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Expediente

Editorial ARQUIVO

Edição # 34 - Julho / Agosto de 2015

A Embala Nordeste é dez

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticonordeste.com.br Rua João Abbott, 257 - Sala 404 CEP: 90460-150 - Bairro Petrópolis Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3062.7569 plasticonordeste@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Redação: Brigida Sofia Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 9941.5777) Capa: divulgação Plástico Nordeste é uma publicação da editora Conceitual Brasil, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Nordeste e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Nordeste. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 3.000 exemplares.

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m um momento delicado, em que os empresários buscam saídas, vivenciamos um período positivo. Iniciamos o segundo semestre com a realização de mais uma importante feira brasileira em que o plástico é um dos protagonistas. Entre 4 e 7 de agosto, Pernambuco é sede de mais uma Embala Nordeste e desta vez uma data especial aparece, esta é a 10ª edição da feira internacional de embalagens e processos. O setor plástico representa 60% da Embala Nordeste, cuja expectativa de público é de oito mil visitantes-compradores, que em 20 mil metros quadrados de área terão acesso a 260 marcas expositoras e 1200 lançamentos de produtos e serviços. Números altos que devem se refletir em bons negócios e contatos. Com mais da metade da feira já conquistada, o setor plástico quer mais espaço no Nordeste, como revelaram os dirigentes do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de Pernambuco (Simpepe) e Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas (Sinplast), Walter Câmara e Gilvan Severiano Leite, em visita ao estande da Revista Plástico Nordeste na Feiplastic em maio. A ideia é transformar a NordestePlast em feira independente e intinerante, realizando cada edição em um estado do Nordeste de dois em dois anos. Na preparação para a Embala Nordeste, Câmara falou sobre o desenvolvimento dos planos desde então. Além da Embala Nordeste, destacamos nesta edição a nova voz do setor plástico em Brasília, o deputado Paulo Pimenta, que assumiu recentemente como presidente da Frente Parlamentar Mista pela Competitividade da Cadeia Produtiva do Setor Químico, Petroquímico e do Plástico. Em entrevista às publicações da Conceitual Brasil, Pimenta fala do trabalho e também dos planos para fortalecer estes segmentos. Na área de máquinas, nossa atenção está voltada para o mercado de extrusão, processo mais utilizado na transformação do plástico. Na seção que destaca os polos plásticos do Nordeste, o foco está no Ceará e na Paraíba. Com entrevistas especiais e pesquisa, mostramos a atuação dos sindicatos industriais e as oportunidades que os investimentos nessas regiões trazem. Por falar em investimentos, presenciamos a inauguração do Complexo Acrílico da Basf na Bahia em junho e mostramos como foi aqui. Como se vê, há muito trabalho sendo feito para crescer e fazer crescer o setor plástico na região e no Brasil. Não dar muito espaço para a lamentação nos parece a melhor opção. Boa leitura!

Filiada à

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas 4 > Plástico Nordeste >

Brigida Sofia / Redação brigida.sofia@conceitualpress.com.br


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Nova voz para o setor em Brasília

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na longínqua e isolada Brasília que a maioria das decisões que impactam o cotidiano de todo o país são tomadas. Assim, é interessante que aqueles que queiram progredir tenham neste ambiente quem trabalhe permanentemente pelos seus interesses. É para isso que foi estabelecida a Frente Parlamentar Mista pela Competitividade da Cadeia Produtiva do Setor Químico, Petroquímico e do Plástico, que acaba de receber um novo presidente, o deputado gaúcho Paulo Pimenta. A posse foi em abril e o novo dirigente já trabalha pelo desenvolvimento e competitividade da cadeia, incluindo o setor plástico. Vice-líder do Governo no Congresso Nacional, Paulo Pimenta é deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul e exerce o quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. No primeiro mandato da presidente Dilma, ocupou a presidência da Comissão de Orçamento, a mais importante do Congresso Nacional. Atualmente, preside também a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. É jornalista, formado pela Universidade Federal de Santa Maria (RS). Em 2011, Pimenta esteve entre deputados brasileiros convidados para participar do Seminário “Brasil no Século

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21″, nos Estados Unidos, por pertencer, segundo a Universidade de Harvard (EUA), a um grupo de líderes brasileiros com posição de destaque no cenário político nacional na próxima década. Nesta entrevista às publicações da Conceitual Brasil, ele analisa o setor e fala de seus planos nesta nova fase da Frente. Revista Plástico Nordeste - O senhor assumiu em abril a presidência da Frente Parlamentar Mista pela Competitividade da Cadeia do Setor Químico, Petroquímico e do Plástico. Qual a sua primeira avaliação das necessidades desta cadeia e quais seus planos na condução da Frente? Paulo Pimenta - Após várias conversas com diferentes empresas e entidades do setor, pude perceber que a Agenda da Química é ampla e olha a situação do país não só no momento presente, mas coloca a indústria química em uma perspectiva de futuro e de crescimento, mostrando, principalmente, quão importante será para o Brasil ter uma química forte, que possa agregar valor aos seus recursos naturais, gerando riqueza e empregos de qualidade em território nacional. A Agenda da Química contém medidas importantes, entre elas a de aumentar o investimento fixo; reduzir custos com a aquisição de matérias-primas; estimular a diversificação da produção química no Brasil; aumentar a capacitação dos recursos humanos; incentivar a produção local de itens importados; estimular os investimentos em inovação, implantação e aumento de atividades de centros de P&D das empresas; incentivar investimentos de produtos químicos de origem renovável/sustentável; melhorar a infraestrutura para a indústria e aumentar a inserção internacional das empresas brasileiras. Dentre todas essas medidas, as mais fundamentais, segundo as reivindicações do setor, no entanto, são aquelas relativas à desoneração das matérias-primas. Um exemplo importante é a adoção de uma política para o uso do gás natural como matéria-prima (já prevista na Lei do Gás, de 2009), para as empresas que transformam o metano contido no gás em produtos químicos de elevado valor, utiliza-


Plástico Nordeste - O senhor já atuava em alguns destes setores? De que maneira? Paulo Pimenta - Sempre acompanhei por reconhecer a importância estratégica que o setor tem para o desenvolvimento do País. Mas essa é a primeira vez que estou envolvido diariamente com as demandas da indústria química. Plástico Nordeste - A Frente já existia desde 2012, presidida por Vanderlei Siraque, e agora passa a ser Frente Mista. Haverá uma continuidade de algum trabalho ou será algo totalmente novo? Quais as alterações? Paulo Pimenta - O deputado Vanderlei Siraque foi muito feliz ao criar a Frente Parlamentar e trazer a indústria química para o dia a dia dos debates do Congresso Nacional. O Brasil será um grande produtor de petróleo e gás na próxima década, pois temos a maior biodiversidade do mundo e importantes reservas de minerais, como o quartzo, de grande importância para a indústria química. Além disso, temos um sólido e crescente mercado interno, elementos que fazem do Brasil um país com uma vocação natural para a indústria química. Apenas um outro país no mundo tem essas mesmas características, os Estados Unidos. A experiência demonstrou que a química é um setor com muitos segmentos, assim, a grande novidade é que criamos uma Comissão Executiva e cada deputado assumiu a coordenação de um determinado setor. Plástico Nordeste - Qual o balanço deste primeiro período da Frente? Paulo Pimenta - Estou sinceramente entusiasmado. Realizamos diversas audiências com ministros e encontramos compreensão para a necessidade de resolvermos os problemas estruturais do setor. Temos mantido uma boa interlocução com o Governo Federal sobre as questões de matéria-prima e energia e na identificação de alternativas para encaminhar estes temas. Plástico Nordeste - A Frente parlamentar atua em três frentes que se complementam, embora sejam muito diferentes: de um lado temos

o setor químico e petroquímico, com grandes indústrias, e de outro temos a indústria produtora de plásticos, que tem mais de 95% de micro e pequenas empresas. Como atuar de forma a contemplar necessidades tão específicas e empresários com perfis tão distintos? Paulo Pimenta - Convidamos todas as entidades do setor químico e do plástico a participar da Frente como apoiadoras, com a possibilidade de sugerir temas para discussão com os deputados. Já aceitaram nosso convite as seguintes entidades: Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Associação Brasileira de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), Instituto do Plástico, Instituto do PVC, Plastivida eSindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert). Nosso objetivo é trabalhar em temas que contribuam para o desenvolvimento de todos os elos da cadeia química no Brasil. É importante mencionar que o setor tem uma longa tradição de trabalho conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores e, assim, estou confiante que a Frente Parlamentar da Química poderá dar uma grande contribuição à sociedade brasileira.

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dos nas mais diversas cadeias produtivas. São cerca de 20 empresas que fazem essa transformação, mas algumas delas estão operando atualmente à baixa carga, outras estão com as unidades paralisadas e outras, ainda, estão em vias de fechar em definitivo suas operações no País. Pretendo trabalhar nessa agenda positiva. Para o futuro do Brasil, é estratégico pensar no fortalecimento da indústria química, setor que é conhecido mundialmente por sua forte agregação de valor e efeito multiplicador positivo na economia, contribuindo para o desenvolvimento de um país.

