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George S. Clason

O Homem Mais Rico

da Babil么nia


© Publicado 2013 pela Editora Isis Ltda. Tradução do original: “El hombre mas rico de Babilônia” Supervisor geral: Gustavo L. Caballero Traduzido por Julio R. Beltrão Revisão de textos: André Vila Real e Jeniffer Palmieri Capa e Diagramação: Décio Lopes

Dados de Catalogação da Publicação Clason, George S. O homem mais rico da Babilônia/George S. Clason | 1ª edição | São Paulo, SP | ­E ditora Isis, 2013. ISBN: 978-85-8189-020-3 1. Teoria do Conhecimento 2. Casualidade e Ser Humano I. Título.

Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, de qualquer forma ou por qualquer meio seja eletrônico ou mecânico, inclusive por meio de processos xerográficos, incluindo ainda o uso da internet sem a permissão expressa da Editora Isis, na pessoa de seu editor (Lei nº 9.610, de 19.02.1998). Direitos exclusivos reservados para Editora Isis

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Os segredos do sucesso dos homens antigos. Seu futuro estende-se diante de você. Ao longo desta rota há ambições que deseja realizar. Se realmente quer satisfazer todos seus desejos, este livro lhe desvelará o segredo para consegui-lo. Diante de você estende-se o futuro como um caminho que o levará para muito longe. No percurso encontram-se as ambições que deseja realizar... Os desejos que você quer satisfazer. Para realizar suas ambições e seus desejos, tem que triunfar no terreno financeiro. Para isto, aplique os princípios fundamentais claramente enunciados nas páginas deste livro. Deixe que estes princípios o levem mais além das dificuldades que traz a pobreza e que lhe ofereçam uma vida feliz e plena que proporciona uma bolsa bem provida.


Estes princípios são universais e imutáveis como a lei da gravidade. Poderão mostrar-lhe, como já o tem feito a tantos outros antes de você, a maneira de avolumar sua bolsa, de aumentar sua conta bancária e de assegurar-se um notável sucesso econômico. O dinheiro será abundante para aqueles que compreendam as simples regras da aquisição de bens:

1. Comece a encher sua bolsa. 2. Controle seus gastos. 3. Faça seu dinheiro dar frutos. 4. Impeça que seus tesouros se percam. 5. Faça que sua propriedade seja uma inversão rentável. 6. Assegure-se dos ingressos para o futuro. 7. Aumente sua habilidade na aquisição de bens.


Índice

Prefácio..................................................................................9 1 O homem que desejava ouro............................................13 2 O homem mais rico da Babilônia....................................21 3 Os sete meios de encher uma bolsa vazia.......................35 4 A deusa da fortuna.............................................................57 5 As cinco leis de ouro..........................................................75 6 O prestamista de ouro de Babilônia................................91 7 As muralhas da Babilônia...............................................107 8 O comerciante de camelos de Babilônia.......................113 9 As placas de argila da Babilônia.....................................127 10 O babilônio mais favorecido pela sorte.........................141 11 Um resumo histórico de Babilônia................................163

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Prefácio

A prosperidade da nação depende da prosperidade econômica pessoal de cada um de nós. Este livro trata do sucesso pessoal de cada cidadão. O sucesso procede dos sucessos produzidos graças aos nossos esforços e habilidades. Uma boa preparação é a chave do sucesso. Nossas ações não podem ser mais sábias do que nossos pensamentos. Nossa maneira de pensar não pode ser mais sábia do que nosso entendimento. Este livro de terapêutica para os bolsos vazios constitui um guia financeiro. Seu objetivo é oferecer aos que buscam o sucesso financeiro uma visão que os ajude a conseguir dinheiro, a conservá-lo e fazer que dê frutos. Nas páginas seguintes o transportaremos à Babilônia, berço das regras básicas da economia que são reconhecidas ainda em nossos dias e aplicadas em todo mundo. O autor deseja que este livro sirva de inspiração para seus novos leitores, como o foi para tantos outros em todo o país, a fim de que sua conta bancária cresça constantemente, de que aumente seus | 9 |


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sucessos econômicos e de que descubram a solução dos seus problemas financeiros. O autor aproveita o momento para expressar sua gratidão aos administradores que participaram generosamente deste relato com seus amigos, parentes, abrigados e associados. Nenhum apoio teria sido mais convincente do que o dos homens práticos que apreciaram estes ensinamentos e triunfaram utilizando as regras que compõe este livro. Babilônia foi à cidade mais rica do mundo na antiguidade, porque seus cidadãos eram, naquele tempo, os mais ricos. Apreciavam o valor do dinheiro. Aplicaram sólidas regras básicas para obtê-lo, conservá-lo e fazê-lo frutificar. Conseguiram o que todos desejamos: ingressos para o futuro. G. S. C.


