Page 1

edição 04 | ano 20

summertime

_Esportes de verão _Filmes de praia _Cardápio da estação

sereias 2014 Uma noite no paraíso Maresias: onde tudo começou as 20 coisas boas da vida MINIGUIA DO LITORAL Apps para se dar bem

Caroline Bittencourt

as escolhidas do calendário Sirena em fotos inéditas

Kelly Slater Gabriel Medina Luize Altenhofen Pauê


Consuma com estilo, n達o com excesso.

www.chandon.com.br Produto destinado a maiores de 18 anos. Se beber, n達o dirija.


carta

Praia de Paúba

augusto mesti eri

alexandre gennari

Vinte e muitos anos!

Primeiro vieram os surfistas atraídos pelas ondas como a da foto acima. Logo em seguida chegaram as beldades atrás dos surfistas e o cenário se transformou. Surgiram restaurantes descolados, pousadas charmosas e uma trupe de vinte e poucos anos desceu a Serra do Mar atrás da energia do lugar. Surgia o ambiente perfeito para nascer o club mais querido do país. Nascia o Sirena em Maresias e Maresias renascia com o Sirena. Junte a tudo isso um entorno de Mata Atlântica e o melhor da cena eletrônica e você terá a razão do sucesso que completa vinte verões. Dizer que poucas casas noturnas permanecem abertas após período tão grande é, para nós, uma consequência e não uma exceção. Nossa marca foi construída com muita competência e paixão, e é isso que atrai gerações durante duas décadas. Por aqui passaram os melhores DJs, grandes personalidades e, principalmente, você, frequentador e embaixador do Sirena. É para você, caro leitor, que preparamos essa edição de colecionador. Nessas páginas materializamos nossa energia e realizamos uma edição digna de aniversário: falamos com Kelly Slater, Gabriel Medina; clicamos beldades e até encontramos uma sereia brasileira no Havaí. Espero que goste e que esteja conosco mais 20 e muitos anos!

Maurício Neves revista SIRENA

3


sirena.com.br instagram.com/sirenamaresias facebook.com/sirenamaresias twitter.com/sirenamaresias youtube.com/sirenabeachclub

expediente Diretor- Geral Maurício Neves Diretor Executivo Jeff Oki Publisher Ivan Zumalde Editora de fotografia Susanne Sassaki Fotógrafo de capa e ensaio Angelo Pastorello Editor convidado Adrian Kojin Repórteres Carlos Amoedo, Emerson Vilela, Marcel Scognamiglio, Marcelo de Campos, Pepê Bittencourt, Roberto Sadovisk, The Daily Telegraph (Ben Mondy) Colunista convidado Pauê Fotógrafos (editoriais) Alexandre Gernari, Morgade e Augusto Mestieri Produtora Andréia Sant’anna Cabelo e maquiagem Wagner Ribeiro e Emerson Bruzon Revisão Renata Siqueira Tratamento de fotos WMFusion wmfusion.com.br Assessoria de imprensa Papiro Comunicação (papirocomunicacao.com.br)

Patricia Alves, Thali Santos, Thomas Andersen Concepção editorial e projeto gráfico Editora MYMAG

au gu st o

Fábio Piva, Karla Balsano, Lucas Mello, Marcos Eduardo,

me st ie ri

Colaboradores: Alexandre Pisa, Arlei Kis, Anderson Reis,

Ctp e impressão Leograf Tiragem 10 mil exemplares Agradecimentos: Casa Pizza, CINE e Prefeitura da cidade de São Sebastião Todos os direitos são reservados. Fica expressamente proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo editorial. Os artigos assinados são de exclusividade dos autores e não refletem necessariamente a opinião da editora e do Sirena. Todas as informações, fotos e anúncios são de responsabilidade do grupo Sirena. Para contatar o Sirena: sirena@sirena.com.br | 11 3077 0020 | sirena.com.br | sede: r. Brasília, 90, São Paulo, CEP: 04534040 | distribuição: mailing sirena, litoral norte e São Paulo.

colocar logo FSC VERDE

mymag |

e d i to r a

expediente: A revista do sirena é uma publicação customizada da Editora mymag para o club sirena. Publisher: Ivan Zumalde (MTB 29263); editora executiva: susanne sassaki; executiva de contas: daiane lisboa; designer: murilo mendes. Os artigos contidos nesta Edição representam as opiniões de seus autores e não são de responsabilidade dos editores. Os anúncios veiculados nesta edição são de responsabilidade das respectivas marcas. editora mymag: Rua Breves, 727, São Paulo - SP / editoramymag.com.br / mymag.com.br Para fazer sua revista: facasuarevista@mymag.com.br / 2539.9011 / 9 8316.6642 / 9 8432.3013 /

4

revista SIRENA


Contrate a GP Segurança e Serviços e ganhe em tranquilidade

Segurança presencial e eletrônica

Ambientes limpos e organizados

Recepção simpática e eficiente

Conte com o Grupo GP para uma recepção sempre simpática e um ambiente de trabalho sempre limpo e seguro. Além de um cafézinho sempre quente. www.grupogp.com • 11 3059 7000


1

2

quem fez angelo pastorello (1) Responsável pela renovação estética do calendário Sirena,

3

o fotógrafo ítalo-brasileiro é nome

4

requisitado nas redações das principais revistas do país. Pastorello também tem trabalhos em exposição em galerias de arte de São Paulo, onde mora.

Adrian Kojin

MARCEL SCOGNAMIGLIO

(2) O editor convidado da Surfer’s

(4) O jornalista paulistano e morador da

Journal Brasil é um dos maiores

Lapa é biker convicto e fã de música

conhecedores do surfe no Brasil e

eletrônica. Nesta edição, Marcel teve

lenda viva do litoral norte de São

o prazer de falar com a musa Luize

Paulo. Adrian nos presenteou com

Altenhofen e o gênio Gabriel Medina.

uma reportagem especial sobre a

Também é dele a matéria sobre os apps

história e personagens de Maresias.

para conhecer (e pegar) gente na pista.

5

ALEXANDRE GENNARI

MARCELO DE CAMPOS

(3) Gennari é um fotógrafo gente fina

(5) Viajar pelo mundo e conhecer as

que assinou as principais imagens

melhores baladas do planeta é

de surfe desta edição. Ele chegou

a vocação do publicitário Marcelo

à redação e despejou imagens

Campos, um torcedor do São Paulo

antológicas de seu notebook,

e atual morador do Rio de Janeiro.

dentre elas, uma foto inédita do

Ele assinou a seção “Lá fora” indicando

Medina em Camburi. Valeu, Alê!

os melhores picos do verão europeu.

fotos : arqu ivo pes soal

6

7

ROBERTO SADOVSKI

EMERSON VILELA

(6) “Nerdoviski” é jornalista

(7) Personal trainer há mais de 18 anos,

respeitado quando a assunto

Vilela também é esportista e curte

é cinema. Ex-diretor da revista

uma boa praia. Ele nos trouxe cinco

SET e atualmente com seu próprio

sugestões de esportes de verão para

blog no UOL, Roberto indicou 5 filmes

praticar na estação e, como bom

para assistir e relembrar sucessos

professor, dá dicas preciosas para

da telona com ares praianos.

você gastar calorias se divertindo.

6

revista SIRENA


O mar azul de Angra dos Reis é um colírio

sumário

aos olhos! Reparou?

esquenta

Encontramos a sereia, pág 12 | Desesperado por ondas, pág 14 | A mulher por trás das mulheres, pág 16

pratas da casa

Luize ALtenhofen, pág 18 | Gabriel Medina, pág 20 | Ricardo Menga, pág 22

entrevistão Kelly Slater, pág 26

reportagem Partiu, Sirenight, pág 32

gatas do calendário Sirena beach girls, pág 38

reportagem Território Surfe, pág 58 reportagem As verdadeiras coisas boas da vida, pág 64

MODA

Vem pra praia, vem, pág 68

Aproach

Vc está disponível?, pág 76 | Social pág 78 | Lá fora pág 92

summertime

Esportes de verão, pág 95 | Coma bem, pág 99 | Cabeça fria, pág 100

MINIGUIA sirena

Onde comer, pág 102 | Onde curtir, pág 104 | Onde ficar, pág 105

inspiração Pauê, pág 106

8

revista SIRENA


9


ESQUENTA

gata dentro e fora d’ água. É muita cauda para o seu caminhão!

12

revista SIRENA


Ela é brasileira, vive no havaí e não tem namorado. conheça e se apaixone por camila Storchi!

Achamos NOssa sereia! Arquivo pessoal

Por que você largou sua vida no Brasil para viver no Havaí? Desde que comecei a surfar, tinha o desejo de viver nas ilhas do Pacífico!!! Fui para a Califórnia por dois anos para aprender bem o inglês e em julho de 2010 finalmente me mudei para o Havaí! Já tinha vindo uma vez e tive a certeza de que era esse o lugar que queria chamar de “home sweet home”. Como é viver na ilha? Tem só surfista e mulher bonita como você? Tem namorado? É um estilo de vida bem tranquilo. Comida orgânica, trilhas, praias, aventuras, muito surfe! A vida noturna deixa um pouco a desejar, mas o resto compensa! Tem muita surfista mulher por aqui. Namorado? Complicado! Você trabalha como modelo no bar da revista SURFER? Deve ser muito assediada, não? Trabalho no SURFER The Bar (bar da revista SURFER), e trabalho como modelo! Em relação ao assédio, a gente sempre dá um jeitinho. Caso não dê certo, temos de seguranças uns havaianos bem grandes com quem ninguém quer arrumar confusão! Como foi competir no surfe profissionalmente e por que parou?

Foi muito legal o fato de ter viajado e conhecido lugares diferentes através das competições. Quando entrei na universidade, tive que optar entre competições e estudos! Achei melhor estudar e surfar como lazer! E o projeto Sereia? Onde você nada e como é a experiência de ter uma cauda? Os rabos eu faço, inspirada na sereia Hanna Fraser! Eu pratico com monofin (um tipo de pé de pato onde os dois pés ficam encaixados juntos). O projeto consiste em performances embaixo da água, tanto em aquários como no oceano. As pessoas podem ter a experiência de nadar ao meu lado e ter fotos tiradas por profissionais, mergulhando com animais marinhos também, como tartarugas, golfinhos, polvos... Você sabia que o Sirena tem uma sereia no meio da pista? Já esteve no club? Estive no Sirena há 11 anos durante o PRO JUNIOR. Honestamente não me lembro da sereia, mas me lembro de ter sido um dos clubes mais legais que estive! Adoro música eletrônica e meus amigos de São Paulo estão sempre lá! Esperamos você para nossa festa de lançamento da revista de 20 anos em janeiro? Você vem, né? Adoraria! Me manda a passagem que vou até com meu rabo de sereia.

