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Paisagista: vendedor de emoções Nesses meses que marcaram a produção deste anuário, tive o prazer de acompanhar de perto o fascinante comportamento da natureza – e também ver o quanto somos impotentes diante dela. De olho na previsão do tempo e no céu, foram alguns meses aguardando o momento certo para fotografar, aquele em que o nosso majestoso sol brilha sobre nuances de verdes, vermelhos e amarelos com o fundo azul do céu. No início, lá por agosto, os ipês amarelos deram o ar da graça. Quando estavam formando aquele lindo tapete pelas ruas e calçadas, vi que as azaleias da escola da minha filha estavam explodindo em cores. Por fim, nem o céu cinzento e as chuvas que marcaram o mês de outubro ofuscaram a onipresença roxo-rosa-pink de carobas, buganvílias e roseiras. E é com este espírito de primavera que queremos brindar o lançamento deste anuário. Uma publicação inédita, há muito esperada por profissionais do setor. Nossa intenção é passar um pouco do que 12 gabaritados paisagistas gostariam de falar e mostrar para você, leitor. Aqui está impresso o grande valor desses profissionais que orquestraram, cada um a sua maneira, uma incrível transformação de espaços paisagísticos. O que antes eram apenas escombros, mato e barro, deu lugar a recantos agradáveis para reunir família e amigos, relaxar, jogar uma conversa fora, ver e ouvir os pássaros, enfim, celebrar a vida! Esperamos que você goste. Boa leitura! Alessandra Okazaki Editora

Arquitetura e paisagismo lado a lado O projeto do anuário Exteriores Sul nasceu da necessidade de mais espaço de divulgação dos profissionais e fornecedores na área de paisagismo da região sul do Brasil. A publicação segue a tendência internacional dos veículos de comunicação em se especializar em temas e mercados regionais e locais. Outro diferencial da publicação é enfatizar a necessidade de haver sintonia entre os projetos de arquitetura e paisagismo. Desta forma, a linha editorial destaca a construção do espaço exterior de forma integrada. O recado a ser dado para famílias, empresários da construção e gestores de espaços públicos é que a arquitetura e o paisagismo devem caminhar lado a lado. Emerson Granemann Diretor e publisher Editora MundoGEO

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su m á r i o

Compras Entrevista Profissão Meio Ambiente Piso Mobiliário Iluminação Plantas Nativas

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30 34 dez razões para 38 Conheça você contratar um paisagista sustentáveis para 42 Ideias você aplicar em seu jardim 46 50 54 as vantagens de tê-las 58 Confira em um jardim urbano 62 Paisagista Regina Moreira

Anuário Exteriores

Publisher

Publicação anual - ano 01 - Nº 01

Diretor e Publisher | Emerson Zanon Granemann | emerson@mundogeo.com Consultora | Luciana Brandão | luciana@mundogeo.com Editora e Jornalista Responsável | Alessandra Okazaki | aleoka@uol.com.br Coordenador Editorial | Gustavo Ribeiro | jornalismo@mundogeo.com Textos | Marina Sell Brik e Alessandra Okazaki Fotos | Alessandra Okazaki Gerente Administrativo | Eloísa Stoffel Eisfeld Rosa | financeiro@mundogeo.com Gerente Comercial | Adriana Wendler |comercial@mundogeo.com Atendimento comercial | Jarbas Raichert Neto | atendimento@mundogeo.com Marketing | Pedro Lago | marketing@mundogeo.com Projeto Gráfico e Direção de Arte | O2 Design e Comunicação Editoração | Lais Pancote e Clarice Fensterseifer

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Filiada à:


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pa i sag i s t as

Arnaldo Brandão

Cássia Dias e Vera Cortes

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Diacuy Crema

Gilberto Matter

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Leila Fernandes Foggiato

Letícia Mello

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Nadia Bentz

Rosângela Sabbag

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Luciana Brandão

Mariana Benghi

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Guto Ciccarino

Heloiza Rodrigues

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co m p r as

várias soluções

para deixar seu jardim ainda mais agradável

bela e confortável

Fotos: Divulgação

A chaise dupla Narciso é um dos destaques da coleção que a Inove acaba de receber. Perfeita para áreas como piscina, jardim e varanda, a peça tem estrutura de alumínio e exibe o belo trançado de fibra sintética de polietileno de alta densidade que remete ao das antigas cadeiras de palhinha. As almofadas são revestidas com tecido impermeável. Tel. (41) 3023-9393.

Ferramentas de qualidade

A Boutin traz ao Brasil a marca franco alemã Outils Wolf. Suas ferramentas são famosas pela precisão, durabilidade e ergonomia. Na foto, o modelo OFA, tesoura de poda para o corte de ramos rígidos, e o OS65T, para todos os tipos de corte. Já o coletor de frutas SBM apanha facilmente as frutas até 5,5m de altura. A lâmina integrada ajuda a cortar o “cabinho” da fruta. Tel. (41) 3027-5133.

Sombra versátil

O toldo Select é um dos produtos de maior sucesso da suíça Stobag devido à versatilidade de seu sistema de projeção, com fixação em balanço. O modelo com braços retráteis é ideal para áreas em que há necessidade de área livre para circulação. Ele pode ser utilizado em várias situações: em sacadas, terraços, decks, piscinas, varandas, churrasqueiras, lojas, restaurantes, onde mais houver necessidade de proteção solar. Tel. (41) 3342-1259.

Elemento retrô

Os blocos cerâmicos esmaltados vazados (cobogós) voltam com nova roupagem através da Elemento V. Além da linha tradicional, a empresa traz elementos com formatos diferentes e cores fortes para dar um toque especial em fachadas, piscinas e varandas, e garantir iluminação e ventilação. Tel. (41) 3649-2068.

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Fotos: Divulgação

Charme e aconchego

A chaise longue Leblon, lançamento da linha Artefacto Beach & Country, se destaca no ambiente Estar Externo assinado pelos arquitetos Leonardo Müller e Luize Andreazza Bussi na 8ª Mostra Artefacto - Curitiba. Com três regulagens de inclinação, é toda feita de madeira muiracatiara que recebe acabamento especial para resistir às intempéries. A almofada, feita de couro sintético outdoor, também possui tratamento para evitar que o sol e a chuva o danifiquem. Outros itens completam a linha como a chaise longue dupla que possibilita a inclinação contrária de cada usuário. Tel. (41) 3111-2300.

Toque tailandês

Típicos da Tailândia, a linha de vasos de cerâmica da Asiarte revela uma influência chinesa, daí a pintura em baixo relevo de dragão. Lá eles são utilizados tanto como cachepôs como para o armazenamento de água (desta forma, com tampa de madeira). Disponível em três tamanhos: P, M e G. Tel. (41) 3079-1557.

Enfeite gracioso

As sugestões da Perfeito Equilíbrio agregam charme e garante um ar de primavera às paredes seja de uma varanda, sacada ou pergolado. Com design de Elza Kahnne, a escultura de galho de árvore Red é feita de ferro e mede 70 x 110 cm. Já a de passarinhos, também de ferro, vem da índia e mede 53 x 80 cm. Tel. (41) 3014-3977.

Relax com charme

Uma das especialidades da Ikat é executar pergolados e decks de madeira. Neste projeto assinado por Luiz Maganhoto e Daniel Casagrande combinou-se a estrutura de itaúba, telhas de cerâmica, forro de bambu e deck e parede de garapeira. A empresa faz de acordo com cada projeto, tendo ainda a opção de ipê champagne na estrutura e cobertura de vidro ou policarbonato. O diferencial é que não há parafusos aparentes e os pilares podem receber entalhes. Tel. (41) 3362-9992.

