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Editorial DIVULGAÇÃO

Expediente Edição Especial

Retomada lenta, gradual, mas animadora

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3392.7750 editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

Filiada à

C

omeçar de novo... Esse parece ser o mantra mais adequado para o setor industrial brasileiro e, especificamente, para a cadeia do plástico. Como na música de Ivan Lins, “pode contar comigo” (dizem os integrantes do sistema), porque “vai valer a pena”. Sim, para que essa retomada do desenvolvimento se processe de forma positiva, é preciso a união de todos, mas também trabalho, trabalho... muito trabalho. Esse recomeço, como em qualquer atividade, só apresenta seus resultados de forma lenta, gradual, mas tem se mostrado animador diante dos últimos números do setor. Por exemplo, depois de um período sombrio, de resultados negativos, com fechamento de empresas, perda de empregos, o setor plástico deu sinais de recuperação em vários setores. De uma forma geral, o balanço de 2017 da Abiplast, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, registra crescimento de 2,5% na produção de plásticos no Brasil. E um estudo da Consultoria Maxiquim, apresentado nesta edição, demonstra que o consumo aparente das principais resinas termoplásticas teve um aumento de 5% no último ano. Claro, ainda estamos longe dos números fantásticos de 2014, quando o faturamento foi de R$ 84,7 bilhões e em 2016, apenas R$ 65,2 bi. Projeções da consultoria TCP Latam estimam que o setor precisaria crescer cerca de 6,9% ao ano até 2022 para chegar ao desempenho registrado em 2014. Não será fácil, mas os integrantes da cadeia estão mostrando esforço e voltam a investir para se preparar para um mercado que volta a consumir. Uma prova desse entusiasmo é o que ocorre em Santa Catarina, segundo estado no ranking de produção de plásticos no Brasil, com cerca de mil empresas que empregam mais de 36 mil pessoas. Pois é nessa bela e trabalhadora Santa Catarina que se realiza a Interplast, uma das maiores feiras do continente e que vai dar um impulso para acelerar a retomada do desenvolvimento. Segundo informações da Messe Brasil, que organiza o evento promovido pelo Simpesc – Sindicato das Indústrias de Plástico de Santa Catarina, todos os espaços do Complexo Expoville, em Joinville, estão reservados: são cerca de 500 marcas em exposição em agosto, contemplando toda a cadeia do plástico. E a confiança dos fornecedores de matérias-primas, máquinas, equipamentos e serviços é tão grande que existe fila de espera para um lugar na exposição. Ninguém quer perder essa oportunidade de mostrar novidades, mas também atualizar-se tecnologicamente. A meta é ficar em contato com o mercado que está reconquistando seu espaço de forma lenta, gradual, mas animadora. Boa leitura!

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EspecialCommodities

Mercado de resinas

termoplásticas em recuperação Depois de um período de retração em 2015/16, a Consultoria Maxiquim apresenta estudo que indica uma retomada gradual do crescimento. Entidades e empresas estão otimistas

O

mercado de commodities petroquímicas é um reflexo do comportamento da economia do país. Conforme o estudo apresentado pela engenheira química Solange Stumpf (foto abaixo, à esquerda), Sócia Diretora

da Consultoria Maxiquim, que a revista Plástico Sul divulga a seguir, os números do mercado brasileiro de resinas termoplásticas foi positivo em 2017: o consumo aparente aumentou em 5% na comparação com 2016 – conforme o quadro a seguir:

Fonte: Maxiquim Consultoria

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*Garrafa

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A análise dos dados permite uma avaliação positiva como ressaltou a especialista: “O mercado começou a se recuperar”, aponta. Ao comentar os índices de Consumo Aparente (CA), o crescimento de 10% de PP foi uma surpresa quando a consultoria teve conhecimento dos dados da Braskem. No entanto, ela adverte que a euforia precisa ser comedida porque os números não se comparam ao pico de 2013 e 2014, pois a base de 2015 e 2016 é fraca. O desempenho se evidencia, segundo a executiva da Maxiquim, no caso do aumento do consumo de PP, graças à recuperação dos principais segmentos produtivos que demandam o uso dessa resina, como o automotivo e de eletroeletrônicos. “O setor de bens duráveis é que puxou esse consumo de PP”, explica. Índices positivos de um lado, como o aumento de 3% na produção total, mas negativos em outro, como a queda de 20% nas exportações de PEBDL. Conforme a especialista, a existência de um panorama específico explica o quadro negativo nas

vendas externas do polietileno de baixa densidade linear: o auge das vendas externas foi em 2016, com grandes volumes exportados diante de um consumo interno em queda e o câmbio favorável, entre outros. Em 2017, com a retomada gradual do desenvolvimento econômico os níveis começaram a voltar ao patamar normal. Quanto à importação, o índice geral é estável (0%), mas registra aumento (alto) de 36% de PEBD, que se justifica pela recuperação da economia, provocando uma demanda interna maior dos segmentos produtivos. E o setor ainda sentiu os reflexos dos custos de produção, influenciados também pelo aumento do preço da nafta. E a queda de 14% de PEBDL está relacionada mudança de panorama citada anteriormente. De uma forma geral, o mercado está reagindo e buscando uma recuperação mais efetiva, mas ainda em números modestos em relação ao período de pico de 2013/2014.


A atuação da Braskem, a maior produtora de resinas termoplásticas nas Américas e a maior fabricante de PP nos Estados Unidos, tem fundamental importância no mercado de commodities. Sua produção é focada nas resinas PE, PP, PVC, EVA, além de insumos químicos básicos e o PE verde. A empresa destaca como foi o mercado em 2017 para as principais commodities fabricadas pelas diversas unidades produtivas: Em 2017, a atividade econômica brasileira registrou trajetória de retomada gradual com aumentos trimestrais consecutivos do PIB. Do lado da oferta, destaca-se o resultado positivo da atividade industrial, em especial da indústria de transformação e do setor de serviços. No âmbito da demanda, a recuperação do consumo seguiu favorecida pelo aumento do poder de compra das famílias, impulsionado pela redução da inflação dada as condições mais favoráveis nos mercados de trabalho e de crédito. Neste cenário, segundo a Braskem, o mercado de resinas brasileiro atingiu 5.065 mil toneladas em 2017, uma expansão de 4% em relação a 2016. A empresa, em linha com a expansão do mercado, apresentou volume de vendas total de 3.486 mil toneladas no ano com aumento do market share de PE, PP e PVC para 69%. A Braskem aponta que em função da maior demanda de resinas no mercado brasileiro, o volume de resinas para o mercado externo apresentou retração de 11% em relação a 2016. As exportações para países da América do Sul se mantiveram fortes em função de serem mercados prioritários para a Companhia. O spread médio internacional de resinas termoplásticas produzidas pela Braskem no Brasil atingiu US$ 654/t, 3% inferior à média do spread no ano anterior, porém em patamares saudáveis dado o balanço entre oferta e demanda destas resinas no mercado internacional.

Dados Brasil/ Poliolefinas

O segmento de Poliolefinas é composto por 18 plantas de polietileno (PE) e polipropileno (PP) no Brasil, incluindo a produção de PE verde fabricado a partir de matéria-prima renovável, informa a Braskem. As operações industriais contemplam plantas de PE e PP localizadas nos polos petroquímicos de Triunfo, Camaçari, São Paulo, Paulínia e Rio de Janeiro com capacidade de produção total de 3.055 mil toneladas de PE, sendo 200 mil toneladas de PE verde e 1.850 mil toneladas de PP. A partir do 1T17, o negócio de UTEC que até então integrava o segmento de Poliolefinas, passou a integrar o segmento Estados Unidos e Europa. Vinílicos - O segmento de Vinílicos da Braskem é composto das operações industriais e comerciais das unidades de PVC, cloro e soda cáustica, além de outros produtos como hidrogênio e hipoclorito de sódio. As operações industriais

VINI DALLAROSA

Braskem faz análise positiva

contemplam três plantas de PVC localizadas no polo petroquímico de Camaçari e de Alagoas e duas plantas de cloro soda localizadas no polo petroquímico de Camaçari e de Alagoas. A capacidade de produção anual de PVC da companhia é de 710 mil toneladas e a capacidade anual de produção de soda cáustica é de 539 mil toneladas.

Braskem ressalta que a demanda por resinas foi motivada pela retomada do consumo

Perspectivas de mercado

Com os dados de produção e capacidade conhecidos, é importante para o setor saber quais as perspectivas de crescimento de cada tipo para 2018. A Braskem responde: Polietileno (PE) - espera-se que o spread de PE no mercado internacional se mantenha em um patamar saudável, ainda que inferior ao de 2017 em função das novas capacidades de polietileno nos Estados Unidos, que iniciarão suas operações ao longo de 2018. Espera-se que os spreads voltem a se recuperar a partir de 2019, dado que não há uma segunda fase de investimentos acontecendo na região e a taxa de utilização desta resina no mercado global permanece em patamar alto. Polipropileno (PP) - estima-se que o spread no mercado internacional se manterá em patamares saudáveis em função do equilíbrio de oferta e demanda desta resina no mercado global. No mercado americano, no entanto, a expectativa é de spreads ainda mais fortes de PP em relação ao ano anterior dada a maior disponibilidade de matéria-prima propeno na região com a partida de mais uma desidrogenadora de propano e nenhuma nova capacidade de PP entrando em operação no ano de 2018. PVC - o cenário se mantém positivo com a expectativa de spreads para os próximos anos em patamares superiores ao de 2017, uma vez que a demanda excede as adições de capacidade a cada ano refletindo em maiores taxas de operação global. <<< Plástico Sul < 7


Fátima Ferreira, Diretora da Abiquim, comenta crescimento, mas importação preocupa

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EspecialCommodities

Novas aplicações no mercado

A cada ano os departamentos de P&D da Braskem investem para descobrir novos nichos para utilização das matérias-primas. Em 2017, 15 novos grades de resinas foram adicionados ao seu portfólio, dentre os quais se destacam: PEAD para tampas de bebidas carbonatadas polietileno de alta densidade desenvolvido para tampas de bebidas carbonatadas, como refrigerantes e água mineral gaseificada, aprovada para uso nas grandes marcas do mercado bem como nos produtores de tampas, que são os clientes da Braskem neste segmento. PEAD para tampas de água mineral - com excelentes propriedades organolépticas, que não interferem no sabor e odor da água mineral, foi lançada uma nova resina para tampas deste tipo de bebida com aprovação nas grandes marcas do mercado brasileiro. EVA para solas - resina desenvolvida para o controle de encolhimento e com excelente toque suave para a indústria calçadista, propriedades que fazem com que o produto final seja mais leve e confortável. EVA para sandálias - Resina desenvolvida para aplicações em sandálias monoblocos com boa abrasão e grip além do toque suave, visando uma melhor performance e conforto. PP para embalagens bi-orientadas - com foco no aumento da produtividade, com menor variação do perfil de espessura do filme de BOPP, foi lançado o grade para aplicação em embalagens flexíveis. O novo produto já está em uso por grandes empresas do mercado brasileiro.

Abiquim: concorrência x crescimento

A recuperação econômica do Brasil em 2017 impulsionou o consumo aparente nacional (CAN), que mede a produção mais as importações e exclui as exportações, das principais resinas termoplásticas: polietilenos (PEAD, PEDB e PEDBL), EVA, polipropileno (PP), poliestireno (PS), policloreto de vinila (PVC), e PET, no País. Segundo dados da Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast), da Associação Brasileira da Indústria Química/Abiquim, levantados pela equipe de Economia e Estatística da associação, em 2017, e divul8 > Plástico Sul >>>

gados em março, o CAN, medido em toneladas, cresceu 5,2% em comparação com o ano anterior. No entanto, segundo a entidade, o volume de produtos importados cresceu mais do que a produção nacional, respectivamente, 5% e 2,3%, em comparação com o ano anterior, já as exportações caíram 4,5%. Apesar do aumento do volume importado, como a demanda também cresceu, as resinas termoplásticas importadas mantiveram a participação representando 25% do volume total dos produtos consumidos pela indústria nacional, mesmo percentual dos anos de 2015 e 2016, e abaixo da média geral de produtos químicos de uso industrial que foi de 38% no ano passado. A utilização da capacidade instalada do segmento foi de 85%, índice igual ao registrado em 2016 e acima do índice geral de produtos químicos, que ficou em 79% no ano passado. Um importante indicador que demonstra a recuperação econômica do País é o consumo per capita de resinas termoplásticas, que em 2017 chegou a 29 kg por habitante contra 28 kg em 2016. Segundo a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, apesar do crescimento no consumo das resinas termoplásticas e do aumento na produção, motivados pela recuperação de atividades industriais importantes clientes do segmento, como o automotivo e o de embalagens, o segmento vem sofrendo enorme competição com o produto importado, especialmente de regiões em que a matéria-prima principal é mais acessível. “Nos Estados Unidos, uma série de novas fábricas estão entrando em operação, pressionando fortemente o Brasil, cujo preço do gás encontra-se em patamar três vezes superior ao do mercado americano. Esse é um ponto de enorme atenção para as empresas que operam no mercado de petroquímicos básicos e derivados”. O coordenador da Coplast, Edison Terra Filho, acrescenta que o País não pode perder mais uma oportunidade de crescimento que a retomada da economia proporcionará. “O que precisamos estar atentos é que, com a recuperação econômica e uma maior demanda por investimentos, precisaremos de disponibilidade de matéria-prima competitiva a tempo para o desenvolvimento ainda mais consistente do setor”.

