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Expediente

Editorial

Edição # 210

Vamos falar de problemas?

Conceitual Brasil - Jornalismo Total www.revistaplasticosul.com.br Fone: 51 3119.7148 editora@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves DRT/RS nº 12.844 Departamento Comercial: Débora Moreira Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 99941.5777) Capa: rawpixel.com/Freepik Plástico Sul é uma publicação da Conceitual Brasil - Jornalismo Total, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

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u entendo. Ninguém quer. Mas em época de eventuais balanços para projetar perspectivas se faz necessário avaliar os obstáculos que impediram um crescimento maior. Só assim se anda para frente: revendo o que ficou para trás. Mas, afinal, o que travou o desenvolvimento de importantes indústrias em 2019? Segundo as fontes desta edição que chega em suas mãos (ou seus olhos, no caso da versão digital) o que faz a indústria frear vai além do desempenho macroeconômico ou da tirania em tentar o banimento do plástico na sociedade. A estrutura está errada. O emaranhado tributário brasileiro precisa ser revisto urgentemente. A Guerra Fiscal que beneficia regiões e castiga outras, gerando desigualdade empata a competitividade nacional. E o que dizer da sonegação fiscal? O que está entre as cortinas dessa prática? Estes são apenas alguns dos muitos fatores que precisam de um olhar especial, mas certamente são os mais importantes para destravar o desenvolvimento. A Política Nacional de Resíduos Sólidos também é citada nas páginas que seguem. Como ela está atualmente na prática? É preciso dar incentivo e segurança para que os empresários revisem seus processos produtivos. Vamos desejar (e fazer a nossa parte, claro) um 2020 com muito trabalho por parte do governo para dissolver todas essas questões, e por parte das empresas, para buscar soluções criativas. Estamos sem dúvida em frente a um ano que tem grandes perspectivas de ser melhor. Mas sem termos uma agenda efetiva que pense em desenvolver a indústria, certamente não haverá crescimento. Boa leitura!

Filiada à

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas Marca Registrada:

Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 44 > Plástico > Plástico Sul Sul >>> >>>


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EspecialDistribuição Em entrevista exclusiva, Laércio Gonçalves, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast), dá o tom atual do setor e apresenta um cenário rico em oportunidades, mas com importantes obstáculos

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iversas são as pautas que influenciam diretamente a área de distribuição de resinas. Desde questões macro-econômicas nacionais e internacionais, até obstáculos internos da cadeia produtiva de transformação de plásticos, passando pelo que parece ser um dos principais desafios do setor na atualidade: o emaranhado tributário que impede o crescimento da indústria brasileira. Na entrevista abaixo, o presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast), Laércio Gonçalves, aborda estes e outros assuntos pertinentes ao mercado de distribuição. Resultados divulgados recentemente pela entidade, obtidos pelas empresas associadas, aponta que em 2019 houve um aumento total de 6% do volume comercializado em relação a 2018. Em relação as commodities (PEs + PP + PS), o volume vendido foi de 398,5 kt, resultado 6,9% superior ao obtido em 2018. Já entre os plásticos de engenharia, a demanda em 2019 foi de 51,5 kt, 5,5% acima de 2018. Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento de cerca de R$ 4 bilhões em 2018. Elas responderam por cerca de 15% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país. Plástico Sul - Quais são os resultados das pesquisas realizadas pela entidade com seus associados no que diz respeito aos dados de desempenho do setor de distribuição? Laércio Gonçalves - O volume de venda dos associados ADIRPLAST em 2019 foi de 450 kt, o que representa um aumento de 6,6% sobre 2018 e demonstra uma retomada dos negócios, embora ela se dê mais

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DIVULGAÇÃO

Um universo desafiador

em relação ao volume do que dos ganhos, já que atuamos com margens cada vez mais enxutas a cada ano, principalmente no que diz respeito ao mercado de resinas plásticas. PS - Qual a interpretação da entidade sobre tais informações? Gonçalves - No geral, esse número revela um fortalecimento do canal de distribuição de resinas plásticas no país, apesar das dificuldades ainda enfrentadas pelas empresas em nosso país, principalmente na questão tributária. A teia tributária brasileira trava a evolução de um modelo de negócios mais competitivo e justo para o país. Esse embaraçado e burocrático sistema tributário privilegia empresas que se utilizam deste modelo caótico para obter benefício próprio, competindo de maneira ilegal e influenciando de maneira inaceitável o setor de distribuição de resinas plásticas. PS - Você poderia analisar, do ponto de vista de empresário e dirigente, o desempenho da indústria e do cenário macro-econômico na atualidade, bem como seus reflexos no mercado de distribuição? Gonçalves - A indústria vive um cenário macro-econômico cada vez mais desafiador. Hoje temos players de todo o mundo competindo entre si e problemas internacionais, como o ataque à refinaria Saudita no ano passado ou mesmo a tensão entre EUA e China e, mais recentemente, entre EUA e Irã,


refletem diretamente no nosso negócio, derrubando ou aumentando preços de uma hora pra outra de acordo com a demanda de um determinado produto. Além disso, empresários do país tentam de todos as maneiras concorrer com importadores que, geralmente, se veem beneficiados por leis fiscais conturbadas e estados que competem entre si pela arrecadação sobre mercadorias que entram no país, esquecendo, no entanto, que é, de fato, a indústria local que gera empregos. PS - Quais são os principais entraves atualmente e como a entidade trabalha para auxiliar os associados nestas questões? Gonçalves - Como já mencionei, a tributação burocrática de nosso país é ainda um grande entrave e, por isso, nós da ADIRPLAST trabalhamos, juntamente com outras entidades do setor de plásticos, principalmente a ABIPLAST, no incentivo de uma reforma tributária, no nosso ponto de vista, já bem atrasada. Como fruto dessa união e trabalho em conjunto com a ABIPLAST, lançaremos, agora em 2020, uma campanha de adesão voluntária da cadeia do setor ao programa do Governo do Estado de São Paulo “Nos Conformes” – que tenta influenciar as empresas do setor à aderirem a um modelo exemplar de tributação de ICMS. PS - Ao mesmo tempo, quais as oportunidades? Gonçalves - Considerando todos os dados econômicos e a melhoria das condições de vida da população brasileira dá pra dizer com certeza que o mercado brasileiro tem um potencial enorme para os produtos plásticos e isso em si é uma oportunidade enorme, que nós do setor precisamos aproveitar. PS - Sobre o “nos conformes” do Sefaz e a assinatura do protocolo de intenção do projeto de integração da cadeia do plástico: Como a Adirplast vê esta ação e quais os diferenciais concretos que podem ser gerados? Gonçalves - Nosso objetivo é influenciar toda a cadeia a evoluir e seguir padrões éticos de tributação capazes de tornar o nosso setor mais competitivo. PS - De que forma a distribuição pode trabalhar ainda mais a economia circular em 2020? Gonçalves - Juntos, os associados ADIRPLAST são responsáveis pelo atendimento de cerca de 7.000 empresas transformadoras de plástico no país. Em média, essas são empresas familiares de micro, pequeno ou médio porte que muito pouco sabem sobre economia circular ou até mesmo sobre práticas simples de como aumentar produtividade ou evitar desperdício. E é justamente aí que entramos. Somos o canal que apresenta aos nossos clientes o que já está

sendo feito em economia circular no país e tentamos despertar nele a consciência demodelo de negócio hoje exigida pela sociedade. PS - Quais as projeções para a próxima década que inicia em 2021? Gonçalves - Já imaginamos um crescimento da distribuição oficial na participação no setor de varejo de resinas plásticas, no qual buscamos atingir o MarketShare de 60% - posição que já ocupamos anteriormente.

