, 125 - - sódio, 125 - recomendadas e não recomendadas na abordagem nutricional ambulatorial, 370 Orlistate, 384 Óxido de deutério, método de diluição de, 403

P Paciente idoso (ver também Idoso) Pâncreas, 81 Panturrilha, circunferência da, 400 Papas, receitas de, para compor a alimentação complementar, 211 Pediatria, histórico da avaliação nutricional em, 184 Perda de peso no idoso, 427 Perfil, 315 - inflamatório e exercício aeróbio, 364 - lipídico, 316 - - e exercício, 365 - - na infância e na adolescência, 315 - - - alterações do, 315 - - - classificação do, 316 - - quando avaliar o, de uma criança, 316 Perímetro, 181 - braquial, 181 - cefálico, 181 - torácico, 181 Peso, 179 - baixo peso, 88, 186 - cálculo do valor energético total da dieta a partir da adequação de, 123 - classificação nutricional do recém-nascido por, 184 - - ao nascer e idade gestacional, 184 - - e comprimento ao nascer, 184 - do idoso, 397, 427 - elevado ao nascer, 89 - excesso de, 119 (ver também Obesidade) - - durante a gravidez, 84 - - - e intervenção nutricional, 119 - ganho de, 94 - - do feto de acordo com a semana gestacional, 80, 183 - - na gravidez, 94

- - velocidade de, e comprimento no primeiro ano de vida, 174 - indicadores utilizados a partir dos dados de, e altura, 179 - necessidades de proteínas por quilograma de, da criança, 197 - perda de, no idoso, 427 - por estatura, 180 - - classificação de Jelliffe para, 185 - por idade, 180 - requerimento de proteína estimado em g/kg/ dia de, para crianças de 0 a 12 meses, 192 Pirâmide alimentar recomendada para os idosos, 418 Pirose, 110 Placenta, 80 Política nacional, educação e, de alimentação e nutrição, 37-76 - ações no âmbito do SUS, 39-47 - - a intersetorialidade nas, 45 - - desafios em saúde pública, 40 - - nas escolas, 45 - - no contexto macropolítico, 44 - - organização das, em nível local, 41 - - - monitoramento e avaliação, 41 - - - prevenção das deficiências nutricionais, 43 - - - prevenção e controle da obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis, 44 - - - promoção da alimentação saudável, 42 - avanços e possibilidades de articulação entre a teoria e a prática na formação profissional, 49 - educação e comunicação em saúde, 48-53 - - a importância da, 49 - - riscos, desafios e algumas conquistas, 50 - experiências no contexto brasileiro, 54-66 - - questões conceituais e históricas, 54 - - políticas públicas, experiências de formação e intervenção, 56 - materiais educativos na abordagem de temas como saúde, 67-76 População adulta (ver Adulto) Prática(s) alimentar(es), 219 - crescimento e desenvolvimento bucofacial, 235 - dietética do pré-escolar, recomendações para a, 219 - e cárie dentária, 235 - e saúde bucal da criança, 233-242 - maternas recomendadas durante a amamentação, 156 - recomendadas no primeiro ano de vida, 207 - situações comuns durante a gestação e, 108-113 - - cafeína, 110 - - chás, 111 - - constipação intestinal, 110 - - edulcorantes, 110