Abiplast vê melhoria, mas pede cautela

A Associação Brasileira da Indústria do Plástico/Abiplast representa atualmente 12.539 empresas, que empregam 322.679 funcionários, nos setores de transformação e reciclagem de materiais plásticos em todo o país, ou seja, as indústrias consumidoras das commodities termoplásticas e por isso suas impressões são extremamente relevantes. Quanto ao mercado de commodities, o presidente José Ricardo Roriz Coelho comenta que no ano de 2017 o setor de transformados plásticos começou a esboçar um processo ainda lento de recuperação, depois de 3 anos consecutivos de queda.


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Roriz Coelho,da Abiplast, diz que a trajetória de crescimento do setor vai continuar em 2018

Para Laércio Gonçalves, da Adirplast, setores importantes têm perspectivas de crescer

FOTOS: DIVULGAÇÃO

EspecialCommodities

“Fechamos 2017 com um crescimento na produção brasileira de transformados plásticos de 2,5% e tal resultado positivo também foi sentido na indústria de commodities. Para 2018 temos perspectiva de continuar em uma trajetória de melhoria de mercado, mas ainda somos bastante conservadores quando pensamos na velocidade dessa recuperação’, aponta o dirigente. A entidade também avaliou os índices de desempenho e os principais setores produtivos. “A indústria de transformados plásticos registrou crescimento de sua produção física de 2,5% em 2017 em relação a 2016 e de 5,7% no 1° bimestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior”, revela Roriz Coelho. Conforme o dirigente, as causas para tais resultados positivos foram a melhora da economia em geral no ano anterior, com melhora do PIB e da produção industrial brasileira. “Vemos essa melhora quando observamos os principais mercados consumidores da nossa indústria. No 1° bimestre de 2018, por exemplo, houve crescimento na produção física de: eletrônicos: 30,4%, automotivo: 21,7%, bebidas: 10%, máquinas e equipamentos: 8%, artigos de higiene pessoal e limpeza: 6% e alimentos: 3,6%”, destaca o dirigente. Por outro lado, ele lembra que vale ressaltar que um fator também importante para estes números “é a base baixa do setor e que a nossa estimativa prevê que apenas alcançaremos a produção de 2013 em 2023”, alerta. Sobre o quesito custos para os transformadores, Roriz Coelho destaca que no 1° trimestre de 2018, o mercado sofreu uma pressão de alta de preços, impactos pela também pressão de alta que recaiu sobre o petróleo devido a eventos geopolíticos, como os ataques da Síria, por exemplo. “É importante estarmos atentos a esses movimentos, pois o setor de transformados plásticos enfrentou uma retração de cerca de (-20%) nos anos de crise da economia, sendo ainda difícil, portanto, que ela consiga absorver grandes aumentos de custos em um momento de recuperação’, completa.

Expectativa otimista da Adirplast

A Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins/Adirplast, por seu sistema de atuação tem amplo conhecimento do setor. O 10 > Plástico Sul >>>

presidente Laercio Gonçalves avalia o mercado de commodities no Brasil em 2017 e as perspectivas de crescimento para 2018. “O volume de vendas dos distribuidores Adirplast nas três commodities (PE's + PP's + PS) cresceu 0,1% em 2017 relativamente a 2016. A expectativa para 2018 é que este aumento seja maior que 3% em relação a 2017. Ainda não temos condições de prever números exatos, pois muita coisa ainda pode acontecer no país este ano’, comenta. Segundo Laercio Gonçalves, os dois principais segmentos finais atendidos pelos distribuidores da Adirplast em commodites são embalagens e alimentos e bebidas, representando 34% do total. “Tais segmentos possuem tendência de elevado crescimento de consumo de resinas plásticas neste ano de 2018, superior, inclusive, aos 5% que estimamos no total”, informa Laercio Gonçalves. Otimismo. Essa é a palavra que define as expectativas da entidade. “Acreditamos que o momento que o país atravessa proporciona melhoria nas condições de negócios para os distribuidores autorizados ou formais dos fabricantes de resinas plásticas, plásticos de engenharia e filmes BOPP e BOPET”, prevê o dirigente. Laercio Gonçalves finaliza citando a campanha da Adirplast #eutenhoÉTICA. Ele diz que esta ação também deve influenciar os transformadores de plástico a avaliarem com mais profundidade seus fornecedores, considerando que a sociedade brasileira conseguiria melhores resultados de qualidade de vida se adquirissem resinas plásticas de empresas que atuam de forma ética.

PET: Indorama compra fábrica da M&G

A notícia foi um dos grandes impactos na cadeia petroquímica-plástica em março, quando a Indorama Ventures Public Company Limited (IVL).produtor químico global, anunciou acordo parra adquirir a M&G Polímeros Brasil S/A, maior fabricante de resinas PET da América do Sul. O negócio inclui a fábrica com capacidade de produção de 550 mil t/a de PET em Ipojuca, em operação há 10 anos no complexo portuário de Suape, em Pernambuco, e a recicladora de 20.000 t/a do poliéster, em Indaiatuba (SP). A planta de PET está estrategicamente localizada e se beneficia da integração virtual com um fornecedor de Ácido Tereftálico Purificado (PTA), matéria-prima chave para o PET. O grupo italiano M&G Chemicals vai se desfazer do ativo brasileiro para sanar parte de seu desequilíbrio financeiro no mundo. No final do ano passado, a companhia entrou em processo de recuperação judicial na Itália e nos Estados Unidos. No mercado norte-americano, a M&G acumulava dívida de US$ 57 milhões com a Indorama Ventures, que aparece no topo da sua lista de credores. O fechamento do negócio no Brasil depende da aprovação do Cade e deve ser concluído no segundo trimestre deste ano. No Brasil, a operação da M&G registrou queda


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no desempenho financeiro entre 2015 e 2016 (o balanço de 2017 ainda havia sido divulgado). A empresa apresentou redução de 10% no valor do ativo, de 12% na receita líquida e de 22% no lucro líquido. Em setembro do ano passado, foi divulgada notícia que a fábrica da M&G em Suape estava sem receber matéria-prima da mexicana Alpek para garantir a produção, por conta de uma dívida de US$ 50 milhões com a fornecedora.

Planos ambiciosos da líder global

Uma das líderes globais nos mercados de plásticos e resinas, a tailandesa Indorama Venture está presente em 25 países com 75 fábricas. Esta aquisição da M&G no Brasil está alinhada com a estratégia da companhia de ampliar a liderança no mercado e expandir sua presença global nos principais mercados de PET com alto potencial de crescimento. Esta posição estratégica permite que a Indorama entregue produtos a clientes chave no Brasil e em outras praças de forma econômica e eficiente. A América do Sul é um importante mercado emergente para a empresa, com demanda doméstica de resina PET apresentando um crescimento de 5% ao ano na região. Atualmente o consumo per capita de 2,8 quilos por pessoa por ano é baixo e tem grande potencial para crescer. O grupo afirma estar preparado para atender aos seus clientes e aos da M&G tão logo a aquisição seja aprovada e a planta for operacionalizada integralmente pela Indorama. Do ponto de vista operacional, enquanto a transação não for concluída, o executivo José Veiga continua acumulando os cargos de presidente e diretor comercial da M&G. Com a venda, a companhia segue o mesmo caminho da Petroquímica Suape, que teve venda confirmada para a mexicana Alpek. Desta forma, o polo petroquímico de Suape vai mudando de controle. O CEO do Grupo da Indorama, Aloke Lohia,

comentou a aquisição: “Estamos satisfeitos por ter feito esse acordo e adotado medidas importantes para fortalecer nossa capacidade de crescimento rentável. A Indorama Ventures agora tem escala e alcance global incomparáveis, estando presente nos cinco continentes com um modelo de negócio extraordinariamente equilibrado e integrado” disse. E acrescentou: “É um acontecimento empolgante para nós, refletindo nosso compromisso contínuo em apoio aos nossos clientes, usando escala global e presença local. Estamos ansiosos por usufruir deste novo mercado e pelas oportunidades de venda integrada, fazendo chegar maior valor agros clientes existentes e aos novos, enquanto entregamos crescimento rentável e maior valor para o acionista da Indorama”, finalizou.

A M&G, maior produtora de PET da AL, mudou de dono: agora é da Indorama

Dow e a retomada dos negócios

Por estar em “quiet period”, a Dow declinou o convite para a entrevista da Plástico Sul para comentar sobre produção, vendas, novos grades de PE e aplicações. Mas a empresa havia concedido entrevista ao jornal Valor Econômico que publicou reportagem sobre temas concei-

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EspecialCommodities inauguração em junho de um centro digital em São Paulo para atender seus clientes de toda a América Latina, com vistas ao desenvolvimento de novas tecnologias. E transformar o laboratório de pesquisa e desenvolvimento de Jundiaí (SP) em centro para a América Latina.

Novo terminal logístico de PE

Dow não revelou dados, mas em 2017 investiu em novo terminal logístico de PE em SC

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tuais gerais, como a junção coma DuPont, na qual afirma já perceber a retomada dos negócios no Brasil e trabalha com expectativa de expansão de dois dígitos em 2018. Porém, a multinacional americana faz um alerta: o Brasil precisa olhar para os gargalos e estimular a adição de valor a seus recursos naturais, sob o risco de continuar perdendo investimentos para outras regiões. “Há o país que é cartão vermelho e o país que é tapete vermelho. É assim que a Dow vê”, diz o presidente da companhia para o Brasil e a América Latina, Fabian Gil. A companhia entende que, para se aproximar daqueles que estendem o tapete para novos investimentos, o país deve aproveitar o momento de recuperação econômica e discutir uma política que estimule o desenvolvimento sustentável (e sustentado) da indústria de transformação. O fator-chave no debate é a energia a preços competitivos. E para incrementar essa questão, a Dow reuniu algumas sugestões de diretrizes no que chamou de Plano de Manufatura Avançada (PMA), para dar suporte ao desenvolvimento da indústria brasileira. “Não tem nada a ver com ajuda, subsídio. O melhor que o Estado pode fazer é tirar as travas, deixar acontecer”, aponta Gil. Até o momento, o PMA tem sido discutido no âmbito das associações, como a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que está fortemente engajada em tratativas com o governo federal para garantir que parte do gás do pré-sal seja usado como matéria-prima pelo setor. Duas grandes preocupações são o tamanho do déficit comercial, de mais de US$ 23 bilhões no ano passado, e o avanço dos produtos químicos importados no mercado doméstico. Em 2017, 38% da demanda foi suprida por importações. A ideia da Dow é pragmática: quando apontam a proximidade das eleições a empresa ressalta que esse é um assunto de Estado e não de governo,. A companhia americana investiu R$ 3 bilhões no país nos últimos sete anos, uma média de R$ 430 milhões. No momento estão em curso três novos projetos: a modernização do complexo industrial de Aratu (BA), o único a produzir óxido de propeno e propileno glicol na América Latina, parte da cadeia do poliuretano; a

Um das ações mais importantes da Dow em 2017 foi a inauguração do seu maior terminal logístico para polietileno na América Latina fora de suas unidades produtivas. Localizado em Itajaí (SC), o terminal garante incremento de 60% na capacidade de armazenagem da empresa para polietileno e produtos das áreas de especialidades plásticas. Esse aumento de capacidade deh suporte à maior produção de polietileno proveniente das novas unidades de produção da Dow na Costa do Golfo dos Estados Unidos e que passou a ser embarcada para a América Latina. Segundo divulgou a empresa, o novo projeto elimina a capacidade ociosa, pois os produtos são estocados diretamente em contêineres. “Esse projeto marca a segunda etapa de ações que a Dow tem desenvolvido desde 2011 para aprimorar sua eficiência logística no Brasil, trazendo benefícios para toda a cadeia”, afirmou na ocasião Leonardo Feltrinelli, diretor de Supply Chain da Dow América Latina. ”Esse terminal logístico está alinhado à estratégia de crescimento da área de Embalagens e Plásticos de Especialidades da Dow, armazenando produtos vindos, principalmente, de unidades na Argentina e Estados Unidos”. Atualmente, grande parte do volume da Dow destinado ao Brasil chega ao país pelos portos de Itajaí, Navegantes e Itapoá, todos em Santa Catarina. Além de Santa Catarina, a Dow possui um segundo terminal logístico em Juiz de Fora (MG), com capacidade de 15 mil toneladas e abastecido a partir do porto do Rio de Janeiro, que possui os mesmos critérios de otimização operacional de Santa Catarina.