Plástico Nordeste - Entre os objetivos da Frente, está o aprimoramento das políticas públicas federais para restabelecer a competitividade da cadeia produtiva do setor químico, petroquímico e de plástico. Como avalia a competitividade da indústria de plásticos no Brasil e o empenho do governo federal para fortalecer a cadeia produtiva da química e do plástico hoje? Paulo Pimenta - A indústria química brasileira já foi bem mais competitiva no passado. No entanto tem perdido, de forma crescente, participação no atendimento à demanda interna por meio da produção local, apesar do crescimento do consumo de produtos químicos no Brasil nos últimos anos. Por conta dos esforços dos governos do ex-Presidente Lula e da Presidenta Dilma, a sociedade brasileira elevou seu poder de compra nos últimos dez anos e mais uma parcela expressiva da população adentrou no mercado consumidor. Todavia, a indústria química nacional não obteve o crescimento esperado nesse período. Atualmente, mais de um terço de toda a demanda nacional por produtos químicos vem sendo suprida por importações, que por sua vez crescem a uma taxa significativamente elevada. O Plano Brasil Maior, criado pela Presidenta Dilma, possibilitou, dentro do Conselho de Competitividade da Química, uma ampla discussão envolvendo diferentes e importantes áreas do Governo e da sociedade. A Agenda da Química dentro do PBM está completa, incluindo solução para praticamente todos os entraves existentes no setor. Infelizmente, a Agenda não pode < Plástico < Plástico Nordeste Nordeste < 7< 7


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"Estudos precisam ser transformados em políticas públicas. Os próximos cinco anos serão decisivos"

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ser implementada na íntegra, mas destacam-se várias ações, que tiveram por objetivo um olhar sobre o setor no longo prazo, como a contratação do estudo "Oportunidades de Diversificação da Indústria Química", pelo BNDES. Esse estudo abre perspectivas altamente positivas para investimentos no setor. Com relação à indústria do plástico, gostaria de destacar que houve um aumento significativo das importações nos últimos dez anos. Observe o desempenho de 1990 a 2014. Outro ponto a ser destacado é que a nossa balança de resinas termoplásticas com Argentina, que era positiva tornou-se negativa. Observamos também um aumento da capacidade ociosa das indústrias produtoras de resinas termoplásticas. Em 2014, as empresas operaram com uma média de 78%, três pontos abaixo da do ano anterior. De acordo dados da Abiquim, devido à característica da operação em processo contínuo, essas plantas deveriam estar operando entre 87% e 90%. A ociosidade de 22% não só é preocupante no curto prazo, como também desestimula a atração por novos investimentos no setor no médio prazo. É importante lembrar que as empresas brasileiras que atuam no segmento de resinas termoplásticas realizaram importantes investimentos em elevação de capacidade instalada nos últimos anos, bem como em pesquisa e inovação e no desenvolvimento de novas aplicações, não obstante as dificuldades do ambiente de competitividade nacional. O setor teria condições de atender praticamente à quase totalidade da demanda se reduzisse o atual nível de ociosidade. Temos grande potencial de aumentar o consumo de plásticos no Brasil. O País consome em torno de 30 kg/habitante, estando bem abaixo dos padrões europeus e americanos.

Plástico Nordeste - A Frente tem algum orçamento? Estão previstas ações concretas ou o trabalho será de diálogo? Quais serão as estratégias e ações práticas para alcançar seus objetivos, beneficiando todos os elos da Frente? Paulo Pimenta - A Abiquim exerce a Secretaria da Frente e administra um orçamento constituído por recursos provenientes das entidades apoiadoras. Estes recursos serão aplicados na realização de eventos, bem como na divulgação dos trabalhos da Frente. Plástico Nordeste - Haverá ações específicas voltadas ao setor plástico? Se sim, quais? Em caso negativo, por quê? Paulo Pimenta - Estamos exatamente na fase de construir um plano de trabalho para a FPQuímica com o suporte das entidades apoiadoras.No último café da manhã, analisamos o setor de cloro, coordenado pelo deputado Paulão, e ficou evidente que a questão da energia é um fator essencial para este segmento. Pretendemos trabalhar dessa forma com cada segmento da química e identificar como o Parlamento Brasileiro poderá contribuir para a fixação de políticas públicas que estimulem o investimento e a geração de emprego, tendo em vista as necessidades específicas de cada segmento. Também a Plastivida– Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos – já apresentou os importantes desafios na área de reciclagem, e eu pessoalmente participei da Feiplastic– Feira Internacional do Plástico – e debati com entidades e empresas sobre como podemos contribuir. Plástico Nordeste - Em seu discurso no relançamento da Frente, o senhor destacou que “se hoje o Brasil importa produtos químicos, amanhã irá importar a etapa seguinte e assim sucessivamente, até que se inicie a importação apenas de produtos acabados, diminuindo cada vez mais o peso da indústria na formação do PIB brasileiro”. Entretanto, a indústria de transformação de plásticos (produtos acabados) já é deficitária (são 236 mil toneladas exportadas em 2014, contra 769 mil importadas no mesmo período). Como resolver essa equação, sem atingir a indústria do plástico? Paulo Pimenta - Na verdade, a indústria de transformação já está sendo atingida e a situação pode se agravar em um curto espaço de tempo. A química depende de investimentos elevados em manutenção e em ampliações, porém sem competitividade as plantas acabarão se tornando ultrapassadas frente aos concorrentes internacionais e não será possível competir. Não sendo possível competir, os consumidores acabarão por importar cada vez mais produtos de valor agregado. Ao fazer isso, toda uma cadeia para trás pode ser desestruturada e reconstruir leva muito tempo. A única forma de resolver esse problema e evitar a desindustria-


lização é fortalecer a base de produção. É preciso que o primeiro elo da cadeia seja mais competitivo, que tenha igualdade de condição de produção com seus congêneres internacionais, e que esse ganho seja repassado aos produtos fabricados nos demais elos da cadeia. Essa fragilidade que hoje existe, especialmente no tocante ao fornecimento competitivo de matéria-prima, em um momento em que surge o shalegas nos Estados Unidos, precisa ser urgentemente equacionada. Neste caso, o quadro pode ser mais difícil no médio prazo com o ganho de competitividade da indústria química americana, após o choque de oferta de gás natural e da possibilidade de elevação das exportações de produtos de elevado valor agregado dos Estados Unidos para o mercado internacional. Mesmo apresentando quadro atual adverso, o Brasil possui inúmeras oportunidades para não só reverter como inverter essa situação. O pré-sal traz a possibilidade de o País vir a ter uma condição muito mais favorável do que a atual em termos de matérias-primas para a indústria química (nafta, gás, condensado), complementado pelos recursos fósseis em terra, tanto de gás associado ao petróleo como de gás não convencional. Além disso, o Brasil tem uma riqueza ainda não totalmente dimensionada que é a da biodiversidade e dos recursos renováveis. Todavia, para transformar essas oportunidades em realidade, a indústria química precisa voltar a produzir em condições mais competitivas, utilizando sua capacidade ociosa, eliminando em definitivo as importações casuísticas. Vale lembrar que o acesso competitivo a matérias-primas, cujo peso é da ordem aproximada de 60 a 80% do custo, no caso de petroquímicos, é uma das principais vantagens comparativas e competitivas para a química. Plástico Nordeste - Sabe-se que a balança comercial da indústria química é deficitária. Quais as medidas a serem tomadas para tentar o equilíbrio desta equação? Paulo Pimenta - O estudo conduzido recentemente pelo BNDES, sobre Oportunidades de Diversificação da Indústria Química, bem como a Agenda Tecnológica Setorial (ATS), realizado pela ABDI, além do estudo sobre os entraves logísticos que afetam o setor, realizado pela Abiquim, precisam ser transformados em políticas públicas. Vários países estão fazendo seu dever de casa e não pode ser diferente aqui. As consequências negativas do aumento das importações precisam ser convertidas em oportunidades. Nesse aspecto, os próximos cinco anos serão decisivos para o futuro da indústria química brasileira. O estudo "Oportunidades de Diversificação da Indústria Química" aponta uma agenda estratégica para o setor, com medidas de curto, médio e longo prazos. Se essas oportunidades forem estimuladas, o Brasil voltará a ter uma indústria química mais

competitiva que ajudará o País a crescer de forma estruturada. Plástico Nordeste - No caso do setor plástico, há sempre insatisfação dos transformadores em relação a preço de resinas. Uma questão que dificilmente sofrerá grandes alterações, visto que existe apenas um fornecedor nacional das principais matérias- primas e que este é mercado é globalizado. Como o senhor avalia isso? O que é possível fazer? Paulo Pimenta - Observamos que todos os países com indústria química forte têm algumas empresas âncoras que suportam o seu desenvolvimento. Nesse sentido, o Brasil é um país privilegiado, pois possui empresas que podem ancorar esse desenvolvimento brasileiro. Com relação aos preços, esta é uma questão comercial e a Frente Parlamentar não pode se envolver. Nosso esforço concentra-se em estimular a competitividade de todos os elos da cadeia, mas sem qualquer interferência nos negócios. Plástico Nordeste - É possível atuar em outras frentes, como benefícios em máquinas e outros insumos, para tentar driblar este ponto? Seria uma opção adequada? Viável? Paulo Pimenta - Como a Química em si já tem muitos segmentos, organizamos a Frente de modo a atender da melhor forma os setores da indústria química, focando nas necessidades de cada um deles, a fim de melhorar a competitividade do setor de modo amplo. Há muito o que se fazer nesse sentido. Primeiro precisamos nos concentrar nesses segmentos, antes de pensarmos em atuar em outras frentes. Plástico Nordeste - A Frente vai dialogar com empresas - fornecedores - ou apenas com o poder público e associações? Paulo Pimenta - O objetivo da Frente Parlamentar é estimular a competitividade de toda cadeia química. Por razões comerciais, não interferiremos em questões de negócio das empresas. Plástico Nordeste - Como se dará a relação da Frente com entidades como Abiplast e Abiquim? Paulo Pimenta - A Abiquim exerce a secretaria-executiva da Frente Parlamentar. A Abiplast, Abipet, Abief, Instituto do Plástico, Instituto do PVC e Plastivida, entidades do setor de plásticos, foram convidadas a participar como apoiadoras da Frente. O Instituto do Plástico, Instituto do PVC e Plastivida já aceitaram e, quanto às demais, estamos aguardando a decisão de suas diretorias.

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Entre 4 e 7 de agosto, Pernambuco é sede de mais uma Embala Nordeste. Em 2015, uma data especial aparece, esta é a 10ª edição da feira internacional de embalagens e processos.

