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Expediente

Editorial

Edição # 38 | Janeiro - Março/2019

Recomeçando... em dois sentidos

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticonordeste.com.br Fone: 51 3209.3525 editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Júlio Sortica | DRT/RS nº 8244 Redação: Melina Gonçalves | DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: divulgação Plástico Nordeste é uma publicação da editora Conceitual Brasil, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Nordeste e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Nordeste. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 3.000 exemplares.

O

ano de 2019 marca o recomeço... em dois sentidos. E porquê dois? Porque marca a retomada do processo de desenvolvimento de um Brasil que se esforça para deixar no passado os números negativos do seu desempenho econômico e porque também marca a volta da revista Plástico Nordeste ao cenário da comunicação. E ambos personagens, a economia e a revista, ressurgem fortalecidos e animados com as boas perspectivas para este ano com as mudanças no cenário político-econômico nacional. Entidades classistas e corporativas e empresas envolvidas na cadeia químico-plástica estão otimistas e revelam planos de crescimento na nossa reportagem principal. Afinal, há uma luz no fim do túnel e, mesmo que ainda estejamos em um início de gestão nos estados e na União, algumas ações e propostas já mostram um novo caminho. A começar por algumas reformas como a da Previdência. Nesse embalo progressista também abrimos espaço para reproduzir uma interessante entrevista com dirigentes da FIEB e outros setores produtivos da Bahia sobre o futuro. Mas há outras notícias relacionadas ao Nordeste que mostram que o caminho pode ser sim, muito animador nos próximos anos. Há também mudanças em entidades classistas e corporativas, todos buscando oxigenar o processo de desenvolvimento. Nossa edição também reserva espaço para artigos interessantes, destaque para eventos importantes no setor, como a Plástico Brasil em março, logo depois a Feiplastic, as regionais como a Exporecicla e a Embala Nordeste, e a sempre atraente Feira K, em outubro, na Alemanha. Esses e outros assuntos vão prender a atenção dos setores envolvidos com a cadeia do plástico, cientes que um futuro mais promissor está por vir, mas nada será de graça. Está provado que é preciso trabalhar, investir e unir-se em torno dos objetivos comuns. Que 2019 seja realmente promissor, pois a Plástico Nordeste também está fortalecida, pois volta em várias plataformas: a edição de revista digital bimestra, o site ágil e permanente e a Plástico Sul News, uma newsletter quinzenal sempre cheia de boas novidades. Boa leitura!

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Otimismo e retomada do crescimento

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EspecialPesrpectivas 2019

Depois de um longo período de recesso o Brasil dá sinais evidentes de retomar o caminho do desenvolvimento econômico, inclusive no setor químico-plástico. O Nordeste está atento: são mais de 1.200 indústrias de transformação espalhadas pelos vários estados da região. Lideranças nacionais e regionais, empresários e fornecedores da cadeia do plástico avaliam com otimismo as perspectivas de recuperação e crescimento. Esse sentimento tem base em algumas ações e propostas já destacadas pelas novas administrações estaduais e na gestão do presidente Jair Bolsonaro 6 > Plástico Nordeste >


Reformas no foco da FIEB

“O ambiente econômico tem melhorado, mas ainda de forma tímida. A expectativa é de que somente com a aprovação da reforma da previdência, efetivo equacionamento do déficit primário e o restabelecimento do entendimento entre os Três Poderes sejam estabelecidas as condições objetivas para lastrear o retorno do crescimento sustentado, com a retomada robusta dos investimentos. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia/FIEB, empresário Ricardo Alban, para quem o governo precisa aproveitar a conjuntura política para promover as medidas mais urgentes e necessárias ao país. Independentemente de essas medidas virem a acontecer de imediato ou não, os empresários trabalham com hipóteses relativamente positivas para 2019, quando comparadas ao desempenho de 2018. Como o período será de recuperação cíclica sobre uma base deprimida, a economia brasileira poderá crescer 2,7%, impulsionada pela expansão de 3% da indústria e de 6,5% do investimento. O consumo das famí-

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast

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Ricardo Alban, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia/FIEB

VALTER PONTES

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om base em estudos e dados recentes do IBGE e dos sindicatos estaduais, primeiramente a Associação Brasileira da Indústria do Plástico/Abiplast, destaca o desempenho do setor no Brasil e em especial da região Nordeste. “Em termos de produção física de transformados plásticos, o Brasil registrou crescimento de 0,8% em 2018, em relação a 2017, enquanto a indústria de transformação como um todo cresceu 1,1% na mesma comparação. No Nordeste, por sua vez, a produção física da indústria de borracha e plástico (maior desagregação disponibilizada pelo IBGE na análise regional) registrou crescimento de 2,1% no ano passado, em relação a 2017, segundo dados divulgados no dia 8 de fevereiro”, informa José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade. O dirigente também comenta sobre as perspectivas futuras. “Para 2019, no Brasil, a expectativa é de continuidade de uma recuperação da indústria, mesmo que gradual, sentimento que se perpetua também para a região Nordeste. O sentimento, de forma geral, é de maior otimismo para este ano, também por ser um ano de importantes feiras, como a FEIPLASTIC e a Feira K, que contribuem para a movimentação dos negócios’, aponta. E completa: “A Abiplast espera um crescimento de 2,5% da produção física da indústria de transformados plásticos para 2019, em relação a 2018, no Brasil”, afirma. Outra entidade nacional com visão macro importante do setor plástico é a Adirplast – Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins, que tem 21 associados distribuidores de commodities, engenharia, BOPP e BOPET,tem comercializado 422 mil toneladas em 2018 e faturamento de R$ 4 bilhões. Segundo o presidente Laércio Gonçalves, diante do novo cenário político-econômico brasileiro, existe motivação. “A perspectiva é otimista. Com crescimento previsto pelo Banco Central de 2,5% do PIB, historicamente cresce 3 vezes o PIB, esse número pode chegar a 7,5% em 2019. Em entrevista publicada, o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz estimou em 5% o crescimento dos plásticos transformado para esse ano”, ressalta. No entanto, o dirigente condiciona essa projeção às medidas anunciadas. “As mudanças prometidas pelo novo governo precisão ser confirmadas para gerar esses crescimentos. Em 2018, na Adirplast foi de quase 6% o aumento em volume comercializado. Com o aumento dos importados, a queda de preços dos polietilenos, pela alta oferta global será um grande desafio no Brasil”, explica Gonçalves.

lias, importante motor do crescimento, aumentará 2,9% neste ano. Não é um crescimento em bases chinesas, mas levando-se em conta que em 2017 o PIB cresceu apenas 1% e que em 2018 teve expansão de 1,3% (com forte influência negativa da greve dos caminhoneiros), trata-se de uma tendência satisfatória. Para o presidente da FIEB, Ricardo Alban, é preciso dar à indústria o tratamento adequado a um setor que influencia fortemente o dinamismo da economia. Observa que a indústria é o maior contribuinte de tributos federais e a renúncia fiscal do setor equivale a 10% da que é concedida para a agricultura, por exemplo. “Os incentivos à produção industrial são baixos em relação ao que o setor proporciona em termos de arrecadação e empregos qualificados”, diz. Como não há mais espaço para a chamada “guerra fiscal”, ele defendeu uma política industrial que estimule a indústria instalada no Nordeste, com instrumentos que permitam mitigar os desequilíbrios entre as regiões do país. Um passo inicial nesse sentido é o de viabilizar projetos estruturantes na região, notadamente na área de infraestrutura. Na Bahia, a FIEB prevê que, no curto prazo, a indústria local deve aproveitar a capacidade ociosa existente. O que significa que, em um primeiro momento, uma eventual retomada da economia não terá forte impacto no crescimento e no emprego do setor. Posteriormente, com a economia ajustada, os investimentos retornarão. Para tanto, < Plástico Nordeste < 7


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EspecialPesrpectivas 2019

aposta em segmentos não tradicionais na matriz industrial baiana, a exemplo das energias renováveis e a indústria da saúde. “Estamos preparados para dar suporte a estes e outros segmentos, especialmente por meio do SENAI Cimatec e do Cimatec Industrial, que estamos construindo em Camaçari. Estes equipamentos são um importante diferencial para a atração de novos investimentos”, afirma Ricardo Alban.

Novos investimentos

Para 2019, de um modo geral pode-se afirmar que as perspectivas são boas para a indústria baiana. Certamente a construção civil deve voltar a um nível de atividade aceitável, impulsionada pela expansão da renda das famílias e pela redução dos juros cobrados pelas instituições financeiras, o que beneficiará o segmento habitacional. Ademais, a possível retomada de grandes obras de infraestrutura, a exemplo da Fiol, Metrô, VLT, deve favorecer o ramo da construção pesada, com geração de renda e emprego para a economia baiana. Na área de petróleo e refino, a possível venda de alguns ativos da Petrobras deve trazer novos investimentos para o setor. No caso da Refinaria Landulpho Alves, a Petrobras deve vender parte ou a totalidade da empresa, o que certamente resultará na modernização da mais importante planta industrial da Bahia, em termos de influência no PIB e arrecadação de impostos. Há também uma expectativa positiva com a venda dos campos maduros de produção de petróleo e gás no Recôncavo. Outros segmentos, como os de plástico e borracha, metalurgia básica e automotivo, devem experimentar leve evolução, seja por oportunidades de exportação, seja por crescimento do mercado interno. Por outro lado, segmentos como químico/petroquímico e celulose e papel aguardam uma melhoria do ambiente de negócios. No caso de celulose e papel, grandes investimentos já projetados esperam apenas que haja uma solução definitiva para a questão da segurança fundiária.

Cautela na FIEPE, potencial na FIERN

Considerado um dos estados de vanguarda no Nordeste,

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Presidente do Sistema FIERN, Amaro Sales de Araújo (esq.), no programa de radio Cidade Notícias

Pernambuco também analisa criteriosamente as perspectivas futuras. “Com a posse do novo governo, importantes reformas estão sendo discutidas, tais como a previdenciária e a tributária, o que eleva o nível de confiança do empresário industrial, conforme pesquisas realizadas pela FIEPE, em conjunto com a CNI”, comenta o presidente do Sistema FIEPE Ricardo Essinger. Entretanto, faz uma ressalva; “Enxergamos o desempenho industrial do estado de forma cautelosa, em 2019, pois além de depender das reformais nacionais, precisamos também de uma grande articulação do governo estadual com o governo federal, garantia de maior segurança jurídica, tributária e o andamento de projetos de infraestrutura de extrema importância, tais como a conclusão da Ferrovia Transnordestina e o arco viário metropolitano”, aponta. O presidente do Sistema FIERN, Amaro Sales de Araújo, reafirmou a convicção na viabilidade do Rio Grande do Norte para se desenvolver com um ambiente de negócios mais favorável à geração de empregos e crescimento econômico. “Nosso Estado é, sim, viável”, disse. A declaração foi dada durante entrevista concedida à Rádio 94 FM, em fevereiro, no programa Cidade Notícias. Na ocasião, Amaro Sales destacou que, para o Rio Grande do Norte retomar o crescimento, é fundamental que sejam feitos os ajustes necessários para assegurar o equilíbrio fiscal ao Estado. Ele lembrou também a necessidade de garantir um ambiente propício ao empreendedorismo. Durante a entrevista, Amaro Sales fez uma nova defesa do Sistema S ao ser questionado pelos entrevistadores sobre o anúncio feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que teria intenção de cortar recursos das entidades. O presidente da FIERN enfatizou a necessidade de preservar o Sistema S para garantir a continuidade dos serviços de qualificação profissional, de saúde e segurança no trabalho

Rossi e a estratégia da FIEP

Embora não seja um paraíso, a situação da Paraíba, segundo Magno César Rossi, presidente interino da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba/FIEP é mais confortável do que em outros estados e, por isso, caso sejam tomadas algumas medidas macroeconômicas, as perspectivas são animadoras. “O Estado da Paraíba, do ponto de vista fiscal é tranquila, pois o governo anterior fez uma boa administração: as contas estão em dia, o pagamento dos funcionários também. Em alguns estados isto está fora de controle. Na Paraíba isso não ocorre. Comparativamente com outros, a situação é positiva”, ressalta o dirigente. As obras estruturais, segundo Rossi estão em andamento, como a Transposição do São Francisco, iniciada em 2017, as perspectivas hidrológicas são positivas e no período de chuvas há uma boa realidade. “ Para o setor empresarial existe a expectativa de que com o novo governo federal sejam tomadas as medidas necessárias para alavancar o desenvolvimento”. Conforme o líder empresarial, as reformas são necessárias e o governo tem efetuado questionamentos que são importantes e precisa resolver a questão da energia elétrica e do gás natural. “Hoje há uma carência no setor de custos controlados, com modelos que


precisam ser feitos. É preciso rever tarifas, como da energia e do gás, e o frete mínimo precisa de um modelo mais eficiente”, alerta. Em resumo, Magno Rossi aponta que a maioria dos setores sente os efeitos das tarifas não controladas, as questões dos ICMs estaduais, o preço dos combustíveis, tudo tirando renda da população. “Para retomar a economia os governos estaduais precisam rever suas estruturas tributárias. O Governo Federal está adotando uma boa estratégia, pois muitos dos nossos segmentos tem capacidade de crescimento. Vejo essa nova fase com muitos bons olhos, com uma visão positiva”, ressalta o presidente interino da FIEP. “Até as pessoas físicas devem sair do círculo vicioso negativo e ir para o positivo”, aconselha. Rossi diz que as pessoas estão com medo do futuro e por isso não investem. “É preciso quebrar o ciclo e isso virá com as medidas que estão se desenhando. O setor industrial brasileiro está preparado. Os preços controlados pelo governo precisam ser reavaliados, entender o contexto nacional. A má gestão dos governos é que impacta e o setor industrial não pode ser relegado a um segundo plano”, completa.

