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5 COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

Língua Portuguesa ANGÉLICA ALVES PRADO DEMASI Licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas Teresa D’Ávila. Pós-graduada em Psicopedagogia e Psicomotricidade pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo. Professora de Língua Portuguesa na rede particular de ensino. CRISTINA TIBIRIÇÁ HÜLLE Especialização em Psicopedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Licenciada em Pedagogia pela PUC-SP. Bacharel e licenciada em Letras pela PUC-SP. Professora de Língua Portuguesa na rede particular de ensino.

5O. ANO ENSINO FUNDAMENTAL

MANUAL DO PROFESSOR

ANOS INICIAIS

São Paulo | 1a. edição | 2018

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Conectados Língua Portuguesa – 5o ano (Ensino Fundamental – Anos iniciais) Copyright © Angélica Alves Prado Demasi, Cristina Tibiriçá Hülle, 2018

Diretor editorial Lauri Cericato Gerente editorial Silvana Rossi Júlio Editora Luciana Leopoldino Editores assistentes Juliana Rochetto Costa e Rogério Alves Assessoria Cínthia Cardoso de Siqueira, Maria José Labriola de C. Negreiros, Vera Sílvia de Oliveira Roselli Gerente de produção editorial Mariana Milani Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes Gerente de arte Ricardo Borges Coordenadora de arte Daniela Máximo Projeto gráfico Bruno Attili, Juliana Carvalho Projeto de capa Juliana Carvalho Ilustração de capa Eduardo Medeiros Supervisora de arte Patrícia De Michelis Editora de arte Marina Martins Almeida Diagramação Anderson Sunakosawa, Juliana Signal, Julio Alexandre Eugenio, Lidiani Minoda e Luana Alencar Tratamento de imagens Ana Isabela Pithan Maraschin, Eziquiel Racheti Coordenadora de ilustrações e cartografia Marcia Berne Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin Supervisora de preparação e revisão Viviam Moreira Revisão Adriana Périco, Camila Cipoloni, Carina de Luca, Célia Camargo, Felipe Bio, Fernanda Rodrigues, Fernando Cardoso, Heloisa Beraldo, Iracema Fantaguci, Márcia Anjo, Paulo Andrade, Rita Lopes, Sônia Cervantes, Veridiana Maenaka Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno Iconografia Márcia Trindade Licenciamento de textos Bárbara Clara, Carla Marques, Erica Brambila, Luiz Fernando Botter, Marianna Moretti Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida Diretor de operações e produção gráfica Reginaldo Soares Damasceno

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Demasi, Angélica Alves Prado Conectados língua portuguesa, 5º ano : componente curricular língua portuguesa : ensino fundamental, anos iniciais / Angélica Alves Prado Demasi, Cristina Tibiriçá Hülle. — 1. ed. — São Paulo : FTD, 2018. ISBN 978-85-96-01276-8 (aluno) ISBN 978-85-96-01277-5 (professor) 1. Português (Ensino fundamental) I. Hülle, Cristina Tibiriçá. II. Título. 17-11529 CDD-372.6 Índices para catálogo sistemático: 1. Português : Ensino fundamental 372.6

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à

EDITORA FTD. Rua Rui Barbosa, 156 • Bela Vista • São Paulo • SP CEP 01326-010 • Tel. 0800 772 2300 Caixa Postal 65149 • CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

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Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33 Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

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APRESENTAÇÃO Esta coleção se propõe a contemplar as discussões teórico-metodológicas sobre o processo de ensino e aprendizagem da língua materna, tendo como referência os conhecimentos e as competências explicitados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que visa à formação humana integral dos alunos, garantindo as aprendizagens essenciais a que todos têm direito. Tal proposta fundamenta-se na mobilização e aplicação de conhecimentos pertinentes aos anos iniciais. Nesse sentido, a coleção, focada essencialmente no desenvolvimento cognitivo e linguístico do aluno para os usos da língua em situações comunicativas, contribui para a formação de leitores e escritores capazes de interagir, de forma autônoma, com diferentes esferas sociais e de ter acesso à plena participação na sociedade. De acordo com essa perspectiva, os estudantes são expostos a práticas comunicativas de gêneros que circulam socialmente, desenvolvendo, assim, as capacidades de ler, escrever, falar e ouvir. É consenso, entre os estudiosos da área, que a linguagem escrita, concretizada nas práticas de leitura e produção de textos, deve ser ensinada em um contexto real de aprendizagem, em situações nas quais os alunos precisem mobilizar conhecimentos prévios para aprender com os textos. Seguindo essa diretriz, a coleção contempla os conteúdos de ensino mais relevantes para os anos iniciais do Ensino Fundamental, distribuídos em uma organização comum às práticas dos professores, possibilitando-lhes um trabalho apoiado em referências curriculares que dominam. No entanto, do ponto de vista metodológico, propõe a construção paulatina de uma nova prática que contempla modelos conceituais mais recentes. A coleção procura, igualmente, privilegiar a resolução de problemas ao reconhecer o papel do aprendiz e a especificidade da aprendizagem de cada conteúdo, bem como sugerir situações didáticas nas quais os alunos precisem pôr em prática todo o conhecimento disponível no momento para seguirem adiante. O material apoia-se no estudo dos gêneros e de seus portadores sociais para o desenvolvimento das capacidades linguísticas. Isso significa trabalhar a Língua Portuguesa por meio da leitura de diferentes gêneros orais e escritos, preocupando-se em garantir a progressão das aprendizagens nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

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SUM ÁRIO CONHEÇA SEU MANUAL DO PROFESSOR .................................. V ORIENTAÇÕES GERAIS DE LÍNGUA PORTUGUESA .................... VII Língua oral: usos e formas ..................................................................... VIII Língua escrita: usos e formas ................................................................... IX Prática de leitura ............................................................................................ IX Estratégias de leitura .................................................................................... XII Prática de produção: planejamento, produção, revisão, reescrita e edição de textos ........................................................... XIV A correção/revisão ........................................................................................ XVI

Análise e reflexão sobre a língua ......................................................... XVII A aprendizagem na diversidade ............................................................ XIX Avaliação ................................................................................................ XXII Autoavaliação .............................................................................................. XXII Avaliação diagnóstica ................................................................................XXIII Sugestões de avaliação por ano e bimestre............................................... XXIV

Estrutura da coleção ............................................................................ XXVI Quadro programático da coleção .......................................................XXXII Bibliografia consultada e recomendada .......................................... XXXIV

QUADROS DE CONTEÚDOS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES DO 5°. ANO ................ XXXVI PLANILHAS DE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL ............................. XLIV PLANILHA DE AUTOAVALIAÇÃO ......................................... XLVIII ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS ........................................................1 Unidade 1 — Histórias de medo ................................................................8 Unidade 2 — Hora do espetáculo! .......................................................... 40 Unidade 3 — Você conhece literatura de cordel? .................................. 74 Unidade 4 — Memórias e lembranças . ................................................. 104 Unidade 5 — Ciência no dia a dia ......................................................... 132 Unidade 6 — Notícia ou reportagem? .................................................. 162 Unidade 7 — Cenas do dia a dia ............................................................192 Unidade 8 — Histórias de ficção científica ........................................... 220 Referências bibliográficas ......................................................................256

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CONHEÇA SEU MANUAL DO PROFESSOR Este Manual do Professor apresenta orientações didáticas para apoiar a prática pedagógica em sala de aula. Elas estão organizadas em duas partes: Orientações gerais para Língua Portuguesa e Orientações específicas para o ano. As orientações gerais contemplam as discussões teórico-metodológicas sobre o processo de ensino e aprendizagem da língua materna, tendo como referência a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tendências da Educação e outros aspectos importantes para a consciência do papel do professor. As orientações específicas apresentam a reprodução em miniatura das páginas do livro do aluno, com as devidas respostas ou respostas sugeridas, expectativas de aprendizagem, as habilidades da BNCC contempladas e orientações didáticas para o trabalho com o conteúdo abordado. São orientações que visam apoiar o planejamento do professor. ENCAMINHAMENTO Comentários e orientações para o desenvolvimento dos conteúdos abordados. Aprofundam-se conceitos trabalhados no livro do aluno, complementos de atividades e outras informações importantes para o encaminhamento do trabalho em sala de aula.

ABERTURA DE UNIDADE HABILIDADES

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CONVERSE CONVERSECOM COMOSOSCOLEGAS COLEGASE ERESPONDA RESPONDAÀSÀSQUESTÕES. QUESTÕES.

AA TURM TURMAA DA DA ESCOL ESCOLAA

A AIMAGEM IMAGEMMOSTRA MOSTRAOOPRIMEIRO PRIMEIRODIA DIADEDEAULA AULADEDE 1.1. O UMA UMATURMA TURMADO DO1O1ANO. ANO.O OQUE QUEVOCÊ VOCÊACHA ACHAQUE QUEASAS Resposta pessoal. pessoal. CRIANÇAS CRIANÇASESTÃO ESTÃOFAZENDO? FAZENDO?Resposta 2.2. QUE QUETAL TALVOCÊ VOCÊSESEAPRESENTAR APRESENTARAOS AOSCOLEGAS? COLEGAS?DIGA DIGASEU SEU Resposta Resposta pessoal. pessoal. NOME NOMEE ECONTE CONTEUM UMPOUCO POUCOSOBRE SOBREVOCÊ. VOCÊ.

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NÓS

NÓS DOIS DE

OBSERVE OBSERVENA NAIMAGEM IMAGEMUM UMCARTAZ CARTAZCOM COMO OTÍTULO TÍTULO 3.3. COMBINADOS COMBINADOSDA DATURMA. TURMA.O OQUE QUEVOCÊ VOCÊIMAGINA IMAGINAQUE QUE Resposta pessoal. pessoal. SERÁ SERÁESCRITO ESCRITONESSE NESSECARTAZ? CARTAZ?Resposta

DOIS DE

• (EF01LP01) Expressar-se, em situações de intercâmbio oral, com autoconfiança (sem medo de falar em público), para explorar e apresentar informações, esclarecer dúvidas, trocar ideias, propor, criar ou engajar-se em jogo ou brincadeira. • (EF01LP02) Escutar, com atenção e compreensão, instruções orais, acordos e combinados que organizam a convivência em sala de aula. • (EF01LP03) Participar de conversação espontânea reconhecendo sua vez de falar e de escutar, respeitando os turnos de fala e utilizando fórmulas de cortesia (cumprimentos e expressões como “por favor”, “obrigado(a)”, “com licença” etc.), quando necessário. • (EF01LP04) Identificar aspectos não linguísticos (paralinguísticos) presentes no ato de fala (tom da voz e movimentos corporais) como parte do significado do que é dito. • (EF01LP05) Recuperar assuntos e informações pontuais em situações de escuta formal de textos. • (EF01LP06) Relatar experiências pessoais de seu cotidiano, em sequência cronológica e nível de informatividade adequado. • (EF01LP07) Ler palavras e pequenos textos, apoiando-se em pistas gráficas e semânticas. • (EF01LP11) Localizar, em textos, títulos, nome do autor, local e data e publicação (se houver). • (EF01LP13) Identificar a função sociocomunicativa de textos que circulam em esferas da vida social das quais participa, reconhecendo para que tais textos foram produzidos, onde circulam, quem produziu, a quem se destinam. • (EF01LP14) Associar os temas de textos lidos pelo professor ao seu conhecimento prévio ou conhecimento de mundo. • (EF01LP15) Reconhecer o significado de palavras conhecidas em textos. • (EF01LP17) Escrever, corretamente, mesmo que de memória, o próprio nome, o nome dos pais ou responsáveis, o endereço completo, no preenchimento de dados pessoais em fichas de identificação impressas ou eletrônicas. • (EF01LP18) Copiar textos breves, mantendo suas características e voltando para o texto sempre que tiver dúvidas sobre sua distribuição gráfica, espaçamento entre as palavras, escrita das palavras e pontuação. • (EF01LP19) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto.

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• (EF01LP21) Escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, textos com regras de convivência escolar ou combinados, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. • (EF01LP22) Rever, com a colaboração do professor e de colegas, o texto produzido individualmente ou em grupo. • (EF01LP23) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em portador adequado impresso ou eletrônico. • (EF01LP24) Reconhecer o sistema de

escrita alfabética como representação dos sons da fala. • (EF01LP25) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos. • (EF01LP26) Escrever o próprio nome e utilizá-lo como referência para escrever e ler outras palavras. • (EF01LP28) Comparar palavras identificando semelhanças e diferenças entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais. • (EF01LP38) Reconhecer, em textos versificados, rimas, sonoridades, jogos de palavras, palavras, expressões, comparações, relacionando-as com sensações e associações.

• (EF01LP41) Recitar parlendas, quadras, quadrinhas e poemas, com entonação e emotividade.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Nesse primeiro contato, apresentar-se aos alunos e lhes dar as boas-vindas. Seria interessante tirar uma fotografia da nova turma do 1o ano e afixá-la no mural da classe.

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ENCAMINHAMENTO Dispor as carteiras em círculo, com a ajuda dos alunos. Em seguida, solicitar que observem a imagem da abertura de unidade e conversem sobre o que ela representa (uma sala de aula). A exploração da imagem de abertura desta unidade favorece a integração dos alunos, uma vez que representa crianças em uma situação vivenciada pelos alunos: o início do ano letivo em uma nova turma. Explorar os elementos da sala de aula, como lousa, relógio, mural, carteiras. Solicitar aos alunos que observem a menina na cadeira de rodas na imagem.

Propor uma reflexão sobre o que pode ser feito na sala de aula para que ela tenha suas necessidades atendidas. Se houver crianças com deficiência na sala, criar ambiente acolhedor para que elas se expressem e todos possam pensar em soluções conjuntamente. Na atividade 1, após questionar os alunos, ouvir suas hipóteses e levá-los a concluir que, por se tratar da primeira aula, as crianças estão se apresentando aos colegas. Este é o primeiro momento de intercâmbio oral proposto pelo livro; por isso é importante incentivar a participação dos alunos e o convívio harmônico, promovendo um espaço afetivo, acolhedor e respeitoso. Dessa forma, será possível explorar informações e conhecimentos que os alunos trazem para o espaço escolar. Na atividade 2, orientar os alunos a dizer o próprio nome, contar o que gostam e o que não gostam de fazer. Estimular a participação de todos (no entanto, é importante, neste momento, deixá-los à vontade para que se sintam acolhidos e se expressem com autoconfiança). Propor outras questões que considerar relevantes, por exemplo, perguntar quem já se conhece. Após as apresentações, propor aos alunos que recortem o cartão da página 217 do Material complementar e escrevam o nome. O crachá deve ser mantido sobre a mesa, de modo a facilitar a identificação de cada aluno. Discutir a função do nome no crachá no início do ano escolar e levá-los a perceber que o material auxilia na identificação de cada um e na memorização dos nomes. Ao realizar a atividade 3, propor uma discussão sobre as atitudes necessárias para que todos convivam em um ambiente respeitoso e estabelecer com os alunos acordos e combinados que favorecerão a boa convivência na sala de aula e na escola, como: manter o silêncio e a atenção durante as explicações do professor e exposições dos colegas, levantar a mão para pedir a palavra, manter o material completo etc. Construir coletivamente o texto com os combinados para a boa convivência escolar, registrando-o em um cartaz para afixar no mural da classe. Retomar os combinados com a turma sempre que necessário. É importante que os combinados envolvam a organização das conversas em sala, incentivando o respeito às diferentes opiniões sobre as questões propostas em sala, bem como às respostas apresentadas pelos colegas.

PROGRAME-SE Providencie com antecedência:

• Tesoura e cola – páginas 9, 15 e 26. 9

HABILIDADES Apresentação das habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) contempladas na unidade.

SENSIBILIZAÇÃO Sugestões didáticas para o levantamento de saberes dos alunos sobre o assunto abordado ou para contextualizar a sequência de atividades.

PROGRAME-SE Relação dos materiais que devem ser providenciados com antecedência e que dão suporte à realização das atividades.

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DESENVOLVIMENTO DO CONTEÚDO CONEXÕES Sugestões de sites, livros, revistas, artigos, músicas e/ou outros recursos para ampliar o trabalho do professor e apoiar a aprendizagem dos alunos.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM Relação das expectativas de aprendizagem para o trabalho desenvolvido nas respectivas páginas das seções.

VOCÊ VOCÊVAI VAILER LERUMA UMACANTIGA CANTIGAQUE QUESESECHAMA CHAMALAVADEIRA. LAVADEIRA. OOQUE QUEESSE ESSETÍTULO TÍTULOSUGERE SUGERESOBRE SOBREAACANTIGA? CANTIGA? AGORA, AGORA,ACOMPANHE ACOMPANHEAALEITURA LEITURADO DOPROFESSOR. PROFESSOR.

Para os alunos • BREIM, Ana Claudia; BREIM, Mariana. Cantigas, adivinhas e outros versos (vols. 1 e 2). São Paulo: Melhoramentos, 2012. Para o professor • LAVADEIRAS do Jequitinhonha: cantos de trabalho. Direção: Belisário Franca. Produção: Paula Gago. [S.l.]: SESCTV, 2008. Vídeo (23min47s). Disponível em: <http://livro.pro/88xe39>. Acesso em: 18 set. 2017.

OOSOL SOLVEM VEMNASCENDO NASCENDOALI ALI APARECEU APARECEUUMA UMAVELHINHA VELHINHAASSIM ASSIM COM COMAATROUXA TROUXADESSE DESSETAMANHO TAMANHO E EAAÁGUA ÁGUAPEQUENININHA PEQUENININHA SECA, SECA,SECA SECALAVADEIRA LAVADEIRA QUANTO QUANTOMAIS MAISSECA SECAMAIS MAISCHEIRA CHEIRA

LAVADEIRA LAVADEIRA OOSOL SOLVEM VEMNASCENDO NASCENDOALI ALI APARECEU APARECEUUMA UMAVELHINHA VELHINHAASSIM ASSIM COM COMAATROUXA TROUXADESSE DESSETAMANHO TAMANHO E EAAÁGUA ÁGUAPEQUENININHA PEQUENININHA LAVA, LAVA,LAVA LAVALAVADEIRA LAVADEIRA QUANTO QUANTOMAIS MAISLAVA LAVAMAIS MAISCHEIRA CHEIRA

OOSOL SOLVEM VEMNASCENDO NASCENDOALI ALI APARECEU APARECEUUMA UMAVELHINHA VELHINHAASSIM ASSIM COM COMAATROUXA TROUXADESSE DESSETAMANHO TAMANHO E EAAÁGUA ÁGUAPEQUENININHA PEQUENININHA DOBRA, DOBRA,DOBRA DOBRALAVADEIRA LAVADEIRA QUANTO QUANTOMAIS MAISDOBRA DOBRAMAIS MAISCHEIRA CHEIRA

OOSOL SOLVEM VEMNASCENDO NASCENDOALI ALI APARECEU APARECEUUMA UMAVELHINHA VELHINHAASSIM ASSIM COM COMAATROUXA TROUXADESSE DESSETAMANHO TAMANHO E EAAÁGUA ÁGUAPEQUENININHA PEQUENININHA BATE, BATE,BATE BATELAVADEIRA LAVADEIRA QUANTO QUANTOMAIS MAISBATE BATEMAIS MAISCHEIRA CHEIRA

DANIEL BOGNI

• Levantar hipóteses acerca do assunto da cantiga a partir do título. • Reconstruir a cronologia da cantiga a partir do direcionamento do professor. • Observar número de estrofes e versos na cantiga. • Verificar as rimas presentes em cada trecho.

CONEXÕES

OOSOL SOLVEM VEMNASCENDO NASCENDOALI ALI APARECEU APARECEUUMA UMAVELHINHA VELHINHAASSIM ASSIM COM COMAATROUXA TROUXADESSE DESSETAMANHO TAMANHO E EAAÁGUA ÁGUAPEQUENININHA PEQUENININHA TORCE, TORCE,TORCE TORCELAVADEIRA LAVADEIRA QUANTO QUANTOMAIS MAISTORCE TORCEMAIS MAISCHEIRA CHEIRA

REDE REDEDE DE LEITURA LEITURA

DANIEL BOGNI

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

OOSOL SOLVEM VEMNASCENDO NASCENDOALI ALI APARECEU APARECEUUMA UMAVELHINHA VELHINHAASSIM ASSIM COM COMAATROUXA TROUXADESSE DESSETAMANHO TAMANHO E EAAÁGUA ÁGUAPEQUENININHA PEQUENININHA GUARDA, GUARDA,GUARDA GUARDALAVADEIRA LAVADEIRA QUANTO QUANTOMAIS MAISGUARDA GUARDAMAIS MAISCHEIRA. CHEIRA. RENATA RENATA MEIRELLES. MEIRELLES. GIRAMUNDO GIRAMUNDO E OUTROS E OUTROS BRINQUEDOS BRINQUEDOS EE BRINCADEIRAS BRINCADEIRAS DOS DOS MENINOS MENINOS DO DO BRASIL. BRASIL. 3. 3. ED. ED. SÃO SÃO PAULO: PAULO: EDITORA EDITORA TERCEIRO TERCEIRO NOME, NOME, 2007. 2007. P. P. 19.19.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Conversar sobre o título da cantiga e verificar se os alunos conhecem o trabalho da lavadeira. Comentar que, hoje em dia, muitas pessoas costumam lavar a roupa em casa, em um tanque ou na máquina.

Na questão inicial da atividade, estimular os alunos a levantar hipóteses. Após a leitura eles poderão comprová-las ou não. Antes de ler o texto, solicitar aos alunos que acompanhem a leitura e observar como cada um deles procede. Alguns podem precisar seguir as palavras com o dedo, outros talvez tenham mais autonomia e não necessitem desse recurso.

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Após a leitura, verificar se os alunos sabem o significado da palavra trouxa nesse contexto: pacote de roupas embrulhadas em um pedaço de pano. Fazer algumas perguntas para ajudá-los a reconstruir a cronologia da cantiga: “Qual é o assunto principal da cantiga?”, “Como você descobriu?”, “Quais as ações da lavadeira?”, “Ela conseguiu terminar o trabalho?”, “Havia água suficiente?” etc.

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ATIVIDADES Ouvir a canção Lavadeira do rio, de Lenine, interpretada por Elba Ramalho, disponível em: <http://livro.pro/jpjjjn> (acesso em: 18 set. 2017). Pedir aos alunos que prestem atenção às ações da lavadeira e questionar onde ela está lavando a roupa e se conseguiu lavar tudo o que precisava. Espera-se que percebam que faltou lavar uma peça de roupa (saia), pois acabou o sabão e, também, porque o vento chegou e a noite caiu. Então, a lavadeira preocupa-se em encontrar seu amor.

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NUMERAÇÃO A numeração destas páginas é a mesma do livro do aluno.

ATIVIDADES Sugestões de vivências e atividades para contextualizar o assunto ou ampliar e aprofundar conceitos e conteúdos desenvolvidos na seção.

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ORIENTAÇÕES GERAIS DE LÍNGUA PORTUGUESA Para que todos os estudantes tenham acesso à aquisição de saberes linguísticos necessários à promoção de práticas socioculturais e de formação cidadã, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) propõe, para o componente Língua Portuguesa, o desenvolvimento de conteúdos curriculares referenciados nas competências listadas a seguir. Tais competências distribuem-se em cinco eixos organizadores: Oralidade, Conhecimentos linguísticos e gramaticais, Leitura, Escrita e Educação literária. Cada eixo apresenta habilidades que implicam diferentes procedimentos e estratégias para aprendizagem. 1. Reconhecer a língua como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem. 2. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso. 3. Demonstrar atitude respeitosa diante de variedades linguísticas, rejeitando preconceitos linguísticos. 4. Valorizar a escrita como bem cultural da humanidade. 5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao interlocutor e ao gênero textual. 6. Analisar argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais. 7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação de valores e ideologias. 8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos e interesses pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.).

10. Valorizar a literatura e outras manifestações culturais como formas de compreensão do mundo e de si mesmo. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Proposta preliminar. Brasília, DF, 2017. p. 66. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov. br/images/BNCC_publicacao.pdf>. Acesso em: 8 maio 2017.

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9. Ler textos que circulam no contexto escolar e no meio social com compreensão, autonomia, fluência e criticidade.

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LÍNGUA ORAL: USOS E FORMAS Também é uma das atribuições da escola colaborar para que os alunos desenvolvam, em situações diversas, uma postura favorável para se expressarem em público. Compreender o contexto e saber adequar o discurso ao interlocutor, utilizando um campo linguístico próprio ao contexto da fala e postura correspondente ao gênero empregado, são aspectos que devem ser desenvolvidos nas práticas comunicativas em sala de aula. A escola deve trabalhar com os alunos a adequação do texto oral ao grau de formalidade e de intenção comunicativa. Para tal, é preciso organizar contextos que tenham sentido para os interlocutores. Apenas o falar cotidiano e a exposição ao falar alheio não garantem a aprendizagem. Nos anos iniciais, as atividades de língua oral devem estar vinculadas a situações didáticas significativas para os alunos, nas quais é possível desenvolver características próprias das práticas de compreensão e produção de textos orais associadas ao contexto e a aspectos não linguísticos, que envolvem entonação, dicção, ritmo, gesto e postura. Com esse objetivo, a seção Oralidade em ação contempla diferentes situações comunicativas, como sarau poético, simulação de programas de TV, mensagens de voz, relato de lembranças da infância, contação de histórias, encenação de conto, apresentação oral de pesquisas, debate, entrevista, entre outros. Da mesma forma, as questões propostas nas páginas de abertura das unidades proporcionam a análise e a reflexão sobre textos não verbais, possibilitando práticas de fala e de escuta voltadas para a exploração da temática que norteia a unidade em estudo. Essas atividades permitem aprimorar a aptidão oral dos alunos, contribuindo para seu desenvolvimento e preparando-os para práticas sociais de usos da língua oral, além de desenvolver o respeito à fala do outro, tanto em relação às ideias quanto aos diferentes modos de expressão. Justificar as próprias opiniões sobre os assuntos tratados, saber ouvir os colegas e respeitar as diferentes opiniões, levantar hipóteses sobre os temas, solucionar dúvidas relativas a leituras e atividades de classe e de casa, reconhecer sua vez de falar e de escutar e utilizar fórmulas de cortesia são habilidades que devem ser desenvolvidas ao longo do ano. Para tal, é importante estabelecer coletivamente os combinados da classe e incentivar os alunos a colaborar com a organização do espaço escolar e a manter a devida consideração por todos os envolvidos na rotina da escola. No intuito de promover a conscientização de valores como respeito a si mesmo e ao próximo, ações e atitudes sustentáveis, a rejeição às injustiças sociais e o exercício de direitos e deveres, a seção Meu lugar no mundo revela, gradativa e progressivamente, esses conceitos aos alunos. São utilizados textos e contextos que incentivam a reflexão crítica, apresentando temas que os levam a conhecer e a avaliar a importância dos valores éticos e morais da sociedade e a relevância de sua participação como cidadãos ativos. Ao entrar em contato com temas ligados à construção e à manutenção de um mundo sustentável, os alunos reconhecem a importância de práticas solidárias em contraposição ao individualismo. VIII

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Sustentabilidade requer que se pense no que está por vir e nas consequências das nossas ações de hoje no bem-estar futuro de todos. Requer que o individualismo seja substituído pelo coletivo, implicando, desse modo, uma educação para os valores.

[...] O desenvolvimento de uma economia sustentável constitui um desafio nos dias de hoje. Para além de considerar somente o capital econômico, que inclui a troca de bens, há que atender aos capitais intelectual, natural, social e espiritual. [...] a cultura desempenha um papel central na noção complexa de sustentabilidade e qualquer que seja a forma que toma no futuro depende das nossas decisões e das nossas ações a nível local. [...] Na realidade, um maior reconhecimento de que as decisões e ações humanas a nível local afetam globalmente o ambiente e o nosso modo de vida leva-nos a pensar na necessidade de explicar finalidades de ensino em consonância com a sustentabilidade do planeta e, por isso, uma nova ética global. Este imperativo implica um investimento a nível da formação de professores. FREIRE, A. M. Educação para a sustentabilidade: implicações para o currículo escolar e para a formação de professores. 2007. Disponível em: <www.revistas.usp.br/pea/article/viewFile/30022/31909>. Acesso em: 3 nov. 2017.

LÍNGUA ESCRITA: USOS E FORMAS A diversidade de textos presente na coleção prioriza práticas de leitura de textos verbais, não verbais e multimodais que exigem a localização de informações explícitas e implícitas, bem como a inferência dos sentidos de palavras e expressões. Tais práticas requerem, igualmente, que os alunos entendam a finalidade dos textos em estudo e estabeleçam comparações entre gêneros textuais e suas relações com outras áreas do conhecimento.

[...] Formar leitores autônomos também significa formar leitores capazes de aprender a partir dos textos. Para isso, quem lê deve ser capaz de interrogar-se sobre sua própria compreensão, estabelecer relações entre o que lê e o que faz parte de seu acervo pessoal, questionar seu conhecimento e modificá-lo, estabelecer generalizações que permitam transferir o que foi aprendido para outros contextos diferentes [...]. SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Tradução de Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 2008. p. 72.

PRÁTICA DE LEITURA As unidades que compõem cada obra da coleção são organizadas em sequências didáticas que priorizam gêneros orais e escritos e estimulam os alunos à práIX

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tica da leitura, oferecendo diversidade textual e trabalhando estratégias de leitura individual, silenciosa ou oral. Além disso, propiciam a escuta de textos lidos pelo professor e pelos colegas, a socialização de experiências de leitura, a troca de informações e a utilização de indícios que possibilitam a seleção, a antecipação, a inferência e a verificação de elementos do texto. Os textos literários orais e escritos apresentados, bem como as sugestões de leitura de obras literárias, estimulam a sensibilidade e a criatividade dos alunos, ampliam seu conhecimento e visão de mundo por meio de diferentes culturas, saberes e experiências, favorecendo a formação de leitores competentes, autônomos e críticos. Para contemplar o universo de leitura é importante que o professor organize, na sala de aula, uma biblioteca com diferentes autores e gêneros. A biblioteca é um espaço privilegiado de saber e um convite à educação literária. Nesse sentido, a coleção incentiva o uso desse espaço como recurso e estratégia para a formação do leitor literário. Os alunos são incentivados a buscar e conhecer diferentes autores, estilos e linguagens, a valorizar diferentes culturas e a própria literatura, a construir significados, a compartilhar histórias, saberes, ideias e, assim, ampliar o próprio repertório. Proporcionar o momento da leitura na rotina escolar desenvolve gradativamente nos alunos o hábito de ler, levando-os a descobrir a literatura como possibilidade de fruição estética. Promover rodas de conversa para comentarem os livros escolhidos e lidos no decorrer da semana desenvolve a prática oral e também desperta curiosidade por novas leituras. Dessa forma, os alunos vão descobrindo o gosto por determinados autores e/ou gêneros e tornam-se capazes de fazer suas escolhas e comentá-las. Nessas rodas de conversa sobre livros, aspecto que faz parte da formação literária, o professor pode inserir assuntos relativos a visitas a parques, museus, cinema e teatro, valorizando as apresentações e manifestações culturais em todas as instâncias da esfera social.

[...] O efeito de proximidade que o texto literário traz é produto de sua inserção profunda em uma sociedade, é resultado do diálogo que ele nos permite manter com o mundo e com os outros. [...] [...] O segredo maior da literatura é justamente o envolvimento único que ela nos proporciona em um mundo feito de palavras. [...] [...] Na escola, a leitura literária tem a função de nos ajudar a ler melhor, não apenas porque possibilita a criação do hábito de leitura ou porque seja prazerosa, mas sim, e sobretudo, porque nos fornece, como nenhum outro tipo de leitura faz, os instrumentos necessários para conhecer e articular com proficiência o mundo feito linguagem. COSSON, R. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2007. p. 28-30.

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Na seção Rede de leitura são apresentados novos gêneros ou o mesmo gênero estudado na unidade, e atividades que permitem aos alunos utilizar diferentes estratégias e recursos de leitura, comparar textos em circulação social, perceber de que forma um texto pode dialogar com outro.

[...] adotamos como princípio do letramento literário a construção de uma comunidade de leitores. É essa comunidade que oferecerá um repertório, uma moldura cultural dentro da qual o leitor poderá se mover e construir o mundo e a ele mesmo. Para tanto, é necessário que o ensino da Literatura efetive um movimento contínuo de leitura, partindo do conhecido para o desconhecido, do simples para o complexo, do semelhante para o diferente, com o objetivo de ampliar e consolidar o repertório cultural do aluno. Nesse caso, é importante ressaltar que tanto a seleção das obras quanto as práticas de sala de aula devem acompanhar esse movimento. [...] COSSON, R. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2007. p. 47-48.

A intertextualidade stricto sensu ocorre, quando em um texto, está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da memória social de uma coletividade ou da memória discursiva dos interlocutores. KOCH, 2004 apud COSTA, I. B.; FOLTRAN, M. J. (Org.). A tessitura da escrita. São Paulo: Contexto, 2013. p. 88.

[...] o diálogo entre textos pode repercutir positivamente sobre a compreensão e a produção de textos, pela ampliação do alcance interpretativo e pela diversificação dos efeitos de sentido que esses recursos possibilitam [...].

Tendo em vista o desenvolvimento de capacidades linguísticas, a construção do conhecimento e o respeito à diversidade, sempre em contextos significativos, várias atividades possibilitam aos alunos a reflexão sobre o uso das marcas de oralidade e de expressões idiomáticas, bem como o contato com as variantes regionais. Essa prática tem como objetivo desmistificar a ideia de “língua certa” e de “língua errada”, reconhecer a pertinência dos falares regionais e propiciar a adequação da linguagem oral segundo a intenção comunicativa, o contexto e seus interlocutores.

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CAVALCANTE, M. M.; BRITO, M. A.; ZAVAM, A. Intertextualidade e ensino. In: MARQUESI, S. C.; PAULIUKONIS, A. L.; ELIAS, V. M. Linguística textual e ensino. São Paulo: Contexto, 2017. p. 109.

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[...] Estudar o texto oral de maneira contextualizada, observando sua organização e complexidade, constitui uma forma de levar o aluno a ter consciência dos traços de oralidade. Por meio da audição da gravação e da observação atenta da transcrição, o aluno pode levantar hipóteses e ajudar a sugerir possibilidades diversificadas de análise para o trabalho em sala de aula. Adquirido o conhecimento a respeito do funcionamento do texto falado, em variados gêneros orais, o aluno terá condições não apenas de se apropriar de gêneros orais e de fazer uso de suas características para um bom desempenho como falante, como também de saber evitar as marcas de oralidade em seu texto escrito, quando elas não forem convenientes (e, por outro lado, saber utilizar-se delas na escrita quando for adequado e conveniente). [...] ELIAS, V. M. Ensino de Língua Portuguesa: oralidade, escrita e leitura. São Paulo: Contexto, 2011. p. 34.

[...] Trabalhar com a variação linguística, por exemplo, que existe dentro da própria sala de aula possibilita refletir sobre as implicações do preconceito linguístico, [...] assim como permite levar o aluno a ampliar seu conhecimento sobre variedades adequadas a situações comunicativas diferentes [...]. ELIAS, V. M. Ensino de Língua Portuguesa: oralidade, escrita, leitura. São Paulo: Contexto, 2011. p. 35.

Nesse contexto, é importante esclarecer a adequação às situações de comunicação e a quem são dirigidas as conversas, as entrevistas, as apresentações teatrais, entre outras situações propostas.

ESTRATÉGIAS DE LEITURA As propostas de leitura contemplam o desenvolvimento da capacidade leitora, com base no desenvolvimento de estratégias de leitura. Desenvolver a capacidade leitora envolve práticas bastante abrangentes, pois os alunos necessitam de um amplo esquema para obter, avaliar e utilizar informações, além de acionar estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação. Cabe lembrar que o leitor competente utiliza as diversas estratégias concomitantemente, e o uso dessas habilidades pode variar conforme os conhecimentos que possui sobre o assunto ou o gênero em questão. Essa atuação lhe permite ativar os conhecimentos e construir ou não relações mais amplas com aspectos do texto.

• Seleção: permite que o leitor se atenha aos índices relevantes para o objetivo de leitura. Por exemplo, buscar uma informação em um texto, encontrar uma resposta para uma questão.

• Antecipação: torna possível prever o que ainda está por vir, com base em informações explícitas ou implícitas e em suposições. Se a linguagem não for muito rebuscada e o conteúdo não for muito novo nem muito difícil, será possível eliminar letras em cada uma das palavras escritas em um texto, até mesmo XII

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uma palavra a cada cinco outras, sem que a falta de informações prejudique a compreensão. Além de letras, sílabas e palavras, antecipamos significados. O gênero, o autor, o título da obra, imagens e recursos gráficos permitem ao leitor pressupor algumas informações do que poderá encontrar no texto.

• Inferência: permite captar o que não está dito no texto de forma explícita. A inferência é aquilo que lemos sem que esteja escrito. Baseia-se tanto em indícios dados pelo próprio texto como em conhecimentos prévios do leitor. Às vezes, as inferências se confirmam e, outras vezes, não. Por isso, não são “adivinhações” aleatórias. Além de significados, inferimos também palavras, sílabas ou letras. Boa parte do conteúdo de um texto pode ser antecipada ou inferida em função do conteúdo dos portadores, circunstâncias de aparição ou propriedades do texto. Nesse caso, o leitor conclui, baseado em informações do texto, algumas informações compatíveis com o que já leu. Permite que possa imaginar, por exemplo, um final para a história que ainda não terminou de ler, aproveitando os indícios apresentados anteriormente.

• Verificação: torna possível o controle da eficácia (e não das demais estratégias), permitindo confirmar ou não as especulações efetuadas. O leitor consegue comprovar, ao terminar a leitura, em que aspectos sua antecipação se aproximou do conteúdo da obra. Durante as sequências didáticas, o professor é orientado a propor diversas situações de leitura diária: de forma silenciosa, em voz alta, acompanhando a leitura de alguém. No livro há indicações sobre como conduzir esse trabalho, lembrando que toda vez que um aluno for colocado em situação de leitor em voz alta a ele deve ser dada a oportunidade de ler o texto com antecedência, sempre deixando claros os objetivos da leitura: por que, para que e como ler. Cabe ao professor desvelar os diferentes usos e modalidades de leitura, pois há procedimentos próprios quando se lê para estudar, para revisar, para se divertir, para escrever ou para descobrir o que deve ser feito. As orientações para a leitura colaborativa também estão presentes no livro, indicando ao professor os procedimentos a serem adotados no caso do texto específico que será trabalhado, como sugestões de alguns questionamentos sobre os indícios linguísticos que possibilitarão aos alunos a construção de sentido. Dessa maneira, entre os aspectos da leitura colaborativa presentes nas sequências didáticas, estão:

• interrogar o texto; • diferenciar a realidade da ficção; • identificar os recursos persuasivos;

• inferir a intencionalidade do discurso; • interpretar o sentido figurado.

Na condução da análise dos textos verbais, não verbais e multimodais, as atividades propostas pela coleção auxiliam o professor a observar o conhecimento prévio dos alunos sobre o tema e/ou o gênero textual, a estimular o relato de experiências próprias vinculadas ao assunto tratado, a incitar a análise e a reflexão com questões que possibilitem o levantamento de hipóteses e de inferências sobre XIII

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o texto e a intencionalidade discursiva, a socializar opiniões e/ou conclusões por meio de debates e a apontar as características e os usos do gênero textual. São também considerados, nessa análise, os aspectos linguísticos e gramaticais e sua adequação ou pertinência ao gênero textual em questão, levando à reflexão sobre o léxico do texto e o conteúdo temático. A seção Rede de leitura permite aos alunos estabelecer relações entre diferentes textos e a utilizar habilidades de leitura para localizar e selecionar informações. Propõe a reflexão sobre o conteúdo do texto e os efeitos de sentido produzidos, além de observar e analisar a forma, a estrutura e a organização de cada um deles.

PRÁTICA DE PRODUÇÃO: PLANEJAMENTO, PRODUÇÃO, REVISÃO, REESCRITA E EDIÇÃO DE TEXTOS O trabalho com produção e revisão/reescrita/edição de texto é proposto nas seções Mão na massa! e De olho no texto, respectivamente. A seção De olho no texto é introduzida no 2o ano e se torna sistemática a partir do 3o ano. As sequências didáticas elaboradas para o trabalho dessas seções contribuem para o desenvolvimento da competência escritora e abrangem as diversas etapas da produção de texto: planejamento, escrita, revisão, reescrita, edição e publicação.

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Na seção Mão na massa!, os alunos (individual ou coletivamente) produzem textos escritos, tendo em vista a pluralidade e a estrutura dos gêneros textuais explorados na unidade, pertencentes às diferentes esferas discursivas: do cotidiano, jornalística, literária, entre outras. Esse trabalho garante a vivência com gêneros diversificados, incluindo os de usos públicos, em uma aprendizagem gradual que respeita o nível de conhecimento dos alunos. Considerando a situação comunicativa – os interlocutores (quem escreve e para quem escreve), a finalidade do texto, o suporte, a circulação, a linguagem, a organização, a estrutura, o tema e o assunto do texto –, eles são convidados a produzir regras de jogo, poema, narrativa de aventura, autobiografia, notícia, relato pessoal, textos de divulgação científica, entre outros. Dessa maneira, seus conhecimentos sobre a diversidade dos gêneros textuais são aprimorados ao longo da coleção, possibilitando-lhes aplicá-los nas mais diferentes intenções e situações comunicativas dentro das esferas em que esses textos circulam. A proposta da coleção também contempla, nas seções voltadas para a produção escrita, o uso de diferentes categorias didáticas, como reproduções e escrita de textos em consonância com o gênero trabalhado, de forma a levar os alunos a refletir sobre regularidades da língua.

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É importante considerar que os processos de escrita, planejamento, revisão, reescrita e edição acontecem consecutivamente no decorrer da produção de um texto, demandando uma postura de aprimoramento nas diversas versões de escrita e reescrita. Para isso, o processo de reescrita de um texto precisa ter um foco, uma intencionalidade, e estar em sintonia com o processo de desenvolvimento das capacidades linguísticas dos alunos, de modo a favorecer o aperfeiçoamento de determinados aspectos da língua.

[...] São os processos de revisão que acionam a leitura e a tornam auxiliar da escrita. A competência leitora do escritor exerce nesse momento papel fundamental, pois, ao ler o seu próprio texto, leva em conta o conhecimento acumulado de textos lidos anteriormente como referência para a análise crítica. É por meio desse diálogo entre o texto em produção e o repertório de textos acumulado que o leitor educa o escritor. [...] A revisão, procedimento de autoria por excelência, reúne as ferramentas mais valiosas para a atividade de escrita porque obriga o escritor a observar a forma, aprender a buscar uma estética que responda melhor aos seus objetivos, a moldar o seu texto experimentando diferentes recursos, a manipular o signo e a conhecê-lo melhor. A revisão ensina o escritor a compreender que um texto é uma construção complexa porque envolve todo o conhecimento de que dispõe. FORTUNATO, M. V. Procedimentos de autoria. In: __. Autoria e aprendizagem da escrita. 2009. fls. 130-148. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em: <http://www.teses. usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-02092009-142512/pt-br.php>. Acesso em: 14 nov. 2017.

A revisão de texto proposta na seção De olho no texto desenvolve o olhar crítico de análise da qualidade da produção escrita, seguida do aprimoramento do texto final. Após escrever um texto, individual ou coletivamente, o aluno é convidado a reler sua produção e/ou a de seus colegas, analisando-a e refletindo sobre ela. Orientações pontuais do professor e/ou de um roteiro o encaminharão para verificar se respeitou a estrutura do gênero em estudo, a linguagem apropriada à finalidade discursiva, a correção e a organização de seu texto. De maneira gradativa, o aluno é orientado a fazer uma autoavaliação, tornando-se capaz de comparar sua última produção textual às que foram elaboradas anteriormente. Dessa forma, o enfoque maior não é dado à produção final de seu texto, mas aos usos da língua no processo, quando ele exercita a função de escritor, leitor e avaliador de seu próprio texto. Nesse enfoque, a parceria com colegas e até com o professor também contribui para a percepção dos itens que irão garantir maior qualidade à sua produção textual, entre os quais se incluem aspectos textuais relacionados à organização dos parágrafos, recursos de referenciação (uso de sinônimos e de pronomes para evitar a repetição de termos mencionados anteriormente) e outros elementos de coesão do texto. XV

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[...] Na atividade de escrita, o processo de produção e o produto final são, normalmente, separados (salvo nas interações escritas diretas, como no caso da Internet, por exemplo). Dito de outra forma, o escritor pode considerar seu texto como um objeto a ser retrabalhado, revisto, refeito, mesmo a ser descartado, até o momento em que o dá a seu destinatário. O texto permanece provisório enquanto estiver submetido a esse trabalho de reescrita. Podemos até dizer que considerar seu próprio texto como objeto a ser retrabalhado é um objetivo essencial do ensino da escrita. O aluno deve aprender que escrever é (também) reescrever. A estruturação da sequência didática em primeira produção, por um lado, e em produção final, por outro, permite tal aprendizagem. [...] SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. et al. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2011. p. 94-95.

A CORREÇÃO/REVISÃO A intenção é criar uma postura que considere o erro como balizador do processo de construção do conhecimento, de forma que aluno e professor não contemplem apenas a correção pela correção. É necessário considerar os dados observados para propor novas atividades que propiciem o aprimoramento do conhecimento dos alunos, intervindo de forma produtiva no processo de cada um. A correção e a revisão dos textos fazem parte do processo de produção e podem ser feitas tendo como referência o próprio texto ou o texto de colegas, tanto nas produções orais como nas escritas. É fundamental priorizar o que deve ser observado e revisado, como os aspectos gráficos, lexicais, sintáticos, ortográficos, de coerência textual, entre outros. Assim, no decorrer de cada unidade, há atividades que favorecem a retomada e/ ou a sistematização do conteúdo abordado.

[...] A questão da correção ortográfica não deve obscurecer as outras dimensões que entram em jogo na produção textual. Primeiramente, para o aluno, que, preocupado sobretudo com a ortografia, perderá de vista o sentido do trabalho que está realizando, isto é, a redação de um texto que responde a uma tarefa de linguagem. Em segundo lugar, para o professor, cujo olhar, atraído pelos “erros ortográficos”, não se deterá nem na qualidade do texto, nem em outros erros mais fundamentais do ponto de vista da escrita: incoerência de conteúdo, organização geral deficiente, falta de coesão entre as frases, inadaptação à situação de comunicação etc. Sem querer negar a importância da ortografia, é necessário atribuir-lhe seu devido lugar: um problema de escrita, sem dúvida, mas que, como tal, deve ser tratado, de preferência, no final do percurso, após o aperfeiçoamento de outros níveis textuais. Isso não só permite centrar os esforços em problemas textuais, mas também evita sobrecarregar o aluno com a correção de palavras ou de passagens que serão suprimidas.

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Entretanto, uma revisão fina, de um ponto de vista estritamente ortográfico, é necessária. Porém, ela deve ser realizada na versão final do texto. Deve-se insistir, particularmente, na importância dessa higienização ortográfica nos textos que serão lidos por outros, seja na sala de aula, seja fora dela. SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. et al. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2011. p. 99.

ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA A análise e a reflexão sobre os usos da língua estão presentes, de forma planejada, nas atividades propostas na seção Letras... palavras: ação, no 1o e 2o anos, e nos anos seguintes, nas seções De palavra em palavra e Qual é a letra?. Nelas, os estudos gramaticais são conduzidos de forma a levar os alunos a construir um sentido, partindo sempre que possível do texto trabalhado e garantindo a progressiva aquisição de recursos que ampliam sua competência leitora e escritora. Cabe a eles construir o conhecimento dos usos da língua por meio da observação, do levantamento de hipóteses e de inferências. Sempre em contextos significativos, os alunos são incentivados a conhecer, a refletir e a dominar o sistema de escrita, a observância às regras ortográficas, a paragrafação, o emprego da pontuação, da concordância verbal e nominal e a utilização de elementos de coesão, além de outros aspectos metalinguísticos.

O domínio de uma sintaxe mais elaborada não está ligado a um gênero preciso. Ele passa pela compreensão e pela apropriação das regras gerais que dizem respeito à organização da frase e necessita de conhecimentos explícitos sobre o funcionamento da língua nesse nível. Trata-se, portanto, de desenvolver nos alunos capacidades de análise que lhes permitam melhorar esses conhecimentos. Para tanto, é essencial reservar tempo para um ensino específico de gramática, no qual o objeto principal das tarefas de observação e de manipulação é o funcionamento da língua. A bagagem que os alunos terão acumulado ao longo desses momentos de reflexão específica poderá ser reinvestida, com proveito, nas tarefas de escrita e de revisão previstas nas sequências. Em contrapartida, as sequências permitirão contextualizar certos objetivos de aprendizagem e dar-lhes mais sentido. SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. et al. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004. p. 97-98.

Nesse momento da aprendizagem, entre as atividades diferenciadas e estimulantes que visam à sistematização dos aspectos gramaticais propostos, podem ser citadas as pesquisas motivadas, a elaboração de tabelas, o ditado, a correção de palavras entre colegas e a elaboração de jogos coletivos. Cabe reforçar que o ponto de partida para essa análise é, sempre que possível, o texto trabalhado na unidade e seus recursos expressivos. XVII

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Com a mesma ênfase, a análise e a reflexão sobre a língua são tratadas nas produções e apresentações orais, individuais ou coletivas. As atividades propostas também têm a finalidade, entre outras, de levar os alunos a perceber as possibilidades de exploração de situações discursivas em que se observam a compreensão global do texto, a intencionalidade do discurso, as estruturas do gênero textual e os aspectos dos usos da língua que permitem a real interlocução. Controlar o que e como escrever não é tarefa simples. Os alunos precisam aprender a atuar sobre aspectos de conteúdo e estrutura e representá-los em um texto. Pensar em como escrever e organizar o sistema de escrita é um processo complexo que deve estar apoiado não só nas orientações seguras do professor, mas também em material didático adequado. O desenvolvimento dessas capacidades linguísticas não se esgota nos anos iniciais; faz parte de todas as etapas escolares do processo de formação do indivíduo, permitindo sua inserção na sociedade.

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No início do processo de alfabetização, não se pode esperar que os alunos produzam textos de forma convencional. Aprender a ler e escrever demanda conhecer e compreender as propriedades do sistema de escrita alfabética. Quanto mais atividades reflexivas lhes forem apresentadas, mais oportunidades terão de dominar as convenções da escrita. Da mesma forma, quanto mais oportunidades tiverem de ler e escrever, mais poderão pensar no sistema de escrita e nas regularidades da língua. Nesse processo, podem confrontar hipóteses: como a escrita se organiza, o que ela representa e qual é sua utilidade. Para isso, nos três primeiros anos é proposta a seção Faça mais, que retoma e reforça os aspectos ortográficos e gramaticais abordados na unidade. De maneira a continuar preparando os alunos para atuar como agentes de seu conhecimento, de forma gradativa e instigante, é apresentada, a partir do 2o ano, a seção Palavras no dicionário, que propõe a reflexão sobre o emprego de determinadas palavras na construção do texto. Os alunos são convidados a buscar o significado das palavras desconhecidas, sempre inseridas em contextos significativos, de modo a ampliar seus conhecimentos do léxico português. Além disso, também são instigados a recorrer ao dicionário para esclarecer dúvidas em relação à escrita das palavras e interpretar verbetes de dicionário.

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Por sua proposta lexicográfica, um dicionário pode ser um instrumento bastante valioso para a aquisição de vocabulário e para o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita; e isso, para todas as áreas e para todas as horas, já que ler e escrever, dentro e fora da escola, fazem parte de muitas outras atividades. Além disso, para o caso particular de Língua Portuguesa, um dicionário poderá dar subsídios importantes também para o estudo do léxico, em seus diferentes aspectos. Na maior parte das propostas curriculares estaduais e municipais, um dos objetivos gerais da educação básica é desenvolver no aluno a capacidade de recorrer de forma adequada a diferentes linguagens, comunicando-se com eficácia em diferentes situações sociais. Uma vez que o progressivo domínio da linguagem escrita é central tanto para o sucesso dessa empreitada quanto para o desenvolvimento da autonomia relativa do aluno nos estudos, os dicionários certamente têm uma contribuição efetiva a dar. Por outro lado, a análise e a reflexão sobre a língua e a linguagem – e, portanto, também sobre o léxico – são parte do ensino de língua materna. E o conhecimento sistematizado sobre o léxico que o dicionário proporciona tem um papel relevante a desempenhar na (re)construção escolar do conhecimento sobre a língua e a linguagem. RANGEL, E. de O. Com direito à palavra: dicionários em sala de aula. Brasília, DF: MEC/SEB, 2012. p. 27. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=12059-dicionario-em-sala-de-aula-pnldpdf&Itemid=30192>. Acesso em: 15 nov. 2017.

A APRENDIZAGEM NA DIVERSIDADE Partindo do princípio de que toda criança tem o direito de aprender a ler e a escrever, é necessário entender que o processo de aquisição da aprendizagem acontece de formas diferentes. Nessa perspectiva, a escola precisa planejar ações que possibilitem o desenvolvimento de práticas educativas diversificadas para atender a todos os alunos.

[...] a diversidade é inerente à natureza humana, e qualquer atuação encaminhada para desenvolvê-la tem que se adaptar a esta característica. Falamos, portanto, de um “ensino adaptativo” (Miras, 1999), cuja característica distintiva é sua capacidade para se adaptar às diversas necessidades das pessoas que o protagonizam. Esta característica se concretiza em todas as variáveis que estão presentes nas diferentes estratégias que podem ser postas em marcha para “operacionalizar” a influência educativa. Portanto, podemos falar da diversidade de estratégias que os professores podem utilizar na estruturação das intenções educacionais com esses alunos. Desde uma posição de intermediário entre o aluno e a cultura, a atenção à diversidade dos alunos e das situações necessitará, às vezes, desafiar; às vezes dirigir; outras vezes, propor, comparar. [...] Isso tudo sugere que a interação direta entre alunos e professor tem que permitir a este, tanto quanto for possível, o acompanhamento dos processos que os alunos vão realizando na aula. O acompanhamento e uma intervenção diferenciada, coerentes com o que desvelam, tornam necessária a observação do que vai acontecendo. Não se trata de uma observação “desde fora”, mas de uma observação ativa, que também permita integrar os resultados das intervenções que se produzam. ZABALA, A. (Org.). A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 90.

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Assim, a escola depara-se com um grande desafio: como ensinar de modo a despertar o interesse dos alunos, incitando-os a construir conhecimentos significativos? Se, de um lado, o educador precisa superar esse desafio, de outro, há inúmeros recursos e procedimentos que podem ajudá-lo a atingir seus objetivos. RAWPIXEL.COM/SHUTTERSTOCK.COM

Nesse sentido, se considerarmos o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos como ponto de partida da aprendizagem, as diversidades cultural e social tornam-se recursos valiosos, tanto para o professor quanto para os alunos. Ao compartilhar experiências e vivências, o aprendiz se sente parte do processo de ensino-aprendizagem, pois percebe que seus saberes, seu jeito de viver e suas características individuais são valorizados e respeitados. Dessa forma, os alunos comparam, analisam e ampliam o que já sabiam a respeito do conhecimento discutido e, assim, começam a reconhecer que as diferenças, sejam elas culturais, sociais, intelectuais ou físicas, são próprias dos seres humanos e de uma vida em sociedade. Os agrupamentos também auxiliam os alunos a estabelecer vínculos de amizade. Nos trabalhos cooperativos, ao mesmo tempo que devem se mostrar dispostos a interagir, aprendem a incluir o outro, respeitando as diferenças e colaborando para que todos se sintam parte do grupo. A interdisciplinaridade constitui igualmente uma estratégia de ensino a favor da diversidade, pois oferece a possibilidade de reconhecimento de que os conteúdos estudados têm significados e intenções, motivando os alunos a participar ativamente do processo de aprendizagem. Essa estratégia, na coleção, encontra-se mais evidenciada na seção Ideia puxa ideia, que trabalha de forma interdisciplinar alguns conceitos desenvolvidos na unidade, e na seção Meu lugar no mundo, que apresenta temas relacionados a sustentabilidade, preservação, ética e valores, levando os alunos a refletir sobre suas práticas e a se tornarem cidadãos comprometidos com suas ações.

A interdisciplinaridade é a interação entre duas ou mais disciplinas, que pode ir desde a simples comunicação de ideias até a integração recíproca dos conceitos fundamentais e da teoria do conhecimento, da metodologia e dos dados de pesquisa. [...] ZABALA, A. (Org.). A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 143.

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Nesse sentido, a Língua Portuguesa é uma área do conhecimento privilegiada. O trabalho com os gêneros textuais desenvolvido na coleção favorece a discussão de temas e conhecimentos que permitem inserir os alunos na sociedade em que vivem, sem excluir nem fragmentar saberes. As práticas de leitura e escrita também podem se tornar prazerosas para os alunos quando inseridas em meios digitais. Utilizar computadores, tablets, celulares, câmeras digitais, entre outros, é uma ação cada vez mais presente na sala de aula.

[...] Compete à escola, pela ampliação da produção e circulação de variados textos/gêneros, a responsabilidade de criar condições para que o aluno envolva-se em múltiplas práticas de letramentos que possibilitem sua inserção e participação em inúmeras esferas da atividade humana presentes na sociedade. A partir do advento das novas tecnologias em rede (internet) e dos recursos multimidiáticos e multissemióticos mobilizados nas práticas de letramento contemporâneas, instauram-se visões mais complexas das práticas sociais e de linguagem, culminando em uma produção cultural mais plural e diversa. [...] [...] qualquer prática de linguagem pressupõe uma situação de comunicação específica que se constitui de acordo com a esfera de produção, circulação e recepção a que está ligada. [...] Um dos mais importantes elementos do gênero, quando se pensa em sua escolarização, é o projeto enunciativo. Ele contribui para que o aluno desperte para o conhecimento do lugar social assumido enquanto leitor e produtor de discursos devidamente orientado. Um encaminhamento didático que considere tal elemento permite ao aluno analisar, discutir, refletir criticamente sobre os discursos instaurados nas suas teias de relações sociais. Partindo disso, pensando na complexidade do funcionamento da linguagem contemporânea, em que a hibridização de esferas, mídias e semioses configuram novas práticas discursivas, cujas inter-relações resultam em experiências e sentidos novos, possibilitados especialmente pelo surgimento das mídias digitais, estas questões não devem estar ausentes das propostas didáticas. [...] ROJO, Roxane Helena. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012. p. 214-215 e 218.

Desse modo, a coleção sugere a utilização de diferentes tecnologias e suportes de conteúdo, além de indicar sites nos quais é possível interagir com jogos e brincadeiras, ouvir a leitura de histórias e poemas, assistir a filmes, documentários, animações e telejornais. Conectados à internet, os alunos podem conhecer lugares do mundo todo, ter acesso a múltiplas informações com rapidez e se comunicar. No entanto, é indispensável que o professor saiba quais objetivos deseja alcançar ao fazer uso de qualquer ferramenta digital, para que este seja educativo e produtivo. Nesse sentido, esta coleção apresenta para o professor material complementar, em formato digital, com estratégias e recursos de ensino para auxiliar a prática pedagógica. XXI

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AVALIAÇÃO O desenvolvimento de mecanismos integrados de avaliação requer um acompanhamento do que é planejado até as ações de ensino que de fato forem vivenciadas em sala de aula, utilizando-se instrumentos variados que permitam analisar a progressão dos estudantes e suas relações com as estratégias didáticas adotadas. Nesse processo, é importante estar atento para o fato de que o planejamento requer que o professor defina os objetivos, ou seja, tenha clareza do que se pretende dos alunos com relação à aprendizagem. A avaliação em Língua Portuguesa deve ter como parâmetros os objetos de conhecimentos específicos de cada ano e as respectivas habilidades, de acordo com os eixos de ensino no componente curricular de Língua Portuguesa: Oralidade, Conhecimentos linguísticos e gramaticais, Leitura, Escrita e Educação literária. Dessa forma, o professor pode acompanhar a construção das competências leitora e escritora. Os critérios devem ser compreendidos como referências que permitam a análise do avanço ao longo do processo de aprendizagem, levando em consideração o fato de que as manifestações desses avanços não são idênticas nem lineares. É fundamental partir de diagnósticos dos conhecimentos prévios dos alunos. Em cada ano, é possível elaborar instrumentos de levantamento de dados, nos diferentes aspectos do estudo da língua, da ortografia à produção de textos orais e escritos, da gramática à leitura, por meio da organização de dados que mapeiem o avanço dos alunos e propiciem ao professor a possibilidade de planejar intervenções. No processo de avaliação, vale a pena considerar o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), elaborado por Vygotsky, que define a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado pela resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com um colega. Tomando como premissa o desenvolvimento real como aquilo que o sujeito consolidou de forma autônoma, o potencial pode ser inferido com base no que consegue resolver com ajuda. Assim, a zona proximal fornece os indícios do potencial, permitindo que os processos educativos atuem de forma sistemática e individualizada.

AUTOAVALIAÇÃO O processo de avaliação não pode ser construído com um único instrumento ou de uma única forma. É necessário um espectro diversificado de recursos de avaliação para mapear diferentes competências e regular a atuação de forma adequada. A autoavaliação complementa a análise do professor, e a atuação direta do aluno no processo de avaliação possibilita a construção de uma postura comprometida com sua aprendizagem, desenvolvendo uma opinião crítica sobre sua produção e participação e elucidando possíveis dúvidas sobre as propostas do trabalho. Sugerimos ao professor compor uma planilha de autoavaliação do aluno, que pode ser enriquecida com a inserção de metas individuais e de objetivos de aprendizagem. XXII

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AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA A avaliação diagnóstica é um instrumento utilizado pelo professor para investigar as habilidades dos alunos em determinada área do conhecimento. Esse instrumento permite acompanhar o processo de aprendizagem e fazer intervenções no planejamento, com a intenção de levar os alunos a atingir os objetivos esperados.

Quando um professor pensa que ensino e aprendizagem são duas faces de um mesmo processo, faz sentido acreditar que, ao final dele, só existam duas alternativas: o aluno aprendeu ou não aprendeu. Diferentemente disso, se ele vê a aprendizagem como uma reconstrução que o aprendiz tem de fazer dos seus esquemas interpretativos e percebe que esse processo é um pouco mais complexo do que o simples “aprendeu ou não aprendeu”, algumas questões precisam ser consideradas. Uma delas é a necessidade de ter claro o que o aluno já sabe no momento em que lhe é apresentado um conteúdo novo, já que o conhecimento a ser construído por ele é, na verdade, uma reconstrução que se apoia no conhecimento prévio de que dispõe. O conhecimento prévio é o conjunto de ideias, representações e informações que servem de sustentação para essa nova aprendizagem, ainda que não tenham, necessariamente, uma relação direta com o conteúdo que se quer ensinar. [...] investigar e explorar essas ideias e representações prévias é importante porque permite saber de onde vai partir a aprendizagem que queremos que aconteça. Conhecer essas ideias e representações prévias ajuda muito na hora de construir uma situação na qual o aluno terá de usar o que já sabe para aprender o que ainda não sabe. Essa necessidade de avaliar no início do processo é característica da relação entre ensino e aprendizagem vistos numa ótica construtivista. Nela, a informação que o aluno recebeu anteriormente como ensino não define o conhecimento prévio, porque esse constitui toda a bagagem de saberes que o aluno tem, oriundos de diferentes fontes e que são pertinentes para a nova aprendizagem proposta. Portanto, ter conhecimento de quais foram os conteúdos ensinados anteriormente ao aluno não permite identificar o que ele já sabe: nem sempre ele aprende o que foi ensinado, e como o conhecimento não se organiza de forma linear, as coisas não funcionam tão simplesmente quanto “agora posso ensinar B, porque no bimestre passado já foi ensinado A”. Tendo mapeado o conhecimento prévio dos alunos, nessa espécie de avaliação inicial, e pondo em prática as situações planejadas para levá-los a avançar, o professor passa a precisar de um outro instrumento para verificar como eles estão progredindo, já que o conhecimento não é construído igualmente, ao mesmo tempo e da mesma forma por todos. Esse instrumento é a avaliação de percurso – formativa ou processual, como muitos a chamam – feita durante o processo de aprendizagem. Ela serve para verificar se o trabalho do professor está sendo produtivo e se os alunos estão, de fato, aprendendo com as situações didáticas propostas. Como um observador privilegiado das ações do aprendiz, o professor tem condições de avaliar o tempo todo, e é essa avaliação que lhe dá indicadores para sustentar sua intervenção. Mas isso é diferente de planejar e implementar uma atividade para avaliar a aprendizagem. Ao montar uma situação de avaliação, o professor precisa ter clareza sobre as diferenças que existem entre situações de aprendizagem e situações de avaliação. [...] WEISZ, T.; SANCHEZ, A. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002. p. 93-94.

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SUGESTÕES DE AVALIAÇÃO POR ANO E BIMESTRE 1o BIMESTRE

2o BIMESTRE

1o ano

No final da Unidade 1, pode-se realizar uma sondagem para descobrir as hipóteses de cada aluno sobre a língua escrita, com o objetivo de planejar as aulas, adequá-las de acordo com as necessidades de aprendizagem e fazer intervenções apropriadas. Essa sondagem pode consistir, por exemplo, na escrita do próprio nome, no reconhecimento de nomes que começam com a mesma letra ou no ditado de palavras do mesmo grupo temático (nomes de objetos escolares, nomes de brinquedos e outros). O registro das observações permite acompanhar o processo de aprendizagem de cada aluno e buscar novas estratégias de ensino. No final do bimestre, é recomendável propor novas atividades para verificar se houve avanço na aquisição da escrita alfabética.

No início do bimestre, é relevante fazer uma nova sondagem sobre a aquisição da escrita alfabética. Para isso, uma sugestão é propor aos alunos que escrevam uma parlenda conhecida por eles. Neste momento, o importante é que produzam o texto. Esse novo diagnóstico possibilitará o planejamento de atividades, garantindo, assim, melhores resultados no processo de aprendizagem.

2o ano

Nas primeiras semanas de aula, é recomendável conhecer as hipóteses de escrita dos alunos. Uma sugestão é entregar a cada um deles uma folha com uma parlenda digitada em letra bastão. Ler a parlenda em voz alta e pedir que acompanhem a leitura com o dedo. Em seguida, escolher algumas palavras que formam a parlenda, falar uma a uma e propor aos alunos que as encontrem no texto, circulando-as. É importante selecionar palavras de diferentes classes gramaticais (substantivos, adjetivos, verbos, preposições, conjunções) e também com quantidades diferentes de sílabas. Em seguida, formular algumas frases que contenham palavras da parlenda e pedir aos alunos que escrevam as frases. Essa atividade possibilita saber se o aluno lê e compreende palavras compostas de sílabas canônicas e não canônicas, se faz a segmentação correta das palavras e se domina o valor sonoro da letra, considerando sua posição na sílaba. No final do bimestre, sugerimos uma nova sondagem, de preferência individual, para que os dados obtidos reflitam o que o aluno consegue fazer sem intervenção (zona de desenvolvimento real).

Antes de iniciar o 2o bimestre, retomar os resultados das avaliações realizadas no 1o bimestre e verificar se os alunos conseguiram atingir com sucesso os objetivos de aprendizagem, se os atingiram parcialmente ou se não os atingiram. A partir desses resultados, é possível planejar ações de forma a garantir que todos aprendam. Alfabetizar todos os alunos é um desafio que requer planejamento. Para que eles avancem, é preciso garantir que alguns procedimentos, como ler para a classe, estimular a leitura individual e promover situações de escrita e de produções textuais, façam parte da rotina. Propor aos alunos a escrita de uma receita de família e observar se conseguem organizar o texto de acordo com as características do gênero, se segmentam corretamente as palavras, se empregam a grafia correta de palavras conhecidas ou com estruturas silábicas já dominadas.

A avaliação diagnóstica no início do ano letivo permite ao professor conhecer os níveis de desenvolvimento de cada aluno em relação ao sistema de escrita. Propor a reprodução de um conto maravilhoso e verificar se os alunos conseguem registrar os momentos principais da história. Além da estrutura textual, deve-se observar a escrita das palavras para planejar atividades e jogos que trabalhem os aspectos a serem melhorados.

No início do 2o bimestre, pode-se fazer uma nova avaliação do desempenho dos alunos, tendo agora como foco a capacidade de leitura. Escolher um conto do folclore brasileiro e formular questões para serem respondidas por escrito. As questões devem ser elaboradas de modo a possibilitar a avaliação dos seguintes descritores de habilidades de leitura: localizar informações explícitas em textos; inferir informações implícitas de fácil identificação em textos; inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. Se necessário, propor também aos alunos que modifiquem o final do conto a partir de determinado trecho. Dessa forma, será possível avaliar se conseguem manter a coerência com o trecho apresentado anteriormente, criando uma nova situação que dê continuidade à situação apresentada.

No início do ano, propor uma atividade de leitura individual. O objetivo é verificar a compreensão do texto pelos alunos e as inferências sobre o que leram. Para isso, entregar um texto a cada aluno – um conto, por exemplo. Proporcionar um momento de leitura individual e, em seguida, promover uma discussão sobre a leitura. Observar se todos participam ou se há aqueles que não compreenderam o texto ou não conseguem verbalizar o que compreenderam. Para esses, fazer perguntas individuais. Após a discussão, propor que ilustrem a história que leram, de modo a demonstrar a compreensão do texto. Fazer uma planilha para avaliar a leitura, a compreensão e a apresentação de cada aluno, levando em consideração suas características pessoais. No meio do ano, propor atividade semelhante, para comparar o desenvolvimento dos alunos.

Antes de iniciar o segundo bimestre, ler um texto narrativo para os alunos e explorar oralmente a história, focalizando a situação inicial, o(s) conflito(s), o(s) desfecho(s) e a finalização. Em seguida, propor que reproduzam a narrativa por meio da escrita. Se necessário, ler a história mais de uma vez. Avaliar os seguintes aspectos: O aluno manteve a sequência narrativa do texto-fonte? O texto tem coerência? Foi organizado em parágrafos? Apresenta pontuação no final das frases? A ortografia das palavras mais usuais e dos focos trabalhados nos anos anteriores estão corretos? A partir dessas observações, o professor pode analisar os problemas e planejar ações a serem desenvolvidas no bimestre. Uma sugestão é propor a revisão coletiva dos textos produzidos, priorizando a cada vez o que se pretende trabalhar: coerência, organização das ideias, elementos que garantem a coesão textual, organização dos parágrafos, pontuação, ortografia.

No início do ano, é fundamental fazer uma avaliação diagnóstica com o objetivo de investigar a aprendizagem dos alunos, saber como eles constroem e elaboram o conhecimento. Uma sugestão é selecionar um texto literário e, a partir dele, propor questões que possibilitem avaliar sua competência leitora. Além de questões de localização e inferência, propor outras que levem à reflexão sobre o assunto tratado no texto. Observar, na elaboração das respostas, outros aspectos, como a concordância nominal e verbal, as regras ortográficas e o uso dos sinais de pontuação.

No início desse bimestre, ler a situação inicial de um conto de medo e propor uma atividade de escrita: a continuidade do conto, criando o conflito, o desfecho e a finalização. Verificar se os alunos escrevem a continuação de maneira coerente e mantêm as características do gênero, bem como se utilizam sinais de pontuação, parágrafos e a grafia correta das palavras.

3o ano

4o ano

5o ano

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3o BIMESTRE

4o BIMESTRE

No início do bimestre, como atividade de integração na volta às aulas, é interessante escrever um bilhete a cada aluno, comentando a alegria de revê-lo e perguntando o que ele fez nas férias, com a intenção de obter uma resposta também escrita. Esta será a sondagem: O aluno leu e compreendeu o bilhete? Conseguiu responder? Escreveu palavras e frases de forma alfabética, usando letras/grafemas que representam fonemas? Segmentou as palavras? Houve avanços na escrita?

Como início das atividades do bimestre, sugerimos escolher uma pequena fábula, que apresente uma linguagem adequada aos anos iniciais, e lê-la para os alunos. Após a leitura, pedir que reescrevam a fábula com suas próprias palavras, o que permitirá verificar se compreenderam a narrativa e a escreveram de modo a manter as personagens e os acontecimentos da versão lida pelo professor, se escreveram o texto segmentando adequadamente as palavras, se dominaram a correspondência grafemas/fonemas.

No início do bimestre, propor aos alunos uma produção escrita como avaliação diagnóstica. Selecionar uma lenda curta e pedir que a recontem. Essa produção permite avaliar se o aluno compreendeu o texto, se formulou sentenças curtas ou não, se usou letra maiúscula e sinais de pontuação. Além disso, trata-se de uma oportunidade para avaliar o processo de aquisição da escrita de cada aluno e de um bom momento para (re)planejar as ações. Se necessário, retomar os objetivos não alcançados e estabelecer novas metas de aprendizagem.

A reprodução de uma história curta, nesse período do ano, pode ajudar a verificar os objetivos que os alunos ainda não alcançaram. Como eles também aprendem uns com os outros, propor grupos de trabalho cooperativo. Quando o aluno assume um papel mais ativo na troca de conhecimentos, ele também aprende e, assim, todos avançam. Propor que escolham uma fábula para reproduzir. Observar se seguiram as convenções de disposição gráfica da fábula, se o texto apresenta letra maiúscula no início dos parágrafos e sinais de pontuação no final das frases ou no início de diálogos. É importante verificar se houve progresso na aquisição do sistema alfabético e se os alunos conseguem reproduzir os aspectos importantes da história.

Antes de iniciar as atividades do bimestre, propor aos alunos que escrevam uma página de um diário, relatando o que vivenciaram nas férias. Estimulá-los a escrever os detalhes dos fatos e a observar se o texto escrito apresenta coerência entre as ideias e entre os parágrafos, além de verificar se há apropriação ou não do uso dos sinais de pontuação. É importante observar se houve progresso na escrita das palavras e na expressão das ideias sobre as férias.

No final do ano, os alunos podem ser convidados a escolher o gênero de que mais gostaram e a elaborar um texto seguindo as características textuais próprias do gênero escolhido. Observar se eles se apropriaram dos elementos textuais necessários para criar o que foi pedido e se organizam as ideias de maneira coerente, se utilizam os sinais de pontuação adequados, se marcam os parágrafos, se utilizam letra maiúscula no início dos parágrafos e nos substantivos próprios e se conseguem revisar o texto e fazer correções de ortografia. Se achar propício, pedir aos alunos que justifiquem a escolha, explicando por que gostaram mais de determinado gênero textual. Será um momento de avaliação da oralidade e clareza na expressão das ideias.

Para avaliar os avanços e as dificuldades de cada aluno na construção de texto, utilizar a produção do relato de viagem da Unidade 5 e observar se conseguem manter a estrutura do gênero e a coerência ao relatar o assunto. Avaliar se os alunos conseguem reconhecer nos textos os aspectos a serem melhorados: Conseguem fazer intervenções orientadas antes de entregar sua produção? Reescrevem e editam o texto com autonomia a partir dos apontamentos feitos pelo professor?

Entregar aos alunos uma notícia recente (se possível, escolher alguma notícia relacionada a leitura, lançamento de livros ou algum assunto relativo à cidadania) e pedir que façam uma leitura silenciosa. Após a leitura, propor que escrevam, em uma folha à parte, a resposta a estas questões: O que aconteceu? De quem (ou de que) se falou? Quando aconteceu? Onde aconteceu? Como aconteceu? Por que aconteceu? Estabelecer um tempo para as respostas e recolher as folhas. Analisar a compreensão da notícia, a elaboração das respostas e o uso de pontuação e de letras iniciais maiúsculas. No último bimestre, é importante avaliar a autonomia dos alunos para revisar o próprio texto, verificando se conseguem reconhecer os aspectos a serem melhorados e se apresentam sugestões durante uma revisão coletiva, bem como se o reescrevem com autonomia a partir dos apontamentos feitos pelo professor.

Nesse bimestre, é importante avaliar a autonomia dos alunos para revisar o próprio texto: Conseguem reconhecer os aspectos a serem melhorados? Apresentam sugestões durante uma revisão coletiva? Ao ler a primeira versão do texto, conseguem fazer intervenções orientadas antes de entregá-lo ao professor? Conseguem reescrever o texto a partir dos apontamentos feitos pelo professor? Para que os alunos ganhem autonomia como revisores, sugerimos combinar códigos de correção com o objetivo de orientar e facilitar a revisão do texto. Para cada aspecto, o professor pode criar um símbolo ou um número e fazer uma tabela com os aspectos a serem avaliados e os códigos correspondentes e afixá-la no mural da classe. É preciso garantir instrumentos que os ajudem a adquirir habilidades necessárias para escrever um texto de qualidade e saber revisá-lo e editá-lo.

Sugerimos uma avaliação que abranja a intertextualidade. Por exemplo, a partir de textos com linguagem verbal e/ou não verbal, como uma obra de arte e um poema, uma narrativa de ficção científica e uma história em quadrinhos. Elaborar questões que possibilitem avaliar se os alunos conseguem comparar os textos pela análise de referências intertextuais, estabelecer e articular informações e construir sentidos.

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ESTRUTURA DA COLEÇÃO Cada livro está estruturado em oito unidades de dois capítulos. Os capítulos, por sua vez, são compostos de seções que podem variar de um capítulo para outro, de acordo com os objetivos e os conteúdos a serem desenvolvidos. Algumas seções são pontuais no capítulo, outras se repetem ao longo das unidades. Optamos pela apresentação dos conteúdos em seções, pois isso facilita o trabalho do professor. A abordagem dos conteúdos vinculada aos textos trabalhados é considerada o diferencial da coleção. A seguir, são apresentadas as seções que compõem as unidades.

ABERTURA DE UNIDADE Explora os conhecimentos prévios dos alunos por meio da leitura de imagens e de questões que possibilitam discussão oral e coletiva dos aspectos a serem trabalhados. É um momento para que todos os alunos possam se manifestar, mesmo que as opiniões e ideias expostas em relação aos conceitos ainda sejam parciais ou hipotéticas.

UNIDADE

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CONVERSE COM OS COLEGAS E RESPONDA ÀS QUESTÕES. 1. OBSERVE A IMAGEM. O QUE AS CRIANÇAS ESTÃO FAZENDO? VOCÊ SABE COMO BRINCAR DISSO?

VA MOS TELEFON AR?

As crianças estão brincando com um telefone de lata.

2. VOCÊ USA TELEFONE? QUE TIPO DE TELEFONE? Resposta pessoal.

3. QUAL É A IMPORTÂNCIA DO TELEFONE NA NOSSA VIDA?

IDEÁRIO LAB

Resposta pessoal.

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LETRAS... PALAVRAS: AÇÃO Seção presente no 1o e 2o anos. Visa a análise e reflexão sobre a língua e a construção do código. As atividades levam os alunos a construir o conhecimento dos usos da língua, pensar sobre a gramática, descobrir regularidades da língua e apropriar-se do sistema ortográfico de maneira gradativa.

LETRAS... PAL AVRAS: AÇÃO 1. Releia este trecho da história de Rapunzel. Rapunzel tinha cabelos longos e maravilhosos, sedosos como ouro fino.

a) Que palavras descrevem os cabelos de Rapunzel? Longos, maravilhosos, sedosos.

b) Quais destas palavras poderiam descrever do mesmo modo os cabelos de Rapunzel? X

Compridos, magníficos, macios.

Enormes, bonitos, finos.

DNEPWU

2. Releia agora este outro trecho. Certo dia estava a mulher diante dessa janela, olhando para o jardim, quando viu um canteiro cheio dos mais lindos raponços, que são plantas de salada. Estavam tão viçosos e verdes, que ela sentiu o maior desejo de comer daqueles raponços. O desejo foi aumentando todos os dias, e, como ela sabia que não podia consegui-los, começou a emagrecer e ficou pálida e tristonha.

a) Circule as palavras que descrevem os raponços.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA

b) A mulher não conseguiu os raponços e começou a emagrecer. Como ela ficou desde então?

1. Vamos relembrar a classificação das palavras quanto à sílaba

Ela ficou pálida e tristonha.

tônica? Relacione as colunas.

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b

a sílaba tônica é a penúltima.

b) Paroxítonas:

c

a sílaba tônica é a antepenúltima.

c) Proparoxítonas:

a

a sílaba tônica é a última.

a) Oxítonas:

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DE PALAVRA EM PALAVRA

2. Separe as sílabas das palavras seguintes e sublinhe a sílaba tônica

Seção presente a partir do 3o ano. Explora aspectos gramaticais de forma lúdica e progressiva, fazendo com que os alunos construam o conhecimento do uso da língua a partir da observação, da reflexão, do levantamento de hipóteses e de inferências. Esse conhecimento é aplicado na escrita de respostas às questões propostas e na produção de textos.

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de cada uma delas.

dominó

jacaré

robô

bebê

sabiá

tatu

abacaxi

tamanduá

RENAM PENANTE

Do-mi-nó, ro-bô, sa-bi-á, a-ba-ca-xi, ja-ca-ré, be-bê, ta-tu, ta-man-du-á.

QUAL É A LETRA?

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1. Leia em voz alta este trava-língua. D3-POR-F1-1055-V3-U05-132-161-LA-G19.indd 138

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O pintor Paulo Pereira Pinto Peixoto, Pobre pintor português, Pinta perfeitamente, Portas, paredes e pias, Por parco preço, patrão.

Parco: reduzido, moderado. Perfeitamente: muito bem, com perfeição.

QUAL É A LETRA? Seção presente a partir do 3o ano. Trabalha com a ortografia por meio da observação das palavras e de sua escrita, levando os alunos a descobrir as regularidades da língua e apropriar-se do sistema ortográfico de maneira gradativa.

ABC crianças. Trava-línguas com a letra p. Disponível em: <http://trava-linguas.abccriancas.com/trava-linguas-com-aletra-p>. Acesso em: 16 ago. 2017.

• Qual é a letra inicial de todas as palavras do texto? A letra p.

2. Circule no trava-língua as sílabas iniciais de todas as palavras. a) Escreva as sílabas que você circulou. Pa – pe – pin – pei – po – por – per – pi – par – pre.

B) Agora, escreva outras palavras com cada uma dessas sílabas. Sugestões: pato, palavra, pele, peteca, pintura, pincel, peito, peixe, poluição, pólen, porta, porção, perfeito, perfume, pilha, piolho, parte, parceria, preto, predileto.

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REDE DE LEITURA

REDE DE LEITURA VOCÊ JÁ CONVERSOU SOBRE AS VÁRIAS MANEIRAS DE DEIXAR UMA MENSAGEM PARA ALGUÉM.

LORELYN MEDINA/SHUTTERSTOCK.COM

Esta seção visa à intertextualidade e ao trabalho com as diferentes modalidades de leitura: feita pelo professor, pelo aluno e compartilhada. Nela são apresentados novos gêneros ou é retomado o gênero abordado na unidade. Também são propostas atividades que permitem aos alunos utilizar diferentes estratégias e recursos de leitura, estudar a constituição do texto, comparar diferentes gêneros, analisar o suporte ou trabalhar a oralidade.

CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS QUESTÕES PROPOSTAS. 1. O TEXTO QUE VOCÊ LEU É UMA NOTÍCIA. VOCÊ SABE O QUE É UMA NOTÍCIA? Resposta pessoal. 2. ONDE AS NOTÍCIAS COSTUMAM SER PUBLICADAS? Notícias são publicadas em jornais e revistas impressos e em sites da internet.

AGORA, VOCÊ VAI CONHECER OUTRO JEITO DE DEIXAR UMA MENSAGEM! LEIA O TÍTULO DO TEXTO SEGUINTE E CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR SOBRE AS INFORMAÇÕES QUE ELE DÁ.

3. QUE OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGAM NOTÍCIAS? Espera-se que os alunos citem o rádio e a televisão.

4. COMO O GAROTO QUE ENCONTROU A GARRAFA CONSEGUIU ACHAR QUEM TINHA ESCRITO O BILHETE? O menino usou o Google para procurar o autor.

5. QUAL DESTAS FOTOGRAFIAS PODERIA ILUSTRAR A NOTÍCIA QUE VOCÊ LEU? POR QUÊ?

DEPOIS, ACOMPANHE A LEITURA DO PROFESSOR.

Os alunos devem considerar o assunto do texto para escolher a fotografia (garrafa com mensagem dentro).

BILHETE COLOCADO EM GARRAFA É ENCONTRADO 35 ANOS DEPOIS NOS EUA

KYTAN, WITTAYAYUT/SHUTTERSTOCK.COM

GOIR/SHUTTERSTOCK.COM

20/07/2012 14H31 - ATUALIZADO EM 20/07/2012 14H31

1055-POR-V1-U07-F003 MÉDIA. Foto de garrafa vazia na praia. Se possível, usar a mesma imagem da retranca 1055-PORV1-U07-F002, apagando o bilhete dentro da garrafa NOVO

GAROTO DE 14 ANOS ENCONTROU GARRAFA E ENTROU EM CONTATO COM ‘REMETENTE’. AUTOR DO BILHETE PROMETEU DAR RECOMPENSA A ELE. DO G1, EM SÃO PAULO

UM BILHETE COLOCADO DENTRO DE UMA GARRAFA POR CRIANÇAS DE VERMONT, NOS EUA, FOI ENCONTRADO NOS ÚLTIMOS DIAS, 35 ANOS DEPOIS DE SER “POSTADA”. A GARRAFA FOI ENCONTRADA POR UM GAROTO DE 14 ANOS, QUE USOU O GOOGLE PARA ENCONTRAR O REMETENTE DO BILHETE. OS DOIS ENTRARAM EM CONTATO E O AUTOR DA MENSAGEM PROMETEU DAR UMA RECOMPENSA AO GAROTO QUE A ENCONTROU.

• ESCREVA, COM A AJUDA DO PROFESSOR, UMA LEGENDA PARA A FOTOGRAFIA SELECIONADA. Resposta pessoal.

6. QUE TAL ESCREVER UM BILHETE E GUARDÁ-LO EM UMA GARRAFA? CONVERSE COM OS COLEGAS SOBRE A IDEIA E OUÇA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR.

BILHETE COLOCADO EM GARRAFA É ENCONTRADO 35 ANOS DEPOIS NOS EUA. G1, SÃO PAULO, 20 SET. 2012. DISPONÍVEL EM: <http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/07/bilhete-colocado-emgarrafa-e-encontrado-35-anos-depois-nos-eua.html>. ACESSO EM: 16 FEV. 2017.

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PALAVRAS NO DICIONÁRIO Seção presente a partir do 2o ano. Promove a reflexão sobre o emprego das palavras na construção do texto e seus diversos significados em outros contextos, além de habilitar os alunos a manusear um dicionário para buscar o significado das palavras que desconhecem ou procurar uma palavra para conferir a grafia correta.

PAL AVRAS NO DICION ÁRIO 1. Qual palavra de cada par você pode encontrar como verbete de um dicionário? Circule-as. • casaco – casaquinho • livro – livrão • pratão – prato

• mosquitinho – mosquito • fruta – frutinha • sacolão – sacola

a) O que você observou para encontrar a resposta correta?

Espera-se que os alunos mencionem que no dicionário não aparecem aumentativos ou diminutivos.

b) Procure no dicionário e escreva o significado de duas palavras. Resposta pessoal.

2. Leia estes verbetes. plan.ta.ção (plan.ta.ção) (plan.ta. sf. 1 Ação ou resultado de plantar [...] 2 Área plantada [...] Caldas Aulete. Dicionário escolar da língua portuguesa. portuguesa Rio de Janeiro: Lexikon, 2012. p. 682.

co.lhei.ta (co.lhei.ta) sf. 1 Ação ou resultado de colher. 2 Reunião dos produtos colhidos em determinada época [...] Caldas Aulete. Dicionário escolar da língua portuguesa. portuguesa Rio de Janeiro: Lexikon, 2012. p. 194.

• Você sabe o que quer dizer a expressão sf? Converse com os colegas antes de responder. É a abreviatura do termo substantivo feminino. feminino Isso quer dizer que plantação e colheita são substantivos femininos.

3. Volte ao texto Ananse e o casaco musical (páginas 236 a 239). Escolha uma palavra que você não conheça. Procure o significado dela em um dicionário e leia para os colegas colegas. Resposta pessoal. 246

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MÃO NA MASSA! O objetivo da seção é motivar o aluno a planejar e produzir textos escritos, individual ou coletivamente, e/ou reconhecer as características do gênero estudado na unidade. É importante salientar que o trabalho desta seção permite uma aprendizagem gradual, que respeita o nível de conhecimento do aluno.

M ÃO N A M ASSA!

Saindo a aldeia inteira à sua procura, encontraram-no sem vida, à sombra de uma árvore, mordido por uma cobra venenosa. Sepultaram-no ali mesmo. [...]

Folclore é o conjunto de lendas, mitos, crenças, tradições e costumes de um povo. As lendas são histórias antigas, transmitidas principalmente na forma oral de uma geração a outra.

Walde-Mar de Andrade e Silva. Lendas e mitos dos índios brasileiros. São Paulo: FTD, 2015. p. 48.

Em geral, as narrativas não são longas. Misturam fatos e pessoas reais a personagens e acontecimentos imaginários.

a) Planeje seu texto com a ajuda do professor. Pense nestes itens. • Qual será a reação de Mainá ao saber que Catuboré estava morto?

Muitas lendas explicam o surgimento de elementos da natureza, como as que você leu nesta unidade. Elas fazem parte do folclore brasileiro.

GUILHERME ASTHMA

2. Você vai escrever um final para essa lenda.

• O que acontecerá com a tribo após a morte de Catuboré?

1. O professor vai ler o início de uma lenda. Acompanhe a leitura.

• Catuboré sofrerá alguma transformação? • Quais serão os elementos reais e os imaginários?

Irapuru

• Como será o final da história?

O canto que encanta Certo jovem, não muito belo, era admirado e desejado por todas as moças de sua aldeia por tocar flauta maravilhosamente bem. Deram-lhe, então, o nome de Catuboré, flauta encantada. Entre as moças, a bela Mainá conseguiu o seu amor. Iriam se casar na primavera. Já próximo do grande dia, Catuboré foi à pesca e não voltou mais.

b) Organize as ideias e escreva seu texto em uma folha à parte. • Fique atento aos sinais de pontuação que precisa utilizar. • Use letras maiúsculas no início das frases e nos nomes das personagens. • Se tiver dúvida na escrita de alguma palavra, consulte o dicionário. c) Ao terminar, entregue seu texto para o professor. 3. O professor vai ler agora o final da história. Será que o seu texto ficou parecido? Descubra! 4. Você gostou do final? inal? Justifique sua resposta. Resposta pessoal.

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DE OLHO NO TEXTO DE OLHO NO TEX TO 1. Releia o poema que você escreveu. Verifique os itens seguintes. Sim

Não

FLAS100 / SHUTTERSTOCK.COM

Respostas pessoais.

Você seguiu o tema proposto? Deu título ao poema e assinou seu nome? Organizou o texto em versos e estrofes? Escreveu corretamente as palavras? Utilizou corretamente os sinais de pontuação?

2. Mostre seu poema a um colega e leia o poema que ele escreveu. a) Conversem sobre o que vocês acham que pode ser melhorado. b) Se tiverem dúvida na escrita de alguma palavra, consultem o dicionário.

3. Entregue seu poema ao professor. Ele vai verificar se ainda é preciso fazer alguma correção no que você escreveu.

4. Recorte a página 281 do Material complementar e reescreva o poema, fazendo os acertos indicados pelo colega e pelo professor. • Faça um desenho para ilustrar sua produção. • Se preferir, faça um poema visual. Veja um exemplo.

LEO LEONEL

Leo Leonel. Facebook: Bicarbonato Poético/Instagram: BicarbonatoPoético.

Seção presente a partir do 2o ano. O aluno é convidado a refletir sobre suas produções escritas, desenvolvendo habilidades necessárias para o aperfeiçoamento dos textos. Os processos de revisão, reescrita e edição valorizam a apropriação de aspectos discursivos e a formação de leitores críticos e autores autônomos.

5. Que tal fazer um livro de poemas da turma? Combine com os colegas e o professor como ele será organizado. 91

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DE OLHO NO TRAÇADO Seção presente a partir do 2o ano. O objetivo desta seção é explorar o traçado da letra cursiva, propiciando o desenvolvimento da coordenação motora fina e levando o aluno a dominar melhor os movimentos da escrita.

DE OLHO NO TRAÇADO 1. Observe cada ilustração e faça o que se pede. • Escreva utilizando a letra cursiva. • Coloque os sinais de pontuação e use iniciais maiúsculas quando necessário. a) Conte o que as crianças estão fazendo.

Resposta pessoal. Sugestão: As crianças estão comendo doces de uma casa na floresta.

b) Escreva as características de Rapunzel.

Resposta pessoal. Sugestão: Rapunzel era uma moça bonita, com cabelos sedosos como ouro.

ORALIDADE EM AÇÃO 1. VOCÊ E SEU GRUPO VÃO APRESENTAR UMA FÁBULA PARA A CLASSE.

c) Conte o que o príncipe fez ao encontrar Bela Adormecida. Resposta pessoal. Sugestão: O príncipe aproximou-se e beijou a moça, despertando-a. ILUSTRAÇÕES: DNEPWU

A) ESCOLHAM, ENTRE AS FÁBULAS QUE VOCÊS CONHECEM, QUAL DELAS VOCÊS QUEREM CONTAR. B) DECIDAM QUEM CONTARÁ A HISTÓRIA E QUEM FARÁ QUAL PERSONAGEM. C) NA ESCOLHA DA FÁBULA E DOS PAPÉIS QUE CADA UM VAI REPRESENTAR, LEMBREM-SE DE ESCUTAR COM RESPEITO AS OPINIÕES DOS COLEGAS.

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ATENÇÃO • CONTEM A HISTÓRIA E REPRESENTEM COM SENTIMENTO.

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• FALEM EM VOZ ALTA, COM BOA ENTONAÇÃO.

ESTÚDIO ORNITORRINCO

D) ENSAIEM AS FALAS DE CADA UM.

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• MANTENHAM UMA POSTURA ERETA.

ORALIDADE EM AÇÃO

• O NARRADOR DEVE OLHAR PARA A CLASSE AO CONTAR A HISTÓRIA.

Nesta seção, a proposta é refletir sobre o uso da língua falada em diferentes situações sociocomunicativas, levando o aluno a compreender como a linguagem e o comportamento se adaptam a essas situações de comunicação.

• NO FINAL, DE FRENTE PARA A CLASSE, FALEM EM CONJUNTO O ENSINAMENTO DA FÁBULA.

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FIQUE LIGADO Esta seção apresenta sugestões de obras (livros, sites, filmes, vídeos etc.) acerca do tema ou gênero trabalhado na unidade para apoiar o desenvolvimento da competência leitora, complementar os assuntos e ampliar o repertório cultural e linguístico dos alunos.

3. Assim que o jogo terminar, cada grupo escolhe um participante para contar à classe uma das histórias citadas durante a partida. • Quem for contar a história precisa falar em voz alta, explicando os momentos importantes da narrativa. • Ao contar a história, precisa ficar atento ao público e narrar adequadamente os fatos. • Ao terminar, deve explicar por que o grupo escolheu a história.

RENAM PENANTE

• Agradecer a atenção e saber ouvir os colegas também é muito importante.

FIQUE LIGADO Contos de Grimm, seleção e tradução de Ana Maria Machado, Salamandra. v. 1. O livro reúne histórias criadas pela imaginação popular e recolhidas no século XIX pelos escritores alemães conhecidos como irmãos Grimm. Este volume traz as histórias João e Maria, Chapeuzinho Vermelho e muitas outras que vão encantar você.

A bela e a fera, de Sarah Gibb e Ursula Jones, Caramelo. O livro conta a história de uma menina, a caçula de três irmãs, que, para salvar a vida do pai, vai viver com um monstro em um palácio na floresta. Com o tempo, ela descobre que o monstro, apesar de sua aparência, tem as melhores qualidades.

Branca de Neve e os sete anões. Distribuidora: Walt Disney/Buena Vista. O DVD é uma restauração de imagens e áudio desse primeiro clássico de animação da Disney, produzido em 1937.

Cinderela. Distribuidora: Walt Disney/Sonopress. Neste DVD você vai descobrir por que essa história vem encantando gerações e gerações com suas canções e personagens inesquecíveis.

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FAÇA MAIS Esta seção retoma assuntos abordados na unidade e permite ao aluno aplicar os conhecimentos linguísticos trabalhados.

FAÇA M AIS Veja neste texto como uma história vai sendo contada e acaba ficando na memória das pessoas.

Lenga-lenga

FELIPE CAMÊLO

A história que o papagaio contou entrou no ouvido direito, saiu pelo ouvido esquerdo. Entrou na boca do sapo, caiu na perna do pato. Escondeu quase um mês, mas saiu outra vez e por um tempo sorveteu. Mas o papagaio contou de novo e caiu na boca do povo. Ninguém jamais esqueceu. Elias José. O cavalo alado e outros poemas. Rio de Janeiro: Zit, 2004. p. 49.

IDEIA PUX A IDEIA

1. De acordo com o texto lido, complete as frases com as palavras do quadro.

FLAVIO REMONTTI

FILME DE CARLOS SALDANHA. RIO 2. EUA. 2014

Observe este cartaz.

novo versos pato poema estrofes mês rimas

a) "Lenga-lenga" é um b) Tem onze

.

poema

e três

versos

c) Apresenta algumas

rimas

novo

, sapo com

mês

.

.

estrofes

: povo com pato

, vez com

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IDEIA PUXA IDEIA O objetivo desta seção é trabalhar de forma interdisciplinar alguns conceitos desenvolvidos na unidade. A retomada de conceitos em conexão com outras áreas do conhecimento permite ao aluno estabelecer mais relações com os conteúdos aprendidos e ampliar o repertório.

1. Qual é o objetivo do cartaz? Divulgar o filme Rio 2. • Como você descobriu? Resposta pessoal.

2. Por que aparece o número 2 no nome do filme? Espera-se que concluam que se trata da continuação do filme Rio.

3. Pela imagem do cartaz, você sabe quem são as personagens principais do filme? Se os alunos conhecerem o filme (ou o filme anterior), devem identificar as ararinhas-azuis.

4. Leia agora um resumo do filme Rio 2. 88

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OBSERVE AS IMAGENS. QUE PISTAS ELAS DÃO SOBRE O TEXTO QUE VOCÊ VAI LER? TROQUE IDEIAS COM OS COLEGAS. DEPOIS, LEIA O TEXTO COM O PROFESSOR.

O PROBLEMA DO LIXO ELETRÔNICO PODEMOS DEFINIR COMO LIXO ELETRÔNICO OU E-LIXO TUDO O QUE É PROVENIENTE DE EQUIPAMENTOS ELETROELETRÔNICOS, INCLUINDO CELULARES, COMPUTADORES, IMPRESSORAS ETC. MILHARES DE APARELHOS SÃO DESCARTADOS DIARIAMENTE E, COM A RAPIDEZ DA TECNOLOGIA, CADA VEZ MAIS O CONSUMIDOR QUER SUBSTITUIR SEUS APARELHOS POR OUTROS MAIS MODERNOS, MESMO QUE OS “ANTIGOS” AINDA ESTEJAM FUNCIONANDO. [...] A PARTE MAIS GRAVE É O CONTEÚDO DO E-LIXO, QUE INCLUI METAIS PESADOS [...], ALÉM DE OUTROS ELEMENTOS TÓXICOS. POR ESTE MOTIVO, ESSES RESÍDUOS PRECISAM DE TRATAMENTO ADEQUADO PARA NÃO CAUSAR DANOS À SAÚDE E AO MEIO AMBIENTE.

Como estes equipamentos possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio etc.) em suas composições, podem provocar contaminação de solo e água, além de doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua. GAFANHOTO METARRECICLADO, DE JOTA AZEVEDO, 2014. PEÇA FEITA DE RESÍDUOS PLÁSTICOS E TECNOLÓGICOS. 45  69 CENTÍMETROS.

1. DEPOIS DE LER O TEXTO, CONVERSE COM OS COLEGAS SOBRE AS QUESTÕES PROPOSTAS. A) POR QUE NÃO SE DEVE DESCARTAR UM EQUIPAMENTO ELETRÔNICO EM UM LIXO COMUM? B) EM SUA CIDADE, EXISTE ALGUM LOCAL APROPRIADO PARA O DESCARTE DE OBJETOS ELETRÔNICOS? Resposta pessoal. C) POR QUE É IMPORTANTE RECICLAR OS APARELHOS ELETRÔNICOS? D) VOCÊ ACHA QUE É NECESSÁRIO DESCARTAR OBJETOS ELETRÔNICOS QUE AINDA FUNCIONAM APENAS PARA TER UM NOVO MODELO? Resposta pessoal.

2. VOCÊ E SEU GRUPO VÃO ELABORAR UMA LISTA DE AÇÕES QUE AJUDEM AS PESSOAS A MUDAR OS HÁBITOS RELACIONADOS AO DESCARTE DO LIXO ELETRÔNICO.

INSTITUTO GEA. O PROBLEMA DO LIXO ELETRÔNICO. DISPONÍVEL EM: <http://www.institutogea.org.br/lixo/links-sobre -o-assunto/>. ACESSO EM: 26 JAN. 2017.

Além de evitar problemas ao meio ambiente e à saúde das pessoas, o processo de reciclagem permite que componentes dos equipamentos sejam reutilizados na fabricação de novos aparelhos ou usados como matérias-primas.

