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Expediente

Editorial

Edição # 208

Longo caminho a seguir

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3119.7148 editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: rawpixel.com/Freepik Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

A

cadeia produtiva do plástico já avançou muito em diversos fatores. Está mais engajada com questões sustentáveis, mais aprimorada na busca por novas tecnologias, antenadas na Era 4.0, e trabalhando forte seus diferenciais competitivos para entrar em novos mercados e manter sua representatividade nas aplicações que já participa. É o caso, por exemplo, do segmento de utilidades domésticas. Resinas como polietilenos, polipropilenos, PVC e acrílico inovam cada vez mais no design, durabilidade, transparência, resistência etc. Tudo para entrar cada vez mais nas casas e comércios e tomar conta das cozinhas desse país. Na matéria da página 16, o leitor poderá conferir os avanços do plástico nesse mercado e as parcerias para viabilizar alternativas sustentáveis ao consumidor. Na área de automação industrial, conforme está bem detalhado na página 14, também temos grandes avanços, com uma maior conscientização da indústria sobre a importância de investir em equipamentos que promovam maior produtividade, eficiência e melhoria de processos. Todavia ainda há muito o que avançar, principalmente no que diz respeito à mão de obra. Além disso, outra questão que preocupa os empresários é a interferência da política na economia do país, dificultando investimentos e avanços de mercado. Para o segmento de controle térmico preparamos uma reportagem (página 10) abordando a importância de uma escolha bem feita na hora de comprar um equipamento de refrigeração e as conseqüências destas decisões no chão de fábrica do transformador. O caminho a seguir, portanto, é longo, embora os avanços sejam perceptíveis. Ainda há muito o que avançar em gestão, inovação e qualificação. Mas onde chegamos até aqui nos mostra que estamos na estrada certa, driblando os obstáculos e avançado rumo ao crescimento. Boa leitura!

Filiada à

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Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico > Plástico Sul Sul >>> >>>


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FREEPIK

PlastVipUlrich Reifenhäuser

“O resíduo plástico é um problema para a sociedade como um todo.”

DIVULGAÇÃO

Recentemente em Frankfurt, Ulrich Reifenhäuser, CSO do Grupo Reifenhäuser Group, concedeu uma entrevista corajosa sobre questões dos resíduos plásticos e a reciclagem Ulrich Reifenhäuser: "É necessário uma mudança abrangente de conscientização na sociedade"

A

quantidade de resíduos plásticos está crescendo constantemente em todo o mundo. Para usar os recursos de maneira sustentável, o lixo deve receber um valor, ele deve ser reciclado e não descartado, como ainda é o caso em muitos países do mundo. Ulrich Reifenhäuser está convencido de que é necessário uma mudança abrangente de conscientização na sociedade. Os consumidores finais precisam ser educados e informados. Ao mesmo tempo, é necessário fornecer um quadro político adequado. A engenharia mecânica suporta tecnologias de produção e reciclagem com eficiência de recursos, mas os proprietários das marcas também desempenham um papel fundamental na promoção da aceitação de produtos feitos de materiais reciclados.

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or que uma economia circular é importante para plásticos? Ulrich Reifenhäuser: O tópico sobre resíduos de plástico se tornou cada vez mais importante porque a quantidade de lixo está aumentando. Isso se deve à expansão da população global e à crescente prosperidade em muitas economias emergentes. As montanhas de lixo estão se acumulando, especialmente na Ásia. Também temos problemas com isso na Europa. Na Escandinávia, Holanda, Alemanha, Áustria e Suíça, a taxa de reciclagem é realmente excelente, mas nos países do Mediterrâneo, por outro lado, é bastante pobre. É claro, portanto, que o mundo dos plásticos precisa mudar. As discussões estão em andamento, mas isso ainda não é perceptível no setor de resíduos. E porque acontece isso? Ulrich Reifenhäuser: Esse é um problema muito complexo e de várias camadas. É paradoxal. O plástico é um material ideal para muitas aplicações. São leves, fáceis de processar, relativamente baratos e disponíveis em quantidades suficientes. Devido a esses benefícios, sua importância para os materiais concorrentes está aumentando constantemente. Isso é positivo. No entanto, os plásticos geralmente não são tratados corretamente após o uso. Em vez de serem coletados, eles são jogados fora. Isso é negativo e a verdadeira questão principal em questão.

Como você pode mudar o comportamento de nações inteiras de consumidores? Ulrich Reifenhäuser: Educando e apelando para a responsabilidade dos consumidores. A legislação também é uma boa maneira de fazer isso. É extremamente importante atribuir valor ao lixo plástico. Isso é algo que precisa ser abordado de uma perspectiva política. A melhor estratégia aqui é definir cotas de reciclagem para novos produtos plásticos. Se houver cotas, os processadores de plástico precisarão repentinamente de material reciclado. Isso abrirá um novo mercado. Pode ser que o material reciclado de alta qualidade custe o dobro do valor de produtos novos, mas dobrar o preço não fará diferença quando se trata de produtos plásticos, pois suas propriedades são muito superiores às de outros materiais, como vidro metal ou papel. Mas os consumidores finais estão atentos a cada último centavo. Ulrich Reifenhäuser: Isso é verdade, mas isso não seria mais um problema se houvesse leis para estipular que todos os produtos plásticos precisam incluir 30% de material reciclado. As pré-condições seriam as mesmas para todos na época. Levaria talvez três anos para nós, na Europa e também na Alemanha, de repente ter uma indústria de reciclagem completamente diferente.

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PlastVipUlrich Reifenhäuser Portanto, isso não pode ser feito sem diretrizes políticas? Ulrich Reifenhäuser: A política é necessária porque o lixo plástico é um problema para a sociedade como um todo. Apenas um grupo não pode fazer muito a respeito. É sobre estar ciente de que você não pode simplesmente jogar o lixo fora. O que a engenharia mecânica pode fazer para ajudar? Ulrich Reifenhäuser: A engenharia mecânica pode apoiar o processo de gerenciamento sustentável de plásticos. Como fabricante de máquinas para processamento de plásticos, desenvolvemos processos eficientes em termos de recursos que permitem um uso reduzido de plásticos. Um exemplo é o uso de filmes mais finos que possuem as mesmas propriedades de proteção que os mais espessos. Também desenvolvemos máquinas que produzem produtos sem desperdício. Todos os resíduos da produção são imediatamente reciclados. Todas essas medidas dizem respeito à produção. Em relação ao uso, a engenharia mecânica fornece todas as tecnologias que permitem a reciclagem de resíduos plásticos. Alguns resíduos de plástico são difíceis de reciclar. O que você deveria fazer? Ulrich Reifenhäuser: A reciclagem deve ser levada em consideração desde o início, desde o estágio de design do produto. Hoje, vários materiais são frequentemente incorporados a um produto sem nenhuma necessidade real. Isso limita sua reciclagem. Alguns plásticos não são compatíveis entre si ao serem reciclados. Não é possível que você sempre possa fabricar um produto novo e utilizável a partir de diferentes plásticos. A indústria química é um participante fundamental no desenvolvimento futuro da reciclagem, mas os requisitos impostos a um produto plástico geralmente também precisam ser reduzidos. Por exemplo, as camadas de barreira estão atualmente integradas aos filmes usados para embalar o queijo, o que prolonga sua vida útil. As camadas de barreira são extremamente difíceis de separar e, assim, reciclar. Se as camadas de barreira fossem reduzidas abaixo de cinco por cento, o prazo de validade também poderia ser reduzido, mas os filmes poderiam ser reciclados com muito mais facilidade. De qualquer forma, surge a questão de saber se o queijo precisa ser mantido por várias semanas ou até meses Os processadores de plásticos são obrigados a fazer isso? Ulrich Reifenhäuser: Os proprietários da marca devem estipular que determinados produtos plásticos só podem ser utilizados para determinadas aplicações. Isso já está acontecendo hoje, mas levará um tempo para ser aplicado. De qualquer forma, a engenharia mecânica não é o gargalo. Além disso, os requisitos legais muitas vezes 8 > Plástico Sul >>>

