Page 1

<<< Plรกstico Sul < 1


2 > Plรกstico Sul >>>


<<< Plรกstico Sul < 1


2 > Plรกstico Sul >>>


<<< Plรกstico Sul < 3


Expediente

Editorial

Edição # 205 | Abril/Maio de 2019

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3209.3525

Bandeira Verde

editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

Filiada à

A

edição que chega até você trata de importantes assuntos para o setor plástico brasileiro. Além de balanços atualizados das duas maiores feiras da indústria do plástico, que aconteceram já no primeiro semestre de 2019, há conteúdos sobre os números de desempenho da Braskem, cases de sucesso da catarinense Termotécnica e inovações na área de embalagens. A nossa reportagem Especial também tem grande pertinência pois trata de dois grandes temas de forma integrada: Polo Plástico Gaúcho e sustentabilidade. Os transformadores do estado ao sul do Brasil estão definitivamente engajados na questão sócio-ambiental. Criam debates com a sociedade, inserem a comunidade na economia circular, fomentam coleta de material plástico e demonstram lixo não existe: tudo pode ser reciclado, gerar dinheiro e retornar ao mercado em diferentes formatos. No estado, a educação ambiental é levada a sério. Há o Instituto Sustenplást, que promove o maior programa de educação ambiental da América Latina, com modificação de comportamento de massa, realizando o Tampinha Legal, Canudinho Legal, mais recentemente o Copinho Legal, beneficiando instituições cadastradas financeiramente com a transformação dos materiais plásticos separados e comercializados para a reciclagem. Outra ação de sucesso é o Plástico do Bem, um projeto de Educação Ambiental criado e desenvolvido pelo Simplás, que capacita educadores para multiplicar informações e conhecimento entre crianças e adolescentes em idade escolar, com o objetivo de conscientizar e estimular a adoção de novos hábitos de separação, limpeza e destinação correta de resíduos plásticos pós-consumo pela população atual e futuras gerações de adultos. Em paralelo, o material arrecadado pelos estudantes e suas famílias nas próprias residências e vizinhanças é reunido e comercializado pelas escolas, e assim, gera renda extra para cada instituição aplicar da forma que considerar mais adequada. São muitas iniciativas, força de vontade e braços fortes para fazer a diferença no planeta, demonstrando que a responsabilidade é do ser humano e é ele quem tem que saber aproveitar o material que tem em mãos, reutilizando, reciclando e não poluindo. Boa leitura!

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas Marca Registrada:

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico > Plástico Sul Sul >>> >>>


<<< Plรกstico Sul < 5


Um estado focado na sustentabilidade

DESIGNED BY FREEPIK

EspecialPolo Plástico Gaúcho

Atenta às novas demandas do mercado e à importância dos valores ambientais para a indústria, cadeia do plástico do Rio Grande do Sul demonstra engajamento com ações voltadas à reciclagem, educação ambiental e responsabilidade social. Mais do que fortalecimento econômico, a busca principal dos gaúchos nos dias atuais é pela consciência sustentável

O

setor plástico gaúcho está consolidado com 1.300 empresas, gerando um total de 28.000 empregos diretos, bem como a nível nacional com 12.000 indústrias e 315.000 empregos diretos (Dados de 2017, ABIPLAST). Esta indústria atende os mercados automobilístico, agricultura, alimentício, bebidas, farmacêutico, linha branca, eletroeletrônico, calçados, vestuário, etc. Com um consumo girando em torno de 6.500.000 ton/ano a nível nacional, esse número no estado é de aproximadamente 520.000 ton/ano. Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), Gerson Haas, o setor plástico gaúcho cresceu bastante e vai continuar crescendo a percentual superior à média de crescimento do mercado. “Há expectativa de crescimento na área de reciclagem, com a separação e descarte do material reciclável, fechando a economia circular, resultando em maior geração de renda e beneficiando os mais necessitados”, afirma o dirigente.

6 > Plástico Sul >>>

Entretanto há alguns obstáculos a serem enfrentados. Equalizar a concorrência tributária com outras unidades federativas, por exemplo, que contam com benefícios fiscais que são diferentes do Rio Grande do Sul, é um deles. Para Haas, resolvendo esse impasse tributário, a indústria gaúcha se tornaria mais competitiva. “Também enfrentamos os altos investimentos requeridos na atualização do parque industrial, dificuldades de acesso ao crédito e altas taxas de juros”, sinaliza o presidente do Sinplast. Como fator de atratividade do estado, Haas cita o Polo Petroquímico gaúcho, fornecedor de matérias-primas à indústria. “O Polo Petroquímico no Estado deu o impulso de desenvolvimento do setor e ainda continua contribuindo com o crescimento da transformação de plástico. Também tem importante parcela na economia regional de arrecadação de tributos para o governo”, sinaliza. O engajamento da indústria em questões que tratam de sustentabilidade é fundamental para uma melhor visão da sociedade com relação a setores chaves da economia. “A falta de consciência ambiental é um problema


Nordeste Gaúcho

Com 30 anos de fundação, completados em 2019, o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) representa mais de 400 empresas de transformação que geram cerca de 9,5 mil empregos diretos em oito municípios (Caxias do Sul, Coronel Pilar, Farroupilha, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, São Marcos e Vale Real), com estimativa de faturamento anual superior a R$ 3 bilhões. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), pelo número de empresas instaladas, a região concentra o segundo maior polo de transformação de material plástico do país, figurando entre as cinco maiores geradoras de empregos do setor no Brasil. Embora não exista um levantamento oficial, mas, até pela característica da matriz econômica da região, pode-se dizer que a maior parte da transformação plástica local atende aos segmentos de transporte – principalmente o rodoviário – e automotivo, além da associação com o metalmecânico, de modo geral. Também são significativos os segmentos eletroeletrônicos, de embalagens e de utilidades domésticas (UDs). O presidente do Simplás, Jaime Lorandi, faz uma avaliação imparcial sobre o desempenho do setor na atualidade. Segundo o dirgente, tanto o mercado do Rio

Grande do Sul, quanto o da Serra Gaúcha, de maneira geral, acompanham os movimentos e oscilações do mercado de transformação plástica do Brasil. “Ou seja, neste momento, a posição do empresariado do setor é de otimismo cauteloso, aguardando a manifestação e aprovação de medidas de estímulo à economia por parte dos governos federal e estadual, empossados no dia 1º de janeiro”, diz. O presidente do Simplás acredita que é de fundamental importância que a roda da economia volte a girar o quanto antes e mais intensamente possível, a fim de se encerrar por definitivo um ciclo de retração.

DIVULGAÇÃO

educacional (plástico não tem asas, nadadeiras e tampouco pernas). O plástico é material muito nobre e vital para muitos setores da economia, pois é leve, barato e consome menos energia do que os materiais alternativos que se apresentam. Além disso, todo o material plástico é passível de reciclagem, fechando a economia circular”, destaca. O dirigente cita o Instituto Sustenplást, que promove o maior programa de educação ambiental da América Latina, com modificação de comportamento de massa, realizando o Tampinha Legal, Canudinho Legal, mais recentemente o Copinho Legal, beneficiando instituições cadastradas financeiramente com a transformação dos materiais plásticos separados e comercializados para a reciclagem. O Instituto Sustenplást já está presente em vários estados brasileiros, sendo replicado nos sindicatos estaduais nos mesmos parâmetros do Rio Grande do Sul. Para Haas o esforço maior do sindicato está no sentido de cobrar das autoridades a real eficácia da separação de resíduos e da coleta seletiva. “Precisamos aumentar consideravelmente a reciclagem, fechar a economia circular, assim novos produtos de plástico serão produzidos pelas indústrias do setor, o que fomenta o desenvolvimento social e mantém o meio ambiente intacto. O SINPLAST incentiva a reciclagem e a educação ambiental com o Instituto Sustenplást e seus programas Tampinha Legal, Canudinho Legal e Copinho Legal”. O grande desafio da atual gestão iniciada neste ano e que segue até 2022 é o de fazer mais com menos, conforme Haas, além de acreditar no crescimento da economia do país e fazer uma gestão com excelência.

Desafios

A diminuição dos partícipes na cadeia petroquímica, resultando em uma única empresa brasileira fornecedora de importantes resinas gera preocupação aos transformadores gaúchos. “Como principais obstáculos, atualmente, podem-se citar o monopólio de fornecimento de matéria-prima nacional e a pesada tributação incidente em toda a cadeia: desde a matéria-prima importada até – e cada vez mais especialmente – na matéria-prima e todo o ciclo produtivo da reciclagem”, avalia Lorandi. Aliás, a reciclagem, atualmente, encontra-se profundamente retraída pela ausência de uma tributação diferenciada. Para o dirigente, caso existisse tal diferenciação, dinamizaria por completo o setor e traria imensos benefícios ambientais, ainda mais para o Brasil, que é bastante rico em recursos naturais.