Camila surfa com pranchas Tricoast revista SIRENA

13


esquenta A partir da foto ao lado, no sentido hor谩rio, Adrian sofrendo por ondas em Thunders, P-Pass, Cloudbreak, Playa Negra, Nias e Asu. D贸i...

p o r Adrian Kojin

14

revista SIRENA

Arquivo pessoal


o editor da revista surfer’s journal, adrian kojin, fala sobre sua busca atrás da onda perfeita

Anotações de um desesperado por ondas Religião ou vício? Fuga ou encontro? Quem sofre de surfe sofre para sempre. Já houve momentos em que eu desejei não mais ser surfista. Não quis mais sofrer por ondas. Pela falta delas, ou pela proximidade inatingível. Tão perto e tão longe. Tão só minhas e tão de todo mundo. Teria sido muito mais fácil. Não roubei, não matei. Mas já errei, muito, para surfar. Pratiquei o pior tipo de localismo, perdi horas de precioso convívio com a família, gastei o dinheiro da minha aposentadoria, comprometi minha coluna... e nunca me dei por satisfeito. Talvez por alguns dias, mas depois a urgência sempre retorna. Pra complicar, não nasci rico. E longe do mar. Tive que partir. Voltei para casa, mas nunca mais inteiro, deixei pedaços de mim espalhados pelos sete mares. Deslocado, sem a compreensão dos amigos de antes, longe dos amigos da estrada. Na cabeça, ondas, no bolso, ventania, nos pés, grãos de areia. Sopra o sul e me deixo levar. Vivi o sonho, conheci o mundo,

só tenho a agradecer, mas nem por isso foi fácil. Faz uma semana e dois golfinhos vieram em minha direção, bem perto, submergiram e ressurgiram do outro lado, seguiram sua rota. O dia já valeu. Sou de uma época em que as revistas de surfe eram nossas bíblias, testamento velho, testamento novo. Babilônia, apocalipse, paraíso. Fonte de sabedoria. Sabedoria? Tenho absoluta convicção de que outros pontos de vista podem ser mais interessantes que o meu, mas o mundo é assim, feito de circunstâncias. É isso que eu posso oferecer. Depois que se olha de dentro do tubo para fora, nada mais importa. Dói. Cada onda não surfada corta a alma. O coração ressente-se da falta de água salgada e vai encolhendo, encolhendo. De noite, na cama, a insônia tem a força de uma tormenta, mas só gera ondas de desilusão. Ver do céu as espumas brancas rodeando os arrecifes. Quando o avião toca o solo da ilha, o tremor arrefece de esperança. O cheiro do mar entra pela

cabine, pelo nariz, pelos poros, pela mente. Dias felizes me esperam. Viajo em busca de ondas para fugir ou para me encontrar? Viajo em busca de ondas para conhecer ou para esquecer? Viajo em busca de ondas para ficar ou para voltar? Em quantos países já surfei? Perdi a conta. Vinte? Mais provável quase 30. E aqueles para os quais voltei seguidas vezes, quem quer repetir tantas vezes as mesmas emoções? Mas como, se uma onda nunca é igual a outra? E se me perguntarem se acredito em Deus? Falo a verdade? Tento explicar a luz que entra na catedral? O verde translúcido dos vitrais? A água que escorre pelas paredes? O tempo que para? Pode ser que eu nunca encontre a onda perfeita. Pode ser que a onda perfeita nunca me encontre. Pode ser. Só o que não pode ser é eu parar de procurar. De qualquer maneira vou deixar em testamento meu desejo de que enterrem meu coração na areia da praia, joguem minhas cinzas no mar durante o maior dia do ano e instruam a todos os meus amigos a pegar uma onda por mim em sua próxima surfada. Eu faria o mesmo por eles, é só pedirem. Ou até mesmo sem pedir. Ofereça uma onda a um desconhecido que muitas outras virão. Quem disse? Acredite, eu garanto. Mas e se for a melhor do dia? Então surfe, sem arrependimento. Se a melhor do dia entrou pra você é porque ela é sua. Mas ondas não são de ninguém e são de todos, que fique bem claro. O surfe é uma dádiva, agradeça e proteja. Fui que as ondas estão vindo. Sempre estão... revista SIRENA

15


esquenta

Quer ser A sereia do NOSSO calendário? Nosso casting começa em fevereiro de 2014 e, para participar, basta entrar em contato com jeff@sirena.com.br ou su@mymag.com.br para saber mais informações. As 12 mais belas sereias irão estampar o calendário e a revista do Sirena e serão convidadas especiais na festa de 21 anos! Participe enviando suas fotos e boa sorte!

Susanne estava, ao lado de Pastorello, dirigindo as belas sereias do calendário.

16

revista SIRENA


com playboy e sexy no currÍculo, e atualmente na mymag, susanne sassaki ajudou o sirena A escolher as maiores beldades do brasil.

foto: arqu ivo pes s oal

A mulher por trás das mulheres

Angelo Pastorello

O seu trabalho é encontrar mulheres lindas e cuidar para que elas fiquem ainda mais desejadas nas fotos. Como é isso? Um desafio muito bom, inclusive, muitos amigos já me pediram emprego de assistente, rs. Na verdade, a beleza das mulheres brasileiras é eclética, mas agradar os marmanjos não é tarefa fácil. Às vezes a mulher bonita não fotografa bem, em outras a mulher de beleza exótica surpreende com a sensualidade. O que aprendi nestes anos e com as próprias mulheres é que fotografia independe de beleza desde que a entrega pelo trabalho seja legítima. Você produziu Juliana Paes, Debora Secco, Flávia Alessandra, entre outras beldades. Quantas capas foram? Desde julho de 2001, se contar somente as capas anuais das publicações, foram 150 mulheres...sem falar dos especiais, dos catálogos de moda e das atrizes que tive o prazer de trabalhar pela MYMAG! Quem foi a mulher mais difícil de tirar a roupa na sua época de Playboy? Ai, eu não posso dizer nomes (risos), sempre tive que ser discreta com os comentários dos bastidores... A não ser na rodinha de amigos!

E no Sirena como foi? Soube que todas dormiram juntinhas em um quarto, é verdade? Calma, nem todas! Trabalhar com o Sirena foi um prazer. Primeiro pela equipe, o fotógrafo e maquiador (amigos de longas datas) e as modelos, que foram maravilhosas. Ficamos uma semana em Angra dos Reis, intercalando o entra e sai, quem dorme com quem (no mesmo quarto). Tudo em perfeita harmonia! Não fique imaginando coisas, não! O que podemos esperar de novidade para o ano que vem? Eu espero participar e colaborar para fazer um novo formato, produções sensuais e inusitadas, e que as mulheres sejam tão lindas e amáveis como as que trabalhei neste ano! E você? Quando vai fazer suas fotos? Eu? Essa será a pergunta mais fácil de responder: nunca!

revista SIRENA

17


foto: d ivu lg ação

Quer encontrar a Luize? Rua Sebastião Romão César, 418, Maresias

18

revista SIRENA


e d i ç ã o Marcel Scognamiglio

PRATAS DA PRAIA

Musa

Luize Altenhofen, 34 anos, musa, modelo, surfista e mãe As curvas de Luize Altenhofen não falam. Quem disse essa frase foi a própria, quando em 1998 foi considerada a mulher mais linda do país, levando o título de Miss Brasil. Na época, a revista IstoÉ questionava Luize sobre as portas que a sua beleza incontestável destrancara em sua carreira. O que parece pouco justo dizer, já que ser linda para ela é algo tão natural como a zona de rebentação do mar formar uma onda. Ainda assim, provar que se é capaz de atuar bem em outras áreas da vida e que as curvas não são tudo que ela tem de melhor parece um desafio diário para a gaúcha de Cruz Alta que ama o mar. “Minha cidade natal fica a mais de 500 km do litoral, e essa distância tornava minhas idas à praia pouco frequentes. Conheci o litoral norte com 17 e me apaixonei”. Atriz, modelo, surfista e, atualmente, mãe da pequena Greta, Luize é uma balzaquiana de 34 das mais interessantes e formosas que você poderá encontrar tomando sol na praia, e talvez as chances disso acontecer aumentem: “estou pensando seriamente em abandonar São Paulo e morar definitivamente no litoral”. E se Luize Altenhofen, aos 30, é sinônimo de boa forma entre as mulheres, entre os homens ela é uma legítima musa. Quem não se recorda dos anos 2000, quando Luize estampou por duas vezes a capa da Playboy? De miss à “loira mais desejada do Brasil”. Baladeira de bom gosto, é uma unanimidade das mais conhecidas que frequentam Maresias, e, é claro, o Sirena. “Eu ouvi Armyn Van Burren, Erick Morilo, Axwell, por lá. Já me diverti muito no Sirena e certamente vou continuar aproveitando e encontrando grandes amigos por lá.”

revista SIRENA

19


PRATAS DA PRAIA gênio Alexandre Gennari

Gabriel Medina, surfista, 20 anos Surfar pode virar a vida social de um garoto de cabeça pra baixo. Imagine ter seu nome entre um dos surfistas mais falados do mundo enquanto você tem 20 anos de idade. Foi o bastante para nosso perfilado estar na elite do esporte. Bem-vindo à vida de Gabriel Medina, o novo prodígio das pranchas. Cria de São Sebastião, aos 10 anos Medina já desafiava o mar e demonstrava intimidade de um veterano nos swells mais famosos do mundo. E isso era de família, ele confessa. “Meus amigos já surfavam, minha mãe e meu pai também, comecei com eles”. A segunda casa de Medina sempre foi o mar. “Eu surfo todos os dias, pelo menos 2 horas”. Determinação somada a talento nato, foi uma questão de tempo até se consagrar o mais jovem brasileiro a ingressar no seleto ASP World Title (WT), restrito aos 36 melhores atletas do planeta. Depois, foi o surfista mais novo a vencer uma etapa do Mundial de Surfe (ASP), com seus então 15 anos. Hoje, o “garoto” de Maresias coleciona 20 colocações nos melhores campeonatos do mundo, entre elas, duas etapas do WCT, onde derrotou seu ídolo e ícone mundial, Kelly Slater. A vida de Medina virou de pernas para o ar recentemente, em 2012, quando ele fez “a manobra impossível”, o backflip no Havaí. Na ocasião ele desafiou as leis da gravidade e executou um mortal de costas sobre a prancha, deixando todos os espectadores maravilhados. “Foi alucinante, uma das melhores sensações que já senti no surfe!” Questionado sobre o futuro, Gabriel Medina é certeiro na resposta, e deixa claro que de ponta cabeça em sua vida só a manobra mesmo: “Agora eu quero ser campeão mundial!”.

20

revista SIRENA


anota aĂ­: o menino da foto vai ser o primeiro brasileiro campeĂŁo do mundo de surfe. Ao lado, medina em camburi, e, abaixo, em paĂşba, maresias, onde aprendeu muitAS das manobras que impressionam o mundo.

revista SIRENA

21


PRATAS DA PRAIA fera

Ricardo Menga, 40 anos, DJ residente

No começo, passar os finais de semana longe da família foi uma das maiores dificuldades, explica: “Tive que me doar de corpo e alma ao meu trabalho. Isso incluiu abrir mão de festas com a família e outros eventos sociais”. Eis que a paixão pela house music, gênero que conheceu na gênese, lá na década de 80, fez tudo ter mais sentido. “Comecei em 1989, tocava com vinil e tinha que ser bem eclético, embora gostasse mesmo de House Music”. Depois de muitas apresentações uma oitava acima da média dos DJs da região, o reconhecimento veio naturalmente em forma de convite. E em 2005, o Sirena, o beach club mais famoso do Brasil e um dos 10 melhores do mundo convidou Ricardo Menga para ser um residente, ou seja, ser um dos DJs a representar a casa. “Não dá para explicar a vibe positiva das pessoas que frequentam o Sirena; há um respeito à música eletrônica em todos os sentidos”, conta. Menga, prestes a completar nove anos no club, celebrou este relacionamento na festa de aniversário de 20 anos da casa, que aconteceu em 2013, na qual abriu para dois reconhecidos nomes da cena mundial, Bob Sinclar e Kaskade. “Para estas duas noites em especial fiz um warm-up (aquecimento) para estes dois gigantes do mundo da música eletrônica”. Se o mineiro fica intimidado ao dividir a pista com estrelas internacionais? Pelo contrário. Quem já ouviu o Menga comandando o som garante que ele controla a noite com facilidade. Ele se define assim: “Meu trabalho é ser um maestro que, ao invés de reger uma orquestra, conduz a pista”.

22

revista SIRENA

foto: divulgação

Quando a música eletrônica era apenas um gênero estrangeiro no Brasil, Ricardo Menga dava o play em uma das carreiras mais promissoras como DJ no país. Mas sua ousadia apareceu mesmo quando ele decidiu sair de sua cidade natal, Poços de Caldas, distrito mineiro com pouco mais de 150 mil habitantes, para aspirar às pickups do mundo.

