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Editorial DIVULGAÇÃO

Expediente Dez. de 2017/ Jan. de 2018 - Ed. Especial

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3392.7750 editora@conceitualpress.com.br

Rumo ao caminho de volta

Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

Filiada à

A

pós queda brusca nos números de desempenho do mercado de plásticos de engenharia no ano de 2016 frente a 2015, em 2017 esse setor parece ter recuperado o fôlego demonstrando ascensão nos resultados. Evidentemente é preciso observar que estamos longe dos tempos pré-crise, todavia a época de derrocada parece ter chegado ao fim. A indústria de bens duráveis, principalmente a automobilística, deu um empurrãozinho interessante para o aumento nos volumes destas resinas, e as perspectivas são muito otimistas. Além da recuperação de importantes indústrias usuárias de plásticos de engenharia, há de se observar outro fator relevante para o crescimento destas resinas: o aumento das aplicações em substituição a outros materiais. É o plástico buscando na inovação um grande diferencial competitivo. Este é um breve resumo do panorama atual do cenário do mercado de plásticos de engenharia que você terá a oportunidade de conferir nas próximas páginas da revista. Interpretamos tais resultados com grande otimismo, avaliando como um verdadeiro termômetro que demonstra que o Brasil finalmente está avançando. Sabemos que ainda temos um oceano de obstáculos a enfrentar. Ano de eleições é sempre desafiador, principalmente no atual contexto nacional. Misturado com Copa do Mundo, percebemos que será preciso muita concentração para não deixar a bola da prosperidade passar enquanto olhamos fixos para a televisão. Quanto às eleições caros leitores (e eleitores), sempre que ouço a velha história de que o futuro está em nossas mãos e que depende de nossa votação nas urnas, me parece que tentam empurrar para o cidadão a responsabilidade por tanta corrupção e má administração pública. Ora, como votaremos corretamente se as opções a nós ofertadas são majoritariamente duvidosas? Não nos parece a máxima “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”? Serão todos “farinha do mesmo saco”? Acredito pessoalmente que não. Há gente competente concorrendo por esse Brasil a fora. Todavia, não fico confortável com essa transferência de responsabilidades. Acredito no nosso país porque acredito na força da indústria, na garra dos empresários, na fibra dos trabalhadores e na pressão de todos juntos para que as reformas sejam executadas e as mudanças para melhor efetivamente realizadas. Esse é o Brasil que eu quero, que a Plástico Sul quer e provavelmente que você leitor, também deseja. Já observamos nossa saída de um buraco bem fundo. Vamos continuar cavando neste túnel nosso caminho de volta. Boa leitura!

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas Marca Registrada:

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico > Plástico Sul Sul >>> >>>


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EspecialPlásticos de Engenharia

Setor cresce D e futuro é animador

e acordo com estudo de Taís Marcon Bett, Analista de Mercado e Economia da Consultoria Maxiquim, que apresentamos a seguir, o tamanho do mercado brasileiro de plásticos de engenharia, em volume, aumentou 19% em 2017 na comparação com 2016 – confira o quadro:

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*Valores com base nos dados MaxiQuim e MDIC, referentes a consumo aparente (CA = produção + importação – exportação).

Taís Marcon Bett, Analista de Mercado da Maxiquim realizou estudo sobre o segmento

O consumo está em expansão, o desempenho foi positivo em 2017, puxado por bens duráveis. Fabricantes e distribuidores estão otimistas para melhorar em 2018

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Tal crescimento foi direcionado pela recuperação dos principais setores demandantes desses materiais, relacionados a bens de consumo duráveis, como automóveis e eletroeletrônicos. Após forte redução na produção industrial de tais itens em 2016, 2017 foi uma ano de aumento na produção. No caso dos automóveis, o incremento foi de 25%, e cerca de 10% em eletrodomésticos. Para 2018, a tendência de crescimento deverá se manter. No caso dos automóveis, o incremento da produção teve grande participação da exportação, que aumentou muito frente a anos anteriores e mudou o perfil comercial dessa indústria. A exportação deve seguir firme e a demanda interna deve se manter em recuperação, resultando em mais um ano de crescimento na produção automotiva, estimada pela ANFAVEA em 13% para 2018. Além disso, algumas medidas importantes poderão fortalecer ainda mais o segmento, como o programa Rota 2030, criado para substituir o Inovar Auto, encerrado em 2017. Conforme divulgado, um dos pilares do novo programa será a reestruturação da cadeia de autopeças, focando na capacitação dos fornecedores de modo a suprirem não só a indústria brasileira, mas também outros mercados através da exportação. Deverá haver uma integração competitiva da indústria automotiva do Brasil no mercado global. Assim, temos um cenário positivo para os mercados de plástico de engenharia em 2018, que deverá ser de muito trabalho e planejamento.

BASF destaca lançamentos

Como um dos mais importantes fornecedores de matérias-primas para a indústria do plástico, as informações da BASF são valiosas para conhecimento do mercado no atual contexto. Murilo Feltran, gerente de


Novidades para o setor automotivo

Segundo Murilo Feltran, na indústria de transportes, o uso desses materiais permite a fabricação de veículos mais leves, mais seguros e com maior eficiência energética. “Como exemplo, são peças do compartimento do motor, interior, sistemas elétricos e eletrônicos. Os plásticos de engenharia Ultramid®, Ultradur® e Ultraform® são utilizados para fabricar componentes de alto desempenho para as indústrias automotiva, elétrica e eletrônica, bem como para os setores de construção e móveis. Os componentes incluem cárter do motor, coxins, sensores e conectores, cadeiras e elementos de fixação”, destaca. No mercado automotivo, a BASF lançou uma poliamida de elevada resistência térmica, o Ultramid® Endure. “As classes de Ultramid Endure apresentam boa processabilidade, excelente resistência da linha de solda.

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marketing de Materiais de Performance da BASF destaca os produtos que compõem o catálogo de Plásticos de Engenharia que a empresa disponibiliza. “A BASF oferece um amplo portfólio de plásticos de engenharia. São resinas termoplásticas destinadas aos processos de moldagem por injeção, extrusão ou sopro de peças e componentes para as mais diversas aplicações. Entre as linhas de soluções em plástico de engenharia estão Ultramid® (Poliamidas 6, 6.6, 6.10, 6/6.6 e PPA - poliftalamida), Ultradur® (PBT, poli(tereftalato de butileno)), Ultraform® (POM, poliacetal), Ultrason® (PSU – Polissulfona –, PESU – Poli-éter-sulfona –, PPSU – Polifenilsulfona)”, informa. E acrescenta que, “além destes materiais, a BASF também dispõe de uma linha completa de poliuretanos termoplásticos, a linha Elastollan®. São materiais de elevadas resistência mecânica e resistência térmica e alta estabilidade dimensional, incluindo versões reforçadas e não reforçadas com fibra de vidro”. De uma forma bem didática, Murilo Feltran comenta sobre o uso dos produtos nas mais diversas atividades produtivas. “Na indústria de bens de consumo, o uso desses materiais permite a fabricação de artigos de cutelaria, cadeiras (incluindo mecanismos móveis, rodas e braços), ferramentas (power tools), cápsulas de café, etc. Na indústria elétrica e eletrônica pode ser aplicada na fabricação de tomadas elétricas, conectores, revestimento de cabos, esteiras, engrenagens, rodízios, materiais hospitalares, e em diversas peças de equipamentos industriais”, ressalta. E revela que o lançamento mais recente é a inclusão de uma nova classe de retardante de chamas para uso nas indústrias de eletroeletrônicos e engenharia elétrica. “O Ultramid® B3U31G4 impressiona no teste de incandescência, possui boa mecânica e propriedades de processamento, sendo especialmente adequado para a fabricação de disjuntores altamente especializados para aplicações industriais e domésticas”, explica.

Foi usado em duas novas aplicações no powertrain do Alfa Romeo Giulia 2017: no coletor de admissão de ar com intercooler integrado e no duto de ar do turbo (lado quente)”, aponta o gerente da BASF. O executivo destaca outra aplicação recente, feita pela Valeo, fornecedora francesa de sistemas automotivos, que desenvolveu um modelo da coluna de direção com a carcaça e alavancas feitas com os plásticos de engenharia da BASF Ultramid® (PA: poliamida) e Ultradur® (PBT: poli(tereftalato de butileno). “O modelo é cerca de 20% mais leve do que o anterior e se beneficia de um ótimo acabamento de superfície, da boa resistência a UV e da excelente mecânica dos materiais da BASF. O Grupo BMW usa o módulo da coluna de direção em seus veículos com tração traseira das séries 3 a 7”, informa. Ainda na área automotiva, outro lançamento recente foi a nova linha de politfalamidas Ultramid® N, globalmente lançado na Feira K de 2016 e já disponível no mercado nacional. Murilo Feltran informa que a solução foi uma das inovações aplicadas no Carro Conceito RN30 desenvolvido em conjunto pela BASF e a Hyundai Motor Company, lançado na Feira K. “O carro combina as principais soluções da indústria química com o design aerodinâmico proposital e tecnologias de alta performance. Para os conjuntos eletrônicos complexos e compactos do RN30, o novo Ultramid® Advanced N permite a miniaturização, integração funcional e liberdade de design. Ele pode ser usado em componentes eletrônicos, bem como em peças estruturais próximas do motor e da caixa de câmbio que estão em contato com meios agressivos, quentes e combustíveis diferentes”, completa o executivo. Por normas de mercado a empresa não quis comentar questões sobre o desempenho do setor, perspectivas para 2018, bem como dados sobre consumo.

