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Ano 14 - nº 82

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NÚCLEO DE SERVIÇOS INTEGRADOS

PEUGEOT 208

NOVA OPÇÃO DE MODELO ELÉTRICO • Autop Digital: Versão deste ano vai ser totalmente online • Tudo sobre a história da L200 e sua mais recente versão • Veja onde ainda roda o jipinho russo Niva • Evolução dos paineis de carro - da madeira ao LCD CADERNO SSA: NOVIDADES DO SETOR AUTOMOTIVO LOCAL


Auto Revista Ceará

EDITORIAL Esforço coletivo Para o sucesso de qualquer atividade econômica, tão importante quanto a garantia de crescimento é um ritmo minimamente estável, sem grandes sobressaltos. Da mesma forma que não é bom ter uma queda brusca nas vendas, também é difícil trabalhar com a volta de uma demanda reprimida, sobrecarregando de trabalho fábricas e revendedores. A pandemia de coronavírus, que afetou mundialmente o setor automotivo, causou exatamente os dois problemas. O isolamento social no Brasil, que começou em meados de março, causou uma queda de quase 40% nas vendas de veículos no segundo trimestre do ano. E logo depois, quando veio a retomada, começou a faltar produto para atender a demanda reprimida dos consumidores. Da mesma forma, o setor de reposição e manutenção veicular está vivendo tempos de readaptação para atender, em curto espaço de tempo, todo um contingente de consumidores que não podiam consertar seus carros e agora precisam faze-lo com urgência. São tempos, portanto de reacomodação. Mas fábricas, revendas, distribuidores e profissionais do universo automotivo estão empenhados para trazer tudo de volta ao normal. Ou o “novo normal”, como se costuma chamar o período de pós-pandemia. Um exemplo disso é a Autop 2020, evento que, pela primeira vez em sua história, será realizado de forma virtual. Auto Revista Ceará caminha junto com o setor nessa jornada. Nesta edição, o leitor pode conferir tudo sobre a Autop online e sobre experiências como o Peugeot 208, modelo que trará, a partir de 2021, uma versão 100% elétrica com o mesmo design da que é movida a combustível - fato inédito no mercado brasileiro. Que venham os novos tempos e o “novo normal!”

autorevista_ce PEUGEOT Novo 208 terá versão elétrica com o mesmo design do modelo a combustível

(85) 98114.4792

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CADERNO SENAI Veja as oportunidades de formação na área automotiva

L200 Conheça a história e a mais recente versão desse modelo icônico da Mitsubishi

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CADERNO SSA Tudo sobre o setor de reposição e manutenção veicular do Estado

LINHA PESADA Os super motores V8 da Scania feitos para rodar na Europa

EXPEDIENTE Diretor: Ariel Ricciardi / Editor e jornalista responsável: Sílvio Mauro | Diagramação: Marcos Aurelio | Capa foto: divulgação Colaboradores: Alexandre Costa, Claudio Araújo, Flávio Portela, Izabel Bandeira e Haroldo Ribeiro. Contato para anunciar na AUTO REVISTA CEARÁ: (85) 3038.5775 ou através dos e-mails: autorevistaceara@gmail.com Fale com a gente, envie e-mail, fotos, notícias para a redação. A sua opinião é fundamental para a melhoria de nosso produto. A AUTO REVISTA CEARÁ é uma publicação bimestral da Editora Núcleo de Serviços Integrados. As opiniões dos artigos assinados não representam necessariamente as adotadas pela revista. Não é permitida a reprodução parcial ou total dos textos.

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Conta-giros Fras-le conclui aquisição da Nakata Automotiva A compra da empresa Nakata Automotiva pela Fras-le foi concluída em setembro. Essa união, que somou o investimento de R$ 457 milhões, combina a experiência de serviços em reposição automotiva das duas companhias e amplia a gama de produtos reunidos sob um mesmo grupo, com a junção do portfólio da Nakata ao mix das marcas Fras-le, Controil, Fremax e Lonaflex.

Dana conquista novamente prêmio da Mercedes-Benz Pelo segundo ano consecutivo, as operações brasileiras da Dana, em Gravataí, no Rio Grande do Sul, e Sorocaba, em São Paulo, foram premiadas pela MercedesBenz do México como “Master of Quality” pelo excelente desempenho em qualidade e entrega no fornecimento de cardans para os ônibus fabricados na planta da montadora, localizada em García, na região metropolitana de Monterrey, no México. “Sermos reconhecidos pelo segundo ano consecutivo por um cliente internacional como a Daimler é motivo de orgulho e celebração. Isso demonstra nosso elevado padrão e capacidade de atender às expectativas de classe mundial de nossos clientes”, comenta Raul Germany, presidente da Dana para o Brasil.

Sertões 2020 adaptado para a pandemia Na edição deste ano, o Rali dos Sertões se transformou no “Rally da Solidariedade”. A missão da prova é levar instalar de cabines de telemedicina para atendimento médico gratuito de qualidade e adquirir cestas básicas de pequenos produtores locais que serão distribuídas na mesma região onde foram compradas, para as pessoas que estão sem trabalho e renda. Além disso, um rígido protocolo de segurança prevê deslocamentos “de bolha em bolha”, ao invés do modelo tradicional de cidade em cidade. Todos os acampamentos (bolhas) são lacrados. Quem romper o isolamento está fora da prova. O Sertões 2020 larga de São Paulo no dia 31/10 e chega no Maranhão dia 07/11. Vai cruzar 5 estados e o Distrito Federal – SP, MG, DF, GO, TO e MA, em um total de 4.749 km.

Delphi com novos conteúdos para reparadores A Delphi Technologies, empresa de gerenciamento de motores, está trabalhando em uma série de ações de inovação digital para reforçar sua parceria com reparadores de todo o Brasil durante a pandemia de Covid-19. Entre os diversos conteúdos e cursos que já vinham sendo disponibilizados, a marca apresenta agora duas novidades: o lançamento de um podcast, com episódios já disponíveis na plataforma de streaming Spotify, e um canal no WhatsApp para facilitar a comunicação com a fábrica e o atendimento técnico.

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Conta-giros Tecfil investe no ensino à distância e treina número recorde de profissionais durante a pandemia A fabricante de filtros além de continuar oferecendo cursos por sua conhecida plataforma de treinamento online digitalizou seu programa de treinamento sobre filtros - antes realizado presencialmente -, e investiu no ensino à distância. A adesão aos dois modelos de capacitação foi um sucesso e, entre maio e julho, a companhia treinou mais de 3.000 profissionais. Os treinamentos virtuais, que ocorrem por meio de uma plataforma de teleconferência, reuniram aplicadores, mecânicos e vendedores em todo o Brasil e, inclusive, de países da América Latina como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. O número de participantes neste período foi 16% maior em relação aos primeiros meses do ano de 2020, quando o evento ainda era presencial, e alcançou mais de 1.500 pessoas. Ministrados pela equipe técnica da Tecfil, os treinamentos têm o objetivo de apresentar desde o processo de fabricação dos filtros, testes de qualidade, estrutura fabril, até as melhores práticas sobre filtros automotivos, de diversos modelos de veículos das principais montadoras do país. Já a plataforma de treinamentos online (www.treinamentotecfil.com.br) da Tecfil reúne 17 cursos gratuitos, com o objetivo de demonstrar em uma forma prática e rápida, a troca segura e correta dos filtros automotivos. Ao término de cada curso, é possível emitir o certificado que atesta o conhecimento do profissional para as trocas de filtros.

Petronas é eleita fornecedora do ano A Petronas Lubrificantes Brasil (PLB), braço nacional da Petronas Lubricants International (PLI), recebeu o prêmio de Fornecedor do Ano no Suppliers Excellence Awards 2020, promovido pela CNH Industrial, multinacional Italiana que atua na fabricação de equipamentos de construção, agrícolas e veiculos comerciais, equipamentos marítimos e motores. A premiação reconheceu as empresas com melhor desempenho na cadeia de suprimentos das máquinas agrícolas e de construção Case e New Holland, caminhões e ônibus Iveco e motores da FPT Industrial.

Hipper Freios lança novo conceito “Inovação é a nossa estrada”. Este é o novo conceito da Hipper Freios, que traduz na comunicação da empresa o foco na atenção especial aos clientes e no desenvolvimento de produtos que têm como objetivo revolucionar o mercado de peças automotivas. “Nossa bandeira é a inovação e nossa meta é estarmos sempre à frente com o que de melhor podemos oferecer a nossos clientes”, reforça o supervisor de comunicação da empresa, Jefferson Pereira, ao comentar os pilares do novo conceito.

ZM lança programa de fidelidade para reparadores A ZM S.A., empresa fornecedora para o mercado de reposição nas linhas elétrica e mecânica, lançou o programa de fidelidade “Eu aplico ZM”. Para participar, o reparador só precisa baixar em seu celular o aplicativo, escanear os qr codes das embalagens e já passa a acumular pontos. Com o recém lançamento de mais de 500 itens para os sistemas de suspensão e direção, a ZM espera estreitar o relacionamento com o público aplicador dessas peças, oferecendo prêmios que podem ser trocados pelos pontos acumulados. O aplicativo pode ser baixado em celulares com sistema Android e iOS.

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Conta-giros Matrix comemora 20 anos no mercado de acessórios A Matrix, distribuidora de acessórios integrante do grupo DASA (Distribuidora Automotiva S.A.), completou em 2020 seu vigésimo aniversário. Desde sua fundação, a empresa viu seu negócio se desenvolver com a moda dos carros “tunados”. Hoje, com um portfólio de mais de 3.500 itens e 17 filiais, a Matrix investe em tecnologia e especialização de sua equipe para continuar evoluindo. Com o tema “Duas décadas, um só orgulho”, a campanha de comunicação para o aniversário reforçou o posicionamento da empresa como referência no setor e envolveu colaboradores, parceiros e fornecedores como parte dessa conquista.

Amortecedor Monroe para veículos off-road A Monroe disponibilizou ao mercado o amortecedor Rancho, produto com alto nível de absorção de impactos. “A grande vantagem por ser um amortecedor pressurizado, possuindo óleo e gás nitrogênio em sua estrutura interna, é evitar a cavitação – formação de bolhas de ar no fluido durante o funcionamento da peça. Dessa forma, o equipamento entrega alto desempenho de trabalho nas diversas condições de utilização, o que impacta diretamente na melhor dirigibilidade do veículo”, explica Juliano Caretta, Supervisor de Treinamento Técnico da DRiV, detentora da marca Monroe.


Empresa capixaba de autopeças é reconhecida como um ótimo lugar para trabalhar A Tagia, empresa do ramo de autopeças, importadora das marcas Takao (peças para motor) e Volda (peças para suspensão), recebeu o selo Great Place To Work (GPTW) de 2020, sendo reconhecida como um ótimo lugar para trabalhar. A GPTW é uma consultoria global que certifica e reconhece as empresas com os melhores ambientes de trabalho em noventa países. Para receber a certificação GPTW, a empresa é avaliada por meio de uma pesquisa com um número mínimo de respondentes, entre os próprios colaboradores, na qual precisa obter uma nota igual ou superior a 70 em temas como clima organizacional, remuneração, benefícios, oportunidade de crescimento, infraestrutura, transparência na gestão e autonomia dos colaboradores, entre outros. Após a conquista do selo GPTW, a Tagia segue em busca da certificação ISO 9001, que é um sistema de gestão para otimizar processos, com maior agilidade no desenvolvimento de produtos e produção. Os preparativos iniciaram em agosto, com a elaboração de um diagnóstico da empresa para verificação do nível de adequação em que a Tagia se encontra em relação aos critérios da ISO 9001, além da elaboração de um planejamento estratégico. A previsão da Tagia é de obter a certificação ISO 9001:2015 até agosto de 2021.

Novo aplicativo Redux 32 Pensando em facilitar ainda mais a vida dos clientes, a Redux32 disponibiliza um novo aplicativo no qual o usuário pode pesquisar todos os produtos e lançamentos da marca na palma da mão. O aplicativo Redux32 possui atualização online, busca por veículos, conversão por concorrente e fotos de todos os produtos e está disponível tanto na Play Store (para dispositivos Android) quanto na App Store, para iOS.