ainda impedem o uso de material reciclado. Os países escandinavos adotaram uma abordagem diferente ao optar por incinerar resíduos de plástico. Ulrich Reifenhäuser: A incineração é um bom uso secundário. Não há aterros sanitários no norte da Europa há algum tempo. O foco está muito na incineração de resíduos lá. Para incinerar resíduos, e estamos falando de todo o lixo doméstico não reciclável e gerar energia a partir do processo de incineração ao mesmo tempo, você precisa de combustível. Se você atingir as temperaturas de queima com plásticos usados, terá duas vantagens. Em primeiro lugar, os plásticos são usados uma segunda vez, incluindo e - acima de tudo - aqueles que não são recicláveis. Em segundo lugar, a energia do processo de incineração pode ser usada ainda mais, por processos industriais, por exemplo. A incineração também é uma opção particularmente boa se você quiser resolver o problema de resíduos rapidamente, por exemplo, em países emergentes onde o lixo plástico ainda não foi reciclado. Qual é a melhor maneira de resolver o problema dos resíduos de plástico? Ulrich Reifenhäuser: Não existe uma solução perfeita - você precisa explorar várias maneiras. Precisamos de plásticos modificados e produtos modificados. Mas, acima de tudo, as pessoas precisam aprender a assumir responsabilidades. Eles precisam reconhecer que não devem jogar plásticos fora, mas precisam reutilizar adequadamente eles. A educação é fundamental: através da política, na escola e na universidade. Por exemplo, são necessárias mais cadeiras para o gerenciamento da reciclagem. Em nosso mundo, os plásticos são indispensáveis. A desvantagem é o lixo. Produtos plásticos descartados descuidadamente condensam-se para formar tapetes espessos, não apenas nos rios e mares, mas também em terra. Uma economia circular completa poderia evitar esse mal e colocar o foco de volta nos benefícios dos plásticos. Para que isso seja um sucesso, todos precisamos trabalhar juntos: processadores, fabricantes de matérias-primas, engenheiros mecânicos e recicladores, mas também proprietários de marcas, consumidores finais e políticos. A VDMA iluminará os holofotes da economia circular na K 2019, a principal feira comercial, em Düsseldorf, em outubro, e mostrará como laços fechados podem funcionar efetivamente. Durante todo o processo, as partes interessadas estarão se expressando em uma série de entrevistas antes do evento internacional da indústria.


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DestaqueControle Térmico

KJPARGETER/FREEPIK

Causas e conseqüências

É

comum falarmos dos benefícios que equipamentos de qualidade fazem quando associados a uma máquina de transformação de plásticos. Aumento de produtividade e maior eficiência energética estão na lista das demandas mais solicitadas pelos empresários do setor na hora de escolher um controle térmico, por exemplo. Mas quais são as conseqüências de não se preocupar com o nível de tecnologia do fornecedor? “Equipamentos de refrigeração mal dimensionados ou dimensionados empiricamente, via de regra levam a um alto consumo de energia com consequente impacto nos custos industriais”, afirma Ricardo Prado, da Piovan. Equipamentos de controle térmico adequados, conforme o executivo, permitem a redução de perdas e baixo consumo energético. Para o diretor operacional da Korper,Tiago Eorendjian, contar com equipamentos de qualidade na linha de controle térmico tem muitos ganhos. Por isso deve-se ter atenção na hora da escola.

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Na escolha pelos equipamentos de refrigeração, atenção é fundamental:da sua compra pode depender fatores fundamentais para o bom desempenho da máquina e inclusive da qualidade do produto final

“Há o aumento de produtividade pois com o bom controle térmico as máquinas produtivas trabalham sem interrupção, sem alarmes e com seu desempenho ideal por ter a correta temperatura de operação. A qualidade do produto final também aumenta. Por exemplo, na indústria do plástico é perceptível que a variação de temperatura da água de arrefecimento dos moldes interfere na qualidade da peça injetada”, diz o executivo. Além desses pontos, Eorendjian acredita que o bom controle permite ter uma máquina que consuma menos energia elétrica e que consuma menos água, dois recursos que estão cada vez mais caros e escassos. O diretor geral da Refrisat, Carlos Pereira, explica que todos os benefícios citados são válidos, porém o grande diferencial é na busca do melhor em qualidade e tecnologia. “Com nossos equipamentos, por exemplo, o cliente consegue aumentar em pelo menos 35% o ciclo de vida do seu processo industrial, ou seja, uma ação que levaria 10 anos para depreciar, exigir gastos de manutenção intensos e aumento de custos com renovação tem um adiamento

de pelo menos 3-4 anos para iniciar esse processo”, afirma. Segundo Pereira, os equipamentos da empresa são os únicos do mercado que economizam pelo menos 30% de energia em relação aos convencionais. “Isso corta custos significativos de gastos com energia e também otimiza e aumenta o ciclo de vida dos produtos, que funcionam de maneira mais inteligente com componentes de última geração e primeira qualidade”. Para ele, esse tipo de benefício, além de cooperar com o mundo e a sustentabilidade, evitando desperdício e gastos desnecessários, é extremamente importante para o cliente que quer aumentar sua margem de lucro.

Indústria 4.0

Outra grande exigência do mercado atualmente é a integração com sistemas de automação industrial. A Aquatech, empresa do Grupo Piovan que trata de refrigeração Industrial, já tem todos os equipamentos aptos a serem conectados a sistemas MÊS do cliente ou via o software WinFactory 4.0 que


é a solução da Aquatech e Grupo Piovan para controle de processos na Industria 4.0. Eorendjian, da Korper, afirma que a empresa sempre buscou a inovação e foco no meio ambiente e eficiência energética, assim foi pioneira na inserção da automação dos sistemas de resfriamento e integração com o processo do cliente, sempre focando nas necessidades e eficiência do sistema para os projetos. Com a inserção da Industria 4.0 nas fábricas, a Körper se destaca por já ter equipamentos preparados para total integração de dados e tomadas de decisão, usando a IoT e outras interfaces para possibilitar que todas as esferas da administração da produção possam ter informação e ter tomadas de decisão de forma automática A Refrisat foi uma das primeiras empresas a construir um laboratório interno para o desenvolvimento de automação. “Desta forma faz parte do nosso negócio a renovação e aprimoramento constantes em busca de melhores resultados para os nossos clientes com a ajuda da tecnologia”, diz Pereira. Por isso, nos últimos anos a Refrisat lançou mais recursos exclusivos de controle e emissão de dados (http://refrisat.com.br/opcionais/ recursos-exclusivos/) que trouxeram a praticidade no dia a dia do cliente, mas também a possibilidade de acompanhar e corrigir falhas com maior rapidez e conhecimento do processo como um todo. “Mais do que isso, com essa equipe preparada, desenvolvemos projetos dedicados e específicos para cada cliente, o que aumenta ainda mais a interação com grandes injetoras, sopradoras e outros equipamentos principais, já que trabalhamos como periféricos”, finaliza.

Aquatech

Os últimos lançamentos da empresa na área de refrigeração, são os novos Dry Coolers da linha Aryacool, de construção modular com módulos de até 950kW cada um. A Aquatech do Brasil exporta para toda a América Latina. Neste ano de 2019 a empresa está com excelente crescimento no mercado brasileiro onde as aplicações especiais para vários processos que oferece, tem tido excelente aceitação. Entre os segmentos principais estão o de plásticos, e outras aplicações industriais em processos que necessitam refrigeração. “Em 2018 ultrapassamos nossa expectativa de crescimento projetado e esperamos em 2019 atingir as metas determinadas pelo Grupo Piovan”, ressalta Ricardo Prado.

Korper

Tiago Eorendjian explica que a empresa têm equipamentos de maior precisão no controle térmico através de sensoriamentos que permitem a eficiência energética e redução no consumo de água esperados no projeto. “Os resfriadores de circuito fechado híbridos, com estrutura e serpentina toda em aço inox, junto com sensores de qualidade de água, pressão, temperatura, acelerômetros para análise de vibração, sensores de fluxo e outras instrumentações fazem com que os equipamentos Körper possam ser integrados com qualquer processo, dando informações necessárias para o processo e, principalmente, informações para a manutenção preditiva, quanto a análise do pH e condutividade da água, que são fatores importantíssimos para manter a integridade do resfriador e dos trocadores de calor do processo, onde de forma automática pode acusar problemas de incrustação e necessidade de limpeza”, detalha o executivo. Eorendjian revela ainda que os acelerômetros permitem a distância a monitoração da integridade dos rolamentos dos motores e evita parada de equipamentos de forma inesperada. A Körper possui um portfólio que atende todos os segmentos de mercado, atuando em todo território nacional e em diversos países. Seus clientes são da indústria metalúrgica, farmacêutica, automobilística, alimentícia/ bebidas, entre outros e indiretamente todos eles estão conectados com a área do plástico. O executivo da empresa explica que a indústria alimentícia está em expansão, já a automobilística depende muito ainda do sucesso nos acordos de livre comércio entre os países latinos americanos. “Embora um nicho não esteja tão promissor, somos compensados pelo outro”, explica. Embora o panorama econômico mundial e questões políticas internas ainda incertas, a Körper prevê um crescimento de 30% nas vendas.