Embala Nordeste chega à 10ª edição A Embala Nordeste 2015 acontece no Centro de Convenções de Pernambuco entre 4 e 7 de agosto, com visitação das 15h às 21h. Dando destaque aos segmentos Embalagem, Plástico e Gráfico, a exposição espera receber oito mil visitantes-compradores, que em 20 mil metros quadrados de área terão acesso a 260 marcas expositoras e 1200 lançamentos de produtos e serviços. O setor do plástico representa 60% da feira. O presidente do SIMPEPE – Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de Pernambuco, Walter Câmara, fala sobre esta edição. “Estaremos participando mais uma vez, os principais fornecedores de equipamentos, acessórios e materiais plásticos que têm nas Regiões Norte e Nordeste, importantes clientes”. O dirigente reafirma que o setor

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do plástico tem prestigiado de maneira crescente a Embala Nordeste e neste ano não será diferente, mesmo diante de um cenário difícil. “Apesar da situação do país, as Regiões Norte e Nordeste têm sido para grande parte dos fornecedores do segmento o mercado para o qual mais se direciona vendas”, comenta. Além da demonstração de máquinas e equipamentos, que já é tradição na Embala Nordeste, neste ano serão realizadas muitas atividades de aperfeiçoamento, conhecimento e rodadas de negócios. Entre as novidades desta edição, ele destaca a participação representativa dos principais Sindicatos do Plástico e de seus Associados das Regiões Norte e Nordeste. Além de Alagoas, que foi o estado pioneiro e participa desde a primeira edição da Embala Nordeste, trazendo seus principais transformadores, marca presença o Ceará, apresen-


tando em primeira mão o INOVEPLAST, uma rede de indústrias plásticas formada por cinco empresas do estado do Ceará (Plastsan, Intraplast, BSPet, Insopro e Kibo Plasticos). Também estarão presentes representantes dos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, além é claro do SIMPEPE, representando o estado de Pernambuco. A Braskem e a ABIPLAST –Associação Brasileira da Indústria do Plástico apresentarão na feira, em um estande próprio, o PIC PLAST Plano de Incentivo a Cadeia do Plástico. A CNI / APEX e FIEB, farão Rodadas de Negócios que serão extensivas a transformadores das Regiões Norte e Nordeste, além das palestras, entre outras ações a respeito da PNRS-Política Nacional de Resíduos Sólidos e Benefícios do Plástico.

Nordesteplast busca sua independência

Em paralelo à Embala Nordeste, acontece a Nordesteplast 2015 - Feira de Produtos Plásticos, Tecnologia, Máquinas e Equipamentos, que conta com a participação de grandes expositores nos segmentos de máquinas, matérias-primas, produtos, embalagens e reciclagem. Em maio, em entrevista especial conce-

dida à Revista Plástico Nordeste durante a FEIPLASTIC, Câmara falou do plano de transformar a Nordesteplast em intinerante, realizando cada edição em um estado do Nordeste de dois em dois anos. A ideia é torná-la mais regional, agregando mais participação, deixando-a com maior porte, adequado à importância do Nordeste na economia brasileira e no setor plástico especificamente. “A nossa ideia é ter uma feira com o porte que o Nordeste tem e precisa ter”, disse Câmara na ocasião. E mesmo torná-la independente da Embala Nordeste. Para isso, o sindicato trabalharia por mais apoio dos demais estados nordestinos. A presença deles nesta edição indica que os planos estão no caminho. Câmara fala sobre as novidades no projeto desde a FEIPLASTIC. “É consenso que a realização deste evento de dois em dois anos é mais interessante para o segmento plástico, por isso a próxima edição da NordestePlast será em 2017, 2019 e assim sucessivamente”. E complementa, “O Brasil terá três grandes feiras do Plástico, todas elas de dois em dois anos, uma em São Paulo nos anos ímpares, outra no Nordeste também nos anos ímpares, aproveitando as vendas realizadas na feira de São Paulo para entrega no Nordeste e outra no sul nos anos pares”.

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EspecialEmbalagens

Setor registra produção de R$ 55,1 bilhões em 2014

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ABRE - Associação Brasileira de Embalagem, por meio do Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV, indica que em 2014, com volume bruto de produção na casa de R$ 55,1 bilhões, o setor apresentou recuo de 1,47%na produção física da embalagem em relação ao mesmo período de 2013. Salomão Quadros, responsável pelo estudo, alertou já no início do ano que 2015 deveria ser de atenção. “A confiança do consumidor vem diminuindo mês a mês. A política econômica mais restritiva e o ajuste fiscal vão desacelerar a economia. O ambiente internacional ainda está longe da normalidade. Uma possível retomada da indústria de Embalagem não deve ganhar força antes de 2016”, afirmou em fevereiro, o que se confirmou. O balanço do primeiro semestre será publicado em breve. O estudo referente a 2014 mostra que as classes de materiais com variação positiva no período são Papel, Papelão e Cartão (0,57%) e Vidro (4,92%). Já no comparativo do ano, apenas Vidro registrou crescimento de 1,86% em 2014 com relação a 2013. As demais, madeira, plástico e metal apresentaram variação negativa.

Emprego, plástico se destaca

Ainda de acordo com os dados, o setor operou com grau médio de utilização da capacidade de 86,3%, gerando 227.321 postos de trabalho 12 > Plástico Nordeste >

em dezembro de 2014, ou seja, 0,41% menos que em dezembro de 2013. O segmento de plástico é o que mais empregou no período, com 52,77% do total de empregos gerados. Entretanto, na comparação com o mesmo período de 2013, a área de Vidros foi a que apresentou crescimento expressivo, com aumento de 6,64% no número de postos ofertados no mercado de trabalho.

Outros números

O Estudo aborda também os números de Importações e Exportações, índices de Confiança da Indústria e do Consumidor, além do Consumo das Famílias. Com volume total de US$ 860.194.298, as importações apresentam variação positiva em Vidro (0,27%), Plástico (1,84%) e Madeira (1,41%). Recuaram Metal (-2,34%) e Papel/Papelão (-20,88%). As Exportações ficaram na casa de US$ 523.234.127, com crescimento em Vidro (28,55%), Metal (16,75%), Papel/Papelão (3,24%), Madeira (2,77%) e recuo apenas em Plástico (-1,59%). “Estamos em um momento onde a inovação é mais que necessária, é uma questão de sobrevivência. Precisamos buscar alternativas fora da caixa para superar um ano atípico, mas com situações já esperadas por todo o mercado. Inteligência e estratégia são duas palavras que devem ser incorporadas pelas empresas de todos os segmentos”, destacou Gisela Schulzinger, presidente da ABRE, diante dos dados.


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EspecialEmbalagens Produtos e Aplicações Braskem apresenta resina para embalagens de hambúrgueres

A Braskem desenvolveu em seu Centro de Tecnologia e Inovação uma nova resina destinada ao mercado alimentício no acondicionamento de itens congelados, como hambúrgueres. Trata-se da resina de polietileno HF0131XP, desenhada especialmente para processo de extrusão de filmes tubulares. Já disponível em supermercados de todo o Brasil, as embalagens de hambúrguer produzidas com esse produto contam com propriedades mecânicas diferenciadas que potencializam a eficiência na produção e oferecem uma boa aparência nas gôndolas de supermercados, com transparência e tom branco mais atrativo por conta de aditivação especial, tornando-as mais atraentes ao consumidor final. Outra novidade é que o material não precisa ser misturado com outras resinas ou aditivos, o que garante utilização na forma pura para atingir os exigentes requisitos de mercado. Dessa maneira, o filme torna-se mais resistente durante o processo de fabricação, o que aumenta os índices de eficiência ao fabricante, e oferece facilidade para envase aos frigoríficos. Embora a durabilidade do hambúrguer esteja associada principalmente à temperatura na qual o produto é mantido, a resina HF0131XP é capaz de produzir filmes com elevada resistência mecânica em baixas temperaturas. Essa característica diminui o risco de perdas eventuais ocasionadas por contaminação proveniente de rasgos nas embalagens."O lançamento da resina demonstra o compromisso da Braskem com o desenvolvimento de soluções inovadoras e que atendam às necessidades de nossos clientes", diz Fabio Agnelli Mesquita, gerente de engenharia de aplicação da Braskem.

Dow traz conceito de Pack Studios Partner

Para a Dow a inovação é um processo colaborativo desenvolvido junto com seus clientes e toda a cadeia de valor. Com base nessa visão, a empresa lançou em junho o conceito de Pack Studios Partners e anunciou a parceria com a Saberpack para facilitar o lançamento de embalagens termoformadas flexíveis por meio do serviço de co-packing. Lançado em 2011, o Pack Studios consiste em uma rede global de especialistas em embalagens e equipamentos que aceleram o desenvolvimento de soluções e tecnologias que atendem às crescentes demandas do mercado. O conceito do Pack Studios Partner aproxima a Dow das referências da indústria multiplicando e agilizando a adoção de melhores 14 > Plástico Nordeste >

soluções em embalagens pelo mercado. A Saberpack é a primeira empresa a fazer parte do Pack Studios Partners. Com uma nova termoformadora cedida pela Dow, a Saberpack passa a oferecer serviço de co-packing para embalagens termoformadas flexíveis ricas em polietileno – tecnologia PhormantoTM - para as mais diversas categorias de produtos alimentícios, como pães, cereais, chocolates, snacks para viagem e alimentos em pó, como proteína ou leite em pó. “A parceria com a Saberpack simboliza uma evolução para o Pack Studios que ganha a capacidade de produzir produtos para venda, acelerando muito o pre-marketing de inovações em embalagem flexível”, destaca Bruno Pereira, gerente de sustentabilidade e novos negócios da Dow para a América Latina. A plataforma de embalagens termoformadas ricas em polietileno da marca Phormanto™ é um lançamento desenvolvido e patenteado pela Dow e, entre seus diferenciais, oferece alta resistência mecânica, brilho e transparência, com e sem poliamida, proporcionando alta produtividade, facilidade de reciclagem e custo competitivo. Colaboração - O Pack Studios atua como um centro de desenvolvimento e colaboração que possibilita a aproximação com toda a cadeia de valor da embalagem. O objetivo do Pack Studios é atuar como uma extensão dos laboratórios dos clientes convertedores no desenvolvimento de novos produtos e soluções. Dentro de cada centro Pack Studios estão equipes de especialistas da Dow, bem como laboratórios e equipamentos de teste dedicados a acelerar o processo de prototipagem de aplicativos que ajudam os clientes a levar ao mercado novas tecnologias. Além do laboratório na América Latina, localizado na cidade de Jundiaí (São Paulo / Brasil), a Companhia também conta com PackStudios em Freeport (EUA), Horgen (Suíça), Xangai (China) e Mozatte (Itália).

