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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Expediente Ano IV - Nº 24 - Especial - 2013/2014

Conceitual - Publicações Segmentadas www.revistaplasticonordeste.com.br R. Vicente da Fontoura, 2629 - Sala 03 CEP: 90640-003 - Bairro Petrópolis Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3062.7569 plasticonordeste@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844

“Valorizo o trabalho em equipe. Por isso prefiro ser campeão do mundo a ser goleador da Copa...”

(Ronaldo Fenômeno na Copa de 2002)

Redação: Brigida Sofia Consultor de Redação: Júlio Sortica Departamento Comercial: Débora Moreira e Sandra Tesch Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 9941.5777) Capa: divulgação

4 Editorial

Plástico Nordeste é uma publicação

Alagoas faz golaço em ano de Copa

da editora Conceitual - Publicações Segmentadas, destinada às indústrias

7 Plast Vip

José Ricardo Roriz Coelho/Abiplast

10 Especial

produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Nordeste e no Brasil, formadores

Alagoas ganha fábrica da Tigre-ADS

16 Destaque

Foco em Masterbatches & Aditivos

21 Evento/ Recicla Nordeste

A reciclagem em debate no Ceará

de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Nordes-

24 Mercado

Think Plastic completa 10 Anos

25 Foco no Verde

te. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 3.000 exemplares.

Abiplast lança o Senaplas

28 Bloco de Notas

Filiada à

Novidades na cadeia do plástico

29 Giro NE

As últimas nos estados

30 Anunciantes + Agenda

Confira os eventos e parceiros da edição

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas < Plástico Nordeste < 3


ARQUIVO

Editorial

Tigre, um golaço de Alagoas em ano de Copa

“Mais uma vez se comprova que a estratégia da Cadeia Produtiva do Plástico em Alagoas é vitoriosa.”

A

lagoas, a terra do ex-jogador e ex-técnico multicampeão Zagallo, chegou a se candidatar para ser uma das sedes da Copa do Mundo no Brasil. Porém, antes mesmo da escolha da FIFA, retirou sua candidatura. O povo que adora futebol ficou frustrado e uma das estratégias do Governo do Estado para reverter em parte a decepção foi candidatar-se a ser um dos Centros de Treinamento de Seleções e Centro Oficial de Treinamentos para atrair alguma seleção. E também estimular o turismo, usando o argumento de que nas Alagoas as atrações são Padrão FIFA, mas os preços são normais. Pois não é que Alagoas venceu: ganhou a preferência da Seleção de Gana, que vai ficar no Estado. E também ganhou um bônus industrial como uma espécie de compensação: a primeira fábrica da Tigre-ADS no Nordeste. Sem dúvida, um golaço de Alagoas no ano da Copa do Mundo. Com um investimento de R$ 20 milhões, a unidade instalada no município de Marechal Deodoro vai usar matéria-prima da Braskem e gerar 100 empregos diretos quando estiver funcionando a pleno. O foco é abastecer as regiões Norte/Nordeste com tubos corrugados. Mais uma vez se comprova que a estratégia da Cadeia Produtiva do Plástico no Estado é vitoriosa, pois a união de todos os setores favoreceu o processo de instalação da nova fábrica. Tudo começou em 2012 quando a Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento Econômico analisou o projeto. Agora colhe os frutos... ou faz os gols. Dos tubos corrugados para o segmento de masterbatches e aditivos, pois este é o segundo tema importante abordado na edição. Contamos um pouco sobre as novidades e tendências ouvindo principalmente fornecedores que estão instalados na região e outros que há muito tempo abastecem a indústria de transformação. Outro foco é bem regional,a feira Recicla Nordeste, que entra na sua quinta edição com foco em inovação na transformação. Será em abril, em Fortaleza, com expectativa de atrair um grande número de visitantes, interessados em saber como transformar lixo em dinheiro. Como destaque também apresentamos uma avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho sobre as oscilações do mercado. Confira a entrevista no Plast VIP NE. E para arrematar nossas abordagens veja também as últimas notícias sobre sustentabilidade, a cadeia do plástico e o que acontece na região. Boa leitura!

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 4 > Plástico Nordeste >


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PLAST VIP NE José Ricardo Roriz Coelho

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Abiplast critica as oscilações do mercado

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m 2013, o setor brasileiro de transformados plásticos cresceu 1,6% em volume em relação ao ano anterior, totalizando 6,7 milhões de toneladas de produtos transformados plásticos. Em termos monetários, esse crescimento representa um aumento de 8,6% com o Valor Bruto da Produção, atingindo a marca de R$ 61,3 bilhões. Em princípio, parece uma boa notícia, mas esse crescimento foi menor do que a demanda brasileira por produtos transforma-

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dos plásticos, que cresceu 9% em 2013. “Novamente, observamos em nosso setor o aumento da demanda brasileira absorvida pelo crescimento nas importações, que cresceram 6% no mesmo período, e as importações já representam 12% do consumo brasileiro de transformados plásticos”, diz o presidente da Abiplast- Associação Brasileira da Indústria do Plástico. Maior entidade de representação da indústria plástica brasileira, a Abiplast está atenta a todas as movimentações que possam causar impactos negativos ao setor. Nesta entrevista especial à Revista Plástico Sul, Roriz faz um balanço sobre 2013 e aponta caminhos para 2014, em números, tendências em aplicações, movimentações de compra/venda e preços, segurança de máquinas e as oportunidades da Copa.

Revista Plástico Nordeste - Como pode ser avaliado o setor plástico brasileiro em 2013 e quais as perspectivas para 2014? Quais os desafios para este novo ano? José Ricardo Roriz Coelho - Em 2013 o setor brasileiro de transformados plásticos cresceu 1,6% em volume em relação ao ano anterior, totalizando 6,7 milhões de toneladas de produtos transformados plásticos. Em termos monetários, esse crescimento representa um aumento de 8,6% com o Valor Bruto da Produção, atingindo a marca de R$ 61,3 bilhões. Esse crescimento foi menor do que a demanda brasileira por produtos transformados plásticos que cresceu 9% em 2013. Novamente, observamos em nosso setor o aumento da >>>>


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PLAST VIP NE José Ricardo Roriz Coelho

demanda brasileira absorvida pelo crescimento nas importações que cresceram 6% no mesmo período, e as importações já representam 12% do consumo brasileiro de transformados plásticos. Para 2014, nossa estimativa é uma repetição dos níveis de crescimento observados em 2013, com aumento de 1,8% na produção do setor e um novo crescimento no ritmo das importações de transformados plásticos de 6%. Plástico Nordeste - Duas grandes movimentações agitaram o setor em 2013: a Videolar comprou a Innova e Braskem adquiriu a Solvay Indupa. Que alterações isso pode trazer ao mercado? Roriz Coelho - Desde que não haja reflexos negativos à competitividade do setor de transformados plásticos, a compra da Innova pela Videolar representa a tendência de consolidação desse setor, que busca ganhar escala e produtividade e tornar-se player global. Com esse movimento, temos no mercado brasileiro agora dois grandes players no fornecimento de poliestireno. O mercado de poliestireno representa 4% do total de plástico consumido no Brasil. Já a aquisição da Solvay pela Braskem gera uma preocupação maior, pois representa não só a consolidação do fornecimento do PVC no mercado brasileiro, como também a consolidação de um monopólio nacional na produção de polietilenos, polipropilenos e PVC, que tem impactos negativos na competitividade do setor na medida 8 > Plástico Nordeste >

em que essas três matérias-primas juntas representam 83% do mercado total de resinas termoplásticas e tem recebido proteção de mercado à concorrência internacional. Quando existe no mercado uma situação de monopólio é importante garantir que os preços internacionais possam servir como uma referência e balizador de preços no mercado doméstico. Plástico Nordeste - A Abiplast demonstrou preocupação em relação ao PVC, pois desde 2010 a Braskem responde por 100% da produção nacional de polietileno (PE) e polipropileno (PP) e, com a aprovação da compra da Indupa pelo Cade, se consolidará como única fornecedora local das três principais resinas usadas na transformação. O que as indústrias podem esperar neste sentido? Roriz Coelho - A Abiplast compreende a importância de se ter uma indústria petroquímica forte e consolidada, porém é fundamental que a indústria à jusante tenha condições de competitividade e de acesso a matérias-primas a preços semelhantes aos seus concorrentes internacionais. Fato é que a criação de mais um monopólio em um mercado protegido (vide a manutenção de medidas como os antidumpings para o PVC do México e EUA, que vigoram há mais de 20 anos) somente distorcerá ainda mais os preços praticados no mercado doméstico frente ao internacional, que já são aproximadamente 35% mais elevados.

