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Expediente

Editorial

Edição # 206 | Junho de 2019

Meio ambiente, de novo?

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3209.3525 editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

Filiada à

S

im, esta é a terceira capa consecutiva da Plástico Sul que traz como tema principal a sustentabilidade. Não se trata de redundância, já que as abordagens são completamente diferentes. O que acontece, prezados leitores, é que a indústria parece realmente engajada com temas que envolvam formas de fabricar produtos dentro da economia circular, que gerem menos impacto ambiental e de chamar a sociedade e poder público para este diálogo. A pauta é constante e a prova disso mais uma vez são os assuntos das três reportagens principais desta edição. Na primeira, Reciclagem e Meio ambiente, buscamos abordagens de diferentes elos da cadeia: empresas de máquinas para reciclagem, fabricantes de matérias-primas que tenham opções de fontes renováveis e transformadores de material plástico. Todos estes agentes demonstram imenso interesse em colaborar com a economia circular. Diria que não apenas interesse, mas esforço propriamente dito. Há muitos desafios. Mas há ação. E isso já é metade da estrada. Na segunda matéria da edição, temos os lançamentos recentes dos fabricantes de masterbatches. Estas empresas possuem diversas tecnologias novas para diferentes mercados: cores e características técnicas que geram valor agregado ao transformador. Entretanto é unanime o apelo sustentável: a maioria dos fornecedores destacaram inovações para a área de reciclagem. Vale à pena conferir. A terceira reportagem aborda a Feira K 2019, outro assunto extremamente em voga neste ano por ser o maior evento mundial do setor plástico, que acontece no próximo mês de outubro. A Plástico Sul foi convidada a participar de um encontro em Dusseldorf, no início de julho, que antecipou alguns dos principais lançamentos da feira. E adivinha o que trouxemos na bagagem? Mais inovações voltadas à sustentabilidade. Aliás, este será um dos temas principais da Feira em 2019. Ou seja, para todos os lados que olhamos, o verde que impera. Portanto, engajamento é preciso. Seja através de apoio a ações que incentivem a reciclagem ou através de elaboração de produtos e parcerias que agreguem valores sustentáveis a sua empresa. Esta é a terceira vez consecutiva que abordamos o tema e não é à toa. As valores mudaram. E estamos participando ativamente desta nova realidade. Boa leitura!

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Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico > Plástico Sul Sul >>> >>>


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Especial JCOMP/FREEPIK.COM

Meio Ambiente e Reciclagem

Equação simples, mas complexa A preservação do meio ambiente está diretamente condicionada à reciclagem. Embora pareça matemática simples, a sustentabilidade é uma fórmula complexa, que exige engajamento da sociedade, indústria e poder público

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nquanto alguns tentam simplificar a responsabilidade pela poluição do planeta terra conferindo ao plástico o grande papel de vilão, especialistas e estatísticas contestam, demonstrando que a culpa pela degradação do meio ambiente está muito mais na sociedade, através do descarte incorreto, e poder público, devido à má gestão dos resíduos sólidos, por exemplo. Enquanto

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isso, a indústria do plástico faz a sua parte através da busca por materiais sustentáveis e incentivo da reciclagem no país. O que percebemos no setor não é uma tentativa de isenção de responsabilidade, mas sim de elucidar que esse compromisso deve ser compartilhado, e que a questão é muito mais complexa do que simplesmente colocar no material plástico os holofotes de bandido.


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DIVULGAÇÃO

EspecialMeio Ambiente e Reciclagem te e Desenvolvimento da Câmara dos Deputados promoveu audiência pública para tratar dos efeitos da possível aprovação do PL 7535/ 2017, que cria a Lei de Incentivo à Reciclagem. O encontro foi proposto pelo autor da matéria, deputado federal Carlos Gomes (PRB/RS), que preside nacionalmente a Frente Parlamentar em Defesa da Cadeia Produtiva da Reciclagem. Na ocasião, esteve presente Ricardo Hajaj, diretor da ABIPLAST e coordenador da Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos – CNRPLAS – da entidade. “É preciso fazer algo para que haja equilíbrio financeiro em todas as instâncias da cadeia. A Lei de Incentivo à Reciclagem dará sustentabilidade econômica ao setor”, frisou.

Acordo setorial

Tudo verde: de olho no meio ambiente, setor investe e se reinventa

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A esfera governamental é um dos eixos mais importantes de todo essa equação. Pouco adianta a sociedade fazer a sua parte quanto ao descarte e consumo consciente e o setor plástico oferecer tecnologia de ponta para reciclagem e investimento e P&D para a produção de materiais ambientalmente corretos, se o poder público não se envolver de forma efetiva. A separação de resíduos gerados, apoio através de políticas públicas efetivas, desoneração e tratamento tributário diferenciado para reciclagem, linhas de crédito e fomento para a modernização do chão de fábrica do reciclador, coleta seletiva eficiente e educação ambiental nas escolas, são apenas alguns dos deveres de casa da máquina pública. Do lado da indústria de material plástico muitas ações que visam incentivar a reciclagem não faltam pelo país afora, com destaque para a região sul. Em matéria divulgada na edição de junho da Revista Plástico Sul, publicamos uma série de iniciativas vindas de Santa Catarina, principalmente no que se refere ao âmbito legislativo. No Rio Grande do Sul os sindicatos patronais se esmeram em projetos e programas para fomentar a educação ambiental e reciclagem. Grandes exemplos são o Tampinha Legal, iniciativa do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul - Sinplast/ RS e o Plástico Do Bem, alavancado pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho - Simplás/RS. (Confira atualização das ações nas próximas páginas). A própria Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) também é extremamente atuante em medidas que incentive a reciclagem no Brasil. Recentemente, a Comissão de Meio Ambien-

A entidade está atenta aos números. Conforme publicação da Abiplast denominada “Perfil 2018”, durante seu período de implementação, a 1° fase do Acordo Setorial de Embalagens em Geral, segundo dados auditados e já divulgados no ano passado, atingiu as principais metas relativas ao aumento na taxa de recuperação e à redução das embalagens enviadas para aterros. A meta quantitativa, entretanto, não foi atendida devido à crise que reduziu o consumo das famílias drasticamente, reduzindo também a geração de resíduos recicláveis. O Acordo Setorial está, até a presente data de elaboração deste material, em fase de avaliação da proposta da 2° fase junto ao Ministério do Meio Ambiente. Ainda de acordo com o “Perfil 2018”, em 2015 foi verificada uma retração do índice de reciclagem (de 26,7% para 22,2%) muito relacionada com a fraca demanda decorrente do ano recessivo da economia brasileira. Entretanto, elucida a publicação, no ano seguinte, verifica-se uma melhora com o índice atingindo 25,8%, com a indústria produzindo 550 mil toneladas de plástico reciclado pós-consumo. “Levando em conta os dados apresentados pela Plastics Europe, por meio do material Plastics - The Facts 2018, verificamos que o Brasil apresenta taxa de reciclagem de resíduos plásticos pós-consumo semelhante ao de países como Suíça e Áustria, o que sugere termos avançado nessa questão, apesar de ainda não ser suficiente, principalmente quando observado as diferentes dimensões territoriais destes países”, sinaliza a publicação da Abiplast.

Diálogo entre setor e sociedade

Outra entidade engajada é a Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos, que atua de maneira colaborativa, por meio da educação ambiental, para disseminar informações precisas e científicas sobre os plásticos - suas propriedades, aplicações, reciclabilidade, além do uso responsável e descarte adequado - a fim de contribuir com o


Case Unilever

Indústrias que utilizam o produto plástico como matéria-prima também já estão antenadas na consciência ambiental como fator preponderante para atrair o consumidor final, além claro de contribuir com o planeta terra. A Unilever, por exemplo, completa 90 anos no Brasil e criou uma ação para renovar seu compromisso de tornar a sustentabilidade algo comum. Dez de cada dez lares brasileiros usam seus produtos. A empresa vende 4.2 bilhões de unidades de produtos por ano só no Brasil, o que significa 12 milhões de produtos por dia, e 8 mil produtos por segundo, a maioria acondicionados em embalagens plásticas, rígidas ou flexíveis. Em comunicado para a imprensa a Unilever garante que tem total ciência de nossa responsabilidade e trabalha para que o planeta e as pessoas sejam impactados positivamente por meio de nossas marcas e produtos. Mas não podemos (e nem devemos) caminhar sozinhos. “Precisamos de todos os agentes da sociedade para que todos e todas possam colher os

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desenvolvimento social e ambiental. Uma das ações que busca diálogo direto com a sociedade foi a participação da entidade e de seu Comitê de EPS como apoiadores da 18ª Conferência P+L e Mudanças Climáticas, na Virada Sustentável. A iniciativa foi do vereador Gilberto Natalini. O evento deste ano se concentrou em temas ligados à economia verde, que visa à melhoria do bem-estar social aliada à redução dos impactos ambientais. Nesta edição, o Comitê do EPS da Plastivida distribuiu, no evento, a história em quadrinhos “Viver Melhor – um guia de informações sobre a reciclagem do Isopor®”, com o objetivo de informar à sociedade, de forma lúdica, que o EPS, conhecido como Isopor® é um plástico e que, como todos os plásticos é 100% reciclável. Com ilustrações de Vanessa Alexandre, os quadrinhos explicam que os EPS, assim como todos os plásticos devem ser coletados de forma seletiva e encaminhados para a reciclagem para serem transformados em novos produtos, gerando emprego e renda e preservando o meio ambiente. Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, a participação da entidade em mais uma edição da Conferência P+L e Mudanças Climáticas é de extrema importância. “A partir do diálogo e da informação correta, cada vez mais pessoas entendem a importância do consumo responsável, do descarte adequado e reciclagem e nos ajudam a disseminar esses conceitos, em prol do desenvolvimento sustentável”, afirma o executivo. Hoje, o Brasil já recicla mais de 35% de EPS e para que a reciclagem do EPS, bem como de todos os materiais possam crescer, é preciso que a coleta seletiva e destinação para reciclagem sejam cada vez mais eficientes no país.

