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História ALFREDO BOULOS JÚNIOR Doutor em Educação (área de concentração: História da Educação) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mestre em Ciências (área de concentração: História Social) pela Universidade de São Paulo. Lecionou na rede pública e particular e em cursinhos pré-vestibulares. É autor de coleções paradidáticas. Assessorou a Diretoria Técnica da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – São Paulo.

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Componente curricular: História

5o. ano

Ensino Fundamental Anos iniciais

manual do professor

São Paulo | 1a. edição | 2018

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Conectados História – 5o ano (Ensino Fundamental – Anos iniciais) Copyright © Alfredo Boulos Júnior, 2018 Diretor editorial Lauri Cericato Gerente editorial Silvana Rossi Júlio Editora Deborah D’Almeida Leanza Editor assistente Guilherme Reghin Gaspar Assessoria Rui C. Dias Gerente de produção editorial Mariana Milani Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes Gerente de arte Ricardo Borges Coordenadora de arte Daniela Máximo Projeto gráfico Juliana Carvalho Projeto de capa Sergio Cândido Foto de capa André Luis Maricá Supervisor de arte Vinicius Fernandes Editoras de arte Julia Nakano, Lye Nakagawa Tratamento de imagens Ana Isabela Pithan Maraschin, Eziquiel Racheti Coordenadora de ilustrações e cartografia Marcia Berne Ilustrações Alan Carvalho, Getulio Delphim, Héctor Gómez, Lekah Oliveira, Léo Fanelli/Giz de Cera, Mozart Couto, Rmatias Cartografia Allmaps, Dacosta Mapas, Renato Bassani Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin Supervisora de preparação e revisão Viviam Moreira Revisão Adriana Périco, Camila Cipoloni, Carina de Luca, Célia Camargo, Felipe Bio, Fernanda Rodrigues, Fernando Cardoso, Heloisa Beraldo, Iracema Fantaguci, Márcia Anjo, Paulo Andrade, Rita Lopes, Sônia Cervantes, Veridiana Maenaka Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno Iconografia Erika Neves do Nascimento, Daniel Cymbalista Licenciamento de textos Bárbara Clara Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida Diretor de operações e produção gráfica Reginaldo Soares Damasceno

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Boulos Júnior, Alfredo Conectados história, 5o ano : componente curricular história : ensino fundamental, anos iniciais / Alfredo Boulos Júnior. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2018. ISBN 978-85-96-01376-5 (aluno) ISBN 978-85-96-01377-2 (professor) 1. História (Ensino fundamental) I. Título. 17-11594 CDD-372.89 Índices para catálogo sistemático: 1. História : Ensino fundamental 372.89

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

EDITORA FTD. Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300 Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33 Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

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aPresentação Querida professora, professor querido, ler e escrever é, a nosso ver, compromisso de todas as áreas e não somente da língua portuguesa . É, portanto, também um compromisso da área de História . e esse compromisso nós assumimos estimulando a leitura e a escrita ao longo dos cinco livros desta coleção! nossa coleção nasceu de muitas conversas que tivemos com historiadores, editores e alfabetizadores, que entregaram sua vida ao sonho de ver uma criança descobrindo a escrita . nasceu, também, das vivências com meus alunos, crianças e jovens de diferentes origens e lugares . Com meus alunos aprendi que a minha missão de educador é estimulá-los a serem protagonistas na construção do conhecimento e despertar neles o desejo de conhecer todo dia e cada vez mais . aos meus alunos busquei mostrar a importância da educação do olhar, da construção de conceitos e do exercício constante da leitura e da escrita . e procurei também alertar para a importância de compreender sem julgar, pois à História não cabe julgar, mas sim compreender! por fim, a todos que ofereceram seu tempo e conhecimento para construir esta obra: ensaístas, editores, autores, colaboradores e professores dos anos iniciais do ensino fundamental, em cujos olhos eu vi um olhar amoroso voltado à criança, meu muito obrigado .

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conheça seu m a nual As orientações pedagógicas presentes neste Manual do Professor para apoiar o trabalho em sala de aula estão divididas em duas partes: uma geral, que diz respeito a toda coleção, e uma específica, para cada um dos volumes da coleção. A parte geral apresenta os pilares da coleção, modelos de fichas de avaliação, algumas discussões historiográficas recentes, a relação da coleção com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e textos de apoio que podem ajudar na formação do professor e no planejamento das aulas. A parte específica de cada volume é trabalhada em um Manual de apoio ao professor com formato em “U”. Conheça as seções do Manual em “U”.

abertura de unidade conceitos e noções da unidade

habilidades Lista as habilidades da Base Nacional Comum Curricular que serão trabalhadas em toda a Unidade.

Apresenta os principais conceitos e noções a serem trabalhados ao longo da Unidade.

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ENCAMINHAMENTO • Trabalhar o bloco conceitual, di-

ferenças e semelhanças com base nas imagens das crianças.

• Destacar que o Brasil recebeu

muitos imigrantes vindos de diferentes continentes.

• Informar que temos uma grande comunidade de descendentes de alemães no sul do país e outra de japoneses em São Paulo.

• Chamar a atenção para o fato de que há forte presença de culturas africanas em nosso país.

F1ONLINE/EASYPIX BRASIL F1ONLINE/EASYPIX BRASIL

Menino Meninojaponês. japonês.

Menina Meninaangolana. angolana.

Menino Meninoboliviano. boliviano.

1. 1.Em Em que que essas essas crianças crianças são são diferentes diferentes umas umas das das outras? outras? Resposta Respostapessoal. pessoal. 2. 2.Com Com qual qual dessas dessas crianças crianças você você mais mais se se parece? parece? Resposta Respostapessoal. pessoal.

3. Respostapessoal. pessoal. 3.Qual Qual dos dos países países dessas dessas crianças crianças você você gostaria gostaria de de visitar? visitar? Resposta

Menina Meninabrasileira. brasileira.

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• Aprofundar a reflexão sobre di- IMAGENS EM MOVIMENTO versidade cultural acessando o site: Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural. Disponível em: <http:// livro.pro/p35r49>. Acesso em: 9 dez. 2017.

ATIVIDADES • Faça uma pesquisa e respon-

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O vídeo retrata os diversos fluxos migratórios no Brasil e suas consequências.

da: que estados brasileiros possuem maior presença de descendentes de africanos?

Disponível em: <http://www.unric.org/pt/actualidade/31134-diversidade-cultural-um-patrimonioda-humanidade-a-ser-preservado>. Acesso em: 21 jan. 2018.

No dia 21 de maio, comemora-se o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, por decisão da Assembleia-geral da ONU de 2002, um ano depois de os estados membros terem reconhecido que “a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade para a natureza”. Segundo a Convenção sobre a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO de 2005, “a «Diversidade cultural» refere-se à multiplicidade de formas pelas quais as culturas dos grupos e sociedades encontram sua expressão. Tais expressões são transmitidas entre e dentro dos grupos e sociedades. A diversidade cultural manifesta-se não apenas nas diversas formas pelas quais se expressa, enriquece e se transmite o patrimônio cultural da humanidade mediante a variedade das expressões culturais, mas também através dos diversos modos de criação, produção, difusão, distribuição e fruição das expressões culturais, quaisquer que sejam os meios e tecnologias empregados”. Transmite-se pelo vestuário, religiões, linguagem, danças ou outras tradições que emanam de cada sociedade em particular. A Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural, adotada em 2001, afirma que “a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade para a natureza”.

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Respeitar a diversidade cultural é respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais. Sobretudo o direito das pessoas que pertencem às minorias. Para além disso, promover a cultura das minorias e não reprimi-la é também uma forma de conservá-las, impedindo que elas se extingam e fazendo com que a diversidade seja mantida, permitindo dessa forma o diálogo e a troca de experiências entre os povos. Nesse sentido, quando se fala em multiculturalismo pretende-se abranger não só as minorias étnicas, como também a todos os indivíduos, quer estejam inseridos em sociedades multiculturais ou uniculturais. Pretendendo-se, desta forma, eliminar os preconceitos e os ideais racistas.

Para o professor • Migração – O Brasil em movimento. Duração: 8 min. Disponível em: <http://livro.pro/rjdpj9>. Acesso em: 9 dez. 2017.

• (EF05HI05) Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo -o como conquista histórica. Texto de apoio

FOTOMONTAGEM: RVECTOR/YULIYAN VELCHEV/SHUTTERSTOCK.COM FOTOMONTAGEM: RVECTOR/YULIYAN VELCHEV/SHUTTERSTOCK.COM

Menina Meninacanadense. canadense.

• (EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade e à pluralidade.

Diversidade Cultural: Um patrimônio da humanidade a ser preservado

ERIC LAFFORGUE/ALAMY STOCK PHOTO/GLOW IMAGES ERIC LAFFORGUE/ALAMY STOCK PHOTO/GLOW IMAGES

– Você se parece com alguma das crianças das imagens? – Qual dos países dessas crianças você gostaria de conhecer? Por quê? – O que você sabe sobre a cultura desses países? – Será que no Brasil é possível encontrar elementos culturais semelhantes aos dos países dessas crianças? – Você já comeu sushi? – Já comeu o bolo Floresta Negra? Sabia que esse bolo é de origem alemã? – Você sabia que no Brasil temos muitos descendentes de angolanos, japoneses e alemães? E que nos últimos anos muitos bolivianos têm migrado para o Brasil?

HABILIDADES

Menino Meninoalemão. alemão.

JOãO PrudEnTE/PuLSAr iMAgEnS JOãO PrudEnTE/PuLSAr iMAgEnS

SENSIBILIZAÇÃO • Perguntas norteadoras:

cidadania: cidadania: passadO passadO ee presente presente

COMMErCiAL MEgAPrESS COLLECTiOn/ COMMErCiAL COLLECTiOn/ ALAMy STOCkMEgAPrESS PHOTO/gLOw iMAgES ALAMy STOCk PHOTO/gLOw iMAgES

Cultura Diversidade cultural Carimbó Fandango Caiçara Etnocentrismo Cidadania Nazismo Direitos humanos Direitos da criança Regime militar Resistência democrática Ato institucional Constituição Federal de 1988 Estatuto do Idoso

dAVid SAngEr PHOTOgrAPHy/ dAVid PHOTOgrAPHy/ ALAMySAngEr STOCk PHOTO/gLOw iMAgES ALAMy STOCk PHOTO/gLOw iMAgES

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CHRIS WILLSON/ALAMY STOCK PHOTO/GLOW IMAGES CHRIS WILLSON/ALAMY STOCK PHOTO/GLOW IMAGES

uunid nidaaddee

CONCEITOS E NOÇÕES DA UNIDADE

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SEÇÕES DO MANUAL Textos de apoio Textos que visam complementar e enriquecer a aula. O objetivo dessas leituras é dar subsídios ao professor para aprofundar o assunto.

Sensibilização Propõe algumas perguntas que podem ser feitas para despertar o interesse dos alunos em relação ao assunto abordado.

7. Sobre o assunto tratado neste capítulo, conceitue os seguintes termos:

Os calendários na história [...] Quando estamos imersos numa cultura, normalmente não percebemos coisas óbvias que fazem parte dela. Esse é o caso dos calendários, pois, para nós, ocidentais, que utilizamos o calendário gregoriano, é até difícil de imaginar que atualmente existam aproximadamente 40 calendários em uso no mundo [...]. Os calendários surgiram da necessidade humana de contar o tempo, a partir da repetição dos seus ciclos naturais. Assim, a alternância entre o dia e a noite é o elemento fundamental do calendário. A observação das fases da Lua levou ao conceito de mês, e o ciclo das estações, à ideia de ano. [...] Os babilônios, por exemplo, usavam um calendário lunar com 12 meses de 30 dias cada um, totalizando 360 dias no ano. A cada 6 anos acrescentava-se um mês, para corrigir a defasagem. Para os egípcios, que dependiam da agricultura [...], a previsão da época das cheias do rio Nilo era uma questão de sobrevivência. Seu calendário [...] consistia de 12 meses de 30 dias, seguidos de 5 dias adicionais, chamados celestes [...]. Na Grécia antiga a base de sua contagem de tempo eram os Jogos Olímpicos, embora cada cidade-Estado tivesse seu próprio calendário e formas individuais de corrigi-lo. [...]

modo de contar e dividir o tempo.

b) Calendário: c) Religião:

Texto de apoio

9. Observe a imagem a seguir.

modo de viver, pensar e agir de um povo.

a) Cultura:

conjunto de crenças, normas e valores partilhados por um grupo, comunidade ou povo; é importante lembrar que a religião é sempre coletiva.

rADiM BEzNOsKA/AGE/GEtty iMAGEs

[...] Tempo, tempo, tempo mano velho Tempo, tempo, tempo mano velho Vai, vai, vai, vai, vai, vai

CArLOs siLvA/AE

8. Leia a seguir um trecho da letra da música Sobre o tempo, da banda mineira Pato Fu.

Tempo amigo seja legal Conto contigo pela madrugada Só me derrube no final

Praga. república tcheca.

Ah-ah-ah ah-ah Ah-ah-ah ah-ah [...]

a) Em que época do ano a fotografia foi tirada? A fotografia foi tirada no período de festas natalinas.

Disponível em: <https://www.letras.mus.br/pato-fu/30233/>. Acesso em: 14 dez. 2017.

Encaminhamento

b) Que elemento da fotografia permite identificar a época em que ela foi tirada?

fernanda takai, vocalista do Pato fu, em Belém. PA, 2004.

Quer ajudar o professor a desenvolver a aula e a destacar aquilo que merece especial atenção e, por isso, precisa ser trabalhado com mais cuidado.

O elemento que permite identificar a época em que a fotografia foi tirada

a) O compositor trata o tempo como membro da família. Como isso aparece na letra?

é a árvore de Natal.

c) E a estrela que se vê na imagem, o que indica?

Isso aparece na letra quando o compositor chama o tempo de “mano velho”.

b) O que o compositor pede ao tempo?

A estrela no alto da árvore anuncia o nascimento de Jesus.

d) Qual é a importância da data do nascimento de Jesus para o calendário adotado no Brasil?

O compositor pede para o tempo ser legal com ele.

O nascimento de Jesus é o marco inicial da contagem do tempo no calendário cristão.

c) Interprete. O que o compositor da música quer dizer com “Vai, vai, vai, vai, vai, vai”? Quer dizer que o tempo não para.

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Disponível em: <http://www.batebyte. pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo. php?conteudo=1502>. Acesso em: 18 jan. 2018.

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+ Atividades Oferece atividades que podem ser utilizadas para avaliar o aprendizado dos alunos na escola ou em casa.

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Imagens em movimento Indica vídeos e filmes para alunos e/ou professores.

MATERIAIS DIGITAIS

Esta coleção apresenta para o professor material complementar, em formato digital, com: Planos de desenvolvimento bimestral, Sequências Didáticas, Propostas de Acompanhamento de Aprendizagem e Projetos integradores. V

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sum Ário 1. Pilares da coleção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VIII 1 .1 ler e escrever em História . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VIII 1 .2 letramento/multiletramento e alfabetização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VIII 1 .3 protagonismo do aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . IX 1 .4 atividades que estimulam o desenvolvimento de competências e habilidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . IX 1 .5 adoção de uma perspectiva interdisciplinar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . IX 1 .6 avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . IX 2. Ler e escrever: um compromisso de todas as áreas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XIII 3. A nova concepção de documento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XIV 4. O trabalho com imagens fixas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XVI 4 .1 Imagens fixas na sala de aula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XIX 5. O que se espera que o aluno escreva em História? . . . . . . XX 6. Não basta ensinar História . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXI 7. Inserção da África nos currículos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXII 8. Por que estudar a temática afro e a temática indígena? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXIII 9. Textos de apoio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXIV texto 1 . o conhecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXIV texto 2 . o papel do professor de História . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXV texto 3 . a contribuição da História na formação de leitores/escritores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXVI texto 4 . a noção de tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXVII texto 5 . semelhança e diferença, permanência e mudança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXVIII texto 6 . exploração do espaço e dos objetos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXIX texto 7 . Visita a museu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXX texto 8 . orientações para o uso da internet . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXI

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10. A Base Nacional Comum Curricular e o contexto atual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXII 10. 1 A legislação que dá suporte à BNCC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXII 10. 2 A BNCC e a busca por equidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIII 10. 3 BNCC e currículos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIII 10. 4 O poder transformador da Educação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXV 10. 5 A nossa coleção e a BNCC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXV 10. 6 As 10 competências gerais propostas pela BNCC . . . . . . . . . . . . XXXVI 11. As seções do livro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXVIII Página de abertura da unidade temática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXVIII Corpo do capítulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXVIII Dialogando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXVIII Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIX Você leitor! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIX Você escritor! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIX Você cidadão! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIX Integrando com... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIX 12. Quadro programático da coleção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XL 13. Quadro de conceitos e noções, objetos de conhecimento e habilidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XLII 14. Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XLIV 15. Anexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XLV Orientações da parte específica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1

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1. Pilares da coleção Esta coleção para os anos iniciais do Ensino Fundamental tem alguns pilares de sustentação, que listamos a seguir:

1.1

ler e escrever em histÓria

Entendemos o ler e escrever como um compromisso de todas as áreas, como Matemática, Geografia e também História. Isso ajuda a explicar a ênfase que demos à leitura e à escrita nos cinco volumes.

1.2

letramento/multiletramento e alfabetiZação

Com base nos estudos de Magda Soares, de modo sintético, a alfabetização pode ser entendida como aquisição do sistema de escrita (código alfabético), enquanto o multiletramento pode ser visto como desenvolvimento por parte do aluno de práticas sociais de leitura e escrita. Com a disposição de participar do processo de formação de leitores/escritores e do debate teórico que embasa esse esforço, corroboramos as palavras inscritas em um documento oficial:

O ensino tradicional de alfabetização em que primeiro se aprende a “decifrar um código” a partir de uma sequência de passos/etapas, para só depois se ler efetivamente, não garante a formação de leitores/escritores. [...] Por outro lado, é importante destacar que apenas o convívio intenso com textos que circulam na sociedade não garante que os alunos se apropriem da escrita alfabética, uma vez que essa aprendizagem não é espontânea e requer que o aluno reflita sobre as características do nosso sistema de escrita. [...] SANTOS, Carmi Ferraz; MENDONÇA, Márcia (Org.). Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. Disponível em: <http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Formacao/Alfabetizacao_letramento_Livro.pdf>. Acesso em: 25 abr. 2017.

Por isso, nesta coleção decidimos contribuir tanto com a alfabetização do aluno quanto com sua inserção em práticas multiletradas, pois sabemos que é isso que vai ajudá-lo a se comunicar, refletir, propor, opinar e se posicionar diante de situações desafiadoras, preparando-o para o exercício da cidadania. VIII

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Daí nossa decisão de apresentar nos primeiros anos desta coleção propostas de atividades cujo objetivo é ajudar o aluno na aquisição do código alfabético e no domínio de múltiplas linguagens.

1.3 Protagonismo do aluno O aluno é visto como protagonista na construção do saber histórico escolar. Daí a nossa decisão de escutar a voz do aluno, valorizar suas falas e suas produções. O aluno não é um vaso onde se plantam as flores que se quer, mas sim um sujeito ativo que, desde cedo, entra em contato com diferentes linguagens e tem de responder a diferentes estímulos: textuais, imagéticos, sonoros, gestuais, entre outros.

1.4 Atividades que estimulam o desenvolvimento de competências e habilidades Podemos distinguir três competências fundamentais nos seguintes níveis: • Nível básico: se desenvolvem por meio de atividades como ler, identificar, observar, localizar, descrever, nomear, perceber, entre outras. • Nível operacional: se desenvolvem por meio de atividades como associar, relacionar, comparar, compreender, interpretar, justificar, representar, entre outras. • Nível global: se desenvolvem por meio de atividades como avaliar, analisar, aplicar, construir, concluir, deduzir, explicar, inferir, julgar, resolver, solucionar, entre outras. A articulação entre esses três níveis de competências é decisiva no processo de ensino-aprendizagem e está no cerne da nossa proposta didático-pedagógica.

1.5 Adoção de uma perspectiva interdisciplinar Atendendo um estímulo do MEC, nos esforçamos para adotar uma perspectiva interdisciplinar. Para ajudar nessa tarefa, criamos a seção Integrando com... As atividades dessa seção estimulam o aluno a mobilizar conhecimentos e conceitos de outras disciplinas, como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e Geografia. Embora cada disciplina escolar tenha objeto e método próprios, sabemos que o conhecimento não é estanque nem compartimentado em blocos incomunicáveis. Daí o esforço de levar para a sala de aula tais propostas de atividades. Esperamos que, com isso, o aluno perceba e incorpore a existência de conexões e diálogos entre as várias disciplinas.

1.6 Avaliação A nossa visão de avaliação parte de dois pressupostos: 1o) A ênfase deve estar na aprendizagem e não no ensino; 2o) Toda avaliação avalia não só o aluno, mas também o ensino oferecido. Sobre esse tópico, eis o que dizem duas estudiosas: IX

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Avaliação

O ato de avaliar deve ser coerente com o processo de desenvolvimento cognitivo do aluno. É importante, portanto, o professor observar as conquistas diárias das crianças com relação ao saber histórico e usar tais observações para repensar constantemente os caminhos escolhidos, as possibilidades de avanço em termos de conceitos e conteúdos e os tipos de atividades práticas que podem ser introduzidos em cada classe. Nesta visão, a avaliação perde seu caráter quantitativo e rígido, tornando-se um instrumento orientador da ação do professor, auxiliando-o na investigação dos conhecimentos dos alunos, fundamentando suas opções por esta ou aquela estratégia e permitindo-lhe verificar melhor os avanços pontuais, individuais e gerais. Além disso, demonstra se determinado aprendizado pode servir para outras situações. Três dimensões devem ser contempladas na avaliação: diagnóstica, formativa e somativa. • diagnóstica – consiste em diagnosticar os conhecimentos dos alunos (observando-os, dialogando com eles, solicitando que as crianças expressem e registrem de alguma forma o que sabem ou pensam sobre determinado assunto). Essa avaliação auxilia bastante, especialmente nas escolhas iniciais (por onde começar, que direção seguir, o que falta ensinar...). • formativa – deve ocorrer ao longo do processo de ensino-aprendizagem e incidir sobre cada objetivo específico. Ela favorece a constatação de alguns problemas no decorrer do percurso e permite a retomada de alguns conteúdos específicos conforme o caso. • somativa – é feita com vistas a obter um diagnóstico sobre o aprendizado do aluno depois de um período mais longo de ensino. É interessante que coincida com o término de uma unidade, ou de um bimestre ou semestre. Em se tratando de uma ou outra avaliação, considerando-se sua finalidade, é necessário pensar a maneira como esse instrumento será elaborado. Com relação à avaliação do ensino de História viva, real, e tendo o aluno como sujeito ativo no processo, devem-se escolher instrumentos de coleta de dados que permitam a verificação de ideias iniciais sobre fatos ou conceitos e que, depois, também permitam a observação dos avanços nas concepções e conhecimentos dos alunos. Os instrumentos utilizados para a avaliação em História, portanto, precisam ser variados (e ir muito além dos antigos questionários com perguntas que se li-

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mitavam a verificar se o aluno sabia de cor determinadas informações). Algumas sugestões: • Observar a participação do aluno em sala de aula e suas contribuições para o desenvolvimento do conteúdo, nos momentos de debate e nos momentos de produzir material oral ou escrito, coletivo ou individual. • Sempre que possível, pedir que os próprios alunos explicitem o que entenderam ou pensaram sobre certo conteúdo tratado na sala (muitas vezes, parece que os alunos estão entendendo o que está sendo tratado, mas seu entendimento pode conter equívocos, portanto, nada melhor do que pedir que eles tentem “traduzir” por escrito o que aprenderam). Isso também auxilia o próprio estudante a coordenar suas ideias e perceber suas dificuldades. • Propor diferentes atividades de modo a revelar diferentes talentos entre os alunos e demonstrar a existência de diferentes maneiras de representar um conteúdo aprendido em aula (exemplo: solicitar que elaborem uma história em quadrinhos, que façam um desenho, que escolham um símbolo, que montem esquetes para apresentar para os colegas etc.). Por meio de distintos procedimentos de verificação de avanços, acreditamos ser possível acompanhar a incorporação por parte das crianças dos conceitos e conteúdos específicos de História. Tal variedade de procedimentos também contribui para o processo de desenvolvimento cognitivo do aluno, num ambiente escolar que lhe permita reconhecer que sua participação efetiva é realmente importante e considerada. FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de história para o fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. p. 133-135.

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1.6.1 Modelo de observação e avaliação dos alunos Oferecemos dois modelos de planilha de avaliação (individual e autoavaliação) em Anexos (item 15).

1. Participação do(a) aluno(a): a. Na elaboração e na execução das atividades. b. No desenrolar do processo. c. Na criação e na confecção de produtos e materiais para a aula. d. Nas apresentações. e. Nas atividades que mais exigem cooperação e solidariedade.

2. Desempenho do(a) aluno(a): a. Quanto à aquisição de conteúdos conceituais e procedimentais. b. Quanto à atitude. c. Nas diferentes avaliações. d. Quanto à capacidade de argumentação, oral e escrita. e. Quanto à resolução de problemas.

Autoavaliação A autoavaliação é um aprendizado fundamental para a construção da autonomia do(a) aluno(a); além disso, democratiza o processo, pois envolve diferentes pontos de vista. Sugestões de perguntas para a autoavaliação: • Você considerou interessante a atividade ou o trabalho realizados? • Tinha conhecimentos anteriores que o(a) auxiliaram na realização? • Foi fácil ou difícil? Se foi difícil, saberia dizer por quê? • Como você avalia sua participação no grupo? (Realizou tarefas que contribuíram para o trabalho? Sugeriu formas de organizar o trabalho? Colaborou com seus colegas na realização de tarefas?).

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2. ler e escrever: um comPromisso de todas as Áreas

O que seria ler e escrever nas diferentes áreas do currículo escolar? Esse é um dos objetivos que estabelecemos para este livro: desconfinar a discussão sobre leitura e escrita, ampliando o seu âmbito desde a biblioteca e a aula de português para toda a escola. E um dos méritos desse desconfinamento foi a descoberta da leitura e da escrita como confluências multidisciplinares para a reflexão e ação pedagógica. [...] Temos claro que ler e escrever sempre foram tarefas indissociáveis da vida escolar e das atribuições dos professores. Ler e escrever bem forjaram o padrão funcional da escola elitizada do passado, que atendia a parcelas pouco numerosas da população em idade escolar. Ler e escrever massiva e superficialmente tem sido a questão dramática da escola recente, sem equipamentos e estendida a quase toda a população. A sociedade vê a escola como o espaço privilegiado para o desenvolvimento da leitura e da escrita, já que é nela que se dá o encontro decisivo entre a criança e a leitura/ escrita. Todo estudante deve ter acesso a ler e escrever em boas condições, mesmo que nem sempre tenha uma caminhada escolar bem traçada. Independente de sua história, merece respeito e atenção quanto a suas vivências e expectativas. Daí a importância da intervenção mediadora do professor e da ação sistematizada da escola na qualificação de habilidades indispensáveis à cidadania e à vida em sociedade, para qualquer estudante, como são o ler e o escrever. NEVES, Iara C. Bitencourt et al. (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 9. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2011. p. 15-16.

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3. a nova concePção de documento Na visão positivista da História, o documento era visto, sobretudo, como prova do real. Aplicada ao livro escolar, essa forma de ver o documento assumia um caráter teleológico – o documento cumpria uma função bem específica: ressaltar, exemplificar e, sobretudo, dar credibilidade à argumentação desenvolvida pelo autor. Na sala de aula isso se reproduzia: o documento servia para exemplificar, destacar e, principalmente, confirmar a fala do professor durante a exposição. Com a Escola dos Annales, fundada pelos historiadores franceses Lucien Febvre e Marc Bloch, adveio uma nova concepção de documento que nasceu da certeza de que o passado não pode ser recuperado tal como aconteceu, e que a sua investigação só pode ser feita a partir de problemas colocados pelo presente. Essa nova corrente historiográfica, que se formou a partir da crítica ao positivismo, propôs um número tão grande e significativo de inovações que o historiador Peter Burke referiu-se a essa corrente como “a Revolução Francesa da historiografia”. Contrapondo-se à escola positivista, tributária do pensamento do filósofo alemão Leopold von Ranke, que via o documento como prova do real e capaz de falar por si mesmo, a Escola dos Annales propunha uma ampliação e um novo tratamento a ser dado ao documento. Eis o que diz Jacques Le Goff, um dos teóricos da nova História:

A História Nova ampliou o campo do documento histórico; ela substituiu a história de Langlois e Seignobos1, fundada essencialmente nos textos, no documento escrito, por uma história baseada numa multiplicidade de documentos figurados, produtos de escavações arqueológicas, documentos orais etc. Uma estatística, uma curva de preços, uma fotografia, um filme, ou para um passado mais distante, um pólen fóssil, uma ferramenta, um ex-voto são, para a história nova, documentos de primeira ordem. LE GOFF, Jacques apud MARTINS, Ronaldo Marcos. Cuidado de si e educação matemática: perspectivas, reflexões e práticas de atores sociais (1925-1945). São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 2007. p. 23. Tese de doutorado.

Nomes dos historiadores franceses, por meio dos quais a história metódica, mais conhecida como positivista, chegou ao seu auge na segunda metade do século XIX.

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Mas, se por um lado, é consensual entre os historiadores que estamos vivendo uma “revolução documental”, a reflexão sobre o uso de documentos em sala de aula merece maior atenção. Com base nas reflexões daqueles que pensaram o assunto e em nossa experiência docente recomendamos, ao trabalhar com documentos na sala de aula: a. evitar ver o documento como “prova do real”, procurando situá-lo como ponto de partida para se construírem aproximações em torno do episódio focalizado; b. ultrapassar a descrição pura e simples do documento e apresentá-lo ao aluno como matéria-prima de que se servem os historiadores na sua incessante pesquisa; c. considerar que um documento não fala por si mesmo. É necessário levantar questões sobre ele e a partir dele. Um documento sobre o qual não se sabe por quem, para que e quando foi escrito é como uma fotografia sem crédito ou legenda: tem pouca serventia para o historiador; d. levar em conta que todo documento é um objeto material e, ao mesmo tempo, portador de um conteúdo; e. considerar que não há conhecimento neutro: um documento tem sempre um ou mais autores, e ele(s) tem(têm) uma posição que é necessário que se saiba identificar. Visto por este ângulo, o trabalho com documentos tem pelo menos três utilidades: • facilita ao professor o desempenho de seu papel de mediador. A sala de aula deixa de ser o espaço onde se ouvem apenas as vozes do professor ou a do autor do livro didático (tido muitas vezes como narrador onisciente que tudo sabe e tudo vê) para ser o lugar onde ecoam múltiplas vozes, incluindo-se aí as vozes de pessoas que presenciaram os fatos focalizados; • possibilita ao aluno desenvolver um olhar crítico e aperfeiçoar-se como leitor e produtor de textos históricos; • diminui a distância entre o conhecimento acadêmico e o saber escolar, uma vez que o aluno é convidado a se iniciar na crítica e contextualização dos documentos, procedimento importante para a educação histórica.

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4. o trabalho com imagens fixas Vivemos em uma civilização da imagem. Uma grande quantidade de imagens é posta diariamente diante dos olhos dos nossos alunos numa velocidade crescente, e sua transformação em fonte para o conhecimento da História pode, com certeza, ajudar na formação de um leitor atento, autônomo e crítico. Um leitor capaz de perceber que a imagem não reproduz o real; ela congela um instante do real “organizando-o” de acordo com uma determinada estética e visão de mundo. Um leitor capaz de receber criticamente os meios de comunicação; capaz, enfim, de perceber que a imagem efêmera que a mídia veicula como verdadeira pode ser – e quase sempre é – a imagem preferida, a que se escolheu mostrar! Esse fato não passou despercebido pelos professores que, reconhecendo o potencial pedagógico das imagens, passaram a utilizá-las com frequência no ensino de História. Elencamos a seguir alguns cuidados necessários para o trabalho com elas.

cuidados ao trabalhar com imagens Ao se decidir pelo uso de imagens fixas na sala de aula, levar em conta que essa prática pedagógica requer vários cuidados, alguns dos quais são listados a seguir: Museu do Louvre, França, Paris

a imagem é polissêmica Misto de arte e ciência, técnica e cultura, a imagem é polissêmica; até um simples retrato admite várias interpretações. Exemplo disso é ver um álbum de fotografias em família – uma mesma foto que desperta alegria ou satisfação nos avós poderá ser causa de inibição ou vergonha para os netos. Outro exemplo: Mona Lisa, certamente o quadro mais conhecido do mundo, pode ser tomado como exemplo dessa característica da imagem. Já se afirmou que se estivermos melancólicos temos tendência a ver, no sorriso enigmático da personagem retratada, melancolia; se estivermos alegres, ela nos parecerá contente; ou seja, ela expressa os nossos sentimentos no momento em que a vemos.

a imagem é uma representação do real De natureza polissêmica, a imagem é uma representação do real e não a sua reprodução. Sobre isso relata Pierre Villar que certa vez perguntou a seus alunos: Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, 1503-1506.

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O que é Guernica? Eles lhe responderam imediatamente: Guernica é um quadro! Daí comenta o arguto historiador Pierre Villar:

Efetivamente, [...] Guernica – no espírito de muita gente que não tem mais cuidado de saber exatamente de onde isto surgiu – é um quadro de Picasso. [...] Guernica tornou-se a representação de um fato preciso. O fato preciso está esquecido, a representação continua. D’ALESSIO, Márcia Mansor et al. (Org.). Reflexões sobre o saber histórico. São Paulo: Fundação Editora da Unesp, 1998. p. 30. (Prismas).

O fato preciso a que Pierre Villar está se referindo é, como se sabe, o bombardeio da pequenina cidade espanhola de Guernica pela aviação nazista, a mando de Hitler, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). O fato, o bombardeio, ocorrido em 26 de abril de 1937, foi esquecido; a representação produzida por Picasso, um óleo sobre tela, com o nome de Guernica, permaneceu marcando gerações. Não é demais repetir – quando o professor perguntou o que é Guernica, os alunos responderam: um quadro.

A imagem possui um efeito de realidade O que torna mais escorregadio o terreno para quem se decide pelo uso de imagens na sala de aula é justamente o fato de a imagem possuir um efeito de realidade, ou seja, a capacidade de parecer a própria realidade. Se apresentarmos ao alunado a imagem de D. Pedro I, de barba escura, e a de D. Pedro II, de barba branca, e perguntarmos qual deles é o pai e qual é o filho, muitos dirão, provavelmente, que D. Pedro I é que é o filho de D. Pedro II! Sobre a construção das imagens de D. Pedro I, como jovem, e a de D. Pedro II, como velho, observou uma estudiosa:

A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado uma certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo. A imagem de um D. Pedro II velho foi construída no período pós-monárquico e demonstra a intenção dos republicanos em explicar a queda de uma monarquia envelhecida que não teria continuidade. É interessante destacar a permanência dessas ilustrações na produção atual dos manuais, reforçando uma interpretação utilizada pelos republicanos no início do século XX, mesmo depois de variadas pesquisas e publicações historiográficas sobre os conflitos e tensões do período. BITTENCOURT, Circe. Livros didáticos entre textos e imagens. In: ______. O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. p. 80. (Repensando o ensino).

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Museu Imperial, Petrópolis, Rio de Janeiro

Museu Imperial/IPHAN/MinC, Rio de Janeiro

D. Pedro I, de Simplício Rodrigues de Sá, 1826.

D. Pedro II na Abertura da Assembleia Geral, de Pedro Américo, 1872.

Ver não é sinônimo de conhecer Vivemos num tempo em que se busca reduzir o acontecimento à sua imagem, em vez de explicá-lo e contextualizá-lo historicamente; numa época em que querem nos fazer crer que ver é sinônimo de conhecer. No entanto, é preciso que se repita à exaustão: “eu vi” não significa “eu conheço”. Assim, ver no noticiário televisivo um episódio do conflito no Oriente Médio não significa conhecer aquele conflito, seus motivos, contexto, teatro de operações etc. Sobre isso disse uma estudiosa:

Os historiadores se deparam hoje com este fenômeno histórico inusitado: a transformação do acontecimento em imagem. [...] Não se busca mais tornar politicamente inteligíveis uma situação ou um acontecimento, mas apenas mostrar sua imagem. Conhecer se reduz a ver ou, mais ainda, a “pegar no ar”, já que a mensagem da mídia é efêmera. BITTENCOURT, Circe. Livros didáticos entre textos e imagens. In: ______. O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. p. 80. (Repensando o ensino).

Um equívoco recorrente quando o assunto é imagem é a afirmação de que a imagem fala por si mesma. Como lembrou uma ensaísta:

É ilusório pensar-se que as imagens se comuniquem imediata e diretamente ao observador, levando sempre vantagem à palavra, pela imposição clara de um conteúdo

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explícito. Na maioria das vezes, ao contrário, se calam em segredo, após a manifestação do mais óbvio: por vezes, em seu isolamento, se retraem à comunicação, exigindo a contextualização, única via de acesso seguro ao que possam significar. Por outro lado, são difíceis de se deixarem traduzir num código diverso como o da linguagem verbal. LEITE, Miriam Moreira. Retratos de família: leitura da fotografia histórica. São Paulo: Edusp, 1993. p. 12.

De fato, a imagem é captada pelo olho, mas traduzida pela palavra. Tomá-la como fonte para o conhecimento da História envolve vê-la como uma representação, uma estratégia, uma linguagem com sintaxe própria; para obter as informações a partir dela é indispensável desnaturalizá-la e contextualizá-la, interrogando-a com perguntas tais como: por que, por quem, em que contexto e com que intenção foi produzida. É indispensável, enfim, perceber que a imagem não reproduz o real; ela congela um instante do real, “organizando-o” de acordo com uma determinada estética e visão de mundo.

4.1 Imagens fixas na sala de aula O trabalho com imagens pode ajudar no desenvolvimento da competência de ler e escrever a partir do registro visual, bem como estimular as habilidades de observar, descrever, sintetizar, relacionar e contextualizar. Além disso, contribui decisivamente para a “educação do olhar”, para usar uma expressão cunhada por Circe Bittencourt. Com base nas reflexões de alguns estudiosos e em nossa experiência didática, e cientes de que essa tarefa não é das mais fáceis, propomos a seguir alguns procedimentos para introduzir a leitura de imagens fixas na sala de aula: Passo número 1. Apresentar ao aluno uma imagem (fotografia, pintura, gravura, caricatura etc.) sem qualquer legenda ou crédito. A seguir, pedir a ele que observe a imagem e, antes de qualquer coisa, descreva livremente o que está vendo. A intenção é permitir que o aluno associe o que está vendo às informações que já possui, levando em conta, portanto, seus conhecimentos prévios. Nessa leitura inicial, o aluno é estimulado a identificar o tema, as personagens, suas ações, posturas, vestimentas, calçados e adornos, os objetos presentes na cena e suas características, o que está em primeiro plano e ao fundo, se é uma cena cotidiana ou rara. Enfim, estimular no aluno o senso de observação e a capacidade de levantar hipóteses e traçar comparações. Passo número 2. Buscar juntamente com o aluno o máximo de informações internas e externas à imagem. Para obter as informações internas (quando o destaque forem as pessoas), fazer perguntas como: Quem são? Como estão vestidas? O que estão fazendo? XIX

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Quem está em primeiro plano? E ao fundo? etc. Já quando o destaque for um objeto, perguntar: O que é isto? Do que é feito? Para que serve ou servia? Onde se encontra? Quanto às informações externas, perguntar: Quem fez? Quando fez? Para que fez? Em que contexto fez? Passo número 3. De posse das informações obtidas na pesquisa, pedir que o aluno, ele próprio, produza uma legenda para a imagem. A legenda pode ser predominantemente descritiva, explicativa, analítica e/ou ainda conter uma crítica. Na produção da legenda pelo aluno são trabalhadas principalmente as habilidades de observar, descrever, associar, relacionar, sintetizar e, por fim, contextualizar. Levar o aluno a contextualizar o oceano de imagens que seus olhos absorvem a todo instante numa velocidade crescente talvez seja um dos maiores desafios do professor de História. Por fim, uma pergunta: por que trabalhar com imagens em sala de aula? O trabalho com imagens na sala de aula atende a três propósitos: a) educar o olhar; b) contribuir para a formação ou consolidação de conceitos; c) estimular a competência escritora. Na nossa prática docente, nós, professores de História, habitualmente propomos um texto, o interrogamos, e, assim, estimulamos o alunado a escrever a partir dele. O que estamos propondo é continuar estimulando a escrita a partir de um texto, mas, ao mesmo tempo, levar o alunado a escrever também a partir de uma imagem (um texto para ela, sobre ela, a partir dela).

5. o que se esPera que o aluno escreva em histÓria? O texto a seguir é de Fernando Seffner, mestre em Sociologia, doutor em Educação pela UFRGS.

A leitura e a escrita de textos históricos devem levar em conta a necessidade de explicação e utilização de conceitos. Conceitos entendidos aqui como ferramentas de análise, e como possibilidade de universalizar uma discussão. Trabalhamos em história sempre com a análise de situações determinadas. Discutir a qualidade da escrita histórica envolve analisar os recursos conceituais utilizados, as fontes consultadas, a problemática construída, as questões propostas e o estilo narrativo. [...]

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Ler é compreender o mundo, e escrever é buscar intervir na sua modificação. Ao pedir que o aluno escreva um texto de análise histórica, estaremos sempre buscando extrair dele uma posição frente à discussão. Portanto, estamos trabalhando no sentido de que cada aluno desenvolva uma capacidade argumentativa própria, utilizando conceitos claros, num ambiente democrático de troca de ideias e convívio de opiniões diferenciadas. Isso colabora para a formação da identidade política de cada aluno. O que não podemos permitir é que as atividades de leitura e escrita na aula de história se transformem num ritual burocrático, em que o aluno lê sem poder discutir, responde questionários mecanicamente e escreve texto buscando concordar com o professor para ter sua boa nota assegurada. [...] SEFFNER, Fernando. Leitura e escrita na história. In: NEVES, Iara Conceição Bitencourt (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 9. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2011. p. 119-120.

6. não basta ensinar histÓria Para uma boa formação, os alunos precisam entender bem o que leem e saber pensar e escrever.

[...] Há muitas formas de orientar os alunos a ler o texto histórico, desviando-os da terrível decoreba. Um exemplo, à maneira de um jogo de desconstrução e reconstrução, é propor-lhes que identifiquem, a partir de uma espécie de “perguntas-chave”, as informações básicas existentes, digamos, num capítulo do livro didático: o acontecimento principal e os secundários (o quê?); os agentes históricos envolvidos – grupos sociais, instituições, indivíduos e seus respectivos interesses e motivações (quem?); o período histórico e as datas mais importantes (quando?), o lugar geográfico, político, social (onde?). Com base nessas respostas, que mais adiante serão enriquecidas com respostas de outras perguntas (como? e por quê?), o aluno poderá redigir seu texto-resumo, no qual irão figurar as informações essenciais. Essa sinopse do fato histórico é o “esqueleto”, o núcleo desse fato, e é também o que vai possibilitar ao aluno se situar no tempo, no espaço, na história, é o seu “chão” histórico, é a base para argumentação. [...] RIBEIRO, Marcus Venicio. Não basta ensinar história. Revista Nossa História, ano 1, n. 6, p. 76-78, abr. 2004.

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7. inserção da África nos currículos A partir dos anos 1970, no contexto da oposição ao Regime Militar, a luta contra o racismo é reavivada e se mistura à dos trabalhadores. Numa manifestação ocorrida em 1978, vários grupos negros reuniram-se nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo para protestar contra a morte sob tortura do trabalhador negro Robson da Luz e a discriminação sofrida por quatro atletas juvenis negros, expulsos do Clube de Regatas Tietê, em São Paulo, sem nenhuma justificativa. Durante esse ato público, ocorreu a unificação das várias organizações negras, nascendo assim o Movimento Negro Unificado (MNU). O ato público de 7 de julho de 1978 nas escadarias do Teatro Municipal em São Paulo, reunindo cerca de 2 mil pessoas, é considerado um marco na luta negra contra o racismo. Três anos depois o MNU aprovava um Programa de Ação que defendia os seguintes pontos:

Desmistificação da democracia racial brasileira; organização política da população negra; transformação do Movimento Negro em movimento de massas; formação de um amplo leque de alianças na luta contra o racismo e a exploração do trabalhador; organização para enfrentar a violência policial; organização nos sindicatos e partidos políticos; luta pela introdução da História da África e do Negro no Brasil nos currículos escolares [...] contra o racismo no país. DOMINGUES, Petrônio. Movimento Negro Brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo, v. 12, n. 23, 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/tem/v12n23/v12n23a07.pdf>. Acesso em: 25 abr. 2017.

Portanto, desde 1981, o mais destacado dos movimentos sociais de defesa dos direitos das populações negras no Brasil já reivindicava a inserção da História da África e dos afro-brasileiros nos currículos escolares, o que, por si só, evidencia sua importância nas conquistas posteriores envolvendo legislação e Estado. Nas décadas seguintes, o Movimento Negro se manteve ativo e, juntamente com seus aliados da sociedade civil, conseguiu uma grande conquista em 2003, quando, coroando uma luta de décadas, o governo Lula promulgou a Lei no 10.639/03, que tornou obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira. A Lei no 11.645/08 modificou a Lei no 10.639/03 e acrescentou a obrigatoriedade de também se estudar história e cultura dos povos indígenas no Ensino Fundamental e Médio das escolas públicas e particulares. XXII

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8. Por que estudar a temÁtica afro e a temÁtica indígena? Então, é por obediência à lei que se deve estudar a temática afro e a temática indígena? Não só, pois, além de obedecer à lei e contribuir, assim, para a construção da cidadania, há razões para se trabalhar a temática afro e a indígena na escola que merecem ser explicitadas, a saber: a. o estudo das matrizes afro e indígena é fundamental para a construção de identidades; b. esse trabalho atende a uma antiga reivindicação dos movimentos indígenas e dos movimentos negros: “o direito à história”; c. o estudo dessas temáticas contribui para a educação voltada à tolerância e ao respeito ao “outro” e, assim sendo, é indispensável a toda população brasileira, seja ela indígena, afro-brasileira ou não. Cabe lembrar também que a população indígena atual, cerca de 897 mil pessoas, segundo o Censo do IBGE-2010, vem crescendo e continua lutando em defesa de seus direitos à cidadania plena. Já os afro-brasileiros (pardos e pretos, segundo o IBGE) constituem cerca de metade da população brasileira. Além disso, todos os brasileiros, independentemente da cor ou da origem, têm o direito e a necessidade de conhecer a diversidade étnico-cultural existente no território nacional. Sobre esse assunto o historiador Itamar Freitas disse:

Em síntese, nossos filhos e alunos têm o direito de saber que as pessoas são diferentes. Que o mundo é plural e a cultura é diversa. Que essa diversidade deve ser conhecida, respeitada e valorizada. E mais, que a diferença e a diversidade são benéficas para a convivência das pessoas, a manutenção da democracia, e a sobrevivência da espécie. FREITAS, Itamar. A experiência indígena no ensino de História. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de (Org.). História: ensino fundamental. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. p. 161. (Coleção Explorando o ensino).

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9. textos de aPoio O objetivo desta seção é colocar o professor generalista em contato com especialistas em fundamentos da História e no ensino de História.

texto 1 O conhecimento

O conhecimento antigamente era estável, as transformações ocorriam muito lentamente. Para obter conhecimento, o homem se dedicava a uma série de exercícios mentais que se repetiam em livros, na sala de aula e no cotidiano. Podíamos memorizar uma série de informações, aprender regras de retórica, decorar tabuadas e seríamos reconhecidos pela comunidade como homens cultos, ponderados nas decisões, prováveis “vencedores”. Nesse mundo marcado pela tranquilidade, pela repetição, pelas relações sensoriais e não virtuais, nesse mundo antigo sobrava tempo até para amar. Os ancestrais deixavam como herança modelos que serviam de modelo para uma vida. Não era dinheiro mas gerava tranquilidade. Existia nesse velho mundo um horizonte seguro para onde devíamos caminhar. Hoje é assim? Não. Como as mudanças eram lentas, o homem podia perpetuar formas de comportamento, podia ensinar fórmulas, sugerir procedimentos ou ainda contar fábulas exemplares. Casamento era para a vida toda, emprego público significava segurança na velhice, diploma, um eterno seguro-desemprego. Como cada coisa ocupava, por muito tempo, o mesmo lugar, nós podíamos ensinar uma receita adequada para o sucesso: estude! Tenha um diploma! Vá para a cidade! Tome Biotônico Fontoura! A relação entre expectativa e resultado era, quase, linear. [...] E agora como ficam os modelos? Primeiro, nós temos que descobrir o que são modelos. E isso representa um longo aprendizado, tarefa para um professor. [...] Se não sabemos colocar o problema, observar uma situação por diferentes ângulos, trabalhar inúmeras variáveis, estabelecer relações, discutir as premissas, não encon-

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traremos o campo da provável solução. Se não sabemos questionar hipóteses também não saberemos enfrentar mudanças. Como enfrentar a mudança? Identificando, comparando, relacionando, traduzindo e abstraindo. THEODORO, Janice. Educação para um mundo em transformação. In: KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003. p. 51-53.

Texto 2 O papel do professor de História

É necessário [...] que o ensino de História seja revalorizado e que os professores dessa disciplina conscientizem-se de sua responsabilidade social perante os alunos, preocupando-se em ajudá-los a compreender e – esperamos – a melhorar o mundo em que vivem. Para isso, é bom não confundir informação com educação. Para informar aí estão, bem à mão, jornais e revistas, a televisão, o cinema e a internet. Sem dúvida que a informação chega pela mídia, mas só se transforma em conhecimento quando devidamente organizada. E confundir informação com conhecimento tem sido um dos grandes problemas de nossa educação [...] Exatamente porque a informação chega aos borbotões, por todos os sentidos, é que se torna mais importante o papel do bom professor. [...] Mais do que livro, o professor precisa ter conteúdo. [...] É inadmissível um professor que quase não lê. Se o tempo é curto, se as condições de trabalho são precárias, se o salário é baixo, se o Estado não cumpre sua parte, discuta-se tudo isso nas esferas competentes e lute-se para melhorar a situação dos docentes, em vez de usar isso tudo como desculpa para a falta de empenho pessoal em adquirir conhecimento, entrar em contato com uma bibliografia autorizada, conhecer novas linhas de pensamento e discutir com os colegas estratégias para melhor operacionalizar nas salas de aula o patrimônio cultural e histórico. [...] Valendo-se dessas considerações, é preciso que o professor tenha claro o que e como ensinar. Pela volta do conteúdo nas aulas de História

O passado deve ser interrogado a partir de questões que nos inquietam no presente (caso contrário, estudá-lo fica sem sentido). Portanto, as aulas de História serão mui-

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to melhores se conseguirem estabelecer um duplo compromisso: com o passado e o presente. Compromisso com o presente não significa, contudo, presentismo vulgar, ou seja, tentar encontrar no passado justificativas para atitudes, valores e ideologias praticados no presente [...]. Significa tomar como referência questões sociais e culturais, assim como problemáticas humanas que fazem parte de nossa vida [...]. [...] Compromisso com o passado é pesquisar com seriedade, basear-se nos fatos históricos, não distorcer o acontecido, como se esse fosse uma massa amorfa à disposição da fantasia de seu manipulador. Sem o respeito ao acontecido a História vira ficção. Interpretar não pode ser confundido com inventar. E isso vale tanto para fatos como para processos. [...] Afirmações baseadas apenas em filiações ideológicas são, no mínimo, desprezíveis, podendo tornar-se perigosas quando, além de não verdadeiras, acabam se tornando veículos do preconceito e da segregação. É o caso de, por exemplo, “verdades” como “os índios não são bons trabalhadores”, “as mulheres são inferiores”, “os jovens são sempre revolucionários” [...]. [...] Defendemos, pois, a “volta” do conteúdo às salas de aula, da seriedade. E, do óbvio: a tentativa de interpretação deve, necessariamente, ser precedida pelo entendimento do texto. [...] Um modo mais construtivo (sem trocadilhos) seria adotar como postura de ensino (que se quer crítico) a estratégia de abordar a História a partir de questões, temas e conceitos. [...] PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Por uma história prazerosa e consequente. In: KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003. p. 22-25.

Texto 3 A contribuição da História na formação de leitores/escritores

O desenvolvimento da competência leitora e escritora é responsabilidade de todas as áreas de conhecimento e não somente da área de Língua Portuguesa; a História, importante ciência humana, pode e deve dar uma contribuição decisiva nesse processo e uma das condições para isso é o trabalho planejado com diferentes tipos de textos e com uma diversidade de linguagens (cinematográfica, fotográfica, pictórica; a dos quadrinhos, a da charge, a da literatura, a dos jornais, entre outras).

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Boa parte do que os alunos aprendem em História na escola é resultado da leitura (de textos e imagens); daí a importância de familiarizá-los também com os procedimentos de leitura, específicos e diferenciados, e adequados a cada um desses registros. Sem nos adentrarmos na discussão teórica sobre o assunto, é importante lembrar que imagem e texto possuem estatutos diferentes e demandam tratamentos e abordagens diferenciados. Sabendo-se que a leitura possibilita o acesso a conteúdos e conceitos históricos, a tarefa de ensinar a ler e escrever deve ser vista como parte integrante de um curso de História para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Ao receberem um tratamento adequado, os textos e as imagens deixam de servir só para ilustrar ou exemplificar um determinado tema e passam a ser materiais a serem interrogados, confrontados, comparados e contextualizados. Com esse objetivo estimulamos a leitura de diferentes gêneros de texto e exploramos de forma sistemática a leitura e interpretação de imagens fixas. Além disso, incentivamos a escrita, inclusive porque ler e escrever são competências interdependentes e complementares. Daí termos usado, nesta nossa obra, textos historiográficos, históricos, literários, biográficos, depoimentos, entrevistas, notícias, obras de arte, fotografias, desenhos, charges, caricaturas, tiras de quadrinhos, mapas, gráficos, tabelas, cartazes de propaganda, entre outros. É esse trabalho sistemático e planejado que permitirá aos leitores e escritores alunos, com a mediação do professor, conquistar autonomia para ler e contextualizar textos e imagens. Nesta coleção, além da importância dada à leitura e à interpretação, buscamos estimular também o desenvolvimento da competência escritora. Texto do autor.

Texto 4 A noção de tempo

Para que o saber histórico escolar seja produzido, é preciso que os alunos desenvolvam a noção de tempo histórico. [...] Vejamos, então, o que significa tempo histórico e o que se pretende com o emprego desse conceito nessa etapa da vida escolar. O tempo histórico é um “produto cultural forjado pelas necessidades concretas, historicamente situadas” e, portanto, “representa um conjunto complexo de vivências humanas”. A introdução desse conceito no cotidiano escolar tem como objetivo levar o aluno “a situar os acontecimentos históricos em seus respectivos tempos” (evitando anacronismos) e “a perceber as diversas temporalidades” e ritmos no decorrer da história (Bezerra, 2003: 44-5). Nesse processo de ensino-aprendizagem, o professor também deve permitir às crianças que reflitam sobre (e até critiquem, se for o caso) as distintas concepções de tempo e as periodizações estabelecidas.

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É claro que a criança precisa ser capaz de diferenciar tempo biológico (que tem a ver com nascimento, amadurecimento, envelhecimento), tempo psicológico (as interpretações subjetivas do tempo) e tempo estabelecido culturalmente, por convenções sociais (como as cronologias, as datações em dia, mês, ano, século, as épocas, as eras, os períodos Medieval, Moderno...). Deve também ser capaz de reconhecer a sequência cronológica dos fatos estudados em História. Porém, entender o que é tempo histórico (considerado em toda sua complexidade) vai muito além: significa “perceber as diversas temporalidades no decorrer da História” [...] (Bezerra, 2004: 44). [...] Não é de uma hora para outra que a criança ficará familiarizada com a ideia da existência de diversas temporalidades históricas. Esse é um objetivo que precisa ser perseguido do 1o ao 5o ano, devendo estar sempre implícito no planejamento e na organização dos conteúdos a serem estudados. Para um bom planejamento, faz-se necessário que o professor entenda as fases de desenvolvimento da criança e tenha uma ideia de como ela compreende o que é passado, duração, sucessão, mudança e simultaneidade, antes de introduzir novos conteúdos e novas definições que sofistiquem essas noções. Enfim, conhecer o que a criança entende por tempo e tudo o que se relaciona a ele deve ser sempre o primeiro passo do professor preocupado com a qualidade da sua intervenção pedagógica e a elaboração de atividades interessantes para os alunos. Sugerimos, portanto, que o professor, ao desenvolver seu trabalho, tenha em mente (1) a concepção trazida pela criança e, em seguida, a partir desta concepção, (2) introduzir a noção de tempo histórico (ressaltando o conhecimento socialmente produzido). Já é sabido que “o passado infantil não é nem distante, nem ordenado em épocas distintas. Ele não é qualitativamente diferente do presente” [...]. FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de história para o fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. p. 31-33.

Texto 5 Semelhança e diferença, permanência e mudança

Ao estudar o desenvolvimento do aprendizado das operações de classificação das crianças, concluiu-se que elas começam a classificar primeiramente objetos a partir de critérios simples e, com o tempo, vão estabelecendo critérios de agrupamento cada vez mais abrangentes e coerentes, até conseguirem realizar classificações mais complexas e que dão conta de um maior número de variáveis. Para que esse desenvolvimento ocorra, elas precisam ser estimuladas desde cedo a manusear objetos (dos mais variados tipos) e a organizar coleções com esses objetivos. Nesse processo, fami-

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liarizam-se com operações mentais lógicas que estabelecem semelhanças e diferenças. Mais adiante, aprenderão a distinguir permanências e mudanças, e, finalmente, a compreender a noção de simultaneidade. [...] O ensino de História para crianças pode colaborar nesse aprendizado desde cedo, propiciando-lhes atividades e reflexões que possibilitem estabelecer relações cada vez mais significativas e amplas. Por isso, sugerimos ao professor trabalhar desde o 1o ano (e também na educação infantil) com a classificação de objetos que “contam alguma história”, “despertam alguma memória”. Falamos aqui particularmente de fotografias, utensílios domésticos, roupas, livros, documentos, entre outros. As crianças podem ser levadas a classificar primeiramente tais objetos em “antigos” e “novos”; depois, por épocas; e ainda por outros critérios mais complexos (conforme a faixa etária e o assunto do currículo que está sendo estudado no momento). Esses novos critérios podem ser inspirados pelos atributos dos próprios objetos, por exemplo, “ser usado por mulheres”, “ser encontrado em casas pobres”, “ser usado por um povo ou um grupo social específico”, por “serventia” etc. [...] A ideia de organizar uma exposição ordenada de objetos, como em um museu, que será visitada por outras turmas e até por pais e professores, também é bastante estimulante, além de promover a interação dos alunos com outras pessoas que não os colegas. Nessa interação, acabam por conhecer a opinião de diferentes pessoas. FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de história para o fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. p. 66-67.

Texto 6

Exploração do espaço e dos objetos

Os projetos de Educação em ambientes de museus sistematizaram uma metodologia cujas etapas podem ser sintetizadas em: observação, registro, exploração e apropriação [...]. Essas etapas não precisam ser trabalhadas separadamente. É possível realizar uma abordagem simultânea ou enfatizar um dos aspectos, o que dependerá dos objetivos definidos, da faixa etária dos alunos e do tempo e dos recursos disponíveis para a atividade. Construção do conhecimento

A finalização do trabalho deve ocorrer, necessariamente, com produções dos alunos. Nessas produções, os estudantes deverão sintetizar o processo vivenciado e avaliar tanto a experiência como a si mesmos em relação ao desenvolvimento da atividade. Assim, sugerimos a produção de caderno de textos, desenhos, gráficos, painéis, jornal-mural,

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vídeos e a organização de uma exposição com objetos e imagens. A seguir, propomos [...] atividades que podem ser realizadas em grupos e por diferentes faixas etárias: Colagem com recortes de revistas e papel colorido, além de desenho e pintura para criar uma imagem a respeito da visita da turma à exposição. Elaboração de uma história com os objetos da exposição que suscitaram mais interesse. Em grupo: Se pudessem criar um museu, como ele seria? Sobre qual tema? Que elementos – objetos e imagens – escolheriam para uma exposição? ABUD, Kátia Maria. Ensino de História. São Paulo: Cengage Learning, 2010. p. 141-143. (Coleção Ideias em ação).

Texto 7

Visita a museu

A partir de nossa experiência como educadores de museu, gostaríamos de apresentar alguns pontos fundamentais que devem ser levados em conta no planejamento de uma visita: – Definir os objetivos da visita; – Selecionar o museu mais apropriado para o tema a ser trabalhado; ou uma das exposições apresentadas, ou parte de uma exposição, ou ainda um conjunto de museus; – Visitar a instituição antecipadamente até alcançar uma familiaridade com o espaço a ser trabalhado; – Verificar as atividades educativas oferecidas pelo museu e se elas se adéquam aos objetivos propostos e, neste caso, adaptá-las aos próprios interesses; – Preparar os alunos para a visita através de exercícios de observação, estudo de conteúdos e conceitos; – Coordenar a visita de acordo com os objetivos propostos ou participar de visita monitorada, coordenada por educadores do museu; – Elaborar formas de dar continuidade à visita quando voltar à sala de aula; – Avaliar o processo educativo que envolveu a atividade, a fim de aperfeiçoar o planejamento das novas visitas, em seus objetivos e escolhas. BITTENCOURT, Circe (Org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. p. 114. (Repensando o ensino).

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Texto 8 Orientações para o uso da internet

Se a utilidade da internet é consenso entre os educadores, os procedimentos para seu uso têm sido alvo de acalorados debates. Uma das questões que mais tem preocupado os educadores é que, se por um lado a internet facilita o acesso a um leque amplo de textos e imagens, por outro, pode criar o hábito de buscar o “trabalho pronto”, usando o famoso copiar/colar/imprimir; ou seja, encerrando a pesquisa naquele que deveria ser o seu primeiro passo. No que tange ao nosso campo de atuação, a questão pode ser resumida na seguinte pergunta: a internet serve ao(à) professor(a) de História? Sim, certamente; para isto sugerimos alguns procedimentos: a) Definir previamente os objetivos da pesquisa e solicitar aos alunos que, enquanto estiverem pesquisando, não desviem a atenção da proposta inicial, entrando em salas de bate-papo ou locais para ouvir música ou jogar. b) Encorajar a problematização dos materiais encontrados na rede; depois de localizar os sites que tratam de um mesmo assunto ou tema, estimular o alunado a questionar as fontes em que os sites se apoiam, identificar as ausências de informações significativas sobre o assunto, confirmar a veracidade das informações veiculadas, e, por fim, estimular o posicionamento crítico frente às informações e análises ali disponíveis. c) Sugerir ao aluno que relacione os sites encontrados a outros materiais sugeridos em aula, favorecendo a percepção de que sites, livros, revistas científicas e entrevistas são fontes complementares. Isto poderá facilitar a percepção de que um tema histórico pode ser melhor compreendido se recorrermos a diferentes fontes e à crítica das mesmas. d) Alertar o alunado para o fato de que nem tudo o que está na rede é verdade e que as homepages são por vezes muito pouco consistentes. Por isso, a indicação do tema deve vir acompanhada de perguntas que orientem o aluno a investigar. Sugerimos, quando possível, oferecer um conjunto de sites confiáveis sobre o assunto. e) Incentivar os alunos a trocarem informações com colegas de outras escolas do Brasil e/ou de outros países via redes sociais. Através delas, os alunos poderão também entrar em contato com autores, órgãos governamentais, instituições privadas, blogs de professores, entre outros. Esse acesso a informações/versões significativas é, com certeza, útil à educação histórica. Assim utilizada, a internet pode ajudar os educandos a desenvolverem competências e habilidades que lhes permitam apreender as várias durações temporais nas quais os diferentes atores sociais desenvolveram ou desenvolvem suas ações, condição básica para que sejam identificadas semelhanças/diferenças, mudanças/permanências e dominação/resistência existentes no processo histórico. Texto do autor.

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10.a base nacional comum curricular e o contexto atual Esta coleção, que agora oferecemos à leitura, foi escrita no contexto de um amplo debate nacional em torno da construção de uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que define as aprendizagens essenciais a que todos os alunos devem ter direito ao longo da Educação Básica.

10.1 a legislação que dÁ suPorte À bncc A BNCC está respaldada em um conjunto de marcos legais. Um deles é a Constituição de 1988, que, em seu Artigo 210, já determinava que: “serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais”. 1 Outro marco é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei no 9.394/1996), que no Inciso IV de seu Artigo 9o, afirma:

cabe à União [...] estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum.2

A LDB determina também que as competências e diretrizes são comuns, os currículos são diversos. Esta relação entre o básico-comum e o que é diverso está presente no Artigo 26 da LDB, que diz que “os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos”.3

BRASIL. Constituição da república federativa do Brasil (1988). Disponível em: <http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>. Acesso em: 20 dez. 2017.

1

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei no 9.394/1996). Disponível em: <http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 20 dez. 2017.

2

Lei no 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/secad/ arquivos/pdf/ldb.pdf>. Acesso em: 20 dez. 2017.

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Disto decorre que o currículo a ser construído deve, então, ser contextualizado. Entende-se por contextualização: a inclusão e a valorização das diferenças regionais, ou mesmo locais, e o atendimento à diversidade cultural.4 Isto é coerente com o fato de que o foco da BNCC não é o ensino, mas a aprendizagem como estratégia para impulsionar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades.

10.2 A BNCC e a busca por equidade A busca por equidade na educação demanda currículos diferenciados e afinados com as inúmeras realidades existentes no país. A equidade leva em conta também a variedade de culturas constitutivas da identidade brasileira. E, além disso, reconhece a diversidade de experiências que os alunos trazem para a escola e as diferentes maneiras que eles têm de aprender. A busca por equidade visa também incluir grupos minoritários como indígenas, ciganos, quilombolas e o das pessoas que não tiveram a oportunidade de frequentar uma escola. E se compromete com alunos portadores de deficiência, reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146/2015). A busca por equidade quer, enfim, propiciar igualdade de oportunidades para que todos possam ingressar, aprender e permanecer na instituição escolar. Uma escola pensada e organizada com base nesse princípio estará aberta à pluralidade e à diversidade, garantindo, assim, que todos possam desenvolver habilidades e competências requeridas no mundo contemporâneo. E conseguirá acolher e estimular a permanência dos estudantes na instituição escolar, independentemente de etnia, religião ou orientação sexual.

