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Expediente

Editorial

Edição # 206 | Junho de 2019

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3209.3525

Sangue Verde

editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

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ão. Não estamos falando dos torcedores do Palmeiras ou Juventude. Embora aqui no sul os gremistas costumem dizer que têm o “sangue azul”, não estamos fazendo alusões futebolísticas aqui. Estamos falando do tamanho do engajamento da indústria do plástico em prol do meio ambiente. Acreditamos que não só por uma questão de sobrevivência, mas também (e principalmente) por estar atenta ao universo ao redor, à escassez de recursos e à degradação que o homem, através da negligência, está causando. Tivemos um período pretérito onde a maior parte das matérias publicadas na Plástico Sul falavam em “crise”. Inevitavelmente este assunto vinha à tona, seja por perguntas relevantes ou por respostas que caíam nesta justificativa. A crise era pauta constante. Ficávamos aborrecidos com a publicação de tais ênfases, mas elas surgiam naturalmente nos debates e cabia a nós essa reprodução da dura realidade. Pois bem. Os tempos são outros, embora a tal palavrinha cruel ainda ronde nossas reportagens. Entretanto, vejam só a evolução: nossa palavra predominante em quase todas as matérias atualmente é Sustentabilidade. Estamos numa fase de novas perspectivas onde o meio ambiente passa a ser pauta de diversos textos. Parece que a luz verde ascendeu e percebemos empresas fabricantes de máquinas, de resinas, de masterbatches, de aditivos, todos direcionando suas pesquisas e desenvolvimentos para produtos que ofereçam soluções sustentáveis às empresas. Mesmo que tentemos mudar o foco, o assunto surge naturalmente. Exemplo disso é a entrevista que publicamos nesta edição com o diretor executivo do Sinplasc, Elias Caetano. O tema central é o Polo Plástico de Santa Catarina, porém o conteúdo sobre o engajamento da entidade com a sustentabilidade é tão consistente que rendeu grande parte do conteúdo. E quando mudamos de assunto, e abordamos o segmento de aditivos, qual a palavra que mais é citada? Sustentabilidade. Bingo! Preste atenção. Fique atento. Ao que tudo indica o setor plástico está com sangue verde correndo nas veias. E quem não entrar nessa onda pode naufragar facilmente. É um caminho sem volta e estamos bem felizes por trilhar essa estrada. Vem com a gente conhecer o trajeto. Boa leitura!

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EspecialSanta Catarina

“Tem sido muito mais fácil culpar a indústria” Em entrevista exclusiva, diretor executivo do Sinplasc, Elias Caetano, fala sobre a importância do setor em Santa Catarina, a “vilanização” do material plástico e as ações da entidade em prol da sustentabilidade

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indústria de material plástico de Santa Catarina é pujante e diversificada. São 37.067 funcionários trabalhando em 1.001 empresas do setor de transformados plásticos no estado, o que corresponde a cerca de 10% do total nacional. Na área de reciclagem essa representatividade é ainda mais acentuada. Dos 10.000 empregados atuantes em empresas de reciclagem de plásticos no Brasil, 1.607 estão em Santa Catarina, deixando o estado em 2º lugar no ranking de distribuição de empregos, atrás somente de São Paulo. Enquanto o estado paulista tem 293 empresas relacionadas à reciclagem do material, o estado catarinense abriga 127, também ocupando a 2ª colocação no ranking de empresas. Tais números, recentemente divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), demonstram a preocupação do setor na região, não somente em produzir plásticos, mas principalmente conferir ao material destinação correta através da economia circular.

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Para buscar mais informações sobre a visão dos empresários catarinenses a respeito da sustentabilidade, fomos até o sul do estado e conversamos com o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), Elias Caetano. A entidade, com sede em Criciúma (SC), demonstra engajamento com questões relacionadas à participação do plástico no meio ambiente e apresenta crescimento no número de associados. Na entrevista, Caetano fala sobre a importância do setor no sul de Santa Catarina, aborda as oportunidades e desafios de 2019 e descreve a luta diária para desmistificar a vilanização do plástico na sociedade e mobilizar os empresários nesta ação. “O primeiro grande desafio é mobilizar o próprio setor, mas já é perceptível um avanço neste sentido. A sustentabilidade é a principal pauta em todos os eventos e agendas há algum tempo. É notório que a cadeia desde as petroquímicas, transformadores e recicladores estão avançando nesta agenda, mas a maioria ainda precisa sair do discurso para a prática se envolvendo em ações concretas”, enfatiza o executivo.


Revista Plástico Sul - Qual a importância do setor plástico na região sul de Santa Catarina? Elias Caetano - O Setor Plástico representa a 2ª maior atividade econômica da região, onde estão instaladas aproximadamente 300 indústrias gerando mais de 10.000 empregos diretos. Diversos municípios como Criciúma, Içara, Braço do Norte, São Ludgero, Orleans, Urussanga têm sua economia fortemente baseada no Setor de Transformação e Reciclagem de Materiais Plásticos. A riqueza gerada pelo setor contribui de forma marcante para a prosperidade de toda essa região, que apresenta indicadores positivos de desenvolvimento e qualidade de vida. RPS - Quais são os principais mercados dos produtores de plásticos da região? Elias Caetano - A matriz da indústria plástica da região sul catarinense é bastante diversificada, englobando empresas de diferentes portes, ramos de atividade, mercados de atuação, materiais e processos produtivos, onde alguns segmentos se destacam, entre eles o principal polo nacional na produção de descartáveis e expressiva atividade no segmento de embalagens flexíveis, além de uma importante concentração de indústrias recicladoras. Os processos produtivos mais utilizados são Extrusão e Termoformagem. RPS - Quais os principais desafios, oportunidades e prioridades do setor plástico no sul de Santa Catarina? Elias Caetano - Pelas características do parque fabril instalado na região, onde encontramos a fabricação expressiva dos principais produtos que têm sido objeto dos ataques na mídia e no âmbito legislativo, com líderes de mercado na fabricação de copos descartáveis,

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Elias Caetano acredita que união entre entidades é fundamental

canudos, sacolas, reciclagem de EPS pós-consumo, reciclagem de descartáveis pós-consumo etc. o principal desafio é de fato as ameaças legislativas que versam no sentido de banimento desses produtos. O setor plástico conta com 7 sindicatos da indústria em Santa Catarina, o que dificulta e fragiliza a atuação institucional. Estamos avançando na direção de um projeto de incorporação de algumas dessas entidades. Propondo que o SINDESC seja incorporado pelo SINPLASC. O setor mais do que nunca precisa estar unido e ter uma representação estruturada que o defenda. Entidade forte é entidade com recursos para atuar e promover ações consistentes e sistêmicas a esta e outras demandas. O histórico da tradição Sindical da região também é um desafio importante. As empresas locais perderam competitividade ao conceder aumentos que se acumularam exponencialmente pesando na folha de pagamento. Segundo estudo validado por economistas da federação, nos últimos 10 anos a perda de competitividade acumulada é estimada em torno de R$ 367 milhões, considerando apenas as negociações de CCT comparada com outras regiões do estado. RPS - Há números de associados ou filiados à entidade? Há outros números setoriais? Elias Caetano - Das cerca de 300 indústrias, até o início de 2018 apenas 30 eram associadas ao SINPLASC. Após a implantação de um executivo profissional atualmente já são 46 empresas. Este número aumentou espontaneamente à medida que as empresas reconheceram a importância e os benefícios de se unirem em um ambiente seguro e organizado. É um processo lento criar uma cultura e uma agenda coletiva mas as empresas já estão manifestando sua aprovação de investir em uma entidade com credibilidade para serem bem representadas. O setor plástico está entre os 16 principais setores, juntamente com o químico, vetores de desenvolvimento econômico do Estado, conforme Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense da FIESC. RPS - Qual o perfil do transformador da região? Perfil: Micro Pequenas Médias Grandes

- até 20 - de 20 a 99 - de 100 a 500 - acima de 500

-

72,11% 21,90% 5,60% 0,40%

Elias Caetano - As empresas são tipicamente familiares, originárias de famílias tradicionais da região e com fortes laços culturais. Embora na sua maioria sejam micro e pequenas, temos lideres de mercado e marcas com expressão nacional com unidades produtivas em diversos outros estados do país. <<< Plástico Sul < 7


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EspecialSanta Catarina

Sinplasc colaborou com diversas ações nos últimos anos, como o Manual Perda Zero de Pellets