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L/ CHAE M ER MI .CO BIEHL RSTOCK TE SHUT

{ RECICLAGEM

VERBENA/SHUTTERSTOCK.COM

MEU LUGAR NO MUNDO

LEO TEIXEIRA

Esta seção tem como objetivo apresentar temas acerca da sustentabilidade e estimular o aluno a perceber que atitudes no dia a dia podem ajudar a preservar o lugar em que vive. O aluno e os colegas também serão convidados, em momentos apropriados, a refletir sobre valores e atitudes que contribuem para a formação cidadã.

JOTA AZEVEDO

MEU LUGAR NO MUNDO

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QUADRO PROGRAMÁTICO DA COLEÇÃO 1o ANO

1

2

3

4

5

6

2. Quantos nomes!

Onde estão os poemas?!

2. Poemas e mais poemas

Participe você também!

2

1. Seu lindo nome escrevi...

Gênero: quadrinha Letras finais dos nomes próprios Reconhecimento de masculino e feminino Vogais Reconhecimento de letras iniciais Escrita: completar quadrinhas Oral: recitar quadrinhas

1. O sol virou poema

1. Divulgue esta campanha!

Gênero: poema Vogais e consoantes Letras p e b Sons semelhantes em final de palavra

Gênero: poema Separação de sílabas Semelhanças e diferenças nos sons das palavras Quantidade de letras nas palavras Escrita: poema Oral: recitação de poemas

Gênero: cartaz Composição das sílabas Classificação das palavras quanto ao número de sílabas Palavras terminadas em l e em u

G S P P E O

Quer brincar?

2. Papagaio mensageiro

Receitas e sabores

2. Frutas na cozinha

O dia a dia no diário

2

1. Aqui tem brincadeira!

Gênero: parlenda Relação palavra/imagem Escrita de palavras Atividades com vogais Reconhecimento de letras iniciais Formação de novas palavras Escrita: parlenda Oral: brincadeira de roda

1. Delícias da cozinha

Gênero: receita culinária Separação de palavras em sílabas Número de sílabas Número de letras nas sílabas Formação de palavras a partir de sílabas Letras t e d Letra s como marca de plural Escrita: receita culinária Oral: simulação de programa de TV

1. Onde guardar segredos? Gênero: diário pessoal Verbos Palavras com r e rr

G S U S E O

Vamos telefonar?

2. Meus contatos

Palavras, formas e poemas

2

Gênero: cartaz Introdução à letra cursiva R e rr Posição do r na sílaba e na palavra Escrita: cartaz Oral: roda de leitura

1. Tudo é poema!

Gênero: agenda de telefones Alfabeto e escrita de palavras Reconhecimento de letras na formação de palavras

Gênero: agenda de telefone celular Ordem alfabética Grafemas e fonemas Escrita: agenda de telefones Oral: encenação de conversa

Informação por todo lugar!

2. Experiência teatral

1. Agenda de telefones

Gênero: poema Substantivos masculinos e femininos Singular e plural (concordância)

G A O E O

As listas no dia a dia

2. Anotar para lembrar

Lendas brasileiras

2. O amor entre o sol e a lua

Siga as instruções

2

1. As listas nas histórias

1. A estrela das águas

Gênero: lista Vogais e consoantes

Gênero: lista Masculino e feminino Escrita: lista Oral: brincadeira

Gênero: lenda Substantivo próprio e substantivo comum S e ss entre vogais Escrita: criação de final para lenda Oral: encenação de lenda

1. Faça você mesmo Gênero: texto instrucional Composição das sílabas Formação de palavras a partir de sílabas Palavras com marca de nasalidade Palavras com p e b

G V E P E O b

Você está convidado!

2. Festa na cidade!

Troca de correspondência

2

1. Carta vai, carta vem... Gênero: carta pessoal Sons representados pelas letras gec H em posição inicial Artigos como indicação de masculino e feminino

Gênero: carta pessoal Sílaba tônica O e u/e e i em final de palavra Escrita: carta Oral: relato pessoal

1. Aves do Brasil

Gênero: convite pessoal Sílabas Letras p e b

Gênero: convite público Formação de palavras a partir de sílabas Letras p e b Escrita: convite Oral: convite

2. Da Inglaterra para Bangladesh

Natureza viva

1. Conto com sua presença!

Gênero: ficha técnica Classificação de palavras quanto à sílaba tônica Acento agudo e acento circunflexo em oxítonas terminadas em a, e, o Palavras iniciadas com h

G P G E O d

Brincadeiras de roda

2. Estava a velha a fiar...

Trocando cartas

2

Gênero: cantiga de repetição Masculino e feminino Segmentação de palavras Escrita: versos de cantiga Oral: cantiga de roda

As histórias e seus ensinamentos

2. Paz entre os animais?

1. Cante esta cantiga!

Gênero: fábula Sinônimo e antônimo Palavras terminadas em ão e ã Escrita: reprodução de fábula Oral: encenação de fábula

1. Histórias em cartas

G S C E O

2. Animal de estimação?! Gênero: história em quadrinhos Sinais de pontuação R e rr Escrita: criação de história em quadrinhos Oral: entrevista

Histórias inesquecíveis

2

1. O herdeiro do rei Gênero: conto maravilhoso Adjetivos Palavras terminadas em -íssima, -íssimo, -inha, -inho

G S P P E O

Contos africanos

2

1. Personagens de ontem e de hoje Gênero: conto africano Concordância: singular, plural, masculino e feminino X ou ch?

G D G E O s

Gênero: quadrinha Nomes próprios e comuns Observação do número de letras

Gênero: parlenda Letra inicial e número de letras Escrita de palavras Letras iniciais e finais

Gênero: cantiga de roda Segmentação oral de sílabas Segmentação de palavras Número de letras e de sílabas

1. Bilhetes para todos Gênero: bilhete Organização das palavras na formação de frases Letras t e d

Fábulas maravilhosas 1. Animais em cena

8

3o ANO

A turma da escola

Tem mensagem para você!

7

2o ANO

Gênero: fábula Ponto final Organização de frases e uso da pontuação Letras f e v

Gênero: receita culinária Organização de sílabas para formar palavras Composição das sílabas Letra r em final de palavra (verbo)

1. Leia mais! Gênero: cartaz Vogais e consoantes Ordem alfabética R no início de palavra

Gênero: lenda Sinais de pontuação Singular e plural

1. O conselho da garça Gênero: fábula Uso do travessão Sinais de pontuação M e n em final de sílaba

2. Mensagens e mais mensagens Gênero: mensagem instantânea e bilhete Segmentação de palavras Organização de frases Letras t e d Escrita: bilhete Oral: mensagem de voz

Oba! Histórias em quadrinhos!

2. A cigarra canta... e a formiga trabalha!

Histórias de ontem e de hoje...

2. Outras histórias maravilhosas

Gênero: fábula Ponto de interrogação e ponto de exclamação Letras f e v Escrita: fábula Oral: encenação de fábula

1. Era uma vez...

Gênero: conto maravilhoso Parágrafo Aumentativo e diminutivo Escrita: reprodução de conto maravilhoso Oral: conto maravilhoso

1. De quadrinho em quadrinho Gênero: história em quadrinhos Onomatopeia Sons representados pela letra c

Gênero: conto maravilhoso Adjetivo Formação de antônimos pelo acréscimo de in-/imLetras f e v

Gênero: carta pessoal Tempos verbais: presente e passado Que, qui/qua, quo Palavras escritas com c Formação do diminutivo

XXXII

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NO

4o ANO

5o ANO

2. Consciência no trânsito

Grandes aventuras

2. Aventuras no mar

Histórias de medo

2. Histórias e sonhos estranhos

Gênero: cartaz Sílaba tônica Palavras terminadas em l e em u Plural de palavras terminadas em l e em u Escrita: cartaz Oral: criação e apresentação de jingle

1. Um por todos e todos por um!

Gênero: narrativa de aventura Palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas Palavras terminadas em -ês, -esa, -ez, -eza Escrita: narrativa de aventura Oral: entrevista

1. Monstros de outras terras Gênero: conto de medo ou conto fantástico Adjetivo e locução adjetiva Mau/mal Bom/bem

Gênero: conto de medo ou conto fantástico Advérbio Sons representados pela letra s Escrita: conto de medo Oral: relato de conto

2. Blog pessoal: um diário virtual

Um olhar para a imaginação

2. Histórias em poemas

Hora do espetáculo

2. A fórmula mágica

Gênero: poema Sinônimo e antônimo Formação de adjetivos terminados em -oso/-osa Escrita: poema Oral: apresentação de pesquisa sobre poetas brasileiros

1. Em cena!

Gênero: texto teatral Sinais de pontuação Vírgula e reticências Palavras terminadas em -gem e -gio Escrita: cena de peça teatral Oral: encenação de cena teatral

2. Tarsila para sempre

Você conhece literatura de cordel?

Gênero: Blog Substantivo próprio e comum Uso de inicial maiúscula e minúscula Substantivos terminados em -ão Escrita: página de diário pessoal Oral: relato de lembranças da infância

2. Natureza e poesia Gênero: poema Artigos O e u em final de palavra Escrita: poema Oral: contação de histórias

2. Construindo um brinquedo Gênero: texto instrucional Verbos Escrita de frases e uso de pontuação Palavras com t e d Escrita: texto instrucional Oral: apresentação de construção de brinquedo

Gênero: narrativa de aventura Artigos, substantivos, adjetivos e verbos M e n em final de sílaba

1. Palavras, sentidos e sensações Gênero: poema Comparação e metáfora Palavras com j e g

Histórias de quem faz histórias 1. Um escritor muito conhecido Gênero: biografia Pronomes pessoais Por que, porque, por quê e porquê

Gênero: biografia Pessoas do discurso Onde e aonde Escrita: autobiografia Oral: dramatização de biografia

Gênero: texto teatral Palavras terminadas em -ão e formação do plural Palavras escritas com sc e xc

1. As rimas do cordel Gênero: literatura de cordel Advérbio e locução adverbial Plural das palavras terminadas em l

2. Mulher dengosa em cordel Gênero: literatura de cordel Prefixos e sufixos Correção de ortografia de placas populares Escrita: conto maravilhoso em forma de cordel Oral: apresentação de cordel

O encanto das histórias populares

2. Uma história de outros tempos

Memórias e lembranças

2. Lembranças da infância

1. Uma história do folclore brasileiro

Gênero: contos folclóricos Sinais de pontuação Uso da vírgula Separação de sílabas Encontro vocálico e encontro consonantal Escrita: conto popular Oral: dramatização de conto

1. Relatos de vida Gênero: relato pessoal Locução verbal Flexão de verbo em tempo, número e pessoa Debaixo/embaixo/em cima Ora/hora

Gênero: relato pessoal Pronomes possessivos Sob/sobre Escrita: relato pessoal Oral: apresentação de vivência pessoal

Gênero: contos do folclore brasileiro Marcadores temporais na narrativa Terminações verbais -ar, -er, -ou e -ndo

2. Árvores do Brasil

Vamos viajar?

2. Dar a volta ao mundo

Ciência no dia a dia

2. Falta de sono é prejudicial?

Gênero: ficha técnica Palavras compostas Ge, gue, gi, gui Escrita: ficha técnica Oral: exposição sobre as informações da ficha técnica

1. Preparando a viagem Gênero: relato de viagem Palavras terminadas em -íssimo e -inho Substantivos e adjetivos Palavras com c e ç

Gênero: relato de viagem Adjetivos e locuções adjetivas Mas e mais Escrita: relato de viagem Oral: apresentação de ponto turístico

1. Urubus: aliados da tecnologia

Gênero: texto de divulgação científica Acentuação gráfica Sílaba tônica Jogo de dificuldades ortográficas Escrita: texto de divulgação científica Oral: relato oral de pesquisa

2. Uma carta por semana

Últimas notícias

2. Plantando árvores

Notícia ou reportagem?

2. Jornal e informação

Gênero: carta pessoal Singular e plural: Concordância Ch, nh e lh Escrita: carta Oral: carta ditada

1. De olho nos fatos

Gênero: notícia Tempos verbais nas notícias Terminações verbais -isar e -izar Escrita: notícia Oral: jornal falado

1. Arte ao ar livre

Gênero: notícia Concordância verbal S ou z na formação de palavras Escrita: notícia Oral: jornal falado

2. Novas histórias maravilhosas

No mundo da mitologia grega

2. Um escultor habilidoso

Cenas do dia a dia

Gênero: mitos gregos Coesão Trás e traz Escrita: reprodução de mito Oral: encenação de mito

1. Saiu no jornal Gênero: crônica Substantivos primitivos e derivados Meio/meia

Gênero: crônica Uso da vírgula Há cerca de/acerca de/cerca de Afim/a fim de Escrita: crônica Oral: entrevista

2. Conhecendo as aves de rapina

Histórias de ficção científica

2. O universo da ficção científica

Gênero: texto de divulgação científica Coesão Marcadores de tempo Letra h inicial Interjeição Escrita: texto de divulgação científica Oral: debate sobre manchetes de notícias

1. Viagem fantástica

Gênero: texto de ficção científica Verbo: modo imperativo Palavras escritas com l ou u Escrita: texto de ficção científica Oral: conversa sobre filme

Gênero: conto maravilhoso Sinônimos Palavras no singular terminadas com s Palavras terminadas com z Escrita: continuação de conto maravilhoso Oral: encenação de conto

Gênero: notícia Utilização de aspas em citação Sons representados pela letra x

1. E a Terra surgiu... Gênero: mitos gregos Concordância nominal Há e a

2. Histórias cheias de sabedoria

Ciência em toda parte

Gênero: conto africano Dois-pontos e travessão Gej Escrita: produção de conto Oral: apresentação de pesquisa sobre a África

1. Descobertas científicas Gênero: texto de divulgação científica Tempos verbais: passado, presente, futuro Verbos terminados em -ão e -am

Gênero: texto de divulgação científica Coerência: relação entre parágrafos Palavras escritas com ge/gi e gue/gui

Gênero: reportagem Tempo verbal Verbos regulares e irregulares Senão/se não

Gênero: texto de ficção científica Verbo: modos indicativo e subjuntivo Palavras terminadas em -sse/-ice

2. Avanços na era da informática

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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E RECOMENDADA ALLIENDE, Felipe; CONDEMARÍN, Mabel. A leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Porto Alegre: Artmed, 2005. ANDRÉ, Marli (Org.). Pedagogia das diferenças na sala de aula. Campinas: Papirus, 2017. BONALS, Joan. O trabalho em pequenos grupos na sala de aula. Porto Alegre: Artmed, 2003. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Proposta preliminar. Brasília, DF, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_ publicacao.pdf>. Acesso em: 8 maio 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Língua Portuguesa: ensino fundamental. Organização Egon de Oliveira Rangel e Roxane Helena Rodrigues Rojo. Brasília, DF, 2010. v. 19. (Coleção Explorando o Ensino). BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Pró-Letramento: programa de formação continuada de professores dos anos/séries iniciais do Ensino Fundamental. Alfabetização e linguagem. Brasília, DF, 2008. CAPRA, Fritjof et al. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: Cultrix, 2006. COELHO, Nelly Novaes. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil. Barueri: Manole, 2010. COLL, César. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 1994. CORTELLA, Mario Sergio. A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. São Paulo: Cortez/Instituto Paulo Freire, 2014. COSSON, Rildo. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2007. COSTA, Iara Bemquerer; FOLTRAN, Maria José (Org.). A tessitura da escrita. São Paulo: Contexto, 2013. ELIAS, Vanda Maria. Ensino de Língua Portuguesa: oralidade, escrita, leitura. São Paulo: Contexto, 2011. FORTUNATO, Márcia Vescovi. Procedimentos de autoria. In: __. Autoria e aprendizagem da escrita. 2009. fls. 130-148. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde02092009-142512/pt-br.php>. Acesso em: 14 nov. 2017. FREIRE, Ana Maria. Educação para a sustentabilidade: implicações para o currículo escolar e para a formação de professores. Disponível em: <www.revistas.usp.br/pea/article/viewFile/30022/31909>. Acesso em: 3 nov. 2017. JOLIBERT, Josete. Formando crianças leitoras. Tradução de Bruno C. Magne. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. JOLIBERT, Josete. Formando crianças produtoras de texto. Tradução de Bruno C. Magne. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. KAUFMAN, Ana María; RODRÍGUEZ, María Helena. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre: Artmed, 1995. KLEIMAN, Angela. Leitura: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 2008. KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura: teoria e prática. Campinas: Pontes, 2012. KLEIMAN, Angela. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 2017. KLEIMAN, Angela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 2005. KOCH, Ingedore G. Villaça. As tramas do texto. São Paulo: Contexto, 2014. KOCH, Ingedore G. Villaça. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2015. KOCH, Ingedore G. Villaça. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2010. KOCH, Ingedore G. Villaça. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 2007.

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KOHAN, Silvia Adela. Como narrar uma história. Da imaginação à escrita: todos os passos para transformar uma ideia num romance ou num conto. Belo Horizonte: Gutenberg, 2011. LAURITI, Nádia Conceição; MOLINARI, Simone G. S. (Org.). Perspectivas da alfabetização. Jundiaí: Paco Editorial, 2013. LERNER, Délia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002. LOUREIRO, Carlos Frederico. Sustentabilidade e educação. Um olhar da ecologia política. São Paulo: Cortez, 2012. MARQUESI, S. C.; PAULIUKONIS, A. L.; ELIAS, V. M. (Org.). Linguística textual e ensino. São Paulo: Contexto, 2017. MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2010. NÓBREGA, Maria José. Ortografia. São Paulo: Melhoramentos, 2013. RANGEL, E. de O. Com direito à palavra: dicionários em sala de aula. Brasília, DF: MEC/SEB, 2012. p. 27. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias =12059-dicionario-em-sala-de-aula-pnld-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 15 nov. 2017. ROJO, Roxane Helena. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola Editorial, 2012. RONCA, Paulo A. C.; TERZI, C. L. A aula operatória e a construção do conhecimento. São Paulo: Edesplan, 2001. SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim et al. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2011. SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2017. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução de Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 2008. TEBEROSKY, Ana. Psicopedagogia da linguagem escrita. Rio de Janeiro: Vozes, 2001. TEBEROSKY, Ana; COLL, César. Aprendendo português: conteúdos essenciais para o Ensino Fundamental de 1a a 4a série. São Paulo: Ática, 2000. TEBEROSKY, Ana; GALLART, Marta S. Contextos de alfabetização inicial. Tradução de Francisco Settineri. Porto Alegre: Artmed, 2004. WEISZ, Telma; SANCHEZ, Ana. O diálogo entre o ensino e aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002. ZABALA, Antoni (Org.). A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2010. ZABALA, Antoni (Org.). Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Tradução de Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed, 1999. ZORZI, Jaime Luiz. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita: questões clínicas e educacionais. Porto Alegre: Artmed, 2003.

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QUADROS DE CONTEÚDOS,OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES DO 5O ANO Estes quadros visam apoiar o planejamento do professor, evidenciando a progressão dos conteúdos, objetos de conhecimento e habilidades trabalhados durante o ano.

UNIDADE 1

HISTÓRIAS DE MEDO – 1O BIMESTRE

O gênero trabalhado nesta primeira unidade é o conto de medo (ou conto fantástico). Constituído de textos narrativos de ficção, em geral breves, que se constroem a partir da oposição entre o plano real, em que as personagens vivem fatos comuns, e o plano irreal, que apresenta acontecimentos misteriosos e incompreensíveis, os contos de medo, ou contos fantásticos, despertam o interesse de muitas pessoas por seus enredos repletos de mistério, medo e terror, nos quais se desenvolvem a situação inicial, o conflito (situação-problema), o clímax, o desfecho e a finalização. CONTEÚDOS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

• Gênero principal: •

conto de medo ou Constituição da identidade psicossocial, conto fantástico. em sala de aula, por meio da oralidade Outros gêneros abordados: Exposição oral História em quadrinhos, obras de arte. Processos de variação linguística Adjetivo e locução adjetiva.

• Concordância

substantivo/ adjetivo (ou locução adjetiva).

representados pela letra s. Autodomínio do processo de leitura Produção textual: conto de medo.

• Oralidade: relato releitura.

EIXO LEITURA (EF05LP09) Buscar e selecionar informações sobre temas de interesse escolar, em textos que circulam em meios digitais ou impressos, para solucionar problema proposto.

Avaliação dos efeitos de sentido produzidos em textos

• Obra de arte e

(EF35LP03) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala.

Seleção de informações

• Advérbio. • Sons

de conto.

(EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.

(EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto.

Deduções e inferências de informações

(EF05LP01) Participar das interações orais em sala de aula e em outros ambientes escolares com atitudes de cooperação e respeito.

Localização de informações em textos

• Mau e mal; bom e bem.

HABILIDADES EIXO ORALIDADE

(EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.). (EF05LP17) Identificar, em textos, o efeito de sentido produzido pelo uso de pontuação expressiva. (EF05LP18) Inferir, em textos, o efeito de humor produzido pelo uso intencional de palavras, expressões ou imagens ambíguas. (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

EIXO ESCRITA

Procedimentos linguístico-gramaticais e ortográficos

(EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas.

Procedimentos estilístico-enunciativos

(EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade.

Planejamento do texto

(EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.

Revisão do texto

(EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.

Reescrita do texto

(EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria.

Edição do texto

(EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

Elementos constitutivos do discurso narrativo ficcional em prosa e versos: estrutura da narrativa e recursos expressivos

(EF05LP38) Identificar, em texto narrativo ficcional, a estrutura da narração: ambientação da história, apresentação de personagens e do estado inicial da ação; surgimento de conflito ou obstáculo a ser superado; ponto máximo de tensão do conflito; desenlace ou desfecho; discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.

Recursos de criação de efeitos de sentido

(EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva.

Processos de criação

(EF05LP42) Criar narrativas ficcionais que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, personagens, tempo, espaço, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto.

Dimensão social e estética do texto literário

(EF35LP13) Reconhecer o texto literário como expressão de identidades e culturas.

EIXO EDUCAÇÃO LITERÁRIA

Apreciação de texto literário

(EF35LP16) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula para leitura individual, na escola ou em casa e, após a leitura, recomendando os que mais gostou para os colegas. (EF35LP17) Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.

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UNIDADE 2

HORA DO ESPETÁCULO! – 1O BIMESTRE

Nesta unidade é trabalhado o gênero texto teatral. Estruturado, de modo geral, em atos, que por sua vez se organizam em diferentes cenas, o texto teatral apresenta os elementos de uma narrativa que relata os fatos vividos por personagens em determinado tempo e lugar. Os acontecimentos são apresentados por meio dos diálogos entre as personagens, sendo possível encontrar marcas de oralidade no texto. Os nomes das personagens antecedem suas falas. Entre uma fala e outra, em geral há explicações que descrevem detalhes do cenário e indicam os gestos e as expressões que as personagens devem apresentar durante as cenas; essas indicações aparecem destacadas com outros tipos de letra. CONTEÚDOS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

• Gênero principal: texto teatral.

• Outro gênero

Regras de convivência em sala de aula

abordado: notícia.

• Análise de verbetes.

• Palavras

HABILIDADES EIXO ORALIDADE

Características da fala

(EF05LP02) Opinar, em discussões e debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição. (EF05LP04) Identificar aspectos lexicais, fonológicos, prosódicos, morfossintáticos e semânticos específicos do discurso oral (hesitações, repetições, digressões, ênfases, correções, marcadores conversacionais, pausas etc.). (EF05LP05) Diferenciar o texto falado do texto escrito, comparando a transcrição de um texto oral com a versão grafada de acordo com as convenções do texto escrito. (EF05LP06) Identificar informações, opiniões e posicionamentos em situações formais de escuta (exposições, palestras, noticiário radiofônico ou televisivo etc.).

terminadas em -ão e formação do plural.

Procedimentos de escuta de textos

Palavras escritas com sc e xc.

Localização de informações em textos

(EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto.

Sinais de pontuação.

Seleção de informações

(EF05LP09) Buscar e selecionar informações sobre temas de interesse escolar, em textos que circulam em meios digitais ou impressos, para solucionar problema proposto.

EIXO LEITURA

Reconstrução das condições de produção e (EF05LP11) Justificar quem produz o texto e qual é o público-alvo, analisando a situação sociocomunicativa. recepção de textos Reflexão sobre o conteúdo temático do (EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. terminadas em texto -gem e (EF05LP13) Identificar o sentido de vocábulo ou expressão utilizado, em segmento de texto, selecionando aquele que Reflexão sobre o léxico do texto -gio. pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere. Produção textual: Reflexão sobre a forma, a estrutura e a (EF05LP14) Interpretar verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de cena de peça organização do texto abreviaturas) e as informações semânticas. teatral. Reflexão sobre os procedimentos estilístico(EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.). -enunciativos do texto Oralidade: (EF05LP19) Interpretar recursos multimodais, relacionando-os a informações em reportagens e manuais com instruções encenação de de montagem (fotos, tabelas, gráficos, desenhos etc.). cena teatral. Recuperação da intertextualidade e (EF05LP20) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre o que é mais História do teatro. estabelecimento de relações entre textos confiável. Arte, respeito e (EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo valorização do tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. idoso. Fluência de leitura para a compreensão (EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência do texto (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão. (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre Autodomínio do processo de leitura saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

• Palavras • • • •

EIXO ESCRITA Formulário Procedimentos linguístico-gramaticais e ortográficos Planejamento do texto Parágrafo: aspectos semânticos e gráficos Revisão do texto Reescrita do texto Edição do texto

(EF05LP22) Preencher a informação solicitada em formulários descontínuos, impressos ou digitais, com vários campos e tabelas. (EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas. (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

EIXO CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS Consciência grafofonêmica Pontuação Polissemia Tempos verbais

(EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. (EF05LP29) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos. (EF05LP30) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses. (EF05LP31) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual. (EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo.

EIXO EDUCAÇÃO LITERÁRIA Elementos constitutivos do discurso dramático em prosa e versos Recursos de criação de efeitos de sentido Processos de criação Dimensão social e estética do texto literário Apreciação de texto literário

(EF05LP40) Identificar a organização do texto dramático: marcadores das interações entre as personagens, indicações sobre características prosódicas das falas e de movimentos em cena, indicações de cenários. (EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva. (EF05LP44) Representar cenas de textos dramáticos, reproduzindo as falas das personagens, de acordo com as rubricas de interpretação e movimento indicadas pelo autor. (EF35LP13) Reconhecer o texto literário como expressão de identidades e culturas. (EF35LP15) Valorizar a literatura, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade. (EF35LP17) Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.

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UNIDADE 3

VOCÊ CONHECE LITERATURA DE CORDEL? – 2O BIMESTRE

Nesta unidade, aborda-se o gênero literatura de cordel. Constituídos de poemas com temas populares, os textos do gênero têm como portadores os chamados folhetos de cordel, que, na sua origem, eram expostos em feiras e espaços públicos, pendurados em barbante (cordão, cordel), daí o nome “literatura de cordel”. Os temas dos cordéis são variados, incluindo o dia a dia do povo, o feito de um herói, festas populares, lendas brasileiras e personagens do folclore, a vida de uma pessoa famosa, um momento histórico, fatos políticos do país, temas educativos etc. CONTEÚDOS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

• Gênero: literatura de cordel.

• Advérbio e

Regras de convivência em sala de aula

• Prefixos e sufixos. • Plural das palavras

Características da fala

• Produção textual:

Exposição oral

• Oralidade:

Processo de variação linguística

locução adverbial.

terminadas em l.

Procedimento de escuta de textos

conto maravilhoso em forma de cordel. apresentação de cordel.

• A leitura no Brasil. • Economia de água.

HABILIDADES EIXO ORALIDADE (EF05LP03) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sobre dados apresentados em imagens, tabelas e outros meios visuais. (EF05LP04) Identificar aspectos lexicais, fonológicos, prosódicos, morfossintáticos e semânticos específicos do discurso oral (hesitações, repetições, digressões, ênfases, correções, marcadores conversacionais, pausas etc.). (EF05LP06) Identificar informações, opiniões e posicionamentos em situações formais de escuta (exposições, palestras, noticiário radiofônico ou televisivo etc.). (EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. (EF35LP02) Identificar fatores determinantes de registro linguístico (formal, informal), como: contexto, ambiente, tema, estado emocional do falante, grau de intimidade entre os falantes. (EF35LP03) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala. (EF35LP04) Respeitar a variação linguística como característica de uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes camadas sociais, rejeitando preconceitos linguísticos.

EIXO LEITURA Deduções e inerências de informações

(EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.).

Reflexão sobre o conteúdo temático do texto

(EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.

Reflexão sobre o léxico do texto

Recuperação da intertextualidade e estabelecimento de relações entre textos

Autodomínio do processo de leitura

(EF05LP13) Identificar o sentido de vocábulo ou expressão utilizado, em segmento de texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere. (EF05LP19) Interpretar recursos multimodais, relacionando-os a informações em reportagens e manuais com instruções de montagem (fotos, tabelas, gráficos, desenhos etc.). (EF05LP20) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre o que é mais confiável. (EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

EIXO ESCRITA Planejamento do texto

Revisão do texto Reescrita do texto Edição do texto

(EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

EIXO CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS Consciência grafofonêmica Polissemia Derivação e composição Tempos verbais

(EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. (EF05LP31) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual. (EF05LP32) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo. (EF05LP33) Identificar as significações que prefixos acrescentam à palavra primitiva. (EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo.

EIXO EDUCAÇÃO LITERÁRIA Elementos constitutivos do discurso poético em versos: estratos fônico, semântico e gráfico

(EF05LP39) Explicar os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros, de comparações e metáforas e de recursos gráfico-visuais em textos versificados.

(EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva. Processos de criação (EF05LP43) Criar poemas compostos por versos livres, utilizando imagens poéticas e recursos visuais e sonoros. (EF35LP13) Reconhecer o texto literário como expressão de identidades e culturas. Dimensão social e estética do texto literário (EF35LP14) Identificar temas permanentes da literatura, em gêneros literários da tradição oral, em versos e prosa. (EF35LP15) Valorizar a literatura, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade. (EF35LP17) Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem Apreciação do texto literário ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. Recursos de criação de efeitos de sentido

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UNIDADE 4

MEMÓRIAS E LEMBRANÇAS – 2O BIMESTRE

Nesta unidade, os alunos entrarão em contato com o gênero relato pessoal. Os textos desse gênero têm como base as memórias, as lembranças e os sentimentos do autor, por isso suas características incluem narrativa em 1a pessoa e preponderância do tempo verbal pretérito, além de marcação de espaço para contextualizar o(s) fato(s). Podem apresentar diálogos. A seleção de textos da unidade privilegia o estudo do gênero por meio de relatos que possibilitam a construção de conhecimentos sobre vivências de pessoas e povos diferentes. Assim, os alunos terão oportunidade de ler um relato de uma lembrança da infância, um relato em forma de poema de uma criança sobre a infância no sertão do Cariri, o relato de um indígena, de uma criança caiçara e de um homem do Nordeste. O estudo dos relatos pessoais permitirá aos alunos identificar e selecionar informações necessárias à compreensão do texto, reconhecer diferentes formas de registro das lembranças pessoais, identificar o narrador-personagem no gênero textual em estudo, perceber no relato a importância do fato narrado e relacionar o assunto do relato a temas do cotidiano, compreender a importância da marcação do tempo e do espaço em que ocorre a narrativa, reconhecer no relato a história de vida de uma pessoa e sua relação com a história de um povo. Na produção de texto, os alunos poderão relatar um acontecimento pessoal de acordo com as características do gênero. Já a atividade oral prevê a apresentação do relato pessoal produzido. Por meio dessas atividades, os alunos conseguirão diferenciar relato oral e relato escrito e aprimorar a habilidade de falar para um grupo de maneira clara, utilizando recursos de entonação de voz e gestos. O Museu da Pessoa é o tema da última seção da unidade. Por meio das atividades, os alunos poderão observar a página virtual do Museu da Pessoa e relacioná-la aos relatos pessoais, explorar a função desse museu e a preservação da história pessoal como testemunho da história de um lugar ou de um povo, relacionar o relato pessoal a um relato histórico, além de diferenciar museu virtual de museu convencional. CONTEÚDOS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

• Gênero: relato pessoal.

• Outro gênero

Exposição oral

• Locução verbal. • Flexão de verbo

Processos de variações linguísticas

abordado: poema.

em tempo, número e pessoa.

(EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. (EF35LP02) Identificar fatores determinantes de registro linguístico (formal, informal), como: contexto, ambiente, tema, estado emocional do falante, grau de intimidade entre os falantes. (EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto.

• Embaixo/em cima.

HABILIDADES EIXO ORALIDADE

EIXO LEITURA

• Ora/hora. • Pronomes

Localização de informações em textos

(EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto.

Deduções e inferências de informações

(EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.).

• Sob/sobre. • Produção textual:

Reflexão sobre o léxico do texto

(EF05LP13) Identificar o sentido de vocábulo ou expressão utilizado, em segmento de texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere.

Reflexão sobre a forma, a estrutura e a organização do texto

(EF05LP14) Interpretar verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas.

Reflexão sobre os procedimentos estilístico-enunciativos do texto

(EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.).

Recuperação da intertextualidade e estabelecimento de relações entre textos

(EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.

Fluência de leitura para a compreensão do texto

(EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão.

Autodomínio do processo de leitura

(EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

Tempos verbais

(EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo.

Concordância nominal e verbal

(EF05LP35) Flexionar, adequadamente, na escrita e na oralidade, os verbos em concordância com pronomes pessoais sujeitos da frase.

Recursos de criação de efeitos de sentido

(EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva.

Apreciação de texto literário

(EF35LP16) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula para leitura individual, na escola ou em casa e, após a leitura, recomendando os que mais gostou para os colegas.

possessivos.

relato pessoal.

• Oralidade:

apresentação de vivência pessoal.

• Museu da Pessoa.

EIXO CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS

EIXO EDUCAÇÃO LITERÁRIA

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UNIDADE 5

CIÊNCIA NO DIA A DIA – 3O BIMESTRE

O gênero abordado nesta unidade é o texto de divulgação científica, cujo estudo foi iniciado no 3o ano. Encontrado em revistas e sites especializados e em jornais, esse gênero tem por finalidade transmitir conhecimentos do campo científico e inclui textos do campo das ciências em geral, sociais ou naturais. Suas principais características são frases objetivas (na ordem direta), palavras empregadas em sentido denotativo (para evitar ambiguidade) e vocabulário que pertence ao campo do conhecimento científico relacionado ao assunto do texto. Nomes e comentários dos pesquisadores podem aparecer nos textos, conferindo-lhes credibilidade. Além de ler e compreender os textos, observando suas características, os alunos aprenderão a reconhecer o vocabulário específico (termos científicos) de cada texto e a função do gênero, assim como a importância da divulgação de informações científicas. CONTEÚDOS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

• Gênero principal: texto de divulgação científica.

• Outro gênero

abordado: texto instrucional (experimento).

HABILIDADES EIXO ORALIDADE

Regras de convivência em sala de aula

(EF05LP02) Opinar, em discussões e debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição.

Característica da fala

(EF05LP04) Identificar aspectos lexicais, fonológicos, prosódicos, morfossintáticos e semânticos específicos do discurso oral (hesitações, repetições, digressões, ênfases, correções, marcadores conversacionais, pausas etc.).

Coerência: relação Exposição oral entre parágrafos.

• Palavras escritas

(EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.

EIXO LEITURA

Deduções e inferências de informações

(EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.).

• Uso de dicionário

Reconstruções das condições de produção e recepção de textos

(EF05LP11) Justificar quem produz o texto e qual é o público-alvo, analisando a situação sociocomunicativa.

• Acentuação

Reflexão sobre o conteúdo temático do texto

(EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.

• Sílaba tônica. • Produção textual:

Reflexão sobre a forma, a estrutura e a organização do texto

(EF05LP14) Interpretar verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas.

Reflexão sobre os procedimentos estilístico-enunciativos do texto

(EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.).

Avaliação dos efeitos de sentido produzidos em textos

(EF05LP17) Identificar, em textos, o efeito de sentido produzido pelo uso de pontuação expressiva.

com ge/gi e gue/ gui. on-line. gráfica.

texto de divulgação científica.

• Oralidade: relato de pesquisa.

• Trajetória do

compositor e cientista Paulo Vanzolini.

(EF05LP19) Interpretar recursos multimodais, relacionando-os a informações em reportagens e manuais com instruções de montagem (fotos, tabelas, gráficos, desenhos etc.). Recuperação da intertextualidade e estabelecimento de relações entre textos

(EF05LP20) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre o que é mais confiável. (EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.

Fluência de leitura para a compeensão do texto

(EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão.

Autodomínio do processo de leitura

(EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

Texto expositivo-informativo

(EF05LP24) Produzir texto sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa em fontes de informação impressas ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou tabelas, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

Procedimentos linguístico-gramaticais e ortográficos

(EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas.

EIXO ESCRITA

Planejamento do texto

(EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.

Paragráfo: aspectos semânticos e gráficos

(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual.

Revisão do texto

(EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.

Reescrita do texto

(EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria.

Edição do texto

(EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

Consciência grafofonêmica

(EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares.

Acentuação

(EF05LP28) Acentuar corretamente palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.

Conjunção

(EF05LP37) Identificar, em textos, o uso de conjunções e a relação que estabelecem entre partes do texto: adição, oposição, tempo, causa, condição, finalidade.

EIXO CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS

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UNIDADE 6

NOTÍCIA OU REPORTAGEM? – 3O BIMESTRE

Nesta unidade são abordados os gêneros notícia e reportagem, textos da esfera jornalística. A notícia caracteriza-se pelo relato objetivo e imparcial de um acontecimento recente, de interesse público. A reportagem vai além: envolve pesquisa, apresenta fatos anteriores que influenciaram o acontecimento, mostra desdobramentos históricos do fato e apresenta opiniões e pontos de vista diferentes sobre o assunto, possibilitando ao leitor formar sua própria opinião. O trabalho da unidade possibilitará aos alunos diferenciar notícia e reportagem por meio da análise dos elementos que as compõem, levando-os a refletir sobre a função e a finalidade dos textos jornalísticos, além de analisar os elementos do texto e responder às questões fazendo inferências ou observações sobre o tema tratado, reconhecendo-o como fato verídico. A leitura de textos jornalísticos contribui para a formação de um leitor crítico e participativo e constitui excelente campo de estudo para esta etapa da escolarização. Com isso, os alunos terão a base para ler e compreender textos jornalísticos e identificar as informações principais, para, posteriormente, analisar um acontecimento da cidade e escrevê-lo em forma de notícia, respeitando as características do gênero. Todo o trabalho de construção do texto está contemplado na produção escrita, de modo que os alunos possam organizar os parágrafos e utilizar sinais de pontuação, verificar se os elementos textuais característicos da notícia estão presentes no texto produzido, além de avaliar a ortografia e a pontuação no seu próprio texto. Por fim, vão analisar o texto de colegas e apontar os elementos que faltam ou que podem ser melhorados, desenvolvendo espírito crítico ao fazer essa análise. A atividade oral contempla a apresentação de jornal falado. Os alunos vão simular um telejornal e apresentar oralmente uma notícia escrita previamente. As intervenções artísticas urbanas e a relação entre o lixo e a saúde constituem os temas das seções finais da unidade. Os alunos vão observar obra de arte e refletir sobre sua influência no espaço urbano. O objetivo é compreender a importância da intervenção artística em espaço público como forma de conscientização e estímulo à preservação do ambiente. Posteriormente, farão pesquisas sobre problemas causados pelo descarte inadequado do lixo e formas de prevenção das doenças, relacionando informações à colaboração do cidadão e à importância de sua participação na sociedade em que vive. CONTEÚDOS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

• Gêneros

principais: reportagem e notícia.

HABILIDADES EIXO ORALIDADE

Regras de convivência em sala de aula

(EF05LP02) Opinar, em discussões e debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição.

Jornal falado e entrevista

(EF05LP07) Simular jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros textuais jornal falado e entrevista.

Localização de informações em textos

(EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto.

Deduções e inferências de informações

(EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.).

• Uso de senão e

Reconstrução das condições de produção e recepção de textos

(EF05LP11) Justificar quem produz o texto e qual é o público-alvo, analisando a situação sociocomunicativa.

• Concordância

Reflexão sobre o conteúdo temático do texto

(EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.

• S ou z na

Reflexão sobre os procedimentos estilístico-enunciativos do texto

(EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.).

Procedimentos linguístico-gramaticais e ortográficos

(EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas.

Planejamento do texto

(EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto.

Parágrafo: aspectos semânticos e gráficos

(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual.

Revisão do texto

(EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.

Reescrita do texto

(EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria.

Edição do texto

(EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

Pontuação

(EF05LP30) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.

Tempos verbais

(EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo.

Concordância nominal e verbal

(EF05LP36) Reconhecer e utilizar a concordância entre sujeito composto e verbo em textos lidos e produzidos.

• Outros gêneros

abordados: história em quadrinhos, biografia, cartaz.

• Tempo verbal. • Verbos regulares e irregulares. se não. verbal.

formação de palavras.

• Produção textual: notícia.

EIXO LEITURA

EIXO ESCRITA

• Oralidade: jornal falado.

• Intervenções urbanas.

• Lixo e saúde.

EIXO CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS

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UNIDADE 7

CENAS DO DIA A DIA – 4O BIMESTRE

Nesta unidade, trabalha-se o gênero crônica. Pertencente à esfera literária, as crônicas abordam assuntos geralmente extraídos do cotidiano imediato e mesclam elementos narrativos, descritivos, análises e comentários por vezes bem-humorados. A temática reflete a vida social, a política, os costumes e o cotidiano e, em geral, leva o leitor a uma reflexão. Como o leitor da crônica é, em princípio, um leitor de jornal ou de revista, o cronista, entre os assuntos tratados, dá maior atenção aos problemas do mundo contemporâneo, aos pequenos acontecimentos do dia a dia, analisando-os sob um ângulo singular, a fim de dar-lhes um colorido emocional. Sendo assim, a linguagem da crônica chama para si o leitor, inserindo-o em comentários e chamando sua atenção para os fatos retratados. O estudo dos textos da unidade propicia aos alunos a análise dos elementos textuais e a identificação das características do gênero (narrativa curta, temática relacionada a acontecimentos cotidianos, linguagem informal). CONTEÚDOS

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES EIXO ORALIDADE

Gênero principal: crônica.

Constituição da identidade psicossocial, em (EF05LP01) Participar das interações orais em sala de aula e em outros ambientes escolares com atitudes de cooperação sala de aula, por meio da oralidade e respeito. (EF05LP02) Opinar, em discussões e debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre abordados: notícia Regras de convivência em sala de aula informações lidas, argumentando em defesa de sua posição. e infográfico. (EF05LP07) Simular jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e internet, orientando-se por Jornal falado e entrevista Substantivos roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros textuais jornal falado e entrevista. primitivos e deri(EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas Exposição oral vados. etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. Meio/meia. EIXO LEITURA

• Outros gêneros •

• • Uso da vírgula. • Há cerca de/

cerca de/acerca de/a cerca de.

• A fim de/afim. • Produção textual: crônica.

• Oralidade:

entrevista e relato de entrevista.

• Evolução dos

computadores.

• Descarte de eletrônicos.

Localização de informações em textos Seleção de informações Deduções e inferências de informações

(EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto. (EF05LP09) Buscar e selecionar informações sobre temas de interesse escolar, em textos que circulam em meios digitais ou impressos, para solucionar problema proposto. (EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.).

Reconstrução das condições de produção e (EF05LP11) Justificar quem produz o texto e qual é o público-alvo, analisando a situação sociocomunicativa. recepção de textos Reflexão sobre o conteúdo temático do texto (EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. (EF05LP13) Identificar o sentido de vocábulo ou expressão utilizado, em segmento de texto, selecionando aquele que Reflexão sobre o léxico do texto pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere. Reflexão sobre os procedimentos estilístico(EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.). -enunciativos do texto Avaliação dos efeitos de sentido produzidos (EF05LP17) Identificar, em textos, o efeito de sentido produzido pelo uso de pontuação expressiva. (EF05LP18) Inferir, em textos, o efeito de humor produzido pelo uso intencional de palavras, expressões ou imagens ambíguas. em textos Recuperação da intertextualidade e (EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo estabelecimento de relações entre textos tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. Fluência de leitura para a compreensão (EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência do texto (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão. (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliAutodomínio do processo de leitura ências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

EIXO ESCRITA Texto argumentativo Texto expositivo-informativo Procedimentos linguístico-gramaticais e ortográficos Planejamento do texto

Parágrafo: aspectos semânticos e gráficos Revisão do texto Reescrita do texto Edição do texto

(EF05LP23) Produzir texto com o intuito de opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola ou problemas da comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. (EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas. (EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade. (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

EIXO CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS Consciência grafofonêmica Pontuação Derivação e composição

(EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. (EF05LP29) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos. (EF05LP30) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses. (EF05LP32) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo. (EF05LP33) Identificar as significações que prefixos acrescentam à palavra primitiva.

EIXO EDUCAÇÃO LITERÁRIA Recursos de criação de efeitos de sentido Processos de criação Apreciação de texto literário

(EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva. (EF05LP42) Criar narrativas ficcionais que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, personagens, tempo, espaço, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto. (EF35LP16) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula para leitura individual, na escola ou em casa e, após a leitura, recomendando os que mais gostou para os colegas. (EF35LP17) Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.

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UNIDADE 8

HISTÓRIAS DE FICÇÃO CIENTÍFICA – 4O BIMESTRE

Nesta unidade, será trabalhado o gênero ficção científica. Em relação à temática, a narrativa de ficção científica, iniciada no século XIX, aborda principalmente o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada, sobre a sociedade e os indivíduos. Viagens a mundos desconhecidos e insólitos, com elementos fantásticos e imaginários, estão entre os temas abordados. Em relação à forma composicional, as histórias de ficção científica pertencem aos gêneros narrativos e apresentam, portanto, os elementos relativos a ação, personagem e espaço, bem como as seguintes partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização. CONTEÚDOS

Gênero principal: ficção científica.

OBJETOS DE CONHECIMENTO

HABILIDADES EIXO ORALIDADE

Constituição da identidade psicossocial, em sala de aula, por meio da oralidade

(EF05LP01) Participar das interações orais em sala de aula e em outros ambientes escolares com atitudes de cooperação e respeito.

Regras de convivência em sala de aula

(EF05LP02) Opinar, em discussões e debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição.

Localização de informações em textos

(EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto.

Seleção de informações

(EF05LP09) Buscar e selecionar informações sobre temas de interesse escolar, em textos que circulam em meios digitais ou impressos, para solucionar problema proposto.

Deduções e inferências de informações

(EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.).

• Verbo: modo

Reflexão sobre a forma, a estrutura e a organização do texto

(EF05LP14) Interpretar verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas.

• Palavras escritas

Reflexão sobre os procedimentos estilístico-enunciativos do texto

(EF05LP16) Estabelecer relações entre partes do texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos), que contribuem para a continuidade do texto.

• Produção textual:

Fluência de leitura para a compreensão do texto

(EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão.

Autodomínio do processo de leitura

(EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

Procedimentos linguístico-gramaticais e ortográficos

(EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações ), regras ortográficas.

Procedimentos estilístico-enunciativos

(EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade.

• Outro gênero

abordado: reportagem.

• Verbo: modos

indicativo e subjuntivo.

• Palavras

terminadas em -sse/-ice.

• Significado das palavras.

imperativo.

com l ou u.

texto de ficção científica.

• Oralidade:

conversa sobre filme.

EIXO LEITURA

• Tecnologia

beneficia pessoas com deficiência motora.

EIXO ESCRITA

Planejamento do texto

(EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.

Parágrafo: aspectos semânticos e gráficos

(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual.

Revisão do texto

(EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.

Reescrita do texto

(EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria.

Edição do texto

(EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

Consciência grafofonêmica

(EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares.

EIXO CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS

Pontuação

(EF05LP29) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos. (EF05LP30) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.

Derivação e composição

(EF05LP32) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo.

Tempos verbais

(EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo.

Elementos constitutivos do discurso narrativo ficcional em prosa e versos: estrutura da narrativa e recursos expressivos

(EF05LP38) Identificar, em texto narrativo ficcional, a estrutura da narração: ambientação da história, apresentação de personagens e do estado inicial da ação; surgimento de conflito ou obstáculo a ser superado; ponto máximo de tensão do conflito; desenlace ou desfecho; discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.

Recursos de criação de efeitos de sentido

(EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva.

Processos de criação

(EF05LP42) Criar narrativas ficcionais que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, personagens, tempo, espaço, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto.

EIXO EDUCAÇÃO LITERÁRIA

Dimensão social e estética do texto literário

(EF35LP13) Reconhecer o texto literário como expressão de identidades e culturas. (EF35LP15) Valorizar a literatura, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.

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PLANILHAS DE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL NOME DO ALUNO: ANO:

PROFESSOR(A):

C: consolidou o objetivo

PA: em processo de apropriação

NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

1º BIMESTRE – UNIDADES 1 E 2 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

C

PA

NO

Ler e compreender contos de medo/contos fantásticos e textos teatrais, reconhecendo as características textuais de cada um dos gêneros. Identificar as características do texto teatral e estabelecer comparações com outros textos. Produzir contos de medo/contos fantásticos ou textos teatrais mantendo as partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização. Organizar o texto em parágrafos e utilizar os sinais de pontuação no interior dos parágrafos e no final de frases. Utilizar corretamente as palavras mau/mal; bom/bem e palavras escritas com sc e xc nos textos escritos. Participar de situações orais apresentando conto e peça teatral. Refletir sobre a valorização e respeito aos idosos. Observações:

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NOME DO ALUNO:  ANO: 

 PROFESSOR(A): 

C: consolidou o objetivo    PA: em processo de apropriação    NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

2º BIMESTRE – UNIDADES 3 E 4 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

C

PA

NO

Ler e compreender cordéis e relatos pessoais identificando as características próprias de cada gênero. Reconhecer cordéis que contam histórias e identificar: situação inicial, conflito, climax, desfecho e finalização. Relacionar ao cotidiano assuntos tratados nos textos. Produzir relato atendendo às características do gênero, marcando parágrafos e utilizando corretamente a pontuação. Reconhecer advérbios e locuções adverbiais e utilizá-los nas produções escritas. Reconhecer verbos e locuções verbais e utilizá-los corretamente na escrita. Utilizar corretamente as palavras em cima, embaixo, ora/hora, sobre/sob. Utilizar dicionário para encontrar os significados mais adequados das palavras nos contextos apresentados. Apresentar de maneira fluente e coerente o relato pessoal. Refletir sobre o uso consciente da água e modificar as próprias atitudes visando melhor qualidade de vida ao preservar o ambiente. Observações:

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NOME DO ALUNO:  ANO: 

 PROFESSOR(A): 

C: consolidou o objetivo    PA: em processo de apropriação    NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

3º BIMESTRE – UNIDADES 5 E 6 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

C

PA

NO

Ler e compreender textos de divulgação científica e notícias identificando as características próprias de cada gênero. Inferir informações implícitas e sentido de palavras e/ou expressões no texto. Estabelecer relação entre parágrafos para produzir de maneira coerente textos de divulgação científica e notícia. Reconhecer tempos verbais e estabelecer a concordância de acordo com as pessoas verbais e o sentido do texto. Empregar a concordância verbal ao produzir textos. Utilizar corretamente senão e se não na escrita. Esrever corretamente palavras com ge/gi, gue/gui; s ou z. Acentuar corretamente as palavras. Produzir notícia de acordo com a proposta, utilizando a pontuação adequada e marcando os parágrafos. Relacionar ao cotidiano diferentes gêneros textuais e os diversos assuntos tratados. Apresentar de maneira clara e coerente relato de pesquisa e jornal falado. Utilizar dicionário on-line e analisar as informações presentes nas páginas. Reconhecer a importância de intervenções artísticas em espaços públicos como forma de conscientização em relação à preservação ambiental. Relacionar a limpeza do espaço público a ações de cidadania. Observações:

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NOME DO ALUNO:  ANO: 

 PROFESSOR(A): 

C: consolidou o objetivo    PA: em processo de apropriação    NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

4º BIMESTRE – UNIDADES 7 E 8 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

C

PA

NO

Ler e compreender crônica inferindo sentidos de palavras ou expressões e relacionando os assuntos tratados ao cotidiano. Ler e compreender textos de divulgação científica identificando as características do gênero e localizando informações. Empregar concordância verbal e nominal na elaboração de respostas e na produção de textos. Utilizar corretamente as palavras meio/meia; há cerca de/acerca de/a cerca de/ cerca de; a fim de/afim. Produzir crônicas e textos de ficção científica aplicando os conhecimentos relativos a cada gênero e utilizando a pontuação adequada. Apresentar de maneira fluente um relato de entrevista. Expressar opiniões sobre diferentes assuntos tratados e relacioná-los a fatos do dia a dia. Conscientizar-se sobre a importância de ações corretas no descarte do lixo eletrônico. Reconhecer a importância da tecnologia para promover a inclusão social. Observações:

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PLANILHA DE AUTOAVALIAÇÃO NOME DO ALUNO: ANO:

PROFESSOR(A):

C: consolidei o objetivo

PA: estou em processo de apropriação

NO: necessito de novas oportunidades de apropriação

DURANTE AS AULAS

C

PA

NO

C

PA

NO

C

PA

NO

C

PA

NO

Participo das aulas com ideias e opiniões sobre o tema em discussão. Escuto com atenção as explicações e as instruções do professor. Respeito minha vez de falar. Escuto, com respeito, os comentários dos colegas. Evito conversar com os colegas durante a explicação do professor. Solicito ao professor esclarecimentos sobre o assunto tratado.

QUANTO À ORGANIZAÇÃO Mantenho minha mesa bem organizada. Tenho cuidado com meu material e com o material de uso coletivo. Trago o material necessário para a aula.

TRABALHOS EM GRUPO Contribuo com ideias e opiniões. Respeito as opiniões dos colegas. Respeito a divisão de tarefas. Ajudo os colegas quando necessário. Aceito ajuda dos colegas.

ATITUDE GERAL Procuro resolver por meio do diálogo os problemas que surgem. Realizo com empenho e capricho as atividades propostas. Utilizo formas de tratamento adequadas de acordo com a situação comunicativa e as pessoas envolvidas. Respeito o que foi combinado com os colegas e o professor. Faço as lições de casa indicadas pelo professor.

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5 COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

Língua Portuguesa ANGÉLICA ALVES PRADO DEMASI Licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas Teresa D’Ávila. Pós-graduada em Psicopedagogia e Psicomotricidade pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo. Professora de Língua Portuguesa na rede particular de ensino. CRISTINA TIBIRIÇÁ HÜLLE Especialização em Psicopedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Licenciada em Pedagogia pela PUC-SP. Bacharel e licenciada em Letras pela PUC-SP. Professora de Língua Portuguesa na rede particular de ensino.

5O. ANO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS

São Paulo | 1a. edição | 2018

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Conectados Língua Portuguesa – 5o ano (Ensino Fundamental – Anos iniciais) Copyright © Angélica Alves Prado Demasi, Cristina Tibiriçá Hülle, 2018 Diretor editorial Gerente editorial Editora Editores assistentes Assessoria Gerente de produção editorial Coordenador de produção editorial Gerente de arte Coordenadora de arte Projeto gráfico Projeto de capa Ilustração de capa Supervisora de arte Editora de arte Diagramação Tratamento de imagens Coordenadora de ilustrações e cartografia Ilustrações

Cartografia Coordenadora de preparação e revisão Supervisora de preparação e revisão Revisão

Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Iconografia Licenciamento de textos Supervisora de arquivos de segurança Diretor de operações e produção gráfica

Lauri Cericato Silvana Rossi Júlio Luciana Leopoldino Juliana Rochetto Costa e Rogério Alves Vera Sílvia de Oliveira Roselli, Maíra Meyer Bregalda Mariana Milani Marcelo Henrique Ferreira Fontes Ricardo Borges Daniela Máximo Bruno Attili, Juliana Carvalho Juliana Carvalho Eduardo Medeiros Patricia de Michelis Marina Martins Almeida Marina Martins Almeida, Yan comunicação Eziquiel Racheti Marcia Berne Arthur Mask, Biry Sarkis, Bruna Assis Brasil, Cacá França, Carlos Araújo, Chris Borges, Dani Mota, Daniel Bogni, DNEPWU, Eduardo Medeiros, Fábio Eugenio, Felipe Camêlo, Guilherme Asthma, Gus Morais, Ideário Lab, Lassmar, Renam Penante, Susan Morisse Allmaps Lilian Semenichin Viviam Moreira Adriana Périco, Camila Cipoloni, Carina de Luca, Célia Camargo, Felipe Bio, Fernanda Rodrigues, Fernando Cardoso, Heloisa Beraldo, Iracema Fantaguci, Márcia Anjo, Paulo Andrade, Rita Lopes, Sônia Cervantes, Veridiana Maenaka Elaine Bueno Marcia Trindade Bárbara Clara, Mayara Ribeiro Silvia Regina E. Almeida Reginaldo Soares Damasceno

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Demasi, Angélica Alves Prado Conectados língua portuguesa, 5º ano : componente curricular língua portuguesa : ensino fundamental, anos iniciais / Angélica Alves Prado Demasi, Cristina Tibiriçá Hülle. — 1. ed. — São Paulo : FTD, 2018. ISBN 978-85-96-01276-8 (aluno) ISBN 978-85-96-01277-5 (professor) 1. Português (Ensino fundamental) I. Hülle, Cristina Tibiriçá. II. Título. 17-11529

CDD-372.6

Índices para catálogo sistemático: 1. Português : Ensino fundamental 372.6

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à

EDITORA FTD. Rua Rui Barbosa, 156 • Bela Vista • São Paulo • SP CEP 01326-010 • Tel. 0800 772 2300 Caixa Postal 65149 • CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

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Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33 Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

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UNIDADE

1

BRUNA ASSIS BRASIL

SUM ÁRIO 6

UNIDADE

HISTÓRIAS DE MEDO

.............................

8

CAPÍTULO 1 • Monstros de outras terras ...................... 10 Gênero: Conto de medo ou conto fantástico As pérolas de Cadija, de Joel Rufino dos Santos De palavra em palavra • Adjetivo e locução adjetiva .................................................... 16 Qual é a letra? • Mau/mal • Bom/bem ................ 18 Rede de leitura • História em quadrinhos Calvin e Haroldo ................................................... 20

CAPÍTULO 2 • Histórias e sonhos estranhos ........................... 22 Gênero: Conto de medo ou conto fantástico A pele nova da mulher velha, de Daniel Munduruku De palavra em palavra • Advérbio ..................... 28 Qual é a letra? • Sons representados pela letra s ............................................................ 30 Mão na massa! • Escrita de conto de medo......... 32 De olho no texto • Revisão e reescrita do texto ... 34 Oralidade em ação • Relato de conto ................. 36 Ideia puxa ideia • Análise de obras de arte ......... 38

2

HOR A DO ESPE TÁCULO!

.............................

40

CAPÍTULO 1 • Em cena! .......................... 42 Gênero: Texto teatral As cartas não mentem jamais, de Ana Maria Machado Palavras no dicionário • Análise de verbetes ....50 De palavra em palavra • Palavras terminadas em -ão e formação do plural ...............................52 Qual é a letra? • Palavras escritas com sc e xc ...54 Rede de leitura • Notícia: Canto Cidadão leva teatro a milhares de pessoas em hospitais......56

CAPÍTULO 2 • A fórmula mágica .......... 58 Gênero: Texto teatral Inventa-desinventa, de Cláudia Vasconcellos De palavra em palavra • Sinais de pontuação ...62 Qual é a letra? • Palavras terminadas em -gem e -gio ........................................................64 Mão na massa! • Escrita de cena de peça teatral .........................................................66 De olho no texto • Revisão e reescrita do texto ...................................................................67 Oralidade em ação • Apresentação...................68 Ideia puxa ideia • História do teatro..................70 Meu lugar no mundo • Arte, respeito e valorização do idoso ...........................................72

UNIDADE

3

VOCÊ CONHECE LITER ATUR A DE CORDEL?

...............................................................................................

CAPÍTULO 1 • As rimas do cordel .......... 76 Gênero: Literatura de cordel Apresentação, de César Obeid De palavra em palavra • Advérbio e locução adverbial ............................................... 80 Qual é a letra? • Plural das palavras terminadas em l .....................................................................82 Rede de leitura • Duelo poético de Patativa do Assaré e Inácio .............................................. 84

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74

CAPÍTULO 2 • Mulher dengosa em cordel ......................... 86 Gênero: Literatura de cordel A história da mulher dengosa, de César Obeid De palavra em palavra • Prefixos e sufixos ........90 Qual é a letra? • Correção de ortografia em placas populares .............................................92 Mão na massa! • Reescrita de conto maravilhoso em forma de cordel ..........................94 De olho no texto • Revisão e reescrita do texto ..96 Oralidade em ação • Apresentação de cordel ....98 Ideia puxa ideia • A leitura no Brasil ................100 Meu lugar no mundo • Economia de água ......102

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UNIDADE

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UNIDADE

.............................

CAPÍTULO 1 • Urubus: aliados da tecnologia........................ 134

4

MEMÓRIAS E LEMBR A NÇAS

CIÊNCIA NO DIA A DIA 132

..................................

104

CAPÍTULO 1 • Relatos de vida...................106 Gênero: Relato pessoal Tá na época, de Patricia Auerbach De palavra em palavra • Locução verbal • Flexão de verbo em tempo, número e pessoa.................... 112 Qual é a letra? • Embaixo/em cima • Ora/hora ................................................................ 114 Rede de leitura • Reino de pedra, de Gabriela Romeu ................................................ 116

Gênero: Texto de divulgação científica Uma ajuda dos urubus, de João Paulo Rossini De palavra em palavra • Coerência: relação entre parágrafos..................................................138 Qual é a letra? • Palavras escritas com ge/gi e gue/gui ...........................................................140 Palavras no dicionário • Uso do dicionário on-line ................................................................142 Rede de leitura • Experimento: eletrização dos corpos ..........................................................144

CAPÍTULO 2 • Lembranças da infância.....118

CAPÍTULO 2 • Falta de sono é prejudicial? ................... 146

Gênero: Relato pessoal

Gênero: Texto de divulgação científica

Catando piolhos, ouvindo histórias, de Daniel Munduruku De palavra em palavra • Pronomes possessivos ... 120 Qual é a letra? • Sob/sobre .................................. 122 Mão na massa! • Escrita de relato pessoal ............ 124 De olho no texto • Revisão e reescrita do texto .... 126 Oralidade em ação • Apresentação de vivência pessoal ................................................. 128 Ideia puxa ideia • Museu da Pessoa ..................... 130

Falta de sono pode provocar perda de neurônios, diz pesquisa, de BBC Brasil De palavra em palavra • Sílaba tônica • Acentuação gráfica .............................................150 Qual é a letra? • Jogo de dificuldades ortográficas .........................................................152 Mão na massa! • Escrita de texto de divulgação científica ............................................154 De olho no texto • Revisão e reescrita do texto ..............................................................156 Oralidade em ação • Relato de pesquisa ...........158 Ideia puxa ideia • Paulo Vanzolini, o cientista-poeta .................................................160

UNIDADE

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NOTÍCIA OU REPORTAGEM?

..................................................................................

162

CAPÍTULO 1 • Arte ao ar livre ..................164

CAPÍTULO 2 • Jornal e informação ..........176

Gênero: Reportagem

Gênero: Notícia

Vila Madalena: grafites fazem a fama do Beco do Batman, de Karla Dunder De palavra em palavra • Tempo verbal • Verbos regulares e irregulares ........................................... 168 Qual é a letra? • Senão/se não ............................ 170 Rede de leitura • Construindo as cidades do futuro e Mobilidade urbana: soluções criativas e políticas públicas .............................. 172

Prefeitura de Carapicuíba revitaliza praças, de Prefeitura de Carapicuíba (SP) De palavra em palavra • Concordância verbal .... 178 Qual é a letra? • S ou z na formação de palavras ............................................................ 180 Mão na massa! • Escrita de notícia ...................... 182 De olho no texto • Revisão e reescrita do texto ... 184 Oralidade em ação • Jornal falado ...................... 186 Ideia puxa ideia • Intervenções urbanas .............. 188 Meu lugar no mundo • Lixo e saúde................... 190

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UNIDADE

UNIDADE

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CEN AS DO DIA A DIA

.................................

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HISTÓRIAS DE FICÇÃO CIEN TÍFICA

.................................

220

CAPÍTULO 1 • Saiu no jornal .................. 194

CAPÍTULO 1 • Viagem fantástica ........ 222

Gênero: Crônica

Gênero: Ficção científica

Um bicho bem porcalhão, de Fernando Bonassi De palavra em palavra • Substantivos primitivos e derivados .......................................... 198 Qual é a letra? • Meio/meia .............................. 200 Rede de leitura • Índios acham boto, peixes e cágado mortos após vazamento de óleo, de André Souza, no G1 ....................................... 202

CAPÍTULO 2 • Avanços na era da informática................. 204 Gênero: Crônica Dinossauro na internet, de Walcyr Carrasco De palavra em palavra • Uso da vírgula ........... 206 Qual é a letra? • Há cerca de/acerca de/cerca de/a cerca de • Afim/a fim de ................ 208 Mão na massa! • Escrita de crônica ................... 210 De olho no texto • Revisão e reescrita do texto .............................................................. 212 Oralidade em ação • Entrevista e relato de entrevista ....................................................... 214 Ideia puxa ideia • Evolução dos computadores ..................................................... 216 Meu lugar no mundo • Descarte de eletrônicos .......................................................... 218

CAPÍTULO 2 • O universo da ficção científica ....................... 238 Gênero: Ficção científica Planetas habitados, de André Carneiro Palavras no dicionário • Significado das palavras ...........................................................242 De palavra em palavra • Verbo: modo imperativo ..............................................244 Qual é a letra? • Palavras escritas com l ou u ...............................................................246 Mão na massa! • Escrita de texto de ficção científica ................................................248 De olho no texto • Revisão e reescrita do texto ...........................................................250 Oralidade em ação • Conversa sobre filme ....252 Ideia puxa ideia • Tecnologia beneficia pessoas com deficiência motora .......................254

256 FÁBIO EUGENIO

Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Viagem ao centro da Terra, de Júlio Verne De palavra em palavra • Verbo: modos indicativo e subjuntivo ......................................230 Qual é a letra? • Palavras terminadas em -sse/-ice ....................................................232 Rede de leitura • Júlio Verne, um escritor apaixonado pela ciência e As adivinhações de Júlio Verne, de Clara Meirelles ........................234

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UNIDADE

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HENRIQUE SITCHIN

HENRIQUE SITCHIN

CARLOS ARAÚJO

HOR A DO ESPETÁCULO!

ABERTURA DE UNIDADE Cena do espetáculo Os vizinhos, da Cia. Trucks – Teatro de bonecos.

Introduz o trabalho que será desenvolvido, propondo observação e leitura de imagens.

Cena do espetáculo Os vizinhos, da Cia. Trucks – Teatro de bonecos.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Observe as imagens. Que tipo de espetáculo está sendo mostrado? Teatro de bonecos. Teatro de bonecos.

2. Qual é o papel das pessoas nesse tipo de espetáculo? As pessoas são responsáveis pela movimentação dos bonecos.

3. Você já assistiu a algum espetáculo teatral? Qual era a peça? Conte aosResposta colegas. pessoal. Resposta pessoal.

40

41

1 EM CENA! Resposta pessoal. • Além do autor do texto e dos atores, você sabe quem são os profissionais envolvidos na montagem de um espetáculo teatral?

No texto teatral As cartas não mentem jamais, as economias dos habitantes de uma pequena cidade andam sumindo sem explicação. Como será que isso acontece? Faça a leitura de uma cena da peça. PERSONAGENS: Mascate, Dona Chiquinha, Nenzita, Tonho, Quinca, Micaela, Rosália, Delegado, Nino.

AS CARTAS NÃO MENTEM JAMAIS CENA I (Praça de cidadezinha. Mascate, d. Chiquinha, Nenzita.) MASCATE — Olha as fitas, as rendas, quem vai querer? Como é, dona Chiquinha, vai trocar sua sombrinha? D. CHIQUINHA — Ai, que bom, que beleza, seu Salim, o senhor andava demorando tanto que eu estava até com medo de não dar tempo de comprar uma fita nova pra sair na procissão do Divino... E a Nenzita estava querendo um carretel de linha grená, pra costurar o vestido que ela vai usar no casamento da Candoca, a filha do coronel. Espera aí que eu vou chamar ela. (Para dentro) Nenzita! Nenzita! Corre aqui que ele chegou... NENZITA — Ele quem? Um doutor da cidade? Um capitão dos bombeiros? Meu príncipe encantado? Quem? Cadê?

D. CHIQUINHA — Deixe de asGrená: cor vermelho-amarronzada. Mascate: vendedor ambulante que vai sanhamento, menina. Quem podia de cidade em cidade vendendo seus proser? O mascate, o cometa, o ambudutos. lante, o turco das fitas, seu Salim... Procissão do Divino: festa da Igreja CaNENZITA — Ah, que pano lintólica em que sacerdotes e fiéis seguem em cortejo pelas ruas para homenagear do... Vou fazer uma roupa nova. o Espírito Santo. Quanto custa? Ressabiado: desconfiado. MASCATE — Pouquinho. NENZITA — Quanto? MASCATE — Pra senhora, faço baratinho. Pode ir escolhendo, que eu corto e depois a gente acerta. NENZITA — Acho bom dizer logo, enquanto eu ainda tenho dinheiro. Daqui a pouco, não sei o que pode ser. MASCATE — Agora, daqui a pouquinho, não faz diferença. O importante é a senhora escolher com calma o que quer, artigo de boa qualidade. Veja só. Linhas, carretéis, brilho de pura seda, coisa boa, forte. Experimente. Irresistível. Se a senhora experimentar, vai logo comprar que eu sei. NENZITA — Estou avisando, só se eu ainda tiver dinheiro. Daqui a pouco, não garanto. (Olha meio ressabiada para d. Chiquinha.) MASCATE — E que diferença pode fazer? NENZITA (com cuidado para d. Chiquinha não ouvir) — É que está acontecendo alguma coisa com meu dinheiro.

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BOXES Fique ligado Sugestões de livros, músicas, filmes, vídeos e sites para conhecer mais sobre o assunto que está estudando. Saiba que... Informações, dicas e curiosidades que complementam e enriquecem o assunto tratado.

CAPÍTULO

BRUNA ASSIS BRASIL

CAPÍTULO

Composto de seções com textos e atividades que exploram e desenvolvem os conteúdos e conceitos.

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Estes ícones indicam a forma como você vai realizar as atividades: ATIVIDADE ORAL ATIVIDADE EM DUPLA ATIVIDADE EM GRUPO

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SEÇÕES

IUNEWIND/SHUTTERSTOCK.COM

1. Depois de feita a reescrita e a impressão dos folhetos, vocês vão se preparar para a apresentação oral do cordel.

Será que nas histórias em quadrinhos também há monstros? Leia esta história de Calvin e Haroldo e divirta-se.

• Combinem com o professor onde serão feitas as apresentações. • Façam cartazes para avisar as pessoas sobre o evento. • Organizem a exposição dos cordéis em varais ao lado do palco de apresentações.

CALVIN & HOBBES, BILL WATTERSON © 1986 WATTERSON / DIST. BY UNIVERSAL UCLICK

QUAL É A LETRA?

REDE DE LEITURA

GUZ ANNA/ SHUTTERSTOCK.COM

ORALIDADE EM AÇÃO

• Os folhetos serão doados a uma instituição social escolhida por vocês e pela escola.

1. Leia esta tirinha.

2. Para inspirar sua apresentação: ALEXANDRE BECK

a) Assistam a um vídeo de um menino declamando um cordel e observem a linguagem, a entonação da voz e os gestos. Disponível em: <http://livro.pro/5mc3ug>. Acesso em: 24 set. 2017. b) Ouçam agora a leitura que o professor fará deste cordel feito com 10 versos.

Adeus, até outro dia Alexandre Beck. Armandinho. Disponível em: <http://tirasbeck.blogspot.com.br/search?updatedmax=2012-12-01/T10:41:00-08:00&max-results=10&start=10&by_date=false>. Acesso em: 2 out. 2017.

b) Reúna-se com um colega. Escrevam outras palavras da mesma família das duas palavras da atividade anterior. Consultem o dicionário, se necessário. Sugestões: Nascem: nascer, nascimento, nascido, nascente. Consciência: consciente, conscientizar, conscientização.

2. O professor vai ditar algumas palavras. Escreva-as na tabela a seguir.

EDUARDO MEDEIROS

b) Quais são as expressões formadas por dois ou mais verbos? Estava seguindo, tinha se formado.

Palavras com sc

c) Como se chama a expressão formada por dois ou mais verbos?

crescimento

Locução adjetiva. Locução adverbial.

apontou era

Sei: presente; estava: pretérito; apontou: pretérito; voltei: pretérito; tinha: pretérito; era: pretérito.

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De palavra em palavra Você constrói seu conhecimento dos usos da língua e reflete sobre a gramática.

• Por que a cor do cenário no primeiro quadrinho difere da cor nos demais quadrinhos? 98

Porque no primeiro quadrinho a luz está acesa e nos demais está apagada.

acrescentar

excesso

descendente

exceção

20

54

Seguia.

tinha

2. Onde se passa a cena?

excelente

e) Identifique os tempos verbais destes verbos que você leu no trecho.

voltei

Calvin, seu tigre Haroldo e o pai do menino.

Palavras com xc

Locução verbal.

d) Como ficaria a locução “estava seguindo” se fosse substituída por um único verbo?

estava

Bill Watterson. Tem alguma coisa babando embaixo da cama. São Paulo: Conrad, 2010. p. 5.

1. Quem são as personagens da história?

César Obeid. Desafios de cordel. São Paulo: FTD, 2009. p. 57.

No quarto do Calvin.

a) Sublinhe os verbos.

sei

Desafios de cordel Já está chegando ao fim. Fiz da rima o meu jardim Pro leitor muito fiel. Terminou o meu papel De rimar com maestria. Para você que prestigia A cultura popular E a arte de rimar Adeus, até outro dia.

Nascem e consciência.

Não sei se por sorte ou azar, mas, quando eu estava seguindo ainda sonolenta em direção à saída, um senhor me apontou a sacola embaixo da poltrona e eu voltei para buscar minha bagagem de mão. Nesse meio-tempo uma fileira enorme de passageiros agoniados tinha se formado no corredor do avião. E não era difícil perceber que estavam ansiosos para que eu saísse dali e a aeromoça enfim liberasse o restante dos passageiros.

X

Modalidade: décima

a) Na tirinha, aparecem duas palavras em que o som /s/ é representado por duas letras diferentes. Que palavras são essas?

1. Releia este trecho do texto Tá na época.

DANIEL BOGNI

NOTTOMANV1/SHUTTERSTOCK.COM

DE PAL AVRA EM PAL AVRA

Qual é a letra? Você trabalha a ortografia pela observação das palavras e do modo como são escritas.

Oralidade em ação Você reflete sobre o uso da língua falada em diferentes situações sociocomunicativas, aprendendo a ouvir e a se expressar adequadamente.

Rede de leitura Você conhece diferentes textos e amplia suas habilidades de leitura.

PAL AVRAS NO DICION ÁRIO Observe a reprodução de uma página de dicionário.

M ÃO N A M ASSA! O texto de ficção científica é uma narrativa. Vamos relembrar as partes do enredo?

IDEIA PUX A IDEIA Você sabe como e onde surgiu o teatro? Leia este texto e descubra curiosidades interessantes sobre a história do teatro.

Situação inicial: o narrador apresenta o acontecimento inicial da história, as personagens e, geralmente, também apresenta o espaço onde os fatos acontecem. Conflito: é o momento em que se apresenta às personagens um problema a ser resolvido ou um desafio. Clímax: é o ponto de maior tensão da história. Desfecho: é a parte em que o conflito é solucionado. Finalização: mostra como ficou a situação das personagens depois que tudo foi resolvido.

DICIONÁRIO ILUSTRADO HOUAISS. RIO DE JANEIRO: OBJETIVA, 2010.

[...] Na Grécia Antiga, as pessoas cultuavam inúmeros deuses e deusas, que representavam as diferentes faces da vida e da natureza. Havia o deus do trovão, o deus da beleza, o deus do Sol, a deusa da Lua e muitos outros. Um dos deuses mais amados pelo povo grego era Dionísio (ou Dioniso), o deus do vinho, da alegria, da abundância. Havia festas populares especialmente dedicadas a esse deus, e nelas o povo cantava, dançava [...]. Um dos pontos altos dessas festas era a apresentação de uma poesia chamada ditirambo, cantada em coro e com uma parte narrativa. Nos primeiros ditirambos, os cantores e atores cultuavam apenas o deus Dionísio. Depois, os temas foram se ampliando e as histórias passaram a incluir outros deuses e heróis. Começaram a surgir os elementos essenciais de uma boa trama teatral: os conflitos entre homem e deus, Bem e Mal, pai e filho, dever e prazer... Um fato interessante é que só os homens podiam representar. Eles faziam também os papéis femininos, e talvez por causa disso os gregos começaram a utilizar um adereço muito criativo, que até hoje muita gente gosta de usar em festas e encenações: a máscara. Raquel Coelho. Teatro. São Paulo: Formato, 2011. p. 10.

1. Reúna-se com um colega. Conversem sobre os textos Combate no mar e Planetas habitados. Por que são classificados como textos de ficção científica? Resposta pessoal.

Ruínas do Teatro de Dionísio, na Grécia, construído em 405 a.C. Sobre as ilustrações, há fotos de máscaras de teatro grego que remontam ao século 2 a.C. (à esquerda) e ao século 4 a.C. (à direita).

2. O texto de ficção científica explora elementos fantásticos, imaginários. Explique a relação entre os elementos imaginários e a palavra ficção.

Os elementos imaginários fazem parte da ficção. Ficção significa coisa imaginária, criação fantasiosa.

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Ideia puxa ideia Você retoma conceitos trabalhados na unidade em conexão com outras áreas do saber.

MEU LUGAR NO MUNDO

Dicionário Ilustrado Houaiss. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 333.

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Mão na massa! Momento para você produzir textos, colocando em prática o que aprendeu e mostrando sua criatividade na língua escrita.

DE OLHO NO TEX TO

5. Espera-se que os alunos percebam que o óleo usado, quando despejado nos ralos e vasos sanitários, pode provocar entupimentos, pois ele aglutina a sujeira e causa obstrução nas tubulações. Também não deve ser descartado em quintais ou terrenos baldios, pela contaminação que provoca no solo. A atitude correta é levar os recipientes com óleo para as estações de reciclagem, que os encaminharão aos lugares adequados.

1. Antes de verificar o que você escreveu, leia um trecho da entrevista que a escritora Ana Maria Machado concedeu ao site Museu da Pessoa. Eu acho que a única maneira de aprimorar a linguagem é ler. Eu li a vida inteira, então vou aprimorando minha linguagem com cada livro que eu leio, é uma coisa permanente, não acaba nunca. Quando eu escrevo, eu escrevo muito como vem, é um movimento muito espontâneo. Eu comparo assim como dançar. Por exemplo, toca uma música, você dança, segue aquela música. Ou com lembranças de Ipanema, descer uma onda. Você desce na força que a onda te carrega. Você não sabe nem se vai rolar ou vai dar na areia, mas você desce com aquela energia que vem te trazendo. Aí, depois, em geral, eu deixo descansar uns dois meses, depois eu retomo e aí eu vou ver, passar um pente-fino. Geralmente eu corto muito. As minhas primeiras versões são muito maiores do que as outras. Tem autor que aumenta, como Guimarães Rosa, tem autor que diminui, como Graciliano; eu sou mais desse segundo tipo, vai encolhendo, tiro repetições. Às vezes acrescento uma coisa ali, mudo uma palavra, enfim. O sistema é mais ou menos esse. Eu escrevo todo dia de manhã. Eu acho que a disciplina ajuda. Não quer dizer que todo dia eu aproveite o que eu escrevi, mas procuro escrever todo dia. Ana Maria Machado

{ ECONOMIA DE ÁGUA O cordel também trata de temas atuais que nos levam a pensar sobre um modo de vida mais sustentável, à medida que vamos nos conscientizando da importância de nossas atitudes. Leia este cordel, que trata de um desses temas.

Desperdício de água Modalidade: galope à beira-mar

Agora eu falo de um tema atual E trago um cordel do meio ambiente Fazendo um apelo pra toda minha gente Que a falta de água nos faz tanto mal. Cuidar desse bem é primordial E nem uma gota vou desperdiçar Pra que nossa paz vá multiplicar E nossa miséria vá diminuir Findar a tristeza e o mundo sorrir Nos dez de galope da beira do mar. Se for lavar o carro não uso a mangueira Eu lavo com balde sem ter desperdício Porque vale a pena o meu sacrifício. Escovo os meus dentes fechando a torneira. O óleo na pia é grande a besteira Porque muita água vai contaminar Por isso eu não posso só desperdiçar Que a terra já sofre e a gente entristece Com água perdida a gente não cresce E a Terra sofrendo não pode ficar.

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Palavras no dicionário Você vai entender a organização de um dicionário e saber em que situações pode usar os significados de determinadas palavras.

Meu lugar no mundo Você reflete sobre preservação ambiental e sobre valores e atitudes que contribuem para sua formação como cidadão.

Museu da Pessoa. Tempo de ouvir histórias: Ana Maria Machado. 4 dez. 2008. Disponível em: <http://www.museudapessoa.net/pt/conteudo/historia/tempo-de-ouvir-historias-49450/colecao/116940>. Acesso em: 15 nov. 2017.

2. Troque seu conto com o de um colega. Leia o que ele produziu e escreva, em uma folha à parte, um bilhete para ajudá-lo a melhorar o texto. Comente suas impressões e valorize os aspectos positivos.

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De olho no texto Você reflete sobre os textos que produziu e desenvolve habilidades para aperfeiçoá-los por meio da revisão e da reescrita.

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HABILIDADES

UNIDADE

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HISTÓRIAS DE MEDO FILME DE BRAD SILBERLING. GASPARZINHO, O FANTASMINHA CAMARADA. EUA. 1995. FOTO: UNIVERSAL/AMBLIN/ALBUM/FOTOARENA

• (EF05LP01) Participar das interações orais em sala de aula e em outros ambientes escolares com atitudes de cooperação e respeito. • (EF35LP03) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala. • (EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. • (EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto. • (EF05LP09) Buscar e selecionar informações sobre temas de interesse escolar, em textos que circulam em meios digitais ou impressos, para solucionar problema proposto. • (EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.). • (EF05LP17) Identificar, em textos, o efeito de sentido produzido pelo uso de pontuação expressiva. • (EF05LP18) Inferir, em textos, o efeito de humor produzido pelo uso intencional de palavras, expressões ou imagens ambíguas. • (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos. • (EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas. • (EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade.

Cena do filme Gasparzinho, o fantasminha camarada, dirigido por Brad Silberling (EUA, 1995).

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• (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. • (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.

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• (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. • (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo as convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. • (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

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• (EF35LP17) Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores. FILME DE JOE DANTE. GREMLINS. EUA. 1984. FOTO: WARNER BROTHERS / ALBUM / FOTOARENA

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Explorar a imagem e os sentimentos que ela transmite. • Relacionar as imagens aos enredos apresentados com base nelas. • Descrever a cena relacionando-a ao título da unidade.

Cena do filme Gremlins, dirigido por Joe Dante (EUA, 1984).

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Iniciar a unidade perguntando aos alunos se eles gostam de ouvir histórias de medo. Explorar quais elementos mais os atraem nesse gênero. Incentivá-los a apresentar justificativas significativas e propor que contem algumas histórias do próprio repertório que “dão medo”.

ENCAMINHAMENTO

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Que tipo de história seria contada pelas imagens apresentadas? Explique. Espera-se que os alunos percebam que as imagens se relacionam a histórias de suspense ou de medo, pois mostram seres estranhos e fantasmas.

2. O que você sentiria se encontrasse algum desses seres em seu caminho? Resposta pessoal.

ARTHUR MASK

3. Você conhece alguma história ou filme em que as personagens precisam desvendar um mistério e, para isso, enfrentam seres e/ou situações que causam medo? Resposta pessoal.

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• (EF05LP38) Identificar, em texto nar-

rativo ficcional, a estrutura da narração: ambientação da história, apresentação de personagens e do estado inicial da ação; surgimento de conflito ou obstáculo a ser superado; ponto máximo de tensão do conflito; desenlace ou desfecho; discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.

• (EF05LP41) Inferir, em textos literários, o

efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva.

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• (EF05LP42) Criar narrativas ficcionais

que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, personagens, tempo, espaço, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto. • (EF35LP13) Reconhecer o texto literário como expressão de identidades e culturas. • (EF35LP16) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula para leitura individual, na escola ou em casa e, após a leitura, recomendando os que mais gostou para os colegas.

As cenas da abertura da unidade são dos filmes Gasparzinho e Gremlins. Explorar as imagens antes de comentar os nomes dos filmes e verificar se os alunos os identificam. O primeiro filme conta a história de Gasparzinho, um fantasminha bem diferente dos outros, que quer apenas fazer amizades. O segundo filme, Gremlins, conta a história de uma criatura muito diferente e aparentemente amável, mas que não pode ser alimentada depois da meia-noite, ser exposta a uma luz forte nem ser molhada. Quando molhada e alimentada após a meia-noite, a criatura se multiplica, dando origem a seres maldosos que aterrorizam a cidade.

CONEXÕES Para o professor • Temporadas 1 e 2 da série de terror e ficção Stranger things. Criação de The Duffer Brothers, Estados Unidos, 2016 e 2017.

PROGRAME-SE Nesta unidade, serão propostas atividades que fazem uso de alguns materiais que devem ser providenciados com antecedência.

• Folhas para desenho – página 16. • Pequenos cartões – página 30. • Folhas pautadas – páginas 34 e 36. 9

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

CAPÍTULO

1 MONSTROS

• Ler e compreender o texto. • Comentar características de histórias

DE OUTRAS TERRAS

fantásticas ou misteriosas. • Identificar o espaço em que ocorre a ação e as características das personagens.

• Você já viveu uma situação em que coisas estranhas aconteceram? Qual foi sua reação? Respostas pessoais.

Leia a história de Cadija, uma garota que precisou de coragem para sobreviver.

As pérolas de Cadija Era uma vez uma menina chamada Cadija. Sua mãe havia morrido e agora ela tinha de carregar seu irmãozinho nas costas. Passado um ano, seu pai resolveu casar de novo e então Cadija ganhou uma madrasta. Cadija pensou que fosse ser feliz com ela. Mas sabe-se lá por que a madrasta não gostou dela. Já tinha uma filha do primeiro casamento e talvez pensasse: “Quando meu marido morrer, essa Cadija vai ficar com tudo. E minha filha verdadeira com nada”. Daí, toca a perseguir a enteada. Dava trabalhos impossíveis para a coitada. Acordava-a no meio da noite: — Anda pegar água. Anda varrer o pátio. Anda cozinhar inhame.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Explorar o título do capítulo e verificar o que os alunos imaginam que seriam monstros de outras terras. Organizar a conversa para que todos possam falar e ouvir. Comentar em seguida que irão ler um conto que se passa no Senegal. Perguntar se já ouviram falar desse país e em que continente ele se localiza. Mostrar um mapa do continente africano para que identifiquem o Senegal e a capital Dakar. Se achar pertinente, sugerir uma pesquisa sobre esse país, destacando as principais características. Uma sugestão está disponível em: <http://livro.pro/ dmvfna> (acesso em: 11 dez. 2017).

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ENCAMINHAMENTO Propor, inicialmente, uma leitura silenciosa do texto. Em seguida, ler a história para os alunos e levá-los a compreender, oralmente, as ações da protagonista diante dos fatos. Relacionar as informações obtidas na pesquisa proposta anteriormente sobre cenários da história. O conto selecionado dá a todos a oportunidade de aprender a linguagem própria do gênero, especialmente a dos contos de mistério ou fantásticos. Explicar que savana é um tipo de formação vegetal composta de gramíneas

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e pequenos arbustos e árvores. Ela está presente em regiões quentes, em especial na África, mas também pode ser encontrada na América do Sul e na Austrália. Essa região passa por longos períodos de seca, por isso é muito comum a ocorrência de grandes incêndios nesses locais. Se for necessário, pedir auxílio ao professor de Geografia para orientar os alunos com relação ao assunto. O texto também traz a oportunidade para realizar um debate com a classe a respeito das histórias de medo que estão presentes no imaginário da

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CONEXÕES

Certa manhã seu ódio pela enteada chegou ao máximo. Tirou Cadija da cama aos berros: — Vá lavar esta colher! E só serve com água do mar. Não volte aqui com ela suja. Era um jeito de matar Cadija, pois até Dakar, onde ficava o mar, eram cinco dias e cinco noites de horrorosos caminhos. — Quem vai cuidar de meu irmãozinho? — perguntou a menina. — Carrega contigo — respondeu a mulher com um sorriso mau. — Ou pensa que aqui você tem criada? Tem cada uma! Cadija partiu. Atravessou rios e matas. Só faltava atravessar uma savana para chegar a Dakar. A comida acabara e as duas barrigas, a dela e a do irmãozinho, começavam a roncar. — As-Salam! (A paz esteja sobre você) — cumprimentou um cameleiro. — As-Salam! — respondeu ela. — Está pensando em atravessar a savana sozinha? — perguntou o homem. — Estou. — Não faça isso. Sabe quem mora aí? O Quibungo. — Quem é? — perguntou Cadija. — Um monstro com um buraco na parte de trás do pescoço. Te engole. Depois não diz que não te avisei. — E se eu não encontrar com ele? Sempre fui uma menina de sorte... — Ah! — falou o cameleiro, atirando o manto para as costas. — Se não encontrar o Quibungo vai encontrar um monstro pior, o Abutre Mortal, também chamado Arranca-Corações. Ou um ou outro.

DNEPWU

Para o professor e para os alunos • SANTOS, Joel Rufino dos. Gosto de África: histórias de lá e daqui. São Paulo: Global, 2005.

Joel Rufino dos Santos. Gosto de África: histórias de lá e daqui. São Paulo: Global, 2005. p. 3-8.

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população da região em que os alunos vivem. Sugerir uma roda de conversa a respeito. Provavelmente serão citadas personagens consagradas do nosso folclore, como o Saci (na região Sul) ou a Iara (na região do Rio Amazonas). Pode existir alguma personagem folclórica que faz parte das histórias da região em que vivem. Perguntar, nesse momento, como são essas personagens, quais as suas características e o que fazem de assustador.

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roda de conversa. Por exemplo: respeitar o colega que está falando, ouvi-lo com atenção e completar as informações sobre as histórias se achar necessário; para se manifestar, levantar a mão e aguardar ser chamado.

É importante, no entanto, estabelecer algumas regras antes de iniciar a

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto. • Comentar características de histórias

Respostas pessoais.

Antes de prosseguir com a leitura, responda: o que você faria no lugar de Cadija? Continuaria a viagem ou voltaria sem ter chegado ao mar? Retome agora a leitura da história e veja qual foi a escolha de Cadija. Desanimada, Cadija sentou numa pedra. De repente sentiu uma brisa no rosto e nas mãos. E ouviu uma voz: — Eu te ajudo. Deixe seu irmãozinho esperando aqui. No lugar dele ponha esta pedra. Se você encontrar o Quibungo, já sabe o que fazer. Era um iska, o djin que morava no vento. — E se ao invés do Quibungo eu encontrar o Abutre Mortal? — Aí não posso fazer nada — respondeu o iska. — Ou um ou outro. Com o pedregulho nas costas, Cadija entrou na savana. No segundo dia de viagem apareceu um guerreiro lindo. Tinha arco e flecha e falou com toda gentileza: — Onde vais, flor do meu encanto? — A Dakar, lavar esta colher, que minha madrasta me mandou. — E essa criança que você leva aí? Deixa ver. O guerreiro se abaixou para fazer gracinha. No seu pescoço apareceu o buraco escuro que não tinha fim. Cadija rapidamente levou as mãos às costas e virou o pedregulho lá dentro. O Quibungo mastigou e morreu. Em Dakar, um mendigo que estava na porta da mesquita pediu: — Me ajude, pelas barbas do profeta... — Se eu pudesse... — respondeu ela. — Só tenho esta colher. — Eu sei — disse o mendigo. — Espere anoitecer. Só lave a colher quando aparecer a lua. Você vai ver. Cadija assim fez. Foi meter a colher na água e ela voltar cheia de pérolas. E assim muitas vezes, até encher a canga. Estava rica.

fantásticas ou misteriosas. • Identificar as partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Antes de dar continuidade à leitura, conversar com os alunos sobre as questões iniciais propostas nesta página, compartilhando as hipóteses sobre o fato de a personagem prosseguir ou não a viagem. Permitir que se expressem livremente.

ENCAMINHAMENTO Propor a leitura silenciosa da continuação da história, certificando-se da compreensão do texto e do vocabulário pelos alunos. Explorar o parágrafo final do texto e perguntar aos alunos como as histórias podem se perpetuar através dos tempos. Espera-se que eles percebam que as histórias podem ser contadas oralmente,

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de geração em geração, ou registradas em livros, como uma forma de preservar a cultura de um povo, de manter sua identidade. Observação: apesar de a ABNT determinar outra regra, optamos por usar a ordem direta do nome dos autores nas referências desta obra para apoiar o processo de leitura do aluno nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

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Ao passar de volta pela savana, ouviu um ronco vindo de uma caverna. Deveria ser o Abutre Mortal, o Arranca-Corações. Pegou o irmãozinho e foi para casa. Tinham se passado oito dias e a madrasta, feliz, achava que ela não voltaria. Abrindo o saco de pérolas, Cadija fez a divisão. A madrasta queria mais. Puxou a menina para o quarto: — Onde foi que você arranjou esta riqueza? Temos bruxa aqui em casa e eu não sabia! — Foi no mar — respondeu. — Meti a colher e foi só. A mulher fingiu agradecer. E falou para a sua filha verdadeira: — Se essa boboca ficou rica, também ficarei. Posso carregar mais pérolas que vinte Cadijas juntas. Pegou o camelo e partiu. Ordenou aos criados que preparassem uma festa para quando voltasse. Mandou os cozinheiros fazerem cuscuz, seu prato preferido. Na manhã do décimo dia, porém, ela não voltou. De tarde, também não. Quando foi de noitinha e os convidados já iam embora, a filha verdadeira decidiu: — Minha mãe já deve estar chegando. Vamos comer ou o cuscuz estraga. Quando ela abriu o panelão, ficou Enteado: filho do casamento anterior, em relação ao novo branca de susto. Dentro do cuscuz havia casamento do pai ou da mãe. um coração. Ainda estava batendo e ela Inhame: planta comestível. desmaiou, pois sabia de quem era. Quanto a Cadija, pegou seu irmãozinho e foi morar bem longe dali. Esta é a história de Cadija, uma menina negra e muçulmana do Senegal. Uma história semelhante a outras, de outros povos, em que há fadas e madrinhas más. Só que, aqui, a fada existe na forma de um anjo da guarda, o djin, e os perigos que a menina enfrenta suscitam os mistérios das culturas milenares que sobreviveram apesar da colonização. Joel Rufino dos Santos. Gosto de África: histórias de lá e daqui. São Paulo: Global, 2005. p. 3-8.

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ATIVIDADES Oferecer aos alunos a oportunidade de compartilhar experiências sobre o gênero estudado. Perguntar se conhecem histórias de medo, onde as ouviram, quem as contou e por que são assustadoras. Pedir que recontem essas histórias para a classe, deixando que se expressem espontaneamente tanto na fala como no gestual.

Ressaltar a importância de contar a história com expressividade, como forma de ajudar na compreensão. Se for o caso, comparar as versões das histórias apresentadas. Valorizar as histórias como parte da cultura e da sabedoria de um povo.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender enunciados e responder a questões de maneira coerente e utilizando sinais de pontuação. • Comentar características de histórias fantásticas ou misteriosas. • Identificar as partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização.

Ela acordava a menina no meio da noite e a mandava realizar trabalhos pesados, demonstrando que não gostava da menina e não se importava com seu bem-estar.

POR DENTRO DO TEXTO

A mãe de Cadija morreu e, após um ano, seu

1. Como Cadija ganhou uma madrasta? pai casou-se novamente. • De que maneira a madrasta tratava a enteada?

2. Certa manhã, a madrasta manda Cadija lavar uma colher no mar, distante dali. Qual era sua intenção ao lhe dar essa tarefa? A intenção dela era que Cadija perdesse a vida no caminho.

3. Releia este trecho. — Quem vai cuidar de meu irmãozinho? — perguntou a menina. — Carrega contigo — respondeu a mulher com um sorriso mau. — Ou pensa que aqui você tem criada? Tem cada uma!

• O que a madrasta de Cadija quis dizer com a expressão “Tem cada uma!”?

A madrasta quis dizer que era uma ideia absurda Cadija deixar o irmãozinho aos cuidados dela.

4. No caminho de Dakar, Cadija encontrou um cameleiro que a alertou sobre o monstro Quibungo que habitava a savana. a) De acordo com o cameleiro, ela conseguiria chegar até o mar sem enfrentar algum ser assustador? Não. O cameleiro disse que se a menina não encontrasse o Quibungo, encontraria um monstro pior, o Abutre Mortal, também chamado Arranca-Corações. Ou um ou outro.

b) Se Cadija não tivesse recebido as informações do cameleiro, o que poderia ter acontecido com ela? Espera-se que os alunos percebam que, sem essas informações, ela não saberia o que fazer

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ao encontrar o Quibungo e poderia morrer.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar as atividades, pedir aos alunos que, voluntariamente, tentem recontar a história para a classe. O reconto pode ser feito por um aluno com a colaboração dos demais. Aproveitar essa atividade para tirar dúvidas que ainda restarem sobre o conto lido. Propor que façam as atividades relacionadas ao texto lido e recorram a ele, relendo-o, para conferirem as respostas, se for necessário.

As atividades devem ser feitas individualmente. Na correção, de preferência coletiva, observar se os alunos apresentaram dificuldades para ler e entender os enunciados e/ou formular as respostas. Solicitar que confirmem as informações ou as reformulem quando necessário. Na atividade 2, explorar a importância do pedido da madrasta para o desenvolvimento da história. Espera-se que percebam que a madrasta queria se livrar da menina e se não fizesse esse pedido o desenvolvimento da história

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seria outro, pois provavelmente Cadija não encontraria o monstro. Na atividade 4, explorar o que é um cameleiro: pessoa que conduz ou cuida de camelos. Comentar que o fato de a menina encontrar alguém no caminho que conhecia os perigos que ela poderia enfrentar colabora para o desenvolvimento da história. Na atividade 8, explorar a semelhança com os contos maravilhosos: a recompensa para quem faz o bem e a punição para os vilões. Explorar o fato

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CONEXÕES

5. Como o Quibungo tentou enganar Cadija?

Para o professor e para os alunos • LENAIN, Thierry. A estranha madame Mizu. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998.

Ele se transformou em um guerreiro lindo e foi gentil com a menina, elogiando-a.

6. Ao encontrar a menina, o Quibungo comparou-a a uma flor. Na sua opinião, o que há de semelhante entre uma flor e uma menina? Resposta pessoal. Sugestão: A beleza, a delicadeza, a simplicidade, a naturalidade.

7. Como Cadija descobriu que o guerreiro era o Quibungo?

Quando o guerreiro se abaixou para fazer gracinha, a menina viu um buraco escuro que não tinha fim no pescoço dele.

• Como ela se livrou dele? Cadija rapidamente levou as mãos às costas e virou o pedregulho para dentro do buraco. O Quibungo mastigou-o e morreu.

8. De volta à casa, Cadija repartiu as pérolas, mas a madrasta não ficou satisfeita. a) Qual foi a reação da madrasta? Ela partiu em busca de mais riqueza.

b) Ela teve a mesma sorte de Cadija? Explique. Não, pois teve o coração arrancado, provavelmente pelo Abutre Mortal.

c) Por que, na história, Cadija teve um destino melhor que o da madrasta? Dê sua opinião aos colegas e ao professor. Resposta pessoal. Espera-se que

os alunos concluam que o destino de cada uma delas segue a mesma linha dos contos maravilhosos, isto 9. Quem está narrando essa história: um narrador-observador ou um narra- é, as personagens boas são premiadas e as dor-personagem? más são castigadas. Um narrador-observador.

• Copie um trecho que comprove sua resposta. Os alunos podem copiar qualquer trecho em que apareçam verbos ou pronomes na 3a pessoa. Sugestão: A mulher fingiu agradecer.

10. Essa história tem muitos diálogos. Na sua opinião, qual é o efeito do uso de tantos diálogos? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que o discurso direto (a reprodução das falas das personagens) produz um efeito de proximidade com o leitor. É como se a história estivesse ocorrendo no momento da narrativa.

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ATIVIDADES de as histórias serem contadas até os dias de hoje e como fazem parte da cultura de um povo. Comentar que muitas das histórias populares são semelhantes a outras conhecidas por diferentes povos.

Selecionar um livro do gênero da biblioteca de sala para fazer uma leitura compartilhada. Após a leitura, reconstruir os pontos principais da história e questionar os alunos em qual deles sentiram medo (ou não), explicando os motivos.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar o adjetivo, percebendo sua função nos trechos indicados. • Identificar a função da locução adjetiva. • Utilizar o adjetivo para a caracterização de personagens e cenários nas narrativas.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Reúna-se com um colega. Observem abaixo as ilustrações de Cadija e de sua madrasta e descrevam as características físicas de cada uma delas. Resposta pessoal.