10.3 BNCC e currículos A BNCC e os currículos estão afinados com os marcos legais citados nesta Apresentação e têm papéis complementares. E, para cumprirem tais papéis, o texto introdutório da BNCC propõe as seguintes ações:

• Contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares [...]; • decidir sobre as formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares [...]; • selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas [...];

Outro marco legal em que a BNCC se apoia é na Lei no 13.005 de 2014, que promulgou o Plano Nacional de Educação. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2014/ lei-13005-25-junho-2014-778970-publicacaooriginal-144468-pl.html>. Acesso em: 20 dez. 2017.

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• conceber e pôr em prática situações e procedimentos para motivar e engajar os alunos nas aprendizagens; • construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo ou resultado [...]; • selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnológicos [...]; • criar e disponibilizar materiais e orientações para os professores [...]; • manter processos contínuos de aprendizagem sobre gestão pedagógica e curricular [...];5

A implementação da BNCC deverá levar em conta, então, os currículos elaborados por estados e municípios, bem como por escolas. Além de incorporar essas contribuições, a BNCC recomenda contemplar também temas relevantes para o mundo em que vivemos e dar a esses temas um tratamento interdisciplinar. Entre esses temas, merecem especial atenção: • Direitos das crianças e adolescentes (Lei no 8.069/1990); • Educação para o trânsito (Lei no 9.503/1997); • Estatuto do Idoso (Lei no 10.741/2003); • Preservação do meio ambiente (Lei no 9.795/1999); • Educação alimentar e nutricional (Lei no 11.947/2009); • Educação em direitos humanos (Decreto no 7.037/2009).

BNCC e a elaboração de currículos No aspecto pedagógico, os conteúdos curriculares deverão estar a serviço do desenvolvimento de competências. Competência pode ser definida como possibilidade de utilizar o conhecimento em situações que requerem sua aplicação para tomar decisões pertinentes. Não é demais lembrar que a elaboração de currículos com base em competências está presente em grande parte das reformas curriculares de diversos países do mundo. É esta também a abordagem adotada nas avaliações internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, na sigla em inglês).

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BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. p. 12-13. Disponível em:

<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 16 dez. 2017.

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10.4 O poder transformador da Educação Por acreditarmos no poder transformador da educação, buscamos somar nossos esforços aos dos educadores preocupados com igualdade, equidade, definição de aprendizagens essenciais a que todos devem ter direito, além de respeito à diversidade e às histórias e culturas locais. Nesse contexto, acreditamos que, se tais princípios e pressupostos pautarem a construção dos currículos nos níveis estadual e local, vão colaborar para a formação integral do ser humano, posicionando-o como protagonista no processo complexo de construção do conhecimento. E podem, além disto, contribuir também para aumentar a capacidade do alunado de mobilizar esse conhecimento e aplicá-lo na busca de soluções para os desafios que lhe são postos pela realidade. Sabemos que, em educação, toda mudança é um processo longo e complexo, que envolve vários atores sociais. Mas esperamos que esse esforço conjunto, do qual nos dispusemos a participar, empreste maior qualidade à educação e ajude a equalizar oportunidades e reduzir as desigualdades hoje existentes no nosso país.

10.5 A nossa coleção e a BNCC Nesse contexto pautado por reflexão, debates e mudanças, e valendo-nos de uma experiência com a escrita da História acumulada ao longo dos anos, buscamos produzir materiais impressos e digitais alinhados aos pressupostos da BNCC, tais como: respeito à pluralidade e à diversidade; busca por equidade e alinhamento a uma educação voltada para a inclusão. Durante a escrita da nossa coleção didática de História, buscamos afinar a nossa sensibilidade a essas intenções nas escolhas iconográficas, nas abordagens culturais e na seleção de conteúdos, oferecendo assim à leitura uma obra capaz de contribuir efetivamente para a formação integral do ser humano, independentemente de sua origem ou condição social. É um dos propósitos da nossa obra que esses princípios cheguem à carteira do aluno, de norte a sul do país, em forma de textos, imagens e atividades escolares. E, assim, somar nossos esforços aos dos educadores, pensadores e professores que, de fato, querem contribuir para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. Acreditamos que essas escolhas vão impactar positivamente a aprendizagem dos alunos. E isso não é pouco quando se sabe que os leitores (alunos e professores) são a razão principal da nossa existência. Voltando-nos aos nossos colegas professores, criamos o Manual de apoio ao professor, com formato em“U” e orientações página a página, que incorporam experiências e reflexões oriundas da pesquisa acadêmica e do dia a dia da sala de aula. Por fim, vale dizer que Austrália, Chile, Reino Unido e Estados Unidos construíram e implementaram uma base curricular nacional que tem favorecido a dimiXXXV

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nuição das discrepâncias educacionais e a melhoria da qualidade da Educação. Por que nós não havemos de conseguir?

10.6 As 10 competências gerais propostas pela BNCC Alinhados à preocupação com o desenvolvimento global do estudante, elencamos a seguir as 10 competências gerais presentes na BNCC que subsidiaram a produção da coleção de História que ora oferecemos à leitura:

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fenômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo-visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns

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que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.6

6

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. p. 9-10. Disponível em:

<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCCpublicacao.pdf>. Acesso em: 16 dez. 2017.

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11. as seçÕes do livro A coleção é composta de cinco volumes. Os livros estão organizados em unidades temáticas que abrigam um conjunto de capítulos. Cada livro possui as seguintes seções:

PÁgina de abertura da unidade temÁtica A página dupla de abertura recorre a imagens e textos de diferentes gêneros acompanhados de questões que estimulam as crianças a falarem sobre o que sabem ou imaginam saber. Com esse diálogo inicial busca-se motivá-las para o estudo do tema da unidade. As imagens utilizadas nessas páginas são as mais variadas: reproduções de pinturas, fotos antigas ou atuais, caricaturas, desenhos, reproduções de cenas de filmes, de histórias em quadrinhos etc. Interrogando essas fontes, pretende-se estimular o alunado a observar, identificar, associar, comparar, relacionar e, ao mesmo tempo, ajudar o professor a dar início a uma aula dialogada.

corPo do caPítulo No corpo do capítulo buscou-se adotar uma linguagem e um tamanho de letra e de entrelinhamento adequados aos anos iniciais do Ensino Fundamental. No 1o ano e nas Unidades 1 e 2 do 2o ano, foram adotados a caixa-alta (letra maiúscula), corpo 15 e entrelinhamento 20. Essa medida se mantém no restante do 2o ano, agora em caixa-alta e baixa. No volume 3, seguiu-se em caixa-alta e baixa, letra de corpo 14 e entrelinhamento 18. No 4o e no 5o anos, foram diminuídos um pouco o corpo da letra e o entrelinhamento: 13 e 16, respectivamente. Ante a preocupação com a distância entre o conhecimento produzido na universidade e o que chega à sala de aula, por meio do livro escolar, torna-se necessário fundamentar o texto didático com uma produção historiográfica qualificada. Assim, incorporamos um conhecimento consolidado e reconhecido pelos historiadores profissionais e pesquisadores do ensino de História ligados à universidade.

dialogando Este boxe faz parte dos volumes 4 e 5 e busca estimular a participação oral do aluno, que é chamado a opinar, a interpretar uma imagem, um gráfico ou uma tabela etc. Essa interrupção do texto principal funciona como respiro e oportunidade para o aluno colocar-se como sujeito do conhecimento.

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atividades Sabe-se que as atividades são vertebrais no trabalho de construção do saber histórico escolar. Sabe-se também que aprender História depende da leitura e da escrita. Por isso, é oferecida ao aluno a leitura de textos jornalísticos, literários, jurídicos, historiográficos, testemunhais etc. E também diversos tipos de imagens: ilustrações, fotografias, charges, pinturas, tirinhas, quadrinhos etc. As atividades desta coleção visam, sobretudo, auxiliar o aluno a pensar historicamente, a contextualizar o que vê e ouve e a capacitar-se para o exercício da cidadania. E também desenvolver a leitura e a escrita, competências complementares e interdependentes. Em alinhamento com a tese de que ler e escrever é um compromisso de todas as áreas, foram criadas as seções Você leitor! e Você escritor!.

você leitor! A seção Você leitor! visa expandir a capacidade de ler e interpretar, bem como ampliar o repertório da criança de termos e conceitos importantes no estudo da História. Visa também familiarizá-la com diferentes gêneros textuais e estimulá-la a perceber quem está falando, de que lugar fala, e, pouco a pouco, estimular nela as habilidades de identificar, relacionar e contextualizar (habilidades das mais importantes em História). Com isso, espera-se ajudar a criança a participar de maneira ativa na construção do saber histórico escolar. E, ao mesmo tempo, permitir que perceba a História como construção. Em muitos capítulos, o material oferecido à leitura é uma imagem. Por meio da leitura de imagem queremos estimular a educação do olhar, a formação de conceitos e o estímulo à produção escrita (escrever a partir da imagem) em História.

você escritor! Em Você escritor! parte-se do pressuposto de que a escrita é uma prática e de que se aprende a escrever escrevendo. Com o propósito de estimular a produção escrita, propõe-se a escrita de uma carta, um cartão-postal, uma notícia, um texto explicativo, um diálogo, uma história em quadrinhos. E assim, aos poucos, pretende-se ajudar na formação de leitores escritores familiarizados com diversos gêneros textuais.

você cidadão! Esta seção quer estimular o aluno a estabelecer relações entre passado e presente, debater questões atuais e urgentes e a se posicionar. Levá-lo, assim, a ir se preparando para o exercício da cidadania.

integrando com... Na esteira aberta pela adoção de uma perspectiva interdisciplinar, foi criada a seção Integrando com..., com a finalidade de: • facilitar aos alunos a percepção de que o conhecimento não está guardado em gavetas incomunicáveis; • evidenciar que as disciplinas mantêm um diálogo permanente e importante para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem; • estimular os alunos a mobilizarem noções, conceitos e saberes de outras disciplinas, como Matemática, Língua Portuguesa e Geografia.

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12. quadro ProgramÁtico da coleção unidade

1

2

3

4

Volume 1

Ser criança Capítulo 1 – As crianças e suas histórias Thayla – São Paulo Renata – Pará Pedro – Minas Gerais Gabi – Rio de Janeiro Isabela – Paraná E você, como é? Capítulo 2 – As marcas do tempo

Volume 2

Espaços de sociabilidade Capítulo 1 – Minha rua, meu bairro Praça Bairro Capítulo 2 – O convívio entre as pessoas Capítulo 3 – Documentos pessoais

Volume 3

Cidades do presente e do passado Capítulo 1 – Município: cidade e campo Do campo para a cidade Da cidade para o campo Meios de transporte aproximam cidade e campo Meios de comunicação aproximam campo e cidade Cidades com menos de 100 anos Capítulo 2 – História de cidades brasileiras São Vicente, a primeira vila brasileira A cidade de Salvador A mudança da capital para o Rio de Janeiro Brasília, a capital do Brasil atual Cidades formadas em torno de fortes Capítulo 3 – Uma cidade, diferentes culturas São Paulo: uma cidade multicultural

Criança, família e amigos Capítulo 1 – Ser criança e ter família Capítulo 2 – Ser criança e ter amigos Como é seu amigo ou amiga? Emoções e preferências Capítulo 3 – Ser criança e ir à escola

O tempo Capítulo 1 – Contando o tempo Capítulo 2 – Antes, durante e depois Ontem, hoje e amanhã Ao mesmo tempo Capítulo 3 – Tempo e calendário Calendário

Cultura, patrimônio e memória Capítulo 1 – Patrimônio cultural Patrimônio material Patrimônio imaterial Patrimônio natural Patrimônios culturais de cidades brasileiras Capítulo 2 – Marcos históricos de cidades brasileiras Marcos da cidade de Belém Marcos da cidade de Goiânia Marcos da cidade de Belo Horizonte Marcos da cidade de Curitiba Capítulo 3 – História e memória em cidades do Brasil Nomes de monumentos Nomes de edifícios Nomes de ruas

Brinquedos e brincadeiras Capítulo 1 – Brinquedos e brincadeiras Brinquedos Capítulo 2 – Outros povos, outros modos de brincar

Registros históricos Capítulo 1 – Fontes históricas Fontes escritas Fontes visuais Fontes orais Fontes materiais Capítulo 2 – Histórias de famílias Baú da história

O lugar em que se vive Capítulo 1 – Comunidades: semelhanças e diferenças Comunidade: o que é? Capítulo 2 – Modos de viver no campo e na cidade Modo de vida na cidade Modo de vida no campo

Vida na família e na escola Capítulo 1 – Famílias: mudanças e permanências Uma família muito antiga Uma família antiga Uma família atual Capítulo 2 – História da escola Os objetos escolares têm história Minha escola também tem história Capítulo 3 – Datas comemorativas

Trabalho e meio ambiente Capítulo 1 – Diferentes formas de trabalho Trabalho que fazemos por prazer Trabalhos que fazemos para sobreviver Capítulo 2 – Trabalho e meio ambiente

Público e privado, trabalho e lazer Capítulo 1 – Espaço público Escola pública As UBS O governo do município Capítulo 2 – Espaço doméstico: nosso lar A divisão das tarefas na família Capítulo 3 – O trabalho no campo e na cidade Trabalho no campo Trabalho na cidade: indústria, comércio e serviços O campo e a cidade dependem um do outro Comércio nas cidades Os serviços oferecidos à população Capítulo 4 – Trabalho e lazer: passado e presente Profissões recentes Profissões antigas Profissões do passado no presente Lazer hoje Lazer em outros tempos

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Volume 4

Mudanças e permanências Capítulo 1 – Mudanças e permanências Quem faz a história? Capítulo 2 – Tempo e primeiros tempos O nosso calendário Linha do tempo Os primeiros tempos Agricultores e pastores O desenvolvimento da metalurgia

Volume 5

Tempo e calendário Capítulo 1 – Nossa cultura e nosso calendário O tempo da natureza Instrumentos de medição do tempo Diferentes culturas, diferentes calendários Capítulo 2 – Os primeiros povoadores da Terra Os caçadores e coletores Os agricultores e pastores Da aldeia à cidade Capítulo 3 – Povos antigos Os mesopotâmicos: religião e cultura Os egípcios: religião e cultura

Circulação de pessoas e comunicação entre elas Capítulo 1 – Da África para o mundo O povoamento da América Os habitantes das terras onde hoje é o Brasil Capítulo 2 – Cidades do passado e do presente Cidades do passado Os povos antigos e o comércio Capítulo 3 – Meios de comunicação: passado e presente A impressão de livros na China Gutenberg e os tipos móveis em chumbo A imprensa chega ao Brasil O rádio Televisão Internet Celular

Cidadania: passado e presente Capítulo 1 – O respeito à diversidade e à pluralidade Carimbó, dança paraense O Fandango Caiçara O Etnocentrismo Capítulo 2 – Cidadania: conquistas dos povos A Organização das Nações Unidas A Declaração Universal dos Direitos Humanos Declaração dos Direitos da Criança Capítulo 3 – Cidadania: conquistas do povo brasileiro O Brasil sob o Regime Militar Resistência democrática A Constituição Federal de 1988 Estatuto da Criança e do Adolescente Estatuto do Idoso

Indígenas, portugueses e africanos na formação do Brasil Capítulo 1 – Povos indígenas no Brasil Diferenças entre os indígenas Semelhanças entre os indígenas Indígenas e portugueses: encontros e desencontros Palavras indígenas usadas pelos brasileiros no dia a dia Capítulo 2 – Portugueses e espanhóis se lançam aos mares Monstros que atacam embarcações A magia das especiarias O que levou os portugueses ao mar? Navegações portuguesas Navegando com os espanhóis Cabral chega onde hoje é o Brasil Colonização portuguesa no Brasil Capítulo 3 – Os africanos antes e depois dos europeus Os bantos Os iorubás Africanos no Brasil O 20 de novembro

Linguagens e debates Capítulo 1 – O uso de diferentes linguagens na comunicação A linguagem do internetês A linguagem da pintura A linguagem da escrita A linguagem do teatro A linguagem de sinais: Libras A Paz em diferentes linguagens Capítulo 2 – Debates do nosso tempo O uso do “internetês” O uso de maquiagem infantil O uso do celular em sala de aula

Abolição e imigração Capítulo 1 – Abolição O processo que conduziu à Abolição As leis e a realidade Os afrodescendentes após a Abolição O samba na casa da Tia Ciata Capítulo 2 – Da Europa para a América Por que os europeus vieram para o Brasil? Imigrantes no Sul Imigrantes em São Paulo Capítulo 3 – Imigrantes: trabalho, resistência e cultura Operários e indústrias entre 1889 e 1930 A presença dos imigrantes em construções, festas e alimentos Japoneses Migrações internas Migrações recentes

Patrimônios da humanidade e marcos de memória Capítulo 1 – Patrimônios da humanidade Patrimônios materiais da humanidade no Brasil Patrimônios imateriais da humanidade no Brasil Patrimônio natural da humanidade no Brasil Capítulo 2 – Marcos de memória 7 de Setembro 21 de Abril O 13 de Maio e a comunidade negra A construção do 20 de novembro

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13. quadro de conceitos e noçÕes,obJetos de conhecimento e habilidades Estes quadros visam apoiar o planejamento do professor, trazendo a relação dos conceitos e noções, objetos de conhecimento e habilidades trabalhados durante o ano. unidAdE 1 – tEMPO E CAlEndÁRiO Conceitos e noções •

Cultura

Calendário

Tempo da natureza

Calendário cristão

Pré-História

Nomadismo / sedentarismo

Caçadores e coletores

Agricultores e pastores

Aldeia neolítica

Divisão do trabalho

Comércio

Poder centralizado / Estado

Imposto

Cidade

Religião

Mito

Objetos de conhecimento • O que forma um povo?: da sedentarização aos primeiros povos • As formas de organização social e política: a noção de Estado • O papel das religiões e da cultura para a formação dos povos antigos • As tradições orais e a valorização da memória • O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias

Habilidades • (EF05HI01) Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado.

(EF05HI02) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado. •

(EF05HI03) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos. •

(EF05HI08) Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo as populações indígenas. •

unidAdE 2 – CidAdAniA: PASSAdO E PRESEntE Conceitos e noções •

Cultura

Diversidade cultural

Carimbó

Fandango Caiçara

Etnocentrismo

Cidadania

Nazismo

Direitos Humanos

Direitos da Criança

Regime militar

Resistência democrática

Ato Institucional

Constituição Federal de 1988

Estatuto do Idoso

Objetos de conhecimento Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas •

Habilidades (EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade e à pluralidade. • (EF05HI05) Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo-o como conquista histórica. •

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unidAdE 3 – linGuAGEnS E dEBAtES Conceitos e noções Linguagens • Internetês • Pintura rupestre • Linguagem escrita • Pictograma • Ideograma • Alfabeto • Teatro • Comédia e tragédia • Linguagem de sinais • Paz • Desmatamento • Poluição • Maquiagem infantil • Dispositivo móvel • Pessoa com deficiência •

Objetos de conhecimento As tradições orais e a valorização da memória • O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias •

Habilidades (EF05HI06) Comparar o uso de diferentes linguagens no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas. •

(EF05HI09) Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais. •

UNIDADE 4 – PAtRiMÔniOS dA HuMAnidAdE E MARCOS dE MEMÓRiA Conceitos e noções Patrimônio Cultural (material, imaterial e natural) • Patrimônio da Humanidade (material, imaterial e natural) • Cidade histórica • Centro histórico • Capoeira • Frevo • Tombamento • Educação patrimonial • Marco de memória • Independência • Monarquia • República • Herói • Abolição • Racismo •

Objetos de conhecimento As tradições orais e a valorização da memória • O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias • Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade •

Habilidades (EF05HI07) Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória. •

(EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo. •

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14. bibliografia

Parte geral ABUD, Kátia Maria; SILVA, André Chaves de Melo; ALVES, Ronaldo Cardoso. Ensino de história. São Paulo: Cengage Learning, 2010. (Ideias em ação). FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de história para o fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003. OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de (Coord.). História: ensino fundamental. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. (Explorando o ensino, 21). PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003. SEFFNER, Fernando. Leitura e escrita na História. In: NEVES, Iara Conceição Bitencourt et al. (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 9. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2011.

Obras sobre Ensino de História e Educação BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. (Docência em formação). BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes (Org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. (Repensando o ensino). CABRINI, Conceição et al. O ensino de história: revisão urgente. São Paulo: Educ, 2000. CAPELATO, Maria Helena et al. (Org.). História e cinema: dimensões históricas do audiovisual. 2. ed. São Paulo: Alameda, 2007. COLL, César et al. O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 2004. FARIA, Maria Alice; ZANCHETTA JÚNIOR, Juvenal. Para ler e fazer o jornal na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002. HYPOLITO, Álvaro Moreira; GANDIN, Luís Armando (Org.). Educação em tempos de incertezas. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

IOKOI, Zilda Marcia Gricoli (Org.). História e linguagens. São Paulo: Humanitas, 2002. (Iniciação, 6). KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003. MANTOAN, Maria Teresa Eglér (Org.). A integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon: Senac, 1997. NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003. PINSKY, Carla Bassanezi. Novos temas nas aulas de História. São Paulo: Contexto, 2009. PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2008. RAMA, Angela; VERGUEIRO, Waldomiro (Org.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2008. (Como usar na sala de aula). RAMOS, Paulo. A leitura dos quadrinhos. São Paulo: Contexto, 2009. (Linguagem e ensino). SILVA, Marcos; FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar história no século XXI: em busca do tempo entendido. São Paulo: Papirus, 2007. (Magistério, formação e trabalho pedagógico). SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2017. SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (Org.). Livros didáticos de Geografia e História: avaliação e pesquisa. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2006.

Obras sobre Avaliação COLL, César. Psicologia e currículo. São Paulo: Ática, 1999. (Fundamentos). HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. 20. ed. Porto Alegre: Mediação, 2003. NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Pedagogia dos projetos: uma jornada interdisciplinar rumo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências. São Paulo: Érica, 2001. PERRENOUD, Philippe. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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15. anexos

PlAnilHA dE AVAliAçãO indiViduAl

Nome do(a) aluno(a): Turma: Professor(a): C: Consolidou o objetivo PA: Em processo de apropriação NO: Necessita de novas oportunidades de apropriação

Objetivos de aprendizagem

C

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Planilha de autoavaliação

Nome do(a) aluno(a): Turma:

Professor(a):

C: Consolidei o objetivo PA: Estou em processo de apropriação NO: Necessito de novas oportunidades de apropriação Durante as aulas •

Faço as atividades de acordo com as orientações do professor.

Participo das aulas com perguntas e comentários.

Peço ajuda quando preciso.

Registro as informações transmitidas e solicitadas pelo professor.

Respondo com clareza às atividades orais. Quanto à organização

Organizo-me com facilidade para a execução das tarefas solicitadas.

Sou organizado(a) com meu material escolar.

Organizo-me com facilidade para a execução das tarefas na sala de aula.

Organizo-me com facilidade para fazer as tarefas em casa. Trabalhos em grupo

Respeito as opiniões dos colegas.

Ajudo os colegas na realização das atividades.

Apresento com clareza minhas opiniões para os colegas. Atitude geral

Faço as tarefas solicitadas para serem realizadas em casa.

Leio e interpreto com clareza os textos solicitados pelo professor.

Procuro conversar para resolver problemas com meus colegas e com o professor.

C

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NO

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Observações:

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Anotações

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Anotações

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História ALFREDO BOULOS JÚNIOR Doutor em Educação (área de concentração: História da Educação) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Mestre em Ciências (área de concentração: História Social) pela Universidade de São Paulo. Lecionou na rede pública e particular e em cursinhos pré-vestibulares. É autor de coleções paradidáticas. Assessorou a Diretoria Técnica da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – São Paulo.

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COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA

5O. ANO

ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS

São Paulo | 1a. edição | 2018

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Conectados História – 5o ano (Ensino Fundamental – Anos iniciais) Copyright © Alfredo Boulos Júnior, 2018 Diretor editorial Gerente editorial Editora Editor assistente Assessoria Gerente de produção editorial Coordenador de produção editorial Gerente de arte Coordenadora de arte Projeto gráfico Projeto de capa Foto de capa Supervisor de arte Editoras de arte Tratamento de imagens Coordenadora de ilustrações e cartografia Ilustrações Cartografia Coordenadora de preparação e revisão Supervisora de preparação e revisão Revisão

Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Iconografia Licenciamento de textos Supervisora de arquivos de segurança Diretor de operações e produção gráfica

Lauri Cericato Silvana Rossi Júlio Deborah D’Almeida Leanza Guilherme Reghin Gaspar Rui C. Dias Mariana Milani Marcelo Henrique Ferreira Fontes Ricardo Borges Daniela Máximo Juliana Carvalho Sergio Cândido André Luis Maricá Vinicius Fernandes Julia Nakano, Lye Nakagawa Ana Isabela Pithan Maraschin, Eziquiel Racheti Marcia Berne Alan Carvalho, Getulio Delphim, Héctor Gómez, Lekah Oliveira, Léo Fanelli/Giz de Cera, Mozart Couto, Rmatias Allmaps, Dacosta Mapas, Renato Bassani Lilian Semenichin Viviam Moreira Adriana Périco, Camila Cipoloni, Carina de Luca, Célia Camargo, Felipe Bio, Fernanda Rodrigues, Fernando Cardoso, Heloisa Beraldo, Iracema Fantaguci, Márcia Anjo, Paulo Andrade, Rita Lopes, Sônia Cervantes, Veridiana Maenaka Elaine Bueno Erika Neves do Nascimento, Daniel Cymbalista Bárbara Clara Silvia Regina E. Almeida Reginaldo Soares Damasceno

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Boulos Júnior, Alfredo Conectados história, 5o ano : componente curricular história : ensino fundamental, anos iniciais / Alfredo Boulos Júnior. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2018. ISBN 978-85-96-01376-5 (aluno) ISBN 978-85-96-01377-2 (professor) 1. História (Ensino fundamental) I. Título. 17-11594

CDD-372.89

Índices para catálogo sistemático: 1. História : Ensino fundamental 372.89

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Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

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APRESENTAÇÃO Querida professora, professor querido, queridos alunos, Ler e escrever é, a nosso ver, compromisso de todas as áreas e não somente da Língua Portuguesa. É, portanto, também um compromisso da área de História. E esse compromisso nós assumimos estimulando a leitura e a escrita ao longo dos cinco livros desta coleção! Nossa coleção nasceu de muitas conversas que tivemos com historiadores, editores e alfabetizadores, que entregaram sua vida ao sonho de ver uma criança descobrindo a escrita. Nasceu, também, das vivências com meus alunos, crianças e jovens de diferentes origens e lugares. Com meus alunos aprendi que a minha missão de educador é estimulá-los a serem protagonistas na construção do conhecimento e despertar neles o desejo de conhecer todo dia e cada vez mais. Aos meus alunos busquei mostrar a importância da educação do olhar, da construção de conceitos e do exercício constante da leitura e da escrita. E procurei também alertar para a importância de compreender sem julgar, pois à História não cabe julgar, mas sim compreender! Por fim, a todos que ofereceram seu tempo e conhecimento para construir esta obra: ensaístas, editores, autores, colaboradores e professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental, em cujos olhos eu vi um olhar amoroso voltado à criança, meu muito obrigado. O autor

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cOnHeÇa seu livrO cidadania: passadO e presente f1OnLinE/EASyPiX BrASiL

Menino alemão.

COMMErCiAL MEgAPrESS COLLECTiOn/ ALAMy STOCk PHOTO/gLOw iMAgES

fOTOMOnTAgEM: rVECTOr/yuLiyAn VELCHEV/SHuTTErSTOCk.COM

Menino japonês.

O volume possui 4 unidades. As aberturas das unidades são compostas em página dupla e apresentam grande diversidade de imagens acompanhadas de algumas perguntas.

dAVid SAngEr PHOTOgrAPHy/ ALAMy STOCk PHOTO/gLOw iMAgES

EriC LAffOrguE/ALAMy STOCk PHOTO/gLOw iMAgES

Menina canadense.

ABERTURA DE UNIDADE

JOãO PrudEnTE/PuLSAr iMAgEnS

CAPÍTULOS

capítulo

1 Nossa cultura e

Menina angolana.

Menino boliviano.

1. Em que essas crianças são diferentes umas das outras? Resposta pessoal.

Nosso caleNdário

2. Com qual dessas crianças você mais se parece? Resposta pessoal.

Cada unidade está dividida em capítulos, com imagens, textos e atividades que apresentam o conteúdo de um jeito divertido e interativo!

3. Qual dos países dessas crianças você gostaria de visitar? Resposta pessoal.

Hoje, na nossa cultura, isto é, no nosso modo de viver e pensar, consultamos relógios várias vezes ao dia. Temos hora para tudo. Observe as cenas a seguir.

Menina brasileira.

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Hora de acordar.

Hora de estudar. Hora de se alimentar.

iLustrAçõEs: yAtAtE/sHuttErstOCK.COM

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CHriS wiLLSOn/ALAMy STOCk PHOTO/gLOw iMAgES

u nid a d e

Hora de dormir.

Hora de brincar.

Hora de tomar banho.

Mas nem sempre foi assim... 10

SEÇÕES ESPECIAIS

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vOcê escritOr! Em 1988, o Brasil promulgava a sua sétima Constituição. Leia a seguir um trecho dessa Constituição. Art. 5o – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza [...]: I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; [...]

– Mês de preparo de solo para feijão. Fevereiro – Mês da planta do feijão. Março – Mês da capina. Abril – Mês da festa do awê. Maio – Colheita do milho. Junho – Mês do frio. Julho – Mês de curso dos professores indígenas. Agosto – Mês de volta às aulas. Setembro – Mês de preparo de solo para o milho. Outubro – Mês da planta do milho. Novembro – Mês das águas. Dezembro – Mês da manga [...].

SEnAdO FEdErAL

Janeiro

Fac-símile da capa da Constituição brasileira de 1988.

vocÊ cidadão! PrESidênCiA dA rEPÚBLiCA

vocÊ leitor! Vimos que o calendário varia com a cultura de cada povo. Os indígenas pataxós, que vivem em Minas Gerais, usam um calendário próprio. Veja como eles marcam os meses do ano.

Pagamentos de tributos na Mesopotâmia [Na Mesopotâmia] Uma parcela considerável da produção de bens materiais era controlada pelos palácios. [...] Os palácios e, muitas vezes, os templos possuíam oficinas em que eram feitos tecidos, objetos de cerâmica, peças de metal, estátuas, móveis, joias. [...] No entanto, todos os bens produzidos pelos próprios palácios e templos não eram suficientes para seu sustento. Assim, outros rendimentos eram buscados na exploração da população das aldeias e das cidades. As formas de exploração eram principalmente duas: os impostos e os trabalhos forçados.

Brasão da república Federativa do Brasil.

Brasil. Constituição (1988). Título ii: dos direitos e garantias fundamentais. Art. 5o. disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 13 abr. 2017.

a) Pesquisem: no Brasil de hoje, as mulheres têm, de fato, os mesmos direitos que os homens, conforme está escrito na Constituição? Escreva a seguir o resultado da sua pesquisa.

Arariby, Angthichay, Jassanã, Kanátyo e Manguahã. O povo pataxó e suas histórias. são Paulo: Global, 2002. p. 25.

Tributos: imposto (contribuição obrigatória). Na Antiguidade, os tributos eram pagos em produto.

Resposta pessoal.

1. O que esse calendário informa sobre a alimentação pataxó?

fOtOs: MusEu BritâNiCO/tHE BriDGEMAN Art LiBrAry/KEystONE

KANÁtyO, ANGtHiCHAy, JAssANÃ, ArAriBy, MANGuAHÃ. O POvO PAtAXÓ E suAs HistÓriAs. sÃO PAuLO: GLOBAL, 2002. P. 25.

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Informa que os pataxós se alimentam de feijão, de milho e de frutas, como a manga.

b) É comum no mundo do trabalho um homem não aceitar ser liderado por uma gestora pelo fato de ela ser mulher. O que isto indica?

2. Interprete o significado de “mês das águas” no texto. Significa mês das chuvas, elemento importante para o crescimento das plantas.

Isto é indício do machismo, que continua presente na sociedade brasileira.

3. Marque os meses de janeiro, outubro e dezembro com um fato ou período importante no calendário cristão.

c) Faça uma lista de mulheres que você conhece e admira pela dedicação ao seu trabalho. Pode ser na família, no bairro, na escola. Nessa lista, escreva o nome e a profissão dessas mulheres.

Calendário pataxó

Calendário cristão

Janeiro

Mês de preparo de solo para feijão.

Mês das férias escolares

.

Outubro

Mês da planta do milho.

Mês do Dia das Crianças

.

Dezembro

Mês da manga.

Mês do Natal

.

Marcelo rede. A Mesopotâmia. são Paulo: saraiva, 2002. p. 20-21.

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Uma parte dos bens produzidos pela população era entregue obrigatoriamente ao palácio na forma de imposto (e aos templos, na forma de oferendas). Uma das cenas mais comuns na arte mesopotâmica era, justamente, a procissão de pessoas levando seus produtos para os [...] palácios. [...]

Resposta pessoal.

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VOCÊ LEITOR! E VOCÊ ESCRITOR! Elas são um convite para que você desenvolva duas atividades muito importantes e interessantes: a leitura de uma variedade de textos e imagens e os registros do que pensamos e aprendemos por meio da escrita, do desenho, da entrevista, entre outros.

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VOCÊ CIDADÃO! Essa seção apresenta propostas para que as suas ações façam diferença no mundo! Temas importantes da vida em sociedade são trabalhados. Vamos aprender juntos o que é ser um cidadão!

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OUTRAS LEITURAS

DIALOGANDO Essa seção traz oportunidades para você dialogar e trocar ideias com seus colegas, aprofundando o debate sobre o conteúdo que está sendo estudado.

A propaganda do Regime Militar também era dirigida às crianças. Observe com atenção a capa de um álbum de figurinhas da época.

Indicações de livros relacionados aos temas estudados.

Capa de um álbum de figurinhas de propaganda do governo Médici. década de 1970.

OUTR AS LEITUR AS UNIDADE 1

GloBal Editora

temPo e caLendÁrio

idEiA EdiTOriAL

o Povo PaTaXÓ e sUas HisTÓrias. angthichaY, araribY, Jassanã, manguahã e kanÁtYo. são PauLo: gLobaL, 2002. nesse livro, professores pataxós escrevem e ilustram histórias que tratam do cotidiano e dos hábitos de seu povo.

dialOgandO

dE soUsa Editora/ Editora Ftd

o livro das anTiGas CivilizaÇÕes. mauricio de sousa. são PauLo:

Dom Pedro I; porque, na visão dos militares que governavam o Brasil, ele foi o herói fundador da nação.

Ftd, 2013. Com a ajuda da turma da Mônica, o

a) O menino à esquerda está segurando a imagem de um personagem histórico; quem é ele? Por que será que ele foi o escolhido? 
 lorElYn MEdina/ sHUttErstoCk.CoM

@ MaUriCio

livro apresenta um pouco dos hábitos e da história de sete civilizações antigas que muito contribuíram para o desenvolvimento da humanidade. a obra ainda conta com atividades e curiosidades

b) Que relação há entre as imagens da capa do álbum e a frase “Brasil: um país que vai pra frente!”? 
 c) Depois de Médici, outros presidentes também usaram o futebol para

se promover? Sim. Outros presidentes, antes e depois de Médici, fizeram uso político do futebol. 
 b) As imagens dos meios de transporte (carro de corrida, avião, motocicleta) vistas na capa dão a ideia de progresso acelerado e remetem à frase impressa no alto: “Brasil: um país que vai pra frente!”.

muito interessantes!

UNIDADE 2

79

cidadania: Passado e Presente D2-HIS-F1-1054-V5-U2-052-093-LA-M18.indd 79

salaMandra

deClaraÇÃo Universal dos direiTos HUmanos. ruth rocha e otaVio roth. são PauLo: saLamandra, 2014. Essa adaptação infantil do documento criado pela organização das nações Unidas

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possibilita que crianças entendam de maneira simples e divertida o caminho que a

ÍCONES

Editora Ftd

lorElYn MEdina/sHUttErstoCk.CoM

humanidade precisa trilhar para alcançar a paz, a igualdade, o amor e o respeito.

diversidade. tatiana beLinkY. são PauLo: Ftd, 2015. os versos da escritora tatiana Belinky mostram como as diferenças precisam ser respeitadas e o quanto elas tornam o nosso dia a dia mais divertido.

Estas imagens indicam a forma como você vai trabalhar as atividades:

156

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Responda em voz alta e troque ideias com os colegas e o professor!

MAPAS

Indica que a atividade será feita com mais um colega.

Ao final do livro você vai encontrar alguns mapas para consulta, possibilitando que, aos poucos, você conheça um pouco mais sobre diferentes lugares do mundo.

Agora será a vez de fazer a atividade com dois ou mais colegas. O professor ajuda a montar os grupos. Indica que a atividade será feita no caderno ou em folha avulsa.

Leia o texto a seguir com atenção.

O menino “cadeirantinho”

LÉO FANELLI/GIZ DE CERA

Desde quando eu era molequinho, faz teeeempo, ando montado em uma cadeira de rodas para ir daqui para acolá. Mas ser um menino “cadeirantinho” nunca me impediu de brincar e de agitar as brincadeiras da minha turma. [...] No futebol, fui goleiro e técnico do time. No esconde-esconde, eu tinha a vantagem de ter mais tempo para sumir. É justo, vai! No videogame, eu não precisava de regra especial, só de mais espaço na sala mesmo.

ATIVIDADES

Todos podem e querem se divertir na infância, e sempre há um jeito para [...] brincar junto, ensinar sua maneira de jogar, de se segurar no balanço, de virar a figurinha no “bafo”. O colega cego, surdo, com paralisia cerebral, “cadeirantinho” ou que tenha qualquer diferença quer aproveitar o mundo do jeito que todos querem. E sempre é possível colocá-los na roda, basta usar a imaginação, abrir bem os braços e dar um sorriso de “seja bem-vindo”.

a) o que o autor da charge está criticando? A quantidade de horas que crianças e jovens passam conversando na internet.

b) em que linguagem o menino respondeu a seus pais?

2. Leia a tirinha com atenção.

Jairo Marques. O menino “cadeirantinho”. Folha de S.Paulo, 24 nov. 2012. Folhinha.

1. Qual é a condição física do narrador da história?

ZIRALDO

O narrador é uma pessoa que usa cadeira de rodas.

2. Por que o autor usou “cadeirantinho” em vez de “cadeirante”? tirinha originalmente publicada em preto e branco no jornal o Globo, entre 1990 e 1996.

Porque está falando de si quando criança e queria demonstrar afeto.

a) sobre o que as meninas estão conversando? Sobre uma língua que elas querem inventar para poderem conversar sem que os meninos entendam.

LÉO FANELLI/GIZ DE CERA

“Desde quando eu era molequinho, faz teeeempo, ando montado em uma cadeira de rodas

b) observando o segundo quadrinho é possível concluir que a menina de roupa verde animou-se com a ideia?

para ir daqui para acolá.”

4. Por que o autor escreveu “teeeempo” em vez de “tempo”?

Sim; sua expressão demonstra entusiasmo com a ideia da amiga.

Para dizer que se passaram muitos anos desde quando ele era menino até os dias de hoje.

c) elas conseguiram “surpreender” os meninos? Por quê? d) relacione o assunto dessa tirinha com o internetês, tratado neste capítulo. Resposta esperada: a tirinha brinca com criação e uso de uma nova linguagem

5. No texto lido, o narrador apresenta uma mensagem que nos faz refletir. Comente. Resposta pessoal.

pelos adolescentes. O internetês pode ser considerado a realização dessa ideia.

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INTEGRANDO COM... Já observou como Arte, Língua Portuguesa, Geografia, Matemática, Ciências e História dialogam o tempo todo? Pois bem, nas atividades de integração você vai usar o que aprendeu em pelo menos duas dessas disciplinas e perceber que há diferentes maneiras de olhar um assunto.

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Charge de Maurício Rett publicada em 2001.

A linguagem criada pelos jovens é conhecida como internetês.

c) Você considera que passar muitas horas na internet prejudica o desempenho escolar? Resposta pessoal.

3. Qual trecho do texto confirma que hoje o narrador já é adulto e permanece usando cadeira de rodas? Transcreva-o.

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Não, pois os meninos inventaram uma nova língua antes delas. E a utilizaram para se comunicar sem que elas entendessem o que eles falavam.

1. observe a imagem com atenção.

MAURÍCIO REtt

INTEGRANDO COM... LÍNGUA PORTUGUESA

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ATIVIDADES Nessa seção você encontrará uma série de atividades sobre o conteúdo que está sendo estudado em cada capítulo. É uma ótima oportunidade de retomar e aprofundar o entendimento de alguns conceitos e temas.

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5

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SUM ÁRIO UNIDADE

UNIDADE

1

TEMPO E CALENDÁ RIO

8

CAPÍTULO 1 • NOSSA CULTURA E NOSSO CALENDÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 O TEMPO DA NATUREZA

.....................

11

CALENDÁRIO KAYABI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DO TEMPO 14 DIFERENTES CULTURAS, DIFERENTES CALENDÁRIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

2

CIDA DA NIA: PASSA DO E PRESEN TE

52

CAPÍTULO 1 • O RESPEITO À DIVERSIDADE E À PLURALIDADE . . . . . . . . 54 CARIMBÓ, DANÇA PARAENSE . . . . . . . . . . . . . . . 56 O FANDANGO CAIÇARA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 O ETNOCENTRISMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 POR QUE RIR DOS OUTROS, ENTÃO? . . . . . . . . 58 ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60

O CALENDÁRIO CRISTÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

VOCÊ LEITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65

COMO SABER EM QUE SÉCULO ESTAMOS? 17

VOCÊ ESCRITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

LINHA DO TEMPO

............................

17

ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 VOCÊ LEITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22

CAPÍTULO 2 • OS PRIMEIROS POVOADORES DA TERRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 OS CAÇADORES E COLETORES . . . . . . . . . . . . . . . 23 OS AGRICULTORES E PASTORES DA ALDEIA À CIDADE

.............

24

.........................

26

CRESCE A DIVISÃO DO TRABALHO . . . . . . . . . . 26 SURGE O COMÉRCIO

.........................

A CENTRALIZAÇÃO DO PODER

..............

28

..

29

...................

30

O PODER DO REI NO ESTANDARTE DE UR A FORMAÇÃO DA CIDADE

27

ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 VOCÊ LEITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 VOCÊ ESCRITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 VOCÊ CIDADÃO! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

CAPÍTULO 3 • POVOS ANTIGOS . . . . . . . . . . . 38

CAPÍTULO 2 • CIDADANIA: CONQUISTAS DOS POVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67 A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS . . 68 A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA 70 ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 VOCÊ LEITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77

CAPÍTULO 3 • CIDADANIA: CONQUISTAS DO POVO BRASILEIRO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78 O BRASIL SOB O REGIME MILITAR . . . . . . . . . . 78 RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . 80 A RESISTÊNCIA AOS MILITARES NO TEATRO

. .

80

A RESISTÊNCIA ESTUDANTIL . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 DIRETAS JÁ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82

A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 . . . . . . . . 83 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 84

OS MESOPOTÂMICOS: RELIGIÃO E CULTURA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38

DIREITO À VIDA E À SAÚDE . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84

...............

39

CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA . . 85

........................

40

DIREITO À FAMÍLIA

41

DIREITO À EDUCAÇÃO

ONDE MORAVAM OS DEUSES REGISTROS ESCRITOS

OS EGÍPCIOS: RELIGIÃO E CULTURA

........

LIBERDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

85 85

PIRÂMIDES, OS TÚMULOS DOS FARAÓS . . . . 42

CRIANÇA NÃO PODE TRABALHAR . . . . . . . . . . . 86

43

ESTATUTO DO IDOSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86

ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46

SAÚDE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86

VOCÊ LEITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

TRANSPORTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86

VOCÊ LEITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

PRIORIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87

VOCÊ CIDADÃO! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50

CULTURA

OS EGÍPCIOS E A VIDA APÓS A MORTE

.....

........ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

87

INTEGRANDO COM...

MAUS-TRATOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87

MATEMÁTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51

ABANDONO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87

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ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 VOCÊ LEITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 VOCÊ ESCRITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 INTEGRANDO COM... LÍNGUA PORTUGUESA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92

UNIDADE

3

LINGUAGENS E DEBATES

94

PATRIMÔNIO NATURAL DA HUMANIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134 134 QUEM CUIDA DO NOSSO PATRIMÔNIO? . . . 135 ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 VOCÊ ESCRITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138 VOCÊ CIDADÃO! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140 PANTANAL

............................. . . . . . .

CAPÍTULO 2 • MARCOS DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 7 DE SETEMBRO

CAPÍTULO 1 • O USO DE DIFERENTES LINGUAGENS NA COMUNICAÇÃO . . . . . . . 96 A LINGUAGEM DO INTERNETÊS. . . . . . . . . . . . . . 96 A LINGUAGEM DA PINTURA . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 A LINGUAGEM DA ESCRITA . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 O ALFABETO FENÍCIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100

A LINGUAGEM DO TEATRO . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 A LINGUAGEM DE SINAIS: LIBRAS . . . . . . . . . 104 A PAZ EM DIFERENTES LINGUAGENS . . . . . . 106

142 ACLAMAÇÃO DE DOM PEDRO I . . . . . . . . . . . . 143 ......................... . . . . . .

A TRANSFORMAÇÃO DO 7 DE SETEMBRO EM UM MARCO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . 144

21 DE ABRIL

............................... . . . . .

146

A TRANSFORMAÇÃO DO 21 DE ABRIL EM UM MARCO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . 147

O 13 DE MAIO E A COMUNIDADE NEGRA 148 A CONSTRUÇÃO DO 20 DE NOVEMBRO . . 149 A TRANSFORMAÇÃO DO 20 DE NOVEMBRO EM UM MARCO DE MEMÓRIA . . . . . . . . . . . . . . 150

ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108

ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151

VOCÊ CIDADÃO! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112

VOCÊ ESCRITOR! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153

CAPÍTULO 2 • DEBATES DO NOSSO TEMPO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113 O USO DO “INTERNETÊS” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114 O USO DE MAQUIAGEM INFANTIL . . . . . . . . . 116 O USO DO CELULAR EM SALA DE AULA . . 118 ATIVIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120 VOCÊ CIDADÃO!

. . . . . . . . . . . . . . . . ............

121

VOCÊ CIDADÃO! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153 INTEGRANDO COM... LÍNGUA PORTUGUESA

................ . . . . . .

154

OUTRAS LEITURAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . 158 MATERIAL COMPLEMENTAR – MAPAS . . . . . . . 159

INTEGRANDO COM... LÍNGUA PORTUGUESA

. . . . . . . . . . ............

122

4

PATRIMÔNIOS DA HUM A NIDA DE E M A RCOS DE MEMÓRIA 124

CAPÍTULO 1 • PATRIMÔNIOS DA HUMANIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126 PATRIMÔNIOS MATERIAIS DA HUMANIDADE NO BRASIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126

LEO CALDAS/PULSAR IMAGENS

UNIDADE

CIDADE HISTÓRICA DE OURO PRETO – MG . 126 SÃO MIGUEL DAS MISSÕES – RS . . . . . . . . . . . 128 CENTRO HISTÓRICO DA CIDADE DE GOIÁS – GO

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ...........

130

PATRIMÔNIOS IMATERIAIS DA HUMANIDADE NO BRASIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 RODA DE CAPOEIRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 FREVO

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ...........

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u Nid a d e

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CONCEITOS E NOÇÕES DA UNIDADE

Cada povo tem uma cultura, isto é, um jeito próprio de viver, pensar, agir, dançar e fazer festas.

1 Homens e mulheres durante a festa do sol, Cusco. Peru, 2014. Com trajes e passos próprios da cultura peruana, eles reverenciam o sol, à semelhança de seus antepassados.

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se promover o interesse dos alunos pelo tema desta unidade, perguntando: – Se eu disser a vocês que cada povo está trajado de acordo com sua cultura, o que lhes vem à cabeça? – Vocês sabem o significado da palavra “cultura”? – Levante a mão quem acha que cultura é sinônimo de conhecimento!

Schuhplattler, dança tradicional da cultura alemã, Baviera. Alemanha, 2010. Note que, enquanto a dançarina faz o solo no meio da roda, os dançarinos a sua volta realizam um passo ensaiado.

2

ENCAMINHAMENTO • Pedir às crianças para procurarem o significado da palavra ”cultura” no dicionário.

• Explicar que o sentido que se quer

trabalhar é o apresentado nesta página.

• Investir na leitura das imagens e das legendas.

• Lembrar aos alunos que os portu-

gueses, os angolanos e os alemães trouxeram com eles contribuições importantes para a cultura brasileira.

• Ampliar o assunto acessando o site:

Museus de Cusco, no Peru. Disponível em: <http://livro.pro/88kpsw>. Acesso em: 14 jul. 2017. Página com informações sobre os nove museus da cidade de Cusco, no Peru.

NOrBErt EisELE-HEiN/AwL iMAGEs rM/GEtty iMAGEs

Cultura Calendário Tempo da natureza Calendário cristão Pré-História Nomadismo / sedentarismo Caçadores e coletores Agricultores e pastores Aldeia neolítica Divisão do trabalho Comércio Poder centralizado / Estado Imposto Cidade Religião Mito

JEff CLEvELAND/ALAMy/GLOw iMAGEs

• • • • • • • • • • • • • • • •

tempo e caleNdário

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Esta página dupla de abertura visa ajudar os alunos a formarem a noção de cultura a partir de danças de diferentes povos. As diferenças culturais entre os povos tornam a humanidade mais rica. O problema se dá quando ocorre a transformação da diferença em desigualdade e se difunde a ideia de que uma cultura é superior às demais.

ATIVIDADES 1. Responda oralmente: Vocês e suas famílias participam de alguma

festa popular que acontece na sua cidade ou região? Vocês dançam durante a festa? Contem-nos mais sobre isso. 2. Pesquisem sobre as danças tradicionais mostradas nestas páginas. A seguir, apresentem aos colegas o que vocês descobriram.

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Essa dança tradicional é um elemento da cultura portuguesa. Na imagem, ao fundo, vê-se o Monumento aos Descobrimentos no bairro de Belém, Lisboa. Portugal, 2008.

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HABILIDADES

zuLufriEND /GEtty iMAGEs

3

• (EF05HI01) Identificar os processos de formação das culturas e dos povos, relacionando-os com o espaço geográfico ocupado. • (EF05HI02) Identificar os mecanismos de organização do poder político com vistas à compreensão da ideia de Estado. • (EF05HI03) Analisar o papel das culturas e das religiões na composição identitária dos povos antigos.

siEMPrEvErDE22/GEtty iMAGEs

COrBis DOCuMENtAry/GEtty iMAGEs

5

Dança do Dragão, Hong Kong. China, 2008. O modo de celebrar o ano-novo, a data usada para marcar essa festa, a valorização do dragão são elementos da cultura chinesa.

• (EF05HI08) Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo as populações indígenas.

Mulheres improvisam uma dança de rua, Luanda. Angola, 2013. As roupas, os instrumentos, o penteado mostrados na fotografia são elementos da cultura angolana.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Cultura Brasil. Duração: 1min47s. Disponível em: <http://livro.pro/ o9ryd5>. Acesso em: 23 jan. 2018.

1. Você gosta de dançar? Resposta pessoal.

2. Em qual dessas fotografias você gostaria de estar?

O vídeo é um passeio pela cultura brasileira.

Resposta pessoal.

3. Agora, responda sem ler as legendas: A que país pertence cada uma dessas danças?

Para o professor • Escolhi viver aqui: Midori Onaga. Duração: 6 min. Disponível em: <http://livro.pro/3bjhdq>. Acesso em: 16 jun. 2017.

1 – Peru, 2 – Alemanha, 3 – China, 4 – Portugal, 5 – Angola.

4. Localize Portugal e Angola no planisfério da página 160; esses dois países contribuíram muito na formação do povo brasileiro.

Vídeo da TV Escola sobre a cultura dos imigrantes japoneses no Brasil.

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Texto de apoio Princípio da cultura dos povos As expressões de cultura de cada povo, local, região, nação aprimoram a convivência entre todos os humanos. Através da música, teatro, dança, poesia, humor, pintura, escultura, literatura, e manifestações similares, as pessoas percebem-se umas às outras, descobrindo suas leituras, potencialidades, interpretações. E exprimem seus valores, crenças, sonhos, expectativas. Enquanto a educação formal treina a capacidade de análise e interação com o funcionamento racional da sociedade, a cultura desenvolve a alma dos

povos, contribuindo com o afloramento da sensibilidade. [...]. Esta dimensão produz um encadeamento fantástico de reações de vida e alegria. [...] A cultura é também a linguagem universal. Independente de qualquer código vocal, nível de preparação, barreiras ou limites de qualquer ordem, todo ser humano, de todo credo, cor, forma, se emociona com a expressão de criatividade através da cultura e da arte. [...] Disponível em: <http://port.pravda.ru/news/unknown/09-11-2003/3468-0/>. Acesso em: 18 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para iniciar o trabalho com esse

capítulo

Nossa cultura e 1 Nosso caleNdário

tema, sugerimos solicitar aos alunos para observarem as imagens. Depois, pode-se indagar:

– Como é o dia a dia do menino representado nesta página? – Seu dia a dia se parece com o dele?

Hoje, na nossa cultura, isto é, no nosso modo de viver e pensar, consultamos relógios várias vezes ao dia. Temos hora para tudo. Observe as cenas a seguir.

– Como você faz para se lembrar dos horários das suas atividades? – Você tem conseguido aproveitar bem o seu tempo?

– Já percebeu que, em outras vezes, o tempo demora a passar?

Hora de acordar.

ENCAMINHAMENTO • Retomar o conceito de tempo e

Hora de estudar. Hora de se alimentar.

suas dimensões: duração, sucessão e simultaneidade.

• Explicar que precisamos aprender

iLustrAçõEs: yAtAtE/sHuttErstOCK.COM

– Você já notou que o tempo às vezes parece voar?

a organizar o nosso tempo.

Hora de dormir.

Hora de brincar.

Hora de tomar banho.

Mas nem sempre foi assim... 10

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ATIVIDADES • Qual o melhor momento do seu dia? Por quê? IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • A Grande Ideia – Saiba como surgiu o relógio de pulso. Duração: 1 min. Disponível em: <http://livro.pro/roi8yd>. Acesso em: 24 jan. 2018. O vídeo aborda a criação do relógio de pulso.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se introduzir o assunto per-

o tempo da Natureza

guntando aos alunos:

Os primeiros grupos humanos organizavam sua vida com base na observação da natureza: a sucessão dos dias e das noites, das secas e das chuvas, do nascimento e da queda das folhas, e assim por diante. Por isso, dizemos que eles se guiavam pelo tempo da natureza. Ainda hoje, há grupos humanos que organizam sua vida com base nos acontecimentos naturais: contam e dividem seu tempo em “tempo da pesca”, “tempo da colheita”, “tempo dos festejos”... Os krahôs são um exemplo de grupo humano da atualidade que organiza suas atividades dessa forma. A colheita da batata, por exemplo, é comemorada em uma festa com a participação de todos os membros do grupo.

– Como organizamos nossas vidas hoje? – Vocês sabiam que antigamente as pessoas se guiavam pela posição do Sol no céu, pelo movimento das estrelas, pelo nascimento e pela queda das folhas, pelo cantar do galo? – Sabiam que ainda há povos que organizam suas vidas de acordo com o tempo da natureza?

Crianças da etnia krahô participando da festa da batata. Aldeia krahô. itacajá. tO, 2016.

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar a noção de tempo da natureza.

• Explicar que os povos antigos organizavam seu tempo por meio da observação da natureza; e que, atualmente, alguns povos ainda mantêm esse costume.

• Evidenciar que o modo de medir

LuCiOLA zvAriCK/PuLsAr iMAGENs

e dividir o tempo varia de acordo com a cultura de cada povo.

Os kayabis (indígenas do Rio dos Peixes, no norte do Mato Grosso) também organizam sua vida com base nos acontecimentos naturais, ou seja, guiam-se pelo tempo da natureza. 11

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ATIVIDADES

A LDB, no seu artigo 28, determina: “Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação, às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente: [...] II – organização escolar própria, incluindo a adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas; III – adequação à natureza do trabalho na zona rural. [...]” Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 5 fev. 2018.

1. Se você pudesse sugerir um novo tipo de calendário para a contagem do tempo, como seria esse calendário? 2. Todos nós temos um dia que consideramos muito importante. Qual é o seu? Em um calendário, marque este dia e escreva um pequeno texto dizendo por que ele é especial para você.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Além do Cosmos: O Tempo. Duração: 45 min. Disponível em: <http:// livro.pro/qvbh2r>. Acesso em: 24 jan. 2018. (Dublado.) Documentário sobre os mistérios do tempo.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para despertar o interesse dos alu-

caleNdário Kayabi Os kayabis vivem no tempo da natureza.

nos pelo assunto, peça para observarem as imagens com atenção e pergunte: – O que chama a sua atenção nessas imagens? – As atividades realizadas pelo povo kayabi são parecidas com as suas? – Como eles conseguem calcular o momento de iniciar e/ou finalizar uma atividade? – O que significa dizer que os kayabis vivem no tempo da natureza?

Cheia dos rios, desova dos peixes.

frutas silvestres.

roçada de mato bruto.

festa indígena, colheita de arroz.

Baixada do rio, Primavera, Dia das Mães.

Pescaria de linhada, festa Junina, colheita.

– Você já imaginou como seria a sua vida se o nosso calendário fosse baseado no tempo da natureza?

ENCAMINHAMENTO • Esclarecer que o povo kayabi tem

um calendário e divide o tempo com base nos acontecimentos naturais.

• Comparar o modo de os kayabis

contarem e dividirem o tempo com o nosso modo de fazê-lo. iLustrAçõEs: MOzArt COutO

• Ampliar o conhecimento sobre

o povo kayabi, acessando o site: <http://livro.pro/mqy2v2>. Acesso em: 16 jan. 2018.

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ATIVIDADES • Você acompanhou o modo como os kayabis dividem seu tempo.

Observou-os colhendo frutos, pescando, fazendo festa etc. Então, por que usamos a expressão “programa de índio” para dizer que um determinado divertimento ou passeio foi péssimo? Debata o assunto com o seu colega e dê sua opinião sobre essa expressão por escrito. Resposta pessoal.

Esta e outras expressões usadas no dia a dia entre nós são manifestações de preconceito contra os indígenas. Preconceito pode ser entendido como julgamento prévio por meio do qual as pessoas emitem juízo de valor negativo sobre o que não conhecem.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Etnoastronomia. Duração: 26 min. Disponível em: <http://livro. pro/fz6yp2>. Acesso em: 24 jan. 2018.

Época de caça de aves e animais, frutas caseiras.

A reportagem aborda a cultura astronômica e sua presença nas tradições de diversos povos desde os primórdios da humanidade.

tempo de frutas silvestres.

Texto de apoio

Mês das crianças, colheita do mel.

iLustrAçõEs: MOzArt COutO

Primeira chuva, plantação.

Lugares importantes do povo Kayabi [...] Para o povo Kayabi, a terra, a casa, a aldeia, a comunidade, a escola, a mata, os rios são importantes. Nesses lugares, as pessoas do próprio povo convivem umas com as outras e com pessoas de outros povos. Dali elas tiram o seu sustento e mantêm viva a sua história e a sua cultura. [...]

Desbroto das roças, coleta de castanhas e frutas silvestres.

Milho verde, melancia, castanha.

fonte: Hans trein (Organizador). Território e tempo na afirmação da identidade kayabi. são Leopoldo: Oikos, 2008. p. 12-13. Caderno para a semana dos povos indígenas 2006. Disponível em: <http://comin. org.br/static/arquivos-publicacao/semana-dos-povos-2006-1207077020.pdf>. Acesso em: 6 jan. 2018.

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Salto Kayabi O salto Kayabi é um lugar sagrado para o povo. O salto ia ser transformado em represa hidrelétrica, mas o povo Kayabi não deixou. Manter esse lugar preservado é uma das lutas do povo. Eles preocupam-se também com a preservação de outros rios, destruídos por garimpeiros ou por grandes produtores de soja, que plantam soja até às margens. Embora enfrente dificuldades, o povo Kayabi busca seus direitos e luta para voltar ao seu espaço de origem, que tanto lhe significa. Disponível em: <http://comin.org.br/ static/arquivos-publicacao/semana-dospovos-2006-1207077020.pdf>. Acesso em: 18 jan. 2018.

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– Você costuma usar relógio de pulso? – Você sabe o que é um relógio de areia?

ENCAMINHAMENTO • Evidenciar que o controle do tem-

po é importante para as atividades do nosso cotidiano, como assistir a uma sessão no cinema, chegar e sair da escola, saber o horário de entrada e saída do trabalho, marcar uma consulta médica.

• Analisar os diferentes tipos de relógios criados pelo homem.

• Destacar que, dentre os primei-

A necessidade de calcular a duração dos fenômenos naturais levou os grupos humanos a criarem instrumentos de medição do tempo. Entre os mais antigos instrumentos de medição do tempo está a ampulheta. Bem mais tarde, foi desenvolvido o relógio mecânico e, mais recentemente, o relógio digital. Ampulheta: instrumento pelo qual se mede o tempo pela quantidade de areia que passa de um compartimento de vidro para outro por meio de um orifício minúsculo. Ampulheta. Relógio mecânico: invenção europeia do início do século XIV. Observa um historiador que, a partir da invenção do relógio mecânico, “[...] As pessoas não se movem mais pelo ritmo do sol, pelo canto do galo ou pelo repicar dos sinos, mas pelo tique-taque contínuo, regular e exato dos relógios”. (Nicolau Sevcenko. O renascimento. São Paulo: Atual, 1994. p. 13.)

ANDrEy BurMAKiN/sHuttErstOCK.COM

– Quando você vai a uma festa, à escola ou vai jogar com amigos, como você faz para não perder a hora?

Relógio digital: movido a energia elétrica. Os notebooks, tablets e smartphones também têm relógio digital.

ros instrumentos para medição do tempo, está a ampulheta, e que ela mede pequenos intervalos; normalmente, quando a areia passa totalmente para a parte inferior da ampulheta, considera-se que uma hora se passou.

OLEKsiy MAKsyMENKO PHOtOGrAPHy/ALAMy/fOtOArENA

perguntar aos alunos:

iNstrumeNtos de mediÇão do tempo

zEBrA0209/sHuttErstOCK.COM

SENSIBILIZAÇÃO • Propor uma roda de conversa e

• Comentar que, com a precisão

dos relógios atuais, podemos calcular até mesmo os milésimos de segundos dos acontecimentos.

• Se possível, levar para a sala de

aula um relógio antigo para que os alunos percebam melhor a diferença entre um relógio mecânico e um relógio digital.

relógio mecânico.

relógio digital.

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ATIVIDADES

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IMAGENS EM MOVIMENTO

• Que tal construir um relógio de sol usando uma Para o professor garrafa PET? Visite o site: <http://livro.pro/yrrskn>. • Relógio de Sol com garrafa PET. Duração: 12min25s. Acesso em: 2 dez. 2017. Veja o passo a passo e construa um relógio de sol com seus amigos. Depois de construído, faça um teste com seu relógio de sol e relate o que observou para os demais colegas.

Disponível em: <http://livro.pro/sojid6>. Acesso em: 2 dez. 2017. Este vídeo ensina a fazer um relógio de sol em casa usando garrafa PET! E mostra o seu funcionamento.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para iniciar o trabalho com esta

DIFERENTES CULTURAS, DIFERENTES CALENDÁRIOS

página, pode-se levar um calendário para a sala de aula e perguntar aos alunos:

Vimos que cada povo possui uma cultura. Assim, com base na sua cultura, os povos criaram diferentes calendários, ou seja, diferentes modos de contar e dividir o tempo. Para dar início à contagem do tempo, cada povo escolheu uma data que é importante para ele. Os judeus, por exemplo, começam a contar o tempo a partir da criação do mundo, que para eles se deu no ano 3760 antes do nascimento de Cristo. Já os muçulmanos contam o tempo a partir da ida do fundador da sua religião, Maomé, da cidade de Meca para Medina (na atual Arábia Saudita). Esse fato ocorreu no ano 622 depois de Cristo. Os cristãos, por sua vez, escolheram o nascimento de Cristo para dar início à contagem do tempo. Este fato é um marco do calendário cristão. Assim, por exemplo, o ano de 2019, para os cristãos, corresponde ao ano de 1397 para os muçulmanos, e de 5779 para os judeus.

– Em qual dia, mês e ano estamos? – Todos os povos da Terra estão no mesmo dia, mês e ano que nós? – Todos eles adotam o nosso calendário? – Você sabia que existem diferentes calendários? – Sabia que no Brasil utilizamos o calendário cristão? – Sabe por que isto acontece?

ENCAMINHAMENTO • Chamar a atenção dos alunos para

Religião: é um conjunto de crenças, normas e valores partilhados por um grupo, comunidade ou povo; é importante lembrar que a religião é sempre coletiva.

Judeus

Cristãos

Muçulmanos

5779

2019

1397

Anos em que se encontram

• Destacar que cada calendário é organizado com base em um fato importante para um povo.

• Comparar os três calendários des-

tacados no texto: o cristão, o judaico e o muçulmano.

EDITORIA DE ARTE

Povos

a existência de diferentes calendários, como o judeu, o muçulmano, o kayabi, entre outros.

• Explicar que no calendário cristão

existem os fatos ocorridos antes e depois de Cristo.

DIALOGANDO

Os alunos têm um convívio diário com o calendário; no entanto, é importante relacionar o objeto às experiências para que todos possam dar sentido a sua utilização.

O marco inicial do calendário grego é o ano em que ocorreu a primeira Olimpíada. O que isto quer dizer? Isto quer dizer que as Olimpíadas eram um acontecimento importante na cultura dos gregos da Antiguidade.

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• Evidenciar a importância do calendário para a vida social.

• Reforçar que o ponto de partida

de cada povo ao escrever ou contar a sua história é o acontecimento considerado mais importante para ele.

• Alargar a compreensão do assunto

trabalhando a contagem do tempo em outros calendários, acessando o site: <http://livro.pro/33iygd>. Acesso em: 20 jan. 2018.

