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número 31 | ano 08

julho/ago/set 2017 Publicação Sinepe/PR

O X da Questão CONHEÇA O RESULTADO DO ESTUDO QUE REVELA O COMPORTAMENTO E VALORES DAS CHAMADAS GERAÇÕES X E MILLENNIALS E SAIBA COMO A SUA INSTITUIÇÃO DE ENSINO PODE ATRAIR AMBAS AS GERAÇÕES HACKATHON Sinepe/PR promove maratona inédita de 36 horas em prol da Educação

REFORMA TRABALHISTA Confira 7 pontos que mudam a CLT na prática a partir de novembro


ín.di.ce sm

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CARREIRA

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REFORMA TRABALHISTA

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SUCESSÃO FAMILIAR

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CENÁRIOS DA EDUCAÇÃO

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UNIVERSO DAS ASSOCIADAS

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ARTIGO

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AGENDA

Três educadores contam qual história mais marcou sua carreira

Bernt Entschev listou as causas mais prováveis de falência nas empresas quando a sucessão não é devidamente planejada

Confira 7 pontos que mudam a CLT na prática

O X DA QUESTÃO

Conheça o resultado do estudo de comportamento e valores das chamadas gerações X e Millennials, por Walter Longo

HACKATHON

Sinepe/PR realiza maratona com 36 horas em busca de inovações para a educação particular

Emerson Santos fala sobre os desafios enfrentados pelos gestores de escolas na era tecnológica

Acompanhe as novidades das instituições associadas ao Sinepe/PR

Rápida abordagem sobre os desafios da Educação Inclusiva, por Juliano Siqueira de Oliveira

Cursos e palestras do Sinepe/PR para o segundo semestre de 2017


e.di.to.ri.al adj m+f

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SINEPE/PR Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná www.sinepepr.org.br / wwww.facebook.com/sinepepr

Na preparação para a volta às aulas do segundo semestre letivo tivemos um belo encontro com o presidente do Grupo Abril, Walter Longo. A convite do Sinepe/PR, ele esteve em Curitiba no final de julho, para apresentar aos gestores e educadores das nossas instituições associadas os resultados de um extenso estudo denominado “O X da Questão”, que revela o comportamento e valores das chamadas gerações X e Millennials. O estudo nos fez refletir como comunicar os valores das nossas instituições para atrair novos alunos e a identificação com ambas as gerações. Compartilhamos nas próximas páginas alguns apontamentos fundamentais sobre esta pesquisa.

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Em agosto, o Sinepe/PR realizou seu primeiro Hackathon com tema voltado ao desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que serão aplicadas à Educação. Contamos com aproximadamente cem participantes em 36 horas de maratona. Nosso objetivo com esta competição foi buscar soluções inovadoras voltadas à educação, principalmente aos desafios que o segmento privado de ensino enfrenta no dia a dia. Nesta edição da revista Escada você confere em detalhes como foi esse grande evento. Também trazemos temas de relevância nacional como as mudanças da reforma trabalhista e de que forma elas podem impactar o nosso setor. Para discorrer sobre o assunto contamos com a contribuição da nossa assessoria jurídica. Outro tema que continua sempre relevante é a inclusão. Quem faz uma rápida abordagem sobre os desafios da Educação Inclusiva é o assessor jurídico do Sinepe/PR, Dr Juliano Siqueira de Oliveira. Confira estes conteúdos e muito mais.

Boa leitura Esther Cristina Pereira Presidente do Sinepe/PR

CONSELHO DIRETOR BIÊNIO 2016 /2018 DIRETORIA EXECUTIVA Presidente

Esther Cristina Pereira

1º Vice-Presidente

Rosa Maria Cianci Vianna de Barros

2º Vice-Presidente

Dirley Carlos Correa

Diretor Administrativo

Douglas Oliani

Diretor Econômico/Financeiro

Gilberto Vizini Vieira

Diretor de Legislação e Normas

Nilson Izaias Pegorini

Diretor de Planejamento

Lino Afonso Jungbluth

Diretoria de Ensino Diretor de Ensino Superior

José Antonio Karam

Diretor de Ensino Médio

Paulinho Vogel

Diretor de Ensino Fundamental

Ir. Maria Zorzi

Diretor de Ensino da Educação Infantil

Dorojara da Silva Ribas

Diretor de Ensino dos Cursos Livres

Valdecir Cavalheiro

Diretor de Ensino dos Cursos de Idiomas

Magdal Justino Frigotto

Diretor de Ensino das Academias

Ana Dayse Cunha Agulham

Diretor de Marketing

Rogério Mainardes

Diretor de Ensino da Educação Profissional Técnica de Nível Médio Gilberto Paulo Zluhan Diretor dos Cursos Pré-Vestibulares

Renato Ribas Vaz

Diretor da EaD

Wilson de Matos Silva Filho

Diretor de Sistemas de Ensino

Acedriana Vicente

Diretor de Ensino de Pós-Graduação

Carmen Luiza da Silva

CONSELHEIROS 1º Conselheiro

Ailton Renato Dörl

2º Conselheiro

Pedro Roberto Wiens

3º Conselheiro

Naura Nanci Muniz Santos

4º Conselheiro

Roberto A. Pietrobelli Mongruel

5º Conselheiro

Jorge Apóstolos Siarcos

6º Conselheiro

Leonora Maria J. Mongelós

7º Conselheiro

Eloína Helena Farias da Costa Guerios

8º Conselheiro

Gisele Mantovani Pinheiro

9º Conselheiro

José Eldir Ost

10º Conselheiro

Jaime M. Marinero Vanegas

11º Conselheiro

Volnei Jorge Sandri

12º Conselheiro

José Luis Chong

13º Conselheiro

Diogo Richartz Benke

14º Conselheiro

Fernando Luiz Fruet Ribeiro

15º Conselheiro

Wilson Picler

16º Conselheiro

Bruno Ramos Neves Branco

17º Conselheiro

Sérgio Herrero Moraes

CONSELHO FISCAL Efetivos

Suplentes

Edison Luiz Ribeiro

Ir. Anete Giordani

Armindo Vilson Angerer

Haroldo Andriguetto Junior

Raquel A. M. M de Camargo

Luiz Antônio Michaliszyn Filho

DELEGADOS REPRESENTANTES - FENEP/CONFENEN Ademar Batista Pereira

José Antonio Karam

CONSELHO DE EX-PRESIDENTES DO SINEPE/PR Jacir J. Venturi

Emília Guimarães Hardy

José Manoel de Macedo Caron Jr.

Maria Luiza Xavier Cordeiro

Naura Nanci Muniz Santos

Ademar Batista Pereira

Maria Alice de Araújo Lopes


DIRETORIAS REGIONAIS SINEPE/PR - Regional Oeste (Cascavel) Diretor-Presidente

Gelson Luiz Uecker

Diretor de Ensino Superior

Lucas Renato da Silva

Diretor de Ensino da Educação Básica

Ir. Antonio Quintiliano

Diretor de Ensino da Educação Infantil

Ir. Marli de Melo Campanharo

Diretor dos Cursos Livres/Idiomas

Denise Veronesi

SINEPE/PR - Regional Cataratas (Foz do Iguaçu) Diretor-Presidente

José Elias Castro Gomes

Diretor de Ensino Superior

Fábio Hauagge do Prado

Diretor de Ensino da Educação Básica

Antonio Krefta

Diretor de Ensino da Educação Infantil

Graziela Rodrigues e Asperti Basim

Diretor de Ensino dos Cursos Livres/Idiomas

Nerval Martinez Silva e Adriana da Silva Gomes

SINEPE/PR - Regional Sudoeste (Pato Branco/Francisco Beltrão) Diretor-Presidente

Ivone Maria Pretto Guerra

Diretor de Ensino Superior

Hélio Jair dos Santos

Diretor de Ensino da Educação Básica

João Carlos Rossi Donadel

Diretor de Ensino da Educação Infantil

Amazilia Roseli de Abreu Pastorello

Diretor de Ensino dos Cursos Livres/Idiomas

Vanessa Pretto Guerra Stefani

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SINEPE/PR - Regional Campos Gerais (Ponta Grossa) Diretor-Presidente