Menga já era dj na época em que todo mundo ainda não queria ser dj


revista SIRENA

23


Kelly Slater no Hurley Pro 2013 em San Clemente, California. Se cuida slater, que nosso medina vem aĂ­!

26

revista SIRENA


KELLY entrevistão

p o r Ben Mondy / The Daily Telegraph

fotos: shutte r sto ck

SLATER Kelly Slater, 41 anos de idade e 35 de carreira, ainda está com tudo.

sagrou-se vice-campeão do wct, o campeonato mundial de surfe, em 2013, e já acumula 11 títulos mundiais no currículo. um fenômeno das águas.

revista SIRENA

27


Kelly

Slater posa para uma sessão de fotos em sua casa em Santa Barbara, Califórnia. É um casebre pequeno, com um jardim que transborda plantas tropicais, e, talvez de maneira incoerente, pranchas de surfe: há diversas empilhadas, uma montanha de fibra de vidro e quilhas, brilhando sob um céu californiano que hoje veste um atípico tom cinzento e escuro. Dentro da casa, bermudas, roupas de borracha, e bicicletas enferrujadas também estão amontoadas, marcando os quartos aconchegantes e o chão de madeira. Poderia ser a casa de qualquer surfista típico. Um surfista com um certo problema de armazenamento, quiçá. Entretanto, esta não é a casa de apenas mais um surfista comum. ‘Eu alugo a casinha de um amigo meu”, conta Slater, enquanto caminhamos até a beira da praia de Santa Barbara para observar o surfe. “Ele chama de ‘barraco do surfe’. É uma casa limpa, pequena, quase em ruínas, com mobília aproveitada. Eu não fico por aqui o tempo todo, e ele pode usá-la quando não estou. É um bom negócio”. Em 2011, Slater ganhou seu décimo primeiro título mundial, algo nunca antes atingido por nenhum surfista. E aos 38 anos de idade, ele se tornou o mais velho campeão mundial de surfe, 18 anos depois de ter ganhado como o mais novo de todos os tempos, em 1992. Este ano ele ganhou a última etapa do campeonato e levou o vice mundial. Em 2011, a revista GQ listou Kelly como um dos 25 atletas mais “cool” de todos os tempos, ao lado de figuras como Pelé, Muhammad Ali, Michael Jordan, e Tom Brady, atleta de futebol americano que atualmente é casado com uma certa ex-sua, a top brasileira Gisele Bündchen. “É, esse tipo de coisa acontece”, releva Slater. “Mas é um assunto que eu prefiro não valorizar. É como comparar maçãs e laranjas. Eu só me dediquei ao esporte que eu amo, e desde a infância pude gastar o máximo de energia tentando aprimorar o meu jeito de surfar e de competir”. Slater começou a surfar aos três anos de idade, incentivado pelo pai, um proprietário de loja de equipamentos de pesca de ascendência síria, e pelo irmão mais velho Sean. O surfe sempre foi visto como algo predeterminado em sua vida. “Eu me lembro de pensar, ainda no jardim de infância: ‘Bom, acho que eu sou um surfista agora’”, conta Kelly, caindo na risada. O norte-americano começou a competir localmente em Cocoa Beach, na Flórida, aos seis anos de idade, e foi, desde o início, um competidor for-

28

revista SIRENA

midável, levando múltiplos títulos estaduais e nacionais nas categorias juniores. “Eu devia ter uns 12 anos quando comecei a pensar que poderia ser surfista mesmo, e nada mais”, conta. “Ganhei uma viagem para o Havaí em um concurso. E desde então passei a viajar o mundo constantemente”. Algumas de suas vitórias mais expressivas aconteceram nos palcos mais perigosos do surfe mundial, praias como Teahupoo, no Tahiti, e Pipeline, no Havaí. Anualmente, há entre 10 ou 12 eventos marcados que valem pontos na briga pelo título mundial, mas as melhores ondas podem aparecer em qualquer costa do mundo, a qualquer momento. “Se há um swell em Fiji ou no Tahiti, eu posso até pegar um avião e ir atrás”, garante. “Mas o resto do ano é ditado pelos eventos – Brasil em maio, África do Sul em junho, depois Tahiti, depois dois eventos nos Estados Unidos – um novo em Nova York, que pode ser legal – depois a etapa europeia no outono, e depois de volta ao Havaí”. Para os não surfistas, é uma vida difícil de se compreender. Mas para Slater, “o surfe garante uma verdadeira liberdade de escolha. Você pode pegar qualquer onda e abordá-la do jeito que quiser. Em qualquer dia, há espaço e potencial para adrenalina e emoção. Eu realmente acredito que os surfistas passam por muito mais emoções que as pessoas comuns. Ou será que eu deveria dizer ‘não surfistas’ ?”, brinca Slater. “Eu amo o que eu faço. Muita gente pensa que não ter uma casa permanente ou não criar uma família é um sacrifício, mas essas coisas não estão na minha lista. Para atingir o que eu consegui, é preciso se dedicar somente ao surfe”. Aos 19 anos, Slater figurou na lista das 50 pessoas mais bonitas do mundo da revista People. Mas, sem dúvida alguma, foi a sua aparição como o surfista fictício Jimmy Slade em quatro episódios da sé-


adrian kojin

“Eu realmente acredito que os surfistas passam por muito mais emoções que as pessoas comuns”

o careca já teve cabelo. aqui ele chega à sua ilha preferida, tavarua, tocando seu instrumento favorito, o ukulele

revista SIRENA

29


rie Baywatch que o alavancaram para um novo mundo de atenção da mídia, especialmente depois que ele começou a namorar a companheira de elenco Pamela Anderson. O namoro durou dois anos, mas a relação instável foi o que garantiu sua presença nos tabloides durante a década de 1990. Romances com supermodelos como Gisele Bündchen e Bar Rafaeli, assim como a atriz Cameron Diaz, também mantiveram seu nome nas bancas. Nos últimos seis anos, ele viaja o mundo com sua namorada, Kalani Miller, uma californiana de 26 anos. “Ela é demais”, afirma. “Ela me faz sentir em casa em qualquer lugar”. A revista Transworld Business estima que, em 2009, os ganhos de Slater rondaram os 3 milhões de dólares. Em 2010 ele ganhou 406.000 dólares em prêmios, mas isso representa apenas uma fração de seu faturamento com patrocínio. O principal patrocinador de Kelly, a Quiksilver, já é associada com o surfista há mais de 20 anos. A relação entre eles é simbiótica. Saída de uma garagem australiana em 1960, a Quiksilver tem hoje mais de 6000 empregados, figura na Bolsa de Valores de Nova York, e administra uma série de outras marcas, como a Roxy e a DC Shoes. É difícil precisar o papel de Slater na expansão da marca, mas o fato de que ele agora é dono de três por cento da empresa e de que ele nos últimos anos renovou seu contrato indica que ele representa grande parte de sua história. Em 2000 ele foi o primeiro (e único) surfista patrocinado a ser contemplado com uma loja da Quiksilver. O ponto é no Universal Studios em Hollywood, e não só vende toneladas de roupas da marca, como também expõe os itens que comprovam a vencedora carreira de Kelly: troféus, cheques, e pranchas de surfe de suas competições aos 12 anos. “Há uma relação entre empregador e empregado, uma ligação profissional, um elemento de colaboração, e também um verdadeiro lado familiar. Eu sempre fico nas casas dos chefes quando estou viajando e sempre passo muito tempo com eles e com suas famílias”, conta. Slater descreve seu estilo pessoal de maneira modesta: diz que tenta ‘não cheirar mal, e usar coisas que combinem’.

30

revista SIRENA

“Basicamente, estou dentro até que eu não esteja mais. Quando eu quiser parar de competir, eu aviso” Ainda assim, a Quiksilver pediu há pouco mais de dois anos que ele desenhasse sua própria coleção para a marca. “Minha ideia com as roupas é mais sobre um estilo de vida e uma filosofia do que sobre design ou estilo. Pesquisamos tecidos orgânicos e ecológicos – principalmente para roupas de viagem, e disso eu entendo um pouco. No que diz respeito a estilo, meu estilo é não me preocupar muito. Como surfista, estou feliz com um estilo ‘clean’ e casual”. Para roupas mais formais (necessárias com todas as premiações, coleções de troféus e cerimônias de abertura), Kelly contou com a ajuda do alfaiate londrino Luke Sweeney. “Ele me fez alguns ternos de que eu gosto muito. E se ele os desenha para o príncipe Charles e para David Beckham, acho que eles devem ser legais”, acrescenta. Fora d’água, Slater elege a música como um hobby (ele chegou até a formar uma banda, com um nome pouco criativo, é verdade: The Surfers), e um dos indícios de que ele é um bom violonista são suas apresentações ao lado de Eddie Vedder e de Ben Harper. Ele também é um fanático por golfe. “O campo de golfe é especial para mim”, afirma. “Para começar, é um lugar onde eu só estou acompanhado de, no máximo, outras três pessoas. É também um lugar onde você pode se empenhar para melhorar constantemente”. Slater chegou inclusive a ficar na posição 35 de uma lista da revista GolfDigest dos 150 melhores atletas golfistas. Kelly Slater tem hoje 41 anos. Quanto tempo ainda ele deve continuar na ativa? É verdade que ele tirou alguns anos entre 1998 e 2001, voltando depois para abocanhar mais seis títulos mundiais. “Me perguntam tanto sobre a aposentadoria e eu acho que finalmente achei a resposta” diz. “Basicamente, estou dentro até que eu não esteja mais. Quando eu quiser parar de competir, eu aviso. Agora estou competindo o tempo todo, e, como eu ganhei nos últimos anos, acho que estou fazendo alguma coisa certa”.


uma noite no paraíso!

Partiu Sirenight! O Sirena completa duas décadas muito bem vividas. Eu completo duas idas ao club, uma delas mais do que bem-sucedida. A sensação é a de um reles mortal, subindo deslumbrado ao Monte Olimpo. As luzes verdes da pista externa se harmonizam com o meu estado de espírito. Gisele BÜndchen e Naomi Campbell já estiveram aqui, nesse mesmo camarote. Já nem sei mais se estou a dois passos do Paraíso, ou a um passo da eternidade. É sábado À noite, e eu estou no melhor lugar de Maresias. Que a sorte esteja lançada, e que venham os próximos vinte anos! p o r PEPÊ BITTENCOURT

32

revista SIRENA

Eu sou um pouco mais velho que o Sirena. Um pouco menos de uma década. Em 1993, quando o club abria suas portas pela primeira vez, eu ainda ensaiava minha passagem do jardim de infância para a pré-escola. Ou seja, naquela época nem sonhava em ver ou experimentar as coisas que o Sirena poderia vir a me oferecer nos próximos vinte anos. Aliás, diga-se de passagem, em 20 aninhos de existência o Sirena provavelmente já viu muito mais do que eu sequer posso imaginar. Vamos aos fatos: o Sirena foi pioneiro e protagonista da cena da música eletrônica no Brasil na, hoje já distante, década de 1990. Quando o club abriu suas portas, o Brasil ainda era apenas tricampeão mundial de futebol. O coitado do Roberto Baggio ainda não imaginava que ia isolar aquele


o olimpo tem luzes verdes. O resto

fotos: shutter stoc k

é sua imaginação!

