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| rEVISTA DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS DO ESTADO DO PARANÁ | julho a setembro de 2011 | ano 5 | nº 15 |

A SOMA DE

1+1 tem de SER

MAIOR QUE 2 Sustentabilidade de ponta a ponta Mais que construir, Consórcio CCPR quer deixar um legado para seus colaboradores, comunidade e ao meio ambiente.


XXI Convenção Anual

06 a 08 - Novembro - 2011 - Foz do Iguaçu - PR

AS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS COMO A G E N T E S D E D E S E N V O LV I M E N T O Associativismo, a força do Paraná! www.faciap.org.br

Realização:

FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS DO ESTADO DO PARANÁ


EDITORIAL Referência com inovação É com grande satisfação que nós, da Faciap, apresentamos a revista Empresa & Cia com uma roupagem e formatação inovadoras. Nosso objetivo é fazer com que essa publicação seja referência de bons exemplos de sucesso nas associações comerciais e empresariais no interior do estado. Rainer Zielasko - Presidente da FACIAP

Nas próximas páginas serão abordados temas de interesse geral dos micro e pequenos empresários associados à Faciap: economia, empreendedorismo, associativismo, tendências de mercado. A cada edição, entrevistas com especialistas de renome e autoridades que vão mostrar suas experiências nas mais diversas áreas com o empresariado. Esta edição apresenta uma entrevista exclusiva com o consultor Adeodato Vidal Netto, que fala sobre as empresas familiares, um segmento muito forte em nosso estado. E mais: um bate-papo com a presidente da Acifi, Elisangela de Paula Kuhn, um exemplo de atuação no interior. O conteúdo aborda ainda carreira, finanças e traz uma agenda de cursos e palestras para que os empresários possam ficar bem informados. Boa leitura!

expediente

Publicação periódica de caráter informativo com circulação dirigida e gratuita desenvolvida para a Faciap. Editada pela Editora Inventa Ltda CNPJ 11.870.080/0001-52 Rua Heitor Stockler de França, 356 - 1º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR Conteúdo: IEME Comunicação - www.iemecomunicacao.com.br Jornalista responsável: Taís Mainardes DRT/PR 6380 Projeto gráfico: D-lab - www.dlab.com.br Redação: Marília Bobato, Adriana Franco, Ana Carolina Bendlin, Eduardo do Valle, Marina Gallucci. FOTOGRAFIAS: acervo faciap, Foto Cidade, théo marques Revisão: Adriana Brum Comercialização: Veronica Souza - veronica@editorainventa.com.br Críticas e sugestões: ieme@iemecomunicacao.com.br Conselho editorial: Márcio José Vieira, Jean Flávio Zanchetti, Caio Vieira Gottlieb Aprovação: Rainer Zielasko Agradecimento: Isae/FGV


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INSTITUCIONAL F

undada em 1959, a Faciap representa cerca de 290 Associações Comerciais (ACEs) no Paraná e um universo de mais de 50 mil empresas. A entidade é uma das maiores instituições do sistema no Brasil, com atuação em 75% dos municípios paranaenses. O objetivo da Federação é capacitar os micro e pequenos empresários para o mercado e criar possibilidades de crédito facilitado. Como entidade representativa do empresariado, tem sido porta-voz de seus anseios junto aos governos municipal, estadual e federal, além de entidades privadas que interferem na ação das empresas. A Faciap faz parte da maior ONG brasileira focada no desenvolvimento comunitário; organização composta pela Confederação Brasileira de Associações Comerciais e Empresariais (CACB), 27 Federações Estaduais e 2038 ACEs em 2100 municípios brasileiros. Por trás dessa capilaridade, tem-se aproximadamente 200 mil empresas associadas e 2 milhões de colaboradores. O sistema vive seu momento mais importante, despertado para atuar não somente no desenvolvimento dos empresários, mas também nos negócios de seus associados. Este sistema está convergindo como verdadeira agência de desenvolvimento econômico e social de suas comunidades, atuando em todos os setores. Dentre eles: sistema financeiro, segurança, responsabilidade social, meio ambiente, comércio exterior. Hoje, tem o compromisso de não somente criar riquezas nas cidades, mas, acima de tudo, fazer com que essa riqueza fique na própria comunidade, de maneira que seja bem distribuída e alavanque o progresso.

missão Fomentar o desenvolvimento econômico e social, fortalecendo as Associações Comerciais, objetivando a melhoria contínua da qualidade de vida nas comunidades que estão inseridas.

Papel da Federação Agregar, representar e defender os interesses das Associações Comerciais, promovendo-as como instrumentos para o desenvolvimento econômico e social, objetivando a constante criação de fortalecimento de seus associados.

EMPRESA &CIA


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SUMÁRIO 10

universo faciap Compromissos da Federação com associados e sociedade

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giro pelo estado Confira o trabalho das ACEs

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responsabilidade social Ações do Consórcio CCPR a favor do meio ambiente

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economia Especial: Feirão do Imposto

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carreira Você sabe qual a diferença entre pós-graduação

e MBA?

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bate-papo A força feminina na defesa

da classe empresarial

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curiosidades Ações das empresas que vão chamar sua atenção

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dicas É hora de ficar atualizado

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agenda Cursos e eventos

34 EMPRESA &CIA

artigo

EU FIZ E Deu certo

Conheça os lemas que levaram o Supermercado Super Trento a comemorar 51 anos de bons negócios.

18 24 28

Entrevista O CEO da Open Point Partners, Adeodato Vidal Netto, vê o crescimento nas negociações no setor de empresas familiares como resultado da boa fase econômica que o Brasil está passando

mercado Veja os requisitos para contratar os melhores profissionais

comportamento Como evitar a fofoca no ambiente de trabalho


UnIVER S O FACIAP

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evento

primeira Pré-Convenção em Francisco Beltrão

Mais de 200 pessoas estiveram presentes na 1ª Pré-Convenção no interior do Estado, realizada pela Faciap no final de junho. O evento ocorreu em Francisco Beltrão, no Sudoeste, durante a 9ª Convenção da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Sudoeste do Paraná (Cacispar).

Segundo o superintendente da Faciap, Márcio Vieira, a préconvenção superou as expectativas porque o envolvimento dos participantes foi surpreendente. Com a palestra do coordenador de Políticas Públicas do Sebrae, César Risseti, houve a sensibilização sobre a importância da competitividade local e global. Até novembro, quando acontece a 21ª Convenção Estadual, outras quatro cidades paranaenses também serão beneficiadas com uma pré-convenção. “Vamos ouvir o que cada região tem a dizer, saber quais são as dificuldades, o que tem sido trabalhado nas ACEs-PR”, afirma o presidente da Faciap, Rainer Zielasko.

EMPRESA &CIA


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iniciativa

Serviço Central de Proteção ao Crédito O presidente da Faciap, Rainer Zielasko, e o presidente da Associação Comercial e Empresarial do Paraná (ACP), Edson Ramon, estiveram reunidos em junho para definir questões sobre o cadastro de Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) no Estado. Durante o encontro, os presidentes definiram a criação de uma comissão formada por seis integrantes com gabarito no assunto SCPC, três de cada entidade, para discutir sobre o cadastro. O grupo já está formado e na ativa.

compromisso

Movimento Brasil Eficiente

A iniciativa ocorreu durante assembleia realizada na Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), em Curitiba. Das 214 Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (ACEs-PR) com direito de voto, 88 foram representadas durante o evento. Na ocasião, foi decidido por unanimidade que a Faciap vai representar todas as ACEs nas discussões com a ACP sobre o SCPC. Até 1997, as ACEs controlavam os cadastros das empresas associadas locais no SCPC. No ano seguinte todos esses dados seriam concentrados no sistema da ACP, que possuía infraestrutura de hardware e software superior a dos municípios do interior. Em 2010, a ACP estreitou as relações com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Esta última acabou tornando-se instituição privada e criou a empresa Boa Vista Serviços. A ACP foi uma das convidadas a juntar-se a essa iniciativa e, com isso, passou a ter lucros com a parceria. A discussão promovida pelas ACEs e Faciap está relacionada a essa parceria e à criação de um novo cadastro estadual do SCPC.

reunião

Paraná Competitivo Em 20 de junho, o presidente da Faciap, Rainer Zielasko, participou de uma reunião promovida pelo governo do Estado para tratar da profissionalização dos paranaenses. O evento que faz parte das ações do Paraná Competitivo contou com a presença do governador Beto Richa e outros cinco secretários estaduais. Para o presidente da Faciap, não basta formar os indivíduos para trabalhar. “É preciso ensinar os estudantes a serem empreendedores, a mostrar o valor do cooperativismo e do associativismo. Dessa forma, teremos novos micro e pequenos empresários aquecendo a economia paranaense”, opina Zielasko, reforçando que a Faciap e as ACEs-PR já vêm desempenhando esse trabalho.