benefícios de diversas ações e projetos”. E é justamente nesse contexto que a campanha Cada U Faz o Bem – em seu segundo ano - estreia: comemorando 90 anos de Unilever no Brasil e convidando a todos os consumidores e demais agentes da sociedade a participarem de um movimento maior - movimento que visa potencializar o bem que fazemos – todos os dias - por meio de “cada U”. Para a Unilever, propósito não é apenas uma palavra. É a lente pela qual enxergamos o mundo, o crescimento do nosso negócio e o bem-estar das pessoas – tanto as que trabalham conosco como as que compram nossos produtos. "Queremos que todos façam parte de um projeto de transformação – social e ambiental - que começa dentro de casa, do escritório, no cotidiano, na gôndola do supermercado. Como? Mostrando que é possível cada um apoiar as causas em que acreditam de maneira simples e direta. Quando um consumidor escolhe um de nossos produtos, ele não escolhe apenas uma marca Unilever. Ele apoia uma causa", diz Eduardo Campanella, vice-presidente de Marketing da Unilever Brasil. O foco da campanha é conscientizar a população a fazer escolhas mais sustentáveis, apresentando impactos e possibilidades de apoio a causas desde a gôndola. Do sabão em pó ao sabonete; dos sorvetes aos molhos – cada produto Unilever está diretamente ligado a projetos, desde 2010, que visam melhorar a saúde, a higiene, a nutrição e as condições de vida de milhões de pessoas, enquanto reduz seu impacto ambiental.

Unilever completa 90 anos no Brasil e criou ação para renovar compromisso com a sustentabili­dade

Petroquímica X indústria

A Braskem é uma petroquímica que, além de desenvolver produtos sustentáveis, faz parcerias <<< Plástico Sul < 9


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EspecialMeio Ambiente e Reciclagem

EVA de origem renovável será usado em um tênis infantil da brasileira Tnin Shoes

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com empresas transformadoras de plásticos com o objetivo de auxiliá-las a desenvolver linhas “verdes”. A Companhia, juntamente com a Ledesma, líder em produtos agroindustriais naturais, criaram a Ledesma+Bio, uma linha de cadernos 100% sustentáveis, produzidos totalmente a partir da cana-de-açúcar. O lançamento faz parte do compromisso em prol da Economia Circular da Braskem, conceito de processo produtivo que contempla a redução, a reutilização, a recuperação e a reciclagem de materiais. Inovadores no mercado, os cadernos têm capa e contracapa de bioplástico, produzidas com o Polietileno Verde I’m greenTM, da Braskem.As folhas dos cadernos são feitas da fibra da cana-de-açúcar e possuem cor natural, pois não são utilizados branqueadores químicos em sua produção. O lançamento foi premiado como “Produto Sustentável do Ano 2019", da Business Intelligence Group, que, desde 2012 premia empresas e pessoas que apresentam soluções inovadoras. Na linha calçadista, o EVA (copolímero etileno acetato de vinila) de origem renovável, produzido a partir da cana-de-açúcar, será usado em um tênis infantil da brasileira Tnin Shoes. O EVA Verde foi lançado pela Braskem no ano passado para aplicações em setores como calçadista, automotivo e transporte. Na produção da brasileira Tnin Shoes, o EVA renovável, fornecido por meio da parceria da Braskem com a Lamiclas, foi utilizado no desenvolvimento de uma palmilha e faz sua estreia nos primeiros três modelos de tênis da nova marca infantil, que utiliza matéria-prima de origem reciclada, oriunda de retalhos têxteis e garrafas PET. Além disso, os calçados são fabricados com cola à base de água, completando a produção totalmente sustentável.

A utilização do EVA renovável traz diversos benefícios à Tnin, como economia de recursos, redução da pegada de carbono, mais segurança, maior resistência e aumento da vida útil do produto, além de leveza e conforto. O material é produzido a partir da cana-de-açúcar e, por isso, contribui para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa ao fixar CO2 durante o seu processo produtivo. A Economia Circular é um novo conceito de processo produtivo que contempla a redução, a reutilização, a recuperação e a reciclagem de materiais, formando um ciclo sustentável desde a produção até a reinserção a um novo processo produtivo. Para isso, são aplicados critérios para a seleção de matérias-primas, maiores cuidados com os resíduos de produção, até o design dos produtos e a reutilização dos resíduos pós-consumo em um novo ciclo produtivo. “A parceria com a Braskem para completar o desenvolvimento do nosso tênis totalmente sustentável é de grande importância para nós e fez o produto ficar ainda mais especial. Estamos muito felizes em utilizar o EVA Verde e, desta forma, contribuir com a Economia Circular utilizando materiais de origem renovável e reciclada” afirma Juliana Lawson, diretora criativa da Tnin Shoes. O EVA de fonte renovável foi lançado em agosto de 2018 em parceria com uma empresa norte-americana de calçados. A companhia foi a primeira a empregar a matéria-prima em uma linha de calçados, alinhando conforto, design e sustentabilidade. O material também possui características como flexibilidade, leveza e resistência além da possibilidade de ser reciclado.

Solvente de fonte renovável

Outra inovação da Companhia foi o anúncio de seu primeiro solvente feito a partir de fonte renovável. O produto chega para reforçar o já robusto portfólio de especialidades químicas da companhia e atende aplicações em segmentos como tintas, tíneres e adesivos. Feito à base de cana-de-açúcar, o HE-70S é resultado de um investimento de R$ 1 milhão e da constante busca da Braskem por soluções sustentáveis. Este novo solvente oxigenado de origem renovável apresenta menor toxicidade, além de maior poder de solvência quando comparado aos solventes hidrocarbônicos tradicionais. A solução já foi implementada no processo produtivo de clientes e outros estão em fase de testes, a fim de customizar o produto para necessidades específicas de cada aplicação. No Brasil, o mercado de solventes hidrocarbônicos e oxigenados representa cerca de 700


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mil toneladas anualmente. Como uma das líderes do segmento no país, a Braskem busca oferecer alternativas para que o setor cresça de forma sustentável. Na visão estratégica da companhia em prol da Química Verde, os bioprodutos podem ser utilizados como ferramenta de captura de carbono, contribuindo para a redução na emissão de gases do efeito estufa. O solvente HE-70S é o primeiro produto desenvolvido pelo Laboratório de Solventes, inaugurado pela Braskem em 2018, no Polo Petroquímico do Grande ABC (SP). “Desde a inauguração, avançamos em pesquisas que já vinham sendo desenvolvidas internamente e chegamos a esse novo produto, contemplando uma parte importante da cadeia de valor”, complementa Claudia.

Agricultura sustentável

Os tomates são os vegetais mais cultivados no mundo para a indústria de processamento de alimentos. Em muitos países, os agricultores usam os filmes mulching de polietileno (PE) para aumentar a produtividade do tomate controlando ervas daninhas, a temperatura do solo e o uso dos recursos hídricos. Entretanto, os finos filmes mulching de PE devem ser retirados do solo depois da colheita. Como normalmente é impossível recolher totalmente, os resíduos acabam se acumulando no solo, pois não podem ser biodegradados pelos microrganismos. Já os filmes feitos com o polímero biodegradável da BASF, ecovio® M 2351,podem ser deixados no solo depois da colheita, eliminando a necessidade de remoção e reciclagem. Assim, economizam trabalho, custos e oferecem enorme ganho em sustentabilidade. O material pode inclusive ser arado no solo depois da colheita mecânica, já que os microrganismos que ocorrem naturalmente no substrato reconhecem a estrutura do filme como um alimento que eles podem metabolizar. O ecovio® M 2351é um plástico da BASF biodegradável e certificado, desenvolvido para filmes mulching e são fabricados com polímeros biodegradáveis produzidos a partir de matérias-primas renováveis e doco-poliéster biodegradável ecoflex® de polibutilenoadipatoco-tereftalato(PBAT). Além disso, o uso dos filmes mulching feitos de ecovio® podem promover o aumento da produtividade do tomate em 15% a 50%, redução do consumo de água, além de permitir melhor controle de ervas daninhas usando menos herbicidas em comparação ao solo descoberto. Os agricultores também observaram maior resistência do cultivo às doenças fúngicas, menor tempo para colheita, além de uma qualidade melhor e mais homogênea do cultivo. Igualmente, notaram um índice Brix, que

se refere à proporção de açúcar/água nos tomates, mais alto. Assim, é possível combinar a agricultura sustentável à produção eficiente de alimentos, com maior produtividade e produtos de alta qualidade. Um estudo realizado pela ETH de Zurique, na Suíça, mostrou que os micróbios do solo, como bactérias e fungos, podem usar os filmes feitos com o plástico PBAT como alimento. Os micro-organismos retiram o carbono do polímero para gerar energia e para formar biomassa. Os produtos finais restantes depois da biodegradação são CO2, água e biomassa. Isso significa que o PBAT se degrada biologicamente e não permanece no solo, como microplásticos como o PE fazem. Portanto, os filmes mulching biodegradáveis no solo contribuem para o melhor desenvolvimento da raiz, melhor crescimento da planta e melhor qualidade do solo. O ecovio® M 2351 foi o primeiro material a ser certificado como biodegradável no solo, segundo a norma europeia DIN EM 17033. Muitos países também aceitam o uso de filme mulching feito com ecovio® para cultivos orgânicos. Há mais de seis anos os agricultores usam os filmes mulching certificados e biodegradáveis no solo feitos com ecovio®, desde sua introdução no mercado em 2012. “Em muitos países nós incentivamos os agricultores a usarem os filmes mulching feitos com ecovio®”, afirma DirkStaerke do marketing de biopolímeros para agricultura da BASF. “Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a produção agrícola mundial precisa crescer em 70% se quisermos alimentar uma população mundial que deve chegar a nove bilhões de pessoas em 2050. Os filmes mulching biodegradáveis podem contribuir com esse desafio, sem poluir