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en t r e v i s t a

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Paisagismo e arquitetura em sintonia Gustavo Pinto, presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea-PR), fala da importância do paisagismo na arquitetura e de como os projetos devem ser compatibilizados desde o início da obra

Qual a importância do paisagismo na arquitetura? O paisagismo é a única expressão artística em que participam os cinco sentidos do ser humano (olfato, visão, audição, paladar e tato). Esta possibilidade de vivência sensorial dos espaços arquitetônicos e paisagísticos é fundamental. Como criar uma boa integração entre a arquitetura e o paisagismo em um projeto? Projetos com espaços arquitetônicos criativos e com as intenções bem definidas são os princípios para um bom diálogo entre arquitetura e paisagismo. Isso só traz melhres resultados aos clientes. Essa integração é cada vez mais intensa na medida em que cresce o grau de profissionalismo de cada um. Em que momento o projeto de paisagismo deveria ser apresentado? O projeto de paisagismo, assim como os complementares de engenharia, devem ser contratados em conjunto com o arquitetônico. A arquitetura cria o partido inicial do projeto e passa as diretrizes para os demais projetos. O arquiteto é responsável pela coordenação de todos os projetos complementares e deve participar no gerenciamento da obra. Muitas vezes o cliente diminui os escopos de contratação de profissionais e imagina que isso trará economia à obra. Os exemplos estão aí para mostrar que bons projetos, bem detalhados e compatibilizados e uma obra bem gerenciada trazem economias de 15 a 30% no empreendimento.

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Como avalia a parceria entre arquitetos e paisagistas? A integração entre arquitetos e paisagistas poderia ser mais intensa e deveria ocorrer em todos os projetos, independente do tamanho dos espaços e do investimento. Acredito em ações conjuntas para mostrar a importância da arquitetura e da arquitetura paisagística. Ações com conteúdo, junto a sociedade, universidades, orgãos públicos e entidades ligadas à construção civil. Sejam simpósios, debates, eventos culturais, exposições, discutindo temas ligados à cidade, aos espaços urbanos, à sustentabilidade, entre outros. A Asbea tem tratado de alguma forma o tema paisagismo? E sustentabilidade? Sim, todas as ações culturais ligadas à cidade debatem o paisagismo. Ele está em todos os espaços construídos e habitados. O tema sustentabilidade, presente em praticamente todas as ações da sociedade, precisa refletir sobre o paisagismo. A Asbea criou um grupo de sustentabilidade em 2008 e tem trabalhado em várias frentes: pesquisa para um catálogo de materiais sustentáveis, organização do segundo Simpósio Internacional de Arquitetura Sustentável (o primeiro ocorreu em 2009), análise da capacidade ambiental e de infraestrutura de Curitiba, análise das certificações verdes, convênio com a UFPR para consultoria de sustentabilidade no projeto e obra de uma edificação para o Laboratório de Genética Light. Atitudes sustentáveis estarão mais presentes na nossa sociedade; e nós, arquitetos, urbanistas e paisagistas, temos a obrigação de apresentar e executar tais conceitos e técnicas.


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p r of i ss ã o

10 razões

para você contratar um paisagista

Vivemos cercados de profissionais. O médico que cuida de nossa saúde, o arquiteto e o engenheiro que constroem nossas casas e por aí vai. A tarefa de criar um jardim bonito, prático e funcional também deve ser entregue a um profissional: o paisagista

1. Mais qualidade de vida Segundo a Organização das Nações Unidas, é preciso de pelo menos 16 m2 de área verde por habitante para diminuir o estresse urbano e se ter qualidade de vida. O paisagista trará esse bem-estar para sua casa ou empresa. 2. Contribuir para o meio ambiente Apenas um exemplo: uma árvore de 15 ou 20 anos consegue absorver uma tonelada de CO2. A função primordial do paisagismo é criar e valorizar áreas verdes. 3. Economia Investir em um bom projeto de jardim pode representar no futuro menos dor de cabeça e gastos com desperdícios, retrabalhos, manutenção, calçadas quebradas, infiltrações, em função de erros na especificação de plantas, preparo de solo, entre outros.

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4. Ideias criativas O profissional pode não só atender aos seus pedidos (e dizer se são viáveis), mas também sugerir ideias novas, as quais você nem tinha imaginado. 5. Excelente terapia O contato com a natureza e a prática de jardinagem são ótimos recursos para desacelerar, descansar a mente e só pensar em coisas boas. 6. Melhor aproveitamento de área O que antes era um cantinho abandonado em uma casa pode se tornar um espaço a mais para desfrutar, basta criar um recanto gostoso que as pessoas terão mais vontade de ficar nele. Seja uma pequena varanda ou sacada, o quintal dos fundos da casa ou o jardim de uma chácara.


7. Bonita por dentro e por fora A área externa é o cartão de visitas de sua casa. O que adianta investir para deixá-la bonita só por dentro? 8. Menos estresse e mais tempo Por que se preocupar em escolher e comprar plantas, vasos ou pisos? O profissional sabe harmonizar todos esses elementos e conhece os melhores fornecedores da área, podendo ainda supervisioná-los. 9. impulsiona as vendas Na hora da venda, uma boa impressão conta muito. Um imóvel com paisagismo bem-feito é mais valorizado e vende mais rápido segundo pesquisa do Secovi. 10. Auxílio na construção O paisagista pode participar desde a escolha do terreno e implantação da casa, analisando juntamente com o arquiteto a vegetação a ser preservada, a topografia do terreno e as modificações para a obra se encaixar no entorno.

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paisagismo sustentável

consciência ambiental no jardim

A importância do uso responsável dos recursos naturais nunca esteve tão em voga. Nesse sentido, o paisagismo pode ser um grande aliado. Além de nos proporcionar bemestar, ar puro e alimento, o jardim pode educar e sensibilizar as pessoas para a questão ambiental. “É uma grande oportunidade para vivenciar, aprender e integrar os ciclos de vida, e sentir-se inserido neste sistema vivo, seja em família ou em ambientes de trabalho”, diz a paisagista Luciana Brandão. Veja algumas atitudes que podem ser adotadas nos jardins urbanos. Espécies adequadas Para reduzir desperdícios e manutenção, cada espaço deve receber espécies de acordo com a insolação e a irrigação local e em solo adequado. Opte por uma vegetação perene que não requer muita manutenção e não plante espécies invasoras. Preserve ou plante espécies nativas, pois elas já estão adaptadas ao local e atraem a fauna, fortalecendo o ecossistema.

Os telhados verdes oferecem conforto térmico, combate o efeito estufa, pois absorve CO2 e ajuda a reduzir a temperatura, e melhora o escoamento de água da chuva, evitando enchentes. A cobertura da foto, feita a partir de sistema modular da Ecotelhado, tem peso menor e instalação mais fácil.

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Reaproveitamento do lixo O lixo orgânico pode ser encaminhado para uma composteira para depois ser aplicado no jardim como adubo. Outros não orgânicos podem ser reaproveitados até mesmo no próprio jardim (como um vaso, uma cerca ou piso) ou reciclados. Permeabilidade do solo É preciso deixar o maior número possível de áreas de drenagem para evitar alagamentos e aquecimento de temperatura. Quando não for possível colocar vegetação, opte por pisos drenantes. Eficiência energética A presença de maciços vegetais pode aumentar a eficiência térmica dentro dos edifícios, diminuindo a utilização de ar-condicionado. O aquecimento de piscinas pode ser feito através de placas solares. A iluminação com LED representa menos gasto de energia.


Foto: Nilo Biazzetto Neto. Ambiente: Guto Biazzetto e Carolina Espezim

Os móveis da Butzke têm certificação do FSC (Forest Stewardship Council), o que comprova que a madeira utilizada é proveniente de manejo florestal adequado

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Reaproveitamento de água Um sistema de captação de águas pluviais e o reuso da água para limpeza das calçadas e irrigação do jardim ajudam na preservação dos recursos naturais. Horta caseira A horta caseira além de ser desestressante, oferece hortaliças e temperos frescos de consumo imediato, sem o uso de agrotóxicos e transporte.

Plante uma árvore Alterações climáticas, enchentes, calor são alguns dos problemas causados pela falta de arborização nas áreas urbanas, como aponta o paisagista Raul Cânovas. “A árvore, além de purificar o ar, é um ar-condicionado natural por ajudar a reduzir a temperatura”. Fornecedores locais Buscar fornecedores locais significa ter produtos menos viajados, ou seja, que consumiram menos combustível e estradas. Produtos ecológicos Opte por produtos de origem conhecida que não tenham danificado o meio ambiente em sua produção e extração. Materiais reciclados, reaproveitados e com certificação ambiental são alguns exemplos. Inseticidas naturais Fórmulas caseiras antipragas podem ser usadas como alternativas aos inseticidas químicos. A instalação de comedouros para atrair pássaros faz com que eles mesmos eliminem insetos indesejáveis. Certas plantas também funcionam como repelentes.

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Ideias das paisagistas Cassia Dias e Vera Cortes: latas podem ser reaproveitadas como vasos e grades antigas como cerca e suporte para trepadeiras. A Pau Velho transforma madeira de dormentes em pastilhas para revestimentos.