A Faciap acaba de aderir ao Movimento Brasil Eficiente, que prima pela transparência dos gastos públicos e contenção da carga tributária no país. “Uma das bandeiras da Faciap é lutar por um Brasil mais justo, sem recursos públicos desviados e com obras entregues à população conforme o prometido e o Movimento também segue esse pensamento. Vamos dar apoio no que estiver ao nosso alcance. Quanto mais pessoas estiverem unidas em prol dessa luta, mais força teremos para exigir uma postura transparente dos governos e mais dinheiro para o desenvolvimento no setor empresarial”, afirma o presidente da Faciap, Rainer Zielasko, que assinou o termo de adesão ao Movimento durante a Expogestão 2011, em Joinville (SC) no início de junho. Para saber mais sobre o Movimento Brasil Eficiente e suas propostas acesse: www.brasileficiente.org.br.


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gi ro pelo estado

IPPEX oferece treinamento a facerj Com a exigência do Ministério de Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) de que os certificados de origem sejam emitidos na forma online, o Instituto de Planejamento e Promoção de Comércio Exterior (Ippex) passou a ser uma das principais referências do país no serviço. Ligado à Faciap, o órgão é pioneiro na atividade no Brasil, tendo começado a fazer a emissão online em 2006. No começo de julho, foi feito o treinamento da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Rio de Janeiro (Facerj). É a décima entidade ligada à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) que adere aos serviços do Ippex. Nos próximos meses, cidades como Campo Grande e Corumbá (MS), e Salvador (BA) também vão emitir o certificado de origem online utilizando o sistema do Ippex. A coordenadora do IPPEX Adriana Cordeiro diz ser uma satisfação ver em que patamar o Instituto já chegou. “Tudo isso foi conquistado graças a muito esforço e dedicação das pessoas envolvidas e que acreditavam no sucesso dessa causa”.

Capacitando.Net oferece 600 opções de cursos a distância A Faciap firmou uma parceria com o portal Capacitando.net. O intuito é estimular a formação e capacitação dos micro e pequenos empresários ligados às Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (ACEs-PR) e seus colaboradores. O objetivo é diminuir as dificuldades dos municípios menores ao acesso a cursos de aperfeiçoamento pessoal e contornar a falta de tempo dos empresários para frequentar aulas presenciais e com horário marcado. O sistema segue a didática dos conteúdos oferecidos pelo Ensino a Distância (EaD). Ao todo, estão disponíveis 600 opções de cursos nas áreas de Humanas, Sociais, Tecnologia, Biologia, Saúde, Agrárias, Cêincias da Terra, e idiomas. No portal de serviços da Faciap é possível verificar mais detalhes, como as opções, os preços e as vantagens do programa. O produto pode ser aproveitado por qualquer ACE. Durante o processo, são feitas avaliações online e, ao final, se a média mínima for atingida, será entregue um certificado de conclusão do curso. Saiba mais: www.emdestaque.net/faciap

Ivaiporã cria fórum de desenvolvimento local Em junho, a Associação Comercial de Ivaiporã assinou o termo de adesão que vai dar início à implantação do Fórum de Lideranças para o Desenvolvimento Local. O projeto foi apresentado pelo coordenador do Núcleo de Responsabilidade Social e Sustentabilidade Empresarial (Nurse), Flavio Toledo. O objetivo é melhorar os indicadores e gerar fortalecimento para o município, comércio e, principalmente, reconhecimento e sustentabilidade para a ACE.

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Acifi estuda criação de nova Sede

A diretoria da Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi) apresentou ao Conselho Superior Deliberativo a proposta de criação de uma Sociedade de Propósito Específica (SPE) para conduzir a construção da nova sede da entidade no condomínio residencial que fará parte do complexo e viabilizará a obra. A iniciativa já foi aprovada e prevê a construção mista, com alas comerciais, espaço específico para a Acifi e apartamentos residenciais, cuja venda viabilizará o empreendimento.

segundo Road Show percorre o Paraná A 2ª edição do Road Show começou durante a 1ª Pré-Convenção da Faciap, em Francisco Beltrão, no dia 21 de junho. Ao todo, foram 220 participantes. A iniciativa é do Instituto de Planejamento e Promoção do Comércio Exterior (Ippex) e tem como objetivo mostrar as oportunidades comerciais de compra e venda entre países.

CACB faz visitas do Empreender Competitivo Consultores da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) visitaram, em junho, micro empresários contemplados com o último programa Empreender Competitivo, que entrou em vigor há um ano. O trabalho desses profissionais é verificar se os projetos estão sendo desenvolvidos como foram propostos, se há alguma dificuldade e se o dinheiro repassado é aplicado corretamente. No Paraná, 17 núcleos entraram no programa de incentivo da CACB, em parceria com o Sebrae e Faciap. Foram criados e selecionados projetos em todo o Brasil. Os selecionados receberam até R$ 107,5 mil para colocar sua ideia em prática, para que estimule o desenvolvimento do próprio negócio e aqueça a economia local.

A coordenadora do Ippex, Adriana Cordeiro, disse que, com o 2º Road Show, pretende levar informação atualizada dos mercados internacionais aos associados das ACEs-PR. Profissionais de renome no mercado estão sendo convidados a dar palestras sobre comércio exterior e a apresentar países que podem render excelentes negócios. Até outubro vão ocorrer 14 fóruns nos municípios de todas as coordenadorias regionais do Estado. Fique atento às programações das ACEs para saber quando o Road Show vai passar por sua região. A participação é aberta a associados das ACEs, parceiros, faculdades, colaboradores e à comunidade interessada em conhecer um pouco mais sobre o universo do comércio exterior. Confira a programação no site: www.faciap.org.br

Semana do Empreendedor Individual na Acit

Em Toledo, até o dia 1º foram atendidas cerca de 160 pessoas, sendo que dez delas formalizaram seus negócios de acordo com a legislação do Empreendedor Individual.

A programação da Semana do Empreendedor Individual, desenvolvida em Toledo e outras cidades do Oeste do Paraná, foi um sucesso. A iniciativa foi do Sebrae/PR e contou com a parceria da Associação Comercial e Empresarial de Toledo(Acit), prefeitura e outras entidades.

Como parceira, a Acit orientou os empreendedores sobre como associar-se à entidade com uma mensalidade de R$ 10, que inclui todos os benefícios dos demais associados e permite integrar o Núcleo Setorial de Empreendedores Individuais, criado recentemente para auxiliar na gestão de negócios.


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EU FIZ E DEU CER TO

TRADIÇÃO E PREÇO BAIXO

Os lemas que levaram o Super Trento a comemorar 51 anos de bons negócios e o desenvolvimento da região de Corbélia, no interior do Paraná.

1950

1960

1970

E

lino Trento olha para o passado com a certeza de quem tem muita história para contar. Hoje, aos 69 anos, passou a responsabilidade da empresa da família para o filho mais novo e assim, segundo ele, “pode apenas desfrutar do negócio”. O sossego é mais que merecido. Nos últimos 51 anos, Seu Elino, como é conhecido, esteve muito ocupado com a fundação e crescimento do Super Trento. O supermercado, além de ser a empresa mais antiga de Corbélia, cidade a 30 km de Cascavel, contribuiu muito para o desenvolvimento da região.

