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Editorial

Expediente Ano XII - # 149 - Dezembro de 2013

Economia não “deslanchou” em 2013

O

s números da economia em 2013 não foram exatamente aqueles “sonhados” pelo Governo Federal, pelos economistas, pelo setor produtivo e, muito menos pelos consumidores. O Brasil não “deslanchou” por uma série de motivos que tornaram a economia lenta: inflação, menos dinheiro de impostos para pagar juros, aumento da dívida bruta e volatilidade do câmbio. No início do ano passado, analistas acreditavam que o PIB cresceria 4,25% em 2013. Hoje, a estimativa é de alta de apenas 2,3% no ano completo. Outros indicadores também são preocupantes: o chamado saldo comercial, diferença entre exportações e importações, despencou 94%. De janeiro até a terceira semana de dezembro, somou US$ 1 bilhão; no mesmo período de 2012, estava em US$ 18 bilhões. A indústria cresceu somente 1% nos últimos 12 meses, índice que nem ao menos repõem as perdas de 2012, quando encolheu 2,7%. Inflação oficial fecha 2013 em 5,91%, informa o IBGE e a variação do IPCA ficou dentro do teto da meta do Banco Central. Em dezembro, taxa ficou em 0,92%, a maior para o mês desde 2002. Mesmo assim, existe um fio de esperança de melhorar. Mesmo com todos estes dados ruins, nem as projeções menos otimistas indicam que 2014 será uma catástrofe. Atentos a todos estes fatores, a cadeia do plástico fez verdadeiros malabarismos para se manter eficiente e competitiva. Nossa edição destaca o bom desempenho dos plásticos de engenharia e das tendências positivas do mercado de resinas para a área de poliestirenos, com novas aplicações. Também encontramos bons resultados em estratégias de gestão que buscam reduzir custos sem afetar a qualidade dos produtos. Mas nem tudo o que ocorre no setor é assimilado sem problemas, pois a entrevista com José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, avalia com cautela, mas com uma dose de preocupação alguns movimentos do mercado, como as aquisições da Solvay Indupa pela Braskem na área do PVC e da Innova pela Videolar no setor de poliestirenos. Mas, enfim, a roda gira e a economia se move. Vamos ver o que os astros e os números nos reservam para 2014. Boa leitura!

Conceitual - Publicações Segmentadas www.revistaplasticosul.com.br R. Vicente da Fontoura, 2629 - Sala 03 CEP: 90640-003 - Bairro Petrópolis Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3062.7569 plasticosul@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844 Redação: Brigida Sofia Consultor de Redação: Júlio Sortica Departamento Comercial: Débora Moreira e Sandra Tesch Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 9941.5777) Capa: divulgação Plástico Sul é uma publicação da editora Conceitual - Publicações Segmentadas, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares. Filiada à

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PlastVipJosé Ricardo Roriz Coelho

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m 2013, o setor brasileiro de transformados plásticos cresceu 1,6% em volume em relação ao ano anterior, totalizando 6,7 milhões de toneladas de produtos transformados plásticos. Em termos monetários, esse crescimento representa um aumento de 8,6% com o Valor Bruto da Produção, atingindo a marca de R$ 61,3 bilhões. Em princípio, parece uma boa notícia, mas esse crescimento foi menor do que a demanda brasileira por produtos transformados plásticos, que cresceu 9% em 2013. “Novamente, observamos em nosso setor o aumento da demanda brasileira absorvida pelo crescimento nas importações, que cresceram 6% no mesmo período, e as importações já representam 12% do consumo brasileiro de transformados plásticos”, diz o presidente da Abiplast- Associação Brasileira da Indústria do Plástico, José Ricardo Roriz Coelho. Maior entidade de representação da indústria plástica brasileira, a Abiplast está atenta a todas as movimentações que possam causar impactos negativos ao setor. Nesta entrevista especial à Revista Plástico Sul, Roriz faz um balanço sobre 2013 e aponta caminhos para 2014, em números, tendências em aplicações, movimentações de compra/venda e preços, segurança de máquinas e as oportunidades da Copa. Revista Plástico Sul - Qual a sua avaliação sobre o setor plástico brasileiro em 2013 e quais as perspectivas para 2014? Quais os desafios para o novo ano? José Ricardo Roriz Coelho - Em 2013 o setor brasileiro de transformados plásticos cresceu 1,6% em volume em relação ao ano anterior, totalizando 6,7 milhões de toneladas de produtos transformados plásticos. Em termos monetários, esse crescimento representa um aumento de 8,6% com o Valor Bruto da Produção, atingindo a marca de R$ 61,3 bilhões. Esse crescimento foi menor do que a demanda brasileira por produtos transformados plásticos que cresceu 9% em 2013. Novamente, observamos em nosso setor o aumento da demanda brasileira absorvida pelo crescimento nas importações que cresceram 6% no mesmo período, e as importações já representam 12% do consumo brasileiro de transformados plásticos. Para 2014,

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Oscilações de mercado preocupam a Abiplast

nossa estimativa é uma repetição dos níveis de crescimento observados em 2013, com aumento de 1,8% na produção do setor e um novo crescimento no ritmo das importações de transformados plásticos de 6%. Plástico Sul - Quais setores estarão em alta em 2014? Em que tipo de aplicação vale a pena para o transformador investir mais fortemente? Roriz Coelho - O setor alimentício e a produção de embalagens para esse segmento sempre é o mais representativo, considerando o consumo de transformados plásticos, e as expectativas de crescimento é de 2,5% a 3,5% no consumo de plástico por essa indústria. Outro segmento expressivo é o da construção civil, que consome diversas peças e componentes de plástico e que estima crescer 3,5% a 4% em 2014. Além disso, está em discussão o Plano Nacional de Saneamento que prevê aportes de aproximadamente R$ 25 bilhões/ ano. Por fim, o setor automotivo, que não espera repetir o crescimento de 2013, porém o Programa Inovar-Auto representa uma grande oportunidade para fornecedores de peças e componentes automotivos plásticos.


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PlastVipJosé Ricardo Roriz Coelho

Roriz avalia de forma diferente as vendas da Innova e da Solvay Indupa

Plástico Sul - Em 2013, foram anunciadas duas grandes movimentações no setor: a compra da Innova pela Videolar e a da Solvay Indupa pela Braskem. Que alterações elas devem trazer ao mercado? Roriz Coelho - Desde que não haja reflexos negativos à competitividade do setor de transformados plásticos, a compra da Innova pela Videolar representa a tendência de consolidação desse setor, que busca ganhar escala e produtividade e tornar-se player global. Com esse movimento, temos no mercado brasileiro agora dois grandes players no fornecimento de poliestireno. O mercado de poliestireno representa 4% do total de plástico consumido no Brasil. Já a aquisição da Solvay pela Braskem gera uma preocupação maior, pois representa não só a consolidação do fornecimento do PVC no mercado brasileiro, como também a consolidação de um monopólio nacional na produção de polietilenos, polipropilenos e PVC, que tem impactos negativos na competitividade do setor na medida em que essas três matérias primas juntas representam 83% do mercado total de resinas termoplásticas e tem recebido proteção de mercado à concorrência internacional. Quando existe no mercado uma situação de monopólio é importante garantir que os preços internacionais possam servir como uma referência e balizador de preços no mercado doméstico. Plástico Sul - Especificamente em relação ao PVC, a Abiplast demonstrou preocupação, pois desde 2010 a Braskem é responsável por 100% da produção nacional de polietileno (PE) e po-

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lipropileno (PP) e, com a aprovação da compra da Indupa pelo Cade, se consolidará como única fornecedora local das três principais resinas usadas na transformação. O que os transformadores podem esperar neste sentido? Roriz Coelho - A Abiplast compreende a importância de se ter uma indústria petroquímica forte e consolidada, porém é fundamental que a indústria à jusante tenha condições de competitividade e de acesso a matérias primas a preços semelhantes aos seus concorrentes internacionais. Fato é que a criação de mais um monopólio em um mercado protegido (vide a manutenção de medidas como os antidumpings para o PVC do México e EUA, que vigoram há mais de 20 anos) somente distorcerá ainda mais os preços praticados no mercado doméstico frente ao internacional, que já são aproximadamente 35% mais elevados. Plástico Sul - A desindustrialização brasileira é um tema recorrente há algum tempo. Quais as movimentações em relação a isso, o que se pode esperar sobre esta questão neste ano? Roriz Coelho - O processo de desindustrialização é uma realidade do setor industrial brasileiro e o transformado plástico também é afetado nesse processo. Como vem acontecendo com a indústria de transformação brasileira de forma geral, o crescimento da demanda brasileira por transformados plásticos, que no último ano cresceu em 9%, está sendo sistematicamente absorvida por importações. O coeficiente de importação de transformados plásticos, ou seja, o percentual da demanda brasileira atendida por importações está em 12% e cresceu 20% desde 2007. Já o déficit da balança comercial de transformados plásticos aumentou 14% em 2013 em comparação com o ano anterior. Aumentar a competitividade do setor passa, necessariamente, pela garantia de acesso a matérias primas a preços competitivos, pois a situação atual dos preços de resinas no mercado brasileiro, que são aproximadamente 35% mais altos do que os preços internacionais, aliada a uma restrição ao mercado internacional cada vez maior (antidumpings e outras medidas de defesa comercial), distorcem ainda mais o preço nacional e impactam diretamente na capacidade da indústria brasileira de transformados plásticos competir com seu produto concorrente internacional. Esperamos que neste ano o fato da consolidação do fornecimento brasileiro do PVC incite também o debate da necessidade de uma visão sistêmica de política industrial dos instrumentos de defesa comercial e que, dessa forma, políticas sejam adotadas de forma a beneficiar toda a cadeia industrial e


não apenas um determinado elo da cadeia. Plástico Sul - O Think Plastic Brazil completou dez anos em dezembro. Qual a avaliação da Abiplast sobre os resultados alcançados? Qual o papel da exportação na indústria plástica brasileira hoje? Roriz Coelho - A exportação de produtos transformados plásticos, hoje, representa apenas 5% do total produzido, sendo esse índice conhecido como coeficiente de exportação. Em um estudo da Mckinsey sobre as características do setor manufatureiro no mundo (estudo de nov12), o setor de transformados plásticos, em média, tem como coeficiente de exportação de 5% até 20%, ou seja, o Brasil encontra-se no limite inferior da média mundial de exportação desse setor. Além da baixa demanda dos mercados internacionais, mais uma vez aqui incluímos que o preço da matéria prima mais alto do que o preço internacional compromete a competitividade internacional do produto transformado plástico brasileiro, colaborando para manter o baixo índice de exportação. Plástico Sul - Comente sobre a balança comercial brasileira em 2013. Roriz Coelho - Em 2013, as exportações de transformados plásticos totalizaram US$ 1,44 bilhão, enquanto as importações atingiram a marca de US$ 3,8 bilhões de dólares. O déficit da balança comercial de transformados plásticos foi de US$ 2,36 bilhões de dólares e esse montante aumentou 5% em relação a 2012. Se observarmos desde 2007, o déficit da balança hoje está 4 vezes maior. Plástico Sul - A questão da NR-12, Segurança das Máquinas, preocupa os empresários. A definição de corte temporal para a adoção foi a principal bandeira da indústria em uma audiência pública realizada na Câmara Federal. A CNI estimou que o setor deverá gastar inicialmente R$ 100 bilhões para se adequar a NR 12. Como está a questão? O que pensa a Abiplast? A NR12 é rígida demais? Roriz Coelho - A NR12 é uma norma elaborada com base em Norma Europeia (EN201/2010) e Americana (ANSI B151/2007) aplicadas para fabricantes de máquinas e não para os usuários, um contexto relativamente diferente do nosso. Isso resulta em um norma extremamente técnica de difícil entendimento e aplicação, com custos de implementação altíssimos para as empresas do setor, principalmente para as micro e pequenas, que compõem 95% do universo das empresas de transformados plásticos. A Abiplast está alinhada com a CNI e FIESP, que

