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Geografia das Coisas

Abimael Cereda Junior Gestor de Educação e Academia GIS na Imagem, Especialista em Geoprocessamento, Mestre e Doutor em Engenharia Urbana, tem como área de pesquisa o desenvolvimento e aplicação de métodos e técnicas para análise espacial de dados geográficos, bem como o ensino de Geoprocessamento e em Inteligência Geográfica. abimael@img.com.br

[...] as geotecnologias estão cada vez mais presentes no diaa-dia, estejam os envolvidos cientes disto ou não. Ao consultar mapas de trânsito, acessar imagens de satélite gratuitamente ou utilizar um sistema GNSS para localização via smartphone para indicar onde seus amigos se encontrarão na sexta-feira. 16

MundoGEO 83 | 2015

Inteligência Geográfica em tempos de Geografia das Coisas Planejamento e Gestão em Campi Universitários

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apas são instrumentos de poder e de domínio. Se antes tais instrumentos e técnicas eram formas de controle do estado e estavam sob domínio de especialistas, hoje tal cenário ganha novos atores, sendo este poder não fragilizado, mas fortalecido. Se os estados inicialmente tinham a preocupação territorial (conhecer para integrar), hoje ele é assunto nos brainstormings de grandes corporações, com todos os seus vieses positivos e perversos. Desta forma, as geotecnologias estão cada vez mais presentes no dia-a-dia, estejam os envolvidos cientes disto ou não. Ao consultar mapas de trânsito, acessar imagens de satélite gratuitamente ou utilizar um sistema GNSS para localização via smartphone para indicar onde seus amigos se encontrarão na sexta-feira. A Geografia das Coisas. A organização do território não só encontra em tais tecnologias aporte técnico, mas também metodológico, para o seu entendimento integrado, desde o suporte ao gerenciamento e manutenção da infraestrutura física, passando pela segurança patrimonial e das pessoas, até geração de cenários para análise, como uso e ocupação físico-territorial ou mesmo ocupação de salas x demanda x necessidade de novas instalações – desvelando a necessidade de uso de ferramentas geográficas na compreensão da complexa realidade das organizações do mundo real, organizados em níveis (ou layers). Os Campi Universitários são um exemplo claro de uma unidade-territorial muitas vezes esquecida nas discussões sobre organização territorial, planejamento físico e segurança das instalações e, principalmen-

te, do ativo mais importante para a Universidade: os cidadãos, sejam do corpo acadêmico, técnico ou a população que consome tais espaços. “Uma mini-cidade” alguns podem dizer. Uma verdadeira cidade, podemos afirmar, uma vez que a população de algumas é realmente maior que boa parcela dos municípios brasileiros. Se olharmos para o contexto de uma Universidade, os Sistemas de Informações Geográficas (da sigla GIS em inglês Geographic Information Systems) ainda possuem um longo caminho para a consolidação no Brasil com a finalidade de dar suporte às decisões administrativas e executivas, com o uso de programas sendo facilitado devido aos ambientes computacionais cada vez mais amigáveis - incluindo o gerenciamento e administração de um Campus Universitário, com sua bandeira cravada na Revolução da Cloud - ou qualquer outra unidade territorial educacional. Com o uso não só técnico de um Sistema de Informações Geográficas, mas estruturado sobre bases sólidas metodológicas – como o levantamento de requisitos, modelagem do banco de dados espacial, escolha das ferramentas adequadas, fases intermediárias e projeções futuras – há a oportunidade de ir além da visão inventarial ou cadastral, utilizando as informações para geração de novos conhecimentos, permitindo a consolidação da Inteligência Geográfica Aplicada com o pensar espacial integrado.

Revista MundoGEO 83  
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