O dinheiro é o critério universal por meio do que se mede o sucesso em nossa sociedade. O dinheiro dá a possibilidade de gozar das melhores coisas da existência. O dinheiro é abundante para quem conhece os meios de obtê-lo. Hoje em dia o dinheiro está submetido às mesmas leis que o regulam há seis mil anos atrás, quando os homens prósperos passeavam pelas ruas da Babilônia.


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O homem que desejava ouro

Bansir, o fabricante de carros da cidade de Babilônia, sentia-se muito desanimado. Sentado junto ao muro da sua propriedade, contemplava tristemente sai modesta casa e sua oficina, onde estava um carro por acabar. Sua mulher saía amiúdo à porta. Lançava um olhar furtivo na sua direção, recordando-o de que já quase não lhes restava comida e que teria de estar acabando o carro, quer dizer, cravando, talhando, polindo e pintando, estendendo o couro sobre s rodas e deste modo, preparando-o para ser entregue e que fosse pago pelo rico cliente. Não obstante, seu corpo grande e musculoso permanecia imóvel, apoiado à parede. Sua mente lenta dava voltas sobre um assunto para o que não achava solução. O cálido sol tropical, tão típico do vale do Eufrates, caia sobre ele impiedosamente. Gotas de suor perolavam sua fronte e deslizavam para seu peito peludo. | 13 |


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Sua casa era dominada, na parte traseira, pelos muros que rodeavam os terraços do palácio. Muito próximo dali, a torre pintada do Templo de Bel, recortava-se contra o azul celeste. À sombra de uma majestade tal desenhava-se sua modesta casa e muitas outras também, muito menos limpas e cuidadas do que a sua. Assim era Babilônia: mistura de suntuosidade e simplicidade, de riqueza estonteante e terrível pobreza sem qualquer ordem no interior das muralhas da cidade. Se se preocupasse em dar a volta, Bansir teria visto como os ruidosos carros dos ricos empurravam e faziam cambalear tanto os comerciantes calçados nas suas sandálias como os mendigos descalços. Inclusive os ricos eram obrigados a por os pés nos escoamentos para dar lugar às longas filas de escravos e carregadores de água a serviço do rei. Cada escravo levava uma pesada pele de cabra cheia de água que derramava nos jardins suspensos. Bansir estava demasiado absorto no sue próprio problema para ouvir ou prestar atenção no burburinho confuso da rica cidade. Foi o som familiar de uma lira o que o tirou das suas fantasias. Virou-se e viu o rosto expressivo e sorridente do seu melhor amigo, Kobi, o músico. – Que os deuses o abençoem com grande generosidade, meu bom amigo – disse Kobi à maneira de saudação. – Me parece que são tão generosos que já não tem necessidade alguma de trabalhar. Alegro-me de que tenha essa sorte. Gostaria também de compartilhá-la com você. Rogo-lhe que me faça o favor de tirar duas moedas da sua bolsa, que deve estar bem cheia, visto que não está trabalhando e as empreste


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O homem mais rico da Babilônia Na antiga Babilônia viva um homem muito rico que se chamava Arkad. Sua imensa fortuna tornava-o admirado por todos. Também era conhecido pela sua prodigalidade. Dava generosamente aos pobres. Era esplêndido com sua família. Gastava muito consigo mesmo. A cada ano, sua fortuna acrescentava-se mais do que podia gastar. Um dia, alguns amigos de infância foram visitá-lo e disseram-lhe: – Você Arkad, é mais afortunado do que nós. Tornou-se o homem mais rico da Babilônia, enquanto nós lutamos para subsistir. Pode comprar as mais belas roupas e regalar-se com os mais raros manjares, enquanto que nós temos de conformarnos com vestir nossas famílias de modo simples e alimentá-las tão bem como podemos. Não obstante, em algum tempo fomos iguais. Estudamos com o mesmo professor. Praticamos os mesmos jogos. Não nos superava nos jogos, nem nos estudos. E durante esses anos | 21 |