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

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- - intoxicação alimentar, 111 - - náuseas e vômito, 109 - - pica, 110 - - pirose, 110 - - recomendações dietéticas, 108 Pré-eclâmpsia, hipertensão e, eclampsia, 123 - recomendações nutricionais e orientações dietéticas, 124 - - cálcio, 125 - - energia, 124 - - proteína, 125 - - sódio, 125 Pré-escolar, 243 - nutrição do, 215 - - características nutricionais, 215 - - inapetência, 217 - - - comportamental, 217 - - - orgânica, 219 - - - principais causas de, e recomendações importantes, 219 - - recomendações para a prática dietética, 219 - - situações comuns de problemas alimentares e estratégias de intervenção, 219 - prevalência de anemia em, 243 Preferências alimentares, 202 Prematuros, curva de crescimento para, 184 Prescrições dietéticas no diabete gestacional para a prática clínica, 123 Pressão arterial, alterações da, 318 Produtos lácteos, consumo de, versus refrigerante, 285 Progesterona, 81 Programa Saúde na Escola, 46 Prolactina, 142 Promoção da alimentação saudável, 42 Propaganda, regulamentação da, 45 Proporções corporais, relação entre as, 181 Proteína(s), 13, 144, 223, 371, 428 - necessidades de, por quilograma de peso da criança, 197 - recomendações de, 191 - - na gestação, 100 - - na hipertensão, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, 125 - - para adolescente(s), 270 - - - atleta, 290 - - para crianças, 197 - - para idosos, 416 - - para lactentes, 191 - requerimento de, estimado em g/kg/dia de peso corporal para crianças de 0 a 12 meses, 192 Prótese de silicone, redução mamária e, e amamentação, 156 Protoporfirina eritrocitária livre, 245 Psicofármacos, 412 Publicidade de alimentos, regulamentação da, 45

Q Quadril, circunferência da cintura e do, 400 Qualidade, 412 - de dieta, índice de, 210 - - conceitos de densidade nutricional e, 24-35 - de vida, 233 - - do idoso, 412 - - saúde bucal e, 233 - - - estudos internacionais, 234 - nutricional dos alimentos, índices de, 27

R Rachaduras, fissuras e, e amamentação, 151 Raios X de dupla energia, absorciometria com, 402 Razão cintura-altura, 306 Receitas de papas para compor a alimentação complementar, 211 Recém-nascido(s), 183 - avaliação nutricional do, 183 - classificação nutricional do, 183 - - curva para prematuros, 184 - - índice de Röhrer, 184 - - por idade gestacional, 183 - - por peso, 184 - - - ao nascer e idade gestacional, 184 - - - e comprimento ao nascer, 184 - de baixo peso, 88, 186 - de peso elevado, 89 - proporcionais e desproporcionais, 184 Recomendações nutricionais, 98-107, 155157, 191-201, 437-450 - de energia e nutrientes, 1-35, 437-450 - - aplicação das recomendações de ingestão dietética na avaliação e no planejamento de dietas, 10 - - conceitos de densidade nutricional e índices de qualidade da dieta, 24-35 - - - conceitos e guias, 24 - - conceitos e parâmetros das recomendações de ingestão dietética, 3-11 - - - conceito e mudanças, 3 - - - fundamentação dos valores de ingestão máxima tolerada, 8 - - - OMS, 4 - - - propostas para avaliação de dietas de indivíduos e grupos, 5 - - especificidades das, 12-23 - - - ácidos graxos saturados, 13 - - - ácidos graxos trans, 14 - - - água, 19 - - - alterações nas recomendações dietéticas para situações especiais, 20 - - - cálcio, 14 - - - carboidratos, 14 - - - contribuição dos alimentos fortificados, 20 - - - cromo, 18

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- - - energia, 12 - - - ferro, 17 - - - fibras, 19 - - - folato, 16 - - - lipídios, 13 - - - micronutrientes, 14 - - - proteínas, 13 - - - sódio, 15 - - - vitamina A, 16 - - - vitamina B12, 16 - - - vitamina C, 17 - - - vitamina K, 15 - - - zinco, 18 - na adolescência, 269-279 - - ácido, 276 - - - fólico, 274 - - - graxos trans, 276 - - cálcio, 272 - - energia, 269 - - ferro, 271 - - fibra alimentar, 275 - - micronutrientes, 271 - - para adolescente atleta, 290 - - - cálcio, 291 - - - carboidratos, 290 - - - ferro, 291 - - - hidratação, 292 - - - lipídios, 290 - - - proteínas, 290 - - proteína, 270 - - vitaminas, 274 - - - A, 273 - - - C, 274 - - - D, 273 - para gestantes, 98-107 - - ácido, 105 - - - fólico, folato, 101 - - - graxos LC-PUFA, 105 - - água, 105 - - cálcio, 100 - - energia, 98 - - ferro, 103 - - micronutrientes, 100 - - para gestantes gemelares, 105 - - proteína, 100 - - vitaminas, 104 - - - A, 103 - - - C, 104 - - - D, 105 - - zinco, 105 - na hipertensão, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, 123 - - cálcio, 125 - - energia, 124 - - proteína, 125 - - sódio, 125 - para crianças, 195 - - cálcio, 197 - - carboidratos, 197 - - distribuição dos macronutrientes, 196 - - energia, 195

