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Editorial DIVULGAÇÃO

Expediente Conceitual - Publicações Segmentadas www.plasticosul.com.br Av. Ijuí, 280 CEP 90.460-200 - Bairro Petrópolis Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3062.7569 plasticosul@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844 Redação: Brigida Sofia e Gilmar Bitencourt Consultor de Redação: Júlio Sortica Departamento de Marketing: Izabel Vissotto Departamento Financeiro: Letícia Dias e Claudemar Cunha Departamento Comercial: Débora Moreira e Magda Fernandes Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 9941.5777) Capa: foto divulgação Plástico Sul é uma publicação da editora Conceitual - Publicações Segmentadas, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares. Filiada à

Informação é a solução

A

rima é fácil. Mas muitas vezes a praticidade fica só na combinação das palavras. Ler e pesquisar ainda são as formas mais simples e eficientes de progredir e expandir o raciocínio e também os negócios. Levanto o assunto porque, além de puxar a brasa para nosso próprio assado, acontece em agosto a Plastech Brasil, em Caxias do Sul (RS). A feira, assim como esta publicação, tem como principal intuito gerar informação para a execução de negócios e capacitação de profissionais. Temas em voga como reciclagem precisam ser lidos e pesquisados à exaustão, afim de que não cometamos enganos por simples falta de conhecimento quando na verdade estes assuntos estão ao alcance de nossos olhos. A reciclagem ainda é a forma mais correta e responsável de se pensar no meio ambiente e o plástico sempre será o material que melhor possibilita tal transformação. Basta conhecer as tecnologias disponíveis no mercado e retratadas em feiras como a Plastech e nas páginas a seguir. Infelizmente, na correria do dia a dia, os empresários muitas vezes não conseguem tempo para buscar soluções inovadoras para seus negócios. A burocracia nacional e os entraves externos fazem com que usem muito de suas horas de trabalho buscando resolver problemas relacionados à gestão. Mas a busca pela competitividade inevitavelmente passa pelo conhecimento. A própria questão da falta de competitividade remete-nos à questão polêmica relacionada à importação de médicos de outros países, muito comentada na mídia atual. Traçando um paralelo com a nossa realidade, atrevo-me a dizer que não precisamos de mais médicos estrangeiros, assim como não necessitamos de mais produtos importados transformados. Necessitamos sim, de mais investimento por parte do Governo tanto no que diz respeito às áreas onde os profissionais brasileiros não querem atuar, quanto no nosso sistema logístico, na área tributária, no nosso Brasil. Mas para isso, os gestores nacionais, assim como os médicos do Brasil, precisam fazer a sua parte e mostrarem pro atividade. Caso contrário, entraram cubanos, chilenos, e muito, muito plástico no nosso grande país. Por isso, conhecimento e informação nunca são demais. Aproveitem as feiras e revistas para isso. Estamos à sua disposição. Boa leitura!

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas Marca Registrada:

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 4 >04Plástico Sul Sul > Julho de 2013 >> >> > Plástico > Julho de 2013


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PLAST VIP Gino Paulucci Jr. Gino Paulucci Jr. assumiu recentemente a Câmara que congrega fabricantes nacionais de máquinas e acessórios para plásticos

A

tecnologia empregada no projeto e na fabricação das máquinas e acessórios, no Brasil, é igual a dos outros países desenvolvidos. Quem faz afirmação é o atual presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Gino Paulucci Jr. O executivo acredita que já passou o tempo em que máquina importada era certeza de melhor máquina. “Existem grandes nomes de empresas brasileiras e transnacionais produzindo máquinas e acessórios de excelente custo/benefício no Brasil”, afirma Paulucci em entrevista exclusiva à Revista Plástico Sul. Revista Plástico Sul - Fale sobre seu período como presidente e sobre os projetos. Gino Paulucci Jr - Nossa missão é interligar toda Cadeia Produtiva Do Plástico, tornando-a mais forte. Para isso é necessário total apoio da ABIMAQ e esse apoio já nos foi garantido, assim, o próximo passo é trazer para dentro da ABIMAQ e da CSMAIP, o relacionamento que tenho, 606> >Plástico PlásticoSul Sul> >Julho Julhodede2013 2013>>>>

particularmente, desenvolvido com outras entidades da nossa cadeia produtiva, assim como ABIEF, ABIPLAST, ABIQUIM e PLASTIVIDA. Devemos falar uma só linguagem, porque temos quase sempre as mesmas demandas. Fabricamos máquinas e acessórios para a Indústria do Plástico, logo, estando em permanente contato com todos, desde a Resina até o Transformador, teremos mais oportunidades de desenvolvermos os projetos realmente demandados pelos nossos clientes. Plástico Sul - Em termos de tecnologia, como se pode classificar a indústria brasileira de máquinas para plásticos? Ótima, boa ou regular? Podemos competir com as importadas? Paulucci - A tecnologia empregada no projeto e na fabricação das máquinas e acessórios, no Brasil, é igual a dos outros países desenvolvidos. Já vai longe o tempo em que máquina importada era certeza de melhor máquina. Existem grandes nomes de empresas brasileiras e transnacionais produzindo máquinas e acessórios de excelente custo/benefício no Brasil. Tam-

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Novo comando na CSMAIP

bém, estamos mais próximos dos nossos clientes, temos o mesmo fuso horário e falamos a mesma língua, o que facilita, sem duvida, a venda e o pós venda. Plástico Sul - O que caracteriza e quais os desafios na produção de máquinas e >>>>


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PLAST VIP Gino Paulucci Jr. acessórios para plásticos em relação às demais indústrias? Paulucci - Apesar de serem grandes os desafios para produção de qualquer tipo de máquina no Brasil (custo Brasil, impostos, logística...) vejo uma grande vantagem das máquinas e acessórios para o plástico, pois este, ganha a cada dia novas utilizações, substituindo ou complementando outros materiais e o avanço em pesquisas é muito grande em toda a sua cadeia produtiva. Temos sempre produtos melhores, mais resistentes, mais baratos e mais rápidos para serem produzidos. Vislumbro um futuro positivo para o plástico. Plástico Sul - Que segmentos da indústria de transformação do plástico (injeção, sopro, extrusão etc...) têm investido mais na renovação de equipamentos no Brasil? Paulucci - As informações que chegam à CSMAIP mostram que de uma maneira geral, todos os segmentos para o plástico estão aquecidos, diferentemente que outros setores. A demanda por máquinas de corte e solda e extrusão está, no momento, maior que sopro e injeção. Plástico Sul - Como a CSMAIP avalia as oscilações do câmbio no Brasil? Neste caso, o que seria mais adequado para a indústria brasileira de máquinas para plástico? Paulucci - Nossa Câmara é exportadora e, como tal, toda vez que o Real se aprecia muito, nós perdemos nossa competitividade. Nos atuais níveis já é possível exportar. Plástico Sul - Diante do atual cenário econômico brasileiro, há esperanças de um programa efetivo de incentivos es-

Indústria brasileira de máquinas para plásticos

peciais para a indústria de máquinas, - além dos já aprovados como energia elétrica e desoneração da folha de pagamentos? Estas medidas já geraram efeitos reais? Paulucci - Medidas como desoneração de folha de pagamentos e redução de energia elétrica são sempre bem vindas e estão gerando efeitos positivos nas nossas plantas. Plástico Sul - As restrições que alguns estados, entre eles São Paulo, Minas Gerais e Paraná, colocam à distribuição gratuita de sacolas plásticas prejudicam o setor de máquinas? Paulucci - Não existe legislação em nenhum estado do Brasil que restrinja ou proíba sacolas plásticas. Alguns estados e municípios da Europa tomaram medidas restritivas ou até proibiram as sacolas plásticas uma década atrás. Hoje, o que se observa é que, os que haviam tomado essas medidas, voltaram atrás, pelo simples fato de ser a sacola plástica mais barata, mais prática, mais higiênica, possibilita a compra por impulso (estimada em até 40% do valor das vendas), podem e devem ser reutilizadas diversas vezes e depois ainda servem para acomodar o lixo do banheiro, cozinha e da própria residência. Também, quando houve a restrição em São Paulo,mesmo que por um pequeno período, assistimos a uma reação muito forte dos consumidores que se sentiram desrespeitados, tendo sido tal medida considerada impopular ao extremo. Nos dias de hoje, acho muito difícil que alguém, em sã consciência, tome uma atitude destas novamente. Plástico Sul - Em outubro acontece a feira K 2013, a maior do mundo para plásticos

Composta por mais de setenta empresas, a indústria de máquinas e acessórios para a indústria doplástico deu seus primeiros passos nos anos 50, quando se iniciava o processo de industrialização do Brasil.Nestes cinquenta e poucos anos, as pequenas empresas familiares cresceram e a elas se juntaram nomes tradicionais do mercado mundial. Com isso, o setor ganhou um perfil à altura dos maiores centros industriais do mundo. Neste percurso, os fabricantes de máquinas, além de fornecerem mais de 90% das máquinas em operação no país, também assumiram a tarefa de treinar a maior parte dos operadores e técnicos do mercado, 08 8 >>Plástico PlásticoSul Sul>>Julho Julhode de2013 2013>> >>

e borrachas, em Düsseldorf,Alemanha. Como se dá a participação brasileira do setor de máquinas na feira K? Há expositores ou apenas visitantes? Paulucci - Tradicionalmente temos tanto expositores quanto visitantes, não será diferente este ano. A expectativa sempre é grande, mas já foi maior. O mundo ficou pequeno e as notícias muito rápidas, portanto não esperamos nada surpreendentemente diferente. Plástico Sul - Qual o perfil da câmara setorial hoje? Paulucci - A CSMAIP congrega os fabricantes brasileiros de máquinas e acessórios para a indústria do plástico, nos seguintes segmentos: extrusão, injeção, sopro, corte e solda, impressão, termoformagem, reciclagem e periféricos. A Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) é uma Câmara da Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. Ao longo de todos esses anos de existência vem representando os fabricantes brasileiros junto ao mercado, ao governo e à comunidade internacional, e promovendo o desenvolvimento da utilização de materiais plásticos para o bem-estar da sociedade. Junto com seus parceiros Abiplast, Abiquim e Siresp, que representam os transformadores e fabricantes de resinas, é responsável pela organização da Feiplastic, feira internacional bienal, em São Paulo, e pela fundação do INP - Instituto Nacional do Plástico, que ocorreu em março de 1989. É dirigida por um Presidente eleito a cada dois anos, junto com seus vice-presidentes, e conta com apoio técnico da assessoria da Abimaq. PS

trabalho hoje dividido com as escolas técnicas que foram sendo criadas neste período. Com a abertura do mercado nos anos 90, as máquinas brasileiras para indústria do plástico sofreram maior concorrência e puderam também servir-se do mercado mundial de componentes para desenvolver seus produtos. Assim, o Brasil produz atualmente máquinas tecnologicamente avançadas, de reconhecida qualidade, a preços competitivos. A crise da energia elétrica proporcionou aos fabricantes de máquinas do setor reverem seus equipamentos, dotando-os de componentes redutores de energia pela utilização de geradores. Hoje, os fabricantes desenvolvem produtos próprios, compram tecnologia no exterior.


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Novidades no horizonte

Divulgação

Plastech Brasil 2013

Caxias do Sul recebe entre os dias 27 e 30 de agosto uma das mais importantes feiras do Sul do país, a Plastech Brasil, que nesta edição vem cheia de novidades, como a presença de expositores de outros países, a estreia do Recicla Plastech Brasil e o Projeto Comprador, do programa Think Plastic Brazil. Ações que reforçam a Plastech Brasil como um encontro de negócios dos mais importantes do setor plástico. Serão 400 marcas em exposição, expectativa de público de 25 mil pessoas. 10 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>


DIVULGAÇÃO

O

empresário Orlando Marin, que criou a Plastech Brasil e esteve oito anos à frente do Simplás Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho, diz que este ano é de “algumas belas novidades”. Esta edição marca a internacionalização da Plastech Brasil, pois pela primeira vez terá expositores vindos de outros países. Também acontece a estréia do Recicla Plastech Brasil, uma iniciativa inédita no Sul do país e com área de exposição três vezes maior do que o similar apresentado no principal evento setorial do plástico da América Latina. “Aqui em Caxias do Sul trabalharemos em um estande de 220m2, enquanto em São Paulo o espaço foi de 70m2. É um projeto pelo qual temos um grande carinho”, diz Marin, que é presidente da Plastech Brasil. Outra novidade é o Happy Business, um espaço para geração de relacionamento e novos negócios após o horário de encerramento diário da feira. Será um ambiente agradável, com música ao vivo, que funcionará após às 21h, no estande da cadeia do plástico. Marin destaca a continuidade da ilha de expositores de Farroupilha, em que micro e pequenos empresários do município, que é o maior transformador de polietileno de baixa densidade do Rio Grande do Sul, também poderão participar da Plastech Brasil graças a uma parceria entre prefeitura e Simplás. O sindicato negociou diretamente com uma montadora credenciada para viabilizar a presença dos pequenos empresários, enquanto a prefeitura investiu R$ 15 mil. “Participarão, inclusive,

empresas que nunca estiveram em feiras”, ressalta. Falando em estandes coletivos, a Plastech Brasil conta ainda com a ilha do APL/SEBRAE, semelhante ao de Farroupilha, graças a uma parceria entre o Simplás, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs). Será oportunizada a participação de empreendedores de 10 empresas ligadas ao Arranjo Produtivo Local (APL) Metal Mecânico e Automotivo (MMeA), distribuídas em 12 módulos. A iniciativa ainda conta com o apoio do Governo do Estado por meio da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção dos Investimentos (AGDI). A Plastech Brasil foi escolhida pelo

Vista aérea do Parque de Eventos da Festa Uva, palco do evento

programa Think Plastic Brazil para receber a única edição do Projeto Comprador fora de São Paulo neste ano. Nesta edição serão cinco compradores internacionais com foco no mercado de embalagens. Já estão confirmadas as companhias Solla (Colombia), Carozzi (Chile) e Attesa Holding(EUA). O novo presidente do Simplás, Jaime Lorandi, participa de sua primeira Plastech Brasil na nova função. “Meu papel será o de unir todas as forças do sindicato para dar total apoio ao evento. Todos os dire- >>>>

Recicla Plastech Brasil: bancos feitos através de material reciclado vão para as escolas de Caxias do Sul O Recicla Plastech Brasil nasceu em função da importância que o Simplás atribui à reciclagem do plástico. O projeto foi elaborado para mostrar ao público em geral como é o processo de reciclagem dos diversos tipos de plástico e o que pode ser produzido a partir de resinas recicladas. Na Plastech Brasil, será demonstrado todo o processo de triagem dos diversos resíduos coletados durante o período de montagem e realização da feira. Ao final, serão produzidos 5,7 mil banquinhos com resina plástica totalmente reciclada que serão doados a cerca de 30 escolas de educação infantil da rede pública municipal, numa ação de conscientização que dará continuidade ao projeto além da Plastech Brasil.