entregou ao MTE uma proposta para revisão da NR12 que está sendo analisada e inclui em suas sugestões: 1) diferenciação de obrigações entre usuários e fabricantes de máquinas; 2) tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas; 3) diferenciação de obrigações para máquinas usadas e novas e; 4) Novos prazos para cumprimento dos requisitos. Para a Abiplast, discutir a segurança no trabalho é importante, mas os debates devem ser factíveis e de acordo com a realidade brasileira. Plástico Sul - Em 2014, além dos feriados que anualmente têm impacto no ritmo da produção industrial, temos a Copa do Mundo e Eleições. Na balança, quais os benefícios e prejuízos destes eventos à indústria plástica? Roriz Coelho - Como prejuízos com a Copa do Mundo podemos citar apenas que teremos menos dias úteis por conta dos jogos da copa e isso pode impactar nos indicadores de produção da indústria, porém são maiores as oportunidades, principalmente com o aquecimento do mercado que pode demandar transformados plásticos como copos, canecas, brinquedos/souvenirs, bandeiras e mais uma infinidade de produtos. Quanto às eleições, o prejuízo fica por conta da indefinição de propostas de política industrial e de busca por soluções de atuais entraves à competitividade, como as distorções tributárias que afetam nosso setor. Dentre elas estão a diferença entre o IPI de resinas e transformados plásticos e o tratamento tributário do produto reciclado equivalente ao da matéria prima virgem. Plástico Sul - Como a indústria plástica vai aproveitar a visibilidade internacional da Copa do Mundo para sua promoção? As manifestações populares atrapalharam/podem atrapalhar na prática os negócios? Roriz Coelho - Especificamente para o setor plástico não existe grande prejuízo aos negócios por conta de manifestações populares. Essa é uma questão do poder público que deve conduzir muito bem esse tema para evitar um desgaste da imagem do Brasil. Quanto ao plástico, campanhas educativas durante a Copa podem ter maior impacto na população e colaborar com o incremento do consumo consciente e a reciclagem do plástico.

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EspecialPlásticos de Engenharia

Por Brígida Sofia

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Produto nobre em alta

Consumo aparente cresceu cerca de 8% em 2013 e as empresas apostam na ampliação dos mercados no Brasil.

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onsiderados produtos nobres, os plásticos de engenharia registraram um bom desempenho em 2013 e quem investe na área está otimista com a expansão dos mercados que demandam estas resinas. Conforme dados recentes da MaxiQuim Assessoria de Mercado e do Relatório lançado no final de 2013 – MaxiQuim Market Outlook/Plásticos de Engenharia, o consumo aparente de plásticos de engenharia cresceu cerca de 8% em 2013 – considerando ABS, PA6, PA66, PC, Compostos de PP, POM e PBT. Em 2012, o crescimento foi 4,5%, tratando-se dos mesmos produtos. No caso das poliamidas, está incluída também a participação das mesmas no setor têxtil, que cresceu menos que o automotivo (principal segmento de consumo dos plásticos de engenharia) em 2013. “Os destaques são para o ABS e compostos de PP, que cresceram em torno de 10%, impulsionados principalmente pela indústria automobilística, que em 2013 cresceu 10%”, avalia Tais Marcon Bett, da MaxiQuim. No Brasil, para os próximos anos, o setor automotivo mostra grande potencial de crescimento para as aplicações de plásticos de engenharia, em função do Programa Inovar Auto, em vigor até 2017 e que estimula as montadoras a produzirem veículos cada vez menos poluentes, afirma a consultora. Nessa linha, o uso de plásticos em automóveis promove a redução do peso total do veículo, gerando um menor consumo de combustível. Além disso, o programa prevê um aumento da produção nacional na participação do consumo total de veícu-

los no Brasil. O Inovar Auto é uma medida adotada pelo Governo Federal com o objetivo de estimular o investimento na indústria automobilística nacional. “O segmento industrial, focado em equipamentos utilizados na extração de petróleo, também deve movimentar o consumo de plástico para essas aplicações nos próximos anos, tendo em vista os investimentos no pré-sal”, diz Tais. Sobre tendências em aplicações no Brasil e no mundo em 2014, ela afirma que, de forma geral, grande parte das tendências nas aplicações de plástico de engenharia estão no setor automotivo, na substituição de peças de outros materiais. “O setor de eletroeletrônicos deve avançar mais no sentido da competição dos plásticos de engenharia entre si, uma vez que é intensivo em tecnologia e cria cada vez equipamentos mais compactos. Em países mais desenvolvidos, outros setores ganham maior importância, como equipamentos médicos”. É crescente também o desenvolvimento de soluções customizadas, grades específicos, desenvolvidos de acordo com aplicações bem definidas pelo cliente, agregando assim valor ao produto. Para Taís, independente do segmento, inovações que aliem ganhos ambientais e de rentabilidade certamente terão cada vez mais participação no mercado.

Posição da ALMACO

A Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO) informa que o faturamento deste mercado em 2013 foi de R$ 3,249 bilhões (+8,9%) e o consumo de matérias-primas, 210.000 toneladas (+1,7%). Para 2014, a projeção de faturamento é de R$ 3,623 bilhões (+11,5%) e o consumo de matérias-primas é estimado em 216.000 toneladas (+2,9%). O presidente da Associação, Gilmar Lima, comenta que “era previsto 8% de crescimento; como é produto substituto estamos sempre desenvolvendo novas aplicações. Notamos crescimento no setor eólico e muitos itens que eram em aço e para a construção civil foram para compósitos”. O executivo diz que para 2014 o setor eólico seguirá crescendo, “certamente pelos contratos fechados”. Há boas perspectivas também para transporte, agronegócio e construção civil. “O mercado de ônibus deve crescer, com as eleições, em programas como Caminhos da Escola. E também no segmento de caminhões”. Na construção civil ele destaca novos sistemas construtivos. “O crescimento de 2014 será superior a 2013”, afirma o dirigente.


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Em uma avaliação geográfica, ele destaca a região Sul, na serra gaúcha, com grandes fabricantes de ônibus, tratores e colheitadeiras, e o Paraná para a área de caminhões. Em São Paulo, todos os mercados. Já no Nordeste, o setor eólico, na Bahia e Pernambuco. É preciso também considerar o setor náutico. “Vem crescendo em SC, SP, RJ, com altos e baixos”, comenta. Quem atua no setor de barcos, por sinal, busca investir na comunicação para abrir mais portas. Segundo relatou o Jornal do Comércio do RS, um empresário que abriu recentemente uma loja de barcos em Porto Alegre faz campanha para desmistificar alguns conceitos em torno deles. O primeiro é que são inacessíveis. Há barcos por R$ 36 mil para cinco pessoas, a juros de carros.

Adirplast destaca ABS

A Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast) informa que o fechamento dos Indicadores de Desempenho do Setor de Distribuição de Resinas no Brasil não foi divulgado, mas uma avaliação prévia indica que, em 2013, a preocupação com o aspecto da sustentabilidade e com o meio am-

biente aumentou muito no mercado em geral. “Um ponto a destacar que justifica essa preocupação foi que em janeiro de 2013 entrou em vigor o Novo Regime Automotivo e redução dos custos de produção, que entre outras exigências, determina que montadoras aumentem a eficiência

Compocity: bairro de plástico com material de alta performance está presente na Feicon

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EspecialPlásticos de Engenharia

Andrea Serturini, VP da DSM Plásticos de Engenharia na AL, destaca área de embalagens para alimentos

energética de seus produtos em pelo menos 12% até 2017. Essa melhoria implantada representa uma economia de 13,6% em combustível. Uma alternativa que pode ser utilizada pelas montadoras para atingir essa meta é a redução do peso do carro e para isso, estas empresas estão investindo na substituição de peças de metal pelas feitas de plásticos de engenharia”, analisa o presidente Laércio Gonçalves. Outro ponto citado é a proximidade dos eventos esportivos que o país vai sediar e as consequentes obras de infraestrutura. Em relação a produtos, resinas, Gonçalves diz que as informações mais concretas virão com o relatório, “porém diante de todo esse cenário que já colocamos e pela nossa vivência de mercado, apontamos o ABS e o PVC como as resinas de maior destaque em 2013. O ABS foi expressivo no segmento automotivo. Para 2014, a expectativa com esse setor segue alta. “Atualmente, o Brasil já é o quarto maior mercado mundial de veículos automotores, com 3,8 milhões de unidades em 2012. As montadoras, acreditando na continuidade da expansão da classe média, planejam para 2014 um aumento da suas capacidades produtivas, tendo, como principal foco, o segmento de veículos populares, evidenciando para nós da Adirplast, uma demanda crescente por plásticos de engenharia para o setor automotivo”.

DSM: foco no setor alimentício

Além do setor automotivo, principal segmento de consumo dos plásticos de engenharia, destacam-se eletroeletrônicos e, em países mais desenvolvidos, equipamentos médicos, aponta a Maxiquim. A DSM Plásticos de Engenharia atua em todas estas áreas com sua linha de resinas plásticas: Akulon 12 > Plástico Sul >>>

(PA6), Arnite (PBT/PET), Arnitel (TPE), Stanyl e Stanyl For Tii (PA 4.6) e EcoPaxx (PA 4.10). O vice-presidente da DSM Plásticos de Engenharia na América Latina, Andrea Serturini, destaca como área promissora no Brasil embalagens para alimentos. Os melhores setores para aplicação atualmente são automotivo, eletroeletrônico e também embalagem para alimentos. “A tendência é crescer em todos estes segmentos”. A participação dos plásticos de engenharia na DSM é em torno de 30% dos negócios da empresa. Cada vez mais pessoas se alimentam fora de casa ou buscam alimentos prontos em supermercados. Tanto é assim que o Conselho Federal de Nutricionistas lançou em 2013 uma campanha nacional sobre “Alimentação fora do lar”. A rápida demanda por comidas saudáveis, práticas e seguras fez a DSM Plásticos de Engenharia pesquisar e criar linhas de produtos para embalagens econômicas e que evitam o desperdício de alimentos. As linhas Akulon® (PA 6) e Novamid® (Copolímero de PA 6/66), ambas de alta viscosidade, têm desempenho excepcional para melhorar a barreira ao oxigênio, o que melhora a conservação dos alimentos. Quanto à indústria automotiva, os materiais avançados da DSM garantem redução dos índices de carbono ao longo da vida útil do veículo. Desde sistemas de mais baixo custo até a substituição de peças metálicas, passando pela melhora de produtividade no processamento de materiais, os plásticos da DSM ajudam no surgimento de veículos mais leves, resistentes, seguros e sustentáveis. Stanyl® é uma poliamida 4.6 de alta performance, que pode suportar temperaturas até 230ºC, com alta durabilidade e resistência à fricção e calor elevados. Por isso, é a substituta ideal para peças metálicas. Stanyl® Diablo OCD 2305 BM é uma poliamida resistente a altas temperaturas, apta para o processo de moldes por extrusão a sopro, ao mesmo tempo em que se encaixa em todos os requisitos para dutos com altas cargas de ar quente. Arnitel® é um copoliéster elastomérico de dureza shore D, que trabalha em uma faixa ampla de temperatura, com foco na substituição de borrachas. O Arnitel mantém as propriedades mecânicas em temperaturas altas e baixas, a partir de -45º até 150ºC, garantindo flexibilidade, elasticidade, permeabilidade ao vapor de água e resistências química e térmica.