• Agora, relembrem as ações de cada uma delas na história e descrevam suas características psicológicas. Resposta pessoal. Sugestão: Cadija é corajosa, esperta, obediente; a madrasta é insensível, má, invejosa, ambiciosa.

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As características físicas demonstram a aparência das personagens. As características psicológicas mostram o jeito de ser das personagens.

2. Qual é a classe gramatical das palavras usadas para caracterizar os seres? Adjetivos.

3. Como você imagina os seres fantásticos que apareceram na história As pérolas de Cadija? Faça um desenho em uma folha à parte e depois descreva suas características físicas e psicológicas. Resposta pessoal. 4. Releia estas frases e observe as palavras destacadas. E minha filha verdadeira com nada. No segundo dia de viagem apareceu um guerreiro lindo.

a) Qual é a classe gramatical dessas palavras? As palavras destacadas são substantivos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Relembrar a história As pérolas de Cadija. Pedir aos alunos que imaginem os seres fantásticos que apareceram na história e façam um desenho em uma folha à parte para representá-los e depois descrevam suas características físicas e psicológicas. Afixar os desenhos no mural da sala. Se achar interessante, os alunos podem modelar os monstros em argila nas aulas de Arte.

ENCAMINHAMENTO Retomar o conceito de adjetivo, levando os alunos a (re)conhecer que

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uma expressão formada por duas ou mais palavras (a locução adjetiva) também pode caracterizar o substantivo. Destacar a importância dos adjetivos e das locuções adjetivas na caracterização do cenário, das personagens e das situações apresentadas. Na atividade 4b, chamar a atenção para o efeito de sentido expresso pelo adjetivo em cada uma das frases. Na atividade 6, relembrar o uso da vírgula em expressões explicativas. Na frase reescrita pelos alunos, o adjetivo desanimada deve aparecer entre vírgulas.

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Na atividade 7, compartilhar as respostas e verificar se os alunos percebem a importância da concordância entre as palavras. Chamar a atenção para esse aspecto na escrita dos textos e ressaltar a importância da caracterização feita com o uso dos adjetivos.

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Espera-se que os alunos percebam que o adjetivo antes do substantivo dá um efeito diferente àquilo que se diz. No caso, o autor dá ênfase ao estado de espírito de Cadija (desanimada).

CONEXÕES

b) Identifique os adjetivos empregados para caracterizar as palavras destacadas. Faça uma seta para ligar cada adjetivo ao substantivo que ele caracteriza.

Para o professor • CUNHA, Celso. Gramática do português contemporâneo. Organização de Cilene da Cunha Pereira. Rio de Janeiro: Lexikon; São Paulo: L&PM, 2010.

c) Nessas frases, os adjetivos vêm antes ou depois dos substantivos? Os adjetivos vêm depois dos substantivos.

5. Releia este outro trecho e observe as palavras destacadas. Era um jeito de matar Cadija, pois até Dakar, onde ficava o mar, eram cinco dias e cinco noites de horrorosos caminhos.

a) Qual delas é um adjetivo? b) Qual é um substantivo?

Horrorosos. Caminhos.

c) Nesse caso, o adjetivo aparece antes ou depois do substantivo? O adjetivo aparece antes do substantivo.

6. Como ficaria esta frase se o adjetivo fosse empregado depois do substantivo próprio Cadija? Escreva-a mudando a ordem. Desanimada, Cadija sentou numa pedra. Cadija, desanimada, sentou numa pedra.

7. Complete as frases seguintes. a) Se o substantivo está no singular, o adjetivo que o acompanha também estará no singular

.

b) Se o substantivo está no plural, o adjetivo que o acompanha também estará no plural. c) Um adjetivo feminino caracteriza um substantivo

feminino

.

d) Um substantivo masculino será acompanhado por um adjetivo no masculino

8. Você sabe o que é uma locução adjetiva?

. Locução adjetiva é um conjunto de duas ou mais palavras que exercem a função de adjetivo.

9. Circule a locução adjetiva nesta frase do texto As pérolas de Cadija. E só serve com água do mar.

• Como ficará a frase substituindo a locução adjetiva por um adjetivo? E só serve com água marinha.

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ATIVIDADES Fazer na lousa uma tabela com duas colunas: em uma, escrever alguns adjetivos, e na outra pedir aos alunos que encontrem as locuções adjetivas correspondentes, a fim de ampliar o seu repertório. Incentivá-los a usar diferentes palavras em suas produções de texto.

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Selecionar previamente um livro da biblioteca da sala ou da escola que conte uma história de medo para ler para os alunos em voz alta. Explorar os elementos da narrativa e as partes do enredo, chamar a atenção para o uso dos adjetivos e locuções adjetivas e verificar sua importância no desenvolvimento da história.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer o significado das palavras mal e mau, percebendo a diferença para utilizá-las corretamente. • Pesquisar as palavras mal e mau em diferentes contextos.

QUAL É A LETRA? 1. Releia esta frase de As pérolas de Cadija e observe o termo destacado. — Carrega contigo — respondeu a mulher com um sorriso mau.

a) Qual destes significados poderia substituir a palavra mau na frase? Prejudicial.

X

Maldoso.

Desagradável.

b) Reescreva a frase substituindo a palavra mau por esse sinônimo. — Carrega contigo — respondeu a mulher com um sorriso maldoso.

c) Qual é a classe gramatical da palavra mau? d) Sorriso é um substantivo masculino ou feminino?

Adjetivo. Masculino.

e) Reescreva a frase substituindo o substantivo sorriso pelo substantivo expressão.

CACHORRO — Carrega contigo — respondeu a mulher com uma expressão má. BOLO f) Você descobriu o feminino de mau? Qual é?

Má.

2. Leia esta frase. Para acabar com o monstro mau, foi preciso cortar o mal pela raiz. • Você já sabe que mau é um adjetivo. Qual é a categoria gramatical de mal nessa frase? Mal é um substantivo.

3. Copie as frases substituindo os termos destacados por bom ou bem. a) O garotinho passou mal durante a viagem. O garotinho passou bem durante a viagem.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

No decorrer do trabalho da unidade, os alunos vão refletir sobre a escrita e o significado das palavras mal e mau, assunto abordado na seção. Para iniciar o trabalho, propor aos alunos que procurem essas palavras no dicionário, pois fica mais fácil pensar na escrita da palavra quando se sabe o que significa no contexto. Observar se percebem a diferença no significado e qual seria o uso de cada uma delas.

Na atividade 4, levar os alunos a observar que o substantivo mal, terminado em l, é o antônimo de bem; o adjetivo mau, terminado com u, é o antônimo de bom. Ou seja, terminado em l é um substantivo e terminado em u é um adjetivo. Se houver dúvida na escrita, além de verificar se a palavra é substantivo ou adjetivo, é só trocá-la pelo antônimo. Compartilhar as respostas da atividade 6 e verificar se os alunos con-

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seguem inferir uma regra para saber como escrever as palavras. Explorar o humor da tirinha: Por que o dono de Garfield decide não se aproximar do gato? Qual o efeito da frase do último quadrinho? Espera-se que os alunos percebam que o dono achou melhor não mexer com o gato e deixá-lo quieto, respeitando-o. Verificar se percebem os elementos visuais que indicam que o gato está bravo – a fumacinha na cabeça e sua expressão.

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CONEXÕES

b) O guerreiro era um homem forte, impetuoso e mau.

Para o professor • VIEIRA, Arlete Bannwart. Qual a diferença entre mal e mau? Nova Escola, 11 jul. 2017. Disponível em: <http://livro. pro/aosnh4>. Acesso em: 26 nov. 2017.

O guerreiro era um homem forte, impetuoso e bom.

c) Cadija não desejou o mal para a madrasta. Cadija não desejou o bem para a madrasta.

4. O que você sugere para não confundir as palavras mau e mal ao escrevê-las? Resposta pessoal.

5. Complete as frases com mau ou mal.

mau

a) Você quer ouvir novamente a história do lobo mau

b) Nas Olimpíadas, o atleta teve um mal

c) Meu pai sempre diz que o d) A poluição é um

mal

?

desempenho. não compensa.

que precisa ser combatido.

GARFIELD, JIM DAVIS © 1979 PAWS, INC. ALL RIGHTS RESERVED/DIST. DY ANDREWS MCMEEL SYNDICATION

6. Leia esta tirinha do Garfield.

a) Complete: Quem tem ou está de mau humor é chamado de mal-humorado

.

b) Complete: Quem tem ou está de bom humor é chamado de bem-humorado

.

c) Consulte o dicionário para verificar se você escreveu corretamente as palavras. Resposta pessoal. d) Reescreva a primeira frase da tirinha utilizando o antônimo de mau. O Garfield tem andado de bom humor ultimamente.

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ATIVIDADES Escolher trechos de histórias em que apareçam as palavras mal e mau e, coletivamente, analisar seu significado, relacionando-o à ortografia. Comentar que podemos formar outras palavras com mal. Escrever na lousa as palavras sugeridas na tabela seguinte, separando-as em duas colunas.

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A mal-entendido mal-educado mal-agradecido mal-acabado

B malcheiroso malcriado maltratado malfeito

Em seguida, propor a seguinte questão: O que você pode concluir sobre o uso do hífen nas palavras formadas com mal? Os alunos devem perceber que se usa hífen quando a palavra seguinte é iniciada por vogal.

Questionar os alunos se as letras que aparecem logo após a palavra mal são vogais ou consoantes. Eles devem observar que na coluna A, após a palavra mal, aparecem palavras iniciadas com vogais e, na coluna B, com consoantes.

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Será que nas histórias em quadrinhos também há monstros? Leia esta história de Calvin e Haroldo e divirta-se. CALVIN & HOBBES, BILL WATTERSON © 1986 WATTERSON / DIST. BY UNIVERSAL UCLICK

• Relacionar linguagem verbal e não verbal e compreender a história em quadrinhos. • Observar recursos visuais utilizados e verificar sua função no texto. • Reescrever trecho de HQ, transformando-o em uma narrativa em 3a pessoa.

REDE DE LEITURA

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Bill Watterson. Tem alguma coisa babando embaixo da cama. São Paulo: Conrad, 2010. p. 5.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO

1. Quem são as personagens da história? Calvin, seu tigre Haroldo e o pai do menino.

2. Onde se passa a cena? No quarto do Calvin.

Verificar se os alunos conhecem as histórias de Calvin e Haroldo. Comentar que ambas as personagens foram criadas pelo cartunista Bill Watterson. Calvin é um menino esperto, cheio de imaginação, e que tem em Haroldo, seu tigre de pelúcia, um fiel companheiro.

ENCAMINHAMENTO Propor a leitura silenciosa do texto, sugerindo aos alunos que explorem os elementos visuais da história em quadrinhos: expressões das personagens, cenário, diferença no tamanho das letras utilizadas nas falas. Explorar as expressões de Calvin: O que elas indicam? Que recursos visuais demonstram que ele está com medo? Por que, no último quadrinho, o menino decide amarrar os lençóis? Os alunos devem perceber, na atividade 4, que o tigre ganha vida a partir do momento em que o garoto fica sozinho no quarto. Ele se transforma em um ser vivo, um amigo que conversa e brinca; mas, na verdade, ele faz parte da imaginação de Calvin. Levá-los a con-

• Por que a cor do cenário no primeiro quadrinho difere da cor nos demais quadrinhos? Porque no primeiro quadrinho a luz está acesa e nos demais está apagada.

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cluir que, nas histórias de Calvin e Haroldo, o tigre sempre ganha vida quando não há adultos por perto. Explorar as respostas da atividade 6 e perguntar aos alunos o que poderia aparecer embaixo da cama para assustá-los. Ouvir as diversas respostas e explorar o que causa medo em cada um. As pessoas têm medo das mesmas coisas? Por quê? Espera-se que percebam que alguns medos são comuns em uma determinada faixa etária e que outros medos podem decorrer de situações assustadoras pelas quais a pessoa passou.

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ATIVIDADES Em duplas, propor aos alunos que transformem a história em quadrinhos em uma narrativa escrita em 3a pessoa. Para que o leitor possa entender a história, é preciso descrever as ações e os sentimentos das personagens que aparecem nas imagens. O início da história pode ser produzido coletivamente. Chamar a atenção dos alunos para a organização dos parágrafos e os sinais de pontuação. Lembrá-los, também, de que o mistério deve contribuir para despertar o sentimento de medo nos leitores.

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Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que ele ainda está com medo, pois não se convenceu de que não háque monstros debaixo da cama. o medo ele está com os Resposta pessoal. Espera-se os alunos percebam que Percebe-se ele ainda está com porque medo, pois não se olhos arregalados puxando o cobertor se proteger. convenceu de que nãoe há monstros debaixopara da cama. Percebe-se o medo porque ele está com os olhos arregalados e puxando o cobertor se proteger. 3. Pela expressão de Calvin nopara segundo quadrinho, o que você acha que

CONEXÕES

3. Pela de Calvin segundodo quadrinho, o analisou que vocêpara acharesponque eleexpressão está sentindo? Que no elementos texto você eleder? estáConte sentindo? Que elementos do texto você analisou para responaos colegas e ao professor. der? Conte aos colegas e ao professor. 4. Compare a representação do tigre nos dois primeiros quadrinhos com a 4. Compare a representação doque tigre nospercebe dois primeiros quadrinhos com a dos outros quadrinhos. O você de diferente? Resposta pessoal. dos outros quadrinhos. O que você percebe de diferente? Resposta pessoal. 5. No terceiro quadrinho, as letras são maiores e aparecem em negrito. 5. NoQual terceiro quadrinho, letrasna são maiores e aparecem em negrito. é a função desse as recurso história? Assinale a alternativa correta. Qual é a função desse recurso na história? Assinale a alternativa correta. X Mostrar que Calvin está falando alto. Calvin e Haroldo estão em silêncio esperando uma resposta para e Haroldo estão em silêncio X Mostrar que Calvin está falando alto. Calvin a pergunta no quadrinho esperando umafeita resposta para Mostrar que Calvin está com medo. a pergunta anterior:feita “Temnoalgum monstro quadrinho Mostrar que Calvin está com medo. debaixo da algum cama hoje?”. anterior: “Tem monstro Mostrar que Calvin está surpreso. debaixo da cama hoje?”. Mostrar que Calvin está surpreso. 6. Explique a reação das personagens no quarto quadrinho. 6. Explique a reação personagens no quarto quadrinho. • O fato de nãodas receberem resposta os convence de que não há mons• O tros fato debaixo de não receberem resposta os convence de eles queainda nãoficam há em monsdúvida. da cama? Explique sua resposta. Não, Haroldo questiona, no quadrinho seguinte, se eles foram embora e Calvin queficam eles possam estar quietos. Não,acredita eles ainda em dúvida. tros debaixo da cama? Explique sua resposta. Haroldo quadrinhoquadrinho seguinte, se eles embora e Calvin acredita que possam estar quietos. 7.questiona, Releia onoúltimo e foram circule a onomatopeia na eles fala de Haroldo. 7. Releia o último quadrinho eOscircule a onomatopeia na fala de Haroldo. • O que ela representa? alunos devem circular a onomatopeia UGH. • O que ela representa? Os alunos devem circular a onomatopeia UGH.

Para os alunos • WATTERSON, Bill. Tem alguma coisa babando embaixo da cama. São Paulo: Conrad, 2010.

Ela representa o nojo do tigre ao ver o líquido no chão. Ela representa o nojo do tigre ao ver o líquido no chão.

8. Reveja com atenção o último quadrinho. O que há no chão? Como você 8. Reveja com atenção odesse último quadrinho. O que há no chão? Como você explica a presença líquido? explica a presença desse líquido?

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GUZ ANNA/SHUTTERSTOCK.COM, BENCHART/SHUTTERSTOCK.COM

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Provavelmente o líquido é o xixi do Calvin. Calvin fez xixi porque estava com medo. Provavelmente o líquido é o xixi do Calvin. Calvin fez xixi porque estava com medo.

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Sugestão de texto: Calvin é um menino esperto e cheio de imaginação. Não larga seu tigre de pelúcia por nada, muito menos na hora de dormir. Certa noite, seu pai foi até o quarto do filho para lhe dar boa noite e, antes mesmo de apagar a luz, foi interrompido por uma voz assustada: — Ei, pai, não apague a luz! Você não viu se tem monstros debaixo da cama? O pai, já na porta, olhou para Calvin e respondeu: — Tenho certeza de que não há monstros debaixo da sua cama. Vá dormir. Após a escrita do texto, selecionar a narrativa de uma das duplas e fazer a correção coletiva com o objetivo de refletir e desenvolver a produção escrita.

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CAPÍTULO

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

2 HISTÓRIAS E

• Ler e compreender o texto. • Analisar os elementos do texto e

identificar as características do gênero textual. • Comentar características de histórias fantásticas ou misteriosas. • Identificar o espaço em que ocorre a ação e as características das personagens. • Explorar o enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização.

SONHOS ESTRANHOS • Você já teve algum sonho muito estranho? O que aconteceu em seu sonho? Por que era estranho? Respostas pessoais.

Leia a história de uma velha indígena e do sonho que ela teve. Muitas dessas histórias contêm elementos que tentam explicar fenômenos da natureza ou a existência de alguns animais e suas características. O que será que vai aparecer nesta história?

A pele nova da mulher velha Em tempos muito antigos, contam os avós Nambikwara, havia uma mulher muito velha. Alguns até diziam que ela teria mais de 165 anos de idade. Por ser assim tão velha, todo mundo havia se afastado dela. Dessa forma, a mulher vivia sozinha numa casa que ela mesma construiu usando a força de seus braços. Um dia, a mulher dormiu na sua sixsú e teve um sonho que a encheu de alegria e de vontade de viver: sonhou que havia voltado a ser nova. Em seu sonho ela estava lindíssima, toda enfeitada com colares, pulseiras, brincos; estava pintada com as cores do urucum e do jenipapo; até mesmo um cocar ela usava. Apenas uma coisa a deixava um pouco triste: ela não conseguia encontrar penas para fazer cocar. Quando ela acordou, continuou achando que o sonho tinha sido uma mensagem que havia recebido do mundo dos espíritos e que ela podia voltar novamente a virar mocinha. Mas tinha o problema das penas. Como encontrá-las?

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO Propor aos alunos uma conversa inicial, deixando que falem livremente sobre sonhos estranhos que já tiveram. A seguir, ler para a classe o parágrafo que antecede o texto, destacando a informação sobre a explicação de fenômenos da natureza que as histórias indígenas muitas vezes trazem. Perguntar: Será que nesse texto isso acontece? O que será que essa história vai contar? Comentar sobre as histórias populares e a tradição de contá-las de geração em geração como modo de preservar a cultura e a identidade de um povo.

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ENCAMINHAMENTO Explorar o título da história e verificar se os alunos imaginam quais elementos podem aparecer nela para causar medo ou quais explicações sobre a natureza seriam dadas.

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Propor a leitura silenciosa do texto e, depois que todos tiverem lido, comentar algumas passagens ou termos desconhecidos. Explicar que sixsú significa casa.

Aproveitar para chamar a atenção para o uso dos adjetivos nova e velha no título. Perguntar: Qual seria o sentido do título se fosse “A pele da mulher”, sem os adjetivos?

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CONEXÕES

Foi então que ela descobriu que um rapaz de uma Sixsú: casa. outra aldeia viria passar a noite em sua casa. Imaginou, assim, que seus problemas haviam sido resolvidos: ela pediria ao rapaz que fosse encontrar penas do pássaro tucano para si. E assim o fez. Aquele rapaz, que também não gostava dela e sentia um certo receio da velha, não quis contrariá-la e foi para a mata atrás do pássaro. Durante dois dias o jovem procurou, procurou, procurou, até encontrar o que lhe havia sido pedido. Flechou a ave e retornou à aldeia. A mulher, quando viu o moço chegando, deu pulos de alegria e ficou muito feliz. Ficou tão emocionada e contente que fez um monte de enfeites. Colocou-os todos e pintou-se com as tintas da floresta, e foi ao rio tomar banho. Quando saiu dali tirou sua pele velha como se fosse roupa! Voltou a ter apenas catorze anos de idade! Estava nova de novo! E muito bonita, também. Estava tão bonita e elegante que pensou: “Agora posso até arrumar alguém para namorar! Nova desse jeito, ninguém vai mais me recusar!” Pensando assim, saiu do rio e pendurou sua pele antiga sobre o galho de uma árvore. Estava tão cheia de si, orgulhosa com sua nova condição, que nem se deu conta de um grupo de meninos que por ela passou em direção ao rio. Quando lembrou, gritou de onde estava: — Olhem aqui, meninos. Não vão mexer na roupa que eu deixei pendurada no galho da árvore. Pode ser muito perigoso para vocês!

Para o professor • PRANDI, Reginaldo. Minha querida assombração. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2003.

DANI MOTA

Daniel Munduruku e outros. Conto com você. São Paulo: Global, 2006. p. 38-43. (Coleção Antologia de contos para crianças).

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ATIVIDADES Identificar oralmente com os alunos as partes do enredo até esse momento da narrativa: a situação inicial, o conflito e o clímax. É importante que todos saibam reconhecer cada um desses momentos e em quais parágrafos eles acontecem. Por exemplo, no primeiro e no segundo parágrafos, há a situação inicial: a apresentação da personagem (uma mulher muito velha que vivia sozinha). Dessa situação surgem o conflito, o clímax, o desfecho e a finalização. Comentar com a classe que a história lida, assim como outras semelhantes, pertence ao mundo da ficção. Ela traz situações improváveis, além de contar com a presença da magia, que dá origem a fatos fantásticos que acontecem em toda a narrativa.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

UMA MENINA OU UMA COBRA? Antes de continuar a ler, o que você acha que vai acontecer com a velha? Será que os meninos vão mexer na roupa que ela deixou pendurada no galho da árvore? Respostas pessoais. Acompanhe o final da história e comente com seus colegas e professor se sua hipótese estava correta.

• Ler e compreender o texto. • Identificar o desfecho e a finalização

As crianças, porém, não deram a mínima para o que aquela menina havia dito e, ao chegar à beira do rio, viram aquela estranha peça pendurada. Não tiveram dúvidas: pensando que era um bicho ou algo assim, passaram a flechar a pele da velha. Eles flechavam e riam a valer. Fizeram tanto furo na pele que quase não sobrou nada. A menina — que era a velha remoçada — desconfiou de tanta zombaria que foi ver o que estava acontecendo. Quando lá chegou, ficou desesperada com a desgraça que os meninos haviam feito em sua pele. Seu desespero foi tamanho que jurou a todos eles: — Vocês fizeram algo muito ruim para mim. Por causa disso, todos vocês irão ficar velhinhos como eu e também irão morrer! E assim aconteceu. A mulher, sem mais chance de permanecer jovem, vestiu a pele toda furada e também ela morreu. Vendo o que havia acontecido, ninguém quis ficar perto dela. Todos fugiram. Somente um ser da floresta ficou tomando conta do corpo da velha. Este ser foi a cobra, que, por seu gesto bondoso, recebeu o dom de mudar de pele sempre que as estações do ano mudam.

DANI MOTA

da narrativa. • Compreender os enunciados e responder às questões de maneira coerente e utilizando sinais de pontuação. • Localizar informações no texto. • Inferir o significado de expressões de acordo com o contexto da história.

Daniel Munduruku e outros. Conto com você. São Paulo: Global, 2006. p. 38-43. (Coleção Antologia de contos para crianças).

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO Conversar com os alunos sobre as questões iniciais desta página, de antecipação sobre o desfecho e a finalização do conto. Para responder às questões propostas na página 25 e seguintes, orientá-los a reler o texto. Comentar que há informações explícitas, que poderão ser facilmente encontradas fazendo-se apenas a releitura, porém há informações implícitas, que demandarão mais uma leitura para serem claramente percebidas. Lembrá-los de que as respostas devem ser claras e completas, com o uso correto dos sinais de pontuação.

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ENCAMINHAMENTO Antes de proceder à realização das atividades, fazer uma segunda leitura do texto, desta vez compartilhada. Convidar os alunos a ler trechos do texto em voz alta, uns dando continuidade à leitura dos outros. Em seguida, pedir que expliquem o que entenderam da história. Por fim, pedir a eles que a recontem com suas próprias palavras. Nessa recontagem, deixar que colaborem entre si de forma a reconstruir o enredo do texto. Servir como mediador para que cada um fale na sua vez, sem atropelar a fala do colega.

Finalizar a leitura propondo que voltem a debater sobre a colocação feita no início do capítulo de que as explicações para fenômenos da natureza muitas vezes estão presentes em histórias indígenas. Explorar o fenômeno explicado pela história: a troca de pele da cobra. Em seguida, questionar se a história atendeu às expectativas ou os surpreendeu e pedir que expliquem os motivos. Iniciar o trabalho com as atividades, informando que elas serão realizadas individualmente. É importante que os alu-

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1. Por que a personagem da história vivia sozinha? Porque as pessoas achavam estranho que a velha tivesse mais de 165 anos e, assim, se afastavam dela.

2. Um dia, ao dormir, a velha teve um sonho. Que sonho foi esse? Por que esse sonho devolveu a ela a alegria de viver? Ela sonhou que era mocinha de novo e que estava toda enfeitada e pintada com urucum e jenipapo. Achou que o sonho tinha sido uma mensagem do mundo dos espíritos e que podia voltar a ser moça.

3. Para que o sonho se tornasse realidade e a alegria da velha fosse completa, o que ainda estava faltando? Estava faltando um cocar, como o do sonho, mas ela não encontrava penas para fazê-lo.

• O que ela fez para tentar resolver esse problema? A velha pediu a um rapaz que fosse encontrar penas do pássaro tucano para fazer o cocar.

4. Releia este trecho e observe os verbos destacados. Durante dois dias o jovem procurou, procurou, procurou, até encontrar o que lhe havia sido pedido. Flechou a ave e retornou à aldeia.

• O que a repetição do verbo indica? Indica que a busca foi demorada, que o jovem procurou muito até encontrar a ave. 5. O que fez a velha quando o rapaz lhe entregou as penas? Ela ficou muito feliz, enfeitou-se toda e foi ao rio se banhar.

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nos leiam com muita atenção os enunciados e, caso seja necessário, tirem suas dúvidas com o professor. Reiterar que devem recorrer, sempre que necessário, à leitura da história. A correção poderá ser coletiva e oral. Na atividade 4, explorar o sentido da repetição do verbo para indicar que o processo da procura foi longo e minucioso.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

6. Ao sair do rio, o segredo da velha revelou-se. Que segredo era esse? Ela podia tirar a pele de velha e revelar seu poder.

• Compreender enunciados e responder às questões de maneira coerente e utilizando sinais de pontuação. • Localizar informações no texto e inferir o significado de expressões. • Identificar o foco narrativo e localizar no texto os momentos em que se dão o conflito, o clímax, o desfecho e a finalização da narrativa.

X

Ela podia tirar a pele de velha e voltar a ser jovem. Ela podia fazer o tempo voltar atrás.

7. Releia este trecho da história e observe a expressão destacada. Estava tão cheia de si, orgulhosa com sua nova condição, que nem se deu conta de um grupo de meninos que por ela passou em direção ao rio.

• Circule a palavra que tem o mesmo sentido da expressão destacada. inchada

convencida atarefada

irritada farta

8. Os meninos flecharam a pele da velha até ficar toda furada. Qual foi a reação da menina/velha? Ela ficou desesperada e falou que eles iriam ficar velhinhos e morrer com ela.

9. Na sua opinião, por que a velha morreu ao vestir a pele furada? Resposta pessoal.

10. Um único ser da floresta ficou tomando conta do corpo da velha. Que animal foi esse? Que recompensa ele ganhou por seu gesto bondoso? A cobra foi o único ser que demonstrou bondade, por isso foi recompensada com o poder de

DANI MOTA

trocar de pele a cada mudança de estação do ano.

11. A história é narrada na 1a ou na 3a pessoa? Na 3a pessoa.

• Copie um trecho do texto que comprove sua resposta. Os alunos podem copiar qualquer trecho com verbos e/ou pronomes na 3a pessoa.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Comentar com os alunos que as atividades terão seguimento nestas páginas. Lembrá-los mais uma vez de que as respostas devem ser claras e completas, com o uso correto dos sinais de pontuação, e que devem recorrer ao texto sempre que necessário.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 7, pedir aos alunos que substituam a expressão destacada pela palavra escolhida. Fazer nova leitura do trecho, levando-os a observar que o significado de uma palavra pode ser reconhecido pelo contexto em que essa palavra se encontra.

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Na atividade 9, espera-se que percebam que a velha teve a pele machucada/ furada e talvez por isso não conseguiria sobreviver. Na atividade 11, verificar se conseguem perceber a diferença entre a narração em 1a e 3a pessoa e que efeitos o foco narrativo causa ao leitor. Espera-se que percebam que, no caso de um narrador em 1a pessoa, o leitor saberá dos acontecimentos do ponto de vista dele. Explorar as partes do enredo a partir das atividades 11 e 12.

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Na atividade 14, ouvir as opiniões dos alunos e comentar que contar e ouvir histórias faz parte das tradições que permanecem na sociedade até hoje. Contar histórias é preservar a identidade de um povo, resgatar seus saberes e suas experiências. As histórias de cada povo representam sua própria cultura. Comente que as fotos mostram, do alto para baixo, uma tiara feita com penas de tucano, um colar de coco e uma bandoleira de semente de pariri (fotos de 2017). As crianças foram fotografadas em Mato Grosso, em 2005.

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CONEXÕES

12. Que parágrafo do texto mostra o surgimento do conflito?

Para os alunos • O site <http://livro.pro/kktpz5> (acesso em: 8 dez. 2017) contém informações sobre as causas da mudança de pele das cobras.

O terceiro parágrafo.

13. Qual é o momento máximo da tensão do conflito? O momento em que a velha diz que os meninos vão ficar velhinhos como ela.

• Em que momento se dá o desfecho da história? No momento em que a mulher veste a pele furada e morre.

IMAGENS: HELIO NOBRE

14. A história A pele nova da mulher velha é contada pelo povo Nambikwara. Os Nambikwara vivem em pequenas aldeias no noroeste de Mato Grosso e no sul de Rondônia. Por que você acha que eles contam essa história? Resposta pessoal.

Indígenas Nambikwara e alguns de seus artefatos.

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ATIVIDADES Propor uma discussão sobre os seguintes fatos: a atitude dos meninos ao flechar a pele da velha, contrariando o pedido dela, e a reação da velha ao desejar a morte dos meninos. Ouvir as opiniões dos alunos e incentivá-los a desenvolver os argumentos. Perguntar se sabem por que a cobra muda de pele. Propor que se reúnam com um colega a fim de realizar uma pesquisa a respeito do assunto. Pode-se também propor uma pesquisa sobre o povo Nambikwara, selecionando os itens

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a serem pesquisados (por exemplo: localização, população, habitações, tradições). É importante orientá-los, ao buscarem informações na internet ou em material impresso, tanto para a produção de texto quanto para apresentações orais, que organizem em tópicos as anotações dos dados colhidos e que forneçam sempre a(s) fonte(s) pesquisada(s). Essas orientações devem ser lembradas a cada pesquisa proposta neste volume. Depois que pesquisarem sobre a mudança de pele da cobra, questionar

quais elementos na história são mágicos e quais são reais. Organizar um momento em sala para que apresentem as informações das pesquisas, utilizando, se possível, recursos multimodais, integrando imagens e texto. Podem fazer, por exemplo, uma apresentação com projeção de slides.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar advérbios em frases. • Identificar/reconhecer as ideias trans-

mitidas pelos advérbios. • Localizar advérbios em diferentes contextos.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Releia esta frase da história A pele nova da mulher velha e observe a palavra destacada. Trabalhe com um colega. Por ser assim tão velha, todo mundo havia se afastado dela.

a) Essa palavra acrescenta uma ideia a um substantivo, a um verbo ou a um adjetivo? Acrescenta uma ideia ao adjetivo velha.

b) Qual é a ideia que ela acrescenta? A ideia de que a mulher é muito velha.

2. Releia outros dois trechos e observe as palavras destacadas. Alguns até diziam que ela teria mais de 165 anos de idade.

— Vocês fizeram algo muito ruim para mim.

• Assinale a(s) afirmação(ões) correta(s). X

A palavra até acrescenta uma ideia de inclusão ao verbo diziam.

X

A palavra muito acrescenta uma ideia de intensidade ao adjetivo ruim. As duas afirmações estão corretas.

3. Releia este outro trecho. Não tiveram dúvidas: pensando que era um bicho [...], passaram a flechar a pele da velha. A palavra não.

a) Qual palavra acrescenta uma ideia ao verbo? b) Que ideia é essa?

Ideia de negação.

4. Complete as frases utilizando os termos dos quadros. ontem a) A velha saiu

na floresta depressa

depressa do rio ao ver os meninos.

b) O rapaz deveria procurar um pássaro c)

Ontem

na floresta

.

a velha sonhou com uma vida diferente.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar os conceitos das seguintes classes de palavras: substantivo, adjetivo e verbo. Para isso, selecionar um trecho da história “A pele nova da mulher velha” e pedir aos alunos que circulem os substantivos, sublinhem os adjetivos e pintem os verbos. Refletir coletivamente sobre a função dessas classes gramaticais no texto.

ENCAMINHAMENTO As atividades desta seção levam os alunos a reconhecer verbos, substantivos e adjetivos e a refletir sobre a função dos advérbios empregados no texto. Propor que façam individualmente as atividades e que leiam com muita atenção os enunciados para que possam tirar dúvidas com o professor, se necessário. Nas atividades 1, 2, 3 e 4 ouvir as respostas dos alunos e verificar se percebem o sentido que foi acrescentado ao texto de acordo com o uso de cada uma das palavras.

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Na atividade 5, verificar se os advérbios acrescentados correspondem às circunstâncias propostas. Organizar os grupos para a atividade 6 e acompanhá-los circulando pela classe e observando as mímicas.

ATIVIDADES Propor a seguinte atividade:

• Que circunstâncias os advérbios destacados indicam? a) A velha caminhou depressa em direção ao rio. (modo)

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CONEXÕES

• Relacione esses termos à ideia que cada um deles transmite.

Para o professor • FRANCHI, Carlos. Mas o que é mesmo “gramática”? Organização de Sírio Possenti. São Paulo: Parábola Editorial. • PAULINA, Iracy. Gramática sem decoreba. Nova Escola, 1o abr. 2007. Disponível em: <http://livro.pro/yd9uk5>. Acesso em: 23 nov. 2017.

tempo (quando)

depressa

modo (como)

na floresta

lugar (onde)

ontem

As palavras que indicam circunstâncias como intensidade (quanto), modo (como), tempo (quando), lugar (onde), negação e afirmação são chamadas de advérbios. Os advérbios modificam verbos (exemplo: escrever bem), adjetivos (exemplo: muito fácil) ou outro advérbio (exemplo: bem facilmente).

5. Acrescente advérbios às palavras destacadas para completar as frases de acordo com a ideia ou circunstância indicada entre parênteses. As respostas são sugestões.

cedo/tarde/de manhã

a) A velha saiu banhar. (tempo)

muito/bem/bastante

b) Ela encontrou penas coloridas. (intensidade) c) Os meninos

para se

não

atiraram flechas. (negação)

RENAM PENANTE

6. Vamos fazer mímica? Forme um grupo com três colegas. Sigam as instruções. • Escrevam, em uma folha à parte, quatro frases em que apareçam advérbios. • Cada grupo vai se juntar a outro para brincar de mímica. • Um membro do grupo lê silenciosamente uma frase do outro grupo e faz uma mímica para que seu grupo descubra o que está escrito na frase. • O grupo deve descobrir o advérbio na frase e dizer o que ele indica. • Descobrir o advérbio vale 4 pontos. • Saber o que o advérbio indica vale 3 pontos. • Os grupos vão se revezar até acabarem as frases. • Elaborem uma tabela para marcar os pontos a cada rodada. • Ganha o grupo que fizer mais pontos.

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b) Os meninos conversavam alegremente enquanto brincavam. (modo) c) Não atirem flechas ou vocês se arrependerão. (negação) Compartilhar as respostas e, se necessário, retomar o conceito estudado. Organizar a classe em duplas e pedir que criem um texto em que apareçam advérbios indicando: intensidade, tempo, modo e lugar. Os textos deverão ser interessantes e bem-humorados. Quando finalizarem, solicitar que leiam a produção para os colegas, que deverão identificar os advérbios e sua função no texto.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Observar os diferentes sons representados pela letra s e relacioná-los à posição da letra na palavra. • Aplicar as descobertas sobre os sons representados pela letra s para escrever corretamente as palavras.

QUAL É A LETRA? 1. Releia o trecho inicial da história A pele nova da mulher velha. Em tempos muito antigos, contam os avós Nambikwara, havia uma mulher muito velha. Alguns até diziam que ela teria mais de 165 anos de idade. Por ser assim tão velha, todo mundo havia se afastado dela. Dessa forma, a mulher vivia sozinha numa casa que ela mesma construiu usando a força de seus braços.

a) Sublinhe no texto as palavras em que o s representa o som /s/. b) Há outras palavras do texto que apresentam a letra s na escrita, porém nelas o s representa outro som. Quais são elas? Casa, usando.

c) Escreva essas palavras, classificando-as de acordo com os sons representados pela letra s. • s com som /z/: Casa, usando.

• ss e s com som /s/: Tempos, antigos, os, avós, alguns, mais, anos, ser, assim, se, afastado, dessa, sozinha, mesma, construiu, seus, braços.

2. Reúna-se com um colega. Completem as frases. a) A letra s representa o som vogais

b) Usamos ss entre

/z/

quando aparece entre

. vogais

.

c) A letra s representa o som /s/ quando aparece no ou no final da palavra.

início

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Se possível, projetar o trecho da atividade 1 ou escrevê-lo na lousa. Compor grupos de três alunos e pedir que escrevam em pequenos cartões todas as palavras escritas com s. Pedir a um dos componentes do grupo que verifique se as palavras foram escritas corretamente. Esse mesmo aluno deve ler todas as palavras em voz alta e questionar se a letra s representa sempre o mesmo som.

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Com os cartões em mãos, solicitar aos grupos que separem as palavras de acordo com o som que essa letra representa: s com som /s/, s com som /z/. Em seguida, devem trocar ideias com os outros grupos para verificar se a classificação foi semelhante ou não.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1a, explicar aos alunos que a letra s entre barras (/s/) representa o fonema /s/, ou seja, representa esse som (que é o som que a letra s representa em início de palavras, por

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exemplo). Explicar também que a letra s pode representar não somente o fonema /s/, mas também o fonema /z/. Na atividade 1c, levar os alunos a observar a posição da letra s nas palavras, verificar quais as letras que aparecem antes ou depois do s e qual o som representado pelo s em cada uma das palavras. As observações vão ajudá-los a constatar a descoberta de regras. As frases apresentadas na atividade 2 ajudarão os alunos a construir suas descobertas.

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CONEXÕES

d) A letra s representa o som /s/ quando aparece no da sílaba.

final

e) A letra s representa o som /s/ quando aparece entre

consoante

vogal

e

Para o professor • ZORZI, Jaime Luiz. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita. Porto Alegre: Artmed, 2003.

.

3. Utilize as sílabas dos círculos e forme o maior número de palavras com s ou ss. pas

ra so

as sa

ta a

do prar

pás ro

can sus

Sugestões: passado, assoprar, assustado, cansado, pássaro, passo, asa, assa raso.

• Converse com um colega e veja se ele conseguiu formar palavras diferentes das que você formou. Acrescente as novas palavras à sua lista. 4. Vamos brincar de adivinhar a palavra? Reúna-se com um colega. • Escreva, em uma folha à parte, três palavras com a letra s. • O colega vai fazer perguntas para descobrir a palavra que você escreveu. Você só pode responder sim ou não. A única pista que você pode dar é o número de letras. • Cada um pode fazer até quatro perguntas. Se não descobrir, perde a vez.

RENAM PENANTE

• Veja sugestões de perguntas que você poderá fazer para tentar adivinhar a palavra do colega.

• A letra s representa o som /z/?

• A palavra é um adjetivo?

• A letra s representa o som /s/?

• A palavra é um verbo?

• A palavra tem ss?

• A palavra é um advérbio?

• A palavra é um substantivo?

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ATIVIDADES Com o objetivo de sistematizar o conceito trabalhado, propor a brincadeira “Soletrando”. Primeiramente, o professor precisa selecionar palavras com a letra s. Em seguida, dividir a turma em duas equipes e falar uma palavra de cada vez. Um aluno de cada equipe é escolhido para soletrar a palavra. Se acertar, a equipe marca um ponto. A equipe vencedora será aquela que tiver mais pontos.

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Sugestões de palavras para soletrar: sincero, sinal, símbolo, setenta, sabedoria, sábado, sangue, saúde, saboroso, seguro, cansaço, cansado, farsa, inseguro, português, após, depois, através, atlas, óculos, tesoura, caseiro, pesquisa, visita, paisagem, curiosidade, atrasado, classificar, assinar, promessa, interesse, sossego, sessenta, pressa.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar as partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização. • Perceber a importância das partes do enredo no desenvolvimento da narrativa, incluindo a descrição do local onde ela ocorre. • Elaborar o planejamento do texto a ser produzido. • Produzir texto de acordo com as características do gênero. • Escrever conto de medo integrando as partes e criando o enredo.

M ÃO N A M ASSA! 1. Releia os contos desta unidade e reflita sobre as características das histórias. a) Você acha importante descrever as personagens e o lugar onde se passa a história? Explique. Sim, porque são essas descrições que fazem com que o leitor imagine a situação e possa “mergulhar” na história, explorar os detalhes do texto e a sensação que eles causam.

b) Na história aparece o conflito, isto é, o problema que deverá ser solucionado no decorrer da narrativa. De que forma o conflito contribui para a história? O conflito é o elemento que gera toda a história.

c) O clímax, ou o momento de maior tensão, é criado a partir do conflito. Ele pode ser engraçado, fantástico, assustador ou surpreendente. Como é o clímax em cada um dos contos que você leu? Em ambos os contos ele é um pouco amedrontador e surpreendente, ao apresentar seres estranhos.

d) Explique a função do desfecho e da finalização nas histórias. O desfecho mostra como o conflito foi resolvido. A finalização mostra como tudo ficou após a resolução do conflito.

e) Analise o foco narrativo, isto é, quem conta as histórias: um narrador que é personagem ou um narrador que apenas observa a história? Os dois contos têm um narrador-observador (narração em 3a pessoa). Os contos, em geral, são narrativas curtas e apresentam os seguintes elementos: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização. Os contos de medo podem mostrar seres estranhos, com aparência que assusta ou afasta as pessoas, provocando situações inusitadas e, muitas vezes, esquisitas, que causam algum temor em quem está lendo ou ouvindo a história. Muitos contos são passados de geração a geração e fazem parte da cultura de um povo.

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Promover uma conversa e listar, coletivamente, possíveis personagens (fantasmas, vampiros e outros) e cenários misteriosos (casa mal-assombrada, ruas desertas e escuras, entre outros) para fazer parte da história a ser escrita. Os alunos devem registrar no caderno quais serão as personagens, onde acontecerá a história, quais serão o(s) conflito(s) e o(s) fato(s) estranho(s) ou misterioso(s).

Nas atividades 1 e 2, levar os alunos a refletir sobre as partes do enredo e identificá-las nos textos lidos. Depois, convidá-los a produzir um conto de medo na atividade 3. Antes de elaborar o texto, garantir que tenham compreendido o que é necessário para o desenvolvimento do enredo e a criação das situações geradoras do conflito. Se necessário, ajudá-los no planejamento. Nesta produção, bem como nas demais que serão propostas ao longo do volume, é preciso que os alunos tenham

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em mente o público para quem estão escrevendo, onde o texto irá circular, qual suporte será utilizado, de modo a adequar a linguagem e a organização do texto de acordo com a situação comunicativa. Lembrá-los de que, depois da escrita, é necessário reler e revisar o que escreveram para observar o desenvolvimento da narrativa e os aspectos ortográficos estudados na unidade.

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CONEXÕES

2. Na tabela a seguir, observe os elementos do enredo. Marque com um X a qual história cada um deles se refere. As pérolas de Cadija

Conflito (situação-problema)

Clímax

O pai de Cadija casou-se de novo, e a madrasta não gostava da menina.

X

Por ter mais de 165 anos, uma mulher vivia sozinha.

X

Ela sonhou que era moça novamente e precisava de penas para fazer um cocar.

X

A madrasta mandou-a lavar uma colher no mar, que ficava distante de onde estavam. No caminho, ela teve de enfrentar monstros para cumprir a tarefa.

X

A menina consegue matar o Quibungo e voltar para casa, trazendo as pérolas encontradas. A madrasta, ambiciosa, quis mais pérolas e foi até o mar.

X

Depois de tomar banho no rio, a mulher tirou sua pele velha e voltou a ser jovem. Ficou tão feliz que deixou sua pele na beira do rio.

Desfecho

A madrasta não voltou para a comemoração. A filha encontrou o coração da mãe em uma panela.

X X

Uns meninos, ao ver a pele, passaram a flechá-la, e foram amaldiçoados pela velha. A menina pegou o irmãozinho e foi morar bem longe dali.

Finalização

A pele nova da mulher velha

X IDEÁRIO LAB

Situação inicial

Para o professor • Com o objetivo de ampliar o estudo sobre a escrita de conto de medo, acessar o site: <http://livro.pro/txxzqy> (acesso em: 8 dez. 2017).

X

A velha vestiu a pele furada e morreu. A cobra ficou ao lado dela, por isso, esse animal recebeu o dom da troca de pele.

X

3. Você vai produzir um conto de medo para o livro da classe. Siga as instruções. Para criar o conto

• Apresente o desfecho.

• Caracterize a situação inicial, as personagens e o lugar onde se desenvolverá a ação. • Inicie o desenvolvimento da história. • Pense em uma situação que cause medo ou certa estranheza no leitor. Faça um planejamento para contar como se desenvolverá essa ação. • Desenvolva o conflito. • Crie o clímax, o momento de maior tensão da história. • Mostre como será resolvido o conflito.

• Conte como ficou a situação depois de tudo resolvido (finalização).

Para escrever bem • Utilize adjetivos para caracterizar a situação e as personagens. • Use advérbios para indicar as circunstâncias em que ocorre a ação. • A pontuação também é importante para criar a situação. • Reveja a ortografia. Na dúvida, consulte o dicionário.

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ATIVIDADES Projetar na lousa o conto Recado de fantasma, de Flávia Muniz, disponível em <http://livro.pro/pmkows> (acesso em: 8 dez. 2017). A autora deixou por conta dos leitores a explicação para os fatos estranhos que ocorrem na história. Propor aos alunos que, em duplas, criem as devidas explicações para esses fatos. Compartilhar os textos criados coletivamente, avaliando quais deles mantêm a atmosfera do conto de modo mais interessante.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Revisar o texto e analisar as características do gênero e as funções linguísticas e textuais, anotando os aspectos principais para a melhoria do texto. • Reescrever o conto de acordo com os aspectos observados.

DE OLHO NO TEX TO 1. Antes de verificar o que você escreveu, leia um trecho da entrevista que a escritora Ana Maria Machado concedeu ao site Museu da Pessoa. Eu acho que a única maneira de aprimorar a linguagem é ler. Eu li a vida inteira, então vou aprimorando minha linguagem com cada livro que eu leio, é uma coisa permanente, não acaba nunca. Quando eu escrevo, eu escrevo muito como vem, é um movimento muito espontâneo. Eu comparo assim como dançar. Por exemplo, toca uma música, você dança, segue aquela música. Ou com lembranças de Ipanema, descer uma onda. Você desce na força que a onda te carrega. Você não sabe nem se vai rolar ou vai dar na areia, mas você desce com aquela energia que vem te trazendo. Aí, depois, em geral, eu deixo descansar uns dois meses, depois eu retomo e aí eu vou ver, passar um pente-fino. Geralmente eu corto muito. As minhas primeiras versões são muito maiores do que as outras. Tem autor que aumenta, como Guimarães Rosa, tem autor que diminui, como Graciliano; eu sou mais desse segundo tipo, vai encolhendo, tiro repetições. Às vezes acrescento uma coisa ali, mudo uma palavra, enfim. O sistema é mais ou menos esse. Eu escrevo todo dia de manhã. Eu acho que a disciplina ajuda. Não quer dizer que todo dia eu aproveite o que eu escrevi, mas procuro escrever todo dia. Ana Maria Machado

SENSIBILIZAÇÃO Após a leitura do texto de Ana Maria Machado sobre a linguagem e a escrita, comentar quem são os autores citados por ela e quais são as suas principais características – Graciliano Ramos e Guimarães Rosa. No site <http://livro.pro/ n4yz84> é possível conhecer a vida e a obra de Graciliano Ramos. Sobre Guimarães Rosa, pode ser consultado o site <http://livro.pro/2hkqph> (acessos em: 29 nov. 2017). Discutir a importância da linguagem, dos adjetivos e advérbios na elaboração do texto. Sugerir aos alunos que realizem a análise do conto produzido por um colega, bem como a revisão e a reescrita do próprio texto. Para isso, eles devem prestar atenção às características estudadas até aqui e verificar se estão presentes na produção textual.

ENCAMINHAMENTO Neste momento os alunos devem receber o conto com as devidas observações e correções para que possam analisá-las e refazer o que for necessário. Retomar a definição de conto e relembrar contos conhecidos e lidos. Explorar, também, as histórias contadas de geração em geração que incluem o medo e o fantástico, as lendas urbanas, “causos” contados.

Museu da Pessoa. Tempo de ouvir histórias: Ana Maria Machado. 4 dez. 2008. Disponível em: <http://www.museudapessoa.net/pt/conteudo/historia/tempo-de-ouvir-historias-49450/colecao/116940>. Acesso em: 15 nov. 2017.

2. Troque seu conto com o de um colega. Leia o que ele produziu e escreva, em uma folha à parte, um bilhete para ajudá-lo a melhorar o texto. Comente suas impressões e valorize os aspectos positivos. Resposta pessoal.

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Conversar com os alunos sobre o texto de Ana Maria Machado no início da seção. Fazer perguntas como: Qual o tipo de narrador do texto? O parágrafo final é um bom trecho para analisar como a disciplina e a rotina na escrita ajudam a escrever. Na atividade 2, pedir aos alunos que se reúnam com o colega que produziu o texto que leram. Retomar o bilhete com as impressões registradas e justificá-las para o colega, destacando, em cada item, tanto o que considerou positivo como o que considerou negativo.

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Por exemplo: “Entendi o texto porque os elementos do conto estavam muito claros.”; “Não entendi porque não houve a apresentação da personagem.”, entre outros comentários. Antes de solicitar a realização da análise do conto, proposta na atividade 3, ler e conversar com a classe sobre cada item do quadro, certificando-se de que tenham entendido todos os aspectos apontados. É importante avaliar e devolver as produções resultantes da reescrita o mais breve possível, para que os alunos pos-

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CONEXÕES 3. Releia seu conto e verifique se ele apresenta os aspectos importantes da história. Assinale sim ou não ao lado de cada item. Resposta pessoal.

Sim

Para os alunos • Sugerir a leitura do livro Lá vem história, de Heloisa Prieto (São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997).

Não

As personagens e o lugar estão bem caracterizados? Os adjetivos contribuem para a caracterização? Os advérbios ajudam a mostrar as circunstâncias da ação? Apresentou situação inicial? O desenvolvimento apresenta um conflito, um problema a ser resolvido? A solução para o conflito foi coerente com os fatos apresentados anteriormente? O clímax desperta medo ou causa estranheza no leitor? O desfecho foi apresentado? A situação foi finalizada? A pontuação ajudou a construir o clima da história? As palavras estão escritas corretamente?

IDEÁRIO LAB

4. Reescreva seu conto em uma folha à parte e entregue-o ao professor. Leve em consideração as observações do colega. 5. O professor vai reler o conto e verificar se ainda há correções a fazer. Após essa etapa, você vai digitá-lo utilizando os recursos digitais disponíveis. • Assim que os textos estiverem digitados, cada um vai fazer uma ilustração de sua história para compor o livro da sala. • Lembrem-se de criar o sumário com os títulos das histórias.

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sam retomar o processo pelo qual passaram na atividade de escrita. Essa avaliação também deve conter comentários que considerem os itens da tabela na atividade 3. Após a devolução, os alunos devem analisar as observações e as correções e refazer o que for necessário. Na atividade 5, disponibilizar recursos digitais e organizar os momentos para cada aluno digitar o próprio texto. Combinar como será feito o sumário do livro e as ilustrações propostas no item da atividade 5.

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ATIVIDADES Após a reescrita e digitação, organizar a leitura dos textos para toda a classe. Combinar com os alunos como essa atividade acontecerá. Além disso, é importante que combinem com a pessoa encarregada da biblioteca como será feita a entrega do livro da classe. Também é importante divulgar quais livros foram doados pelos alunos e que passaram a fazer parte do acervo. Podem-se confeccionar cartazes para informar a comunidade escolar a respeito da doação.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

ORALIDADE EM AÇÃO

• Ouvir e registrar casos fantásticos. • Contar caso fantástico, apropriando-

Você já ouviu alguma história de dar medo? Uma daquelas histórias que muita gente conhece, mas ninguém sabe se foi inventada ou se alguém de fato passou por aquela situação? Resposta pessoal.

-se da habilidade de organizar os fatos para a compreensão da história. • Comparar casos contados e estabelecer semelhanças e diferenças entre eles. • Gravar a contação de “causos”.

1. Faça uma pesquisa entre as pessoas de sua família para saber quem conhece uma dessas histórias estranhas. • Organize a pauta de perguntas.

KITTIKITI/SHUTTERSTOCK.COM

• Como você ficou sabendo dessa história? • Alguém mais da família já conhecia a história? • Você já ouviu uma história semelhante a essa, mas com alguma modificação? • Por que você acha essa história estranha, misteriosa? • Você pode contá-la para mim?

2. Anote as respostas para depois compartilhar suas descobertas. Escreva, em uma folha à parte, a história que lhe foi contada. 3. Ensaie a história para contá-la aos colegas. Dê ênfase à entonação para criar suspense e aquele “friozinho na barriga” de quem ouve. Afinal, essas histórias envolvem certo temor... 4. Depois de contar a história, comente como foi que seu parente a conheceu. Explique por que ela pode causar medo em quem a ouve. 5. Ouça as apresentações dos colegas com respeito e atenção. 6. Converse com os colegas e o professor sobre a contação das histórias. a) As histórias contadas apresentam semelhanças? Qual é o ponto comum entre elas? Em que elas diferem? b) A origem das histórias é parecida? c) Procurem nos meios digitais registros dessas histórias e organizem o momento para escutá-las. Há diferenças no modo de falar em comparação com o da sua região? Por que ocorrem essas diferenças? 36

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Nesta seção, os alunos vão contar histórias estranhas que fazem parte do imaginário popular. Para ampliar o repertório, ler, se possível, uma das histórias do livro Sete histórias para sacudir o esqueleto, de Angela-Lago (Companhia das Letrinhas, 2002). Após a leitura, discutir o que há de misterioso ou fantástico no texto. Explorar as partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização.

Explorar a questão inicial da seção e ouvir quais histórias os alunos conhecem. Orientá-los no desenvolvimento da pesquisa proposta na atividade 1. Explicar a eles que a participação dos familiares é muito importante. Agendar o dia da entrega do trabalho com antecedência para que possam se organizar e realizar a entrevista com os familiares para saber algum “causo” que conheçam. Antes da contação das histórias, compartilhar com a classe as informações obtidas nas entrevistas. Verificar

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se as histórias apresentam unidade de sentido, isto é, se as ideias se complementam. Orientar e supervisionar os ensaios. Os alunos devem estar bem preparados para o que foi proposto. A apresentação das histórias pode ser feita para outras salas ou em um evento com a participação das famílias. Pode-se também gravar ou filmar a contação dos casos para que possam ser ouvidos em outros momentos.

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CONEXÕES

7. Quer conhecer uma história estranha? Leia este “causo”. EDUARDO MEDEIROS

Para o professor • Artigo sobre produção e leitura de lendas urbanas: <http://livro.pro/87army> (acesso em: 8 dez. 2017).

Luiza Aparecida dos Santos me contou uma história que ela ouviu de um rapaz de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia. É um rapaz ainda jovem, que vende ervas no centro de São Paulo, ajudado pela mulher. Lá em Livramento ele viu acontecer uma coisa assustadora. Era um dia como os outros, não estava chovendo e muito menos trovejando. Esse moço estava andando pela mata quando, de repente, caiu um fogo do céu, bem na frente dele. Assim que bateu no chão, o fogo sumiu. Havia outras pessoas por perto, e todas saíram correndo, gritando apavoradas. Ele não sabe se isso se chama boitatá, mas sabe que naquela região muita gente já viu essa coisa acontecer. Mônica Stahel. Um saci no meu quintal. Mitos brasileiros. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 72-73.

FIQUE LIGADO Os melhores contos de medo, horror e morte, de Flávio Moreira da Costa, Nova Fronteira. O livro reúne várias histórias de arrepiar os cabelos e fazer você ficar com vontade de descobrir como aconteceram tantas coisas estranhas.

O fantasma que dançava no escuro, de Luci Guimarães Watanabe, Atual. Será que fantasma existe mesmo? Por que ele estaria assombrando aquela fazenda? A história dá medo, mas ao mesmo tempo provoca o leitor para desvendar o mistério.

A noiva cadáver, direção de Tim Burton. Estados Unidos/Reino Unido. Será que é possível viver no submundo e se casar com alguém? Esse filme conta como tudo isso pode acontecer.

Desventuras em série, direção de Brad Silberling. Estados Unidos. Três irmãos órfãos são adotados por um homem terrível. Eles passam por momentos de muita tensão e medo. Será que eles conseguirão sobreviver a tudo e continuar unidos? É preciso ver o filme para saber!

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ATIVIDADES Na atividade 6c, aproveitar o momento para verificar coletivamente se há diferenças no modo de falar e no vocabulário dos registros das histórias. Enfatizar o respeito às diversidades orais. Na atividade 7 fazer uma leitura compartilhada do “causo” e explorar onde a história foi ouvida e se os alunos a conheciam. Explorar os elementos que causam medo e explorar os motivos.

Proporcionar momentos para selecionar livros da biblioteca e fazer a leitura de um conto de medo ou fantástico. Pedir aos alunos que observem a capa do livro escolhido para saber quem é o autor, o ilustrador (se houver) e a editora responsável pela publicação. Após a leitura, propor que façam uma pequena apresentação para comentar trechos interessantes da história sem contá-la inteiramente, deixando os colegas curiosos para saber o final e interessados pela leitura.

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Paula Modersohn-Becker (18761907). Menina com coelho, 1905. Óleo sobre cartão, 61  55,5 cm. Museu Von der Heydt, Alemanha.

HN ODERSO PAULA M

-BECKER.

GIRL WITH

• ARTE • HISTÓRIA

Resposta pessoal.

. VON

INTERDISCIPLINARIDADE COM

1. Observe estas pinturas. Ambas possuem a mesma temática e foram produzidas por artistas diferentes. Você consegue identificar qual é o tema?

1905 RABBIT,

• Relacionar cores e títulos de obras de arte às impressões que elas causam. • Estabelecer relação entre as imagens e o tema tratado na unidade (medo). • Fazer uma releitura de obra de arte. • Escrever conto a partir de uma das obras de arte apresentadas na seção.

IDEIA PUX A IDEIA

ENA /FOTOAR /ALBUM IMAGES IA: AKG TOGRAF EUM. FO US T-M DER HEYD

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

• Converse com os colegas e o professor sobre estas questões. a) Quais são as semelhanças entre as pinturas? E as diferenças? b) Que impressões essas obras causaram em você? O que elas transmitem?

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que as obras mostram sobretudo medo. A primeira obra retrata uma menina com olhar amedrontado, segurando um coelho. A segunda retrata um homem encolhido como se estivesse se escondendo, com medo.

SENSIBILIZAÇÃO Iniciar a seção com os seguintes questionamentos: Vocês já visitaram lugares nos quais puderam observar pinturas de diferentes artistas? Na sua opinião, as pinturas podem transmitir alegria, tristeza, medo, compaixão? Como é possível identificar esses sentimentos? Dependendo das respostas, pedir que descrevam os sentimentos transmitidos pelas obras apresentadas. Ouvir os comentários dos alunos e incentivá-los a justificar suas opiniões. Se houver possibilidade, organizar com os alunos uma visita a um museu.

ENCAMINHAMENTO Explorar a questão inicial, ouvir o que as obras despertam nos alunos e retomar o que foi mencionado anteriormente. Compartilhar as respostas das atividades 1a e 1b. Ouvir as respostas da atividade 2 e verificar se as opiniões são semelhantes ou não. Na atividade 3, organizar a turma em trios e propor que façam a releitura de umas das obras apresentadas. Verifi-

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car se todos sabem que a releitura é uma nova leitura, uma interpretação ou forma diferente de algum tema; no caso, um novo modo de ver a obra, despertando um novo olhar no espectador/apreciador. Orientar os grupos na criação do conto, propondo que inicialmente discutam o tema e os momentos importantes da narrativa. Discutir as relações entre a releitura da obra e a narrativa. O professor pode corrigir os textos coletivamente e pedir a um dos componentes do grupo que escreva a segunda versão do texto.

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ATIVIDADES Como atividade de ampliação, explorar com os alunos a pintura O grito, de Edvard Munch, de 1893 (disponível em: <http://livro.pro/5tsnqt> (acesso em: 13 nov. 2017). Contar aos alunos alguns dados biográficos do pintor: Edvard Munch nasceu na Noruega, em 1863, e morreu no mesmo país, em 1944. É considerado um dos precursores do Expressionismo. Tido como um dos mais importantes artistas europeus, Munch só obteve reconhecimento no fim da vida e depois de

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LEÇÃO PAR TICULAR

CONEXÕES 2

. ILUSTRAÇÃO

FEAR OF FIN AN

CE, 1991. CO

Para o professor • Acesse o artigo sobre o uso de obras e informações sobre pintores com os alunos: <http://livro.pro/qwb2xc> (acesso em: 11 dez. 2017).

BIRY SARKIS

ANITA KUNZ

Anita Kunz. Medo das finanças, 1991. Aquarela, guache e acrílico com colagem, 27 cm  21 cm. Biblioteca do Congresso, Estados Unidos.

Obra 1: marrom, vermelho, cinza; obra 2: marrom e cinza e tons esverdeados na moldura.

2. Observe que, apesar de a temática ser a mesma, as cores usadas nas obras são diferentes. Que cores se destacam em cada uma delas? a) Na sua opinião, as cores usadas ajudam a transmitir um sentimento de medo? Resposta pessoal. b) O efeito causado pelas obras seria o mesmo se fossem utilizadas cores mais claras ou mais vibrantes? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos

percebam que cores mais claras ou mais vibrantes não dariam um ar tão amedrontador às obras.

3. Você e dois colegas vão escolher uma das obras apresentadas para fazer uma releitura, mostrando alegria em vez de medo. • Depois de fazer a nova obra de arte, que tal escrever um conto baseado na imagem que vocês criaram?

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sua morte. O Expressionismo moderno desenvolveu-se, como escola definida, a partir dele e de Vincent van Gogh. Se possível, projetar a reprodução da tela na lousa e pedir aos alunos que descrevam oralmente o que veem. Em seguida, levantar algumas questões que permitam analisar a obra com base nos seguintes aspectos: cores, linhas, formas e proporções. Perguntar por que o artista teria representado essa imagem. Deixar que os alunos levantem hipóteses e expressem suas opiniões. Depois da exploração da

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temática das obras, proporcionar uma discussão sobre os medos de cada um, expondo as seguintes questões: Do que você tem medo? Por quê? Aconteceu algum fato para causar esse medo? O que você faz quando tem medo? O que fazer para espantar o medo?

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HABILIDADES • (EF05LP02) Opinar, em discussões e

UNIDADE

2

HOR A DO ESPETÁCULO! HENRIQUE SITCHIN

debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição. • (EF05LP04) Identificar aspectos lexicais, fonológicos, prosódicos, morfossintáticos e semânticos específicos do discurso oral (hesitações, repetições, digressões, ênfases, correções, marcadores conversacionais, pausas etc.). • (EF05LP05) Diferenciar o texto falado do texto escrito, comparando a transcrição de um texto oral com a versão grafada de acordo com as convenções do texto escrito. • (EF05LP06) Identificar informações, opiniões e posicionamentos em situações formais de escuta (exposições, palestras, noticiário radiofônico ou televisivo etc.). • (EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto. • (EF05LP09) Buscar e selecionar informações sobre temas de interesse escolar, em textos que circulam em meios digitais ou impressos, para solucionar problema proposto. • (EF05LP11) Justificar quem produz o texto e qual é o público-alvo, analisando a situação sociocomunicativa. • (EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. • (EF05LP13) Identificar o sentido de vocábulo ou expressão utilizado, em segmento de texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere. • (EF05LP14) Interpretar verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas. • (EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.). • (EF05LP19) Interpretar recursos multimodais, relacionando-os a informações em reportagens e manuais com instruções de montagem (fotos, tabelas, gráficos, desenhos etc.). • (EF05LP20) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre o que é mais confiável. • (EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. • (EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão. • (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados

Cena do espetáculo Os vizinhos, da Cia. Trucks – Teatro de bonecos.

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da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos. • (EF05LP22) Preencher a informação solicitada em formulários descontínuos, impressos ou digitais, com vários campos e tabelas. • (EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas. • (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido,

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considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. • (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. • (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformula-

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CARLOS ARAÚJO HENRIQUE SITCHIN

entre as personagens, indicações sobre características prosódicas das falas e de movimentos em cena, indicações de cenários. • (EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva. • (EF05LP44) Representar cenas de textos dramáticos, reproduzindo as falas das personagens, de acordo com as rubricas de interpretação e movimento indicadas pelo autor. • (EF35LP13) Reconhecer o texto literário como expressão de identidades e culturas. • (EF35LP15) Valorizar a literatura, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade. • (EF35LP17) Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Comentar as imagens, observando os elementos apresentados. • Refletir a respeito das linguagens utilizadas no teatro e as funções das pessoas que trabalham no planejamento e no desenvolvimento do espetáculo.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Cena do espetáculo Os vizinhos, da Cia. Trucks – Teatro de bonecos.

SENSIBILIZAÇÃO Explorar o título da unidade e relacioná-lo às imagens. O que significa “espetáculo” nesse contexto? Encaminhar a discussão de forma que os alunos concluam que espetáculo é uma apresentação pública de teatro, música, dança, circo, entre outras. Verificar se já viram uma apresentação de teatro de bonecos ou peça teatral para saber o que conhecem sobre o gênero.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Observe as imagens. Que tipo de espetáculo está sendo mostrado? Teatro de bonecos. Teatro de bonecos.

2. Qual é o papel das pessoas nesse tipo de espetáculo? As pessoas são responsáveis pela movimentação dos bonecos.

3. Você já assistiu a algum espetáculo teatral? Qual era a peça? Conte aosResposta colegas. pessoal. Resposta pessoal.

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ções, correções de ortografia e pontuação. • (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. • (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis. • (EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. • (EF05LP29) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos.

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• (EF05LP30) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses. • (EF05LP31) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual. • (EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo. • (EF05LP40) Identificar a organização do texto dramático: marcadores das interações

Na atividade 1, espera-se que os alunos identifiquem nas imagens cenas de um teatro de bonecos. Explorar as cores dos bonecos em contraposição à roupa preta usada pelos atores. Espera-se que percebam que os atores se vestem de preto para que não se destaquem no palco, uma vez que o foco do espetáculo são os bonecos, e não quem os manipula.

PROGRAME-SE Nesta unidade, serão propostas atividades que fazem uso de alguns materiais que devem ser providenciados com antecedência. • Folhas pautadas – páginas 55, 64 e 66. • Diferentes dicionários – páginas 50 e 54-55.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

CAPÍTULO

1 EM CENA!

• Ler e compreender o texto, identifi-

cando e selecionando informações. • Analisar os elementos do texto e identificar as características do gênero textual: cenário, identificação das falas pelo nome da personagem, explicações da cena, diálogos.

Resposta pessoal. • Além do autor do texto e dos atores, você sabe quem são os profissionais envolvidos na montagem de um espetáculo teatral?

No texto teatral As cartas não mentem jamais, as economias dos habitantes de uma pequena cidade andam sumindo sem explicação. Como será que isso acontece? Faça a leitura de uma cena da peça. PERSONAGENS: Mascate, Dona Chiquinha, Nenzita, Tonho, Quinca, Micaela, Rosália, Delegado, Nino.

AS CARTAS NÃO MENTEM JAMAIS CENA I (Praça de cidadezinha. Mascate, d. Chiquinha, Nenzita.) MASCATE — Olha as fitas, as rendas, quem vai querer? Como é, dona Chiquinha, vai trocar sua sombrinha? D. CHIQUINHA — Ai, que bom, que beleza, seu Salim, o senhor andava demorando tanto que eu estava até com medo de não dar tempo de comprar uma fita nova pra sair na procissão do Divino... E a Nenzita estava querendo um carretel de linha grená, pra costurar o vestido que ela vai usar no casamento da Candoca, a filha do coronel. Espera aí que eu vou chamar ela. (Para dentro) Nenzita! Nenzita! Corre aqui que ele chegou... NENZITA — Ele quem? Um doutor da cidade? Um capitão dos bombeiros? Meu príncipe encantado? Quem? Cadê?

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Antes de iniciar a leitura do texto, explorar com os alunos como eles acham que é feita uma peça de teatro, se existe um autor, quem tem as ideias etc. Ouvir as hipóteses.

ENCAMINHAMENTO Conversar com os alunos sobre a questão inicial proposta na página 42. Explorar o conhecimento deles sobre os profissionais de teatro, como diretor, cenógrafo, maquiador, figurinista, operador de som e de luz e muitos outros. Se achar propício, consultar o site <http://livro.pro/t8wbtn> (acesso em: 8 dez. 2017) para ler com os alunos a função de cada pessoa envolvida na produção de uma peça teatral.

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Sugerir a leitura silenciosa do início do texto e solicitar que identifiquem como são apresentadas as personagens e o cenário.

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D. CHIQUINHA — Deixe de asGrená: cor vermelho-amarronzada. Mascate: vendedor ambulante que vai sanhamento, menina. Quem podia de cidade em cidade vendendo seus proser? O mascate, o cometa, o ambudutos. lante, o turco das fitas, seu Salim... Procissão do Divino: festa da Igreja CaNENZITA — Ah, que pano lintólica em que sacerdotes e fiéis seguem em cortejo pelas ruas para homenagear do... Vou fazer uma roupa nova. o Espírito Santo. Quanto custa? Ressabiado: desconfiado. MASCATE — Pouquinho. NENZITA — Quanto? MASCATE — Pra senhora, faço baratinho. Pode ir escolhendo, que eu corto e depois a gente acerta. NENZITA — Acho bom dizer logo, enquanto eu ainda tenho dinheiro. Daqui a pouco, não sei o que pode ser. MASCATE — Agora, daqui a pouquinho, não faz diferença. O importante é a senhora escolher com calma o que quer, artigo de boa qualidade. Veja só. Linhas, carretéis, brilho de pura seda, coisa boa, forte. Experimente. Irresistível. Se a senhora experimentar, vai logo comprar que eu sei. NENZITA — Estou avisando, só se eu ainda tiver dinheiro. Daqui a pouco, não garanto. (Olha meio ressabiada para d. Chiquinha.) MASCATE — E que diferença pode fazer? NENZITA (com cuidado para d. Chiquinha não ouvir) — É que está acontecendo alguma coisa com meu dinheiro.

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Para o professor • SUASSUNA, Ariano. O Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014.

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ATIVIDADES Pedir aos alunos que escrevam, em trios, o que pode acontecer na sequência da história. Retomar as características do texto teatral e verificar se continuam o diálogo de forma coerente, indicando qual personagem está falando de acordo com o que foi lido. Recolher os textos para devolvê-los ao final da leitura das próximas páginas.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Antes de continuar a leitura, arrisque um palpite: O que será que está acontecendo com o dinheiro da Nenzita? Resposta pessoal. Ouça mais um trecho do texto e confira se sua hipótese se confirma ou não.

MASCATE — Anda dando juros? NENZITA — Muito pelo contrário, seu Salim... Meu dinheiro está sumindo. Olhe só, vou lhe contar. Desde que aquela sirigaita da Candoca começou a dar em cima do gerente do banco, eu sabia que isso ia acabar em casamento, que ninguém pode mesmo desagradar o coronel Juvêncio do Sobrado, quer dizer, poder, pode, mas ninguém tem coragem, porque o que falta aqui nesta vila é gente de peito, por isso é que até hoje eu nem me animei de casar com ninguém daqui, são todos uns covardões, uns bananas, uns... MASCATE (interrompendo, à d. Chiquinha) — Veja só a quantidade de fitas. E a variedade, dona Chiquinha. Recebi uma remessa nova de Paris. Olhe, tem fita de cetim, de tafetá, de moiré, olhe esta aqui em chamalote... Todo tipo de fita que a senhora imaginar... D. CHIQUINHA — Eu quero uma vermelha, larga, para sair na procissão do Divino. MASCATE — Então é esta aqui, esta é divina... Combina. NENZITA (chama de lado e insiste) — Como eu ia dizendo, logo vi que ia sair casamento, e casamentão! Comecei logo a juntar dinheiro para fazer um vestido daqueles bem elegantes, para ficar bem linda, porque eu sabia que vinham convidados da cidade, gente fina, não são esses pés-rapados daqui, uns bobalhões, grosseiros, nem sabem beijar a mão de uma dama, cumprimentar com fineza e categoria...

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• Ler e compreender o texto, identificando e selecionando informações. • Analisar os elementos do texto e identificar as características do gênero textual: cenário, identificação das falas pelo nome da personagem, explicações da cena, diálogos.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Comentar sobre como o teatro depende do trabalho de um grupo que não aparece em cena para ser realizado: o figurinista, o iluminador, o cenógrafo, o contrarregra, entre outros. Conversar sobre o trabalho do escritor de textos teatrais ou dramaturgo, citando alguns nomes importantes da literatura brasileira, como Maria Clara Machado, Ariano Suassuna e Dias Gomes.

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ATIVIDADES

MASCATE — A senhora não acha melhor Sirigaita: mulher assanhada, intrometida. resolver logo o que vai querer para o seu vestido? Pode ser que acabe... NENZITA — Mas se é isso mesmo o que estou lhe contando... Levei tanto tempo juntando dinheiro para comprar o melhor e fazer o vestido para o casamento... e agora, isso mesmo que o senhor disse, pode ser que acabe... MASCATE — Pode ser que acabe, como? NENZITA (misteriosa) — É que meu dinheiro anda sumindo... MASCATE — Sumindo, como? A senhora perdeu? Foi roubada? NENZITA — Ainda não sei o que aconteceu. Só sei que, do dinheiro que eu tinha juntado, dava para fazer um vestido maravilhoso, com um xale, um chapéu, comprar sapatos novos, botar perfume francês, passar esmalte de unha americano, meias de seda, uma porção de coisas... Agora, do dinheiro que tem, vai dar mal e mal para um vestido (quase chorando) e eu não sei como foi que sumiu... MASCATE — Quem pode ter apanhado? Quem sabia onde a senhora guardava suas economias? NENZITA — Ninguém sabia... Era dentro do meu travesseiro — o que aliás me atrapalhava o sono, porque ficava duro e pesado. MASCATE — E ninguém pode ter descoberto?

Pedir aos alunos que retomem os trios e o texto que escreveram e avaliem se a história está seguindo o que imaginaram. Complementar o que escreveram com o que esperam que aconteça no final da cena. Recolher os textos para devolvê-los ao término da leitura das próximas páginas.

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ENCAMINHAMENTO Explorar as características de um texto teatral: no teatro, os atores encenam os diálogos; há o cenário e o figurino – as roupas utilizadas para caracterizar as pessoas e a época em que se passa a história –, para completar a cena. O texto é continuação do iniciado nas páginas anteriores. Propor uma leitura silenciosa e, em seguida, uma leitura dramatizada do texto, cada aluno fazendo uma personagem. Um aluno pode anunciar a cena e as indicações entre parênteses. Explicar aos alunos que os termos cetim e tafetá se referem a tipos de tecido.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identificando e selecionando informações. • Analisar os elementos do texto e identificar as características do gênero textual: cenário, identificação das falas pelo nome da personagem, explicações da cena, diálogos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Selecionar os alunos para leitura compartilhada, de acordo com as falas de cada personagem. Estas páginas dão continuidade ao texto teatral, a ser lido inicialmente em silêncio pelos alunos e depois dramatizado. Continuar chamando a atenção para as características do gênero como o cenário, o destaque para a praça de cidadezinha e para as personagens mascate, d. Chiquinha, Nenzita.

ENCAMINHAMENTO Após a leitura, chamar a atenção dos alunos para a autora do texto, Ana

NENZITA — Talvez a faxineira, que vinha uma vez por semana. Ou seu Gaspar, o jardineiro do coronel, que veio uma vez ajudar a tirar um gambá que estava morando no forro da casa... A não ser que a dona Chiquinha... MASCATE — O quê? A senhora acha que ela pode ter encontrado e guardado em outro lugar na arrumação? NENZITA — Não, desculpe, não acho nada, vê lá se eu posso achar alguma coisa dessas de uma pessoa que é minha amiga, e mora comigo há tantos anos... Mas que é esquisito, lá isso é... Enfim, deixa isso pra lá... MASCATE — É melhor mesmo. Venha logo escolher o pano que a senhora quer. NENZITA — Não, só vou mesmo querer o pano que comprei da outra vez. Agora, quero a linha grená... MASCATE — E um chapéu, não quer? Fica ótimo para o casamento... NENZITA — Ah, irresistível... deixa eu ver... D. CHIQUINHA — O senhor vai perder a freguesa, seu Salim... Vou desistir. Já escolhi as fitas há tanto tempo, o senhor não me atende, fica só aí vendo as compras da Nenzita, não liga mais pra mim, parece que ficou mal-educado de repente... antigamente, o senhor não era assim. NENZITA — ... ah, mas é lindo... com um veuzinho caindo sobre o rosto vai ficar ainda melhor. O senhor tem? MASCATE — Tenho sim. Veja. E me desculpe, dona Chiquinha, eu pensei que a senhora estava querendo escolher sua fita em paz, por isso fiz um esforço para deixar a senhora bem à vontade... Mas peço mil perdões se não entendi bem, a culpa é toda minha. Quanto vai querer de fita? D. CHIQUINHA — Dois metros. MASCATE — Então lhe dou dois metros e dez centímetros pelo mesmo preço, com meus pedidos de desculpas. Está bem assim? D. CHIQUINHA — Então fica dois metros mesmo, que a sua fita métrica tem um metro e noventa e cinco centímetros, pensa que eu não sei? MASCATE — Não é por mal. Foi uma chuvarada que eu peguei uma vez, e não pude proteger bem a

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Maria Machado, e para o vocabulário utilizado. Perguntar o que sabem sobre a autora, se conhecem outras obras de Ana Maria Machado, se já leram ou ouviram outros textos escritos por ela. Comentar que Ana Maria Machado nasceu no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1941. Iniciou sua carreira como pintora. Cursou Geografia, mas acabou terminando o curso de Letras na UFRJ. Daí por diante, dedicou-se inteiramente ao texto. O primeiro livro infantil, Bento que bento é o frade, foi lançado em 1973. Entre

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suas principais obras estão História meio ao contrário (1979), o premiado Bisa Bia, Bisa Bel (1982) e O menino que espiava pra dentro (1984). Para o público adulto, escreveu, entre outros, Aos quatro ventos (1993), Esta força estranha (1998) e Palavra de honra (2005). Relembrar o texto da autora sobre a escrita, lido na seção De olho no texto da unidade 1. Conversar sobre as palavras do glossário. Localizá-las no texto e perguntar se já conheciam seu significado ou se o descobriram durante a leitura.

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mercadoria porque tinha vendido todas as somFinado: falecido. brinhas e guarda-chuvas que tinha, italianos, ótimos. Aliás, tenho uma linda. Vai querer? Pode levar sem susto, que ela não encolheu como a fita métrica. D. CHIQUINHA — Até que gostava de uma sombrinha nova. Mas o que está encolhendo é meu dinheiro. Vai ver, choveu nele também. MASCATE — Dinheiro não é de pano, nunca vi encolher com água. D. CHIQUINHA — Pois é, mas às vezes eu até acho que ele está encolhendo com a umidade... NENZITA — E um raminho de flores artificiais, o senhor não tem, seu Salim? Sei lá, umas violetas, por exemplo... Ficariam lindas nesse chapéu. Ou uma rosa grená. MASCATE — Tenho das duas. E umas frutinhas também. Enfeitam tanto... É a última moda no Rio de Janeiro. Olhe aqui. D. CHIQUINHA — Vai ver, é isso... Encolhe com a umidade. Todo mês eu ganho a mesma coisa, da pensão do meu finado pai. Mas cada mês meu dinheiro começa a sumir antes de chegar o novo dia da pensão, cada mês é um pouquinho antes. Acho que vai chegar um dia que eu vou receber, sair do banco, olhar dentro da bolsa, e ver que já acabou tudo, de tanto encolher. Ou está encolhendo, ou alguém está me roubando. E nem quero imaginar quem pode ser esse ladrão... MASCATE — Se a senhora acha que é ladrão, fale com o delegado. Por falar nisso, onde está ele? Trouxe vários remedinhos que ele vai gostar... Ah, lá vem ele. Já estava demorando... Bom dia, delegado.

Para os alunos • Sugerir a leitura integral de Hoje tem espetáculo, de Ana Maria Machado (Rio de Janeiro: Objetiva, 2013).

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Ana Maria Machado. Hoje tem espetáculo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. p. 11-17.

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ATIVIDADES Finalizar o trabalho, selecionando os alunos para uma leitura compartilhada, de acordo com as falas de cada personagem. Também poderá ser feita uma leitura dramatizada, de maneira que cada aluno faça uma personagem. Um aluno pode anunciar a cena e as indicações entre parênteses. Propor aos alunos que retomem o texto escrito anteriormente e verifiquem em quais aspectos os textos são semelhantes e em quais são diferentes.

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Organizar uma visita à biblioteca da escola para que os alunos selecionem, em duplas, um livro que apresente um texto teatral e façam uma leitura compartilhada. Pedir que observem a capa do livro e verifiquem quem é o autor da obra, se a história é uma adaptação ou não. Informar que alguns autores fazem adaptações de textos teatrais adequando a linguagem à faixa etária.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender enunciados para responder às questões sobre o texto. • Inferir significados de expressões e palavras de acordo com o contexto.

ANALISANDO A CENA 1. Onde se passa a cena do texto teatral que você leu? Em uma praça de uma cidadezinha.

• Como essa informação aparece no texto? Em uma indicação entre parênteses.

2. Como é possível identificar as falas das personagens em um texto teatral? Pelos nomes das personagens que antecedem os travessões.

3. Enquanto o mascate vende suas mercadorias, ele conversa com as pessoas e fica sabendo dos acontecimentos da cidade. Quais são esses acontecimentos? A procissão do Divino; o casamento da filha do coronel; o sumiço do dinheiro de Nenzita e de d. Chiquinha.

4. Nenzita não sabe como seu dinheiro está sumindo, mas desconfia de uma pessoa. Antes de contar ao mascate de quem ela desconfia, o texto dá umas pistas na página 43. Sublinhe as frases que confirmam sua resposta e apresentam essas pistas. 5. Releia esta fala de d. Chiquinha. E nem quero imaginar quem pode ser esse ladrão...

• Por essas palavras, você acha que ela desconfia de alguma pessoa em particular? Quem seria essa pessoa? Resposta pessoal. Provavelmente desconfia de Nenzita, pois as duas moram na mesma casa, mas não gosta dessa ideia.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar os aspectos importantes da história lida. Antes de realizar as atividades, comentar a importância das respostas completas, detalhadas e pontuadas corretamente.

ENCAMINHAMENTO Durante a realização das atividades pelos alunos, circular pela sala e verificar as respostas.

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Na atividade 2, chamar a atenção para o fato de que os nomes das personagens sempre aparecem indicados antes das falas, destacados por letras diferenciadas. Explorar, na atividade 7, o sentido da expressão “gente de peito”, usado por Nenzita: para ela, falta coragem às pessoas da vila. Para realizar a atividade 9, encaminhar a conversa de forma que os alunos percebam as características a seguir, que dão uma ideia geral sobre o gênero. O texto teatral pode ser di-

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vidido em cenas. É feito para ser lido e/ou representado. Geralmente, não possui narrador. A ação é apresentada pelas personagens em um determinado tempo e espaço. O texto principal são as falas das personagens, identificadas antes pelo nome de quem vai dizê-las. O autor dá indicações do cenário e das atitudes das personagens no palco, da entonação de voz, da movimentação no palco, dos gestos que devem fazer. Essas indicações, chamadas rubricas, aparecem com letras diferentes das usadas nos diálogos ou entre parênteses.

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6. Releia este trecho e veja o que Nenzita pensa sobre as pessoas da cidade e os moradores da vila.

Para os alunos • Sugerir a leitura de Teatro, de Raquel Coelho (São Paulo: Formato, 2006).

Comecei logo a juntar dinheiro para fazer um vestido daqueles bem elegantes, para ficar bem linda, porque eu sabia que vinham convidados da cidade, gente fina, não são esses pés-rapados daqui, uns bobalhões, grosseiros, nem sabem beijar a mão de uma dama, cumprimentar com fineza e categoria...

a) Que expressão ela usa para se referir às pessoas da cidade? Gente fina.

• O que ela quis dizer com isso? Que as pessoas da cidade são bem-educadas, ricas, de gostos refinados.

b) Entre outros termos, ela se refere aos moradores da vila como pés-rapados. Você sabe o significado dessa expressão? Pé-rapado significa uma pessoa pobre, de classe social inferior.

7. Para Nenzita, o que falta na vila é gente de peito. O que você entende por essa expressão? Gente de peito significa gente corajosa, valente, que não foge ao perigo ou a situações difíceis.

8. Agora releia este outro trecho. NENZITA (chama de lado e insiste) — Como eu ia dizendo, logo vi que ia sair casamento, e casamentão!

• Qual é a função do texto que aparece entre parênteses, aqui e em outros momentos da peça? Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). X

Indicar ao ator a maneira de se comportar em determinada situação.

X

Situar o leitor do texto teatral, levando-o a imaginar a situação. Indicar a fala da personagem.

9. Pela leitura dessa cena, que características do texto teatral você pôde perceber? Resposta pessoal. O texto teatral é feito de diálogos. As informações

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sobre as cenas são apresentadas entre parênteses.

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ATIVIDADES Sugestão de questões para ampliar a discussão do texto: 1. Nenzita não tem boa opinião sobre os moradores da vila. Ela se refere a eles como covardões, bananas, pés-rapados, bobalhões, grosseiros. a) O que é uma pessoa “banana”? Resposta: É uma pessoa covarde ou sem iniciativa. b) O que significa bobalhão? Resposta: Significa tolo, ingênuo, muito bobo.

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Pedir aos alunos que consultem o dicionário para ver se acertaram as questões anteriores. 2. Comparar o trecho retirado da peça e o texto que aparece em seguida, apontando semelhanças e diferenças: NENZITA (Com cuidado para d. Chiquinha não ouvir) — É que está acontecendo alguma coisa com meu dinheiro.

Nenzita contou, com cuidado para que d. Chiquinha não ouvisse a conversa, que estava acontecendo alguma coisa com o dinheiro dela. Resposta: Espera-se que os alunos percebam que o primeiro texto apresenta uma fala direta e o segundo apresenta o mesmo trecho de forma indireta, como se um narrador contasse os fatos.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Observe a reprodução de uma página de dicionário.

DICIONÁRIO ILUSTRADO HOUAISS. RIO DE JANEIRO: OBJETIVA, 2010.

• Analisar verbetes de dicionário e identificar os significados de palavras adequados ao contexto apresentado. • Relacionar significados encontrados com o tema trabalhado na unidade. • Perceber diferentes significados de uma mesma palavra e utilizar cada um deles de maneira correta.

PAL AVRAS NO DICION ÁRIO

Dicionário Ilustrado Houaiss. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 333.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Providenciar diferentes dicionários para que os alunos possam explorar, em duplas, as diferentes informações. A proposta de trabalho com o dicionário tem o objetivo de desenvolver conteúdos procedimentais, uma vez que alguns conhecimentos são fundamentais para uma consulta rápida a esse portador. O uso do dicionário também ajuda os alunos a perceber que uma palavra pode ter diferentes significados, de acordo com o contexto, daí a importância de

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propor questões que levem à inferência do sentido de palavras e expressões empregadas nos textos em estudo.

ENCAMINHAMENTO Explorar a reprodução da página do dicionário e perguntar: Qual é a primeira palavra da página? Qual é a última palavra? Como são organizadas as palavras na página? Chamar a atenção dos alunos sobre o uso dos verbos, no dicionário, sempre no infinitivo; por isso, qualquer verbo tem de ser pesquisado dessa forma. Comen-

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tar que decisões a respeito da ortografia correta, em caso de dúvida, podem ser resolvidas utilizando-se o dicionário. Propor que façam as atividades de 1 a 4 e depois compartilhem as respostas. Destacar, no estudo das palavras, os diferentes significados que elas podem ter de acordo com o contexto em que são usadas. Levando-se isso em conta, é possível compreender plenamente o sentido de um texto.

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CONEXÕES

1. Encontre, na reprodução da página do dicionário, o verbete peça.

Entre os verbetes peão e pecado.

b) Qual é o significado mais adequado para referir-se a uma peça de teatro?

FÁBIO EUGENIO

a) Entre quais verbetes ele se localiza?

Para o professor • HOUAISS, Antônio. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Objetiva, 2010. CD-ROM.

O significado 3: uma obra de teatro.

2. Leia o verbete peça e verifique as informações que ele apresenta. a) Essa palavra pertence a qual classe gramatical: substantivo, adjetivo, verbo, advérbio?

Substantivo.

• Como você chegou a essa conclusão? Espera-se que os alunos apontem a abreviatura “subst.fem.“que antecede os significados do verbete.

b) Que outra informação aparece logo após a entrada do verbete? Aparece a separação silábica da palavra.

c) Nessa informação, o que a sílaba com cor diferente indica? Indica a sílaba tônica da palavra.

3. Explique o que significa a palavra informal que aparece nos significados 4 e 5 do verbete peça. Significa que, nesses sentidos, a palavra faz parte da linguagem do dia a dia, da linguagem que usamos em uma conversa com um amigo, por exemplo.

4. Leia este verbete de outra página do mesmo dicionário.

teatral (te-a-tral) adj.masc.fem. 1 Teatral quer dizer relacionado a teatro. Um texto teatral é um texto para ser representado no teatro. 2 informal Quando alguém fala alguma coisa ou faz um gesto que parece artificial, dizemos que foi teatral. [Antôn.: espontâneo.] [Pl.: teatrais.] Dicionário Ilustrado Houaiss. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 429.

a) De acordo com o dicionário, por que o texto que você leu neste capítulo pode ser considerado um texto teatral? Explique aos colegas e ao professor. Porque é um texto para ser representado em teatro. b) Escreva uma frase utilizando a palavra teatral em sentido informal. Resposta pessoal. Sugestão: Ele está sendo teatral para chamar a atenção dos colegas.

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ATIVIDADES Depois da realização das atividades, orientar os alunos para que voltem à reprodução da página do dicionário. Pedir que falem de que maneira o estudo contribuiu para a ampliação dos conhecimentos sobre o assunto e para a realização de futuras consultas ao dicionário. Informar a eles que lexicógrafo é o nome dado ao autor de dicionário ou dicionarista. Propor aos alunos que se reúnam em duplas e analisem uma página de um dicionário. Pode-se escolher alguma palavra relacionada ao texto teatral e verificar se o

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verbete apresenta as mesmas informações que a página analisada nas atividades. Ao final, solicitar que compartilhem as descobertas. Conversar com os alunos sobre as situações comunicativas e a necessidade de adequar-se a elas utilizando linguagem formal ou informal.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

DE PAL AVRA EM PAL AVRA

• Identificar as classes gramaticais das palavras terminadas em -ão. • Observar o tempo verbal indicado pelos verbos terminados em -ão. • Passar para o plural os substantivos terminados em -ão.

1. Leia as palavras do quadro. encontrarão mamão coração melão correrão limão olharão caminhão caminharão botão ficarão seguirão a) Essas palavras pertencem a duas classes gramaticais diferentes. Quais são elas? Assinale. Adjetivos.

X

X

Substantivos.

Verbos.

Advérbios.

b) Complete a tabela com as palavras do quadro, de acordo com a classe gramatical.

PUN PHOTO/SHUTTERSTOCK.COM, JIRI VACLAVEK/ SHUTTERSTOCK.COM

Verbos

Substantivos

encontrarão

mamão

correrão

coração

olharão

melão

caminharão

caminhão

seguirão

botão

ficarão

limão

c) O que esses verbos e substantivos têm em comum quanto à escrita? Todos terminam com -ão.

2. Em que tempo estão as formas verbais que terminam com -ão? Estão no futuro.

• Além de indicar o tempo verbal, o que mais essa terminação indica a respeito do verbo? Indica a pessoa verbal: 3a pessoa do plural (eles/elas).

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Fazer com os alunos uma lista de palavras terminadas com -ão e escrevê-la na lousa. Verificar a qual classe gramatical pertence cada palavra e anotar ao lado de cada uma. Comentar com todos que nesta seção De palavra em palavra serão estudadas as classes gramaticais das palavras terminadas em -ão e como passar palavras com essa terminação para o plural. Avisar que é importante observar o tempo verbal indicado pelos verbos terminados em -ão.

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Atenção ao formar a lista, para que entre as palavras constem substantivos, adjetivos, verbos. Aproveitar e pedir que falem qual o plural de algumas dessas palavras.

ENCAMINHAMENTO Verificar se a ortografia das palavras nas respostas está correta. Pedir aos alunos que incluam as palavras do quadro na atividade 1b. Compartilhar as respostas das atividades referentes à formação do plural

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para que os alunos verifiquem suas hipóteses. A atividade 7 propõe a sistematização do conteúdo estudado sobre o plural dos substantivos terminados em -ão. Após o registro feito pelas duplas, pedir que leiam o que escreveram. Depois da leitura, compor na lousa um texto, solicitar que revejam o que escreveram e o corrijam, se necessário. Aproveitar para solicitar aos alunos que digam o que aprenderam sobre o tempo verbal e a pessoa verbal dos verbos estudados terminados em -ão.

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/18 5:40 PM

CONEXÕES

3. Passe os substantivos da tabela da atividade 1 para o plural.

Para o professor • Leia o texto sobre o plural de palavras terminadas em -ão em: <http://livro.pro/ hw6ia8> (acesso em: 8 dez. 2017).

Mamões, corações, melões, limões, botões, caminhões.

• Como o plural foi formado? Substituindo-se -ão por -ões.

4. Observe as palavras a seguir. Troque ideia com um colega para responder às questões. mão

órgão grão

sótão irmão

chão artesão

a) Qual é o plural dessas palavras? Mãos, órgãos, sótãos, chãos, grãos, irmãos, artesãos.

b) Como o plural foi formado? Acrescentando -s no final.

5. O que é, o que é?

Pista Todas as respostas terminam em -ão.

a) Animal quadrúpede doméstico. b) Quanto mais fresco, mais gostoso é. c) Oficial que comanda um navio.

Cão. Pão. Capitão.

6. Escreva no plural as palavras que você descobriu na atividade anterior. Cães, pães, capitães.

• Como foi formado o plural dessas palavras? Substituindo-se -ão por -ães.

7. Reúna-se com um colega. Escrevam o que vocês aprenderam a respeito do plural dos substantivos terminados em -ão. Os substantivos terminados em -ão têm três formas de plural: -ãos (acrescenta-se -s), -ães (substitui-se -ão por -ães) e -ões (substitui-se -ão por -ões).

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ATIVIDADES Desenhar na lousa o quadro. Pedir aos alunos que o copiem nos seus cadernos. Depois, ditar uma lista de substantivos para serem escritos no quadro. Em uma coluna, devem colocar aqueles cujo plural é formado substituindo-se -ão por -ões e -ães; em outra coluna, aqueles que formam o plural acrescentando-se somente s no final. Substantivos: capitão, cidadão, irmão, estação, órgão, limão, alemão, bênção.

-ães/-ões

s

capitães

cidadãos

estações

irmãos

limões

órgãos

alemães

bênçãos

Depois, solicitar que formem frases com verbos no futuro terminados em -ão, como os da atividade 1b.

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• Reconhecer palavras com sc e xc. • Compreender o som representado pela letra c nas palavras escritas com sc e xc. • Compreender o sentido das palavras escritas e conferir a grafia utilizando o dicionário.

QUAL É A LETRA? 1. Leia esta tirinha. ALEXANDRE BECK

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Alexandre Beck. Armandinho. Disponível em: <http://tirasbeck.blogspot.com.br/search?updatedmax=2012-12-01/T10:41:00-08:00&max-results=10&start=10&by_date=false>. Acesso em: 2 out. 2017.

a) Na tirinha, aparecem duas palavras em que o som /s/ é representado por duas letras diferentes. Que palavras são essas? Nascem e consciência.

b) Reúna-se com um colega. Escrevam outras palavras da mesma família das duas palavras da atividade anterior. Consultem o dicionário, se necessário. Sugestões: Nascem: nascer, nascimento, nascido, nascente. Consciência: consciente, conscientizar, conscientização.

EDUARDO MEDEIROS

2. O professor vai ditar algumas palavras. Escreva-as na tabela a seguir.

Palavras com sc

Palavras com xc

crescimento

excelente

acrescentar

excesso

descendente

exceção

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Providenciar diferentes dicionários para consulta dos alunos ao longo da realização das atividades.

ENCAMINHAMENTO Explorar oralmente a tirinha. Comentar que o texto foi retirado da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que trata das garantias dos direitos fundamentais de cada indivíduo, como o direito ao trabalho, à educação e à saúde, entre tantos outros. Analisar o significado de

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“espírito de fraternidade”: sentimento de solidariedade e respeito ao próximo. Na atividade 1b, disponibilizar dicionários para o trabalho, que pode ser feito em duplas ou trios. Retomar a ordem alfabética para auxiliar a busca das palavras. Explorar a grafia das palavras da mesma família – no caso, possuem as mesmas letras sc. Saber como escrever uma das palavras da mesma família ajuda a saber como escrever as outras. Durante a realização da atividade 2, ditar as palavras de maneira aleatória. Palavras com sc: crescimento, acrescen-

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tar, descendente. Palavras com xc: excelente, excesso, exceção. Na atividade 5, compartilhar as respostas dos grupos. Se achar interessante, um representante de cada grupo pode escrever na lousa as frases formadas. Cada grupo deverá escolher quem vai escrever as frases e os outros dois ficarão com o dicionário (ou responsáveis pela pesquisa no dicionário). Estimular o trabalho em equipe e suas responsabilidades.

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18 10:34 AM

CONEXÕES

• Procure as palavras no dicionário para conferir a grafia. Caso você não tenha escrito corretamente alguma ou algumas delas, anote aqui a grafia correta.

Para o professor • Para ampliar os estudos sobre o assunto ortografia, ler: MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2002.

Resposta pessoal.

3. Separe as sílabas das palavras que você escreveu na tabela. Cres-ci-men-to, a-cres-cen-tar, des-cen-den-te, ex-ce-len-te, ex-ces-so, ex-ce-ção.

• Ao separar as sílabas, o que você observou em relação às letras sc e xc? As letras sc e xc ficam em sílabas separadas.

EDUARDO MEDEIROS

4. Complete as palavras com sc ou xc. Consulte o dicionário para conferir a grafia.

a

endente

sc

flore di a

sc

sc

cer

ípulo ensorista

sc

cre

sc

ente

di

sc

e

xc

elência

e

a

sc

ensão

fa

e

xc

êntrico

adole

xc sc

iplina eto ículo sc

ente

5. Reúna-se com dois colegas para escrever, em uma folha à parte, cinco frases com palavras da atividade anterior. Sigam as instruções. • O professor vai dizer as palavras e marcar o tempo para os grupos escreverem. • Quando o tempo acabar, vocês devem parar de escrever imediatamente. • O grupo que conseguir escrever todas as frases será o vencedor. • Para valer, a grafia das palavras precisa estar correta e as frases devem ter pontuação. • Também será verificado o uso de iniciais maiúsculas quando necessário. • Atenção para a concordância entre o substantivo e o verbo.

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ATIVIDADES Escrever na lousa as palavras acender e ascender. Explorar a diferença entre elas e propor aos alunos que procurem nos dicionários o significado. Em seguida, escrever os verbetes abaixo. a.cen.der vtd 1. Pôr fogo a, fazer arder. 2. fig animar, entusiasmar. as.cen.der vi e vti Elevar-se, subir. Cf acender.

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Chamar a atenção dos alunos para a abreviação fig no primeiro verbete: significa que nessa acepção a palavra está em sentido figurado, isto é, não em seu sentido próprio. No segundo verbete, Cf significa “confronte”, pois as duas palavras, embora soem exatamente da mesma maneira, possuem significados diferentes. Pedir que completem as frases seguintes com os verbos acender e ascender.

• O avião (ascendeu) ao céu na hora prevista. • Jorge sentou-se no sofá, (acendeu) o abajur e leu o jornal.

AMORA, Antônio Soares. Minidicionário Soares Amora da língua portuguesa. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 8 e 61.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

REDE DE LEITURA

• Ler e compreender a notícia, identificando e localizando informações. • Refletir sobre os assuntos tratados no texto. • Ler e ouvir notícias e compará-las quanto ao assunto e ao modo de apresentação.