Conta-giros Sabó equipa o Volkswagen Nivus Oferecido em duas versões, a Confortline e a Highline, o Volkswagen Nivus é equipado de fábrica com a Flange de Vedação Traseira com Sensor IOSS e o sistema Start&Stop da fabricante de autopeças Sabó. Outro item presente nas duas versões do veículo é o retentor da bomba de óleo com aplicação de nanotecnologia. O retentor evita que haja vazamentos de óleo no sistema e também a contaminação do óleo por poeira, fuligem e partículas que podem comprometer a lubrificação.

Petronas anuncia novo diretor A Petronas Lubrificantes do Brasil (PLB), braço nacional da Petronas Lubricants International (PLI), anunciou Adilson Tunes de Souza Mello como novo Diretor de Procurement Américas da empresa. O executivo, que soma 25 anos de experiência na área de compras, com passagens por Molins PLC, Souza Cruz (British American Tobacco) e Supply Solutions, assumiu a nova diretoria com a missão de dar mais representatividade à área de compras das Américas e continuar as ações de gestão estratégica regional.

Sistema Bosch protege pedestres e ciclistas A Bosch, empresa mundial de tecnologias e serviços para o setor automotivo, destacou, durante a Semana Nacional do Trânsito, o sistema Frenagem Automática de Emergência (AEB). Ele funciona com velocidades entre 10 km/h e 80 km/h, podendo variar conforme especificações da montadora ou modelo de veículo. Em todos os casos, o radar ou a câmera de vídeo frontal detecta o risco de colisão e alerta o motorista e, caso ele não reaja à situação a tempo ou adequadamente, a frenagem automática é executada.

Magneti Marelli lança faróis e lanternas para Land Rover A Marelli Cofap Aftermarket ampliou seu catálogo no segmento de iluminação automotiva sob a marca Magneti Marelli com o lançamento de faróis e lanternas para o Range Rover Sport, da Land Rover. Com essas novidades, a empresa segue sua estratégia de oferecer um portfólio de iluminação automotiva composto de produtos genuínos fabricados nas unidades da Automotive Lighting no Brasil e no exterior, que fornecem faróis e lanternas para as maiores montadoras do mundo.

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Conta-giros 20 anos de KYB no Brasil Em 2020, a KYB, fabricante de amortecedores, celebra seu aniversário de 20 anos no Brasil. A presença da empresa teve início no ano de 2000, prestando atendimento às montadoras, e a produção começou em 2014. Localizada na Fazenda Rio Grande, no Paraná, a fábrica brasileira da KYB opera com os mesmos padrões de qualidade da fábrica de Gifu, no Japão e foi desenvolvida também com o foco no mercado de reposição, com produtos do mesmo nível de excelência dos originais. Só na linha leve, a KYB disponibiliza ao mercado de reposição brasileiro e sulamericano mais de 1.000 aplicações diferentes.

Cobreq lança produtos para automóveis, caminhões e vans A Cobreq, marca da TMD Friction, uma empresa do grupo Nisshinbo, aumentou o portfólio de produtos e anunciou o lançamento de diversas pastilhas, lonas e sapatas de freio para eixos dianteiros e traseiros. São opções para modelos como Spin, Onix e Tracker, da Chevrolet, IX35, da Hyundai, Hilux, da Toyota, Delivery, da Volkswagen, Jumpy, da Citröen, Expert, da Peugeot, e CityTruck, da Foton.


Nova loja para reparadores A J Edson Ferramentas, distribuidora especializada em produtos destinados ao uso de empresas e profissionais de manutenção de veículos, inaugurou mais uma unidade em Fortaleza. Localizada na Av. Gomes de Matos, 1509, Montese, a loja veio para dar mais agilidade ao atendimento da empresa, que atua no mercado cearense há 15 anos e conta com um centro de distribuição de 400 m² no bairro Mondubim. Com aproximadamente 600 m², a nova loja tem dois pavimentos e foi construída com estrutura bastante moderna, projetada para, além de garantir conforto para os clientes, ser um centro de referência automotiva.

Totalmente climatizada, ela conta com um espaço para palestras técnicas sobre temas ligados à manutenção veicular. Além disso, é auto-sustentável através do fornecimento de eletricidade por placas de energia solar. Somados, o centro de distribuição e nova loja da J Edson Ferramentas contam com mais de 2.200 itens para atendimento, no atacado, de mecânicos e autocenters, sendo que 90% do catálogo está disponível para prontaentrega. Os produtos vão desde equipamentos básicos, como malas de ferramentas, a itens mais complexos como elevadores e macacos hidráulicos.

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Novo Peugeot 208

Mais uma opção não poluente O hatch Peugeot 208 tem como grande atrativo a versão elétrica, que deve chegar ao Brasil em 2021. Montadora espera do modelo um sucesso parecido com o do lendário 206

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ora do ranking das 10 montadoras que mais vendem automóveis e respondem por 93% do mercado no Brasil, a Peugeot se mistura aos 7% restantes. Por isso, o lançamento de um carro da marca não representa grande impacto em termos de números absolutos. Mas o novo 208 merece seu destaque por um motivo bem específico: o modelo é um hatch destinado a consumidores que não são tão abastados e vai ter uma versão elétrica. A iniciativa é importante porque nosso mercado está muito atrasado, em relação ao resto do mundo, no rumo da mobilidade não poluente. Carro elétrico, por aqui, geralmente é só versão de modelo de luxo, para um público bastante seleto. A Peugeot já viveu tempos melhores por aqui, principalmente na era do bem sucedido 206. Não por acaso, a montadora diz que “a série 200 representa um número sagrado” para ela e o novo 208, com a inovação da versão elétrica, veio tentando pegar carona no sucesso do 206 - e se livrar do estigma do 207, que não agradou tanto os consumidores brasileiros. O 208 tem um design que inaugura a nova identidade mundial da marca no Brasil. Sua carroceria é mais longa, mais larga e mais baixa que a do antecessor, apresentando as seguintes dimensões: 4.055 mm de comprimento, 1.738 mm de largura, 1.453 mm de altura e entre-eixos de 2.538 mm. Uma das principais novidades, mas que não está disponível nas das versões de entrada, é a nova geração do i-Cockpit, conceito que a fábrica batizou de i-Cockpit 3D. Ele é formado por painel de instrumentos tridimensional, e elementos já existentes no i-Cockpit, como volante de dimensões reduzidas e base achatada, central multimídia touchscreen de 7 polegadas com Google Android Auto e Apple CarPlay e uma série de teclas que permitem acesso direto às principais funções do veículo. No painel, algumas informações sobre a condução do veículo são projetadas em destaque, mais à frente do visor principal. As indicações são dinâmicas e animadas e ficam mais próximas dos olhos de acordo com o grau de importância ou urgência. Há ainda a possibilidade de criar e salvar dois modos de visualização, o que permite a personalização do painel se o uso do carro for compartilhado do carro. O novo 208, fabricado na Argentina, também marca a estreia da

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produção de hatches na plataforma CMP (Common Modular Platform), uma das mais modernas do Groupe PSA. Ela é produzida em quatro continentes e oito fábricas do Groupe PSA (França, Espanha, Eslováquia, China, Argélia, Marrocos, Argentina e Brasil), pode ser adaptada com dimensões para atender às necessidades de diferentes mercados, clientes e modelos em todo o mundo e otimizada para versões térmicas e elétricas na mesma linha de produção. Outra inovação presente no 208 -

mas apenas nas duas versões mais top de linha - é o Peugeot Driver Assist, recurso que reúne os seguintes sistemas: alerta de colisão (contra veículo à frente ou pedestre atravessando a rua), frenagem de Emergência (um sistema automático entra em ação para reduzir a velocidade de impacto ou evitar uma colisão) e alerta e correção de mudança de faixa, auxílio de farol alto (o sistema alterna automaticamente entre luz alta e luz baixa, dependendo das condições do trânsito e de ilumina-

ção) e reconhecimento de placas de velocidade. Um recurso que não está ligado diretamente à segurança da condução mas também ajuda o motorista é o carregamento de smartphone wireless. Por meio de indução magnética, a energia carrega a bateria de celulares - para modelos compatíveis com o padrão Qi 1.1 em sua concepção original ou mediante o uso de um kit de compatibilidade. Por fim, um item que também merece ser citado é o câmbio. O 208 não tem versão com câmbio manual, esse anacronismo que só existe em mercados de carros caros e consumidores com pouco dinheiro como o do Brasil. Todas as versões com motor a combustível do modelo da Peugeot vêm com transmissão automática de 6 velocidades. Active

• R$ 74.990

Active + PACK

• R$ 82.490

Allure

• R$ 89.490,00

Griffe

• R$ 94.990,00

208 e-GT: a grande estrela Importado da Europa, o 208 e-GT não teve seu preço revelado e deve chegar em 2021. Será que vai ter um preço mais amigável, que seja apenas pouco mais caro que o topo de linha Griffe? A conferir. O modelo faz de 0 a 100km/h em 8,3 segundos, tem motor com 260 Nm de torque imediatos e 136 cavalos de potência (100 kW). Ele oferece três modos de condução. O modo “Eco” tem como foco a otimização da autonomia; já o “Drive” é indicado para o conforto nos deslocamentos do dia a dia, enquanto o “Sport” prioriza o desempenho, utilizando potência e torque máximos. O espaço e o volume do porta-malas do e-GT são idênticos aos da versão a combustão (265 litros). Para isso, as baterias, com volume de 220 litros, ficam embaixo do piso do veículo. O modelo pode ser carregado em tomadas residenciais ou carregadores rápidos, como os encontrados em estações de recarga. Dependendo no nível de carga e do carregador, é possível obter 80% da energia da bateria em 30 minutos.

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Lada Niva

ERA UMA VEZ

UM SUV

“G

ostei desse jipinho”. A frase foi dita nos longínquos anos 1990 pelo ex-presidente Fernando Collor. A despeito de todo o turbilhão político que acabou no seu impeachment, ele tomou uma das decisões mais importantes para a história da economia moderna brasileira: a abertura aos importados. O “jipinho” em questão era o Lada Niva, um carro russo que chegou na esteira dessa liberação para a entrada de produtos fabricados fora do Brasil feita no governo Collor. Além do Niva, a Lada também trou-

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O Lada Niva era um pequeno jipe russo, simples e robusto, que foi comercializado por aqui nos anos 1990. Mas até hoje há exemplares dele rodando, prova maior da sua durabilidade

xe o Laika, um sedan bem feio e de traços quadrados, e o Samara, um hatch com linhas mais suaves e atraentes. Mas foi o jipinho que agradou o então presidente que conquistou mais adeptos. Ele reunia características bastante interessantes para um mercado de carros caros como o Brasil: preço atraente, muita robustez e tração 4x4 com reduzida. Não é à toa que uma busca na internet feita hoje ainda resulta em unidades do Niva à venda e nenhuma do Laika ou do Samara. Mas infelizmente a Lada não conseguiu se manter no Brasil, e de opções mais

em conta com tração nas quatro rodas, o mercado conta apenas com o Suzuki Jimny, com preço inicial de pouco menos de R$ 83 mil. Na Rússia e em outros países, o velho Niva resiste firme e forte, agora com o nome “4x4”. O nome “Niva” ficou para outro modelo, completamente reestilizado, que a montadora passou a comercializar. Vamos, então, chama-lo a partir de agora pelo nome usado pela fábrica, que é apenas “4x4”. Pois bem, para se ter uma ideia do quanto o jipinho russo é barato, lá na Rússia ele é vendido por algo próximo de 50 mil reais.


Faça revisões em seu veículo regularmente.