Osni Mongruel Junior

Diretor de Ensino Superior

Marco Antônio Razouk

Diretor de Ensino da Educação Básica

Irmã Edites Bet

Diretor de Ensino da Educação Infantil

Maria de Fátima Pacheco Rodrigues

Diretor de Ensino dos Cursos Livres/Idiomas

Paul Chaves Watkins

SINEPE/PR - Diretoria da Regional Central (Guarapuava/União da Vitória)

Revista Escada Publicação periódica de caráter informativo com circulação dirigida e gratuita. Desenvolvida para o Sinepe/PR. Editada pela Editora Inventa Ltda - CNPJ 11.870.080/0001-52 Rua Comendador Araújo, 534, 2o andar, sala 4 – Centro - Curitiba - PR Conteúdo

IEME Comunicação www.iemecomunicacao.com.br

Diretor-Presidente

Dilcemeri Padilha de Liz

Diretor de Ensino Superior

Rodrigo Borges de Lis

Jornalista responsável

Marília S. Bobato DRT/PR 6828

Diretor de Ensino da Educação Básica

Juelina Simão Marcondes

Diretor de Ensino da Educação Infantil

Jean Felde de Liz

Projeto gráfico e ilustrações

D-Lab - www.dlab.com.br

Diretor de Ensino dos Cursos Livres/Idiomas

Marcos Aurélio Lemos de Mattos

Comercialização

Editora Inventa

Críticas e sugestões

contato@revistaescada.com.br

Comercial

jessica@iemecomunicacao.com.br marilia@iemecomunicacao.com.br (41) 3253 0553

SINEPE/PR - Regional Litoral (Paranaguá) Diretor-Presidente

Luiz Antonio Michaliszyn Filho

Diretor de Ensino Superior

Ivan de Medeiros Petry Maciel

Diretor de Ensino da Educação Básica (Ensino Fundamental)

Selma Alves Ferreira

Diretor de Ensino da Educação Básica (Ensino Médio)

Mirian da Silva Ferreira Alves

Diretor de Ensino da Educação Infantil

Lilian R. M. Borba

Diretor de Ensino dos Cursos Livres/Idiomas

Liliane C. Alberton Silva

A REVISTA DAS ESCOLAS PARTICULARES DO PARANÁ

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, a opinião desta revista. Conselho editorial

Esther Cristina Pereira Fátima Chueire Hollanda Ir. Maria Zorzi José Antonio Karam Márcio M. Mocellin Rosa Maria C. Vianna de Barros Rogério Mainardes

Aprovação

Esther Cristina Pereira

Impressão e acabamento Logística e Distribuição

Maxi Gráfica e Editora Ltda Correios


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QUAL HISTÓRIA MAIS MARCOU

subst.

SUA CARREIRA DE EDUCADOR ATÉ HOJE?

Tenho 28 anos de carreira como educadora e diretora de escola em Curitiba. Iniciei um jardim de infância com apenas quatro alunos em uma casa de 70 m². Foram muitos obstáculos, desafios, aprendizados e vitórias, até que em 1998, com o apoio da família, dos amigos e da comunidade, fundei o Colégio Novo Éden, hoje com mais de mil alunos. Sempre acreditei no poder da educação por uma sociedade melhor e com muita fé nunca pensei em desistir. Em maio deste ano, recebi da Câmara Municipal de Curitiba, através da indicação do Vereador Marcos Vieira,

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Um privilégio de atuar como educadora é certamente vivenciar muitos momentos especiais. Entre estas histórias, fui presenteada com a oportunidade de voltar a dar aulas aos jovens que foram da minha primeira turma do Maternal 1. Praticamente minha vida inteira está entrelaçada com o Colégio Sion. De meus 29 anos de idade, estou há 27 anos na escola, primeiro como aluna e depois como educadora. Acompanhei esta turma de alunos, que entrou na escola com cerca de um ano e meio de idade, por mais dois anos,

Ser professora, até que eu entrasse no Ensino Médio, não era exatamente a profissão que eu queria seguir ou que fazia parte dos meus sonhos. No entanto, para que eu continuasse como aluna no São José de Rio Negro - o Bom Jesus de hoje - teria de cursar o magistério. Aceitei! Para minha surpresa, aos poucos fui me identificando e me apaixonando pela ideia de ensinar. E é isso que faço e amo fazer há quase 30 anos. Ensinar, acompanhar e auxiliar no desenvolvimento é sempre mágico. Por mim já passaram médicos, advogados, engenheiros e professores.

o ‘Prêmio Profissional do Ano 2017’, que prestigia os profissionais locais que mais se destacaram nos trabalhos desempenhados. Me senti muito honrada e feliz com essa conquista especial, pois me fez relembrar toda a minha trajetória profissional e pessoal para chegar até aqui. A paixão pela educação não tem limites quando ensinamos a realizar sonhos.” Maria Wilsa Coutinho da Silva, psicóloga e diretora do Colégio Novo Éden (Curitiba)

no Maternal 2 e no Jardim 1. Agora que estão adolescentes, sou novamente professora deles na disciplina de Educação Física. É muito especial vê-los nesta fase, constatar como ficaram amigos e cresceram com valores sólidos, conforme os princípios da Metodologia Montessori, de respeito ao próximo e disposição para ajudar. É marcante ver o resultado de um processo de educação que acompanhei desde o início.” Thaisa Rodbard Mileo, professora de Educação Física do Colégio Sion (Curitiba)

Quando ensino professores me sinto dando continuidade à minha missão. Mas, o meu maior presente foi saber que o meu filho será um professor. Quando eu perguntei para ele o por quê de ele seguir a mesma profissão da mãe, ele me respondeu: ‘Me vi em você e me achei. Quero fazer como você fazia!’, quando lembro disso não tenho dúvida, faria tudo de novo, desde o início se preciso fosse.” Luciane Machado, professora do Bom Jesus São José (Rio Negro)

EDUCADOR, CONTE PARA NÓS QUAL FOI A HISTÓRIA QUE MAIS MARCOU A SUA CARREIRA. ENVIE SEU DEPOIMENTO COM FOTO PARA JESSICA@IEMECOMUNICACAO.COM.BR E CONFIRA NA PRÓXIMA PUBLICAÇÃO.


A SUA EMPRESA E AS MUDANÇAS

TRAZIDAS COM A REFORMA TRABALHISTA

Confira 7 pontos que mudam a CLT na prática Desde a tramitação do Projeto de Lei 6.787/2017 até a efetiva sanção da Lei 13.467/2017 em 13 de julho – Reforma Trabalhista, que tem por escopo a adequação dos contratos de trabalhos com a realidade econômica que assola o País, muito se falou a respeito das principais mudanças, porém as mais significativas não foram abordadas ainda. Sem sombra de dúvidas, a alteração mais expressiva da Reforma Trabalhista é a possibilidade de flexibilização das condições de trabalho, por intermédio de negociação coletiva de trabalho e até mesmo pacto individual, que conferem ao empregador maior autonomia no seu poder de direção, com a consequente redução da intervenção estatal na relação empregado e empregador. Assim, esse novo cenário na seara trabalhista certamente irá resultar, dentro de uma projeção de tempo, a redução de custos com mão de obra ao empregador, o aumento no índice de empregados e o aquecimento na economia, bem como a adequação da legislação às novas modalidades de trabalho, impostas pela globalização. Sobre o assunto, a revista Escada consultou os advogados Diego Muñoz e Rafaela Sionek, do escritório Diego Muñoz e Advogados Associados, que presta assessoria jurídica para o Sinepe/PR. Confira os principais pontos listados por eles que serão alterados com a Reforma Trabalhista que deve entrar em vigor a partir de novembro de 2017 e quais serão os impactos nos contratos de trabalho vigentes.