Refrisat

Os lançamentos da Refrisat em 2019 foram: o novo Drycooler, que conta com um conceito mais leve, sustentável e eficiente, já que reformularam o projeto e buscando por inovadores fornecedores no Brasil e no mercado externo. “Também lançamos no ano passado, e pela primeira vez levamos para a Plástico Brasil, o nosso climatizador de precisão, que atualmente vem sendo usado <<< Plástico Sul < 11


DIVULGAÇÃO

DestaqueControle Térmico Marcelo Zimmaro, diretor comercial da Mecalor, apresenta os equipamentos expostos na Feira K

em grande escala em Datacenters de grandes corporações, mas que tem aplicação possível em ambientes que exigem a necessidade de controle de temperatura para excelência de processos e mantimento de itens delicados ou que geram muito calor”, explica Pereira. Ele revela que toda a linha de Chillers, Unidades de Água Gelada, Termorreguladores, Unidades de Ar Seco e Desumidificadores de molde tem novos recursos exclusivos, principalmente ligados a automação e economia de energia com a exclusiva, de fábrica e de linha, válvula de expansão. “No ano passado fizemos uma parceria muito legal em nosso evento da área Médico Hospitalar, e conseguimos melhorar os nossos equipamentos em grande escala. Sendo que agora toda a nossa linha conta com componentes, engenharia e automação com alta economia de energia”. Pereira enxerga bastante força no setor alimentício e metal-mecânico e ainda temo um volume grande do Sudeste, quando fala-se de Brasil. Ele revela que também recebem consultas mais significativas da região centro-oeste e norte. “No entanto ainda consideramos o Sudeste, Sul e Nordeste nossos maiores mercados”, diz.

Em franca expansão

Tradicional empresa do setor de refrigeração industrial, a Mecalor tem demonstrado foco nas oportunidades. Um exemplo disso é a recente parceria com a General Motors. A companhia automobilística investiu recentemente no processo de injeção plástica 12 > Plástico Sul >>>

das plantas de São Caetano (SP) e Gravataí (RS). O objetivo era agilizar a troca de molde e maximizar a qualidade dos para-choques e a Mecalor foi chamada para fornecer a solução completa. Foram 13 TermoChillers DUO, que permitem o controle independente da temperatura de cada lado do molde e 6 TermoReguladores que ajustam e mantém os moldes futuros na temperatura desejada para que, no momento da troca, o setup seja mais rápido e preciso. No mesmo pacote, a GM adquiriu ainda dois Drycoolers, de grande capacidade, responsáveis pelo fornecimento de água industrial limpa a 35°C para os condensadores dos Termochillers DUO e para o resfriamento do óleo hidráulico das injetoras. O grande desafio do projeto, no entanto, era a instalação. Para fechar a solução, a Mecalor mobilizou uma equipe de engenheiros e técnicos que fez toda a instalação dos equipamentos, incluindo as tubulações de água, de ar comprimido, de GLP e o cabeamento elétrico para alimentação de energia Outra recente novidade da empresa foi a inauguração de uma fábrica no México, com o objetivo de atuar localmente e aumentar as vendas para países da América Central e EUA. A inauguração da subsidiária no distrito industrial de Queretaro, México aconteceu em maio deste ano e o lançamento do novo escritório marca a nova estratégia da empresa, que até agora atuava por meio de representantes comerciais e técnicos terceirizados. “A filial do México representa um

novo momento da nossa história. O esforço e dedicação do capital humano são peça chave no crescimento por todo o Brasil e América Latina”, disse János Szegö, diretor executivo da Mecalor Brasil. Outra grande ação da empresa é a participação na Feira K, maior evento da indústria de plásticos e borracha, que acontece em outubro, na cidade de Dusseldorf, Alemanha. A Mecalor é a única empresa brasileira do segmento de refrigeração a participar do evento. “Os nossos produtos têm recebido uma excelente aceitação em mercados exigentes, como europeu e norte-americano, o que tem motivado cada vez mais a expansão da atuação da empresa pelo mundo”, afirmou Marcelo Zimmaro, diretor comercial. Para ele, esse ano a feira terá um sabor especial por causa da inauguração em maio da planta do México, localizada na cidade de Querétaro. “Passamos a atender de maneira especial os clientes da América Latina”, ressaltou. Para o stand E15 do hall 10, a Mecalor vai levar um chiller (unidade de água gelada) compacto de alta eficiência com recursos de última geração. A escolha do chiller para esta feira é porque, além de ser o produto carro-chefe, é também o mais democrático, pois pode ser aplicado no resfriamento com água gelada nas mais variadas indústrias de transformação, por exemplo injeção, sopro, extrusão, termoformagem, flexografia, entre outros. Este equipamento é da linha Compact Chiller MSA e produzido em estrutura de aço inoxidável AISI 304, condensadores microcanal de alumínio com proteção anticorrosiva e-coating, bomba de água Grundfos de aço inoxidável, controle de capacidade por inversor de frequência para economia de energia e fluido ecológico R-410A que não agride a camada de ozônio. Além disso, alinhado com as tendências da indústria 4.0, será apresentado o sistema de controle Smart Connect, que disponibiliza uma série de informações provenientes dos sensores distribuídos no equipamento. Estas informações disponíveis na SmartConnect podem ser utilizadas para comunicação com as máquinas injetoras, sopradoras, extrusoras e podem servir para monitoramento via web e assistência técnica a distância.


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EspecialAutomação

Em busca da decolagem Apesar do crescimento da percepção da necessidade de automação nos processos, fabricantes de equipamentos para a indústria 4.0 ainda sentem a necessidade de uma melhora no mercado brasileiro

O

s investimentos em automação industrial dependem do desempenho do mercado. Por sua vez, a indústria no Brasil, tem sua estabilidade entrelaçada a questões político-econômicas. Como o país passou por muitos momentos difíceis nos últimos anos, o balanço dessa equação está difícil de positivar. O engenheiro Fabio de Souza Siqueira, gerente do departamento técnico da Wittmann Battenfeld do Brasil, explica que no Brasil historicamente “o momento político” interfere na situação econômica em geral, consequentemente interferindo nas vendas. “Como não poderia deixar de ser, o momento atual que gera a incerteza sobre a estabilidade politica e consequentemente a incerteza sobre o crescimento econômico, impacta fortemente na decisão sobre o investimento no processo de produção em praticamente todas as empresas, levando a uma grande instabilidade no mercado”. Apesar dos sobressaltos, o principal obstáculo, segundo Siqueira, não fica só no setor de vendas. “O principal desafio sem dúvida é o recuso financeiro para a implementação das melhorias, porém, ainda falta a definição do “modelo” que deveremos adotar para a automação; Queremos uma automação total? ou queremos uma automação que nos proporcione melhor qualidade, redução de custos porém valorize a mão de obra existente? Podemos a curto prazo atingir os níveis de automação da Europa? Como prepararmos nossa mão de obra para acompanhar a nova tecnologia? Nossos centros de formação já estão preparados. Podemos atingir os objetivos da indústria 4.0 atendendo as necessidades da indústria e necessidades do cliente?” O executivo explica que, de uma forma geral, o desafio é conciliar o investimento, o planejamento e a preparação das equipes para uma tecnologia que mudará o modo em que a cadeia produtiva e de consumo operam, formando uma nova maneira de integrar

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o produto ao cliente. Outro desafio a ser desbravado é a implementação de novas tecnologias que implica na necessidade de equipes com conhecimentos que as acompanhem. “Hoje a mão de obra de operação ainda não está adequadamente preparada para isso. O mesmo acontece para o setor de manutenção, que tanto nas equipes como na infraestrutura (equipamentos ferramentas etc.) há uma clara defasagem entre a necessidade e a realidade”, explica Siqueira. Embora haja entraves, novas oportunidades estão surgindo. Mas o executivo alerta que elas só são aproveitadas por aqueles que estão preparados. Afinal, novos conhecimentos são necessários para a operação e manutenção no chão de fábrica. O que era usual no ambiente administrativo, como o parque de informática (computadores, switches, roteadores etc.), hoje é parte do processo fabril. “Aí entra também na manutenção e operação industrial a figura do especialista em TI. Além do especialista, o mantenedor também deverá conhecer a estrutura de interligação de diversos tipos de tecnologia, para que possa manter a correta operação das células”, afirma. Ainda sobre o mercado brasileiro e seus impactos na indústria 4.0, Hélio Sugimura, gerente de Marketing da divisão de Automação Industrial da Mitsubishi Electric, acredita que é preciso buscar eficiência operacional independentemente do momento político vivido pelo país. Outro ponto que pode impactar a necessidade de buscar maior eficiência nas operações, segundo Sugimura, são os acordos de livre comércio em andamento com a União Européia, o EFTA, o acordo automotivo com o México e outros que possam vir a abrir mais os mercados. Na indústria brasileira, há vários desafios na implantação de projetos de automação. “A tendência da Indústria 4.0, vem amplificar o desafio de formação de mão de obra e consolidação de tecnologias. Os fornecedores de produtos e soluções de automação também têm lançado produtos para suprir essa demanda crescente”, avalia o executivo. Para ele, o ponto positivo é que as instituições de ensino têm criado disciplinas ou cursos voltados para aplicação de tecnologias com enfoque em conectividade, troca de dados, medição, visualização de produção e melhoria de processos, base para Indústria 4.0. As oportunidades existem. “Os fornecedores que souberem transmitir os conceitos, necessidades, oferecer soluções e suporte para melhor eficiência, redução de custos operacionais da indústria do plástico e a indústria em geral tem um leque de oportunidades de crescer juntamente com os clientes”, explica Sugimura.