As empresas que não mudam tendem ao fracasso e os associados ADIRPLAST, distribuidores oficiais das principais fabricantes de plásticos do mundo, sabem disso. O cenário globalizado do mercado atual exige ações sustentáveis e elas são essenciais para a transformação dos negócios de maneira positiva. "O desenvolvimento sustentável é baseado em desenvolvimento econômico, social e proteção ambiental e sabemos que as empresas que investem em um planejamento estratégico baseado nesses pilares têm ganhado mais espaço e destaque no mercado. Por isso, lançamos, em setembro, o projeto Distribuição Sustentável, que engloba todas as ações da entidade neste sentido", conta Laercio Gonçalves, presidente da ADIRPLAST. Além do programa Distribuição Sustentável, há alguns anos as empresas associadas à ADIRPLAST já vem trabalhando com essa questão. Um dos exemplos é a Polymark Embalagens. Cláudia Savioli, diretora da companhia, conta que a premissa que direciona seus processos é base também da economia circular: "Os resíduos gerados em nosso processo servem como matéria-prima reciclada para outras empresas e segmentos e a elas são destinadas", explica. A destinação de resíduos de BOPP e plásticos em geral é um exemplo do trabalho feito pela empresa. "Os refiles e mantas descartadas são destinadas às empresas de re-granulagem e o material obtido é destinado para confecção de peças plásticas de variados segmentos", conta Savioli. Além disso, a executiva explica que, desde o papel usado em impressoras até o papelão e a madeira dos pallets são reaproveitados. Fernando Tadiotto, diretor da Petropol, também fala das ações em sua empresa: "Visamos uma futura certificação ISO 14001/SGA - Sistema de Gestão Ambiental. Para tanto, temos a preocupação em destinar os nossos resíduos para empresas homologadas e licenciadas pelos órgãos ambientais pertinentes. Além disso, estamos empenhados em reduzir a geração destes resíduos, procurando sempre alternativas com tecnologias limpas para o processamento final". Na Replas, além de ações internas, a empresa tem como meta a inclusão de materiais reciclados em seu portfólio. "Temos um programa de incentivo e estamos trabalhando para vender de 7% a 10% de reciclado", conta Marcelo Prando, diretor da empresa. Prando explica ainda que a Replas também auxilia transformadores de plástico no desenvolvimento de produtos reciclados. Por sua vez, a Fortymil, explica Ricardo Mason, diretor da empresa, participa da CNRPlas (Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos), coordenada pela ABIPLAST. "Lá debatemos e concretizamos diversas ações sobre reciclagem e economia circular. Participamos também da Plastivida, onde são implementadas várias ações sobre a imagem do Plástico e foi desenvolvido, em conjunto com a ABIPLAST, o Manual do Pellet Zero e um trabalho de monitoramento de partículas plásticas no litoral brasileiro". A Fortymil também conta com a Plastimil: "Essa é a empresa do Grupo responsável pelo braço de reciclagem. Ela desenvolve um trabalho incrível com o Mc Donalds e a economia circular pois os canudos e copos usados nos restaurantes, depois de usados, se tornam bandejas", finaliza. <<< Plástico Sul < 7


EspecialDistribuição

Termômetro do mercado

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mportante medidor de desempenho do segmento de distribuição de resinas, as empresas participantes vivem no dia a dia os desafios e oportunidades. Dois importantes players falam sobre os diferenciais, os obstáculos e os pontos positivos do atual momento vivido pela indústria.

Piramidal – Tadeo Zilli, Gerente Comercial Região Sul

“Atualmente a Piramidal conta com 10 centros de distribuição, localizados estrategicamente nos principais clusters de transformação de plástico do Brasil, que pulverizam a distribuição de nossas SOLUÇÕES em todo país. Aliado a isto, temos um amplo portfólio de resinas termoplásticas das mais conceituadas petroquímicas do mercado como Braskem, SABIC, DSM, PQS, Unigel, Advansix, Kepital, Styrolution, LyondellBasell e Toray”. Ações realizadas - “Investimentos em softwares de gestão, treinamentos técnicos e comerciais para a equipe e ampliações do portfólio, foram importantes ações que trouxeram melhorias para nossa performance. Em 2020 pretendemos capturar os investimentos feitos até 2019 na ampliação dos nossos centros de distribuição e em ferramentas de tecnologia”. Pontos principais do setor - “Existem diversos aspectos que podemos considerar relevantes e que devemos observar com atenção. Além do aumento previsto para 2020 e 2021 na oferta de polietileno vinda dos Estados Unidos, precisamos concorrer com trades e revendas autônomas, que são abastecidas de material Braskem por grandes transformadores e resinas importadas, as conseqüências desses entraves são as baixas margens na operação. Apesar desses obstáculos, existem pontos positivos que pesam mais e que são aspectos importantes para os distribuidores: confiabilidade, continuidade e qualidade na entrega dos produtos, relação transparente e de cooperação e uma política comercial clara e planejada”.

Activas - Laércio Gonçalves, CEO

“Os números de 2019 estão para ser consolidados, mas nossa expectativa gira em alcançarmos 70.000 toneladas e nossa capacidade instalada supera 100.000 toneladas/ano. O crescimento ultrapassou 10%, mas, com a grande oferta global de polietilenos, os preços tiveram queda importante e significativa gerando aumento de volume para realizar os mesmos resultados do ano anterior”. 8 > Plástico Sul >>>

Ações realizadas - “Com o cenário de super oferta de polietilenos, recuperação lenta e pequena do PIB Brasileiro, a proibição de produtos em algumas cidades do Brasil, diminuição das margens, entre outros pontos, adotamos uma estratégia de enfrentamento. Abrimos uma nova filial em Curitiba (PR) e agora são oito unidades. Partiremos para a nona nesse trimestre.Além disso citamos os novos representantes para Minas Gerais e Centro Oeste, as parcerias com clientes, desenvolvimentos, a maior opção de créditos com cartões e Fintech, logística nacional e ágil, portfólio de 11 bandeiras distribuídas, 24 produtos entre commodities e de especialidades, gestão profissionalizada e com Dashboards para atender as demandas e as mais diferenciadas necessidades para que o negócios da distribuição seja eficaz”. Planos 2020 - “Activas completa 30 anos e 2020 será um grande divisor de águas. Lançaremos um livro da nossa história que se confunde com a distribuição no Brasil. Estamos nos preparando para o século XXI com nova identidade visual, investimentos arrojados em tecnologia, Inteligencia Artificial, internet das coisas, implementação da economia circular por uso e como atuação socioambiental responsável, além de novas incorporações no portfólio”. Pontos principais do setor - “O tema de risco principal sem dúvida é a sonegação fiscal que aparentemente traz vantagens de menor preço, mas que terá consequências a frente que serão cobradas e o preço será bem alto para os que se beneficiam dessa prática. O profissionalismo e a atuação responsável social é um caminho sem volta para toda a cadeia de plásticos. Para nós esse ponto é claro e objetivo: a consolidação como um player nacional e internacional e para tanto estamos nos certificando com a norma anticorrupção e implantação do compliance. Outro ponto é a política tributária que gera a chamada guerra fiscal e que esperamos e trabalhamos efetivamente para maior competitividade de modo mais justo para todos. A globalização é uma realidade em nosso mercado e vamos ver como se encaminha as tendências mundiais como as questões EUA x China, EUA x Irã, as novas plantas que entram em operação e o caminho a ser percorrido pelas petroquímicas no Brasil”.


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DestaqueExtrusão JCOMP/FREEPIK

Na trilha da extrusão

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extrusão é o principal processo de transformação de termoplásticos no país. Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), 65% dos produtos convertidos no Brasil são via extrusoras. Há cinco tipos dentro deste processo: extrusão sopro, que ocupa 10% do mercado e consiste na extrusão de uma “mangueira” comumente chamada de parison que é inserida em um molde e com a injeção de ar comprimido em seu interior forma um produto oco. É o processo utilizado na fabricação de garrafas, garrafões, frascos para alimentos, cosméticos, produtos de limpeza e tanques automotivos; extrusão de perfil, utilizada para a fabricação de tubos, cabos revestidos, fios e mangueiras para a construção civil. Cerca de 25% do mercado de extrusão é convertido através deste tipo de processo.; extrusão de monofilamentos, para fabricação de filamentos contínuos e finos, como linhas de pesca, cerdas para escovas e vassouras e quando tramados originam produtos como cordas, cabos, redes de pesca, telas em geral, etc; extrusão de chapas utilizada para a fabricação das

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chapas e lâminas que serão insumos para a produção de embalagens termoformadas e acessórios de linha branca, como geladeiras e micro-ondas. Este tipo absorve 24% do mercado; e por fim a maior responsável pelo sucesso deste processo de transformação que é a extrusão de filmes, que corresponde a 39% de tudo que é transformado no processo e produz filmes, películas muito finas, mono e multicamadas que serão utilizados para posterior confecção de embalagens flexíveis. Exemplo de fabricantes de extrusoras que atende também o universo de filmes é a Rulli Standard, fundada em 1961 ocupando um espaço de pouco mais de 20 mil metros quadrados, fabricando peças para diversos tipos de máquinas, porém, com o firme propósito de fabricar máquinas. Em 1963, atendendo as primeiras consultas de clientes interessados da produção de plásticos, a Rulli Standard investiu em novos processos para iniciar a fabricação de equipamentos para monofilamentos e revestimentos de fios elétricos. A indústria se desenvolvia em todo o mundo e a Rulli Standard, sempre na vanguarda, incorporou uma nova tecnologia à sua linha de produtos, buscando “know-how” junto a um dos maiores fabricantes de máquinas do mundo e, 1965, passou a fabricar os primeiros equipamentos de PEBD. Hoje, após mais de quatro décadas de desenvolvimento e pesquisas, a Rulli Standard se tornou referência entre os principais transformadores da indústria plástica no mundo, oferecendo não somente os melhores equipamentos do mercado de filmes e chapas, mas também as melhores soluções para seus clientes.