revista SIRENA

33


34

revista SIRENA


pênalti decisivo, e que, depois daquilo seu nome estaria para sempre gravado nas mentes dos brasileiros... Mas deixa isso pra lá! Muitas das gatinhas que frequentam o Sirena hoje provavelmente nem sabem do que eu estou falando! E isso é bom! Isso é muito promissor, quer dizer que elas nasceram naquela época, ou depois! E pouco importa se sabem quem é Roberto Baggio ou não. O que é realmente importante é que elas estão lá, perfumadas, aromatizando o ambiente, deixando-o cada vez mais florido. São gerações e mais gerações de flores, e, no Sirena, parece que é sempre primavera! Pensando nisso - e quase que exclusivamente nisso – eu e o Bola saímos de São Paulo rumo a Maresias. Não é a nossa balada habitual, diga-se de passagem. Mas apreciamos o convite. É a primeira vez que voltamos ao lendário palco da vida noturna do litoral norte desde o fatídico Spring Break de 2008. Cinco anos. A maioria dos brasileiros nem sabe o que é Spring Break. É uma espécie de semana do saco cheio mais midiática e profana, que os paulistanos decidiram, com sabedoria, importar e trazer para o Sirena. As menininhas da FAAP já sabiam muito bem o que é o feriado, e desceram em peso para Maresias. O Bola estava de rolo com uma delas na época, a Karininha, que, obviamente, tinha várias amigas. Então descemos também, atrás do mulherio de qualidade. É certo que na época éramos universitários, todos ainda bancados pelos pais ou por algum estágio mequetrefe. Então descemos a serra no melhor estilo, curtindo o litoral, ouvindo Red Hot, Bob Marley e Charlie Brown. É claro que éramos cinco em um carro, mas vocês entendem a referência. Fomos eu, o Bola, o Gui, o Ratão e o Vini. Rolava uma metade ali do pessoal que andava de skate. Então, como chegamos relativamente cedo em Maresias, fizemos um pit stop na pista ali ao lado da praia. Com pouco mais de cinco minutos de session, o Rato raspou a boca em uma das bordas do Bowl e quebrou o dente. O dente da frente. Agora, dá pra imaginar que um rapaz com o apelido

de Rato deve ter, no mínimo, os dentes da frente meio avantajados. Pois é. “Tranquilo, é só eu me manter bêbado”, garantiu o Rato. Fomos para a porta do Sirena mais tarde, e constatamos que nem nosso bolso, nem nossos contatos nos colocariam do lado de dentro da balada. Voltamos para a praia desiludidos. Até encontramos com as gatinhas depois, mas perdemos a principal chance do approach, que era ali, na pista da Sirena. Infelizmente não deu. Mas agora estamos aqui! Entusiasmados, ansiosos para compensar o fiasco de cinco anos atrás. Somente eu e o Bola, é verdade. Mas estamos representando a coletividade. Depois de um fim de tarde com música eletrônica na areia, estamos na beira da praia, relembrando nosso passado, bebendo caipirinhas e tomando umas cervejas. Maresias não é apenas um lugar no mundo. Maresias é O lugar. Não deixa nada a desejar para outros points de praia. Não preciso nem mencionar o surfe como atração, mas, além disso, o bar está repleto de deusas. Três delas estão de pé, na nossa frente, todas munidas de seus smartphones. Elas mesmas tiram fotos simultâneas e atualizam suas redes sociais. Hashtags, check-ins, conectividade e interatividade. Imagino que alguma delas deve ter escrito algo do tipo “Partiu Sirenight?” no Instagram ou no Facebook. E o telefone das gatas começou a tocar sem parar. Era um tal de “Você também está em Maresias?” , “Partiu Sirena mais tarde então?”. O Bola tentou um contato, alguns caras chegaram por perto, as gatinhas estavam acompanhadas. Ou será que elas não estavam acompanhadas? Ninguém ali estava com cara de namorado, não. Eu só observo. É legal o sentimento de começo de noite. Em breve estaremos todos na pista. O meu celular pisca. Alguém me mandou um vídeo. Eu abro. Há uma epifania surgindo na minha cabeça. De plebeu a playboy Era sábado à noite, a noite da qual todo mundo espera alguma coisa. E, logo inspirado pelo clima de

revista SIRENA

35


balada no ar, fui abrir o vídeo dos Dez Mandamentos do Rei do Camarote. Deixando de lado as cafonices desse vídeo que rapidamente virou viral e invadiu minha noite de sábado, a mensagem era clara, e ecoava na minha cabeça, como uma inspiração: agregar valor à nossa experiência. Como? Para mim, naquele momento, olhando aquelas gatas de minissaia e seus smartphones, só uma resposta fazia sentido: mulheres. Gatinhas. “Precisamos ir”, eu disse. “Temos muito trabalho pela frente”. Já era por volta de meia-noite e eu tinha convites para entrar e fazer esta reportagem. Fomos para a frente do Sirena e recebemos dois VIPs ali na frente, enquanto observávamos o movimento e sacávamos o que nos esperava. A atmosfera da entrada já foi o suficiente para abalar as estruturas. Homens e mulheres separados nas filas, e depois, na entrada, o encontro de dois rios cheios de intenções rumo a um mar de curtição absoluta. Assim começou a imersão. O pulso das batidas eletrônicas e a visão daquela fauna vasta de gatinhas de pele à mostra, o que é muito importante e deveras sensacional. É primavera, quase verão, estamos na praia. Obrigado, minhas musas, por respeitarem o código de vestimenta e acariciarem nossos olhos com suas formas, seus charmes e suas peles à mostra! Um brinde! E caímos na pista. Pistinha, troca de olhares, mais alguns drinks. Pistona. Gatinhas. Agora, sim. O clima está bom, a música alta, e o Bola sumiu com uma gatinha. Saio para dar uma volta e tenho acesso ao camarote. Começo a puxar papo com um grupo e me apresento como repórter, a serviço da casa. Chegamos a um consenso: igual ao Sirena não há. Fat Boy Slim, Armin Van Buren, Tiesto. Todos já comandaram as pick-ups e as pistas da casa. E o Bob Sinclar tocou na última festa de aniversário. Bebemos mais alguns bons drinks e eu me afasto para contemplar a paisagem. Estou ambientado ali, almejo agora grandes voos. Olha só, eu tenho apenas vinte e cinco. O Rei do Camarote, lá com seu valor agregado, carrão,

36

revista SIRENA

mulheres, champanhe infinita, está no status que está aos quase quarenta. Eu chego lá antes, aposto comigo mesmo! Meu devaneio é interrompido por duas gatinhas soltinhas que me pedem licença. Mas é claro, por favor, podem passar. Conversamos o bastante para que eu descobrisse que elas vieram de longe para conhecer a casa. Sotaque meio arretado, as princesas são do Nordeste, uma mora no Rio e a outra em Brasília. As duas são promotoras e se conheceram num congresso. Conversamos e bastante mesmo. Coisa fina, e linda. Eu, sempre interessado, pergunto e pergunto. Faz parte do meu ofício de reportagem e investigação. Elas, apesar de desconfiadas, gostam de se revelar aos poucos. Aliás, que mulher aí não se interessa por um cara cujo trabalho é se demonstrar interessado em escutar o que elas têm a dizer? Sei que tem algumas que não estão nem aí mesmo, mas vou confessar que nesse setor eu nunca passei fome. Nem vontade. Conversamos mais um pouco. E fizemos outras coisas também. O sol nascia, mas a noite ainda nem se aproximava do fim. Escolho parar o meu relato por aqui, para não adentrar demais em intimidades. Só gostaria de deixar um, ou dois, singelos agradecimentos. Obrigado, Maresias. Obrigado, Sirena.


gatas do calendário

as sereias e o mar f o t o s Angelo Pastorello e d i ç ã o Susanne Sassaki

p r o d u ç ã o e x e c u t i v a Jeff Oki c a b e l o e m a q u i a g e m Wagner Ribeiro

38

revista SIRENA

caroline bittencourt


karina marques

apresentamos as sereias do sirena em fotos inéditas do calendário 2014. Confira o ensaio memorável, inspirado no mar de angra dos reis e na celebração de nossos 20 anos. enjoy!

revista SIRENA

39


karlla agne

40

revista SIRENA


daniella figueiredo

revista SIRENA

41


fernanda agnes

42

revista SIRENA


karina marques

revista SIRENA

43


Vanessa donofrio

44

revista SIRENA


mariane silvestre

revista SIRENA

45


monica fedrigo

46

revista SIRENA


carol guarnieri

revista SIRENA

47


karina marques

48

revista SIRENA


caroline bittencourt

revista SIRENA

49


fernanda almeida

50

revista SIRENA


Vanessa donofrio

revista SIRENA

51


monica fedrigo

52

revista SIRENA


carol guarnieri

revista SIRENA

53


kamila bielawski

54

revista SIRENA


Carol dias

revista SIRENA

55


amanda herdeiro

Quer ser A sereia do NOSSO calendário? Nosso casting começa em janeiro de 2014 e, para participar, basta entrar em contato com jeff@sirena.com.br ou su@mymag.com.br para saber mais informações. As 12 mais belas sereias irão estampar nosso calendário e nossa revista e serão convidadas especiais na nossa festa de 21 anos! Participe enviando suas fotos e boa sorte!

AGRADECIMENTOS: Acessórios:

Biquínis:

Sônia Gonçalves : (11) 99277.1653; Chilli Beans: SAC 0300 555 0300

Manuella Melo: (91) 3249.8799; Líquido: (11) 5531.3079

Estela Geromini: (11) 5542.7861; Koiza Linda: (11) 3624.3397

Água de Côco: (11) 3061.3367; Blue Beach: (11) 2281.0011

Marília Capisani: (51) 3346.9358; Mãos da Terra: (17) 3304.3788

Cyann: (11) 3337.2339; Lygia & Nanny: (11) 3088.1346

Morana: (11) 5181.4730; Triângulo: (11) 3223.7711

Menta Chocolate: (11) 94869.1838; Salsa: (11) 3746.8388

56

revista SIRENA


revista SIRENA

57


1

1 - Dr. Alfredo Bahia, um dos primeiros paulistas residentes, Moreira 1995; 2 - Modelo chama a atenção no campeonato Sea Club 1993; 3 - Produção de moda da agência Click Brasil; 4 - A outra face de Paulo Vainer, agora na frente das lentes; 5 - Carlos “Calota” Orsini em sua Brasília valente, 1979; 6 - Canto do Moreira pré-condomínio; 7 - Informando a galera; 8 - Trilha da Brava

6

8 7

58

revista SIRENA

5

2


3

4

como tudo começou...

TERRITÓRIO SURFE p o r Adrian Kojin

Arquivo pessoal Hoje Maresias talvez seja conhecida até mais pela mulherada bonita circulando em suas areias brancas e a agitada vida noturna, do que por seus tubos. Mas tudo começou mesmo foi com os surfistas, os primeiros a chegar à pacata vila de pescadores de difícil acesso, atrás daquelas ondas das quais se escutava falar que não deviam nada às melhores do mundo. O processo foi parecido com o visto em outros lugares no Brasil e no mundo. Surfistas aventureiros descobrem o pico, logo trazem suas maravilhosas gatas, uma pequena infraestrutura vai surgindo para receber aquela tribo dourada que curte a liberdade e a natureza, e as primeiras matérias retratando o lugar saem em revistas de surfe. Estas reportagens e o zum zum zum entre a galera mais descolada acabam chamando a atenção de uma nova leva de frequentadores e também da mídia não especializada. Quem não curte um lugar com gente bonita, pousadas bem transadas, alimentação de qualidade e bares bacanas? O sedutor estilo de vida dos surfistas que percorrem o planeta na eterna busca pela onda perfeita é para poucos. Tempo, disposição, dinheiro, boa condição física são alguns dos pré-requisitos para encarar os perrengues e recompensas da estrada. Quem desiste no meio do caminho nunca fica sabendo o que poderá ser encontrado ao final dele. A não ser que alguém vá até lá e depois conte o que viu. Todo pico começa secreto, mas mais cedo ou mais tarde acaba sendo revelado. revista SIRENA