Esta atividade será executada por uma associação de reciclagem da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca). A empresaSeibt – Soluções Para a Indústria do Plástico estará presente no projeto através de uma de suas linhas de recuperação de plásticos. A Meggaplástico, através de injetora, produzirá os banquinhos. Também são parceiras deste projeto as empresas Qualiterme Equipamentos de Refrigeração, a Ineal Equipamentos Periféricos para Indústria Plástica, a Star Seiki Brasil e a Plastlar Ltda. O Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida) e aUniversidade de Caxias do Sul (UCS) apresentarão todo o processo do ciclo do plástico e farão demonstrações de produtos que são originados a partir da reciclagem dos diferentes plásticos. << Julho de 2013 < Plástico Sul < 11


Plastech Brasil 2013 co no Estado do Rio Grande do Sul), o Simplavi (Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Vale dos Vinhedos), bem como Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas e BobinasPlásticas de BOPP e BOPET), Abiquim (Associação Brasileira da IndústriaQuímica), Abmaco (Associação Brasileira de Materiais Compósitos) e Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), bem como o nosso envolvimento com a CIC, sindicatos patronais e entidades; o relacionamento e a transparência com os governos, entidades políticas e toda a imprensa; as conquistas e os avanços na

tores, conselhos, Simplás jovem. E também auxiliar nos eventos dando acolhimento aos convidados, autoridades, expositores e visitantes”, afirma.

EXPOSITORES Activas

A participação da Activas na Plastech Brasil 2013 é muito importante para os seus negócios e estratégias e tem como objetivos principais: estreitar o relacionamento com os clientes da região Sul e apoiar a expansão da feira que tem evoluído muito nas últimas edições e certamente estará entre as principais feiras do setor plástico na América do Sul, informa o diretor geral Laercio Gonçalves. A Activas tem filial em Caxias do Sul e avalia que este mercado da região Sul é muito importante para o crescimento da empresa. “Estaremos presentes na Plastech Brasil 2013 com um stand de 79m2, representando oficialmente as principais petroquímicas do país e do mundo, como: Braskem, Unigel, Innova, Eastman, Bayer, Kraton, Styrolution e Chem-Trend. Fornecemos resinas modificadas e coloridas da Actplus, uma empresa do Grupo Activas, que oferece soluções em masterbatches, aditivos, compostos e tingimentos e que fica localizada na cidade de Cotia, em São Paulo”, afirma. A Activas apresentará na Plastech 2013 o Agente de Purga produzido pela Chem-Trend, um produto de alta performance, que proporciona redução nos custos de produção, pois seu eficiente efeito de limpeza contribui com a vida útil e manutenção das máquinas dos clientes, evitando o desperdício e melhorando a eficácia de produção. 12 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

Tombador com rodas é um dos produtos oferecidos pela Brasfixo

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Despedida – Orlando Marin deixa a presidência do Simplás depois de um longo período de trabalho. Em oito anos, foram muitas pautas, desafios e resultados. “Nossa maior marca foi sempre fazer todas as coisas com muita alegria e transparência, sempre voltados a defender a produção, o trabalho e a justiça social”, diz. “Acredito que podemos citar algumas grandes conquistas; a ótima relação da entidade com os associados e nossas tantas reuniões; A consolidação nas relações com o Sinplast (Sindicato das Indústrias de Material Plásti-

formação técnica de nossos colaboradores, com a criação das escolas do plástico, com o Senai, Instituto Federal de Educação e UCS; nossa grandiosa relação com o Sindicato dos Trabalhadores. Nossas negociações sempre foram voltadas para a defesa do emprego, do trabalho e do gasto real para ambos os casos, sem vaidades pessoais ou interferências políticas partidárias; avançamos muito na defesa do plástico com relação ao meio ambiente e suas formas de reutilização e reciclagem; conquistamos uma relação de envolvimento com nossas ferramentarias, setor imprescindível para o crescimento do plástico; e, claro, criamos a Plastech Brasil como forma de divulgar o setor de transformação do Rio Grande do Sul e do Brasil”, diz.

Gonçalves diz que a feira que tem evoluído muito nas últimas edições e certamente estará entre as principais feiras do setor plástico na América do Sul. “Estaremos em nosso stand com uma equipe altamente especializada, treinada, motivada e sempre pronta a atender todos os clientes com satisfação. Com uma visão focada em processos, voltada para a melhoria contínua e nas melhores práticas de gestão do mercado, somos orientados à satisfação de nossos clientes e a uma gestão profissional”, afirma.

Apta Resinas

A APTA Resinas conta com uma linha

de produtos completa entre Plásticos de Engenharia e de Alta Performance. Presente em todo o Sul e Sudeste do Brasil, com capacidade para atender todo o mercado Nacional, com sua sede no RS, e filial em Joinville - SC, e em São Paulo – SP. A APTA é o fornecedor de PC, ABS, TPU, Poliamidas e seus compostos, Polímeros de Alta Performance, como PPA e PA12, entre outros materiais de alto desempenho. Em 2013, a APTA apresentou sua nova parceira, a Samsung, atuando como distribuidora oficial da marca, nas linhas de ABS e PC. “Fornecemos a nossos clientes a experiência mais positiva na aquisição de termoplásticos técnicos consagrados mundialmente, unida a sensação de tranquilidade e segurança por contar, e fazer uso, do atendimento personalizado e apoio técnico total desse time. É essa experiência prática, que nos permite atingir nosso objetivo central: a sua preferência”, diz Aldair da Silva, do desenvolvimento e vendas.

Brasfixo

A Brasfixo atua em fixação de ferramentais e dispositivos.Instalada em Botucatu, a 240 km de São Paulo, conta com 5.000m² de área construída e um parque >>>>


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Copos transformados com produtos da Cristal Master possuem características visuais diferenciadas

fabril com mais de 100 máquinas de alta tecnologia e precisão. Os produtos desenvolvidos acompanham a evolução da tecnologia mundial, e a forte presença no mercado é resultado do aprimoramento contínuo e da confiança dos clientes. Atualmente, possui uma carteira com mais de 16 mil clientes e atende em torno de 600 cidades em todo o território nacional. O diretor comercial José Roberto Policastro diz que a região em que acontece a Plastech Brasil está entre as mais promissoras do país, pois possui crescimento estruturado e sustentável. “A variedade de empresas fortalece cada vez mais a região. A Brasfixo investe e acredita nesta região há muitos anos. Em consequência estamos alcançando bons resultados e queremos fortalecer cada vez mais nossas parcerias”. Sobre o material apresentado na feira ele diz que “A Brasfixo fornece solução em fixação, redução do tempo de set-up de máquina, movimentação e armazenagem. Todos os produtos são fabricados internamente e apresentaremos grande parte de nossos produtos como prateleiras para molde, morsas, Fixomolde troca rápida, entre muitos outros. Consideramos este evento como um dos principais na região. É com certeza indispensável a participação de empresas que buscam se consolidar”.

Broliato

A Broliato encontra na Plastech Brasil 2013 uma oportunidade de expandir sua participação no mercado nacional, estando presente em um importante evento que irá reunir a todos que procuram nos plásticos, soluções inteligentes para alguns dos mais diversos problemas relacionados a design, eficiência e menor custo. Atua como fabricante de componentes plásticos extrusados para os mais diversos bens de consumo, como Automóveis, Refrigeradores, Móveis, equipamentos aviários, equipamentos para pecuária, acabamentos prediais e residenciais, placas de comunicação visual, vedações de esquadrias, equipamentos hospitalares, portas de segurança, etc. “A Broliato é uma empresa de pequeno 14 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

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Plastech Brasil 2013

porte, dinâmica e competitiva que é reconhecida por sua agilidade, padronização e eficiência ao obter sucesso na parceira dos mais diversos projetos de bens de consumo que disputam os mais diversos e competitivos mercados. A Broliato busca incessantemente novas e melhores formas de fazer os mesmos e novos produtos, sem nunca se dar por satisfeita. Acreditamos que as possibilidades de maior eficiência são infinitas”, diz Maurício Broliato, sócio administrador. “Estamos lançando alguns modelos de Gaxetas para Vedações de Geladeiras e Freezers. Temos gaxetas com padrão de alta qualidade, sendo produzidas com material antifúngico, onde agregam valor estético, funcional e durabilidade incomparável ao produto final. Outro lançamento é o perfil Porta Palhetas, com design de rápido encaixe ao pedestal de microfones que serve para acoplar e retirar palhetas com muita eficiência e rapidez. Possui diversas cores, entre brilhantes, foscas e neons”, explica. Broliato diz que a Plastech Brasil já está consolidada como uma feira de grande importância na junção de todas as tecnologias, players e pormenores relacionados ao universo de quem faz plásticos e quer levar esta arte/ciência ao infinito. “A customização completa de um componente pode ser feita desde a escolha das matérias primas, passando pelo design mais arrojado e funcional, e ainda através da escolha dos inúmeros acabamentos possíveis durante e após a manufatura do produto. A Broliato está sempre em busca de tecnologia e

aperfeiçoamento para isso, e possui uma ferramentaria própria e profissionais capacitados para desenvolvimento dos produtos customizados. Somos uma empresa certificada ISO 9001:2008, localizada em Caxias do Sul/RS. Queremos convidar a todos para participarem da Plastech 2013 e conhecerem ainda mais sobre as tecnologias e empresas atuantes neste segmento, promissor e indispensável em nossa atual sociedade”, afirma.

Cristal Master

Há 9 anos no mercado, a Cristal Master vem se consolidando no desenvolvimento e comercialização de pigmentação e aditivação termoplástica, através de equipamentos de última geração e tecnologia avançada europeia. Atende todo o Brasil nos mais diversos setores de transformação termoplástica. Possui mais de 20.000 itens em sua linha de produtos, estoque de mais de 300 produtos para as mais diversas aplicações, além de disponibilizar um atendimento personalizado pela sua equipe especializada de vendas. Possui uma capacidade produtiva de 10.000 toneladas/ano, em sua matriz sediada em Joinville/SC, além de um Centro de Distribuição em São Leopoldo no Rio Grande do Sul. A importância da Plastech Brasil para a Cristal Master é de além de estreitar laços com seus clientes, buscar novos parceiros. Em 2012 foi inaugurada a filial em São Leopoldo/RS com o intuito de reduzir o prazo de entrega aos clientes e melhorar as condições comerciais. “Com a Plastech 2013, >>>>


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Superintendente da Colorfix, Francielo Fardo, enfatiza linha sustentável

poderemos apresentar aos nossos clientes os nossos lançamentos e divulgar nossa filial no RS. A Cristal Master possui importantes clientes no Rio Grande do Sul, mas ainda é um mercado em que investimos fortemente visando o crescimento no atendimento”, informam Aline Arndt, coordenadora de Vendas, e Fábio Fazolim, Gerente de Vendas. Os visitantes terão acesso ao Agente Interfacial, Antimicrobiano e Modificador de Impacto para PP. “A Plastech se consolida como uma das principais feiras da América Latina e o Rio Grande do Sul é estrategicamente um mercado importante para a Cristal Master, por isso estaremos com a equipe completa de técnicos e agente de vendas para participar deste evento”, afirmam os executivos.

Cromex

A Cromex vai expor as linhas de produtos desenvolvidas para atender desde as aplicações de critérios técnicos mais básicos até as mais complexas. Entre elas os masterbatches brancos, pretos e coloridos, além das especialidades, soluções voltadas para plástico de engenharia, BOPP, e a linha sustentável. Com o slogan “A gente faz e entrega”, a Cromex reforça seu escopo de trabalho que foi recentemente ampliado. Hoje a empresa atua na distribuição de resinas termoplásticas a partir de três Centros de Distribuição (CDs): em São José dos Pinhais (PR), Caxias do Sul (RS) e São Paulo (SP), dimensionados nas mais rigorosas condições de segurança. Deles são levadas a todo o território nacional, com a melhor relação custo benefício do mercado, as diversas resinas termoplásticas (Polipropilenos, Polietilenos, Poliestirenos, Especialidades, Masterbatches e Dióxido de Titânio). A Cromex também dispõe de uma frota exclusiva e sistema de endereçamento para rápida localização de lotes e para maior agilidade de carga e descarga. A empresa tem investido para ampliar sua atuação na região Sul. Além de contar com dois distribuidores na região (Paraná e Rio Grande do Sul), um coordenador de vendas (com base no Paraná) e quatro vendedores (dois no Paraná, um em Santa Catarina 16 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

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Plastech Brasil 2013 Colorfix

e um em Caxias do Sul, RS) já foram somados à equipe local para melhor atendimento das demandas. “Nossa ênfase nas operações da região Sul se devem ao grande mercado consumidor de plástico de engenharia e especialidades que a Cromex tem como foco”, afirma Celso Ferraz, diretor comercial de Distribuição da companhia. Os produtos da Cromex são desenvolvidos para diversos segmentos: alimentícios, brinquedos, cosméticos, higiene pessoal e beleza, construção civil, setor automotivo, agrobusiness, entre outros. Entre essas aplicações estão o plástico de engenharia, segmento para o qual a empresa fornece produtos de alto desempenho, e as especialidades, voltadas para os setores da construção civil, eletroeletrônica e automotivo. Todas essas linhas estarão em evidência na Plastech Brasil 2013. Outro destaque na exposição da Cromex será a linha para BOPP (brancos, aditivos e cargas minerais), de alta performance técnica, desenvolvidos de acordo com as necessidades da indústria, proporcionando o melhor desempenho nas máquinas. Sempre atenta às tendências mundiais e com a preocupação de promover boas práticas sustentáveis, a Cromex também tem se destacado no desenvolvimento de cores e aditivos voltados aos biopolímeros de fontes renováveis (PE Verde) e para biodegradáveis, como também na distribuição do polímero PLA, atendendo a mercados que lançam seus produtos com o apelo de sustentabilidade. A empresa também atua na produção de masterbatches livres de metais pesados.