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reciclagem de plásticos está cada dia mais visada pela indústria e consumidor final. Na mecânica, o processo de extrusão é uma das principais etapas para a conversão do material. Isso por que os flakes secos são alimentados em uma máquina extrusora onde são fundidos por aquecimento e levados por uma rosca sem fim a uma matriz onde são formados os filamentos contínuos (comumente chamados de “espaguetes”) que são resfriados em uma banheira com água a temperatura ambiente e são cortados em uma granuladora, formando os grânulos de material plástico reciclado que são embalados. As Recicladoras enviam a matéria-prima para as indústrias de transformação. São elas que desenvolvem os produtos em plástico que fazem parte da nossa vida e que trazem soluções inovadoras para todos os setores da indústria. Importante atuante neste segmento, a Wortex é exemplo de empresa que está sempre atenta nas demandas do setor. A companhia fabrica linhas de extrusoras para granulação de materiais termoplásticos rígidos ou flexíveis, compostos de engenharia para os mercados de filmes, injeção, sopro, chapas e rotomoldagem. Todas as linhas são customizadas para atender a necessidade especifica de cada cliente, seja sem degasagem, com uma ou duas degasagens e também sistema de cascata. A capacidade de produção varia de 60 a 3000kgs/h. Paolo De Filippis (foto), diretor geral da Wortex descreve detalhes do mercado de reciclagem e fala sobre os modelos da empresa. Revista Plástico Sul - Quais as últimas novidades tecnológicas/ aprimoramentos implantados nos modelos? Paolo De Filippis - Efetivamente a Wortex desenvolve constantemente a tecnologia de extrusão, tendo como seu fator principal a tecnologia de projeto de roscas e cilindros, que são fornecidos a toda a indústria de transformação. Como não poderia deixar de ser, o aprimoramento tecnológico tem se dado através da implantação de modernas tecnologias de eletrônica e software, acompanhando as necessidades das normas de NR10(segurança em instalações e serviços em eletricidade) NR-12 (segurança no trabalho em máquinas e equipamentos) NR-17 (ergonomia), visando a indústria 4.0. PS - De que forma estas novas tecnologias ou recursos técnicos se refletem na atividade do transformador: economia, eficiência, competitividade etc?

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Primordial para a reciclagem

De Filippis - A Wortex desde os primórdios da reciclagem tem se dedicado aos desenvolvimentos de equipamentos que visam a viabilidade do processo de reciclagem de uma forma mais econômica possível. Com a expansão do mercado e as novas políticas de reciclagem bem como a sua real e efetiva necessidade, os materiais tem se tornado mais escassos e complexos, necessitando assim de equipamentos mais flexíveis e multifacetados, ou seja, devem produzir com qualidade e economia o que se apresenta aos recicladores, seja em forma de materiais flexíveis, rígidos, multicamadas, impressos, etc. PS - Como foi o mercado para extrusão em 2019 e qual a expectativa para 2020? De Filippis - O mercado para extrusão em 2019 se apresentou fraco no primeiro semestre evoluindo para uma melhora no terceiro e quarto trimestre. A expectativa é que iniciemos o ano com o ingresso de pedidos e orçamentos já emitidos. PS - De que forma entidades e o Poder Público podem colaborar para melhor o desempenho dosetor plástico? De Filippis - Um dos maiores problemas que afligem a reciclagem é que a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos efetivamente está demorando para sair do papel. Poucas instituições privadas ou governamentais estão atentos ao desenvolvimento e criação de unidades de separação do lixo urbano que irá alimentar as Recicladoras, tornando viável a sua lucratividade e incentivando assim seu desenvolvimento. <<< Plástico Sul < 11


DestaqueExtrusão | Artigo

FREEPIK

Manutenção preventiva de extrusoras e injetoras reduz gastos

Alexandre Farhan*

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melhor maneira de elevar a durabilidade e reduzir desgastes das peças de extrusoras e injetoras é a manutenção preventiva. Esta prática aumenta a vida útil das máquinas e ao mesmo tempo mantém a operação da linha de produção com qualidade e segurança. As máquinas extrusoras e injetoras trabalham com eficiência, eficácia, e ininterruptamente, sobretudo se forem submetidas à manutenção preventiva. Esta operação pode ser realizada tal qual aquele período quando o equipamento foi comprado. Assim, se reduz acentuadamente os riscos de paradas imprevistas. Se for comparada, a manutenção preventiva apresenta um custo muito menor do que a manutenção corretiva, aquela quando é necessária a substituição de peças danificadas. Na manutenção preventiva todo o processo segue realizado da mesma maneira quando o equipamento foi adquirido, o que reduz consideravelmente o risco de paradas inesperadas. Como resultado, a manutenção preventiva apresenta um custo muito menor do que naquela situação em que é necessário trocar peças quebradas por desgaste. De fato, a manutenção preventiva vai impedir ou reduzir aquelas paradas inesperadas que atrapalham toda a programação da produção, que aumentam custos e prejudicam clientes, inclusive os deixando insatisfeitos e até irritados. Entre os cenários, além da quebra da máquina em si também estão problemas com moldes e com equipamentos comple-

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mentares que compõem a célula de trabalho. Muitas vezes, essas interrupções geram multas de grande valor previstas nos contratos de serviços. O tempo que essa máquina fica parada pode complicar mais ainda quando depende de um técnico terceirizado que nem sempre estará disponível. Hoje, a manutenção se torna cada vez mais cara e às vezes sem atenção devida que o cliente espera. Para dificultar, peças da máquina, do molde ou de alguma ferramenta podem estar indisponíveis no mercado ou não ser encontradas em estoque. Algumas máquinas da China, hoje, não dispõem de assistência técnica no Brasil, e constantemente é preciso importar componentes ou até fabricá-los por aqui. O resultado direto é a queda no lucro e perdas que podem ser significativas ao final do trabalho. Em geral, a manutenção preventiva não tem grandes segredos, basta seguir rigorosamente as instruções técnicas do fabricante contidas no manual do equipamento. O treinamento é outro aspecto a ser considerado, e não pode ser feito informalmente, especialmente de um operador para outro. Precisam ser realizados estritamente nos termos das orientações do fabricante. Quem vai determinar a frequência da manutenção é o fabricante da máquina ou do molde ou da ferramenta. Na maioria das vezes, ela é executada pelo menos uma vez por ano com base nas horas trabalhadas. Isso até mesmo para se fazer uma limpeza geral e manter as máquinas limpas e preservadas. Algumas indústrias preferem fazer a manutenção preventiva no final do ano. Um dia antes das férias coletivas, as máquinas são paradas para limpeza e há um treinamento para os operadores. A partir de procedimentos como esse, além de estabelecer ordenadamente a reciclagem do conhecimento dos colaboradores, a manutenção preventiva começa a fazer parte da cultura da empresa. Portanto, esta experiência não é um perfeccionismo excessivo, é sobretudo bom-senso e uma prática contra o desperdício e uma busca à qualidade. *Diretor da Escola LF, de cursos profissionalizantes em plásticos