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Tendências

O diretor da Sepro Brasil, Oscar Silva descreve as principais tendências da atualidade. Segundo o executivo, uma delas, especialmente voltada para automação industrial na indústria do plástico, é a utilização de robôs de 5 eixos que permite manter a simplicidade e velocidade de movimentação de um robô cartesiano (mais adaptado para máquina injetora) com toda a versatilidade de uma dupla rotação servo para operações mais complexas fora da injetora como flambagem, rebarba, multi-posicionamento, controle, etc. A outra tendência, revela Silva, é justamente o aumento de automação de processos para qualquer segmento de mercado. Ou seja, o que antes era mais restrito a indústria automotiva está se abrindo para demais mercados. “Sempre existe os processos de sobre-injeção, mas projetos de empilhamento, organização, paletização estão crescendo”, diz o diretor. Outra tendência, desta vez apontada Fábio de Souza Siqueira, da Wittmann Battenfeld, é que a indústria começa a estudar métodos de coleta e armazenamento de informações, através de instalação de sensoriamento personalizado para equipamentos antigos e especificações adequadas para produtos novos. “Porém acreditamos que a maior aposta ainda continua na automação dos processos de fabricação, como incorporação de robôs às máquinas injetoras para integração em células de automação, para processos pós e pré injeção como por exemplo: colocação de insertos, rótulos , decorações, inspeções automáticas, embalagem etc”, explica.

Destaques

A Sepro apresentou ao mercado mundial recentemente uma nova gama de robôs de 5 eixos, a Success Line X, baseada na sua gama Universal Success, incluindo uma dupla rotação servo em colaboração com a Yaskawa. “Trata-se de uma solução de robô 5 eixos CNC mais acessível”, diz Oscar Silva. A empresa também lançou o aplicativo OPTICYCLE que permite, sem conhecimento da linguagem de programação, melhorar o tempo de intervenção do robô dentro da injetora em até 40%, e ganho em tempo de ciclo total em até 5%. (assista: https://youtu.be/pZAdo772RwQ). Outra solução recente da empresa é a "My Gripper", uma inovadora proposta para montagem de garras com componentes compatíveis entre Gimatic, AGS e Sepro. A WITTAMNN BATTENFELD também está com novidades e inovações, entre elas a máquina Eco Power 55/350 totalmente elétrica equipada com os pacotes de software HiQ-Flow, HiQ-Melt e HiQ-Metering, contando com um robô W918 da WITTMANN e todos os aparelhos auxiliares conectados à máquina, bem como os Sistema TEMI + MES, que são integrados ao sistema de controle UNILOG B8 da máquina via o sistema WITTMANN 4.0. Nesta aplicação a folha de dados do molde eletrônico

Hélio Sugimura é gerente de Marketing da divisão de Automação Industrial da Mitsubishi Electric

também será usada no comando UNILOG B8. “A célula de produção conectada através do roteador WITTMANN 4.0 pode, assim, verificar se os auxiliares conectados são suficientes para os dados do produto selecionado ou se for necessário informando a necessidade de equipamentos adicionais”, detalha Siqueira. Já a Mitsubishi Electric destaca o CLP compacto da família FX5UC com o módulo de controle de eixos de servo acionamentos para o processo de retirada de peças das injetoras. Conforme Hélio Sugimura, o conjunto permite a construção de um braço manipulador de 3 eixos (gantry) com controle servo acionado para a retirada de peças das injetoras. Conforme o executivo, a linha de automação industrial da Mitsubishi Electric atende as necessidades desde o produtor do insumo até o fabricante da máquina, com produtos como:Inversores de frequência com recursos de eficiência energética (energy saving) em aplicações de bombeamento e ventilação no processo de produção da indústria química; Robôs industriais com capacidade de carga de 2kg a 20kg, ideais para manipulação e encaixotamento de frascos na indústria de cosméticos e farmacêutica; Interfaces homem-máquina (IHM) com webserver incorporado. Este recurso permite que outros usuários acessem dados da máquina através de tablets ou celulares, facilitando o trabalho de diagnóstico da máquina pelo departamento de manutenção, e reduzindo o tempo de linha parada; Software supervisório para monitoramento, criação de relatórios e indicadores operacionais de processos produtivos dos insumos da indústria do plástico.

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Tendências

Utilidade Domésticas

& Mercados

Bonitas, práticas e sustentáveis O uso do plástico na fabricação de produtos de utilidades domésticas vem ganhando mercado pelas inúmeras vantagens em design, funcionalidade e sustentabilidade

A

os poucos os produtos plásticos foram “invadindo” os lares, e dependendo da função, substituindo com vantagens itens até então fabricados em vidro, madeira, cerâmica, ferro fundido e alumínio entre outros. No entanto, entre os fatores que contribuíram para a maior preferência pelo plástico em produtos de

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utilidade doméstica (UDs), é possível destacar o aspecto sanitário como o mais importante: o plástico permite a conservação do alimento nas mesmas condições por mais tempo. Também é preciso considerar que são mais baratos, leves, oferecem melhor higiene, fácil manutenção e, na maioria das vezes, são descartáveis, mas permitindo a reciclagem.


Relação custo-benefício

Os estudos comparativos realizados por entidades e empresas fabricantes constataram que outro fator que influencia a escolha dos clientes é a sua percepção pela relação custo-benefício sem levar em conta nome e a tradição das marcas. Essa constatação aumenta ainda mais a volatilidade do mercado. Pela exigência de um investimento acessível para a composição do mix produtivo, existe igualmente a facilidade de novas empresas entrarem no mercado pelo processo industrial ser relativamente simples. Issoprincipalmente para disponibilizar produtos de características semelhantes quando inovações são criadas e bem aceitas pelos consumidores. No entanto, mesmo diante deste cenário, a substituição do plástico em UDs por outros produtos como vidro, aço inox e alumínio é baixa, já que eles não oferecem tamanha versatilidade de uso e possibilidade de formas diferenciadas. Porém, como ressaltado anteriormente, as vantagens do uso do plástico em utilidades domésticas se baseiam na melhor relação de custo-desempenho garantidos pela sua resistência mecânica, alta durabilidade, possibilidade de inovação e design, manutenção mais duradoura da qualidade dos alimentos, leveza para transporte e resistência mecânica.

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As entidades de fabricantes ressaltam alguns dos aspectos que caracterizam as vantagens do uso do plástico em produtos de utilidade doméstica e, por extensão, do escritório. As resinas plásticas mais utilizadas pelo segmento de UDs são o polietileno (PE), o policloreto de Vinila (PVC) e o polipropileno (PP), mas o acrílico também vem ganhando espaço. Conforme a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), as commodities representam cerca de 78,3% dos insumos consumidos no país. Um dado muito interessante para avaliação de mercado é que na divisão por tipos de produtos, a participação (share) tem a seguinte divisão: 72% é representadas por potes e organizadores; depois seguem lixeiras, bacias, baldes e banheiras – e também foi constatada a comercialização de embalagens industriais. Já nesse segmento, a prioridade dos consumidores é pela qualidade assegurada pela fiscalização de órgãos reguladores, como ISO, FDA (Food and Drug Administration) e FCSS, em razão de fatores como durabilidade, segurança e design, de formato e cores variadas. Por ser um setor que se caracteriza pelo grande número de empresas, e a preferência relacionada a aspectos como design, beleza, resistência e flexibilidade, o mercado de plástico em produtos de utilidade doméstica possui um elevado grau de competitividade. Esse nível está sendo alcançado pela alta tecnologia em máquinas, equipamentos, matérias-primas e processos adotados pelos transformadores.

Rigidez, preço e qualidade

Do ponto de vista técnico, os especialistas lembram que a maioria dos utensílios domésticos precisa ter características de resistência, como a rigidez. Porém, o material utilizado é apenas uma etapa inicial do processo, pois é preciso também recorrer a técnicas de modelagem inteligentes, como a inserir nervuras de reforço para oferecer uma rigidez adicional. Os técnicos usam como exemplo os pratos de papel e copos de poliestireno (OS), que usam bordas corrugadas. Polímeros são relativamente baratos, mas também existem metais com preços acessíveis para consumo. Embora possam ser mais baratos por quilo, eles são muito mais densos e, geralmente, não podem ser moldados com facilidade. Nessa relação de rigidez, preço e qualidade, os estudos comparativos comprovam que o peso de um utensílio de plástico, por ser bem menor do que um utensílio de metal, resulta em menor custo de mercado. Por isso, por envolver custos mais baixos, o processo produtivo é mais barato, sem um investimento inicial alto e pode ocorrer em grande escala, proporcionando retorno mais rápido. Outra explicação técnica remete ao fato de o plástico geralmente necessitar apenas uma etapa de fabricação, ao passo que o uso de metais pode exigir mais estágios, encarecendo o preço de venda. A questão da qualidade é fundamental, e cada vez mais exigida, e no caso do plástico é possível ainda investir mais em uma tecnologia diferenciada na fase de moldagem. Esta estratégia melhora a qualidade, design e performance, fatores muito importantes nesse segmento.