Você sabia que há instituições que levam peças teatrais a hospitais? Leia esta notícia e conheça uma delas.

Canto Cidadão leva teatro a milhares de pessoas em hospitais O programa sociocultural “Arte em todo Canto”, idealizado e produzido pela ONG Canto Cidadão, chega à sua quarta temporada tendo já beneficiado mais de 50 mil pessoas. Até novembro de 2017, a iniciativa levará teatro profissional gratuito a milhares de pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde de cinco importantes hospitais públicos e filantrópicos da Grande São Paulo, Profissionais que participam do programa sociocultuentre eles o Hospital das Clínicas e a ral “Arte em todo Canto” ajudam a levar teatro gratuito e de qualidade a hospitais da Grande São Paulo. Santa Casa de Misericórdia. De acordo com o diretor-fundador do Canto Cidadão e responsável técnico pelo programa, Felipe Mello, o objetivo é democratizar o acesso ao teatro e

DIVULGAÇÃO CANTO CIDADÃO

Publicado: 31 agosto 2017

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ALHOVIK/SHUTTERSTOCK.COM

1. Qual é o assunto principal do texto? A apresentação de peças de teatro em hospitais. • Quem é o responsável pela iniciativa? A ONG Canto Cidadão. 2. De acordo com a notícia, essa iniciativa é importante porque: X

coloca ao alcance de muita gente o acesso ao teatro.

X

auxilia na recuperação dos pacientes. Mello está entre aspas seguida da

X

contribui para melhorar as relações humanas no ambiente hospitalar.

Espera-se que os alunos apontem o fato de que a fala de Felipe

forma verbal explica. É possível identificar o emissor da fala pelo texto que a antecede.

3. Sublinhe no texto a declaração do responsável técnico pelo programa. • O que você observou para distinguir a declaração das outras informações da notícia? 56

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Explorar a questão inicial da seção e ouvir os comentários dos alunos. Perguntar-lhes se acham que levar peças de teatro a hospitais traz algum benefício para os doentes, bem como para as pessoas que atuam na peça. Após o levantamento de hipóteses, propor que leiam silenciosamente o texto.

ENCAMINHAMENTO Após a leitura silenciosa, retomar os pontos importantes da notícia. Observar coletivamente se as conclusões levantadas antes da leitura se confirmaram. No item da atividade 3, explorar a importância dos sinais de pontuação para identificar determinadas informações. Compartilhar as respostas das atividades 5a e 5b e discutir a importância do trabalho voluntário.

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Explorar as respostas no item da atividade 6 – verificar se os alunos percebem que as informações podem ser adequadas à situação de comunicação e ao público que se quer atingir, pois, dependendo do veículo de comunicação em que serão publicadas, podem apresentar algumas variações. Devem também perceber que o público-alvo pode ser mais amplo quando a informação está circulando pela internet, inclusive porque é possível acessá-la a qualquer momento.

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Para o professor • O trabalho voluntário e a ONU. Disponível em: <http://livro.pro/j42pb6>. Acesso em: 8 dez. 2017.

R

OM CK.C STO TTER /SHU O K NEN OLO IK S OST

CONEXÕES

EDUARDO MEDEIROS

contribuir por meio de expressões artísticas para a melhoria das relações humanas entre pacientes, acompanhantes e profissionais no ambiente hospitalar. “Quanto melhores forem as relações humanas dentro do hospital, melhores serão os resultados dos tratamentos, inclusive em termos físicos”, explica. O tema deste ano é “Entre palavras e atitudes, vontade”, e busca estimular, nos espectadores, a vontade de protagonizar bons encontros, dentro e fora dos hospitais. Para tanto, as seis cenas do repertório apresentam momentos alegres e afetivos, com trios de artistas que se revezam nas apresentações, que acontecem desde a recepção até a UTI das unidades de saúde. [...]

Canto cidadão leva teatro a milhares de pessoas em hospitais. Jornal de Teatro,, 31 ago. 2017. Disponível em: <https://www.jornaldeteatro.com.br/destaques/2452-canto-cidadao-leva-teatro-a-milhares-de-pessoas-em-hospitais.html>. Acesso em: 2 out. 2017. Crédito: Canto Cidadão - <http://www.cantocidadao.org.br/>.

Espera-se que os alunos percebam que na notícia impressa os depoimentos são destacados entre aspas e no vídeo aparece a própria pessoa dando sua opinião.

4. Você considera que o trabalho voluntário pode ajudar as pessoas? Justifique sua opinião. Resposta pessoal.

O trabalho voluntário de leitura para pessoas com deficiência visual e a visita dos doutores cidadãos.

5. Assista à reportagem disponível no link: <http://livro.pro/f2vutd> (acesso em: 2 out. 2017). Depois, converse com os colegas e o professor sobre as questões seguintes.Tanto no texto impresso como no vídeo as informações são veiculadas por jornalistas. O público-alvo são os leitores/ouvintes que procuram

a) Quais trabalhos são apresentados na reportagem? os diferentes veículos para se informar.

b) De que forma essas informações relacionam-se com a notícia lida? Mostram o trabalho dos voluntários da ONG citada na notícia.

6. Como são apresentados os depoimentos de pessoas em uma notícia impressa e em uma notícia divulgada em um vídeo? • Quem produz as informações para cada um desses veículos de comunicação? E o público-alvo de cada uma dessas informações? 57

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ATIVIDADES Propiciar um momento para que os alunos busquem/pesquisem notícias em jornais impressos ou digitais sobre um assunto de interesse pessoal. Pedir que leiam com atenção e preparem-se para contar aos colegas sobre o que leram. Organizar os momentos para que compartilhem as leituras. Após as conversas sobre os temas tratados nas diferentes notícias, organizar um gráfico de barras ou de pizza para registrar os temas escolhidos por eles.

Explorar quais as vantagens (ou desvantagens) de apresentar informações em um gráfico.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identificando e selecionando informações. • Analisar os elementos do texto e reconhecer as características do gênero textual: cenário, identificação das falas pelo nome da personagem, explicações da cena, diálogos. • Perceber a função da pontuação e da linguagem utilizadas no texto.

CAPÍTULO

2 A FÓRMULA MÁGICA • Uma das personagens do texto que você vai ler inventou uma fórmula mágica para combater seus medos. Você tem algum medo? Tem alguma “fórmula mágica” para combatê-lo? Resposta pessoal.

Cláudia Vasconcellos, autora da peça que você vai ler, é professora de teatro e já escreveu vários textos para circo e teatro de rua. Leia estas duas cenas da peça Inventa-desinventa.

Inventa-desinventa CENA I Escuro, barulho de chuva, trovões bem ao longe, respiração de gente dormindo, crianças. TEODORO (no escuro, meio choroso e falando baixinho) Tô com sede; tô com sede; eu tô com sede. Luzinha em Teodoro, que está sentado na cama. É uma lanterninha que ele mesmo acende e dirige para seu rosto. TEODORO (falando mais alto) Eu tô com sede. Pai, me traz um copo d’água, eu quero... RAIMUNDO E IARA Shhhhhhhhh! TEODORO Paiê! Lanterninhas em Raimundo e Iara. Ambos sentados nas camas ao lado da de Teodoro. RAIMUNDO Seu pai saiu. É por isso que eu vim dormir aqui. Não lembra, não? IARA O papai saiu e ele veio dormir aqui. Não lembra, não? TEODORO Mas eu tô com sede. RAIMUNDO Então, vai buscar água, uai. IARA Vai lá, uai. TEODORO Mas eu tô com medo. RAIMUNDO Medo do quê, Teodoro? TEODORO Medo, ora. Medo da chuva, medo do escuro... RAIMUNDO Bobagem, Teodoro. Vai lá. TEODORO Não vou. (pequena pausa) Tô com sede. RAIMUNDO Vai lá. TEODORO Não vou sozinho.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Antes de iniciar a leitura do texto, levar os alunos a imaginar a história contada na peça e estimular a participação de todos na conversa. Propor perguntas como: O que é uma fórmula mágica? Para que serve? Como uma situação referente ao medo pode aparecer na peça teatral?

Providenciar trechos de textos teatrais para leituras complementares ao final das atividades. Assim, os alunos vão se familiarizando cada vez mais com o gênero. Comentar que será lido outro texto teatral. Pedir que procurem identificar no texto o cenário em que a peça se passa, quais são as personagens e quais são suas falas. Observar, também, a função dos sinais de pontuação e a linguagem utilizada pelas personagens.

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ENCAMINHAMENTO Propor, inicialmente, a leitura silenciosa da peça. Depois, organizar a leitura em voz alta, que pode ser feita por três alunos para representar Teodoro, Raimundo e Iara. Um outro aluno pode ler as indicações entre parênteses e os trechos em destaque (as rubricas). Comentar as características das personagens com base nas ações durante a cena.

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18 10:35 AM

CONEXÕES

DNEPWU

[...] IARA (tirando um urso grande de trás da cama) Então, leva o Agamenon. TEODORO (balançando a cabeça negativamente) Hm, hm. IARA Leva a minha lanterninha. TEODORO (perdendo a paciência) Não! RAIMUNDO Tá legal, eu vou junto com você. (levanta-se) IARA Não vai, não. RAIMUNDO E TEODORO E por que não? IARA Porque eu tenho medo de ficar aqui sozinha. RAIMUNDO Mas o Agamenon fica com você. TEODORO Agora ele vai dormir. Não é, Agamenon? (volta com o urso para trás da cama) TEODORO Estou com sede. RAIMUNDO Ai, ai, ai. IARA Ai, ai. Os três estão fora das cobertas, ajoelhados na cama, pensando no que fazer. RAIMUNDO E agora? TEODORO Agora, você vem comigo, Raimundo. Você é meu melhor amigo. RAIMUNDO E a sua irmã? [...] TEODORO Então, vamos nós três. Posso levar o Agamenon? RAIMUNDO Pega o Agamenon, Iara. Iara pega o urso. Os três descem das camas sem as lanterninhas. Ela arrasta o urso pelo chão. Eles saem pela direita, correndo.

Para o professor • LOBATO, Monteiro. Mas esta é uma outra história...: antologia de peças teatrais. Adaptação de Júlio Gouveia. Organização e adaptação de Tatiana Belinky. São Paulo: Salamandra, 2005.

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ATIVIDADES Ler com os alunos outros textos teatrais e explorar as características do gênero. Fazer a leitura compartilhada. Contar que a peça teatral é uma arte realizada ao vivo. Perguntar se já foram ao teatro ou assistiram a algum espetáculo teatral. Despertar a curiosidade deles para a apreciação de peças teatrais trazendo, por exemplo, material informativo sobre algum espetáculo, como um cartaz de divulgação. Falar sobre a função do elenco, do dramaturgo, do

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diretor, do figurinista, do iluminador etc. Comentar que, ao assistir a um espetáculo teatral, é importante prestar atenção não só na história, como nas personagens, no figurino, no cenário, nos sons, na iluminação. O comportamento do espectador também deve ser abordado. Há peças de teatro em que o público é convidado a interagir e há outras em que conversas ou outros ruídos são inaceitáveis. Ir ao teatro é uma experiência fundamental para oferecer aos estudantes a oportunidade de compreendê-lo, além

de ensinar como deve ser o comportamento do espectador, respeitando não só o público, como também os atores.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

CENA II

• Ler e compreender o texto, identificando e selecionando informações. • Analisar os elementos do texto e reconhecer as características do gênero textual: cenário, identificação das falas pelo nome da personagem, explicações da cena, diálogos. • Perceber a função da pontuação e da linguagem utilizadas no texto. • Ler e compreender enunciados para responder a questões sobre o texto. • Inferir significados de expressões e palavras de acordo com o contexto.

DNEPWU

Escuro, respiração de gente dormindo. TEODORO (baixinho) Não consigo dormir. RAIMUNDO E IARA Shhhhhhhhh! TEODORO (acende a lanterninha) Estou com medo. RAIMUNDO E IARA (acendem as lanterninhas) De novo??? TEODORO (faz que sim com a cabeça) Hm, hm. RAIMUNDO É, não tem jeito. Vou ter que te contar o segredo que meu avô contou pra mim. TEODORO Segredo? Raimundo se levanta, enrolado em um cobertor, os outros dois o imitam, seguem para frente do palco, ainda do lado esquerdo, agacham-se. IARA Eu gosto de segredo. TEODORO Conta. RAIMUNDO É uma fórmula pra não sentir esses medos bobos. IARA Uma fórmula mágica? RAIMUNDO É, acho que sim. IARA Eu gosto de fórmula mágica. RAIMUNDO Mas não é pra você não, Iara. É pro Teodoro. TEODORO Conta. RAIMUNDO A fórmula é: inventa-desinventa. TEODORO E IARA O quê??? Cláudia Vasconcellos. As roupas do rei seguida de Inventa-desinventa. São Paulo: SM, 2007. p. 65-70.

Os irmãos Teodoro e Iara, e Raimundo, amigo de Teodoro.

1. Quem são as personagens da peça Inventa-desinventa? • Pelo diálogo entre as personagens, imagine as características psicológicas de cada uma delas. Resposta pessoal. 2. Qual é o cenário em que acontecem as duas cenas da peça? As cenas I e II acontecem no quarto das crianças.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Incentivar os alunos a comentar qual seria a continuação da história. Será que as três crianças vão mesmo beber água? O que será que eles podem encontrar no caminho?

ENCAMINHAMENTO No item da atividade 1, explorar oralmente as características das personagens, de acordo com a situação apresentada. Observar se essas características são coerentes com a cena.

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Analisar a maneira informal como as personagens falam. Diferenciar linguagem formal e informal, mostrando exemplos no texto. Explorar oralmente: O que são medos bobos? Você acha que Raimundo realmente sabe como acabar com os medos bobos? Após as atividades 3 e 4, comentar a importância dos conflitos no desenvolvimento das histórias e destacar que o fato de aparecerem diferentes conflitos no decorrer de uma narrativa deixa a história mais interessante para quem a lê.

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Durante a realização da atividade 5c, espera-se que os alunos percebam que os efeitos de som são importantes para transmitir com mais vivacidade a ideia da cena representada e envolver o público. Os efeitos podem ser produzidos ao vivo, por meio de recursos como objetos, instrumentos etc., ou gravados, utilizando-se instrumentos que reproduzam os sons desejados. No item da atividade 6, ler o texto com os alunos para que eles identifiquem as marcas de oralidade.

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18 10:35 AM

Esse trecho indica as condições do ambiente (escuro) e a ação da personagem. O objetivo é orientar os atores. Também situa os leitores do texto teatral, para que componham a cena mentalmente.

CONEXÕES

3. Logo na primeira cena se estabelece um conflito. Descreva-o.

Para os alunos • VASCONCELLOS, Cláudia. As roupas do rei seguida de Inventa-desinventa. São Paulo: SM, 2007. (Coleção Comboio de Corda).

Teodoro está com sede, mas tem medo de ir sozinho beber água.

a) O que Iara propõe para solucionar esse conflito? Ela propõe que Teodoro leve seu urso Agamenon e sua lanterninha para ajudá-lo a vencer o medo.

b) Como Teodoro não aceita a proposta, o que Raimundo e Iara fazem para solucionar esse conflito? Resolvem acompanhar Teodoro para buscar água. Teodoro não consegue dormir, pois tem medo também do escuro.

4. Na cena II, um novo conflito se apresenta. Que conflito é esse? • Para ajudar Teodoro a vencer seus medos, Raimundo decide contar a ele um segredo: a fórmula mágica inventa-desinventa. Como você imagina que seja essa fórmula mágica? Resposta pessoal. 5. Releia este trecho da peça e converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas. TEODORO (no escuro, meio choroso e falando baixinho) Tô com sede; tô com sede; eu tô com sede.

a) O que indica o trecho que aparece entre parênteses? b) No início do texto, há indicação de efeitos de som? c) Na sua opinião, esses efeitos de som são importantes em uma peça de teatro? Como você acha que eles são produzidos? Resposta pessoal. 6. Observe a linguagem utilizada no diálogo das personagens. Ela é formal ou informal? Sim, há indicação de barulho de chuva, trovões e respiração de gente Informal.

dormindo. Comentar que os efeitos sonoros em teatro, cinema, rádio e televisão chamam-se sonoplastia.

• Escreva as marcas de oralidade presentes no texto. Tô, paiê, uai, tá, pra, pro.

7. Na sua opinião, por que aparecem marcas de oralidade nesse texto? Converse com os colegas e o professor. Espera-se que os alunos mencionem que a situação apresentada (três crianças que vão dormir no mesmo quarto) é informal, permitindo, assim, a utilização de uma linguagem informal.

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ATIVIDADES Propor aos alunos as seguintes questões: • Por que antes de cada fala aparece o nome da personagem? Resposta: Para mostrar quem vai falar. O texto é uma peça de teatro, e é assim que se indica quem fala. • Você se lembra de algum outro tipo de texto em que as falas se apresentam pelos nomes? Resposta: Espera-se que os alunos citem a entrevista, texto que, em geral,

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apresenta as perguntas e as respostas precedidas dos nomes do entrevistador e do entrevistado ou indicadas com letras diferentes do restante do texto. Explorar as onomatopeias do texto Inventa-desinventa e perguntar aos alunos o que elas representam. Solicitar aos alunos que localizem no texto as onomatopeias Shhhhhhhhh! e Hm, hm, situando-as no contexto. Observar que a onomatopeia hm, hm é precedida tanto pela indicação “balançando a cabeça negativamente” quanto pela indicação “faz que sim com a cabeça”.

Perguntar: Que outros textos podem apresentar onomatopeias? Solicitar aos alunos que tragam exemplos de onomatopeias em outros textos, como em histórias em quadrinhos, por exemplo.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Observar o uso da vírgula e das reticências e o efeito de sentido no texto. • Verificar a ocorrência de vírgula nos textos teatrais para indicar o vocativo. • Reconhecer os sinais de pontuação (ponto final, exclamação, interrogação) e sua função no texto. • Completar falas de personagens utilizando a pontuação adequada. • Refletir sobre a indicação das falas no texto teatral.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA

Espera-se que os alunos percebam que, nesse caso, as reticências indicam que a enumeração poderia continuar.

1. Releia este trecho da peça Inventa-desinventa. RAIMUNDO Seu pai saiu. É por isso que eu vim dormir aqui. Não lembra, não?

a) Que sinais de pontuação aparecem nesse trecho? Ponto final, vírgula e ponto de interrogação.

b) Qual desses sinais indica o término de uma frase declarativa, isto é, uma frase que informa ou declara algo? O ponto final.

2. Releia agora este outro trecho. TEODORO Medo, ora. Medo da chuva, medo do escuro...

a) O trecho termina com o sinal de pontuação chamado reticências. Na sua opinião, por que foram usadas reticências? b) Reescreva a fala de Teodoro acrescentando outros medos. Sugestão: Medo da chuva, medo do escuro, medo de barata, medo de rato, medo de monstro.

3. Observe o emprego da vírgula nestas frases. RAIMUNDO Medo do quê, Teodoro?

TEODORO Vem comigo, Raimundo.

a) Qual é a função da vírgula nesses casos? Assinale a alternativa correta. Separar o vocativo (termo usado pelo falante para se dirigir a X alguém). Separar palavras e expressões explicativas. b) Copie outro trecho da peça Inventa-desinventa em que a vírgula tenha essa mesma função. Sugestão: “RAIMUNDO Pega o Agamenon, Iara.”

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO Comentar com os alunos que, nesta dupla de páginas, há atividades sobre o uso dos sinais de pontuação ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgula, reticências. Pedir que fiquem atentos ao uso deles e ao efeito de sentido que impõem ao texto. Preparar a classe para as atividades, explorando oralmente alguns sinais de pontuação em trechos de textos do livro já lidos. Colocar na lousa frases para serem pontuadas com diferentes sinais e conversar sobre a diferença de sentido conforme o sinal de pontuação.

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ENCAMINHAMENTO Na atividade 2b, verificar como os alunos utilizaram a vírgula na reescrita da fala de Teodoro e quais os efeitos de sentido expressos pelo uso da vírgula. Explorar os sinais de pontuação que são citados em cada uma das atividades, analisando os efeitos de sentido que expressam no texto. Encaminhar a leitura do trecho da atividade 5, pedindo aos alunos que leiam o título e que verifiquem quantas e quais são as personagens, levantando hipóteses sobre qual é o cenário em que

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a história vai se desenvolver e como será descrita a cena em que acontecerá a ação das personagens. Os sinais de pontuação apontados como resposta para o preenchimento das lacunas do texto O cavalo transparente são os sinais originais do texto. No entanto, há situações em que poderiam ser utilizados outros sinais de pontuação. Discutir caso a caso as diferentes possibilidades. Será interessante que releiam o texto procurando trocar alguns sinais para avaliar essas possibilidades e verificar se ocorrerá mudança nos sentidos das frases.

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Não, porque no texto teatral, em geral, não se usa travessão para marcar as falas. A indicação das falas é feita pela colocação do nome da personagem antes de cada enunciação.

CONEXÕES

4. Em Inventa-desinventa, há uso de travessão para marcar as falas? Por quê? Converse com os colegas e o professor.

Para o professor Para ampliar os conhecimentos sobre o assunto, ler o capítulo sobre pontuação da obra a seguir:

5. Você vai ler agora um trecho de outro texto teatral. Alguns sinais de pontuação foram retirados do diálogo. Insira os sinais adequados.

• CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon, 2016.

O cavalo transparente Nessa cena uma cigana busca um vidro perdido e recebe a ajuda de um cavaleiro que tem um cavalo transparente. Eles chegam a uma ilha e conversam com ela. A ILHA OLHA PARA OS DOIS, ZANGADA. VIRA DE COSTAS, SEM DAR ATENÇÃO. CAVALEIRO Ei

,

você aí

no meio do mar... quem é você

,

ILHA Sou uma coisa cercada de mar por todos os lados quero conversa. Não gosto de ser incomodada CIGANA Mas quem é você

.

?

Não

.

?

ILHA (Irritada.) Sou um pedaço de terra cercado de mar por todos os lados. Adivinha, se é capaz CAVALEIRO É

...

é

...

!

talvez seja um barco

ILHA E barco é pedaço de terra, é CIGANA Não sei dade

,

!

?

só sei que todo barco é um pedaço de sau-

!

EDUARDO MEDEIROS

Sylvia Orthof. O cavalo transparente. São Paulo: FTD, 2015. p. 53.

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ATIVIDADES Propor aos alunos as seguintes questões: 1. Releia a seguir o trecho do texto Inventa-desinventa. Qual o efeito causado pela repetição dos pontos de interrogação? “RAIMUNDO E IARA (acendem as lanterninhas) De novo???” Resposta: A autora do texto quis dar ênfase à pergunta, mostrando o que Raimundo e Iara estavam sentindo. A repetição sugere uma entonação de

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voz diferente da que aconteceria se houvesse apenas um ponto de interrogação. 2. Copie do texto Inventa-desinventa as falas que terminam com ponto de exclamação. Resposta: “RAIMUNDO E IARA Shhhhhhhhh!”, “TEODORO Paiê!”, “TEODORO (perdendo a paciência) Não!”. • Essas falas teriam outro sentido se terminassem com ponto final? Por quê?

Resposta: Sim. O ponto de exclamação indica uma entonação mais enfática do que a indicada pelo ponto final. O uso do ponto final não transmitiria a intensidade dos sentimentos das personagens.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

QUAL É A LETRA?

• Verificar a classe gramatical das palavras escritas com g e j. • (Re)conhecer substantivos escritos com g e verbos com j. • Aplicar as descobertas ortográficas para escrever corretamente palavras com g e j.

1. Um desafio para vocês! Sigam as instruções.

• • • •

Desembaralhem as letras e escrevam as palavras em uma folha à parte. O professor vai marcar um tempo para a atividade. A dupla que formar as palavras em menos tempo ganha a brincadeira. A pista está na terminação das palavras.Bobagem, paisagem, molecagem, mensagem, babogem

gagemba

riogem

mengemsa

vangemta

lemogemca

quimelogemtra gempaisa

igemma

GIRAPHICS/SHUTTERSTOCK.COM

bagagem, personagem, quilometragem, vantagem, origem, ferrugem, jardinagem, imagem.

pergemnaso

dijargemna

gemrufer

a) Qual é a classe gramatical das palavras formadas? As palavras são substantivos. FÁBIO EUGENIO

b) Que letras finais se repetem em todas as palavras? As letras gem.

c) Observem agora as vogais que antecedem as letras finais. Quais são elas? As vogais a, i, u.

d) Nessas palavras, a letra g soa como j. Escrevam uma regra que os ajude a não confundir a escrita nesses casos. Espera-se que os alunos percebam que se usa a letra g nos substantivos terminados em -agem, -igem e -ugem. Se achar conveniente, comentar que pajem é exceção.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Providenciar um banco de palavras terminadas em -gem para auxiliar os alunos no momento de verificar as descobertas a respeito das palavras. Sugestões de palavras: vagem, viagem, colagem, coragem, dosagem, dublagem, folhagem, fuligem, filmagem, lavagem, homenagem, linguagem, massagem.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, ajudar os alunos a descobrir as palavras, se necessário. Comentar que essas palavras, isoladamente, são classificadas como substantivos. Se achar propício, aproveitar o momento para comentar que, dependendo do contexto em que são empregadas, algumas palavras ora são classificadas como substantivos, ora como adjetivos (ou locuções adjetivas). Dar exemplos contextualizados para que percebam a diferença. Em “O gato selvagem fugiu.”, por exemplo, selva-

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gem é adjetivo; em “O selvagem fugiu.”, é substantivo. Durante a atividade 3, levantar com os alunos outras palavras que tenham essas mesmas terminações, como: contágio, estágio, privilégio, sacrilégio, prestígio, litígio, subterfúgio etc. Incentivar a pesquisa do significado das palavras da atividade 5 e sugerir a consulta ao Dicionário Ilustrado Tupi-Guarani, disponível no link a seguir: <http://livro.pro/4x3zkv> (acesso em: 7 dez. 2017).

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CONEXÕES

2. Observe o exemplo e faça o mesmo com as palavras do quadro. viajar hospedar

aprender

Para o professor Para ampliar os estudos sobre a escrita de palavras, ler:

viagem camuflar

decolar

lavar

• MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2010.

colar

Hospedagem, aprendizagem, camuflagem, decolagem, lavagem, colagem.

a) Qual é a classe gramatical das palavras do quadro? b) E das palavras que você formou?

Verbos.

Substantivos.

3. Leia as pistas e escreva o nome correspondente à descrição. Atenção Todas as palavras têm a mesma sílaba final.

a) Taxa que se paga para trafegar nas estradas.

Pedágio.

b) Instrumento usado para marcar o tempo. c) Escola, estabelecimento de ensino.

Relógio. Colégio.

d) Lugar que serve para alguém se refugiar.

Refúgio.

e) Marca deixada por quem passou por um lugar.

Vestígio.

• Escreva a sílaba final das palavras e as vogais que a antecedem. A sílaba final é -gio. As vogais que a antecedem são a, e, i, o, u.

4. Também nas palavras da atividade anterior a letra g soa como j. Que observação podemos escrever para evitar confusão na escrita? As palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio e -úgio são escritas com a letra g.

E/ .COM ISSELE ERIC ERSTOCK T SHUT

pajé jabá

jenipapo jararaca

jiboia jabuti

PATRICK K. CAMPBELL/ SHUTTERSTOCK.COM

5. Observe as palavras do quadro. Todas elas são de origem tupi. juazeiro jataí

• Além da origem, o que essas palavras têm em comum na escrita? Todas são escritas com a letra j.

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ATIVIDADES Os alunos podem criar, em duplas, uma cruzadinha com algumas palavras com g e j. A dica pode ser o verbo, e a palavra da cruzadinha, o substantivo.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar elementos da narrativa teatral, percebendo sua importância no desenvolvimento da história. • Apropriar-se do sistema da escrita e produzir um texto de acordo com as características do gênero textual: cenário, diálogo, orientações sobre a cena, desenvolvimento. • Escrever o texto teatral proposto, de acordo com o planejamento prévio, mantendo a coerência com o trecho apresentado. • Reler e revisar o texto de acordo com a pauta. • Reescrever o texto incluindo itens necessários. • Digitar o texto de acordo com as características do gênero.

M ÃO N A M ASSA! Os textos que você leu nesta unidade são textos teatrais. O texto teatral apresenta personagens, lugar ou lugares onde ocorrem as ações (cenário) e acontecimentos que podem gerar conflitos que necessitam de resolução. O escritor de peças de teatro pode criar uma história para ser encenada pelos atores ou pode escolher histórias de outros escritores e adaptá-las para o teatro. • Vamos produzir um texto para teatro? Reúna-se com seu grupo, discutam os detalhes e escrevam uma continuação para a cena II da peça Inventa-desinventa. A história será a mesma, mas cada um do grupo deve escrevê-la em uma folha à parte.

• Criem novas situações e escrevam as falas de cada personagem, lembrando que os acontecimentos devem se relacionar com a cena I. • Identifiquem as personagens, colocando os nomes delas antes de cada fala. • Vocês podem acrescentar outras personagens para criar novas situações. • Contem os fatos por meio das falas das personagens. • Orientem o leitor e o ator apresentando trechos entre parênteses para mostrar os gestos, o jeito de falar e as expressões do rosto. • Descrevam o cenário onde a cena se passa. • Se quiserem, podem indicar efeitos de som, como telefone tocando e outros. • Utilizem sinais de pontuação adequados a cada situação. • Leiam o texto antes de entregá-lo ao professor e façam as correções necessárias.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar oralmente as características do texto teatral. Reler o texto Inventa-desinventa e explorar oralmente algumas situações que poderiam dar continuidade à história.

ENCAMINHAMENTO

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proposto na seção Mão na massa!. Se for possível, projetar na lousa o texto Inventa-desinventa, de modo que os alunos possam consultá-lo durante a atividade. Explorar os itens propostos para orientar a escrita. Apresentar as observações para correção e pedir que verifiquem se são semelhantes às que eles assinalaram na pauta de revisão da seção De olho no texto. Propor a reescrita do texto e a digitação após as devidas correções e melhorias.

Organizar os grupos e ajudá-los no planejamento e na produção do texto

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CONEXÕES

DE OLHO NO TEX TO

Para o professor • GÓGOL, Nikolai. Teatro completo. Tradução de Arlete Cavaliere. São Paulo: Editora 34, 2009.

1. Leia os itens de revisão do texto que você e seu grupo produziram se foram ou e assinale com um não contemplados.

Sim

Não EDUARDO MEDEIROS

Os nomes das personagens foram dispostos antes das falas? A situação criada está coerente com o texto inicial? As situações foram desenvolvidas por meio dos diálogos entre as personagens? Há orientações para o ator e para o leitor relacionadas aos gestos, ao jeito de falar e às expressões corporais e faciais? As orientações estão entre parênteses? O cenário foi bem descrito? Os sinais de pontuação estão adequados? As palavras estão escritas corretamente? 2. Reúna-se com os colegas de seu grupo para comparar os itens que cada um assinalou na atividade 1. a) Verifiquem o que vocês precisam corrigir ou acrescentar no texto que escreveram. b) Leiam as observações do professor e reescrevam o texto, seguindo as orientações e correções feitas. 3. Depois da reescrita, vocês vão digitar o texto explorando os recursos digitais disponíveis. a) Releiam o texto digitado. Verifiquem se foram acrescentadas todas as informações necessárias. b) Entreguem o texto ao professor. Ele providenciará cópias para o grupo começar os ensaios. 67

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ATIVIDADES Após a correção dos textos, compartilhar os finais criados pelos alunos, propondo uma leitura expressiva. Essa atividade já será uma preparação para a atividade da seção Oralidade em ação. Após a escrita do texto, ler o final do texto Inventa-desinventa para a classe: […] RAIMUNDO Inventa-desinventa. Eu vou explicar: o que a gente inventa só a gente pode desinventar. Por exemplo, quando o Teodoro fica com medo do escuro, é porque ele inventa que tem

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fantasma, que tem monstro, que tem... IARA (interrompendo com entusiasmo) ... morcego! RAIMUNDO ... que tem morcego, que tem... [...] IARA (superentusiasmada) ... mula sem cabeça! RAIMUNDO Mula sem cabeça... Ele inventa que tem... IARA ... escorpião, barata, ratazana, urubu, cobra, boi brabo, piranha, canibal, disco voador, dragão, lobisomem, saci-pererê... RAIMUNDO Tá bom, Iara. O que eu quero dizer é que se ele inventa tudo

isso, é ele quem tem de desinventar. Você entendeu, Teodoro? Teodoro se levanta, cobertor às costas, vai para o lado direito do palco, onde está escuro. Leva a lanterninha que ilumina seu rosto. O lado esquerdo, onde estão Iara e Raimundo, escurece totalmente. A música aumenta de volume. VASCONCELLOS, Cláudia. As roupas do rei seguida de Inventa-desinventa. São Paulo: SM, 2007. p. 70-71.

Se a obra estiver disponível, propor a leitura compartilhada da continuação da peça.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

1. Você e os colegas vão encenar a cena da peça que produziram. Leiam o texto com atenção e decidam qual personagem cada um vai representar. GORRILAR VECTOR/SHUTTERSTOCK.COM

• Interpretar/dramatizar a cena produzida/escrita. • Observar as características do gênero e aplicá-las na dramatização. Dar especial atenção à entonação em diálogos e à apresentação do cenário. • Analisar as apresentações, desenvolvendo espírito crítico.

ORALIDADE EM AÇÃO

Antes do espetáculo • Decidam quem será o diretor e quem representará cada personagem. • Se durante a apresentação houver música ou outro som, escolham um colega para ser o contrarregra, que deve providenciar o material necessário para produzir os sons durante o espetáculo. • Decidam qual será o cenário e providenciem os materiais necessários para compô-lo. • Conversem com o professor para decidir como as personagens serão caracterizadas, como serão os figurinos. • Comecem a ensaiar as falas para decorá-las.

2. Leiam este texto de Maria Clara Machado. Para uma boa apresentação, nada melhor que seguir as sugestões de uma autora de peças teatrais.

O corpo [...] [O ator] precisa também saber transmitir o seu papel pela expressão do corpo, pelos gestos. Falei que o ator precisa aprender a relaxar, a dominar seus gestos e ações. Vocês devem estar achando estranho uma pessoa ter que relaxar para representar bem. Vou explicar: se o ator está tenso, isto é, cheio de medo, envergonhado ou preocupado em não esquecer o papel, ele não consegue direito nem dizer as suas falas nem se movimentar na marcação. Ele fica plantado no chão dizendo seu papel como um papagaio e acaba estragando tudo. Para que isto não aconteça, ele precisa saber se controlar para usar melhor seu corpo e suas emoções. Um nadador não precisa treinar bastante para entrar numa competição? Não precisa exercitar seu corpo para cada dia do treino nadar com mais velocidade e classe? É isto que o ator tem que fazer: exercitar seu corpo e suas emoções para que a cada dia possa representar com mais desembaraço e naturalidade.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Comentar com os alunos que, nesta dupla de páginas, há uma proposta para encenação da peça que produziram, finalizando o estudo da unidade com textos teatrais. Eles devem ficar atentos às orientações do que deve ser feito nos itens “Antes do espetáculo”, “Na hora do espetáculo” e “Após o espetáculo”. Ler o texto “O corpo”, do livro A aventura do teatro, de Maria Clara Machado, que oferece sugestões para uma boa apresentação. Pedir aos alunos que acompanhem silenciosamente a leitura e que relatem, ao final, o que entenderam sobre o conselho dessa autora.

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ENCAMINHAMENTO Ler com os alunos o que deve ser feito “Antes do espetáculo”. Cada etapa dessa preparação pressupõe muitas decisões e ações, e os alunos devem dedicar o tempo adequado a cada uma delas. Fazer uma leitura comentada das orientações contidas na etapa “Na hora do espetáculo”. Promover, então, a apresentação dos alunos após os ensaios. Chamar a atenção para a importância dos gestos e expressões faciais durante a apresentação.

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Na atividade 4, os alunos devem fazer uma avaliação da apresentação quanto ao desempenho individual e do grupo. Nesse momento, mediar as avaliações para que elas sejam positivas, construtivas e, em especial, respeitosas, devendo ser relacionadas às qualidades dos alunos.

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CONEXÕES

As emoções não podem ser representadas de qualquer maneira. Para que o ator sinta alguma coisa quando está representando, é preciso primeiro que ele esteja calmo, isto é, relaxado, sem tensões, para que o sentimento que ele for representar pareça verdadeiro.

Para o professor • Para ampliar os conhecimentos sobre a linguagem teatral, ler o texto Experimente – Trabalhar com a linguagem teatral..., no site Plataforma do Letramento, disponível em: <http://livro.pro/ 7zrgef> (acesso em: 11 dez. 2017).

Maria Clara Machado. A aventura do teatro. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. p. 15-16.

3. Preparem-se para a apresentação. Na hora do espetáculo • Atenção à altura e à entonação da voz. A plateia precisa ouvir com clareza.

EDUARDO MEDEIROS

• Caprichem nas expressões faciais e corporais. • Movimentem-se pelo palco, de acordo com a história que está sendo encenada.

4. Converse com o grupo sobre a apresentação de vocês.

IMAGENS: GORRILAR VECTOR/SHUTTERSTOCK.COM

Após o espetáculo • Todos participaram? Desempenham sua função como combinado com o grupo? • Cada um respeitou a função do outro durante o ensaio e durante o espetáculo? • Houve problemas entre os colegas? Como vocês os resolveram? • O espetáculo saiu como vocês queriam? Expliquem. • Vocês gostariam de encenar outra peça de teatro? Por quê?

FIQUE LIGADO Teatro, de Raquel Coelho, Formato. Você sabe qual é a origem do teatro? Quem trouxe o teatro para o Brasil? Descubra as respostas nesse livro com imagens interessantes e criativas.

Hoje tem espetáculo, de Ana Maria Machado, Alfaguara. Este livro apresenta duas peças teatrais muito divertidas. Não perca a oportunidade de ler!

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ATIVIDADES Após a avaliação e os comentários sobre o trabalho realizado, combinar com os alunos uma outra apresentação da peça para os colegas da escola e/ou para os familiares. Marcar data, horário e lugar, preparar e entregar os convites. Também poderá ser feito um cartaz para a divulgação da peça. Se possível, organizar com os alunos uma ida ao teatro para que vejam os detalhes de uma peça: atores, cenário, figurino, som, luz, falas das personagens e entonação de cada ator.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto. • Relacionar informações do texto para

responder às questões. • Refletir sobre o papel da mulher na época da criação do teatro. • Relacionar o tema do texto à cultura de um povo e ao Patrimônio Histórico Nacional. • Reconhecer o teatro como patrimônio nacional.

IDEIA PUX A IDEIA Você sabe como e onde surgiu o teatro? Leia este texto e descubra curiosidades interessantes sobre a história do teatro. [...] Na Grécia Antiga, as pessoas cultuavam inúmeros deuses e deusas, que representavam as diferentes faces da vida e da natureza. Havia o deus do trovão, o deus da beleza, o deus do Sol, a deusa da Lua e muitos outros. Um dos deuses mais amados pelo povo grego era Dionísio (ou Dioniso), o deus do vinho, da alegria, da abundância. Havia festas populares especialmente dedicadas a esse deus, e nelas o povo cantava, dançava [...]. Um dos pontos altos dessas festas era a apresentação de uma poesia chamada ditirambo, cantada em coro e com uma parte narrativa. Nos primeiros ditirambos, os cantores e atores cultuavam apenas o deus Dionísio. Depois, os temas foram se ampliando e as histórias passaram a incluir outros deuses e heróis. Começaram a surgir os elementos essenciais de uma boa trama teatral: os conflitos entre homem e deus, Bem e Mal, pai e filho, dever e prazer... Um fato interessante é que só os homens podiam representar. Eles faziam também os papéis femininos, e talvez por causa disso os gregos começaram a utilizar um adereço muito criativo, que até hoje muita gente gosta de usar em festas e encenações: a máscara.

INTERDISCIPLINARIDADE COM

• HISTÓRIA • GEOGRAFIA • ARTE

Raquel Coelho. Teatro. São Paulo: Formato, 2011. p. 10.

Ruínas do Teatro de Dionísio, na Grécia, construído em 405 a.C. Sobre as ilustrações, há fotos de máscaras de teatro grego que remontam ao século 2 a.C. (à esquerda) e ao século 4 a.C. (à direita).

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Explorar oralmente o que os alunos conhecem sobre a história do teatro e sua origem. Explicar que Grécia Antiga refere-se ao mundo antigo grego e a áreas próximas (Chipre, Anatólia, sul da Itália, da França e costa do mar Egeu, além dos assentamentos gregos no litoral de outros países, como o Egito).

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, depois de ouvir as hipóteses dos alunos, comentar que, na Grécia Antiga, as mulheres não eram consideradas cidadãs. Cidadão era o indivíduo que tinha direito de participar da vida política da cidade, o que era proibido às mulheres, aos estrangeiros e aos escravos. Aproveitar o momento para comentar sobre o papel da mulher na sociedade brasileira ao longo do tempo. Contar que houve um tempo em que a mulher brasileira não podia votar, o que perdurou até 1932. Não podia também exercer alguns

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cargos, entre outros exemplos. Aos poucos as mulheres foram ganhando espaço na sociedade, e hoje atuam em campos que antes eram restritos aos homens. Durante a realização da atividade 2, ouvir as hipóteses dos alunos. Explicar que as tragédias eram histórias de enredo dramático e final funesto, de desventuras. As comédias tinham o propósito de divertir, apresentando situações cômicas dos costumes e das personagens.

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Resposta pessoal. Os patrimônios históricos são o registro de uma época e perpetuam a memória de um acontecimento importante na história de um povo, de uma nação.

CONEXÕES

1. Na sua opinião, por que na Grécia Antiga as mulheres não podiam atuar em peças de teatro? Resposta pessoal. 2. Na Grécia Antiga, havia dois tipos de peças teatrais: as tragédias e as comédias. Conte o que você acha que são tragédias e comédias. Resposta pessoal.

3. Na Grécia Antiga, havia também o ditirambo, apresentação que misturava poesia e narrativa. Como essa apresentação mudou ao longo do tempo? No começo, os atores e cantores cultuavam apenas o deus Dionísio. Depois, os temas das histórias se ampliaram.

4. O teatro foi trazido para o Brasil pelos portugueses logo após o Descobrimento, mas só por volta de 1940 é que o teatro brasileiro começou a valorizar nossa cultura. Espera-se que os alunos citem música, teatro, religião, dança,

IMAGENS: LEFTERIS PAPAULAKIS/SHUTTERSTOCK.COM, DE AGOSTINI PICTURE LIBRARY / A. DAGLI ORTI/FOTOARENA, ALBUM/PRISMA/FOTOARENA

Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas.

Para o professor • PALLOTTINI, Renata. Teatro completo. São Paulo: Perspectiva, 2006.

arquitetura, política, hábitos alimentares, língua escrita e falada,

a) Para você, o que faz parte da cultura de um país? entre outros.

b) Como uma peça de teatro pode retratar a cultura de um país?

Depois de ouvir as hipóteses dos alunos, comentar que uma peça de teatro pode retratar a cultura

RENAM

PENAN

TE

5. Um dos teatros mais antigos do Brasil é o Teatro Municipal de Ouro Preto, inaugurado em 1770 com o nome de Casa da Ópera. É considerado um país nas ações das personagens, no seu jeito de Patrimônio Histórico Nacional. de ser, de se vestir, de falar, entre outros fatores. • O que significa patrimônio histórico? Conte aos colegas e ao professor o que você sabe sobre isso.

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Na atividade 5, ouvir as hipóteses dos alunos e levá-los a entender que patrimônio significa: [...] 4. bem ou conjunto de bens naturais ou culturais de importância reconhecida, que passa(m) por um processo de tombamento para que seja(m) protegido(s) e preservado(s). HOUAISS, Antônio. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. São Paulo: Objetiva, 2010. CD-ROM.

Explicar que um bem tombado deve ser conservado e protegido pelo Estado.

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ATIVIDADES Os alunos podem pesquisar se há algum patrimônio histórico na região em que vivem e os motivos pelos quais ele é importante. Propor que pesquisem sobre os patrimônios históricos no Brasil e anotem os tópicos mais importantes da pesquisa para compartilhar oralmente com os colegas em um momento que será combinado com o professor.

escolhido. Devem destacar a importância dele para a cidade e explicar por que o lugar é preservado como patrimônio.

Para a apresentação, devem utilizar os recursos de mídia disponíveis para mostrar também imagens do patrimônio

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Inferir informações implícitas em texto lido. • Identificar o sentido de expressão no texto. • Opinar sobre informações do texto. • Conhecer os direitos dos idosos e discutir a importância de respeitá-los.

MEU LUGAR NO MUNDO { ARTE, RESPEITO E VALORIZAÇÃO DO IDOSO Leia este texto e veja como o teatro pode incentivar as pessoas a respeitar e valorizar os idosos em seu cotidiano. 27/08/2016 11h40 – Atualizado em 27/08/2016 11h40

Com humor, idosos abordam respeito à velhice em peça teatral para crianças “Quando a velhice chegar” foi apresentado em uma escola de Palmas. O espetáculo é protagonizado por alunos da Universidade da Maturidade. Do G1 TO com informações da TV Anhanguera

Respeito, valorização e alegria. Esses foram os principais temas abordados na peça de teatro “Quando a velhice chegar”. Os intérpretes são idosos que se apresentaram para crianças em uma escola infantil da capital. Desenvolvida pela Universidade da Maturidade (UMA), em Palmas, a apresentação é uma maneira criativa de estimular uma boa convivência entre crianças e idosos. O objetivo do espetáculo é despertar nas crianças o sentimento de valorização e respeito à terceira idade, por meio de diálogos. A apresentação, com duração de aproximadamente 30 minutos, conta a história de um grupo de amigas que se aposentaram e resolveram morar juntas para não viverem na solidão. Certo dia elas recebem a visita da Velhice, que é impedida de entrar na casa. As crianças se empolgaram e a apresentação terminou em festa. Elas até fizeram planos para o futuro. “Eu quero ser igual a minha avó. Ela não fica só quieta e vai para vários lugares”, disse a aluna. A diretora da instituição infantil, Alice Furudawa, aprovou a iniciativa. “Todos devem valorizar as pessoas idosas. Respeitar as limitações que elas têm pela idade e conviver da melhor maneira possível”, disse. Com humor, idosos abordam respeito à velhice em peça teatral para crianças. G1 TO, 27 ago. 2016. Disponível em: <http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2016/08/com-humor-idosos-abordam-respeito-velhiceem-peca-teatral-para-criancas.html>. Acesso em: 28 nov. 2017.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Estabelecer uma conversa com os alunos sobre o tratamento que se deve dar às pessoas idosas. Perguntar a eles se respeitam os idosos e em que situações isso ocorre. No final da conversa, lembrá-los de que os idosos têm conhecimentos e sabedoria que podem ser compartilhados com os mais novos e que tratá-los com carinho, cuidado e respeito deve ser um hábito cultivado por todos.

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ENCAMINHAMENTO Propor uma leitura silenciosa do texto. Em seguida, verificar o que os alunos sabem sobre o município de Palmas (capital e maior cidade do estado do Tocantins), local em que foi apresentada a peça de teatro da notícia.

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ção Mundial da Saúde, nos países em desenvolvimento, uma pessoa é considerada idosa a partir de 60 anos (é o caso do Brasil) e, nos países desenvolvidos, a partir de 65 anos.

Verificar também se conseguem inferir, pelo contexto, o significado de maturidade (idade madura, em que as pessoas têm experiência acumulada e sabedoria).

Na atividade 3, ouvir as opiniões dos alunos e incentivá-los a apresentar justificativas. “Não deixar a Velhice entrar” significa, no caso, que as amigas não se deixaram abater pela idade, que estão sempre animadas.

Na atividade 1, comentar com os alunos que, de acordo com a Organiza-

Na atividade 4, acessar com os alunos o site em que foi publicada a notícia,

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CONEXÕES

Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas.

É despertar nas crianças o sentimento

1. Qual é o principal objetivo desse espetáculo? de valorização e respeito ao idoso. 2. Que história ele conta? O espetáculo conta a história de um grupo de amigas que se aposentaram e resolveram morar juntas para não viverem na solidão.

3. Segundo o texto, as amigas não deixam a Velhice entrar na casa delas. • O que significa, na sua opinião, não deixar a Velhice entrar? Resposta pessoal.

Para o professor • BRASIL. Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003: Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Disponível em: <http://livro.pro/i4bq5x>. Acesso em: 8 dez. 2017.

4. De acordo com o texto, ”a apresentação é uma maneira criativa de estimular uma boa convivência entre crianças e idosos”. Você concorda com essa afirmação? Por quê? Resposta pessoal. 5. Você sabia que existe uma lei que protege os idosos? É o Estatuto do Idoso, que entrou em vigor em outubro de 2003. Segundo essa lei, é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do governo assegurar ao idoso os seguintes direitos fundamentais: Direito à vida

Direito ao esporte

Direito à dignidade

Direito à saúde

Direito ao lazer

Direito ao respeito

Direito à alimentação

Direito ao trabalho

Direito à educação

Direito à cidadania

Direito à cultura

Direito à liberdade

Direito à convivência familiar e comunitária

• Que tal elaborar um cartaz com os direitos dos idosos? O professor vai organizar os grupos. Façam ilustrações bem criativas! 6. Depois que os cartazes estiverem prontos, converse com os colegas e o professor sobre a ideia de fazer uma exposição e convidar amigos e familiares com 60 anos ou mais para visitá-la.

GUILHERME ASTHMA

ATIVIDADES

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disponível em: <http://livro.pro/vgrent> (acesso em: 2 dez. 2017). Mostrar a eles o vídeo que acompanha a notícia, para que possam visualizar como, realmente, o espetáculo estimula a convivência entre crianças e idosos. Perguntar aos alunos por que a peça é dirigida às crianças e ouvir as opiniões. Espera-se que percebam que esse espetáculo é uma maneira de fazer as crianças refletirem sobre a valorização do idoso. Conversar com os alunos sobre as atitudes no dia a dia em relação ao respeito e à valorização dos idosos.

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A orientação para a elaboração dos cartazes na atividade 5 pode ser feita em parceria com o professor de Arte. Rever com os alunos as características do gênero, abordadas no 3o ano. Para a exposição, na atividade 6, os alunos poderão elaborar convites, para serem entregues em mãos ou enviados digitalmente. Seria interessante que, nesse evento, fosse organizado um debate entre os alunos e os convidados sobre o respeito e a valorização dos idosos no dia a dia.

Comentar com os alunos que, mesmo com a existência do Estatuto do Idoso, que garante a proteção contra qualquer tipo de destrato ou violência, infelizmente ainda há muitos idosos que têm seus direitos desrespeitados. É importante ressaltar que violência pode ser manifestada não somente como agressão física, mas também psicológica e por meio de negligência e omissão (falta de atenção ou falta de cuidado diante de alguma necessidade médica, por exemplo). Essa é uma realidade que deve ser combatida e que, lamentavelmente, também atinge crianças, adolescentes, mulheres. Se achar pertinente, de acordo com a maturidade dos alunos, citar que também existe uma lei que garante proteção às mulheres contra qualquer tipo de violência, seja ela física ou que cause sofrimento psicológico, por exemplo. Conversar com os alunos sobre o fato de que todos, independentemente de sexo ou idade, devem ser respeitados.

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TEXTO

I

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CAMPO

S

VOCÊ CONHECE LITER ATUR A DE CORDEL?

OB O

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CAC ÉA JOS

de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sobre dados apresentados em imagens, tabelas e outros meios visuais. • (EF05LP04) Identificar aspectos lexicais, fonológicos, prosódicos, morfossintáticos e semânticos específicos do discurso oral (hesitações, repetições, digressões, ênfases, correções, marcadores conversacionais, pausas etc.). • (EF05LP06) Identificar informações, opiniões e posicionamentos em situações formais de escuta (exposições, palestras, noticiário radiofônico ou televisivo etc.). • (EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. • (EF35LP02) Identificar fatores determinantes de registro linguístico (formal, informal), como: contexto, ambiente, tema, estado emocional do falante, grau de intimidade entre os falantes. • (EF35LP03) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala. • (EF35LP04) Respeitar a variação linguística como característica de uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes camadas sociais, rejeitando preconceitos linguísticos. • (EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.). • (EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. • (EF05LP13) Identificar o sentido de vocábulo ou expressão utilizado, em segmento de texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere. • (EF05LP19) Interpretar recursos multimodais, relacionando-os a informações em reportagens e manuais com instruções de montagem (fotos, tabelas, gráficos, desenhos etc.). • (EF05LP20) Comparar informações sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre o que é mais confiável. • (EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. • (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e uni-

GL

UNIDADE

• (EF05LP03) Escutar, com atenção, falas

ED ITO RA

HABILIDADES

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verso temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos. • (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. • (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias

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à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. • (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. • (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. • (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar

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PA ND A

TE RA XTO QU E EL XILO CA G MP RA OS VUR

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AN DE AV UR A EX ILO GR

SENSIBILIZAÇÃO Selecionar alguns cordéis e pendurá-los em um barbante na sala de aula. Permitir aos alunos que observem e manuseiem os livretos. Após esse momento, organizá-los em roda e solicitar a alguns deles que retirem um texto do varal e façam a leitura em voz alta. Comentar que esses textos fazem parte da literatura de cordel. Perguntar o que sabem sobre cordéis e ouvir suas hipóteses. Após a roda de conversa, chamar a atenção para o título da unidade e contar um pouco da história desse gênero.

IDEÁRIO LAB

TE XT O

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

A

A

RA QU EL

CA M

PO S

• (EF35LP13) Reconhecer o texto literário como expressão de identidades e culturas. • (EF35LP14) Identificar temas permanentes da literatura, em gêneros literários da tradição oral, em versos e prosa. • (EF35LP15) Valorizar a literatura, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade. • (EF35LP17) Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.

ENCAMINHAMENTO Converse com os colegas e responda às questões. 1. Você já ouviu falar em literatura de cordel? Explique o que você sabe sobre isso. Resposta pessoal. 2. Observe a imagem. Por que os folhetos estão expostos dessa forma? Os folhetos estão expostos para serem vendidos.

3. Leia os títulos dos folhetos que as crianças estão segurando. De que assunto eles tratam? Do aquecimento global e de um conto infantil.

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e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis. • (EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. • (EF05LP31) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes significados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual. • (EF05LP32) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo.

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• (EF05LP33) Identificar as significações que prefixos acrescentam à palavra primitiva. • (EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo. • (EF05LP39) Explicar os efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros, de comparações e metáforas e de recursos gráfico-visuais em textos versificados • (EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva. • (EF05LP43) Criar poemas compostos por versos livres, utilizando imagens poéticas e recursos visuais e sonoros.

Na atividade 1, reforçar que a literatura de cordel é um tipo de poesia popular impressa em folhetos ilustrados com xilogravuras. Ganhou esse nome porque os folhetos, na sua origem, eram pendurados em cordões. No Brasil, a literatura de cordel é encontrada principalmente na região Nordeste, em feiras populares, em feiras de artesanato e mesmo em feiras de livros. Muitas vezes, as poesias são recitadas pelos próprios autores, acompanhadas de viola, ou declamadas de forma animada, para atrair os compradores. Orientar a leitura da dupla de páginas, comentando que a imagem mostra como são vendidos os folhetos (pendurados em cordéis) e a simplicidade de sua apresentação. Observar os temas dos folhetos e pedir aos alunos que imaginem as histórias contadas de forma rimada, característica dessa literatura. Fazer, em seguida, a conversa proposta nesta página sistematizando o que já foi discutido.

PROGRAME-SE Alguns materiais que devem ser providenciados com antecedência. • Folhetos de cordéis (livretos) – páginas 74-75. • Folhas pautadas – páginas 92 e 95. • Folha sulfite e/ou cartolina, canetinhas e/ou lápis de cor, barbante, cola, tesoura sem ponta – páginas 98-99.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

CAPÍTULO

1 AS RIMAS DO CORDEL

• Ler e compreender o cordel obser-

vando suas características: sonoridade, rimas, versos e estrofes. • Relacionar o título do cordel ao tema tratado nele.

• Você já ouviu alguém declamar um cordel? Já ouviu um repentista cantando com seu violão? Resposta pessoal.

Faça a leitura deste cordel.

Apresentação [...] Trago rimas saborosas Bem mais doces do que mel Com estrofes muito ricas E a voz de menestrel Apresento o universo Do repente e do cordel.

O cordel desenvolveu-se Nas quebradas do sertão Do agreste ou cariri Toda aquela região Onde a chuva é abençoada E o sol faz judiação.

O cordel é diferente Do repente improvisado O cordel é sempre escrito Em folheto e declamado O repente é improvisado Sem ter nada decorado.

Mas o nome do “cordel” Provém lá de Portugal Os cordéis ali ficavam Pendurados num varal No Brasil é diferente “Folheto” é o nome usual.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

SENSIBILIZAÇÃO Assistir com os alunos ao vídeo O que é a literatura de cordel, de César Obeid, no site <http://livro.pro/ogzpk2> (acesso em: 29 nov. 2017). Comentar que César Obeid é escritor, educador e contador de histórias. Trabalha com a recriação do cordel e do repente em educação, teatro, eventos e literatura. É autor dos livros Minhas rimas de

cordel (2005), O cachorro do menino (2007), Vida rima com cordel (2007), Aquecimento global não dá rima com legal (2008) e João e o pé de feijão em cordel (2009), entre outros. Após a apresentação do vídeo, perguntar aos alunos o que eles aprenderam sobre a literatura de cordel e compartilhar as observações deles. Verificar se respeitam os turnos de fala, ou seja, se aguardam a vez para emitir sua opinião.

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ENCAMINHAMENTO Propor aos alunos que façam a leitura do texto “Apresentação”, de César Obeid. Eles devem perceber que se trata de um cordel feito para explicar o que é cordel, sua origem e suas características. Retomar as estrofes e discutir com eles as informações presentes em cada uma delas. Verificar se as informações presentes nos versos são as mesmas que constam do vídeo a que assistiram. Ler o cordel para os alunos, oferecendo um modelo de leitura e ajudando a construir o sentido do texto. Comentar

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Rimas são terminações Que possuem o mesmo som Por exemplo “tédio” e “prédio” “Batom” rima com “bombom” “Céu” não rima com “cresceu” Nem “feijão” rima com “dom”.

O cordel também é feito Por migrante nordestino Mesmo longe de sua terra Não esquece seu destino E preserva sua cultura Como um grande peregrino.

Xilogravura na capa O folheto recebeu Um desenho na madeira Que o verso engrandeceu Acho que você é capaz De também fazer o seu...

Cariri: caatinga que apresenta uma vegetação menos rude.

KIS

Hoje é muito diferente De alguns anos atrás Porque hoje está presente Nas maiores capitais Todo o mundo já conhece Suas rimas naturais.

SAR

Quem escreve o cordel É chamado cordelista E quem canta improvisado É chamado repentista Seja escrito ou de improviso Rimas são a sua pista.

BIRY

O cordel foi no passado O jornal do sertanejo Sem TV nem internet Num pequeno vilarejo Esperavam o poeta Com a rima e com gracejo.

Fazer judiação: castigar. Menestrel: poeta e cantor. Migrante: pessoa que se muda para outra região. Peregrino: indivíduo que percorre terras estranhas. Repente: canto com versos improvisados. Sertão: região do interior brasileiro, em geral com vegetação característica de lugares secos.

César Obeid. Vida rima com cordel. São Paulo: Salesiana, 2007. p. 6-11.

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que a linguagem usada possui traços da fala coloquial e da cultura popular e reflete o ambiente em que o cordel foi criado. Pedir que leiam o glossário e retomem no texto os trechos onde essas palavras estão escritas. Reler as estrofes verificando o efeito que as explicações do glossário tiveram na compreensão do texto.

ATIVIDADES Selecionar previamente um cordel e ler para os alunos dando ritmo e encenando se for possível. Depois comentar com eles o assunto principal do cordel e

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pedir que se lembrem das rimas utilizadas e em que versos se encontram. Proporcionar momento de leitura de livros disponíveis na biblioteca da classe ou da escola e deixá-los à vontade para que escolham o que gostariam de ler. Após a leitura, devem compartilhar com a classe suas impressões sobre o livro, dizer os motivos da escolha e, caso tenham gostado, recomendá-lo aos colegas, justificando a recomendação.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar informações no texto lido. • Identificar a quantidade de versos em

cada estrofe do cordel. • Inferir o significado de expressões de acordo com o contexto. • Identificar elementos do cordel e relacioná-los à cultura popular.

POR DENTRO DO CORDEL 1. Qual é o tema do cordel que você leu? Assinale a resposta correta. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam a relação do título com o tema As características da literatura de cordel. do texto. O autor está apresentando, explicando o que A paisagem do sertão nordestino. é o cordel, por isso o título é Apresentação.

A vida de um cordelista famoso. X

2. Na sua opinião, o título Apresentação é adequado ao texto? Por quê? 3. Qual é a diferença entre o cordel e o repente? O cordel é escrito em folheto e declamado. No repente os versos são cantados e improvisados.

• Como são conhecidos os autores do cordel e do repente? Cordelistas e repentistas.

4. Qual é a origem do nome cordel? O que explica esse nome? O nome cordel tem origem em Portugal. Recebeu essa denominação porque os livretos ficavam pendurados em cordéis, que são cordas fininhas como barbante. Porque no Sertão nordestino predomina o clima semiárido, com uma estação seca mais prolongada e níveis baixíssimos de precipitações. A chuva é abençoada porque é rara. A ausência de chuva gera muitos problemas e dificuldades para a população. O sol faz judiação porque é • No Brasil, qual é o nome usual do cordel? Folheto. muito intenso e deixa o solo totalmente seco, 5. Releia a terceira estrofe do cordel. queimado.

a) Por que o cordelista diz que na região em que o cordel se desenvolveu “a chuva é abençoada” e “o sol faz judiação”? Converse com os colegas e professor. b) Quais destas alternativas poderiam substituir a expressão “o sol faz judiação”? X

O sol maltrata. O sol ilumina.

X

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Acessar o site <http://livro.pro/n5ds 5w> (acesso em: 29 nov. 2017) para ler com os alunos as informações mais relevantes sobre a história do cordel e a criação do gênero. Relacionar as informações do site com as que foram lidas no cordel.

ENCAMINHAMENTO Durante a realização da atividade 1, comentar que os cordéis abordam temas variados, como assuntos educativos, os animais, a seca no Nordeste, a vida de uma pessoa famosa, contos populares e de fadas, entre outros.

O sol atormenta.

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Na atividade 6, ressaltar a importância da valorização e preservação da cultura – as festas populares, as cantigas, as histórias populares, entre outras manifestações culturais. Na atividade 7, retomar o conceito de estrofe e verso. Verificar se identificam as rimas nos versos e se percebem que no cordel as rimas estão sempre nos mesmos versos. No cordel lido, as estrofes têm seis versos (sextilha) e as rimas estão no 2º, 4º e 6º versos. Ao trabalhar a atividade 9, chamar a atenção dos alunos para as rimas da

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6ª estrofe: embora “atrás” não tenha a mesma terminação que “capitais” e “naturais”, na língua oral a tendência é pronunciar essa palavra como se tivesse uma letra i intermediária. Para a pesquisa sobre xilogravura, da atividade 11, os alunos podem consultar o site do Museu Casa da Xilogravura, disponível em: <http://livro.pro/ssz3hz> (acesso em: 29 nov. 2017). O site do Estadinho, suplemento do jornal O Estado de S. Paulo, apresenta uma técnica que imita a arte da xilogravura. Se possível, em conexão com a

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CONEXÕES

6. Leia a sétima estrofe do cordel e responda: Como o migrante nordestino migrante nordestino consegue preservar sua cultura consegue preservar sua cultura? O escrevendo o cordel, gênero de texto que se desenvolveu no • Você considera importante preservar a cultura? Por quê? Nordeste e tem como

Para o professor • SENNA, Costa. Cordéis que educam e transformam. São Paulo: Global Editora, 2012.

tema elementos da cultura regional.

Resposta pessoal.

Para os alunos • OBEID, César. Cordelendas: histórias indígenas em cordel. São Paulo: Editora do Brasil, 2014.

7. Quantas estrofes tem o poema? Dez estrofes. • Quantos versos há em cada estrofe? Seis versos. 8. Escreva os versos do texto que explicam o que são rimas. Rimas são terminações / Que possuem o mesmo som

9. Copie da primeira estrofe as palavras que rimam. Mel, menestrel, cordel.

• As rimas estão em quais versos? No 2o, 4o e 6o versos.

Geralmente, os folhetos são narrados em estrofes chamadas sextilhas. A sextilha é composta de seis versos. As rimas ocorrem no 2o, 4 o e 6o versos. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a palavra saborosas, nesse contexto, está empregada 10. Releia estes versos. em sentido figurado, sendo entendida como algo que proporciona prazer, que é agradável.

Trago rimas saborosas Bem mais doces do que mel

a) A que são comparadas as rimas? Ao mel.

BIRY SARKIS

b) Qual é o elemento de comparação? A doçura. c) Na sua opinião, o que são rimas saborosas? d) Qual é o efeito de sentido decorrente do uso do adjetivo saborosas no poema? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que o uso do adjetivo realça a característica dada às rimas, que tornam o cordel agradável, gostoso de ler e de ouvir.

11. O que é xilogravura? Faça uma pesquisa com um colega e apresentem xilogravura é uma técnica de arte em que uma oralmente o que encontraram.A gravura é esculpida em um pedaço de madeira. Em seguida, o artista passa uma tinta na parte que ficou em relevo e a prensa sobre o papel. Ou seja, é como se fosse um carimbo, deixando a imagem impressa.

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área de Arte, estimular os alunos a criar xilogravuras com base nessa técnica. Disponível em: <http://livro.pro/8rwepf>. Acesso em: 29 nov. 2017.

ATIVIDADES Chamar a atenção para a imagem da abertura do capítulo, que apresenta uma ilustração inspirada na técnica da xilogravura.

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Perguntar aos alunos se já viram algum trabalho em xilogravura. Selecionar previamente algumas xilogravuras para mostrar a eles. Do sertão para o mundo Uma das características mais marcantes do cordel é a xilogravura que ilustra a capa dos folhetos. A técnica é rústica: passa-se tinta sobre uma figura entalhada e pressiona-se essa

matriz sobre o papel, como se fosse um carimbo. Como a ilustração sintetiza a história contada pelo cordelista, esse é mais um elemento que pode ser explorado em sala de aula. O pernambucano J. Borges, considerado o mais importante xilógrafo do Brasil, já teve seu trabalho exposto até no Museu do Louvre, em Paris. CALHADO, Cynthia. Ler por prazer no ritmo do cordel. Disponível em: <https://novaescola.org.br/ conteudo/2049/ler-por-prazer-no-ritmo-do-cordel>. Acesso em: 29 nov. 2017.

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• Identificar advérbios e expressões adverbiais em frases apresentadas. • Identificar as ideias transmitidas pelos advérbios e expressões. • Reconhecer as expressões como locuções adverbiais e aplicá-las na escrita. • Substituir locuções adverbiais por advérbios, e vice-versa. • Localizar advérbios e locuções adverbiais em diferentes contextos.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Releia estes versos do texto Apresentação e observe os advérbios destacados. “Céu” não rima com “cresceu”

BIRY SARKIS

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Com estrofes muito ricas Porque hoje está presente

Mesmo longe de sua terra

• Escreva os advérbios destacados nos versos de acordo com as ideias ou circunstâncias que eles indicam. tempo: hoje

intensidade: muito

lugar: longe

negação: não

2. Reescreva as frases substituindo as expressões em destaque pelos advérbios dos quadros. certamente

repentinamente

apressadamente

a) De repente, o repentista começou a cantar. Repentinamente, o repentista começou a cantar.

b) Os versos do cordel com certeza apresentam rimas. Os versos do cordel certamente apresentam rimas.

c) Não consigo fazer nada com pressa! Não consigo fazer nada apressadamente.

• Qual é a ideia transmitida pela expressão destacada em cada uma das frases: tempo, lugar ou modo? Modo. Quando duas ou mais palavras têm a função de um advérbio, recebem o nome de locução adverbial. Veja um exemplo: Cuido dos meus animais com carinho. Cuidou dos meus animais carinhosamente.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar o conceito de advérbio. Fazer a leitura de uma estrofe do cordel “Apresentação” e pedir aos alunos que identifiquem os advérbios presentes. Selecionar previamente alguns cordéis para leitura no final das atividades.

ENCAMINHAMENTO Propor as atividades e fazer uma correção coletiva, permitindo aos alunos que ouçam seus colegas e confiram a própria resposta.

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ATIVIDADES Ler com os alunos o trecho de “Cordel para Pixinguinha”, de Gustavo Dourado, e explorar os advérbios e suas funções no texto. Explorar também os sentidos dos versos que contam a história de Pixinguinha e como ele começou sua carreira de cantor e compositor. [...] Bem novo já trabalhava O pai a acompanhar Na flauta e no cavaquinho, Nas festas sempre a tocar Com César Borges Leitão Aprende música elementar...

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No Liceu Santa Teresa Pixinguinha estudou No Mosteiro de São Bento Também se aperfeiçoou Com o seu pai Alfredo Na flauta se iniciou... Na Rua Vista Alegre Morou em um casarão De nome Pensão Viana De hospitaleira tradição O menino Pixinguinha Em fase de transmutação... Ganhou uma flauta do pai Da Europa, importada

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CONEXÕES

3. Escreva quais locuções poderiam substituir os advérbios destacados.

Para o professor • CORALINA, Cora. Meu livro de cordel. São Paulo: Global, 2009.

a) Lemos atentamente a notícia. Com atenção. b) Cuidadosamente, arrumei os livros na estante. Com cuidado. c) Meu pai lê, diariamente, o jornal inteiro. Todos os dias. 4. Reescreva as frases acrescentando os advérbios ou locuções adverbiais dos quadros. em silêncio

bastante

à noite

não

a) As pessoas ouviam os duelos dos repentistas. Sugestão: Em silêncio, as pessoas ouviam os duelos dos repentistas.

b) Estude e você será um bom aluno! Sugestão: Estude bastante e você será um bom aluno!

c) Assisto aos meus programas prediletos de TV. Sugestão: À noite, assisto aos meus programas prediletos de TV.

d) Consegui chegar a tempo à reunião. Sugestão: Não consegui chegar a tempo à reunião.

5. Reúna-se com dois colegas. Sigam as instruções.

• Façam seis fichas e copiem as seguintes locuções adverbiais:

com dificuldade

passo a passo

por perto

sem dúvida

pela manhã

à tarde

• Coloquem as fichas sobre a mesa, com o texto virado para baixo. • Um participante retira uma ficha, lê a locução adverbial e todos escrevem uma frase. Em seguida, devem ler as frases em voz alta. • Se a locução adverbial foi empregada corretamente e a frase tem coerência, cada um ganha 5 pontos. O grupo pode decidir se as frases são coerentes ou não. • O jogo termina após a leitura de todas as fichas. • O participante com o maior número de pontos é o vencedor. • Se houver empate, os participantes podem decidir quem foi o mais criativo na elaboração das frases.

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Custou 600 mil réis Marco na sua jornada O Instrumento musical Deu início à caminhada... [...] DOURADO, Gustavo. Cordel para Pixinguinha. 2014. Disponível em: <http://www.gustavodourado.com.br/ cordel/Cordel%20para%20PIXINGUINHA.htm>. Acesso em: 29 nov. 2017.

Assistir ao vídeo <http://livro.pro/ nbrcex> (acesso em: 29 nov. 2017) que apresenta a canção “Carinhoso” e imagens do compositor.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

UT TE RS TO CK DE S/S H

• Ler e verificar a grafia das diversas palavras apresentadas. • Observar a formação do plural em palavras terminadas em l.

.CO M

QUAL É A LETRA? JO TT AF

ER N

AN

1. Releia estes versos do cordel Apresentação. Trago rimas saborosas Bem mais doces do que mel Com estrofes muito ricas

a) Que palavras apresentam a letra s no final? As palavras rimas, saborosas, mais, doces, estrofes, ricas.

b) Em quais dessas palavras a letra s indica o plural? Em rimas, saborosas, doces, estrofes, ricas.

• Escreva essas palavras de acordo com sua classe gramatical. Substantivos: rimas, estrofes. Adjetivos: saborosas, doces, ricas. c) Por que as palavras saborosas, doces e ricas estão no plural? Porque são adjetivos e devem concordar com os substantivos rimas e estrofes.

E CAMPOS CAMPOS, DES

ENHO DE ALIC

O cordel é sempre escrito Em folheto e declamado

JOSÉ ACACI

Os cordéis ali ficavam Pendurados num varal

TEXTO DE ABD IAS

PETER HERMES FURIAN / SHUTTERSTOCK.COM

2. Releia estes outros versos e observe as palavras destacadas em cada trecho.

a) Qual é a diferença na escrita dos substantivos destacados? b) Por que, no segundo trecho, o artigo o vem acompanhado da letra s? 82

Porque a palavra cordel está no plural e o artigo deve concordar com o substantivo. No primeiro trecho, a palavra termina com el (está no singular). No segundo trecho, a palavra termina em éis (está no plural).

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar o conceito de singular e plural e verificar o que os alunos sabem sobre a formação do plural. Registrar na lousa para retomar ao final das atividades.

ENCAMINHAMENTO

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perceberam sobre a formação do plural nas palavras terminadas em l. Registrar na lousa as observações. Na atividade 2b, verificar se os alunos lembram o que é artigo e qual sua função. Criar um registro coletivo sobre a formação do plural para serem consultadas quando surgirem dúvidas e afixá-lo no mural da sala.

Propor aos alunos a realização das atividades da dupla de páginas. Fazer uma correção compartilhada e verificar o que

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3. Como ficariam estes versos se os cordéis fossem pendurados em mais de um varal? Os cordéis ali ficavam Pendurados nuns varais

4. Escreva uma frase com cada dupla de palavras. papel reciclado

avental limpo

Atenção as palavras devem estar no plural.

canil pequeno

lençol azul

Resposta pessoal.

5. Releia esta estrofe do cordel. Hoje é muito diferente De alguns anos atrás Porque hoje está presente Nas maiores capitais Todo o mundo já conhece Suas rimas naturais.

OM

TOCK.C

UTTERS

RIAN / SH

RMES FU

PETER HE

a) Reescreva a estrofe, passando as palavras destacadas para o singular. Hoje é muito diferente De algum ano atrás Porque hoje está presente Na maior capital Todo o mundo já conhece Sua rima natural.

b) Compartilhe sua resposta com os colegas e relembrem a flexão de número (singular e plural) na escrita das palavras terminadas em l. 83

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ATIVIDADES Propor uma brincadeira para a formação do plural. Em duplas, os alunos escreverão, em um folha à parte, seis palavras no singular. Depois trocarão de folha com outra dupla para escrever o plural das palavras registradas. Marcar um tempo para a atividade. Ganha o jogo a dupla que terminar primeiro e escrever corretamente o plural das palavras.

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• Ler e compreender o texto e identificar os fatos citados. • Reconhecer marcas de oralidade em texto de cordel.

REDE DE LEITURA 1. Você sabe o que é um duelo poético? Já ouviu algum? Converse com os colegas e o professor. Resposta pessoal.

XILOGRAVURA DE DILA, DA CAPA DO CORDEL DE ABDIAS CAMPOS E LUIS HOMERO: PELEJA DE CANTADORES

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

2. Leia um trecho de um duelo poético entre Patativa do Assaré e Inácio.

SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO Propor a leitura do texto em duplas para que percebam o que cada um dos compositores canta/recita. Solicitar aos alunos que procurem no dicionário o significado da palavra duelo (confronto entre duas pessoas ou dois grupos).

Inácio Menino de cara lisa, Você comigo não pode, Eu tenho sinal de home, Por isto trago bigode.

Inácio Eu nasci na Paraíba, Fui batizado de Inácio, Há muitos anos deixei A terra do Epitácio.

Patativa Seu Inaço, eu bem tou vendo Na sua cara, bigode, Barba também no sertão Se vê em cara de bode.

Patativa Inda estou desaprumado Da viage e do vapô, Mas desejava encontrá Nesta terra um cantadô.

Inácio Menino, respeite o velho, Não seja tão macriado, Você só tem de poeta Esse seu olho furado.

Inácio Pois então encontra um, Inácio da Paraíba, Se você não se aprumá, Fica embaixo, eu fico em riba.

[...]

Patativa Seu Inaço, eu sou menino E venho do Assaré, Você se apruma em bengala, Mas meu aprumo é no pé.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS Assistir ao vídeo <http://livro.pro/ ie4jqw> (acesso em: 29 nov. 2017), que mostra a explicação sobre o cordel cantado e a composição. Conversar com os alunos para verificar se percebem que o cordelista vai comentando assuntos que estão ocorrendo no momento, olhando para o público. Chamar a atenção para o modo de falar do cordelista e o sotaque “cantado” que acompanha a musicalidade do cordel.

Antonio Patativa Meu velho, não arrepare, O preguntar é dos home, Me diga onde nasceu? Me diga como é seu nome?

Patativa (com voz humilde) Seu Inaço, não caçoe Deste defeito da gente... Você deve se lembrá Da sua perna doente! Patativa do Assaré. Inspiração nordestina – Cantos de Patativa. São Paulo: Hedra, 2003. p. 267-269.

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Durante a realização da atividade 2, encaminhar a conversa de forma a levá-los a perceber que um duelo poético é um desafio entre dois cantadores. No duelo poético, conhecido também como peleja, desafio ou repente, os cantadores improvisam seus versos, acompanhando o assunto. Comentar com a classe que Patativa do Assaré (1909-2002), nome pelo qual era conhecido Antônio Gonçalves da Silva, foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro, considerado uma das principais figuras da música nordestina do século XX.

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Durante a realização da atividade 6, comentar que os diferentes modos de falar têm origem na colonização do Brasil, que foi feita por vários povos em diferentes momentos históricos. Essas variedades refletem a história de um povo e mostram suas características, por isso é importante respeitá-las. Ao realizar a atividade 7, organizar a classe em grupos e atribuir a cada um estados brasileiros, como Acre, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina.

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CONEXÕES

Resposta pessoal.

3. Na sua opinião, quem foi melhor no duelo: Patativa ou Inácio? Por quê? • Em que momento você acha que os cantadores provocam um ao outro?

Para o professor e para os alunos • Ler e sugerir aos alunos o livro Aqui tem coisa, de Patativa do Assaré (São Paulo: Hedra, 2004).

Resposta pessoal.

4. Pelo texto, é possível saber o lugar de origem dos cantadores desse duelo poético? Sim. Inácio nasceu no estado da Paraíba e Patativa veio do Assaré, no Ceará.

5. Escreva, de acordo com a linguagem formal, estas palavras que aparecem no duelo poético. arrepare vapô

preguntar encontrá

home cantadô

inda

viage

aprumá

O duelo poético que vocês leram apresenta uma linguagem regional, isto é, própria de uma determinada região. Nesse caso, a linguagem utilizada é própria da região onde Patativa e Inácio foram criados.

JARBAS OLIVEIRA/AE

Repare, perguntar, homem, ainda, viagem, vapor, cantador, encontrar, aprumar.

Patativa do Assaré, em 2000.

6. Você conhece algumas palavras ou expressões que são próprias da região onde você mora? Quais? Resposta pessoal. • Em cada região, além de palavras e expressões próprias, as pessoas também têm um sotaque, uma pronúncia característica. Você é capaz de apontar um sotaque típico de sua região? Resposta pessoal. 7. Façam uma pesquisa e descubram como as pessoas costumam falar em alguns estados brasileiros. Depois, relatem aos colegas o que vocês descobriram. 8. Visite o site <http://livro.pro/5zinq2> (acesso em: 28 set. 2017) e conheça diferentes formas de falar no Brasil. 85

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ATIVIDADES Perguntar aos alunos: Será que o duelo poético teria a mesma força, a mesma graça e a mesma intenção se as palavras fossem transcritas de acordo com a escrita convencional? Por quê? Espera-se que eles percebam que a linguagem regional é a marca do texto e determina uma das particularidades da cultura popular, em especial da nordestina, além de facilitar algumas rimas pela sonoridade das palavras, algo que não ocorreria tão facilmente se fosse utilizada a escrita convencional. Proporcionar uma roda de conversa para os alunos fazerem comentários sobre a leitura de cordéis. Deixar que compartilhem suas impressões, contando do que mais gostaram nos cordéis lidos ou o que não lhes agradou.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

CAPÍTULO

2 MULHER DENGOSA

• Ler o texto e identificar informações. • Inferir o significado de expressões de

EM CORDEL

acordo com o contexto.

• Você sabe o significado da palavra dengoso? Como se comporta uma pessoa dengosa? Como você imagina a história de uma mulher dengosa? Resposta pessoal.

Leia este cordel sobre uma mulher dengosa.

A história da mulher dengosa [...] Vou contar uma história Da mulher muito dengosa Que comia sem parar Porque era uma gulosa. Paladar era aquecido Mas na frente do marido Era muito mentirosa. Pois somente ela comia Quando ele não estava. Bolos, tortas e pudins De comer tudo, gostava. Mastigava pra valer Mas dizia não saber O porquê ela engordava.

E dizia: — Estou sem fome Eu não quero almoçar! — Mas, mulher, alguma coisa Você tem que mastigar. — Não, não, não, ela insistia E esse nó se repetia No almoço e no jantar. Ele bem desconfiado Inventou esses relatos: — Ô mulher, eu vou levar Nosso gado aos regatos. Ela estando assim sozinha Foi feliz para a cozinha Preparar diversos pratos.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Explorar o significado da palavra dengosa. Perguntar à turma do que o título “A história da mulher dengosa” parece tratar. Estimular os alunos a levantar hipóteses. A palavra dengoso pode se referir à criança que faz manha ou a uma pessoa que se mostra frágil para ser paparicada ou para atrair alguém. Também indica alguém que age de maneira astuciosa, dissimulada.

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O jornalista e escritor Silvio Romero escreveu um conto com esse tema. O título é “Mulher dengosa” e foi utilizado por Monteiro Lobato no livro Histórias de Tia Nastácia (Globo, 2009).

ENCAMINHAMENTO Propor a leitura silenciosa e depois conversar sobre os aspectos principais narrados no cordel. Fazer uma leitura em voz alta para que os alunos percebam o ritmo, as rimas e a musicalidade do texto. Perguntar se já conheciam a história da “mulher dengosa”. Ouvir os comentários.

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Mas a noite fria trouxe Uma chuva de amargar. O marido brevemente Em sua casa foi entrar Ela disse com espanto: — Se lá fora chove tanto Como seco pode estar?

Ele assim pensou atônito: “Oh, meu Deus, como ela come, Como faz a digestão? Para isso eu nem dou nome E não sabe como engorda? Come da hora que acorda Nunca mata sua fome.”

— Se a chuva fosse grossa Como a torta que almoçou Eu teria me ensopado Como o caldo que jantou Mas a chuva era fininha Como a tal rapadurinha E por isso seco estou.

Toda louça ela lavou Quando o sol se escondeu. A esposa calmamente No sofá esmoreceu. Mal podia respirar Não parava de arrotar Com o tanto que comeu.

— Você já me descobriu! Eu sou mesmo uma infeliz. Ele disse: — Tenha a calma Ouça o que o marido diz Amo sua fome sadia. E a partir daquele dia Viveu gorda e bem feliz.

CONEXÕES Para o professor e para os alunos • ASSARÉ, Patativa do. História de Aladim e a lâmpada maravilhosa. São Paulo: Hedra, 2011.

FELIPE CAMÊLO

No café fez tapioca Almoçou tortão assado Lanchou as rapadurinhas No jantar, caldo ensopado. E o pobre do marido Vendo tudo isso escondido Totalmente espantado.

César Obeid. Desafios de cordel. São Paulo: FTD, 2009. p. 25-27.

Atônito: admirado, assombrado. Esmorecer: perder o ânimo.

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ATIVIDADES Selecionar previamente um cordel que conte uma história conhecida dos alunos para comparar a linguagem. Pedir que identifiquem em que versos aparecem as rimas.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar informações no texto lido. • Inferir o significado de expressões de

acordo com o contexto. • Identificar elementos do cordel e relacioná-los à cultura popular. • Comparar texto em cordel e texto em prosa e estabelecer relações entre eles.

Revelou que sabia o que ela havia comido durante todo o dia, pois tinha ficado por ali, observando-a.

1. Releia a primeira estrofe. Que adjetivos são usados para caracterizar a mulher? Gulosa, mentirosa e dengosa.

2. A mulher tinha o paladar aquecido. O que isso significa? Significa que ela tinha muita fome, sentia vontade de comer o tempo todo.

3. O marido estava desconfiado das desculpas que a mulher dava para não comer. O que ele fez para descobrir a verdade? Disse a ela que iria levar o gado ao regato, mas ficou escondido, observando o que ela fazia.

• Que adjetivo descreve como ele ficou ao ver a mulher comendo? O adjetivo é atônito.

4. A mulher estranhou que o marido não estivesse molhado ao voltar para casa, pois estava chovendo. Ao explicar a ela o motivo pelo qual não estava molhado, o que ele revelou? • O marido compara a intensidade da chuva aos alimentos que a mulher preparou. Quais comparações ele fez?

Chuva grossa como a torta. Chuva fininha como a rapadurinha.

5. Por que, a partir daquele dia, a mulher viveu gorda e bem feliz? 6. Como é possível identificar os versos que correspondem às falas do marido e da mulher? Os versos correspondentes às falas do homem e da mulher iniciam com travessão. Além disso, foram escritos com letras em itálico, diferentemente dos outros versos.

7. Quantos versos há em cada estrofe? • Em que versos ocorrem as rimas desse cordel?

LASSMAR

Cada estrofe é composta de sete versos.

Rimam entre si o 2o, o 4o e o 7o versos e o 5o e o 6o.

Porque o marido lhe disse que amava sua fome sadia, em outras palavras, que aceitava o seu jeito de ser.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Providenciar o livro História de Aladim e a lâmpada maravilhosa, de Patativa do Assaré (Hedra, 2011). Ler para os alunos o seguinte trecho do cordel para que possam perceber como uma história conhecida pode ser contada em versos: Na cidade de Bagdá Quando ela antigamente Era a cidade mais rica Das terras do Oriente Deu-se um caso fabuloso Que apavorou muita gente

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Nessa cidade morava Uma viúva de bem Paciente e muito pobre Não possuía um vintém Dentro da sua choupana Sem falar mal de ninguém Vivia bem satisfeita Nessa pobreza sem fim Tendo só um filho único Com o nome de Aladim Que apesar de ser travesso Ninguém lhe achava ruim

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ENCAMINHAMENTO Compartilhar as respostas das questões sobre o cordel A história da mulher dengosa. Após as atividades 1 a 3 comentar sobre a importância dos adjetivos no texto.

ASSARÉ, Patativa do. História de Aladim e a lâmpada maravilhosa. São Paulo: Hedra, 2011. Não paginado.

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CONEXÕES

8. Leia este texto e compare-o com A história da mulher dengosa. Depois, converse sobre as questões com os colegas e o professor.

Para o professor • Para conhecer outras histórias famosas em forma de cordel, ler Os três mosqueteiros em cordel, de Klévisson Viana (São Paulo: Leya, 2011).

A gulosa disfarçada

FELIPE CAMÊLO

Um homem casara com excelente mulher, dona de casa arranjadeira e honrada mas muito gulosa. Para disfarçar seu apetite ela se fingia sem vontade de se alimentar sempre que o marido a convidava nas refeições. Apesar desse regime, engordava cada vez mais e o esposo admirava alguém poder viver com tão pouca comida. Uma manhã resolveu saber se a mulher comia em sua ausência. Disse que ia para o trabalho e escondeu-se num lugar onde podia acompanhar os passos da esposa. No almoço, viu-a fazer umas tapiocas de goma, bem grossas, molhadas no leite de coco, e comê-las todas, deliciada. Na merenda, mastigou um sem-número de alfenins finos, branquinhos e gostosos. Na hora do jantar matou um capão, ensopou-o em molho espesso, saboreando-o. À ceia, devorou um prato de macaxeiras, enxutinhas, acompanhadas com manteiga. Ao anoitecer, o marido apareceu, fingindo-se cansado. Chovera o dia inteiro e o homem estava como se tivesse passado o dia à sombra. A mulher perguntou: — Homem, como é que trabalhando na chuva você não se molhou? O marido respondeu: — Se a chuva fosse grossa como as tapiocas que você almoçou, eu teria vindo ensopado como o capão que você jantou. Mas a chuva era fina como os alfenins que você merendou e eu fiquei enxuto como as macaxeiras que você ceou. A mulher compreendeu que fora descoberta em seu disfarce e não mais escondeu o seu apetite do marido. História contada por Leopoldino Viana de Melo. Macaíba, Rio Grande do Norte. Luís da Câmara Cascudo. A gulosa disfarçada. Facécias: contos populares divertidos. 1. ed. São Paulo: Global, 2007. p. 19.

Espera-se que os alunos concluam que os textos têm em comum o tema e o fato de pertencerem, ambos, à cultura popular.

a) O que os dois textos têm em comum? b) Eles são escritos e organizados da mesma forma? c) De qual dos textos você mais gostou? Por quê? Resposta pessoal.

O texto A história da mulher dengosa é escrito em versos e A gulosa disfarçada é organizado em parágrafos.

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Na atividade 8, propor uma leitura silenciosa do texto e uma pesquisa das palavras desconhecidas no dicionário. Ao final da atividade compartilhar as respostas e as justificativas dos alunos para explicar de qual texto mais gostaram. Explorar oralmente as diferenças e semelhanças quanto à forma e ao conteúdo dos textos.

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ATIVIDADES Compartilhar a continuação da leitura do livro História de Aladim e a lâmpada maravilhosa e pedir aos alunos que estabeleçam comparações entre o cordel e o conto maravilhoso contado em prosa. Disponibilizar um momento para que os alunos escolham livros da biblioteca (de cordel ou de contos maravilhosos) para serem lidos em casa e, em outro momento, orientá-los a compartilhar as impressões sobre o que leram.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Observar prefixos e sufixos nas palavras e verificar o sentido expresso por eles. • Comparar trechos, observando palavras que apresentam (ou não) prefixos e sufixos.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Observe as palavras destacadas nestes versos de A história da mulher dengosa. E a partir daquele dia Viveu gorda e bem feliz.

— Você já me descobriu! Eu sou mesmo uma infeliz.

a) Qual é o significado da palavra infeliz no verso? Nesse verso, infeliz significa uma pessoa sem sorte, triste.

b) O que diferencia as palavras destacadas? A sílaba inicial in-. c) Reescreva estas palavras acrescentando a sílaba inicial in-. coerente

tolerante

constante

Incoerente, intolerante, inconstante.

• O que aconteceu com o significado das palavras que você escreveu? As palavras passaram a ter significados opostos aos de antes.

2. Escreva as palavras a seguir acrescentando a sílaba des- no início. fazer

leal

contente

valorizar

virar

Desfazer, desleal, descontente, desvalorizar, desvirar.

• O significado das palavras permaneceu o mesmo? Explique.

Com o acréscimo do des-, o significado passou a ser o oposto do que era antes.

3. Acrescente in- ou des- no início das palavras destacadas. a) Esse menino está

in

quieto demais! O que será que aconteceu?

b) Os jogadores do nosso time estão bem c) Explique a

des

vantagem de

des

des

treinados.

cuidar da saúde.

As sílabas in- e des- que você acrescentou às palavras são prefixos. Os prefixos aparecem sempre no início das palavras, modificando seu sentido ou dando origem a novas palavras.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar o conceito de adjetivo, advérbio e verbo. Se necessário, fazer uma lista na lousa para retomar após as atividades da seção. Comentar com os alunos que, nesta dupla de páginas, irão estudar prefixos e sufixos nas palavras e poderão observar o sentido que eles expressam.

ENCAMINHAMENTO Encaminhar a realização das atividades pedindo aos alunos que leiam e conversem sobre o que fizeram após cada uma. A correção de cada atividade logo após sua realização permite que as ideias sejam discutidas e reelaboradas a todo momento, possibilitando aos alunos aprender com mais presteza e facilidade. Os conceitos de prefixo e sufixo, presentes, respectivamente, nas atividades 3 e 7, podem ser anotados no caderno,

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com alguns exemplos. Esses registros ajudarão os alunos a sistematizar e memorizar os conceitos estudados.

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CONEXÕES

4. A quais classes gramaticais pertencem as palavras das atividades anteriores que receberam prefixos?

Para o professor e para os alunos • Apreciar as músicas e o cordel no site: <http://livro.pro/c6koeu> (acesso em: 29 nov. 2017).

Verbos, adjetivos e substantivos.

5. Observe as palavras destacadas nos versos a seguir. Almoçou tortão assado Lanchou as rapadurinhas

a) A torta que a mulher comeu era grande ou pequena? Como você pode saber? A terminação -ão acrescentada à palavra indica que a torta era grande. b) E as rapaduras, de que tamanho eram? Como você descobriu?

A terminação -inhas acrescentada à palavra indica que as rapaduras eram pequenas.

c) A que classe gramatical as palavras destacadas pertencem? As palavras destacadas são substantivos.

6. Modifique as palavras seguintes acrescentando a elas os sufixos -ão, -oso (ou -osa), -inho (ou -inha). menininho(a) (ou meninão)

menino:

guloso(a)

gula:

carro: charme:

carrinho (ou carrão) charmoso(a)

7. Você lembra o que é um advérbio? Copie do cordel dois advérbios terminados em -mente. Calmamente, brevemente.

a) A partir de quais palavras os advérbios foram formados? Das palavras calma e breve.

b) Qual é a classe gramatical dessas palavras? Elas pertencem à classe dos adjetivos. 8. Transforme os adjetivos seguintes em advérbios terminados em -mente. loucamente

louco:

veloz:

velozmente

As terminações -ão, -inho e -mente acrescentadas às palavras que você trabalhou são exemplos de sufixos. Os sufixos aparecem sempre no final das palavras, modificando seu sentido ou dando origem a novas palavras.

RENAM PENANTE

9. As palavras formadas pelos prefixos ou sufixos são chamadas palavras derivadas. Você sabe como são chamadas as palavras que dão origem às outras palavras com acréscimos de sufixos ou prefixos? Palavras primitivas.

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ATIVIDADES Pedir aos alunos que observem novamente a proposta da atividade 3 e criem frases com outras palavras que podem ser reescritas acrescentando-se os prefixos in- ou des-. Solicitar a elaboração de uma lista de advérbios terminados em -mente. Propor que façam a mesma modificação solicitada na atividade 6 com as palavras: caixa, doce, cheiro, menino, triste.

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• Aplicar as descobertas feitas em relação à grafia correta das palavras, de acordo com o sentido que se quer expressar. • Identificar a função das placas apresentadas e perceber a grafia incorreta de palavras. • Corrigir os erros ortográficos e reescrever os dizeres de cada placa. • Refletir sobre a importância da grafia correta para a compreensão do texto. • (Re)conhecer maneiras para verificar a ortografia das palavras.

QUAL É A LETRA? 1. Observe o que está escrito nestas placas. DANIEL CYMBALISTA/PULSAR IMAGENS

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

1

Placa 1: Vende-se um sítio / Casa mobiliada / Área: 25 x 70. Placa 2: Proibido jogar lixo e entulhos. Placa 3: Mansões JM / Prestadora / Serviços gerais: / Adubação / Plantio de grama / Poços semiartesianos / Limpeza de chácara / Serviço com trator. Placa 4: Vende-se filé de siri.

JOÃO PRUDENTE/PULSAR IMAGENS

2

• As inscrições nas placas apresentam algo que chama sua atenção? O quê? Resposta pessoal. 2. Reúna-se com um colega. Reescrevam, em uma folha à parte, as inscrições das placas fazendo as correções necessárias. Depois, coloquem o texto no mural da sala. • Leiam as correções que as outras duplas fizeram. Aparecem palavras escritas de formas diferentes? Quais? Conversem sobre as diferenças. Resposta pessoal.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

de ortograficamente corretas, precisam estar de acordo com o sentido que a mensagem quer expressar.

SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Comentar com os alunos que, nestas páginas da seção Qual é a letra?, irão avaliar o uso da ortografia em textos usados na elaboração de placas populares. É importante que nessa avaliação procurem identificar a função da placa ou a mensagem que ela quer transmitir. Em seguida, identificar os erros. As palavras que substituírem as erradas, além

Propor uma leitura silenciosa das placas presentes na atividade 1. Discutir qual a função de cada uma delas. Levá-los a perceber que a primeira e a quarta placas divulgam a venda de um sítio e de siri, respectivamente. A segunda tem como objetivo proibir as pessoas de jogar lixo e entulho. A terceira placa oferece prestação de serviços.

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As atividades antecipam a questão do uso da língua oral na escrita, mostrando algumas placas que contêm palavras grafadas de maneira incorreta, provavelmente pelo desconhecimento da escrita convencional. Os alunos devem perceber que, nesses casos, é importante a escrita correta, para que a mensagem que se quer passar seja compreendida por qualquer leitor.

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CONEXÕES Para o professor e para os alunos • Para conhecer outras placas, acessar o site: <http://livro.pro/t9mueh> (acesso em: 29 nov. 2017). • CAMARGO, José Eduardo; SOARES, L. O Brasil das placas: viagem por um país ao pé da letra. São Paulo: Panda Books, 2007.

ATSTOCK PRODUCTIONS/SHUTTERSTOCK.COM

JOSÉ EDUARDO RODRIGUES CAMARGO E

L. SOARES

3

JOSÉ EDUARDO RODR

IGUES CAMARGO E

L. SOARES

4

3. Na sua opinião, o que as pessoas deveriam fazer antes de escrever algo que será afixado em lugar público? Resposta pessoal. 4. Como devem ser escritos os cartazes, placas ou avisos colocados em lugares públicos? Resposta pessoal.

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ATIVIDADES Sugerir aos alunos que procurem, no caminho de casa para a escola, outras placas que contenham palavras ou expressões escritas de maneira não convencional e compartilhem a descoberta com os colegas (se possível, com fotografias das placas, que podem ser feitas com o uso de celulares). Propor uma discussão sobre a mensagem que se quer transmitir e se a forma como as palavras foram escritas prejudica o entendimento do texto.

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TEXTO E XILOGRAVURA DE ANA RAQUEL CAMPOS

PANDA BOOKS

• Identificar elementos necessários para a reescrita de texto em forma de cordel: a narrativa, os versos e as rimas. • Elaborar o planejamento do texto a ser produzido, de acordo com as instruções. • Escrever conto maravilhoso em forma de cordel, mantendo o tema e as características do gênero.

M ÃO N A M ASSA!

MPOS ABDIAS CA

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

No Brasil, a literatura de cordel é escrita em versos rimados. Os versos formam as estrofes. A sextilha é a estrofe mais usada na literatura de cordel. Ela apresenta seis versos, e os versos 2, 4 e 6 rimam entre si. Existem outras modalidades de estrofe: a setilha, com sete versos; a oitava, com oito versos; e a décima, com dez versos. A posição das rimas também pode variar, de acordo com o número de versos da estrofe. A literatura de cordel é assim chamada porque em Portugal os folhetos eram pendurados em barbantes (cordões) para a venda. No Brasil, os cordelistas também vendem seus folhetos em bancas, em mesas ou mesmo no chão. A literatura de cordel pode ser encontrada em feiras de artesanato, mercados, shoppings, aeroportos, shows de repentistas. Os temas dos cordéis são variados: • • • •

o dia a dia das pessoas do povo; o feito de um herói; as festas populares; as lendas brasileiras e personagens do folclore; • a vida de alguém famoso; • um momento histórico; • os fatos políticos do país; • a narrativa de uma história conhecida; • temas educativos; • um conto maravilhoso.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Propiciar um momento de leitura de contos maravilhosos e explorar onde ocorrem as histórias, quem são as personagens. Verificar as partes principais do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização. Retomar os elementos da História de Aladim em cordel e fazer a leitura compartilhada de João e o pé de feijão em cordel. Explorar os pontos do conto maravilhoso que foram transformados em versos de cordel

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para que percebam os recursos utilizados para produzirem seu próprio texto, além de observarem que pontos da narrativa foram transformados em versos. Comentar com os alunos que irão escrever um conto maravilhoso em forma de cordel. Para isso, precisam lembrar-se de suas características: a narrativa, os versos e as rimas. Reforçar que precisarão manter o tema do conto lido.

ENCAMINHAMENTO Ler o texto para os alunos, pedindo que o acompanhem de forma silenciosa

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em seus livros. Após a leitura, perguntar o que entenderam da explicação sobre as rimas e as estrofes na literatura de cordel. Fazê-los perceber a relação dos temas mais presentes nesse gênero com a temática usada nas ilustrações das capas de alguns folhetos. Em seguida, organizar os alunos para a produção do texto, chamando a atenção para as implicações das escolhas da estrofe em sextilha ou setilha. Ler com eles as instruções a serem seguidas, certificando-se de que tenham entendido todas as etapas do trabalho.

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CONEXÕES

BIRY SARKIS

EDITORA GLOBO

TEXTO E XILOGRAVURA

DE ANA RAQUEL CAMPOS

Para os alunos • Sugerir a leitura de João e o pé de feijão em cordel, de César Obeid (São Paulo: Mundo Mirim, 2009).