Peça de automóvel desenvolvida pela Valeo com o uso do Ultramid da Basf

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EspecialPlásticos de Engenharia

O segmento de embalagens especiais para alimentos estimulou uso de resinas especiais

Adirplast prêvê cenário positivo

Um dos setores mais interessados na retomada do crescimento da indústria do plástico é o de distribuição de resinas. A Adirplast, entidade que congrega as empresas distribuidoras informa que os tipos comercializados pelos associados são: ABS-SAN, Poliacetal (POM), Acrílico (PMMA), Policarbonato (PC), Poliuretano (PU) e Poliamidas 6 e 6.6. EVA e Poliestireno não são considerados plásticos de engenharia para efeito de avaliação na Associação. E com base nos dados que dispõe, comenta sobre o desempenho em 2017 e vendas. “Os plásticos de engenharia representaram 7,4% do total das vendas dos associados Adirplast em 2017. O resultado da distribuição dos plásticos de engenharia pelos filiados da associação foi crescimento de 35,5% em relação a 2016”. Quanto ao percentual pelo qual respondem os associados na comercialização de plásticos de engenharia no Brasil, a Adirplast ainda não fez este estudo, informa a diretoria. No entanto, a entidade avalia de forma positiva o desempenho deste segmento no contexto geral. “Trata-se de um mercado em expansão, pois lida com produtos que trazem mais tecnologia em sua composição, além de atenderem segmentos em desenvolvimento”. E confirma que entre os vários produtos disponibilizados pelos distribuidores, os que mais se destacaram nas vendas foram ABS e SAN, por serem produtos já consolidados no mercado brasileiro.

Automóveis e alimentos puxam alta

Em uma análise mais específica no contexto de consumo de plásticos de engenharia, quem se comentou sobre quais setores foram mais expressivos em 2017 (automotivo, construção, etc...) foi João Rodrigues, Gerente de Negócios da Thathi Polímeros, empresa associada à Adirplast. Profundo conhecedor do segmento e com longa atuação nesta área, Rodrigues destaca que “o segmento automotivo foi sem dúvida o mais importante em plásticos de engenharia (POM, PA6, PA66 e PBT), tendo em vista a expansão das vendas de automóveis em relação ao ano anterior”, diz. “Entretanto, outras áreas de aplicação dessas resinas também mostraram-se vigorosas como filmes multicamadas para embalagem de alimentos 8 > Plástico Sul >>>

(food packaging)”, acrescenta o empresário. Nessa mesma linha, Rodrigues também avaliou quais setores produtivos que usam plásticos de engenharia podem ter melhoria de mercado em 2018. “Continuamos apostando no segmento automotivo, por ser muito dinâmico, com excelentes oportunidades de substituição de outros materiais, exigências por melhores propriedades gerais, redução de custos, novos projetos em fase de nacionalização, substituição de itens importados e outras vantagens inerentes a esse grupo de materiais. Entretanto, ainda há setores a prospectar, com novas chances em áreas como linha branca, eletrodomésticos portáteis, eletroeletrônicos e industriais como hidráulica, ferragens e de consumo”, pondera.

Mudanças estruturais e eleições

O fato de 2018 ser um ano diferenciado, com eleições e expectativa de aumento do PIB, exige uma certa cautela na análise e projeção de cenários, como explica o dirigente da Thati Polímeros e associado da Adirplast. “Naturalmente, determinadas atividades trabalham com muitos cenários político-econômicos que podem afetar os negócios e também são mais sensíveis ao humor dos acontecimentos. Todavia, é importante ter em mente que os projetos de setores como a indústria de automóveis, eletrodomésticos, linha branca e outros que transformam plásticos de engenharia, fazem inversões de capital relativamente elevadas em ferramentais, automação, linhas de montagem, estrutura de apoio à qualidade, treinamento e outras atividades fundamentais ao êxito do investimento. Isso tudo é projetado para um horizonte de médio e longo prazos onde turbulências em determinados momentos não podem trazer desânimo. O país precisa de mudanças estruturais profundas e fatalmente virão com maior ou menor intensidade, entretanto, produtos de consumo durável ou não, terão mercado e seu potencial não deve ser desprezado, independentemente, dos resultados das urnas”. Para completar a avaliação setorial, na visão da Adirplast, o panorama em geral é bem sintomático: “Tanto o varejo de resinas plásticas quanto o de plásticos de engenharia ampliarão seus volumes em 2018, assim como os associados da Adirplast. Com a adesão dos novos associados e especialistas na distribuição de plásticos de engenharia, Apta Resinas, Thathi Polímeros, Polyfast Polímeros, Petropol Polímeros e Krissol, a representatividade da associação será bem mais importante a partir de 2018’, finaliza.

Almaco quer novos nichos e aplicações Outra entidade representativa com o tema em debate é a Almaco – Associação Latino-Americana de Compósitos, que também avalia o desempenho do setor de Plásticos de Engenharia em 2017 comparado a 2016. O presidente Gilmar Lima ainda aguardava os números finais de 2017 para fazer uma análise mais consistente,


FOTOS: DIVULGAÇÃO

Gilmar Lima, presidente da Almaco, alerta para necessidade de ações especiais no setor

mas não se furtou a comentar sobre o assunto. “Não temos ainda os dados consolidados de 2017, mas as informações coletadas de várias empresas de vários segmentos, incluindo fabricantes de matérias-primas, transformadores, distribuidores e usuários finais, é que tivemos um ano melhor entre 4 e 6%. Entretanto, ainda muito distante do patamar de 2014”, diz. Para o dirigente, a expectativa é positiva, mas com um primeiro trimestre ainda muito difícil. “Teremos um 2018 com crescimento, nos mesmos patamares de 2017, mas continuaremos muito abaixo dos bons anos antes da crise. A dificuldade de crédito e custos atuais, principalmente para as micro, pequenas e médias empresas, continuam inviabilizando os investimentos e melhoria da competitividade da nossa indústria”, prevê. Ao contextualizar o consumo de plásticos de engenharia em relação aos setores que foram mais expressivos em 2017, Gilmar Lima destaca algumas área, mas adverte para a necessidade de ações especiais. “Os segmentos automotivo, transporte, agronegócio e construção iniciaram a recuperação. Porém, tivemos um ano muito complicado para o segmento de energia eólica, que é muito importante para o mercado de compósitos. Enquanto ficarmos focados somente em mercados consolidados, como citei acima, continuaremos muitos vulneráveis a oscilações de mercado e crises sem

fim. Precisamos buscar novos nichos, principalmente explorando melhor as características dos nossos materiais, com flexibilidade de projeto e design (beleza), leveza, desempenho na medida certa e durabilidade. Outro segmento que devemos ter uma atenção especial e que podemos viabilizar várias aplicações é o de energia solar. Sob esse ponto de vista, o presidente da Almaco também comentou sobre atividades produtivas com potencial para melhorar em 2018. “Os segmentos que iniciaram a recuperação em 2017 deverão ter números mais expressivos em 2018, e o eólico manterá as dificuldades do ano passado, mas com uma visão mais clara para o futuro. Nossa expectativa é que possamos descobrir novos nichos de mercado e criar soluções, produtos e modelos de negócios inovadores”, alerta. E para concluir, Gilmar Lima faz uma advertência importante: “Inovar somente o produto não é suficiente, precisamos também inovar os nossos modelos de negócios. Precisamos voltar a investir, principalmente em desenvolver pessoas, gestão do conhecimento, tecnologia, processos, pesquisa e inovação”, completa.