Porta-chás em acrílico produzido pela Menaf é um exemplo do design que o plástico oferece ao mercado de UDs

Plástico x outros materiais

Já faz muito tempo que os especialistas desco<<< Plástico Sul < 17


Utilidade Domésticas

& Mercados

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Tendências

Linha ECO da Martiplast: plástico predomina em bancadas de cozinhas

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briram que o plástico tem muitas vantagens em relação a outros materiais para o setor de utilidade doméstica. A principal é a sua aplicabilidade, pois essa matéria-prima se encaixa mais facilmente em projetos de design para a criação de novos produtos e novos conceitos. Para o setor, essa alternativa de uso garante inovação sem comprometer aspectos econômicos, isso sem contar os benefícios relacionados à higiene. Por isso a preferência recai no plástico ao invés dos metais, principalmente o aço, uma vez que evita possíveis propagações de doenças. É que os talheres de metal devem ser higienizados após cada uso e, muitas vezes, não são lavados segundo as normas exigidas pela Vigilância Sanitária. Enquanto isso os demais utensílios feitos com plástico, além de reduzirem essa possibilidade por serem descartáveis, podendo ser eliminados logo após o uso por meio do descarte consciente, - de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Além disso são mais leves e adaptáveis em relação inclusive ao vidro. A questão da leveza é extremamente importante em qualquer setor, sendo especialmente indispensável na indústria de alimentos, pois as remessas estão sempre indo e vindo e quando o armazenamento é sempre um problema. Por isto, os utensílios de plástico são preferidos em relação aos de aço inoxidável e de alumínio e também porque são satisfatórios em relação à sua resistência. E tanto na cadeia de produção, quanto ao aspecto comercial, o custo também é uma vantagem que os plásticos têm sobre os produtos de aço. Além de serem mais fáceis e menos caros para fabricar, a substituição desses materiais também ocorre de forma facilitada pelo preço acessível. E também são mais fáceis de transportar, oferecendo uma

vantagem em relação a isolação térmica, e assim se revelam como a opção mais econômica para estocar em estabelecimentos comerciais.

Novos nichos

As vantagens também foram comprovadas em relação aos produtos fabricados com papelão, que poderiam facilmente ser descartados. O plástico, no entanto, oferece adaptabilidade, pois assume facilmente o aspecto de outros materiais com a mesma qualidade visual — pela cor e espessura escolhida, ao contrário do papelão, que passa a impressão de objetos de menor nobreza. Desta forma, foi constatada que a possibilidade de menor custo do plástico não compromete a sua qualidade em produtos de utilidade doméstica, muito pelo contrário. Os produtos plásticos são populares na indústria alimentícia justamente por serem reconhecidos como alternativa de alta qualidade. E além disso, o material é robusto, porém flexível; ele pode facilmente suportar os rigores de um ambiente de restaurante ou na preparação de diversos tipos de alimentos; é maleável durante a fabricação, o que torna possível personalizá-lo na sua forma, cor e tamanho. Apesar das campanhas de ambientalistas diante do aumento do lixo plástico – muito pelo descarte inadequado - existe uma forte tendência de crescimento de mercado nos próximos anos. E esta perspectiva está ligada a questões como o aumento do número de animais domésticos no contexto familiar e consciência sustentável — já que o plástico é um insumo reciclável. Também está sendo considerado que ocorre a redução dos espaços urbanos que exigem maior organização, o envelhecimento populacional que exige mais ergonomia e facilidade de uso de instrumentos no dia a dia e o próprio desejo por designs diferenciados - o que os utensílios de plástico atendem perfeitamente. Muitas são as vantagens do uso de plástico em UDs e, por isso, as indústrias precisam investir constantemente em inovação e acompanhar as tendências de mercado para que as empresas produzam utensílios cada vez mais versáteis para uso pessoal.

Linha Maxio® e novações da Braskem

Um das peças importantes nesse processo são as fabricantes de matérias-primas e aditivos, onde se enquadra a Braskem. Nesse segmento, além de atender um dos principais pilares do crescimento da empresa que é a inovação, o selo Maxio® foi criado para identificar as resinas com melhor ecoeficiência dentro do portfólio da petroquímica que proporcionam aos clientes redução do consumo de energia, maior produtividade no processo produtivo ou redução de peso do produto final. Os benefícios são obtidos graças à evolução contínua das resinas, preservando ou melhorando proprieda-


Parceria Martiplast, Braskem e Leroy Merlin

Com base nessa premissa, algumas iniciativas já foram concretizadas com muito sucesso e ampliaram a questão da reciclagem e sustentabiliade, como a que ocorreu em 2018, quando a gaúcha Martiplast, junto com a Braskem apresentou ao mercado, para a Leroy Merlin, caixas organizadoras fabricadas a partir de resinas recicladas. Vinícius Martini, Supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento de Produto da empresa conta como surgiu esta parceria. “Diante de um cenário onde o plástico tem sido bombardeado como vilão, nós que fazemos parte desta cadeia, temos que nos posicionar para mostrar o valor que esta matéria-prima possui. A parceria que fizemos com a Brasken e Leroy no projeto Wecycle buscou levar esta mensagem para a sociedade: A economia circular é a resposta para um mundo que demanda um consumo mais consciente”, explica o executivo. Passado um ano desse projeto, a Martiplast avalia com muita satisfação essa iniciativa inovadora e amplia seu processo, comenta Vinicius Martini. “Baseado no sucesso que tivemos neste lançamento, este ano aumentamos o nosso portfólio de produtos com matéria prima reciclada e lançamos vasos plásticos provenientes de matéria do programa Tampinha Legal. A nossa marca busca transformar a vida das pessoas ao entregar produtos com cor, beleza e design. Provar que isto é possível com material reciclado e oriundo de um programa tão nobre como o Tampinha Legal nos faz acreditar cada vez mais em impactar positivamente a vida dos nossos consumidores”.

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des mecânicas, químicas e óticas de produtos acabados. Essa linha é mais um exemplo que ratifica o propósito da Braskem de melhorar a vida das pessoas através das soluções sustentáveis da química e do plástico. De acordo com esse preceito, em junho de 2018 a Braskem lançou novo conceito de resina reciclada em evento internacional na edição de Vancouver do Sustainable Brands - um dos mais importantes do calendário de sustentabilidade -, como patrocinadora, principal apresentadora e expositora no pavilhão Good Materials & Packaging. A empresa aproveitou a feira para apresentar um novo conceito de resina plástica reciclada (PCR). Comprometida com seu processo contínuo de desenvolvimento de soluções sustentáveis, por meio de sua plataforma Wecycle, a Braskem apresentou resultados promissores na criação de uma resina reciclada com melhor qualidade e alto teor de conteúdo reciclado oriundo de embalagem rígida pós-consumo doméstico de polietileno.Dentre as características principais, destacam-se as propriedades de resistência ao stress craking semelhantes à resina virgem e propriedades mecânicas de impacto na tração S, 70% melhor do que a resina reciclada utilizada no mercado.

Em seu processo produtivo as matérias-primas que a Martiplast mais utiliza são o polipropileno (PP) e o poliestireno (PS), que entram na fabricação dos mais de 500 produtos que compõem o catálogo da empresa, em diversas opções de cores. Com uma dinâmica intensa, Vinicius Martins conta que a empresa está em processo constante de atualização. “Os últimos lançamentos foram apresentados na feira AB Casa, que aconteceu em São Paulo de 16 a 20 de agosto: Break: linha de café, ideal para ocasiões especiais do dia a dia. Porta frios, manteigueira, porta pão, açucareiros e outros itens práticos compõe essa linha; Level: prateleiras organizadoras para otimizar espaços nos armários, em 3 tamanhos e 4 opções de cores: branco, natural, chumbo e verde menta; Logic Colmeias: organizador de roupas íntimas para gavetas, em dois formatos e 6 cores; Drink: taças de gin, champagne, vinho, cerveja, perfeitas para celebrar e em cores translúcidas” completa o supervisor da Martiplast.