RPS - Existe um forte trabalho de debate no estado quanto a "vilanização"do plástico. O que tem sido feito pelo Sinplasc (ou com sua participação) e quais os resultados até então? Elias Caetano - É preciso destacar que, sempre que possível, buscamos atuar de forma coordenada e articulada com outras entidades e representantes do setor. Estamos conseguindo ter êxito quando mobilizamos várias entidades pois demonstramos mais força, abrindo portas para que o setor transmita seus posicionamentos. ABIPLAST, Plastivida, FIESC, CNI, Sindicatos do Plástico do Estado e fora dele além de outras federações da indústria, todos em geral estão muito atentos às ameaças, se comunicando e se apoiando. Nosso principal eixo de atuação tem sido de fato a defesa em âmbito legislativo. Um trabalho muito desgastante comparável à enxugar gelo. Em outros eixos, colaboramos com o lançamento do Projeto Copinho Legal junto ao SustenPlást, assim como na elaboração do Manual Pellet Zero do Fórum Setorial dos Plásticos Por um Mar Limpo capitaneado pela Plastivida com o Instituto Oceanográfico da USP. No eixo de promoção da imagem dos plásticos com o Projeto Blocos de Montar, iniciativa beneficente do SINPLASC que doa brinquedos educativos como recurso pedagógico em escolas municipais e instituições de apoio a crianças carentes. Até o momento já foram contempladas 3.366 crianças, em 37 escolas de 5 municípios. Na avaliação das diretoras e professoras das escolas já contempladas com o projeto, o uso didático do material está aprimorando o desenvolvimento das crianças relacionado ao trabalho motor, raciocínio lógico e criatividade na montagem de formas, aprendizado com números e cores. Neste momento estamos investindo esforços para 8 > Plástico Sul >>>

reproduzir o Projeto Plástico do Bem na região sul de SC, com diálogo avançado em alguns municípios da região e parceiros. Também estamos colaborando com o desenvolvimento e a implantação do piloto do Projeto Torre Verde, um modelo de coleta seletiva bastante promissor e inovador que pretende superar os principais gargalos e ineficiências no processo e no custo da coleta de recicláveis. Além disso já articulamos e recebemos a pré-aprovação para a realização do Programa Conhecendo a Indústria Plástica, programa da CNI que têm por objetivo sensibilizar e esclarecer aos tomadores de decisão do congresso do poder executivo federal para o encaminhamento de pleitos. Aguardamos a liberação deste programa para colocarmos na agenda deste ano. Já nos apresentamos também para toda a bancada da Frente parlamentar catarinense no Congresso Nacional, composta por 16 Deputados federais e 3 senadores. Alertamos para o risco das a matérias que tramitam no sentido de banimento, ameaçando toda a economia regional. Um resultado expressivo já alcançado foi a aprovação e sanção da Lei 17.727 de 2019 em Santa Catarina. Uma lei que serve de referência para uma alternativa legislativa adequada para o tema de regulamentação de produtos plásticos. A lei 17.727 /2019 é um marco pois de forma inovadora e positiva não proíbe o plástico, incentiva a reciclagem e prioriza a educação ambiental estabelecendo meios para o descarte correto e envolvendo atores que estavam à margem do processo, como os comerciantes e consumidores. A lei já está sendo copiada e promovida para outros estados e regiões como a melhor alternativa ao banimento. RPS - Qual a importância da participação do poder público como agente mobilizador da sociedade em prol de alternativas realmente efetivas para o meio ambiente, como ações de educação ambiental, redução de carga tributária para o setor de reciclagem etc? Elias Caetano - É fundamental que o poder público se envolva. Toda a máquina pública precisa estar aparelhada neste sentido, desde dar o exemplo de implantar a separação dos resíduos gerados por cada departamento, quanto com pelo apoio através de políticas públicas efetivas, tais como desoneração e tratamento tributário diferenciado para a reciclagem, linhas de crédito e fomento para modernização e melhoria do parque fabril reciclador, fomento para pesquisa e inovação para reaproveitamento e reciclagem de resíduos, coleta seletiva municipal eficiente, educação ambiental nas escolas. Sempre que possível, buscar o setor produtivo para realizar ações em parceria pois já recicla há 40 anos e já sabe como fazer.


RPS - Em contra partida como é o desafio de inserir a sociedade nesse debate? Elias Caetano - O primeiro grande desafio é mobilizar o próprio setor mas já é perceptível um avanço neste sentido. A sustentabilidade é a principal pauta em todos os eventos e agendas há algum tempo. É notório que a cadeia desde as petroquímicas, transformadores e recicladores estão avançando nesta agenda, mas a maioria ainda precisa sair do discurso para a prática se envolvendo em ações concretas. Os recicladores estão fazendo o trabalho pesado e sujo praticamente sozinhos. Os gargalos para o aumento dos índices de reciclagem já são conhecidos e está na hora das empresas se comprometerem e efetivamente se engajarem no processo, fomentando e capitaneando o debate com os demais atores. Belas iniciativas setoriais estão se destacando no eixo de educação ambiental e consumo consciente, nesta direção percebe-se que há interesse mútuo e abordar o tema desde a infância demonstra ser uma estratégia assertiva. Com a sociedade o desafio é maior que o mero debate, todos sabem que é errado jogar lixo fora, todos sabem que é bom reciclar. Com a sociedade o desafio é outro, é mudar a cultura, mudar hábitos e dar condições para que cada um exerça seu papel

dentro do princípio da responsabilidade compartilhada. Têm sido muito mais fácil culpar a indústria. RPS - Em sua opinião, quais os reais motivos da vilanização principalmente dos descartáveis? Elias Caetano - Considero um erro e uma irresponsabilidade optar por um mero símbolo em detrimento da razoabilidade, insistir nessa direção só atrasa o avanço de soluções efetivas ao problema. Quem dedica seu tempo e energia para vilanizar e atacar os plásticos pretende na verdade é se promover ao papel de herói. São organizações e profissionais que vivem da polêmica propagando um discurso parcial e alarmista. O vilão neste caso é um alvo fácil pois é um objeto inanimado, acéfalo, não tem vontade própria, neste caso o material plástico. Por isso o setor precisa investir mais fortemente em sua representação para fazer essa defesa. Os descartáveis foram eleitos como itens meramente emblemáticos para esse enfrentamento. Considerados por alguns como utensílios dispensáveis, justificando que estes portanto devem ser os “primeiros” produtos plásticos a serem proibidos para simbolizar um começo, um passo inicial de uma trajetória de redução do plástico nos mares sob a crença que essa proibição

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EspecialSanta Catarina não traria prejuízos. A proibição de produtos é um caminho equivocado que desvia o foco das soluções efetivas para o problema do lixo no mar. Após proibir os descartáveis, que correspondem apenas 0,% dos resíduos gerados seria inevitável questionar: Quais os próximos produtos a serem proibidos? e por assim sucessivamente sem alcançar resultados expressivos. A estratégia de banimento desconsidera a relevância destes itens para os portadores de necessidades especiais e limitações motoras que dependem desses utensílios; para os consumidores quando expostos a contaminações em situações de falta de água ou locais públicos, sobretudo em locais sem saneamento básico ou condições razoáveis para higienização e esterilização de utensílios reutilizáveis; para as situações de crise como surtos e epidemias de doenças contagiosas, quando descartáveis plásticos são acessíveis e importantes aliados na prevenção da saúde pública pelo alto desempenho e eficácia em assepsia, sobretudo para as comunidades mais carentes que já vivem em situação de risco; para uso em eventos ou

ambientes onde materiais cortantes ou perfurantes representam séria ameaça à integridade física do público frequentador; para as pessoas que trabalham diretamente nessa cadeia produtiva e que tem seu sustento numa atividade lícita e digna, entre outras diversas vantagens e benefícios desses produtos. Quando comparamos a quantidade gerada de resíduos com a quantidade produzida de descartáveis e alguns produtos isoladamente fica possível constatar que a mera eliminação desses produtos não é representativa. A redução no impacto ambiental através de políticas de banimento de produtos é insignificante diante da magnitude e complexidade do problema. A única forma de lidar com esse problema é reaproveitando os plásticos após o uso, independentemente se o produto foi para usado uma única vez. Evitar ao máximo que os plásticos cheguem ao mar e recolher os materiais que já estão no meio ambiente são os desafios e a reciclagem é a saída com potencial de ganho de escala para atender à tamanha demanda de forma eficaz, para isso só precisa de apoio efetivo.

Artigo

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Qual a sua contribuição para um mundo melhor?