Extrusão e mercados - A DSM acaba de introduzir grade de extrusão de maior viscosidade ao seu portfólio de poliamida 410 EcoPaXX™ para os mercados de películas, fibras e monofilamentos, que tanto valorizam a excelente estabilidade térmica, ampla gama de processamento e ótima resistência à fusão encontradas na EcoPaXX. A introdução acon-


tece após a adoção bem sucedida do polímero pelo mercado de moldagem por injeção. "O sucesso no desenvolvimento da EcoPaXX é um exemplo claro do compromisso da DSM com a sustentabilidade. Após sua introdução no mercado, desenvolvimento e comercialização subsequentes de aplicações posteriores, a DSM aumenta sua produção de polímeros para total escala industrial. Além disso, a produção pode ser ampliada ainda mais, permitindo que a DSM atenda plenamente às exigências dos clientes”, afirma Kees Tintel, gerente de negócios da EcoPaXX. A EcoPaXX, gama de produtos de poliamida 410 de base biológica, começou a ser desenvolvida pela DSM em 2009, sendo introduzida e muito bem recebida pelo mercado já no ano seguinte. Hoje ela é usada em uma ampla gama de aplicações que se beneficiam de sua combinação única de excelentes propriedades e histórico ecológico. No mercado automotivo, a EcoPaXX é aplicada com sucesso em revestimento para motores turbo pela Daimler, BMW e Bentley, principalmente em razão de sua combinação única de resistência à alta temperatura, estabilidade dimensional e superfície de alta qualidade. A VW escolheu a EcoPaXX para uso em um de seus mais recentes motores para o revestimento do virabrequim, onde a resistência ao calor e aos produtos químicos, juntamente com a estabilidade dimensional, são requisitos fundamentais. Por causa de sua boa resistência a combustíveis, a EcoPaXX é utilizada por vários clientes em uma série de aplicações de contato com combustível. O produto também é extremamente resistente a meios polares, como líquidos de arrefecimento. Em outros segmentos de mercado, como o da construção civil, a EcoPaXX é usada em perfis isolantes para janelas de alumínio. Nestes casos, a

combinação de suas características ecológicas com sua elevada resistência à temperatura faz com que ela seja adequada para o revestimento a pó, em linha, a mais de 200ºC. Na indústria de esporte e lazer, onde a combinação de rigidez com resistência e/ou recuperação de curvatura costumam ser requisitos importantes, a EcoPaXX encontra muitas aplicações, como bindings (peça que prende a bota) de esqui e/ou snowboard, além de outras utilidades para esportes de inverno. Devido à sua excelente resistência à hidrólise, a EcoPaXX é também usada em rodízios para carrinhos de companhias aéreas que precisam resistir à limpeza a vapor pressurizado. Por causa de sua excelente estabilidade térmica, vasta gama de processamento e resistência à fusão, a EcoPaXX também oferece vantagens em aplicações, como tubos, películas e fibras. Com este novo grade de extrusão, a DSM pode apoiar os clientes nos mercados de películas, fibras e monofilamentos, que valorizam esta excelente estabilidade térmica.

Lexan™ da SABIC na Arena do Grêmio

A divisão Innovative Plastics da SABIC anunciou em 2013 a primeira aplicação de suas chapas alveolares em policarbonato Lexan™ Thermoclear™ em um estádio esportivo no Brasil, a nova Arena do Grêmio, estádio multiuso em Porto Alegre, com 60.540 assentos, no qual as chapas de 10 mm e cor personalizada são utilizadas como cobertura. As chapas SABIC Lexan Thermoclear foram escolhidas pelo seu baixo peso, dureza e resistência a impacto, em comparação ao vidro. Este resistente material de cobertura já provou-se antes mesmo da conclusão do estádio, quando a cobertura parcialmente instalada resistiu a uma violenta tempestade de vento. Esse

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EspecialPlásticos de Engenharia projeto representa um novo marco nas quatro décadas de sucesso da SABIC em fornecer materiais com tecnologia de ponta para auxiliar designers e arquitetos a garantir segurança enquanto criam grandes obras arquitetônicas. “A chapa SABIC Lexan Thermoclear – comparada ao vidro colorido e laminado, que foi considerado inicialmente – é tecnológica e esteticamente superior” disse Marcos Benicio, líder de contrato da OAS, construtora e instaladora geral para este projeto. “O material, durável e leve, não só é mais eficiente em questão de custos, como também muito mais fácil de transportar e instalar em comparação ao vidro, pesado e quebrável. Como benefício adicional, fomos capazes de obter o material localmente da fábrica SABIC em Campinas, que também forneceu suporte técnico e serviço de combinação de cores.” “A especialidade material e técnica da SABIC vêm ajudando arquitetos e empreiteiras a projetar e construir alguns dos mais icônicos estádios pelo mundo.” disse Jack Govers, gerente geral de

Bairro dos Compósitos na Feicon

Em breve, a cidade de São Paulo ganhará um novo bairro. O projeto vai chamar a atenção de muitos setores, a despeito do tamanho e duração: 330 m² e apenas cinco dias. Trata-se do Bairro dos Compósitos que a Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO) erguerá na Feicon Batimat, o principal salão da construção civil da América Latina – de 18 a 22/03, no Anhembi. A iniciativa, explica Gilmar Lima, presidente da Associação, tem como principal objetivo mostrar à sociedade que os compósitos – um tipo de plástico de alta performance – estão presentes no dia a dia de todos, ainda que muitos não façam a mínima ideia. “Não é possível imaginar mais as nossas vidas sem o material, e a construção civil é um dos setores que melhor exemplificam isso”, afirma. Pias, tanques de lavar roupa, assentos sanitários, caixas d´água, telhas e até casas inteiras são feitas a partir da combinação entre resinas plásticas e fibras de vidro, as principais matérias-primas dos compósitos. Como não poderia deixar de ser, o Bairro dos Compósitos terá uma casa e uma escola. Os sistemas construtivos adotados em ambas foram homologados, respectivamente, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do Ministério da Educação. O espaço contará ainda com posto de saúde, loja e área de lazer. “Toda a exposição será baseada no material. Dos postes de energia, minigeradores eólicos, banheiros e placas de trânsito até os pontos de ônibus e itens de decoração, tudo será de compósitos”, observa o presidente da ALMACO. O bairro, ele lembra, é uma ação baseada no mesmo conceito da bem-sucedida Compocity, minicidade construída pela ALMACO em 2012. “Na ocasião, cerca de R$ 2 bilhões em negócios foram gerados. A expectativa agora é de, pelo menos, repetir esse número”. As aplicações na construção civil responderam por quase a metade das 210.000 toneladas de compósitos fabricadas no Brasil em 2013. No ano, o setor representado pela ALMACO faturou R$ 3,250 bilhões, alta de 8,9% em comparação a 2012. Para 2014, a previsão é de crescimento de 11,5%, totalizando R$ 3,623 bilhões – consumo projetado de 216.000 toneladas (+2,9%). 14 > Plástico Sul >>>

Chapas e Filmes Especiais, Innovative Plastics. “Durante muitos anos, nós temos aprimorado e reforçado nossas chapas para atender requerimentos ambientais e expectativas estéticas e de desempenho. O dia de hoje marca uma conquista significativa com a adição de mais uma arena inspiradora – a primeira do Brasil – que se beneficia da liberdade de design, eficiência energética e alto desempenho da chapa SABIC Lexan Thermoclear . Essa chapa foi fornecida em um tom personalizado de azul combinando com a marca do time Grêmio. A cor leve e com superfície altamente refletiva da chapa ajuda a minimizar os efeitos de calor e reduz a necessidade de sistemas de refrigeração. Esses atributos, somados ao baixo peso de cada painel (2,2 kg/m²) contribuem para o impacto ambiental reduzido da Arena do Grêmio, que espera obter a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), do Green Building Council (EUA). A chapa Lexan Thermoclear oferece muitas vantagens em relação aos materiais convencionais, como o vidro. A mesma é segura e fácil de se manusear, cortar e instalar, além de virtualmente inquebrável. Seu baixo peso pode oferecer economia significativa em termos de custo com transporte, manuseio e instalação. Quando comparada com vidro aramado de 6-mm, a chapa Lexan Thermoclear de 10mm oferece uma redução de peso de mais de 85%. A chapa da SABIC proporciona uma resistência a impacto marcante dentro de uma larga variação de temperatura, entre -40C e 120C, e também após prolongada exposição à ambientes externos. Ela pode resistir a condições climáticas rigorosas, assim como variações de temperatura sem quebras ou empenamento. Ela possui recurso de tratamento de superfície patenteado em um de seus lados que oferece excelente resistência contra degradação por radiação Ultravioleta (UV). Este material acompanha uma garantia escrita limitada de 15 anos contra descoloração, perda de transmissão de luz e perda de resistência a impacto devido a intempéries. A equipe da SABIC no Brasil providenciou simulações de cargas de vento, cálculos de resistência mecânica para os perfis de alumínio e relatórios regulamentares de resistência a chamas.

Rhodia no setor automotivo

A indústria automotiva é o carro-chefe da área de plásticos de engenharia da Rhodia, empresa do grupo Solvay, na região das Américas, segundo informa Suzana Kupidlowski, gerente do Mercado Automotivo dessa área de negócios da companhia. A empresa, com fábrica e laboratório de desenvolvimento de aplicações em São Bernardo do Campo (SP), reforça sua atuação nesse segmento a partir da ampla gama de inovações desenvolvida pelo grupo


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Solvay em todo o mundo. Um dos eixos de inovação mais importantes na área de plásticos de engenharia para o setor automotivo é a Substituição de Metal. Os compostos de poliamida possuem propriedades mecânicas e térmicas que permitem a substituição do metal em diversas aplicações, com a redução de peso do automóvel e consequente diminuição no consumo de combustível, mantendo as exigências e requisitos técnicos da aplicação. Mas essas inovações em aplicação só são possíveis aliando-se a qualidade do portfólio de produtos Rhodia ao serviço de simulação de que empresa dispõe: o MMI Technyl® Design. Este é um serviço avançado oferecido para atender ao desafio de redução de peso. Essa solução tecnológica é associada a um banco de dados de materiais extremamente abrangente e permite uma alta gama de cálculos quando integrada à modelagem do processo de injeção. “Trata-se de uma solução poderosa e de alto desempenho que permite a previsão precisa do desempenho de peças injetadas produzidas com materiais Technyl®, reduzindo assim a massa e o custo das aplicações significativamente, para os quais resistência a impacto e fadiga são requisitos chave”, informa Suzana Kupidlowski. Outra forte tendência são os compostos voltados para Fire Protection. A Rhodia possui vasta gama de produtos com propriedades de proteção ao fogo, largamente utilizados em sistemas que contemplam eletricidade, visando aos sistemas mais seguros. Estes produtos estão alinhados com a tendência de motores elétricos e híbridos na indústria automobilística, cujo mercado deve crescer de forma importante nos próximos anos. A Rhodia está também fortemente ligada ao desenvolvimento de inovações que melhoram a Barreira a Fluidos. A empresa inovou com compostos

de poliamida 6.10, com nome de Technyl® eXten, proveniente de fonte renovável, que apresenta excelente barreira a fluidos, e atualmente está sendo utilizada na indústria automobilística para conectores de engate rápido e tubulações de freio o ar para caminhões. Na K'2013, a empresa, líder global em soluções de poliamida, anunciou que o Technyl® eXten demonstrou com sucesso a sua alta efetividade como material de barreira de fluidos em uma aplicação mundialmente pioneira para sistemas de ar condicionado, na Coréia do Sul. Usado como um revestimento de proteção para tubulações de alumínio refrigerantes, o Technyl® eXten ofecere benefícios econômicos e ecológicos auxiliando na substituição do cobre. Isso amplifica seu potencial de uso final em mercados como o de eletrodomésticos, construção e automotivo.