As impressões da Findes

O presidente da Federação da Indústrias do Estado do Espírito Santo, Léo de Castro, destaca os pontos positivos do novo cenário e o sentimento empresarial. “Um ponto fundamental para o desenvolvimento do país é a melhoria do ambiente de negócios. O ano de 2019 trouxe consigo a expectativa de mudanças, qualificação do debate em torno das reformas e a construção de uma agenda modernizadora”, diz. E complementa: “O índice de confiança dos empresários é o maior dos últimos oito anos, um momento ideal para criarmos um ambiente que estimule o investimento, no qual todos trabalhem pela convergência, não pelo protagonismo”, diz. O presidente da Findes, porém, é enfático no comportamento a ser adotado. “Precisamos ser ambiciosos com os planos que traçamos para o país. O mundo avança rápido e o Brasil não pode assistir à modernização de outras nações enquanto se mantém preso a ciclos medíocres de crescimento e recessão. Temos pressa!”, enfatiza. “Nos últimos anos, vivemos uma breve recuperação impulsionada pela revisão do marco legal da exploração do pré-sal, a implantação do novo ensino médio, a regulamentação da terceirização e a modernização das leis trabalhistas”, lembra o dirigente.

Medidas urgentes

No entanto, Léo de Castro, ressalta a importância de medidas urgentes. ‘Muito ainda precisa ser feito para que o Brasil entre, de fato, no século 21, a começar pelas reformas da Previdência e tributária. “É preciso defender com coragem as pautas pleiteadas há décadas pelo setor industrial, trazendo segurança jurídica e criando um ambiente atrativo para o investidor”, desafia. “Estas são as bandeiras que o Sistema Findes defenderá ao longo deste ano. Nossa meta é a construção de um Brasil mais forte, com uma indústria moderna, inovadora, produtiva e competitiva, apoiada por uma cadeia produtiva de petróleo e gás organizada e próspera’, avisa.

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Presidente da Federação da Indústrias do Estado do Espírito Santo, Léo de Castro

Léo de Castro lembra que no ano passado, a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo apresentou 56 propostas na Agenda da Indústria Capixaba para os Poderes Executivo e Legislativo, entregue aos candidatos durante a campanha. “A publicação aborda diferentes temas essenciais para o desenvolvimento socioeconômico do país: Reformas Institucionais, Eficiência do Estado, Governança, Desburocratização, Melhoria do Ambiente de Negócios, Produtividade, Competitividade, Infraestrutura e Meio Ambiente”, comenta. O presidente da Federação Capixaba diz que em primeiro lugar, é preciso lembrar que o Brasil vive um grave déficit fiscal em razão do desajuste das contas públicas, em especial, pelo rombo na Previdência. O novo presidente deve promover uma reforma justa para todos os brasileiros, trazendo de volta a confiança e a previsibilidade. “Sem um orçamento equilibrado, o Brasil continuará sendo visto com desconfiança pelo mercado, o que retardará os investimentos privados e a geração de empregos, afinal, é o setor privado quem gera empregos e oportunidades”, alerta. “A burocracia, a infraestrutura deficiente e a carga tributária elevada freiam o ânimo dos empresários. O novo Governo ganha um voto de confiança, é a chance de provar que entraremos em um ciclo perene de desenvolvimento”, finaliza.

Confiança no Simpepe

O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado de Pernambuco em benefício do setor, é exemplar, mas precisa de continuidade. O presidente Gessé Batista Santos comenta sobre as perspectivas para esse novo tempo. “Estamos em uma nova era no Brasil. Com um novo governo, nós do setor plásticos, estamos muito otimistas. A confiança nas mudanças faz com que o empresariado tenha uma luz no fim do túnel. As perspectivas são as melhores possíveis. Em Pernambuco, gostaríamos que o nosso governo desse mais atenção ao setor industrial, principalmente ao de plásticos”, destaca. Segundo Gessé Santos, o ano de 2018 foi muito sofrimento para o setor de plásticos. “As expectativas com as eleições deixaram < Plástico Nordeste < 9


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EspecialPesrpectivas 2019 A agricultura tem sido um setor que alavanca os negócios da indústria so plástico

que temos. Precisamos que as reformas sejam feitas para que possamos continuar a gerar vagas de trabalho. Este seria o grande apoio para o setor de plásticos”, propõe. Com uma atuação ampla, o presidente reforça que “o Simpepe está focado em realizar cursos, chão de fábrica, para que nossas empresas inovem, tanto pequenas e médias. Temos uma cadeira no Conselho Nacional de Recicladores de Plástico na Abiplast trazendo informações do setor de reciclagem nacional. Temos em março a inauguração da Escola de Plásticos em Suape, ainda sem data marcada. Teremos uma missão para a Feiplastic em abril. Este ano não teremos estande, mas teremos um representante no estande da Abiplast”, lembra. E comenta sobre o Programa Tampinha Legal. “ Já é sucesso no sul e estamos em entendimentos para implantação em nosso estado, em breve”, finaliza.

Sindiplast-ES supera crise

Para Ricardo Prado, da Piovan, a forma de atuação da empresa é planejada para manter a preferência dos clientes

todos os setores apreensivos. Não vi nenhum setor com bom desempenho”, avalia. Quanto ao processos produtivos mais destacados, o dirigente diz que “todos tiveram um desempenho estável, cada um com seus entraves”, informa. E considerou positiva a decisão do presidente Jair Bolsonaro de prorrogar os benefícios de programas para a Sudene e Sudam. “Ótima a decisão do nosso presidente. Vem mais investimentos para nossa região”. Sobre conquistas em 2018 e desafios futuros, Gessé Santos foi objetivo. “A principal conquista foi a perseverança do empresariado e uma das grande realizações de 2018 está sendo a implantação da Escola de Plásticos. E no caso de Santo Agostinho (Suape)”, lembra. “São muitos os desafios para o empresariado: a carga tributária insuportável 10 > Plástico Nordeste >

Desempenho do setor plástico no Espírito Santo em 2018, segundo o presidente Gilmar Régio, foi satisfatório. “De janeiro a outubro de 2018, o setor de transformados plásticos apresentou crescimento de 2,3% em sua produção física em relação ao mesmo período do ano anterior no Brasil. Todos os segmentos plásticos pesquisados apresentaram crescimento nessa comparação”. O dirigente destaca que a maioria dos setores industriais registraram bons resultados. “Em relação aos principais demandantes do setor, pertencentes a indústria de transformação, apenas a indústria de alimentos registrou queda de (-3,9%) no período acumulado. Demais setores apresentaram crescimento: artigos de higiene pessoal e limpeza: 1,2%, bebidas: 1,4% e máquinas e equipamentos: 4,5%.”, informa. Quanto às principais conquistas em 2018, Gilmar Régio faz uma análise especial. “De uma forma geral, o setor de Plásticos do Espírito Santo está se movimentando em busca de recuperação após a crise que abalou a economia do País nos últimos anos. Como entidade representativa do setor no Estado, conseguimos avançar em debates, processos, qualificação, dentre outras ações para ampliar a competitividade das empresas associadas”, comenta. Mas explica que é preciso ser ativo no processo. “Com o objetivo de aumentar a produtividade do Agronegócio, desenvolver o setor de Plásticos capixaba e contribuir com a melhoria da competitividade de ambos os setores, o Sindiplast-ES mantém parcerias com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), a Braskem e órgãos como o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), as Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa) e a Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (Faes), por meio do projeto O Plástico no Agricultura, que estuda e debate soluções em plástico para o Agronegócio”, explica.

Outras ações e eventos

Para atualização estão programados eventos e caravanas para feiras. Dentre os eventos previstos estão o 4º Seminário de Gestão de Pessoas, em parceria com a Associação dos Empresários da Serra (Ases) e o apoio da ABRH-ES e a 12ª Semana do Plástico. O Sindiplast-ES


ainda prepara uma programação de palestras e workshops que ocorrerão durante o ano para a qualificação dos empresários do setor. Régio diz que o Sindiplast-ES acredita que a participação em feiras e outros eventos, sejam eles locais, nacionais ou internacionais, são fundamentais para uma nova visão estratégica empresarial, para a efetivação de novas parcerias, conhecimento sobre novos produtos, processos e tecnologias, e ampliação da base de relacionamento, pontos essenciais para a manutenção da competitividade de qualquer empresa. A promoção de missões técnicas empresariais é uma prática constante no Sindiplast-ES, que procura viabilizá-las por meio de parcerias com instituições, como o Sebrae-ES e a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes). “Em 2019, a expectativa é de que missões técnicas sejam realizadas para Feira Internacional do Plástico e da Borracha (Plástico Brasil), no mês de março, em São Paulo; para a Feira Internacional do Plástico (Feiplastic), em abril, também em São Paulo; e para a Feira K, em outubro, na Alemanha”, completa o dirigente.

Fornecedores animados

Na cadeia de fornecedores um dos destaques é a Piovan do Brasil, que dedica especial atenção aos clientes da Região Nordeste com sua completa linha em equipamentos de controle térmico. Segundo Ricardo Prado, vice-presidente da empresa no país, a forma de atuação é planejada para manter a preferência dos clientes. “A Piovan e a Aquatech atuam diretamente na região Nordeste através de força comercial própria. O ano de 2019 se inicia com muito otimismo e esta região faz também parte desta previsão positiva. Nossa intenção é continuar na posição de liderança neste mercado acompanhando o crescimento projetado para 2019” destaca o executivo. Outra indústria com forte atuação na região é a Pro-Color. Com 32 anos no mercado brasileiro de masterbatches, aditivos, Dry-Blend, Compostos e Especialidades tem entre suas características a visão estratégica marcada pela inovação e qualidade em seus produtos, possibilitando aos seus clientes uma diferenciação consistente e efetiva. “Nosso compromisso é levar ao cliente um produto que realmente faz a diferença”, ressalta Elisangela Melo, Gerente Nacional de Vendas. Com duas unidades fabris, a matriz em São Paulo e unidade em Pernambuco, uma filial em Bauru interior de São Paulo e um centro de distribuição em Jaraguá do Sul em Santa Catarina, informa que a Pro-Color leva ao mercado suas soluções, equipe especializada, atendimento personalizado, consultoria técnica e visitas contínuas. A empresa se orgulha da estrutura montada para atender a região Nordeste. “A Pro-Color é pioneira no investimento de uma unidade produtiva, laboratórios e escritório de vendas em Pernambuco com operações desde Junho de 2011, evidenciando nossa estratégia de investimento na região”, explica Rosangela Melo. “Temos uma equipe especialista em cores e aditivos para o suporte técnico, disponível para os estados do Nordeste que atua na indicação de produtos, assistência técnica bem como treinamentos”, acrescenta. Segundo a executiva, “a Pro-color Nordeste conta com um gerente regional com amplo conhecimento de mercado e experiência no segmento, que atua com o foco em solução aos nossos clientes, Clayton Rodrigues além de um time de representantes para atender ao cliente na cidade mais distante, porque aonde tiver um transformador de plástico, nosso time está disponível para levar nossas soluções em produtos”, informa. E faz previsões otimistas para o futuro. “Para 2019, temos uma