Filmes feitos com ecovio® M 2351 podem ser deixados no solo depois da colheita, sem necessitar remoção

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

EspecialMeio Ambiente e Reciclagem

Diferentes tipos de cordas descartadas

o solo com resíduos de filme não degradável”. O Ecovio® M 2351 é um composto pronto para extrusão de filmes finos. Ele pode ser processado com facilidade em máquinas convencionais de filme soprado para PE. Devido às suas excelentes propriedades mecânicas em relação a força e resistência a rasgo, esses filmes podem ser fabricados em diferentes espessuras de 12, 10 e 8 µm. O composto já contém agentes deslizante e antibloqueio.

Vistamaxx™

Caixas feitas com resíduo de cordas e VistamaxxTM

A ExxonMobil Química é uma das maiores empresas químicas do mundo, líder em tecnologia de olefinas, poliolefinas e aromáticos. No Brasil, seu foco é em um mercado diferenciado, através de soluções de valor agregado por meio de um portfólio de produtos de performance. Conforme informações da empresa, a Exxon Mobil entende a importância da inovação e por isso criou os polímeros de alto desempenho Vistamaxx™. Seus atributos chaves como tenacidade, compatibilização PE/ PP e flexibilidade inspiram inovações e o tornam verdadeiramente um polímero versátil, oferecendo solução de valor agregado em aplicações de moldagem e extrusão. “Junto com seus parceiros, a ExxonMobil está continuamente criando novas soluções para a indústria de reciclagem, utilizando sua plataforma de polímeros Vistamaxx™: uma solução de custo efetivo comprovado que permite baratear a reciclagem e viabiliza aplicações de maior valor”, explica a empresa.

Indústria de pesca

Nos últimos 30 anos a indústria de pesca chilena vem crescendo rapidamente, e o uso de 12 > Plástico Sul >>>

equipamentos plásticos como cordas, redes e boias acompanham essa tendência. Infelizmente no final de sua vida útil muitos deles acabam em praias locais, baías e ilhas. Os fundadores da Atando Cabos, projeto que surgiu para restaurar as costas e o ecosistema da Patagonia, encontraram uma oportunidade de criar um negócio, assistindo comunidades locais e o meio ambiente. A Atando Cabos queria reciclar as cordas e transformá-las em compostos de maior valor agregado para produzir caixas agrícolas de maior durabilidade e resistência, mas as cordas eram feitas de polietileno e polipropileno incompatíveis, de difícil separação no processo de reciclagem. A ExxonMobil trabalhou junto com o cliente para desenvolver a solução. Segundo informações da empresa, análises laboratoriais mostraram que as cordas eram constituídas de uma mistura de 60% de polipropileno com polietileno. “Dois polímeros diferentes e incompatíveis que quando misturados resultam em um material muito frágil. Além disso, o fluxo não era ideal para o processo de moldagem por injeção usado para produzir as caixas”, relata a empresa. Isso criou um desafio: como homogenizar esses polímeros em caixas agrícolas, duráveis, resistentes, modificando as características do fluxo, para que fosse viável alcançar um processo de injeção com consistência. O sucesso permitiria transformar as cordas de pesca descartadas em uma nova solução reciclada de maior valor agregado. A inovação nesse projeto, revela profissionais da Exxon Mobil, é a possibilidade de compatibilizar com apenas um polímero (Vistamaxx™), em baixa dosagem, a mistura de filamentos de polipropileno e polietileno, modificar o fluxo do material reciclado e alcançar o processamento de moldagem por injeção com consistência. “Isto é o oposto de utilizar agente de compatibilização com peróxidos como auxiliar de fluxo, por exemplo”. No desenvolvimento de um composto de caixas agrícolas, a Atando Cabos e ExxonMobil selecionaram Vistamaxx 6502, uma vez que o produto combina até 40% de aumento no fluxo, resultando em ganhos de produtividade, com até 45% de melhora na resistência ao impacto. Os compostos resultantes estão atualmente em comercialização e uso nos clientes da Atando Cabos. “Com os polímeros Vistamaxx™ a Atando Cabos pôde usar as cordas de pesca descartadas de baixo custo para produzir caixas agrícolas de boa qualidade. Com apenas um aditivo, compatibilizou e modificou o fluxo, sem perda de propriedade mecânica, associada ao uso de peróxidos como auxiliar de fluxo”, explica a empresa. Essa solução viabilizou ainda a conversão de filamentos em compostos para utilização no processo de inje-


ção, criando um grande potencial de mercado com aplicações mais nobres. Conforme a Exxon Mobil, os principais aprendizados desse desenvolvimento são: a habilidade dos polímeros Vistamaxx™,em baixas dosagens, de compatibilizar misturas com alta porcentagem de polietileno em polipropileno (ou vice-versa), e sua capacidade de mudar efetivamente o fluxo do material do filamento para se adequar às exigências do processo de moldagem por injeção, sem o uso de peróxidos como auxiliar de fluxo. “Aprendemos que para modificar o fluxo com os polímeros Vistamaxx™ devemos focar no fluxo dinâmico, uma vez que os resultados do índice de fluidez indicado no plastômetro, não demonstram sempre a clara melhora observada na máquina do cliente”, explica. A empresa acredita que aplicação de injeção é um grande mercado para plásticos reciclados. “Essa tecnologia dará a outros recicladores/convertedores ou fabricantes a possibilidade de acesso a fontes recicladas de custo mais baixo para produção de compostos ou peças finais de alta qualidade”. Os próximos passos para colaboração entre Atando Cabos e ExxonMobil Química é expandir o uso de

cordas de pesca como matéria-prima reciclada para outras aplicações de plástico mais duráveis como caixas, baldes, paletes e muito mais. “Juntos estamos comprometidos com nosso parceiro para promover essas soluções inovadoras recicladas de maior valor agregado”, finaliza.

Linha Challenger Recycler

A Wortex Máquinas, fabricante de equipamentos para a indústria plástica, é uma importante empresa que atua na área de reciclagem. Uma das soluções apresentadas neste ano, que foi destacada na Plástico Brasil 2019, foi a Linha Challenger Recycler Geração II, agora aprimorada, e a Linha Challenger Recycler Conical 55mm, de dimensões compactas. A Linha Challenger Recycler Geração II se destaca pela flexibilidade. Além da capacidade de processar somente materiais flexíveis ou rígidos, a máquina permite o trabalho com até 20% de rígidos agregados a flexíveis (filmes lisos, impressos, metalizados e multicamadas, entre outros). É possível reciclar variados tipos de termoplásticos, entre eles polietileno, polipropileno, poliestireno, policarbonato e ABS. A produtividade é de até 750 quilos por hora. A Linha Challenger Recycler Geração II recebeu

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EspecialMeio Ambiente e Reciclagem uma série de aprimoramentos mecânicos e eletrônicos. As melhorias compreendem, por exemplo, avanços na degasagem de materiais altamente impressos. Um sistema opcional de dupla filtragem viabiliza o processamento de materiais com níveis maiores de contaminação. “A deterioração no processo de extrusão é o mínimo possível e o sistema de granulação garante maior rendimento e homogeneidade na produção”, ressalta Paolo De Filippis, diretor geral da Wortex Máquinas. “Desse modo, o resultado é material reciclado de altíssima qualidade obtido ao menor custo de produção do mercado”. Por sua vez, a Linha Challenger Recycler Conical 55mm, compacta (moinho e máquina ocupam 27 m2), proporciona uma solução ideal para reciclagem ao pé da máquina (aparas