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Por fim, é permitida compensação da jornada até a semana imediatamente posterior à execução das horas extras. Caso contrário, o empregador deverá promover o pagamento na folha de pagamento do mês subsequente.

3. TELETRABALHO

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Considerando o fenômeno da globalização e a necessidade de regulamentação ao trabalho remoto, a Reforma Trabalhista “foi obrigada” a trazer a regulamentação desta modalidade de trabalho. O teletrabalho é aquele exercido fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e comunicação (computadores, tablets, celular, etc.), 1. TEMPO À DISPOSIÇÃO DO EMPREGADOR que não caracterizem trabalho externo. Com a Reforma, o §2º do art. 4º da CLT, Esta modalidade de trabalho deverá ser dispõe que não será considerado tempo ajustada através de contrato individual à disposição do empregador, tampouco escrito, com a devida descrição das atividades desempenhadas pelo computado como hora extraordinária, empregado, sendo este excluído do ainda que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto, quando o empregado, controle de jornada. por sua decisão particular, permanecer Será possível a transferência do empregado que labora do regime no local de trabalho, em caso de presencial para o teletrabalho, através insegurança nas vias públicas ou más de acordo escrito entre as partes. condições climáticas, para exercício O contrário também será permito de atividades particulares, bem como (teletrabalho para presencial), por para práticas religiosas, descanso, determinação do empregador, com a estudo, alimentação, atividade de relacionamento social, higiene pessoal e concessão de um prazo de 15 dias de troca de roupa ou uniforme, o qual não transição. seja obrigatório a troca na empresa.

4. TRABALHO INTERMITENTE 2. TRABALHO EM REGIME DE TEMPO PARCIAL A partir da Reforma o trabalho em regime de tempo parcial será aquele exercido por até 30 horas semanais, sem a possibilidade de prestação de horas extras, ou, ainda, aquele cuja duração semanal não exceda a 26 horas, com a possibilidade de realização de até 06 horas extras semanais. É possível a estipulação do contrato em duração inferior a 26 horas semanais, com horas suplementares no mesmo limite mencionado. O empregado poderá solicitar o abono pecuniário, convertendo um terço de suas férias em pecúnia, sendo que o período de férias passa a ser regido pelo artigo 130 da CLT.

Outra novidade é o trabalho intermitente, no qual a prestação de serviços não é contínua, visto que há alternância de períodos de prestação de serviços com inatividade, seja em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador. É permitida a estipulação desta modalidade de trabalho até para as atividades disciplinadas por legislação específica. Por se tratar de contrato especial de trabalho, este deverá ser celebrado necessariamente por escrito, contendo o valor da hora do trabalho, que não pode será inferior ao valor hora do salário mínimo ou aos valores devidos aos


empregados que laborem na mesma função em contrato intermitente ou não. A convocação para o trabalho deverá ocorrer por qualquer meio, com antecedência mínima de 03 dias corridos, com 01 dia útil para resposta do empregado. A Reforma estipulou ainda a aplicação de multa à parte que descumprir, sem justo motivo, a oferta para comparecimento ao trabalho no valor de 50% da remuneração que seria devida, permitida a compensação.

5. EQUIPARAÇÃO SALARIAL E QUADRO DE CARREIRA A Reforma trouxe limitação a pretensão de equiparação salarial do empregado. Terá direito a Equiparação Salarial quando o empregado exercer trabalho de igual valor, ou seja, mesma produtividade e perfeição técnica, entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço para o mesmo empregador não seja superior a quatro anos e a diferença de tempo na função não seja superior a dois anos. É possível a estipulação do quadro de carreira, que obsta o direito à Equiparação Salarial, através de norma interna da empresa ou de negociação coletiva, dispensada a homologação ou registro do mesmo. As promoções deverão ser feitas por merecimento e por antiguidade, dentro de cada categoria profissional.

6. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO As alterações nesse tópico foram significativas. A começar pela ausência da necessidade de homologação sindical, quando da rescisão contratual, cabendo ao empregador apenas a comunicação aos órgãos competentes e o pagamento das verbas rescisórias, que deve ser realizado em até dez dias do término do contrato de trabalho. Outra novidade é a possibilidade de acordo entre empregado e empregador para extinção contratual, nesse caso o empregado irá receber as verbas rescisórias, sendo possível a movimentação de até 80% da conta vinculada do FGTS e a percepção de metade do aviso prévio, se indenizado.

7. QUITAÇÃO ANUAL Foi criada a possibilidade de empregado e empregador firmarem termo de quitação anual de obrigações trabalhistas, na vigência ou não do contrato de trabalho, desde que com a devida assistência da entidade sindical da categoria profissional. O termo deve conter a discriminação de todas as parcelas e obrigações de dar e fazer cumpridas mensalmente e dele constar a quitação anual dada pelo empregado, que confere eficácia liberatória das parcelas nele especificadas.

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en.tre.vis.ta s.f

T / Ari Lemos F / Divulgação

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O X DA QUESTÃO

PARA A EDUCAÇÃO CONHEÇA O RESULTADO DO ESTUDO de comportamento e valores das chamadas gerações X e Millennials, apresentado em Curitiba pelo presidente do Grupo Abril, Walter Longo; e saiba como a sua instituição de ensino pode se comunicar melhor com ambos os públicos


Walter Longo é um dos profissionais de comunicação mais experientes do Brasil. Já atuou nas áreas de vendas, show-business (no Brasil, Argentina e EUA), presidiu agência de publicidade e propaganda e também empresa do ramo de TV à cabo. Atualmente é o presidente do Grupo Abril, um dos maiores conglomerados de comunicação da América do Sul. A convite do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR), ele esteve em Curitiba no final de julho, para apresentar aos gestores e educadores das instituições associadas os resultados de um extenso estudo denominado “O X da Questão”. A pesquisa revela o comportamento e valores das chamadas Gerações X (nascidos entre as décadas de 60 a meados de 80) e os Millennials (nascidos entre os anos 80 e 90). Além disso, o estudo traça o perfil e poder de consumo, bem como a influência nas decisões individuais e familiares entre ambas as gerações, que estão em uma faixa etária consideradas atualmente como as mais produtivas economicamente na sociedade. Para a elaboração da pesquisa foram feitas mais de 1.800 entrevistas, centenas de horas de análise e muita conversa. A reflexão sobre esse trabalho de comunicação publicitária, junto aos gestores e empresários, serviu para que possam identificar e atrair ambas as gerações e buscar melhores soluções na forma de comunicar os valores de suas instituições de ensino. Para Walter Longo, as empresas não morrem somente ao fazer as coisas erradas. Elas morrem também por fazerem as coisas certas por um tempo longo demais. “Vivemos em uma sociedade em que as transformações são cada vez mais rápidas, em que tudo é mais efêmero, em que pessoas e empresas precisam correr para sair do lugar, pois se ficarem paradas, deixarão de competir. A verdade é que as pessoas e organizações não devem apenas se preparar para essas grandes transformações. Devem provocá-las”, comentou o presidente do Grupo Abril.