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ATIVIDADES 1. Marquem em um calendário deste ano aquilo de que vocês não podem se esquecer: datas de aniversários, datas de provas na escola, eventos importantes na família e/ou na cidade. Utilize cores diferentes para cada evento, para garantir o acesso fácil à informação de que você necessita. 2. Crie um e-mail convidando uma pessoa para uma festa ou um passeio. No e-mail, informe o dia, o mês e o ano em que será o evento e o dia da semana correspondente.

o caleNdário cristão O calendário mais usado no Brasil é o cristão. Para nós, brasileiros, há os fatos ocorridos antes e depois de Cristo nascer. Ao escrever as datas de fatos ocorridos antes de Cristo, colocamos a abreviatura a.C. A invenção do fogo, por exemplo, ocorreu cerca de 5 mil anos antes do nascimento de Cristo, ou seja, 5000 a.C. Já a primeira vacina foi desenvolvida em 1796. Nos fatos ocorridos depois do nascimento de Cristo, não é necessário colocar a abreviatura d.C. O nosso calendário divide o tempo em dia, mês, ano, década (10 anos), século (100 anos) e milênio (1 000 anos). Assim, dizer que estamos em 2019 significa que já se passaram dois milênios e 19 anos do nascimento de Cristo.

Texto de apoio

COLEçÃO PArtiCuLAr. fOtO: BEttMANN/ COrBis/GEtty iMAGEs

O Calendário Gregoriano mudou a forma de contagem do tempo No dia 24 de fevereiro de 1582, o Papa Gregório XIII decretou uma mudança na contagem do tempo. A alteração foi determinada por meio da bula papal chamada “Inter Gravissimas”. O documento criou o Calendário Gregoriano, para ajustar o ano civil ao ano solar, período que a Terra leva para dar uma volta ao redor do Sol. A reforma substituiu o Calendário Juliano, que estava defasado em quase uma semana. A mudança estabeleceu uma duração mais exata para o calendário e uma base de cálculo para as festas móveis cristãs, como a Páscoa. O Calendário Gregoriano começou a valer em outubro daquele mesmo ano. Para que o ajuste fosse feito, dez dias do mês deixaram de existir: o dia quatro pulou direto para o dia 15. O novo calendário oficial foi adotado primeiro em Portugal, Espanha e Itália, até ser seguido pela maior parte do mundo. O ano solar é calculado hoje em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.

Gravura do século Xvi mostrando o papa Gregório Xiii, responsável pela atualização do calendário cristão.

dialogaNdo • Vimos que para situar os fatos históricos no tempo usamos anos, décadas, séculos, milênios etc. Pense e responda: a) Há quantos séculos se deu o nascimento de Cristo? Há mais de 20 séculos. b) Há quantos milênios? Há mais de dois milênios. 16

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Calendário gregoriano. Duração: 1 min. Disponível em: <http:// livro.pro/vdw9ar>. Acesso em: 24 jan. 2018. Reportagem sobre o calendário gregoriano.

Disponível em: <http://radioagencianacional.ebc. com.br/geral/audio/2017-02/historia-hoje-ha-435anos-calendario-gregoriano-mudou-forma-decontagem-do-tempo>. Acesso em: 8 dez. 2017.

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O século é uma unidade de tempo muito utilizada pelos historiadores. Geralmente é escrito em algarismo romano: século I, século III, século XX, e assim por diante. Há duas regras práticas para saber a que século pertence determinado ano. 1a) Quando o ano terminar em 00, é só eliminá-los e o número que sobrar indicará o século. Exemplos: 1200

século XII (século doze)

2000

século XX (século vinte)

esta página perguntando aos alunos: – Você sabe quanto dura um século? – Que evento é considerado o ano 1 do calendário cristão? – O ano 1 do calendário cristão é o mesmo do calendário judeu? – Em que século estamos no calendário cristão? Você sabe explicar por quê?

2a) Quando o ano não terminar em 00, é só eliminar os dois últimos algarismos e somar 1 ao número que sobrou e você terá o século. Exemplo: 2019

20

ENCAMINHAMENTO • Explicar aos alunos como identifi-

+1 21

car a que século pertence determinado ano.

século XXI (século vinte e um)

• Analisar a linha do tempo distribuí-

LINHA DO TEMPO

da por esta página.

Para representar e ordenar os fatos numa sequência cronológica, utiliza-se a linha do tempo. Essa linha pode ser construída usando-se qualquer unidade de tempo: ano, década, século. Observe a linha do tempo da vida de Kauan.

• Estimular os alunos a calcularem a que século pertence determinado ano.

Linha ilustrativa sem escala, que obedece apenas à ordem cronológica.

1. Imagine que você foi contrata-

MICHAELJUNG/SHUTTERSTOCK.COM

GOODLUZ/SHUTTERSTOCK/GLOW IMAGES

2019

2012

PETER GRIFFIN/ALAMY/FOTOARENA

2001

ATIVIDADES

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do por uma empresa de jogos on-line e precisa criar símbolos para indicar dia, semana, mês, ano, século, milênio. Use sua criatividade! 2. Essa imagem é de um dos quadros mais famosos do mundo, Mona Lisa. Ele foi pintado por Leonardo da Vinci. Pesquise sobre essa pintura e identifique o século em que ela foi feita. Escreva em seu caderno o que você descobriu. Resposta: A obra foi pintada no século XVI.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Judeus e cristãos comemoram Páscoa na mesma data por coincidência de calendário. Duração: 1 min. Disponível em: <http://livro. pro/tdpi3x>. Acesso em: 3 dez. 2017. Reportagem apresenta a celebração das páscoas judaica e cristã, explicando a coincidência das datas nos calendários e as diferenças de significados de ambas as celebrações.

MUSEU DO LOUVRE, FRANÇA, PARIS.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar o trabalho com

COMO SABER EM QUE SÉCULO ESTAMOS?

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ENCAMINHAMENTO • Retomar alguns conceitos traba-

lhados no capítulo, como os de cultura e o de tempo.

atividades 1. Sobre a cultura, é correto afirmar que:

• Comentar que as culturas são di-

a) Existe um único modelo de cultura, o qual todos devem seguir.

• Chamar a atenção para o fato de

c) Todos os povos devem imitar a cultura europeia, que é superior às demais.

b) Cada povo tem sua cultura, ou seja, seu jeito próprio de viver, pensar e agir.

ferentes entre si e que não há uma cultura superior à outra.

que continuam existindo grupos humanos que vivem de forma semelhante à de nossos antepassados remotos. Ou seja, no tempo da natureza.

d) Nenhuma cultura sofre influência de outras culturas, pois elas tendem a se manter isoladas. Resposta: B. 2. Assinale V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas e corrija as erradas no caderno.

• Estimular os alunos a refletirem

sobre a importância de localizarmos os fatos históricos no tempo e no espaço.

É importante que eles compreendam que nossas histórias individuais estão interligadas às de outras pessoas que vivem conosco e também à história do nosso povo e às de outros povos.

a)

V

Os primeiros grupos humanos organizavam sua vida com base na observação da natureza.

b)

F

Todos os grupos humanos da atualidade continuam a organizar suas vidas com base na observação da natureza. Alguns grupos humanos

F

Os krahôs organizam sua vida com base no relógio e o consultam várias vezes ao dia. Os krahôs organizam sua vida com base na

V

Os kayabis vivem no norte do Mato Grosso e também organizam sua vida com base na observação da natureza.

da atualidade continuam a organizar suas vidas com base na observação da natureza.

c)

observação da natureza.

d)

3. Com base no que você estudou, responda: a) O que é um calendário?

• Professor, para saber mais sobre

É um modo de dividir e contar o tempo.

grupos de indígenas que vivem isolados e conforme o tempo da natureza, visite o site: <http:// livro.pro/m6esv2>. Acesso em: 15 jan. 2018.

b) Qual a data usada pelos judeus como marco inicial de seu calendário? E os muçulmanos, que data usam? Os judeus começam a contar o tempo a partir da criação do mundo, que para eles se deu em 3760 antes de Cristo; já os muçulmanos usam o ano de 622, ano em que Maomé se mudou da cidade de Meca para Medina.

c) O ano de 2019, no calendário cristão, corresponde a qual ano no calendário judeu? E no calendário muçulmano?

O ano de 2019, no nosso calendário, corresponde ao ano de 5779 no calendário judeu e ao ano de 1397 no calendário muçulmano.

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ATIVIDADES 1. Já pensou se fosse possível viajar no tempo? O que

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você gostaria de conhecer? Para qual época gostaria de viajar? Resposta pessoal. 2. Debata com seus colegas sobre a importância de respeitarmos as diferentes culturas e produza uma frase exaltando o “respeito à diferença”. 3. Usando uma cartolina branca, construa duas linhas do tempo: uma com fatos da sua vida; outra com fatos da vida de um adulto importante para você (mãe, pai, avó, avô etc.). Ilustre suas linhas do tempo com fotografias e desenhos.

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Dicas para elaborar linhas do tempo – Faça duas linhas ocupando toda a largura da cartolina; – Divida essas linhas em partes iguais; em uma delas, comece a contagem do tempo no ano de seu nascimento, e, na outra, inicie com a idade que o adulto tinha quando você nasceu; – Pesquise e assinale os fatos mais importantes ocorridos na sua vida e na vida dele.

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esta página, pode-se perguntar:

– Como vocês organizam o seu tempo? – Será que algumas vezes nos tornamos escravos do relógio? – Vocês verificam as horas no relógio de pulso ou no celular? – Vocês consultam o relógio várias vezes ao dia? Quantas? – Quantos e quais tipos de instrumentos de medição de tempo vocês conhecem?

JAMIE JONES/IKON/GETTY IMAGES

s

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SENSIBILIZAÇÃO • Para introduzir o trabalho com

4. Observe a imagem a seguir criada por Jamie Jones.

ENCAMINHAMENTO • Orientar os alunos a observarem

a imagem com atenção e refletir sobre a importância dos instrumentos de medição do tempo em nossas vidas.

a) Quais instrumentos para a medição do tempo aparecem na ilustração? Na ilustração vemos diversos relógios mecânicos e ampulhetas.

b) Em sua opinião, por que o autor da ilustração colocou tantos medidores de tempo nesta cidade?

• Orientar a resolução das atividades. • Retomar e consolidar o aprendi-

Resposta pessoal. Professor, espera-se que o aluno aponte a importância do relógio e,

zado das regras para identificação dos séculos.

portanto, do controle do tempo para os habitantes da cidade.

c) A ilustração se aplica à vida nas cidades brasileiras? Resposta pessoal. Espera-se que o aluno diga que os habitantes das cidades têm grande necessidade de relógios para não se atrasarem em seus compromissos. Em geral, suas vidas são reguladas por meio de relógios.

5. A que séculos pertencem os seguintes anos:

• Retomar e consolidar o conceito de tempo cronológico.

a) 2019

Século XXI

b) 1453

Século XV

ATIVIDADES

c) 476

Século V

d) 27 a.C.

Século I a.C.

e) 507 a.C.

Século VI a.C.

f) 1347

Século XIV

• Debata com seus colegas sobre

h) 1914

Século XX

g) 1789

Século XVIII

a forma como o tempo na escola é organizado. Em sua opinião, o tempo na escola poderia ser organizado de maneira diferente? Como você organizaria o tempo na escola?

6. Organize as datas da questão anterior em ordem cronológica. 507 a.C.; 27 a.C.; 476; 1347; 1453; 1789; 1914; 2019.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Como funcionam os relógios de pêndulo. Duração: 1 min. Disponível em: <http://livro.pro/sry36x>. Acesso em: 24 jan. 2018. Vídeo que explica como funcionam os relógios de pêndulo.

• Londres de A a Z: Big Ben. Duração: 4min48s. Dispo-

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Uma visita ao prédio do Big Ben, em Londres. A reportagem mostra o interior deste prédio histórico, o funcionamento do relógio de sua torre e o sino.

• Relógio da Torre da Concatedral Nossa Senhora da Glória. Duração: 3 min. Disponível em: <http://livro. pro/9ea4oc>. Acesso em: 24 jan. 2018.

Conheça a história do relógio da Torre da Concatedral Nossa Senhora da Glória, no Paraná.

nível em: <http://livro.pro/6g8c24>. Acesso em: 24 jan. 2018.

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7. Sobre o assunto tratado neste capítulo, conceitue os seguintes termos:

– O que você entende por cultura?

b) Calendário:

– O que é e para que serve o calendário?

c) Religião:

modo de contar e dividir o tempo. conjunto de crenças, normas e valores partilhados por um grupo, comunidade ou povo; é importante lembrar que a

– Qual é a importância da religião na vida das pessoas? – Você costuma frequentar alguma igreja?

modo de viver, pensar e agir de um povo.

a) Cultura:

norteadoras:

religião é sempre coletiva.

8. Leia a seguir um trecho da letra da música Sobre o tempo, da banda mineira Pato Fu.

– Você convive bem com as pessoas que pensam diferente de você?

[...] Tempo, tempo, tempo mano velho Tempo, tempo, tempo mano velho Vai, vai, vai, vai, vai, vai

ENCAMINHAMENTO • Retomar os conceitos de cultura,

CArLOs siLvA/AE

SENSIBILIZAÇÃO • Propor as seguintes perguntas

Tempo amigo seja legal Conto contigo pela madrugada Só me derrube no final

calendário e religião.

• Chamar a atenção dos alunos

para o fato de, no Brasil, termos liberdade religiosa, ou seja, cada pessoa pode seguir a religião com a qual se identifica.

Ah-ah-ah ah-ah Ah-ah-ah ah-ah [...] Disponível em: <https://www.letras.mus.br/pato-fu/30233/>. Acesso em: 14 dez. 2017.

fernanda takai, vocalista do Pato fu, em Belém. PA, 2004.

• Lembrar aos alunos que, apesar

de o Brasil ser um país de maioria cristã, outras religiões também estão presentes em nosso país, como as religiões de matriz africana, as de matriz indígena, o Islamismo, o Budismo, entre outras.

a) O compositor trata o tempo como membro da família. Como isso aparece na letra? Isso aparece na letra quando o compositor chama o tempo de “mano velho”.

b) O que o compositor pede ao tempo?

• Comentar que é fundamental o

O compositor pede para o tempo ser legal com ele.

respeito às diferenças, sejam elas de ordem cultural, sejam de ordem religiosa.

c) Interprete. O que o compositor da música quer dizer com “Vai, vai, vai, vai, vai, vai”?

• Analisar a letra da música “Sobre o tempo”.

Quer dizer que o tempo não para.

• Comentar as respostas dos alunos

estimulando a habilidade de interpretar.

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ATIVIDADES • Debata com seus colegas sobre a importância de respeitarmos as diferentes religiões e escreva um texto pequeno sobre o assunto.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Sobre o tempo – DVD Música de brinquedo. Duração: 5 min. Disponível em: <http://livro.pro/og82hp>. Acesso em: 24 jan. 2018. Clipe da banda mineira Pato Fu, com a música “Sobre o tempo”.

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Texto de apoio

9. Observe a imagem a seguir.

rADiM BEzNOsKA/AGE/GEtty iMAGEs

Os calendários na história [...] Quando estamos imersos numa cultura, normalmente não percebemos coisas óbvias que fazem parte dela. Esse é o caso dos calendários, pois, para nós, ocidentais, que utilizamos o calendário gregoriano, é até difícil de imaginar que atualmente existam aproximadamente 40 calendários em uso no mundo [...]. Os calendários surgiram da necessidade humana de contar o tempo, a partir da repetição dos seus ciclos naturais. Assim, a alternância entre o dia e a noite é o elemento fundamental do calendário. A observação das fases da Lua levou ao conceito de mês, e o ciclo das estações, à ideia de ano. [...] Os babilônios, por exemplo, usavam um calendário lunar com 12 meses de 30 dias cada um, totalizando 360 dias no ano. A cada 6 anos acrescentava-se um mês, para corrigir a defasagem. Para os egípcios, que dependiam da agricultura [...], a previsão da época das cheias do rio Nilo era uma questão de sobrevivência. Seu calendário [...] consistia de 12 meses de 30 dias, seguidos de 5 dias adicionais, chamados celestes [...]. Na Grécia antiga a base de sua contagem de tempo eram os Jogos Olímpicos, embora cada cidade-Estado tivesse seu próprio calendário e formas individuais de corrigi-lo. [...]

Praga. república tcheca.

a) Em que época do ano a fotografia foi tirada? A fotografia foi tirada no período de festas natalinas.

b) Que elemento da fotografia permite identificar a época em que ela foi tirada? O elemento que permite identificar a época em que a fotografia foi tirada é a árvore de Natal.

c) E a estrela que se vê na imagem, o que indica? A estrela no alto da árvore anuncia o nascimento de Jesus.

d) Qual é a importância da data do nascimento de Jesus para o calendário adotado no Brasil? O nascimento de Jesus é o marco inicial da contagem do tempo no calendário cristão.

Disponível em: <http://www.batebyte. pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo. php?conteudo=1502>. Acesso em: 18 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar o estudo deste as-

vocÊ leitor!

sunto perguntando aos alunos:

– Vocês gostaram do desenho feito pelos pataxós para marcar os meses do ano?

Vimos que o calendário varia com a cultura de cada povo. Os indígenas pataxós, que vivem em Minas Gerais, usam um calendário próprio. Veja como eles marcam os meses do ano.

– Repararam que no calendário dos pataxós não aparecem semanas nem dias?

KANÁtyO, ANGtHiCHAy, JAssANÃ, ArAriBy, MANGuAHÃ. O POvO PAtAXÓ E suAs HistÓriAs. sÃO PAuLO: GLOBAL, 2002. P. 25.

Janeiro

– O que é possível saber sobre esse povo indígena lendo a denominação dada por ele a cada mês do ano?

ENCAMINHAMENTO • Atividade 3. Comparar os modos

de marcar o tempo em diferentes calendários propicia ao aluno a formação da ideia de que o calendário é uma construção cultural, ou seja, uma criação de determinada cultura. A atividade também contribui para o aluno desenvolver a habilidade de comparar, muito importante em História.

Arariby, Angthichay, Jassanã, Kanátyo e Manguahã. O povo pataxó e suas histórias. são Paulo: Global, 2002. p. 25.

1. O que esse calendário informa sobre a alimentação pataxó? Informa que os pataxós se alimentam de feijão, de milho e de frutas, como a manga.

2. Interprete o significado de “mês das águas” no texto.

ATIVIDADES 1. Utilizando como exemplo o calendário pataxó, crie desenhos para representar cada mês do calendário cristão. 2. Como vimos, entre os pataxós, alguns alimentos são tão importantes que auxiliam a identificar os meses do ano. Quais são eles? Resposta: Feijão, milho e manga.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Índios no Brasil – Filhos da terra. Duração: 17 min. Disponível em: <http://livro.pro/z4tjq4>. Acesso em: 3 dez. 2017. O vídeo aborda a relação íntima entre os índios e o ambiente, apresentando como exemplo os costumes do povo Ashaninka, do Acre.

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– Mês de preparo de solo para feijão. Fevereiro – Mês da planta do feijão. Março – Mês da capina. Abril – Mês da festa do awê. Maio – Colheita do milho. Junho – Mês do frio. Julho – Mês de curso dos professores indígenas. Agosto – Mês de volta às aulas. Setembro – Mês de preparo de solo para o milho. Outubro – Mês da planta do milho. Novembro – Mês das águas. Dezembro – Mês da manga [...].

Significa mês das chuvas, elemento importante para o crescimento das plantas.

3. Marque os meses de janeiro, outubro e dezembro com um fato ou período importante no calendário cristão.

Calendário pataxó

Calendário cristão

Janeiro

Mês de preparo de solo para feijão.

Mês das férias escolares

.

Outubro

Mês da planta do milho.

Mês do Dia das Crianças

.

Dezembro

Mês da manga.

Mês do Natal

.

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Texto de apoio

• O texto a seguir foi feito por escritores pataxós.

Nossa aldeia é localizada no município de Carmésia – Minas Gerais. A população da nossa comunidade é de aproximadamente trezentos Pataxó, entre adultos, jovens, velhos e crianças. O nosso território ocupa uma área de 3 278 hectares. Aqui trabalhamos nos roçados, caçamos, pescamos e festejamos. Nossa aldeia representa a nossa vida, sem ela, jamais conseguire-

mos viver! Aqui nascemos, crescemos, vivemos e morreremos. Aqui na aldeia temos caças, matas, rios, peixes, morros, estradas, roçados, pedras, pássaros, o vento, a chuva, a lua, o sol, as estrelas, nossas casas, nossos velhos, nossas crianças, nossos jovens, nossas tradições e as ervas para fazermos remédios. KANÁTYO; ANGTHICHAY; JASSANÃ; ARARIBY; MANGUAHÃ. O povo Pataxó e suas histórias. São Paulo: Global, 2002. p. 9.

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CAPÍTULO

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se introduzir o assunto fa-

OS PRIMEIROS 2 POVOADORES DA TERRA

zendo as seguintes perguntas norteadoras: – Vocês já assistiram a algum filme ou leram uma história em quadrinhos ambientados na Pré-História?

Tradicionalmente, divide-se a longa trajetória da humanidade em Pré-História e História. A Pré-História começa com o surgimento do gênero Homo (do qual fazemos parte), há cerca de 2 milhões de anos, até a invenção da escrita, ocorrida por volta de 3500 a.C. E a História iria da invenção da escrita aos dias atuais. Com base nas técnicas e materiais utilizados pelos nossos antepassados, os cientistas dividem a Pré-História em dois períodos: o Paleolítico (pedra lascada) e o Neolítico (pedra polida). Observe a linha do tempo. Surgimento do gênero Homo c. 2 milhões de anos

– Vocês sabem quando começa e quando termina esse período da história humana? – Imaginam qual foi o critério usado para dividir a História humana em Pré-História e História? – Sabem o significado de Paleolítico? E de Neolítico?

Desenvolvimento da agricultura

Descoberta de metais

Invenção da escrita

c. 10 mil a.C.

5 mil a.C.

3,5 mil a.C.

PALEOLÍTICO

NEOLÍTICO

IDADE DOS METAIS

Fonte: Andrea Giardina. Tempi, Società, Culture. Roma, Bari: Laterza, 1993. v. 1. p. 17-18. Linha ilustrativa sem escala, que obedece apenas à ordem cronológica.

OS CAÇADORES E COLETORES

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar os conceitos de Pré-História e História.

Levar em conta que, antes da invenção da escrita, ocorreram fatos tão importantes quanto depois dela. Por isso, os historiadores atuais preferem dizer que a Pré-História também é história.

• Diferenciar os caçadores e coletores dos agricultores e pastores.

No Paleolítico, os seres humanos sobreviviam da caça, da pesca e da coleta de frutas, por isso ficaram conhecidos como caçadores e coletores. Eles eram nômades, isto é, não tinham moradia fixa. Sempre que a caça, os peixes e os frutos de um lugar começavam a diminuir, eles se mudavam para outro, em busca de alimentos. Na busca constante por comida, por volta de 10000 a.C., os seres humanos desenvolveram a agricultura e a domesticação de animais, como cabras, ovelhas e bois.

• Chamar a atenção dos alunos

para o fato de que a Pré-História é um período muito longo da história da humanidade, e que nesse período foram feitas importantes descobertas, como, por exemplo, a da roda e a do fogo.

• Ajudar os alunos a construir as noções de sedentarismo e nomadismo.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Pré-História humana básica parte 3 – A agricultura. Duração: 7 min. Disponível em: <http://livro.pro/ z59kkb>. Acesso em: 6 dez. 2017. Este vídeo aborda as origens da agricultura e como isso foi importante para o desenvolvimento dos seres humanos.

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Para o professor • Era uma vez o homem – 4: Os Vales Férteis. Duração: 25 min. Disponível em: <http://livro.pro/whk92h>. Acesso em: 6 dez. 2017. Desenho animado que aborda a descoberta da agricultura e a construção de grandes monumentos que ainda hoje desafiam o tempo.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para dar início a uma aula dialoga-

da, pode-se perguntar: – Quais alimentos que vocês comem no dia a dia são produzidos por meio da agricultura? – A agricultura é importante na economia brasileira? – Vocês sabiam que o desenvolvimento da agricultura pelos seres humanos é chamado de Revolução Agrícola? – Sabiam que a agricultura mudou muito o modo de os seres humanos viverem e trabalharem?

os agricultores e pastores Os agricultores e pastores passaram a produzir seu próprio alimento e não precisavam mais mudar constantemente de lugar. Então, aos poucos, foram se tornando sedentários, isto é, passaram a viver em um determinado lugar: a aldeia. Na aldeia neolítica, o trabalho era dividido entre as mulheres e os homens. As mulheres dedicavam-se à agricultura, ao preparo dos alimentos e cuidavam dos filhos. Já os homens construíam moradias, caçavam e cuidavam dos rebanhos.

2

ENCAMINHAMENTO • Ler com atenção as imagens desta

1

e da próxima página. • Retomar e consolidar o conceito de sedentarismo. • Propor uma reflexão sobre a importância da agricultura para que os seres humanos desse período se tornassem sedentários. • Relacionar o desenvolvimento da agricultura ao surgimento do comércio.

6

ATIVIDADES 1. Caracterize a organização so-

cial e a divisão de tarefas nas aldeias neolíticas. 2. Imagine-se vivendo nos tempos da Pré-História. Como você faria as atividades simples do dia a dia? Alimentar-se, cozinhar, brincar ou jogar com os amigos etc. Escreva um texto no caderno.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Cidades Históricas da Mesopotâmia reconstruídas em 3D. Duração: 7 min. Disponível em: <http://livro. pro/ifyte3>. Acesso em: 24 jan. 2018. Vídeo com reconstruções digitais em 3D de cidades históricas da Mesopotâmia.

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Para o professor • Grandes Civilizações – Mesopotâmia – Parte 1. Duração: 11 min. Disponível em: <http://livro.pro/jqoe52>. Acesso em: 7 dez. 2017. Episódio da série animada “Grandes Civilizações”, composta de 32 episódios, aborda o surgimento das primeiras cidades na região da Mesopotâmia.

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Texto de apoio

MOzArt COutO

dialogaNdo Observe a imagem e com base no que você estudou responda:

Pré-História: um conceito discutível Os historiadores do século XIX dividiram a longa aventura dos seres humanos sobre a Terra em dois períodos: Pré-História e História. Segundo eles, a Pré-História começaria com o aparecimento dos humanos, há cerca de 2 milhões de anos, e teria fim com a invenção da escrita, ocorrida por volta de 3500 a.C. Já a História se estenderia do aparecimento da escrita aos dias atuais. Nessa visão tradicional, a História é dividida em quatro idades: Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Repare que essa periodização considera as sociedades sem escrita (ágrafas) sociedades sem história. Nessa abordagem, a Pré-História é vista como algo menor, uma espécie de ensaio para a História. É que os criadores dessa periodização, os historiadores do século XIX, consideravam o documento escrito – uma carta, um decreto, uma constituição – muito mais importante do que os outros.

1. Que atividades as pessoas estão fazendo em cada uma das cenas? 2. As pessoas representadas na imagem eram nômades ou sedentárias? Justifique. Eram sedentárias, viviam em aldeias praticando a agricultura e o pastoreio. 1. Cena 1 – homens construindo moradias; cena 2 – homens caçando; cena 3 – homem ordenhando; cena 4 – mulheres colhendo alimentos; cena 5 – mulher preparando alimento; cena 6 – mulher cuidando das crianças.

3

4

PINSKY, Carla B.; LUCA, Tânia Regina de. O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009. p. 14.

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Texto de apoio Os historiadores atuais já não aceitam essa visão, pois, para eles: – as fontes não escritas (como entrevistas, imagens, restos de moradia) são tão importantes quanto as escritas para o conhecimento das sociedades humanas; – as conquistas humanas anteriores à escrita (como o domínio do fogo, a invenção da roda, a prática da agricultura) são tão relevantes quanto as posteriores; – os povos que não desenvolveram a escrita também possuíram uma história movimentada,

que precisa e pode ser mais bem conhecida. Muito antes da invenção da escrita os seres humanos já enterravam sementes, por exemplo, com a intenção de vê-las germinar; com esse gesto, faziam história. Por isso, acredita-se, hoje, que a Pré-História é parte da História e que os homens pré-históricos – seres dotados de imaginação, inteligência e sentimentos típicos da nossa espécie – também fizeram história. Texto do autor.

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SENSIBILIZAÇÃO • Uma porta de entrada para o tra-

da aldeia à cidade

balho com esta página é informar que, nas nossas casas, a maioria dos alimentos é armazenada em sacos ou potes de plástico ou latas. E, a seguir, perguntar aos alunos:

Com a agricultura e o pastoreio, aumentou a oferta de alimentos, e as pessoas passaram a precisar conservar e transportar esses alimentos. Inventou-se, então, a cerâmica (barro modelado e cozido). De cerâmica os seres humanos faziam vasos, jarros etc. Mais bem alimentadas, as pessoas passaram a ter mais filhos e a viver mais tempo, o que levou a um crescimento da população.

– E nos tempos da aldeia neolítica, como será que os alimentos eram guardados?

cresce a divisão do trabalho Com o aumento da população e a invenção de instrumentos, como o arado puxado por bois, e de técnicas para irrigar o solo, algumas aldeias passaram a produzir mais alimentos do que consumiam. Com a sobra de alimentos, parte dos habitantes das aldeias deixou de trabalhar na agricultura e passou a fazer outras atividades. Ocorreu, assim, uma crescente divisão do trabalho: uns construíam casas, outros faziam tecidos, outros produziam vasos e panelas de cerâmica, e havia ainda os que caçavam e pescavam e aqueles que cuidavam da segurança do grupo.

– Vocês sabiam que a necessidade de conservar e transportar alimentos produzidos pelos seres humanos do Neolítico levou à invenção da cerâmica? – Sabiam que os seres humanos do Neolítico passaram a fazer vasos e jarros de cerâmica para conservar e transportar alimentos?

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar com os alunos a ideia

CAirO. EGyPtiAN MusEuM. tHE BriDGEMAN Art LiBrAry/ KEystONE

de que, com o aumento da população e a descoberta de técnicas agrícolas, algumas aldeias passaram a produzir sobras.

• Explicar que, com as sobras de ali-

mentos, parte das pessoas passou a se dedicar a outras atividades, como tecer, moldar a cerâmica, pescar, cuidar da segurança do grupo, entre outras; ou seja, houve um crescimento do processo de divisão do trabalho.

Oleiro egípcio fabricando um vaso de cerâmica. Arte da 5a dinastia do Antigo império.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula perguntan-

surge o comércio As pessoas passaram então a trocar aquilo que faziam por aquilo de que precisavam. Trocavam trigo por azeite, vaso de cerâmica por machado, tecido por enxada etc. Nascia, assim, o comércio. Pouco a pouco, essas trocas deixaram de ser feitas pelos próprios produtores e passaram a ser feitas por um comerciante, personagem que surgiu naquela época.

– Como surgiu o comércio? – Sabia que, logo que o comércio surgiu, não existia dinheiro? – Como será que as pessoas adquiriam aquilo de que precisavam? – Você já participou de uma feira de trocas?

ENCAMINHAMENTO • Retomar o conceito de divisão do

BriDGEMAN Art LiBrAry/fOtOArENA

rt AN A GEM BriD

Ary LiBr

/fOt

ENA OAr

À esquerda, vaso de barro vermelho decorado com figuras de animais. iraque, 3200 a.C. À direita, machado de cerca de 2000 a.C. a 1800 a.C. Museu de Antiguidades Nacionais. frança.

do aos alunos:

trabalho.

• Relacionar o aumento da divisão

do trabalho ao surgimento do comércio e do comerciante.

• Informar que, no início, efetuava-

-se a troca de um produto por outro (troca in natura). Não existia o dinheiro tal como o conhecemos hoje.

• Estabelecer o paralelo entre o co-

rOGEriO rEis/tyBA

mércio no passado e esta mesma atividade no presente.

Comércio na atualidade: feira de Caruaru. Caruaru, PE. 2013.

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ATIVIDADES

IMAGENS EM MOVIMENTO

• Entreviste um comerciante. Pergunte:

Para o professor • Ecce Homo 14 – O Comércio. Duração: 52 min. Disponível em: <http://livro.pro/nep76p>. Acesso em: 7 dez. 2017.

a) Nome completo. b) Há quanto anos você exerce essa profissão? c) Como é sobreviver do comércio? d) Qual é o maior desafio para um comerciante? e) O que é mais difícil nessa profissão? f) E o que é mais prazeroso?

Vídeo aborda a história do comércio desde a sua origem com o escambo até os dias atuais.

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SENSIBILIZAÇÃO • Um caminho possível para abor-

dar o importante processo de formação do Estado é comentar com os alunos: – Vocês certamente já viram reis em filmes, seriados e histórias em quadrinhos. – Como será que surgiu o rei? – De onde ele governava? – Qual era a extensão do poder real?

ENCAMINHAMENTO • Comentar que centralização do

poder e formação do Estado podem ser consideradas diferentes modos de nomear um mesmo processo.

• Trabalhar o conceito de imposto

a ceNtralizaÇão do poder Com o aumento da divisão do trabalho e do comércio, algumas aldeias prosperaram; a população cresceu, criando a necessidade de se obter mais terras para plantar e criar animais. Com isso, as aldeias passaram então a disputar terras. O chefe da aldeia que vencia a disputa passava a ter mais terras e mais pessoas sob o seu controle. Assim, recebia também mais impostos, que, à época, eram pagos em produto, como cabritos, carneiros, tecidos e vasos. Aquele chefe que controlava mais aldeias e contribuintes passou a ter mais poder e tornou-se o rei. Ele governava a partir de sua grande residência, o palácio, com a ajuda de funcionários encarregados de cobrar impostos, aplicar a justiça e defender o reino. Com isso, o rei foi ganhando poder e impondo sua autoridade. Esse processo é chamado centralização do poder ou formação do Estado. Em alguns Estados antigos, o rei era o servidor do deus da cidade. Este é o caso do rei representado na estátua ao lado. Ele era rei de Lagash, cidade da Mesopotâmia.

• Refletir sobre o significado de imposto no presente.

É importante que os alunos entendam que, atualmente, o imposto é cobrado sempre que compramos algo ou usamos algum serviço. E que é destinado à manutenção de serviços essenciais, como educação, saúde, segurança etc.

Imposto: contribuição que naquela época era paga em produto. Mesopotâmia: comprida faixa de terra entre dois importantes rios, o Tigre e o Eufrates.

MusEu DO LOuvrE, PAris. fOtO: PHOtO sCALA/ GLOw iMAGE

no passado.

Essa estátua de Gudeia, rei da cidade de Lagash, é de cerca de 2150 a.C. e encontra-se no Museu do Louvre, em Paris, frança.

• Acompanhar o processo de centralização do poder na figura do rei.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Faraós em Guerra – Planeta Egito. Duração: 44 min. Disponível em: <http://livro.pro/ne2f5w>. Acesso em: 24 jan. 2018. Documentário com informações sobre a história dos faraós, os reis do antigo Egito.

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Texto de apoio

o poder do rei No estaNdarte de ur O Estandarte de Ur é uma caixa de madeira encontrada no sul da Mesopotâmia, no cemitério da cidade de Ur. Em cada uma das faces da caixa foram esculpidas inúmeras figuras. As cenas mostradas narram uma sequência de fatos e devem ser lidas de baixo para cima e da esquerda para a direita. O tema é um banquete real em comemoração à vitória em uma guerra.

Rei

Músico tocando cítara stONE Art LiBrAry/KEy

Homem conduzindo carneiro

MusEu BritâNiC

O/tHE BriDGEMAN

3

2

1

Homem conduzindo jumento

Na faixa superior, vemos o rei e seus convidados bebendo e sendo servidos por criados, enquanto um músico e um cantor empenham-se em entretê-los. Observando os “presentes” (ou tributos) que as pessoas comuns carregam, é possível saber que os sumérios praticavam a agricultura (trigo, cevada), a criação de animais (bois, porcos, cabritos etc.), o artesanato e o comércio. 29

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Estandarte de Ur Certamente, nas aulas de História Antiga, você já deve ter se deparado mais de uma vez com o tema do aparecimento das civilizações da Mesopotâmia [...]. Pois bem, essas civilizações, que se desenvolveram [...] entre os rios Tigre e Eufrates, legaram uma riqueza cultural e artística vastíssima. [...] Além dos monumentos arquitetônicos, outras formas de arte, como a arte em relevo, a escultura e a pintura, floresceram entre esses povos. Um dos exemplos de pintura mais interessantes é do chamado “Estandarte de Ur”. O “Estandarte de Ur” consiste em uma caixa (ou urna) em forma de trapézio [...] com várias imagens [...] em suas laterais que contêm cenas que descrevem variadas situações, como a guerra e a aclamação ao rei. Essa caixa foi encontrada no ano de 1928 pelo arqueólogo britânico Sir C. Leonard Wooley, quando escavava o Cemitério Real de Ur, isto é, o cemitério em que era enterrada a realeza suméria na cidade de Ur, na Mesopotâmia (atual Iraque). A caixa e suas pinturas datam de aproximadamente 2.600 a.C. O material usado para pintar as cenas foi, basicamente, conhas, calcário vermelho e lápis-lazúli (um tipo especial de pedra de cor azulada) [...]. O nome “Estandarte de Ur” foi dado por Wooley após ter encontrado a caixa, dentro de um túmulo, sobre a ossada de um indivíduo que parecia levá-la nas costas. Wooley partiu da perspectiva de que, nas antigas batalhas da Mesopotâmia, os exércitos tinham alguém designado a carregar sobre as costas uma caixa [...]. Porém, depois de um tempo, outra hipótese foi levantada: suspeita-se de que essa caixa, na verdade, servia para acomodar algum instrumento musical. Os dois lados do “Estandarte de Ur” possuem títulos específicos. Um deles é chamado de “Quadro Bélico” e descreve as cenas de batalhas, e o outro é o “Quadro da Paz” [...]. Disponível em: <http://escolakids.uol.com.br/ estandarte-de-ur.htm>. Acesso em: 23 jan. 2018.

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– Do que você mais gosta em uma cidade? – Como se formaram as primeiras cidades?

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar com os alunos o concei-

AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES

Tig Rio

Jericó

Eu

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Gizé Mênfis Sacara

Trópico de Câncer

EGITO

CHINA Mondigak

Kish Uruk Susa Nipur Ur Eridu G olf

o

Tebas Assuã

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Mar Mediterrâneo

120° L

MESOPOTÂMIA

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o

tância do título e da legenda interna em um mapa.

o

o elh erm rV Ma

• Chamar a atenção para a impor-

Mari Ri

• Dar continuidade ao trabalho de alfabetização cartográfica estimulando-os a identificar regiões onde se desenvolveram as primeiras cidades e civilizações.

ANATÓLIA Çatal Hüyük Ebla

90° L

io ásp rC Ma

Mar Negro

• Evidenciar que as primeiras cidades se formaram próximo às margens de grandes rios em razão da importância da água para o consumo humano e para o cultivo dos campos.

60° L

30° L

to de cidade.

ALLMAPS

– Você mora ou gostaria de morar na cidade?

oA mar e

– Qual delas você achou mais atraente?

Harapa

Mehrgarh Mohenjo-Daro

io

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Ganges

Egípcia

Lothal

OCEANO ÍNDICO

Taixium Cheng-ziyai Anyang Sufutun Erlitou Chengchou Mar Amarelo Pan-lou-cheng

Ri

– Você já viu muitas cidades na TV?

Enquanto se desenrolava o processo de centralização do poder, as aldeias foram, pouco a pouco, se transformando em cidades. A cidade se distingue da aldeia por três características básicas: • maior divisão do trabalho; • comércio feito com regularidade; • poder centralizado. As primeiras cidades formaram-se perto das margens de grandes rios por causa da importância da água para as pessoas e para a agricultura, e porque facilitava o transporte de pessoas e produtos. Em torno de grandes rios, como o Tigre e o Eufrates, na Mesopotâmia; o Nilo, no Egito; e o Azul e o Amarelo, na China, surgiram também as primeiras civilizações. Observe o mapa.

o

da perguntando aos alunos:

A FORMAÇÃO DA CIDADE

R

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar uma aula dialoga-

Golfo de Bengala

Mesopotâmica Indiana Chinesa Cidades

OCEANO PACÍFICO

0

690 km

Fonte: A aurora da humanidade. Rio de Janeiro: Time-Life, 1993. (Coleção História em revista).

Como as primeiras civilizações localizavam-se nas proximidades dos grandes rios, tornaram-se conhecidas como “civilizações fluviais”.

• Dica de leitura para os alunos: SECCO, Patrícia Engel. O maior tesouro da humanidade. São Paulo: Melhoramentos, 2012.

DIALOGANDO

EDITORA MELHORAMENTOS

E hoje, os rios continuam sendo importantes para a nossa vida? Por quê? Resposta pessoal. 30

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Destino Selvagem – Rio Nilo: do Egito à África. Duração: 43 min. Disponível em: <http:// livro.pro/32ci6t>. Acesso em: 24 jan. 2018. Documentário com diversas informações sobre o rio Nilo e sua importância para a África.

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IMAGENS EM MOVIMENTO

ATIVIDADES

Para o professor • Grandes civilizações – Antigo Egito – Parte 1. Duração: 11 min. Disponível em: <http://livro. pro/ixe9hb>. Acesso em: 24 jan. 2018.

1. Preencha o diagrama.

a) P b)

P

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A

O vídeo aborda o surgimento dos povoados às margens dos rios. Texto de apoio

S

a) Período que tem início com o surgimento do gênero Homo. b) O mesmo que idade da pedra lascada. c) Contribuição que os antigos pagavam em produto. d) Os seres humanos no Paleolítico sobreviviam da caça e da coleta de frutos, por isso ficaram conhecidos como caçadores e coletores

.

e) Profissional que estuda os povos a partir da sua cultura material. f) Por volta de 10000 a.C. ocorreu o desenvolvimento da agricultura

.

g) Ao se fixarem em um único lugar, os seres humanos deixam de ser nômades e passam a ser

sedentários

.

h) Por volta de 3,5 mil a.C., ocorreu a invenção da escrita

. 31

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Da aldeia à cidade Durante a maior parte da Pré-História, as populações eram nômades, isto é, mudavam constantemente de uma região para outra em busca de condições favoráveis para sobreviver. [...] As mudanças eram frequentes e apenas os bens mais necessários eram transportados. Mas, no período neolítico, começou um processo de sedentarização (ou seja, a fixação do homem em um território). A agricultura, a domesticação dos animais e as técnicas de controle do meio ambiente permitiram ao homem permanecer num mesmo lugar por mais tempo. A ocupação mais duradoura permitiu [...] uma nova forma de organização da sociedade e do espaço [...]: iniciou-se a urbanização, ou seja, o surgimento das cidades. Durante o 4o milênio a.C. apareceram vários centros urbanos na Mesopotâmia, especialmente no sul [...]. Uma cidade mesopotâmica possuía muitas construções, como casas, templos, palácios, ruas, pontes, portos e muros que a protegiam. Perto dela (às vezes, dentro), ficavam os pomares, as hortas e os campos de cultivo. Em volta, estavam as estepes e os desertos. Uma das primeiras grandes cidades foi Uruk, no sul, com seus vários templos e cercada por uma muralha com aproximadamente 10 quilômetros de extensão [...]. REDE, Marcelo. A Mesopotâmia. São Paulo: Saraiva, 1997. p. 12-13. (Que história é esta?).

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Para os alunos • Norte Rural | Povo Juma: A agricultura dos índios em extinção. Duração: 8 min. Disponível em: <http://livro.pro/quwxut>. Acesso em: 24 jan. 2018.

2. Observe a imagem a seguir e responda: a) Quais atividades econômicas os seres humanos pré-históricos estão praticando na imagem? Os seres humanos estão desenvolvendo a agricultura

O vídeo mostra a sobrevivência de um povo indígena através do cultivo da mandioca e da produção de farinha.

e o pastoreio.

b) Qual é o período da Pré-História representado na imagem?

Texto de apoio Como começou a criação O homem aprendeu antes a plantar, a domesticar os animais e a criá-los, ou ambas as atividades surgiram de maneira simultânea? Pelos dados que se têm até hoje, a maior parte dos especialistas acredita que a agricultura se desenvolveu antes da criação. Ainda hoje há agricultores que não possuem animais domésticos; há grupos que aliam a agricultura à caça; e não se têm notícias de criadores que desconheçam a atividade agrícola. Gordon Childe imagina que a criação pode ter-se iniciado a partir de alguma seca prolongada no Oriente Médio. Em razão disso, animais que viviam adequadamente com uma baixa precipitação de chuva teriam ficado em situação desesperada, sem água e tendo a necessidade de procurar um oásis em busca de algum alimento ou líquido. [...] Sendo o homem agricultor, é possível imaginá-lo permitindo que os animais pastassem em seus campos já colhidos – ou ceifados – e se alimentassem das hastes de cereais que ficavam no chão. Fracos demais para fugirem e magros demais para servirem de alimento, carneiros e bois instalavam-se e eram aceitos pelos homens, que teriam estudado seus hábitos, expulsando leões e lobos e eventualmente até lhes oferecendo alguma sobra de cereal como alimento complementar. Em troca, os animais teriam sido domesticados, habituando-se à presença do homem e confiando nele. [...]

O período representado na imagem é o Neolítico.

c) Quais elementos da imagem permitem afirmar que ela retrata esse período? Os elementos que permitem

DE AGOstiNi/GEtty iMAGEs

IMAGENS EM MOVIMENTO

identificar o período Neolítico são a prática da agricultura e do pastoreio e a existência de casas.

d) As pessoas representadas na imagem são nômades ou sedentárias? Como você chegou a essa conclusão? As pessoas representadas na imagem são sedentárias; o fato de praticarem a agricultura as obrigava a se fixarem em um determinado lugar.

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PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2001. p. 48-49.

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ENCAMINHAMENTO • Estimular os alunos a falarem sobre

3. O esquema desta página representa o processo de centralização do poder ou formação do Estado. Leia-o com atenção.

CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO E NECESSIDADE DE MAIS TERRAS

o processo de formação do Estado.

• Retomar e consolidar o conhecimento da formação do Estado a partir do organograma desta página.

DISPUTA DE TERRAS

Texto de apoio

O VENCEDOR CONTROLA MAIS TERRAS E MAIS CONTRIBUINTES

QUEM TEM MAIS RIQUEZA E MAIS PODER É CHAMADO DE REI

O REI GOVERNA DO PALÁCIO COM SEUS AUXILIARES

CONCLUI-SE, ASSIM, O PROCESSO DE FORMAÇÃO DO ESTADO

Agora, descreva esse processo usando suas palavras.

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O “Rei de Justiça”: soberania e ordenamento na antiga Mesopotâmia A monarquia de caráter divino foi a forma generalizada da representação do poder nas cidades-reinos da antiga Mesopotâmia, e a figura do rei foi seu elemento central. Certos textos [...] narram a “descida” da realeza dos céus, no início dos tempos, por iniciativa do deus Enlil, divindade soberana por excelência. [...] embora a divinização da pessoa do soberano não tenha sido um traço permanente e marcante da concepção régia mesopotâmica, a articulação entre o poder monárquico e a religião foi profunda: o rei é o escolhido dos deuses [...]; o papel do soberano nos cultos é fundamental para o estabelecimento da comunicação entre o mundo humano e divino [...] o rei é o grande provedor dos templos; por fim, os elementos simbólicos da religião são largamente utilizados no discurso de legitimação do exercício do poder. [...]. Segundo os princípios que nortearam a construção da imagem das monarquias mesopotâmicas [...], o rei era o chefe guerreiro, que defendia seu povo [...] dos ataques inimigos e, eventualmente, conduzia suas tropas para conquistar ou apaziguar terras distantes. [...] Mas o rei era também o provedor do seu povo, aquele que, como sugere a metáfora do bom pastor [...], conduzia seu rebanho a pastos férteis e tranquilos, ao mesmo tempo que garantia a fertilidade dos campos e as boas colheitas, construindo e mantendo os canais do país [...]. O rei é, portanto, um fator de equilíbrio cósmico, atuando nas dimensões humanas e divinas da existência. REDE, Marcelo. O “Rei de Justiça”: soberania e ordenamento na antiga Mesopotâmia. Phoênix (UFRJ), v. 15/1, p. 135-146, 2009. Disponível em: <https://digitalis-dsp.uc.pt/ bitstream/10316.2/33176/1/Phoinix15-1_artigo9. pdf?ln=pt-pt>. Acesso em: 17 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Iniciar a aula com as seguintes

vocÊ leitor!

perguntas norteadoras:

– Como será que era a vida dos primeiros grupos humanos?

Viver durante a Pré-História era tão desafiador quanto brigar por uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos: um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, analisou a estrutura óssea de mulheres que viveram há 6 mil anos e concluiu que seus braços eram mais fortes do que os de atletas da elite do remo. As ossadas estudadas pelos arqueólogos foram encontradas na região central da Europa e, de acordo com os cientistas, eram de mulheres que trabalhavam diariamente em atividades agrícolas. [...] Com a evolução de ferramentas agrícolas, a produção de alimentos alcançou um salto e permitiu maior diversidade do trabalho [...] e isso também definiu as características de nossos corpos. Em suma, o conhecimento nos deixou poderosos, mas fraquinhos.

– Como será que superaram os desafios impostos pelo ambiente e pela necessidade incessante de encontrar alimento? – Que mudanças a descoberta e a evolução das ferramentas agrícolas trouxeram para os seres humanos?

ENCAMINHAMENTO • Realizar a leitura compartilhada do texto.

• Verificar a compreensão do texto • Estimular a reflexão acerca das

dificuldades vivenciadas pelos primeiros grupos humanos.

• Orientar a resolução das atividades.

ATIVIDADES • Debata com seus colegas acer-

Arqueólogo: profissional que estuda os povos a partir da sua cultura material, como restos de moradias, de sepulturas, de instrumentos de trabalho (enxada, foice, pá), entre outros.

MOzArt COutO

Humanos “normais” da Pré-História eram mais fortes que atletas de hoje. Galileu. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2017/12/humanos-normais-da-prehistoria-eram-mais-fortes-que-atletas-de-hoje.html>. Acesso em: 9 jan. 2018.

por parte dos alunos.

Mulheres trabalhando na agricultura; homens pastoreando.

ca das diferentes tarefas realizadas pelas mulheres nos dias atuais.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Ciência Viva – Neandertais. Duração: 44 min. Disponível em: <http://livro. pro/9zxhs4>. Acesso em: 15 jan. 2018. Com cérebros grandes e corpos fortes, o homem de Neandertal foi uma força humana considerável. Então, há 30 mil anos, eles desapareceram. Agora, os cientistas analisam seu DNA e usam outros recursos para desvendar os segredos destes humanos.

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Texto de apoio

Responda com base no texto.

A condição feminina: uma breve retrospectiva histórica [...] Estávamos na Pré-História e homens e mulheres viviam em harmonia. Reinavam as deusas. O papel das mulheres era destacado, embora não fossem detentoras de mais poder que os homens. Viviam em regime de parceria com o sexo oposto. Nesse período, época em que a agricultura era a principal atividade da humanidade, acreditava-se que a mulher tinha poder mágico, o dom da vida, sua fecundidade fazia a fertilidade dos campos. Havia, portanto, uma associação entre a mulher e a agricultura. Nessa época, homens e mulheres eram nômades e caçadores. [...] Para poder arar a terra, os grupos humanos tornaram-se sedentários. Dividiram a terra e formaram as primeiras plantações. Começaram a se estabelecer as primeiras aldeias, depois as cidades, as cidades-Estado, os primeiros Estados e os impérios. [...]

a) Você concorda com a afirmação de que “viver durante a Pré-História era tão desafiador quanto brigar por uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos”? Justifique. Resposta pessoal. Espera-se que o alunado aponte a dificuldade sentida pelos primeiros seres humanos para conseguir alimentos e para sobreviver em regiões de calor ou de frio intensos.

b) Segundo o texto, as mulheres que viveram há 6 mil anos tinham braços mais fortes do que as mulheres de hoje. Por quê? Porque elas tinham que moer grãos e praticar a agricultura utilizando sua força física em vez de ferramentas de metal.

c) Por que o texto afirma que o conhecimento nos deixou fraquinhos? O conhecimento nos deixou fraquinhos, pois, a partir da evolução de ferramentas agrícolas, não era mais preciso fazer tanto esforço físico para praticar a agricultura.

vocÊ escritor! Imagine que você é líder de um grupo humano na Pré-História e tem a responsabilidade de escolher o local da construção de uma cidade para o seu povo. Que lugar você escolheria para formar esta cidade? Escolha o local e argumente em defesa de seu ponto de vista.

Disponível em: <https://www.maxwell.vrac.pucrio.br/8603/8603_3.PDF>. Acesso em: 23 jan. 2018.

O local escolhido deve ficar em um terreno elevado, ter água abundante nas proximidades (rios, cachoeiras) e mata para coletar frutos e conseguir madeira a fim de erguer moradias e assar alimentos.

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ENCAMINHAMENTO • Evidenciar que a criação e a co-

vocÊ cidadão!

brança de impostos são uma prática muito antiga na história da humanidade.

Tributos: imposto (contribuição obrigatória). Na Antiguidade, os tributos eram pagos em produto.

Pagamentos de tributos na Mesopotâmia

• Retomar a noção de tributos perguntando aos alunos: para que eles servem?

[Na Mesopotâmia] Uma parcela considerável da produção de bens materiais era controlada pelos palácios. [...] Os palácios e, muitas vezes, os templos possuíam oficinas em que eram feitos tecidos, objetos de cerâmica, peças de metal, estátuas, móveis, joias. [...] No entanto, todos os bens produzidos pelos próprios palácios e templos não eram suficientes para seu sustento. Assim, outros rendimentos eram buscados na exploração da população das aldeias e das cidades. As formas de exploração eram principalmente duas: os impostos e os trabalhos forçados.

• Ler e debater com os alunos as informações da seção Você cidadão!

• O assunto pode ser discutido a

partir do presente (impostos contidos nas mercadorias vendidas na cantina da escola, por exemplo). Isso pode despertar nas crianças o interesse por esse assunto em outros contextos e tempos.

• As atividades da próxima pági-

fOtOs: MusEu BritâNiCO/tHE BriDGEMAN Art LiBrAry/KEystONE

na visam facilitar para o aluno a compreensão do conceito de imposto e de como se dá a cobrança dos impostos nos dias atuais, bem como o destino que deve ter o dinheiro obtido com os impostos. Habilidades trabalhadas: ler, interpretar e relacionar passado e presente.

• Esclarecer que os serviços públi-

cos nas áreas de educação, saúde e assistência social são mantidos com o dinheiro obtido por meio de impostos.

Uma parte dos bens produzidos pela população era entregue obrigatoriamente ao palácio na forma de imposto (e aos templos, na forma de oferendas). Uma das cenas mais comuns na arte mesopotâmica era, justamente, a procissão de pessoas levando seus produtos para os [...] palácios. [...] Marcelo rede. A Mesopotâmia. são Paulo: saraiva, 2002. p. 20-21.

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1. Imposto é o dinheiro pago ao

Na Mesopotâmia, o imposto era uma contribuição obrigatória.

governo, obrigatoriamente, por cidadãos e empresas. O governo, por sua vez, deverá usar o dinheiro dos impostos para beneficiar a população, construindo e mantendo escolas, postos de saúde, hospitais, centros de assistência aos idosos etc. De acordo com o texto, para que servem os impostos?
 Para o governo construir e manter obras como escolas, postos de saúde e hospitais. 2. O imposto é obrigatório? Justifique.
 Sim; é o dinheiro pago ao governo obrigatoriamente por cidadãos e empresas. 3. Converse com seus colegas e com o seu professor sobre a quantidade de impostos paga no Brasil. A seguir, opine sobre o assunto por escrito e justifique. Resposta pessoal.

b) A quem os mesopotâmicos pagavam impostos? Eles pagavam, sobretudo, ao palácio, na forma de produtos, e aos templos, na forma de oferendas.

c) Escreva uma semelhança e uma diferença entre nós e os mesopotâmicos no tocante ao pagamento de impostos. Diferença: eles pagavam impostos em produtos, nós pagamos em dinheiro. Semelhança: a obrigatoriedade do imposto. Na Mesopotâmia, o imposto era obrigatório; e, no Brasil atual, isto também acontece.

d) Pesquise. A quem são pagos e para que servem os impostos no Brasil de hoje? Os impostos são pagos aos governos e servem para que eles ofereçam à população serviços de educação, saúde e segurança.

Art LiBrAry/KEystONE

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ATIVIDADES

a) Na Mesopotâmia, o imposto era voluntário ou obrigatório?

e) No Brasil, é comum ouvir críticas severas ao mau uso do dinheiro dos impostos por alguns prefeitos. Pesquisem: o dinheiro dos impostos tem sido bem aplicado no município onde você mora?

Ao propor o diálogo e o debate sobre a quantidade de impostos paga no Brasil, objetivou-se estimular a reflexão sobre o tema de grande importância social e, ao mesmo tempo, preparar o alunado para o exercício da cidadania.

MUSEU BRITÂNICO/THE BRIDGEMAN ART LIBRARY/KEYSTONE

Resposta pessoal.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Arte Egípcia – O Escriba Sentado. Duração: 13 min. Disponível em: <http://livro.pro/uv6xjx>. Acesso em: 24 jan. 2018. O escriba desempenhava muitas funções no antigo Egito, sendo que uma das mais importantes era a cobrança de impostos. O Museu do Louvre conserva uma das primeiras esculturas de um escriba, feita na época das grandes pirâmides, “O Escriba Sentado”.

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capítulo

SENSIBILIZAÇÃO • Para dar início a uma aula dialoga-

3 povos aNtigos

da, perguntar ao alunado:

– Vocês se lembram do significado da palavra cultura?

Estudar a religião e a cultura de um povo ajuda-nos a compreender seu modo de ser e de viver. Neste capítulo, vamos estudar traços da religião e da cultura de dois povos antigos: os mesopotâmicos e os egípcios.

– E religião, o que é? – Já ouviram a palavra politeísmo? – Sabem o que significa?

os mesopotâmicos: religião e cultura

ENCAMINHAMENTO • Retomar e consolidar os conceitos

Os mesopotâmicos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. Cada cidade cultuava uma divindade própria, que era sua principal protetora. Os principais deuses eram:

de cultura e de religião.

• Explicitar o significado de politeísmo.

• Anum – pai dos deuses e protetor da cidade de Uruk;

• Informar que foi na Mesopotâmia

onde ocorreu um dos processos civilizatórios mais antigos da história humana. E que ali se formaram também as primeiras cidades.

• Enlil – dono do destino e protetor da cidade de Nipur; • Assur – senhor da guerra e o mais cultuado deus assírio;

• Esclarecer que a religião e a cultura de um povo ajudam-nos a conhecê-lo e a compreender sua história.

• Ishtar – deusa do amor e protetora da cidade de Uruk; • Enki – senhor das águas doces; deus da sabedoria; tinha um templo em Eridu;

• Explicar que os povos da Mesopotâmia eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses.

BEttMANN/GEtty iMAGEs

• Marduk – filho de Enki e principal deus dos babilônios.

ilustração representando o deus Marduk. século iX a.C.

Os mesopotâmicos acreditavam que o humor de seus deuses podia mudar de uma hora para outra: algumas vezes atendiam aos pedidos dos humanos; mas, de repente, mudavam de humor e podiam destruir uma pessoa ou um reino. Por isso, era preciso temer os deuses. Mas também era preciso respeitá-los e fazer muitas oferendas a eles.

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ALLMAPS

PRINCIPAIS GRUPOS HUMANOS E CIDADES DA MESOPOTÂMIA Mar Negro

ÁSIA MENOR M

E

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O

TIN A

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Rio Jordão

PA L

R io N ilo

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AMORITAS

PÉRSIA

Babilônia

Nipur ACÁDIOS SUMÉRIOS ARÁBIA

Mar Vermelho

T

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FENÍCIA

Assur Ri o

EGITO

ASSÍRIOS

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Mar Mediterrâneo

Nínive

P

Rio E

Mar Cáspio

O

0

315 km

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40º L

Lagash Uruk Eridu Ur

Mesopotâmia

30º N

Golfo Pérsico

A palavra Mesopotâmia vem do grego e significa “entre rios”. Mesopotâmia é o nome dado a uma comprida faixa de terra cortada por dois grandes rios: o Tigre e o Eufrates, que deságuam no Golfo Pérsico. Fonte: DUBY, Georges. Atlas historique mondial. Paris: Larousse, 2001. p. 5.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para dar continuidade ao trabalho

oNde moravam os deuses

com a religião na Mesopotâmia, informar que os mesopotâmicos acreditavam que seus deuses moravam em templos; e, a seguir, perguntar: – O que eram esses templos? – Quem cuidava deles?

MusEu DO LOuvrE, PAris. fOtO: DEAGOstiNi/GEtty iMAGEs

Os deuses moravam em templos. Cada cidade possuía vários templos, sendo o maior deles o do principal deus da cidade. Na cidade de Uruk, por exemplo, o maior templo era o de Anum, o protetor dessa cidade. Os fiéis iam ao templo e ofereciam ao deus, ali representado por uma estátua, uma ou várias refeições ao dia. A oferenda era acompanhada de uma prece e tinha como objetivo “acalmar” o deus ou a deusa e conseguir a ajuda dele ou dela.

– Como será que os mesopotâmicos se relacionavam com seus deuses?

ENCAMINHAMENTO • Evidenciar a importância religiosa e econômica dos templos para os povos da Mesopotâmia.

Estátua de um fiel orador oferecida ao deus Amurrum. c. 1800 a.C.

• Conhecer quem eram os respon-

sáveis pelos templos e compreender sua atuação social.

• Caracterizar os templos mesopotâmicos.

• Comentar que no interior dos

templos havia armazéns e oficinas com muitos produtos destinados ao comércio.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Civilizações: Suméria – O Jardim de Babel. Duração: 51 min. Disponível em: <http://livro. pro/2sz9xf>. Acesso em: 15 dez. 2017.

Os templos possuíam sacerdotes e sacerdotisas. Eles eram responsáveis por: • realizar cerimônias para os deuses; • receber oferendas; • e cuidar dos bens e dos negócios do templo. No interior do templo havia armazéns, onde os bens materiais eram guardados, e oficinas de artesanato, onde se faziam objetos de cerâmica, tecidos, móveis e joias. Isto tudo era comercializado.

Vídeo com diversas informações sobre a história da Suméria.

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do aos alunos:

– Você já ouviu a palavra mito? – Sabe o que significa?

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar o conceito de mito. • Refletir sobre o mito da criação do homem na Mesopotâmia.

• Caracterizar o modo como os po-

vos da Mesopotâmia viam seus deuses e as consequências disto no dia a dia.

ATIVIDADES • Crie um desenho para ilustrar

o mito da criação do homem de acordo com os mesopotâmicos.

registros escritos Os templos também se dedicavam à arte e à escrita. Neles, as pessoas aprendiam a escrever e estudavam para se tornarem funcionários do rei. Graças às Mito: a palavra vem cópias feitas pelos sacerdotes desses templos, do grego mythos, que chegaram até nós hinos, poesias e mitos. significa palavra, Um mito é uma história baseada em fatos narração, discurso. reais ou inventados que busca explicar a origem do mundo, da humanidade e dos fenômenos naturais. O mito é transmitido de boca em boca e é considerado verdadeiro pelo povo que o criou. Por isso, nos ajuda a conhecê-lo. Um mito mesopotâmico dizia que os deuses viviam reclamando de trabalhar muito e de não ter tempo de se divertir e comer o tanto que queriam. Então, o deus Enki criou a humanidade para substituir os deuses no trabalho. Assim, esse mito cumpria duas funções: 1a) incentivar os seres humanos a trabalhar, pois era pelos deuses que o faziam; 2a) convencer os seres humanos a doar parte da sua produção para os deuses; isto é, para os seus representantes na Terra, reis e sacerdotes.

ilustração representando o deus Enki (à direita) e o herói Gilgamesh (à esquerda).

DOrLiNG KiNDErsLEy/GEtty iMAGEs

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula perguntan-

dialogaNdo a) De acordo com esse mito mesopotâmico, por que a humanidade foi criada? Para substituir os deuses nos trabalhos. b) De que forma o mito beneficiava reis e sacerdotes? 40

Reforçando a ideia de que as pessoas tinham a obrigação de doar uma parte de seu trabalho e de sua produção para o sustento dos deuses.

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Texto de apoio Mitologia, religião e pensamento Como surgiu o mundo onde vivemos? De onde mostrando como viviam seus antepassados, e assim viemos? O que será depois, quando a vida acabar? por diante. Os homens mesopotâmicos também sentiam-se Em todo o caso, o mito não pode ser visto simplesincomodados com essas e outras dúvidas e procumente como uma mentira, nem como uma forma de ravam decifrar os seus enigmas. Em geral, suas respensamento atrasada ou irracional. Pelo contrário, o postas diferem muito do que entendemos por ciênmito é a forma que certas sociedades têm de explicia hoje em dia: eram explicações mitológicas. car para si mesmas e para os outros os mistérios do Um mito conta uma história, inventada ou baseamundo em que vivem. Por isso, as narrativas mitolóda em fatos reais. Algumas dessas histórias buscam gicas são um valioso documento para que o historiaexplicar os fenômenos que os homens observam na dor conheça a mentalidade dos homens do passado. natureza (como, por exemplo, o nascimento diário REDE, Marcelo. A Mesopotâmia. São Paulo: Saraiva, 1997. do sol); outros buscam contar a origem de um povo, p. 22-23. (Que história é esta?).

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do que os egípcios também eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses; e, a seguir, perguntar aos alunos:

Os egípcios também eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. Entre os mais conhecidos estavam: Amon-Rá, criador do Universo e de todos os deuses; Osíris, deus da vida após a morte e juiz dos mortos; Ísis, irmã e esposa de Osíris, e Hórus, o filho deles. Seus deuses eram representados com forma humana, como Osíris, com forma animal, como Ammit, ou com forma humana e animal, como Hórus.

– Vocês já assistiram a um filme ou seriado ambientados no Egito antigo?

2

1

– O que lhes vem a cabeça quando eu pronuncio “Egito”? – Rio Nilo? COREL STOCK PHOTO

– Pirâmides?

1. Hórus, filho de Osíris e Ísis, era representado com corpo de homem e cabeça de falcão. Detalhe do mural da tumba de Ramsés I, de cerca de 1290 a.C.

ALBUM / AKG-IMAGES / JAMES MORRIS/ FOTOARENA

DOrLiNG KiNDErsLEy/GEtty iMAGEs

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SENSIBILIZAÇÃO • Sugerimos iniciar a aula informan-

OS EGÍPCIOS: RELIGIÃO E CULTURA

– Observem as imagens desta página; vocês gostam da arte egípcia? – Por que será que tantas pessoas são fascinadas pelo Egito?

ENCAMINHAMENTO • Ouvir, filtrar e comentar as respostas

2. Representação de Osíris. Repare que na mão esquerda ele traz o cajado, símbolo de sua autoridade, e, na direita, o mangual, representando a posse da verdade.

às perguntas da Sensibilização.

• Retomar e consolidar a noção de politeísmo, contrapondo-a à de monoteísmo.

3. Ísis era irmã e esposa de Osíris e mãe de Hórus. Ela representa a mãe perfeita.