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Índice


Índice

- - ferro, 198 - - fibras alimentares, 199 - - folato, 199 - - lipídios, 197 - - proteínas, 197 - - sódio, 198 - - vitaminas, 198 - - zinco, 198 - para idosos, 414-420 - - cálcio, 417 - - carboidratos, 415 - - energia, 414 - - ferro, 417 - - gorduras, 416 - - micronutrientes, 417 - - pirâmide alimentar, 418 - - proteínas, 416 - - vitaminas, 418 - - - A, 417 - - - B12, 417 - - - C, 418 - - - D, 417 - - zinco, 418 - para lactentes, 191 - - cálcio, 193 - - carboidratos, 193 - - energia, 191 - - ferro, 193 - - fibras alimentares, 194 - - folato, 194 - - lipídios, 193 - - ômega-3, 194 - - proteína, 191 - - sódio, 193 - - vitaminas, 194 - - zinco, 194 - para a nutriz, 155-157 - - cálculo energético, 156 - - práticas alimentares maternas recomendadas durante a amamentação, 156 - - prevenção da deficiência de vitamina A, 157 - - redução mamária e prótese de silicone, 156 - valor energético, 191 Recursos didáticos em ações educativas em saúde, 67 Redução mamária e prótese de silicone e amamentação, 156 Reflexo, 142 - da ocitocina ou da ejeção do leite, 143 -da prolactina ou estímulo da produção de leite, 142 Refrigerante, consumo de produtos lácteos versus, 285 Região abdominal, indicadores de acúmulo de gordura na, 267 Repouso, gasto energético durante o, 289 Requerimento, 191

- de proteína estimado em g/kg/dia de peso corporal para crianças de 0 a 12 meses, 192 - energético, 191 - - basal, 426 - - estimado para lactentes, determinação do, 191 Restrição energética e proteica, 87 Röhrer, índice de, 184 Rótulos dos alimentos, 75 - alegações relacionadas ao conteúdo de nutrientes e energia no, 27 - informações nutricionais contidas nos, 75

S Sacarina, 111 Sacarose, o papel da, e cárie dentária, 236 São Leopoldo, estudo de, 238 Sarcopenia, característica da composição corporal de obesidade e, 426 Saúde, 40 - bucal, 235 - - e qualidade de vida, 233 - - - estudos internacionais, 234 - - nutrição e, bases científicas, 235 - - orientação nutricional para a promoção da, 237 - - práticas alimentares e, 233 - educação e comunicação em, 48-53 - equipe de, 73 - pública, desafios para a nutrição em, 40 Secreção, vias de, dos nutrientes do leite humano, 146 Selênio, 9 Sibutramina, 384 Silicone, prótese de, redução mamária e, e amamentação, 156 Síndrome metabólica, 320 - critérios diagnósticos para, 348 Sistema e anemia, 245 - imunológico, 245 - muscular, 245 - nervoso central, 245 Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, 293 Sódio, 15, 371 - melhora no perfil dos alimentos com a redução de gordura trans, açúcar e, 44 - recomendações de, 193 - - na hipertensão, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, 125 - - para crianças, 198 - - para lactentes, 193 Sono, horas de, e obesidade na infância e na adolescência, 311 Suco de frutas, controvérsias entre o consumo de, e a condição nutricional da criança, 222 Sucralose, 111