59


Dos anos 70 até meados dos 80, surfar em Maresias era um verdadeiro desafio em vários sentidos. A começar pela estrada de terra em estado precário, com a Serra de Boiçucanga sendo, para quem tentava chegar do rumo sul, apenas o último, ainda que o maior, obstáculo de uma série que se iniciava nas filas da balsa do Guarujá para Bertioga, então a única via de acesso ao litoral norte. Depois, o trajeto só ia se tornando mais complicado à medida que o caminho avançava. Nos trechos percorridos na areia da praia entre Bertioga e Boraceia, o risco de atolar e ver o carro engolido pela maré alta era alto e não foram poucos que perderam seus veículos assim. Ou acidentado num dos barrancos criados pelos rios descendo da serra e desaguando no mar. Superada a areia, os barrancos, a maré, vinham as estreitas e escorregadias pontes de tábuas soltas, esperando qualquer deslize do motorista. Seguiam-se as toneladas de barro a serem superadas na sequência de “serrinhas” que interligavam as chamadas “praias”, Barra do Una, Juqueí, Barra do Saí, Baleia, Camburi, Boiçucanga e Maresias. Era um verdadeiro rally off-road, onde muitas vezes quem vencia era a natureza. Tinha dia que não passava mesmo e pronto. O viajante não escolhia a praia a qual queria ir, era a praia que o escolhia. Acelerando na lisura do asfalto da Rio-Santos, fica difícil imaginar que a viagem hoje feita do Guarujá a Maresias em duas horas com tranquilidade chegava a durar um dia inteiro. Se fosse época de chuva, o uso de tratores para rebocar os carros morro acima acabava sendo o único recurso disponível, numa época em que a frota de veículos circulando no Brasil não dispunha da atual abundância de tracionados 4X4. Fusquinhas e Brasílias estavam entre os carros preferidos dos surfistas

1

2

3

1 - Pontes traiçoeiras; passa ou não passa?; 2 - Serra Maresias/Boiçucanga em 1977, só com trator rebocando, na Kombi, Tino, Calota, Junior Bueno e Nedo Bianchini; 3 - Seu Aécio, mantendo a tradição caiçara em Maresias. 60

revista SIRENA

5


1

2

1 - Ilhabela ao fundo; 2 - Surfistas prateados, Camburi 1995; 3 - Cachoeira de Boiçucanga; 4 - Luiz Reid, irmão e dois amigos acampam na frente do Bar do Nivaldo em 1977, onde hoje fica a pracinha de Maresias; 5 - Gata selvagem

4

3

nestas missões. Com tração traseira e peso relativamente baixo, costumavam passar onde os outros naufragavam. Era na raça mesmo, empurrando, acelerando e rezando. E para quem vinha do rumo norte, “descendo” desde São Sebastião, ainda que em parte do caminho o asfalto aplicado pela construtora que loteou Toque-Toque Pequeno colaborasse, daí em diante o bicho pegava igual. Com trechos onde a lama muitas vezes batia na altura da porta, o carro que parasse ficava. E se o Rio da Paúba estivesse cheio, não tinha nem como fazer a travessia, já que ali era por dentro d´água mesmo. Ah, mas como valia a pena. Quem encarava a aventura sabia que, num dia de sol, vento terral e ondulação de sul, não poderia existir lugar melhor para estar no planeta do que Maresias. São várias as bancadas de areia ao longo da praia com o potencial de produzir tubos de qualidade internacional. Alia-se a isso o cenário deslumbrante, com suas montanhas recobertas de Mata Atlântica, rios e cachoeiras de água cristalina, e a visão do paraíso estava materializada. Bastava armar a barraca debaixo dos coqueiros do Canto do Moreira e agradecer a Deus por tão imensa felicidade. Não, não é exagero. Falo de experiência própria. Pra quem caminha pela praia e observa as mansões que hoje dominam a orla no Canto mais exclusivo de Maresias, a imagem não encaixa com minhas palavras acima, mas a surfistada acampava ali mesmo, debaixo do coqueiral plantado por seu Reinaldo João Tavares, tomava banho de água doce no riozinho, pegava água da bica e entubava muito, bem em frente de suas barracas. A verdade é que Maresias, por estar isolada ao sul pela Serra de Boiçucanga e ser quase que o final do caminho pra quem vinha do norte, não contava com praticamente nenhuma estrutura para receber gente de fora. Acampar na areia da praia ou alugar quartinhos nas casas de caiçaras eram as únicas opções de hospedagem. Diz a lenda que naquele tempo teve gente que pagou por áreas que hoje valem milhões com algumas poucas garrafas de cachaça. É fato que a especulação imobiliária impiedosa revista SIRENA

61


deslocou a população caiçara das áreas mais nobres de uma maneira impiedosa, reservando a maior parte do lucro auferido na astronômica valorização do metro quadrado, que hoje está entre os mais caros do litoral brasileiro, a forasteiros. Àqueles capazes de ver cifrões onde o povo local só via areia e um bando de cabeludos e suas namoradas fumando maconha, escutando uma música estranha para eles e rabiscando as ondas em suas pranchas coloridas. Gabriel Medina, o surfista brasileiro apontado como a maior esperança para um título mundial, foi criado em Maresias. Verdadeiro fenômeno, ele desenvolveu suas habilidades nas exigentes ondas locais. Miguel Pupo, originalmente de Camburi mas transplantado para Maresias desde sua entrada no Circuito Mundial, é outro enorme talento que pode ser visto treinando numa das “valas” mágicas da praia. São locais verdadeiros, no sentido de que moram em Maresias em tempo integral, ainda que passem boa parte do tempo fora do país, correndo as etapas do Circuito Mundial. Mas já houve um tempo em que os “locais” mais conhecidos de Maresias não eram de Maresias. Os irmãos Dodô e Christian Von Sydow são o perfeito exemplo. Numa época em que não existiam surfistas “caiçaras”, a família deles era dona da primeira casa construída no Canto do Moreira, hoje propriedade do cineasta Hector Babenco. Exímios surfistas, eles chegaram liderando a primeira leva de transplantados do Guarujá, e logo “dominaram o pico”. Moravam na cidade de São Paulo, mas não perdiam uma chance de estar em Maresias, tomando conta do seu território. Ajudava muito conhecer o Dodô e o Christian para obter passe livre na área, já que quem não pertencia à turma não era bem-vindo. Demorou um tempo até que os verdadeiros locais fossem surgindo, desde famílias caiçaras autênticas, como a de Flávio Caixa D´Água, até as transplantadas, como a do Alemão de Maresias. Os dois se destacam na história de Maresias como os maiores expoentes da primeira geração a aprender a surfar com os “paulistas” para logo passar a superá-los nas ondas. Hoje pra cantar de local em Maresias tem que ser local mesmo. Frequentar nos finais de semana, feriados e férias e querer ditar as regras no mar já faz parte do passado. O que vale é aquele ditado sábio, respeite para ser respeitado. Os primeiros surfistas a passar a frequentar a praia com assiduidade logo sentiram a necessidade de ter ali uma base fixa e deste desejo foram surgindo as primeiras casas de veraneio. Nesse tempo, Maresias ainda tinha seu nome disfarçado nas revistas de surfe por apelidos psicodélicos, como Mescalina Point, mas todo mundo que entendia de onda já sabia que poucos lugares no Brasil se comparavam em força e qualidade quando o assunto eram tubos. Com o asfalto finalmente chegando em 1984, abriu-se definitivamente a porteira. O preço das propriedades começou a subir, a vila de pescadores foi ficando cada vez mais distante e a praia badalada, eleita várias vezes entre as melhores do Brasil, foi tomando cada vez mais força no imaginário do grande público. 6

62

revista SIRENA


1 - Soul surfer em Camburi 1995; 2 - Danylo Grillo, 15 anos de idade; 3 - Caixa D´Água decolando em 1995; 1

2

4 - 1995, melhor dia do ano, segundo Tinguinha: “igual a Backdoor, só que sem os havaianos enchendo o saco”; 5 - Mulheres bonitas sempre fizeram parte da paisagem do litoral norte; 6 - Pesca de canoa, de pai pra filho por gerações

3

4

5

Dois bares tiveram papel fundamental neste período de transição, em que Maresias deixou de ser atrativa apenas durante o dia e passou a ser uma referência, primeiro estadual, depois nacional e por fim, inegavelmente mundial, com a inauguração e sucesso estrondoso do Sirena. Marcou época o Bar do Shaolin, que surgiu improvisado no estacionamento de um boteco, suprindo a necessidade da galera do surfe de se reunir à noite para falar das ondas do dia, dar continuidade à azaração das gatas iniciada na praia e tomar umas brejas. Seu sucessor foi o Bar do Meio. Comandado por surfistas, oferecendo um deck de frente para a praia e infraestrutura de casa noturna, deixou explícito que Maresias tinha uma outra forte vocação, a de bombar a melhor “night” do litoral. A esta altura o litoral norte como um todo já havia assumido o posto de destino preferido da elite paulistana. Para atender este público mais exigente, pousadas e restaurantes se sofisticaram, elevando o padrão de atendimento e variedade de serviços oferecidos. Mas para quem estava acostumado à efervescência e qualidade da noite paulistana, faltava ainda um lugar onde fosse possível dançar até o sol nascer ao som dos melhores DJs do mundo. Foi neste momento que um grupo de empresários visionários detectou a oportunidade e surgiu a ideia de se construir em pleno sertão de Maresias uma casa noturna que não ficasse a dever em nada às de São Paulo, e fosse na verdade até melhor que as da capital. Em 15 de novembro de 1994 o Sirena abriu suas portas pela primeira vez, iniciando uma história de sucesso internacional, que continua sendo escrita até hoje. A mistura explosiva de pessoas bonitas que podia ser vista nas areias de Maresias e demais praias da região agora era encontrada também na pista da melhor balada do Brasil, que não tinha hora para acabar. O que não incomodava os surfistas mais dedicados, já que a praia estava sempre vazia pela manhã. Enquanto a nova face de Maresias descansava da noitada, a velha continuava aproveitando os tubos de sempre. O que acontece até hoje, com os mais espertos sabendo escolher as noites certas de cair pra dentro do Sirena, e as de ir dormir cedo para esperar a ondulação anunciada. Maresias nunca vai deixar de ser território do surfe.

revista SIRENA

63


faça antes de morrer

As (verdadeiras)

coisas boas

da vida para fazer em 2014 p o r Marcel Scognamiglio

Você ainda está achando que se vestir todo de branco é garantia de sucesso? Esqueça. Tá realmente a fim de ter um 2014 inesquecível? Uma palavra: realize. Liste o que sempre quis fazer e dê um jeito de realizar. Assim você faz seus próximos 365 DIAS serem dignos de serem vividos. Não sabe por onde começar? Fizemos uma pesquisa para listar alguns sonhos dos mais compartilhados entre as pessoas ao seu redor. Ainda está achando que SE vestir de branco mais um ano vai adiantar? Então responda: qual foi a última vez que você fez uma coisa pela primeira vez? 64

revista SIRENA


3.Tome 1.Desça a

Serra do Mar sobre uma Harley

… apreciando com estilo a descida com um dos visuais mais incríveis do litoral brasileiro, com o vento batendo no rosto. Não se esqueça de levar uma boa câmera fotográfica.

2.

Vá a um festival … sobreviva à experiência. Se puder escolher qualquer um, visite um festival europeu com acampamento, como a Tomorrowland.

… nas ruas das capitais, entre os moradores locais, o “mezcal” é a bebida de “macho”. Também feita do agave, é a versão rústica e sem frescura da tequila. Vai encarar?

4.Escreva

para você mesmo daqui A 20 anos

… depois dê um jeito de perdê-la. Você pode deixá-la numa biblioteca pública, dentro de um livro desinteressante ou antigo. Não se esqueça de recuperá-la daqui a duas décadas.

5.

Mergulhe no Ponto da Barracuda, Malásia … o lugar mais rico e intimidador do mundo para se nadar entre corais, peixes, tartarugas marinhas, tubarõesmartelos, com direito a toda a algazarra que as barracudas possam fazer.

7.Dance no

meio da pista

… escolha uma música que você não saiba dançar e invada o centro da balada botando para fora todo seu senso de improviso. Sim: vale ser Thriller e estar bêbado.

8.

6.Consiga

um ménage à trois

Dê a um mendigo todo o dinheiro que carrega

… aproveite o aumento da libido e diminuição dos níveis de moralismo do verão e aumente suas chances de ter sucesso.