Arena do Grêmio: a chapa SABIC Lexan Thermoclear é tecnológica e esteticamente superior”

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EspecialPlásticos de Engenharia DIVULGAÇÃO

Circuito interno: "Hostaform POM da Celanese é um dos plásticos mais confiáveis para aplicações de água

Um quarto eixo de atuação está ligado à Performance Térmica. A evolução de motores na indústria automobilística requer materiais cada vez mais resistentes termicamente e a Rhodia tem dado respostas a essas necessidades, com a oferta de produtos diferenciados de alta resistência térmica, seja em trabalho contínuo ou picos. As principais linhas de atuação no setor foram mostradas na K. “Como um dos líderes no fornecimento de compostos de poliamida para plásticos de engenharia, nosso compromisso é o de estar em linha com as tendências da indústria automotiva mundial, que valoriza a sustentabilidade, com veículos mais leves e mais seguros, sem perder desempenho, e com menor índice de emissões na atmosfera”, assinala Suzana Kupidlowski. Segundo ela, a empresa tem trabalhado junto com a cadeia produtiva local para desenvolver aplicações a indústria automotiva brasileira, de modo a consolidar a sua liderança no mercado interno do país como fornecedor de soluções em compostos de plásticos de engenharia. “O potencial de crescimento da indústria automotiva é grande no Brasil e nós vamos estar ligados a esse crescimento, com as nossas soluções em produtos, tecnologias e serviços”, conclui a executiva da Rhodia.

Benefícios em circuitos fechados de água

A Celanese Corporation, empresa global de tecnologia e materiais especiais, mostrou na recente K 2013, na Alemanha, um sistema de circulação de água fechado que demonstra os benefícios dos materiais de engenharia usados na filtragem, armazenamento e distribuição. Garantir 16 > Plástico Sul >>>

o abastecimento de água é uma das principais tarefas do futuro, lembra a empresa, que tem sede nos EUA. Essa consciência é maior em países desenvolvidos, onde o acesso ao líquido já não é tão farto e fácil como no Brasil. Assim, a água e os materiais em contato com a água já estão sujeitos a regulamentações mais rigorosas. Materiais de uso comprovado para sistemas de água potável e de resíduos incluem: Hostaform®( POM) , Fotron ® (PPS ) e GUR ® ( UHMW -PE). A Celanese tem mais de 30 anos de experiência e uma vasta gama de materiais globalmente aprovados e oferece suporte aos clientes no processamento com consultoria especializada - até o produto acabado. "Materiais de engenharia da Celanese são encontrados em aplicações de todo o sistema de abastecimento de água, do tratamento por meio de transporte e de uso, à eliminação de resíduos de água", diz o engenheiro de Desenvolvimento Eric Folz. Hostaform POM: Estável com a tradição - "Hostaform POM é um dos plásticos mais confiáveis para aplicações de água - e tem sido assim por muitas décadas ", diz Gabriel Hernández, também engenheiro de Desenvolvimento da empresa. “Na K 2013, a Celanese mostrou uma montagem Hostaform iniciada no final dos anos 70 que, em um teste de longa duração, só falhou depois de 34 anos, ou 301.064 horas. Em 1978, os engenheiros de aplicações previram uma vida de 300.000 horas de serviço. Uma simulação, posteriormente, com base no desenho componente 2D original, confirmou o ponto exato da falha”, explica. Componentes Hostaform POM podem ser codificados com cores de água potável, slip-modificado ou reforçado com fibra, o que torna este material ideal para inúmeras aplicações de água, desde sprinklers, passando por componentes de habitação, a adaptadores para mangueiras. Fortron PPS: Durabilidade a longo prazo - Fortron PPS é ideal para uso em aplicações de sistemas de água, especialmente como um substituto de redução de custos para os metais. Grades reforçados com fibra de vidro oferecem grande liberdade de design e permitem a integração de diferentes funções em vários componentes. Fortron PPS tem aprovação para contato com água potável, e é usado em acessórios, medidores de água e bombas de recirculação e caldeiras de água quente.


EventoPlastShow 2014

Foco em Inovação e tecnologia

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busca da indústria brasileira de transformação de plásticos por mais competitividade e destaque no mercado global é um desafio constante e permanente. Essa competitividade virá com uma com política fiscal mais transparente, e a sinalização de um cenário definido e claro para o estímulo ao empreendedorismo e aos investimentos. Tais investimentos se traduzem em pesquisa e desenvolvimento, novas tecnologias, capacitação da mão de obra e melhorias dos processos produtivos. Desta forma, com foco nas necessidades técnicas e gerenciais dos transformadores de plásticos e de toda a cadeia produtiva envolvida com essa indústria, a PlastShow, feira que está em sua sétima edição, reunirá mais de 120 empresas, seus produtos e serviços, além de debates sobre o que há de mais atual para a transformação. A edição de 2014 será realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, entre os dias 1 e 4 de abril. Conforme Mônica Carpenter, diretora da PlastShow, empresa organizadora da feira, o evento reúne soluções tecnológicas de ponta para o setor e os profissionais mais qualificados nos diversos elos da cadeia dos plásticos. “O resultado é um ambiente propício ao relacionamento e à geração de negócios”, declarou Mônica. A expectativa da organização da mostra, que é realizada a cada dois anos, é ter uma visitação em 2014 na marca de 10 mil visitantes, 15% a mais que o registrado na edição anterior. Os visitantes da PlastShow 2014 terão contato com mais de 120 empresas dos segmentos de máquinas, resinas, aditivos e compostos, moldes e matrizes, sistemas de câmara quente e software, entre outras soluções para transformação de plástico utilizadas nas indústrias de automóveis, autopeças, eletroeletrônicos, telecomunicações, construção civil, utilidades domésticas, embalagens e outros setores.

Palestras e debates

A PlastShow 2014 também vai oferecer uma intensa agenda de palestras, debates e apresentação de trabalhos técnicos durante o Congresso que será realizado em paralelo à feira.

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Um dos mais importantes eventos do setor vai reunir, em abril, o que há de novo no mercado sobre nanotecnologia, plásticos de engenharia, transformação e aplicações, além de paineis especiais sobre prototipagem rápida e impressão 3D.

Os maiores especialistas e técnicos do setor vão abordar temas como as novas tecnologias relacionadas a materiais (resinas petroquímicas e biodegradáveis), plásticos de engenharia, nanotecnologia, prototipagem, meio ambiente, processos de transformação e aplicações, reprocessamento, entre outros.

Serviço

VII PlastShow - Soluções para a Indústria de Transformação de Plásticos Data: de 1 a 4 de abril de 2014 Local: Expo Center Norte – Pavilhão Azul (Rua José Bernardo Pinto, 333, Vl. Guilherme – São Paulo/SP) Horários / Congresso: 9 às 18h / Feira: 12 às 20h Informações: http://www.arandanet.com.br/ eventos2014/plastshow/ <<< Plástico Sul < 17


DestaqueRedução de Custos

Reduzindo custos sem alterar a qualidade DIVULGAÇÃO

A busca pela qualidade sem custos por desperdício ou defasagem, passa por vários caminhos, como novos investimentos em máquinas e produtos de manutenção e reorganização de processos. Agentes do mercado plástico comentam sobre este tema.

Limpeza: o uso de Lusin® Clean 1020 gera uma redução de custo que varia de 50 a 70%

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eduzir custos sem alterar a qualidade ou mesmo alcançar níveis melhores é um desafio - e ao mesmo tempo um desejo - para os empresários. Além da renovação, o cuidado com máquinas e equipamentos é importante para a preservação destas peças fundamentais na produção. A Chem-Trend oferece ao mercado brasileiro um importante produto do seu portfólio global. É o Lusin® Clean 1500,

um agente de purga para limpeza de roscas e cilindros de injetoras para processamento de policarbonato que operam até 250ºC. Entre seus principais diferenciais, segundo o engenheiro Marcelo Donegá, especialista em termoplásticos, está o fato de o produto não ser abrasivo e efetuar uma limpeza química da injetora, não apenas mecânica. “Isso gera um grande ganho em produtividade às indústrias transformadoras de plástico em geral, pois as máquinas ficam menos tempo paradas”, afirma. No processo de limpeza das roscas e cilindros das injetoras, o Lusin® Clean 1500, apresentado em sacos de 25 kg, é altamente eficaz na remoção de resíduos e encrustações ou, em um vocabulário mais comum neste setor, na “eliminação dos pontos pretos”. Além disso, segundo Donegá, outro diferencial do produto é o fato de não ter odor durante a aplicação e não contaminar o equipamento. “O Lusin® Clean 1500 é um agente de purga desenvolvido com alta tecnologia, uma característica do portfólio da Chem-Trend”, afirma o engenheiro. A Chem-Trend é uma organização global que, no Brasil, está instalada em Valinhos (SP). Especializada no desenvolvimento, produção e comercialização de agentes desmoldantes e especialidades químicas para diversas indústrias, a empresa atua no setor nacional de termoplásticos desde 2005, com fornecimento de soluções que contribuem para a melhoria dos processos industriais. No caso da linha Lusin®, Donegá informa que, além dos agentes de purga, a companhia dispõe de outras soluções para este segmento, como agentes desmoldantes, protetivos de molde, limpadores e lubrificantes. “A aplicação dos produtos desta linha vai além da desmoldagem das peças, pois auxilia a manter o funcionamento das máquinas em boas condições e permite aos moldadores uma rápida mudança de cor das resinas sem nenhuma abrasão nos componentes do sistema. Da mesma forma, os lubrificantes da linha mantêm as


peças em perfeito movimento, prevenindo-as de quebras e engripamentos”, completa Donegá. Outro produto é o Lusin® Clean 1020, um agente de purga para limpeza de extrusoras e máquinas de moldagem por injeção, usadas no processamento de elastômeros termoplásticos (TPE). Entre os diferenciais do produto, a empresa afirma que este novo agente de purga auxilia na solução de problemas relacionados ao processo de troca de cor e de material e ajuda a eliminar as “pintas pretas”, um fenômeno associado à carbonização que pode surgir durante a degradação térmica do termoplástico, além de atender as mais rígidas exigências de higiene e segurança do registro NSF H2.

Vantagens do agente

Granulado e pronto para uso, o produto é usado com sucesso por fabricantes líderes globais da indústria de termoplásticos. Em comparação com a limpeza convencional de máquinas extrusoras e de moldagem, o uso de Lusin® Clean 1020 gera uma redução de custo que varia de 50 a 70%, diminuindo o consumo de material, tempo de parada das máquinas e taxas de refugos; a em-

presa esclarece que a economia varia de acordo com as condições e com o processo de fabricação. O Lusin® Clean 1020 pode ser utilizado em câmara quente, tendo sido muito bem-sucedido na produção de escovas de dentes ou solas de calçados, por exemplo. “Com o desenvolvimento do Lusin® Clean 1020, a Chem-Trend, mais uma vez, oferece uma solução inovadora e adequada a uma aplicação muito especializada”, observa o especialista em termoplásticos da Chem-Trend, Marcelo Donegá. “A Chem-Trend tem sido um parceiro com o qual os fabricantes de termoplásticos podem contar. Junto com nossos clientes, atentemos às rigorosas exigências de qualidade e a os requisitos de eficiência ambiental dos processos da indústria”, completa. Com o lançamento do Lusin® Clean 1020, a Chem-Trend expande seu portólio de agentes de purga. Mas, além de soluções para limpeza de moldes, a empresa oferece diversas especialidades químicas, como agentes desmoldantes, agentes anticorrosão, limpadores de moldes, limpadores de superfície e desengraxantes de superfície.