As cadeiras Sissi e Diana, da linha Summa, são produzidas a partir de resina pós-consumo (PCR)

Tramontina utiliza PCR em cadeiras

A exemplo da Martiplast, outras empresas investem em inovação com o uso de matérias-primas diferenciadas, como outra indústria gaúcha, a Tramontina, que lançou em setembro deste ano cadeiras produzidas a partir de resina pós-consumo. A parceria entre Braskem e Tramontina apresenta mais uma linha de produtos sustentáveis que contribuem para o retorno do plástico a um novo ciclo. Esse processo de operação conjunta já consolidada, busca cada vez mais combinar sofisticação em design com práticas ecologicamente corretas. Esse é o caso das cadeiras Sissi e Diana da linha Summa, que chegam ao mercado e são produzidas a partir de <<< Plástico Sul < 19


Tendências

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resina pós-consumo (PCR), ou seja, material reciclado. Neste primeiro momento de lançamento, as cadeiras serão comercializadas somente nas T factory e T stores, lojas conceito da Tramontina. Na sequência, os produtos chegam aos pontos de venda em geral. “Cada vez mais comprometida com a Economia Circular, a Braskem vem ampliando seu portfólio de resinas recicladas e, desta forma, permitindo que marcas como a Tramontina possam desenvolver produtos ecologicamente corretos", explica Renato Ditomaso, responsável por Desenvolvimento de Negócios de Reciclagem e Economia Circular da Braskem. Por meio da Linha Summa, a Tramontina oferece uma proposta de design mais moderno, com a mesma durabilidade, peso e resistência de cadeiras feitas com plástico de origem fóssil. O que atesta isso são os três testes realizados em laboratório (estático, impacto e perna traseira), de acordo com portaria do Inmetro nº 342/2014, que conferem a resistência de todos os modelos, garantindo a segurança dos produtos. A Tramontina, antiga parceira da Braskem, já utiliza outras soluções sustentáveis da companhia em diversos produtos. “Nosso foco é a sustentabilidade, que acompanha a trajetória da Tramontina há 108 anos. Consumidores que optarem pela compra deste produto, poderão ter a certeza não apenas de ganhos para o lar, mas para o meio ambiente como um todo", afirma Rui Baldasso, Diretor Comercial da Tramontina, em comunicado da Braskem ao mercado. Como informação adicional é importante revelar que a utilização de novas tecnologias para fabricação de produtos domésticos extrapola as tradicionais utilidades do lar para ganhar espaço na fabricação de eletrodomésticos. Recentemente a Braskem e Colormaq lançaram o primeiro eletrodoméstico brasileiro produzido a partir de resina pós-consumo. As empresas apresentaram linha de lavadoras semiautomáticas e automáticas com componentes exclusivos produzidos a partir de resina pós-consumo (PCR). Tratam-se dos primeiros eletrodomésticos brasileiros a serem feitos com esse material, que contribuem para a Economia Circular.

Acrílico aumenta participação

As possibilidade de utilização de matérias-primas para fabricação de utilidades domésticas tem sido ampliada e abre espaço para mais criações com a utilização do acrílico. João Orlando Vian, consultor executivo do Indac (Instituto Nacional para Desenvolvimento do Acrílico) comenta sobre esse mercado. “O acrílico é um dos materiais mais versáteis que existe no mercado e, por isso, é utilizado para diversos fins, inclusive de utilidades domésticas. Rígido‚ atóxico‚ resistente‚ reciclável‚ transparente e de baixo custo, o acrílico ajuda compor, para a casa, desde ob20 > Plástico Sul >>>

jetos mais simples, como talheres, saladeiras e copos, até peças mais elaboras e exclusivas, como porta-retratos, organizadores, luminárias e até adegas inteiras. E a versatilidade do acrílico não está apenas atrelada ao produto em si, que oferece uma infinidade de cores, texturas e espessuras, mas também na forma como o material pode ser trabalhado”. O consultor do Indac destaca quais as principais vantagens e benefícios do uso do acrílico em utilidades domésticas. “Bonito, leve e, sobretudo, resistente, o acrílico ajuda a dar vida a peças igualmente nobres. Mas é preciso fica atento na hora de comprar um produto, pois, frequentemente, objetos produzidos por outros plásticos são comercializados como sendo de acrílico, como pode acontecer com o poliestireno (PS) cristal, um polímero usado em artigos de baixo custo. No entanto, o acrílico é mais nobre e duradouro (resiste, no mínimo, 10 vezes mais a impactos do que o vidro) e é 100% reciclável. Em relação ao poliestireno, uma boa forma de diferenciar os dois é pela cor, o poliestireno é geralmente azulado e amarela mais rapidamente que o acrílico. A criatividade depende dos designers e fabricantes, mas alguns produtos domésticos feitos por associados do Indac são os carrinhos para faqueiros com as gavetas revestidas de veludo, feito sob encomenda pela Acrilaria, que também oferece uma gama de outros produtos pra casa, como porta-guardanapos, organizadores, luminárias e também móveis; luminária de mesa com pêndulos substituíveis ou sob encomenda da PP Caponi; bandeja, porta-chá e revisteiro são algumas das peças oferecidas pela Menaf e uma das peças maois badaladas que é a adega em acrílico feita pela Brascril.

Os destaques do PVC

Talvez alguns consumidores liguem a expressão PVC a produtos destinados ao setor da construção, mas aos poucos, com a divulgação, ficam sabendo que essa matéria-prima tem muitas outras aplicações,como em utilidades domésticas, como explica Miguel Bahiense, presidente do Instituto Brasileiro do PVC. “As inúmeras características que o PVC apresenta, como flexibilidade, possibilidades de texturas e formas, variedade de cores, brilhos, transparência, flexibilidade, rigidez, entre outras, fazem com que ele seja o material ideal para aplicações em que o design e a criatividade sejam pontos importantes. É o caso do mercado de UD, que, a cada dia, apresenta inovações em produtos, designs, cores e modelos que, além de serem úteis tornam o ambiente doméstico mais atraente”, ressalta. Bahiense também destaca as vantagens do uso dessa matéria-prima. “O PVC, por tantas características, além de ser atóxico e inerte, podendo ser utilizado em produtos que entrem em contato com


Aditivo ECO da Milliken

Além da evolução das matérias-primas utilizadas na fabricação de utilidades domésticas, os aditivos tem um papel fundamental no aprimoramento da qualidade. A Milliken & Company, líder mundialmente reconhecida em aditivos e corantes de plástico, anunciou o lançamento europeu, no K 2019, de um de seus produtos mais sustentáveis até agora - o Millad® NX® 8000 ECO. A mais recente adição à linha de produtos Millad NX 8000, líder do mercado, o aditivo de clarificação ECO não apenas oferece o material totalmente transparente conhecido como NX UltraClear ™ PP, que produz produtos finais duráveis com excelente clareza de vidro, mas aborda a tendência crescente de maior sustentabilidade entre proprietários de marcas, conversores e consumidores. A empresa mantém a essência de alto rendimento. Projetado para oferecer as mesmas vantagens do Millad NX 8000, o Millad NX 8000 ECO oferece taxas de produção mais rápidas, economia de energia média de 10% para a produção de peças de polipropileno clarificado (PP) certificadas pela etiqueta UL (Underwriters Laboratories), clareza ajustável para atender necessidades específicas do mercado e o baixo risco de defeitos, como especificações de brancos, listras e vazios. Recentemente, a linha de produtos Millad NX 8000 se tornou o único agente clarificador de PP a receber o Reconhecimento de Orientação Crítica da Associação Americana de Recicladores de Plástico, validando que o aditivo é compatível com a reciclagem de embalagens de plástico. Além desses benefícios líderes de mercado, o Millad NX 8000

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alimentos e bebidas, é um dos plásticos mais versáteis, quando o assunto é textura, cores e formatos. Designers nacionais e internacionais que conhecem e trabalham com PVC encontram nele inspiração e motivação para o desenvolvimento de seus produtos”. O presidente do Instituto acrescenta mais um comentário interessante. “Os produtos de PVC, como laminados, filmes, placas, espaguetes, tubos e conexões podem ser transformados em objetos de UD na mão de artistas. Luminárias, floreiras, molduras entre tantos outros objetos podem ser feitos com o PVC em si ou com produtos de PVC em sua reutilização, o que contribui para o conceito de Economia Circular”, explica. E para finaliza, Bahiense informa: “Além disso, vale lembrar que o PVC, além de seu viés sustentável, por ser um plástico que conta com 57% de sua composição provenientes do sal marinho e 43% do eteno, trata-se de um plásticos 100% reciclável, transformando-se em novos objetos, inúmeras vezes, sem perder suas características e preservando o meio ambiente”.

ECO oferece várias vantagens novas e exclusivas. Ele aborda preocupações relacionadas à migração, especialmente em aplicativos de contato com alimentos, reduzindo limites de migração específicos ou SMLs, sem adicionar novos ingredientes à formulação. O Millad NX 8000 ECO também garante nenhuma preocupação com a interface com os sistemas de classificação óptica médica ou de reciclagem e oferece desempenho consistente em toda a iluminação de varejo, independentemente da presença de luz UV proveniente da fonte de luz. “A K 2019 é o evento perfeito para lançar o Millad NX 8000 ECO para proprietários de marcas e produtores de embalagens europeus. Eles já conhecem os muitos benefícios da família de produtos NX 8000 e somos apaixonados por ampliar ainda mais os limites da sustentabilidade com nossa nova formulação de ECO ”, disse Zach Adams, gerente global de linha de produtos da divisão de aditivos plásticos da Milliken. O executivo explica que o desenvolvimento do Millad NX 8000 ECO faz parte do esforço para solucionar os problemas mais significativos, permitindo que os plásticos melhorem a vida das pessoas e transformem o impacto que os plásticos têm no meio para melhor. A demanda global sem precedentes pelo Millad NX 8000, incluindo a formulação ECO, levou a Milliken a antecipar em dois anos a construção da maior planta de clarificadores de sua história, aumentando a capacidade de produção em 50% até 2020.

