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Ciências ROBERTA APARECIDA BUENO HIRANAKA Mestra em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP). Bacharel e licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-SP). Autora e editora de livros didáticos de Ciências.

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COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS

5O. ANO

ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS

MANUAL DO PROFESSOR

São Paulo | 1a. edição | 2018

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Conectados Ciências – 5o ano (Ensino Fundamental – Anos iniciais) Copyright © Roberta Aparecida Bueno Hiranaka, 2018

Lauri Cericato Silvana Rossi Júlio Luciana do Nascimento Leopoldino Julia Bolanho da Rosa Andrade, Vitor Hugo Rodrigues, João Paulo Bortolucci Assessoria Belisa Monteiro, Maria da Graça Barros Gerente de produção editorial Mariana Milani Coordenador de produção editorial Marcelo Henrique Ferreira Fontes Gerente de arte Ricardo Borges Coordenadora de arte Daniela Máximo Projeto gráfico Bruno Attili, Juliana Carvalho Projeto de capa Juliana Carvalho Ilustração de capa Bruna Assis Brasil Supervisor de arte Vinicius Fernandes Editor de arte Leandro Brito Diagramação Select Editoração, Salvador Netto Tratamento de imagens Ana Isabela Pithan Maraschin, Eziquiel Racheti Coordenadora de ilustrações e cartografia Marcia Berne Ilustrações Daniel Bogni, Eber Evangelista, Estúdio Ampla Arena, Estúdio Ornitorrinco, Héctor Gómez, Leo Teixeira, MAAL Ilustra, Rodrigo Figueiredo/ YANCOM Cartografia Allmaps Coordenadora de preparação e revisão Lilian Semenichin Supervisora de preparação e revisão Izabel Cristina Rodrigues Revisão Carolina Manley, Cristiane Casseb, Edna Viana, Iara R. S. Mletchol, Kátia Cardoso, Lucila Segóvia, Pedro Fandi, Yara Affonso Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Elaine Bueno Iconografia Danielle Alcântara, Enio Lopes, Mário Coelho, Priscilla Liberato Licenciamento de textos Marianna Moretti, Bárbara Clara, Carla Marques Supervisora de arquivos de segurança Silvia Regina E. Almeida Diretor de operações e produção gráfica Reginaldo Soares Damasceno Diretor editorial Gerente editorial Editora Editores assistentes

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Hiranaka, Roberta Aparecida Bueno Conectados ciências, 5o ano : componente curricular ciências : ensino fundamental, anos iniciais / Roberta Aparecida Bueno Hiranaka. — 1. ed. — São Paulo : FTD, 2018. ISBN 978-85-96-01256-0 (aluno) ISBN 978-85-96-01257-7 (professor) 1. Ciências (Ensino fundamental) I. Título. 17-11521 CDD-372.35 Índices para catálogo sistemático: 1. Ciências : Ensino fundamental 372.35

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à

EDITORA FTD. Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300 Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

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Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33 Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

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APRESENTAÇÃO Idealizar um projeto educativo para o mundo contemporâneo exige um olhar abrangente para o contexto cultural em que vivemos. A complexidade das diferentes relações entre indivíduos e a sociedade e a troca de informações em escala global multiplicam as possibilidades de acesso a dados e fatos, levando todos os envolvidos na educação a facilitar e propiciar aos sujeitos receber, selecionar, ordenar, gerir e utilizar as informações de forma reflexiva e crítica. Cada vez mais, a educação busca criar contextos e situações a fim de que os sujeitos desenvolvam a autonomia, para fazer análise e seleção de informações e, principalmente, para ampliar o processo de criação. Esses sujeitos são alunos e professores produtores, inventores e investigadores. Esta coleção de Ciências para os anos iniciais do Ensino Fundamental contém mais que um conjunto de textos e atividades; há nela a possibilidade de os alunos levantarem questionamentos e fazerem reflexões, que se transformam em descobertas e, mais importante, em novas perguntas. Professor, a coleção e todas as orientações presentes neste Manual pretendem apoiar e orientar o seu trabalho na jornada letiva, estimulando também seu lado curioso, investigativo, pesquisador e criativo. Dessa forma, você e seus alunos podem desenvolver ainda mais a autonomia para o aprendizado e a consciência de agir individual e coletivamente para o bem da sociedade.

Um excelente trabalho! A autora.

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SUM ÁRIO CONHEÇA O MANUAL DO PROFESSOR ....................................... V ORIENTAÇÕES GERAIS DE CIÊNCIAS ......................................... VII Para que ensinar Ciências? – uma Ciência por todos e para todos .................................................................................... VII Educação para todos ............................................................................... VIII Alfabetização no Ensino Fundamental – anos iniciais.............................. X Professor: repensando seu papel em um momento de transição ................................................................................................ XI O que é Ciência? Como pensa um cientista? .......................................... XII Uma breve história do método científico e do uso das habilidades de investigação científica na escola .................................... XV Fundamentação teórico-metodológica: a alfabetização científica ...................................................................... XVIII Avaliação: como fazer? ........................................................................... XXI Algumas estratégias que favorecem os objetivos desta coleção .......................................................................................... XXII Por que integrar as aulas com recursos digitais? ................................XXVII Base Nacional Comum Curricular .........................................................XXIX

ESTRUTURA DA COLEÇÃO .................................................... XXXII QUADRO PROGRAMÁTICO DA COLEÇÃO............................ XXXIV BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E RECOMENDADA ................ XXXVI QUADROS DE CONCEITOS, OBJETOS DE CONHECIMENTO, HABILIDADES E COMPETÊNCIAS DO 5o ANO ..................... XXXVII Fichas de avaliação individual ............................................................... XLIV Ficha de autoavaliação ........................................................................ XLVIII

ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS Unidade 1 – Os alimentos ...........................................................................8 Unidade 2 – A digestão e a respiração .....................................................26 Unidade 3 – A circulação e a excreção .....................................................46 Unidade 4 – Evolução da vida ...................................................................64 Unidade 5 – A água ...................................................................................86 Unidade 6 – Vivendo em equilíbrio com o planeta ...............................106 Unidade 7 – Eletricidade e magnetismo ................................................128 Unidade 8 – A observação dos astros no Universo ................................152

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CONHEÇA O MANUAL DO PROFESSOR Este Manual do Professor apresenta orientações didáticas para apoiar a prática pedagógica dos docentes. As orientações estão organizadas em duas partes: orientações gerais para Ciências e orientações específicas para o ano. As orientações gerais contemplam os fundamentos teórico-metodológicos da coleção, a relação da coleção com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e algumas tendências da educação e outros as-

pectos importantes para a consciência do papel do professor. As orientações específicas apresentam reprodução das páginas do livro do aluno, com as devidas respostas ou respostas sugeridas, as expectativas de aprendizagem, as habilidades da BNCC e as orientações didáticas para apoiar o trabalho com o conteúdo abordado. São orientações que visam apoiar o planejamento do professor.

PÁGINAS DE ABERTURA DE UNIDADE

Recursos pedagógicos

Habilidades da BNCC

Relação dos recursos didáticos que dão suporte para o trabalho com os conceitos da unidade. Podem ser: ilustrações, fotografias, diagramas, tabelas, infográficos, entre outros.

PRINCIPAIS CONCEITOS

UNIDADE

• Dia e noite. • Períodos do dia.

LEO LEO TEIXEIRA TEIXEIRA

Apresentação das habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) contempladas na unidade.

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RECURSOS PEDAGÓGICOS Os recursos pedagógicos utilizados nesta unidade são:

• • • • •

NOITE E DIA

HABILIDADES DA BNCC

Fotografia. Ilustração. Tirinha. Pintura. Calendário.

CONEXÕES

• (EF01CI05) Identificar e nomear diferentes escalas de tempo: os períodos diários (manhã, tarde, noite) e a sucessão dos dias, semanas, meses e anos. • (EF01CI06) Selecionar exemplos de como a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos e de outros seres vivos.

Para o aluno: Livro • FRANÇA, Mary; FRANÇA, Eliardo. Uma viagem à Lua. São Paulo: Ática, 2000. Os Pingos – sete criaturinhas nascidas de uma gota de tinta – fazem uma deliciosa viagem pelo espaço, desvendando os mistérios do Universo. Para o aluno e o professor: Site • NASA KIDS’ CLUB. Disponível em: <http://livro.pro/7gsvw7>. Acesso em: 17 out. 2017. Site da NASA (em inglês) voltado às crianças.

CONVERSE COM OS COLEGAS E RESPONDA ÀS QUESTÕES.

3. O O céu céu éé claro. claro. Podemos Podemos ver ver oo Sol Sol e, e, ocasionalmente, ocasionalmente, nuvens. nuvens. 3.

1. O QUE VOCÊ OBSERVA NO CÉU DESSA IMAGEM? Lua, as as estrelas estrelas ee oo céu céu escuro. escuro. AA Lua,

2. QUAIS ANIMAIS VOCÊ VÊ? ELES ESTÃO Uma coruja, coruja, Uma DORMINDO OU ACORDADOS? um sapo, sapo, um um vaga-lume, vaga-lume, um um grilo grilo ee dois dois morcegos. morcegos. Os Os animais animais estão estão um

3. COMO É O CÉU DURANTE O DIA? O ativos, acordados. acordados. QUE PODEMOS VER NELE? ativos,

ESQUEMA ILUSTRATIVO. ILUSTRATIVO. ESQUEMA OS ELEMENTOS ELEMENTOS NÃO NÃO FORAM FORAM OS REPRSENTADOS EM EM PROPORÇÃO PROPORÇÃO DE DE REPRSENTADOS TAMANHO ENTRE ENTRE SI. SI. AS AS CORES CORES NÃO NÃO TAMANHO CORRESPONDEM AOS AOS TONS TONS REAIS. REAIS. CORRESPONDEM

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Para iniciar esse tópico, explicar aos alunos que, nos tempos antigos, o ser humano provavelmente prestava mais atenção no céu e nas estrelas do que nos dias de hoje. Por meio da posição das estrelas e de outros astros no céu, as pessoas se orientavam, podiam planejar as plantações ou se localizar nas navegações pelo

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diversas de ocupar o ambiente: o hábito noturno é comum a muitos animais. Os alunos nesse estágio de desenvolvimento utilizam principalmente a observação. Aproveitar para enfatizar que a observação é um meio importante de obter dados e, por isso, é uma das formas da metodologia científica. Para um estudo inicial do céu, estimular a classe a descrever o que observa durante o dia e durante a noite, ou como está a Lua a cada dia da semana.

oceano. Elas também olhavam para o céu e imaginavam histórias, formando figuras com as constelações.

ENCAMINHAMENTO Explorar a imagem das páginas de abertura com os alunos. Pedir que digam quais animais estão presentes na ilustração. Possivelmente, os alunos conhecem animais “que ficam acordados” durante a noite, como corujas e morcegos. Essa oportunidade pode ser usada para apresentar alguns hábitos dos animais. Espécies diferentes exploram maneiras

• Atividade 3. Pode ser que algum aluno cite a Lua. Lembre-se de que a Lua

é visível no céu diurno em algumas etapas de seu ciclo.

ATIVIDADE Se houver disponibilidade, organizar uma visita a um observatório astronômico. Um passeio como este é uma oportunidade de motivar os alunos, ao sair do espaço formal, e desenvolver atividades relacionadas aos assuntos abordados nesta unidade. Explicar antes que, para ver o Universo, os astrônomos utilizam poderosas lentes de aumento nos telescópios ou lunetas.

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Encaminhamento Orientações didáticas Início das orientações para o encaminhamento dos conteúdos abordados nas respectivas páginas.

Sensibilização Sugestões didáticas para o levantamento de saberes dos alunos sobre o assunto abordado ou para contextualizar a sequência de atividades.

Comentários e orientações para o desenvolvimento dos conteúdos abordados. Aprofundam-se conceitos trabalhados no livro do aluno, e são apresentados complementos de atividades e outras informações importantes para o encaminhamento em sala de aula.

Esta coleção apresenta para o professor material complementar, em formato digital, com estratégias e recursos de ensino para auxiliar a prática pedagógica.

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DESENVOLVIMENTO DO CONTEÚDO

Conexões

Principais conceitos

Sugestões de sites, livros, revistas, artigos, músicas e outros recursos para ampliar o trabalho do professor e apoiar a aprendizagem dos alunos.

Relação dos principais conceitos abordados nestas páginas ou seção.

2.O AMBIENTE

PRINCIPAIS CONCEITOS

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

• Compreender o ciclo vital como característica exclusiva dos seres vivos.

EXISTEM SERES VIVOS EM QUASE TODOS OS LUGARES DO MUNDO. ALGUNS SÃO MUITO PEQUENOS, COMO AS BACTÉRIAS, QUE SÓ PODEM SER VISTAS COM A AJUDA DE MICROSCÓPIOS. OUTROS SÃO MUITO GRANDES, COMO AS BALEIAS. KANATE/SHUTTERSTOCK.COM

BELUSHI/SHUTTERSTOCK.COM, JAMES CAVALLINI/LATINSTOCK.COM

MICROSCÓPIO: APARELHO UTILIZADO PARA AMPLIAR A IMAGEM DE OBJETOS PEQUENOS.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Observar seres vivos na própria sala de aula é uma forma estimulante de começar o estudo do tema. Se houver possibilidade de mostrá-los para os alunos, é preciso, no entanto, que sejam disponibilizados cuidado e tempo para que esses seres continuem vivos; não estimular a classe a construir um terrário (ou aquário, formigueiro, entre outros) se não houver um local apropriado para deixá-lo ou alguém para cuidar dele na ausência da turma. Mais do que meros objetos de estudo, estamos tratando de seres vivos, com suas necessidades e particularidades. Havendo a possibilidade do estudo dos seres vivos na classe, montar previamente um desses modelos. Envolver as crianças na atividade, responsabilizando-as pela alimentação ou limpeza do ambiente dos seres vivos, por exemplo.

PARA COMEÇAR O ESTUDO DE CIÊNCIAS, VAMOS ESTUDAR O QUE HÁ NO AMBIENTE. 1. SE VOCÊ ESTIVESSE NO AMBIENTE MOSTRADO NA PINTURA ACIMA, QUE OUTROS SERES VIVOS IMAGINA QUE PODERIA ENCONTRAR? Respostas possíveis: insetos, aranhas, lagartos, lagartixas, aves e outros animais que poderiam viver em um quintal como esse.

• Atividade 1. Os alunos podem citar alguns animais que poderiam viver em um local como este da pintura, como insetos, aranhas, lagartos, lagartixas, aves, entre outros. • Atividade 2. Após a leitura do texto sobre os seres vivos, é possível que os alunos reconheçam quais são os elementos não vivos da imagem: a água, o ar e as rochas.

NO AMBIENTE TAMBÉM HÁ ELEMENTOS QUE NÃO TÊM VIDA, COMO A ÁGUA, O AR E AS ROCHAS. ELES SÃO CHAMADOS ELEMENTOS NÃO VIVOS.

Ampliação

KANATE/SHUTTERSTOCK.COM

KA NA TE /SHU TT ER ST OC K.CO M

2. QUAIS SÃO OS ELEMENTOS NÃO VIVOS NO AMBIENTE MOSTRADO NA FOTOGRAFIA AO LADO? A água, o ar e as rochas. PRAIA NA ITÁLIA, 2017.

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ENCAMINHAMENTO Explorar a pintura com os alunos. Pedir que a observem atentamente. Incentivar que descrevam o ambiente. É possível que os alunos identifiquem a menina, os gansos ou patos, o peru, as árvores e outras plantas como seres vivos.

AS BACTÉRIAS PODEM SER VISTAS COM A AJUDA DE UM MICROSCÓPIO. (AMPLIAÇÃO: 2 MIL VEZES.)

FUNDO DE QUINTAL COM MENINA, DE PEDRO WEINGÄRTNER, 1913. ÓLEO SOBRE TELA. DIMENSÕES: 16 CENTÍMETROS × 25 CENTÍMETROS. BENTO GONÇALVES/COLEÇÃO PARTICULAR

O número que aparece nas legendas de fotografias feitas com auxílio do microscópio mostra quantas vezes a imagem foi ampliada em relação ao tamanho original do item mostrado. Explique aos alunos que esses números geralmente são muito grandes porque o objeto/ser é muito pequeno; é preciso ampliar a imagem muitas vezes, com a ajuda do microscópio, até que possamos enxergá-lo.

AL KANCELLO/ALAMY/FOTOARENA

Sugestões didáticas para o levantamento de saberes dos alunos sobre o assunto abordado ou para contextualizar a sequência de atividades.

vivos e não vivos.

KANATE/SHUTTERSTOCK.COM

Sensibilização

• Compreender que existem elementos

Para o aluno: Livro • VASQUES, Marciano. Uma dúzia e meia de bichinhos. 6. ed. São Paulo: Atual, 2009. Borboleta, joaninha, vaga-lume, centopeia, cigarra, formiga, abelha e muitos outros bichinhos desfilam pelas páginas desse livro de poemas. Com a sensibilidade do olhar infantil, os versos retratam a beleza e as características de pequenos seres que vivem ao nosso redor, mas muitas vezes passam despercebidos aos nossos olhos.

OS SERES VIVOS TAMBÉM SE REPRODUZEM. ISSO QUER DIZER QUE ELES PODEM GERAR OUTROS SERES PARECIDOS COM ELES.

PEDRO WEINGÄRTNER. COLEÇÃO PARTICULAR

• Seres vivos e elementos não vivos.

CONEXÕES

OS SERES VIVOS SÃO AQUELES QUE TÊM VIDA. OS ANIMAIS E AS PLANTAS SÃO SERES VIVOS. ELES NASCEM, CRESCEM E MORREM.

OBSERVE COM ATENÇÃO. QUAIS SERES A menina, os gansos ou patos, o peru, as árvores e VIVOS VOCÊ VÊ NESTA PINTURA? outras plantas.

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Esse tema possibilita fazer um trabalho de oralidade, usando a habilidade de comparação. Pedir aos alunos que comparem uma menina e uma boneca. Fazer perguntas como: “Que características tem a menina que a fazem ser reconhecida como um ser vivo?”; “Que características tem a boneca que a fazem ser reconhecida como um elemento não vivo?”. Permitir que os alunos citem as características que acharem mais adequadas. Ao final, conversar com eles sobre as características próprias dos seres vivos, como o seu

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AMPLIAÇÃO

ciclo vital. É possível também, usando termos como maior e menor, pedir aos alunos que comparem o tamanho de diferentes seres vivos. Explicar que há seres vivos muito pequenos, visíveis apenas com instrumentos que permitem a ampliação de imagens, como o microscópio. Se houver microscópio na escola, permitir que os alunos conheçam esse equipamento e também, se for possível, observem algum material (como uma gota de água de um rio, na qual certamente poderão ser observados alguns seres microscópicos).

Os seres vivos ilustrados nos livros não foram representados em proporção de tamanho entre si. Dessa forma, nas fotografias ou ilustrações, um elefante pode aparecer, na página de um livro, do mesmo tamanho de um cachorro. Para o aluno, isso nem sempre é problema, já que muitos animais são conhecidos e a criança sabe o seu tamanho relativo. Entretanto, há seres vivos e objetos distantes da realidade do aluno que, quando representados no papel, podem trazer dúvidas quanto ao seu tamanho

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real, comprometendo o entendimento. Nesses casos, é muito importante a intervenção do professor. Com os alunos dessa faixa etária, trabalhar com comparações concretas quando as figuras gerarem dúvidas: “De que tamanho é esse animal?”; “É maior do que um carro?”; “É da sua altura?”; “O que é maior, um coqueiro ou um pé de mandioca?”. Sempre que possível, usar a régua ou a fita métrica para demonstrar aos alunos o tamanho real dos seres vivos e dos objetos representados nos livros.

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Expectativas de aprendizagem Relação das expectativas de aprendizagem para o trabalho desenvolvido nas respectivas páginas das seções.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

MÃO NA MASSA

• Saúde e higiene.

NESSA ATIVIDADE VOCÊ VAI REFLETIR SE ESTÁ CUIDANDO DA HIGIENE DA MANEIRA CORRETA.

• Refletir sobre os hábitos de higiene

B) QUE OUTRAS PARTES DO CORPO DEVEM SER LAVADAS DURANTE O BANHO? Resposta pessoal.

LAVA, LAVA, LAVA LAVA, LAVA, LAVA UMA ORELHA, UMA ORELHA OUTRA ORELHA, OUTRA ORELHA

C) NA SUA OPINIÃO, ALÉM DO BANHO, QUAIS OUTROS HÁBITOS DE HIGIENE SÃO IMPORTANTES PARA MANTER O as unhas, escovar os dentes, lavar as mãos antes das CORPO LIMPO? Cortar refeições, antes e depois de usar o banheiro etc.

LAVA, LAVA, LAVA, LAVA LAVA A TESTA, A BOCHECHA LAVA O QUEIXO, LAVA A COXA E LAVA ATÉ MEU PÉ, MEU QUERIDO PÉ, QUE ME AGUENTA O DIA INTEIRO

AGORA VOCÊ VAI SER O PESQUISADOR E INVESTIGAR SE ESTÁ LAVANDO AS SUAS MÃOS DE MANEIRA ADEQUADA.

LALA, LAIALAIALA, LAIALALALA, LAIALALALALALALA

Providenciar a canção para que os alunos a ouçam e aprendam a cantá-la.

AINDA NÃO ACABOU NÃO, VEM CÁ VEM, VEM

2. DEPOIS, PESQUISEM NA INTERNET COMO DEVE SER A LAVAGEM ADEQUADA DAS MÃOS. AVALIEM SE VOCÊS ESTAVAM LAVANDO AS MÃOS ADEQUADAMENTE. 3. POR ÚLTIMO, PENSEM EM UMA FORMA DE ENSINAR OUTRAS CRIANÇAS A LAVAR AS MÃOS DE MANEIRA ADEQUADA. NÃO SE ESQUEÇA DE DIZER A ELAS EM QUE SITUAÇÕES DEVEM LAVAR AS MÃOS.

GIOVANA MEDEIRO

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• Atividade 1 A. As partes que devem ser circuladas são: orelha, testa, bochecha, queixo, coxa, pé, nariz, pescoço, tórax, bumbum e fazedor de xixi. • Atividade 1 B. Apesar de a resposta ser pessoal, os alunos podem citar os braços, o tornozelo, o umbigo, as costas, entre outras partes. • Atividade 1 C. Alguns outros hábitos de higiene importantes são, por exemplo: cortar as unhas, escovar os dentes, lavar as mãos antes das refeições e antes e depois de usar o banheiro.

PARADA PARA AVALIAÇÃO

1. COM UM COLEGA, PENSEM EM COMO VOCÊS PODEM DESCOBRIR SE AO LAVAR AS MÃOS ESTÃO DEIXANDO-AS BEM LIMPINHAS.

S

SENSIBILIZAÇÃO

Para o aluno: Livro • LLEWELLYN, Claire; GORDON, Mike. Por que devo me lavar? São Paulo: Scipione, 2003. (Coleção Meu corpo). Este livro trata da importância dos hábitos de higiene e de como a boa higiene ajuda a manter o corpo saudável e livre de germes que causam doenças.

COMO APRENDEMOS, É IMPORTANTE MANTER O CORPO LIMPO PARA EVITAR DOENÇAS. ALÉM DE TOMAR BANHO TODOS OS DIAS, LAVAR AS MÃOS É UM HÁBITO QUE DEVEMOS TER EM VÁRIAS SITUAÇÕES NO DECORRER DO DIA.

E O MEU NARIZ, MEU PESCOÇO, MEU TÓRAX O MEU BUMBUM E TAMBÉM O FAZEDOR DE XIXI

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

PAXÁ: REI, SULTÃO.

A) CIRCULE NA LETRA DA CANÇÃO AS PARTES DO CORPO QUE O RATINHO LAVA DURANTE O BANHO.

TCHAU PREGUIÇA, TCHAU SUJEIRA ADEUS CHEIRINHO DE SUOR

Com esta atividade, pretende-se que os alunos reflitam sobre a importância dos hábitos de higiene para a saúde do corpo. Recordar com eles que, pelos hábitos de higiene, nós nos livramos de potenciais causadores de doenças que possam estar no nosso corpo. A letra da música permite ainda recordar as partes do corpo. Estimular os alunos a listarem as partes do corpo que devem ser limpas durante o banho. Recordar com a classe que não é legal desperdiçar água e, nesse sentido, comentar que para a limpeza adequada do corpo não são necessários mais do que 10 minutos debaixo do chuveiro. Na realidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fixou em 5 minutos a duração ideal do banho para conseguir um uso sustentável de água e energia.

Para o aluno e o professor: Vídeo • APRENDA a lavar as mãos corretamente. Vídeo (1min34s). Disponível em: <http://livro.pro/nnc6yp>. Acesso em: 24 out. 2017. Este vídeo apresenta em animação a forma correta de lavar as mãos. • POR QUE precisa lavar as mãos? Produção: Ticolicos – Canal infantil. 26 fev. 2015. Vídeo (3min22s). Disponível em: <http://livro.pro/2h6hnp>. Acesso em: 24 out. 2017. Este vídeo explica a importância de lavar as mãos. • POR QUE precisa tomar banho? Produção: Ticolicos – Canal infantil. 24 out. 2013. Vídeo (3min9s). Disponível em: <http://livro.pro/hu357s>. Acesso em: 24 out. 2017. Este vídeo apresenta informações sobre a importância de tomar banho.

HÉLIO ZISKIND. RATINHO TOMANDO BANHO. CANÇÃO CRIADA PARA O PROGRAMA CASTELO RÁ-TIM-BUM – TV CULTURA. ÁLBUM MEU PÉ MEU QUERIDO PÉ, 1997. DISPONÍVEL EM: <https://www.vagalume.com.br/castelo-ra-tim -bum/ratinho-tomando-banho.html>. ACESSO EM: 16 NOV. 2017.

RATINHO TOMANDO BANHO

ENCAMINHAMENTO

CONEXÕES

UMA ENXUGADINHA AQUI, UMA COÇADINHA ALI FAZ A VOLTA E PÕE A ROUPA DE PAXÁ

1. ACOMPANHE A LETRA DA MÚSICA COM O PROFESSOR. DEPOIS, CANTE A CANÇÃO COM OS COLEGAS.

para a saúde do corpo.

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Os alunos devem circular: orelha, testa, bochecha, queixo, coxa, pé, nariz, pescoço, tórax, bumbum e fazedor de xixi.

BANHO É BOM, BANHO É BOM BANHO É MUITO BOM AGORA ACABOU

DE OLHO NA HIGIENE DO CORPO EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

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do material nas mãos dos alunos, isso é sinal de que a lavagem das mãos não está sendo feita da maneira adequada. Fazer com que eles relacionem o material usado para cobrir as mãos com a sujeira que pode estar presente nas mãos após uma brincadeira no parque, por exemplo. Assistir com a classe a um vídeo que mostra a forma correta de lavar as mãos, indicado na seção Conexões. Incentivar a conversa sobre em quais situações é preciso lavar as mãos: antes das refeições, depois de brincar

ATIVIDADE Ajudar os alunos na formulação de um experimento para verificar se eles estão lavando as mãos de maneira adequada. Eles podem, por exemplo, cobrir as mãos com tinta atóxica, farinha ou barro e, depois, lavar as mãos da maneira com a qual estão acostumados. Se a tinta ou o material usado para cobrir as mãos foi retirado completamente durante a lavagem, a limpeza das mãos está sendo realizada de forma adequada. Caso tenha restado vestígio

Textos que visam complementar as orientações didáticas abordadas nas respectivas páginas. São textos variados que servem de leitura para a ampliação de informações para o professor.

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As atividades práticas possibilitam ótimas oportunidades de avaliação. Nesse momento, pode ser avaliado se os alunos da dupla trabalham de forma colaborativa e se eles conseguem exercer o protagonismo exigido pela atividade proposta. Nesse sentido, observar o envolvimento deles na pesquisa e na comunicação das descobertas. É importante que os alunos reconheçam a própria capacidade de buscar informações e de comunicá-las a outras pessoas, compartilhando o que aprendem na escola com familiares e amigos.

no parque, antes e depois de usar o banheiro, assim que chegar da rua, entre outras. Os alunos podem ensinar outras crianças por meio de uma apresentação ou elaborando um vídeo ou cartaz com as informações que julguem necessárias. Incentivar o protagonismo dos alunos e valorizar o trabalho feito por eles. Indicamos na seção Conexões outros dois vídeos que podem ser apresentados aos alunos, um sobre a importância de lavar as mãos e outro sobre a importância de tomar banho.

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Parada para avaliação Atividades ou orientações que podem ser utilizadas como um auxílio na avaliação da compreensão do conteúdo e da capacidade de execução das tarefas pelo aluno.

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Numeração A numeração destas páginas é a mesma do livro do aluno.

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+ Atividade Sugestões de vivências e atividades para contextualizar o assunto ou ampliar e aprofundar os conceitos e conteúdos desenvolvidos na seção, geralmente constituídas de atividades dinâmicas, experimentos práticos e jogos.

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ORIENTAÇÕES GERAIS DE CIÊNCIAS PARA QUE ENSINAR CIÊNCIAS? — UMA CIÊNCIA POR TODOS E PARA TODOS Convidamos você, professor, a folhear um jornal ou acessar uma página de notícias da internet e verificar quantos temas relacionados à ciência e à tecnologia são encontrados: pesquisas sobre robótica, supercondutores, nanotecnologia, técnicas agrícolas, terapia de células-tronco, alimentos transgênicos, novos medicamentos, descoberta de espécies novas e, também, desastres ambientais, poluição, epidemias etc. Fica claro, nos dias de hoje, que as implicações da ciência e da tecnologia1 são parte da sociedade e da vida de cada indivíduo. Os conhecimentos da ciência devem ser incorporados à vida de cada cidadão, de modo que esses saberes possam ser efetivamente aplicados nas mais diversas situações e contribuir para a qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade. É preciso trabalhar a favor da socialização da linguagem, das técnicas e dos produtos da ciência. Que tipo de alimento escolher? Por que comprar este e não aquele eletrodoméstico? Como prevenir o surto de dengue que pode atingir a comunidade em que moro? Que parte da conservação ambiental cabe a mim e que parte cabe aos governantes? Devo cobrar providências da prefeitura pelo aumento da conta de luz? O que acontece se o lixo não for recolhido das ruas? Como posso ter água potável se não há tratamento de água onde moro? Apropriar-se dos conhecimentos científicos é fundamental para a prática da cidadania, pois amplia a capacidade de compreensão e transformação da realidade. Entender a ciência como “uma linguagem construída pelos homens e pelas mulheres para explicar o nosso mundo natural”2 facilita compreender as dinâmicas da natureza, buscando melhor qualidade de vida para todos.

Um cidadão que não compreenda o modo de produzir ciência na modernidade será certamente uma pessoa com sérios problemas de ajuste no mundo. Terá dificuldades de compreender o noticiário da televisão, entender as razões das recomendações médicas mudarem com o tempo, os interesses da indústria da propaganda ao utilizar argumentos científicos etc. Ao lidar com as tecnologias, é preciso um olhar crítico, evitando ao mesmo tempo o preconceito contra a inovação e a aceitação passiva e até mesmo a entronização de novidades tecnológicas, estejam elas baseadas em conhecimentos falsos ou mesmo verdadeiros. Um país com a maioria de seus cidadãos sem essa compreensão não terá condições de participar do desenvolvimento econômico e enfrentará sérios problemas sociais, políticos e ambientais. BIZZO, Nélio. Pensamento científico: a natureza da ciência no ensino fundamental. São Paulo: Melhoramentos, 2012. p. 154. (Como eu ensino).

As crianças são espontaneamente curiosas, questionadoras e abertas ao novo. Tais características são fundamentais para desenvolver os objetivos que pretendemos. Resta aos educadores alimentar essa curiosidade com propostas desafiadoras e interessantes, motivando os alunos a irem além, a produzirem, a criarem e a serem, efetivamente, pesquisadores. Acreditamos que esta coleção constitui uma boa ferramenta para a concretização dessa tarefa.