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m a t ĂŠ r i a

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p i so

opções variadas

Decks e revestimentos para piso

Há uma infinidade de pisos para área externa disponível no mercado. Além de bonito e prático para limpar, ele pode ser antiderrapante, atérmico (que não absorve calor), de alto tráfego, drenante ou ecológico. Para cada caso específico, há uma solução.

1 Utilizada em calçadas, caminhos e piscinas, o piso de pedra São Tomé da Pedras Ouro e Prata é feito a partir de pedaços de pedras irregulares com vários tamanhos e formas. É antiderrapante, atérmico e com boa praticidade de limpeza. Tel. (41) 3356-1113. 2 Parece madeira, mas é concreto. O deck da linha Madeyra da Castelatto traz a aparência de madeiras rústicas com a praticidade e a durabilidade do concreto. Disponível no formato 220x12x5 cm e nas cores canela, mogno e tabaco.

Tel. (11) 4416-7691. 3 O revestimento cimentício (50x33x5 cm) com pedras naturais da Linha Ekko da Castelatto é drenante, garantindo a permeabilidade do solo. Disponível em três cores (castanho,

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grafite e branco), pode ser usado em caminhos e calçadas. 4 O Plastfloor é um piso plástico ecológico feito de placas com elementos alveolares vazados, que podem ser preenchidas por grama ou granilhas. Isso faz dele um piso drenante. É altamente resistente a cargas, podendo ser usado até em estacionamentos e heliportos. Tel. (41) 3085-7711. 5 O deck ecológico Kobba, lançado pela Michelangelo, é uma combinação de plásticos e fibras de madeira, provenientes do aproveitamento de resíduos industriais. Tel. (41) 3021-6000. 6 A Mosarte apresenta a Série Slim, uma releitura dos telados feitos de mármore, só que com rejunte mais fino, de 1,7 mm. São 40 modelos, entre cortes retos e em cacos, podendo ser usados em calçadas e áreas de alto tráfego. Tel. (48) 3345-3013.

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Casa Cor PR 2009/ Arnaldo e Luciana Bandão


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conforto máximo

beleza que resiste ao tempo

Materiais como alumínio, fibra sintética, tecidos impermeáveis e madeiras resistentes são os ideais para os móveis expostos às intempéries. Prático para ser levado à piscina ou ao jardim, o carrinho Leblon (84 x 51 x 69 cm) da Tok Stok é de madeira garapeira. Tel. 0800 70 10 161. 2 Leve e confortável, a chaise Magnolia, da Inove, é feita de alumínio e fibra sintética. Tel. (41) 3023-9393. 3 Sofá e toldo da linha Ayty da Saccaro garantem sombra com charme. Ambos são feitos de eucalipto. Tel. (54) 4009-3600. 4 O garden seat da Ton Sur Ton pode ser usado como pufe ou mesa de apoio. Tem estrutura de alumínio e acabamento com fibras de polietileno. Tel. (41) 3224-6660. 5 O banco Leblon da Tok Stok de madeira maciça é reclinável em duas posições. 6 A rede tailandesa da Asiarte é trançada em um único pedaço de bambu. Há um suporte para encaixe, mas pode ser utilizada sem ele. Tel. (41) 3079-1557. 7 A linha Mob da Ikat traz três tipos de módulos permitindo uma série de combinações. Resistente às intempéries, é de madeira ipê champagne com almofadas de tecido impermeável. Tel. (41) 3362-9992. 1

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i lu m i na ç ã o

luz noturna

quando o jardim ganha novos contornos

Com uma iluminação adequada, áreas externas são mais valorizadas e desfrutadas. O objetivo não é apenas iluminar, mas criar efeitos e proporcionar economia.

1 No interior de lanternas, as velas ficam protegidas de correntes de vento. A Perfeito Equilíbrio sugere modelos indianos rústicos e cromados. Tel. (41) 3014-3977. 2 A delicada arandela de cerâmica Juliet está disponível nos tons areia e tabaco na Duo Light. Tel. (41) 3024-0417. 3 A luminária de cerâmica rendada Arraial d´Ajuda (altura de 44 cm) da Duo Light vem nas cores branca, terracota, café e creme. 4 A arandela Square da é Iluminação pode ser usada no piso, criando um efeito de rasgo de luz. Feita de alumínio, tem opções de cores preto, branco e alumínio. Tel. (41) 3244-2066.

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Fotos: Divulgação

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5 Com seu design limpo, o balizador Metis se encaixa em qualquer projeto. Disponível em cerâmica e poste de eucalipto ou alumínio na Duo Light. 6 Para criar um efeito cênico neste jardim com ar mais moderno, só foi usado o led (diodo emissor de luz). O conjunto instalado no espeto com três tipos de leds de 1W cada um dá o tom azul que destaca os cactos. Da Plano de Luz, tel. (41) 3019-6809. 7 O conjunto de leds de 0,002W cada um encaixado no deck de madeira cria este efeito de chão estrelado. Da Led Art. tel. (41) 3335-7230.

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Projeto: Nádia Bentz

Projeto: Rosângela Sabbag

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v ege t a ç ã o

o valor da flora nativa O uso de plantas nativas em paisagismo é uma tendência e também uma necessidade. Confira as vantagens de tê-las em um jardim urbano.

A paisagista Mariana Benghi desenvolveu este projeto com algumas espécies nativas: as arvoretas esponjinha, as neomárica-desol (no fundo à direita), as guaimbês (na floreira) e a grama-sempre-verde.

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das através do trabalho dos paisagistas Burle Marx e José Tabacow”, comenta. Segundo Christopher Thomas Blum, engenheiro florestal e diretor executivo da Sociedade Chauá, existem mais de 168 espécies nativas com grande potencial paisagístico no Paraná. O levantamento foi feito através dos projetos Ornativas e Floraparana, cuja listagem está disponível no site da sociedade. Infelizmente, por motivos culturais, o uso de plantas nativas em paisagismo não é tão difundido, segundo ele. “Durante o processo de colonização do Brasil foram introduzidas espécies exóticas, trazidas pelos imigrantes para eles lembrarem de seus países de origem. Também temos a tendência de valorizar o que é de fora, os ‘importados’, e com as plantas não foi diferente”, explica Christopher.

Divulgação

Com uma flora e fauna tão ricas, a região do estado do Paraná e em especial a de Curitiba traz elementos no mínimo interessantes quando o assunto é paisagismo. Símbolo da região, o pinheiro (Araucaria angustifolia) é a árvore mais conhecida da chamada Floresta Ombrófila Mista, apenas uma das várias fisionomias vegetais do Paraná. As outras são: Floresta Atlântica, Floresta Seca do Rio Paraná, Campos Naturais, Cerrado, Vegetação de Altitude, além das Várzeas, Restingas e Manguezais. Com essa riqueza de variedade, não poderiam faltar espécies peculiares para projetos de paisagismo. Arnaldo Brandão, engenheiro agrônomo e paisagista, comenta que, no Brasil como um todo, há várias espécies nativas com potencial ornamental. “Muitas inclusive já consagra-


Fotos: Christopher Thomas Blum

Baga-de-pomba

SUSTENTABILIDADE

Galáctia

Lantana-roxa

CM

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Construção

Planeje sua viagem visão de férias com outra

Os telhados verdes são mais acessíveis do que você imagina

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Porém, nos últimos anos, a preocupação com a conservação da biodiversidade se intensificou e o uso de plantas nativas começou a crescer. Agora, além de ecologicamente correto, é uma tendência, como afirma Brandão. “Temos árvores maravilhosas como araucárias, ipês, jacarandás e butiás, que além de formarem lindas alamedas e renques, alimentam as tirivas e outras espécies de aves”. Apesar do apelo paisagístico, em termos de mercado legalizado de vendas dessas mudas, a abundância ainda não é tão grande. A paisagista Mariana Benghi, autora de um projeto com espécies da Floresta Atlântica em um edifício de Curitiba, teve dificuldades de encontrar plantas nativas no mercado. “Os paisagistas deveriam incentivar a produção destas plantas especificando-as em seus projetos. Assim, força os produtores ao cultivo”, conclui. Algumas floriculturas e viveiros oferecem mudas de plantas nativas (na Sociedade Chauá são 45 espécies), mas ainda não são tão populares quanto as exóticas.