• Orientar os alunos a observarem com atenção as imagens de deuses egípcios aplicadas nesta página.

3

• Reforçar que o deus Osíris era o juiz dos mortos, o que ajuda a explicar a sua popularidade entre os antigos egípcios, que, como se sabe, acreditavam em uma vida após a morte.

COREL STOCK PHOTO

• Comentar que a religião e a arte

egípcias (esculturas, pinturas) ajudam a entender o fascínio que o Egito continua a exercer sobre as pessoas.

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ATIVIDADES • No antigo Egito, arte e religião estão estreitamente relacionadas. Faça uma pesquisa sobre a arte no Egito antigo e produza um cartaz com imagens e textos sobre o que você descobriu. Sugestão de sites para a pesquisa: <http://livro.pro/q92a8u>; <http://livro.pro/ytbevi>. Acessos em: 24 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar uma aula dialoga-

pirâmides,os túmulos dos faraós Os egípcios eram muito religiosos. Desde o mais humilde camponês até o poderoso faraó, todos acreditavam na existência de uma vida após a morte. Por isso, vários faraós empenharam-se na construção de seus imensos túmulos, as pirâmides. Os faraós construíam para si e suas famílias túmulos magníficos, como, por exemplo, as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, edificadas por faraós que tinham esses nomes e eram parentes entre si. Para o faraó, mandar erguer uma pirâmide era uma forma de garantir sua “casa da eternidade”, local onde esperava continuar desfrutando dos prazeres terrenos. Atualmente, os milhares de turistas que viajam para o Egito todos os anos quase sempre começam a visita à terra dos faraós por Cairo, capital do país. Lá se encontra o conjunto arquitetônico de Gisé, composto pela esfinge e pelas pirâmides de Gisé, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

da perguntando:

– Vocês já viram imagens das grandes pirâmides de Gisé? – Mas, afinal, o que são essas pirâmides? – Por que e para que foram construídas? – Quem será que as construiu?

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Pirâmides e Esfinge – Egito | Cairo – Ep. 1. Duração: 7 min. Disponível em: <http://livro.pro/ r97p3n>. Acesso em: 24 jan. 2018. Vídeo sobre as pirâmides e a esfinge do Egito.

O documentário, dublado, busca desvendar os mistérios do Egito antigo e discute o processo de construção dos grandes monumentos egípcios. Texto de apoio Pirâmides: túmulos de faraós! Atualmente, os milhares de turistas que viajam para o Egito todos os anos quase sempre começam a visita à terra dos faraós por Cairo, capital do país. Lá se encontra o conjunto arquitetônico de Gisé, composto pela esfinge e pelas pirâmides de Gisé, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Quéops, a mais alta e volumosa das pirâmides, tinha ao ser construída 146 metros de altura, o equivalente a um prédio de 48 andares. A pirâmide de tamanho médio é a de Quéfren e a menor, a de Miquerinos. Posicionada à frente das pirâmides ergue-se a esfinge (cabeça humana e corpo de leão). Esculpida em sólida rocha, a esfinge possui 72 metros de comprimento e 20 de altura e parece estar ali para guardar as três pirâmides.

frED DErwAL/HEMis/GEtty iMAGEs

Para o professor • Sabedoria e Antiguidade: Egípcios. Duração: 45 min. Disponível em: <http://livro.pro/m5ub6n>. Acesso em: 16 dez. 2017.

Em primeiro plano, veem-se as pirâmides de Gisé. E, ao fundo, a cidade do Cairo, capital do Egito. 2012.

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Para construir Quéops, utilizaram-se 2 milhões e 300 mil blocos de pedra, que foram cortados com tal precisão, a ponto de se encaixarem uns nos outros sem uso de argamassa, não havendo espaço entre eles nem para uma folha de papel. Estudos recentes afirmam que a construção da pirâmide de Quéops exigiu o trabalho de mais de 80 mil trabalhadores durante 20 longos anos. Dez mil desses trabalhadores eram fixos e 70 mil, temporários, utilizados como mão de obra barata ou gratuita durante as cheias do rio Nilo. Pode-se dizer, portanto, que as pirâmides são o resultado de um esforço organizado de milhares de trabalhadores durante um longo tempo. São também os documentos mais visíveis do imenso poder do faraó na sociedade egípcia. Texto do autor.

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IMAGENS EM MOVIMENTO

os egípcios e a vida após a morte

Para os alunos • Livro dos Mortos do Egito – parte 1. Duração: 9 min. Disponível em: <http://livro.pro/4fmdev>. Acesso em: 24 jan. 2018.

Os egípcios acreditavam na vida após a morte e que toda pessoa, ao morrer, era julgada no Tribunal de Osíris.

Documentário sobre o Livro dos Mortos, importante documento da história egípcia.

um exemplo de papiro conservado no Museu de Londres.

Livro dos Mortos: conjunto de textos nos quais o morto expunha suas qualidades e pedia absolvição ao deus Osíris. ALBuM/EAsyPiX BrAsiL

As cenas que vemos estão pintadas em um papiro do Livro dos Mortos e retratam o julgamento do coração de um escriba de nome Hanufer. No canto superior esquerdo, Hanufer está ajoelhado, em sinal de veneração, diante de 14 figuras: os juízes da morte. Abaixo, ele é levado pela mão por Anúbis (deus dos mortos) até a balança da justiça. Lá, o seu coração é colocado num dos pratos e, no outro, é posta a pena da verdade e da justiça. O coração devia ser mais leve que a pena para que a pessoa fosse absolvida.

MusEu BritâNiCO, LONDrEs. fOtO: tHE BriDGEMAN Art LiBrAry/KEystONE

Osíris, deus da vida após a morte e juiz dos mortos.

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Texto de apoio O Tribunal dos mortos Este era o momento mais temido: a pesagem das ações, o exame de consciência. Na representação mais tradicional do Novo Império, a sala de julgamento era denominada “A Sala das Duas Verdades”. Osíris, hierático e impassível, presidia o julgamento sentado em seu trono, ladeado por Ísis e Néfis e secundado por catorze assessores. No meio da sala estava a balança, que podia ser ornamentada com a cabeça de M`aat, a Verdade ou a Ordem, a cabeça de Anúbis ou de Thot. O defunto apresentava-se com uma túnica de linho branco e era conduzido por Anúbis. Após saudar a todos presentes começava a pronunciar a declaração de inocência do cap. CXXV do Livro dos Mortos:

“1. Não fiz mal a ninguém. 2. Não prejudiquei uma família. 3. Não pratiquei mal algum em lugar sagrado. 4. Evitei as más companhias. 5. Não causei nenhum dano. 6. Não sobrecarreguei de trabalho os meus homens. 7. Não busquei honrarias. 8. Não maltratei os criados. 9. Não fiz pouco de deus. 10. Não me apoderei de propriedade alheia. 11. Não fiz o que os deuses não gostam. 12. Não falei mal de um criado a seu amo. 13. Não causei sofrimento a ninguém. 14. Não deixei ninguém passar fome. 15. Não fiz ninguém chorar. 16. Não matei. 17. Não obriguei ninguém a matar. 18. Não causei dor. 19. Não roubei oferendas do templo. 20. Não roubei o pão sagrado. 21. Não roubei o pão das oferendas. 22. Não forniquei. 23. Não me poluí no santuário do deus da cidade. 24. Não roubei nas medidas. 25. Não roubei terras. 26. Não invadi propriedade alheia. 27. Não fraudei. 28. Não usei pesos falsos. 29. Não tirei o leite das crianças. 30. Não roubei gado. 31. Não prendi pássaros sagrados em armadilhas. 32. Não peguei peixes com armadilhas de peixes da mesma espécie. 33. Não detive os cursos de água. 34. Não cortei a margem do canal. 35. Não apaguei o fogo. 36. Não fraudei aos deuses as suas oferendas de comida. 37. Não roubei o gado sagrado. 38. Não repeli as manifestações de deus”. [...] Disponível em: <www.unicamp.br/~elmoura/ CAP3.DOC>. Acesso em: 19 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para dar continuidade ao assunto, pergunte aos alunos:

– O que é mumificação? – Com que objetivo os egípcios mumificavam os corpos dos mortos? – Você sabia que era comum os egípcios colocarem objetos pessoais e parte da riqueza do morto em seu túmulo?

ENCAMINHAMENTO • Explicar por que os egípcios prati-

Em caso de absolvição, a alma podia reocupar o corpo ao qual pertencera. Mas para isso, diziam os egípcios, era necessário que o corpo estivesse em condições de recebê-la. Isso explica por que os egípcios desenvolveram técnicas de mumificação. A múmia era colocada num sarcófago e conduzida até o túmulo. Lá, costumava-se deixar vários objetos, como joias, armas, alimentos, que, posteriormente, segundo acreditavam os egípcios, teriam grande utilidade para o morto. A riqueza e a variedade dos objetos dependiam das condições de cada um. No túmulo do faraó Tutancâmon, por exemplo, havia um aposento repleto de objetos de luxo, muitos deles feitos de ouro: cadeiras, armas, barcos, armários, poltronas, bastões, colares, estátuas, aparelhos de mesa, objetos pessoais etc. Sua mobília era composta de mais de 5 mil objetos!

cavam a mumificação.

• Evidenciar a importância do protOC /LAt iNs s/AL AMy tiON PrO DuC DiNG HAr Ert

câmon e o tesouro nela contido foram encontrados intactos, em novembro de 1922, pelo arqueólogo inglês Howard Carter. Ele nos conta que o dia mais emocionante foi quando, ao abrir a porta da câmara mortuária, avistou três sarcófagos representando Tutancâmon, um dentro do outro, mostrando o belo rosto do faraó; o mais interior era de ouro puro. Neste último, estava a múmia do faraó coberta com uma máscara de ouro e lápis-lazúli. • Aprofundar o assunto acessando o site: <http://livro.pro/6v4q6i>. Acesso em: 26 dez. 2017.

Mumificação: tratamento por meio do qual se evitava a decomposição do cadáver, transformando-o em múmia.

rOB

• Comentar que a tumba de Tutan-

K

cesso de mumificação para o desenvolvimento da medicina.

tampa de um vaso canópico (onde se guardavam os órgãos retirados do morto no processo de mumificação) em forma de cabeça de faraó.

Mumificação: origem e confecção. Lápis-lazúli: trata-se de um mineral de cor azul-marinho usado para fazer ornamentos.

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ATIVIDADES • Relacione a crença em uma vida após a morte ao processo de mumificação.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Grandes civilizações – Antigo Egito – Parte 2. Duração: 11 min. Disponível em: <http://livro.pro/tktw7u>. Acesso em: 16 dez. 2017.

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O vídeo apresenta aspectos da religião, cultura e medicina do antigo Egito. Além disso, destaca o conceito de egiptologia.

• Tumba de Faraó Tutancâmon. Duração: 5 min. Disponível em: <http://livro.pro/ikh48d>. Acesso em: 24 jan. 2018.

Vídeo com imagens de arquivo e cenas filmadas atualmente sobre a descoberta da tumba do faraó Tutancâmon.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Os tesouros escondidos dos Faraós – Cairo. Duração: 9 min. Disponível em: <http://livro.pro/ y5v264>. Acesso em: 24 jan. 2018. Uma viagem no tempo em uma visita ao Museu do Cairo, lugar de memória com um rico acervo sobre o antigo Egito.

rOBErt HArDiNG/EAsyPiX BrAsiL

BriDGEMAN Art LiBrAry/EAsyPiX BrAsiL

Máscara funerária de tutancâmon. Museu Nacional do Egito. A descoberta da tumba do faraó em 1922 revelou grandes obras artísticas.

trono de tutancâmon.

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Outros apropriadores de símbolos egípcios foram movidos por motivos bem mais simples [...]. Sabemos que determinados padrões de beleza artística distinguiram os egípcios de outros povos contemporâneos, que muitas vezes os copiaram. Os hieróglifos até hoje são considerados elementos mágicos da mais bela escrita do mundo. Segundo Jean-Marcel Humbert, todos os países ocidentais, sem

Texto de apoio Pode-se explicar a permanência dos elementos egípcios na cultura ocidental com base em dois enfoques fundamentais e interligados. O primeiro consiste no fascínio pelos valores culturais [...], como o [...] culto à imortalidade, em lugar do temor da morte. O segundo enfoque será dado à readaptação contínua de elementos egípcios a novos usos, ao longo dos milênios. [...] Decorações de ambientes, desenhos [...] com propostas de novas interpretações continuaram sendo feitos, ao longo dos séculos [...].

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exceção, têm procurado adaptar a arte egípcia a seu modo. [...] A mitologia sobre os antigos egípcios foi largamente elaborada pelos escritores clássicos gregos e romanos, e os símbolos foram criados pelos próprios egípcios ao longo de três mil anos de história. São milhares de símbolos com significados originais de ordem religiosa e laica. Entre os mais usados no mundo inteiro estão as pirâmi-

des, os obeliscos e as esfinges. No Brasil, a egiptomania aparece em gêneros artísticos diversos, a exemplo de outros países ocidentais. Modelos demonstram que não se trata apenas de “uma simples mania”, gosto pessoal, apreço pelo antigo Egito, pois, com a reutilização dos símbolos antigos, foram feitas outras criações. BAKOS, Margaret (Org.). Egiptomania: o Egito no Brasil. São Paulo: Paris Editorial, 2004. p. 87-88.

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ENCAMINHAMENTO • Retomar a noção de religião politeísta.

• Trabalhar as semelhanças e dife-

atividades 1. Com base no que você estudou nesse capítulo, responda: a) Os povos da Mesopotâmia eram politeístas. O que isso significa?

renças entre a religião dos mesopotâmicos e a dos egípcios.

Significa que eles acreditavam em vários deuses.

• Diferenciar o monoteísmo do po-

b) Na Mesopotâmia, acreditava-se que os deuses habitavam templos. Que atividades eram praticadas nos templos?

liteísmo.

Havia oficinas de artesanato, onde se faziam objetos de cerâmica, tecidos, móveis e joias. Além disso, nos templos, as pessoas aprendiam a escrever e estudavam para se tornarem funcionárias do rei.

c) Quais eram as funções dos sacerdotes e das sacerdotisas nesses templos? Eles eram os responsáveis por realizar cerimônias para os deuses, receber oferendas e cuidar dos bens e dos negócios do templo.

2. Leia as sentenças sobre o Egito e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas. F

No Egito apenas os ricos eram muito religiosos e acreditavam na vida após a morte.

V

Os egípcios eram politeístas, ou seja, acreditavam em diversos deuses.

V

Alguns deuses egípcios eram representados com a forma animal e humana.

F

Todos os deuses egípcios eram representados com a forma de animal.

V

Todos os egípcios eram muito religiosos e acreditavam na vida após a morte.

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ATIVIDADES 1. Qual a diferença entre religião politeísta e monoteísta? 2. A obra Tribunal de Osíris é um indício de que os

egípcios acreditavam na vida após a morte? Como os seres humanos eram julgados? Quem os julgava? Sim, a obra demonstra a preocupação que os egípcios tinham com a vida após a morte. Após a morte, o coração era colocado em uma balança e o julgamento era feito pelo deus Osíris.

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3. Aponte uma diferença e uma semelhança entre os

mesopotâmicos e os egípcios no tocante à religião. Ambos os povos eram politeístas; mas, diferentemente dos mesopotâmicos, os egípcios acreditavam em uma vida após a morte.

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ENCAMINHAMENTO • Atividade 3. Objetivou-se dar con-

3. Os mesopotâmicos não acreditavam em uma vida após a morte. Por isso, eles procuravam viver os prazeres do mundo. Isto ajuda a explicar por que não construíram pirâmides nem se ocupavam em preservar o corpo por meio da mumificação, como faziam os egípcios. Para os mesopotâmicos, os deuses eram eternos, mas os humanos tinham uma passagem rápida pela Terra. Monte uma ficha comparando os mesopotâmicos aos egípcios no tocante à vida após a morte e à mumificação.

Vida após a morte

Não acreditavam na vida após a

Mesopotâmicos morte.

tinuidade à comparação entre mesopotâmicos e egípcios no tocante à crença na vida após a morte.

• Chamar atenção para o fato de

que a mumificação era realizada pelos egípcios, pois estes acreditavam na vida após a morte.

Mumificação

• Esclarecer que, para os mesopo-

tâmicos, os deuses eram eternos; já os seres humanos tinham uma existência curta, equivalente ao seu tempo de vida na Terra.

Não praticavam a mumificação dos mortos.

• Analisar o texto que fala do herói Gilgamesh.

Egípcios

É importante esclarecer que Gilgamesh é um herói mesopotâmico e que sua história é marcada pela busca incessante da imortalidade.

Acreditavam em uma vida melhor Construíam pirâmides e após a morte. praticavam a mumificação.

4. Leia o conselho de uma divindade ao herói mesopotâmico Gilgamesh, quando ele partiu em busca da imortalidade. [...] “Tu Gilgamesh, enche tua barriga; Alegra-te dia e noite [...] Cuida do jovem que tu tens nas mãos. Que tua amada alegre-se em teus braços. Eis tudo o que pode fazer a humanidade.” (Epopeia de Gilgamesh – tablete X, iii: 6-14)

• Use suas palavras e resuma o conteúdo do conselho da divindade para o herói Gilgamesh. Resumidamente, pode-se dizer que a divindade aconselhou Gilgamesh a aproveitar a vida, alegrar-se, viver, pois o que havia era esta vida. Nada além dela.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Os Egípcios e a Vida Após a Morte. Duração: 45 min. Disponível em: <http://livro.pro/kzcm4p>. Acesso em: 24 jan. 2018. Documentário sobre a importância da crença na vida após a morte para os egípcios.

• Grandes Civilizações – Mesopotâmia – Parte 2. Duração: 11 min. Disponível em: <http://livro.pro/ikgnne>. Acesso em: 15 jan. 2018.

Nesse episódio, são apresentados aspectos da cultura da Mesopotâmia, da invenção da escrita, da forma como eles viam as estrelas e da história do herói Gilgamesh.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se introduzir o trabalho com

VOCÊ LEITOR!

essa página perguntando aos alunos: – Você costuma orar?

Minha família está dispersa; minha morada está destruída. Mas eu voltei-me para ti, minha senhora; [...] Para ti eu orei; desculpa meu erro; Perdoa minha falta, minha injustiça, meu ato vergonhoso e minha ofensa [...] Faze reunir novamente minha família; Possa meu curral aumentar; possa meu estábulo aumentar. [...] Escuta minhas preces.

– Com que objetivo você ora? – Leia a prece à deusa Ishtar e tente responder: qual é o significado de “Possa meu curral aumentar; possa meu estábulo aumentar”?

ENCAMINHAMENTO • Chamar a atenção dos alunos para

DEAGOSTINI/GETTY IMAGES

Leia a oração a seguir:

– O que é oração pra você?

Prece a Ishtar. STC, II75s: 78-91. In: Marcelo Rede. A Mesopotâmia. São Paulo: Saraiva, 2011. p. 29.

o fato de que a oração teve um papel importante na civilização mesopotâmica. E que textos como este, dedicado à deusa Ishtar, são um indício dessa importância.

Estátua representando a deusa Ishtar. 3000 a.C. Damasco, Síria. Museu Nacional de Damasco.

• Analisar, a partir do texto, o pa-

a) O texto é jurídico, religioso ou jornalístico?

pel da oração para os mesopotâmicos.

O texto é uma prece à deusa Ishtar; e, portanto, é religioso.

• Atividade a. Explicar a diferença

b) A quem o autor se dirige no texto?

entre texto jurídico, religioso e jornalístico.

À deusa Ishtar.

c)

IMAGENS EM MOVIMENTO

O que o autor pede à deusa Ishtar? Ele pede para que perdoe suas faltas, reúna novamente a sua família, aumente

Para os alunos • Os Sumérios – Religião. Duração: 4 min 34 seg. Disponível em: <http://livro.pro/ijwxv7>. Acesso em: 15 jan. 2018.

seu gado (conjunto de quadrúpedes domesticados: carneiros, jumentos, bois, cabritos, entre outros).

d) Orações como esta que você acabou de ler, geralmente, vinham acompanhadas de uma oferenda. Com que objetivo o fiel oferecia e orava para um deus ou deusa?

Gênesis 11.31 fala de Ur como a terra de origem de Abraão. O pai dele era artífice de ídolos.

O objetivo era “acalmar” o deus ou a deusa e conseguir a ajuda dele ou dela.

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ENCAMINHAMENTO • Aprofundar o assunto acessando

vocÊ leitor!

o site: <http://livro.pro/q3huun>. Acesso em: 24 jan. 2018.

Leia o texto com atenção.

ATIVIDADES • Considerando a relevância dos rios para a vida humana, debata com seus colegas sobre a importância da preservação dos rios e da despoluição deles nos dias atuais.

JOsE fustE rAGA/COrBis/GEtty iMAGEs

vista atual de embarcações no rio Nilo. Egito. 2011.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Rio Nilo. Duração: 4 min. Disponível em: <http://livro.pro/p497md>. Acesso em: 24 jan. 2018.

Oração ao Nilo

Documentário sobre o rio Nilo. [...] Salve, tu, Nilo! Que te manifestas nesta terra E vens dar vida ao Egito! Misteriosa é a tua saída das trevas Neste dia em que é celebrada! Ao irrigar os prados criados por Rá, Tu fazes viver todo o gado, Tu – inesgotável – que dás de beber à Terra!

Senhor dos peixes, durante a inundação, Nenhum pássaro pousa nas colheitas. Tu crias o trigo, fazes nascer o grão, Garantindo a prosperidade aos templos. Para-se a tua tarefa e o teu trabalho, Tudo o que existe cai em inquietação.

Para o professor • A Jornada da Vida: como o Rio Nilo fez nascer a fascinante civilização egípcia. Duração: 14 min. Disponível em: <http://livro. pro/ik3nwu>. Acesso em: 15 jan. 2018. Reportagem do Fantástico faz uma viagem pelo Egito, tomando como ponto de partida o rio Nilo e sua importância para os egípcios ontem e hoje.

Extraído de Livros sagrados e literatura primitiva oriental, tomo ii. in: Coletânea de documentos históricos para o 1o grau. são Paulo: CENP/sec. de Est. da Educação, 1985. p. 51.

Responda com base no texto. a) Quais eram as atividades econômicas praticadas pelos antigos egípcios? A criação de gado; a pesca e a agricultura.

b) Qual era a importância do rio Nilo para a população do antigo Egito?

As águas do rio Nilo eram aproveitadas pelos egípcios para consumo próprio, para irrigar os campos e na criação do gado. Além disso, a existência do Nilo servia à pesca e à navegação.

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Texto de apoio Um presente do Nilo? Heródoto, historiador grego que viveu no século V a.C., tem uma célebre frase em que afirma ser o Egito uma dádiva, um presente do Nilo. [...] A frase atravessou séculos e é repetida sem discussão por quase todos os manuais de História que falam do Egito. Fica, para muitos, a impressão de que mais importante do que a ação do homem é o dom da natureza. [...] O rio oferece condições potenciais, que foram aproveitadas pela força de trabalho dos camponeses egípcios – os felás, organizados por um poder central, no período faraônico. Trabalho e organização foram, pois, os ingredientes principais da civilização egípcia.

O rio, como pode ser visto em ilustrações, ao mesmo tempo que fertilizava, inundava. A cheia atingia de modo violento as regiões mais ribeirinhas e parcamente as mais distantes. Era necessário organizar a distribuição da água de forma mais ampla, para se poderem evitar alagados ou pântanos em algumas áreas e terrenos secos em outras. A solução foi o trabalho coletivo e solidário, intenso e organizado. PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. 20. ed. São Paulo: Contexto, 2001. p. 87-90.

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IMAGENS EM MOVIMENTO

vocÊ cidadão! Leia a seguir um trecho do Livro dos Mortos que trata da defesa do morto no Tribunal de Osíris. Não cometi mal contra os homens. Não fiz violência ao pobre. Não difamei escravo diante de seu superior. Não aumentei nem diminuí a medida de grão. Não acrescentei nada ao peso da balança. […] Não tirei o leite da boca das crianças. [...] Não roubei. Não fui cobiçoso. [...] Dei pão ao faminto, água ao sedento, roupa ao nu.

Vídeo com diversas informações sobre o Livro dos Mortos. Texto de apoio Um Lugar para os justos: concepção de vida além-túmulo dos Antigos Egípcios No Egito Antigo sempre houve uma preocupação com a vida além-túmulo, muitas concepções foram construídas ao longo de três mil anos de história. Na crença egípcia acreditava-se que o ser humano era dividido em partes físicas e não físicas, no momento da morte elas se separavam e voltariam a se reunir no outro mundo. [...] Uma das concepções de vida após a morte bastante presente no contexto funerário dos faraós dizia que, após a morte, o defunto se juntaria ao deus Rá em sua barca, ajudando-o a vencer a serpente Apep, a qual enfrentaria todas as noites. Com a vitória, o sol poderia renascer em um novo dia. [...] A morte não era o fim para os antigos egípcios. O maior medo era se tornar um morto para sempre. Isso aconteceria quando o egípcio não era justo em vida [...]. Para assegurar que o defunto se juntaria a Osíris, ele deveria passar por um julgamento que aconteceria na Sala das Duas Verdades. O morto seria guiado pelo deus Anúbis, que, através da magia, o coração (Ib) seria retirado para a pesagem. O coração era uma das partes mais importantes para o egípcio, pois era a consciência. De um lado da balança seria depositado o coração e do outro estaria a pena de Maat (símbolo da verdade e da justiça). A sentença era dada e os resultados eram anotados pelo deus Toth. Se fosse positiva, o morto se juntaria ao deus Osíris e viveria eternamente nos campos de Aaru (Paraíso

José L. sicre. A justiça social nos profetas. são Paulo: Paulinas, 1990. p. 24-25.

MusEu BritâNiCO, LONDrEs. fOtO: tHE BriDGEMAN Art LiBrAry/KEystONE

Para o professor • Livro dos Mortos do Egito. Duração: 1h 29 min. Disponível em: <http://livro.pro/p8kjyh>. Acesso em: 15 jan. 2018.

Detalhe de papiro em que vemos o deus Osíris. Museu de Londres, inglaterra.

1. Copie a frase que indica haver desigualdade social no Egito. “Não fiz violência ao pobre.”

2. Lendo esse trecho do Livro dos Mortos, percebemos que alguns comerciantes egípcios agiam de má-fé. Como isso aparece no texto? Isso aparece no texto quando o morto afirma que não diminuía a medida do grão nem acrescentava nada ao peso da balança.

3. Com base no texto, é possível saber qual(is) atitude(s) era(m) condenada(s) no Tribunal de Osíris? Sim. A maldade, a violência, a difamação, o roubo e a cobiça.

4. As atitudes condenadas no Tribunal de Osíris continuam presentes no mundo atual? Resposta pessoal. A questão oportuniza o trabalho com valores como bondade, justiça e verdade.

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Agrário). Se negativa, o coração do defunto seria devorado pela deusa Âmit, divindade com corpo de leão, pernas de hipopótamo e cabeça de crocodilo. Assim, o morto desapareceria, pois para os egípcios eram necessárias todas as partes para renascer no outro mundo. Por esse motivo, muitos amuletos e fórmulas mágicas foram produzidos para assegurar que o coração não se virasse contra seu dono, garantindo a boa passagem do morto para o além. Disponível em: <http://museuegipcioerosacruz.org.br/um-lugar-para-os-justos-concepcao-de-vidaalem-tumulo-dos-antigos-egipcios/>. Acesso em: 19 jan. 2018.

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Da civilização egípcia, restaram vários monumentos com inscrições, além de documentos em papiros. Essas fontes permitiram que os estudiosos decifrassem o sistema de numeração egípcio. Você também pode decifrá-lo. Observe estes exemplos.

ILUSTRAÇÕES: RMATIAS

MusEu BritâNiCO, LONDrEs. fOtO: tHE BriDGEMAN Art LiBrAry/KEystONE

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Texto de apoio

INTEGRANDO COM... MATEMÁTICA

1

Um traço vertical indicava unidade.

10

Esse sinal indicava dezena.

100

Uma corda enrolada indicava a centena.

1 000

A flor de lótus (o lótus era uma planta sagrada no Egito) representava o milhar.

10 000

O desenho de um dedo dobrado era o símbolo para dez mil.

100 000

Um girino representava cem mil.

1 000 000

Uma figura humana ajoelhada, com as mãos para o alto, indicava o milhão.

Fonte: Luiz Márcio Imenes e Marcelo Lellis. Os números na história da civilização. São Paulo: Scipione, 1999. p. 20. (Coleção Vivendo a matemática).

• Utilizando os símbolos do sistema de numeração egípcio, escreva: a) Sua idade. Exemplo: 11 anos

b) O número de alunos na sua classe. Exemplo: 33 alunos

c) O dia do seu aniversário. Exemplo: 23

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • A História da Matemática – A Linguagem do Universo. Duração: 58 minutos. Disponível em: <http://livro.pro/3ni9m9>. Acesso em: 15 jan. 2018. O vídeo conta a história do surgimento da matemática e sua importância na vida dos egípcios e da Mesopotâmia.

Uma primeira atividade pode explorar, em sala de aula, pesquisas orientadas, nas quais será solicitada ao aluno a organização de um dicionário ilustrado temático sobre o Egito antigo, destacando-se aspectos específicos dessa civilização, como a religião. Tal atividade possibilitará ao aluno ter contato com diferentes autores de apoio didático, mas também enciclopédias, dicionários, livros, tanto didáticos como obras mais aprofundadas, e mesmo textos retirados da internet. Cabe aqui, porém, uma rápida observação. No caso das pesquisas eletrônicas, o professor precisará ser um mediador ativo e constante, para que o aluno não use de forma equivocada esse poderoso recurso pedagógico [...]. Ainda assim, a possibilidade de acessar sites ligados ao Egito será muito útil, por exemplo, para que se possam usar imagens que, devidamente contextualizadas com a ajuda do professor, levem o aluno a uma efetiva reflexão sobre elas. [...] Uma atividade interessante consiste na criação de histórias em quadrinhos baseadas na civilização egípcia. Indiscutivelmente, as revistas de HQ, por fazerem parte importante do universo de crianças e jovens, podem ser igualmente utilizadas como ferramenta pedagógica criativa e eficiente. Pode-se, por exemplo, pedir que o aluno crie seus próprios personagens ou lance mão de outros já consagrados pelos grandes autores das chamadas “tirinhas” de jornal e das histórias em quadrinhos. O que importa, em nosso caso, é que o cenário em que se desenrola a ação seja o antigo Egito. FUNARI, Raquel dos Santos. Egiptomania. In: BAKOS, Margaret (Org.). São Paulo: Paris Editorial, 2004. p. 152.

• A História do Número 1 – Como Tudo Começou. Duração: 59 min. Disponível em: <http://livro.pro/6p7ias>. Acesso em: 24 jan. 2018. A história do número mais simples que conhecemos: o número 1.

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u nid a d e

2

– Você se parece com alguma das crianças das imagens? – Qual dos países dessas crianças você gostaria de conhecer? Por quê? – O que você sabe sobre a cultura desses países? – Será que no Brasil é possível encontrar elementos culturais semelhantes aos dos países dessas crianças? – Você já comeu sushi? – Já comeu o bolo Floresta Negra? Sabia que esse bolo é de origem alemã? – Você sabia que no Brasil temos muitos descendentes de angolanos, japoneses e alemães? E que nos últimos anos muitos bolivianos têm migrado para o Brasil?

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar o bloco conceitual, diferenças e semelhanças com base nas imagens das crianças.

• Destacar que o Brasil recebeu

muitos imigrantes vindos de diferentes continentes.

• Informar que temos uma grande

comunidade de descendentes de alemães no sul do país e outra de japoneses em São Paulo. • Chamar a atenção para o fato de que há forte presença de culturas africanas em nosso país.

Menina canadense.

Menino boliviano.

JOãO PrudEnTE/PuLSAr iMAgEnS

SENSIBILIZAÇÃO • Perguntas norteadoras:

dAVid SAngEr PHOTOgrAPHy/ ALAMy STOCk PHOTO/gLOw iMAgES

Cultura Diversidade cultural Carimbó Fandango Caiçara Etnocentrismo Cidadania Nazismo Direitos humanos Direitos da criança Regime militar Resistência democrática Ato institucional Constituição Federal de 1988 Estatuto do Idoso

COMMErCiAL MEgAPrESS COLLECTiOn/ ALAMy STOCk PHOTO/gLOw iMAgES

• • • • • • • • • • • • • •

cidadania: passadO e presente F1ONLINE/EASYPIX BRASIL

CONCEITOS E NOÇÕES DA UNIDADE

Menina brasileira.

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• Aprofundar a reflexão sobre di- IMAGENS EM MOVIMENTO versidade cultural acessando o site: Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural. Disponível em: <http:// livro.pro/p35r49>. Acesso em: 9 dez. 2017.

ATIVIDADES • Faça uma pesquisa e respon-

Para o professor • Migração – O Brasil em movimento. Duração: 8 min. Disponível em: <http://livro.pro/rjdpj9>. Acesso em: 9 dez. 2017. O vídeo retrata os diversos fluxos migratórios no Brasil e suas consequências.

da: que estados brasileiros possuem maior presença de descendentes de africanos?

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CHRIS WILLSON/ALAMY STOCK PHOTO/GLOW IMAGES

HABILIDADES

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F1ONLINE/EASYPIX BRASIL

e Menino alemão. Menino japonês.

• (EF05HI05) Associar o conceito de cidadania à conquista de direitos dos povos e das sociedades, compreendendo -o como conquista histórica.

FOTOMONTAGEM: RVECTOR/YULIYAN VELCHEV/SHUTTERSTOCK.COM

Texto de apoio

ERIC LAFFORGUE/ALAMY STOCK PHOTO/GLOW IMAGES

Diversidade Cultural: Um patrimônio da humanidade a ser preservado

Menina angolana.

1. Em que essas crianças são diferentes umas das outras? Resposta pessoal. 2. Com qual dessas crianças você mais se parece? Resposta pessoal.

3. Qual dos países dessas crianças você gostaria de visitar? Resposta pessoal. 53

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• (EF05HI04) Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade e à pluralidade.

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Respeitar a diversidade cultural é respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais. Sobretudo o direito das pessoas que pertencem às minorias. Para além disso, promover a cultura das minorias e não reprimi-la é também uma forma de conservá-las, impedindo que elas se extingam e fazendo com que a diversidade seja mantida, permitindo dessa forma o diálogo e a troca de experiências entre os povos. Nesse sentido, quando se fala em multiculturalismo pretende-se abranger não só as minorias étnicas, como também a todos os indivíduos, quer estejam inseridos em sociedades multiculturais ou uniculturais. Pretendendo-se, desta forma, eliminar os preconceitos e os ideais racistas. Disponível em: <http://www.unric.org/pt/actualidade/31134-diversidade-cultural-um-patrimonioda-humanidade-a-ser-preservado>. Acesso em: 21 jan. 2018.

No dia 21 de maio, comemora-se o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, por decisão da Assembleia-geral da ONU de 2002, um ano depois de os estados membros terem reconhecido que “a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade para a natureza”. Segundo a Convenção sobre a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO de 2005, “a «Diversidade cultural» refere-se à multiplicidade de formas pelas quais as culturas dos grupos e sociedades encontram sua expressão. Tais expressões são transmitidas entre e dentro dos grupos e sociedades. A diversidade cultural manifesta-se não apenas nas diversas formas pelas quais se expressa, enriquece e se transmite o patrimônio cultural da humanidade mediante a variedade das expressões culturais, mas também através dos diversos modos de criação, produção, difusão, distribuição e fruição das expressões culturais, quaisquer que sejam os meios e tecnologias empregados”. Transmite-se pelo vestuário, religiões, linguagem, danças ou outras tradições que emanam de cada sociedade em particular. A Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural, adotada em 2001, afirma que “a diversidade cultural é tão necessária para a humanidade como a biodiversidade para a natureza”.

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capítulO

SENSIBILIZAÇÃO • Iniciar a aula dialogada pergun-

1 O respeitO à

tando aos alunos:

diversidade e à pluralidade

– O que vocês sabem sobre a cultura da região em que vocês vivem? – Qual festa popular da sua região vocês conhecem?

Como vimos, cada povo tem a sua cultura, um jeito próprio de viver, pensar, agir, dançar e fazer festas. Na Terra, como você sabe, há uma enorme variedade de povos. E, portanto, há também um grande número de culturas. O Brasil, por sua vez, também é um país com grande diversidade cultural. Isto pode ser percebido nas comidas, nas músicas, nas danças e nas festas de cada estado ou região.

– E a arte – escultura, pintura, poesia, música – da sua região, vocês conhecem?

• Outra porta de entrada para o trabalho com essas duas páginas é perguntar:

– Em qual dos lugares mostrados nas fotografias vocês gostariam de estar?

1

– Vocês queriam ser um dançarino do Boi Garantido? – Ou uma pessoa do Grupo de Danças do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) do Rio Grande do Sul? – Vocês sabem o que é diversidade cultural?

Boi garantido, Parintins. AM, 2016.

LuLA SAMPAiO/OPçãO BrASiL iMAgEnS

– Um personagem da Cavalhada?

2

LEO CALdAS/PuLSAr iMAgEnS

Bonecos gigantes no Carnaval de Olinda. PE, 2010.

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ENCAMINHAMENTO • Trabalhar o conceito de diversidade cultural. • Encaminhar o debate delimitando alguns aspectos de uma cultura, como hábitos alimentares, festas populares, manifestações religiosas etc.

• Estimular as crianças a olharem as imagens com atenção;

a seguir, pedir para falarem sobre as fotografias que mostram o Boi Garantido do Amazonas, os bonecos gigantes de Olinda, a Cavalhada de Goiás, o grupo de Congada de Minas Gerais e um CTG do Rio Grande do Sul.

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• Conscientizar as crianças de que a nossa riqueza cultural está justamente na diversidade de culturas existentes no território brasileiro.

• Despertar nos alunos a curiosidade de conhecer mais sobre as culturas e histórias do Brasil, ajudando-os a formar o conceito de cultura e de diversidade cultural.

• Chamar a atenção para o fato de que as culturas são

diferentes entre si e nenhuma cultura é superior ou inferior à outra; as culturas são apenas diferentes umas das outras.

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dELFiM MArTinS/PuLSAr iMAgEnS

ATIVIDADES 3

1. Pesquise: em quais estados brasileiros acontece a Congada?

2. Em grupo, pesquisem sobre os

elementos da cultura brasileira retratados nesta página dupla. Sugestão de sites para a pesquisa: – Festival de Parintins: <http:// livro.pro/f9yc8c>; – Mestre Vitalino: <http://livro. pro/9fvhs5>; – Cavalhada: <http://livro.pro/ zzvrpo>; – Instituto Inhotim: <http:// livro.pro/orsz2z>. Acessos em: 25 jan. 2018.

riCArdO TELES/PuLSAr iMAgEnS

Cavalhada na Festa do divino de Pirenópolis. gO, 2007.

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gErSOn gErLOFFOFF/PuLSAr iMAgEnS

grupo de Congada na Festa de nossa Senhora do rosário dos Homens Pretos, em Serro. Mg, 2013.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Viva a cultura popular brasileira. Duração: 7 min. Disponível em: <http://livro.pro/pjdhgy>. Acesso em: 25 jan. 2018. Vídeo sobre as manifestações culturais brasileiras, como o maracatu, reisado, lapinha, ala ursa, mamulengo, fantoche, casa de farinha, rabequeiros, grupos indígenas, bois, folia de reis, congos, cavalo-marinho e ciranda.

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Apresentação do grupo de danças do Centro de Tradições gaúchas (CTg) ronda Charrua, do município de Farroupilha, durante evento ocorrido em Santa Maria. rS, 2015.

• Danças tradicionais gaúchas.

Duração: 5 min. Disponível em: <http://livro.pro/gy3y59>. Acesso em: 25 jan. 2018. Apresentação de danças tradicionais rio-grandenses executadas pelo grupo Os Gaudérios.

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Para o professor • Raízes populares da cultura brasileira: Ariano Suassuna. Duração: 42 min. Disponível em: <http://livro.pro/5zvq4w>. Acesso em: 25 jan. 2017. “Raízes populares da cultura brasileira” foi tema da aula magna de Ariano Suassuna no Theatro Municipal de Paulínia em 2009, organizada pelo Diretório Central dos Estudantes Celso Furtado da Facamp.

• O xadrez das cores: o preconceito e o desafio da acolhida da diversidade. Duração: 21 min. Disponível em: <http://livro.pro/oj86do>. Acesso em: 25 jan. 2017. O vídeo aborda a questão do preconceito nas relações humanas.

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SENSIBILIZAÇÃO • Iniciar a aula dialogada, apresen-

carimbÓ, dança paraense Um exemplo da diversidade cultural brasileira é o Carimbó, uma dança de roda típica do estado do Pará. Estudiosos do folclore brasileiro afirmam que o Carimbó é uma junção do batuque dos negros africanos com instrumentos e ritmos indígenas e o modo de dançar estalando os dedos dos portugueses. Em setembro de 2014, o Carimbó recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

tando aos alunos o vídeo Dança do Carimbó – Belém – Pará. Duração: 9min50s. Disponível em: <http://livro.pro/ssn4oq>. Acesso em: 25 jan. 2018. Depois, perguntar: – Vocês já tinham visto uma apresentação de Carimbó? – Sabem de onde é essa dança? – Vocês já conheciam o Fandango Caiçara?

60º O

VENEZUELA

Boa Vista

GUIANA SURINAME FRANCESA (FRA)

GUIANA

AMAPÁ

RORAIMA

Macapá

Equador

OCEANO ATLÂNTICO Ilha de Marajó

COLÔMBIA

Belém

Manaus AMAZONAS

– Já presenciou alguma apresentação de dança típica? Qual?

ACRE

270

Palmas MATO GROSSO

PERU 0

PA R Á

Porto Velho

Rio Branco

MARANHÃO

– Se sim, o que lhes chamou a atenção nesta festa do litoral paranaense?

rEnATO BASSAni

– Do que mais gostaram?

BRASIL: REGIÃO NORTE

RONDÔNIA

BOLÍVIA

Capital de estado Fronteira internacional Divisa estadual

TOCANTINS GOIÁS

roda de Carimbó em Altamira. PA, 2010.

CHriSTiAn knEPPEr/OPçãO BrASiL iMAgEnS

Fonte: Atlas geográfico escolar. 6. ed. rio de Janeiro: iBgE, 2012. p. 94.

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ENCAMINHAMENTO • Criar um ambiente favorável e estimular a escuta respeitosa do vídeo do Carimbó.

• Informar que o Carimbó é patrimônio cultural do Pará, estado do qual faz parte a Ilha de Marajó.

• Chamar a atenção para o fato de que as danças representam parte importante da herança cultural dos povos.

• Retomar e consolidar o conceito de patrimônio imaterial. • Esclarecer que essas manifestações culturais são reconhecidas como Patrimônio Imaterial Brasileiro.

• Refletir sobre a origem do Fandango e a sua relação com o mutirão. 56

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O FANDANGO CAIÇARA

LITORAL NORTE DO PARANÁ E LITORAL SUL DE SÃO PAULO (2018) ALLMAPS

Outro exemplo de diversidade cultural brasileira é o Fandango Caiçara: música, dança e festa do litoral norte do Paraná e do litoral sul de São Paulo.

48º O

SÃO PAULO

Litoral Sul Paulista

• Debata com seus colegas so-

bre a importância de preservar as manifestações culturais brasileiras e de respeitar a diversidade cultural.

PARANÁ 25º S

Litoral Norte do Paraná

OCEANO ATLÂNTICO

O Fandango Caiçara tem sua origem nos primeiros núcleos de povoamento do litoral do Paraná. Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 7 ed. Esta manifestação está associada Rio de Janeiro, 2016. p. 90. a mutirão, ou seja, à união de pessoas para realizar trabalhos gratuitos em benefício da comunidade. No início, só as pessoas que ajudavam a limpar um terreno, pescar, coletar ou construir uma casa podiam entrar no baile e dançar fandango. Em 2013, o Fandango Caiçara Adufo: instrumento de percussão. recebeu o título de Patrimônio Viola: instrumento semelhante ao Cultural Imaterial. Os instrumentos violão, mas com um corpo menor e usados no fandango, como o adufo, um som mais agudo. a viola fandangueira e a rabeca, são Rabeca: instrumento de corda construídos pelos próprios músicos. 0

75

km

ZIG KOCH/OPÇÃO BRASIL IMAGENS

precursor do violino.

ILUSTRAÇÕES: HÉCTOR GÓMEZ

ATIVIDADES

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Bumba meu boi. Duração: 3min13s. Disponível em: <http:// livro.pro/xcxqo2>. Acesso em: 25 jan. 2018. Reportagem sobre a importância do bumba meu boi como patrimônio imaterial. Para o professor • Entrevista com Célia Corsino (Iphan). Duração: 14min29s. Disponível em: <http://livro.pro/ my2mwi>. Acesso em: 25 jan. 2018. Entrevista com a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre o Patrimônio Cultural Brasileiro.

Adufo.

Viola fandangueira.

Rabeca.

Apresentação de Fandango do Mestre Romão em Paranaguá. PR, 2005.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se despertar o interesse dos

O ETNOCENTRISMO

alunos, perguntando a eles:

As culturas são diferentes entre si; apenas isso. Cada cultura tem o seu valor e não há cultura superior à outra. Conforme a Antropologia, nenhum povo pode ser chamado de “selvagem” ou “primitivo” porque se veste, se enfeita, se alimenta ou pensa diferente de outro.

– As pessoas são iguais? – O que diferencia uma pessoa da outra além dos traços físicos? – E os povos, também são diferentes? – Vocês estranharam a vestimenta do jovem fotografado nesta página? – E o botoque nos lábios do líder indígena Raoni, você estranhou? – Vocês estranharam ao ver a menina mostrada na página seguinte comendo com as mãos? – Por que as pessoas têm dificuldade em aceitar o que é diferente? – Existe uma cultura melhor que a outra?

Antropologia: ciência que estuda as culturas dos seres humanos em seus vários aspectos, englobando sua origem e seu desenvolvimento. Ela estuda, por exemplo, os costumes, as crenças, o modo de vida e outras características presentes nas diversas sociedades.

POR QUE RIR DOS OUTROS, ENTÃO? Durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol é comum ver pessoas rindo da torcida da Escócia, isso porque entre os torcedores daquele país há homens com uma vestimenta que parece saia. Há também quem caçoe de um indígena porque usa botoque nos lábios. Ora, rir dessas pessoas é adotar uma postura etnocêntrica, isto é, julgar o diferente, o “outro” com base em nossos valores e princípios.

ATIVIDADES

RENATO SOARES/PULSAR IMAGENS

do pelas imagens desta página dupla para retomar a ideia de que as culturas são diferentes entre si e de que não há cultura superior a outra. • Explicar que o kilt é um elemento da cultura do povo escocês. • Questionar se eles já tiveram uma postura etnocêntrica ou se já presenciaram alguém tendo esse comportamento. • Propor uma reflexão sobre a atividade da seção Dialogando.

JEFF MORGAN/ALAMY/GLOW IMAGES

ENCAMINHAMENTO • Aproveitar o estranhamento causa-

À esquerda, Raoni, líder indígena do povo kaiapó. Brasília. DF, 2017. À direita, jovem trajando o kilt, vestimenta típica da Escócia.

1. Por que é importante valorizar

as diferenças étnicas e culturais entre os povos?

2. Converse com o seu colega sobre diversidade cultural brasileira. Depois, listem as atitudes a serem adotadas para garantir o respeito a essa diversidade.

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Mediar o debate sobre o conceito de etnocentrismo e valorizar as contribuições dos alunos.

3. Procure no dicionário o significa-

do da palavra “etnocentrismo” e, depois, copie-o no caderno.

4. Para concluir o trabalho com

esta página dupla, debatam sobre etnocentrismo, compartilhem suas descobertas sobre o assunto e depois digam o que foi para vocês estudar esse tema.

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Assim, quando rimos de uma pessoa ou um grupo que tem hábitos diferentes dos nossos, estamos na verdade ignorando a sua cultura e, com isso, estamos cometendo etnocentrismo. Quase sempre o que leva uma pessoa a ter atitudes etnocêntricas é a ignorância; o desconhecimento da cultura das pessoas que ela ridiculariza.

Texto de apoio

Etnocentrismo: maneira de ver o mundo daqueles que consideram o seu grupo (sua etnia ou sua nação) superior ou mais importante do que os demais.

Os homens usam saia na Escócia? Respondendo à pergunta do título: não. Homens na Escócia usam o kilt, que é uma peça de vestuário [...] que tem características específicas, como o corte, o tecido, entre outros. É um dos símbolos mais conhecidos da Escócia, cheio de história. [...] O kilt é feito de lã grossa, estampada com o tartan, que é o padrão quadriculado que identificava os clãs. Cada clã tem o seu. Ele tem o comprimento nos joelhos e, para usos mais tradicionais, faz parte de uma composição que inclui várias outras peças: camisa; colete; paletó; kilt pin: um broche para o kilt, que trazia o símbolo do clã, mas hoje pode trazer outras imagens e significados; hoses: meias até o joelho; flashes: peças de tecido decorativo presas às meias, que devem combinar com o padrão do kilt [...]. O kilt tem muitas vantagens: é quente devido à composição de lã, permite liberdade de movimento e é muito fácil de colocar e tirar, já que é enrolado na cintura. Além disso, para aqueles que o usavam séculos atrás, andar com calças na chuva e na lama fazia com que as pessoas ficassem muito tempo com o tecido molhado no corpo, então o kilt, que ia só até os joelhos, facilitava secar as pernas e pés e evitar a proliferação de doenças, além de trazer mais conforto. [...]

dialOgandO 1. Imagine a seguinte situação: você entra em um restaurante mexicano localizado em nosso país. E o garçom lhe serve taco e diz que é para comer com as mãos: o que você faria? Comeria com as mãos? Riria de quem está comendo? Como você avalia as pessoas que comem com as mãos? Você sabia que, na Índia, boa parte das pessoas, ricas ou pobres, come com as mãos? Rir de uma pessoa que está comendo taco com as mãos é uma atitute etnocêntrica. É um ato de desrespeito à cultura do outro.

riS SH TESk uT TE i gO rS CE TO / Ck .C

OM

Menina comendo taco com as mãos.

2. Você já riu de uma pessoa só porque tinha hábitos diferentes dos seus? Alguém já riu de você por algum hábito seu? Se sim, como você se sentiu? Resposta pessoal. 59

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IMAGENS EM MOVIMENTO

Disponível em: <http://www. brasileiraspelomundo.com/ os-homens-usam-saia-na-escocia-151939867>. Acesso em: 20 dez. 2017.

Para os alunos • Discriminação Étnica. – 1a Parte. Duração: 9 min. Disponível em: <http://livro.pro/rbnwb9>. Acesso em: 26 jan. 2018. – 2a Parte. Duração: 5 min. Disponível em: <http://livro.pro/bvr3tz>. Acesso em: 26 jan. 2018. – 3a Parte. Duração: 7 min. Disponível em: <http://livro.pro/afdwhj>. Acesso em: 26 jan. 2018. Programa da Turma da Mônica sobre a discriminação étnica em três partes.

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aos alunos: – Vocês sabem quantas línguas são faladas no Brasil? – Vocês já ouviram falar no talian? – E a língua dos indígenas asurini, já ouviram? – Sabiam que o guarani mbya continua sendo falado por muitos indígenas?

ATIVIDADES 1. Leia o texto a seguir com atenção.

As muitas línguas do Brasil

Você consegue contar quantas línguas são faladas no Brasil? Se você pensou só no português, é hora de repensar sua resposta. Em um país grande como o nosso, onde diversas culturas [...] dividem o território, é natural que as pessoas se comuniquem em diversas línguas. Mas essa diversidade nem sempre é reconhecida. Por isso, especialistas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) resolveram criar o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), um documento que registra e descreve os idiomas falados em nosso país. [...] Por enquanto o inventário inclui três línguas: o talian – uma variação do italiano trazida do norte da Itália por imigrantes e falada no Brasil por seus descendentes –, o asurini do trocará – uma língua da família tupi-guarani falada por indígenas asurini – e o guarani mbya – língua falada indígenas em grande parte do nosso litoral. [...]

ENCAMINHAMENTO • Comentar com os alunos que, ape-

sar de o português ser a língua oficial, temos outras línguas que são faladas por diferentes grupos no Brasil. • Valorizar a criação do INDL (Inventário Nacional da Diversidade Linguística). • Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, você pode acessar: <http://livro.pro/unfi5n>. Acesso em: 25 jan. 2018.

ATIVIDADES

Crianças indígenas lendo livros educativos em guarani e português. Aldeia Tenonde-Porã, em São Paulo. SP, 2014.

por

Everton Lopes. As muitas línguas do Brasil. Ciência Hoje das Crianças. Disponível em: <http://chc.org.br/as-muitas-linguas-do-brasil/>. Acesso em: 4 jan. 2018.

• Converse com seus colegas

sobre a importância de conhecermos as diferentes línguas faladas no Brasil.

Lendo o texto é possível concluir que: a) apesar da diversidade de povos e culturas existentes no Brasil, o português é a única língua falada entre nós.

IMAGENS EM MOVIMENTO

b) o Iphan criou o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) voltado somente à língua portuguesa.

Para o professor • Índios no Brasil: Nossas línguas. Duração: 19 min. Disponível em: <http://livro.pro/j7mcev>. Acesso em: 25 jan. 2018. O vídeo produzido pela TV Escola apresenta diferentes línguas faladas pelos diversos povos indígenas do Brasil.

FABIO COLOMBINI

SENSIBILIZAÇÃO • Para iniciar a conversa, pergunte

c) o guarani mbya – língua falada por indígenas que habitam nosso litoral – não foi incluído no inventário de línguas faladas no Brasil. d) o INDL incluiu o talian, uma variação do italiano trazido por imigrantes e falada no Brasil por seus descendentes. Resposta: D. 60

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Texto de apoio O vêneto brasileiro [...] Outro caso relevante é o talian, uma língua forjada a partir do encontro, ocorrido em terras brasileiras, de imigrantes falantes de dialetos da região do Vêneto, na atual Itália, e que possui expressivo contingente de falantes no sul do Brasil. Atualmente, as línguas e os “modos de fazer” das comunidades que utilizam o talian são mais encontrados nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Há municípios, como Serafina Correa, no Rio Grande do Sul, em que o talian é língua oficial, assim como o português.

[...] No Rio Grande do Sul, o idioma já é patrimônio cultural imaterial oficial. Ainda sobre a disseminação da língua, em 2013 foi lançada a revista Talian Brasil (talian.net.br). Alora, ou então, como se diz em português, não há motivos para não catalogar o máximo possível a cultura trazida por essas comunidades, pois o idioma já é considerado uma língua nacional brasileira […]. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_ content&view=article&id=3053&catid=28&Itemid=39>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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Texto de apoio

2. Leia o poema a seguir.


Dança do Carimbó Coreografia: A dança é apresentada em pares. Começa com duas fileiras de homens e mulheres com a frente voltada para o centro. Quando a música inicia os homens vão em direção às mulheres, diante das quais batem palmas como uma espécie de convite para a dança. Imediatamente os pares se formam, girando continuamente em torno de si mesmos, ao mesmo tempo formando um grande círculo que gira em sentido contrário ao ponteiro do relógio. [...]

Vi um bailado diferente, E muita gente bonita, Que abre os braços, ginga E sorri quando se agita.

E o atabaque africano,
 Vi um passo português, Era o meu Pará dançando. Lembrando do meu Pará, Eu jamais me sinto só, Me vejo lá, dançando,
 Na roda de Carimbó.

Ouvi a maraca indígena,

Autor desconhecido.

Atabaque, instrumento de percussão usado no Carimbó.

PAuLO FurTAdO/ FuTurA PrESS

Uma vez, me aproximando, De um batuque, em Marajó, Fui logo me apaixonando, Era dança, Carimbó.

PAuLO FurTAdO/ FuTurA PrESS

Carimbó do meu Pará

Indumentária: Todos os dançarinos apresentam-se descalços. As mulheres usam saias coloridas, muito franzidas e amplas, blusas de cor lisa, pulseiras e colares de sementes grandes. [...] Os homens apresentam-se com calças de mescla azul-clara e camisas do mesmo tom, com as pontas amarradas na altura do umbigo, além de um lenço vermelho no pescoço.

Banjo, instrumento de cordas usado no Carimbó.

a) Interprete. Por que o autor da música chama o Pará de “meu Pará”? Porque ele é dono do Pará.

I) II)

X

Ele nasceu no Pará ou gosta muito do Pará.

III)

Porque ele não gosta do Pará.

IV)

Esse é o verdadeiro nome do estado.

b) Segundo o poema, o Carimbó recebeu influência de quais povos? Do indígena, do africano e do português.

c) O texto e as imagens desta página confirmam a ideia de que o Brasil é um país pluricultural? Justifique. Resposta pessoal. 61

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ENCAMINHAMENTO • Solicitar aos alunos, em um primeiro momento, que leiam o poema individualmente.

• Selecionar quatro crianças para declamá-lo. Cada uma delas lê uma estrofe.

• Aproveitar o momento para investir em procedimentos de declamação: expressão.

• Aprofundar o assunto acessando o site do IPEA, que trata sobre a di-

versidade linguística como patrimônio. Disponível em: <http://livro.pro/ 98zepf>. Acesso em: 25 jan. 2018.

Denominação: A denominação da “Dança do Carimbó” vem do título dado pelos indígenas aos dois tambores de dimensões diferentes que servem para o acompanhamento básico do ritmo. Na língua indígena, “Carimbó” — Curi (Pau) e Mbó (Oco ou furado) significa pau que produz som. Em alguns lugares do interior do Pará continua o título original de “Dança do Curimbó”. [...] Instrumentos típicos: O acompanhamento da dança tem, obrigatoriamente, dois “carimbos” (tambores) com dimensões diferentes para se conseguir contraste sonoro, com os tocadores sentados sobre os troncos, utilizando as mãos à guisa de baquetas, com os quais executam o ritmo adequado. [...] Disponível em: <http://www.educacaofisica. seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo. php?conteudo=417>. Acesso em: 17 ago. 2017.

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3. Leia o texto a seguir, escrito pela pesquisadora Cláudia M. de Assis Lima:

página perguntando aos alunos:

– Vocês já assistiram a pessoas dançando frevo?

O carnaval recifense possui uma música e uma dança carnavalesca própria e original, nascida do povo. De origem urbana, surgiu nas ruas do Recife nos fins do século XIX e começo do século XX. O frevo nasceu das marchas, maxixes e dobrados; [...] a música apoiou-se desde o início nas fanfarras constituídas por instrumentos de metal, [...] tradição [...] do povo pernambucano. A palavra frevo vem de ferver, [...] que passou a designar: “Efervescência, agitação, [...] rebuliço; apertão nas reuniões de grande massa popular no seu vai e vem em direções opostas como pelo Carnaval”, de acordo com o Vocabulário Pernambucano de Pereira da Costa.

– Você sabe onde mais se dança o frevo? – E você, já dançou frevo?

ENCAMINHAMENTO • Explicar as origens do frevo. • Chamar a atenção dos alunos

para a importância do frevo no contexto cultural brasileiro.

• Usar a imagem desta página como

fonte para o conhecimento desta manifestação cultural.

• Aprofundar o assunto acessando

a página do Iphan sobre frevo. Disponível em: <http://livro.pro/ vkcxxo>. Acesso em: 25 jan. 2018.

Claudia M. de Assis rocha Lima. disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index. php?option=com_content&view=article&id=442>. Acesso em: 14 dez. 2017.

ATIVIDADES • Pesquisem sobre os passos usados no frevo e criem um dicionário ilustrado com alguns deles.

dançarino de frevo, recife. PE, 2016.

a) De acordo com o texto, por que o frevo leva este nome? A palavra frevo vem de ferver, efervescência, agitação, rebuliço.

b) Agora que você conhece a origem da palavra frevo, você a considera adequada a essa dança e música?

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • O que é o frevo? Duração: 4 min. Disponível em: <http://livro.pro/ gxi9xu>. Acesso em: 25 jan. 2018.

Resposta pessoal.

c) Segundo a autora, quais ritmos deram origem ao frevo? O frevo teve origem nas marchas, maxixes e dobrados. O frevo apoiou-se desde o

Reportagem da TV Pernambuco em que maestros do ritmo explicam o que é o frevo. Para o professor • Frevo – Expedições. Duração: 25 min. Disponível em: <http://livro.pro/ ohv8th>. Acesso em: 16 jan. 2018.

Marcha: música composta para marcar os movimentos de tropas militares. Maxixe: dança urbana brasileira, nascida no Rio de Janeiro. Dobrado: marcha militar em ritmo rápido.

LEO CALdAS/PuLSAr iMAgEnS

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar o trabalho com esta

início nas fanfarras compostas por instrumentos de metal.

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Episódio da série Expedições sobre o frevo, um dos pilares do carnaval brasileiro, com mais de um século de existência.

• Frevo – Patrimônio Imaterial da

Humanidade. Duração: 15 min. Disponível em: <http://livro.pro/ rqu9fo>. Acesso em: 25 jan. 2018. Documentário que retrata a representatividade da manifestação do frevo na cultura pernambucana e brasileira.

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Texto de apoio

4. Observe o cartaz a seguir:

O trecho a seguir apresenta algumas interessantes reflexões de professores indígenas.

a) Qual é o personagem principal da imagem? Um menino indígena.

b) O que o autor do cartaz quis dizer com “Em um mundo de diferenças enxergue a igualdade”? Uma interpretação possível é: somos diferentes física e culturalmente, mas, biologicamente, pertencemos a uma única e mesma raça:

UNICEF

a raça humana. Mas o conceito de raça tem, sim, existência social. Quando um indígena ou um negro estão em ambientes frequentados por brasileiros de outras origens ocorre serem discriminados, e isto deve ser combatido.

c) Como os indígenas foram (e ainda são) vistos por muitos na sociedade brasileira? Como pessoas preguiçosas, selvagens, brutas.

d) Essa visão do indígena pode ser considerada etnocêntrica? Sim, pois se julgam os indígenas a partir de valores não indígenas.

e) Produzam um outro cartaz com o mesmo tema e deem um título a ele. Resposta pessoal. 63

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“A nossa cultura não era vista e hoje ela está vindo à tona. As crianças não têm mais vergonha de dizer que são índios, não têm mais vergonha de se sentir, não têm mais vergonha de buscar o seu verdadeiro eu. E é isso é que faz o sentido da verdadeira escola indígena” (Iolanda Potiguara/PB). [...] “A maior enciclopédia que nós temos na comunidade são os velhos, as pessoas que sabem rezar, é o cacique, são as lideranças, e a gente espera que, no futuro, as nossas crianças respeitem a nós como nós respeitamos os nossos pais, os nossos avós e todos e todas da aldeia. Nós também temos que anotar, gravar para poder guardar e a nossa criança também, às vezes o velho morre, perde uma história, ninguém vai conhecer mais” (Manguadá Pataxó/MG). [...] “Nesses materiais estão contidas as lendas, estão contidos os seres vivos da nossa floresta, estão contidas as árvores que compõem a nossa área indígena. Então, são materiais onde estão escritos a cultura, os rituais, para criança saber, para ela sentir que ela tem uma riqueza muito grande” (Jecinaldo Barbosa Sataré Mawé/AM). “Não basta ter os direitos garantidos em leis, é preciso que alguém escute e implemente então essas políticas, esses direitos. E isso é possível a partir do momento que tem alguém lá da base indígena que consiga realmente fazer esse trabalho, colocar em prática aquilo que está em lei” (Theodora). Disponível em: <http://cdnbi.tvescola.org.br/ resources/VMSResources/contents/document/ publicationsSeries/1426100101832.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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Preconceito, discriminação e intolerância no Brasil É muito comum, no Brasil, se estabelecer confusão entre os termos racismo e preconceito. O termo “racismo”, geralmente, expressa o conjunto de teorias e crenças que pregam uma hierarquia entre as raças, entre as etnias, ou ainda uma atitude de hostilidade em relação a determinadas [...] pessoas. Pode ser classificado como um fenômeno cultural, praticamente inseparável da história humana. A “discriminação”, por sua vez, expressa a quebra do princípio da igualdade, como distinção, exclusão, restrição ou preferência, motivadas por raça, cor, sexo, idade, trabalho, credo religioso ou convicções políticas. Já o “preconceito” indica opinião ou sentimento, favorável ou desfavorável, concebido sem exame crítico, ou ainda atitude, sentimento ou parecer insensato, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio, conduzindo geralmente à intolerância. [...] Portanto, em regra, o racismo ou o preconceito é que levam à discriminação, num contexto mais amplo de intolerância. [...]

5. Observe a imagem com atenção. ALExAndrE BECk

Texto de apoio

a) O que você vê na imagem? Crianças de diferentes cores e condições cobrindo a palavra preconceito com tinta azul.

b) Em sua opinião, qual é a mensagem da tirinha? Ao desenhar as crianças cobrindo a palavra preconceito, o artista quis combater esse tipo de comportamento.

c) Você já ouviu uma piada preconceituosa? Como reagiu? Resposta pessoal.

d) Procure no dicionário a definição da palavra preconceito e transcreva-a no caderno. 6. Agora é com você! Pesquise uma manifestação cultural do lugar em que você vive. A seguir, fotografe-o, cole as imagens no espaço a seguir e dê um título ao seu trabalho. Sugestão de título: Manifestação cultural do meu lugar.

Disponível em: <https://www.geledes.org.br/ preconceito-discriminacao-e-intolerancia-nobrasil>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pedir para os meninos da turma se

vOcê leitOr!

imaginarem indígenas do grupo sateré-mawé e perguntar a eles:

O texto a seguir é uma reportagem sobre o ritual de passagem da infância para a vida adulta dos indígenas sateré-mawé do Amazonas.

– Vocês arriscariam enfiar a mão em uma luva cheia de formigas?

• Se eles disserem que não, insistir perguntando:

Ritual da tucandeira permanece vivo no interior do Amazonas

– E se vocês tivessem nascido sateré-mawés, passariam pelo ritual da tucandeira?

[...] O ritual consiste em vestir uma luva cheia de formigas tucandeiras e resistir por ao menos 15 minutos. A cerimônia é considerada pelos indígenas como um ato de força, coragem e resistência à dor. [...] o ritual também simboliza uma proteção para o corpo. Segundo a crença dos sateré-mawé, a ferroada da formiga tucandeira funciona como uma espécie de vacina. Durante o ritual, o jovem indígena deve se deixar ferrar no mínimo 20 vezes. [...] No dia da cerimônia, pela manhã, as tucandeiras são colocadas em uma bacia com tintura de folha de cajueiro, que tem efeito anestesiante. Quando estão ‘adormecidas’, as formigas indígena sateré-mawé durante são postas na luva, com a cabeça o ritual da tucandeira. para fora e o ferrão para dentro [...]. Depois, para voltarem a ficar agitadas, elas recebem uma baforada de tabaco. É quando ficam prontas para atacar.