Será que seria possível produzi-lo por esse mesmo valor por aqui? No site russo da Lada, o 4x4 aparece em cinco versões, duas delas com 4 portas. Ele mantém o mesmo design, mas ganhou recursos tecnológicos. No site da Lada Bolívia (uma curiosidade: a montadora russa permanece na América Latina com revendas apenas na Bolívia e no Chile), um vídeo mostra o que o jipinho agora oferece, além das quatro portas. Entre os recursos estão uma central multimídia com acesso a streaming de áudio e GPS, direção com assistência elétrica, ar condicionado e suspensão independente na dianteira - uma das marcas do velho Niva era a “dureza” da sua suspensão, que tornava os passeios dentro dele um tanto sofridos. O motor que equipa o 4x4 é um 1.7 a gasolina que tem 83 cavalos de potência e pouco mais de 13 kgf.m de torque. De acordo com um release que encontramos na Lada sobre a mais recente edição do 4x4, a fábrica incluiu ainda, entre os recursos que podem ser colocados, um pacote de isolamento de ruído e vibração, freios ABS, vidros elétricos e rodas de liga leve. Por aqui, os brasileiros conheceram só a versão de duas portas e bas-

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tante rústica, sem esses recursos de tecnologia e conforto. Houve rumores de que a Lada voltaria ao Brasil por meio da Renault, montadora que tem acordo com a Autovaz, empresa russa detentora da marca Lada. Mas isso foi anunciado em 2018 por alguns jornalistas, desmentido pela fábrica e ficou tudo como estava. De acordo com o que disseram, essa volta seria em 2021. Mas tivemos a pandemia de coronavírus no meio e, mesmo que esse anúncio tenha sido verdadeiro, vale duvidar que o projeto vá adiante conforme o planejado. Em pesquisa realizada nos principais sites de venda online de automóveis usados (OLX, Mercado Livre e Webmotors), encontramos muitas opções do velho Niva. O que tinha mais opções era o OLX, com mais de 80 modelos, a maioria deles nas regiões Sudeste e Sul. Não encontramos, em nenhum deles, modelos à venda no

Ceará. Mas da região Nordeste havia opções na Bahia, no Piauí e na Paraíba. Os preços eram bem em conta, entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. O fato é que o velho Niva, agora com nome de “4x4”, é um carrinho antigo, sem novas tecnologias como controle de estabilidade e motor turbo e compacto, mas tem um design ainda agradável e poderia ser uma opção para a legião de admiradores do universo off road do Brasil que não tem condições de desembolsar muito para ter os modelos disponíveis no nosso mercado. Se a notícia da volta da Lada ao país realmente for verdadeira, ele certamente teria muita gente disposta a compra-lo. Vamos torcer.


L200 Triton Sport

Novo design e mais tecnologia A L200 Triton Sport ficou mais parecida com seus “irmãos” Pajero, Outlander e Eclipse e ganhou novos recursos para melhorar o conforto e a dirigibilidade

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m três versões (GLS AT, HPE e HPE-S) e preço a partir de R$ 188.990, a L200 Triton Sport 2021 tem entre as novidades o design modificado que a torna próxima, visualmente, da Pajero, do Outlander e do Eclipse e do sistema Off-Road Mode, que já equipava a Pajero. Esse recurso oferece quatro modos de operação: Cascalho, Lama/Neve, Areia e Pedra. Cada um tem configuração específica para otimizar a tração nos diferentes tipos de piso, alterando automaticamente a entrega de potência do motor e ajustando transmissão, sistema de freios e os controles de estabilidade e de tração. O modelo também passou a contar com o Controle de Descida em Rampas (HDC), que auxilia a des-

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cida em ladeiras, mesmo com baixa aderência, sem que o motorista precise pisar no freio ou no acelerador. Outra novidade é a transmissão automática de seis velocidades que equipa todas as versões e nas duas últimas e mais sofisticadas HPE e HPE-S ainda conta com opções para trocas sequenciais através de borboletas no volante. Com a proposta de conciliar tecnologia, conforto e recursos para o off road, a L200 Triton Sport 2021 traz itens como sistema de entretenimento da JBL (uma das melhores marcas de som do mundo), tela sensível ao toque de 7 polegadas e compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto. As versões HPE e HPE-S contam com sensores crepuscular, de chuva e de estaciona-

mento e câmera de ré. A HPE-S ainda é equipada com sensor de estacionamento frontal. A picape vem de série, em todas as versões, com o sistema Smart Keyless de abertura de portas e ignição do motor. Por aproximação, a presença da chave é identificada pelo veículo e, com isso, basta que o motorista aperte um botão na maçaneta para abrir a porta. Ele também consegue dar a partida ou desligar o modelo com um toque no botão “start-stop”, que substitui o contato da chave. O sistema de ar condicionado tem saídas de ar colocadas no teto. Os passageiros do banco traseiro podem ajustar a intensidade da ventilação em até quatro níveis, através de um comando também localizado no teto.


Em relação aos recursos para trilha, todas as versões da L200 Triton Sport são 4x4 e além do já descrito Off Road Mode, o modelo tem o sistema Super Select 4WD-II, que conta com quatro opções de operação: 2H (para estradas e vias públicas, privilegia a economia de combustível e tem desempenho suave), 4H (para estradas e pisos irregulares, distribui a tração entre os eixos dianteiro e traseiro), 4HLc (primeira reduzida para terreno acidentado com superfícies de baixa aderência) e 4LLc (reduzida mais forte, para subidas ou descidas íngremes, rochas, areia e lama). Para situações onde uma ou mais rodas estão deslizando, a picape conta com o Sistema Ativo de Controle de Tração (ATC), que monitora a rotação das rodas e atua desacelerando a que tem menos aderência, enviando a tração para a roda melhor apoiada no solo e controlando o torque do motor para evitar escorregamentos. O sistema de tração também conta com o Sistema de Bloqueio do Diferencial Traseiro, que permite que as duas rodas do eixo de trás recebam tração de forma idêntica, o que é útil em uma situação de atolamento ou quando uma das rodas não está

em contato com o solo. O motor que equipa todas as versões da L200 Triton Sport é o 2.4 Turbodiesel de quatro cilindros com estrutura em alumínio. Ele desenvolve 190 cv de potência e torque de 43,9 kgfm. Em relação à segurança, todas as versões trazem sensores que monitoram várias vezes por segundo o comportamento do modelo. Caso seja identificada uma possível derrapada em situação de curva, esses sensores ativam o sistema de controle ativo de estabilidade (ASC), que aciona os freios e desacelera o veículo para mantê-lo na trajetória correta. O modelo conta também com o sistema Brake Override System (BOS), que monitora constantemente os sinais do freio e acelerador. Caso o freio seja acionado junto com o acelerador e configure uma situação de emergência, o sistema reduz as rotações do motor gradativamente até a parada total e controlada do veículo. A versão topo de linha HPE-S traz ainda os seguintes recursos: • Sistema de Monitoramento de Pontos Cegos (BSW), que detecta veículos no ponto cego do motorista e emite alerta sonoro e visual no espelho retrovisor externo;

• Sistema de Alerta em Mudança de Faixa (LDW), que avisa o motorista que a picape está indo de uma faixa de rodagem para outra, caso ele não tenha acionado as setas; • Auto High Beam (AHB), que alterna o farol alto para o baixo automaticamente ao perceber um veículo vindo na direção contrária, evitando o ofuscamento do outro condutor; • Sistema de Frenagem Autônoma (FCM), que atua por meio de sensores e câmeras colocadas na parte frontal do veículo, monitora a velocidade atual da picape e consegue identificar se um obstáculo está se aproximando de forma muito rápida, o que coloca o veículo em rota de colisão. Uma vez identificada esta situação, os freios ABS da nova L200 Triton Sport 2021 são acionados automaticamente, caso não haja nenhuma ação do motorista, o que ajuda a evitar ou minimizar os impactos de uma colisão; • UMS, sistema de prevenção de aceleração involuntária que atua por meio de sensores dianteiros ou traseiros e reduz o torque do motor para evitar uma colisão contra objetos que estão a até quatro metros de distância, caso o motorista se engane e pressione o acelerador no lugar dos freios, por exemplo; • Sistema de Alerta de Tráfego Traseiro (RCTA) que, após o motorista engatar a ré, começa uma varredura de possíveis objetos ou obstáculos atrás da picape. Para isso, o sistema usa sensores colocados nas extremidades do para-choque traseiro. Caso algum veículo comece a se aproximar, um sinal sonoro e visual é emitido. Versões e preços GLS AT – R$ 188.990 HPE – R$ 212.990 HPE-S – R$ 232.990

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Muito tempo de estrada

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o Brasil, a L200 é produzida há 22 anos, mas sua história no mundo é bem mais longa. A produção começou em 1978, no Japão. As primeiras unidades receberam o nome de Forte, apesar de alguns países já adotarem, desde aquela época, o termo L200. Uma curiosidade: esse nome L200 veio da Chrysler: a indústria norte-americana tinha uma picape, a L200 Express, que era comercializada pela Mitsubishi, e o nome foi uma herança quando a montadora japonesa assumiu operações da Chrysler na Austrália. A primeira versão tinha opções de motores de 1.6 a 2.6 litros e tração traseira. As opções com tração 4x4 foram introduzidas em 1980. Em março de 1986 a Mitsubishi apresentou a segunda geração da L200, que trazia design renovado, três opções de cabines (simples, dupla e estendida) e novas opções de motores, incluindo o 2.5 Diesel. A terceira geração chegou em novembro de 1995 com mudanças no design tanto por dentro quanto por fora. O motor passou a ser um 2.5 Turbodiesel e para o sistema de tração foi adotado o Easy Select 4WD, que permitiu ao motorista escolher o

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modo de tração mais adequado para o piso em que o modelo trafega. A quarta geração foi apresentada em agosto de 2005 e era produzida principalmente na fábrica da Mitsubishi Motors na Tailândia, de onde os modelos eram exportados para mais de 150 países. A quinta geração da linha L200 começou a ser produzida em 2014 e passou a vir com motor a diesel em alumínio. O sistema de transmissão manual de 6 velocidades também era oferecido pela primeira vez, substituindo o anterior de 5 marchas. Já a tração ganhou melhorias. Cinco gerações e mais de quatro décadas depois, o modelo acumula aproximadamente 5 milhões de unidades comercializadas em mais de 180 países. No Brasil, as primeiras unidades da L200 começaram a chegar ao longo de 1991, por meio de importações independentes. A partir de 1998, a HPE Automotores inaugurou sua fábrica em Catalão (Goiás) para a produção da L200.

Em relação aos recursos para trilha, todas as versões da L200 Triton Sport são 4x4 e além do já descrito Off Road Mode.


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Carro dos sonhos

MC 20 “R

ápido como um relâmpago, leve como uma pena”. Claro que nenhum carro - pelo menos até agora - chegou a uma capacidade que justifique essa frase. Mas ela foi dita pela Maserati, fábrica italiana de superesportivos, para o MC20, modelo que ela lançou esse ano. E com um motor de 3.0 V6 de 630 cavalos de potência (sempre gostamos de lembrar, para dar ideia aos leitores, do que isso significa: para efeito de comparação, essa potência é quase 3 vezes maior que a de um Audi A4, por exemplo, modelo alemão que é uma referência nossa de esportividade) e apenas 1.500 kg, dá para usar outra expressão metafórica. O MC 20 “voa baixo”. O modelo vai de 0 a 100 km por hora em apenas 2,9 segundos e consegue alcançar uma velocidade de Fórmula 1: 325 km por hora. Não é à toa, aliás, que sua estrutura usa um monocoque, hoje o tipo mais moderno e seguro de chassi da indústria automobilística. Para entender o que é um monocoque, basta lembrar daqueles aciden-

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Tecnologia de Fórmula 1 em um carro feito para rodar nas cidades e nas estradas. Existe alguma que permita explorar todo o potencial desse foguete da italiana Maserati? tes espetaculares da Fórmula 1 onde o carro inteiro é destruído e apenas o local onde fica o piloto permanece intacto. Feito de fibra de carbono, um material extremamente leve e resistente, o monocoque do MC 20 torna o habitáculo quase indestrutível, protegendo a vida dos ocupantes. Unindo a segurança ao prazer de dirigir, o MC 20 oferece quatro modos de condução. O primeiro é o GT, indicado para a condução no dia-a-dia. Segundo a Maserati, é o modo de direção padrão, que permite mudanças de velocidade fluidas e suavidade nas suspensões e torna a potência do carro mais “domável”. Outro é o Sport que, como o nome diz, prepara o modelo para a pista com configurações de suspensão mais rígida e mudanças de marcha fáceis e diretas. O terceiro modo é o Corsa. Esse termo, em italiano, significa “corrida”. Isso dá uma ideia do que essa opção é capaz de fazer. Segundo a Maserati, no modo Corsa a potência máxima do MC 20 é imediatamente disponibilizada, com mudanças de

marcha super rápidas. As válvulas de exaustão ficam continuamente abertas e o controle de tração é reduzido - esse último procedimento serve para deixar o carro mais dependente do braço do motorista, aumentando a emoção. Por fim há o modo Wet, destinado a situações com chuva ou asfalto molhado. Nele, especialmente nas acelerações e nas curvas, o impulso do motor é limitado e são ativados todos os controles dinâmicos do carro, para ajudar o motorista. Em relação à aerodinâmica, de acordo com a Maserati foram mais de duas mil horas em túnel de vento e mais de mil simulações em computador para calcular o melhor desenho possível para vencer a resistência do ar e garantir estabilidade, mas sem perder a preocupação com a estética. As saídas de ar no capô e as laterais que fornecem a entrada de ar do motor, por exemplo, foram projetadas para ficarem praticamente invisíveis quando o carro é visto de alguns ângulos.