Roriz destaca: outro segmento que aponta crescimento expressivo é a construção civil

Plástico Nordeste - É possível projetar quais setores estarão em alta neste 2014? Onde vale a pena o transformador investir mais fortemente? Roriz Coelho - O setor alimentício e a produção de embalagens para esse segmento sempre é o mais representativo, considerando o consumo de transformados plásticos, e as expectativas de crescimento é de 2,5% a 3,5% no consumo de plástico por essa indústria. Outro segmento expressivo é o da construção civil, que consome diversas peças e componentes de plástico e que estima crescer 3,5% a 4% em 2014. Além disso, está em discussão o Plano Nacional de Saneamento que prevê aportes de aproximadamente R$ 25 bilhões/ano. Por fim, o setor automotivo, que não espera repetir o crescimento de 2013, porém o Programa Inovar-Auto representa uma grande oportunidade para fornecedores de peças e componentes automotivos plásticos. Plástico Nordeste - Há um bom tempo a desindustrialização brasileira é um tema recorrente. O que se pode esperar sobre esta questão neste ano? Quais as movimentações em relação a isso? Roriz Coelho - O processo de desindustrialização é uma realidade do setor industrial brasileiro e o transformado plástico também é afetado nesse processo. Como vem acontecendo com a indústria de transformação brasileira de forma geral, o crescimento da demanda brasileira por produtos plásticos, que no último ano cresceu em 9%, está sendo sistematicamente absorvida por importações. O coeficiente de importação de transformados plásticos, ou seja, o percentual da demanda brasileira atendida por importações está em 12% e cresceu 20% desde 2007. Já o déficit da balança comercial de transformados plásticos aumentou 14% em 2013 em comparação com o ano anterior. Aumentar a competitividade do setor passa, necessariamente, pela garantia de acesso à matérias primas a preços competitivos, pois a situação atual dos preços de resinas


Plástico Nordeste - Comente sobre a balança comercial brasileira em 2013. Roriz Coelho - Em 2013, as exportações de transformados plásticos totalizaram US$ 1,44 bilhão, enquanto as importações atingiram a marca de US$ 3,8 bilhões de dólares. O déficit da balança comercial de transformados plásticos foi de US$ 2,36 bilhões de dólares e esse montante aumentou 5% em relação a 2012. Se observarmos desde 2007, o déficit da balança hoje está 4 vezes maior. Plástico Nordeste - O Think Plastic Brazil completou dez anos em 2013. Como a Abiplast avalia os resultados alcançados? Hoje, qual o papel da exportação na indústria plástica brasileira? Roriz Coelho - A exportação de produtos transformados plásticos, hoje, representam apenas 5% do total produzido, sendo esse índice conhecido como coeficiente de exportação. Em um estudo da Mckinsey sobre as características do setor manufatureiro no mundo (estudo de nov12), o setor de transformados plásticos, em média, tem como coeficiente de exportação de 5% até 20%, ou seja, o Brasil encontra-se no limite inferior da média mundial de exportação desse setor. Além da baixa demanda dos mercados internacionais, mais uma vez aqui incluímos que o preço da matéria prima mais alto do que o preço internacional compromete a competitividade internacional do produto transformado plástico brasileiro, colaborando para manter o baixo índice de exportação.

Preço da matériaprima compromete a competividade das exportações, aponta Roriz

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no mercado brasileiro, que são aproximadamente 35% mais altos do que os preços internacionais, aliada a uma restrição ao mercado internacional cada vez maior (antidumpings e outras medidas de defesa comercial), distorcem ainda mais o preço nacional e impactam diretamente na capacidade da indústria brasileira de transformados plásticos competir com seu produto concorrente internacional. Esperamos que neste ano o fato da consolidação do fornecimento brasileiro do PVC incite também o debate da necessidade de uma visão sistêmica de política industrial dos instrumentos de defesa comercial e que, dessa forma, políticas sejam adotadas de forma a beneficiar toda a cadeia industrial e não apenas um determinado elo da cadeia.

devem ser factíveis e de acordo com a realidade brasileira.

Plástico Nordeste - A questão da NR12, Segurança das Máquinas, preocupa os empresários. A definição de corte temporal para a adoção foi a principal bandeira da indústria em uma audiência pública realizada na Câmara Federal. A CNI estimou que o setor deverá gastar inicialmente R$ 100 bilhões para se adequar a NR 12. Como está a questão? O que pensa a Abiplast? A NR-12 é rígida demais? Roriz Coelho - A NR12 é uma norma elaborada com base em Norma Europeia (EN201/2010) e Americana (ANSI B151/2007) aplicadas para fabricantes de máquinas e não para os usuários, um contexto relativamente diferente do nosso. Isso resulta em um norma extremamente técnica de difícil entendimento e aplicação, com custos de implementação altíssimos para as empresas do setor, principalmente para as micro e pequenas, que compõem 95% do universo das empresas de transformados plásticos. A Abiplast está alinhada com a CNI e FIESP, que entregou ao MTE uma proposta para revisão da NR12 que esta sendo analisada e inclui em suas sugestões: 1) diferenciação de obrigações entre usuários e fabricantes de máquinas; 2) tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas; 3) diferenciação de obrigações para máquinas usadas e novas e; 4) Novos prazos para cumprimento dos requisitos. Para a Abiplast, discutir a segurança no trabalho é importante, mas os debates

Plástico Nordeste - Além dos feriados que anualmente impactam no ritmo da produção industrial, em 2014 temos a Copa do Mundo e Eleições. Na balança, quais os benefícios e prejuízos destes eventos à indústria plástica? Roriz Coelho - Como prejuízos com a Copa do Mundo podemos citar apenas que teremos menos dias úteis por conta dos jogos da copa e isso pode impactar nos indicadores de produção da indústria, porém são maiores as oportunidades, principalmente com o aquecimento do mercado que pode demandar transformados plásticos como copos, canecas, brinquedos/souvenirs, bandeiras e mais uma infinidade de produtos. Quanto às eleições, o prejuízo fica por conta da indefinição de propostas de política industrial e de busca por soluções de atuais entraves à competitividade, como as distorções tributárias que afetam nosso setor. Dentre elas estão a diferença entre o IPI de resinas e transformados plásticos e o tratamento tributário do produto reciclado equivalente ao da matéria-prima virgem. Plástico Nordeste - De que forma a indústria plástica aproveitará a visibilidade internacional da Copa do Mundo para sua promoção? Na prática, as manifestações populares atrapalharam/podem atrapalhar os negócios? Roriz Coelho - Especificamente para o setor plástico não existe grande prejuízo aos negócios por conta de manifestações populares. Essa é uma questão do poder público que deve conduzir muito bem esse tema para evitar um desgaste da imagem do Brasil. Quanto ao plástico, campanhas educativas durante a Copa podem ter maior impacto na população e colaborar com o incremento do consumo consciente e a reciclagem do plástico. PNE < Plástico Nordeste < 9


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Tigre-ADS

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A unidade em Marechal Deodoro vai abastecer o crescente mercado do Norte/Nordeste

Unidade vai atender Norte/Nordeste A A nova planta, com investimentos de R$ 20 milhões, consolida atuação da joint-venture para o fornecimento de tubos para as grandes obras de infraestrutura do País.

inauguração da primeira planta da Tigre-ADS no Nordeste e a segunda no País, em Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió, em Alagoas, foi uma festa para os integrantes da cadeia do plástico local. Da Braskem, que vai fornecer a matéria-prima (PVC), aos fabricantes de máquinas e equipamentos, passando pelas entidades setoriais envolvidas (FIEA, Sebrae/AL, Senai, Sinplast/AL, todos estavam animados. Mas, principalmente o Governo do Estado, que viu coroado o esforço de captação de indústrias. “É a 100ª empresa que se instala em Alagoas nos últimos

sete anos”, destacou o governador Teotônio Vilela Filho na cerimônia de lançamento. A solenidade contou com a presença de executivos da empresa, de Ewout Leeuwenburg, vice-presidente de Operações Internacionais da ADS e de Luís Roberto Ferreira, diretor-executivo de Negócios Internacionais da Tigre, além de autoridades locais. A Tigre-ADS produz e comercializa tubos de polietileno de grandes diâmetros (PEAD). A unidade em Alagoas produzirá tubos corrugados com foco nos mercados do Norte e Nordeste, e terá capacidade de produção até o final do ano de até 450 ton/mês, quando >>>> < Plástico Nordeste < 11