Krisoll, com sede em Mauá (SP), destaca a expansão do setor, especialmente as poliamidas

Krisoll projeta otimismo e expansão

Um dos players mais importantes no segmento, a Krisoll é uma empresa brasileira com sede em Mauá (SP), tem frota própria e 15 anos de atuação. É distribuidora oficial da BASF para poliamidas de extrusão, disponibilizando mais de 50 grades de compostos de poliamidas e poliacetal, com capacidade instalada de 9.600 ton/ano. Certificada pela ISO 9.000, possui laboratório próprio com 6 extrusoras dupla rosca para compostos, desenvolve ações de responsabilidade social e ambiental, reciclagem, tratamento de água (reuso) entre outros e foi distinguida com a melhor componedora/fornecedora, sendo o Diretor de Vendas Aurelio Giovanni Mosca premiado como Top profissional de plásticos de engenharia. Em um mercado tão competitivo é importante situar as questões de volume/faturamento do setor e da Krisoll. Por isso o Diretor de Marketing Alexandre Pastro Alves e o Diretor de Vendas Aurélio Giovanni Mosca avaliam o desempenho do segmento. “Como nosso maior volume está no mercado de poliamidas 6 <<< Plástico Sul < 9


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EspecialPlásticos de Engenharia

A indústria automobilística tem ampliado o uso de plásticos de engenharia em vários itens

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e 6.6, temos mais informações especificamente deste segmento e podemos estimar este mercado em torno de 60 a 65 mil toneladas ano entre material fabricado localmente e importados”. A Krisoll produz e vende em torno de 700 ton/ ano neste segmento de plásticos de engenharia, especificamente em poliamidas. Os executivos também comentam sobre a expectativa para esses mercados e tendências para 2018 com otimismo. “A tendência é de crescimento. Estimamos um aumento entre 15 a 20% no consumo devido principalmente a recuperação do segmento automotivo. Apesar deste crescimento, em números reais ainda estaremos bem abaixo de anos como 2012 e 2013 que foram muito bons para o segmento”, ponderam Alves e Mosca. No que se refere ao desempenho em 2017 e às previsões específicas em relação à Krisoll para 2018 e próximos anos, os executivos também sinalizam com indicadores positivos. “A Krisoll vem crescendo sustentavelmente nos últimos 5 anos. Mesmo no auge da crise (2014/2015), conseguimos manter nossos números e até investir em novos equipamentos e no aumento de nossa capacidade produtiva. Esta estratégia nos proporcionou a possibilidade de conquistarmos mercado, e em 2017 tivemos um crescimento em faturamento na casa dos 55%. Para 2018 estimamos um crescimento em torno de 20%, sendo que a maior parte deste crescimento estará em plásticos de engenharia”, destacam. A Krisoll apresenta algumas particularidades como fabricante e distribuidora que a diferenciam no mercado, informam Alexandre Alves e Aurélio Mosca. “Temos três negócios distintos: fabricação e venda de plásticos de engenharia (marcas próprias SOLLAMID, KMID e SOLLAFORM); revenda de polímeros em geral (distribuidores oficiais de Poliamidas para Extrusão da BASF no Brasil); e prestação de serviços de mão de obra na fabricação de compostos em geral. Os principais mercados que atuamos são: Embalagens Flexíveis; Auto-

mobilísticos; Construção Civil; Máquinas e Equipamentos Agrícolas e Eletroeletrônicos. As aplicações que contemplamos com os materiais comercializados pela Krisoll são Injeção e Extrusão”, ressaltam os executivos. Mesmo com um trabalho consolidado no mercado, a Krisoll é muito pró-ativa e mantém uma busca constante de novos desenvolvimentos e aplicações de poliamidas, compostos e outros produtos. “O "know-how" da Krisoll é a fabricação de produtos sob medida para os clientes. Este fato faz com que tenhamos que estar buscando constantemente o desenvolvimento de novos produtos e a adequação de nossos processo para atender estas demandas. Como exemplo podemos citar o desenvolvimento de novos materiais anti-chama, materiais para ciclo rápido e modificados ao impacto para atender as mais diversas aplicações”, ressaltam os executivos.

A importância da Região Sul

Os três estados do Sul respondem por cerca de 40% do mercado brasileiro de plásticos e a Krisoll percebeu a importância de ter atenção especial à região, como confirmam Alexandre Alves e Aurélio Mosca. “A Região Sul representa 35% do nosso faturamento total. Desde o princípio de nossas operações enxergamos a região como condição essencial para o crescimento de nossas vendas. Hoje atuamos no Sul com dois representantes e estamos constantemente presentes com nossa equipe técnica para dar suporte aos clientes atuais e em busca de novos clientes”, dizem. Como foi demonstrado no estudo da Maxiquim, o setor já deu sinais de recuperação e a Krisoll aposta na retomada de crescimento do mercado de plásticos de engenharia brasileiro. “Podemos verificar esta tendência se analisarmos os últimos números da Anfavea, por exemplo, pois este mercado de compostos de plásticos de engenharia é fortemente impactado pelo mercado automobilístico. Na nossa análise, devemos voltar a atingir os níveis de 2012/2013 em produção de automóveis no Brasil, num prazo que pode variar de 3 a 5 anos, dependendo da conjuntura política e econômica de nosso pais. Daí a importância de continuarmos investindo em melhorias e em produtividade”, avaliam os executivos da empresa. E acrescentam que, em outra analise, a Krisoll é um "player" consolidado no mercado de embalagens flexíveis para aplicações que requerem barreiras ao oxigênio. “Além do fato de que temos aqui os principais profissionais deste segmento de mercado (exs - Mazzaferro Tecnopolimeros), somos distribuidores oficiais da BASF que é a maior produtora mundial deste tipo de polímero”, argumentam Alexandre Alves e Aurélio Mosca. “Enfim, neste aspecto, também acreditamos no crescimento de nossas vendas, pois diferentemente do mercado automobilístico que é diretamente afetado por


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EspecialPlásticos de Engenharia KMID, que são materiais industriais de alta qualidade e mais baixo custo quando comparados com os materiais virgens. Como desafios neste segmento de reciclados, podemos citar a baixa formalidade que faz com que nossa competitividade seja afetada por situações de preços abaixo do mercado devido estas práticas”, completam os dirigentes da Krisoll.

Braskem: nova aplicação para indústria

Braskem: plástico substitui chapas metálicas na proteção e isolamento térmico de tubovias

oscilações macroeconômicas, o mercado alimentício (embalagens) reage de maneira diferente e não sente tanto essa interferência. Fato este que explica o porquê a Krisoll se manteve nos mesmos níveis no auge da crise já citada anteriormente”, explicam.

Planos futuros e mercados

Dentro do planejamento de qualquer empresa, o crescimento prevê expansão de mercados, inclusive o externo, que também está nos planos da Krisoll. “Exportamos esporadicamente, porém temos planos para aumentar gradativamente nossa participação no Mercosul, principalmente para o mercado de poliamidas para extrusão de embalagens flexíveis”, informam Alexandre Alves e Aurélio Mosca. Eles também destacam a atuação voltada ao agronegócio, característica, tendências e volumes. “Temos desenvolvido compostos especiais principalmente para aplicações que requerem alto impacto, resistência a intempéries, e retardação a chamas. Outra linha que exploramos são de compostos de poliamidas para aplicações em paredes finas e ciclo rápido. A substituição de componentes metálicos em colheitadeiras por compostos de plásticos de engenharia produzidos pela Krisoll, já é uma realidade de mercado”, destacam os executivos. Um mercado em crescimento, mas que estimula o debate é o de reciclagem de matérias-primas, diante dos entraves, desafios e oportunidades. Para os executivos da Krisoll a reciclagem de materiais plásticos e sua reutilização é de suma importância para o nosso mercado. “Fora o aspecto ambiental, a utilização de materiais reciclados tem proporcionado uma real redução no custo do produto final sem que haja uma diminuição significativa de propriedades. Tanto é nosso interesse neste mercado, que desde o início, criamos a linha 12 > Plástico Sul >>>

Área de desenvolvimento de mercado da Braskem começou a testar uma nova aplicação do plástico para a indústria. No Polo Petroquímico de Camaçari (BA), a empresa passou a utilizar, em um projeto-piloto, jaquetas de isolamento térmico feitas em plástico para proteção de uma linha isolada de vapor, em substituição a chapas metálicas, ou seja, o uso de plástico para proteção e isolamento térmico de tubovias. O material plástico apresenta vantagens em relação a outros revestimentos utilizados, como vida útil maior e grande resiliência mecânica, ou seja, tem alta capacidade de voltar ao seu estado normal depois de ser submetido a uma situação de esforço. Além disso, as jaquetas de poliolefinas podem ser reutilizadas quando houver necessidade de realizar manutenção nas linhas. O trabalho aponta para ganhos de longo prazo e de performance técnica, com redução de custos de investimento e operação, a depender do elemento de isolamento térmico, dimensões e temperatura da linha. “Com essa tecnologia, demonstramos mais uma vez nosso foco em promover soluções plásticas que promovam ganhos de competitividade para indústria brasileira, com redução de custos de manutenção e aumento da confiabilidade do sistema operacional”, afirma Rodrigo Galvez, da área de Desenvolvimento de Mercado da companhia. A tecnologia já é conhecida na Europa e foi adaptada para a indústria nacional pela área de desenvolvimento de mercado da Braskem em parceria com Röchling Plásticos de Engenharia do Brasil, a UCA Engineering Plastics e a Priner, empresa de serviços industriais responsável pela instalação da solução. “Os conceitos que o grupo Röchling tem como pilares, a competência, qualidade e inovação nos fizeram buscar essa parceria com a UCA e com a Braskem, empresas líderes de mercado com propósitos similares aos de nosso grupo. Esse projeto tem grande importância no mercado e quebra o paradigma, dentro mesmo da própria Braskem, de que não é possível substituir o aço ou o alumínio em aplicações industriais, com a mesma ou até melhor performance”, afirma Rodrigo Maldonado, gerente de Vendas da Röchling Plásticos de Engenharia do Brasil.