1 Entendemos por Ciência a relação entre fatos e ideias, a reunião e a organização do conhecimento. A tecnologia é o uso prático que as pessoas fazem dos conhecimentos científicos e fornece ferramentas para o avanço da Ciência. 2 Attico Chassot, no artigo “Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social”. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/rbedu/n22/n22a09.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017

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Ciência e Tecnologia como cultura Juntamente com a meta de proporcionar o conhecimento científico e tecnológico à imensa maioria da população escolarizada, deve-se ressaltar que o trabalho docente precisa ser direcionado para sua apropriação crítica pelos alunos, de modo que efetivamente se incorpore no universo das representações sociais e se constitua como cultura. Em oposição consciente à prática da Ciência morta, a ação docente buscará construir o entendimento de que o processo de produção do conhecimento que caracteriza a Ciência e a Tecnologia constitui uma atividade humana, sócio-historicamente determinada, submetida a pressões internas e externas, com processos e resultados ainda pouco acessíveis à maioria das pessoas escolarizadas, e por isso passíveis de uso e compreensão acríticos ou ingênuos; ou seja, é um processo de produção que precisa, por essa maioria, ser apropriado e entendido. Cabe registrar, sem rodeios, a dificuldade da grande maioria dos docentes no enfrentamento desse desafio. Se solicitarmos exemplos de manifestações e produções culturais, certamente serão citados: música, teatro, pintura, literatura, cinema... A possibilidade de a Ciência e a Tecnologia estarem explicitamente presentes numa lista dessa natureza é muito remota! No entanto, a própria concepção de Ciência e Tecnologia aqui apresentada — uma atividade humana sócio-historicamente determinada — acena para um conjunto de teorias e práticas culturais, em seu sentido mais amplo. DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André; PERNAMBUCO, Marta Maria. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. p. 34-35. (Coleção Docência em Formação).

EDUCAÇÃO PARA TODOS A Constituição Federativa do Brasil de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Declaração Mundial dos Direitos Humanos e vários outros documentos garantem que a educação deve ser um direito de todos. Mas, durante muito tempo, não era isso que era observado na prática. As pessoas com deficiência nem sempre tiveram o seu direito à educação atendido. Documentos sobre educação, escolas, educadores e alunos com deficiência passaram por um longo processo de adequação no que diz respeito à inclusão.

A história da Educação Especial no Brasil 1854

Problema médico

1948

Escola para todos

1954

Ensino especial

1961 1971

Dom Pedro II funda o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, no Rio de Janeiro. Não há preocupação com a aprendizagem. É assinada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante o direito de todas as pessoas à Educação. É fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Surge o ensino especial como opção à escola regular.

LDB inova

Promulgada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que garante o direito da criança com deficiência à Educação, de preferência na escola regular.

Retrocesso jurídico

A Lei no 5.692 determina “tratamento especial” para crianças com deficiência, reforçando as escolas especiais.

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1973

Segregação

É criado o Centro Nacional de Educação Especial (Cenesp). A perspectiva é integrar os que acompanham o ritmo. Os demais vão para a Educação Especial.

1988

Avanço na nova carta

1989

Agora é crime

1990

O dever da família

A Constituição estabelece a igualdade no acesso à escola. O Estado deve dar atendimento especializado, de preferência na rede regular. Aprovada a Lei no 7.853, que criminaliza o preconceito (ela só seria regulamentada dez anos depois, em 1999). O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dá a pais ou responsáveis a obrigação de matricular os filhos na rede regular.

Direito universal

A Declaração Mundial de Educação para Todos reforça a Declaração Mundial dos Direitos Humanos e estabelece que todos devem ter acesso à Educação.

1994

Influência externa

A Declaração de Salamanca define políticas, princípios e práticas da Educação Especial e influi nas políticas públicas da Educação.

Mesmo ritmo

A Política Nacional de Educação Especial condiciona o acesso ao ensino regular àqueles que possuem condições de acompanhar “os alunos ditos normais”.

1996

LDB muda só na teoria

1999

Decreto 3.298

2001

As redes se abrem

Nova lei atribui às redes o dever de assegurar currículo, métodos, recursos e organização para atender às necessidades dos alunos. É criada a Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência e define a Educação Especial como ensino complementar. Resolução CNE/CEB 2 divulga a criminalização da recusa em matricular crianças com deficiência. Cresce o número delas no ensino regular.

Direitos

O Brasil promulga a Convenção da Guatemala, que define como discriminação, com base na deficiência, o que impede o exercício dos direitos humanos.

2002

Formação docente

Resolução CNE/CP 1 define que a universidade deve formar professores para atender alunos com necessidades especiais.

Libras reconhecida

Lei no 10.436/02 reconhece a língua brasileira de sinais como meio legal de comunicação e expressão.

Braile em classe

Portaria 2.678 aprova normas para o uso, o ensino, a produção e a difusão do braile em todas as modalidades de Educação.

2003

Inclusão se difunde

O MEC cria o Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, que forma professores para atuar na disseminação da Educação Inclusiva.

2004

Diretrizes gerais

2006

Direitos iguais

2008

Fim da segregação

O Ministério Público Federal reafirma o direito à escolarização de alunos com e sem deficiência no ensino regular. Convenção aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece que as pessoas com deficiência tenham acesso ao ensino inclusivo. A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva define: todos devem estudar na escola comum.

Curva inversa

Pela primeira vez, o número de crianças com deficiência matriculadas na escola regular ultrapassa o das que estão na escola especial.

Confirmação

Brasil ratifica Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiências, da ONU, fazendo da norma parte da legislação nacional.

VEROTTI, Daniela Talamoni; CALLEGARI, Jeanne. A inclusão que ensina. Nova Escola, São Paulo, 1o jul. 2009. Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/1691/a-inclusao-que-ensina>. Acesso em: 27 out. 2017.

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Desde 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva determina que todos os alunos com necessidades educacionais especiais sejam matriculados em turmas regulares. A Educação Especial passou a ser oferecida apenas como um complemento no contraturno. Maria Teresa Eglér Mantoan, educadora e pesquisadora sobre educação inclusiva, afirma que:

Não lidar com as diferenças é não perceber a diversidade que nos cerca, nem os muitos aspectos em que somos diferentes uns dos outros e transmitir, implícita ou explicitamente, que as diferenças devem ser ocultadas, tratadas à parte. Essa maneira de agir remete, entre outras formas de discriminação, à necessidade de separar alunos com dificuldades em escolas e classes especiais, à busca da “pseudo-homogeneidade” nas salas de aula para o ensino ser bem-sucedido, remete, enfim, à dificuldade que temos de conviver com pessoas que se desviam um pouco mais da média das diferenças, conduzindo-as ao isolamento, à exclusão, dentro e fora das escolas. As escolas abertas à diversidade são aquelas em que todos os alunos se sentem respeitados e reconhecidos nas suas diferenças, ou melhor, são escolas que não são indiferentes às diferenças. Ao nos referirmos a essas escolas, estamos tratando de ambientes educacionais que se caracterizam por um ensino de qualidade, que não excluem, não categorizam os alunos em grupos arbitrariamente definidos por perfis de aproveitamento escolar e por avaliações padronizadas e que não admitem a dicotomia entre educação regular e especial. As escolas para todos são escolas inclusivas, em que todos os alunos estudam juntos, em salas de aulas do ensino regular. Esses ambientes educativos desafiam as possibilidades de aprendizagem de todos os alunos, e as estratégias de trabalho pedagógico são adequadas às habilidades e às necessidades de todos. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Por uma escola para todos. Campinas: Unicamp. Disponível em: <http://www.lite.fe.unicamp.br/cursos/ nt/ta1.13.htm>. Acesso em: 27 out. 2017.

PARA SABER MAIS

MANTOAN, M. T. E. Por uma escola para todos. Disponível em: <http:// livro.pro/tsyug9>. Acesso em: 27 out. 2017. BRASIL, Ministério da Educação. MEC – Saberes e práticas da inclusão. Disponível em: <http://livro.pro/ xbvrau>. Acesso em: 27 out. 2017. BRASIL, Ministério da Educação. MEC – Documento subsidiário à política de inclusão. Disponível em: <http:// livro.pro/efzwfh>. Acesso em: 27 out. 2017.

ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS O compromisso nacional com a alfabetização e o letramento nos anos iniciais do Ensino Fundamental baseia-se também em princípios centrais, entre os quais o de que “conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade”. Assim, os livros didáticos devem estar preparados para, além de atender aos interesses próprios de sua disciplina, contribuir para os processos de letramento e alfabetização da criança, constituindo uma ferramenta de introdução ao mundo da escrita e da leitura. O ensino básico de Ciências passa, assim, a compor um conjunto interdisciplinar focado na introdução do aluno aos conhecimentos científicos e tecnológicos, e também tem seu importante papel na alfabetização, levando em conta o impacto dos conhecimentos da ciência na qualidade de vida e na formação cidadã dos alunos por meio de temas do cotidiano. Com isso em vista, buscamos conceber uma obra que considere esses eixos orientadores no cerne da escolha de conteúdos e propostas de atividades, considerando o processo de aprendizagem das crianças. A escolha dos textos e das atividades, o uso do vocabulário, o trabalho com a leitura, a escrita e a oralidade são promotores da alfabetização.

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Muitas das habilidades envolvidas no fazer ciência e na leitura, na escrita e na oralidade são semelhantes. Em ambos os processos utilizamos a análise e o pensamento crítico, necessitamos acessar conhecimentos prévios, criar hipóteses, estabelecer planos, verificar constantemente nosso entendimento, determinar a importância das informações, fazer comparações, inferências, generalizar e tirar conclusões, por exemplo. Essas habilidades nos levam a pensar que aprender Ciências (assim como qualquer outra disciplina) e ser alfabetizado são processos que caminham lado a lado e se complementam. É importante ficar atento aos momentos em que a leitura ou a escrita possa constituir uma dificuldade aos alunos iniciantes. Orientações sobre esses momentos são encontradas nos livros, auxiliando tanto o docente quanto a classe.

PARA SABER MAIS

VEROTTI, Daniela Talamoni; CALLEGARI, Jeanne. Nova escola – A inclusão que ensina. Disponível em: <http:// livro.pro/b7nx4s>. Acesso em: 27 out. 2017.

PROFESSOR: REPENSANDO SEU PAPEL EM UM MOMENTO DE TRANSIÇÃO A experiência de se questionar e de refletir não é habitual para muitos adultos. Eles deixaram de buscar significados em suas experiências, tornando-se exemplos da aceitação passiva da realidade. Tristemente, muitas crianças têm nesses adultos modelos para sua própria conduta. Em pouco tempo, as crianças que agora estão na escola serão pais. Se pudermos, de algum modo, preservar o seu senso natural de deslumbramento, sua prontidão em buscar o significado e sua vontade de compreender o porquê de as coisas serem como são, haverá uma esperança de que ao menos essa geração não sirva aos seus próprios filhos como modelo de aceitação passiva. SHARP, Ann Margaret; LIPMAN, Matthew; OSKANIAN, F. A filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1994. p. 55.

Os professores exercem papel central no processo de formação social. Professores são formadores de opinião, modelos, exemplos de conduta. Professores são desafiados a propiciar o desenvolvimento humano, cultural, científico e tecnológico a seus alunos, em um mundo que se transforma todos os dias. Assim, a função do professor não pode ser dissociada das mudanças sociais, e sua profissão deve receber atenção especial no que se refere à atualização e à formação. Os desafios educacionais atuais, em se tratando dos anos iniciais do Ensino Fundamental, estão centrados na inserção dos alunos na cultura letrada. Nesse cenário, torna-se ainda mais importante que os educadores assumam os papéis de pesquisadores e de produtores do conhecimento, em conjunto com seus alunos, na sala de aula. É preciso transpor o papel do professor transmissor de conhecimento e executor de decisões alheias para uma nova perspectiva, em que ele possa conduzir os alunos a descobrir, pesquisar e produzir o conhecimento, e também decidir por estratégias de ensino que sejam adequadas a seus alunos e coerentes com a realidade em que atua. Trata-se, portanto, do professor-pesquisador – que busca desenvolver o pensamento reflexivo e autônomo em seus alunos, tornando-se, ele próprio, reflexivo e autônomo em sua prática – e do professor-problematizador – que ouve os alunos, conhece a realidade de sua sala de aula e leva propostas diferenciadas para a classe (propostas estas que vão além do livro didático), estimulando a investigação, a comparação e a crítica. Buscamos, nesta coleção, favorecer e orientar a autoria e o protagonismo dos professores. Certo é que o professor busque refletir sobre sua própria prática. Periodicamente, dedique algum tempo para perguntar a si mesmo: • Busco entender os saberes básicos da área de conhecimento e torná-los acessíveis aos alunos?

PARA SABER MAIS

Recomendamos o estudo dos materiais do Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries iniciais do Ensino Fundamental (Pró-Letramento), do Ministério da Educação e da Secretaria da Educação Básica. Há dois volumes do material: Alfabetização e Linguagem e Matemática. Os fascículos estão disponíveis para download no site do MEC: <http://livro.pro/ urmvmn>. Acesso em: 20 out. 2017.

• Procuro mostrar articulações entre as diferentes áreas do conhecimento durante minhas aulas?

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• Busco atualizações sobre as novas descobertas da ciência? • Conheço e sei utilizar metodologias diferenciadas em minha prática? • Ouço meus alunos, percebo suas dificuldades e dúvidas? • Uso o livro didático como uma de minhas ferramentas de trabalho e não como único guia para as aulas? • Conheço e uso diferentes formas de trabalho típicas da ciência (como pesquisas, visitas, leituras, entrevistas e experimentos) em minha prática? • Procuro enfatizar o uso das habilidades de investigação em minhas aulas? • Discuto com os alunos, sempre que possível, sobre as aplicações do conhecimento científico no cotidiano, suas implicações éticas e seus efeitos na sociedade?

PARA SABER MAIS

DEMO, Pedro. Educação e alfabetização científica. In: ______. Educação e alfabetização científica. Campinas: Papirus, 2010. p. 37.

Concordamos com o autor Pedro Demo (2010. p. 37) ao afirmar que “o desafio maior é a docência. Alunos – mais ou menos – saem a imagem e semelhança de seus professores: se estes são pesquisadores educadores, podemos esperar que os alunos também se tornem cidadãos que saibam pensar”. O desafio é grande, porém factível. Procure ser aquele que pesquisa e elabora, que cria e inventa, e não apenas aquele que “dá aula” reproduzindo ideias alheias. Produza conhecimento, crie um jornal escolar, organize feiras de Ciências, escreva um blogue, faça roteiros e experimentos próprios, seja autor de sua própria aula. Questione o livro, o jornal, a revista, o site. Compartilhe esse pensar com seus colegas de profissão. Certamente a sala de aula não será apenas um espaço de transmissão vertical de saberes, mas uma rede de conhecimentos em que há troca, na qual todos se sentem efetivamente pensando, aprendendo e ensinando.

O QUE É CIÊNCIA? COMO PENSA UM CIENTISTA?

CARLOS CARDETA

S/ALAMY/FOTOAR

ENA

Professor Schermman, do filme O Professor Aloprado, 1996.

HANDOUT/HULTON ARCHIVE/GETTY IMAGES

Se pretendemos que nossos alunos aprendam Ciências, a utilizem em sua vida de maneira a melhorar seu entorno; é importante não incutir a ideia de que ciência é difícil, é para gênios ou está somente nas universidades e nos laboratórios. É preciso trabalhar intencionalmente para desmistificar a ciência. Se você, professor, perguntar a seus alunos como imaginam que um cientista é e como trabalha, provavelmente muitos deles imaginarão um profissional vestido de branco, em geral do sexo masculino, trabalhando solitário em seu laboratório repleto de equipamentos sofisticados, onde explosões acontecem a todo momento e descobertas são fruto de sua genialidade acima da média. Geralmente, o cientista também é visto como uma figura atrapalhada e socialmente incompreendida. Essa representação das crianças (e mesmo dos adultos) é comum; muitas vezes, é assim que o cientista é retratado em filmes, desenhos animados e programas de TV. Talvez você conheça alguns dos “cientistas geniais e malucos” das imagens:

Garoto Dexter.

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Professor Utônio, da animação As meninas superpoderosas.

PARA SABER MAIS

BARCA, Lacy. As múltiplas imagens do cientista no cinema. Departamento de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2005. Propomos a leitura do artigo que apresenta como foi construída a imagem do cientista ao longo do tempo e divulgada em filmes e programas de TV. O artigo está disponível em: <http://livro.pro/ hmbs8s>. Acesso em: 20 out. 2017.

CARTOON NETWORK/ZUMA PRESS/FOTOARENA

© Mauricio de Sousa Editora Ltda

Será que é assim mesmo? Seriam os cientistas criaturas geniais que, trabalhando sozinhos em seus laboratórios, fazem descobertas maravilhosas em um dia especialmente inspirador? Para compreender melhor a natureza do trabalho do cientista, vamos analisar algumas definições de ciência: ela é o conjunto de conhecimentos que descreve a natureza e seus fenômenos; é também a atividade humana dinâmica que se traduz em saberes, descobertas, teorias e leis. Uma de nossas preferidas é: ciência é uma forma própria de interação entre os fatos e as ideias. Nesse contexto, os fatos são tudo o que podemos observar: a chuva caindo, a variedade de seres vivos na natureza, um bailarino dançando. Já as ideias são as maneiras de interpretar e explicar os fatos. Ciência, portanto, é a forma pela qual os cientistas relacionam fatos e ideias. Se queremos ensinar Ciências, devemos, entre outros procedimentos, ensinar que é possível aprender a maneira científica de relacionar fatos e ideias. Para aprender a pensar como um cientista, precisamos conhecer qual é o seu método — o chamado método científico3 — e quais habilidades ele utiliza em suas investigações. Aprender Ciências não é saber tão somente o método científico (ou, como alguns autores preferem, os métodos científicos), mas também apropriar-se das habilidades necessárias para seu desenvolvimento; aprender Ciências é entender ciência e fazer ciência4. De maneira simplificada, o método científico consiste em observar um evento, questionar-se sobre ele, elaborar hipóteses que possam responder a esses questionamentos e, em diversas situações, planejar cuidadosamente um experimento que possa testar as hipóteses. Depois, é preciso analisar os resultados do experimento e chegar a conclusões sobre a hipótese inicial: ela estava correta ou incorreta? O cientista então deve comunicar os resultados do trabalho para que outras pessoas (da comunidade científica ou de fora dela) possam se beneficiar de sua pesquisa. Discorreremos mais sobre o método científico (com exemplos) em outros momentos deste Manual. Todos podem aprender a observar, questionar, predizer explicações para questões (hipóteses), planejar, experimentar, analisar, concluir e comunicar. Essas são habilidades de investigação científica que podem e devem ser ensinadas na escola. Há características próprias do pensar científico ou, nas palavras de Lipman (1995), do pensar bem, que desejamos aprimorar. Pensar, segundo ele, “é articular ideias produzindo significados”.

Franjinha, da Turma da Mônica.

3 Embora o método científico seja efetivo, nem sempre as descobertas científicas acontecem por meio dele. Muitos avanços da ciência envolvem tentativa e erro ou descobertas acidentais. Apesar de diferentes métodos científicos serem reconhecidos (Marconi e Lakatos, 2007), esta obra refere-se ao método científico como a aplicação das habilidades comuns da investigação (observação, elaboração de hipóteses, análise de resultados, entre outras) e das etapas que os professores e alunos devem percorrer para a compreensão do trabalho científico. 4 Mais comentários sobre entender e fazer ciência na página XIX deste Manual.

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O que é o pensar bem que buscamos? É aquele que propicia a capacidade de formular questões passíveis de serem testadas, questões que fazem evoluir o conhecimento — aqui vemos uma clara ligação com o método científico. O pensar bem apresenta algumas características especiais que o aproximam da maior efetividade e que merecem atenção por parte do professor em sala de aula. A seguir, apresentamos essas características e algumas questões para que você, professor, reflita sobre sua prática.

O pensar bem... É um pensar autônomo, no qual o aluno é autor de suas próprias ideias e não fica limitado a repetir ideias de outros, sejam eles professores ou outros autores. Como podemos estimular nossos alunos a ser pensadores autônomos? É um pensar reflexivo, que retoma os próprios pensamentos com o objetivo de aprimorá-los. Na sociedade atual, em que tudo é rápido e imediato, como podemos ajudar nossos alunos a refletir? É um pensar crítico, que é capaz de colocar em xeque, com a ajuda de outras fontes de conhecimento, aquilo em que acreditamos. Que oportunidades podemos criar para fazer com que os alunos critiquem seus próprios pensamentos? É um pensar rigoroso, sistemático, ordenado e disposto à autocorreção, como o que é feito no método científico: há uma questão, uma hipótese, um teste ou análises da hipótese, resultados e conclusões. Os alunos estão habituados a ter rigor com seus próprios pensamentos? É um pensar radical, no sentido de que tem a intenção de analisar a raiz da questão, e não sua superfície. Como estimular os alunos a ter disposição para ir à origem dos problemas? É um pensar abrangente, que não se atém às partes, não é parcial. Devemos analisar fatos e situações por diversos ângulos, de forma contextualizada. Que oportunidades podemos criar para estimular o pensamento abrangente na sala de aula? É um pensar criativo, que busca alternativas e outras respostas e experimentações. Há espaço para a criatividade em sala de aula ou os alunos se contentam com a primeira resposta ou solução encontrada?

ANYAIVANOVA/SHUTTERSTOCK.COM

Vamos ampliar a visão que as pessoas têm dos cientistas: eles são homens, são mulheres, são de todas as nacionalidades e, mais do que uma “genialidade natural”, pensam com método, com rigor, são insistentes, criativos e usam habilidades que todos podemos aprender a usar. Nesse contexto, o professor deve mostrar possibilidades de aprender de forma ativa, utilizando, entre outros recursos, as mesmas ferramentas e estratégias de pensamento que um cientista usa. É importante, portanto, incentivar os alunos a buscar trabalhar como pesquisadores, apropriando-se da linguagem científica e de sua maneira de relacionar fatos e ideias. Não desprezamos, aqui, a aprendizagem teórica, a aquisição dos conhecimentos acumulados ao longo de décadas de desenvolvimento da ciência: eles são fundamentais para a reconstrução dos conceitos que o aluno fará por si, como sujeito da aprendizagem. À transmissão de conhecimentos dedicamos boa parte deste material didático. Em outras palavras, professores e alunos devem ser estimulados a entender e fazer ciência. Isso significa também ter mais dúvidas do que respostas, não ter receio do desconhecido e de gerar indagações. As dúvidas são parte da história e da rotina da ciência; são elas, mais do que as certezas, que verdadeiramente impulsionam o desenvolvimento humano.

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UMA BREVE HISTÓRIA DO MÉTODO CIENTÍFICO E DO USO DAS HABILIDADES DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA NA ESCOLA A ciência não é senão bom senso treinado e organizado. Thomas Huxley, 1894.

Diversas formas de explicar o mundo natural, distintas das do método científico, já foram adotadas pela humanidade. É importante destacar que os domínios da ciência e da religião são diferentes. A ciência se ocupa de descobrir e explicar fenômenos naturais com base em explicações racionais, enquanto a religião diz respeito à origem, ao propósito e ao significado de tudo o que existe. A ciência não tem a função de julgar os preceitos religiosos ou fazer distinções entre eles. O método científico foi introduzido na Europa no século XVI. Atribui-se sua fundação ao físico italiano Galileu Galilei e ao filósofo inglês Francis Bacon. Um dos ganhos proporcionados pelo método científico é que ele busca minimizar a influência da parcialidade (crenças pessoais, culturais e religiosas e preferências, ou seja, tudo o que pode nos levar a filtrar as informações e tender para um ou outro lado). Para o método científico interessam os fatos, os dados, aquilo que pode ser observado e medido, o argumento. Esse método, embora apresente limitações, confere objetividade e rigor lógico e experimental à pesquisa, sempre indo além da parcialidade e do que as aparências podem mostrar.

Em anos recentes, tem ganhado força um movimento que propõe ao ensino de ciências a tarefa central de ensinar a natureza da ciência (em inglês, Nature Of Science – NOS), que poderia ser definida em sete pontos. Assim, por meio de contextos concretos, os estudantes deveriam aprender que o conhecimento científico é... • inacabado; • baseado em provas empíricas; • subjetivo; • dependente do contexto cultural e social; • necessariamente envolve inferências, imaginação e criatividade; ... tendo presente as distinções entre: • observações e inferências; • leis e teorias científicas. Essa proposta está baseada no pressuposto de que há suficiente consenso entre filósofos da ciência e pesquisadores de ensino de ciências, a ponto de possibilitar que esses aspectos estejam presentes nos cursos de preparação de docentes que vão atuar no ensino fundamental. Obviamente há visões distintas

e ainda se debate até mesmo o que significa a subjetividade da ciência, por exemplo. No entanto, podemos acreditar que há razoável consenso para perceber a diferença fundamental entre uma prescrição médica, um conselho sobre alimentação sadia e uma opinião sobre qual é o melhor automóvel do mercado. Nos três casos, a carga de pontos de vista pessoais é reconhecidamente distinta e a subjetividade, em ciência, tem a ver justamente com isso. Portanto, não se trata de aplicar “o método científico”, como se a ciência tivesse um protocolo a guiar cada passo dos cientistas, mas de propor atividades nas quais os métodos da ciência sejam utilizados, permitindo desenvolver uma compreensão mais precisa do significado de seus diferentes componentes. Aquilo que alguns têm chamado de “método de Galileu” se resume a desenvolver a capacidade de observação, a habilidade de experimentar – no sentido de isolar variáveis e colocá-las à prova – e a habilidade de formular matematicamente o fenômeno estudado. Iniciar esse processo desde a infância é tarefa da escola, que certamente encontra muito entusiasmo entre os pequenos.

BIZZO, Nélio. Pensamento científico: a natureza da ciência no ensino fundamental. São Paulo: Melhoramentos, 2012. p. 166167. (Como eu ensino).

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As bases do método científico são o pensamento racional e a experimentação. Seus passos principais são: 1. Observar e identificar um fato e sobre ele tecer uma questão ou um problema. 2. Propor uma suposição (hipótese) que possa ser testada para responder à pergunta ou ao problema. 3. Fazer uma previsão do que deve e do que não deve acontecer se a hipótese estiver correta. 4. Propor detalhadamente experimentos para verificar se as condições previstas acontecem, registrando seus resultados de forma ordenada. Para determinadas questões, não é preciso um experimento, mas, sim, o levantamento de conhecimento (pesquisa bibliográfica, por exemplo) para verificação da hipótese. 5. Analisar os resultados, compará-los ao conhecimento que se tem e concluir se a hipótese estava ou não correta. 6. Comunicar os resultados. Por ser simples, é possível apresentar o método científico até mesmo às crianças mais novas. Veja um exemplo:

Ana e Rafael estão brincando de jogar pião: Ana roda seu pião sobre um piso cerâmico, e Rafael, sobre o cimento. As crianças observam que, quando jogam o pião ao mesmo tempo, o de Rafael sempre para primeiro. Eles se perguntam por que isso ocorre sempre. Rafael tem uma hipótese: ele acha que o tipo de piso onde está brincando é enrugado e faz seu pião parar mais rápido. Ana propõe então uma forma de testar a hipótese do amigo: com um caderno para anotar e um relógio que marca os segundos, a garota sugere rodarem o pião em diferentes tipos de piso: madeira, cimento, tapete, cerâmica, asfalto. Eles devem registrar os dados, marcando o tempo que o pião demora para parar, sempre tentando girá-lo com a mesma força. Se a hipótese de Rafael estiver correta, o pião deve parar mais rápido quando girar sobre o chão áspero do que quando rodar sobre o chão liso. Após realizarem os testes, as crianças compararam os resultados obtidos. Perceberam que o pião girava por mais tempo sobre o chão de madeira e de cerâmica, e parava mais rápido no chão de cimento, no tapete e no asfalto. Os amigos concluíram,, então, que a hipótese inicial estava correta: o piso áspero faz o pião parar de girar mais rapidamente.

ENRICO PISCOPO

/SHUTTERSTOCK

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Fica a questão: por quê? Ana e Rafael resolvem levar a pergunta para o professor de Ciências, ampliando, assim, as descobertas da pesquisa.

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É necessário destacar que a metodologia científica não deve ser confundida com a metodologia do ensino de Ciências: a metodologia científica é importante e deve ser incluída no conjunto de ferramentas de que os alunos dispõem para aprender Ciências. Ao longo do Ensino Fundamental, além do contato com as etapas do método científico, é importante promover um trabalho com algumas habilidades específicas que são particulares da investigação científica. A tabela a seguir apresenta as principais habilidades envolvidas no processo de investigação científica trabalhadas na coleção.

Habilidades de investigação científica Observar Medir

Usar os sentidos para informar-se; usar instrumentos que potencializem os sentidos (como microscópios, lupas e telescópios); reconhecer a observação como fonte de dados de uma pesquisa. Conhecer com relativa precisão (com a ajuda de instrumentos) a altura, o comprimento, a largura, a massa, o volume, a acidez ou outra medida qualquer que se deseje.

Comparar

Perceber diferenças e semelhanças entre dois objetos, eventos ou processos.

Classificar

Organizar objetos ou eventos em categorias distintas, usando, para isso, um ou mais critérios preestabelecidos.

Registrar e interpretar dados

Coletar e documentar organizadamente as informações obtidas em uma pesquisa ou experimento (dados); dispor dados em organizadores que facilitem sua interpretação (textos, figuras, quadros, tabelas e gráficos, por exemplo); usar os dados para responder à hipótese inicial.

Seguir instruções para realizar experimentos ou propor a execução de experimentos simples

Seguir procedimentos experimentais por meio de roteiros, prevendo alguns resultados de acordo com os procedimentos adotados; planejar maneiras cientificamente válidas de testar uma hipótese.

Fazer predições Inferir Elaborar hipótese Interpretar ou criar modelos Pesquisar Concluir

Utilizar a experiência e os padrões conhecidos para antecipar eventos futuros. Usar o raciocínio lógico (a dedução) para tirar conclusões com base em dados ou observações. Criar uma explicação passível de teste científico para questões ou problemas preestabelecidos. Criar representação esquemática de uma estrutura ou de um processo. Buscar informações em diferentes fontes com a finalidade de complementar um saber, responder a um questionamento ou resolver um problema. Interpretar os dados para tirar conclusões. Manter a segurança durante as atividades práticas (a própria e a dos colegas); usar

Conhecer procedimentos de segurança apenas os materiais indicados pelo professor; não realizar procedimento experimental sem o auxílio ou a supervisão de um adulto responsável.

Valorizar a divulgação dos resultados da investigação Valorizar a ciência como produto de um trabalho coletivo e histórico Valorizar o trabalho em grupo

Compreender que as conclusões de uma investigação podem ser úteis para diversos públicos e reconhecer a importância de sua divulgação. Entender que o trabalho científico é realizado por diferentes pessoas ao longo de diferentes períodos; nesse processo, umas se beneficiam do trabalho das outras. Perceber e valorizar as contribuições dos colegas nas diferentes etapas da investigação, entendendo que a soma dos conhecimentos e das habilidades de todos pode fazer com que o resultado do trabalho seja mais satisfatório e mais efetivo do que se tivesse sido feito por apenas uma pessoa.

PARA SABER MAIS

KAWAMURA, Maria Regina Dubeux; HOSOUME, Yassuko. A contribuição da física para um novo ensino médio. In: BRASIL. Ministério da Educação. Física. Brasília, 2011. (Coleção Explorando o Ensino, v. 7). Disponível em: <http://livro.pro/kfm8dw>. Acesso em: 20 out. 2017. Uma discussão sobre o uso da investigação na escola, inclusive suas limitações e inadequações, é feita no artigo. A obra é destinada ao Ensino Médio, mas traz ideias válidas para o Ensino Fundamental, que complementam as que apresentamos aqui.

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA: A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA Trabalhar para o pensar bem, eis o princípio da moral. Edgar Morin. O método 6: ética. Sulina, 2005. p. 60.