ENCAMINHAMENTO • Propor uma reflexão sobre o ritual da tucandeira.

• Chamar a atenção dos alunos para

o fato de que muitos povos têm rituais para diferentes situações.

• Aproveitar o estranhamento cau-

FABiO COLOMBini

sado pela imagem de um jovem com a mão dentro de uma luva cheia de formigas tucandeiras para retomar a ideia de que as culturas são diferentes entre si e de que não há uma cultura superior à outra.

Aos 14 anos, os meninos do grupo indígena sateré-mawé passam pelo ritual da tucandeira: têm de ficar cerca de 15 minutos com a mão dentro de uma luva cheia de formigas tucandeiras para provar sua coragem e aptidão para a vida adulta. Os sateré -mawés acreditam também que a ferroada da tucandeira funciona como uma vacina contra determinadas doenças.

disponível em: <http://www.portalamazonia.com.br/editoria/amazonia/ ritual-da-tucandeira-heranca-cultural-permanece-viva-no-interior-do-amazonas>. Acesso em: 8 jan. 2018.

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ATIVIDADES

IMAGENS EM MOVIMENTO

• Avalie a atitude de alguém que risse ou criticasse um

Para o professor • Ritual da Tucandeira. Duração: 4 min. Disponível em: <http://livro.pro/wfu3cp>. Acesso em: 25 jan. 2018. Reportagem que apresenta o ritual da tucandeira, na aldeia Inhaã-Bé, dos sateré-mawés, no Tarumã-Açu, na periferia de Manaus, Amazonas. • Aceitando as diferenças e aprendendo a conviver. Duração: 3 min. Disponível em: <http://livro.pro/drbwpq>. Acesso em: 16 jan. 2018. Animação que trabalha o aspecto do respeito às diferenças, mostrando como nossas atitudes podem mudar o ambiente em que vivemos.

jovem sateré-mawé por estar passando pelo ritual da tucandeira.

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Texto de apoio

a) O que é o ritual da tucandeira?

Os Sateré-Mawé

É um ritual de passagem da infância para a adolescência praticado pelos indígenas

Inventores da cultura do guaraná, os Sateré-Mawé domesticaram a trepadeira silvestre e criaram o processo de beneficiamento da planta, possibilitando que hoje o guaraná seja conhecido e consumido no mundo inteiro.

sateré-mawé. Os meninos devem enfiar as mãos numa luva cheia de formigas e suportar no mínimo 20 ferroadas.

b) Qual é o significado desse ritual para os sateré-mawé? Os meninos que conseguem suportar as ferroadas das formigas são considerados fortes, corajosos e resistentes à dor.

Nome

c) Em nossa sociedade existe alguma cerimônia que marca a passagem da infância para a vida adulta?

[...] Autodenominam-se Sateré-Mawé. O primeiro nome – Sateré – quer dizer “lagarta de fogo’’, referência ao clã mais importante dentre os que compõem esta sociedade, aquele que indica tradicionalmente a linha sucessória dos chefes políticos. O segundo nome – Mawé – quer dizer “papagaio inteligente e curioso’’ e não é designação clânica.

Sim, a festa de 15 anos realizada para meninas, por exemplo.

d) Debata com seu colega, reflitam e opinem sobre o ritual da tucandeira. Resposta pessoal.

Língua A língua Sateré-Mawé integra o tronco linguístico Tupi. Segundo o etnógrafo Curt Nimuendaju (1948), ela difere do Guarani-Tupinambá. Os pronomes concordam perfeitamente com a língua Curuaya-Munduruku, e a gramática, ao que tudo indica, é tupi. O vocabulário mawé contém elementos completamente estranhos ao Tupi, mas não se relaciona a nenhuma outra família linguística. Desde o século XVIII, seu repertório incorporou numerosas palavras da língua geral. Os homens atualmente são bilíngues, falando o Sateré-Mawé e o português, mas, apesar de mais de três séculos de contato com os brancos, nas aldeias mais afastadas ainda se encontram mulheres que só falam a língua materna.

vOcê escritOr! • Imagine que você fosse visitar o povo sateré-mawé e assistisse ao ritual da tucandeira. Escreva nas linhas a seguir o que você imagina que sentiria ao ver um menino com a mão enfiada em uma luva cheia de formigas suportando ferroadas doídas por 15 minutos. Resposta pessoal. Professor, lembrar aos alunos que os meninos que suportam 20 ferroadas ou mais são considerados corajosos e resistentes à dor. Assim, rir de um desses meninos é cometer etnocentrismo.

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Localização Os Sateré-Mawé habitam a região do médio rio Amazonas, em duas terras indígenas, uma denominada TI Andirá-Marau, localizada na fronteira dos estados do Amazonas e do Pará, que vem a ser o território original deste povo, e um pequeno grupo na TI Coatá-Laranjal [...]. Os Sateré-Mawé também são encontrados morando nas cidades de Barreirinha, Parintins, Maués, Nova Olinda do Norte e Manaus, todas situadas no estado do Amazonas. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/povo/satere-mawe>. Acesso em: 21 jan. 2018.

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Capítulo

SENSIBILIZAÇÃO • Para dar início a uma aula dialo-

2 Cidadania:

gada, pode-se perguntar ao alunado:

Conquistas dos povos

– Você já assistiu a algum filme sobre guerra? – Como se sentiria se visse cidades de seu país serem destruídas?

PLANET NEWS/SSPL/GETTY IMAGES

Entre 1939 e 1945, a humanidade viveu a mais terrível guerra da sua história: a Segunda Guerra Mundial. Nenhum conflito antes deste matou tanta gente em tão pouco tempo! Ruas, avenidas e bairros de vários países foram riscados do mapa. Cidades inteiras, de países como Inglaterra e Alemanha, foram arrasadas pelos bombardeios. As perdas humanas também foram enormes: cerca de 36 milhões e 500 mil europeus foram mortos de causas relacionadas a essa guerra. No Japão, foram 2 milhões de mortos. Parte dos brasileiros enviados para os campos de batalha também morreu nessa guerra. Além disso, a guerra deixou um número Órfão: criança sem pais. enorme de órfãos.

– O que será que motiva os países a entrarem em guerra? – Que consequências as guerras trazem para os envolvidos?

ENCAMINHAMENTO • Estimular a reflexão sobre a guerra

e suas consequências para os nela envolvidos.

• Refletir sobre o fato de as crianças

serem as mais prejudicadas por uma guerra, porque resistem menos à violência armada e pelo fato de que, muitas vezes, ficam órfãs.

Crianças em orfanato durante a Segunda Guerra Mundial. Reino Unido, 1940.

• Trabalhar o conceito de nazismo. • Estimular a reflexão sobre os crimes contra a humanidade.

ATIVIDADES • Nos países em que há guerras,

as crianças, geralmente, são as que mais sofrem. Imagine que você tenha um amigo ou amiga em um desses países. Escreva uma carta ou e-mail para ela ou ele com uma mensagem de conforto e de esperança em dias melhores.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Berlim em ruínas 14/05/1945. Duração: 4 min. Disponível em: <http:// livro.pro/ck4rjw>. Acesso em: 25 jan. 2018. O vídeo não traz nenhuma fala, mostra apenas imagens da cidade de Berlim (incluindo tomadas aéreas), poucos meses antes do término da guerra. Para o professor • Crianças sírias explicam a guerra. Duração: 3 min. Disponível em: <http://livro.pro/bvq76f>. Acesso em: 25 jan. 2018. A guerra na Síria pela visão das crianças.

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página, perguntando aos alunos:

– Vocês já ouviram falar da ONU? – Quando a ONU foi criada? Com que objetivo? – Que países participam da ONU?

ENCAMINHAMENTO • Contextualizar a criação da ONU no imediato pós-guerra.

a OrganizaçãO das nações unidas Com o fim da Segunda Guerra, aumentou a preocupação com a paz mundial. Em 1945, com o objetivo de preservar a paz e a segurança no mundo, promover a cooperação entre os países e o respeito aos direitos dos humanos, representantes de cinquenta países criaram a Organização das Nações Unidas (ONU). Com sede na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, a ONU é ainda hoje o principal organismo internacional. Um dos principais órgãos da ONU é o Conselho de Segurança, responsável pela manutenção da paz e da segurança internacional.

• Explicar o objetivo da criação des-

Onu/Br

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula sobre esta

Logotipo da Organização das nações unidas.

se importante organismo internacional.

• Aprofundar o assunto acessando o site da ONU: <http://livro. pro/zgk65a>. Acesso em: 26 jan. 2018.

• Trabalhar a cultura da paz tal como desenhada pela ONU.

• Dica de leitura para os alunos:

SARUÊ, Sandra; BOFFA, Marcelo. Anjos do pedaço: uma grande aventura pela paz. São Paulo: Melhoramentos, 2008.

CEM OZdEL/AnAdOLu/gETTy iMAgES

EDITORA MELHORAMENTOS

A busca pela paz começa pela gente, no nosso dia a dia, na nossa casa, na nossa escola.

reunião do Conselho de Segurança da Onu. Estados unidos, 2014.

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ATIVIDADES • Imagine que você é um representante do Brasil na

ONU. Escreva um discurso breve sobre a necessidade de paz no mundo para proferir na Assembleia dessa organização.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • A Organização das Nações Unidas. Duração 1min41s. Disponível em: <http://livro.pro/h76ogk>. Acesso em: 11 dez. 2017.

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Vídeo sobre a criação da ONU, apresentando seus principais órgãos. Para o professor • Conselho de Segurança da ONU. Duração: 25 min. Disponível em: <http://livro.pro/ktkxi6>. Acesso em: 25 jan. 2018. Episódio da série Direito sem fronteiras que explica como funciona o Conselho de Segurança da ONU, discute o seu papel e por quais motivos o Brasil anseia por uma vaga permanente nesse órgão.

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conversa e perguntar a eles: – Vocês acreditam que todas as pessoas devem ter os mesmos direitos? – Por que será que criaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos? – O que essa Declaração diz? – Vamos conhecer um pouco deste importante documento?

Em 1948, representantes de diversos países reunidos na ONU escreveram um importante documento: a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Eram pessoas com línguas, religiões e costumes diversos. Mas tinham em comum os seguintes desejos: • que não houvesse mais guerra ao redor do mundo; • que ninguém mais fosse maltratado ou perseguido por sua cor, religião ou opinião política. Leia agora alguns artigos dessa Declaração: Artigo I. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em [...] direitos. São dotados de razão [...] e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. [...] Artigo III. Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. [...] Artigo V. Ninguém será submetido [...] a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

ENCAMINHAMENTO • Explicar o contexto e as preocupações dos criadores da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

• Refletir com eles sobre o Artigo I. • Pedir que procurem no dicionário o

HULTON ARCHIVE/GETTY IMAGES

significado do termo solidariedade.

Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: <http://www.onu.org.br/img/2014/09/ DUDH.pdf>. Acesso em: 9 jan. 2018.

Universal dos Direitos Humanos.

• Chamar a atenção dos alunos

para o fato de o documento ter sido elaborado no imediato pós-guerra, conflito marcado por atrocidades contra a humanidade.

• Aprofundar o assunto acessando

Cena do filme O garoto, de Charles Chaplin. 1921. A fraternidade é uma marca de seus filmes.

a Cartilha do Ziraldo sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: <http://livro.pro/58hm7p>. Acesso em: 19 jan. 2018.

DIALOGANDO 1. Qual desses artigos chamou mais a sua atenção? Por quê? Resposta pessoal.

• Dica de leitura para o aluno:

2. O que você sugere para que o Artigo I seja colocado em prática?

Declaração Universal dos Direitos Humanos. Adaptação de Ruth Rocha e Otavio Roth. São Paulo: Moderna, 2014.

Resposta pessoal.

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• Perguntar se eles têm sido solidários. • Analisar os objetivos da Declaração

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ATIVIDADES • Debata com seus colegas acerca da importância da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Direitos humanos. Duração: 3 min. Disponível em: <http://livro.pro/ 5doay5>. Acesso em: 25 jan. 2018. Vídeo apresenta a Declaração Universal dos Direitos Humanos. SALAMANDRA

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SENSIBILIZAÇÃO • Propor aos alunos uma roda de

A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

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para a sala de aula, sugerimos perguntar:

– Como estão vivendo as crianças de seu município? – Elas têm tido uma alimentação saudável? – Têm tido direito à saúde? – E a educação no seu município, é de boa qualidade?

ENCAMINHAMENTO • Explicitar o contexto da criação da Declaração dos Direitos da Criança, em 1959.

• Refletir sobre cada um dos princí-

pios dos Direitos da Criança citados nesta página e nas seguintes.

declaraçãO dOs direitOs da criança Onze anos depois da Declaração dos Direitos Humanos, continuavam ocorrendo guerras ao redor do mundo. E esses conflitos intermináveis continuavam causando destruição e mortes. Estudos publicados na época comprovaram que as crianças eram as maiores prejudicadas pela guerra. É que, além de resistir menos à violência, ficavam sem seus pais. Nesse contexto, em 1959, representantes de diversos países presentes na ONU elaboraram outro documento muito importante: a Declaração dos Direitos da Criança, uma conquista dos povos do mundo inteiro. A Declaração tinha dez princípios. Leia-os a seguir.

1o Princípio – Todas as crianças – sem distinção de cor, sexo, língua, religião ou condição social, têm os mesmos direitos.

• Alertar a todos para a importân-

SuSAn CHiAng/gETTy iMAgES

SENSIBILIZAÇÃO • Para trazer a realidade dos alunos

Crianças de diferentes origens e cores.

cia de se ter um comportamento solidário no relacionamento com as crianças com limitação física, mental ou social.

SALLy AnSCOMBE/gETTy iMAgES

Didatizamos e facilitamos o texto da Declaração dos Direitos da Criança, a fim de torná-lo acessível aos alunos. • Pode-se ampliar o conhecimento desta Declaração consultando a versão que consta da Biblioteca Virtual de Direitos Humanos, da Universidade de São Paulo (USP). Disponível em: <http://livro.pro/ rhf2vh>. Acesso em: 18 abr. 2017.

2o Princípio – Todas as crianças devem ter oportunidade de se desenvolver física, mental, moral, espiritual e socialmente.

Mãe protege seu bebê.

• Dica de leitura para o aluno:

KINDERSLEY, Anabel; KINDERSLEY, Barnabas. Crianças como você. São Paulo: Ática, 2009.

EDITORA ÁTICA

Neste livro vemos crianças de todo o mundo, com suas características, seus modos de vida, comidas e brincadeiras. O Brasil está representado por uma menina indígena chamada Celina.

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ATIVIDADES • Material: papel e lápis de cor para desenho. • Vamos conversar sobre alguns direitos que vocês têm dentro da

escola? Quais são eles? Vou escrever as respostas de vocês no quadro. Agora, escolham um ou mais desses direitos e os ilustrem.

Esta atividade permite estabelecer um paralelo entre os direitos em um espaço específico e os direitos universais das crianças.

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Texto de apoio Como chamar as pessoas que têm deficiência?

FErnAndO FAVOrETTO/CriAr iMAgEM

3o Princípio – Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.

4o Princípio – Toda criança tem direito à saúde; à alimentação, à recreação e à assistência médica.

BrAnd x/gETTy iMAgES

Menina mostrando sua certidão de nascimento.

Menina recebendo atenção médica.

LAÉrCiO PEixOTO

5o Princípio – A criança com limitação física, mental ou social tem direito a um tratamento, educação e a cuidados especiais. Menino com síndrome de down vencendo desafios na escola.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Os Direitos da Criança: deveres e direitos. Duração: 2min54s. Disponível em: <http://livro.pro/xjze3o>. Acesso em: 25 jan. 2017. Vídeo divertido sobre o 1o Princípio da Declaração dos Direitos da Criança. Para o professor • Direitos Humanos para Crianças. Duração: 12 min. Disponível em: <http://livro.pro/no6gw3>. Acesso em: 11 dez. 2017.

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Desenho animado que trata da realidade de quatro crianças que intervêm em diferentes contextos socioculturais para defender e garantir os direitos humanos.

• Direitos do coração: Jonas e Lisa. Duração: 9 min. Disponível em: <http://livro.pro/ftx8hc>. Acesso em: 25 jan. 2017.

Animação da série Direitos do coração apresentado pela TV Cultura em 1992.

Em todas as épocas e localidades, a pergunta que não quer se calar tem sido esta, com alguma variação: “Qual é o termo correto – portador de deficiência, pessoa portadora de deficiência ou portador de necessidades especiais?” Responder esta pergunta tão simples é simplesmente trabalhoso, por incrível que possa parecer. [...] Percorramos, mesmo que superficialmente, a trajetória dos termos utilizados ao longo da história da atenção às pessoas com deficiência, no Brasil. [...] Os movimentos mundiais de pessoas com deficiência, incluindo os do Brasil, estão debatendo o nome pelo qual elas desejam ser chamadas. Mundialmente, já fecharam a questão: querem ser chamadas de “pessoas com deficiência” em todos os idiomas. [...] Eis os princípios básicos para os movimentos terem chegado ao nome “pessoas com deficiência”: – Não esconder ou camuflar a deficiência; – Não aceitar o consolo da falsa ideia de que todo mundo tem deficiência; - Mostrar com dignidade a realidade da deficiência; – Valorizar as diferenças e necessidades decorrentes da deficiência; – Combater eufemismos (que tentam diluir as diferenças), tais como “pessoas com capacidades especiais”, “pessoas com eficiências diferentes”, “pessoas com habilidades diferenciadas” [...]. A tendência é no sentido de parar de dizer ou escrever a palavra “portadora” [...]. A condição de ter uma deficiência faz parte da pessoa e esta pessoa não porta sua deficiência. Ela tem uma deficiência. [...] Uma pessoa só porta algo que ela possa não portar, deliberada ou casualmente. Por exemplo, uma pessoa pode portar um guarda-chuva se houver necessidade e deixá-lo em algum lugar por esquecimento ou por assim decidir. Não se pode fazer isto com uma deficiência, é claro. [...] Disponível em: <http://www.planetaeducacao. com.br/portal/artigo.asp?artigo=1855>. Acesso em: 5 fev. 2018.

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Texto de apoio

xixinxing/SHuTTErSTOCk.COM

6o Princípio – Toda criança tem direito a receber amor, compreensão, afeto e segurança moral e material.

Menina recebendo amor da família.

7o Princípio – Toda criança tem direito a receber educação gratuita e a oportunidade para brincar e divertir-se.

JuCA MArTinS/OLHAr iMAgEM

Crianças brincando em pátio de escola pública no bairro do Tatuapé, em São Paulo. SP, 2002.

8o Princípio — Toda criança deve estar entre os primeiros a receber socorro.

Atendimento médico de emergência a uma criança. Holanda, 2010.

JAn krAnEndOnk/SHuTTErSTOCk.COM

O primeiro documento internacional que atentou aos direitos das crianças e adolescentes como um todo foi a Declaração de Genebra, promovida pela Liga das Nações, em 1924. Entretanto, o grande reconhecimento quanto ao tema foi adotado com a Declaração Universal dos Direitos da Criança, adotado pela Organização das Nações Unidas e aprovado em 1959. Após as atualizações frente aos avanços sociais da época, foi aprovada a Convenção dos Direitos da Criança, em 1989, pela Organização das Nações Unidas. O referido documento estipulou, de forma coercitiva, a exigência de proteção aos direitos das crianças. Ao contemplar os direitos da criança e do adolescente, a Convenção compreende a criança e o adolescente como sujeitos de direitos, adotando, então, uma doutrina de proteção integral. Sobre o tema, Andréa Rodrigues Amin elucida: “Pela primeira vez, foi adotada a doutrina de proteção integral fundada em três pilares: 1o) reconhecimento da peculiar condição da criança e jovem como pessoa em desenvolvimento, titular de proteção integral; 2o) crianças e jovens têm direitos à convivência familiar; 3o) as Nações subscritoras obrigam-se a assegurar os direitos insculpidos na Convenção com absoluta prioridade”. [...] Outrossim, percebe-se que o princípio da proteção integral é um princípio norteador do Estatuto da Criança e do Adolescente, visto que o artigo 1o do referido Estatuto assegura a proteção integral à criança e ao adolescente. [...] Para que essa doutrina de proteção integral seja efetiva, temos o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. [...]

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O Estatuto da Criança e do Adolescente, norma disciplinadora das questões ligadas à criança e ao adolescente, aborda, no artigo 1o, a proteção integral de crianças e adolescentes. Essa proteção é devida tanto pelo Estado como pela família, pelas entidades comunitárias, pela sociedade em geral e por cada cidadão. Através disso, rememora o artigo 227 da Constituição Federal.

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V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Não bastasse isso, o artigo 54 do mesmo ordenamento estabelece o dever do Estado quanto à educação. É o que segue: É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade; V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. [...]

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Menina brincando no balanço com a proteção da mãe.

MOnkEy BuSinESS iMAgES/SHuTTErSTOCk.COM

10o Princípio – Toda criança tem direito a ser criada em um ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal.

wAVEBrEAkMEdiA/SHuTTErSTOCk.COM

xixinxing/SHuTTErSTOCk.COM

9o Princípio – Toda criança tem direito à proteção contra quaisquer formas de negligência, abandono, crueldade e exploração e não deve trabalhar.

Crianças de diferentes países em frente a um mapa-múndi.

Disponível em: <http://conteudo.pucrs.br/wpcontent/uploads/sites/11/2017/03/fernanda_ moraes_2014_2.pdf>. Acesso em: 21 jan. 2018.

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O Direito à educação, por sua vez, é essencial ao desenvolvimento integral da criança e do adolescente. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece, em seu artigo 53, o direito de crianças e adolescente à educação. In verbis: A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – direito de ser respeitado por seus educadores; III – direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; IV – direito de organização e participação em entidades estudantis;

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Para o professor • A ascensão de Hitler – Episódio 2. Duração: 44 min. Disponível em: <http://livro.pro/o7okkb>. Acesso em: 25 jan. 2018. O documentário utiliza imagens antigas para contar a ascensão de Hitler ao poder, como ele conquistou multidões e construiu um exército que defendia a Alemanha influenciado por suas ideias. Texto de apoio O texto a seguir foi escrito por Tony Judt, historiador que foi professor titular de Estudos Europeus da Universidade de Nova Iorque. Leia-o com atenção. Wehrmacht: exército unificado alemão. Guerra e destruição na Europa Poucas aldeias e cidades europeias, a despeito do seu tamanho, conseguiram escapar ilesas da guerra. [...] A Wehrmacht riscou do mapa muitos vilarejos nas rotas de invasão através da Polônia e, mais tarde, também da Iugoslávia e da União Soviética. Bairros inteiros no centro de Londres, sobretudo nas áreas pobres em torno das docas do East End, foram vítimas da blitzkrieg [...] Mas o maior dano material foi causado pelos bombardeios sem precedentes realizados pelos Aliados ocidentais em 1944 e 1945 e pelo avanço implacável do Exército Vermelho, desde Stalingrado até Praga. [...] Hamburgo, Colônia, Düsseldorf, Dresden e dezenas de outras cidades alemãs foram arrasadas pelas bombas múltiplas lançadas de aviões britânicos e norte-americanos. No Leste Europeu, [...] no outono de 1944, Varsóvia, a capital polonesa, foi incendiada e dinamitada, casa por casa, rua por rua, pelo Exército alemão em retirada. Quando a guerra na Europa acabou – quando Berlim caiu nas mãos do Exército Vermelho, em maio de 1945, depois de aguentar 40 mil toneladas de bombas nos 14 dias finais –, grande parte da capital alemã estava reduzida a montes de escombros e metal retorcido soltando fumaça.

atividades 1. Sobre a Segunda Guerra Mundial é correto afirmar: a) A guerra terminou em 1939 e causou um grande número de mortes em várias partes do mundo. b) A guerra terminou em 1945; muitas cidades europeias foram destruídas e milhões de pessoas foram mortas. c) A guerra começou em 1945 e muitas cidades dos Estados Unidos foram arrasadas. d) Durante a guerra muitas cidades foram destruídas, mas o número de mortes foi pequeno. Resposta: B. 2. Durante a Segunda Guerra Mundial ocorreram muitos crimes contra a humanidade, como o extermínio de 6 milhões de judeus e a matança de religiosos e ciganos, e, além disso, cidades inteiras e seus patrimônios foram destruídos. Escrevam uma frase impactante em favor da paz. E, depois, ilustrem a sua frase. A seguir, montem um mural com as frases produzidas por vocês para divulgar a Cultura da Paz tal como proposto pela ONU.

TwOHuMAnS/E+/gETTy iMAgES

IMAGENS EM MOVIMENTO

desenho de criança sobre o tema Paz. 2015.

3. Sobre a ONU é correto afirmar que: a) foi criada durante a Segunda Guerra para combater o nazismo e punir os crimes de guerra. b) seu principal objetivo é auxiliar as nações empobrecidas e combater os crimes ambientais. c) foi criada logo após a Segunda Guerra com objetivo de preservar a paz e a segurança no mundo, promovendo a cooperação entre os países. d) na atualidade a ONU não tem nenhuma importância na manutenção da paz mundial. Resposta: C. 74

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[...] As perdas materiais sofridas pelos europeus durante a guerra, por mais terrível que tenha sido o conflito, foram insignificantes, comparadas às perdas humanas. Estima-se que cerca de 36,5 milhões de europeus sucumbiram, entre 1939 e 1945, de causas relacionadas com a guerra [...] O número total de mortos é assombroso (os cálculos aqui apresentados não incluem baixas de japoneses, norte-americanos, nem de povos não europeus). [...] Conflito algum registrado pela História matou tanta gente em tão pouco tempo. Porém, o mais impactante é o número de mortos entre os civis não combatentes: ao menos 19 milhões, ou seja, mais da metade do total. [...] JUDT, Tony. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 30-32.

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SENSIBILIZAÇÃO • Propor uma roda de conversa e

4. O texto a seguir é uma notícia. Leia-o com atenção:

perguntar aos alunos:

O sofrimento das crianças na Síria

– Quais serão os seus maiores medos? – E o seu maior sonho, qual será?

AMEEr ALHALBi/nurPHOTO/ZuMA PrESS/EASyPix BrASiL

Segundo o Unicef, quase 6 milhões de crianças dependem agora de ajuda humanitária, 12 vezes mais do que em 2012, quando a guerra fez um ano. Cerca de metade desse total de crianças vive em regiões de difícil acesso. E o número de menores refugiados [...] passa de 2,3 milhões. [...] segundo o Unicef, pelo menos 652 crianças foram mortas, 20% a mais do que em 2015, e grande parte dessas mortes ocorreu dentro ou perto de uma escola. Além disso, o número de menores recrutados para lutar no conflito mais do que dobrou nos últimos dois anos. O relatório cita que esses menores estão sendo usados também como carrascos, terroristas suicidas e guardas de prisão. [...]

– Como será a vida das crianças em um país em guerra?

– Vocês sabiam que muitas crianças estão fora da escola por conta das guerras que ocorrem no mundo?

ENCAMINHAMENTO • Propor uma reflexão sobre as difi-

culdades enfrentadas pelas crianças sírias.

Menino vendendo biscoitos nas ruas de Aleppo. Síria. 2015.

• Trabalhar com os alunos o conceito de refugiado.

Unicef: Fundo das Nações Unidas para a Infância. Refugiado: pessoa forçada a deixar seu país por motivo de guerra, perseguição ou acidente natural (terremoto, por exemplo).

• Refletir sobre o papel do Unicef no mundo atual.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • UNICEF: Algumas histórias nunca foram feitas para crianças. Duração: 2min33s. Disponível em: <http://livro.pro/huys42>. Acesso em: 25 jan. 2018. Animação conta a difícil situação de uma menina de 14 anos que fugiu de casa por conta da guerra. No vídeo ela pergunta por que a vida é tão dura.

Sofrimento de crianças na Síria atingiu o “fundo do poço”, alerta unicef. Agência Brasil. disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2017-03/sofrimento-decriancas-na-siria-atingiu-o-fundo-do-poco-alerta-o>. Acesso em: 11 jan. 2018.

Após sua leitura, assinale as alternativas corretas: a) A maior parte das crianças vítimas de guerra estão em região de fácil acesso, o que facilita a ajuda. b) A convocação de crianças para lutar nas guerras diminuiu. c) Mesmo estando em lugares que deveriam ser seguros, como a escola, as crianças têm sido vítimas fatais da guerra.

Para o professor

d) Muitas crianças deixaram a escola e tornaram-se soldados na Guerra da Síria. Respostas: C e D.

• Crianças Invisíveis. Duração: 2 h.

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Disponível em: <http://livro.pro/ c5qz9d>. Acesso em: 25 jan. 2018. Formado por 7 curtas realizados no Brasil, Itália, Inglaterra, Sérvia, Burkina Fasso, China e Estados Unidos, o projeto Crianças Invisíveis foi criado para despertar a atenção para o sofrimento das crianças em situações difíceis por todo o mundo.

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com esta página pedindo aos alunos para se deterem na imagem. E, a seguir, perguntar a eles: – O que esta senhora parece estar fazendo? – O que a legenda da imagem informa? Expliquem. – O nome desta senhora é Irmela. Vocês já leram ou viram pela TV uma reportagem sobre ela?

5. Com 70 anos de idade, a alemã Irmela Schramm ganhou os noticiários de todo o mundo por sua atitude solitária e solidária. Saía de casa pela manhã e, com objetos pessoais que trazia na bolsa, apagava mensagens nazistas que via nas ruas e avenidas de Berlim, capital de seu país. O texto a seguir é uma notícia de 2017. Leia-a com atenção.

JOERG CARSTENSEN/DPA/AFP PHOTO

SENSIBILIZAÇÃO • Sugerimos dar início ao trabalho

Irmela removendo um adesivo com mensagem racista em Berlim. Alemanha, 2016.

– Vamos ler o texto e descobrir quem ela é e o que faz?

[...] A iniciativa começou de forma simples: com a chave de casa ou do carro, ela retirava toda a mensagem de discurso de ódio que via. Depois de um tempo, resolveu incrementar as armas contra o ódio: adquiriu removedor de tinta, um raspador e uma lata de spray, que ela carrega em uma bolsa com os dizeres “Contra nazistas”. [...]

ENCAMINHAMENTO • Retomar e aprofundar o conceito de nazismo e comentar as práticas adotadas pelos nazistas.

• Refletir sobre a ação solitária de

‘Faxineira da política’, idosa percorre ruas para apagar pichações nazistas e racistas. Yahoo Notícias. Disponível em: <https://br.noticias.yahoo.com/faxineira-da-pol%C3%ADtica-idosapercorre-slideshow-wp-163649442.html>. Acesso em: 23 jan. 2017.

Irmela e como isso faz toda a diferença!

• Comentar sobre as possíveis cau-

Marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.

sas para o ressurgimento de ideias nazistas.

• Estimular a reflexão acerca do perigoso fortalecimento das ideias nazistas na Europa atual, em países como a Alemanha, França e Grécia.

a)

V

Ao se posicionar “Contra nazistas”, Irmela se coloca contra o ódio e o preconceito entre as pessoas.

b)

F

De acordo com a notícia, Irmela se tornou “faxineira política” porque é contrária aos políticos da sua cidade.

c)

V

Irmela mora na Alemanha, país onde, no passado, o nazismo chegou ao poder.

d)

F

Irmela combate o nazismo somente entre seus familiares.

e)

V

Com poucas ferramentas e um ideal, Irmela realiza um trabalho importante em favor do convívio saudável entre as pessoas.

ATIVIDADES • Pesquise e explique quem são os neonazistas na atualidade.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Neonazismo no Brasil. Duração 21 min. Disponível em: <http:// livro.pro/a6uxax>. Acesso em 25 jan. 2018. O vídeo discute o crescimento do neonazismo no Brasil.

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Texto de apoio

vOcê leitOr!

Inclusão digital

O texto a seguir é de uma reportagem. Leia-o com atenção:

uniCEF

Publicação divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no início da semana (11) mostrou que milhões de crianças e adolescentes estão sendo deixados para trás no uso da Internet. Cerca de um terço dos jovens (entre 15 e 24 anos) em todo o mundo – ou 346 milhões – não está on-line, exacerbando as desigualdades e Logotipo do unicef. reduzindo a capacidade de meninas e meninos de participar em uma economia cada vez mais digital. Exacerbar: aumentar. O relatório explora benefícios que a tecnologia digital pode oferecer às crianças e aos adolescentes mais desfavorecidos, inclusive aqueles que crescem na pobreza [...]. Isso inclui aumentar seu acesso à informação [...] e dar-lhes uma plataforma para que se conectem e comuniquem seus pontos de vista. uniCEF: um terço dos jovens do mundo não tem acesso à internet. ONU BR. disponível em: <https://nacoesunidas.org/unicef-um-terco-dos-jovens-do-mundo-nao-temacesso-a-internet>. Acesso em: 18 dez. 2017.

Marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. a)

F

A exclusão digital reduz as desigualdades entre as pessoas.

b)

V

De acordo com o Unicef, crianças e jovens de todo o mundo são prejudicados por estarem desconectados do mundo digital.

c)

F

A notícia informa que o mundo está cada vez mais digital e é opção de cada um acessar ou não a internet.

d)

V

Navegando na internet, as crianças e jovens menos favorecidos podem estudar, ter acesso à informação e expressar suas opiniões sobre o mundo. 77

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SENSIBILIZAÇÃO • Para despertar o interesse dos

alunos pelo assunto, pode-se perguntar: – Vocês costumam utilizar a internet? – Com que objetivo vocês a utilizam? – Que benefícios a tecnologia traz para a vida de vocês?

ENCAMINHAMENTO • Realizar a leitura do texto.

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• Debater com as crianças os benefícios do acesso à tecnologia.

• Estimular a reflexão acerca das dificuldades vivenciadas pelas crianças que não têm acesso à tecnologia.

ATIVIDADES • Debata com os colegas: Com

que objetivo você costuma utilizar a internet? Que sites você costuma acessar? Já realizou pesquisas escolares pela internet?

Hoje, milhões de pessoas estão conectadas à internet trocando informações, produzindo conhecimento, interagindo. Inclusão digital significa possibilitar acesso à rede mundial de computadores e o desenvolvimento das pessoas por meio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Uma sociedade digital quer dizer: população gerindo dados expandidos, que podem ser utilizados em favor do conhecimento de todos. Com isso se acredita estimular a geração de emprego e renda; promover a melhoria da qualidade de vida das famílias; proporcionar maior liberdade social; e incentivar a construção e manutenção de uma sociedade ativa, culta e empreendedora. [...] Para o professor José Marques de Melo, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, “a exclusão digital é uma mera projeção da exclusão cultural e tem seu fundamento na exclusão socioeconômica”. [...]. O pesquisador da USP vê a questão da exclusão através de uma perspectiva histórica: “Ela se impõe desde o aparecimento da imprensa, projeta-se com o rádio, continua com a televisão e persiste com a cibermídia. Qualquer sociedade que possua excluídos do bem-estar social, evidentemente conta com um grande número de excluídos midiáticos”. [...] O livre acesso à informação é um direito de todo cidadão. Esforços do governo federal, de organizações não governamentais (ONGs), organismos internacionais, empresas e profissionais se unem para alterar o cenário de exclusão digital e proporcionar aos brasileiros acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação, na certeza de que desenvolver habilidades de uso das TICs e empregá-las em benefício da população é uma forma de fazer justiça social e de integrar milhões de pessoas à era do conhecimento. Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/ images/0015/001585/158502por.pdf>. Acesso em: 21 jan. 2018.

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capítulO

3 cidadania:

balho com esta página dupla de abertura pode ser pedir aos alunos para observarem a imagem do presidente Médici ao lado de Pelé. E perguntar a eles: – Vocês sabem o nome da taça que o Pelé está levantando? – Sabem o que ele e seus companheiros estão comemorando? – O homem de terno escuro que aparece ao lado dele era presidente do Brasil na época. Por que será que ele se deixou fotografar ao lado de Pelé?

ENCAMINHAMENTO • Esclarecer que é comum vermos

cOnquistas dO pOvO brasileirO

O Brasil foi governado por militares durante 21 anos, de 1964 a 1985. Naqueles anos, os presidentes do Brasil foram os generais Castelo Branco, Costa e Silva, Emílio G. Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo.

O brasil sOb O regime militar Os governos demitiram funcionários públicos, cassaram políticos, perseguiram e prenderam jornalistas, líderes sindicais e estudantis. Mas, durante os 21 anos em que estiveram no poder, os militares não se impuseram apenas pela força. Usaram o futebol para se promover e fizeram propaganda do regime em vídeos, filmes, jornais, revistas e até em álbuns de figurinhas.

chefes de Estado comparecerem aos estádios para assistirem a jogos em campeonatos mundiais de futebol. É comum também se deixarem fotografar com astros do futebol de seus países. É uma forma de fazer uso político do futebol para conseguirem ou aumentarem a popularidade.

O presidente e general Médici, de terno escuro, à direita, com a mão no ombro de Edson Arantes do nascimento, o Pelé, considerado pela crítica esportiva o melhor jogador de futebol do mundo. A conquista do tricampeonato mundial de futebol pela seleção brasileira de 1970 foi apresentada pelo governo Médici como uma conquista do regime Militar. Brasília. dF, 1970.

• Destacar que o presidente Médici

se apresentava como um homem do povo, apaixonado por futebol e torcedor número 1 da seleção brasileira. Seu governo fez uso político da conquista do tricampeonato de futebol pela seleção “canarinho” na Copa do Mundo de 1970. A vitória do Brasil no futebol foi apresentada pelo presidente Médici como mais uma conquista do governo. E ajudou enormemente na divulgação dos slogans oficiais como: “Pra frente Brasil”, “Eu te amo meu Brasil” e “Brasil, ame-o ou deixe-o”.

rOBErTO STuCkErT/FOLHAPrESS

SENSIBILIZAÇÃO • Uma porta de entrada para o tra-

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • O Brasil é feito por nós. Duração: 1 min. Disponível em: <http:// livro.pro/scy8tu>. Acesso em: 25 jan. 2018. Desenho animado do período da ditadura militar aclamava a miscigenação do povo brasileiro.

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ENCAMINHAMENTO • Evidenciar que a propaganda do

A propaganda do Regime Militar também era dirigida às crianças. Observe com atenção a capa de um álbum de figurinhas da época.

governo Médici buscou atingir pessoas de diferentes origens, idades e grupos sociais. Exemplo disso é a capa de um álbum de figurinhas da época reproduzida nesta página.

• Explorar a imagem com vistas à educação do olhar e ao estímulo da competência escritora.

Capa de um álbum de figurinhas de propaganda do governo Médici. década de 1970.

• Refletir com os alunos sobre o uso

de propaganda pelos regimes autoritários.

• Propor aos alunos a reflexão sobre

a mensagem ufanista “Brasil: um país que vai pra frente”.

IMAGENS EM MOVIMENTO

idEiA EdiTOriAL

Para o professor • Memórias do Chumbo: o futebol nos tempos do Condor. Brasil. Duração: 51min18s. Disponível em: <http://livro.pro/d3d83v>. Acesso em: 25 jan. 2018. Com base em depoimentos de historiadores e jornalistas, o vídeo aborda o futebol brasileiro durante o governo Médici.

dialOgandO

• UNE 70 anos: Arquivo N. Dura-

Dom Pedro I; porque, na visão dos militares que governavam o Brasil, ele foi o herói fundador da nação.

ção: 22min27s. Disponível em: <http://livro.pro/cxvw6v>. Acesso em: 25 jan. 2018.

a) O menino à esquerda está segurando a imagem de um personagem histórico; quem é ele? Por que será que ele foi o escolhido? 
 b) Que relação há entre as imagens da capa do álbum e a frase “Brasil: um país que vai pra frente!”? 


Reportagem especial comemorativa sobre os 70 anos da União Nacional dos Estudantes (UNE).

c) Depois de Médici, outros presidentes também usaram o futebol para se promover? Sim. Outros presidentes, antes e depois de Médici, fizeram uso político do

futebol. 
 b) As imagens dos meios de transporte (carro de corrida, avião, motocicleta) vistas na capa dão a ideia de progresso acelerado e remetem à frase impressa no alto: “Brasil: um país que vai pra frente!”.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se pedir aos alunos para observarem a imagem do show Opinião e perguntar a eles:

– O que os artistas parecem estar dizendo um para o outro? – Por que será que o nome do show é “Opinião”?

resistência demOcrática Mas a população não se manteve calada. Todos os que eram favoráveis à democracia – artistas, estudantes, trabalhadores, políticos e pensadores brasileiros – ofereceram resistência ao Regime Militar.

a resistência aOs militares nO teatrO No teatro, o primeiro importante protesto dos artistas nacionais contra o Regime Militar foi o show Opinião (1964).

Texto de apoio

[...] Com o AI-5 e a censura, os dramaturgos são obrigados a aceitar cortes ou a apelar para expressões metafóricas em seus textos, objetivando liberar as encenações. Muitos são proibidos ou mutilados, conhecendo a experiência do palco somente muitos anos após. A Resistência, de Maria Adelaide Amaral [...], obra emblemática do período, só é montada cinco anos depois. Enfocam a temática social obras como Botequim, 1972, e Um Grito Parado no Ar, 1973, de Gianfrancesco Guarnieri (19342006); Mumu, a Vaca Metafísica, de Marcílio Morais, 1974; [...] bem como Gota d’Água, de Chico Buarque (1944); A Cidade Impossível de Pedro Santana, 1975, e O Grande Amor de Nossas Vidas, 1978, de Consuelo de Castro (1946). [...] Um movimento paralelo, voltado para a ação e não somente à dramaturgia, revela uma nova tendência para a resistência. São grupos que [...] implantam-se nos bairros periféricos, buscando aliar um esforço de militância [...] com a busca de uma linguagem popular para suas criações, tornando-as acessíveis às comunidades à margem do mercado de produção cultural. A reunião desses grupos caracteriza o Teatro Independente, que dá origem a novas formas de organização e produção, que se tornarão hegemônicas nos anos subsequentes. [...]

wALTEr FirMO/AJB

Teatro de Resistência

O show Opinião era encenado e interpretado pela cantora nara Leão (à esquerda), o compositor Zé kéti (à direita) e o compositor João do Vale. no show, a cantora nara Leão interpretava músicas que falavam da vida da população pobre. rio de Janeiro. rJ, 1964.

O show Opinião mesclava teatro, música e poesia e denunciava a injustiça social e a opressão existentes no Brasil daquela época. Um dos pontos altos do espetáculo era Carcará, uma canção de João do Vale sobre a fome no sertão. A cantora baiana Maria Bethânia foi convidada para interpretar essa canção e logo cativou o público. A “canção de protesto”, como Carcará, foi uma das principais formas de resistência ao Regime Militar. 80

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TEATRO de Resistência. In: ITAÚ CULTURAL. Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo613/ teatro-de-resistencia>. Acesso em: 18 maio 2017.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula chamando

a resistência estudantil No ano de 1968, cresceu o movimento estudantil em várias partes do mundo. Nos muros da cidade de Paris, na França, os estudantes escreviam “É proibido proibir”; “Você está sendo intoxicado: rádio, televisão, jornal, mentira”; e outras palavras de ordem como essas. No Brasil, os estudantes também protestavam: organizavam passeatas e saíam às ruas das cidades brasileiras e pediam “liberdades democráticas” e o fim do Regime Militar.

a atenção dos alunos para a imagem e perguntando a eles: – Vocês repararam que se trata de uma fotografia? – Ela pode ser vista como uma prova de que os estudantes resistiram ao Regime Militar? – O governo militar sempre reagiu com violência às passeatas estudantis?

ENCAMINHAMENTO • Esclarecer que os estudantes bra-

ArQuiVO PÚBLiCO dO ESTAdO dO riO dE JAnEirO.

sileiros intensificaram suas ações contra a ordem dominante num contexto de crescimento dos movimentos estudantis em vários países do mundo. E que as passeatas estudantis eram reprimidas sempre com muita violência pela polícia militar.

A seção Dialogando trabalha com a fotografia da página, uma fonte visual, que pode ser considerada um indício da truculência com que o Regime Militar tratava seus opositores.

Conflito entre estudantes e policiais em 1968.

• Ressaltar que os trabalhadores

assalariados, os políticos, os intelectuais e os artistas também mostraram sua insatisfação com o Regime Militar participando de manifestações de rua como a Passeata dos 100 mil, no Rio de Janeiro.

dialOgandO Observe a fotografia com atenção. a) O que você vê ao centro? Um policial militar com um cassetete e estudantes caídas no chão.

b) O que esta fotografia nos leva a pensar sobre o Regime Militar? Ela nos leva a pensar que o Regime Militar usou a violência para reprimir as manifestações estudantis.

• Destacar que a resposta do gover-

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • 1964: o governo Costa e Silva e o AI-5. Duração: 29min50s. Disponível em: <http://livro.pro/474suk>. Acesso em: 11 jan. 2017. Documentário produzido pela Univesp TV sobre o AI-5 e sua aplicação entre 1968 e 1978.

• AI-5: 45 anos. Duração: 12min40s. Disponível em: <http://livro.pro/tjg39h>. Acesso em: 25 jan. 2018.

no Costa e Silva veio em 13 de dezembro de 1968, por meio do Ato Institucional no 5 (AI-5). Pelo AI-5, o presidente da República podia: – fechar o Congresso Nacional; fazer leis; ordenar a intervenção nos estados e municípios; cassar políticos eleitos pelo povo; aposentar funcionários públicos e suspender o habeas corpus aos acusados de “crime contra a segurança nacional”.

Vídeo exibido durante o Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula chamando a atenção dos alunos para a imagem e perguntando a eles:

– Vocês observaram quanta gente compareceu a esse comício ocorrido em São Paulo, em 1984? – O que será que seus organizadores queriam? Quem eram eles? – Será que em outros estados brasileiros também ocorreram grandes comícios e pelo mesmo motivo?

ENCAMINHAMENTO • Informar que a campanha por

eleições diretas para presidente da República foi a mais popular da história da República no Brasil.

• Esclarecer que a campanha conhe-

cida como “Diretas Já” ganhou rapidamente adesão em todo o país, desde Belém, no Pará, até Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Diante do aumento da pressão popular, o governo militar endureceu; em 13 de dezembro de 1968 decretou o Ato Institucional no 5 (AI-5), que concedia ao presidente da República poderes para: • suspender direitos políticos – como o de votar e de ser votado – por 10 anos; • cassar o mandato de parlamentares (vereadores, deputados, senadores). Com base no AI-5, o governo militar fechou o Congresso Nacional, cassou o mandato de centenas de políticos e prendeu milhares de pessoas de oposição em todo o país.

DIRETAS JÁ Durante o Regime Militar, o presidente da República era escolhido indiretamente por deputados e senadores. Assim, durante 21 anos, o Brasil foi governado por generais-presidentes, sem que o povo fosse consultado. A maioria do povo brasileiro queria mudar essa situação. Por isso, participou da campanha por eleições diretas para presidente da República. A campanha das Diretas Já, iniciada em São Paulo, em 1983, logo se espalhou pelo país. Os comícios da campanha eram verdadeiros shows ao ar livre, aos quais compareciam artistas, jogadores de futebol e políticos de prestígio. Ocupando as praças das cidades brasileiras, milhares de pessoas no Brasil gritavam em coro “Diretas Já!”. Rio de Janeiro. RJ, 1984.

RICARDO AZOURY/OLHAR IMAGEM

• Destacar que, apesar de toda a

pressão popular por eleições diretas para presidente da República, a proposta não vingou; os parlamentares contrários a essa proposta venceram por apenas 22 votos. Foram marcadas, então, eleições indiretas para o início de 1985; eleições essas vencidas pelo candidato da oposição Tancredo Neves.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • 1985 – 30 anos de democracia: Diretas Já. Duração: 14min50s. Disponível em: <http://livro.pro/xgqfmp>. Acesso em: 25 jan. 2018. Brasílio Sallum Jr., Cícero Araújo e Marcos Napolitano, professores da Universidade de São Paulo, analisam o movimento que ficou conhecido como “Diretas Já”. Vídeo produzido pela Univesp TV.

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• Diretas Já. Duração: 9min35s.

Disponível em: <http://livro.pro/ gyx3aj>. Acesso em: 25 jan. 2018. Reportagem de telejornal produzida em 1984 sobre as Diretas Já. Conta com excelentes imagens de arquivo.

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SENSIBILIZAÇÃO • Perguntas norteadoras:

a cOnstituiçãO federal de 1988 Em 1986, os deputados e senadores discutiram uma nova Constituição para o país. Eles atenderam a vários pedidos de movimentos sociais, como o movimento indígena, o movimento negro e o movimento das mulheres. Após um ano e oito meses de trabalho, a Constituição de 1988 foi aprovada. Conheça os pontos mais importantes dessa Constituição que vigora até hoje. • Forma de governo: República presidencialista.
 • Eleições: eleições diretas para presidente, governadores e prefeitos de cidades. • Voto: obrigatório para os brasileiros maiores de 18 e menores de 70 anos, e facultativo (não obrigatório) para os maiores de 70 anos e para os jovens com 16 ou 17 anos.
 • Povos indígenas: obtiveram direito à posse da terra que tradicionalmente ocupam.
 • Relações raciais: os crimes de racismo passaram a ser punidos com prisão.

– A atual Constituição brasileira, aprovada em 1988, é conhecida como constituição cidadã; por que será que teve esse nome? – O que é para vocês ser cidadão?

ENCAMINHAMENTO • Comentar que o presidente da

Câmara, deputado federal Ulysses Guimarães, chamou a nova carta magna brasileira de Constituição Cidadã, pois ela ampliava os direitos dos cidadãos.

• Considerar que os avanços nela EugEniO nOVAES/CB/d.A PrESS

registrados resultaram de pressões dos diversos movimentos sociais. A Constituição de 1988 insere-se, portanto, na história da luta de amplos setores da população por reconhecimento e ampliação de direitos.

indígenas presentes no Congresso nacional para lutar por direitos. Brasília. dF, 1988.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Tancredo Neves e José Sarney. Duração: 3min10s. Disponível em: <http://livro.pro/8c8f9q>. Acesso em: 25 jan. 2018. Animação abordando a morte de Tancredo Neves e o governo de José Sarney. Vídeo educativo da TV Futura, projeto Conhecendo os Presidentes do Brasil.

dialOgandO Reflita e responda: a Constituição de 1988 foi uma iniciativa dos deputados brasileiros ou fruto da luta da sociedade brasileira por direitos?

• Constituição Federal de 1988.

Duração: 3 min. Disponível em: <http://livro.pro/9qop7x>. Acesso em: 25 jan. 2018.

As conquistas presentes na Carta de 1988 foram fruto da luta do povo brasileiro por direitos.

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Texto de apoio Afinal, o que é ser cidadão? Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é, em resumo, ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranquila. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais.

Animação explicando a Constituição de 1988. Para o professor • 1985 – 30 anos de democracia: governo Sarney – Parte 1. Duração: 12min16s. Disponível em: <http://livro.pro/a3ta48>. Acesso em: 25 jan. 2018. Esta reportagem da série especial “1985 – 30 anos de democracia” trata do governo do presidente José Sarney (1985-1990).

PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (Org.). História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003. p. 9.

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zendo as seguintes perguntas norteadoras:

– Vocês conhecem os seus direitos como criança? – E os seus deveres? – Vocês já tinham ouvido falar do Estatuto da Criança e do Adolescente? – Sabem o que ele diz?

ENCAMINHAMENTO • Comentar que a aprovação do Es-

tatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também se insere nas lutas do povo brasileiro por direitos.

• Esclarecer que o ECA ampliou os direitos das crianças e dos adolescentes.

• Analisar e comentar os principais pontos do ECA.

• Ampliar o assunto acessando a car-

tilha ilustrada pelo artista Ziraldo Alves Pinto sobre o ECA. Disponível em: <http://livro.pro/kksmu5>. Acesso em: 20 jan. 2018.

ATIVIDADES 1. Como o Estatuto da Criança e

do Adolescente define criança, adolescente e adulto? Resposta: Criança é toda pessoa com até 12 anos de idade; adolescente é a pessoa com 12 a 18 anos; adulto é a pessoa com mais de 18 anos.

A Constituição de 1988 já assegurava direitos a crianças e adolescentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente, aprovado em 1990, ampliou esses direitos.

estatutO da criança e dO adOlescente O Estatuto define criança como pessoa com até 12 anos de idade incompletos; adolescente, pessoa entre 12 e 18 anos; adulto, pessoa com mais de 18. Conheça agora alguns direitos das crianças e dos adolescentes:

direitO à vida e à saúde São direitos fundamentais e servem de base para os outros. Nascimento: Os direitos da criança começam antes do nascimento. As mães devem ser atendidas na rede pública de saúde em toda a gravidez, durante e depois do parto. Saúde: As crianças e os adolescentes têm o direito de ser atendidos em hospital ou posto de saúde da rede pública. Se precisar de internação, os pais poderão ficar o tempo Criança tendo o seu direito à vida respeitado, todo perto do filho. antes mesmo do nascimento. ALiSTAir BErg/gETTy iMAgES

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se introduzir o assunto fa-

liberdade As crianças e os adolescentes têm direito à liberdade; isto é, podem dizer o que pensam e seguir sua religião.

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2. Vimos que o ECA, aprovado

em 1990, transformou em lei uma série de direitos das crianças. Vamos imaginar agora que você é um deputado e que tem a missão de criar um projeto de lei para melhorar a vida das crianças no Brasil. Mãos à obra, então!

Resposta pessoal.

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Para apoiar a produção de projetos de lei pelas crianças entre em contato com o “Parlamento Jovem”. Disponível em: <http://livro. pro/qds6n4>. Acesso em: 29 jan. 2018.

3. Cada grupo deverá escolher um dos direitos das crianças e dos adolescentes citados nas páginas 84 e 85 e apresentar para os colegas na forma de um seminário. Usem a criatividade! Grupo 1: Direito Grupo 2: Direito ao nascimento à saúde Grupo 3: Direito Grupo 4: Direito à convivência à liberdade familiar e comunitária Grupo 5: Direito Grupo 6: Direito à família à educação

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IMAGENS EM MOVIMENTO

cOnvivência familiar e cOmunitária

Para os alunos • 5 Direitos da Criança e do Adolescente. Duração: 5 min. Disponível em: <http://ftd.li/sobt36>. Acesso em: 29 jan. 2018. Para viver e crescer bem, as crianças e adolescentes precisam ser tratadas com carinho e atenção no dia a dia. O jeito como cada criança e adolescente é tratado faz a diferença em como ele é e como será com os outros.

As crianças têm direito de conviver com a família e a comunidade, sem serem expostas a tratamento desumano ou violento. Para proteger crianças e adolescentes que têm seus direitos desrespeitados foi criado o Conselho Tutelar. O órgão é formado por pessoas da comunidade e ligado à prefeitura do município.

direitO à família Os pais devem sustentar e educar seus filhos menores, de sangue ou adotivos. Os adotivos têm direitos e deveres iguais aos dos filhos de sangue.

direitO à educaçãO Toda criança tem direito a uma escola pública perto de sua casa. Os menores têm direito de frequentar creches. O governo precisa controlar quantas crianças estão na escola e cuidar para que elas não faltem às aulas.

Texto de apoio O ECA NA ESCOLA O ECA constitui-se importante ferramenta de trabalho para os profissionais da educação em suas ações pedagógicas, como também orienta todo o sistema educacional. É um instrumento que, também, garante as políticas públicas tão necessárias à infância e à juventude em situações de risco e de vulnerabilidade social. Ao contrário dos dizeres populares alardeados pela mídia e especuladores, o ECA não se apresenta como uma ameaça à autoridade do sistema educacional, e sim, como um contentor das negligências promovidas contra crianças e adolescentes. A garantia de prioridade compreende direitos fundamentais como educação e saúde, cultura, esporte e lazer, enfim, políticas públicas para a proteção à infância e à juventude.

FABiO COLOMBini

JOãO PrudEnTE/PuLSAr iMAgEnS

Professora e alunos durante aula no pátio da escola. nova resende. Mg, 2014.

Menina indígena exercendo o seu direito a uma escola pública. Manaus. AM, 2010.

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A escola, além de instruir e educar, deve assumir junto com a sua comunidade a função de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes correspondendo aos artigos 227 da Constituição Federal de 1988, regulamentada no artigo 4o do Estatuto da Criança e do Adolescente, que normatizou a Proteção Integral como responsabilidade de todos, bem como a Lei no 9.394/96, em seu artigo 32, § 5o que trata da inserção dos conteúdos no Ensino Fundamental dos direitos de crianças e adolescentes, instituído pela Lei Federal 11.525 de 2007.

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A escola deve priorizar ações de educação em direitos humanos, propondo um trabalho coletivo que garanta a participação dos diferentes sujeitos no ambiente escolar. Sendo assim, o ECA configura-se como uma legislação de direitos humanos de crianças e adolescentes, colaborando com o desenvolvimento da cidadania, principal objetivo da educação. Disponível em: <http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/ File/formacao_acao/1semestre_2015/agentes_eca_anexo1.pdf>. Acesso em: 29 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Em uma roda de conversa, intro-

criança nãO pOde trabalhar Crianças e adolescentes só podem trabalhar com menos de 14 anos na condição de aprendiz. O adolescente aprendiz deve receber bolsa aprendizagem (uma remuneração em dinheiro). Mesmo trabalhando, os adolescentes aprendizes não podem parar de estudar de modo algum.

duzir o tema dizendo aos alunos:

– Na sua comunidade certamente há idosos; então respondam ao que vou perguntar:

estatutO dO idOsO

– Como os idosos da sua comunidade são tratados? Bem? Mal?

Outra importante conquista do povo brasileiro foi o Estatuto do Idoso, aprovado em 2003. O Estatuto do Idoso resultou da luta por direitos dos idosos e de seus aliados políticos. O estatuto estabelece os direitos dos cidadãos com idade acima de 60 anos. Conheça alguns direitos contidos no Estatuto do Idoso:

– Vocês acham que os idosos devem ter cuidados especiais? Por quê? – O que podemos fazer para melhorar a vida dos idosos da nossa comunidade? – Vocês já tinham ouvido falar do Estatuto do Idoso?

saúde

dos alunos sobre os idosos da comunidade em que eles vivem.

transpOrte

• Trabalhar os direitos dos idosos com exemplos retirados do dia a dia.

• Dica de leitura para os alunos:

EDITORA MUNDO MIRIM

– SGROI, Fábio. Ser idoso é... Estatuto do Idoso para crianças. Mundo Mirim, 2011.

• Elaborem uma campanha para divulgar o Estatuto do Idoso na comunidade escolar.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Idosos fazem exercícios físicos para obter maior qualidade de vida. Duração: 9 min. Disponível em: <http://livro.pro/wbrh7b>. Acesso em: 17 dez. 2017.

O idoso tem direito de viajar gratuitamente nos transportes coletivos públicos (ônibus, trem e metrô). Para isso, basta apresentar um documento que comprove sua idade. Dez por cento dos assentos em transportes coletivos devem ser reservados a idosos e identificados.

Casal de idosos usando o seu direito ao transporte público gratuito.

MOnkEyBuSinESSiMAgES/gETTy iMAgES

O idoso tem direito a receber gratuitamente remédios, especialmente os de uso permanente (como para hipertensão e diabetes).

ENCAMINHAMENTO • Ouvir, filtrar e comentar as falas

ATIVIDADES

Hipertensão: doença relacionada à força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular pelo corpo. Diabetes: doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (açúcar encontrado no sangue).

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Reportagem sobre quais são os benefícios da atividade física na terceira idade. Para o professor

• Do lazer ao abandono, idosos requerem solidariedade da família

e assistência. Duração: 13 min. Disponível em: <http://livro.pro/sr2jye>. Acesso em: 17 dez. 2017. O vídeo destaca projetos no Senado que visam tornar crime hediondo agressões aos idosos e assegurar passe-livre em viagens interestaduais. Mostra ainda a vida de idosos em abrigos e o aumento da população com mais de 60 anos.

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Texto de apoio

priOridade

Reconhecer a importância do idoso é um ato de gratidão e respeito

O idoso tem atendimento preferencial nos órgãos que prestam serviço à população (hospitais, bancos, escolas etc.).

cultura

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kArELnOPPE/SHuTTErSTOCk.COM

MOnkEyBuSinESSiMAgES/gETTy iMAgES

Os idosos têm direito a 50% de desconto nos ingressos para eventos culturais, como cinemas, teatros, concertos, atividades esportivas e de lazer.

idosos em aula de hidroginástica.

maus-tratOs Nenhum idoso pode sofrer maus-tratos. Quem discriminar uma pessoa idosa pode ser punido com reclusão de seis meses a um ano, além do pagamento de multa.

abandOnO O abandono de idosos em hospitais e casas de saúde por parte da família, sem alimentação ou cuidados básicos, pode resultar em prisão dos responsáveis, além de pagamento de uma multa. 87

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[...] Manuela Nassim Santos diz que o contato entre diferentes gerações colabora para um envelhecimento com qualidade. “Ajuda a compreender o processo de envelhecimento, aumenta a empatia entre jovens e idosos, cria harmonia e bem-estar dentro da família, fortalece vínculos e princípios familiares”, afirma. Além disso, as relações entre jovens e idosos trazem diversos benefícios para ambos. Para o idoso, esse laço proporciona uma elevação na autoestima afastando-o do isolamento, depressão e proporciona um sentimento de utilidade. Já para os jovens, diminui o risco de violência e agressividade e fortalece princípios de respeito, empatia e gratidão. “A valorização da velhice e quebra de preconceitos, e as reflexões sobre o próprio processo de envelhecimento”, ressalta.

O Brasil caminha a passos largos para se tornar um país de população predominantemente de idosos. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2030 o número de idosos de 60 anos ou mais será superior ao grupo de crianças com até 14 anos. Apesar disso, o preconceito contra o idoso é visto com frequência em nossa sociedade. De acordo com a geriatra do Lar dos Velhinhos de Campinas, Manuela Nassim Santos, é necessário neutralizar os estereótipos negativos relacionados à velhice e transmitir uma imagem de pessoa experiente, que colabora para a sociedade. “Para conseguirmos um envelhecimento com qualidade, precisamos olhar o processo como uma caminhada que será construída ao longo dos anos e de diferentes maneiras. Dessa forma, não existe um único fenótipo de idoso, não são todos doentes, não são todos que usam bengala e têm cabelo branco. A diversidade da sociedade se perpetua até o envelhecimento, entender este processo que é individual é fundamental para garantir um envelhecimento saudável e com qualidade, deixando de lado estereótipos e preconceitos sobre o idoso”, afirma. Depois de viver de forma dedicada, principalmente aos filhos e netos, pontua essa fase da vida como o momento de receber o reconhecimento das gerações mais novas. “O idoso colabora com a sociedade com suas experiências, sabedorias e fortes princípios de família, respeito, gratidão e amor. A principal esfera de influência dos benefícios de contato com os idosos e suas colaborações é: no núcleo familiar e nas escolas. Ambos ambientes são naturalmente o elo entre as gerações.”, comenta Manuela.

Disponível em: <http://espacogero.com.br/2017/03/03/ reconhecer-importancia-do-idoso-e-um-ato-de-gratidao-e-respeito/>. Acesso em: 17 jan. 2018.

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ENCAMINHAMENTO • Retomar e aprofundar o conceito de Regime Militar.

• Chamar a atenção para a impor-

tância da resistência cultural ao Regime Militar, especialmente no teatro e na música.

atividades 1. Analise as sentenças a seguir sobre o período do Regime Militar no Brasil e assine V para as verdadeiras e F para as falsas: Entre 1964 e 1985 o Brasil foi governado por militares e os a) V presidentes eram generais.

• Trabalhar o significado de cassação. • Refletir sobre a história da professora Yedda Linhares.

• Analisar a letra da música “O bêbado e a equilibrista”.

• Informar que a música de João

ao irmão do cartunista Henfil, o sociólogo Herbert José de Souza, conhecido como Betinho, que estava no exílio como tantos outros opositores do Regime Militar. Por fim, comentar que a música “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, interpretada por Elis Regina, tornou-se o hino do Movimento pela Anistia.

F

Os militares se impuseram no poder durante esse período apenas pela força.

c)

V

Os militares utilizaram o futebol, filmes, jornais e revistas para promover o regime.

d)

F

Durante o Regime Militar líderes sindicais e estudantis defenderam o governo militar.

2. Sobre o show Opinião, responda:

Bosco e Aldir Blanc foi lançada em 1979, ano da promulgação da Lei da Anistia, que estendeu o perdão aos que tinham sido punidos pelo Regime Militar (com a cassação dos direitos políticos ou o exílio).

• Explicar que a letra faz referência

b)

a) O que foi este show? Foi um espetáculo que mesclava teatro, música e poesia. b) Qual a importância deste show para a resistência democrática ao regime militar? O show Opinião denunciava a injustiça social e a opressão existentes no Brasil naquele período. E, com isso, contribuía para a resistência democrática.

3. Leia o texto com atenção: A professora Maria Yedda Linhares percorreu um longo caminho desde sua infância em Fortaleza até o Rio de Janeiro. [...] Foi a primeira professora de português em Columbia, nos Estados Unidos. Organizou no Brasil o primeiro curso de história do negro. Foi a primeira mulher catedrática [...]. Cassada pelo AI-5, não desanimou em sua luta pelo ensino de [...] História [...]. revista Nossa História, rio de Janeiro, ano 2, n. 19, p. 48, maio 2005.

a) O que mais chamou a sua atenção na trajetória da professora Maria Yedda Linhares? Resposta pessoal. b) Tente responder: por que ela foi cassada pelo Regime Militar? Resposta pessoal. Espera-se que o aluno responda que ela discordava do Regime Militar e opunha-se a ele.

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ATIVIDADES

4. O governo militar obrigou muitos brasileiros a pedirem exílio, ou seja, a deixarem o Brasil. A população reagiu a isto por meio de passeatas estudantis, impressos e músicas. Leia com atenção um trecho desta música.

• O Regime Militar suprimiu em

FOLHAPrESS

boa parte a liberdade de expressão no país. Imagine-se vivendo naqueles tempos e escreva sobre como é viver em um país em que os cidadãos não têm liberdade de dizer o que pensam.

O bêbado e a equilibrista [...]
Meu Brasil! Que sonha com a volta do irmão do Henfil Com tanta gente que partiu Num rabo de foguete Chora A nossa Pátria mãe gentil Choram Marias e Clarisses No solo do Brasil [...]