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Artigo

EIGHTONESIX/FREEPIK

DIVULGAÇÃO

A embalagem é o produto

"...como ensinou o venerável sábio chinês Lao Tsé, 'mais vale acender uma vela que maldizer a escuridão'." Fábio Mestriner*

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á décadas uma questão assombra aqueles que, como eu, sabem da importância que a embalagem tem para os negócios. Nós sempre nos perguntamos por que as empresas brasileiras não percebem este valor, e por que ainda não utilizam este recurso para potencializar o desempenho do produto no mercado. Pesquisas realizadas por escolas e instituições do setor concluíram que os profissionais estão, em sua maioria, dedicados à redução de custos da embalagem, ao invés de se dedicarem a utilizá-la de forma melhor: aproveitando a contribuição que o investimento feito pela empresa neste item pode proporcionar, como por exemplo, a utilização da embalagem como ferramenta de marketing, veículo de comunicação e elo de conexão com a internet. A embalagem é uma poderosa ferramenta de competitividade que não pode mais ser utilizada apenas para carregar o produto: ela precisa ajudar a impulsionar o negócio da empresa. Não faço aqui uma crítica aos profissionais de embalagem, que muitas vezes são forçados pelas de-

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mandas de seus empregadores. O nó da questão deste artigo diz respeito ao porquê das empresas brasileiras não utilizarem todo o potencial de suas embalagens e, na maioria das vezes, nem sequer perceberem o valor que elas têm. Demorou, mas finalmente encontrei uma hipótese que pode nos levar a um entendimento melhor sobre esta questão: precisamos mudar a mentalidade que se estabeleceu nas empresas, que as fazem enxergar a embalagem apenas como um custo, um insumo de produção como os demais. Um entendimento equivocado, que faz com que as companhias entendam como produto apenas aquilo que elas fabricam, ou seja, aquilo que vai dentro da embalagem, fabricada numa outra empresa que fica longe e está cadastrada em seu departamento de compras. Eles não sabem que, para o consumidor, a embalagem e o conteúdo constituem uma única entidade indivisível, conhecida pelo nome de produto. Portanto, produto para o consumidor quer dizer embalagem e seu conteúdo, uma vez que uma coisa não existe sem a outra. É neste entendimento truncado que reside o nó da questão. Não é fácil mudar mentalidades arraigadas e, para isso, todo o setor de embalagem, as empresas e profissionais que atuam na cadeia, precisam se dedicar a mudança do “mindset” pois, como ensinou o venerável sábio chinês Lao Tsé, “mais vale acender uma vela que maldizer a escuridão”. Não adianta ficar reclamando que as empresas não dão valor para a embalagem e que estão obstinadamente dedicadas a redução de seu custo. Precisamos acender uma vela e lembrar em todas as oportunidades que, para o consumidor, o produto e a embalagem constituem uma única entidade indivisível. Além de lembrar a todos que esta entidade participa e interfere na percepção de valor que o consumidor forma sobre o produto. Quem sabe assim encontramos um ponto de partida para tentar desatar o nó. *Consultor da Ibema Papelcartão. Designer, professor do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do IMT Mauá e autor dos livros Design de Embalagem – Curso Avançado, Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático.


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EspecialParaná

Indústria cresce no estado STARLINE/FREEPIK

De acordo com os dados do IBGE, os setores da indústria de transformação que mais geraram empregos este ano foram o mecânico (1.982 novas vagas); alimentos e bebidas (1.930); metalúrgica (1.411); produtos químicos, farmacêuticos, veterinários e de perfumaria (1.358). Já os que registraram maior índice de desligamentos foram o da madeira e mobiliário (-1.401); e de material elétrico e de comunicações (-91). No geral, somando todos os setores (indústria, comércio e serviços), foram gerados 74 mil empregos no Paraná em 2019. Só em novembro, o saldo ficou em 6.712 novas vagas. Os municípios que mais contrataram este ano foram Curitiba (25.444), Maringá (5.553), São José dos Pinhais (4.062), Cascavel (3.325), Pato Branco (2.453), Londrina (1.748) e Ponta Grossa (1.718).

Construção Civil

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setor plástico no estado do Paraná sempre foi importante para a cadeia produtiva nacional. Tais resultados também fazem deste mercado um dos mais relevantes da indústria econômica no estado. O Paraná conta atualmente com 941 empresas de transformação de plásticos, correspondendo a 8,5% da participação nacional. São 23.196 empregados trabalhando para o setor. Os empresários que atuam nesse mercado estão inseridos dentro de um pano de fundo interessante que é a economia do estado. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados da Secretaria de Trabalho, do Ministério da Economia, já apontam que 2020 será um ano determinante para a recuperação do setor. Segundo a pesquisa mensal, houve crescimento de 1,6 pontos no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) em dezembro, em relação ao mês anterior, chegando a 68,9 pontos, bem acima dos 50, na área de otimismo. Decompondo o resultado, o indicador de 16 > Plástico Sul >>>

condições, relacionado aos últimos seis meses, ficou em 63,7 pontos. Enquanto o de expectativas, projeção para próximos seis meses, subiu para 71,5 pontos. Em relação aos empregos na indústria de transformação o saldo também é positivo, segundo o Caged. Mais de 8.100 vagas foram criadas em 2019 no Paraná. Porém, o valor é 26% menor do que o saldo de janeiro a novembro do ano passado, que foi de 10.943 novas contratações. Em novembro, 685 vagas foram fechadas na indústria. No comparativo com novembro de 2018, quando o saldo ficou negativo em -1.645 postos de trabalho extintos, o resultado é bem melhor. “Esta é uma situação pontual que não preocupa, um movimento normal do mercado. É quando os trabalhadores contratados no final do primeiro semestre e início do segundo, para atender à demanda de produção para o período de maior consumo, no fim do ano, são dispensados. É um comportamento sazonal que sempre impacta a empregabilidade no setor”, esclarece Evânio Felippe, economista da Fiep. No comparativo com novembro de 2018, o resultado é bem melhor.

No ano, a indústria da construção civil gerou 10 mil vagas, sendo que em novembro houve demissões e o saldo no mês fechou em -586 vagas. No ano passado, o saldo de janeiro a novembro era de 5.440 empregos gerados, sendo que novembro encerrou com saldo positivo de 286 contratações. No geral, tanto na construção civil como da indústria de transformação, o resultado no Paraná é favorável no ano. Mas a recuperação do emprego ainda esbarra numa perda de fôlego em relação ao ritmo que vinha registrando no ano passado. “O que se vê é que o crescimento da produção industrial este ano tem gerado empregos na indústria, porém, não no mesmo ritmo do ano anterior. A tendência é que vá se recuperando se o cenário de agora se mantiver em 2020. Mas esta recuperação será gradual, condicionada ao ritmo da atividade econômica, com grande expectativa da aprovação da Reforma Tributária”, conclui Felippe.

Sondagem industrial

Na pesquisa mensal, realizada com industriais do estado, a CNI revela que 65% dos empresários informaram estar operando com 70% da capacidade instalada. Quarenta e três por cento deles tem expectativa de aumento de demanda por seus produtos


nos próximos meses e 57% tem previsão de fazer investimentos no mesmo período. Com relação à geração de empregos, 67% informaram que pretendem manter seu quadro de funcionários. “Estes dados reforçam os resultados da Sondagem Industrial divulgada este mês pela Fiep, em que quase 80% dos empresários estava otimista para 2020, em função de previsão de aumento de vendas e melhorias na conjuntura econômica”, destaca o economista da Fiep.

Acesso ao crédito

Dados divulgados esta semana pelo Banco Central endossam o otimismo do industrial paranaense. Além da previsão de crescimento do PIB este ano, em torno de 1,2%, e de 2,25% para 2020, a articulação do governo para uma possível aprovação da Reforma Tributária ainda no primeiro semestre do ano que vem, sinaliza que o empresário deve realmente aumentar os investimentos. Mais de 80% deles disseram que pretendem aumentar e a prioridade será ampliar a capacidade produtiva, adquirir novos maquinários e desenvolver produtos. Apesar de 75% dos industriais afirmarem que utilizarão para isso recursos próprios, um relatório do Banco Central mostrou que houve crescimento de 7,7% na concessão de crédito no Paraná, de janeiro a outubro deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. Porém, a alta mais acentuada foi para pessoa física, 10%, e de 4% para pessoa jurídica. “Em razão do número de operações e pela facilidade na concessão de recursos pelos bancos para pessoas físicas, é natural um crescimento maior do crédito para esse público inicialmente. Já para as empresas os valores solicitados individualmente são maiores, todavia a análise é mais exigente e burocrática, tornando o processo mais lento. Além disso, as empresas ainda contam com capacidade ociosa nas suas estruturas, o que deve adiar a busca por recursos para investimento para o próximo ano”, resume o especialista em crédito da Fiep, João Baptista Guimarães.