Convidamos você, professor, a se lembrar de suas aulas de Ciências, nos tempos de criança; tente trazer à memória, também, histórias que você ouviu sobre a vida escolar de seus pais ou de seus avós. Provavelmente, essas escolas, seus alunos e seus professores tinham muitas diferenças em relação à realidade atual. A escola de nossos pais e avós era a referência de conhecimento da comunidade, era o espaço do saber. Os professores detinham o conhecimento e o repassavam aos alunos, que tentavam desesperadamente absorvê-lo — a transmissão massiva de saberes era o que importava, quanto mais recheada a “enciclopédia” na cabeça de cada aluno, melhor! Quantas classificações zoológicas decoradas, quantos nomes de músculos do corpo humano e de elementos químicos “engolidos”... Atualmente, a escola e o professor vêm perdendo (se é que já não perderam completamente) o papel de centro de referência no saber. Alunos não só escutam, mas também trazem conhecimento para a sala de aula. Professores aprendem com seus alunos, cada vez mais globalizados e plugados às fontes de informação disponíveis: internet, TV a cabo, celulares e muito mais. O fluxo de informação não é mais unidirecional, propriedade de uma instituição. Se cada vez mais pessoas podem ter informação fora da escola, qual é o papel dessa instituição e, mais especificamente, seu papel no ensino de Ciências? Embora cada vez mais pessoas tenham acesso à informação científica, será que a compreendem e a utilizam de maneira adequada? Um ensino que auxilie a interpretação da linguagem própria e, para muitos, hermética da ciência é um ensino que leva em conta a perspectiva social. Como já comentamos no tópico “Para que ensinar Ciências?”, entender seus fundamentos é um instrumento poderoso para que as pessoas possam compreender o mundo, as implicações da tecnologia e das interferências humanas na natureza. Mais do que isso, compreender a ciência torna as pessoas capazes de entender as necessidades de transformar positivamente o mundo, tomando decisões coerentes com esses propósitos. Considerando o que foi tratado até aqui, este projeto utiliza-se de fundamentos da alfabetização científica. Esta linha didática pretende formar um cidadão crítico, consciente e capaz de compreender temas científicos e aplicá-los para o entendimento do mundo e da sociedade em que vive. Trata-se, portanto, de ensinar Ciências para o exercício da cidadania. Numa sociedade que convive com a supervalorização do conhecimento científico e com a crescente intervenção da tecnologia no dia a dia, não é possível pensar na formação de um cidadão crítico à margem do saber científico. Em outras palavras, torna-se fundamental saber lidar com as questões da ciência e da tecnologia porque elas interferem diretamente em nossas vidas. Como não sentir os efeitos da poluição nas grandes cidades? Por que devemos economizar água ou energia elétrica? Em que nos afeta a produção de alimentos transgênicos ou o consumo de gorduras trans? Por essas e por outras questões, é notória a relevância da ciência e de suas implicações na vida das pessoas; a alfabetização científica busca o entendimento da ciência e de sua utilização no cotidiano de todas as pessoas. Podemos entender por alfabetizada aquela pessoa que sabe ler e escrever. No entanto, buscamos outro significado: um indivíduo com capacidade de compreender e interagir com a informação, aplicando-a em situações diversas. A alfabetização científica defendida neste projeto prioriza a divulgação do conhecimento científico, visando contribuir para a formação de uma sociedade participativa e apta a aplicar o conhecimento adquirido para o benefício das pessoas e das futuras gerações. Acreditamos que a alfabetização científica é um bom caminho para que o ensino de Ciências não seja resumido à simples transmissão de informações, como ainda hoje o fazem

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muitas escolas. As crianças têm razão em reclamar das aulas de Ciências que estão repletas de “nomes complicados” e nas quais é preciso “decorar muita coisa”. Transmitir conhecimento é essencial, porém esse não é mais o único papel da escola, do professor, nem mesmo do livro didático. Informar sim, mas também questionar, buscar, interagir, opinar, produzir e transformar. Concordamos com Attico Chassot sobre o papel do professor atual:

Observa-se que deter a informação, que antes fazia uma professora ou um professor distinguido, hoje não é mais algo que dê status. Olhemos um pouco a disponibilidade de informação que inexistia em nosso meio há dois ou três anos atrás. A internet, para dar apenas um exemplo de algo que está a determinar a suplantação do professor informador, é um recurso cada vez mais disponível, a baixo custo, para facilitar o fornecimento de informações. [...] Como não existe, e muito provavelmente não existirá nas próximas gerações, nenhum programa de computador que faça formação — lamentavelmente ainda são poucos os professores formadores —, se o professor informador é um sério candidato ao desemprego, o professor formador ou a professora formadora será cada vez mais importante. Assim, para essa profissão, a informatização não é uma ameaça, e sim uma fabulosa oportunidade. Vou repetir que o professor informador está superado pela fantástica aceleração da moderna tecnologia que ajuda a educação a sair de sua artesania. Mas o professor formador é insuperável mesmo pelo mais sofisticado arsenal tecnológico. CHASSOT, Attico. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 4. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006. p. 88-89. (Coleção Educação em Química).

No contexto escolar, a alfabetização científica traz dois propósitos, intimamente relacionados e interdependentes: • O entender ciência, em que a incorporação dos saberes e da cultura científica no dia a dia de alunos e professores contribua para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes de seu poder de decisão e de atuação, e que facilite a eles fazer uma leitura do mundo, entendendo as possibilidades de transformá-lo para melhor. • O fazer ciência, em que cada professor e cada aluno assumam o papel de autores, pesquisadores e produtores de conhecimento, participando da construção dos saberes à medida que ensinam e aprendem. O livro didático pode colaborar com a alfabetização científica à medida que incentiva os dois propósitos: entender ciência e fazer ciência. Nesta coleção, buscamos propostas que incentivem o levantamento de conhecimentos prévios, o questionamento, o uso das habilidades de investigação e a discussão de questões com enfoque na cidadania. Incentivamos alunos e professores a produzirem conhecimento de diferentes formas. Procuramos compor um material claro, sem excessos, coerente e, ao mesmo tempo, funcional e adequado à realidade da sala de aula. Enfatizamos que o livro, por si, não é o agente da alfabetização científica; esta deve ser complementada pelo diálogo com os alunos, pelas suas questões e pela mediação problematizadora do professor. Em outras palavras, para que a alfabetização científica aconteça, a dinâmica da sala de aula deve ser orientada para isso.

A importância de promover a alfabetização científica Apropriar-se dos conhecimentos da ciência é importante na medida em que contribui para a compreensão de saberes, métodos e valores que permitem às pessoas tomar decisões conscientes sobre si mesmas e sobre os rumos de sua vida em sociedade. É importante também quando oferece subsídios para perceber tanto os benefícios e as aplicações da ciência na sociedade como suas limitações e consequências negativas.

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Muitas vezes, a ciência é tomada como a detentora das respostas para todas as questões e das soluções para todos os problemas. É fundamental que esse equívoco seja desmistificado na escola. Um exemplo: a ciência produz tanto o adubo que pode melhorar a produtividade das plantas que comemos como os agrotóxicos que podem envenenar a água dos rios. Outro exemplo: são tributos da ciência tanto os computadores que nos conectam ao mundo como as armas que, na guerra, podem destruir cidades e seres vivos em questão de segundos. Desenvolver o pensamento crítico está estritamente relacionado a promover a alfabetização científica. Um aluno crítico questiona e reflete sobre as informações que recebe e é capaz de ir além, por exemplo, ao buscar e pesquisar novas fontes. Além disso, um aluno crítico percebe suas dificuldades e seus pontos fortes, começando a exercer autonomia em seu aprendizado. Por que não trazer para a classe livros e jornais e incentivar os alunos a encontrar “erros” ou incoerências nos textos? Isso vale não somente para Ciências, mas para as demais disciplinas também. É preciso duvidar e criticar sempre. A dúvida gera curiosidade e desperta a vontade de saber mais, enquanto a certeza acomoda. Fundamental também é compreender que a ciência não produz verdades absolutas: os conhecimentos científicos são parciais, relativos e passíveis de mudança. Muitos exemplos na história nos mostram como uma suposta verdade pode ser substituída por outra, também passível de mudança. A cada dia a ciência e a tecnologia nos mostram novas descobertas, o que acarreta a mudança de conceitos e a criação de outros mais. Nenhum conhecimento é definitivo; existem apenas verdades momentâneas em um contexto histórico e social específico.

O dogmatismo é uma marca muito presente. Também pode-se creditar isso às origens da Universidade e da Escola. Ser detentor de verdades parecia ser locus da Escola. Poucas vezes falamos em modelos prováveis. Talvez a marca da incerteza, também tão presente na Ciência, devesse estar mais fortemente presente em nossas aulas. Nunca é demais insistir que os modelos que usamos não são a realidade. São aproximações facilitadoras para entendermos a realidade e que nos permitem algumas (limitadas) generalizações. CHASSOT, Attico. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 4. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006. p. 99. (Coleção Educação em Química).

Outras oportunidades trazidas pela implementação da alfabetização científica se relacionam ao desenvolvimento social, científico e tecnológico do país. Pedro Demo cita:

a) Aproveitar conhecimentos científicos que possam elevar a qualidade de vida, por exemplo, em saúde, alimentação, habitação, saneamento etc., tornando tais conhecimentos oportunidades fundamentais para estilos de vida mais dignos, confiáveis e compartilhados; b) Aproveitar chances de formação mais densa em áreas científicas e tecnológicas, como ofertas de Ensino Médio técnico, frequência a cursos de universidades técnicas, participação crescente em propostas de formação permanente técnica, em especial virtuais; c) Universalizar o acesso a tais conhecimentos, para que todos os alunos possam ter sua chance, mesmo aqueles que não se sintam tão vocacionados — é propósito decisivo elevar na população o interesse por Ciência e Tecnologia, em especial insistir na importância do estudo e da pesquisa; d) Tomar a sério a inclusão digital, cada vez mais o centro da inclusão social [...], evitando reduzi-la a meros eventos e opções esporádicas e focando-a no próprio processo de aprendizagem dos alunos e professores; ainda que o acesso a computador e internet não tenha os efeitos necessários/automáticos, pode significar oportunidade fundamental para “impregnar” a vida das pessoas de procedimentos científicos e tecnológicos;

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e) Trabalhar com afinco a questão ambiental, precisamente por conta de seu contexto ambíguo: de um lado, a degradação ambiental tem como uma de suas origens o mau uso das tecnologias (por exemplo, o abuso de agrotóxicos); de outro, o bom uso de Ciência e Tecnologia poderia ser iniciativa importante para termos a natureza como parceira imprescindível e decisiva da qualidade de vida. DEMO, Pedro. Educação e alfabetização científica. Campinas: Papirus, 2010. p. 56-57.

AVALIAÇÃO: COMO FAZER? A avaliação eficiente é aquela que transforma, e não apenas atribui uma nota. Por meio dos erros e das dificuldades dos alunos, o professor pode direcionar e ajustar seu próprio trabalho. De acordo com a coordenadora do Centro Internacional de Estudos em Representações Sociais e Subjetividade da Fundação Carlos Chagas, Clarilza Prado de Souza, “a avaliação escolar, assim concebida, permite ao professor um retorno constante da adequação das atividades realizadas em classe e do desempenho do aluno. Para ela, a avaliação é de fundamental importância para garantir ao professor o direcionamento de suas atividades em sala de aula. ‘Sem uma avaliação escolar bem planejada e bem desenvolvida o professor desenvolve suas atividades às cegas, apenas na intuição e o aluno não tem parâmetros seguros para orientar seu comportamento, seus estudos e toda sua vida escolar’”. (Essas e outras informações estão em uma matéria do Jornal do Portal do Professor – MEC da edição disponível em: <http://livro.pro/6qmo9y>. Acesso em: 1o out. 2017.) Considerando que aprender é um processo contínuo, não é recomendável avaliar o aluno por meio de um produto final único, como uma prova ou um trabalho. A avaliação deve acontecer “ao longo de” e não “após o” processo de aprendizagem. Podemos avaliar o aluno até mesmo antes de iniciarmos um conteúdo, por exemplo, detectando seus conhecimentos prévios e trazendo à sua memória tudo o que ele já sabe, mesmo que esse saber seja cientificamente incorreto. O erro, aqui, deve ser considerado uma ponte entre o que não se sabe e o que será aprendido. Não se deve esquecer também da avaliação da postura do aluno em relação ao aprender e em relação aos colegas e ao professor. É preciso analisar se há integração, respeito ao colega e aos demais profissionais da escola, valorização do patrimônio escolar, interesse, criatividade, participação nos trabalhos em grupo, empenho em melhorar o que não está adequado, entre outros valores. Também é interessante solicitar aos alunos uma autoavaliação, de modo que eles se acostumem a refletir sobre o próprio desempenho e tirem proveito disso, traçando estratégias para superar suas dificuldades. A autoavaliação pode abordar vários tópicos, como participação nas atividades em grupo, nível de esforço para a realização das atividades, formas de lidar com dificuldades específicas etc. Em resumo, a avaliação pode ser considerada segundo alguns aspectos:

PARA SABER MAIS

CHASSOT, Attico. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 4. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006. (Coleção Educação em Química). DEMO, Pedro. Educação e alfabetização científica. Campinas: Papirus, 2010.

1. A avaliação deve ser contínua e sistemática, e deve ser constante e planejada ao longo do processo escolar; 2. A avaliação deve ser funcional, ou seja, realizada em função de objetivos preestabelecidos que se pretende que o aluno alcance; 3. A avaliação deve ser orientadora, indicando ao professor e ao aluno que caminhos seguir para progredir na aprendizagem; 4. A avaliação deve ser integral, considerando o aluno como um todo e analisando todas as suas dimensões (elementos cognitivos, comportamentais, sociais e físicos). Há diversas maneiras de avaliar, e cada professor, dentro de sua vivência, deve recorrer àquelas mais adequadas a seus objetivos predeterminados. No entanto, não podemos esque-

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cer que há diferentes aspectos – com maior ou menor importância, dependendo da intenção – a serem avaliados. Por isso, é importante dispor de um conjunto de formas de avaliação e aplicá-las de forma combinada. Seguem alguns tipos possíveis: • Observação e análise das produções dos alunos: são feitas ao longo das aulas, quando o professor tem a chance de analisar os alunos e suas interações em sala de aula, sua participação nos trabalhos em grupo, sua expressão oral, as perguntas que faz, os textos que escreve, entre outros aspectos. • Prova escrita e prova oral: a prova escrita é, talvez, a avaliação mais comum e permite identificar a compreensão dos assuntos, a aquisição de conhecimentos e a capacidade de expressar-se por escrito. Uma prova bem elaborada contempla questões que exigem diferentes habilidades, tais como identificar, definir, explicar, exemplificar, comparar e justificar. Já a prova oral pode constituir um recurso importante para avaliar as habilidades de clareza do discurso, o uso de vocabulário, a pronúncia e a elaboração do raciocínio rápido, bem como a disposição para respeitar o direito dos colegas no momento em que estiverem falando.

PARA SABER MAIS

MORALES, Pedro. Avaliação escolar: o que é, como se faz. Tradução: Nicolás Nyimi Campanário. São Paulo: Edições Loyola, 2003.

• Pesquisas, atividades práticas e projetos: se feitos em grupo, demonstram o nível de envolvimento, o respeito aos colegas e a disposição do aluno em colaborar com os demais. Também permitem avaliar se o aluno lida de forma adequada com materiais no laboratório, normas de segurança e procedimentos, e se apresenta os resultados do trabalho com clareza e organização. Por fim, ressaltamos a importância de se apresentar o resultado da avaliação ao aluno. Não é possível avaliar sem que o objeto de interesse (o aluno) tenha um feedback; sem esse retorno, a avaliação não faz sentido. Importante também é o próprio aluno ser ensinado sobre o que é a avaliação e como usá-la a seu favor; comentar com eles que não se trata somente de dar nota, de punir ou de comparar os membros da classe ou as classes da escola (como se o intuito fosse fazer um ranking), mas de obter indicadores a fim de reorientar a prática educacional. Por meio da avaliação, os alunos são estimulados a estudar de forma sistemática e podem conhecer com mais objetividade seus avanços e suas dificuldades: os pontos bem avaliados devem continuar a ser desenvolvidos, e os pontos mal avaliados devem ser melhor trabalhados de forma a se obter um conjunto equilibrado de competências e habilidades. Nas páginas finais da parte geral deste manual, propomos para cada bimestre uma planilha para registro da avaliação individual dos alunos. Além disso, também apresentamos uma sugestão de planilha de autoavaliação que poderá ser adaptada de acordo com os critérios estabelecidos com os alunos.

ALGUMAS ESTRATÉGIAS QUE FAVORECEM OS OBJETIVOS DESTA COLEÇÃO Nesta coleção, procuramos incluir propostas motivadoras que trabalhem os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. Em diversos momentos, tanto as etapas do método científico como as habilidades próprias da investigação anteriormente citadas oferecem oportunidades de trabalho em diferentes estratégias de aprendizagem (por exemplo, leituras, experimentos, confecção de modelos, pesquisas, entrevistas, elaboração de textos e exposições orais), contribuindo, desse modo, para o processo de alfabetização científica. O Manual do Professor orienta, muitas vezes, esse trabalho, além de oferecer sugestões que o professor poderá aplicar em sala de aula, conforme seu planejamento. Salientamos que a aplicação de muitas dessas estratégias favorece o trabalho em grupo. Por meio dele, os alunos interagem, desenvolvem o senso de cooperação e vivenciam a construção do conhecimento, característica do processo de investigação científica. O trabalho em grupo também propicia a vivência de conteúdos procedimentais e atitudinais, por exemplo: cooperação, divisão de tarefas, diálogo e respeito à opinião e ao trabalho dos colegas.

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O registro também é outro aspecto fundamental na disciplina Ciências. Uma sugestão é que cada aluno tenha um caderno ou bloco de notas (um “Caderno de descobertas”) para registrar (por meio de desenhos, colagens ou escrita, dependendo da faixa etária da classe) os resultados de suas atividades. É importante que as crianças desenvolvam, cada vez mais, o texto científico, aprimorando-o, aproximando-o do rigor e da clareza característicos desse gênero textual. Uma variedade de estratégias pode ser usada pelo professor, de acordo com seus objetivos, com os interesses da classe e com os recursos da escola. A seguir, apresentamos alguns caminhos possíveis.

1. Atividades práticas: experimentos5, demonstrações e construção de modelos Comentamos anteriormente sobre as principais etapas da investigação científica e as habilidades a ela atreladas – consideremos esses aspectos aqui, também. Além do que já foi mencionado, lembremos que, em geral, as crianças gostam muito de investigar, usar o laboratório e lidar com materiais diferentes – essa já é uma vantagem da atividade prática: estimular e motivar. Outro ponto positivo da atividade prática é tornar o abstrato mais concreto para os alunos, uma vez que é mais fácil compreender aquilo que observamos, manipulamos e escutamos. As aulas práticas contribuem de forma significativa para a compreensão de ideias gerais da cultura e da metodologia científica, tais como: • reconhecer a importância do trabalho em grupo e compreender que a ciência é um produto coletivo; • saber que o conhecimento científico é construído ao longo do tempo e depende, entre outras coisas, da disponibilidade de tecnologia do momento em que está inserido; • identificar um modelo como algo que nos ajuda a compreender a realidade; • perceber que a pesquisa e a observação são meios de se obterem dados; • compreender que as hipóteses são respostas possíveis a uma determinada questão e que, para testar hipóteses, existem procedimentos adequados; • compreender que formular hipóteses, maneiras de testá-las e prever resultados constitui grande parte do trabalho dos cientistas; • reconhecer a importância de se registrar e comunicar resultados de maneira adequada e que, para isso, são usados textos, tabelas, fichas, desenhos, gráficos e outros organizadores.

2. Leitura de imagens A leitura das imagens (ilustrações, fotografias, reproduções de obras de arte, mapas, gráficos e infográficos) faz parte da compreensão de um conteúdo. A leitura de imagens permite que os alunos desenvolvam habilidades de descrição, identificação e comparação, entre outras. Por vezes, não conseguimos imaginar “concretamente” como é o objeto representado em uma figura, principalmente quando ele nos é apresentado pela primeira vez. Muitos de nós já nos surpreendemos ao perceber que uma célula, apesar de ser representada no plano, é uma estrutura tridimensional. A proporção entre os elementos, os cortes e o uso de cores artificiais são recursos muitas vezes utilizados nas imagens dos livros didáticos e que precisam ser ensinados aos alunos. Para isso, recomendamos explicar para eles as particularidades de algumas imagens disponíveis na coleção. Ao longo dos comentários específicos das unidades, oferecemos outras propostas para o trabalho com imagens.

5 Usamos o termo “experimento” no sentido didático, e não com o rigor acadêmico, que abrange várias etapas.

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• Proporção – Explique que, nas páginas de um livro, nem sempre é possível respeitar a proporção entre os elementos (é o caso do tamanho dos astros do Sistema Solar e a distância entre eles, por exemplo). É isso o que pretendemos explicitar com a informação “Elementos não representados em proporção de tamanho entre si”. Por exemplo: se houvesse um desenho de um elefante e uma formiga, para que ficassem visíveis, não seria possível representá-los proporcionalmente: a formiga ficaria muito pequena ou o elefante ficaria muito grande. • Uso de cores artificiais – Mostre que a fotografia de um microrganismo foi colorida artificialmente (com o uso de substâncias corantes, por exemplo) para destacar melhor sua forma ou que cores diferentes das reais foram usadas nas figuras do corpo humano para que pudéssemos diferenciar melhor suas estruturas. • Cortes e figuras do corpo humano – Faça que os alunos percebam que algumas estruturas do corpo humano são desenhadas em corte, o que permite serem vistas “por dentro”. Em outros casos, alguns órgãos não são desenhados para possibilitar a visualização de outros. • Tamanho dos seres vivos – Em diversas fotografias, procuramos apresentar ícones com silhueta e barra de escala que visam informar sobre os tamanhos reais dos seres vivos, de modo que os alunos possam ter a noção de tamanho e fazer comparações. • Ampliação das imagens feitas ao microscópio – O número que aparece nas legendas de fotografias feitas com o auxílio do microscópio mostra quantas vezes a imagem foi ampliada em relação ao tamanho original do item mostrado. Explique aos alunos que esses números geralmente são muito grandes porque o objeto/ser é muito pequeno; é preciso ampliar a imagem muitas vezes, com a ajuda do microscópio, até que possamos enxergá-lo.

Os livros didáticos usualmente tentam suprir as dificuldades de entendimento da escrita com a utilização de ilustrações. A compatibilização das ilustrações com as informações apresentadas já é, por si só, um problema, ainda que, nas edições mais cuidadosas, esteja resolvido. [...] A maioria das ilustrações que se encontram nos bons livros é pouco explicativa para quem tem um primeiro contato com as informações a ser passadas. A utilização de cortes, de projeções bidimensionais, de perspectivas distorcidas e de ampliações torna os objetos tridimensionais irreconhecíveis para a maioria dos sujeitos que os veem pela primeira vez. Mais do que isso, leva à construção errônea de conceitos, relações e dimensões. Quem

só conhece o fígado pelos desenhos do aparelho digestivo dificilmente tem noção de seu tamanho e de sua posição no organismo. A representação usual do Sistema Solar, em perspectiva, acentua a forma elíptica das órbitas, fazendo com que seja impossível perceber que a órbita terrestre é praticamente circular. Dadas as distâncias e tamanhos dos planetas, revela-se inviável a representação em escala do Sistema Solar. Esse aspecto é muito pouco assinalado nas representações usuais, dificultando a tarefa de compreender, por exemplo, a diferença entre as fases da Lua e seus eclipses ou por que é a inclinação dos eixos associada ao movimento de translação da Terra, e não a excentricidade, a responsável pelas estações do ano.

DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André; PERNAMBUCO, Marta Maria. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. p. 296-297. (Coleção Docência em Formação).

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3. Pesquisas Pesquisar permite descobrir ou ampliar o que sabemos sobre determinado assunto. É fundamental que os alunos associem a pesquisa como uma importante ferramenta de aprendizagem. Pesquisar proporciona ao aluno desenvolver as habilidades de localizar, selecionar e usar informações, produzindo conteúdo próprio e significativo para ele. Entendemos que esse tipo de atividade contribui para o desenvolvimento de habilidades de investigação científica e autonomia do aluno. A pesquisa, para ser efetiva, deve ser ensinada na escola. Resumidamente, uma boa pesquisa pode ser guiada pelos seguintes passos: 1. Definir qual será o tema ou objetivo da pesquisa: responder a um questionamento, aprender mais sobre um processo ou pessoa, encontrar a solução para um problema, divulgar informações corretas sobre determinado assunto; 2. Pesquisar dados em fontes confiáveis e atuais (há mais comentários sobre a identificação de fontes confiáveis em outros pontos dos manuais da coleção). A troca de informações entre os alunos é desejável nesta etapa; 3. Seleção e registro das informações, quando se destacam, dos dados obtidos na pesquisa, aqueles relevantes para atingir o objetivo estabelecido; 4. Apresentar o resultado da pesquisa de modo organizado, em forma de texto, cartaz, palestra ou outros meios. 5. Avaliar se a pesquisa atendeu ao objetivo inicial. É importante ressaltar que, nos primeiros anos do Ensino Fundamental, o professor ainda tem papel determinante no encaminhamento e na própria execução da pesquisa. Nas primeiras atividades de pesquisa (e sempre que considerar necessário), é desejável expor para os alunos os passos descritos anteriormente, de forma a familiarizá-los com o método. Também se pode questionar os alunos de modo que eles próprios estabeleçam quais devem ser os passos para uma boa pesquisa escolar. Por exemplo: 1. Qual é o objetivo da nossa pesquisa? O que queremos saber? 2. Que materiais usaremos para chegar ao nosso objetivo? Iremos à biblioteca ou acessaremos a internet? Que tipo de livros ou sites deveremos procurar? É importante ressaltar que nos primeiros anos o professor ainda tem papel determinante no encaminhamento e na própria execução da pesquisa. Dessa forma, é possível que, no primeiro e no segundo anos do Ensino Fundamental, o professor forneça o material para a pesquisa. 3. Depois de encontrar os materiais sobre o assunto, o que deveremos fazer? Será preciso ler o material inteiro para encontrar o que desejamos? 4. Como deveremos apresentar o resultado da pesquisa? Para quem apresentaremos essas informações? 5. Após o término do trabalho, deveremos nos perguntar: nossa pesquisa atingiu o resultado desejado? Conseguimos descobrir o que queríamos?

4. Competência comunicativa: leitura, escrita e oralidade Trabalhar com o desenvolvimento da competência comunicativa auxilia o educando a tornar-se um leitor e produtor competente nas diferentes áreas do conhecimento. Nesta coleção, exploramos as oportunidades de aprimoramento da leitura, da escrita, da fala e da ampliação do vocabulário dos alunos, além de oferecermos textos adequados ao nível de compreensão deles, isto é, de acordo com sua faixa etária. Saber expressar-se e compreender uma linguagem é atribuir significado à informação, é dar sua própria interpretação de algo, é, por fim, aprender. O domínio da linguagem é essencial

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PARA SABER MAIS

CAVALLI-SFORZA; Luigi; CAVALLI‑SFORZA; Francesco. Quando surgiu a linguagem?. In: ______. Quem somos? História da diversidade humana. (Trad. Laura Cardellini Barbosa de Oliveira.) São Paulo: Editora UNESP, 2002. O texto fala sobre como o desenvolvimento da linguagem é parte do desenvolvimento da própria sociedade humana.

em todas as disciplinas, pois cada uma delas é, em si, uma linguagem. Aprender Ciências envolve o conhecimento de um vocabulário específico, de uma estrutura de pensamento e de um modo de ver o mundo característicos desta área. Ler e fazer ciência têm muito em comum: em ambas as atividades é preciso dispor de conhecimentos prévios, levantar hipóteses, determinar a relevância das informações, comparar, fazer pausas para avaliar a compreensão e detectar eventuais falhas etc.

5. Entrevistas A entrevista é um tipo particular de pesquisa. Ela pode ser usada tanto para conhecer a opinião dos entrevistados quanto para obter informações sobre algo da especialidade deles. Por meio dela, os alunos podem trabalhar habilidades de comunicação oral e escrita, além de vivenciar situações em que devem exercitar o respeito ao próximo, a cordialidade, a capacidade de elaborar boas questões e de valorizar outras formas de aprender e informar-se. Na coleção, estimulamos o uso da entrevista como maneira de se informar. Da mesma maneira que as demais estratégias, fazer uma entrevista também deve ser algo que o aluno aprende; portanto, deve ser um processo orientado pelo professor. É comum que alunos muito novos tenham dificuldade em fazer o registro das respostas do entrevistado; por isso, fique atento para auxiliá-los nessa tarefa e adequar o conteúdo e a quantidade de informações a ser registrados à faixa etária da classe. Para que seja proveitosa, a entrevista deve ser orientada e planejada. A seguir, listamos algumas etapas que podem facilitar esse processo: • Informar aos alunos o objetivo da entrevista e, se não houver uma pessoa predefinida, indicar o perfil que o entrevistado deverá ter (por exemplo, quem poderá ser, que características/conhecimentos ele deverá ter). • Oferecer aos alunos (principalmente aos mais novos) uma entrevista de revista, jornal ou site, nos moldes daquela que eles deverão fazer. Promova a leitura coletiva e peça à turma que levante alguns aspectos relevantes, como o tipo de questão, os indicativos da fala do entrevistador e do entrevistado e o registro escrito das expressões das pessoas (por exemplo: sorriso, silêncio). • Fazer uma pesquisa prévia sobre o entrevistado: nome, perfil profissional ou educacional, interesses, trajetória de vida etc. • Coletivamente, definir os assuntos de interesse da pesquisa com base em seu objetivo e na curiosidade dos alunos. Selecionar as questões que deverão ser feitas ao entrevistado, evitando as muito distantes do objetivo inicial e as que possam gerar respostas semelhantes. Organizar a dinâmica da entrevista: quem fará as perguntas, em que ordem as perguntas serão feitas, quem registrará as respostas, como será feito esse registro etc. Estruturar a dinâmica por escrito. • Combinar com os alunos como será a entrevista: ao vivo, por telefone ou por e-mail. Instruir os alunos a perguntar ao entrevistado quais dias e horários são bons para a realização da entrevista, informando-lhe também quanto tempo, aproximadamente, ela deverá durar. Destacar a importância de se respeitar o entrevistado, especialmente no momento em que ele estiver falando e, ao final, agradecer pelas informações fornecidas. • Em classe, organizar o material obtido de acordo com a proposta inicial. • Promover uma conversa coletiva com a classe para que os alunos avaliem o resultado do trabalho e verificar se os objetivos foram alcançados.

6. Visitas a espaços culturais É importante que o professor seja um agente disseminador dos espaços culturais de sua região. Conheça-os com seus alunos e aproveite os recursos oferecidos pelos locais. Os alunos devem ser ensinados a valorizar espaços fora da escola que favoreçam a pesquisa e a aprendizagem. Além de

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museus e centros de pesquisa, há observatórios astronômicos, universidades, zoológicos, jardins botânicos, bibliotecas e centros de ciência, por exemplo. Para conhecer os museus de seu interesse, consulte o Guia dos Museus Brasileiros, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura) e disponível em: <http://livro.pro/ ab5gg3>. Acesso em: out. 2017. O guia traz dados como o ano de criação, a situação atual, o endereço, o horário de funcionamento, a tipologia de acervo, a acessibilidade, a infraestrutura para recebimento de turistas estrangeiros e a natureza administrativa de mais de 3 mil museus já mapeados pelo Ibram em território nacional. O material está dividido por região, para facilitar o acesso.

7. Projetos e feiras de Ciências Projetos caracterizam-se por unidades de trabalho relativamente amplas, com um objetivo próprio. Os projetos geralmente são produzidos em grupo, e os alunos partem de um problema em busca de sua solução. Os resultados dos projetos (em geral, demonstrações de experimentos, procedimentos, modelos, inovações tecnológicas ou resultados de pesquisas) podem ser apresentados nas tradicionais feiras de Ciências. Em linhas gerais, os projetos devem ser orientados segundo alguns passos: • Definição do tema: considerar um tema de importância particular para a turma ou comunidade. O tema pode ser trabalhado de forma interdisciplinar, isto é, envolvendo outras áreas do conhecimento. • Escolha do problema: momento de transformar o tema em uma questão que estimule a busca de informações e soluções. • Conteúdos e atividades necessárias para o tratamento do problema: momento de elaborar com a classe as formas de conduzir a investigação — quais atividades serão realizadas, quem deverá realizá-las, quais materiais serão necessários, como os dados serão organizados e que público será alvo do projeto. • Intenções educativas ou objetivos: definição e apresentação dos objetivos da investigação para os alunos. • Fechamento: é feito por meio da organização e interpretação dos dados que respondem ao problema inicial e da definição de como esses dados serão apresentados ao público a que se destinam. Aqui se enquadram a elaboração de folhetos, jornais, cartazes, encenações, maquetes, demonstrações ou exposições em feiras de Ciências. • Avaliação: podem-se avaliar a colaboração dos alunos no grupo, o resultado final, as dificuldades ao longo do percurso, a recepção do público-alvo, entre outros aspectos. Também é interessante promover a autoavaliação dos participantes sobre suas contribuições durante a execução do projeto em grupo. Acreditamos que as propostas de projeto devem ser uma decisão coletiva e fundamentada pelos critérios do professor, levando em consideração a realidade da escola e da comunidade, o tempo disponível, o público-alvo, o interesse da classe e a integração com as demais disciplinas. Ressaltamos que a coleção oferece vários temas e ideias que podem incitar a montagem de projetos e exposições em feiras de Ciências.