Gerson Haas, presidente do Sinplast-RS

Educação ambiental

Assim como o Sinplast-RS, o Simplás também está antenado na necessidade de uma melhor performance sustentável do setor. “Não apenas as entidades, mas toda organização com inserção na sociedade civil e, a partir disso, cada indivíduo consciente de suas ações e consequências, deve reconhecer e assumir suas responsabilidades com o bem-estar coletivo e a melhoria da qualidade de vida de toda a humanidade”, opina Lorandi. Para ele não se trata apenas de uma questão econômica ou de mercado. “O engajamento em ações diretas e de impacto positivo na sustentabilidade representa questão ética, moral e da própria continuidade da existência no planeta. Trata-se da consciência da responsabilidade com o legado que deixaremos às próximas gerações”, completa o presidente do Sindicato. O Simplás, há algum tempo, já vem desenvolvendo ações neste sentido. Neste momento mesmo, articula uma grande aliança mundial em prol da Educação Ambiental – inclusive com o pleito da inclusão curricular da disciplina. Além disso, em âmbito local, como iniciativa sucessora das bem sucedidas edições do Recicla Plastech Brasil e das campanhas Descarte Certo, conduz hoje, com apoio do instituto sócio-ambiental Plastivida e do Instituto Brasileiro do PVC, o projeto Plástico do Bem. O Plástico do Bem é um projeto de Educação Ambiental criado e desenvolvido pelo Simplás, <<< Plástico Sul < 7


JÚLIO SOARES/OBJETIVA FOTOGRAFIA

EspecialPolo Plástico Gaúcho

Jaime Lorandi, presidente do Simplás

que capacita educadores para multiplicar informações e conhecimento entre crianças e adolescentes em idade escolar, com o objetivo de conscientizar e estimular a adoção de novos hábitos de separação, limpeza e destinação correta de resíduos plásticos pós-consumo pela população atual e futuras gerações de adultos. Em paralelo, o material arrecadado pelos estudantes e suas famílias nas próprias residências e vizinhanças é reunido e comercializado pelas escolas, e assim, gera renda extra para cada instituição aplicar da forma que considerar mais adequada. O ciclo se completa com a participação de uma empresa recicladora conveniada, que faz a coleta, aquisição, processamento e reinserção de todo o volume na cadeia econômica do plástico. Implementado no município de Farroupilha em 2018, atinge 22 escolas, 6,5 mil alunos (e as respectivas famílias) e 500 professores. Em menos de oito meses de operação, encaminhou para a reciclagem 18 toneladas de material plástico pós-consumo. Como retorno, cerca de R$ 14 mil foram arrecadados pelas instituições, para aplicação em compra de livros, lanche especial de Dia das Crianças, aluguel de brinquedos infláveis para festa da escola, mesa de futebol de botão, rede de badminton, maletas de jogos, bolas. A partir deste ano, o projeto Plástico do Bem ganhou força em Caxias do Sul, com as implementações no Instituto Elisabetha Randon, braço social das Empresas Randon, por meio do programa Florescer, e nas escolas municipais. Ao todo, serão incluídas 81 escolas, abrangendo quase 3,5 mil professores e 35 mil estudantes, em mais de 160 horas de capacitação. Em 2019 termina a gestão do triênio que iniciou em 2016 e tem Jaime Lorandi como presidente do Sindicato. O dirigente faz um balanço do período. Ele explica que o Simplás avançou fundamentalmente em questões de Educação Ambiental, sustentabilidade, ampliação do protagonismo na sociedade civil, diálogo com várias instâncias governamentais, capacitação dos associados, oferta de cursos, participações em feiras e eventos, desenvolvimento, em parceria com Simplavi e Sinplast, do Congresso Brasileiro do Plástico e, finalmente, na articulação mundial pela Educação Ambiental e a criação, desenvolvimento e implementação do projeto Plástico do Bem. “Pode-se dizer que entre os principais desafios para a atividade representativa está, cada vez mais, a conjugação de interesses e atendimento de anseios dos empresários de cada setor. Principalmente, face ao momento de dúvida e dificuldade na economia do país”, revela.

Oportunidades

O investimento em pesquisa e desenvolvimento, com vistas a embarcar cada vez mais tecnologia e multiplicar o valor agregado dos produtos, desponta como grande oportunidade da região nordeste do Rio Grande do Sul. A criatividade,explica Lorandi, é o grande recur8 > Plástico Sul >>>

so para se escapar da guerra de preços das commodities. O potencial inovador do transformador de plásticos gaúcho foi tema inclusive da 1ª Reunião- Janta de 2019 do Simplás, em abril deste ano. O palestrante Diego Piazza, professor e pesquisador da Universidade de Caxias do Sul (UCS) foi convidado para falar sobre este importante tema. “Desde o momento em que elencou a palestra do professor Diego Piazza para abrir o calendário oficial de eventos na temporada em que comemora seus 30 anos, o Simplás já entendia haver espaço e conteúdo para um belo debate em torno de nossas capacidades, projetos, criatividade e espírito empreendedor”, revela. Lorandi diz que, com a explanação das informações, fica evidente que o futuro da transformação plástica é imediato e cheio de oportunidades, para quem souber enxergá-las e tiver a disposição, a coragem e as condições de investir em pesquisa e desenvolvimento, de maneira criativa e inovadora. “De todo modo, a apresentação revela ser fundamental ‘pensar fora da caixa’, sair da zona de conforto e buscar cada vez mais oferecer soluções enquadradas nos anseios e expectativas da humanidade (refletidos nos objetivos de sustentabilidade da ONU, expostos pelo professor) para os próximos anos”, finaliza.

Investimentos petroquímicos

O Polo Petroquímico de Triunfo é formado por Arlanxeo, Braskem, BRK Ambiental, Innova, Oxiteno e White Martins. São aproximadamente 6,3 mil funcionários distribuídos entre as seis empresas. A Braskem, maior companhia presente no polo, já iniciou novos investimentos neste ano, inclusive no Estado. A empresa fechou o ano passado com geração líquida de caixa recorde, atingindo R$ 7,1 bilhões, crescimento de 187% em relação a 2017. A Companhia investirá R$ 50 milhões na expansão da sua estrutura de inovação no Brasil. A iniciativa engloba a construção de um novo prédio de 2,8 mil metros quadrados de área no Centro de Tecnologia e Inovação da Braskem no Polo Petroquímico de Triunfo (RS) para receber novos equipamentos e laboratórios em que serão desenvolvidas e testadas tecnologias para a fabricação de resinas termoplásticas em todo o mundo. Os novos equipamentos e técnicas a serem implementados com a expansão são complementares às competências existentes no local, que já conta com 6 plantas piloto. O espaço ampliado receberá laboratórios de caracterização avançada de polímeros, o que inclui análises como cromatografia, fracionamento de polímeros, microscopia, além de laboratórios de catálise e de tecnologia de processos petroquímicos. Os laboratórios de controle de qualidade das plantas de segunda geração serão centralizados no mesmo prédio. A conclusão do prédio está prevista para até o final de 2019. O Centro de Tecnologia e Inovação em Triunfo é o maior dos quatro centros de tecnologia da Braskem, e um dos principais centros de pesquisa em polímeros do


<<< Plรกstico Sul < 9


EspecialPolo Plástico Gaúcho América Latina. Das cerca de 300 pessoas que compõem o time de Inovação & Tecnologia da Braskem no mundo, 170 atuam em Triunfo. De acordo com o diretor Global de Inovação da Braskem, Gilfranque Leite, a expansão aproveita a expertise desenvolvida na região ao longo dos últimos 16 anos, desde que o CTI foi inaugurado: “Foi no CTI de Triunfo que ocorreu o desenvolvimento de tecnologias como o polietileno verde, que continua a ser aprimorada dando origem a materiais, como o EVA Verde, lançado neste ano”, comente Leite. Em junho, um novo conceito de resina plástica reciclada (3R), com melhor qualidade e resistência, desenvolvido no CTI, foi apresentado em um evento em Vancouver. Outro destaque em 2018 foi o lançamento da linha Braskem Evance, com resinas inovadoras de alta performance e avançada customização para aplicações na indústria calçadista, automotiva e de construção, por exemplo. “Outro ponto de destaque é o alto nível de ensino técnico da região, onde temos excelentes pessoas sendo formadas e capacitadas para atuarem nos laboratórios da Braskem, provenientes de instituições como SENAI, UFRGS e PUCRS”, ressalta Leite. Desde 2017, o CTI tem trabalhado de forma integrada com as unidades de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, Estados Unidos, México e Alemanha. Soluções desenvolvidas neste centro, como resinas de alto desempenho para redução de peso de embalagens, resinas para filmes e embalagens desenvolvidas para o mercado internacional, materiais com resistência a altas temperaturas para a indústria automotiva e aditivação mais eficiente são usadas no mundo todo. Além disso, o CTI de Triunfo suporta pesquisas desenvolvidas em outras regiões realizando testes de caracterização avançada em plantas piloto só disponíveis nesse centro. Trabalha ainda no aprimoramento de tecnologias para

Robô colaborativo em Triunfo

A inovação e o processo de transformação digital da Braskem estão avançando nos Centros de Tecnologia de Triunfo e de Pittsburgh com a instalação de robôs que ampliarão a disponibilidade de dados e a capacidade de análise e pesquisa dos profissionais que atuam na criação de novas soluções. No CTI de Triunfo, está sendo instalado um robô colaborativo. Esta tecnologia pressupõe que o ser humano e a máquina possam trabalhar de forma conjunta. Enquanto o robô realiza movimentos repetitivos de forma mecânica, o profissional do laboratório poderá se concentrar na análise dos dados, que chegarão em maior quantidade e velocidade, programar ajustes e efetivar melhorias para obter resultados mais precisos, o que resulta em ganhos de produtividade. 10 > Plástico Sul >>>

uso do plástico reciclado, novas resinas para impressoras 3D e embalagens inteligentes e outros. O local, além das atividades de P&D, atende mais de 400 clientes que buscam testar e aprimorar seus produtos. A estrutura de inovação da Braskem conta com dois Centros de Tecnologia e Inovação, em Triunfo e em Pittsburgh (EUA), um Centro de Pesquisa em Tecnologias e Renováveis em Campinas e um Centro Técnico em Wesseling (Alemanha), totalizando 23 laboratórios e sete plantas piloto. Juntos, possuem 276 projetos no pipeline de inovação e tecnologia e mais de 900 documentos de patentes. A empresa investe na área cerca de R$ 300 milhões/ano.

Projeto Inovador

O novo prédio tem o desafio de incentivar a inovação antes mesmo de ser erguido. A equipe responsável pelo projeto identificou mais de 30 aplicações do plástico na construção, com soluções que levam em conta a economia, a durabilidade, resistência e a versatilidade dos materiais. A ideia é que o prédio todo funcione como uma espécie de showroom, com as estruturas em plástico aparentes e identificadas, onde a produção da Braskem e de seus parceiros vai da teoria à prática. São muitas as possibilidades a serem empregadas: do piso às telhas, dos sistemas hidráulicos aos revestimentos, usado para isolamento térmico e acústico ou elemento de design o plástico apresenta entre suas qualidades a leveza, resistência à corrosão e facilidade para limpeza, dentre outros atributos que levam cada vez mais a sua incorporação na construção civil.