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DestaqueRedução de Custos impressora já fabricou mock-ups para empresas como Niely, Dermage e Jequiti, conquistando a aprovação imediata da novidade. No mercado desde 1996, a Spiltag hoje é uma indústria totalmente voltada para a produção de embalagens PET para cosméticos. A empresa possui cerca de 100 funcionários e conta com uma área de 16.600 m² de parque industrial instalado localizados na cidade de Marília, interior de São Paulo, com equipamentos de última geração capazes de produzir até 100 milhões de frascos por ano em diversas especificações. Referência no mercado, a fábrica conta com uma carteira com aproximadamente 3.000 clientes, entre eles constam Jequity, Mahogany, Niely e outros.

Investir para crescer

A Spiltag usa a tecnologia da impressora 3D e reduz custos de projetos de embalagens

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Tecnologia da impressora 3D

Com intuito de reduzir tempo e custo, minimizar erros de projetos a acima de tudo sair da convencional apresentação de concepção de embalagens no papel, a Spiltag adquiriu uma impressora 3D. A iniciativa faz parte do novo posicionamento da empresa de frascos PET para cosméticos em ser ainda mais pró ativa, gerando atratividade para seus produtos. Pouco tempo antes da compra do equipamento, a empresa de Marília (SP) entregava seus projetos impressos em 2D, como grande parte das empresas do segmento. Porém, com esta metodologia, o cliente nem sempre tinha a exata dimensão do produto e assim era preciso fazer um mock-up, que custa em média R$ 1.500 e demora por volta de 15 dias para ser apresentado. Com a nova tecnologia, a empresa consegue personalizar a ideia de forma mais precisa e ainda agiliza o processo de desenvolvimento da embalagem em apenas um dia, verificando erros de projeto e otimizando o tempo de análise. De acordo com Luiz Gustavo Spila, diretor da Spiltag, o investimento faz parte de uma nova unidade de negócios da empresa e visa agilizar processos. “Com a tecnologia 3D, os clientes podem ter uma imagem real e de tamanho original mais apurada sobre como seu pedido ficará, evitando gasto de tempo, dinheiro, além de minimizar qualquer erro no frasco”, explica o diretor. Ele complementa acrescentando que a iniciativa também possibilitará uma maior proximidade entre a empresa e seus clientes. Desde a sua inclusão nas operações da Spiltag, a

A Spiltag está com planos audaciosos para 2014. A empresa projeta um faturamento de R$ 42 milhões, representando um crescimento de 44% com relação ao ano anterior. Dona de cerca de 10% de market share no setor de frascos PET para produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, a empresa de Marília encerrou o ano com R$ 29,6 milhões e a produção cerca de 60 milhões de embalagens., garantindo eficiência e qualidade. De olho no que vem pela frente, a Spiltag vai iniciar o ano com novas aquisições para ampliar seu parque fabril. Logo nos primeiros meses a empresa realizará um investimento de R$ 3 milhões em novos maquinários, visando elevar a capacidade total de produção para 120 milhões de embalagens por ano. A medida envolve novas máquinas transformadoras e injetoras de plástico, equipamentos de automação e periféricos, uma nova impressora 3D, para ampliação de sua área de projetos e design e inclui ainda treinamentos para operadores. “Além do novo maquinário, vamos focar fortemente na capacitação dos funcionários, oferecendo mais condições para o colaborador ser mais produtivo”, afirma Spila, que ainda revela ter reestruturado seu quadro de funcionários e dobrado sua equipe de vendas para cobrir todo território brasileiro. Para o novo ano, o executivo também faz planos de ter representantes internacionais, além de dar continuidade em novas parcerias realizadas com empresas de outros países, como a que foi feita recentemente com a colombiana Cafaracol, do ramo farmacêutico. Além dos países latinos, Spila conta que pretende entrar no mercado de embalagens para cosméticos em países como Alemanha, Estados Unidos e África, apostando na participação das grandes feiras internacionais.


Sem dúvida, investir em novos equipamentos, mais modernos e eficientes é um passo para reduzir custos de produção e melhorar a qualidade do produto final. Assim, com o objetivo de tornar-se auto-suficiente e mais competitiva na produção de filmes monocamada de alta qualidade, a Embaquim, que atua na produção do sistema de embalagem bag-in-box (BIB), adquiriu uma extrusora Carnevalli com capacidade para transformar 300 Kg/hora e produzir filmes com até 3 metros de largura. O equipamento, instalado na sede da empresa em São Paulo, junta-se às outras três extrusoras existentes. “Além de garantir auto-suficiência na produção de filmes monocamada, a nova extrusora nos garante capacidade ociosa que será ofertada para o mercado”, pontua Renata Canteiro, diretora da empresa. Os filmes extrudados na nova máquina serão usados, principalmente, para a fabricação de sacos sanfonados para silos, big bags e capas para paletes. “Outras tantas aplicações poderão ser desenvolvidas, mas nosso objetivo principal é oferecer para os clientes tradicionais e para o mercado em geral embalagens com qualidade superior.” As quatro extrusoras garantem hoje à Embaquim uma capacidade de transformação de 300 toneladas/mês de resinas termoplásticas. O aumento de capacidade também é justificado pela expansão das exportações. “Cada vez mais as multinacionais atendidas pela Embaquim no Brasil indicam nossos produtos para uso em outros mercados. A ideia é conquistar fornecimentos globais ou regionais a partir do Brasil”, finaliza Renata.

Renata Canteiro, diretora da Embaquim, destaca as vantagens de uma nova extrusora

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Transformador complementa maquinário

A Embaquim é pioneira na produção de bag-in-box no Brasil, com 33 anos de atividades. Tecnologia de ponta e inovação norteiam todos os seus desenvolvimentos. Hoje a empresa oferece embalagens plásticas flexíveis (bolsas) de 800 ml até 1.000 litros com diversas estruturas e várias opções de bocais e tampas. Ela fornece para vários segmentos industriais entre eles alimentos, bebidas, químicos, cosméticos e farmacêuticos. A certificação ISO 9001:2008, concedida pela Bureau Veritas, garante a total rastreabilidade de seus produtos que são largamente testados em suas características físico-químicas e em simulação de uso. As bolsas são fabricadas em processo automatizado, com matéria-prima 100% virgem e atóxica.

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Mercado

Negociações acendem sinal de alerta

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Edílson Deitos, presidente do SinplastRS: atenção às oscilações de preços e perda de competitividade

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m 2013 foram anunciadas duas grandes movimentações no setor, a compra da Innova pela Videolar e a aquisição da Solvay Indupa pela Braskem. As alterações dependem de aprovação final, mas já deixaram em alerta a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) que, em dezembro, informou que espera que compra da Solvay pela Braskem represente o fortalecimento do setor de resinas, mas se resguardando a defesa da concorrência e evitando prejuízos à cadeia produtiva. Esta negociação é a que causa mais preocupação. Em "fato relevante", publicado no dia 17/12 na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Braskem anunciou a operação de aquisição da maioria do capital votante da Solvay Indupa, que ainda deverá ser analisada pelos órgãos de defesa da concorrência brasileira. A Abiplast informou em nota alguns dias depois que: “Se concretizada, a empresa irá consolidar-se como única produtora brasileira da resina de PVC. Desde 2010, a produção brasileira de polietilenos e polipropilenos já é ofertada apenas pela Braskem. Com a aquisição das plantas de PVC, uma única companhia responderá por 100% das principais matérias-primas demandadas pelo setor de transformados plásticos brasileiro e pela produção de PVC na Argentina”, divulgou em nota. A Abiplast, como representante da indústria brasileira de transformados plásticos, diz ter plena consciência da importância de se ter uma indústria petroquímica consolidada para que ela seja competitiva e que a operação ora anunciada tende a ampliar ainda mais as suas sinergias, tornando-a mais forte e competitiva em poliolefinas e vinílicos. Porém, a entidade destaca seu estado de atenção quanto à necessidade de se manterem condições competitivas de acesso às matérias-primas, que, devido às novas características estruturais, não pode prescindir do mercado internacional como opção concorrencial e fator balizador de preços, considerando que internamente não há outros concorrentes. A Abiplast reforçou, ainda, que essa

mesma preocupação foi evidenciada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no ato de consolidação da produção de polietileno e polipropileno (com a aquisição da Quattor pela Braskem, em 2010). Portanto, o objetivo da Associação é alertar sobre a questão e defender a livre concorrência no mercado de resinas termoplásticas, preconizando uma situação que não seja prejudicial aos elos posteriores da cadeia produtiva, assim como ao consumidor final de artigos plásticos. Em entrevista à Revista Plástico Sul (seção Plast Vip desta edição), o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho, avalia as duas movimentações. “Desde que não haja reflexos negativos à competitividade do setor de transformados plásticos, a compra da Innova pela Videolar representa a tendência de consolidação desse setor, que busca ganhar escala e produtividade e tornar-se player global. Com esse movimento, temos no mercado brasileiro agora dois grandes players no fornecimento de poliestireno. O mercado de poliestireno representa 4% do total de plástico consumido no Brasil. Já a aquisição da Solvay pela Braskem gera uma preocupação maior, pois representa não só a consolidação do fornecimento do PVC no mercado brasileiro, como também a consolidação de um monopólio nacional na produção de polietilenos, polipropilenos e PVC, que tem impactos negativos a competitividade do setor na medida em que essas três matérias primas juntas representam 83% do mercado total de resinas termoplásticas e tem recebido proteção de mercado à concorrência internacional.

Sindicatos atentos

As demais entidades que representam os transformadores também estão atentas às tendências em termos de oferta de produtos e preços ao transformador. Edilson Deitos, presidente do Sinplast-RS, afirma que “A consolidação do setor de primeira e segunda geração já era esperada. A movimentação do setor de


Outro lado, os fornecedores

Marcos Pires, Coordenador de Marke-

ting & Inteligência de Mercado da Innova S.A, diz que “esta importante mudança não afetará a forma de atuação da Innova para com o mercado, junto aos seus clientes, mantendo parcerias, oferecendo e desenvolvendo soluções para seus clientes, mantendo a linha de constantes inovações em processos, produtos”. A Braskem divulgou nota no dia 17 de dezembro anunciando a assinatura de um acordo com o grupo Solvay para a compra de 70,59% do capital votante e total da Solvay Indupa S.A.I.C. e afirmando que a aquisição confirma o compromisso da empresa com o desenvolvimento do setor petroquímico e dos plásticos no Brasil e na América do Sul por meio do fortalecimento da cadeia vinílica e a decisão de seguir investindo para sustentar o crescimento de seus clientes. Além disso, estabelece uma base industrial na Argentina, mercado no qual a Braskem já tem uma presença comercial há mais de 20 anos. O valor do negócio é de US$ 290 milhões. A consumação do acordo de compra dependerá da prévia apreciação e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Como consequência da conclusão da operação, a Braskem deverá lançar oferta pública aos acionistas minoritários para a compra das ações da Solvay Indupa na Bolsa de Comercio de Buenos Aires. A Solvay Indupa é produtora de PVC e soda, detentora de uma unidade industrial no Brasil e outra na Argentina, com posição geográfica privilegiada, próxima aos dois principais mercados consumidores da América do Sul. Criada em 1948, a Solvay Indupa tem capacidade de produção de 540 mil toneladas de PVC e 350 mil toneladas de soda. Uma vez concretizada a aquisição, a Braskem passará a contar com capacidade de produção total de 1,25 milhão de toneladas de PVC e de 890 mil toneladas de soda anuais. “O mercado de vinílicos é estratégico para nossa empresa. A Braskem investiu recentemente cerca de R$ 1 bilhão em uma fábrica de PVC em Alagoas inaugurada em 2012 visando atender ao forte crescimento da demanda dessa resina, associado à expansão do setor brasileiro de infraestrutura”, diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem.