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Veja algumas vantagens de ter plantas nativas no jardim: 1. As plantas nativas estão mais preparadas e totalmente adaptadas ao clima e solo locais, além de serem mais resistentes a doenças e pragas. 2. Plantas nativas em jardins urbanos propiciam nichos de sobrevivência para pequenos animais silvestres, fornecendo pólen, néctar, frutos, sementes e abrigo. O jardim passa a assumir uma função de ecossistema natural. 3. Ao usar plantas exóticas, de outros ecossistemas do mundo, corre-se o risco de estar introduzindo uma espécie que pode se tornar invasora. Algumas dessas plantas podem se adaptar tão bem a ponto de ocupar o espaço das nativas. Isso modifica o ambiente natural e causa sérios impactos à fauna silvestre em um processo conhecido como invasão biológica, considerada a segunda maior causa de perda de biodiversidade no planeta (atrás somente do desmatamento). www.editoramundogeo.com

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ANO 01 . EDIÇÃ O 01 . R$ 9,90

Coerana-amarela


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5. Dentro do conceito de sustentabilidade, valorizar o que é local é extremamente importante e poupa a natureza. Plantas nativas mais conhecidas e usadas pela população: Manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora), caliandra (Calliandra brevipes), farroupilha (Justicia floribunda), samambaiaçu (Dicksonia sellowiana), costela-de-adão (Philodendron bipinnatifidum), cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta), lanterninha (Abutilon megapotamicum), brinco-de-princesa (Fuchsia regia) e butiá (Butia eriospatha).

Farroupilha

4. Em tempos de globalização, usar plantas nativas da sua região pode ser uma forma de ter jardins mais criativos e diferenciados, com uma composição inusitada de espécies.

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Plantas ornamentais típicas da região Sul: - Palmeiras: jerivá (Syagrus romanzoffiana), carandaí (Trithrinax brasiliensis) e guaricana (Geonoma schottiana) - Cercas-vivas ou maciços arbustivos floríferos: baga-depomba (Duranta vestita), amora-branca (Rubus brasilienses), coerana-amarela (Cestrum corymbosum), justicia-vermelha (Justicia brasiliana), cafezinho-do-mato (Rudgea jasminoides), lantana-roxa (Lantana fucata), piteira (Escallonia montevidensis)


- Árvores ornamentais: ipê-amarelo (Tabebuia alba), caroba (Jacaranda puberula), vacum (Allophylus petiolulatus), murtilho (Myrrhinium atropurpureum) Plantas invasoras (dados da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de Curitiba):

Uva do Japão (Hovenia dulcis), alfeneiro (Ligustrum lucidum), eucalipto (Eucalyptus spp), amora-preta (Morus nigra), pinus (Pinus spp), pau incenso (Pittosporum undulatum) e cinamomo Santa Bárbara (Melia azedarach). Veja a lista completa de invasoras no site do Instituto Hórus.

SERVIÇO: Sociedade Chauá: www.chaua.org.br Instituto Hórus: www.institutohorus.org.br (Plantas invasoras em Teoria<Textos ao Leitor) Paisagista Arnaldo Brandão: www.arvoredopaisagismo.com.br | 41 3264-5951 Paisagista Mariana Benghi: www.marianabenghi.com.br | 41 3085 4733

Corticeira

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a r naldo

Aqui, a idéia central foi integrar esta área do edifício ao espaço urbano da grande avenida. O jardim frontal ganha movimento, cor e texturas diferentes graças aos desenhos em onda com hemerocallis das variedades amália e guaratiba e dois tipos de gramado: São Carlos e amendoim. Nesta área também foram inseridas mudas de araucárias símbolos do Paraná ao lado de palmeiras triângulo. Nos canteiros, estão clusias, lírio-da-paz e pheomele verde.

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P a i sag i s t a

arnaldo brandão falta foto

O projeto de paisagismo acompanhou a mesma linguagem da arquitetura do edifício, com linhas mais retas e volumes definidos, priorizando bases verdes e composição de canteiros bem alongados e de fácil manutenção.

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O extenso jardim sobre a laje ganhou um canteiro central com banco e pergolado e canteiros nas margens do pavimento criando áreas de proteção. Ali se destacam os cedros jacaré e kaizuka. Abaixo, a sequência repetida das palmeiras washingtonias cria um visual ritmado na lateral do prédio.

Paisagismo segue a amplitude das linhas arquitetônicas Nesta sede do Banco Central em Curitiba, o paisagista Arnaldo Brandão trabalhou em dois locais: na entrada principal e na laje de um dos pavimentos, área em que é especialista. A idéia central foi seguir a horizontalidade e a amplidão das linhas arquitetônicas e integrar o paisagismo ao entorno. Como se trata de um espaço comercial, a praticidade era outro requisito, daí a escolha por espécies perenes que exigem pouco cuidado. O resultado é um jardim de fácil manutenção e visualização, tanto para os transeuntes como para os funcionários que podem apreciá-lo de cima. O jardim frontal traz uma continuidade de leitura com o espaço urbano da grande avenida onde o banco está localizado. Graças a uma negociação com os vizinhos, os muros laterais foram demolidos, permitindo assim uma maior fluência visual para a via pública. No jardim sobre a laje, foram criados canteiros que circundam toda a área, para favorecer a absorção da água da chuva e criar áreas de proteção, dispensando o uso de guarda-corpo. O jardim neste local oferece ainda recantos agradáveis ao ar livre para descanso dos funcionários, já que ali está também o refeitório. Cuidados extras foram tomados na hora da escolha das espécies de forma que suas raízes não danificassem a estrutura do edifício e não sobrecarregassem a laje. 32

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O pergolado próximo ao refeitório dá estrutura e guia para a glicínia, que tem uma dinâmica interessante, mesclando momentos de flores, galhadas e folhas. No canteiro ao lado, maciços de fórmio verde e estrelitzia. Abaixo, cicas e moreias bicolores compõem o jardim do canteiro lateral.

SERVIÇO: Arnaldo Brandão, engenheiro agrônomo com especialização em paisagismo (PUCPR), atua na área há 18 anos. Foi professor do curso de paisagismo do Senac-PR e atualmente é professor no Solar do Rosário.Trabalha com recuperação de áreas degradadas para mineração e empreendimentos e participou do projeto de recuperação da Mata Atlântica pela SPVS. Endereço: Rua Reinaldino S. Quadros, 997, Curitiba (PR) Telefone: 41 3264-5951 | 9991-0087 | 9961-0057 Site: www.arvoredopaisagismo.com.br | E-mail: arvpaisagismo@uol.com.br

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cássia dias e vera cortes O contraste entre as linhas contemporâneas e o ar provençal dá o tom deste jardim. Em uma área de acesso a outros ambientes da casa, as paisagistas criaram um espaço de relaxamento e convívio para um casal e seus dois filhos.

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O amplo deck em madeira itaúba cede os espaços a sua volta para canteiros e floreiras. Na parede de fundo, despontam as trepadeiras tumbÊrgia azul, que crescem nas grades brancas emolduradas.

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Funcional e decorativo, o jardim liga áreas da casa e oferece recantos

Simplicidade e funcionalidade são marcas do trabalho de Vera Cortes e Cássia Dias, paisagistas que trabalham em parceria desde 2006. Neste projeto não foi diferente. A ideia foi valorizar cantos e acessos, criando um jardim de fácil manutenção com agradáveis áreas de convívio e relaxamento. A disposição de pisos, canteiros e floreiras foi pensada de modo a valorizar e interligar áreas de acesso e ambientes que contornam a casa. A pedido da cliente, as profissionais criaram um ambiente externo que pudesse ser contemplado tanto de fora como de dentro da casa. Uma fonte de água em frente à porta da sala de jantar cumpre bem a função e, graças a ela, a família pode ouvir em qualquer canto da casa o relaxante barulho da água. A área de convívio, mais privativa, localizada nos fundos da residência, recebeu um deck de madeira cercado de plantas como moréia branca, fórmio e lavanda. Na parede, o encanto está nos três painéis retangulares em baixo relevo onde se destacam as grades que servem de suporte para trepadeiras. Com o objetivo de trazer naturalmente pássaros e borboletas para o jardim, as paisagistas acrescentaram uma jaboticabeira, além de flores perfumadas e um comedouro.