melhor perspectiva de crescimento para o país, pautado no crescimento do PIB e aumento da confiança dos empresários na economia. A região Nordeste que deve retomar a confiança dos consumidores e voltar a crescer com o restante do país”, relata a gerente. “Desta forma reforçamos nosso time de vendas com novos profissionais para atendimento ao cliente”, completa Rosangela Melo. Projeção positiva da TigreUma das indústrias de transformação mais importantes em produtos plásticos para vários segmentos, a Tigre acredita em bons resultados em 2019. Otto von Sothen, presidente do Grupo Tigre comenta sobre as perspectivas para a Região Nordeste, onde tem duas unidades. “Entendemos o Grupo Tigre como um todo e a expectativa para esse ano é bastante positiva. Já prevemos alguns lançamentos para o primeiro semestre e nosso objetivo é seguir oferecendo um amplo portfólio para atender à demanda dos consumidores e ampliar as vendas do setor. Além disso, seguimos com nosso plano estratégico de investimento de cerca de R$ 600 milhões, até 2020, em diversas áreas da empresa”, destaca. Justamente por valorizar o mercado nordestino e que a Tigre procura esta presente na região, com uma unidade em Escada (PE) e outra em Marechal Deodoro (AL). O presidente Otto von Sothen informa dados interessantes do Grupo. “O Grupo Tigre possui em seu total cerca de 6,5 mil funcionários e faturamento superior a R$ 3 bilhões. As duas unidades tem importância estratégica para a Tigre, especialmente na questão logística, para atendimento à região nordeste do país”, enfatiza. O empresário reforça que há um plano de investimentos para ampliar e modernizar unidades. “Para 2019, o objetivo é seguir aprimorando os processos produtivos em todas as nossas unidades e, com isso, melhorar a entrega para os consumidores. Um dos projetos em andamento visa a melhoria da malha logística, inclusive com a possibilidade de implementação de novos Centros de Distribuição”, finaliza Otto von Sothen.

Animação na Mexichem Brasil

Com atuação forte em todo o país e uma unidade em Suape (PE), a Mexichem Brasil está otimista com os novos tempos para a Região Nordeste, como destaca Henio de Nicola, diretor Geral do grupo no Brasil. “As perspectivas são animadoras. Estamos em negociação para acompanhar a expansão de nossos clientes, o que significa maior demanda e, consequentemente, a melhora do nível de serviço. Inauguramos um Centro de Distribuição em Suape neste início de ano e, com isso, vamos estar mais próximos da nossa base de clientes e de clientes futuros. Estamos ultimando estudos para expansão da produção, mas isso também vai depender de nosso sucesso em capturar parte do aumento de demanda previsto para o ano”, diz. Segundo o executivo, a unidade de Suape conta com 129 colaboradores e a produção girou em torno de 11.00 toneladas em 2018. Henio de Nicola também revela novos planos para a unidade. “Sim, como disse, estamos terminando as projeções. Quanto à modernização da planta, vamos iniciar o projeto de smart extrusion, transplantando o modelo criado em Sumaré para as demais plantas, entre elas, Suape”, acrescenta.

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DestaqueFIEB

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FIEB prevê reação da indústria baiana em 2019: 'expectativas são as melhores'

De olho em novo governo, setor espera melhora na construção civil e infraestrutura segundo reportagem do Correio 24Horas

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e olho em novo governo, setor espera melhora na construção civil e infraestrutura segundo reportagem do Correio 24Horas que reproduzimos a seguir. O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Ricardo Alban, apresentou recentemente as expectativas para o setor industrial em 2019, tanto para o cenário nacional quanto para a Bahia. E as maiores esperanças de reaquecimento da economia nacional e local são a construção civil e as obras de infraestrutura. De acordo com recente Relatório de Mercado do Banco Central, em 2019, a produção industrial brasileira deve ter crescimento de 3%, assim como é esperado para a Bahia. Neste ano, os números foram menores – 2,2% no cenário nacional e apenas 1% no estado. Para Alban, “todo início de ano é positivo e as expectativas são as melhores possíveis, mas essa projeção do Banco Central só o tempo poderá dizer se vai se concretizar. É o que todo mundo quer”. Segundo Alban, o Brasil continua na média das economias emergentes, sendo esperado que suba algumas posições, para ficar atrás, apenas, de China e Índia, com a manutenção da inflação em 4,1%. No entanto, o presidente da FIEB ressaltou que tudo isso depende de como se comportará o mercado internacional. “O ano sempre começa com perspectivas positivas e depois ele mostra o que, de fato, vai acontecer. Então, não existe motivo para empolgação agora”, disse.

Perspectivas para a Bahia

Os estados brasileiros têm enfrentado, nos últimos quatro anos, uma crise econômica e política de grandes proporções, o que causou 12 > Plástico Nordeste >

impactos no setor industrial. Por esse motivo, a aposta da FIEB é que a construção e a infraestrutura alavanquem a economia e a produção estadual, contribuindo para a redução do desemprego. “Isso envolve decisões de política e de governo, de criar ações de financiamento internacional, estimulando a geração de obras e, consequentemente, de emprego, nos setores de energia, estrada etc. É uma geração de emprego por estratégia de governo, que não tem nada a ver com política partidária", observou Alban. Segundo dados do IBGE, até o terceiro trimestre o setor de construção civil foi responsável por criar 466 mil empregos durante o terceiro semestre de 2018 - número superior aos 459 mil empregos gerados pelo setor no mesmo período do ano anterior. Contudo, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon), Carlos Henrique de Oliveira, a Bahia perdeu teve uma baixa de 2580 empregos formais no setor durante os últimos 12 meses. O dirigente, no entanto, destacou que nada depende apenas de uma esfera de governo. “É um trabalho conjunto, que envolve os governos federal, estadual e municipal, bem como o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Ninguém faz nada sozinho”, afirmou. A visão é compartilhada por Carlos Henrique de Oliveira, que concedeu entrevista ao Correio por telefone e afirmou que além do trabalho em conjunto entre os poderes, é necessário que todos cooperem para atrair investimento da iniciativa privada para o estado - de forma a gerar mais empregos e sustentabilidade no setor. Quem também acredita no crescimento da construção civil desde que aconteçam investimentos no setor é Cláudio Cunha, presidente Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da


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Construção civil é uma das indústrias que tem a maior capacidade e velocidade de contratação de mão de obra direta

Bahia (Ademi-BA). O empresário explica que a construção civil é uma das indústrias que tem a maior capacidade e velocidade de contratação de mão de obra direta, indireta e com as mais distintas qualificações, além de ajudar no aumento da produção de outras indústrias como de materiais de construção, elevadores e comércio. “O Brasil precisa melhorar a sua infraestrutura, atender a demanda habitacional e concluir milhares de obras paralisadas, e para isso conta com a indústria da construção civil, que está pronta para atuar”, garante Cunha.

Preocupações

Alban acredita que a indústria baiana apresenta uma das piores performances do Brasil, podendo, inclusive, perder o posto de 6ª maior economia do país, 7ª indústria do Brasil e maior economia do Nordeste. “Se não pudermos trabalhar mais conectados com as políticas dos estados e dos municípios, vamos ficar para trás, porque já estamos perdendo espaço para Pernambuco e Ceará, que, no acumulado de 2018, até outubro, ultrapassaram a produção industrial da Bahia”, afirmou. No entanto, mesmo dentro deste cenário preocupante, Alban acredita que é possível alavancar a produção industrial baiana e, consequentemente, aumentar a arrecadação do estado. Para a FIEB, com a economia ajustada, os investimentos feitos nos setores devem retornar, “o que alimenta o ciclo virtuoso”. Ainda segundo o presidente, ao tratar da parceria entre as esferas de governo, uma vertente possível é a parceria com a Prefeitura de Salvador a partir da economia criativa, por meio do Senai Cimatec e Cimatec Industrial. “Isso possibilita atrair novos segmentos, como a indústria de saúde, petróleo, gás, energias renováveis”, citou. Quanto à possibilidade de se ampliar a exploração de energias sustentáveis, o presidente da FIEB disse que isso deve ser feito com urgência. “Outros pontos da Bahia podem ter acréscimo da economia com maior implantação de energia eólica. Somos um estado de grande potencial eólico e solar e precisamos nos aproveitar disso, promover concessões para modernizar a infraestrutura, sem esquecer o trabalho de adensamento das cadeias industriais, a exemplo da petroquímica, automotiva, têxtil/vestuário, alimentos/ bebidas, plásticos etc”, declarou.

Expectativa de alta

Os setores da indústria que têm expectativa de alta em 2019 são: construção civil, refino de petróleo e produção de álcool, plástico e borracha, metalurgia básica e o setor automotivo. De acordo com Ricardo Alban, a possibilidade de retomada de obras de infraestrutura a partir de concessões à iniciativa privada é o que deve alavancar a construção civil. “Tudo isso envolve a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul, que devem ter apoio de recursos federais, bem como a concretização, cada vez mais próxima, da Ponte Salvador-Itaparica, que tem a ajuda de empresas chinesas. Além disso,

contribui para o reaquecimento da construção civil as obras do BRT e do VLT, em Salvador”, ressaltou o presidente da FIEB. Além disso, segundo ele, no campo habitacional, é esperada uma melhora com a redução dos juros e políticas de incentivo do Governo Federal. Já no setor de refino de petróleo e produção de álcool, o programa de reestruturação (venda de ativos) pode ter impactos positivos na Bahia. “É esperado o piso da produção de petróleo na Bahia a partir de agora, principalmente se houver a possibilidade de privatização da Petrobras no próximo ano”, destacou Alban. Na área de refino – que teve alta de 18% na comparação entre outubro de 2017 e de 2018, mas, no acumulado, caiu 4,5% –, a FIEB acredita que a provável venda da Refinaria Landulpho Alves traga investimentos em modernização para a planta industrial do estado. “Isso é pensado em termos de geração de PIB e arrecadação de impostos”, reforçou. Já no setor automotivo, é esperado, para 2019, uma recuperação ainda maior do mercado. “Tudo isso é interligado e depende muito da oferta de crédito, o que está relacionado, também, ao aumento do poder aquisitivo da população, à diminuição do desemprego”, disse. Os pneus (borracha) acompanham, segundo projeções da FIEB, a recuperação do setor automotivo, que cresceu 15% no acumulado de 2018. “Neste caso, as modernas plantas baianas têm boa oportunidade também na exportação”, avaliou Alban. Na Bahia, o setor de metalurgia tem expectativa positiva para 2019, principalmente após o crescimento de 2% no acumulado de 2018 e com o enfraquecimento do mercado internacional, puxado pela baixa de preços das commodities. “A principal empresa do setor na Bahia passou por reestruturação e modernização, o que devem aumentar o desempenho no próximo ano”, afirmou Alban.

Estabilidade

“Um dos grandes problemas na produção de celulose na < Plástico Nordeste < 13


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DestaqueFIEB No setor automotivo, é esperado, para 2019, uma recuperação ainda maior do mercado

plementação das novas leis trabalhistas. “Isso causou a redução do PIB para o setor, mas o que aconteceu foi que a arrecadação migrou de posto, saindo da indústria (produção) para a parte de serviços. Novamente, o que vai fazer esses números subirem relativamente é a construção civil e a infraestrutura”, explicou.

Cenário nacional

Bahia diz respeito às brigas fundiárias”, avaliou o dirigente da FIEB. Para ele, é esperada uma melhoria pequena no setor, mesmo com o impedimento de melhorias e expansão, causado pela falta de segurança no investimento. No entanto, Ricardo Alban afirmou que não há previsão de novos produtores a curto prazo. O cenário nacional é parecido ao baiano, com quadro de estabilidade tanto na produção quanto nos preços. Na Bahia, no acumulado de 2018, até outubro, o setor registrou aumento de 2,2,% na produção, enquanto a comparação entre 2017 e 2018 teve alta de 39,8%.