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Por Albano Schmidt* Em 2015, líderes mundiais traçaram um plano para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir paz e prosperidade. Nesta Agenda 2030 da ONU, 193 países se comprometeram com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODSs. Utopia? Saiba que em apenas uma década e meia, de 2000 a 2015, desde a Declaração do Milênio da ONU – que antecedeu os ODSs -, os resultados foram surpreendentes. A pobreza extrema e a mortalidade infantil foram reduzidas pela metade, pessoas infectadas pelo vírus da Aids reduziram 40% e 2,1 bilhão de habitantes ganharam acesso a saneamento básico. Mas é preciso avançar muito mais. E o que isso tem a ver comigo? Pois saiba que a ação em prol de um ou mais ODSs pode acontecer em todos os níveis. Se traduzirmos esses objetivos globais em pequenas ações do dia a dia todo mundo tem, no mínimo, uma dezena de contribuições a dar. Um exemplo? No ODS 6, relativo à água potável e saneamento, se você reduzir o tempo da torneira aberta ao escovar os dentes, estará contribuindo para este objetivo. E para as empresas não é diferente. Se considerarmos as atividades de cada um dos setores, qualquer empresa tem condições de conectar várias de suas ações a uma boa parte dos ODSs. Basta vincular os objetivos às práticas já existentes e

avançar na obtenção de melhores resultados. E porque fazer isso? Os ODSs são um grande norte de atuação estratégica. Apresentam uma oportunidade para que as soluções e tecnologias empresariais sejam implementadas para tratar dos maiores desafios mundiais. Ajudam as empresas no seu sistema de gestão, na governança e na transparência ao relatar, medir e acompanhar os resultados. De outro lado, há cada vez mais implicações para as organizações que não estão alinhadas aos ODSs pois não fazer nada pelo desenvolvimento sustentável será uma opção que pode sair caro. A Termotécnica adota os ODSs na prática e conclama todas as empresas a fazerem o mesmo. Ao disseminar os objetivos globais nas empresas, nas comunidades e na sociedade, quando 2030 chegar vamos ter atingido muitos dos objetivos, usufruindo de forma sustentável desse nosso planeta e deixando às futuras gerações um mundo melhor. *Presidente da Termotécnica, empresa signatária do Movimento Nacional ODS da ONU. Fonte: A Notícia 04.07.2019 / EDM Logos


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Atentos às tendências mundiais Fabricantes de aditivos estão de olho no universo internacional e trabalham de forma intensa para produzir matéria-prima de qualidade e com valor sustentável

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ILUSTRAÇÕES: FREEPIK

DestaqueAditivos

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odas as tendências mundiais levam o mundo a uma transformação sustentável. Nas áreas mais distintas, a valorização de estratégias que favoreçam questões ambientais, é determinante no planejamento estratégico das empresas. Mas quando deslizamos a lupa para o setor plástico, tal inclinação é ainda mais forte. Trata-se de um caminho sem volta. De um lado há uma sociedade tencionada por um lobby de indústrias que a induzem contra o material, de outro, há empresas transformadoras que, atentas a seu papel social e às ferramentas disponíveis, inovam com produtos ambientalmente corretos. No meio, aparecem fornecedores aprimorando técnicas para oferecer máquinas, equipamentos, resinas e aditivos que geram maior economia de energia, produção limpa e inovações que reduzam o consumo de petróleo no mundo. Neste universo, aditivos com alto índice de biodegradabilidade ou que aprimorem materiais reciclados, assemelhando-os aos virgens, ganham espaço. Fundada em 1984, a Termocolor consolidou sua marca no mercado, tornando-se uma das principais especialistas em cor e propriedades para produtos plásticos. Com capacidade instalada de 50000 ton/ ano, possui 16 linhas completas de produção, 120 funcionários, 30 especialistas técnicos, controle de qualidade e testes internos. A diretora Roberta Fantinati afirma que a Companhia está alinhada com as tendências internacionais. “Entendemos ser a tendência do momento os aditivos com apelos Biodegradáveis que possam trazer benefícios para o meio ambiente e diminuir a pressão existente nos produtos descartáveis que foram vilanizados nestes últimos anos”, explica. Neste sentido, a empresa lançou recentemente o Aditivo Bio-Oxidegradavel, através de uma versão desenvolvida já na cor conforme especificação do cliente. A Termocolor atua ainda em todas as linhas de aditivos para estirênicos e poliolefinicos, antioxidantes, anti-uv, antiestáticos, antimicrobianos, deslizantes e auxiliar de fluxo. Quando o assunto é desempenho de mercado, Roberta demonstra satisfação. “Nosso primeiro semestre está sendo excelente, aumentamos nossa participação em novos mercados e crescemos cerca de 22% em relação ao primeiro semestre de 2018, que também foi muito bom para Termocolor”, explica Roberta, acrescentando que somente no segundo semestre de 2018 houve uma retração nos negócios, após a greve dos caminhoneiros ocorrida em meados de Maio. Porém para a empresária as expectativas para o segundo semestre de 2019 são muito boas. “Entendemos que com a aprovação da Reforma da Previdência teremos novos investimentos externos no país o que fará com que o mercado aqueça ainda mais”. E qual a estratégia para manter-se competitivo


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mesmo em tempos difíceis? “Focamos no atendimento especializado e dedicado, buscamos estar sempre perto do nosso cliente, oferecendo a ele novas tecnologias e processos com ênfase na redução de custos internos para que seu produto final seja cada vez mais competitivo”, diz, acrescentando que a empresa está comemorando 35 anos de operação, onde os primeiros clientes ainda são grandes parceiros. “Isso nos torna ainda mais fortes e competitivos no mercado em que atuamos, acreditamos ser esse o motivo do nosso sucesso”. Com 44 anos de mercado, a Cromex conta com 2 unidades produtivas no Brasil, em São Paulo e Bahia, somando uma capacidade de 132.000 toneladas/ano. A empresa possui laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento, com equipamentos modernos de caracterização e controle de qualidade, atuando comercialmente em mais de 60 países. Para a Técnica em Pesquisa e Desenvolvimento na Cromex, Marcia Melo, reciclagem é a palavra chave, sendo a grande tendência mundial que começa a ganhar destaque no Brasil. “A Cromex está muito atenta ao mercado de reciclagem e atua com uma linha especifica. Como destaque, temos o extensor de cadeia para PET (PET-AD 15770) que melhora as propriedades mecânicas e reológicas do reciclado, aumentando sua viscosidade e permitindo até a exclusão do processo de

pós-condensação”, explica. Outro aditivo interessante e muito procurado é o redutor de odor (PE-AD 14395), devido a sua alta eficiência em baixas dosagens (menor que 1%), que captura o odor característico do recuperado. Completando este time, a empresa dispõe de branqueadores ópticos e toners para melhorar o aspecto de cor da resina reciclada, antioxidantes, auxiliares de processo, entre outros.

Marcia Melo é técnica em Pesquisa e Desenvolvimento da Cromex

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DestaqueAditivos DIVULGAÇÃO

Gerente de Produto Additives & Liquids Masterbatches Clariant América Latina, Edson Marçal

A Cromex possui um amplo portfólio de aditivos que podem atuar conferindo melhorias no processo dos transformadores (como auxiliares de processo, deslizantes, composto de purga, etc) ou adicionando valor ao produto final (como estabilizantes UV, antioxidantes, etc). Os mais comercializados são os utilizados em extrusão, como o antibloqueio (PE-AB 50035), deslizante (PE-DL 50017) e antiestático (PE-AE 50025). “Também o auxiliar de processamento que é muito popular e faz sucesso entre os clientes (PE-AX 13279 e PE-AX 5540), pois permitem maiores velocidades de processo, redução no die build-up e, consequentemente, menor número de paradas para limpeza da matriz”, explica Marcia. Complementando, a empresa possui o antioxidante (PE-AO 5080) que deve ser usado em paradas de máquinas de longos períodos, evitando assim a degradação do polímero, formação de géis, resultando em uma partida de máquina com menor uso de resina. A executiva complementa que, para o Cromex, o mercado de aditivos é precioso e recebe total atenção. “Percebemos crescimento e isso se deve a nossa atuação técnica junto aos clientes, demonstrando o valor agregado ao produto com o uso do aditivo correto.”

Recycling House

A Multinacional Clariant trabalha com a linha completa de aditivos para termoplásticos, incluindo: estabilizantes à luz e absorvedores de UV, antioxidantes, agentes espumantes, nucleantes, laser marking, deslizantes, auxiliares de fluxo, antiestáticos permanentes e 14 > Plástico Sul >>>

migratórios, retardantes a chama, extensores de cadeia, antimicrobianos, sequestrantes de ácido, sequestrantes de O2, barreiras a gases, etc. Conforme o Gerente de Produto Additives & Liquids Masterbatches Clariant América Latina, Edson Marçal, os Estabilizantes à luz, absorvedores UV, antioxidantes, auxiliares de fluxo, laser marking e antioxidantes representam as principais funcionalidades vendidas hoje pela Clariant. Marçal explica que o lançamento recente da empresa, a nova linha de aditivos líquidos para flexíveis, chegaram ao mercado oferecendo um diferencial de desempenho e de economia, em linha com a sustentabilidade. “Como o teor de princípios ativos pode ser até dez vezes maior, vários produtos desta linha contam com o selo EcoTain® que os classificam com nível de excelência em performance e sustentabilidade, com benefícios garantidos ao meio ambiente, como menor uso de água em sua produção e menor pegada de carbono em seu transporte (mais princípio ativo, menor quantidade de material transportado como um todo), etc”, detalha o executivo. Dentro desta perspectiva Marçal entende que a principal tendência mundial é mesmo a sustentabilidade, inclusive para a sobrevivência do mercado de plásticos. Segundo Gerente atualmente o foco em reciclagem, reuso e reaproveitamento em conjunto com o correto descarte dos plásticos é o principal desafio da indústria como um todo. “Inclusive para estar alinhada a essas tendências, a Clariant Masterbatches inaugurou em 1° de abril de 2019 o Recycling House, com o objetivo de apoiar e atender essa tendência”. Além disso, a empresa conta com o ColorWorks® que diferencia a Clariant através de um serviço personalizado de levantamento de tendências de cores para seus clientes. A Clariant conta com plantas produtivas e infraestrutura de laboratório para atender o mercado em toda a América Latina, além do espaço de co-criação Colorworks para o desenvolvimento de projetos com clientes. Já a Lubrizol oferece sua linha de aditivos Hiperdispersante polimérico especialmente desenvolvido para fornecer rapida dispersão dos pigmentos orgânicos, inorgânicos e cargas. A linha Solplus® foi especialmente desenvolvida para atender as demandas técnicas do mercado apresentando compatibilidade com os diversos polímeros usados no mercado. Segundo informações da empresa, o uso do Hiperdispersante Solplus® proporciona a melhora na dispersão de pigmentos oferecendo como diferencial o superior desenvolvimento da cor, aumento da incorporação de cargas, melhoria das propriedades mecânicas além dos ganhos de produtividade atingido pela redução de repasses no moinho. A empresa especialista em produtos químicos LANXESS exibiu uma série de soluções em materiais avançados e de alta qualidade para as indústrias de plásticos na FEIPLASTIC – Feira Internacional do Plástico, que aconteceu em abril no Expo Center Norte,