PARA SABER MAIS

BRASIL, Ministério da Educação. Programa Nacional de apoio às feiras de Ciências. Disponível em: <http:// livro.pro/jcrid4>. Acesso em: 20 out. 2017.

POR QUE INTEGRAR AS AULAS COM RECURSOS DIGITAIS? Sabemos que o livro didático é apenas uma das ferramentas que o professor e o aluno têm para o aprendizado. É preciso que o professor disponha de um conjunto de ferramentas, cada uma para um determinado objetivo, de forma que uma possa complementar a outra. Nos dias de hoje, a tecnologia está fortemente presente na vida das pessoas. Muitas crianças já nascem “plugadas”, acostumadas desde cedo a lidar com computadores, controles,

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botões etc. Elas são nativas nesse mundo digital. É muito natural, para elas, que computadores e internet sejam indissociáveis do processo de aprender. Além disso, com a ampliação do uso dos smartphones, mais pessoas têm acesso à internet e os aplicativos de mensagens instantâneas vêm ganhando espaço na dinâmica da sociedade. Vemos nas novas mídias muitas vantagens: elas são atrativas e contribuem para aguçar a curiosidade das crianças. Além disso, a internet é fonte inesgotável de troca: nela, somos tanto consumidores quanto produtores de conhecimento e informação. Esse fato merece certa atenção, pois a internet também tem notícias falsas e teorias pseudocientíficas. Com isso, o professor assume cada vez mais o papel de problematizador, passando a desafiar os alunos a encontrar as informações, distinguir informações confiáveis e atualizadas daquelas que não podem ser utilizadas, disponibilizá-las na mídia, entre outras “novas” habilidades que o mundo digital nos apresenta. Estamos de acordo com Regina Célia C. Haydt quando diz que:

[...] podemos concluir que a preocupação da escola não deve ser apenas com a aprendizagem da Informática. Sua tônica deve recair principalmente sobre a aprendizagem pela Informática. Pois é pelo uso do computador que o educando experimenta e verifica as formas de pensamento, num contexto de resolução de problemas e de comunicação, bem como desenvolve processos que ele pode transpor para outras disciplinas. O aluno deve ter a possibilidade de manipular o computador como um suporte para as suas descobertas. HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de didática geral. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006. p. 280.

PARA SABER MAIS

GVT. Guia para o uso responsável da internet – Volume 2. Disponível em: <http://livro.pro/uncnt6>. Acesso em: 20 out. 2017. SANCHO, Juana Maria; HERNÁNDEZ, Fernando. Tecnologias para transformar a educação. Porto Alegre: Artmed, 2006. SITES e portais nacionais e internacionais para auxiliar a pesquisa e a formação de professores. Brasília: Portal do Professor. Disponível em: <http://livro.pro/vfo9fy>. Acesso em: 20 out. 2017. COLABORAÇÃO. Brasília: Portal do Professor. Disponível em: <http://livro.pro/ ow79wj>. Acesso em: 20 out. 2017. CATEGORIAS. Brasília: Portal do Professor. Disponível em: <http://livro.pro/u4dh9e>. Acesso em: 20 out. 2017.

Há diversas formas de trabalhar com esses recursos, e a própria rede mundial de computadores nos dá dicas. Ensinar aos alunos que, nos dias de hoje, saber como obter e selecionar informações tem cada vez mais valor. Uma pessoa pode deter uma quantidade limitada de conhecimento; porém, se ela aprende como e onde buscar esse conhecimento, não há limites para o que pode conseguir. A rede também é democrática: os usuários são, ao mesmo tempo, consumidores e produtores de conhecimento. Veja o caso da Wikipédia, em que o produto final é construído coletivamente pelos usuários. Nela, segundo Pedro Demo “se pode aprender como fazer texto científico de qualidade, discutir produtivamente on-line, preferir a autoridade do argumento ao argumento da autoridade, participar do ambiente científico sem pruridos acadêmicos”. Estimular os alunos a não apenas buscar, mas construir conhecimento com o auxílio dos recursos digitais: criar um blogue, uma página de fotografias dos procedimentos experimentais da turma, um grupo de discussão, o site da classe com slides com explicações sobre conceitos aprendidos, a escrita coletiva de um livro digital, tabelas e gráficos para ilustrar conceitos, entre outros. O próprio aparelho de celular amplia as possibilidades de trabalhos em sala de aula. Esse aparelho pode ser usado para filmar ou gravar entrevistas, fazer registros por fotografias ou vídeos, compartilhar informações ou mesmo usar aplicativos (apps) educacionais. Sugerimos, na seção Para saber mais, ideias e sugestões do Portal do Professor do MEC. Infelizmente, é fato que há ainda um grande número de pessoas excluídas dessa realidade digital. Muitos professores não têm acesso a computadores, enquanto seus alunos navegam na rede e ouvem música em seus tocadores digitais; o contrário também é verdadeiro. Faz-se realmente necessário que as escolas disponham de uma estrutura básica para o trabalho com as novas mídias.

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BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR A Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) é um documento elaborado por uma equipe de técnicos do Ministério da Educação (MEC), especialistas, associações científicas e professores universitários, e que contou com ampla discussão e participação dos membros da sociedade. Esse documento indica os conhecimentos, as habilidades e as competências que se espera que os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade. Na sua formulação, os redatores da BNCC se apoiaram em documentos como a Constituição Federal de 19886, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)7, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN)8 e o Plano Nacional de Educação (PNE)9. A BNCC deverá servir de base para a elaboração dos currículos, que poderão definir como as habilidades propostas no documento serão implementadas em sala de aula. Sendo assim, a BNCC e os currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da educação básica. O documento afirma que:

Em um país como o Brasil, com autonomia dos entes federados, acentuada diversidade cultural e profundas desigualdades sociais, a busca por equidade na educação demanda currículos diferenciados e adequados a cada sistema, rede e instituição escolar. Por isso, nesse contexto, não cabe a proposição de um currículo nacional. [...] Assim, a equidade requer que a instituição escolar seja deliberadamente aberta à pluralidade e à diversidade, e que a experiência escolar seja acessível, eficaz e agradável para todos, sem exceção, independentemente de aparência, etnia, religião, sexo ou quaisquer outros atributos, garantindo que todos possam aprender. [...] A equidade supõe a igualdade de oportunidades para ingressar, permanecer e aprender na escola, por meio do estabelecimento de um patamar de aprendizagem e desenvolvimento a que todos têm direito. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Terceira versão. Brasília, 2017, p. 10-11.

A BNCC afirma o compromisso com a formação integral dos estudantes, ou seja, aquela que conta com a construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens que atendam as necessidades, as possibilidades e os interesses dos alunos e, também, os desafios da sociedade contemporânea, de modo que forme pessoas autônomas, capazes de usar essas aprendizagens em suas vidas. Para isso, esse documento estabelece dez competências gerais que todo aluno deverá desenvolver na educação básica.

6 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>. Acesso em: 20 out. 2017. 7 BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 de dezembro de 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 20 out. 2017. 8 BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 de julho de 2010, Seção 1, p. 10. Disponível em: <http://pactoensinomedio.mec.gov.br/images/pdf/pceb007_10.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017. 9 BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 de junho de 2014. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm>. Acesso em: 20 out. 2017. 10 BRASIL. Ministério da Educação. BNCC, 3ª versão. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base>. Acesso em: 20 out. 2017.

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COMPETÊNCIAS GERAIS DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fenômenos e processos linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a construção de uma sociedade solidária. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo-visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Terceira versão. Brasília, 2017, p. 18-19.

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BNCC e as Ciências da Natureza De acordo com a BNCC, o ensino de Ciências da Natureza é imprescindível para a formação integral dos estudantes. O documento afirma que

Para debater e tomar posição sobre alimentos, medicamentos, combustíveis, transportes, comunicações, contracepção, saneamento e manutenção da vida na Terra, entre muitos outros temas, são imprescindíveis tanto conhecimentos éticos, políticos e culturais quanto científicos. Isso por si só já justifica, na educação formal, a presença da área de Ciências da Natureza, e de seu compromisso com a formação integral dos alunos. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Terceira versão. Brasília, 2017. p. 273.

A BNCC, assim como outros documentos como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), enfatiza a importância do currículo contextualizado na realidade local, social e individual da escola e do seu alunado, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade cultural. Atenção especial deve ser dada ao letramento científico para que o ensino de Ciências não seja um apanhado de conceitos sem significado para os alunos. Mais do que acumular conceitos, os alunos precisam ser habilitados a compreender e interpretar o mundo, bem como a transformá-lo, ou seja, interferir nele de forma consciente, sabendo que suas ações têm consequências que podem ser refletidas na vida individual e coletiva.

[...] No novo cenário mundial, comunicar-se, ser criativo, analítico-crítico, participativo, produtivo e responsável requer muito mais do que a acumulação de informações. Aprender a aprender, saber lidar com a informação cada vez mais disponível, atuar com discernimento e responsabilidade nos contextos das culturas digitais, aplicar conhecimentos para resolver problemas, ter autonomia para tomar decisões, ser proativo para identificar os dados de uma situação e buscar soluções, são competências que se contrapõem à concepção de conhecimento desinteressado e erudito entendido como fim em si mesmo. BRASIL. Ministério da Educação Base Nacional Comum Curricular. Terceira versão. Brasília, 2017. p. 17.

A BNCC enfatiza a importância de estimular os alunos a exercitar a observação, a experimentação e a investigação. Porém, o processo investigativo deve ser entendido no seu sentido mais amplo. É essencial motivar os estudantes a serem questionadores e divulgadores dos conhecimentos científicos, sendo capazes de exercer plenamente a sua cidadania. No desenvolvimento das aprendizagens essenciais propostas pela BNCC, é importante que os alunos reconheçam a Ciência como construção humana, histórica e cultural e se identifiquem como parte do processo de construção do conhecimento científico. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, as experiências e vivências dos alunos devem ser o ponto de partida para a sistematização do conhecimento científico. Para tanto, é proposto que os assuntos sejam apresentados à Ciência com base em elementos concretos, considerando a disposição emocional e afetiva dos estudantes. O ensino de Ciências deve aguçar a curiosidade natural das crianças, incentivando a formulação de perguntas e, assim, eles sejam capazes de, no decorrer dos anos escolares, usar o conhecimento científico para avaliar e intervir nas diferentes situações que lhe sejam impostas, assumindo o protagonismo na escolha de posicionamentos e desenvolvendo uma visão mais sistêmica do mundo.

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ESTRUTURA DA COLEÇÃO Esta coleção está estruturada de maneira simples e clara, de modo que facilite a compreensão de sua organização pelo aluno e favoreça os objetivos propostos. Os livros estão organizados em Unidades que apresentam assuntos que exploram e desenvolvem os conteúdos e conceitos. As seções são apresentadas de forma sistemática ao longo de cada volume.

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1. O que as crianças da imagem estão fazendo? Estão brincando

PÁGINAS DE ABERTURA

de soltar pipas.

2. Na região onde você mora, como é conhecido o objeto que serve de brinquedo para as crianças da imagem? Pipa, papagaio, raia, cângula, pandorga, entre outros.

3. Além do brinquedo em si, o que é preciso para essa brincadeira?

NERIVAL RODRIGUES. 2017. ÓLEO SOBRE TELA. COLEÇÃO PARTICULAR

De vento.

Meninos empinando pipas, de Nerival Rodrigues, 2017. Óleo sobre tela. Dimensões: 40 centímetros × 50 centímetros. Coleção particular.

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PÁGINAS DE CONTEÚDO Abordam os temas propriamente ditos, desenvolvendo-os em textos objetivos e adequados ao nível de leitura dos alunos (em crescente aumento de complexidade, ao longo dos volumes da coleção), além de imagens colocadas de forma que complementem e facilitem sua compreensão. Os temas também são tratados por meio de atividades que buscam o desenvolvimento de habilidades que favoreçam a investigação, o pensamento crítico, a comunicação oral e escrita e a produção de materiais próprios. Também são apresentadas perguntas iniciais para a sensibilização e o levantamento de conhecimento prévio.

Nós, assim como outros animais, nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos. Nós também dependemos dos recursos do meio para a nossa alimentação e abrigo. Outras respostas são possíveis.

1.SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS

Podemos habitar vários ambientes, desde os mais gelados até os mais quentes. Isso porque somos capazes de modificar o ambiente e ajustá-lo às nossas necessidades.

A diversidade de seres vivos no planeta é enorme. Então, para tentar estudá-la, os cientistas classificaram os seres vivos em cinco grandes grupos, chamados reinos. Um desses reinos é o reino animal, do qual fazemos parte, com os gatos, cachorros, jacarés, tucanos, entre outros.

Há pessoas que vivem em regiões geladas do planeta, como na Groenlândia, 2015.

Peixe, minhoca, cachorro, sapo e ser humano – todos fazem parte de um mesmo grupo: o grupo dos animais!

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Assim como os demais animais, nós nascemos, crescemos, podemos nos reproduzir e morremos, ou seja, temos um ciclo vital.

Trabalha com atividades práticas, produção de modelos, pequenos experimentos e outras propostas de desenvolvimento do método científico. Oferece oportunidades para familiarizar o aluno com o fazer ciência e com as habilidades mais comuns da investigação científica.

Alguns indígenas brasileiros habitam regiões de floresta, como os Kamayurá, que vivem em Querência, no estado do Mato Grosso, 2011. Há pessoas que vivem em grandes cidades, como Recife, no estado de Pernambuco, 2015.

Os seres humanos nascem, crescem, podem se reproduzir e envelhecem.

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M ÃO N A M ASSA

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3. Peça ao colega que fique parado por alguns minutos, enquanto você desenha a sombra dele no chão, usando giz.

RAMONA KAULITZKI/ SHUTTERSTOCK.COM

MÃO NA MASSA

Como os outros animais, nós também dependemos dos recursos do ambiente para sobreviver. Precisamos de alimentos, de água e de abrigo, por exemplo.

Nós, seres humanos, também somos animais. Converse com seus colegas, e procurem listar semelhanças entre os seres humanos e outros animais.

RENATO SOARES/PULSAR IMAGENS

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ILUSTRAÇÕES: LEO TEIXEIRA

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VADIM NEFEDOFF/SHUTTERSTOCK.COM

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Com a finalidade de despertar o interesse para os conteúdos a serem trabalhados na unidade, estas páginas procuram ainda levantar conhecimentos prévios do aluno. É possível explorar outras possibilidades na leitura das imagens, deixando que o interesse dos alunos guie a conversa inicial e os questionamentos que dela possam surgir.

TRAVELVIEW/SHUTTERSTOCK.COM

O AR

4. Ao lado da sombra desenhada, escreva o nome dele e a hora. 5. Troque de lugar com seu colega. Agora, é a vez dele de desenhar sua sombra no chão. Ele deve usar uma cor de giz diferente e anotar seu nome e o horário ao lado do desenho.

As duas atividades práticas a seguir devem ser feitas em um dia ensolarado. Caso você fique na escola de manhã e de tarde, a atividade pode ser desenvolvida com a ajuda de um colega, no pátio ou em outro lugar da escola que bata sol. Caso você fique apenas um período na escola, faça a atividade em casa, mas escolha um lugar onde você possa riscar o chão com giz e, nesse caso, conte com a ajuda de uma pessoa de sua família.

6. Na parte da tarde, por volta das 16 horas, posicionem-se no mesmo local onde estiveram de manhã. Observem as sombras que vocês formaram no chão. 7. Desenhem novamente a sombra de cada um, escrevendo o horário ao lado de cada desenho.

ATIVIDADE 1 – BRINCANDO COM SUAS SOMBRAS Nesta atividade, vocês vão observar as sombras formadas por vocês.

M ATERIAL • Giz de diferentes cores

Respondam:

Atenção Atenç Atenção Não Não olhem olhem diretamente diretamente para oo Sol. Sol. Isso Isso pode pode causar causar para problemas de de visão. visão. problemas

RAITAN OHI

UNIDADE

1. Por que vocês acham que essa atividade tem de ser feita em um dia ensolarado? Resposta da dupla.

• Relógio

PROCEDIMENTO 1. De manhã, por volta das 8 horas, vá ao pátio da escola ou ao local escolhido para desenvolver a atividade. Forme dupla com um colega ou peça a ajuda de uma pessoa da família. 2. Observem as sombras que vocês formam no chão. As cores não correspondem aos tons reais.

2. Será que daria certo brincar com as sombras em um quarto escuro? Resposta da dupla. As sombras não são formadas em um quarto escuro. 1058-CIE-V2-U08-LA-I011 Ilustração (MÉDIA) da atividade experimental: duas crianças, no pátio da escola em dia ensolarado. Ilustrar uma menina negra uniformizada (bermuda e camiseta), de aproximadamente sete anos, parada com os braços abertos. Agachado ao lado da menina, representar um menino branco (com traços de síndrome de Down) uniformizado, de cabelos castanhos, com giz na mão esquerda (canhoto). Ele deve estar contornando a sombra da menina no chão. NOVO

3. Observem as sombras desenhadas no período da manhã e aquelas desenhadas no período da tarde. Existe diferença entre elas? Por que vocês acham que isso aconteceu? Espera-se que os alunos notem que a direção e o tamanho das sombras mudaram. Isso aconteceu porque a fonte de luz, no caso o Sol, mudou de posição.

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NAZAR YOSYFIV/ SHUTTERSTOCK.COM

ATIVIDADES ATIVIDADES

São propostas que conectam os temas estudados na unidade. Trabalham com diferentes habilidades e procuram levar o aluno a aplicar os conhecimentos adquiridos, visando à sistematização dos conceitos apresentados. Em algumas unidades há a atividade Contando História que trabalha a oralidade e a escrita, retoma os principais pontos estudados na unidade de uma maneira diferente da usualmente empregada e possibilita o trabalho atitudinal de forma lúdica, estimulando a imaginação das crianças.

3. Faça o que se pede. a) Veja a localização do Brasil e a do Japão em um globo terrestre. O que você pode observar em relação à posição desses países no globo? Espera-se que os alunos reconheçam que os dois

1. Ligue cada astro à palavra correspondente.

países estão em lados opostos do planeta.

Estrela

b) O que é possível afirmar sobre o Brasil e o Japão no que diz respeito à iluminação do planeta? c) Os desenhos a seguir representam duas cenas da vida de Murilo no Japão. Pinte a cena que representa o que Murilo deve estar fazendo enquanto você está almoçando.

Satélite natural

RAITAN OHI

DANIEL FUNG/SHUTTERSTOCK.COM, JOHAN SWANEPOEL/ SHUTTERSTOCK.COM; EDITORIA DE ARTE

Planeta

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

CONTANDO HISTÓRIA Com mais dois colegas, imaginem como seria a vida no planeta se não existissem os dias e fosse sempre noite. Como isso influenciaria a rotina das pessoas? As paisagens seriam as mesmas ou seriam outras? Como o tempo seria contado? Criem uma história. No dia combinado pelo professor, compartilhem a história de vocês com os demais colegas e ouçam as histórias deles.

2. Observe o pensamento de Ana. a) Qual é o verdadeiro formato das estrelas? Pesquise em livros, enciclopédias ou na internet.

POR QUE A GENTE COSTUMA DESENHAR ESTRELAS ASSIM ? QUANDO EU OLHO PARA O CÉU, NÃO PARECE QUE AS ESTRELAS TÊM ESSA FORMA!

O formato das estrelas é esférico, como o dos planetas.

INSTITUTO CIÊNCIA HOJE

FIQUE LIGADO O mistério das estrelas. Ciência Hoje das Crianças Crianças, 12 dez. 2012. Disponível em: <http://livro.pro/ rjrvjq>. Acesso em: maio de 2017. Por que as estrelas piscam? Por que não vemos as estrelas durante o dia? O astrônomo Jaime Villas da Rocha responde a essas duas questões.

b) O que você falaria para ajudar Ana a esclarecer sua dúvida? Resposta pessoal. ITAN

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OHI

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RA

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FIQUE LIGADO Esta seção apresenta sugestões de obras (livros, sites, filmes, vídeos etc.) acerca do tema trabalhado na unidade para apoiar o desenvolvimento da competência leitora, complementar os assuntos e ampliar o repertório cultural e linguístico dos alunos.

LEO TEIXEIRA

QUAIS SÃO OS SERES VIVOS DA IMAGEM? E OS ELEMENTOS NÃO VIVOS?

Espera-se que os alunos apontem as pessoas, o coqueiro, a estrela-do-mar, a ave e o caranguejo como seres vivos. A areia, a água e o ar são elementos não vivos. Pode ser que alguns alunos também citem os objetos, como a cadeira e os brinquedos do menino, como

Para não poluir o ar, a queima do lixo e das matas não deve ser praticada. E os veículos e as fábricas devem ter filtros específicos para reter os gases poluentes que Incineração: queima. forem produzidos em seus processos.

Traz a explicação de palavras ou expressões consideradas mais complexas.

AS CORES NÃO CORRESPONDEM AOS TONS REAIS.

KAJAKIKI/E+/GETTY IMAGES

ADAPTADOS: QUE APRESENTAM CARACTERÍSTICAS QUE FAVORECEM A SOBREVIVÊNCIA EM DETERMINADO AMBIENTE.

Os gases liberados nas queimadas de matas e florestas, na incineração do lixo, nos escapamentos de veículos e nas fábricas de diversos tipos de materiais e produtos colaboram para a chamada poluição do ar.

GLOSSÁRIO

PRESS

DESCREVA O QUE HÁ NO AMBIENTE EM QUE VOCÊ ESTÁ. Resposta pessoal.

NO AMBIENTE, PODEMOS ENCONTRAR SERES VIVOS E ELEMENTOS QUE NÃO TÊM VIDA. AS PESSOAS, OS OUTROS ANIMAIS E AS PLANTAS SÃO EXEMPLOS DE SERES VIVOS. A ÁGUA, A LUZ E AS PEDRAS SÃO EXEMPLOS DE ELEMENTOS NÃO VIVOS. NO PLANETA TERRA, HÁ VÁRIOS AMBIENTES DIFERENTES. HÁ AMBIENTES FRIOS, QUENTES, SECOS OU CHUVOSOS. HÁ AMBIENTES AQUÁTICOS E TERRESTRES. AMBIENTES AQUÁTICOS SÃO AQUELES COBERTOS POR ÁGUA, COMO RIOS, LAGOS, MARES E OCEANOS. AMBIENTES TERRESTRES SÃO AQUELES QUE NÃO SÃO COBERTOS POR ÁGUA. CADA AMBIENTE TEM SERES VIVOS E ELEMENTOS NÃO VIVOS CARACTERÍSTICOS. OS SERES VIVOS PRECISAM DOS ELEMENTOS NÃO VIVOS DO AMBIENTE PARA VIVER. DIZEMOS QUE OS SERES VIVOS ESTÃO ADAPTADOS AO AMBIENTE EM QUE VIVEM.

ANDRÉ LUCAS ALMEIDA/FUTURA

1.O AMBIENTE

10 elementos não vivos.

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O ar poluído pode afetar a saúde das pessoas e dos outros seres vivos. Na fotografia, criança com problemas respiratórios decorrentes da poluição fazendo inalação em um hospital.

Esse boxe traz informações e curiosidade que complementam o tema apresentado.

SABIA QUE...

INKED PIXELS SHUTTERSTO / CK.CO

Alguns dos gases liberados pelas atividades humanas têm causado o chamado aquecimento global, que é o aumento na temperatura média do planeta. O aquecimento global é um dos problemas ambientais mais graves enfrentados atualmente.

NOVAS PERGUNTAS

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NOVAS PERGUNTAS

EDITORIA DE ARTE

PRODUTO

A ÁGUA ESTÁ EM TUDO!

QUANTIDADE DE ÁGUA CONSUMIDA NA PRODUÇÃO

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

= 10 litros GOLDEN SIKORKA/SHUTTERSTOCK.COM, GIORGIO MORARA/SHUTTERSTOCK.COM, PUPAHAVA/SHUTTERSTOCK.COM, AUNAAUNA/SHUTTERSTOCK.COM, SKALAPENDRA/SHUTTERSTOCK.COM, WEENEE/SHUTTERSTOCK.COM; EDITORIA DE ARTE

1. Observe o infográfico abaixo.

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Veja na tabela a seguir a quantidade de água consumida na fabricação de alguns produtos:

PLANETA SUSTENTÁVEL/ABRIL COMUNICAÇÕES S/A

Apresenta questões um pouco mais diferenciadas do que as da seção Atividades. A leitura e a interpretação de textos, tabelas e tirinhas são recorrentes nesta seção. Os alunos serão estimulados a refletir sobre sustentabilidade, valores e atitudes, percebendo que pode haver diferentes caminhos para a resolução de um problema. A seção ainda tem o papel de promover o debate, a tolerância e as ferramentas que ajudem os alunos a resolver conflitos, considerando tanto aspectos individuais como coletivos. As atividades propostas na seção Vamos além estimulam os alunos a fazerem novas perguntas e, dessa forma, a serem protagonistas e a perceberem que fazem parte da construção do conhecimento científico.

O ar poluído contém poeira, fuligem e diversas substâncias que são prejudiciais à saúde. O ar, carregado de poluentes, deixa de ser invisível. Na fotografia, camada de ar poluído sobre a cidade de São Paulo, no estado de São Paulo, 2014.

ROCKY ROKI/SHUTTERSTOCK.COM

SABIA QUE...

M

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Folha de papel

Camiseta

= 2 500 litros

Galão 10 litros

Bombona 100 litros

Piscina 1 000 litros

Reservatório 100 000 litros

Calça jeans

= 10 850 litros

= 400 000 litros Carro

Tabela elaborada com base em: Quantos litros de água são usados na fabricação de cada produto? Revista Época, São Paulo, 23 mar. 2013. Meio ambiente. Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ noticia/2013/03/quantos-litros-de-agua-sao-usados-na-fabricacao-de-cada-produto.html>. Acesso em: fev. 2017.

Fonte: Planeta sustentável. A água que você não vê. Disponível em: <http://sustentahabilidade.com/agua-virtual-a-agua-que-nao-vemos/>. Acesso em: fev. 2017.

a) Qual desses alimentos consome a maior quantidade de água em sua produção?

VAMOS ALÉM

Espera-se que os alunos percebam que é possível consumir produtos que gastem menos água na sua produção, tanto alimentos como outros itens.

• Você já havia pensado que, toda vez que deixa comida no prato ou joga um produto em bom estado no lixo, também está desperdiçando água?

A manteiga.

b) Qual desses alimentos consome a menor quantidade de água em sua produção?

• Você acha que é possível economizar água fazendo escolhas mais conscientes no dia a dia?

A batata.

• Forme grupo com mais dois colegas. Juntos, elaborem uma lista de ações que vocês podem fazer para evitar o desperdício de água no dia a dia de vocês. Em uma cartolina, desenhem as ações que pretendem colocar em prática para ajudar a cuidar da água do planeta.

A água, além de servir para matar a nossa sede e limpar a casa, é usada na produção de vários alimentos e na fabricação de outros produtos, desde a camiseta que usamos até a montagem de um carro! 54

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LEGENDA

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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QUADRO PROGRAMÁTICO DA COLEÇÃO 1o ano

2o ano

3o ano

1

O estudo de Ciências O que vamos estudar O ambiente Os animais e as plantas O solo A água O ar As pessoas e o ambiente

O ambiente e os seres vivos O ambiente O ciclo vital dos animais O ciclo vital das plantas As necessidades dos seres vivos

Organizando os seres vivos em grupos Organizando os elementos da natureza Classificando os animais Grupos de animais vertebrados Grupos de animais invertebrados

2

O ser humano e a saúde Meu corpo Nascimento e crescimento Cuidando da saúde/higiene do corpo Alimentos e vida saudável Mexendo o corpo

Os vegetais As plantas são seres vivos As plantas e outros seres vivos Como as plantas respiram e se alimentam Luz e as plantas

A alimentação e reprodução dos animais A alimentação dos animais A reprodução dos animais Nascemos e crescemos Convivendo com as mudanças Animal de estimação

3

Noite e dia Os dias e as noites Os períodos do dia Contando o tempo: o calendário Idade

Água para todos Um recurso precioso O mau uso da água A importância de economizar água Tratamento de água e de esgoto

A Terra e seus recursos A forma da Terra De que é feito o planeta Terra? A água O ar O solo Outros recursos Erosão

4

Materiais e máquinas Os materiais e os objetos Como são os materiais? Ferramentas e máquinas Consumo consciente

O ar Conhecendo o ar Componentes do ar Usos e poluição do ar

O solo Conhecendo o solo Os diferentes tipos de solo Usos e conservação do solo Hortas urbanas

5

Somos seres humanos Semelhanças e diferenças Diferentes povos pelo mundo Somos diferentes Como percebemos o mundo Direitos humanos

Biomas brasileiros Brasil: um país diverso Amazônia Cerrado Mata Atlântica Caatinga Pantanal Pampa Ecoturista

6

Saúde O corpo e as doenças Prevenindo as doenças O microscópio Como combater o mosquito Aedes aegypti

Nós e o planeta Os ciclos da natureza O que há no céu de dia e de noite? O ser humano e o ambiente O uso dos recursos naturais Consumo consciente

7

Materiais e energia Os materiais Objetos de ontem e de hoje Energia Veículos: máquinas movidas a energia A evolução da iluminação Telefone celular

O lixo O que acontece com o que jogamos fora? O lixo é um grande problema Soluções para o lixo Decomposição de materiais do solo Reciclagem

O céu O que há no céu? O calor do sol A observação do céu Os dias e as noites Sombras

Som, calor e luz Energia Som Calor Condutores e isolantes térmicos Capacidade isolante de diferentes materiais Luz Trajeto da luz As cores da luz Proteger a visão e a audição

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4o ano

5o ano

As plantas As plantas se alimentam A fotossíntese A germinação das sementes de feijão Reprodução dos vegetais Origem dos alimentos

Os alimentos Por que precisamos comer? Os alimentos A conservação dos alimentos Os nutrientes Alimentação saudável Má alimentação x saúde Alimentação sustentável

Os seres vivos se relacionam As cadeias e as teias alimentares Os seres decompositores O fermento e a decomposição Fluxo de energia e ciclo de nutrientes Outras relações entre os seres vivos Interferência dos seres humanos no ambiente

A digestão e a respiração A digestão e o sistema digestório As funções do sistema digestório A mastigação A digestão dos lipídios A respiração e o sistema respiratório As trocas gasosas

A organização do corpo humano Os níveis de organização do corpo As células e os tecidos A saúde do corpo humano Os órgãos e os sistemas Os hormônios

A circulação e a excreção O sistema cardiovascular O coração e a circulação do sangue Medindo a frequência cardíaca O sistema urinário A organização e funcionamento do corpo humano Doação de órgãos e tecidos

Os sentidos e o sistema nervoso Os sentidos e os órgãos dos sentidos Olfato e gustação Visão, audição e equilíbrio Sons, tato e imagens O sistema nervoso Neurônios e impulsos nervosos

Evolução da vida A transformação da Terra Os seres vivos e seus ancestrais O calendário cósmico Fósseis A seleção natural A seleção artificial

Ossos e músculos As pessoas se movimentam Como nos movimentamos A mochila ideal A saúde de músculos e ossos Nossa escola está adaptada à pessoa com deficiência física?

A água Os estados físicos da água O ciclo da água A água: uma solução e um solvente Usos da água Poluição da água

Reprodução humana A adolescência O sistema genital A fecundação A gestação O problema das fraldas descartáveis Coisa de menino e coisa de menina?