Simplás expande projeto Plástico do Bem para Flores da Cunha

Recentemente o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) iniciou a expansão do projeto Plástico do Bem para o município de Flores da Cunha (RS). Ao todo, serão contemplados 1,7 mil alunos e 245 professores de oito escolas de ensino fundamental, o que cobre 100% da rede local. A capacitação dos estudantes é realizada com apoio didático do instituto sócio-ambiental Plastivida e do Instituto Brasileiro do PVC. As primeiras escolas a receberem a equipe serão a Francisco Zilli e a Rio Branco. “O grande diferencial do Plástico do Bem é exatamente a capacitação. Porque é com esta nova carga de conhecimento e conscientização multiplicada pelos alunos e alunas entre suas famílias, com apoio dos professores e das escolas, que se perpetuará uma mudança de hábitos na sociedade. Só assim é possível promover novos comportamentos no futuro, para que finalmente deixemos de pensar em lixo e passemos a enxergar os resíduos reaproveitáveis como parte da nossa responsabilidade com o planeta”, afirma o presidente Gelson de Oliveira. O projeto prevê a disseminação de noções de consumo responsável, descarte e destinação correta de materiais plásticos pós-consumo entre estudantes da rede pública dos municípios participantes. Com as novas informações adquiridas, os estudantes aprendem a coletar, selecionar e limpar os resíduos plásticos reaproveitáveis produzidos nas próprias residências, vizinhanças ou até nas moradias de amigos e familiares. A seguir, levam o material até as respectivas escolas, onde é armazenado em grandes recipientes, conhecidos como big bags. A partir do acionamento da própria instituição, a empresa parceira Reciclados Em Cristo vai até o local, verifica a condição do material, faz a pesagem e efetua o pagamento na hora. Por iniciativa da própria recicladora, em 2019, o valor foi reajustado para R$ 1 por quilo de plástico limpo recolhido. Até o final de agosto, é concluída a capacitação do quinto núcleo escolar em Caxias do Sul. Até o fechamento desta matéria, no município, o projeto Plástico do Bem já está implementado em 59 escolas, alcançando 2,6 mil professores e 25.857 alunos da rede pública municipal. No total, somando-se os resultados da iniciativa nos municípios de Farroupilha (onde começou em abril de 2018) e Caxias do Sul (iniciado em abril de 2019) já foram encaminhadas para a reciclagem mais de 30 toneladas de resíduos plásticos pós-consumo. E destinados às escolas públicas mais de R$ 27 mil. Outra frente de atuação do Plástico do Bem, além das escolas públicas municipais, está em funcionamento no Programa Florescer, desenvolvido pelo Instituto Elisabetha Randon, braço de ação social das Empresas Randon. 14 > Plástico Sul >>>

industriais limpas) de filmes lisos de polietileno e polipropileno. A capacidade de produção é de 90 quilos/hora, no trabalho com polietileno, e de 60 quilos/hora, no trabalho com polipropileno. “O equipamento oferece baixíssimo consumo de energia aliado a processamento veloz e de alta qualidade”, afirma De Filippis.

Sensores para a indústria

A TOMRA Sorting Recycling projeta e fabrica sistemas de seleção por sensores para a indústria global de reciclagem e gestão de resíduos. Mais de 5.500 sistemas foram instalados em 80 países em todo o mundo. Recententemente a empresa lançou a INNOSORT FLAKE. Apresentada sob o slogan “Materialmente diferente com excelentes resultados”, a nova máquina no portfólio da TOMRA, o inovador sistema de seleção baseado em duplos sensores é equipado com a combinação exclusiva de câmaras RGB e sensores NIR de resolução ultra-altapara a identificação de materiais e cores, capaz de remover de forma confiável o PVC e outros plásticos, metais e flakes opacossimultaneamente em frações de particulas de 2 a 12 mm. Conforme informações da empresa, é a solução ideal para purificação de flakes de PET com alta precisão e o melhor custo-benefício do mercado brasileiro e mundial garantindo uma produção constante e de alta qualidade, além de alto rendimento - em condições atraentes. Valerio Sama, Gerente de Produtos da TOMRA Sorting Recycling, declarou: “Como a indústria de PET visa obter melhores rendimentos para produtos de alta qualidade, o INNOSORT FLAKE oferece uma solução completa e perfeita para instalações de reciclagem de PET que buscam alta qualidade de produção, reduzir a perda e otimizar suas operações para melhorar as estruturas de custos de seus negócios”.

Montagem industrial

A Deink Brasil é uma empresa em estágio de projeto / montagem industrial, detentora de uma tecnologia de reciclagem, cuja finalidade é promover a economia circular a partir da total remoção da tinta da superfície dos resíduos plásticos, seja de origem Pós-industrial ou Pós-consumo (PCR), transformando-as em matérias primas livres de impressão com características próximas às virgens, prontas para serem reprocessadas pela indústria de transformação. Sua primeira planta estará localizada em Itupeva (SP) e terá uma capacidade de retirada de tinta das aparas plásticas impressas e a consequente produção de pellets de 4.000 a 4.500 toneladas/ano. Alan Mani explica que a empresa está construindo projetos modulares de modo a poder escalar a produção pelo Brasil. “A tecnolo-


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Simara Souza (Centro) e Alfredo Schmitt, com equipe da Arena do Grêmio, apoiadora da ação

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gia CADEL – empresa de origem espanhola, é de exclusividade da Deink Brasil e a absorção do know how já foi processada ao longo desses anos. Após o start up da unidade, previsto para dezembro próximo, as melhorias de processo serão introduzidas para que a planta possa entregar o que há de melhor para o mercado em termos de material reciclado”, explica o exeucutivo. Mani revela que um laboratório completo atenderá as necessidades dos clientes e permitirá as análises do processo produtivo bem como o desenvolvimento de testes para novos rumos tecnológicos, inclusive para os laminados e filmes metalizados. “Primeiramente temos que afirmar que economia circular, sustentabilidade, responsabilidade social, viabilidade econômica , são pilares sem volta para a atividade empresarial”, diz o executivo. Para ele, a reciclagem dos plásticos mais do que nunca se torna uma atividade empresarial da maior importância para o setor de transformação. “Não há dúvidas que se abre uma oportunidade gigantesca para um novo ciclo de inovação na reciclagem”.

Indústria Brasileira de Reciclagem Pós-Consumo

- 10.000 empregados em 2018; - 1.061 empresas em 2017; - Produção Física 550 mil toneladas em 2016;

A cada 1 ton. de material reciclado produzido...

- Há uma economia média de 75% de energia; - Redução de 1,1 tonelada em média de resíduo plástico disposto em aterros; - Gera emprego de 3,16 catadores que recolhem esse volume de material no mês. Fonte: Perfil Abiplast 2018

Mais de 420 mil reais já foram destinados para Entidades assistenciais com a venda de tampinhas plásticas para a reciclagem

O Tampinha Legal é iniciativa do Instituto SustenPlást, buscando a melhor valorização de mercado para o material. Os valores obtidos são destinados integralmente para as entidades assistenciais. Recentemente, lançou as ações Copinho Legal e Canudinho Legal, que, seguindo o modelo do Tampinha Legal, destinarão os recursos obtidos com a venda dos copos e canudos plásticos para as entidades assistenciais cadastradas no programa. Além do site, também é possível acompanhar o trabalho do Tampinha Legal por redes sociais, como YouTube e Facebook. A cada dia que passa mais entidades assistenciais se engajam no recolhimento de tampinhas e canudinhos plásticos. Dentre as que estão cadastradas junto ao Tampinha Legal têm as que se destacam no estado pela quantidade de material recolhido e, consequentemente, o valor arrecadado, como o Educandário São João Batista. Ao todo, mais de 420 mil reais já foram entregues para entidades assistenciais incrementar seus orçamentos. Entre algumas razões citadas pela coordenadora do Tampinha Legal, Simara Souza, está o engajamento das pessoas em colaborar com as entidades assistenciais. "Todas as tampinhas plásticas são separadas por cor através de mãos humanas. Isso significa que estamos mobilizando verdadeiros exércitos de voluntários em prol do lúdico e da transformação. O Tampinha Legal tem caráter educativo, buscando a conscientização da sociedade quanto a importância de destinar o material plástico adequadamente, seja através do reaproveitamento ou da reciclagem" afirma. O Educandário São João Batista é o líder no ranking e já entregou quase 40 mil quilos de tampinhas plásticaspara reciclagem. Montante que foi revertido em mais deR$ 70 mil reais destinados para incrementar seu orçamento. Entre as entidades assistenciais que mais arrecadam também está o Centro de Reabilitação de Porto Alegre – CEREPAL, com mais de R$ 40 mil reaisarrecadados com a venda dos materiais recolhidos, aLiga Feminina de Combate ao Câncer de Tramandaí; aAssociação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE de Sapucaia do Sul; O Instituto da Mama do Rio Grande do Sul - IMAMA de Porto Alegre e a Associação Comunitária Participativa - ACOMPAR também de Porto Alegre. <<< Plástico Sul < 15


DestaqueMasterbatches

De olho nas inovações DESIGNED BY FREEPIK

do mercado

Fabricantes investem em P&D, novas tecnologias e capacitação para oferecer mais qualidade ao transformador de material plástico

O

mercado de forma geral está cada vez mais competitivo. Todas as áreas e indústrias precisam investir para oferecer valor agregado a seu produto sob a pena de ficar de fora da lista de fornecedores nas próximas compras. Quando colocamos a lupa em setores bem técnicos observamos que ter um diferencial é exigência ainda maior. No setor plástico, por exemplo, não basta que o produto tenha uma determinada coloração. É preciso ter uma cor bem específica, tonalidade especial e qualidade diferenciada. “São novos tempos, novas formas de consumo estão sendo criadas, até mesmo novas formas e padrões de produção. Estamos atentos ao momento, sabemos que não são desafios fáceis, mas estamos dando passos largos e atentos à evolução tecnológica e cultural. Manter-se uma empresa pulsante e produtiva como temos feito ao longo da nossa história, só mesmo com muito tra-

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balho e amor pelo que se faz”, reflete Elisangela Melo, da Procolor, empresa fabricante de compostos especiais, dry-blend, aditivos, especialidades e masterbatches. A Procolor conta hoje com duas unidades fabris, Matriz em Cotia e a unidade Nordeste em Pernambuco, além do centro de distribuição em Jaraguá do Sul (SC) e Filial (SP).