em São Paulo. As unidades de negócios High Performance Materials (HPM), Pigmentos Inorgânicos (IPG), Uretanos (URE), Aditivos (ADD) e Rhein Chemie (RCH) destacaram como a LANXESS agrega valor aos clientes da indústria de plásticos com uma grande variedade de produtos e recursos de serviços para atender às necessidades atuais do mercado. Um dos principais focos da LANXESS foram as soluções para atender demandas crescentes na indústria automotiva em todo o mundo, como maior eficiência energética e combustíveis alternativos (veículos elétricos e híbridos) - área que apresenta uma infinidade de oportunidades para suas poliamidas de alta resistência ao calor, da linha Durethan®. , produzidas pela divisão de Plásticos de Engenharia de Alto Desempenho (HPM). O desenvolvimento de motores pequenos, potentes e eficientes também estão exigindo novas alternativas em materiais para o compartimento do motor. Para essas aplicações, a LANXESS apresenta os produtos da sua linha XTS, de Poliamidas 6 e 6.6: a XTS1 e XTS2, que resistem, respectivamente, a temperaturas contínuas de até 200 e 230 graus Celsius. No mercado Europeu, essas Poliamidas já são utilizadas em coletores de admissão de veículos com motor turbo, por exemplo. Também com relação aos motores turbo a empresa destaca as

Poliamidas para aplicações em peças moldadas por sopro (blow molding), como dutos de ar dos sistemas de reaproveitamento de gases de motores turbo. A divisão de Aditivos (ADD) apresentou na feira sua ampla variedade de aditivos para plásticos, como os plastificantes livres de ftalatos e retardantes de chama halogenados e não halogenados. O portfólio de produtos oferece soluções para aplicações nas diferentes necessidades dos setores automotivo, de construção, moveleiro, têxtil, alimentício, eletrônico, entre outros. As linhas de produtos das marcas Mesamoll®, Adimoll®, Ultramoll®, Disflamoll®, Emerald Innovation®, Firemaster® e Reofos® estão entre os destaque no estande da LANXESS. Por fim, a outra unidade de negócios que participou da Feiplastic foi a Rhein Chemie (RCH), especializada em produtos químicos especiais e auxiliares de processamento para as indústrias de borracha, plásticos e corantes. Para a feira deste ano, a Rhein Chemie trouxe os corantes solúveis da linha de produtos MACROLEX®, usados para colorir garrafas plásticas para as indústrias de alimentos e cosméticos, devido ao seu alto brilho e transparência, bem como aos rigorosos requisitos de pureza colocados nessas aplicações. A linha Macrolex se destaca pelo atendimento às certificações ANVISA e FDA.

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DestaqueAditivos DIVULGAÇÃO

Portfólio Colorfix conta com mais de 55 mil cores e aditivos desenvolvidos

Tradição

Tradicional empresa fornecedora de soluções para a cadeia de plásticos, a Colorifx possui hoje um portfólio que conta com mais de 55 mil cores e aditivos desenvolvidos. A linha da empresa foi desenvolvida para atender os clientes nos mais diversos segmentos de transformação do plástico e resinas termoplásticas. Com uma lista de mais de dez aditivos, a Colorfix criou, por exemplo, a Linha Aditivos FIX. “Além do ótimo custo-benefício, o investimento da companhia em nova tecnologia e adequação de fórmula reflete em maior qualidade para processo de transformação do cliente”, afirma Judi Fardo de Lucena. Conheça o leque de produtos oferecido pela empresa no que diz respeito ao tema da nossa reportagem: Actfix Bactericida - A incorporação deste aditivo à matriz polimérica impede que fungos e bactérias se fixem ao substrato e se proliferem, evitando o aparecimento de manchas, odores e até perda de propriedades mecânicas. Blockfix Antibloqueio - Este aditivo interage na superfície do material, criando microrugosidades que possibilitam a passagem de ar entre películas, diminuindo a área de contato e evitando sua aderência. Clearfix Clarificante - É um aditivo que quando adicionado aos polímeros semicristalinos, especificamente o PP, aumenta a transparência. Desmolfix Desmoldante - Facilita a extração de peças no processo de injeção, eliminando o tempo de parada de ciclo para retirada manual e danos às peças presas ao molde. Também pode ser utilizado nos 16 > Plástico Sul >>>

processos de compressão, rotomoldagem e sopro. Endofix / Exofix Expansor - Utilizado na redução de densidade e, consequentemente, peso da peça. Devido a transformação de estruturas celulares, também promove modificação da textura/acabamento, além de atuar nas propriedades mecânicas, térmicas e acústicas. Fiberfix Antifibrilante - Previne o aparecimento de microfibras expostas durante o processo de estiramento de ráfia, aumenta a produtividade e a qualidade dos tecidos. Flamefix Retardante à Chama - Reduz ou retarda a propagação da chama por meio da massa ou da superfície dos materiais poliméricos. Fosqueante - É um aditivo que tem a finalidade de reduzir o brilho das peças. Oxifix Antioxidante - Protege o polímero da degradação termo-oxidativa durante a transformação e/ou após o processamento, em casos em que as peças continuam expostas ao calor. Printfix - Este aditivo absorve o laser transformando-o em calor, promovendo assim a modificação da cor da matriz polimérica na região atingida pelo laser, resultando numa impressão nítida e de alta qualidade. Processfix - Auxiliar de Processo - Atua diminuindo o atrito entre o polímero e os componentes da máquina durante o processamento, promovendo fluxo do material e melhor acabamento na superfície da peça. Processfix HP Nucleante - Quando adicionado


ao polipropileno afeta o comportamento de cristalização deste polímero, resultando em grande melhoria de propriedades ópticas, equilíbrio entre rigidez e impacto, tempo de ciclo e otimização de processo. Indicado para uso em PP natural e reciclado. Purgfix Agente de Purga - Combinação de produtos que permite uma limpeza eficiente e rápida dos equipamentos, eliminando pontos de carbonização, além de facilitar a troca de materiais e cores. Selofix Selante - Utilizado durante a parada de máquina, age na proteção térmica da resina termoplástica impedindo a sua degradação após algumas horas de exposição ao calor. Agiliza o reinício de produção e diminui perdas por contaminação de carbonização (pintas pretas) e amarelecimento de resina. O uso deste aditivo reduz o consumo de resina natural para limpeza da máquina no início do processo, desperdício de tempo e de energia. Slipfix - Quando aplicado ao material plástico, o aditivo cria uma película superficial que promove a diminuição do atrito, ou seja, facilita o deslizamento. Mb Filler - É um concentrado de carga mineral, aplicável em resinas termoplásticas como PE, PP, EVA, PS, podendo ser utilizado na maioria dos processos de transformação. Whitefix Alvejante - É um aditivo, geralmente, aplicado em resinas recuperadas, com o objetivo de proporcionar melhora da propriedade óptica ao material, aproximando-o da resina virgem. Skidfix Antiderrapante - É um aditivo que tem a função de evitar o deslizamento entre as superfícies em contato. Whitefix Alvejante - É um aditivo, geralmente, aplicado em resinas recuperadas, com o objetivo de proporcionar melhora da propriedade óptica ao material, aproximando-o da resina virgem. Staticfix Anti-Estático É um aditivo que reduz sensivel-

mente a resistividade superficial das peças plásticas, facilitando a dissipação das cargas elétricas formadas. Modificador de Impacto - É um aditivo que aumenta a resistência ao impacto, além de melhorar a tenacidade do polímero.