Entraves de 2020

Os feriados e pontos facultativos nacionais de 2020 podem fazer com que a indústria do Paraná deixe de faturar até R$ 4,57 bilhões ao longo do ano. A estimativa, feita pela Federação das Indústrias do

Paraná (Fiep), leva em conta a previsão do PIB Industrial total do estado, o número de folgas que cairão em dias de semana e também as possibilidades de emendas com fins de semana. Para este ano, tomando como base o Valor da Transformação Industrial medido pelo IBGE, a Fiep estima que o PIB Industrial paranaense seja próximo de R$ 88,7 bilhões, resultando em aproximadamente R$ 352 milhões por dia útil. Como serão dez feriados nacionais em dias de semana – sem contar feriados estaduais e municipais –, as perdas alcançariam R$ 3,52 bilhões no ano. “Um único dia corresponde a praticamente 5% da produção mensal de uma indústria”, afirma o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro. “Portanto, quando essa empresa tem um dia a menos de atividade, está deixando de produzir e, consequentemente, de faturar e até de gerar impostos”, completa. Quando se consideram ainda que três dos feriados deste ano caem em terças ou quintas-feiras, possibilitando que muitas atividades sejam paralisadas por mais um dia, o valor total que a indústria paranaense deixaria de faturar pode chegar a R$ 4,57 bilhões, o que representaria mais de 5% do PIB Industrial do estado no ano. O montante é 49% maior do que a estimativa de perdas causadas pelos feriados nacionais em 2019, calculada em R$ 3,07 bilhões. Isso porque, no ano passado, foram sete feriados em dias de semana e apenas dois que permitiam emendas, totalizando nove dias, quatro a menos do que em 2020. O economista da Fiep, Evânio Felippe, explica que os valores podem variar pelo fato de que indústrias de determinados setores – como siderúrgico, petroquímico e automotivo, entre outros – nem sempre interrompem suas atividades mesmo em feriados. “Ainda assim, por questões legais, essas empresas precisam arcar com custos extras para manter a produção nos feriados, o que acaba impactando em seus resultados”, afirma. Carlos Valter acrescenta que uma solução para amenizar as consequências do excesso de dias parados é a negociação entre empresas e funcionários para a adoção de planos de compensação dos dias parados. Essa possibilidade passou a ser permitida pela Reforma Trabalhista e pode minorar as perdas. “A indústria brasileira já sofre com <<< Plástico Sul < 17


EspecialParaná custos excessivos que impactam no preço final dos produtos e comprometem sua competitividade. Especialmente neste momento em que o país ainda busca uma retomada mais intensa de sua economia, é preciso pensar em medidas que reduzam esses custos e aumentem a produtividade das empresas”, afirma o presidente da Fiep.

Economia circular

A economia circular consiste em estratégias sustentáveis para que o processo produtivo seja regenerativo e restaurativo. O conceito procura incentivar um novo formato de negócios que preserva recursos naturais, otimiza a produção e minimiza riscos. É a oposição ao modelo convencional chamado linear, que funciona com a lógica de extrair recursos, produzir bens e descartar resíduos. Para explorar o tema e apoiar as indústrias do Paraná no processo de circularidade, o Observatório Sistema Fiep lançou duas publicações inéditas no Brasil: “Elementos de Economia Circular” e as Rotas Estratégicas para a “Economia Circular 2031”. As publicações estão disponíveis no endereço www. fiepr.org.br/observatorios. “Entendida como uma proposta de preservação de valor e otimização de recursos que aproveita alternativas para a eliminação de resíduos, a economia circular converge com a missão das quatro instituições que formam o Sistema Fiep – Fiep, Sesi, Senai e IEL – de servir e fortalecer a indústria para melhorar a vida das pessoas pela via do desenvolvimento sustentável”, explica Marilia de Souza, gerente executiva do Observatório Sistema Fiep. A economia circular se destaca como uma possibilidade de transformar bens, que estão no final de sua vida útil, em recursos para outros processos produtivos, fechando ciclos em sistemas industriais e minimizando o descarte de resíduos. Ainda há algumas barreiras para sua disseminação, como custos mais elevados de transição e investimento inicial necessário, além de resistência a mudanças, com indústrias segurando-se a modelos de negócios lineares. “É preciso dar incentivo e segurança para os empresários revisarem seus processos. A economia circular pode criar mais empregos, melhorar a competitividade da indústria, promover novos produtos e modelos de negócios, conservar o capital natural e diminuir impactos ambientais”, analisa Marilia. 18 > Plástico Sul >>>

Tanto indústrias grandes e tradicionais, quanto pequenas e novas já começam a fazer uso do conceito em seus processos industriais. É o caso da Indústria Circular, uma nova empresa que traz tecnologias para reduzir impactos ambientais. A startup fornece um mapeamento e dados das indústrias parceiras em uma plataforma, por meio da qual são identificadas oportunidades de compra e venda de resíduos. “Tratar sobre economia circular é uma questão de sobrevivência a longo prazo em cenário de stress ambiental, flutuação dos preços dos materiais, flutuação do câmbio, leis ambientais mais restritivas. Por isso, apoiamos as empresas nesse processo, possibilitando que uma indústria obtenha uma receita secundária com a venda de um resíduo, enquanto outra companhia possa adquirir uma matéria-prima alternativa mais barata, reduzindo custos operacionais”, conta Joselice Abreu, sócia-fundadora na Indústria Circular. A Klabin, maior produtora e exportadora de papéis para embalagens do país, também já tem projetos de circularidade. Entre eles, há o “Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis”, realizado no Paraná. O programa incentiva a agricultura familiar e auxilia pequenos produtores rurais dos municípios de Ortigueira, Imbaú, Telêmaco Borba e Reserva em todas as etapas de produção, desde a obtenção do Cadastro Ambiental Rural (CAR) até a comercialização da produção nos mercados locais, passando pela diversificação da propriedade e incentivo ao associativismo/cooperativismo. “A unidade da Klabin em Ortigueira tem um processo produtivo que gera resíduos industriais. Estes passam por um processo de compostagem, tornando-se adubo. Este adubo é distribuído para os agricultores que participam do programa, aumentando a qualidade e produtividade dos alimentos. Por fim, estes frutos, hortaliças e vegetais retornam para a fábrica da Klabin para serem consumidos no restaurante da planta”, explica Uilson Paiva, gerente de Responsabilidade Social e Relações com a Comunidade da Klabin. Estes alimentos também são destinados ao Parque Ecológico mantido pela empresa, assim como o adubo pode ser utilizados nas florestas plantadas.