PVC tem múltiplas aplicações

O PVC é utilizado em embalagens de alimentos, cosméticos e medicamentos; em mangueiras em geral; na construção civil em tubos e conexões, em conduítes, em recobrimento de fios e cabos, em forração, em revestimento de pisos, em esquadrias e janelas; como “couro sintético” para indústria de calçados, bolsas e estofados; acessórios médico-hospitalares, dentre outras diversas aplicações. O presidente do Instituto do PVC, Miguel Bahiense, destaca quais as novas tendências em aplicações do PVC e seus benefícios. “O PVC tem crescido em novas aplicações também no mercado brasileiro, alinhado a sua vocação de substituir materiais tradicionais. É o material mais versátil que existe e essa característica é verificada exatamente na grande variedade de aplicações disponíveis no mercado e nas entrantes também, por exemplo, telhas, sistemas construtivos, pi-


sos, esquadrias, rodapés, decks, embalagens, aplicações na área médica, automotiva, dentre outros, explica. Essa versatilidade, segundo Bahiense, é conferida pela possibilidade de se agregar aditivos à resina de PVC. Em todas essas aplicações o PVC tem destaque pela facilidade de formulação, o que permite modificar propriedades e características, atendendo assim cada necessidade que um produto feito em PVC se propõe a oferecer à sociedade. “Podemos destacar algumas características muito importantes inerentes do PVC, por exemplo, sua baixa inflamabilidade, importante em aplicações ligadas à construção civil, ou que podem ser conferidas a ele pelo uso de aditivos, por exemplo flexibilidade ou rigidez, bem como resistência mecânica, dentre outras”, aponta.

Mais tecnologia e benefícios

O presidente do IPVC ressalta que o setor se desenvolve tecnologicamente, não só no aprimoramento das resinas e dos aditivos, mas na formulação também, de forma que o PVC seja uma contínua novidade em mercados que tradicionalmente já o utilizam, como tubos e conexões, mas também em mercados que utilizam tradicionalmente outras matérias primas em que o PVC termina sendo sempre um possível sucedâneo. “Por exemplo, hoje o PVC tem se destacado por sua eficiência térmica e acústica em mercados como esquadrias e telhas, além de ser utilizado como alternativa para a construção de casas”, informa. E a cada nova descoberta aumenta o uso do PVC em áreas importantes como destaca Bahiense. “Podemos afirmar que diversos setores produtivos têm, cada vez mais, potencializado o uso do PVC devido às qualidades e benefícios que o PVC oferece, levando em conta a especificidade de cada um destes segmentos. A Construção Civil, por exemplo, é o principal setor usuário, e se beneficia de atributos do PVC e sua qualidade ambiental interna nas edificações devido a sua eficiência termo-acústica, redução da emissão de CO2 durante sua fabricação, redução do consumo energético para aquecer ou refrigerar um ambiente, redução da geração de resíduos ao longo do tempo devido a alta durabilidade do PVC, reciclabilidade, excelente custo-benefício, entre outros, para a fabricação de diversos produtos dentre eles esquadrias, pisos, telhas, forros etc”, informa. E na área médica, cerca de 30% dos produtos plásticos utilizados neste setor são feitos com PVC em produtos como bolsas de sangue e soro, dentre outros, devido não só às características técnicas do PVC, mas também à segurança que ele proporciona e que é necessária para produtos que estarão em contato direto com os pacientes, além de sua reciclabilidade, fator muito importante atualmente. “Na indústria automobilística, o papel do PVC junto com outros plásticos, é fundamental pois diminui o peso dos automóveis gerando economia de combustível e consequentemente diminuindo a

emissão de CO2 para o meio ambiente, isso sem citar a diminuição no consumo de couro animal com uso de laminados de PVC aplicados no revestimento dos bancos. Na indústria calçadista, o PVC proporciona cada vez mais conforto, leveza e resistência aos calçados”, acrescenta o dirigente.

IPVC informa e faz parcerias

O presidente do Instituito comenta: “Nossa função é fornecer informações técnico-científicas e ambientais a todos os setores consumidores de PVC proporcionando o conhecimento necessário para que usem cada vez mais essa matéria-prima em seus produtos”, alerta. Se duas cabeças pensam melhor do que uma, as ações em conjunto com outras entidades para ampliar a aplicabilidade da resina são positivas. Bahiense explica que no momento, as parcerias com outras associações caminham no sentido de potencializar a divulgação das aplicações do PVC. “Um bom exemplo é nossa parceria com a ASPEC-PVC (Associação Brasileira dos Fabricantes de Sistemas, Perfis e Componentes para Esquadrias de PVC) na divulgação das esquadrias de PVC. Em março participamos com a entidade na Expo Revestir 2018 apresentando o estudo "Análise de Ecoeficiência de Janelas", primeira análise de ecoeficiência de um produto de PVC realizado no país que comparou aspectos ambientais e econômicos de janelas brancas de PVC e janelas brancas de alumínio’, lembra. “Atuamos para ampliar o conhecimento sobre o PVC e suas aplicações divulgando seus atributos e desempenho, principalmente entre o público especificador, mas sem esquecer o consumidor final”, esclarece Bahiense. O dirigente afirma que a maior aceitação e consequente aumento da utilização das janelas de PVC ocorre na medida em que se tornam mais conhecidas. “Na Europa, por exemplo, a janela de PVC tem suas vantagens reconhecidas há muito tempo e seu mercado já é bem consolidado, sendo que em alguns países representa mais de 70% das janelas”, informa. O dirigente diz que há outras ações programadas para 2018, em parceria com outras entidades setoriais e mesmo associados do Instituto. “O importante é divulgar o PVC, buscando seu crescimento em todos os seus mercados, destacando não só suas qualidades técnicas, mas também suas vantagens ambientais, como comprova o estudo (Análise de Ecoeficiência de Janelas) que realizamos. Acreditamos que com os resultados desse estudo em mãos conseguiremos mostrar as reais características dos produtos que promovemos, com base cientifica, confirmando o excelente desempenho ambiental, social e econômico do PVC”, completa Bahiense.

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DestaquePólo Plástico de Santa Catarina

Crescendo no ritmo forte da Interplast Segundo colocado no ranking da Abiplast na produção de plásticos, Santa Catarina dá impulso ao crescimento do setor com a rrealização da grande feira em Joinville

As empresas de transformação do Brasil e do Exterior, e os profissionais do setor encontram no Complexo Expoville, um ambiente completo para suprir suas necessidades tecnológicas, pois ali também se realiza a EuroMold Brasil – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentarias, Design e Desenvolvimento de Produtos, para a América Latina. O interesse em participar da feira foi tanto que os organizadores precisaram ampliar a área útil do evento para o hall de acesso do pavilhão, para mais 30 estandes, totalizando uma área de 20 mil m². Todos vendidos. Na feira, o visitante encontra as melhores soluções, da matéria-prima a máquinas e equipamentos, e na EuroMold soluções tecnológicas em ferramentais e desenvolvimento de produtos. “A Interplast e EuroMold estão consolidadas como a principal ferramenta de marketing do setor plástico do Brasil, com o diferencial de outros eventos por reunir toda a cadeia do processo produtivo, do design a produção”, comenta Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil, organizadora do evento. Em 2018, com os sinais visíveis da retomada da indústria, o cenário é ainda mais favorável para investimentos na renovação tecnológica do parque fabril, possibilitados a partir da feira. “Esse acesso a toda a cadeia do plástico em um único espaço atrai visitantes cada vez mais qualificados e faz com que a feira se consolide como o ponto de encontro do segmento na América Latina, em 2018”, destaca o executivo.

Abiplast destaca força de SC

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uem está envolvido com o segmento petroquímico-plástico reconhece o trabalho dedicado e o sucesso de Santa Catarina, segundo estado no ranking da produção de plástico no Brasil, segundo dados da Abilpast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico. O polo catarinense reúne um importante conjunto industrial com quase mil indústrias de transformação do plástico, somando mais de 35 mil empregos diretos nas unidades fabris. Processa anualmente cerca de 1 milhão de toneladas de plástico e com grandes empresas de atuação nacional e internacional com destaque para peças técnicas, embalagens, brinquedos e descartáveis.

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A estes fatores somam-se outros, como ensino técnico, logística e... eventos importantes para o segmento industrial. No ritmo forte das máquinas e equipamentos, e no perfil qualificado dos profissionais que visitam feiras, está a Interplast – Feira e Congresso da Integração da Tecnologia do Plástico, realizada entre 14 e 17 de agosto, em Joinville (SC) e que se consolida como o principal evento do setor no Brasil, realizado em anos pares, e um dos principais do continente, reunindo cerca de 500 marcas em exposição. O evento não apenas valoriza o pólo plástico catarinense, como serve de impulso para acelerar o desenvolvimento econômico do Estado e do País.

Com base nos dados do setor em 2017, a Abiplast confirma a importância do polo plástico catariense no contexto do setor. “No Brasil temos 11.312 indústrias de transformação de material plástico e geramos 310.421 empregos. A indústria de transformados plásticos catarinense é a 3ª mais relevante do país em quantidade de indústrias, 995 empresas, e a 2ª em geração de empregos, com 35.538 empregados”, informa o presidente José Ricardo Roriz Coelho. O dirigente explica que os mesmos posicionamentos no ranking se repetem quando é feita a análise das indústrias de reciclagem de materiais plásticos (3ª em empresas e 2ª em empregos). “Das 1.072 indústrias e 9.826 empregos no Brasil gerados pela reciclagem de plásticos, Santa Catarina é responsável por 133 empresas e 1.595 empregos”, acrescenta. O presidente da Abiplast também comenta que Santa Catarina é um importante


Fiesc ressalta a economia

O setor de Produtos Químicos e Plásticos representa 6,5% dos empregos da indústria catarinense e 3,3% dos estabelecimentos, empregando 48.067 trabalhadores num total de 1.694 estabelecimentos. Tem impacto significativo na economia catarinense, representando 9,1% da nossa produção industrial. A região Norte se destaca pelo número de indústrias deste segmento, incluindo grandes empresas como a Tigre e a Amanco, comenta Sidnei Manoel Rodrigues, coordenador do Observatório de Inteligência Industrial da Fiesc – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina. O setor é um dos 16 estudados pela FIESC no Programa de Desenvolvimento da Indústria Catarinense (PDIC). Conforme Sidnei Rodrigues, a indústria de plásticos catarinense quer ser mun-

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polo do setor plástico. “Dentre os principais destaques temos o setor de produtos destinados à construção civil, com grandes e relevantes indústrias do setor instaladas na região. Outro setor de grande relevância temos também mais de 50% da produção do país de produtos descartáveis plásticos sendo produzidos no Estado”, afirma. Quanto à importância dos eventos, concorda que a Interplast oferece às empresas o acesso a novidades e o intercâmbio de conhecimento e tecnologia para aumento de produtividade. “As soluções apresentadas na feira abrangem soluções e tecnologias nos segmentos de máquinas e equipamentos, transformação, ferramentaria, embalagens, matéria-prima, periféricos, design e serviços”, completa.

dialmente reconhecida pelo desenvolvimento de produtos diferenciados e novas tecnologias, agregando matérias-primas de fontes renováveis e reciclagem na cadeia produtiva. Para isso, o setor demanda o processamento de matérias-primas de fontes renováveis com a mesma eficiência daquelas provenientes da indústria petroquímica; o uso eficiente e racional de insumos e da energia, reciclagem e reuso de aparas, refugos, entre outras; e emprego das cadeias de logística reversa para viabilizar a reciclagem de materiais plásticos. “A indústria deste segmento também precisa elevar sua capacidade de desenvolver produtos e processos inovadores, que possibilitem a manutenção e ampliação da sua atuação nos mercados nacional e internacional. Isso inclui parcerias com instituições de pesquisa, desenvolvimento em redes, acordos internacionais e fomento para a inovação”, acrescenta o coordenador do Observatório. Outros dados interessantes disponibilizados pelo Observatório da Fiesc no site

ressaltam que dentro do setor, a atividade de Fabricação de Produtos de Material Plástico é a predominante, com 72,2% dos trabalhadores. Na sequência aparecem as atividades de Fabricação de Produtos e Preparados Químicos Diversos (com 6,5%) e Fabricação de Produtos de Borracha (com 6,5%). Também aparecem as áreas de fabricação de produtos químicos inorgânicos (2,4%), resinas e elastômeros (0,6%) e produtos químicos orgânicos (0,3%). O segmento é o 8º em Produtividade e 7º em Exportações. Dos 1.694 estabelecimentos citados, 93,4% são micro ou pequenas indústrias (até 99 empregados), que juntos empregam cerca de 43,7% de todos os trabalhadores do setor, mas um dado interessante é que as médias empresas, que representam 6,1% do total, respondem por 46% dos empregos ou seja, quase a metade, enquanto as grandes (0,4%) respondem por 10,3% dos postos de trabalhos, segundo dados o Relatório Anual de Informações Sociais (Rais).