O poder do acrílico: bandeja da Menaf é uma das opções de design diferenciado

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Foco no Verde Projeto Plástico do Bem já encaminha mais de 40 toneladas de plásticos para reciclagem FREEPIK

J

á passa de 40 toneladas o volume de material encaminhado para a reciclagem pelo projeto Plástico do Bem. Em contrapartida, as mais de 80 escolas municipais de educação fundamental participantes da iniciativa implementada pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) em Farroupilha e Caxias do Sul (RS) já arrecadaram cerca de R$ 40 mil. Cada instituição é livre para utilizar sua parcela dos recursos da maneira que considerar mais adequada. Nos próximos dias, começa o processo de coleta e pagamento às escolas municipais de Flores da Cunha (RS) pela empresa recicladora parceira Reciclados Em Cristo. Desde o início da ação, em abril de 2018, em Farroupilha, até a última semana de agosto, quando se incluiu o quinto e último núcleo de escolas de Caxias do Sul, e o início de setembro, com a fina-

lização do processo em Flores da Cunha, mais de 35 mil estudantes e 3,6 mil professores das redes públicas municipais já foram capacitados para a separação, limpeza e destinação correta de materiais plásticos pós-consumo. A operação é realizada por meio de uma parceria pedagógica com o instituto sócio-ambiental Plastivida e o Instituto do PVC.

“Evidentemente, a renda adicional obtida com a destinação do material para a reciclagem faz muita diferença para cada uma das escolas e é por isso que todas estão tão empenhadas em melhorar cada vez mais o seu desempenho de arrecadação. É um acréscimo importante no orçamento. Mas, para a sociedade como um todo, o principal é a formação e consolidação desta nova geração de cidadãos mais conscientes e responsáveis com aquilo que é produzido e consumido por todos. Este é o benefício coletivo que será percebido realmente no futuro”, assinala a gerente executiva do Simplás, Daniela Camargo. Outro aspecto importante é que o Plástico do Bem funciona em regime contínuo. Ou seja, após a implementação pelo Simplás, a iniciativa segue em atividade pelo tempo que a escola desejar permanecer engajada – e com total autonomia de trabalho e gestão dos recursos.

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Três toneladas de tampinhas plásticas são recolhidas no Premiart 2019

Mais de três toneladas de tampinhas plásticas foram recolhidas durante a terceira edição do Festival Artístico Estadual Pré-Mirim – Premiart, no Parque Municipal do Chimarrão, realizado pelo Centro de Tradição Gaúcha (CTG) Erva-Mate, em Venâncio Aires (RS).. Segundo a coordenadora do programa Tampinha 22 > Plástico Sul >>>

Legal, Simara Souza, o material coletado foi encaminhado a uma entidade assistencial do município. “As tampinhas plásticas foram destinadas para a entidade assistencial Casa de Acolhimento de Venâncio Aires. Durante o Premiart aconteceu o Trofeu Solidariedade que é destinado às entidades tradicionalistas que aceitam o desafio de quem recolhe mais tampinhas plásticas, a premiação mais uma vez foi para o CTG Moacyr da Motta Fortes, de Passo Fundo, que entregou à organização do festival, 991 quilos e 900 gramas”, afirma. Para a Presidente da Premiart e Patroa do CTG, Patrícia Beatris Padilha, a ação tem como finalidade ensinar as crianças a importância da economia circular e a preservação do meio ambien-

te. “Estamos no terceiro ano de evento e desde o primeiro colocamos o projeto da prática da solidariedade juntamente com a importância de preservação do meio ambiente, as crianças entenderam que não é só uma competição e sim preservar e fazer o bem”, analisa. “A Casa de Acolhimento está iniciando na coleta de tampinhas plásticas e tenho certeza que esse montante será de grande valia na reforma do anexo que estão lutando em melhorar”, completa. Nos anos anteriores, o Festival também realizou esta ação de recolhimento de tampinhas, chegando a uma tonelada em 2018 e a 400 quilos em 2017, na qual também foram destinados para entidades assistenciais.


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Foco

no Verde

Plastivida e Pão de Açúcar lançam Projeto de Reciclagem do Isopor®

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o dia 15 de outubro, para marcar o Dia do Consumo Consciente, a Plastivida, por meio do seu Comitê de EPS, e o Pão de Açúcar dá início a um projeto que promove a reciclagem do EPS, mais conhecido pela marca comercial Isopor®. Com o objetivo de conscientizar e desmistificar a reciclabilidade do Isopor®, o projeto disponibiliza, aos clientes da rede, pontos de descarte do material, que serão encaminhados à reciclagem, reintroduzindo-o ao ciclo produtivo. "O EPS é um plástico que possui, em sua composição, mais de 90% de ar e o restante de polímero. Quando se retira o ar e se reduz o volume do produto, os custos logísticos se tornam viáveis e o processo de reciclagem pode ser completado na prática. O

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processo de reciclagem se completa, transformando o EPS em diversos produtos como argamassa, decks de piscina, concreto leve, molduras de quadros, rodapés, calçados, material de escritório, embalagens para a proteção de objetos, entre outros produtos.", segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, Instituto Socioambiental dos Plásticos. Hoje, o Brasil já recicla uma média superior a 30% do EPS descartado ao ano. Mas para a que a reciclagem do EPS no Brasil possa crescer, é preciso que a coleta seletiva seja cada vez mais eficiente. Por isso, cinco Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) foram instalados em lojas do Pão de Açúcar na região de Pinheiros, zona oeste da cidade de São Paulo, onde as embalagens, bandejas, copos e outros itens de EPS poderão ser descartados. De acordo com Laurent Cadillat, diretor executivo do Pão de Açúcar, "a sustentabilidade é parte da estratégia da marca e esse projeto está em linha com o posicionamento da rede, que foi pioneira no varejo a criar um programa de reciclagem em suas lojas. Nossos clientes já nos reconhecem como um local que oferece oportunidades para o descarte correto de resíduos recicláveis. E, a ampliação desse serviço, por meio dessa parceria, reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento de ações que têm como objetivo promover o consumo consciente e atitudes responsáveis”. A Plastivida tem se empenhado para ampliar o alcance da informação sobre a reciclabilidade desse material. “Essa é uma ação educativa, que reforça a informação de que o EPS é um plástico e que pode ser reciclado, se transformando em novos materiais com valor de mercado, gerando emprego e renda, além de preservar o meio ambiente”, afirma Bahiense. Entre as ações educativas realizadas pelo Comitê do EPS, como o Projeto com o Pão de Açúcar, foi desenvolvido e está disponível o Manual de Orientação para Cooperativas sobre a revalorização e reciclagem de EPS, “com o objetivo de ampliar ainda mais o ciclo de coleta e reciclagem, que reintroduz o EPS no mercado”, completa Bahiense.


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Tecnologia

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Evonik investe em startup chinesa de impressão 3D para a fabricação de implantes médicos

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Evonik Venture Capital investiu em uma startup de impressão 3D na China que produz implantes para utilização em cirurgias neurológicas e vertebrais. A tecnologia permite uma recuperação mais rápida e menos avaliações nos pós-operatórios aos pacientes, além de menores riscos cirúrgicos para os médicos. A Evonik é o principal investidor na rodada de arrecadação de fundos da Meditool, cujo montante se situa na faixa de um dígito de milhão de euros. “Este é nosso primeiro investimento direto na China e nosso primeiro investimento direto após o lançamento do segundo fundo de venture capital este ano”, disse Bernhard Mohr, responsável pela Evonik Venture Capital. “A Meditool é um bom exemplo de como o venture capital está ajudando a Evonik a assegurar o seu acesso a tecnologias disruptivas”. A Meditool desenvolveu seus próprios sistemas de hardware e software capazes de ler e processar imagens diretamente dos dispositivos de ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Um modelo em 3D pronto para impressão é gerado pelo software e enviado à impressora. Os implantes são impressos em 3D usando um polímero de alta performance fornecido pela Evonik, chamado poliéter-éter-cetona (PEEK). “A tecnologia da Meditool está totalmente em sintonia com a nossa estratégia de expansão em aplicações de alta tecnologia para os nossos materiais para manufatura aditiva”, disse Thomas Grosse-Puppendahl, responsável pelo setor de crescimento Additive Manufacturing da Evonik. “Nessa área, as aplicações médicas são de interesse especial, e nossos polímeros de alta performance já se consolidaram como materiais de implante confiáveis em outras aplicações, como na área dental, por exemplo”. Para pacientes e médicos, os implantes de PEEK impressos em 3D são revolucionários em comparação com os metais, a solução convencional atual do mercado de implantes ortopédicos. A impressão 3D permite a customização, ou seja, determinada placa pode ser produzida para se adaptar perfeitamente ao crânio do paciente. Dessa maneira, reduz-se a probabilidade da