Reúna-se com um colega. Vocês vão reescrever um conto maravilhoso em forma de cordel. Escolham entre uma sextilha ou uma setilha. No caso da estrofe com seis versos ou sextilha, o 2o, o 4o e o 6o versos rimam entre si. Nos outros versos, pode haver ou não rimas. Na estrofe com sete versos ou setilha, a rima é a mesma no 2o, 4o e 7o versos; os sons podem ser semelhantes no 5o e 6o versos. O 1o e o 3o podem ou não rimar entre si ou, eventualmente, com algum dos outros versos.

• Os cordéis produzidos pelas duplas formarão um folheto para ser entregue a uma instituição. Na hora de escrever, considerem o público-alvo da produção.

• • • • • • • • • • •

Escolham um conto maravilhoso de que vocês gostem. Releiam o conto para lembrar os detalhes da história. Façam um rascunho. Escrevam os trechos importantes da história em estrofes. Explorem as rimas em cada trecho de acordo com a quantidade de versos na estrofe. As rimas precisam ser coerentes. Vocês não podem escolher uma palavra que rima com outra sem saber se o significado dela está de acordo com o que vocês querem dizer. Lembrem-se de apresentar as partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização. Busquem palavras que expliquem bem o que vocês querem contar. Escrevam o título do cordel. Releiam o que escreveram e verifiquem se a história ficou coerente. Reescrevam o cordel em uma folha à parte, releiam e entreguem ao professor.

GIRAPHICS/SHUTTERSTOCK.COM

• Sigam as instruções.

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ATIVIDADES Propor aos alunos que, em duplas, escrevam um cordel comentando o dia a dia da escola e caracterizando as atividades que realizam em sala de aula. Dessa forma, eles podem apropriar-se da maneira de construir as rimas. Circular pela sala para acompanhar a produção de cada dupla, garantindo que todas as etapas sejam cumpridas. O trabalho na construção da história e das rimas requer atenção e dedicação dos alunos. Para auxiliar na produção, sugerir a consulta ao site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, disponível em: <http://livro.pro/veevf6> (acesso em: 29 nov. 2017) e, se possível, a um dicionário de rimas poéticas.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender texto. • Retomar as características do cordel e

aplicá-las na reescrita do texto. • Reler e revisar o cordel de acordo com a pauta apresentada. • Reescrever e digitar o cordel.

DE OLHO NO TEX TO 1. Você conhece a história O gato de botas? Leia um trecho dessa história em cordel.

O gato de botas Um velho moleiro, ao ver A morte se aproximar, Repartiu com os três filhos Os bens que iria deixar. Antecipou repartir Para, quando ele partir, Sua prole não brigar. Ao filho mais velho deu Como herança seu moinho, E pediu: — Meu filho, cuide Dele com muito carinho, Aqui fiz com minhas mãos Pra você e seus irmãos Bolacha, bolo, pãozinho. Ao segundo filho deu O seu burro companheiro que o ajudou incansável Na labuta de moleiro, E segredou-lhe em sussurro: — Se tratar bem esse burro Vai ganhar muito dinheiro.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Selecionar previamente o trecho de um dos cordéis escritos na seção anterior e escrevê-lo na lousa para uma correção coletiva, apontando aspectos linguísticos e textuais que precisam ser melhorados.

ENCAMINHAMENTO Propor a leitura silenciosa do cordel e chamar a atenção dos alunos para o número de versos na estrofe – sete versos – e em quais versos se localizam as rimas. Explorar o cordel na atividade 1 e estabelecer comparação com o cordel que escreveram – conseguiram contar a história em versos? Propiciar um momento de leitura do texto que escreveram e das orientações da atividade 2, após a entrega dos cordéis corrigidos.

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Ler com os alunos os itens propostos para a reescrita e a criação da capa. Caso não tenham a possibilidade de digitar o texto, propor que o redijam à mão, com capricho.

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CONEXÕES Para o professor • GULLAR, Ferreira. Romances de cordel. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009.

[...] A você filho mais novo, Tão querido e tão sensato Nada posso oferecer Pois nesse momento exato por mais que demonstre empenho a única coisa que tenho Pra oferecer-lhe é um gato. [...] Manoel Monteiro. O gato de botas em cordel. São Paulo: FTD, 2010. p. 36-37.

• Converse com os colegas sobre estas questões: O que você achou do cordel O gato de botas? É possível perceber a sequência dos acontecimentos? O cordel segue a organização e a estrutura da setilha?

LASSMAR

Resposta pessoal.

2. Releiam o cordel que vocês escreveram e verifiquem o que precisa ser corrigido e/ou completado. • Façam a reescrita digitando o cordel. • Observem o número de versos e as rimas em cada trecho de acordo com a quantidade de versos na estrofe. • Atenção à sequência dos acontecimentos vividos pelas personagens. • Observem a concordância entre os artigos, substantivos, adjetivos e verbos. • Verifiquem a pontuação, a ortografia e a acentuação das palavras. Façam as alterações necessárias. • Criem a capa do cordel em um folheto com o título e o nome dos autores. • Lembrem-se de desenhar a capa mostrando o que é significativo para a história. • Depois de feita a reescrita e a impressão dos folhetos, vocês vão se preparar para uma apresentação do cordel que escreveram.

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ATIVIDADES Após a reescrita e impressão dos textos, propiciar aos alunos um momento para que possam compartilhar a leitura de seus cordéis com a classe. (Essa atividade já dá início à preparação informal da apresentação do cordel na seção seguinte.) Para a confecção da capa dos livretos, pode-se fazer parceria com o professor de Arte e retomar as informações sobre xilogravura para a ilustração.

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• Declamar o cordel reescrito, com foco na entonação e na impostação de voz. • Ouvir as apresentações dos colegas com atenção e respeito. • Expressar opinião sobre a apresentação dos colegas e aprender a argumentar oralmente. • Exercer o papel de cidadão ao compartilhar histórias escritas.

ORALIDADE EM AÇÃO 1. Depois de feita a reescrita e a impressão dos folhetos, vocês vão se preparar para a apresentação oral do cordel. IUNEWIND/SHUTTERSTOCK.COM

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

• Combinem com o professor onde serão feitas as apresentações. • Façam cartazes para avisar as pessoas sobre o evento. • Organizem a exposição dos cordéis em varais ao lado do palco de apresentações. • Os folhetos serão doados a uma instituição social escolhida por vocês e pela escola.

2. Para inspirar sua apresentação: a) Assistam a um vídeo de um menino declamando um cordel e observem a linguagem, a entonação da voz e os gestos. Disponível em: <http://livro.pro/5mc3ug>. Acesso em: 24 set. 2017. b) Ouçam agora a leitura que o professor fará deste cordel feito com 10 versos.

Adeus, até outro dia Modalidade: décima

Desafios de cordel Já está chegando ao fim. Fiz da rima o meu jardim Pro leitor muito fiel. Terminou o meu papel De rimar com maestria. Para você que prestigia A cultura popular E a arte de rimar Adeus, até outro dia. César Obeid. Desafios de cordel. São Paulo: FTD, 2009. p. 57.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Antes do início das atividades, entregar aos alunos os textos produzidos para que eles possam ensaiar para as apresentações. Se possível, imprimir em parceria com Arte e Informática os folhetos de cordel. A capa pode ser feita utilizando-se a técnica do site já indicado: <http://livro.pro/ 8rwepf> (acesso em: 29 nov. 2017).

Organizar antecipadamente as apresentações dos cordéis e a visita a uma instituição para declamar os cordéis e doar os livretos.

ENCAMINHAMENTO Ler com os alunos as instruções para a apresentação contidas na atividade 1. Haverá necessidade de providenciar, com antecedência, o material para a confecção dos cartazes e dos varais para a exposição dos folhetos. Após a atividade 2a, propiciar um momento para a discussão do tema

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tratado no cordel e o sotaque do declamador. De que região ele parece ser? É possível descobrir pela maneira de falar? Espera-se que os alunos relembrem discussões anteriores sobre o tema e saibam que cada região tem sua maneira de falar e de pronunciar as palavras. Na atividade 2b, fazer a leitura do texto em voz alta, com destaque para a entonação. Para os ensaios e para a apresentação das atividades 3 e 5, se possível, escolher um lugar em que os alunos tenham espaço adequado.

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CONEXÕES

3. Preparem-se para apresentar o cordel que vocês escreveram.

Para o professor e para os alunos • Descobrir como foi a experiência de alunos que apresentaram cordéis fora da escola, disponível em: <http://livro. pro/c9s5bv> (acesso em: 29 nov. 2017).

• Ensaiem as estrofes que cada um vai declamar em público. • Decorem os versos de cada estrofe. • Falem em voz alta, com emoção e energia. • A entonação deve dar ênfase ao ritmo e às rimas de cada verso. • Organizem o que for necessário para o evento.

4. Leiam este texto de César Obeid, o autor do cordel A história da mulher dengosa. Aproveitem as sugestões para a apresentação.

Oralidade de cordel

DNEPWU

O cordel só toma vida quando dito! E que seja sempre bem dito! Falado, cantado ou interpretado, não importa! Diga um verso de cordel e comprove! É impossível ler um cordel em “voz baixa”. Solte a voz, a emoção e o corpo! A literatura de cordel foi muito vendida em feiras do interior do Nordeste. Claro que o poeta deveria utilizar de muita expressão e energia para fazer com que sua história ficasse muito interessante para convencer seu público a comprar seu folheto. César Obeid. Oralidade de cordel. Disponível em: <http://www.teatrodecordel.com.br/oralidade_de_cordel. htm>. Acesso em: 24 set. 2017.

5. Depois da apresentação, organizem como farão a entrega dos livretos de cordel para a instituição escolhida. • Combinem uma apresentação dos cordéis para as pessoas dessa instituição.

FIQUE LIGADO Desafios de cordel, de César Obeid, FTD. O livro, além de apresentar alguns cordéis, traz também um pouco de teoria para você conhecer mais sobre a literatura de cordel.

História de Aladim e a lâmpada maravilhosa, de Patativa do Assaré, Hedra. A história maravilhosa de Aladim foi contada em versos de cordel por esse grande cordelista brasileiro. Você precisa ler para ver!

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ATIVIDADES Organizar a confecção dos livretos com as capas e os cordéis impressos para levar à instituição escolhida e tomar as providências necessárias para a apresentação fora da escola. É importante lembrar que as instituições escolhidas deverão ser avisadas com antecedência a respeito do espaço a ser ocupado nessa atividade, o número de alunos que irão participar e a data e horário em que o evento acontecerá. A direção da escola e os pais ou responsáveis deverão autorizar a saída e o trans-

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porte dos alunos. Avaliar a atividade após sua realização. Caso não seja possível fazer a visita à instituição, os alunos podem apresentar o cordel para os colegas do 4º ano. Organizar a data da apresentação e verificar a disponibilidade de um local adequado para que todos possam assistir à apresentação.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

IDEIA PUX A IDEIA

• Ler o texto e identificar informações. • Inferir significado de expressões de

Leia este cordel e descubra como está a leitura no Brasil.

acordo com o contexto. • Compreender o tema tratado em estrofes e versos e relacioná-lo ao dia a dia. • Refletir sobre a importância da leitura para as pessoas. • Refletir sobre o uso da tecnologia na conservação do acervo dos cordéis e na preservação do patrimônio cultural.

A leitura no Brasil Modalidade: sextilha

Para quem está me ouvindo Peço muita atenção. Vou falar sobre leitura E também educação. Trago um fato tão real Bem distante da invenção.

INTERDISCIPLINARIDADE COM Vejam só essa notícia Que o meu verso agora traz: As pesquisas revelaram De um modo tão capaz Que o povo brasileiro Está lendo muito mais.

• HISTÓRIA

Muita gente está comprando Muitos livros pela rede Pro obstáculo da leitura Derrubar essa parede E com livros nutritivos Matar toda a sua sede. Afinal quando estou lendo Ganho mais conhecimento Ganho vida e energia E construo o meu talento. A leitura me refresca Como a brisa exposta ao vento.

A leitura já cresceu Entre adultos e crianças Pois os livros lidos podem Aumentar as esperanças De um mundo bem melhor E possível de mudanças. Muita gente apostou Que a internet venceria. Que ninguém iria ler Navegar preferiria. Mas o que foi revelado Tudo isso contraria.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Conversar com os alunos sobre a leitura e fazer perguntas como: Que tipo de histórias gostam de ler? Como é o hábito de leitura em casa? Os adultos que vocês conhecem leem bastante? Quem lê as notícias no jornal? E quem lê livros ou revistas? Que tipo de livros e revistas são lidos?

ENCAMINHAMENTO Explorar oralmente a temática do cordel. Pedir aos alunos que identifiquem o número de estrofes e de versos e encontrem as rimas. Retomar o conceito de sextilha: composição de seis versos e rimas no 2º, 4º e 6º versos. Explorar o assunto do cordel e fazer a leitura compartilhada. Ampliar a questão da atividade 2, perguntando aos alunos: Que livros você leu este ano? De qual deles você gostou mais? Por quê? Qual livro você recomendaria aos colegas? Por quê?

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Na atividade 3, explorar a leitura de informações apresentadas em um gráfico. Espera-se que os alunos percebam que o gráfico apresenta as informações de uma maneira mais rápida, facilmente visualizada, do que um texto escrito. Na atividade 4, promover um debate sobre o uso da tecnologia na preservação do acervo dos cordéis: O uso da tecnologia manteria as características originais do cordel? Esse é um aspecto positivo ou negativo do uso da tecnologia? Por quê?

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CONEXÕES Quero livros na estante Ou então na cabeceira Quero livros na cozinha Livro sério ou brincadeira. Livro, livro, quero livro Para eu ler a vida inteira.

Que mal podem entender O que eles estão lendo E o futuro, o que vai ser?

Para o professor e para os alunos • Ler e sugerir para os alunos o cordel de Medeiros Braga sobre o escritor Monteiro Lobato em: <http://livro.pro/2ehcty> (acesso em: 29 nov. 2017).

Para os nossos governantes Vou mandar o meu apelo: Já invistam na leitura Com amor, carinho e zelo Pra que sempre a leitura No Brasil seja um modelo.

DNEPWU

Mesmo o povo lendo mais Temos muito o que fazer Pois ainda temos jovens Espera-se que os alunos mencionem a faixa etária de 11 a 13 anos, cuja média César Obeid. Desafios de cordel. São Paulo: FTD, 2009. p. 31-33. varia de quatro livros em 2011 para cinco livros em 2015. O aumento em todas as faixas etárias é de um livro em média entre 2011 e 2015. Converse com os colegas e o professor sobre as questões apresentadas.

1. Qual é o assunto principal do cordel? Mostrar como está a leitura no Brasil.

2. Você considera a leitura importante? Justifique. Resposta pessoal. 3. Observe este gráfico sobre a leitura de livros entre crianças e adolescentes.

Média arredondada de livros que os entrevistados leram nos últimos 3 meses Quantidade de livros 10 5 0

3

4

5 a 10 anos 2011 2015

4

5

11 a 13 anos

3

4

14 a 17 anos

Faixa etária

Gráfico elaborado com base na pesquisa Retrato da leitura no Brasil. Instituto Pró-Livro/Ibope Inteligência. 4. ed. março 2016. Disponível em: <http://prolivro.org.br/home/images/2016/ Pesquisa_Retratos_da_Leitura_no_Brasil_-_2015.pdf>. Acesso em: 8 jan. 2018.

a) Que informações vocês podem obter a partir da leitura do gráfico? Variação da média de livros lidos por faixa etária e ano.

b) Qual a faixa etária em que se pode perceber a maior média de leitura em 2011 e 2015? c) Qual é a relação do que diz o cordel com as informações do gráfico? O gráfico mostra aumento da leitura mencionado no texto.

4. A literatura de cordel é em boa parte desconhecida das pessoas e tem pouca divulgação. Na sua opinião, o que pode ser feito para preservar e divulgar o acervo de cordéis? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que é

importante digitalizar o acervo para que mais pessoas tenham acesso aos textos e eles sejam divulgados e conhecidos por muita gente. Positivo: mantém os cordéis disponibilizados para todos. Negativo: não mantém o cordel no folheto original de sua criação. 101 Os alunos podem expressar outras opiniões, desde que justificadas de modo coerente.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto e relacionar o assunto tratado às atitudes para economizar água. • Refletir sobre a preservação do ambiente, a reciclagem de materiais e a economia de água como formas sustentáveis de agir. • Conscientizar os alunos sobre formas sustentáveis de realizar o descarte de lixo, em especial o óleo de cozinha. • Iniciar uma campanha para o descarte adequado do óleo, evitando a poluição das águas.

MEU LUGAR NO MUNDO

5. Espera-se que os alunos percebam que o óleo usado, quando despejado nos ralos e vasos sanitários, pode provocar entupimentos, pois ele aglutina a sujeira e causa obstrução nas tubulações. Também não deve ser descartado em quintais ou terrenos baldios, pela contaminação que provoca no solo. A atitude correta é levar os recipientes com óleo para as estações de reciclagem, que os encaminharão aos lugares adequados.

{ ECONOMIA DE ÁGUA O cordel também trata de temas atuais que nos levam a pensar sobre um modo de vida mais sustentável, à medida que vamos nos conscientizando da importância de nossas atitudes. Leia este cordel, que trata de um desses temas.

Desperdício de água Modalidade: galope à beira-mar

Agora eu falo de um tema atual E trago um cordel do meio ambiente Fazendo um apelo pra toda minha gente Que a falta de água nos faz tanto mal. Cuidar desse bem é primordial E nem uma gota vou desperdiçar Pra que nossa paz vá multiplicar E nossa miséria vá diminuir Findar a tristeza e o mundo sorrir Nos dez de galope da beira do mar. Se for lavar o carro não uso a mangueira Eu lavo com balde sem ter desperdício Porque vale a pena o meu sacrifício. Escovo os meus dentes fechando a torneira. O óleo na pia é grande a besteira Porque muita água vai contaminar Por isso eu não posso só desperdiçar Que a terra já sofre e a gente entristece Com água perdida a gente não cresce E a Terra sofrendo não pode ficar.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Convidar os alunos a refletir sobre um assunto importante em todo o Brasil: o desperdício de água. Com o objetivo de confirmar a veracidade da informação, selecionar notícias e reportagens atuais que relatem fatos sobre o problema da falta de água no Brasil. Os alunos devem perceber a seriedade do assunto e a necessidade de praticar ações que garantam o consumo de água para as futuras gerações.

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Outra sugestão é propor aos alunos que identifiquem um problema ambiental que preocupe a população da cidade onde moram. Pedir que descubram por que esse problema é motivo de preocupação. Após a discussão, pode-se produzir coletivamente alguns versos de cordel para conscientizar as pessoas e incentivá-las a mudar de atitude. Providenciar o livro Natureza, da coleção Ciência em Versos de Cordel, de Gonçalo Ferreira da Silva (editora Rovelle, 2011), para ler ao final das atividades.

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ENCAMINHAMENTO Fazer a leitura do cordel e chamar a atenção para a quantidade de versos em cada estrofe (dez) e observar as rimas: 1º, 4º e 5º versos; 2º e 3º versos; 6º, 7º e 10º versos; 8º e 9º versos. Na literatura de cordel, há diferentes modalidades de versos. Na modalidade galope à beira-mar, os versos têm onze sílabas e o último verso deve terminar com a expressão “beira-mar” ou “beira do mar”. Na atividade 5, ressaltar a importância de reciclar o óleo para evitar a contaminação da água e os benefícios da reci-

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CONEXÕES Para o professor e para os alunos • Volumes da coleção Ciência em Versos de Cordel (editora Rovelle).

FELIPE CAMÊLO

O tempo do lixo para decompor: Que são cinco anos um simples chiclete Que são mais de cem a garrafa pet Papel são seis meses e o computador É indefinido igual ao isopor Lotando os aterros pra terra chorar Porém tudo isso eu quero mudar Ensino pra todos o que é reciclagem E mando pro mundo a minha mensagem Fazendo minha parte pra vida brotar. César Obeid. Desafios de cordel. São Paulo: FTD, 2009. p. 34-35.

Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas.

Escovar os dentes com a torneira fechada e lavar o carro utilizando balde de água no lugar 1. Qual é o assunto principal do cordel? da mangueira. A importância da preservação da água.

2. Segundo o cordel, que atitudes são necessárias para economizar água? • Quais dessas atitudes fazem parte do seu dia a dia? Resposta pessoal.

3. Explique a relação entre a preservação do ambiente e a economia de água.

O ambiente é formado por água e o ser humano precisa de água para viver, por isso é importante preservar o 4. Qual é a relação da reciclagem de materiais com a economia de água? ambiente e economizar água. Dessa forma se 5. Explique por que o óleo não deve ser jogado na pia. preservam a vida • Qual é a atitude correta para descartar o óleo usado? e o ambiente. ICMBIO

6. Você e os colegas vão fazer uma campanha de conscientização sobre a importância de separar o óleo e não jogá-lo na pia. Elaborem cartazes sobre o assunto e espalhem pela escola. • Para vocês se inspirarem, observem este cartaz de reciclagem de óleo.

É importante reciclar para economizar recursos naturais. Quanto mais se recicla, mais se economiza água e energia na produção de novos materiais.

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clagem que utiliza o óleo na produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e até biodiesel. Na atividade 6, chamar a atenção dos alunos para o cartaz indicado. Explorar oralmente o texto escrito e a imagem. Os alunos podem pesquisar na internet outros cartazes com o mesmo tema antes de criar a ideia proposta. Orientá-los a fazer um rascunho e, após as observações e os apontamentos do professor, confeccionar o cartaz definitivo.

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ATIVIDADES Fazer a leitura do livro Natureza, da coleção Ciência em Versos de Cordel, e discutir os aspectos importantes apontados nele, relacionando-os ao tema tratado na seção.

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HABILIDADES

UNIDADE

• (EF35LP01) Expor trabalhos ou pes-

quisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. • (EF35LP02) Identificar fatores determinantes de registro linguístico (formal, informal), como: contexto, ambiente, tema, estado emocional do falante, grau de intimidade entre os falantes. • (EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto. • (EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.). • (EF05LP13) Identificar o sentido de vocábulo ou expressão utilizado, em segmento de texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere. • (EF05LP14) Interpretar verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas. • (EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.). • (EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. • (EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão. • (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos. • (EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo.

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MEMÓRIAS E LEMBR A NÇAS

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• (EF05LP35) Flexionar, adequadamente, na escrita e na oralidade, os verbos em concordância com pronomes pessoais sujeitos da frase. • (EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva. • (EF35LP16) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula para leitura individual, na escola ou em casa e, após a leitura, recomendando os que mais gostou para os colegas.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Antes das atividades propostas nas páginas de abertura, explorar o título da unidade e perguntar: O que é a memória? O que pode despertar lembranças? O que dá saudade? Quem costuma guardar recordações (fotografias, bilhetes, cartas)? Você costuma contar a outras pessoas passagens de sua vida? Por que

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ATIVIDADES Caso os alunos tenham câmera digital no celular, solicitar que tirem fotografias de algumas atividades realizadas por eles no espaço escolar. As fotografias podem ser impressas com ajuda dos familiares e compor o painel da classe. Pedir autorização aos pais ou responsáveis e comentar com os alunos que as fotografias tiradas devem garantir a boa imagem das pessoas envolvidas.

Converse com os colegas e responda às questões.

As pessoas podem registrar suas lembranças em diários,

1. O que se vê nesta cena? filmes, desenhos, arquivos de computador, fotos no celular. Uma família reunida em torno de uma pessoa que parece ser a avó.

2. Observe as fotografias na parede. O que você acha que elas representam? As fotografias provavelmente representam momentos da vida da avó. Ou seja, constituem um registro de suas lembranças.

DANIEL BOGNI

UNIVERSAL HISTORY ARCHIVE/UIG/GETTY IMAGES

CONEXÕES Para o professor • SOUZA, Flavio de. Antes e depois: um dia decisivo na vida de grandes brasileiros quando pequenos. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

ALAMY/FOTOARENA

ELZBIETA SEKOWSKA/SHUTTERSTOCK.COM

WALTER GARBE/BIBLIOTECA NACIONAL (BRASIL)

3. De que outra forma as pessoas podem registrar suas lembranças?

PROGRAME-SE Nesta unidade, serão propostas atividades que fazem uso de alguns materiais que devem ser providenciados com antecedência.

• Revistas, jornais e outros materiais impressos para recorte – página 121. • Papel/cartolina – páginas 113 e 121.

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alguns momentos são marcantes? Você se lembra de algum momento marcante em sua vida? Incentivar os alunos a compartilhar as respostas; alguns podem se lembrar de momentos felizes, outros podem ter recordações tristes ou surpreendentes. Voltar ao passado próximo ou distante é inerente ao ser humano.

ENCAMINHAMENTO Para iniciar o trabalho, explorar detalhadamente as fotografias, que oferecem um bom material de análise de fatos passados e lembranças distantes.

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Os alunos podem observar as roupas e o lugar para estabelecer a comparação das mudanças ocorridas, inclusive na maneira de tirar a fotografia. Comentar que, antes do advento das máquinas fotográficas digitais, as fotografias precisavam ser reveladas, isto é, impressas em papel fotográfico para serem visualizadas. A fotografia tirada com uma câmera digital (também com telefone celular ou com tablet) resulta em um arquivo de computador, dispensando o processo de revelação, pois as imagens podem ser visualizadas no próprio aparelho.

Na atividade 3, perguntar aos alunos se eles têm em casa álbuns de fotografias ou fotografias antigas. Estimulá-los a trazer essas imagens para a classe e mostrá-las aos colegas. Podem também trazer fotografias de sua primeira infância, de quando eram bebês, e indicar os momentos ou eventos retratados nelas: uma festa de família, um aniversário, férias etc. Se tiverem apenas fotos “virtuais”, sugerir que tragam os meios digitais para compartilhar com os colegas as fotos que acharem mais significativas.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto.

CAPÍTULO

1 RELATOS DE VIDA • Alguém da sua família já contou a você alguma lembrança da infância? Que lembrança era essa? Respostas pessoais.

Você vai ler agora o relato de uma lembrança bem divertida. Aproveite!

Tá na época Quando eu era pequena, meus avós tinham um pomar bem grande em casa. De lá saía boa parte das frutas e verduras que a gente consumia quando passávamos as férias com eles. A enorme vantagem é que não precisávamos comprar figos, pêssegos nem laranjas, porque podíamos pegar tudo direto no pé. A péssima notícia é que na época de maçã só tinha maçã na fruteira, e na temporada de morango a gente ficava quase cor-de-rosa. E assim os dias passavam, e a casa ficava toda cheirando a morango até que alguma fruta começasse a amadurecer no pomar. Aí começava tudo de novo. Suco de pêssego, lombo com pêssego em calda, geleia de pêssego, compota de pêssego, pavê de pêssego e tudo mais que se pudesse fazer com a fruta da estação. Uma vez, a produção de maçãs do pomar foi tão grande que nem com toda a criatividade a vovó conseguiu dar conta de usar tanta fruta nas suas receitas. E quando ninguém mais aguentava comer maçã com canela e cuca de maçã as férias acabaram e chegou a hora de voltar para casa em São Paulo. Eu já estava quase saindo para o aeroporto, com documentos e passagem guardados na bolsinha de plástico fornecida pela companhia aérea, quando a vovó comentou que tinha separado algumas maçãs para eu levar na viagem. Achei a ideia boa, afinal aviões às vezes

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO

Ler para os alunos o título do capítulo e perguntar qual será o assunto a ser estudado e o que são relatos de vida. Conduzir a conversa de modo que eles descubram que são narrativas feitas por uma pessoa sobre acontecimentos vividos por ela. Convidá-los a contar fatos importantes vivenciados por eles e incentivá-los a reproduzir oralmente os relatos.

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ENCAMINHAMENTO Discutir o título do texto: O que significa “tá na época”? Espera-se que os alunos cheguem à conclusão de que usamos essa expressão para designar o período em que se desenvolvem flores, legumes, frutos, ou sobre o momento certo para uma pessoa realizar determinadas coisas, de acordo com sua faixa etária.

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Propor a leitura do texto e depois retomar o título para verificar se as hipóteses antes da leitura se confirmaram ou não. No final da leitura, propor a questão: Por que será que esse momento da vida da narradora transformou-se em relato? Ouvir as possibilidades formuladas pelos alunos.

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CONEXÕES Para os alunos • Com o objetivo de ampliar o repertório dos alunos, sugerir a leitura Histórias de avô e avó, de Arthur Nestrovski (São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998).

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atrasam e, se isso acontecesse, eu teria minhas maçãs e não passaria fome. Agradeci o gesto e esperei até ela voltar com o meu lanchinho para a viagem. Demorou um pouco, mas achei que ela devia estar tirando as sementes ou pegando um guardanapinho de papel para embalar com as frutas. Só que a vovó voltou com uma sacola de papel, dessas que a gente ganha em loja quando compra alguma coisa, e para o meu desespero ela estava cheiinha de maçãs vermelhas e maduras. Quando entendi o que estava acontecendo tentei de tudo para fazê-la mudar de ideia, afinal carregar toda a produção de uma macieira no avião não era exatamente meu plano para a viagem. Mas nenhum dos meus argumentos conseguiu mudar o destino daquelas frutas. E lá fui eu pegar o avião de volta para casa com uma sacola repleta de maçãs perfumadas na mão e uma bolsinha ridícula pendurada no pescoço com o título “MENOR DESACOMPANHADO” escrito bem grande na parte da frente. Para onde eu ia todo mundo olhava. Até hoje me pergunto se as pessoas estavam com pena por causa da bolsinha de documentos desajeitada ou se olhavam para tentar acreditar que uma menina desacompanhada estava carregando uma tonelada de maçãs numa sacola de papel em pleno aeroporto. [...] Patricia Auerbach. Patacoadas. São Paulo: Escarlate, 2016. p. 19-21.

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ATIVIDADES Pedir aos alunos que perguntem a algum familiar ou amigo mais velho se eles têm uma lembrança marcante da infância. Se essa pessoa permitir, trazer a história para compartilhar com a classe. É importante valorizar as lembranças das pessoas, verificar em que época determinado fato ocorreu, para perceber semelhanças e diferenças de costumes e vivências. Ouvir todos que quiserem contar a lembrança do familiar ou amigo.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto.

O que você acha que vai acontecer durante a viagem de avião? Dê sua opinião aos colegas e ao professor. Resposta pessoal. Leia a continuação do relato e confira se sua hipótese se confirma ou não. [...] A única coisa boa nessa história é que como eu era menor de idade e viajava sem um adulto da família foi fácil conseguir ajuda de um funcionário da companhia aérea quando meus dedos já não aguentavam mais o peso da sacola. Tudo parecia bem até que me sentei na poltrona do avião e ouvi que a moça da fileira de trás comentava sobre o cheiro estranho que sentia. Com muito cuidado para não rasgar a sacola, dei um jeito de cobrir as maçãs com as minhas pernas, na esperança de conter o perfume doce que tomava conta das primeiras fileiras da aeronave. Mas não tinha muito jeito, porque o calor da minha pele acabou esquentando as frutas, e um cheiro de chá de maçã começou a se espalhar pelo avião. Não havia mais o que fazer. Por sorte, depois de um tempo, parei de ouvir reclamações sobre o aroma e acabei pegando no sono. Essa foi sem dúvida a melhor coisa que fiz porque quando acordei o avião já havia pousado e os passageiros se preparavam para o desembarque. Naquela época, menores que viajavam desacompanhados sentavam na primeira fila e desembarcavam primeiro para buscar a bagagem na esteira rolante. Só que eu dormia pesado e nem percebi o pouso, por isso, quando a aeromoça me chamou, tomei um susto enorme e pulei da poltrona para seguir com ela para o desembarque. Na correria, nem me lembrei das maçãs. Não sei se por sorte ou azar, mas, quando eu estava seguindo ainda sonolenta em direção à saída, um senhor me apontou a sacola embaixo da poltrona e eu voltei para buscar minha bagagem de mão. Nesse meio-tempo uma fileira enorme de passageiros agoniados tinha se formado no corredor do avião. E não era difícil perceber que estavam ansiosos para que eu saísse dali e a aeromoça enfim liberasse o restante dos passageiros.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Antes de prosseguir a leitura, discutir a questão proposta no início desta página. Deixar que os alunos formulem livremente suas hipóteses.

Após a leitura, verificar se as hipóteses anteriores se confirmaram ou não. Chamar a atenção dos alunos para o narrador do relato – em 1a pessoa, isto é, a própria pessoa que viveu a situação está contando o que houve.

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Questionar: Por que essa lembrança foi marcante para a narradora? Em que momento da vida ela conta essa história? Que indícios do texto comprovam isso? Espera-se que os alunos percebam que ela já era adulta quando resolveu relatar o fato, o que pode ser comprovado logo no início do texto (página 106) pela frase “Quando eu era pequena”.

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CONEXÕES

Só que, quando me abaixei para pegar a bendita sacola, percebi que ela tinha se encaixado sob o assento e ficara entalada. Tentando ser rápida para não atrapalhar ainda mais o desembarque, puxei a alça com força e não me dei conta de que a lateral da sacola estava presa num ferro embaixo da poltrona. Até hoje me lembro dos detalhes daquela cena e do desespero quando a sacola rasgou e as maçãs perfumadas começaram a rolar pelo chão do avião, por baixo dos bancos e no corredor, até bater nos pés dos passageiros que levavam o maior susto e se abaixavam para pegar as frutas sem acreditar no que acontecia. Daí em diante foi tudo uma grande confusão. As pessoas levantavam as maçãs e perguntavam umas para as outras quem era o dono daquele monte de frutas. Todo mundo falava ao mesmo tempo. Quando achei que a situação não tinha mais como piorar, os alto-falantes do avião foram acionados pela comissária: — Atenção, por favor. As maçãs encontradas pela aeronave pertencem à menor desacompanhada que se encontra na poltrona 1A. Em nome do comandante pedimos a todos os passageiros que passem as frutas para a frente até que todas elas retornem à primeira fileira. Em seguida daremos continuidade aos procedimentos de desembarque. E assim, de uma só vez, todos os passageiros do voo ficaram sabendo que eu era a responsável não só pelas maçãs que atingiam suas canelas em pleno avião, mas também pelo atraso no desembarque, que só pôde ser efetuado quando as dúzias de maçãs amassadas terminaram de chegar à poltrona 1A e foram precariamente armazenadas no que sobrou da sacola de papel rasgada.

Para os alunos • AUERBACH, Patricia. Patacoadas. São Paulo: Escarlate, 2016.

DANIEL BOGNI

Patricia Auerbach. Patacoadas. São Paulo: Escarlate, 2016. p. 21-24.

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ATIVIDADES Seria interessante selecionar diferentes relatos para que os alunos tenham ferramentas para análise e, assim, possam ampliar seu repertório. A reflexão sobre a língua permite (re)conhecer nos relatos o uso predominante dos verbos no pretérito e a concordância em número e pessoa, assim como o uso dos pronomes possessivos. Escolher um relato de um livro da biblioteca da classe ou da escola para ler com os alunos e conversar sobre o fato relatado: Em que época ocorreu? Por que foi uma lembrança marcante?

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• Identificar e selecionar informações

DESVENDANDO O RELATO 1. Quem escreveu esse relato? Patricia Auerbach.

necessárias à compreensão do texto. • Compreender enunciados e responder às questões de maneira clara e coerente, utilizando os recursos linguísticos aprendidos.

a) Em que livro ele foi publicado? No livro chamado Patacoadas.

b) Você sabe o que significa o título dessa obra? Observe a capa do livro. Ela pode dar uma pista. Patacoadas, aqui, se refere a trapalhadas, confusões.

EDITORA ESCARLATE

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

O título do relato se refere ao momento de maior produção de maçãs no pomar da avó da narradora.

2. Releia agora o título do relato. A que ele se refere? • Que relação se pode estabelecer entre o título e a história que é contada? Converse com os colegas e o professor. Como sua viagem aconteceu na época da colheita de maçãs, a avó lhe deu uma grande quantidade de maçãs para levar,

3. Releia este trecho. que acabaram se espalhando pelo avião e

causaram uma grande confusão. Achei a ideia boa, afinal aviões às vezes atrasam e, se isso acontecesse, eu teria minhas maçãs e não passaria fome. Agradeci o gesto e esperei até ela voltar com o meu lanchinho para a viagem.

• Que palavra indica que a menina esperava que a avó lhe desse uma pequena quantidade de maçãs? A palavra lanchinho.

4. No último parágrafo da página 107, que expressões indicam que, para a menina, a avó exagerou na quantidade de maçãs? “toda a produção de uma macieira” e “uma tonelada de maçãs”.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Conversar com os alunos sobre as características do relato: texto narrado em 1a pessoa; trata de fato que foi marcante em algum momento da vida do narrador; apresenta verbos predominantemente no pretérito. Perguntar: Por que alguns relatos se transformam em livros? Conversar sobre

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o fato de que um relato pessoal também traduz hábitos e costumes de um povo em determinada época. Explorar a diferença entre um relato oral e um relato escrito.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, comentar como encontrar as informações na referência/ créditos no final do texto. Na atividade 3, chamar a atenção para o uso do sufixo -inho e o sentido que expressa de acordo com o contexto.

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O relato é dirigido ao leitor. O narrador conta fatos que foram marcantes como se estivesse conversando com o leitor e lembrando o que viveu em uma determinada época de sua vida.

5. A lembrança relatada refere-se a uma época recente ou mais antiga da vida da narradora? Justifique.

CONEXÕES Para os alunos • AUERBACH, Patricia. Histórias de antigamente. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016.

A lembrança é de uma época mais antiga. Os alunos podem citar como justificativas as expressões “Quando eu era pequena” e “Naquela época”.

6. A narradora desse relato é observadora ou personagem? Como você chegou a essa conclusão? A narradora é também personagem, pois o texto é narrado em 1a pessoa. O relato pessoal sempre utiliza um narrador-personagem, que participa dos acontecimentos e os relata do seu ponto de vista.

• Copie um trecho do relato que comprove sua resposta.

Resposta pessoal. Os alunos podem copiar qualquer trecho que apresente verbos e/ou pronomes em 1a pessoa, como "Quando eu era pequena, meus avós tinham um pomar bem grande em casa. [...]”, “Eu já estava quase saindo para o aeroporto, com documentos e passagem guardados na bolsinha de plástico fornecida pela companhia aérea [...]”, “Quando entendi o que estava acontecendo tentei de tudo para fazê-la mudar de ideia [...]” etc. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que o acontecimento foi marcante, pois deixou-a envergonhada e por isso se lembra dele até hoje.

7. Por que, na sua opinião, a narradora fez esse relato? O que a motivou? • A quem o relato é dirigido? Justifique sua resposta. 8. Você tem alguma história significativa que gostaria de relatar? Compartilhe-a com seus colegas.

DANIEL BOGNI

Resposta pessoal.

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Na atividade 4, explorar outras expressões que transmitem ideia de exagero e suas funções de acordo com o contexto. Depois das atividades 6, 7 e 8, registrar coletivamente os itens importantes que fazem parte das características do relato.

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ATIVIDADES Selecionar na biblioteca da classe ou da escola um relato de alguém que viveu em outro país para ler e comparar os costumes do lugar, as características da época, o registro dos sentimentos sobre o fato. Proporcionar um momento para que os alunos possam escolher livremente um livro para ler (em casa ou na escola). Após a leitura, propor que comentem com a classe do que gostaram (ou não) no livro, justificando os motivos.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

1. Releia este trecho do texto Tá na época. Não sei se por sorte ou azar, mas, quando eu estava seguindo ainda sonolenta em direção à saída, um senhor me apontou a sacola embaixo da poltrona e eu voltei para buscar minha bagagem de mão. Nesse meio-tempo uma fileira enorme de passageiros agoniados tinha se formado no corredor do avião. E não era difícil perceber que estavam ansiosos para que eu saísse dali e a aeromoça enfim liberasse o restante dos passageiros.

DANIEL BOGNI

contexto apresentado. • Observar as locuções verbais, bem como seus tempos verbais, para substituí-las corretamente por um único verbo. • Verificar mudanças que ocorrem com verbos de acordo com as pessoas do discurso.

NOTTOMANV1/SHUTTERSTOCK.COM

• (Re)lembrar o conceito de verbo. • Identificar verbo e tempo verbal em

DE PAL AVRA EM PAL AVRA

a) Sublinhe os verbos. b) Quais são as expressões formadas por dois ou mais verbos? Estava seguindo, tinha se formado.

c) Como se chama a expressão formada por dois ou mais verbos? Locução adjetiva. Locução adverbial. X

Locução verbal.

d) Como ficaria a locução “estava seguindo” se fosse substituída por um único verbo? Seguia.

e) Identifique os tempos verbais destes verbos que você leu no trecho. sei

estava voltei

apontou tinha

era

Sei: presente; estava: pretérito; apontou: pretérito; voltei: pretérito; tinha: pretérito; era: pretérito.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar o conceito de verbo e de tempos verbais. Ouvir os comentários dos alunos e verificar se eles lembram que verbo é a palavra que indica ação, estado ou fenômeno da natureza. Pode estar no pretérito, presente ou futuro.

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ENCAMINHAMENTO Circular pela sala enquanto os alunos realizam as atividades e auxiliá-los no que for preciso. Antes de iniciar a atividade 4, comentar com os alunos que a 2a pessoa do discurso (com quem se fala) pode ser expressa por tu e vós ou pelos pronomes de tratamento você e vocês, que concordam com o verbo na 3a pessoa. Isso ocorre na maioria das regiões do Brasil. Na linguagem informal, muitos usam tu e você ao mesmo tempo; outros usam tu na intimidade e você como forma de tratamento

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CONEXÕES

2. Releia agora este outro trecho de Tá na época e circule a locução verbal.

Para o professor • Consultar o capítulo 4 da Pequena Gramática do Português Brasileiro, de Ataliba T. de Castilho e Vanda Maria Elias (São Paulo: Contexto, 2012).

Só que, quando me abaixei para pegar a bendita sacola, percebi que ela tinha se encaixado sob o assento e ficara entalada. Tentando ser rápida para não atrapalhar ainda mais o desembarque, puxei a alça com força [...].

a) Qual é o tempo verbal que predomina nesse trecho e em todo o relato? Por que é usado esse tempo verbal? Esse trecho e o restante do relato apresentam predominantemente os verbos no pretérito, porque o narrador relata fatos passados, que já aconteceram em sua vida.

b) Justifique o uso do tempo presente na frase “Até hoje me lembro dos detalhes daquela cena”. O verbo está no presente porque indica a permanência de um fato, isto é, no momento da narrativa permanece a lembrança do que ocorreu.

3. Você se lembra de como os verbos fazem concordância com o substantivo ou pronome a que se referem? Assinale a(s) alternativa(s) correta(s). X

Em relação ao número (singular ou plural).

X

Em relação à pessoa (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas). Em relação ao tempo verbal.

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4. Reúna-se com três colegas. Sigam as instruções. • Recortem 18 fichas retangulares de papel. • Separem seis fichas e escrevam um verbo diferente em cada uma delas. • Em outras seis fichas, escrevam duas vezes cada um dos tempos verbais: pretérito, presente, futuro. • Nas últimas seis fichas, escrevam cada uma destas pessoas verbais: 1a do singular, 2a do singular, 3a do singular, 1a do plural, 2a do plural, 3a do plural. • Separem as fichas em três montes, com a parte escrita virada para baixo. • Quem iniciar o jogo retira uma carta de cada monte e escreve, em uma folha à parte, uma frase de acordo com as indicações. • Quando acabarem as cartas, o grupo verifica as frases e corrige o que for necessário. • Cada frase certa vale 1 ponto. • Compartilhem com os outros grupos as frases escritas.

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mais formal. Observa-se também o uso de tu com o verbo na 3a pessoa, como nas expressões tu vai, tu quer. Deixar claros os usos formal e informal das pessoas verbais.

ATIVIDADES Os alunos podem reescrever o trecho da atividade 2 utilizando a 1a pessoa do plural. Observar as mudanças ocorridas no texto: “Só que, quando nos abaixamos para pegar a sacola, percebemos que tinha se encaixado sob o assento e ficara entalada. Tentando ser rápidos (ou rápidas) para

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não atrapalharmos ainda mais o desembarque, puxamos a alça com força [...]”. Propor aos alunos a atividade a seguir. Ela tem como objetivo sistematizar o conceito trabalhado. Escreva as frases completando-as com os verbos e tempos indicados entre parênteses, de acordo com a pessoa do discurso de cada uma. saem a) Muitas pessoas

c) Para onde as crianças viajarão (viajar/futuro) nas férias? d) Os frutos do pomar da vovó servirão (servir/futuro) para fazer compotas. viajei e) Eu (viajar/passado) de avião de volta das férias. recebemos f) Nós (receber/ pretérito) a visita da vovó após as férias.

(sair/presente) apressadamente do avião. passou b) Em que lugar ele (passar/pretérito) a infância?

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer a grafia das palavras embaixo e em cima e seus significados. • Observar a diferença de sentido e a grafia das palavras ora e hora. • Aplicar a escrita correta de ora e hora de acordo com o contexto apresentado.

QUAL É A LETRA? 1. Releia um trecho do texto Tá na época e observe a palavra destacada. Tentando ser rápida para não atrapalhar ainda mais o desembarque, puxei a alça com força e não me dei conta de que a lateral da sacola estava presa num ferro embaixo da poltrona.

a) O que essa palavra indica? Assinale a alternativa correta. X

Que a sacola estava em uma localização inferior no espaço em relação à poltrona. Que a sacola estava em uma localização superior no espaço em relação à poltrona.

b) Escreva uma frase utilizando a palavra embaixo. Resposta pessoal.

2. Que palavra ou expressão indica o oposto de embaixo? Circule-a. debaixo

em cima

acima

• Escreva uma frase com a palavra ou expressão que você circulou. Resposta pessoal.

FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

3. Observe esta placa.

A imagem mostra o que o pedestre não pode fazer, pois mostra uma carga suspensa e o pedestre embaixo dela dentro de um símbolo de proibido (círculo vermelho atravessado por uma tarja).

• De que forma a imagem ajuda a entender a mensagem escrita? 114

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Propor aos alunos que escrevam a quadrinha a seguir. O professor deve falar os versos um a um e indicar em que momento se deve passar para a outra linha. Após a escrita do texto, verificar como os alunos escreveram a locução adverbial em cima. Questionar qual é a escrita correta, ouvir a opinião dos alunos e, em seguida, iniciar as atividades propostas na seção.

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Lá em cima daquele morro Tem um pé de abricó. Quem quiser casar comigo Vai pedir a minha avó. Quadrinha popular.

ENCAMINHAMENTO Preparar os alunos para a realização das atividades, comentando que, nesta dupla de páginas, eles irão estudar a grafia e os significados das palavras embaixo e em cima e observar a diferença entre os sentidos e a grafia das palavras ora e hora. Ouvir o que sabem a respeito das

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expressões e pedir que leiam e realizem as atividades 1 e 2. Em seguida, fazer a correção oral e coletiva. Na atividade 3, aproveitar para comentar outras placas que conhecem e quais informações transmitem. Ler com os alunos o enunciado da atividade 4, destacando o som das palavras e as diferenças na forma de grafá-las. Lembrá-los de observar o contexto em que são apresentadas para verificar o sentido de cada uma delas. Corrigir na lousa para facilitar a observação e a comparação da escrita das

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CONEXÕES

POGORELOVA OLGA/ SHUTTERSTOCK.COM

4. Você já deve ter reparado que algumas palavras têm o mesmo som, mas são escritas de maneira diferente e têm significados diferentes. É o caso de ora e hora. • Leia estas frases. Está na hora de levantar, crianças. Vamos logo!

Para o professor • Sobre a grafia de em baixo/embaixo, consultar: <http://livro.pro/kjgrcu> (acesso em: 20 nov. 2017).

Ora, mãe, ainda é cedo! Estou com sono! • Você percebeu a diferença de sentido entre as palavras ora e hora nessas frases? Explique. Resposta pessoal. 5. Leia agora estas outras frases. A velocidade máxima aqui é de 60 quilômetros por hora. Por ora, devido ao trânsito, dirigimos mais devagar. • Qual é a diferença de sentido entre por ora e por hora? Nos contextos

dados, por hora refere-se a um intervalo de tempo; por ora significa por enquanto, neste momento.

6. Leia as frases e observe o que está destacado. a) Ora essa! O que aconteceu por aqui?

b) O trabalho ora apresentado é sobre o meio ambiente. c) Ora o menino ria, ora o menino chorava. • Explique o sentido da palavra ora em cada uma das frases, relacionando cada significado à letra correspondente. Troque ideia com um colega. a

Indica surpresa.

c

É o mesmo que uma vez... outra vez.

b

Indica o momento presente.

7. Complete as frases com ora ou hora(s). a) Caminhou por b)

Ora

horas

até chegar à outra ponta da praia.

! Quem foi que fez essa bagunça na sala?

c) O humor dele muda;

ora

d) Você vai saber a verdade na

está sorrindo, hora

ora

carrancudo.

certa. 115

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palavras ora e hora. Conversar sobre a questão relativa à diferença de sentido entre as palavras. Pedir que se sentem com um colega para a realização do item da atividade 6, fazendo em seguida a correção oral e coletiva.

ATIVIDADES Sugerir aos alunos que escutem a canção “Ora bolas”, do grupo Palavra Cantada. Também é possível acompanhar a letra da canção no site <http://livro.pro/ zrbc9x> (acesso em: 28 nov. 2017). A ex-

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pressão ora bolas pode significar, aqui, surpresa, descaso, aborrecimento. Discutir o significado do título da canção, relacionando-o ao conteúdo dos versos. Incentivar os alunos a escrever um bilhete divertido para um colega usando as palavras ora ou ora bolas e hora. Trocar os bilhetes e, após as leituras, chamar alguns alunos para ler o que escreveram.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender poema. • (Re)conhecer elementos do relato

pessoal no poema. • Localizar informações no poema para responder às questões propostas. • Inferir informações com base no poema. • Verificar o uso de determinadas palavras e seu efeito de sentido no texto.

REDE DE LEITURA Resposta pessoal.

Relatos de histórias de vida também aparecem em forma de poema? Leia a seguir um poema de Gabriela Romeu em que ela conta lembranças de infância de uma criança do sertão do Cariri.

Reino de pedra O tataravô do meu tataravô foi um índio Kariri. Aqui, antes de ser terra de cabinha, foi terra do povo Kariri. Um monte de histórias vem desse tempo, desse reino. Lá vivia o rei Manacá mais a rainha Jurema. Tudo um dia se encantou, tudo pedra virou. Essa história ficou guardada nos paredões da chapada, contou meu Tio Quindins. Ele diz que, quando o vento assobia entre os paredões, anuncia as histórias de outras eras. — São as pedras e também as águas que guardam a memória desse reino, contou meu tio. — Quando as águas gemem nos açudes e espreitam as pedras, é de saudade, Cabinha... Tudo o que meu tio me contou guardei, anotei, desenhei num mapa. O mapa de Itaperabussu, o reino de pedra. Ainda saio por essa chapada pra encontrar o portal que é a entrada desse reino. Um dia. Gabriela Romeu. Terra de cabinha: pequeno inventário da vida de meninos e meninas do Cariri. São Paulo: Peirópolis, 2016. p. 21.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Levantar a questão se os relatos podem ser escritos em forma de poema e ouvir as hipóteses dos alunos. Explorar o título do texto – Reino de pedra – e verificar se conhecem algum lugar todo de pedra ou formado por paredes de pedra.

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ENCAMINHAMENTO Antes da leitura, explicar aos alunos que o sertão do Cariri é um sertão verde em meio ao semiárido do Nordeste. Cobre quatro estados do Nordeste: Ceará, Pernambuco, Piauí e Paraíba. Propor a leitura silenciosa para que os alunos descubram a relação entre o poema e seu título. Em seguida, fazer uma leitura compartilhada e explorar oralmente o texto. Na atividade 1, conversar sobre a expressão “o tataravô do meu tataravô”. Verificar se os alunos reconhecem o grau

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de parentesco citado e sua relação com a passagem do tempo. A expressão “as histórias desse tempo” refere-se à ideia do primeiro verso; a expressão “histórias de outras eras” pode ter o mesmo significado de “histórias de outros tempos”. No item da atividade 2, chamar a atenção dos alunos para a imagem das páginas e questionar como são os paredões e como as histórias podem ficar guardadas nesse lugar. Na atividade 3a, reler com os alunos a 4a estrofe do poema e chamar a atenção para a palavra Cabinha, que está separada

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CONEXÕES

Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas.

Para o professor • BARROS, Manoel de. Memórias inventadas: as infâncias de Manoel de Barros. São Paulo: Planeta, 2010.

1. Quais versos do poema indicam que as histórias relatadas aconteceram há muito tempo? Sublinhe-os. 2. Qual é a história contada pelo tio Quindins?

Ele conta que tudo virou pedra no tempo do rei Manacá e da rainha Jurema.

• No poema, o tio também conta que essa história ficou guardada nos paredões da chapada. O que isso quer dizer? Resposta pessoal. 3. Releia este trecho do poema. Tudo o que meu tio me contou guardei, anotei, desenhei num mapa. O mapa de Itaperabussu, o reino de pedra. Ainda saio por essa Chapada pra encontrar o portal que é a entrada desse reino. Um dia.

a) O que Cabinha fez para guardar as histórias contadas por tio Quindins? Cabinha anotou as histórias e as desenhou em um mapa.

b) Você sabe o que significa portal no contexto do poema? Explique. Resposta pessoal. Portal é a entrada principal de um local.

c) Na sua opinião, por que Cabinha quer encontrar o portal? Resposta pessoal.

4. Qual é a semelhança entre o poema Reino de pedra e o relato Tá na época? Os dois textos relatam lembranças.

5. Você conhece outros relatos pessoais contados de forma diferente?

DANIEL BOGNI

Resposta pessoal.

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por vírgula e indica o interlocutor a quem o tio se dirige (daí o uso de inicial maiúscula). Explicar que o termo cabinha (ou cabra da peste, cabrinha) refere-se à criança que vive no sertão do Cariri. Se possível, assistir com os alunos aos vídeos da série Terra de Cabinha, de Gabriela Romeu, no site <http:// livro.pro/tvnd4h> (acesso em: 30 nov. 2017). Na atividade 3b, seria interessante selecionar previamente imagens de alguns portais de cidades brasileiras para mostrar aos alunos e contar onde ficam. Na atividade 5, ouvir os comentários dos alunos.

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ATIVIDADES Selecionar previamente um poema de Manoel de Barros que fale da infância para ler em voz alta. Conversar sobre as lembranças mencionadas no poema e pedir que eles escrevam uma lembrança de maneira poética. Comentar que Manoel de Barros criava palavras em seus escritos. Pode-se também ouvir o áudio do poema “O menino que ganhou um rio”, disponível em: <http://livro.pro/egnpmb> (acesso em: 28 nov. 2017).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto. • (Re)conhecer o narrador do relato (1ª

pessoa) e perceber a importância do fato narrado. • Responder às questões de forma clara e elaborada, de acordo com o que se pede no enunciado. • Relacionar o assunto do relato a temas do cotidiano.

CAPÍTULO

2 LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA Respostas pessoais. • Você sabe quem é Daniel Munduruku? Já leu alguma história que ele escreveu?

Leia esta história sobre acontecimentos da infância de Daniel Munduruku.

Catando piolhos, ouvindo histórias Voltamos cedo das atividades fora da aldeia. Nossa gente gosta de ficar em casa, partilhar momentos. Voltar para casa é sempre uma festa. Especialmente para nós, crianças. É a hora de brincar no igarapé, subir nas árvores [...] Quando cansamos, vamos descansar em casa. Nessas horas, normalmente nossas mães estão sentadas na frente de casa trançando paneiros, pintando as crianças pequenininhas. Quando ali chegamos, elas nos pegam no colo e se esquecem de tudo. Elas sabem que estamos cansados e que precisamos de um pouco de colo. Cada mulher pega seu menino-quase-homem ou sua menina-quase-mulher e deita no colo para tirar piolhos da sua cabeça. Nessa hora o mundo para. Ficamos totalmente entregues ao carinho mágico de nossas mães, que não param de nos acariciar a cabeça atrás dos teimosos piolhos. Numa dessas tardes, no momento em que o sol já começava a iniciar sua descida para o mundo dos sonhos, minha mãe me chamou para si. Parecia estar um pouco preocupada. Deitou-me em seu colo e, enquanto fingia catar piolhos, foi dizendo coisas que antes nunca me havia dito. Senti suas mãos passeando por minha cabeça, mas notei que seus olhos contemplavam o horizonte. — Você sabe que um dia irá crescer, não é? — perguntou-me repentinamente. Claro que estranhei a pergunta. Fez-me até despertar de um quase sono que tomava conta de mim. — Eu sei que não vou ficar para sempre deste tamanho.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Perguntar aos alunos se eles conhecem o escritor indígena Daniel Munduruku e apresentar a parte 1 do vídeo de uma entrevista concedida por ele, disponível em: <http://livro.pro/udqcnf> (acesso em: 28 nov. 2017).

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ENCAMINHAMENTO Propor, inicialmente, uma leitura silenciosa. Em seguida, retomar as passagens mais significativas do texto. Perguntar aos alunos o que acharam mais interessante no relato e ouvir os comentários, respeitando a todos. Comentar que Daniel Munduruku nasceu em Belém do Pará e é filho do povo indígena Munduruku. Lecionou durante dez anos e atuou como educador social de rua pela Pastoral do Menor de São Paulo.

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CONEXÕES DNEPWU

— A gente não cresce apenas no tamanho, meu filho. Quem cresce só no tamanho não cresce nunca de verdade. — O que mamãe está querendo me dizer? — Que um dia você terá que partir. — Partir para onde? — Não importa, menino. Não importa para onde partimos. Às vezes saímos de um lugar sem dele sair. Outras vezes permanecemos num lugar, mas nunca estamos nele de verdade. — A senhora está me deixando confuso, mãe. — Eu sei. Mas o que eu quero dizer é que em breve você terá que buscar seus próprios caminhos, terá que construir uma vida só pra você. — Isso acontece com todo mundo, mãe? — Para nosso povo é muito importante que a gente cresça e vá buscar sua própria trilha na floresta. [...]

Para os alunos • MUNDURUKU, Daniel. Kabá Darebu. São Paulo: Brinque-Book, 2017.

Daniel Munduruku. Catando piolhos, ouvindo histórias. São Paulo: Brinque-Book, 2006. p. 17-19.

Quem faz o relato é o próprio autor do texto, Daniel Munduruku. Os alunos podem justificar, apontando trechos da história que deixem claro que a narração é em 1a pessoa.

Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.

1. Quem faz o relato no texto Catando piolhos, ouvindo histórias? Justifique. 2. Qual é a principal lembrança relatada por Daniel Munduruku nesse texto? Uma conversa entre mãe e filho sobre a importância de se tornar adulto.

3. O que as mães costumavam fazer quando as crianças chegavam em casa? Elas punham as crianças no colo para tirar piolhos da cabeça delas.

• Por que o narrador diz que nessa hora o mundo parava?

Porque as crianças gostavam do carinho das mães, era um momento muito especial, mágico.

4. O que significam as expressões menino-quase-homem e menina-quase-mulher?

Significa que o menino e a menina são quase adultos. Poderíamos dizer que são adolescentes.

5. Explique o que você entendeu deste conselho: “vá buscar sua própria trilha na floresta”. Espera-se que os alunos percebam que não se trata de uma expressão literal, e sim de um modo figurado de dizer que o menino deve buscar seus próprios caminhos, ser independente, dar conta de seus próprios atos, enfim, tornar-se adulto.

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Encaminhar a realização das atividades. Em seguida, conversar sobre as características do gênero presentes no texto: relato em 1a pessoa; impressões do narrador sobre o fato. Destacar que nos três primeiros parágrafos o autor utiliza verbos no presente para indicar processos habituais, regulares. Chamar a atenção para a presença do discurso direto, que apresenta a conversa entre ele e a mãe, como se o leitor estivesse presenciando-a no momento em que ocorre.

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ATIVIDADES Sugerir aos alunos que leiam o relato “Um recado do autor”, de Daniel Munduruku, do livro Coisas de índio: versão infantil, da editora Callis, 2010. Após a leitura, propor uma discussão sobre o ponto de vista do narrador em relação ao assunto.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Analisar e compreender a função dos pronomes para utilizá-los corretamente. • Perceber as diferenças entre pronomes possessivos e pronomes pessoais e de tratamento. • Relacionar as informações sobre os pronomes ao seu uso na escrita. • Identificar diferenças de sentido conforme o pronome utilizado.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Leia este trecho do texto Catando piolhos, ouvindo histórias. Numa dessas tardes, no momento em que o sol já começava a iniciar sua descida para o mundo dos sonhos, minha mãe me chamou para si.

U

W

EP

DN

• O que a palavra destacada indica? Assinale a resposta correta. Indica uma ação.

X

Dá ideia de posse, de relação.

Indica uma qualidade. 2. Reescreva o trecho da atividade 1 substituindo a palavra mãe pelo termo pai. Numa dessas tardes, no momento em que o sol já começava a iniciar sua descida para o mundo dos sonhos, meu pai me chamou para si.

• O que aconteceu com a palavra que antecede o termo mãe?

A palavra minha foi substituída por meu, para concordar com o substantivo masculino pai.

3. Observe a palavra destacada neste trecho.

Nessa hora o mundo para. Ficamos totalmente entregues ao carinho mágico de nossas mães, que não param de nos acariciar a cabeça atrás dos teimosos piolhos.

• Por que a palavra destacada está no feminino e no plural? Para concordar com o substantivo mães que está no feminino e no plural.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Relembrar aos alunos que o próprio Daniel Munduruku relatou acontecimentos de sua infância e que eles foram publicados no livro intitulado Catando piolhos, ouvindo histórias. Reler o primeiro parágrafo do texto e chamar a atenção para a expressão nossa gente. Questionar a que se refere a palavra gente. Comentar que gente, nesse contexto e tomada iso-

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ladamente, significa pessoas em geral; no entanto, acompanhada da palavra nossa, refere-se às pessoas pertencentes ao mesmo povo indígena do escritor. O pronome nossa está relacionado tanto à pessoa que fala (eu) como a algo possuído (gente).

ENCAMINHAMENTO Nas atividades 1, 2 e 3, chamar a atenção para a questão: Por que alguns pronomes estão no feminino e outros no masculino? Por que alguns estão no singular e outros no plural? Espera-se que

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CONEXÕES

4. Circule em cada frase a(s) palavra(s) que indica(m) posse.

Para o professor • Para ampliar o conhecimento sobre pronomes, consultar o livro Gramática do português contemporâneo, de Celso Cunha, organização de Cilene da Cunha Pereira (Rio de Janeiro: Lexikon; São Paulo: L&PM, 2010).

a) O seu animal de estimação veio parar no meu quintal. b) Meus avós são muito carinhosos com seus netos. c) Nosso povo respeita os saberes dos mais velhos. d) Quais são teus planos para o futuro?

As palavras meu(s), minha(s), seu(s), sua(s), teu(s), tua(s), nosso(s), nossa(s) são chamadas de pronomes possessivos. Os pronomes possessivos dão ideia de posse, de relação, isto é, indicam a quem algo pertence ou se relaciona. Eles sempre acompanham um substantivo, por isso devem concordar em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) com esse substantivo.

© JOAQUIM S. LAVADO TEJÓN (QUINO), TODA MAFALDA /FOTOARENA

5. Leia esta tirinha.

Quino. Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 51.

a) Circule o pronome possessivo que aparece nas falas das personagens. Os alunos devem circular o pronome minha.

• Que substantivos ele acompanha?

Casa e mãe.

b) Se Mafalda fosse sair com o pai e a mãe, como ela responderia ao convite? Desculpe, Miguelito, eu vou sair com meus pais/com meu pai e minha mãe. Você não tem algum livro? Um livro é um bom amigo.

6. Reúna-se com dois colegas. Procurem em jornais, revistas e folhetos frases com pronomes possessivos, recorte-as e cole-as em uma cartolina. 121

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os alunos percebam que o pronome deve concordar com o substantivo a que se refere e/ou complementa. Na atividade 4, discutir com os alunos a função dos pronomes possessivos. Depois, escrever na lousa as frases, omitindo esses pronomes. Observar que, nesses casos, a falta dos pronomes causaria mudança nos significados. Propor outros exemplos para que todos percebam a função dos pronomes. Na atividade 5, explorar também o final da tirinha e garantir que todos tenham compreendido por que Migue-

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lito fica olhando para o livro. Ele sabe a função do livro? Por que o livro é um bom amigo? Mafalda o aconselha a ler um livro, mas Miguelito acha que o livro pode brincar com ele. Podemos perceber isso pela atitude dele ao ficar olhando para o livro e esperando uma resposta. Após a atividade 6, propor aos alunos que compartilhem as frases com os colegas e expliquem a função dos pronomes em cada uma delas. Propor também que verifiquem como ficaria o texto sem os pronomes.

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• Identificar diferenças na escrita e no significado das palavras sob e sobre. • Utilizar corretamente as palavras sob e sobre no contexto apresentado.

QUAL É A LETRA? 1. Leia esta tirinha do Calvin. CALVIN & HOBBES, BILL WATTERSON © 1989 WATTERSON / DIST. BY ANDREWS MCMEEL SYNDICATION

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Bill Watterson. A hora da vingança. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2009. p. 31.

a) Observe a fala do Calvin no primeiro quadrinho. Qual é o significado da palavra sobre nesse contexto? Sobre significa “a respeito de”.

b) Escreva uma frase que tenha a palavra sobre com esse mesmo sentido. Resposta pessoal. Sugestão: O que você sabe sobre a vida de Daniel Munduruku?

2. Na fachada de uma loja há uma placa com estes dizeres: SOB NOVA DIREÇÃO. • O que significa dizer que a loja está sob nova direção? Significa que a loja passou a ter novo proprietário. Sob ou sobre? Sob: submetido à autoridade de alguém. Exemplo: A tripulação está sob o comando do piloto. Sobre: a respeito de algo ou alguém. Exemplo: Qual é a sua opinião sobre o assunto?

3. Transcreva as frases seguintes, substituindo as palavras destacadas por outras com o mesmo significado. Os livros estão sobre a mesa.

Meus chinelos estão sob a cama.

Os livros estão em cima da mesa. Meus chinelos estão embaixo da cama.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Escrever na lousa a manchete de uma notícia publicada na versão on-line do Jornal da Paraíba: “Chuva derruba placa sobre carro e duas mulheres ficam feridas”. A partir da leitura da manchete, perguntar aos alunos qual é o fato noticiado e por que as mulheres ficaram feridas. Chamar atenção para a palavra

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sobre e discutir o significado dela no contexto apresentado. Espera-se que os alunos percebam que sobre, nesse contexto, é o mesmo que em cima de.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, ler a tirinha com os alunos e discutir o título do livro que Calvin irá escrever, que está no segundo quadrinho. Questionar qual é a relação do título com a história de vida do garoto e qual é o humor da tira. Os alunos devem perceber que não seria nada difícil

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CONEXÕES Para o professor • Acessar o site <http://livro.pro/gzc3yj> (acesso em: 28 nov. 2017); se achar propício, compartilhar com os alunos algumas informações.

Sob ou sobre? Sob: embaixo ou debaixo de algo. Exemplo: O metrô é um trem que se locomove sob a superfície da terra. Sobre: em cima ou por cima de algo. Exemplos: Não coloque os cotovelos sobre a mesa durante as refeições. Os pássaros voaram rapidamente sobre nossas cabeças.

4. Complete as frases com sob ou sobre. sob

a) A criação do cenário da peça ficou sabilidade dos alunos do 5o ano. sobre

b) O que você sabe

Daniel Munduruku? sobre

c) Não deixe sua mochila

o sofá da sala.

sob

d) Aproveite e sente-se

a respon-

a árvore para descansar.

PAKULA PIOTR/SHUTTERSTOCK.COM

5. Descreva esta fotografia utilizando as palavras sob e sobre. Resposta pessoal. Sugestão: Uma menina está sob a cama com seu notebook. Sobre a cama há um edredom.

6. Você e um colega vão brincar de criar frases. Sigam as instruções. • Recortem quatro pequenos cartões de papel e escrevam: sob

submetido à autoridade de sob

embaixo de

sobre

por cima de

sobre

a respeito de

• Guardem os cartões em um saquinho. Cada um, na sua vez, retira um cartão e cria uma frase com a palavra, de acordo com o significado sugerido. • Ganha ponto quem empregar corretamente as palavras. B LA O I

ÁR

IDE

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para Calvin identificar suas façanhas, já que ele é um garoto cheio de imaginação e vive aprontando. Para responder às questões, os alunos deverão conhecer as personagens da tira e suas principais características. Calvin é um garoto muito ativo que vive muitas aventuras com seu tigre Haroldo. Proceder ao trabalho com as atividades da seção e ressaltar as diferenças de sentido entre as palavras sobre e sob. Mostrar outros exemplos retirados de livros ou jornais. Na atividade 6, observar se as frases fo-

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ram construídas corretamente e se a grafia e o sentido das palavras estão corretos.

ATIVIDADES Ler para os alunos um trecho do texto “Condução e cuidados na chuva”. Ao dirigir sob chuva, diminua a velocidade, redobre a atenção e tome cuidado nas curvas. Mantenha pelo menos uma distância de cinco metros entre o veículo que vai à frente dirigindo a uma velocidade média de 60 km/h. Sem realizar movimentos bruscos procure desviar das poças d’água, pois elas

podem esconder prováveis buracos que danificam principalmente os pneus, as rodas e a suspensão dos veículos. Disponível em: <http://www.transitobr.com.br/index2. php?id_conteudo=18>. Acesso em: 20 nov. 2017.

Discutir com os alunos o significado da palavra sob no contexto apresentado.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

M ÃO N A M ASSA!

• Retomar características do relato pessoal: narração em 1a pessoa e uso do pretérito. • Aplicar as habilidades de escrita para relatar um acontecimento pessoal de acordo com as características do gênero. • Elaborar o planejamento do texto a ser produzido, de acordo com as orientações.

Nesta seção, você vai escrever um relato pessoal. Antes, responda às questões sobre os relatos lidos na unidade. 1. Por que os textos Tá na época e Catando piolhos, ouvindo histórias são relatos pessoais? Porque o narrador relata acontecimentos vividos por ele mesmo.

2. Os acontecimentos foram vividos em que momento da vida dos narradores?

FÁBIO EUGENIO

Na infância.

Sim, o narrador pode reproduzir um acontecimento por meio de diálogos que teve com outras pessoas, como ocorre no texto Catando piolhos, ouvindo histórias.

3. No relato pessoal é importante marcar o tempo (quando) e o espaço (onde) da situação vivida? Por quê? Sim. Para evidenciar a época e o local em que os fatos ocorreram. Há uma preocupação com a organização dos acontecimentos, já que eles serão compartilhados com outras pessoas.

4. Pode haver diálogos em um relato pessoal? Explique. 5. Nos relatos pessoais, os fatos são narrados em 1a pessoa. a) Quais palavras destes trechos indicam esse foco narrativo? Circule-as. Quando eu era pequena, meus avós tinham um pomar bem grande em casa. Na correria, nem me lembrei das maçãs.

b) Qual é a classe gramatical dessas palavras? Eu: pronome pessoal; meus: pronome possessivo; me: pronome pessoal; lembrei: verbo.

6. Qual é o tempo verbal mais utilizado nesse tipo de relato? Por quê? O tempo verbal mais utilizado é o pretérito, pois o narrador conta fatos que já aconteceram.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar os relatos pessoais trabalhados nos capítulos 1 e 2 e os outros lidos na sala. Reforçar as características do gênero: relato em 1a pessoa de fato ocorrido no passado e lembrado em determinado momento da vida.

ENCAMINHAMENTO Propor que façam as atividades 1 a 6. Na atividade 6, comentar com os alunos que também podem utilizar verbos no presente, como no texto de Daniel Munduruku, que inicia o relato citando fatos que costumam ocorrer. Compartilhar as respostas e verificar o processo de retomada e construção dos conceitos trabalhados ao longo da unidade.

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ATIVIDADES

7. Leia um trecho de outro relato de Daniel Munduruku e identifique as características do gênero que foram discutidas nas questões anteriores.

O professor pode relatar aos alunos um fato de sua infância. Seria interessante contar por que o fato foi marcante. Os alunos podem comparar o tipo de lembrança relatada pelo professor com as que eles escreveram – o local onde ocorreu o fato, entre outros aspectos.

Os fatos relatados são da infância do escritor Daniel Munduruku; é escrito em 1a pessoa, os verbos estão em sua maioria no pretérito; há indicação da época (infância) e [...] do local do acontecimento. Estávamos sós. Subimos no primeiro galho e ficamos ali chupando manga com farinha. Tudo estava bem tranquilo. De repente, no entanto, Korú começou a agir estranhamente. Falava coisas que eu não conseguia entender. Fiquei com medo e pedi que ele descesse da árvore. Como ele não me obedecia, eu o forcei a descer bem depressa, e ele caiu lá de cima sobre um montão de folhas. Chegando ao chão, perguntei se tudo estava bem, e ele disse que sim. [...]

CONEXÕES Para os alunos • Com o objetivo de ampliar o repertório dos alunos, sugerir a leitura do livro Nas ruas do Brás, de Drauzio Varella (São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000).

Daniel Munduruku. Catando piolhos, ouvindo histórias. São Paulo: Brinque-Book, 2006. p. 22.

• É possível saber os sentimentos de quem escreveu esse relato? Dê exemplo.

Sim. O narrador conta a aflição que passou com o acontecimento, evidenciada na frase “Fiquei com medo”. No relato pessoal, as pessoas narram fatos importantes de sua vida. No texto há apresentação do tempo (quando aconteceu), do espaço (onde aconteceu) e de outras pessoas envolvidas. Também podem aparecer diálogos. O relato é narrado em 1a pessoa, e o narrador demonstra seus sentimentos e emoções em relação aos acontecimentos. Os verbos geralmente estão no pretérito porque se referem a fatos passados.

8. Escreva, em uma folha à parte, um texto sobre algum acontecimento marcante na sua vida. Siga as recomendações. • Crie um título para sua lembrança. • Conte quando e onde o fato ocorreu, apresentando características do local. • Descreva as sensações, os sentimentos e suas emoções diante do acontecimento. • Fique atento à pontuação e à ortografia. • Utilize verbos e pronomes na 1a pessoa. • Use os sinais de pontuação.

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Na atividade 7, verificar se os alunos reconhecem as características do gênero no trecho apresentado. Na atividade 8, circular pela sala e auxiliar os alunos no planejamento e na escrita do texto. Antes da produção, chamar a atenção para o fato de que os relatos serão lidos por outras pessoas. Nesse caso, os alunos devem selecionar fatos que possam ser divulgados. Combinar coletivamente qual será o público a que o relato se destina. Os relatos serão digitados para compor um livro de memórias da classe. O professor decidirá com os alunos se o livro será virtual – publicado em uma área restrita do site da escola – ou se será impresso para ser doado à biblioteca da escola.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

DE OLHO NO TEX TO

• Retomar as características do gênero em estudo e verificar se estão contempladas no texto escrito. • Revisar o texto e verificar ortografia e pontuação. • Reescrever e digitar o texto.

Após a escrita do relato verifique os seguintes itens. 1. Qual é o gênero do texto que você escreveu? X

Um relato pessoal. Um conto maravilhoso. Uma carta pessoal.

2. Qual é a finalidade desse gênero de texto? X

Relatar lembranças. Informar sobre um assunto. Comunicar-se por escrito com alguém.

3. Relatos pessoais podem ser publicados em: X

revistas.

X

livros.

X

blogs.

Todas as alternativas estão corretas.

4. Qual é o tema do relato pessoal? Todas as alternativas estão corretas. X

Lembranças.

X

Recordações.

X

Assuntos pessoais.

X

Memórias.

5. Quem pode escrever relatos pessoais? Somente adultos.

X

Qualquer pessoa.

6. Para quem se escreve um relato pessoal?

BIRY SA

RKIS

X

Para crianças.

X

Todas as alternativas estão corretas.

Para leitores interessados.

7. Agora, converse com os colegas e o professor sobre estas questões. a) É importante revisar um texto? Por quê? Respostas pessoais. b) Como se faz a revisão de um texto? Resposta pessoal. c) Que sugestões você daria a alguém que deseja escrever bons textos? Resposta pessoal.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Verificar se todos os alunos escreveram e/ou finalizaram a produção do relato antes da reescrita do texto. Entregar a eles o texto corrigido para que possam observar o que precisa ser melhorado. Se achar propício, escolher alguns trechos para fazer uma correção coletiva, apresentando os aspectos linguísticos e gramaticais que precisam ser melhorados.

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ENCAMINHAMENTO Proceder ao trabalho com as atividades da seção. Pedir aos alunos que façam as atividades de 1 a 6 individualmente. Na atividade 9, pedir aos alunos que revejam a produção escrita e as observações feitas pelo professor para responder aos tópicos de revisão na tabela. Na atividade 11, sugerir que digitem o texto para facilitar a reescrita. Incentivá-los, ainda, a ilustrar a história que escreveram.

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Organizar o livro virtual ou impresso com todas as lembranças relatadas e fazer o sumário, indicando o título e a autoria de cada relato.

ATIVIDADES Falar de si mesmo, relembrar fatos ou acontecimentos importantes da própria vida é um ato muitas vezes natural. Para trabalhar com lembranças e histórias, os alunos podem entrevistar uma pessoa mais velha que tenha lembranças significativas da infância e também da história de um lugar ou cidade. Re-

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CONEXÕES

8. Leia um pequeno trecho de uma entrevista concedida pelo escritor Lalau e diga se você concorda com ele ou não. Resposta pessoal.

Para o professor • Para ampliar os conhecimentos acerca da produção de textos de crianças, ler o volume 2 de Formando crianças produtoras de texto, de Josette Jolibert (São Paulo: Artmed, 1994).

Lalau, que dicas você dá para quem quer escrever? Lalau: Só tenho uma: é ler bastante, conhecer autores, conhecer estilos, tipos de narrativa. E praticar. É treino e leitura. Patrícia Trudes da Veiga e Gabriella Mancini. Adolescentes entrevistam autores Lalau e Laurabeatriz na FlipZona. Folhinha, 6 ago. 2010. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/778987adolescentes-entrevistam-autores-lalau-e-laurabeatriz-na-flipzona.shtml>. Acesso em: 27 set. 2017.

9. Releia o texto que você produziu. Assinale sim, sim não ou em parte para cada um dos itens seguintes seguintes. Respostas pessoais. Sim

Não

Em parte

Criou um título para seu relato pessoal? Relatou um acontecimento inesquecível da sua vida? O texto tem a sequência apresentação, desenvolvimento e finalização do acontecimento relatado? O texto está coerente? Expressou sentimentos e emoções? Você escreveu o texto em 1a pessoa? Empregou os tempos verbais adequados? Concordou o verbo com pronomes e substantivos? Organizou o texto em parágrafos? Usou sinais de pontuação adequados? Escreveu corretamente as palavras?

10. Agora que você já sabe o que é necessário acrescentar ou modificar no texto que produziu, comece a reescrevê-lo. 11. Faça a reescrita do texto utilizando os meios digitais disponíveis para compor o livro de memórias da sala. Após a reescrita e digitação, faça uma ilustração para representar sua lembrança. 127

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lembrar o gênero entrevista, recuperando suas características para elaborar as questões. A entrevista pode ser gravada ou escrita. Explorar a importância de resgatar a memória das pessoas e analisar se os relatos pessoais podem ser considerados documentos históricos de uma determinada época.

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Após a entrevista, os alunos podem compartilhar as lembranças, transformando o que ouviram – relato em 1ª pessoa – em um relato em 3ª pessoa. Nesse processo, irão perceber a necessidade de mudar as pessoas do discurso e as formas verbais, bem como os pronomes possessivos. Aproveitar o momento para analisar os aspectos linguísticos do texto: parágrafo, sinais de pontuação, concordância verbal e nominal.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender relato localizando informações no texto. • Diferenciar relato oral e relato escrito. • Desenvolver a habilidade de falar de maneira clara para um grupo. • Apresentar oralmente o relato de um fato ocorrido e utilizar recursos de entonação de voz e gestos.

ORALIDADE EM AÇÃO 1. Leia o relato de uma criança caiçara da Barra do Ribeira.

Pescador e pesquisador Meu nome é Lucas e venho de uma família de pescadores. Meu bisavô era pescador, meu avô é pescador, meu tio é pescador... Minha mãe, não, minha mãe é cobreira, sabe até pegar cobra com a mão. Eu sou o mais novo da família, pescador e pesquisador. Peixe é comigo mesmo: eu pego, pesco, abro pra olhar por dentro, desenho, estudo, pesquiso. Tudo. Até comer eu como! Meu avô diz que pescar está no sangue, que ele mesmo aprendeu com seu pai, só olhando, curioso, e saindo para pescar. Comigo foi um pouco diferente. Eu não nasci pertinho do mar. Quando era pequeno e ainda não morava na Barra, gostava de muitas coisas, mas nunca pensei que ia me encantar com o mundo dos peixes. Com sete anos, mudei para cá. E logo que vi meu avô pescando, fiquei curioso. Eram tantos peixes diferentes que ele trazia, tantas as histórias que eu ouvia, tantos jeitos de pescar... Fiquei doido e comecei a estudar, a perguntar para os mais velhos, a procurar na internet e nos livros. Logo decidi o que queria ser na vida: biólogo marinho. Para continuar estudando e poder ajudar a proteger o mar e seus animais. Minha primeira pescaria foi para pegar tainha. Mas não pegamos nada. Ventava forte, as ondas arrebentavam, o barco não parava, entrava por dentro da onda, espalhando água por todo lado. Parecia aquele programa da TV, “Pesca Mortal”. Não cheguei a enjoar, mas fiquei paralisado, tenso. [...] Seu interesse começou Marie Ange Bordas. Manual da criança caiçara. São Paulo: Peirópolis, 2011. p. 62. quando viu o avô pescando. Ficou encantado com a diversidade de peixes, com os diferentes jeitos de pescar e com as histórias que ouvia. Começou a ler e pesquisar sobre o assunto.

2. Converse com os colegas e o professor sobre estas questões. a) Como o narrador inicia o seu relato?

Ele diz seu nome, fala sobre a família e conta o que gosta de fazer.

b) Quando e como seu interesse pelos peixes começou? c) Por que ele decidiu ser biólogo marinho?

Para continuar estudando e poder ajudar a proteger o mar e seus animais.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Selecionar previamente alguns vídeos do site <http://livro.pro/g92oo7> (acesso em: 28 nov. 2017) para que os alunos vejam como se faz um relato oral. Também é interessante analisar com os alunos a diferença entre relato pessoal oral e relato pessoal escrito.

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ENCAMINHAMENTO Comentar, após a leitura do texto, que caiçara é o nome que se dá à pessoa que mora na região litorânea e vive essencialmente da pesca. Lucas mora perto da praia, entre o mar e um rio que se chama Ribeira, no litoral sul de São Paulo. Espera-se que os alunos percebam, na atividade 3, que Lucas não contaria exatamente o que escreveu, a não ser que fizesse uma leitura do texto. Ao falar, ele poderia apresentar marcas de oralidade e interagir com seu interlocutor.

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No relato oral, há espontaneidade na fala. Aquele que conta o relato pode expressar seus sentimentos com gestos, No relato oral, há espontaneidade na fala. Aquele que contapor o relato podemotivos, expressar seus sentimentos gestos, expressões faciais, risadas, choros. Pode haver interrupções diferentes comentários, dá paracom improvisar, expressões choros. Podenão haver porfala diferentes motivos, comentários, entre outrasfaciais, coisas.risadas, No registro escrito, há interrupções os recursos da nem a interferência do leitor. dá para improvisar, 3. Se Lucas fosse contar oralmente o mesmo seria exatamente como entre outras coisas. No registro escrito, não há os recursos da falarelato, nem a interferência do leitor. Espera-seoralmente que os alunosopercebam ele nãoseria contaria exatamente o como que 3. ele Se Lucas fosse contar mesmoque relato, exatamente escreveu? Espera-se aque alunos percebam que ele contaria exatamente o que escreveu, nãoosser que fizesse a leitura do não texto. ele escreveu? • Qual é a diferença umquerelato e um relato escrito? escreveu,entre a não ser fizesse oral a leitura do texto.

• Qual é a diferença entre um relato oral e um relato escrito? 4. Agora que você já registrou seu relato e ele está bem guardado em sua 4. Agora queque você registrou seu relato e ele está bem guardado em sua memória, taljácontá-lo aos colegas? memória, que tal contá-lo aos colegas? • Antes de contar sua recordação, pense novamente nestas questões. • Antes de contar sua recordação, pense novamente nestas questões. • • • • • • • •

Quando e onde o fato que será relatado aconteceu? Quando e onde o fato seráaconteceu? relatado aconteceu? Quem estava com você?que Como Quem estava com você? Como aconteceu? O que esse acontecimento fez você pensar ou sentir? O fez você pensar sentir? Porque queesse esseacontecimento fato é importante a ponto de ou você contá-lo aos colegas? Por que esse fato é importante a ponto de você contá-lo aos colegas?

Caso haja possibilidade, os relatos podem ser filmados para compor um vídeo de memórias da turma. Alguns relatos podem ser comparados com os relatos pessoais escritos. Observar a linguagem utilizada na produção oral e verificar a presença (ou não) de marcas da oralidade na escrita.

CONEXÕES Para o professor • Para ampliar os conceitos sobre memória, lembrança e história, ler Memória e sociedade, de Ecléa Bosi (São Paulo: Companhia das Letras, 1995).

5. Prepare-se para fazer uma boa apresentação. 5. Prepare-se para fazer uma boa apresentação. • • • • •

ATIVIDADES

Mantenha uma postura adequada ao contar seu episódio. Você pode ficar em Mantenha uma postura ao contar seu episódio. pode ficar pé ou sentar-se em umaadequada cadeira, desde que todos possam Você enxergá-lo bem.em pé ouem sentar-se emTodos uma devem cadeira,ouvir desde possam enxergá-lo bem. Fale voz alta. o que que todos você irá contar. Fale em voz alta. Todos devem ouvir o que você irá ou contar. entar algo mostrar emoções. Se quiser, pode fazer gestos para repres

DANIELDANIEL BOGNIBOGNI

• Se quiser, pode fazer gestos para representar algo ou mostrar emoções.

FIQUE LIGADO FIQUE LIGADO

Manual da criança caiçara, de Marie Ange Bordas, Peirópolis. Manual criança Marie Ange Bordas, Peirópolis. Ao lerdaeste livro, caiçara, você teráde a oportunidade de conhecer a cultura da comuniAocaiçara. ler este livro, você terá a oportunidade de conhecer a cultura da comunidade dade caiçara.

Memórias de Emília, de Monteiro Lobato, Globo. Memórias Lobato, Globo.uma personagem esperta, inVocê vaide se Emília, divertir de comMonteiro as aventuras de Emília, Você vai se divertirBoa com as aventuras de Emília, uma personagem esperta, inteligente e divertida. leitura! teligente e divertida. Boa leitura!

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Na atividade 4, organizar com os alunos o dia das apresentações, os horários e a sequência. É interessante afixar no mural da sala o cronograma da apresentação, assim todos podem acompanhar dia a dia essa atividade. Comentar, na atividade 5, que no relato oral há espontaneidade na fala. Aquele que conta o relato pode expressar seus sentimentos com gestos, expressões faciais, risadas, choros. Pode haver interrupções por diferentes motivos, comentários, improvisos etc. No registro escrito, não há os recursos da fala nem a interferência do leitor.

Destacar a importância dos registros de memória de diferentes pessoas que contam sua maneira de viver, pois esses relatos também traduzem a história de um povo e podem servir como registro histórico de uma época. Conversar sobre as diferenças entre os relatos apresentados em filmes, vídeos, fotos e os relatos escritos, retomando as diversas formas de registrar memórias pessoais, que, por sua vez, também retratam uma determinada época e seus costumes.

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• Observar a página virtual do Museu da Pessoa e relacioná-la aos relatos pessoais. • Explorar a função do Museu da Pessoa e a preservação da história pessoal como testemunho da história de um lugar ou de um povo. • Diferenciar museu virtual de museu convencional. • Relacionar o relato pessoal a um relato histórico.

IDEIA PUX A IDEIA Você já ouviu falar no Museu da Pessoa? É um museu virtual de histórias de vida de pessoas que desejam compartilhar suas lembranças. Seu objetivo principal é criar um espaço no qual as pessoas tenham a oportunidade de preservar sua história de vida. MUSEU DA PESSOA

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

INTERDISCIPLINARIDADE COM

• HISTÓRIA • GEOGRAFIA

1. O Museu da Pessoa é chamado de museu virtual. O que isso significa? Significa que é um museu on-line, construído na rede mundial de computadores. As pessoas têm acesso a ele conectando-se à internet.

a) Qual é a diferença entre um museu convencional e um museu virtual? O museu convencional é um espaço físico aberto à visitação pública. O museu virtual só recebe visitas on-line.

b) O que eles têm em comum? Conte sua opinião aos colegas e ao professor.

Ambos se dedicam à busca, à preservação e à divulgação de elementos de valor artístico ou histórico.

2. Por que uma pessoa deixaria registrada, em um museu, a história da sua vida? Resposta pessoal.

3. Você concorda com a afirmação de que a história de vida das pessoas ajuda a reconstruir a história de uma comunidade? Justifique. Resposta pessoal.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

SENSIBILIZAÇÃO Conversar com os alunos sobre a seguinte questão: A história de vida das pessoas ajuda a reconstruir a história de uma comunidade? Espera-se que eles comentem que as histórias das pessoas trazem lembranças dos lugares onde viviam, além de informações sobre os costumes de uma geração, e podem fazer referência aos acontecimentos históricos de uma época.

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Retomar os relatos pessoais apresentados nesta unidade e identificar passagens nas quais o leitor pode conhecer os costumes de uma comunidade.

ENCAMINHAMENTO Compartilhar as respostas sobre o museu convencional e o museu virtual. Aproveitar o momento para saber se os alunos conhecem algum museu e comentar se há museus na cidade onde vivem. Explorar oralmente as respostas das atividades 2 e 3.

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al.

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CONEXÕES

4. Leia este trecho de um relato registrado no site Museu da Pessoa. Depois, converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas.

[...] Meu nome completo é Manoel Moreira Júnior, mas me chamam Moreira de Acopiara, que é uma homenagem ao lugar onde eu nasci, interior do Ceará, em 23 de julho de 1961, num lugar denominado Trussu, município de Acopiara, sertão central do Ceará, e onde vivi até os 20 anos de idade. [...] Mamãe estudou e era professora do interior, dava aula ali na zona rural, ela tinha 30 anos quando conheceu o meu pai, que era viúvo, pai de nove filhos, meu pai tinha 50 anos. Mamãe parou de trabalhar, de ensinar e foi cuidar dessa família, ou seja, dessa nova sala de aula. Então ela alfabetizou aqueles nove meninos e depois os demais moradores da fazenda e, à medida que eu e os meus dois outros irmãos fomos crescendo, ela foi lendo muito para nós, contando muitas histórias e incutindo no nosso coração o gosto pela leitura. Porque quando ela se casou, levou na bagagem muitos livros e também muitos cordéis. Cordel é bom porque tem um enredo curto, poucos personagens e é baratinho, então quando mamãe não podia comprar um livro que custa hoje 30, 40 reais, ela comprava um cordel, que custa três, quatro reais. E ela lia muito para nós na fazenda, e o cordel é feito mais para ser lido em voz alta, para ser declamado, tanto é que havia pessoas que nem saber ler sabiam, mas de ouvir decoravam e recitavam poemas inteiros, que o cordel é isso, é poesia oral, e eu fui gostando daquilo, fui me acostumando com aquele ritmo. Com 13, 14 anos de idade eu comecei a escrever os meus primeiros versinhos, mas uma coisa ainda sem qualidade. [...]

LASSMAR

Cartas manuscritas têm mais sabor

Para o professor e para os alunos • Acessar o site do Museu da Pessoa e apresentá-lo aos alunos. Ler as histórias de vida das pessoas e assistir aos vídeos. Disponível em: <http://livro.pro/g92oo7>. Acesso em: 28 nov. 2017.

Museu da Pessoa. História de Manoel Moreira Júnior (Moreira de Acopiara). Disponível em: <http://www. museudapessoa.net/pt/conteudo/historia/cartas-manuscritas-tem-mais-sabor--52065>. Acesso em: 4 out. 2017.

Pelo relato é possível descobrir que as famílias eram numerosas, que o trabalho da mulher era cuidar da sua família, que o cordel faz parte da cultura do Nordeste.

a) O que os leitores podem descobrir a respeito do lugar onde Manoel Moreira Júnior vivia e os costumes da sua família? b) O relato que você produziu na seção Mão na massa! traz informações sobre o lugar onde você vive e costumes de uma época e de uma comunidade? Resposta pessoal.

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Comentar as informações do texto da atividade 4 e relacioná-las às informações da unidade anterior sobre cordel e leitura.

ATIVIDADES Perguntar aos alunos se eles gostariam de contar sua história e registrá-la no Museu da Pessoa e por que fariam isso. Conversar coletivamente sobre as respostas dadas. Os alunos podem acessar o site do Museu da Pessoa e deixar o registro de sua história ou da história da família. Para isso, precisam se preparar para contar como é sua vida em família e as características do lugar em que vivem.

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Questionar após o registro: Por que você deixou registrado, em um museu, a história da sua vida? O seu relato pode ser considerado um documento histórico? Por quê? Se possível, visitar um museu da cidade. É necessário conhecer o local, saber os horários da visitação e verificar qual é o acervo antes de organizar a saída com os alunos. Planejar a atividade é fundamental para que possam construir novos conceitos, relacionando-os às expectativas de aprendizagem explicitadas na unidade.

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HABILIDADES

UNIDADE

• (EF05LP01) Participar das interações

orais em sala de aula e em outros ambientes escolares com atitudes de cooperação e respeito.

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CIÊNCIA NO DI A A DI A

• (EF05LP02) Opinar, em discussões e

debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição.

• (EF05LP04) Identificar aspectos lexicais, fonológicos, prosódicos, morfossintáticos e semânticos específicos do discurso oral (hesitações, repetições, digressões, ênfases, correções, marcadores conversacionais, pausas etc.).

• (EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.). • (EF05LP11) Justificar quem produz o texto e qual é o público-alvo, analisando a situação sociocomunicativa. • (EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.

CATHERINE URSILLO/ SCIENCE SOURCE/GETTY IMAGES, GORODENKOFF/SHUTTERSTOCK.COM, HAN LANS/ICONICA/ GETTY IMAGES, ANDREW BROOKES/GETTY IMAGES

• (EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.

• (EF05LP14) Interpretar verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas. • (EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.). • (EF05LP17) Identificar, em textos, o efeito de sentido produzido pelo uso de pontuação expressiva. • (EF05LP19) Interpretar recursos multi-

modais, relacionando-os a informações em reportagens e manuais com instruções de montagem (fotos, tabelas, gráficos, desenhos etc.).

• (EF05LP20) Comparar informações

sobre um mesmo fato veiculadas em diferentes mídias e concluir sobre o que é mais confiável.

• (EF05LP21) Reconhecer diferentes

formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.

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• (EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão. • (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, pre-

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fácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

• (EF05LP24) Produzir texto sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa em fontes de informação impressas ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou tabelas, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. • (EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita

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aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. • (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. • (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis. • (EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. • (EF05LP28) Acentuar corretamente palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. • (EF05LP37) Identificar, em textos, o uso de conjunções e a relação que estabelecem entre partes do texto: adição, oposição, tempo, causa, condição, finalidade.

SENSIBILIZAÇÃO Escrever na lousa o título da unidade: Ciência no dia a dia. Questionar a relação existente entre ciência e descoberta. Ouvir as hipóteses dos alunos. Depois, discutir as invenções que eles consideram importantes e as transformações que essas invenções trouxeram para o mundo de hoje. Sugestões: a descoberta de vacinas, pesquisas na área da saúde, a invenção do telefone e os avanços tecnológicos na área da comunicação (telefone fixo e telefone celular, telefone via satélite).

Profissionais de diferentes

Converse com os colegas e responda às questões. áreas podem desenvolver pesquisas científicas, como médicos, biólogos, bioquímicos, paleontólogos e outros.

1. O que você acha que essas pessoas estão fazendo? Resposta pessoal.

2. Quais profissionais podem realizar pesquisas científicas?

ENCAMINHAMENTO

3. As descobertas científicas são importantes para a humanidade? Por quê? Você sabe como elas são divulgadas? Resposta pessoal.

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de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas.

• (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto.

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• (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. • (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. • (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e

Encaminhar a conversa sobre as questões e a análise das fotografias. Na atividade 3, espera-se que os alunos associem as descobertas científicas a avanços e contribuições nas diversas áreas de atuação: tecnologia, educação, medicina etc. Comentar que as descobertas científicas são divulgadas para o público por meio de diferentes publicações impressas ou digitais: revistas, jornais e livros.

PROGRAME-SE Nesta unidade, serão propostas atividades que fazem uso de alguns materiais que devem ser providenciados com antecedência.

• Tesoura sem ponta e flanela (ou outro pano de limpeza) – páginas 144-145. • Dados e folhas avulsas – páginas 152-153. 133

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

CAPÍTULO

1 URUBUS:

• Ler e compreender o texto observan-

do suas características específicas.

ALIADOS DA TECNOLOGIA • O texto que você vai ler fala de uma parceria incomum: cientistas equiparam urubus com GPS para localizar lixões clandestinos na cidade de Lima, no Peru. Você sabe o que é GPS? Para que ele serve? Respostas pessoais.

Leia o texto com atenção.

Uma ajuda dos urubus No Peru, aves foram equipadas com câmeras e GPS para monitorar locais de despejo de lixo Para muitos de nós, os urubus sinalizam mau agouro ou — diz a tradição! — que vai chover no dia seguinte. Mas cientistas da Universidade Nacional Maior de San Marcos, no Peru, veem nesses animais possíveis aliados na fiscalização do despejo clandestino de lixo. Por isso, têm utilizado os urubus para localizar lixões na cidade de Lima, capital do país. O projeto está baseado numa característica do comportamento dessas aves: para buscar alimento nas grandes cidades, elas costumam se aproximar de regiões onde há muito lixo acumulado. Essa foi uma forma de os urubus se adaptarem ao ambiente urbano, conta o biólogo Weber Novaes, da WGN Consultoria Ambiental. “Na natureza, os urubus se alimentam de matéria orgânica em decomposição, e o lixo que o ser humano produz acaba se tornando algo próximo disso em seu novo hábitat”, justifica. Outro fator importante para a escolha desses animais foi a grande distância percorrida em seus voos diários. “Sem bater asas, por se aproveitar das correntes de ar, o urubu pode voar até 200 quilô-

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Estimular os alunos a expressarem seu conhecimento sobre o GPS (Sistema de Posicionamento Global), que é um sistema de navegação por satélite. Verificar se sabem que os aplicativos de indicação de caminhos utilizados em celulares ou computadores funcionam por sinal de GPS.

ENCAMINHAMENTO Inicialmente, propor a leitura silenciosa do texto. Após a leitura silenciosa, perguntar aos alunos qual é o assunto principal. Em seguida, ler o texto em voz alta e explorar oralmente as informações. Chamar a atenção para o título (manchete) e o subtítulo do texto. Os alunos podem circular no texto as palavras que desconhecem e procurar os significados no dicionário.

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Conversar sobre a importância de monitorar os locais em que há lixo acumulado e como essa ação pode colaborar com a preservação do ambiente.

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CONEXÕES Para os alunos • Site Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: <http://livro.pro/hhxvni>. Acesso em: 26 dez. 2017.

FÁBIO EUGENIO

/ ORT LLP M. A .COM REW TOCK AND TTERS SHU

metros por dia e nem gasta muita energia”, afirma Weber. São os ajudantes de que os cientistas estavam precisando! Os pesquisadores decidiram, então, equipar urubus-de-cabeça-preta (Coragyps atratus), comuns na região, com câmeras e aparelhos de GPS. Quando eles voam atrás de comida, os pesquisadores observam as imagens captadas pela câmera e usam o GPS para localizar o ponto da cidade onde existe acúmulo de lixo. A campanha recebeu o nome de Gallinazo Avisa (que quer dizer “Urubu Avisa”, em espanhol) e tem como objetivo, além de localizar os lixões, conscientizar os moradores sobre como o despejo incorreto do lixo pode causar danos ambientais e à saúde da população. No Brasil, segundo Weber, poucos pesquisadores estudam os urubus. Mas conhecer a fundo esses animais poderia ser muito útil! O cientista contou à CHC que entender melhor a movimentação das aves nas cidades poderia evitar uma série de acidentes nos aeroportos brasileiros. João Paulo Rossini. Uma ajuda dos urubus. Ciência Hoje das Crianças, 26 fev. 2016. Disponível em: <http:// chc.org.br/uma-ajuda-dos-urubus/>. Acesso em: 7 out. 2017.

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ATIVIDADES Visitar com os alunos o site <http://livro.pro/xup54k> (acesso em: 26 dez. 2017) e fazer uma leitura compartilhada do texto. Pode-se criar coletivamente uma ficha técnica sobre o urubu, retomando conhecimentos anteriores sobre o gênero.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar e selecionar informações

necessárias à compreensão do texto. • Analisar o texto e identificar elementos próprios do texto científico: informações verídicas, vocabulário específico (termos científicos). • (Re)conhecer a função de um texto de divulgação científica. • Inferir significados de palavras de acordo com o contexto.

Um dos motivos é o fato de eles buscarem alimento onde há lixo acumulado. Outro fator importante é sua capacidade de percorrer grandes distâncias em seus voos diários. O título é a primeira informação a respeito do assunto e pretende informar que os urubus podem oferecer algum tipo de ajuda.