Novas tendências, demonstração de produtos e fortalecimento da marca. Com esses objetivos a Colorfix Masterbatches marca presença na Plastech Brasil. Para o evento a empresa se prepara para apresentar um portfólio com os diversos produtos com destaque para a linha sustentável composta pelos produtos – Greenfix, Bactfix, Biofix, Coolerfix, Processfix, Process Plus, Purgfix, Selofix e Whitefix. Durante os quatro dias de feira, também está prevista a demonstração da linha de aditivo, o Processfix HP (high performance), que ao ser adicionado ao polipropileno traz benefícios em seu comportamento, resultando em grande melhoria de propriedades ótica, equilíbrio entre rigidez e impacto, tempo de ciclo, otimizando assim todo o processo de produção. “Traduzindo, isso significa que, dependo do maquinário utilizado, o ganho em produtividade em um único mês pode chegar a 30%. Entretanto, 10% de ganho no ciclo é certo, devido ao tempo de resfriamento ser menor”, explica o superintende da empresa, Francielo Fardo. De acordo com o executivo, a região Sul hoje representa 40% no faturamento da empresa. “O transformador sul é muito exigente na qualidade de seus produtos, pois atende a grandes mercados consumidores como, por exemplo, São Paulo, tendo também seus produtos exportados para regiões como a do Mercosul, EUA e União Europeia. Estar em constante aperfeiçoamento e por dentro do que o mercado precisa é o nosso foco”, afirma. A Colorfix Masterbatches, empresa com 24 anos de atuação no mercado, oferece produtos e serviços diversificados para o mercado de transformação de plástico (injeção, sopro, extrusão, termoformagem, rotomoldagem, entre outros). A empresa, que está sediada em Colombo-PR (Região Metropolitana de Curitiba), atualmente, emprega cerca de 190 pessoas nas unidades de Colombo-PR, São Paulo (São Caetano) e Pernambuco (Distrito Industrial de Recife).

H3 Polímeros

A H3 POLIMEROS é fornecedora de Poliamida 6 e 66 com compostos (FV, MI, AC, etc) para todos os segmentos técnicos, carentes de uma opção com qualidade e repetibilidade comparável a resina virgem. A H3 POLÍMEROS possui uma patente na área de Logística Reversa e está pronta >>>>


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Tubo corrugado modelo Joy é destaque no portfólio da LGMT

para atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Produz Plásticos de Engenharia (PA) a partir do que antes era apenas resíduos texteis contaminados, sem valor para o mercado dos Plásticos de Engenharia.O Bureau Veritas foi selecionado para fazer a certificação da ISO 9001/2008 com a prerrogativa de buscar a ISO TS até o segundo semestre de 2014. A produção estável, com procedência e rastreabilidade da empresa, é o princípio que norteia a norma (Qualidade de produto, com suporte e assistência ao cliente). A empresa foi ainda aprovada dentro dos padrões do BNDES para receber um financiamento com os incentivos destinados a projetos de inovação tecnológica o que vai gerar recursos para acelerar os projetos de forma estruturada e dinâmica . "Nossa tecnologia verde patenteada denominada PRIMEUSE®, produz PA 6 e 66 com e sem compostos (Fibra de Vidro, Modificador de impacto, antichama, etc) com características técnicas muito similares a um material prime. A carência por alternativas mais econômicas para o segmento nos impulsionou ao desenvolvimento de grãos de Poliamida passíveis de serem utilizados inclusive no mercado automobilístico, que já é muito bem aceito na Europa e Estados Unidos", diz Eduardo Korkes, responsável comercial. Esta é a razão pela qual o produto da H3 Polimeros é conhecido como PRIMEUSE®, garantindo repetitividade de características físicas e químicas. A Garantia ao cliente de uma produção estável com procedência e rastreabilidade controlada, disponibilizando um insumo de grande qualidade para a indústria de plásticos, é o ponto-chave que impulsionou o cronograma de certificação pela ISO 9001:2008 da H3 POLIMEROS.

Karina

A KARINA fica em Guarulhos (SP) e atua há mais de 30 anos no setor de Termoplásticos. Possui clientes em todo o Brasil, América Latina, EUA, China, África do Sul e União Europeia. “Temos clientes importantes na região sul do Brasil, que significa praticamente 15% do nosso volume de faturamento”, diz o diretor comercial Edson Penido. 18 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

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Plastech Brasil 2013

A KARINA possui uma linha de produtos que é formada por Compostos de PVC, Especialidades Poliolefínicas e uma infinidade de cores de Masterbatches que são produzidos de acordo com as mais rigorosas normas e legislações nacionais e internacionais. Os produtos podem ser aplicados nos mais diversos segmentos como sacolas, embalagens flexíveis e rígidas, materiais descartáveis, perfis para construção civil, tubos e conexões, mangueiras, fios e cabos elétricos, calçados, vedantes, automobilístico, entre outros. “A Plastech Brasil é uma ótima oportunidade para rever muitos de nossos Clientes e recebê-los para uma conversa e até concretização de uma negociação”, afirma Penido.

LGMT

Há 50 anos no mercado, a empresa atua no ramo de linhas de máquinas para fabricação de tubos rígidos e flexíveis, tubos corrugados, linhas para perfis rígidos e flexíveis, linhas de granulação, linha de laboratório, construção e recuperação de conjuntos de cilindros, roscas e acessórios para equipamentos de transformação de termoplástico em geral.O diretor industrial Alexandre Miotto diz que a Plastech Brasil é um dos melhores meios para manter o contato com os clientes e também para possibilitar a maior inserção possível no mercado da região. Conhecida fabricante e recuperadora de cilindros, roscas e acessórios para processadores de termoplásticos, termo fixo e borracha para extrusão, injeção e sopro,

vai apresentar roscas com perfis e revestimentos especiais, conjunto de ponteiras homogeinizadoras e tipo castelo, cilindros, elementos de roscas (módulos). Em destaque a Linha de Tubos Corrugados refrigerado a ar Ø 16 a 32mm composta de: Extrusora modelo JOY, Cabeçote, Puxador Corrugado e Bobinado Manual. “Através de filme apresentaremos todas as linhas de extrusão: Tubos Rígidos e Flexíveis, Perfis Rígidos e Flexíveis, Linha de Tubos Corrugados, Granulação, Co-Extrusoras (sobre rodas) e Linhas de Laboratório em geral”, explica Miotto.

Premiata

Fabricante de máquinas para a transformação e reciclagem de plásticos, a Premiata completa em setembro cinco anos de atuação. O diretor Rafael Rosanelli diz que em torno de 20% das vendas são para clientes do RS e a região onde acontece a Plastech Brasil é de suma importância para os negócios da empresa. “Temos aqui no RS clientes que se tornaram amigos ao longo dos mais de vinte anos que atuamos neste segmento”. Na Plastech Brasil será apresentado um misturador secador vertical modelo PRM 1000VS e um misturador compacto modelo PRM 50C. “O evento é importantíssimo para divulgar o cenário regional”, afirma.

Romi

Máquinas de alta performance, desenvolvidas para atender às mais diversas ne- >>>>


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Paulo Sérgio Leal do Departamento Comercial da Rulli fala sobre atuação na região sul

cessidades dos clientes, serão exibidas pela Romi durante a Plastech Brasil. A Romi vai expor sua mais nova linha de máquinas para injeção de conexões em PVC. O destaque da nova linha é a injetora ROMI EN 380 PVC, destinada ao mercado da construção civil, com aplicações em PVC rígido. A Romi também vai levar ao seu estande a sopradora ROMI P, máquina que utiliza recurso hidráulico de alta performance, produzindo frascos em geral. O equipamento permite alta eficiência e produtividade na fabricação de embalagens de até 5 litros. Para William dos Reis, diretor da Unidade de Negócios de Máquinas para Plástico da Romi, a participação na Plastech é uma oportunidade de a empresa demonstrar seus lançamentos para o público da desenvolvida Região Sul. “Investimos em um equipamento voltado para a injeção de PVC, pois essa é uma demanda que ouvimos dos nossos clientes e se encaixa no atual momento da construção civil brasileira”.

Rulli

A Rulli Standard, referência na produção de extrusoras de filme flexível e rígido, destaca-se há mais de cinquenta anos, disponibilizando aos transformadores equipamentos de ponta. “Procuramos oferecer aos nossos clientes não somente o melhor equipamento de extrusão, mais também soluções enfrentadas dia a dia no segmento”, diz Paulo Sérgio Leal do Departamento Comercial. Ele diz que a empresa é bem atuante na região Sul, devido ao grande número de transformadores localizados nesta área. “Todos sabemos que a rica região sul do Brasil destaca-se em inúmeras atividades individuais. Uma delas é a de extrusão de plástico. Indústrias modernas, líderes e operadores diferenciados ajudam ainda mais a tornar este polo industrial um exemplo para o resto do Brasil”, avalia. “No sul do Brasil concentra-se o polo do descartável, sendo assim o maior número de extrusoras de rígidos estão instalados nestes estados. Visitas constantes são o foco na região para a amplitude dos negócios tanto em rígido como 20 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

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Plastech Brasil 2013

em flexível”, comenta. Na Plastech Brasil, será exposta uma extrusora de 2½ de alta e baixa densidade. Sua produção em baixa é de 200kg/h e em alta de 160kg/h, equipamento de fácil manuseio muito versátil e baixo consumo energético. “Participamos de todas as edições da Plastech, sempre no decorrer da feira nos encontramos com um grande número de nossos clientes, trocamos conhecimentos e aproveitamos a oportunidade para consolidar a nossa marca ainda mais entre os transformadores. Resultados de negócios se não obtidos como o esperado no evento sempre aparecem posteriormente”, garante Leal.

Supercor

A Supercor é uma empresa especializada na fabricação e desenvolvimento de pigmentos para aplicação em plástico que fica em Caxias do Sul. A empresa conta com “Banco de Cores” com mais de 10.000 tons e desenvolve cores conforme as necessidades dos clientes. Tendo ainda como opção os pigmentos especiais: fosforescentes, aromatizados, metalizados, perolados, glitter, entre outros. “A Região da Serra Gaúcha concentra um número interessante de potenciais clientes, além de ser uma região muito próspera, que atrai empresas e fornecedores de todo o país. Somado a isto, a Plastech é um feira de fácil acesso a todos os empresários da Região Sul do Brasil que trabalham com a transformação do plástico. E sabe-se, segundo dados divulgados pela ABIPLAST, a repre-

sentatividade desta região para o segmento. Além da Plastech ter uma organização impecável o que auxilia muito no sucesso do trabalho do expositor”, avalia a Gerente Administrativa Vivian Gollo. Desde a sua fundação até hoje, a Supercor vem mantendo os estados do sul do Brasil como o seu principal foco de atuação, possibilitando assim um atendimento mais rápido e eficiente para os clientes. A Supercor já participa da Plastech desde a sua primeira edição. “Consideramos a feira uma oportunidade única de conhecer potenciais clientes do Brasil inteiro, de mostrar nossos produtos e vender nossa qualidade. Somado a isto a organização do evento sempre fornece um suporte elogiável aos expositores, o que contribui para que as empresas que participam da feira tenham ainda mais sucesso em seus negócios”, diz. A empresa vai destacar Pigmentos Masterbatc, Pigmentos Dryblend, Pigmentos Especiais, Aditivos diversos e Serviços de tingimento de resinas e de extrusão.

Seibt

A SEIBT atua há 39 anos no mercado, oferecendo soluções para a indústria do plástico. Sempre na busca por melhorias, a fim de beneficiar o mercado consumidor de seus produtos, oferecendo um produto de alta qualidade, atende o mercado plástico pós-consumo e pós-industrial. A linha de produtos atuais é composta por moinhos convencionais, de baixa rotação e para aplicações especiais, extrusoras, aglutinadores e sistemas completos para reciclagem de PET, PE, PP e projetos especiais. “A região sul do Brasil é de grande relevância para os negócios da empresa, uma vez que temos uma grande concentração de transformadores de plásticos. Devido à empresa estar sediada nesta região, ações comercias, corpo técnico são bastante facilitadas, permitindo ações diretas nos clientes”, diz Gilson Müller, do setor de exportação. A empresa estará na Plastech Brasil 2013 com a tradicional linha de moinhos: Baixa rotação: modelos MGHS 320LRX e MGHD 250LR, indicado para utilização em circuito fechado de aparas e sobras do processo de sopro e injeção, trabalhando ao pé de máquina, com eficiência, sem contaminação, com material final de excelente qualidade; Convencionais: modelos MGHS 550GF e MGHS 700GF, indicados >>>>


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Vista aérea da Sulbras Moldes e Plásticos que oferece peças técnicas ao mercado

para moagem em centrais de moagem, com capacidade para recuperação de materiais plásticos de diversos tamanhos e formatos e também como parte dos sistemas completos para reciclagem de PET, PE, PP, possui rotor vazado, sem eixo central, dependendo o tipo da moagem, garantindo maior produtividade, eficiência e material final de acordo com as exigências do mercado consumidor. Junto ao Recicla Plastech Brasil, terá para apreciação dos visitantes esteira de triagem, extrusora ES-90 com corte na cabeça (lançamento) e moinho MGHS 420LRX. “O evento é de grande valia para as empresas não só a nível regional, mas nacional também e vem demonstrando participação expressiva de empresários do Mercosul, em busca de novas tecnologias e equipamentos de qualidade”, diz Müller.