Dúvida e preocupação

O setor químico e petroquímico é uma grande preocupação da Fieb em decorrência de alguns fatores. O principal deles e mais emergencial é o processo de hibernação das Fábricas de Fertilizantes da Petrobras, as chamadas Fafens, em especial as localizadas na Bahia e Sergipe, agendado para 31 de janeiro de 2019. “Ao que tudo indica, não vai haver prorrogação deste prazo e a hibernação vai acontecer mesmo em janeiro. Isso é muito ruim, porque as fábricas já davam prejuízos, segundo a Petrobras. Depois do fechamento, aquilo vai virar sucata e ninguém vai querer comprar. Vai ser uma perda em todos os setores, uma reação em cadeia, principalmente em razão do alto grau de interação do Polo”, disse Alban. Outra preocupação da FIEB é quanto à venda da Braskem à empresa LyondellBasell Industries. “Claro que uma multinacional vai dar conta do recado, mas o que nos preocupa é não saber detalhes dessa nova gestão, no que tange à priorização dos investimentos”, avaliou. A Braskem possui 29 unidades industriais espalhadas no país – Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas, São Paulo e Rio de Janeiro –, cinco plantas nos Estados Unidos, uma planta no México e duas na Alemanha. No entanto, para Ricardo Alban, a grande dúvida da FIEB e do setor industrial é quanto à perda de competitividade do Polo de Camaçari, principalmente por causa dos problemas de infraestrutura, em especial os modais portuário e metroviário. Já quanto ao setor de emprego, o presidente da Federação afirmou que a curva se deve à terceirização da mão de obra e à im14 > Plástico Nordeste >

A retomada da economia para o setor industrial, segundo Ricardo Alban, depende muito de como o novo governo federal vai agir, principalmente a partir da implementação das reformas. Ele acredita que, em hipótese alguma, é vantajoso implementar a reforma fiscal/ tributária em primeiro plano, sendo, para ele, algo secundário. “É importante que tudo seja implementado nos primeiros cem dias de governo. Todos nós temos o direito de errar, menos o novo governo eleito. O emergencial é fazer a reforma da Previdência”, comentou. Em segundo lugar de importância, Alban destaca a reforma administrativa. “Não é possível termos uma estrutura de custo que envolve o estado brasileiro como um todo que não é compatível com a realidade dinâmica de qualquer economia. E a Reforma Política, que precisa dar respostas que a sociedade quer. Hoje a gente tem um pluripartidarismo exagerado e uma eterna briga entre o parlamentarismo e o presidencialismo. É preciso encontrar a equação certa para o país e o ideal seria que tudo fosse feito logo no primeiro semestre de 2019”, destacou o presidente da FIEB. Na política, a questão fiscal é de extrema importância para se pensar na retomada da economia brasileira, apesar de dever ser tratada em segundo plano, opina Alban. “Ela é injusta, alta, mas está andando, então ela é secundária e deve vir com uma melhor equalização e racionalização da carga tributária, não com a redução. Eu acredito que ela só vá chegar em 2020, porque não é a prioridade do estado brasileiro”. Alban acrescentou que o estado brasileiro já tem uma arrecadação alta e “exagerada”, sendo necessário, a partir de 2019, encontrar uma equação para equilibrar a distribuição da arrecadação. "Isso vai ser difícil ser pensado em um primeiro momento. Nosso problema não é uma competitividade interna, entre estados, apesar de a região sudeste estar numa posição melhor do que o norte e o nordeste. Mas, a questão é competir com o comércio e o serviço em escala mundial", observou. O presidente da FIEB aproveitou para fazer uma crítica à distribuição dos recursos proporcionais à arrecadação. Para ele, enquanto a agricultura arrecada 10% apenas do que a indústria arrecada, esta recebe um incentivo muito menor se comparado àquela. “Por isso, temos uma agricultura pulsante, porque ela foi apoiada e conseguiu progredir. A gente não consegue se lembrar efetivamente a última vez que houve uma política industrial no país e até mesmo implantada e atualizada na Bahia”, concluiu. Além de Alban, participaram da reunião de divulgação dos números e projeções para o setor industrial brasileiro e baiano em 2019 os vice-presidentes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Josair Bastos e Alexi Portela.


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FIEB | Opinião

Ainda vale a pena ser brasileiro empreendedor Por Ricardo Alban * A união e a convergência do Brasil em torno de um objetivo comum estão, certamente, acima de todos. Após conhecer o mercado financeiro em um banco internacional, vivi o outro “lado” da economia nos últimos trinta anos como empresário do setor industrial, o principal responsável pela geração de riquezas (25%) e pelo recolhimento da carga tributária (32%). Há muito não temos uma política industrial, pois falta planejamento e estratégias de médio e longo prazo. Consequentemente, é perceptível o grande hiato entre a agricultura e o setor financeiro vis-à-vis a indústria e o comércio. O caminho para mitigar esse hiato está no trabalho conjunto e na convergência de interesses, sem ideias pré-concebidas. É preciso um diálogo aberto e construtivo para desmistificar a visão de que a indústria dispõe de uma série de incentivos, subsídios e subvenções. A agricultura foi subsidiada no passado por meio de linhas especificas de créditos rurais, dos diversos perdões e reduções de dívidas, do acertado fortalecimento da Embrapa, além da atuante defesa institucional das exportações. Já o sistema financeiro buscou a estabilidade por meio de vários programas, tais como o Proer, levando a uma forte e indesejável concentração. O setor industrial, nesse período, competiu com a economia mundial tendo que enfrentar o custo Brasil. Para um processo de reindustrialização sustentável é importante que a Embrapii, que apoia a pesquisa e inovação na indústria, tenha orçamento compatível com a sua missão: em 2018, foi inferior a R$ 70

milhões/ano; em 2019 ficou sem orçamento! Enquanto isso, a Embrapa tem orçamento superior a R$ 2 bilhões/ano. É na indústria que são agregados os valores da nossa riqueza agrícola e onde está a maior formação do conhecimento e salários do setor produtivo. Enfim, é preciso que o setor industrial seja visto como deve ser. Também é importante entender o Sistema S, cujo modelo de gestão é privado com recursos oriundos das contribuições das empresas. Somos a favor da correção de quaisquer desvios e equívocos de gestão. Mas, novamente, precisamos desapegar de ideologias pré-concebidas. É preciso conhecer o trabalho realizado pelo SENAI e SESI, na indústria, com as suas entregas na área de educação, tecnologia e inovação etc. Considerando o requisito essencial da transparência, ouçamos o que TCU e CGU dizem, uma vez que o Sistema S é fiscalizado pelos mesmos. O que não podemos é estigmatizar instituições pelas exceções. Essa movimentação direcionada à indústria é uma grande oportunidade para que nos debrucemos sobre o seu futuro. É importante que o Ministro Paulo Guedes (profundo conhecedor da nossa economia) conheça e discuta com a indústria o que está sendo feito. *Presidente da FIEB – Federação das Indústrias do Estado da Bahia

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Setorial

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oi eleita no dia 21 de janeiro, em uma votação com chapa única, a nova diretoria do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Espírito Santo (Sindiplast-ES). O grupo será empossado em abril, com os empresários Jackley Maifredo (Maifredo Embalagens - foto), na presidência; Giuliano Castro (Fibrasa), na vice-presidência; Gilmar Régio (Fibravit), no cargo de 1º diretor Administrativo; e Neviton Gasparini (Plastin), como 1º diretor Financeiro. As eleições contaram com a participação de 52,38% dos associados habilitados, com a chapa assegurando a maioria dos votos. Jackley Maifredo substituirá Gilmar Régio na presidência da entidade. O empresário integra o setor de Plásticos desde 2005 e ganhou destaque nos últimos anos com a expansão da Maifredo Embalagens, indústria e distribuidora de embalagens e produtos químicos para as indústrias de bebidas, alimentos, cosméticos, fármacos e fitoterápicos. Eleita para o período 2019-2022, a nova diretoria do Sindiplast-ES chega com a proposta de realizar uma gestão inovadora. “Trabalharemos para fortalecer o setor de Plásticos e a marca Sindiplast-ES, propor ações sociais e novas parcerias que sejam estratégicas para o setor. Será uma gestão inovadora e, para mim, um grande desafio”, destaca o presidente eleito. Jackley Maifredo ressalta que é importante dar continuidade ao trabalho que já vem sendo realizado do Sindiplast-ES, com uma atuação articulada e planejamento. “Temos muitas possibilidades de parcerias que podem ser positivas para o setor de forma geral, inclusive no fortalecimento de ações voltadas para a reciclagem, parcerias com bancos, fornecedores, faculdades. Iremos buscar esses acordos para gerar mais resultados e conhecimentos para o setor”, finaliza.

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Sindiplast-ES elege diretoria para 2019/2022

Diretoria eleita (Gestão 2019/2022)

• Presidente: Jackley Maifredo (Maifredo Embalagens) • Vice-presidente: Giuliano Castro (Fibrasa) • 1º Diretor administrativo: Gilmar Régio (Fibravit) • 2º Diretor administrativo: Edielson de Santana (Flexibras Tubos Flexiveis) • 1º Diretor Financeiro: Neviton Gasparini (Plastin) • 2º Diretor Financeiro: Vanderlei Paes (PMI South América) • Suplentes de Diretoria: Marllon Maykow Torres (Nova Forma), Celito Rogério Lima (Fibral), Barbara Esteves (Toplastic), Percio Brito (Bigflex) • Conselho Fiscal – Efetivos: Juscelino de Oliveira (Agrofit), Juliana Prado (Grupo Serrana), Ronaldo Esteves (Toplastic). Suplentes: Neviton Gasparini (Plastin) e Gilmar Régio (Fibravit).

Sindiplasba debate sobre Proind Para debater os impactos do Decreto 18.080/18, que instituiu o Programa de Estímulo à Indústria do Estado da Bahia – Proind, o Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado da Bahia (Sindiplasba) reuniu em janeiro, industriais do setor plástico, na sede da FIEB. O Decreto 18.802/2018, publicado em dezembro, criou o Programa de Estímulo à Indústria do Estado da Bahia - Proind, à luz do que pratica Pernambuco, como autoriza o § 8º do art. 3º da Lei Complementar Federal nº 160/17 e a cláusula décima-terceira do Convênio ICMS 190/17, que admite a adesão a tratamento tributário concedido por outras unidades da Federação localizadas na mesma região, a chamada “cola”. Trata-se da concessão de crédito presumido do ICMS nos percentuais de 50% (no caso de estabelecimento localizado nas regiões metropolitanas de Salvador e Feira de Santana) e 65% (demais regiões), aplicados sobre o saldo devedor, apurado em cada perío16 > Plástico Nordeste >

do fiscal, como redutor do imposto apurado pelo regime de conta corrente fiscal, em diversos segmentos. A publicação do Decreto veio como resultado de ação da FIEB ao pleito do Sindiplasba, existente há quase dois anos, junto ao Governo do Estado, visando a competividade das indústrias do setor face ao término do prazo de incentivo fiscal Desenvolve e em razão dos incentivos no Estado de Pernambuco. Como resultado da reunião, o Sindiplasba criou uma Comissão para análise do benefício. O presidente do sindicato, Luiz Oliveira, considera a conquista “altamente positiva“ e acredita que “dará fôlego para planejamento de investimentos e avaliações de retorno ao programa Desenvolve que tem percentuais de incentivos maiores”.