Para interatividade, O MC20 é equipado o sistema multimídia MIA (Maserati Intelligent Assistant) de nova geração. Ele é baseado no sistema operacional Android Automotive tem duas telas dentro do carro, o painel digital e o display central, ambos com 10,25 polegadas. O display central possui resolução HD de 1.920x720 e funções de toque típicas de dispositivos pessoais com tela inteligente. Com um smartphone ou smartwatch, o motorista pode ficar sempre em contato com o MC20 através do aplicativo Maserati Connect. O modelo inclui o serviço de streaming Hifi da Tidal (uma empresa do mesmo segmento do Deezer e do Spotity). O sistema de som tem 6 alto-falantes (2 tweeters nos painéis das portas, 2 alto-falantes de banda média nos painéis das portas e 2 woofers nos painéis das portas). E ainda falando do interior, é óbvio que o MC 20 não economiza no luxo, apesar da objetividade necessária para um superesportivo. Mas o projeto é minimalista: o painel tem apenas o seletor de modo de direção, dois botões para as marchas, os controles dos vidros elétricos, o controle de volume do sistema de multimídia e um teclado para smartphone com carregador sem fio. Todos os outros controles estão no volante,

com o botão de ignição à esquerda e o Launch Control (um sistema que aumenta a aceleração para tirar o carro da inércia ainda mais rápido que o padrão do carro) à direita. A caríssima e sofisticada fibra de carbono faz parte da decoração do habitáculo. Ela tem acabamento fosco, para dar uma aparência mais personalizada de tecido. E mesmo sendo um superesportivo, o MC20 ainda conta com dois compartimentos de bagagem: um na parte da frente, de 47 litros, e outro atrás, de 101 litros. E para fechar, um pouco mais de informações sobre o motor e a transmissão do MC 20. Denominado de “Nettuno”, o motor é, de acordo com a Maserati, protegido por uma patente internacional, porque transfere para um carro de estrada uma tecnologia até então encontrada apenas na Fórmula 1. Ele tem uma

câmara de combustão dupla para cada cilindro. O seu projeto inclui uma pré-câmara, na qual a vela de ignição principal é instalada. A mistura ar-combustível é forçada para a pré-câmara durante o curso de compressão do pistão. Perto do TDC (posição na qual o pistão está no topo do cilindro), a vela de ignição principal inflama a mistura na pré-câmara, disparando a combustão piloto e, em seguida, é propagada (por meio de orifícios especiais) para a câmara de combustão convencional. Todo esse processo gera combustão com múltiplas frentes de chama, o que garante mais do motor e aumenta a potência específica sem penalizar o consumo de combustível. A transmissão, por fim, é automatizada com dupla embreagem imersa em óleo e tem 8 velocidades, sendo duas delas de overdrive (função que reduz o número de rotações do motor para otimizar seu funcionamento, reduzir a emissão de poluentes e economizar combustível). Nos Estados Unidos, onde os carros são baratos, o MC 20 está cotado para algo pouco acima dos 200 mil dólares. Sem impostos, esse valor no Brasil já passaria de 1,2 milhão de reais. Já pensou quanto um carro desse custaria por aqui?

Auto Revista Ceará -

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Clássicos

Arnóbio Tomaz

GURGEL BR800 O Brasil já teve o seu carro 100% nacional. Mas sua produção durou apenas dois anos e atualmente restam poucas unidades dele rodando pelo país

O

Gurgel BR 800, idealizado pelo engenheiro mecânico João Augusto do Amaral Gurgel, foi o primeiro automóvel fabricado com tecnologia exclusivamente nacional. Seu motor, de apenas dois cilindros e 800 cilindradas, era produzido na própria indústria da Gurgel, em Rio Claro, estado de São Paulo. Ele foi um veículo polêmico, do

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início de seu projeto ao fim da produção. Originalmente, fora batizado de Gurgel Cena, mas o piloto Airton Senna se manifestou contrariamente ao nome. O modelo também deixou de ser fabricado em meio a muita discussão, o que remete ao seu lançamento problemático. Quando começou a ser produzido em série, durante o governo do pre-


sidente José Sarney, o pequeno automóvel foi agraciado com a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), tendo sido o verdadeiro pioneiro no segmento dos “carros populares”, hoje dominado por modelos de mil cilindradas de diversos fabricantes estrangeiros (inclusive por aquele que dizem ter sido o primeiro, o Fiat Uno Mille). Na época, o BR 800 pagava apenas 5% de IPI, enquanto os demais veículos tinham uma taxa que variava entre 37% e 42%. O benefício concedido à Gurgel, em prol da indústria nacional, foi duramente atacado pelas concorrentes multinacionais. Além disso, esse desconto no imposto não foi suficiente para baratear o modelo. O sistema de vendas inicialmente praticado, de comercialização do carro junto com lotes de ações da Gurgel, elevou seu preço e fez com que ele não conseguisse concorrer diretamente com os modelos econômicos da Volkswagen e da Fiat. Apresentado em 1987, o BR 800 tinha uma concepção peculiar e, em diversos aspectos, avançada para a época, principalmente por ser muito leve e compacto. Lançado para o público em uma versão definitiva no Salão do Automóvel de 1988 no Anhembi, em São Paulo, ele teve a produção iniciada em 1989. Seu motor, denominado Gurgel Enertron, muito limpo e econômi-

co (fazia até 25 km/l de gasolina), chegou a receber um prêmio na Europa. Até hoje, sua mecânica é tida como de fácil manutenção e grande durabilidade. Com a experiência acumulada com o modelo, o fabricante projetou dois sucessores, destinados a faixas de mercado diferentes: um mais personalizado, atraente e luxuoso, ainda que mais caro, e outro que seguisse a linha da máxima eficiência na produção e operação, que pudesse ser realmente popular e barato. Para atender o primeiro projeto, entrou em produção, no início de 1992, o Supermini. Já para o segundo, estava sendo desenvolvido o projeto Delta, mas esse ainda não estava pronto e dependia de financiamentos para a expansão da empresa e a construção de uma nova fábrica. Ele seria baseado em um novo modelo de produção modular e descentralizada - única maneira de proporcionar preço de venda verdadeiramente “popular”. Com as complicações financeiras que a Gurgel enfrentou, no entanto, o projeto Delta não teve continuidade. A Gurgel Motores S/A funcionou até 1994, mas a marca foi posteriormente adquirida pelo empresário Paulo Freire Lemos em 2004. O BR 800 parou de ser produzido no fim de 1991, mas algumas unidades ainda foram comercializadas em 1992 como ano/modelo 1992.


Serviço

MENOS ÁGUA TAMBEM É LIMPEZA Líquido sempre precioso no Ceará e cada vez mais no mundo, a água é muito usada em lavagens de carro, mas há a opção chamada de ecológica ou “a seco”. Saiba mais sobre ela

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ocê sabia que a lavagem de um carro comum consome, em média, 500 litros de água? Agora, considere quanto pode ir para o ralo em um lava-jato que atende 8 modelos por dia de segunda a sábado: nada menos que 24 mil litros em apenas um mês. A consciência ambiental trouxe à tona os custos para o planeta desse tipo de procedimento, fazendo com hoje existam várias empresas oferecendo a lavagem chamada de ecológica ou “lavagem a seco”, que ganhou esse nome por usar, para fazer a limpeza da lataria, apenas algo entre 200 e 300 ml de água. Auto Revista Ceará encontrou empresas que fazem esse tipo de lavagem. A principal diferença em relação ao método tradicional, com jato de água com pressão, é que a

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limpeza é feita com uma cera líquida diluída em água e vários panos de microfibra - um tecido sintético composto por poliéster e poliamida e de fios extremamente finos que garantem maciez e grande capacidade de absorção. A água é usada apenas na diluição da cera. Todo o processo é feito, como dissemos, “a seco”, e geralmente funciona assim: o primeiro pano espalha a cera líquida para diluir a sujeira mais espessa, o segundo retira o material e um último pano serve para finalizar a limpeza. Segundo Kalil Alencar, proprietário da Car Wash Ecológico, além da economia de água a lavagem através desse processo tem algumas vantagens, em relação à tradicional. A primeira, explica ele, é que os produtos são biodegradáveis, ou


seja, se decompõem e não causam poluição. Além disso, o profissional afirma que a lavagem ecológica é mais duradoura. O produto tem uma película de proteção que deixa a superfície da lataria menos propensa ao acúmulo de poeira, protegendo-a por mais tempo. “Com isso ele demora a sujar, porque a poeira gruda menos”, afirma Kalil. Joel Barbosa, gerente do Centro Automotivo Fast Wash, acrescenta que outra vantagem da lavagem ecológica a ser considerada é o fato de que muitos lava-jatos usam água de poço. “Essa água tem um nível de sal um pouco mais elevado que o normal, e ela pode ser corrosiva para a pintura”, diz ele. Além da lataria, a lavagem ecológica tem produtos específicos para outras partes do carro, como motor e pneus. Mas vale salientar que a água ainda é necessária para limpar a parte de baixo, onde ficam o assoalho e os vãos das rodas. Problemas como muita lama, graxa ou óleo no chassi não são resolvidos somente com a limpeza a seco. Em relação ao tempo, os profissionais consultados por Auto Revista Ceará informaram que a lavagem ecológica não é, em geral, muito diferente da tradicional, mas por ser mais detalhada, pode demorar um pouco em relação a esta última. Mas tudo vai depender do estado em que o carro se encontra. E sobre o preço, a resposta geral é que ela costuma ser um pouco mais cara, mas a diferença não é tão grande. “Se uma lavagem simples com água

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custa de 15 a 25 reais, a ecológica é a partir de 30”, afirma Joel Barbosa. Um obstáculo que ainda existe, no entanto, e foi relatado nas entrevistas, é que alguns motoristas são desconfiados em relação à eficiência do processo, quando sabem que não vai ser usada água na limpeza. “Se o carro está muito sujo, acham que não vai limpar”, relata Kalil. Outro problema, segundo Mauro Aguiar, gerente da Eco Auto Express Servicos Automotivos, é o medo que alguns têm de que a passagem dos panos arranhe a pintura. Mas ambos os profissionais garantem que, sendo feita da forma correta, a lavagem ecológica é eficiente e não representa qualquer risco para o veículo. A dica, então, é pesquisar bastante para conciliar bons preços e locais com profissionais capacitados. O meio ambiente agradece.