“A tecnologia colaborativa permite que se combine o que o ser humano e a máquina tem de melhor. O robô apresenta precisão, força e resistência. Já as pessoas têm a capacidade de resolver problemas imprecisos, o que faz toda a diferença na inovação. Além disso, há um incremento na segurança, ergonomia, confiabilidade de resultados e, consequentemente, produtividade”, avalia o líder dos Laboratórios de Polímeros do CTI, Paulo Cezar dos Santos. Inicialmente, o robô será instalado no laboratório de ensaios físicos para apoiar a análise de módulos de flexão. Nos próximos meses, serão agregadas novas funcionalidades de registro e análise de dados. A tecnologia faz parte da chamada Indústria 4.0, um conceito que descreve uma nova fase do desenvolvimento industrial, com

máquinas capazes de gerar grande quantidade de dados, com capacidade de conexão à internet e à nuvem, que podem ser operadas remotamente e têm flexibilidade para atender a diferentes tipos de tarefas. De acordo com o gerente do CTI, Alessandro Cauduro, também está em andamento a instalação do software permitirá uma sinergia ainda maior entre os laboratórios, que poderão agilizar o desenvolvimento de soluções integradas: “As informações poderão ser compartilhadas de forma otimizada dentro da estrutura global de inovação da Braskem, ampliando a colaboração entre os laboratórios do Brasil, Alemanha, México e dos Estados Unidos. É uma ação que está alinhada com uma série de iniciativas para incorporar cada vez mais inteligência e eficiência ao processo de inovação”, adianta.


<<< Plรกstico Sul < 11


DestaquePlástico Brasil 2019

Negócios e tecnologia

para o setor C orredores cheios, muitos negócios, tecnologia e conhecimento marcaram a segunda edição da Plástico Brasil 2019 – Feira Internacional do Plástico e da Borracha, que aconteceu entre 26 e 29 de março, no São Paulo Expo. Uma iniciativa da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química e Informa Exhibitions, o evento teve a entrada de mais de 100 novas empresas, área de exposição 20% maior que a edição de 2017 e uma visitação de 45 mil compradores e profissionais do setor, confirmando a expectativa dos organizadores. A Plástico Brasil 2019 reuniu mais de 800 marcas nacionais e de outros 13 países: Alemanha, Argentina, Áustria, China, Estados Unidos, Hungria, Índia, Itália, México, Portugal, Suíça, Taiwan e Turquia. Para José Velloso, presidente-executivo da ABIMAQ, conquistar esta posição num espaço tão curto de tempo tem uma explicação simples: tecnologia. “Quando idealizamos a Plástico Brasil anos atrás, nós queríamos transformar as feiras para indústria do plástico e fazer não só um evento de negócios, mas de tecnologia”, lembra. Na avaliação do dirigente, a situação econômica dos últimos anos represou os investimentos; no cenário atual, a retomada da confiança seguida pela retomada do crescimento econômico fez com que os transformadores viessem à feira “com apetite”. “A Plástico Brasil apresentou o que há de mais moderno em tecnologia para máquinas para a indústria do plástico. O visitante pôde entrar em contato com essa tecnologia, se atualizar e aprender como melhorar seus índices de produtividade”. No quarto dia da feira Velloso acompanhou o secretário-executivo da Secretaria de Governo da Presidência da República, Mauro Biancamano Guimarães, numa visita aos estandes da Plástico Brasil 2019, para demonstrar o alto grau de desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira de máquinas para plástico. O Presidente da ABIQUIM, Fernando Figueiredo reforça que a feira acontece num momento de otimismo e confiança na retomada do crescimento econômico,

12 > Plástico Sul >>>

quando os empresários estão projetando seus investimentos futuros. “Quando as fábricas se modernizam com máquinas de última geração e ganham produtividade, a indústria de resinas termoplásticas se beneficia pelo aumento da demanda por matéria-prima. Para Figueiredo, a participação da entidade como correalizadora da Plástico Brasil vai ao encontro da tendência mundial pela busca de soluções colaborativas e promove a integração de toda a cadeia do plástico, da qual a indústria de resinas termoplásticas é parte fundamental. Gino Paulucci Jr., presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico da ABIMAQ e da Comissão Organizadora da Plástico Brasil 2019, conta que o retorno que recebeu dos expositores é que todos ficaram muito satisfeitos. Mais que isso, ele ouviu elogios dos visitantes, que destacaram ambiente favorável à realização de negócios, tanto em termos de estrutura dos estandes e do pavilhão, quanto da tecnologia à disposição. “Os clientes vieram à feira dispostos a romper o represamento dos investimentos. Eles sabem que parque industrial brasileiro precisa ser renovado com urgência se quiser ganhar competividade no mercado mundial”, lembra Paulucci. “E a Plástico Brasil ofereceu isso totalmente”.

Conteúdo

A oferta de conteúdo técnico de alta qualidade ocupou papel de destaque na Plástico Brasil 2019. Foram mais de 80 horas de seminários, palestras e workshops, como o Parque de Ideias, VDI Road Show, 1º ABINFER BUSINESS CENTER – ABC 2019, PETtalk 2019, SEBRAE Móvel, Escola Móvel de Indústria 4.0 do SENAI SP e o SMED (Single Minute Exchange of Die), demonstração de troca rápida de moldes sem qualquer interação humana, formato nunca apresentado em feiras setoriais na América Latina. Com foco na produtividade e redução do tempo de setup, o SMED demonstrou uma injetora ROMI EM 170 equipada com moderno sistema de troca rápida de molde, composto por robô, placas magnéticas e sistemas de acoplamentos rápidos. Junto à mesa troca-molde com sistema de magnetismo da Stäubli, o sistema é


<<< Plรกstico Sul < 13


DIVULGAÇÃO

DestaquePlástico Brasil 2019

Visitantes da Plástico Brasil conferiram mais de 800 marcas nacionais e de outros 13 países

adequado às trocas frequentes de moldes em injetoras de todos os tamanhos. A troca rápida em demonstração na Plástico Brasil levou, em média, 1’55”. Responsável pelo 1º ABINFER BUSINESS CENTER – ABC 2019, Christian Dihlmann, presidente da ABINFER - Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais destacou o sucesso da parceria entre a Plástico Brasil e a entidade. "Foi acima do esperado, tanto para nós da ABINFER como para as ferramentarias participantes". Ainda segundo Dihlmann, alguns expositores do espaço tiveram o retorno de todo o investimento já no primeiro dia. "Nosso balanço é extremamente positivo", elogiou o presidente, comentando que a iniciativa se destacou ainda por colocar no mesmo espaço empresas de portes diferentes: "O visitante pôde negociar com empresas grandes ou menores, dentro daquilo que ele procurava". Marco Basso, presidente da Informa Exhibitions, lembra que além de maior promotora de eventos do mundo, a empresa tem expertise em oferecer conteúdo que contribui de forma decisiva para o desenvolvimento profissional, técnico e econômico dos segmentos em que atua, como ficou contatado na recém-encerrada Plástico Brasil 2019. “A Plástico Brasil cumpriu seu papel ao oferecer não só muita tecnologia nos estandes das 800 marcas, mas também muito conhecimento na rica programação técnica com mais de 80 horas de atividades”, reforça o executivo.

Sustentabilidade

A área de exposição da feira refletiu a seriedade com que a indústria do plástico trata a questão da Sustentabilidade e o constante investimento em pesquisa e desenvolvimento feito pelos fornecedores de máquinas voltadas para o processamento de resíduos plásticos. Além disso, uma programação técnica 14 > Plástico Sul >>>

com palestras ministradas pela Plastivida,instituto socioambiental dos plásticos que atua na educação ambiental; TriCiclos, empresa de engenharia de economia circular aplicada; eBraskem, maior produtora de resinas das Américas,tiveram destaque na programação do Parque de Ideias. Desde a montagem até a desmontagem da Plástico Brasil, os resíduos gerados pelos expositores e visitantes foram coletados por catadores daCooperativa Prioridade Ambiental, que separaram o material em caçambas. Com o término da coleta, a cooperativa vai transportar os resíduos para seu galpão, onde receberão destino ambientalmente correto e se converterão em renda para os próprios cooperados. Também numa parceria com a Plastivida e a empresa Plastimil – Fortymil, a Plástico Brasil realizou mais uma vez o projeto Tampinha Legal, que promoveu a educação ambiental por meio da coleta de tampas plásticas dos produtos consumidos na Praça de Alimentação da feira e produzidas por empresas expositoras nas demonstrações de seus equipamentos. Expositores da feira destacam o momento oportuno de sua realização, quando as indústrias retomaram a confiança na retomada do crescimento econômico. Isso se refletiu, segundo eles, na grande quantidade e alta qualificação de visitantes nos estandes e no volume de negócios fechados ou prospectados já nos primeiros dias, o que para muitos foi uma agradável surpresa. A Romi destacou a importância de ser patrocinadora da Plástico Brasil pela segunda vez. Segundo William dos Reis, vice-presidente da empresa, apoiar um evento de porte internacional coloca a Romi automaticamente em contato com seu cliente. “Para nós, participar das decisões do evento é extremamente viável, visto que conhecemos o gosto do cliente, podendo dessa forma contribuir com aquilo que o mercado precisa”, completa. Como expositora, a empresa alcançou os resultados esperados já nos primeiros dias. Reis garante que percebeu o público mais otimista em relação à edição de 2017. “O empresariado brasileiro vem mudando seu comportamento desde outubro de 2018, e isso só tende a melhorar, o que, para nós, é maravilhoso, pois estamos aqui para fazer negócios e receber o cliente”. A Romi lançou exclusivamente na feira a sopradora elétrica ROMI C 15D, para indústrias que buscar por alta produtividade e precisão, com baixo consumo de energia. A Stäubli encerrou sua participação na Plástico Brasil 2019 com chave de ouro. “Quebramos todos os recordes possíveis de oportunidades abertas e projetos. O terceiro dia (27 de março) foi o melhor dia de uma feira brasileira para a Stäubli em todos os tempos”, comemora Bruno Caumo, coordenador de Marketing da companhia. Romi e Stäubli foram parceiras da Informa Exhibitions na demonstração de um inovador sistema de SMED – Troca rápida de moldes totalmente automatizado, e uma das atrações mais concorridas da Plástico Brasil 2019.