Opção para mãe e bebê

Não é difícil encontrar uma mãe que passou pela experiência de armazenar leite materno quando precisou voltar a trabalhar ou se ausentar no horário das mamadas dos filhos. Para superar essa etapa sem prejudicar o bebê, as mães precisam seguir todo um ritual especial, garantindo que o leite seja guardado em um recipiente de vidro esterilizado e refrigerado para manter todas as propriedades fundamentais para o desenvolvimento do bebê. Percebendo uma oportunidade de mercado, a empresa Embaquim Indústria e Comércio, de


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

EspecialEmbalagens

Esq.: Gisela, da ABRE: “Estamos em um momento onde a inovação é questão de sobrevivência” Dir.: Salomão Quadros, responsável pelo estudo, alertou já no início do ano que 2015 deveria ser de atenção

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São Bernardo do Campo, que atua no segmento de embalagens, se cadastrou no Programa Design Export, uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e do Centro Brasil Design (CBD), que tem por objetivo apoiar empresas brasileiras a desenvolverem produtos inovadores com design diferenciado voltados à exportação. Dessa maneira, em parceria com o escritório de design Grupo Criativo, desenvolveu a embalagem Mãma, uma solução para manter o leite materno seguro. “Com a embalagem Mãma, eliminamos a necessidade de esterilizar os potes de vidro com tampas plásticas em casa, além de permitir a correta identificação do volume de leite coletado”, explica Renata Canteiro, diretora da Embaquim Indústria e Comércio. Aos profissionais do Gru-

po Criativo, ficou a missão de criar um produto diferente, que conquistasse as mães. Foi nesse momento que foram realizadas pesquisas em lojas especializadas e entrevistas com mães sobre hábitos de uso e maneiras de armazenamento. “Depois do protótipo pronto, fizemos um trabalho em grupo com mais mulheres para a validação do produto, marca e embalagem. O projeto foi muito bem aceito e recebemos muitas sugestões válidas”, conta o designer do Grupo Criativo, Rodrigo Leme. A embalagem impermeável descartável é livre de bisfenol A (exigência deste mercado) e tem aditivo de hidro-repelente (para que todo o conteúdo seja melhor aproveitado). Possui grande capacidade de armazenamento, além de apresentar um bocal de fácil manuseio e resistente à queda e pressão, que evita o desperdício e com informações de uso completas. O produto representa um novo mercado para a Embaquim, que sempre atuou em um segmento business to business e, com o lançamento da Mãma, passou a trabalhar com uma opção de produto que atende diretamente o consumidor final. De acordo com Rodrigo Leme, o produto deverá conquistar as mães com facilidade. “A marca e embalagem amigáveis seduzem o consumidor. Acreditamos que o projeto oferece mais autonomia. O produto, por ser um sachê horizontal, se auto-sustenta e não se rompe no transporte”, comenta. Além dessas características, a solução também utiliza filme que permite o congelamento e aquecimento diretamente no microondas. Para Renata Canteiro, o programa Design Export contribui diretamente para o sucesso da ideia. “O Programa foi muito enriquecedor para entender as etapas de um processo de design e certamente aplicaremos para novos desenvolvimentos e melhorias nas embalagens”, completa a empresária.


Foco na Sustentabilidade PremieR pet adota embalagem com Plástico Verde

Especialista em nutrição de alta qualidade para cães e gatos, a PremieR pet apresenta a nova linha PremieR Seleção Natural, desenvolvida para atender consumidores adeptos de um estilo de vida saudável, com base na alimentação natural. Além de uma série de diferenciais em ingredientes, o produto traz embalagens elaboradas com plástico verde da Braskem. A decisão de adotar o plástico verde alinha-se aos valores que norteiam a PremieR pet desde a sua fundação, há quase 20 anos, afirma Fernando Jun Suzuki, responsável pelo departamento de produtos e trade marketing da companhia. "A empresa direciona esforços permanentes e tem diversas iniciativas para minimizar o impacto ambiental no desenvolvimento de suas atividades fabris. Carregar o selo I'm greenTM nas novas embalagens está diretamente relacionado com o conceito que a linha PremieR Seleção Natural apresenta ao mercado e é mais uma importante medida de sustentabilidade na cadeia produtiva."Os alimentos PremieR pet são vendidos

exclusivamente em canais especializados, como clínicas veterinárias e pet shops.

Tramontina opta pelo material para linha de jardinagem

A Tramontina apresentou recentemente ao mercado sua nova linha de utilidades para jardinagem, a coleção Sweet Garden, fabricada com o Plástico Verde I'm greenT da Braskem. Essa coleção traz produtos coloridos e com design afetivo, feitos para tornar a área verde um ambiente aconchegante e inspirador. "A adoção do plástico verde pela Tramontina reforça a aderência da nossa solução às demandas por alternativas sustentáveis em diferentes mercados", afirma Alexandre Elias, diretor de Químicos Renováveis da Braskem. A coleção Sweet Garden foi desenvolvida pela Zon Design e traz o selo I'm greenT para identificar a procedência de fonte renovável. Composta por regadores com capacidade para sete litros; kit cocoon, com contenedor, pazinha larga, pazinha estreita, garfo e ancinho; cachepôs Mimmo, em quatro cores (rosa, azul, cinza e amarelo)

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EspecialEmbalagens e dois tamanhos (1,7 litros e 5,5 litros); e kit presente especial, com 13 acessórios para cuidar de plantas e flores. Os kits de plástico verde da Braskem já podem ser encontrados no site de Tramontina e em lojas especializadas.

Menor espessura alia opção verde a preço competitivo

Para melhor atender aos clientes que possuem certificação ambiental e aos que têm programas de redução dos impactos ambientais de suas atividades, a Embaquim, que atua na produção do sistema de embalagem bag-in-box (BIB), está lançando a primeira bolsa “I´mgreen™” fabricada com o Plástico Verde (polietileno) da Braskem e com uma espessura inferior à das bolsas convencionais. “A redução da espessura foi fundamental para manter

o preço da nova embalagem competitivo”, explica Renata Canteiro, Diretora da Embaquim. Renata explica ainda que a bolsa é produzida com filmes feitos a partir do plástico verde de etanol de cana-de-açúcar (fonte renovável) e resinas de última geração. Esta composição permitiu reduzir o peso da embalagem em 16%. “Isto gera uma redução de 285 kg de resíduos plásticos a cada 1.000 bolsas utilizadas. Testes de transporte realizados nos laboratórios do CETEA comprovaram que as novas bolsas “I´mgreen™” de 1.000 litros, assim como as tradicionais bolsas da Embaquim produzidas com resina de origem petroquímica, são perfeitas para transportar produtos de elevada fluidez por grandes distâncias. A resina de fonte renovável também pode ser usada nas demais linhas de produto da Embaquim, mediante consulta com a área Comercial.

Consumo Nova York declara guerra ao isopor; há projeto semelhante no Brasil

A ABIPLAST- Associação Brasileira da Indústria do Plástico alertou nos primeiros dias de julho que uma luta árdua se anuncia para os próximos meses: desfazer equívocos sobre os potenciais de uso e reciclagem do poliestireno (isopor). Isso porque o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, proibiu radicalmente o uso de copos e embalagens de isopor, e a notícia vem despertando simpatia e entusiasmo entre alguns formadores de opinião brasileiros, segundo a entidade, e pode dar força ao projeto de lei apresentado em fevereiro deste ano pelo vereador Gilberto Natalini (PV) que também propõe a abolição dos copos térmicos e das embalagens de alimentos em poliestireno expandido no Município de São Paulo. A ABIPLAST diz que, ao contrário do que vem sendo ventilado pelos entusiastas da decisão nova-iorquina, o isopor é 100%reciclável e a indústria do plástico vem se mobilizando para garantir o retorno dos produtos plásticos pós-consumo à indústria de transformação, de modo que novos produtos plásticos sejam produzidos e o ciclo seja fechado. “Cabe ressaltar que a indústria do plástico está, sim, atenta às demandas ambientais. Há iniciativas como o InPev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) e o Programa Jogue Limpo, que estimulam o retorno de embalagens pós-consumo ao setor produtivo. Estes programas ajudam a evitar a contaminação ambiental que poderia advir de resíduos perigosos - respectivamente, das embalagens de agrotóxicos e de óleos lubrificantes”, afirma a entidade em seu site. Outra evidência do engajamento da in18 > Plástico Nordeste >

dústria do plástico refere-se à elaboração do Acordo Setorial para implementação de sistema de logística reversa de embalagens pós-consumo de produtos não perigosos. Com este sistema de logística reversa, as embalagens pós-consumo poderão chegar mais facilmente à indústria de reciclagem, que promove o beneficiamento dos resíduos e seu redirecionamento para a indústria de transformação. “Mas, convém ressaltar: para que este sistema de logística reversa de embalagens tenha sucesso, é necessário o engajamento de toda a sociedade, o que inclui consumidores, indústrias fabricantes e usuárias de embalagens, distribuidores etc. Ou seja: é fundamental que todos os atores envolvidos abracem a causa da sustentabilidade. Apenas estigmatizar um produto e proibir seu uso e comercialização é saída fácil de legisladores e governantes. Um real compromisso com a sociedade exige mais do que essas soluções simplistas!”, diz a entidade.