Tigre-ADS estiver em pleno funcionamento. A empresa investiu cerca de R$ 20 milhões na planta, que ocupará um terreno de 40 mil metros quadrados, sendo 3,8 mil de área coberta. Para atender o mercado a unidade produzirá todas as soluções de seu portfolio para infraestrutura, mineração e agricultura, com soluções para saneamento, aterros sanitários, detenção e retenção, infiltração, drenagem, e drenagem esportiva, tendo em vista uma grande oportunidade de negócios na região. José Antonio Cattani, gerente-geral da Tigre-ADS, destaca o projeto. “O Brasil passa por um momento muito importante no que se refere a obras de infraestrutura, principalmente com a proximidade de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, que terá um impacto especial sobre a região Nordeste. Desta maneira, a Tigre-ADS poderá atender com mais agilidade a um mercado que tem registrado forte demanda”, afirma.

Desenvolvimento da região

Outro fator importante para a insta-

lação da segunda unidade da Tigre-ADS é o constante desenvolvimento da economia local. “Temos observado grandes oportunidades de atender esta região, que em 2013 representou 50% do faturamento da empresa. Diferentes estudos apontam que Norte e Nordeste crescerão acima da média do Brasil em 2014”, observa o executivo. “Assim, estaremos em um local estratégico para o desenvolvimento do país, com o fornecimento da mais avançada tecnologia para grandes obras”, conclui Cattani. A cidade de Marechal Deodoro está na região Metropolitana de Maceió (AL) e tem ligação com rodovias importantes para o escoamento da produção. O local conta ainda com o Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela, com importantes indústrias químicas e infraestrutura totalmente adequada, além de uma grande área de preservação. O projeto foi desenvolvido para ter o menor impacto ambiental possível, preservando a vegetação do entorno e aproveitando a luz natural na fábrica. “Além dessas características, o governo estadual e municipal nos concedeu incen-

tivos significativos para nossa instalação, o que foi decisivo para escolhermos o local desta planta”, completa Cattani.

Presença sempre marcante no setor

Fundada em 2009, a Tigre-ADS conquistou um importante espaço no fornecimento de tubos corrugados para obras de grande porte. A empresa tem fornecido material para estádios que receberão os jogos da Copa do Mundo, como Arena Corinthians/ SP, Arena Pernambuco/PE, Arena Grêmio/RS, Arena Duna/RN e Arena Fonte Nova/BA. Firmou contratos com o Sambódromo do Rio, a Prefeitura de São Paulo, Parque Olímpico no RJ e, mais recentemente, com o Consórcio Construtor Viracopos (CCV), responsável pela ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas – SP), para a instalação do sistema de drenagemnas pistas de taxiamento e pátios de aeronaves. A companhia também está presente em obras de saneamento habitacional com a Compesa do Estado de Pernambuco e também >>>>

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Tigre-ADS

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Parte da produção da Tigre-ADS será destinada às obras de saneamento. Drenagem e outros

Governo de Alagoas teve um papel decisivo para a instalação da TigreADS no Estado

Governo teve papel decisivo

forneceu soluções de drenagem pluvial para o empreendimento da Alphaville Sergipe, em Aracaju. As soluções da Tigre-ADS também podem ser aplicadas de maneira eficiente na indústria. É o caso da BMW Group, cuja primeira fábrica em Araquari (SC) terá tubulação da empresa para o sistema de drenagem pluvial na obra. A Tigre-ADS é uma joint venture criada em 2009 pela brasileira Tigre Tubos e Conexões e pela americana ADS (Advanced Drainage Systems Inc.) para atuar na produção de tubos corrugados de Polietileno de Alta Densidade (PEAD). Atende aos mercados de infraestrutura, mineração e irrigação, com soluções para saneamento, aterros sanitários, drenagem, detenção e retenção, drenagem esportiva, e infiltração. Sua atuação é na América do Sul com fábricas em Santiago e Antofagasta – no Chile; e Rio Claro e Maceió – no Brasil. 14 > Plástico Nordeste >

TIGRE-ADS / PERFIL Fundação: 2009 Fábricas no Brasil: 2 (Rio Claro/SP e Marechal Deodoro/AL) Principais clientes: Compesa, Engemat, Sambódromo do Rio, Prefeitura de São Paulo, Alphaville, Consórcio Construtor Viracopos, BMW, entre outros. Fábricas no exterior: 2 (Chile: Antofagasta e Santiago) Total de funcionários na América do Sul: 175 Volume produzido em 2013/América do Sul: 16 mil toneladas

As ações do Governo do Estado de Alagoas foram decisivas para a implantação da nova unidade. A chegada da Tigre-ADS foi viabilizada em maio de 2012. Em dezembro do mesmo ano, o Conedes aprovou a concessão de incentivos fiscais, creditícios e locacionais para o empreendimento. Para o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, o empreendimento demonstra um avanço significativo no processo de desenvolvimento. “Trata-se de mais um resultado da política de atração de novos investimentos implantada pelo governador Teotonio Vilela Filho desde 2007. A chegada da fábrica da Tigre consolida a já exitosa Cadeia Produtiva da Química e do Plástico em nosso Estado”, afirmou o secretário Luiz Otavio Gomes. “Começaremos 2014 com a inauguração de um empreendimento de grande porte, gerando emprego, movimentando a economia. O Polo de Marechal Deodoro pode ser considerado uma referência regional e nacional do setor químico-plástico, fato que nos leva a crer que o intenso trabalho para sua reestruturação foi feito de maneira precisa”, acrescenta o secretário.

Intermediação de trabalhadores

lém do papel importante desenvol-


vido por entidade como o SEBRAE/AL e o SENAI no apoio à qualificação profissional de várias categorias, outro órgão desempenha função fundamental para a evolução do processo. Por ocasião da solenidade de inauguração, a secretária de Estado do Trabalho, Emprego e Qualificação Profissional, Stella Albuquerque fez uma interlocução com o setor de recursos humanos da empresa para a intermediação da mão de obra. Na oportunidade, também foram apresentados os serviços oferecidos pela rede SINE Alagoas. “O SINE Alagoas conta com um rico banco de dados e fazemos essa intermediação de forma gratuita. Estamos à disposição, não só da empresa Tigre, mas de todas que se instalaram e estão chegando a Maceió”, ressaltou a secretária. Presente à cerimônia, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de

SECOM AL

Governador Teotônio Vilela Filho destacou a importância da fábrica para Alagoas

Alagoas, José Carlos Lyra, destacou a aproximação do poder público com o setor empresarial como um dos grandes legados que a atual gestão de Governo deixará para os alagoanos. “Se estamos aqui, com um total de cem empresas captadas em sete anos, é sinal que todos os atores responsáveis por esse processo trabalharam de forma integrada e com foco nos resultados”, afirmou. O deputado federal por São Paulo e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Competitividade da Cadeia Produtiva do Setor Químico, Petroquímico e Plástico do Brasil, Vanderlei Siraque (PT), parabenizou o governador Teotonio Vilela Filho e o secretário Luiz Otavio Gomes pelo trabalho feito na captação de investimentos, fator que, segundo ele, é capaz de transformar a realidade em diversos locais. O presidente do Sindicato das Indús-

trias de Material Plástico e Tintas do Estado de Alagoas, Wander Lobo, estava satisfeito porque uma empresa do porto da Tigre-ADS passou a fazer parte da relação dos associados, trazendo mais credibilidade e fortalecendo a relação com o setor. O diretor de Relações Institucionais da Braskem em Alagoas, Milton Pradines, também destacou a importância de um investimento deste porte justamente no Estado onde a Braskem tem a sua maior fábrica de PVC da América. Outros executivos e autoridades de destaque presentes: Marcos Cunha, superintendente do SEBRAE/AL, Cristiano Mateus, prefeito de Marechal Deodoro, Keilor Lima, da Secom/AL, Gilvan Leite, presidente da ASSEDI, Manoel Marques, presidente da associação do Polo Aprígio Vilela, Cláudia Arruda e Flávio Costa, da Braskem. PNE

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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos

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É tempo de novidades

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Além da durabilidade e da textura, um dos elementos mais importantes na aquisição de qualquer produto, é a cor. Assim, os masterbatches, aditivos, pigmentos e compostos são itens de grande valor para os transformadores do plástico. Diante de tantas novidades já é possível avaliar 2013 e prever 2014 para o setor. Além das grandes datas festivas, os fornecedores de insumos colhem os frutos das participações em feiras, aguardam às repercussões da feira K, realizada em outubro, em Düsseldorf, assim como a Copa do Mundo no Brasil em 2014.