IMAGEM EM MOVIMENTO Para o professor • A Lei da Anistia. Duração: 14 min. Disponível em: <http://livro. pro/hevg4e>. Acesso em: 15 jan. 2018. A história da mobilização popular pela anistia dos exilados políticos durante o regime militar. Os movimentos que ganharam as ruas, apoiados por entidades civis e religiosas, e que foram marcantes para o processo de redemocratização do país.

João Bosco e Aldir Blanc. O bêbado e a equilibrista. in: Elis regina. Essa mulher. São Paulo: warner, 1979.

Elis regina durante uma apresentação em 1965.

A letra da música afirma que: a) o perdão aos presos políticos era desejado por uma pequena parcela da população, pois poucos brasileiros haviam sido presos e exilados. b) somente as mulheres chamadas Maria e Clarisse choravam pelos exilados. c) muitos no Brasil queriam o retorno de exilados e o fim das perseguições políticas. d) a maioria dos brasileiros defendia que somente os militares deviam ser perdoados. Resposta: C. 89

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula explorando

vOcê leitOr!

a imagem aplicada na página, perguntando aos alunos: – Por que será que a palavra “não” está escrita em vermelho e o seu tamanho é maior que o das outras palavras? – Quem aparece puxando a corda? – Qual é a mensagem que os autores do cartaz quiseram passar?

Observe o cartaz a seguir.

ENCAMINHAMENTO • Levar os alunos a perceberem que

ArQuiVO - MTE/gOVErnO FEdErAL

a mensagem veiculada na imagem é a união de todos para dizer “não ao trabalho infantil”. • Estimular os alunos a descreverem situações relacionadas à imagem analisada.

ATIVIDADES • Reflitam sobre o que estudamos e respondam: quais os prejuízos do trabalho infantil para a vida de uma criança?

a) O que você vê na imagem? Três crianças puxando uma corda, que faz uma engrenagem andar.

IMAGENS EM MOVIMENTO

Assim, o cartaz transmite a ideia de que elas trabalham em vez de estudar.

Para os alunos • Meia infância – O trabalho infantil no Brasil hoje. Duração: 5 min. Disponível em: <http://livro.pro/ p3k87z>. Acesso em: 29 jan. 2018. Vídeo que trata o tema do trabalho infantil.

b) O que o autor do cartaz está criticando? Está criticando o emprego de crianças em trabalhos que deviam ser feitos por adultos.

c) Você já viu alguma criança trabalhando para ganhar dinheiro? O que ela estava fazendo? Resposta pessoal.

Para o professor

d) O trabalho infantil contraria um princípio dos Direitos da Criança? Qual é ele?

• Brasil × Trabalho infantil. Duração: 36 min. Disponível em: <http:// livro.pro/dvqkm7>. Acesso em: 23 maio 2017. Documentário sobre o trabalho infantil no Brasil.

O trabalho infantil contraria o 9o princípio da Declaração dos Direitos da Criança.

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Texto de apoio Não é fácil a vida da criança que tem de trabalhar todos os dias! Milhões de crianças em todo o Brasil precisam trabalhar, ainda hoje, para ajudar os pais no sustento da família. Trabalham nas plantações, na criação de animais, em afazeres domésticos, fábricas, comércio ambulante, nas ruas, nos lixões... As brincadeiras ficam apenas nos sonhos. Não é fácil a vida da criança que tem de trabalhar todos os dias!

Mesmo trabalhando, algumas crianças se esforçam para estudar, mas ficam tão cansadas que não conseguem aprender quase nada. Acabam abandonando a escola ou então repetindo o ano. Sem tempo para estudar e sem direito de brincar, essas crianças acabam perdendo a infância: tornam-se adultas mais rapidamente. [...] SOUSA, Mauricio de. A Turma da Mônica: toda criança quer ser criança! Disponível em: <http://www.crianca.mppr.mp.br/arquivos/File/publi/turma_da_ monica/monica_trabalho_infantil.pdf>. Acesso em: 5 abr. 2017.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se introduzir o assunto, per-

vOcê escritOr!

SEnAdO FEdErAL

Fac-símile da capa da Constituição brasileira de 1988.

– Homens e mulheres têm os mesmos direitos?

PrESidênCiA dA rEPÚBLiCA

Em 1988, o Brasil promulgava a sua sétima Constituição. Leia a seguir um trecho dessa Constituição. Art. 5o – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza [...]: I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; [...]

guntando aos alunos:

– Será que os brasileiros realmente conhecem seus direitos? – E os seus deveres, eles conhecem? – Qual é a importância de conhecer a Constituição para os cidadãos de um país?

Brasão da república Federativa do Brasil.

– Há quem desrespeite a Constituição? Por quê?

Brasil. Constituição (1988). Título ii: dos direitos e garantias fundamentais. Art. 5o. disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 13 abr. 2017.

– O que você propõe para inibir o desrespeito à Carta Magna do país?

a) Pesquisem: no Brasil de hoje, as mulheres têm, de fato, os mesmos direitos que os homens, conforme está escrito na Constituição? Escreva a seguir o resultado da sua pesquisa.

ENCAMINHAMENTO • Informar que a Constituição é a

Lei fundamental e suprema do país.

Resposta pessoal.

• Debater com os alunos o artigo 5o. • Comentar que apesar da garantia

b) É comum no mundo do trabalho um homem não aceitar ser liderado por uma gestora pelo fato de ela ser mulher. O que isto indica?

da Lei ainda existem muitas desigualdades no país, inclusive no que se refere aos direitos de homens e mulheres.

Isto é indício do machismo, que continua presente na sociedade brasileira.

c) Faça uma lista de mulheres que você conhece e admira pela dedicação ao seu trabalho. Pode ser na família, no bairro, na escola. Nessa lista, escreva o nome e a profissão dessas mulheres.

• Estimular os alunos a se posicionarem sobre a desigualdade entre homens e mulheres no trabalho, na política etc.

Resposta pessoal.

ATIVIDADES • Ilustre o artigo 5o da Constitui-

ção brasileira com desenhos e colagens.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Liberdade & Democracia – 25 anos da Constituição Federal de 1988. Duração: 55 min. Disponível em: <http://livro.pro/zp38es>. Acesso em: 15 jan. 2018. Documentário sobre os 25 anos da Constituição Federal de 1988.

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Atividade 1. A atividade quer estimular o uso do dicionário e levar os alunos a perceberem que uma palavra pode ter acepções diferentes. E que se deve escolher aquela que melhor se encaixa no texto. Em <https:// houaiss.uol.com.br/> (acesso em: 19 jul. 2017), por exemplo, quando se procuram as palavras “ufanista” e “ufano”, encontram-se: ufanista 1 relativo a ou que envolve ufanismo. 2 que ou quem é muito ufano, especialmente de seu país. ufano 1 que se jacta de altos méritos e conquistas; fanfarrão, gabola [...]. 2 admirador com exagero dos próprios méritos; imodesto por excesso de amor-próprio. 3 que se regozija de (algo); que se orgulha ou se sente eufórico por (algo) [...]. 4 consciente da própria qualidade, honra, valor; brioso, orgulhoso [...]. Levar o aluno a perceber que as canções e filmes que engrandecem exageradamente o Brasil dos tempos do Regime Militar tinham o propósito de legitimar e enaltecer o referido Regime. Atividade 2. Nesta questão, busca-se trabalhar duas outras habilidades importantes no ensino da História: a de associar (as cores citadas no refrão às cores da bandeira nacional) e a de interpretar, demonstrando compreensão do verso analisado.

integrandO cOm... língua pOrtuguesa Na época do “milagre brasileiro”, surgiram muitas propagandas e obras artísticas ufanistas. Leia o refrão da música “Eu te amo, meu Brasil”, de Dom e Ravel. Eu te amo, meu Brasil, eu te amo. Meu coração é verde, amarelo, branco, azul-anil. Eu te amo, meu Brasil, eu te amo. Ninguém segura a juventude do Brasil dom e ravel. Eu te amo, meu Brasil. in: O caminhante, 1974.

O CAMinHAnTE. dOM E rAVEL. BEVErLy. 1974

ENCAMINHAMENTO

Capa do disco O caminhante, de dom e ravel. 1974.

1. Pesquise no dicionário o significado da palavra ufanista. Pessoa de patriotismo excessivo.

2. Releia o verso a seguir: Meu coração é verde, amarelo, branco, azul-anil.

a) Por que os autores citam essas cores no verso do refrão? Porque são as cores da bandeira nacional: verde, branco, azul e amarelo.

b) Interprete. O que os autores quiseram transmitir com esse verso? Justifique. Quiseram transmitir seu profundo amor pelo Brasil, afirmando que seus corações têm as mesmas cores da bandeira.

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Texto de apoio

3. Observe a propaganda sobre a comemoração da Semana da Pátria em 1976.

Propaganda no Regime Militar

AgênCiA nACiOnAL

Cartaz de propaganda da Agência nacional. 1976.

a) A quem o cartaz se dirige? Ao povo brasileiro.

b) O que o cartaz convida o povo a fazer? O cartaz convida o povo brasileiro a comemorar o 7 de Setembro, com o objetivo de passar a ideia de que, sob o governo militar, o Brasil era de fato um país independente.

c) No canto inferior direito vemos o logotipo e o slogan “Este é um país que vai pra frente”. Relacione esse slogan ao Regime Militar. O Regime Militar usou intensamente os meios de comunicação para propagandear seus feitos (o milagre econômico, as grandes obras, a conquista do tricampeonato mundial de futebol em 1970 etc.). Visava, com isso, promover a imagem de que o país estava progredindo e, assim, conseguir apoio popular.

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ENCAMINHAMENTO • Atividade 3. Comentar que esse cartaz foi produzido e veiculado pela

propaganda oficial do Regime Militar, que promovia campanhas periódicas para comemorar a Semana da Independência. Essas campanhas eram uma das ações de um projeto maior que martelava por diferentes meios de comunicação slogans como o que vemos no canto inferior direito: “Este é um país que vai pra frente”.

• Atividade 3c. Pretende-se aqui trabalhar a habilidade de contextualizar, decisiva no ensino da História.

No dia 2 de novembro de 1969, um domingo, apenas três dias depois da posse do general Emílio Garrastazu Médici na Presidência da República, os coronéis Otávio Costa e Toledo Camargo definiram as diretrizes que norteariam a maior campanha de propaganda política jamais vista no Brasil. [...] [...] [...] Otávio Costa optou por produzir “filmetes” [...] curtos, com narração breve, com imagens elaboradas e um “gancho” musical que prendesse o telespectador. [...] [...] Vários [...] se tornaram famosos. “Sugismundo” era o personagem [...] que ensinava a não sujar as ruas; “Não faça de seu carro uma arma, a vítima pode ser você” era o slogan de uma campanha que também ficou famosa [...]. As campanhas de caráter ético-moral tratavam dos mais diversos temas: a dimensão cultural do carnaval e do futebol; o papel simbólico de heróis nacionais, como Tiradentes [...] a importância do trabalho; a solidariedade; a harmonia [...] Havia também campanhas [...] que comemoravam a Semana da Independência ou a que marcava o aniversário da “revolução” de 1964. Muitas dessas campanhas eram [...] marcadas por slogans muito repetidos, sempre ao final dos comerciais. Os principais foram: “Ninguém segura o Brasil” [...] “Este é um país que vai pra frente” e “O Brasil é feito por nós”. [...] A propaganda política do regime militar era bastante ridicularizada pelos intelectuais e jornalistas de esquerda, mas teve grande repercussão entre a população em geral [...] FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (Org.). O tempo da ditadura: regime militar e movimentos sociais em fins do século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 193-198. (Série O Brasil republicano).

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U NID A D E

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CONCEITOS E NOÇÕES DA UNIDADE

SENSIBILIZAÇÃO • Uma porta de entrada para o traba-

lho com esta página dupla de abertura pode ser perguntar aos alunos: – Quais linguagens estão sendo usadas pelas pessoas fotografadas? – Com qual delas você mais se identifica? – Você já utilizou o desenho para se comunicar? – Você gosta de dançar? – Por meio de qual linguagem você se expressa melhor: a escrita, o desenho, a dança ou a música? – Você sabe dizer alguma palavra em Libras?

Uma das principais necessidades humanas é a de se comunicar e ser compreendido. Para atender a essa necessidade, o ser humano utiliza diferentes linguagens.

M E L A I R A E V T O A M PR

Professora usa a linguagem da informática e do desenho para compartilhar conhecimento.

Ela diz “Oi” e ele diz “Você também fala em Libras?”. São Paulo. SP, 2018.

DOTTA2

Linguagens Internetês Pintura rupestre Linguagem escrita Pictograma Ideograma Alfabeto Teatro Comédia e tragédia Linguagem de sinais Paz Desmatamento Poluição Maquiagem infantil Dispositivo móvel Pessoa com deficiência

ARIEL SKELLEY/GETTY IMAGES

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LINGUAGENS E DEBATES

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ENCAMINHAMENTO • Informar que a fotografia tem uma linguagem própria. • Comentar que a comunicação é essencial à vida em

IMAGENS EM MOVIMENTO

sociedade; é através dela que fazemos amigos, estudamos, assistimos a um filme, dentre tantas outras coisas.

Para os alunos • Linguagem Verbal e Não Verbal. Duração: 2 min. Disponível em: <http://livro.pro/de5sok>. Acesso em: 20 dez. 2017.

• Comparar as diferentes linguagens distribuídas por es-

Vídeo educativo sobre as linguagens verbal e não verbal.

sas duas páginas.

• Esclarecer que a fala, a escrita, o desenho, a fotografia e a informática são linguagens com características próprias.

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Para o professor • Lev Vygotsky – Desenvolvimento da linguagem. Duração: 9 min. Disponível em: <http://livro.pro/ k2gxjg>. Acesso em: 20 dez. 2017. O vídeo veicula as ideias e pensamentos de Lev Vygotsky.

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HABILIDADES • (EF05HI06) Comparar o uso de diferentes linguagens no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas. • (EF05HI09) Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais.

DANIEL FERREIRA/CB/D.A PRESS

Jovens se comunicam por meio da dança. Brasília, DF, 2011.

Texto de apoio • Como se vê, o ser humano se comunica por meio de diferentes linguagens: informática, desenho, Libras, dança, música e teatro são algumas delas. De qual você gosta mais?

A linguagem da música Ao entrar em contato com a música, zonas importantes do corpo físico e psíquico são acionadas – os sentidos, as emoções e a própria mente. Por meio da música, a criança expressa emoções que não consegue materializar com palavras. Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de ouvir. A partir do quinto mês de gestação, ele ouve as batidas do coração da mãe [...] e reconhece a sua voz. É na fase fetal que se forma a memória sonora das crianças, responsável por preparar o vínculo entre mãe e filho depois do corte do cordão umbilical. [...]

Resposta pessoal.

FABIO COLOMBINI

Crianças indígenas da nação saterê-mawé tocando e cantando. Manaus. AM, 2014.

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A música possibilita o desenvolvimento intelectual e a interação do indivíduo no ambiente social, contribuindo diretamente para o desenvolvimento cognitivo, linguístico, psicomotor e socioafetivo do aluno, independente de sua faixa etária. Através dela é possível transmitir não somente palavras, mas também sentimentos, ideias e ideais que podem ganhar grandes repercussões didáticas se bem direcionados. “A E I O U… dabliú, dabliú, na cartilha da Juju”: quem já ouviu esse refrão na voz de Margareth Menezes nem suspeita de que tais palavras foram extraídas da marchinha de carnaval composta em 1932

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por Lamartine Babo e Noel Rosa, na música “A.E.I.O.U. – A Cartilha da Juju”. De maneira bem-humorada, Lamartine Babo e Noel Rosa mostram que, desde aquela época, havia uma preocupação com o sistema educacional no Brasil. [...] No “ABC do Sertão”, música composta por Luiz Gonzaga em 1953, o autor expressa o som autêntico do abecedário usado pelo povo nordestino. Foi a maneira que ele encontrou para homenagear e mostrar para o Sul que os seus conterrâneos tinham uma forma genuína – e não errada – de falar. [...] Disponível em: <http://www.academia.org.br/artigos/linguagem-da-musica>. Acesso em: 23 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para iniciar o trabalho com esta

CAPÍTULO

O USO DE DIFERENTES 1 LINGUAGENS NA COMUNICAÇÃO

página, pode-se perguntar aos alunos:

– Você prefere falar, escrever ou desenhar?

– Utiliza o internetês para falar com os colegas? – Sabia que os jovens do mundo todo usam essa linguagem para se comunicarem uns com os outros?

ENCAMINHAMENTO • Valorizar as diferentes linguagens como forma de expressar sentimentos e ideias.

• Refletir sobre o fato de que muitas pessoas de diferentes idades se acostumaram a utilizar os emoticons para expressar sentimentos. • Indagar: Vocês consideram que o uso do internetês pode prejudicar a aquisição da língua culta?

A fala é uma das mais antigas formas de comunicação dos seres humanos. Mas não é a única. Ao longo do tempo, o ser humano criou várias outras linguagens além da oral. Para expressar suas necessidades e sentimentos criou a linguagem da dança, do teatro, da música, além da escrita, da visual e de Libras.

M E L A I R A E V T O A M PR

A LINGUAGEM DO INTERNETÊS

No presente, muitos garotos e garotas da sua idade têm usado uma linguagem conhecida como internetês. Ela utiliza abreviaturas como “tb”, para em vez de “também”, e ícones para expressar sentimentos, como “tudo bem” e

para “beijinhos”.

DIALOGANDO

• Você seria capaz de identificar os ditados populares escritos por meio desses emoticons? ALAN CARVALHO

– Você tem o costume de conversar pelas redes sociais?

ATIVIDADES

Quem não chora não mama.

1. Em uma roda de conversa e com

a mediação do professor, debatam sobre os diferentes usos da escrita e sobre sua importância para a vida em sociedade.

Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

2. Os emoticons são utilizados

para as pessoas expressarem seus sentimentos nas redes sociais. Crie uma mensagem que expresse sentimentos positivos em relação a sua cidade, usando apenas os emoticons.

Quem semeia vento colhe tempestade.

A união faz a força.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • A história dos Emojis. Duração: 2 min. Disponível em: <http://livro.pro/ o7z7yb>. Acesso em: 24 jan. 2018. Vídeo educativo sobre a história e o uso dos emojis.

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SENSIBILIZAÇÃO • Uma porta de entrada para o tra-

A LINGUAGEM DA PINTURA

balho com esta página pode ser indagar aos alunos:

As pinturas em paredes de cavernas estão entre as mais antigas manifestações culturais da humanidade. As misteriosas figuras de animais – touros, éguas, cavalos, bisões – estão entre as pinturas mais conhecidas. E, por serem pinturas feitas em rochas, são chamadas de rupestres. Os artistas da Pré-História usavam cinzéis Cinzel: instrumento de madeira, carvão, terra e tintas vegetais. manual usado para Muitas dessas pinturas eram feitas em locais entalhar, esculpir. de difícil acesso, como o teto das cavernas. Provavelmente, seus autores pintaram-nas em posições desconfortáveis e, além disso, algumas pinturas foram feitas em locais de pouca luminosidade, à luz de tochas.

– Vocês gostam de pintar? – Vocês consideram a pintura uma linguagem atraente? – Vocês sabiam que os primeiros seres humanos deixaram diversos desenhos em cavernas? – O que é pintura rupestre?

COREL STOCK PHOTO

– Vocês sabiam que no Brasil também encontramos muitos desenhos em cavernas feitos pelos primeiros seres humanos que aqui viveram?

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar a noção de pintura rupestre.

• Comentar sobre os materiais usados e as dificuldades dos artistas da Pré-História para pintar o teto das cavernas.

• Destacar a importância das pinturas rupestres como fonte para o conhecimento da história.

• Valorizar os artistas da Pré-História

chamando atenção para a capacidade que tinham de emprestar movimento às figuras.

Pintura rupestre de um bisão na caverna de Altamira, no norte da Espanha, descoberta em 1879 por uma criança, filha de um arqueólogo amador.

ATIVIDADES • Imagine que você queira deixar

uma mensagem para a humanidade e tenha que fazer isto através de uma pintura rupestre. O que você desenharia?

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Pinturas Rupestres. Duração: 5 min. Disponível em: <http://livro.pro/zdfhxp>. Acesso em: 20 dez. 2017. Vídeo sobre as pinturas rupestres localizadas na região amazônica.

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Para o professor • Arte Rupestre na Paraíba. Duração: 10 min. Disponível em: <http://livro.pro/8im43r>. Acesso em: 20 dez. 2017. Uma viagem na história através das pinturas rupestres da Paraíba.

• Parque da Serra da Capivara: um tesouro arqueológico. Duração: 5 min. Disponível em: <http://livro.pro/ 6d4r46>. Acesso em: 20 dez. 2017. Reportagem sobre a Serra da Capivara e seus registros históricos.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar uma aula dialogada perguntando aos alunos:

– O que levou os seres humanos a desenvolverem a escrita? – Será que a desenvolveram de um dia para o outro ou terá sido por meio de um processo demorado? – Será que a escrita apareceu primeiramente em um só lugar ou em vários lugares ao mesmo tempo? – Em que situações você costuma usar a escrita? – Você usa a escrita com frequência ou somente quando está na escola? – Já imaginou como seria a nossa vida se não houvesse a linguagem escrita? – Qual a importância de saber escrever?

ENCAMINHAMENTO • Destacar a importância da lingua-

A LINGUAGEM DA ESCRITA Durante muito tempo se acreditou que a escrita surgiu primeiramente na Mesopotâmia, por volta de 3500 a.C. No entanto, novos achados indicam que a escrita se desenvolveu, ao mesmo tempo, em diferentes partes do planeta. Ela pode ter sido inventada na Mesopotâmia, no Egito, na Índia ou na China. Sumério: um O desenvolvimento da escrita pelos sumérios não dos povos da ocorreu de uma hora para outra; resultou de um longo Mesopotâmia. processo. Acredita-se que a necessidade de controlar os recebimentos e pagamentos e a circulação de produtos (trigo, animais e utensílios) deu origem à escrita.

M E L A I R A E V T O A M PR Pastor usa a escrita para contar o número de animais.

gem escrita para a sociedade.

• Analisar os fatores que motivaram a criação da escrita.

• Valorizar e contextualizar o desenvolvimento do alfabeto fenício.

• Frisar que a escrita possibilitou à

ATIVIDADES • Expresse seus sentimentos em relação à arte (música, pintura, fotografia, desenho etc.) por meio de um desenho.

GETULIO DELPHIM

humanidade armazenar ideias e experiências e transmiti-las às novas gerações. 98

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • A História da Palavra – A Revolução dos Alfabetos. Duração: 27 min. Disponível em: <http://livro.pro/svqrj8>. Acesso em: 20 dez. 2017. Documentário que mostra como surgiram as primeiras palavras escritas. Sugere que a escrita surge como algo sagrado e, aos poucos, passa a fazer parte da vida cotidiana.

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Texto de apoio

HÉCTOR GÓMEZ

Os sumérios escreviam em tabuinhas feitas de argila úmida, que depois eram colocadas ao sol para secar. Para escrever, usavam uma espécie de palito afiado de extremidade triangular, com o qual faziam sinais em forma de cunha. Por isso essa escrita recebeu o nome de escrita cuneiforme. A escrita possibilitou à humanidade armazenar ideias e experiências e transmiti-las às novas gerações.

ALBUM/DEA/G. DAGLI ORTI/LATINSTOCK

Cunha: peça de ferro ou madeira cortada em ângulo agudo.

Na fotografia, podemos ver uma placa de argila suméria de 2350 a.C., com caracteres cuneiformes registrando a existência de bodes e carneiros.

DIALOGANDO • O que o conhecimento da escrita ajuda você a fazer no dia a dia? Dê exemplos. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno responda que o domínio da escrita

permite escrever mensagens, compreender, conhecer as regras de um jogo ou brincadeira, ampliar o conhecimento sobre o meio em que se vive.

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O que diz o primeiro documento escrito da história Na Antiguidade, acreditava-se que a escrita vinha dos deuses. Os gregos pensavam tê-la recebido de Prometeus. Os egípcios, de Tot, o deus do conhecimento. Para os sumérios, a deusa Inanna a havia roubado de Enki, o deus da sabedoria. Mas, à medida que essa visão perdia crédito, passou-se a investigar o que levou civilizações antigas a criar a escrita. Motivos religiosos ou artísticos? Ou teria sido para enviar mensagens a exércitos distantes? O enigma ficou mais complexo em 1929, após o arqueólogo alemão Julius Jordan desenterrar uma vasta biblioteca de tábuas de argila com figuras abstratas, um tipo de escrita conhecido como “cuneiforme”, com 5 mil anos de idade, mais antigas que exemplares semelhantes encontrados na China, no Egito e na América. As tábuas estavam em Uruk, uma cidade mesopotâmica – e uma das primeiras do mundo – às margens do rio Eufrates, onde hoje fica o Iraque. Ali, desenvolveu-se uma escrita que nenhum especialista moderno conseguia decifrar. E o que diziam as tábuas? [...] As tábuas tinham sido usadas para registrar o ir e vir das peças, que, por sua vez, registravam o trânsito de bens, como ovelhas, grãos e jarras de mel. [...] Então, a escritura cuneiforme era um símbolo estilizado de uma impressão de uma peça que representava um bem. [...] [...] As tábuas de argila adornadas com a primeira escrita abstrata do mundo não haviam sido usadas para escrever poesia ou enviar mensagens a lugares remotos. Foram empregadas para fazer contas [...]. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/ geral-39842626>. Acesso em: 27 dez. 2017.

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nos, podem-se fazer as seguintes perguntas: – Vocês se lembram de como se sentiram quando perceberam que já sabiam ler? – Conseguem lembrar qual foi a primeira palavra que vocês conseguiram escrever? – Para vocês, aprender a escrever foi fácil ou difícil? – Como vocês imaginam que foi o processo de desenvolvimento da escrita para diferentes povos? Foi rápido ou demorado? – Para que os fenícios desenvolveram o alfabeto? – Que vantagem o alfabeto fenício tinha sobre outras escritas, a exemplo da chinesa?

ENCAMINHAMENTO • Contextualizar o desenvolvimento do alfabeto fenício.

• Destacar a importância da criação

A escrita suméria, bem como Pictograma: desenho simplificado a egípcia, utilizava pictogramas, e estilizado que representa objetos ou seres. e a escrita chinesa utilizava ideogramas. As escritas pictográficas Ideograma: símbolo que retrata e ideográficas eram complexas, uma ideia, um acontecimento. possuíam milhares de caracteres e eram somente praticadas por um número pequeno de profissionais especializados (escribas ou membros da realeza).

M E L A I R A E V T O A M PR Escultura em calcário pintado de um escriba encontrado em Saqqara, Egito. c. 2500 a.C.

AKG-IMAGES/LATINSTOCK

SENSIBILIZAÇÃO • Para despertar o interesse dos alu-

do alfabeto para o processo de desenvolvimento da escrita.

• Avaliar as consequências do desenvolvimento do alfabeto fenício para a comunicação entre pessoas e povos.

• Evidenciar que a escrita alfabética

é muito mais simples e prática do que a mesopotâmica, a egípcia ou a chinesa.

• Analisar a importância da escrita nas sociedades atuais.

ATIVIDADES 1. O que motivou os fenícios a desenvolverem o alfabeto?

2. Escreva um pequeno texto re-

latando a importância da escrita na sua vida.

O ALFABETO FENÍCIO A necessidade de facilitar o comércio e agilizar a comunicação com outros povos levou os fenícios a desenvolverem um alfabeto. Esse alfabeto, desenvolvido e divulgado pelos fenícios por volta de 1100 a.C., revolucionou as comunicações entre pessoas e povos e continua sendo muito importante no nosso dia a dia. 100

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • A menina que odiava livros. Duração: 7 min. Disponível em: <http:// livro.pro/kkqchm>. Acesso em: 20 dez. 2017. Animação conta a história de Nina, uma menina que não gostava de ler, mas que, ao se deparar com o rico universo da leitura, descobriu uma nova realidade.

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Texto de apoio

Em vez dos milhares de ideogramas, como os que usam os chineses, os fenícios propunham 22 sinais, cada um deles correspondendo a um som, e não a uma ideia ou palavra. A escrita alfabética fenícia era, portanto, muito mais simples e prática do que a mesopotâmica ou a chinesa. Assim, mais pessoas tiveram acesso à informação e ao conhecimento, antes reservados a umas poucas pessoas. As 22 letras do alfabeto fenício eram consoantes. Os gregos acrescentaram a elas as vogais. Assim, o alfabeto fenício serviu de base para o grego, que deu origem ao latino, no qual se baseia o alfabeto que usamos.

Como se deu o desenvolvimento da escrita?

Caracteres do alfabeto fenício copiados de uma placa de argila do século V a.C., encontrada na ilha de Sardenha, atual Itália.

ILUSTRAÇÕES: GETULIO DELPHIM

Caracteres do alfabeto grego.

Caracteres do alfabeto latino.

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Na verdade, a escrita, assim como as línguas, está em permanente processo de evolução. Ela reflete e acompanha a maneira como as sociedades vivem, seus hábitos, tecnologia e peculiaridades. [...] [...] Por exemplo, quando escrevemos vc e tb, no lugar das palavras você e também. O uso de símbolos gráficos – os emoticons, como ; > ) (um rostinho sorrindo e piscando um olho) – tenta imitar as expressões faciais que acompanham a linguagem oral. Tudo isso mostra como a escrita é um processo vivo e ativo, inventado e reinventado pela humanidade todos os dias. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2015/08/como-se-deu-odesenvolvimento-da-escrita>. Acesso em: 20 dez. 2017

[...] Você se lembra da primeira coisa que disse hoje ao acordar? Se não lembra, tudo bem. A maioria de nós não se recorda também. E da aula de ontem no colégio, você se lembra de cor? Se não lembra, pode consultar o seu caderno, não é? Ainda bem que existe a escrita, hein?! [...] A escrita é, portanto, uma invenção decisiva para a história da humanidade. Ela é a representação do pensamento e da linguagem humana por meio de símbolos. Um meio durável e privilegiado de comunicação entre as pessoas. Por meio de registros escritos há milhares de anos, ficamos sabendo como eram a vida e a organização social de povos que viveram muito antes de nós. A invenção não surgiu por acaso, mas como consequência das mudanças profundas nas sociedades durante o período do surgimento das primeiras cidades. [...] A escrita evoluiu a partir do desenho. Mais ou menos assim: no início, cada figura representava um objeto. Desenhar um peixe para querer dizer peixe, ou a representação de um pé significando andar, ir, ou viagem é o que chamamos pictografia. O significado deriva diretamente da figura que o representa, por isso dizemos que é um sistema figurativo. Se pedíssemos para você expressar a ideia da água em um símbolo, como você desenharia? Será que todos nós faríamos desenhos iguais? Provavelmente não. Por isso, a criatividade dos muitos inventores da escrita tem consequências até hoje, levando à existência de sistemas diversos. As representações de elementos simples diferem desde os primórdios. Por exemplo, a ideia da água era representada pelos egípcios como uma onda, pelos chineses, por curvinhas que lembravam a correnteza de um rio, e pelos astecas, pela cor azul dentro do desenho de uma vasilha. [...]

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da perguntando aos alunos:

– Vocês já assistiram a uma peça de teatro? – Vocês se lembram de qual era o tema da peça? – Vocês já choraram ou riram assistindo a uma peça de teatro? – Sabiam que o teatro nasceu na Grécia Antiga? – Sabem onde a Grécia Antiga estava localizada?

ENCAMINHAMENTO • Pedir aos alunos que localizem a Grécia no planisfério ao final do livro.

• Explicar aos alunos que o teatro

grego, que deu origem ao teatro praticado no Brasil de hoje, originou-se de uma festa religiosa e cívica em homenagem ao deus Dionísio.

• Destacar a importância da linguagem teatral.

A LINGUAGEM DO TEATRO

Cívico: da cidade. Dionísio: divindade grega relacionada à música, ao teatro e à literatura.

Há muito tempo que os seres humanos se comunicam também por meio do teatro. O teatro, tal como o conhecemos no Brasil, nasceu na Grécia Antiga. Teve sua origem em uma festa religiosa e cívica em homenagem ao deus Dionísio, o mais jovem dos deuses gregos. O ponto alto dessa festa era o concurso de teatro. As peças eram realizadas ao ar livre e, em um mesmo dia, eram apresentadas várias peças. Os espetáculos começavam pela manhã e reuniam milhares de pessoas. Um dos principais teatros da Grécia Antiga era o Epidauro. O teatro tinha acomodações para 17 mil pessoas. Os melhores lugares eram reservados às autoridades civis e religiosas. Atualmente, o Epidauro encontra-se bem conservado e de longe ouve-se a fala dos atores, mesmo estando-se nas últimas fileiras.

M E L A I R A E V T O A M PR Orquestra: local onde o coro cantava e dançava.

• Informar que somente os homens

Acesso por onde o coro entrava.

Auditório: local onde a plateia ficava.

Palco.

podiam atuar no teatro. Eles usavam máscaras para representar diferentes personagens: homens, mulheres, crianças, idosos etc.

• Reforçar que os gregos da Anti-

guidade foram os inventores da tragédia e da comédia.

• Esclarecer que a tragédia grega tinha como tema a mudança drástica no destino das pessoas; já a comédia recorria ao humor para fazer críticas aos costumes e aos políticos.

Ruínas do teatro de Epidauro, séc. IV a.C. Epidauro, Grécia.

P TOMLINS/ALAMY/FOTOARENA

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar uma aula dialoga-

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• Aprofundar o assunto acessando

o site: <http://livro.pro/kd4t3w>. Acesso em: 29 jan. 2018.

ATIVIDADES • Aponte a diferença entre a tragédia e a comédia. E, a seguir, responda: De qual dos dois gêneros você gosta mais?

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Breve história do Teatro. Duração: 4 min. Disponível em: <http://livro. pro/44eu5y>. Acesso em: 24 jan. 2018. Pequeno vídeo que narra o nascimento do teatro grego, destacando o culto a Dionísio.

• No teatro Epidauro, na Grécia

Antiga, os melhores lugares eram reservados às autoridades civis e religiosas. E nos espetáculos teatrais de hoje, isto ainda acontece?

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Texto de apoio

Frequentar o teatro fazia parte da educação dos antigos gregos. Todos eram incentivados a comparecer aos espetáculos teatrais. Os pobres podiam assistir a eles gratuitamente. Na cidade grega de Atenas, todas as atividades eram interrompidas em dias de espetáculo. Os autores teatrais gregos escreveram peças que continuam sendo montadas hoje no mundo À esquerda, máscara representando a comédia; à inteiro. Eles foram os inventores direita, máscara representando a tragédia. da comédia e da tragédia. ELN UR /SH UT TE

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O teatro de Epidauro: intacto ao longo dos séculos

ACERVO ICONOGRAPHIA

Cleide Yaconis e Paulo Autran atuando, em 1967, na tragédia “Édipo Rei”, de Sófocles.

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Gosta de ir ao teatro? Gosta de dar boas gargalhadas com uma comédia? Sente-se reanimado ou até esclarecido por um drama emocionante ou que trata da natureza humana? Então você talvez queira conhecer o teatro de Epidauro. Ele tem uma relação íntima com a origem do drama na Grécia antiga. O geógrafo grego Pausânias, do segundo século a.C., escreveu: “Em Epidauro fica o mais notável teatro do mundo antigo. Embora os teatros romanos sejam mais suntuosos e grandiosos, nenhum arquiteto consegue competir com a beleza e a harmonia do teatro de Epidauro”. O vilarejo de Epidauro está localizado uns 60 quilômetros ao sul da cidade grega de Corinto. Há 25 séculos, era um importante centro comercial e religioso. Com o passar do tempo, as colinas suavemente onduladas, os campos cultivados e os oliveirais ocultaram todos os indícios de que tivesse existido ali um grande teatro. Porém, Panagís Kavadías, um destacado arqueólogo grego do século 19, tinha certeza de que sob essas colinas se escondia um segredo bem guardado. Sua curiosidade foi despertada pela descrição de Pausânias, já citado, e ele tinha certeza de que descobriria um teatro magnífico sob essa paisagem comum. E ele realmente o descobriu em princípios de 1881. Depois de seis anos de trabalho árduo, as escavações de Kavadías revelaram um teatro imponente, quase intacto. [...] A descoberta do teatro de Epidauro foi importante tanto para a arqueologia como para a arquitetura. A maioria dos teatros antigos que ainda restam foi parcialmente destruída ou foi reconstruída, mas o teatro de Epidauro permaneceu intacto ao longo dos séculos porque estava coberto e protegido por uma camada de mais de seis metros de solo. [...] Disponível em: <https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lpt/102000410#h=26>. Acesso em: 27 dez. 2017.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se despertar o interesse dos alunos pelo assunto perguntando:

– Vocês têm sido respeitados pelos seus colegas?

A LINGUAGEM DE SINAIS:LIBRAS Um dos deveres de todos nós – adultos e crianças – é respeitar aquele que, por algum motivo, é diferente. Um exemplo são as pessoas que não podem falar nem ouvir.

– Vocês os têm respeitado? – Vocês já presenciaram ou assistiram a alguma cena de desrespeito? – Vocês já viram pessoas se comunicando por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras)? – Já repararam que, durante o horário político, há sempre uma pessoa comunicando a mensagem em Libras?

ENCAMINHAMENTO • Fazer uma leitura compartilhada

do texto e destacar a importância da existência do Alfabeto Manual de Libras.

• Destacar que o uso e o aprendi-

zado da Língua Brasileira de Sinais contribuem para a inclusão das pessoas com necessidades especiais.

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DIALOGANDO

• Descubra o nome representado em Libras nesta página. • Personagem da Turma da Mônica que gosta muito de melancia.

• Ressaltar a importância de se de-

senvolver práticas de inclusão social no ambiente escolar e de se coibir a discriminação e as diferentes formas de preconceito.

• Explicar que cada país possui a sua própria língua de sinais e que no Brasil essa língua se chama Libras.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • ABC em Libras. Duração: 1min29s. Disponível em: <http://livro.pro/3xk7mf>. Acesso em: 23 maio 2017. Esse vídeo mostra como fazer o Alfabeto Manual de Libras.

• Aprenda algumas expressões na linguagem dos sinais. Duração: 1 min. Disponível em: <http://livro.pro/ cdxkuo>. Acesso em: 21 dez. 2017.

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• História dos Surdos e a Língua de Sinais ao Longo

dos Anos. Duração: 7min47s. Disponível em: <http:// livro.pro/82nmjj>. Acesso em: 21 dez. 2017. O vídeo mostra o surgimento da língua de sinais na França e sua evolução no mundo ao longo do tempo. Ele destaca que, a princípio, os sinais eram permitidos nas escolas alemãs.

Vamos aprender mais sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e ajudar na acessibilidade das pessoas com deficiência auditiva.

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Texto de apoio [...] a Libras tem a finalidade de apresentar ao aluno a língua e a cultura surda, tendo sido reconhecida pela Lei Federal no 10.436, de 24 de abril de 2002, como meio legal de comunicação e expressão. Esta mesma lei prevê ainda que o Poder Público e as concessionárias de serviços públicos devem garantir formas institucionalizadas de apoiar o uso e a difusão da Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil. A Libras, assim como diversas línguas existentes, é composta por níveis linguísticos: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Assim, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos no qual há uma forma de comunicação e expressão, de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria. Baseou-se primeiramente na Língua de Sinais Francesa, apresentando semelhanças em relação a várias línguas de sinais europeias e à norte-americana. Ao contrário do que se imagina, a apresentação sinalizada do alfabeto oral (um empréstimo de outras línguas, em que as letras são dispostas manualmente de modo a escrever uma palavra) não é o modo principal de comunicação entre os surdos. Esta técnica é utilizada apenas para designar nomes de pessoas/estabelecimentos, ou para explicar, em última tentativa, uma palavra que não tenha sido compreendida pelo receptor.

No Brasil, as pessoas com deficiência auditiva se comunicam por um conjunto de sinais chamado Libras: Língua Brasileira de Sinais. Esta língua possui um alfabeto manual que é usado para nomes de pessoas, lugares e endereços, ou seja, para trocar informações e se comunicar.

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ILUSTRAÇÕES: LÉO FANELLI/GIZ DE CERA

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DIALOGANDO • Descubra o nome representado em Libras nesta página. • Personagem da Turma da Mônica que não gosta de tomar banho.

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A comunicação em Libras se dá através de sinais manuais e não manuais, cuja configuração segue “Gramática” específica: a posição e o movimento da mão, o ponto de articulação do sinal, isto é, no corpo ou espaço de sinalização e as expressões faciais ou corporais. Santarosa (2000) afirma que “língua” designa um sistema específico de signos que é utilizado por uma comunidade para comunicação. Portanto, a Libras é uma língua [...] surgida entre os surdos brasileiros com o propósito de atender às necessidades comunicativas de sua comunidade. São línguas naturais porque, como as línguas orais, surgiram espontaneamente da interação entre os surdos, além de, através de sua estrutura, poderem expressar qualquer conceito, desde o descritivo/ concreto ao emocional/abstrato. [...] Disponível em: <http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2008/anais/arquivosINIC/INIC1396_01_A.pdf>. Acesso em: 23 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula pedindo

A PAZ EM DIFERENTES LINGUAGENS

aos alunos para observarem com atenção as imagens desta página dupla. E, a seguir, perguntar: – O que elas têm em comum? – Em que são diferentes?

– O que significa “não violência”?

ENCAMINHAMENTO • Esclarecer que o tema paz é comum

às duas imagens; a diferença é que a da página 106 é uma decoração feita em uma rua, e a da página seguinte é um monumento.

Paz pela paz

A paz do mundo Começa em mim [...] Se eu faço o bem ao meu irmão Tenho a grandeza dentro do meu coração Chegou a hora da gente construir a paz Ninguém suporta mais o desamor

• Analisar as imagens e estimular

uma reflexão sobre a sua mensagem.

Nando Cordel. Paz pela paz. Disponível em: <https://www.letras. mus.br/nando-cordel-musicas/204823/>. Acesso em: 11 jan. 2018.

• Contribuir com a cultura da paz e divulgá-la.

• Trabalhar o conceito de não vio-

DIALOGANDO

lência veiculado por Dalai Lama.

• Refletir sobre a bondade como valor. • Refletir com os alunos sobre o trecho da entrevista do Dalai Lama citado a seguir:

OÇÕES

– Qual a mensagem principal do Dalai Lama?

Cantor, compositor e músico Nando Cordel.

PROM

– Vocês conhecem o Dalai Lama?

M E L A I R A E V T O A M PR HEGO

trabalho com esta página dupla é perguntar:

ACON C

• Outra porta de entrada para o

Cidadão decorando uma rua da cidade de Mariana, MG. 2015.

RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS

– Agora, leiam o trecho da poesia de Nando Cordel. Vocês concordam com a ideia de que a paz do mundo começa em cada um de nós?

• O que você entendeu do poema de Nando Cordel? Você concorda com o que ele diz nos dois últimos versos? Resposta pessoal. 106

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Texto de apoio La Vanguardia – Como o senhor explica que a cada dia haja mais cientistas que se inclinam pelo Budismo? Dalai Lama – Está demonstrado cientificamente que a prática da compaixão beneficia a saúde porque reduz o estresse. Não se trata de falar sobre Deus e a reencarnação, mas de buscar em nosso interior e sermos compassivos. Ajuda a baixar a pressão arterial e nossa saúde melhora. Precisamos de um programa educacional, desde o jardim de infância até a universidade, que alerte sobre a importância da bondade.

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ATIVIDADES 1. Criem uma campanha pela não violência nas escolas e pelo respeito às diferenças.

2. Se fosse para você mandar uma mensagem de paz para a humanidade, como você faria? Desenharia, faria uma música, um poema? Faça e a apresente a seus colegas.

Disponível em: <http://somostodosum.ig.com.br/artigos/espiritualidade/ entrevista-com-dalai-lama-6979.html>. Acesso em: 23 jan. 2018.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Tenzin Gyatso, o 14 Dalai Lama, líder espiritual do Budismo Tibetano e Prêmio Nobel da Paz [...] La Vanguardia – Como caminho para a paz? Dalai Lama – Para promover a paz mundial devemos insistir na bondade, porque a paz só chegará através da paz interior. É preciso ensinar aos jovens que os conflitos só poderão ser solucionados mediante o diálogo. Isso quer dizer a não violência. Portanto, creio que os governos devem se esforçar mais para divulgar a educação da bondade. [...]

KEVIN MAZUR/GETTY IMAGES FOR BORN THIS WAY FOUNDATION

Disponível em: <http://somostodosum.ig.com.br/artigos/ espiritualidade/entrevista-com-dalai-lama-6979.html>. Acesso em: 11 jan. 2018.

Gunther Aleksander, do Movimento Humanista, um dos participantes da Marcha Mundial da Cultura da Paz, explica o termo e a importância desse debate. Texto de apoio A Paz Perfeita Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas. A primeira era um lago muito tranquilo... um espelho perfeito onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita. A segunda pintura também tinha montanhas... mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões... tudo isto se revelava nada pacífico. Mas quando o rei observou

Dalai Lama. Indianápolis, EUA, 2016.

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Monumento pela paz. Mali, 2017.

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Para os alunos • Cultura da Paz e da Não Violência: você já ouviu falar? Duração: 4 min. Disponível em: <http://livro.pro/c3o9qx>. Acesso em: 21 dez. 2017.

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atentamente reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho. Paz Perfeita! Qual pensas que foi a pintura ganhadora? O rei escolheu a segunda... mas por quê? O rei explicou:

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“Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permaneçamos calmos no nosso coração. Este é o verdadeiro significado de Paz”. Disponível em: <http://www.novaera.org/contos/a_paz_perfeita.htm>. Acesso em: 23 jan. 2018.

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Um importante sítio arqueológico também tombado pelo Iphan está localizado no Parque Nacional da Serra da Capivara, no município de São Raimundo Nonato, Piauí. Veja o que uma estudiosa diz sobre o assunto.

ATIVIDADES 1. Observe a imagem com atenção:

A arte na Pré-História brasileira [...] Como os primeiros habitantes da área de São Raimundo Nonato – provavelmente caçadores-coletores, nômades e seminômades – se abrigavam ocasionalmente nas grutas da região, a hipótese mais aceita é a de que teriam sido eles os autores das pinturas e gravações aí encontradas. Os pesquisadores classificaram essas pinturas e gravações em dois grandes grupos: obras com motivos naturalistas [...] e obras com motivos geométricos [...]. Entre as pinturas com motivos naturalistas, predomina a figura humana, ora isolada, ora em grupo, em movimentadas cenas de caça, guerra e trabalhos coletivos. Ainda nesse grupo, encontram-se figuras de animais, como veados, onças, pássaros, peixes e insetos. As figuras com motivos geométricos são muito variadas: apresentam linhas paralelas, grupos de pontos, círculos, círculos concêntricos, cruzes, espirais e triângulos.

Pintura rupestre na Argélia, África.

M E L A I R A E V T O A M PR

C. MARCHELLI/DE AGOSTINI/GETTY IMAGES

Texto de apoio

a) Esta imagem é de uma pintura em uma caverna da Argélia (África). Que tipo de imagem é esta? Esta é uma imagem de uma pintura rupestre, isto é, pintura feita em rochas e, muitas vezes, no interior de cavernas.

b) O que a imagem mostra?

A imagem mostra uma cena de caça: caçadores munidos de arco e flecha caçam um carneiro com ajuda de cachorros.

c) A imagem é um indício de que as pessoas mostradas na cena são do período Paleolítico ou Neolítico? Por quê? A imagem é um indício de que as pessoas mostradas na cena são do período Paleolítico, pois naquele período os seres humanos sobreviviam da caça, da pesca e da coleta.

d) Em sua opinião, as pinturas rupestres podem servir de fontes históricas? Sim, as pinturas rupestres podem servir de fontes históricas, pois o estudo dessas pinturas permite-nos conhecer os modos de vida dos seres humanos do passado distante.

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Com base nos vestígios arqueológicos de São Raimundo Nonato, estudiosos formularam a hipótese da existência de um estilo artístico que nomearam de Várzea Grande. Esse estilo tem como características “a utilização preferencial da cor vermelha, o predomínio dos motivos naturalistas, a representação de figuras antropomorfas e zoomorfas (com o corpo totalmente preenchido e os membros desenhados com traços) e a abundância de representações animais e humanas de perfil. Nota-se também a frequente presença de cenas de que participam numerosas personagens, com temas variados e que expressam grande dinamismo”. PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Ática, 2011. p. 14-15.

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Texto de apoio

2. A escrita possibilitou à humanidade armazenar e transmitir experiências. Sobre a invenção da escrita na Mesopotâmia, responda:

O que é Hieroglifo

a) O que motivou a sua invenção? A escrita nasceu da necessidade de se resolverem problemas práticos, como registrar as informações sobre uma colheita, os prejuízos causados por uma inundação etc.

b) Quem, provavelmente, a inventou? Os sacerdotes sumérios.

c) Os exemplos a seguir foram retirados da escrita criada pelos sumérios.

Pássaro

Correr

Boca

Água

Coração

Boca

Mão

Beber

ILUSTRAÇÕES: RMATIAS

Sol

Orar

• Note que, para escrever a palavra “Sol”, eles desenhavam algo parecido com um círculo. Como você imagina que eles escreviam a palavra “estrela”? Para escrever a palavra “beber”, eles juntavam boca e água. Como será que eles escreviam a palavra “comer”? Como você chegou a essa conclusão? Resposta pessoal.

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Hieroglifo é um extinto modelo de escrita pictográfica, utilizado principalmente pela antiga sociedade egípcia e por alguns grupos indígenas americanos, como os maias e os astecas. [...] Embora os hieroglifos façam parte de outras civilizações, foram os egípcios os que mais utilizaram este tipo de escrita. [...] Etimologicamente, este termo se originou a partir da junção de duas palavras gregas: hierós, que significa “sagrado”, e glýphein, que quer dizer “escrita”. Os hieroglifos eram expressos através de símbolos e desenhos, que podiam representar ideias, conceitos, objetos, animais e até emoções ou sentimentos. Por serem considerados uma escrita sagrada, os hieroglifos eram utilizados apenas por sacerdotes, membros da realeza e escribas, que tinham o poder de interpretar os símbolos e reproduzi-los. Com o passar dos séculos e devido a sua complexidade, a escrita hieroglífica foi sendo esquecida, até entrar no completo desuso. O último registro hieroglífico teria sido feito por volta do século V d.C. Apenas no século XIX que parte dos hieroglifos egípcios teriam novamente sido decifrados, quando o egiptólogo e linguista francês Jean-François Champollion, entre os anos de 1822 e 1824, teria traduzido alguns textos da famosa Pedra de Roseta.

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Hieroglifos egípcios Para os egípcios, os hieroglifos eram uma escrita sagrada, utilizada apenas com propósitos religiosos, como em paredes de templos, em túmulos ou sarcófagos. Os egípcios chamavam os hieroglifos de medju-netjer, que significa “palavras dos deuses”. De acordo com a mitologia egípcia, teria sido a deusa Seshat a criar os hieroglifos e o deus Thoth ensinado esta linguagem aos egípcios. [...] Hieróglifo ou hieroglifo Ambas as grafias estão corretas na língua portuguesa: hieróglifo ou hieroglifo. De acordo com a norma, esta palavra aceita os dois tipos diferentes de pronúncia, podendo, assim, apresentar ou não o acento agudo na letra “o”. Disponível em: <https://www.significados.com.br/hieroglifo/>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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3. Os fenícios inventaram um alfabeto fonético. a) Que vantagens isso trouxe para eles?

do texto desta página.

Os fenícios tornaram o ato de escrever mais simples e rápido, facilitando a

• Estimular os alunos a exercitarem

a escuta respeitosa enquanto o colega estiver lendo.

comunicação e o comércio que mantinham com povos de diferentes regiões.

b) Qual é a importância para a sua vida do ato de saber ler e escrever?

• Evidenciar a importância da ora-

Resposta pessoal.

lidade para as sociedades africanas.

c) Cite algumas dificuldades pelas quais passa uma pessoa analfabeta.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Kiriku 3: os homens e as mulheres. Duração: 1h13min. Disponível em: <http://livro.pro/h3j4i4>. Acesso em: 7 jun. 2017. O Homem Sábio da Montanha Proibida conta histórias do heroico Kiriku, que desde a infância sempre esbanjou coragem, inteligência e agilidade. Vivendo em uma aldeia ao lado de sua mãe, Kiriku era capaz de solucionar qualquer tipo de problema, até mesmo questões envolvendo forças ocultas. Após a exibição, contar aos alunos que essa e outras histórias africanas são transmitidas de geração a geração por griôs; e convidá-los a conhecer mais sobre eles.

M E L A I R A E V T O A M PR Resposta pessoal.

4. Desde os tempos mais antigos, os seres humanos transmitiam conhecimento, lendas e histórias por meio da fala.

A importância da oralidade para as sociedades africanas

O conhecimento transmitido dos mais velhos para os mais novos teve e continua tendo grande importância nas sociedades africanas situadas ao sul do deserto do Saara. Nelas a palavra tem um valor sagrado; falar é um dom e não se pode usar a palavra sem antes pensar; sem saber se vai magoar ou causar discórdia. A palavra tem o poder de construir e também de destruir. Nessas sociedades, existiam e existem Ilustração representando os griôs, pessoas responsáveis por guardar e um griô. transmitir história, música e poesia de um povo. Havia os griôs contadores de histórias, que conservavam as histórias dos reis e de seus reinos; e os griôs músicos, que cantavam, tocavam e conservavam canções importantes para um povo; havia, ainda, mulheres griôs, que faziam o mesmo que os griôs homens.

GetulIo DelphIm

ENCAMINHAMENTO • Fazer uma leitura compartilhada

texto do autor.

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• Griôs preservam memória e história oral de seus povos na Bahia. Duração: 9min58seg. Disponível em: <http://livro.pro/gq836q>. Acesso em: 7 jun. 2017.

Vídeo que apresenta a preservação da memória e da herança africanas na Bahia por meio dos griôs.

• Griô – Oralidade Africana. Duração: 3 min. Disponí-

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• Griô Toumani Kouyaté canta uma história. Duração:

6 min. Disponível em: <http://livro.pro/ytey96>. Acesso em: 20 dez. 2017. Reportagem mostra uma visita ao artista Toumani Kouyaté, que segue a tradição dos griôs africanos, e mostra um pouco da sua arte.

vel em: <http://livro.pro/z57ky9>. Acesso em: 20 dez. 2017.

O vídeo retrata o que era o griô, os diferentes tipos de griôs e sua importância na sociedade africana.

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Nas sociedades tradicionais africanas, a palavra tem um valor sagrado.

alunos pelo assunto comunicação entre as pessoas com deficiência auditiva, pode-se perguntar:

b) Você concorda com a ideia de que a palavra pode construir ou destruir? Dê um exemplo.

– Vocês conhecem alguma criança que não pode falar nem ouvir?

Resposta pessoal.

c) Você tem pensado para falar? Já se arrependeu do que disse?

– Sabiam que as pessoas que não podem falar nem ouvir usam uma linguagem própria para se comunicar?

Resposta pessoal.

d) Um ditado popular africano conservado ou transmitido pelos griôs dizia: “Quem sabe ouvir aprende uma coisa nova a cada dia”. Dê um exemplo de algo que você aprendeu ouvindo.

– Conhecem a língua de sinais? – Qual a importância de todos aprendermos a língua de sinais?

Resposta pessoal.

5. Descubra os nomes representados em Libras nesta página. a) Capital do Paraná:

u

r

i

t

i

b

portância de saber ouvir em uma sociedade do conhecimento, a exemplo da nossa.

ILUSTRAÇÕES: LÉO FANELLI/GIZ DE CERA

C

ENCAMINHAMENTO • Atividade 4d. Trabalhar a im-

a

• Trabalhar o conceito de língua de sinais.

• Chamar a atenção dos alunos

b) Cidade onde está o Cristo Redentor:

para o alfabeto de sinais.

• Propor que os alunos se coloquem R

i

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J

a

n

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i

r

no lugar de uma pessoa com deficiência auditiva e avaliem a importância da língua de sinais na vida dela.

o

c) A capital de Minas Gerais:

• Estimular os alunos a aprenderem a língua de sinais.

B

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ATIVIDADES Descubra os nomes representados em Libras:

a) Capital da Bahia. Resposta Resposta: Salvador. b) Capital do Rio Grande do Sul. Resposta: Porto Alegre. c) Capital de Minas Gerais. Resposta: Belo Horizonte.

ILUSTRAÇÕES: LÉO FANELLI/GIZ DE CERA

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SENSIBILIZAÇÃO • Para despertar o interesse dos

a) Como a palavra é vista nas sociedades tradicionais da África?

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Texto de apoio

VOCÊ CIDADÃO!

O que é identidade surda?

Disponível em: <http://www.educadores.diaadia. pr.gov.br/arquivos/File/artigos_edespecial/sueli. pdf>. Acesso em: 23 jan. 2018.

Leia a seguir a entrevista que Ana Flávia Amaral, surda de nascimento, concedeu à ONG Rede Mobilizadores.

Rede Mobilizadores – Como foi sua experiência na escola? R.: Eu comecei estudando em escola regular, junto com ouvintes, e sofri muito. [...] As pessoas surdas têm de fazer um esforço muito grande para acompanhar as aulas e, em geral, não conseguem. Fui para uma escola especial quando tinha 6 anos [...] e aí sim consegui aprender. Aprendi a Língua Brasileira de Sinais (Libras) quando tinha 11 anos. [...] Ana Flávia. Rede Mobilizadores – Quais suas principais dificuldades [...]? R.: [...] Faltam intérpretes [...]. Vamos ao médico e ele não entende o que queremos, procuramos um serviço público e não conseguimos ser atendidos adequadamente. A comunicação é sempre muito difícil. [...]

M E L A I R A E V T O A M PR

HÉCTOR GÓMEZ

A doutora em educação, Gladis Perlin, a primeira professora surda de uma universidade federal brasileira – a UFSC – tem vários trabalhos publicados sobre essa questão da falta de referências de elementos produzidos no interior das comunidades surdas e que só são conhecidos pelas crianças quando se tornam adultos. Para ela, a falta de contato com aspectos culturais das pessoas surdas faz com que as crianças não se reconheçam como diferentes, mas como limitadas, deficientes e incapazes. Assim, sentem-se divididas entre um mundo de sons (irreconhecíveis) e fala (que reconhecem como movimentos labiais), do qual não se sentem parte, e um mundo de imagens e experiências visuais a povoar seu pensamento, que não são explicadas em uma língua que elas possam compreender. Essa língua seria a língua de sinais. A pesquisadora afirma que os surdos têm sua identidade construída na experiência visual, nas trocas com outros surdos. Eles precisam da vivência e acolhida familiar, mas também da identificação com outros pares que tenham a mesma percepção de mundo que eles. Em seus artigos (1998, 2006), Gladis declara que não incluir a criança surda entre crianças surdas e incluí-la apenas em grupos de crianças ouvintes é o mesmo que excluí-la.

Eliane Araújo. Crianças surdas sofrem quando são obrigadas a estudar em escolas comuns. Rede Mobilizadores. Disponível em: <http://www.mobilizadores.org.br/entrevistas/criancas-surdassofrem-quando-sao-obrigadas-a-estudar-em-escolas-comuns>. Acesso em: 19 dez. 2017.

a) Ana Flávia conseguiu acompanhar as aulas?Não, ela afirma que teve muita

dificuldade em acompanhar as aulas.

b) Como Ana Flávia passou a conseguir acompanhar as aulas? Ela aprendeu a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

c) Quais são as dificuldades enfrentadas por ela no dia a dia? d) Em dupla. Debatam, reflitam e respondam: O que pode ser feito para melhorar a vida das pessoas surdas na nossa sociedade? Resposta pessoal. 112

c) Ela afirma que não há ninguém que entenda Libras nos serviços públicos: escola, posto de saúde etc.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para dar início a uma aula dialo-

DEBATES DO 2 NOSSO TEMPO

gada, pode-se solicitar aos alunos para observarem as imagens e, a seguir, perguntar a eles: – O que vocês veem na imagem maior?

RICARDO FUNARI/BRAZIL PHOTOS/LIGHTROCKET VIA GETTY IMAGES

No Brasil de hoje, temos muitos desafios a superar: o desmatamento da floresta, a poluição do ar e as suas consequências para as crianças são alguns deles. Observe as imagens.

– O problema mostrado nessa imagem é grave? – E nas imagens da metade inferior da página, o que vocês veem? – Que relação há entre uma e outra?

ENCAMINHAMENTO • Esclarecer que a queimada de

áreas florestais, mostrada na imagem maior, é um sério problema brasileiro da atualidade.

• Evidenciar a relação de causa e efeito entre as imagens da parte inferior da página.

Queimada para transformar floresta em pasto. Acre, 2014.

• Propor uma reflexão sobre a po-

Crianças com problemas respiratórios devido à poluição do ar. Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em 2004, na capital de São Paulo.

luição do ar e suas consequências para a saúde humana.

• Verificar se alguns dos problemas

LUIZ GUARNIERI/FUTURA PRESS

mostrados nas imagens também ocorrem no município onde está a escola.

Ônibus emitindo fumaça na cidade de São Paulo, SP. 2010.

ATIVIDADES

EVELSON DE FREITAS/AGÊNCIA ESTADO/AE

soal.

CAPÍTULO

• Com seus colegas, listem os

problemas ambientais que vocês consideram mais graves em seu município e escrevam um pequeno texto sobre o assunto.

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Para os alunos • Transformando o mundo: Consumo Consciente – O Poder em Nossas Mãos. Duração: 2 min. Disponível em: <http://livro. pro/fyz9d8>. Acesso em: 25 jan. 2018. O vídeo aborda o tema do consumo consciente e mostra como podemos contribuir no combate à destruição do meio ambiente.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula propondo

uma roda de conversa. Perguntar aos alunos: – Vocês conseguem se comunicar bem em internetês? – E em português, vocês também se expressam com facilidade?

ENCAMINHAMENTO • Ouvir, filtrar e comentar a fala dos

Há também desafios relativos à educação de crianças e jovens. A seguir, vamos debater alguns deles.

O USO DO “INTERNETÊS” Os jovens desenvolveram e usam uma linguagem própria, o “internetês”. As pessoas têm diferentes modos de pensar sobre o assunto. Vamos apresentar duas visões a respeito.

FONTE 1 Leia o que o professor Rodrigo Maia diz sobre o assunto.

alunos.

para os usos da língua culta na vida em sociedade.

• Estimular um debate sobre os es-

paços e os momentos em que se pode utilizar o internetês.

• Evidenciar a beleza e a riqueza do português falado no Brasil.

• Aprofundar o assunto, lendo o

artigo disponível em: <http://livro. pro/ym7m8t>. Acesso em: 29 dez. 2017. A linguagem utilizada nas redes sociais e sua interferência na escrita tradicional.

Por acaso, essa forma de comunicação é ruim para a Língua Portuguesa? Assim como aprendemos a usar uma roupa social em um casamento, da mesma forma aprendemos a usar uma roupa íntima numa praia, por exemplo. Ninguém vai à praia, tomar sol, de terno e gravata. Assim como ninguém vai de sunga ou biquíni a um casamento formal. Portanto, os profissionais da educação têm a missão de mostrar a cada aluno, a cada internauta, [...] que precisamos saber o momento certo para usar cada forma linguística, assim como aprendemos a usar cada tipo de roupa em determinadas situações. [...] Rodrigo Maia. Aula de português ou de internetês? R7. Disponível em: <http://noticias. r7.com/blogs/portugues-de-brasileiro/aula-deportugues-ou-de-internetes-20150420>. Acesso em: 12 jan. 2018.

ANDREY ARKUSHA/SHUTTERSTOCK.COM

• Chamar a atenção dos alunos

IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Língua portuguesa e internet. Duração: 26 min. Disponível em: <http://livro.pro/mtvkdg>. Acesso em: 25 jan. 2018.

MIGA, HJ TO EM KZA E C SDS, QRO MTO Q VC RESP M MSG!

Debate sobre o uso da linguagem informal na internet e a influência dela no cotidiano das pessoas. 114

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ATIVIDADES 1. Debata com seus colegas e apresente sugestões de atividades que os auxiliem a melhorar os seus conhecimentos de Língua Portuguesa.

2. Você considera que o uso do internetês pode influenciar o seu desenvolvimento em Língua Portuguesa?

vc = você pq = porque naum = não eh = td =

mto = bjs = blz =

LORELYN MEDINA/SHUTTERSTOCK.COM

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3. Observe a imagem ao lado com atenção e tente traduzir as expressões em internetês para o português, conforme os exemplos.

Eh = é; td = tudo; mto = muito; bjs = beijos; blz = beleza.

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Leia a seguir a visão da professora Wilma Ramos sobre o mesmo assunto.

FONTE 2

Texto de apoio O internetês

AMIGA, EU TAMBÉM ESTOU COM SAUDADES! PRECISAMOS NOS VER.

ERSTOCK IOFOTO /SHUTT

Maria Fontenele. Uso do internetês pode prejudicar futuro profissional, diz especialista. G1. Disponível em: <http:// g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2013/10/uso-do-internetes-podeprejudicar-futuro-profissional-diz-especialista.html>. Acesso em: 12 jan. 2018.

.COM

[...] Com a popularização da internet surgiu também uma variação da língua portuguesa que foge das normas cultas, “o internetês”. Segundo Wilma Ramos, professora de português e escritora, essa linguagem prejudica o rendimento escolar e pode resultar em prejuízos profissionais. [...] “Os jovens criaram uma linguagem paralela que mata o padrão da língua portuguesa, com abreviaturas que nunca existiram. Parece que não há limites para tantos erros de ortografia [...] e concordância. [...]”.

a) Qual a posição da professora Wilma Ramos em relação ao uso do “internetês”? Ela considera o internetês prejudicial ao rendimento escolar dos alunos e que pode prejudicar os estudantes profissionalmente.

b) Vocês usam o “internetês” para se comunicarem com seus colegas? Resposta pessoal.

c) Reflitam, debatam e respondam: vocês consideram o “internetês” prejudicial ao aprendizado de língua portuguesa? Resposta pessoal.

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Reina ainda sobre a Internet uma desconfiança que data das origens da rede, quando se temia que o excesso de informação fosse acabar com a capacidade de pensamento, visto que a abundância de conteúdo tira o tempo antes destinado à reflexão. Intelectuais como o escritor e semiólogo Umberto Eco, ao manifestar que o “[...] excesso de informação provoca amnésia [...]”, revivem temor similar ao relatado por Platão, no clássico Fedro, por ocasião da invenção da escrita, quando se acreditava que o registro pelo alfabeto fosse acabar com a memória. [...]