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DestaquePólo Plástico de Santa Catarina Richard Spirandelli*

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anta Catarina é destaque nacional em relação à transformação de plásticos. Destacam-se no estado 3 importantes polos: Construção Civil e Linha Branca no Nordeste, Descartáveis no Sul e Embalagens flexíveis no Oeste. Além disto, é próximo à Curitiba e São José dos Pinhais, no Paraná, sede de importantes montadoras de veículos que utilizam o plástico na produção. Neste contexto, surgiu no ano de 2000 a Interplast, e que vem ganhando relevância a cada edição: neste ano será a 10ª edição da feira. Surpreendentemente, pela primeira vez em sua histórica a feira já está 100% comercializada desde o mês de março. Há neste momento uma fila de interessados em adquirir área para participar da feira. Penso que temos alguns pontos que levam a Interplast a esta situação: • O relevância do mercado da transformação do plástico na Região Sul do Brasil, que concentra empresas de renome mundial e que necessitam soluções tecnológicas em processos, máquinas e matérias primas que garantam a excelência dos produtos de plástico que produzem. • O mercado nos últimos anos sofreu com a crise econômica, que fez com que as empresas produzissem com a sua estrutura

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disponível e sem investimentos em novas tecnologias. Agora, o horizonte é mais claro e as empresas buscam melhorar seus processos produtivos e otimizar suas máquinas e equipamento. Está em evidência o “fazer mais com menos”. • A Interplast em si, é o único evento no Brasil que abrange toda as soluções em um só espaço, passando do Design do Produto, ao Ferramental de Produção, e todas as soluções voltadas ao processo de transformação do plásticos unindo fabricante de máquinas equipamentos e os principais fornecedores de matérias primas. A feira apresenta uma relação custo benefício diferenciada em relação a eventos de grandes centros. Tanto do ponto de vista do visitantes que conseguem ter acesso a ampla gama de expositores, como expositores que tem os investimentos reduzidos participando da Interplast. Com relação a Conteúdo, a Interplast terá uma grade de worshops disponíveis de expositores, que falarão de produtos e serviços gratuitamente aos seus clientes; terá ainda um evento da ABIPET, chamado PETALK Sul, onde se discutirá soluções e inovações voltadas ao PET, o projeto Ilha da Reciclagem do Plástico, abordando temas voltados a reciclagem do plástico, o projeto Tampinha Legal que tem o aspecto social de permitir que entidades se beneficiem da reciclagem de tampinhas. Terá também palestras da ABII, Associação Brasileira de In-

ternet Industrial, juntamente com o Senai que juntas desenvolvem temas voltadas à manufatura 4.0, e internet industrial. O Congresso Técnico paralelo à feira, trará os temas voltados à Inovação tecnológica, ou seja, apresenta conteúdo que ainda são novidades na indústria mas que já são tendências em outros países. A Rodada de Negócios do Setor Plástico, reunirá em torno de 15 empresas compradoras do Brasil, que terão suas demandas atendidas pelos fornecedores/ expositores em encontros de 15min , resultando em mais de 400 reuniões de negócios. A Interplast 2018 trará expositores de 9 estados e 68 cidades. Expectativa de 20.000 profissionais. Nesta edição estão presentes 47 novos expositores em relação a 2016. Para a produção do evento, são envolvidos 400 profissionais fornecedores entre montagem, realização e desmontagem. *Richard Spirandelli é Diretor da Messe Brasil, organizadora da Interplast

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Interplast estimula e fortalece o setor


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á muitos anos no comando da entidade mais representativa da indústria do plástico em Santa Catarina, Albano Schmidt, presidente Simpesc – Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina, e diretor-presidente da Termotécnica, é um profundo conhecedor deste segmento não apenas no Estado, mas em âmbito nacional. Em evento recente fez uma apresentação sobre as Expectativas de Mercado para 2018, destacando os resultados consolidados da indústria de transformados plásticos em 2017: “A produção de plástico cresceu 2,5% em relação a 2016 e este desempenho positivo muito se explica pelo resultado dos principais mercados consumidores do setor, como automotivo, com 17,2%, eletrônicos, com 19,6%, artigos de higiene pessoal e limpeza, com 2,2%, alimentos, com 1,1% e bebida, com 0,8%”, informa. E ressalta que a produção física dos insumos típicos para construção civil, apesar de ter registrado queda de -3,3% em 2017 teve um bom resultado na comparação com anos anteriores. Em sua exposição, o dirigente citou os bons indicadores macroeconômicos que influenciaram no desempenho: inflação abaixo do limite da meta, em 2,95%; taxa básica de juros reduzida de 13,75% para 7% ao ano; expectativa de fechamento do PIB com variação positiva de 0,7% e, os estoques, segundo a CNI, estão ajustados e as expectativas favoráveis indicam atividade em alta. “Toda essa conjuntura também permitiu a melhora no estoque de empregos das indústrias de transformados plásticos, superando nossas expectativas. Esperávamos um crescimento de 0,5% no estoque de empregos no setor em 2017, e com os dados de dezembro divulgados, observamos a geração de quase 5 mil novas vagas no ano, um aumento de 1,5% no total de postos de trabalho em relação a 2016”, revela. Outra observação de Albano Schmidt está relacionada ao faturamento real do setor, em valores constantes de 2017, registrando um leve crescimento de 0,4% no ano, em relação a 2016. “Apesar do resultado tímido,

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Simpesc destaca empregos e cenário positivo

também é um comportamento positivo se comparado com os anos anteriores”, ressalta.

Projeções para 2018

Mesmo que o Estado-base do Simpesc seja Santa Catarina, nenhum segmento é uma ilha dentro do Brasil, por isso as projeções em nível nacional representam um contexto macro. Em sua explanação, o dirigente destacou a expectativa de crescimento de 2% no PIB em 2018, inflação de 4% e juros de 6,75%. Quanto aos mercados consumidores, Albano Schmidt foi enfático: “No ramo automotivo, na primeira quinzena de janeiro, o número de emplacamentos subiu 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Para a construção civil 2017 foi um ano de início de retomada e o mercado espera que a melhora operacional se consolide este ano, segundo notícia veiculada pelo Valor Econômico”, aponta. E para o setor de transformados plásticos, segundo o dirigente, as projeções indicam: 1) aumento de 3% na produção física, com a expectativa de melhoria na produção e vendas do setor; 2) 2% no estoque de empregos, ou seja, 6,2 mil novas vagas geradas por conta da recuperação do nível de mão-de-obra da indústria; 3) aumento de 4% nas exportações com a demanda mundial mantendo ritmo positivo (crescimento do PIB mundial de 3,7% a.a). Além disso, os principais destinos de exportação do setor esperam crescimento: Argentina, 2,5%; EUA, 2,2%,; Paraguai, 3,9%; Chile, 1,4% e Uruguai,3,5%; aumento de 17% das importações, uma elevação similar ao observado no ano passado considerando a expectativa de crescimento do mercado consumidor; aumento de 4,5% do consumo aparente do setor plástico em 2018 em relação a 2017. <<< Plástico Sul < 17


DestaquePólo Plástico de Santa Catarina

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ma das empresas brasileiras com forte atuação na cadeia do plástico, também aposta na capacidade produtiva do Sul. Com operações no mercado de masterbatches de cores e aditivos para plásticos tem alto conceito no setor, a Cromex concentra sua produção em duas unidades (São Paulo e Bahia), com capacidade total de produção de 132 mil toneladas/ano. Segundo o Diretor Comercial Glauco Moraes (foto ao lado), a empresa tem em seu portfólio mais de 13 mil cores e aditivos, desenvolvidos em laboratórios próprios, para atender 18 segmentos diferentes de transformados plásticos, como brinquedos, embalagens e tampas para diversos segmentos (alimentos, bebidas, cosméticos, higiene pessoal, limpeza), segmento esportivo (assentos para estádios, entre outros produtos), construção civil, setor automotivo e de agrobusiness.

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Além de atuar em todo o território nacional, a Cromex também comercializa seus produtos em mais de 60 países. A região Sul é considerada um importante polo de desenvolvimento de tecnologias e um mercado estratégico e por isso o foco é enfatizar o relacionamento e aumentar a presença, com investimentos no aumento da força de vendas nas regiões de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul e o fortalecimento dos distribuidores nestas regiões. “A empresa busca inovação e prima por oferecer ao cliente o que há de mais avançado em tecnologia de produtos. Todo esse trabalho é desenvolvido pela companhia, com profissionais altamente qualificados para o desenvolvimento de soluções adequadas às necessidades de cada mercado, conta também com Assistência técnica especia-

lizada, logística otimizada em cada região do Sul, além de todo suporte da equipe interna para maior agilidade no atendimento junto ao cliente”, ressalta Glauco Moraes.

Mostruário: grande atrativo

A empresa disponibiliza soluções em concentrados de cores e aditivos (brancos, pretos, coloridos, aditivos), em grânulos e resinas micronizadas para atender o segmento de Rotomoldagem. Além disso, a variedade de cores catalogadas de efeitos especiais e os novos desenvolvimentos atendem a tendências globais, especial-

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Cromex com foco na Região Sul


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Portfólio da Cromex é diversificado, com masterbatches e aditivos para várias aplicações

mente no que diz respeito a cores que não levam metais pesados em sua composição. Os produtos, desenvolvidos com o propósito de prevenção no impacto ambiental, são materiais diferenciados que desempenham papel importante no ciclo de vida do produto final. Glauco Moraes lembra que além das cores, a Cromex possui em seu portfólio, outra novidade - o masterbatch preto - Superblack® com mais negro de fumo, possui excelente poder de cobertura e dispersão. Perfeito para ser aplicado em diferentes formulações plásticas sem perder as características e beleza do produto final. Os concentrados brancos atendem os mercados de descartáveis, embalagens flexíveis, linha branca, eletroeletrônico, entre outros. Os concentrados de aditivos, voltados para aplicações de embalagens, oferecem resistência a impactos e proteção em níveis que geralmente superam os padrões de qualidade e durabilidade exigidos pela indústria. Os produtos também oferecem características excelentes de transparência e brilho. O aditivo inibidor de corrosão (VCI), utilizado na fabricação de filmes plásticos para embalagens, que protege com eficácia os materiais metálicos produzidos pelas indústrias automotiva, metalúrgica, siderúrgica, eletroeletrônica e mecânica em geral, contra a ação da umidade ambiente. Segundo o executivo, “o diferencial da empresa está em investir fortemente na qualidade dos seus produtos, atendimento e assistência técnica, além de garantir os

resultados exigidos por seus clientes, exprimindo a identidade visual da marca”, diz.

Think Green, live all colors

Glauco Moraes informa que a Cromex está sempre preocupada de promover boas práticas sustentáveis e, por isso, atua em benefício ao ambiente, bem estar da população e competitividade, todos os masterbatches de cores e aditivos são isentos de metais pesados. “A empresa, que sempre aposta na inovação como forma de crescer e acompanha as principais tendências mundiais, desenvolve em seus laboratórios, produtos que atendem às mais diversas regulamentações e que ao mesmo tempo, mantêm seu padrão colorífico”, afirma. O masterbatch isento de metais pesados, contribui para o meio ambiente no momento do descarte do mesmo, devido ao fato de não possuir substâncias consideradas perigosas e não contaminar solo ou água com metais pesados. Glauco Moraes finaliza destacando que a Cromex tem investido em tecnologia, P&D e na qualificação de pessoas para ampliar e melhorar sua gama de soluções – produtos e serviços – para prestar o melhor serviço, além de produzir e entregar o melhor produto a seus clientes.

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Tendências

Indústria Calçadista

& Mercados

Passos firmes para superar desafios

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O balanço positivo da Fimec, realizada em março, deu a medida do novo cenário para a indústria calçadista que, a exemplo de outros segmentos, inicia uma fase de recuperação

Lideranças das entidades do setor coureiro-calçadista apresentaram o balanço final da 42ª Fimec com entusiasmo. Estavam presentes entre outros, o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, o presidente da Assintecal, Milton Killing, o presidente-executivo do CICB, José Fernando Bello, o presidente da ABQTIC, Alexandre Finkler, o presidente da ACI-NH/CB/EV, Marcelo Lauxen Kehl, o presidente da AICSul, Moacir Berger, o diretor-presidente da Fenac, Marcio Jung, que ressaltou: “Essa foi uma feira marcada pela união da Fenac com as demais entidades do setor calçadista”, disse. Segundo a Assintecal, as rodadas de negócios promovidas pela entidade trouxeram 11 compradores internacionais, vindos não apenas da América Latina, mas também de outros países como Estados Unidos e Rússia. Os negócios fechados nessas rodadas internacionais devem beirar os $15 milhões.