Termotécnica orienta para a reciclagem

A Termotécnica - uma das maiores indústrias mundiais de transformação de EPS (isopor®), líder no mercado brasileiro deste segmento – detalha e orienta a comunidade sobre a reciclagem do produto a partir do Programa Reciclar EPS. Com a implantação da logística reversa das embalagens, já atendendo as diretrizes da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), a Termotécnica liderou todos os envolvidos na cadeia de consumo do EPS, agregando clientes, varejistas, concorrentes, fornecedores, importadores, catadores e consumidores. Atualmente, o Programa Reciclar EPS da Ter-


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motécnica compreende desde a fase do recolhimento do EPS pós-consumo, a partir dos mais de 1.200 pontos de coleta e da parceria com 370 cooperativas de reciclagem em todo o país. Desde 2007, a Termotécnica já reciclou mais de 30 mil toneladas de EPS, o que correspondente a 30% de todo o EPS que é reciclado no país. O EPS recolhido é encaminhado para as usinas de reciclagem mantidas pela empresa, uma delas localizada em Joinville (SC), onde é produzida a nova matéria-prima, que será reintroduzida no mercado a partir de novos produtos, como molduras para quadros e rodapés de parede. Com o objetivo de fortalecer a divulgação do Programa, a Termotécnica lançou o Portal Reciclar EPS. A partir do www.reciclareps.com.br, qualquer pessoa ou empresa em todo o Brasil pode encontrar o ponto de coleta e reciclagem mais próximo. Com estas iniciativas, a sustentabilidade ganhou relevância e passou a ser considerada um objetivo estratégico no modelo de negócio da empresa.

Números representativos

- Mais de 30 mil toneladas de EPS reciclado pela empresa desde 2007; - Empregos gerados: 100 empregos diretos/ano e 5000 famílias envolvidas; - Eficiência energética: Redução de 1/3 em energia e insumos; - Pontos de Coleta de EPS: Mais de 1.200 - Cooperativas envolvidas: 370; - Utilização de matéria prima: Redução de 20% de matéria prima virgem substituída por EPS pós-consumo; - Beneficiadas: estudantes, comunidade e organizações comunitárias. (Fonte - Termotécnica)

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Tendências

& MercadosExtrusão

A grandeza das máquinas é proporcional à participação do segmento de extrusão nos processos produtivos da transformação do plástico. A fatia é de 62,8%, de acordo com a ABIPLAST- Associação Brasileira da Indústria do Plástico, seguida de injeção, com 32,4%. Com suas subdivisões, a técnica está presente em setores variados, de vida curta ou longa, o que explica a imensidão do mercado.

Mais produtividade por menos

P

rocesso mais utilizado na transformação do plástico, a extrusão – sopro, de chapas, perfis, monofilamentos ou filmes – origina materiais que servem a indústrias tão variadas como embalagens, garrafas, garrafões, frascos, construção civil e linha branca. Os fornecedores de máquinas apontam que a principal busca dos transformadores que atuam no segmento é a economia de energia aliada à produtividade com qualidade. Outros pontos de interesse são a manutenção e a oferta de equipamentos adaptados a necessidades específicas do cliente. A WORTEX segue esta linha e oferece uma linha completa de extrusoras para atender projetos diversificados e específicos, permitindo aos transformadores de plásticos altos índices de produtividade, economia e maior competitividade. São equipamentos fabricados para produzir de 10 a 2.000Kg/h em qualquer tipo de termoplásticos, inclusive ABS, PP, Linear, Nylon, 6-6, 6-12, Blendas com cargas minerais, fibra de vidro entre outros. Incluem sistemas de degasagem a vácuo, inovador processo de injeção a gás, troca-telas hidráulicos e manuais. Segundo Paolo De Fillipis, diretor geral da Wortex Máquinas, o que vem se destacando são as linhas de reciclagem e de filmes, de uma a três camadas, e as novas extrusoras acompanhadas da linha de lavagem. “As linhas de reciclagem, cada vez mais eficientes, incorporam soluções tecnológicas que impactam no custo operacional e também na qualidade final do produto”, diz. Já a AMUT-WORTEX, fruto da parceria da empresa brasileira WORTEX com italiana AMUT,

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desenvolveu a linha de extrusão para produção de chapas de 130mm de diâmetro para a indústria de termoformagem - processo que permite moldar chapas plásticas dando forma ao produto, por meio de calor e pressão. O equipamento, apresentado este ano durante a FEIPLASTIC – Feira Internacional do Plástico está sendo testado para um cliente. É capaz de produzir 900kg/hora de polipropileno. “Oferecemos linhas para chapas para os mais variados setores do mercado, entre eles embalagens alimentícias, construção civil, médico, farmacêutico, eletrodoméstico e automotivo. Para cada aplicação, há especificações técnicas padrão, como materiais extrusados, espessuras e larguras, dimensões e acabamentos dos produtos-finais”, explica Angelo Milani, diretor comercial da Amut-Wortex. A linha de extrusão de chapas para termoformagem, destinada ao posterior processo de formagem por meio de calor, ar comprimido e/ou vácuo de artigos descartáveis, tais como copos, pratos, vasos, bandejas, etc, possui características técnicas padrão para estas aplicações. Entretanto, o projeto de cada linha pode ser adequado às necessidades específicas do cliente e incrementado com outros equipamentos e acessórios. A linha também pode ser adquirida com grupo de co-extrusão para produtos multicamadas. A AMUT desenvolveu uma linha de extrusora de tubo para jardim que, até o final de 2015, passará a ser fabricada na planta da AMUT-WORTEX, em Campinas (SP). A linha é composta por três extrusoras, sendo uma dupla rosca de 92mm de diâmetro; uma mono-rosca de 90mm de


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diâmetro e uma mono-rosca de 30mm de diâmetro. “É uma linha de alta produtividade e com alta tecnologia, que permite produzir tubos com acabamentos trançados e tricotados. A linha tem grande flexibilidade: as mangueiras produzidas, além das aplicações para transporte de água, podem ser usadas na condução de gás e ar. Também produz mangueiras em bobinas e de tubos de pequeno comprimento por meio de um sistema de corte de alta velocidade”, diz Milani. A empresa tem também a linha de extrusão com dupla rosca contra-rotante de 92mm de diâmetro com produção simultânea de dois tubos, ideal para produção de tubos pequenos e médios para os setores da construção. Com uma ampla gama de aplicações, o PVC é usado principalmente na construção civil, em redes de distribuição de água e esgoto, irrigação, conduítes entre outros. A nova extrusora tem capacidade para produzir de 600 a 700kg/hora de tubos de PVC com diâmetros que vão de 20 a 125 mm. Entretanto, a AMUT-WORTEX está capacitada para produzir tubos de PVC de até 1,20m de diâmetro, de polietileno até 1,60m e vários outros tipos de tubos para aplicações para a indústria médica, automobilística, etc.

E para a linha de perfis, a AMUT-WORTEX desenvolveu uma extrusora dupla rosca para produzir WPC (composto madeira plástico), a partir de pó de madeira e matéria-prima plástica proveniente de processo de reciclagem, no qual AMUT-WORTEX pode auxiliar também os clientes com fornecimento de máquinas especializadas na triagem de resíduos sólidos urbanos, para criar produto de alto valor agregado.

De Fillipis, da Wortex, diz que com a parceria com a AMUT a expectativa é ampliar a participação no Nordeste

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& MercadosExtrusão DIVULGAÇÃO

Tendências

IMMAC tem na LIANSU a possibilidade de oferecer extrusoras mais simples com caixa de redução e comando chinês

Os executivos dizem que o mercado como um todo busca equipamentos com baixo custo operacional, associado à mão de obra qualificada e manutenção. Outro requisito importante é a eficiência energética para tudo o que é produzido. De Fillipis diz que a partir da parceria com a AMUT, a expectativa é ampliar a participação na região Nordeste com as linhas de extrusoras de chapas e tubos de PVC e polietileno e buscar novos projetos na área de reciclagem com as linhas de filmes e lavagem para atender as indústrias que estão aprimorando seus processos de reciclagem. “Atuamos com representantes nas principais cidades do Nordeste e em outras frentes, como participação em feiras do setor, palestras nas empresas e entidades de classe”, comenta.