Novas paletas inspiram designers e gerentes de marca, proporcionando insigths para 2015. Cores harmoniosas refletem quatro tendências sociais únicas, com potencial para ter o maior impacto global. Assim, O processo evolutivo no segmento de masterbatches, aditivos e pigmentos passa por uma fase positiva. A Clariant, uma das empresas líderes mundiais em especialidades químicas, revelou seu IX Guia Anual de Previsão de Cores para a Indústria de Plásticos, o ColorForward™ 2015. A empresa apoia-se na expertise de especialistas em cores, design, marketing, polímeros e análise de tendências. A conceituada ferramenta anual elaborada pelo ColorWorks™ da Clariant define as tendências que vão atrair a atenção das pessoas e estabelecer a paleta de tons para 2015. Foi desenvolvido com exclusividade para oferecer aos designers e fabricantes do setor uma vantagem inicial ao usarem o poder da cor para influenciar e orientar as decisões de compra dos consumidores. “Como elemento natural, a cor possui o poder de transcender e traduzir influências culturais, políticas, religiosas e sociais. Como ferramenta, é capaz de comunicar emoções e histórias da forma mais sucinta possível. E, no mundo dos plásticos, a cor age como o fator ideal de promoção de marketing para direcionar as escolhas de compra dos consumidores no futuro”, comenta Judith van Vliet, Desig-

Marcos Pinhel, da Cromex, diz que o período é dedicado á reestruturação da empresa

ner do ColorWorks Europa/IMEA. As previsões de cores de ColorForward baseiam-se em intensa pesquisa sobre as mais influentes tendências sociais em todo o mundo. O processo criativo envolve apresentações aprofundadas dos centros ColorWorks em todo o mundo, onde são exploradas as tendências e influências regionais. Especialistas das principais organizações de análise de tendências do mundo e especialistas em cores de diversas indústrias de criação contribuem para o processo. Para o ColorForward 2015, especialistas em cores, design, marketing e polímeros, representando diversas disciplinas de todo o mundo, reuniram-se no novo centro ColorWorks da Clariant em West-Chicago, IL, EUA, para identificar as tendências e desenvolver cores que melhor reflitam cada uma delas. A paleta selecionada para 2015 inspira-se em quatro tendências sociais com potencial de exercer o maior impacto global no futuro próximo: Tune In Space Out, Live2Live, Redifining Eden e Raw. Quem busca informações mais detalhadas sobre ColorForward, pode encontrar no site www.colorworks.clariant. A Clariant também oferece seminários nos

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Clariant lança o ColorForward™ 2015

quatro centros ColorWorks, bem como em conferências selecionadas e nas dependências de clientes.

Cromex amplia atuação

Um dos principais players da cadeia do plástico, a Cromex produz masterbatches brancos, pretos e coloridos, especialidades, soluções voltadas para plástico de engenharia, BOPP e a linha sustentável. Em 2013 a empresa passou a atuar também na distribuição de resinas termoplásticas (Polipropilenos, Polietilenos, Poliestirenos, Especialidades, Plástico de Engenharia, Produtos para Fios e Cabos e Dióxido de Titânio) e conta com três Centros de Distribuição >>>>

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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos

Os masterbatches têm evoluído, agregando mais qualidade e aos transformados plásticos

(CDs): em São José dos Pinhais (PR), Caxias do Sul (RS) e São Paulo (SP). Marcos Pinhel, Diretor Comercial da Cromex, diz que o período tem sido de consolidação da nova estrutura. “A empresa reafirmou seus compromissos de prover ao mercado as melhores soluções em produtos e serviço, tendo investido em tecnologia, mão de obra, assim como em melhorias na estrutura. Reforçou, ainda, seu compromisso com o mercado externo. Dona de uma cultura exportadora, a Cromex, que já exporta para mais de 60 países, tem participado de diversos eventos voltados a abertura e con18 > Plástico Nordeste >

solidação de mercados externos”, afirma Os produtos são desenvolvidos pela Cromex para diversos segmentos: alimentícios, brinquedos, cosméticos, higiene pessoal e beleza, construção civil, setor automotivo, agrobusiness, entre outros, e atendem, desde as aplicações de critérios técnicos mais básicos, até as mais complexas. Entre essas aplicações estão o plástico de engenharia, e as especialidades, voltadas para os setores da construção civil, eletroeletrônica e automotivo. A empresa também tem se destacado no desenvolvimento de cores e aditivos voltados aos biopolímeros de fontes renováveis (PE Verde) e para biodegradáveis, como também na distribuição do polímero PLA, atendendo a mercados que lançam seus produtos com o apelo de sustentabilidade: atua na produção de masterbatches livres de metais pesados. Para 2014, a perspectiva da Cromex é seguir no processo de melhoria continuada em busca da excelência em produtos e serviços. “Em termos de produtos, pretendemos atuar no desenvolvimento de inovações com foco maior para a área de Não Tecidos e fibras. Os produtos voltados para a linha sustentável também

Cristal Master: nova fase aos 10 anos, inclusive com CD em Jaboatão dos Guararapes (PE)

serão foco de nossas atenções, assim como os plásticos de engenharia para masterbatches e compostos para o automotivo e produtos voltados para a Construção Civil, como geomembranas e fios e cabos”, informa Marcos Pinhel. O executivo diz que a influência dos jogos mundiais no Brasil sobre os produtos é bastante considerável. “Desenvolvemos cores e especialidades para assentos esportivos, que conferem a esses produtos propriedade como maior fixação das cores, resistência aos raios UV, entre outras especificações. Dessa forma, os produtos Cromex estão nos estádios da Copa do Mundo”. Além disso, a Cromex também está presente nos produtos de plástico que fazem parte do universo de uma Copa do Mundo – brindes, acessórios, entre outros, que vão levar as cores da bandeira.

Destaques da Cristal Master

Fundada em janeiro de 2004 em Joinville (SC), a Cristal Master comemora 10 anos em 2014, com expansão, novidades técnicas e de gestão. Com capacidade produtiva de 15.000 toneladas por ano e atuando em todo o Brasil e América Latina, através de representantes, consultores e um atendimento interno personalizado, inicia 2014 com mais uma filial localizada em Itupeva (SP). “Esta filial conta com um moderno laboratório de desenvolvimento que, somado às outras duas filiais já em operação, uma em São Leopoldo (RS) e Jaboatão dos Guararapes (PE), fará com que o prazo de entrega seja reduzido ainda mais, pois todas estas filiais possuem estoque a pronta entrega dos nossos principais produtos de linha que responde hoje por mais de 60% das nossas vendas”, ressalta a empresa. Além disso, a Cristal Master hoje possui uma completa linha de produtos, com mais de 22.000 itens desenvolvidos entre cores e aditivos para as mais diversas aplicações. Dentre os destaques estão os lançamentos dos aditivos antimicrobiano e


agente interfacial. A empresa informa que o aditivo antimicrobiano foi consolidado através de uma parceria com a empresa Kher Group. O princípio ativo do mesmo é inorgânico, atóxico e emprega nanotecnologia. Já o aditivo agente interfacial entra forte nas aplicações em que se precisam aumentar a resistência mecânica, seja em blendas, compósitos ou mesmo resinas recicladas, em extrusão de filmes, por exemplo, aumenta a resistência ao rasgo permitindo reduzir a espessura. A Cristal Master também valoriza sua forma de atuação com ênfase no atendimento, transparência e qualidade, “onde os serviços fazem a diferença”, completa.