Desde o momento em que inaugurou novas formas de escrita, a Internet suscita manifestações e reações [...]. De um lado, os que condenam o desvirtuamento da gramática e a deturpação da linguagem e, de outro, os que celebram uma revolução criativa, inevitável e própria da evolução tecnológica de nossos tempos. Há, sem dúvida, uma mudança na forma de comunicar e menos ou quase nenhum rigor no uso da gramática. Os que encaram a transformação com otimismo entendem que a informalidade, além de estimular a criatividade e a inovação, com a adoção de novos recursos nos diálogos, implicando até em novas formas de literatura [...], torna o recurso da escrita mais familiar, uma vez que deixa as pessoas mais à vontade na hora de escrever. E a evidência disso tem sido a crescente e acelerada adesão dos usuários da Internet aos chats e redes sociais de toda ordem, que proliferam na web. [...] Há mais intimidade e fluência no manuseio da escrita, sobretudo nos diálogos e manifestações que se desenvolvem na rede, enquanto que em outros ambientes, mais regrados, os falantes tendem a apresentar certo bloqueio. E é principalmente aí que se apegam os que não veem a liberdade no uso da língua com o mesmo otimismo. Há um entendimento por parte dos educadores de que a simplificação do vocabulário e a não observação da sintaxe em seu rigor gramatical estejam tornando a escrita mais pobre, na medida em que o jeito de escrever na internet é transposto para escrituras convencionais. [...]

Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/viewFile/26801/23670>. Acesso em: 29 jan. 2017.

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balho com esta página é perguntar aos alunos: – Maquiagem é coisa de adulto?

– Criança deve ou não usar maquiagem? – A maquiagem pode prejudicar a saúde das crianças? – Quem de vocês já usou maquiagem?

ENCAMINHAMENTO • Propor um debate sobre o uso ou não da maquiagem a partir dos argumentos apresentados nos dois textos.

• Comentar que é importante as

crianças viverem a infância; e valorizarem atividades como brincar, jogar, assistir a desenhos animados e conversar com os amigos.

• Esclarecer que nem sempre uma

maquiagem utilizada por um adulto é indicada para crianças e que seu uso deve ser sempre autorizado e orientado por seus pais ou responsáveis.

O USO DE MAQUIAGEM INFANTIL Os textos a seguir tratam da maquiagem infantil. Leia-os com atenção.

FONTE 1 Seja por uma necessidade real, gosto pessoal, [...] ou pelo acesso facilitado, o fato é que, cada vez mais, [...] crianças e [...] adolescentes têm usado produtos de beleza, cosméticos e até maquiagens. Uma destas crianças que adora um cosmético, seja o infantil ou aquele que fica guardado no nécessaire de sua mãe, é Sthéfany [...], de oito anos [...]. Hoje, a mãe diz que a criança adora hidratante, rímel, batom e outros produtos. [...] A mãe afirma que a filha nunca teve nenhuma Menina de 8 anos usando maquiagem. alergia e que não vê problemas no fato de ela gostar de usar os cosméticos. “Isto é algo dela [...]. Eu levanto da cama e já passo protetor solar, lápis e sombra. Além disto, acredito que é tudo uma brincadeira [...]”.

M E L A I R A E V T O A M PR

Mais importante do que os alunos serem favoráveis ou contrários à maquiagem infantil é a capacidade de eles argumentarem em defesa de um ponto de vista e de contra-argumentar contestações.

ATIVIDADES • Roda de conversa. É preciso usar maquiagem para ser bonita?

ALIKEYOU/SHUTTERSTOCK.COM

SENSIBILIZAÇÃO • Uma porta de entrada para o tra-

Paula Weidlich. Cada vez mais crianças querem se maquiar. Será que pode? Tribuna PR. Disponível em: <http://www.tribunapr.com.br/arquivo/ mulher/cada-vez-mais-criancas-querem-se-maquiar-sera-quepode>. Acesso em: 18 jan. 2018.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Especialista alerta para o uso de maquiagem em crianças. Duração: 2 min. Disponível em: <http://livro.pro/x3dd57>. Acesso em: 23 dez. 2017. As crianças começam a usar produtos de beleza cada vez mais cedo, como maquiagem e esmaltes. Especialistas alertam que é bom evitar; porém, se não for possível, devem ser usados produtos próprios para a idade da criança.

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Texto de apoio

Catarina, minha pequena, [...] já manifestou interesse pelo mundo dos cosméticos. [...] É claro que ela já pediu diversas vezes para mexer no meu nécessaire e pintar o rostinho. Mas, até agora, minha resposta tem sido um categórico “não”. Enfim, por que não deixar que minha filha use um pouquinho de batom, apenas para brincar? Em primeiro lugar, porque acredito que o uso de produtos como esse por uma pele infantil, que é extremamente sensível, não leva a nada de bom. [...] Mais do que isso: por que não incentivar uma crença na real beleza, aquela que vem de dentro [...]?

AMI PARIKH/SHUTTERSTOCK.COM

FONTE 2

Menina de 8 anos sem maquiagem.

Nívea Salgado. Deixar ou não a filha usar maquiagem (mesmo que de brincadeira)? Disney Babble. Disponível em: <http://disneybabble.uol.com.br/br/comportamento/deixar-ou-naofilha-usar-maquiagem-mesmo-que-de-brincadeira>. Acesso em: 12 jan. 2018.

a) A mãe descrita na Fonte 1 é favorável a que sua filha de 8 anos use cosméticos; como ela justifica a sua opinião? A mãe afirma que a filha nunca teve nenhuma alergia e que, além disso, usar cosméticos é só uma brincadeira.

b) Que argumentos a mãe descrita na Fonte 2 usa para defender a sua opinião? Ela acredita que o uso de cosméticos pode prejudicar a pele da criança. Além disso, ela acha que deve mostrar para a filha que a beleza interior é mais importante que a beleza exterior.

c) Perguntem aos responsáveis por vocês se são favoráveis ou contrários à maquiagem infantil. Debatam o assunto em uma roda de conversa mediada pela professora. Depois, escrevam no caderno um relatório coletivo com os prós e os contras do uso de maquiagem pelas crianças. 117

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Perceber a tênue linha entre a brincadeira e o exagero não parece fácil. Uma dica é observar o tempo que o ato de se embelezar ocupa na rotina da criança. “Se a menina não sai de casa porque não acha o batom, se fica acordada até tarde mexendo no nécessaire, se vai mal na escola e se isso afeta a vida social dela, é hora de impor limites”, orienta Penélope Ximenes. E o limite, que para muitas mães é um quebra-cabeça sem encaixe, é mais simples e fácil do que pintam os pais, segundo a pedagoga. “Diga não”, sugere. [...] Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2010/10/08/interna_ revista_correio,217173/seria-o-batom-a-nova-boneca.shtml>. Acesso em: 23 jan. 2018.

Seria o batom a nova boneca? Paletes de sombras, esmaltes, blushes, pincéis e palavras desconhecidas até para algumas mulheres já crescidinhas [...] passaram a fazer parte do vocabulário de pequenas que mal dão conta de pronunciar o próprio nome. Todos esses itens pularam da prateleira mais alta para a mais baixa nos supermercados e lojas de cosméticos e se juntaram a ursinhos de pelúcia, bonecas, jogos de tabuleiro [...]. Sim, elas têm nécessaires cheios de maquiagem, pintam as unhas e não deixam de encher o guarda-roupa com peças que fariam inveja mesmo aos mais antenados fashionistas. Nada passa despercebido por essa geração que dribla pais, dermatologistas e pedagogos preocupados com os desdobramentos de tanta vaidade no futuro. Enquanto ele não chega, elas não só aprendem como ensinam no portal de vídeos YouTube dicas de maquiagens úteis para pessoas com o dobro, o triplo ou o quádruplo da idade delas. [...] Nicole K. tem só 3 anos, pouco tamanho e vaidade de gente grande. Muito maior até que a da mãe, Neuza K., 41 [...]. Quando sai de casa, Nicole preocupa-se em pegar a bolsa e o batom. Neuza admite que não é fácil controlar a pequena. “Quem segura? A mãe que souber a receita por favor me passe!”, brinca. Ainda assim, ela acredita que seja cedo para maiores preocupações com uma vaidade exagerada. “Eu não acho que tenha nada em demasia, por enquanto. É fase. Daqui a pouco ela esquece os esmaltes e acha outra coisa”, acredita. [...] Para a psicóloga da pediatria da Unifesp, Patrícia Spada, preocupação demais com a aparência pode até mesmo ser um sintoma de algum conflito psicológico. “A menina que vive em função de se maquiar enquanto o mais adequado para a idade dela seria brincar já revela que está passando por alguma dificuldade emocional”, afirma Spada.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para despertar o interesse dos

O USO DO CELULAR EM SALA DE AULA Os textos a seguir podem estimular o debate sobre o uso do celular ou tablet em sala de aula. Leia-os com atenção.

– Você usa o celular com frequência?

FONTE 1

– Qual dessas funções você mais usa no celular: falar com os amigos nas redes sociais, jogar ou fazer pesquisas para as atividades escolares? – Você acha que o uso do celular em sala de aula atrapalha na aprendizagem? – Você já utilizou o celular para realizar uma atividade da escola?

ENCAMINHAMENTO • Propor um debate sobre o tem-

po de uso do celular e para que é usado.

• Estimular uma reflexão com base no posicionamento dos textos desta página e da seguinte.

• Analisar os prós e os contras do uso do celular na escola.

• Comentar que o celular pode ser

usado para pesquisa, uma vez que permite o acesso a aplicativos como dicionário, tradutor, leitor de livros digitais, entre outros.

• Esclarecer que o celular pode ser

BARRIE FANTON/AGE/EASYPIX BRASIL

alunos pelo assunto, pode-se perguntar:

Atualmente, o professor já sente a dificuldade de aplicar em sala de aula somente os métodos tradicionais de ensino. [...] Portanto, é preciso avançar [...]. O uso desse dispositivo móvel é um auxiliar pedagógico forte, pois pode contribuir para o aumento da participação dos estudantes em sala de aula. Existem várias Aluno utilizando um dispositivo móvel formas de se utilizar um (tablet) em sala de aula para aprender. celular em sala de aula, do modelo mais simples ao mais moderno. [...] Os mais modernos possuem [...] um tradutor de línguas, um gravador de voz, câmera para fotos e filmagens, e acesso à internet. [...] Como exemplo, a calculadora do aparelho pode muito bem ter farta utilização nas aulas de matemática, como uma forma rápida e simples para a conferência de resultados [...]. O aplicativo tradutor pode ser auxiliar nas aulas de língua estrangeira. A câmera do aparelho pode ser utilizada para registrar qualquer espécie de cena, seja através de fotos ou de filmagens. O telefone pode servir para gravar a aula do professor, podendo ser ouvida novamente em horário de estudo.

M E L A I R A E V T O A M PR

uma ferramenta muito importante para otimizar a aprendizagem dos alunos.

Daniele Mari de Souza Alves Rodrigues. O uso do celular como ferramenta pedagógica. Disponível em: <https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/134444/000986009. pdf?sequence=1>. Acesso em: 12 jan. 2018.

ATIVIDADES • Você usa o celular, em média,

quantas horas por dia? Você também usa o celular para aprender coisas novas? Você já utilizou o celular durante a aula para jogar ou acessar o WhatsApp?

• Júri simulado. Um dos gru-

pos vai se posicionar a favor do uso do celular em sala de aula, outro, contra, e um terceiro vai julgar qual dos dois grupos apresentou argumentos mais convincentes.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • Escola restringe uso de celular em sala de aula. Duração: 6 min. Disponível em: <http://livro.pro/ipchhi>. Acesso em: 23 dez. 2017. Início de mais um ano letivo e a pergunta: É possível usar os aparelhos celulares dos alunos com propósito pedagógico em sala de aula? Como trabalhar de forma que o aparelho não atrapalhe a atenção dos alunos?

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Texto de apoio

Imagine a cena. Professor se esforça para dar uma aula interessante, os alunos tentam prestar atenção até que o celular de um deles toca pela chegada de uma mensagem do WhatsApp. A concentração já era e a paciência do professor também. Agora imagine essa interrupção acontecendo ao mesmo tempo entre os alunos. Que qualidade terá esse aprendizado? [...] Ao perceber que a utilização do celular mais atrapalhava que ajudava, algumas escolas precisaram proibir o aparelho durante as aulas. Em caso de desobediência, o celular é recolhido junto à direção e só entregue após conversa Meninas brincam com celular enquanto com os pais. o professor explica a matéria.

HERO IMAGES/GETTY IMAGES

FONTE 2

Bruna Lopes. Há divergências do uso de celulares em sala de aula. A Gazeta do Acre. Disponível em: <http://agazetadoacre.com/ha-divergencias-do-uso-de-celulares-em-sala-de-aula/>. Acesso em: 15 dez. 2017.

a) Qual é a opinião da autora do texto 1 sobre o uso do celular em sala de aula? Como você chegou a esta conclusão? A autora é favorável ao uso do celular na realidade da escola. Porque ela dá exemplos do uso do celular no processo de ensino-aprendizagem.

b) Qual é a visão da autora do texto 2 sobre o uso do celular na sala de aula? A autora acredita que o uso do celular mais atrapalha do que ajuda na sala de aula.

c) Debatam, reflitam e opinem: vocês são favoráveis ou contrários ao uso do celular em sala de aula? Por quê? Resposta pessoal.

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[...] Em uma análise inicial, o antagonismo das duas posições apresentadas é óbvio, pois se traduz em ações contrárias: incluir ou não incluir o uso de celulares como ferramenta educacional para crianças. Entretanto, as motivações são similares: propiciar uma educação de melhor qualidade e tornar as crianças mais aptas a lidar com os desafios da vida adulta. Neste sentido, são visões de mundo diferentes que se traduzem em ações antagônicas para atingir os mesmos objetivos. [...] Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-uso-de-celular-e-odesenvolvimento-cognitivo-em-criancas-7nxvj9u6cneqecitqglgqxf5c>. Acesso em: 23 jan. 2018.

O uso de celular e o desenvolvimento cognitivo em crianças É inegável que os avanços tecnológicos podem trazer benefícios socioeconômicos em diversas áreas, como saúde, comunicação, serviços públicos, entre outras. E quanto à educação infantil: o uso de celulares, internet e computadores é benéfico ou prejudicial? [...] Entre as possíveis aplicações, existem exemplos nos quais ele é usado para acelerar e estimular o processo de leitura; aumentar o tempo e o aproveitamento dos estudos; explorar pontos históricos locais usando as funções de fotos, áudio e vídeo, bem como o acesso a conteúdos próprios de museus, bibliotecas, zoológicos ou outras fontes educacionais. Entre as ferramentas e métodos para atingir esses objetivos, pode-se citar o uso do GPS, sistemas gerenciadores de conteúdo, redes sociais e material multimídia com conteúdos didáticos diversos. Os envolvidos com esses projetos defendem que todos os processos de aprendizado podem ser aplicados via celular: ouvir, observar, imitar, questionar, refletir, tentar, estimar, predizer, especular e praticar. E, ainda, que essas características permitem trazer o “mundo real” para a classe, e vice-versa. Isso permite conectar o que se faz na escola e fora dela, reduzindo o abismo entre educação formal e informal, viabilizando o aprendizado em qualquer lugar e a qualquer hora sem que a criança precise esperar, otimizando sua atenção e proporcionando um aprendizado personalizado e mais significativo. Mas existem questionamentos quanto à necessidade da tecnologia, além de uma preocupação com os possíveis danos gerados pelo seu uso. Uma outra corrente de pensamento defende que o desenvolvimento físico, social, emocional e intelectual só pode ocorrer num ambiente de interação presencial. A criança aprende observando e imitando gestos, falas e sentimentos de adultos e outras crianças com quem possui relações afetivas, algo impossível de reproduzir através de uma tela.

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A língua não é uniforme. Ela apresenta formas variadas, há falares diferentes dentro de uma mesma língua. Uma língua, na verdade, é um conjunto de variedades, próprias de determinada região, de um grupo de falantes. Todo falante interage de acordo com a sua realidade, o seu meio, o seu grupo social. [...] Portanto, a nova maneira de os jovens se comunicarem não é certa nem errada, mas sim uma nova forma de se entender. No contexto da Internet as pessoas usam uma linguagem adaptada à sua necessidade, como a urgência de informações, a pressa. [...] Contudo, as expressões utilizadas na Internet não impedem o crescimento nem tampouco estão empobrecendo a língua. A questão principal é simplesmente saber onde e quando usar esta linguagem. A linguagem utilizada no computador está relacionada aos condicionamentos de tempo e espaço impostos à interação. Abreviar as palavras, sempre que possível, resulta em economia de espaço e de tempo, pois as interações virtuais síncronas dependem da agilidade e rapidez do internauta. [...] [...] Na Internet escreve-se abreviado, rápido e resumido. O que para uns é indecifrável, para outros é o jeito mais simples de colocar para fora o que eles estão sentindo, até um emoticon triste expressa que não estão bem, ou então quando riem, a maneira mais fácil de escrever é “rsrsrsrs” (risos) ou um emoticon sorrindo, depende [...] de cada um. [...]

Não, pois os meninos inventaram uma nova língua antes delas. E a utilizaram para se comunicar sem que elas entendessem o que eles falavam.

1. Observe a imagem com atenção. a) O que o autor da charge está criticando? A quantidade de horas que crianças e jovens passam MAURÍCIO RETT

A influência da Internet nas variações linguísticas

ATIVIDADES

conversando na internet.

b) Em que linguagem o menino respondeu a seus pais?

M E L A I R A E V T O A M PR

Charge de Maurício Rett publicada em 2001.

A linguagem criada pelos jovens é conhecida como internetês.

c) Você considera que passar muitas horas na internet prejudica o desempenho escolar? Resposta pessoal.

2. Leia a tirinha com atenção.

ZIRALDO

Texto de apoio

Tirinha originalmente publicada em preto e branco no jornal O Globo, entre 1990 e 1996.

a) Sobre o que as meninas estão conversando?

Sobre uma língua que elas querem inventar para poderem conversar sem que os meninos entendam.

b) Observando o segundo quadrinho é possível concluir que a menina de roupa verde animou-se com a ideia? Sim; sua expressão demonstra entusiasmo com a ideia da amiga.

c) Elas conseguiram “surpreender” os meninos? Por quê? d) Relacione o assunto dessa tirinha com o internetês, tratado neste capítulo. Resposta esperada: a tirinha brinca com criação e uso de uma nova linguagem

pelos adolescentes. O internetês pode ser considerado a realização dessa ideia.

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Disponível em: <http://sedici.unlp.edu.ar/ bitstream/handle/10915/18701/Documento_ completo.pdf?sequence=1>. Acesso em: 23 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar a aula com as se-

VOCÊ CIDADÃO!

guintes perguntas norteadoras:

• Os quadrinhos a seguir são do artista brasileiro Mauricio de Sousa. E, como informa o autor, esta história se passa em um país muito bonito. Leia e responda:

– Vocês gostam de ter seus direitos respeitados? – Vocês costumam respeitar o direito das pessoas? – Vocês já furaram a fila da merenda? – O que vocês acham de uma pessoa que usa da desonestidade para ganhar em um jogo? – Vamos ler os quadrinhos de Mauricio de Sousa sobre esse assunto?

ENCAMINHAMENTO • Esclarecer que a corrupção é uma

© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.

prática recorrente na sociedade brasileira; a corrupção perpassa as diferentes esferas da vida social, e está enraizada na cultura política brasileira.

• Estimular os alunos a repudiarem

comportamentos como furar fila, colar na prova, ficar com o troco quando alguém devolve mais do que devia, entre outros.

Trechos da revista Cidadania, da Turma da Mônica, publicada em 1993.

a) Em que país se passa essa história? Brasil.

• Propor uma reflexão sobre práti-

b) Como você chegou a essa conclusão? Resposta pessoal.

cas que contrariam os princípios éticos que fazem parte da construção da cidadania.

c) Explique com suas palavras o significado de “Só jogo bafo usando o truque do chiclete!”. Resposta pessoal. d) E você, já presenciou algum acontecimento relacionado ao tema dos quadrinhos? Relate-o. Resposta pessoal.

• Debater as questões propostas

nos quadrinhos de Mauricio de Sousa.

e) Releiam a tira que mostra a fila de idosos. A seguir, analisem e debatam a proposta do primeiro da fila.

ATIVIDADES 121

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• Produzam textos, cartazes, 2/6/18 5:20 PM

IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Turminha do MPF – Honestidade. Duração: 1 min. Disponível em: <http://livro.pro/gma7px>. Acesso em: 24 jan. 2018. Animação que aborda a importância da honestidade.

slides e pequenos vídeos com críticas à corrupção praticada pelo cidadão comum no dia a dia. Convidem os pais para assistir à apresentação e depois conversem com eles sobre o assunto.

O objetivo aqui é que os alunos tenham um papel ativo, a fim de que confiram sentido aos conteúdos aprendidos na escola, a partir de seus sentimentos, emoções e valores.

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SENSIBILIZAÇÃO • Sugerimos pedir aos alunos que

INTEGRANDO COM... LÍNGUA PORTUGUESA

façam uma leitura silenciosa do texto. E, a seguir, perguntar: – Vocês acharam interessante a história que o “menino ‘cadeirantinho’“ contou?

Leia o texto a seguir com atenção.

O menino “cadeirantinho”

– De que trecho vocês gostaram mais?

Desde quando eu era molequinho, faz teeeempo, ando montado em uma cadeira de rodas para ir daqui para acolá. Mas ser um menino “cadeirantinho” nunca me impediu de brincar e de agitar as brincadeiras da minha turma. [...] No futebol, fui goleiro e técnico do time. No esconde-esconde, eu tinha a vantagem de ter mais tempo para sumir. É justo, vai! No videogame, eu não precisava de regra especial, só de mais espaço na sala mesmo.

– Vocês consideraram o “menino ‘cadeirantinho’” uma pessoa feliz?

M E L A I R A E V T O A M PR

• Trazer para a sala fotos que mos-

trem situações de bullying e outras que mostram acolhimento por parte dos colegas. A seguir, pedir para as crianças escreverem uma frase sobre essas situações.

ENCAMINHAMENTO • Aprofundar o assunto acessando o site: <http://livro.pro/37ppyg>. Acesso em: 23 jan. 2018.

ATIVIDADES pel com os nomes dos alunos da turma escritos, adesivos e canetas hidrográficas. 1. Registrem suas impressões sobre o texto por meio de um desenho e troquem-no com o do colega ao lado. 2. Cada um de vocês vai sortear o nome de um colega da turma, e vai ser o “Protetor” desse colega sorteado durante a semana. Atenção: Não revelem a ninguém o nome do colega que foi sorteado. Durante a semana, o “Protetor” praticará ações que gerem sensação de alegria e cuidado com o outro: Vai escrever bilhetes, convidar para jogar, brincar e/ou bater papo, por exemplo. 3. Agora que passaram uma semana sendo “Protetores” de um colega, vamos formar uma roda de conversa e falar sobre o que sentiram e o que aprenderam com isso. 4. Vamos confeccionar adesivos com a frase “Bullying não é brincadeira” e distribuir para alguns colegas da escola? Também podemos colar no mural de recados e em cartazes pela escola.

LÉO FANELLI/GIZ DE CERA

• Material: pedacinhos de pa-

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Por que Heloísa? Duração: 11 min. Disponível em: <http://livro.pro/ opfnku>. Acesso em: 26 jan. 2018. Nessa animação, conheça a história de Heloísa, uma menina de 6 anos que tem paralisia cerebral e que vence os obstáculos do dia a dia com alegria.

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Texto de apoio

LÉO FANELLI/GIZ DE CERA

Todos podem e querem se divertir na infância, e sempre há um jeito para [...] brincar junto, ensinar sua maneira de jogar, de se segurar no balanço, de virar a figurinha no “bafo”. O colega cego, surdo, com paralisia cerebral, “cadeirantinho” ou que tenha qualquer diferença quer aproveitar o mundo do jeito que todos querem. E sempre é possível colocá-los na roda, basta usar a imaginação, abrir bem os braços e dar um sorriso de “seja bem-vindo”.

A inclusão de crianças com deficiência física

Jairo Marques. O menino “cadeirantinho”. Folha de S.Paulo, 24 nov. 2012. Folhinha.

1. Qual é a condição física do narrador da história? O narrador é uma pessoa que usa cadeira de rodas.

2. Por que o autor usou “cadeirantinho” em vez de “cadeirante”? Porque está falando de si quando criança e queria demonstrar afeto.

3. Qual trecho do texto confirma que hoje o narrador já é adulto e permanece usando cadeira de rodas? Transcreva-o. “Desde quando eu era molequinho, faz teeeempo, ando montado em uma cadeira de rodas para ir daqui para acolá.”

4. Por que o autor escreveu “teeeempo” em vez de “tempo”? Para dizer que se passaram muitos anos desde quando ele era menino até os dias de hoje.

5. No texto lido, o narrador apresenta uma mensagem que nos faz refletir. Comente. Resposta pessoal. 123

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Alguns alunos perguntavam se João era doente. Nas rodas de conversa, a professora falou sobre diferenças: “Expliquei que ele era inteligente, mas aprenderia de outra forma, já que as pessoas não são iguais e têm capacidades e limitações próprias”. Todos se esforçam para ajudar João Guilherme e ficam em silêncio para ouvi-lo falar, pois ele ainda tem dificuldade para se expressar. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/376/a-inclusao-decriancas-com-deficiencia-fisica>. Acesso em: 17 jan. 2018.

João Guilherme dos Santos, 7 anos, demorou para nascer. O atraso no parto causou-lhe paralisia cerebral, comprometendo a parte motora do corpo. Com 8 meses, ele começou a ser atendido em hospital especializado e fez terapia na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Luís, onde mora. Mas, ao atingir a idade para iniciar a Educação Infantil, a família colocou-o em escola regular. A diretora da primeira creche que visitou não queria aceitá-lo, alegando não ter estrutura. “Conheço as leis que garantem os direitos do meu filho”, disse o pai, Manuel Carlos Soares dos Santos. Com esse argumento, a matrícula foi efetuada. Agora no Ensino Fundamental, João Guilherme estuda na Unidade Integrada Alberico Silva. Ele e o pai levam duas horas para chegar até lá, de ônibus, e outras duas para voltar para casa. Pequeno comerciante, Manuel adaptou sua rotina para que o filho possa conviver com crianças sem deficiência: “Ele progride a cada dia. Com uma boa educação, João pode ter uma vida melhor e lutar por seus direitos”. Aplicação para isso não falta ao menino. “Ele é muito inteligente”, atesta a professora Sandra Helena Nascimento Sousa. Sim, ela teve muito medo de aceitá-lo em sua turma. “Uma criança que não anda é um trabalho a mais: tem que dar lanche, levar ao banheiro... Tenho alunos pequenos e não queria me ausentar por muito tempo da classe”, conta. O pai se prontificou a ajudar e, mesmo insegura por não se sentir capacitada para lidar com a deficiência, Sandra aceitou o desafio. [...]

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U NID A D E

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CONCEITOS E NOÇÕES DA UNIDADE • Patrimônio cultural (material, imaterial e natural) • Patrimônio da Humanidade (material, imaterial e natural) • Centro histórico • Capoeira • Frevo • Tombamento

Patrimônio cultural é tudo que tem especial valor para um povo e deve ser conservado. Há os patrimônios materiais, imateriais e os naturais. Há também patrimônios que, por sua importância mundial, são considerados Patrimônios da Humanidade. Apresentamos a seguir alguns exemplos de Patrimônios da Humanidade localizados em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. MIkaDun/SHuttERStOCk.COM

• Cidade histórica

PATRIMÔNIOS DA HUMANIDADE E MARCOS DE MEMÓRIA

• Educação Patrimonial • Marco de memória • Independência • Monarquia

Patrimônio material: bens palpáveis (cidade histórica, o prédio de um museu etc.). Patrimônio imaterial: bens impalpáveis (uma festa, uma dança, o modo de fazer um alimento etc.).

• República • Herói • Abolição

Vista da cidade de Florença, na Itália, cujo Centro Histórico foi considerado, em 1980, Patrimônio Material da Humanidade.

• Racismo CatHERInE kRuLIk/OLHaR IMagEM

SENSIBILIZAÇÃO • Uma porta de entrada para o trabalho com esta página dupla de abertura é solicitar aos alunos para observarem com atenção as imagens. E, a seguir, perguntar: – Qual das imagens chamou mais a sua atenção? Por quê? – O que é patrimônio cultural? – Por que é tão importante preservar o nosso patrimônio cultural?

ENCAMINHAMENTO • Retomar e consolidar o conceito • • • •

de patrimônio cultural. Chamar a atenção dos alunos para os patrimônios culturais representados nas imagens. Incentivar os alunos a refletirem sobre a importância da preservação do patrimônio cultural brasileiro. Aprofundar o assunto acessando o site: <http://livro.pro/4wkby2>. Acesso em: 29 dez. 2017. Para saber mais sobre os Patrimônios da Humanidade localizados no Brasil, acesse a cartilha do Iphan no link: <http://livro.pro/vdmeyr>. Acesso em: 29 dez. 2017.

Centro histórico de São Luís é Patrimônio Material da Humanidade. Ma, 2006.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Patrimônio Mundial. Duração: 1 min. Disponível em: <http://livro. pro/5mei8w>. Acesso em: 29 dez. 2017. O vídeo apresenta de maneira sucinta informações sobre a criação da Unesco e o seu papel na defesa do patrimônio cultural da humanidade.

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Para o professor • Patrimônio cultural: conceito (parte 1). Duração: 10 min. Disponível em: <http://livro.pro/yqhirz>. Acesso em: 29 dez. 2017. Este vídeo é um material didático do módulo “Memória e patrimônio” do curso de Gestão de Acervos Bibliográficos, Arquivísticos e Museológicos, promovido pela Fundação Joaquim Nabuco em parceria com o Grupo SABER Tecnologias Educacionais e Sociais da Universidade Federal de Pernambuco.

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HABILIDADES

Dançarinos de tango. 2016. Dança tradicional argentina e uruguaia, hoje conhecida no mundo inteiro. O tango passou a integrar a lista de Patrimônios Imateriais da Humanidade em 2009.

• (EF05HI07) Identificar os processos de produção, hierarquização e difusão dos marcos de memória e discutir a presença e/ou a ausência de diferentes grupos que compõem a sociedade na nomeação desses marcos de memória.

Huang XIn/MOMEnt/gEtty IMagES

BuEna VISta IMagES/tHE IMagE Bank/gEtty IMagES

• (EF05HI10) Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.

Reserva natural dos pandas-gigantes em Sichuan, China. Em 2006, a reserva passou a integrar a lista dos Patrimônios da Humanidade.

• Qual das imagens desta página dupla de abertura chamou mais a sua atenção? • Qual desses patrimônios da humanidade você já conhecia? • Qual deles gostaria de conhecer pessoalmente? 125

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africanos escravizados trazidos para trabalhar no Brasil. Também há um porto de pedra construído para receber a princesa Tereza Cristina de Bourbon, mulher do Imperador Dom Pedro II, em 1843. [...] — O Brasil foi o primeiro país a inscrever um sítio relacionado à escravidão. E esse foi o primeiro a ser reconhecido no mundo ligado à questão da diáspora africana, à escravidão. Todos os países africanos fizeram uma reunião para apoiar (a candidatura) – diz Kátia Bogéa. Um dos desafios, agora, é a conservação do novo Patrimônio Mundial, uma missão prioritariamente do município do Rio. Com a aprovação da candidatura, [...] as três esferas de governo terão que elaborar políticas de preservação do espaço. [...] Disponível em: <https://www.geledes.org.br/cais-do-valongo-e-reconhecido-como-patrimoniomundial-cultural>. Acesso em: 25 jan. 2018.

Texto de apoio O Cais do Valongo, na cidade do Rio de Janeiro, é um patrimônio Cultural da Humanidade O Cais do Valongo conquistou [...] o título de Patrimônio Mundial Cultural concedido pela Unesco. Descoberto em 2011, durante as obras de revitalização da Zona Portuária, o sítio arqueológico é considerado um dos mais importantes testemunhos da diáspora africana localizados fora da África. No passado, a região foi o principal porto de entrada de escravos nas Américas – aproximadamente dois milhões desembarcaram ali entre 1811 e 1843. E, agora, com o reconhecimento internacional, diz Kátia Bogéa, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o cais equipara-se a lugares como a cidade de Hiroshima, no Japão, e o Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia, classificados como locais de memória e sofrimento. [...] A decisão unânime de dar o título ao Valongo foi tomada [...] pelo Comitê do Patrimônio Mundial, formado por 21 nações, numa reunião em Cracóvia, na Polônia. É o segundo título da Unesco conquistado pela cidade: o primeiro foi chancelado em 2012, para a paisagem cultural urbana do Rio. No caso do Valongo, o sítio é composto por vestígios do calçamento de pedras, construído a partir de 1811, para o desembarque dos

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se introduzir o assunto desta dupla de páginas fazendo as seguintes perguntas norteadoras:

– Vocês já viram a cidade de Ouro Preto pela TV ou já foram lá? – Vocês sabiam que esta cidade tem sua história ligada à exploração do ouro nas “minas gerais” no século XVIII? – Por que será que a cidade de Ouro Preto tornou-se patrimônio material da humanidade?

caPítulo

Patrimônios da 1 Humanidade

Patrimônios materiais da Humanidade no Brasil Vamos apresentar a seguir alguns Patrimônios Materiais da Humanidade localizados no Brasil.

cidade Histórica de ouro Preto – mG

ENCAMINHAMENTO • Esclarecer sobre a formação da cidade de Ouro Preto.

Vista da cidade de Ouro Preto. MG, 2013.

• Destacar que a cidade foi palco de

EduardO LiMa/OLhar iMaGEM

importantes movimentos como a Conjuração Mineira de 1789.

• Chamar a atenção para as impor-

tantes obras de arte existentes em Ouro Preto e sua relação com a mineração do ouro no século XVIII.

• Valorizar a obra de Aleijadinho e

sua importância para o barroco mineiro.

Recomenda-se apresentar aos alunos também imagens de outras obras de Aleijadinho.

ATIVIDADES • Aleijadinho foi um artista extraordinário. Que tal fazer a releitura de uma de suas várias esculturas?

A cidade histórica de Ouro Preto se Unesco: Organização das originou da junção de vários garimpos de ouro Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a surgidos na região onde hoje é Minas Gerais, Cultura. no início do século XVIII. Devido à necessidade de controlar a produção de um território rico em ouro, antigos arraiais foram transformados em vilas. Minas do Ouro foi confirmada como Vila Rica, em 1712. E, oito anos depois, tornou-se capital de Minas Gerais. Mais tarde, Vila Rica foi palco do movimento pela independência de Minas, que teve Tiradentes entre seus líderes; e, em 1823, foi elevada a cidade com o nome de Ouro Preto. Em 1980, a cidade foi declarada pela Unesco Patrimônio Mundial da Humanidade (o primeiro bem cultural brasileiro a receber esse título). 126

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Decifrando a história de Aleijadinho – Programa Terra de Minas. Duração: 10 min. Disponível em: <http://livro.pro/87rw85>. Acesso em: 30 dez. 2017. Participação especial de Luciomar, artista de Congonhas do Campo. O artista tenta decifrar como era o rosto do mestre do barroco. Obra deixada por Aleijadinho é motivo de muita pesquisa e mistérios.

• Caminhos da Arte – Documentário sobre Aleijadinho. Duração: 12

min. Disponível em: <http://livro.pro/87rw85>. Acesso em: 30 dez. 2017. O documentário conta a história de Aleijadinho, faz uma análise de sua obra e relata sua importância no cenário da história da arte brasileira.

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DanIeL CyMBaLIsta/PuLsar IMagens

Ouro Preto também foi o berço de artistas extraordinários como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Passo da Subida ao Calvário, obra de aleijadinho em Congonhas do Campo. Mg, 2006.

Como escultor e arquiteto, Aleijadinho se destacou dos demais artistas de seu tempo, criando uma obra reconhecidamente original. O Passo da Subida ao Calvário pertence a um conjunto formado por 66 estátuas de madeira (cedro), em tamanho natural, que representa os passos da Paixão de Cristo. Nesse trabalho, o Aleijadinho registrou em madeira um momento da marcha de Jesus no caminho para o Calvário, carregando sua cruz, acompanhado por um cortejo. A obra retrata o momento em que Cristo se volta para falar com as mulheres que o seguem chorando. Uma delas – a que se vê na imagem – faz menção de enxugar as lágrimas de Jesus. Essa obra extraordinária foi esculpida por Aleijadinho para o Santuário da Igreja de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais, onde se encontra até hoje. 127

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Texto de apoio

oficina do pai, onde aprendeu desenho, arquitetura e ornamentos. Mas a arte que ele mais amava fazer era a escultura. [...] Hoje, Antônio Lisboa é mais conhecido como Aleijadinho. Esse apelido veio de uma doença que o deixou deformado. Que doença? Ninguém sabe ao certo, mas que era grave, isso era. Com mais ou menos 40 anos de idade, lá por 1777, o nosso artista foi vítima de uma enfermidade que o fez perder os movimentos das mãos e dos pés. Mas se pensa que ele desistiu, está redondamente enganado. Aleijadinho continuou a trabalhar com os instrumentos amarrados nos punhos! [...] As obras de Aleijadinho, que ficam no interior e nas fachadas de igrejas de Minas Gerais, incluem estátuas, lavabos e esculturas. [...] Atualmente considerado o mais importante artista plástico do barroco mineiro, Aleijadinho é comparado aos grandes mestres italianos, mesmo sem nunca ter saído do Brasil. Os especialistas em obras de arte costumam dividir a produção de Aleijadinho em duas fases: na primeira, anterior à doença, suas obras refletiam a alegria de sua juventude. São dessa época a Igreja de São Francisco de Assis [...], a Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões (as duas na cidade de Ouro Preto). [...] Quando uma obra dele está diante dos nossos olhos, ficamos com a impressão de que nela existe vida de verdade! Disponível em: <http://www.ebc.com.br/infantil/ voce-sabia/2014/11/quem-foi-aleijadinho>. Acesso em: 18 jan. 2018.

Quem foi Aleijadinho? Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu por volta de 1738 (ninguém sabe o ano certinho porque não existe documento que comprove a data), na cidade mineira de Vila Rica (atual Ouro Preto), em Minas Gerais. Antônio era filho do português Manuel Francisco Lisboa com a escrava Isabel. No século dezoito, Vila Rica tinha muito ouro, que era extraído das minas. A cidade enriquecia com a mineração, e não faltava trabalho para carpinteiro. Então, foi em busca de um emprego e melhores condições de vida que seu Manuel, o pai de Aleijadinho, saiu de Portugal e veio para o Brasil. Quando criança, Antônio foi um menino muito curioso. Determinado, ele queria saber de tudo. Adorava passar seu tempo na

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se iniciar uma aula dialoga-

São Miguel daS MiSSõeS – RS As ruínas de São Miguel fazem parte Sete Povos das da antiga Missão de São Miguel Arcanjo, Missões: sete grandes que integrava os Sete Povos das Missões, aldeamentos organizados território que abrangia as atuais cidades de pelos padres jesuítas São Borja, São Miguel, São Nicolau, Santo espanhóis, onde viviam Ângelo, São Luiz Gonzaga, São Lourenço e cerca de 30 mil índios São João. guaranis. No local, desde 1940, está também o Museu das Missões, que guarda uma coleção de esculturas sacras. Hoje, as ruínas de São Miguel das Missões estão localizadas no pequeno município de São Miguel das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. Em 1983, juntamente com outras missões localizadas em território argentino, São Miguel das Missões foi declarada pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade.

da, perguntando aos alunos:

– Vocês sabem o que eram as missões jesuíticas? – Sabem quem vivia nessas missões? – Por que São Miguel das Missões foi declarada pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade?

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar a noção de missões jesuíticas.

• Informar que a Missão de São Mi-

guel fazia parte dos Sete Povos das Missões – sete grandes aldeamentos organizados pelos jesuítas espanhóis, onde viviam cerca de trinta mil índios guaranis.

• Comentar o belo espetáculo no-

turno Som e Luz realizado em frente às ruínas da Igreja de São Miguel das Missões.

• Valorizar o Museu das Missões e seu considerável acervo de obras sacras.

os sites: <http://livro.pro/xjam2a>. Acesso em: 8 jan. 2018; <http:// livro.pro/yaipov>. Acesso em: 24 jan. 2018.

ATIVIDADES • Visite o site: <http://livro.pro/

g3xuxv> (acesso em: 30 dez. 2017) e escreva um pequeno texto sobre os Sete Povos das Missões.

Paulo VIllanI/agÊncIa RBS/FolhaPRESS

• Aprofundar o assunto acessando

Encenação do espetáculo noturno Som e Luz em frente às ruínas da Igreja de São Miguel das Missões, em São Miguel das Missões. RS, 2005.

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IMAGEM EM MOVIMENTO Para os alunos • São Miguel das Missões Patrimônio Cultural do Gaúcho. Duração: 5 min. Disponível em: <http://livro.pro/vnij3v>. Acesso em: 27 jan. 2018. Videoapresentação sobre as ruínas de São Miguel das Missões. Para o professor • Reduções jesuítas – Patrimônio Mundial da Humanidade no Brasil. Duração: 29 min. Disponível em: <http://livro.pro/yi47b9>. Acesso em: 30 dez. 2017. Conheça as ruínas da Igreja de São Miguel, um Patrimônio Mundial da Humanidade, tombado pela Unesco em dezembro de 1983, que guarda a memória e as origens do nosso povo.

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Texto de apoio

A Igreja de São Miguel possuía uma rica e colorida ornamentação interna, integrada por entalhes e por pinturas e esculturas com motivos sacros. Algumas dessas preciosas imagens estão hoje no Museu das Missões. O lugar é visitado por turistas de todo o mundo, especialmente da Argentina, do Paraguai e do Uruguai, mas também de vários países da Europa.

gersOn sOBreIra/terrastOCk

Museu das Missões

gersOn sOBreIra/terrastOCk

esculturas feitas por indígenas missioneiros. Madeira policromada. Museu das Missões. rs, 2012.

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O Museu das Missões nasce para a valorização dos processos históricos vinculados aos chamados Sete Povos das Missões Orientais [...]. Por isso, seu acervo é constituído por peças elaboradas e valorizadas naquele período, especialmente o que ficou conhecido como arte sacra missional, manifestações da arte indígena colonial. [...]. O museu é abrigo de vasta coleção de imagens sacras de características barrocas, o maior conjunto público de imagens missioneiras em madeira policromada da América do Sul e uma das coleções mais importantes do mundo nesse gênero. São oitenta e cinco esculturas sacras de tamanhos que variam entre dezessete centímetros e mais de dois metros. Além de tais peças, fragmentos materiais representantes da vida cotidiana missional também encontram-se atualmente sob a guarda do museu e fazem parte da exposição de longa duração aberta ao público. Nesse caso, trata-se de artefatos de metal, fragmentos de madeira, elementos arquitetônicos e peças arqueológicas encontradas e recolhidas na região missioneira. Quando analisadas por historiadores de arte, as imagens e esculturas são classificadas como parte do movimento artístico do barroco. [...] Desde a fundação do museu, também foram sendo formados seus acervos arquivístico e bibliográfico. Tais acervos são constituídos especialmente por livros, publicações e documentos que revelam aspectos da vida nas reduções jesuíticas na margem oriental do rio Uruguai. A biblioteca, aberta ao público, tem como principais objetos a história das missões e debates contemporâneos da área museológica. [...] Disponível em: <http://www.museus.gov.br/wpcontent/uploads/2015/12/Museu-das-Missoes. pdf>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Uma porta de entrada para o tra-

balho com esta página é pedir aos alunos para observarem a fotografia da cidade de Goiás e perguntar a eles: – Vocês acharam esta cidade atraente? – Gostariam de conhecê-la? – Como será que esta cidade conservou as características que tinha quando foi construída? – Sabiam que as construções dessa cidade têm traços semelhantes às das casas do interior de Portugal? – Sabiam que em 2001 o Centro Histórico da Cidade de Goiás recebeu o título de Patrimônio da Humanidade?

CENTRO HISTÓRICO DA CIDADE DE GOIÁS – GO Antigamente, a área onde está hoje a cidade de Goiás era habitada por povos indígenas, como os acroás, os xavantes e os caiapós. Após descobrirem ouro onde é hoje Minas Gerais, os paulistas encontraram minas de ouro nas terras dos indígenas goiases. Em 1727, após combater e expulsar esses indígenas, fundaram no local o Arraial de Santana, que, depois, foi elevado a vila, com o nome de Vila Boa de Goiás. Com o esgotamento do ouro, em fins do século XVIII, Vila Boa de Goiás passou a sobreviver da agricultura e da pecuária. E, do ponto de vista cultural, tornou-se um centro de arte e cultura. Com a transferência da capital de Goiás para Goiânia, nos anos de 1930, Vila Boa de Goiás pôde preservar seu traçado urbano e sua arquitetura. As casas, construídas em alvenaria e caiadas de branco, têm portas e janelas em madeira pintada com cores fortes, semelhantes às encontradas no interior de Portugal. Cidade de Goiás. GO, 2007. A cidade possui construções antigas feitas por africanos escravizados trazidos para trabalhar na mineração. Em 2001, o Centro Histórico da Cidade de Goiás recebeu o título de Patrimônio da Humanidade.

CAETANO BARREIRA/OLHAR IMAGEM

ENCAMINHAMENTO • Comentar que, com a mineração

e a fundação de cidades, os povos indígenas das regiões de Minas Gerais e Goiás foram expulsos de suas terras.

• Relacionar a formação da cidade

de Goiás à mineração do ouro onde hoje estão Minas Gerais e Goiás.

• Apresentar as principais manifestações culturais da cidade de Goiás.

ATIVIDADES • Pesquise: o que é procissão do

fogaréu? Resposta: A procissão faz parte da encenação da crucificação de Cristo, na qual homens encapuzados carregam tochas acesas representando o caminho dos romanos até o momento da prisão de Cristo.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • O processo de recuperação da Cidade de Goiás. Duração: 4 min. Disponível em: <http://livro.pro/p8mfjj>. Acesso em: 30 dez. 2017. Ex-capital do estado de Goiás e terra da poeta Cora Coralina, o município quase foi destruído há 9 anos por uma grande enchente do Rio Vermelho. O garimpo, o desmatamento e a poluição foram as principais causas. Para o professor • Descubra os encantos da Cidade de Goiás. Duração: 11 min. <http://livro.pro/2c6pk9>. Acesso em: 24 jan. 2018. Esse vídeo da TV PUC apresenta uma descrição do patrimônio cultural da cidade de Goiás. Ele traz depoimentos de pessoas da cidade.

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SENSIBILIZAÇÃO • Para iniciar a aula, pode-se propor

Patrimônios imateriais da Humanidade no Brasil

uma roda de conversa e perguntar aos alunos: – O que é a capoeira?

roda de caPoeira

– Vocês já assistiram ou participaram de uma roda de capoeira? Gostaram?

A capoeira é dança e luta ao mesmo tempo. E foi desenvolvida no Brasil como uma forma de resistência dos negros durante e depois da escravidão. A capoeira é uma manifestação cultural em que os jogadores dançam e lutam, na qual a malícia é mais importante do que a força física. Na capoeira, o mandingueiro é o que tem maior capacidade de enganar o adversário. No Brasil, dois estilos se Capoeira de angola: jogo mais lento, desenvolveram mais que os outros; mais próximo do solo. Nele, a manha e um é a capoeira de angola e o a malícia são mais importantes do que outro é a capoeira regional. A a força física. capoeira de angola tem como Capoeira regional: jogo rápido com principal representante o Mestre saltos e piruetas, que faz uso de uma Pastinha (1889-1981), criador série de golpes das artes marciais. da primeira escola de capoeira, o Centro Esportivo de Capoeira Angola. Já a capoeira regional tem como principal criador o mestre Bimba (1900-1973), que inovou visando, sobretudo, aumentar a eficiência dos golpes (a capoeira como arte marcial).

– Vocês sabiam que existem diferentes estilos de capoeira? – Vocês sabiam que a capoeira é considerada um Patrimônio Imaterial da Humanidade?

ENCAMINHAMENTO • Retomar e aprofundar o conceito de “patrimônio imaterial”.

• Trabalhar o conceito de capoeira. • Refletir sobre a noção de “mandingueiro”.

• Diferenciar a capoeira de angola da capoeira regional.

• Debater com os alunos sobre a

importância de a capoeira ter sido reconhecida como patrimônio imaterial da humanidade.

roda de capoeira. araruama. rJ, 2015.

ATIVIDADES • Realize uma entrevista com

Cesar DInIZ/PuLsar IMagens

alguma pessoa que pratique capoeira e pergunte:

– Qual é o seu nome e a sua idade? – A capoeira ajuda a melhorar a saúde? – Você se sente mais disposto quando a está praticando?

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Roda de Capoeira – Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Duração: 10 min. Disponível em: <http://livro.pro/cagadm>. Acesso em: 30 dez. 2017. A capoeira é uma prática cultural afro-brasileira multifacetada. Ao mesmo tempo que é luta é também dança. É compreendida como esporte e arte. A roda é onde acontece o jogo. Duas dimensões estão sempre presentes: o lado lúdico da festa, da brincadeira, e o lado da resistência.

– Do que você mais gosta ou o que gostaria de fazer em uma Roda de Capoeira? – Você aconselha as crianças a praticarem a capoeira? Por quê? – Você pode me contar um pouco sobre a história da capoeira?

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A possível origem da capoeira

A capoeira é originária de uma dança típica do sul de Angola chamada n’golo. Assim como na capoeira, na dança do n’golo os jogadores são rodeados por um grupo que bate palmas no ritmo dos instrumentos de percussão e os jogadores não podem pisar fora de um círculo riscado no chão. Segundo um estudioso: [...] o n’golo [...] é dançado por rapazes nos territórios do sul da Angola, durante o ritual da puberdade das meninas. Chamado de mufico, [...] esse ritual marca a passagem da moça para a condição de mulher, apta a namorar, casar e ter filhos. É uma grande festa em que se consome [...] Macau, bebida feita de um cereal chamado massambala. [...] N’golo significa “zebra” e, de fato, alguns movimentos, em particular o golpe dado com o pé, de costas e com as duas mãos no chão, parecem mesmo com o coice de uma zebra. Revista História da Biblioteca Nacional, ano 3, no 30, p. 16-17, mar. 2008.

Em 2014, a Roda de Capoeira, um dos símbolos do Brasil, foi declarada pela Unesco Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Hoje, a capoeira é praticada em todo território nacional e em mais de 160 países, a exemplo da Alemanha e dos Estados Unidos.

roda de capoeira. Berlim, alemanha, 2012.

sCHÖnIng/uLLsteIn BILD/getty IMages

Texto de apoio

dialoGando Você já deve ter visto ou até mesmo participado de um jogo de capoeira. Com base nisso, responda se você concorda com a autora do texto a seguir: A capoeira é uma luta popular em que a “manha” e a malícia se sobrepõem à força física, posto que o mais forte não é aquele fisicamente mais avantajado, porém o mais malicioso, o mais mandingueiro. [...] Letícia Vidor de sousa reis. “negro em terra de branco”. In: Lilia Moritz schwarcz e Letícia Vidor de sousa reis (Organizadoras). Negras imagens: ensaios sobre cultura e escravidão no Brasil. são Paulo: edusp: estação Ciência, 1996. p. 37.

Resposta pessoal.

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SENSIBILIZAÇÃO • Um caminho possível para des-

freVo

pertar o interesse dos alunos pelo assunto desta página é perguntar: – Vocês já assistiram ao frevo pela televisão? – Já dançaram ou tocaram frevo?

LeO CaLDas/PuLsar IMagens

O frevo é um misto de música, dança, capoeira e artesanato; uma expressão artística original do Brasil. Em 2012, a Unesco incluiu o frevo na lista de bens que integram o Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O frevo utiliza instrumentos como trompetes, saxofones, trombones e pandeiros. A dança é rica e variada e o modo de fazer e enfeitar roupas e sombrinhas é singular. A palavra frevo vem de “ferver” e, de fato, o que se vê nas ruas, quando se toca o frevo, é uma explosão de alegria.

– Sabem dizer o que é o frevo? – Qual será a origem da palavra “frevo”? – Que instrumentos são utilizados no frevo?

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar a noção de frevo. • Comentar a origem da palavra frevo.

• Orientar a resolução das ativida-

Dançarina de frevo. recife. Pe, 2011.

des da seção Dialogando.

• Valorizar essa manifestação cul-

tural brasileira chamando a atenção dos alunos para a imagem da moça dançando frevo.

[...] O passo, como se chama na dança do frevo, surgiu inspirado na capoeira [...] desenvolvida pelas populações negras [...] no período colonial. [...] Por isso, misturavam os golpes ao estilo de dança, com piruetas e saltos. [...]

• Aprofundar o assunto acessando

um dossiê do Iphan sobre o frevo (disponível em: <http://livro. pro/d9goq8>. Acesso em: 29 jan. 2018).

Disponível em: <http://www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2013/02/o-que-e-o-frevo>. acesso em: 12 jan. 2018.

ATIVIDADES 1. Montem uma exposição foto-

dialoGando

gráfica intitulada “Frevo – história e cultura”.

Frevo é uma expressão artística original do a) Segundo o texto, o que é o frevo? Brasil reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

2. Confeccionem uma sombri-

b) De que outra dança se originou o frevo?

nha de frevo.

Da capoeira, que é dança e luta ao mesmo tempo.

Materiais necessários:

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– Uma garrafa PET. D2-HIS-F1-1054-V5-U4-124-155-LA-M18.indd 133

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– Uma revista.

IMAGENS EM MOVIMENTO

– Fitas coloridas.

Para o professor • Frevo – Patrimônio Imaterial da Humanidade. Duração: 15 min. Disponível em: <http://livro.pro/rqu9fo>. Acesso em: 30 dez. 2017.

Com a ajuda do professor, siga as instruções do vídeo disponível em: <http://livro. pro/4o7qk4>. Acesso em: 29 jan. 2018.

A Prefeitura do Recife, considerando a representatividade da manifestação do frevo na cultura pernambucana e brasileira, apresenta ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o presente documentário, com o objetivo de obter o seu Registro no Livro das Formas de Expressão do Patrimônio Cultural Imperial do Brasil, conforme previsto no Decreto no 3.551, de 4 de agosto de 2000.

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alunos para observarem as imagens desta página e, a seguir, perguntar: – Vocês já viram o Pantanal pela televisão ou já estiveram lá? – E a ave mostrada na fotografia, vocês conheciam? – O que vocês sentem vendo essas imagens?

Patrimônio natural da Humanidade Pantanal O Pantanal possui quase 140 mil quilômetros quadrados. Em 1981, com o objetivo de proteger e preservar animais, plantas e rios da região,
foi criado o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense. Em 2000, o parque foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Só existe um Pantanal no mundo; todos nós somos responsáveis por sua preservação. ZIg kOCH/OPçãO BrasIL IMagens

SENSIBILIZAÇÃO • Introduzir o assunto pedindo aos

ENCAMINHAMENTO • Convidar os alunos a admirarem a

vista aérea que capta rios, lagoas e matas do Pantanal, bem como a imagem à direita do exótico tuiuiú, ave-símbolo dessa área de quase 140 mil quilômetros quadrados. MarIO FrIeDLanDer/PuLsar IMagens

• Diferenciar Patrimônio Cultural da

Humanidade de Patrimônio Natural da Humanidade.

• Trazer outras imagens do Pantanal e apresentá-las à turma.

• Solicitar às crianças para relaciona-

rem as imagens com o título dado pela Unesco “Pantanal: Patrimônio Natural da Humanidade”.

Preencha a ficha sobre o parque do Pantanal conforme o modelo a seguir.

• Encaminhar a leitura compartilha-

Nome do parque:

da do texto a fim de identificar:

Estado onde se situa:

– as características do Pantanal; – o objetivo da criação do Parque Nacional;

Título dado ao parque pela Unesco:

– o reconhecimento do parque como Patrimônio Natural da Humanidade; – a responsabilidade das pessoas na preservação do Pantanal.

Vista aérea do Pantanal. Barão de Melgaço. Mt, 2010. em detalhe, tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal. Mt, 2014.

Quem deve preservá-lo?

Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense. Mato Grosso. Patrimônio Natural da Humanidade. Todos nós.

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• Aproveitar a oportunidade para discutir sobre a responsabilidade de cada um de nós na preservação do bioma em pauta.

• Alargar a compreensão dos alunos explicando que o

Pantanal é um bem importante para toda a humanidade e que a Unesco é um órgão da ONU, Organização das Nações Unidas. Leia a seguir a definição de Patrimônio Natural da Humanidade retirada do site da Unesco:

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[...] exemplos excepcionais que representem processos ecológicos e biológicos significativos para a evolução e o desenvolvimento de ecossistemas terrestres, costeiros, marítimos e de água doce e de comunidades de plantas e animais [...]. Disponível em: <http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/culture/world-heritage/ heritage-legacy-from-past-to-the-future>. Acesso em: 29 jan. 2018.

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SENSIBILIZAÇÃO • Uma porta de entrada para o tra-

Quem cuida do nosso Patrimônio? tHIagO LeIte/sHutterstOCk.COM

Você deve estar pensando: quem cuida desse patrimônio extraordinário que o Brasil possui? Quem cuida dos museus, dos festejos, dos lugares com especial significado para os brasileiros? O órgão responsável por cuidar do nosso patrimônio é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Assim, quando um patrimônio cultural brasileiro Centro histórico de salvador: Patrimônio se encontra ameaçado, os Material da Humanidade. Ba, 2015. técnicos do Iphan cuidam dele para evitar que seja destruído ou descaracterizado. Um dos modos de preservar um bem é o tombamento: ato que visa preservar um bem cultural e impedir a sua destruição.

balho com esta página é dirigir aos alunos as seguintes perguntas norteadoras: – Vocês já viram uma placa com a sigla do Iphan? – Conheciam esse importante órgão do Ministério da Cultura? – Sabem qual é sua principal função? – Alguém gostaria de, no futuro, trabalhar no Iphan restaurando e tombando obras com especial valor para o povo brasileiro?

ENCAMINHAMENTO • Escutar as crianças, mediando a fala delas sobre o assunto.

• Encaminhar a leitura compartilhada do texto.

• Compreender o que é o Iphan, como ele atua e formar a noção de tombamento. Valorizar os patrimônios materiais da humanidade fotografados nesta página: Centro Histórico de Salvador, BA, e Igreja São Francisco de Assis, Belo Horizonte, MG.

Igreja de são Francisco de assis, parte do Conjunto Moderno da Pampulha: Patrimônio Material da Humanidade. Belo Horizonte. Mg, 2012.

rOnaLDO aLMeIDa/sHutterstOCk.COM

Iphan: órgão ligado ao Ministério da Cultura cuja missão é preservar o patrimônio cultural brasileiro.

• Levar o alunado a compreender

que tombar um bem é uma das formas de preservá-lo e evitar sua descaracterização.

• Explorar o importante papel social

do Iphan, órgão do Ministério da Cultura encarregado de zelar pelo Patrimônio Cultural Brasileiro.

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Texto de apoio Iphan é responsável por preservar, divulgar e fiscalizar os bens culturais brasileiros O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é uma instituição federal vinculada ao Ministério da Cultura, responsável por preservar, divulgar e fiscalizar os bens culturais brasileiros, além de garantir a utilização desses bens pela atual e futuras gerações. Criado em novembro de 1937, o Iphan foi estruturado por intelectuais e artistas brasileiros da época e, há mais de 60 anos, responde pela proteção e conservação de grande parte dos bens culturais do país. A administração desses patrimônios é feita por meio de diretrizes, planos, instrumentos de preservação e re-

latórios que informam a situação dos bens, o que está sendo feito e o que ainda deve ser realizado. São mais de 20 mil prédios tombados, 83 centros e conjuntos urbanos, 12.517 sítios arqueológicos cadastrados, além de mais de um milhão de objetos, cerca de 250 mil volumes bibliográficos, documentação e registros fotográficos e cinematográficos em vídeo. O Iphan está presente em todos os estados e alguns municípios brasileiros, distribuídos em 27 Superintendências e 25 Escritórios Técnicos espalhados pelo país, além de quatro Centros Culturais. A administração central funciona em Brasília e no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/cultura/2009/11/iphan-e-responsavel-porpreservar-divulgar-e-fiscalizar-os-bens-culturais-brasileiros>. Acesso em: 18 jan. 2018.

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Para os alunos • Cinemateca Capitólio – Patrimônio Histórico e Cultural. Duração: 6 min. Disponível em: <http://livro.pro/ru2odr>. Acesso em: 18 jan. 2018. O Rio Grande do Sul tem mais de 150 bens tombados pelo IPHAE. Conheça a Cinemateca Capitólio. Texto de apoio A passagem do tempo e a falta de manutenção periódica Todos os materiais, em maior ou menor grau, se degradam com a passagem do tempo. O sol, a chuva, o vento, as oscilações de temperatura e umidade, lenta e gradualmente alteram as propriedades físicas e químicas dos materiais tais como: aspecto, densidade, peso, volume, resistência, cor etc. Portanto, os cuidados de manutenção periódicos têm por objetivo retardar o desgaste inerente à matéria. A água é o principal inimigo da conservação dos edifícios. Este elemento acelera a degradação dos materiais como pedra, tijolo e argamassas, bem como a instalação de microorganismos (bactérias e fungos), plantas e seres vivos que atacam as madeiras. Também facilita os processos de oxidação e corrosão em materiais metálicos. Portanto, como princípio geral, a prevenção da deterioração dos materiais consiste em evitar a presença da água e seus efeitos. [...]

atiVidades 1. Leia o texto a seguir com atenção.

[...] O Museu das Missões, em São Miguel das Missões (RS), foi afetado no final da tarde do último domingo (24) por um temporal que atingiu a região [...]. O vento forte [...] danificou peças que estavam expostas no Pavilhão Lúcio Costa. A informação é de que esculturas de maior porte [...] tombaram e algumas peças foram arremessadas para fora do Vista interna do Museu das Missões. são prédio. [...] Miguel das Missões. rs, 2012. Desde o ocorrido, técnicos do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) [...] estão tomando as providências necessárias para a avaliação dos danos [...]. O trabalho conta com o apoio de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) [...]. gersOn gerLOFF/PuLsar IMagens

IMAGENS EM MOVIMENTO

Portal do Instituto Brasileiro de Museus. Disponível em: <http://www.museus.gov.br/nota-publica-sobre-danos-ao-museu-das-missoes-provocadospor-temporal-na-regiao>. acesso em: 12 jan. 2018.

Assinale as alternativas corretas: A notícia interessa somente ao Rio Grande do Sul, estado onde fica o museu.

a) b)

X

Apesar de estar na lista da Unesco como Patrimônio Material da Humanidade, São Miguel das Missões só é importante para o seu povo.

c)

d)

Os representantes do Iphan estão ajudando a avaliar os danos causados às obras do museu de São Miguel das Missões.

X

O Museu das Missões foi atingido por um temporal e por vento forte.

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Alterações no entorno Obras e construções novas no entorno (execução ou ampliação de estradas, prédios em altura, aterros, canalizações de serviços públicos, etc.) podem gerar alterações nas condições do local, tais como: insolação, circulação do ar, drenagem do solo, afundamentos e aterros, que afetam as edificações preexistentes. [...] Portanto, novas obras programadas não podem afetar os bens culturais e muito menos pôr em risco sua integridade. Devem contar com prévia aprovação e licenciamento para sua execução. Recomenda-se ao proprietário da edificação que exerça seu direito de cidadania e verifique na Prefeitura se as obras planejadas contam com as devidas aprovações. [...]

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Trepidações As trepidações são movimentos vibratórios periódicos, gerados pelo tráfego automotor, que chegam a ter significativa incidência quando combinados com outros agentes como recalques nos alicerces, estruturas e alvenaria. Os prédios localizados nas imediações de estradas e ruas de tráfego intenso são afetados pelas trepidações. Em conjuntos e setores urbanos de valor cultural recomenda-se proibir o tráfego de caminhões e ônibus de grande porte, restringir e controlar a velocidade do tráfego veicular leve. [...] Disponível em: <http://www.iphae.rs.gov.br/Main. php?do=DownloadDetalhesAc&item=32000>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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IMAGENS EM MOVIMENTO

2. Os itens a seguir são patrimônios da humanidade. Identifique, com PM, o que for Patrimônio Material, e com PI, o que for Patrimônio Imaterial. a) Cidade histórica de PM Ouro Preto

b) Centro Histórico de São Luís

c) Roda de capoeira

d) Frevo

PI

e) Centro Histórico da PM Cidade de Goiás

Para o professor • Patrimônio cultural: conceito. Duração: 9 min. Disponível em: <http://livro.pro/2k4uc3>. Acesso em: 30 dez. 2017.

PM

PI

f) Plano Piloto de Brasília

Este vídeo é um material didático do módulo “Memória e patrimônio” do curso de Gestão de Acervos Bibliográficos, Arquivísticos e Museológicos, promovido pela Fundação Joaquim Nabuco em parceria com o Grupo SABER Tecnologias Educacionais e Sociais da Universidade Federal de Pernambuco.

PM

rOBert naPIOrkOwskI/sHutterstOCk

O Patrimônio Cultural de Brasília é composto de monumentos e edifícios com valores histórico e estético, a exemplo do edifício da Catedral, que vemos na fotografia. Brasília. DF, 2014.

3. Leia o texto sobre um símbolo do frevo com atenção.

Hans VOn ManteuFFeL/OPçãO BrasIL IMagens

— Sombrinha — No começo, era usada para proteger do sol e até como arma, em caso de conflito. Com o passar do tempo, foi ficando menor e mais colorida e se tornando uma tradição e símbolo do frevo. O que é o frevo? Portal EBC. Disponível em: <http:// www.ebc.com.br/infantil/voce-sabia/2013/02/o-que-e-ofrevo>. acesso em: 12 jan. 2018.

Dançarino de frevo. Pe, 2013.

Agora, responda: • Hoje, a sombrinha tornou-se um símbolo do frevo; e no passado, qual era a função dela? No passado, ela era usada para proteger do sol e também como arma. Depois, foi ficando menor e ganhando cores, até tornar-se um símbolo do frevo.

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Logo após eleito presidente, Juscelino Kubitschek realizou, em 1957, o Concurso Nacional para o Plano Piloto de Brasília. O vencedor foi o arquiteto e urbanista Lucio Costa que, com o também arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer, concebeu uma das maiores realizações culturais do século XX. Inaugurada em 21 de abril de 1960, Brasília cumpriu sua missão histórica de promover a integração do território brasileiro e de interiorizar o desenvolvimento. Destaca-se a excepcional correspondência entre o projeto urbanístico de Lucio Costa e a arquitetura de Oscar Niemeyer, cuja imagem mais forte resulta do cruzamento entre os Eixos Monumental e Rodoviário, que define o seu esquema urbano e enfati-

Texto de apoio O conjunto urbanístico-arquitetônico de Brasília foi reconhecido pela Unesco, em 1987, como Patrimônio Material da Humanidade. Brasília foi concebida, projetada e construída entre 1957 e 1960. Seu conjunto urbanístico se constitui no principal artefato urbano produzido em consonância com os princípios urbanísticos e arquitetônicos do movimento moderno. Inserida no projeto nacional de modernização do país conduzido pelo então presidente Juscelino Kubitschek, sua construção e consolidação como capital do Brasil compõem um fenômeno geopolítico e social de grande desdobramento para a história brasileira.