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EventoFIMEC

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Com o pé direito

Durante a 42ª Fimec, que acontece em Novo Hamburgo (RS), os fornecedores do setor plástico são grandes contribuintes para novas tecnologias que agregam valor à indústria calçadista 14 > Plástico Sul >>>

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Brasil é considerado um dos principais produtores do mundo de tecnologias para os setores coureiro e calçadista. E o Rio Grande do Sul é grande propulsor de tal referência. Desta forma, entre os dias 06 e 08 de março todos os holofotes desta indústria estão direcionados à 42ª Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes), que acontece nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo. O evento é um dos mais importantes e completos do mundo para quem produz couro e calçados. E o maior destaque fica com a apresentação de novas tecnologias e aperfeiçoamento de tecnologias já disponíveis. Marlos Schmidt, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas para Couro e Calçados - Abrameq, destaca que o foco das empresas do setor nesta Fimec está na apresentação de máquinas que proporcionam melhoria dos processos para ganhar em produtividade ou flexibilidade. A produtividade se dá através de redução de custos (menor consumo de energia, evitar desperdícios) e velocidade na produção. A flexibilidade permite melhoria no atendimento das necessidades dos clientes. Um destaque, anuncia Marlos, será para a automação de máquinas, com conceitos da Indústria

4.0, a exemplo de máquinas inteligentes, auxiliando e melhorando a produção. Também ressalta a presença de máquinas e equipamentos com desempenho de alto nível, proporcionando segurança, continuidade de funcionamento e garantia de resultados sobre o investimento realizado. Dentro deste contexto inovações, o setor plástico tem muito a oferecer no quesito componente para calçados. A BASF, por exemplo, vai apresentar a versatilidade, performance e qualidade diferenciada de seu portfólio de soluções em PU e TPU para a indústria calçadista , incluindo materiais para calçados de segurança, casuais e esportivos. A empresa também vai participar da Fábrica Conceito, apresentando sistemas de injeção direta do sistema de PUno cabedal para dois tipos de calçados: serão produzidos uma bota feminina em conjunto com a Ramarim e um sapatênis masculino em conjunto com a Kildare durante a feira, reforçando a versatilidade do sistema. Essa inovação elimina a complexa etapa de colagem, garante um processo mais eficiente de fabricação, produtividade com a redução nas etapas, liberdade de design, durabilidade e principalmente, maior conforto ao usuário do calçado. “É a primeira vez que o sistema é aplicado em um calçado feminino, mostrando novas possibilidades para a indústria”, afirma Letícia Mendonça, gerente sênior de negócios da divisão de Materiais de Performance da BASF para América do Sul. A Fábrica Conceito vai apresentar quatro linhas produtivas para fabricação de calçados em tempo real, com foco na tecnologia e aumento da produtividade, utilizando máquinas e matérias-primas dos expositores da FIMEC. A iniciativa é da Fenac, Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos (IBTeC) e Coelho Assessoria Empresarial, para que os visitantes possam conhecer, na prática, os detalhes de cada produto. Quem visitar o estande da BASF vai poder conhecer as inúmeras inovações da companhia,incluindo o tênis Levitate, da Brooks, o primeiro calçado fabricado com a entressola DNA AMP feita a partir de um novo material, o Elastopan® Light Sports da BASF. Ao refinar a fórmula, modificando o poliuretano em nível molecular, a entressola DNA AMP oferece maior conforto e durabilidade aos corredores, possibilitando o retorno de 72% de energia para cada quilograma-metro de força.

COIM: sistemas PU e TPU

Quem também participa desta edição da Fimec é a COIM Brasil – Chimica Organica Industriale Milanese, empresa italiana especialista na fabricação


de poliuretano e poliéster para diversas aplicações. A empresa participa pela 20ª vez da feira e para a gerente de marketing da COIM, Gabriela Nobre, expor na FIMEC é uma oportunidade de deixar em evidência a marca, além de descobrir novos clientes e as novidades do mercado. “Considerada uma das mais importantes feiras do setor calçadista da América do Sul, a FIMEC nos da à chance de conhecer empresas de outros países como Argentina, Colômbia e Peru, o que contribui para os negócios comerciais. É um momento que conseguimos concentrar nossos compradores em só lugar, tornando mais eficiente as negociações.”, destaca. Para este ano a COIM apresenta seu portfólio de sistemas PU e TPU, que são bastante utilizados para solado, as vantagens dessa linha, além de aproveitar a ocasião para negócios comerciais e reafirmar o compromisso da marca com seus clientes.Quem passar pelo estande da COIM Brasil na FIMEC também poderá conferir as novidades e resultados de um ciclo de investimentos na marca que vem sendo realizados nos últimos anos.

Sapatos esportivos casuais

Pelo 3º ano consecutivo, a indústria química norte-americana Dow participa da FIMEC e apresenta um lançamento para o mercado de solas e entressolas.

O novo elastômero de poliuretano ENERLYTE™ é um sistema de alto desempenho que permite a criação de calçados, ao mesmo tempo, leves, confortáveis, duráveis e esteticamente bonitos. A solução atende à tendência dos chamados sapatos “esportivos casuais”, expressão que se originou do inglês athleisure (junção de athletic e leisure) e que já tem como adeptos grandes marcas e estilistas no mundo todo. Durante o evento, a companhia também promoverá suas soluções para calçados já conhecidas do mercado, VORALAST™ GT, voltados à segurança, e o VORALAST™ Soft Touch, para o público masculino. Além disso, reforçará sua parceria com a Agile, empresa do grupo italiano POZZI especialista no setor. O trabalho conjunto tem como foco o desenvolvimento de sistemas de poliuretano para solas, entressolas e palmilhas. As companhias seguem confiantes no mercado, que registrou aumento das exportações e teve uma leve recuperação interna em 2017, e deve manter um ritmo positivo também em 2018. As empresas estão destinando seus esforços aos segmentos de calçados casual, casual esportivo e de segurança, que têm um grande potencial de crescimento. No setor de segurança, por exemplo, o VORALASTTM GT é resistente à hidrólise, diferente das tradicionais soluções

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EventoFIMEC Indústria calçadista: fabricantes de resinas com novos produtos na Fimec 2018

Para os fabricantes e convertedores, o ENERLYTE™ tem outras vantagens: supera o EVA e espumas padrão de PU em relação rebote e retorno de energia, oferecendo maior amortecimento e resistência. Também garante alta estabilidade dimensional, processamento mais fácil e melhor produtividade, o que aumenta a quantidade de sapatos acabados.

Linha VORALAST™

de poliuretano. No segmento casual, temos um robusto portfólio para atender as necessidades dos clientes. Nossas tecnologias são uma referência global na indústria de calçados tanto para solas quanto para manufatura. Para isso, dentro do negócio de Poliuretano, a Dow conta com a divisão ComfortScience, que desenvolve inovações para proporcionar a experiência mais confortável possível ao consumidor final. “Conforto é fundamental para alcançar uma boa qualidade de vida e garantir a sensação de bem-estar”, comenta Nilton Manfrotti, executivo de vendas do negócio de Poliuretanos da Dow no Brasil. “Estamos acompanhando de perto com nossos clientes os seus maiores desafios técnicos e operacionais, bem como suas aspirações para a criação de sapatos e contamos com a Dow como nosso parceiro tecnológico. Seguimos preparados para atender as demandas, oferecendo soluções modernas, mais produtivas e melhor custo-benefício”, ressalta Edgard Mingoni, diretor da Agile.

ENERLYTE™

O elastômero de poliuretano ENERLYTE™ possui uma composição e morfologia particulares, superior aos sistemas de poliuretano tradicionais, que melhora o desempenho de solas e entressolas em calçados esportivos, de caminhada e casuais. Seu baixo peso reduz o cansaço em percursos de média e longa distância, além de contribuir com a durabilidade do produto final, já que tem boa adaptação aos pés, flexibilidade, resistência à tração, ao desgaste e à hidrólise. “A nova tecnologia também se destaca no sensorial, já que transmite a sensação natural de borracha e tem excelente amortecimento, inclusive em baixíssimas temperaturas (até -20ºC)”, ressalta Manfrotti. 16 > Plástico Sul >>>

O VORALAST™ GT é uma solução que se adapta às mais rigorosas condições de uso, trazendo mais performance, segurança e conforto, por isso é indicada para botas e calçados de segurança (EPI). Possui excelente resistência à hidrólise, além das resistências tradicionais do poliéster à hidrocarburos e ácidos. Isso resulta em um melhor desempenho funcional e mais economia, sem a utilização de aditivos de alto custo na produção. Possui mais aderência, tração em superfícies variadas e durabilidade. Devido ao conforto proporcionado pela tecnologia, é ideal para calçados usados por longos períodos do dia. O VORALAST™ Soft Touch oferece mais funcionalidade com toque macio e qualidade superior, resultado de uma composição única. A combinação para formulações diferenciadas de polióis e pré-polímeros proporciona uma sensação agradável, similar ao toque macio da borracha, perfeitos para calçados sociais masculinos – que precisam de flexibilidade e conforto. Com boas propriedades mecânicas, tem excelente memória de elasticidade, e baixa abrasão, além de oferecer resistência ao atrito. Sua formulação é inovadora, com composição à base de éter e livre de ftalatos (compostos nocivos à saúde e de complexa biodegradação), é 40% mais leve em comparação a materiais termoplásticos típicos e 25% mais leve que outras borrachas. A linha VORALAST™ conta ainda com soluções que oferecem leveza, resistência e conforto para a produção de sandálias, chinelos e sapatos femininos, além de esportivos.