EMPRESA &CIA

1980

A história do Super Trento começou em janeiro de 1960, na Avenida São Paulo esquina com a Avenida Minas Gerais. “O endereço ainda é o mesmo, mas o local mudou muito. Naquela época, a rua era de chão e o mercado em uma casa residencial adaptada”, lembra o fundador. O início do empreendimento foi um desafio. “Abri a empresa com apenas 1.500 contos no bolso, vendi todos os móveis da minha casa para juntar mais dinheiro e poder começar”. Com a ajuda de Dona Nena, sua esposa, e mais um auxiliar, Seu Elino trabalhava dia e noite. “Não tínhamos horário de funcionamento. Atendíamos de segunda a segunda, conforme chegavam os clientes”, conta. Mas, o esforço foi recompensado rapidamente. “Com apenas seis meses de trabalho, consegui comprar uma casa para morar e mobiliá-la”.


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Pai e filho atualmente na matriz em Nova Trento.

APOSTA EM CORBÉLIA Hoje, o Super Trento tem 35 funcionários, a família continua ajudando e o supermercado, crescendo. “Devo isso, em primeiro lugar, a muita luta e, em segundo, à vontade de fazer essa cidade crescer”, orgulha-se o empresário. Foi a aposta na agricultura e no comércio de Corbélia que o fizeram enxergar uma boa oportunidade de negócio e incentivar o desenvolvimento de quem estava por perto. Nos anos 60, a economia da cidade resumia-se a praticamente 68 serrarias. “Para as madeireiras que não podiam efetuar o pagamento das mercadorias, a gente aceitava o valor em madeira e revendia em São Paulo para a construção civil. Eu levava pessoalmente as cargas e, na volta, fazia as compras necessárias. Foi a permuta que me fez crescer”, conta.

No início, o empresário se encarregava de comprar e transportar todos os produtos que colocava nas prateleiras. “Comprava tudo o que fosse produzido por aqui e colocava no mercado, vendia ou trocava. As vendas eram tantas que cheguei a viajar a cada 15 dias para dar conta dos pedidos e chegava a demorar até uma semana na estrada. Essa luta durou até meados da década de 80”. Foi por essa época que Seu Elino e outros empreendedores da cidade perceberam que precisavam de uma entidade que os representasse. Em 1977, fundaram a Associação Comercial e Industrial de Corbélia (ACICORB). “Fui presidente por dois mandatos e sempre tentei contribuir para o desenvolvimento da Associação e, consequentemente, dos empresários da cidade”, conta.

DE PAI PA R A FILHO O empreendedorismo e a aposta no desenvolvimento de Corbélia fazem parte do legado da família. O filho, Edcezar Trento, já foi presidente da ACICORB e o caçula, Elino Trento Júnior, é atualmente diretor da associação. Ele é quem administra e procura trazer inovações para o mercado. “O lema do Super Trento é tradição e economia, essa é a lição que nosso pai deixou. Investir em atendimento, relacionamento com as pessoas e parceiros comerciais e trazer o melhor com preços bons para nossos clientes. Hoje continuamos isso, mas batendo forte no trabalho de ofertas, agregando serviços e com investimento em tecnologia”. Em 2003, o supermercado passou por uma reforma completa, ganhou um novo barracão e estacionamento coberto, in-

formatização dos caixas e controle de estoque. “Queremos profissionalizar cada vez mais. A vantagem de uma empresa pequena é que conseguimos tomar decisões rápidas sem burocracia. Estamos muito abertos a mudanças e conseguimos fazê-las rapidamente. Trento Júnior comenta que um bom caminho para essa profisFamília Trento, em 1976 em sua cidade natal. sionalização foi ter participado do Seu Elino, apesar de querer só aproveitar Programa Capacitar da FACIAP, o que os resultados depois de tantos anos propiciou trazer conceitos novos para o administrando seu negócio, permanece negócio. “Significou a oportunidade de atento a todas as mudanças. “Com o nos atualizarmos, principalmente no que que o Júnior aprendeu com o Capacitar, se relaciona aos processos de Recursos conseguimos rever algumas estratégias, Humanos. Do ano passado para cá, o atualizar e planejar melhor nossas ações. processo de contratação e a gestão de São inúmeras melhorias para continuar pessoas ficou muito mais eficiente e vem essa história”, completa. gerando bons resultados”.


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re spo nsabilidade s o cial

de Sustentabilidade programa uso Consciente de ponta a ponta da água O Consórcio CCPR ganhou o prêmio FACIAP em Responsabilidade Social pelos projetos realizados em 2010. Este ano recebeu o Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria Conservação de Insumos de Produção – Água, certificado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma das maiores premiações na área ambiental.

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esde 2008, o Consórcio CCPR, formado pelas empresas Camargo Corrêa e Promon Engenharia, leva o conceito de sustentabilidade a sua extensão máxima em todas as etapas de seus processos internos. “Queremos minimizar ao máximo os impactos que as obras podem acarretar. Nossa passagem por aqui é efêmera, então mais do que apenas construir, é preciso deixar um legado e dar o exemplo para nossos colaboradores e a comunidade. A sustentabilidade faz parte da política de governança das empresas consorciadas e este conceito está presente no jeito de ser dos nossos profissionais”, comenta Mauro Pereira, diretor do Consórcio CCPR.

A empresa é responsável pela execução do projeto Carteira de Coque, parte do programa de modernização e ampliação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas – a Repar, em Araucária. O projeto é baseado no Coqueamento Retardado, um processo utilizado em refinarias para o aproveitamento de um subproduto do refino do petróleo pesado. Para nortear todas as ações relativas ao meio ambiente, o Consórcio programou um Sistema de Gestão Ambiental. A partir desse levantamento, foram estabelecidos os objetivos e metas ambientais, quais controles operacionais deveriam ser implantados, treinamentos necessários e o que deveria ser monitorado. “Temos uma equipe concentrada nessas questões, mas muitas das nossas iniciativas partem dos próprios colaboradores”, diz a coordenadora de Meio Ambiente, Erica Magri.

O programa foi criado para diminuir o consumo de água utilizada para higiene pessoal, limpeza, cozinha e nas atividades de construção. Ele é composto por uma série de ações, como as campanhas de incentivo a hábitos sustentáveis e informações de conscientização. Além disso, a equipe de Meio Ambiente elabora semanalmente informativos com temas pertinentes à área ambiental. Uma parte importante no projeto é o reuso da água, que já foi incorporado ao dia a dia de empresa, como nas descargas dos sanitários, na limpeza do piso, na irrigação dos jardins e na redução da poeira. São dois sistemas de aproveitamento da água pluvial, um com capacidade para 10 mil metros cúbicos, utilizado para sistema de lavar as botas dos operários da obra, e outro com 30 mil metros cúbicos, em que a água é utilizada para limpeza. E ainda há sistemas de reutilização da água condensada de ar condicionado e da utilizada em processo de teste de válvulas. Com o projeto a empresa conseguiu uma redução de 40% de utilização de água tratada já no início das obras e uma redução de 29% do consumo de água utilizada para limpeza em geral. Além desse programa, são realizadas campanhas e ações para economia de energia, controle de emissão de poluentes e gestão de resíduos. Um dos focos é o reaproveitamento dos resíduos gerados na própria obra. As sobras de cimento e concreto são utilizadas para a produção de outros materiais de construção e copinhos plásticos viram moldes para a fabricação de componentes.

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NEGÓCIOS

Lei Geral da Micro e Pequena Empresa

é meta da Faciap no Paraná Objetivo da Federação é assinar a Lei durante a XXI Convenção Anual em novembro

P

roporcionar o acesso a novos mercados e à Justiça, fomentar a inovação, gerar desburocratização, incentivar a educação empreendedora, estimular o associativismo, abrir acesso ao crédito e acelerar a formalização dos empreendedores individuais. Esses são os objetos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, de autoria do Secretário da Fazendo do Paraná, Luiz Carlos Hauly. Essa é uma das bandeiras levantadas pela Faciap, que busca a sua regulamentação em âmbito estadual e usa a capilaridade do seu sistema, pelas Associações Comerciais, para regulamentar a Lei nas cidades paranaenses que ainda não o fizeram. A meta da Faciap é assinar o documento durante a XXI Convenção Anual, que será realizada em novembro em Foz do Iguaçu.