Suplementação, 251 - de ferro em doses profiláticas, 250 - e fortificação caseira com múltiplos micronutrientes, 251 - na infância, 200 SUS, ações de alimentação e nutrição no âmbito do, 39-47 - a intersetorialidade nas, 45 - alimentação saudável nas escolas, 45 - desafios para a nutrição em saúde pública, 40 - no contexto macropolítico, 44 - organização das, em nível local, 41 - - monitoramento e avaliação, 41 - - prevenção, 44 - - - das deficiências nutricionais, 43 - - - e controle da obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis, 44 - - promoção da alimentação saudável, 42

T Tabagismo e gravidez, 85 Taxa metabólica basal, cálculo dos múltiplos da, 289 - referentes às atividades diárias, 289 - segundo a idade materna, 98 Técnicas adequadas de amamentação, 148 Teste de tolerância à glicose oral, 122 Tireoide, 81 Tiroxina, 81 Tolerância à glicose, 122 - teste de, 122 Tranquilizantes, 412 Transferrina, 245, 348 Transporte placentário de gases e nutrientes, vias de, 81 Transtornos alimentares no adolescente atleta, 292 Trato gastrintestinal e anemia, 245 Treinamento, gasto energético do, 290 Triagem nutricional, 403 Triglicerídios, 348 Tubo neural, defeitos do, 102 - incidência de, 102 - prevenção da ocorrência de, 102

V Valor energético, 191 - recomendado na gestação, 99 - total, 191 - - adequação da distribuição de macronutrientes em percentual do, 13 - - cálculo do, da dieta, a partir da adequação de peso, 123 Verduras, legumes e frutas, 371 Vitamina(s), 145 - A, 16, 194, 198, 285 - - alimentos fontes de, 104 - - deficiência de, 157

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- - recomendações de, 103 - - - na adolescência, 273 - - - na gestação, 103 - - - para idosos, 417 - B12, 16, 194, 199, 224 - - recomendações de, para o idoso, 418 - C, 9, 17, 194, 199, 248 - - alimentos fontes de, 105 - - recomendações de, 104 - - - na adolescência, 274 - - - na gestação, 104 - - - para o idoso, 418 - D, 9, 194, 199, 223

- - recomendações de, 105 - - - na adolescência, 273 - - - na gestação, 105 - - - para idosos, 417 - E, 9 - K, 15 Volume corpuscular médio, 245 Vômitos, náuseas e, durante a gestação, 109

W Waterlow, classificação de, 185

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X Xantelasma palpebral, 349 Xantomas tendinosos e tuberosos na região do cotovelo, 349

Z Zinco, 18, 223 - recomendações de, 193 - - na gestação, 105 - - para crianças, 198 - - para idosos, 418 - - para lactentes, 194

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . V i t o l o . Nu t r i ç ã o–d aGe s t a ç ã oa oE n v e l h e c i me n t o , 2 ª E d i ç ã o . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

Índice


Em sua segunda edição, revisada e ampliada, Nutrição – Da Gestação ao Envelhecimento apresenta a prática da abordagem nutricional em todos os estágios da vida, sem deixar de fornecer as bases teóricas e científicas e as políticas públicas que alicerçam o dia a dia do profissional dessa área. O conteúdo apresentado deixa evidente a enorme distinção entre as ações relacionadas à prevenção e ao tratamento dos problemas nutricionais. Tal percepção é essencial para maior efetividade da promoção à saúde. A fundamentação científica aliada à interpretação crítica e aplicada à realidade brasileira é o destaque desta obra. Assim, os exemplos práticos e os estudos de casos clínicos possibilitam uma formação acadêmica diferenciada e a atualização dos profissionais de Nutrição. O livro está dividido em 10 partes:

▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪

Recomendações para ingestão de energia e nutrientes. Educação e política nacional de alimentação e nutrição. Gestação. Aleitamento materno. Infância. Adolescência. Obesidade na infância e na adolescência. Adulto. Idoso. Anexos.

Área de interesse Nutrição

Vitolo - Nutricao.indd 1

9/2/14 11:00 AM

Nutrição – da Gestação ao Envelhecimento | Márcia Regina Vitolo  

Em sua segunda edição, revisada e ampliada, Nutrição – Da Gestação ao Envelhecimento apresenta a prática da abordagem nutricional em todos o...

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