Visitação e ações diversificadas

Automação logística foi um dos temas que despertou interesse dos visitantes na Fimec

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mercado calçadista caminha a passos firmes para consolidar sua importância no cenário econômico brasileiro. E a Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes), realizada na Fenac, em Novo Hamburgo (RS), um dos mais importantes eventos setoriais, sinaliza de forma perfeita o cenário dessa cadeia produtiva. Em três dias, de 6 a 8 de março, a 42ª edição reuniu expositores e visitantes em seus corredores e foi avaliada como a melhor feira do últimos anos como um marco da recuperação. E por sua relação com o setor, a cadeia do plástico pega uma carona nesse trem do desenvolvimento.

Um dos pontos ressaltados pelas entidades apoiadoras do evento foi a visitação qualificada. Os três dias de evento reuniram profissionais de todos os setores ligados ao couro e ao calçado. Com um olhar mais otimista para o setor calçadista, a Fimec viu seus expositores apostarem no evento como um fator fundamental para seus negócios. Em um novo espaço, Fábrica Conceito e Estúdio Fimec ganharam destaque logo na entrada da feira. No Estúdio Fimec o foco era a informação de moda, inspiração e direcionamento para os visitantes quanto às novidades para as próximas estações. O tema Reconectar foi apresentado através de materiais e um ambiente lúdico e inspirador. Na Fábrica Conceito, o funcionamento do maquinário exposto no evento atraiu visitantes. Com a fabricação de calçados em tempo real, foco na tecnologia e aumento da produtividade, o espaço funcionou como uma indústria. Na fábrica, os visitantes puderam se atualizar quanto as novidades em maquinário de produção e processos que otimizam custos e tempo. O projeto Sola (Sistema de Operações Logísticas Automatizadas), da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) é um dos destaques da Fábrica. O sistema permite reduzir custos de produção, rastreabilidade, possibilidade de crossdocking e reposição automática, controles e organização para gestão dos negócios e inventário em tempo real.

Abicalçados de olho no futuro

As ações da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que tem 167 associados em 12 estados, são fundamentais para o setor. Por isso é importante saber das impressões da entidade por meio do presidente-executivo Heitor Klein. Antes de expor as respostas às questões sugeridas


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pela Plástico Sul (PS), vale registrar um trecho da sua mensagem no Relatório Anual: “O ano de 2017 foi complicado não somente para o setor calçadista, mas para a economia nacional. Com uma queda acumulada de 7% no PIB de 2016 e 2017, vimos a capacidade de consumo encolher a níveis históricos, com um endividamento cada vez maior das famílias brasileiras. A renda também caiu, assim como o nível de emprego. No mercado internacional, a situação foi menos complicada, mas sem impacto significativo na atividade, que encerrou o ano empregando menos de 280 mil pessoas, o menor índice de emprego da história do setor. Por outro lado, foi um ano de ensinamentos importantes. Se sobrevivemos à crise, que agora começa a dar sinais de arrefecimento, foi porque começamos a fazer a “lição de casa”. Os revezes uniram ainda mais a cadeia produtiva, que, aos poucos, parece se dar conta da importância do trabalho conjunto em prol da competitividade, deixando um pouco de lado a concorrência comercial para lutar por bens comuns. Foi neste contexto que, em 2017, tivemos os primeiros resultados da histórica união do setor que deu origem ao programa Future Footwear, que uniu as entidades representativas dos segmentos de máquinas, couros, componentes, serviços e montadoras de calçados” De forma mais objetiva, o dirigente atendeu à uma solicitação da PS para uma avaliação do Desempenho da Indústria Calçadista no Brasil em 2017, um ano economicamente atípico. “Em 2017, apesar de uma leve recuperação na demanda doméstica, não registramos incrementos significativos no varejo. Já as exportações, que cresceram 1,2% em volume e 9,3% em receita (discrepância explicada pela elevação do preço em dólar, mais elevado em função da valorização do real sobre a moeda norte-americana) acabaram auxiliando o desempenho de forma mais efetiva. No frigir dos ovos, a produção, conforme levantamento do Relatório Setorial da Abicalçados, cresceu 1,1% em 2017 (para 908,9 milhões de pares). Quanto às projeções para 2018, um ano eleitoral, Klein afirma que “a expectativa é de leve crescimento na produção (entre 0,4% e 3,5%), especialmente em função da gradual recuperação da demanda doméstica. Mas, além dos resultados eleitorais e toda a tensão gerada na economia, vamos depender também de um inverno mais rigoroso, o que sempre ajuda no varejo de calçados”, pondera. O dirigente também aproveitou para divulgar os principais dados de produção e consumo de calçados em 2017:

Sobre os desafios e problemas mais fortes que o setor enfrenta no momento, Klein é incisivo: “O Custo Brasil, que engloba a alta carga tributária, os custos trabalhistas, o excesso de regulamentações e burocracia, além de uma logística cara e ineficiente”, completa.

Heitor Klein, presidente executivo da Abicalçados, diz que setor teve ano de ensinamentos

Empresas do By Brasil aumentam exportações

Foi divulgado recentemente o levantamento trimestral de exportações do setor de componentes realizadas pelo projeto By Brasil Components, Machinery and Chemicals, projeto de incentivo às exportações executadas entre a Assintecal e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). No acumulado do trimestre, as exportações do projeto alcançaram o valor de US$ 76,4 milhões, resultado 24% superior em relação ao mesmo período do ano passado. Em março, ultimo mês do trimestre, as exportações chegaram a US$ 29,3 milhões, um aumento

908,9 milhões de pares produzidos; 805 milhões de pares consumidos (3,9 per capita); 127 milhões de pares exportados para mais de 150 países;

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Indústria Calçadista

& Mercados

de 42% em relação ao mês anterior (fev/18). Já em relação ao mesmo período do ano passado (mar/17), observou-se um aumento 7%. Entre os países que receberam as maiores quantidades de produtos brasileiros estão Argentina, China, Paraguai, México, Índia, Alemanha, Colômbia e Estados Unidos. Os principais produtos exportados foram os químicos para couro, cabedais e tecidos. Também foi registrado um aumento no número de empresas apoiadas pelo By Brasil, que já somam 337 indústrias participando das exportações realizadas dentro do programa. Segundo a Assintecal,mais de 70 países importam componentes brasileiros; os produtos tem alto valor agregado em desing, tecnologia e sustentabilidade; o Brasil concentra mais de 3.000 empresas de componentes de diversos segmentos; a indústria de calçados/bolsas utiliza, em média, 3.500 componentes diferenciados em cada coleção Destacam-se com participação acima de 80% os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Assintecal e os múltiplos cenários de 2018 Por Milton Killing* Mesmo saindo de dois anos de forte recessão se comemora que o mercado continua ditando o ritmo da atividade econômica e isso significa menos presença do Estado e mais participação da iniciativa privada e, enquanto alguns setores ainda se defrontam com quedas expressivas, outros já se encontram em franca recuperação. O setor não deverá registrar aumento de custos internos, como mão de obra, taxa de juros e matérias-primas - com exceção das importadas que flutuam devido a outros fatores. Para o setor de componentes para couro e calçados existem dois cenários que se complementam: o primeiro é o atendimento ao mercado interno, pois existe uma dependência de recuperação dos produtos finais couro e calçados. O setor de calçados apresentou uma recuperação em 2017, principalmente devido às suas exportações que cresceram 9,3% em valores e 1,2% em quantidade. Para 2018 espera-se uma maior recuperação do consumidor interno e isso certamente demandará mais materiais. Aí, as empresas deverão estar atentas e atender a uma nova realidade: oferecer mais serviços, manter os canais alinhados, eliminar os inter22 > Plástico Sul >>>

Case de fabricante: sapatos veganos

A cada ano surgem novidades na indústria calçadista, valorizadas por meio do Prêmio Direções, em 6 categorias, uma promoção da Abicalçados. Para esta edição destacamos uma empresa de micro/pequeno porte na categoria Sustentabilidade: Insecta Shoes Artigos de Comercio Ltda, com o case: Polinizando o mundo com cor e consciência. Em 2017, a empresa recebeu o seu segundo Prêmio Direções Abicalçados. Com a proposta de unir o design a práticas que contribuem para um planeta mais limpo e mais verde, a marca não teve receio algum de marcar posição no setor, com calçados veganos e que utilizam materiais reciclados na sua composição, trazendo uma reflexão acerca da sustentabilidade ambiental e social. Na sua produção, de caráter exclusivo, a empresa não utiliza qualquer material de origem animal, praticando, além da reciclagem, o upcycling.

mediários que dificultam a venda, o buscar o acesso direto ao comprador. Diante disso, um aspecto importante, e diferencial em 2018, será a sustentabilidade em todas as suas versões: produtos sustentáveis e empresas que estejam genuinamente preocupadas com o meio ambiente e com as questões sociais continuam a conquistar a preferência dos clientes - aspectos que deve ser tratados também para o setor de couro que, mesmo não apresentando uma melhoria em sua performance, com a redução de suas exportações em 6,5 %, é um mercado atrativo (hoje somos o segundo maior rebanho do mundo) e isso faz com que tenhamos um compromisso de melhor atender o consumidor para que sejam vendidos produtos com maior valor agregado. Importante notar que 90% da produção de couros são exportadas e por isso cada vez mais nós temos que estar atentos às normas internacionais a serem seguidas. Outro item a ser acrescentado quanto ao valor agregado é o design. Nisso, este ano, deve-se dar um grande salto fazendo com que, cada vez mais, se ofereçam produtos contemporâneos e originais para que tanto o couro como o calçado tenham uma estética diferenciada. O segundo ponto é o crescimento da própria exportação dos materiais para outros países. As ações com a Apex-Brasil para ações de promoção internacional é complementada por ações de defesas de interesse, como

agora se conclui o Acordo de Complementação Econômica entre o Mercosul e a Colômbia, com desbravamento total entre os dois países nos tornando mais competitivos nesse mercado. O acordo agora sendo negociado com a União Européia também será um importante impulso para ingressarmos em mercados mais maduros. Na parte de promoção comercial, salientamos as novas formas de apresentação, ingressando nas formas virtuais de comercialização, que é uma tendência, pois mesmo no comercio B2B, existe um crescimento importante que devemos estar atentos. Um ano, que durante seu trajeto apresentará momentos difíceis e muitos outros mais atrativos. Mas devemos principalmente estar atentos aos sinais de mudanças do consumidor, aos números do mercado de trabalho e aos dados de confiança dos empresários - e continuar a fazer cada vez mais. *Milton Killing, Presidente da Assintecal – Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos

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Tendências


Com uma unidade em Vinhedo (SP, a multinacional italiana COIM, fabricante de várias especialidades químicas (poliólio para poliuretanos, caixa, sistemas e revestimento de PU, poliésteres e especialidades para revestimentos e para compósitos) para aplicações em vários segmentos, tem forte presença na indústria calçadista. A Gerente de Marketing Gabriela Nobre avalia o momento neste setor e comenta sobre a participação na Fimec 2018. “O mercado calçadista está muito interligado à economia. Com a crise econômica, tivemos uma redução de volume nos nossos produtos para o setor de calçado de segurança. Isso é uma consequência direta do alto índice de desemprego e também nos produtos para o calçado de moda, já que a população diminui o seu consumo na época de crise. Esse ano, com a Fimec, percebemos otimismo no mercado calçadista com a modesta, mas crescente recuperação econômica do país”, destaca. Quanto aos resultados em termos de negócios com a participação na feira, a executiva foi efetiva. “Percebemos um aumento na visitação na feira em 2018 se comparado ao ano anterior. Isso demonstra que as indústrias estão se mexendo, correndo atrás de novidades e tecnologia para estarem preparadas para o crescimento do mercado calçadista. Uma grata surpresa foi o aumento de visitantes do restante da América Latina, o que mostra que não só o Brasil está com otimismo de crescimento nesse setor, mas os nossos vizinhos também estão ampliando esse mercado”, revela. Como fabricante de vanguarda para a indústria calçadista, a COIM mostrou novidades na feira. Gabriela Nobre conta mais detalhes e as vantagens operacionais do produto. “Apresentamos algo novo sim. É a resina poliéster em estado líquido. Ela gera mais produtividade para os nossos clientes já que eles não precisam fundir a resina, que é sólida, por um grande período em banho-maria para poder utilizá-la. Não há necessidade de fusão do Poliol sendo apenas aquecimento até a temperatura de trabalho, economizando tempo, energia e gerando mais estabilidade no processo de injeção dos solados”, ressalta a executiva.