O estudo abre uma discussão sobre a Geração X, uma parcela da população com alto potencial de consumo, interesse em adquirir bens e serviços, um elevado poder de influenciar e um nato espírito empreendedor, mas que, por alguma razão, foi deixada de lado pela indústria da comunicação, que cria e veicula cada vez mais as mensagens para os Millennials, um público com menos dinheiro e pouca vontade de consumir. “Esse encontro foi uma grande oportunidade para refletirmos a comunicação com as gerações de pais e alunos que estão presentes no dia a dia de nossas atividades”, disse a presidente do Sinepe/PR, Esther Cristina Pereira. De acordo com ela, foi um bom momento para olhar as novas abordagens, os estudos e a comunicação profissional de outros segmentos empresariais. “Assim também podemos melhorar a comunicação de nossas instituições que, muitas vezes, ficam à margem das grandes discussões do mundo da comunicação e do marketing”, completou. Confira na íntegra a entrevista com Walter Longo e mais informações sobre a pesquisa realizada por ele.

CONTEXTUALIZANDO Geração X Formada por pessoas que nasceram entre as décadas de 60 a meados de 80, que têm atualmente entre 35 a 56 anos. É a geração que ocupa o topo do consumo, das empresas e da influência. Representam 27% da população e correspondem a mais da metade da renda gerada no país. Milennials ou Geração Y Formada por pessoas que nasceram entre a década de 80 e 90. É a geração que iniciou a fase jovem/ adulta no início do milênio. São marcados por um espírito livre, porém, na média, não têm alta renda e não se preocupam em tê-la para se bancar, principalmente, no que tange à moradia. Tem sido a geração vulgarmente chamada de NEM NEM - traduzida como nem estuda e nem trabalha.

Walter Longo Presitende do Grupo Abril


REVISTA ESCADA - Atualmente vivemos um momento de profunda transição no país. Na sua visão como profissional de comunicação, qual é o papel da educação neste contexto?

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“Hoje estamos em uma era pós-digital e não faz mais sentido continuar falando apenas com os jovens”

WALTER LONGO - Vivemos um momento no qual está ocorrendo a troca dos espertos pelos justos. O papel da educação é o de ajudar nesse processo para garantir que não voltemos mais para trás. Uma coisa que ninguém lembra, ou se esquece, é que a ética e estética andam juntas. Uma nação estética é também ética, e vice-versa. Cabe às escolas o papel de gerar um padrão ético e estético a estes alunos, para que esse Brasil que assistimos nunca mais volte a acontecer. Não estamos falando da educação apenas das disciplinas ou formal, mas de um padrão ético e estético que é responsabilidade das escolas transmitir para os alunos.

RE - Por que o marketing e a publicidade parecem ter esquecido da Geração X ao abrir tanto espaço para agradar os chamados Millennials? WL - Há 15 anos com o advento do mundo digital, as pessoas passaram a entender que havia um enorme ponto de interrogação à frente de todos. O único tipo de pessoa que entendia o que vinha por aí eram os jovens, então nós

começamos a entender que falar com esse público era o jeito de transmitir a informação para toda a população. Era como se os jovens fossem ‘guias turísticos’ desse novo mundo no qual estávamos entrando, onde todos ouviam o que eles estavam falando, olhavam o que essa geração estava fazendo e os copiava. Acontece que 15 ou 20 anos depois todos já estão nesse mundo digital e os jovens não são mais os ‘guias turísticos’. Exemplificando: é como se eu, depois de ir pela primeira vez a Paris, lá pela 20ª visita que estou lá, não preciso mais de guia turístico. Eu passo a consumir Paris por minha própria vontade. O tempo passou e o mundo digital hoje é algo no qual todos estão inseridos. Atualmente estamos em uma era pós-digital e não faz mais sentido continuar falando apenas com os jovens, ainda mais porque os jovens daquela época gostavam de consumir e os de hoje têm uma aversão ao consumo. Logo, você está falando com alguém que não quer consumir e esperando que ele ajude nas decisões de consumo das outras gerações, ou seja, estamos falando com alguém que não quer ouvir o que queremos falar.

RE - Como se pode atingir o coração e o bolso da Geração X? WK - Basicamente utilizando uma comunicação mais racional, com conteúdo mais epistêmico. Uma comunicação menos de causas e mais de benefícios do produto, ou seja, trata-se de um grupo de pessoas que tomam decisões de consumo a partir de informação e a propaganda que estamos fazendo hoje é uma propaganda apenas de causas, bastante minimalista - que não explica nada - e isso tem afugentado a Geração X.


“Coloquem seus professores como protagonistas e não como coadjuvantes e entendam que a informação é fundamental para decisão das pessoas”

Então, se quisermos atingir o coração e a mente dos Xs precisamos falar com os valores que eles têm: que são valores familiares, com uma atitude mais racional e menos emocional, mais conservadora. Entendendo, no entanto, que o mundo evolui e que as pessoas de hoje, que são tradicionais, não são os tradicionais de dez anos atrás, mas ainda mais tradicionais do que a propaganda atual está apresentando.

informação é fundamental para decisão das pessoas. Tenham preocupação de se posicionar de maneira moderna, mas não de maneira ousada demais, pois o mundo da educação ainda é mais tradicional e qualquer forma mais inovadora ou exageradamente inovadora de comunicação vai mais afastar do que atrair as pessoas. Para acessar a pesquisa “O X das Questão” acesse: www.publiabril.abril.com.br/xdaquestao

RE - Qual dica o senhor daria para os gestores da área educacional que precisam atingir a Geração X como público final? WL - A principal dica é investir em comunicação com conteúdo. Ou seja, passem a dar mais e melhores informações sobre o porquê daquela instituição de ensino, como ela funciona e quais os diferenciais. Coloquem seus professores como protagonistas e não como coadjuvantes e entendam que a

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A REVISTA DAS ESCOLAS PARTICULARES DO PARANÁ


i.no.va.ção s.f

T / Ari Lemos F / Reginaldo Gouvêa

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HACKATHON: MARATONA DE 36 HORAS EM PROL DA EDUCAÇÃO SINEPE/PR APOSTA EM EVENTO inédito para desenvolver soluções tecnológicas à Educação

O Sinepe/PR aderiu ao movimento realizado por inúmeras empresas, principalmente do setor de tecnologia, que têm buscado solucionar diversos gargalos, por meio da criatividade e inovaçã0, realizando o seu primeiro Hackathon - Inovação nos Caminhos da Educação.


SIGNIFICADO O termo Hackathon nasceu da junção das palavras Hacker e Marathon, dando ideia de uma competição, uma verdadeira maratona de programação, na qual grupos multidisciplinares, que incluem programadores, se reúnem por horas para discutir novas ideias e para desenvolver projetos de software que atendam demandas reais. Com o primeiro evento do gênero, o Sinepe/PR e seus parceiros conseguiram reunir aproximadamente cem jovens que destinaram um final de semana (36 horas ininterruptas) para pensar nos problemas da educação e sugerir algum tipo de solução prática. Exercício que propiciou o surgimento de jogos educativos, sistemas de ajuda mútua entre alunos para os estudos, aplicativos de gestão e até de capacitação para educadores. O evento aconteceu nos dias 19 e 20 de agosto, no Espaço Torres, em Curitiba. Consistiu em uma competição entre grupos de cinco pessoas nos quais os participantes cumpriram etapas necessárias com a apresentação de partes do projeto escolhido em aspectos como: programação, plano de negócios e design. Os participantes contaram com a mentoria de dezenas de profissionais de diversos setores do mercado que se dispuseram a participar do evento de forma voluntária. Após concluídos todos os processos, ao final das 36 horas, os grupos apresentaram seus produtos a uma banca examinadora. As três equipes que somaram mais pontos durante o evento foram: 1º Youtz, 2º Escoola e 3º BejotaFae.

professores e gestores a oferecer uma escola cada vez mais dinâmica. “Gostamos tanto do resultado que já estamos começando a pensar na edição 2018 do Hackathon “, adiantou. O conselheiro do Sinepe/PR, Bruno Branco, destacou que a maratona foi um grande presente do Sindicato e das instituições que representam à Educação do país. “Em 36 horas tivemos o desenvolvimento de 20 aplicativos [ou softwares] que irão ajudar as escolas a resolver problemas reais”, ponderou. De acordo com ele, o ensino brasileiro é carente de soluções inovadoras que tenham impacto no processo de ensino / aprendizagem e este é exatamente o potencial de um evento como o Hackathon. “Apresentamos aos times desafios e possibilidades na Educação, nas quais a tecnologia pode auxiliar, e eles [participantes] nos respondem com soluções e produtos “, frisou.