Sulbras

A Sulbras Moldes e Plásticos fornece ao mercado peças técnicas com soluções completas e diferenciadas que valorizam os produtos dos clientes. Presente no mercado há 29 anos, a empresa possui sua matriz em Caxias do Sul – RS e unidades em Sapucaia do Sul – RS, Joinville – SC e Salto – SP e conta com um quadro de mais de 700 colaboradores. Através do investimento contínuo em capacitação e tecnologia, está apta a prestar assessoria técnica e atuar em todo o ciclo de desenvolvimento de moldes para injeção e peças técnicas moldadas em plástico. A analista de marketing Renata Haab diz que Caxias do Sul e região crescem a olhos vistos. “É uma região de muitos investimentos e investidores. Acreditamos que a oportunidade de estarmos presentes em um evento como a Plastech Brasil só vem a agregar à empresa e nossa marca, tanto no mercado como na comunidade. Nossa matriz está localizada, em Caxias

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Plastech Brasil 2013

do Sul; as indústrias do ramo plástico vem ganhando força no mercado nacional e internacional com o passar dos anos e nos sentimos orgulhosos em fazer parte dessa evolução na cidade e no país”, afirma. Serão apresentados alguns dos principais produtos. Os visitantes poderão conhecer mais a Sulbras e o ramo de atuação, bem como informações sobre alguns programas internos e premiações recebidas. “A cada edição a Plastech Brasil vem se consolidando e abrindo portas para empresas do segmento plástico exporem seus produtos e tecnologias, em uma feira focada em tecnologias para fabricantes de moldes e peças plásticas. O crescimento da feira desde a primeira edição, tanto de expositores e visitantes nacionais quanto internacionais, demonstra a importância de ter um evento específico para o mercado plástico na região”, diz Renata.

Tecnomatiz

A Tecnomatiz completa em 2013 40 anos de fundação. Atualmente o foco principal da empresa é a distribuição de Plásticos de Engenharia e produção de blendas específicas. A Região do sul do país tem importância estratégica para a empresa, sobretudo nos mercados, automotivo, máquinas e equipamentos e moveleiro.

“Prova da importância desse mercado principalmente no RS, é a implantação de nossa filial em Caxias do Sul – RS, que completará cinco anos de existência, essa proximidade é um investimento com pessoal e estoque local, essa estrutura visa a um completo atendimento do cliente em suas mais variadas necessidades em aprovação de produtos e desenvolvimentos”, diz Francisco Navarro, do departamento comercial. O foco está em plásticos de engenharia sobretudo os Poliamidas ( Nylon 6 e Nylon 6.6), Poliacetal, Poliester ( PBT ), PC e uma infinidade de blendas que podem ser desenvolvidas. Produtos esses com uma gama diversa de aditivos e reforços (anti-chama, lubrificantes, protertor UV, termoestabilizantes, etc), que se adequam às exigências e peculiaridades de cada cliente. “Somos distribuidores e revendedores autorizados da maiores Usinas no mercado de Poliamidas ( Nylon ). Rhodia / Solvay, Lanxess, Basf, Du Pont , fazem parte de nossas opções. A Plastech se consolidada a cada edição como um evento importante e profissional para o nosso mercado. Nossa participação se repete visando a uma proximidade e conhecimento mútuo entre a clientela em potencial e nossos produtos”, explica. PS


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DESTAQUE Reciclagem Uma mensagem que roda as redes sociais da internet diz que do ponto de vista ambiental não existe jogar no lixo porque quando se olha o globo terrestre não existe “fora”. O destino correto dos resíduos é uma ação que compete a todos e as empresas do setor plástico, que já estavam neste caminho por uma questão de consciência, têm obrigação legal em função da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A reciclagem e a geração de novos produtos ou energia é uma opção que segue outra máxima da natureza, de que nada se cria ou perde, mas se transforma.

Uma questão de consciência, uma questão de lei

A

reciclagem é um tema importante do setor plástico. Componente forte no consumo de massa, o plástico é também um player neste setor, com boa inclinação para a produção energética. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma das pautas do dia entre os transformadores, pode impulsionar este mecanismo, que engloba uma responsabilidade ambiental. A edição 2013 do Fórum Brasileiro de Reciclagem Energética de Resíduos Sólidos com Ênfase em Plásticos – Energiplast, que acontece no dia 27 de agosto em Porto Alegre numa promoção do Sinplast, tem como tema “Resíduo Sólido Urbano como geração de energia”. O tema foi escolhido principalmente em função da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que traz responsabilidades em relação aos resíduos. “A PNRS traz muitas exigências, que irão catalisar os projetos (de reciclagem energética). Os geradores de Resíduo Sólido Urbano precisam buscar alternativas para o 24 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

destino adequado. E, para isto estão descobrindo que estes destinos são a valorização do RSU, através da possibilidade da geração de energia nas mais diversas formas”, diz o coordenador do Comitê de Reciclagem do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS (Sinplast), Luiz Henrique Hartmann. “O Fórum vai apresentar ao público ações concretas existentes no exterior, e também iniciativas de casos do Brasil”. Ele diz que nas diversas formas de energia que podem ser geradas no RSU, se destacam a elétrica, a térmica, o vapor, dentre outras. “No exterior, há mais de 20 anos este tipo de energia é amplamente explorada e é hoje uma tecnologia limpa e totalmente dominada, inclusive no controle de emissões, quando se trata do modelo da incineração. Exemplo disto temos em Paris, uma usina gerada a partir de RSU, bem próximo do Museu do Louvre. E assim em muitos outros exemplos. Podemos dizer que está havendo uma explosão de casos”, afirma . No Brasil, muitas iniciativas estão em

fase de licitação e está havendo uma busca acelerada dos municípios e das empresas concessionárias de serviços ligados ao RSU atrás de soluções, sejam para energia térmica (queima do plástico em fornos de fábricas de cimento, por exemplo), ou elétrica, na geração de energia pela queima da massa. “Há uma corrida muito grande em busca dos vários modelos, para cada caso. Eu poderia enumerar uma lista de projetos dos quais temos conhecimento, e seria muito extensa, mas podemos falar das iniciativas de concessionárias de municípios e de empresas cimenteiras que estão na busca de CDR (combustível derivado de resíduos), para a queima em seus fornos”, comenta. Hartmann diz que a transformação do lixo em combustível é um processo totalmente efetivado no exterior e estas tecnologias estão sendo importadas em alta velocidade, e existem vários tipos de rotas tecnológicas. Por outro lado, o Brasil tem aspectos próprios, principalmente pela inclusão da cadeia, da figura do ca- >>>>


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DESTAQUE Reciclagem tador, que tem a sua inclusão garantida pela PNRS, e as rotas a serem escolhidas precisam de uma adaptação, já que a maioria no exterior não tem exigência desta premissa em suas unidades. “Conhecendo algumas das tecnologias, existe uma oriunda dos Estados Unidos da empresa BHS-Bulk Handling Systems, inclusive palestrante do Fórum, que abre no seu processo a possibilidade de a inclusão de mão-de-obra, de acordo com o briefing do cliente. Sem dúvida para o Brasil, uma grande vantagem em relação à maioria dos processos, que vende a idéia da alta automatização”, diz. Outra peculiaridade nossa é o perfil de país continental, com muita terra e mesmo população mais concentrada, um ponto que parece desfavorável. Países com menos possibilidade de descarte precisam buscar alternativas mais rapidamente. “Este é um ponto importante, e sem dúvida, em pequenos países, como o Japão e Suécia, por exemplo, a necessidade veio antes da lei. No caso brasileiro, infelizmente, a lei precisou chegar antes da necessidade, (aliás, demorou 20 anos para ser aprovada), e um dos fatores, com certeza pode estar aliado a grandes áreas abertas”, comenta.

Contrapontos

Hartmann mostra confiança na trans-

formação dos resíduos em energia, derrubando vários argumentos que poriam em dúvida sua viabilidade ou mesmo vantagem. Por exemplo, existem preocupações sobre a queima do lixo e o meio-ambiente, em função da possível emissão de substâncias. “Este é um assunto totalmente superado. Entretanto, muitas pessoas, inclusive no MP, no Brasil, que infelizmente não se atualizaram e continuam batendo nesta tecla. Este assunto será mostrado no Fórum e teremos um caso brasileiro da empresa Haztec, que poderá esclarecer bem esta polêmica”, comenta. O plástico é um material altamente reciclável, podendo gerar novos produtos sempre. Do ponto de vista econômico e ambiental, o que seria mais vantajoso: novos produtos ou energia? “Não são caminhos de ‘um ou outro’. Os dois casos não se encontram. A reciclagem mecânica (que gera novos produtos) é feita numa fase anterior ao caminho tomado pela rota da reciclagem energética. O caminho da recuperação energética se faz com resíduos que não possam ser aproveitados na reciclagem mecânica. Isto é um tema que precisa ser bem esclarecido, porque nunca será uma ameaça de uma sobre a outra, e também a opção pela revalorização energética não tirará empregos da cadeia da reciclagem mecânica”, afirma.

Sobre os custos para a transformação do plástico em energia e as possibilidades para investidores brasileiros, ele diz que “Tecnologia cara é aquela que precisa ser incentivada para que possa ser implementada. Não é o caso desta área, pois muitos projetos apresentam retorno em pouco tempo”. Ele garante que “Quem está acompanhando esta área ficará impressionado com os investimentos que estão sendo feitos e as movimentações de aquisições e fusões. Existem muitos bancos de investimentos envolvidos nesta área. E muitos são os fundos de investimentos disponibilizando recursos para projetos”. Mesmo que o poder público esteja sempre ligado à questão dos resíduos, seja no recolhimento ou regulação deste processo, Hartmann diz que até o momento o governo não está participando da maioria dos investimentos existentes na área. Por outro lado, existem as iniciativas envolvendo a Academia. “Sabemos de casos, por exemplo, no Paraná em que os projetos para a geração de energia, envolvem a Copel, a Sanepar, uma Universidade (com seus pesquisadores), uma empresa da iniciativa privada, que tem a concessão da administração do RSU e Itaipú.Daí dá pra ver em que nível as coisas estão andando no Brasil”, diz.

Transformador tem opções, mas deve analisar viabilidade local O transformador que quer adotar uma postura ecológica hoje tem opções: resinas biodegradáveis, de origem renovável, recicladas. Cada uma tem suas características de produção e descarte, mas é fundamental saber também da viabilidade econômica. Sabe-se que a maior parte do plástico verde da Braskem vai para exportação, por exemplo. Para Pedro Morais, da Sociesc - Sociedade Educacional de Santa Catarina, que presta consultoria para a cadeia produtiva do plástico, a resina reciclada é interessante tanto no aspecto econômico 26 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

como ecológico. “As biodegradáveis ainda têm um custo muito alto. É inviável no Brasil. O material pós-consumo ainda é uma alternativa econômica interessante, pois o Brasil ainda está em crescimento em relação à reciclagem”, afirma. Nesta linha, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que trata da destinação correta dos resíduos, chamando à responsabilidade toda a cadeia, do produtor ao consumidor final, inclusive dando papel importante aos catadores, terá impactos sobre a cadeia da reciclagem plástica brasileira.

“Acredito que terá uma mudança cultural muito forte no povo, o governo deverá investir muito em educação para que este plano dê certo. Nos países de primeiro mundo isto já é uma realidade, há uma consciência ecológica muito forte no povo. Esta política não ficar só na destinação para os lixões ‘controlados’”. Ele diz que tanto no Brasil como na região Sul a disseminação deste conceito e a mudança cultural das pessoas no sentido de se comprometer com a reciclagem é o maior entrave à reciclagem. Para os governos, o desafio é melhorar os incen- >>>>


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Reciclagem de embalagens PET cresceu 12,6% em volume no ano de 2012

tivos para que se invista mais em programas de reciclagem e para os empresários mais incentivos fiscais que possam aglutinar a cultura das recicladoras e assim gerar mais renda e emprego. Morais diz que dentre os diferentes produtos e tipos de plástico, o mais vantajoso para a reciclagem é polietileno de baixa densidade (PEBD), principalmente os filmes devido à abundância de embalagens nos mercados, padarias, etc. A resina de PVC, por ser um polímero de difícil processamento, aparece na outra ponta. Cabe ressaltar que como o PVC tem grande uso na Construção, nem sempre é de uso/descarte rápido. Executivos do mercado apontam a necessidade do material reciclado voltar em aplicações nobres, ou pelo menos na mesma versão e não apenas em versões

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DESTAQUE Reciclagem

mais simples. Em outras palavras, que tenha a mesma qualidade de materiais virgens. Neste caminho aparecem os aditivos, o que leva novamente à questão da viabilidade econômica.

Moacir destaca que as resinas recicladas são de excelente processabilidade. “Isto se dá devido ao amolecimento das moléculas que, quando recicladas, tendem a ter mais vantagens e relação à matéria prima virgem. Lógico, dependendo das propriedades que preciso ter na resina devo usar aditivos, mas mesmo elevando o custo, ainda é vantajosa sua utilização”, afirma. O resíduo plástico pode contribuir muito como alternativa energética, pois o plástico vem do petróleo e sua característica de flamabilidade permite isso. “(O plástico) irá interferir positivamente neste processo, desde que se faça um estudo detalhado desta finalidade”, afirma. Para Morais, o Brasil está a cada década dando passos importantes no sentido de buscar novas tecnologias no mundo industrial e o Governo deve com urgência buscar a reforma política, que “é a verdadeira causa deste e muitos outros contextos no Brasil. Os empresários buscam uma reforma fiscal, mas esta reforma é na verdade a consequência do contexto”, garante. >>>>


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DESTAQUE Reciclagem

PET: reciclagem cresce substancialmente

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e acordo com o 9º Censo da Reciclagem do PET, divulgado em junho no PETtalk 2013 pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), a reciclagem de embalagens de PET no Brasil deu um salto em 2012 e cresceu 12,6% em volume, ao passar das 294 mil toneladas que tiveram destinação adequada em 2011, para 331 mil toneladas no ano passado. Com esse resultado, o País atingiu um índice de reciclagem de 59%, mantendo seu posicionamento como um dos maiores recicladores de PET do mundo – superando os Estados Unidos e até mesmo a média registrada na Europa. “Comparativamente, nos últimos anos a reciclagem de PET foi a que mais evoluiu, colocando o Brasil em destaque no cenário mundial, com números que vêm atraindo multinacionais para esse mercado. Certamente esse é um resultado construído pela indústria”, diz o presidente da Abipet, Auri Marçon. “Para avançar ainda mais em reciclagem, o Brasil