BASF participa da evolução

“O mercado calçadista sempre teve grande importância para a BASF, ainda mais para a unidade de Materiais de Performance”. Assim Rudnei Assis, Especialista de Mercado Footwear da BASF apresenta o interesse da empresa no setor e também avalia esse mercado. “A indústria calçadista está em constante evolução. Vemos diversas empresas do segmento buscando novos materiais e processos, inovações em design e performance e propostas sustentáveis. Nos segmentos moda e esportivo, pudemos perceber que o calçado exerce sua funcionalidade aliada à beleza, conforto e performance, a ideia de “por que não sair do trabalho com meu calçado e ir direto para o treino?”pondera Assis.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

COIM destaca otimismo no setor

E acrescenta: “No segmento de segurança, observamos a preocupação essencial com a funcionalidade e performance, porém atualmente aliadas ao design e conforto.O mercado calçadista está sempre em busca de parceiros dispostos a contribuir com esta transformação. A BASF tem o privilégio de atuar com suas linhas de produtos em um mercado maduro e ansioso por novidades”, observa o executivo. Tradicional expositora na Fimec, a BASF valoriza cada participação como enfatiza Rudnei Assis. “A importância da Fimec no mercado calçadista é inquestionável. A BASF mais uma vez fez questão de marcar presença nesta que é umas maiores feiras do mercado calçadista da América do Sul. A feira se consolidou como um momento importante de troca de informações e para novas oportunidades do setor. Conseguimos apresentar nossas melhores soluções com diversos tipos de sistemas de PU e TPU e mostrar que a empresa está sempre investindo em pesquisa para desenvolver materiais de alta performance para a indústria de calçados’, explica. As apresentações da empresa sempre são apreciadas e muito concorridas, como foi comprovado nesta 42ª edição. Rudnei Assis conta sobre as novidades e os benefícios aos fabricantes. “A BASF participou da Fábrica Conceito, apresentando sistemas de injeção direta do sistema de PU no cabedal para dois tipos de calçados. Foram produzidos uma bota feminina em conjunto com a Ramarim e um sapatênis masculino em conjunto com a Kildare durante a feira, reforçando a versatilidade do sistema. Pela primeira vez o sistema foi aplicado em um calçado feminino, mostrando novas possibilidades para a indústria. Essa inovação elimina a complexa etapa de colagem, garante um processo mais eficiente de fabricação, produtividade com a redução nas etapas, liberdade de design, durabilidade e principalmente, maior conforto ao usuário do calçado”, informa.

Sapato vegano da Insecta Shoes usa material reciclado e recebeu o Prêmio Direções

Gabriela Nobre, Gerente de Marketing destaca a nova resina poliéster em estado líquido da Coim

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Tendências

Indústria Calçadista

& Mercados

DIVULGAÇÃO

Parcerias e laboratório

Basf apresentou evolução para o setor com um novo produto, o Elastopan Light Sports

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Assis confirma que além dos calçados citados acima, a BASF levou à Fimec o tênis desenvolvido em parceria com a Brooks Running, líder em tênis de performance para corridas. “A empresa usou sua expertise em materiais de performance para criar uma entressola de poliuretano que é feita sob medida para a Brooks. Desta forma, o tênis Brooks Levitate, é o primeiro calçado a apresentar a entressola DNA AMP, feita a partir de um novo material, o Elastopan® Light Sports da BASF”, revela. O executivo ressalta que ao refinar a fórmula, modificando o poliuretano em nível molecular, a entressola DNA AMP oferece maior conforto e durabilidade aos corredores, possibilitando o retorno de 72% de energia para cada quilograma-metro de força. “A solução renova o interesse pelo uso do poliuretano de alta performance nos calçados esportivos, atendendo a duas importantes tendências no mercado: o maior foco na automação do processo de produção de calçados e a demanda dos consumidores por sapatos leves, confortáveis e duradouros”, acrescenta Assis. O executivo também aproveitou para informar que a BASF possui um laboratório de desenvolvimento local e trabalha em parceria com seus clientes para buscar novas soluções e materiais. “A partir do investimento em Pesquisa & Desenvolvimento a empresa procura oferecer continuamente inovações para contribuir para o desenvolvimento da indústria. Por exemplo, buscando reduzir consumo de energia e custos, a BASF desenvolveu um material com menor tempo de fusão, etapa necessária para preparar o “componente A” (poliol poliéster) do sistema de PU para solados”, diz. Assis explica que o Elastopan® S 81090/OA é um Poliol Poliéster para sistemas macios que pode oferecer até 30% de redução de energia elétrica durante o processo de fusão do material quando comparado ao material convencional. “Isso porque a solução diminui o tempo necessário para a completa fusão do “componente A”, seja em banho-maria ou em estufa, diminuindo a energia consumida e o custo de produção do solado”, conta. E informa que além disso, essa solução promove melhor processabilidade para trabalho em diferentes densidades, mantendo as propriedades mecânicas e físicas.

Conforme o especialista, o Elastopan, assim como as várias soluções BASF para o mercado de componentes para indústria calçadista, possui alto desempenho, versatilidade, durabilidade e liberdade de design. “Essa tecnologia pode ser facilmente aplicada a diferentes densidades para atender os segmentos casual, esportivo e de segurança, utilizando os mesmos equipamentos de moldagem e técnicas de produção atualmente empregadas na indústria calçadista brasileira”, completa.

Injetoras Borche: mais tecnologia

A indústria de máquinas e equipamentos para calçados evolui constantemente. Entre as empresas representadas pela IMMAC, um dos destaques fica para a linha de injetoras Borche, com tecnologia de vanguarda. “Vendemos muitas injetoras para o mercado calçadista. Apenas em 2018 já comercializamos cerca de 15 unidades novas aqui na região do Vale dos Sinos”, ressalta o diretor Cristian Heinen, profundo conhecedor deste segmento. O executivo da IMMAC comenta que o mercado está se tornando mais positivo. “A indústria calçadista em sua maioria ainda prefere comprar injetoras usadas ou novas mais baratas, sem tecnologia. Porém isto começou a mudar com algumas empresas”, ressalta. E acrescenta: “Já temos 5 clientes, cada um deles tem comprado em torno de 5 injetoras novas ao ano. Vão renovando o parque, tornando-se mais produtivo e inclusive começando a buscar tecnologias que existem nos robôs”, revela. Ele enfatiza que as vantagens estão na configuração da injetora, pois são mais completas que as outras opções oferecidas no mercado: Servo motor comandado por drive; CLP Keba com mais funções, recursos como velocidades e perfis de injeção; Saída robô; guias lineares na injeção. “Na prática, permite que a empresa tenha maior estabilidade no processo. Trabalhará com um ciclo mais constante da máquina, além de economizar energia elétrica’, destaca o executivo. Cristian Heinen informa que além da Borche, praticamente todas representadas da IMAAC tem produtos voltados a este mercado, como a Qualiterme, com unidades de água gelada e torres de resfriamento, que já tem conceito firmado em todo o mercado calçadista, principalmente no Rio Grande do Sul. E também a SINTD, fabricante de alimentadores e secadores, uma das marcas que a empresa traz da China.


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Eventos NPE 2018

Mundo dos plásticos com olhar nos estudantes Mais de 120 estudantes de Orlando vão descobrir a diversidade de oportunidades de carreira em plásticos na NPE 2018: Plásticos Show, um dos maiores eventos do setor

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A

cada três anos, a indústria global de plásticos se reúne no Orange County Convention Center, em Orlando, Flórida, para a NPE – uma das principais feiras da indústria de plásticos que oferece aos profissionais da indústria uma semana de aprendizado, networking, compra e venda. De 7 a 11 de maio, a NPE reúne a comunidade internacional de profissionais de plástico para apresentar equipamentos inovadores, fornecedores, recursos, informações e tecnologias que compõem o futuro da fabricação de plásticos. Seja grande ou pequena, qualquer empresa, sem dúvida, se beneficiará da novidades, das oportunidades de colaboração e dos contatos disponíveis. São 65 mil compradores de mais de 120 países, mais de 20 mil empresas interessadas e com previsão de investir mais de US$ 100 milhões para atualizar seus sistemas produtivos. E esta edição tem um foco interessante, de olho no futuro. Em 11 de maio, a Plastics Industry Association (Plastics) - promotora da NPE2018: The Plastics Show - abrirá novamente seu pavilhão para mais de 120 estudantes da Orange County Public School para oferecer a oportunidade de aprender sobre a indústria de plásticos. “É fundamental que mostremos às crianças os plásticos em ação, ao mesmo tempo em que apresentemos os diferentes tipos de empregos disponíveis”, disse o presidente e CEO da Plastics, William R. Carteaux. “A percepção é que nossa indústria é formada por engenheiros, mas a realidade é que existem planos de carreira para pessoas com muitos interesses e habilidades diferentes”. Por sua vez, o Superintendente Associado de Carreira e Educação Técnica do Condado de Orange Escolas Públicas (OCPS) Michael Armbruster, mostra animação: “Esta é uma oportunidade incrível para os estudantes verem uma variedade de opções de carreira que poderiam levá-los ao trabalho de seus sonhos em uma indústria que poderia mostrar ao mundo o caminho”, disse “As possibilidades são infinitas para os estudantes que têm interesse em oportunidades ilimitadas”.A turnê de estudantes

será realizada no dia de encerramento da NPE, dando aos alunos um visão do difícil trabalho que envolve a criação de plásticos, um material feito por quase um milhão de trabalhadores que promovem uma indústria melhor e um mundo consciente. Os alunos participarão de um evento de meio dia no qual terão a oportunidade de ver de perto as máquinas que fabricam plásticos e conhecer as pessoas cujos trabalhos produzem plásticos que atendam às necessidades dos consumidores de hoje - de vendedores e engenheiros a produtos regulatórios, profissionais de sustentabilidade e comunicação. Os expositores se ofereceram para hospedar os estudantes em seus estandes para uma breve visão geral de suas empresas e os tipos de empregos que eles oferecem. Os alunos também vão ouvir de profissionais sobre suas carreiras.

Grupo Piovan na feira

Nos últimos cinco anos, o Grupo Piovan registrou um crescimento significativo como resultado de seu programa de aquisições e o estabelecimento de novas empresas. Em 2017, atingiu um volume de negócios de 211 milhões de euros: o melhor resultado já alcançado, sustentado por uma perspectiva muito positiva para o ano corrente, juntamente com um ambicioso plano de investimentos. Este ano a empresa Una-Dyn, nos EUA, aguarda a conclusão de sua nova planta de alta tecnologia em Fredericksburg, VA, um importante investimento para suportar os desenvolvimentos de projetos atuais e futuros na América do Norte. Com esta abordagem positiva e com suas marcas Piovan, Una-Dyn, Aquatech, Fdm e Penta, o Grupo Piovan participa da NPE deste ano. No stand W1923, a exposição apresentará as inovações mais valiosas e recentemente desenvolvidas. Começando pela Piovan, a linha de dosadores por batch Quantum, totalmente produzidas nos EUA, amplia ainda mais a cobertura das aplicações que exigem alto grau de precisão, juntamente com as soluções de distribuição automática Easylink, associados aos alimentadores sem filtro Pureflo. Uma linha completa de moinhos granuladores, também


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da Piovan, estarão em exibição, incluindo os modelos com sistemas de facas descartáveis “U&G”, que oferecem grande economia devido à maior vida útil das facas com aço ferramenta Vanadis 8. Sob a marca Una-Dyn uma ampla gama de sistemas de secagem totalmente equipadas com carregadores, serão exibidas a partir da linha Automate, e o sistema centralizado de secagem adaptativo com funis múltiplos e secadores de alta eficiência energética da Série Vantage.