Foto: Racesfan.net

Competição

Enzo, Pietro e Emerson Fittipaldi

UMA FAMÍLIA DE

O sobrenome é italiano, mas a história mostra que os Fittipaldi fizeram e lutaram muito pelo automobilismo brasileiro nas décadas de 1960 e 1970 36 - Auto Revista Ceará

P

aís detentor de uma das 10 maiores frotas de veículos do mundo, o Brasil é o único dos Brics (grupo formado também por Rússia, Índia e China) a não possuir uma indústria automotiva 100% nacional. Corrupção, defasagem tecnológica, alta carga tributária, muitos são os possíveis motivos para que tenhamos essa dependência de empresas e tecnologias

estrangeiras. Mesmo assim, não faltaram heróis e pioneiros que tentaram subverter isso. Um dos exemplos está na família Fittipaldi, cujo membro mais famoso é o piloto Emerson, que detém o título de bicampeão da Fórmula 1, campeão da Fórmula Indy e bicampeão das 500 milhas de Indianápolis. Ligados ao universo automotivo desde o patriarca Wilson Fittipaldi,


Pietro Fittipaldi

de um velho Porsche encostado em uma oficina. Na tomada de tempo, ficou em segundo lugar e à frente de vários carrões. Mas o câmbio quebrou durante a corrida. A coragem e a persistência da família fez os membros seguirem sempre em frente no setor automotivo. Na década de 1970, os Fittipaldi comercializaram rodas de magnésio, volantes esportivos e kits de conversão para motor de Fusca (transformação de 1.300 em 1.600), o modelo que era o mais popular do Brasil, na época. E também foi nessa mesma década que eles investiram

no que talvez tenha sido o projeto mais ambicioso do Brasil, em termos de automobilismo esportivo: a criação da Copersucar, equipe que disputou na Fórmula 1. De acordo com os registros históricos, essa equipe nacional, que teve Emerson como piloto principal e Wilsinho como o empreendedor, conseguiu disputar 104 provas no campeonato mais caro do universo automotivo entre 1974 e 1982, período no qual esteve em atividade. Apesar de não conseguir nenhum primeiro lugar em corridas nem vencer qualquer temporada, registrou a façanha de permanecer, por oito anos, como equipe vinda de um país de Terceiro Mundo correndo com veículos de gigantes do esporte como McLaren e Ferrari.

Emmo Fittipaldi

Foto: Motorsport.com

que como radialista narrava corridas na rádio Panamericana e como piloto ajudou a popularizar o esporte no Brasil, os Fittipaldi são um exemplo concreto de perseverança e inovação, mesmo no dificílimo cenário para empreender do País. Um dos pioneirismos foi com Wilsinho Fittipaldi, irmão de Emerson, que também era piloto. Ele disputou, em uma prova na Argentina, com o primeiro Fórmula 3 construído no Brasil. Outra “invenção” que fez história foi um Fusca bimotor, construído por Wilsinho e sua equipe para disputar uma prova no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, no fim da década de 1960. Competindo com carros de grandes fábricas europeias e americanas e sem dinheiro para ter o seu próprio modelo, os brasileiros produziram um Fusca com dois motores 1.300 a ar funcionando juntos. Tudo com muito improviso e criatividade. O que aconteceu na corrida é um exemplo de como as tentativas de investimento em produtos automotivos genuinamente nacionais se revelam uma boa ideia, mas por falta de condições - geralmente financeiras - não vão adiante. O Fusca usava um câmbio que havia sido retirado

Enzo Fittipaldi

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Endividada - segundo os seus criadores, por falta de patrocínio, a Copersucar encerrou suas atividades e desde então não houve mais exemplos de qualquer iniciativa 100% brasileira em equipes de Fórmula 1 - embora o País tenha produzido, depois de Emerson Fittipaldi, pilotos excepcionais como Nelson Piquet e Airton Senna. Uma informação importante é que o FD-01, primeiro carro construído pela Copersucar, foi restaurado pela Dana, fabricante de autopeças, e chegou a ser levado, com o patrocínio da empresa, para uma corrida de homenagem no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Além disso, foi exposto em locais públicos de grande circulação, para divulgar esse momento importante da história do automobilismo brasileiro. Hoje o sobrenome Fittipaldi continua ativo no universo de esportes automotivos através de Christian, filho de Wilsinho que é piloto nos Estados Unidos, e de Pietro e Enzo, netos de Emerson, que disputam provas na Europa. É sempre bom ficar de olho na família, especialmente estes últimos dois membros mais jovens, porque pode vir dela o fim da escassez de grandes títulos na Fórmula 1 que vigora desde a morte de Airton Senna.

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Wilson Fittipaldi

• Disputou 38 Grandes Prêmios na Fórmula 1 • Criou a Fórmula Vee, categoria de baixo custo considerada uma escola para quem quer competir na Fórmula 1 e na Fórmula Indy • Criou a Copersucar, primeira e única equipe brasileira na história da Fórmula 1.

Emerson Fittipaldi

• Foi campeão da Fórmula 1 em 1972 aos 25 anos • Foi o mais jovem vencedor da categoria e manteve esse título até 2005, quando Fernando Alonso conquistou o campeonato com 24 anos • Foi campeão da Fórmula 1 em 1974 • Mesmo com grande chance de ser tricampeão, largou a McLaren, equipe à qual pertencia para investir na Copersucar • Foi campeão da Fórmula Indy em 1989 • Venceu as 500 milhas de Indianápolis em 1989 e em 1993 • Tornou-se segundo piloto na história a ser campeão das duas mais famosas categorias de monopostos do mundo (Fórmula 1 e Fórmula Indy).

Christian Fittipaldi

• Disputou provas na Fórmula 1, na Fórmula Indy, na Nascar, nas 24 Horas de Le Mans, na Stock Car e na Fórmula Truck • Foi campeão da Fórmula 3 brasileira em 1989 • Foi campeão sul-americano da Fórmula 3 em 1990 • Foi campeão da Fórmula 3000 Internacional em 1991 • Foi o primeiro brasileiro a vencer as 12 Horas de Seabring em 2015.


Autop 2020

Sistema Sincopeças Ceará realiza primeira Feira Digital de Autopeças da América do Sul AUTOP Digital acontece entre os dias 3 e 5 de dezembro de 2020, reunindo empresários, profissionais do setor de autopeças e serviços automotivos, além de fabricantes nacionais e internacionais

O

Ranieri Leitão - Presidente do SSA/CE

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mundo mudou. Se transformou. E a AUTOP não poderia ficar à margem dessa mudança. Em uma experiência inovadora para a cadeia produtiva do setor automotivo, o Sistema Sincopeças/Assopeças/Assomotos do Ceará - SSA/CE realiza, entre os dias 3 e 5 de dezembro de 2020, a AUTOP Digital, primeira Feira Digital de Autopeças da América do Sul. O tema tem tudo a ver com o momento atual: Todos Conectados. O público que acompanha a AUTOP há 16 edições vai ter toda a experiência do evento agora na tela do celular, tablet ou computador. E

não se trata de um webinar ou de uma videoconferência comum. A AUTOP Digital vai acontecer por meio da junção de uma plataforma americana de interatividade com uma plataforma brasileira para feiras virtuais 3D. O que existe de mais próximo da realidade no mercado. O evento terá ainda o recurso de estúdio para transmissão da programação do evento ao vivo. “A situação mundial imposta pela pandemia do Novo Coronavírus nos direciona a evoluir na realização dessa grande feira, chegando ao formato digital o que nos permite inúmeras possibilidades na apresen-


tação das marcas, produtos e lançamentos dos fabricantes. O nosso desejo é conectar pessoas, ideias e negócios, ligando todos os segmentos automotivos e, assim, inaugurar um novo momento no setor póspandemia. Precisamos honrar o tema da AUTOP 2020: ‘Todos Conectados’, que fica ainda mais adequado ao momento que estamos vivendo”, ressalta o presidente do SSA/CE, Ranieri Leitão. Durante três dias, o público poderá conferir uma programação com convidados nacionais e internacionais, que inclui palestras técnicas, treinamentos e reuniões de negócios em tempo real. Os participantes da AUTOP Digital também poderão realizar visitas virtuais aos estandes. A feira terá ainda espaço para gamificação, com a realização de muitos sorteios para os empresários e profissionais do setor de autopeças e serviços automotivos. Ranieri Leitão ressalta ainda que para

a realização desse grande evento é necessária a união de todos players da cadeia automotiva. “Sabemos que é uma experiência totalmente inovadora para o setor. Mas estamos certos de que se todos trabalharmos juntos conseguiremos realizar um evento de grande sucesso, tal qual a AUTOP presencial”, afirma. Diversas marcas e empresas já confirmaram presença na AUTOP Digital. Entre elas, o Grupo Continental, um dos maiores fabricantes mundiais de componentes da indústria automobilística. O consultor técnico e palestrante da empresa, José Roberto Silveira, afirma que a recepção do mercado quanto à AUTOP Digital foi motivo de muita alegria. “Será um momento de inovação e realização de muitos negócios. Não vamos deixar passar 2020 em branco”, diz. A plataforma da AUTOP Digital vai estar disponível durante o período de 3 a 5 de dezembro de 2020 para a programação ao vivo. Todo o conteúdo permanecerá acessível por mais 90 dias para quem se credenciar na plataforma até o dia 5 de dezembro. A AUTOP é considerada um dos maiores eventos do setor automotivo do país. Em sua última edição presencial, reuniu 30 mil visitantes de todo o Brasil e mais de 200 marcas, com volume de negócios gerados e prospectados chegando a marca dos R$ 80 milhões. A AUTOP Digital é uma realização do SSA/CE e conta com o apoio do Sebrae/CE e do Sistema Fecomércio Ceará.

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O que a AUTOP Digital vai entregar:

Treinamento Treinamentos com duração máxima de 30 minutos.

Games A plataforma vai disponibilizar aos expositores um game do evento para promover a interação dos participantes e estimular a visitação a todo o conteúdo das empresas. O game será configurado pela organização. Serão disponibilizados a cada expositor os respectivos códigos negociados em seu contrato. Esses códigos deverão ser disponibilizados pelo expositor nas áreas e momentos adequados ao seu planejamento.

Palestras Técnicas A formação dos profissionais do setor automotivo sempre foi um dos principais objetivos da AUTOP. Nesta edição, não vai ser diferente. Os players da indústria automobilística e grandes nomes da gestão e da administração vão estar presentes, compartilhando expertises e aumentando o conhecimento do mercado.

Catálogo do Fabricante Catálogo virtual dos fabricantes com disponibilização de arquivos em PDF tais como releases, folders e catálogos de produtos, vídeos, links para site, redes sociais e solicitação de contato.

Networking A plataforma vai disponibilizar agenda de sessões de networking paralela à programação. Os expositores terão sessões privadas, em data a ser definida com a organização. Essas salas funcionarão com transmissão ao vivo através do serviço de conferência remota Zoom, em ambiente privado, com acesso fornecido pela organização apenas para o representante indicado pela empresa.

Estande Virtual Estande 3D na Feira Virtual, com ferramentas para inserir catálogos de produtos, vídeo, contatos de whatsapp e acesso ao site do expositor, personalizado com a cor e a marca da empresa.

Serviço: AUTOP Digital De 3 a 5 de dezembro de 2020 | Quinta e sexta, das 16h às 22h; e sábado, das 14h às 19h Mais informações: www.autopdigital.com.br

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Componente

Cada vez mais dinâmico

Cadillac - Crédito para David E. Nelson

Saiba mais sobre o painel, componente que antes servia como área de controle dos veículos e está virando um centro de entretenimento e informação

Cadillac

“O

s carros de hoje não têm mais qualidade, são todos feitos de plástico”. Essa frase, muito usada por saudosistas, remete à comparação entre modelos considerados clássicos, fabricados até a década de 1970, e os que vieram depois, quando a indústria automotiva começou a substituir materiais como couro, madeira e aço por polímeros, compostos químicos mais conhecido como plásticos. Mas será que os consumidores de automóveis perderam com essa troca? Pelo menos em relação ao painel

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do carro, componente que vamos abordar aqui, as pessoas tiveram um ganho na segurança. Sendo uma das partes mais próximas de motorista e passageiro, o painel dos modelos atuais é feito de materiais como polipropileno (PP) ou Polibutileno Tereftalato (PBT). Por não serem totalmente rígidos (dobram, ao invés de quebrar, se submetidos a impacto), eles são projetados para absorver parte da energia de uma batida e não geram superfícies pontiagudas que possam furar as pessoas. Esse comportamento dos plásticos resulta em um ambiente mais seguro

que paineis de metal, como era o do Fusca (veja foto), por exemplo, ou o de madeira, material que também era usado em carros mais antigos. O PP é o polímero mais comum nos paineis. É encontrado nos consoles rígidos, que equipa a maioria dos carros brasileiros, e tem como principais características baixo peso, resistência a produtos químicos (o que facilita a limpeza) e baixa sensibilidade à umidade. Já o PBT é um material mais flexível, mas assim como o PP, resiste bem a substâncias químicas. Ele é encontrado geralmente nos modelos mais luxuosos, que têm o painel conhecido como “soft touch” (toque suave). Nesse tipo de painel, a parte externa é macia e a consistência lembra a de borracha. Por serem versáteis no processo de fabricação, os polímeros permitem a combinação de vários materiais para que as qualidades de cada um contribuam para a melhoria do produto final. No caso do PP, por exemplo, ele tem baixa resistência a agentes atmosféricos ou ao fogo. Por isso, a indústria de plásticos usa elementos como cargas minerais (misturas vindas de rochas, por exemplo), fibras de vidro e aditivos para amenizar o problema.