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Indústria

ABRINQ analisa cenário interno favorável para crescimento sustentável da indústria do brinquedo Consenso na feira do brinquedo de Hong Kong este mês, baratear o produto é uma das metas da ABRINQ – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, segundo o presidente Synésio Costa, que vê o ano começar com boas perspectivas para o mercado

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o exterior, centenas de fábricas estão concentrando energia no mercado interno chinês, que em 2015 era de US$ 5 bilhões e ano passado fechou em US$ 9 bilhões, de acordo com o presidente da ABRINQ. “Por conta das leis trabalhistas mais brandas, entre outras facilidades, o Vietnã já tem 35 grandes fábricas de brinquedos, onde um operário trabalha mais que aqui por US$ 170 sem custo adicional”, constata. O cenário no Brasil, que não tem a população de uma China, no entanto, também caminha favoravelmente, na análise do presidente da entidade. Synésio enumera as variáveis a partir de medidas governamentais: 1. O governo está removendo entraves no ambiente de negócios. 2. Temos a menor taxa Selic dos últimos anos. 3. BNDES, Caixa e BB estão estendendo financiamento para produtos e fábricas com novas taxas de juros. 4. Nosso volume de reservas em dólar é grade e, como não vamos gastá-lo de uma vez, o dólar deve ficar comportado. 5. Governo não sinaliza desvalorizar o Real como fez o governo chinês. 6. Redução do preço do gás está chegando às fábricas, e a energia elétrica se não baixar pelo menos não deve subir. 7. os leilões previstos para obras de infraestrutura serão capazes de impulsionar a economia. 8. Estamos atuando para ampliação do prazo de recolhimento de tributos para 90 dias, isso significará economia e injeção de competitividade ao brinquedo. Pelo lado do consumo, o presidente da ABRINQ aponta uma melhora efetiva das compras por família, evidenciando aumento per capita no ano passado. O celular pode estressar o mercado, mas não toma espaço do brinquedo – ao contrário, convivem com o uso dos aplicativos. Já a indústria nacional entende que o brinquedo, que utiliza muito plástico em sua matéria-prima, tem que ficar mais em conta, e está buscando eficiência nos processos, sistemas e novos maquinários. São bandeiras da ABRINQ uma cruzada contra a concorrência desleal em todas as suas formas, a ampliação do prazo de recolhimento de tributos

estaduais e federais, a centralização das importações de brinquedos em cinco portos, o aumento das apreensões de brinquedos falsificados e cópias e um programa de valorização do ato de brincar.

ABRIN 2020

Brinquedo faz um mundo melhor, e todo este universo lúdico – que conecta expositores, compradores e visitantes profissionais em torno de 1.500 lançamentos da indústria de brinquedos – tem nome e data para começar: ABRIN 2020 – Feira Internacional de Brinquedos, de 8 a 11 e março no Expo Center Norte. Com 135 expositores de brinquedos distribuídos em 30 mil m2 (área 22% maior que a edição do ano passado), a ABRIN 2020 traz como novidade a abertura num domingo, fato que vai favorecer ainda mais a visita de pequenos lojistas, que não precisam parar o comércio durante a semana. Maior feira de brinquedos da América Latina, principal encontro anual do setor e plataforma de lançamentos da indústria de brinquedos, a ABRIN 2020 movimenta os negócios do varejo para o ano todo e cumpre seu papel de colaborar para que os lojistas acompanhem as constantes transformações no comportamento dos consumidores para melhorarem seus resultados.

Rodadas de Negócios

Além do expressivo volume de negócios realizado nos estandes durante o evento, a ABRIN ainda oferece gratuitamente aos expositores as Rodadas de Negócios, que traduzem em mais oportunidades comerciais aos participantes. Em reuniões agendadas de acordo com os produtos de interesses dos compradores cadastrados, os encontros com as marcas expositoras acontecem num ambiente reservado e exclusivo, fora dos estandes, onde as negociações se realizam de forma mais pessoal e objetiva. O contato direto das duas pontas da cadeia potencializa as vendas e favorece a abertura de novos mercados, sem qualquer custo adicional para os expositores participantes.

Experiências e Conhecimento

As mudanças constantes no comportamento de compra do consumidor exigem que os lojistas se mantenham conectados com as tendências que


movem o varejo e se atualizem constantemente. A ABRIN 2020 também tem o propósito de oferecer experiências e conhecimento voltados às novas técnicas para modernizar as lojas, melhorar o atendimento aos clientes e aumentar as vendas.

Confira as atividades já confirmadas

• ABRIN TALKS - As palestras gratuitas e interativas trazem temas atuais e relevantes para o varejo, como visual merchandising, tecnologia do varejo, inovação, comportamento de compra e muitos outros, que ajudam os lojistas a atender melhor os novos consumidores. • Arruma Loja - Um ambiente de soluções práticas para organizar uma loja de brinquedos a partir de técnicas de visual merchandising e de distribuição estratégica de produtos. Estas técnicas resultam em uma experiência mais atrativa para o consumidor e, consequentemente, aumento das vendas. No local, especialistas em visual merchandising ajudam os lojistas a aproveitar melhor todo o potencial do seu negócio por meio de oficinas práticas e rápidas, e oferecem conteúdo especializado sobre vitrines, disposição de produtos e atrativos que geram mais vendas.

• Game Show - Sucesso criado ano passado, o espaço é exclusivo e dedicado a um mercado em ascensão e que vem conquistando adeptos de todas as idades, os jogos de tabuleiro. • Brinquedotech - Área de demonstração e experimentação de produtos e lançamentos de brinquedos com tecnologia embarcada, realidade virtual, robôs e eletrônicos. • Hora do Show - Uma atração especial com desfiles de fantasias e personagens representados pelos produtos da feira, repleta de momentos de interação com os lojistas e os visitantes. • Lounge Influencers - Os principais Influencers de brinquedos ganharão um “quartel general” para organizar a cobertura da feira, a interação com os expositores e o engajamento do público. • Arena Inovação - Startups com soluções inovadoras para o processo de criação e fabricação de brinquedos.

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Balanço

PRESSFOTO/FREEPIK

Importações de produtos químicos até novembro somam US$ 41,1 bi com compras de 43,8 milhões de toneladas

Volume importado no ano deverá superar 47,5 milhões de toneladas, novo recorde

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Brasil importou US$ 3,5 bilhões em produtos químicos no mês de novembro. O valor representa uma redução de 17,6% em relação a outubro deste ano e de 14,1% na comparação com novembro de 2018. No acumulado do ano, por sua vez, as compras externas de produtos químicos somam US$ 41,1 bilhões, aumento de 3% frente ao mesmo período do ano passado. Em termos de quantidades, as movimentações que superaram 43,8 milhões de toneladas, até novembro, significaram um aumento de 7% na comparação com o mesmo período de 2018. Os elevados níveis de aquisições farão de 2019, com projeção de mais de 47,5 milhões de toneladas, o terceiro ano em que se terá batido consecutivamente o recorde em volumes de compras externas de produtos químicos (anteriores eram de 45,2 milhões de toneladas em 2018 e de 43,1 milhões de toneladas em 2017), sobretudo em intermediários para fertilizantes, produtos que possuem plenas condições técnicas e econômicas de serem fabricados no País. As exportações, de US$ 931,8 milhões, em novembro, foram 9% inferiores na comparação com outubro e 20,8% em relação ao mesmo mês de 2018. Entre janeiro e novembro deste ano, as vendas para o exterior totalizaram US$ 11,6 bilhões, recuo de 6,8% frente ao registrado em igual período do ano passado. As resinas termoplásticas, com vendas de US$ 1,7 bilhão, foram os produtos químicos mais exportados pelo País, apesar de uma queda de 11,2% de janeiro a novembro de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. O déficit na balança comercial de produtos químicos, no acumulado do ano, chegou a US$ 29,5 bilhões, 7,4% acima daquele registrado em igual período de 2018. Nos últimos 12 meses (dezembro de 2018 a novembro deste ano), o déficit de US$ 31,8 bilhões somente é inferior àquele do ano de 2013, então de US$ 32 bilhões. “Pelo terceiro ano seguido, o volume das importações será recorde. As aquisições de mercadorias estrangerias deverão superar 47,5 milhões de toneladas em 2019, com uma participação, também recorde, de 42% de todo o consumo nacional de produtos químicos. Em um cenário como esse, se faz ainda mais crucial uma agenda de competitividade com entregas rápidas para a melhoria sistêmica do ambiente de negócios. Tanto o presente quanto o futuro de toda a indústria brasileira, especialmente a química, estão em pauta e é exatamente por isso que o setor químico defende um processo de inserção internacional amparado em negociações com parceiros estratégicos, avaliação de impacto econômico e regulatório, dialogado, transparente e condicionado à redução progressiva do Custo Brasil”, destaca Denise Naranjo, diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim.