Na passagem lateral da casa, o piso de arenito Paraná contrasta com a grama preta e serve de caminho para a fonte. Junto ao muro, as orquídeas bambu se destacam no pedrisco claro, onde foram dispostos insetos de ferro e um comedouro para dar graça ao ambiente

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A fonte é mais um recurso de relaxamento neste jardim. Despojada, sua borda é revestida com grafiato e o interior formado por pastilhas coloridas. O toque final fica por conta dos bichinhos ornamentais, do cesto de flores com gerânios e das alfaces d’água flutuando ao movimento das três bicas.

Serviço: Cássia Dias é geógrafa paisagista, mestra formada e pós-graduada pela UFPR. Atuou no IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e também como professora e autora de conteúdo multimídia em geografia e meio ambiente. Participou junto com Vera Cortes da Casa Cor Paraná 2008. Vera Cortes é paisagista, com cursos específicos em paisagismo na Escola Paulista de Paisagismo, Centro de Paisagismo Gustaaf Winters, CEPDAP, além de cursos sobre Feng Shui e Auto Landscape. Participou de várias edições do congresso Fiaflora e de mostras como Casa Cor, Open House e Decore. Endereço: Avenida Vicente Machado, 2012, Curitiba (PR) Telefone: 41 3343-0660 Site: www.floresejardins.com | E-mail: floresejardins@onda.com.br

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diacuy crema Frente a um terreno difĂ­cil, a paisagista foi inventiva e valorizou toda a ĂĄrea externa desta casa em um condomĂ­nio em Curitiba. O projeto solucionou problemas como falta de privacidade, solo argiloso e terreno em aclive de forma inspiradora.

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No jardim frontal (foto ao lado) várias espécies conduzem o visitante até a entrada como serissa, dasilirions e gardênias. A cerca viva de viburno separa a área privativa da piscina. Caminhos de granito intercalados com grama estão tanto na entrada principal como no acesso à piscina.

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Área de lazer foi valorizada com diversas espécies Diante de uma generosa área, a paisagista Diacuy Crema acrescentou doses de estética e funcionalidade ao jardim, levando em conta os pontos principais da casa e a área da piscina. O desafio começou com o solo, conhecido como “sabão de caboclo”, muito argiloso. A solução foi fazer covas maiores e acrescentar mais substrato. A questão da privacidade na área da piscina, que era totalmente visível por quem passava pela rua do condomínio, foi resolvida com a colocação de cerca viva de viburnos. O forte aclive na entrada da casa era outro fator preocupante. A escada formada por granito bruto (material antiderrapante, de cor neutra e de fácil manutenção) intercalado com grama conferiu leveza a esse longo acesso social de pedestres. Na área frontal, contrastando com o verde circundante, a cerejeira desponta com folhas bordô e compõe com os cedros jacaré (em tom azulado), serissa, dasilyrions, gardênias e por fim, dois álamos que emolduram a fachada e oferecem um tom dourado no outono. Aqui, a proposta da paisagista foi entregar um jardim com espaços que de alguma forma tivessem um atrativo para que fossem amplamente aproveitados. “Trata-se de um jovem jardim e ainda estamos trabalhando nele. Pequenos detalhes e adaptações vão ocorrendo até que fique maduro”, finaliza.

Cicas e agapantos dão volume à área ao redor da piscina. Junto ao elevador panorâmico, o bambu mossô forma uma delicada cortina verde, sem atrapalhar a visão.

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As palmeiras Washingtonia criam um limite visual à área plana da piscina. Formando um recanto, o pergolado de madeira serve de apoio para a parreira.

Serviço: Diacuy Crema é engenheira florestal (UFPR) com especialização em paisagismo. Já ministrou cursos e palestras de paisagismo, participou de congressos nacionais e internacionais na sua área e também de mostras como Casa Cor e Artefacto. Endereço: Av. Comendador Franco, 2851, Curitiba (PR) Telefone: 41 3266 1901 | 9991 5515 Site: www.diacuypaisagismo.com.br E-mail: diacuy@diacuypaisagismo.com.br

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gilberto matter O paisagista transformou a ampla área externa de mais de 2 mil m2 desta casa na região metropolitana de Curitiba em agradáveis espaços de contemplação e lazer. Pelo caminho ao redor da casa, é possível admirar a bela composição de formas e cores das diferentes espécies dispostas em canteiros.

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Logo na entrada da casa, o caminho de paver de concreto leva para um passeio pelo elegante jardim formado por algumas árvores nativas como o ipê roxo. Maços de estrelítzias, agapantos, traquicarpos e arbustos abelia áurea e abelia varegata formam o jardim ao redor do pergolado.

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A simetria e o cuidado no acabamento marcam os vários canteiros espalhados pela casa

Quando foi chamado para desenvolver o projeto de paisagismo, Gilberto Matter encontrou uma área extensa a ser planejada e com declives acentuados em alguns pontos. Os proprietários haviam plantado somente grama e queriam que a área externa tivesse alguns atrativos e se harmonizasse com a arquitetura da casa. “Foi um desafio e tanto, mas muito gratificante, pois eles me deram total liberdade para criar”, conta o paisagista. Foram sete meses de trabalho para refazer a área de 2.600 m² de jardim do terreno de 4.150 m². O projeto contemplou toda a área de pavimentação externa da casa, a pintura de muros, a instalação de canteiros, decks ao redor da área da piscina coberta, pergolados e o longo caminho de paver ao redor da casa para atividade física e contemplação do jardim. Entre árvores, arbustos e flores, foram usadas 77 espécies de diferentes formas, cores, perfumes e florações.

No lugar de taludes de difícil acesso, canteiros com vários níveis conectam espaços da casa com os de lazer. Neste, que fica em uma das laterais da piscina coberta, russélia vermelha, pitangas anãs e buxinhos contornam a árvore nativa. Acima, o jardim frontal combina cedro, lavanda, jaburan-verde, aspargo real e palmeira de Bismarck.

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Canteiros de diferentes tamanhos e formas retas e curvas marcam os fundos da casa. Em suas laterais, estão espécies como abélia áurea, pitanga anã e jasmim amarelo. À direita, uma palmeira traquicarpo rodeada por agapantos.

serviço: Gilberto Matter é engenheiro florestal formado pela UFPR, com especialização em Paisagismo (PUCPR). Desde 1980 vem trabalhando na elaboração e execução de projetos paisagísticos para residências, edifícios, empresas, indústrias e realiza serviços de consultoria, planejamento e assessoria na área de paisagismo. Endereço: Rua Gonçalves Dias, 60, Batel, Curitiba (PR) Telefone: 41 3243-0863 Site: www.paisagismobrasil.com.br Email: pid@paisagismobrasil.com.br

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guto ciccarino Vários espaços de lazer surgem nesta casa de 10 mil m2 localizada em plena área urbana. Mais de 200 plantas ornamentais somaram-se ao rico bosque nativo existente para formar ambientes externos atraentes e multicoloridos.

A fonte com escultura de Luiz Gagliastri marca a entrada da casa e é contornada por hera, hipoestes e grama. Dando início ao jardim, estrelítzias, gardênias e pitósporos anões emolduram a paisagem. O gazebo com lavandas forma mais um recanto.

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Variadas espécies oferecem floradas durante o ano todo Ter no próprio jardim um espaço de convívio e lazer é o desejo de muitas famílias. Neste projeto do paisagista Guto Ciccarino, o objetivo foi mais que alcançado a partir da criação de um verdadeiro parque natural. Os moradores, um casal com filhos, queriam um espaço com diversos atrativos para diferentes idades. Ciccarino criou então vários pontos de lazer aproveitando a exuberância do bosque do terreno de 10 mil m2, com araucárias, frutíferas entre outras espécies de mata nativa. O passeio se inicia pela fonte com escultura assinada por Luiz Gagliastri, simbolizando o mundo, já que os proprietários viajam constantemente, mas têm neste lugar seu verdadeiro refúgio. Este mesmo caminho do acesso principal da casa leva à área de diversão das crianças, com uma casa na árvore e um pergolado. Após passar um gazebo, com lavandas que florescem quase o ano todo, e por um túnel verde, tem-se acesso aos viveiros de pássaros, cercado de plantas nativas e frutíferas e um calistemum vermelho que atrai beija-flor e outras aves. Mais à frente está o pequeno lago com fonte e carpas e um deck para um descanso na rede. Ao redor do lago projetado, moréias, cicas, alocásias e trepadeiras compõem a vegetação. O passeio continua pelo deck de madeira que circunda toda a casa convidando para caminhadas pelo bosque. “Junto à bela mata nativa, tivemos o cuidado de escolher plantas de inverno e verão para propiciar florescimento o ano todo. Além de plantas que permanecem sempre verdes ou floridas”, finaliza Ciccarino.