Process Fix HP da Colorfix

Outra empresa fabricante de master e aditivos com sede no Sul tem foco no mercado nordestino: a paranaense Colorfix, busca consolidação. O diretor Francielo Fardo diz que a indústria do plástico vem se consolidando no Paraná a cada ano. O crescimento do setor é considerável e as empresas que estão no mercado apresentam experiência maior do que anos atrás. “Hoje, o investimento é em tecnologia, produtos diferenciados, desenvolvimento de novos mercados e rentabilidade. A preocupação mudou, não é mais apenas em oferecer o melhor preço e curto prazo. O que não é ruim, apenas um novo posicionamento que proporcionar a pulverização de clientes e empresas mais sólidas”, comenta. Recentemente a Colorfix lançou o Process fix HP (high performance), aditivo que age diretamente no comportamento da cristalização do plástico e resulta em uma produção mais vantajosa. Quando adicionado ao polipropileno (PP) afeta o comportamento de cristalização, resultando em grande melhoria de propriedades ótica, equilíbrio entre rigidez e impacto, tempo de ciclo, otimizando assim todo o processo. Dependo do maquinário utilizado o ganho em produtividade no mês pode chegar a 30%. A oscilação do dólar, segundo Fardo, tem sido um grande desafio, pois parte da matéria prima que utiliza é importada e isso impacta muito nos negócios. “Mesmo com o cenário da indústria oscilando, internamente a Colorfix bancou muitos dos projetos que havia

espelhado para 2013. Um dos exemplos que posso citar é o lançamento do Plano de Participação nos Resultados (PPR) para os nossos colaboradores. Outro fator importante é o investimento pesado na modernização do setor comercial da companhia, deixando-o ainda mais eficiente e melhor preparado para atender as demandas do mercado”, informa. Sobre as possibilidades do segundo semestre, ele diz que no geral o ano deve finalizar positivo. A empresa também espera bons negócios para o primeiro trimestre de 2014. “Copa do Mundo, Olimpíadas ou eventos internacionais importantes sempre são grandes oportunidades para o mercado. Geralmente nestas ocasiões é que são lançados produtos alusivos ou mesmo são produzidos em grandes escalas aqueles que tradicionalmente traduzem esses eventos”, diz Fardo.

Ecomaster: linha ecológica

Com unidades em São Paulo e Rio de Janeiro, a Ecomaster tem capacidade instalada para produção de 1600 toneladas mensais de masterbatches brancos, pretos, coloridos e aditivos para todos os processos de transformação e resinas termoplásticas. “Lançamos este ano a linha ECOlogica, aditivos e compostos que contribuem para a diminuição do impacto ambiental causado pelo descarte de produtos plásticos no meio ambiente, bem como produtos de tecnologia inovadora que agregam valor e qualidade aos produtos produzidos por nossos clientes. Ao todo são cinco produtos, Econ e Ecolex, Eco Drier , Nanox Clean® , Ecomate e o Aditivo 1145”, explica David Campos. O executivo diz que tradicionalmente, o último trimestre é muito bom para o mercado de masterbatch, já que nesta época todos os setores da indústria e comércio estão aquecidos. A meta da empresa era crescer 15% a mais neste período em relação a 2012. Ele diz que para 2013 a expectativa inicial era manter o mesmo crescimento dos últimos dois anos e mesmo com todas as turbulências do mercado nos últimos três meses, se tudo acontecer conforme previsto, esta meta será alcançada já em setembro. “Este crescimento se justifica devido a investimentos constantes em equipamentos, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos bem como >>>> < Plástico Nordeste < 19


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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos

À esquerda: David Campos diz que mesmo com cenário indefinido a previsão é crescer cerca de 30% em 2014 À direita: a ProColor adotou postura mais conservadora, mas acredita que 2014 será um bom ano

treinamento e aperfeiçoamento dos profissionais de vendas”, avalia Campos. Os produtos commodities como brancos e pretos sempre são os carros chefe nos primeiros meses do ano, itens inclusive considerados “termômetros” de mercado. Já no segundo trimestre, os aditivos especiais como absorvedores UV, dessecante, aditivo antimicrobiano e cores cítricas foram destaque, principalmente cores direcionadas ao mercado de cosméticos e UD. “Mesmo com cenário ainda indefinido devido aos aumentos consecutivos de resina, instabilidade cambial e fragilidade do mercado externo, nossa previsão é crescer 30% em vendas em 2014. A tendência é o mercado ficar um pouco mais tímido que o normal nos dois primeiros meses e crescer paulatinamente nos meses seguintes. Creio que 2014 terá desempenho melhor que 2013 devido aos eventos que acontecerão no Brasil”, afirma o executivo. Para Campos, a influência é direta, já que o masterbatch está presente 20 > Plástico Nordeste >

em todos os produtos plásticos. “Embalagens para alimento, descartáveis, produtos de higiene e beleza, produtos promocionais, brindes e brinquedos, ou seja, todos os produtos que tem relação direta com os eventos e que são feitos em plásticos usam obrigatoriamente nossos produtos”, comenta.

serão realizados no Brasil nos próximos anos, tendem a influenciar e impulsionar a economia de modo geral, o que sem dúvida irá refletir positivamente no mercado de concentrados de cores. Estamos trabalhando muito, para que possamos aproveitar as oportunidades que tais eventos trarão”, reafirma.

ProColor aposta em 2014

Ações da Cromafix e Macroplast

Ellen Carvalho, da ProColor, diz que em 2013, em razão das incertezas na economia mundial, a empresa adotou uma postura mais conservadora, porém apresentou um crescimento significativo no segundo semestre, pois está atenta à política interna e externa, que vem sendo empregada para o segmento. “No geral, em que pese as dificuldades de mercado geradas por fatores externos no início do ano corrente, estamos tendo um ano positivo”, avalia. “O desafio que se apresenta, sempre passa pela criatividade e capacidade competitiva, de modo a enfrentar a desaceleração da economia e fraco desempenho do PIB, ante o aumento do custo das matérias-primas e variação cambial”, diz Ellen. Para 2014, as expectativas são as melhores possíveis, tendo em vista a grandiosidade do evento que será realizado no Brasil, “mas, de todo modo devemos aguardar pelo resultado do PIB de 2013 e projeção de crescimento para 2014”, pondera. “Os eventos esportivos programados, que

Outro integrante da cadeia de master, a Cromafix também fortalece sua atuação e oferece masterbach de alta concentração específico para extrusão. Recentemente lançou o B-Solvex solvente para impressão flexográfica. O gerente comercial Otávio Madeira considera 2013 “ótimo com a consolidação da marca Cromafix e com balanço positivo do primeiro semestre”. Nesse período, teve destaque o produto Croma White 615 LV específico para injeção com excelente fluidez em vários tipos de compostos. Para 2014, a perspectiva é aumentar participação no mercado e lançar aditivos para a área de extrusão de resinas. A Macroplast trabalha com masterbatch, compostos e resinas coloridas.Karin Braun, diretora da Macroplast, fez referências à relativa turbulência do mercado com a oscilação do dólar e crise em alguns setores, mas para a empresa foi de crescimento. Para 2014 é esperado o mesmo desempenho de 2013 em termos de produtos e mercado. “Não se espera um con-


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Spiltag: consultoria personalizada, indicando qual coloração agrega maior valor ao produto

sumo muito além do normal por conta dos jogos da Copa do Mundo”, afirma Karin. Ela aponta como desafios “as especialidades, pois o mercado ainda está muito carente de oferta desta linha de produtos” e ressalta o papel das feiras, como Feiplastic, Plastech Brasil e Embala Nordeste. “Foram todos muito interessantes e trouxeram bastante retorno para a Macroplast”, finaliza.