DIVULGANDO A DESCOBERTA

1. O texto Uma ajuda dos urubus é um texto de divulgação científica. Você sabe dizer por quê? Converse com os colegas e o professor sobre a questão. Espera-se que os alunos notem que se trata de um texto que divulga uma descoberta científica.

2. Que pista o título do texto dá sobre o assunto que vai ser tratado? • Na sua opinião, esse título chama a atenção do leitor? Por quê?

Resposta pessoal. O título pode despertar a curiosidade do leitor porque o urubu, para muitas

3. Qual é a informação divulgada nesse texto? pessoas, é uma ave indesejada. Logo, questionaria como ele pode ser útil. Espera-se que os alunos mencionem que cientistas descobrem que urubus, quando equipados com câmeras e GPS, ajudam a localizar onde há acúmulo de lixo.

• Dois motivos levaram os cientistas a escolher o urubu para essa experiência. Quais são esses motivos? 4. De que forma a câmera e o GPS com que os urubus são equipados ajudam a localizar os lixões? Copie o trecho do texto que responde a essa questão. O trecho a ser copiado é: “Quando eles voam atrás de comida, os pesquisadores observam as imagens captadas pela câmera e usam o GPS para localizar o ponto da cidade onde existe acúmulo de lixo.”.

5. Observe esta imagem de um urubu-de-cabeça-preta da campanha Gallinazo Avisa. • Reúna-se com um colega para criar uma legenda para a fotografia. Se preciso, releiam o texto. Sugestão: Na cidade de Lima, urubus-de-cabeça-preta foram equipados com câmeras e aparelhos de GPS para ajudar cientistas a encontrar lixões ERNESTO BENAVIDES / AFP

clandestinos.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar o texto e pedir aos alunos que observem onde ele foi publicado. Se possível, acessar o site da revista Ciência Hoje das Crianças. Verificar se conhecem o site ou a revista impressa e mostrar as duas versões da revista com um texto que seja do interesse da faixa etária. Explorar o sumário da revista impressa e as informações de capa. Comparar o modo de busca em cada um dos suportes – na versão digital pode-se escolher o assunto e ir direto a ele.

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ENCAMINHAMENTO Ouvir as hipóteses dos alunos na atividade 1 e levá-los a perceber que o texto divulga uma descoberta científica baseada no resultado de experimentos feitos por cientistas visando ao bem da sociedade. No item da atividade 2, espera-se que os alunos percebam que o título Uma ajuda dos urubus pode despertar a curiosidade para saber como é possível receber ajuda de urubus. Comentar, na atividade 7, que os textos de divulgação científica podem

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ser direcionados aos leitores em geral, tanto a quem tem conhecimento do assunto quanto àquele que o desconhece. Na atividade 8, retomar as afirmações corretas e pedir aos alunos que as exemplifiquem com trechos do texto. Comentar que o uso da 1a pessoa do plural no início do texto é uma forma de aproximar o leitor, chamando a atenção para a informação que será divulgada: “Para muitos de nós, os urubus sinalizam mau agouro ou – diz a tradição! – que vai chover no dia seguinte”.

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Resposta pessoal. Isso se dá, provavelmente, pela sua característica de se alimentar de matéria orgânica em decomposição.

CONEXÕES

6. Releia este trecho do texto e responda às questões.

Para o professor e para os alunos • MENG, Willian. Urubus do Brasil – Verdadeiros faxineiros alados, são aves únicas e incompreendidas. Aves de Rapina Brasil. Disponível em: <http://livro.pro/ i5o59t>. Acesso em: 28 nov. 2017.

Para muitos de nós, os urubus sinalizam mau agouro ou — diz a tradição! — que vai chover no dia seguinte.

a) O que significa a expressão destacada?

agouro ou mau sinal significa que esse fato será ruim.

FÁBIO EUGENIO

Agouro significa previsão de um fato que ainda vai acontecer. Mau

b) Na sua opinião, por que o urubu está associado, no imaginário popular, a coisas ruins, negativas? 7. O texto foi publicado no site da Ciência Hoje das Crianças, uma revista brasileira de divulgação científica. Considerando essa informação, para quem esse texto foi produzido? x

Para o público infantojuvenil.

Cientistas da Universidade Nacional Para o público adulto. Maior de San Marcos, no Peru. Eles fixaram câmeras e GPS no corpo dos urubus para monitorar locais de Para cientistas e especialistas. despejo de lixo.

8. Leia as frases e assinale as afirmações que apresentam informações corretas sobre o texto Uma ajuda dos urubus. x

x

O texto apresenta termos específicos do assunto tratado. Sim, porque os cientistas conseguiram localizar

áreas de despejo clandestino de lixo. Sim, ajudará a conscientizar O texto é escrito em 3a pessoa. a população sobre as consequências decorrentes do despejo incorreto de lixo.

O autor do texto apresenta experiências pessoais. x

A linguagem é clara, compreensível.

x

Os sinais de pontuação mais empregados são o ponto final e a vírgula.

9. Esse texto de divulgação científica foi publicado porque houve uma pesquisa e uma descoberta. Converse com os colegas e o professor sobre as questões seguintes. a) Quem fez a pesquisa? Como ela foi feita? b) Essa descoberta foi importante? Por quê? c) Ela ajudará na melhoria da qualidade de vida das pessoas? Como? 137

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ATIVIDADES Ler com os alunos o texto “Cidade equipa urubu com câmera para achar lixão clandestino”, disponível no site <http://livro.pro/9vnsqv> (acesso em: 28 nov. 2017). Comparar as informações apresentadas na notícia com as do texto de divulgação científica.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar parágrafos no texto e as informações principais em cada um deles. • Relacionar os assuntos tratados nos parágrafos e perceber a coerência entre eles. • Ordenar parágrafos, observando a coerência.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Consulte o texto Uma ajuda dos urubus. Quantos parágrafos ele tem? O texto tem seis parágrafos.

2. Agora, releia parágrafo por parágrafo e identifique a ideia principal de cada um deles. Faça essa atividade com os colegas e o professor. • 1o parágrafo Cientistas descobrem que urubus podem ajudar a fiscalizar despejos clandestinos de lixo.

• 2o parágrafo A realização do projeto se tornou viável pelo fato de os urubus buscarem alimentos em locais onde há lixo acumulado.

• 3o parágrafo Constatação de outro fator para a escolha de urubus como agente facilitador do projeto (grandes distâncias percorridas em voos diários).

• 4o parágrafo Pesquisadores equipam urubus-de-cabeça-preta com câmeras e aparelhos de GPS com o objetivo de captar imagens e localizar lixões.

• 5o parágrafo O projeto recebeu o nome de “Urubu Avisa” e também tem o objetivo de conscientizar a população sobre como o despejo incorreto de lixo pode afetar a saúde e o meio ambiente.

• 6o parágrafo Constatação de que os urubus podem ser úteis. Não, porque o leitor precisa primeiro saber qual é o projeto. Ou seja, as informações devem seguir uma sequência clara, de forma a tornar o texto compreensível.

3. Os benefícios do desenvolvimento do projeto “Urubu Avisa” são apresentados no 5o parágrafo. Essas informações poderiam ser apresentadas no 1o parágrafo? Por quê? 138

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO É importante que os alunos acompanhem o desenvolvimento das atividades propostas, pois a análise dos parágrafos os ajudará na produção de texto sugerida na seção Mão na massa!. Antes de iniciar as atividades, retomar o que sabem sobre os parágrafos: Como são marcados? Para que servem? Qual a

importância de escrever o texto e organizá-lo em parágrafos? Ouvir as hipóteses dos alunos.

ENCAMINHAMENTO Ao propor a atividade 2, ler cada parágrafo do texto e pedir aos alunos que tentem identificar a ideia principal. Se a escola dispuser de lousa eletrônica, eles podem acompanhar a leitura na lousa. Utilizar recursos da lousa ou aplicativos para marcar as ideias principais de cada parágrafo. Antes de responderem à questão proposta no item da atividade 3, sugerir aos

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alunos que leiam o texto na sequência apresentada para verificar a habilidade de compreensão. Na atividade 4, socializar as respostas dos alunos. Depois da organização correta dos parágrafos, comparar a notícia com o texto de divulgação científica: Os dois textos fornecem as mesmas informações? Qual texto é mais detalhado? Que diferenças é possível observar?

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Os alunos devem concluir que as ideias apresentadas nos parágrafos se relacionam entre si e todas estão amarradas ao tema central. Além disso, os parágrafos estão organizados em uma sequência que facilita a compreensão do texto.

CONEXÕES

• Após analisar os parágrafos, o que podemos concluir a respeito da ordenação do texto?

Para o professor • Documentários sobre desenvolvimento científico em diferentes áreas do conhecimento, disponíveis no site: <http://livro. pro/dqyiyx> (acesso em: 28 nov. 2017).

4. Você vai ler mais um texto sobre a utilização dos urubus para localizar lixões, publicado no portal de um jornal. No entanto, os parágrafos a seguir estão fora da sequência do texto original. Numere a sequência correta.

Urubus são equipados com câmeras para localizar lixões, em Lima, no Peru 2

Ao todo, 10 aves participam da iniciativa, entre animais res-

A cidade de Lima, capi-

tal do Peru, equipou urubus para registrar os locais de lixo do município — maior produtor de resíduos sólidos no país. O projeto “Gallinazo Avisa” nasceu de um projeto da Universidade Nacional de San Marcos, em Lima, de julho de 2015 e consiste em equipar os animais com GPS e câmeras [...] para gravar os focos de lixo onde eles se alimentam. 3

A população pode acompanhar, por uma plataforma virtual, os deslocamentos dos urubus e as informações sobre a presença de lixões clandestinos.

Todas as informações serão repassadas ao Ministério do Meio

Ambiente para que o problema do lixo seja solucionado, uma vez que a cidade produz 7,4 mil toneladas de resíduos sólidos por dia e tem mais de 9 milhões de habitantes.

FÁBIO EUGENIO

1

MAURIZIO PIÑAS/AFPTV/AFP

gatados ou capturados de suas colônias utilizando carniça como isca. Depois de exames médicos, foram libertadas em Lima. Esses bichos conseguem voar por até quatro horas em busca de lixo ou de animais mortos. Enquanto isso, uma equipe recebe as imagens, em tempo real, de tudo o que os urubus observam. Todos os dados também estão em uma plataforma on-line e a população pode acompanhar onde estão as aves e as informações obtidas com elas.

Urubus são equipados com câmeras para localizar lixões, em Lima, no Peru. Diário de Pernambuco, Curiosamente. Disponível em: <http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/urubus-saoequipados-com-cameras-para-localizar-lixoes-em-lima-no-peru/>. Acesso em: 6 out. 2017.

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ATIVIDADES Para que os alunos compreendam, por meio da literatura, pontos importantes da construção de um texto, propor um trabalho de leitura com a obra Minhas férias, pula uma linha, parágrafo, de Christiane Gribel (São Paulo: Salamandra, 2000). Pedir que leiam o livro e, em um dia combinado, levem para a sala anotações sobre suas impressões. Pedir também que exemplifiquem as falas com a leitura de partes do texto.

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Para trazer sentido e significado ao ato de leitura, propor aos alunos a escrita de um texto sobre o livro, com a intenção de ser publicado em um blog, site ou revista (digital ou impressa) especializada em leitura.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

QUAL É A LETRA?

• Identificar a pronúncia da letra g de acordo com as letras que a seguem. • Escrever corretamente as palavras de acordo com as descobertas.

1. Copie do texto Uma ajuda dos urubus todas as palavras escritas com ge e gi. Regiões, energia, região e imagens.

• Escolha três dessas palavras e escreva uma frase com cada uma delas, mantendo o mesmo significado do texto. Resposta pessoal.

CIGDEM/SHUTTERSTOCK.COM, EVGENY KARANDAEV/SHUTTERSTOCK.COM, IAN 2010/SHUTTERSTOCK.COM, G_TECH/SHUTTERSTOCK.COM, FOTOCRISIS/SHUTTERSTOCK.COM, PREZOOM.NL/SHUTTERSTOCK.COM/ KANATE/SHUTTERSTOCK.COM

2. Você terá um tempo estipulado pelo professor para observar estas imagens. Em seguida, deve fechar o livro e escrever, em uma folha à parte, os nomes das figuras que você lembrar.

gelatina

gelo

girassol

girafa

mágico

gêmeos

a) Quantas palavras você conseguiu escrever?

Resposta pessoal.

b) Agora escreva, abaixo de cada figura, os respectivos nomes. 140

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Escrever algumas palavras lacunadas na lousa e pedir aos alunos que as completem com gue ou gui. Chamar a atenção deles para o som representado pelas letras e observar se todas elas são pronunciadas.

ENCAMINHAMENTO Após as atividades 1 e 2 verificar se os alunos percebem o som representado pela letra g e observam qual é a letra que vem após o g. Na atividade 4, se necessário, explicar as regras do jogo da velha. Na atividade 5, certificar-se de que os alunos iniciaram a frase com letra maiúscula e utilizaram sinal de pontuação para encerrá-la. Após a atividade,

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fazer um registro coletivo para afixar no mural da sala. A letra g seguida de e ou i representa um som diferente da letra g seguida de ui ou ue.

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CONEXÕES

c) Que letras aparecem depois da letra g?

Para o professor • MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2009.

As letras e, i.

3. Escreva, com um colega, o máximo de palavras que vocês conhecem escritas com gue e gui. O professor vai estabelecer um tempo para esta atividade. Resposta pessoal. Sugestões: guelra, guerreiro, guepardo, aluguel, foguete, fogueira, caranguejo, ninguém, sangue, açougue, jegue, estilingue, Miguel, águia, seguinte, enguiçar, extinguir, conseguir, guitarra, Guilherme, guindaste, guiar, guizo, consegui, ergui, persegui, segui.

• Compartilhem com outra dupla as palavras que vocês escreveram. Se eles escreveram palavras diferentes, completem a lista de vocês.

• Desenhem um jogo da velha em uma folha à parte. • Você deverá escrever palavras com gui. Seu colega vai escrever palavras com gue.

KANATE/SHUTTERSTOCK .COM

4. Vamos fazer um jogo da velha? Reúna-se com o mesmo colega com quem você trabalhou na atividade anterior e sigam as orientações. • Depois, façam o contrário: você escreve palavras com gue e seu colega, com gui. • Vocês podem consultar palavras da lista que elaboraram.

águia

sangue

guitarra

guepardo

guia

guerra

guerreiro

Guilherme

GIRAPHICS/SHUTTERSTOCK.COM

Vejam o exemplo.

5. Organize as palavras dos quadros para escrever uma conclusão sobre as palavras com g estudadas nesta seção. Não se esqueça de pontuar corretamente a frase formada. diferentes são

os

Atenção

gue/gui sons

e por

ge/gi representados

Atenção: os sons representados por gue/gui e ge/gi são diferentes.

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ATIVIDADES Propor aos alunos que façam uma tabela de 6 × 8 para montar um diagrama e escrever seis palavras com ge e gi. Cada um deve esconder no diagrama as palavras para depois trocá-lo com outro colega, que deverá encontrar as palavras e escrever frases com cada uma delas.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

PAL AVRAS NO DICION ÁRIO

• (Re)conhecer página de dicionário

1. Observe a página inicial de um dicionário on-line.

IMAGENS: WWW.AULETE.COM.BR, DROIDWORKER/SHUTTERSTOCK.COM

on-line e o procedimento para a busca de vocábulos. • Ordenar procedimentos para buscar palavras no dicionário. • Analisar verbete e as informações apresentadas nele. • Reconhecer significados em verbete e identificar o mais adequado ao contexto.

Abaixo do verbete aparecem a divisão silábica da palavra e a sílaba tônica destacada em itálico. A classe gramatical é indicada pela abreviatura sm. (que quer dizer substantivo masculino). Depois, aparece o significado do verbete, com exemplos de aplicação em frases.

• O que é necessário fazer para encontrar o significado da palavra indício? Espera-se que os alunos respondam que é preciso digitar a palavra na caixa de busca.

2. Que informações aparecem no verbete e como ele está organizado?

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Explorar os procedimentos que os alunos conhecem para procurar verbetes no dicionário on-line. Eles podem acessar um dicionário on-line e buscar o significado de algumas palavras para verificar o funcionamento desse tipo de dicionário.

ENCAMINHAMENTO Durante a realização da atividade 1, os alunos devem perceber que é preciso digitar a palavra indício na caixa de busca e clicar enter. Na atividade 2, analisar com os alunos as informações e composição do verbete, que está destacado em vermelho seguido de duas frases como exemplos de uso.

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da imagem por serem muito complexas para o momento. Após a atividade 4, comentar com os alunos que são registradas no plural apenas as palavras que só existem no plural, como é o caso de óculos. No item da atividade 5, espera-se que os alunos adaptem a definição encontrada no dicionário, usando-a no plural para substituir o termo lixões.

As demais informações que aparecem no final do verbete – etimologia e homonímia/paronímia – foram suprimidas

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CONEXÕES

3. O que acontece se a palavra não for digitada corretamente?

Para os alunos • HOLANDA, Aurélio Buarque. Míni Aurélio. São Paulo: Positivo, 2014. Sugerir a versão impressa do dicionário, que inclui chave de acesso para a versão eletrônica.

Resposta pessoal. O dicionário on-line não aceita a escrita incorreta da palavra.

WWW.AULETE.COM.BR, DROIDWORKER/SHUTTERSTOCK.COM, CIENPIES DESIGN/SHUTTERSTOCK.COM

4. Ao digitar a palavra cientistas, aparecerá esta tela. Observe.

a) Por que aparece a informação “verbete não encontrado”? Espera-se que os alunos respondam que os dicionários não registram palavras no plural.

b) Como a palavra deveria ser digitada? Cientista.

5. Agora, procure no dicionário Michaelis on-line o significado de lixão. O endereço é: <http://livro.pro/u2e7fn> (acesso em: 7 out. 2017). • Reescreva este trecho de Uma ajuda dos urubus substituindo a palavra lixão pelo significado adequado ao contexto. Faça as adaptações necessárias. Por isso, têm utilizado os urubus para localizar lixões na cidade de Lima, capital do país. Por isso, têm utilizado os urubus para localizar locais onde é depositado o lixo na cidade de Lima, capital do país.

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ATIVIDADES Propor aos alunos um jogo de busca de palavras on-line. Selecionar previamente algumas palavras e escrevê-las na lousa. Determinar um tempo para que os alunos acessem o dicionário on-line. Ganhará o jogo aquele que encontrar os significados primeiro. Se achar propício, o jogo pode ser feito em duplas. Também é possível estabelecer comparações entre as informações contidas no dicionário impresso e no dicionário on-line.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler, compreender e seguir as instruções para realizar um experimento. • Reconhecer a finalidade do texto. • Levantar hipóteses sobre o resultado do experimento. • Conferir e comparar o resultado do experimento com as hipóteses formuladas anteriormente.

REDE DE LEITURA

VAMOS FAZER UM EXPERIMENTO? Leia o texto e mãos à obra!

Papel e caneta! Tome nota do que você vai precisar para o nosso próximo experimento Se eu pedir para você pegar papel e caneta, aposto que vai pensar logo: hum, deve ser para anotar alguma coisa. Desta vez, não. Papel e caneta são parte dos materiais para mais um de nossos experimentos! Além deles, você vai precisar de: • tesoura sem ponta, • flanela ou outro pano de limpeza.

IO LA IDEÁR

Agora, aproxime a parte da caneta onde você passou a flanela dos pedaços de papel picado. Impressionante!

B

O primeiro passo do experimento é cortar o papel em pequenos quadradinhos. Não se preocupe em deixá-los perfeitos, o importante é que sejam pequenos. Em seguida, pegue a flanela e esfregue na caneta, sempre na mesma direção. Faça isso pelo menos umas cinco vezes — quanto mais, melhor.

E aí, quem se arrisca a explicar por que isso aconteceu? Papel e caneta! Ciência Hoje das Crianças.. Disponível em: <http:// chc.cienciahoje.uol.com.br/papel-e-caneta/>. Acesso em: 30 set. 2017.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Providenciar previamente os materiais necessários para a realização do experimento: além de papel e caneta, que os alunos já têm em mãos, serão necessários um pedaço de flanela e uma tesoura sem ponta. Conversar com os alunos sobre o que é um experimento e para que serve. Ouvir o que eles sabem sobre o assunto e como deve ser feito um experimento.

ENCAMINHAMENTO Nas atividades iniciais, verificar se os alunos compreendem o que é um expe-

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rimento e quais são os procedimentos necessários para realizá-lo. Ao propor a atividade 7, propiciar aos alunos um momento para a realização do experimento. A atividade pode ser feita em duplas ou em trios. Após ouvir os comentários dos alunos, explicar o fenômeno de eletrização dos corpos, como propõe o texto a seguir. [...] quando atritamos a caneta com um pedaço de tecido, fazemos com que ambos fiquem eletrizados com cargas elétricas opostas (negativamente e positivamente). Como o plástico é um iso-

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lante elétrico e a caneta é feita desse material, ele não perde muitas cargas elétricas para nossa mão, podendo, assim, atrair os pedaços de papéis. Quando a caneta não contiver mais elétrons extras (elétrons livres em sua superfície), os papéis irão se soltar e voltar a ficar neutros (sem carga elétrica). DOESCHER, Andrea M. L. Eletrização por atrito. Portal do Professor. 26 ago. 2010. Disponível em: <http:// portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula. html?aula=22083>. Acesso em: 13 nov. 2017.

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Corta-se uma folha de papel em pequenos quadradinhos. Pega-se a flanela e a esfrega na caneta, sempre na mesma direção, pelo menos umas cinco vezes. Aproxima-se dos pedaços de papel picado a parte da caneta na qual se esfregou a flanela.

1. Qual é a finalidade do texto Papel e caneta!? Assinale a alternativa correta.

Para os alunos • Revista Mundo Estranho. Disponível em: <https://mundoestranho.abril. com.br/>. Acesso em: 27 nov. 2017. • MATEUS, Alfredo Luis; THENÓRIO, Iberê. 50 experimentos para fazer em casa. Rio de Janeiro: Sextante, 2014.

Informar uma descoberta científica. Relatar o resultado de um experimento. x

Ensinar a fazer um experimento.

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que

2. Onde o texto foi publicado? um experimento exige atenção e cuidado. Muitos objetos No site Ciência Hoje das Crianças.

CONEXÕES

e produtos utilizados no experimento podem causar acidentes se os procedimentos corretos não forem seguidos.

Para o professor • Revista Ciência Hoje, publicada pela SBPC.

3. Qual é a relação entre a ilustração e o texto Papel e caneta!? A ilustração mostra passo a passo as instruções do experimento descritas no texto.

4. Converse com os colegas e professor sobre estas questões.

Experimento é um trabalho científico que se destina a

a) O que é um experimento? comprovar uma hipótese ou observar algo que um cientista considera importante e que pode levar a uma descoberta.

b) O que é necessário fazer antes de iniciar um experimento?

Providenciar os materiais necessários, saber como se faz e como proceder durante o experimento.

c) Na sua opinião, experimentos exigem cuidados? Por quê?

5. Quais materiais são necessários para realizar o experimento citado no texto? Papel, caneta, tesoura sem ponta e flanela.

• Como se faz o experimento? 6. O que você acha que vai acontecer quando aproximar a caneta dos pedaços de papel? Resposta pessoal. 7. Agora, realize o experimento e responda oralmente às questões. a) O que aconteceu quando você aproximou a caneta (na qual passou a flanela) dos pedaços de papel picado? Resposta pessoal. b) Como você explica esse acontecimento? 8. Você já fez outros experimentos? Conte aos colegas e ao professor o que fez e por que realizou esse experimento.

IDEÁRIO LAB

Resposta pessoal.

Após ouvir os comentários dos alunos, explicar o fenômeno de eletrização dos corpos.

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ATIVIDADES Selecionar previamente um dos experimentos disponíveis em <http://livro.pro/ hodqrg> (acesso em: 28 nov. 2017). Separar a classe em grupos e pedir que assistam aos vídeos e anotem os materiais necessários e o desenvolvimento do experimento. Com a ajuda do professor, os alunos podem realizar o experimento para comparar o resultado e verificar se foi o mesmo exposto no vídeo. Compartilhar com a classe os resultados. Afixar no mural

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da sala os procedimentos da experiência para que todos possam copiá-los e realizá-lo em casa ou em outro momento na escola.

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CAPÍTULO

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

2 FALTA DE SONO

• Ler e compreender o texto identifi-

cando os elementos próprios do gênero: informações verídicas, vocabulário específico. • (Re)conhecer a importância da divulgação de informações científicas.

É PREJUDICIAL? • Conte aos colegas como é o seu sono. Você dorme bem? Acorda muito à noite? Durante quantas horas você costuma dormir? A falta de sono pode trazer problemas a uma pessoa? Respostas pessoais.

Você vai ler agora mais um texto de divulgação científica, desta vez sobre o sono. Os textos de divulgação científica servem para mostrar às pessoas o que os cientistas estão pesquisando ou descobrindo. Faz parte das atividades de cientistas e pesquisadores publicar os trabalhos, seja para ampliar a pesquisa com outros pesquisadores ou cientistas, seja para informar a sociedade. Cientistas e pesquisadores partem da observação para criar métodos e comprovar suas hipóteses a respeito de algo.

Falta de sono pode provocar perda de neurônios, diz pesquisa 19 Março 2014

A falta de sono pode ter consequências mais sérias do que se imaginava, como a perda permanente de neurônios, revela um novo estudo feito por cientistas americanos.

SPL/GETTY IMAGES

Em camundongos, a falta prolongada de sono levou à morte de 25% de certas células do cérebro, destaca a pesquisa, publicada na revista científica The Journal of Neuroscience. Cientistas responsáveis pelo estudo acreditam que, se o resultado for semelhante em humanos, seria inútil tentar “compensar” as horas de sono perdidas. Eles estimam que um dia será possível desenvolver uma droga para proteger o cérebro dos efeitos negativos das noites maldormidas. O estudo analisou ratos de laboratório que foram mantidos acordados para replicar a falta de sono tão característica da vida moderna, ora por turnos de trabalho noturnos ou horas demais passadas no escritório.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Trazer notícias ou reportagens que abordem descobertas científicas e comentar o assunto de cada uma com a classe. Incentivar os alunos a ficar atentos às novas descobertas científicas. Comentar a importância de algumas descobertas recentes e as transformações que elas trouxeram para as pessoas e para a sociedade.

ENCAMINHAMENTO Ao propor as questões iniciais do capítulo, estimular a participação dos alunos na conversa.

Análise Para conduzir a pesquisa, uma equipe de cientistas da Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia estudou certas células do cérebro que mantêm o cérebro alerta.

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Solicitar uma leitura silenciosa do texto. Ler os termos que constam no glossário e garantir que os alunos compreendam seus significados, considerando que são essenciais para a compreensão do texto. Após a exploração do vocabulário específico, realizar a leitura oral e coletiva do texto para que os alunos observem os termos no contexto.

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é preciso dormir cedo e bem para poder crescer e se desenvolver com saúde. Verificar se eles percebem que essa orientação tem comprovação científica.

Em seguida, sugerir que compartilhem o que já conheciam a respeito do assunto e o que descobriram ao ler o texto. Perguntar, por exemplo, se algum deles já ouviu os familiares dizerem que

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CONEXÕES HANK GREBE/GETTY IMAGES

Dias depois de seguirem um padrão de sono semelhante àquele dos que normalmente trabalham em turnos noturnos — três dias de jornadas noturnas com apenas quatro a cinco horas de sono durante o dia — os camundongos perderam 25% de seus neurônios, em parte do tronco cerebral. Os pesquisadores dizem que essa é a primeira evidência de que a falta de sono pode levar à morte de células Irreversível: que não pode voltar à do cérebro. condição ou estado anterior. Eles acrescentam, entretanto, que Neurônio: célula que constitui o temais pesquisas são necessárias para cido nervoso. descobrir se pessoas que dormem pouPost mortem: após a morte. Tronco cerebral: porção da parte co correriam maior risco de dano cerecentral do sistema nervoso situada bral permanente. entre a medula espinal e o cérebro. Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, Sigrid Veasey, “nós temos evidência de que a falta de sono pode levar a uma lesão irreversível”. “Isso pode ter acontecido em um animal simples, mas indica que nós precisamos pesquisar melhor esse efeito em humanos.” Ela afirmou que o próximo passo é fazer um exame post mortem nos cérebros de pessoas que dormiam pouco para buscar indícios de perda de células cerebrais. A longo prazo, os cientistas acreditam ser possível desenvolver um medicamento para proteger os neurônios, ao estimular a química natural envolvida na recuperação do sono. Segundo Hugh Piggins, da Universidade de Manchester, o experimento indica o que pode dar errado no cérebro humano a partir do estudo em ratos. “Os autores traçam paralelos com as pessoas que trabalham em turnos à noite e sugerem como a privação crônica de sono pode afetar negativamente não só a saúde física, mas também mental”, disse Piggins. “Essa hipótese terá de ser, no entanto, testada com mais pesquisas. No entanto, é consistente com muitos relatos médicos sobre a importância dos ciclos de sono para a melhoria do bem-estar.”

Para o professor • ALCÂNTARA, Ítalo Alves. Saiba mais sobre a importância do sono: entrevista. Entrevistadora: Artemisa Azevedo. Brasília, DF: EBC Radioagência Nacional, 13 jun. 2016. Entrevista concedida ao programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional da Amazônia. Disponível em: <http://livro.pro/w6tsgm>. Acesso em: 28 nov. 2017. • MOL Microscopia Online. Módulo 9 – Tecido nervoso. 2007-2016. Disponível em: <http://livro.pro/zyhv56>. Acesso em: 28 nov. 2017. • TODABIOLOGIA.COM. Célula animal – Visão geral. 2006-2017. Disponível em: <http://livro.pro/pxtghf>. Acesso em: 28 nov. 2017.

Falta de sono pode provocar perda de neurônios, diz pesquisa. BBC Brasil. Disponível em: <http://www.bbc.com/ portuguese/noticias/2014/03/140319_falta_sono_morte_neuronios_lgb>. Acesso em: 30 set. 2017.

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ATIVIDADES Compartilhar com os alunos a leitura e as informações do texto O mistério do sono, disponível em: <http:// livro.pro/5piwnq> (acesso em: 28 nov. 2017). Estabelecer semelhanças e diferenças entre os dois textos e explorar o vocabulário. Os alunos podem pesquisar se há novas descobertas em relação ao sono e seus benefícios.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Localizar informações no texto de acordo com os enunciados propostos. • Refletir sobre as informações apresentadas em texto de divulgação científica e relacioná-las ao próprio cotidiano. • Perceber a função dos sinais de pontuação no texto. • Ordenar parágrafos. • Reconhecer os procedimentos necessários à execução de trabalho científico.

O estudo analisou ratos de laboratório que foram mantidos acordados para replicar a falta de sono tão característica da vida moderna, seja por turnos de trabalho noturnos, seja por horas demais passadas no escritório.

ANALISANDO A DESCOBERTA

Estudar a relação entre a falta de sono e

1. Explique qual foi o objetivo da pesquisa. a perda de neurônios. • Como se desenvolveu o estudo?

2. Ao analisar os resultados, o que os cientistas observaram? Em camundongos, a falta prolongada de sono levou à morte de 25% de certas células do cérebro.

• Segundo a pesquisa, ocorre o mesmo com seres humanos? Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos.

3. Numere os parágrafos na sequência correta do texto que apresenta a pesquisa. 3

Os pesquisadores dizem que essa é a primeira evidência de que a falta de sono pode levar à morte de células do cérebro.

1

Para conduzir a pesquisa, uma equipe de cientistas da Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia estudou certas células do cérebro que mantêm o cérebro alerta.

4

Eles acrescentam, entretanto, que mais pesquisas são necessárias para descobrir se pessoas que dormem pouco correriam maior risco de dano cerebral permanente.

2

Dias depois de seguirem um padrão de sono semelhante àquele dos que normalmente trabalham em turnos noturnos — três dias de jornadas noturnas com apenas quatro a cinco horas de sono durante o dia — os camundongos perderam 25% de seus neurônios, em parte do tronco cerebral.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar as informações do texto lido. Explorar os subtítulos e os assuntos tratados em cada parágrafo, bem como a relação entre os parágrafos. Explorar também outros termos ligados à ciência presentes no texto. Além dos que constam no glossário, podem ser apontados: droga (substância utilizada para tratar ou impedir uma doença), evidência (prova), lesão (dano ou alteração em um órgão do corpo), indício (sintoma, indicação da existência de algo), química natural (ações e reações de substâncias no organismo), hipótese (suposição admitida como ponto de partida para demonstrar e comprovar algo).

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ENCAMINHAMENTO Na atividade 3, auxiliar os alunos na organização dos parágrafos, se for necessário. Chamar a atenção para a relação entre eles. Durante a realização da atividade 6, conduzir a conversa de forma que os alunos concluam que dificilmente apareceria o ponto de exclamação, pois esse sinal expressa emoção (admiração, surpresa, alegria, dor, entre outros), e um texto de divulgação científica é bastante objetivo, por isso apresenta predominância de frases declarativas.

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Após a atividade 8, retomar as informações dos outros textos sobre o sono e confeccionar um cartaz sobre a importância do sono para afixá-lo no mural da sala de aula. Selecionar previamente uma tabela com dados sobre o sono e apresentá-la aos alunos para comentar as informações e compará-las com os conhecimentos adquiridos. Sugestão: <http:// revistacrescer.globo.com/Bebes/Sono/ noticia/2013/02/quanto-seu-filho-preci sa-dormir-por-dia.html> (acesso em: 28 nov. 2017).

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CONEXÕES

4. Releia este trecho do texto.

Para o professor • NUNES, Cássia. Guia do sono. Disponível em: <http://livro.pro/bkpqkg>. Acesso em: 28 nov. 2017.

A longo prazo, os cientistas acreditam ser possível desenvolver um medicamento para proteger os neurônios [...].

• O que a expressão a longo prazo indica nesse contexto?

A longo prazo indica “em um espaço de tempo longo”, isto é, ainda vai demorar para que os cientistas consigam desenvolver esse medicamento.

5. Alguns trechos do texto vêm entre aspas. Sublinhe um desses trechos. Resposta As aspas indicam que esses trechos

• Por que esse recurso foi utilizado? representam a fala de pessoas

pessoal.

envolvidas na pesquisa.

6. Quais são os sinais de pontuação predominantes no texto? Ponto de interrogação. x

Ponto de exclamação. x

Ponto final.

Vírgula.

• Qual dos sinais de pontuação dificilmente apareceria em um texto de Espera-se que os alunos concluam que se trata divulgação científica? Por quê? do ponto de exclamação.

7. O método científico contém uma série ordenada de passos a serem seguidos para a resolução de um determinado problema. Numere as etapas do trabalho de um cientista na ordem em que são realizadas. 3

Levantar hipóteses sobre as observações.

5

Apresentar os resultados da pesquisa.

7

Divulgar os estudos.

2

Analisar os aspectos observados.

1

Observar a natureza e/ou algum experimento.

4

Estudar os resultados das observações.

6

Aplicar os estudos para buscar novas alternativas para a saúde e/ ou tecnologia.

8. Faça uma pesquisa para descobrir quantas horas de sono por dia são necessárias a uma pessoa da sua idade. Compartilhe o resultado com os colegas.

DNEPWU

Uma criança de 10 anos deve dormir em torno de 10 horas por noite.

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ATIVIDADES Compartilhar as imagens das obras Sono, de Salvador Dalí, disponível em <http:// livro.pro/7c43b5> (acesso em: 28 nov. 2017), e O sono, de Tarsila do Amaral, disponível em <http://livro.pro/35mbq4> (acesso em: 28 nov. 2017). Explorar as semelhanças e diferenças entre elas e comentar como o mesmo tema pode ser abordado de maneiras diversas. Pode-se propor uma parceria ao professor de Arte para realizar um estudo sobre as principais características do Surrealismo e do Modernismo.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer a sílaba tônica em palavras apresentadas. • Relacionar a posição da sílaba tônica à classificação das palavras como proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas. • Identificar regras de acentuação das palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. • Acentuar corretamente as palavras apresentadas de acordo com as regras estudadas.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Releia este trecho do texto. Em camundongos, a falta prolongada de sono levou à morte de 25% de certas células do cérebro [...].

a) O que as palavras destacadas têm em comum quanto à sílaba tônica? A sílaba tônica dessas palavras é a antepenúltima.

b) Como são chamadas as palavras que possuem acento gráfico na antepenúltima sílaba? As palavras que possuem acento gráfico na antepenúltima sílaba são as proparoxítonas.

2. Relacione as letras das alternativas às definições abaixo. a) oxítonas

b) paroxítonas

c) proparoxítonas

c

Palavras em que a sílaba tônica é a antepenúltima.

a

Palavras em que a sílaba tônica é a última.

b

Palavras em que a sílaba tônica é a penúltima.

3. Escreva outras palavras proparoxítonas. Troque ideia com um colega. Sugestão: Médico, catálogo, música, óculos, córrego, árvore. pes-qui-sa, be-bê, ci-ên-cia, es-tí-mu-los, pa-le-tó, neu-rô-nios, es-qui-mós, res-pon-sá-vel, di-fí-cil, pa-ra-béns, ex-pe-ri-ên-cia, so-fás, es-tá, á-gua, al-guém, chu-lé, ja-bu-ti, u-ru-bu, be-bês.

pesquisa bebê urubu chulé ciência estímulos paletó neurônios esquimós responsável difícil parabéns experiência água sofás está jabuti alguém bebês

DNEPWU

4. Separe com um traço as sílabas das palavras seguintes e sublinhe as sílabas tônicas.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Relembrar que sílaba tônica é aquela pronunciada com mais intensidade. Retomar os conhecimentos sobre a classificação das palavras de acordo com a sílaba tônica: oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Dar alguns exemplos de palavras paroxítonas que não possuem acento e outras que têm acento, para que os alu-

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nos possam perceber que algumas palavras são acentuadas e outras não.

ENCAMINHAMENTO Propiciar um momento coletivo para a realização das atividades. Ao final das atividades, propor aos alunos que façam uma tabela para organizar/separar palavras de acordo com a sílaba tônica (oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas). Eles poderão anotar as palavras usadas nas atividades e completá-la com outras que atendam aos critérios.

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CONEXÕES

5. Reúna-se com um colega. Observem as sílabas tônicas das palavras da atividade anterior.

Para o professor • D’ÁVILA, Fábio. Português – Aula 01 – Acentuação gráfica. Aulalivre.net. Disponível em: <http://livro.pro/fdqcjd>. Acesso em: 28 nov. 2017.

a) Quais são as letras finais das oxítonas que recebem acento? A, e, o, em, ens, as, os, es.

b) Com essa observação, escrevam uma regra para a acentuação de palavras oxítonas. São acentuadas as oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em, ens.

6. Observem agora as palavras paroxítonas acentuadas e assinale as afirmações adequadas. São acentuadas as paroxítonas que terminam com duas vogais sex guidas, com ou sem s no final. x

São acentuadas as paroxítonas que terminam com l. São acentuadas as paroxítonas terminadas em es.

7. Que conclusão você pode escrever para explicar a acentuação das palavras proparoxítonas? Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.

8. Leia as frases e acentue as palavras quando necessário. a) Vovo gosta muito de cafe e de guarana. Vovó ou vovô, café, guaraná.

b) As arvores frutiferas atraem passaros. Árvores, frutíferas, pássaros.

c) Usar tênis e não trocar as meias pode dar chule.. FILM PHOTO/SHUTTERSTOCK.COM, BEN GINGELL/SHUTTERSTOCK.COM

Chulé.

d) Meu grupo ficou responsavel pela leitura das historias. Responsável, histórias. e) Você sabe se o jacaranda dá flores? Jacarandá. f) Nesta empresa, todos os funcionarios usam paleto para trabalhar. Funcionários, paletó.

DNEPWU

integr Café. g) De manhã, tomo cafe com leite e como uma fatia de pão integral.

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ATIVIDADES Propor aos alunos que joguem, em duplas, o jogo Bruxa dos acentos, disponível em: <http://livro.pro/hjag73> (acesso em: 28 nov. 2017). Solicitar que anotem as palavras que foram acentuadas. Após o jogo, fazer uma lista das palavras e justificar por que estão acentuadas. Confeccionar o cartaz com as regras e as palavras correspondentes.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Aplicar conhecimentos sobre as regularidades ortográficas e escrever corretamente as palavras.

QUAL É A LETRA? • Vamos brincar de cientista das palavras? Siga as instruções. • Reúna-se com dois colegas. • Escolham uma peça (por exemplo: clipe, grão de feijão, bolinha de papel) para marcar as suas jogadas. • Peguem um dado e façam um sorteio para ver quem começa a jogar. • O jogador, ao chegar a uma casa que tenha uma questão, deve respondê-la em uma folha à parte. • Se o número sorteado levar o jogador a uma casa com uma imagem, ele deve escrever a palavra que representa essa imagem. • Os outros jogadores devem conferir se as respostas estão corretas. Em caso de erro, o jogador perde a vez e volta três casas. • Ganha o jogo quem chegar ao final primeiro. Carruagem. As vogais e, i.

Dinossauro.

Som /s/.

DesDes-ou ouin-. in-.

Verbos.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Pedir aos alunos que observem a trilha antes de começar a atividade e retomem as regras de jogos desse tipo. Auxiliá-los na formação dos grupos e solicitar que organizem a ordem dos jogadores.

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ENCAMINHAMENTO Solicitar que leiam as orientações da atividade 1 e verificar se todos compreenderam como jogar. Providenciar dados para os grupos e folhas de papel para anotações. Circular pela sala observando se os alunos estão conseguindo relembrar as informações ortográficas aprendidas para realizar o jogo.

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Para o professor • AZEREDO, José Carlos de (Coord.). Escrevendo pela nova ortografia. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss; São Paulo: Publifolha, 2009. • BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.

Cômoda. Sugestão: super-homem, superbactéria.

Travesseiro.

Confusões.

Geladeira.

Amável.

Sugestão: casa, rosa, uso. Viajar. Zebra. Viagem.

ou ouin-. in-.

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CONEXÕES

Parabéns.

Amoroso.

Unicamente.

GUS MORAIS

Sugestão: analisar, avisar, revisar.

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ATIVIDADES Os alunos podem brincar também com o jogo disponível em: <http://livro. pro/t3oqmg> (acesso em: 28 nov. 2017) e explicar qual seria a grafia correta das palavras apresentadas e por quê.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • (Re)conhecer os elementos característicos do texto de divulgação científica nos textos da unidade. • Identificar o tipo de informação necessária em um texto de divulgação científica: vocabulário específico, informações verídicas, comentários de um cientista. • Reconhecer as informações próprias da ciência e utilizá-las na construção do texto. • Elaborar o planejamento do texto a ser produzido, de acordo com as orientações. • Escrever um texto informativo/científico a partir de informações relacionadas ao tema proposto, utilizando pontuação adequada e ortografia correta.

M ÃO N A M ASSA!

Uma ajuda dos urubus trata do uso da tecnologia e dos urubus no controle dos lixões da cidade de Lima, Peru. O outro texto trata de uma pesquisa sobre os resultados da privação do sono em camundongos.

Os textos que você leu nesta unidade são textos de divulgação científica. Vamos relembrar as características desses textos? Para isso, converse com os colegas e o professor sobre as questões apresentadas. 1. Qual é o tema divulgado em cada um dos textos? a) Os textos apresentam palavras próprias do vocabulário científico. Cite algumas delas. Sugestão: Decomposição, matéria orgânica, células, neurônios. b) A citação de um cientista é importante no texto de divulgação científica? Por quê? Sim, porque mostra ao leitor que o assunto abordado é proveniente de uma fonte segura.

c) De que maneira o assunto é introduzido no texto Falta de sono pode provocar perda de neurônios? Explique o recurso utilizado.

O tema é introduzido com uma pequena explicação sobre a falta de sono e suas consequências.

d) Você acha que a linguagem desses textos é a mesma de um texto literário? Justifique. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a linguagem é mais específica e objetiva e apresenta um vocabulário mais técnico.

e) Para escrever um texto de divulgação científica é necessário pesquisar o assunto? Por quê? Sim, porque é preciso transmitir informações verdadeiras e, para isso, é necessário pesquisar e conhecer o assunto para poder explicá-lo.

2. Compare os títulos dos dois textos. Qual deles dá uma pista de que se trata de um texto de divulgação científica?

IDEÁ

RIO

LAB

O texto Falta de sono pode provocar perda de neurônios.

3. Com a ajuda do professor, pesquise outros textos de divulgação científica e compare-os com os textos desta unidade. Observe se apresentam claramente o tema, o vocabulário específico e as citações de algum cientista.

Os textos de divulgação científica são diferentes dos textos propriamente científicos. A revista (ou outro meio de comunicação) que vai divulgar o material precisa tornar o texto científico compreensível e atraente para o seu público. Como a linguagem puramente científica é muito específica, difícil para pessoas leigas no assunto, nos textos de divulgação científica ela precisa ser adaptada. No entanto, a finalidade do texto permanece: transmitir conhecimentos científicos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Providenciar e trazer para a sala outros textos de divulgação científica para que os alunos possam ler e retomar aspectos importantes do gênero. Após a leitura, compartilhar as informações principais do que leram e acharam mais interessante.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1b, retomar com os alunos as citações presentes no texto Falta de sono pode provocar perda de neurônios, diz pesquisa e discutir como é possível distinguir as informações das citações dos cientistas.

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Ao propor a atividade 3, trazer para a sala outros textos de divulgação científica para que os alunos possam observá-los. Na atividade 4, auxiliar na escolha dos assuntos da pesquisa. Cada um dos temas pode ser mais específico, se necessário. Por exemplo, especificar alguns assuntos dentro do tema “desenvolvimento tecnológico”, pois assim os assuntos da revista ficarão mais diversificados. Na seção Oralidade em ação, os alunos irão apresentar o que pesquisaram e escreveram. Também farão a revista para distribuí-la.

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Certificar-se de que todos compreenderam os tópicos que orientam a pesquisa e o planejamento do texto a ser produzido. É importante que os alunos tragam a pesquisa. Em classe, eles irão selecionar as informações importantes e interessantes. Ressaltar aos alunos que também devem considerar os elementos identificados na atividade 5 ao planejar e escrever o texto. Lembrá-los da necessidade de adequação da linguagem, considerando que a revista será destinada ao público infantojuvenil.

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CONEXÕES

4. Vamos fazer uma revista de divulgação científica para o público infantojuvenil? Você vai trabalhar com um colega. Juntos, escolham o tema a ser pesquisado. Vejam se alguma das sugestões lhes interessa.

Para o professor • KRUSZELNICKI, Karl. Grandes mitos da ciência. São Paulo: Fundamento, 2013.

• Aquecimento global.

• Desenvolvimento tecnológico para auxiliar a vida das pessoas.

• Estudo de células para a cura de doenças.

BIGROLOIMAGES/SHUTTERSTOCK.COM, CHEN WS/SHUTTERSTOCK.COM, KONSTANTIN KOLOSOV/SHUTTERSTOCK.COM

Icebergs na baía Disko, na Groenlândia.

Atleta vietnamita lidera a corrida dos 800 metros em cadeira de rodas (Kuala Lumpur, 2009).

• Antes de escrever o texto, faça uma pesquisa e colete informações. • Com os dados que conseguiu, reúna-se com o colega para compartilhar as informações da pesquisa. • Escrevam o texto de divulgação científica em uma folha à parte. • Criem um título que chame a atenção do leitor. • Se quiserem, iniciem o texto fazendo perguntas ao leitor. • As informações científicas não podem ser modificadas, mas vocês podem usar a criatividade e inserir uma linguagem que aproxime o leitor do texto. • Indiquem a autoria do texto.

5. O que mais deve fazer parte desse texto? Converse sobre isso com os colegas e o professor. Nome popular/nome científico, se for o caso; histórico das informações; o desenvolvimento da observação do assunto; as descobertas e os • Atenção para as recomendações. possíveis resultados. • O texto deve ser escrito em 3a pessoa. • A linguagem precisa ser clara e acessível e apresentar as explicações científicas de forma que o público leitor compreenda as informações. • A sequência de ideias precisa ter coerência e os parágrafos precisam estar relacionados. • Fiquem atentos à ortografia, ao uso da pontuação e à acentuação.

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ATIVIDADES Sugerir aos alunos a pesquisa de outros textos de divulgação científica e compará-los com os textos desta unidade. Pedir a eles que observem se apresentam claramente o tema, vocabulário específico e citações de algum especialista.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

DE OLHO NO TEX TO

• Retomar as características do texto de divulgação científica ao ler o texto proposto. • Verificar se os elementos textuais característicos do gênero estão presentes. • Ordenar parágrafos do texto de acordo com as informações apresentadas. • Analisar o texto produzido e verificar os elementos que faltam ou que podem ser melhorados. • Verificar ortografia e pontuação, incluindo a coesão entre os parágrafos, no texto escrito. • Revisar e reescrever o próprio texto.

Nesta seção, vocês irão revisar, corrigir e reeditar o texto de divulgação científica produzido na seção anterior. Antes, faça individualmente a atividade seguinte. Ela poderá ajudá-lo na revisão do seu texto. 1. Os parágrafos que compõem o texto Esperto pra cachorro foram reorganizados aqui fora da sequência original. Ordene os trechos escrevendo o número ao lado das letras.

Esperto pra cachorro Estudo indica que cães podem ser capazes de interpretar as expressões faciais dos humanos

A

3

No experimento, o dono do cão escondia a salsicha em uma caixa e o alho em outra, sem o bicho ver. Em seguida, o cachorro era colocado de frente para o dono, que abria a caixa com a salsicha, fazia uma cara feliz e, depois, abria a caixa com alho e fazia uma expressão de nojo. “Nas duas situações, o dono também emitia sons de felicidade ou nojo para ajudar o cão a fazer a escolha certa”, explica Michael.

KANNAA/SHUTTERSTOCK.COM, ALENA KOZLOVA/SHUTTERSTOCK.COM

B

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Para as atividades desta seção, é importante que os alunos recebam os textos revisados e que os livros, revistas e sites usados para a pesquisa estejam disponíveis para eventuais complementações do texto. Retomar a importância da revisão do texto antes de reescrevê-lo, bem como as características do gênero que devem ser contempladas na reescrita do texto.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, socializar as respostas dos alunos. Depois da organização

1

Quem tem cachorro em casa provavelmente já se pegou conversando com o bicho como se ele fosse gente. A situação pode parecer engraçada — afinal, cães não entendem nada do que os humanos dizem. Ou será que entendem? Uma pesquisa feita na Alemanha parece mostrar que eles são mais espertos do que parecem.

C

4

No fim das contas, mais da metade dos cães escolheu a caixa com a salsicha, o que sugere que eles entendem a opinião do dono sobre a comida que está na caixa. Cinco raças participaram da pesquisa de Michael: labrador, golden retriever, husky siberiano, pastor-alemão e border collie.

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correta dos parágrafos, ler o texto e discutir a descoberta divulgada no artigo.

substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) e pronominais.

Se possível, acessar o site da revista Ciência Hoje das Crianças e disponibilizar o texto para que os alunos observem a organização dos parágrafos. Pedir que identifiquem a ideia principal de cada parágrafo e analisem de que forma os parágrafos se relacionam. Chamar a atenção, por exemplo, para a expressão utilizada no início do 5o parágrafo – “No fim das contas”: O que isso significa, de acordo com o contexto? Qual é a relação com o parágrafo anterior? Explorar também as

A produção da revista de divulgação científica da turma, proposta na atividade 3, pode ser feita em parceria com as áreas de Ciências, Arte e Informática. Ao ler os itens dessa atividade, explicar aos alunos que o texto escrito para a apresentação da revista é chamado de editorial. Antes de doar os exemplares da revista, os alunos vão expor oralmente as descobertas científicas que registraram.

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Com apenas esse teste, ainda não dá para saber qual é a raça mais esperta, mas novos resultados virão por aí. “Nosso estudo é um dos primeiros desse tipo e faremos outros para descobrir qual raça entende melhor o que o dono quer dizer”, conta o psicólogo.

E

KALAMURZING/SHUTTERSTOCK.COM

CONEXÕES Para o professor • A revista Galileu. Disponível em: <http://livro.pro/isgrp2>. Acesso em: 28 nov. 2017.

Capazes de reconhecer a expressão de seus donos, os cachorros podem ser mais espertos do que muita gente imagina.

2

O estudo foi liderado pelo psicólogo Michael Tomasello, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, que testou 58 cães para descobrir se eles eram capazes de diferenciar expressões humanas de nojo e de felicidade. Baseado na cara que seu dono fazia para dois tipos de comida, o cão precisava escolher entre uma caixa com uma salsicha deliciosa e outra com um monte de alho. Mariana Rocha. Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: <http://chc.org.br/esperto-pra-cachorro/>. Acesso em: 30 set. 2017.

• Como você conseguiu organizar os parágrafos para que o leitor conseguisse compreender o texto? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos observem a relação entre um parágrafo e outro.

2. Releia com o colega o texto de divulgação científica que vocês elaboraram na seção Mão na massa! e verifiquem se há necessidade de acrescentar ou alterar algumas informações. • Os textos corrigidos devem ser digitados e apresentar uma ilustração de acordo com o tema tratado. 3. A classe vai organizar coletivamente os textos para compor a revista de divulgação científica da turma. Atenção às instruções: • Ordenem os textos de acordo com os temas tratados. • Escolham o nome da revista. • Façam a capa bem atraente, ilustrada. Se precisarem de inspiração, vocês podem visitar o site da revista Ciência Hoje das Crianças e observar as capas. Disponível em: <http://livro.pro/6ka47y>. Acesso em: 10 out. 2017. • Organizem o sumário da revista, expondo tópicos dos assuntos e número das páginas. • Elaborem um texto coletivo para apresentar a revista. • Os exemplares da revista serão doados à biblioteca da escola ou a uma biblioteca pública.

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ATIVIDADES Selecionar alguns textos de divulgação científica da revista Ciência Hoje das Crianças para analisar com os alunos e verificar como as informações são apresentadas e como os parágrafos estão relacionados uns com os outros.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

1. Vocês vão apresentar as descobertas científicas que pesquisaram e registraram. Antes das apresentações, discutam em grupos algumas questões relacionadas aos temas pesquisados.

NADEZDA RAZVODOVSKA/SHUTTERSTOCK.COM

• Apresentar, de maneira clara e fluente, a pesquisa sobre o assunto científico escolhido. • Desenvolver as habilidades de falar e de ouvir os colegas em atitude de respeito. • Discutir os aspectos relevantes das pesquisas apresentadas.

ORALIDADE EM AÇÃO

• As pesquisas trazem novas perspectivas de saúde e/ou desenvolvimento humano? • De que maneira o estudo científico que vocês pesquisaram contribuiu para melhorar a vida das pessoas? • Quais são os aspectos e/ou informações mais importantes sobre o assunto pesquisado? • O que foi mais interessante durante a pesquisa? • O que foi mais interessante depois da pesquisa? • O que vocês aprenderam?

2. Após a discussão dos aspectos relevantes da pesquisa e da produção do texto, organizem com o professor a data e o local das apresentações. 3. Preparem-se para a apresentação. Antes da apresentação

Durante a apresentação

• Elaborem um roteiro com os tópicos principais para eventual consulta. • Utilizem imagens ou tabelas que possam contribuir para a compreensão das informações. • Vocês podem utilizar programas de edição de texto. • Ensaiem o que vão falar adequando a linguagem à situação comunicativa. • Planejem a apresentação de acordo com o tempo combinado para cada dupla.

• Falem com clareza e pausadamente para que todos entendam. • É importante olhar atentamente para a plateia, de modo a chamar a atenção para o que está sendo dito. • Lembrem-se de manter uma boa postura durante a apresentação. • O apresentador deve explicar os pontos importantes da pesquisa. • Organizem um momento para as perguntas dos ouvintes.

SUSAN MORISSE

4. Vocês também podem simular uma entrevista com o mesmo tema da pesquisa. A entrevista pode virar um áudio e ser publicada em meio digital.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Para as atividades da seção, é importante que os alunos recebam os textos revisados e que os livros, revistas e sites usados para a pesquisa estejam disponíveis para eventuais complementações do texto.

ENCAMINHAMENTO Acompanhar os alunos no desenvolvimento das atividades 1 a 3. É importante que (re)organizem as informações para deixá-las claras e coerentes. Planejar a reescrita de acordo com os aspectos necessários que foram apontados.

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Após a (re)organização das informações, prepará-los para compartilhá-las. Na atividade 4, orientá-los a apresentar as informações em forma de entrevista para gravar utilizando os recursos digitais disponíveis. Um dos alunos pode ser o entrevistador para fazer as perguntas referentes ao tema, e o outro pode ser o entrevistado apresentando as respostas – informações científicas sobre o assunto. Se achar propício, compartilhar as gravações em dias alternados para não ficar cansativo.

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Na atividade 5, incentivar os alunos a apontar aspectos importantes em relação às apresentações.

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CONEXÕES

5. Vamos comentar as apresentações? Conversem sobre as questões seguintes. a) Como vocês se sentiram ao compartilhar o conhecimento com outras pessoas? b) As pessoas ouviram com atenção? c) Os ouvintes fizeram perguntas, demonstrando interesse pelo assunto? d) Vocês acrescentariam algo às apresentações para melhorá-las? O quê?

Para o professor • MASSARDIER, Gilles. Contos e lendas dos grandes enigmas da história. São Paulo: Seguinte, 2014.

FIQUE LIGADO Elementar, caros amigos – O fascinante dia a dia dos átomos, de Marcelo R. L. Oliveira, Girafa. Este livro conta em pequenas histórias leves e informativas como foram descobertos os elementos químicos que estão à nossa volta.

Superinteressante, Editora Abril. Esta revista é publicada mensalmente e traz assuntos relacionados à saúde, à tecnologia, à ciência e ao comportamento humano. Vale a pena ler para saber as descobertas e observações em cada uma dessas áreas.

Ciência Hoje das Crianças, Instituto Ciência Hoje. Esta revista apresenta diversos assuntos científicos de um jeito fácil de entender. Você vai se interessar cada vez mais pela ciência.

Discovery Kids e Nat Geo Kids Estes canais de TV tratam das descobertas da ciência, contadas em uma linguagem simples e acessível.

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ATIVIDADES Acessar a rádio CHC e ouvir com os alunos a matéria “Cruzeiro científico – Pesquisadores viajam de barco para monitorar as baleias jubarte”. Disponível em: <http://chc.org.br/radio-chc/>. Acesso em: 11 out. 2017. Retomar as informações e discutir com os alunos a importância da pesquisa.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

INTERDISCIPLINARIDADE COM

• ARTE • CIÊNCIAS • GEOGRAFIA

Você já ouviu falar no compositor e cientista Paulo Vanzolini? Leia este texto para saber quem foi ele.

O cientista-poeta Na entrevista a seguir, concedida em janeiro de 2013, Paulo Vanzolini fala sobre sua trajetória como compositor e cientista, lembrando que sua contribuição para o país foi muito além das canções MEIRE CAVALCANTE, 29 DE ABRIL DE 2013

Em uma casa de vila, localizada no tradicional bairro do Cambuci, em São Paulo, vive Paulo Emílio Vanzolini. Seu nome, consagrado pela composição de sambas clássicos — a maioria homenageando a cidade onde nasceu (em 1924) e vive —, também fez história e deixou um legado importante para a ciência brasileira. Vanzolini compôs Ronda e desbravou a Amazônia por 30 anos em um barco de pesquisa; compôs Volta por cima e dirigiu por 50 anos o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP); compôs Na boca da noite e ajudou a criar a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Escreveu poemas e foi um dos propositores da teoria dos refúgios, que explica a imensa biodiversidade na região amazônica. Escreveu livros científicos (sua especialidade são os répteis) e livros literários [...]. Um nome consagrado pela música, pelo amor à ciência, por grandes realizações e pela sensibilidade de quem vê poesia e música nas coisas do cotidiano. [...] Estudou os répteis e a biodiversidade da Amazônia. Comentar com os alunos que, além disso, ajudou a implantar a lei de incentivo à pesquisa que vigora até hoje e contribuiu para a formação do acervo do Instituto Butantan (São Paulo). 1. Em que Paulo Vanzolini contribuiu para a ciência?

GABO MORALES/FOLHAPRESS

ART.TKACH/SHUTTERSTOCK.COM, VENIMO/SHUTTERSTOCK.COM, RAMONA KAULITZKI/SHUTTERSTOCK.COM, EDITORIA DE ARTE

• Ler e compreender texto selecionando as informações apresentadas. • Relacionar informações apresentadas como contribuições científicas. • Refletir sobre a importância da biota na vida do ser humano. • Observar mapa e reconhecer a região delimitada. • Ler a legenda do mapa e relacioná-la às informações apresentadas na entrevista. • Relacionar os estudos científicos ao registro histórico de uma época.

IDEIA PUX A IDEIA

2. Converse com um colega sobre a relação entre a Teoria dos Refúgios Florestais e as características da Floresta Amazônica. Expliquem essa relação oralmente aos colegas e ao professor.

Devido a mudanças climáticas, as florestas tropicais diminuíram, ficando restritas às áreas onde ainda havia umidade. Assim, foram constituídos refúgios, nos quais a biota foi mudando por causa do isolamento.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Verificar se os alunos já ouviram falar de Paulo Vanzolini. Antes da leitura do texto, compartilhar as informações sobre o compositor e cientista disponíveis em: <http://livro.pro/yhhkr5> (acesso em: 29 nov. 2017).

ENCAMINHAMENTO Comentar com os alunos que Paulo Vanzolini faleceu em 29 de abril de 2013.

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Fazer uma leitura compartilhada do texto e discutir os pontos apresentados. Verificar os termos que possam ser desconhecidos dos alunos, incentivando-os a inferir o sentido pelo contexto ou fazer uma busca no dicionário. Comentar que esse texto foi escrito a partir de uma entrevista concedida por Paulo Vanzolini, portanto não apresenta as características típicas do gênero (perguntas e respostas). Verificar se identificam algumas falas do entrevistado, que estão entre aspas.

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Levantar o conhecimento dos alunos sobre o termo biota (conjunto de seres vivos que habitam determinada região, o que inclui a flora, a fauna, os fungos e outros grupos de organismos). Realizar a leitura do mapa com os alunos e relacionar as informações apresentadas às informações do texto lido. Ao explorar a atividade 4, levar os alunos a compreender que os estudos das espécies são um registro histórico, na medida em que o local e as espécies fazem parte de uma determinada época.

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CONEXÕES

Grandes realizações

Para o professor • IVANISSEVICH, Alicia; VIDEIRA, Antonio Augusto P. Ciências biológicas e ambientais: fatos que mudaram a nossa forma de ver a natureza. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, 2008. (Memória Hoje, v. 1).

Paulo Vanzolini dedicou parte de sua vida científica a explorações na Floresta Amazônica. Estudando os répteis, na rotina de trabalho no Museu de Zoologia, escreveu uma importante obra sobre biodiversidade. Publicou, na década de 1970, suas pesquisas sobre a chamada Teoria dos Refúgios Florestais, que explica a imensa biodiversidade da Floresta Amazônica. Em síntese, a teoria diz que, devido a mudanças climáticas ocorridas na passagem de uma fase mais seca e fria durante o Pleistoceno terminal (12 a 18 mil anos atrás), as florestas tropicais ficaram retraídas às exíguas áreas onde ainda havia umidade. Assim, foram constituídos refúgios, nos quais a biota sofreu diferenciações resultantes do isolamento. “Nas minhas pesquisas, estudei os bichos amazônicos e vi que a distribuição deles se caracterizava muito bem com base naquela teoria”, conta. E o que propunha em teoria, vivia na mata. Em suas incursões pela floresta, conhecia “a essência dos bichos, sua vida”. Ele precisava testemunhar aquilo que um animal em cativeiro jamais revelaria. [...] O cientista-poeta. Revista Educação. Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/o-cientista-poeta/>. Acesso em: 30 set. 2017.

Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Maranhão.

Brasil: Floresta Amazônica ALLMAPS

3. A maior parte da Floresta Amazônica está no Brasil e abrange vários estados. Observe o mapa. Quais são esses estados? • A preservação da Amazônia é importante para a biodiversidade da região. Você consegue explicar por quê?

60° O

RR

AP

Equador

AM

PA

MA

AC

RN PB

BA

MT 565

PE

AL SE

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0

CE PI

BRASIL

DF GO

OCEANO 4. Os estudos feitos por MG ATLÂNTICO Floresta Amazônica brasileira ES MS Paulo Vanzolini e outros Divisão estadual do Brasil SP RJ Fronteiras internacionais pesquisadores e/ou cienPR tistas sobre seres vivos Fonte: REDE AMAZÔNICA DE INFORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL GEORREFERENCIADA (RAISG). 2012. Disponível em: <http://raisg. podem ser considerados socioambiental.org>. Acesso em: 24 jan. 2018. o registro histórico de uma época? Explique sua opinião aos colegas e ao professor. Resposta pessoal. Trópico de Capricórni o

Porque as espécies animais e vegetais fazem parte de um ecossistema e, se houver uma transformação no lugar, provavelmente elas sofrerão mudanças para poder se adaptar. Algumas poderão se extinguir e outras terão de se adaptar para sobreviver.

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ATIVIDADES Se possível, providenciar cópias (ou selecionar trechos para ler com os alunos) da entrevista de João Anzanello Carrascoza, professor e escritor, e comentar sobre seu processo de trabalho. A entrevista está disponível em <http:// livro.pro/ug25i9> (acesso em: 29 nov. 2017). Compará-la com o que Paulo Vanzolini contou no texto O cientista-poeta.

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HABILIDADES

UNIDADE

• (EF05LP01) Participar das interações

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NOTÍCIA OU REPORTAGEM? ALEX SILVA/AGÊNCIA O GLOBO

orais em sala de aula e em outros ambientes escolares com atitudes de cooperação e respeito. • (EF05LP02) Opinar, em discussões e debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição. • (EF05LP07) Simular jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros textuais jornal falado e entrevista. • (EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto. • (EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.). • (EF05LP11) Justificar quem produz o texto e qual é o público-alvo, analisando a situação sociocomunicativa. • (EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. • (EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.). • (EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas. • (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. • (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. • (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e

Rafael Tonon. No futuro, plantações estarão dentro das grandes cidades. Galileu, 29 abr. 2016. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2016/04/no-futuro-plantacoesestarao-dentro-das-grandes-cidades.html>. Acesso em: 17 out. 2017.

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aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. • (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. • (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis.

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• (EF05LP30) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses. • (EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo. • (EF05LP36) Reconhecer e utilizar a concordância entre sujeito composto e verbo em textos lidos e produzidos.

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ATIVIDADES G1/FOTO: DIETER SPANNKNEBEL/GETTY IMAGES

Ler em voz alta uma notícia e verificar o que os alunos sabem sobre o assunto ou se já ouviram algo a respeito. Discutir e contextualizar os acontecimentos. Solicitar que, nos próximos dias, fiquem atentos ao assunto em questão e tragam mais informações para serem discutidas em classe, de modo que se interessem cada vez mais pelo que ocorre no mundo à sua volta.

CONEXÕES Para o professor • CORTEZ, Elizena; JUNQUER, Ângela; PAVANI, Cecília. Jornal: uma abertura para a educação. São Paulo: Papirus, 2007.

Ricardo Welbert. Asteroide com 40 metros de extensão vai passar de raspão pela Terra. G1 Centro-Oeste de Minas, 27 ago. 2016. Disponível em: <http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/ noticia/2016/08/asteroide-com-40metros-de-extensao-vai-passar-deraspao-pela-terra.html>. Acesso em: 17 out. 2017.

PROGRAME-SE Nesta unidade, serão propostas atividades que fazem uso de alguns materiais que devem ser providenciados com antecedência.

• Folhas de papel sulfite – páginas 180 e 181.

A imagem da página 162 mostra uma manchete de uma reportagem da revista Galileu e uma Converse com os colegas e responda às questões. fotografia de vegetação. A imagem da página 163 mostra uma manchete de uma notícia publicada no site G1 Centro-Oeste de 1. Descreva o que você vê nas imagens. Minas, acompanhada da imagem (simulação) de um asteroide passando pela Terra.

2. As duas imagens acompanham textos jornalísticos. Qual é a importância delas nesses textos? Espera-se que os alunos percebam que as imagens

ajudam a atrair a atenção do leitor e ilustram os fatos citados.

3. Uma dessas imagens acompanha uma notícia e a outra, uma reportagem. Você sabe o que diferencia uma notícia de uma reportagem? LASSMAR

Resposta pessoal.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Para diversificar o trabalho, levar jornais para a classe. Dividir os alunos em grupos e entregar um exemplar a cada grupo. Pedir que observem o nome do jornal, as seções que o compõem e as matérias publicadas. Após esse primeiro contato com a publicação, propor questões que estimulem a busca do conhecimento sobre textos jornalísticos.

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ENCAMINHAMENTO Na atividade 3, estimular os alunos a formular hipóteses. A leitura dos textos apresentados na íntegra pode ajudá-los a construir o conhecimento a respeito do assunto. Explorar as diferentes representações visuais presentes no primeiro texto. Os textos estão disponíveis em: <http://livro.pro/ocvtck> e <http://livro. pro/de34fa> (acessos em: 29 nov. 2017). Ao longo da unidade eles poderão comprovar (ou não) as respostas dadas.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto.

CAPÍTULO

1 ARTE AO AR LIVRE • Você já visitou um museu ou uma exposição de obras de arte? Quando e onde foi a visita? Resposta pessoal.

Você sabia que existem obras de arte a céu aberto? O texto a seguir trata de uma pequena rua do bairro Vila Madalena, na cidade de São Paulo, que tem os muros cobertos de grafites. Leia o texto e conheça um pouco desse lugar.

Vila Madalena: grafites fazem a fama do Beco do Batman Em três décadas, a viela escondida passou a servir de cenário para fotos de publicidade, festas e passeios turísticos Por Karla Dunder 5 dez. 2016, 18h33 - Publicado em 15 out. 2010, 23h00

. an, 2017 do Batm do Beco a ic m râ o Visão pan

Gra fite Flores, no Bec o do Bat ma n, de Jerry Batista, 2017.

JERRY BATISTA

EDUARDO AN

IZELLI/FOLHA

PRESS

Uma galeria a céu aberto. É a definição fácil para a Rua Gonçalo Afonso, o Beco do Batman, pequena viela que serve de alternativa ao trânsito da Rua Luís Murat, ladeira nos fundos do Cemitério São Paulo. Com paredes inteiramente dedicadas ao grafite, sua história remonta à década de 80, quando um desenho do homem-morcego apareceu naquele canto do bairro. A partir daí, estudantes de artes plásticas passaram a cobrir o cinza dos muros com regularidade.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Propor a questão inicial do capítulo e, em seguida, ampliar a discussão perguntando aos alunos: O que você viu no museu? Como se sentiu ao visitá-lo? O que aprendeu e/ou conheceu? Explorar as questões, pedindo detalhes aos alunos que já visitaram um museu.

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ENCAMINHAMENTO Depois da leitura da reportagem Vila Madalena: grafites fazem a fama do Beco do Batman, discutir com os alunos as informações presentes no texto.

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CONEXÕES Para os alunos • KLEIN, Jacky; KLEIN, Suzy. O que é arte contemporânea? Tradução de André Czarnobai. São Paulo: Claro Enigma, 2013. DNEPWU

“Quando chegamos, em 1985, o lugar estava sujo, deteriorado e sem vida. Passamos a pintar sistematicamente, todas as semanas”, relembra Rui Amaral, autor de algumas das primeiras pinceladas por lá, ao lado do americano John Howard. As imagens são variadas, de letras estilizadas a influências cubistas e psicodélicas. O colorido chamou a atenção da rede de TV e rádio inglesa BBC, que em seu site descreveu o local como cheio de “energia criativa”. Apesar de não ser uma galeria formal, a Gonçalo Afonso tem suas regras. Na ética da rua, quem está na parede é o dono do pedaço. Desenhar sem pedir autorização é chamado de “atropelar”. “Eu não posso chegar lá e pintar, mas, se vejo uma obra desgastada, converso com o autor e sugiro mudança. Ele pode autorizar que eu altere ou ele mesmo o faz”, conta Luis Birigui, grafiteiro há dez anos. É justamente esse regime de autogestão que fez a fama da rua. “Virou referência de ocupação do espaço público, um lugar criado e conservado pela própria comunidade”, afirma Baixo Ribeiro, fundador da galeria Choque Cultural. Em três décadas, a viela escondida passou a servir de cenário para fotos de publicidade, festas e passeios turísticos. “Desde 2009, já levei cerca de 1 500 pessoas ao Beco do Batman”, calcula Thiago Cyrino, dono da agência de turismo Soul Sampa. “Em torno da rua surgiu um circuito de atrações para amantes de artes plásticas, como a Marcenaria Baraúna, na Rua Harmonia, que tem móveis criados por Lina Bo Bardi”, diz Diogo de Oliveira, da SP Bureau. Quem visita acaba voltando, porque, no muro vivo da Vila Madalena, as cores sempre se renovam.

ENIVO

Karla Dunder. Vila Madalena: grafites fazem a fama do Beco do Batman. Veja São Paulo. Disponível em: <https://vejasp.abril.com.br/cidades/vila-madalena-grafite-beco-do-batman/>. Acesso em: 18 out. 2017. Crédito: Karla Dunder/Abril Comunicações S/A.

Estilizado: representado por meio de símbolos, traços, sinais.

Grafite de Enivo , Beco

do Batman, 20 17.

Cubista: próprio do Cubismo, movimento artístico caracterizado por usar formas geométricas para representar a visão tridimensional de pessoas e objetos. Psicodélico: de traços extravagantes, fora dos padrões habituais.

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ATIVIDADES No site oficial de turismo da cidade de São Paulo, há informações sobre o Beco do Batman e outras atrações turísticas da Vila Madalena. O texto está disponível em: <http://livro.pro/t34fis> (acesso em: 29 nov. 2017). Ler a reportagem com os alunos e levá-los a estabelecer relações entre o que leram no texto e as informações presentes no site. Na internet há vídeos disponíveis com registros de pessoas visitando o Beco do Batman. Selecionar um vídeo e assistir a ele com os alunos.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

DESVENDANDO O BECO DO BATMAN 1. Converse com os colegas e o professor sobre estas questões.

• Identificar e localizar informações no

a) O que mais chamou sua atenção ao ler o texto? Por quê? Resposta pessoal.

b) Qual é a diferença entre uma galeria formal, convencional, e um espaço de arte a céu aberto como o Beco do Batman? 2. Releia a manchete e o subtítulo do texto. Espera-se que os alunos percebam que em uma galeria convencional as obras de arte são expostas em lugares fechados, ao contrário do Beco do Batman, em que as obras ficam ao ar livre.

Vila Madalena: grafites fazem a fama do Beco do Batman

AVS-IMAGES/ SHUTTERSTOCK.COM

texto. • Analisar os elementos do texto e responder às questões fazendo inferências ou observações sobre o tema tratado. • Inferir o significado de expressões e palavras de acordo com o contexto, recorrendo ao dicionário para verificar a adequação. • Refletir sobre a função e a finalidade do gênero reportagem e dos elementos que o compõem. • Relacionar o texto ao título da unidade. • Compreender enunciados e responder ao que se pede localizando as informações no texto.

Em três décadas, a viela escondida passou a servir de cenário para fotos de publicidade, festas e passeios turísticos

a) Qual é o significado de beco? Beco é uma rua estreita e curta.

• Confira o significado no dicionário e veja se você acertou. Resposta b) Que palavra, no subtítulo, significa o mesmo que beco?

pessoal.

A palavra viela.

c) Você sabe o que é grafite, nesse contexto? Grafite, nesse contexto, é uma manifestação artística que consiste em desenhos feitos em muros e paredes da cidade. É uma forma de arte urbana.

3. Por que esse espaço de arte ficou conhecido como Beco do Batman? Porque o primeiro desenho que surgiu nessa viela foi o do homem-morcego, o Batman.

4. Releia este trecho e converse com um colega para responder à questão. Apesar de não ser uma galeria formal, a Gonçalo Afonso tem suas regras. Na ética da rua, quem está na parede é o dono do pedaço.

• Nesse contexto, qual é o sentido da expressão destacada? No contexto, ética da rua refere-se às normas e regras que devem ser seguidas nessa viela para que se estabeleça uma boa convivência entre os artistas.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Antes de iniciar a sequência de atividades, estimular a troca de impressões entre os alunos sobre o texto lido.

ENCAMINHAMENTO É importante estimular a participação de todos na atividade 1. Se achar conveniente, propor aos alu-

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nos que realizem a sequência de atividades em duplas. Na atividade 2, disponibilizar tempo para que as duplas possam discutir os significados das palavras beco e grafite. Depois, ouvir as respostas dadas e retomar os significados. Solicitar a um dos alunos que faça o registro na lousa, com a ajuda do professor e dos colegas. Se necessário, os alunos podem reescrever ou complementar as respostas. É importante desenvolver a capacidade de compreender os diferentes sentidos das palavras e expressões nos textos.

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CONEXÕES

5. Releia agora este outro trecho.

Para o professor • TIRAPELI, Percival. Arte moderna e contemporânea: figuração, abstração e novos meios. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2006. (Coleção Arte Brasileira).

É justamente esse regime de autogestão que fez a fama da rua.

• Nesse contexto, a palavra autogestão pode ser entendida como: X

administração da rua pelos próprios artistas, que tomam as decisões sobre as intervenções nos grafites. administração da rua por um grupo de artistas, que tomam as decisões sobre as intervenções nos grafites.

6. Assinale as informações que se referem ao texto que você leu.

X

O texto apresenta uma manchete que chama a atenção do leitor para o assunto.

X

A autora do texto apresenta um assunto e expõe informações a respeito dele.

DNEPWU

O texto informa um fato ocorrido pouco antes de sua publicação.

7. Você gostaria de conhecer o Beco do Batman? Por quê? Resposta pessoal. 8. Leia as seguintes definições. A notícia é um relato jornalístico de fatos recentes, de interesse público. Usa linguagem objetiva. A reportagem é um relato jornalístico de um fato não necessariamente recente. Amplia o assunto, apresentando comentários, argumentos e opiniões (do jornalista e dos entrevistados).

• O texto sobre o Beco do Batman é uma notícia ou uma reportagem? Justifique sua resposta. O texto é uma reportagem. Não trata de um acontecimento recente, e sim relata a existência de um espaço de arte a céu aberto em um bairro da cidade de São Paulo. Apresenta também comentários de pessoas entrevistadas.

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ATIVIDADES Conversar com os alunos sobre o significado de arte contemporânea. Explicar que o termo designa um movimento surgido na segunda metade do século XX e que abrange vários estilos, escolas e movimentos artísticos. Usando técnicas e materiais cada vez mais inusitados, os artistas recriam o mundo e propõem novas maneiras de enxergá-lo. Se achar oportuno, propor uma pesquisa sobre obras de arte contemporânea e os artistas representantes dessa arte. Pedir que organizem as informações da pesquisa apoiando-se em um roteiro com os principais itens a serem compartilhados com os colegas, para uma apresentação utilizando recursos digitais e imagens. Lembrá-los de sempre citar a(s) fonte(s) consultada(s).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • (Re)conhecer os tempos verbais utilizados em um texto. • Identificar os tempos verbais em trechos e perceber o sentido que conferem ao texto. • Observar diferenças de sentido nas frases conforme os tempos verbais utilizados. • (Re)conhecer pessoas verbais e conjugações. • Identificar verbos regulares e irregulares.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA

1. Releia este trecho da reportagem sobre o Beco do Batman. Uma galeria a céu aberto. É a definição fácil para a Rua Gonçalo Afonso, o Beco do Batman, pequena viela que serve de alternativa ao trânsito da Rua Luís Murat, ladeira nos fundos do Cemitério São Paulo.

a) Circule os verbos que aparecem nesse trecho. b) Em que tempo verbal eles estão?

No presente.

c) Você consegue identificar em que pessoa verbal os verbos estão? Estão na 3a pessoa.

d) Por que esse tempo verbal é usado nesse trecho da reportagem? 2. Releia agora este outro trecho. “Em torno da rua surgiu um circuito de atrações para amantes de artes plásticas, como a Marcenaria Baraúna, na Rua Harmonia, que tem móveis criados por Lina Bo Bardi” [...]

a) Reescreva o trecho passando os verbos destacados para o futuro. “Em torno da rua surgirá um circuito de atrações para amantes de artes plásticas, como a Marcenaria Baraúna, na Rua Harmonia, que terá móveis criados por Lina Bo Bardi” [...]

b) Como ficaria a forma verbal surgiu se estivesse no presente? Surge.

c) Como ficaria a forma verbal tem se estivesse no pretérito? Teve/tinha.

Porque o presente do indicativo não é empregado apenas para retratar um fato ocorrido no momento da fala. É usado também para expressar um processo habitual, ou que possui uma validade duradoura, como é o caso desse trecho.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Relembrar os tempos e as pessoas verbais no singular e no plural antes de iniciar as atividades. Exemplificar com trechos de notícias ou reportagens sobre arte contemporânea, por exemplo.

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processo habitual, regular (por exemplo: Saio de casa cedo.) ou que possui uma validade duradoura, como é o caso do trecho reproduzido (Os museus abrigam obras de arte.). Explorar, antes da atividade 3, outros verbos irregulares para ajudar os alunos a perceber que precisam conjugar o verbo no presente e/ou no pretérito para saber se é regular ou irregular.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1d, dar exemplos em que o presente do indicativo expressa um

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DNEPW U

Você reparou que o verbo surgir não sofreu alteração em seu radical (parte do verbo que constitui seu significado básico) quando conjugado no presente, no pretérito e no futuro (surge/surgiu/surgirá)? Os verbos que não sofrem alteração em seu radical são chamados de regulares. Verbos como o verbo ter, que têm uma forma diferente dependendo do tempo verbal em que são conjugados, são chamados de irregulares (tem: presente; teve: pretérito; terá: futuro).

CONEXÕES Para o professor • CASTILHO, Ataliba T. de; ELIAS, Vanda Maria. Pequena gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2012. cap. 4.

3. Leia as frases e identifique o tempo e a pessoa dos verbos destacados. a) A reportagem trata de arte ao ar livre. Presente, 3a pessoa do singular.

b) Ouvi dizer que o Beco do Batman é um lugar maravilhoso. Ouvi: pretérito, 1a pessoa do singular; é: presente, 3a pessoa do singular.

c) Tu sabes onde fica a Vila Madalena? Sabes: presente, 2a pessoa do singular; fica: presente, 3a pessoa do singular.

• Quais desses verbos são irregulares? Ouvir, ser e saber. 4. Vamos conjugar verbos? Reúna-se com dois colegas.

• Recortem 24 tiras de papel para escrever as pistas do jogo. • Em 12 cartas, escrevam os tempos verbais (quatro cartas para cada tempo verbal): presente, pretérito e futuro. Nas outras 12 cartas, escrevam as pessoas verbais (duas cartas para cada pessoa verbal). • Embaralhem as cartas em duas pilhas separadas, viradas para baixo.

BANANA REPUBLIC IMAGES/SHUTTERSTOCK.COM

• O jogador da vez tira uma carta de cada pilha e lê em voz alta o que está escrito. Todos do grupo devem escolher um verbo para escrever, em uma folha à parte, uma frase com essas pistas. • Cada um lê o que escreveu em voz alta. As frases corretas valem 3 pontos. • Se o verbo escolhido for igual ao de um colega, a frase vale mais 4 pontos. Se o verbo for diferente, a frase vale mais 6 pontos. • O jogo continua até acabarem as cartas. Vence quem tiver mais pontos.

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ATIVIDADES Selecionar uma notícia, omitir alguns verbos e inserir lacunas nos espaços correspondentes. Escrever os mesmos verbos no infinitivo, seguidos das indicações do tempo verbal ao lado das lacunas. Os alunos devem completar a notícia com os verbos indicados. Fazer a correção coletiva e analisar a função desses verbos no texto. Sugerimos um texto para a realização do trabalho, disponível em: <http://livro. pro/67kkdz> (acesso em: 29 nov. 2017).

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• Ler e compreender tirinhas observando as falas das personagens nos balões. • Perceber a diferença na grafia e no sentido de senão e se não. • Utilizar e escrever corretamente senão e se não de acordo com o contexto apresentado.

QUAL É A LETRA? 1. Leia esta tirinha da Mafalda e do Miguelito. © JOAQUIM S. LAVADO TEJÓN (QUINO), TODA MAFALDA/ FOTOARENA

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Quino. A turma da Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

a) Miguelito está admirado com sua descoberta. O que ele descobriu? Ele descobriu a utilidade das costas.

b) O que indica a expressão se não no terceiro quadrinho? Indica uma alternativa, uma condição: caso as pessoas não tivessem costas.

c) Escreva uma frase utilizando a expressão se não. Resposta pessoal.

© JOAQUIM S. LAVADO TEJÓN (QUINO), TODA MAFALDA/ FOTOARENA

2. Leia agora esta outra tirinha da Mafalda.

Quino. A turma da Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

a) No último quadrinho, por que Miguelito diz que a frase que ele deve copiar não é comprometida com a realidade? 170

No terceiro quadrinho, a mãe diz que se ele deixar tudo jogado após a lição será repreendido. Então, por isso, o garoto deduz que a mãe não o ama.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Escrever na lousa a frase: “Se não chover até outubro, Grande Vitória terá racionamento de água”. Comentar que se trata do título de uma notícia. Perguntar aos alunos o que é racionamento de água e levá-los a inferir o assunto do texto. A notícia (também em áudio) está disponível em: <http://livro. pro/bg3hwd> (acesso em: 29 nov. 2017).

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Após a conversa, retomar o título da notícia e questionar o significado da expressão se não no contexto em estudo. Ouvir as hipóteses dos alunos e, em seguida, iniciar as atividades da seção a fim de construir o conceito.

ENCAMINHAMENTO Ler a tira apresentada na atividade 1 e observar se os alunos compreenderam o comentário de Miguelito. Explorar o humor da tirinha na atividade 2.

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BIRY SARKIS

b) Releia a fala da mãe no terceiro quadrinho. Que outra palavra ou expressão poderíamos usar no lugar de senão?

CONEXÕES Para o professor • LIMA, Eduardo; TREVISAN, Rita. Qual é a diferença entre “senão” e “se não”? Nova Escola, 1º maio 2011. Disponível em: <http://livro.pro/f6kbgc>. Acesso em: 29 nov. 2017.

Do contrário, caso contrário.

3. Complete as frases a seguir. As respostas são sugestões. a) Vigie o cachorro, senão ele pode fugir. b) Faça a lição com atenção e capricho, senão vai ter notas baixas.

c) Meus pais mandaram-me voltar cedo para casa, senão vou levar uma bronca.

4. Observe esta fotografia e escreva uma frase com a palavra senão. Resposta pessoal. Sugestão: Se for caminhar por terrenos irregulares, use calçados JACOB LUND/SHUTTERSTOCK.COM

adequados, senão você pode se machucar.

5. Leia estes versos do poema Amar e observe a palavra destacada.

Amar Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? Carlos Drummond de Andrade. Claro enigma. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 43.

• Nesse contexto, que expressão poderia substituir a palavra senão? X

A não ser.

Caso contrário.

Porém.

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ATIVIDADES Os alunos, em duplas, podem selecionar dois trechos de notícias e reportagens em que apareçam senão e se não e copiá-los em uma folha à parte, omitindo os termos em estudo. As duplas devem trocar a atividade e descobrir o emprego correto dos termos. Compartilhar as respostas com a classe.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto. • Refletir sobre um assunto da atualida-

de e expressar opinião. • Reconhecer as características dos gêneros notícia e reportagem, distinguindo-os.

REDE DE LEITURA O que será preciso fazer para melhorar a qualidade de vida da população nas cidades? O texto a seguir dá algumas indicações. Leia-o com atenção.

Construindo as cidades do futuro

O futuro das cidades está na sustentabilidade. Isso significa que espaços de trabalho e moradia terão que evoluir para melhorar a qualidade de vida da população e sua relação com o meio ambiente. Para isso, é fundamental inves1055-POR-V5-U06-TF001 tir em uma vasta gama de fatores, como sistemas inteligentes e interconectados de gestão, eficiência energética, mobilidade urbana, gestão de resíduos, acessibilidade e serviços essenciais — saneamento básico, educação e saúde.

LASCA STUDIO/ ABRIL COMUNICAÇÕES

A indústria brasileira contribui para a formação de ambientes sustentáveis, que prezam pela qualidade de vida e pelo uso racional de recursos naturais.

Gestão integrada: as cidades precisam de ações de saneamento, energia e mobilidade coordenadas por um sistema de governança articulado, com visão de longo prazo e participação do setor.

Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas. Espera-se que os alunos percebam que a imagem mostra uma cidade do futuro, com fontes de energia 1. De que forma a imagem se relaciona com o assunto do texto? renováveis (energia eólica, painéis solares), rios despoluídos, pessoas exercendo atividades de lazer nas ruas.

2. Releia o subtítulo. O que ele informa ao leitor sobre o assunto do texto? Informa que a indústria contribui para o desenvolvimento sustentável das cidades.

3. O texto traz citações de especialistas. Como é possível distingui-las?

As citações aparecem entre aspas, seguidas ou precedidas dos nomes de quem as pronunciou.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Perguntar aos alunos o que eles acham a respeito da cidade onde moram: Vocês gostam da cidade? Por quê? Acham que a cidade será diferente no futuro? Em seguida, propor a questão inicial da seção e ampliar a discussão sobre o que significa ter qualidade de vida. Ouvir as ideias da classe e, em seguida, propor a leitura individual do texto.

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ENCAMINHAMENTO Antes de iniciar as atividades, ler o texto para os alunos e retomar as ideias principais. Incentivar a leitura do glossário e a busca de palavras no dicionário a fim de ajudá-los a compreender o que leram. No item da atividade 4, espera-se que os alunos consigam expor suas ideias e explicar por que consideram esses fatores importantes.

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Combinados, esses elementos também garantem maior produtividade, sem a qual qualquer país vai perder competitividade ao longo do século 21. A indústria brasileira tem muito a oferecer — e a ganhar — com esse investimento em sustentabilidade. “Temos um potencial extraordinário para desenvolver soluções, na medida em que os governos atraiam projetos de inovação para resolver seus desafios”, afirma José Augusto Fernandes, diretor de políticas e estratégia da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para Mônica Messenberg, diretora de relações institucionais da CNI, as cidades precisam de gestão integrada, com ações de saneamento, energia e mobilidade coordenadas por um sistema de governança articulado, com visão de longo prazo e participação do setor privado. “A tecnologia está disponível, mas necessitamos de regras claras que garantam a segurança do investimento”, afirma. Construindo as cidades do futuro. Exame, 4 out. 2017. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/tecnologia/ construindo-as-cidades-do-futuro/?utm_content=chamadaunica&utm_campaign=conteudos-sesi%20e%20 senai&utm_medium=atf&utm_source=exame_tecnologia_ads>. Acesso em: 8 out. 2017. Crédito: Abril Branded Content/Abril Comunicações.

Saneamento básico é o conjunto de procedimentos adotados em uma determinada região para proporcionar Gestão: administração, gerenciamento. condições saudáveis de vida à população, entre eles Inovação: mudança, renovação (de algo). abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana, controle de pragas, aterros Prezar: respeitar, considerar. sanitários, coleta de materiais para reciclagem. Gama: conjunto de coisas variadas.

Relações institucionais: diálogo, parceria com outras instituições ou outros setores. Uso racional: utilização (de algo) de forma correta, sem desperdício.

Eficiência energética, mobilidade urbana, gestão de resíduos, acessibilidade e serviços essenciais — saneamento básico, educação e saúde.

4. Segundo as informações do texto, o que é preciso para o desenvolvimento sustentável das cidades? • Você concorda com esses itens? Considera-os importantes para o desenvolvimento? Resposta pessoal. 5. Você sabe o que é mobilidade urbana? Mobilidade urbana é o conjunto de condições que permitem a livre circulação de pessoas dentro da cidade.

6. Você sabe explicar o que é saneamento básico?

7. O texto que você leu é uma notícia ou uma reportagem? Justifique.

Espera-se que os alunos respondam que se trata de uma reportagem. A notícia informa, sem comentário ou interpretação, fatos atuais, ao passo que a reportagem, além de informar, oferece ao leitor uma interpretação do fato, geralmente com opiniões de especialistas. 173

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ATIVIDADES O programa Futuro das Cidades, exibido na Rede Vanguarda, discute o futuro das cidades e mostra como novos projetos podem contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Acessar com os alunos a matéria “Especial Futuro das Cidades: empresas trazem projetos para melhorar o dia a dia” e refletir coletivamente sobre os benefícios das inovações criadas. Disponível em: <http://livro.pro/yjr8tu>. Acesso em: 29 nov. 2017.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto. • Refletir sobre um assunto da atualida-

Você viu, na reportagem anterior, que é necessário investir em mobilidade urbana, entre outros fatores, para melhorar a qualidade de vida da população e sua relação com o meio ambiente. Vamos ler agora como anda essa questão no Brasil.

Mobilidade urbana: soluções criativas e políticas públicas

de e expressar opinião.

Cada vez mais a mobilidade vem se transformando numa preocupação das cidades do mundo, que buscam soluções inovadoras para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos

CHRIS BO RG

O dia 1o de junho de 2012 ficou marcado por um triste recorde: a cidade de São Paulo (SP) registrou em suas ruas o maior índice de lentidão da história do Brasil, 295 km de morosidade. O recorde é um exemplo agudo da situação caótica enfrentada pelos moradores dessa cidade e de tantas outras do Brasil e do mundo, nas quais o excesso de veículos e a falta de planejamento urbano transformaram a locomoção em um desafio desgastante e demorado. Essa realidade extrema trouxe para o centro das prioridades, nas grandes cidades, o tema da mobilidade urbana. “Mobilidade urbana é pensar os espaços a partir de uma concepção de escola humana, uma cidade para pessoas”, definiu Hélio Wicher Neto, advogado, cientista social e especialista em direitos urbanísticos. Dentro dessa diretriz, para driblar a realidade, as cidades estão implementando soluções mais sustentáveis, criativas e, até mesmo, ousadas, como pedágios urbanos, utilização de bicicletas, obras de revitalização, entre outras. O debate, que se intensifica a cada dia, vem despertando em governantes e na iniciativa privada a atenção para a necessidade de criar e colocar em prática políticas e iniciativas que revertam o quadro. Em janeiro deste ano, o governo brasileiro aprovou a Lei da Mobilidade Urbana Sustentável (Lei no 12.587), que pode ser definida como o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação, cujo objetivo é proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, por meio da priorização dos modos não motorizados e coletivos de transportes. Na opinião de Wicher, a principal inovação proposta é a obrigatoriedade que os municípios passam a ter de fazer um plano diretor e também um

ES

Fonte: Sustentabilidade Allianz | Autor: Camila Hungria | Postado em: 07 de novembro de 2013

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Discutir com os alunos a questão: O que é mobilidade urbana? Ouvir as ideias de cada um e, a fim de ampliar o conhecimento sobre o assunto, apresentar um vídeo produzido pela Gerência de Educação e Cidadania da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), disponível em: <http://livro. pro/cvtudf> (acesso em: 29 nov. 2017).

ENCAMINHAMENTO Propor uma leitura silenciosa do texto e, em seguida, fazer uma leitura em voz alta, certificando-se de que os alunos tenham compreendido o que leram. Explorar as palavras que eles possam desconhecer e seu sentido no contexto. Explicar o significado de políticas públicas: programas, ações e atividades desenvolvidos pelo governo para assegurar o direito das pessoas, como direito à educação e à saúde, entre outros. Na atividade 3, espera-se que os alunos verifiquem se onde vivem há trans-

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porte coletivo de qualidade, se existe metrô (se é ou não necessário), se a cidade tem muito trânsito e por que isso ocorre. A fim de obter mais informações sobre o assunto, propor que conversem com seus familiares e discutam de que forma podem contribuir para melhorar a qualidade de vida no meio urbano. Sugerir que compartilhem os saberes e experiências dos familiares. Após a pesquisa e socialização das ideias, os alunos podem registrar as descobertas em um cartaz.

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CONEXÕES

MAURICIO SIMONETTI/PULSAR IMAGENS

plano de mobilidade. “A lei prioriza os não motorizados, favorecendo pedestres, ciclistas e o transporte público”, explicou. [...]

Para os alunos • BICICLETA. Produção: Palavra Cantada. 30 jan. 2014. Vídeo. Disponível em: <http://livro.pro/un42b2>. Acesso em: 29 nov. 2017.

Brasil: políticas de mobilidade urbana Apesar do avanço que representa a recente Lei da Mobilidade Urbana Sus- O trânsito de São Paulo possui um grande problema com congestionamentos e lentidão. tentável, as cidades brasileiras ainda engatinham na transformação e na utilização de seus espaços públicos. Mesmo assim, algumas iniciativas colocadas em prática ganham visibilidade e servem de exemplo para outras cidades. Em 2010, São José dos Campos, em São Paulo, iniciou os estudos para o Projeto Centro Vivo. Ali, o acesso ao centro sempre foi dificultado por uma característica geográfica peculiar da cidade: ele está localizado entre dois vales, o que causava enormes engarrafamentos. Para solucionar a questão, a prefeitura implementou esse projeto de revitalização focando no adensamento do centro. “Levar pessoas para morar no centro passa pela humanização do espaço”, explicou Wicher. Outro exemplo de plano de mobilidade urbana brasileiro de sucesso está em Curitiba, capital do Paraná. A cidade possui uma política que busca a integração multimodal, criação participativa de um plano diretor metropolitano de transporte e mobilidade, implementação de anéis tarifários no transporte público e promoção de transporte limpo e sustentável. [...]

Para o professor • SASAKI, Fábio. O desafio da mobilidade urbana no Brasil. Guia do Estudante, 12 jan. 2017. Disponível em: <http://livro.pro/q3nmz4>. Acesso em: 29 nov. 2017. • SINIMBÚ, Fabíola. Mobilidade urbana é desafio para cidades e trabalhadores. Agência Brasil, 17 ago. 2017. Disponível em: <http://livro.pro/qy8jqm>. Acesso em: 29 nov. 2017.

Camila Hungria. Mobilidade urbana: soluções criativas e políticas públicas. Mobilize, 7 nov. 2013. Disponível em: <http://www.mobilize.org.br/noticias/5315/mobilidade-urbana-solucoes-criativas-e-politicas-publicas.html>. Acesso em: 2 dez. 2017. Melhorar as características desse transporte,

oferecendo mais ônibus, metrô e terminais.

Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas. 1. Qual é o principal motivo que leva as pessoas a usarem o transporte individual em lugar do transporte público? A baixa qualidade do transporte público. 2. O que é preciso fazer para incentivar as pessoas a usarem o transporte público?

Resposta pessoal.

FABIO BRAGA/FOLHAPRESS

3. Como é a mobilidade urbana em sua cidade? O que pode ser feito para melhorá-la? Reúna-se com três colegas e façam uma pesquisa. Depois, compartilhem com os outros grupos o que vocês descobriram. Passageiros na estação Sé do metrô, São Paulo, 11 de agosto de 2015.

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ATIVIDADES Verificar a possibilidade de convidar um professor da área de Geografia para conversar com os alunos sobre a questão da mobilidade urbana. Pode-se também sugerir uma pesquisa sobre o conceito de cidades inteligentes. Sugestões de sites para pesquisa: <http://livro.pro/v27tu8> e <http://livro.pro/dri6so> (acessos em: 29 nov. 2017).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identificando e localizando informações. • Reconhecer a finalidade do gênero notícia e os elementos que o compõem. • Identificar as características do texto e a função do título (manchete) e do tempo verbal nele empregado.

CAPÍTULO

2 JORNAL E INFORMAÇÃO • Quem, na sua opinião, deve cuidar das praças de uma cidade: a Prefeitura ou a população? Explique o papel de cada um nesses cuidados.

Faça uma leitura silenciosa deste texto, que traz depoimentos dos moradores de uma cidade do interior de São Paulo.

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO PMC

Resposta pessoal. Os cuidados com os espaços públicos (ruas, calçadas, parques e praças etc.) cabem à Prefeitura de cada município. No entanto, a população também é 21 de setembro de 2017 responsável por esses espaços, devendo preservá-los, pois, sendo públicos, a cada Prefeitura de Carapicuíba revitaliza praças pertencem um de nós. A Prefeitura de Carapicuíba, através da Secretaria de Obras e Serviços Municipais, segue trabalhando intensamente para melhorar toda a cidade. Em mais uma ação, a equipe designada para as operações do programa Meu Bairro Melhor revitalizou a Praça das Bandeiras, localizada no centro, e a praça da rua Antônio do Santos Neves, Praça revitalizada em Carapicuíba. no bairro Gustavo Correia. Nas duas praças foram concluídas as atividades de varrição, limpeza geral com recolhimento de entulho, capinação e pintura das guias de entorno. Na Praça das Bandeiras, a manutenção da iluminação também foi realizada, com a troca de todas as lâmpadas. Moradora da cidade há cinco anos, Patrícia Borges de Andrade, 33 anos, acredita que as obras são muito importantes e afirma já ter no-

tado o trabalho da Prefeitura. “Tenho visto muitas obras aqui, principalmente nesta região perto do Viaduto Jorge Julian. Aqui no centro as coisas estão melhorando em poucos meses.” Edison Rondon, proprietário da oficina mecânica localizada em frente à praça do bairro Gustavo Correia, elogia o trabalho feito pelas equipes e ressalta que antes não eram feitas essas obras na cidade. “Morei em Carapicuíba durante 20 anos, hoje sou comerciante e frequento a cidade todos os dias para vir trabalhar. Há algum tempo eu não via essa quantidade de obras de limpeza sendo executadas,

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO É importante incentivar os alunos a perceber estruturas textuais relativas à notícia, tais como: a notícia tem sempre uma manchete; a notícia conta fatos recentes, enquanto a reportagem trata de assuntos de interesse do leitor, mas sem compromisso temporal; a notícia muitas vezes apresenta trechos entre aspas, que são transcrições das falas e dos

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depoimentos de pessoas com o objetivo de dar credibilidade e confirmar o que está sendo noticiado; os principais portadores de notícias são jornais, revistas, noticiários de TV, de rádio e de internet; a notícia procura responder basicamente às questões: O que aconteceu? Com quem aconteceu? Onde aconteceu? Como aconteceu? Por que aconteceu?; a notícia, em geral, apresenta poucos adjetivos, pois a linguagem é direta e impessoal, sem juízo de valor.