Pro-tech Dessecante CPD 0090

O portfólio da Procolor contempla uma linha de Compostos Especiais, Dry-Blend (Pigmentos pré-dispersos que podem ser usados em qualquer resina termoplástica), Aditivos, Especialidades e a linha completa de Masterbatches Brancos, Pretos, Coloridos para todas as aplicações. As linhas consideradas “carros chefes” são os Coloridos: produtos de portfólio presentes nos catálogos de cores para PE e PP e PS, bem como os coloridos de especialidades para resinas de engenharia e Masterbatches de efeitos.


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DestaqueMasterbatches DIVULGAÇÃO

Procolor: Copo produzido com a cor do ano eleita pela Panto­ne

com as moléculas da resina e nos pigmentos/cargas presentes na mistura. Tais lançamentos foram possíveis principalmente graças a investimentos em capacitação e contratação no departamento de P&D da empresa, equipamentos para desenvolvimento e cadastro de cores. Também foram adquiridas extrusora para testes de cores de pronto uso para os clientes e uma máquina de grande capacidade destinada para a produção de masterbatches coloridos.

Governo X setor

Elisangela Melo acrescenta os aditivos absorvedores de umidades, os já consagrados Dessecantes: CPD 0200 e CPD 0080 A, que atuam como um aliado ao reciclador e conferem melhoria ao visual do produto; e a linha de brancos e pretos de alta performance para aplicações técnicas. Como lançamento recente a empresa destaca o Pro-tech Dessecante CPD 0090 (Super Dessecante) eficiência com baixa aplicação. “O consumo de reciclados aumentou com a mudança de comportamento de consumo e apelo da sustentabilidade, avaliamos que nossos clientes buscavam maior eficiência com aplicações menores e atingimos excelente eficiência com 1% de aplicação. O nosso aditivo carro chefe ganhou mais uma opção para o mercado”, explica a executiva. O Pro-tech possui essências para altas temperaturas: Mirtilo, Bluebarry, Menta, Carro Novo, Maça Vermelha, Café, Baunilha etc para até 280 graus de temperatura. O lançamento foi realizado na feira Feiplastic 2019, que aconteceu no mês de abril, em São Paulo (SP). “Tivemos boa receptividade pelo mercado de valor agregado”, diz. Elisângela Melo cita ainda como destaques a cor do ano eleita pela Pantone, o Living Coral, em que a empresa apresentou uma versão requintada efeito salmão o Laranja CPE 7999; Efeitos de gliter com maior efeito, intensidade e cores; o aditivo antiodor CPD 0168 e o aprimorador de Processo o CPD 0187 que promove a redução de atrito não somente entre a resina e as superfícies metálicas do equipamento (injeção) mas também interage 18 > Plástico Sul >>>

Para Elisangela Melo, a perspectiva na troca de governo do início de 2019 era muito boa, já que haveria aprovação das reformas, além da feira do setor que movimenta o mercado. “Mesmo assim o crescimento esperado não veio e o otimismo inicial foi sendo substituído por cautela”, revela. A executiva explica que foram percebidos investimentos planejados sendo prorrogados e o ticket médio de pedidos foi menor justamente pela baixa demanda e pelo fato do cliente não querer fazer estoque de produto acabado. “Para o segundo semestre historicamente há previsão de aumento de demandas puxadas por segmentos sazonais e pelas festas de final de ano, além da aprovação da reforma da previdência e maior alinhamento do governo”, acrescenta. O mercado brasileiro de masterbatches está estagnado assim como outros mercados influenciados pela crise econômica do país. Além do ataque ao plástico iniciado pelos descartáveis, sacolas e copos, agora é a vez dos canudos. Tais segmentos são grandes consumidores de masterbaches e aditivos. A executiva percebe que o fabricante tradicional de master sente mais o impacto justamente por atuar em grandes mercados e o fabricante mais especializado pode apresentar soluções customizadas e com maior nível de fidelização.

Master Bactericida e o Biomaster

Com 120 funcionários na planta de Diadema (SP), entre eles 30 especialistas técnicos, a Termocolor conta com um parque fabril 5000 m2, e 16 linhas de produção, o que resulta em um capacidade anual de 50.000 ton/ano. Conforme o gerente comercial Wagner Catrasta a empresa, que completa 35 anos de mercado, atua em toda linha de masterbatches, com forte presença nos brancos tonalizados e coloridos. “Nosso Market share está bem distribuído em diversos segmentos e aplicações, sendo injeção e extrusão as mais dominantes. Desenvolvemos produtos personalizados atendendo as necessidades de cada cliente, através do nosso time técnico comercial conseguimos atingir níveis excelentes de aprovações”, revela Catrasta. Os últimos lançamentos da Termocolor são o Master Bactericida e o Biomaster. “Prezamos por desenvolver produtos exclusivos, priorizamos utilizar


toda nossa expertise alinhada às necessidades e projetos de nossos clientes, oferecendo desta forma soluções únicas e especificas”, diz. Os investimos da empresa, segundo o executivo, são constantes e dedicados à capacitação e treinamento dos colaboradores, realização de Feiras, TecDay’s e Workshops para clientes. No primeiro semestre deste ano a Termocolor fez novas aquisições em equipamentos de ponta e iniciou mudanças no Layout fabril, tornando o fluxo de produção mais rápido e eficiente. Já para o segundo semestre os investimentos estão voltados para a indústria 4.0, com a aquisição de um novo software de Gestão. “A Termocolor está sempre investindo para sua planta não ficar obsoleta, além de investirmos em capacitação e treinamento de nossos funcionários, esse ano fizemos algumas mudanças de layout na planta para otimização e aumento de produtividade, e também estamos investindo em um novo software de gestão que deixarão as informações mais rápidas e fidedignas”, complementa Catrasta. Com relação à política e seus reflexos nos negócios, o executivo afirma que a empresa está satisfeita com os resultados obtidos até o momento e as expectativas são ainda melhores para o

segundo semestre de 2019, já que acreditam que com as aprovações das reformas necessárias pelo nosso Governo, haverá mais investimentos no Brasil e por consequência aquecimento na nossa economia. “O principal desafio e se manter vivo em um mercado tão competitivo como o nosso, companhias multinacionais trazendo produtos com isenção de imposto, promovendo um concorrência desleal com as empresas brasileiras que por sua vez, estão sobrecarregadas de impostos. Em contra partida a oportunidade está diretamente ligada ao atendimento diferenciado, qualidade e rapidez nos desenvolvimentos”, finaliza Catrasta.

Master em PET

Há mais de 40 anos no mercado, a Cromex tem capacidade produtiva de 132 mil toneladas anuais. Com atuação global, a empresa comercializa seus produtos em mais de 60 países da América da Latina, América do Norte, Europa Ocidental, Leste Europeu, entre outros. Em suas duas fábricas, uma na cidade de São Paulo e outra em Simões Filho (BA), a empresa gera mais de 500 empregos diretos. Seu portfólio conta com mais de 13 mil cores e aditivos isentos de metais pesados, desen-

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DestaqueMasterbatches DIVULGAÇÃO

Herrero Lopes, coordenador do Laboratório de Desenvolvimento de Cores da Cromex

do auxiliar de fluxo que confere aumento de produtividade e reduz o torque no equipamento, impactando em reduções de custo. Na linha agro, o difusor de luz, térmico e o antivírus são destaques de desempenho e vendas. Lopes destaca que a Cromex tem investido fortemente na qualidade dos seus produtos, atendimento e assistência técnica especializada para suporte na criação e manutenção de projetos em todas as regiões do Brasil, para cada nicho de mercado e parcerias, visando a competitividade, agilidade nas homologações referente a regulatórios, além de garantir os resultados exigidos por seus clientes.