Spiltag e as tendências de cores

O roxo vai brilhar em 2014, em todos os sentidos, Foi a cor eleita por estilistas como Versace, pela empresa americana Pantone e até mesmo por Michelle Obama. E, com isso, a preferência se estende a outros setores. De olho nas tendências mundiais, a Spiltag, empresa de frascos PET, acaba de lançar o Spiltag Colors. São embalagens coloridas, oferecidas em uma gama de 20 cores, dentro da linha Standard, para clientes do segmento cosmético. Com o novo serviço, a empresa de Marília visa gerar agilidade no desenvolvimento e produção de frascos coloridos. “Além de nos adequarmos com rapidez as

necessidades de cada cliente, o objetivo é sermos presentes, oferecendo para nossos parceiros um estudo completo de cores, baseado no caderno de tendências da ABIHPEC e de cada período do ano”, explica Luiz Gustavo Spila, diretor da Spiltag. Os frascos cristal e branco são os mais procurados atualmente pela indústria cosmética, porém, com o Spiltag Colors, a empresa quer prestar uma consultoria personalizada, indicando qual coloração agrega maior valor ao produto e impacta diretamente em seu público alvo. “Já verificamos que a utilização de cores pode aumentar em até 80% o reconhecimento de uma marca e que a apresentação do produto é decisiva no momento da compra. Com o Spiltag Colors vamos auxiliar na criação de embalagens desejo,contribuindo para o sucesso do nosso cliente”, afirma o executivo. Spila também enfatiza que a função da embalagem vai muito além de simplesmente proteger o produto, podendo se tornar uma eficiente ferramenta de persuasão. “Nichos como o infantil e adolescente, por exemplo, são os que mais apresentam oportunidades e diversas maneiras de serem explorados por meio das cores e formas”, avalia. Para o desenvolvimento deste novo serviço, a Spiltag investiu cerca de um ano no desenvolvimento de pesquisas, criação, desenvolvimento e treinamento de equipe de venda e aquisição de uma máquina injetora e transformadora de plástico e serigrafia. PNE < Plástico Nordeste < 21


EVENTO Recicla NE

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Feira discute potencial da reciclagem como negócio lucrativo menores de 16 anos, mesmo que acompanhados. Os profissionais do setor podem efetuar o credenciamento para visitação à feira antecipadamente pelo site www.reciclanordeste.com.br. O evento conta com o apoio do CNI (Confederação Nacional da Indústria) e FIEC (Federação da Indústria do Estado do Ceará), Governo Federal, por meio da Casa Civil, Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará).

Experiência da Dinâmica

De 23 a 25 de abril, o Centro de Eventos do Ceará vai receber especialistas em sustentabilidade, fabricantes de equipamentos e visitantes interesados em reciclagem.

A

sustentabilidade transformou-se em bandeira de vários setores produtivos e a reciclagem é um dos pilares desse processo. Por isso, o Centro de Eventos do Ceará vai receber de 23 a 25 de abril a 4ª edição do Recicla Nordeste – Feira da Indústria da Reciclagem e Transformação, com foco justamente nessa questão. Durante a feira, das 14 às 21 horas, uma extensa programação com palestras e exposições estará à disposição para mostrar que a reciclagem pode ser um bom negócio. A Feira é promovida, a partir deste ano, pela Dinâmica Eventos, responsável por todo o planejamento e execução, em parceria com o Sindiverde – CE /Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Estado do Ceará. O evento congrega produtos e serviços voltados para indústria e comércio de reciclagem e transformação, tem como objetivo principal potencializar os negócios da cadeia de reciclagem e transformação no Nordeste 22 > Plástico Nordeste >

nos segmentos de sucata metálica, plástico, papel / papelão e geração de energia. O perfil dos expositores é de indústrias fornecedoras de máquinas e equipamentos para: coleta, seleção, triagem, beneficiamento e transformação de materiais recicláveis, empresas que comercializam compram e vendem matéria-prima secundária para transformação em novos produtos, indústrias de produtos finais feitos de matéria-prima secundária, empresas prestadoras de serviço de logística, projetos e consultoria, além de bancos e organizações que realizam, promovem ou financiam projetos ligados à coleta seletiva e reciclagem sustentável. A feira terá visitação gratuita para profissionais do setor e deve reunir em média 50 marcas expositoras e três mil visitantes de todo o Brasil.

Seminário e Inscrições

Para a edição de 2014, o Recicla Nordeste terá a temática “Tecnologia e Inovação no Mercado de Transformação”, que será explorada tanto na feira como no Seminário de Reciclagem, Transformação e Meio Ambiente que ocorre paralelamente à feira com palestras e oficinas que visam contribuir com o desenvolvimento e crescimento do setor, com a preservação do meio ambiente e com o enfoque social O Recicla Nordeste 2014 é uma feira de negócios direcionada a profissionais do setor, com entrada gratuita para a área de exposição, não sendo permitida a entrada de

Há 15 anos no mercado, a Dinâmica Eventos é uma empresa completa no mercado de feiras de negócios. Para tanto, disponibiliza aos parceiros os serviços de gestão estratégica dos eventos, bem como de planejamento estratégico, assessoria, criação, divulgação, captação, organização e operacionalização, montagem e desmontagem, avaliação, e ainda a terceirização de profissionais. A empresa realiza também pesquisa de mercado para melhor viabilizar os eventos e analisar pontos estratégicos de investimento. A empresa posiciona-se com um conceito de inteligência de mercado, responsabilidade, dinamismo, atualização constante, dedicação intensa, criatividade, antecipação de fórmulas e ideias, acompanhamento dos avanços dos processos organizacionais, estímulo ao fazer sempre melhor, busca da feição profissional, da administração correta, ativa e positiva dos bens e do tempo de nossos clientes, na tentativa de produzir qualidade, atuar com personalidade e superar dia a dia as metas propostas.

Serviço

Recicla Nordeste 2012 De 23 a 25 de abril Local: Centro de Eventos do Ceará- Av. Washington Soares Horário: das 14 horas às 21 horas – Visitação gratuita Inscrições pelo site: www.reciclanordeste.com.br


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SindVerde destaca o tema do evento O tema da edição do Recicla Nordeste este ano é Tecnologia e Inovação no Mercado de Transformação. A escolha foi muito bem avaliada, explica Marcos Albuquerque, presidente do SindVerde, entidade promotora da feira. “O mercado da indústria de reciclagem carece muito de inovação e tecnologias mais avançadas. Necessitamos de máquinas e equipamentos modernos, processos de trabalho inovadores e pessoal bem treinados. Com base nesse conjunto foi idealizado o novo Recicla Nordeste, que este ano vem de cara nova, trabalhando muito o desenvolvimento sustentável”, explica o dirigente. Como objetivo de conscientizar o maior número de pessoas, o Sindicato espera este ano um público composto de industriais, servidores de empresas públicas ligadas ao meio ambiente, universidades e institutos técnicos. “De cara nova, com a nova administração, aguardamos a presença de mais de cinco mil pessoas”, projeta o dirigente. Albuquerque ressalta que a mudança de data para a realização do evento foi muito estudada. “Levou-se em consideração que no primeiro semestre sobraria mais tempo para realizarmos du-

rante o ano todas as oportunidades oferecidas pelo evento”, explica. Agente conscientizador - O Recicla Nordeste, segundo o presidente do Sindicato, tem sido o condutor de temas como Desenvolvimento do Setor de Reciclagem, Desenvolvimento Sustentável, Resgate Social de pessoas menos assistidas e Crescimento de energias renováveis. “No Ceará a população já iniciou um sentimento de responsabilidade social, dando um destino correto para seus resíduos. O Recicla tem contribuído muito para a formação de toda população nordestina. Chamamos atenção, sacudimos a população, cutucamos o povo adormecido, conscientizamos muita gente e alertamos para que o planeta seja mais bem cuidado”, ressalta Alquerque,. No entanto, o dirigente tem planos mais ambiciosos. “O que o Recicla vem realizando ainda é muito pouco para termos os nossos Transformadores e Recicladores com categoria de primeiro mundo, esse é o nosso grande objetivo”, projeta. “Estamos vendo o mundo desenvolvido com indústria de reciclagem e transformação de padrão tecnológico modernissimo, não tenho dúvida que

nos próximos cinco anos o estado do Ceará terá um super setor industrial de reciclagem e transformação”, confessa.