Personalizados

A Rulli Standard ao longo de mais de cinco décadas de existência vem desenvolvendo pesquisas e procurando aprimorar cada vez mais seus equipamentos. Fabricante de linhas de extrusão no segmento de filmes flexíveis e chapas rígidas, possui em seu portifólio, equipamentos que são feitos sempre em cima de uma necessidade do cliente, explica o gerente comercial Paulo Leal. “Não é a toa que nos destacamos perante aos nossos clientes como produtores de máquinas robustas e mais econômicas frente aos nossos concorrentes”, afirma. Ele diz que a Rulli Standard atende aos principais transformadores do mercado, sempre procurando com suas extrusoras produzir filmes e chapas com qualidade, robustos e nunca se esquecendo de levar em conta o custo dos produtos fabricados, já que a energia elétrica, fácil manuseio, 22 > Plástico Nordeste >

start up e troca de produtos influenciam bastante na adequação dos custos. “O mercado nordestino vem se expandindo cada vez mais perante o cenário nacional, embora encontre-se meio estagnado atualmente como todo o resto do mercado nacional independente do seu segmento”. A Miotto atua no mercado de fios e cabos, tubos e perfis, reciclagem e granulação de materiais técnicos. O diretor de vendas Carlos Alberto Torrano diz que as principais demandas hoje são de atualização dos maquinários na área de fabricação de fios e cabos para energia. “Temos alguns clientes no Nordeste e com a participação na NordestPlast 2015 pretendemos aumentar o número de clientes, tanto na Indústria de Máquinas Miotto Ltda, atuando no mercado há mais de 54 anos na fabricação de Extrusoras e equipamentos para extrusão de termoplásticos, quanto na Equipamentos Universaloi Ltda , atuando no mercado há mais de 25 anos na construção e recuperação de roscas e cilindros para termoplásticos e borrachas”. A IMMAC oferta as extrusoras da LIANSU, direcionadas para fabricação de tubos, perfis, mangueiras e para peletização de materiais como PP PE, PVC. “O fabricante de produtos extrudados também busca produtividade, baixo consumo de energia e uma compra que seja interessante financeiramente. Temos na LIANSU a possibilidade de oferecer extrusoras mais simples com caixa de redução e comando chinês, porém temos opções de melhor qualidade com caixa de redução Zambello e CLP Siemens”, explica Cristian Heinen, do departamento comercial. “A LIANSU hoje tem clientes em todo Brasil, pois já há um histórico de 6 anos no território nacional”, comenta. A BY ENGENHARIA nasceu em 1989 e está fundamentalmente voltada à extrusão. Atende as indústrias de infra estrutura, alimentos, embalagens flexíveis, masterbatch, compostos, reciclagem, Fios e Cabos, etc. O diretor Marco Antonio Gianesi aponta os destaques do portfólio. Gala industries llc (USA), fabricante de Sistemas de Granulação Imersa; Davis standard llc (USA), fabricante de Linhas Completas de Extrusão para Fios e Cabos, Borracha, Perfis, Chapa, Liquid Coating, Extrusion Coating, Blown Film Extrusion Lines, Cast Film entre outras; Nordson edi (USA) – fabricante de matrizes planas manuais e automáticas e Feedblocks; Nordson xaloy (USA), fabricante de Roscas e Camisas Bimetálicas, Troca Telas, Bomba de Engrenagens, Fornos de Limpeza, Cilindros de Resfriamento, etc; Mica (USA), fabricante de Primers a base água para Laminação, extrusão para permitir uma melhor ancoragem da impressão ou substratos e filmes; Thermofisher llc (USA), fabricante de Sistemas de Medição para filmes planos, chapa, coatings, etc; Plasmec (ITÁLIA), fabricante de Misturadores para


PVC, Masterbatch, WPC, Tinta em Pó entre outros; Sica (ITALIA), fabricante de equipamentos pós extrusão para Tubos como Embolsadeiras, Cortadeiras, Bobinadores, Puxadores, etc. Gianesi diz que economia de energia é sem dúvida a primeira demanda dos transformadores e logo em seguida maior produtividade com qualidade. Ele fala especificamente do Nordeste. “A BY ENGENHARIA tem atendido a este mercado com muito interesse, pois é um mercado em franca expansão com inúmeras empresas Sulistas transferidas para o Nordeste em função de incentivos fiscais”. O Grupo Sapage atua neste segmento com uma diversidade de produtos e serviços, gerando economia e qualidade para todo o processo, informa Camila Sapage, do departamento de Marketing. Com a AWS Brasil, fabrica extrusoras e coextrusoras de tecnologia de ponta, periféricos e máquinas auxiliares. “No mercado de extrusão, temos uma forte penetração nas indústrias de filme, PVC, ráfia, entre outros segmentos. Acreditamos que para este ano não teremos grandes mudanças e esperamos sim, que para 2016 o mercado inicie com novos investimentos, possíveis projetos que estão em stand by ainda para este ano”, comenta.

Ela diz que as principais demandas dos clientes aparecem no setor de impressão. “O Nordeste é um mercado muito rico e de grande expansão para os transformadores. Para o próximo ano, pretendemos intensificar nossas visitas à região, prospectando ainda mais clientes pra nossa carteira”, afirma. A Extrusão Brasil é um fabricante 100% nacional de extrusoras mono roscas, duplas roscas paralelas, duplas roscas cônicas e duplas roscas co-rotantes e misturadores para diversos tipos de matéria-prima, como PVC , PE , PP , Nylon , PS , PET , ABS , etc. Atende principalmente os mercados de construção civil, automobilístico e setor moveleiro. O diretor Leonardo Rocha Borges diz que a Extrusão Brasil vende praticamente 40% das suas máquinas para a região Nordeste. “Prevemos um crescimento ainda maior para os anos 2016 e 2017”, afirma. Ele diz que atualmente os destaques entre os pedidos são conjuntos de extrusão para fabricação de tubos de PVC e perfilados.

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DestaqueCeará & Paraíba Polo Plástico do Ceará

Investimentos que podem abrir mercados O Ceará está entre os estados com maior número de empresas e geração de empregos na indústria plástica nordestina. Segundo os dados mais recentes da ABIPLAST-Associação Brasileira da Indústria do Plástico, são 4.458 vagas distribuídas em 213 estabelecimentos. Veja mais informações sobre o estado e a indústria local do plástico. Para além do setor plástico, o Ceará ocupa posição de destaque no Nordeste estando entre as três maiores economias da região, segundo o economista da FIEC - Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Guilherme Muchale. “(O estado ) Apresentou taxa de crescimento de 4,9% nos últimos cinco anos, tem o parque industrial com maior geração de empregos em toda a região, e sua capital, Fortaleza, é o município com maior PIB nordestino”, enumera. Muchale diz que, por ser de economia altamente dinâmica, o Ceará tem atraído inúmeros investimentos de vulto, como a Companhia Siderúrgica do Pecém, “o 2° maior investimento privado em execução no País”, e o Polo Industrial Tecnológico de Saúde – PITS. Também têm sido executadas importantes obras que dotarão o estado de infraestrutura de transporte diferenciadas, com a integração de um aeroporto moderno e concedido à iniciativa privada, da Ferrovia Transnordestina e o Porto do Pecém, que com a sua ampliação em andamento se credenciará com um importante hub após a reinauguração do canal do Panamá, afirma o economista. “Grandes investimentos têm sido anunciados no estado, sobretudo nos setores metalmecânico, de energias renováveis e químico. Nesse sentido, a Companhia Siderúrgica do Pecém, que produzirá mais de 3 milhões de toneladas de aço, um investimento de mais de US$5 bilhões, gerará uma série de subprodutos ligados ao setor químico e plástico, como benzeno, tolueno industrial, xileno industrial, naftaleno líquido, óleo desinfetante, entre outros, sendo um atrativo para as empresas do setor”, analisa. Em termos de participação no PIB industrial, destacam-se os segmentos de Couros e calçados, Alimentos, Metalmecânico, Químico, Vestuário, Bebidas e Têxtil. “Também emergem setores de alta dinamicidade em nossa economia, como o de Energias Renováveis, Saúde, Minerais Não Metálicos e Tecnologia de Informação”. Para Muchale, a indústria plástica tem grande potencial de crescimento, pois atualmente representa apenas 0,9% da produção do setor industrial cearense. Possui melhor posicionamento nos segmentos de embalagens de material plástico e na produção de outros artefatos. Em 24 > Plástico Nordeste >

relação ao mercado de trabalho formal, o setor detém 1,2% dos empregos e estabelecimentos. “Em termos de distribuição geográfica no estado, mais de três mil empregos são gerados apenas em Maracanaú, Fortaleza e Eusébio, todos presentes na Região Metropolitana de Fortaleza”, pontua.

Capacitação

Dentro do Sistema FIEC, além de contar com os serviços do SENAI, SESI e IEL, Muchale destaca a iniciativa da Rede de indústrias do setor plástico – INOVEPLAST, que deseja fomentar a inovação, elevando a competitividade das indústrias participantes. Segundo o economista, é uma rede pioneira no estado do Ceará e que segue a tendência da economia do compartilhamento. “As indústrias integrantes da rede INOVEPLAST buscam por conhecimento e inovação em contextos que se encontram muito além de suas próprias fronteiras, estabelecendo parcerias e desenvolvimento de projetos de cooperação entre empresas, sua cadeia de valor, entidades do ecossistema de inovação”. Formam assim arranjos interinstitucionais que contribuem para a competitividade e sustentabilidade a partir de inovações que mitiguem os impactos sobre o meio ambiente, promovam a inclusão social e proporcionem desempenho superior no atual contexto de crise hídrica e energética, baixa produtividade do trabalho, crescimento econômico estagnado e falta de políticas públicas de desenvolvimento regional. “Uma das iniciativas criadas nesse ambiente de cooperação é o prêmio INOVEPLAST, uma premiação de inovação aberta que será lançado em agosto, durante a feira Embala Nordeste”, comenta.

Contra a crise, novos processos, tecnologias e mercados

O presidente do Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Domésticos e Industriais do Ceará, Marcos Albuquerque, diz que no atual contexto as empresas do setor plástico se adaptam para evitar prejuízos maiores. “Estamos atravessando uma grande crise econômica, institucional e moral no país, motivo pelo qual o empresário perdeu a credibilidade nas ações do governo. Todos os setores estão sendo atingidos, principalmente o de polímeros que tem como parte de seus insumos a energia”, comenta. Segundo Albuquerque, atualmente o setor de plásticos no Ceará está refazendo suas ações para ajustar seu dia a dia à debilitada economia brasileira. “Ainda não foram demitidos funcionários do setor,


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DestaqueCeará & Paraíba mas a continuar o atual panorama, com certeza o empresário será forçado a gerar desemprego”, afirma. A FIEC juntamente com os sindicatos está buscando alternativas para que as indústrias possam atravessar a crise e, por conseguinte, o setor de plásticos tem trabalhado juntamente com o SENAI em processos inovadores buscando novas tecnologias para adequar as despesas às receitas. “Estamos capacitando melhor os nossos

quadros de funcionários, modificando os processos de trabalho, tentando adquirir máquinas e equipamentos que consomem menos energia e produzem mais e dando uma grande virada no atendimento aos nossos clientes. O Ceará atualmente é voltado para fabricar móveis e utilidades do lar, mas estamos desenvolvendo grande esforço para fabricarmos peças técnicas que têm como mercado as indústrias e oferecem melhor valor agregado ao produto”, diz Albuquerque.