RÉGIS FILHO/BRASKEM

terceira geração apesar de tímida inicia um movimento de consolidação, na busca de mais escala e competitividade. O setor de transformação via Abiplast e Sindicatos terá que ficar atento acompanhando as oscilações dos preços internacionais e sinalizando ao MDIC a perda de competitividade do setor frente aos preços internacionais”. Em relação a produtos e preços, avalia que o mercado de termoplásticos mundial está vivendo a maior revolução dos últimos tempos em função do shale gas americano. “Acredito que num primeiro momento o ressurgimento da indústria americana de transformação irá abastecer o mercado local deslocando o grande volume hoje abastecido pela indústria chinesa para o mercado brasileiro, aumentando ainda mais o deficit de transformados, pressionando os preços”. Para Vernon Luiz de Campos, executivo do SIMPESC - Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina, com relação à oferta, no caso do poliestireno já há algum incremento da produção no mercado, dadas as pequenas expansões que a indústria executou em 2013. No PVC também houve maior oferta local por conta da nova planta da Braskem. “Quanto aos movimentos empresariais, ainda é cedo para avaliar os efeitos das duas aquisições que ocorreram em 2013. Mas, se olharmos o passado, com o que ocorreu com as poliolefinas a partir da formação da Braskem, houve incremento da participação dos produtos importados no mercado brasileiro, uma vez que os transformadores não parecem se sentir confortáveis tendo apenas um fornecedor. A opção pela importação sempre existe e é essa a que baliza o custo das matérias-primas no mercado local. Mas uma mensagem está muito clara: o negócio de commodities petroquímicas é para poucos grandes (e cada vez maiores) grupos empresariais”. Laércio Gonçalves, presidente da Adirplast, diz que a entidade acredita que ainda é muito cedo falar sobre a tendência de ofertas de produtos, visto que estas aquisições ainda estão sob análise do Cade. “Comentando um pouco em relação ao preço, não visualizamos mudanças, visto que as resinas seguem os mesmos padrões dos preços internacionais”. Em relação aos distribuidores, ele comenta que “De imediato, não enxergamos nenhum efeito impactante sobre os distribuidores. Acreditamos que precisamos de uma vivência maior neste novo cenário para podermos nos posicionar”.

Carlos Fadigas, presidente da Braskem, ressalta que o mercado de vinílicos é estratégico para a empresa

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Comércio Exterior IMAGENS: DIVULGAÇÃO

"A exportação propriamente dita não é, somente, vender ao exterior, mas também entender o que está sendo feito fora e projetar a utilização desse produto no mercado nacional. O mundo está ficando cada vez menor"

Programa Think Plastic completa 10 anos

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m dezembro de 2003, a partir de uma parceria da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e grandes players do setor plástico - Petrobras, centrais petroquímicas, produtores de resinas termoplásticas e transformadores -, surgiu o Export Plastic, hoje Think Plastic Brazil. A iniciativa tinha como principais atividades atrair compradores internacionais para o Brasil e levar as empresas brasileiras ao mercado externo. Para Marco Wydra, gerente executivo do Programa desde 2007, este é um bom exemplo de como a parceria entre os setores público e privado pode render bons frutos. “Empresas e governo têm de andar em sintonia”, diz. “O país onde nasci, a Alemanha, sempre mostrou que o setor público é responsável por criar um ambiente interessante para o setor privado investir. Hoje vemos [no Brasil] essa vontade - e vai melhorar ainda mais.” Segundo Mauricio Borges, presidente da Apex-Brasil, apoiadora desde o começo, o projeto Think Plastic Brazil, parceria da Apex-Brasil e Instituto Nacional do Plástico (INP), tem contribuído para levar para os grandes mercados globais

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a qualidade e a inovação dos produtos brasileiros do setor de plástico. “As cerca de 90 empresas que participam do projeto vêm se beneficiando de ações inovadoras de promoção comercial, de imagem e de relacionamento com compradores estrangeiros.” Borges enfatiza também o importante desenvolvimento do Programa ao logo dos anos. “Além da evolução das exportações, que passaram de 33 mil toneladas de produtos em 2004, para as cerca de 150 mil toneladas que devem ser exportadas este ano, merece destaque o desenvolvimento de produtos de qualidade e adequados às necessidades e desejos dos consumidores dos grandes mercados globais. E a indústria transformadora de plástico apresenta um grande potencial para contribuir e aumentar a base exportadora do Brasil, em razão do grande número de empresas, especialmente pequenas e médias que compõem o setor”, ressalta. Nos anos 1960, o filósofo canadense Herbert Marshall McLuhan via um mundo cada vez mais integrado no qual as informações circulariam com imensa velocidade. Ele dizia que o mundo se


Competitividade e mudanças globais

Nesse cenário, a competitividade vale não só para quem exporta, mas para o mercado nacional, “porque se uma empresa não consegue ser competitiva aqui no Brasil contra as importações, ela também não vai conseguir exportar e vice-versa”. Durante a entrevista, ele lembra das atividades do início do Programa, que começou como um braço de promoção comercial, e hoje fornece inteligência de mercado ao setor plástico brasileiro, ou “capacitação”, como ele gosta de afirmar. Wydra destaca que depois deste período, mais empresas sentem necessidade de exportar e de investir na exportação de forma continuada. “Dez anos atrás, começamos timidamente, como é natural, com ferramentas de promoção comercial, projetos comprador e vendedor; depois incluímos os ciclos de capacitação; recentemente, instalamos um departamento de Inteligência Comercial. É um trabalho bonito, porque essa trajetória mostra que houve aprendizado. Dez anos atrás, começávamos como um programa de exportação, e hoje somos um provedor de inteligência comercial. Isso porque para as empresas poderem exportar, se internacionalizar e se consolidar no exterior, elas têm de ter um apoio de inteligência”, ressalta. O executivo também comenta sobre a influência das mudanças globais nas empresas. “O ponto mais marcante, sobre o qual falamos sempre, é competitividade. Nós estamos falando para todas as empresas brasileiras que a competitividade vale tanto para a exportação quanto para o mercado nacional. Porque se uma empresa não consegue ser competitiva aqui no Brasil contra as importações, ela também não vai conseguir

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transformaria numa aldeia global - e nem os aviões eram tão rápidos, tampouco a internet existia. Hoje, olhar para o que pessoas e empresas fazem mundo afora é essencial para entendermos a nós mesmos. Para Marco Wydra, internacionalizar e competir são palavras de ordem que sustentam a atividade do projeto. A competitividade está intimamente ligada à internacionalização, diz ele. “É questão de entender o que o mundo está demandando, o que está fazendo.” A aldeia global não poderia fazer mais sentido do que no mundo atual, em que estamos todos interligados. O segredo, então, é estar aberto às tendências, como afirma Wydra em entrevista sobre os dez anos do Think Plastic Brazil. “O mundo está ficando cada vez menor, todo mundo pode acompanhar pela internet ou em viagens de prospecção as tendências”, explica.

exportar e vice-versa”, explica. Wydra diz que isso mostra a necessidade de capacitar e ficar antenado com o mundo. A competitividade está muito ligada à internacionalização e tudo está interligado. A exportação não é uma área de fora da empresa. Ao contrário, ela tem que estar muito bem integrada porque é uma área transversal. Sabemos que há muitas empresas no Brasil que são grandes exportadoras, internacionalizadas, mas sabemos também que esse número tem como crescer muito ainda”, avalia. Wydra completa com uma projeção do programa para os próximos anos. Segundo ele, sustentabilidade é outra questão para as empresas daqui em diante, pois é uma área que tem muito potencial de exploração no Brasil. “Um dos nossos próximos projetos é desenvolver um diagnóstico do setor plástico no Brasil para se chegar a diretrizes que apontam rumos que devemos tomar nesse sentido, analisando também a demanda internacional e o que ela necessita em termos de sustentabilidade, e que atendam os três pilares (os aspectos econômico, social e ambiental). Vamos analisar as leis que existem no Brasil, as que existem no mundo e chegar a diretrizes. Idealmente há uma estratégia de sustentabilidade, e isso tudo está ligado à competitividade. Investir nisso ajuda as empresas a ganhar destaque”, finaliza.

Competitividade está intimamente ligada à internacionalização

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Tendências

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Poliestirenos: mercado agitado e novas aplicações

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A

s estimativas da MaxiQuim, consultoria especializada em química e petroquímica, para o mercado de poliestireno (PS) em 2013 são de um aumento de aproximadamente 3% em relação ao observado no mercado em 2012. Segundo Marta Loss Drummond, analista de mercado de resinas termoplásticas da empresa, o consumo brasileiro em 2013 deve ter fechado próximo a 396 mil toneladas. As empresas brasileiras importaram 32 mil toneladas de PS em 2013, um aumento de 54% em relação ao observado em 2012. “A importação de PS é de menor relevância se compararmos com o realizado no caso dos polietilenos (PE) e polipropileno (PP). Porém, esse movimento deve seguir ocorrendo até que haja uma consolidação no mercado brasileiro de PS, que passou por mudanças nos últimos anos”, lembra. Em 2013 foi observado mais um capítulo importante de movimentos empresariais, com o anúncio da Videolar como compradora dos ativos da Innova.


“Assim, teremos duas produtoras da resina no Brasil, considerando a Videolar e a Unigel”, afirma. Atualmente, segundo Marta, o principal mercado demandante de PS no Brasil é o de descartáveis, e o consumo dessa resina deve apresentar queda nos próximos anos, sendo parcialmente substituído pelo PP, também utilizado em algumas aplicações desse segmento. Já o mercado de eletroeletrônicos/ eletrodomésticos, também importante consumidor de PS, deve apresentar crescimento nos próximos dois anos, devido aos incentivos recebidos por esse setor e ao aumento do poder de compra de classes sociais de menor poder aquisitivo, que vem investindo em artigos como refrigeradores e lavadoras, por exemplo. Esse comportamento deve desacelerar no longo prazo. “De uma forma geral, prevê-se um crescimento anual na faixa de 3,8% no mercado de PS brasileiro nos próximos anos”, projeta a analista da Maxiquim. Em relação ao Poliestireno Expandido (EPS), o consumo aparente no Brasil em 2013 fechou próximo a 100 mil toneladas, o que representaria um aumento perto de 2% na comparação com o realizado em 2012, informa Marta. Houve um aumento considerável nas importações de EPS, passando de 36 mil toneladas em 2012 para 50 mil importadas em 2013,

uma variação de 37%. “Existe capacidade ociosa de EPS no Brasil, visto que as empresas produtoras de EPS que são verticalizadas (possuem transformação própria da resina, ou seja, produzem blocos de EPS, por exemplo), muitas vezes compram o Poliestireno Expandido e apenas o transformam. Devido a viabilidade econômica de importar o EPS e realizar apenas a transformação, essas produtoras de EPS verticalizadas estão importando volumes consideráveis do produto e diminuindo sua produção”, ressalta. Marta avalia que essa tendência deve continuar nos próximos anos. Quem deseja mais informações pode adquirir o MaxiQuim Market Outlook Poliestireno (mmo@maxiquim.com.br), onde encontrará relatórios detalhados do mercado brasileiro de PS e EPS, assim como um overview do mercado de PS na América do Sul.