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precisa desenvolver sistemas de coleta seletiva robustos - não meras operações- piloto, mas sistemas funcionais. O catador estará inserido nessa evolução graças à sua expertise (ele conhece bem os materiais e sabe separá-los). Isso está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, para a qual a ABIPET vem trabalhando com afinco há anos”, analisa. O setor têxtil é o principal consumidor do PET reciclado com 38,2% de participação, seguido das resinas insaturadas e alquídicas, com 23,9%. Outras embalagens (alimentos e não-alimentos) consomem 18,3% do volume reciclado. Laminados e chapas (6,4%), fitas de arquear (5,5%) e tubos (1,5%) são os outros principais mercados. Os 6,1% restantes ainda abastecem uma lista ampla de pequenas aplicações. A Aradefe Malhas, de Santa Catarina, tem uma linha oriunda de garrafas PET recicladas e algodão orgânico. A Linha ECO foi criada em 2007 com apenas um produto: Ma-

lha Ecológica. O diretor de marketing, Ronie Stack, diz que na ocasião o produto não foi explorado como é hoje, pois o apelo pelos produtos ecossustentáveis ainda não era um conceito firmado solidamente no país. “Hoje, está se tornando norma em muitas licitações governamentais tal linha de produtos. Também, o mercado da moda e modinha tem buscado cada vez mais produtos alternativos e ecológicos para confecção de produtos. É um ramo que tem aumentado exponencialmente ano a ano e tende a manter este ritmo, analisa o executivo. A participação da Linha Eco nos negócios da empresa é de cerca de 5-10% do volume de vendas. A capacidade de produção é 10 ton/mês e o material vem pronto para industrialização com certificado dos fornecedores. Stack diz que o produto não apresenta alterações no aspecto visual e o preço ao consumidor final tem variação de cerca de 5 a 10% (acréscimo). PS


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DESTAQUE Reciclagem

"Os plásticos reciclados podem ser utilizados praticamente em todas as aplicações do plástico virgem..." Miguel Bahiense - Presidente do Plastivida (Instituto Sócioambiental dos Plásticos e Instituto do PVC) Revista Plástico Sul - Quais os principais desafios da reciclagem de plásticos hoje para os governos e para os empresários no Brasil na região Sul? Miguel Bahiense - Apesar do Sul e o Sudeste do país serem as regiões com maior número de municípios que contam com algum sistema de coleta seletiva e, conse-

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quentemente, com maior concentração de recicladores, não há diferenças significativas no que diz respeito aos desafios da reciclagem de plásticos entre a realidade média do país e destas regiões. Isso porque entendemos que os desafios independem do porte regional do setor. Talvez o principal obstáculo para o aumento da reciclagem mec��nica dos plásticos no país seja a falta de sistemas de coleta seletiva eficientes. Isso não só limita a reciclagem de plásticos como de outros materiais também. Devemos destacar que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deve contribuir definitivamente para a solução deste problema. A informalidade do setor é significativa e nisso a PNRS terá papel fundamental, também. Variação significativa do preço do material reciclado por diversos fatores associados a eles, como garantia de fornecimento,

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Miguel Bahiense: Política Nacional de Resíduos Sólidos deve impulsionar a coleta seletiva no Brasil

contaminação nos resíduos fornecidos por catadores, altos custos de utilidades, como energia elétrica, limitam o crescimento das recicladoras. Devemos destacar, ainda, a desconfiança do consumidor quanto a qualidade dos produtos reciclados e, sem dúvida, o reduzido apoio do governo por meio de incentivos a indústria de reciclagem. Este apoio governamental pode contribuir para a formalização do setor, com consequente ampliação da renda gerada na cadeia de reciclagem. Devemos destacar, entretanto, que esse apoio deve ser rea- >>>>


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DESTAQUE Reciclagem lizado de forma correta para que não se criem empecilhos para o desenvolvimento industrial como um todo. Plástico Sul - Dentre os diferentes produtos e tipos de plástico, quais os mais reciclados? Mais vantajosos? Em função de quais características? Miguel Bahiense - Sem dúvida a reciclagem do PET, poliolefinas e PVC são as mais significativa no Brasil, mas não podemos esquecer de outros plásticos, como é o caso do EPS (também conhecido como Isopor®), cuja reciclagem também tem crescido significativamente. Esse incremento tem acontecido por incessante trabalho na divulgação sua reciclabilidade. É crescente o conhecimento por parte da população e usuários de que o Isopor® é um plástico 100% reciclável. No caso do PVC, ações realizadas, por exemplo, pelo Instituto do PVC mostram a reciclabilidade desse produto, mesmo que as suas principais aplicações tenham longa vida útil. É o caso das máquinas Papa-Cartões, que fazem parte do “Programa RC – Reciclagem de Cartões” que acontecem em boa escala nos metrôs de São Paulo. Já a Plastivida tem se dedicado ao desenvolvimento da PNRS, através da “coalizão”, responsável pela proposta de logística reversa exigida pelo Ministério do Meio Ambiente ao setor de embalagens. A partir dessa proposta, se aceita e praticada, naturalmente os índices de reciclagem dos diferentes tipos de plásticos se irão de equilibrar, ficando bem mais próximos. Os segmentos que mais consumiram plásticos reciclados no ano passado foram Utilidades Domésticas, Agropecuária, Industrial, Têxtil, Construção Civil, Infraestrutura, Limpeza Doméstica, Eletroeletrônicos, Automobilístico, Móveis, Calçados, etc. Plástico Sul - Quais são menos vantajosos e por quê? Miguel Bahiense - Os plásticos multicamadas, principalmente os destinados às embalagens de pet food. Esse tipo de embalagem têm eficiência para manter a qualidade dos alimentos dos animais e ótima relação volume de produto contido/ volume da embalagem. Os plásticos multicamadas oferecem isso, mas exatamente por serem embalagens compostas por diferentes materiais, têm a reciclagem menos 36 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

vantajosa economicamente. Precisamos, então, buscar uma saída para aumentar a reciclagem deles, e uma das possibilidades é a recuperação energética, ainda incipiente no país. Por outro lado, tais embalagens podem ser utilizadas na composição de madeira plástica, bem como enviadas para usinas de coprocessamento. Plástico Sul - Quais os últimos números da reciclagem no Brasil? Miguel Bahiense - Pesquisa da Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, realizada no ano de 2012 com base em 2011, aponta que, no período, foram reciclados mecanicamente, no Brasil, 21,7% dos plásticos pós-consumo. Ou seja, 736 mil toneladas de plástico que se destinariam ao lixo foram transformadas em novos produtos. Em 2010 a marca foi de 19,4%. Para se ter uma ideia do que isso significa, a média de reciclagem mecânica de plásticos na União Europeia esta em torno de 24%. Temos um longo caminho a trilhas, mas estamos, seguramente, bem próximo das nossas referencias quando se fala em reciclagem de plásticos pós consumo no mundo. Plástico Sul - A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) trata da destinação correta dos resíduos, chamando à responsabilidade toda a cadeia, do produtor ao consumidor final. Fale especificamente sobre os impactos desta lei sobre a cadeia da reciclagem plástica brasileira, por favor. Miguel Bahiense - A Política Nacional de Resíduos Sólidos ("PNRS"), instituída pela Lei nº. 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto nº. 7.404/2010 estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos por parte dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, na gestão integrada dos resíduos sólidos urbanos. Desde o início dos trabalhos, a indústria do plástico participa ativamente do processo de elaboração da Proposta da Coalizão apresentada, em dezembro de 2012, ao Governo Federal para implementação da Logística Reversa do Setor de Embalagens. Trata-se de um pacote completo de ações que englobam toda a cadeia envolvida na questão do lixo e

beneficia cada elo do setor. O resultado disso será o melhor aproveitamento da coleta seletiva, que culminará no aumento do material a ser reciclado, reduzirá a ociosidade dessa indústria, gerará mais renda e, enfim, empurrará o setor para a formalidade. Como sempre digo, a reciclagem de plásticos no Brasil existe e é uma realidade, mas precisamos ajustar diversos pontos para que o setor seja mais formal e se perceba o seu real valor em termos de sustentabilidade, ou seja nos aspectos social e econômico também e não só em termos de meio ambiente. Plástico Sul - Como a região Sul se posiciona na reciclagem de plásticos em relação ao Brasil? Miguel Bahiense - A região Sul realmente se destaca positivamente em termos de reciclagem de plásticos. Os números da pesquisa mostram claramente que este é o segundo polo regional do país. No ano, o Brasil registrou 815 recicladoras de plásticos, sendo 34,2% no Sul do país. 52,4% estão presentes no Sudeste, 8,8% no Nordeste, 3,9% no Centro-oeste e 0,6% no Norte do país. Essas empresas faturaram juntas, R$ 2,4 bilhões e geraram 22,7 mil empregos diretos. O Sul do país reciclou significativa quantidade de plásticos, mais precisamente 27,7%. Novamente, a região Sudeste foi a que mais reciclou material plástico em 2011 (55,5%), seguida das regiões Nordeste (9,9%), Centro-Oeste (5,4%) e Norte (1,5%). Plástico Sul - Executivos do mercado apontam a necessidade do material reciclado voltar em aplicações nobres, ou pelo menos na mesma versão e não apenas em versões mais simples. Para isso são necessários aditivos, não? Como fica a viabilidade econômica? Miguel Bahiense - Os plásticos reciclados podem ser utilizados praticamente em todas as aplicações do plástico virgem, as únicas exceções são as aplicações para embalagens em contato com alimentos/ remédios. Os aditivos necessários na reciclagem de produtos plásticos são praticamente os mesmos que os necessários para a transformação de plásticos virgens. Em outras palavras, não existe significativos impedimentos técnicos para o aumento >>>> da qualidade dos produtos .


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Capacitação

“M

DIVULGAÇÃO

Especialista americano Bill Tobin volta ao Brasil e apresenta seminários

oldagem Científica” é o tema do seminário a ser ministrado este ano pelo especialista americano em injeção Bill Tobin nas cidades de Curitiba (02 de outubro), Joinville (04 de outubro), Rio de Janeiro (07 de outubro), São Paulo (09 de outubro) e Manaus (11 de outubro). O seminário “Moldagem Científica” já foi apresentado no Brasil em 2010 e 2011. Em 2012, Bill Tobin apresentou um outro seminário – “Troubleshooting : Resolução de Defeitos de Moldagem”. Mais de 400 profissionais do setor de injeção de plásticos de mais de 120 empresas brasileiras assistiram aos vários seminários com Bill Tobin ocorridos no Brasil nos últimos três anos. Entre os participantes, >>>>

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Capacitação mais de 80 % avaliaram o seminário como sendo Ótimo / Muito Bom e informaram que estariam dispostos a assistir outro seminário com Bill Tobin. As apresentações foram bastante interativas, com muitas perguntas e discussões. O seminário “Moldagem Científica” foi concebido para apresentar técnicas de produção e de otimização do processo de injeção que resultam em redução de custos e melhoria de produtividade e que podem beneficiar mesmo aqueles profissionais com muita experiência. O seminário vem sendo apresentado periodicamente por Bill Tobin há vários anos em diferentes cidades dos Estados Unidos, Canadá, China, Austrália, Nova Zelândia, México e Israel, já tendo sido oferecido também oferecido em Dubai, Marrocos e Arábia Saudita. Bill Tobin é um conferencista e autor internacionalmente reconhecido e muito solicitado para cursos e seminários na área de Injeção de Plásticos. Ele tem mais de 40 anos de experiência na

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área de Plásticos e é Membro Senior da Society of Plastics Engineers. Bill Tobin é autor de 23 livros técnicos e já escreveu mais de 250 artigos técnicos para diferentes revistas especializadas. Ele tem um estilo de treinamento divertido, informativo e cadenciado. Todos os participantes do seminário receberão um CD contendo cópia do último livro de Bill Tobin, com inúmeros procedimentos e “check-lists”, além de planilhas pré programadas com todos os experimentos usados para otimizar um ciclo de moldagem por injeção. O seminário “Moldagem Científica, que ocorrerá na primeira quinzena de outubro de 2013, está sendo organizado pela Plassoft Tecnologia Ltda, contando com o patrocínio da fabricante alemã de injetoras ARBURG e apoio institucional da ABIPLAST, SINDIPLAST-SP, SIMPESC, SIMPLAST-Manaus, SIMPERJ, INP, Blog do Plástico. Estão sendo oferecidos descontos especiais para inscrições antecipadas (até 16/09/2013). Associados às enti-

dades apoiadoras tem um desconto adicional sobre o valor da inscrição. Para as empresas que efetuarem 4 inscrições, é oferecido o bônus de uma quinta inscrição gratuita. As inscrições no seminário poderão ser realizadas diretamente no site www.plassoft.com.br/seminario. Informações sobre o programa do seminário, currículo do conferencista, preços do seminário e pagamento podem ser obtidas também nesse site ou através dos telefones (71) 3351 6880 e (11) 98580 0212 ou ainda pelo email info@plassoft. com.br. As informações podem também ser obtidas junto aos Sindicatos regionais que estão apoiando o evento. PS

Datas/Locais:

02/10/2013 – Curitiba 04/10/2013 – Joinville 07/10/2013 – Rio de Janeiro 09/10/2013 – São Paulo 11/11/2013 – Manaus


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Tecnologia

Nãotecidos: onipresença em aplicações O mercado de Nãotecidos é tão grande que a ABINT – Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos precisou do alfabeto para listar suas aplicações: são mais de 400. Uma área forte é a de higiene e saúde, mas também estão presentes nos automóveis, por exemplo. O aumento de renda das populações aumenta o consumo de muita coisa, é verdade. Mas esta melhoria dá, acima de tudo, acesso a bens que em teoria não seriam de primeira necessidade, mas que em nome do conforto acabam se tornando. Bens que contam com grande participação do material.