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Tecnologia Novo e-book da TOMRA Sorting Recycling identifica como a cadeia de valor do plástico pode reduzir seu desperdício

JANNOON028/FREEPIK

A ameaça existencial para os oceanos e a vida marinha é uma boa razão para reduzir o desperdício de plásticos e outra boa razão sãoas novas oportunidades de negócios rentáveis

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TOMRA Sorting Recycling publicou um novo eBook, que compartilha ideias transformadoras para reduzir o desperdício de plástico em toda suacadeia de valor.A publicação gratuita para download destaca como a adoção mais ampla de uma economia circular não é apenas vital para o meio ambiente, mas também pode trazer novas oportunidades de negócios. O mais recente e-book da TOMRA adota a visão realista de que o plástico se tornou insubstituível em nossa vida cotidiana por causa de suas muitas vantagens, mas é preciso que haja uma ação urgente para evitar uma exacerbação da ameaça que os resíduos plásticos já representam para nossos oceanos e vida marinha. O cerne da questão, diz o e-book, é o que fazemos com o plástico após o uso e como os plásticos voltam a entrar na economia circular. Ao implementar medidas eficazes na cadeia 18 > Plástico Sul >>>

de valor dos plásticos, podemos garantir a saúde a longo prazo de nossas economias, comunidades e meio ambiente. O e-book da TOMRA identifica muitas das ações que precisam ser tomadas para evitar uma catástrofe ambiental. Além disso, reforça as ações necessárias de todas as principais partes interessadas do setor na cadeia de valor dos plásticos: fabricantes de produtos químicos e plásticos, empresas de bens de consumo, varejistas, consumidores, empresas de gestão de resíduos, instalações de reciclagem e legisladores. Além dos benefícios ambientais da reciclagem de resíduos, o e-book observa como mudanças econômicas positivas também podem ser esperadas. As economias que usam modelos de descartes e descartáveis estão adotando novas oportunidades de negócios por meio de tecnologias avançadas de classificação que purificam e entregam reciclados de alta qualidade.

Para baixar sua cópia do e-book, visite: https://solutions.tomra.com/plastic-value-chain-ebook

Sobre a Tomra Sorting Recycling

A TOMRA Sorting Recycling projeta e fabrica tecnologias de triagem baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Mais de 5.500 sistemas foram instalados em quase 80 países em todo o mundo. Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor infravermelho próximo (NIR) de alta capacidade do mundo para aplicações de classificação de resíduos, a TOMRA Sorting Recycling continua sendo pioneira no setor, dedicando-se a extrair frações de alta pureza que maximizam o rendimento e os lucros. A TOMRA Sorting Recycling faz parte da TOMRA Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para classificar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras.A TOMRA Sorting é de propriedade da empresa norueguesa TOMRA Systems ASA, listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a TOMRA Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 876 milhões de euros e emprega cerca de 4.000 funcionários globalmente.

Para maiores informações: www.tomra.com/pt/sorting/recycling


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Artigo FREEPIK

Reforma tributária: por que ela é tão relevante para o mercado de trabalho?

Por Bruno Lourenço*

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implificar a arrecadação tributária no Brasil é uma demanda antiga do mercado e que se torna cada dia mais urgente. O país está muito atrasado nesse aspecto e a proposta de reforma tributária apresentada pelo deputado Baleia Rossi e aprovada pela CCJ - Comissão de Constituição e Justiça, tem como uma das premissas tornar as regras mais simples, trazendo mais agilidade para o processo e desburocratizando algumas etapas na apuração e arrecadação de impostos. O fato é que a reforma tributária é quesito indispensável para os próximos anos e ela tem o potencial de impactar positivamente no mercado, aquecendo assim a oferta de empregos. Existem muitas mudanças em discussão, mas a principal delas é unificar cinco impostos e criando o IBS (Imposto sobre Operações com Bens e Serviços). Esse novo tributo irá substituir os tributos federais IPI, PIS, Cofins, o imposto estadual ICMS e o ISS, imposto municipal. O IBS terá características semelhantes ao IVA (Imposto sobre Valor Adicionado), sistema de tributação adotado por vários países da Europa, Estados Unidos e alguns países da América Latina. De modo geral, o IBS mantém a

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mesma carga tributária, afetando pouco ou nada a quantidade de impostos pagos, mas torna o sistema menos burocrático e ajuda a reduzir o contencioso tributário das empresas que hoje é gigante em função da complexidade da tributação. Simplificar os impostos irá reduzir o gasto das empresas em tempo e na quantidade de erros cometidos em função de interpretações equivocadas na infinidade de regras tributárias hoje vigentes. Outro grande benefício dessa unificação é acabar com a guerra fiscal entre estados. No modelo atual, cada unidade federativa disputa de quem deve ser o imposto arrecadado, se é do estado que produz ou do estado que comercializa os produtos. Na proposta de reforma tributária, o IBS vai ser cobrado no destino do produto, de forma não cumulativa. A proposta também prevê mudanças na arrecadação do imposto de renda de pessoas jurídicas. O texto fala ainda em reduzir ou eliminar os encargos das empresas sobre a folha de pagamento, tornando a contratação formal algo atrativo para as empresas. Esse item especifico atua diretamente na geração de empregos e no aquecimento das contratações. No entanto, a reforma como um todo tem potencial de aquecer o mercado e trazer benefícios para a economia. Nesse sentido, o mercado está com

uma expectativa alta, já que a simplificação dos impostos tem potencial para atrair investimento estrangeiros de empresas que sofrem para se adequar ao nosso sistema. A unificação dos impostos torna mais fácil investir, montar operação e competir em solo brasileiro. É claro que precisamos esperar para ver como a proposta vai passar pela Câmara, além das alterações. No momento, a prioridade é votar a reforma da previdência e essa ainda será a prioridade para próximos meses. Mas, assim que a previdência for resolvida, a reforma tributária ganhará destaque. É possível que até o final do ano o assunto caminhe. Para as empresas que estão preocupadas com todas as mudanças que irão acontecer, após aprovada a reforma tributária, certamente haverá um prazo para adequação. Portanto, nada de desespero. Vamos aguardar o desenrolar dessa proposta. *Advogado, headhunter especializado no mercado jurídico e sócio da VITTORE Partners, consultoria de recrutamento especializada nos mercados Jurídico, Tributário, Compliance e Relações Governamentais.


Oportunidade

DIVULGAÇÃO

Braskem abre 67 vagas para estágio no RS e adota processo seletivo disruptivo

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mpenhada em aumentar a diversidade e se tornar uma empresa cada vez mais diversa e inclusiva, a Braskem abre inscrições para o Programa de Estágio em um novo formato. São 280 vagas distribuídas por São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas e Rio Grande do Sul. Para Porto Alegre e Região serão 67 vagas, das quais 35 para estágio universitário e 32 para estágio técnico. Além de games, entrevista online e dinâmicas de grupo, a equipe responsável pela escolha dos novos talentos não terá acesso a informações como faculdade e idade dos candidatos. Para o novo programa de estágio, a Braskem se juntou ao Grupo Cia de Talentos, um dos maiores recrutadores do Brasil, para proporcionar uma experiência onde tanto o candidato como a empresa possam se conhecer e descobrir se há afinidade entre ambos. A companhia também firmou parcerias com movimentos ligados à população negra, como coletivos de universidades. As inscrições devem ser feitas até 09 de setembro. “Mudamos o formato, o modo como divulgamos, incluímos dinâmicas e deixamos o programa mais atrativo, com o objetivo de conhecer melhor o candidato e ir além da sua formação. Acreditamos na importância de um ambiente de trabalho diverso e inclusivo que também colabora para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, oferecendo oportunidade a todas as pessoas”, explica Mariana Paiva, gerente de Talent Acquisition. “Na Braskem, valorizamos a diversidade e encorajamos todas as pessoas a serem elas mesmas, fazendo a diferença na empresa e construindo

seu próprio caminho profissional. Buscamos tornar nosso ambiente livre, inclusivo e desafiador, onde todos e todas possam compartilhar suas ideias e questionar o senso comum”, afirma a executiva. Com o objetivo de divulgar as inscrições para o programa, colaboradores da Braskem irão visitar universidades para apresentar a cultura, conceitos e forma de trabalhar da empresa para universitários de diferentes áreas. O processo de seleção terá quatro etapas. No primeiro, virtual, os inscritos receberão um link para acessar o Braskem Stories, que apresenta o visual de histórias postadas em redes sociais e oferece testes interativos de conhecimento relacionados a temas da companhia. Em um segundo momento, serão realizadas entrevistas por vídeo. Na sequência, os candidatos selecionados serão convidados para dinâmicas em grupos presenciais e, por fim, aqueles que chegarem à quarta e última etapa, serão entrevistados, também presencialmente, pelos líderes das unidades. Além de bolsa-auxílio compatível com o mercado, vale transporte, seguro de vida e férias, o programa da Braskem também oferece vale refeição e assistência médica.

Saiba mais

As inscrições para os programas de Estágio Universitário ou de Estágio Técnico podem ser feitas por meio do site www. jovensbraskem.com.br até 09 de Setembro.