Estudo chinês destaca PS

Um levantamento recente feito pela Chinaplas, um dos maiores eventosda indústria de plástico, apresentou um mapeamento do uso de plásticos em aparelhos domésticos. Segundo o documen-

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Tendências

O EPS está sendo muito utilizado na construção civil em lajes de isopor pré-moldadas

to Applications and Development Trend of Plastics in Household Appliance Industry, 90% dos materiais plásticos usados nessa área são termoplásticos, sendo a maior parte deles PP, PS, PVC e PE e também plásticos de engenharia (ABS, ASA, PMMA e PEEK, entre outros), e alguns termofixos, como as resinas poliuretânicas e fenólicas. Três materiais sobressaem de toda a lista: poliestireno, ABS e polipropileno. O PS, que era então apenas usado na produção de partes transparentes de aparelhos, ganha espaço e vem sendo empregado amplamente em materiais de embalagem. O poliestireno de alto impacto (PSAI) vive situação antagônica: tem sido utilizado em caixas de vegetais das geladeiras, contêineres internos, bandejas de gelo e gavetas de carne, entre outros componentes, mas perde espaço entre os materiais para fabricar porta de geladeira, que também pode sofrer alterações, com o avanço do ABS, que pode reduzir a espessura da porta e o custo de produção desse componente, sem afetar a sua resistência. O PS também pode aparecer em conjunto com o PVC - que é raro no ambiente doméstico - graças ao baixo custo da combinação, para aplicações como o cilindro interno de refrigeradores. Segundo o relatório, alguns fabricantes de geladeiras estariam considerando a possibilidade de fabricação das portas externas somente com plásticos.

Sistema Monoforte da Termotécnica

O EPS (poliestireno expandido) também vem conquistando mercado no Brasil em setores como a construção civil. O Sistema Construtivo Monoforte, feito a partir de painéis monolíticos de EPS (isopor®) e telas de aço galvanizado, foi uma das 28 > Plástico Sul >>>

atrações do Concrete Show, maior evento da cadeia produtiva do concreto do Brasil, realizado no final de agosto, em São Paulo (SP). O sistema foi desenvolvidos pela Termotécnica, a maior transformadora de EPS da América do Sul, com sede em Joinville (SC). Ela fabrica sua própria matéria-prima e produtos acabados, atuando nos segmentos de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, construção civil, UDs, agroindústria, alimentício, bebidas, produtos frágeis etc., informa o site da empresa. Muito utilizado na construção civil em vários países o EPS oferece, segundo a Termotécnica, uma série de vantagens às edificações, como o maior conforto térmico e acústico dos ambientes e a diminuição do custo final da obra, com economia nas fundações e redução do efetivo de mão de obra. A empresa ressalta que o uso do EPS, que é 100% reciclável e reutilizável, torna as obras ecoeficientes, pois utilizam menos recursos naturais, como água e energia elétrica, e, graças à facilidade de transporte do material "leve e compacto", emitem menores quantidades de CO2 na atmosfera. O diretor comercial da Termotécnica Adriano Vendramini Dessimoni cita algumas razões do sucesso. “Existe uma enorme expectativa em torno do Monoforte, principalmente por parte dos profissionais que buscam sistemas inovadores e competitivos para propor melhores soluções para os seus clientes”. As vendas têm se intensificado, com uma tendência de aumento da demanda ainda no segundo semestre de 2013, informa a empresa. “A lista de clientes potenciais não para de crescer e deve ficar ainda maior quando apresentarmos algumas novidades”, ressalta o executivo. Dessimoni aproveita para explicar como o Monoforte se encaixa nessa demanda. “As grandes construtoras e incorporadoras estão cada dia mais exigentes com relação à garantia da qualidade dos materiais de construção e à quantidade cada vez maior de edifícios verdes nas grandes cidades. Isso tem aumentando significativamente as exigências técnicas e ambientais dos produtos utilizados nestas obras. A Termotécnica está atenta a tudo isso, trabalhando na pesquisa e desenvolvimento de produtos, entre outros fatores, para continuar trazendo soluções inovadoras e seguras para o mercado”.

Innova aumenta produção

A Innova, com unidade no Pólo de Triunfo (RS), e que recentemente foi adquirida pela Vieolar, produz estireno, poliestireno e etilbenzeno, matérias-primas da borracha sintética, de resinas acrílicas e da resina poliéster, utilizados na fabricação de descartáveis, tintas, isopor, pneus, embalagens, papel, entre outros. A empresa é um dos players mais importantes no segmento de estirênicos e o Coordenador de Marketing & IM da empresa, Marcos Pires,


Pires, da Innova, diz que no Brasil o poliestireno demonstra que ainda há potencial de desenvolvimento

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comenta sobre o mercado e as perspectivas do setor. Segundo o executivo, em 2013, o mercado de poliestireno não apresentou fortes mudanças no consumo, os segmentos que mais demandam o poliestireno no Brasil são descartáveis, linha branca e embalagens. “Esses segmentos juntos representam aproximadamente 45% do consumo de poliestireno no Brasil. Até o terceiro trimestre de 2013 o consumo aparente do PS no Brasil teve um aumento aproximado de 1,6%, em comparação ao mesmo período de 2012. Acreditamos que o consumo total de 2013 tenha fechado nesse mesmo patamar de crescimento”, avalia. Para situar a empresa no mercado, Marcos Pires destaca que a Innova é a única petroquímica integrada de estirênicos da América Latina. Com esta tecnologia participa de todas as etapas da produção do poliestireno. Ele revela dados de produção. “Em 2012 e 2013 a Innova operou sua planta praticamente em plena capacidade (154 mil toneladas ano) principalmente para atender o mercado interno. Para 2014, a Innova aumentará a sua capacidade de produção em aproximadamente em 15 mil toneladas/ ano”, informa. O executivo também comenta sobre os números e índices de desempenho nacional e internacional. “Na última década a demanda global por poliestireno caiu de 11 milhões de toneladas para cerca de 10,5 milhões de toneladas. O mercado de poliestireno é um mercado relativamente maduro, principalmente na América do Norte. No Brasil, o Poliestireno demonstra que ainda há potencial de desenvolvimento e a expectativa para 2014 é que este mercado cresça em torno de 3% e 4%”, analisa. Essa perspectiva de crescimento supõe novas aplicações. Marcos Pires faz referências às pesquisas e áreas promissoras. “A Innova está presente em diversos segmentos além dos já mencionados, acrescentamos eletroeletrônicos, chapas, calçadista, eletrodoméstico, distribuição. A Innova possui um Centro de Tecnologia em Estirênicos, o qual investe permanentemente em pesquisa e desenvolvimento de novos grades", ressalta. Quanto a novos grades e aplicações o executivo lembra alguns lançamentos. “Em 2013, patenteamos e lançamos o “R 770E”, um grade de poliestireno de alto impacto (HIPS) com relação custo/ benefício imbatível em relação a qualquer alternativa no mercado de embalagens e descartáveis rígidos, com imediato sucesso e com vendas crescentes. A segunda geração do grade R 350L, único poliestireno de médio impacto que alia transparência e excelente brilho, permitiu ampliar seu uso em descartáveis transparentes de maior capacidade. O segmento de embalagens é bastante promissor, especialmente em laticínios, oportunizando maior aplicação do poliestireno”, completa.

BASF: foco em EPS

Outro fabricante conceituado nesse segmento, a BASF, agora tem participação limitada na cadeia. Débora Cervenka, Gerente de Marketing de Materiais de Performance – Espumas (América do Sul), informa que companhia não atua mais no mercado de PS – atualmente a planta de São José dos Campos (SP) é propriedade da Unigel (que não atendeu às solicitações até o fechamento desta edição). A executiva da BASF comentou sobre outras resinas. “Referente ao mercado de EPS (poliestireno expansível) no Brasil, a percepção é que o mercado foi impulsionado principalmente pelo segmento da construção civil, além dos períodos sazonais do ano, onde a produção da linha-branca impulsiona também as vendas de EPS”, avaliou. Por questões estratégias a BASF não divulga dados de produção/comercialização de matérias-primas do portfólio, esclareceu Débora Cervenka, mas fez uma avaliação sobre desempenho nacional e internacional. “A utilização do EPS na América do Sul e no Brasil cresceu em média 50% nos últimos 10 anos. Para os próximos, a expectativa é de que o mercado continue aquecido, porém com um crescimento mais moderado comparado aos últimos anos”, comparou. Sobre novas aplicações e potencial de mercado, Déboa Cervenka tem posição otimista. “O Styropor® (EPS) é um produto muito versátil com diversas características que possibilitam a inovação, principalmente em aplicações no segmento construtivo. Algumas aplicações já bastante conhecidas na Europa estão chegando na região, um exemplo disso é o sistema construtivo ICF (Insulated Concret Form), onde os blocos de EPS são montados na obra e preenchidos com concreto junto com a ferragem convencional para estruturação da parede. Este siste<<< Plástico Sul < 29


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Tendências

Espuma E-por®, da BASF, nos veículos aquáticos da linha WaveRunner da Yamaha

ma construtivo pode ser utilizado como vedação convencional ou como parede estrutural, tem excelente poder de isolamento térmico, além de contribuir com a rapidez na execução da obra. Este sistema foi utilizado na Casa-E, projeto residencial construído a partir de produtos/aplicações inovadoras e sustentáveis da BASF. Por meio dessas tecnologias é possível otimizar processos construtivos e contribuir com a eficiência energética da casa”, destaca. A executiva informa que outra aplicação que merece destaque é o Geofoam, uma solução geotécnica para estabilização de solo com blocos de EPS. “Consiste na substituição do aterro tradicional (terra, cinza, areia, pedras, etc.) por blocos de EPS de alta densidade, especialmente quando o terreno tem baixa capacidade de carga (solos moles). Além de acelerar a execução da obra, o Geofoam é fácil de manusear e transportar, por ser muito leve e ainda não agride o meio ambiente”, informa. Débora Cervenka diz que além do Styropor®, a BASF também conta com o Neopor®, que reúne todas as características do EPS convencional, além de possuir micropartículas de grafite que absorvem e refletem os raios infravermelhos, prevenindo a absorção do calor causado pela radiação solar. “Desta forma, o Neopor® possibilita uma performance superior em isolamento térmico de até 20% comparado ao EPS”, esclarece. Quem desejar mais informações sobre a Casa-E, o Styropor® e o Neopor®, pode acessar o site http://casae.basf.com.br

Espuma em veículos aquáticos

A BASF também desenvolve pesquisas em outras áreas e recentemente divulgou novidades envolvendo espuma para flutuação em veículos aquáticos. Graças à utilização da espuma em partículas do Interpolímero Poliestireno/ Polietileno (E-por®), os veículos aquáticos da linha WaveRunner da Yamaha Motors atendem aos requisitos de leveza e flutuação indicados pela Norma ISO 13590. A baixa densidade da espuma E-por®, que é instalada na dianteira e nas laterais da carroceria do modelo VX700S produzido 30 > Plástico Sul >>>

pela fabricante japonesa, garantem a flutuação do veículo aquático pessoal (VAP). O VX700S tem o peso composto principalmente pelo motor, jato, tanque e casco, e oferece uma capacidade de embarque de até três passageiros. Para obter a flutuação necessária, o veículo aquático exige uma estrutura estável que fornece a força de flutuação. A espuma funciona como estrutura flutuante graças à baixa densidade e ao bom perfil de material. O VX700S, com uma carroceria de 240 quilos, é o modelo de VAP mais leve para acomodar três passageiros já desenvolvido até hoje. Apesar de compor uma grande parte do volume total, as partes feitas com a espuma da BASF são responsáveis por apenas 3,3 quilos do peso total. Além disso, a espuma E-por® pode ser processada facilmente, como o EPS (poliestireno expansível), na densidade e na forma desejadas, permitindo, dessa maneira, que as partes moldadas sejam inseridas perfeitamente no revestimento. O Gerente de Contas da fabricante japonesa de moldes Astec Corporation, Hiromi Ishizaka, conjuntamente com sua parceira de negócio Sano Enterprises, orientou a Yamaha Motor durante a escolha do material: “O interpolímero da BASF oferece às nossas empresas e aos nossos clientes uma alternativa interessante para substituir outras espumas, e o E-por® impressiona por suas excelentes propriedades de material”. Em particular, a absorção mínima de água, a resistência à ruptura e também a boa resistência a químicos da espuma da BASF desempenharam um papel essencial no processo de escolha do material. Com essas características, a espuma também ajuda a aumentar o grau de rigidez do casco da embarcação. Keijiro Ikeda, gerente da Unidade de Negócio de Veículos Aquáticos da Yamaha Motors, explica: “A espuma é ideal para utilização no WaveRunner, pois atende as nossas exigências técnicas.” Espuma expansível - O E-por® é um interpolímero expansível à base de Poliestireno e Polipropileno (com teor de PS superior a 70%), que emprega um teor de agente expansor (pentano) inferior a 5%. Na sua formulação, os polímeros interagem uns com os outros e também com o agente expansor. Trata-se de uma espuma em partículas resistente à ruptura e com alto grau de resistência a solventes. Esta espuma elástica-rígida também pode ser armazenada, processada e reciclada seguindo o mesmo procedimento adotado para EPS.