Vivendo em equilíbrio com o planeta O aumento da população mundial Principais problemas ambientais A biodiversidade em perigo O desenvolvimento sustentável Soluções para o lixo Educação ambiental Formas de energia

A matéria e suas transformações A matéria Massa e volume Flutua ou afunda A matéria sofre transformações A fermentação De onde vem o pão

A imensidão do Universo O Universo O Sistema Solar A rotação: dias e noites Movimento aparente do Sol Pontos cardeais A translação: estações do ano A Lua O Sol e a energia na Terra

Eletricidade e magnetismo Percebendo a eletricidade Cargas elétricas O movimento das cargas elétricas Analisando a “conta de luz” O magnetismo Construindo uma bússola O eletromagnetismo Economia de energia elétrica A observação dos astros do Universo Diferentes formas de “ler” o céu Diferentes céus Como localizar os astros Construção de uma lupa caseira O movimento aparente dos astros O céu em diferentes épocas do ano A Lua Estrelas da bandeira brasileira

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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA E RECOMENDADA BIZZO, Nélio. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2000. BIZZO, Nélio. Pensamento científico: a natureza da ciência no ensino fundamental. São Paulo: Melhoramentos, 2012. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Terceira versão. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base>. Acesso em: 20 out. 2017. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ constituicao/constituicaocompilado.htm>. Acesso em: 20 out. 2017. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ L9394.htm>. Acesso em: 20 out. 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de julho de 2010, Seção 1, p. 10. Disponível em: <http://pactoensinomedio.mec.gov.br/images/ pdf/pceb007_10.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017. BRASIL, Ministério da Educação. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Disponível em: <http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/pacto_livreto.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017. BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 26 de junho de 2014. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/ lei/l13005.htm>. Acesso em: 20 out. 2017. BUZZI, Z. J.; MIYAZAKI, R. D. Entomologia didática. Curitiba: Editora da UFPR, 1993. CAMPBELL, N. A. et al. Biology. 5. ed. Menlo Park: Benjamin/Cummings, 1999. CAPRA, F. et al. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: Cultrix, 2006. CARVALHO, R. P. Física do dia a dia. Belo Horizonte: Gutenberg, 2003. CAVALLI-SFORZA, L.; CAVALLI-SFORZA, F. Quem somos? História da diversidade humana. Trad. Oliveira, L. C. B. São Paulo: Unesp, 2002. CHASSOT, Attico. A ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Coleção Polêmica). CHASSOT, Attico. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 22, jan./fev./ mar./abr. 2003. Disponível em: <www.scielo.br/pdf/rbedu/n22/n22a09.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017. CHASSOT, Attico. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 4. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006. (Coleção Educação em Química). DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, José André; PERNAMBUCO, Marta Maria. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. (Coleção Docência em Formação). DEMO, Pedro. Educação e alfabetização científica. Campinas: Papirus, 2010. DURRELL, G.; DURRELL, L. O naturalista amador: um guia prático ao mundo da natureza. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989. FERRARO, N. G. et al. Física: ciência e tecnologia. São Paulo: Moderna, 2001. FRACALANZA, H. O livro didático de Ciências no Brasil. Campinas: Komedi, 2006. HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de didática geral. São Paulo: Ática, 2006. HEWITT, P. G. Física conceitual. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. HORVATH, J. E. O ABCD da Astronomia e Astrofísica. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2008.

JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007. LARCHER, W. Ecofisiologia vegetal. 2. ed. São Carlos: Rima Artes e Textos, 2000. LEAKEY, R. E.; LEWIN, R. Origens. São Paulo/Brasília: Melhoramentos/Editora da UnB, 1980. LIPMAN, M. O pensar na educação. São Paulo: Vozes, 1995. LIPMAN, M; SHARP, A.; OSKANIAN, F. A filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1994. LORIERI, M. A. Filosofia na escola: o prazer da reflexão. São Paulo: Moderna, 2008. MACHADO, P. A. L. Direito ambiental brasileiro. 12. ed. São Paulo: Malheiros, 2004. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Por uma escola para todos. Campinas: Unicamp. Disponível em: <http://www.lite.fe.unicamp.br/cursos/nt/ta1.13. htm>. Acesso em: 27 out. 2017. MORALES, P. Avaliação escolar: o que é e como se faz. Trad. Campanário, N. N. São Paulo: Edições Loyola, 2003. MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro, 2001. MORIN, E. O método 6: ética. Porto Alegre: Sulina, 2005. NAPIER, J. A mão do homem. Rio de Janeiro/Brasília: Zahar/Editora da UnB, 1983. NARDI, R. et al. (Orgs.). Pesquisas em ensino de ciências: contribuições para a formação de professores. São Paulo: Escrituras Editora, 2004. ODUM, E. P. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. OKUNO, E.; CALDAS, I. L.; CHOW, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. São Paulo: Harbra, 1982. OLIVEIRA, J. B. A.; GUIMARÃES, S. D. P. A política do livro didático no Brasil. São Paulo: Ed. da Universidade Estadual de Campinas, 1984. PURVES, W. K. et al. Vida: a ciência da Biologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002. RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. RICKLEFS, R. E. A economia da natureza. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. SAGAN, C. Bilhões e bilhões. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. SAGAN, C. Pálido ponto azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. SCHENINI. Fátima. Múltiplos instrumentos podem aperfeiçoar o processo de avaliação escolar. Jornal do Portal do Professor, Brasília, ed. 11, 17 dez. 2008. SHARP, Ann Margaret; LIPMAN, Matthew; OSKANIAN, F. A filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1994. VEROTTI, Daniela Talamoni; CALLEGARI, Jeanne. A inclusão que ensina. Nova Escola, São Paulo, 1º jul. 2009. Disponível em: <https://novaescola. org.br/conteudo/1691/a-inclusao-que-ensina>. Acesso em: 27 out. 2017. WEISSMAN, H. (Org.). Didática das Ciências Naturais. Porto Alegre: Artmed, 1998. WILLIAMS, R. A.; ROCKWELL, R. E.; SHERWOOD, E. A. Ciência para crianças. Lisboa: Instituto Piaget, 1995. WOOLFITT, G. Os elementos: o ar. São Paulo: Scipione, 1996.

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QUADROS DE CONCEITOS, OBJETOS DE CONHECIMENTO, HABILIDADES E COMPETÊNCIAS DO 5o ANO Estes quadros visam apoiar o planejamento do professor, trazendo a relação dos conteúdos, objetos de conhecimento e habilidades trabalhados durante o ano. Unidade 1 – Os alimentos Contextualização da unidade

Esta unidade aborda a importância da alimentação para a saúde humana, tema bastante presente na mídia e no cotidiano dos alunos. Por sua relevância e abrangência, o assunto permite diversos projetos de estudo, integrando a comunidade escolar e não escolar em pesquisas, feiras de Ciências ou palestras. O estudo dos assuntos tratados nesta unidade tem como objetivo principal orientar os alunos para uma alimentação mais saudável. Nesse sentido, é importante analisar o que é consumido no dia a dia por cada um. É essencial que eles reconheçam que, se não houver restrição médica, nenhum alimento é proibido. Porém, para manter a saúde, é preciso ter uma alimentação equilibrada e variada durante toda a vida. Ressaltar a importância de manter hábitos saudáveis, praticar atividades físicas e beber água. Nesta unidade, os alunos conhecerão os principais nutrientes que compõem os alimentos e a função de cada um para o funcionamento do corpo. Eles poderão observar, por meio de atividades práticas, métodos de conservação de alimentos, a importância de consumir somente alimentos que estejam próprios para consumo, dentro do prazo de validade e armazenados de maneira adequada. Os alunos, ao longo do estudo da unidade, devem perceber a relação entre o fornecimento de energia (quilocalorias) de cada alimento, bem como as substâncias presentes neles (proteínas, minerais, entre outros), e as doenças causadas por maus hábitos alimentares, como desnutrição e obesidade. Por fim, os alunos estudarão maneiras de evitar o desperdício, desenvolvendo conhecimentos de consumo sustentável de alimentos.

Conceitos

Competências e habilidades

Objetos de conhecimento:

Necessidades calóricas e nutricionais. Alimentos. • Alimentos naturais e industrializados. • Conservação dos alimentos. • Nutrientes. • Alimentação saudável. • Saúde e má alimentação. • Alimentação sustentável.

Nutrição do organismo. Hábitos alimentares.

Habilidades: (EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo. • (EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como a obesidade) entre crianças e jovens, a partir da análise de seus hábitos (tipos de alimento ingerido, prática de atividade física etc.). •

Competências: Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. • Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. • Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e da tecnologia e propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho. • Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza. • Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza. • Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. •

Observações

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Unidade 2 – A digestão e a respiração Contextualização da unidade Nesta unidade, serão apresentados os sistemas digestório e respiratório. Aprender sobre o próprio corpo costuma motivar os alunos. A curiosidade é uma característica que sempre estimulou as pessoas a se perguntarem como os fenômenos naturais ocorrem, e pode-se afirmar que foi essa característica que possibilitou muitas das descobertas feitas pela humanidade. Nesse sentido, a unidade traz ótimas oportunidades para falar um pouco da história da ciência com os alunos. A completa compreensão do processo de digestão envolve o entendimento de conceitos químicos, como a degradação de moléculas e a ação de enzimas. Esses conceitos são muito complexos para os alunos dessa faixa etária e, nesse momento, basta que compreendam que a digestão é o processo que facilita e permite que os nutrientes dos alimentos possam ser aproveitados pelo organismo. Por fim, aborda-se a respiração, que também envolve processos químicos de difícil compreensão aos alunos dessa faixa etária; portanto, será tratada de forma simplificada para que eles se familiarizem com os órgãos que compõem o sistema respiratório e conheçam as suas funções. Mesmo que apresentados de forma simplificada, é esperado, ao final da unidade, que os alunos sejam capazes de compreender por que os sistemas digestório e respiratório são responsáveis pelo processo de nutrição do organismo.

Conceitos

Competências e habilidades Objetos de conhecimento:

Digestão e sistema digestório. • Funções do sistema digestório. • Mastigação. • Digestão dos lipídios. • Gordura trans. • Respiração e sistema respiratório. • Movimentos respiratórios. • Trocas gasosas. • Cuidados com a saúde. • Cuidados com o ambiente. •

• •

Nutrição do organismo. Integração entre os sistemas digestório, respiratório e circulatório.

Habilidades: (EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.

Competências: Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. • Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. • Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza. •

Unidade 3 – A circulação e a excreção Contextualização da unidade Nesta unidade, será estudado como o sangue faz o transporte de nutrientes, gases e outras substâncias pelo corpo. Veremos também que ele é filtrado pelos rins, órgãos que produzem a urina, assuntos que envolvem, novamente, conceitos de bioquímica bastante abstratos para os alunos dessa faixa etária. Apesar disso, eles têm condições de entender as funções básicas de transporte realizadas pelo sangue e pelo sistema cardiovascular, e de compreender que os rins ajudam a tirar as impurezas do sangue. O conteúdo desta unidade traz uma oportunidade importante para conversar com os alunos sobre higiene pessoal. É comum que meninas e meninos tenham vergonha de comentar sobre problemas relativos aos órgãos genitais, à urina ou às fezes. Aproveitar a oportunidade para explicar que todas as partes do corpo devem ser tratadas com o mesmo cuidado e atenção. Orientá-los a conversar com um adulto caso tenham algum problema ou desconforto. O estudo do corpo humano é complexo e, por isso, está dividido em partes. No entanto, é fundamental que os alunos adquiram progressivamente a noção do todo, integrando essas partes. Além das conexões feitas no livro, cabe ao professor ficar atento às diversas oportunidades de fazer essas ligações durante as aulas (não só para o tema do corpo humano, mas para os demais). Os conteúdos abordados aqui serão objetos de estudo durante boa parte da vida escolar dos alunos. Mas, além de saber disso, é importante que eles compreendam que o conhecimento que estão adquirindo os ajudará dentro de seus contextos sociais, ampliando o repertório sobre o próprio corpo e o ambiente em que vivem.

Conceitos Sistema cardiovascular. • Coração e circulação do sangue. • Frequência cardíaca. • Sistema urinário. • Desidratação. • Organização e funcionamento do corpo humano. • Doação de órgãos e tecidos. •

Competências e habilidades Objetos de conhecimento: • Nutrição do organismo. •

Integração entre os sistemas digestório, respiratório e circulatório.

Habilidades: (EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

Competências: Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. • Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. • Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza. •

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Unidade 4 – Evolução da vida Contextualização da unidade Esta unidade aborda a história da vida na Terra como uma sequência de eventos dinâmicos e de transformações, tratando da evolução biológica. Discutir o tema ainda nos anos iniciais do Ensino Fundamental é importante porque, além de interessar a muitos alunos, ele é um norteador para o entendimento de diversos eventos biológicos. A natureza é dinâmica e o ser humano faz parte disso, por isso é fundamental que os alunos associem a evolução aos processos de transformação e adquiram noções de variação, herança de características e história da Terra, premissas fundamentais para a compreensão da evolução em anos posteriores. São apresentados alguns acontecimentos do passado da Terra e ideias da seleção natural e da evolução dos seres vivos. Embora esses temas sejam mais facilmente entendidos quando se têm noções de genética, nessa faixa etária já é possível a compreensão das ideias centrais da teoria de Darwin, que, por sinal, não dispunha de conhecimento formal acerca dos mecanismos da transmissão das informações genéticas. Neste nível, os alunos conseguem assimilar por que os seres que viveram no passado já não vivem atualmente e também que a vida se originou de uma estrutura ancestral muito simples. Assim, ao verificar que os animais e as plantas mudaram ao longo do tempo, é possível reconhecer que a espécie humana também sofreu modificações até chegar à forma atual. A origem da vida, tema desta unidade, envolve pesquisas e a imaginação humana e chama a atenção dos alunos para as questões abertas que a ciência ainda não respondeu. O recorte temático escolhido para esta unidade permite contar um pouco sobre a história da ciência ao abordar a sociedade na época em que Darwin propôs a teoria da evolução pela seleção natural e pode proporcionar uma oportunidade para um trabalho interdisciplinar com Geografia.

Conceitos Transformação da Terra. • Seres vivos e seus ancestrais. • História da Terra. • Fósseis. • Evolução humana. • Seleção natural. • Seleção artificial. • Variação na espécie. • Nossas responsabilidades com o planeta Terra. •

Competências Competências: Compreender as ciências como empreendimento humano, reconhecendo que o conhecimento científico é provisório, cultural e histórico. • Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. • Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. • Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza. •

Observações

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Unidade 5 – A água Contextualização da unidade Esta unidade trata de um assunto essencial para todos os seres vivos. Ela aborda um tema sobre o qual os alunos já possuem repertório: a água e sua importância para a vida. Por isso, configura-se uma boa oportunidade para que os alunos possam compartilhar seus saberes com os colegas. Após o primeiro momento de socialização dos conhecimentos prévios, os conceitos serão contextualizados e formalizados por meio de atividades e textos relacionados às características e às mudanças dos estados físicos da água. É provável que os alunos já tenham presenciado esses estados, mas pode ser que nem todos conheçam as nomenclaturas usadas para cada um desses processos de transformação, como a ebulição e a evaporação; ou tenham o conhecimento de como a temperatura atua em cada mudança do estado físico da água. A unidade apresenta ainda um experimento que trabalha uma importante propriedade da água: a solvência. Nesse momento, os alunos são apresentados a um aspecto químico da água e são levados a se familiarizar com certos conceitos próprios dessa área do conhecimento. Nesta unidade, também é abordado o ciclo da água. É importante que os alunos apliquem os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para compreender o ciclo hidrológico e percebam a relação dele com o clima da região. Outro assunto de fundamental importância é a manutenção da cobertura vegetal para o ciclo hidrológico, conservação dos solos e de cursos da água. Mais uma vez, os alunos são convidados a pensar sobre o uso da água e a refletir sobre seus hábitos. Conceitos Estados físicos da água. • Ciclo da água. • Água como solvente. • Mudanças nas propriedades da água de acordo com a temperatura. • Usos da água. • Energia hidrelétrica. • Danos e cuidados com a água. • Conservação da água. • Mata ciliar. •

Competências e habilidades Objetos de conhecimento: • • •

Propriedades físicas dos materiais. Ciclo hidrológico. Consumo consciente.

Habilidades: (EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais). • (EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da manutenção da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a preservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico. • (EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas e discutir os possíveis problemas decorrentes desses usos. •

Competências: Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. • Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. • Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e da tecnologia e propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho. • Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. •

Observações

XL

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Unidade 6 – Vivendo em equilíbrio com o planeta Contextualização da unidade Esta unidade aborda o desenvolvimento sustentável e alguns problemas ambientais decorrentes das ações humanas. Procurou-se não transmitir uma visão catastrófica do futuro, mas exaltar a capacidade e a disposição humana em resolver problemas. É importante reconhecer as ações positivas, em especial aquelas que acontecem na comunidade próxima. A relação entre o aumento da população mundial e o consumo dos recursos naturais será objeto de estudo desta unidade. Espera-se que os alunos compreendam a relação entre o aumento da população e o crescimento de suas necessidades, tais como o cultivo de alimentos, o espaço para moradias etc., bem como a importância de cuidar do planeta para que os recursos naturais sejam suficientes não apenas para a população atual, mas também para as gerações futuras. Outro aspecto relevante a ser explorado é que, apesar das comodidades e da melhoria da expectativa de vida trazidas pelo avanço do conhecimento humano e da tecnologia, muitas vezes a interferência humana no ambiente traz consequências prejudiciais a todos que dele dependem. Dentre os principais tipos de problemas ambientais que o planeta enfrenta na atualidade, o descarte do lixo é assunto urgente e abre diversas oportunidades de trabalho e discussão na escola. Contribuir para disseminar o hábito da coleta seletiva, conscientizar a comunidade e a família sobre os problemas que o acúmulo de lixo traz ao ambiente e, consequentemente, a todos que dele dependem ou fazem parte são temas tratados nesse momento. A difusão de ideias para reduzir a produção de lixo, promover programas de reciclagem e incentivar o consumo consciente como tentativa de reduzir o desperdício também é parte da proposta da unidade. A intenção é que os alunos compreendam que o desenvolvimento sustentável, além de incentivar o desenvolvimento econômico e social, também visa à manutenção da biodiversidade. O tema, além de atual e pertinente, permite uma integração com as áreas de Geografia e História.

Conceitos População mundial. • Principais problemas ambientais. • Biodiversidade em perigo. • Desenvolvimento sustentável. • Soluções para o lixo. • Educação ambiental. •

Competências e habilidades Objetos de conhecimento: • •

Consumo consciente. Reciclagem.

Habilidades: (EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente, descarte adequado e ampliação de hábitos de reutilização e reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.

Competências: Compreender as ciências como empreendimento humano, reconhecendo que o conhecimento científico é provisório, cultural e histórico. • Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. • Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. • Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e da tecnologia e propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho. • Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza. • Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. •

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Unidade 7 – Eletricidade e magnetismo Contextualização da unidade O tema desta unidade é a eletricidade e o magnetismo, fenômenos presentes no cotidiano de todos e presenciados há muito tempo pela humanidade, permitindo o desenvolvimento de diversos projetos com a classe. A compreensão dos fenômenos elétricos e magnéticos envolve conceitos abstratos e “invisíveis”, mas aqui se procura trabalhar com aquilo que é visível e concreto, embora seja preciso, por vezes, recorrer a explicações um pouco abstratas. O conceito de energia é um dos mais abstratos e centrais de Ciências. É difícil definir energia, sendo ela mais bem compreendida por meio de exemplos. Para as crianças, a maneira mais adequada de se tratar do assunto é utilizando situações concretas. Por isso, o magnetismo é abordado a partir de sua forma mais palpável – os ímãs, que muitas crianças conhecem e com os quais já brincaram. Uma habilidade que se deseja que os alunos desenvolvam é observar fenômenos e dar explicações científicas, dentro de seu nível de compreensão. Eles devem ser capazes de buscar razões e respostas, utilizando de forma adequada o vocabulário aprendido e organizando as informações de maneira lógica e clara. No decorrer do estudo, os alunos devem entender que um pesquisador apoia suas afirmações naquilo que observa, bem como em informações que pesquisa em livros ou em outras fontes. Os assuntos aqui tratados permitem falar sobre a história da Ciência, ao abordar a descoberta e a utilização da energia elétrica na sociedade. Além dos cuidados com choques elétricos e acidentes com eletricidade, é informado aos alunos sobre os cuidados com descargas elétricas naturais, ou seja, os raios. Esse assunto permite a integração com a Matemática. A Língua Portuguesa também está presente, ao requerer que os alunos escrevam uma cartilha sobre os cuidados que devem ser tomados durante uma tempestade, por exemplo. A integração com a Geografia pode ser feita ao tratar da bússola. É importante que os alunos percebam durante seu processo de aprendizagem que a invenção da bússola e de outros equipamentos possibilitou diversas descobertas, e assim acontece até os dias de hoje: Ciência e tecnologia caminham juntas.

Conceitos • • • • • • • • • • • •

Eletricidade. Cargas elétricas. Corrente elétrica. Movimento das cargas elétricas. Energia hidrelétrica. Energia elétrica. Conta de energia elétrica. Choque elétrico. Magnetismo. Bússola. Eletromagnetismo. Economia de energia elétrica.

Competências e habilidades Objetos de conhecimento: •

Propriedades físicas dos materiais.

Habilidades: (EF05CI01) Explorar fenômenos que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.) entre outras.

Competências: Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. • Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. • Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza. •

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Unidade 8 – A observação dos astros no Universo Contextualização da unidade Sempre que olhamos para o céu, em uma noite estrelada, e começamos a pensar em sua imensidão, é comum nos sentirmos pequenos, insignificantes perante a grandeza do Universo. Não é possível sequer imaginar que tamanho tem o Universo, ou qual é seu começo e seu fim. O simples fato de pensar sobre isso pode motivar os alunos a querer descobrir mais sobre os mistérios do céu. Nesta unidade, eles são convidados a conhecer como é feita a “leitura” do céu. Dessa leitura, em diferentes épocas e em diferentes culturas, surgiu o conhecimento sobre as constelações. É interessante que os alunos reconheçam as constelações como forma de localização no tempo e no espaço. Observar o céu a fim de obter informações úteis para a realização de suas atividades é uma prática que fez e ainda faz parte da tradição de muitos povos. Os povos indígenas, os navegantes e os aventureiros, por exemplo, costumam se orientar por meio da observação das constelações. A observação do céu noturno permitiu a confecção de cartas e planisférios celestes. Atualmente, com o avanço da tecnologia e com a internet, é possível conhecer os astros por meio de aplicativos para computadores e smartphones. O uso da internet é cada vez mais importante em diversas atividades, sejam elas profissionais ou educacionais. Na seção Mão na massa, os alunos têm a oportunidade de observar a Lua e conhecer um pouco mais sobre o satélite natural do nosso planeta. As fases da Lua são apresentadas de acordo com os conhecimentos da Ciência, permitindo confrontar algumas ideias do senso comum. Por fim, na seção Novas perguntas, os alunos são convidados a conhecer a Astronomia por trás da bandeira brasileira. Dessa forma, eles podem perceber que essa área da Ciência está mais próxima das pessoas do que muita gente imagina.

Conceitos

Competências e habilidades

Objetos de conhecimento:

Observação do céu. Esfera celeste. • Localização dos astros no céu. • Construção de uma lupa caseira. • Movimento aparente dos astros. • Constelações. • Estações do ano. • Lua. • Fases da lua. • Simbologia das estrelas da bandeira do Brasil.

• • •

Constelações e mapas celestes. Movimento de rotação da Terra. Periodicidade das fases da Lua. Instrumentos óticos.

Habilidades: (EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos, como mapas celestes e aplicativos, entre outros, e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite. • (EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra. • (EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses. • (EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos. •

Competências: Compreender as ciências como empreendimento humano, reconhecendo que o conhecimento científico é provisório, cultural e histórico. • Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas e socioambientais e do mundo do trabalho. • Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, tecnológico e social, como também às relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas e buscar respostas. • Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza. •

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FICHAS DE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL

Nome do aluno: Ano: C: consolidou o objetivo

Professor(a): PA: em processo de apropriação

NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

1o Bimestre – Unidades 1 e 2 Objetivos de aprendizagem

C

PA

NO

Identificar os alimentos como fonte de energia e de elementos estruturais para o corpo. Compreender que os alimentos podem ser de origem animal, vegetal ou mineral. Conhecer algumas técnicas de conservação dos alimentos. Conhecer os principais tipos de nutrientes presentes nos alimentos. Identificar que, para uma alimentação saudável, é preciso dar preferência a alimentos in natura ou minimamente industrializados. Reconhecer que maus hábitos alimentares podem trazer prejuízos à saúde e causar doenças. Identificar uma alimentação sustentável. Valorizar o conhecimento de pessoas mais velhas como fonte de informações. Conhecer as principais estruturas e funções do sistema digestório humano. Reconhecer a importância de fazer a higiene bucal adequada e ir ao dentista regularmente. Identificar as principais estruturas e funções do sistema respiratório. Compreender que o gás oxigênio é utilizado pelo corpo para a obtenção de energia e que o gás carbônico é eliminado do organismo na respiração pulmonar. Identificar os movimentos respiratórios. Compreender como as trocas gasosas são feitas no corpo. Refletir sobre os conhecimentos adquiridos para fazer escolhas mais saudáveis.

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Nome do aluno: Ano:

Professor(a):

C: consolidou o objetivo   PA: em processo de apropriação  NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

2o Bimestre – Unidades 3 e 4 Objetivos de aprendizagem

C

PA

NO

Identificar os componentes e as principais funções do sistema cardiovascular. Compreender que o sangue é o meio de transporte, pelo corpo, de diversos elementos, como gases e nutrientes. Saber que as pessoas têm diferentes tipos sanguíneos e conhecer a importância das transfusões sanguíneas. Compreender que o trabalho científico utiliza, diversas vezes, dados numéricos para descrever e comparar objetos e eventos. Identificar as principais estruturas do sistema urinário e o relacionar à eliminação de resíduos do corpo por meio da urina. Reconhecer a importância da água para o bom funcionamento dos vários sistemas do corpo. Saber o que é desidratação e conhecer a importância do soro em situações que o corpo está desidratado. Reconhecer que o corpo humano é formado por um conjunto de sistemas que agem de forma integrada para garantir o funcionamento do organismo. Valorizar atitudes preventivas para a manutenção da saúde. Saber o que é doação de órgãos e por que essa atitude ajuda a salvar vidas. Saber que o planeta passou por diversas transformações ao longo de sua existência e continua se transformando ainda hoje. Compreender que muitos conhecimentos sobre o passado dependem de pistas e evidências interpretadas nos dias de hoje. Perceber que o planeta nem sempre abrigou vida e que os primeiros seres vivos eram organismos muito simples. Reconhecer uma das teorias para o surgimento da diversidade da vida, que afirma que a biodiversidade atual é decorrente de modificações sofridas pelos primeiros seres vivos, ao longo do tempo. Reconhecer os fósseis como evidência da evolução. Compreender as bases das ideias que fundamentam a teoria da seleção natural de Darwin. Compreender que o conhecimento humano passa por aperfeiçoamento e se desenvolve ao longo do tempo. Refletir sobre sua própria existência no planeta e o que pode fazer para melhorar a sua vida e a convivência com outros seres vivos.

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Nome do aluno: Ano:

Professor(a):

C: consolidou o objetivo   PA: em processo de apropriação  NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

3o Bimestre – Unidades 5 e 6 Objetivos de aprendizagem

C

PA

NO

Reconhecer os estados sólido, líquido e gasoso da água. Compreender que a água pode mudar de um estado físico para outro. Diferenciar ebulição de evaporação. Compreender que a água está em constante movimento na natureza, mudando de lugar e de estado físico no chamado ciclo da água. Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar suas implicações no clima. Reconhecer a importância da água para a geração de energia elétrica. Perceber que a água é solvente de diversas substâncias e que a água que bebemos contém algumas substâncias dissolvidas. Identificar os principais usos da água e reconhecer que ela é essencial à vida. Identificar alguns cuidados que é preciso ter com a água. Reconhecer qual é o melhor modo de agir quando identifica alguma agressão ao meio ambiente. Relacionar o crescimento da população mundial ao aumento da ocupação do ambiente natural e consequentes problemas ambientais. Identificar alguns dos principais problemas ambientais enfrentados pela civilização atual. Reconhecer que diversas atividades humanas afetam a biodiversidade, colocando em perigo o equilíbrio natural do ambiente. Compreender que os seres humanos precisam encontrar maneiras de conviver harmoniosamente no planeta, visando à sobrevivência das demais espécies e das gerações futuras, por meio de atitudes que promovam o desenvolvimento sustentável. Apresentar propostas coletivas para um consumo mais consciente, o descarte adequado e a ampliação de hábitos de reutilização e reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana. Valorizar o conhecimento e as ações educativas na construção de uma sociedade que pratica o desenvolvimento sustentável.

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Nome do aluno: Ano:

Professor(a):

C: consolidou o objetivo   PA: em processo de apropriação  NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

4o Bimestre – Unidades 7 e 8 Objetivos de aprendizagem

C

PA

NO

Conhecer alguns fenômenos que envolvem cargas elétricas. Saber que as cargas elétricas podem ser positivas, negativas ou neutras e que se atraem ou se repelem dependendo de suas cargas. Perceber que o atrito pode modificar temporariamente as cargas elétricas de certos objetos. Compreender que a corrente elétrica transporta energia elétrica. Diferenciar materiais isolantes de condutores de eletricidade. Valorizar o uso racional de energia elétrica. Perceber as propriedades magnéticas dos ímãs, bem como a atração e repulsão entre eles, de acordo com a orientação de seus polos. Saber que a corrente elétrica produz um campo magnético. Conhecer algumas medidas de prevenção de acidentes com choques elétricos e raios e a divulgação de informações preventivas. Valorizar o compartilhamento dos conhecimentos com outras pessoas da comunidade. Saber que há diferentes formas de ler o céu. Saber o que são constelações e identificar algumas delas no céu, com o apoio de recursos, como mapas celestes e aplicativos, entre outros. Compreender que duas pessoas em locais distintos do globo podem visualizar elementos diferentes no céu noturno. Reconhecer que o aperfeiçoamento de instrumentos como lunetas e telescópios possibilitou novas informações sobre o Universo. Saber que, assim como o Sol, outras estrelas também realizam o movimento aparente no céu. Reconhecer que há diferentes constelações visíveis no céu noturno dependendo da época do ano. Reconhecer a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo dos meses.

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FICHA DE AUTOAVALIAÇÃO Nome do aluno: Ano: C: consolidou o objetivo

Professor(a): PA: em processo de apropriação

NO: necessita de novas oportunidades de apropriação

5o ano Durante as aulas

C

PA

NO

C

PA

NO

C

PA

NO

C

PA

NO

C

PA

NO

Leio os textos e peço ajuda para entender quando preciso. Faço as atividades de acordo com as orientações do professor e peço ajuda quando preciso. Evito conversar durante as explicações do professor e quando meus colegas estão trabalhando. Participo das aulas com perguntas e comentários.

Quanto à organização Mantenho meu material organizado. Conservo meus livros e cadernos, cuidando deles para que durem bastante. Mantenho a limpeza da classe e da escola.

Trabalhos em grupo Participo e divido as tarefas com os colegas nas atividades em grupo. Peço ajuda dos colegas quando preciso. Ouço com atenção opiniões e sugestões diferentes das minhas, mesmo que eu não concorde.

Atitude geral Faço as tarefas solicitadas para serem realizadas em casa. Reconheço quando erro e procuro me corrigir. Procuro conversar para resolver problemas com meus colegas e com o professor.

Investigação Uso com cuidado os materiais e equipamentos nas aulas práticas. Presto atenção nas orientações do professor. Registro os resultados das atividades de forma detalhada.

XLVIII

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Ciências ROBERTA APARECIDA BUENO HIRANAKA Mestra em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP). Bacharel e licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-SP). Autora e editora de livros didáticos de Ciências.