CONTINUIDADE Os grupos que finalizaram o evento com as três maiores pontuações receberão, como premiação, o acompanhamento de empresas aceleradoras de startups, apoio da Microsoft, Centro Europeu e ainda, mentorias especializadas para que as ideias possam ser desenvolvidas e implantadas por escolas. “Nosso propósito é acelerar os projetos e fazer com que eles saiam do papel com metodologia e se transformem em realidade”, afirmou Bruno Branco. “As pessoas aprendem muito ao participar de uma competição como essa”, ressaltou Alexandre Augusto de Oliveira que atuou como mentor da área educa-

OBJETIVO COMUM “A escola pós-digital tem a necessidade de mudar”, destacou a presidente do Sinepe/PR, Esther Cristina Pereira. “No Paraná, na área da educação, estamos sempre na vanguarda e o Sindicato tem a preocupação de auxiliar as instituições de ensino”, explicou a dirigente. Segundo ela, o produto final do evento tem justamente o papel de auxiliar

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cional. Segundo ele, o fato de criar um espaço físico para propiciar essa experiência já é algo muito importante. “Eles têm a perspectiva e a oportunidade de montar um produto que terá atração para o mercado e tudo isso acontece com uma intensidade muito forte, em apenas dois dias de competição”, disse. Oliveira que é cofundador de uma startup que criou o sistema QEdu.

PARTICIPANTES Podendo ser considerado um veterano neste tipo de evento, Marcos Koslinski, estava acompanhado da filha e do sobrinho para participar do Hackathon realizado pelo Sinepe/PR. Para se ter ideia, ele e a filha alcançaram a primeira colocação em um Hackathon realizado pelo Governo do Estado em abril passado. “Aqui não estamos competindo. Todos estão participando por um bem maior”, disse Koslinski. “Um aspecto que foi inovador neste evento se dá ao fato de que ocorreu um processo educativo concomitante, que não acontece nos demais Hackathons, pois a cada etapa de entrega realizada tivemos a oportunidade de retornar os projetos com correções, então, desta forma, todos acabam tendo a oportunidade de melhorar suas ideais”, parabenizou. “O que eu achei mais legal de tudo isso foi a demonstração que o Sinepe/PR nos deu de que: unindo forças com estudantes, profissionais da educação, da tecnologia e interessados, em uma ação teoricamente simples, pode-se dar resultados muito significativos à educação. Foi uma ação muito bem pensada”, destacou o participante Juliano Zemuner.

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su.a em.pre.sa s.f

T / Daiane Baú F / Daniel Derevecki

Bernt Entschev Headhunter e fundador da De Bernt Entschev Human Capital

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VOCÊ SABE IDENTIFICAR OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA SUCESSÃO FAMILIAR?

O HEADHUNTER E CONSULTOR BERNT ENTSCHEV listou as causas mais prováveis de falência nas empresas quando a sucessão não é devidamente planejada

Parceiros em um programa de rádio de Curitiba, o professor da Universidade Positivo Fábio Vizeu Ferreira e o headhunter Bernt Entschev se uniram, em evento realizado na capital paranaense, para falar sobre um assunto que preocupa muitos gestores de escolas no Brasil: sucessão familiar ou de cargos dentro da empresa. Ferreira é doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP) e, atualmente, é professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Administração da Universidade Positivo e do Centro Universitário Internacional (UNINTER). Já Bernt, que é fundador da empresa de Recursos Humanos De Bernt Entschev Human Capital, atua como consultor e palestrante, além de conselheiro das instituições Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (AMCHAM), Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK), Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF). Ele atua com o recrutamento de executivos há mais de 25

anos e foi eleito pelo Canal RH como o 4° melhor headhunter do Brasil. De acordo com Bernt, a falta de planejamento no processo de sucessão de uma empresa é muito grave e pode destruir não só o negócio, mas toda a família envolvida. Bernt trouxe o processo de sucessão da própria empresa, hoje presidida pelo filho Bernardo, para compartilhar com os gestores de escolas presentes no evento. Depois de viajar sozinho para Buenos Aires e ter uma crise de hipoglicemia ao desembarcar no aeroporto, o consultor percebeu que se lhe acontecesse algo naquele momento, ninguém sabia ou conhecia os processos de como gerir a empresa. “Nós humanos temos um defeito: às vezes achamos que somos imortais e que a morte só vai chegar para os outros. Estou com 73 anos, se tivesse tido um acidente vascular cerebral (AVC) lá na Argentina, minha empresa teria quebrado. Quando retornei, comecei a fazer uma série de reuniões a fim de situar meu filho Bernardo sobre os produtos com que trabalhamos, quem são as pessoas,


“A falta de planejamento no processo de sucessão de uma empresa é muito grave e pode destruir não só o negócio, mas toda a família envolvida.”

abrir uma filial em Miami. Planejou, foi à cidade, fez um estudo de campo e em 2015 inaugurou uma nova sede”, falou. De acordo com Bernt, o processo sucessório pode se tornar um pouco mais complicado quando o possível sucessor é um herdeiro da empresa. No entanto, esse candidato deve ter tempo para se preparar para assumir o cargo.

como está o negócio, enfim, todos os processos desenvolvidos pela empresa”, disse. Bernardo, mesmo sendo médico, identificou a falha do negócio após participar de três reuniões. “Ele chegou para mim e disse que tínhamos um problema de sucessão. E que se eu fizesse uma boa proposta de trabalho, ele poderia gerir a empresa”, contou. O consultor, que na época não tinha capital suficiente para cobrir o salário do filho remunerado como cirurgião especializado em cabeça e pescoço, fez então a proposta para ele presidir uma nova unidade da empresa em São Paulo. “Desde que ele entrou, nossa empresa cresceu cinco vezes. No fim de 2013, ele disse que queria

O caso ocorrido na vida de Bernt é comum. Ele afirma que para uma sucessão acontecer de maneira equilibrada, há dois passos para seguir: - Seja quem for o candidato, parente ou não, ele tem que entrar na empresa pelo mesmo sistema de avaliação dos outros funcionários deste nível hierárquico; - Esse possível sucessor deve ser remunerado de acordo com a classificação do profissional no mercado e deve fazer um teste de potencial, bem como um treinamento para ter tempo de conhecer um pouco sobre todas as funções da empresa.

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“Quanto mais demorar para se começar o processo sucessório, maior o risco de dar errado. Neste momento é imprescindível não fazer nada de forma afobada porque é preciso ter conhecimento do negócio, desenvolver um raciocínio para trabalhar com mais frieza e, principalmente, saber separar as relações familiares, de trabalho e patrimônio”, explicou. Diferente dos Estados Unidos, a legislação brasileira prevê que após a morte do fundador da empresa todos os filhos são herdeiros por igual, podendo assim qualquer um gerir o negócio. Mas como identificar qual deles é o melhor candidato para assumir o cargo? Segundo Bernt, muitas vezes o sucedido não se sente confortável para escolher seu sucessor. “Essa é uma das tarefas desenvolvidas pela minha empresa. Somos contratados para identificar qual dos herdeiros possui qualificação necessária para assumir o cargo do fundador. A sucessão não ocorre de uma hora para outra, não se trata de um ato e sim de um processo. Ao se revelar como um profissional para o sucedido, ele não verá esse potencial sucessor como um parente e sim como um adulto apto e preparado para assumir o cargo”, disse.