À esquerda do caminho de pedra, gardênias anãs fazem volume e perfumam. Do outro lado, pitósporos anões, hortênsias e camélias compõem a lateral do acesso que vai dar na casa da árvore e no pergolado. O túnel vegetal fica verde o ano todo, com floradas de jasmim dos poetas e de jasmim dos açores.

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O projeto privilegia o contato intenso com a natureza. A área de lazer inclui viveiro para pássaros, lago com cascata e peixes, decks, córregos e caminhos que circundam toda a casa para caminhadas.

Serviço: Guto Ciccarino é engenheiro florestal (UFPR) e paisagista com pós-graduação em Paisagismo e Jardinagem em Barcelona (Espanha). Atua na execução de projetos paisagísticos residenciais, comerciais, rurais e corporativos. Já participou de várias mostras de arquitetura, decoração de paisagismo nestes mais de 20 anos de atuação na área. Endereço: Rua Mamoré 981-B, Mercês, Curitiba (PR) Telefone: 41 3232-6320 | 3014-6320 Site: www.ciccarino.com.br | E-mail: paisagismo@ciccarino.com.br

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Fotos: Gerson Lima

Neste projeto para uma universidade em Curitiba, a paisagista compôs de forma harmônica entre os espaços uma coleção de 195 espécies ornamentais de várias regiões do mundo.

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Margaridas amarelas alegram a entrada da universidade. Na outra página, canteiros com álamos e forração de sávia e, no talude, exemplares de kaizuka.

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Em frente à reitoria, estão coníferas kaizuka e canteiros de agapanto branco. Abaixo, uma coleção de palmeiras compõe a lateral do ginásio de esportes. Nestes canteiros há jerivá, butiá, fênix e traquicarpus, além de maciços de estrelítzias.

Cada planta expõe sua beleza e diversidade a cada estação O fato de a universidade ser um centro de estudos e pesquisas, onde a troca de informações é valorizada, a paisagista buscou imprimir um caráter globalizado ao projeto, que contou com a participação do engenheiro florestal Mário Torres. Daí a escolha por plantas de várias partes do mundo. No total, 195 espécies foram agrupadas seguindo princípios de composição paisagística. “O resultado plástico pode ser notado durante as estações do ano, quando cada planta expõe sua beleza e diversidade, por meio da floração, brotação, frutificação ou preparação para o inverno”, reforça a paisagista. Nos estacionamentos, foram utilizadas árvores nativas, como ipês amarelos, aroeira salsa e pau ferro. Nos blocos didáticos, árvores de efeito outonal figuram ao lado de coníferas e arbustos floríferos. Próximo às piscinas cobertas e quadra de esportes, pode-se ver uma coleção de palmeiras nativas e exóticas. Em vários locais do campus há canteiros orgânicos que exibem formas e texturas das palmeiras, dos arbustos e de várias espécies de herbáceas utilizadas como forração. Destaque também para uma coleção de árvores nativas cuja importância está em sua madeira, como o cedro, a peroba e a imbuia. 52

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A nova piscina, com acabamento em pastilhas de vidro azuis, tem o primeiro degrau mais largo, formando um deck molhado. A iluminação foi feita com leds.

Mais charme nesta cobertura com vista de 360o Para valorizar o espaço de lazer da cobertura, a primeira iniciativa da paisagista foi a substituição da antiga piscina de fibra de vidro e do deck. Feito com madeira antiderrapante, o deck passou a integrar três ambientes: a piscina, o jardim de inverno coberto com vidro e o solarium. Todos os ambientes receberam floreiras com espécies como jasmim-sambac, falsoíris e viburno. Ao lado da piscina, foram plantadas palmeiras fênix, além de buxus e fórmios nas floreiras.

SERVIÇO: Heloiza Rodrigues é bióloga com Mestrado em Fisiologia e Bioquímica de Plantas pela Escola Superior de Agricultura “Luis de Queiroz” – USP. Desde que abriu a empresa A Prima Plantarum, em 1991, vem projetando jardins que são o resultado da harmonia entre o estilo arquitetônico, as necessidades e gostos do cliente e o seu estilo funcional e contemporâneo. Endereço: Rua Manoel Eufrásio, 784, cj 02, Curitiba (PR) Tel. 41 3023-7076 | 9973-0439 Email: contato@primaplantarum.com.br Site: www primaplantarum.com.br

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leila fernandes foggiato O estudo do paisagismo feito desde o início da obra desta casa garantiu a perfeita integração entre as áreas externas e a arquitetura. Vencendo aspectos naturais do terreno, a paisagista criou agradáveis áreas de acesso e de convívio social.

As floreiras altas (no fundo e na lateral) e a cascata junto à piscina formam um jogo de volumes que disfarçam a altura do muro. Fórmios, pitósporos, tamareiras de jardim, romãs e nandinas completam o visual do ambiente.

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A piscina revestida de pastilhas de vidro tem bordas e caminhos de piso cimentício. O deck e a treliça são de madeira itaúba e o mobiliário externo feito de teca. Neste espaço de lazer, o toque tropical fica por conta das bromélias imperiais.

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Os quatro cantos da casa ganharam mais vida com o paisagismo Através de uma criteriosa seleção de materiais e espécies, a paisagista Leila Fernandes Foggiato driblou algumas condicionantes deste terreno em Curitiba. O forte aclive do jardim frontal foi solucionado com uma escadaria disposta por cima da grama, acompanhada de buxinhos. O projeto de paisagismo também resolveu o problema da acentuada elevação do solo nos fundos da casa. “Para deixar a área de lazer mais agradável, criei um jogo de volumes com floreiras mais altas”, explica Leila. A floreira central foi revestida com filetes de pedras São Tomé e ganhou uma cascata. Ao redor do deck, destaque para as bromélias imperiais, que chamam a atenção por sua cor arroxeada, que constrasta com os tons areia, marrom, verde e branco. No corredor lateral da casa, as floreiras escalonadas, os pequenos canteiros e a vegetação que surge em volta do piso suavizam a altura dos muros e oferecem uma circulação mais livre e agradável. O corredor e o acesso da garagem ganharam um pavimento diferenciado, feito com mini paralelepípedos. Aproveitar todos os espaços de forma criativa foi uma condição seguida à risca pela paisagista.

O acesso social é feito de dormentes e piso cimentício dispostos em cima do gramado verde, que forma um verdadeiro tapete natural. Os buxinhos pontuam uma das laterais da escadaria e as palmeiras triângulo e moréias sinalizam a entrada. Próximo à varanda e à garagem estão as cicas e fórmios.

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SERVIÇO: A paisagista Leila Fernandes Foggiato atua no mercado desde 1998. Cursou Artes Plásticas na Escola Superior de Belas Artes do Paraná. Possui cursos de formação continuada nas áreas de botânica, análise de solo, drenagem e iluminação. Endereço: Rua Lourenço Pinto, 196, cj. 903, Curitiba (PR) Telefone: 41 3077 9293 | 9927 0415 | 9117 8022 E-mail: leilaverde@pop.com.br

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leticia mello Em plena área central de Curitiba, a proposta desta praça em um shopping center foi trazer mais serenidade e charme à região, formando um verdadeiro oásis urbano. No projeto da paisagista, o verde surge em formas, tons e aromas que se destacam neste cenário.

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A jaboticabeira de quatro metros recebe à sua volta flores de cores variadas, sempre inspiradas nas mudanças de estações e épocas do ano. No inverno, recebeu begônias brancas. As oliveiras marcam a entrada do espaço. Depois do projeto, a praça perdeu o “ar de quartel”, função inicial do prédio tombado pelo Patrimônio Histórico. No detalhe, vê-se a jabuticabeira dando frutos em pleno shopping.