Nordeste em Foco O que Bolsonaro pode fazer pelo Nordeste Publicado em 01/01/2019, às 08h10 – JC Online (81) 3413-6100

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Por Bianca Bion

pesar de ter perdido nos nove Estados do Nordeste, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), terá que dedicar atenção especial para a região, que sofre com a seca e taxa de desemprego de 14,4%. Especialistas consultados pelo JC em reportagem de Bianca Bion, apontam que será preciso retomar investimentos em grandes obras de infraestrutura, manter incentivos fiscais e políticas específicas. Além disso, o próximo mandatário da Nação vai ter que buscar diálogo para se firmar. “Eu acho que a prioridade é realmente concluir grandes eixos de desenvolvimento. A Transposição do São Francisco já está pronta, mas temos que lembrar que a transposição requer obras complementares, que devem ser o foco, pois elas fornecem água e saneamento às cidades do semiárido. O saneamento terá, também, efeito na área de saúde, trazendo qualidade de vida melhor. A segunda obra importante é a Transnordestina, que tem um horizonte de conclusão de longo prazo. Acho que teria que dar celeridade a esta obra”, comenta o sócio da Ceplan Consultoria, Paulo Guimarães. A transposição, obra que se arrasta há 11 anos, já está operando com o Eixo Leste, que beneficia Paraíba e Pernambuco. O Eixo Norte está 97% concluído. A previsão é que a entrega oficial da obra aconteça no governo Bolsonaro, enquanto a água deve chegar ao Ceará até o fim de fevereiro. Também deve chegar ao Rio Grande do Norte. Para atingir mais pessoas em Pernambuco, é necessário concluir o Ramal e a Adutora do Agreste. Essa primeira obra tem 70 quilômetros de extensão, começou em abril deste ano e deve ser concluída em 2020. O empreendimento já recebeu R$ 107 milhões de investimento da União e conta com dois mil trabalhadores. O orçamento total é de R$ 1,2 bilhão. O Ramal é importante porque vai levar a água captada em Sertânia, Sertão de Pernambuco, no Eixo Leste, a Arcoverde. A partir dessa cidade, a água será distribuída pela Adutora do Agreste, que sofre com a lentidão no repasse de recursos da União para Pernambuco. A construção de 1,5 mil quilômetros da adutora está dividida em duas fases. A primeira está conveniada e vai beneficiar 23 cidades. As obras começaram em 2013. Já a segunda etapa ainda não tem convênio formalizado e prevê o atendimento de mais 45 cidades com águas da Transposição do Rio São Francisco. Em 2018, a União destinou cerca de R$ 150 milhões para a adutora, que só chegaram no fim do ano. Faltam R$ 292 milhões. “A esperança (de conclusão de obras complementares) é grande pela importância da questão hídrica para o Nordeste e, principalmente, para o Agreste, que é a região que tem o maior desequilíbrio hídrico do Brasil. São 2 milhões de habitantes, onde a disponibilidade hídrica é a menor do País”, comenta o diretor-técnico e de engenharia da Compesa, Rômulo Aurelio Souza. Devido à ausência do Ramal do Agreste, o Estado está construindo cinco adutoras. O investimento previsto é de R$ 485 milhões, proveniente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Estado e do FGTS.

Transnordestina

Outra obra a qual deve ser dada continuidade é a Transnordestina, que vai beneficiar Piauí, Ceará e Pernambuco. A construção está paralisada desde 2016, quando o TCU impediu repasses de recursos públicos para a ferrovia. Até o momento, já foram repassados R$ 6,4 bilhões. Em projeto apresentado na Câmara dos Deputados, a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), – empresa responsável pela implantação do empreendimento –, mostrou que a ferrovia só será concluída em 2027, 17 anos após a previsão inicial, precisando do aporte de mais R$ 6,3 bilhões. Os trilhos chegarão a Pernambuco por último. Em nota enviada ao JC, A TLSA afirma que reorganizou o projeto, em parceria com os Ministérios do Planejamento, dos Transportes e a Casa Civil para permitir sua continuidade a partir do fim de 2019, tendo como um dos pontos principais “a entrada de novos parceiros estratégicos”. Circuitos comerciais independentes entrariam em operação em 2022. O último orçamento previsto é de R$ 11 milhões. Já em audiência no Senado sobre o assunto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) admitiu que a concessão da ferrovia pode ser revogada. A agência instaurou processo administrativo para apurar as razões que levaram ao atraso da obra. O economista e sócio-diretor da Ceplan Consultoria, Jorge Jatobá, defende mudança de parceiro. “O primeiro passo é terminar o que está em curso, mudar o parceiro da Transnordestina. Assim como a Transposição, é uma obra estratégica que ajudaria muito o Nordeste”, comenta. Para ele, também é preciso modificar a malha rodoviária, construir novas ou concessionar via PPPs ou concessões. “Depois, é preciso melhorar a infraestrutura portuária e rodoviária, para quando terminar a Transnordestina. Isso melhoraria a logística. Isso é interessante porque a região está mais próxima do mercado europeu”, concluiu o economista.

Porto de Suape

Na área portuária, também há grandes expectativas em relação a 2019. Os primeiros passos para a autonomia já foram dados, mas a esperança é de que o Porto de Suape receba o mesmo tratamento que Pecém, no Ceará. “Isso transforma Suape em um terminal privado, facilita os investimentos, com a rapidez que merece. Eu, como cidadão portuário, também espero que seja revista a reserva de mercado para navios de bandeira estrangeira não fazerem cabotagem no País. Se eu tenho pouca oferta para isso no Brasil, que se abra o mercado até o mercado nacional voltar à plenitude. A cabotagem para Suape é muito importante”, comenta o presidente do Porto de Suape, Carlos Vilar. Sobre atrações de investimentos para a região, o presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, defende a manutenção de incentivos. “Vai ter que manter incentivos ou fazer investimentos que vão alavancar o Nordeste. Eu acho que os incentivos devem ser mantidos até a região alcançar determinados índices de infraestrutura e IDH”, diz Essinger. Ele ressalta, no entanto, que o principal desafio do próximo governo é o diálogo com a região. “Já que Bolsonaro perdeu na maior parte do interior do Nordeste, precisa buscar o diálogo junto às prefeituras para se firmar. Nós (o Nordeste) somos 1/3 da população brasileira, é preciso que mais de 1/3 do orçamento seja aplicado aqui para diminuir a distância da região Leste”, aponta. < Plástico Nordeste < 17


PRISCILA D'ARC/SUAPE

Nordeste em Foco mais de 350 clientes de todo o Brasil. E tudo isso é feito com zero de margem de erro, segundo Guerra. É que, antenada com a tendência de automação da indústria 4.0, a Frompet também vem investindo em tecnologia. E isso lhe permitiu incluir oito robôs na rotina produtiva, além de um sistema automatizado de estoque.

Gilvan Leite, pioneiro no setor em Alagoas

Suape terá fábrica de tampas PET

A Frompet vai expandir suas atividades, e a ideia é ampliar a produção atual e ainda instalar uma nova indústria. O Complexo Industrial e Portuário de Suape vai ganhar uma fábrica de tampas plásticas para garrafas PET, que já possui uma planta industrial de pré-fomas de garrafas plásticas no complexo, vai investir até 2020, R$ 60 milhões na ampliação da produção e na nova unidade de negócio, segundo revelou Marina Barbosa, em reportagem da Folha de Pernambuco em dezembro. A Frompet vai expandir suas atividades, e a ideia é ampliar a produção atual, que já entrega 180 milhões de pré-formas de garrafas plásticas por mês, e ainda erguer uma nova indústria para fazer as tampas dessas garrafas. CEO da Frompet, Marcelo Guerra explicou que a empresa já opera em Suape produzindo pré-formas - tubos que depois de soprados são transformados em garrafas PET para serem utilizados como embalagens de diversos produtos alimentícios, como água, suco, refrigerante e até óleo de cozinha. Porém, atualmente, precisa trazer as tampas dessas garrafas de Minas Gerais, onde o grupo também tem unidades fabris. “Somos uma empresa do ValGroup, que também tem uma fábrica de tampas injetadas em Minas, chamada Injecap. A ideia, então, é criar a Injecap Nordeste”, explicou Guerra. Ele calcula que essa nova fábrica deve entrar em operação em 2020, já que as injetoras para a produção das tampas serão importadas da Itália. Mas o projeto já está em andamento. É que a Frompet já adquiriu uma área de seis hectares em Suape para construir o empreendimento e, agora, só precisa das licenças estaduais para dar início às obras. “Será um grande negócio para o Complexo Industrial e Portuário de Suape, porque, além dos investimentos, vai gerar pelo menos 40 empregos diretos”, avaliou o presidente de Suape, Carlos Vilar, que acaba de assinar o contrato de compra e venda do terreno, de R$ 3,5 milhões, para a Frompet. E os investimentos não param por aí. Além da nova fábrica de tampas, a Frompet vai expandir a capacidade de produção da planta industrial que mantém em Suape desde 2015. “A ideia é aumentar a capacidade produtiva das pré-formas com a implantação de novas injetoras”, contou Marcelo Guerra, dizendo que essa nova linha de produção será importada da Itália ou do Canadá e, por isso, deve levar cerca de um ano para começar a operar. Enquanto isso, a Frompet segue produzindo cerca de 2,2 bilhões de pré-formas por ano - embalagens que são usadas por 18 > Plástico Nordeste >

A história de Gilvan Leite, o homem à frente da Plastec , empresa fabricante de embalagens, pode ser confundida com a história do desenvolvimento da indústria plástica de Alagoas, um dos mais importantes estados nordestinos e que vem crescendo 10% acima da média nacional. Isso porque Gilvan participou ativamente da implantação do polo químico alagoano e, posteriormente, acompanhou o surgimento das inúmeras empresas ligadas ao setor de transformados de plástico. Engenheiro químico formado pela Universidade Federal de Pernambuco, Gilvan dedicou os primeiros 35 anos de sua carreira atuando em vários segmentos, incluindo usinas de açúcar, petroquímicas e setores ligados ao Governo de Alagoas. Foi a partir da década de 90 que o empreendedor passou a ser consultor de negócios e foi também quando conheceu uma família que atuava no ramo da hotelaria e gostou da ideia de diversificar os negócios. Gilvan já acompanhava a movimentação do próspero polo químico da região, principalmente das plantas industriais de produção de PVC. "Nesta época, o PVC produzido era enviado para outras localidades. Passei a pesquisar formas de aproveitar o material em Alagoas para atrair novos investidores, abrir mais empresas e gerar empregos e recursos para o estado". Foi assim que Gilvan recomendou para a família hoteleira a abrir a fábrica de embalagens Plastec. Em apenas 1 ano, o engenheiro deixou a posição de consultor e se tornou sócio proprietário, com o apoio de outros sócios investidores. "A Plastec é como um filho para mim. Começamos com duas máquinas e hoje, após duas décadas, já temos doze funcionando a pleno vapor". Mas, a colaboração para o desenvolvimento de Maceió e região não se restringe apenas na posição de dono de uma empresa local. Em parceria com o governo, a Federação das Indústrias e o Sebrae, Gilvan se uniu com outros empresários e criou, há 15 anos, o Sinplast - Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas -, para fortalecer a indústria de plástico local, onde começou como tesoureiro e, desde 2014, é presidente. "Em nosso estado, temos um fórum permanente de estudo que nos possibilita propor programas de incentivo fiscal e locacional. Tenho orgulho em dizer que somos a escola do plástico mais moderna do nordeste, compartilhando conhecimento para estados vizinhos e para todo Brasil". Com todo este entusiasmo pelo segmento, foi natural o envolvimento de Gilvan com o PICPlast. "Eu me candidatava a participar de todas as ações. Em 2015, quando o Brasil vivia uma crise, foram os cursos em gestão que ajudaram as indústrias do setor a se reinventarem, mesmo diante todas as dificuldades. Eu mesmo, até hoje, guardo minha pastinha com materiais e consulto tudo com frequência". Conhecido no mercado como o embaixador do plástico, o engenheiro revela que não pensa em se aposentar. "Ainda tenho muita energia", revela Gilvan, inspiração para o setor.


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Nordeste brasileiro: destaque na Fimec 2019

A 43ª Fimec (Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes) realizada de 26 a 28 de fevereiro, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS atrai milhares de visitantes. Muitas regiões do Brasil organizam caravanas de empresários e autoridades para acompanhar a maior feira da América Latina que envolve todo o setor coureiro-calçadista. O Vale do Cariri, principalmente a cidade de Juazeiro do Norte, onde se encontra o maior número de indústrias de calçados do Estado do Ceará, ganha destaque na Fimec 2019 com o maior número já registrado de visitantes em todas as edições da feira. Segundo Abelito Sampaio, presidente do Sindindústria- Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuários do Juazeiro do Norte e Região, a presença na Fimec é de suma importância para o desenvol-

vimento das indústrias da região. ‘‘Visitar a Fimec é fundamental para todas as indústrias calçadistas, porque é o único lugar que oferece conhecimento e meios para que as empresas mantenham a competitividade’’, afirma Abelito. A iniciativa do Sindindústria de levar a caravana de empresários à Fimec, de acordo com Sampaio, teve o apoio do Sebrae/CE, Prefeitura Municipal, FIEC – Federação das Indústrias do Estado do Ceará e ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará. O presidente do Sindidústria ressalta que o esforço conjunto das principais lideranças políticas e empresariais visa abrir caminho para a modernização das fábricas, proporcionando ganhos de qualidade e produtividade o que consequentemente, irá fortalecer o polo industrial, gerando mais emprego e renda. Segundo dados da Abicalçados, a região Nordeste está posicionada como um dos principais polos produtores de calçados do Brasil e representa 48,8% do volume nacional, especialmente nos estados do Ceará e Paraíba. A região do Cariri é composta por nove municípios que concentram a produção calçadista no Estado, principalmente Juazeiro do Norte, Barbalha, Crato e Brejo Santo que somam cerca de 300 indústrias e empregam diretamente 10 mil trabalhadores.