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O

s Nãotecidos têm mais de 400 aplicações; os principais são segmentados em Descartáveis, Semi-Duráveis e Duráveis. As principais matérias-primas são derivadas da indústria petroquímica, como o polipropileno, o poliéster, o náilon e o acrílico, e a derivada da madeira, a fibra de viscose. Jorge Saito, da ABINT, diz que estamos cercados de Nãotecidos. “Desde o nascimento (nasceu, lavou, colocou fralda de um palmo), até a morte (invólucro para defunto e forração do caixão em Nãotecido violeta)”, explica. A área médica e de higiene, aliás, é a mais visível, como nas fraldas para crianças e adultos, absorventes femininos, lenços umedecidos. “A melhoria de renda faz com que hábitos de higiene e de conforto, antes não acessíveis, passem a fazer parte do dia a dia dessa população, digamos, passando a integrar a sua cesta básica, tornando também indispensáveis respectivos usos, tanto pela população infantil quanto idosa, quanto pela população feminina em relação aos absorventes”, comenta. O uso de fralda por adultos passa a ser uma necessidade com o avanço da idade e as empresas trabalham para que elas se pareçam cada vez mais com peças de roupa na maciez, além de maior absorção e disfarce de ruídos. “Cada vez mais essa população passa a consumir essas fraldas de incontinência, superando preconceitos e também reduzindo os custos hospitalares, já que

assim os lençóis e cobertores, nas internações, ficam preservados. E logicamente com o crescimento da expectativa de vida do brasileiro, seu uso se amplifica e concretiza novos investimentos para atendimento dessa crescente demanda”, avalia Saito. Ele informa que o índice de penetração na área médica está em torno de 15%, em razão da maioria dos hospitais terem suas próprias lavanderias, ou terceirizadas, e assim optarem por roupas laváveis, reutilizáveis. Aos poucos, porém, a percepção das vantagens dos descartáveis, tanto em termos de sustentabilidade (prescinde do uso de água para lavagem , por exemplo, não polui com detergentes, sabão e bactericidas o meio ambiente), e especialmente em termos de diminuição da infecção hospitalar (não fica no hospital, é descartado após as operações em inicineradoras ou aterros sanitários), contribuem bem para uma maior utilização dos Nãotecidos.

Todos os mercados - A ABINT acredita que todos os mercados se abrem para os não-tecidos com o crescimento de renda da população, tendo em vista que o consumo per capita/ hab/ ano nos EUA, por exemplo, é de 4 kg, e no Brasil é 1,64 kg/ hab/ ano. E as inovações não param; Saito relata que existem estudos na Alemanha para a aplicação em roupas regulares. A indústria do Nãotecido é de cadeia curta, contra a cadeia longa do Tecido, ou seja, a fabricação e envio ao mercado


DIVULGAÇÃO

é bem mais rápida, com preços inferiores aos do Tecido. Por outro lado, especificamente em roupas do dia a dia, ainda não é vantajoso por não suportar as mesmas lavagens do tecido. “O tecido presta-se basicamente aos ramos de vestuário, cama, mesa, banho e decoração.Todos os demais aplicativos demandam Nãotecido, como toucas, jalecos, calças, máscaras, na indústria alimentícia, na indústria química, na farmacêutica. Na área médica, por exemplo, é considerado indispensável em centros cirúrgicos (como touca, máscara, jaleco, camiseta, calça, propé), por ser barreira contra bactérias provenientes de líquidos corporais contaminantes, bactérias do ambiente, etc”, lembra.

Produto fabricado pela Freudenberg, responsável por importantes inovações no mercado

Freudenberg – tradição em Nãotecidos

A Freudenberg Não Tecidos (no mundo, é conhecida como Freudenberg Nonwovens) tem tanta tradição em Nãotecidos que se apresenta como a inventora e maior fabricante mundial do produto. No Brasil, a Freudenberg Não Tecidos é fornecedo-

ra para diversas aplicações, com produtos com características específicas para cada uma das necessidades das indústrias clientes. A Freudenberg foi fundada em 1849, como um curtume. Logo após, identificou

a necessidade de diversificar e optou pelo caminho da inovação, chegando ao Nãotecido. A Abint diz que o primeiro produto a apresentar uma textura parecida com o Nãotecido surgiu no Egito em 2400 a.C e o >>>>

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Tecnologia material foi sendo elaborado vários séculos depois, especialmente XIX e XX. Por ter sido precursora neste mercado, a Freudenberg foi também responsável por importantes inovações, descobrindo aplicações para o produto, que faz parte da vida cotidiana em todo o mundo e que, muitas vezes, é invisível, porém, é indispensável pelo fato de estar presente, hoje em dia, em automóveis, plataformas de perfuração de petróleo, salas de cirurgia, aviões, turbinas eólicas e nos lares, em vestimentas, calçados, além de ser a matéria-prima para a produção de filtros automotivos e industriais que evitam a entrada de micro-organismos que prejudicam a saúde. “Historicamente, estamos sempre atentos à evolução tecnológica para que possamos oferecer produtos com qualidade cada vez maior e com mais eficiência para os nossos clientes, contribuindo com os seus processos produtivos à medida que atendemos as mais rígidas exigências em termos de qualidade, entrega, logística etc. É importante mencionar que um dos principais pontos das empresas do Grupo Freudenberg é o fornecimento de soluções específicas às necessidades dos clientes e, para isso, dedicamos atenção especial à área de pesquisa e desenvolvimento, com foco na busca de novas tecnologias e produtos e na formatação de parcerias com os próprios clientes para identificar as melhores soluções para os seus desafios”, dizem diretores das unidades do Brasil, Argentina e África do Sul, Klaus Homberg e Sonia Mancilha. No Brasil, a Freudenberg Não Tecidos atende alguns mercados muito importantes, como Confecção (aplicação em paletós, colarinhos, bonés, lingerie etc.); Calçados (palmilha e acabamento); Não Tecidos técnicos (aplicação em isolamento acústico na construção civil, em materiais para proteção de fios elétricos etc.); Indústria de higiene (materiais para fraldas descartáveis, absorventes femininos e panos umedecidos); Filtros industriais (aplicação em diversas indústrias, como petróleo e gás, energia etc.) e de ar-condicionado de veículos (fornece para todas as montadoras instaladas na América do Sul). “Para a indústria calçadista, os não tecidos que fabricamos garantem maior conforto ao calçado. Para as confecções, as nossas entretelas dão o “toque” certo e diferenciado para as roupas, garantindo uma melhor estrutura para ternos e colarinhos, por exemplo. Para as indústrias de higiene, que fabricam fraldas descartáveis, absorventes femininos 44 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

e lenços umedecidos, nossos não tecidos têm propriedades líquidas diferenciadas, com excelente gerenciamento destes líquidos e absorção superior, e oferecem às indústrias clientes uma série de vantagens do ponto de vista do design dos produtos”, explicam os executivos. “Também fabricamos não tecidos técnicos para aplicação em materiais utilizados para proteção de fios elétricos, isolamento acústico na construção civil etc. E, para as aplicações em filtros de ar e líquidos, fornecemos para a indústria automotiva os filtros de ar de cabine de veículos em dois formatos: os produtos que filtram a entrada de partículas no interior dos veículos e os produtos de carvão ativado que filtram até a entrada de odores no interior dos veículos. Para a indústria em geral, fornecemos soluções de filtração para as indústrias de petróleo e gás, termoelétricas, entre outras”, explicam.

Participação e mercado - A Freudenberg Não Tecidos, em âmbito global, representa 11% dos negócios do Grupo Freudenberg, que é composto por diversas empresas que atuam em setores muito diversificados. Entre eles, além dos não tecidos, as empresas do Grupo atuam em segmentos como vedação, controle de vibrações, filtração, lubrificantes especiais, agentes desmoldantes, dentre outros. A Freudenberg Nonwovens (no Brasil, Freudenberg Não Tecidos) tem 21 fábricas, em 13 países, e emprega mais de 3 mil colaboradores, com vendas globais de 650 milhões de Euros em 2012. No Brasil, a empresa está presente desde 1985, com fábrica em Jacareí (SP), filial em Novo Hamburgo (RS) e escritório comercial em São Paulo (SP). Atualmente, tem perspectiva de produzir no Brasil 215 milhões de metros de não tecidos ao ano e conta com uma equipa de mais de 300 colaboradores. “Em âmbito global, o mercado mostrou uma pequena retração nos últimos três anos. Mas, no Brasil, a situação se mostrou diferente em razão de o mercado ter apresentado um crescimento positivo, que pode ser percebido pelos níveis de produtividade e de ocupação da produção. Além disso, pelo fato de o País ser um dos “BRIC”, tem mostrado alto potencial para crescimento. Em nosso caso, percebemos este grande potencial pelo acesso a novos mercados e >>>> novos produtos”, avaliam os executivos.


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Tecnologia Fitesa – Do Rio Grande do Sul para oito países

A Fitesa é um dos maiores fabricantes de Nãotecidos para o mercado de higiene no mundo, oferecendo uma ampla gama de Nãotecidos spunbond, metlblown e cardados. “Os Nãotecidos spunbond são macios e possuem elevada resistência mecânica, com uma ótima aparência. O meltblown oferece propriedades de barreira e filtração superiores. Os Nãotecidos cardados, por sua vez, apresentam uma estrutura de fibras única, que garante desempenho excepcional na distribuição de líquidos”, diz Raymond A. Dunleavy, Diretor de Marketing, Estratégia e Desenvolvimento de Negócios. A Fitesa foi fundada em 1973 no Rio Grande do Sul e ingressou no mercado de Nãotecidos em 1988 com a instalação de sua primeira linha de produção em Gravataí (RS). Desde então, a tecnologia de fabricação de Nãotecidos evoluiu significativamente, tornando possível para os clientes o acesso a produtos mais estáveis, com gramatura reduzida, maior suavidade e tratamentos especiais. “Graças ao investimento em modernização e a recente aquisição das operações na América do Norte, Europa e Ásia, a Fitesa conseguiu garantir sua posição como um dos mais modernos fabricantes de nãotecidos do mundo”. A Fitesa é um dos maiores fabricantes de Nãotecidos para o mercado de higiene no mundo, com 10 plantas localizadas em oito países: Alemanha, Brasil, China, Estados Unidos, Itália, México, Peru e Suécia, e uma capacidade instalada anual de 277.000 toneladas. A Fitesa atende globalmente fabricantes de produtos para higiene, fornecendo

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Nãotecidos para a fabricação de fraldas descartáveis infantis e para adultos e absorventes femininos, além de outros produtos para higiene pessoal, como lenços umedecidos. Regionalmente, atende ainda os mercados de descartáveis médicos, oferecendo produtos para a fabricação de embalagens de esterilização, aventais e campos cirúrgicos descartáveis, e diversas especialidades industriais, que incluem a fabricação de

colchões, equipamentos de proteção individual, absorvedores de óleo e coberturas para a agricultura, entre outros. Sobre os negócios, Dunleavy diz que “O mercado brasileiro segue a tendência global de crescimento no consumo de descartáveis em todos os segmentos de mercado. Na área de higiene, pode-se perceber também um aumento na demanda por produtos com melhor performance e maior conforto”. PS

Providência divulga dados do segundo trimestre

A Companhia Providência Indústria e Comércio - Providência, do Paraná, líder na fabricação e comercialização de nãotecidos no Brasil, com significativa presença nas Américas e atuação global, anunciou seus resultados do segundo trimestre de 2013. A receita líquida atingiu R$ 193,1 milhões no 2T13, um crescimento de 27,9% em relação ao 2T12 que se deve preponderantemente à elevação do volume de vendas, bem como à elevada utilização da capacidade de produção disponível, que totalizou 30.497 toneladas neste trimestre, representando crescimento de 24,1% em comparação com o 2T12. O EBITDA Ajustado alcançou no 2T13 R$ 32,1 milhões, 24,4% superior ao 1T13 e 13,7% acima do 2T12. A margem EBITDA Ajustada corresponde a 16,6%, ligeira alta de 0,5 p.p na comparação com o 1T13. Neste trimestre, o lucro líquido da Companhia totalizou R$ 8,2 milhões, representando melhora de 63,0% em relação ao 1T13 e 5,0% na comparação com o 2T12. O principal destaque do período foi a evolução, acima da prevista, da rampa de produção da 13ª linha de nãotecidos – a segunda em Statesville (NC) nos Estados Unidos – que acrescentou 20 mil toneladas à capacidade anual da Companhia. A Companhia alcançou a capacidade anual de 140 mil toneladas de nãotecidos. A meta é no segundo semestre, concluída a rampa de crescimento de produção da 2ª linha de nãotecidos inaugurada no 1T13 em Statesville – 13ª da Companhia, aumentar a utilização da capacidade com consequente aumento de vendas, além de melhorar o mix de produtos; A Companhia Providência encerrará 2013 com uma capacidade instalada de 140 mil toneladas/ano, reafirmando-se como um dos maiores e mais modernos players da indústria de nãotecidos mundial.


PERFIL 2012 A) NÃOTECIDOS Consumo Aparente: 319.742 toneladas (US$ 1,12 bilhões) Produção: 337.527 toneladas Importação: 36.031 toneladas Exportação: 53.816 toneladas Mão de obra direta: 18.843 pessoas Taxa de crescimento: 10% em 2006 e em 2007; 9% em 2008; 2,5% em 2009; 10,5% em 2010; 10% em 2011; 3% em 2012. Consumo per capita/ ano: 1,64 kg/ hab Investimentos: nos últimos 5 anos mais de US$ 180 milhões em atualização tecnológica em equipamentos de última geração, como Agulhados, Spunlaced (hidroentrelaçamento), e Spunbond (tecnologias de filamento contínuo de PP, e de filamento bicomponente PP e Polietileno). Investimentos previstos para os próximos 2 anos: US$ 160 milhões Principais mercados: a) Na Indústria Calçadista (8%) como componentes de calçados, tênis, sandálias, cintas, malas, bolsas, sacolas, e outras aplicações; b) Na Construção Civil e Geotecnia (7%) como geotêxteis para estabilização de solos e subsolos, contenção de encostas, solos e muros de arrimos, reforço de concretos, recapeamento asfáltico, impermeabilização de lajes e subcoberturas, estrutura de aterros mecânicos e sanitários, estrutura de barragens, e outras aplicações; c) Na Indústria de Filtração (7%) como filtros de ar, pós, líquidos e gases;

d) Na Limpeza (5%) como wipes (panos de limpeza) para uso doméstico, para uso hospitalar, farmacêutico, para indústria alimentícia, para mecânica, para indústrias gráficas e de ótica, e outras aplicações; e) Na Indústria Automotiva (8%) em carpetes, revestimento do porta-malas e capô, feltros térmicos e acústicos, painel das portas, apoio de cabeça, tubos de admissão, coifas do câmbio, e outras aplicações; f) Na Indústria de Descartáveis Higiênicos (40%) em fraldas infantis e de incontinência, absorventes femininos, lenços umedecidos; g) Em Vestuário Médico Hospitalar (6%) como touca, máscara, jaleco, camisa, camiseta, calça, propé, aventais, campos cirúrgicos, compressas; h) Outros mercados (19%) como moveleiro, embalagens, material promocional, decoração, tapetes, carpetes, entretelas, aplicações industriais, agrotêxtil em cultivo protegido, etc. 10) Produção por tipo de fibra/ filamento (base IEMI 2010): PP – 120 mil t – 40% PES/ PET – 110 mil t – 36% PA – 13 mil – 4% Outros – 56 mil – 20% 11) Equipamentos – 252 linhas - idade média (base IEMI 2010): Até 3 anos – 7% De 4 a 10 – 25% De 11 a 14 – 24% Mais de 15 – 44% (Fonte: ABINT)