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COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS

5O. ANO

ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS

São Paulo | 1a. edição | 2018

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Conectados Ciências – 5o ano (Ensino Fundamental – Anos iniciais) Copyright © Roberta Aparecida Bueno Hiranaka, 2018 Diretor editorial Gerente editorial Editora Editores assistentes Assessoria Gerente de produção editorial Coordenador de produção editorial Gerente de arte Coordenadora de arte Projeto gráfico Projeto de capa ilustração de capa Supervisor de arte Editor de arte Diagramação Tratamento de imagens Coordenadora de ilustrações e cartografia Ilustrações Cartografia Coordenadora de preparação e revisão Supervisora de preparação e revisão Revisão Supervisora de iconografia e licenciamento de textos Iconografia Licenciamento de textos Supervisora de arquivos de segurança Diretor de operações e produção gráfica

Lauri Cericato Silvana Rossi Júlio Luciana Leopoldino Júlia Bolanho da Rosa Andrade e Vitor Hugo Rodrigues Belisa Monteiro Mariana Milani Marcelo Henrique Ferreira Fontes Ricardo Borges Daniela Máximo Bruno Attili, Juliana Carvalho Juliana Carvalho Bruna Assis Brasil Vinicius Fernandes YAN Comunicação, Leandro Brito YAN Comunicação Ana Isabela Pithan Maraschin, Eziquiel Racheti Marcia Berne Daniel Bogni, Eber Evangelista, Estúdio Ampla Arena, Estúdio Ornitorrinco, Héctor Gómez, Leo Teixeira, MAAL Ilustra, Rodrigo Figueiredo/ YANCOM Allmaps Lilian Semenichin Izabel Cristina Rodrigues Kátia Cardoso, Yara Affonso Elaine Bueno Danielle Alcântara, Enio Lopes, Mário Coelho, Priscilla Liberato Marianna Moretti, Bárbara Clara, Carla Marques Silvia Regina E. Almeida Reginaldo Soares Damasceno

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Hiranaka, Roberta Aparecida Bueno Conectados ciências, 5o ano : componente curricular ciências : ensino fundamental, anos iniciais / Roberta Aparecida Bueno Hiranaka. — 1. ed. — São Paulo : FTD, 2018. ISBN 978-85-96-01256-0 (aluno) ISBN 978-85-96-01257-7 (professor) 1. Ciências (Ensino fundamental) I. Título. 17-11521

CDD-372.35 Índices para catálogo sistemático: 1. Ciências : Ensino fundamental 372.35

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à

EDITORA FTD. Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300 Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

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Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33 Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

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APRESENTAÇÃO

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Olá! Aprender é muito bom, não é? Pense em quanto você já aprendeu desde que nasceu: a andar, a falar, a se vestir sozinho, a conviver com outras pessoas... Sem aprendizado, a vida não acontece. Um livro é uma aventura, uma janela para novos conhecimentos. Este livro trata de assuntos de que provavelmente você vai gostar: a natureza, os animais e as plantas, o corpo humano e a saúde, os cuidados com o ambiente, o que existe no céu, como funcionam as máquinas e muitas outras coisas interessantes. Aproveite para contar o que está aprendendo para a família e para os amigos: conhecimento a gente compartilha! Crie, faça, produza algo com aquilo que aprende: desenhe, escreva, faça um vídeo ou o que mais você quiser. É criando que nos mostramos ao mundo, refletimos e somos também autores. Por último, seja curioso e faça perguntas. Esse é o segredo para aprender sempre, todos os dias, durante toda a vida. Tenha uma ótima jornada! A autora

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CONHEÇA SEU LIVRO UNIDADE

ERNESTO REGHRAN/PULSAR IMAGENS

Seu livro está dividido em 8 unidades. Cada unidade é organizada em: abertura de unidade, capítulos, seções.

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A OBSERVAÇÃO DOS ASTROS NO UNIVERSO

ABERTURA DE UNIDADE Na abertura, imagens e atividades despertam a curiosidade e instigam a observação. Você também será convidado a conversar sobre o que sabe e contar experiências do dia a dia.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. O céu noturno do local onde você mora é parecido com o da imagem? Resposta pessoal.

3. OS NUTRIENTES

2. Você tem o costume de olhar para o céu noturno e observar as estrelas e a Lua? Resposta pessoal.

Resposta pessoal.

Os nutrientes são substâncias presentes nos alimentos, necessários para o crescimento e o bom funcionamento do corpo. Os tipos de nutrientes são os carboidratos, os lipídios, as proteínas, as vitaminas e os sais minerais.

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CAPÍTULOS

Nas tabelas nutricionais, informam-se os nutrientes e os aditivos presentes nos alimentos.

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Carboidratos Onde eu encontro? Em pães, massas, cereais, farinha, batata, mandioca, açúcar, entre outros. Como são utilizados pelo organismo? São fonte de energia para as atividades do corpo.

Lipídios Onde eu encontro? Em óleos, manteiga, algumas sementes, gordura animal, entre outros. Como são utilizados pelo organismo? São fonte de energia para as atividades do corpo e compõem algumas estruturas.

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K.C

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Proteínas Onde eu encontro? Em carnes, ovos, feijão, soja, leite, queijo, lentilha, entre outros. Como são utilizadas pelo organismo? São utilizadas pelo corpo para crescer e reparar estruturas desgastadas e machucadas.

Vitaminas e sais minerais Onde eu encontro? No leite, nas frutas, nas verduras, entre outros. Como são utilizados pelo organismo? São essenciais para o bom funcionamento do corpo e para a prevenção de doenças.

VALENTYN VOLKOV/SHUTTERSTOCK.COM, JPC-PROD/SHUTTERSTOCK.COM, VALENTYN VOLKOV/ SHUTTERSTOCK.COM, LOTUS_STUDIO/SHUTTERSTOCK.COM

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SEÇÕES

CONSTRUINDO UMA BÚSSOLA CLAUDIO DIVIZIA/SHUTTERESTOCK.COM, SOLEIL NORDIC/SHUTTERSTOCK.COM

Antes da invenção do GPS (equipamentos de localização via satélite), a bússola era bastante utilizada por pilotos de navios e de aviões, e por viajantes que necessitavam de orientação. Ainda hoje, a bússola é utilizada em pequenos deslocamentos nas matas, desertos e cidades. A Terra se comporta como um gigantesco ímã, cujo campo magnético envolve o planeta todo. Os polos magnéticos da Terra estão A agulha magnética da bússola aponta para o polo norte geográfico da Terra. próximos aos polos geográficos Norte e Sul. O magnetismo da Terra faz o ímã de uma bússola (sua agulha) se mover. A agulha da bússola nada mais é do que um pequeno ímã que gira livremente e aponta sempre na direção Norte-Sul. Nesta atividade vamos construir uma bússola de baixa precisão.

• Fita adesiva

• 1 copo com água

• Pequeno disco de cortiça

• 1 ímã (pode ser de geladeira)

• Tinta guache vermelha

BAKHTIAR ZEIN/SHUTTERSTOCK.COM

M ATERIAL • 1 agulha de metal

PROCEDIMENTO

ATENÇÃO Cuidado para não se machucarem com a ponta da agulha. Para verificar se a agulha está bem imantada, aproximá-la de algum objeto metálico e testar se há atração ou repulsão. Certifique-se de realizar a atividade longe de fiação elétrica, 144 tesouras, alto-falantes ou outros materiais que possam interferir no magnetismo da agulha.

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3. Mergulhem o conjunto em um copo com água. Se não houver nenhum ímã nas proximidades, a agulha vai girar e apontar a direção Norte-Sul da Terra. 4. Agora, como saber qual das pontas da agulha aponta para o Norte e qual aponta para o Sul? Conversem com seus colegas e procurem descobrir uma maneira de responder a essa questão. Anotem o procedimento do grupo e verifiquem a resposta com o professor.

PISTA A figura a seguir pode dar a vocês uma dica.

Para descobrir qual das pontas da agulha aponta para o Norte e qual aponta para o Sul, é preciso saber a direção dos polos geográficos (Norte e Sul) da Terra. Para isso, podemos nos orientar pelo Sol. Os alunos precisarão observar a direção onde o Sol nasce, estendendo o braço direito para ela; aí está o Leste. Portanto, à esquerda está o Oeste, à frente o Norte e às costas o Sul. Com este método, conseguimos definir apenas a localização aproximada do polo

Norte geográfico, pois a posição em que o Sol nasce varia diariamente e pode se dar mais para Sudeste ou Nordeste, de acordo com a época do ano. Uma outra maneira de determinar qual das pontas da agulha aponta para o Norte e qual aponta para o Sul é comparar a bússola feita pelos alunos com uma bússola comercial.

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• Volte à história da página de abertura desta unidade. Faça uma lista com atitudes que os personagens podem tomar na casa para economizar energia elétrica. Considere também equipamentos que não foram ilustrados na história. Resposta pessoal.

Lâmpadas incandescentes ou fluorescentes?

A venda de lâmpadas incandescentes de uso doméstico está proibida no Brasil desde julho de 2016. Elas foram substituídas pelas lâmpadas fluorescentes e de LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz), que são muito mais econômicas no A lâmpada consumo de energia elétrica. incandescente (foto) As lâmpadas fluorescentes, porém, contêm metais consome mais energia que uma lâmpada tóxicos, como o mercúrio, que são altamente perigosos fluorescente de para o ambiente e para a saúde dos seres humanos. Por mesma potência. isso, quando elas queimam e são trocadas, não devem ser colocadas no lixo comum. As lâmpadas fluorescentes podem ser recicladas, mas, para isso, é preciso separar seus materiais e eliminar as substâncias tóxicas. Por isso, as lâmpadas fluorescentes queimadas devem ser devolvidas ao fabricante. Em muitas lojas e locais de revenda, há postos de coleta para esse material. Informe-se sobre o mais próximo!

Respondam. A direção do polo Norte da Terra. • Movimentem a bússola para várias direções. Que direção a ponta vermelha da agulha sempre indica?

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MÃO NA MASSA Nesta seção, você vai encontrar atividades práticas, construção de modelos, pequenos experimentos, pesquisas outras, que incentivam a explorar sua criatividade e exercitar suas habilidades.

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Espera-se que os alunos respondam que a geração de energia elétrica pode ter impactos sobre o ambiente, como a construção de barragens, que altera os ambientes naturais. Outras formas de geração de energia também geram impactos, alguns ainda maiores, como a queima de combustíveis nas usinas termelétricas. • Discuta com seus colegas a seguinte questão: Por que economizar energia elétrica significa gastar menos dinheiro na conta de luz e também utilizar com mais sabedoria os recursos naturais?

VAMOS ALÉM

SABIA QUE...

5. Após localizar a ponta da agulha que indica o Norte, desgrudem a agulha da cortiça e mergulhem a ponta que apontou o Norte na tinta guache vermelha. Esperem secar antes de prendê-la no disco de cortiça e colocar o conjunto na água novamente. ESTÚDIO ORNITORRINCO

1. O primeiro passo é magnetizar a agulha, isto é, fazer dela um ímã. Para isso, peçam a um adulto que os ajudem a esfregar um ímã no comprimento da agulha cerca de 20 vezes. Isso deve ser feito sempre no mesmo sentido, com cuidado para não haver movimentos de ida e volta.

Outros ímãs próximos à bússola podem interferir na orientação da agulha magnética. Fazer testes com a classe colocando um ímã próximo à bússola e movimentando-o. 2. Fixem a agulha no disco de cortiça usando um pequeno pedaço de fita adesiva.

ESTÚDIO ORNITORRINCO

O movimento dos materiais do centro da Terra faz que ela se comporte como um ímã imenso. O nome “polo” provém da identificação das regiões ativas do ímã com os polos terrestres: o polo norte da agulha de uma bússola aponta para o polo norte geográfico porque essa região é próxima do polo sul magnético da Terra.

ILUSTRAÇÕES: ESTÚDIO ORNITORRINCO

M ÃO N A M ASSA

Textos, imagens e atividades apresentam e desenvolvem os temas que você vai estudar. Você vai encontrar diferentes seções que o auxiliarão a aprender e a criar, além de atividades orais ou escritas: no caderno, no livro ou em folha à parte; individuais, em dupla ou em grupo.

FENG YU/SHUTTERSTOCK.COM

Céu noturno em Londrina, PR, 2016.

VULCANO/SHUTTERSTOCK.COM

Você já viu alguma tabela nutricional nas embalagens de alimentos industrializados? O que são aqueles nomes todos na tabela?

3. De que forma você pode ter informações sobre os astros? Qual é a importância de obter informações sobre o Universo?

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SABIA QUE... Curiosidades e informações sobre diversos temas da ciência são apresentadas complementando o que foi estudado.

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BOXES Estes ícones indicam a forma como você vai realizar as atividades:

CONTANDO HISTÓRIA Momento em que você e seus amigos vão usar a criatividade e o que aprenderam na unidade para criar uma história. 1a. O sistema digestório é responsável pela digestão, processo em que o corpo aproveita os nutrientes dos alimentos ingeridos. O sistema respiratório é responsável pelas trocas gasosas com o ambiente: captação do gás oxigênio e eliminação do gás carbônico proveniente das células do corpo. 1b. No sistema digestório: A – boca; B – faringe; C – esôfago; D – estômago; E – intestino delgado; F – intestino grosso. No sistema respiratório: G – cavidades nasais; H – faringe; I – laringe; J – traqueia; K – brônquio; L – pulmão. 1. Observe as figuras e responda às questões.

Oralmente Em dupla

• Além da saliva (“baba”), o sistema digestório produz grande quantidade de outras substâncias, como as substâncias digestivas. Qual é a importância dessas substâncias? Explique.

ATIVIDADES

As substâncias digestivas, ao serem misturadas aos alimentos, auxiliam no processo de digestão.

Em grupo

3. Em qual dos movimentos respiratórios o ar percorre o caminho que vai das cavidades nasais até os pulmões?

G

A

H

B

I

Na inspiração.

J

C

4. Reveja a unidade brevemente, apenas virando as páginas, lendo os títulos principais e observando as imagens. Lembre-se do que foi estudado e responda: Como as funções dos sistemas digestório e respiratório estão relacionadas? Troque ideias com os colegas para elaborar Espera-se que os alunos concluam que os sistemas digestório e respiratório são a resposta. codependentes, já que eles atuam para suprir certas necessidades das células:

K L

D

No caderno

de nutrientes e de gás oxigênio. Na unidade seguinte, em que a circulação do sangue e a excreção serão tratadas, a inter-relação entre os sistemas do corpo ficará mais clara.

CONTANDO HISTÓRIA F

Imagine que você é um dos milhares de alvéolos pulmonares. O dono do pulmão onde você mora não é muito responsável e tem hábitos que não cooperam para a sua saúde; com isso, você também sofre. Crie uma história relatando os maus hábitos que podem prejudicar o sistema respiratório e qual seria o seu maior sonho como um alvéolo pulmonar saudável. Compartilhe a história com seus colegas.

MAAL ILUSTRA

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

a) Quais são as principais funções dos sistemas do corpo humano representados acima?

FIQUE LIGADO

b) Escreva os nomes dos órgãos indicados pelas letras.

Um tico-tico no fubá: sabores da nossa história, de Gisela Tomanik Berland. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

c) Qual estrutura é compartilhada pelos dois sistemas? A faringe.

COMPANHIA EDITORA NACIONAL

E

O livro traz diversas receitas que podem ser feitas por crianças, acompanhadas de muitas histórias sobre o Brasil, mostrando a origem de vários pratos da culinária do nosso país.

2. Leia o texto e responda à questão. Por dia suas glândulas salivares botam as máquinas para funcionar e assim fabricam na sua boca cerca de 1,5 litro dessa maravilha de lubrificante que é a baba. Isso é mais ou menos o mesmo que uns oito copos cheios de baba a cada 24 horas. [...]

Glossário

A incrível fábrica de cocô, xixi e pum, de Fátima Mesquita. São Paulo: Panda Books. Como os alimentos se transformam para nos dar energia e viram cocô e xixi? Conheça um pouco desse processo que acontece dentro do nosso corpo.

Termos e expressões são explicados próximos ao texto onde aparecem.

PANDA BOOKS

Fátima Mesquita. Almanaque de puns, melecas e coisas nojentas. São Paulo: Panda Books, 2003. p. 16.

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FIQUE LIGADO Com o objetivo de enriquecer ou ampliar os assuntos estudados, nesta seção você vai encontrar sugestões de livros e revistas , sites e filmes .

3. Ao caminhar por 20 minutos, gastamos cerca de 100 kcal. Quanto tempo de caminhada, aproximadamente, deveríamos fazer para gastar a energia de cada alimento abaixo?

ATIVIDADES 1. Qual das fotografias mostra crianças gastando mais energia? Explique.

movimentam muito mais o corpo.

2. Leia o texto sobre arroz integral. Depois, responda às questões. O arroz integral é diferente do arroz branco: é mais escurinho, contém mais vitaminas e muita gente acha que é mais gostoso. O arroz integral contém muitas fibras. As fibras não são nutrientes, mas são importantes para o bom funcionamento do intestino, porque facilitam a eliminação das fezes. a) Qual é a vantagem de comer arroz integral no lugar do arroz branco? O arroz integral contém mais fibras, que são importantes para o bom funcionamento do intestino. Além disso, esse arroz contém mais vitaminas.

b) Em sua casa as pessoas consomem alimentos integrais, ricos em fibras? Quais? Resposta pessoal.

NENOV BROTHERS IMAGES/ SHUTTERSTOCK.COM

MORROWIND/SHUTTERSTOCK.COM

b)

30 minutos de caminhada.

ATIVIDADES As atividades desta seção têm o objetivo de retomar e ampliar os principais assuntos que você estudou na unidade.

Maçã (1 unidade): 50 kcal.

10 minutos de caminhada.

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília, DF, 2008. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2008. pdf>. Acesso em: 10 out. 2017. (Os valores foram aproximados para efeitos didáticos.)

4. Leia a questão seguinte e reflita sobre ela. Depois faça o que se pede. Para você, que alimentos deveriam estar presentes em numa refeição saudável e equilibrada? a) Em uma folha avulsa, escreva uma sugestão de refeição (café da manhã, almoço ou jantar) com alimentos que considere adequados. Troque de folha com um colega e avalie a refeição sugerida por ele. Escreva se você concorda ou não com a sugestão, justificando sua opinião. Resposta pessoal.

b) Recorde e liste os alimentos que comeu na sua última refeição. Avalie se seus hábitos alimentares favorecem a manutenção da sua saúde. Caso não favoreçam, o que você poderia mudar? Resposta pessoal. EDITORA MODERNA

que, em comparação com a criança da outra fotografia, que está sentada em frente à TV,

Biscoito recheado de chocolate (2 unidades): 150 kcal.

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Espera-se que os alunos apontem a fotografia A, pois mostra crianças jogando bola

Elementos fora de proporção.

a)

B RENATO SOARES/PULSAR IMAGENS

A

FIQUE LIGADO Do campo à mesa: o caminho dos alimentos, de Teddy Chu. São Paulo: Moderna. O alimento não cai do céu, custa dinheiro e depende do trabalho de muitas pessoas. O livro traz algumas receitas. Aprender a cozinhar pode ser divertido!

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NOVAS PERGUNTAS No fim do estudo de cada unidade, esta seção vai mostrar que sempre podemos fazer mais perguntas. Essa é uma ótima maneira de estar sempre aprendendo! Você encontrará situações que convidam a refletir e a elaborar novas perguntas sobre valores e ações que contribuem para a construção de um mundo melhor, como preservar o lugar onde vivemos e respeitar as pessoas e a natureza.

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Atualmente há normas que visam melhorar os lanches servidos nas escolas. A intenção é reduzir a oferta de alimentos de pouco valor nutritivo e com excesso de açúcar, sal e gordura, garantindo assim uma alimentação mais saudável para os alunos e outros integrantes da escola.

NOVAS PERGUNTAS DÁ PARA CUIDAR DA SAÚDE NA HORA DO RECREIO? Você sabia que a hora do recreio é um bom momento para praticar ações que garantam a sua saúde e ainda preservam o ambiente? Veja algumas dicas.

É preciso coletar a sobra de óleo de cozinha de forma adequada, evitando que ele contamine o solo e os rios. Há empresas especializadas na coleta desse material.

Os alimentos industrializados, os refrigerantes e as frituras podem ser substituídos por alimentos naturais e mais saudáveis.

Lembre-se de descartar o lixo de forma apropriada.

É preciso evitar o desperdício de alimentos. Pegue apenas o que vai consumir, evitando jogar comida no lixo.

1. O que você costuma comer na hora do lanche na escola? Resposta pessoal.

2. Se a escola onde você estuda tem cantina, qual é o alimento mais consumido pelos alunos na hora do intervalo? É possível usar produtos biodegradáveis na limpeza, evitando despejar no esgoto produtos que agridem o ambiente.

Resposta pessoal.

3. Você já havia pensado em como é possível cuidar da saúde e do ambiente na hora do recreio? Incentivar os alunos a sugerir alimentos mais saudáveis, como frutas, sucos

de frutas, lanches naturais e salgados assados em vez de fritos. Ajudar os alunos na elaboração do documento que será encaminhado à direção escolar e aos donos da cantina. Caso os alimentos servidos aos alunos já estejam dentro das recomendações para uma alimentação saudável, propor aos alunos que valorizem essa atitude e divulguem o bom exemplo para a comunidade fora da escola. A divulgação pode ser pelas redes sociais ou pelo blogue da escola.

Resposta pessoal.

VAMOS ALÉM

• Proponham mudanças nos alimentos servidos na cantina ou nas merendas da escola onde estudam. Compartilhem suas ideias com os demais colegas e ouçam as sugestões deles. Depois, elejam algumas das sugestões e elaborem um documento propondo as mudanças para a comunidade escolar. Nesse documento, é muito importante que vocês expliquem o motivo das mudanças sugeridas.

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SUM ÁRIO UNIDADE

1

OS ALIMEN TOS

8

1. Por que precisamos comer? . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 2. Os alimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Alimentos naturais ou industrializados . . . . . 13 Mão na massa • A conservação dos alimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

UNIDADE

3

3. Os nutrientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 4. Alimentação saudável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 5. Má alimentação × saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20

A CIRCUL AÇÃO E A E XCREÇÃO

1. O sistema cardiovascular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 2. O coração e a circulação do sangue . . . . . 50

Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Novas perguntas • Já ouviu falar em alimentação sustentável? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

Mão na massa • Medindo a frequência cardíaca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52

3. O sistema urinário UNIDADE

2

A desidratação

A DIGESTÃO E A RESPIR AÇÃO

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

..... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

54

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4. Organização e funcionamento do corpo humano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58

26

Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60 Novas perguntas • O que é doação de órgãos e tecidos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62

1. A digestão e o sistema digestório . . . . . . . 28 2. As funções do sistema digestório . . . . . . . . 30

Mão na massa Atividade 1: A mastigação . . . . . . . . . . . . . . . 32 Atividade 2: A digestão dos lipídios . . . . 33 A gordura trans . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

3. A respiração e o sistema respiratório

...

36

UNIDADE

Os movimentos respiratórios . . . . . . . . . . . . . . . . 37 Simulando a respiração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

4. As trocas gasosas

.............................

4

40

Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 Contando história . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Novas perguntas • Dá para cuidar da saúde na hora do recreio? . . . . . . . . . . . . . . . . . 44

E VOLUÇÃO DA VIDA

64

1. A transformação da Terra . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 2. Os seres vivos e seus ancestrais . . . . . . . . . . 68 Mão na massa • O calendário cósmico

3. Como investigamos o passado?

. . . . .

70

. . . . . . . . . .

72

Os fósseis contam histórias . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73 De onde viemos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74

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4. A seleção natural . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76 5. A seleção artificial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78

6

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Mão na massa • Caçando borboletas . . . . . . . 80 Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 Contando história . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 Novas perguntas • Qual é o tamanho da nossa responsabilidade com o planeta? . . . . . 84

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UNIDADE

5

A ÁGUA

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1. Os estados físicos da água . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 A ebulição e a evaporação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 Mão na massa • Como comprovar a existência do vapor de água, se ele é invisível? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92

2. O ciclo da água

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ............

94

Mão na massa • A água: uma solução e um solvente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 Atividade 1: Analisando o rótulo da água mineral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 Atividade 2: Água quente ou fria: qual é melhor solvente? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96

3. Os usos da água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 4. Danos e cuidados com a água . . . . . . . . . . 100 Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 Contando história . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 Novas perguntas • Como podemos ajudar a água? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104

ER

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UNIDADE

7

ELE TRICIDA DE E M AGNE TISMO

1. Percebendo a eletricidade

128 ........ . . . . . . . .

130

Mão na massa • Efeitos das cargas elétricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131

2. Cargas elétricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132 3. O movimento das cargas elétricas . . . . . 134 Mão na massa • Construindo um dispositivo para acender e apagar a lâmpada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136

As usinas hidrelétricas

................ . . . . . . .

138

Mão na massa • Analisando a “conta de luz” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139

UNIDADE

6

VIVENDO EM EQUILÍBRIO 106 COM O PLANETA

1. O aumento da população mundial . . . . 108 2. Principais problemas ambientais . . . . . . . 110

Mão na massa Atividade 1: Problemas ambientais . . . . 112 Atividade 2: Plantando árvores . . . . . . . . . 113

3. A biodiversidade em perigo . . . . . . . . . . . . . 114 4. O desenvolvimento sustentável . . . . . . . . 116 5. Soluções para o lixo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118 6. Educação ambiental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120

ESTÚDIO ORNITORRINCO

Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122 Novas perguntas • De onde vem a energia de todo dia? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126

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Perigo: choque elétrico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140

4. O magnetismo

....................... . . . . . . . .

142

Mão na massa • Construindo uma bússola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144

5. Eletromagnetismo

.................. . . . . . . . .

146

Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148 Novas perguntas • Como podemos economizar energia elétrica? . . . . . . . . . . . . . . . 150

UNIDADE

8

A OBSERVAÇÃO DOS ASTROS NO UNIVERSO

152

1. Diferentes formas de “ler” o céu . . . . . . . 154 2. Diferentes céus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 158 3. Como localizar os astros . . . . . . . . . . . . . . . . . . 160 Mão na massa • Construção de uma lupa caseira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162

4. O movimento aparente dos astros . . . . 164 5. O céu em diferentes épocas do ano . . . 166 Mão na massa • Observação da Lua

. . . . . .

170

6. A Lua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171 Atividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172 Novas perguntas • O que representam as estrelas da bandeira brasileira? . . . . . . . . 174 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . 176

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PRINCIPAIS CONCEITOS

UNIDADE

• Alimentos.

OS ALIMENTOS

HABILIDADES DA BNCC • (EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo. • (EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como a obesidade) entre crianças e jovens, a partir da análise de seus hábitos (tipos de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).

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2. Entre muitas respostas possíveis, espera-se que a classe discuta que cozinhar em casa pode ser mais saudável, pois é possível escolher todos os ingredientes da refeição, além de ser comparativamente mais barato do que comer em restaurantes ou lanchonetes. Por outro lado, as refeições fora de casa economizam tempo e podem oferecer oportunidades de experimentar novas receitas.

RATATOUILLE. Direção: Brad Bird. Produção: Disney Pixar. Estados Unidos, 2007. Animação (115 min).

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Uma boa forma de introduzir o assunto para a classe é fazer a exibição do filme Ratatouille, ou de um trecho dele, em sala de aula. As informações sobre a animação podem ser obtidas na seção Conexões, desta unidade. As animações são uma boa estratégia de ensino, pois costumam atrair a atenção dos alunos. Depois da exibição, ressaltar algumas cenas, introduzindo os assuntos que serão estudados na unidade, como alimentação e cuidados na manipulação dos alimentos. A animação também permite conversar sobre a importância dos alimentos para as pessoas. Além de fornecer energia e outros elementos necessários para o corpo, a alimentação é

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fonte de prazer e satisfação, e está associada à nossa cultura. Assim como o ratatouille é um prato típico de algumas regiões da França, perguntar aos alunos quais são os pratos típicos da culinária local. Incentivá-los a listar os ingredientes que são usados no preparo dos pratos e a reconhecer que a culinária faz parte da cultura de um povo. Se julgar oportuno, é possível ir além do tema da unidade, abordando a importância do trabalho em equipe e os benefícios de trabalhar de forma colaborativa, com respeito ao próximo.

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• Atividade 1. Reforçar com a classe a orientação de que crianças nunca devem cozinhar sem a supervisão de adultos, pois na cozinha há vários objetos e situações que podem causar acidentes. • Atividade 2. Entre muitas respostas possíveis, espera-se que a classe mencione que cozinhar em casa pode ser mais saudável, pois é possível escolher todos os ingredientes da refeição, além de ser comparativamente mais barato do que comer em restaurantes ou lanchonetes. Por outro lado, as refeições fora de casa economizam tempo e po-

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RECURSOS PEDAGÓGICOS Os recursos pedagógicos utilizados nesta unidade são:

• • • • • • •

FILME DE BRAD BIRD.RATATOUILLE.EUA.2007. FOTO:THE HOLLYWOOD ARCHIVES/EASYPIX BRASIL

Fotografia. Ilustração. Gráfico. Esquema. Tabela. Obra de arte. Tirinha.

CONEXÕES Para o aluno: Filme • RATATOUILLE. Direção: Brad Bird. Animação da Disney, 2008. Vídeo (1h50min). Livro • CHAMBERLIN, Mary; CHAMBERLIN, Rich. As panquecas de Mama Panya. São Paulo: SM, 2007. Site • AMADO, Janaína; FIGUEIREDO, Luiz Carlos. Viagens dos alimentos. Ciência Hoje das Crianças, 5 dez. 2013. Disponível em: <http://livro.pro/o2z9wx>. Acesso em: 7 nov. 2017.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Você já cozinhou? O que preparou? Quem o ajudou?

O objetivo das aberturas de unidade é explorar os conhecimentos prévios dos alunos por meio da leitura de imagens e de questões que possibilitam a discussão oral e coletiva dos aspectos a serem trabalhados. É importante garantir que todos possam se manifestar, mesmo que as opiniões e as ideias expostas sejam parciais em relação aos conceitos.

Resposta pessoal.

2. Muitas pessoas, nos dias de hoje, optam por fazer uma ou mais refeições em restaurantes e lanchonetes. Cite algumas vantagens e algumas desvantagens de comer fora de casa. 3. O ratatouille é um prato típico de algumas regiões da França, feito com berinjela, pimentão, tomate e abobrinha. No Brasil também há diversos pratos típicos. Cite um prato típico brasileiro da região onde você mora e faça uma lista dos ingredientes utilizados nele. As respostas podem variar dependendo da região brasileira considerada.

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dem oferecer oportunidades de experimentar novas receitas. • Atividade 3. Incentivar a classe a citar também os ingredientes dos pratos que exemplificarem. As respostas podem ser analisadas depois, no momento em que estudarem os grupos de alimentos.

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ATIVIDADE Para ampliar o tema abordado na unidade, pode-se convidar um nutricionista para dar uma palestra para os alunos e seus familiares, sobre a importância da boa alimentação. Outra sugestão é elaborar, com a ajuda de médicos ou nutricionistas, opções de lanches saudáveis que podem ser feitos pelos alunos ou seus pais. Também seria interessante montar, na feira de Ciências, uma exposição sobre os alimentos típicos da região e seus benefícios nutricionais.

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1.POR QUE PRECISAMOS COMER? Reposta pessoal. Os alunos podem ter diferentes ideias sobre a importância dos alimentos. Eles podem dizer que é para crescer e ficar forte, por exemplo.

• Necessidades calóricas e nutricionais.

• Relacionar a necessidade da alimentação com a produção de energia e com a obtenção de elementos necessários ao organismo. • Perceber a necessidade de adequar a dieta alimentar à idade e às atividades desempenhadas pela pessoa. Ao longo do estudo das unidades serão apresentadas questões iniciais que visam ao levantamento de conhecimentos prévios dos alunos e reflexões acerca dos assuntos a serem estudados. É importante permitir que todos expressem suas opiniões e incentivar uma postura de respeito às ideias dos colegas.

Todo ser vivo precisa de uma fonte de energia para sobreviver, crescer e realizar suas atividades. Para os animais, essa fonte de energia são os alimentos. Além de energia, os alimentos fornecem substâncias que utilizamos para crescer, reparar machucados, evitar doenças e manter o corpo funcionando. A energia dos alimentos é medida em quilocalorias, cujo símbolo é kcal. Uma pessoa adulta precisa, em média, de 2 000 kcal por dia. Dependendo da pessoa, esse valor pode ser muito diferente. Os atletas e os trabalhadores que movimentam muito o corpo precisam de mais energia que as pessoas que não fazem muitas atividades físicas diárias.