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Gestão

Polo de Guaiuba: empresas assinam escrituras

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om a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Beto Studart; do prefeito de Guaiuba, Fradique Aciolly; de autoridades estaduais, municipais e empresários, foram assinadas em fevereiro, na cobertura da Casa da Indústria, as primeiras escrituras dos terrenos das primeiras empresas que irão se instalar no Polo Químico de Guaiúba, na Região Metropolitana de Fortaleza. As primeiras empresas a se instalar no complexo serão a Fortfix, Wanaquímica, Daneto, Intrapack, RL Cosméticos e CB Móveis. Um total de 27 empresas deve compartilhar o espaço destinado a indústrias do segmento químico. A expectativa é que no auge das operações sejam gerados mais de dois mil empregos diretos e sete mil indiretos em Guaiúba. Para o presidente da FIEC, Beto Studart, a assinatura das escrituras era a confirmação da tenacidade de pessoas abnegadas e comprometidas com o desenvolvimento do Ceará, pois o Polo surgiu praticamente do nada, graças a força e o despreendimento dos empresários e das autoridades municipais e estaduais. O Polo Químico de 20 > Plástico Nordeste >

Guaiúba surgiu de uma demanda do Sindquímica, que será responsável pela gestão do condomínio. O empreendimento contou com um aporte de R$ 10 milhões do Governo do Ceará, por meio da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), além de R$ 95,6 milhões das indústrias a serem implantadas no local. Nesse sentido, o presidente do Sindiquimica, Marcos Soares, destacou que a assinatura das primeiras escrituras erá um sonho que se realizava, pois a ideia do empreendimento surgiu há mais de cinco anos, depois de um trabalho no qual foram prospectados diversos municípios. Finalmente, em junho de 2018, o governador Camilo Santana entregou a primeira etapa das obras, que inclui construção de rodovias, pavimentação e drenagem. Para o prefeito de Guaiúba, Marcelo Fradique, o impacto no comércio local pode dobrar com a finalização do Polo. “Hoje, o maior empregador da cidade é a prefeitura. O Polo vai mudar a realidade de Guaiúba, na qualidade de emprego e renda. A folha do município gira em torno de R$ 2,4 milhões, e, com a estrutura, a economia da cidade deve duplicar”, calculou.


Marcelo Queiróz assume presidência do CD do Sebrae-RN O novo presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae, Marcelo Fernandes Queiroz, tomou posse em janeiro. O presidente do Sistema FIERN, Amaro Sales de Araújo, participou da solenidade, no auditório do Sebrae-RN. O vice-presidente da FIERN, Pedro Terceiro de Melo, o diretor-tesoureiro Roberto Serquiz, e o diretor Alberto Serejo também prestigiaram o evento. Na ocasião, o novo presidente do Conselho fez a defesa do Sistema S e destacou a atuação do Sebrae ao prestar serviços para que as micro e pequenas empresas tenham um ambiente mais propício na geração de empregos. Também tomaram posse os diretores executivos do Sebrae-RN: José Ferreira de Melo Neto (superintendente), Marcelo Saldanha Toscano (diretor de Operações) e João Hélio Costa (diretor Técnico). Coube a José Ferreira de Melo fazer uma enfática defesa da continuidade da atuação do Sebrae. Ele alertou para o que considera riscos das desonerações, que implicaria redução de orçamento. A desoneração foi defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e seria a partir de redução das contribuições feitas pelas empresas ao Sistema S, do qual o Sebrae faz parte.

Zeca Melo lembrou que as micro empresas, optantes do Simples, já não arcam com essa contribuição. “Com a possível redução do Sebrae (se houver a desoneração) como ficam os pequenos negócios beneficiados com o atendimento, os serviços, cursos e consultorias?”, questionou Zeca Melo. Durante a solenidade de posse, a governadora Fátima Bezerra prometeu enviar à votação, na Assembleia Legislativa, projetos para que o Rio Grande do Norte tenha uma Lei Estadual de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e um Plano de Compras Governamentais. Ela anunciou também que o governo vai encaminhar ao Legislativo um projeto de lei que pretende criar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial, direcionado para as micro e pequenas indústrias. Os senadores José Agripino (DEM) e Jean Paul Prates (PT); a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini; e o prefeito interino de Natal, Paulo Freire; a presidente interina da Câmara Municipal, Nina Souza, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador João Rebouças, e a deputada Márcia Maia (PSDB), representando a Assembleia, também participaram da solenidade.

7 previsões da CNI para a economia brasileira em 2019 O desempenho da economia e da indústria neste ano será melhor do que em 2018. O Produto Interno Bruto (PIB) – a soma das riquezas produzidas no país em um ano - crescerá 2,7%. A indústria, com uma expansão de 3%, vai liderar o crescimento da economia. As previsões estão na edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas, essas estimativas só se confirmarão se o novo governo eleito fizer o ajuste duradouro nas contas públicas, avançar nas reformas estruturantes, como a previdenciária e a tributária, e adotar medidas para melhorar o ambiente de negócios, entre as quais estão a desburocratização, alerta a CNI. Confira sete previsões da CNI para o desempenho da economia em 2019: 1 - Economia crescerá 2,7% O ano começa com a expectativa de que o novo governo implementará as reformas necessárias ao crescimento da economia, como a previdenciária e a tributária. A medida em que o país avançar no caminho do ajuste das contas públicas e na melhoria do ambiente de negócios, a confiança de empresários e consumidores vai melhorar e a taxa de crescimento pode alcançar até 3%. 2. Indústria, com expansão de 3%, vai liderar o crescimento Depois dos altos e baixos registrados em 2018, a indústria brasileira deve consolidar a trajetória de crescimento e fechar 2019 com uma expansão de 3%, impulsionada pelo aumento do consumo e dos investimentos. A indústria extrativa crescerá 2,2%, a de transformação, 4,8%, e a da construção, 0,3%. 3. Investimentos aumentarão 6,5% O indicador de intenção de investimentos da CNI mostrou que, ao longo de 2018, os empresários estão mais propensos a investir. Com um cenário mais favorável, os investimentos devem crescer 6,5% em 2019.

4. Consumo das famílias terá expansão de 2,9% A recuperação da atividade, o controle da inflação, a queda do desemprego, a redução dos juros e a recomposição das finanças das famílias estimularão o consumo, que deve crescer 2,9% em 2019. 5. Taxa de desemprego diminuirá para 11,4% A reativação da atividade movimentou o mercado de trabalho, que havia fechado 3,5 milhões de postos de trabalho entre 2015 e 2016. Com a aceleração do crescimento prevista para este ano, as empresas devem contratar mais do que em 2017. A taxa média de desemprego em 2018 será 1 ponto percentual menor do que a do ano passado. 6. Inflação será de 4,1%, abaixo da meta do governo Mesmo com a previsão de aumento do ritmo de crescimento da economia, a inflação ficará abaixo do centro da meta de 4,25% fixada pelo Banco Central. O controle dos preços deve-se à elevada ociosidade da economia brasileira, à alta taxa de desemprego e à política monetária. 7. Taxa média de juros será de 6,83% ao ano Os juros básicos da economia devem subir 1 ponto percentual a partir do segundo semestre, com a aceleração do ritmo de crescimento econômico.

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Foco

no Verde

Reciclagem

Tampinha Legal lança o Canudinho Legal Para conscientizar a população, estimular a reciclagem e gerar renda para entidades, uma nova ação foi lançada para reciclar canudinhos plásticos

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aior programa socioambiental de caráter educativo de iniciativa da indústria de transformação do plástico na América Latina, o Tampinha Legal lança uma nova ação para contribuir ainda mais com a Economia Circular e proporcionar que entidades assistenciais obtenham mais recursos financeiros: o Canudinho Legal. A partir de agora, a coleta de canudinhos plásticos poderá ser realizada por todas as entidades assistenciais cadastradas, fomentando para a conscientização quanto à destinação correta do material plástico. Confeccionado em polipropileno (PP), mesmo material das tampinhas, o canudinho plástico é comum e acessível para toda a sociedade. Assim como diversos outros materiais, não apenas plásticos, a destinação adequada para reciclagem pode transformá-lo em matéria prima novamente. “Esta é uma ação modificadora do comportamento de massa que propomos. O canudinho é um material 100% reciclável, assim como todo plástico. Sustentabilidade social, ambiental e econômica são atitudes de sociedades alinhadas com o mundo moderno. A mudança pode e deve ser feita por todos”, entende a coordenadora do Programa Tampinha Legal, Simara Souza. Além de ser um material reciclável, o canudo plástico é um importante aliado da saúde, pois auxilia pessoas com deficiências múltiplas, vítimas de AVC ou pós-operadas na ingestão de alimentos. “Os canudos feitos de materiais alternativos, como vidro, alumínio ou bambu, não são flexíveis e podem causar ferimentos em quem os utiliza. O canudinho plástico é flexível, seguro e dá autonomia para o usuário, além de ser higiênico para o consumo de bebidas que vêm em latas, evitando o contato direto com a boca”, completa Simara. A partir da coleta dos canudinhos, cada entidade assistencial cadastrada poderá transformar o material em recursos financeiros para cobrir parte das despesas da instituição. As entidades assistenciais, assim como já ocorre no Tampinha Legal, são responsáveis pelo cadastramento de pontos de coleta, como restaurantes, shoppings centers e demais empresa, ou instituições, interessadas em contribuir. 22 > Plástico Nordeste >

Benefícios do Tampinha Legal

O Tampinha Legal faz parte do Instituto SustenPlást. Nos últimos dois anos, já enviou mais de 140 toneladas de tampinhas de plástico para a reciclagem, representando mais de R$ 265 mil revertidos integralmente para as entidades assistenciais cadastradas no programa. O Tampinha Legal tem o caráter educativo buscando a melhor valorização de mercado, ao mesmo tempo em que mobiliza a sociedade a dar o destino adequado aos resíduos plásticos. Saiba mais em tampinhalegal.com.br. Também é possível acompanhar o trabalho do Tampinha Legal por redes sociais como YouTube e Facebook.


Sustentabilidade

Braskem apoia aliança para descartar resíduo plástico

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Braskem se juntou a um grupo de cerca de 30 grandes companhias para ajudar a acabar com os resíduos de plástico no meio ambiente. A Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos já inicia suas atividades dedicando US$ 1 bilhão (R$ 3,7 bilhões) a projetos e desenvolvimento de tecnologias para acabar com o descarte de plásticos no meio ambiente, especialmente nos oceanos. A Aliança tem a meta de aumentar o investimento para até US$ 1,5 bilhão (R$ 5,5 bilhões) nos próximos cinco anos. “Nenhum de nós deseja um meio ambiente repleto de resíduos plásticos. Este é um desafio global sério e complexo que exige ações rápidas e forte liderança. Esta nova Aliança é o esforço mais abrangente já feito para dar fim ao descarte de plásticos no meio ambiente”, disse Fernando Musa, presidente da Braskem. “O plástico é um material extremamente eficiente que ajuda a minimizar nosso impacto no meio ambiente em quase todos os aspectos da vida moderna. Mas precisamos trabalhar para minimizar o descarte, assim como para reciclar e recuperar o plástico depois de usado.”