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pers.pec.ti.va s.f

T / Daiane Baú F / Juliano Marques e Daniel Derevecki

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A IMPORTÂNCIA DA CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS NO SETOR DA EDUCAÇÃO


EMERSON SANTOS, DIRETOR GERAL da Editora Positivo, fala sobre os desafios enfrentados pelos gestores de escolas na era tecnológica e futuro da esfera educacional “É na adversidade que as oportunidades florescem”, essa foi a frase usada pelo diretor-geral da Editora Positivo, Emerson Santos, para começar um bate-papo sobre os cenários e perspectivas da educação brasileira mediante os avanços digitais. A palestra fez parte do evento realizado em julho, “Um dia Positivo!”, que reuniu cerca de 200 gestores e educadores no Hotel Pestana, em Curitiba. Emerson assumiu o cargo de diretor-geral da divisão de livros periódicos da Editora Positivo em 2008. Na bagagem, ele traz a experiência de sete anos no Grupo Abril, sendo os dois últimos como Diretor de Marketing da Abril Educação. Para Santos, o atual cenário brasileiro torna necessária uma reflexão sobre o futuro da educação no país. “Acredito que o desafio do século XXI é saber comunicar. Não adianta a instituição ter uma página nas redes sociais, por exemplo, se não tem uma pessoa específica para administrar e responder as dúvidas e críticas enviadas pelos pais”, disse.

REVISTA ESCADA - Atualmente é possível que um gestor faça uma previsão de como será sua escola daqui a cinco anos? EMERSON SANTOS – Definitivamente não. No Brasil não dá para arriscar. Vivemos em um país peculiar onde as notícias mudam de uma hora para outra. Convivo diariamente com a dificuldade que os gestores das nossas escolas conveniadas, por exemplo, têm para responder essa questão. Poucos se arriscam a responder. Quem consegue prever o que irá acontecer no Brasil até dezembro de 2017? Eu não me arrisco mais, pois já errei bastante nesse ano. Nos resta então construir cenários para nos preparar para algo que ainda não aconteceu. RE - O senhor acredita que a tecnologia vai invadir as salas de aula? ES - Com certeza. Já vejo isso no dia a dia das instituições de ensino, afinal qual pai ou mãe que não participa de um grupo da escola dos filhos no Whatsapp ou Facebook? É certo que devido à crise que atinge nosso país há alguns anos ainda existem muitas famílias que não têm acesso à tecnologia. Entretanto, esse cenário deve mudar em um futuro próximo. RE - A rápida evolução da tecnologia está em debate em diversas áreas. Como se preparar para lidar com essa situação nas escolas? ES - Hoje em dia, infelizmente, temos que tomar muito cuidado com o que falamos nas mídias sociais porque se você falar algo descuidado pode gerar preconceito e muita repercussão. Antigamente falávamos uma frase em um grupo de cinco pessoas e estava tudo bem, agora, essa mesma frase pode atingir 5 milhões de pessoas, sendo que apagá-la é praticamente impossível. Então precisamos encontrar um meio termo, uma forma de transitar

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pacificamente nesses dois universos, pois a tecnologia amplificou o indivíduo e seu poder de voz. A notícia não precisa mais obrigatoriamente vir de veículos de comunicação, como acontecia antes, atualmente qualquer pessoa pode fazer um grande barulho na sociedade e isso tem seu lado bom e ruim. Nos últimos meses, li um livro chamado “Humilhados – como a era da internet mudou o julgamento público”, escrito pelo jornalista americano Jon Ronson. O autor fala sobre casos reais de pessoas que foram publicamente destruídas nas redes sociais por causa de atos falhos. Afinal de contas, todos falamos descuidadamente nesse ambiente da internet, que é bastante informal.

“...precisamos encontrar um meio termo, uma forma de transitar pacificamente nesses dois universos, pois a tecnologia amplificou o indivíduo e seu poder de voz”.

RE - O senhor falou sobre construir cenários, qual a importância disso e como os fatores externos podem interferir em uma instituição? ES- Veja bem, existem reflexões importantes que precisam ser feitas acerca desse assunto. Imagine que você construindo ou não, as situações vão acontecer. Então é bem melhor você já se preparar e ter um embasamento firme para no futuro não ser pego desprevenido. Podemos citar o exemplo de uma escola. Ao pensar no cálculo da mensalidade do próximo ano, os gestores precisam

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“...três fatores que impactam o trabalho de gestão das escolas e aos quais 20 os dirigentes devem estar atentos, são eles os fenômenos sociais, econômicos e políticos.”

estar atentos aos custos da escola, ao aumento da inflação, a folha de pagamento dos funcionários, quanto o sindicato vai pleitear de aumento para os professores, entre outros. São muitos os fatores que influenciam nesse reajuste. Às vezes reclamamos da crise no país e, claro, afetou a todos sem sombra de dúvidas. Contudo, tanto o Paraná quanto toda a Região Sul de um modo geral foram menos afetados que as outras regiões do Brasil. Posso citar três fatores que impactam o trabalho de gestão das escolas e aos quais os dirigentes devem estar atentos, são eles os fenômenos sociais, econômicos e políticos. O social trata do empoderamento e comportamento do indivíduo. Há alguns anos, o Whatsapp era uma simples conversa entre duas vizinhas. Então os gestores precisam tentar prever e saber como reagir quando ocorre uma briga entre pais ou filhos nos grupos de conversa, por exemplo. Outro fator é a questão da economia, tanto a macro – quando se trata do país como um todo – quanto a microeconomia, quando se refere ao bairro e região em que a instituição está inserida. O aumento da gasolina, da

conta de água e luz, da tributação, tudo isso pode impactar no nosso dia a dia. E por fim, as questões políticas. Eu nunca pensei em minha vida que teria que ir todo mês para Brasília (risos). Eu não tinha formação e nem conhecimento para tal. No entanto, se eu começar a falar sobre os projetos de lei que surgem diariamente no Congresso Nacional e que podem simplesmente mudar a vida de quem trabalha com educação, ficaria dias discutindo. Os empreendedores e empresários do setor têm que estar atentos ao surgimento dessas novas lideranças e mudanças na legislação, como da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). É importante que eles façam a leitura dos documentos liberados pelo Ministério da Educação (MEC) nas escolas, pois há variações grandes no que diz respeito à grade curricular.


as.so.ci.a.das adj

UNIVERSO

DAS ASSOCIADAS CONFIRA AS NOVIDADES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO ASSOCIADAS AO SINEPE/PR

SAGRADO LANÇA PRÉ-VESTIBULAR O Sagrado – Rede de Educação lançou seu curso preparatório para o vestibular. O curso é voltado para os estudantes da instituição e também para o público externo. As aulas iniciaram no dia 1o. de agosto e são realizadas no Colégio Sagrado Coração de Jesus (Curitiba), de segunda a sexta-feira. Mais informações: http://www.redesagradosul.com.br/

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UP MATURIDADE A Universidade Positivo da Maturidade foi reformulada no início de julho para potencializar saberes, promover a saúde física e mental, além de aprimorar conhecimentos em diversas áreas para o público da melhor idade. As atividades do segundo semestre são ofertadas na unidade Praça Osório (Curitiba) e foram pensadas de acordo com a visão holística do desenvolvimento humano e suas relações com o ambiente físico e social. Informações: (41) 3068-7742 ou pelo e-mail maturidade@up.edu.br

OLIMPÍADA MARISTA 2017 Entre os dias 11 a 15 de outubro, cerca de 2 mil alunos estarão reunidos em Curitiba (PR), disputando a Olimar – Olimpíada Marista 2017. Ao todo, serão 18 colégios de diferentes regiões do Brasil. O evento, realizado a cada dois anos, é uma forma de fortalecer a amizade, a integração, a solidariedade e a sociabilidade entre os alunos e colaboradores dos colégios do Grupo Marista, por meio do esporte.