Participantes ativos

Albuquerque explica que a reciclagem somente se completa com um tratamento adequado da água e sua reutilização, e a utilização de energia renovável. "No Recicla deste ano faremos algumas apresentação sobre energias renováveis. Participam também do Recicla, o SENAI, o SEBRAE e as Universidades com seus respectivos órgão técnicos", diz o dirigente. Entre os expositores estão algumas das empresas e entidades com produtos e ações voltados para a reciclagem como Máquinas Romi, NZ Philpolymer, Jeyyed Moldes, OAK Ambiental, Bitten, Ultralimpo, Recicladora São José, Ecoletas Ambiental, IPC - Industria de Plastico Cearense, Sabinasi, Sindquimica, Sindembalagens, Zan Collor, Buhler Sammak, Fortcanos, Fiec-Senai, CNI, Valmart, Marquise, Sebrae, Seuma - Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente, Usifort, Coelce, Sidnenergia, GIA - Grupo Integrado de Artezãos e outros. PNE < Plástico Nordeste < 23


Mercado Rodadas de negócios fazem parte da estratégia para ampliar negócios e elevar as exportações

Think Plastic Brazil completa 10 anos

F

oi .um fato histórico: em dezembro de 2003, a partir de uma parceria da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e grandes players do setor plástico - Petrobras, centrais petroquímicas, produtores de resinas termoplásticas e transformadores -, surgiu o Export Plastic, hoje Think Plastic Brazil. A iniciativa tinha como principais atividades atrair compradores internacionais para o Brasil e levar as empresas brasileiras ao mercado externo. Este é um bom exemplo de como a parceria entre os setores público e privado pode render bons frutos, ressalta Marco Wydra, gerente executivo do Programa 24 > Plástico Nordeste >

desde 2007,. “Empresas e governo têm de andar em sintonia”, diz. “O país onde nasci, a Alemanha, sempre mostrou que o setor público é responsável por criar um ambiente interessante para o setor privado investir. Hoje vemos [no Brasil] essa vontade - e vai melhorar ainda mais.” De acordo com o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges, desde o começo o órgão foi apoiador do projeto Think Plastic Brazil. A parceria da Apex-Brasil e Instituto Nacional do Plástico (INP) tem contribuído para levar para os grandes mercados globais a qualidade e a inovação dos produtos brasileiros do setor de plástico. “As cerca de 90 empresas que participam do projeto vêm se beneficiando de

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Wydra ressalta que o mundo está ficando menor e o segredo é estar aberto às tendências

ações inovadoras de promoção comercial, de imagem e de relacionamento com compradores estrangeiros.” Borges enfatiza também o importante desenvolvimento do Programa ao logo dos anos. “Além da evolução das exportações, que passaram de 33 mil toneladas de produtos em 2004, para as cerca de 150 mil toneladas que devem ser exportadas este ano, merece destaque o desenvolvimento de produtos de qualidade e adequados às necessidades e desejos dos consumidores dos grandes mercados globais. E a indús-


tria transformadora de plástico apresenta um grande potencial para contribuir e aumentar a base exportadora do Brasil, em razão do grande número de empresas, especialmente pequenas e médias que compõem o setor”, ressalta Borges. Há mais de meio século, lá pelos anos 1960, o filósofo canadense Herbert Marshall McLuhan via um mundo cada vez mais integrado no qual as informações circulariam com imensa velocidade. Ele dizia que o mundo se transformaria numa aldeia global - e nem os aviões eram tão rápidos, tampouco a internet existia. Hoje, olhar para o que pessoas e empresas fazem mundo afora é essencial para entendermos a nós mesmos. Internacionalizar e competir são palavras de ordem que sustentam a ati-

vale não só para quem exporta, mas para o mercado nacional, “porque se uma empresa não consegue ser competitiva aqui no Brasil contra as importações, ela também não vai conseguir exportar e vice-versa”. Durante a entrevista, ele lembra das atividades do início do Programa, que começou como um braço de promoção comercial, e hoje fornece inteligência de mercado ao setor plástico brasileiro, ou “capacitação”, como ele gosta de afirmar. O executivo destaca que depois deste período, mais empresas sentem necessidade de exportar e de investir na exportação de forma continuada. “Dez anos atrás, começamos timidamente, como é natural, com ferramentas de promoção comercial, projetos comprador e vendedor; depois incluímos os ciclos de capa-

se uma empresa não consegue ser competitiva aqui no Brasil contra as importações, ela também não vai conseguir exportar e vice-versa”, explica. Ele diz que isso mostra a necessidade de capacitar e ficar antenado com o mundo. A competitividade está muito ligada à internacionalização e tudo está interligado. A exportação não é uma área de fora da empresa. Ao contrário, ela tem que estar muito bem integrada porque é uma área transversal. “Sabemos que há muitas empresas no Brasil que são grandes exportadoras, internacionalizadas, mas sabemos também que esse número tem como crescer muito ainda”, avalia Wydra O gerente da Think Plastic Brazil completa com uma projeção do programa para os próximos anos. Segundo ele,

vidade do projeto, diz Wydra. A competitividade está intimamente ligada à internacionalização, diz ele. “É questão de entender o que o mundo está demandando, o que está fazendo.” A aldeia global não poderia fazer mais sentido do que no mundo atual, em que estamos todos interligados. O segredo, então, é estar aberto às tendências, como afirma Wydra em entrevista sobre os dez anos do Think Plastic Brazil. “O mundo está ficando cada vez menor, todo mundo pode acompanhar pela internet ou em viagens de prospecção as tendências”, explica.

citação; recentemente, instalamos um departamento de Inteligência Comercial. É um trabalho bonito, porque essa trajetória mostra que houve aprendizado. Dez anos atrás, começávamos como um programa de exportação, e hoje somos um provedor de inteligência comercial. Isso porque para as empresas poderem exportar, se internacionalizar e se consolidar no exterior, elas têm de ter um apoio de inteligência”, ressalta. Marcos Wydra também comenta sobre a influência das mudanças globais nas empresas. “O ponto mais marcante, sobre o qual falamos sempre, é competitividade. Nós estamos falando para todas as empresas brasileiras que a competitividade vale tanto para a exportação quanto para o mercado nacional. Porque

sustentabilidade é outra questão para as empresas daqui em diante, pois é uma área que tem muito potencial de exploração no Brasil. “Um dos nossos próximos projetos é desenvolver um diagnóstico do setor plástico no Brasil para se chegar a diretrizes que apontam rumos que devemos tomar nesse sentido, analisando também a demanda internacional e o que ela necessita em termos de sustentabilidade, e que atendam os três pilares (os aspectos econômico, social e ambiental). Vamos analisar as leis que existem no Brasil, as que existem no mundo e chegar a diretrizes. Idealmente há uma estratégia de sustentabilidade, e isso tudo está ligado à competitividade. Investir nisso ajuda as empresas a ganhar destaque”, finaliza. PNE

Mudanças globais e competitibidade

Nesse cenário, a competitividade

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Giro NE Bahia Kimberly-Clark inaugura fábrica em Camaçari

A multinacional americana Kimberly-Clark do ramo de higiene, inaugurou recentemente unidade em Camaçari com a presença do governador da Bahia, Jaques Wagner. Com investimentos de R$ 100 milhões e perspectiva de gerar 430 empregos diretos e 1,3 mil indiretos, a fábrica da Kimberly em Camaçari fortalecerá a presença da marca na região, a primeira do Nordeste, e dará suporte à expansão da empresa. Junto à unidade, também está sendo construindo um centro de distribuição para abastecer o mercado nordestino. A Kimberly-Clark instalou-se na Bahia atraída pela cadeia produtiva em formação com a construção da nova planta da Basf, também em Camaçari, que dará origem ao primeiro Polo Acrílico da América do Sul. A fábrica da empresa alemã produzirá, em escala mundial, ácido acrílico e superabsorventes, materiais utilizados na fabricação de fraldas descartáveis, absorventes, tintas, detergentes, ceras, adesivos, entre outros produtos.

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Abiquim divulga desempenho em 2013

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo, divulgou o desempenho da indústria química brasileira em 2013 em dezembro, durante o 18º Encontro Anual da Indústria Química (ENAIQ 2013). A estimativa é de que o faturamento líquido do setor neste ano seja de US$ 162,3 bilhões, sendo que os produtos químicos de uso industrial, segmento acompanhado pela Abiquim, correspondem à maior parcela desse montante, somando US$ 72,2 bilhões. O segundo maior faturamento líquido da indústria química em 2013 foi o do segmento de produtos farmacêuticos, com a estimativa de somar US$ 26,5 bilhões. A balança comercial, entretanto, continua apresentando aumento do déficit, que chegará a US$ 32,2 bilhões neste ano.

