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“A verdade e a toga”

Discurso de Posse do Desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa na Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, em sessão solene realizada no Teatro Amazonas, em 4.7.2012.

Dom Luiz Soares de Vieira, Excelência Reveren­ díssima, homem de fé e elevada misericórdia, a quem saúdo, invocando desde logo sua proteção e suas bênçãos. Este Teatro, o majestoso Teatro Amazonas, espécie de relicário de nossas tradições, rememora e abriga inumeráveis realizações da beleza. Assim, invoquemos logo a beleza, que já foi chamada de irmã gêmea e de esplendor da verdade e, portanto, como categoria de ordem espiritual, é íntima da Justiça. Esta cúpula, que recebe a luz do dia antes de nós, logo nos recorda que toda manhã que Deus concede à Terra é intensamente povoada de esperanças. Toda luz que nasce, ou renasce, quer um dia perfeito. Um dia assim é uma reunião de claridades vitoriosas. Então aqui estais vós, cada um contribuindo com sua própria luz para a luminosidade desta hora. Aqui estou eu, aquele que almeja ser uma renovação, uma recapitulação dos brilhos que me antecederam na Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. Presidência que é muito mais que uma circunstância, é um destino. É muito mais que um cargo, é uma unção e uma bênção. É destino porque conduz à meta de um longo caminho. É unção porque marca para a vida inteira; é benção porque a tremenda responsabilidade desta investidura convoca 52

“Os homens não poderiam viver juntos se não tivessem confiança recíproca; quer dizer, se não manifestassem a verdade uns aos outros.” (S. Tomás de Aquino) naturalmente as assistências celestes. Este momento foi preparado pelo passado, conclamado pelo presente, esperado pelo futuro. Diante disso, me desejais o melhor, o Tribunal anseia pelo melhor, eu vos prometo o melhor. Há, portanto, aqui, a fusão promissora dos tempos, das pessoas e das instituições, tudo isso na unidade da esperança, tudo isso em nome do bem social. Olho em torno e vejo os meus pares, e isto me fortalece. Vejo tantas autoridades, e isto me enobrece. Percebo meus amigos, e isto me abraça. Aqui estão os

Justiça & Cidadania | Agosto 2012

Revista Justiça & Cidadania  

Edição 144 - Agosto 2012

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