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Mercado

Pleito é o uso de embalagem plástica a vácuo, especialmente para palmito destinado aos clientes institucionais

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Anvisa avalia venda de palmito em embalagens plásticas

A

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) analisa a possibilidade da venda de palmito em embalagens plásticas. A agência recebeu no dia 28 de junho o setor produtivo e representantes de órgãos de vigilância sanitária estaduais e de institutos de pesquisa para uma reunião a fim de discutir esta opção. Os regulamentos atuais preveem apenas a preservação desse alimento em embalagens de vidro e de metal e a demanda surgiu a partir da manifestação de algumas associações de produtores de palmito em conserva que alegam que a mudança traria benefícios em relação ao custo de produção sem oferece riscos adicionais ao produto. Neste primeiro momento, o objetivo é reunir os diferentes atores envolvidos, setor produtivo, fornecedores de embalagens, órgãos de vigilância sanitária dos maiores estados produtores e pesquisadores para que sejam colocados os argumen-

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tos de cada parte a fim de subsidiar a decisão da ANVISA em relação a esse assunto. Ana Paula Bernardes, da ABIVIDRO questionou quando teve início a discussão sobre o assunto, porque não seria possível discuti-lo sem ter conhecimento dos estudos que foram apresentados. A Anvisa esclareceu que não houve discussão prévia e que devido à existência dos pleitos re-

solveu reunir e ouvir os diferentes pontos de vista dos atores envolvidos. O representante da Saint Gobain Vidros informou que gostaria de ter acesso aos estudos e questionou qual o impacto em relação aos parâmetros de vácuo, transporte, descarte de material pós-consumo e empregabilidade no setor. Foi esclarecido que os estudos foram contratados pelas >>>>


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Mercado empresas ou associações interessadas e que a disponibilização das informações estaria condicionada à autorização destas. Edson Fantini, da ABRAPALMER (Associação Brasileira de Produtores de Palmito de Palmeira Real), esclareceu que esta associação representa os produtores de Palmeira Real do estado de Santa Catarina. Segundo ele, somente 15 a 20% da parte comestível é destinado aos toletes. O restante é o chamado palmito caulinar, que se destina geralmente ao uso em serviços de alimentação e indústrias para elaboração de recheios e coberturas de pizza, entre outros alimentos. Segundo Fantini, este segmento tem rejeitado o palmito em embalagens de vidro e para este público o custo da embalagem é muito alto e não se justifica, já que as compras são feitas semanalmente e não há necessidade de vida de prateleira tão extensa quanto aquela proporcionada pela embalagem de vidro e metálica. Neste sentido, o pleito da associação é o uso de embalagem plástica a vácuo,

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especialmente para palmito destinado aos clientes institucionais (serviços de alimentação). Os estudos com este tipo de embalagem foram desenvolvidos junto à Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade de Blumenau e também com o ITAL, após reunião com a Anvisa em 2010. Fantini ressaltou que o palmito acabou sendo o vilão do botulismo devido aos casos ocorridos no passado, mas questiona por que esta restrição de embalagem se aplica somente ao palmito e não aos demais vegetais em conserva (azeitonas, cenouras, beterraba, dentre outros). A ABRAPP (Associação Brasileira das Indústrias do Palmito de Pupunha) compartilha o posicionamento da ABRAPALMER e ressalta que o regulamento de produtos de conservas de vegetais (RDC n. 352/2002 - BPF) não faz qualquer restrição quanto ao tipo de embalagem a ser utilizada e não há riscos diferentes de outros vegetais em conserva em relação ao palmito em conserva.

Esta associação representa os produtores de palmito de pupunha, cuja situação é bastante semelhante aos produtores de palmeira real, que são essencialmente pequenos produtores. A entidade aponta a mesma experiência em relação aos clientes institucionais, que estão deixando de consumir palmito em potes grandes de vidro e passando a consumir outros produtos vegetais em conserva, especialmente por causa do preço. A ABRAPP questiona ainda por que não se pode acondicionar palmito em conserva em embalagem tetra pack, por exemplo, e relata que o mercado internacional já utiliza diferentes tipos de embalagens flexíveis para este produto. Ressalta, ainda, que acredita que as marcas líderes de mercado não vão deixar de usar o vidro. Thais Fagury, da ABEAÇO (Associação Brasileira da Embalagem de Aço) solicitou isonomia de tratamento para os diferentes tipos de embalagens e que as alterações sejam comunicadas de forma adequada aos consumidores. Solicitou ain- >>>>


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É visível o aumento da participação de plásticos nas gôndolas dos supermercados

da que seja dado o mesmo tratamento de processo, que sejam definidos os mesmos parâmetros e o mesmo prazo de validade para outros tipos de embalagem àqueles exigidos para a lata e o vidro. Ressaltou que o plástico não tem uso pós-consumo, o que seria uma desvantagem em termos ambientais para este tipo de embalagem. Nemer Finotello, do SINDIPALM (Sindicato da Indústria de Palmito do Estado do Pará) informou que a maior produção de palmito no Brasil é no estado do Pará, a partir de palmeira de açaí. Ressaltou que há cerca de 10 anos se tenta desenvolver uma embalagem plástica que atenda ao palmito de açaí, no entanto, até hoje não foi encontrada uma alternativa que consiga preservar as características do palmito de açaizeiro. Solicitou ainda maiores esclarecimentos sobre o processamento com utilização de embalagens flexíveis. A Saint Gobain Vidros expressou preocupação e solicitou esclarecimentos de processamento especialmente em relação ao binômio tempo x temperatura, pois acredita que haverá problemas especialmente quanto à apresentação do produto.

Impacto ambiental e vida de prateleira - Ana Paula Bernardes, da

ABIVIDRO, fez ponderações sobre o im-

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DIVULGAÇÃO

Mercado

pacto ambiental da introdução deste tipo de embalagem na produção de palmito. Informou que já presenciou a mesma discussão quando o plástico foi introduzido em outros produtos do mercado alimentício, sob o argumento da modernidade e praticidade. Informou que a ABIVIDRO é frequentemente chamada pelas autoridades competentes para esclarecer sobre o tratamento pós-consumo das embalagens de vidro uma vez que a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê a logística reversa. Ressaltou, ainda, que o custo das embalagens de vidro inclui o custo desta logística e fez um apelo aos envasadores para que estes, na escolha do tipo de em-

balagem, considerem não somente a segurança do alimento, mas também outros aspectos como o ambiental. Ressaltou ainda que a troca do tipo de embalagem pode implicar em maior uso de aditivos. Carlos Machado, da Envase Embalagens, esclareceu que a estrutura das embalagens que têm sido testadas para este produto são filmes coextrusados de poliamidas e poliolefinas, que são recicláveis. Ele esclareceu que o problema da reciclagem destes materiais é a falta de coleta seletiva. A ABRAPP manifestou compreensão sobre a preocupação em relação à migração de substâncias das embalagens plásticas, mas ressaltou que existe o proble- >>>>


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Mercado ma dos frascos de vidro de 3 a 5 kg que são reutilizados para embalar o palmito. A vida de prateleira para os três tipos de embalagens pode ser equivalente, desde que o tratamento térmico seja adequado. A questão da ausência de oxigênio nas embalagens flexíveis para impedir microrganismos aeróbios pode ser resolvida com a injeção de nitrogênio. Estas opções proporcionadas pelas tecnologias de processamento visam beneficiar o consumidor reduzindo o preço final do produto. Segundo a ABRAPP, em países como Japão e Coréia têm sido priorizada a utilização de material polimérico reciclável em detrimento de vidro e lata.

Segurança e leveza - A Palmito Gout tem desenvolvido pesquisas desde 2009 com palmito em embalagens plásticas e a vida de prateleira destes está se aproximando de quatro anos, com bons resultados. A empresa realizou alguns testes acelerados de vida de prateleira, que também apresentaram bons resultados. O representante da empresa ressaltou que a discussão deve pautar-se na segurança e que a autorização do uso de embalagens plásticas para o palmito também pode oferecer benefícios ambientais, pois irá reduzir o número de viagens de caminhão no transporte da embalagem vazia e do produto embalado. Ele esclareceu que o uso de embalagens flexíveis exigirá condições tecnológicas tão sofisticadas que os clandestinos não vão conseguir utilizá-las. Ele concordou que é importante a discussão sobre o resíduo de embalagens flexíveis junto aos órgãos do meio ambiente. O representante reforçou a informação de que os clientes institucionais não usam mais vidro pela segurança e pelo custo, e que a redução nas vendas de palmito se devem ao custo de produção, que inclui o custo de embalagens. Por fim, ele concordou que tudo deve ser cientificamente comprovado, especialmente as exigências em relação ao vácuo, quarentena e acidificação. Edson Fantini, da ABRAPALMER, reforçou que o pleito é de equidade em relação aos demais produtos vegetais e que concorda com a preocupação ambiental, e que neste sentido a possibilidade de utilização de embalagens flexíveis para 54 > Plástico Sul > Julho de 2013 >>

palmito picado pode trazer economia de água na indústria processadora bem como de transporte rodoviário. Mencionou ainda a dificuldade na negociação do frete de embalagens de vidro devido à possibilidade de quebra durante o transporte. Informou que os fabricantes de vidro são dois, no máximo três, o que prejudica a negociação de preço. Neste momento, alguns participantes lembraram que só existe um fornecedor de resina polimérica no Brasil. A ABRAPALMER reforçou que não se trata de uma novidade, já que as embalagens flexíveis são utilizadas por outras conservas de vegetais. O representante da Saint Gobain afirmou que não gostaria que o vidro fosse colocado como vilão neste cenário e que não concorda com o argumento de que o uso deste material em restaurantes tem diminuído, que ao contrário do que foi argumentado, o uso de vidro só cresce (bebidas, utensílios, etc). A Vigilância Sanitária de Santa Catarina indagou se a palmeira de açaí e palmeira de juçara foram testadas em embalagens plásticas. Foi esclarecido pelos representantes das associações que alguns testes foram realizados apenas para começar uma discussão com a ANVISA. A Silgan Wihite Cap esclareceu que o produto na embalagem tipo stand up pouch não atende aos parâmetros de vácuo da RDC n.17/1999. A ABRAPP destacou uma amostra de palmito em conserva com embalagem flexível adquirida no exterior que apresentava prazo de validade de cinco meses.

Encaminhamentos:

A partir da proposta colocada pela ABIVIDRO de se estabelecer um prazo para apresentar sugestões, estudos e propostas, chegou-se a um consenso sobre a data de 20 de agosto de 2013 para que os participantes encaminhem sugestões por escrito que possam subsidiar a tomada de decisão em relação ao tema. As sugestões devem ser encaminhadas para o e-mail: gpesp@anvisa. gov.br, com indicação da empresa ou associação a que se refere. O documento deve conter dois itens: 1) proposta e 2) justificativa devidamente embasada por estudos científicos, dados, etc. PS


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Consultoria

O

sucesso ou o fracasso de uma indústria do setor de plástico depende basicamente de gestão, tanto nas grandes empresas, mas principalmente nas micro e pequenas. Antigamente era mais difícil encontrar soluções, mas atualmente os empresários podem recorrer às consultorias especializadas. Hoje, no Brasil, uma das principais entidades capacitadas a prestar este serviço é a Sociesc – Sociedade Educacional de Santa Catarina, com sede em Joinville, que atende entre 400 a 500 empresas de todo o Brasil e marca sua presença na Plastech, em Caxias do Sul. Reconhecida por ser uma organização referência em educação, ela também atua com excelência nas áreas de engenharia, prestando consultoria. “A consultoria tecnológica em plásticos visa a implementação de ações no processo de fabricação, com o objetivo da melhoria da performance produtiva atra-

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Moacir Martins, consultor da Área de Serviços Tecnológicos da Sociesc

DIVULGAÇÃO

Sociesc ensina a ser competitivo vés da eliminação de problemas e redução de custos de processo, resultando no incremento da qualidade e competitividade da empresa, além do desenvolvimento de novos materiais, produtos e/ou processos para o fortalecimento de sua marca em seu segmento de atuação, diz o engenheiro Moacir Martins, consultor da Área de Serviços Tecnológicos. “Estamos capacitados a dar assistência às empresas por meio de projetos, convênios, acordos, cursos e outras ações que possam corrigir problemas e tornar as empresas mais competitivas”, Não basta boa vontade, pois o conhecimento do setor é fundamental. Por isso, o Instituto Superior Tupy - IST/So- >>>>


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ciesc, por meio da Gestão Tecnológica, através de seu Núcleo Tecnológico em Plásticos – Nutep, tem em seus quadros profissionais e processos que vão contribuir para o aumento da competitividade, implementação de inovações e inserção internacional das empresas, através da transferência de tecnologia e conhecimento. Os laboratórios são credenciados pelo Inmetro. Moacir Martins destaca que as principais linhas de atuação são:

DIVULGAÇÃO

Consultoria

Avaliação técnica de materiais plásticos

• Uso de materiais para produtos x propriedades desejadas • Desenvolvimento de novas tecnologias em pigmentação de materiais • Consultoria Tecnológica em Simulação de Injeção de Plásticos

Dimensionamento de ferramentais

• Desenvolvimento de projeto de produtos e ferramentais

• Análise de sistemas de injeção de refrigeração de ferramentais • Acompanhamento de tryouts