“A Lei já está formatada no Paraná, estamos aguardando uma reunião com o governador para fechar algumas diretrizes e continuar o processo, pois ela representa um mecanismo muito forte para os micro e pequenos empresários”, afirma Hauly. O presidente da Faciap, Rainer Zielasko, explica que a Lei é muito importante para o Paraná, pois fortalece as micro e pequenas empresas. “A partir da regulamentação, a Associação Comercial também ganha muito. Seus associados são beneficiados com o acesso às compras públicas e possibilidade de criação de novos produtos e serviços. Nosso objetivo é atingir todos os municípios”, diz Zielasko.

Cenário Nacional No Brasil, dados do Sebrae apontam que quase 50% das cidades já implantaram a Lei, somando quase 3 mil municípios. Os estados de Mato Grosso e Espírito Santo já atingiram 100% de adesão. O gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial (UDT) do Sebrae, Juarez de Paula, defende que a municipalização da Lei Geral agrega uma série de vantagens não somente para os pequenos empreendimentos, mas para a economia como um todo. “Engana-se quem acha que a redução de impostos diminui a arrecadação, pelo contrário. Muitos donos de pequenas empresas que estão na irregularidade não querem permanecer assim. Essa lei facilita a regularização, já que esses empreendedores vão poder honrar seus compromissos fiscais”, disse. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) também assumiu esse compromisso. Após firmar um acordo com o Sebrae Nacional em 2010, a entidade intensificou o trabalho de informação nos estados, despertando no meio político e nos empresários a consciência da importância da adoção da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.


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A SOMA DE 1+1 TEM DE SER MAIOR QUE 2 Este ano, a fusão de empresas familiares está prevista para crescer 20%, isso graças ao dinheiro vindo do mercado internacional e do desenvolvimento econômico no Brasil. O CEO da Open Point Partners, Adeodato Vidal Netto, com vasta experiência em consultoria, fusões e aquisições empresariais, enxerga o crescimento nas negociações no setor de empresas familiares, de porte micro e pequeno, como resultado da boa fase econômica que o Brasil está passando. Mas ressalta que é importante estar atento ao movimento do mercado, buscar atualização, observar quais setores estão em expansão e, principalmente, analisar as situações antes de firmar negócios.

Segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers, as fusões de empresas familiares cresceram 15% no ano passado, contabilizando R$ 144,8 bilhões de janeiro a setembro, e superando a melhor marca, de 2007. Adeodato Netto divide sua experiência profissional com os leitores da revista Empresa & Cia e explica qual a realidade do mercado de fusões e aquisições no setor de empresas familiares.


ENTR EVISTA COM A D EODATO V IDA L N ET TO

EMPRESA&CIA | POR QUE É IMPORTANTE FAZER UMA FUSÃO? COMO SABER A HORA DE RECORRER A ESSE PROCESSO?

ADEODATO |

A fusão acontece invariavelmente no momento em que existe um processo sinérgico, quando as empresas têm atividades complementares, quando os momentos são convergentes. Para uma fusão valer a pena, 1+1 tem de ser maior que 2. Senão, que continue cada um na sua. O que acontece? Companhias que se unem, dividem os riscos, o que para a pequena e média empresa faz muito sentido. Mas também ganha mercado, otimiza a estrutura, ganha força junto aos fornecedores, volume para negociar melhor e produzir melhor. Além disso, tem o ganho da representatividade. O nosso processo de maturação de estabilidade econômica está bom, mas quando você não planeja mais de 12 meses porque o contexto não deixa, como é que você vai pensar em fundir a sua empresa, em juntar seus negócios com alguém? Você não sabe o que vai acontecer ano que vem.

EC | QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS PONTOS PARA AVALIAR SE UMA

“ Companhias que se unem, dividem os riscos, ... ” EC | DE ACORDO COM A CONSULTORIA PRICEWATERHOUSECOOPERS, UMA DAS QUATRO MAIORES DESSE MERCADO, AS FUSÕES E AQUISIÇÕES DE EMPRESAS FAMILIARES CRESCERAM CERCA DE 15% EM 2010 NO BRASIL. QUAL A EXPECTATIVA PARA ESTE ANO?

A| A expectativa é que dentro do grupo de empresas familiares cresça cerca de 20% em 2011. Se você fizer um paralelo que o PIB deve crescer 4,5%, é um número muito importante porque mostra esse tipo de movimento de consolidação. Nós ainda temos no mercado brasileiro uma demanda muito grande, então temos um círculo virtuoso por mais tempo.

FUSÃO É VIÁVEL OU NÃO?

A|

Precisam ser analisadas questões estruturais: política de recursos humanos, política comercial e política industrial (quando envolver processo produtivo). Mas, antes de entrar nesses detalhes, eu diria que é fundamental que se alinhem valores e objetivos. É mais ou menos a decisão que se tem de tomar antes de casar. Você tem que olhar e entender se a pessoa do outro lado vai compartilhar os mesmos valores, vai querer buscar as mesmas coisas que você na vida. É um alinhamento difícil, é uma decisão difícil, passa por um processo de concessão bilateral. Agora, após isso alinhado, o plano tático acaba sendo consequência.

EC | E QUANDO UMA DAS PARTES ESTÁ ENDIVIDADA, MESMO ASSIM AINDA

EC | O QUE É CLASSIFICADO COMO EMPRESA FAMILIAR?

A| São empresas nas quais o dono atua diretamente no negócio e a sua família depende desse negócio, certo? Por exemplo, na minha empresa somos eu e dois sócios. Nenhum dos três tem vínculo familiar um com o outro, mas essa aqui é uma empresa familiar. Não necessariamente tem um parentesco. Mas pela história econômica brasileira as empresas começam assim. EC | E COMO VOCÊ VÊ A APLICABILIDADE DESSA FUSÃO NO PARANÁ? É A MESMA REALIDADE NACIONAL?

VALE A PENA FAZER A FUSÃO?

A|

Se a empresa passa dificuldade de capital, tem pouca capilaridade de mercado, mas tem, por exemplo, capital intelectual muito interessante, uma capacidade de inovar, de pesquisa e de desenvolvimento, o que pode acontecer, ao invés de uma fusão é uma aquisição, em que o organismo maior adquire o menor.

EMPRESA &CIA

A| O Sul do Brasil tem uma particularidade muito legal para esse ambiente, os valores de família são muito mais evidentes ou sólidos do que do Sudeste para cima. Talvez seja uma característica de vida, talvez colonização, um processo cultural. Aqui (no Sul), realmente, a tendência é preferir fazer negócio com a irmã do que com o vizinho. Há uma segurança maior.

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21 EC | EXISTEM ALGUNS SETORES EM QUE OCORRE FUSÃO COM MAIS FREQUÊNCIA?

A|

Existem. Setores que têm sido muito fortes são da área de tecnologia, conhecida internacionalmente. O Paraná tem muita empresa pequena de tecnologia. A área de saúde também se destaca, com clínicas, hospitais, plano de saúde, fornecedores de equipamentos médicos, provedores de solução, sistema de gestão. Mas a bola da vez é a cadeia da infraestrutura. Tudo que ligue ao processo de desenvolvimento. Mas para investir em um segmento é importante conhecer profundamente o ambiente e estar preparado para os dois lados: dar certo ou errado. As chances são de 50%.

EC | E O QUE VOCÊ VÊ DE CONQUISTAS NO SETOR DE FUSÕES DE EMPRESAS FAMILIARES, DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS?

A|

É quase uma questão estatística. 90% das empresas brasileiras têm estrutura familiar. Se o mercado está se desenvolvendo, incentiva a consolidação. Esse vai ser o setor em que mais vai crescer o movimento, porque o universo dessas empresas é o maior de todos.

EC | VOCÊ PERCEBE ENTÃO QUE AS PESSOAS ESTÃO SE ABRINDO UM POUCO MAIS?

A|

Sem dúvida. Por conta dessa enxurrada de dinheiro internacional que está vindo para o Brasil, a circulação de informações. O empresário está sendo forçado a olhar para essa possibilidade de uma maneira que ele não olhava até dois, três anos atrás.

EC | E O QUE VOCÊ ACREDITA ESTAR PRECISANDO DE MAIS ATENÇÃO PARA ALCANÇAR O CRESCIMENTO?