Economia Circular

Essa iniciativa ocorre na sequência do anúncio do posicionamento realizado pela Braskem a favor da Economia Circular que definiu iniciativas próprias para ampliar sua atuação em reciclagem e na produção de novas resinas renováveis. Além disso, a empresa anunciou o esforço em prol de novas tecnologias e modelos de negócios que privilegiem o reuso do plástico. Agora a Braskem se une à Aliança, que é uma organização sem fins lucrativos e inclui toda a cadeia de valor dos plásticos: empresas que produzem, utilizam, vendem, processam, coletam e reciclam plásticos. Isso inclui fabricantes de químicos e plásticos, transformadores, companhias de bens de consumo, revendedores e empresas que trabalham com gestão de resíduos. A Aliança tem como parceiro estratégico o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. Entre os projetos iniciais anunciados pela aliança destacam-se as parcerias com prefeituras de diversas cidades para projetar sistemas integrados de gestão de resíduos em grandes áreas urbanas com baixa infraestrutura, especialmente aquelas onde

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Multinacional brasileira participa de organização sem fins lucrativos da cadeia de valor do plástico que planeja investir até US$ 1,5 bilhão

Fernando Musa é presidente da Braskem

há rios que transportam vastas quantias de resíduos plásticos do continente para o oceano. Além disso, ela vai colaborar com organizações intergovernamentais, como as Nações Unidas, e custear a rede de incubadoras da Circulate Capital para desenvolver e promover tecnologias, modelos de negócios e empreendedores que trabalham pela prevenção de plásticos no oceano e pela gestão de resíduos e reciclagem, entre outras iniciativas.

Empresas fundadoras

Várias empresas multinacionais de diversos países, como as citadas a seguir são membros fundadores da Aliança: a brasileira Braskem, BASF, Berry Global, Chevron Phillips Chemical Company LLC, Clariant, Covestro, Dow, DSM, ExxonMobil, Formosa Plastics Corporation, U.S.A., Henkel, LyondellBasell, Mitsubishi Chemical Holdings, Mitsui Chemicals, NOVA Chemicals, OxyChem, PolyOne, Procter & Gamble, Reliance Industries, SABIC, Sasol, SUEZ, Shell, SCG Chemicals, Sumitomo Chemical, Total, Veolia, e Versalis (Eni). Para mais informações, visite o site www.endplasticwaste.org

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Evento DIVULGAÇÃO

Plástico Brasil 2019

A largada para reconstruir o Brasil Em março, mais de 600 marcas vão expor novas tecnologias e soluções para um público de 45 mil visitantes na feira que promete impulsionar o crescimento econômico

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o embalo de um cenário positivo para a economia brasileira e com base no sucesso da edição inaugural de 2017, a Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha, que acontece de 25 a 29 de março, vem conquistando cada vez mais conceito e adesões. Além de um expressivo número de grandes marcas - a feira registra um aumento de 20% na área de exposição para a edição deste ano -, também registra o apoio de mais de 61 importantes associações, sindicatos e demais entidades nacionais e internacionais ligadas à indústria. A feira que será realizada no São Paulo Expo Exhibition &

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Convention Center (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, em São Paulo (SP), das 10 às 19 horas, é uma realização da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos e ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química em promoção e organização as Informa Exhibitions, contando com o apoio da Euromap – European Plastics and Rubber Machinery e tendo a Indústrias Romi como patrocinador oficial. A gama de expositores vai apresentar mais de 600 marcas nacionais e internacionais nos Setores de máquinas, equipamentos e acessórios, matérias-primas e resinas, moldes e porta moldes, automação industrial e robótica, periféricos, entre outros produtos, serviços e soluções. O público estimado gira em torno de 45 mil visitantes/compradores E a entrada dos profissionais do setor pode ser garantida mediante credenciamento online (www.plasticobrasil.com.br)

Entidades apoiadoras

O sucesso do evento é garantido porque entidades conceituadas confirmaram apoio, como é o caso da CNI – Confederação Nacional da Indústria, que representa 27 federações de indústrias e 1.250 sindicatos patronais, aos quais estão filiadas quase 700 mil


indústrias. A CNI administra o SESI - Serviço Social da Indústria e o SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, ambos apoiadores da Plástico Brasil 2019. Entre as federações estaduais de indústrias, muitas já formalizaram apoio direto à feira: São Paulo (FIESP), Rio de Janeiro (FIRJAN), Espírito Santo (FIES), Paraná (FIEP), Santa Catarina (FIESC) e Bahia (FIEB). Na lista de sindicatos apoiadores estão o Sindicato das Indústrias de Artefatos Plásticos e Brinquedos de Blumenau (Siapb), Sindicato da Indústria de Material Plástico do Paraná (Simpep), do Rio de Janeiro (Simperj), do Nordeste Gaúcho (Simplás) e do Nordeste do Paraná (Simplás NP), além do Sindicato da Indústria do Mobiliário de São Paulo (Sindimov) e Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma). Seguindo sua estratégia internacional – que prevê atrair expositores e compradores de pelo menos 30 países – a Plástico Brasil já conseguiu o apoio dos representantes oficiais de setores da transformação do plástico dos Estados Unidos (Plastics), Europa (Euromap), Índia (PMMAI), México (ANIPAC), Colômbia (Acoplasticos), Argentina (CAIP) e Peru (APIPLAST), e também da APLA, que congrega empresas petroquímicas e químicas com sede e produção em países latino-americanos. Com a forte presença do plástico e da borracha nos mais diferentes setores da economia, seja em embalagens, componentes ou produto final, a Plástico Brasil recebeu o apoio de um grande número de associações representativas, como indústria de brinquedos (Abrinq), higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (Abihpec), embalagens (Abre, Abief), têxtil e confecção (Abit), refrigeração, ar condicionado, ventilação e aquecimento (Abrava), tecnologia da borracha (ABTB), tecnologia gráfica (ABTG), pneumáticos (Anip), alimentos e bebidas (ABIMAPI), equipamentos médicos, odontológicos, hospitalares e de laboratório (ABIMO) e muitas outras.

Inovação é um foco

Importantes entidades ligadas ao investimento à inovação, como ABDI – Agência para o Desenvolvimento da Indústria no Brasil (ligada ao MDIC) e Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, bem como órgãos normatizadores – caso da Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Inmetro – e de intercâmbio tecnológico, como a Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI-Brasil), também fecharam apoio à feira. Correalizadores do projeto Recicla Plástico Brasil em 2017, o Instituto Brasileiro do PVC e a Plastivida retomam a parceria com a Plástico Brasil para mais uma edição. A relação completa de apoiadores da Plástico Brasil pode ser conferida na página oficial da feira: www.plasticobrasil.com.br. Em sua segunda edição, a Plástico Brasil 2019 se consolidou como o maior evento do setor na América Latina. São esperados mais de 45 mil visitantes, entre transformadores de plástico, compradores e demais profissionais das indústrias da borracha, construção civil, alimentos e bebidas, automóveis e autopeças, perfumaria, higiene e limpeza, entre outros, que vislumbram na Plástico Brasil a melhor oportunidade para se modernizar e competir num mercado em ascensão. Sustentabilidade Ao lado dos negócios, conhecimento e relacionamento, a

Sustentabilidade é um dos pilares da Plástico Brasil 2019. A feira vai destacar uma série de ações que vão não só colaborar com a preservação do meio ambiente, mas também inspirar os fornecedores, transformadores e demais visitantes profissionais a replicarem tecnologias ambientalmente corretas em seus negócios. Na edição inaugural da feira, em 2017, o Projeto Recicla Plástico Brasil, em parceria com a ABIMAQ, ABIQUIM, Plastivida, o Instituto Brasileiro do PVC e fabricantes de máquinas, demonstrou o funcionamento de uma linha completa com maquinário para reciclagem do plástico e, como resultado, reciclou 7.500 quilos de produtos de plástico produzidos na feira.

Realizadores consagrados

ABIMAQ A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos representa cerca de 7.500 empresas dos mais diferentes segmentos fabricantes de bens de capital mecânicos, cujo desempenho tem impacto direto sobre os demais setores produtivos nacionais e está estruturada nacionalmente com a sede em São Paulo, nove regionais e um Escritório Político em Brasília. Muito além da representação institucional do setor, a ABIMAQ tem a sua gestão profissionalizada e as suas atividades voltadas para a geração de oportunidades comerciais para as suas associadas, realizando ações junto às instâncias políticas e econômicas, estimulando o comércio e a cooperação internacionais e contribuindo para aprimorar seu desempenho em termos de tecnologia, capacitação de recursos humanos e modernização gerencial. A ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 16 de junho de 1964, que congrega indústrias químicas de grande, médio e pequeno portes, bem como prestadores de serviços ao setor químico nas áreas de logística, transporte, gerenciamento de resíduos e atendimento a emergências. A associação realiza o acompanhamento estatístico do setor, promove estudos específicos sobre as atividades e produtos da indústria química, acompanha as mudanças na legislação e assessora as empresas associadas em assuntos econômicos, técnicos e de comércio exterior. A entidade ainda representa o setor nas negociações de acordos internacionais relacionados a produtos químicos. A Informa Exhibitions cria comunidades e conecta pessoas e marcas em todo o mundo e, aliando as entregas de suas feiras com uma nova estratégia digital, gera oportunidades e relacionamentos 365 dias por ano. Com escritórios em São Paulo (sede) e Curitiba e cerca de 200 profissionais, a empresa conta em seu portfólio com marcas como Agrishow, Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, ForMóbile, Futurecom, ABF Franchising Expo, Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, Feimec, Expomafe, Plástico Brasil, High Design Home & Office Expo, entre outros, totalizando 21 eventos setoriais. No mundo, atua em 150 escritórios em 57 países e é líder em inteligência de negócios, publicações acadêmicas, conhecimento e eventos, com capital aberto e papéis negociados na bolsa de Londres.

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EventoPlastCoLab

PlastCoLab conquista Salvador e atrai multidões Mais de 9.100 mil pessoas passaram pelo local e viram aplicações que unem criatividade e tecnologia e a importância do plástico

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PlastCoLab estreou no Nordeste com força total em janeiro. A instalação que evidencia a importância do plástico como material nobre para projetos de inovação bateu recorde de público na sua primeira edição em Salvador. Mais de 9.100 mil pessoas passaram pelo local e puderam ver de perto aplicações que unem criatividade e tecnologia para mostrar à população a importância do plástico. Foram 11 dias consecutivos da ação interativa no Shopping da Bahia, um dos mais populares de Salvador, promovendo a imagem do plástico associada ao movimento maker. Durante este período, os visitantes tiveram acesso a atrações que fizeram sucesso em outras edições, como o robô Beo e a Mesa Interativa. Confeccionado inteiramente em plástico, Beo dança e interage com as pessoas, respondendo perguntas e executando ações solicitadas por elas. Já a Mesa Interativa atraiu todos que queriam colocar a mão na massa, ou melhor, no plástico. Canetas de impressão 3D circulavam de mãos em mãos, pois todos queriam fazer suas criações e se sentirem makers. Na mesma superfície também era possível encontrar personagens do jogo Eckoblocks feitos por meio de impressão 3D. O jogo, disponível para plataformas mobile, tem como objetivo engajar crianças sobre a importância da reciclagem. 26 > Plástico Nordeste >

Alunos no shopping

O professor e engenheiro ambiental Antônio Aloiso aproveitou que estava com um grupo de alunos no shopping para apresentar aos estudantes as inúmeras aplicações apresentadas na iniciativa. “O plástico tem milhares de funcionalidades, como pudemos ver no PlastCoLab. O que falta é informação e consciência das pessoas, que é o que vocês nos proporcionaram nessa ação. Tenho certeza que meus alunos aproveitaram muito e agora tem uma outra imagem sobre o material”. “Foi uma grande oportunidade de explorar a criatividade local de um Estado tão importante como a Bahia. Pudemos apresentar para a população, de forma interativa e moderna, a alta tecnologia e contemporaneidade dos produtos que utilizam o plástico como matéria-prima”, diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast. Para o diretor executivo da Braskem, Fabio Santos, realizar o PlastCoLab em Salvador evidencia a relevância da região para a indústria. “Foi muito gratificante poder levar a 3ª edição dessa iniciativa para a Bahia, estado onde a indústria do plástico é tão importante. Nosso propósito foi reforçar nesta comunidade a cultura maker, mostrando como o plástico é fundamental como tendência para o desenvolvimento de projetos inovadores, sustentáveis e acessíveis”.