QUANTIDADE DE QUILOCALORIAS DE ALGUNS ALIMENTOS 200

Quantidade de quilocalorias

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Como você responderia à pergunta do título?

190 kcal

150 kcal

150 120 kcal 100 70 kcal 50 15 kcal 0

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Quando questionados sobre por que devemos nos alimentar, os alunos podem responder que é para “ficar forte”, por exemplo. Aprofundar este ponto de vista, questionando o que significa “ficar forte” e o que acontece quando ficamos com fome: sentimos cansaço, fraqueza, dor de cabeça etc. Usar as respostas dadas pelos alunos para iniciar a conversa sobre a importância dos alimentos para o organismo. Explicar que é deles que retiramos as substâncias necessárias para o funcionamento do corpo, além da energia que usamos para estudar, brincar, falar etc. É importante que os alunos desenvolvam elementos do pensamento científico – argumentação baseada em fatos e conexões consistentes, buscando melhores maneiras para responder a suas perguntas, e não simplesmente dizer que “todos sabem que...” ou que “isso sempre foi assim”. Estimular os alunos a apoiar suas afirmações em fatos que

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PRINCIPAIS CONCEITOS

Elementos fora de proporção.

Alimentos

Alface (15 folhas)

Banana-nanica (1 unidade)

Leite integral (1 copo)

Pão francês (1 unidade)

Ovo frito (1 unidade)

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília, DF, 2008. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira.pdf>. Acesso em: 6 set. 2017.

Como você viu, alguns alimentos fornecem mais energia que outros. Isso não significa que devemos comer apenas os que fornecem mais energia. Uma dieta saudável é formada por alimentos variados. 10

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possam ser investigados em livros e em outras fontes confiáveis de informação ou comprovados por meio de observações e experimentos.

ENCAMINHAMENTO Conversar com a classe para levantar os conhecimentos prévios sobre o assunto. Os alunos podem ter diferentes ideias sobre a importância dos alimentos. É esperado que alguns alunos relacionem a importância da alimentação com a obtenção de energia para realizar as

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atividades diárias. Nesse momento, relacionar a energia dos alimentos com o termo “quilocalorias”. Ao mencionar a definição de quilocalorias, a intenção é que os alunos conheçam a origem desse conceito muito empregado quando se refere aos alimentos. Comentar que, se uma pessoa ingere mais quilocalorias do que seu organismo costuma consumir e tem uma alimentação desequilibrada e rica em lipídios, o corpo vai acumular o excedente em forma de gordura; ela apresentará, por esse motivo, excesso de massa corpórea. Nesse momento, é pos-

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Apesar de a ABNT determinar outra regra, tomamos a decisão de usar a ordem direta do nome dos autores nas referências desta obra para facilitar a leitura do aluno dos anos iniciais do Ensino 1. Leia o texto. Depois, faça o que se pede. Fundamental, que está em processo de alfabetização neste momento.

ATIVIDADE Propor um estudo sobre a palavra “dieta”, que pode ter duas interpretações: 1. aquilo que se come diariamente; os hábitos alimentares; 2. regime, alimentação especial por certo período, geralmente com o objetivo de emagrecer ou de engordar. Discutir com os alunos esses dois significados. Para isso, utilizar um dicionário para integrar o trabalho com Língua Portuguesa.

[...] Os atletas queimam calorias em abundância. Um ciclista [profissional] usa quase 5 900 kcal por dia, triatletas consomem 4 800 kcal, jogadores de futebol profissionais frequentemente gastam 1 500 kcal por dia apenas treinando, e correr uma maratona requer cerca de 3 400 kcal. Trabalhadores fisicamente ativos, como os lenhadores, usam quantidades semelhantes. Em contraposição, um telemaníaco que passa o dia no sofá só precisa de 1 500 [a] 2 000 kcal diárias (mas frequentemente ingere muito mais). [...]

CONEXÕES

Frances M. Ashcroft. A vida no limite: a ciência da sobrevivência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p. 191.

Para o professor: Livro • TORTORA, Gerard J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

• De acordo com o texto, escreva a quantidade média de quilocalorias que as pessoas de cada fotografia devem consumir.

B RADU RAZVAN/SHUTTERSTOCK.COM

A

Ciclista profissional.

5 900 kcal por dia.

Pessoa que passa parte do dia em frente à TV.

MARCO GALVÃO/FOTOARENA

MONKEY BUSINESS IMAGES/SHUTTERSTOCK.COM

C

Proporção. Explique que, nas páginas de um livro, nem sempre é possível respeitar a proporção entre os elementos (é o caso dos astros do Sistema Solar, por exemplo). É isso o que pretendemos explicitar com a informação “Elementos fora de proporção”. Por exemplo: se houvesse um desenho de um elefante e uma formiga, não seria possível representá-los proporcionalmente: a formiga ficaria muito pequena ou o elefante ficaria muito grande.

Jogadoras de futebol profissionais.

1 500 a 2 000 kcal por dia.

1500 kcal por treino.

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sível iniciar uma conversa sobre distúrbios nutricionais, como a obesidade. Comentar que, na sociedade contemporânea, está havendo o aumento do número de crianças e de adolescentes obesos, em grande parte por conta de maus hábitos alimentares e estilo de vida sedentário. O conceito de valor calórico está presente no cotidiano das crianças. Atualmente, muito se comenta sobre dietas para emagrecimento e contagem das calorias presentes nos alimentos. Para ilustrar o conceito, é possível comparar as tabelas nutricionais de embalagens

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de um mesmo produto, porém um na versão regular e outro na versão light (com valor calórico reduzido) para análise das informações relacionadas às calorias. Permitir que os alunos observem a tabela nutricional e questionar: “Se compararmos um produto light com sua versão regular (não light), que diferença calórica encontraremos?”.

ser orientada por um profissional da saúde, que garantirá a nutrição balanceada e a perda ou o ganho de massa de acordo com a necessidade de cada pessoa. A alimentação saudável será estudada nas próximas páginas. Neste momento, conversar com a classe para levantar os conhecimentos prévios sobre o assunto.

Aproveitar a oportunidade para discutir a “moda” das dietas de restrição calórica, que, muitas vezes, podem ser perigosas à saúde. Explicar que toda mudança drástica na alimentação deve

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PRINCIPAIS CONCEITOS

Calvin prefere doces. Espera-se que o aluno infira a preferência do garoto no último quadrinho, no qual ele diz que é “sobremesiano”, referindo-se às sobremesas.

2.OS ALIMENTOS

• Alimentos. • Alimentos naturais e industrializados.

De onde vêm os alimentos que você costuma comer? Resposta pessoal. Os alimentos podem ser de origem animal, vegetal ou mineral.

KUCHERAV/SHUTTERSTOCK.COM

de energia e de elementos estruturais para o corpo. • Diferenciar alimentos naturais de industrializados.

AFRICA STUDIO/SHUTTERSTOCK.COM

• Conhecer a origem dos alimentos. • Identificar os alimentos como fonte

Entre os alimentos de origem vegetal estão as verduras, as frutas e os cereais.

VAN VOLOZHANIN/SHUTTERSTOCK.COM, M. UNAL OZMEN/SHUTTERSTOCK.COM

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Entre os alimentos de origem animal, estão as carnes, os ovos, o leite e seus derivados.

Entre os alimentos de origem mineral estão a água e os sais minerais.

CALVIN & HOBBES, BILL WATTERSON © 1987 WATTERSON / DIST. BY ANDREWS MCMEEL SYNDICATION

1. Leia a tirinha e responda às questões.

Bill Watterson. Calvin e Haroldo.

a) A mãe do Calvin lhe ofereceu uma comida vegetariana. Que tipo de alimento compõe a maior parte dessa refeição: alimentos de origem vegetal, animal ou mineral? Alimentos de origem vegetal. b) Que tipo de alimento Calvin prefere? Como você descobriu isso? c) Se Calvin comesse apenas alimentos da sua preferência, você acha que a alimentação do garoto seria um exemplo de alimentação saudável? Explique. Espera-se que os alunos reconheçam que comer apenas um tipo de alimento não é o ideal para uma alimentação saudável.

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ENCAMINHAMENTO

ferenciem os tipos de alimento: naturais ou industrializados. Certificar-se de que eles compreenderam que mesmo os alimentos processados podem ser classificados como sendo de origem vegetal, animal ou mineral.

Iniciar a conversa com a classe lembrando a importância dos alimentos para o corpo. É deles que o organismo obtém os elementos e energia de que necessita para seu funcionamento e crescimento. Promover uma conversa sobre a origem dos alimentos. Além da origem, é necessário que os alunos di-

Dependendo da região em que a escola se localiza, é possível complementar esse assunto de diferentes maneiras. Por exemplo, se os alunos vivem em áreas rurais, é provável que tenham mais curiosidades e questionamentos sobre o funcionamento da produção de alimentos industrializados. Por outro lado, se

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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eles vivem em grandes centros urbanos, é provável que muitos não conheçam como é uma produção agropecuária. Nos dois casos, é possível estimular a curiosidade dos alunos perguntando a eles como acham que se dá a produção desses tipos de alimento. Por exemplo, como eles acham que é produzido o leito em pó enriquecido com vitaminas e sais minerais? Ou, então, como é extraído o leite em fazendas leiteiras?

• Atividade 1 c. Incentivar os alunos a expor suas ideias sobre alimentação saudável e a contar aos colegas os tipos de

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CONEXÕES

ALIMENTOS NATURAIS OU INDUSTRIALIZADOS

Para o aluno: Site • FOGUEL, Débora. De onde vêm as gordurinhas? Ciência Hoje das Crianças, 27 jun. 2012. Disponível em: <http://livro.pro/z4pyso>. Acesso em: 7 nov. 2017. O texto trata do acúmulo de gordura no corpo humano.

Muitos alimentos podem ser consumidos da forma como são encontrados na natureza – são os chamados alimentos naturais ou in natura. São exemplos as frutas e muitos outros vegetais. Outros alimentos, no entanto são processados antes de serem vendidos e consumidos. Os alimentos podem passar por processamentos artesanais ou industriais. Nas indústrias, os alimentos podem sofrer diferentes níveis de processamento. • Alimentos minimamente processados são alimentos in natura que foram submetidos a processos de limpeza, de remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, moagem, secagem, fermentação, pasteurização, refrigeração ou congelamento. Neles não são adicionadas novas substâncias durante o processamento. O leite embalado em caixas é um exemplo. Nas indústrias, o leite é aquecido em altas temperaturas e depois resfriado em um processo chamado pasteurização. Daí, ele é embalado e distribuído aos pontos de venda. Assim, é possível dizer que o leite pasteurizado é um alimento industrializado minimamente processado, pois não foram adicionadas novas substâncias durante o processamento e o alimento manteve suas características.

• Alimentos processados são fabricados pela indústria a partir de alimentos in natura, com adição de sal, de açúcar ou de outra substância de uso culinário para torná-los mais duráveis e mais agradáveis ao paladar. Alguns vegetais em latas de conserva são exemplos. • Alimentos ultraprocessados são alimentos feitos pelas indústrias com substâncias extraídas de alimentos naturais (óleos, gorduras, açúcar, proteínas) ou sintetizadas em laboratório (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários outros tipos de aditivos). Embutidos e biscoitos industrializados são exemplos.

GABOR NEMES/KINO.COM.BR

VLADIMIR GJORGIEV/SHUTTERSTOCK.COM

Os chamados embutidos – salame, presunto, mortadela e salsicha – são alimentos ultraprocessados. Nesses alimentos há conservantes e aditivos que ajudam a conservá-los por mais tempo.

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alimento que costumam comer. Permitir que eles compartilhem suas vivências, contando quais são os alimentos que os pais/responsáveis costumam oferecer e quais comeriam se pudessem escolher. Dessa forma, é possível conhecer alguns hábitos alimentares dos alunos e suas preferências. Durante a conversa, auxiliar os alunos a organizar a fala e a registrar as respostas que surgirem. Comentar que as

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técnicas de processamento de alimentos são úteis e trouxeram várias vantagens para a humanidade. O aumento do prazo de durabilidade dos alimentos, por exemplo, permitiu que as pessoas pudessem transportá-los por longas distâncias e armazená-los por mais tempo. Porém, o consumo excessivo de conservantes e outros aditivos presentes nos alimentos ultraprocessados pode ser prejudicial à saúde do consumidor.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

M ÃO N A M ASSA

• Conservação dos alimentos.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Perceber que existem várias técnicas de conservação de alimentos.

HILL STREET STUDIOS/BLEND IMAGES/GETTY IMAGES

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A CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS Existem várias técnicas de conservação de alimentos. Essas técnicas tentam evitar ou retardar a ação de microrganismos, permitindo que os alimentos durem mais tempo. A salga e o resfriamento são exemplos dessas técnicas. Nesta atividade, você vai testar algumas técnicas de conservação.

M ATERIAL • Caldo de carne sem sal (preparado por um adulto)

Resfriar os alimentos é uma técnica de conservação muito comum.

• Sal • Geladeira

• Três copos plásticos transparentes

• Etiquetas adesivas

• 1 colher (das de sopa)

• Caneta

PROCEDIMENTO 1. Numere os copos de 1 a 3, usando as etiquetas. 2. Despeje a mesma quantidade de caldo de carne nos três copos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

3. No copo 1, adicione 2 colheres de sal. Misture bem e mantenha o copo fora da geladeira.

A conservação dos alimentos pode render boas discussões em sala de aula, e uma pergunta motivadora para introduzir o assunto é: “Como os alimentos eram conservados antes da invenção da geladeira?”.

ENCAMINHAMENTO Auxiliar os alunos na leitura dos procedimentos. A atividade prática pretende demonstrar técnicas de conservação de alimentos com o uso de caldo de carne. Esse caldo pode ser feito de forma caseira, com pedaços de carne (normalmente músculo), ervas e legumes picados e cozidos em água. Mas também é possível usar o caldo de carne industrializado, em cubinho ou em pó. Basta diluí-lo seguindo a indicação da embalagem. Espera-se que os alunos associem a refrigeração e a salga como métodos de conservação de alimentos. Por isso, o caldo do copo 3 deverá apresentar sinais de que está estragado, como o aparecimento de bolor.

ESTÚDIO ORNITORRINCO

SENSIBILIZAÇÃO

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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Caso a escola disponha de uma geladeira para o procedimento, pode-se preparar uma quantidade de caldo de carne para todos os alunos. Nesse caso, é possível propor o trabalho em duplas ou em grupos, e os copos devem ser devidamente identificados. É importante garantir um local seguro para repouso dos copos que ficarão fora da geladeira. A defumação é utilizada comumente na conservação de peixes, carnes e embutidos. Nesse processo, seca-se o alimento usando fumaça.

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Ressaltar que a salga é a forma mais simples de conservar carnes de boi, porco e peixe. Uma alternativa é salgá-las e colocá-las para secar ao sol. O bacalhau e a carne-seca ou charque, muito conhecidos na nossa culinária, são conservados desse modo. Na seção Conexões listamos alguns sites com informações e sugestões de atividades sobre conservação dos alimentos que podem ser úteis nas conversas sobre o assunto em sala de aula. Se julgar oportuno, mostrar o vídeo sobre bactérias na cozinha para a classe.

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Espera-se que os alunos associem a refrigeração e a salga como métodos de conservação de alimentos. Por isso, o copo 3 deverá ser o primeiro a apresentar sinais de que está estragado. 4. No copo 2, não adicione nada e mantenha-o na geladeira.

CONEXÕES Para o aluno: Site • LOUREDO, Paula. Conservação dos alimentos. Escola Kids, 2017. Disponível em: <http://livro.pro/do6g4b>. Acesso em: 3 nov. 2017.

5. No copo 3, não adicione nada e mantenha-o fora da geladeira, próximo ao copo 1. 6. Anote no caderno o dia de início do experimento. Anote também a sua hipótese: Em qual dos copos o caldo de carne vai apresentar primeiro sinais de que está estragado? 7. Deixe os copos em repouso por cerca de cinco dias.

Para o professor: Site • ROCHA, Marina Silva. Conservação dos alimentos. Brasília, DF: Portal do Professor, 15 nov. 2009. Disponível em: <http://livro.pro/za8o6m>. Acesso em: 3 nov. 2017.

8. Depois desse tempo, observe os copos e faça as suas anotações. Descarte os líquidos na pia após a atividade. Espera-se que os alunos infiram que não, pois o copo que ficou fora da geladeira estaria sob temperatura semelhante à do que ficou dentro dela. Dessa maneira, as condições não variariam como o planejamento do experimento exigia.

Responda às questões.

Vídeo • DR. BACTÉRIA e os 7 erros na cozinha. Produção: TV Globo. Vídeo (4min48s). Disponível em: <http://livro. pro/bp8bbw>. Acesso em: 3 nov. 2017.

1. A hipótese que você anotou no caderno no primeiro dia do experimento se confirmou? Resposta pessoal. 2. Qual foi o resultado que você observou na atividade? O que aconteceu com o alimento que estava em cada copo? Espera-se que os alunos percebam a formação de bolor apenas no copo 3.

3. O que você pode concluir sobre a atividade?

Espera-se que os alunos concluam que a salga e o resfriamento ajudaram a conservar o alimento.

4. Se essa mesma atividade fosse feita em um país em que as temperaturas são muito baixas, próximas de zero, você acha que os resultados seriam semelhantes? Explique.

5. Em certos alimentos industrializados, além da data de validade, é possível observar o prazo para o consumo após a embalagem aberta. Por que é importante respeitar o prazo de consumo descrito nas embalagens de certos alimentos? Resposta pessoal. 6. O professor vai dividir a classe em dois grupos. Cada grupo pesquisará sobre um dos temas a seguir: • Como as pessoas conservavam os alimentos antes da invenção da geladeira? • Como funciona a conservação dos alimentos nas embalagens a vácuo? a) Com o seu grupo, pesquise informações sobre o tema em revistas, jornais ou internet. b) No dia marcado pelo professor, troquem informações e anotem no caderno as que acharem mais interessantes. 15

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• Atividade 3. Auxiliar os alunos a associar a conservação dos alimentos com a não proliferação de microrganismos sobre eles, no caso, a formação do bolor no caldo de carne. Espera-se que eles concluam que a salga e o resfriamento ajudaram a conservar o alimento. • Atividade 4. Em um país com tempe-

raturas baixas, os resultados não seriam semelhantes, pois o copo que ficou fora da geladeira estaria sob temperatura semelhante à do que ficou dentro dela. Dessa maneira, as condições não variariam, como o planejamento do experimento exigia.

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• Atividade 5. Explicar que, após a abertura da embalagem, os alimentos entram em contato com os microrganismos presentes no ar. Respeitar o prazo de consumo garante que o alimento seja consumido em bom estado de conservação. • Atividade 6. Comentar com os alunos que, antes da invenção e popularização da geladeira, manter a carne em banha, defumá-la ou salgá-la, fazer doces em compotas ou cristalizados e ferver o leite eram as formas de conservação mais comuns. Entre as técnicas de conservação modernas está

a embalagem a vácuo. Explicar que, quando se retira o ar de dentro das embalagens, obtém-se o vácuo, que auxilia no processo de conservação de alimentos, impedindo o crescimento de microrganismos aeróbios, ou seja, aqueles que precisam do gás oxigênio presente no ar para sua sobrevivência. Os alimentos embalados a vácuo podem ser mantidos em temperatura ambiente. Complementar o tema dizendo que os frascos hermeticamente fechados também ajudam na conservação da comida.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

3.OS NUTRIENTES

Você já viu alguma tabela nutricional nas embalagens de alimentos industrializados? O que são aqueles nomes todos na tabela?

• Nutrientes.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer os principais nutrientes dos alimentos e suas funções.

VULCANO/SHUTTERSTOCK.COM

Nas tabelas nutricionais, informam-se os nutrientes e os aditivos presentes nos alimentos.

Os nutrientes são substâncias presentes nos alimentos, necessários para o crescimento e o bom funcionamento do corpo. Os tipos de nutrientes são os carboidratos, os lipídios, as proteínas, as vitaminas e os sais minerais.

Carboidratos Onde eu encontro? Em pães, massas, cereais, farinha, batata, mandioca, açúcar, entre outros. Como são utilizados pelo organismo? São fonte de energia para as atividades do corpo.

Lipídios Onde eu encontro? Em óleos, manteiga, algumas sementes, gordura animal, entre outros. Como são utilizados pelo organismo? São fonte de energia para as atividades do corpo e compõem algumas estruturas.

Conhecer os nutrientes e suas funções principais ajuda a compor e a identificar uma alimentação saudável. Explorar o infográfico com os alunos, pedindo a eles que citem outros alimentos que contenham os nutrientes mencionados. Destacar que as proteínas, embora também forneçam quilocalorias, são comumente classificadas como nutrientes construtores, pois participam da construção de diferentes partes do corpo; já os carboidratos e os lipídios são chamados de nutrientes energéticos, pois fornecem energia ao organismo. As vitaminas e os sais minerais não fornecem quilocalorias, mas são importantes nutrientes com função

Vitaminas e sais minerais Onde eu encontro? No leite, nas frutas, nas verduras, entre outros. Como são utilizados pelo organismo? São essenciais para o bom funcionamento do corpo e para a prevenção de doenças.

VALENTYN VOLKOV/SHUTTERSTOCK.COM, JPC-PROD/SHUTTERSTOCK.COM, VALENTYN VOLKOV/ SHUTTERSTOCK.COM, LOTUS_STUDIO/SHUTTERSTOCK.COM

ENCAMINHAMENTO Iniciar a conversa sobre a composição dos alimentos. Dizer que os nutrientes são substâncias como carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e sais minerais. Essas substâncias costumam ser discriminadas nas tabelas nutricionais dos rótulos de alimentos industrializados.

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Proteínas Onde eu encontro? Em carnes, ovos, feijão, soja, leite, queijo, lentilha, entre outros. Como são utilizadas pelo organismo? São utilizadas pelo corpo para crescer e reparar estruturas desgastadas e machucadas.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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reguladora, pois agem regulando as diversas funções do organismo. Aqui apresentamos uma explicação simplificada das funções dos nutrientes no organismo. Há outras funções, que serão vistas posteriormente, quando os alunos tiverem mais pré-requisitos para compreendê-las. Uma forma interessante de abordar o assunto destas páginas é perguntar aos alunos se, ao acompanhar os familiares às compras, eles já observaram se os adultos verificam as informações na embalagem dos alimentos (além

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do preço). Fazer perguntas como: “O que buscam saber antes de comprar um alimento?”; “Por que é importante conhecermos as informações presentes na embalagem?”; “Se fossem comprar algum alimento industrializado sem a ajuda de um adulto, o que olhariam na embalagem?”. É comum, em diversas embalagens, a indicação “Contém glúten”. O glúten é um conjunto de proteínas presentes no trigo, na aveia, na cevada, no malte e no centeio. Explicar que algumas pessoas são portadoras da

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A nutrição é a área da Ciência que estuda os alimentos e a função dos nutrientes no organismo. Muito do que se sabe sobre os alimentos deve-se a pesquisas e experimentos feitos por nutricionistas e outros estudiosos ao longo do tempo. O estudo dos alimentos é uma forma de verificar a importância e a aplicação dos conhecimentos científicos no cotidiano das pessoas. As informações nutricionais dos alimentos são feitas com base em pesquisas de profissionais como químicos, médicos e nutricionistas. A composição nutricional dos alimentos é de interesse de todas as pessoas que vão consumi-los e, portanto, esses dados devem obrigatoriamente constar nas embalagens dos produtos. A divulgação da informação científica para as pessoas de modo simples, claro e compreensível é tão importante quanto a pesquisa desses profissionais.

BILLION PHOTOS/SHUTTERSTOCK.COM

1. Uma pessoa comeu um sanduíche com pão, queijo, peito de peru, alface, tomate e pepino.

AMPLIAÇÃO

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A água é importante para diversas funções do organismo. Devemos beber água várias vezes ao dia.

• Quais são os principais nutrientes de cada componente do sanduíche? Pão: carboidratos; queijo: proteínas e lipídios; peito de peru: proteínas e lipídios; alface: vitaminas e sais minerais; tomate: vitaminas e sais minerais pepino: vitaminas e sais minerais.

2. Liste os alimentos que você comeu em sua última refeição. Troque de caderno com um colega e escreva os nutrientes presentes na refeição dele. Resposta pessoal.

3. Leia a tirinha e responda às questões.

© 2017 CEDRAZ/IPRESS

ATIVIDADE

Antonio Cedraz. Turma do Xaxado. Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/-FnFOKciDNlU/UcRlIz9C9yI/ AAAAAAAAAxc/g-L4LgsHejg/s1600/TIRA+1729.jpg>. Acesso em: 9 set. 2017.

a) A rapadura é um doce feito a partir da cana-de-açúcar. Qual é o principal nutriente presente nele? Carboidratos.

Uma forma divertida de aprender sobre os nutrientes e os alimentos é fazer uma coleção de receitas. Cada aluno pode trazer para a classe uma receita dada por sua família. Em grupos, os alunos podem identificar os principais ingredientes e nutrientes presentes naquele prato. Ao final, se houver disponibilidade, a classe pode eleger uma receita e prepará-la na cozinha da escola.

b) O que pode ter levado o dentista a constatar que o paciente adorava rapadura? Provavelmente, o paciente apresentava cáries e outros problemas dentários relacionados ao consumo excessivo de açúcar.

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doença celíaca, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten e que causa diversos sintomas, entre eles diarreia e anemia. Por isso, os alimentos que o contêm devem trazer um aviso na embalagem. Outra indicação bastante comum em embalagens é “Livre de gordura trans”. Aproveitar a curiosidade dos alunos para propor uma pesquisa do significado desses termos.

• Atividade 2. Analisar as respostas dos alunos e auxiliá-los na identificação dos nutrientes presentes em cada

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alimento. Comentar que um alimento pode conter mais de um tipo de nutriente, mas consideramos sempre o que está em maior quantidade. Por isso é comum dizermos “tal alimento é rico em proteínas”. Por exemplo, o leite é rico em proteínas, mas também contém lipídios, vitaminas e minerais.

dura como um tipo de carboidrato. 3 b. Auxiliar os alunos a interpretarem a tirinha. O dentista, provavelmente, constatou que o paciente apresentava cáries e outros problemas dentários relacionados ao consumo excessivo de açúcar.

• Atividade 3. Aproveitar a atividade para falar sobre cáries e saúde bucal, além de ressaltar a importância da escovação correta dos dentes após as refeições. 3 a. É importante que os alunos reconheçam o açúcar presente na rapa17

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4.ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

PRINCIPAIS CONCEITOS

• Qual é seu alimento favorito? • Será que você se manteria saudável comendo apenas esse alimento todos os dias? Por quê? Resposta pessoal.

• Alimentação saudável.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Cada povo tem seus costumes e hábitos alimentares. No Brasil, por exemplo, há alimentos típicos diferentes em cada localidade. Uma alimentação saudável e balanceada é aquela que, além de bem-estar, proporciona os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo, ajudando a prevenir doenças. Se não houver restrição médica, todo tipo de alimento pode ser consumido, desde que de forma balanceada. Não é saudável ingerir apenas um tipo de alimento. A dieta deve ser variada e conter carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais. A base para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa e apropriada deve ser composta de uma variedade de alimentos in natura ou minimamente processados. O consumo de alimentos processados deve ser moderado e o consumo de alimentos ultraprocessados deve ser evitado. Os alimentos ultraprocessados são desbalanceados nutricionalmente, têm grande quantidade de calorias, e sua produção, distribuição, comercialização e consumo têm impacto sobre a cultura, a vida social e sobre o meio ambiente.

• Compreender que uma dieta saudável requer o consumo de alimentos variados, em quantidades adequadas.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

A alimentação é um tópico importante para a sociedade. Hábitos alimentares afetam a economia e a saúde pública, bem como são influenciados pela mídia e pelas preferências e disponibilidades de cada localidade. Uma sugestão é anotar os alimentos mencionados pelos alunos na lousa e dividi-los em industrializados ou naturais. Explicar que, se não houver nenhuma restrição médica, é possível comer de tudo, porém com moderação. O que geralmente causa problemas à saúde é o consumo em excesso de certos alimentos, como embutidos e doces. Permitir que os alunos exponham o que é uma alimentação saudável na opinião deles. Além de discutir a respeito, é importante valorizar os alimentos regionais e os da estação. Para isso, promover uma pesquisa sobre a culinária típica da região em que a escola se localiza. É interessante mostrar que a alimentação faz parte da cultura de um povo. No nosso país é possível identificar pratos típicos do Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Se julgar oportuno, esse assunto pode ser trabalhado de forma interdisciplinar com a área de Geografia. Dar exemplos de diversos pratos típicos e relacioná-los com as respectivas regiões, mostrando cada uma delas em um mapa ou em um globo terrestre. Pesquisar com os alunos os principais ingredientes de cada prato citado, ressaltando aqueles que são típicos da região em questão. Por exemplo, o pato no tucupi é um prato típico da região Norte. O tucupi é um líquido amarelado extraído da raiz da mandioca-brava, planta muito

A melhor bebida é a água. Chá de ervas naturais, leite e suco de frutas são mais saudáveis do que refrigerantes e sucos industrializados.

ILUSTRAÇÕES: ESTÚDIO ORNITORRINCO

ENCAMINHAMENTO

Prefira comida feita na hora com alimentos in natura ou minimamente processados. Ou seja, evite o consumo de alimentos ultraprocessados (sopas “de pacote”, macarrão “instantâneo”, pratos congelados prontos para aquecer, sanduíches, embutidos, maioneses e molhos industrializados, misturas prontas para tortas).

Frutas são ótimas sobremesas. Prefira sobremesas caseiras às industrializadas.

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usada na alimentação do povo local. Essa receita leva também o jambu, erva encontrada na região. Comentar que é possível conhecer muito do povo de um lugar por meio de sua culinária. Na culinária da região Norte, por exemplo, há vários outros pratos feitos à base de peixes e plantas típicas da região, evidenciando a forte relação do povo com os rios e a floresta. Enriquecer a atividade mostrando fotos dos principais rios da região Norte, como o Amazonas e o Negro, e da floresta que ocupa grande parte do Brasil, a Floresta Amazônica.

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Muitos fatores – de natureza física, econômica, política, cultural ou social – podem influenciar positiva ou negativamente o padrão de alimentação das pessoas. Por exemplo, morar em bairros ou territórios onde há feiras e mercados que comercializam frutas, verduras e legumes facilita a adoção de padrões saudáveis de alimentação. Por outro lado, o custo mais elevado dos alimentos minimamente processados diante dos ultraprocessados, a necessidade de fazer refeições em locais em que não são oferecidas opções saudáveis de alimentação

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ILUSTRAÇÕES: ESTÚDIO ORNITORRINCO

Além de uma alimentação balanceada e equilibrada, a prática regular de atividade física é essencial para manter a boa saúde.

CONEXÕES

Para uma alimentação saudável são necessários alguns cuidados com os alimentos que serão consumidos. Alimentos mal higienizados, utensílios sujos, insetos e as próprias pessoas que manipulam a comida podem ser fontes de contaminação.

O milho em lata deve ser consumido

1. Observe as imagens e responda à questão. com moderação por ser um alimento

processado, e o consumo de salgadinho de milho deve ser evitado por ser um alimento ultraprocessado, nutricionalmente desbalanceado.

• Qual dos alimentos deve ser consumido com moderação e qual deve ser evitado? Explique sua escolha.

Para o aluno: Site • TURINO, Fernanda. Lancheira saudável. Ciência Hoje das Crianças, 22 jul. 2013. Disponível em: <http://livro.pro/ dxckuw>. Acesso em: 13 nov. 2017.

COLEÇÃO PARTICULAR © RÖHRIG, CARL WALTER/AUTVIS, BRASIL, 2017. FOTO: AKG-IMAGES/LATINSTOCK

MUSEU DO LOUVRE, PARIS

2. Observe as obras de arte. Depois, faça o que se pede.

Verão, de Giuseppe Arcimboldo, 1573. Óleo sobre tela. Dimensões: 76 cm x 64 cm. Museu do Louvre, Paris, França. Arcimboldo foi um pintor italiano que viveu no século XVI.