Em relação à visitação no estande da Simco, Vitor Ortega, da área Comercial, diz ter sido surpreendido pela quantidade e qualidade do público. “Há muito tempo não recebíamos uma quantidade tão grande de pedidos em um evento setorial. Os cinco dias da Plástico Brasil superaram os últimos quatro anos”, e complementa: “O público veio em busca de novas tecnologias, pois é isso que o mercado está exigindo”. A empresa tem se engajado para acompanhar essa tendência com lançamentos de novas máquina, a exemplo da injetora Log270-S9. A saber, ela tem volume máximo injetável de 510, 687 e 863 cm3, capacidade de injeção de 214, 288 e 362 g/s e velocidade de 120 mm/s. A experiência da Wortex nesta edição da feira também é motivo de comemoração. “Nosso estande esteve movimentado logo no primeiro dia. Negociamos a venda de seis máquinas, das quais três para clientes novos”, ressalta o diretor geral Paolo De Filippis. Segundo ele, as soluções apresentadas no evento, para reciclagem e separação de material, bem como os equipamentos Challenger Recycler Geração II e Challenger Recycler Conical e os sistemas de lavagem, devem gerar novos negócios nos próximos meses. “Também foi muito importante a visibilidade que a Amut, nosso parceiro da Itália, teve com as linhas completas de separação

de resíduos sólidos urbanos (RSU) e resíduos de coleta seletiva”, conclui, Filippis. A Wittmann Battenfeld fez grandes negócios na feira. “Embora ainda não seja possível mensurar, podemos dizer que foram negócios bem promissores”, menciona Lucineia Domingues, responsável pelo departamento Financeiro da companhia. Além dos negócios, a empresa ficou satisfeita também com o público: “No geral, só ouvimos bons comentários dos nossos visitantes, tanto acerca do mercado, quanto em relação ao próprio evento”, conclui. A Wittmann Battenfeld divulgou todo o seu catálogo de produtos para o mercado de plástico, que compreende injetoras, robôs, alimentadores, rotâmetros, termorreguladores, desumidificadores, dosadores e moinhos. A Rulli Standard também comparou a recém-encerrada edição da Plástico Brasil com a de 2017. “Sem desmerecer a anterior, essa edição da feira está um sucesso. Notamos o progresso do evento em todos os sentidos, de expositores a visitantes”, aponta Caroline Rulli, responsável pelo Comercial da empresa. Ela comenta que fechou negócios esperados e inesperados nos cinco dias em que esteve no São Paulo Expo. O portfólio da Rulli Standard compreende máquinas para extrusão e coextrusão.

<<< Plástico Sul < 15


DestaquePlástico Brasil 2019 Boas práticas alemãs

Aconteceu na última terça-feira, 26 de março, em São Paulo, o Roadshow VDI: boas práticas alemãs para a Indústria 4.0, organizado pela Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha - VDI-Brasil, com o apoio da Associação Alemã de Fabricação de Máquinas e Instalações Industriais - VDMA. O evento foi realizado no primeiro dia da Plástico Brasil 2019 - Feira Internacional do Plástico e da Borracha, que vai até o dia 29 de março, no São Paulo Expo. Reunindo duas das mais renomadas instituições alemãs no contexto da indústria 4.0, foram apresentadas as boas-práticas, documentadas em diretrizes oficiais. Abordando os principais fatores para a implementação de iniciativas de Indústria 4.0, presentes na diretriz VDI/VDE 4000, Johannes Klingberg, diretor executivo da VDI-Brasil, tratou sobre a importância de se basear em uma análise interna para realizar a transição da melhor maneira possível. "Diferentemente do que se escuta em muitas discussões sobre o tema, Indústria 4.0, em sua essência, é um conceito de gestão que requer uma visão holística do uso de tecnologia digital por meio de ferramentas estratégicas, claras e padronizadas. Portanto, o primeiro passo deve ser o estabelecimento de um conceito coerente ao longo das cadeias de valor sobre o que é Indústria 4.0, reconhecendo onde a empresa está e onde ela quer chegar" afirma Johannes. Um dos entraves para a criação de um planejamento estratégico, que tenha como objetivo aplicar as tecnologias presentes na Indústria 4.0, se dá no fato de que muitas empresas, em uma primeira abordagem sobre o tema, consideram esse processo como um projeto de T.I, restringindo o conceito à gestão de dados, e se frustrando com os resultados. Isso acontece tanto no Brasil, quanto na Alemanha. "No entanto, trata-se de um trabalho a longo prazo, que envolve toda a estrutura organizacional da empresa. Assim, é essencial a participação de todos os membros da organização, desde a gestão até o chão de fábrica", continuou o executivo da VDI. A diretriz VDI/VDE 4000, que está sendo elaborada na Alemanha por especialistas da indústria e da academia, e será lançada em junho deste ano, auxilia na análise estrutural da empresa, transformando-a em níveis de maturidade digital, que servem como base para iniciar o processo. Demonstrando a aplicabilidade da diretriz, que estará disponível também no Brasil, após sua publicação oficial na Alemanha, o diretor geral da Valpri, Ivo Fernando Yoshida, abordou a questão da Indústria 4.0 para pequenas empresas nacionais. Yoshida utilizou o case da Valpri, empresa de embalagens flexíveis sediada em Campinas, para ilustrar os fatores que permitem que empresas menores adotem os princípios da Indústria 4.0. 16 > Plástico Sul >>>

A empresa trabalhou na combinação de dois pilares sinérgicos, que consistem na atualização tecnológica, por meio da participação no Programa de Gestão de Produção do Instituto de Pesquisas Tecnológicas IPT e na gestão de pessoas e introdução da cultura de inovação, com a consultoria do programa Agente Local de Inovação do SEBRAE. Yoshida afirma que esses foram os fatores fundamentais para a transformação digital na empresa. "A partir de nossa experiência, acreditamos que um caminho possível para que a Indústria 4.0 funcione nas MPE's é a atualização tecnológica trazida por especialistas externos aliada ao desenvolvimento da cultura organizacional com princípios de inovação". Com os conhecimentos adquiridos por meio desses programas, foram diagnosticados problemas que implicavam no processo de produção, tal como soluções viáveis para resolvê-los. Com tecnologias de baixo custo, como RFID, foi possível identificar as causas dessas adversidades, gerando dados úteis para o estudo de melhores práticas. Ainda durante o evento, de forma complementar à diretriz VDI/VDE 4000, o diretor técnico da VDMA Máquinas de Plástico e Borracha, Dr. Harald Weber, demonstrou a necessidade de se criar uma padronização para interfaces de máquinas do setor. Nesse sentido, o Dr. Weber tratou sobre as interfaces OPC UA (Plataforma Aberta de Comunicação – Arquitetura Unificada, sigla em inglês), um padrão para interconexão de troca de dados para o ambiente de automação industrial, para indústria de plástico e borracha, apresentando a diretriz EUROMAP 77. "Atualmente, nem todas as máquinas funcionam com OPC UA, portanto, ainda não têm capacidade de se comunicar entre si, não há interoperabilidade. Ter uma interface padronizada é um pré-requisito para eficiência do processo como um todo" afirma Dr. Weber. Lançada em 2018, a EUROMAP 77 aborda os tópicos referentes à interface entre Máquinas Injetoras - IMM e Software para Gestão da Manufatura – MES para troca de dados, baseando-se em OPC UA. O objetivo da EM77 é fornecer uma interface única para IMM e MES de diferentes fabricantes para garantir a compatibilidade. Para ilustrar os efeitos práticos da EUROMAP 77, foram apresentados cases de duas empresas multinacionais, a alemã ARBURG e a austríaca Wittmann Battenfeld. As palestras 'Comunicação vertical na Indústria 4.0' e 'Wittmann 4.0 – Conectividade no Grupo Wittmann', foram conduzidas pelo gerente técnico da ARBURG, Jeziel Oliveira e pelo diretor geral da Wittmann Battenfeld, Dr. Michael Wittmann, respectivamente.


Internacional BASF construirá fábricas de plásticos de engenharia e poliuretanos termoplásticos em nova planta na China

A

BASF planeja construir fábricas de plásticos de engenharia e de poliuretano termoplástico (TPU) no seu site de produção integrada de químicos “Verbund” em Zhanjiang, na China. Estas serão as primeiras fábricas de produção a entrar em operação no site. A nova fábrica adicionará uma capacidade de 60 mil toneladas por ano de plásticos de engenharia da BASF na China até 2022, elevando a capacidade total da BASF desses produtos na Ásia-Pacífico para 290 mil toneladas por ano. Como parte do plano da empresa de implementar um conceito abrangente de produção inteligente em sua planta industrial Verbund, com base em tecnologias de ponta, as novas fábricas utilizarão sistemas automatizados de controle para embalagens com alta tecnologia e veículos guiados automaticamente. “Menos de um ano após assinarmos o primeiro Memorando de Entendimento, temos o prazer de anunciar as primeiras fábricas a serem instaladas em nosso site inteligente Verbund em Zhanjiang”, afirma Stephan Kothrade, presidente das regiões Ásia-Pacífico e Grande China. "O projeto está avançando rapidamente e os clientes no sul da China logo serão beneficiados com esses produtos inovadores para atender às suas necessidades imediatas". A infraestrutura geral da planta Verbund em Zhanjiang será construída junto com as fábricas. A BASF Integrated Site (Guangdong) Co. Ltd (BIG), nova subsidiária integral da BASF, foi oficialmente fundada. Esta entidade supervisionará as operações do novo site Verbund, fortalecendo o compromisso da BASF com o mercado do sul da China. O crescimento do mercado de TPU, principalmente para aplicações de tecnologias avançadas, dá-se por vários fatores, incluindo o aumento de requisitos regulatórios e as crescentes expectativas dos clientes para melhorar o desempenho de sustentabilidade em áreas como mobilidade elétrica, diminuição de peso e automação. As soluções da BASF dão condições para este crescimento através de cabos e fios com segurança aprimorada para automação, materiais automotivos e materiais leves para bens de consumo. Com as necessidades dos clientes evoluindo rapidamente em todo o mundo, a BASF está alavancando seu investimento em mercados emergentes visando atender às necessidades locais e continua investindo em economias desenvolvidas.