Microfibra para calçados

A Fibertex Nãotecidos apresenta toda a sua linha voltada ao segmento calçadista, tais como produtos para cabedal, forro, couraça, contraforte, lingueta, palmilha, embalagens, viras, bases, entretelas e outros, durante a FIMEC 2018. Um dos destaques da empresa no evento é a nova linha de produtos de microfibra, voltados para aplicação em avesso, cabedal feminino, calçados esportivos, entre outros. Segundo Carlos Eduardo Benatto, diretor da Fibertex Nãotecidos, o Sul do Brasil é um dos mais importantes polos calçadistas do país, pois dita tendências para o setor, além de contar com grandes marcas de calçados sediadas na região. “Mantemos um representante em Novo Hamburgo com vasta experiência no setor”, afirma o executivo. E comple-


ta: “dessa forma, conseguimos fornecer atendimento personalizado e bastante focado em solucionar os problemas de nossos clientes, sempre buscamos atender às necessidades deles, a partir de um portfólio diversificado.” Formada a partir da aquisição da DUCI pela dinamarquesa Fibertex Nonwovens, a Fibertex Nãotecidos tem forte atuação em mercados como o Automotivo, de Higiene e Limpeza, de Geossintéticos, Moveleiro, além do calçadista. Sediada no estado de São Paulo, onde hoje responde por centenas

Bons ventos para exportação

de postos de trabalho direto e indiretos, a Fibertex Nãotecidos apresentou, em 2017, faturamento em torno de R$ 64 milhões. “Nosso compromisso é seguir crescendo na região e levando nossos produtos para todos os mercados brasileiros e América do Sul,” afirma Benatto.

O By Brasil Components and Chemicals — ação de incentivo à exportação realizada em parceria pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex- Brasil) em parceria com a Assintecal — divulgou o balanço de exportações 2017. Em dezembro de 2017, as empresas do projeto exportaram US$ 45 milhões, valor mensal mais alto de todos os meses do último ano, e que representou um crescimento de 163% em relação ao mês anterior (outubro de 2017), e de 181% em relação ao mesmo mês do ano anterior (dez/16). Com isso, o ano de 2017 finalizou com o valor de exportação de US$ 285 milhões – o que indica que o setor de componentes atrelado ao programa de exportação By Brasil

exportou US$ 18 milhões a mais do que a meta prevista para 2017, e um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Destinos - No acumulado do ano, o setor exportou produtos verde-amarelos para 77 países. Os principais destinos foram a China, Argentina, México e Alemanha, representando mais de 40% das exportações totais. Produtos - entre os principais produtos que registraram maior crescimento no ano (em termos de US$), em comparação com o ano anterior foram os laminados (+10%), adesivos a base de borracha (+21%), pigmentos e suas preparações (+56%) e linhas para costura (+38%). Sobre a Apex-Brasil - www.apexbrasil.com.br

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Inovação FOTOS: DIVULGAÇÃO

Uso de PP reciclado para fabricar caixas organizadoras mostra evolução das empresas

Caixas recicladas une Braskem, Martiplast e Leroy Merlin

Caixas organizadoras feitas de plástico 100% reciclado chegarão ao mercado através de parceria entre a Braskem, Martiplast e a rede Leroy Merlin. A estimativa inicial é de uso de cerca de 60 toneladas de PP reciclado por ano para produção de caixas organizadoras de três diferentes tamanhos. O PP reciclado da Braskem tem origem nos big bags anteriormente utilizados pela companhia para transporte e movimentação de suas resinas. A parceria é uma iniciativa no âmbito da plataforma Wecycle, criada pela Braskem em 2015, que busca fomentar negócios que valorizem os resíduos plásticos ao longo de toda a cadeia produtiva, contribuindo com ações a favor da reciclagem, do pós-consumo e do meio ambiente. Reunindo as pontas do setor, a Braskem fornecerá polipropileno reciclado à marca <Ou>, da Martiplast, que, aliando design e versatilidade, produzirá uma linha exclusiva de caixas organizadoras para venda nas 41 lojas e no e-commerce da Leroy Merlin no Brasil. Indústria gaúcha usou PP 100% virgem e atóxico na fabricação de nova linha de potes

Coleção de Potes Colors, novidade Sanremo

A Sanremo, empresa líder em utilidades domésticas no Brasil, apresenta a novidades para a Coleção Colors 2018 com potes de cores modernas que acompanham uma tendência de tons diferenciados e exclusivos. São três linhas: Flor, Vac Freezer e Fácil. Todos os potes da Coleção Colors da Sanremo são feitos de polipropileno, termoplástico 100% virgem e atóxico, que atende todas as 20 > Plástico Sul >>>

legislações vigentes. Feitos com material livre de BPA, podem ser levados ao freezer, micro ondas e na máquina de lavar louças. Os potes das linha Flor são todos translúcidos, nas cores azul e rosa, os potes da linha Vac Freezer vem nas novas cores rosa, azul e verde, com tampas translúcidas, para melhor visualização dos alimentos. Já os potes da linha Fácil, vem com opção totalmente fechada. Cada linha tem características específicas, como sistema de vedação e transparência da Linha Flor, as paredes espessas da Linha Vac Freezer ou as tampas com saliências da Linha Fácil, entre outras propriedades.

Aumentar produção de compostos PMMA ACRYLITE faz parte da estratégia da Evonik

Evonik vai fabricar ACRYLITE® nos EUA

A Evonik planejou para o início de 2018 a construção de uma linha adicional para a produção de compostos de sua marca de PMMA ACRYLITE® em Osceola, Arkansas (EUA). A expansão deverá praticamente dobrar a capacidade de produção dos compostos para moldagem especiais da linha de negócios Methacrylates produzidos no local. A nova linha deverá inaugurada no primeiro trimestre de 2019. “Essa expansão da capacidade para compósitos em Osceola é a próxima etapa lógica da empresa no processo de implementar a sua estratégia global”, explica Siamak Djafarian, responsável pela linha de produtos Molding Compounds no segmento Performance Materials da Evonik. “Nós somos o único fabricante de PMMA do mundo a possuir redes de produção de MMA/PMMA totalmente integradas, com produção downstream dos compostos, nas regiões Américas, Europa e Ásia”, acrescenta Djafarian. Os compostos ACRYLITE® apresentam desempenho convincente em todas as aplicações cujos requisitos primordiais sejam resistência inigualável à intempérie, solidez de cor, alto brilho e transparência, bem como dureza e resistência à abrasão.


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Tecnologia Nova tecnologia vai permitir a redução de 200 toneladas anuais no consumo de plástico

Plastipak faz garrafa Hélios econômica

Se o assunto é sustentabilidade, inovações no ramo de embalagens fazem toda diferença para o meio ambiente. Assim, a Plastipak Packaging do Brasil, em parceria com a Hélios, empresa de água mineral da zona da Mata em Minas Gerais, desenvolveu uma garrafa de água mais leve, que demanda menor consumo de matéria-prima. A novidade, que reduz em até 200 toneladas anuais o consumo de plástico, garantiu o Prêmio ABRE e World Packaging Organization Award. O corte no uso de matéria-prima para produzir a embalagem corresponde a mais de 2 milhões de garrafas de água de 500ml. “A otimização da geometria da garrafa e da preforma foram pensadas integradamente para atingir esse peso mais leve. Durante todo o processo, demos apoio técnico tanto na parte estrutural como no desenho do frasco, que é fundamental para o bom desempenho e resistência desse formato”, afirma Evandro Pereira, diretor geral da Plastipak Packaging do Brasil. Para chegar ao resultado mais sustentável possível, a preforma escolhida para a garrafa mais leve foi de 9,7g, contra os 4,2g a mais da anterior, que possuía 13,9g. Além da economia de consumo de plástico e de diminuição de combustível no transporte, outra grande vantagem é a facilidade de abertura, com apenas ½ volta é possível abrir e fechar a embalagem, oferecendo maior conveniência para o consumidor.