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realização de operações futuras para ajustar o tamanho, a forma ou a posição do implante. A condutividade térmica do PEEK é menor que a do metal, de modo que o implante não apresenta o risco de aquecer ou resfriar excessivamente quando os pacientes são expostos a temperaturas altas ou baixas. Além disso, o material é biocompatível (não é nocivo aos tecidos vivos), tornando possível realizar exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada após a cirurgia. “A Meditool é uma das pioneiras no desenvolvimento de implantes médicos de PEEK impressos em 3D”, disse Ken Jin, o cofundador e Chief Technology Officer da Meditool. “A Evonik tem sido um parceiro de confiança no fornecimento de materiais. O investimento representa um estímulo adicional em nossos esforços de desenvolver soluções inovadoras para pacientes e cirurgiões na China e no restante do mundo”. “A China é um importante mercado de crescimento para a Evonik e um dos principais impulsionadores de inovações no mundo inteiro”, disse Claas Klasen, Presidente da região Asia North da empresa. “O país não só apresenta grandes saltos em termos de avanços tecnológicos; seu tamanho e o rápido aumento da classe média promovem o crescimento acelerado da demanda”. O mercado chinês é o segundo maior do mundo para implantes médicos, com crescimento anual estimado em 10-15%. O braço de venture capital da Evonik já investiu em dois fundos na China. A Meditool representa seu primeiro investimento direto. Os coinvestidores incluem ZN Ventures, Morningside Ventures e Puhua Capital. A Evonik Venture Capital desempenha função estratégica no objetivo da Evonik de se tornar a melhor empresa de especialidades químicas do mundo, na medida em que ajuda a assegurar o acesso a tecnologias disruptivas e modelos de negócio inovadores, além de apoiar a transformação digital da empresa. Com essa finalidade, no início de 2019, a Evonik lançou seu segundo fundo de venture capital, com um volume de 150 milhões de euros, mais que dobrando o valor em capital de risco que está sendo gerido, para 250 milhões de euros. A Evonik comercializa o seu polímero de alta performance poliéter-éter-cetona sob o nome VESTAKEEP®.


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Inovação

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poliamida semicristalina desenvolvida pela BASF, Ultramid®Vision, foi usada pela primeira vez no interior de um veículo, no módulo regulador da janela de uma fabricante alemã de automóveis. Em comparação às poliamidas opacas, o Ultramid® Vision apresenta uma transmissão de luz muito alta com baixa dispersão da luz. Desse modo, sua aplicação se torna perfeita para o uso em símbolos iluminados em partes externas e internas dos carros.

WELCOMIA/FREEPIK

BASF lança poliamida semitransparente e translúcida para design de interior exterior de automóveis

Precisão – a luz passa sem obstáculos

Além do efeito semitransparente e translúcido, a poliamida ainda possui resistência aos raios UV, altas temperaturas e riscos, tornando o Ultramid® Vision um importante componente onde o controle visual ou designtranslúcido são necessários. Em processos de moldagem por injeção com múltiplos componentes, ele pode ser facilmente combinado a outros materiais de poliamida. Isso facilita a produção de componentes multifuncionais com áreas transparentes ou iluminadas – como o regulador de janela demonstrou de forma impressionante. “No processo de moldagem por injeção 2K, o Ultramid® Vision demonstrou boa aderência à caixa do sensor, feita de poliamida reforçada com fibra de vidro”, explica Rainer Xalter, desenvolvedor de produto na divisão de Materiais de Performance na BASF. “Outro critério de seleção foi a transmissão homogênea de luz. A exigência era permitir a passagem do máximo possível de luz, com alta fidelidade de cor da luz transmitida. O Ultramid® Vision B3KWT15490 apareceu como a solução certa para os símbolos brancos e o Ultramid®VisionB3KDLTUN(DLT= transmissão de luz difusa, UN = incolor, em inglês) para os displays de status vermelhos”, completa. Como o material pode ser exposto repetidamente aos meios agressivos sem causar danos, como creme solar, agentes de limpeza e solventes, ele é perfeito para sensores ou botões iluminados. A vantagem essencial em relação aos materiais amorfos e transparentes também impressionou a francesa Valeo, especialista em interior. O produto foi desenvolvido em conjunto para a maturidade da produção e agora será usado por uma grande fabricante de carros. “As propriedades do Ultramid® Vision nos chamaram atenção desde o início”, declara Sebastian Laukat, gerente de projeto na Valeo, demonstrando sua satisfação com a poliamida semitransparente e semicristalina da BASF. “O perfil equilibrado em termos de mecânica e processabilidade, junto com a alta 28 > Plástico Sul >>>

resistência a arranhões e estabilidade UV foram, por fim, os fatores decisivos”, finaliza. Grande versatilidade em cor e design Além do Ultramid® Vision B3K UN incolor,produtos especialmente equipados com transmissão de luz difusa em alta taxa de transmissão, assim como produtos coloridos segundo a solicitação dos clientes, também podem ser fabricados. Portanto, o portfólio do Ultramid® Vision oferece aos designers e desenvolvedores uma ampla gama de possibilidades para realizar características de design e elementos de iluminação em interiores dos carros.


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de Notas

INEOS completa aquisição da Ashland Composites Business

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A INEOS Entreprises anunciou no dia 03/09 a conclusão da compra de todo o negócio de compósitos da Ashland Global Holdings Inc. (NYSE: ASH). A aquisição também incluiu uma fábrica de butanodiol (BDO) na Alemanha. Os negócios que fazem parte da transação combinam vendas de mais de US$ 1,1 bilhão por ano e empregam 1.250 pessoas em 19 unidades distribuídas pela Europa, Américas do Norte e Sul, Ásia e Oriente Médio. “Estamos muito satisfeitos por termos concluído o acordo para adquirir o negócio de compósitos da Ashland. Temos um forte histórico de excelência em fabricação, administrando negócios com segurança e confiabilidade, trabalhando em estreita colaboração com os clientes para atender às suas aspirações de crescimento. A INEOS Composites, como será conhecida, apresenta novas oportunidades para a INEOS entrar no mercado de compósitos por meio do apoio de excelentes pessoas e ativos. Estou ansioso para dar as boas-vindas a esse novo negócio”, afirmou Ashley Reed, CEO da INEOS Enterprises. A partir de agora, o negócio de compósitos da Ashland passa a se chamar INEOS Composites, operação construída com base nas sólidas fundações de uma líder global em resinas de poliéster insaturado e éster-vinílicas, além de gelcoats. A fábrica de BDO, por sua vez, produz intermediários essenciais para poliésteres e poliuretanos de alto desempenho – será gerida pela INEOS Solvents. “A Ashland completou uma etapa importante, cumprindo sua visão de se tornar a principal empresa de especialidades químicas com a conclusão da venda dos negócios de compósitos e intermediários. Ambos são excelentes negócios, com ótimas pessoas, tecnologia e ativos. Desejamos sucesso às equipes de compósitos e BDO agora que se tornaram parte da INEOS Enterprises”, afirmou Bill Wulfsohn, presidente e diretor executivo da Ashland.

Rocaal / Páginas 7 Rulli / Páginas 23 Sepro / Páginas 32 SEW / Páginas 31 Telas MM / Páginas 24

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Consciência e sustentabilidade

A ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) entende que o uso consciente do plástico e a promoção de ações que incentivem seu correto descarte e reaproveitamento são fundamentais não apenas para a cadeia do plástico, como para todo o planeta. Para fazer emergir e dar mais visibilidade a ações que realmente fazem a diferença, a entidade acaba de lançar a campanha: Distribuição Sustentável. Por meio dela, apoia e ajuda a promover e diferentes projetos: "É nosso papel como distribuidores oficiais e parte da cadeia do plástico apresentar soluções para diminuir o uso irracional da matéria-prima, além de trabalhar para que o descarte adequado seja feito e os materiais recolhidos sejam reciclados. É preciso tirar as ideias do papel e colocá-las em prática", explica Laercio Gonçalves, presidente da associação. A campanha Distribuição Sustentável deve funcionar como conscientizador de empresas e fornecedores ligados à entidade. "Os associados ADIRPLAST têm uma carteira com 7.000 clientes, em um universo de 11.500 transformadores de plásticos e este é um excelente começo para começar a nossa campanha", conta Gonçalves. Toda a campanha foi pensada para dar visibilidade para os projetos que a ADIRPLAST já vem apoiando e colocá-los sobre um selo que irá mostrar ao mercado a preocupação de todos os associados da entidade com as iniciativas ambientais em todo o País. Já a partir deste mês, toda a comunicação visual dos associados ADIRPLAST contará com logo criado especificamente para campanha. Para Carlos Sousa, diretor da Agência ECCO, que desenvolveu a campanha, a ideia é promover a ligação entre as iniciativas sócio-ambientais que a indústria e os associados ADIRPLAST já praticam: "A campanha mostra que ao dar preferência para associados ADIRPLAST em suas compras, o cliente contribui com essas iniciativas e com a cadeia de sustentabilidade. Para a Ecco está sendo um prazer participar deste projeto. Até então, nossa visão sobre a indústria do plástico era limitada. Ter este contato com a ADIRPLAST nos permitiu ver esta questão a partir de um novo ponto de vista".


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Revista Plástico Sul #208  

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