<<< Plástico Sul < 17


Artigo

Automação: nem tudo são dados no mundo dos robôs Indústria 4.0 redescobre o valor da mão de obra humana e relação entre máquina e homem pode ser harmônica

18 > Plástico Sul >>>

Por RV Ímola*

S

inônimo da quarta revolução industrial ou da Indústria 4.0, a automação é cada vez mais presente no dia a dia da produção. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Automação, GS1 Brasil, o consumidor, no geral, relaciona a automaçãodiretamente à tecnologia e inovação. Segurança e economia foram outros benefícios apontados. Essa mesma pesquisa avalia que a indústria cada vez mais busca se relacionar de forma próxima à automação, aumentando rendimento e diminuindo custos. Ferramentas usadas para se relacionar com o cliente já atingem 37% das empresas, o sistema de processamento de dados é usado em 34% dos casos e o material que planeja a necessidade de materiais ou estoque é usado por 33% das indústrias entrevistadas. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a expectativa é que, em dez anos, 15% das indústrias de todo o território nacional atuem no conceito da indústria 4.0, que se dá principalmente pela automação. Hoje, menos de 2% das empresas estão inseridas nesse conceito. "O emprego da automação é um conceito que comunga com o uso das novas tecnologias para promover um melhor serviço. Precisamos, sempre, focarmos em quem está na ponta, o paciente”, diz Roberto Vilela, presidente da RV Ímola, empresa especializada no transporte de medicamentos. Em um cenário aparentemente dominado por máquinas, um estudo feito pela multinacional britânica Pearson, empresa especializada em educação, vai na contramão do imaginário popular que relaciona automação com a invalidação da mão de obra humana. O estudo defende que sim, haverá impacto na criação de empregos, mas que isso não é culpa única da automação e que os cargos e funções serão modificados até 2030 em todos os ramos profissionais, colocando um

mercado de trabalho apenas diferente dos dias de hoje, não, consequentemente, menor.

Automação x Emprego

Um estudo realizado pela Universidade de Oxford aponta que 800 milhões dos empregos no mundo estão ameaçados pelas novas tecnologias. Mas, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em pesquisa mais recente, esse número baixou drasticamente e foi para 66 milhões. Números ainda relevantes, mas menos drásticos e que abrem a discussão para novos mercados de trabalho. De olho nessas novas profissões e na realocação de colaboradores que, em tese, seriam substituídos por máquinas, muitas empresas preferem explorar as competências humanas em diferentes funções e não diminuir o quadro de funcionários. “Não podemos enxugar o RH da empresa com a bandeira da automação, afinal, nossos colaboradores constroem diariamente nosso nome. Desde o início do nosso processo de automação, nem um funcionário foi demitido devido a ela, nós realocamos todos em funções que eles precisam ser mais criativos e pensantes, que é o real motivo deles estarem conosco”, explica Vilela. A empresa começou a investir em automação ano passado quando disponibilizou R$ 3 milhões na compra de três máquinas que promovem o estoque vertical de medicamentos fracionados de forma automatizada. Em 2019, ela pretende investir mais de R$ 11 milhões para ampliar esses processos. “Nós investiremos pesado para que a RV Ímola seja vanguarda na automação hospitalar no Brasil. Isso sem deixar de lado, é claro, a permanência do nosso quadro de colaboradores”, completa o presidente.

*Sobre a RV Ímola

A RV Ímola é uma empresa especializada em Logística Hospitalar, que conta com antecâmaras climatizadas e docas climatizadas para dar mais segurança na armazenagem e no transporte de seus medicamentos. Para saber mais sobre nossos serviçoa, acesse: www. rvimola.com.br/contato/


<<< Plรกstico Sul < 19


EventoFeiplastic 2019

Feiplastic tem resultado positivo como boa ou ótima e com expectativa de negócios. A expectativa é de R$ 21 milhões.

Expositores comemoram volume de negócios fechados

A

pós cinco dias de evento, a FEIPLASTIC encerra com sucesso no volume de negócios gerados. Só nas rodadas internacionais foram contabilizados até o momento R$ 14, 9 milhões ($ 3.8 milhões) em negócios e uma expectativa de R$ 52,6 milhões ($ 13.38 milhões) para os próximos 12 meses. Conforme os organizadores do evento, o volume gerado em toda a feira é muito maior e, se levadas em conta as projeções para os próximos meses, é imensurável. De acordo com os visitantes, havia uma verba declarada de R$ 1,6 bilhões para compras. Com cifras expressivas, a feira contou com 430 rodadas de negócios internacionais, onde cerca de 70 empresas brasileiras fizeram negócios com 22 compradoras de países como EUA, Canadá, México e outros países da América do Sul. Além das internacionais, a FEIPLASTIC também promoveu as rodadas nacionais, nas quais aconteceram mais de 120 reuniões com 12 empresas compradoras, dentre elas Colgate e Ambev. De acordo com a organização, 96% das reuniões foram avaliadas pelos compradores e expositores participantes

20 > Plástico Sul >>>

A feira contou com a visitação de mais de 50 mil pessoas de 30 países durante os cinco dias de feira. Dos visitantes internacionais, 86% são da América do Sul, 6% Europa, 4% América do Norte e 2% África. Foram mais de 1000 marcas expositoras em um espaço de 35 mil m². “A feira desse ano teve uma presença de público com maior poder de tomada de decisão do que a edição de 2017. Concluímos que vamos fechar de 25% a 30% a mais de vendas em função dessa semana e da criação de novos relacionamentos que a feira nos proporcionou”, reforça Fábio Bordin, diretor para as Américas da INEOS Styrolution. Para César Ortega, diretor comercial da Cromex, a feira teve uma participação acima do esperado tanto na quantidade de pessoas como no nível do público que frequentou o estande. “O retorno que tivemos com as reuniões foi bastante positivo e convertemos em vendas, nessa semana, acima de 5% do volume mensal. Sem dúvida após a feira teremos um aumento significativo de 10% nas vendas", disse. Quem também estima novos negócios é a TOMRA. “A feira foi muito boa, pois recebemos muitas visitas dos clientes que nós prospectamos e dos clientes potenciais. Estimamos que a conversão seja de mais de 10%”, destaca Jamile Perozini, gerente de escritório da TOMRA.

Negócios internacionais

A BASF cita o interesse de investidores de fora do país como um fator relevante da feira. “Todos os relacionamentos foram positivos. Os clientes gostaram muito das nossas novidades e a movimentação no estande foi maior que da outra edição. Vemos uma revolução na indústria do setor e também o interesse de investidores de fora. Não temos os dados da taxa de conversão ainda, mas acreditamos em uma estimativa de mais de 30%”, conta Murilo Feltran, gerente de marketing de produto da BASF.

Arena do Inova Plastic discutiu inovações e o futuro do plástico

Uma das novidades da 17ª FEIPLASTIC foi a arena Inova Plastic, que contou com diversos painéis e expositores debatendo estratégias, inovação e o futuro do plástico em aplicações alinhadas às novas necessidades da sociedade, do mercado e seus impactos na natureza.


No primeiro dia, o destaque foi a palestra “O Mundo da Inovação e a Inovação do Mundo” ministrada pelo consultor Leonardo Dornelas, da Inventta. Ele trouxe um panorama de como a tecnologia mudou radicalmente o mundo em pouco tempo e como ainda mais inovações virão através da tecnologia. “A inteligência artificial, por exemplo, está em constante aprimoramento e em pouco tempo será capaz de analisar contexto e informações. Os robôs muito rapidamente vão entrar nas nossas vidas. A tecnologia vai trazer grandes mudanças na sociedade”, disse. Em seguida, a palestra “O papel das pequenas e médias indústrias no Cenário de Inovação” teve a participação dos representantes das empresas Birmind, Nanox e Printgreen que responderam a perguntas do público sobre qual é o papel das startups na inovação industrial. Também no primeiro dia a JBS Ambiental apresentou seu case de Economia Circular do Plástico. De acordo com o executivo da empresa Fábio Cardin Maranho a implantação da reciclagem surgiu da necessidade de descartar adequadamente os resíduos produzidos na indústria pecuária e hoje é um dos braços da empresa. “O diferencial da JBS Ambiental é

investir na logística reversa. Hoje podemos dizer que os resíduos valem ouro”, explicou. No segundo dia, a palestra “Inovação de plásticos na mobilidade”, do engenheiro Jef Chandley Cruz da RTP Company Mercosul, abriu a arena Inova Plastic e trouxe muitas informações importantes sobre o uso do plástico no setor automotivo. Uma delas foi como a substituição do alumínio pelo produto nos componentes do veículo automotor tem tornado a produção muito mais barata. No mesmo dia, a segunda palestra intitulada de “A nova rota do mercado automotivo e como os materiais compósitos podem te ajudar a recalculá-la” abordou as inovações com o uso do plástico na produção e o grande desafio relacionado à sustentabilidade e emissão de CO² dos veículos. O último dia do Inova Plastic teve a presença de José Ricardo Roriz, presidente da ABIPLAST, Rafael Navarro, vice-presidente da ANPEI e Horácio Forjaz da FAPESP. Com o tema Desafios e Oportunidades de Inovação para o Setor, o painel se propôs a fazer um apanhado de tudo que foi discutido durante a semana da FEIPLASTIC. “Temos oportunidade no Brasil. Temos mercado e temos bons instrumentos. Somos um país abundante”, disse Rafael Navarro.