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Em FocoPlástico Nordeste O estado registra expansão no segmento plástico, mas suas ações em defesa do meio ambiente ganha mais repercussão com a realização da feira anual ExpoRecicla

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FREEPIK

Ceará é destaque em reciclagem

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Estado do Ceará tem demonstrado nos últimos anos uma vocação para a defesa do meio ambiente por meio da reciclagem e outras iniciativas. E o Sindiverde, o Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos e Industriais no Estado do Ceara tem sido protagonista nessa proposta. Sua fundação ocorreu em 24 de setembro de 1998, tendo atualmente 55 associados. “Nosso perfil é composto de empresas recicladoras, transformadoras e consultorias ambientais. As empresas de reciclagem e transformação reciclam e transformam, papel e papelão, PP, PE. PVC. ABS, PET, pneu, isopor, gesso, madeiras e resíduos da construção civil”, informa o presidente Mark Augusto Lara Pereira. Segundo o dirigente, há no estado do Ceará uma grande quantidade de depósitos e empresas informais ainda não mensurados a quantidade. “Atualmente reciclamos mensalmente 25 mil toneladas de sucatas, mas nossas indústrias têm capacidade para reciclar muito mais, desde que as sucatas venham da coleta seletiva sem contaminação”, explica. Conforme Mark Pereira, além da reciclagem pelo processo de extrusão, o segmento destaca os mercados de sopro e Injeção. No ano de 2018 as empresas sobreviveram atravessando um período muito difícil. Poucas vendas, juros altos, carga tributária elevadíssima e exacerbada burocracia dos órgãos governamentais, relata o dirigente. “Iniciamos 2019 ainda com dificuldades, mas acreditamos no crescimento do país e consequentemente do nosso setor. O nosso desempenho mais positivo vem do mercado de injeção”, conta. O Sindiverde lança faz um alerta: Enquanto o setor não for reconhecido como o maior preservador ambiental e os órgãos públicos não implantarem a PNRS - Lei 12.305 de agosto de 2010, a captação de resíduos torna-se muito onerosa devido ao recolhimento nos aterros e lixões, cabendo ao reciclador o processo de descontaminação. O presidente do Sindicato ressalta a importância de

ações especiais e eventos como a ExpoRecicla, que completou nove anos – há um destaque sobre a edição deste ano nesta edição.

Abiplast e o setor plástico no CE

O segmento plástico está se desenvolvendo no Ceará que, segundo dados prévios de 2018 da Associação Brasileira das Indústrias de Plástico – Abiplast, existem no Estado 270 empresas nos setores de transformação e reciclagem de plástico, que empregam um total de 4.365 profissionais. No ano de 2018, o Ceará foi o 11º Estado a empregar mais pessoas (1,35% do total no País); e o 10º Estado com mais empresas (2,2% do total) em 2017. “Especificamente no setor de reciclagem, em 2017, eram 43 empresas e 699 empregados registrados no Ceará em 2018. O Estado é o 6º maior empregador em reciclagem (7% do total) e o 7º em número de empresas (4,1% do total nacional), informa a Abiplast. O Sindiverde, um sindicato forte e atuante, tem seu foco em reciclagem e meio ambiente, mas ainda não tem relação com a associação, conforme o presidente da Abiplast José Ricardo Roriz Coelho. “A ABIPLAST possui 23 sindicatos associados em 14 Estados, porém, infelizmente, o Sindiverde não faz parte dos nossos associados. A ABIPLAST se coloca à disposição para iniciar uma conversa com o sindicato local do Ceará para verificar sinergias e identificar como podemos auxiliá-los no que for necessário” explica o dirigente nacional. No entanto, diante dos dados disponíveis, a Abiplast avalia o mercado do plástico no Ceará em crescimento. “Em relação ao número de empresas e empregados, a indústria do plástico no Ceará apresentou expansão em 2018, quando comparado ao ano anterior. Houve um crescimento de 18% no número de empresas (de 229 para 270) e de 16% no número de empregados (de 3.764 para 4.365). Ou seja, em um ano, foram abertas 41 novas empresas e criados 601 novos postos de trabalho no setor no Estado”, completa Roriz Coelho.


JCOMP/FREEPIK

Sindiverde

ExpoRecicla 2019 supera expectativas

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em dúvida, a realização da ExpoRecicla é um motivo de orgulho para os cearense, mas principalmente para o SindiVerde. O presidente Mark Pereira completou nove anos e foi idealizada pelo Sindicato com os objetivos de desenvolver o setor de reciclagem e conscientizar e educar a população a respeito do destino correto dos resíduos gerados pela sociedade. Para a edição de 2019 o tema proposto foi Logística Reversa e Sustentabilidade. Nos primeiros meses que antecederam a mostra, o presidente do Sindiverde destacava a importância dos convidados. “Esse ano estamos trazendo como palestrantes renomados nomes nacionais e internacional, com acentuada expertise nas temáticas abordadas no seminário, de acordo com programação em anexo. O painel sobre economia circular era uma das atrações, envolvendo toda a população que trabalha com artesanato: 47 expositores e uma média de público diário de 2.000 pessoas. “Nosso trabalho com educação ambiental será mostrado da feira para escolas, condomínios, comercio, industrias e empresas públicas”, anunciava Mark Pereira. E para ampliar a divulgação, a A 9ª Edição da Exporecicla também implantou uma premiação para a imprensa por todo apoio dedicado as questões ambientais, sendo um parceiro nas ações realizadas pelo Sindiverde. Depois do evento, que foi realizado de 13 a 15 de junho no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, o Sindiverde fez uma avaliação da ExpoRecicla 2019. “Com a internacionalização da feira mediante a participação do ex-secretário de meio ambiente de Portugal, professor Carlos Martins, o

alcance da feira superou e muito as expectativas do Sindiverde, contando também com a participação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG e de empresários representantes do Sindirecicle, Sindicato filiado à Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso, demonstrando interesse por diversos estados da federação, com a preservação ambiental e o desenvolvimento do setor de reciclagem no Brasil”, ressalta Mark Pereira. E acrescenta: “Em sua 9ª edição, a Exporecicla, que contou com 47 expositores, se consolida na região Norte e Nordeste como veículo, tanto de networking como de formação de opinião da sociedade civil, por meio das palestras de conscientização ambiental e de cases empresariais de sucesso”, diz. Conforme o dirigentes, o tema mais impactante para os visitantes foram a Logística Reversa e Sustentabilidade, ficando como legado aA importância da destinação correta dos resíduos. Mark Pereira aposta na continuidade do processo de conscientização e aproveita para informar que a 10ª edição da ExpoRecicla, acontecerá em Junho de 2020 no Centro de Eventos e oportunamente será divulgada a data definitiva.

Homenageados

Entre outras ações o Sindiverde também fez uma série de homenagens a personalidades com a entrega do Troféu SindiVerde Mérito Ambiental. Foram agraciados Alci Porto Gurgel, Fernando Cirino, José Rosemiro Gonçalves, Jurandir Picanço e Renato Aragão – este último também homenageado com a escolha do seu nome para a Biblioteca do Parque Botânico. <<< Plástico Sul < 23


Em FocoPlástico Nordeste

FOTOSPUBLICAS.COM

Transformadores prestigiam seminário do PICPlast em Recife

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m parceria com a Fundação Dom Cabral, o PICPlast promoveu em Recife, no dia 6 de junho, o seminário Vendas e Mercado?. O treinamento contou com a presença da consultora da FDC, Áurea Ribeiro, e do responsável por Novos Negócios da Braskem, Ederson Matos. Estiveram em pauta temas importantes sobre as estratégias de negócio e conceitos de Economia Circular aplicados à cadeia do plástico. Com o apoio do Simpepe (Sindicato da Indústria de Material Plástico do estado de Pernambuco) e do Sinplast (Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do estado de Alagoas), o evento contou com a participação de mais de 40 empresas, tanto do Recife quanto de cidades do interior do estado e de outras regiões do Nordeste do país. Logística reversa - O tema da logística reversa gerou um intenso debate entre os transformadores que compareceram ao seminário. O palestrante Ederson Matos ficou bastante impressionado com a proatividade e o interesse de todos, considerando que muitos dos executivos que participaram do treinamento possuíam cargos de alta liderança em suas empresas. “É diferente quando existe a noção de que o plástico consome poucos recursos naturais, por ser muito leve e exercer funções com pouquíssimo material. É essencial mostrar que o que é realmente sustentável é você consumir menos recursos e, mesmo assim, trazer um retorno maior”, afirma Ederson Matos. Empresa veterana em participações nos eventos do PICPlast, a Ruplast já aplica em seus processos a prática de reaproveitar resíduos para a fabricação de subprodutos. O diretor Marcello Rushansky conta

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que essa iniciativa partiu de um de seus clientes: “A Economia Circular vai contra a ideia de que o plástico não dá retorno e de que as empresas não reciclam, concepções que não correspondem à verdade. Esses conceitos são muito ruins para a imagem do plástico, e fazer com que os materiais que colocamos no mercado possam girar é muito importante. Temos consciência disso”, afirma. Os processos de reciclagem também já fazem parte da estrutura da Samplás há bastante tempo. Para o diretor comercial Marcos Sampaio, as empresas em geral não têm a dimensão correta da importância de se ter um produto sustentável. Para o transformador, a troca de informações sobre logística reversa só confirmou que a empresa está no caminho certo para continuar crescendo. “A comparação feita pelo Ederson entre a garrafa de plástico e a de vidro, para demonstrar sustentabilidade e reciclagem dos produtos, foi ótima. Atuamos muito nesse sentido, baseando nossas ações nos conceitos de logística reversa. Estamos bem satisfeitos com os resultados até agora”, ressalta Marcos Sampaio. "Água mole em pedra dura" ... A palestra da consultora Áurea Ribeiro trouxe números e dados sobre a relação entre custo e produtividade, mostrando que nem sempre o comprador mais frequente é o melhor cliente. Para a gerente executiva do Simpepe, Solange Macedo, criar uma cultura de eventos e palestras dedicados à cadeia do plástico geraria maior competição entre os transformadores da região. “Os transformadores do Nordeste precisam aprender para gerar mais competição, já que, sem competição não há mercado. Conhece aquele ditado “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”? Pois então!”, enfatiza Solange Macedo. Gilvan Severiano Leite, presidente do Sinplast-AL, reforça a importância de eventos e treinamentos como os realizados pelo PICPlast. “os empresários de Alagoas e do Nordeste como um todo, demandam capacitações que ajudem a fortalecer o setor. Sentimos que principalmente os pequenos e médios empresários são deficientes em relação aos temas abordados nos treinamentos”, comenta Gilvan Leite.