Inovação

• Parceria estratégica para desenvolver uma tecnologia disruptiva até à maturidade de mercado; • Planta piloto será alocada para o site da Evonik em Hanau; • Novo processo preserva recursos e reduz custos de investimento. Fluidos descongelantes para aviões com base em propilenoglicol desempenham função importante na segurança, continuidade e pontualidade das viagens aéreas em condições climáticas severas As empresas Dow e Evonik firmaram parceria tecnológica exclusiva com a finalidade de desenvolver um método exclusivo para a síntese direta de propilenoglicol (PG) de propileno e peróxido de hidrogênio até à sua maturidade de mercado. A base do método denominado HYPROSYN™ foi criada nos últimos anos por um time de mais de 100 colaboradores da Evonik. O elemento crucial é um sistema catalítico desenvolvido pelos pesquisadores da Evonik que permite a síntese direta do PG de propileno e peróxido de hidrogênio, em um processo que se destaca por um alto rendimento e um consumo de energia comparativamente baixo. Cerca de 1,9 milhão de toneladas de propilenoglicol foi consumido no mundo em 2018. A substância é empregada na produção de resinas de poliéster ou como agente descongelante. É também um importante aditivo alimentar e serve como umectante e cossurfactante em muitos produtos no mercado de cuidados pessoais e do lar. “Estamos muito satisfeitos com a cooperação com a Dow a fim de levar o HYPROSYN™ ao estágio de maturidade de mercado. A Dow é de longe a maior produtora de PG do mundo e é líder no campo da ciência de materiais. A experiência técnica e de mercado da Dow será inestimável no desenvolvimento dessa tecnologia”, afirma Michael Träxler, responsável pela linha de negócios Active Oxygens da Evonik. Até o final de 2020, uma planta piloto será erguida no site de Hanau da Evonik, seguida de implementação em larga escala nos próximos anos. “Acreditamos que a nova tecnologia de síntese direta HYPROSYN™ possibilitará uma alternativa mais competitiva para a produção de PG com um melhor perfil ambiental e nos permitirá mais flexibilidade no atendimento das necessidades dos nossos

clientes”, disse Andrew Jones, diretor global de negócios para óxido de propileno, propilenoglicol, cloro-álcali e vinil na Dow. A Dow é o único produtor global de PG com cinco unidades de produção localizadas em quatro continentes. No processo tradicional, o óxido de propileno (PO) é convertido em PG mediante o uso de água. A tecnologia HYPROSYN™ oferece diversas vantagens em relação a esse processo: • O novo processo consome significativamente menos energia ao mesmo tempo em que oferece um rendimento nitidamente mais alto; • O processo HYPROSYN™ combina todas as etapas de reação em um único reator, eliminando a necessidade de investir em uma unidade de PO. As plantas de PG existentes podem ser adaptadas com facilidade; • Somente peróxido de hidrogênio e propileno são processados como insumo, o que aumenta a flexibilidade e reduz os custos totais do investimento. “Além das potenciais receitas provenientes de licenças, essa parceria também demonstra como criamos novas áreas de aplicação para o peróxido de hidrogênio, além de nos posicionar como fornecedor preferencial”, acrescentou Träxler. Em anos recentes, o H2O2 se estabeleceu como importante agente oxidante na síntese química – especialmente em resultado do processo HPPO para a produção de óxido de propileno. “Estamos animados por colaborar com a Evonik para colocar essa nova tecnologia inovadora e sustentável no mercado. Acreditamos que seja um desenvolvimento importante em apoio à crescente demanda dos nossos clientes de PG no mundo inteiro”, diz Jones. A Evonik é uma das maiores fabricantes mundiais de peróxido de hidrogênio, uma das duas matérias-primas usadas no processo HYPROSYN™. As 13 unidades de produção da empresa, localizadas em diversas partes do mundo e com uma capacidade anual de 950.000 toneladas, asseguram um abastecimento ideal de peróxido de hidrogênio (H2O2).

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Evonik e Dow desenvolvem síntese direta em escala industrial de propilenoglicol de propileno e peróxido de hidrogênio

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Foco

no Verde

Acrílico ecológico tem ganhado espaço no mercado e mostrado que logística reversa funciona

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DIVULGAÇÃO

I

magine que todo mundo usa o que compra por um longo período de tempo e que, quando resolve descartar esse produto, por diferentes motivos, ele pode servir como matéria-prima para produção de outro produto novo. Nada de novo nessa prática, não é mesmo? Lógica que move a economia e a logística reversa, não fosse por um entrave: na prática ela não tem funcionado. Mas tem um setor que merece destaque - o de acrílicos. Por lá, a recuperação e o reaproveitamento de sucatas são realidade, assim como as chapas ecológicas - produto final do reaproveitamento de sobras industriais. "Por ser um plástico com maior valor agregado, o acrílico não é descartado facilmente. Tenho clientes para os quais fiz cadeiras há mais de 12 anos que uma vez ou outra aparecem pedindo para polir o material. Claro que, a valorização também tem um lado ruim, pois o produto acaba sendo menos utilizado em tempos difíceis, mas o acrílico não é descartável, muito longe disso", explica Marcos Rodrigues, diretor da Sheet Cril. Neste sentido, lembra João Orlando Vian, consultor executivo do INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico) não se pode confundir o plástico de uso único - descartável - com o acrílico, que é o material plástico que menos se descarta, principalmente por conta de sua valorização. "Só para se ter uma ideia, o preço pago pelo mercado por um quilo de sucata de acrílico é de em média 1 dólar. E vale ressaltar que para se fazer um quilo de chapa ecológica é preciso dois quilos de sucata, já que processo envolve perdas durante refino", ressalta Gonçalves. A Sheet Cril, que fica em Arealva, interior de São Paulo, é hoje a maior recicladora de acrílico do país. Por lá, são recicladas por ano cerca de 800 toneladas de acrílico, que após processadas resultam em cerca de 400 toneladas de chapas ecológicas. Considerando todo o país, que atualmente conta com nove empresas recicladoras de acrílico, de 100 a 120 toneladas de chapas acrílicas por mês são reaproveitadas. "Esse número pode variar bastante dependendo do merca-

do, mas, no geral, a maior dificuldade das empresas deste segmento é mesmo encontrar sucata. Não há sobra pra que você consiga atender uma maior demanda. Lembrando que a maior parte do material com que trabalhamos são sobras industriais", afirma Marcos. Ao contrário do que acontece normalmente no mercado, em que os produtos ecológicos são mais caros que suas versões padrões, no mercado de acrílico, as chapas recicladas vão para o mercado com um valor em torno de 20% mais baixo que as chapas originais. A preferência por chapas coloridas é maior entre os compradores de chapas ecológicas do que entre os compradores de chapas virgens. Enquanto no segmento ecológico as chapas coloridas movimentam 40% das vendas, no de chapas transparentes ou cristais respondem por cerca de 20% das vendas. Por outro lado, como acontece no mercado de chapas acrílicas no país, o segmento de comunicação visual também é o que mais consome acrílico ecológico. Responde por cerca de 70% da demanda. E as vantagens oferecidas não deixam por menos: elas são mais facilmente moldadas e possuem durabilidade muito similar a de uma chapa virgem, ressalta o diretor da Sheet Cril. "Temos testado aqui na empresa também, com bastante sucesso, a produção de luminosos e letras caixas feitas inteiramente em acrílico, sem fundo misto, que, graças à adição de um protetor solar podem ser usadas mesmo em ambientes externos".

Novo player

De olho neste mercado, a Castcril, maior produtora de chapas acrílicas do país, desenvolveu uma chapa de acrílico ecológica que promete superar as ofertadas atualmen-

te. "Desenvolvemos uma matéria-prima de alta qualidade, feita para atender especialmente grandes empresas. Nosso objetivo é quebrar o paradigma de que o acrílico reciclado deve ser aplicado apenas em projetos que visam redução de custo e baixa exigência de qualidade", explica William Oliveira, diretor da empresa. O novo produto será lançado no início de 2020, que há um ano já trabalha com a reciclagem do acrílico. Ainda segundo Oliveira, o baixo reaproveitamento de materiais plásticos hoje no país se deve a falta de educação ambiental e de políticas públicas que incentivem a reciclagem. Neste sentido, ressalta ele, o acrílico é um plástico sem igual, 100% reciclável, mas vale lembrar que mesmo ele sofre com a falta de políticas públicas que incentivem o uso e a comercialização de materiais reciclados. Apesar da maior oferta do produto no mercado, executivo do INDAC alerta para a importância de ficar atento à qualidade do produto e critérios de reciclagem adotados pela empresa. No caso das chapas, vale conferir os aspectos visuais da superfície, além das resistências química e mecânica, que precisam ser comparáveis a do produto original.