<<< Plástico Sul < 21


EventoFeiplastic 2019 Horácio Forjaz frisou que as inovações estão na história da humanidade, mas que nunca houve uma necessidade tão grande delas. “A inovação nunca foi tão importante para a preservação de empresas e até países. No Brasil, nosso desafio é maior, mas nem por isso vamos deixar de aproveitar as oportunidades”, completou enfatizando que o futuro do país também depende de um pacto nacional pelo desenvolvimento. Além da função de gerar negócios para o setor do plástico a FEIPLASTIC assumiu a missão de desmistificar a vilania do plástico. “A visão negativa que se construiu em torno do plástico é muitas vezes emocional. As alternativas que temos a este produto muitas vezes são piores em termos de sustentabilidade ambiental e financeira”, disse Fábio Buckeridge, CDO da Braskem durante a palestra Inovação na Era Digital no Inova Plastic. Foco na sustentabilidade e economia circular Em parceria com a ABIPLAST e com apoio da Braskem, a FEIPLASTIC trouxe para essa edição uma novidade na Operação Reciclar, que transcendeu o pavilhão de exposições, com 8 horas de coleta de resíduos nas margens do córrego Carandiru, próximo ao conjunto habitacional Cingapura. Ao todo foram coletadas 33 toneladas na operação outside. A segunda atividade da Operação Reciclar aconteceu durante os cinco dias de evento, com o

Braskem apresenta portfólio de resinas recicladas

Comprometida com a Economia Circular, a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, lançou na Feiplastic, relevante feira do setor plástico na América Latina, a evolução do portfólio Wecycle, iniciativa que estimula o desenvolvimento de negócios que valorizem o resíduo plástico pós-consumo. Fabiana Quiroga, diretora de Reciclagem e Plataforma Wecycle da Braskem, explica que a demanda por soluções sustentáveis tem aumentado em praticamente todos os setores, em especial após grandes brand owners assumirem compromissos voluntários em prol da utilização de matérias-primas renováveis e/ou recicladas. “Conscientes da importância de contribuirmos para o desenvolvimento deste mercado, lançamos em 2015, no Brasil, a Plataforma Wecycle. Estamos otimistas em anunciar a expansão do portfólio, que oferece resinas eficientes e em linha com nossa crença e propósito, que é melhorar a vida das pessoas por meio de soluções sustentáveis da química e do plástico”, afirma. Entre os lançamentos está a parceria com a Embalixo, líder nacional na produção de sacos para lixos, também será apresentado na Feiplastic a primeira linha de sacos para lixo com ação repelente, o ‘Embalixo Repelente’ leva os selos ‘Plástico Reciclado. Ciclo Consciente’ e I’m green™. O produto utiliza como matéria-prima sacarias industriais anteriormente utilizadas pela Braskem na entrega de suas resinas, bem como resina de Polietileno Verde. 22 > Plástico Sul >>>

apoio de agentes coletores no pavilhão de exposições. A coleta foi periódica em todos os expositores da FEIPLASTIC que fabricaram produtos plásticos para demonstração e resultou em 57,1 toneladas. Com 90,1 toneladas de resíduos coletados em 2019, o projeto reforça o compromisso e comprometimento com a sustentabilidade, fomentando a correta destinação dos resíduos. “O principal desafio talvez seja estimular a compreensão de que é responsabilidade de todos o descarte correto.”, explica Patrícia Oliveira, gerente de produto da FEIPLASTIC. José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), reforça a importância da iniciativa. “A Operação Reciclar é uma ação de conscientização do consumidor sobre a necessidade do correto descarte de resíduos sólidos. Como indústria, aperfeiçoamos nossos processos e produtos para melhorar o índice de reciclagem no Brasil, mas contamos também com o apoio da população no que tange ao descarte consciente para atingir os ideais de sustentabilidade”, esclarece. A FEIPLASTIC 2019 contou ainda com o espaço interativo “Movimento Plástico Transforma”, que apresentou ações para sensibilizar a sociedade sobre os benefícios do plástico. Uma iniciativa pioneira do PICPlast ,que apresenta o plástico como aliado à tecnologia, à inovação e à responsabilidade e que pode mudar o nosso futuro.

No estande da Braskem, estiveram expostos também outros cases da plataforma Wecycle, como a Caixa Organizadora, fruto da parceria com a Leroy Merlin e a Martiplast; a embalagem para Tira Manchas da marca Qualitá, desenvolvida com o Grupo Pão de Açúcar; e um Kit Pintura Sustentável da Condor, fabricado a partir da reciclagem de baldes plásticos de tintas de indústrias gráficas e demarcação viária. Dando continuidade aos seus desenvolvimentos tecnológicos, foi apresentado o conceito para fabricação de “Filme Shrink com Zero Emissão de CO2”. A solução é produzida a partir de resina PCR oriunda da logística reversa de sacarinas utilizadas pela Braskem, somada a resina de Polietileno Verde I’m green™. “ “A emissão de CO2 originada do processo de reciclagem é compensada pela fixação do mesmo durante todo o ciclo produtivo do Polietileno Verde. Desta forma temos a solução final Wecycle + Plástico Verde com Zero Emissão para CO2”, explica Marcelo Neves, líder da Engenharia de Aplicação e responsável pelo desenvolvimento. “Muito mais do que reforçar o compromisso da Braskem com a inovação e tecnologia para a sustentabilidade e valorizar o avanço que o plástico trouxe para a vida moderna, a iniciativa Wecycle tem o objetivo de desenvolver produtos e soluções a partir de resíduos plásticos, por meio de parcerias com clientes, recicladores, cooperativas e brand owners. Adicionalmente em nosso compromisso com a Economia Circular, prevemos a sensibilização e a educação do consumidor, elo fundamental para que o pós-consumo seja eficiente, gerando volume para atender à demanda do mercado” afirma Quiroga.


Cromex S/A

Tradicional expositora da Feiplastic, a Cromex S/A acredita na feira como um espaço diferenciado para a concretização de negócios e relacionamento com seu público. Cesar Ortega, Diretor Comercial da empresa fala sobre a experiência de participar da edição de 2019. Plástico Sul - Quais foram os principais objetivos da participação da Companhia no evento? Cesar Ortega - O foco da companhia na feira foi estreitar o relacionamento com clientes, aumentar a visibilidade da marca, divulgar nosso portfólio de produtos, além de realizar contato com outros empresários, futuros clientes e conquistar novas oportunidades. PS - Qual a importância da Feira para a empresa? Ortega - A Feiplastic é um espaço único onde encontramos fornecedores, clientes atuais e potenciais clientes. O evento traz um público bem qualificado e é uma oportunidade de interagirmos com diretores e proprietários de empresas, oportunidades estas que são poucas ao longo do ano. Além disso, lá reiteramos as parcerias com nossos clientes, trabalhamos uma série de oportunidades e inclusive fechamos negócios nacionais e internacionais. PS - Quais foram os produtos destacados no estande (características técnicas e aplicações)? Ortega - Em inovações, reforçamos nossa forte atuação no mercado de reciclagem, apresentando uma linha de aditivos específica com branqueadores ópticos e toners

DIVULGAÇÃO

Cesar Ortega é diretor comercial da Cromex S/A

para melhorar o aspecto de cor da resina reciclada, o novo extensor de cadeia que aumenta as propriedades mecânicas e reológicas do reciclado, permitindo até a exclusão do processo de pós-condensação para PET, redutores de odor com baixas dosagens para retirar o odor do recuperado, antioxidantes, auxiliares de fluxo, reforços minerais, entre outros. Além disso, destacamos nosso portfólio de pretos que atende desde clientes que exigem um masterbatch com menor concentração até os que necessitam de altíssima concentração, além de compostos com propriedades condutivas para aplicações específicas. Também falamos sobre cores de tendência levando a “Cor do Ano 2019” e mais 5 paletas de cores que harmonizam com ela e que proporcionam mais liberdade aos designers para inovarem e explorarem as variadas possibilidades que essas belas cores inspiram. PS - Como avalia o mercado na atualidade? Ortega - Acreditamos que 2019 será um ano de retomada da produção, onde a inovação será o diferencial das empresas. Inovação não somente de produto, mas também aos serviços prestados e como nós podemos ajudar a solucionar problemas do cliente de seu cliente. Estamos confiantes no nível de produção e crescimento do setor e, em conjunto com nossos lançamentos, vamos apoiar o mercado regional com todo o suporte técnico–comercial para superarmos os desafios que ainda virão.

<<< Plástico Sul < 23


Case de Sucesso

Termotécnica apresenta avanços em gestão, segurança e economia circular

C

aldeiras funcionando com energia renovável, recorde na prevenção de acidentes com afastamento, redução no volume de resíduos destinados a aterros. Estes são alguns dos destaques que a PME mais sustentável do ano apresenta na quinta edição do seu Relatório de Sustentabilidade 2017-2018. Mantendo a metodologia internacional GRI (Global Reporting Initiative), a Termotécnica mostra neste documento os avanços fundamentados em sua Estratégia Sustentável, dividida nos pilares Perenidade do Negócio, Valorização das Pessoas e Economia Circular. Em relação ao mercado, a empresa amplia sua participação no segmento de Agronegócio consolidando o portfólio de conservadoras DaColheita e valorizando as frutas, legumes e verduras no exterior. Essas soluções de embalagens em EPS proporcionam o aumento do shelf-life em sintonia com o Save Food, iniciativa da ONU que combate o desperdício de alimentos no mundo. No segmento de Embalagens e Componentes, a empresa revitalizou sua estratégia comercial e realizou importantes esforços para desenvolver novas oportunidades neste mercado em que atua desde sua fundação, há mais de 50 anos. A nova marca iPack reúne um portfólio de soluções inteligentes para acondicionamento e proteção, passando a agregar conceitos de rastreabilidade, universalização e ecodesign. Com a sustentabilidade já incorporada ao seu DNA, a Termotécnica avançou no uso de energias renováveis – biomassa utilizada nas caldeiras das unidades. A economia circular também é colocada em prática com o Programa Reciclar EPS. Há 12 anos, a empresa está comprometida com a coleta e reciclagem do EPS. O Programa Reciclar EPS já deu um destino mais nobre a cerca de 40 mil toneladas, volume significativo considerando que o material é composto por 98% de ar. “O Relatório de Sustentabilidade é uma importante ferramenta de aperfeiçoamento da gestão para a Termotécnica. Nesta edição, destacamos

24 > Plástico Sul >>>

tivos para o Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU.

nossas conexões com os ODS (Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável) da ONU. Apontamos nossas contribuições em 14 dos 17 objetivos, promovendo transformações dentro da empresa e nas comunidades do entorno”, ressalta Albano Schmidt, presidente da Termotécnica.