Dimensionamento de equipamentos

• Capacitação e consultoria técnica em injeção convencional, a gás, baixa pressão e injeção de bicomponente • Dimensionamento de equipamentos (injetora, extrusora e sopradora) conforme norma européia – Euromap • Validar parâmetros de processamento, buscando atingir objetivos de qualidade • Redução de setup de máquina • Redução de ciclo de máquina • Acompanhamento e validação do fluxo produtivo • Análise de defeitos em produtos • Estudo das características produtivas de roscas e cilindros de máquinas injetoras e extrusoras • Aplicação de SMED como ferramentas de controle de processo Martins explica que a Sociesc atua de duas formas: “A empresa nos procura, traz a sua necessidade e vamos atendê-la com um estudo da situação e a melhor forma de resolver os problemas. Mas também somos ativos, pesquisamos junto às associações e sindicatos para saber sobre empresas que estejam com dificuldades. Temos uma equipe de 40 consultores”. Assim, no cartel de clientes estão grandes empresas como a Honda, Tigre, Electrolux, mas também companhias pequenas, de duas, três pessoas. “Muitas vezes o empreendedor, no afã de produzir, comete erros básicos que comprometem seu

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negócio, no qual ele colocou o futuro de uma vida”, ressalta o consultor. Ele cita um exemplo: um empresário coloca seu patrimônio no negócio, compra uma injetora e descobre que tem limitações de tamanho, do molde, do produto, que só vai atender a um segmento. “Nesse caso, a consultoria auxilia como comprar certo, com um plano de negócios de curto, médio ou longo prazo, de vender o quê, o custo do molde. Não tem parceria sólida. O mercado é complexo, existe depreciação. Então, vamos fazer com que acerte. O que ele entende? é preciso se capacitar, por exemplo, até para fazer baldes. É importante conhecer o mercado para não fabricar o produto inadequado”, diz. Martins enfatiza que é preciso trabalhar com segurança e tranquilidade. “O índice de fechamento de empresas inseguras e intranquilas é enorme. Afinal, com a globalização e a logística a competição é grande”, lembra. “Quem manda é quem vende”, observa e cita a China como exemplo, onde uma empresa enche um contêiner vai para outro país, instala-se em um terreno baldio, cria um CNPJ e vende. E agora, com qualidade. “Então, é preciso estar atento a tudo isso. Nosso trabalho de consultoria é fazer pensar. Pensar diferente e isso falta no mercado. Os erros constatados são simples, poderiam ter sido evitados, ou foi com a máquina ou a comercialização. Para o consultor, o individualismo é um problema, é preciso buscar apoio em associações e deixar para trás o espírito de artesão, “Para ter escala não pode ser artesão. Fazer pensar diferente dá trabalho e hoje o que se faz em Santa Catarina >>>>


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Consultoria e em Caxias do Sul é esse trabalho. Enfim, existe o artista principal que é o molde”, alerta. Se tiver tamanhos do molde é preciso ter várias máquinas. “A máquina foi projetada para trabalhar 24 horas por dia. Se não for assim, conforme o regime de trabalho, ao longo de um ano ficou um mês parada”. Martins explica que hoje compra-se uma ou duas máquinas e opera cooperativamente. “Os chineses entregam um molde em 40 dias! É questão de escala”. Assim, segundo o consultor, a associação de classe é fundamental.

Mão de obra é problema

Martins também revela que a mão de obra é outro problema, pois o setor industrial está perdendo trabalhadores para o de serviços, pelo salário e pelo ambiente de trabalho. E para muitas empresas, dentro do próprio segmento. “É preciso capacitar, mas ao criar estrelas, hoje existe a troca de emprego por pouco. Outro problema sério é a idade: o jovem aprendiz

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tem limitações e a capacitação também é um caso sério”, adverte. Por isso, segundo o consultor, a Sociesc, enquanto consultoria,é bem clara: é preciso ter o projeto e a empresa entender; precisa capacitação; quando oferecer vantagens; saber que tal aspecto está certo, mas em outro precisa melhorar; não é possível fazer mágica, é preciso ter a máquina certa. “A Sociesc apresenta a empresa para o empresário, mas explica que é preciso ter consciência para procurar ajuda, ou com ações de uma universidade ou do Sebrae, do sindicato”, comenta. É importante, diz Martins, treinamento e ter a segurança de tirar o melhor da máquina, seja operando na temperatura adequada ou com o processo certo, ou reduzir índice de refugos e outros. Ou então, às vezes não está no mercado certo ou arriscou entrar em um mercado saturado. Enfim, são várias etapas de um processo de consultoria, que é mais barato quando tem a oportunidade de começar o desenvolvimento do produto, de capacitar, ter o projeto, o material e outros

detalhes técnicos específicos. Quanto aos custos da consultoria, Martins explica que a Sociesc ajuda bastante o mercado porque faz prospecções, procura as empresas e tenta baratear, informa se existem projetos governamentais, para que aprovem pedidos. No Rio Grande do Sul existe o Projex, mas há também o Projeto Prumo. Enfim, uma frente é o Governo do Estado e outra, as entidades de classe, que podem ser parceiras e facilitar o acesso, reduzindo os custos de prospecção “De qualquer forma, já foi comprovado que com um bom projeto o empresário consegue transformar esse investimento em receita. Às vezes na primeira semana ele consegue retornar o que investiu”, avisa Martins. O trabalho da Sociesc tem uma importância fundamental e o índice da Pesquisa de Satisfação realizada recentemente indicou um percentual de 90% positivo. Na última edição de Plastech, em 2011, houve, além de atendimento em um estande na feira, uma palestra para os visitantes interessados. PS


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Internacional

Plástico como herança cultural?

É

difícil imaginar um produto que tenha mudado a cultura material do século XX de modo tão significativo e que sirva ao século XXI tanto quanto o plástico moderno. Entretanto, o reconhecimento dos produtos à base de plástico como parte da nossa cultura e história ainda está no início. Na percepção pública, o plástico ainda leva o estigma de material barato e substituto. E quem vai a um museu ver potes de iogurte? Desde 1986, a Plastics Museum Association ( Kunststoff-Museums-Verein) tem trabalhado para compilar a história dos plásticos, coletar suas relíquias e colocá-las em exibição. Hoje, a associação tem cerca de 300 membros; companhias e organizações da indústria, instituições científicas, colecionadores de plásticos e diversas outras pessoas interessadas em apoiar a idéia do German Plastics Museum. A associação está localizada em Düsseldorf/Alemanha, onde acontece a feira K, desde 1995.

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Um museu precisa de uma coleção e esta contém aproximadamente 14.000 objetos, da metade do século XIX até o presente. Eles documentam tanto materiais precursores, como goma-laca, caseína e celulóide, quanto numerosos exemplos de produtos fortes atualmente, como plásticos totalmente sintéticos. Clássicos do design industrial, assim como itens de consumo diário e produzidos em massa, protótipos, amostras de material e máquinas de processamento plástico são parte da coleção. Telefones de baquelite, camisetas com materiais então experimentais e os primeiros, e enormes, telefones celulares – dependendo da idade do espectador – evocam sentimentos de nostalgia e induzem a uma consideração positiva em relação ao material. Oitenta por cento dos objetos são inventariados e documentados com fotos em um banco de dados digital. Isso proporciona um instrumento de pesquisa marcante sobre

quais objetos podem ser explorados em várias questões, olhando tecnologia, design e história cotidiana. Infelizmente, este tesouro único, até agora o único na Alemanha, só pode ser visto de forma intermitente e em segmentos, já que uma casa definitiva ainda não foi encontrada para o museu. Desde 2003, existe um conceito para um museu móvel. Com exibições temáticas intinerantes, plásticos podem ser apresentados de maneira interessante, como forma de entretenimento, com um apelo para o público jovem também. Anteriormente, houve quatro exposições em locais públicos, como shopping, foyer de bancos, teatros e universidades. Essas apresentações se complementam com o Museu Virtual; no site da associação (www. deutsches-kunststoff-museum.de), mais de 7.000 objetos da coleção podem ser vistos em texto e imagem. Desde sua fundação, muito se alcançou na preservação do importante produto cultural chamado plástico e sua apresentação para o público geral, mas o amplo suporte dos membros da associação e patrocinadores é vital para o trabalho do museu. A Plastics Museum Association estará presente na K 2013, entre 16 e 23 de outubro em Düsseldorf/Alemanha, na entrada Norte. PS


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Bloco de Notas

Faturamento do setor de compósitos cresceu 5,5% no segundo trimestre

O setor brasileiro de compósitos, plástico de alta performance, faturou R$ 807 milhões no segundo trimestre, alta de 5,5% frente aos primeiros três meses do ano e 9,9% superior a igual período de 2012. Foram processadas 54.600 toneladas de matérias-primas entre abril e junho, volume 5,4% maior do que o registrado na soma dos três meses anteriores - frente ao segundo trimestre de 2012, houve um aumento de 3,9%. Os dados são da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO). Para Gilmar Lima, presidente da ALMACO, a melhora dos índices do mercado de compósitos deve-se principalmente ao aquecimento da demanda oriunda de três áreas: agronegócio, em grande parte representado pelos fabricantes de tratores, geração de energia eólica e transportes, com destaque às montadoras de caminhões.

A cadeia produtiva do material, no entanto, tem sofrido com o sucessivo achatamento das margens de lucro. "Absorvemos uma série de reajustes nos principais insumos, bem como nos serviços e no custo de captação de recursos para capital de giro e investimentos. E, infelizmente, a velocidade de repasse para os grandes consumidores é lenta, burocrática e muito difícil", ele lamenta. Dessa forma, Lima avalia com cautela as perspectivas apresentadas pela pesquisa da Maxiquim. Segundo o levantamento, o mercado brasileiro de compósitos deve faturar R$ 3,264 bilhões em 2013, ou seja, 9,4% acima do aferido no ano passado. "A obtenção desse resultado depende do ritmo de investimentos do governo em construção civil, infraestrutura e mobilidade urbana. Fora que continuaremos tendo dificuldades para repassar os novos aumentos. Por isso, o nosso setor deve priorizar a gestão e a inovação, além de escolher com mais critério os mercados, processos e produtos nos quais deseja seguir investindo", completa.

SENAI Cetepo prepara seminário de atualidades tecnológicas para outubro

O SENAI Cetepo, de São Leopoldo, prepara a 18ª edição do Seminário de Atualidades Tecnológicas: Plástico, Elastômeros e Adesivos. Neste ano, a organização promove algumas mudanças na realização do evento, marcado para o dia 24 de outubro na Fiergs, em Porto Alegre. “Em virtude da excessiva oferta de eventos/feiras nacionais e internacionais relacionados área de polímeros (Feira K, Feiplastic, Plastech Brasil, Jornadas Latino Americanas da Borracha, Feira SIGA, etc.) e da indisponibilidade de datas apropriadas para locação do Hall do CEXPO-FIERGS, optamos por realizar o evento no dia 24 de outubro, uma quinta-feira. Buscamos alternativas viáveis para mantermos a realização do Seminário, evento tradicional de tecnologia na área de polímeros e optamos por realizá-lo em um único dia”, diz Maria Clara Milanez, do Núcleo de Informação Tecnológica SENAI Cetepo. Nesta nova proposta, se mantém a programação de Palestras Técnicas, mas a parte da Mostra Técnica Comercial (exposição com estandes) neste ano não poderá ocorrer nos moldes das últimas edições, em função do pouco espaço físico disponível. O evento contará com um pequeno espaço para que empresas parceiras tenham contato com clientes e fornecedores. Serão disponibilizados balcões, conforme patrocínio acordado. A planta do evento pode ser visualizada no site www.senairs.org.br/seminario.

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Pavan Zanetti reforça equipe de vendas na Região Sul

Para aumentar sua visibilidade junto às empresas locais, a fabricante de máquinas para termoplásticos Pavan Zanetti agregou à equipe de vendas dois profissionais baseados no Rio Grande do Sul, com grande experiência na representação de equipamentos. Humberto Link é o responsável pelo segmento de Sopro e Sopro de Pet. Conhecido na região por ter representado outros ramos do plástico, ele assume seu posto na Pavan Zanetti depois de um longo relacio-

namento com a fabricante como fornecedor de moinho de plástico. O segmento de Injetoras e Injeção Sopro está sob o comando de Augusto Langaro, representante que acumula em seu histórico atuação em importantes carteiras do mercado de máquinas para plástico."Esperamos fixar nossa imagem e mostrar que temos condições de atender os clientes do Sul da mesma forma como atendemos no restante do país, principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste, onde a nossa marca já é consagrada", afirma Gilson Pavan, diretor da Pavan Zanetti.

Plast Mix

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Aditive Apema Automata AWS AX Plásticos Betaplas Brasfixo BST Latina Cabot CEB Chiang Cristal Master Cromex Detectores Brasil Digitrol DM Robótica Femat Fibrasil Gabiplast Granoplast Innova Krisoll Maq. Premiata Matripeças Met. Expoente Multi União Nazkom New Ímãs NZ Cooperpolymer Olifieri Omega Telas Oyster Tur Pallmann Pavan Zanetti Plassoft Plastech Plastimaster Químicos & Plásticos R. Pieroni Replas Rescilux Romi Rulli Sagec Seibt Sepro Shini Sociesc Staft Informática Super Finishing Teck Trill Tecnoserv Thormaq Topack Trata Villares Metals Zara

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Agenda DIVULGAÇÃO

Anunciantes

Caxias do Sul (RS)

Agende-se para 2013 1º Congresso Brasiltec & Viniltec 2013 14 e 15 de agosto de 2013 IPEN-CNEN/SP - Cidade Universitária São Paulo – SP http://www.spebrasil.org.br Plastech Brasil 2013 Feira de Tecnologias para Termoplásticos e Termofixos, Moldes e Suprimentos 27 a 30 de agosto de 2013 Pavilhões da Festa da Uva – Caxias do Sul/RS www.plastechbrasil.com.br Embala Nordeste 2013 Embala 4 Business 8ª Alimentécnica, 8ª Embalaplast e 7ª EmbalaPrint e 8ª Embala Nordeste 27 a 30 de agosto de 2013 Centro de Convenções de Pernambuco –

Olinda/PE http://www.embalanordeste.com.br Mercopar Feira de Subcontratação e Inovação Industrial 1º a 4 de outubro de 2013 Centro de Eventos Festa da Uva – Caxias do Sul www.mercopar.com.br K 2013 International Trade Fair Nº 1 For Plastic and Rubber Worldwide 16 a 23 de outubro de 2013 Düsseldorf – Alemanha http://www.k-online.de Andina-Pack 2013 Feira Internacional de Embalagem 5 a 8 de novembro de 2013 Bogotá – Colômbia www.andinapack.com


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Revista Plástico Sul #144