Polo Plástico da Paraíba

Perfil setorial para ampliar clientela O SINDIPLAST-PB (Sindicato Das Indústrias de Materiais Plásticos e Resinas Sintéticas da Paraíba) aponta a existência de 223 empresas no setor local, que geram 3.963 empregos diretos. Os principais produtos por segmento são os seguintes, Alimentício, embalagens; Automotivo, peças e acessórios; Calçados, componentes e acessórios; Construção civil, tubos e acessórios, caixas d'água, esquadrias, forros, persianas; Embalagens e descartáveis, baldes, caixas, garrafões, hospitalar e descartáveis; Higiene e Limpeza, frascos, tampas, mangueiras, vassouras e utensílios; Industrial, insumos, equipamentos e peças; Recicladores, granulados, descartáveis e outros produtos reciclados. O gerente administrativo do Sindiplast-PB, Alexandre Menezes, diz que considerando o número de empresas como indicador, a Paraíba ocupa a 4ª posição na região nordeste e 13ª posição no cenário nacional. “Em número de empregados, mantemos a posição regional e subimos para 10º no cenário nacional. Quando mudamos os indicadores para volumes de produção e faturamento, ainda temos muito que evoluir em face da concentração das grandes empresas nas regiões sul e sudeste. Nosso volume produzido representa apenas 0,6% da produção da nacional, e o faturamento 0,7%”, explica. As estatísticas relativas a 2014 ainda não foram concluídas, mas o sindicato estima uma redução no volume transformado de aproximadamente 5% em relação a 2013. Em agosto/2014, o SINDIPLAST/PB publicou o PERFIL da Indústria de Transformados Plásticos do Estado da Paraíba, com o objetivo de quantificar e qualificar o segmento, agregando valor à imagem das empresas e reforçando a representatividade setorial política e econômica. “A ampla divulgação deste material visa atrair o interesse do mercado consumidor por nossas empresas, produtos e serviços”. Ele diz que entre vários investimentos que estão sendo realizados na região, destaca-se a instalação da fábrica da FIAT em Pernambuco, que vai elevar significativamente a demanda da indústria automobilística. “O 26 > Plástico Nordeste >

Governo do estado da Paraíba está criando na cidade de Alhandra, que fica a 28km da fábrica da FIAT, um distrito industrial capaz de receber novas indústrias do setor plástico focadas em atender esta demanda”, comenta.

Demandas

Uma das principais demandas relatadas pelos industriais do segmento ao SINDIPLAST-PB é de profissionais capacitados, principalmente na linha de produção direta, operadores de máquina e mecânicos de manutenção. “Isto é decorrente da pouca disponibilidade de cursos técnicos oferecidos pelas instituições de treinamento direcionados ao perfil de máquinas e equipamentos utilizados em nosso segmento”, afirma. Menezes acredita que uma vez dimensionada a representatividade do segmento, através do PERFIL 2013, o SINDIPLAST utilizará esta força para pleitear, por exemplo, junto ao sistema SESI/SENAI, a implantação de cursos técnicos específicos para operadores de máquinas e mecânicos de manutenção de equipamentos comuns ao parque industrial do plástico. Assim como o melhoramento de laboratórios de metrologia e aferição de instrumentos de medição. “Na cidade de Alhandra, onde está sendo instalado um novo distrito industrial, o SENAI já está investindo na instalação de uma escola profissionalizante”, comenta. Outra importante demanda é por fornecedores de insumos. “Basicamente, importamos de outros estados todas as nossas matérias-primas, afetando muito a nossa competitividade, não só pelo custo da logística, como, e principalmente, pelo aumento da carga tributária, uma vez que vários estados promovem reduções e até mesmo isenções de ICMS para compras de matérias-primas dentro do próprio estado”.


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Investimento

Complexo de acrílico é inaugurado na Bahia

DIVULGAÇÃO

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om investimento de mais de € 500 milhões, a BASF inaugurou em junho o seu complexo de produção em escala mundial de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP) em Camaçari, Bahia, Brasil. Estas são as primeiras fábricas de ácido acrílico e polímeros superabsorventes na América do Sul, com capacidade para 160 mil toneladas de ácido acrílico por ano. Este é o maior aporte da história da BASF em mais de 100 anos na América do Sul. “A BASF é líder global na cadeia de valor de ácido acrílico. Este grande investimento irá fortalecer ainda mais a nossa posição no crescente mercado sul-americano", diz Michael Heinz, membro do Conselho de Administração Executivo da BASF SE. SAPs são importantes produtos na cadeia de valor de ácido acrílico e são utilizados na produção de fraldas para bebês e outros produtos de higiene. O acrilato de butila, um importante derivado do ácido acrílico, é utilizado para produzir adesivos, produtos químicos para construção e tintas decorativas. "Este complexo vai garantir o abastecimento nacional e regional de produtos que atualmente são importados", diz Ralph Schweens, Presidente da BASF na América do Sul. "Além disso, ele vai impactar positivamente a economia local, incentivando o investimento e a inovação na região, e atrair novas empresas para o polo industrial de Camaçari", acrescentou. A BASF espera que o investimento traga um impacto positivo à balança comercial do País, de cerca de US$ 300 milhões por ano, sendo US$ 200 milhões por meio da redução das importações e US$ 100 milhões em função da criação de exportações. O complexo conta com incentivos do programa de atração de investimentos do estado da Bahia, bem como da política de devolução de créditos de ICMS para a indústria petroquímica. A BASF firmou ainda um pacto no qual a Braskem - que também está instalada em Camaçari e é sua principal fornecedora de matéria-prima se compromete a reinvestir o crédito tributário devolvido pelo Governo da Bahia na ampliação e

modernização das linhas de produção. A decisão de construir o Complexo na Bahia foi tomada em maio de 2011, após uma missão internacional do governo baiano à sede da BASF, na Alemanha. A inauguração teve as presenças do governador Rui Costa e da presidente Dilma Rousseff. "Um dos principais fatores para atrair investimentos para a Bahia é a determinação e a capacidade dos trabalhadores baianos. Por isso é um orgulho cumprimentar os atuais e novos trabalhadores da BASF", destacou Rui Costa. Ele lembrou ainda os investimentos estaduais e federais em infraestrutura e logística como atrativos competitivos para viabilizar projetos como o do Complexo Acrílico da BASF. Já a presidente Dilma afirmou que a planta é importante não apenas pelo volume de recursos investidos. "Sem sombra de dúvida, uma planta como essa da Basf tem outro poder: ela atrai novas plantas industriais. O Brasil passará da condição de importador para exportador de matérias-primas essenciais para a indústria química".

Colaboradores treinados no exterior

A construção do novo complexo começou em março de 2012. Para operação, as três unidades produtivas criaram 230 empregos diretos e 600 indiretos na região. A BASF está estabelecendo os mais altos padrões no Brasil, aproveitando a expertise da unidade chinesa que entrou em operação recentemente. Com o novo complexo de Camaçari, a BASF irá converter sua fábrica de acrilato de butia, localizada em seu site em Guaratinguetá, em uma unidade de produção de acrilato de 2-etil-hexila, uma importante matéria-prima para as indústrias de adesivos e revestimentos especiais. Esta será a primeira fábrica desse tipo na América do Sul. A produção está prevista para começar em 2016, com base no ácido acrílico produzido em Camaçari.


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Incentivo

DIVULGAÇÃO

PICPlast faz capacitação em exportação e custos em AL

O

Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) promoveu recentemente capacitação profissional em exportação e custos para mais de 30 empresas da indústria da transformação plástica, em Alagoas. A ação tem como objetivos aumentar a atuação dessas empresas no mercado internacional, com foco em aspectos técnicos e mercadológicos da exportação, e auxiliar as empresas a estruturarem modelos internos para otimizar relatórios, simular preços de produtos, administrar o fluxo de caixa, levantar os custos de cada produto, entre outros processos vitais para o gerenciamento. A capacitação contou com o apoio do Sindicato das Indústrias de Plástico e Tintas do Estado de Alagoas (Sinplast), e foi realizada no dia 1 de julho, em Maceió. Para o presidente do Sinplast, Gilvan leite, as ações do PICPlast ocorrem em um momento importante. De acordo com o executivo, a aproximação entre a Braskem, a ABIPLAST e os sindicatos estaduais demonstra o amadurecimento e união de toda a cadeia produtiva do plástico, especialmente nesse momento difícil vivido pela economia. "Iniciativas como essa asseguram o empresário de que algo está sendo feito para ele se desenvolver e construir um setor cada vez mais forte", afirma Leite. Hoje o Sinplast conta com cerca de 40 empresas associadas em todo o estado de Alagoas com ações para promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade da indústria. "Por meio do PICPlast plantamos uma semente, que já brotou e está dando frutos. Quem ganha com isso é a economia brasileira", finaliza o executivo. Os temas desenvolvidos na capacitação de "exportação" foram ministrados pelo Programa de Incentivo à Exportação do Plástico Brasileiro (Think Plastic Brazil), e a Aduaneiras, empresa que oferece consultorias, cursos, sistemas e informações voltadas

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para o comércio exterior. O primeiro tema abordou os processos de competitividade e globalização, planejamento estratégico de exportação e marketing internacional. O outro tema abordado no dia foi voltado para os tipos de exportadores no Brasil, a dinâmica da operação de exportação e os incentivos fiscais destinados a esta operação. Já a capacitação em custos e rentabilidade foi realizada pela consultoria financeira e de investimentos Advisia. Os participantes assistiram a demonstrações por meio de projeções sobre o funcionamento do modelo de operação: como a empresa pode fazer a alocação dos custos classificados por produto, como extrair os resultados por meio de relatórios pré-definidos e simular o preço necessário para atingir uma margem de lucro desejada. O modelo também ajudará os empresários a controlarem o fluxo de caixa, além de apresentar de forma detalhada os gastos por categoria de produto. O PICPlast é uma iniciativa da Braskem, maior petroquímica das Américas, em conjunto com a Associação Brasileira do Plástico (ABIPLAST), entidade que representa a indústria de transformação plástica no Brasil. O plano foi lançado em 2013 com o objetivo de desenvolver programas estruturais que contribuam com a competitividade e crescimento da transformação plástica de forma conjunta entre a 2ª e 3ª gerações da cadeia produtiva do plástico.