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Aromas e formas se destacam no jardim da praça Com o objetivo de mesclar ideias inovadoras com referências de charme, a paisagista Letícia de Oliveira Mello criou este projeto para a praça de um shopping em Curitiba. “Quis remeter aos belos espaços urbanos europeus com um toque dos aconchegantes e espaçosos quintais dos nossos antigos familiares”, explica a paisagista. A partir desta premissa, surgiu a ideia de usar plantas marcantes como as frutíferas, as aromáticas e as geométricas. A intenção de trazer lembranças e criar um ambiente agradável foi seguida à risca através das plantas. E já que a praça é circundada por uma área de alimentação, o projeto privilegiou frutíferas como jaboticabeira, oliveira e laranja kinkam. Como espaço de convivência, a praça também conta com espécies aromáticas (lavanda inglesa) e ornamentais (orquídea-bambu). Em volta dos pés de laranja kinkam, as mudas de azulzinha fazem a forração. completam o espaço. A mesma ideia é aplicada em torno das oliveiras, com buxinhos e liriopes em um efeito de tom sobre tom no canteiro. A iluminação de praça completa a atmosfera do espaço de lazer e encontro, neste projeto que dosou o moderno e o antigo, respeitando os limites de cada estilo.

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Os buxinhos podados fazem o contraponto às formas retas dos canteiros e da praça. A geometria e o aroma das plantas foi ponto crucial neste projeto.


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No canteiro das oliveiras, buxinhos e liríapes dão dinâmica à forração. Abaixo, canteiro com orquídeas-bambu e grama preta.

Serviço: Leticia Mello gerencia uma equipe formada por duas arquitetas, um engenheiro civil, um engenheiro agrônomo e ainda 12 jardineiros que compõem o time da Garden House, administrado por ela. Letícia é paisagista e atualmente cursa Agronomia na UFPR. Endereço: Rua Teixeira Soares, 351, Seminário, Curitiba (PR) Telefone: 41 3243-9860 | 8404-0735 Site: www.gardenhouse.com.br | E-mail: leticia@gardenhouse.com.br

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luciana brandão Em sintonia com o estilo de vida dos proprietários, o jardim desta casa localizada em um condomínio casa-se perfeitamente ao estilo arquitetônico. Aqui, o paisagismo participa intensamente do cotidiano da família, que pode acompanhar a beleza da transformação da natureza a cada estação.

O fórmio rubro (à esquerda da casa) serve de barreira visual oferecendo privacidade à área de convívio interna do jardim. Nas floreiras, a paisagista combinou russélias coral (que atrai beija-flores), hera alemã e aspargo pluma. Azulzinha, estrelítzias e orquídeas-bambu amenizam a altura da parede. O pitospóro anão faz o acabamento lateral da escada.

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No jardim dos fundos integrado com a varanda, estão cicas, buxinhos, bambu mossô e acer rubro. Abaixo, pergolado com um oratório para momentos de reflexão da moradora. No pequeno altar, há um espelho d´água revestido de mármore e pastilha preta. Lavandas e parreira de uva crescem ao redor.

um jardim dinâmico com flores, arbustos, palmeiras e árvores O diálogo com os proprietários foi fundamental para a criação do jardim desta residência. Para alcançar o resultado esperado, a paisagista Luciana Brandão procurou incorporar a arquitetura e o modus vivendi da família ao projeto. “Trabalhei a afetividade, de maneira que o jardim fosse vivo e presente no dia-a-dia dos moradores, criando um vínculo dinâmico”, ressalta. Essa ligação começa logo na entrada principal, em que a composição de floreiras escalonadas traz alegria e convida a entrar. No acesso para os fundos, o desenho dos pisos de forma irregular foi pensado com a finalidade de mimetizar as caixas do sistema de captação de água da chuva que fica sob o solo. Intercalados com grama, essa composição ainda cria áreas permeáveis e dá maior movimento à área de calçamento. O jardim dos fundos se comunica visualmente com a sala de almoço que estende-se para uma confortável varanda. “Aqui procuramos compor um jardim mais organizado, com menos elementos para maior entrada de luz”, conta Luciana. 64

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Iluminação cria efeitos diferentes sobre plantas O foco principal foi criar um cenário com poucos elementos onde os recursos e efeitos de iluminação pudessem ser explorados, já que se trata de uma loja boutique de iluminação. As árvores frutíferas existentes foram valorizadas pela iluminação e pelo caminho de deck de madeira que preserva o solo. Sobre a hera verde e a grama preta anã, espécies utilizadas como forração, há um facho rasante de luz. Placas circulares de cimento branco criam caminhos sobre a vegetação. As nandinas e os buxinhos refletem e devolvem a iluminação de forma diferente. Em outro canto, dracenas e dianelas também foram dispostas por serem plantas de efeito arquitetônico que criam um jogo interessante entre sombra e luz. SERVIÇO: Luciana Brandão, formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUCPR, há 18 anos desenvolve projetos na área de arquitetura paisagística, residencial, comercial, corporativa, pública e industrial. É instrutora do curso de paisagismo no Solar do Rosário. Participou de várias mostras Casa Cor, AD e Casa Personalitè, tendo o Jardim Ecos da Mata Atlântica premiado na Casa Cor 2009 com a melhor apropriação do verde. Telefone: 41 3657-2144 | 9985-2707 Site: www.lucianabrandao.com.br | Email: luciana@mundogeo.com

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A área verde se integra aos elementos construídos como a pérgola e a cascata frontal. A duas palmeiras jerivá de 8 metros de altura plantadas na garagem surgem sobre o jardim na laje através de uma clarabóia metálica. Flores brancas como a margarida glauca e os copos de leite se mesclam a outras espécies como pitósporo, cica e fórmio.

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mariana benghi Neste jardim de um prédio residencial, a paisagista combina diversas espécies nativas e exóticas. Somadas à biodiversidade existente no bairro, garantem a visita de um grande número de pássaros e borboletas.

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A hera variegata emoldura a grinalda anã e os pitósporos junto ao chorão. Abaixo, na lateral do edifício, foi criado um jardim vertical com bambus e jasmins-dos-poetas para camuflar o muro de quatro metros de altura.

O projeto valoriza a entrada e as áreas comuns do edifício Manter a biodiversidade que marca o entorno deste edifício localizado no Ecoville, em Curitiba, foi um dos objetivos da paisagista Mariana Benghi ao conceber este projeto de jardim. Para tanto, foram utilizadas mais de 70 espécies de plantas nativas e exóticas em 1.020 m2 de área. A paisagista buscou também integrar a área de jardim disposta na laje (em cima da garagem) e a que estava no nível do solo. O paisagismo aliado a alguns elementos já existentes como a pérgola, a piscina e a cascata criou um conjunto harmonioso nas áreas comuns, favorecendo o convívio entre os moradores.

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Ao estilo californiano, o jardim é repleto de flores Áreas de piscina sempre convidam à convivência sendo, portanto, umas das mais requisitadas em paisagismo. Neste projeto, em Curitiba, além do cuidado com a área de socialização, o foco também foi criar uma bela paisagem para ser apreciada pelos visitantes. Para conseguir este efeito, a paisagista Mariana Benghi escolheu espécies de impacto visual. “Foram plantadas palmeiras butiá de grande porte para que fizessem um pano de fundo para o cenário da piscina”, conta. Os 400m2 de área de jardim revelam a influência do estilo do sul da Califórnia (EUA), caracterizado por plantas suculentas e diversas espécies floríferas. Por isso, aos pés das palmeiras butiá foram plantadas lavandas coloridas e perfumadas. Mais baixas, as palmeiras fênix enfeitam a lateral do pergolado, junto com as sálvias do México. Rente ao muro, estão as fotínias, que oferecem volume e privacidade. Completando o visual californiano, foram dispostas ainda cicas, abélias, onze-horas e mini agapantos.

SERVIÇO: Mariana Benghi é engenheira florestal especialista em gestão urbana e trabalha com execução e consultoria em paisagismo. Iniciou em 2008 o curso de Landscape Design no Landscape Institute da Universidade de Harvard (Estados Unidos). Constantemente realiza viagens técnicas para ficar atualizada assim como também participa de diversos eventos e congressos na área. Endereço: Av. Batel, 1750 Lj.103, Curitiba (PR) Telefone: 41 3085 4733 | 3244 4733 | 9951 7838 E-mail: paisagismo@marianabenghi.com.br e marianabenghi@hotmail.com Site: www.marianabenghi.com.br

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nadia bentz e vanderlan farias Nesta residência em condomínio, os paisagistas atenderam o desejo dos clientes de ter um belo jardim em torno da piscina, agradável e de fácil execução e manutenção, para ser desfrutado durante o dia e à noite.