Plástico Verde no portfólio da Karina

A Karina Plásticos, por meio de uma nova parceria com a Braskem, agrega mais um produto em seu portfólio com o Polietileno Verde I'm green™ para o mercado de fios e cabos. A empresa apoia a sustentabilidade e a química renovável na indústria ao escolher o Polietileno Verde como sua matéria-prima, produzido a partir da cana-de-açúcar e 100% reciclável. Os produtos da linha “Karintox Eco” já estão disponíveis no mercado e podem ser identificados pelos consumidores por meio do selo I'm green™, que identifica os produtos feitos com o Plástico Verde da Braskem. “Em um momento que buscamos incansavelmente condições competitivas para sobreviver em um mercado complicado e vindo de um período altamente recessivo, identificamos através dessa ação conjunta com a Braskem um nicho importante que sem dúvida

irá destacar a Karina. Atuando inicialmente no mercado de Fios e Cabos em um produto isento de halogênio que agora também contém em sua formulação a matéria-prima originada numa cadeia de produto renovável e seguramente possível de perpetuar”, destaca Edson Penido, comercial da Karina. Leite em garrafa PET, comum na Europa, passará a ser oferecido ao mercado do Sul

Leite da Lactalis em garrafas PET

O Grupo Lactalis deu início à fabricação de leite UHT das marcas Parmalat e Elegê envasado em garrafas, que sairão da nova linha da unidade de Teutônia, no Rio Grande do Sul. Tendência no mercado europeu, as embalagens representam apenas 2,2% do volume de leite comercializado no Brasil. Para adaptar a fábrica de Teutônia, a Lactalis investiu R$ 50 milhões em equipamentos para produção de leite UHT em garrafas e R$ 20 milhões para a linha de manteiga Premium. “Esta é uma tendência que chega ao Brasil como fruto do amadurecimento do mercado de lácteos. O leite em garrafas agrega um novo conceito de praticidade e conveniência ao consumidor”, diz o diretor de comunicação da Lactalis do Brasil, Guilherme Portella. As garrafas Multiprotect apresentam barreiras de revestimento que evitam o contato do leite com o ambiente externo, ajudando a mantê-lo fresco por mais tempo. A embalagem ainda tem alta resistência, fácil acondicionamento e manuseio simples, evitando perdas e respingos. A Lactalis aposta na capacidade de amadurecimento do mercado brasileiro, pois na França, por exemplo, o leite em garrafa PET representa 43% do mercado e no Reino Unido lidera com 75% das vendas.

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Mercado

Robô linear drylin E da igus, compacto e robusto

A automação dos processos de produção é cada vez mais importante para a engenharia mecânica, pois precisa fabricar produtos no tempo mais curto possível e a baixo custo. Por isso, a igus desenvolveu um novo robô linear compacto que não é apenas fornecido rapidamente, mas também é econômico, custando apenas € 1.799. O novo robô linear drylin E livre de lubrificação e de manutenção é adequado para uma grande gama de aplicações, seja na tecnologia médica com seus altos requisitos de segurança, em tarefas de microelétrica, ou em funções pick & place para séries muito pequenas. Em um pequeno espaço de trabalho de 400 x 400 x 100 milímetros, a solução completa pequena é capaz de suportar cargas de até 2,5 quilos em velocidades máximas de até 0,5 metros por segundo. “Dois eixos com correia dentada drylin ZLW e um eixo de cremalheira drylin GRW garantem uma condução precisa e livre de lubrificação, graças a elementos deslizantes feitos de plásticos de alto desempenho”, explica Alexander Mühlens, Chefe de Planejamento da Tecnologia de Acionamento drylin da igus. Também estão disponíveis elementos de fixação opcionais para perfis de sistema.

Redelease prevê crescimento de dois dígitos em 2018 Roberto Iacovella, da Redelease, está otimista com as perspectivas do mercado em 2018 22 > Plástico Sul >>>

Voltar ao passado é o objetivo da Redelease em 2018: a empresa aposta na retomada do seu “ritmo chinês” de crescimento – dois dígitos por ano registrados entre 2009 e 2013. Para tanto, a Redelease, uma das principais distribuidoras de especiali-

dades químicas do país, deve expandir o raio de ação com a abertura de filiais e fortalecer ainda mais o seu portfólio. “Depois de sucessivas quedas, nossas vendas aumentaram cerca de 3% em 2017. Diante disso, e da retomada generalizada da economia, é possível afirmar que os diversos projetos colocados em pauta terão caminho livre para sair do papel”, afirma o diretor comercial Roberto Iacovella. Entre eles, Iacovella destaca a abertura de uma filial própria da Redelease em Vila Velha (ES). Em relação ao portfólio, confia na evolução das vendas de sílica pirogênica, produto que faz parte de um recente acordo de distribuição firmado com a Evonik – é usado nos segmentos de tintas e compósitos, entre outros. Ainda na área de compósitos – é responsável por, aproximadamente, 70% da receita da Redelease –, projeta aumento expressivo no volume de vendas de adesivos estruturais por meio da Lord.

AMS Group: soluções em automação na Mercoagro

Com atuação nos Estados de Santa Catarina e Paraná, a AMS Group levará suas soluções para a Mercoagro 2018 (Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne), de 11 a 14 de setembro, em Chapecó. Fundada em 2 de fevereiro de 2004, a AMS Comercial foi a primeira franquia da Balluff Sensores em Santa Catarina e Paraná. Em julho de 2014 a AMS adquiriu uma indústria de acrílicos e policarbonato, a 3D Acrílicos, que está focada nos produtos para automação industrial, linha náutica, expositores e displays, comunicação visual, premiações e linha de luminárias. Desta forma, a AMS Comercial tornou-se AMS Group, composto pela empresa 3D Acrílicos, representando também a marca Balluff Sensores. A empresa atua em todos os segmentos frigoríficos que possuem automação em seus processos. Entre os seus principais produtos estão sensores, conectividade e rastreabilidade para automação industrial, peças técnicas em acrílico e policarbonato, materiais em acrílico para marketing e PDV'S.


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Setorial

Pesquisa aponta desejos do transformador

O transformador de plástico no Brasil busca por iniciativas que o ajude a vender mais (59,4%) e acredita que inovação em produtos (49,3%) é o caminho para o crescimento. Isto é o que mostra o estudo de mercado encomendado pelo PICPlast, Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, uma iniciativa da Abiplast e Braskem. A pesquisa revelou ainda o perfil destes empresários: homens (78,1%), com mais de 35 anos (82,3%) e com escolaridade superior à graduação (86,7%), que conduzem empresas familiares (70,1%), com 50 a 500 funcionários (61,5%), localizadas no estado de São Paulo (46,8%). O estudo também mostra a participação de diferentes áreas da transformação: extrusão de filmes (ramo de 55,8% dos participantes da pesquisa) injeção (31,7%); sopro (20,5%) A pesquisa traz também a participação do setor da reciclagem dos materiais plásticos (9%). As empresas ouvidas produzem os mais diferentes tipos de produtos, principalmente embalagens para alimentos e bebidas ou tampas (37,4%). Bobinas (29,5%), produtos para agronegócios (22,3%), construção civil (18,7%) e embalagens para cosméticos (15,1%) também aparecem com grande relevância. Investir em renovação tecnológica, principalmente na área de processos e equipamentos, é o desejo de 38,5% dos empresários. O mercado e a concorrência são considerados os principais desafios para o crescimento para cerca de 30% dos entrevistados. Os empreendedores da indústria do plástico têm interesse em iniciativas voltadas à eficiência opera24 > Plástico Sul >>>

cional, comprovado pelos percentuais altos daqueles que querem reduzir perdas (67,7%) e aumentar o controle de qualidade (61,2%).

Produção supera expectativas e cresce 2,5%

O desempenho da indústria de transformados plásticos registrou alta de 2,5% em 2017 em relação a 2016 e superou as expectativas da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Depois de três anos registrando o fechamento de postos de trabalho, o setor encerrou o ano com a abertura de 4.696 vagas, o que significa um incremento de 1,5%. Outro dado positivo foi o de consumo, que foi 3,9% superior ao período anterior. Os resultados foram influenciados positivamente pelo aquecimento de alguns setores, tais como máquinas e equipamentos (2,6%), eletrônicos (19,6%) e automotivo (17,2%) – que fizeram o consumo aparente crescer em 3,9% ante a 2016. Conforme o presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho, os índices mostram uma reação da economia uma vez que o plástico está presente em toda a cadeia produtiva. “A continuidade da estabilidade econômica, aliada às previsões positivas de importantes consumidores de transformados plásticos – como a construção civil e a indústria automotiva, contribuem para que tenhamos uma postura otimista para 2018”, diz. A entidade projeta um crescimento de 3% na produção física, 2% dos empregos e de 4,5% no consumo aparente. A expectativa de queda nos juros e inflação dentro da meta, bem como do crescimento do PIB, também contribuem para essa previsão.