Outra vantagem do uso do plástico nos paineis é em relação ao peso. O uso do material pode significar uma redução de até 50% em relação ao metal ou à madeira. Considerando que o painel é uma peça grande, essa contribuição é importante para deixar o veículo mais leve. O benefício fica ainda mais evidente diante do crescimento do mercado de carros elétricos, nos quais é preciso reduzir ao máximo o peso de todos os componentes para compensar a introdução das baterias e garantir uma boa autonomia. Eletrônica crescente Quem gosta de antigomobilismo, o ramo dedicado aos carros clássicos, certamente já reparou a beleza dos velocímetros e botões cheios de cromados presentes nos paineis dos veículos das décadas de 1940, 1950 e 1960. Eles eram todos ligados ao funcionamento mecânico e analógico dos componentes, e aos poucos a eletrônica foi tomando o lugar de cada um. Com isso, a aparência dos paineis foi mudando para um visual com cada vez menos botões e cada vez mais cores e leds. Além disso, as telas touchscreen, já

Mercedes Maybach 6

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Audi vitual cockpit

tão usuais para nós nos celulares, começam a ocupar os paineis, substituindo botões reais por virtuais. A primeira mudança foi no sistema de som. A área central do painel trocou o conjunto, tradicionalmente formado por rádio com dois botões físicos, entrada para CD player e cartão SD, por uma tela que inclui o controle de som, GPS e informações técnicas sobre o veículo. Algumas dessas telas, como no Fiat Argo, por exemplo, são destacadas

do painel, mudando bastante a aparência do componente. O passo seguinte está sendo a substituição dos indicadores analógicos do painel principal por telas LCD. Em alguns modelos de luxo ou top de linha, como os da Audi (veja foto) e os da Volkswagen, por exemplo, a tela LCD deu lugar a todos os indicadores e seu conteúdo é dinâmico. O motorista pode, por exemplo, colocar velocímetro e medidor de rotações como informações secundárias e priorizar o mapa do GPS. Em muitos carros-conceito (veja foto do Mercedes-Maybach 6), modelos que sugerem tendências da indústria automobilística, os paineis já estão praticamente tomados pelas telas. Considerando que as montadoras têm investido em modelos autônomos, faz sentido que esse valioso espaço no habitáculo tenha seu uso otimizado para entreter e informar os ocupantes durante a viagem. Ou até reproduzir a beleza estática e cheia de detalhes dos paineis de carros antigos, projetando no LCD desde um. Já pensou, escolher um painel do Fusca de 1960 ou de um Cadillac 1950 (veja foto) e usá-lo no carro como quem baixa um papel de parede no computador?


Novo Mercado Alexandre Costa Cconsultor especializado em inovação para o setor automotivo, palestrante e diretor da Alpha Consultoria alpha@alphaconsultoria.net

Não é hora de ganhar dinheiro, mas sim de fazer caixa.

N

ão, você não leu errado o título! Não, mesmo! Inclusive, se parou para ler esse artigo é porque acertei no tema. Precisava chamar sua atenção para o assunto, afinal, há uma diferença entre os dois conceitos, e entendê-los pode ajudar na condução do seu negócio! Observe que enquanto o termo “ganhar dinheiro” tem uma definição mais ligada ao lucro, o que não é nada mal, afinal, é isso que mantém o negócio vivo, o conceito de “fazer caixa” significa produzir o maior nível de recursos possível para a empresa. Aparentemente, um está diretamente ligado ao outro, mas o último, nesse momento em que vivemos, foi o mais relevante, sem sombra de dúvidas. Digo isso porque muitas empresas sentiram os efeitos mais fortes da crise econômica poque não possuíam caixa para passar pelos momentos mais difíceis desse período de escassez de demanda e baixa circulação de dinheiro. Justamente contar com um caixa positivo na empresa pode ter sido a diferença entre passar pelas intempéries do mercado de forma mais ou menos turbulenta. Em períodos difíceis o Caixa é que

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faz a diferença! Assim que iniciou a Pandemia, e um cenário de incertezas se formava, empresas com Caixa positivo puderam antecipar férias de funcionários, sobreviver a restrição de crédito dos fornecedores, e manter os compromissos honrados, tudo isso sem recorrer a banco ou financiamento externo. Isso foi a grande vantagem competitiva dessas empresas. As que não tinham reservas, sentiram o peso da crise. Algumas não sobreviveram. Por isso seu negócio precisa ser capaz de gerar Caixa. Seja uma oficina, centro automotivo, revenda de peças ou distribuidor. Não importa o segmento, a capacidade de gerar receita é que Irá definir o futuro da sua empresa. Por isso, deve-se pensar em um jogo de curto prazo para garantir o longo prazo. Ou seja, cada serviço ou peça vendido, deve garantir que haverá uma margem de ganho que permita acumular uma reserva financeira. E o quanto antes conseguir fazer isso (curto prazo a que me refiro), maior será seu caixa com o passar do tempo (longo prazo). Se você tem uma oficina, a maneira mais fácil de gerar Caixa é concentrar o foco em serviços rápidos,

que são aqueles que possuem baixa complexidade, não exigem mão de obra especializada, ferramental ou equipamento específico e cujas peças são fáceis de encontrar. Somados esses fatores é possível realizar esses serviços e finalizá-lo no mesmo dia, no máximo entregando o veículo no dia seguinte. Quanto antes se entrega o carro, antes o dinheiro entra na empresa, e daí advém a formação de Caixa. Mas, para ter sucesso nessa estratégia é preciso escolher bem o serviço, como revisão, serviços de undercar e troca de fluidos, agregar a troca de peça/fluidos a cobrança de mão-de-obra e evitar veículos com baixa frota circulante. Já os serviços complexos, como diagnósticos sofisticados ou trabalhos em modelos importados de baixo volume de vendas imobilizam seu box, comprometem a sua mão-de-obra, sobrecarregam o setor de estoque e compras, além de não garantir o recebimento no curto prazo. Por isso, seria bom evita-los, ao menos nesse momento. Portanto, analise seu negócio e descubra como pode gerar negócios rápidos que otimize seu Caixa no curto prazo! Lembre-se, “O Caixa é Rei”!!


Novo Olhar Claudio Araujo claudioaraujo@secrel.com.br www.exitotreinamento.com.br

Por que as empresas não lucram? Entendemos que a lucratividade é o único caminho de sustentação das empresas em suas atividades. E para garanti-la, os empreendedores também precisam ser gestores

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taxa de sobrevivência das empresas com mais de 2 anos no Brasil é inferior a 54%, segundo dados do Sebrae. A partir dessa realidade, vem a pergunta: por que as empresas não lucram? Venho estudando o tema e posso assegurar que o maior motivo dessa situação é a falta de competência na gestão das empresas. A maior parcela dos empresários tem atitudes de empreendedores, mas não de gestores. Isso faz com que os negócios com grande potencial passem a sofrer devido à forma como são conduzidos. A atitude empreendedora é uma característica típica de pessoas que têm coragem para assumir riscos e grandes responsabilidades. É um comportamento de quem busca soluções para conflitos e enxerga a oportunidade onde os demais não percebem. Podemos assegurar que isso é muito importante, mas além de empreender, o empresário deve entender que vai necessitar de um perfil de gestor. O gestor empresarial precisa investir em si mesmo, melhorar continuamente seus conhecimentos sobre o que se propõe a gerir e promover competência e autoridade diante

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do seu grupo. Em todas as áreas da empresa, a capacitação holística é necessária. O gestor empresarial também deve investir na sua equipe, facilitar a qualificação dos funcionários e implantar uma cultura de feedbacks e motivações permanentes, a fim de assegurar mais qualidade. Com a somatória destes pontos, o gestor passa a estar seguro na delegação de tarefas sem ter que abdicar de suas responsabilidades nos resultados. Quanto mais qualificada for a equipe, maior a capacidade, do gestor, para trabalhar as ações estratégicas da organização. Outro ponto importante é conhecer todos os cantos da empresa e atuar nos quatro pilares (área comercial, área operacional, área de gestão de pessoas e área financeira) com segurança e competência. O conhecimento precisa de avaliações tangíveis de cada um dos desempenhos. Gestor sem indicadores não é gestor. O gestor deve promover entrosamento entre as áreas para fortalecer a cultura organizacional e evitar a formação de feudos, conhecidos com “rachas”, nas equipes. É muito comum ver a área comercial em com-

bate com a área financeira ou mesmo a área operacional com a área comercial, dentre outros casos. Costumo dizer que o maior concorrente da empresa é ela mesma, quando a situação dos conflitos é aguda. O gestor também deve organizar a empresa com a implementação de processos e sistemas racionais, evitando desperdícios de recursos financeiros, materiais e humanos. Os desperdícios afetam diretamente a lucratividade dos negócios e logo passam a representar um vilão invisível de elevada capacidade destrutiva. Por fim, o gestor deve ser o líder, o grande maestro desta orquestra fantástica que é uma empresa. O somatório destas atitudes tem, como consequência direta, a lucratividade. Os desafios e adversidades do mercado consumidor, das relações com os fornecedores e da concorrência sempre existirão, mas é na competência gerencial interna que criamos os meios para potencializar o sucesso empresarial por meio do maior lucro possível. Seja o gestor e faça sua empresa prosperar. Sucesso.


Evite cometer esses 5 erros ao realizar o diagnóstico

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esta matéria vamos apresentar os 5 erros que devem ser evitados ao se realizar o diagnóstico de falhas. Iremos mostrar casos reais vivenciados na oficina detalhando a aplicação de estratégias de diagnóstico especificas que irão auxiliar e, muito, os reparadores a fim de aumentar sua produtividade e, consequentemente, a rentabilidade da oficina. 1. Os 5 erros comuns na hora de realizar um diagnóstico A figura 1, mostra os 5 erros comuns que devem ser evitados.