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tudo estava bagunçado, tinham muitos ratos, sujeira, lixo e agora melhorou bastante. A aparência da cidade está cada dia melhor”, disse. [...] É importante ressaltar que o munícipe precisa colaborar para manter a cidade limpa. [...]

Para o professor • JORGE, Thaís de M. Manual do foca: guia de sobrevivência para jornalistas. São Paulo: Contexto, 2008.

Prefeitura de Carapicuíba revitaliza praças. Secretaria de Obras e Serviços Municipais. Disponível em: <http://www.carapicuiba.sp.gov.br/index.php/obras/noticias/detalle/prefeitura-de-carapicuiba-revitaliza-pracas>. Acesso em: 8 out. 2017. Crédito: Departamento de Comunicação PMC.

1. A que gênero pertence o texto que você acabou de ler? Ao gênero notícia.

• O que você observou para identificar o gênero textual? Resposta pessoal.

2. Qual é a finalidade desse gênero de texto? Informar um fato de interesse para o público leitor.

3. Releia a manchete da notícia. a) Qual é a função da manchete em um texto jornalístico? Chamar a atenção do leitor e incentivá-lo a ler a matéria completa.

b) Identifique o tempo verbal empregado na manchete e justifique seu uso.

Revitaliza, empregado no tempo presente. O verbo no presente traz a notícia para mais perto 4. Qual é a função da imagem que acompanha a notícia? do leitor, dando a impressão de que o fato está acontecendo Mostrar como ficou a praça depois da ação de revitalização. naquele momento.

5. A notícia traz comentários de pessoas envolvidas no fato, com o registro de seus nomes. Como podemos distinguir esses depoimentos no texto? FÁBIO EUGENIO

Os comentários aparecem entre aspas.

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ENCAMINHAMENTO Após a leitura silenciosa, organizar uma leitura em voz alta (cada aluno pode ler um trecho). Observar os tempos verbais no texto. No item da atividade 1, os alunos podem apontar várias características do gênero notícia: manchete (título), relato de um fato real ocorrido recentemente, respostas às perguntas: o que, quando, onde, como, por que e com quem aconteceu. Comentar que o primeiro parágrafo do texto apresenta um resumo da notícia, respondendo às questões: o que aconte-

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ceu, onde, quando, com quem, como e por que aconteceu. Essa composição, presente no início da notícia, é chamada de lide. Nos demais parágrafos, há um detalhamento do fato relatado. Antes da atividade 5, os alunos devem verificar se, no texto em estudo, há comentários de pessoas envolvidas no fato, com o registro de seus nomes. Questionar: Esse tipo de depoimento é importante? Por quê? Ouvir as hipóteses e levá-los a concluir que os depoimentos são importantes, pois dão veracidade ao fato relatado e mostram o que as pessoas pensam sobre o assunto.

ATIVIDADES Perguntar aos alunos se eles sabem como se produz uma notícia e ouvir os conhecimentos de cada um. Verificar a possibilidade de convidar um jornalista para conversar com a classe sobre o assunto.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Perceber diferenças na utilização dos verbos de acordo com a pessoa verbal (1a ou 3a) e o número (singular ou plural). • Estabelecer concordância do verbo com o sujeito, fazendo as transformações necessárias. • (Re)conhecer a importância da concordância verbal para a compreensão do texto.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Releia este trecho da notícia Prefeitura de Carapicuíba revitaliza praças e responda às questões com um colega. Em mais uma ação, a equipe designada para as operações do programa Meu Bairro Melhor revitalizou a Praça das Bandeiras [...].

a) Identifiquem na frase a ação indicada pelo verbo. Revitalizou. b) Quem praticou essa ação? A equipe. c) Reescrevam a frase substituindo o termo revitalizou por revitalizaram. Façam as modificações necessárias. Em mais uma ação, as equipes designadas para as operações do programa Meu Bairro Melhor revitalizaram a Praça das Bandeiras [...].

d) Quais palavras vocês precisaram alterar? Por quê? As palavras a, equipe e designada foram para o plural para concordar com o verbo no plural.

2. Releia o trecho seguinte. É importante ressaltar que o munícipe precisa colaborar para manter a cidade limpa.

a) Substitua a expressão o munícipe pelo pronome nós e escreva novamente a frase. É importante ressaltar que nós precisamos colaborar para manter a cidade limpa.

b) O que aconteceu com o verbo? Assinale a alternativa correta. X

O verbo foi flexionado na 1a pessoa do plural para concordar com o sujeito nós. O verbo foi flexionado na 3a pessoa do plural para concordar com o sujeito nós.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Selecionar alguns provérbios populares e distribuir uma cópia a cada aluno. Discutir o conceito e levar os alunos a compreender o significado de cada expressão. Depois, pedir que circulem os verbos e identifiquem quem é o sujeito das frases, ou seja, de quem ou do que se fala. Os alunos devem observar que o verbo concorda com o sujeito.

ENCAMINHAMENTO As atividades propostas na seção têm como objetivo levar os alunos a verificar a relação entre o sujeito de uma oração e o verbo e estabelecer a concordância entre eles. O emprego correto da concordância é fundamental na redação de um texto.

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apresentado erros de concordância; com isso, eles poderão verificar a necessidade da concordância adequada.

Na atividade 6, certificar-se de que todos compreendam que devem alterar o sujeito da frase para fazer a concordância. Sugerir aos alunos a correção coletiva de alguns trechos de textos que tenham

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CONEXÕES

3. Reescreva este trecho passando as palavras destacadas para o singular. Faça as alterações necessárias para manter a concordância com os verbos.

Para o professor • CASTILHO, Ataliba T. de; ELIAS, Vanda Maria. Pequena gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2012. cap. 4.

Nas duas praças foram concluídas as atividades de varrição. Na praça foi concluída a atividade de varrição.

4. Complete as frases com uma das formas verbais entre parênteses. gostaram da solução para o problema de a) Os moradores sujeira na praça. (gostam/gostaram)

b) Eu e meus amigos (farei/faremos)

faremos

uma campanha na escola.

recolhe semanalmente o lixo descartac) A prefeitura do nos terrenos baldios. (recolheu/recolhe)

5. Com base nas atividades anteriores, responda: O que acontece com os verbos quando alteramos o sujeito da frase? Os verbos também devem ser alterados, para concordar com o sujeito da frase.

Os verbos devem concordar em pessoa e número (singular/plural) com o sujeito a que se referem. Exemplo: Eu li uma notícia interessante. Nesse exemplo, a forma verbal li está na 1a pessoa do singular para concordar com o sujeito Eu, pronome pessoal da 1a pessoa do singular.

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6. Leia a manchete de uma notícia.

Criatura bizarra aparece em praia dos EUA após furacão Harvey Criatura bizarra aparece em praia dos EUA após furacão Harvey. Veja, 14 set. 2017. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/ciencia/criaturabizarra-aparece-em-praia-dos-eua-apos-furacaoharvey/>. Acesso em: 9 out. 2017.

VIPMAN/SHUTTERSTOCK.COM

Animal estranho apareceu no Texas após passagem do furacão Harvey.

• Reescreva a manchete passando o verbo para o plural. Faça as alterações necessárias para manter a concordância entre o sujeito e o verbo. Criaturas bizarras aparecem em praia dos EUA após furacão Harvey

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ATIVIDADES Selecionar manchetes de notícias e omitir os verbos. O objetivo da atividade é completar as frases, empregando corretamente a concordância verbal e observando a coerência textual. Lembrá-los de que devem empregar o tempo presente. Compartilhar as respostas.

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• Utilizar palavras escritas com s ou z para completar frases, observando o sentido e o contexto. • Identificar o uso das letras s e z na formação de substantivos ou adjetivos. • Observar famílias de palavras e utilizar esse recurso para verificar a ortografia.

QUAL É A LETRA? 1. Leia as palavras do quadro e utilize-as para completar as frases. revitalização

empresa

depósito

limpeza

realização rigorosos

a) Os munícipes foram rigorosos b) É proibido o depósito

na avaliação dos serviços. de entulho nos terrenos baldios.

c) A população pode colaborar com a revitalização d) A realização

BIRY SARKIS

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

das praças.

das obras ficou a cargo de uma equipe.

e) A limpeza

da praça modificou a aparência do local.

f) Uma empresa

colabora na manutenção das praças.

2. Complete a tabela com as palavras do quadro da atividade 1. Palavras com z

Palavras com s com som /z/

revitalização

rigorosos

realização

depósito

limpeza

empresa

• Circule as letras s e z das palavras do quadro. As letras que aparecem antes e depois delas são vogais ou consoantes? São vogais.

3. Vamos relembrar? Transforme estes substantivos em adjetivos acrescentando o sufixo (terminação) -oso. Veja o modelo. rigor

rigoroso

veneno

amor

amoroso

gosto

venenoso gostoso

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Nesta seção, o foco são palavras escritas com z e palavras com s representando o som /z/. Em duplas, os alunos devem propor desafios a uma outra dupla, como os que seguem. a) Membro das aves, palavra composta de três letras: duas vogais e uma consoante. (asa)

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b) Nome de uma cor com quatro letras: a letra inicial é a e a letra final é l. (azul) c) Nome da capital do estado do Ceará. (Fortaleza) d) Tem duas lâminas e serve para cortar. (tesoura)

ENCAMINHAMENTO Os alunos podem pensar em palavras da mesma família para escrever corretamente os vocábulos que contenham as letras s e z entre vogais. Eles podem propor, uns aos outros, palavras que favoreçam a formação de outras da mesma família.

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CONEXÕES

• No sufixo que forma o adjetivo é usada a letra s ou a letra z?

Para o professor • ZORZI, Jaime Luiz. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita: questões clínicas e educacionais. São Paulo: Artmed, 2004. cap. 4.

A letra s.

4. Transforme os adjetivos em substantivos. Observe o modelo. belo

beleza

grande

rico

riqueza

malvado

grandeza

malvadeza

• No sufixo que forma os substantivos que você escreveu aparece uma consoante. Que letra é essa? A letra z. 5. Observe estas palavras. riso

rosa

música

presente

aviso

• Escreva duas ou mais palavras da mesma família para cada palavra dos quadros. Veja o exemplo. Se quiser, consulte um dicionário. casa

casinha, casebre, casarão

Sugestão: risada, risonho; roseira, rosada, rosinha; músico, musical, musicista; presentear, presenteador, presentinho; avisar, avisado, avisamos. S ou z? Na dúvida, pense em outras palavras da mesma família. Se uma for escrita com z, as outras também serão. O mesmo acontece com o s. Se uma das palavras da mesma família for escrita com s, todas as outras também serão.

6. Desafio! Escreva o que se pede. As respostas são sugestões. a) Quatro números escritos com a letra z entre vogais. Dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove.

b) Mês do ano que tenha a letra z entre vogais. Dezembro.

c) Nome de um país da América do Sul que tenha a letra z entre vogais. Venezuela.

d) Nome de um rio brasileiro que tenha a letra z entre vogais. Rio Amazonas.

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ATIVIDADES Após as atividades do livro, propor um bingo. Escrever na lousa 24 palavras, 12 com z e 12 com s representando o som /z/. Copiar todas as palavras da lousa em pequenos papéis para o sorteio. Distribuir uma folha a cada aluno para que a divida em seis partes e copie, entre as palavras listadas na lousa, seis palavras com z e seis com s. Apagar a lousa e começar a ler as palavras sorteadas. Ganha o jogo o aluno que completar primeiro a folha e tiver escrito todas as palavras corretamente.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Diferenciar notícia e reportagem analisando os elementos que as compõem. • Ler e compreender texto identificando as informações principais. • Analisar um acontecimento da cidade e escrevê-lo em forma de notícia, respeitando as características do gênero. • Elaborar o planejamento do texto a ser produzido, seguindo as orientações. • Organizar parágrafos, utilizar sinais de pontuação e fazer a concordância entre as palavras na construção do texto. • Revisar o texto produzido por um colega.

M ÃO N A M ASSA!

Reportagens: Vila Madalena: Madalena: grafites fazem a fama do Beco do Batman; Batman; Construindo as cidades do futuro; futuro; Mobilidade urbana:: soluções criativas e políticas públicas. Notícia: Prefeitura urbana de Carapicuíba revitaliza praças. praças.

1. Você lembra qual é a diferença entre reportagem e notícia? Converse com os colegas e o professor. 2. Nesta unidade, você leu três reportagens e uma notícia. Quais foram as reportagens que você leu? E a notícia? 3. Escreva as características presentes em notícias. As notícias têm manchetes, podem apresentar um subtítulo com os principais tópicos da matéria e trazem comentários das pessoas envolvidas no acontecimento. O primeiro parágrafo apresenta um resumo da notícia e os demais parágrafos detalham o fato relatado.

A Prefeitura de Carapicuíba, através da Secretaria de Obras e Serviços Municipais, segue trabalhando intensamente para melhorar toda a cidade. Em mais uma ação, a equipe designada para as operações do programa Meu Bairro Melhor revitalizou a Praça das Bandeiras, localizada no centro, e a praça da rua Antônio do Santos Neves, no bairro Gustavo Correia. A Prefeitura de Carapicuíba está trabalhando para melhorar a cidade. a) Qual é o fato principal (o que aconteceu)?

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

b) Quando aconteceu o fato principal?

Não está especificado, mas a notícia é do dia 21/9/2017.

c) Onde aconteceu?

SENSIBILIZAÇÃO Ao explorar os textos apresentados na unidade, é preciso levar os alunos a se apropriarem de suas características, principalmente da notícia. A seção tem como proposta a escrita de uma notícia sobre acontecimentos da cidade onde moram. Antes de iniciar o trabalho de escrita, retomar as características do gênero textual em estudo. Lembrar que a linguagem utilizada deve ser clara, direta, concisa e que tem por objetivo atingir o maior número de leitores. Relembrar também que o tempo verbal predominante no texto será o pretérito, pois, de acordo com a proposta, os alunos devem relatar fatos já ocorridos. Na composição dos títulos, o tempo verbal utilizado é, em geral, o presente. O objetivo é causar impacto e chamar a atenção do leitor para a notícia.

CARLOS ARAÚJO

4. Releia este trecho da notícia Prefeitura de Carapicuíba revitaliza praças e converse com os colegas e o professor sobre as questões.

Na cidade de Carapicuíba.

d) Como aconteceu?

Uma equipe revitalizou duas praças.

e) Qual é o motivo do acontecimento (por que aconteceu)? Melhorar toda a cidade.

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ENCAMINHAMENTO Explorar com os alunos as respostas das atividades 1 a 6. Propor a atividade 7 aos alunos e auxiliá-los no planejamento da escrita. Circular pela classe e verificar como a atividade está se desenvolvendo. Analisar, coletivamente, a possibilidade de entrevistar uma das pessoas envolvidas no fato e como isso poderá ser feito. Ao final da atividade, orientar cada aluno a entregar o texto produzido a um colega de grupo, que fará a revisão, consi-

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derando as características do gênero, a ortografia e a concordância. Ler com os alunos os itens do roteiro da atividade 8, esclarecendo eventuais dúvidas.

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CONEXÕES

5. Como esses itens que você identificou na atividade anterior são tratados nos parágrafos seguintes?

Para os alunos • FOLHINHA. Disponível em: <http://livro. pro/m3fc89>. Acesso em: 29 nov. 2017.

Eles são detalhados para dar mais informações sobre o fato relatado.

6. Escolha, com um colega, um texto de uma seção de jornal. • Leiam com atenção e identifiquem os elementos que aparecem nele para dizer se é notícia ou reportagem. Relatem sua conclusão aos colegas e ao professor, justificando a resposta. Resposta pessoal. 7. Agora chegou a vez de escrever uma notícia! Reúna-se com três colegas e sigam as instruções. • Conversem sobre os últimos acontecimentos da cidade onde vocês moram. • Analisem se os acontecimentos são relevantes e se podem virar notícia. • Os assuntos devem relacionar-se com saúde, meio ambiente, cultura ou cotidiano. • Tentem se lembrar do fato, detalhando com quem aconteceu, quando e onde aconteceu, como e por que aconteceu. • Se for possível, entrevistem as pessoas envolvidas no fato e registrem seus comentários em uma folha à parte. Aproveitem para anotar o nome completo e a idade dos envolvidos. • Depois de selecionados coletivamente os acontecimentos, cada um deve escrever a notícia em uma folha à parte.

8. Siga este roteiro no momento de redigir a notícia. a) Faça uma manchete bem atrativa. b) Crie um subtítulo, acrescentando informações sobre o fato. c) Escreva o primeiro parágrafo da notícia respondendo às questões: • O que aconteceu? • Onde aconteceu? • Quando aconteceu?

• Como aconteceu? • Por que aconteceu? • Quem está envolvido no fato?

d) Descreva os detalhes do fato nos parágrafos seguintes. e) Apresente depoimentos de pessoas envolvidas. f) Releia o texto antes de entregá-lo. • Confira a ortografia, a pontuação, a acentuação das palavras e a concordância entre elas. • Verifique se você construiu períodos curtos, organizou o texto em parágrafos e se a linguagem está clara. • Observe se o fato está bem apresentado.

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ATIVIDADES Perguntar aos alunos qual é a diferença entre reportagem e notícia. Abrir uma discussão coletiva para ajudá-los a chegar às conclusões. A notícia informa fatos geralmente recentes, de modo objetivo, muitas vezes com depoimentos de pessoas envolvidas. A reportagem é também um texto jornalístico, com base ou não em um fato novo, e pode trazer opiniões de quem a escreveu ou de outras pessoas, abordando os assuntos de maneira mais detalhada e opinativa. Trata de assuntos de interesse público, mas não tem compromisso com acontecimentos recentes.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

1. Leia esta notícia antes de revisar o seu texto e veja como o fato é relatado.

Monitoramento encontra mais de 3 mil animais encalhados no litoral do Paraná 07/02/2017 às 07:00 Por Redação

Mais de 3 mil animais marinhos já foram encontrados encalhados, vivos ou mortos, no litoral do Paraná, desde 2015, quando começou a ser feito o Programa de Monitoramento de Praias feito pelo Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O monitoramento é feito todos os dias nas praias costeiras e uma vez Tartaruga-verde foi resgatada e tratada pelo CEM. por semana nas ilhas. “O número de animais encontrados nas praias nos deixa um alerta de que nós temos que dar continuidade a esse monitoramento e avaliar melhor o que acontece com a fauna do litoral, principalmente porque várias espécies são sentinelas da qualidade do nosso ecossistema, e usarmos essas espécies para nos orientar melhor com relação ao manejo do que está causando essa degradação”, conta a bióloga Camila Domit, do CEM. [...] Monitoramento encontra mais de 3 mil animais encalhados no litoral do Paraná. Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda), 7 fev. 2017. Disponível em: <https://www.anda.jor.br/2017/02/monitoramentoencontra-mais-de-3-mil-animais-encalhados-no-litoral-do-parana/>. Acesso em: 5 out. 2017.

SENSIBILIZAÇÃO Os alunos podem acessar jornais on-line próprios para a faixa etária. Essa atividade é bem interessante, pois, pela leitura das manchetes, poderão selecionar notícias ou reportagens de seu interesse. Chamar a atenção para esse procedimento de leitura, que ajuda a compreender a função das manchetes.

ENCAMINHAMENTO Esta seção incentiva o trabalho de revisão do texto e ajuda os grupos a identificar os aspectos que precisam ser melhorados com base em um bilhete escrito por colegas de outro grupo. Incentivar também a correção ortográfica de acordo com os conhecimentos já adquiridos. Corrigir os textos após a reescrita. Se necessário, pedir aos alunos que escrevam uma terceira versão. Os fatos relatados no texto serão os mesmos do jornal falado proposto na seção Oralidade em ação, após a correção final.

FÁBIO EUGENIO

• Retomar as características do gênero notícia ao ler o texto proposto. • Verificar se os elementos textuais característicos do gênero estão presentes no texto escrito. • Analisar o texto de um colega e apontar os elementos que faltam ou que podem ser melhorados. • Verificar a ortografia e a pontuação no texto escrito. • Desenvolver espírito crítico ao analisar a notícia produzida. • Revisar e reescrever o texto produzido.

DE OLHO NO TEX TO

PAULA NASSER

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

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As atividades de revisão coletivas, coordenadas pelo professor, e realizadas com os pares ou individualmente, com o apoio de pautas de revisão, permitem que os estudantes ponham em prática o que já sabem sobre o conteúdo estudado em uma atividade diferente – a de produção de textos – ou que construam novos conhecimentos ao tentarem solucionar os problemas colocados pela tarefa. Dessa forma, aprendem a se constituir em revisores de seus próprios textos no diálogo com os outros – o professor e os colegas da turma.

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Se essa prática for regular e sistemática ao longo de sua escolaridade, os estudantes certamente terão internalizado os procedimentos de revisão, empregando as informações aprendidas a respeito das regularidades ortográficas para autocorrigir-se. Desse modo, o que a princípio era verbalizado em voz alta, para negociar com o outro a forma correta de grafar uma palavra, converte-se em estratégia internalizada pronta a ser ativada sempre que se fizer necessário. NÓBREGA, Maria José. Ortografia. São Paulo: Melhoramentos, 2013. p. 190-191.

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O programa de monitoramento faz uma busca nas praias e na ilha e assim consegue quantificar o número de animais encontrados.

CONEXÕES

• Identifique as características do texto. a) O fato principal. Mais de 3 mil animais

d) Como aconteceu.

b) Local do acontecimento.

e) Por que aconteceu.

foram encontrados encalhados nas praias. Litoral do Paraná.

Para o professor • NÓBREGA, Maria José. Ortografia. São Paulo: Melhoramentos, 2013. Ler, especialmente, o tópico “Alguns tipos de situações de revisão considerando o modo de organização social da turma” (p. 191-195).

As pessoas envolvidas no projeto estão analisando os fatos para verificar o que vem causando o encalhe de tantos animais.

c) Quando aconteceu.

Desde 2015, quando começou o monitoramento.

2. Reúna-se com o mesmo grupo com o qual você trabalhou na atividade 7 da seção anterior. Vocês vão revisar o texto de outro grupo, e vice-versa. • Leiam a notícia que os colegas escreveram. Verifiquem os itens seguintes. a) Manchete: está adequada ao que se relata na notícia? b) Parágrafo inicial: apresenta as ideias principais?

• o fato principal? • as pessoas envolvidas no fato? • quando aconteceu?

• • • •

onde aconteceu? como aconteceu? por que aconteceu? a finalização do fato?

GIRAPHICS/SHUTTERSTOCK.COM

c) A notícia informa ao leitor:

3. Após a revisão, vocês vão escrever um bilhete aos colegas mostrando o que falta para melhorar a escrita da notícia. 4. Quando o bilhete estiver pronto, vocês podem entregá-lo aos colegas ao devolver a notícia que eles escreveram. 5. Releiam a notícia e depois leiam o bilhete que os colegas escreveram para vocês. 6. Façam um plano de correção de acordo com o que perceberam ao reler o texto e com o que os colegas apontaram. a) Verifiquem a ortografia e a pontuação. Façam uma lista das palavras que vocês erraram e procurem corrigi-las. b) Reescrevam o texto em uma folha à parte e o entreguem ao professor. FÁBIO EUGENIO

c) Após a correção da reescrita, digitem a notícia para montar o jornal da sala e organizá-lo em cadernos e seções. 185

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ATIVIDADES Selecionar uma notícia de interesse dos alunos e digitá-la com os parágrafos desordenados. Disponibilizar uma cópia para cada um e pedir que recortem o texto e colem os parágrafos em ordem, de modo a construir o sentido do texto. O título e subtítulo também podem compor o texto. Verificar se os alunos conseguiram fazer a atividade proposta. Analisar a relação entre as ideias apresentadas em cada um dos parágrafos é essencial. Sugerimos algumas notícias para o desenvolvimento da atividade, disponíveis em: <http://livro.pro/8t5aov> e <http://livro.pro/fgcvqd> (acessos em: 16 nov. 2017).

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• Ler e compreender texto referente ao funcionamento da redação de jornal. • Apresentar a notícia escrita produzida simulando um telejornal. • Desenvolver fluência e clareza na expressão oral.

GLINSKAJA OLGA/SHUTTERSTOCK.COM

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

ORALIDADE EM AÇÃO

1. Além do jornal escrito, onde mais podemos obter informações por meio de notícias e reportagens? Na rádio, na TV e na internet, por exemplo. 2. O texto a seguir dá uma ideia do funcionamento de uma redação de telejornal. Acompanhe a leitura com o professor.

Como funciona a redação de um telejornal? Por Marina Motomura | Edição 77

1. Para ir ao ar, todo telejornal precisa ser abastecido com notícias. Os acontecimentos mais quentes, como acidentes de trânsito e crimes, chegam à redação através do trabalho da equipe de escuta, que telefona para bombeiros, centrais de polícia, hospitais etc. atrás de informação, além de ficar de olho no rádio, em outras emissoras e na internet. [...] 3. A equipe de reportagem vai então para a rua. Cada carro leva um repórter, um cinegrafista, um auxiliar (que ajuda no som e na iluminação) e um motorista. O repórter faz as entrevistas e grava a passagem, que é a parte do vídeo em que ele aparece à frente da câmera. Ele também grava a narração da reportagem, que é chamada de off. 4. As reportagens locais chegam à redação em fitas, levadas pela própria equipe ou por um motoboy. Nos grandes telejornais há também conteúdo vindo dos quatro cantos do país e de correspondentes no exterior. Essas reportagens são transmitidas por meio de satélites, fibra óptica ou internet. [...] 6. Com as matérias editadas, o chefe de redação e os editores executivos montam no computador o espelho do jornal, uma espécie de tabela que mostra quanto tempo cada matéria vai ter e em que ordem cada uma vai aparecer — as mais impactantes costumam vir primeiro. No total, o jornal tem cerca de 35 minutos, já descontados os nove minutos de comerciais. 7. Quando se aproxima a hora de levar o jornal ao ar, o diretor de TV, o chefe de redação e os editores executivos seguem para uma sala

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Pedir aos alunos que assistam a um telejornal em casa, anotem algumas notícias veiculadas e comentem o que observaram. Se possível, selecionar diferentes vídeos de telejornalismo do Brasil e apresentá-los à classe.

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tadas. Analisar as informações presentes em cada parágrafo e verificar se eles compreenderam as ações das pessoas envolvidas na produção do telejornal. Na atividade 3, caso os alunos decidam filmar as apresentações e editá-las, podem pedir ajuda aos profissionais da escola que trabalham com tecnologia. Após a edição dos vídeos, o trabalho pode ser apresentado aos familiares.

ENCAMINHAMENTO Ler o texto da atividade 2 com os alunos e discutir as informações apresen-

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CONEXÕES

de controle conhecida como switcher. É o diretor de TV que escolhe, por exemplo, para que câmera o apresentador vai olhar. Eles acompanham minuto a minuto a audiência, e podem deixar uma matéria que está dando ibope mais tempo no ar. [...] 9. Se rolar alguma mudança, o chefe de redação se comunica com os apresentadores, que têm um ponto no ouvido. A maioria dos telejornais tem dois apresentadores, que costumam ser também editores do programa e, ao contrário do que diz a lenda, não vestem bermuda e chinelo por baixo da bancada.

Para o professor e para os alunos • OS BASTIDORES do Jornal Nacional. Produção: Rede Globo, 1º jul. 2008. Vídeo. Disponível em: <http://livro.pro/ zsn2rn>. Acesso em: 29 nov. 2017.

Marina Motomura. Como funciona a redação de um telejornal? Mundo Estranho. Disponível em: <http:// mundoestranho.abril.com.br/materia/como-funciona-a-redacao-de-um-telejornal>. Acesso em: 9 out. 2017.

• A notícia pode ser lida, mas antes é preciso ensaiar bem. • Decidam se vocês ficarão em pé ou sentados ao apresentarem a notícia.

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3. Agora, reúna-se com os colegas do seu grupo. Vocês vão apresentar aos outros grupos a notícia que produziram, na forma de um jornal falado. Sigam as instruções.

• Combinem se vocês vão apenas relatar o fato ou também farão comentários, apresentando depoimentos ou não. • Usem um tom de voz adequado. Olhem para o público ouvinte. Sejam claros e objetivos. • Decidam quem iniciará a apresentação e em que ordem as notícias serão apresentadas. • Se for possível, vocês podem filmar as apresentações e depois editá-las em um programa de edição de vídeo.

FIQUE LIGADO A marcha dos pinguins, direção de Luc Jacquet. França. Este filme é um documentário sobre a jornada que os pinguins-imperadores da Antártica fazem todos os anos para procriar.

Site Mundo Estranho, revista de curiosidades. Divirta-se com as notícias, os vídeos e os jogos desse site. Disponível em: <http://livro.pro/o9wqad>. Acesso em: 10 out. 2017.

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ATIVIDADES Levar os alunos a refletir sobre a diferença entre língua escrita e língua oral. Para isso, retomar as características da notícia escrita e da notícia divulgada em telejornais e discutir sobre o assunto. Seria interessante selecionar uma mesma notícia publicada em um jornal impresso e também transmitida em um telejornal e propor aos alunos que comparem as diferenças e semelhanças entre as duas linguagens e o trabalho dos profissionais envolvidos nessas duas atividades.

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Sugerir aos alunos que perguntem aos seus familiares se eles preferem ler notícias e reportagens ou assisti-las na TV e quais são as justificativas dessa escolha. Pedir que compartilhem com os colegas as informações obtidas.

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• Observar obra de arte e relacioná-la ao tema intervenção urbana. • Refletir sobre a influência das obras de arte no espaço urbano. • Compreender a importância da intervenção artística em espaços públicos como conscientização sobre a preservação do ambiente.

IDEIA PUX A IDEIA 1. Você sabe o que são intervenções urbanas? Já viu alguma intervenção urbana ao passear pelas cidades? • Observe a imagem e converse com um colega. Depois, contem o que vocês discutiram. Resposta pessoal. Intervenção urbana de Eduardo Srur nas margens de concreto do rio Tietê, São Paulo (SP), 2008.

INTERDISCIPLINARIDADE COM

• ARTE • CIÊNCIAS • GEOGRAFIA

PETS 2008 RIO TIETÊ, SP/ FOTO: ALMEIDA ROCHA/FOLHAPRESS

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

2. Leia este texto. Você vai conhecer um artista incrível e entender o que são intervenções urbanas. Eduardo Srur nasceu em 1974, em São Paulo, onde vive e trabalha. O artista começou na pintura, mas se destacou nas intervenções urbanas. Suas obras se utilizam do espaço público para chamar a atenção para questões ambientais e o cotidiano nas metrópoles, sempre com o objetivo de ampliar a presença da arte na sociedade e aproximá-la da vida das pessoas. A cidade é o seu laboratório de pesquisa para a prática de experiências artísticas. O conjunto de trabalhos de Srur é uma crítica conceitual que desperta a consciência e o olhar para uma nova estética e o entendimento das artes visuais. Realizou diversas intervenções urbanas na cidade de São Paulo e participou de exposições em muitos países, entre eles Cuba, França, Suíça, Espanha, Holanda, Inglaterra e Alemanha. Eduardo Srur. Biografia. Disponível em: <http://www.eduardosrur.com.br/oartista/biografia>.

Acesso em: 9 out. 2017. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que sim, porque o objetivo do artista é ampliar a presença da arte na sociedade e aproximá-la da vida das pessoas. Como o espaço de exposição é público, muitas pessoas podem ter acesso às obras.

Converse com os colegas e o professor sobre as questões seguintes.

a) O que você entende por espaço público? Resposta pessoal. Espaço público é um espaço de uso comum, geralmente administrado pelo poder público.

b) Na sua opinião, o espaço público é adequado para a exposição das obras de Eduardo Srur? 188

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Perguntar aos alunos se eles já viram obras de arte em espaços públicos e onde estavam expostas. Retomar o assunto sobre visita a museu e perguntar a eles se obras de arte podem ser expostas a céu aberto e qual seria o objetivo dessa exposição.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, ouvir as hipóteses dos alunos a respeito do assunto. Ajudá-los a descobrir o que são intervenções urbanas, considerando o significado dos termos intervenção e urbana. Se for preciso, orientá-los a fazer uso do dicionário. A imagem é um exemplo de intervenção urbana, criada pelo artista Eduardo Srur. São esculturas gigantes em forma de garrafas plásticas de refrigerante.

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Na atividade 2b, comentar com os alunos que, como o espaço de exposição é público, muitas pessoas podem ter acesso às obras. Na atividade 3c, comentar que essa intervenção alerta também para uma nova estética, já que as pessoas, ao percorrer o labirinto, sentem-se parte da obra e ao mesmo tempo têm a sensação de fazer parte do acúmulo de lixo, refletindo, assim, a respeito desse problema nas cidades.

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FÁBIO EUGENIO

Para fazer o cálculo, os alunos precisam saber que 1 tonelada tem 1 000 quilos, logo 100 toneladas equivalem a 100 000 quilos Labirinto de materiais. A intervenção Labirinto foi exibida nos principais parques públicos da cidade de São Paulo: Ibirapuera, Villa Lobos, da Juventude e Ecológico do Tietê. A obra foi construída com 100 toneladas de materiais recicláveis formando um labirinto de composição geo- Labirinto, de Eduardo Srur. Parques públicos da cidade métrica com 400 metros qua- de São Paulo, 2012. A intervenção mede 20 m x 20 m x 2,30 m. Para sua execução, foram utilizados 400 fardos de drados, espelhos de acrílico e lixo reciclável com garrafas de refrigerante, copos e embadois acessos para circulação lagens plásticas, papelão, latas de alumínio, cabos de aço e espelhos plásticos. do público em seu interior. Todo o material utilizado nas exposições foi captado em cooperativas de reciclagem da cidade e depois devolvido. Ou seja, nada foi desperdiçado. Eu também organizei visitas guiadas com deficientes vi-

CONEXÕES

LABIRINTO DE EDUARDO SRUR. FOTO: ANDRÉ PERA

3. Leia este texto em que Eduardo Srur fala sobre outra intervenção urbana. Em seguida, converse com os colegas sobre as questões.

Para o professor • ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. Vik Muniz. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://livro.pro/okcec6>. Acesso em: 16 nov. 2017.

suais, uma vez que esta obra tem a capacidade de ativar outros sentidos como o tato, o olfato e a audição. O espectador era convidado a entrar no labirinto em busca da saída entre as paredes de resíduos sólidos, que o colocava frente a frente Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que uma obra com o lixo que produz. com essas dimensões, criada com materiais recicláveis, desperta a [...] curiosidade e, provavelmente, a consciência a respeito da quantidade de lixo que se produz. Eduardo Srur. Labirinto. Disponível em: <http://www.eduardosrur.com.br/intervencoes/labirinto>. Acesso em: 9 out. 2017.

Materiais recicláveis, como garrafas de refrigerante, copos e embalagens plásticas, papelão, latas de alumínio, cabos de aço e espelhos plásticos.

a) Que materiais foram utilizados na criação da obra Labirinto?

b) Você saberia dizer quantos quilos de materiais foram utilizados? Troque ideias com um colega para responder. Os alunos podem levantar vários

assuntos relacionados ao meio ambiente: poluição da água, lixo eletrônico, poluição do ar, entre outros.

c) Na sua opinião, a intervenção Labirinto “despertou a consciência e o olhar para uma nova estética e o entendimento das artes visuais”? d) Quais questões ambientais poderiam ser expressas nas obras de Srur? 189

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ATIVIDADES Acessar o site de Eduardo Srur para conhecer outras obras do artista, disponível em: <http://livro.pro/38ug8n> (acesso em: 16 nov. 2017).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

MEU LUGAR NO MUNDO

• Relacionar imagem e texto e compreender o objetivo do cartaz. • Relacionar a limpeza do espaço público a ações de cidadania. • Conhecer problemas causados pelo descarte inadequado do lixo e formas de prevenção das doenças. • Conscientizar-se sobre a importância da limpeza dos espaços públicos. • Refletir sobre atitudes conscientes para a preservação do ambiente público e para a prevenção de doenças.

SENSIBILIZAÇÃO Assistir com os alunos ao vídeo Garis ensinam como descartar lixo de forma correta e viralizam na internet, disponível em: <http://livro.pro/hgsjqj> (acesso em: 16 nov. 2017). Conversar sobre o trabalho dos garis e a ideia da criação de uma página nas redes sociais com o objetivo de ensinar a população a descartar o lixo de maneira correta. Verificar se os alunos sabem o significado de viralizar no contexto apresentado. Explicar que é um termo usual das práticas digitais, utilizado para indicar que o conteúdo teve grande repercussão nas redes sociais.

1. Leia este cartaz. Depois, converse com os colegas e o professor sobre as questões.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO/SECRETARIA MUNICIPAL OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS/PREFEITURA MUNICIPAL DE PARAOPEBA

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

{ LIXO

Espera-se que os alunos percebam que esse texto aponta para frases que indicam o que fazer para descartar corretamente o lixo: colocá-lo para fora nos dias em que passa o caminhão, não jogá-lo na rua, colocá-lo em E SAÚDE sacos plásticos, não jogá-lo em terrenos baldios. Ou seja, o lixo não pode ser deixado em qualquer lugar.

Informar sobre a importância de descartar corretamente o lixo, ajudar a cuidar da limpeza

a) Qual é o objetivo do cartaz? pública e, consequentemente, reduzir os problemas de

saúde ocasionados pelo descarte incorreto de resíduos.

b) O que você entendeu do texto “Cuide do seu lixo de forma correta”?

2. Você concorda com a afirmação “Limpeza pública é obrigação de todos”? Justifique sua resposta. Resposta pessoal. 3. Por que, segundo o cartaz, a saúde da família está ligada ao descarte Espera-se que os alunos relacionem o lixo a céu aberto com a contaminação correto do lixo?do solo e das águas, além de atrair bichos doenças, como ratos, baratas, formigas,

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, explicar aos alunos que o cartaz faz parte de um programa da Prefeitura Municipal de Paraopeba, situada em Minas Gerais. Ampliar a atividade perguntando a quem o cartaz é dirigido e como é possível saber. Chamar a atenção para o uso dos verbos no imperativo (afirmativo e negativo) com recomendações diretas ao leitor. Na atividade 2, encaminhar a conversa de modo que os alunos concluam que, embora a coleta e a destinação do lixo sejam de responsabilidade das prefeituras, se cada cidadão não fizer a sua parte a cidade não ficará limpa. Na atividade 3, verificar se os alunos conseguem estabelecer uma relação entre lixo e saúde, que poderá ser comprovada com a leitura do texto apresentado na atividade 4. Pedir que leiam o texto

moscas e mosquitos.

que transmitem

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silenciosamente e, em seguida, expliquem o que entenderam. Na atividade 4a, observar se compreendem que o cartaz apresenta visualmente uma informação que aparece no texto sobre uma das doenças causadas pelo lixo. Na atividade 4b, organizar os grupos e orientar a pesquisa. Cada grupo pode pesquisar uma doença. O objetivo do trabalho é conscientizar os alunos sobre a gravidade das doenças decorrentes do descarte incorreto do lixo. Acessar com eles o site <http://livro.pro/uta8p3>

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(acesso em: 16 nov. 2017) para que vejam um exemplo de como responder às questões propostas para a pesquisa. Orientá-los a exibir slides com imagens e o resumo dos resultados da pesquisa. Disponibilizar recursos para o desenvolvimento e a apresentação do trabalho. O texto produzido deve ser corrigido antes da apresentação. No site do qual foi extraído o texto O que o lixo tem a ver com nossa saúde? há mais informações sobre o lixo e sugestões de trabalho para a atividade 5.

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O trecho do cartaz incentiva o descarte correto do lixo em recipientes apropriados, colaborando O trecho cartazdaincentiva descarte correto do lixotransmissor em recipientes apropriados, assim na do limpeza cidade eoeliminando o mosquito da dengue, que écolaborando um dos assim na limpeza da cidade e eliminando o mosquito transmissor da dengue, que é um dos problemas de saúde causados pelo lixo acumulado. problemas de saúde causados lixo acumulado. 4. Leia este texto sobrepelo a relação entre lixo e saúde.

CONEXÕES

4. Leia este texto sobre a relação entre lixo e saúde.

Para os alunos • CUNHA, Leo. Um dia, um rio. São Paulo: Pulo do Gato, 2016. • MARTINELLI, Tânia Alexandre. Rio vivo, Rio morto. São Paulo: Atual, 2007.

O que o lixo tem a ver com nossa saúde? O que o lixo tem a ver com nossa saúde? A qualidade de vida e a saúde das comunidades têm relação diA qualidade de vida e a saúde das comunidades têm relação direta com as condições do ambiente em que vivem. Se elas habitam reta com as condições do ambiente em que vivem. Se elas habitam em locais com infraestrutura de saneamento, tendo acesso à água em locais com infraestrutura de saneamento, tendo acesso à água tratada, contando com redes de esgotamento e com coleta regular de tratada, contando com redes de esgotamento e com coleta regular de lixo, o número de doenças tende a diminuir bastante. lixo, o número de doenças tende a diminuir bastante. Uma das grandes ameaças à saúde das pessoas é o lixo colocado Uma das grandes ameaças à saúde das pessoas é o lixo colocado de qualquer jeito, a céu aberto. O lixo acumulado acaba se tornande qualquer jeito, a céu aberto. O lixo acumulado acaba se tornando uma excelente moradia para vetores transmissores de doenças, do uma excelente moradia para vetores transmissores de doenças, como insetos e roedores, oferecendo as condições ideais de abrigo, como insetos e roedores, oferecendo as condições ideais de abrigo, alimentação e reprodução que eles precisam para se multiplicar. alimentação e reprodução que eles precisam para se multiplicar. Brasil. Fundação Nacional da Saúde. Lixo e saúde: aprenda a cuidar corretamente do lixo e descubra como ter Brasil. Saúde.DF: Lixo e saúde: aprenda cuidar corretamente do lixo e descubra como ter uma Fundação vida mais Nacional saudável.da Brasília, Funasa, 2013. p. 16. aDisponível em: <http://www.funasa.gov.br/site/wpuma vida mais saudável. Brasília, DF: Funasa, 2013. p. 16. Disponível em: <http://www.funasa.gov.br/site/wpcontent/files_mf/cart_lixo_e_saude_2.pdf>. Acesso em: 9 out. 2017. content/files_mf/cart_lixo_e_saude_2.pdf>. Acesso em: 9 out. 2017.

ASSESSORIA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO/ DE COMUNICAÇÃO/ SECRETARIA SECRETARIA MUNICIPAL MUNICIPAL OBRAS OBRAS E E SERVIÇOS SERVIÇOS PÚBLICOS/PREFEITURA PÚBLICOS/PREFEITURA MUNICIPAL MUNICIPAL DE PARAOPEBA DE PARAOPEBA

a) De que maneira o texto se relaciona com este trecho do cartaz? a) De que maneira o texto se relaciona com este trecho do cartaz?

b) Reúna-se com três colegas para fazer uma pesquisa sobre os prob) Reúna-se com três colegas para fazer uma pesquisa sobre os problemas de saúde que o acúmulo de lixo pode causar. Vocês podem blemas de saúde que o acúmulo de lixo pode causar. Vocês podem consultar livros e/ou acessar sites apropriados para esse fim. A pesconsultar livros e/ou acessar sites apropriados para esse fim. A pesquisa deve abordar estes aspectos: quisa deve abordar estes aspectos:

Qual é a doença? Qual é a doença? Como é transmitida? Como é transmitida?

• • • •

Quais são os sintomas? Quais são os sintomas? Como tratar? Como tratar?

• Como prevenir? • Como prevenir?

c) Façam uma apresentação oral aos colegas sobre o resultado da pesquisa. c) Façam uma apresentação oral aos colegas sobre o resultado da pesquisa. 5. Agora que você já sabe que lixo não é brincadeira, ajude a manter a sua 5. Agora que você já sabe que lixo não é brincadeira, ajude a manter a sua cidade limpa. Converse com os colegas e o professor e criem coletivacidade limpa. Converse com os colegas e o professor e criem coletivamente uma campanha de conscientização. Bom trabalho! mente uma campanha de conscientização. Bom trabalho!

BRUNA BRUNA ASSISASSIS BRASIL BRASIL

• • • •

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ATIVIDADES Ajudar os alunos no planejamento e na realização da campanha proposta na atividade 5. Combinar para quem ela será dirigida e como irão divulgá-la: Em meio impresso ou digital? Quais recursos estão disponíveis?

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HABILIDADES • (EF05LP01) Participar das interações orais em sala de aula e em outros ambientes escolares com atitudes de cooperação e respeito. • (EF05LP02) Opinar, em discussões e debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição. • (EF05LP07) Simular jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros textuais jornal falado e entrevista. • (EF35LP01) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio em recursos multimodais (imagens, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa. • (EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto. • (EF05LP09) Buscar e selecionar informações sobre temas de interesse escolar, em textos que circulam em meios digitais ou impressos, para solucionar problema proposto. • (EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.). • (EF05LP11) Justificar quem produz o texto e qual é o público-alvo, analisando a situação sociocomunicativa. • (EF05LP12) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global. • (EF05LP13) Identificar o sentido de vocábulo ou expressão utilizado, em segmento de texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere. • (EF05LP15) Distinguir fatos de opiniões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.). • (EF05LP17) Identificar, em textos, o efeito de sentido produzido pelo uso de pontuação expressiva. • (EF05LP18) Inferir, em textos, o efeito de humor produzido pelo uso intencional de palavras, expressões ou imagens ambíguas. • (EF05LP21) Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido. • (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos.

UNIDADE

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CEN AS DO DIA A DIA

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• (EF05LP23) Produzir texto com o intuito de opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola ou problemas da comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto. • (EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas.

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• (EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade. • (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto.

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• (EF05LP32) Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas, e derivadas por adição de prefixo e de sufixo. • (EF05LP33) Identificar as significações que prefixos acrescentam à palavra primitiva. • (EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva. • (EF05LP42) Criar narrativas ficcionais que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, personagens, tempo, espaço, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto. • (EF35LP16) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula para leitura individual, na escola ou em casa e, após a leitura, recomendando os que mais gostou para os colegas. • (EF35LP17) Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.

Espera-se que os alunos identifiquem pessoas na praia, nadando, praticando esportes Converse com os colegas e responda às questões. aquáticos e de aventura, como asa-delta, e pessoas trabalhando (comerciante, guarda municipal, gari, massagista, 1. Descreva o que você vê na imagem. eletricista, vendedores ambulantes), entre outras cenas do cotidiano.

2. Em que o dia a dia das pessoas nessa obra de arte é semelhante ao seu? Por quê? Resposta pessoal. 3. Você acha que os acontecimentos do dia a dia podem virar histórias? Justifique. Resposta pessoal.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

GALERIA JACQUES ARDIES, SÃO PAULO

SENSIBILIZAÇÃO

Helena Coelho. Enquanto uns trabalham, outros se divertem, 2001. Óleo sobre tela 50 × 60 cm.

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• (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. • (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. • (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. • (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e

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obedecendo às convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria. • (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis. • (EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. • (EF05LP29) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos. • (EF05LP30) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.

Explorar com os alunos a imagem de abertura da unidade, com foco nos detalhes e nas cores que compõem a cena. Levantar possibilidades sobre quais assuntos do cotidiano poderiam ser tratados em um texto inspirado na obra. Ouvir as hipóteses e propor a escrita coletiva do texto para que os alunos comecem a refletir sobre a linguagem utilizada e outras características próprias do gênero que podem ser exploradas informalmente nesse momento. Selecionar duas imagens com cenas do cotidiano para explorar no final das atividades.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, incentivar os alunos a descrever o máximo de detalhes da obra. Depois de ouvi-los, comentar que cada um tem um ponto de vista e observar um detalhe diferente na imagem, algo que “salta aos olhos”, que se destaca em meio a todo o colorido da pintura. Na atividade 2, pedir que apresentem os detalhes que diferem seu dia das atividades cotidianas retratadas na obra. Sempre que possível, trabalhar a comunicação oral, incentivando os alunos a apresentar argumentos e a utilizar vocabulário adequado ao contexto que se propõe.

PROGRAME-SE Alguns materiais que devem ser providenciados com antecedência. • Dicionários – páginas 198-199. • Gibis – páginas 208-209. • Jornais, revistas e folhas pautadas – páginas 210-211.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identificando e localizando informações. • Perceber a reflexão expressa pelo narrador do texto. • (Re)conhecer na crônica um fato cotidiano e relacioná-lo à vida moderna.

CAPÍTULO

1 SAIU NO JORNAL • Você sabe o que é uma crônica? Já leu alguma crônica em livros, revistas ou jornais? Respostas pessoais.

Muitos autores escrevem sobre situações que acontecem ou poderiam acontecer no nosso cotidiano. Esse texto, geralmente curto e bem-humorado, chama-se crônica. Leia esta crônica.

Um bicho bem porcalhão FERNANDO BONASSI ESPECIAL PARA A FOLHINHA

DNEPW

U

Esta semana eu vi um filme sobre genética. Genética é aquela ciência que estuda como e por que a gente é assim parecido com os pais da gente... A cada dia que passa, os cientistas percebem que tem pedacinhos de nós que são semelhantes aos mesmos pedacinhos do resto dos animais e, incrível, até das plantas!

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Propor aos alunos que reflitam sobre o título do capítulo e expliquem o que entendem por “Saiu no jornal”. Aproveitar para verificar se sabem que textos são publicados em jornais. No decorrer da unidade, serão indicados diversos livros de crônicas, com o intuito de ampliar o repertório tanto dos alunos quanto do professor acerca desse gênero. Pode-se solicitar a leitura de uma obra completa e/ou selecionar crônicas de diferentes obras para ler com os alunos.

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Na questão inicial, estimulá-los a expor suas hipóteses sobre o que seja crônica. Propor que procurem o significado da palavra no dicionário e compartilhem com os colegas, para verificar se as definições são iguais ou se apresentam algumas diferenças.

ENCAMINHAMENTO Antes da leitura, explorar o título da crônica, perguntando aos alunos: Quem vocês imaginam que seja o bicho bem porcalhão? Estimulá-los a expressar suas ideias e a comentar as hipóteses dos co-

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legas, apresentando argumentos a favor das opiniões, quando pertinente. Propor a leitura silenciosa da crônica. Depois da leitura, retomar a questão sobre o título, verificando quem se aproximou do que diz o texto. Questionar os alunos se eles já haviam pensado sob esse ponto de vista, se já assistiram a algum filme ou leram algum livro que os fez pensar em suas próprias atitudes e por quê.

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CONEXÕES

Acontece que, na semana passada, um navio derrubou um monte de óleo no Uruguai, aí do lado, logo embaixo do mapa do Brasil. Lá vivia uma família de leões-marinhos, e muitos deles morreram. Aí, quando isso aconteceu, eu me lembrei do filme... Fiquei pensando que, já que a gente é tão parecida com tanta coisa diferente na natureza, quando morre um leão-marinho, morre um pouquinho de mim e de você também. Tá certo que as fábricas e os carros precisam do óleo que os navios levam de um lado pro outro, mas eu não sei por que deixam cair tanta sujeira no mar. O que eu sei é que estragar a casa daqueles leões-marinhos do Uruguai, que estavam lá descansando na praia, não tem desculpa! Esse é o tipo da coisa que só um bicho bem porcalhão, mais porcalhão que os porcos, só um bicho como o homem faz...

Para os alunos • SABINO, Fernando. Cara ou coroa? 3. ed. São Paulo: Ática, 2015. Para o professor • SANT’ANNA, Affonso Romano de. Porta de colégio. 7. ed. São Paulo: Ática, 2003. • SCLIAR, Moacyr. Um país chamado infância. 19. ed. São Paulo: Ática, 2003.

Fernando Bonassi. Vida da gente. Crônicas publicadas no Suplemento Folhinha de S.Paulo. São Paulo: Formato, 2005. p. 30.

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ATIVIDADES Se possível, ler o poema “O bicho”, de Manuel Bandeira, publicado no livro Estrela da vida inteira (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007). Explorar a relação do poema com a crônica estudada.

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Espera-se que os alunos percebam que a crônica tem como tema um problema ambiental ocorrido, e fatos como esse estão diretamente ligados ao nosso modo de vida.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

1. Quem é o autor da crônica? Fernando Bonassi.

• Identificar e localizar informações no texto. • Perceber a reflexão expressa pelo narrador do texto. • Analisar os elementos do texto e identificar as características do gênero textual: acontecimentos cotidianos, narrativa curta, proximidade com o leitor. • (Re)conhecer na crônica um fato cotidiano e relacioná-lo à vida moderna. • Inferir o significado de expressões de acordo com o contexto da crônica.

2. “Um bicho bem porcalhão” é uma das crônicas do livro Vida da gente. Qual é a relação do título do livro com o conteúdo temático da crônica? 3. Observe a capa do livro em que a crônica que você leu foi publicada.

FORMATO EDITORIAL

• Além do título, a capa traz esta informação: “Crônicas publicadas no suplemento Folhinha de S.Paulo”. Por meio dessa informação é possível descobrir para quem e para que as crônicas foram produzidas? Converse com os colegas e o professor. Resposta pessoal. 4. Assinale a alternativa que completa esta frase. A crônica que eu li... é humorística, pois mostra um fato engraçado. X

comenta um fato do dia a dia levando o leitor à reflexão. conta uma história triste.

• Na sua opinião, como o leitor consegue perceber a intenção de quem produziu o texto? Resposta pessoal. 5. Qual é o fato que deu origem à crônica? A morte de leões-marinhos.

a) Por que o fato aconteceu? Porque um navio derrubou óleo no mar.

b) Onde o fato aconteceu?

DNEPWU

No Uruguai.

6. Quem é o narrador da crônica? O narrador da crônica é um narrador-personagem que comenta os fatos, um narrador em 1a pessoa.

• Sublinhe um trecho do texto que indique esse tipo de narrador. Sugestão: Aí, quando isso aconteceu, eu me lembrei do filme...

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Realizar uma leitura compartilhada do texto e explorar a linguagem utilizada (informal, com marcas de oralidade, proximidade com o leitor). Os alunos devem identificar em que momentos o cronista se aproxima do leitor. Comentar o assunto mencionado no texto. Para verificar se o fato ainda acontece (derramamento de óleo no mar), propor que procurem alguma notícia sobre isso para mais tarde compartilhar com a classe.

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ENCAMINHAMENTO Propor aos alunos a sequência de atividades. Circular pela sala para verificar se as respostas estão bem elaboradas, se são coerentes e se foram pontuadas adequadamente. Chamar a atenção para o uso da pontuação nos textos, principalmente com relação às vírgulas, explicando que a vírgula é utilizada para separar expressões que indicam tempo, expressões explicativas e enumerações, entre outras possibilidades. Dessa forma, os alunos con-

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seguirão observar o uso desse sinal de pontuação e seus efeitos no texto.

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O narrador diz que a morte de um leão-marinho é algo chocante, que comove as pessoas despertando sentimento de tristeza, pesar.

CONEXÕES

7. Explique o significado da expressão destacada neste trecho da crônica.

Para os alunos • BRAGA, Rubem. Histórias de Zig. São Paulo: Global, 2017. • COLASANTI, Marina. Antes de virar gigante. São Paulo: Ática, 2010.

Fiquei pensando que, já que a gente é tão parecida com tanta coisa diferente na natureza, quando morre um leão-marinho, morre um pouquinho de mim e de você também.

a) O que você pode concluir a respeito da reação do narrador? Ele ficou muito triste ao saber da morte dos leões-marinhos.

b) Por que o narrador relacionou esse fato com o filme sobre genética?

Porque, segundo o narrador, os cientistas vêm percebendo que há pedacinhos das pessoas que são 8. Nessa crônica aparecem marcas da oralidade. Copie-as. semelhantes aos mesmos pedacinhos do resto dos animais e das plantas. Sabendo disso, considera o leão-marinho como parte dele. Aí, tá, a gente, da gente.

• Na sua opinião, por que o cronista optou por empregar essas marcas de oralidade? Porque, na crônica, é como se o autor estivesse conversando com o leitor,

Para o professor • RIBEIRO, João Ubaldo. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2010. • VERISSIMO, Luis Fernando. Diálogos impossíveis. São Paulo: Objetiva, 2012.

portanto é comum surgirem marcas da linguagem oral.

9. Observe o título da crônica.

Um bicho bem porcalhão a) Quem é o bicho porcalhão a que o cronista se refere? O ser humano.

b) Por que ele é considerado bem porcalhão? Porque sujou o mar, provocando a morte de leões-marinhos.

c) Circule no texto o trecho que esclarece quem é o bicho porcalhão. 10. Você sabe qual é a função das reticências neste trecho do texto? Aí, quando isso aconteceu, eu me lembrei do filme... X

Indicar a interrupção de um pensamento. Dar destaque a uma expressão. Indicar uma interrupção no diálogo entre as personagens.

• Converse com os colegas e o professor. a) As reticências têm a mesma função no primeiro e último parágrafos? As reticências têm a mesma função.

b) Qual é o efeito de sentido decorrente do uso das reticências no texto? O uso das reticências leva o leitor a imaginar o momento ou a situação representada.

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ATIVIDADES Selecionar algumas crônicas com temáticas relacionadas à infância e realizar uma roda de leitura com a turma. Sempre que possível, contextualizar a obra e o autor. Chamar a atenção para a data em que a crônica foi escrita ou publicada pela primeira vez é importante para que os alunos possam relacionar os acontecimentos à realidade da época e comparar com a atualidade, se for o caso. Providenciar livros com crônicas para compor a biblioteca da classe e proporcionar outros momentos de leitura na sala de

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aula, individual e compartilhada, durante o desenvolvimento desta unidade. Incentivar os alunos a emprestar livros de crônicas da biblioteca escolar ou da biblioteca pública do bairro, se houver, para leitura autônoma. Proporcionar um momento de troca de impressões sobre o que leram e do que mais gostaram. Verificar se alguns alunos mostraram preferência pelos mesmos autores e pedir que justifiquem seus motivos. Pode-se aproveitar o momento para compartilhar as notícias sobre derramamento de óleo no mar selecionadas anteriormente pelos alunos.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer família de palavras e identificar o substantivo primitivo. • Formar substantivos derivados a partir de um substantivo primitivo. • Aplicar informação da grafia na família de palavras para desenvolver a escrita correta. • Reconhecer substantivos primitivos e derivados.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Sublinhe, em cada grupo de palavras, o substantivo que dá origem às outras palavras da mesma família. a) porcalhão, porcaria, porco, porqueira b) animalesco, animal, animalizar, animalidade c) bicharada, bichado, bicho, bichinho 2. Que substantivo deu origem a estes grupos de palavras? a) pedraria, pedreira, pedreiro

pedra

b) chuvisco, chuveiro, chuvarada

chuva

c) frutífero, fruteira, fruticultor

fruta

d) bananeira, bananada, bananal

banana

e) fogaréu, fogueira, fogareiro

fogo

• Quais letras se repetem em cada grupo de palavras? a) pedr, b) chuv, c) frut, d) banan, e) fog

3. Você já sabe que o substantivo que dá origem a outras palavras é chamado de primitivo. Por que ele tem esse nome? Arrisque uma hipótese e depois confira no dicionário. Primitivo significa que é o primeiro a existir, por isso dá origem aos 4. Forme outros substantivos a partir destes outros substantivos primitivos. Se quiser, consulte nomes.

o dicionário. As respostas são sugestões. a) terra

terreno, terráqueo, terreiro, terrícola, terrário

b) casa

casarão, casinha, casebre, caseiro jornaleiro, jornalista, jornalzinho, jornaleco

CÁ CA

c) jornal

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Retomar o conceito de substantivo e de adjetivo. Selecionar trechos de livros ou frases em que apareçam substantivos e/ou adjetivos para confirmar sua função no texto.

Providenciar dicionários para consulta dos alunos durante a realização de algumas das atividades.

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ÇA

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

mundial, mundão, mundano, mundaréu

AN

FR

d) mundo

Circular pela classe para fornecer apoio didático e esclarecer dúvidas enquanto os alunos fazem as atividades. Após esse tempo, verificar as respostas, solicitando voluntários para que, de forma alternada, as exponham oralmente. Na atividade 1, depois que os alunos identificarem os substantivos que dão origem às outras palavras, pedir

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que observem quais letras se repetem em cada palavra. Acompanhar as atividades 2 e 3 e explorar com os alunos o significado da palavra primitivo. Na atividade 4, pedir a eles que observem que a palavra primitiva dá uma pista de como as outras serão escritas e questioná-los sobre o que notaram. Espera-se que percebam que as palavras derivadas de casa, por exemplo, são escritas com s. Incentivá-los a consultar o dicionário para descobrir outras palavras derivadas.

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A resposta dependerá do substantivo derivado escrito pelo aluno. No caso de chaveiro, por exemplo, ele poderá responder que talvez errasse no ch se não soubesse escrever chave. Esta atividade pode ser ampliada com outras palavras. As palavras que você formou na atividade 4 são chamadas de substantivos derivados. Quando temos dúvida na escrita de uma palavra, podemos usar esse conhecimento como pista para escrevê-la corretamente.

CONEXÕES Para o professor • BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 38. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015. p. 369-400.

5. Escreva um substantivo primitivo que você conheça e substantivos derivados dele. A resposta é sugestão. Primitivo: chave. Derivados: chaveiro, chavear.

• Reflita: em que você poderia errar na escrita dessas palavras? 6. Reúna-se com um colega e sigam as orientações.

• • •

cidade

P

telefone

goiabeira

P fábrica

criança

P

P

pedreiro

D

mesa

selvagem

D

D

carro

P

girafinha

D

livro

açougueiro

D

folha

P

P

cabeleireiro

D

P

jardineira

D

RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS, FABIO COLOMBINI, SANDRATSKY DMITRIY/SHUTTERSTOCK.COM, LAZAR MILANOVIC/SHUTTERSTOCK.COM, LANKS/SHUTTERSTOCK.COM, SERGIY1975/SHUTTERSTOCK.COM, COZYTA/SHUTTERSTOCK.COM, ERIC ISSELEE/SHUTTERSTOCK.COM, FRANCESCO CARTA FOTOGRAFO/GETTY IMAGES, SURADECH SRIBUANOY/SHUTTERSTOCK.COM, GOODLUZ/SHUTTERSTOCK.COM, SERGEY NOVIKOV/ SHUTTERSTOCK.COM, FRANCO LUCATO/SHUTTERSTOCK.COM, JARRETERA/SHUTTERSTOCK.COM, ALFA PHOTOSTUDIO/SHUTTERSTOCK.COM

• • •

Sugestão de respostas: cidadezinha, goiaba, mesinha, girafa, livraria, telefonema, fabricação, selva, açougue, folhagem, Copiem em tirinhas de papel as legendas das ilustrações. jardim, criançada, pedra, Dobrem os papéis e distribuam igualmente entre vocês. carroça, cabelo. Cada um lerá as palavras e escreverá P para os substantivos primitivos e D para os substantivos derivados. Depois, é só conferir com o professor. Cada palavra certa vale 10 pontos. Em seguida, a dupla deve reunir os papéis com os substantivos e distribuí-los novamente. Cada um deve dizer o substantivo derivado ou primitivo, de acordo com a palavra que sorteou (primitiva ou derivada). Por exemplo: se você sorteou casa (substantivo primitivo), dirá casinha (substantivo derivado), e vice-versa.

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ATIVIDADES Propiciar um momento para que os alunos, em duplas, participem de um jogo educativo sobre substantivos primitivos, disponível em: <http://livro.pro/ qchhq6> (acesso em: 29 nov. 2017).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

1. Leia esta tira do Armandinho.

ALEXANDRE BECK

• Perceber diferenças no uso e na função das palavras meio e meia. • Aplicar corretamente as palavras meio e meia em um contexto estabelecido.

QUAL É A LETRA?

a) Substitua a palavra meio do primeiro quadrinho por outra(s), de modo que a frase permaneça com o mesmo sentido. Tá um pouco nublado. Meio, na frase, significa um pouco, um tanto.

b) Escreva outra frase usando a palavra meio com esse mesmo sentido. Resposta pessoal. Sugestão: Estou meio enjoado.

2. Leia agora esta frase com a palavra meia. Maria acrescentou meia banana ao suco de laranja. a) Qual é o significado de meia nesse contexto? Meia, nesse contexto, significa metade.

b) Escreva outra frase em que a palavra meia tenha esse mesmo sentido. Resposta pessoal. Sugestão: Quero meia fatia de bolo, por favor. Meio ou meia? A palavra meio é invariável quando equivale a mais ou menos, um pouco. Exemplos: meio triste, meio desanimados. É variável quando significa metade. Exemplos: meio litro, meia maçã.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Explorar o significado das palavras meio e meia e verificar se os alunos conhecem as diferenças entre elas. Perguntar em quais situações devem ser utilizadas e por que algumas vezes as pessoas confundem uma com a outra e o que causa essa confusão. Deixá-los expor suas hipóteses, que serão confirmadas ou não no decorrer das atividades.

Propor as atividades da seção e circular pela sala para auxiliar os alunos em caso de dúvida. Nas atividades 1 e 2, verificar se conseguiram identificar as diferenças de sentido entre meio e meia. Na leitura do boxe que explica o uso de meio e meia, explorar o significado de variável – que se flexiona (masculino/feminino; singular/plural) –, contrapondo-o ao significado de invariável.

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Na atividade 3, observar se os alunos conseguem fazer a correspondência das palavras com seus significados para completar as lacunas e responder adequadamente às questões propostas na atividade 4. Na atividade 5, observar se conseguem fazer a correspondência das palavras com seus significados para reescrever as frases. Após as atividades 6 e 7, perguntar se sabiam o uso correto da palavra meio para indicar o horário.

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meia

banana.

meio

b) Ela estava naquela tarde.

apressada

meio c) Quero de fitinha amarela.

Para o professor • BOLOGNESI, João. Meio ou meia: aprenda quando usar. Exame, 16 maio 2012. Disponível em: <http://livro.pro/ 5qzbaq>. Acesso em: 29 nov. 2017.

ALEKSANDRA DUDA/SHUTTERSTOCK.COM, SEREGAM/SHUTTERSTOCK.COM

a) Vou comer apenas

metro

4. Classifique cada frase da atividade anterior de acordo com o significado das palavras meio e meia. quantidade, metade:

a) b)

frases a, c

um pouco:

frase b

5. Copie as frases e substitua as palavras em destaque, sem mudar o sentido. a) Ela estava meio adoentada. Deve ser resfriado. Ela estava um pouco adoentada. Deve ser resfriado.

b) Use meia fatia de abacaxi para o recheio. Use metade de uma fatia de abacaxi para o recheio.

c) Ricardo estava um pouco agitado ontem. Ricardo estava meio agitado ontem.

6. Leia esta frase. A visitação ao museu começa exatamente ao meio-dia. • Qual é o significado de meio-dia?

SPPH O

Meio-dia significa metade do dia, ou seja, 12 horas.

7. Observe agora esta outra frase e converse com os colegas e o professor sobre as questões.

K.COM STOC TER UT /SH TO

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CONEXÕES

3. Complete as frases com as palavras meio ou meia.

Tenho o hábito de almoçar pontualmente ao meio-dia e meia. a) É correto dizer meio-dia e meia para indicar 12 horas e trinta minutos? Justifique. Sim, é correto, porque aqui a palavra meia significa metade de 1 hora (meia hora). Essa é uma forma simplificada de dizer “meio-dia mais meia hora”.

b) Releia o último quadrinho da tira do Armandinho e responda: Ele usou corretamente a palavra meia? Sim, o emprego está correto, pois nesse contexto a palavra meia significa metade de 1 hora; tem o mesmo significado da atividade a.

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ATIVIDADES Digitar letras de músicas ou poemas que apresentem as palavras meio e meia, deixando lacunas para que, em duplas, os alunos completem o texto. Distribuir os textos com a folha virada para baixo, de modo que eles não possam ler antes de o professor começar a marcar o tempo. Dar o sinal para que desvirem a folha e comecem a completar os textos. Marcar um tempo para a atividade.

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No final da atividade, compartilhar as respostas e, se possível, ouvir as músicas ou projetar os poemas para que os alunos façam a conferência das palavras.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

DNEPWU

1. Leia esta notícia. DROIDWORKER/SHUTTERSTOCK.COM

• Identificar o fato relatado na notícia lida. • Estabelecer relações entre a notícia e a crônica trabalhada previamente, identificando semelhanças e diferenças.

REDE DE LEITURA

23/11/2016 09h46 - Atualizado em 23/11/2016 11h59

Índios acham boto, peixes e cágado mortos após vazamento de óleo Mancha de óleo no Rio Teles Pires foi avistada na divisa com o Pará. Segundo o cacique da aldeia Dinossauro, vazamento matou animais. André Souza Do G1 MT

Índios da etnia Kayabi, que moram na aldeia Dinossauro, no município de Apiacás, a 1.055 km de Cuiabá, encontraram um boto, peixes e tartarugas mortos após um vazamento de óleo no Rio Teles Pires, na divisa com o estado do Pará. Uma mancha de óleo foi localizada durante sobrevoo no domingo (13). A área fica próxima a uma hidrelétrica em construção e de outras aldeias indígenas. Os animais, segundo os índios, morreram

TARAVY KAYABI

após a contaminação.

Segundo os indígenas, os animais foram encontrados mortos após o vazamento de óleo.

As causas do vazamento e a origem do óleo ainda são desconhecidas. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama-MT) investiga. Segundo o cacique Tawari Kaiabi, os indígenas já pararam de consumir a água do rio e estão sendo abastecidos com galões de água potável enviada pela empresa responsável pela construção da hidrelétrica. Os animais mais afetados com o vazamento, segundo o chefe da aldeia, foram os peixes, principal alimento dos indígenas. “Encontramos muitos peixes mortos ao longo do rio. Estamos com dificuldades para achar alimento que não esteja contaminado”, disse. Tawari Kaiabi relatou em um vídeo a dificuldade de encontrar peixes para o consumo.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar os conhecimentos dos alunos sobre a notícia e o que a caracteriza como tal. Anotar na lousa as características principais desse gênero textual. Explorar o título da notícia apresentada na seção antes de fazer a leitura. O objetivo é que os alunos percebam que o título antecipa os fatos que serão apresentados.

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ENCAMINHAMENTO Propor a leitura silenciosa da notícia e depois pedir aos alunos que comentem os pontos principais do fato relatado. Comparar com o que deduziram antes da leitura e verificar se conseguiram se aproximar antecipadamente do assunto. Relacionar o assunto da notícia à crônica Um bicho bem porcalhão e perguntar se o tema é atual ou não. Pedir que respondam às questões propostas de maneira elaborada e completa.

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CONEXÕES

Além de peixes, ele afirmou já ter encontrado tracajás (espécie de cágado) e um boto mortos no rio. A contaminação alterou o modo TARAVY KAYABI

de vida da aldeia. “Não podemos mais pescar por causa da contaminação, mas não temos muitas opções, então, continuamos consumindo peixes daqui”, afirmou Tawari. Segundo o Ibama-MT, a mancha de óleo desapareceu na quinta-feira (15). Os índios, no entanto, contestam e afirmam que algumas manchas ainda podem ser vistas no rio. “Andando por aí ainda é possível ver as manchas no rio. Os índios das outras aldeias também falam que há manchas espalhadas”, disse.

Para o professor • Para ler as informações sobre os acontecimentos do dia, acessar os sites <http://livro.pro/xsf628> e <http://livro. pro/zad4jf> (acessos em: 20 nov. 2017) ou algum jornal digital da região.

Além dos peixes e do boto, cágado foi encontrado morto, segundo os indígenas.

Com a contaminação da água, uma das preocupações é a saúde dos índios. “Depois do vazamento as crianças e os adolescentes estão com diarreia e nossa suspeita é que tenha sido causada pela contaminação”, disse, explicando que tenta convencer os indígenas a não consumirem a água. [...]

André Souza. Índios acham boto, peixes e cágado mortos após vazamento de óleo. G1 MT, 23 nov. 2016. Disponível em: <http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/11/indios-acham-boto-peixes-ecagado-mortos-apos-vazamento-de-oleo.html>. Acesso em: 5 out. 2017.

a) Qual é o fato relatado na notícia? Indígenas acham animais mortos no Rio Teles Pires após vazamento de óleo.

b) Na sua opinião, o fato pode virar uma crônica? Justifique sua resposta. Resposta pessoal.

2. Compare a crônica Um bicho bem porcalhão com essa notícia e responda às questões. a) Qual é a relação entre os textos? Os dois textos abordam um problema ambiental: a consequência do vazamento de óleo em mares e rios. Além disso, foram veiculados em meio de comunicação digital e tratam de fatos atuais.

b) Em qual dos textos as informações sobre um vazamento de óleo são a mais objetivas? Na notícia. O texto é escrito em 3 pessoa e a linguagem é impessoal, clara, precisa.

c) Em qual deles o autor apresenta seu ponto de vista?

Na crônica.

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ATIVIDADES Proporcionar aos alunos um momento para lerem algumas notícias on-line (sugerir previamente alguns sites confiáveis). Após a leitura, pedir que compartilhem as informações principais com os colegas: o que, como, onde, quando e por que aconteceu. Organizar os comentários para que todos sejam ouvidos. Se achar conveniente, realizar os relatos ao longo da semana.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identificando e localizando informações. • Perceber a reflexão expressa pelo narrador do texto. • Analisar os elementos do texto e identificar as características do gênero textual crônica. • (Re)conhecer na crônica um fato cotidiano e relacioná-lo à vida moderna. • Inferir o significado de palavras e expressões de acordo com o contexto da crônica. • Reconhecer a função dos dois-pontos no texto.

CAPÍTULO

2 AVANÇOS NA ERA DA INFORMÁTICA • Você já parou para pensar quantas coisas já mudaram com a tecnologia? Será que todos conseguem se adaptar a tantas novidades? Respostas pessoais.

Leia esta crônica e descubra o que o autor pensa sobre a rapidez das mudanças na internet.

Dinossauro na internet POR WALCYR CARRASCO

CHRIS BORGES

Sempre me orgulhei: fui o primeiro de meus amigos a possuir computador pessoal. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas. A máquina era um trambolho com programas complicados. E lentíssima! Nas redações de revistas e jornais usava-se máquina de escrever. Orgulhoso, eu me considerava adaptado aos novos tempos cibernéticos. Os programas para digitar textos foram se tornando mais fáceis. Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular. Que vergonha! Eu sou do tipo que quase consegue baixar um programa. Mas no último segundo vem uma pergunta a que não sei responder. Uma vez o celular travou. Muitas, o próprio computador. Mas o menininho teclava como se não tivesse feito outra coisa na vida. [...] Entrei com cautela no universo das redes de relacionamento. Logo fiquei fascinado. Há alguns anos era louco pelo Orkut. Criei um grupo de amigos. Todas as noites nos encontrávamos virtualmente. A relação se tornou tão próxima que certa vez convidei dez amigos virtuais para jantar em casa. De sobremesa, ser-

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Explorar o título do capítulo e verificar quais aparelhos eletrônicos os alunos conhecem e utilizam no cotidiano. Estimular uma conversa sobre os avanços tecnológicos na informática, sondando os conhecimentos dos alunos.

Antes da leitura, explorar o título da crônica e a contraposição dinossauro (antigo)/ internet (novo). Solicitar aos alunos que formulem hipóteses, com base no título, sobre qual será a ideia expressa pelo cronista. Propor uma leitura silenciosa e, em seguida, ler o texto em voz alta, explorando com os alunos as palavras que eventualmente desconheçam, como cibernético, que no contexto faz alusão à tecnologia digital. O significado de trambolho e de sumidade será objeto da atividade 3.

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As questões propostas envolvem compreensão e inferências sobre os sentidos do texto. Reservar um tempo para que os alunos respondam às questões; depois, compartilhar as respostas, observando as semelhanças e diferenças no que escreveram. Perguntar aos alunos se concordam ou não com a opinião do cronista quanto ao uso dos aparelhos eletrônicos. Comentar, por exemplo, que as crianças de hoje já nasceram em um mundo marcado pelo uso de tecnologia, daí não terem receio de explorar aplicativos e descobrir

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No contexto, trambolho significa algo muito grande, pesado e incômodo. Sumidade é uma pessoa que se destaca por seu grande saber e experiência em determinado assunto ou atividade. vi bolo com uma miniatura de mim mesmo e morcegos de glacê — como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão. [...] Agora o Twitter lançou uma nova versão. Tentei incorporá-la. Duas horas depois, irritado, voltei à anterior. Muitas pessoas que me seguem também não se adaptaram. Melhor dizendo: assustam-se somente os mais velhos. Crianças e jovens adaptam-se facilmente. A cada complicação, eu me sinto mais excluído. “Ah, eu não sabia” tornou-se uma frase comum no meu vocabulário. Sou louco pela internet. Como não ficar para trás? Daqui a pouco vou ter de tomar aulas para entender as novidades! Talvez meu “professor” tenha 8 ou 9 anos de idade! É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção?

CONEXÕES Para os alunos • BELINKY, Tatiana. Onde já se viu? São Paulo: Ática, 2010. Para o professor • PORTO, Sérgio. O homem ao lado. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. • SABINO, Fernando e outros. Histórias divertidas. 12. ed. São Paulo: Ática, 2011.

Walcyr Carrasco. Dinossauro na internet. Veja São Paulo, 5 dez. 2016. Disponível em: <http://vejasp.abril. com.br/revista/edicao-2187/dinossauro-na-internet>. Acesso em: 5 out. 2017.

Ele não consegue acompanhar a evolução tecnológica e se sente sempre para trás, como se não soubesse o que fazer (embora saiba mexer em muitos aplicativos).

Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.

1. Que fato do cotidiano originou a crônica? A rapidez na evolução da tecnologia, que acaba confundindo as pessoas.

2. Explique por que o cronista se sente um dinossauro na internet. 3. Você sabe o significado das palavras trambolho e sumidade? Tente responder e depois confira no dicionário se você acertou. 4. Explique a relação entre o apelido “Morcegão” e o fato de o cronista só entrar no Orkut de madrugada. Troque ideias com um colega. Espera-se

que os alunos relacionem o apelido ao fato de o morcego ser um animal de hábitos noturnos, isto é, que 5. Leia em voz alta este trecho do texto. concentra suas atividades no período da noite.

É um mistério: como crianças que mal sabem ler e escrever são capazes de entender programas complexos? É uma nova evolução da espécie, que desembarca no mundo com cérebro cibernético? E eu, sou um dinossauro em extinção? Os dois-pontos anunciam uma

a) Qual é a função dos dois-pontos nesse trecho? informação: qual é o mistério. b) O que você responderia a esses questionamentos feitos pelo cronista? Resposta pessoal.

c) Os questionamentos apresentados no texto têm uma intenção? Explique. Resposta pessoal.

6. O que caracteriza o texto como uma crônica?

Espera-se que os alunos percebam que o texto comenta um fato cotidiano (no caso, adaptação aos avanços tecnológicos) e a linguagem utilizada aproxima o cronista do leitor.

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como funcionam; que o cronista, na realidade, não deve ser um dinossauro em extinção, pois, apesar de suas dificuldades, consegue falar sobre o assunto e pensar a respeito dessas transformações. Após a exploração do texto, iniciar uma conversa com os alunos sobre o que eles fazem com os aparelhos eletrônicos que não usam mais e se sabem como descartá-los adequadamente para não causar danos ao ambiente.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Discriminar, pela comparação, semelhanças e diferenças no uso da vírgula. • Identificar diferentes funções da vírgula e reescrever trechos utilizando-a de maneira eficiente.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Converse com os colegas para relembrar o uso do ponto final, do ponto de interrogação, do ponto de exclamação e da vírgula. 2. Leia este trecho da crônica Dinossauro na internet e explique a função da vírgula. • “... como só entrava de madrugada, chamavam-me carinhosamente de Morcegão.” A vírgula foi usada para isolar uma explicação – no caso, a explicação sobre o apelido.

3. Assinale as alternativas que justificam o uso da vírgula nas frases a seguir. a) Duas horas depois, voltei à anterior. X

A vírgula separa uma expressão que indica tempo. A vírgula explica como o cronista estava.

b) “Duas horas depois, irritado, voltei à anterior.” As vírgulas isolam o termo que explica onde o sujeito estava. X

As vírgulas isolam o termo que explica como o sujeito estava.

4. No trecho a seguir, qual é a função da vírgula? Ainda me considerava uma sumidade em tecnologia, até ver um garotinho de 8 anos baixar programas de celular.

A vírgula é usada para apresentar ideias semelhantes, seguidas uma da outra. A vírgula é usada para separar as ações. X

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

A vírgula é usada antes de uma ideia contrária à que foi apresentada anteriormente.

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Ler o trecho de uma crônica em que a vírgula seja muito utilizada para que os alunos percebam a sua função. Depois, ler o trecho sem a vírgula e verificar se eles percebem a diferença no sentido. Escrever o trecho na lousa e pedir aos alunos que comentem onde e por que a vírgula deve ser usada. Nesse momento, espera-se que reflitam sobre o uso da vírgula e seus efeitos no texto para ficarem atentos às atividades que virão a seguir.

Propor as atividades da seção e acompanhar os alunos em sua resolução. Na atividade 1, explorar oralmente o uso de cada um desses sinais de pontuação e exemplificar com alguns trechos do texto lido. É importante que os alunos justifiquem o uso da pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação e vírgula). Compartilhar as justificativas das respostas das atividades 2 a 5. Pedir aos alunos que deem outros exemplos do

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uso da vírgula citando cada uma das funções que ela desempenhou nessas atividades. Registrar os exemplos e chamar a atenção para o sinal de pontuação utilizado no final da frase. Os alunos podem consultar o registro sobre o emprego da vírgula para realizar a atividade 6. Propiciar um tempo para que façam, em duplas, a atividade 7. Circular pela sala, observar como resolvem as questões e auxiliá-los em caso de dúvidas.

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CONEXÕES Para o professor e para os alunos • RIOS, Rosana. Ora, vírgulas. 5. ed. São Paulo: Global, 2009. A história apresenta ao leitor um mundo sem vírgulas e mostra como tudo pode acontecer de forma diferente.

A vírgula exerce diferentes funções, dependendo de como é utilizada. O autor do texto deve ficar atento ao uso da vírgula para garantir o sentido exato que deseja transmitir ao leitor.

1

Filho, venha para dentro de casa! Aonde você vai com tanta pressa, Maria?

2

Lara, Gabriel, Aline e Carlos foram juntos à praia. Mamãe comprou abacate, mamão, laranja e limão.

3

Renata aguardava, ansiosa, o resultado dos testes. Os meninos, animados, torciam pelo time da classe.

DNEPWU

5. Observe estes três pares de frases.

• Leia as justificativas para o uso da vírgula e utilize os números para indicar a quais frases se referem. a) A vírgula foi usada para isolar a expressão explicativa.

3

b) A vírgula foi usada para enumerar, colocar em ordem os diversos ele2

mentos.

c) A vírgula foi usada para isolar o vocativo, isto é, a quem se dirige a fala.

1

6. Reescreva as frases inserindo a vírgula onde for necessário. a) Empolgado o menino cantava o hino de seu time. Empolgado, o menino cantava o hino de seu time.

b) Carol não fique muito tempo vendo televisão. Carol, não fique muito tempo vendo televisão.

c) Presente no nosso dia a dia a tecnologia muda rapidamente. Presente no nosso dia a dia, a tecnologia muda rapidamente.

7. Reúna-se com um colega para verificar se vocês usaram a vírgula da mesma maneira. Corrijam o que for necessário.

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ATIVIDADES Propor trechos lacunados para os alunos completarem com vírgulas. Seria interessante escolher um trecho em que os diferentes usos (ou não) da vírgula acarretem diferentes sentidos ao texto. Explorar os diferentes sentidos do trecho de acordo com o uso da vírgula.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Perceber a diferença na grafia e no sentido das expressões cerca de, acerca de, a cerca de, há cerca de, a fim de, afim. • Utilizar corretamente essas expressões conforme o sentido de cada uma.

QUAL É A LETRA? 1. Releia este trecho da crônica Dinossauro na internet. Haja tempo! Aconteceu há cerca de duas décadas.

• Explique o significado da expressão destacada. Há cerca de: há (faz) aproximadamente, desde mais ou menos.

2. Leia estas frases e observe as expressões destacadas. a) Os amigos não se encontram há cerca de um ano. b) Luís, José e Jorge moram a cerca de dois quarteirões da escola. c) A classe apresentou um trabalho acerca de inovação tecnológica. d) Cerca de cinco grupos conseguiram apresentar o trabalho durante a aula. • Converse com um colega sobre o significado da expressão destacada em cada frase. Anote as respostas. a) Há (faz) aproximadamente, desde mais ou menos, no sentido de tempo. b) Perto de, aproximadamente, no sentido de espaço. c) A respeito de, sobre. d) Aproximadamente, perto de, no sentido de numeral.

3. Copie as frases completando-as com os termos seguintes. cerca de

acerca de

a) Estamos

a cerca de

a cerca de

b) Paula mora aqui

seis quilômetros do parque. há cerca de

c) Nossa turma vai apresentar um trabalho crônicas. d) A classe é formada por

cerca de

e) O professor conversou com os alunos possíveis para a escrita de crônicas.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

há cerca de

vinte e seis anos. acerca de

trinta alunos. acerca de

temas

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos alunos se conhecem as expressões cerca de, acerca de, a cerca de, há cerca de, a fim de, afim e ouvir as hipóteses. Se considerar necessário, anotar alguns itens na lousa para retomar no final da seção. Selecionar alguns gibis que apresentem as expressões que serão trabalhadas na seção para que os alunos leiam ao final das atividades.

Propor as atividades e acompanhar os alunos para verificar o uso correto das palavras, de acordo com seus diversos significados. Compartilhar as respostas da atividade 2 e registrar os significados de cada expressão. Verificar se a grafia das expressões ficou correta na atividade 3. Após as atividades 3 e 4, ler os boxes com os alunos. Chamar a atenção para o fato de que o sentido da expressão muda conforme a grafia.

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Ao concluir a sequência de atividades, entregar os gibis aos alunos e pedir que leiam e localizem as expressões. Propor que identifiquem o significado delas em cada um dos casos. Caso não encontre um número de gibis suficiente para que os alunos trabalhem individualmente ou em pequenos grupos, digitalizar e projetar as histórias selecionadas e realizar a atividade coletivamente.

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CONEXÕES Para o professor • PASCHOALIN, Maria Aparecida; SPADOTO, Neuza Terezinha. Gramática: teoria e atividades. São Paulo: FTD, 2014.

• A cerca de ou cerca de: corresponde a perto de, aproximadamente. Exemplos: Estavam a cerca de 40 minutos do aeroporto. Estavam a cerca de um quilômetro do lago. Cerca de 40 pessoas viajaram. • Há cerca de: corresponde a faz aproximadamente. Exemplo: Os tios não se viam há cerca de oito anos. • Acerca de: significa sobre, a respeito de. Exemplo: Quero conversar acerca de nossos filhos.

4. Observe a ilustração.

Oba! Estou a fim de ver esse filme!

Parece que temos gostos afins...

CHRIS BORGES

Quero que vocês assistam a esse filme a fim de conhecer um episódio interessante de nossa história.

a) O que significa a expressão a fim de, dita pela mãe? Significa “com o objetivo de”, “com a intenção de”.

b) O que o filho quis dizer com a expressão “estou a fim de”? Quis dizer que está com vontade de algo (assistir ao filme). Essa é uma expressão coloquial.

c) Você sabe o que significa ter “gostos afins”? Significa ter gostos semelhantes, parecidos, em comum. • A fim de significa com o objetivo de. Exemplo: Vou sair hoje a fim de encontrar com os amigos. Na linguagem informal, pode também significar com vontade de. Exemplo: Estou a fim de tomar sorvete. • Afim: significa semelhante, em comum. Exemplos: Meu objetivo é afim ao seu. Temos objetivos afins.

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ATIVIDADES Escrever na lousa, alternadamente, cada um dos termos estudados na seção: afim, a fim de, acerca de, a cerca de, há cerca de e cerca de. Os alunos deverão copiar, em uma folha à parte, a palavra ou expressão escrita na lousa e criar uma frase com ela. Estipular um tempo para que escrevam a frase. Repetir o procedimento até que todos os termos tenham sido trabalhados. Quem conseguir escrever corretamente as frases no tempo marcado ganha dois pontos em cada uma.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

M ÃO N A M ASSA!

• Procurar crônicas em jornais e revistas e identificar os elementos textuais. • Escolher um assunto para redigir uma crônica, respeitando as características do gênero. • Escrever a crônica a partir do planejamento do texto. • Reler o texto escrito para verificar detalhes da produção e uso da pontuação.

FÁBIO EUGENIO

A crônica é um texto inspirado em fatos do dia a dia. Em geral, qualquer assunto pode ser apresentado em uma crônica. Há vários tipos de crônica: humorística, argumentativa, crítica, poética, reflexiva e até aquelas que falam da própria crônica. A linguagem usada é simples e direta. Pode apresentar marcas da oralidade, como se o autor estivesse conversando com o leitor. O narrador da crônica pode ser observador (apenas contar os fatos) ou personagem (participar dos fatos narrados). Muitas vezes o narrador dá uma opinião sobre o assunto comentado na crônica. As personagens das crônicas são pessoas comuns, que podemos encontrar em qualquer lugar. Os cronistas baseiam-se em fatos que acontecem com eles ou à sua volta. Também se baseiam em notícias publicadas nos jornais e acontecimentos com pessoas conhecidas. Além disso, usam a imaginação para enriquecer as crônicas e, muitas vezes, dar um final inesperado e bem-humorado ao texto. 1. Procure em jornais e revistas a seção de crônicas e identifique os elementos presentes nelas. Observe: • • • •

Qual é o assunto tratado? O narrador é observador ou personagem? O narrador conversa com o leitor? A linguagem apresenta marcas de oralidade? • O texto é humorístico, argumentativo, crítico, poético ou reflexivo?

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• Mostra as impressões do cronista diante do fato? • O título desperta o interesse do leitor? • Que sinais de pontuação são utilizados? • Os sinais de pontuação presentes no texto enriquecem a situação?

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SENSIBILIZAÇÃO

ENCAMINHAMENTO

Propor aos alunos que, individualmente, façam um desenho que represente um momento significativo de sua vida e deem um título ao trabalho. Em seguida, eles devem apresentar o desenho aos colegas e contar por que esse momento foi significativo. Essa sensibilização os ajudará a escrever a crônica proposta na seção. Selecionar duas crônicas escritas com base em um fato cotidiano ou em uma notícia para ler com os alunos e identificar os elementos do gênero.

Na atividade 1, distribuir aos alunos alguns jornais e revistas que apresentem crônicas para ampliar o repertório deles e servir de estudo. Propor que façam individualmente a atividade 2. Ressaltar a necessidade de fazer um planejamento do texto antes de começar a escrever. Sugerir que anotem as ideias em forma de itens ou esquema para consultar no momento da produção do texto. Circular pela sala e ajudar os alunos nessa etapa, se necessário. Distribuir folhas pautadas para a escrita da crônica.

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Ao concluírem os textos, propor a atividade 3, estimulando-os a reler e fazer a revisão da crônica produzida de acordo com os itens listados.

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CONEXÕES

2. Após o aquecimento, analisando textos desse gênero, você vai escrever, em uma folha à parte, uma crônica com o objetivo de defender o seu ponto de vista sobre situações vivenciadas na escola ou sobre um problema da comunidade. Antes, faça um planejamento. • Qual tema vai dar origem à sua crônica? Esse tema gera discussões? Por quê? Qual é a sua intenção ao escrever sobre esse tema? • Como você vai apresentar o tema? • Como vai defender o seu ponto de vista sobre o tema? Quais argumentos utilizará para defender a sua opinião? • Quais comentários e impressões vão fazer parte da sua crônica? Como será o final da crônica? Você pretende sugerir

• • •

Para o professor • CARPINEJAR, Fabrício. Me ajude a chorar. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2014. • SCLIAR, Moacyr. O imaginário cotidiano. 3. ed. São Paulo: Global, 2002.

uma solução para o problema ou confirmar o seu ponto de vista? O narrador será observador — contará os fatos — ou será personagem — viverá os fatos narrados? A linguagem utilizada aproximará o leitor do cronista? Como? Aparecerão gírias ou outros aspectos informais da linguagem? A pontuação ajudará a criar explicações sobre os fatos?

• Ao produzir o seu texto, tenha em mente a definição de crônica: crônica • substantivo feminino [...] 3 coluna de periódicos, assinada, dedicada a um assunto (atividades culturais, política, ciências, economia, desportos etc.) ou à vida cotidiana, contendo notícias, comentários, opiniões, às vezes críticas ou polêmicas. Antônio Houaiss. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Objetiva, 2010. CD-ROM.

3. Depois de escrever o texto, releia-o antes de entregar. Confira estes itens. • A crônica introduz o tema, desenvolve argumentos e apresenta uma conclusão?

• Os parágrafos relacionam as ideias mencionadas?

• O tema foi apresentado de maneira clara e coerente?

• O final apresenta uma reflexão quanto ao tema abordado?

• Os argumentos foram bem apresentados? O leitor consegue perceber o seu ponto de vista a respeito da situação ou do problema?

• Você ficou atento à ortografia? • Utilizou pontuação para enriquecer a crônica?

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ATIVIDADES Pedir aos alunos que se reúnam em trios e distribuir a cada trio uma imagem (selecionada previamente) recortada de revistas ou jornais. Propor a exploração dos elementos apresentados na imagem: O que ela mostra? Que lugar é esse? O que as pessoas (se houver) estão fazendo? Como elas estão? Que sensação a cena transmite? Será que essa cena daria ideia para uma crônica? Qual seria o assunto abordado?

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Depois da troca de ideias, solicitar a cada trio que escolha um representante para mostrar a imagem aos colegas e comentar o que foi discutido. Se for conveniente, os alunos podem criar uma crônica a partir da imagem selecionada.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Revisar o texto e observar as características e os elementos textuais que precisam ser explorados para a atividade de reescrita. • Verificar aspectos linguísticos do texto: ortografia, pontuação e parágrafos, concordância entre as palavras e clareza dos fatos. • Reescrever o texto aplicando as habilidades de escrita para melhorá-lo. • Ilustrar a crônica de acordo com o assunto tratado.

DE OLHO NO TEX TO 1. Antes de revisar seu texto, leia como a cineasta e escritora Clarice Reichstul define crônica.

O que é crônica? Estava aqui pesquisando sobre crônicas. É, de vez em quando, além de escrever, temos que pesquisar e refletir sobre o assunto (já reparou que esse texto que eu escrevo é uma crônica?). A crônica é um texto que fica entre a literatura e o jornalismo. Entre contar histórias inventadas e reais. Temos um certo compromisso com o cotidiano, mas não é, assim, um “compromissão”. Podemos falar de gatos gigantes imaginários ou escrever uma crônica inteira na base do “E se”: ?” (E se as plantas falassem? E se São Paulo fosse na praia? E se eu fosse um vaga-lume? E se o meu armário resolvesse falar?). Da mesma maneira, posso escrever sobre um passeio no metrô, listar coisas deliciosas, posso contar do almoço... [...] Clarice Reichstul. O que é crônica? Folha de S.Paulo. Disponível em: <http://m.folha.uol.com.br/colunas/ claricereichstul/2014/09/1523310-o-que-e-cronica.shtm>. Acesso em: 4 out. 2017.

Converse com os colegas e o professor sobre estas questões. A crônica é um texto que fica entre a literatura e o jornalismo.

a) Para a autora, o que é crônica? Entre contar histórias inventadas e reais. b) O que ela quis dizer com a palavra “compromissão” no texto? Ela quis

dizer que os autores de crônica não têm um compromisso assim tão forte com o cotidiano.

2. Reúna-se com um colega para ler o texto dele e dar uma opinião. Ele fará o mesmo com seu texto. • Escreva um bilhete ao colega comentando o que, na sua opinião, precisa ser melhorado. Elogie o que ele fez corretamente.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Devolver aos alunos o texto com as correções e observações, para que eles possam fazer sua própria revisão e acrescentar o que for necessário. Esse processo de escrever, reler, revisar e reescrever deve ser estimulado sempre que possível e será mais eficaz se os alunos seguirem uma pauta de correção/verificação. Fazer uma pesquisa na internet ou selecionar um trecho de texto de um dos alunos (nesse caso, é importante manter sigilo e discrição sobre o autor do texto) que apresente repetições de palavras e falta de coerência entre os parágrafos para propor uma correção coletiva. Transcrever o trecho na lousa ou utilizar outro recurso para que todos possam observar. Discutir o que é possível melhorar.

3. Você já tem a avaliação do professor e do colega. Agora é o momento de reler sua crônica, tendo em vista essas avaliações. • Estas pautas de revisão irão ajudá-lo a identificar os aspectos que precisam ser melhorados.

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ENCAMINHAMENTO Fazer uma leitura compartilhada do texto de Clarice Reichstul. Comentar com os alunos que a autora é uma cineasta e escritora brasileira. Foi colunista do caderno Folhinha, do jornal Folha de S.Paulo, de 2012 a 2014. Propor a reescrita da crônica de acordo com os itens apontados na produção e com a pauta proposta. Entregar folhas padronizadas para facilitar posteriormente a organização do livro de crônicas da turma. Se possível, levar os alunos à sala de informática para que editem

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os textos, usando um programa próprio para isso. Estimulá-los a produzir ilustrações bem elaboradas para os textos. Esse trabalho pode ser desenvolvido em parceria com o professor de Arte e/ou de Tecnologia. Proporcionar um momento para o compartilhamento das crônicas e das ilustrações. Em seguida, pensar coletivamente em um título para o livro da turma e propor que elaborem o sumário e uma capa para a obra.

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CONEXÕES

Quanto ao gênero Sim

Não

Sim

Não

Para o professor • SCLIAR, Moacyr. A poesia das coisas simples. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

A situação apresentada está coerente com a proposta? A crônica tem uma sequência de ideias? As ideias são apresentadas de maneira coerente? Você usou palavras que enriquecem os fatos? A linguagem é simples e direta? Aparecem marcas de oralidade misturadas à escrita? O leitor consegue perceber o ponto de vista do narrador sobre o tema? O narrador leva o leitor a refletir sobre o fato contado? O final apresentado é surpreendente?

Quanto aos conhecimentos linguísticos e gramaticais Empregou corretamente a concordância entre as palavras? Evitou repetições no texto? Usou os sinais de pontuação adequados? Cometeu erros ortográficos? 4. Quais são os seus erros mais frequentes na ortografia e na pontuação? O que ainda precisa ser melhorado na ortografia e na pontuação?

6. O professor recolherá todas as crônicas e organizará o livro de crônicas do 5o ano. • Pense, com os colegas, em uma capa para o livro. Ela poderá ter uma colagem ou uma ilustração. • Escolham coletivamente o título do livro de crônicas.

BRUNA ASSIS BRASIL

Respostas pessoais.

5. Reescreva a sua crônica em uma folha à parte, melhorando os aspectos mencionados pelo professor e pelo colega. • Faça um desenho para ilustrá-la.

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ATIVIDADES Selecionar uma crônica para leitura em voz alta e, ao final, conversar sobre o texto e as impressões que surgiram durante a escuta. Analisar os elementos presentes na crônica lida e aproveitar para retomar as crônicas escritas pelos alunos, solicitando a cada autor que a leia em voz alta para os colegas. Essa atividade pode ser feita em dias diferentes.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Elaborar roteiro de perguntas para uma entrevista, de acordo com a proposta apresentada. • Relacionar fatos cotidianos do presente e do passado. • Registrar a entrevista e expor oralmente os aspectos que considerar importantes. • Desenvolver fluência e clareza em apresentações orais.

ORALIDADE EM AÇÃO 1. Você vai fazer uma entrevista com um adulto de sua família para saber como era o cotidiano dele quando criança, o que ele fazia para se divertir e como era estudar em uma época diferente da de hoje. • Comece elaborando um roteiro de perguntas. Seguem algumas ideias que não devem faltar em sua entrevista, mas você pode acrescentar outras que achar interessantes. • Nome e ano de nascimento do entrevistado. • Em que cidade você morava quando tinha 10 anos de idade? • Do que costumava brincar quando era criança?

• Você sabia mexer em todos os aparelhos eletrônicos da casa ou havia algum em que as crianças não podiam mexer? • Existia telefone celular? Você ou alguém da família tinha um celular?

• Como eram as brincadeiras?

• Costumava ler? Qual a história de que mais gostava? Por quê?

• Como era a escola? Como os alunos participavam das aulas?

• Quais eram os programas de TV a que você assistia? Por que gostava deles?

• De que maneira você fazia as lições de casa e as pesquisas escolares?

• Como era o cotidiano com sua família?

• Em casa, o que utilizava de tecnologia?

• O que considera positivo nas mudanças na vida das crianças de hoje? E negativo?