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Inovação

Sustentabilidade: protótipos com material quimicamente reciclado

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m número cada vez maior de empresas da indústria de plásticos está promovendo a melhoria dos processos de reciclagem de plásticos ajudando, desta forma, na criação de uma economia circular. Uma das maneiras que a BASF contribui é por meio do projeto ChemCycling. No final de 2018, a empresa utilizou de forma piloto pela primeira vez volumes de óleo de pirólise derivado de resíduos plásticos como matéria-prima em sua própria produção. Em uma conferência de imprensa anterior a K 2019, a maior feira global para a indústria de plásticos e borracha, quatro parceiros apresentaram os primeiros protótipos criados durante a fase piloto do projeto. A Jaguar Land Rover (JLR), fabricante líder na indústria automotiva, desenvolveu um protótipo do suporte do radiador feito de plástico, usando o Ultramid® B3WG6 Ccycled Black 00564 para o seu primeiro SUV elétrico: o I-Pace. “Como parte do nosso compromisso de acelerar a fabricação em círculos fechados em todas as nossas operações estamos sempre em busca de avanços tecnológicos que ajudem a reduzir o desperdício”, disse Craig Woodburn, gerente global de Compliance Ambiental da JLR. “A capacidade de converter resíduos plásticos em peças seguras e de qualidade para produtos premium, por meio do processo ChemCycling, é um passo importante no avanço da nossa aspiração de alcançar um futuro com desperdício zero”. A Storopack, fornecedora global de embalagens de proteção e peças técnicas moldadas, usou o Styropor® P Ccycled para fabricar embalagens de

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isolamento para produtos farmacêuticos sensíveis à temperatura, bem como caixas para transporte de peixe fresco e embalagens protetoras para dispositivos eletrônicos. “Ficamos bem impressionados com o fato de que o Styropor® P Ccycled pode ser usado em embalagens de alimentos. Já existem várias opções de reciclagem para o Styropor e o projeto ChemCycling ajuda a aumentar ainda mais a parcela reciclável”, comentou Hermann Reichenecker, presidente do Conselho de Administração da Storopack. Assim, a Storopack e a BASF estão construindo um novo caminho na economia circular. A Südpack, uma das principais produtoras de embalagens de filmes na Europa, fabricou um filme de poliamida e um filme de polietileno que foram processados em embalagens especialmente seladas para muçarela. Até o momento, as embalagens multicamadas eram recicladas de forma limitada. “O filme tem funções importantes como proteção do produto, higiene, prazo de validade e ao mesmo tempo precisa utilizar uma quantidade mínima de plásticos. Esta é a razão de ser composto por vários materiais e camadas com diversas propriedades e barreiras. Por meio de inovações como o ChemCycling, estamos mais próximos de resolver os problemas associados à reciclagem de embalagens flexíveis”, disse Johannes Remmele, sócio-gerente da Südpack. A Schneider Electric, líder na transformação digital de gestão de energia e automação, fabricou um disjuntor que utiliza o Ultramid® quimicamente reciclado. “Avaliamos intensamente a capacidade de matérias-primas secundárias, como plásticos recicla-


dos, para atender aos nossos exigentes padrões de qualidade, normas e regulamentações rigorosas da indústria. Contamos com o conhecimento da BASF para demonstrar os benefícios de sustentabilidade de ponta a ponta, oferecendo um custo atraente. Esperamos que esta experimentação com a BASF abra espaço para mais inovações circulares em gestão de energia e distribuição”, disse Xavier Houot, vice-presidente sênior de meio ambiente, segurança e real state da Schneider Electric Group. “Os projetos piloto com clientes de vários setores mostram que os produtos fabricados com matérias-primas quimicamente recicladas oferecem a mesma alta qualidade e performance que os produtos produzidos com materiais primários. O projeto ChemCycling, que usa uma abordagem de balanço de massa para atribuir matematicamente uma parcela do material reciclado ao produto final, pode ajudar nossos clientes a atingir suas metas de sustentabilidade”, disse Jürgen Becky, vice-presidente sênior de Materiais de Performance. Os produtos certificados são indicados com a terminação "Ccycled" em seu nome. Os protótipos apresentados na coletiva de imprensa fazem parte da fase piloto em andamento do projeto ChemCycling.

Potencial para aumento da parcela de material reciclável

“Com o projeto ChemCycling, a BASF tem como objetivo processar o óleo de pirólise derivado de resíduos plásticos que atualmente não são recicláveis, como plásticos misturados ou contaminados. Se tivermos êxito para desenvolver o projeto até o ponto de seu lançamento no mercado, o ChemCycling será um complemento inovador aos processos existentes de reciclagem e recuperação, visando resolver o problema dos resíduos plásticos”, comentou Stefan Gräter, responsável pelo projeto ChemCycling na BASF. O expressivo potencial da reciclagem química foi confirmado pela consultoria McKinsey em um estudo de dezembro de 2018: se os processos de reciclagem existentes forem combinados aos novos, como a reciclagem química, os especialistas acreditam que alcançaremos, até 2030, uma taxa de 50% de reutilização e reciclagem de plásticos mundialmente (hoje, 16%). A parcela da reciclagem química poderia então aumentar o seu valor atual de 1% para aproximadamente 17%, o que equivale à reciclagem de cerca de 74 milhões de toneladas de resíduos plásticos.

resíduos plásticos em matérias-primas recicladas devem ser avançadas e adaptadas para o uso em escala industrial, a fim de garantir a alta qualidade do óleo de pirólise. A BASF está atualmente investigando várias opções para alimentar a verbund de produção (fábricas integradas) da empresa com volumes comerciais de óleo de pirólise a longo prazo. Além das questões técnicas, os aspectos econômicos também desempenham um papel. Para a reciclagem química ter aceitação no mercado, os reguladores também devem reconhecer o processo oficialmente como reciclagem. Nesse contexto, é preciso definir como as abordagens de reciclagem química e balanço de massa podem ser incluídas no cálculo das taxas de reciclagem exigidas por lei.

Uso responsável de recursos

“Nosso projeto ChemCycling é um bom exemplo de como a BASF está trabalhando com parceiros no desenvolvimento de soluções para os principais desafios do século 21”, disse o Dr. Andreas Kicherer, especialista em sustentabilidade da BASF. Além do projeto ChemCycling, a BASF está envolvida em muitos outros projetos e iniciativas que fortalecem a ideia da economia circular e previnem que plásticos sejam descartados no meio ambiente. Por exemplo, o portfólio de produtos da BASF inclui o ecovio®, um plástico compostável certificado, parcialmente fabricado com matérias-primas renováveis. A empresa é membro do World Plastics Council e participa de dois programas da Ellen MacArthur Foundation. Em todas as suas fábricas no mundo, a BASF implementa a “Operação Clean Sweep”, uma iniciativa internacional da indústria de plásticos destinada a evitar a inserção de pellets de plástico no meio ambiente. Além disso, no início de 2019, a BASF uniu esforços com aproximadamente 30 outras empresas para fundar a Alliance to End Plastic Waste (AEPW). Nos próximos cinco anos, esta iniciativa pretende investir até $1,5 bilhão em vários projetos e parcerias, principalmente na Ásia e na África. Há quatro áreas de foco principais: desenvolvimento de infraestrutura para coleta de lixo, promoção de métodos inovadores de reciclagem, educação e envolvimento de vários grupos e limpeza de áreas no meio ambiente com concentração de resíduos plásticos. Mais informações sobre o projeto ChemCycling em: basf.com/chemcycling