Artigo /EPS

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Avanços nas construções sustentáveis Miguel Bahiense (*)

O

Brasil está progredindo a cada dia nos debates sobre assuntos relacionados ao meio ambiente. Temas como construção sustentável, que considera o bem estar das pessoas, o menor impacto ambiental e o custo-benefício competitivo deixaram de ser relegados ao segundo plano e ocupam lugar de destaque nas discussões estratégicas da construção civil. Segundo o Green Building Council, uma das ONGs americanas certificadoras de edificações sustentáveis, o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, atrás dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes. Diante deste contexto, o país segue uma tendência mundial de desenvolvimento tecnológico em busca de produtos que tenham foco em sustentabilidade, agregando a eles melhor custo-benefício, eficiência térmica/energética e reciclabilidade. Veja o exemplo do EPS (poliestireno expandido, popularmente conhecido como Isopor®). Atualmente, o mercado de EPS está em pleno crescimento no Brasil. O consumo aparente (valor da soma da produção e da importação, menos a exportação) do produto no país, em 2012, foi de 96.000 ton/ano e a estimativa para 2013 é que chegue a 101.000 ton/ano. A construção civil destaca-se como um dos principais mercados do EPS, sendo estimado que 50% da produção brasileira são destinados a este setor. São várias as aplicações do produto na construção, entre elas enchimento de lajes, telhas, sistemas construtivos, concreto leve, forros, estabilização de solos (geofoam), entre outras. No Brasil, diferente de outros países, não existe ainda uma obrigatoriedade de isolamento térmico ou acústico nas construções, aplicações nas quais o EPS poderia ser usado. No país, o consumo por habitante é de 0,49kg. De acordo com dados de um

dos maiores fabricantes de EPS do mundo, no Chile, onde há legislação que dita que as construções devam ter isolamento, foram consumidos em 2012 1,21 kg de EPS por habitante. Na Alemanha, a proporção sobe para 3,70 Kg/habitante. Ou seja, o Brasil tem espaço para avançar. Um dos pontos fortes do EPS em prol da sustentabilidade é referente à redução do consumo energético propiciado pelas suas propriedades e características técnicas. A aplicação do EPS em projetos construtivos e arquitetônicos permite uma economia de energia que pode chegar a 30%. E as vantagens não param por aí. Além da baixa condutividade térmica, baixo peso, resistência ao envelhecimento, absorção de choques, resistência à compressão e absorção de água, o EPS é um material versátil e de fácil manuseio, o que garante uma economia de cerca de 20% no prazo de construção, além de apresentar uma redução de 6% a 8% no custo total do projeto. É importante salientar que esse material também é utilizado em outras aplicações da infraestrutura, como blocos de geofoam para a estabilização de solos, por exemplo. Fabricado no Brasil desde meados dos anos 60, o EPS é um plástico inerte, atóxico, além de versátil, higiênico. Porém, a maioria das pessoas não sabe que se trata de plástico e que os plásticos são 100% recicláveis, ou seja, o material deve ser separado na coleta seletiva e encaminhado para reciclagem. Após o processo de reciclagem, o EPS é destinado a empresas que transformam o produto em materiais como molduras, rodapés, material para escritório, entre outros. No entanto, a indústria de reciclagem poderia atuar de forma mais contundente e representativa se a coleta fosse mais eficiente. Se as pessoas não sabem como destinar adequadamente o EPS pós-consumo e, pior, se não existe coleta seletiva, o material reciclável em questão vai parar no aterro sanitário, eliminando-se todo o benefício de seus atributos sustentáveis. O Brasil tem potencial, principalmente em tempos de grandes construções, de avançar ainda mais sua posição entre os países que investem na sustentabilidade de suas construções, buscando o melhor custo-benefício à população, além da preservação do meio, por meio de tecnologias eficientes e sustentáveis. (*) Miguel Bahiense é presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos

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de Notas

Governo do RS reduz ICMS da nafta petroquímica

O secretário da Fazenda do Governo do Estado, Odir Tonollier, e o gerente de Relações Institucionais da Braskem no RS, João Ruy Freire, assinaram em 27 de dezembro um acordo que estabelece o diferimento do ICMS da nafta petroquímica de 17% para 12%. A medida visa dar maior competitividade para a cadeia petroquímica, do plástico e da borracha e aumentar as possibilidades de atração de novos investimentos. O secretário destacou o potencial e a importância da indústria petroquímica para o Estado: “Para o RS a ampliação da cadeia do plástico e da borracha representa a substituição de produtos que compramos de outros estados”. A redução de ICMS restabelece o equilíbrio tributário da cadeia, uma vez que a Braskem comprava a matéria-prima com imposto de 17% e vendia resina pagando 12% do mesmo tributo. Esse desequilíbrio levou a empresa a acumular créditos de ICMS de R$ 40 milhões. “A medida permitirá o uso desses créditos de até R$8,5 milhões por mês e o fim desta retenção, restabelecendo o equilíbrio financeiro e melhorando as condições de novos investimentos da empresa no Rio Grande do Sul”, afirma Freire. O acordo também determina o percentual máximo de exportação de 30% da produção da Braskem no Estado. A indústria gaúcha petroquímica e da transformação de plástico faturou em 2012, R$ 33 bilhões, consumindo, no período, mais de 500 mil toneladas de resinas plásticas.

GLÊNIO PAIVA/BRASKEM

Bloco

João Ruy Freire (D), da Braskem, em audiência com o Secretário da Fazenda/ RS, Odir Tonollier

Errata

Na reportagem sobre a Cristal Master, na edição 148, diferente do que foi publicado, Fábio Fazolim é Gerente Comercial e não Gerente de Marketing. E a produção atual da empresa na unidade de Joinville é de 1.250 toneladas.

Importações de químicos em novembro

O Brasil importou US$ 4,0 bilhões em produtos químicos no mês de novembro. O valor representa uma queda de 5,5% em relação a outubro do mesmo ano, e aumento de 0,6% na comparação com novembro de 2012. As resinas termoplásticas, com vendas de US$ 1,9 bilhão, foram os produtos químicos mais exportados pelo País, até novembro. Em relação ao mesmo período de 2012,entretanto, as vendas externas de resinas recuaram 8,0%. Os intermediários para fertilizantes permaneceram como o principal item da pauta de importações químicas, respondendo por 17,8% do total das importações de produtos químicos.

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Foco

no Verde

Acordo para desenvolver o butadieno verde

Inovar é preciso e a Braskem e a Genomatica, empresa norte-americana de biotecnologia, comungam desta ideia. Por isso fecharam acordo para o desenvolvimento conjunto de uma nova tecnologia para a produção de butadieno de origem renovável. Com a parceria, a Braskem reafirma seu compromisso no investimento em pesquisas de matérias-primas químicas renováveis, fortalecendo seu papel de liderança neste segmento. O objetivo da Braskem com o butadieno verde é atender principalmente ao mercado de borrachas sintéticas, suprido essencialmente pelo butadieno de base nafta, do qual a empresa já é a terceira maior produtora mundial. Com a expectativa de recuperação do crescimento econômico global nos próximos anos, a previsão é de uma demanda crescente pelo insumo, utilizado pela indústria de pneus, maior consumidor do produto. Conforme os executitovos, a pesquisa entre a Braskem e a Genomatica busca não somente encontrar alternativas baseadas em matérias-primas renováveis, mas também desenvolverrotas competitivas em termos de custos de produção. A Braskem, em conjunto com a Genomatica, vai destacar um time de pesquisadores para o desenvolvimento do butadieno verde utilizando o açúcar como matéria-prima. Pelo acordo, se os resultados forem bem sucedidos, as empresas vão construir uma planta-piloto e uma planta demonstração nos próximos anos. O acordo também garante certos direitos de exclusividade à Braskem no uso da tecnologia nas Américas.

Liderança na química verde - “A Braskem tem uma estratégia clara de investir na pesquisa e no desenvolvimentode insumos renováveis como alternativas complementares às rotas de origempetroquímica. Assumimos a liderança da química verde quando anunciamos a produção do plástico feito a partir da cana de açúcar em 2010 e agora reforçamos essa visão”, afirma Alexandre Elias, diretor de Químicos Renováveis da Braskem. Enquanto isso, Christophe Schilling, CEO da Genomatica, destaca que o acordo ajuda a fortalecer a posição da empresa como desenvolvedora e licenciadora de processos de tecnologias renováveis para a indústria química. “Nossa parceria aproxima a indústria deuma comercialização de butadieno mais sustentável e economicamente viável”, diz Schilling. A Genomatica, fundada em 1998 por pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD), possui 71 patentes registradas e 450 pedidos adicionaisde patentes aplicando sua tecnologia no desenvolvimento de múltiplas abordagens para a produção comercial de bio-butadieno, utilizando várias matérias-primas renováveis. Além de matéria-prima para a indústria de pneus, o butadieno é utilizado na produção de eletrodomésticos, calçados, plásticos, modificadores de asfalto, aditivos para óleos lubrificantes, tubos, componentes de construção e de látex. O butadieno produzido pela rota tradicional tem sofrido escassez estrutural de oferta nas Américas em decorrência da ascensão do shale gas, que ao contrário da nafta quase não gera co-produtos.

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Agenda DIVULGAÇÃO

Anunciantes

Moscou (Rússia) Fortaleza (Ceará)

AX Plásticos / Página 33 Brasfixo / Página 33 Detectores Brasil / Página 13 Digitrol / Página 32 Gabiplast / Página 35 Innova / Página 7 Metalúrgica Expoente / Página 27 Multi União / Página 27 Plastimaster / Página 36

Agende-se para 2014 Plastics & Rubber Vietnam De 4 a 6 de março Ho Chi Minh -Vietnam www.plasticsvietnam.com Fimec A Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes De 18 a 21 de março de 2014 Fenac – Novo Hamburgo, RS (Brasil) www.fimec.com.br VII Plastshow – Feira e Congresso Soluções para a Indústria de Transformação de Plásticos De 1 a 4 de abril Expo Center Norte – Pavilhão Azul São Paulo - SP (Brasil) http://www.arandanet.com.br/

Polibalbino / Página 32 Polielos / Página 32

Recicla Nordeste De 23 a 25 de abril Centro de eventos do Ceará – Fortaleza (Brasil) www.reciclanordeste.com.br

Shini / Páginas 2 e 3 Sociesc / Página 19

Chinaplas De 23 a 26 de abril Shangai New International Expo Centre www.chinaplasonlibe.com

Teck Trill / Página 21 Thormaq / Página 33 Wortex / Página 15

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Argenplás 2014 - XV Exposição Internacional de Plásticos 16 a 19 de junho Costa Salguero Exhibition Center Buenos Aires - Argentina www.argenplas.com.ar/pt


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Plástico Sul 149  
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