• Existiam os computadores que existem hoje? O que havia de diferente?

• Que mensagem você mandaria para as crianças?

2. Em uma folha à parte, anote as perguntas que você fará ao entrevistado. a) Combine com ele quando será feita a entrevista. b) Explique o motivo da entrevista.

IDEÁRIO LAB

c) Se o entrevistado permitir, você pode gravar a entrevista. d) Faça as perguntas de maneira clara e objetiva e anote (ou grave) as respostas.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar o gênero textual entrevista. Verificar o que os alunos lembram a respeito e fazer um registro coletivo das características desse gênero. Espera-se que eles se lembrem da necessidade de uma apresentação do entrevistado no parágrafo inicial e de destacar, no texto, as perguntas, diferenciando-as das respostas. Relembrar, com os alunos, a importância dos sinais de pontuação nas perguntas e nas respostas.

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ENCAMINHAMENTO Comentar os itens da atividade 1 e ressaltar que as perguntas podem apresentar diferentes respostas e que, muitas vezes, o entrevistador precisa criar alguma pergunta no momento da entrevista para ampliar ou esclarecer algo que foi dito pelo entrevistado. Proporcionar um momento para a escolha do entrevistado e a elaboração do roteiro da entrevista. Verificar se os alunos utilizaram o ponto de interrogação ao escrever as perguntas.

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Organizar o tempo para a realização da entrevista e para as apresentações. Retomar a necessidade de empregar uma linguagem adequada às situações de comunicação em que estarão envolvidos. Conferir se os alunos gostariam de gravar a entrevista e esclarecer que é preciso perguntar ao entrevistado se ele permite a gravação. Na atividade 4, auxiliar os alunos para que possam mudar o foco narrativo ao apresentar os pontos importantes da entrevista. Por exemplo: “Meu entrevis-

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CONEXÕES

3. Após a entrevista, você vai compartilhá-la com os colegas e o professor. O professor vai marcar o dia para você contar o que escutou e aprendeu.

Para o professor • BRAGA, Rubem. Melhores crônicas. Seleção e prefácio de Carlos Ribeiro. São Paulo: Global, 2013. (Coleção Melhores Crônicas).

4. Na apresentação, você vai contar os aspectos importantes da entrevista. Comente estes itens. • As diferenças entre o cotidiano da época do entrevistado e os dias de hoje. • Como era a tecnologia em comparação com o que existe hoje. • O que o entrevistado considera positivo e negativo na vida das crianças de hoje. • A mensagem que o entrevistado mandou para as crianças. Lembre-se de que, para contar o que seu entrevistado falou, haverá uma mudança no foco narrativo, de 1a pessoa para 3a pessoa. 5. No final das apresentações, converse com os colegas e o professor sobre o que mais chamou sua atenção entre os fatos que os entrevistados contaram. • Faça uma comparação com os dias atuais e converse sobre o que você observou de positivo e de negativo nos fatos mencionados.

PITK/SHUTTERSTOCK.COM

MICHAEL C. GRAY/SHUTTERSTOCK.COM

6. Se vocês acharem imagens da época citada nas entrevistas, podem fazer um painel para expor no mural da sala.

Console de videogame lançado entre os anos 1970-1980.

Modelo dos tradicionais patins de quatro rodas.

FIQUE LIGADO Conversa de morango e outros textos cheios de graça, de Carlos Drummond de Andrade, Companhia das Letrinhas. As crônicas, os contos e as histórias que compõem o livro agradam leitores de todas as idades por sua graça e humor.

Vida da gente, de Fernando Bonassi, Formato. Um livro de crônicas que parecem ter sido escritas pelas próprias crianças. Com certeza você vai se identificar com os assuntos tratados em cada uma delas!

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tado disse que...”. Orientá-los quanto à necessidade de planejar o tempo de fala. Para ampliar a atividade 6, disponibilizar imagens e/ou sites que ilustrem os tópicos mencionados nas entrevistas.

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ATIVIDADES Propor aos alunos que criem uma crônica com base na entrevista realizada. Para inspirá-los, fazer uma leitura compartilhada do texto Vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa 2010: memórias de um ribeirinho, disponível em: <http://livro.pro/5af9b6> (acesso em: 29 nov. 2017).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e analisar linha do tempo. • Relacionar transformação tecnológica e evolução do computador.

IDEIA PUX A IDEIA Pesquisas recentes revelam que, nos últimos anos, aumentou muito o número de pessoas que possuem computador em casa. Você vai conhecer agora um pouco sobre a história dessa máquina que revolucionou o mundo das comunicações. Observe a linha do tempo que mostra a evolução dos computadores.

INTERDISCIPLINARIDADE COM

APIC/GETTY IMAG

ES

• HISTÓRIA • MATEMÁTICA • CIÊNCIAS

1951 a 1959

As novas máqu inas exigiam tre inamento específico (1962 ).

1960 a 1965

Surgem os computadores de segunda geração, com capacidade de calcular com uma velocidade de microssegundos.

Surgem os chamados computadores de primeira geração, capazes de calcular com uma velocidade de milésimos de segundo.

1966 a 1975

Nascem os computadores de terceira geração, que passam a ter diversos componentes miniaturizados e montados em um único chip, sendo capazes de calcular em nanossegundos.

UNDERW OOD AR

CHIVES/U

IG/AGB

PHOTO

EVERETT CO

Criado o primeiro computador digital eletrônico, o ENIAC. Tinha um metro e meio de altura e mais de 20 metros de comprimento.

LLECTION /EA

SYPIX

1946

AKG-IMAGES / FOTOTECA GILARDI / ALBUM / FOTOARENA

ENIAC, primeiro computador eletrônico, foi desenvolvido pela Universidade da Pensilvânia (EUA) em 1946.

O UNIVAC foi o prim eiro compu comercial tador produzido nos EUA.

Primeiro computador pessoal portátil comercializado (1975).

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Antes da leitura, explorar as imagens da linha do tempo e propor uma conversa sobre as mudanças tecnológicas que os alunos tenham presenciado: Que aparelhos mudaram? Que aparelhos foram criados? Quais aparelhos vocês utilizam no dia a dia?

ENCAMINHAMENTO Ao realizar a leitura da linha do tempo com os alunos, explicar que microssegundo é uma unidade de tempo que equivale a um milionésimo de segundo e que nanossegundo também é uma unidade de tempo e equivale a um bilionésimo de segundo. Depois, propor a discussão sobre o assunto a partir das questões apresentadas nas atividades 1 a 5.

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Estimular os alunos a expressar suas opiniões e a dialogar com os colegas, fazendo comentários e perguntas, quando pertinentes, mantendo um tom respeitoso na fala.

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Resposta pessoal. Os alunos podem mencionar a redução do tamanho dos aparelhos e a mudança de sua aparência.

CONEXÕES

Converse com os colegas e o professor sobre as questões seguintes.

Para o professor e para os alunos • MUSEU DO COMPUTADOR E FUTURO DA TECNOLOGIA. 2017. Website de preservação e divulgação da história da informática e da tecnologia digital. Disponível em: <http://livro.pro/mis7eh>. Acesso em: 29 nov. 2017.

1. O que mais chamou sua atenção ao observar as imagens dos computadores? 2. Em que ano ocorreram as maiores mudanças nos aparelhos?

Em 1990 melhoraram a qualidade dos softwares e sua capacidade de processar as informações.

3. De que forma a melhoria na qualidade dos computadores relaciona-se com sua utilidade? Os aparelhos ficaram mais rápidos e capazes de processar mais informações, e assim tornaram-se mais úteis.

4. Na sua opinião, o desenvolvimento da tecnologia pode melhorar a vida das pessoas? Explique. Espera-se que os alunos percebam que a tecnologia pode ajudar no acesso às informações, no armazenamento de dados, na comunicação.

5. Será que daqui a alguns anos você também vai se sentir um “dinossauro na internet”? Justifique. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos relacionem o assunto

tratado na crônica com as informações apresentadas na linha do tempo. Se eles não acompanharem as mudanças, poderão se sentir “dinossauros” daqui a alguns anos. Laptop é compacto e tem design arrojado. PETER KOTOFF/SHUTTERSTOCK.COM

/ FOTOARENA TV-YESTERDAY / INTERFOTO

Primeiro computador equipado com disk drive integrado (1980).

1976 a 1981

2000

São criados os computadores de quarta geração, com o aperfeiçoamento dos circuitos integrados (CI).

Os computadores continuaram a seguir a tendência de miniaturização de seus componentes, tornando-se mais maleáveis e práticos nas tarefas diárias, além de apresentar mudanças em seu design.

123RF/EASYPIX

1990

A partir dessa década, surgem softwares de melhor qualidade, capazes de processar as informações com mais rapidez.

GUILHERME ASTHMA

Máquina dos anos 1990.

Fonte: <www.mundoeducacao.com/informatica/evolucao-dos-computadores.htm>. Acesso em: 6 out. 2017.

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ATIVIDADES Os alunos podem pesquisar a evolução do telefone celular e fazer coletivamente uma linha do tempo, como a que está disponível em: <http://livro.pro/vhyjbg> (acesso em: 29 nov. 2017).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender infográfico e (re)conhecer o caminho do descarte correto de eletrônicos. • Relacionar ações para minimizar os efeitos da poluição ambiental. • Conscientizar-se da importância de ações corretas no descarte do lixo eletrônico. • Refletir sobre ações sociais relacionadas à reciclagem e sua importância social e ambiental.

MEU LUGAR NO MUNDO { DESCARTE DE ELETRÔNICOS

Porque os equipamentos possuem substâncias químicas que podem contaminar o solo e a água, além de causar doenças graves.

1. O que você faria com o computador ultrapassado, o celular que estragou e não tem mais conserto, o monitor velho, um teclado sem uso, um gabinete antigo, uma TV que não funciona mais? Resposta pessoal.

2. Por que é preciso descartar corretamente os aparelhos eletrônicos? 3. Há muitos locais, principalmente nos grandes centros urbanos, que recebem materiais eletrônicos descartados. Na Universidade de São Paulo (USP), o Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir) é um deles. Observe, com um colega, como esse centro trabalha.

• Agora, assinale as afirmações corretas referentes ao esquema. X

Os aparelhos que ainda podem ser utilizados são doados a projetos sociais.

X

Os aparelhos que não têm mais vida útil são desmontados e as matérias-primas vão para as indústrias.

X

A reciclagem gera empregos e promove parcerias para reaproveitar os componentes. Muitos componentes podem ser reutilizados em outros equipamentos.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Iniciar uma conversa com os alunos sobre o que eles e seus familiares fazem com os aparelhos eletrônicos que não usam mais e se sabem como descartá-los adequadamente para não causar danos ao ambiente.

ENCAMINHAMENTO Acompanhar as duplas na leitura do infográfico e orientar os alunos, se necessário. Na atividade 1, verificar se as respostas demonstram preocupação com o meio ambiente e lançar questões que façam os alunos refletir sobre o problema ambiental. Na atividade 2, depois de ouvir as hipóteses dos alunos, encaminhar a conversa explicando que esses equipamentos possuem substâncias químicas

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(chumbo, cádmio, mercúrio, berílio e outras) em sua composição, podendo provocar contaminação do solo e da água, além do risco de causar doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua. Estimular a participação dos alunos na campanha de descarte adequado do lixo eletrônico dirigida à comunidade escolar e entorno, proposta na atividade 5.

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CONEXÕES

GUILHERME ASTHMA

Para o professor e para os alunos • CHOQUE ambiental: aprenda a descartar lixo eletrônico. G1, 14 out. 2017. Vídeo. Disponível em: <http://livro.pro/ u88jgz>. Acesso em: 29 nov. 2017. Exibir para os alunos a reportagem do programa “Como será?”, em que são abordados o descarte do lixo eletrônico e outras questões relacionadas à sustentabilidade.

4. Esses equipamentos são compostos também de grande quantidade de plástico, metais e vidro. • O que acontece com esses materiais quando são descartados no solo?

Espera-se que os alunos respondam que esses materiais demoram muito tempo para se decompor.

5. Vamos iniciar uma campanha de descarte adequado do lixo eletrônico?

a) Pesquise, com o grupo, se há na região empresas que recebem descarte de materiais eletrônicos. b) Descubram onde essas empresas têm o posto de coleta. c) Façam cartazes de conscientização sobre a importância do descarte correto de material eletrônico e divulguem os endereços de coleta. d) Expliquem, no cartaz, a relação da reciclagem adequada com a preservação ambiental. 219

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ATIVIDADES Após a campanha de descarte adequado do lixo eletrônico, se possível, propor aos alunos que arrecadem, com os familiares e conhecidos, aparelhos eletrônicos quebrados e/ou em desuso para serem entregues pela escola a empresas de reciclagem ou para serem recolhidos por entidades que fazem a coleta desses materiais. Verificar a possibilidade de levar os alunos a algum posto de coleta de recicláveis.

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HABILIDADES

UNIDADE

• (EF05LP01) Participar das interações

orais em sala de aula e em outros ambientes escolares com atitudes de cooperação e respeito.

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HISTÓRIAS DE FICÇ ÃO CIENTÍFICA

• (EF05LP02) Opinar, em discussões e

debates na sala de aula, sobre questões emergentes no cotidiano escolar ou sobre informações lidas, argumentando em defesa de sua posição.

• (EF05LP08) Localizar e organizar informações explícitas, na sequência em que aparecem no texto. • (EF05LP09) Buscar e selecionar informações sobre temas de interesse escolar, em textos que circulam em meios digitais ou impressos, para solucionar problema proposto. • (EF05LP10) Inferir informações e relações que não aparecem de modo explícito no texto (recuperação de conhecimentos prévios, relações causa-consequência etc.). • (EF05LP14) Interpretar verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas. • (EF05LP16) Estabelecer relações entre partes do texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos), que contribuem para a continuidade do texto. • (EF35LP05) Ler textos de diferentes extensões, silenciosamente e em voz alta, com crescente autonomia e fluência (padrão rítmico adequado e precisão), de modo a possibilitar a compreensão. • (EF35LP06) Estabelecer expectativas (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre gênero textual, suporte e universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos. • (EF05LP25) Utilizar, ao produzir o texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais: regras sintáticas de concordância nominal e verbal, convenções de escrita de diálogos (discurso direto), pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, dois-pontos, vírgulas em enumerações), regras ortográficas. • (EF05LP26) Utilizar, ao produzir o texto, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa,

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oposição, conclusão, comparação), com nível adequado de informatividade. • (EF35LP07) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização, estrutura; o tema e assunto do texto. • (EF35LP08) Buscar, em meios impressos ou digitais, informações necessárias à produção do texto (entrevistas, leituras

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etc.), organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas. • (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual. • (EF35LP10) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação. • (EF35LP11) Reescrever o texto incorporando as alterações feitas na revisão e obedecendo as convenções de disposição gráfica, inclusão de título, de autoria.

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FILME DE MARTIN SCORSESE. A INVENÇÃO DE HUGO CABRET. EUA. 2011. PARAMOUNT PICTURES / ZUMA PRESS / GLOW IMAGES

determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso. • (EF05LP41) Inferir, em textos literários, o efeito de sentido decorrente do uso de palavras, expressões, pontuação expressiva. • (EF05LP42) Criar narrativas ficcionais que utilizem cenários e personagens realistas ou de fantasia, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, personagens, tempo, espaço, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto. • (EF35LP13) Reconhecer o texto literário como expressão de identidades e culturas. • (EF35LP15) Valorizar a literatura, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO A imagem da tela de cinema da página 221 é uma cena do filme A invenção de Hugo Cabret (direção de Martin Scorsese, EUA, 2011). Depois de perguntar aos alunos se assistiram a esse filme e se conhecem a história, ler a sinopse para a classe.

Cena do filme A invenção de Hugo Cabret. Direção de Martin Scorsese. EUA, 2011.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Observe a imagem. O que você vê? Resposta pessoal.

3. A cena do filme pode inspirar futuros cientistas a construir invenções capazes de revolucionar o mundo? Justifique. Resposta pessoal.

LASSMAR

2. Nesta página você pode ver uma cena do filme A invenção de Hugo Cabret. Você conhece a história? Resposta pessoal.

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• (EF35LP12) Utilizar softwares, inclusive

programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multimídias disponíveis. • (EF05LP27) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares e contextuais e palavras de uso frequente com correspondências irregulares. • (EF05LP29) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos. • (EF05LP30) Reconhecer, na leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.

Paris, anos 30. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ao fugir do inspetor (Sacha Baron Cohen), ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), uma jovem com quem faz amizade. Logo Hugo descobre que ela tem uma chave com o fecho em forma de coração, exatamente do mesmo tamanho da fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme136181/>. Acesso em: 20 nov. 2017.

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• (EF05LP32) Diferenciar palavras primi-

tivas, derivadas, compostas e derivadas por adição de prefixo e de sufixo. • (EF05LP34) Identificar a expressão de presente, passado e futuro em tempos verbais do modo indicativo. • (EF05LP38) Identificar, em texto narrativo ficcional, a estrutura da narração: ambientação da história; apresentação de personagens e do estado inicial da ação; surgimento de conflito ou obstáculo a ser superado; ponto máximo de tensão do conflito; desenlace ou desfecho; discurso indireto e discurso direto,

ENCAMINHAMENTO Explorar a imagem e as questões. Perguntar aos alunos quais histórias de ficção eles conhecem e o que as caracteriza como histórias de ficção.

PROGRAME-SE Nesta unidade, serão propostas atividades que fazem uso de alguns materiais que devem ser providenciados com antecedência. • Jornais e revistas para consulta – páginas 244-245. • Cartolinas ou folhas de sulfite A3 – páginas 254-255.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identifi-

CAPÍTULO

1 VIAGEM FANTÁSTICA

cando e localizando informações.

• O que seria, para você, uma viagem fantástica? Uma viagem ao centro da Terra? Você conhece uma história em que as personagens querem chegar ao centro da Terra? Respostas pessoais.

No livro Viagem ao centro da Terra, de Júlio Verne, o professor Lidenbrock encontra um pergaminho com as anotações de um importante cientista e descobre que é possível chegar ao centro da Terra. Ele, seu sobrinho e o ajudante Hans partem em direção à Islândia. Leia um dos momentos dessa viagem.

Combate no mar Estávamos a uma longa distância da Islândia, no sentido horizontal, a uma grande profundidade. Hans começou a construir uma jangada com troncos de árvores que encontrou no chão, pois meu tio pretendia atravessar o mar Lidenbrock em busca de uma nova passagem na margem oposta. No dia 13 de agosto, a jangada ficou pronta: o mastro feito com bastões e a vela, com uma de nossas cobertas. O porto ganhou o nome de minha amada: porto Grauben. Partimos às seis horas, com uma incrível velocidade, graças ao vento que nos favorecia. Tínhamos um mar imenso pela frente. Meu tio encarregou-me de fazer o diário de bordo da viagem.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Estimular os alunos a responder à questão inicial do capítulo, apresentada antes do texto. Na primeira questão, eles podem se referir tanto a uma viagem muito boa como a uma viagem fantasiosa.

ENCAMINHAMENTO Pedir aos alunos que leiam silenciosamente o texto. Depois, cada aluno deve ler um parágrafo em voz alta. Em seguida, explorar oralmente o texto. Levar os alunos a imaginar as características físicas e psicológicas de cada uma das personagens envolvidas na história com base nos fatos narrados. Conversar sobre o local onde se passa a história e listar os nomes dos animais marinhos que aparecem durante a viagem. Explorar as partes do enredo (situação inicial, conflito, clímax, desfecho,

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finalização) destacando a importância da sequência das situações apresentadas no texto. Perguntar o que as torna ficção. Ouvir as hipóteses dos alunos e, se possível, registrar as ideias na lousa.

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CONEXÕES Para os alunos • VERNE, Júlio. Viagem ao centro da Terra. Adaptação de Lúcia Tulchinski. 2. ed. São Paulo: Scipione, 2010. (Reencontro infantil).

DNEPWU

Algumas horas depois, algas gigantes, capazes de impedir a passagem de navios, surgiram à nossa frente. Por sorte, não nos causaram problemas. Estávamos curiosos para saber se havia peixes naquelas águas. Hans preparou um anzol na ponta de uma corda, colocou um pedacinho de carne-seca como isca e atirou-o ao mar. Duas horas depois, sentiu uma fisgada. Um peixe de cabeça chata, cego e sem dentes havia mordido a isca. — Este peixe pertence a uma família que está extinta há séculos — explicou o professor. — O quê? Isso significa que podemos encontrar aqui um daqueles monstruosos habitantes dos mares primitivos? — Certamente — respondeu meu tio. Olhando para o mar, comecei a sonhar acordado. Tartarugas antediluvianas, mastodontes gigantescos, pterodáctilos voadores ganhavam vida em minha imaginação. Em minha mente, desfilavam todas as transformações terrestres, os vapores que envolviam o planeta, a explosão de gases. Fui arrastado para espaços planetários! O mar Lidenbrock era bem maior do que imaginávamos, para irritação de meu tio. Uma dúvida pairava no ar: estaríamos seguindo a mesma rota de Saknussemm? Os dias foram passando. No domingo, meu tio decidiu investigar as águas, amarrando um pedaço de ferro na ponta de uma corda e mergulhando-o a uma boa profundidade. Quando a ferramenta foi trazida a bordo, notamos marcas de dentes nela. Seriam de um monstro, um tubarão ou uma temível baleia? Meu sonho parecia estar se transformando em realidade. Por segurança, verifiquei se nossas armas estavam em bom estado. No dia 18 de agosto, eu dormia quando, de repente, a jangada foi erguida acima das ondas e atirada para longe com força.

Para o professor • VERNE, Júlio. Viagem ao centro da Terra: edição comentada e ilustrada. Tradução de Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Zahar, 2016. • FERNEDA, Túlio. A ciência em romances de ficção científica: leituras e caminhos para a educação em ciências. 2015. 168 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas). Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2015. Disponível em: <http://livro.pro/7sw9nn>. Acesso em: 20 nov. 2017. Consultar a dissertação para ampliar os conhecimentos acerca de aspectos científicos e histórico-sociais da ficção científica. A partir da análise de obras de ficção científica, como Vinte mil léguas submarinas (de Júlio Verne) e A máquina do tempo (de Herbert George Wells), por exemplo, a pesquisa apresenta subsídios para problematizar a ciência a partir da literatura.

Júlio Verne. Viagem ao centro da Terra. São Paulo: Scipione, 2001. p. 34-35.

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ATIVIDADES Assistir com os alunos ao trailer Viagem ao centro da Terra (EUA, 2008) e explorar os aspectos reais e fictícios da história. Disponível em: <https://livro. pro/ymnsi9>.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identificando e localizando informações. • Identificar o narrador como personagem da história e reconhecer trechos que justifiquem essa identificação. • Analisar o texto e responder às questões fazendo inferências ou observações.

Antes de continuar lendo a aventura, converse com os colegas e o professor: O que você acha que irá acontecer? Resposta pessoal. Agora, continue a leitura e veja se sua hipótese estava correta. — O que foi isso? — gritou meu tio. — Fomos atacados? Hans apontou para uma massa escura que emergia das águas e depois voltava a mergulhar, várias vezes. Um golfinho gigante! Mais adiante, surgiu um crocodilo monstruoso, depois um imenso lagarto, um verdadeiro bando de monstros marinhos. Com uma simples dentada, eles destruiriam nossa jangada. Hans tentou desviar a embarcação para o outro lado, mas logo percebeu que lá havia outros inimigos gigantescos: uma serpente e uma tartaruga. Não havia como fugir. O crocodilo e a serpente cercaram a jangada. Peguei a carabina e estava pronto para atirar, mas Hans impediu-me de fazer isso. Ficamos mudos de pavor. Os dois monstros passaram a poucos metros da jangada e atiraram-se um sobre o outro, travando um terrível combate. Os outros animais gigantescos pareciam estar vindo participar da briga. Depois descobrimos que, na verdade, havia apenas dois animais ali: o primeiro tinha o focinho de um golfinho, a cabeça de um lagarto e os dentes de um crocodilo. Era um ictiossauro, o mais terrível réptil antediluviano. O outro era um plesiossauro, que parecia uma serpente dentro da carapaça de uma tartaruga. Dois répteis dos oceanos primitivos! A fúria dos animais era indescritível. Duas horas se passaram e quase naufragamos umas vinte vezes. O plesiossauro parecia estar mortalmente ferido e contorceu-se até ficar imóvel sobre as águas. O ictiossauro vencedor desapareceu no fundo do mar. Estávamos salvos, ao menos por enquanto. Júlio Verne. Viagem ao centro da Terra. São Paulo: Scipione, 2001. p. 35-36.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Propor uma leitura compartilhada do texto, retomando os acontecimentos da narrativa. Conversar sobre a necessidade de preparação prévia, estimulando os alunos a desenvolver a fluência leitora. Chamar a atenção para a importância da entonação e da expressividade durante a leitura.

ENCAMINHAMENTO Propor aos alunos que respondam às questões. Compartilhar as respostas e verificar se estão coerentes e com pontuação adequada.

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CONEXÕES

1. Quem é o narrador de Combate no mar? Assinale a alternativa correta. x

Para o professor • MONROE, Camila. Como trabalhar com filmes de ficção científica em sala de aula. Nova Escola, 1° fev. 2011. Disponível em: <http://livro.pro/odobii>. Acesso em: 6 dez. 2017.

O narrador é uma das personagens, sobrinho do professor Lidenbrock. Ele narra em 1a pessoa, participa da história e expressa seus sentimentos e emoções. O narrador é um professor e geólogo chamado Lidenbrock. Ele narra a história em 3a pessoa, conhece os fatos, mas não participa deles.

• Copie um trecho da história que pode confirmar as informações da alternativa correta. Sugestão: “Em minha mente, desfilavam todas as transformações terrestres, os vapores que envolviam o planeta, a explosão de gases. Fui arrastado para espaços planetários!”.

2. Qual era o objetivo do professor Lidenbrock e sua equipe ao fazer a viagem?

DNEPWU

Chegar ao centro da Terra.

3. Qual é a diferença entre os termos Terra e terra? Terra é um substantivo próprio e se refere ao nosso planeta; terra, com inicial minúscula, é um substantivo comum, sinônimo de solo.

4. Durante a viagem, o professor decidiu investigar as águas nas quais navegavam. a) O que ele estava tentando descobrir? O que fez para isso? Ele queria descobrir os seres que habitavam o mar. Amarrou um pedaço de ferro na ponta de uma corda, mergulhando-o a uma boa profundidade.

b) O que ele constatou ao puxar a ferramenta para a superfície? A ferramenta tinha marcas de dentes.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

5. Após constatar que o pedaço de ferro lançado ao mar apresentava marcas de dentes, que providência o sobrinho do professor tomou? Por que ele agiu dessa forma?

• Ler e compreender o texto, identificando e localizando informações. • Analisar o texto e responder às questões fazendo inferências ou observações. • Reconhecer as partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização. • Verificar fatos do texto e reconhecê-los como fictícios e/ou reais.

Ele verificou as armas que tinham, porque queria ter certeza de que poderiam se proteger caso tivessem de enfrentar algum animal feroz.

6. Quantos dias os navegadores ficaram na jangada até enfrentar os monstros? Que elementos do texto você observou para chegar a essa conclusão? Ficaram cinco dias na jangada. Isso é possível saber pelos marcadores temporais “No dia 13 de agosto” e “No dia 18 de agosto”.

FILME DE HENRY LEVIN. JOURNEY TO THE CENTER OF THE EARTH. EUA. 1959. FOTO: ©20TH CENTURY FOX/EASYPIX

7. Em 1959, foi lançado o primeiro filme baseado no livro Viagem ao centro da Terra. Observe esta cena do filme.

Cena do filme Viagem ao centro da Terra, de Henry Levin. Estados Unidos, 1959.

• Copie do texto a primeira frase do parágrafo que descreve esse momento da história. “Hans apontou para uma massa escura que emergia das águas e depois voltava a mergulhar, várias vezes.” DNE

PWU

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar as partes do enredo e os elementos da narrativa – foco narrativo, tempo, personagem e espaço.

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ENCAMINHAMENTO Na atividade 7, enfatizar o ano de lançamento do filme Viagem ao centro da Terra: 1959. Questionar os alunos se esse fato ocorreu há muito tempo e se conseguem perceber a relação do tempo com a imagem na cena apresentada. Os alunos podem fazer a atividade 10 com a ajuda do professor e dos colegas.

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Situação inicial: as personagens estão prontas para partir a bordo de uma jangada. Conflito: elas precisam atravessar o mar para achar uma nova passagem. Clímax: a luta dos seres marinhos joga a jangada de um lado para o outro. Desfecho: os animais lutam entre si, um morre e o outro desaparece. Finalização: os aventureiros se salvam.

8. Numere os acontecimentos no mar de acordo com a ordem em que ocorreram. 3

“Hans tentou desviar a embarcação para o outro lado, mas logo percebeu que lá havia outros inimigos gigantescos: uma serpente e uma tartaruga.”

1

4

“[...] a jangada foi erguida acima das ondas e atirada para longe com força.”

2

“Não havia como fugir. O crocodilo e a serpente cercaram a jangada.”

CONEXÕES Para os alunos • VERNE, Júlio. Vinte mil léguas submarinas. Adaptação de Edson Rocha Braga. São Paulo: Scipione, 2003. (Reencontro infantil).

“Um golfinho gigante! Mais adiante, surgiu um crocodilo monstruoso, depois um imenso lagarto, um verdadeiro bando de monstros marinhos.”

Para o professor • VERNE, Júlio. Vinte mil léguas submarinas. Tradução de Júlia da Rosa Simões. São Paulo: Penguin, 2014.

9. O texto que você leu é um capítulo do livro Viagem ao centro da Terra. Verifique se ele possui as partes do enredo e descreva-os. situação inicial

desfecho

conflito clímax

finalização

10. Identifique os elementos reais e os elementos fictícios da história. a) Elementos reais: A construção de uma jangada, a curiosidade de um pesquisador para descobrir novos mundos, os estudos de documentos antigos e a tentativa de comprovar a veracidade dos documentos.

b) Elementos imaginários: A existência de monstros marinhos e a improvável presença de répteis antediluvianos. A ficção científica mistura elementos reais e fictícios. Os fatos fictícios se relacionam de tal forma com os elementos reais que parecem possíveis. Os grandes autores de ficção científica muitas vezes imaginaram fatos que aconteceriam tempos depois. Alguns eram estudiosos das ciências e conseguiram incorporar seus estudos às histórias e torná-las famosas.

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ATIVIDADES Propor aos alunos que desenhem, em uma folha à parte, os animais marinhos que aparecem nesse trecho da história. As ilustrações podem ser afixadas no mural da classe.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identificando e localizando informações. • Analisar o texto e responder às questões, fazendo inferências ou observações.

MAIS HISTÓRIA PELA FRENTE… Será que os répteis dos oceanos primitivos voltarão a atacar o professor Lidenbrock e sua equipe? Leia mais um trecho de Viagem ao centro da Terra.

A tempestade Felizmente, graças a um vento favorável, deixamos para trás o cenário da luta. Na quinta-feira, 20 de agosto, ouvimos um barulho estranho. Parecia uma queda de água. Algumas horas depois, com o auxílio da luneta, descobrimos um enorme jato de água que irrompia acima das ondas. Seria outro monstro marinho? Só conseguimos nos aproximar dele muitas horas depois. Para nossa surpresa, encontramos uma ilha, onde o forte jato de água jorrava a uma grande altura. Era um gêiser. A ilhota foi batizada com o meu nome: Axel. No dia seguinte, fomos surpreendidos por um temporal. Chuva e descargas elétricas ameaçavam nossa travessia. A jangada foi atirada para um lado e para o outro, mas resistiu. O barulho dos raios era ensurdecedor e não conseguíamos ouvir uns aos outros. A tempestade continuou a noite inteira. As ondas passavam por cima de nossa cabeça. Estávamos mortos de cansaço, perdidos e congelados de medo. De repente, um disco de fogo apareceu na beirada da jangada. Passou por cima dos alimentos, dos instrumentos e da pólvora. Pensei que fôssemos explodir! Um cheiro de gás penetrou em nossas gargantas e pulmões. Fomos cobertos por jatos de chamas! Por fim, aquela agonia terminou. A jangada foi arrastada então a uma velocidade incalculável. A essa altura, devíamos estar passando embaixo da Europa inteira. Finalmente, chocou-se contra umas pedras e por pouco escapamos da morte.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Explorar o título do texto e propor aos alunos que imaginem que tipo de tempestade as personagens poderiam enfrentar.

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ENCAMINHAMENTO Realizar a leitura do texto em voz alta com os alunos. Em seguida, levá-los a observar e identificar os pronomes e verbos que marcam a 1ª pessoa do singular e do plural. Perguntar se é possível descobrir o nome do narrador-personagem. Espera-se que os alunos percebam que ele se chama Axel, e o trecho que possibilita descobrir essa informação é: “A ilhota foi batizada com o meu nome: Axel”. Proporcionar um momento para que os alunos possam responder às questões e, depois, proceder à correção coletiva. Ao final da correção, retomar o último parágrafo do texto e analisar a função e o efeito de sentido do ponto de exclamação na descrição da aventura vivida pelas personagens.

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CONEXÕES

Após três noites sem dormir, encontramos abrigo em umas rochas e caímos em um sono profundo. No dia seguinte, meu tio estava animado. O mar tinha ficado para trás e continuaríamos por terra. Não pude evitar de fazer uma pergunta que me intrigava: — Tio, como será a nossa volta? — Quando chegarmos ao centro do planeta, encontraremos uma nova rota ou voltaremos pelo caminho já percorrido — respondeu ele. Por sorte, o habilidoso Hans tinha conseguido salvar quase todos os nossos instrumentos e a comida das águas. A jangada precisava de alguns consertos. Meu tio pegou a bússola para saber em que direção estávamos. Sua reação foi de espanto total. — O que foi? — perguntei. Ele me fez sinal para examinar o aparelho. Era inacreditável! A ponta da agulha marcava o norte. Em qualquer posição, a agulha insistia em virar para aquela direção. O terrível significado disso era que, durante a tempestade, a jangada tinha voltado para o ponto de partida. Não havíamos avançado nada!

Para o professor • ARMAGEDDON. Direção de: Michael Bay. EUA: Buena Vista Pictures, 1998. O filme mostra o que pode acontecer com a Terra após uma chuva de meteoros.

Júlio Verne. Viagem ao centro da Terra. São Paulo: Scipione, 2001. p. 37-38.

1. Na sua opinião, por que as personagens da história “batizavam” com seus próprios nomes os lugares por onde passavam? Resposta pessoal. 2. Copie o trecho do capítulo que indica que as personagens estavam dentro da Terra e não na superfície. “A essa altura, devíamos estar passando embaixo da Europa inteira.”

Significa que eles voltaram para o mesmo lugar de onde saíram.

• Que instrumento os ajudou nessa descoberta: a luneta ou a bússola? Explique a função desse instrumento.

DNEPWU

3. Após o combate e a tempestade, os aventureiros perceberam que estavam de volta ao ponto de partida. O que isso significa?

A bússola indicou que eles voltaram para o ponto de partida. A bússola é um instrumento de orientação. Ela possui uma agulha magnética que aponta sempre para o Norte.

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ATIVIDADES Propor uma discussão em torno das seguintes questões: Vocês saberiam dizer se o ser humano conseguiu chegar ao centro da Terra? Vocês já ouviram ou leram algo sobre esse assunto? O que descobriram? Na opinião de vocês, o homem conseguirá realizar esse feito? Por quê? Ouvir as hipóteses dos alunos. Comentar que, até hoje, mais de 150 anos depois do lançamento do livro, foi impossível realizar esse feito, e, ainda que essa viagem fosse possível, o que encontraríamos seria bem diferente. Se possível, ler com os alunos uma matéria sobre o assunto, disponível em: <http:// livro.pro/hnp8y3> (acesso em: 6 dez. 2017).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • (Re)conhecer verbos em frases e perceber a ideia que eles transmitem. • Observar diferenças de sentido conforme os tempos verbais utilizados. • (Re)conhecer pessoas verbais e conjugações. • Utilizar corretamente os verbos em determinados tempos, de acordo com o enunciado. • Identificar diferenças de sentido entre os modos indicativo e subjuntivo.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Releia este trecho do capítulo Combate no mar. Tartarugas antediluvianas, mastodontes gigantescos, pterodáctilos voadores ganhavam vida em minha imaginação. Em minha mente, desfilavam todas as transformações terrestres, os vapores que envolviam o planeta, a explosão de gases.

• Os verbos destacados estão no tempo: presente.

x

pretérito.

futuro.

2. Leia agora o mesmo trecho da atividade 1, com os verbos modificados. Tartarugas antediluvianas, mastodontes gigantescos, pterodáctilos voadores ganharam vida em minha imaginação. Em minha mente, desfilaram todas as transformações terrestres, os vapores que envolveram o planeta, a explosão de gases.

• Os verbos destacados estão agora no tempo: presente.

x

pretérito.

futuro.

3. Como você pôde observar, os verbos destacados nas atividades 1 e 2 transmitem a ideia de tempo passado. • Para você, qual é a diferença de sentido entre os verbos da atividade 1 e os da atividade 2? Resposta pessoal. Os verbos expressam ação, estado ou fenômeno da natureza. Variam para dar ideia de tempo. Podem estar no presente, pretérito (passado) ou futuro. Esses tempos verbais fazem parte do modo indicativo. Variam também dependendo da pessoa a que se referem. Observe: Eu levanto (1a pessoa do singular) H Nós levantamos (1a pessoa do plural) Tu levantas (2a pessoa do singular) H Vós levantais (2a pessoa do plural) Ele/Ela levanta (3a pessoa do singular) H Eles/Elas levantam (3a pessoa do plural) Também utilizamos o pronome você ou vocês no lugar de tu e vós. Você levanta H Vocês levantam

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar o conceito de verbo e explorar os tempos verbais. Pode-se escrever, na lousa, uma frase com diferentes tempos verbais (presente, pretérito, futuro) e discutir com os alunos a mudança de sentido expressa pela alteração nos tempos verbais. Selecionar alguns trechos de histórias de ficção científica e retirar os verbos. Os trechos serão utilizados ao final das atividades.

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ENCAMINHAMENTO Na atividade 3, levar os alunos a compreender que os verbos da atividade 2 indicam ações realizadas e terminadas no passado (pretérito perfeito), ao passo que os verbos da atividade 1 indicam ações realizadas no passado de forma contínua, prolongada (pretérito imperfeito). Neste momento, é importante que eles tomem consciência das diferenças entre esses tempos verbais, embora sem usar a nomenclatura perfeito/imperfeito.

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CONEXÕES

4. Compare os trechos. O primeiro é o original. No segundo, os verbos foram modificados.

1 DNEPWU

Os dois monstros passaram a poucos metros da jangada e atiraram-se um sobre o outro, travando um terrível combate.

Para o professor • CASTILHO, Ataliba T.; ELIAS, Vanda Maria. Pequena gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2012. cap. 4.

2 Se os dois monstros passassem a poucos metros da jangada e se atirassem um sobre o outro, travariam um terrível combate. a) Qual dos dois trechos indica fatos que certamente já aconteceram? O trecho 1.

b) Qual indica fatos incertos, hipóteses ou possibilidades? O trecho 2. Os verbos também variam para dar ideia de modo. O modo que indica certeza com relação ao fato que acontece, aconteceu ou acontecerá é chamado indicativo. O modo que indica possibilidade, dúvida ou incerteza quanto à ação é chamado subjuntivo.

5. Leia estas frases e escreva em que modo estão os verbos destacados: indicativo ou subjuntivo. a) O monstro lutou e perdeu a vida. Modo indicativo. b) Se o monstro lutasse, perderia a vida. Modo subjuntivo. 6. Reúna-se com um colega e sigam as instruções. • Escolham três verbos e os escrevam em três retângulos de papel. • Reúnam-se com outra dupla e entreguem aos colegas os papéis para eles escreverem, em uma folha à parte, cada um desses verbos no presente, no pretérito e no futuro do indicativo, em todas as pessoas verbais. • Vocês farão o mesmo com os verbos da outra dupla. • Confiram se os verbos estão corretos. • Cada acerto marca cinco pontos para a dupla. 231

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ATIVIDADES Organizar a classe em grupos de três alunos e distribuir a cada trio os trechos das histórias previamente selecionadas. Dar uma instrução diferente para cada grupo: um completará o trecho com verbos no pretérito, outro com verbos no futuro e o outro com verbos no presente. Após a realização da atividade, discutir as diferenças de sentido estabelecidas pelos tempos verbais.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Comparar palavras e identificar sua classe gramatical de acordo com as terminações -sse e -ice. • Formar palavras acrescentando -sse ou -ice. • Aplicar as descobertas sobre as terminações das palavras para escrevê-las corretamente, de acordo com a classe gramatical.

QUAL É A LETRA? = 1. Observe as palavras do quadro. Converse com um colega para responder às questões. maluquice

criancice partisse

caipirice voltasse

comprasse esquisitice

contasse

a) Escreva na tabela as palavras do quadro, de acordo com a classe gramatical de cada uma delas. Substantivos

Verbos

maluquice

comprasse

criancice

contasse

caipirice

partisse

esquisitice

voltasse

b) Observe a terminação dessas palavras e complete as frases. • As palavras terminadas em -sse pertencem à classe dos: verbos

.

• As palavras terminadas em -ice pertencem à classe dos: substantivos

.

c) Esses verbos estão no indicativo ou no subjuntivo? Os verbos estão no modo subjuntivo.

d) Qual é o infinitivo desses verbos? Comprar, contar, partir, voltar.

2. Complete as frases com algumas palavras da atividade anterior. a) A atitude dele foi estranha, uma

esquisitice

b) Ruth pediu que fosse avisada assim que você

!

voltasse/partisse

.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO As atividades propõem um trabalho com a formação de palavras pelo acréscimo de -sse ou -ice a verbos e substantivos. Selecionar trechos de revistas ou jornais que apresentem essas palavras.

ENCAMINHAMENTO Propor aos alunos que identifiquem o termo primitivo que deu origem às palavras da tabela na atividade 1a.

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Pedir que observem a que classe gramatical cada uma das palavras pertence. Os adjetivos ou substantivos formam novos substantivos; os verbos dão origem a outros verbos e são escritos com -sse. Ao tomar consciência dessa regularidade, é possível saber como escrever corretamente as palavras. Na atividade 2, verificar se os alunos utilizaram as grafias corretas. Propor que escrevam, em duplas, frases utilizando as palavras da atividade 3. Depois de escreverem as frases, pode-se pedir que as troquem com outra du-

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pla, que irá verificar a escrita das palavras. É importante que os alunos se apropriem das regularidades das palavras de acordo com a classe gramatical a que pertencem.

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contasse

c) Gostaria que você criancice

d) Deixe de

CONEXÕES

mais histórias de sua infância.

Para o professor • FRANCHI, Carlos; NEGRÃO, Esmeralda Vailati. Mas o que é mesmo gramática? São Paulo: Parábola Editorial, 2006.

e aja como um adulto!

3. Complete as palavras com -isse ou -ice. dorm velh

isse ice

menin

ice

consegu

isse

peralt

ice

meigu

isse

abr ice

sorr

isse

4. Forme substantivos a partir das palavras. guloso

sapeca

tagarela

chato

Gulodice, sapequice, tagarelice, chatice.

5. Descubra e escreva os verbos que deram origem a estas palavras. continuasse

resistisse

investigasse

perguntasse

Continuar, resistir, investigar, perguntar.

Você tem dúvida ao escrever palavras com -sse ou -ice no final? Descubra se a palavra é substantivo ou verbo. Se for verbo, deve ser escrita com -sse; se for substantivo, a terminação será -ice.

6. Vamos jogar? Siga as instruções. • Você e um colega vão escrever seis frases em uma folha à parte. Três frases devem ter palavras com -sse, e as outras três, palavras com -ice. • Não se esqueçam dos sinais de pontuação nas frases. • Assim que terminarem de escrever, juntem-se a outra dupla. • Falem uma das frases escritas por vocês para os colegas escreverem. • Depois eles falam uma frase para vocês escreverem, e assim por diante, até terminarem as frases. • No final, verifiquem se todos escreveram as palavras corretamente. • Vence a dupla que tiver acertado mais na escrita das frases. 233

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ATIVIDADES Distribuir aos alunos os trechos de jornais e revistas previamente selecionados e pedir a eles que identifiquem a qual classe gramatical pertencem as palavras terminadas em -sse e -ice. Depois, solicitar que verifiquem qual é a palavra que originou cada uma. Dessa forma, eles poderão perceber a regularidade descoberta nas atividades. Propor uma brincadeira: escrever algumas palavras na lousa para que os alunos descubram quais são as palavras formadas a partir delas. Determinar um tempo para que escrevam as palavras derivadas e verificar se conseguiram escrevê-las corretamente de acordo com as descobertas feitas.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender texto sobre autor de ficção científica. • Estabelecer relação entre as informações lidas e o texto de ficção científica.

REDE DE LEITURA Você já leu o livro Vinte mil léguas submarinas? E A volta ao mundo em oitenta dias? Respostas pessoais. Esses livros são também de Júlio Verne. Conheça um pouco sobre esse escritor que é considerado o pai da ficção científica.

Muitos acreditam que ciência é assunto só de cientistas. Grande engano. Ciência é um tema que pode render ótimas histórias. Júlio Verne que o diga! O escritor francês [...] é considerado um dos Júlio Verne (1828-1905). pais da ficção científica. Você sabe o que é isso? “Ficção científica é um gênero literário dedicado a criar mundos fictícios que, de alguma forma, são diferentes do mundo real em que vivem seus autores”, explica Lucia de La Rocque, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz. “Esses mundos inventados, em geral, são mais avançados nas áreas da ciência e da tecnologia. Isso porque a ficção científica se dá ao luxo de inventar coisas mirabolantes, que os cientistas ainda não têm como realizar! Afinal, ela é literatura e pode usar e abusar da imaginação.” Foi o que Júlio Verne fez: em seus livros, criou inventos que, na época, eram impossíveis de produzir! Nascido em 1828 na cidade portuária de Nantes, na França, Júlio Verne desde criança gostava de observar os navios, o mar e os viajantes. Aos vinte anos, foi estudar Direito em Paris. Lá, começou sua carreira literária, com a publicação de algumas peças de teatro. Em 1863, um dos seus contos, Cinco semanas em um balão, teve sucesso ao ser publicado. A partir daí, Júlio Verne passou a Submarino Nautilus, inspirado na obra de Júlio Verne. Nova York, Estados Unidos, 1957. se dedicar exclusivamente à escrita.

EWING GALLOWAY/ALAMY/LATINSTOCK

O pai da ficção científica escreveu livros que até hoje encantam leitores do mundo inteiro!

JACQUES BOYER/ ROGER-VIOLLET/GLOW IMAGES

Júlio Verne, um escritor apaixonado pela ciência

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Verificar o que os alunos conhecem sobre o autor Júlio Verne e propor que se certifiquem dessas informações durante a leitura silenciosa do texto.

ENCAMINHAMENTO Propor a leitura em voz alta do texto e, ao final, retomar com os alunos as informações sobre a vida de Júlio Verne. Na atividade 4, comentar que, provavelmente, ao escrever ficção científica, os escritores expressem uma necessida-

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de da época ou até uma tendência, que pode se tornar, mais cedo ou mais tarde, uma realidade. Comentar também que, para criar textos de ficção científica, é necessário pesquisar bastante, como fazia Júlio Verne, para que a história tenha coerência e seja aceitável. Discutir o conceito de ficção científica apresentado no segundo parágrafo do texto e relacioná-lo aos capítulos da obra Viagem ao centro da Terra, propostos no início da unidade. Pedir aos alunos que procurem no dicionário o significado da palavra

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mirabolante e busquem nos textos “Combate no mar” e “A tempestade” exemplos que ilustrem o conceito. Questionar se o submarino Nautilus, lançado ao mar pelos Estados Unidos em 1954, pode ser considerado, para a época, algo mirabolante. Na atividade 5, aproveitar a sugestão dada ao leitor no último parágrafo do texto e comentar com os alunos sobre a possibilidade de consultar acervos em bibliotecas digitais. Para encontrar o livro, é necessário fazer uma busca e preencher os campos solicitados.

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CONEXÕES

Com histórias futuristas e muito reais, os livros de Verne tornaram-se populares em todo o mundo. O mais famoso, considerado sua obra-prima, é Vinte mil léguas submarinas, que conta a história do capitão Nemo e seu submarino, Nautilus. Júlio Verne escreveu essa história em 1873, quando não havia tecnologia para construir um submarino! O primeiro veículo desse tipo só foi feito 25 anos após a publicação do texto. Mas como um escritor poderia saber tanto sobre ciência a ponto de prever diversas invenções que só viriam a se concretizar no futuro? Sem a formação de um cientista e sem a experiência de um viajante, Verne pesquisava bastante antes de escrever suas histórias. [...] Júlio Verne escreveu muito durante toda a vida. Vinte mil léguas submarinas, Viagem ao centro da Terra, A volta ao mundo em oitenta dias e Viagem da Terra à Lua são considerados os livros mais importantes de sua obra. Se você ainda não leu nenhum deles, procure já nas bibliotecas ou livrarias. [...]

Para o professor e para os alunos • ERALDO, Douglas. 10 maiores escritores de ficção científica de todos os tempos. Listas Literárias, 5 out. 2011. Disponível em: <http://livro.pro/ p2v7ud>. Acesso em: 6 dez. 2017.

Clara Meirelles. Júlio Verne, um escritor apaixonado pela ciência. Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/julio-verne-um-escritor-apaixonado-pela-ciencia/>. Acesso em: 6 out. 2017.

Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas. 1. Júlio Verne é chamado de pai da ficção científica. Você sabe o que significa pai nesse sentido? Espera-se que os alunos concluam que, nesse sentido, pai significa criador, autor ou fundador de algo.

2. O texto que você acabou de ler é um texto de ficção científica? Justifique. Não é um texto de ficção científica; ele apenas nos dá

3. Releia este trecho. algumas informações sobre esse assunto e sobre um autor de ficção científica, Júlio Verne.

“Ficção científica é um gênero literário dedicado a criar mundos fictícios [...]. Significa criar fatos e seres imaginários, irreais, que existiriam no mundo em que ocorre a história.

4. É possível que algumas ideias de histórias de ficção científica se tornem realidade, assim como aconteceu com a criação de Júlio Verne? Por quê?

BIRY SARKIS

• O que significa "criar mundos fictícios"?

Respostas pessoais.

5. Que tal acessar o acervo de bibliotecas digitais para encontrar histórias de ficção científica? Com a ajuda do professor e dos colegas, faça uma lista dos sites disponíveis e veja como acessá-los e fazer a busca.

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ATIVIDADES Ler na íntegra com os alunos a história Viagem ao centro da Terra e explorar os elementos fictícios e reais da narrativa.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

O PAI DA FICÇÃO CIENTÍFICA O que será que Júlio Verne inventou em suas obras? Continue lendo para saber o que ele conseguiu prever.

• Refletir sobre a criação de histórias de ficção científica. • Inferir o significado de expressões presentes no texto.

As adivinhações de Júlio Verne Conheça as invenções científicas que apareceram primeiro nas obras desse escritor! Júlio Verne foi um visionário: ele imaginou avanços científicos que só se concretizariam muitos anos depois da publicação de seus livros! Veja aqui o que o escritor conseguiu prever em suas obras.

BIRY SARKIS

Em Vinte mil léguas submarinas, de 1870, Verne descreve a viagem de um submarino ao redor do mundo. Somente em 1960 um submarino nuclear americano conseguiu fazer a viagem. Mas era um navio de guerra e não servia para pesquisa. Em 1960 e 1970, um explorador francês chamado Jacques-Yves Cousteau percor- Jacques Cousteau (1910-1997) a bordo do Calypso no porto de Nova York, em 1959. reu os sete mares com seu navio, abarrotado de equipamentos de mergulho, e fez exatamente a viagem que Verne tinha descrito! Uma última curiosidade: sabe qual foi o nome do primeiro submarino do mundo? Nautilus, é claro, em homenagem a Júlio Verne.

GRANGER/FOTOARENA

Viagem de submarino

Nos livros Da Terra à Lua, de 1865, e Ao redor da Lua, de 1870, Júlio Verne imaginou que a primeira expedição ao satélite natural da Terra seria lançada da cidade americana de Tampa, com três homens a bordo da nave.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

GRANGER/FOTOARENA

Ida do homem à Lua

Lançamento da Apolo 8, Cabo Canaveral, Flórida. Estados Unidos, 21/12/1968.

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SENSIBILIZAÇÃO Explorar o sentido do título O pai da ficção científica e a questão inicial apresentada. Além disso, questionar os alunos sobre quais seriam as previsões de Júlio Verne.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, ouvir as hipóteses dos alunos acerca do significado da palavra visionário e, se considerar pertinente, orientá-los a pesquisar no dicionário. Nesse contexto, trata-se de alguém que é capaz de prever tendên-

cias, de antecipar mudanças, estando sempre à frente de seu tempo. Júlio Verne, em seus livros, idealizou vários inventos que viriam a se concretizar muitos anos depois. Sugerir aos alunos que a pesquisa proposta na atividade 3 seja feita em grupos. Eles podem procurar na internet informações sobre o acontecimento. Propor a leitura da matéria No mundo da Lua, disponível em: <http://livro. pro/tkjs6b> (acesso em: 6 dez. 2017).

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Após a pesquisa, os grupos podem compartilhar suas descobertas. Se possível, projetar a matéria e discutir o significado do título do texto, associando-o ao sentido da expressão no mundo da lua. Quando uma pessoa está no mundo da lua, quer dizer que ela está distraída, desatenta. Chamar a atenção para o emprego de inicial maiúscula na palavra Lua e auxiliar os alunos a perceber que, nesse contexto, é o nome do satélite natural da Terra.

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CONEXÕES

Eles dariam a volta na Lua e retornariam à Terra caindo no mar, sendo resgatados por um navio de guerra. E foi assim que aconteceu! Cento e três anos depois, a missão Apolo 8 partiu da cidade de Cabo Canaveral, a apenas três quilômetros de Tampa, e fez o percurso que Verne previu! THE BRIDGEMAN ART LIBRARY/EASYPIX

Metrô No livro Paris no século 20, Júlio Verne descreveu como seria a capital da França no futuro: uma cidade muito povoada, com metrôs lotados, disputadíssimos pela população. A obra foi escrita no mesmo ano da construção do primeiro metrô do mundo em Londres, na Inglaterra, e Júlio Verne acertou ao pensar que essa invenção ganharia o mundo e faria muito sucesso!

Para o professor • ASIMOV, Isaac. Eu, robô. São Paulo: Aleph, 2014. A obra apresenta várias histórias sobre os robôs em um tempo futuro, além de propor uma reflexão ética sobre o assunto.

Primeiro trem metropolitano em linha subterrânea, Londres, Reino Unido, cerca de 1863.

Clara Meirelles. As adivinhações de Júlio Verne. Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: <http://chc.org.br/ as-adivinhacoes-de-julio-verne/>. Acesso em: 7 out. 2017.

1. Segundo o texto, Júlio Verne foi um visionário. Você sabe o que significa esse termo? Converse com um colega e formulem uma hipótese. Resposta pessoal.

• Compartilhem a hipótese com os colegas e o professor. 2. Por que Júlio Verne é considerado visionário?

Porque, em seus livros, ele idealizou vários inventos que viriam a se concretizar muitos anos depois.

3. Em seus livros, Júlio Verne imaginou que o ser humano faria uma viagem ao redor da Lua, tal como aconteceu na missão Apolo 8. • Você sabe quando o ser humano pisou no solo lunar pela primeira vez? Faça uma pesquisa e descubra. Foi em 20 de julho de 1969, com a missão Apolo 11.

4. Qual dessas adivinhações de Júlio Verne você considera mais interessante? Por quê? Conte sua opinião aos colegas e ao professor. Respostas pessoais. 237

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ATIVIDADES Em matéria do site Gizmodo Brasil, disponível no link: <http://livro.pro/ bgwxar> (acesso em: 6 dez. 2017), os alunos podem observar imagens de vários autores de ficção científica em seus locais de trabalho e os instrumentos que utilizavam para escrever suas histórias. O momento é propício para conversar sobre a época em que viveram ou vivem e a evolução tecnológica visível nas imagens.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender o texto, identifi-

cando e localizando informações.

CAPÍTULO

2 O UNIVERSO DA FICÇÃO CIENTÍFICA Resposta pessoal. • Você já assistiu a um filme de ficção científica ou leu uma história de seres extraterrestres? Conte aos colegas e ao professor.

Continue no universo da ficção científica e leia uma história bem interessante.

Planetas habitados — Olhe como são bonitas, milhares de estrelas... — E quase todas devem ser rodeadas de planetas como o nosso, habitados, provavelmente... — Custa-me acreditar... — Os cientistas dizem que há milhões, talvez trilhões de planetas, só nas galáxias mais próximas. A vida existiria como aqui. — Devo ter pouca imaginação. Acho difícil visualizar planetas habitados, com seres iguais a nós, vivendo como nós. — Por que “iguais e vivendo como nós”? É pretensão injustificável deduzir que só animais semelhantes tenham desenvolvido inteligência. E os objetos de forma arredondada, vistos em nossa órbita? Muita gente os vê a olho nu. — Não seriam pessoas sugestionáveis ou com defeitos na vista? Li num artigo: essas aparições são fenômenos naturais pouco estudados, ou máquinas voadoras feitas aqui mesmo, em experiências secretas. — Talvez, em parte. Mas já há uma boa documentação e não vejo motivo de espanto em supor que outros planetas do nosso sistema sejam habitados. — Mas os seres que comandam ou pilotam essas naves espaciais, por que não pousam e entram em contato?

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Explorar a questão inicial sobre filmes de extraterrestres e ouvir o que os alunos conhecem. Depois, perguntar a eles: Como os seres de outros planetas se relacionariam com os habitantes da Terra?

ENCAMINHAMENTO Levantar hipóteses sobre o título do texto (Planetas habitados) e relacioná-lo

ao título do capítulo (O universo da ficção científica). Perguntar: Quais seriam os planetas habitados? Eles fazem parte do universo da ficção? Após a leitura silenciosa, pedir a alguns alunos que leiam o texto em voz alta, como se estivessem dramatizando a história, de maneira que cada um represente uma personagem. Explorar o diálogo e os sinais de pontuação que indicam as falas de cada personagem. Comentar sobre os sinais que aparecem no final de cada frase (o ponto final, o ponto de interrogação e as reticências) e

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chamar a atenção para o fato de a história ser contada por meio de diálogo. Discutir o uso das reticências em alguns trechos e auxiliar a classe a concluir que, nesses casos, a função delas é indicar que as personagens estão imaginando como seriam ou viveriam os seres de outros planetas.

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CONEXÕES Para o professor e para os alunos • E.T., o extraterrestre. Direção de: Steven Spielberg. EUA: Universal Pictures, 1982.

FÁBIO EUGENIO

— Não passa de orgulho gratuiA olho nu: apenas com a vista, sem ajuda de qualquer instrumento. to pensar que habitantes de outros Exclusivista: diz-se de quem não aceiplanetas estejam interessados em ta opinião ou ideia diferente da sua. dialogar conosco. Esses engenhos talPernalta: que tem pernas compridas. vez sejam minúsculos, comandados Pretensão: falta de humildade, de modéstia. a distância. Estarão apenas nos estuSugestionável: que se deixa influendando com seus aparelhos? E é bem ciar por ideias de outras pessoas. possível que eles sejam tão diferentes de nós que não haja uma possibilidade de entendimento imediato. — Falariam línguas impossíveis de se aprender? Quem sabe emitam ruídos, ou comuniquem-se por gestos... — Nossos cientistas acabariam descobrindo a chave. Ou eles, mais inteligentes, nos ajudariam a compreendê-la. — Aquela estrela brilhante não é um planeta? — É. Ali há condições para a vida. Talvez primitiva e diversa da nossa, pois sua temperatura é extraordinariamente alta. — Escrevem muitas histórias sobre aquele planeta. Costumam inventar seus habitantes como sendo monstros destruidores, interessados em conquistar a galáxia... — Histórias e hipóteses... Quem sabe eles têm mesmo duas antenas na cabeça, um olho atrás, outro na frente, quatro braços e seis patas. — Seria engraçado se fosse assim. — Por quê? — Pior se tivessem dois braços, um par de olhos em cima do nariz... — Seu conceito de beleza é muito exclusivista. — Gente normal como nós poderia se entender com monstros pavorosos? — Fique tranquilo. É provável que eles só existam nas histórias. E descobriram que lá a atmosfera é oxigênio puro. De mais a mais, o terceiro planeta possui só um terço de matéria sólida. O resto é uma substância líquida onde a vida é improvável. — Esta conversa me abala os nervos. Imaginar monstros pernaltas, com dois olhos na frente. Toque aqui a antena. — Adeus. Não pense mais no assunto. E saia com cuidado para não incomodar as crianças. Seis patas fazem muito barulho... André Carneiro. Planetas habitados. In: Eloyr Pacheco (Org.). Histórias de ficção científica. São Paulo: Ática, 2005. v. 38. p. 27-30.

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ATIVIDADES Pesquisar sobre o autor do texto, André Carneiro, e comentar as informações. Sugerir aos alunos que consultem o site: <http://livro.pro/e6q3db> (acesso em: 6 dez. 2017).

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender enunciados e responder às questões de maneira coerente. • Analisar o uso do diálogo na narrativa.

Resposta pessoal. Provavelmente os alunos vão citar o último parágrafo: “— Adeus. Não pense mais no assunto. E saia com cuidado para não 1. Quem são as personagens da história? incomodar as crianças. Seis patas fazem muito barulho...”. As personagens são dois extraterrestres.

O TERCEIRO PLANETA

• Imagine e desenhe cada uma delas em uma folha à parte. 2. Em que trecho da história você descobriu quem eram as personagens? 3. Na história, quem são considerados seres de outro planeta? Por quê? 4. Que termos os extraterrestres usam para se referir aos seres de outros Tudo leva a pensar que são os humanos, até porque as duas personagens planetas? Monstros pavorosos.

comentam que o terceiro planeta (a Terra) tem oxigênio na atmosfera. Pode-se concluir que o “ser diferente” depende do ponto de vista.

5. Um dos seres diz que é “pretensão injustificável deduzir que só animais semelhantes tenham desenvolvido inteligência”. • O que ele quis dizer com isso? Ele quis dizer que é vaidade, arrogância achar que

somente seres semelhantes a eles sejam inteligentes.

6. Releia este trecho. — Falariam línguas impossíveis de se aprender? Quem sabe emitam ruídos, ou comuniquem-se por gestos... — Nossos cientistas acabariam descobrindo a chave. Ou eles, mais inteligentes, nos ajudariam a compreendê-la.

• Nesse contexto, qual é o significado da palavra chave?

Chave, nesse contexto, significa solução, resposta. Ou seja, os cientistas acabariam descobrindo o código da linguagem extraterrestre e assim os seres teriam como se comunicar. RO BE RT _S /

7. Releia agora este outro trecho.

U SH

ER TT C STO

K.C OM

— Fique tranquilo. É provável que eles só existam nas histórias. E descobriram que lá a atmosfera é oxigênio puro. De mais a mais, o terceiro planeta possui só um terço de matéria sólida. O resto é uma substância líquida onde a vida é improvável.

Planeta Terra visto do espaço. Aproximadamente 70% da superfície terrestre encontra-se coberta por água.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Explorar o título da seção: O terceiro planeta. Verificar se os alunos perceberam que se trata do planeta Terra. Perguntar se ficaram surpresos com o final da história, pedindo que justifiquem. Espera-se que respondam que o final de fato surpreende, pois a impressão, durante o diálogo, de que são

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seres humanos conversando se revela equivocada quando se lê que as personagens têm seis patas e antenas. Essa informação comprova que se trata de alienígenas, e não de terráqueos.

ENCAMINHAMENTO Aproveitar para discutir com os alunos os elementos reais e fictícios da história. A Terra é, de fato, o terceiro planeta do Sistema Solar e possui um terço de matéria sólida e dois terços de água. Diferentemente do que diz o

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CONEXÕES

a) A que planeta os seres se referem? Explique. Os seres se referem ao planeta Terra. O oxigênio e a quantidade da água e da terra, FÁBIO EUGENIO

citados no trecho, comprovam essa hipótese.

b) Qual é a “substância líquida onde a vida é improvável”? A água. Resposta pessoal. O diálogo é a forma narrativa que mais se

8. Observe este parágrafo. aproxima do leitor, que passa a conhecer as personagens pelas suas próprias vozes.

Para os alunos • CADA um na sua casa. Direção de: Tim Johnson. EUA: 20th Century Fox, 2015. Para o professor • BLADE Runner, o caçador de androides. Direção de: Ridley Scott. EUA: Warner Bros. Pictures, 1982.

— Escrevem muitas histórias sobre aquele planeta. Costumam inventar seus habitantes como sendo monstros destruidores, interessados em conquistar a galáxia...

• Você acha que essa opinião sobre os habitantes da Terra tem fundamento? Justifique sua resposta. Resposta pessoal. 9. Você concorda com a ideia de que ser “diferente” depende do ponto de vista de cada um? Converse com os colegas sobre essa ideia.Resposta pessoal. 10. Releia o texto e responda: Como a história se desenvolve? A história se desenvolve mediante um diálogo entre as personagens.

11. Na sua opinião, qual é a forma de narrativa que mais se aproxima do leitor: a narrativa sem diálogos ou a narrativa com diálogos? Justifique. 12. Como ficaria este trecho se o narrador contasse a história sem as falas das personagens? • Reúna-se com um colega. Conversem e escrevam a resposta em uma folha à parte. — Olhe como são bonitas, milhares de estrelas... — E quase todas devem ser rodeadas de planetas como o nosso, habitados, provavelmente... — Custa-me acreditar... — Os cientistas dizem que há milhões, talvez trilhões de planetas, só nas galáxias mais próximas. A vida existiria como aqui. — Devo ter pouca imaginação. Acho difícil visualizar planetas habitados, com seres iguais a nós, vivendo como nós. Espera-se que os alunos consigam apresentar a mesma situação do diálogo. Após o término da atividade, pedir às duplas que leiam as respostas. Analisar a diferença entre a reprodução direta das falas e a reprodução das falas feita pelo narrador. 241

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texto, a atmosfera terrestre é composta principalmente de nitrogênio, oxigênio e argônio, e não de oxigênio puro, e há vida na água. Para realizar a atividade 9 é importante compreender que o texto explora com precisão a ideia da diferença. O diferente depende do ponto de vista: um extraterrestre pode achar os seres humanos diferentes e vice-versa. Esse pensamento pode ser discutido também em relação às diferenças culturais e às várias etnias do nosso planeta.

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ATIVIDADES Conversar com os alunos sobre o Universo e os planetas do Sistema Solar. Sugerimos um trabalho em parceria com o professor de Ciências para fazer uma maquete do Sistema Solar e uma pesquisa sobre as características dos outros planetas. Aproveitar para propor uma conversa sobre como seria a vida nesses planetas e que características teriam os seres que vivessem neles.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Analisar verbetes de dicionário e identificar os significados de palavras adequados ao contexto apresentado. • Identificar procedimentos para buscar palavras no dicionário.

PAL AVRAS NO DICION ÁRIO 1. Leia o texto a seguir e conheça outras duas descobertas da ciência antecipadas pela ficção. Circule as palavras desconhecidas e tente deduzir o significado delas de acordo com o contexto. Resposta pessoal.

Ficção quase real As obras de ficção científica são pródigas em previsões — ou premonições. Veja alguns exemplos de devaneios que inspiraram gerações de cientistas. Por Da Redação Daniela Nórcia

Animais híbridos No romance Frankenstein (1818), da inglesa Mary Shelley (1797-1851), o personagem principal é criado da união de partes retiradas de diversos corpos humanos. Ainda não chegamos a tanto, mas os cientistas já conseguem produzir bizarrices como Rama, resultante do cruzamento de um camelo e de uma lhama, nascida em 1998. A história de Shelley teve inúmeras adaptações para o cinema, como a versão de 1994 dirigida por Kenneth Branagh, com o ator Robert de Niro [...] na pele da Criatura. [...]

CHRIS BORGES

Computadores inteligentes Em 1951, o inglês Arthur C. Clarke publicou “A sentinela”, conto que daria origem a 2001: uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kubrick sobre um supercomputador, HAL, que comanda uma espaçonave e adquire vontade própria [...]. Hoje, a capacidade de processamento do cérebro humano já foi igualada, talvez até superada, por máquinas. Em 1997, por exemplo, um supercomputador da IBM bateu o campeão de xadrez Gari Kasparov em um tira-teima. [...]

Daniela Nórcia. Ficção quase real. Superinteressante, 28 fev. 2005. Disponível em: <http://super.abril.com.br/ciencia/ficcao-quase-real-445494.shtml>. Acesso em: 12 out. 2017.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Conversar com os alunos sobre os procedimentos que utilizam quando encontram no texto uma palavra que desconhecem. Comentar quais procedimentos consideram mais eficientes.

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ções na evolução da tecnologia. Compartilhar as informações do texto e perguntar aos alunos se eles conheciam as informações que leram. Se for necessário, propor que procurem no dicionário as palavras cujo significado desconhecem e não estejam nas atividades.

ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, comentar as descobertas científicas citadas e suas implica-

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CONEXÕES

2. O texto inicial dessa matéria afirma que as obras de ficção científica são pródigas em previsões ou premonições. O que você pode concluir sobre o significado da palavra pródigas nesse contexto?

Para os alunos • OPERAÇÃO Big Hero. Direção de: Don Hall e Chris Williams. EUA: Walt Disney Studios Motion Pictures, 2014.

Significa que essas obras produzem algo (no caso, previsões ou premonições) em abundância, produzem muito.

3. Procure no dicionário o significado das palavras premonições, previsões, devaneios e bizarrices. Anote o significado mais adequado ao texto. Premonições: sensações ou visões de algo que está para ocorrer; pressentimentos, palpites. Previsões: aquilo que se imagina que vai ou pode acontecer. Devaneios: produtos da imaginação, fantasias. Bizarrices: esquisitices.

a) Você encontrou no dicionário as palavras no plural? Justifique sua resposta. Não é possível encontrar as palavras no plural, pois o dicionário só apresenta as palavras no singular. No caso, está no masculino pródigo.

b) De acordo com a ordem alfabética, que sequência devemos seguir para localizar mais rapidamente as palavras indicadas? Bizarrice, devaneio, premonição, previsão.

c) Você havia formulado alguma hipótese sobre o significado dessas palavras? Quais você acertou? Conte aos colegas e ao professor. Respostas pessoais. 4. Leia o significado da palavra híbrido. híbrido (hí.bri.do) adj e sm 1. Que ou o que descende de duas espécies [...]; adj 2. que apresenta características de duas categorias ou tipos (Batman, o herói dos quadrinhos, tem um veículo híbrido de carro, avião e moto.); 3. que pode funcionar com combustíveis diferentes [...]. Saraiva Jovem: dicionário da língua portuguesa ilustrado. São Paulo: Saraiva, 2010. p. 540.

• De acordo com os significados apresentados, o que é um animal híbrido? É um animal que descende de duas espécies diferentes.

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ATIVIDADES Explicar aos alunos que a notação [...] significa que o texto sofreu supressões. Aproveitar a oportunidade e ler para a classe um trecho suprimido do texto. Submarinos Em 1869, o escritor francês Júlio Verne (1828-1905) imaginou um submarino que utilizava um combustível eficiente e praticamente inesgotável. A história do capitão Nemo e dos tripulantes do submarino Nautilus [...], em Vinte mil léguas submarinas, inspi-

rou um filme homônimo dos estúdios Walt Disney, em 1954. Um ano depois, surgiu o primeiro submarino de verdade movido por propulsão nuclear – que foi batizado de Nautilus em homenagem ao veículo descrito por Verne. Disponível em: <http://super.abril.com.br/ciencia/ficcaoquase-real-445494.shtml>. Acesso em: 21 nov. 2017.

Ler com os alunos o início do livro Vinte mil léguas submarinas e verificar as informações reais e/ou imaginárias que são apresentadas no início da história. Propor a leitura compartilhada desse livro em outros momentos durante o trabalho da unidade.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar o sentido expresso pelos verbos no modo imperativo. • Analisar o uso dos verbos no imperativo nas orientações de um experimento.

DE PAL AVRA EM PAL AVRA 1. Leia estas frases do texto Planetas habitados e observe os verbos destacados. Olhe como são bonitas, milhares de estrelas...

Toque aqui a antena.

Não pense mais no assunto.

• O que você acha que os verbos destacados indicam? Possibilidade, dúvida, incerteza. Um fato que aconteceu ou acontecerá. X

Uma ordem, um pedido ou um conselho. CALVIN & HOBBES, BILL WATTERSON © 1988 WATTERSON / DIST. BY ANDREWS MCMEEL SYNDICATION

2. Leia esta tirinha.

Bill Watterson. A hora da vingança: as aventuras de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2009. p. 5.

a) Quais falas indicam uma ordem? Circule-as na tirinha.

Os alunos devem circular: “Vem aqui!”, “Anda, Calvin” e “Apareça pra tomar banho!”.

b) Que verbos a mãe de Calvin utilizou para dar as ordens? Vir (vem), andar (anda), aparecer (apareça).

Na tirinha, esses verbos estão no modo imperativo. De acordo com a circunstância, os verbos no modo imperativo podem expressar: Ordem — Exemplo: Arrume seu quarto e tome banho. Pedido — Exemplo: Ajude a preservar o meio ambiente. Conselho — Exemplo: Não faça isso, pode ser perigoso! Convite — Exemplo: Venha passar as férias aqui comigo!

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Trazer para a classe uma receita culinária que apresente verbos no infinitivo e uma receita que apresente verbos no imperativo. Compartilhá-las com os alunos e verificar se percebem a diferença de sentido expressa pelos verbos.

ENCAMINHAMENTO Propiciar um momento para a realização das atividades.

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Analisar a tirinha da atividade 2, relacionando as imagens com os verbos no imperativo: a mãe de Calvin está gritando, procurando por ele, que não aparece. Nesse caso, a mulher vai se “cansando disso”, como diz no quadrinho 2, e continua dando ordem para que o menino pare com a brincadeira. Na atividade 4, pedir aos alunos que citem outros textos que contêm instruções, como receitas, instruções para a construção de objetos, regras de jogos, entre outros. Na atividade 4b, explicar que, na maioria dos casos, para ensinar

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algo, usa-se o imperativo, mas que os verbos no infinitivo também se aplicam a esse tipo de situação.

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CONEXÕES

3. Complete as frases com os verbos no modo imperativo. a) Não mir. (pegar)

pegue

Coma

b) c) Não (olhar)

Para o professor • AZEREDO, José Carlos. Dicionário Houaiss de Conjugação de Verbos. São Paulo: Publifolha, 2012.

o bebê no colo! Deixe-o no berço para dorfrutas e verduras. A saúde agradece. (comer)

olhe

para o Sol a olho nu. Use óculos escuros.

desperdice d) Não neira. (desperdiçar/fechar)

água!

Feche

já a tor-

4. Vamos fazer um experimento? Leia o texto e mãos à obra!

Suco e ciência Pegue uma laranja para fazer o experimento de hoje Blogue do Rex – 05-09-2013

MAKS NARODENKO/SHUTTERSTOCK.COM, ALEXANDER MAZURKEVICH/SHUTTERSTOCK.COM

Eu adoro um suco de laranja bem gelado! Você também? Então, veja só minha ideia de experimento para hoje: quando for espremer as frutas para o lanche da tarde, separe duas. Pegue também uma tigela funda e encha com água. Em seguida, peça a um adulto que descasque uma das laranjas — a outra você deixa com casca e tudo. Atenção: não corte as frutas! Coloque as duas laranjas dentro do recipiente. O que aconteceu? Procure uma explicação para este resultado enquanto toma um delicioso suco de fruta! Suco e ciência. Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/suco-e-ciencia/>. Acesso em: 12 out. 2017.

a) Os verbos que ensinam como fazer a experiência estão, em sua maioria, no modo indicativo, subjuntivo ou imperativo?

b) Por que os verbos foram empregados nesse modo verbal?

Porque a finalidade do texto é instruir o leitor, ensiná-lo a fazer o experimento, e para dar orientações emprega-se o imperativo.

DNEPWU

No imperativo.

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ATIVIDADES Providenciar jornais e revistas para consulta. Sugerir aos alunos uma pesquisa de textos em que os verbos estejam no imperativo. A busca pode ser feita também em livros e sites. Retomar a leitura do texto Júlio Verne, um escritor apaixonado pela ciência e pedir aos alunos que identifiquem os verbos. Discutir a função dos verbos empregados no tempo presente e no tempo pretérito. Os alunos devem perceber que os verbos no presente foram usados para manter a atemporalidade, uma maneira de reforçar a veracidade do que foi dito. Os verbos no pretérito referem-se aos fatos relacionados à vida de Júlio Verne, ou seja, são fatos que já ocorreram.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Diferenciar palavras de acordo com a terminação u ou l e observar a que classe gramatical pertencem. • Completar palavras utilizando u ou l no final.

QUAL É A LETRA? 1. Reúna-se com três colegas. Escrevam as palavras seguintes em cartões, completando-as com l ou u. go l finho

ma l dade

a u tomático

pa l co

sa u dade

a l face

fa l cão

pa l mito

a l finete

o u sadia

a l moço

a l mofada

e u calipto

ba l de

a u tomóve l

a u dição

Sigam estas orientações. • Troquem os cartões com outro grupo. • O professor vai escrever na lousa a grafia correta das palavras. Corrijam o que o outro grupo escreveu, se necessário. • A cada palavra correta, o grupo ganha dez pontos. A cada palavra escrita incorretamente, o grupo perde cinco pontos. • Destroquem os cartões e vejam quantos pontos vocês fizeram. • Corrijam as palavras incorretas escrevendo-as novamente. 2. Descubra quais palavras da atividade anterior completam as frases e escreva-as corretamente. a) O

golfinho

alimenta-se principalmente de peixes. almofada

b) Minha mãe fez uma c) A salada leva

palmito

d) Ele jogou um

balde

e) A avenida principal foi o

para o meu quarto. , tomate e

alface

.

de água fria nos meus planos. palco

das comemorações.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Nesta seção trabalham-se as letras l e u em final de sílaba. Perguntar aos alunos por que muitas pessoas têm dúvida se uma palavra termina com l ou u. Espera-se que percebam que o som dessas letras no final da palavra é o mesmo em algumas regiões do Brasil.

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ENCAMINHAMENTO Na atividade 1, orientar a formação de grupos com quatro alunos. Seria interessante mesclar alunos que ainda têm algumas dificuldades de escrita com outros que sabem aplicar as descobertas ortográficas. Circular pela sala e acompanhar os alunos na realização das atividades, tanto para verificar a grafia das palavras quanto para auxiliá-los a refletir sobre a escrita. Na atividade 4, propor aos alunos outras palavras para que observem a

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CONEXÕES

3. Leia as palavras dos quadros. sou

abriu

Para o professor • MORAIS, Artur Gomes. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2002.

agiu

a) A que categoria gramatical elas pertencem? Todas elas são verbos.

b) O que elas têm em comum quanto à escrita? Todas terminam com a letra u.

4. Complete as frases com as palavras indicadas entre parênteses. a)

Sou

b) No mês de (abriu/abril)

sol

sensível, por isso evito tomar abril

agiu c) Meu avô o muro! (agiu/ágil)

ele

abriu

. (sol/sou)

seu próprio restaurante. ágil

como um jovem:

, ele pulou

5. Escreva as palavras seguintes completando-as com l ou u. a l moço

ba u nilha

bo l sa

o u tono

aço u gue

ca l çada

do u tor

a l manaque

o u vido

so l to

dinossa u ro

fa l so

6. Descubra o que é.

Pista Todas as palavras são escritas com l ou u.

a) Tablado para apresentações artísticas.

palco

b) Instrumento de sopro cujo nome tem seis letras. c) Parte do corpo em que se coloca o relógio. d) Sinônimo de papagaio.

pulso

louro falso

IDEÁRIO LAB

e) O que não é verdadeiro.

flauta

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que classe gramatical pertencem e as escrevam utilizando u ou l no final.

ATIVIDADES Como atividade de ampliação, pedir aos alunos que tragam palavras terminadas em u ou l, recortadas de jornais e revistas, e verifiquem se a regra de formação do plural se confirma.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Analisar textos da unidade e reconhecer as partes do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho, finalização. • Reconhecer os elementos reais e os elementos fictícios nos textos da unidade. • Escolher tema para a escrita do texto de ficção científica. • Seguir orientações para o planejamento do texto a ser produzido. • Manter a coerência e as características do gênero ao escrever o texto.

M ÃO N A M ASSA! O texto de ficção científica é uma narrativa. Vamos relembrar as partes do enredo?

Situação inicial: o narrador apresenta o acontecimento inicial da história, as personagens e, geralmente, também apresenta o espaço onde os fatos acontecem. Conflito: é o momento em que se apresenta às personagens um problema a ser resolvido ou um desafio. Clímax: é o ponto de maior tensão da história. Desfecho: é a parte em que o conflito é solucionado. Finalização: mostra como ficou a situação das personagens depois que tudo foi resolvido.

1. Reúna-se com um colega. Conversem sobre os textos Combate no mar e Planetas habitados. Por que são classificados como textos de ficção científica? Resposta pessoal.

2. O texto de ficção científica explora elementos fantásticos, imaginários. Explique a relação entre os elementos imaginários e a palavra ficção.

Os elementos imaginários fazem parte da ficção. Ficção significa coisa imaginária, criação fantasiosa.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Os alunos podem trazer notícias ou reportagens sobre a exploração do espaço e retomar as características desses gêneros, estudados anteriormente. Propor uma roda de conversa sobre o assunto de cada texto para, coletivamente, levantarem hipóteses sobre os aspectos que poderiam ser utilizados em uma história de ficção científica.

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ENCAMINHAMENTO A produção textual desta unidade propõe a escrita de um texto de ficção científica, com tema de escolha pessoal. Como nas demais unidades, o objetivo é proporcionar aos alunos a possibilidade de mostrar, por meio da produção, que apreenderam as características do gênero e conseguem aplicá-las na própria escrita. Relembrar as partes do enredo, exemplificando com os textos deste livro.

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CONEXÕES

DNEPWU

Para o professor • CLARKE, Arthur C. 2001: uma odisseia no espaço. São Paulo: Aleph, 2013.

3. Por que esse gênero é chamado ficção científica? Textos desse gênero apresentam elementos da ciência? O texto de ficção científica mistura fatos científicos com a imaginação. No primeiro texto da unidade, as pessoas viajam ao centro da Terra e encontram animais pré-históricos em um mar dentro de um vulcão extinto. No segundo, seres extraterrestres conversam sobre o terceiro planeta próximo do Sol (a Terra).

4. Quais temas podem ser abordados em textos de ficção científica? Resposta pessoal. Seres extraterrestres, robôs, naves espaciais, androides, mutantes, aparecimentos misteriosos, entre outros.

5. Agora você vai usar a sua imaginação e escrever, em uma folha à parte, um texto de ficção científica. As histórias produzidas podem compor um livro de ficção científica da turma. O livro pode ficar na classe, até que todos leiam, e depois pode ser doado para a biblioteca da escola. Seu texto deve responder às perguntas seguintes. Quem serão as personagens? Onde a história acontecerá? Quando acontecerá? Que fatos acontecerão? Qual será o conflito?

• Quais serão os elementos científicos? • Como esses elementos vão se misturar com a ficção? • Como o conflito será solucionado? • Qual será a finalização da história?

GIRAPHICS/SHUTTERSTOCK.COM

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Na atividade 1, lembrar a definição de narrativa de ficção científica: gênero literário dedicado a criar mundos fictícios que, de alguma forma, são diferentes do mundo real em que vivem seus autores. Ao propor a atividade 5, orientar os alunos a responder às questões como forma de planejamento do texto. Além disso, também devem considerá-las ao revisar o texto antes de entregá-lo ao professor para correção.

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ATIVIDADES Providenciar para que os alunos assistam à parte do filme De volta para o futuro em sala e discutir os fatos importantes da história. Seria interessante assistir até um momento em que os alunos fiquem curiosos para saber como será o final e possam levantar hipóteses sobre os próximos acontecimentos. A segunda parte do filme será vista na próxima seção. Discutir quais são os elementos fictícios e quais são os reais. Relembrar que o filme foi feito em 1985 e talvez muitos elementos fictícios sejam reais hoje.

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VIN KE M/ MG TO: . FO 8 6 9 1 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO. EUA.

Será que você inventou algo que vai existir no futuro? Para que você se inspire antes de fazer a revisão e reescrita de seu texto, conheça uma invenção que teve origem em uma obra literária de ficção científica. Leia o texto completo na internet e descubra as outras nove invenções.

KUB RICK . 2001:

DE OLHO NO TEX TO

ED ES TA NLE Y

• Revisar o texto e observar as características e os elementos textuais que precisam ser explorados para a atividade de reescrita. • Verificar aspectos linguísticos do texto: ortografia, pontuação e parágrafos, concordância entre as palavras e clareza dos fatos. • Reescrever o texto aplicando as habilidades de escrita para melhorá-lo.

B R AY /PH OTO FEST /EASYPIX

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

M FIL

Cena do filme 2001: uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick (EUA, 1968).

10 invenções que a ficção científica inventou Toda ficção científica tenta adivinhar o futuro – e às vezes acerta na mosca. Conheça os avanços tecnológicos antecipados por mentes férteis Por Solon Brochado 9 jan. 2017, 19h56 – Publicado em 22 abr. 2010, 22h00 [...]

Imaginado em: 1966, série Jornada nas Estrelas. [...]

Os tablets podem ser vistos em vários filmes e séries de ficção científica, geralmente na mão de engenheiros ou cientistas. A antiga aparição dessa engenhoca é na série original de Jornada nas Estrelas, de 1966. No livro 2001, escrito por Arthur C. Clarke em 1968, baseado no script que escreveu para o filme de Stanley Kubrick, o protagonista utiliza algo chamado Newspad, um computador usado basicamente para exibir conteúdo como jornais, atualizados automaticamente, durante uma viagem. Protótipos de tablets existem desde a década de 1990 [...].

Solon Brochado. 10 invenções que a ficção científica inventou. Superinteressante. Disponível em: <https:// super.abril.com.br/tecnologia/10-invencoes-que-a-ficcao-cientifica-inventou/>. Acesso em: 12 out. 2017.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Após a revisão dos textos, devolvê-los aos alunos e compartilhar as histórias. Seria interessante analisar diferentes histórias, verificando os conflitos criados e a coerência na escrita.

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ENCAMINHAMENTO Após a correção da produção pelo professor, os alunos devem escrever uma nova versão da história. As histórias produzidas podem compor um livro de ficção científica da turma. O livro pode ficar na classe até que todos o leiam e depois pode ser doado à biblioteca da escola para que os alunos de outras salas tenham acesso a ele.

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CONEXÕES

1. Antes de revisar e reescrever a história que você criou, reúna-se com um colega. Ele vai ler seu texto e você vai ler o dele.

Para os alunos • BROWN, Jeffrey. Academia Jedi. Tradução de Isadora Prospero. São Paulo: Aleph, 2015.

2. Escreva, em uma folha à parte, as observações que julgar importantes para o colega melhorar o texto. Destaque também os aspectos positivos. 3. Destroquem os textos. Verifique o que precisa ser melhorado na sua produção. Para isso, observe os itens e assinale a coluna que responde às questões. Sim

Para o professor • LUCAS, George; GLUT, Donald F.; KAHN, James. Star Wars: a trilogia. Tradução de Antonio Tibau et al. São Paulo: Darkside, 2013.

Não

O texto apresenta título? A narrativa mistura ciência e ficção? Apresenta situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização? Você usou adjetivos para caracterizar a(s) personagem(ns) e o(s) lugar(es) onde se passa a narrativa? Evitou a repetição de termos utilizando outras palavras para retomar algo mencionado anteriormente? Há marcadores temporais para dar sequência aos fatos? Organizou o texto em parágrafos? Utilizou regras de concordância nominal e verbal? Usou sinais de pontuação? Escreveu corretamente as palavras? DNEPWU

Usou tempos e modos verbais adequados? 4. Reescreva o texto, incorporando as correções do professor e as observações do colega. Capriche! a) Digite seu texto para compor o livro de ficção científica da turma. b) Combine com o professor e com os colegas como o livro será organizado.

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ATIVIDADES Continuar assistindo ao filme De volta para o futuro e, ao final, perguntar aos alunos se os acontecimentos são parecidos com o que eles imaginaram. Propor que contem do que mais gostaram no filme e expliquem os motivos.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

ORALIDADE EM AÇÃO

• Identificar os elementos reais e fictícios presentes em filme de ficção científica. • Reconhecer o conflito da história e como as ações das personagens colaboram para seu desenvolvimento e/ou resolução. • Desenvolver a habilidade de expressar-se em público ao comentar o filme.

1. Você já foi ao cinema? Como as pessoas devem se comportar nesse espaço? Respostas pessoais.

2. Vamos fazer uma sessão de cinema na escola? Observe as capas destes filmes. Converse com os colegas e o professor e escolham um dos filmes para assistirem juntos. • No dia da exibição do filme, lembre-se de ficar em silêncio e prestar atenção. Não distraia os colegas com conversas e comentários.

FILME DE ROBERT ZEMECKIS. DE VOLTA PARA O FUTURO II. EUA. UNIVERSAL PICTURES. 1989, FILME DE ANDREW STANTON. WALLE. EUA. DISNEY PIXAR. 2008, FILME DE CHRIS RENAUD. O LORAX: EM BUSCA DA TRÚFULA PERDIDA. EUA. ILLUMINATION ENTERTAINMENT. 2012, FILME DE PHIL LORD, CHRIS MILLER. TÁ CHOVENDO HAMBÚRGUER. EUA. SONY PICTURES ANIMATION. 2009, FILME DE HANNA-BARBERA. OS JETSONS. EUA. ABC TELEVISION. 1962

CHRIS BORGES

3. Depois de assistir ao filme, que tal fazer uma roda de conversa sobre ele? • Organize a sala com os colegas, para que todos consigam olhar um para o outro. • Não interrompa quem estiver falando. Espere a sua vez. • Levante a mão quando quiser falar. • Escute com atenção os comentários dos colegas.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Na atividade oral, os alunos são convidados a assistir a um filme de ficção científica. Providenciar o filme escolhido por eles para ser exibido na sessão de cinema. Em um segundo momento, vão identificar os elementos narrativos presentes no filme e comentá-los.

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ENCAMINHAMENTO Ao realizar a atividade 1, ouvir os comentários dos alunos e aproveitar para discutir o comportamento das pessoas em espaços públicos e a necessidade de seguir certas regras. Para a atividade 2, fazer a leitura das sinopses de todos os filmes. Propor uma votação para a escolha do filme e agendar com os alunos uma data para a sessão. Depois que tiverem assistido ao filme, explorar os elementos reais e fictícios, onde se passa a história e as partes

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CONEXÕES

Comentando o filme • • • •

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Qual é o nome do filme? Onde a história acontece? Como é esse lugar? De que forma as características do lugar indicam o cenário de uma história de ficção científica? Quem são as personagens? As características das personagens têm alguma relação com a época em que vivem ou o ambiente em que moram? Qual é o principal conflito da história? O que originou esse conflito?

Para o professor • 2001: uma odisseia no espaço. Direção de: Stanley Kubrick. EUA: Metro-Goldwyn-Mayer, 1968.

• Qual é a relação do filme com o gênero estudado nesta unidade? • Na história, o que pode ser verdade e o que é ficção? • De que forma as atitudes das personagens influenciam a vida das pessoas e o mundo em que vivem? • O que podemos aprender com esse filme? • Qual seria a sua atitude para mudar a situação explicitada no filme se você fosse o protagonista da história?

FIQUE LIGADO A volta ao mundo em oitenta dias, de Júlio Verne, Scipione. Será que Phileas Fogg consegue dar a volta ao mundo em 80 dias? Não perca esta incrível história. Leia!

Histórias de ficção científica, vários autores, Ática. A vida extraterrestre e as novas tecnologias são temas de algumas histórias desse livro, com perguntas inesperadas que vão deixar você bem curioso.

A invenção de Hugo Cabret, direção de Martin Scorsese. Estados Unidos. Este filme se passa na cidade de Paris, nos anos 1930. Hugo Cabret é um órfão que vive escondido nas paredes da estação de trem. Ele guarda consigo um robô quebrado, deixado por seu pai. Ao conhecer a jovem Isabelle, o menino descobre que ela tem uma chave que abre a fechadura existente no robô. O robô volta então a funcionar, levando a dupla a tentar resolver um mistério mágico.

Volta ao mundo em 80 dias — Uma aposta muito louca, direção de Frank Coraci. Estados Unidos. Que tal, depois de ler o livro, assistir a este filme, uma adaptação livre da obra de Júlio Verne? Você vai curtir as aventuras de Phileas Fogg viajando pelos continentes com seu assistente.

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do enredo: situação inicial, conflito, clímax, desfecho e finalização. Durante a atividade 3, ouvir as ideias dos alunos e estimulá-los a participar da roda de discussão. Verificar se compreenderam a história e se conseguem relacionar o tema central com o comportamento das personagens e o ambiente em que vivem. Propiciar um momento para que comentem do que gostaram ou não no filme, apresentando argumentos para embasar suas opiniões.

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ATIVIDADES Os alunos podem escrever uma pequena sinopse incluindo sua opinião sobre o filme, recomendando-o ou não a outras pessoas. Para incentivar a escrita, pode-se ler novamente a sinopse ou resenha do filme. Essa atividade pode ser feita em duplas.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Ler e compreender a notícia. • (Re)conhecer as características do gê-

nero notícia. • Refletir sobre os assuntos tratados no texto. • Discutir as mudanças possíveis em relação à tecnologia e às realizações humanas. • Inferir situações futuras relacionando-as aos temas tratados na unidade.

INTERDISCIPLINARIDADE COM

• CIÊNCIAS

IDEIA PUX A IDEIA Será que é preciso ser cientista para inventar algo que traga benefícios para muitas pessoas? Leia este texto e encontre uma resposta para essa pergunta.

“Sonhei que veria minha mãe de pé”, diz inventora de aparelho para deficientes Filha de paraplégica, Rosana criou aparelho que “levanta” pessoas cadeirantes A vontade de ver a mãe, que é cadeirante, de pé permitiu à inventora Rosana Antunes, de 54 anos, não só mudar a vida da mãe, como a de muitas outras pessoas. “Sonhei que veria minha mãe em pé novamente”, conta. Sem noção médica ou científica, ela desenvolveu um aparelho, aprovado por especialistas, que faz com que deficientes físicos consigam ficar longos períodos em pé. O equipamento está sendo comercializado e já atendeu pessoas do mundo inteiro. Há mais de duas décadas, após um grave acidente, a família de Rosana recebeu dos médicos a triste notícia de que a mãe nunca mais ficaria de pé e nem voltaria a andar. [...] Tambor de água Morando em Minas Gerais, a inventora conta que, durante 25 anos, sozinha e sem conhecimento técnico, passou a pesquisar formas de realizar esse sonho. E foi nas memórias da infância, quando tomava banho em tambores cheios de água, que encontrou a inspiração para construir a máquina [...]. “Meu pai enchia esses tambores de água e eu mergulhava. Fui crescendo e, num dado momento, a circunferência desses tambores prendiam e não deixavam o meu corpo mais descer. Imaginei um aparelho que fizesse o mesmo”, diz. O equipamento tem a estrutura de alumínio e um motor na base, ligado a um controle, como o de um videogame [...]. O aparelho foi testado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), segundo o professor de Fisioterapia Thales de Souza, e seu uso seguro é indicado para superfícies planas, regulares e com inclinações pequenas, como o ambiente doméstico. [...]

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Sensibilizar os alunos para que imaginem como será o mundo no futuro. Em grupos de quatro alunos, sugerir que ilustrem (em uma cartolina ou folha A3) o que imaginam. Essa atividade pode ser feita em parceria com o professor de Arte.

ENCAMINHAMENTO Nesta seção, apresenta-se uma notícia. Além de aplicar as habilidades de leitura para compreendê-la, reconhecendo suas características, os alunos vão discutir as mudanças possíveis em relação à tecnologia e às realizações humanas e inferir situações futuras relacionando-as aos temas tratados na unidade.

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lide, que apresenta os aspectos principais da notícia. Propor as atividades da seção, estimulando os alunos a expressar suas ideias e opiniões a partir das questões.

Incentivar os alunos a fazer uma leitura silenciosa. Retomar as características do gênero notícia – a manchete, o subtítulo e o

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CONEXÕES Para o professor • NICOLELIS, Miguel. Muito além do nosso eu. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. No link <http://livro.pro/abkegv> (acesso em: 7 dez. 2017) é possível ler trechos da obra.

CARLOS CARLOS ARAÚJO ARAÚJO

As memórias de infância, do tempo em que tomava banho em tambores cheios de água, até que foi As memórias infância, do desses tempo em que tomava banho em tambores de água, que Ela foi crescendo e ade circunferência tambores prendia seu corpo, que nãocheios conseguia maisaté descer. crescendo e amesmo circunferência tambores prendia seu corpo, que não conseguia mais descer. Ela aplicou esse princípiodesses para criar seu aparelho. aplicou esse mesmo princípio O equipamento [...] para criar seu aparelho. O equipamento [...] Benefícios físicos Benefícios físicos Ganho de força, de equilíbrio, melhora Ganho de força, de equilíbrio, melhora no sistema respiratório, no cardiorrespiratóno sistema respiratório, no cardiorrespiratório e no trabalho de reabilitação do paciente. rio e no trabalho de reabilitação do paciente. Benefícios emocionais Benefícios emocionais Melhora a autoestima, já que permite ao cadeiMelhora a autoestima, já que permite ao cadeirante ficar em pé e realizar atividades domésticas como pegar rante ficar em pé e realizar atividades domésticas como pegar um copo de água e também no trabalho. Pois permite a ele se locomoum copo de água e também no trabalho. Pois permite a ele se locomover mais facilmente, abraçar e olhar as pessoas nos olhos. ver mais facilmente, abraçar e olhar as pessoas nos olhos. Descrição técnica Descrição técnica A estrutura é feita em alumínio e tem um motor na base, que pode A estrutura é feita em alumínio e tem um motor na base, que pode ser controlado por um controle remoto, semelhante ao do videogame. ser controlado por um controle remoto, semelhante ao do videogame. Como funciona Como funciona O equipamento, que é regulável, prende o corpo do cadeirante e O equipamento, que é regulável, prende o corpo do cadeirante e oferece apoio, permitindo que fique ereto. oferece apoio, permitindo que fique ereto. [...] [...]

Wesley Ribeiro. “Sonhei que veria minha mãe de pé”, diz inventora de aparelho para deficientes. Gazeta Online, Wesley Ribeiro.Disponível “Sonhei que minha mãe de pé”, diz inventora de aparelho para deficientes. Gazeta Online, 14 jun. 2016. em:veria <https://www.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2016/06/sonhei-que-veria14 jun. 2016. Disponível em: <https://www.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2016/06/sonhei-que-veriaminha-mae-de-pe--diz-inventora-de-aparelho-para-deficientes-1013950372.html>. Acesso em: 16 out. 2017. Acesso em: 16 out. 2017. Eleminha-mae-de-pe--diz-inventora-de-aparelho-para-deficientes-1013950372.html>. prende o corpo da pessoa, permitindo que ela fique em pé e se

Ele prendeem o corpo da pessoa, que ela fique em pé e se locomova superfícies planaspermitindo e regulares. locomova em superfícies planas e regulares.

Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas. Converse com os colegas e o professor sobre as questões propostas. 1. O que mais chamou sua atenção nessa reportagem? 1. O que mais chamou sua atenção nessa reportagem? Resposta pessoal. Respostafoi pessoal. 2. Qual a inspiração de Rosana para criar o 2. Qual foi a inspiração de Rosana para criar o aparelho? aparelho? 3. Como funciona esse aparelho? 3. Como funciona esse aparelho? 4. Quais são os benefícios para quem usa o aparelho? 4. Quais são os benefícios para quem usa o aparelho? 5. A reportagem que você leu pode inspirar mais 5. A reportagem que invenções você leu pode inspirar mais pessoas a construir capazes de ajudar pessoas a construir invenções capazes de ajudar a humanidade? Explique. Resposta pessoal. a humanidade? Explique. Resposta pessoal. 6. Que equipamento ou aparelho você gostaria de in6. Que equipamento ou a aparelho gostaria de inventar para melhorar vida dasvocê pessoas? Justifique ventar para melhorar a vida das pessoas? Justifique sua escolha e explique como ele poderia ser útil a sua escolha e explique poderia ser útil a Resposta pessoal. alguém. Se quiser, troquecomo ideiasele com um colega. Resposta pessoal. alguém. Se quiser, troque ideias com um colega. Há ganho de força e de equilíbrio, pois a pessoa consegue ficar na posição Há ganho de força nos e desistemas equilíbrio, pois a pessoa consegue ficar na posição vertical, e melhora respiratório e cardiovascular. Permite certa vertical, e melhora nos sistemas respiratório cardiovascular. locomoção em pequenos ambientes e maioreinteração social. Permite certa locomoção em pequenos ambientes e maior interação social.

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ATIVIDADES Ler a reportagem Peixe elétrico da Amazônia inspira criação de robôs subaquáticos, disponível em <http:// livro.pro/vsr48s> (acesso em: 7 dez. 2017). Ler e discutir o assunto tratado para relacioná-lo ou não ao tema proposto na seção.

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