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Novas tecnologias como motor de inovação Exposição especial e o Campus da Ciência tratarão de questões fundamentais para a indústria de polímeros na maior feira mundial do setor, em outubro

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s materiais e tecnologias de vanguarda sempre caracterizaram as apresentações do K de Düsseldorf, a plataforma mais importante de novidades em todo o mundo para a indústria de plásticos e borracha. De 16 a 23 de outubro, os dois estandes e o programa-quadro do K 2019 serão voltados para temas como economia de reciclagem, conservação de recursos e digitalização. Em particular, a exposição especial em K 2019, mais uma vez intitulada “Plastics shape the Future”, ecoa como os plásticos podem criar um futuro sustentável, os desenvolvimentos que já estão tomando forma e as perspectivas de que amanhã: Eles podem ser realidade. Durante os sete dias temáticos serão realizados debates especializados, palestras, demonstrações de entretenimento e experimentos fascinantes. Os aspectos econômicos e ecológicos serão abordados em igual medida, sem ignorar questões problemáticas e propor soluções. A exposição especial é um projeto da indústria alemã de plásticos sob a liderança da Plastics Europe Deutschland eV e da Messe Düsseldorf. “Plastics shape the future” promete ideias e perspectivas para expositores e visitantes profissionais da K 2019, O Campus da Ciência de K 2019 é o elo entre pesquisa e indústria. Nesse cenário, expositores e visitantes têm a oportunidade de obter uma visão concentrada das atividades científicas e resultados no setor de plásticos e borracha, bem como trocar experiências entre universidades e empresas. Os pontos do programa Science Campus e a exposição especial são preparados em estreita coordenação entre os dois. Ambos os fóruns giram em torno das questões que nos próximos anos irão moldar o desenvolvimento do mercado da indústria de polímeros em todo o mundo. Estes temas principais foram definidos pelos cientistas e especialistas do Innovation Circle of K 2019 e são os seguintes:

• adeia de valor da rede Plásticos para o desenvolvimento sustentável • Gestão da água • Energia renovável • Economia de reciclagem (matérias-primas alternativas, etc.) Integração de sistemas: funcionalidade através de materiais, processos e projetos • Novos materiais e aditivos • Fabricação de aditivos • Construção leve • Mobilidade (eletromobilidade) • Bioplásticos Atenção especial também é dada à questão da próxima geração do setor, tanto em ciência quanto em treinamento. Os principais tópicos, preparados pelas universidades, institutos, associações e organizações financiadoras participantes, serão apresentados e discutidos em mesas redondas, conferências e exposições selecionadas. Um total de 3.000 expositores internacionais apresentarão na K 2019 seus últimos desenvolvimentos em máquinas e equipamentos para a indústria de plásticos e borracha, matérias-primas e materiais auxiliares, bem como produtos semi-acabados, componentes técnicos e produtos de plástico reforçado. Espera-se que mais de 200.000 visitantes profissionais de todo o mundo participem da feira que abrirá suas portas todos os dias de quarta-feira 16 a quarta-feira 23 de outubro, das 10h às 18h30. Mais informações sobre a K 2019 pode ser encontradas em www.k-online.com

Digitalização / Indústria de Plásticos 4.0 • Economia colaborativa < Plástico Nordeste < 27


de Notas

Adirplast define gestão 2019-2020

A Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) anuncia continuidade do trabalho de Laercio Gonçalves a frente da entidade no biênio de 2019 e 2020. A decisão foi tomada em reunião com associados na sede da associação, em São Paulo. “Ser reeleito presidente da entidade é uma honra e mostra que estamos no caminho certo para desenvolver um setor cada vez mais forte e unido”, comentou Laercio Gonçalves. Segundo Gonçalves, reeleito presidente da entidade pela terceira vez consecutiva, a Adirplast continuará trabalhando em três frentes distintas – co-responsabilidade, reforma tributária e economia circular. “Essas são nossas bandeiras, que continuam ainda mais fortes em nossa próxima gestão”, afirma Gonçalves. Osvaldo Cruz, da Entec Polimeros, também segue como vice-presidente. “Além das bandeiras, também temos desafios pragmáticos com nossos associados como, por exemplo, melhorar a logística, debater a concorrência desleal e trazer cada vez mais tecnologia para nossas empresas”, complementa Cruz. Para presidente do Conselho Diretor foi eleito Ricardo Mason, diretor da Fortymil. Ele reforça a importância da Adirplast para o segmento: “Esta é uma entidade muito importante para o setor de varejo de resinas e de filmes de BOPP”, diz. Quadro diretivo 2019/2020 - Diretoria Executiva: Diretor Presidente: Laercio Gonçalves (Activas). Diretor Vice-Presidente: Osvaldo Cruz (Entec); Diretores: Wilson Cataldi (Nova Piramidal), João Rodrigues (Thathi); Cecília Vero (TIV) , Marcelo Prando (Replas) e Marco A. Pereira (Papion). Suplentes: Aurélio Mosca (Krisoll), Rodrigo Fernandes (Eteno). Conselho Diretor: Presidente: Ricardo Mason (Fortymil) e Vice-Presidente: James Tavares (SM)

Erika Bernardino Aprá preside ALMACO

A nova presidente da Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO) é Erika Bernardino Aprá, 41. Formada em publicidade e jornalismo, ela ocupou ao longo dos últimos onze anos os cargos de gerente de marketing e gestora geral da entidade. Seu mandato terá duração de três anos, prorrogáveis por mais três – é a primeira mulher a presidir a ALMACO, entidade fundada em 1981. “A escolha de uma executiva independente, que não está ligada a uma determinada empresa do setor, reforça o perfil cada vez mais profissional da ALMACO”, comenta Erika. Rodrigo Braga (Owens Corning) e Marcelo Aguiar (Tecnofibras) assumiram os cargos de 1º Vice-Presidente e 2º Vice-Presidente, respectivamente. Disseminar o conhecimento acerca dos materiais compósitos é o foco da nova gestão. A estratégia, observa a presidente, baseia-se na realização de cursos, workshops, jornadas técnicas e treinamentos in-company, entre outras atividades. “Vale a pena destacar também o fortalecimento e a ampliação do número de comitês setoriais, visando à busca por novas oportunidades de negócios para todos os integrantes da cadeia produtiva dos compósitos”, afirma Erika. Mercado em expansão - O setor de compósitos – um tipo de plástico de alta performance – fechou 2018 registrando um faturamento de R$ 2,697 bilhões, alta de 3,8% em comparação ao ano anterior. O consumo de matérias-primas no período alcançou 202 mil toneladas, volume 3,1% maior do que o anotado em 2017. Os números são da Maxiquim, consultoria contratada pela ALMACO. 28 > Plástico Nordeste >

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Bloco

Mexichem Brasil oferece programa de estágio

A Mexichem Brasil, subsidiária brasileira do Grupo Mexichem, grupo mexicano de empresas químicas e petroquímicas, líder mundial em tubos e conexões, e líder na América Latina nas cadeias produtivas do flúor e do cloro-vinil, está com inscrições abertas para o Programa de Estágio Jovens Talentos. Os interessados podem se inscrever por meio do site vagas.com. Ao todo, são 21 vagas em todo o Brasil, com a data de início do estágio prevista para o dia 18 de março. Para o Programa de Estágio Jovens Talentos, com duração de 24 meses, podem se inscrever estudantes de curso superior, que estejam cursando a partir do 3º semestre ou 2º ano, e estudantes de curso técnico que estejam cursando a partir do 2º semestre, de cursos de Administração de Empresas, Análise de Sistemas, Ciência da Computação, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Design, Direito, Economia, Engenharias (Civil, Química, Mecânica, Elétrica, de Produção), Jornalismo, Marketing, Pedagogia, Propaganda e Marketing, Psicologia, Publicidade e Propaganda, e Relações Públicas. As oportunidades de estágio são oferecidas nas seguintes cidades: São Paulo (SP), Sumaré (SP), Joinville (SC), Cabo de Santo Agostinho (PE), Ribeirão das Neves (MG), Anápolis (GO) e São José dos Campos (SP). Os requisitos necessários para concorrer a cada uma das vagas estão detalhados no site vagas.com.


Artigo

Sustentabilidade: reciclagem de embalagens e logística reversa

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Por Anderson Silva*

Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal 12.305/2010) e seu regulamento (Decreto Federal 7.404/2010) instituíram a logística reversa e a coleta seletiva como instrumento de desenvolvimento econômico e social. Neste contexto, os resíduos se tornaram um recurso valioso, seja porque eles podem se transformar em uma fonte de energia, em uma nova matéria-prima ou serem reutilizados. Assim, de acordo com a legislação vigente, deverão estruturar e implementar sistemas de logística reversa os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de forma a recuperar os seguintes produtos prioritários, uma vez terminada sua vida útil: defensivos agrícolas e suas embalagens, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes e suas embalagens, lâmpadas (fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista) e produtos eletroeletrônicos e seus componentes. Além disso, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu o princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a ser implementada de maneira individualizada e encadeada, de forma que as embalagens devem ser fabricadas com materiais que propiciem a reutilização ou a reciclagem. Dessa forma, cabe aos respectivos responsáveis assegurar que as embalagens sejam: restritas em volume e peso às dimensões requeridas à

proteção do conteúdo e à comercialização do produto; projetadas de forma a serem reutilizadas de maneira tecnicamente viável e compatível com as exigências aplicáveis ao produto que contêm; e recicladas, se a reutilização não for possível. Este é um grande desafio para as empresas, pois elas deverão se responsabilizar por seus produtos também na etapa de descarte, e não somente ao longo da produção e comercialização. Há, portanto, a necessidade de desenvolver estratégias e processos para a recuperação desses itens. Neste cenário, os produtores precisam reconhecer as oportunidades para agregar valor aos seus materiais por meio da inovação. Como fornecedores e produtores de matérias-primas para a indústria de embalagens, estamos cientes dessa mudança, por isso buscamos oferecer soluções que sigam nessa linha. A discussão no mercado sobre a sustentabilidade das embalagens está diretamente relacionada à etapa de reciclagem. No entanto, para embalagens mais sustentáveis é possível desenvolver soluções cujos benefícios são sejam exclusivos para a fase de reciclagem, como pacotes que mantenham a qualidade do produto desde sua produção até o seu consumo. Temos como exemplo o Ultramid, uma linha de poliamidas que melhora as propriedades das embalagens para que sua espessura seja reduzida enquanto a sua resistência mecânica permaneça inalterada. O desenvolvimento de estruturas e embalagens utilizando essa poliamida é feito com base nas necessidades dos clientes e nos requisitos dos produtos e apresenta uma relação direta com a redução da poluição no meio ambiente. Além disso, graças às suas qualidades de barreira, as datas de validade dos produtos podem ser aumentadas, melhorando a qualidade da cadeia de consumo. Essas mudanças devem começar na cultura das grandes empresas, na sua maneira de produzir e criar produtos. A economia de materiais no momento da fabricação pode refletir uma melhora no meio ambiente. Além da reciclabilidade, a sustentabilidade das embalagens passa pela sua concepção, por exemplo, quando a espessura é reduzida, há uma diminuição do consumo de matérias-primas, sem o prejudicar as propriedades finais. Em outras palavras, as embalagens sustentáveis com melhores propriedades proporcionam múltiplos benefícios, pois reduzem o impacto no meio ambiente mantêm a qualidade do produto desde a produção até o momento em que é consumido. Na BASF, nosso foco é oferecer aos clientes soluções sustentáveis que melhoram a produtividade. *Engenheiro de materiais e coordenador de serviços técnicos na área de poliamidas da BASF América do Sul

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Agenda

Agende-se para 2019

ExpoRecicla – Feira da Reciclagem e Sustentabilidade De 13 a 15 de junho de 2019 Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza - CE www.exporecicla.com.br

Plástico Brasil 2019 - Feira Internacional do Plástico e da Borracha De 25 a 29 de março de 2019 - Das 10h às 19h São Paulo Expo Exhibition & Convention Center (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo – SP www.plasticobrasil.com.br

Embala Nordeste – Feira da Indústria da Embalagem De 13 a 16 de agosto de 2019 Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda - PE.

Feiplastic 2019 - Feira Internacional do Plástico De 22 a 26 de abril de 2019 – Das 11h às 20h Expo Center Norte – São Paulo - SP www.feiplastic.com.br

K 2019 – Feira Internacional do Plástico e da Borracha De 16 a 23 de outubro de 2019 Centro de Eventos de Dusseldorf, em Düsseldorf – Alemanha www.k-online.com e www.k-tradefair.pt

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