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PUCPR EM PRIMEIRO LUGAR A PUCPR conquistou a primeira colocação entre as instituições paranaenses no Times Higher Education Latin America Rankings 2017, ranking institucional de maior prestígio do mundo e considerado um dos mais relevantes na área de educação superior. A instituição ficou na posição 41-45 entre as universidades da América Latina, empatando com outras quatro. A instituição está ainda entre as 17 melhores brasileiras, sendo a terceira privada do Brasil.

PATRIMÔNIO HISTÓRICO NO SION Com 111 anos de história, o Colégio Nossa Senhora de Sion (Curitiba) abriga na unidade Batel um dos sete exemplares de árvores ainda existentes que foram tombadas pelo governo estadual na cidade. Trata-se de uma frondosa tipuana, tombada em 1974. Para a instituição, a preservação da tipuana é importante para a cidade e também para a formação dos alunos que veem in loco a importância de zelar pelo patrimônio e pelo bem coletivo.

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RUMO AO 6º ANO Nas escolas da Rede Adventista de Educação, o projeto ‘Rumo ao 6º ano’ inicia-se no último bimestre do ano letivo. A intenção é promover esta transição com estudantes e pais de forma mais leve e que contemplem boas recordações, principalmente, para que o aluno esteja mais preparado para este novo momento. O encontro com os alunos é marcado por homenagens aos professores do 5º ano e vídeo de boasvindas pelos educadores do 6º. Além disso, outro vídeo é apresentado, de forma bem dinâmica, dos principais projetos em que os estudantes estarão envolvidos como Olimpíadas de Matemática, Jogos da Amizade, saídas pedagógicas diferenciadas.

MAIS ALUNOS O Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes (Curitiba), está passando por reforma com o objetivo de oferecer melhor estrutura e atender uma demanda reprimida para as turmas de período integral. A unidade, atualmente, tem capacidade para atender 2.489 alunos e a intenção é, em três anos, chegar a 3 mil alunos.

SUA INSTITUIÇÃO É ASSOCIADA AO SINEPE/PR? ENTÃO, ENVIE AS NOVIDADES QUE ESTÃO ACONTECENDO NA SUA ESCOLA COM FOTO PARA JESSICA@IEMECOMUNICACAO.COM.BR QUE PUBLICAREMOS NA PRÓXIMA EDIÇÃO DA REVISTA.


ar.ti.go s.m

T / Juliano Siqueira de Oliveira – Advogado e assessor jurídico do Sinepe/PR

RÁPIDA ABORDAGEM SOBRE OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

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A

os sete dias do mês de julho do ano de dois mil e quinze, ou seja, a aproximadamente dois anos, era publicada oficialmente a lei federal 13.145/2016, a qual instituiu a “Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência)”. Com ares de diploma legal moderno e capaz de afrontar condutas sociais de “não inclusão” da pessoa portadora de deficiência, em sua plenitude, na sociedade, o Estatuto em questão foi tratado como pedra angular das políticas públicas de inclusão, demanda esta que, em verdade, antes de ser brasileira, era - e continua sendo - mundial. Sem a pretensão de mitigar em um milimetro sequer a importância da Lei 13145/2016, é preciso que tenhamos em mente que a política de promoção dos direitos das pessoas portadoras de deficiências já se encontrava materializada no ordenamento

jurídico brasileiro há longa data, muito antes do Estatuto, por meio da Lei Federal n. º 7853, publicada oficialmente em 25/10/1989, posteriormente regulamentada pelo Decreto 3.298 de 20/12/1999. É claro que o ordenamento possui outros instrumentos legais e normativos que espelham a política nacional de inclusão, tais como o artigo 93 da Lei federal 8213/91, que estabelece o percentual de empregados portadores de deficiência que devem ser contratados pelas empresas e a Lei Federal 12764/2012, também conhecida como Lei “Berenice Piana”, a qual se dedicou aos portadores de Transtorno do Espectro do Autismo; mas o que quero deixar claro neste momento é que a legislação tem buscado fazer sua parte no que tange à inclusão e isso precede – em muito – o Estatuto da Pessoa Portadora de Deficiência.


Ocorre que a sociedade e o Poder Público lidam com a inclusão, em todos os seus aspectos (ou seja, não somente na questão educacional), aos “trancos e barrancos” e talvez por isso mesmo é que a Lei 13.145/2016, quando de sua publicação, causou tanta “comoção” e foi vista como algo tão importante na defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiências. A leitura que faço é que, no Brasil, as regras precisam estar escritas e cravadas na pedra da lei para serem assimiladas pela sociedade; e, ainda assim, às vezes, não basta estarem escritas em uma lei; precisam ser repetidas em duas, três, quatro, enfim, em tantas leis quanto forem necessárias até o ponto em que, por ação midiática, o objeto da atuação legal seja amplamente divulgado e, então, passe a receber a atenção da população. Com a inclusão não foi nada diferente. Certo é que a efetivação da inclusão no processo educacional se mostra atrelada a uma série de desafios à nossa frente e de tabus que deverão ser superados, sendo que um dos maiores que podemos pensar é aquele pelo qual a escola assume o papel, pura e simplesmente, de “solução” dos problemas da família e do próprio aluno. Neste passo, é imperioso desde logo atentar ao artigo 205 da Constituição, que diz expressamente que “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”. Vale dizer, antes de ser inclusiva, a educação é dever do Estado, da família e da sociedade e, quando trazemos os preceitos inclusivos ao processo de ensino e aprendizagem, ainda que todos os participantes do processo tenham a relevância de seus papeis devidamente exponenciada, é o da família que, sem sombra de dúvidas, ganha a maior dilatação de importância. Ou seja, claro que a escola possui papel muito importante, mas a família, que precede a educação escolar, mostra-se fundamental para o sucesso da educação especial. Por isso, não se pode admitir que não seja fechada uma verdadeira parceria entre a família e a escola para o desenvolvimento da educação inclusiva; não se pode cogitar que os pais não sejam absolutamente transparentes com a instituição de ensino ao procurarem seus serviços, até porque as prerrogativas legais de, por exemplo, flexibilização curricular e atendimento educacional especializado, estão necessária e diretamente atreladas a que a escola tenha acesso às informações que os responsáveis pelo aluno já possuírem acerca de seu perfil psicopedagógico, sem qualquer disfarce ou minimização. Diminuir os problemas do aluno ou, pior, sonegá-los à escola, é tão grave quanto fazê-lo perante ao médico quando se busca o serviço de saúde em favor do menor e estas condutas não podem mais ser consideradas “aceitáveis” pela sociedade, já que, pelo ordenamento jurídico, não o são.