Processo

Diferentemente de outros plásticos, o acrílico é reciclado quimicamente e, no processo, não é preciso que matéria-prima nova seja adicionada à sucata para reciclagem. Aliás, bom ressaltar que a reciclagem do acrílico não aceita mistura, do contrário, pode haver a contaminação do produto – MMA ou metacrilato de metila. De forma resumida, a reciclagem do acrílico é feita da seguinte forma: primeiro há a separação e limpeza da sucata de chapas acrílicas que serão trituradas e fundidas. Os gases resultantes desta queima são volatilizados e transformados para o estado líquido e consequentemente decantados. Os resíduos derivados do processo de fundição são encaminhados para utilização como fonte de energia em altos fornos. E, assim, tudo vai ganhando um fim na cadeia, sem sobrar e poluir. Já o MMA purificado é reutilizado na fabricação das chapas acrílicas ecológicas.


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s Removedores de Rótulos STADLER são um ativo valioso para as plantas de triagem de garrafas plásticas, onde podem aumentar significativamente as taxas de produção e pureza. O plástico tornou-se uma característica indispensável da vida moderna e possui muitas qualidades redentoras: é flexível e forte, além de leve; pode ser usado no lugar de recursos naturais, como marfim ou madeira, e é muito bom para manter os alimentos frescos, apenas para citar alguns exemplos. No entanto, sua durabilidade significa que ele não se decompõe facilmente quando é descartado, de modo que os resíduos de plástico se acumulam em aterros sanitários e inundam nossos oceanos. O uso responsável do plástico e a sua reintrodução no ciclo de produção no final de sua vida útil através da reciclagem tornaram-se uma necessidade para resolver esse problema de maneira eficaz. A STADLER está constantemente buscando maneiras de maximizar a eficiência do processo de reciclagem e a qualidade da produção, investindo anualmente 5% de sua receita em pesquisa e desenvolvimento. A empresa viu uma oportunidade para melhorar o processo de garrafas plásticas e desenvolveu uma solução específica para remover os rótulos. Rok Mežič, chefe de R&D da Eslovênia, que liderou o processo de desenvolvimento desta máquina, explica: “As garrafas compõem uma grande proporção de resíduos de plástico e apresentam um problema específico para a indústria de reciclagem: as etiquetas são feitas de um polímero e de cor diferentes que as garrafas, o que afeta negativamente a precisão do processo de classificação. Na STADLER, vimos a necessidade de resolver esse problema e desenvolvemos um Removedor de Rótulos para remover as etiquetas automaticamente no início do processo, a fim de obter uma classificação de alta qualidade e boas taxas de pureza”. O poderoso Removedor de Rótulos STADLER remove etiquetas de garrafas de

RACOOL_STUDIO/FREEPIK

Classificação de garrafas de plástico de alta qualidade com o Removedor de Rótulos STADLER

todos os tipos, atingindo um padrão de qualidade de até 80% das etiquetas removidas. Ele processa um fluxo de massa de até nove toneladas por hora - dependendo do tamanho das partículas e da composição do material. A construção geral robusta do Removedor de Rótulos STADLER e a resistência extremamente alta a impurezas e materiais problemáticos resultam em excelente durabilidade e significam que ele proporcionará um alto desempenho consistente ao longo de seu longo ciclo de vida. É equipado com lâminas de aço de alta resistência que são fixadas ao rotor em uma extremidade para que possam oscilar livremente e na parede interna da caixa na outra. Os recursos de qualidade da máquina incluem o rotor com braços rotativos, o acionamento por correia com polia tensora, o motor e a caixa de engrenagens de qualidade da SEW, as portas de manutenção com trava de segurança e o quadro elétrico com inversor de frequência e velocidade ajustável do rotor - de 20

a 60 Hz (80 a 240 rpm). O teste é um elemento essencial do processo de desenvolvimento de produtos da STADLER. Testar a máquina em diferentes usinas de reciclagem permite que a empresa integre o feedback dos clientes e identifique áreas de melhoria ou ajustes para otimizar seu desempenho. O Removedor de Rótulos STADLER foi testado nos Estados Unidos, Romênia e em duas plantas de reciclagem na Alemanha. Os clientes envolvidos ficaram impressionados com a diferença feita por esta máquina em seu processo - tanto que todos compraram a máquina após a conclusão dos testes. A STADLER está sempre antecipando a evolução do setor de reciclagem, desenvolvendo produtos para atender às novas necessidades do mercado e aprimorando constantemente seus processos para atender aos requisitos de mudança de seus clientes - e, ao fazer isso, contribui para abordar a questão global dos resíduos de plástico. <<< Plástico Sul < 25


Anunciantes

Foco

no Verde

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PICPlast leva crianças do projeto Embaixadores do Esportes para Estação Plástico Transforma

Braskem / Página 5 Bühler / Página 17 Inbra / Página 18 LS Mtron / Página 10 Replas / Página 19 Rosciltec / Página 15 Rulli / Página 9 Sepro / Página 28 Telas MM / Página 22 Wefem / Página 13 Wortex / Página 2

Fique por dentro das nossas Redes Sociais: Facebook - @plasticosul Twitter - @plasticosul Instagram - @plasticosul YouTube - TVplasticoSul Acessa lá. 26 > Plástico Sul >>>

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onhecer as etapas do processo de reciclagem dos materiais plásticos de forma leve e divertida, essa foi a experiência vivida pelas crianças do projeto Embaixadores do Esporte na visita à Estação Plástico Transforma, atividade instalada no parque temático KidZania. A iniciativa fez parte da 2ª edição de 2019 do KidZania para Todos, evento que recebe instituições apoiadas pelas marcas patrocinadoras das atividades no espaço, realizado no último dia 17 de dezembro, em São Paulo. A Estação Plástico Transforma é uma realização do Movimento Plástico Transforma, promovido pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, PICPlast. Meninos e meninas com idades entre 6 e 10 anos acompanharam os principais processos da reciclagem, representados de forma lúdica na atividade. O cenário colorido encantou as crianças, que acompanharam curiosos e interagiram com etapas como: separação manual dos tipos de resíduos plásticos na esteira, passagem pelo moinho, separação por densidade, secagem, chegada do material na extrusora e, posteriormente, na injetora. Ao fim do ciclo, as crianças percebem que o resíduo plástico foi reciclado e transformado em óculos coloridos que elas puderam levar para casa. Além dos óculos, as crianças também ganharam vasos autoirrigáveis, produzidos a partir de material plástico reciclado. Cerca de 700 crianças de outras

instituições, que estiveram no parque neste dia, também receberam os vasinhos. A realização dessa ação reforça a proposta de despertar a consciência dos pequenos cidadãos em torno da sustentabilidade. Após aprenderem sobre a reciclagem do plástico, todas as crianças puderam aproveitas as demais atrações do KidZania, que exploram cerca de 50 profissões diferentes. Manuela Victoria de Oliveira Andrade, de 7 anos, saiu entusiasmada da atividade. “Achei incrível, porque eu descobri que podemos fazer várias coisas com o plástico que, para mim, não era possível”. A orientadora Flavia Molla, responsável pelas crianças do projeto Embaixadores do Esporte, ressalta a importância deste dia. “Foi um aprendizado único, sei que tudo que elas viveram aqui servirá como uma sementinha para o futuro destas crianças”. “É muito gratificante dar oportunidade para mais crianças visitarem a Estação Plástico Transforma, temos certeza de que esta será uma experiência para toda a vida”, afirma Mariana Cardoso, coordenadora do Movimento Plástico Transforma. “É inspirador vê-los interagindo com conceitos que eles conheciam só na teoria. Esperamos que eles se tornem multiplicadores e possam estimular amigos e familiares a desenvolverem hábitos sustentáveis”, diz Simone Carvalho, também coordenadora do Movimento Plástico Transforma. 1ª edição do KidZania para Todos – Esta não é a primeira vez que o Movimento Plástico Transforma leva instituições parceiras para conhecer a Estação Plástico Transforma. Em março de 2019, cerca de 40 crianças que fazem parte do projeto Seci Social, da ONG Azo, no ABC Paulista, também puderam conhecer a atividade que gera consciência ambiental nestes pequenos cidadãos.


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