Mercado

volvidos em laboratórios próprios, para atender 18 segmentos diferentes no setor de transformados plásticos, como brinquedos, embalagens e tampas para diversos segmentos (alimentos, bebidas, cosméticos, higiene pessoal, limpeza, construção civil, automotivo e agrobusiness). Segundo o Coordenador do Laboratório de Desenvolvimento de Cores, Herrero Lopes, a Cromex conta com laboratórios de pesquisa para o desenvolvimento de novos produtos, em parceria com a indústria nacional e internacional. “A empresa é certificada pela ISO 9001, 14001 e OHSAS 18001. Seus produtos obedecem as mais rigorosas normativas internacionais como REACH, FDA entre outras”, explica o executivo. Uma linha de produtos que está em pleno crescimento na empresa são os masterbatches em PET, principalmente para os mercados alimentício e cosmético. Lopes sinaliza que no mercado de cosméticos as cores em PET com efeito perolado vem ganhando destaque. “No geral nossas cores de efeitos perolados, metalizados, glitter, fluorescentes, fosforescentes e interferência são destaques na linha dos coloridos”, explica. Já na linha de brancos, a empresa oferece os brancos com alta dispersão e poder tintorial para o mercado de filmes técnicos para embalagens alimentícias e agrícolas. Lopes esclarece que o mercado de descartáveis tem grande importância também com diversos brancos tonalizados competitivos e com alto poder de cobertura. Ainda sobre embalagens, a empresa destaca sua linha de masterbatches para ráfias. No que diz respeito a aditivos, a Cromex atua com diferentes soluções, como antibloqueios, antiestáticos e deslizantes para filmes em geral além 20 > Plástico Sul >>>

No primeiro semestre de 2019 a Cromex apresentou um crescimento substancialmente superior ao do mercado de transformadores plásticos. “Com crescimento nos principais segmentos, principalmente em filmes flexíveis e embalagens especiais, observamos que, mesmo com as fortes variações de preços nos pigmentos, estamos conseguindo ofertar opções interessantes aos nossos clientes”, diz o executivo. Falando especificamente em embalagens, Lopes afirma que este mercado vem buscando um apelo mais sustentável com a utilização de polímeros reciclados, principalmente resina pós-consumo, aumentando a procura por aditivos que melhorem as propriedades técnicas e colorimétricas da resina reciclada. “Necessidade esta a qual a Cromex sacia com uma linha completa de aditivos para reciclados”, complementa. A expectativa da empresa para o próximo semestre, observa Lopes, é manter a trajetória de progresso, já que tradicionalmente é um período mais forte em termos de consumo dos clientes, mantendo assim a tradição de crescimento constante observado nos últimos 2 anos na companhia. “Parte desse otimismo vem das questões políticas e econômicas que estão se resolvendo, trazendo mais confiança para o consumidor e o empresariado”.

Linha Marble e Color id

Com matriz em Colombo (PR), a Colorifx conta com unidades em São Caetano (SP) e Jaboatão dos Guararapes (PE), tendo ao todo 150 colaboradores.Conforme Judi Fardo de Lucena, o grande destaque da empresa atualmente é a Linha Marble, concentrado de cor capaz de reproduzir efeitos visuais de acabamento de uma rocha mármore natural em peças nas quais o uso do mármore se torna inviável ou até impossível, como nos casos de injeção de peças. “Há também os efeitos madeira e madrepérola. Considerando as peças monocromáticas, o Marble proporciona a exclusividade em cada peça, pois o efeito de linhas não é padronizado, simulando o efeito natural que a formação de rochas


apresenta, por exemplo”, explica Judi. A Linha Marble também se destaca por oferecer praticidade, versatilidade e exclusividade aos aos clientes da empresa. Segundo a empresária trata-se do único concentrado de cores para plástico do Brasil com efeitos mármore, madrepérola e madeira. Mais recentemente a Colorfix investiu na ampliação do banco de dados do Color id, aplicativo utilizado no celular através de um espectrofotômetro portátil que é disponibilizado para os clientes com cores exclusivas da Colorfix. Judi explica que, com esse aplicativo, o cliente através de uma leitura colorimétrica consegue verificar imediatamente se a Colorfix já tem o item desenvolvido, bem como suas características técnicas.

Desempenho

Judi observa que o mercado de masterbatches aqueceu e está apresentando sinais de crescimento, podendo ser reflexo de sinais de decisões políticas e econômicas que estão ocorrendo e que ainda irão acontecer. “O ano começou muito positivo em seu primeiro trimestre, com um mercado bastante confiante de que o governo federal aprovaria de imediato as reformas necessárias para fazer a economia do país girar novamente. Porém, ao final de abril, as empresas começaram a sentir desconfiança de que o Congresso Nacional não irá seguir na mesma velocidade, que o país necessita”, avalia a empresária. Frente a esse cenário, a empresa observa, novamente, um recuo do mercado. “Durante nossa participação na Feiplastic 2019, em São Paulo, muitos visitantes e clientes fizeram comentários de que o mercado não está se desenvolvendo como todos esperavam. Mesmo com a sombra da instabilidade econômica do mercado, fechamos um bom primeiro semestre”, diz. Judi acredita que a empresa pretende firmar e sustentar um bom segundo semestre, na expectativa da aprovação da Reforma da Previdência. “Cremos que o país voltará a se desenvolver, de forma saudável e segura para todos os brasileiros”, finaliza.

va avalia que nos últimos meses foi percebida uma melhora, mas que o Rio Grande do Sul ainda sente muito a crise dos últimos anos, com empresas ainda em dificuldades, cenário que não visualiza tanto em Santa Catarina e São Paulo, por exemplo.

Atentos à sustentabilidade

Em tempos de valorização de produtos sustentáveis as empresas fabricantes de masterbatches e aditivos se empenham em criar alternativas que auxiliem os clientes a serem ecologicamente corretos. “Percebemos uma tendência de aditivos para auxiliar os recicladores que atendem não somente os segmentos de sacolas e sacos de lixo como também em segmentos que até bem pouco se recusavam a utilizar recuperados tanto pós consumo como industrial como injeção e sopro”, explica Elisângela Melo, da Procolor. Desta forma a empresa dispõe de uma Linha de produtos sustentáveis para recicladores: Supressor de Odor Pro-Tech CPD 0134, que é um aliado ao reciclador, ampliando o uso de resinas pós uso industrial e até mesmo de uso interno contribuindo com o maior percentual de reutilização. Outra tecnologia é a já consagrada linha de aditivos dessecantes de alta perfor-

Aplicações específicas

A Chromacor Masterbatches e Compostos atua há mais de 12 anos no mercado brasileiro, com capacidade de mais de 100 toneladas/mês, possui máquinas de última geração e visa o acompanhamento de controle de qualidade geral dos produtos. Hoje os carros-chefes são masterbatches pretos para todos os tipos de resinas, desde comoditties até resinas de engenharia. Aditivos também estão na gama de produtos oferecidos, como dessecante, anti uv, etc. Conforme Nara Lizia Toso, a empresa oferece ao mercado masterbatches com altas concentrações de pigmentos para aplicações específicas. Ela explica que em 2018 o investimento da Chromacor foi em mudança de planta. Quanto ao mercado, a executi<<< Plástico Sul < 21


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DestaqueMasterbatches

A Termocolor destaca o lançamento do Biomaster, que se foca na aplicação final do cliente

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mance, CPD 0200 e CPD 0080 que proporcionam o uso de resinas em condições muito degradas de umidade e contaminação, além de reduzir uso de recursos naturais como água e energia elétrica. “Além disso há o clarificante CPD 0119, CPD 0129, o branqueador ótico CPD 0173 que auxiliam no uso das resinas mais difíceis no que tange a cor, oferecendo uma alternativa para algo que seria descartado”, explica a executiva. Já a Colorfix desenvolveu o MB Filler, um aditivo em harmonia com o Meio Ambiente. O concentrado de carga mineral é ecologicamente correto, aplicável em resinas termoplásticas como PE, PP e PS, para a maioria dos processos de transformação. Segundo Judi Fardo de Lucena, ele possibilita redução na aplicação da resina, reduz custo em alguns casos, melhora propriedades mecânicas e proporciona maior

estabilidade dimensional das peças. “Outro benefício é a possibilidade de redução de TiO2 nas aplicações de branco devido ao Filler melhorar o fechamento (opacidade) em peças e filmes”. Aplicações: filmes em geral; artigos soprados; peças injetadas; chapas; tubos e perfis; e embalagens flexíveis e rígidas. Outra empresa do segmento atenta ao mercado de reciclagem é a Cromex, onde atua com uma linha especifica. Como destaque, Herrero Lopes cita o extensor de cadeia para PET (PET-AD 15770) que melhora as propriedades mecânicas e reológicas do reciclado, aumentando sua viscosidade e permitindo até a exclusão do processo de pós-condensação. Outro aditivo interessante e muito procurado, segundo o executivo, é o redutor de odor (PE-AD 14395), devido a sua alta eficiência em baixas dosagens (menor que 1%), que captura o odor característico do recuperado. “Completando este time, dispomos de branqueadores ópticos e toners para melhorar o aspecto de cor da resina reciclada, antioxidantes, auxiliares de processo”, explica. Para área de embalagens coloridas a Cromex tem uma linha de produtos para aplicação em PCR. “Os grandes players com foco em sustentabilidade estão lançando produtos utilizando resinas recicladas”, diz Lopes. Wagner Catrasta, da Termocolor, descreve o lançamento recente da empresa voltado à sustentabilidade. “O biomaster, é um produto desenvolvido com base na aplicação final do cliente. Para isso fazemos um estudo minucioso da aplicação. Hoje nosso produto já está presente em copos, canudos e sacolas descartáveis”, explica.


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EventoK Preview 2019

Foco em economia circular, reciclagem e sustentabilidade

O

Centro de Congressos Sul de Düsseldolf, (CCD), na Alemanha, foi o cenário para a realização da K Preview 2019, um evento muito importante para a cadeia do plástico e da borra24 > Plástico Sul >>>

cha. O encontro promovido pela Messe Düsseldorf de 1º a 3 de julho reuniu 12 empresas conceituadas e várias entidades representativas que anteciparam para cerca de 80 jornalistas de 32 países as grandes novidades que serão

apresentadas aos visitantes na Feira K, de 16 a 23 de outubro. A revista Plástico Sul esteve presente ao evento e faz uma síntese das apresentações e posteriormente divulgará as principais novidades de cada empresa.