Se o reparador cometer algum desses erros, terá grande chances de não solucionar a anomalia do veículo, desta forma, é fundamental ter uma atenção especial em cada item. Assim, a partir de agora vamos destacar cada um em particular. 1.1 Não planejar sua estratégia de diagnóstico Um dos erros mais comuns que identificamos ao se realizar consultorias nas oficinas é quando o técnico não faz o planejamento de sua estratégias de diagnóstico e assim, tenta resolver a problemática relatada pelo cliente através do método da tentativa e erro, que nos dias atuais, com tanta tecnologia embarcada nos veículos e a diversidade

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de peças, é uma estratégia inviável que ao final traz grande prejuízo ao cliente bem como desgaste da imagem da oficina por não solucionar a falha do veículo. Identificamos que uma das causas da falta de planejamento e utilização de estratégias eficiêntes, é a falta de capacitação por parte do reparador, o que redunda na falta de expertise na utilização e na interpretação das informações apresentadas pelas diferentes ferramentas de diagnóstico como multímetro, scanner e osciloscópio. 1.2 Não fazer inspeção visual Observamos que em muitos casos, uma simples inspeção visual identificaria a causa da falha do veículo. Por exemplo, uma sonda lambda com oxidação em seu conector ou ainda a idenficação de aplicação errada da peça que foi substuida em um serviço feito por outra oficina. 1.3 Deixar de realizar a entrevista consultiva Um dos passos fundamentais na hora da realização de um diagnóstico é o momento da entrevista consultiva, pois por mais que o proprietário não saiba de mecânica ou de eletricidade automotiva ele conhece muito bem o seu veículo e o instante que se manifestou o inconveniente. Muitas vezes, o próprio cliente nos fala o que causou a falha, basta ouvi-lo atentamente, e interpretrar técnicamente as informações relatadas para conseguirmos identificar a partir de qual momento iniciou o mal funcionamento, sem falar, que alguns problemas só aparecerem em regimes especificos de funcionamento do motor, como carga parcial ou plena carga, por exemplo, ou em temperaturas especificas, que só serão identificadas através da conversa com o cliente. 1.4 Não estudar sobre o sistema que apresenta a falha Um dos fatores que não podem ser neglicenciados no momento do diagnóstico é o estudo das especificidades


do sistema que apresenta mal funcionamento, através da consulta da literatura técnica. Um dos exemplos práticos é a análise do esquema elétrico com o objetivo de indentificar possiveis compartilhamentos de ligações elétricas entre os diferentes sensores, bem como, os valores de referencia dos sensores e atuadores para auxiliar o reparador no momento do teste destes componentes. 1.5 Deixa de análisar o veículo de forma sistêmica O veículo para entrar em funcionamento depende do perfeito sincronismo e bom funcionamento dos seus diferentes sistemas, tanto mecânicos como eletroeletronicos. Desta forma, existe uma interrelação entres estes, onde o problema em um sistema pode influenciar no funcionamento dos demais. Assim, ao realizar a análise e intepretação de um mal funcionamento o técnico deve levar em consideração este fato, pois caso contrário não conseguirá identificar a causa do incoveniente. 2. Processo de diagnóstico Para a realização de um diagnóstico de forma eficaz, devemos levar em consideração três elementos, conforme mostra a figura 2.

Dentre eles, O REPARADOR, é o principal pois será ele o protagonista de todo o processo e o responsável pelas decisões sobre qual a melhor ferramenta e bem como a mais adequada estratégia para chegar a solução do inconveniente do veículo. 3. Ferramentas de diagnóstico As principais ferramentas utilizadas no processo de diagnóstico são conforme mostra a figura 3, o multímetro, scanner e osciloscópio.

2. Casos de Estudo A partir de agora vamos apresentar 5 casos de estudo que comprovam a eficácia da aplicação das estratégias de diagnóstico apresentadas até aqui, são casos reais vivenciados em diferentes oficinas que obteram êxito no diagnóstico de diferentes veículos e em diferentes sistemas. 2.1 Caso de estudo 1 Cliente relata que seu veículo, uma Saveiro 1.6 ano 2015, figura 4, não entrava em funcionamento.

A estratégia de diagnóstico de diagnóstico utilizada foi a análise dos sinais de entrada e saída utilizando o osciloscópio. A figura 5 exibe exemplos de sinais de entrada e saída do sistema de gerenciamento do motor.

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Iniciando a aplicação da estratégia, o técnico capturou um sinal de entrada (sensor de rotação) e sinal de saída (bico injetor), como mostra a figura 8.

Na figura 5, temos o sinal do sensor de fase e rotação do motor indicado pela seta azul como sinal de entrada, e o sinal do secundário de ignição indicado pela seta vermelha como sinal de sáida do sistema. A lógica desta estratégia consiste na identificação da chegada do sinal de entrada no módulo de controle do motor bem como a saída do comando para a bobina e bicos injetores. Para resolução do caso tivemos que acessar o esquema elétrico do veículo conforme exibe a figura 6, para acessar os pinos dos sensores e atuadores assim como a identificação dos pinos no conector do módulo de controle do motor, figura 7.

Confirmada a chegada do sinal de entrada no módulo e o comando de saída para os bicos injetores só restava confirmar o sinal de controle para as bobinas de ignição. Sem perda de tempo o reparador realizou a análise destes sinais. A figura 9 exibe a captura dos sinais.

Como visto na figura 9, o sinal em azul deveria representar o comando da bobina de ignição, mas como observado, esta marcando 0 volts, ou seja, ausência do sinal de comando. Diante da situação o reparador testou o chicote eletrico do módulo as bobinas e constatou que estava em bom estado. Só restava realizar, inicialmente uma anáise visual da central de comando do motor, e assim o fez, ao verificar os conectores identificou a presença de água, abriu a tampa da central e constatou que a mesma estava com muita água em seu interior, figura 10.

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Para finalizar o diagnóstico tinha que identificar a origem desta água. Primeiramente, confirmou que o motor do veículo não tinha passado recentemente por nenhuma lavagem, depois ao parar um pouco e raciocinar sobre o funcionamento do sistema, concluiu que esta água só poderia estar vindo do sensor de temperatura da água. Sem demora, partiu para verificar a presença de água no conector do sensor, ao soltar o conector do sensor, confirmou sua suspeita, conforme exibe a figura 11.

Diagnóstico: O reparador inicialmente verificou junto ao cliente a ocorrência da falha. Depois disso iniciou o procedimentos de análise: Com o scanner verificou que havia na memória de avarias nenhum código de falhas, nos parâmetros contínuos a única coisa que lhe chamou a atenção foi o tempo de injeção que as vezes ficava superior a 3,5 mS, alto para gasolina. Realizou teste de pressão e vazão de combustível, sincronismo, sistema de ignição com osciloscópio, removeu as velas, estavam carbonizadas, e resolveu vazamento no anel o´ring do cavalete da bobina que chegava ao chicote da sonda-pós. Feito isso, saiu com o veículo para teste, aumentando a rotação na rodovia a fim de verificar o desempenho do veículo, para sua surpresa a luz de anomalia acendeu no painel, passou o scanner e viu que a falha era referente a mal funcionamento da sonda, fez os testes de resistência e chicote. Causa: Ao olhar, com atenção, o chicote da sonda pré catalisador, figura 13, viu que no fio branco do aquecedor tinha um minúsculo pingo de óleo que, literalmente, minava do fio. Substituiu a Sonda e o problema foi solucionado.

Substitiu o sensor de temperatura e o módulo de controle do motor, e o veiculo voltou a entrar em funcionamento. 2.2 Caso de estudo 2 Caso de estudo cedido gentilmente pelo reparador Wanderson Souza da Wil Center. Proprietário de uma Fiat Strada ano 2014, motor FIRE 1.4, com 54.000KM rodados, figura 12, relata que as vezes veiculo não acelerava, quando solicitado, limitava giro.

2.3 Caso de Estudo 3 Caso cedido gentilmente pelo reparador Gilberto Nishizawa O proprietário de um FIAT Uno 1.0 motor Fiasa, figura 14, relata que o veículo perde força ao trafegar na rodovia.

Diagnóstico: O repador diante da reclamação, testou borboleta, pressão e vazão do sistema de combustível e, por fim, sonda lambda com osciloscópio.

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Causa: Ao analisar o sinal da sonda observou que o mesmo indicava mistura rica e decidiu realizar uma inspeção visual, constatando que havia oxidação no conector da sonda, figura 15, feita a substituição o problema foi solucionado.

2.4 Caso de estudo 4 Caso de estudo cedido pelo reparador maxwell eloi proprietário de um chevrolet prisma ano 2019, figura 16, reclama de falta de potência e luz de anomalia acesa no painel.

Diagnóstico: O reparador, fez algumas perguntas acerca de detalhes da falha e se o proprietário havia feito alguma manutenção recente no veículo. O cliente, respondeu que tinha realizado a pouco tempo atrás a troca do corpo de borboleta e a partir dai , o problema apareceu. Inseriu o scanner e visualizou o código de falhas p16a1 referente a voltagem alta no circuito do sensor de posição da borboleta. Causa: Após realizar testes no chicote do circuito da borboleta e confirmado que estava tudo certo. Foi para a inspeção visual comparar o corpo de borboleta novo instalado com o que foi substituido. E descobriu que ocorreu um erro na aplicação da peça nova, pois até 2016 o corpo de borboleta tinha 6 fios e a partir de 2017 tem apenas 5 fios. Descobriu essa informação após acessar a literatura técnica, figura 17, e para entender o motivo de disparo do código de falhas acessou o esquema elétrico dos dois tipos de borboletas para confirmar a diferença entre a quantidade de pinos da aplicação até o ano de 2016, figura 18 e a partir de 2017 figura 19, após a

confirmação, aplicou corretamente a peça no veiculo o problema foi solucionado.

Corpo de borboleta até 2016

Corpo de borboleta a partir de 2017 O reparador através do estudo do sistema, descobriu que a partir de 2017 foi aplicada a tecnologia do protocolo SENT na transmissão do sinal de posição da borboleta ao módulo de controle do motor, como detalhamos a seguir. Inclusão da protocolo (sent) sinal assincrono O sensor de posição da borboleta fornece uma voltagem de sinal que muda em relação ao ângulo da borboleta. O circuito integrado personalizado converte a informação de transmissão baseada na voltagem em dados seriais, usando o protocolo J2716 SENT (Single Edge Nibble Transmission) da SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos) A informação do sensor de posição é transmitida entre o corpo de borboleta e o ECM no circuito de sinal/dados seriais.

Até a próxima!

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Foto: Jr Panela

Cartão do Empresário: um mundo de benefícios ao seu alcance Com preços e condições diferenciadas, o cartão também está disponível para microempreendedor individual

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riado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará, o Cartão do Empresário abre as portas do Sistema Fecomércio para seus produtos e serviços. Com ele, o empresário garante preços diferenciados em planos de telefonia móvel, compra de automóvel zero km, cursos profissionalizantes, acesso a clínicas de saúde, academia, esportes e muito mais. Para fazer o cartão, basta ser empresário, ter um CNPJ, ou até ser Microempreendedor Individual (MEI). O cartão também pode ser solicitado online no site da Fecomércio. Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-CE, Maurício Filizola, o cartão é uma grande ferramenta para auxiliar neste recomeço, “as vantagens disponibilizadas com a adesão ao cartão contribuem para a sustentabilidade das empresas, ajudando no fortalecimento do setor do comércio, que é um dos maiores propulsores da geração de emprego, e, consequentemente, da geração de renda no Ceará”, pontua Filizola. Através do Cartão, tanto o empresário como seus dependentes, têm acesso a produtos e serviços da Fecomércio, do Sesc e do Senac com

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condições especiais. Os benefícios chegam a descontos de até 25% na compra de carros zero km das marcas Chevrolet e de até 19,5% na Ford, por exemplo, além de valores exclusivos na aquisição de certificação digital. Como forma de contribuir com o processo de retomada e auxiliar os empresários, até 31 de outubro, você pode renovar ou adquirir seu cartão com 50% de desconto. O cartão também possibilita descontos em planos de saúde, planos de internet e de telefonia móvel, além de descontos nos cursos e consultorias Senac. O acesso aos serviços do Sesc como: hotel, restauran-

te, clínicas, escolas, entre outros, é garantido com tabela específica. Os descontos do Cartão do Empresário da Fecomércio também beneficiam aqueles que desejam planos universitários. Através do cartão, o interessado pode ter acesso a bolsas de até 40% em vários cursos de graduação e pós-graduação da Estácio, tanto presencial como EAD, com exceção do curso de medicina. Para aquisição e mais informações, o interessado pode acessar o site https://www.fecomercio-ce.com. br/cartao-do-empresario/ ou através do telefone da central: (85) 3270.5400 e 3270.4254.