A|

Precisamos amadurecer o nosso processo empresarial. Eu diria que é muito paternalista ainda. A gente tem um processo natural de ideia, de desenvolvimento, que mistura a empresa com a história da família, dizendo assim que o filho entrar na faculdade vai assumir a empresa do pai porque o mesmo conseguiu uma casa, uma fazenda, uma casa na praia e uma reserva financeira, e então quer que o filho possua tudo isso também. Não está errado, mas isso ainda é paternalista demais para o movimento econômico que o mercado exige. Essa empresa, com essa ótica, tende a se expor a um grau de risco maior, então eu diria que a mudança dessa cultura regionalista, protecionista é interessante. O Paraná também é reconhecido como uma grande área de inovação, de excelente nível de estratégia empresarial, mas a base precisa mudar.


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ECONOMIA

Feirão do Imposto une forças contra a alta tributação

O

evento ocorre em quase todo o país no dia 17 de setembro e tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a quantidade de impostos que pagam ao consumir qualquer produto. A alta carga tributária sobre os produtos fabricados no Brasil e sobre os importados é um dos principais problemas do país. A reclamação parte tanto dos empresários quanto dos consumidores. Mas estes, apesar de serem em maior número, são os que menos têm consciência do quanto do que pagam sobre o que consomem é tributação. Para mudar essa realidade, há cinco anos o Paraná tem Feirão do Imposto, que é feito também em outros estados, sempre no dia 17 de setembro.

EMPRESA &CIA

A mobilização foi iniciada por jovens empresários em Joinville (SC), em 2003. A Confederação Nacional dos Jovens Empreendedores (Conaje) é quem dirige hoje o trabalho. O Conselho Estadual do Jovem Empresário do Paraná (Conjove-PR), da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), e o Conselho dos Jovens Empresários (CJE), da Associação Comercial do Paraná (ACP), uniram-se à mesma causa. Muitos municípios do estado já aderiram à realização do Feirão do Imposto, mas ainda há muito que fazer. O diretor para assuntos ligados ao Feirão do Imposto do CJE, Dante Francisco D’Agostini, conta que está envolvido há anos com a realização do evento. “É incrível como as pessoas não têm ideia da quantidade de impostos que está embutida no preço dos produtos que consomem. A maioria pensa que está isenta do pagamento de tributos se não contribui com o Imposto de Renda”, acrescenta.


23 Confira o levantamento de alguns produtos e serviços com carga tributária feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT):

Curitiba Em Curitiba, esse processo de conscientização já está adiantado porque o evento é realizado há cinco anos. Na edição deste ano, serão apresentados diversos produtos à população, com o valor real e com o valor acrescido de impostos. Além disso, está sendo viabilizada a ideia de comerciantes venderem mercadorias com o preço sem tributação, inclusive um carro. O trabalho também será estendido para outros bairros da capital, além do ponto tradicional do evento, o calçadão da Rua XV de Novembro, no Centro. No interior, diversas cidades já aderiram ao movimento, como Marechal Cândido Rondon, Santa Helena, Cascavel, Toledo, Maringá, Guarapuava, Ponta Grossa e Assis Chateaubriand. De acordo com D’Agostini, o objetivo do movimento é fazer com que todo o Estado se envolva com a realização do Feirão do Imposto.

“Ainda há muito a ser feito. Precisamos conscientizar os consumidores dos pequenos municípios também, principalmente aqueles que não têm tanto acesso às informações”, comenta D’Agostini. Ele ressalta ainda que, a partir do momento que houver essa conscientização coletiva, a população terá mais forças para lutar contra o abuso da cobrança de impostos no país. Para os municípios que ainda não aderiram ao Feirão de Impostos no Paraná, é só procurar a associação comercial e empresarial local e obter mais informações sobre como participar do movimento.

ambiente hostil para atuação no mercado Para o gerente de planejamento da Lowçúcar, Cézar Luiz Bettinardi Couto, de Maringá, além de a tributação no Brasil ser muito alta, é criado um ambiente hostil de atuação no mercado para os empresários. “Outro problema sério que enfrentamos é o pagamento antecipado dos impostos, geralmente feito no dia 15 de cada mês. Esse processo foi criado quando ainda havia inflação descontrolada no país. Hoje, a realidade é outra. No final do processo de comercialização, o percentual tributário tem sido muito alto em relação ao retorno”, opina. A falta do retorno do pagamento de tantos impostos em benefícios à população, destaca o gerente, também é algo inaceitável. “Se houvesse tanta cobrança de tributos mas a população tivesse infraestrutura nas cidades, saúde de qualidade e boa educação, tudo seria mais fácil de engolir. No entanto, no Brasil não é nada assim”, frisa.

A união de consumidores e empresários com consciência sobre quanto realmente custa o que consomem e o que vendem pode mudar a realidade tributária do país. Para a proprietária da Pivetta Consultoria e Assessoria Empresarial, Marli Knop, de Cascavel, uma pessoa ou até mesmo uma entidade não consegue nada sozinha. “Unindo as forças é possível chegar a algum resultado positivo”, diz. Em Maringá, após um período de suspensão, o Feirão do Imposto voltará a ser realizado. E, desta vez, o evento virá com mais força, porque além de aderir ao movimento nacional, também estará dentro da programação do Maringá Liquida, de 26 a 28 de agosto, quando várias lojas fazem promoção dos produtos comercializados. www.impostometro.org.br

Achocolatado

38,06%

Açúcar

32,33%

Água

37,88%

Água mineral

44,55%

Álcool combustível

25,86%

Almoço em restaurante

32,31%

Aparelho MP3 ou iPOD

49,45%

Bicicleta

45,93%

Bola de futebol

46,49%

Brinquedos

39,70%

Caderno Universitário

34,99%

Cachaça

81,87%

Calça Jeans

38,53%

Caneta

47,49%

Cerveja garrafa

55,60%

Chocolate

38,60%

Cigarro

80,42%

Conta de água

24,02%

Conta de luz

48,28%

Conta de telefone

46,12%

Desodorantes

37,37%

Detergente

30,37%

Diesel

40,50%

DVD (aparelho)

50,39%

Ferro de passar

45,25%

Gás de cozinha

34,04%

Gasolina

53,03%

Jogos Vídeo

72,18%

Jóias

50,44%

Molho de tomate (lata)

36,05%

Moto (acima de 250 cc)

64,65%

Panelas

35,77%

Papel Higiênico (4 rolos)

39,94%

Peixes

34,48%

Perfume importado

78,43%

Perfume nacional

69,13%

Pilhas/Baterias

51,80%

Pipoca

34,82%

Playstation (videogame)

72,18%

Protetor solar

41,74%

Refrigerante (lata)

46,47%

Sabão em pó

40,80%

Suco pronto

36,21%

Teatro e cinema

30,25%

Telefone celular

39,80%

Telefonia

46,17%

Transporte Coletivo

33,75%

Universidade (mensalidade) 26,32% Vinho

54,73%

Xampu

44,20%


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me rcado

a melhor escolha Selecionar um profissional para fazer parte do quadro da empresa, muitas vezes, pode ser mais complexo do que se imagina. Para não cair em armadilhas e fazer a melhor escolha de quem vai passar a integrar sua equipe, é importante estar atento a habilidades que vão além dos conhecimentos exigidos para a vaga. Estruturar e planejar a entrevista com os candidatos são os primeiros passos. Para a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Paraná (ABRH-PR), Sônia Gurgel, além dos itens de praxe e dos pré-requisitos do cargo, é preciso verificar de forma profunda os princípios morais e éticos do candidato conforme valores da empresa. “Conseguimos capacitar as pessoas para executarem as atividades necessárias com programas específicos, porém, não conseguimos nunca mudar-lhes o caráter”, diz Sônia.