Aquatech e Indústria 4.0

Uma grande quantidade de máquinas em exposição, será apresentada pela Aquatech, a marca do grupo para resfriamento industrial, que exibirá pela primeira vez nos EUA, o Easycool+, a nova linha de chillers condensados por ar e água, juntamente com o Aryacool, resfriador de fluidos que atende as necessidades de todos os processos industriais e o DigitempEvo, o termochiller, que é uma solução flexível para aquecimento e resfriamento. A grande novidade para o mercado americano fica por conta do Nextherm o mais recente desenvolvimento em controle de temperatura para moldes, caracterizado pela distinta, exclusiva e patenteada tecnologia de balanceamento de energia térmica. Para o tratamento de pó e PVC, os visitantes irão apreciar as últimas soluções da Fdm para mistura de precisão, junto com um sistema inovador da Penta, totalmente em funcionamento, capaz de transportar pós com um sistema pneumático de fase densa recentemente desenvolvido, que assegura um manuseio delicado dos materiais mais suscetíveis. Os últimos desenvolvimentos correspondentes aos requisitos da Indústria 4.0 também estarão disponíveis no stand da Piovan. Inovações precisas a este respeito serão representadas pelo lançamento

do FACS 4.0, que é o estado da arte em um sistema exclusivo para controle e monitoramento de equipamentos auxiliares, projetado pela Una-Dyn e o Winfactory 4.0, o software de supervisão da Piovan para Smart Factory, compatível com o OPC-UA. Ambas soluções suportam a transição da indústria do plástico de uma configuração tradicional de fábrica para uma onde computadores e automação oferecem total controle e monitoramento. Outra experiência interessante é o Winenergy da Piovan, um sistema que inclui componentes de software e hardware para monitorar e analisar o consumo de energia associado ao desempenho da produtividade da planta.

Organizadores da NPE querem despertar o interesse dos jovens para as profissões do setor plástico

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Eventos Enafer

Indústria 4.0 no foco do Encontro de Ferramentarias

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11º Encontro Nacional de Ferramentarias – ENAFER 2018, a realizar-se no período de 17 a 18 de maio de 2018, vai proporcionar o relacionamento mútuo de aproximadamente 350 profissionais do setor industrial e de serviços, onde será debatido o contexto atual do mercado e a inovação em direção à Indústria 4.0. O evento, uma realização da Abinfer – Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais e do Simplás – Sindicato das Indústrias de Plástico do Nordeste Gaúcho, tem como objetivo fomentar a discussão, entre os empresários e órgãos governamentais, sobre temas comuns ao setor ferramenteiro nacional. O encontro abordará as ações para a sustentabilidade do setor ferramenteiro nacional e mundial, validadas nos encontros anteriores. Neste sentido em workshops e palestras, serão discutidos temas como: • Problemas/entraves para a evolução tecnológica e gerencial do setor e implicações diretas no desenvolvimento da cadeia produtiva; • Formatos de capacitação técnica e administrativa; situação atual do programa ROTA 2030;

• Adoção do conceito Indústria 4.0 nas ferramentarias. O evento tem como cenário o Auditório da Universidade de Caxias do Sul – Teatro UCS – Bloco M, à rua Francisco Getúlio Vargas, 1130, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Abinfer destaca o futuro do setor

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Profissionais do setor industrial e de serviços debatem em Caxias do Sul (RS) o contexto atual do mercado e a inovação na 11ª edição do evento

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O Brasil está sendo inserido no circuito mundial dos fabricantes de ferramentais através das ações da Abinfer – Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais. Algumas das ações contemplam a capacitação técnico/administrativa, o desenvolvimento de parcerias internacionais, o aprimoramento das tecnologias de fabricação empregadas, além do fortalecimento da visibilidade desta indústria no cenário nacional e internacional, destaca Christian Dihlmann, presidente Associação no site da entidade. Desta forma, a Abinfer reúne anualmente as empresas da cadeia de fabricantes de ferramentais no Brasil e realiza o 11º Encontro Nacional de Ferramentarias – ENAFER 2018. O evento é itinerante e ocorre nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Este é o maior evento nacional na área de ferramentarias. Segundo o presidente, em sua mensagem, “tem como missão proporcionar um amplo fórum para apresentações e discussões críticas sobre a realidade atual e cenários futuros do setor, propondo e articulando ações em prol da perpetuação das ferramentarias e seus parceiros”. Desta maneira, o ENAFER apresenta-se como um fórum apropriado no qual empresários e profissionais técnicos discutem temas em sintonia com as realidades brasileira e mundial. Este evento ocorre em um cenário apropriado, a UCS – Universidade de Caxias do Sul, com expectativa de um público de 350 participantes do Brasil e exterior. Ao fazer o convite a Uninfer destaca que a participação de profissionais e entidades contribuem para fortalecer ainda mais a cadeia produtiva e projetar um Brasil rumo a maturidade empresarial no setor ferramenteiro nacional e mundial.


Feimec

Feira confirma confiança na retomada do crescimento DIVULGAÇÃO

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avia uma expectativa positiva para os resultados da FEIMEC 2018 – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, diante de um cenário econômico que sinalizava uma leve retomada do desenvolvimento. Consolidada como a maior mostra do setor de máquinas e equipamentos da América Latina, pelo volume de negócios realizado durante o evento, de 24 a 28 de abril, no São Paulo Expo, mostrou que fabricantes dos mais diversos segmentos estão dispostos a investir em novas máquinas, equipamentos e tecnologia para atender o mercado com mais competitividade. Foram cinco dias de corredores e estandes cheios, muitos negócios realizados e oferta de conteúdo de alta qualidade em mais de 60 horas de seminários, workshops e palestras. Para João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, o crescimento de quase 70% na área da FEIMEC de uma edição para outra e a grande quantidade de expositores – 460 empresas que representam quase 1.000 marcas nacionais e internacionais – foram um sinal inequívoco da pujança, da confiança e da perseverança dos empresários do setor. “A indústria de máquinas e equipamentos está fazendo sua parte, investindo em tecnologia e capacitação. Agora, precisamos que o Governo também faça a parte dele e melhore o ambiente de negócios com as reformas e a redução do custo do investimento. O próximo presidente, quem quer que seja, precisa assumir uma política de Estado voltada para o futuro do Brasil”, alerta Marchesan. José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, ressalta a importância da FEIMEC como propagadora do alto nível da indústria brasileira de máquinas e equipamentos. “Vencemos a última fronteira da tecnologia. O Demonstrador de Manufatura Avançada que trouxemos para a feira é uma prova disso: foi desenvolvido em apenas três meses, com equipamentos e sistemas disponíveis no Brasil e acessíveis aos industriais de todos os segmentos. Esta terceira edição do Demonstrador foi mais compacta, mas muito mais avançada que as anteriores”, destaca Velloso.

Marchesan, da Abimaq, destaca a evolução tecnológica das máquinas expostas na Feimec

Indústria 4.0 e a retomada

Mais que conceito, o dirigente ressalta que por toda a feira os visitantes puderam encontrar máquinas, equipamentos e soluções que atendem os conceitos da Indústria 4.0 e que vão ajudar a indústria brasileira a modernizar suas plantas para ganharem produtividade e se tornarem mais competitivas nos mercados interno e externo. Na avaliação de Marco Basso, presidente da Informa Exhibitions, a segunda edição da FEIMEC representou a retomada da atividade industrial no Brasil ao superar todas as expectativas de visitação, negócios e oferta de conteúdo técnico. “O retorno que tivemos dos expositores foi extremamente positivo, e muitos se mostraram surpresos com a qualificação dos visitantes, a vinda de compradores de todas as regiões e a quantidade de marcas nacionais e internacionais representadas na feira”. Para colaborar com as exportações da indústria brasileira de bens de capital mecânicos, a FEIMEC abrigou mais uma vez a Rodada Internacional de Negócios, ação de promoção comercial organizada pela Abimaq e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Durante dois dias foram realizadas reuniões entre as empresas expositoras inscritas e importadores convidados de 10 mercados estratégicos para a indústria brasileira de máquinas e equipamentos: África do Sul, Argentina, Chile, Peru e Rússia. Segundo os organizadores, a expectativa de 40 mil visitantes foi amplamente superada. A feira recebeu estudantes, profissionais e compradores dos mais diferentes segmentos da indústria, como automóveis e autopeças, petroquímica, alimentos e bebidas, metalurgia, embalagem e rotulagem, construção e infraestrutura, e muitos outros. A terceira edição da FEIMEC, em 2020, já está confirmada para os dias 5 a 9 de maio, no São Paulo Expo.

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Foco

no Verde

Sistema de alimentação de plástico pode ajudar a resolver crise de reciclagem

E

nquanto nações em todo o mundo buscam novas maneiras de lidar com resíduos após a decisão da China de parar de processar o lixo do mundo, um homem da Austrália do Sul está procurando investidores para ajudar a construir um sistema comercial que converte resíduos de plástico em biogás. O cientista David Thompson apresentará este mês um pedido de proteção de patentes para seu sistema POET, que usa tecnologia de digestão anaeróbica para transformar uma série de plásticos, incluindo polietileno, polipropileno, poliestireno e poliestireno expandido, em metano. O processo também produz subprodutos orgânicos inertes que podem ser usados como adubo de jardim e cobertura morta. Thompson está procurando um investidor para ajudar a construir uma planta de demonstração capaz de processar, inicialmente, 5000 toneladas de plástico por ano. Ele disse que houve um interesse global significativo em sua invenção, mas os compradores em potencial geralmente queriam ver uma fábrica de demonstração em funcionamento em vez de apenas resultados de testes certificados antes de cometer. "Todo mundo quer ser o primeiro a ser o segundo da fila", disse Thompson, CEO da POET Systems. “Como fizemos uma enorme quantidade de validação para controlar a degradação dos plásticos de uma maneira segura e ambiental, isso nos levou a essa posição de poder levar o Sistema POET a um ponto em que agora sabemos o que precisamos. para colocar e como operá-lo. "A frustração foi encontrar a pessoa ou empresa preparada para 'dar uma chutada' e nos permitir seguir em frente." A startup está sediada na capital da Austrália do Sul, Adelaide, e está procurando um investimento de cerca de AU $ 2,5 milhões para ajudar a construir a usina de 100 toneladas por semana. No entanto, Thompson disse que esse investimento de capital poderia ser reduzido significativamente se o investidor já tivesse acesso a terrenos apropriados e a certas infraestruturas.

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Thompson disse que a fábrica pode estar funcionando seis meses depois de o financiamento ter sido garantido. Ele disse que o sistema era ideal para operar ao lado de outros sistemas de digestão anaeróbica, como uma estação de tratamento de águas residuais. "Já identificamos todas as máquinas que precisamos - fizemos as plantas", disse Thompson. "Depois que entendermos qual será o orçamento final e aprovado, saberemos o que podemos criar. "O bom do sistema POET é que ele é realmente um sistema" suave "porque, embora haja alguns processos mecânicos no início para tornar os plásticos atraentes para as bactérias que o digerem, são as bactérias que fazem todo o trabalho." A extensão da política de "Operação Green Fence" da China entrou em vigor em janeiro, proibindo a importação de 24 categorias de resíduos sólidos contaminados, incluindo papel, plásticos, têxteis e alguns metais. Isso fez com que os preços dos materiais recicláveis caíssem e deixou as empresas de gestão de resíduos nos Estados Unidos, Europa, Japão e Austrália com grandes quantidades de resíduos invendáveis. Antes da proibição, a China importou quase 30 milhões de toneladas de papel usado e 7 milhões de toneladas de plástico “reciclável” por ano - incluindo cerca de 30% do papel usado e plástico da Austrália. Isso está no topo das estimadas 1 milhão de toneladas de plástico contaminado que são consideradas impróprias para reciclagem e enviadas para aterros na Austrália a cada ano. Uma investigação do Senado sobre a indústria de reciclagem e resíduos na Austrália deve ser divulgada em 13 de junho. A questão também deverá ser levantada em uma reunião de ministros do meio ambiente estaduais e federais australianos em 27 de abril. “O que foi recentemente considerado como sendo reciclável não é mais reciclável não há valor em resíduos plásticos porque não há capacidade de processamento viável de resíduos na Austrália e eu gostaria de pensar que o sistema POET pode atender a um seg-

mento significativo disso”, Thompson disse. “Isso abre as portas para nós, temos uma enorme quantidade de plástico que vai aterrar na Austrália e isso está sendo replicado em todo o mundo. "Assim que a nossa fábrica de demonstração for construída, os pedidos dos clientes serão abertos". A POET Systems foi uma semifinalista de 2017 na Australian Technologies Competition, que avalia, orienta e promove empresas que fornecem uma visão exclusivamente australiana sobre o futuro e está aberta a tecnologias com potencial global em vários setores. Desde então, Thompson foi contactado por potenciais clientes no Reino Unido e no Canadá e está em conversações com investidores interessados de Singapura e da Austrália. Ele disse que mais pesquisas nos últimos meses se mostraram promissoras com os plásticos PET. A empresa também testou com sucesso um sistema que pode processar plásticos, resíduos alimentares e papelão simultaneamente, o que, segundo Thompson, seria perfeitamente adequado à indústria de fast food. “Estamos analisando diferentes cepas de bactérias, mas todos os testes que fizemos foram com bactérias de variedade de jardim porque queríamos demonstrar que a indústria existente com sistemas de digestão anaeróbica existentes pode usar o Sistema POET em conjunto com isso e obter resultados favoráveis ," ele disse. “As empresas de tratamento de água já têm a infra-estrutura instalada, por isso só precisam conectar o sistema POET”. "As pessoas também estão muito interessadas em criar mais biogás a partir de resíduos e por causa do alto poder calorífico dos plásticos - é o dobro do desperdício de alimentos - as expectativas são de que o rendimento do biogás seja o dobro".