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za o caráter representativo dos espaços públicos da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios, expresso nas formas do edifício do Congresso Nacional e do modo de morar concebido, definido pela Unidade de Vizinhança e suas superquadras. Atualmente, com cerca de 2,9 milhões de habitantes (IBGE/2016), Brasília é uma das maiores metrópoles do Brasil. Além de sediar o Governo Federal e ser um grande centro prestador de serviços, com acervo arquitetônico, urbanístico e paisagístico de grande beleza e singularidade. É uma cidade-parque, densamente arborizada, emoldurada pelo Lago do Paranoá. Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/359>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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Texto de apoio

O texto a seguir é da professora Maria de Lourdes Parreira Hortas, especialista em Educação Patrimonial. O que é, afinal, a educação patrimonial? Trata-se de um processo permanente e sistemático de trabalho educacional centrado no Patrimônio Cultural como fonte primária de conhecimento e enriquecimento individual e coletivo. A partir da experiência e do contato direto com as evidências e manifestações da cultura, em todos os seus múltiplos aspectos, sentidos e significados, o trabalho da Educação Patrimonial busca levar as crianças e adultos a um processo ativo de conhecimento, apropriação e valorização de sua herança cultural, capacitando-os para um melhor usufruto destes bens, e propiciando a geração e a produção de novos conhecimentos, num processo contínuo de criação cultural. O conhecimento crítico e a apropriação consciente pelas comunidades do seu Patrimônio são fatores indispensáveis no processo de preservação sustentável desses bens, assim como no fortalecimento dos sentimentos de identidade e cidadania. A Educação Patrimonial é um instrumento de “alfabetização cultural” que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à compreensão do universo sociocultural e da trajetória histórico-

VocÊ escritor! Em todas as cidades existem elementos que são importantes para seus moradores. Esses elementos fazem parte do Patrimônio Cultural Material, Imaterial e/ou Natural. Escolham um local importante para o seu município e preencham a ficha de inventário apresentada a seguir:

Ficha de inventário – Educação patrimonial 1. Nome e localização do lugar.

2. Imagem. • No espaço a seguir, insira fotografias ou desenhe o lugar escolhido.

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-temporal em que está inserido. Este processo leva ao reforço da autoestima dos indivíduos e comunidades e à valorização da cultura brasileira, compreendida como múltipla e plural. O diálogo permanente que está implícito neste processo educacional estimula e facilita a comunicação e a interação entre as comunidades e os agentes responsáveis pela preservação e estudo dos bens culturais, possibilitando a troca de conhecimentos e a formação de parcerias para a proteção e valorização desses bens. A metodologia específica da Educação Patrimonial pode ser aplicada a qualquer evidência material

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ou manifestação da cultura, seja um objeto ou conjunto de bens, um monumento ou um sítio histórico ou arqueológico, uma paisagem natural, um parque ou uma área de proteção ambiental, um centro histórico urbano ou uma comunidade da área rural, uma manifestação popular de caráter folclórico ou ritual, um processo de produção industrial ou artesanal, tecnologias e saberes populares, e qualquer outra expressão resultante da relação entre os indivíduos e seu meio ambiente. Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/uploads/ temp/guia_educacao_patrimonial.pdf.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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Texto de apoio

3. História (mudanças e permanências no lugar ao longo do tempo).

Estudando o monumento/ meio ambiente histórico Ao analisar um monumento ou sítio histórico é importante que os alunos sejam levados a considerar as dimensões do meio ambiente histórico em que eles se inserem, a avaliar a influência da ação e comportamento humanos sobre a paisagem natural, bem como a influência da paisagem local sobre esses comportamentos naquela localidade, que contribui para o seu “caráter” especial. As disciplinas de História, Geografia, Matemática, Estatística e Ciências Sociais são áreas que podem ser especialmente desenvolvidas nesta exploração. Um quadro de perguntas“-chave” pode ser aplicado no estudo de um monumento, um sítio e seu meio ambiente histórico.

4. Significados do lugar para a comunidade.

5. Atividades que acontecem no lugar.

6. Conservação: o lugar está bem cuidado ou malcuidado?

7. Recomendações. • Após fazer sua avaliação, deem sugestões para a preservação do lugar.

8. Debatam e elejam um lugar que, na opinião de vocês, deveria ser considerado Patrimônio Cultural do município onde vocês moram.

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Presente

Passado

Influência do passado no presente

Como é o lugar hoje?

Como era este lugar no passado?

Que elementos do passado podemos ver hoje?

Por que este lugar é assim hoje e Por que este lugar era deste modo no passado? como se diferencia ou se assemelha Como e por que ele se diferenciava ou se com outros lugares? assemelhava com outros lugares no passado? De que maneira este lugar se relaciona com outros lugares?

De que maneira este lugar estava relacionado com outros lugares?

Como este lugar está mudado e por quê?

Que mudanças aconteceram neste lugar ao longo do tempo e por quê?

Como seria viver neste lugar hoje?

Como seria viver neste lugar no passado?

Que influência estes elementos tiveram sobre este lugar e como essa influência se diferencia ou se assemelha ao que aconteceu em outros lugares? De que modo as relações existentes no passado influenciaram este lugar e o modo como ele se relaciona hoje com outros lugares? Como as mudanças ocorridas estão refletidas hoje neste lugar? Como o passado influencia o modo e a experiência de viver neste lugar hoje?

Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/uploads/temp/guia_educacao_patrimonial.pdf.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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VocÊ cidadão!

Patrimônio Mundial em Perigo A Conservação do Patrimônio Mundial é um processo contínuo. Incluir um sítio na Lista não serviria de nada se posteriormente o sítio viesse a se degradar, ou se alguma intervenção humana destruísse as características e qualidades que justificaram sua inclusão na Lista do Patrimônio Mundial. A credibilidade do Patrimônio provém do acompanhamento periódico de cada sítio, através de relatórios dos países sobre o estado de seus sítios. Além disso, existem medidas adotadas para preservá-los e também esforços realizados para aumentar o conhecimento e, consequentemente, o interesse do público pelo patrimônio cultural e natural. Caso haja alguma catástrofe natural sobre o bem ou sítio do Patrimônio Mundial, como um terremoto, inundação ou mesmo um dano causado por conflito armado, o Fundo do Patrimônio Mundial poderá ser acionado. Cria-se, então, uma Campanha Internacional de suporte técnico e financeiro para resgate do bem atingido. Este bem é incluído na Lista do Patrimônio Cultural ou Natural em Perigo. Da mesma forma, se um país não cumpre as obrigações derivadas da Convenção, da qual é Estado-parte, ele corre o risco de que organizações não governamentais, associações civis e outros grupos alertem o Comitê do Patrimônio Mundial sobre os possíveis perigos para os sítios. Neste caso, se o alerta é justificado e o problema é bastante grave, o sítio também é incluído na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo. Esta lista tem por objetivo chamar a atenção mundial para os fatores que ameaçam as características dos bens inscritos. Os sítios desta lista merecem uma atenção especial e são objeto de uma ação emergencial dos respectivos países.

1. Pesquisem um Patrimônio Material da Humanidade que conste da lista do Patrimônio Cultural ou Natural em Perigo. A seguir, escolham o bem que será objeto de estudo e preencham a ficha a seguir. Nome:

Resposta pessoal.

Local:

Resposta pessoal.

Data de tombamento:

Resposta pessoal.

Por que foi tombado?

Resposta pessoal.

Por que está em perigo?

Resposta pessoal.

2. Criem um cartaz para conscientizar as pessoas da importância desse bem para a humanidade. Apliquem desenhos ou imagens e as razões para ele constar da lista do Patrimônio em Perigo. 140

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Disponível em: <http://www.unesco.org/new/pt/ brasilia/culture/world-heritage/world-heritage-indanger>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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caPítulo

SENSIBILIZAÇÃO • Para dar início a uma aula dialoga-

2 marcos de memória

da, perguntar ao alunado:

– Vocês sabiam que o Brasil pertenceu a Portugal? – Sabiam que no dia 7 de setembro se comemora o dia em que o Brasil rompeu com Portugal, ou seja, o dia de sua independência?

Comemoração do 7 de setembro. são Paulo. Meados da década de 1980. JuCa MartIns/OLHar IMageM

– Quando e por que o 7 de Setembro foi transformado em feriado nacional e um marco de memória? – Na Bahia, a independência é comemorada em 2 de Julho. Por que será que isso acontece?

ENCAMINHAMENTO • Tomar as imagens relativas ao 7 de Setembro (a de um monumento e a de um desfile) para refletir sobre a construção e nomeação dessa importante data cívica brasileira.

Monumento à Independência. Museu Paulista. sP, 2009.

JuCa MartIns/OLHar IMageM

O Monumento à Independência foi projetado pelo italiano Ettore Ximenes e inaugurado em 7 de setembro de 1922 como parte das comemorações do centenário da independência política. Em 1952, foi acesa a pira do Altar da Pátria, vista em primeiro plano. Ela simboliza o “amor incondicional à Pátria”. A foto da parte superior da página mostra um desfile em comemoração ao 7 de Setembro.

A foto maior mostra o Monumento à Independência. Você sabe onde esse monumento fica? Quando e por que foi construído? O que será esse fogo em frente ao monumento? Já a foto menor é de uma comemoração do 7 de Setembro de 1822. Quando será que essa data foi transformada em “Dia da Independência”? Quando se tornou um marco? Você já participou de uma comemoração do 7 de Setembro ou assistiu pela televisão?

• Explicar que as datas comemorativas são marcos importantes na formação de uma memória coletiva oficial.

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Apresentamos a seguir o conceito de memória, memória individual e memória coletiva tal como formulado pela professora Olga R. M. Von Simson:

duo e se refere a suas próprias vivências e experiências, mas que contém também aspectos da memória do grupo social onde ele se formou [...].

[...] memória é a capacidade humana de reter fatos e experiências do passado e retransmiti-los às novas gerações através de diferentes suportes empíricos (voz, música, imagem, textos, etc.)

[...] memória coletiva [...] é aquela formada pelos fatos e aspectos julgados relevantes e que são guardados como memória oficial da sociedade mais ampla.

[...] memória individual [...] é aquela guardada por um indiví-

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Disponível em: <http://www.lite.fe.unicamp.br/ revista/vonsimson.pdf>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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página, pode-se perguntar aos alunos: – Como o Brasil tornou-se independente de Portugal?

– Será que a independência pode ser resumida ao gesto de D. Pedro I às margens do riacho do Ipiranga? – Ou a independência foi um processo?

ENCAMINHAMENTO • Informar que o Brasil pertenceu a Portugal por mais de 320 anos.

• Evidenciar que a independência

política do Brasil, que tem como marco o dia 7 de setembro, foi um longo processo que envolveu diferentes interesses e grupos sociais. De um lado, as Cortes portuguesas que exigiam a volta de D. Pedro I para Portugal e a permanência do Brasil no Império Português. De outro, a elite do Centro-Sul, que passou a desejar a permanência de D. Pedro I e a separação entre Brasil e Portugal. Aconselhado por José Bonifácio, D. Pedro I rompeu com Portugal.

• Trabalhar o conceito de Independência política do Brasil.

• Chamar a atenção dos alunos

para os eventos relacionados ao processo de independência do Brasil.

7 de setemBro Durante mais de 300 anos, o Brasil pertenceu a Portugal. Ou seja, o rei de Portugal governava também no Brasil. Este longo período de dominação portuguesa no Brasil ajuda a explicar por que a principal língua falada no Brasil é a língua portuguesa. A separação entre Brasil e Portugal não se deu da noite para o dia. Ocorreu depois de um processo de lutas entre os que queriam a separação e os que defendiam a permanência do Brasil no Império português. O dia da separação foi assim... Em 1822, o príncipe Dom Pedro I estava às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, quando recebeu várias cartas. Dentre elas, uma de Portugal e outra de José Bonifácio. A carta de Portugal exigia seu regresso imediato e ameaçava mandar tropas portuguesas, caso ele não cumprisse as ordens. A carta de José Bonifácio era um aviso: “Só existem dois caminhos: ou voltar para Portugal como prisioneiro ou proclamar a independência, tornando-se imperador do Brasil”. LuIZ sOuZa/FOtOarena

SENSIBILIZAÇÃO • Para iniciar o trabalho com esta

Monumento a José Bonifácio de andrada e silva, inaugurado em 7 setembro de 1872 para comemorar os 50 anos da independência política do Brasil. Largo de são Francisco de Paula. rio de Janeiro. rJ, 2016.

• Refletir sobre a aclamação de D. Pedro I como Imperador.

• Estimular a reflexão sobre o ca-

ráter sacral e ritualístico que, por vezes, as comemorações cívicas assumem reforçando visões do passado, tais como o culto ao herói, no caso a D. Pedro I, e omitindo as lutas pela independência que se travavam em várias províncias brasileiras, como Bahia, Piauí e Pará.

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • 1798 a 1834 – História do Brasil – Dom Pedro I. Duração: 8 min. Disponível em: <http://livro.pro/nw35xf>. Acesso em: 25 jan. 2018. O vídeo apresenta diversas informações sobre D. Pedro I, sua vida e o período em que foi imperador do Brasil.

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rei no Brasil, vinham incentivar a expansão econômica daquela área, ligada aos negócios do açúcar, do café e do tráfico de escravos [...] A elite política promotora da Independência não tinha interesse em favorecer rupturas que pudessem pôr em risco a estabilidade da antiga colônia. É significativo que os esforços pela autonomia, que desembocaram na Independência, concentraram-se na figura do rei e depois na do príncipe regente. [...]

Depois de ler as cartas, Dom Pedro I decidiu separar o Brasil de Portugal. Contam que ele gritou “independência ou morte!”; era 7 de setembro de 1822. O fato ficou conhecido como o Grito do Ipiranga. O Brasil agora estava separado de Portugal: tinha um governo próprio e podia fazer suas próprias leis.

aclamação de dom Pedro i Os maiores beneficiados com a separação foram os políticos da elite de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1822, esses grupos organizaram uma grande festa para aclamar Dom Pedro I imperador do Brasil. A data escolhida foi 12 de outubro, dia do aniversário do imperador. Uma multidão compareceu à festa. Dom Pedro I era, então, um homem popular e poderoso. BIBLIOteCa naCIOnaL, rIO De JaneIrO

FAUSTO, Boris. História do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp/Fundação do Desenvolvimento da Educação, 1998. p. 146-147.

Texto 2

aclamação do imperador Dom Pedro I pelo povo nas tintas de nicolas-antoine taunay (1755-1830).

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Texto de apoio

Os textos a seguir são de dois historiadores com posições diferentes, e divergentes, sobre a emancipação política do Brasil. Texto 1 [...] a emancipação do Brasil não resultou em maiores alterações da ordem social e econômica, ou da forma de governo [...] Uma das principais razões dessa continuidade se encontra na vinda da família real para o Brasil e na forma como se deu o processo de Independência. A abertura dos portos por parte de Dom João VI estabeleceu, como vimos, uma ponte entre a Coroa portuguesa e os setores dominantes da colônia, especialmente os que se concentravam no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Os benefícios trazidos para a região fluminense, com a presença do

[...] Em primeiro lugar, é preciso desmistificar a ideia de que a Independência foi feita sob o signo da continuidade e a organização do Império carregava as marcas da monarquia portuguesa [...]. O estudo das lutas sociais entre 1820 e 1824 [...] permite compreender a ruptura que a Independência assinalou em relação ao Antigo Regime e à monarquia absolutista portuguesa. Em segundo lugar, quando se leva em conta o intenso debate político da época e o envolvimento de diferenciados setores sociais nessas discussões, é possível perceber, com clareza, que o momento da Independência representou, pela primeira vez no Brasil, a elaboração prática de princípios do liberalismo, definidores de relações de dominação social burguesa, e que a escravidão não era incompatível com a nova ordem social que então se configurava. O que procuro apontar [...] é que a época da Independência teve enorme importância enquanto marco decisivo da formação do Estado liberal no Brasil [...] OLIVEIRA, Cecília Helena de Salles. A Independência e a construção do Império: 1750-1824. São Paulo: Atual, 1995. p. 2-3. (Discutindo a História do Brasil).

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ENCAMINHAMENTO • Explicar que nos três anos que se

seguiram à Independência, o 7 de setembro não tinha a importância que tem hoje; já o 12 de Outubro, aniversário de D. Pedro I e dia em que ele foi aclamado pelo povo imperador do Brasil, era a data mais importante da Nação.

• Esclarecer que, a partir de 1825, o

autoritarismo adotado por D. Pedro I tornou-o um imperador cada vez mais impopular. Com isso, o dia de seu aniversário e aclamação foi perdendo prestígio, enquanto o 7 de Setembro foi se firmando como “o dia da independência do Brasil”.

a transformação do 7 de setemBro em um marco de memória Nos três primeiros anos, a contar de 1822, o 7 de Setembro não tinha sido completamente aceito como o dia da independência do Brasil. A data mais importante da nação brasileira era o 12 de Outubro, dia do aniversário e da aclamação de Dom Pedro I pelo povo. Mas, durante seu reinado (1822-1831), Dom Pedro I adotou atitudes autoritárias e foi perdendo popularidade. No final do seu governo, o imperador tinha poucos aliados e muitos adversários. Em 1830, com a intenção de enfraquecer o imperador e a data de seu aniversário, seus adversários promoveram uma grande festa para comemorar o 7 de Setembro. Em 12 de Outubro, os apoiadores de Dom Pedro I revidaram com comemorações ainda mais espetaculares e vivas ao imperador. Meses depois, em 1831, pressionado por seus adversários, Dom Pedro I renunciou ao governo. Então, o 12 de Outubro deixou de ser feriado nacional e o 7 de Setembro passou a reinar sozinho como o “dia da independência do Brasil”.

O 12 de Outubro evocava a soberania popular, o dia em que o povo aclamou D. Pedro I. Por isso, esse dia não era bem visto pelos partidários de D. Pedro I. Já o 7 de Setembro lembrava a soberana decisão de D. Pedro de romper com Portugal. Por isso, tornou-se a data mais festejada pelos adversários dele.

• Reforçar que, com a abdicação do

• Aprofundar o assunto acessando o site: <http://livro.pro/pj97au>. Acesso em: 18 jan. 2018.

BIa aLVes/FOtOarena

imperador D. Pedro I, em 1831, o 12 de outubro perdeu a primazia para o 7 de Setembro, em definitivo. Completava-se, assim, o processo de transformação dessa data em um marco de memória. Desfile em comemoração ao 7 de setembro. rio de Janeiro. rJ, 2012.

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ATIVIDADES 1. Por que o dia 7 de setembro tornou-se uma data mais importante

para a memória da Independência? Resposta: Porque foi vista como um ato de heroísmo, de rompimento com Portugal e também a proclamação da Independência do Brasil.

2. Elabore um desenho que represente a Independência do Brasil. Procure ressaltar a sua visão sobre essa data.

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dialoGando

Pintura – Grito do Ipiranga, de Pedro Américo

Museu PauLIsta Da usP, sãO PauLO

• A imagem é uma reprodução do quadro Independência ou morte, do pintor Pedro Américo (1843-1905). Trata-se de uma pintura histórica encomendada pelo governo de Dom Pedro II. A obra é uma versão oficial do episódio da nossa história conhecido como Grito do Ipiranga; por isso, o quadro é enorme (mede 4,15 m × 7,6 m). Observe-a com atenção e responda.

Independência ou morte, de Pedro américo, 1888.

a) Qual é o tema do quadro? O Grito do Ipiranga. b) Quem é o personagem principal do quadro? Dom Pedro I, imperador do Brasil.

Ele está representado ao centro do quadro; a cavalo

c) Como ele está sendo representado? e erguendo a espada com a mão direita. O pintor pintou o momento em que isto teria ocorrido.

d) Responda com base no quadro: pode-se dizer que Dom Pedro I foi representado como herói? Sim, a intenção do autor foi justamente enaltecer a figura de Dom Pedro I, transformá-lo em um herói guerreiro.

e) O pintor do quadro presenciou a cena retratada?

Não. A cena se passa em 1822, e o pintor nasceu somente em 1843.

Disponível em: <http://noblat.oglobo.globo. com/noticias/noticia/2008/11/pintura-gritodo-ipiranga-de-pedro-americo-142762.html>. Acesso em: 4 jan. 2018.

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Independência ou Morte, de Pedro Américo, também conhecido como Grito do Ipiranga, é o principal símbolo da proclamação da Independência do Brasil, que é comemorada em 7 de setembro. A imagem, no entanto, não é exatamente uma fotografia do momento em que D. Pedro recebeu a carta que o deixou irado e o levou a pronunciar a famosa frase: “Independência ou Morte”. Enquanto a independência do Brasil foi proclamada em 1822, Pedro Américo só foi terminar de pintar o quadro em 1888, em Florença, na Itália. A obra foi encomendada pela Família Real, que investia na construção do Museu do Ipiranga, hoje oficialmente chamado Museu Paulista, que fica em São Paulo (SP). A ideia era ressaltar a monarquia – que já estava cambaleando e caiu em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República. Pedro Américo era um pintor histórico, que foi autor de outras obras com o mesmo cunho, como Batalha do Avaí, que retrata um dos eventos da Guerra do Paraguai. Também nesse caso, ele não estava presente. Assim, o Grito do Ipiranga é um quadro simbólico como várias outras pinturas históricas espalhadas pelo mundo.

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zendo as seguintes perguntas norteadoras: – Para vocês, o que é um herói? – Vocês sabem quem foi Tiradentes? – Sabem por que ele é considerado um herói? – O que vocês entendem por República? – Por que o dia 21 de abril tornou-se um marco de memória? – O que chama a atenção no quadro do Pedro Américo? – Que momento da história de Tiradentes está sendo representado? – Como o pintor representou o herói? Por quê?

ENCAMINHAMENTO • Trabalhar o conceito de República. • Construir com os alunos a noção de herói cívico.

• Reforçar que a República precisava de um herói.

• Explicar por que Tiradentes foi escolhido.

• Compreender a transformação do 21 de Abril em um marco de memória e refletir sobre isso.

ATIVIDADES • Faça uma breve pesquisa sobre Tiradentes e escreva um pequeno texto contando sua história. Sugestão de sites para pesquisa: <http://livro.pro/4tauti>, <http://livro.pro/wwgqf6>. Acessos em: 30 jan. 2018.

21 de aBril O Brasil foi um Império durante 67 anos. Mas, depois de um processo de disputa com idas e vindas, o marechal Deodoro da Fonseca, à frente de seus soldados, derrubou a Monarquia e, em 15 de novembro de 1889, proclamou a República no Brasil. A República recémHerói: pessoa reconhecida por seus -proclamada precisava de um feitos pelo povo de uma região ou herói. Alguém republicano e, ao de um país; pessoa com a qual a mesmo tempo, ligado à nossa coletividade se identifica. independência. Alguém que 21 de Abril: dia da execução de tivesse lutado pela liberdade e Tiradentes na forca. pela República e estivesse “vivo” na memória do povo. Tiradentes foi o escolhido. Em 21 de abril de 1890, foi feita a primeira homenagem oficial a ele. O dia de sua morte foi transformado em feriado nacional. Estava presente à comemoração o então presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca. Não existia nenhum retrato de Tiradentes feito por alguém que o tivesse conhecido pessoalmente. Durante o desfile de 1890, o pintor Décio Villares distribuiu uma imagem em que aparecia o busto de Tiradentes, corda ao pescoço, barba e cabelos longos, ar e olhar serenos, à semelhança da imagem de Tiradentes. Décio Villares. 1890. acervo: Museu Cristo. nacional de Belas artes. Começou aí a transformação de Tiradentes no que ele é hoje: um dos personagens mais conhecidos da história do Brasil.

aCerVO Museu naCIOnaL De BeLas artes (MnBa), rIO De JaneIrO

SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se introduzir o assunto, fa-

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IMAGENS EM MOVIMENTO Para os alunos • Tiradentes. Duração: 7 min. Disponível em: <http://livro.pro/iqqe4m>. Acesso em: 3 jan. 2018. Vídeo sobre a vida de Tiradentes.

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ENCAMINHAMENTO • Filtrar, mediar e comentar as res-

a transformação do 21 de aBril em um marco de memória

postas dos alunos na seção Dialogando.

No início da República, havia uma preocupação em eleger um herói republicano e criar ou recriar mitos de origem e de fundação. A pintura de Pedro Américo foi produzida nesse contexto.

Museu MarIanO PrOCóPIO, JuIZ De FOra

Nos anos seguintes, o 21 de Abril continuou sendo comemorado em várias partes do país. A exaltação de Tiradentes e da data de sua morte contou também com o talento do pintor Pedro Américo. Em 1893, ele pintou um óleo chamado Tiradentes esquartejado (270 cm × 165 cm). O quadro contribuiu para a valorização do herói e do sacrifício que ele fez pela independência do Brasil. O dia de sua morte, 21 de abril, consolidou-se como um marco de memória; uma data para ser lembrada e comemorada todos os anos. O quadro ficou durante muito tempo na sala de reuniões da Câmara Municipal de Juiz de Fora e hoje está no Museu Mariano Procópio, na mesma cidade, em Minas Gerais.

Tiradentes esquartejado, pintura a óleo de Pedro américo, produzida na Itália em 1893.

dialoGando Pintando a cabeça do mártir da independência ao lado do corpo crucificado do maior

a) Por que será que Pedro Américo pintou a cabeça de Tiradentes ao lado da imagem de Jesus Cristo crucificado? mártir do Cristianismo, o artista buscou assemelhar Tiradentes a Jesus Cristo.

b) Observe que as partes do corpo de Tiradentes estão dispostas de modo a lembrar o mapa do Brasil. Para você, o que isso pode significar? Resposta pessoal. O artista quis, provavelmente, transmitir a ideia de uma relação estreita entre o herói e a pátria.

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Texto de apoio Nos últimos anos de sua vida, Tiradentes foi considerado um traidor, na época, o pior crime que alguém poderia cometer. Sua casa foi queimada. O terreno, salgado para que ali não nascesse nenhuma espécie vegetal. Seus filhos e netos foram considerados infames. Sua filha Joaquina, por exemplo, teve que passar a vida escondendo a identidade. Durante os 67 anos de império, Tiradentes foi totalmente esquecido. Seu nome simplesmente não aparecia nos livros. O motivo é muito simples: o Brasil era uma monarquia, Tiradentes tinha lutado pela República. Além disso, os imperadores D. Pedro I e D. Pedro II eram neto e bisneto da rainha que mandou Tiradentes para a forca. Com a proclamação da República, ele passou de traidor a herói. Bem mais tarde, em 1965, o General Castello Branco elevou Tiradentes a Patrono da Nação. No ano seguinte, um decreto tornou obrigatório que sua imagem tenha sempre barba. Assemelhavam-na, assim, à de Jesus Cristo. Como observa o historiador José Murilo de Carvalho no clássico A formação das almas, o apelo à tradição cristã do povo brasileiro contribuiu para o êxito de Tiradentes como herói republicano. Enfim, a imagem atual de Tiradentes foi sendo construída durante a República. Em cada momento da história do Brasil, Tiradentes foi visto de uma maneira diferente, variando de acordo com os interesses dos governantes e as necessidades do momento. Texto do autor.

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SENSIBILIZAÇÃO • Pode-se introduzir o trabalho com esta página dizendo aos alunos que a Lei Áurea foi e continua sendo importante para nós brasileiros. E, a seguir, perguntar: – O que dizia essa lei? – Essa lei foi assinada em 13 de maio; qual o significado dessa data no passado?

o 13 de maio e a comunidade neGra Vimos que, depois de lutas intensas dos próprios escravizados e de pessoas livres contrárias à escravidão, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, proibindo a escravidão no Brasil. A Lei Áurea foi comemorada por todo o país com festas, missas a céu aberto e comícios, que reuniram um grande número de pessoas. O escritor Machado de Assis, que presenciou a Abolição, disse que aquele dia foi de “delírio público”.

– E hoje, o 13 de Maio tem o mesmo significado que teve no passado?

InstItutO HIstórICO e geOgrÁFICO BrasILeIrO, rIO De JaneIrO

ENCAMINHAMENTO • Destacar que, em 1888, as come-

morações do 13 de Maio no Rio de Janeiro foram efusivas e duraram dias.

• Debater a importância e os limites da Lei Áurea.

• Refletir sobre a situação de penúria dos libertos após a assinatura da Lei Áurea.

• Esclarecer que o racismo pode

também ser entendido como uma teoria ou crença segundo a qual a “raça branca” é superior às demais.

ATIVIDADES • Debata com seus colegas e

responda: Você já foi vítima de racismo? Conhece alguém que foi? Se sim, conte o caso.

IMAGENS EM MOVIMENTO Para o professor • A abolição dos escravos – Brasil Império. Duração: 20 min. Disponível em: <http://livro.pro/y74v4x>. Acesso em: 4 jan. 2018.

Missa campal de ação de graças comemorando a assinatura da Lei Áurea. rJ, 1888.

Para os recém-libertos, Racismo: preconceito contra indivíduos porém, o 13 de Maio não trouxe pertencentes a uma etnia diferente, os benefícios esperados. Eles não geralmente considerada inferior. receberam terra para plantar e nenhum tipo de ajuda do governo. Sem terra, sem instrução, sem dinheiro e sem apoio do governo, muitos migraram para as cidades em busca de emprego. Lá chegando, tinham de aceitar os piores serviços, os mais baixos salários e a convivência com o racismo. 148

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Documentário produzido pela TV Escola, no qual se discute o processo de abolição da escravatura no Brasil.

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SENSIBILIZAÇÃO • Propor uma roda de conversa e

a construção do 20 de noVemBro

perguntar aos alunos:

Ao longo das décadas seguintes, boa parte da comunidade negra continuou sem acesso à instrução e habitando morros ou cortiços nas grandes cidades. Diante disso, iniciou uma outra luta para mudar essa situação. Durante essa caminhada, os representantes dessa comunidade passaram a dizer que o 13 de Maio valorizava a princesa Isabel e omitia a participação dos negros nas lutas pelo fim da escravidão. Nesse contexto, o poeta rio-grandense-do-sul Oliveira Silveira teve a ideia de marcar o dia 20 de novembro, dia da morte do líder negro Zumbi dos Palmares. Na visão dele, o Quilombo de Palmares foi a maior manifestação de resistência negra ocorrida na nossa história. E o dia da morte de seu principal líder, Zumbi dos Palmares, é que deveria ser comemorado por todos nós, brasileiros. Por isso, no dia 20 de novembro de 1971, um sábado, no Clube Náutico Marcílio Dias, fez-se a primeira grande homenagem a Zumbi dos Palmares. Pela primeira vez na história do Brasil, a comunidade negra construía uma data cívica, escolhendo quando e o que comemorar. A comemoração do 20 de Novembro no Rio Grande do Sul repercutiu em várias outras partes do Brasil.

– Quem foi Zumbi? – Qual a importância de Zumbi para a nossa história? – O que levou a comunidade negra brasileira a criticar o 13 de Maio e valorizar o 20 de Novembro? – Você sabia que a ideia de marcar o 20 de Novembro partiu do poeta Oliveira Silveira, do Rio Grande do Sul?

ENCAMINHAMENTO • Chamar a atenção dos alunos para a história de Zumbi.

• Analisar a construção do dia 20 de novembro.

• Esclarecer que o 20 de Novembro

HÉCtOr góMeZ

foi a primeira data cívica brasileira construída por um movimento popular.

• Conhecer o processo de transfor-

mação do 20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra – em um marco de memória.

ATIVIDADES • Elabore um painel sobre o Dia da Consciência Negra, sua construção e transformação em um marco de memória.

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Para os alunos • Zumbi de Palmares, presente na luta! Duração: 14 min. Disponível em: <http://livro.pro/yn8a84>. Acesso em: 4 jan. 2018. Vídeo sobre a importância do 20 de Novembro e o resgate da imagem de Zumbi dos Palmares, como herói.

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Escolas do Maranhão comemoram o Dia Nacional da Consciência Negra Durante esta semana várias escolas da Rede Estadual de Ensino apresentaram atividades culturais em comemoração à “Semana Nacional da Consciência Negra”, que tem como ponto alto o dia 20 de novembro [...], data que lembra o aniversário de morte de Zumbi dos Palmares – [...]. O C.E. Y Bacanga [...] aproveitou a data para reforçar os diálogos com a comunidade estudantil sobre a situação da população negra no país. [...] “Esta semana tem um papel importante nas discussões dos vários aspectos que envolvem o papel do negro na sociedade brasileira [...]. E nós não podemos deixar de oportunizar aos nossos estudantes momentos de debates e reflexões sobre preconceito, discriminação, mas, também, sobre autoestima, conquistas e empoderamento do negro quanto ao seu papel na sociedade”, disse a professora Jesane Nina, coordenadora do projeto.

a transformação do 20 de noVemBro em um marco de memória Em Salvador, em 1978, o Movimento Negro Unificado (MNU) propôs esse dia como Dia Nacional da Consciência Negra. A proposta foi aceita por grupos, associações e movimentos negros de todo o país. Até 1978, o dia que marcava a luta pelo fim da escravidão era o 13 de Maio; a partir de então, a data para relembrar essa luta passou a ser o 20 de Novembro. A comunidade negra construía, assim, um herói, Zumbi dos Palmares, e uma data cívica, o 20 de Novembro, transformando-o em Dia Nacional da Consciência Negra. Nascia, assim, um novo marco de memória. Já o 13 de Maio passou a ser um dia para refletir sobre o racismo no Brasil e buscar formas para superá-lo. Hoje, o 20 de Novembro é comemorado em grande parte do Brasil e nesse dia é feriado em mais de 1 000 municípios brasileiros.

grupo de cultura afro durante apresentações na Praça Onze, em frente à estátua de Zumbi, para celebrar o Dia nacional da Consciência negra, na cidade do rio de Janeiro. rJ, 2008.

ZÉ MartInussO/OPçãO BrasIL IMagens

Texto de apoio

Disponível em: <http://www.ma.gov.br/ agenciadenoticias/educacao/escolas-da-redeestadual-comemoram-o-dia-nacional-daconsciencia-negra>. Acesso em: 25 jan. 2018.

Semana da Consciência Negra é comemorada nas escolas As escolas da rede estadual de ensino celebram em todo Paraná a Semana da Consciência Negra. [...] O Ceebja Poty Lazzarotto, em Curitiba, envolve toda comunidade escolar ao promover a semana da consciência negra. Os participantes lotaram as salas de aula para assistirem a palestras, filmes, apresentações artísticas, fazer oficinas e rodas de leitura. “É um dos momentos de culminância desses trabalhos, que são interdisciplinares e envolvem não só a equipe que prepara o evento, mas também os professores, funcionários e alunos”, contou a coordenadora da equipe multidisciplinar, Elair Macedo. [...]

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Em Toledo, o Colégio Estadual Jardim Gisele programou a semana inteira para as comemorações. Entre as atividades estão um concurso de soletrar palavras de origem africana, uma gincana na qual os alunos respondiam questões sobre Zumbi dos Palmares. “Aprendemos várias palavras e eu ganhei a competição, e também aprendi que todos devem ter o mesmo direito e nunca ter preconceito, não importa a cor da pele do outro.”, conta o estudante do 6o ano, João Vitor Ramos, de 12 anos. [...] “É muito importante trabalhar com isso, não só porque eu sou negra, mas porque todos nós buscamos um mundo melhor [...] ninguém pode ter menos oportunidades por ser branco ou negro, pobre ou rico, gordo ou magro”, disse a diretora Iracema Maria de Sá. [...] Disponível em: <http://www.educacao.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=4010>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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Texto de apoio

ATIVIDADES 1. Retome a leitura do capítulo e assinale V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas no que se refere ao 7 de Setembro. a) b)

c)

d)

F V

V

V

No dia seguinte ao grito do Ipiranga, o 7 de Setembro já foi aceito como a data da independência do Brasil. Nos primeiros anos de Independência, o 12 de Outubro, data da coroação de Dom Pedro I, era mais importante que o 7 de Setembro. No final do reinado de Dom Pedro I, seus adversários comemoraram com mais ênfase o 7 de Setembro com intenção de enfraquecer o governante. Durante o reinado de Dom Pedro I, o 12 de Outubro foi perdendo importância e o 7 de Setembro passou a ser comemorado como o dia da Independência.

2. Assinale a alternativa correta. A escolha de Tiradentes como herói só ocorreu em 1890 e está relacionada com: a) a necessidade da República em ter um herói que fosse republicano e tivesse lutado pela independência. b) a intenção do marechal Deodoro da Fonseca em exaltar heróis que o tivessem ajudado a proclamar a República no Brasil. c) a admiração do marechal Deodoro da Fonseca por Tiradentes, que participou ativamente da proclamação da República. d) o fato de Tiradentes ter tido uma morte trágica por conta de sua participação na luta em defesa da Monarquia. 3. Conceitue racismo. Hostilidade em relação a pessoas pertencentes a uma etnia diferente, geralmente considerada inferior.

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O resultado, em 7 de setembro, foi o conhecido brado de “independência ou morte”, isto é, o grito do Ipiranga, que hoje é celebrado como a declaração de independência do Brasil. Entretanto, para os contemporâneos, este fato não teve significado especial, sendo noticiado apenas sob a forma de um breve comentário no jornal fluminense O Espelho, com data de 20 de setembro. Para a maioria dos atores principais, a separação, embora parcial, já estava consumada. [...] [...] Tornava-se necessário, somente, oficializar a separação, o que veio a ocorrer com a aclamação de D. Pedro como imperador constitucional do Brasil em 12 de outubro, seguida pela coroação de 10 de dezembro. Tais eventos estabeleceram, em sentidos diferentes, os fundamentos do novo Império. A festividade do 12 de outubro, dia de aniversário do soberano, foi, sobretudo, uma festa sob as aparências de uma grande comemoração cívica. [...] Apesar da primazia concedida ao Trono e ao Altar nos “vivas”, o discurso do presidente do Senado da Câmara, José Clemente Pereira, e os comentários que surgiram na imprensa desagradaram ao imperador. Um e outro procuravam demonstrar a origem popular do título, chegando a Gazeta do Rio, de 15 de outubro, a afirmar que o defensor perpétuo do Brasil preenchia o “sublimado emprego de imperador constitucional”. Os coimbrãos reagiram com um decreto definindo o título do soberano como D. Pedro, pela graça de Deus e unânime aclamação dos povos, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil [...], o que representava certo retorno aos antigos usos, em que o monarca retirava seu poder, primeiro, de Deus, e, em segundo lugar, dos homens. [...] [...] O Império do Brasil nascia mais próximo ao ideário do Antigo Regime do que daquele das novas práticas liberais. SILVA, Alberto da Costa. História do Brasil Nação: 1808 – 2010 – Volume 1 – Crise colonial e independência. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. p. 97-99.

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SENSIBILIZAÇÃO • Propor uma roda de conversa e

4. Leia o texto a seguir com atenção.

– Vocês já foram vítimas de racismo ou conhecem alguém que foi? – Vocês já assistiram a alguma manifestação de racismo no esporte? – Na TV, as personagens negras continuam desempenhando papéis secundários? – E no cinema, continuam atuando apenas em papéis subalternos?

ENCAMINHAMENTO • Promover uma reflexão acerca das

manifestações de racismo presentes em vários campos da vida social brasileira.

A Lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel em 1888 A Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, foi assinada em 13 de maio de 1888. A data, no entanto, não é comemorada pelo movimento negro. [...] “Naquele momento, faltou criar as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade”, disse Luiza Bairros [doutora em Sociologia]. [...] Por que os negros não comemoram o 13 de maio, dia da abolição da escravatura? Último Segundo – iG. Disponível em: <http://ultimosegundo.ig.com.br/ educacao/2015-05-13/por-que-os-negros-naocomemoram-o-13-de-maio-dia-da-abolicao-daescravatura.html>. acesso em: 22 jan. 2018.

ATIVIDADES • Criem uma campanha de com-

aCerVO ICOnOgraPHIa

perguntar aos alunos:

Crianças em favela no rio de Janeiro. rJ, 1925.

bate ao racismo.

Com base na leitura do texto, assinale V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas.

IMAGENS EM MOVIMENTO

a)

Para o professor • O Xadrez das Cores: o preconceito e o desafio da acolhida da diversidade. Duração 21 min. Disponível em: <http://livro.pro/onrk7z>. Acesso em: 4 jan. 2018. Este curta-metragem é um filme sobre a questão do preconceito nas relações humanas entre brancos e negros. Todavia, o filme nos convida a ir além da “questão racial”! Fala também de solidão, de cuidado, de superação.

b) c)

d)

F

O movimento negro reconhece o dia 13 de Maio como aquele em que se concretizou a abolição real da escravatura.

V

Apesar de ser o dia oficial da Abolição, o dia 13 de Maio não é comemorado pelos membros do movimento negro.

F

V

Após a Lei Áurea, em 1888, foram criadas as condições necessárias para a integração da comunidade negra à sociedade brasileira, como, por exemplo, o acesso à escola. Para o movimento negro, o 13 de Maio deve ser repensado, pois, apesar da abolição formal, os negros continuaram excluídos.

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Texto de apoio As primeiras décadas pós-emancipação foram mente ou de que poderiam se desfazer na primeira decisivas para os sentidos de liberdade, cidadania esquina da liberdade. Estavam marcados nos corpos e autonomia. A questão parecia ser não tanto quem e nas mentes – nunca em termos biológicos, mas eram os protagonistas da liberdade, mas sim quais por expectativas políticas. Lutar por terra, autonoos significados desta. Liberdade para quê? [...] mia, contratos, moradias e salários – enfrentar a O que significava ser cidadão, ser integrado ou costumeira truculência – era reafirmar direitos, intransformar-se em brasileiro? Ex-escravos e seus fiteresses e desejos redefinidos, também, em termos lhos não precisaram ser alertados para reconhecer étnicos, coletivos e culturais. Havia muita coisa em que entre a herança e o legado do cativeiro estavam disputa. Para a população negra não era apenas uma suas identidades reinventadas em parentescos, viaposta num futuro melhor, mas o desejo de bancar sões de mundo, lembranças e recordações – tudo o próprio jogo. permanentemente modificado e reconstituído. Não GOMES, Flávio dos Santos. Negros e política (1888-1937). eram apenas fardos que arrastariam inexoravelRio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. p. 11-12.

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Texto de apoio

VocÊ escritor!

No futebol, a face mais explícita do racismo [...] “Atletas estão criando coragem para denunciar. Isso já é um avanço”, diz o pesquisador Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, que elabora um levantamento anual de ocorrências de racismo relacionadas ao esporte mais popular do país. De acordo com dados do Observatório, o futebol brasileiro já registrou 36 casos de racismo ou injúria racial contra árbitros, técnicos, torcedores e, sobretudo, jogadores em 2017, 11 a mais do que em todo ano passado. [...] Além de ofensas entre rivais em campo, tem aumentado também a incidência de casos de racismo explícito, como xingamentos a atletas em redes sociais e nas arquibancadas. “O ambiente do futebol reflete a sociedade. Pelo momento político do país, que tem observado o crescimento de discursos de ódio [...], o racismo está mais escancarado”, afirma Carvalho. [...] “Ainda permanece a ideia de que, no futebol, vale tudo. E de que a hostilidade preconceituosa ‘faz parte do jogo’, encarando o racismo como algo aceitável”, analisa Marcel Diego Tonini, historiador e cientista social da Universidade de São Paulo. [...]

Muitos municípios brasileiros comemoram o dia 20 de novembro e neles essa data é feriado. Procure saber se, no seu município, o 20 de Novembro é feriado. Se for, pesquise e escreva quais são e onde ocorrem as comemorações. Caso não seja, você concorda ou discorda disto? Por quê? Professor, o objetivo é refletir sobre a data e estimular a capacidade de argumentar em defesa de um ponto de vista e contestar contra-argumentações.

Observe a imagem ao lado com atenção. 
 a) Na fotografia, vemos o jogador Lionel Messi segurando uma flâmula; você sabe o que significa a frase nela escrita?

LLuIs gene/aFP

VocÊ cidadão!

Não ao racismo. Respeito. 


b) Você já foi vítima de algum tipo de preconceito? Como você se sentiu? 


Jogadores antes da partida de Barcelona contra Manchester City. Barcelona. espanha, 2016.

c) Faça um cartaz ou grave um vídeo com o seu celular com o tema “O respeito ao outro”. Respostas pessoais. 153

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Desde 2014, ano em que o ex-volante Tinga ouviu grunhidos imitando o som de macaco como provocação de torcedores no Peru, em um jogo da Copa Libertadores, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adotou a campanha “Somos todos iguais”, que exibe faixas e mensagens contra o racismo nos estádios. No entanto, segundo adverte Carvalho, a campanha educativa é insuficiente para enfrentar a discriminação cada vez menos velada que avança sobre o futebol, principalmente pela falta de investigação e punição por parte da CBF dos casos denunciados. [...] “Nunca vi nenhum dirigente da CBF condenar duramente um

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ato de racismo no futebol”, afirma Carvalho. “A confederação sempre se esquiva para proteger clubes filiados, que raramente são punidos por ofensas racistas de seus torcedores ou jogadores. Isso só contribui para desencorajar as vítimas a denunciarem.” [...] Em outubro, o governo do Rio de Janeiro sancionou uma lei estadual que prevê multa de até 155.000 reais para clubes que não tomarem providências, como a identificação de agressores, diante de atos racistas nos estádios. [...] Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/16/ deportes/1510857476_990270.html>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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ENCAMINHAMENTO

INTEGRANDO COM... LÍNGUA PORTUGUESA

O poema fala dos sentimentos do próprio autor; por essa razão, ele utiliza a 1a pessoa (eu) na escrita da maioria dos versos.

• Comentar que os africanos não vieram para o Brasil; foram trazidos à força.

Encontrei minhas origens Encontrei minhas origens Em velhos arquivos ....... livros encontrei em malditos objetos troncos e grilhetas encontrei minhas origens no leste no mar em imundos tumbeiros encontrei em doces palavras

• Realizar com os alunos uma roda

de conversa para dialogar sobre a importância de valorizarmos a matriz africana da cultura e história brasileiras.

• Conversar sobre a história da África e sobre a importância do legado africano para a sociedade brasileira.

• Aprofundar o assunto acessando

o site: <http://livro.pro/3ptz75>. Acesso em: 18 jan. 2018. Texto de apoio

....... cantos em furiosos tambores ....... ritos encontrei minhas origens na cor da minha pele nos lanhos de minha alma em mim em minha gente escura em meus heróis altivos encontrei encontrei-as enfim me encontrei.

Oliveira Silveira. Roteiro dos tantãs, 1981. Edição do autor: 1981.

ILUSTRAÇÕES: LEKAH OLIVEIRA

O trabalho com as datas comemorativas no Ensino de História Tradicionalmente, o ensino de História nos anos fundamentais estava atrelado a datas comemorativas. Sua lembrança é prática arraigada no cotidiano escolar e atravessa os espaços da escola. Isso estaria superado? Sabemos que a inutilidade de um ensino voltado para decorar nomes e datas e para comemorar feitos de heróis duvidosos foi amplamente propalada e concordamos com isso, mas concordamos também com Circe Bittencourt: “Queiramos ou não, as datas são suportes da memória”. Elas podem ser “entendidas como formas de registros do tempo que se ligam à memória dos indivíduos e das sociedades e se tornam marcos [...] transformadas em comemorações, passam a ter poder, a ser referências” (Bittencourt, 2007:11-2). Assim, propomos aqui que as efemérides sejam, sim, comemoradas na escola, mas de uma nova maneira. Para decidir quais datas devem ser consideradas, é importante que o professor de História adote os seguintes procedimentos.

Grilhetas: argolas de ferro usadas para prender ou castigar os escravizados. Tumbeiros: navios especializados no tráfico de africanos. Lanhos: marcas de chicote na pele.

Oliveira Silveira.

Lima Barreto.

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1o

Discutir com o grupo de professores o planejamento de História e decidir quais são as datas mais importantes para serem trabalhadas com os alunos.

2o

Escolher datas de modo que não se repitam as mesmas do 1o ao 5o ano.

3o

Decidir quais serão os conceitos que devem ser trabalhados tendo como inspiração ou mote a data escolhida.

4o

Aproveitar a oportunidade da data para o trabalho com os temas transversais.

5o

Colaborar com seus conhecimentos históricos para ajudar os demais professores a contextualizar historicamente as datas comemorativas (entender suas origens, suas diferentes leituras feitas por distintos grupos sociais e/ou em diferentes épocas, sua importância ou não para a história e a sociedade brasileira).

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s. e

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“Encontrei minhas origens”.

2. O que o poeta quis dizer com: “Encontrei minhas origens / Em velhos arquivos / ....... livros”? Ele quis dizer que pesquisou em livros e arquivos e pôde conhecer sua história.

3. Pela leitura do poema, é possível saber quais são as características físicas do poeta? Justifique com trechos do poema. Sim; o poeta é negro, afrodescendente: ”encontrei minhas origens / na cor da minha pele / [...] em minha gente escura”.

4. Lemos um trecho da poesia de Oliveira Silveira. Agora, pesquisem sobre outros artistas afrodescendentes e, com as imagens deles, montem uma exposição fotográfica legendada. Alguns exemplos: Escritores: Carolina de Jesus, Lima Barreto. Músicos e compositores: Dona Ivone Lara, Gilberto Gil, Seu Jorge. Atores: Ruth de Souza, Lázaro Ramos.

FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de História para o ensino fundamental I: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. p. 177-179.

ILUSTRAÇÕES: LEKAH OLIVEIRA

ra r

Uma sugestão é confeccionar uma linha do tempo de forma que fique visível na sala de aula durante o ano todo. Nessa linha, no decorrer do ano, vão-se acrescentando datas de maneira a enfatizar determinados conceitos históricos que podem estar relacionados com elas: liberdade, luta pelos direitos humanos, luta por direitos civis, contribuições relacionadas à arte, à cultura, à ciência etc. Nessa linha do tempo, também é possível mencionar os personagens históricos de relevo regional e nacional. Alguns exemplos de datas ainda pouco lembradas nas escolas, mas que são de grande importância para a História cultural do Brasil: Inauguração da Semana da Arte Moderna (que destaca a necessidade da livre expressão por meio da pintura, escultura, música, literatura), Dia do Livro Infantil, Dia Internacional da Alfabetização.

1. Copie um trecho do poema que prove que ele foi escrito em 1a pessoa.

Dona Ivone Lara.

Gilberto Gil.

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OUTR AS LEITUR AS UNIDADE 1

ra GloBal Edito

temPo e caLendÁrio

o Povo PaTaXÓ e sUas HisTÓrias. angthichaY, araribY, Jassanã, manguahã e kanÁtYo. são PauLo: gLobaL, 2002. nesse livro, professores pataxós escrevem e ilustram histórias que tratam do cotidiano e dos hábitos de seu povo.

lorElYn MEdina/ sHUttErstoCk.CoM

@ MaUriCio

itora/ dE soUsa Ed Editora Ftd

o livro das anTiGas CivilizaÇÕes. mauricio de sousa. são PauLo: Ftd, 2013. Com a ajuda da turma da Mônica, o livro apresenta um pouco dos hábitos e da história de sete civilizações antigas que muito contribuíram para o desenvolvimento da humanidade. a obra ainda conta com atividades e curiosidades muito interessantes!

UNIDADE 2

diversidade. tatiana beLinkY. são PauLo: Ftd, 2015. os versos da escritora tatiana Belinky mostram como as diferenças precisam ser respeitadas e o quanto elas tornam o nosso dia a dia mais divertido.

Editora Ftd

lorElYn MEdina/sHUttErstoCk.CoM

deClaraÇÃo Universal dos direiTos HUmanos. ruth rocha e otaVio roth. são PauLo: saLamandra, 2014. Essa adaptação infantil do documento criado pela organização das nações Unidas possibilita que crianças entendam de maneira simples e divertida o caminho que a humanidade precisa trilhar para alcançar a paz, a igualdade, o amor e o respeito.

salaMandra

cidadania: Passado e Presente

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UNIDADE 3

Poesias Para a Paz. césar obeid e Jonas ribeiro. são PauLo: editora do brasiL, 2016. a dupla César obeid e Jonas ribeiro criou nesse livro poemas cheios de ritmo e rimas que tratam da paz. dessa maneira, crianças de diversas idades podem se divertir e refletir sobre esse tema.

Panda Book

s

Editora do

Brasil

Linguagens e debates

aBC em liBras. benedicta a. costa dos reis e sueLi ramaLho segaLa. são PauLo: Panda books, 2009. Com esse livro, o leitor pode aprender o alfabeto dactilológico (os sinais feitos com as mãos que representam as letras em libras) e a própria língua portuguesa. ao final do livro encontram-se várias curiosidades sobre cada uma das línguas apresentadas!

UNIDADE 4

Editora Ftd

Patrimônios da humanidade e marcos de memória

100 anos de frevo. mariangeLa VaLença. reciFe: editora cePe, 2016. livro sobre o frevo elaborado pela bailarina Mariangela Valença. nele, a autora se torna personagem, a professora Marifrevo, que dá uma aula sobre esse estilo de dança, que é um dos maiores ícones da cultura pernambucana.

Editora CEPE

CaPoeira e liBerdade. aroLdo macedo e oswaLdo Faustino. são PauLo: Ftd, 2007. luana mora em Cafindé, um remanescente de quilombo. a menina resolve procurar um antigo berimbau para ajudar o velho atino, um senhor solitário que mora em uma casa afastada da comunidade. o instrumento perdido havia sido construído pelo avô de atino com a madeira de um navio negreiro. durante essa busca, luana acaba viajando no tempo graças a um berimbau mágico. aprenda com a menina um pouco mais sobre a capoeira!

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REFERÊNCIAS BIBLIOGR ÁFICAS BAKOS, Margaret. Egiptomania: o Egito no Brasil. São Paulo: Paris Editorial, 2004. BARRETO, Euder Arrais et al. (Organizadores). Patrimônio cultural e educação: artigos e resultados. Goiânia: UFGO, 2008. BRASlL. Estatuto da criança e do adolescente (1990). Estatuto da criança e do adolescente [recurso eletrônico]: Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, e legislação correlata. 14. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2016. (Série legislação; n. 237). BROIDA, Marian. Egito antigo e Mesopotâmia para crianças. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. São Paulo: Civilização Brasileira, 2016. CASCO, Ana Carmem Amorim Jara. Sociedade e educação patrimonial. Iphan, 2005. Disponível em: <http://portal. iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/sociedade_e_educacao_patrimonial(1).pdf>. Acesso em: 29 jan. 2018. CHIQUETTO, Marcos. Breve história da medida do tempo. São Paulo: Scipione, 1996. FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa. Ensino de História para o fundamental I: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. FLORÊNCIO, Sônia Regina Rampim et al. Educação patrimonial: histórico, conceitos e processos. Brasília, DF: Iphan; DAF; COGEDIP; Ceduc, 2014. Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/ Educacao_Patrimonial.pdf>. Acesso em: 16 fev. 2014. FUNARI, Pedro Paulo. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2003. GESSER, Audrei. Libras, que língua é essa? São Paulo: Ed. Nacional, 2009. GRUNBERG, Evelina. Manual de atividades de educação patrimonial. Brasília, DF: Iphan, 2017. GUARINELLO, Norberto L. História antiga. São Paulo: Contexto, 2014. (Coleção História na Universidade). HORTA, Maria de Lourdes Parreiras; GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia básico de educação patrimonial. Brasília, DF: Iphan; Museu Imperial, 1999. JACQ, Christian. As egípcias: retratos de mulheres do Egito faraônico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. LEAKEY, Richard E. A origem da espécie humana. Trad. Alexandre Tort. Rio de Janeiro: Rocco, 1995. MENESES, Ulpiano Toledo Bezerra de. O campo do patrimônio cultural: uma revisão de premissas. In: Iphan. I Fórum Nacional do Patrimônio Cultural: Sistema Nacional de Patrimônio Cultural: desafios, estratégias e experiências para uma nova gestão. Ouro Preto/MG, 2009. Brasília, DF: Iphan, 2012, p. 25-39. (Anais; v. 2, t. 1). NAPOLITANO, Marcos. 1964: História do Regime Militar Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2013. PEREIRA, Maria Cristina da Cunha et al. Libras: conhecimento além dos sinais. São Paulo: Pearson, 2011. PINSKY, Carla Bassanezi; PINSKY, Jaime (Organizadores). História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2013. PERRY, Marvin. Civilização Ocidental: uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 2015. REDE, Marcelo. A Mesopotâmia. São Paulo: Saraiva, 2002. SILVA, Alberto da Costa e. A África explicada aos meus filhos. São Paulo: Agir, 2008. SOUZA, Flavio de. Direitos Universais das Crianças e dos Jovens. São Paulo: FTD, 2015. VON SIMSON, Olga Rodrigues de Moraes. Memória, cultura e poder na sociedade do esquecimento: o exemplo do centro de memória da UNICAMP. Disponível em: <http://www.lite.fe.unicamp.br/revista/vonsimson. pdf>. Acesso em: 29 jan. 2018. ZUCCHI, Bianca Barbagallo. O ensino de história nos anos iniciais do ensino fundamental: teoria, conceitos e uso de fontes. São Paulo: Edições SM, 2012.

SITES Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Disponível em: <www.vmptbr.mae.usp.br>. Acesso em: 6 fev. 2018. Portal Iphan. Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/>. Acesso em: 6 fev. 2018.

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M ATERIAL COMPLEMENTA R - M A PAS

daCosta MaPas

Brasil (PolÍTiCo) 50°O Boa Vista

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Macapá

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São Luís Fortaleza

Manaus

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MARANHÃO

PARÁ

Teresina

PIAUÍ ACRE Rio Branco

Porto Velho

Palmas

GOIÁS

PERNAMBUCO

Recife

Maceió

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Aracaju Salvador

OCEANO ATLÂNTICO

BRASÍLIA Goiânia

MINAS GERAIS

MATO GROSSO DO SUL

Belo Horizonte

Campo Grande

SÃO PAULO São Paulo

PARANÁ

ESPÍRITO SANTO Vitória

RIO DE JANEIRO Rio de Janeiro

Curitiba

SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL Capital de país

João Pessoa

PARAÍBA

DISTRITO FEDERAL

Cuiabá

nio e Capricór Trópico d

Natal

BAHIA

MATO GROSSO

OCEANO PACÍFICO

RIO GRANDE DO NORTE

ALAGOAS

TOCANTINS

RONDÔNIA

CEARÁ

Florianópolis

Porto Alegre

Capital de estado Limite estadual Limite internacional

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290

Fonte: MEU 1o atlas. 4. ed. rio de Janeiro: iBGE, 2012. p. 98.

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Equador

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140°O

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1. Andorra 2. Albânia 3. Azerbaijão 4. Bósnia-Herzegovina 5. República Tcheca 6. Liechtenstein 7. Hungria 8. Croácia 9. São Cristóvão e Nevis

160°O

P Ilha da Páscoa (RCH)

100°O

10. Luxemburgo 11. Mônaco 12. Macedônia 13. Países Baixos 14. Federação Russa 15. Eslováquia 16. Eslovênia 17. Emirados Árabes Unidos 18. Vaticano

120°O

I. Pitcain (GB)

80° O

BRASÍLIA

60° O

Cabo Horn

Terra do Fogo

40° O

Geórgia do Sul (GB)

I. da Trindade (BR)

A

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Mar de Weddel

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MONTEVIDÉU URUGUAI

BUENOS AIRES

ASSUNÇÃO

ARGENTINA

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20°L

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OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO

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60°L

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MAURÍCIO PORT LOUIS Reunião (F) MADAGASCAR

ANTANANARIVO

SUAZILÂNDIA LESOTO ÁFRICA Cabo da Boa Esperança DO SUL

NAMÍBIA GABORONE MAPUTO BOTSUANA PRETÓRIA WINDHOEK

ZIMBÁBUE

ZÂMBIA LUSAKA L. Kariba HARARE

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80°L

100°L

OCEANO ÍNDICO

OCEANO PACÍFICO

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120°L

140°L

Tasmânia

Grande Baía Australiana

CANBERRA

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Círculo Polar Antártico

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Mar da Tasmânia

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1 650

NOVA ZELÂNDIA

Mar de Coral SUVA VANUATU

WELLINGTON

Nova Caledônia

PORT-VILA

AUSTRÁLIA

MORESBY

Fonte: atlas geográfico escolar. 6. ed. rio de Janeiro: iBGE, 2012. p. 32.

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20° O

OCEANO ATLÂNTICO

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OCEANO PACÍFICO

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BRASIL

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Havaí (EUA)

OCEANO ATLÂNTICO

Terra de Francisco José

Mar de Barents

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20° S

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Trópico de Câncer

OCEANO PACÍFICO

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40° N

Grande Lago do Escravo

Terra de Baffin

BENIN TOGO GANA

ESTÔNIA Mar de LETÔNIA REINO DINAMARCA Mar de Bering HELSINKI do LITUÂNIA UNIDO Mar OSLO L. Ladoga 14 Okhotsk Norte TALLINN (FEDERAÇÃO RUSSA) IRLANDA 13ESTOCOLMOPOLÔNIA BELARUS RIGA ALEMANHA BÉLGICA MOSCOU COPENHAGUE 5 UCRÂNIA 10 6 15VILNA Lago MINSK CAZAQUISTÃO Winnipeg LONDRES FRANÇABERLIMÁUSTRIA L. Baikal MOLDÁVIA DUBLIN ASTANA Golfo de 16 7 KIEV MONGÓLIA SUÍÇA VARSÓVIA Sakhalin ROMÊNIA 8 Biscaia PRAGA Grandes I. Vancouver 11VIENAITÁ BUDAPESTE 4 Mar NegroGEÓRGIA Lagos Terra Nova ULAN BATOR PARIS 1 UZBEQUISTÃO 12 18 OTTAWA ls BULGÁRIA ESPANHA CHISINAU L. Balkhash QUIRGUISTÃO COREIA 2 Mar do ARMÊNIA 3 PORTUGAL BUCARESTE DO NORTE Japão ESTADOS UNIDOS BISHKEK GRÉCIA TADJIQUISTÃO SÓFIA TURCOMENISTÃO Córsega BEIJING Hokkaido TBILISI TURQUIA BAKU COREIA (PEQUIM) ROMA TASHKENT O MALTA Ã CHIPRE Sardenha SÍRIA DO SUL Açores (P) EREVAN MADRI PYONGYANG IST Mar Medite ANKARALÍBANO J LISBOA WASHINGTON DUSHANBE rrâneo AN Sicília CHINA Honshu TUNÍSIA ATENAS IRÃ ASHKHABAT SEUL MARROCOS ISRAEL IRAQUE EG TÚNIS RABAT ARGEL Mar da Creta BAGDÁ TEERÃKUWAIT CABUL Madeira TÓQUIO Is. Bermudas JORDÂNIA (P) DAMASCO (GB) China NEPAL NOVA PAQUISTÃO Kyushu ARGÉLIA TRÍPOLI ISLAMABAD BUTÃO Is. Canárias DÉLHI LÍBIAJERUSALÉM AMÃ Oriental BAREIN Pérsic Golfo do BAHAMAS (E) SAARA CAIROEGITO o México MÉXICO BANGLADESH CATAR OCIDENTAL Is. Ryukyu KATHMANDU ABU DHABI 17 TAIPEI TAIWAN NASSAU ARÁBIA RIAD CUBA ÍNDIA REPÚBLICA HAVANA MIANMAR Mar das L. Nasser SAUDITA DOMINICANA HANÓI DACA MASCATE LAOS BELIZE OMÃ HAITI MAURITÂNIA MALI Filipinas Golfo ANTÍGUA E BARBUDA PORT-AU-PRINCE NÍGER CHADE CIDADE DO MÉXICO JAMAICA Mar do Mar da SÃO DOMINGOS VIETNÃ Hainan 9 SUDÃO CABO VERDE de VIENTIANE Bengala GUATEMALA BELMOPAN NOUAKCHOTT HONDURAS CaribeKINGSTON DOMINICA IÊMEN Guadalupe (F) TAILÂNDIA Arábia ERITREIA Mar da SENEGAL SANTA LÚCIA BARBADOS MANILA BURKINA Golfo BURKINA YANGUN Martinica (F) GÂMBIA TEGUCIGALPA CARTUM GUATEMALA EL SALVADOR L. Chade BAMACO ASMARA SANA CAMBOJA China NICARÁGUA FILIPINAS FASO FASONIAMEI GRANADA ILHAS Guam (USA) SAN SALVADOR DJIBUTISocotra de Áden AN’DJAMENA S Meridional BANGCOC (Iêmen) GUINÉGUINÉUAGADUGO MANÁGUA SRI COSTA RICA CARACASTRINIDAD E TOBAGO RI ESTADOS FEDERADOS MARSHALL REP. ADIS PANAMÁ PHNOM PENH -BISSAU Koror GÉ ABEBA SUDÃO LANKA I VENEZUELA SAN JOSÉ ETIÓPIA DA MICRONÉSIA N COSTA PANAMÁ CENTRO- DO SUL GEORGETOWN PALAUPalikir DALAP-ULIGA-DARRIT ABUJA SERRA PARAMARIBO GUIANA LIBÉRIA DO -AFRICANA MONRÓVIA COLOMBO MALDIVAS BRUNEI GUIANA FRANCESA BANGUI L. Turkana BOGOTÁ LEOA MARFIM GUINÉ KUALA LUMPUR UGANDA COLÔMBIA MALÁSIA S SURINAME (FRA) BAIRIKI IAUNDÊ MALE Is. Galápagos EQUATORIAL MOGADÍSCIO REP.KAMPALA DEM. Sumatra (EC) QUÊNIA CINGAPURA DO SÃO TOMÉ Lago QUITO GABÃO NAURU Arq. de EQUADOR Bornéu RUANDA LIBREVILLE M NAIRÓBI KIRIBATI CONGOVitória Fernando de Noronha E PRÍNCIPE VICTORIA ePAPUA NOVA (BR) BRAZZAVILLE BURUNDI JACARTA l KINSHASA INDONÉSIA SEICHELES aGUINÉ Lago DILI TANZÂNIA Tanganica DODOMA Tuvalu Java ILHAS SALOMÃO L. LUANDA COMORES HONIARA Niassa PORT TIMOR LESTE PERU MORONI LIMA

CANADÁ

Baía de Hudson

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