“ A identidade entre funcionários e empresa é imprescindível para que a relação dê certo.” De acordo com a coordenadora do curso técnico em Recursos Humanos do TECPUC-PR, Silvana Lucina e Silva, o empregador precisa saber exatamente o que deseja. Para que isso seja feito com eficiência, ele deve fazer um mapeamento das competências e das habilidades necessárias para a vaga e procurar descobrir o máximo possível sobre o candidato durante a entrevista. “A identidade entre funcionários e empresa é imprescindível para que a relação dê certo.” As especialistas ainda apontam outras características que as empresas devem buscar no momento da contratação de um novo funcionário. “Existem duas qualidades essenciais a serem observadas: equilíbrio e capacidade de aprender a aprender e a desaprender”, elenca Sônia. Silvana também lembra que o empregador precisa perceber essas qualidades. “Uma vez que os profissionais estão ficando muito parecidos do ponto de vista técnico, em relação à formação acadêmica, as empresas devem avaliar as características de personalidade, pois o que realmente vai diferenciá-los são suas atitudes.” Depois da contratação, as empresas ainda têm pelo menos mais um desafio: manter os funcionários motivados e envolvidos com o trabalho. “Salário e benefícios são elementos importantes, mas o que motiva as pessoas é fazê-las se sentirem parte de algo que transcende o trabalho. Se elas sentem que participam de uma causa, percebem a importância do que fazem, isso pode motivá-las aos sacrifícios que por ventura terão de fazer”, destaca Silvana.

EMPRESA &CIA


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carreira

Educação continuada para aperfeiçoamento profissional Encontrar tempo para conciliar a rotina do trabalho, família e estudo não é das tarefas mais fáceis, principalmente para empresários. Mas continuar os estudos pode ser uma boa aposta para quem quer e precisa aprofundar seus conhecimentos após a Universidade. Nessas horas, entender as diferentes opções do mercado pode auxiliar você a fazer a melhor escolha. No Brasil, os cursos de extensão, aperfeiçoamento e especialização fazem parte da categoria Lato sensu. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), eles costumam ter a duração mínima de 360 horas, distribuídas em aproximadamente um ano e meio, considerando o prazo de entrega da monografia ou trabalho de conclusão. Ao final do curso, o aluno obtém certificado e não diploma. Nessa categoria encaixam-se os cursos de Master in Business Administration (MBA), bastante em alta para quem busca especialização na área de administração de empresas. Algumas entidades oferecem como complemento ao currículo do MBA parcerias com instituições estrangeiras, proporcionando um período de estudos fora do país. De acordo com o diretor da Escola de Negócios da Universidade Positivo, Rubens Pava, o público do MBA costuma ingressar na instituição após 4 ou 5 anos no mercado. “Eles vêm para aprimorar o conhecimento e trocar informações com os demais, independente do tamanho da empresa da qual faz parte.”

quem não tem tanto tempo dis“ É uma grande chance Para ponível, outra opção em ambas as para os empresários instituições de ensino são os cursos modulares que atendem a necesque desejam sidades específicas. “São ofertados melhorar sua rede cursos de curta duração voltados a capacitação e produtividade”, de relacionamentos, para comenta Fava. Jane completa: “temos a opção do EBA - Executive Bussiness o tão conhecido Administration-, módulos avulsos de network” carreira com duração de 24 horas.” A coordenadora do Centro de PósGraduação e Extensão da Opet, Jane Vechi, conta que, além das aulas, a instituição faz diversos eventos para integrar os alunos, sendo muitos abertos à comunidade. “É uma grande chance para os empresários que desejam melhorar sua rede de relacionamentos, o tão conhecido network”, diz. A partir de outubro, o Opet vai lançar também um de seus MBA na modalidade EaD (ensino a distância).

Consulte a lista das instituições de ensino superior credenciadas: educacaosuperior.inep.gov.br


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compo rtamento

soube da última?

babados

Um ditado popular diz que “quem conta um conto aumenta um ponto”. Uma pesquisa realizada pela SIRC (Social Issues Resources Center) em Oxford, Inglaterra, demonstrou que isso pode ser verdade: homens e mulheres fofocam a maior parte do tempo em que falam ao telefone: entre 55% e 67% do tempo total. Pauta de revistas e programas de TV, a fofoca pode até ser divertida em alguns casos, mas é preciso ter cuidado com ela, especialmente em ambientes de trabalho. Pouca gente sabe, mas uma fofoca pode desestabilizar um colaborador ou um setor da empresa. Descoberto, o fofoqueiro pode até ser demitido por justa causa. Assim, como contrariar outro ditado, que diz que o peixe morre pela boca? A fofoca normalmente está ligada à transmissão de uma informação incorreta ou incompleta sobre uma empresa, setor ou colega de trabalho, explica a HeadHunter da empresa de recursos humanos DeBernt Entschey, Rosanne Martins. “Isso gera equívocos, leva a uma compreensão incorreta do que acontece com a empresa”, afirma.

Apesar de acreditar que seja, até certo ponto, natural e impossível combatê-la em todas as suas instâncias, Rosanne diz que os gestores devem estar atentos ao caso da fofoca prejudicial à empresa. Especialista em gestão de pessoas, Jorge Ilkiu identifica quatro fatores principais potencialmente motivadores da fofoca nas companhias: competitividade no ambiente de trabalho, falta de maturidade da equipe, tempo livre mal utilizado e motivos pessoais do colaborador. Ele afirma que o “diz-que-me-diz” pode ser, sim, patológico para empresa, prejudicar a estrutura de trabalho. Ambos profissionais dizem acreditar que a melhor saída para tirar dúvidas seja uma boa conversa com os gestores. “O chefe deve ter boa vontade em ouvir seu colaborador e respondê-lo com transparência, sempre que for possível”, recomenda Rosanne. Ilkiu lembra que é importante partir da pauta da fofoca para entender os pontos onde o chefe ou gestor pode estar falhando. “A ‘caça às bruxas’ acaba prejudicando a equipe toda. Afinal, ninguém faz fofoca sozinho”, defende o gestor.

vidaalheia.com Engana-se quem pensa que a fofoca se restringe aos corredores das empresas. Já há algum tempo, outra plataforma vem servindo como uma boa base pra quem adora saber – e falar – mais sobre a vida alheia: a internet. Com programas de conversa instantânea e redes sociais, a “rádio-corredor” extravasa a sala do cafezinho. “Fofoca virtual é fofoca, do mesmo jeito”, destaca Rosanne, “e pode ser resolvida da mesma forma – com orientação e treinamento”, complementa. Para Ilkiu, as empresas não devem monitorar seus funcionários na rede, mas, em casos de incidentes, uma reunião de adequação do funcionário ao ambiente de trabalho é o ideal. “Não quer falar mal do chefe na frente dele? Não fale nas redes sociais!”, afirma. Os especialistas defendem que existem diversas formas de comunicação e integração da equipe pela qual os gestores podem optar para melhorar a relação da empresa: uma vez que acaba o burburinho, a empresa melhora sua relação com o colaborador e todo mundo sai ganhando. “A fofoca pode ser benéfica, sim, em qualquer plataforma, desde que a equipe seja madura e o gestor, inteligente”, encerra Ilkiu.

justa causa A fofoca pode parecer besteira, mas alguns casos podem ser mais graves, gerando até mesmo demissão por justa causa. Na Consolidação das Leis do Trabalho, os itens j e k do Art. 482 (Capítulo V) dispõem sobre atos contra a “honra e a boa fama” de colegas e empregadores. Confira os itens abaixo: “Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador: (...)

j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem; k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;”

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm (acessado em 12/07/2011).

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bate-papo

A força feminina na defesa da classe empresarial FACIAP conversa com Elizangela de Paula

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A formação em Ciências Contábeis e Direito, assim como o trabalho desenvolvido em sua empresa de consultoria em contabilidade foram os motivos que fizeram com que Elizangela de Paula Kuhn recebesse o primeiro convite para integrar a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (Acifi). Durante sua atuação como vice-presidente administrativa da entidade, na gestão 2008/2009, mais uma de suas qualidades veio à tona: a determinação feminina. Essa característica foi imprescindível para que ela continuasse a contribuir com a administração da ACE, mas, desta vez, em outra função. Em 2010, Elizangela tornou-se a primeira mulher a comandar a entidade, assumindo a presidência. Há um ano e meio no cargo, Elizangela está prestes a encerrar seus trabalhos na diretoria da Acifi com o término da gestão 2010/2011. Nesta entrevista, ela faz uma análise de seu trabalho, da valorização da mulher no ambiente profissional e dos principais desafios de assumir o cargo em Foz do Iguaçu, o principal município da fronteira do Paraná com a Argentina e o Paraguai.