… esvazie a carteira e não explique o motivo pelo qual está fazendo isso. Continue andando se ele tentar lhe agradecer de joelhos.

revista SIRENA

65

fotos: shutter stock

Mescal no México


Vem logo, amor!

9.

Faça sexo debaixo d’água … escolha uma praia deserta no finalzinho de tarde ou uma piscina de hotel enquanto os hóspedes estejam ocupados. Todas as opções anteriores falharam? Ok vale fazer na banheira.

10.Coma

no El Bulli … o laboratório da alta gastronomia do badalado Ferran Adrià está situado na cidade espanhola de Roses, e só fica aberto durante os meses de abril a setembro.

66

revista SIRENA

11. Veleje

por IlhaBela

… contrate um serviço local e pense bem para convidar seus melhores amigos para ficar dois dias em alto-mar.

12.

Vença a trilha GR20, na ilha de Córsega … quase 15 dias de caminhada (180 km), passando por planícies quase infinitas, atravessando sobre lagos congelados e acampando em densas florestas mediterrâneas. Saiba mais: www. le-gr20.com/gb

13.Adote

um cachorro

… vira-latas são conhecidos pela fidelidade, carinho e por lotarem centros de adoções pelo país. Adote um cãozinho e ele lhe será eternamente grato.

14.Encontre bar secreto em Nova YorK

… ande pela inconfundível noite da metrópole até encontrar um beco cinematográfico que ecoe um discreto jazz ao vivo. Encontre a porta, entre e peça um Cosmopolitan.

15.

Tomar um “daiquiri” no La Bodeguita … um dos mais populares bares do planeta, conhecido por ter paredes assinadas por visitantes ilustres, como o escritor Ernest Hemingway, ou anônimos, como você.

16.

Peça alguém em casamento … nada dura para sempre, então tente ser o mais original possível e quem sabe seu pedido vira um hit no YouTube.


reprodução

19.

uma onda

… não precisa conseguir um backflip do Gabriel Medina. É só conseguir subir na prancha e ficar por alguns segundos. Os caldos fazem parte.

18.

Assista A Almodóvar com ele … e depois pergunte o que ele sentiu. Não fique chateada com a resposta.

… e tente não ficar repetindo “presta atenção, essa é a melhor parte!”.

20.

Dirija uma Ferrari … por menos de mil reais você pode dirigir uma autêntica e vermelha máquina italiana por 20 quilômetros. Em São Paulo, a Drive4Fun é uma das opções: Rua Madressilva, 42 São Paulo-SP (www. drive4fun.com.br)

augu sto mestieri

17.Surfe

Assista A Kubrick com ela

21. Vá ao Sirena

revista SIRENA

67


camiseta TNG

f o t o s Morgade | e d i ç ã o Susanne Sassaki

bermuda Clock House- C&A blazer ZINCO

MODA

VEm pra praia, vem! quer manter o estilo na praia? indicamos o look ideal para você que vai para maresias e quer ficar na moda, seja Na Areia, no restaurante ou na balada! produção de moda Andréia Sant’anna cabelo e maquiagem Emerson Bruzon modelos Daniele Pavan e Leandro DLucca (Ford Models)

68

revista SIRENA


top BLUE MAN shorts com tachas OH BOY colete ACTION-MALWEE pulseira TRIĂ‚NGULO

revista SIRENA

69


calรงa LEVIS regata ACOSTAMENTO jaqueta EQUUS relรณgio EURO

calรงa ACOSTAMENTO camisa DUDALINA

70

revista SIRENA


top CYANN biquíni CYNTHIA HAYASHI pulseiras C&A

bermuda UPRISING

revista SIRENA

71


bermuda ÁGUA DE COCO camiseta HIGHSTIL

biquíni ÁGUA DE COCO top com renda verde COLCCI

72

revista SIRENA


top GATABAKANA saia HELOISA MACHADO pulseiras L ENNY NIEMEYER para C&A

camisa CAVALERA calรงa PACIFIC BLUE

revista SIRENA

73


vestido GATABAKANA colar JUV sandália TABITA

blazer linho INVERT camiseta QUIKSILVER calça verde USINA sapatênis FORUM

74

revista SIRENA

AGRADECIMENTOS: ACTION-MALWEE: (47) 3372.7200 | ACOSTAMENTO: SAC 0800 770 3370 | ÁGUA DE COCO: (11) 3152.6100 | ARAMIS: SAC (11) 3081.2214 |BLUE MAN: (11) 3085.0476 | CAVALERA: (11) 3083.5187 | CYNTHIA HAYASHI: (11) 5086.6061 | CYANN: (11) 3337.2339 | COLCCI: (47) 3247.3000 | C&A: (11) 2131.0004 | DUDALINA: (11) 3887.7379 | EQUUS: (11) 2081.7444 | FORUM: (11) 3085.6269 | GATA BAKANA: (47) 3379.4444 | HIGHSTIL: SAC (11) 3611.5573 | INVERT: (11) 2643.4046 | JUV: www.juv. com.br (somente loja virtual) | LEVI’S: SAC 0800 891 2855 | OH BOY: (21) 3878.4188 | QUIKSILVER: (11) 3366.9280 | SANTA LOLLA: (11) 3045.8504 | TABITA: SAC (51) 3545.1600 | TNG: (11) 4689.9313 | UPRISING: www.useuprising.com | USINA: (11) 3546.6140 | ZINCO: (44) 3351.5200


para ela

Pulseira- MORANA

complementos de peso

não basta escolher a roupa certa. Um bom acessório é essencial para ter estilo na praia

Óculos- Lema21

para ele Relógio- Nixon

Bolsa de praia- Rip Curl

Rasteirinha- Cravo&Canela

Óculos- ABSURDA

I magens: d ivu lgação

Mochila- TUMI

Agradecimetos: ABSURDA: SAC: 0800 648 1016 www.absurda.com | ACOSTAMENTO: SAC 0800 770 3370 www.acostamento.com.br | BILLABONG www.billabong.com.br | CRAVO&CANELA: (51) 2101.0700 www.cravocanela.com.br | LEMA21: www.lema21.com.br | MORANA: (11) 5181.4730 | www.morana.com.br | NIXON na Billabong Shopping Ibirapuera: (11) 5096.3863 | RIP CURL: (11) 2643. 4114 | TUMI: (11) 3812.5776 www.tumibrasil.com

Chinelo ACOSTAMENTO

Relógio RIP CURL

Bermuda BILLABONG

revista SIRENA

75


aproach

tecnologia

Vc está disponível? ou quer encontrar quem está...

Disponível para iOS e Android

baixe os apps, caia na pista e descubra quem está dando mole! p o r Marcel Scognamiglio Febre instantânea entre a galera, os aplicativos de paquera para smartphones como Tinder literalmente pegaram geral. Só o Tinder cresce 140% ao mês em terras brasileiras. É muita gente disposta a ser “avaliada” como atraente ou dispensável, ou melhor, dando mole virtualmente. Outros apps seguem a mesma intenção, mas têm algumas particularidades como Down (antigo Bang With Friends), WeChat e Badoo. No Sirena, mundialmente conhecido por atrair gente bonita, a previsão é de tempo aberto para quem logar nestes aplicativos por proximidade procurando uma companhia. Mas cuidado: existe uma certa etiqueta para você não parecer alguém que não quer. Siga as dicas ao lado pra não se dar mal.

76

revista SIRENA

Os 5 mandamentos do aplicativo Tinder Não utilizarás um autorretrato. Você não quer passar a impressão que escolheu sua melhor foto. Use fotos tiradas por outras pessoas. Não postarás fotos acompanhado. Além de confundir, você pode passar a impressão de estar em algum tipo de relacionamento. Não exagerarás nos detalhes físicos. Uma foto sem camisa ou de biquíni é o bastante para mostrar sua boa forma, mas cinco fotos assim vão te fazer parecer um musculoso desesperado. Não usarás termos como “gata”, “fofo” etc. A pessoa do outro lado ainda não sabe nada sobre você. Então que tal escolher melhor as palavras? Não abrirás o chat do Tinder aos domingos. Domingo é o dia em que arrependidos ou decepcionados utilizam o app e você não é um deles, não é?


Down

WeChat

Badoo

O Down é a nova versão do app Bang With Friends que ficou famoso pela proposta de conseguir encontros com amigos interessados em você. Sabe aquela amiga da sua ex-namorada que você sempre desconfiou que te dava mole? Ou aquele carinha da academia que nunca teve coragem de puxar assunto? Esse aplicativo foi pensado para vocês.

A proposta do aplicativo anunciado na TV pelo craque Lionel Messi é reinventar a vida social dos usuários. Você pode simplesmente bater papo com os amigos para um convite a São Sebastião, ou até procurar desconhecidos nos arredores do Sirena.

Se o We Chat e o Tinder são referências em aumentar suas chances sexuais em 10%, o Badoo simplesmente aumenta esse número para algo em torno de 30%. A razão é bem simples: ele é o mais antigo e mais utilizado para os fins casuais. É claro que pelo mesmo motivo a qualidade da paquera pode diminuir bastante, então tente não logar quando estiver bêbado demais.

Disponível para iOS e Android

Disponível para iOS e Android Disponível para iOS e Android

revista SIRENA

77

shutter stock

Outras opções de paquera pelo celular


aproach

social

festa à fantasia - 18/05/2013

1

2

5

6

9

10

As imagens publicadas na seção “Social” estão resguardadas pela lei do direito autoral e são de propriedade da marca registrada Sirena

78

revista SIRENA


i m a g e n s p o r Augusto Mestieri

3

4

7

8

11

12

1 - Camila Neves e Ana Paula Junqueira; 2 - Rodrigo Vieira; 3 - Diego Pelegrino e Ana Cecilia Cunha; 4 - Eduardo Constanttino; 5 - Felipe Frederico; 6 - Julio Mitre; 7 - Lair Pasetti; 8 - Paola Rodrigues e Fredo Costa; 9 - Roberto Bilton e Patricia Monici; 10 - Marcos Rola; 11 - Maria Montoro; 12 - Mari Mesquita e Luiz達o revista SIRENA

79


aproach

foto s: augusto mestieri

80

revista SIRENA

social

encerramento - 27/07/2013

1

2

5

6

9

10


3

4

7

8

11

12

1 - LĂ­via Orsini e Victor Facciroli; 2 - Gata curtindo o Sirena; 3 - Tamires Pocci; 4 - Philip Klein; 5 - FĂĄbio Viana; 6 - Xileno e amigos; 7 - Dj Renato Ratier; 8 - Fernando Schumaher e amiga; 9 - Frequentadora Sirena; 10 - Felipe Berringer; 11 - Ricardo Menga, D-nox e Jean Lacer; 12 - Ellen Tamogami revista SIRENA

81


aproach

social

festa do branco - 28/09/2013

1

foto s: augusto mestieri

82

revista SIRENA

2

5

6

9

10


3

4

7

8

11

12

1 - Andre Lamacchia; 2 - Camila Calado e André Torquato; 3 - Xande Negrão; 4 - Dj Menga; 5 - Kadu Rachid; 6 - Marcelo Zangrandi; 7 - Maria Rosa; 8 - Marina Rossi; 9 - Maurício Neves; 10 - Paulinho Veloso; 11 - Rafael Luciano; 12 - Rafaela Villa Real e Carol Indalecio revista SIRENA

83


social

aproach

studio 54 - 02/11/2013

2

1

7

8

14 fotos: augusto mestieri

84

revista SIRENA

3

9

15


4

10

5

11

6

12

16 1 - Araquem Pinto; 2 - Daniela Romero e Moa Andreucci; 3 - Betinho Moraes e Isabela Lucas; 4 - Rodrigo Parada e Cau Saad; 5 - Talula Pascoli; 6 - Clara Bianco e Di Nunes; 7 - Vanessa Donofrio; 8 - Gi Rafik; 9 - Diego Pelegrina; 10 - Fabio Fonterrota; 11 - Michel Saad; 12 - Vini Speed; 13 - Jeff Oki; 14 - Delisie Marinho e Persio Semeraro; 15 - Marcelo Yura e Danieli Canova; 16 - Pedro Schahin e Betinho Moraes; 17 - Wilton Gald창ncio e Selma Barbosa