Perspectiva de Mercado Flávio Portela Executivo e palestrante. Formado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral-SP flavio.portela@globo.com

Pronto para a retomada? Hora de planejar e investir O momento é favorável para o crescimento do setor de reposição e é preciso estar preparado para aproveita-lo

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ão foram dias fáceis. Cerca de 10% dos estabelecimentos comerciais com pelo menos um funcionário fecharam suas portas no período mais árduo da pandemia. Falamos aqui de aproximadamente 135 mil lojas nos mais diversos segmentos comerciais. Mas muitas empresas foram rápidas na transformação dos seus negócios, se adaptaram às necessidades de seus clientes e, definitivamente, começaram a entender financeiramente suas operações. Essas empresas já estudam como fortalecer seus caixas para que novas situações imprevisíveis não acabem com anos de trabalho, sonhos e realizações. Aos poucos a produção de veículos começa a ser retomada. Em agosto já tivemos um crescimento de 23,6% em comparação com o mês de julho, porém ainda amargamos uma queda anual de 21,8%. Até o momento, 1,1 milhão de veículos foram produzidos em solo nacional, contra 2 milhões no mesmo período de 2019. Isso representa

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uma queda de 44,8% na produção. Com 4.100 empregos perdidos na indústria automotiva, a retomada será em módulos. A recomposição de mão de obra é uma tarefa a ser ajustada, para voltarmos aos melhores níveis de produção. Foram perdidos muitos empregos em todo o Brasil, criando insegurança nos agentes financeiros. Antes da pandemia, em cada 10 solicitações de financiamentos de veículos, 7 eram aprovadas prontamente. Hoje, para cada 10 solicitações enviadas para os agentes financeiros, 4 são aprovadas. Novos tempos. Nesse cenário, as oportunidades para o setor de reposição estão vindo à tona todos os dias. Com a produção reduzida e a necessidade de proteção da saúde, consumidores começam a buscar veículos usados, seminovos. Eles estão comprando, reparando, modernizando... Assim, movimentam todo o segmento. Mais veículos estarão nas ruas, o mercado automotivo evoluiu 5 anos em 5 meses e precisamos ficar atentos.

O consumidor pode até estar mudando o seu mindset, ficando mais digital, porém precisamos entender o foco e o modo de pensar dos “nativos digitais”, ou seja, as pessoas que já nasceram com o celular nas mãos, e dos “imigrantes digitais”, que representam mais de 100 milhões de brasileiros e em grande parte com bom poder de compra. Para este público, o universo digital começa a se tornar real no momento em que suas expectativas são amplamente atendidas. Uma coisa é certa: os consumidores estão ávidos por tecnologia e novidades. As montadoras estão se transformando rapidamente e a cada dia chegam com produtos diferenciados para conquistar consumidores. Neste momento, o mercado de reposição precisa buscar informação, treinamento, precisa se “conectar” todos os dias com o mundo digital. Finalizo com uma dica: programas de relacionamento sempre ajudam os profissionais a se atualizarem.


Gestão e controle Haroldo Ribeiro Consultor especialista em prevenção de perdas e gestão de estoques para o varejo Brasileiro e sócio da Max Result Consultoria de Resultados. haroldo@marxresult.com.br

Você controla o patrimônio da sua empresa? Muitos gestores enxergam o controle patrimonial como algo de pouca importância, mas ele é o gerenciamento que permite entender a situação econômica e financeira da empresa

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emos falado sempre que as perdas de uma empresa se apresentam de diversas formas. Podem ser perdas operacionais (que ocasionam a perda de produtos), de tempo (muito bem representadas pelo retrabalho e pela ineficiência nas tarefas), de capital ou de oportunidade. Cada um desses tipos de perdas tem um leque de causas. No campo das perdas de capital, muitas empresas vêm falhando por não controlarem adequadamente o seu patrimônio, termo que tem relação direta com a área da contabilidade. Também chamado de ativo fixo ou ativo imobilizado, o patrimônio é representado pelos bens da empresa, como máquinas, veículos, equipamentos, mobiliários, etc. Apesar de ser comum para os profissionais contábeis, o conceito de ativo imobilizado causa muitas dúvidas para quem não atua na área. Segundo a lei nº 6.404/1976 (artigo

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179, item IV), classificam-se no ativo imobilizado os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da empresa. Não é difícil encontrar empresas que sequer sabem o valor e o que compõe o seu patrimônio.

Um serviço de levantamento e tombamento patrimonial começa com a definição do valor dos bens que farão parte desse levantamento (atentar para a legislação específica) e do tipo mais adequado da placa de patrimônio que será fixada no bem. Para


isso existem inúmeras opções, que vão desde placas de poliéster que se moldam ao corpo do bem, placas de alumínio (as mais usadas) e até de aço, para casos específicos de bens que sofrem ação direta do tempo. O segundo passo é localizar, identificar, e descrever de forma detalhada cada bem com suas características técnicas. Superada essa fase, o passo seguinte é associar cada bem físico com sua nota fiscal de origem registrada na contabilidade da empresa, promovendo a valoração. Essa etapa é uma das mais complexas pelo fato das empresas, muitas vezes, não terem o controle de suas notas fiscais. Um ponto fundamental para o con-

trole dos bens, que não deve ser negligenciado, é a definição de um colaborador responsável por todo o patrimônio da empresa e a utilização de um módulo de controle, integrado ao ERP (sistema de gestão), para o lançamento e acompanhamento das informações. Por fim, sempre é bom ressaltar que o levantamento é bem diferente do controle efetivo dos bens. As auditorias e inventários de patrimônio é que vão garantir o controle e, para tanto, devem ser programadas pelo menos uma vez por ano. Esses procedimentos podem ser feitos pela própria empresa ou fazendo uso de prestadoras de serviço especializadas, que terceirizam esse controle.

Apesar de ser comum para os profissionais contábeis, o conceito de ativo imobilizado causa muitas dúvidas para quem não atua na área.

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Scania V8

Esses sobem até em coqueiro Nova linha de motores V8 traz modelos que chegam a até 770 cavalos de potência. Lançados na Europa, os produtos não têm previsão de chegada ao mercado brasileiro

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a civilizada Suécia, um dos países nórdicos da Europa, a eletrificação dos veículos é considerada um caminho sem volta. O governo quer que até 2030 seja interrompida a comercialização de modelos movidos a combustíveis fósseis. Mas como ainda faltam 10 anos para esse prazo ser cumprido - se ele for, realmente - a Scania, montadora originária daquele país, apresentou sua nova linha de modelos V8, agora com 530, 590, 660 e 770 cavalos de potência. Na geração anterior de motores V8 da Scania, a potência máxima era de 730 cavalos.

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“Com o lançamento da versão de 770 cv, a Scania retoma a posição de ter o caminhão de linha mais potente do mundo”, diz a empresa através de sua assessoria de imprensa no Brasil. Apesar disso, as novidades não têm previsão de chegada no nosso mercado. Por aqui, o máximo disponível é o propulsor V8 de 620 cv da geração de caminhões lançada no fim de 2018. Apesar da maior potência, os novos motores conseguiram aumentar a eficiência no consumo de combustível, que ficou 6% menor em comparação com os da geração anterior. Segundo a Scania, que está investin-

do na mudança da sua linha de produtos para oferecer um transporte livre de combustíveis fósseis, enquanto o futuro não chega a meta é melhorar as soluções atuais. Uma dessas melhorias foi a implantação de um novo EMS (Engine Management System, conjunto de componentes que controla o funcionamento do motor) que permite, entre outras coisas, calcular com mais precisão, dinamicamente, quanto combustível é necessário para o motor. Além disso, o projeto prevê que o sistema funcione de forma eficiente não apenas enquanto o caminhão é novo, mas por pelo me-


nos 7 anos ou depois de rodar 700 mil quilômetros. Também foram inseridas mais de 70 novas peças que reduzem o atrito interno e as taxas de compressão ficaram mais altas. “Um caminhão de longa distância na Europa percorre cerca de 150 mil quilômetros por ano”, afirma Alexander Vlaskamp, v​ice-presidente global de Vendas e Marketing da Scania. Ele ressalta que a economia de combustível obtida na nova geração de motores pode significar até 3 a 4 mil litros anuais a menos para um caminhão V8. E, consequentemente, também é obtida com isso uma diminuição das emissões de CO2. Os principais mercados para os caminhões com motores V8 são os países nórdicos, onde o Peso Bruto Total Combinado (PBTC, o peso do

veículo somado ao dos reboques e a carga que ele estiver levando) pode chegar a 76 toneladas, como na Finlândia, ou 64 toneladas, na Suécia. No Brasil, o PBTC máximo é 57 toneladas. A Scania também mira países como Itália e Espanha (e certos mercados fora da Europa) que têm estradas em terrenos montanhosos. O raciocínio por trás de supermáquinas com motores de 770 cavalos de potência é simples: “A maneira mais rápida de aumentar a eficiência do transporte é com o uso de composições de caminhões mais longos e mais pesados. O combustível adicionado para um veículo mais pesado é compensado pela maior capacidade de carga útil”, explica Vlaskamp. Ele ressalta, ainda, que mais carga útil significa mais eficiência e aumen-

to de receita para caminhoneiros e empresas de transporte. Para aumentar a pressão do motor que possibilitou o ganho de potência, a Scania precisou mudar vários componentes. Isso inclui engrenagens, pistões, anéis, cabeçotes e válvulas, que foram refinados e reforçados. Vale ressaltar, no entanto, que graças à tecnologia, mesmo com peças mais robustas e resistentes a montadora conseguiu uma redução de peso de até 75 kg nos motores em relação ao da geração anterior. Sem grandes áreas montanhosas e estradas ruins que não permitiriam aumentar o PBTC dos caminhões, o Brasil, infelizmente, não está nos planos da Scania para receber a nova, mais moderna e mais eficiente de motores V8.

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Recursos Humanos

Izabel Bandeira Psicóloga e coach izabelband@hotmail.com

As vantagens da psicologia positiva nas organizações O sucesso dos profissionais e da empresa está diretamente ligado à felicidade que estes profissionais têm por viver e por cumprir suas atividades cotidianas

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abemos que as organizações buscam no dia-a-dia melhores resultados do seu time, mas muitas vezes a forma como se constrói as relações e se impõe as metas está no caminho inverso dos sentimentos e emoções que motivam para uma melhor produtividade. Para ajudar nisso, a psicologia positiva nos possibilita compreender que devemos mudar nossas crenças em relação à felicidade. Precisamos dar ênfase a 10 emoções positivas que nos ajudam a manter nossas emoções cada vez mais elevadas e colocar a felicidade no centro de todos os outros campos da vida. Os cientistas definem felicidade, basicamente, como a experiência dessas emoções positivas. São elas: esperança, alegria, gratidão, serenidade, interesse, orgulho, divertimento, inspiração, reverência e amor. Percebemos que todas essas emoções possibilitam a sensação de bem estar, por isso a importância de fazer com que a felicidade seja o centro e de entender que o sucesso é o

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que gira em torno dela. Por muitas gerações, fomos levados a acreditar que a felicidade girava em torno do sucesso e que teríamos de ter o maior grau de empenho possível para alcançar esse sucesso e, assim, encontrar a felicidade. O conceito de felicidade é subjetivo, pois está relacionado a como nos sentimos em relação à nossa própria vida. Em resumo, só você pode saber até que ponto é feliz ou está feliz. A felicidade está totalmente ligada aos sentimentos que temos pelo que nos gera prazer, pelo que tem sentido e por tudo que remete ao nosso propósito. Quando nossas atitudes e estados de espírito são positivos, somos mais inteligentes, mais motivados, mais bem humorados e, consequentemente, teremos mais sucesso. Felicidade quer dizer algo como “prosperidade humana”, ou seja, a alegria que sentimos quando buscamos atingir nosso pleno potencial. A felicidade leva basicamente ao sucesso em todos os campos da vida e

em particular no âmbito da carreira e dos negócios. Existem várias pesquisas que mostram que trabalhadores felizes apresentam níveis mais elevados de produtividade, fecham mais vendas, administram melhor os conflitos, são mais eficazes em situações de liderança, têm melhores performances em avaliação de desempenho, adoecem menos, sentem–se mais seguros e confiantes e proporcionam um ambiente de trabalho mais propício à harmonia, ao aprendizado e à motivação. Tudo isso é gerado pelo sentimento e pela experiência com as emoções positivas. Esperar a felicidade restringe o potencial do cérebro para o sucesso, visto que cultivar a positividade estimula a nossa motivação, a criatividade, a resiliência e a produtividade. Lembre-se: “Você não precisa ter sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso”. Enfim, mudar é possível. Regue suas emoções positivas e floresça. Até breve.


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