Plástico Brasil intensifica divulgação

A segunda edição da Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha – foi lançada oficialmente em agosto de 2017 e, desde então, esteve presente nos principais eventos nacionais e internacionais., O evento que acontece de 25 a 29 de março de 2019 no São Paulo Expo, espera atrair mais de 500 marcas expositoras e 45 mil visitantes. Em 2017, a Plástico Brasil teve forte divulgação. “A presença em eventos nacionais e internacionais é parte importante da estratégia da feira. Participar de grandes feiras é uma excelente oportunidade de relacionamento e sensibilização de visitantes e expositores e a América Latina é um dos mercados-alvo da Plástico Brasil”, comenta Liliane Bortoluci, diretora da Informa Exhibitions, organizadora da Plástico Brasil. Para 2018, a Plástico Brasil tem participação confirmada em 7 grandes feiras internacionais iniciando com a Chinaplast (Shanghai), em abril; NPE (Orlando) e Expo Plast Peru (Lima) em maio; Plast 2018 (Milão) e Argenplás (Buenos Aires), em junho; Colombiaplast (Bogotá), em setembro; e encerrando com a Expo Plasticos (Guadalajara), em novembro. Além da forte presença internacional, a feira realizará mais um evento de lançamento no Rio Grande do Sul, em março de 2018, que acontecerá durante o jantar do Simplás - Sindicato das Indústrias de Material Plástico, em parceria com a Revista Plástico Sul. E há outras ações previstas.


Reciclagem

C

hega a ser trágico: 1 litro de óleo polui 20 mil litros de água, mas é possível mudar esse cenário. A Campanha Oliplanet Sanepar teve início em janeiro, no Balneário Shangrilá / Pontal do Paraná, com a distribuição de 7 mil Oliplanet Sanepar. O objetivo da campanha é incentivar a conscientização sobre o descarte do óleo de cozinha. A campanha “Sanepar Apresenta: Oliplanet, ficou fácil cuidar do planeta” é uma parceria Oliplanet, Sanepar e Governo do Estado do Paraná e acontece até fevereiro no Litoral do Paraná, incluindo os balneários de Guaratuba e Caiobá. “A água é a principal matéria-prima da Sanepar. Por isso, a companhia valoriza e cuida do meio ambiente. Todas as iniciativas que visam proteger a natureza, trazendo saúde e qualidade de vida para a população, merecem atenção e apoio. Esperamos atingir um grande número de pessoas com esse movimento de conscientização ambiental”, diz Mounir Chaowiche, Presidente da Sanepar O Oliplanet é uma esfera azul, em alusão ao Planeta Terra, criado pelo empreendedor David Keller (Founder CEO), Gabriel Kopanski (CoFounder CPO), Guilherme Borges (CFO) e Jeison Mello (COO). O Grupo usa a criatividade, tecnologia e design envolvendo catadores, comunidades e cooperativas, além de parcerias com as iniciativas privada e pública para promover campanhas de conscientização do descarte do óleo de cozinha.

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Sanepar incentiva o descarte do óleo de cozinha O plástico é usado em produto que auxilia no processo de reciclagem de óleo de cozinha

O Oliplanet atua como um agente, um dispositivo, que facilita a separação do óleo de cozinha, além de trazer recomendações para o descarte responsável. “O Oliplanet funciona como um funil e é acoplado à boca da garrafa para facilitar no momento em que o óleo é despejado. O utensílio pode ser rosqueado no bico da garrafa e aberto sempre que necessário. Além disso, atende três características fundamentais: a usabilidade, a utilidade e o design”, explica David Keller.

Isolamento térmico com manta de lã de PET Para aumentar a qualidade dos ambientes, especialmente em climas mais quentes, como o que predomina no verão em todo o Brasil, o melhor investimento é escolher um revestimento com manta térmica na parte inrernas de forros e coberturas. A Trisoft, que deve consumir em 2018 lã de PET equivalente a mais de 650 milhões de garrafas retiradas do meio ambiente, garante: a manta térmica pode ser o melhor investimento para quem quer ambientes mais equilibrados e diminuir o consumo de ar condicionado no verão. A Trisoft, maior fabricante de itens com lã de PET da América Latina, se tornou especialista em mantas térmicas recicladas e 100% recicláveis, que permitem um tratamento uniforme e durável para diversos tipos de construções. A importância de optar por um produto que, além de qualidade, ofereça também sustentabilidade e qualidade de vida é inerente ao trabalho da Trisoft: “o mercado de mantas térmicas é apenas um dos 97 segmentos que

atendemos. Em 2017, consumimos lã de PET equivalente a mais de 500 milhões de garrafas retiradas do meio ambiente e, em 2018, vamos aumentar esse número para 650 milhões”, garante Maurício Cohab, Diretor da companhia. Além de não utilizar água em seu processo produtivo há mais de 10 anos, a Trisoft investiu na viabilidade de um produto que não prolifera chamas, não absorve nem retém água, não mofa e mantém suas características originais por muito mais tempo, por isso não necessita de manutenção e trocas constantes e ainda é extremamente seguro.

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Foco

no Verde

Unilever estimula transição para uma economia circular

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O CEO Paul Polman reitera importância da indústria de bens de consumo agir para solucionar a questão das embalagens plásticas e lista quatro iniciativaschave

sustentabilidade ganha cada vez mais espaço e apoio de grandes grupos, como a Unilever, que convoca a indústria de bens de consumo a unir esforços para enfrentar o desafio crescente de resíduos plásticos nos oceanos e desenvolver uma economia totalmente circular para o material. Um ano após ter sido pioneira ao se comprometer em garantir que 100% de suas embalagens plásticas serão reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025, o CEO Paul Polman celebra o fato de 10 empresas terem assumido compromissos similares (https:// newplasticseconomy.org/news). “É com muito entusiasmo que recebemos a notícia de que outras grandes companhias estão fazendo seus próprios compromissos para lidar com os resíduos plásticos. Contudo, como indústria de consumo, temos que ir além e agir mais rápido para enfrentar o desafio das embalagens plásticas por meio de uma transição do modelo linear de consumo - que se resume a usar-produzir-descartar - para um verdadeiramente circular”, afirma Paul Polman. Foram registrados importantes progressos na gestão de resíduos. Desde 2010, os resíduos associados ao descarte de seus produtos diminuiu 28% e o peso de suas embalagens foi reduzido em 15%. A companhia também atingiu a marca de Aterro Zero em todas suas fábricas em 2015. No entanto, o assunto segue desafiador e exige atenção especial. Pesquisa da Ellen MacArthur Foundation (EMF) aponta que são despejados nos oceanos o equivalente a um caminhão de plástico a cada minuto e que, até 2050, poderá haver mais plástico no oceano do que peixes. Hoje, apenas 14% das embalagens plásticas são coletadas para reciclagem.

Quatro iniciativas e a vocação

Diante deste cenário, a Unilever sugere à indústria de bens de consumo adotar quatro iniciativas-chave que visam possibilitar mudanças sistêmicas e, assim, acelerar a transição para a economia circular: 1) Investir em inovação direcionada a modelos que promovam o reuso das embalagens plásticas; 2) Adotar o compromisso com embalagens 100% reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025 e estabelecer metas para o pós consumo; 3) A criação de um Protocolo Global de Plásticos com definições e padrões industriais em relação aos materiais que devem ser usados e que garanta uma infraestrutura de reciclagem economicamente viável; 4) Liderar discussões com o setor públi26 > Plástico Sul >>>

co para fomentar melhorias na infraestrutura da gestão do lixo. “É importante abordar a questão do plástico no oceano como responsabilidade compartilhada, na qual todos os agentes da cadeia de valor devem trabalhar coletivamente para encontrar soluções efetivas. No entanto, não há dúvida de que a resposta da indústria de bens de consumo influenciará decisivamente na velocidade que as mudanças irão ocorrer. Nós estamos numa conjuntura crítica”, alerta Polman. Em paralelo ao seu compromisso com embalagens plásticas 100% reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025, a Unilever se compromete a utilizar 25% de resina reciclada pós consumo em suas embalagens até 2025 e a publicar a palheta completa de materiais plásticos utilizados em suas embalagens até 2020. Em 2017 anunciou a tecnologia CreaSolv® Process que possibilita a reciclagem de resíduos de sachês e cuja viabilidade comercial será analisada em fábrica piloto na Indonésia.