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não têm sido melhor cidadão do que nós. E pelo que podemos julgar, não trabalhou mais duro, nem mais arduamente do que nós. Por que, então, o elegeu a si a sorte caprichosa para que goze de todas as coisas boas da vida e a nós, que temos os mesmos méritos nos ignora? – “Se não conseguiram com que viver de maneira simples, desde os anos da nossa juventude – repreendeu Arkad – é porque se esqueceram de aprender as regras que permitem aceder à riqueza ou também, pode ser que as não as suberam aplicar. A fortuna caprichosa é uma deusa malvada que não favorece sempre as mesmas pessoas. Ao contrário, leva à ruína a quase todos os homens sobre os quais lhes fez chover ouro sem que fizessem esforço algum. Faz agir de maneira desordenada os esbanjadores inflexíveis que gastam tudo o que ganham, deixando-lhes só apetite e desejos tão grandes que não podem saciá-los. Entretanto, outros dos quais favorece, tornam-se avaros e entesouram seus bens por medo de gastar o que têm, pois sabem que não são capazes de repô-lo. Além do mais, sempre temem ser assaltados por ladrões e condenam-se a viver uma vida vazia, sós e miseráveis. Provavelmente, existem outros que podem fazer uso do ouro que ganharam sem esforço, fazê-lo render e continuar sendo homens felizes e cidadãos satisfeitos. Não obstante, são pouco numerosos. Só os conheço de ouvir falar. Pensem nos homens que repentinamente herdaram fortunas e digam-me se isso que lhes afirmo não está certo”. Seus amigos pensaram que estas palavras fossem verídicas, pois sabiam de homens que haviam herdado fortunas.


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Os sete meios de encher uma bolsa vazia

A glória de Babilônia persiste através dos séculos. Conservou a reputação de ter sido uma das cidades mais ricas e com os mais famosos tesouros. Nem sempre foi assim. As riquezas de Babilônia são resultado da sabedoria de seus habitantes, que primeiro tiveram de aprender a maneira de tornarem-se ricos. Quando o bom rei Sargon regressou a Babilônia, depois de vencer os elamitas, seus inimigos, encontrou-se diante de uma situação grave; o chanceler real explicou-lhe as razões para isto. – Depois de vários anos muito prósperos que nosso povo deve a Sua Majestade, que construiu grandes canais de irrigação e grandes templos para os deuses, agora que as obras acabaram o povo parece não poder cobrir suas necessidades. Os operários não têm trabalho, os comerciantes têm escassos | 35 |


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clientes, os agricultores não podem vender seus produtos, o povo não tem ouro suficiente para comprar comida. – Mas para onde foi todo esse dinheiro que gastamos com as melhorias? – perguntou o rei. – Receio que tenha ido parar em mãos de alguns poucos homens muito ricos da nossa cidade – respondeu o chanceler. – Passou por entre os dedos da maioria da nossa gente tão rápido como o leite de cabra passa pelo coador. Agora que a fonte de ouro deixou de suprir, a maioria dos nossos cidadãos volta a não possuir nada. – Por que tão poucos homens puderam conseguir tanto ouro? – perguntou o rei depois de estar pensativo por alguns instantes. – Por que sabiam como fazê-lo – respondeu o chanceler. – Não se pode condenar um homem porque logra o sucesso; tampouco se pode, em justiça, retirar-lhe o dinheiro que ganhou honradamente, para dá-lo aos que não foram capazes de fazer outros tantos. – Mas por que não podem todos os homens aprender a fazer fortuna e assim tornarem-se ricos? – Sua pergunta contém sua própria resposta, Vossa Majestade. – Quem possui a maior fortuna da cidade de Babilônia? – Certamente, Arkad. – Meu bom conselheiro, procure o homem mais rico da Babilônia e traga-o a mim, amanhã. No dia seguinte, como havia ordenado o rei, Arkad apresentou-se perante ele, com toda correção, olhar desperto, ainda que em idade avançada. – Possuía algo quando começou?


Neste livro encontrará os princípios fundamentais que necessita para triunfar no terreno financeiro e que lhe permitirão avolumar seu bolso, aumentar sua conta bancária e assegurar-se do sucesso econômico a que todos sonhamos, aprendendo a conservá-lo e fazendo-o frutificar. Trata-se do guia perfeito, tanto para graduados e especialistas como para profanos no tema. Aproveitando as regras básicas da economia que surgiram na antiga Babilônia e que ainda hoje são reconhecidas e aplicadas por milhares de especialistas, o autor, George S. Clason, nos ensina as leis que levam ao sucesso econômico através de uma linguagem amena, simples e a todos accessível, um livro que se lê como uma novela. O dinheiro como critério universal com que se mede o sucesso em nossa sociedade, só é abundante para aquele que conhece o meio de obtê-lo. Se quiser tornar-se rico, leia este livro. George S. Clason

O HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA  

O HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA Autor(a): George S. Clason Gênero: AUTOAJUDA Págs: 170 Tamanho: 14 x 21 cm. Preço: R$: 24,90 Peso: 204 grm IS...

O HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA  

O HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA Autor(a): George S. Clason Gênero: AUTOAJUDA Págs: 170 Tamanho: 14 x 21 cm. Preço: R$: 24,90 Peso: 204 grm IS...

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