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Outras duas questões relevantes que precisarão ser enfrentadas na busca da efetivação da educação especial podem ser observadas na Deliberação n. º 02/2016 do Conselho Estadual de Educação do Estado do Paraná, a qual, regulando a legislação inclusiva no âmbito de seu sistema de ensino, estabeleceu a possibilidade de instauração do processo de terminalidade específica, assim como dedicou capítulo próprio às instituições especializadas em educação especial, as quais se encontram, portanto, devidamente regulamentadas, sendo estes ao menos dois exemplos de caminhos que deverão ser enfrentados e, acima de tudo, desmitificados pela sociedade, escola, pais e alunos. Nunca haverá inclusão se não houver o entendimento de que o aluno deve ser compreendido e respeitado dentro de suas especificidades e nunca haverá inclusão enquanto não pudermos aceitar e propagar a verdade de que um educando não é “menos” ou “pior” que o outro simplesmente porque possui características, peculiaridades e, por que não, limites, diferentes dos de seu colega. A tarefa da escola é encarar esses desafios e buscar, criar e fornecer os elementos para o desenvolvimento do potencial de cada aluno, consoante previsão legal, mas isso não significa que tenhamos que ignorar as diferenças, desrespeitando as especificidades e limites do aluno, os quais, aliás, aqui no “mundo real”, todos temos. Por fim, o SINEPE/PR, visando informar e, consequentemente, ajudar escolas, professores, familiares e alunos no processo de compreensão das políticas de inclusão e, assim, da efetivação da educação especial, publicou a cartilha “Todos Juntos por uma Educação Inclusiva” em que, de maneira bastante didática, reuniu perguntas e respostas acerca da legislação que rege a educação especial no Brasil e no Estado do Paraná, na medida em que a preocupação da escola particular é a de realizar um processo educacional verdadeiramente inclusivo, capaz de fornecer resultados positivos a todos os alunos. SERVIÇO: Faça o dowload gratuito da cartilha de inclusão no site: www.sinepepr.org.br (Manual de Orientações sobre Educação Especial)

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cur.sos s.m

AGENDA

CONFIRA CALENDÁRIO DE CURSOS E PALESTRAS DO SINEPE/PR

REGIONAIS

CURITIBA

Palestras:

SETEMBRO

POR QUE A AUTORIDADE ESTÁ EM PANE? com Jane Patricia Haddad

PREPARAÇÃO PARA RECEBIMENTO DE AVALIAÇÃO IN LOCO

A EMOÇÃO NA SALA DE AULA – ENCONTROS E DES(ENCONTROS) AFETO-EMOCIONAIS ENTRE EDUCADORES, EDUCANDO E SEUS RESPONSÁVEIS com Geraldo de Almeida Peçanha

Horário: 08h30

29/09 – Regional Litoral (Paranaguá) – Grupo UDC 02/10 – Regional Cataratas (Foz do Iguaçu) 03/10 – Regional Oeste (Cascavel) Anfiteatro da UNIPER

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Data: 12/09 Palestrante: Gustavo Fagundes (Ilape) Público-alvo: Gestores, coordenadores, secretários acadêmicos e demais interessados Inscrições: R$ 350 para instituições associadas e R$ 500 para não-associadas Local: Plenário do Sinepe/PR

04/10 – Regional Sudoeste (Pato Branco) Anfiteatro da FADEP – Faculdade de Pato Branco

ENCONTRO DAS LICENCIATURAS

05/10 – Regional Central (Guarapuava) - Auditório do ESI

Data: 18/09

06/10 – Regional Campos Gerais (Ponta Grossa) Colégio Sagrada Família - Sede Auxiliadora

Horário: 14h

Horário: 18h30

Público-alvo: Coordenadores dos cursos de Licenciatura Plena

Público-alvo: Gestores, coordenadores, professores e demais interessados

Inscrições: Cortesia para instituições associadas e R$ 100 para não-associadas

Inscrições: R$ 30 para instituições associadas e R$ 60 para não-associadas

Local: Plenário do Sinepe/PR

Palestrante: Amabile Pácios, vice-presidente da FENEP

CURSO DE FORMAÇÃO PARA BERÇARISTAS Curso:

Data: 23/09

“O DIREITO DO TRABALHO NAS INSTITUIÇÕES PARTICULARES DE ENSINO – EDUCAÇÃO BÁSICA E SUPERIOR”

Horário: 08h30

Data: 04 e 05/10 Horário: 08h Local: Regional Oeste (Cascavel) Auditório do Colégio Marista Palestrante: Dr. Diego Muñoz Donoso Público-alvo: Gestores, contadores, encarregados de RH e advogados de instituições de ensino particulares Inscrições: R$ 500 para instituições associadas e R$ 650 para não-associadas

Palestrante: Márcia Graciano Público-alvo: Berçaristas, educadores, babás, profissionais e assistentes de educação infantil, entre outros Inscrições: R$ 100 para instituições associadas e R$ 200 para não-associadas Local: Plenário do Sinepe/PR

PREPARAÇÃO DAS IES PARA O ENADE Data: 27/09 Horário: 14h Palestrante: Douglas Oliani Público alvo: Reitores, Pró-Reitores, Gestores, Coordenadores e demais interessados. Inscrições: Cortesia para instituições associadas e R$ 100 para não-associadas. Local: Plenário do Sinepe/PR


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V AL OR POR FAIX A E T ÁRIA 0 0 - 18 19 - 2 3 2 4 - 2 8 2 9 - 33 34 - 38 39 - 4 3 4 4 - 4 8 4 9 - 5 3 5 4 - 5 8

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FL E X 2 0 % 132 ,6 8 15 1,4 4 15 8 ,6 9 2 0 4 ,12 2 13,9 9 2 4 4 ,70 338 ,6 2 4 2 7,5 7 4 6 9 ,6 7 76 1,9 0 FL E X 5 0 % 114 ,5 4 130 ,5 9 136 ,8 0 175 ,6 9 18 4 ,14 2 10 ,4 3 2 9 0 ,8 3 36 6 ,9 8 4 0 3,0 2 6 5 3,19

Tabela de p reços v alida até 30.04. 2018.

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Data: 09 e 10/10

Horário: 09h

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Palestrantes: Valdecir Cavalheiro, Heloisa Mesquita, Clemente Ivo Juliatto, Tatiana Klix e Carlos Piazza Timo Iaria

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Público-alvo: Gestores, coordenadores e orientadores dos cursos livres

A TRANSFORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO

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SEMANA DA INCLUSÃO 15/09 – MEDIAÇÃO DE VÍNCULOS E INCLUSÃO Andréa Peruzzo 18/09 – A VOZ DO AUTISMO Luciele de Oliveira Vianna

CURSO DE ATUALIZAÇÃO PARA SECRETÁRIOS ESCOLARES

19/09 – TOD – TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR – Solange Garcia

Horário: 09h

20/09 – COMO A ESCOLA PODE SE PREPARAR PARA RECEBER O ALUNO COM SÍNDROME DE DOWN – Deisiane Corrêa 21/09 – TDAH – DESAFIOS DA SALA DE AULA Juliana Pinheiro

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Data: 26 e 27/10 Palestrante: Técnicos da SEED Público-alvo: Secretários escolares de educação básica Inscrições: Cortesia para instituições associadas e R$ 100 para não-associadas Local: Plenário do Sinepe/PR

22/09 – METODOLOGIAS ATIVAS NA EDUCAÇÃO Bruno Nasser Horário: 08h30 Público-alvo: Gestores, coordenadores, professores e demais interessados

PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM GESTÃO EDUCACIONAL PARA COORDENADORES E ORIENTADORES PEDAGÓGICOS Data: 30 e 31/10

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Horário: 09h

Inscrições: R$ 30 para instituições associadas e R$ 60 para não-associadas

Palestrante: Renato Casagrande e Adelar Hengemuhle Público-alvo: Gestores, coordenadores e orientadores pedagógicos Inscrições: R$ 650 para instituições associadas e R$ 1.300 para não-associadas Local: Plenário do Sinepe/PR

NOVO MARCO REGULATÓRIO DO EAD Data: A definir Horário: 14h Palestrante: Henrique Sartori e Luis Cesar Esmanhotto Inscrições: Cortesia para instituições associadas e R$ 200 para não-associadas Público alvo: Gestores, coordenadores, professores e demais interessados Local: Plenário do Sinepe/PR

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