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Reciclagem A Braskem e a Embalixo, líder nacional na produção de sacos para lixos, em parceria com o Pão de Açúcar, um dos líderes varejistas e pioneiros na coleta de materiais pós-consumo, vão produzir novos sacos para lixo utilizando materiais plásticos descartados pelos clientes nas Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever e sacarias industriais anteriormente utilizadas pela Braskem na entrega de suas resinas. A parceria faz parte da plataforma Wecycle, criada pela petroquímica, para valorização de resíduos plásticos na cadeia produtiva. Após serem triturados e transformados em resinas recicladas, os materiais descartados serão utilizados para a produção de uma linha premium de sacos da Embalixo, a Embalixo com Alças, que leva o selo "Plástico Reciclado. Ciclo Consciente". Os produtos passam a ser comercializadas em todas as lojas do Pão de Açúcar. "Encontrar soluções que completem o ciclo de descarte de embalagens pelos nossos clientes foi uma preocupação do Pão de Açúcar na formatação desta parceria. Por meio do trabalho de cada agente envolvido, conseguiremos levar aos clientes um produto feito por materiais plásticos descartados por eles mesmos reforçando, assim, não apenas a importância ambiental do processo de reciclagem, mas também a econômica", explica Thays Rosini, gerente de Sustentabilidade do Pão de Açúcar. A Embalixo, que comemora oito anos de parceria com a Braskem, acredita que nos próximos três anos 70% de seus produtos contarão com matéria-prima reciclada ou oriunda de fonte renovável.

Simplás acessa tecnologia em grafeno

A reciclagem dos pacotes de salgadinho consumidos aos milhões todos os dias, ao redor do mundo, pode dar origem a uma matéria-prima revolucionária para impressão 3D. O segredo consiste em aditivar o polipropileno biorientado (BOPP) das embalagens descartadas de batatas fritas, nachos e outras guloseimas com partículas de grafeno. E representa uma das oportunidades identificadas para o mercado do plástico durante visita a centros de excelência tecnológica, em São Paulo, pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás). 32 > Plástico Sul >>>

A matéria-prima é fabricada com lixo dos próprios consumidores, coletado pelo Pão de Açúcar

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Sacos de lixo feitos com plástico reciclado

A Condor aproveita a plataforma Wecycle da Braskem e faz kit com plástico reciclado

Já é a segunda vez em menos de seis meses que o sindicato passa pelo Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias da Universidade Presbiteriana Mackenzie - o MackGraphe, onde a novidade foi apresentada quinta-feira (12). Assim como na ocasião anterior, em novembro passado, o objetivo é detectar e compreender os possíveis impactos do grafeno para a indústria do plástico. As possibilidades de aplicações só crescem no setor. Existe a perspectiva de que, em breve, toda a carroceria de um automóvel, que hoje é fabricada em aço, possa ter estrutura de plástico aditivado com grafeno. A substância é mais de 200 vezes mais resistente do que o aço, porém, flexível.

Baldes de tinta descartados viram kit de pintura

Com o objetivo de promover iniciativas que valorizem a cadeia da reciclagem de resíduos plásticos, por meio de sua plataforma Wecycle, a Braskem se uniu à Condor, fabricante de materiais para pintura imobiliária e outros produtos, para desenvolver o “Kit Sustentável Especial” de

pintura, utilizando plástico pós-consumo. É o primeiro produto proveniente do reaproveitamento de embalagens plásticas de tintas gráficas e demarcação viária. O kit é composto por uma bandeja, um pincel, dois rolos de pintura e um suporte para fixação dos mesmos. A parceria surgiu após estudo realizado pela Braskem, que identificou a necessidade de empresas fabricantes de tintas e gráficas em encontrar um destino adequado para embalagens descartadas, promovendo o reaproveitamento do material a um custo competitivo. A partir daí, através da Plataforma Wecycle, as embalagens descartadas passaram a ser coletadas para a reciclagem e produção de resina de PP pós-consumo. Atualmente, a Braskem coleta cerca de 5 mil embalagens descartadas/ mês por empresas do segmento de tintas, mas a expectativa é duplicar a quantidade ainda neste ano. Com o que é coletado, fornece mensalmente duas toneladas de resina de PP pós-consumo à Condor, podendo aumentar este volume conforme a demanda da empresa. “A Condor é uma empresa que se preocupa com o meio ambiente e quer ajudar a amenizar o efeito do descarte incorreto de materiais. Por este motivo firmamos parceria com a Braskem. A cada mês recebemos cerca de duas toneladas de resinas que são geradas a partir de cinco mil baldes utilizados em demarcações viárias e gráficas na região sul e sudeste. Com este material, é possível produzir até seis mil kits de pinturas por mês", enfatiza Daniel Coutinho, coordenador de Marketing da Condor Pincéis.


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de Notas

BASF tem novas diretoras

Dois negócios da BASF estão sob novo comando: Letícia Mendonça (1), 11 anos de empresa, agora é diretora da Unidade de Catalisadores da BASF para a América Latina no lugar de Priscila Camara (2), que atua há 20 anos na companhia e assume como diretora de Químicos de Performance. Essa divisão inclui as unidades de negócios de Petróleo, Mineração, Aditivos para Plásticos, Aditivos para Combustíveis Lubrificantes, além de Tratamento de Água e Papel A liderança feminina chega a 28,3% na BASF na América do Sul, o que representa um aumento de 50% nos últimos 5 anos. A nova gerente sênior de Materiais de Performance, que assume a posição anterior de Letícia, é Maria Cecilia Garcia, que já faz parte do negócio da BASF na Argentina e virá em delegação para o Brasil. Também em novo posto, Renata Martins (3), assume a gerência de marketing e técnico do negócio de Aditivos para Combustíveis e Lubrificantes para a América do Sul, completando o time feminino que lidera diversas áreas de negócios da BASF. Coincidentemente, as quatro são engenheiras químicas.

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Sinplast outorga Prêmio Attilio Bilibio ao governador Sartori

Mexichem Brasil: Henio De Nicola é o novo Diretor Geral

Henio de Nicola assumiu em 16 de abril a presidência da Mexichem Brasil, subsidiária brasileira de Mexichem, com atuação nos setores de tubos e conexões, geotêxteis não tecido e telecomunicações. Com mais de 30 anos de experiência profissional, De Nicola adquiriu sólido conhecimento no desenvolvimento e implementação de negócios estratégicos em empresas nacionais e multinacionais, nos setores de condutores elétricos, resinas plásticas e tubos de plástico, metalurgia, projetos de reciclagem e infraestrutura para as áreas de telecomunicações e energia. De Nicola possui expertise no incremento de novos negócios e na condução das suas equipes, por meio do desenvolvimento de pessoas e da otimização de projetos e processos internos para a implementação de novas tecnologias. O executivo é formado em Engenharia Metalúrgica pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), pós-graduado em Gestão Financeira e em Marketing e Vendas pela Fundação Getúlio Vargas São Paulo (FGV-SP) e com MBA pela Universidade de Ohio, nos EUA. 34 > Plástico Sul >>>

Em cerimônia no Palácio Piratini no início de abril, o Sinplast – Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS concedeu a outorga do Prêmio Sinplast Attilio Bilibio 2018 ao governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori. A distinção homenageia empresários ou personalidades que, a partir de seu trabalho, tenham contribuído com o desenvolvimento do setor plástico gaúcho. Nesta edição do Prêmio, Sartori foi escolhido pela diretoria do Sinplast pelo seu esforço na reorganização do Estado e pelo desenvolvimento das ações do GTPlast – Grupo de Trabalho da Cadeia Petroquímica e de Plásticos. O troféu foi entregue por Edilson Deitos, presidente do sindicato.

Edilson Machado é diretor de MKT de PU da Dow

Desde março passado, Edilson Machado comanda a diretoria de Marketing do negócio de Poliuretanos da Dow na América Latina. O executivo será o responsável pelo desenvolvimento de estratégias integradas para os segmentos de InsulationScience, área que disponibiliza soluções para garantir maior eficiência energética a diversas indústrias; ComfortScience, divisão com inovações para a criação de produtos mais confortáveis ao consumidor final; DurableScience, com tecnologias para materiais mais resistentes e produtivos para variados mercados; e Automotive, unidade com soluções para melhorar a performance, comodidade e segurança em veículos. Machado ingressou na Dow em 2006 como estagiário na fábrica de Jacareí (SP) e já atuou como engenheiro de Melhoria e de Operações para os negócios de Tintas e Controle Microbiano, especialista técnico para Aditivos de Performance e gerente de Vendas dos segmentos de Mineração e Tratamento de Água para diferentes mercados. É formado em Engenharia Química pela UFSCar, com MBA Executivo pela Universidade de Pittsburgh, Pensilvânia, EUA.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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Artigo

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Nanotecnologia a serviço da sustentabilidade na construção

Por Eduardo Machado Coelho*

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revolucionária ciência da nanotecnologia, que permite a manipulação da matéria numa escala atômica e molecular, tem proporcionado avanços importantes no desenvolvimento de soluções nas mais diversas áreas. Um nanômetro é equivalente a um bilionésimo de metro. Devido ao seu pequeno tamanho, os nanomateriais geralmente possuem novas propriedades ópticas, magnéticas, mecânicas, químicas e biológicas. A concepção de materiais a partir do manuseio na escala nano ampliou as possibilidades científicas, permitindo a construção de estruturas mais complexas e a criação de inovações incríveis com novas funcionalidades e propriedades especiais. Esse avanço já chegou à indústria da construção com o desenvolvimento de novos químicos para melhora do concreto: aditivos que atuam na estrutura molecular do cimento, garantindo benefícios efetivos de produtividade, performance e de sustentabilidade, por reduzir consumo de água, emissões de gases e até mesmo o emprego de recursos financeiros. Podemos citar como exemplo, um aditivo avançado que trabalha como acelerador para o endurecimento do concreto na fase inicial da sua cura, que usa uma nova nanotecnologia de cristais de CSH (Silicato de cálcio hidratado). A solução única, Master X-Seed, baseada em tecnologia inovadora, pode duplicar o desempenho da resistência inicial e garante aumento da produtividade, sem afetar as características de performance do concreto. Promove também uma significativa redução nos custos globais de produção. São importantes os ganhos em sustentabilidade: há redução do consumo de água; diminuição nas emissões de CO2 ao evitar o uso de combustível nas operações de cura a vapor; melhora a eficiência energética com a redução no consumo de eletricidade nas instalações de pré-moldados, além de permitir a substituição dos cimentos com alta composição de clínquer por cimentos misturados com reduzidas emissões de CO2 durante a fase de produção. Esses ganhos são

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possíveis porque o aditivo diminui o tempo de desmoldagem, evita a cura a vapor em pré-moldados e garante uma melhora significativa da durabilidade, normalmente prejudicada pela cura a vapor. Como um plus, o aditivo é inibidor de corrosão para concreto armado. Também já existem no mercado grautes cimentícios de ultra resistência MasterFlow, especialmente desenvolvidos a partir de nanotecnologia aplicada, que conferem desempenho técnico superior. Ideal para a ancoragem das torres para produção de energia eólica, esses grautes proporcionam uma maior resistência a cargas dinâmicas e repetitivas (movimentos). A elevada resistência à compressão, ao impacto e à fadiga, a elasticidade e a retração compensada garantem que a ancoragem das torres com essa tecnologia ocorra de maneira segura, rápida e econômica. Essas características asseguram um aumento significativo na vida útil do parque, reduzindo custos de manutenção. Além de soluções para concreto, já foi desenvolvido também um novo material de isolamento de alto desempenho que pode ser aplicado no setor de construção em edifícios novos ou antigos. O aerogel respirável produzido como um painel de poliuretano sólido tem características únicas: até 90% do volume do aerogel orgânico consiste em poros cheios de ar que têm um diâmetro de apenas 50 a 100 nanômetros. O novo material ocupa metade do espaço se comparado aos materiais tradicionais, oferecendo o mesmo desempenho de isolamento, e garantindo versatilidade de design e menor consumo de energia. Dimensões pequenas com um enorme potencial, a nanotecnologia é uma grande impulsionadora de inovação, especialmente no desenvolvimento de soluções sustentáveis para enfrentar os desafios do futuro. Prevê-se que a população global chegue a nove bilhões até 2050 e todos precisarão de um espaço de vida adequado, de abastecimento de energia seguro, entre tantos outros recursos. A nanotecnologia trará contribuições indispensáveis para esse futuro, ao mesmo tempo em que protege o meio ambiente. *Eduardo Machado Coelho, gerente do laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Químicos para Construção da BASF


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