13

17


aproach

fotos: augusto mestieri

86

revista SIRENA

social

aniversรกrio 15/11/2013

1

2

5

6

9

10


3

4

7

8

11

12

1 - Fabio Faganiello, Igor Balesteiros e Kellen Freitas; 2 - Marco Merhej; 3 - Rafael Milan e Marcelo Patore; 4 e 5 - Bob Sinclar; 6 - Beatriz Koch; 7 -Pistona; 8 - Nair e amigos; 9 - Pistinha; 10 - Amanda Herdeiro; 11 -Gata amanhecendo no Sirena; ; 12 - Marcelo Mukai, Cris Amanda, Amanda Herdeiro, Rodrigo Comotti revista SIRENA

87


aproach

fotos: augusto mestieri

88

revista SIRENA

social

aniversรกrio 15/11/2013

1

2

5

6

9

10


3

4

7

8

11

12

1 - Tati Mirachi; 2 - Adam Saville; 3 - Frequentadora Sirena; 4 - Pistona; 5 - Mauricio Neves; 6 - Gata Sirena; 7 - Fabio e amigas; 8 - Kaskade; 9 - Pistona; 10 - Dj Magui; 11 - Cliente Sirena; 12 - Karla Balsano

revista SIRENA

89


aproach

fotos: augusto mestieri

90

revista SIRENA

social

calendรกrio sirena - 07/12/2013

1

2

5

6

9

10


3

4

7

8

11

12

1 - Mônica Fedrigo; 2 - Karlla Agne; 3 - Julio Leite, Márcio Gardena, Fábio F. e Rodrigo Comotti; 4 - Angelo Pastorello e Patricia Alves; 5 - Sereias e Jeff Oki; 6 - Fernanda Almeida; 7 - Karina Marques; 8 - Mariane Silvestre; 9 - Daniella Figueiredo; 10 - Amanda Herdeiro e Karla Balsano; 11 - Convidados Sirena; 12 - Sereias e Susanne Sassaki revista SIRENA

91


aproach lá fora

Verão europeu Tempo das melhores festas do mundo! Sim, o verão no Brasil é especial, fantástico e muito animado, não fica atrás nunca, mas a experiência de viver um verão europeu com tantas misturas, tanta infra, tanta gente bonita, louca e animada e nos lugares mais paradisíacos ao som dos melhores DJs do mundo é algo inesquecível e obrigatório na passagem de cada um que curte uma boa festa! Faz parte daquelas listas de coisas a se fazer antes de casar ou partir dessa vida boa. De volta de um mês intenso nas melhores festas da temporada 2013 do verão europeu, indico 3 destinos para curtir sem moderação. p o r Marcelo Campos

Ibiza Continua sendo a famosa e desejada Ibiza de sempre, não perdeu seu reinado e está cada vez melhor. O lugar ideal para se jogar nas “big parties”. Não perca as noites do Ushuaia. Acompanhe o calendário antes de ir: Nesse ano todo domingo teve Avicii e toda segunda tinha David Guetta com sua imperdível festa F*** Me I’m Famous. A meca da balada Ibiza (acima e ao lado) continua Ibiza! Na outra página a Mykonos na Grécia é um convite ao hedonismo

92

revista SIRENA


Adivinha quem é o nosso repórter na foto ao lado? O cara abraçado por três gatas, claro!

Mykonos

Hvar

Lugar paradisíaco. Tão badalado quanto Ibiza, porém com um pouco mais de charme e glamour. Alugue um quadriciclo ou uma scooter e passeie por toda a ilha, vale muito a pena. Não deixe de ir à tarde ao Tropicana Beach Club. Todos bebem muito, música boa, DJ animando a galera, pessoas em cima das mesas e cadeiras. Um bom warm up para encarar a noite. Muitos emendam, mas vale uma passada antes para um banho e dar uma renovada, pois a noite tem mais festa boa. Os principais clubs de Mykonos são Paradise e Cavo Paradiso. Verifique a agenda desses clubs, sempre tem top DJ rolando por lá. Prepare-se para ver o amanhecer de dentro da balada, prepare o smartphone e a conexão do Instagram. Você vai querer compartilhar isso na hora. Speechless.

É o atual “must to go” no roteiro do verão europeu. Queridinha por todos os brasileiros, essa ilha da Croácia é um lugar espetacular em beleza. De dia alugue um barco com os amigos e vá fazer um passeio pelas “caves” da região, vale muito a pena. A Blue Cave é garantia de foto para a posteridade. Para se divertir aproveite um fim de tarde mais top que você poderá ter no Hula Hula. Com certeza vai se emocionar e beber até emendar na noite. De lá todos fazem uma pausa bem rápida para se preparar para a night. Em pouco tempo já estão todos lotando os barcos que saem de Hvar para a ilha-balada de Carpe Diem. Enquanto espera um, aproveite para fazer mais um esquenta no bar do próprio Carpe Diem ou nos bares ao lado, eu recomendo. Tudo vale a pena, o agito da ida, o som muito bom, as bailarinas dançando numa ilha-balada fantástica e as risadas com as pessoas bêbadas e felizes na volta, já amanhecendo. Diversão garantida.

revista SIRENA

93


94

revista SIRENA


summertime

esporte

p o r Prof. Emerson Vilela

Esportes do verão Com mais de 7.000 km, o litoral brasileiro é contemplado por belíssimas praias que certamente serão tomadas por turistas bem-intencionados neste verão, a fim de gastar boas calorias com esportes radicais ou não, mas o que vale é suar muito com sabor de maresia. Sugerimos alguns esportes, alguns deles trazidos por gerações não tão distantes, mas que já são bem conhecidos, como o surfe e frescobol, e também outros bem mais novos, como o kite surf, standup padle e slackline.

SUP (Standup Padle) De origem havaiana, criado por volta de 1960, hoje é praticado no mundo inteiro, seja para uma simples remada ou mesmo para pegar ondas. No começo, talvez a maior dificuldade seja se equilibrar na prancha, mas é certo que em poucos minutos já vai pegar o jeito. No Brasil é muito fácil encontrar escolas de SUP e também locais para locação. O trabalho muscular é predominantemente dos membros superiores e você chega a gastar até 600 calorias em 1 hora de remada. É o esporte aquático do momento. Aproveite! Se quiser adquirir seus equipamentos, deve gastar

shutter sto ck

de R$ 2.800,00 a R$ 7.000,00 numa prancha e de R$ 1.000,00 a R$ 1.500,00 num remo. Vale lembrar que se tratando de verão e praia é fundamental se proteger com protetor solar, óculos de sol e boné. Aloha!

revista SIRENA

95


96

revista SIRENA


SUMMERTIME esporte Kite surf Junte o céu, o vento e o mar – com ondas ou não – você pode velejar com uma prancha fixada aos seus pés, ou mesmo fazer manobras num mar com boas ondas. O kite surf é praticado com uma prancha e uma pipa, que é presa ao condutor por 4 cordas que são presas numa barra que fica localizada na cintura do kitesurfer. Como faz força com os braços para controlar a pipa e também com as pernas para manobrar a prancha, também é considerado um esporte completo. Infelizmente só pode ser praticado em regiões que ventam muito, como em Ilhabela (SP) e no Nordeste brasileiro, onde a prática é muito mais intensa. Pode gastar mais, 500 calorias em 1 hora de prática. Para adquirir shutter sto ck

o equipamento completo, deve gastar em torno de R$ 7.000,00.

Slackline É uma fita elástica esticada entre dois pontos fixos (árvores ou postes) e permite que o praticante ande e até realize manobras sobre ela. No Brasil, virou “febre” em 2010 com equipamentos vindos do exterior. Indicado para todas as idades, o slackline fortalece todos os grupos musculares, mas principalmente os membros inferiores e região do abdômen e, como exige muita concentração, a mente também é favorecida. Nas praias mais badaladas de sua região, é certo que vai encontrar instrutores com seus equipamentos, dispostos a te ensinar. Em 1 hora de prática, você pode queimar até 500 calorias praticando a atividade e, caso queira adquirir o seu próprio equipamento, vai gastar de R$ 200,00 a R$ 400,00.

Frescobol Duas raquetes e uma bolinha. Estes equipamentos são fáceis de transportar, portanto, não tem desculpas para ficar parado, moscando na praia. Por ser muito dinâmico, o frescobol pode te proporcionar um excelente condicionamento físico. Além dos benefícios fisiológicos, é uma forma interessante de se tomar sol, caso não tenha paciência em ficar deitado numa cadeira de praia. Por falar em sol, como a exposição é muito grande, não deixe de passar protetor solar, usar boné e óculos escuros. É sempre bom lembrar que o Brasil é um país com alta incidência de câncer de pele. Com apenas R$ 50,00 você pode adquirir um jogo de raquetes e bolinha e queimar mais de 600 calorias em 1 hora de jogo.

Surfe Diz a lenda que as primeiras ondas dominadas pelo homem ocorreram no final do século XVIII, mas o esporte foi massificado por volta de 1960, quando começaram a chegar ao Brasil as pranchinhas, que eram muito mais manobráveis que os antigos pranchões de madeirite. Existem alguns tipos de pranchas e você pode optar pelo longboard, funboard, evolutions ou as minimodels, que são as pranchinhas, preferidas pela maioria dos surfistas. As escolas de surfe estão espalhadas por todo o nosso litoral e, mesmo que não seja mais um adolescente, pode aprender a surfar tranquilamente. Além de tonificar os músculos do corpo todo, com uma sessão de 1 hora, pode queimar até 600 calorias. Caso queira adquirir um bom equipamento, deve desembolsar de R$ 700,00 a R$ 2.000,00. Professor Emerson é personal trainer e dá treinos personalizados na Mevilela Assessoria esportiva - mevilela.com.br

revista SIRENA

97


summertime NUTRIÇÃO p o r Carlos Amoedo

Cardápio de praia Alimentar-se bem e ter cuidados com a saúde passam por atitudes simples e até banais como tomar leite ou chupar uma laranja por inteiro. Tudo ao alcance de qualquer mortal que não abra mão do bem-estar e de viver em harmonia com o próprio organismo. A seguir, confira cinco dicas para este verão.

Mais energia Para enfrentar um dia daqueles no fotos: shutter sto ck

escritório, na academia ou na cama, nada melhor que comer uma tigela de açaí. Além de ser rica em vitamina E, que combate os radicais livres, essa fruta fornece energia o suficiente para pegar pesado.

O bagaço da laranja Aproveite toda a fibra que as frutas e legumes oferecem, comendo, sempre que for possível, a casca e o bagaço de cada alimento (que deve estar preferencialmente cru). Coma maçã com casca, laranja com bagaço e abacaxi... Bom, aí, sim, você pode descascar.

Popeye estava certo Desde pequeno você sabia que não podia entortar o nariz para o espinafre. Agora é comprovado cientificamente: pesquisadores da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey (EUA), descobriram que esse alimento é rico em uma substância que ajuda a aumentar a massa muscular em até 20% quando você faz exercícios com peso.