Empresa conquistou grandes avanços

• Termotécnica é a PME mais sustentável do Brasil e a melhor do segmento Químico pelo Guia Exame de Sustentabilidade 2018. • Zero Parada de Linha nos clientes. • Parceria com a Global Packaging Alliance garante reciclagem de embalagens de EPS nos principais mercados daAmérica e da Europa. • Soluções DaColheita chegam ao mercado global de frutas e recebem chancela de qualidade em laboratórios internacionais. • Menor índice de acidentes de trabalho, sendo 50% das unidades com três anos semacidentes. • Melhor empresa para começar a carreira em 2017. • 5º ano nas 150 melhores para trabalhar com Índice deFelicidade que ultrapassa 82pontos. • Aumento de 49,8% para 62,4%na proporção de energias renováveis - biomassa. • Redução de 18 pontospercentuais no volume de resíduos destinados a aterros. • Mais de 40 mil toneladas de EPS pós-consumo recicladas em 12 anos. • Maior equidade de gênero – percentual de mulheres aumentou de 36% para 47%. • As ações e progressos da empresa realizados no período atendem a 14 dos 17 Obje-

O Relatório de Sustentabilidade Termotécnica 2017-2018 baseia-se na Matriz de Materialidade, onde os stakeholders foram ouvidos e apontaram os principais temas que gostariam de ver abordados ou aprofundados. Para isso, a Termotécnica colheu opiniões dos públicos de interesse que direta ou indiretamente se relacionam com a empresa: colaboradores, clientes, fornecedores e a comunidade do entorno da sede, em Joinville.

Prêmio de embalagem

A Termotécnica foi premiada nas categorias Food e Save Food com sua embalagem DaColheita na premiação internacional WorldStar 2019, ontem (15), em Praga, na República Tcheca. Este é o mais importante prêmio do mercado de embalagens. Concorrendo com outras 319 embalagens, de 35 países, o Brasil teve apenas seis empresas entre as vencedoras. A solução premiada é a conservadora DaColheita para cumbuca de frutas, que entre suas vantagens aumenta o shelf-life e reduz o desperdício de alimentos. Na categoria especial Save Food a empresa conquistou o segundo lugar mundial, consolidando-se como referência em soluções pós-colheita. As conservadoras DaColheita são embalagens inteligentes, ativas e sustentáveis desenvolvidas em EPS, 100% recicláveis e alinhadas à iniciativa da ONU tem o objetivo de reduzir o desperdício de alimentos. Com tecnologia e designs patenteados, permite alto isolamento térmico e a ampliação em até 30% do shelf-life das frutas,mantendo suas propriedades nutricionais, o que representa dias a mais com a fruta saudável nas gôndolas. Sua eficácia é comprovada na prática por produtores de uva do Vale do São Francisco, tanto para o mercado interno quanto para exportação, que já utilizam a embalagem.


Balanço

EBITDA da Braskem atinge R$ 2,77 bilhões

no primeiro trimestre de 2019

A

Braskem, maior petroquímica das Américas e líder na produção de biopolímeros, registrou EBITDA de R$ 2,77 bilhões no primeiro trimestre de 2019, um crescimento de 45% em relação ao último trimestre de 2018 e de 5% sobre o mesmo período do ano passado. Em dólar, o EBITDA foi de US$ 729 milhões, uma queda de 11% na comparação com igual trimestre do ano passado. Esses resultados foram impactos por efeitos não recorrentes como a receita com PIS/COFINS pagos a maior entre janeiro de 2012 a fevereiro de 2017 e a reversão de provisões relacionadas à Conta de Desenvolvimento Energético e ao Regime Especial da Indústria Química (Reiq). Sem esses efeitos, o EBITDA foi de US$ 336 milhões, queda de 16% e 60%, respectivamente, ao quarto trimestre e ao primeiro trimestre de 2018. “O primeiro trimestre se mostrou desafiador em razão dos menores spreads petroquímicos no mercado internacional, dada a revisão de crescimento da economia global para o ano de 2019”, afirma o presidente da Braskem, Fernando Musa. “Neste cenário, seguiremos focados com a nossa estratégia de atuação a fim de superar os desafios globais do ciclo petroquímico”, completa Musa, referindo-se à diversificação geográfica e de base de matéria-prima equilibrada entre nafta e gás. A receita líquida de vendas da Braskem atingiu R$ 13 bilhões no primeiro trimestre de 2019, praticamente em linha ao registrado no mesmo período do ano passado. O lucro líquido da companhia foi de R$ 1,03 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 78 milhões observado no trimestre anterior e mantendo-se em linha ao primeiro trimestre do ano passado. No lado operacional, a taxa de utilização das centrais petroquímicas no Brasil foi de 88% no primeiro trimestre, dois pontos percentuais inferiores ao mesmo trimestre do ano passado, impactada por problemas operacionais. A taxa de utilização das plantas nos EUA e na Europa foi de 90%, superior ao 4T18 devido à normalização do fluxo logístico na Europa, porém inferior ao mesmo período do ano passado em função de paradas não programadas. No México, a taxa de utilização das plantas de polietileno foi de 79%, seis pontos percentuais acima do quarto trimestre de 2018 devido ao maior fornecimento de etano no período.

lação ao quarto trimestre de 2018. Foram exportadas 194 mil toneladas dos principais químicos produzidos no Brasil, uma queda de 10% sobre o trimestre anterior, influenciado pelo menor volume de gasolina. Nos Estados Unidos, a demanda de polipropileno foi inferior devido ao alto nível de estoque na cadeia e ao fraco desempenho do segmento de fibras têxteis. Na Europa, a demanda se recuperou no trimestre, e o mercado mostrou crescimento principalmente em função de uma antecipação à temporada de paradas programadas que irá acontecer no segundo trimestre deste ano. A demanda de polietileno no México foi de 504 mil toneladas, uma retração de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, em função da queda no investimento público e privado e à desaceleração no crescimento econômico.

Mercado brasileiro de resinas

A demanda de resinas no mercado brasileiro foi de 1,4 milhão de toneladas, 7,8% e 4,2% superior ao quarto trimestre e ao primeiro trimestre do ano passado, respectivamente, em função do movimento de reabastecimento ocorrido no período. As vendas de resinas da Braskem totalizaram 878 mil toneladas, resultado 10% superior ao último trimestre do ano passado e superior ao crescimento do mercado. A participação de mercado da Braskem ficou em 64% no período. No primeiro trimestre de 2019, a companhia exportou, a partir do Brasil, 356 mil toneladas de resinas, um crescimento de 16% em re<<< Plástico Sul < 25


no Verde DESIGNED BY FREEPIK

Foco

Terphane lança, globalmente, a linha ‘Ecophane’ de filmes sustentáveis

A

Terphane, líder em filmes PET (poliéster) na América Latina e um importante player mundial lançou, globalmente, a linha Ecophane de filmes sustentáveis. Os novos filmes estão alinhados à uma demanda crescente do mercado global por filmes que garantam a produção de embalagens recicláveis e com conteúdo reciclado. No Brasil, o poliéster é a única resina que, após reciclada, pode ser usada na produção de novas embalagens, inclusive para contato com alimentos.“A linha Ecophane é o resultado de extensivas pesquisas e muita tecnologia de ponta aplicada ao seu desenvolvimento. Conseguimos criar um filme PET com no mínimo 30% de PCR (PET reciclado pós consumo) em sua composição”, explica Marcos Vieira, Diretor de P&D Global da Terphane. Esta expertise tecnológica resultou em mais de 10 tipos de filmes da linha Ecophane, disponíveis para as mais diversas aplicações. Além de garantirem um menor uso de matérias-primas virgens, os novos filmes da linha Ecophane, da Terphane, estão inseridos no conceito de Economia Circular: o PET descartado na forma de embalagens ou outros itens é coletado, reciclado e volta a ser embalagem. “O desenvolvimento da linha Ecophane não vai ao encontro apenas das métricas de sustentabilidade estabelecidas pela Terphane, mas atende a uma busca dos brand owners que querem associar suas marcas e produtos a embalagens cada vez mais sustentáveis”, completa André Gani, Diretor de Vendas & Marketing da Terphane. A Terphane estabeleceu como prioridades em sua jornada de sustentabilidade, ações ambientalmente, socialmente e economicamente positivas em suas plantas, produtos e na comunidade. A embalagem flexível ajuda muito nesta jornada por seu excelente desempenho em termos de otimização de funcionalidade e de melhor uso dos

26 > Plástico Sul >>>

recursos. No documento The Perfect Fit, a FPE (Flexible Packaging Europe – https://www.flexpack-europe. org/en/sustainability/the-perfect-fit.html) mostra que eficácia e eficiência são fatores fundamentais para definir a sustentabilidade de uma embalagem, levando em consideração todos os aspectos da cadeia de valor do produto, a própria embalagem, o consumo e todos os impactos no ciclo de vida. “E a embalagem flexível, mais do que se pensa é a melhor escolha. Isso porque os fabricantes de embalagens e os donos de marca podem atingir o ‘ponto ideal’ que otimiza a eficácia funcional e a eficiência do material. Isso se chama relação perfeita entre produto e embalagem”, explica Gani. No documento, enfatiza-se ainda o fato da embalagem flexível ser altamente adaptável e um design inteligente garantir ainda mais benefícios de sustentabilidade. Esses benefícios vão desde o tamanho correto para as porções e o refechamento das embalagens para minimizar o desperdício, passando pela impressão de informações que garantam seu uso e armazenamento corretos, até embalagens funcionais, mais leves, que reduzam os impactos de armazenamento, distribuição e transporte. Por serem mais leves, as embalagens flexíveis também reduzem os impactos ambientais e oferecem vantagens significativas para o armazenamento e transporte dos produtos. “Definitivamente as embalagens flexíveis estão na vanguarda de uma agenda cada vez mais exigente, a das ‘embalagens sustentáveis’. Embora ainda existam alguns entraves na cadeia da reciclagem, a embalagem flexível é a que mais se aproxima da ‘escolha perfeita’ em termos de solução mais sustentável disponível no mercado. E os novos filmes Ecophane surgem para fechar este circuito ao utilizarem uma boa parte das embalagens descartadas pós consumo e poderem ser novamente reciclados”, atesta Marcos Vieira.