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Ao lado, a meia parede revestida de arenito rosa recebe cascata de vidro suspensa por cabos de aço, além de orquídeas-bambu e buxinhos. Nesta página, camélias e hemerocallis amenizam a altura do muro e embelezam o entorno da piscina com suas flores e folhas verdes brilhantes.

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v ande r lan

A vegetação com camélias, buxinhos e podocarpus contorna a extensa piscina em L dando movimento e cor. Abaixo, leveza na cascata: a água corre sobre uma prancha de vidro.

Um jardim perene e harmonioso com espécies que ficam bonitas o ano todo Praticidade, beleza e charme. Essas eram as premissas básicas para Nadia Bentz e Vanderlan Farias desenvolverem esse projeto ao redor da piscina e da varanda de uma casa em condomínio de Curitiba. “A proprietária queria um jardim que não desse muita manutenção, mas ao mesmo tempo não abria mão de espaços gostosos para desfrute próprio ou na companhia de amigos e familiares”, revela Nádia. Para amenizar a altura do muro existente, foi incluída uma vegetação ao redor da piscina em L com plantas de diferentes alturas e tons, uma sobreposta à outra, tirando a monotonia das paredes. A moderna cascata feita de vidro instalada na parede de filetes de pedra e o pergolado de madeira com uma espaçosa chaise completam o cenário. A pedido da cliente, as flores estão por toda a parte. A opção foi por uma vegetação perene que, mesmo em períodos sem floração, ficassem bonitas. Devido à existência de uma piscina, também houve a preocupação de escolher espécies que não soltam muito as folhas. Vários vasos também foram harmoniosamente colocados sobre granilhas cor palha ao lado de esferas de cerâmica em tom madeira. O mobiliário contemporâneo de alumínio e fibra sintética marrom se destaca sobre o piso e almofadas em tons claros, tornando o ambiente ainda mais charmoso e acolhedor.

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P a i sag i s t a

O pergolado tem piso cimentício que imita deck de madeira, o que facilita a limpeza e a manutenção. Ao lado, está o jardim com trachycarpus, cicas, orquídeas-bambú, neomaricas e grama koreana.

SERVIÇO: Nadia Bentz e Vanderlan Farias são os paisagistas responsáveis pela Philodendron Paisagismo, empresa especializada em execução de projetos paisagísticos de todos os segmentos. Participaram de mostras de decoração como AD, Decore, Artefacto e Casa Cor. Nádia já projetou e executou inúmeras obras comerciais e residenciais em seus quase 20 anos de profissão. Endereço: Rua Vicente Ciccarino, 1007, Boa Vista, Curitiba (PR) Telefone: 41 3257-8630 | 9186-5015 E-mail: nadiabentz@ig.com.br | vanderlanfarias@ibest.com.br Site: www.nadiabentz.com.br

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r os â ngela

rosângela sabbag Espaço de descanso e prática do hipismo, a área de 45 mil m2 passou por um estudo de solos e análise do teor toxicológico das plantas para que o projeto paisagístico pudesse se desenvolver em todo seu potencial. Aqui, a paisagista buscou deixar a composição bem próxima do natural.

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Uma alameda de álamos marca a entrada da casa. Compondo com cores e formas, a paisagista optou por ciprestes de Monterrey, jacarés verde, amarelo e azul, liquidâmbar, jasmim amarelo e cedros deodara. O verde do kaizuka ainda contrasta com o vemelho do berberis rubro e com o amarelo da abélia áurea. Toda a composição forma um caminho para cavalgadas.

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Na parte mais alta do terreno, o banco oferece um espaço para contemplação. Ao lado dele, a flor bela emilia dá o tom azul e, atrás, o delicado branco do buquê de noiva forma uma cerca vegetal. Os buxus topiados, o acer rubro e a flor bulbine, em tom laranja, formam uma das laterais da casa.

A escolha das espécies foi norteada pela biodiversidade local e em função do haras Ter um refúgio do caos urbano e também um espaço para a prática do hipismo. A paisagista Rosângela Sabbag priorizou essas diretrizes neste projeto. Os moradores, um casal de executivos com uma filha, queriam não só um amplo e arborizado espaço para cavalgar como também um local de puro descanso. Rosângela, então, logo começou a esboçar e pesquisar o terreno, que estava em parte sobre um morro de pedra do tipo felito vermelho, a mesma utilizada no muro que contorna a casa. “A escolha das espécies foi um desafio devido às condições do terreno”, afirma a paisagista, que optou por mesclar espécies exóticas e nativas, com floradas em épocas distintas. Nas áreas externas que são utilizadas com mais frequência, como a pista de hipismo, baia e churrasqueira, Rosângela compôs uma vegetação onde a floração e a textura são predominantes, com folhas durante o ano todo. Pensando na sustentabilidade, a paisagista previu também uma composteira, para que o adubo fosse produzido no local.

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P a i sag i s t a

Na cobertura, os vasos pretos contrastam com as plantas Em uma região próxima ao Parque Barigui, em Curitiba, a cobertura, com projeto arquitetônico assinado pela Maganhoto & Casagrande Arquitetura, já contava com uma bela vista para o verde e pedia um projeto com espécies ornamentais. “Seguindo a solicitação do uso de vasos pretos, tive cuidado na escolha das espécies, de forma que a coloração foliar contrastasse”, explica Rosângela. Por isso, a paisagista compôs o ambiente da piscina com palmeira azul, acrescentou uma jabuticabeira em vaso e, nas colunas, usou placas de fibra com orquídea olho de boneca. Na escultura em ferro estão dispostos vasos com hera verde e variegada e, abaixo, estão as patas de elefante. Na tela em ferro, cresce o jasmim-dos-poetas.

Serviço: Rosângela Ciafrino Sabbag é paisagista com formação em Curitiba e no Rio de Janeiro, especializada em Paisagismo pela PUCPR. Realiza projetos de paisagismo comercial e residencial e já participou de diversas mostras. Seu trabalho privilegia linhas orgânicas e espécies adaptadas ao clima local. Para se manter atualizada, realiza viagens técnicas pelo Brasil e outros países. Endereço: Rua Atílio Bório, 1684, Hugo Lange, Curitiba (PR) Telefone: 41 3363-2985 | 9977-2018 Site: www.toquenat.com.br | E-mail: toquenat@terra.com.br

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a r t i go

Paisagismo e jardinagem Paisagista Regina Moreira Rodrigues

Paisagismo é a realização da paisagem de um jardim. Ele deve preencher todas as condições de um “jardim arte” e também possuir requisitos que atendam exclusivamente as pessoas que irão desfrutá-lo. Ao projetar um jardim, o paisagista deve ter em mente que o jardim é para o cliente, e não para ele. É comum confundirem paisagismo com jardinagem. Digo que o paisagismo é o desenho da paisagem. A jardinagem é a colocação correta dos elementos vegetais no projeto de paisagismo. O jardim combina e apresenta um caleidoscópio de variáveis. Ao inserir qualquer planta, desde um gramado até uma árvore, deve-se atentar para as necessidades destas plantas. Necessidades de sol, calor, luz, solo, umidade e também devemos estudar o comportamento das plantas, seu crescimento em altura e volumes, a cor das folhagens, a cor das flores e seus períodos de floração. Na arte do jardim emprega-se: a planta, ser vivo com todas as modificações genéticas de crescimento e reprodução; o meio ambiente, com todos os fenômenos que ocorrem na natureza, chuva e seca, luz e sombra, calor e frio, vento e calmaria; e o solo, tipos, nutrientes, ar, água.

Ao projetar um jardim, o paisagista deve ter em mente que o jardim é para o cliente, e não para ele.

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“L’art des jardins est un art total” Larousse

Mas, para chegarmos ao efeito desejado num jardim, não basta apenas colocar as plantas. É necessário usarmos das técnicas de jardinagem: a poda, para mantermos as plantas na altura e volume convenientes; nutrientes, com emprego correto para que estas plantas se mantenham saudáveis; trabalho no solo, para que ele permaneça permeável e com características ideais para o desenvolvimento da planta. Enfim, para termos um “Jardim Arte” necessitamos de três elementos: - Um bom projeto. - Uma boa implantação. - Uma boa manutenção. Nenhum deles pode faltar.


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Anuário Exteriores Sul 2010  

Anuário Exteriores Sul 2010

Anuário Exteriores Sul 2010  

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