Desafios tecnológicos, econômicos e regulatórios

Para passar da fase piloto à implantação no mercado, várias questões precisarão ser resolvidas. As tecnologias existentes para a transformação de <<< Plástico Sul < 27


de Notas

Setor químico apoia compromisso firmado entre Cade e Petrobras

A Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim apoia o Termo de Compromisso de Cessação homologado entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade e a Petrobras, no dia 8 de julho, que deverá estimular a concorrência no mercado de gás natural e, consequentemente, promover uma abertura no setor. Segundo a Abiquim, o acordo entre Cade e Petrobras contribui para a efetivação do Programa Novo Mercado do Gás. Ele gera a possibilidade da entrada de novos players no mercado, o que tornará o setor mais competitivo, e a cadeia produtiva poderá explorar seu potencial de produção de gás natural, isso permitirá à indústria química, maior consumidora do gás natural no País, ter acesso a energia e matéria-prima a preços competitivos com os do mercado internacional. “O desenvolvimento efetivo do mercado livre de gás com independência, a desverticalização do transporte e a abertura do mercado são alguns dos pleitos antigos da entidade para aumentar a competitividade da indústria química nacional”, explica o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo. A perspectiva do setor químico é que o aumento da competitividade promova a redução no preço do gás natural para o consumidor residencial e industrial, atraindo investimentos em todos os setores da economia. Pelos termos do acordo firmado entre Cade e Petrobras, a estatal precisará vender as transportadoras: Nova Transportadora do Sudeste (NTS), Transportadora Associada de Gás (TAG) e Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), além de alienar sua participação acionária indireta em companhias distribuidoras, alienando suas ações na Gaspetro ou buscando a alienação da participação da Gaspetro nas companhias distribuidoras. O desinvestimento deve ser concluído até 31 de dezembro de 2021. O prazo poderá ser estendido por um ano, a critério do Cade, desde que o pedido de prorrogação seja devidamente justificado pela Petrobras. Os novos compradores dos ativos da estatal não poderão possuir participação societária da Petrobras ou de suas empresas afiliadas, terem recursos financeiros para manter e desenvolver esses ativos para aumentar a competição no mercado e serem independentes em relação aos agentes dos demais elos da cadeia de gás natural.

Simplás define nova diretoria para o triênio 2019–2022

De 1º de agosto de 2019 a 31 de julho de 2022, a presidência do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) estará a cargo do empresário Gelson de Oliveira (foto). Diretor da Natiplast Tecnologia em Polímeros, 66 anos, ele sucede a Jaime Lorandi, 59 anos, diretor da Plásticos Itália, que finaliza duas gestões no comando e então passa a integrar o Conselho Fiscal do sindicato. O pleito e a apuração dos votos ocorreram dia 26 de junho, na sede do Simplás, em Caxias do Sul (RS). As vice-presidências da entidade no período serão ocupadas por: - Eugênio Misturini, 44 anos, atual tesoureiro do sindicato e diretor da Lineform, e: - Orlando Marin, 61 anos, integrante da atual diretoria e presidente por três gestões consecutivas anteriormente, diretor da Plasmosul. A nominata executiva se completa com: - Leocádio Nonemacher (Sulbras – 1º secretário); - Paulo Francisco Weber (Pisani – 2º secretário)~; - Mateus Bertolini Sonda (Plasmosul – 1º tesoureiro) - Jones Pellini (Kaballa – 2º tesoureiro) O termo formal de posse será assinado na reunião-almoço da 28 > Plástico Sul >>>

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Bloco

Câmara de Indústria Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul (RS) do dia 5 de agosto e a solenidade de posse, com pronunciamento oficial do novo presidente, ocorrerá na noite de 23 de agosto, durante o jantar de outorga do Mérito Plástico Pietro Zanella e comemorativo aos 30 anos do Simplás.

Sobre o Simplás

O Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) representa mais de 400 empresas de transformação que geram cerca de 9,5 mil empregos diretos em oito municípios (Caxias do Sul, Coronel Pilar, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, São Marcos e Vale Real), com estimativa de faturamento anual superior a R$ 3 bilhões. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), pelo número de empresas instaladas, a região concentra o segundo maior polo de transformação de material plástico do país. E figura entre as cinco maiores geradoras de empregos do setor no Brasil. Em 2019, o Simplás completa 30 anos de fundação. Fonte: Gabriel de Aguiar Izidoro/Assessoria de Imprensa Simplás/ Foto Júlio Soares – Objetiva Fotografia


Foco

no Verde

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om o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o PVC e suas aplicações, o Instituto Brasileiro do PVC promoveu o módulo PVC do curso “Materiais e Produtos: Aplicação na Construção Civil e Meio Ambiente”, realizado nos dias 4, 5 e 10 de julho, para alunos da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo - Fatec-SP. Realizado em parceria com a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), a Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (ABRAVIDRO), a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e a Associação Brasileira Construção Metálica (ABCEM), o curso reuniu especialistas para levarem informações técnicas aos futuros profissionais das áreas de Edificações, Transporte e Obras de Terra, Hidráulica e Saneamento Ambiental. O módulo ministrado pelo Instituto Brasileiro do PVC apresentou as aplicações do PVC na construção civil e na arquitetura, destacando as características, benefícios e qualidades do material em cada uma delas. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer detalhadamente produtos como esquadrias PVC, ttuos de PVC Biorientado, pisos, sistema construtivo concreto/PVC, tubulação para sistema de combate a incêndio, telhas e forros, além da abordagem de temas ambientais do PVC. Segundo explica Luiz Antônio de Almeida, professor do departamento de Hidráulica e Saneamento e responsável pelas disciplinas de Resíduos Sólidos e Gerenciamento Ambiental da FATEC-SP, a parceria com o Instituto Brasileiro do PVC é uma importante oportunidade para que os novos profissionais estejam atualizados com o que há de mais moderno em soluções para a arquitetura e a construção. “O conhecimento técnico é fundamental na decisão de escolha sobre o melhor produto para cada aplicação”, afirma Almeida. Além da FATEC-SP, o Instituto Brasileiro do PVC tem realizado parcerias com a academia (Universidade São Judas Tadeu, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Faculdade Belas Ates, entre outros), para contribuir tecnicamente na formação dos jovens profissionais. “A união entre a academia e a indústria confere aos profissionais maior preparo para chegarem ao mercado de trabalho conhecedores das principais soluções que poderão utilizar” afirma Miguel Bahiense, presidente do Instituto Brasileiro do PVC.

Livro “Tecnologia do PVC”

Com o intuito de apresentar as diversas

JCOMP/FREEPIK

Instituto Brasileiro do PVC marcou presença em curso sobre produtos para a Construção Civil na FATEC-SP

tecnologias que envolvem o PVC, suas aplicações, reciclabilidade e função socioeconômica, o Instituto Brasileiro do PVC lançou a 3ª edição do livro “Tecnologia do PVC”. A publicação traz um amplo conteúdo sobre os principais temas relacionados ao PVC abordando aspectos relacionados à obtenção desse plástico pelos vários processos de polimerização, características e propriedades das resinas de PVC, aditivos utilizados junto à resina para a obtenção de compostos de PVC, diferentes processos de transformação pelos quais esse plástico pode passar, além de informações sobre sua reciclagem e sustentabilidade. O livro “Tecnologia do PVC” pode ser adquirido na Livraria da Vila ou pelo site do Instituto Brasileiro do PVC: www.pvc.org.br. <<< Plástico Sul < 29


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Foco

no Verde

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Mais de 420 mil reais já foram destinados para entidades assistenciais com a venda de tampinhas plásticas para a reciclagem

Braskem / Páginas 5 Colorfix / Páginas 15 Inbra / Páginas 21 Intermach / Páginas 11 K 2019 / Páginas 17 Replas / Páginas 2 Sepro / Páginas 32 Telas MM / Páginas 15 Termocolor / Páginas 9

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O montante é resultado da dedicação das entidades assistenciais e da sociedade no recolhimento do material

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cada dia que passa mais entidades assistenciais se engajam no recolhimento de tampinhas e canudinhos plásticos. Dentre as que estão cadastradas junto ao Tampinha Legal, têm as que se destacam no estado pelaquantidade de material recolhido e, consequentemente, o valor arrecadado, como o Educandário São João Batista. Ao todo, mais de 420 mil reais já foram entregues para entidades assistenciais incrementar seus orçamentos. Entre algumas razões citadas pela coordenadora do Tampinha Legal, Simara Souza, está o engajamento das pessoas em colaborar com as entidades assistenciais. “Todas as tampinhas plásticas são separadas por cor através de mãos humanas. Isso significa que estamos mobilizando verdadeiros exércitos de voluntários em prol do lúdico e da transformação. O Tampinha Legal tem caráter educativo, buscando a conscientização da sociedade quanto a importância de destinar o material plástico

adequadamente, seja através do reaproveitamento ou da reciclagem” afirma. O Educandário São João Batista é o líder no ranking e já entregou quase 40 mil quilos de tampinhas plásticas para reciclagem. Montante que foi revertido em mais de R$ 70 mil reais destinados para incrementar seu orçamento. Entre as entidades assistenciais que mais arrecadam também está o Centro de Reabilitação de Porto Alegre – CEREPAL, com mais de R$ 40 mil reais arrecadados com a venda dos materiais recolhidos, a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Tramandaí; a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE de Sapucaia do Sul; OInstituto da Mama do Rio Grande do Sul - IMAMA de Porto Alegre e a Associação Comunitária Participativa ACOMPAR também de Porto Alegre.


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