EMPRESA &CIA


29 EMPRESA&CIA | Quais as

principais conquistas da sua gestão até o momento?

Elizangela Kuhn| Definitivamente, a principal delas foi a aproximação com os associados, assim como o aumento no número de associados, mas também tivemos outras conquistas muito importantes. Conseguimos a ISO 9001/2008, que é uma certificação de gestão. No ano passado, fomos vencedores do Prêmio Capacitar como Associação Comercial de Destaque. Também conseguimos reativar a área de capacitação profissional da Acifi e trabalhamos muito pelo desenvolvimento de Foz do Iguaçu.

EC | Durante este um ano e meio de trabalho, quais foram as principais frentes de atuação da Acifi? E|

Atuamos em várias frentes. Lutamos por diversas bandeiras, mas sempre preocupados com o desenvolvimento do município. As principais questões que mereceram nossa atenção e preocupação foram a reforma do Aeroporto Internacional de Foz, a duplicação da BR-469 e a melhoria da BR-277, incluindo a duplicação entre Medianeira a Cascavel e a construção de viadutos no perímetro urbano de Foz. Essas são questões prioritárias, pois o comércio e a indústria dependem da infraestrutura da cidade para continuar crescendo. Também estamos fazendo uma grande mobilização entre os cidadãos para que eles opinem sobre a proposta da Câmara Municipal para aumentar o número de vereadores e também somos idealizadores da Casa do Empreendedor, que começou a funcionar neste ano, fazendo atendimento a novos empreendedores para dar orientações e auxiliar na legalização dos estabelecimentos.

EC | Por falar em

desenvolvimento da cidade, como está Foz do Iguaçu nesse aspecto?

E| Como já disse anteriormente, o município precisa melhorar muito na questão de infraestrutura. Nos últimos anos, tivemos investimentos muito im-

portantes na cidade, tanto da iniciativa privada quanto do poder público, como reformas em hotéis e a chegada da Universidade Federal da Integração LatinoAmericana (Unila), mas a infraestrutura não tem acompanhado esses avanços. É por isso que precisamos de uma atenção maior para essa questão, pois a cidade está em crescimento. É claro que o foco ainda é o turismo, mas até mesmo o público do turismo não é mais o mesmo: está mais direcionado aos eventos e às famílias, não são mais aquelas pessoas que vinham somente com interesse em comprar produtos mais baratos no Paraguai. Outros setores econômicos também estão se desenvolvendo.

EC | Como lidar com a fronteira com o Paraguai? E|

Depende muito do segmento em que o comerciante atua. Os mais problemáticos ainda são os eletrônicos, os pneus e, de uns anos para cá, a concorrência também afetou os ramos de confecções e de calçados, pois os paraguaios começaram a comercializar esses produtos. É por isso que eu sempre falo que o empresário que consegue se destacar e sobreviver em Foz consegue atuar bem em qualquer lugar do mundo. Realmente é preciso se adaptar às condições peculiares de Foz, que é uma cidade muito diferente de qualquer outra no Paraná. Muitas vezes, a concorrência é desumana. Para enfrentá-la, o empresário tem de aprender a ter foco no negócio, principalmente oferecendo produtos que ainda não estão disponíveis no país vizinho.

EC | E como a Acifi pode contribuir para amenizar esses prejuízos? E|

A principal colaboração é pensar permanentemente no assunto, tentar propor soluções e realizar muitos eventos e ações para divulgar o comércio e os produtos locais, como a Feira da Acifi, que vamos realizar em setembro, e também orientar os associados para que façam ações em conjunto, como compras coletivas. Além disso, nossa maior batalha é para que

haja uma legislação específica para as regiões de fronteira. Só assim conseguiríamos ter um mercado mais competitivo.

EC | Além das ações em prol do desenvolvimento do município, quais outros programas a Acifi tem desenvolvido? E|

Temos dois conselhos muito atuantes, que são o Conselho da Mulher Empreendedora e o Cojefi – Conselho do Jovem Empreendedor, um programa de empreendedorismo que envolve todas as faculdades da cidade. Estamos terminando o projeto de construção da nova sede, um prédio de 20 andares, que deixaremos pronto para que a próxima diretoria execute. Em agosto, também teremos o 2º Baile do Empresário, em comemoração aos 60 anos de fundação da Acifi. Durante o evento, teremos o lançamento do livro “60 Anos, a Melhor Idade”, uma iniciativa da gestão 2010/2011 para preservar a memória da Acifi. Além disso, temos também outros projetos voltados para o município de Foz do Iguaçu, como as parcerias com a Itaipu Binacional e Secretaria de Estado do Turismo para restruturação da Ponte da Amizade e do centro da cidade.

EC | Assim como a Acifi,

o próprio país tem uma presidente mulher. Este é realmente o momento das mulheres no comando?

E|

Pois é, temos até uma mulher no comando do Fundo Monetário Internacional (FMI). Eu acredito sim que as mulheres têm um jeito diferente de imprimir sua gestão. A sensibilidade e o detalhismo que temos fazem a diferença na administração das organizações. Isso faz com que as instituições ganhem, assim como seus representados. Mas é claro que as mulheres têm de saber conciliar sua forma de trabalhar com a ala masculina.


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curiosidades

hora da ciesta Estudo apresentado por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, aponta que o cochilo depois do almoço pode melhorar a atenção, a memória, as habilidades motoras, o humor e a capacidade de tomar decisões. Ter vontade de cochilar depois do almoço é biológico, dizem os especialistas. É normal que haja uma queda na temperatura do corpo no meio da tarde, similar à que ocorre no meio da madrugada. Empresas como o Google e a Nike estão entre os defensores globais da soneca. Mas cresce o número de empregados, também no Brasil, que podem dar uma dormidinha depois do almoço com o apoio do chefe. Em 2010, o Instituto Great Place to Work (GPTW) listou entre as 100 Melhores Empresas para se Trabalhar dez casos de ambientes corporativos feitos para o descanso. Mas há um alerta: o ideal é que o descanso dure de 20 a 40 minutos. Depois disso, a pessoa entra num estágio mais profundo de sono e, ao acordar no meio dele, pode sentir mais dificuldade de entrar no ritmo.

em dia Existem produtos que pedem uma dose de criatividade na hora da divulgação para não ofender nenhum consumidor. Pensando nisso, a Gillette desenvolveu uma campanha diferente na Alemanha em prol dos corpos bem depilados.

Para promover os produtos femininos e masculinos da marca, a agência BBDO desenvolveu uma linha de brindes que mostram os benefícios da Gillette Venus e da Gillette Fusion sem precisar falar diretamente no problema. Distribuiu estas toalhas em parques, dando a entender que as lâminas servem para todo o corpo, tanto para homens como mulheres. Pelo visto a ação foi um sucesso, as toalhas foram honestamente roubadas em poucos dias.

Livre-se da sacola plástica com estilo À primeira vista, parece uma sacola plástica como outra qualquer, mas não é. A Puma está trocando suas sacolas de compras convencionais por uma 100% biodegradável feita inteiramente com amido de milho. O produto se decompõe naturalmente em três meses ou pode ser dissolvida na água em apenas três minutos.

EMPRESA &CIA

Assim, a empresa calcular economizar 192 toneladas de plástico e 293 toneladas de papel por ano. A nova sacola está sendo chamada de “Clever Little Shopper” em tradução livre seria algo como “Sacolinha de Compras Inteligente”. Com esta iniciativa, a empresa enfatiza que não haverão mais sacolas da marca em aterros sanitários nos próximos cem anos.