PICPlast em números

(Setembro/2013 a Maio/2015) • 598 transformadores plásticos participantes; • R$ 53 milhões investidos no programa de venda incentivada para exportação (até março 2015); • 93 empresas participaram de eventos para promover seus produtos em diferentes segmentos de mercado; • 276 empresas participantes do Fundo Setorial. Para mais informações sobre o PICPlast, acesse: http://www.picplast.com.br.


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Giro NE ALAGOAS Empresários se capacitam para lidar com as NRs

Associados ao Sindicato das Indústrias de Plásticos e Tintas do Estado de Alagoas (Sinplast) participaram no último dia 14 de julho do curso “Como lidar com as NR’s que mais impactam a indústria”. O curso foi ministrado pelo técnico de Segurança no Trabalho Luís Carlos Martins da Silva, consultor enviado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O evento foi realizado no Núcleo Integrado do Sesi/ Senai, em Arapiraca. A iniciativa faz parte dos projetos do Programa de Desenvolvimento Associativo – PDA, executado por meio da Unidade Sindical da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas – Fiea em parceria com a Confederação Nacional da Indústria- CNI. Durante o curso, foram destacados três momentos: a importância das práticas de Segurança e Saúde do Trabalho (SST), como as NR’s são formuladas e quais medidas a serem tomadas pela indústria para a competitividade do setor. Além disso, os empresários tiveram a chance de por em prática os conteúdos aprendidos ao longo da qualificação por meio de uma dinâmica em grupo na qual eles tinham que apresentar soluções para uma empresa que descumpria alguma NR’s.

BAHIA Segurança cibernética na indústria é tema de encontro no Polo

Os ataques cibernéticos às plantas industriais foram abordados pelo gerente da TI Safe para o Norte/Nordeste, Leonardo Cardoso, em evento na sede do Cofic (Comitê de Fomento Industrial de Camaçari) intitulado "Automation Security Day da ti Safe". O evento foi voltado para colaboradores das empresas do Polo de Camaçari nas áreas de Tecnologia da Informação, Automação e Segurança Patrimonial.

PARAÍBA Governo e BNDES estudam incentivo a arranjos produtivos locais

O Governo do Estado realizou uma reunião com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério da Integração Nacional (MI) em julho, na sequência da realização da II Oficina Macrorregional Nordeste de Arranjos Produtivos Locais (APLs): Rotas de Integração Nacional. Em busca da concretização dos objetivos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), o MI desenvolveu o projeto Rotas de Integração Nacional. O projeto visa promover a inclusão produtiva e a integração econômica das regiões menos desenvolvidas do país aos mercados nacionais e internacionais 32 > Plástico Plástico Nordeste Nordeste >>

de produção, consumo e investimento. As Rotas são redes de Arranjos Produtivos Locais territorialmente e setorialmente interligados que promovem a inovação, a diferenciação, a competitividade e a lucratividade dos empreendimentos associados, mediante a sinergia e a ação convergente das agências de fomento. A iniciativa busca criar consistência e complexidade nos APLs identificados, por meio da aproximação e do envolvimento dos atores relevantes de modo a equacionar os gargalos da cadeia produtiva priorizada, seja no subsistema Insumos, Produção, Processamento ou Comercialização.

PERNAMBUCO Ambev anuncia investimento de R$ 400 milhões

O governador Paulo Câmara recebeu em 15 de julho o presidente da cervejaria Ambev, Bernardo Paiva, para tratar da ampliação da fábrica e a concentração de novas operações logísticas na planta situada no município de Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife. Para tal, a empresa vai investir mais de R$ 400 milhões no Estado nos próximos dois anos. O staff da Ambev voltará a Pernambuco para detalhar a nova operação ao lado do chefe do Executivo. Segundo o governo do estado, com a expansão a fábrica em Pernambuco será a primeira do Nordeste a produzir o portfólio da nova linha Long Neck da cervejaria, que compreende as gigantes Budweiser, Stella Artois e Skol Senses. Além da ampliação da capacidade produtiva, a filial pernambucana será também a primeira da região a importar cerveja da linha Super Premium, a Corona. E mais, a partir de Pernambuco será feita a distribuição dos produtos para toda a região Nordeste.

PE Solar incentiva a microgeração de energia por empresas

O Governo Estadual instituiu o programa PE Solar, que estimula a micro e minigeração de energia solar para consumo próprio por micro, pequenas e médias empresas pernambucanas. O PE Solar assegura uma linha de financiamento específica para instalação de painéis fotovoltaicos, além de uma estrutura de rede de fornecedores de produtos e serviços. No total, serão disponibilizados R$ 5 milhões – recursos do Banco do Nordeste (BNB) para a primeira fase do programa. Os financiamentos serão operados pela Agência de Fomento do Estado de Pernambuco (Agefepe). Podem participar do programa as empresas que planejem produzir até 1.000 kilowatt (kW). A energia produzida será automaticamente consumida e o excedente será jogado na rede elétrica da distribuidora local, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Esta, por sua vez, vai gerar um crédito a ser abatido na conta da empresa dentro de um prazo de até 36 meses.


Bloco de Notas Portaria altera a NR 12

O MTE - Ministério do Trabalho e Emprego publicou a Portaria nº 857, DE 25 DE JUNHO DE 2015 que altera a Norma Regulamentadora nº 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. A Portaria está em vigor e reflete no resultado dos avanços na negociação tripartite, da qual a ABIPLAST participa ativamente. Em seu texto foram definidos a exclusão do princípio da falha segura, linhas de corte temporal, flexibilização de adequações e requisitos diferenciados para as micro e empresas de pequeno porte. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera como um ajuste pontual as mudanças feitas na Norma Regulamentadora nº 12. A indústria reconhece a medida como um primeiro passo no amplo conjunto de alterações necessárias para a adequação da norma. Ressalta, contudo, que as mudanças não resolvem o significativo impacto que a NR 12 trouxe para o setor produtivo brasileiro e que continuará a trabalhar para que a norma seja exequível técnica e financeiramente para as empresas do país.

Amut-Wortex e Wortex têm novos sites

A partir de agora, o relacionamento da Amut-Wortex e da Wortex com clientes, fornecedores, parceiros e imprensa será muito mais fácil e interativo. As duas empresas, que operam em conjunto para trazer mais inovação tecnológica à indústria plástica nacional, apresentam seus novos sites. Com visual moderno e interativo (http://www. amutgroup.com/amutwortex/pt/), os sites disponibilizam o portfólio completo das linhas de equipamentos para extrusão, reciclagem e termoformagem, incluindo os catálogos dos produtos, além de notícias, vídeos e outras informações de interesse do mercado.

COIM lança novo adesivo da linha Sem Solvente

A COIM lançou um novo adesivo durante a feira FISPAL, que aconteceu de 23 a 26 de junho no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo-SP. O Novacote SF 5419 + CA 5516 faz parte da linha Sem Solvente da marca. Como principais características, o novo produto não forma névoa, se espalhando facilmente durante a aplicação; possui alta resistência ao rasgo, ideal para filmes PE/PE que enfrentam o manuseio e a estocagem; reação de cura imediata, propiciando o corte da bobina em poucas horas (entre 6 e 12 horas); baixa viscosidade que resulta na aplicação a baixas temperaturas, e não há sangramento de tinta, seja ela aplicada por rotogravura ou flexografia, otimizando custos, prazos e qualidade. Dessa forma, segundo o gerente de desenvolvimento da COIM, Carlos Gandolphi, o Novacote SF 5419 + CA 5516 é considerado um adesivo de média a alta performance, atendendo a uma extensa gama de laminados.“As estruturas laminadas com o SF 5419 + CA 5516 apresentam excelente força de laminação final. Em estruturas transparentes, o produto apresenta resistência ao processo de fervura e pasteurização, bem como envase de produtos agressivos”, conta.

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Anunciantes

Agenda

3Rios / Página 5 Amut-Wortex / Página 19 Dakhia / Página 27 Dal Maschio / Página 13 Eteno / Página 11 Expo Brasil / Página 29 Feimec / Página 25 Mainard / Página 33 Newsul / Página 33 Nordesteplast / Página 31 NZ Philpolymer / Página 23 Plástico Brasil / Página 15 Rodofeli / Página 17 Romi / Página 2 Simpepe / Página 16 Sindiverde / Página 35

Agende-se para 2015

Valmart / Página 23

ANUNCIE! É SÓ LIGAR PARA: 51 3062. 4569 34 > Plástico Nordeste >

Nordeste Plast – Feira Internacional do Setor de Transformados Plásticos 04 a 07 de agosto de 2015 – das 15h às 21h Centro de Convenções de Pernambuco Recife - Olinda/PE Embala Nordeste – 10ª Feira Internacional de Embalagens e Processos 04 a 07 de agosto de 2015 – das 15h às 21h Centro de Convenções de Pernambuco Recife - Olinda/PE Plastech Brasil – A feira do Plástico, da Borracha, dos Compósitos e da Reciclagem 25 a 28 de agosto – 14h às 21h Caxias do Sul – RS www.plastechbrasil.com.br Compocity – A cidade do futuro, hoje 4 a 7 de novembro São Paulo - SP www.almaco.org.br


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Plástico Nordeste 34  

Revista Plástico Nordeste 34

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