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MESSE DÜSSELDORF/CONSTANZE TILLMANN

EventoK Preview 2019

Preocupados com uma queda nos negócios e as constantes críticas ao lixo plástico, principalmente em rios e oceanos, a cadeia do plástico direciona seu foco na K em economia circular, reciclagem e sustentabilidade. Diante deste novo panorama internacional, durante a K 2019 Preview, fornecedores de máquinas, equipamentos e matérias-primas discutiram novas iniciativas e tecnologias dedicadas a incorporar a sustentabilidade em suas ofertas. Nas 12 apresentações realizadas por expositores da K para a imprensa durante três dias em Düsseldorf, houve muitas novidades sobre produtos. A abrangência global do evento mostra a importância do setor, que na K 2016 registrou 3.293 expositores de 61 países, atraindo 232.053 visitantes profissionais, sendo 71% de fora da Alemanha. No dia 1º de julho as apresentações iniciaram com uma importante mesa redonda com representantes das organizações de apoio da K 2019 e Messe Düsseldorf. Os executivos avaliaram o atual momento do setor, como uma retração nos negócios, as 26 > Plástico Sul >>>

críticas ao aumento do lixo plástico nos oceanos e a busca de soluções projetando ações conjuntas em reciclagem, eficiência, sustentabilidade e inovação. Participaram o Dr. Rüdiger Baunemann, Gerente Geral da Associação e Diretor Regional da Europa Central na PlasticsEurope; Boris Engelhardt, Secretário Geral da WDK – Associação das Indústrias Alemãs de Borracha; Dr. Oliver Möllenstadt, Diretor Executivo da GKV, Associação Alemã dos Convertedores de Plásticos; Ülrich Reifenhäuser, presidente da Asssociação das Indústrias de Plásticos e Borracha, da VDMA, e Erhard Wienkamp, Diretor Executivo da Divisão de Feiras de Comércio Exterior da Messe Düsseldorf. O moderador foi Arne Birken e também participaram do encontro representando a Messe Düsseldorf Petra Cullmann, Diretora Global de Portfólio Plásticos & Borracha, Thomas Franken, Diretor Adjunto Global de Portfólio Plásticos & Borracha e a Dra. Cornelia Jokisch, Gerente Sênior de Imprensa & RP.

Empresas e foco das palestras

Pela ordem de apresentação a primeira empresa a expor suas novidades no dia 1º de julho foi a Reifenhäuser GmbH & Co. KG Maschinenfabrik: 1) A produção de filmes fundidos está se tornando inteligente, modular e acessível; 2)Totalmente automático e sustentável: economizar materiais e energia com o REIcofeed-PRO; 3) Fácil em recursos e sustentável: Spunbond com tecnologia REICOFIL é o melhor filme; 4) Reifenhäuser Group apresenta soluções sustentáveis para produção de plásticos; 5) Esticada ao máximo desempenho: Embalagem mono-material reciclável com Reifenhäuser EVO Ultra Stretch; 6) Retrofit em vez de novas compras: Modernização sustentável da extrusão com linhas de todos os fabricantes; 7) Estreia mundial: medir e otimizar o nivelamento do filme com Reifenhäuser EVO Ultra Flat; 8) Mais rápido, mais rápido e menos caro: plano extinguido retrabalhado com tecnologia de ponta; 9) Filmes PLA 30% mais finos com Reifenhäuser Ultra Flat Plus; 10) Digitalização brownfield: porta de entrada IoT de Reifenhäuser define novos padrões; 11) Menos desperdício e melhor qualidade com dados analíticos de Reifenhäuser. Conceituada fabricante de máquinas, a Battenfeld-Cincinnati Extrusion Holding GmbH antecipou estas novidades; 1) Alcançando a sustentabilidade através de componentes de extrusão otimizados; 2) STARextruder cobre ampla gama de requisitos de processamento de PET; 3) Reprodutibilidade como a chave para a eficiência; 4) Estreando na K: inovadora máquina de corte de tubos sem junta e sem hidráulica; 5) Empresa apresenta extrusora de parafuso único para tubo pequeno e perfis com nova unidade de controle - extrusora a alfa agora disponível na versão plus Na terceira apresentação do dia, a SIKORA AG anunciou suas inúmeras atrações que serão mostradas na K 2019: 1) Estréia mundial: CENTERWAVE 6000 para medição de dimensão de mangueira e tubos de até 1.600 mm de diâmetro; 2) Premiere: Sistema de teste laboratorial óptico para peletes de plástico PURITY CONCEITO V com detecção de cores; 3) Testes de material ao vivo com o PURITY CONCEPT V; 4) Intercâmbio interativo no “Innovation Corner” - ideias de clientes para tecnologia de medição do futur;5) Sistema de inspeção offline óptico


detecta desvios de cor de pellets de plástico. E no encerramento do primeiro dia, uma interessante exposição da Sumitomo(SHI) Demag Plastics Machinery GmbH: Inteligente, veloz e sustentável: Sumitomo (SHI) Demag apresenta na K-2019 uma mostra de que está preparada para o futur. No segundo dia a Wacker deu início às apresentações: 1) Grades de Borracha de Silicone Líquido e Sólido com Produto aprimorado e propriedades de processamento; 2) Impressão 3D com Silicones - Wacker define benchmarks em impressão multimaterial e precisão com Nova tecnologia ACEO®; 3) NEXIPAL® - Wacker apresenta laminados de silicone eletrostáticos prontos para uso; 4) ELASTOSIL® LR 3671 & ELASTOSIL® LR 3675 - Borracha de silicone líquida autoadesiva com superfícies de baixo atrito; 5) ELASTOSIL® R 771 - Wacker apresenta nova borracha de silicone sólido para maior segurança contra incêndios; 6) Portfólio de Produtos LSR / ELASTOSIL® LR 5040 - Borracha de silicone líquido sem pós-cura para Aplicações Sensíveis e 7) GENIOPLAST® Pellet 345 Wacker lança aditivo de alto desempenho para termoplásticos Elastômeros Outra exposição com muitas novidade foi a da Lanxess AG, que a abordou os seguintes assuntos: 1) Digitalização na Lanxess; 2) Urbanização: a megatendência no futuro; 3) Nova Mobilidade: a megatendência no futuro; 4) Lanxess expande serviços técnicos ao cliente para a indústria de plásticos; 5) Lanxess implanta inteligência artificial no desenvolvimento de produtos; 6) Proteção segura contra a oxidação; 7) Pigmento preto da Lanxess prolonga a vida útil dos componentes plásticos; 8) Rodas estelares duráveis para triagem de resíduos - Elastômeros de poliuretano baseados em pré-polímeros de low free como uma alternativa à borracha; 8) Com segurança através da laçada na velocidade enganosa; 9) Pré-polímeros Low-Free da Lanxess - Abaixo dos limites das restrições da UE; 10) Tampa de abastecimento de combustível pintável on-line feita a partir de PBT; 11) Lanxess expande a gama de masterbatch para reforço eficiente de borracha; 12) Suporte front-end de SUV feito de compósitos termoplásticos reforçados com fibra contínua - Grande, leve e resistente a torções – 13) Camada leve do banco traseiro com design em compósito;14)

Substituição da poliamida 66 - Caixa da chave da coluna de direção em poliamida 6 - Compostos de cor laranja para alta tensão em componentes em veículos elétricos; 15) Lanxess intensifica suas atividades de moldagem por sopro; 16) Lanxess aborda os tópicos de nova mobilidade, digitalização, urbanização em K 2019M Depois das inúmeras novidades da Lanxess, foi a vez da Covestro Deutschland AG, que apresentou os seguintes temas – 1) Movendo as fronteiras para um mundo sustentável e digital; 2) A reinvenção da mobilidade/ 3) Covestro impulsiona a digitalização dos processos; 4) Preparando com CO2; 5) 5G - tecnologia chave para o mundo em rede; 6) Energia eólica em ascensão; 7) Covestro Sonnenwagen: aceleração máxima com energia solar; 8) A próxima geração de remendos eletrônicos. Com uma superequipe de especialistas, a BASF fez uma das apresentações mais intensas na K Preview, com o seguinte foco destacado na abertura: Capacitando um futuro sustentável com plásticos. E na sequência abordou vários temas: 1) Reciclagem química de filmes multicamadas; 2) Da lixeira amarela ao transporte de produtos farmacêuticos e alimentos; 3) Abraçando a economia circular; 4) Prova de conceito para reciclagem química; 5) Q & A com todos os alto-falantes de cima; 6) Como o Ecovio contribui para fechar o ciclo de nutrientes em direção a uma economia circular; 7) Slentex & Slentite - Materiais de isolamento de alto desempenho por BASF; 8) Novo Tinuvin NOR - Estabilizador de luz e calor para plásticos agrícolas de alta qualidade; 9) Capacitando os clientes a inovar com o portfólio Ultramid Advanced; 10) Um serve para todos - Ultradur para extrusão e termoformagem; 11) Desempenho brilhante, seguro e durável - pigmentos para colorações plásticas exigentes; 12) Soluções ideais para mobilidade futura. E no último dia das apresentações (3/07) os jornalistas receberam importantes informações da KraussMaffei: 1) Economia circular pioneira - KraussMaffei exibe materiais exclusivos e circuito de fabricação na K 2019; 2) Pioneiros digitais fazem a primeira apresentação mundial da KrausMaffei na Feira K; 3) Plasticos Pioneiros - KraussMaffei reposiciona sua marca; 4) Novas tecnologias para valorizar o cliente: 4.1) Para novas extrusoras de <<< Plástico Sul < 27