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d icas

O Espírito do Dinheiro Livro

Entender a relação de cada pessoa com o dinheiro é o princípio da obra “O Espírito do Dinheiro”, do consultor em marketing e vendas Júlio Sampaio. O livro mostra a relação entre o ganho e uso do dinheiro com a espiritualidade. Aborda também cenários de orçamentos pessoais bem elaborados e a importância de cultivar sonhos. Nesta 4ª edição, há um novo capítulo sobre gestão do tempo na vida e nos negócios. Para Sampaio, “planejar o tempo é assumir a direção de nossas vidas. Caso contrário, ela será feita pelos outros”. O livro mostra que são nossas atitudes que determinam a entrada e saída de dinheiro, permitindo-nos adotar práticas que estejam de acordo com os nossos objetivos. Editada pela Qualitymark, a obra pode ser encontrado em livrarias e também está disponível para download no site: www.oespiritododinheiro.com.br

PEOPLE& ORGANIZATIONS BLOG

MOTIVAÇÃO DVD

No blog People & Organizations você pode conferir orientações sobre assuntos relacionados a carreira e negócios. O consultor em recursos humanos Bernet Entschev e sua equipe fornecem conteúdos para auxiliar empresas e empresários a desenvolver o seu talento. Acompanhe e boa leitura: debernt.wordpress.com

Quer melhorar o atendimento da sua empresa, fidelizar clientes, encarar melhor a concorrência e ter sucesso? No DVD Motivação, o antropólogo Luiz Marins oferece ao público uma série de produtos motivacionais voltados para a formação e o aperfeiçoamento profissional. Visite o site e confira as opções que mais tem a ver com seu momento: www.motivashop.com.br

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

As Livrarias Curitiba contam todos os meses com uma programação cultural com eventos dos mais variados gêneros nas suas lojas. Lançamentos literários, sessões de autógrafos, palestras e encontro com escritores locais e de outros Estados. Para quem quer se atualizar tem até clube de conversação de línguas estrangeiras. Na programação não faltam palestras e eventos voltados para os empresários que abordam economia, criatividade e muito mais. Entrada Gratuita. Acesse para saber mais e participe: www.livrariascuritiba.com.br


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age n da

Associação Comercial e Empresarial de Palotina

Palestra|

Meio Ambiente & Geração de Emprego Data: 17/09/2011 Horário: das 8h às 9h Capacitação|

ACIA

Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana

19ª Feira de Ponta de Estoque – Festoque Data: de 7/9/2011 a 11/9/2011 Local: Tropical Shop Mais informações: (43) 3055-3377 www.acia.org.br

Como vender mais e melhor

Data: 27 e 29/09 Horário: das 19h às 23h Facilitador: Heládio Balerini Mais informações: (44) 3649-2387 www.acipapalotina.com.br

ACIPG

Associação Comercial e Industrial de Terra Boa

11ª Feira Ponta de Estoque Data: Setembro Horário comercial

Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa

2º ACIPG em Festa – 89 anos da entidade e 7º Prêmio Mérito Empresarial

Mais informações: (44) 3641-1634 Além da feira serão oferecidos exames preventivos, salão de beleza, exposições.

Data: 30/09/2011 Local: Salão Nobre do Clube Ponta Lagoa

Acifi

Mais informações: (42) 3220-7200 www.acipg.org.br

3ª Feira da Acifi

ACEFB

Associação Empresarial de Francisco Beltrão

XV Semana Empresarial de Francisco Beltrão Datas: 29/08/2011 Local: Espaço da Arte Mais informações: (46) 3524 5421 ou 3524 5959 www.acefb.com.br Para comemorar 15 edições, serão 15 dias de palestras, visitas técnicas e talk show. Na abertura, palestra com o jornalista e apresentador Paulo Henrique Amorim.

Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu

18º Maringá Liquida

Aciaa

Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Astorga

Comunicação para Vendedores Data: 22 a 25/8/2011 Mais informações: (44)3234-3266 www.aciaastorga.com.br

Acimacar

Associação Comercial e Industrial de Marechal Cândido Rondon

Feira Ponta de Estoque – Conselho da Mulher Empresária Data: 11/09/2011 Tele salas |

Mais informações: www.feira.acifi.org.br

Empretec

Nesta 3ª edição, além da participação de 70 expositores, serão promovidas palestras, shows, a 1ª Feira de Tecnologia da Informação, Festival do Morango, Feirão de Impostos e Impostômetro.

Associação Comercial e Empresarial de Maringá

Data: 26 a 28/08/2011 Local: nas mais de mil empresas da cidade Horário: no sábado, as lojas abrem até as 18h e no domingo, das 14h às 20h. Os shoppings funcionarão em horário habitual.

Data: 7 a 10/09/2011 Local: Rafain Palace Hotel e Convention Center

“Aprender a Empreender” Datas: 13, 14, 20, 21 e 27/09/2011

Data: 19 a 24/09/2011 Palestra comemorativa |

“Dia do Cliente” Data: 20/09/2011

Palestra comemorativa |

Acine

Associação Comercial e Empresarial de Nova Esperança

Acine Mulher Data: 9 e 10/9/2011 Local: Salão Paroquial Horário: das 10h às 22h Mais informações: (44) 3252 - 4242 www.portalacine.com.br

EMPRESA &CIA

Acim

“Dia da Secretária” – Conselho da Mulher Empresária Data: 30/09/2011 Endereço: Rua Sergipe, 625 - Centro Mais informações: (45) 3254-1299 www.acimacar.com.br


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artigo

associativismo na luta por

uma causa comum O empresariado do Paraná precisa de fortalecimento. As Associações Comerciais e Empresariais (ACEs) são a ferramenta para essa transformação. A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) não mede esforços para buscar representatividade junto às coordenadorias espalhadas pelo Estado, para negociar com os governos estadual e federal incentivos para os municípios. Neste momento, o associativismo unido pela mesma causa pode ajudar a conquistar as melhorias necessárias para os micro e pequenos empresários. Entre as principais lutas está busca por investimento em infraestrutura, principalmente no setor de logística. A Região Oeste, por exemplo, precisa de duplicação da BR-277, da continuidade das obras da Ferroeste e, principalmente, de um novo aeroporto regional.

As ACEs devem ser vistas como agentes do desenvolvimento de cada município. Para haver essa conscientização, a Faciap incentiva cada vez mais o envolvimento dos micro e pequenos empresários ligados a essas associações. Para a concretização desse feito, a Federação tem utilizado os programas Capacitar e Empreender. São duas ferramentas que visam à capacitação e instrumentalização dos micro e pequenos empresários. São cursos, treinamentos e palestras que ocorrem nos quase 300 municípios associados a Faciap.

“ Só a força do associativismo pode fazer a diferença na hora de lutar por um ideal comum.”

Sem infraestrutura nas cidades do interior, não há como haver desenvolvimento. Sem desenvolvimento, não há como competir com quem está mais fortalecido. Esses benefícios que estão sendo buscados tornarão os municípios cada vez mais competitivos e, com isso, a população não vai mais precisar buscar emprego nos grandes pólos. A oportunidade de trabalho vai estar bem próxima, nas empresas das cidades do interior. A Faciap dá prioridade a outras duas bandeiras: uma é sobre a guerra fiscal que vem sendo travada entre o Paraná e outros Estados, por causa da diferenciação de alíquota do ICMS. A outra é sobre o piso salarial paranaense, que é um dos maiores do Brasil. É preciso mudar essa realidade para que as micro e pequenas empresas não sejam prejudicadas.

Outra ferramenta utilizada para enriquecer o potencial de negociação e competitividade das ACEs é o Instituto de Planejamento e Promoção de Comércio Exterior (Ippex). O reconhecimento do trabalho está em todo o país. São mais de dez federações que utilizam o sistema de emissão do certificado de origem online. Além disso, os micro e pequenos empresários do Paraná participam, periodicamente, de fóruns, palestras e treinamentos para aprender a trabalhar conforme a legislação de importação e exportação.

As associações comerciais e empresariais precisam se unir para fortalecer cada vez mais o desenvolvimento local e seu poder de competitividade junto aos grandes centros. Só a força do associativismo pode fazer a diferença na hora de lutar por um ideal comum. Um empresário até consegue ter êxito no seu negócio sozinho, mas, quando faz parte de um movimento, fica muito mais forte.

Rainer Zielasko Presidente da Faciap e empresário do setor têxtil

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REVISTA DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS E EMPRESARIAIS DO ESTADO DO PARANÁ | julho a setembro de 2011 | ano 5 | nº 15

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