A vocação, o USLP e o Brasil

A empresa tem um propósito simples: tornar a sustentabilidade parte do dia a dia de todos. Por isso, em 2010, anunciou o Plano de Sustentabilidade da Unilever, que visa gerar crescimento para o negócio enquanto reduz o impacto ambiental e aumenta o impacto positivo na sociedade. O USLP cria valor ao estimular o crescimento e a confiança, eliminando custos e reduzindo riscos. As marcas de vida sustentável da empresa estão crescendo 40% mais rápido que o resto do negócio e entregaram quase metade do crescimento em 2016. O plano estabelece três grandes objetivos globais: 1) Ajudar mais de 1 bilhão de pessoas a agirem para melhorar a sua saúde e bem-estar (até 2020); 2) Reduzir pela metade a pegada ambiental da produção e uso dos seus produtos, à medida que faz o negócio crescer (até 2030); 3) Melhorar a vida de milhões de pessoas na cadeia de valor (até 2020). E as principais iniciativas no Brasil são estas: *A companhia foi pioneira ao criar, em parceria com o Grupo Pão de Açúcar, o 1º programa de reciclagem envolvendo indústria e varejo no Brasil, em 2001. O Projeto soma mais de 100 mil toneladas de resíduos coletados; *Em 2015, o escritório da Unilever, na capital paulista, também se tornou Aterro Zero, unindo-se às 15 fábricas e 100% dos Centros de Distribuição; *Diminuição de 99,45% nos resíduos das fábricas (de 2008 a 2015).


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de Notas

Livro sobre Inovação na Embalagem

O consultor da fabricante de papelcartão Ibema, Fabio Mestriner, lança em março o seu novo livro Inovação na Embalagem. A obra apresenta uma nova metodologia e traz um roteiro detalhado para inovar nas embalagens de forma segura, eficaz e consistente. Segundo Fabio Mestriner, o livro conta a experiência de 10 anos do workshop de inovação na embalagem, ministrado em todo o Brasil e exterior. “A intenção é compartilhar um método simples, validado em estudos de campo, pesquisas acadêmicas, aplicações práticas e que dá resultado real de geração de valor ao produto”, explica. A metodologia, que foi apresentada em 2017 na feira Pack Expo em Las Vegas e já passou a ser aplicada em companhias dos EUA, gerou uma importante patente para uma empresa multinacional. O método também foi tema de workshops no México, Peru, Colômbia e Argentina. O livro é destinado aos profissionais desenvolvedores de embalagem, designers, professores e estudantes que passam a contar com um passo-a-passo para a criação de embalagens que influenciam na percepção de valor do consumidor.

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Bloco

Sabic adquire 24,99% da Clariant

A Clariant, líder mundial em especialidades químicas, reconheceu o investimento da emresa química e parceira SABIC, que adquiriu uma participação de 24,99% na Clariant. A aquisição dessas participações, anteriormente realizadas pela White Tale e 40 Nort, faz da SABIC o maior acionista da Clariant. Como é habitual na indústria, a Clariant foi informada da intenção da SABIC de adquirir as ações antes da transação. A SABIC é uma das principais empresas químicas globais, com um importante negócio de especialidades químicas e um parceiro da Clariant na joint venture Catalyst Scientific Design. A Clariant pretende se envolver com a SABIC para discutir a nova situação e explorar possíveis formas de criar valor. A Clariant também continuará o diálogo existente com todos os outros acionistas.

Simplás apresenta pleitos a novo secretário

O que Caxias do Sul pode fazer para melhorar o ambiente de investimento, atrair e reter empresas e talentos foi o principal item na pauta do primeiro encontro entre a direção do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) e o novo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. O presidente do sindicato, que representa cerca de 400 empresas geradoras de aproximadamente 9 mil postos de trabalho na região, Jaime Lorandi, expôs o potencial do segmento a Emílio Andreazza, que apresentou seus planos para a condução da secretaria. “Os dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) mostram que Caxias do Sul é o segundo polo nacional do setor plástico, em número de empresas. Pela alta especialização de mão-de-obra e tecnologia envolvidas, trata-se de um ramo de negócios com alto valor agregado, o que é extremamente interessante para a economia como um todo”, observou Lorandi. De parte do município, os projetos de destaque envolvem a gestação do novo Plano Diretor e de um Plano Municipal de Desenvolvimento.

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Artigo

Por Régis Lima*

2018, ano da recuperação da economia brasileira

O

s dados sobre a economia brasileira no ano de 2017 demonstraram que, enfim, estamos saindo da rota da crise e trouxeram esperança de crescimento para todos os setores econômicos do país. Aumento do PIB, maior número de importações e exportações, redução da inflação e dos juros foram apenas alguns dos resultados obtidos no ano anterior. Para 2018, ainda mais avanços são esperados. O PIB, que já havia alçado um saldo positivo em 2017 comparado às retrações dos anos anteriores (crescimento de 1%, de acordo com pesquisa realizada pelo Banco Central), neste ano estima-se alcançar a marca de 2,70%, ainda de acordo com o BC. Outro fator importante para a retomada econômica é a inflação. Segundo pesquisas feitas pela Focus, a estimativa para o ano de 2017 está em 2,78%, valor abaixo da meta central de 4,5%, determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para este ano, o mercado financeiro estabeleceu como expectativa a marca de 3,96%, ainda abaixo da meta. Além disso, o setor de serviços também obteve resultados positivos. Após um árduo período de dificuldades, o segmento apresentou, nos dois primeiros trimestres de 2017, um aumento de 0,8%, segundo dados do IBGE. Valor esse que contribuiu em 0,2% para a alta do PIB. Em 2018, a estimativa de crescimento do BC subiu para 1,9%. Há, também, projeções positivas para outros itens, como, por exemplo, a taxa básica de juros, Selic, 6,75% (atualmente está em 7%) e a Balança Comercial (resultado do total de exportações menos importações), que deve atingir a casa de US$ 52 bilhões. Diante de tantos dados positivos, é hora de aquecer as turbinas de sua companhia e aproveitar o momento do país para engatar uma marcha de crescimento interno. Para tanto, acredito que é necessário adotar algumas medidas cruciais, que poderão auxiliá-lo a imprimir um ritmo financeiramente sustentável de evolução na sua companhia. Veja quais são estes passos: 01. Busca por parcerias confiáveis - Optar pela inovação e pela melhoria de processos internos é sempre a melhor opção

quando se quer crescer através de diferenciais competitivos. Uma das formas mais eficientes de trazer estes elementos para a realidade de seu negócio, sem que você precise fugir do core business da organização, se dá por meio da busca de parcerias confiáveis, capazes de oferecer soluções que tornarão seu empreendimento mais robusto e eficiente. Certamente, ao firmar parceria com outras empresas é preciso agir com atenção. Certifique-se e busque dados históricos do futuro parceiro, e se muna de informações que comprovem a credibilidade e responsabilidade dessa empresa. Com essa atitude, a chance de firmar parcerias com foco na longevidade e obtenção de resultados. 02. Foco na eficiência financeira e de processos - A crise econômica que chegou no Brasil em 2014 mostrou (e ainda mostra) o quão instável pode ser a situação empresarial no país. Dessa forma, buscar reduzir os custos nunca foi tão importante. Encontrar medidas que consigam diminuir o valor da folha de pagamento do negócio é crucial. Junto a isso, encontrar melhorias dos processos diários facilitará muito na aceleração econômica do negócio. E aqui entramos novamente no plano das parcerias e do suporte na inovação, visando a transformação digital do seu negócio. Por meio destas ações, é possível reduzir custos fixos com rotinas que, embora importantes, não fazem parte de seu core business. Tudo isso, sem abrir mão da segurança e ainda aumentando a eficiência dos processos de seu negócio por meio da automatização.

novas dimensões para seu negócio, pensar na criação de novos produtos e adotar uma mentalidade inovadora são ações de extrema importância para o crescimento de qualquer empresa no ambiente corporativo moderno. Todavia, como fazer isso e, ao mesmo tempo, dar conta de rotinas que, na verdade, lhe distanciam destes processos mais criativos? A resposta está no Outsourcing. Nos dias atuais, é possível terceirizar uma série de serviços em planos tão distintos como as rotinas fiscais ou a gestão documental da empresa, por exemplo. Com isso, é possível abrir maior espaço para que os colaboradores consigam contribuir com maior autonomia, concentrando-se em atividades mais criativas no segmento de sua empresa. Quando falamos de terceirização, uma dica é concentrar diferentes demandas operacionais com fornecedores reconhecidos pela sua eficiência e entrega de resultados. 04. Difusão de uma mentalidade inovadora - O papel do gestor na difusão de uma mentalidade inovadora é indispensável, uma vez que ele será o responsável por orientar sua equipe dentro de um quadro que, em muitos dos casos, exige mudanças internas e capacidade de adaptação a um cenário mais disruptivo. A mentalidade inovadora, por fim, é a base para que sua empresa não só atinja níveis elevados de eficiência, mas, também, possa fazer com que seus colaboradores contribuam com novas ideias e com o fortalecimento do posicionamento de mercado da empresa. Com tudo isso, é hora de inovar, abrir caminho para a transformação digital e construir o futuro desejado para seu negócio. Dessa forma, poderemos esperar um 2018 com resultados ainda mais prósperos. *Régis Lima é diretor executivo na Lumen IT, responsável pelas áreas comercial, financeira e de marketing da empresa tem experiência em Gestão de Equipes

03. Exploração do Outsourcing Seguindo no contexto da eficiência, entramos agora no quadro do Outsourcing. Abranger <<< Plástico Sul < 29


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