EventoK Preview 2019 compostos ZE Blue Power de alto desempenho para taxas máximas de saída; 4.2) Predestinada para grandes embalagens e aplicações logísticas: a nova KraussMaffei GX 1100 está aqui; 4.3) Mais eficiência na construção leve: a KraussMAffei sustenta seu papel pioneiro na K 2019; 4.4) KraussMaffei unida - Ainda mais eficaz como uma equipe: KraussMaffei e Netstal; 4.5) KrausMaffei reúne expertise em todos os aspectos para componentes espumados; 4.6) Grafite expansível em PUR: tecnologia KraussMaffei para a adição inteligente a retardadores de chama líquido. Outra apresentação interessante no terceiro dia foi da AsahiKASEI Europe GmbH, que instalou sua unidade na Europa neste ano: 1) Carro conceito AKXY – Acabamento do carro-conceito dirigível de Asahi Kasei AKXY; 2) Espumas – 2.1) Espumas PA - Asahi Kasei desenvolve a primeira espuma de poliamida do mundo; 2.2) Asahi Kasei apresenta espuma de partículas SunForce m-PPE; 3) Geral - A expertise da indústria cruzada como um fator de crescimento - su-

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cesso no começo e perspectivas promissoras para o mercado europeu - entrevista com Hideki Tsutsumi; 4) Bateria de Lithium-ion - Materiais inovadores para soluções de bateria eficientes e compactas; Entrevista com Akira Yoshino – inventor da bateria de lithion ion e a Premiação como Inventor Europeu 2019; 5) Plásticos – 5.1) LEONA Poliamida 66 - Asahi Kasei Plastics North America ganha o Prêmio SPE de Inovação Automotiva na categoria Chassi + Hardware; Asahi Kasei vence o Prêmio Altair Enlighten 2018 de Poliamida LEONA 66 Reforçada com Fibra de Vidro no Suporte de Pedal; Especialidades de alto desempenho - portfólio de um fabricante de Polyamide totalmente integrado; 5.2) TENAC – Co- e Polyacetal Homopolímero (POM) - O único fabricante mundial de Homo e Copolímeros - Asahi Kasei oferece a gama POM única; TENAC POM com o nível de emissão de VOC mais baixo do mundo certificado como material ecológico ecológico na China; 5.3) Thermylene GF-Polipropileno (PP) - Asahi Kasei apresenta a família de próxima geração de

Thermylene PP reforçada com fibra de vidro; 5.4) XYRON - Éter polifenileno modificado (mPPE) - PPE modificado – Completo inovador com excelentes propriedades elétricas. A Huntsman Corporation, multinacional americana fabricante e comerciante de produtos químicos como poliuretanos variados, produtos de desempenho e adesivos, também fez uma apresentação interessante: 1) A Huntsman oferece nova dimensão na impressão 3D com materiais de fabricação de aditivos Ironprint – Divulgando uma nova plataforma de uretanos na K Preview antes do lançamento principal na K 2019. O evento foi finalizado com a palestra da Chen Hsong Holgings Ltd, destacando a instalação da sua fábrica de injejtoras na Alemanha: 1) Anunciando a Chen Hsong Alemanha GmbH, uma subsidiária com sede em Kemen, no Baixo Reno.


Bloco

de Notas

Terphane é eleita uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil

No dia 12 de agosto, durante um evento que reuniu 1.400 pessoas no Espaço das Américas, em São Paulo, a Terphane (www.terphane.com), foi eleita uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil 2019, premiação promovida pela Revista Época Negócios e pela Great Place to Work®. Ao todo foram 2.645 empresas inscritas no processo, sendo que apenas 150 foram premiadas. ATerphane alcançou a 30ª posição na categoria ‘Médias Multinacional’. “Desde 2015, quando participou da primeira pesquisa do GPTW, a Terphane vem desenvolvendo um intenso trabalho focado no alinhamento cultural e na construção de mais comprometimento e envolvimento de todo o nosso time para a melhoria contínua do ambiente de trabalho. O reconhecimento do nosso próprio time nos colocou, em 2018, entre as Melhores Empresas para Trabalhar em Pernambuco. De forma similar, nossa unidade nos Estados Unidos também foi reconhecida como Best Company to Work for no Estado de NY em 2018 e 2019. Isso com certeza traz competitividade e um grande foco no cliente, já que todos se sentem donos da empresa”, conta José Bosco, Presidente do Grupo Terphane. A Terphane é um importante player global e líder na produção de filmes especiais de poliéster para o mercado de embalagens flexíveis na América Latina, além de ter atuação relevante em mercados como América do Norte e Europa. A empresa colabora intensamente para o desenvolvimento de todo o setor. Os filmes de poliéster produzidos pela Terphanepermitem a produção de embalagens flexíveis mais leves que ajudam a minimizar impactos ambientais. As soluções Terphane possibilitam ainda a criação de embalagens com menor custo total, permitindo que mais consumidores tenham acesso a mais produtos. “De uma certa forma, as embalagens flexíveis democratizam o consumo, além de prover a adequada proteção aos produtos. E este é mais um grande motivo de orgulho do time Terphane”, celebra Bosco.

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Anunciantes

Bloco

de Notas

Rasip inova e lança embalagem de maçãs com realidade aumentada

Braskem / Páginas 5 Bühler / Páginas 27 Colorfix / Páginas 21 Cromex / Páginas 17 ExxonMobil / Páginas 23 Intermach / Páginas 25 LS Mitron / Páginas 22 Procolor / Páginas 19

Demonstrando seu DNA inovador, a Rasip, empresa controlada pela RAR, lança um produto inédito no mercado. A marca passa a comercializar bags de maçã da linha Looney Tunes com realidade aumentada. As embalagens plásticas contém um quilo da fruta e estarão disponíveis em todo o país, a partir deste mês. A novidade tem como objetivo a interação com o público infantil, especialmente. Para ativar a realidade aumentada, basta apontar a câmera do dispositivo móvel (smartphone ou tablet) conectado à internet (3G, 4G ou WiFi) para o código ativador impresso na embalagem. Assim, a câmera capta o objeto que contém o conteúdo virtual e, por meio de um algoritmo, busca imagens que atuam como gatilhos da realidade aumentada gerando uma interação entre ambiente virtual e real. Em seguida, envia as imagens, em tempo real, para o aplicativo, permitindo que as fotos sejam salvas na galeria do aparelho. “Por meio dessa tecnologia, a RAR dará vida aos personagens das embalagens. A ação visa aproximar as crianças da marca, mas também gerar momentos de descontração entre pais e filhos relacionando a alimentação como um momento divertido para os pequenos”, explica o diretor-superintendente da RAR, Sergio Martins Barbosa. Ele conta que a Rasip, empresa controlada pela RAR que produz e comercializa as maçãs, possui os direitos de uso da marca Looney Tunes desde 2008 e sempre busca manter o vínculo com o público infantil. Recentemente a empresa lançou a linha Rasip Leve, com foco na comercialização de maçãs em embalagens flow pack contendo duas, três ou quatro unidades da fruta em cada embalagem. A venda de frutas embaladas diretamente pela indústria é um conceito inovador no Brasil e garante mais segurança ao consumidor, que conta com a rastreabilidade dos produtos e um serviço de atendimento ao consumidor. “Em ambas embalagens, Looney Tunes e Rasip Leve, as maçãs estão prontas para o consumo, não havendo a necessidade de higienizá-las”, lembra Sergio.

Replas / Páginas 7 Sepro / Páginas 32 Telas MM / Páginas 29 Termocolor / Páginas 13 Wortex / Páginas 2 Zara / Páginas 29

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INDAC firma parceria com Universidade do Papel

A Universidade do Papel, fundada pelo artista plástico, designer industrial e arquiteto, Enrique Rodriguez, será a nova parceira do INDAC - Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico - para a divulgação e esclarecimento das vantagens do acrílico. Sob a chancela das duas instituições, algumas ações em conjunto como, por exemplo, oficinas e cursos, serão ministradas. "A ideia é criar minilabs para que artistas plásticos, designers e arquitetos conheçam todas as potencialidades do acrílico, além de poderem vivenciar o material", explica Rodriguez. A parceria foi anunciada em evento promovido pelo INDAC para seus associados. No encontro, que aconteceu na sede da Universidade do Papel, o Rodriguez, que foi palestrante, ressaltou a importância do acrílico em seus trabalhos: "Transformo papel em arte e eternizo no acrílico". Formado em desenho industrial pela PUC de Santiago do Chile, Rodriguez, que iniciou carreira no Brasil em 1992, onde mora desde então, tem seu trabalho orientado à criação de conceitos artísticos para projetos corporativos, residenciais e desenvolvimento de produtos para a indústria: "Lembro que, quando comecei a trabalhar com o acrílico, tive problemas em achar empresas adequadas e informação sobre o material. Foi o INDAC que me ajudou a descobrir as possibilidades deste plástico e me apresentou às empresas com as quais fiz diversas parcerias". Em relação ao mercado, levantamento feito pela entidade e também apresentado no evento aponta que consumo de acrílico neste ano deve se manter em 9.100 toneladas, o mesmo obtido em 2018, o que frustra os planos dos empresários que investiram no país para aumentar a capacidade instalada de 15 mil toneladas para 17 mil neste ano.


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