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Bloco de Notas

Henry Goffaux assume CSMF/Abimaq

Com o intuito de se tornar o porta-voz dos fabricantes de máquinas-ferramenta e desenvolver um projeto ambicioso para recuperar a participação de mercado do setor, perdida nos últimos anos para a concorrência estrangeira, Henry Goffaux (foto) assumiu a presidência da CSMF após 34 anos de

1º Congresso Brasileiro do Plástico

A Plastech Brasil, com base no sucesso em desenvolver e organizar uma das maiores feiras setoriais do país, a partir de 2014 desdobra-se em uma nova unidade de negócios – ampliando a rede de produtos e atendimentos sob a gestão do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás). Assim, o primeiro voo alçado pela Plastech Brasil Eventos ser a realização do 1º Congresso Brasileiro do Plástico, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre (RS), entre 5 e 7 de novembro. A novidade foi apresentada em janeiro, na sede do Simplás, em Caxias do Sul (RS).] O presidente da Plastech Brasil e diretor do Simplás, Orlando Marin, destaca esta proposta. “A experiência acumulada e exitosa com a nossa própria feira nos conduziu naturalmente ao crescimento. Estamos avançando nas possibilidades do 28 > Plástico Nordeste >

permanência na entidade, conduzindo pela terceira vez a gestão nessa câmara. “Máquinas-ferramenta é parte da solução, não do problema”, foi a frase de André Romi, ao se despedir das duas gestões à frente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF), após ter recebido uma placa de agradecimento do presidente eleito para o próximo biênio, Henry Goffaux. O dirigente mostrou-se extremamente orgulhoso de ser lembrado e ressaltou a importância da câmara, que agrega fabricantes de “máquinas que fazem máquinas”, prometendo lutar ativamente em conjunto com a diretoria da entidade para restaurar a competitividade de empresas que se encontram preparadas para atender à demanda do país por máquinas-ferramenta de elevada tecnologia e qualidade. A diretoria da CSFM conta com os vice-presidentes Alfredo Griesinger, Alfredo Vergílio F. Ferrar, Celso Pavanella Carneiro,Christian Müller, Hermes Alberto Lago Filho, Johannes O. Rieger, Leopoldo Schenk, Luciano Monteiro, Marcelo Schlachter, Marco Yashiro, Newton Eduardo Masutti, Reinaldo Chinelatto e Roberto Ferraretto de Mello. que a Plastech Brasil pode oferecer, além de um grande evento de porte nacional a cada dois anos. A ideia é atuar em eventos no mercado do plástico, no Rio Grande do Sul, e também fora dele”, afirma. Um teste de qualidade para a nova iniciativa já surgiu – e foi superado com aprovação – logo na largada. Recém- -criada, a Plastech Brasil Eventos teve de superar um processo de concorrência para conquistar o posto de organizadora do Congresso Brasileiro do Plástico. Antes do evento em Porto Alegre, contudo, a unidade de negócios tem outra missão: organizar, em Caxias do Sul, o 7º Encontro Nacional de Ferramentarias (Enafer), em maio. “O diferencial será exatamente aquele consagrado pela própria Plastech Brasil enquanto feira técnica. Um produto desenvolvido e oferecido com o olhar e as expectativas do setor produtivo, desde omicro até o grande porte, conforme seus anseios e demandas”,comenta Marin.


Foco no Verde

Abiplast lança o Senaplas

Mais uma iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) ganha repercussão na cadeia do plástico n o Brasil: o lançamento recente do Selo Nacional de Plásticos Reciclados – Senaplas. A solução tem por objetivo identificar, valorizar e certificar as empresas do segmento de reciclados plásticos que atuam de acordo com os critérios socioambientais e econômicos exigidos pela Lei. O coordenador da Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos da Abiplast, Ricardo Hajaj, comenta sobre a importância da medida. “O selo vai incentivar e valorizar a formalização dos recicladores, demonstrando que há empresas e produtos adequados e de qualidade no segmento, fortalecendo a cadeia que reúne, atualmente, mais de 800 produtoras regularizadas”, ressalta. O lançamento aconteceu durante o workshop técnico “Reciclar”, em São Paulo, com a participação da gerente dos grupos de embalagens plásticas e do meio ambiente do CETEA/ Ital (Centro de Tecnologia de Embalagem), Eloísa Garcia. A indústria de reciclagem plástica reúne 815 empresas, que faturam R$ 2,394 milhões por ano. São 22.705 empregados, em um setor que para cada emprego direito gera outros 30 indiretos. Segundo Hajaj, a certificação diferencia a empresa da competição desleal, destacando aquelas que atendem aos requisitos legais. Dessa forma, os compradores ganham segurança jurídica, respaldando-se em relação à responsabilidade compartilhada que integra a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e comercial, garantindo a origem e a qualidade do produto. São elegíveis ao Selo as produtoras de matéria-prima reciclada, que comercializam resinas recuperadas e produtos transformados pelos recicladores. As empresas precisam estar legalmente constituídas (CNPJ e contrato social) e com toda a documentação e licenças em ordem. O processo de verificação será realizado pelos sindicatos estaduais e a certificação oferecida pela Abiplast, com vigência de 24 meses.

índice de reciclagem mecânica (conversão dos descartes plásticos em grânulos que podem ser reutilizados na produção de outros produtos) no Brasil é de 22%, o que coloca o país na décima colocação do ranking mundial. Atualmente, o potencial econômico desperdiçado devido ao não tratamento dos resíduos plásticos é de R$ 5,8 bilhões. Com a correta destinação, o ganho ambiental na reciclagem de plástico seria de R$ 56 por tonelada e de 78% com a redução de emissões e consumo de energia frente ao material virgem. Cerca de 41% dos plásticos reciclados são utilizados no segmento de bens de consumo semi e não duráveis (utilidades domésticas, têxtil, brinquedos, descartáveis, limpeza doméstica, calçados, acessórios, material escolar e de escritório). O restante é distribuído entre os segmentos industrial (15%), agropecuária (15%), construção civil e infraestrutura (16%) e bens de consumo duráveis (7% – automobilístico, eletroeletrônico e móveis). A indústria de reciclagem enfrenta, por outro lado, algumas questões críticas, como a informalidade, o custo do transporte e a concorrência das commodities. Entretanto, a principal delas é a tributação. O reciclador paga o mesmo tributo da matéria-prima virgem e não conta com crédito presumido. A proposta de desoneração fiscal encaminhada pela Abiplast compreende o crédito presumido no IPI para aquisição de matérias primas recicláveis e de PIS e Cofins na aquisição de reciclados. Solicita ainda a redução e isonomia do ICMS em âmbito nacional e a criação de identidade tributária para o produto reciclado. Na aquisição da matéria prima, os pontos de atenção estão na oferta, qualidade e custo.

Perspectivas do setor - A indústria de reciclagem de material plástico reúne 815 empresas, que faturam R$ 2,394 milhões por ano e empregam 22.705 funcionários. A capacidade instalada é de 1.716 toneladas, com produção anual de 1.077. De acordo com dados de 2012 do Instituto Plastivida, o < Plástico Nordeste < 29


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Agende-se para 2014 VII Plastshow – Feira e Congresso Soluções para a Indústria de Transformação de Plásticos De 7 a 10 de abril Expo Center Norte – Pavilhão Azul São Paulo - SP (Brasil) http://www.arandanet.com.br/ Recicla Nordeste De 23 a 25 de abril Centro de eventos do Ceará – Fortaleza (Brasil) www.reciclanordeste.com.br Chinaplas De 23 a 26 de abril Shangai New International Expo Centre www.chinaplasonlibe.com Argenplás 2014 - XV Exposição Internacional de Plásticos 16 a 19 de junho Costa Salguero Exhibition Center Buenos Aires - Argentina www.argenplas.com.ar/pt Embala Nordeste De 12 a 15 de agosto de 2014 Centro de Convenções de Pernambuco Recife-Olinda - PE (Brasil) www.greenfield-brm.com/ embalaweb.com.br Interplast Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico De 18 a 22 agosto Pavilhões da Expoville, Joinville - SC (Brasil) www.interplast.com.br Feiplar Composites & Feipur 2014 Feira e Congressos Internacionais de Composites, PU e Plásticos de Engenharia De 11 a 13 de novembro Expo Center Norte – Pavilhão Verde São Paulo - SP (Brasil) http://www.feiplar.com.br/


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