DESIGNED BY FREEPIK DIVULGAÇÃO

Tampinha Legal recolhe 200 toneladas de tampas plásticas

O montante é o trabalho de mais de cem entidades assistenciais cadastradas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas, Espírito Santo e São Paulo

O

Tampinha Legal, programa desenvolvido pelo Instituto SustenPlást, chega, nesse mês de maio, a quantia de 200 toneladas de tampas plásticas recolhidas. Ao todo, mais de cem entidades assistenciais participam do processo de recolhimento do material nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas, Espírito Santo e São Paulo, com cerca de dois mil pontos de coleta. “Através do Tampinha Legal, proporcionamossustentabilidade social, ambiental e econômica. Elevando os níveis de consciência socioambiental, atingimos um engajamento maior da sociedade, que atua como protagonista desta mudança. O Tampinha Legal é aEconomia Circular viva, acontecendo todos os dias em todos os am-

bientes: casas, comércio, órgãos públicos e empresas. Todos estão engajados no mesmo propósito e fazendo tudo em sincronia”, sustenta a coordenadora do programa Tampinha Legal, Simara Souza.” Dentro desse montante, mais de R$ 350 mil reais já foram destinados para as entidades assistenciais. Os valores repassados se transformam em recursos para que as mesmas possam incrementar seus orçamentos e o plásticoretorna para a indústria, como matéria-prima, permitindo a fabricação de produtos como vassoura, prendedores de roupa e baldes.

<<< Plástico Sul < 27


de Notas

Canguru desenvolve embalagem com aplicação de velcro

A Canguru Embalagens, empresa atuante no setor de embalagens plásticas flexíveis, apresenta ao mercado um produto diferenciado com aplicação de Velcro com refechamento de embalagens de lenço umedecido. A novidade foi formatada em embalagens flow pack no Grupo FW, voltado ao ramo de higiene pessoal e especializado na fabricação de lenços e toalhas umedecidas. Durante seu desenvolvimento, foi aplicado o sistema de refechamento da VELCRO® Brand REPLAY™ Tab. Atualmente, o mercado possui dois tipos de sistemas de refechamento para embalagens de lenço umedecido: a fita autoadesiva e o flip top. Ambos possuem benefícios, no entanto, também apresentam limitações. A fita autoadesiva perde rapidamente sua propriedade de adesão após alguns ciclos de uso (abertura e fechamento). Já o flip top pode proporcionar baixa vedação quando aplicado de maneira irregular. Dessa maneira, a Canguru resolveu inovar e apresentar ao mercado uma nova proposta. “Trata-se de um produto diferenciado, uma novidade no mercado, de valor agregado, com novo conceito de sistema de refechamento e que confere beleza, praticidade e segurança ao conteúdo envasado”, explica Juceneu Donizeti Pereira, gerente técnico da Canguru. “O fino sistema de refechamento da VELCRO® Brand REPLAY™ Tab é uma solução bastante interessante porque não é afetado por poeira, umidade e contaminação, garantindo assim um fechamento funcional até que você termine a embalagem”, completa Lisiane Monaco, Gerente de Contas Estratégicas d000a Velcro Brasil. O filme foi desenvolvido em conjunto para conferir uma boa interação ao sistema de abertura e fechamento (aplicação e uso final). A embalagem para lenço umedecido também é novidade para a Velcro Companies, que firmou um acordo de fornecimento exclusivo do produto no Brasil com a Canguru Embalagens. A nova embalagem rendeu à Canguru o Troféu Roberto Hiraishi 2019, na Categoria Inovação, que será entregue no mês de maio.

Krona premia melhores transportadoras A Krona Tubos e Conexões premiou nove transportadoras que tiveram as melhores avaliações do Programa CERT - Competência, Equilíbrio e Responsabilidade no Transporte, iniciado pela empresa em 2017. O evento foi realizado recentemente na Associação dos Comerciantes de Material de Construção - Acomac, em Joinville (SC). A premiação, realizada pela primeira vez, será anual. Na categoria ouro, as vencedoras foram BZF Transportes e Mais Transportes. Na prata, Holdi Transportes, Egidio Pavanello, Dalmo Transporte e TransKarnopp. Na bronze, Joinville Cargas, Agils Transportes e Vitoria Logística (VitLog). As empresas receberam trofeus e certificados. “Com o Programa CERT criamos uma série de orientações para termos cada vez mais um serviço de excelência neste trabalho de parceria que realizamos com as transportadoras, com ótimos resultados. A premiação valoriza este aperfeiçoamento e estimula a busca por uma melhoria permanente”, enfatizou o Diretor Comercial e de Marketing da Krona, Valdicir Kortmann. 28 > Plástico Sul >>>

DIVULGAÇÃO

Bloco

Evonik lança novo PEEK radiopaco para tecnologia de implantes

A Evonik oferece o PEEK radiopaco para implantes, com sulfato de bário. Essa classe de produtos permite o contraste radiográfico, sem a desvantagem da formação de artefatos, algo que pode ocorrer com outros materiais populares para tecnologia de implantes. Além disso, os implantes feitos do novo VESTAKEEP® i-Grade PEEK da Evonik não esquentam durante a tomografia de ressonância magnética. Novos caminhos no desenvolvimento de implantes não metálicos - O VESTAKEEP® i-Grade PEEK é um material de alta performance da Evonik que possui anos de eficiência comprovada no segmento de dispositivos médicos. O produto, que apresenta biocompatibilidade e bioestabilidade impressionantes, é fácil de processar e está estabelecido há anos como material de alta performance em aplicações na tecnologia médica como, por exemplo, implantes espinhais, medicina esportiva, dispositivos cardiovasculares, cirurgia maxilofacial e outras aplicações. A Evonik fornece o i-Grade PEEK em forma de grânulos ou produtos semiacabados, como chapas ou barras plásticas. Dependendo da aplicação, o VESTAKEEP® i-Grade PEEK pode ser fornecido com sulfato de bário, com diferentes taxas de enchimento. A Evonik conta com uma experiência de mais de 50 anos no desenvolvimento e na produção de plásticos de alta performance. Seu abrangente portfólio de produtos inclui soluções para praticamente todas as aplicações industriais.


<<< Plรกstico Sul < 29


Anunciantes

Inovação

Simplás revela múltiplas oportunidades em polímeros inteligentes Braskem / Páginas 9 e 31 Bühler / Página 23 Cromex / Página 21 Intermach / Página 13 K / Página 17 NZ Cooperpolymer / Página 27 Replas / Página 5 Rulli / Página 11 Sepro / Página 32 Telas MM / Página 25 Termocolor / Página 15

30 > Plástico Sul >>>

A

cada ano, cerca de 5% de todo o PIB do Brasil é gasto com medidas anticorrosivas em milhões de produtos disponíveis no mercado. Uma oportunidade gigantesca, já detectada por algumas empresas e instituições que estão investindo na pesquisa e desenvolvimento de revestimentos nanoestruturados. Ou seja: de tintas com propriedades especiais térmicas, físicas e de barreiras protetoras e anticorrosão, capazes de resistir ou até de se regenerar após sofrerem danos. Trata-se de apenas um dos cada vez mais numerosos exemplos de aplicações para os chamados polímeros inteligentes. “Polímeros inteligentes são materiais que respondem a um determinado estímulo, de ordem química, física ou biológica, de forma reprodutível e específica”, explica o pesquisador e professor da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e diretor do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Diego Piazza. Segundo Piazza, há um universo de oportunidades no setor de polímeros para quem se dispõe a pensar além das aplicações ou processos convencionais. Outro exemplo, além da chamada tinta self-healing, vem de uma das mais recentes patentes requeridas pelo time de pesquisadores da UCS. Neste caso, especialmente desenvolvida para uso do Exército Brasileiro: um colete a prova de balas feito de polietileno. “Outras inovações surgindo ao redor do mundo incluem sistema inteligente de entrega de medicamentos ao organismo, engenharia de tecido (para reparação ou desenvolvimento de novos produtos), tintas inteligentes, embalagens ativas e polímeros

com memória de forma. É tudo questão de enxergar novas possibilidades de cada material, para além das aplicações ou processos que já conhecemos”, observa Piazza. Entre 2016 e 2023, o mercado de polímeros inteligentes deve crescer aproximadamente 15%, atingindo a cifra de 3,33 bilhões de euros. “Isso não é coisa de outro mundo, tampouco para um futuro distante. Já está acontecendo agora, no nosso quintal. O grafeno, por exemplo, já é realidade em Caxias do Sul”, revela o pesquisador da UCS, instituição onde o material vem sendo estudado. Diretor do Simplás, Diego Piazza aponta uma iniciativa do sindicato como fundamental para estimular já nas futuras gerações uma visão nova, extremamente criativa e livre de preconceitos em torno dos materiais poliméricos. O projeto Plástico do Bem dissemina conhecimentos de separação, limpeza e destinação correta de materiais plásticos pós-consumo entre estudantes da rede de educação fundamental. Os alunos e alunas arrecadam os resíduos nas residências e vizinhanças e levam para as escolas, onde são armazenados em recipientes de maior volume e posteriormente comercializados com uma empresa recicladora parceira, gerando renda extra para as instituições de ensino. “O projeto Plástico do Bem é a mais bem estruturada campanha de Educação Ambiental básica que já chegou às ruas”, sentenciou Piazza, concluindo a palestra da Reunião-Jantar que abriu o calendário oficial de eventos do Simplás em 2019, dia 15 de abril, em Caxias do Sul (RS).


<<< Plรกstico Sul < 31


32 > Plรกstico Sul >>>

Profile for Revista Plástico Sul

Revista Plástico Sul #235  

Revista Plástico Sul #235  

Advertisement