Um prato de fibra Esse prato é um dos mais ricos em fibra, nutriente com inúmeras utilidades, como a de combater o colesterol, controlar a glicose e regular o funcionamento do intestino. Cerca de 100 g de farelo ou de flocos de aveia têm respectivamente 15,4 g e 10,6 g de fibras, pouco mais de 50% do que recomenda a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Tome leite Esqueça o papo de que a lactose engrossa a pele e impede a definição muscular: isso é balela. Os laticínios são fontes de proteína, têm cálcio e ajudam na manutenção da densidade óssea. Convencido? E se você souber que a falta de cálcio dificulta a perda de gordura corporal?

revista SIRENA

99


summertime Cinema p o r Roberto Sadovski

Cinco clássicos para a estação

Caçadores de emoção Kathryn Bigelow, 1991 Antes de ganhar o Oscar por Guerra ao Terror em 2009, a diretora Kathryn Bigelow fez um dos filmes de ação mais perfeitos do cinema moderno. Keanu Reeves é o agente do FBI que precisa se infiltrar entre uma comunidade de surfistas (liderados por Patrick Swayze) para desvendar uma série de assaltos espetaculares, cometidos durante a temporada do verão. Entre pegar os bandidos e surfar a onda perfeita, ele descobre que bem e mal habitam, uma enorme área cinzenta, traduzida em um filme que, duas décadas depois, continua espetacular.

Quase famosos Cameron Crowe, 2000 O responsável por Vida de Solteiro e Jerry Maguire fez uma espécie de autobiografia ao seguir a vida de um adolescente, aspirante a jornalista da Rolling Stone, que acompanha uma banda de rock prestes a estourar. Em vez de Cameron Crowe e o Led Zeppelin, aqui o grupo é o fictício Stillwater, que carrega o jovem William Miller (Patrick Fugit) na estrada, onde ele experimenta um mundo de bebidas, drogas, groupies e muito rock and roll – pontuado pelo doce triângulo amoroso ensaiado entre Miller, o “deus do rock” Russell Hammond (Billy Crudup) e a apaixonante Penny Lane (Kate Hudson, no que até hoje é seu melhor papel). Pra rir, chorar e dar mosh na areia!

100

revista SIRENA

fotos: divulgação

Verão é hora de descansar as ideias, de relaxar, de aproveitar as férias. E nada melhor do que equilibrar o contato com a natureza e o cuidado com o corpo com alimento para a mente. Para isso, separamos 5 clássicos do cinema para você assistir na temporada. São filmes para você relembrar grandes sucessos da telona enquanto aproveita a estação mais sensacional do ano. Relaxe, prepare-se e curta a sessão!


Os reis de dogtown Catherine Hardwicke, 2005 Nos anos 70, auge da Guerra Fria, um trio de surfistas decide experimentar novas rodas de seus skates em piscinas vazias pela vizinhança. Foi o começo de uma revolução que fez o trio – Tony Alva, Stacy Peralta e Jay Adams – experimentar em terra firme manobras que eles faziam nas ondas. Com o verão a pino e as praias com poucas ondas, o estilo dos três logo se popularizou – o que foi seguido de campeonatos, prêmios, dinheiro, celebridade e, claro, o rompimento de uma amizade iniciada na areia. A diretora Catherine Hardwicke conta a história dos “reis de Dogtown” com um belo equilíbrio de ação e emoção – e o auxílio luxuoso de Heath Ledger como Skip Engblom, o dono do Zephyr Skate Shop, onde tudo começou.

Segurando as pontas David Gordon Green, 2008 Inexplicavelmente este legítimo representante do cinema cannabis não foi exibido nos cinemas brasileiros. Não tem problema, em casa é até mais bacana experimentar o que acontece quando os potheads Seth Rogen e James Franco se envolvem com um traficante barra pesada, um fornecedor duro de matar e um par de capangas que só querem matar e ir pra casa. Sua amizade será testada depois de eles testemunharem um assassinato, resolvendo o conflito com o malvadão que controla o tipo mais sensacional de erva, o Pineapple Express. Passando da comédia rasgada ao filme de ação mais violento dos últimos tempos, Segurando as pontas é programão para ver em turma!

Django livre Quentin Tarantino, 2012 O filme mais recente do gênio Tarantino é tambem uma mistureba de estilos impressionante – todos concentrados no western que traz escravidão, vingança e diálogos afiados feito uma espada de samurai, como só Quentin pode fazer. Django (Jamie Foxx) é o escravo liberto pelo caçador de recompensas interpretado por Christoph Waltz. O acordo é simples: Django ajuda seu novo parceiro a abater criminosos que só ele pode reconhecer, e em troca o mercenário (que é alemão) ajuda o ex-escravo a libertar sua mulher, agora propriedade de um fazendeiro canalha (Leonardo DiCaprio). Equilibrando humor nervoso com ultraviolência, Tarantino criou uma obra atemporal e espetacular, que traz algumas de suas fraquezas e todas as suas forças. A única pergunta que fica é: o que ele pode fazer em seguida?

Roberto Sadovski é crítico de cinema e escreve sobre novidades das telonas em robertosadovski.blogosfera.uol.com.br revista SIRENA

101


p o r Marcel Scognamiglio

MINIGuia SIRENA DO litoral norte o suprassumo de JuqueĂ­ a Toque-Toque Pequeno para vocĂŞ comer, dormir, curtir e conhecer

shutter stock

o verdadeiro litoral norte

102

revista SIRENA


Badauê

PARA COMER Manacá Camburizinho Construído com bambus, é um dos ambientes mais tropicais que você poderá encontrar. Pra comer, tem boa variedade em frutos do mar. | Rua do Manacá, nº 102 - tel: 3865.1566 restaurantemanaca.com.br

Maresias Ambiente descontraído e visual de frente para a praia, o Badauê tem cardápio com cozinha contemporânea e variada. Avenida Francisco Loup, nº 901 tel: 3865-7289 badauemaresias.com.br

A Firma

Camburi Três em um: mercearia, restaurante e rotisserie. Oferece sanduíches, massas, saladas, doces e pães frescos. Estrada do Camburi, nº 720 (no Espaço Camburi) - tel: 3865-2612 cantinetta.com.br

fotos: div ulgação

Cantineta

Maresias Pizzaria tradicional do litoral é também um procurado ponto de encontro da região, com direito a azaração. Rua Sebastião Romão César, nº 419 - tel: 3865.4536 afirmapizzas.com.br

Barracuda

Churrasco da Praia

Gulero

Toque-Toque Pequeno Ambiente rústico e uma vista impagável para o mar. A comida que acompanha a experiência também é uma atração. Rua Yogiro Takaoka, nº 204 - tel: 3864.9746 barracudabeachbar.com.br

Barra do Saí Boa alternativa para quem quer fazer seu churrasco em casa com os amigos (e amigas) e não quer esperar o garçom em um restaurante. Avenida Adelino Tavares, nº 170 tel: 7813.5942, 7813.5941

Juqueí Aconchegante, tem no cardápio pérolas da culinária mediterrânea e pratos inspirados na temática do litoral. Avenida Mãe Bernarda, nº 271 - tel: 3863.1397 www.gulero.com.br

revista SIRENA

103


PARA CUrtIR

Sirena Maresias A casa noturna mais concorrida do Brasil, e você sabe o motivo disso se está com essa revista em mãos. Rua Sebastião Romão César, nº 418 - tel 3865.6681 sirena.com.br

Chopp com Escama

Os Alemão

imagens : d ivu lgação

Maresias Bar para relaxar com uma estonteante vista para o mar. Tem preço justo e ótimo atendimento. Avenida Doutor Francisco Loup, nº 991 - tel. 3865-7313 osalemao.com.br

O Galeão

Bananas Beach Club

Camburi Casa reformada recentemente, o Galeão tem proposta alternativa e oferece festas temáticas interessantes quase semanalmente. Estrada do Camburi, nº 79 - tel: 3865.1515 - ogaleao.com.br

Praia Preta A casa atrai público jovem e tem uma mistura de gente bonita e muita música dançante - do axé à eletrônica. Rodovia Rio-Santos, km 174 - tel: 3863.1644 bananasbeachclub.com.br

104

revista SIRENA

Juqueí Umas das melhores opções de música ao vivo da região, o bar tem também respeitáveis porções para acompanhar o chope. Rua Benedito Vitorino dos Santos, nº 3 - tel: 3863.3046

Creoula Juquehy Juqueí Uma opção para quem quer conhecer gente nova. Tem área com pista de dança, drinques tropicais e serviço de porções. Avenida Mãe Bernarda, nº 321 tel: 7813.1432


Vila Bebek Camburizinho Equilíbrio ideal entre a estrutura de um resort e a simpatia de uma pequena pousada. Consulte as reservas com antecedência. Rua Zezito, nº 251 - tel: 3865.3320 villabebek.com.br

para ficar Morada das Ilhas

Pousada Porto Mare

Boiçucanga Um opção interessante para quem quer se hospedar praticamente com os pés na areia. Dispõe de serviço de praia. Rua Mossoró, nº 62 - tel: 3865.3952 - moradadasilhas.com.br

Paúba Modesto, com pouco mais de 20 apartamentos, o hotel tem um clima acolhedor ideal para quem quer interagir com outros hóspedes. Rua Jacarandás, nº 303 - tel: 3865.6465 www. paubabeachhotel.com.br

Maresias Bem localizado, dispõe de alguns serviços “pé na areia”, como parceria com restaurantes da praia. Rua Sebastião Romão César, nº 400 - tel: 3865.5272, 3865.6332 pousadaportomare.com.br

Refúgio de Maresias

Pousada Aroeira Barra do Saí Muito requisitada na alta temporada, a pousada segue o estilo “pé na areia”, e tem custo-benefício interessante. Rua Adelino Tavares, nº 620 - tel: 3863.6626 - pousadaaroeira.com.br

Paúba Beach Hotel

Bico Verde Juqueí Tem arquitetura tropical e um primoroso serviço de restaurante. Rua Tiradentes, nº 91 - tel: 3863.2567 pousadabicoverde.com.br

Praia de Maresias Mesmo no verão, consegue se manter bela, aconchegante e discreta como pouquíssimas na região. Rua Olímpio Romão César, nº 325 - tel: 3865.6280 www.refugiomaresias.com.br

revista SIRENA

105


inspiração

p o r Pauê

Em

Pauê é um exemplo de superação a ser seguido!

106

revista SIRENA

2000 minha vida passou por um divisor de águas. De lá para cá, desde quando perdi parte das duas pernas, foram muitos desafios. O primeiro deles, sem dúvida, foi reagir àquele acidente. Revolta? Desistir? Desespero? Optei, em primeiro lugar, por agradecer a Deus por estar vivo. Acredito que encarar a realidade de frente é o desafio maior. Depois disso vieram apenas vitórias suadas, muitas vezes sofridas, mas sem sombra de dúvidas a serem comemoradas. Me formei em fisioterapia, me tornei o primeiro surfista biamputado do mundo, e vi minha agenda ser dividida entre palestras de incentivo pessoal em grandes empresas, treinos de triathlon, caiaque oceânico e surfe. Com uma experiência de nove anos como palestrante, já realizei apresentações em mais de 100 multinacionais, entre elas Volkswagen, Gol, Votorantim, Petrobras, Sony, Philips e Nike. No lado esportivo como triatleta, fui, entre outras conquistas, campeão mundial de triathlon (2002), pentacampeão brasileiro de triathlon (2002 a 2006) e tetracampeão internacional de triathlon (2002, 2003, 2006 e 2007). Como surfista, utilizando minha própria técnica de me equilibrar na prancha de joelhos, passei por diversas praias do país e do mundo. Desde 2009, me dedico à modalidade de canoagem oceânica. Também me dedico à criação de diversos projetos esportivos com foco em endurance e inclusão social. O mais recente deles, batizado de Superágua, é uma travessia a bordo de um caiaque oceânico remando mais de 400 quilômetros, partindo de Parati (RJ) com destino a Santos (SP). É um prazer ter podido levar essa experiência, em forma de documentário e material para palestras, ministradas para alunos da rede de ensino. Em 2013, também vivi a estreia do meu filme/documentário “Pauê – O Passo de Um Vencedor”, inspirado no meu livro “Caminhando com as próprias pernas”, publicado em 2008. Gosto de usar o fim do ano para fazer um balanço, os caminhos já percorridos, renovar nossas energias para um novo ciclo, novas expectativas, com Deus no coração e motivação. Vamos juntos nessa caminhada!


Sirena  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you