Para o professor: Sites • BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília, DF, 2014. Disponível em: <http://livro.pro/mymodg>. Acesso em: 3 nov. 2017. Guia com informações dos impactos dos alimentos ultraprocessados na cultura, na vida social e no meio ambiente. • VIDIGAL, Fernanda. Quando peixe, milho e até leite não são saudáveis. Forum, 7 abr. 2015. Disponível em: <http://livro.pro/aafmzr>. Acesso em: 3 nov. 2017. • DESERTO alimentar. UOL TAB, 14 maio 2017. Disponível em: <http://livro. pro/7nb2ds>. Acesso em: 7 nov. 2017.

O homem hambúrguer, de Carl-W. Röhrig, 1989. Dimensões: 40 cm x 30 cm. Técnica mista sobre papelão. Coleção particular.

a) Que semelhanças e que diferenças você nota nas duas obras de arte? Ambas são pinturas que compõem perfis humanos a partir da sobreposição de alimentos.

b) Na sua opinião, qual é a mensagem que o autor da segunda obra pretende transmitir? O autor da segunda obra, provavelmente, quis fazer uma crítica ao consumo excessivo de alimentos industrializados.

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e a exposição intensa à publicidade de alimentos não saudáveis dificultam a adoção de bons hábitos de alimentação. Informar os alunos sobre os riscos que uma alimentação inadequada pode trazer para a saúde é essencial para que eles possam fazer escolhas mais conscientes no dia a dia. Assim, mais do que atentar para os nutrientes presentes nos alimentos e para as quantidades consumidas durante o dia, ressaltar a importância de aten-

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tar para a origem e o tipo da comida. Quanto mais natural, melhor. Na seção Conexões há o texto “Quando peixe, milho e até leite não são saudáveis”, com mais informações sobre as recentes recomendações das autoridades de saúde para uma alimentação saudável. • Atividade 1. Por ser um alimento processado, o milho em lata deve ser consumido com moderação. O consumo de salgadinho deve ser evitado por se tratar de um alimento ultraprocessado.

• Atividade 2 a. Espera-se que os alunos notem que no primeiro quadro o artista usou frutas, legumes e outros alimentos naturais. Já no segundo, o outro artista fez uma releitura da primeira obra usando alimentos industrializados, como hambúrguer e embutidos (presunto, salame etc.). 2 b. Explicar aos alunos a necessidade de controlar o consumo de alimentos industrializados, com o objetivo de incentivar uma alimentação mais equilibrada. 19

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• Saúde e má alimentação.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Relacionar a desnutrição e a obesidade com a alimentação inadequada. • Repensar sobre o consumo dos alimentos, conhecendo atitudes favoráveis ao seu bom uso.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Nos dias de hoje, os casos de obesidade infantil crescem mais do que os de desnutrição em alguns locais do mundo. Conversar com os alunos sobre as implicações da obesidade na vida de uma pessoa (criança ou adulto): doenças, dificuldade de mobilidade, problemas psicológicos etc. Mencionar que existem outros fatores, como distúrbios hormonais e problemas genéticos, que podem levar uma pessoa a engordar, mesmo que ela se alimente de forma saudável. Conversar também sobre a inconveniência de atitudes preconceituosas direcionadas a pessoas com esse problema de saúde. Comentar que, por outro lado, muitas pessoas ainda morrem de desnutrição no mundo. Isso acontece, em grande parte, pela desigualdade social. Enquanto muitas pessoas têm muito alimento, outras não conseguem produzir ou comprar comida suficiente. Nesse momento, vale a pena falar sobre desperdício de alimentos e formas de evitá-lo. Comentar que comer demais, sem estar com fome e sem controle, pode ser a manifestação de uma doença chamada compulsão alimentar. Pessoas que sofrem desse mal, muitas vezes, além de uma dieta alimentar e da prática de atividades físicas, podem precisar do auxílio de tratamento médico especializado, que inclui psiquiatras ou terapeutas. Usar essas informações para propor uma conversa sobre hábitos alimentares e saúde. Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como a obesidade) entre crianças e jovens, com base na análise de seus hábitos (tipos de alimento ingerido, prática de atividade física etc.). É importante que os alunos usem os co-

5.MÁ ALIMENTAÇÃO

x SAÚDE

Você sabe o que significa obesidade? E desnutrição? Resposta pessoal.

1. Leia o texto, que trata de uma visita do menino Rubinho ao médico. Depois, faça o que se pede. — Doutor, o que é obesidade infantil? — Rubinho, é uma doença que faz a criança estar muito acima do seu peso ideal. Isso pode acontecer por vários motivos: alimentação errada, falta de exercício, tendência familiar, algum órgão que não está funcionando bem, algum problema psicológico. A obesidade infantil tem cura, depende de a criança se esforçar, não desistir, mesmo depois de algumas escorregadas, estar sempre tentando mudar, pra ter mais saúde. Depende também da colaboração da família, da cozinheira da casa, dos amigos... O importante, Rubinho, é que a medicina já provou que estar gordinho ou gordinha não é malandragem da criança, coisa de quem é guloso e pronto. É preciso descobrir a causa. Por que ela está engordando, o que faz com que a pessoa esteja comendo muito ou errado. Se a obesidade não for tratada, pode trazer muitos problemas [...].

ESTÚDIO ORNITORRINCO

PRINCIPAIS CONCEITOS

Leonor Corrêa. De cara com o espelho. São Paulo: Moderna, 2003. p. 47.

• Dê dois conselhos para ajudar Rubinho a prevenir a obesidade infantil. Como você leu no texto, a obesidade pode ser decorrente da alimentação inadequada e da falta de atividades físicas. Outro problema de saúde causado pela alimentação inadequada é a desnutrição. Quando uma pessoa não ingere todos os nutrientes necessários, ou os ingere em quantidade insuficiente para o bom funcionamento do corpo, ela pode ficar desnutrida. A desnutrição provoca fraqueza e pode matar.

Exemplos de respostas: alimentar-se corretamente, priorizando alimentos in natura; evitar o consumo de alimentos ultraprocessados; praticar atividades físicas; consultar um profissional da saúde que 20 possa dar orientações sobre uma alimentação equilibrada, como um médico ou um nutricionista.

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nhecimentos adquiridos para refletir sobre os próprios hábitos.

• Atividade 1. O livro cujo trecho é apresentado nesta atividade pode ser trabalhado com a classe, e está indicado na seção Conexões. Explicar que a “tendência familiar” à obesidade mencionada no texto envolve questões de herança genética: se os pais são obesos, é provável que os filhos tenham maior tendência a ser obesos. Essa expressão também envolve os hábitos alimentares da família, que, em geral, são assimilados pelos filhos. Há outros fatores, como

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alguns problemas de saúde, que podem levar uma pessoa a engordar, mesmo que ela se alimente de forma saudável. Avaliar as respostas dadas.

• Atividade 2. Essa atividade permite a integração com Matemática, e o tema pode ser aproveitado para a realização de um debate com a classe. Primeiramente, promover uma leitura do gráfico, assegurando que a ideia geral seja compreendida pelos alunos. Além disso, estimulá-los a discutir formas de evitar o desperdício de alimentos em casa, na escola, nas compras, no restaurante etc. Aproveitar

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AMPLIAÇÃO

Muitas pessoas ainda morrem de desnutrição no mundo. Isso acontece, principalmente, porque há desigualdade social entre os seres humanos: enquanto algumas pessoas têm muito alimento, outras não conseguem comprar ou produzir comida suficiente para se manter.

[...] As principais doenças que atualmente acometem os brasileiros deixaram de ser agudas e passaram a ser crônicas. Apesar da intensa redução da desnutrição em crianças, as deficiências de micronutrientes e a desnutrição crônica ainda são prevalentes em grupos vulneráveis da população, como em indígenas, quilombolas e crianças e mulheres que vivem em áreas vulneráveis. Simultaneamente, o Brasil vem enfrentando aumento expressivo do sobrepeso e da obesidade em todas as faixas etárias, e as doenças crônicas são a principal causa de morte entre adultos. O excesso de peso acomete um em cada dois adultos e uma em cada três crianças brasileiras. [...]

2. Leia o texto e analise os dados do gráfico. Depois, responda às questões. Desperdício de alimentos Por ano, o Brasil desperdiça muita comida. Frutas e hortaliças estragam na plantação, na colheita, no transporte ou nas lojas. Além disso, alimentos apodrecem nos supermercados, nas feiras, nos restaurantes ou na geladeira de nossas casas.

EDITORIA DE ARTE

A CADA 100 ALIMENTOS... ... 1 é desperdiçado na venda. ... 8 são desperdiçados no transporte e/ou no armazenamento.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. Brasília, DF, 2014. p. 5. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed. pdf>. Acesso em: 17 nov. 2017.

... 15 são desperdiçados na indústria. ... 20 são desperdiçados na colheita. ... 20 são desperdiçados na culinária e nos hábitos alimentares.

CONEXÕES Para o aluno: Livros • CORRÊA, Leonor. De cara com o espelho. São Paulo: Moderna, 2005. Coletânea de situações vividas e ouvidas por Leonor Corrêa ao longo de 40 anos de obesidade. • JOSE, Elias. Poesia é fruta doce e gostosa. São Paulo: FTD, 2006. (Série Arca de Noé). Nesta coletânea há 24 poemas sobre frutas, escritos em linguagem atraente e divertida para leitores iniciantes ou de todas as idades. O autor explora o objeto-tema (frutas) em todos os sentidos: suas cores, seus sabores e texturas, seus aromas, a sonoridade de seus nomes e até os prazeres da degustação.

Elaborado com base em: Instituto Akatu. A nutrição e o consumo consciente. São Paulo. p. 45. Disponível em: <https://www.akatu.org.br/wp-content/uploads/2017/04/nutricao2.pdf>. Acesso em: 10 out. 2017.

a) A cada 100 alimentos, quantos são desperdiçados ao total no Brasil? 64.

b) A cada 100 alimentos, quantos são aproveitados?

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c) No Brasil, a maior parte dos alimentos produzidos é desperdiçada ou aproveitada? A maior parte dos alimentos é desperdiçada.

d) Enquanto algumas pessoas desperdiçam os alimentos, outras não têm alimentos suficientes para manter a saúde. O que pode acontecer se não nos alimentarmos bem? Espera-se que os alunos respondam que a alimentação inadequada pode provocar diversos problemas de saúde, como a desnutrição.

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para informar sobre o valor nutritivo de alimentos que, em geral, não são aproveitados (como folhas, talos e cascas), e retomar o significado de termos como dieta saudável, nutrientes e quilocalorias. 2 a. Auxiliar os alunos a compreender que, para chegar a esse resultado, foi feita uma soma de todos os quadradinhos pintados da malha quadriculada. 2 b. Auxiliar os alunos a compreender que, para chegar a esse resultado, foram contados os quadradinhos em branco da malha quadriculada, que representam alimentos que não foram desperdiçados.

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ATIVIDADE Outras sugestões para integrar o tema da alimentação a outras disciplinas escolares: inventar uma história em que as personagens sejam alimentos; estudar os diferentes pesos e medidas usados na venda de alimentos; criar uma oficina de preparo de receitas; representar em mapas a distribuição mundial de produção de alimentos. Na seção Conexões há indicações para os alunos de livros que tratam dos alimentos em forma de poesia, integrando o tema com a área de Linguagens.

• MEDEIROS, Maria Augusta de. O riso da melancia. São Paulo: FTD, 2012. (Série Arco-íris). Este livro traz poesias em cordel tendo diversas frutas e árvores frutíferas como tema. Cada fruta é apresentada em diferentes formas poéticas do cordel: sextilha, setilha, oitava e décima. Para o professor: Site • STONE, Michael K.; BARLOW, Zenobia (Org.). Os valores da fast-food. In: CAPRA, Frijof et al. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: Cultrix, 2006. p. 79-80.

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Necessidades calóricas e nutricionais.

1. Qual das fotografias mostra crianças gastando mais energia? Explique.

Nutrientes.

A

Alimentação saudável.

B

Saúde e má alimentação.

RENATO SOARES/PULSAR IMAGENS

• • • •

ATIVIDADES

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Espera-se que os alunos apontem a fotografia A, pois mostra crianças jogando bola

• As questões desta seção vão ajudar

os alunos a retomar e a compreender os principais assuntos estudados na unidade. As propostas conectam os temas e trabalham com diferentes habilidades, visando à sistematização e à ampliação dos conceitos.

MORROWIND/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

que, em comparação com a criança da outra fotografia, que está sentada em frente à TV, movimentam muito mais o corpo.

2. Leia o texto sobre arroz integral. Depois, responda às questões. O arroz integral é diferente do arroz branco: é mais escurinho, contém mais vitaminas e muita gente acha que é mais gostoso. O arroz integral contém muitas fibras. As fibras não são nutrientes, mas são importantes para o bom funcionamento do intestino, porque facilitam a eliminação das fezes. a) Qual é a vantagem de comer arroz integral no lugar do arroz branco? O arroz integral contém mais fibras, que são importantes para o bom funcionamento do intestino. Além disso, esse arroz contém mais vitaminas.

b) Em sua casa as pessoas consomem alimentos integrais, ricos em fibras? Quais? Resposta pessoal.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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ENCAMINHAMENTO Aproveitar as questões propostas para desfazer dúvidas e equívocos dos alunos e retomar os principais conceitos estudados na Unidade.

• Atividade 1. Espera-se que os alunos digam que as crianças da fotografia A, que estão jogando bola ao ar livre, estão gastando muito mais energia que a criança da fotografia B, que está sentada. • Atividade 2 a. O arroz integral é minimamente processado, sendo mais saudável. 2 b. Se achar oportuno, comentar que as fibras são células vegetais

que não são digeridas no nosso organismo. Elas ajudam a regularizar as funções do intestino, a baixar o colesterol ruim e a controlar o açúcar no sangue. Seu consumo regular ajuda a prevenir alguns tipos de câncer, como o de intestino. As fibras são encontradas em frutas, legumes, feijões e principalmente grãos integrais, e devemos incluí-las em nossa dieta todos os dias.

• Atividade 3. Esta atividade permite

fazer conexões com a disciplina de Matemática, ao envolver o cálculo do tempo necessário de caminhada para consumir

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o valor calórico dos alimentos apresentados. Estimular o cálculo mental sobre a relação valor calórico dos alimentos/gasto de energia do organismo. Para auxiliar a classe a entender a maneira de fazer a atividade, faça perguntas que levem os alunos a perceber que tipo de cálculo precisa ser feito, como: “Se uma pessoa gasta cerca de 100 kcal em 20 minutos de caminhada, quanto ela terá de caminhar para gastar 200 kcal, 300 kcal e 50 kcal?”; “Se essa pessoa come um alimento com 150 kcal, quanto ela deveria caminhar para gastar completamente essas kcal

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ATIVIDADE

3. Ao caminhar por 20 minutos, gastamos cerca de 100 kcal. Quanto tempo de caminhada, aproximadamente, deveríamos fazer para gastar a energia de cada alimento abaixo? Elementos fora de proporção.

a) Biscoito recheado de chocolate (2 unidades): 150 kcal.

NENOV BROTHERS IMAGES/ SHUTTERSTOCK.COM

30 minutos de caminhada.

Maçã (1 unidade): 50 kcal.

NATTIKA/SHUTTERSTOCK.COM

b)

Aproveitar para reforçar conceitos fundamentais relacionados aos conteúdos estudados: nutriente, proteína, carboidrato, lipídio, dieta, entre outros. Solicitar à classe a produção de textos utilizando esses termos – podem ser até mesmo histórias fictícias. Dar atenção especial aos textos produzidos pelos alunos, verificando a utilização adequada desses termos. Incentivá-los a produzir um resumo do que aprenderam na unidade. Dessa forma, treinarão o encadeamento de ideias e o uso do vocabulário adquirido.

10 minutos de caminhada.

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia alimentar para a população brasileira: promovendo a alimentação saudável. Brasília, DF, 2008. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2008. pdf>. Acesso em: 10 out. 2017. (Os valores foram aproximados para efeitos didáticos.)

CONEXÕES Para o aluno: Livro • PETTY, Maria Luiza. Cozinha é lugar de criança. São Paulo: Sesi, 2016.

4. Leia a questão seguinte e reflita sobre ela. Depois faça o que se pede. Para você, que alimentos deveriam estar presentes em numa refeição saudável e equilibrada?

PARADA PARA AVALIAÇÃO

a) Em uma folha avulsa, escreva uma sugestão de refeição (café da manhã, almoço ou jantar) com alimentos que considere adequados. Troque de folha com um colega e avalie a refeição sugerida por ele. Escreva se você concorda ou não com a sugestão, justificando sua opinião. Resposta pessoal.

EDITORA MODERNA

b) Recorde e liste os alimentos que comeu na sua última refeição. Avalie se seus hábitos alimentares favorecem a manutenção da sua saúde. Caso não favoreçam, o que você poderia mudar? Resposta pessoal.

FIQUE LIGADO Do campo à mesa: o caminho dos alimentos, de Teddy Chu. São Paulo: Moderna. O alimento não cai do céu, custa dinheiro e depende do trabalho de muitas pessoas. O livro traz algumas receitas. Aprender a cozinhar pode ser divertido!

Solicitar aos alunos que solucionem a questão da atividade 4 em uma folha avulsa e entreguem para avaliação. Essa atividade permite verificar se os alunos compreenderam como deve ser uma alimentação adequada, e também a capacidade de avaliar a resposta dos colegas, usando os conhecimentos adquiridos para justificar a sua opinião. A atividade também permite a avaliação dos próprios hábitos, visando a saúde e o bem-estar. A intenção não é julgar os hábitos dos alunos, mas avaliar se eles, ao menos, conseguem constatar se têm hábitos saudáveis ou não em relação à alimentação.

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ingeridas?”. Respectivamente: o dobro, 40 minutos; o triplo, 60 minutos; a metade, 10 minutos. A pessoa deveria caminhar 20 minutos para gastar 100 kcal e mais a metade desse tempo – 10 minutos – para gastar as 50 kcal restantes; isso totaliza 30 minutos de caminhada.

• Atividade 4 a. Se necessário, ajudar os alunos na avaliação dos alimentos que compõem a refeição sugerida pelos colegas. Mais do que dizer se a sugestão é adequada ou não, é preciso incentivá-los a justificar a própria opinião, baseando-se nos conhecimentos

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sobre alimentação saudável adquiridos até o momento. O aluno precisa considerar, na sua justificativa, as características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e as necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.). 4 b. A intenção da atividade é que os alunos façam uma autoavaliação de seus hábitos alimentares. Auxiliá-los a refletir sobre quais alimentos podem ser mais adequados nutricionalmente, considerando os fatores sociais, culturais e econômicos da realidade de cada um.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

NOVAS PERGUNTAS

• Alimentação sustentável.

JÁ OUVIU FALAR EM ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Você aprendeu o que é uma alimentação saudável. E alimentação sustentável, você sabe o que é? Ser sustentável significa utilizar os recurGeração: grupo de pessoas sos da Terra de forma que eles não faltem de uma mesma família. No para nós nem para as próximas gerações. contexto em que aparece

• Compreender a importância de aproveitar o máximo dos alimentos, evitando o seu desperdício.

1. Os alimentos também são recursos naturais; então, confira algumas ideias para uma alimentação sustentável.

A proposta desta seção é que, com algumas orientações e troca de ideias, respostas e novas perguntas surjam dos próprios alunos, partindo de suas vivências, particularidades e experiências. Converse com a turma, mas permita que o protagonismo da atividade seja deles.

aqui, são os filhos e netos das pessoas que existem hoje no mundo.

Compre na safra Conhecer o tempo de colheita (chamado safra) traz vantagens: os alimentos são mais baratos e usam menos agrotóxico, água e fertilizante.

LEO TEIXEIRA

Conheça a origem dos alimentos Se puder, compre alimentos que são produzidos perto da sua casa. Comida que vem de longe precisa ser transportada, e você já sabe: no transporte é preciso combustível e quanto mais combustível, mais poluentes.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Fazer a leitura coletiva do infográfico. Propor que cada ideia seja lida em voz alta por diferentes alunos ou grupos. Após a leitura, promover uma breve discussão sobre o assunto tratado no trecho lido. A atividade final desta seção pede uma pesquisa para ser feita em casa. Verificar a possibilidade de solicitar a pesquisa antes de trabalhar a seção.

Para uma alimentação sustentável, o desperdício de alimentos volta a ser discutido, e o tema pode ser ampliado para outros tipos de desperdício, como o de papel, de água, de energia elétrica e de dinheiro. O uso sustentável dos recursos foi e continuará sendo trabalhado em vários momentos desta coleção. Trata-se, possivelmente, do tema mais importante a ser compreendido pelos alunos. Levar os alunos a entender que as ações derivadas dessa compreensão são fundamentais para que o ser humano garanta sua continuidade no planeta, con-

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vivendo em harmonia com os demais seres vivos. Trabalhar o significado da palavra sustentabilidade e as consequências de ações sustentáveis para o ambiente, conversando sobre hábitos comuns do nosso dia a dia e fazendo perguntas como: “Você gasta muita água? Seria possível economizar? Como?”; “Sempre é possível economizar energia elétrica. Você tem alguma ideia para fazer isso em sua casa?”; “Você compra mais coisas do que precisa? Por que as pessoas fazem isso?”; “Você já reparou na quantidade de embalagens que são usadas

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CONEXÕES

2. Em grupo com mais dois colegas, escolham um alimento considerado saudável e sustentável. Criem uma propaganda para esse alimento, que será “veiculada” em um cartaz no mural da sala ou no blogue da classe.

Para o professor: Site • BRASIL, Ministério da Educação. Alimentação saudável e sustentável. Brasília, DF, 2007. Disponível em: <http://livro.pro/jb5t7x>. Acesso em: 3 nov. 2017.

VAMOS ALÉM • Em casa, converse com um adulto e pergunte a ele sobre: a) formas de evitar o desperdício de alimentos; b) maneiras de aproveitar sobras de comida; c) receitas com talos, folhas e cascas de alimentos. • Traga essas informações para a classe e compartilhe com os colegas. • Reúnam o que cada um trouxe e elaborem um caderno de receitas com as várias ideias sugeridas. Que tal presentear alguém da família com esse caderno?

Prefira alimentos naturais Alimentos industrializados, além de geralmente serem caros, podem conter substâncias prejudiciais à saúde, como conservantes. Eles também têm embalagens demais: saquinhos, caixas, papéis... Uma alimentação sustentável é rica em alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, hortaliças e cereais.

Não desperdice É sempre bom ver o que já existe na geladeira e na despensa para não comprar o que não precisa. Jogar comida fora, nem pensar! Bata um papo com a pessoa responsável pelas compras na sua casa.

Pesquise receitas diferentes Que tal pesquisar e aprender receitas que aproveitam cascas, talos e outras partes do alimento que seriam jogadas no lixo? Aproveitar é economizar recursos da Terra.

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nos produtos no supermercado? Observe isso na próxima vez em que for às compras e comente com seus pais sobre as vantagens de comprar produtos com menos embalagem e de levar a própria sacola para carregar as compras”. O tema “desperdício de alimentos” pode ser aproveitado para a realização de um debate com a classe. Estimular os alunos a discutir formas de evitar o desperdício de alimentos em casa, na escola, nas compras, no restaurante etc. Aproveitar

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para informar o valor nutritivo de partes de alimentos que, em geral, não aproveitamos (como folhas, talos e cascas). Nestas páginas, estimular atitudes positivas para evitar o desperdício de alimentos na esfera individual. É importante não incutir nos alunos uma postura de culpa em relação ao desperdício: como já foi visto, a maior parte do desperdício de alimentos ocorre na produção e no transporte. No entanto, todos nós podemos contribuir na medida de nossas possibilidades.

• Atividade da seção Vamos além. A produção do caderno de receitas pode ser feita em conjunto com a disciplina de Língua Portuguesa. Pode-se aproveitar esta atividade para promover uma coleta de dados em aula. Pedir aos alunos que tragam recortes de jornais com notícias sobre desperdício de alimentos ou fome no Brasil. Comentar as notícias em classe. A proposta de uma coleção de receitas elaboradas com sobras de alimentos pode ser divulgada no blogue da classe. 25

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PRINCIPAIS CONCEITOS

UNIDADE

• Digestão e sistema digestório.

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A DIGESTÃO E A RESPIR AÇÃO

HABILIDADES DA BNCC

MAURO AKIN NASSOR/FOTOARENA

• (EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.

Acarajé sendo vendido em Salvador, Bahia, 2013.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO As páginas de abertura trazem imagens referentes à montagem e à venda de um prato típico brasileiro, o acarajé. Perguntar aos alunos: “Quais são os pratos típicos da região em que moram?”; “Que alimentos compõem esse prato?”. É interessante mostrar que a alimentação faz parte da cultura de um povo. É possível conhecer muito dos hábitos e tradições de um lugar por meio de sua culinária. Explicar que, às vezes, quando vemos imagens de alimentos que nos parecem apetitosos, começamos a salivar, isso

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acontece porque a salivação é o início do processo de digestão. Se possível, convidar um profissional especializado na área (gastroenterologista, pneumologista, nutrólogo ou outro), ao final do estudo desta unidade, para tirar dúvidas e conversar sobre algum tema de interesse dos alunos.

• Atividade 1. É possível que alguns

alunos saibam que o acarajé é um prato típico da Bahia que tem influência da cultura africana, e conheçam alguns ingredientes.

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• Atividade 2. Comentar que o olfato e o paladar estão intimamente relacionados. Cheirar, ver ou mesmo pensar em comida faz que o cérebro envie ordens ao corpo para que ele comece a se preparar para a digestão. Por isso, as glândulas salivares começam a produzir saliva, enchendo a boca de “água”. • Atividade 3. Os órgãos envolvidos no processo de salivação e percepção do cheiro da comida são: o nariz (que capta as partículas aromáticas do alimento) e a boca (que produz a saliva, dando início ao processo de digestão).

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RECURSOS PEDAGÓGICOS Os recursos pedagógicos utilizados nesta unidade são:

Converse com os colegas e responda às questões.

• • • • • • •

1. O que você sabe sobre os pratos mostrados nas fotografias? Resposta pessoal.

2. Você já ficou com “água na boca” ao sentir um cheiro bom de comida? Por que você acha que isso aconteceu? Resposta pessoal. 3. Que órgãos estão envolvidos nos processos de salivação e de percepção do cheiro da comida? Nariz (que captou as partículas

aromáticas do alimento) e boca (com glândulas salivares que produziram saliva, início do processo da digestão).

Fotografias. Esquema. Ilustração. Gráfico. Reportagem. Tirinha. Tabela.

CONEXÕES Para o professor: Site • POR QUE sentimos água na boca? Terra. Disponível em: <http://livro.pro/ zr3jv3>. Acesso em: 6 nov. 2017.

FABIO COLOMBINI

Vendedora de pratos típicos da Bahia, como acarajé, peixe frito e bolinho de estudante. Salvador, Bahia, 2009.

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AMPLIAÇÃO O conhecimento científico atual é resultado de muitas experiências e estudos feitos por diversos pesquisadores ao longo do tempo. Na Antiguidade, as pessoas achavam que os fatos eram decorrentes da vontade dos deuses, e os fenômenos naturais tinham explicações místicas. Com o decorrer do tempo, os fenômenos passaram a ser observados com mais objetividade, e as pessoas passaram a usar a razão (a lógica) para explicá-los.

Cientistas das mais variadas épocas cooperaram para o conhecimento atual. O conhecimento científico é construído, destruído e reconstruído a cada nova descoberta. Uma constante entre os cientistas é que o conhecimento não deve ser algo imposto ao indivíduo, mas adquirido aos poucos. É preciso que os diversos conceitos sejam relacionados e, então, o fenômeno observado seja compreendido.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Digestão e sistema digestório.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer as principais estruturas do sistema digestório humano.

1.A DIGESTÃO E O Espera-se que os alunos que o alimento SISTEMA DIGESTÓRIO respondam passa por transformações dentro do nosso corpo, fornecendo

O que acontece com um alimento dentro do substâncias que precisamos para obter energia e sobreviver. nosso organismo depois que o comemos? Para que o organismo possa aproveitar os nutrientes fornecidos pelos alimentos, é preciso que ocorra o processo de digestão. A digestão faz com que os alimentos sejam transformados de forma que seus nutrientes possam ser absorvidos por todas as células. A digestão ocorre nos órgãos do sistema digestório. O sistema digestório é formado pelo trato gastrintestinal e pelos órgãos acessórios. O trato gastrintestinal é um longo tubo que começa na boca e termina no ânus. Os órgãos do trato gastrintestinal são a boca, a faringe, o esôfago, o estômago, o intestino delgado e o intestino grosso. As glândulas salivares, o fígado, a vesícula biliar e o pâncreas são órgãos acessórios que produzem ou armazenam substâncias que auxiliam no processo de digestão. Os dentes e a língua também são órgãos acessórios.

Vesícula biliar Ânus

Reto

Intestino delgado

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Intestino grosso

Pâncreas

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Para iniciar o estudo do sistema digestório, solicitar aos alunos que elaborem desenhos mostrando que caminho eles imaginam que os alimentos percorrem no organismo após serem engolidos e o que acontece com os resíduos que o corpo não aproveita. Permitir que os alunos mostrem e expliquem

seus desenhos aos colegas. Se houver um boneco (modelo) com órgãos que podem ser retirados, dar sequência a essa atividade mostrando-o aos alunos. Identificar com eles as estruturas que fazem parte do sistema digestório e permitir que os estudantes manipulem as peças e observem a anatomia dos diversos órgãos que compõem esse sistema. Esse boneco usado em aulas de anatomia pode ser emprestado de universidades ou outras instituições de ensino. Porém, caso a escola não tenha ou não consiga o boneco, pedir que os

Fígado

Estômago

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alunos acompanhem a explicação observando o esquema do livro. Sobre a questão inicial, espera-se que os alunos respondam que o alimento passa por transformações dentro do nosso corpo, fornecendo substâncias que precisamos para obter energia e sobreviver. Refazer com eles o trajeto do alimento pelo corpo humano e pedir que observem qual parte do desenho que fizeram deve ser modificada para representar o caminho correto do alimento no sistema digestório. Explicar que os diversos órgãos do corpo ficam sobre-

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CONEXÕES Para o professor: Site • FUNCIONAMENTO do sistema digestório. Vídeo (8min58s). Disponível em: <http://livro.pro/yrjimo>. Acesso em: 6 nov. 2017.

SABIA QUE... Se for esticado, o intestino delgado de um adulto mede cerca de seis metros de comprimento.

1. Observe o esquema do sistema digestório humano. Depois, responda às questões. a) Por que o pâncreas e parte do estômago estão representados por cores transparentes? Isso significa que o pâncreas e parte do estômago não estão

Cortes e figuras do corpo humano. Algumas estruturas do corpo humano são desenhadas em corte, o que permite serem vistas “por dentro”. Em outros casos, alguns órgãos não são desenhados para possibilitar a visualização de outros.

visíveis em primeiro plano, ou seja, estão atrás de outros órgãos.

b) Sabendo que o intestino delgado de uma pessoa adulta mede cerca de seis metros de comprimento, como é possível que ele caiba no interior do corpo? Espera-se que, por meio da observação do esquema, o aluno perceba que o intestino encontra-se enrolado no interior do abdome.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Boca (contém os dentes e a língua)

Esôfago

Glândulas salivares

MAAL ILUSTRA

Faringe

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postos, encaixados no espaço da cavidade abdominal. Dizer que, por causa disso, nos esquemas os órgãos são representados separadamente, para que possamos distingui-los.

• Atividade 1 a. As cores transparentes representam partes dos órgãos que não estão visíveis em primeiro plano, ou seja, estão atrás de outros órgãos. 1 b. O intestino se encontra enrolado no interior do abdome.

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ATIVIDADE Uma sugestão de atividade é pedir aos alunos que, usando massa de modelar e outros materiais, confeccionem um modelo esquemático do sistema digestório. Se julgar mais apropriado, pode-se dividir a classe em grupos e pedir que cada integrante modele uma estrutura do sistema digestório. Conversar com os alunos sobre o uso de modelos no estudo de diferentes fenômenos, estruturas e objetos.

Para tornar a explicação mais concreta, dizer à classe que, de certa maneira, muitos brinquedos são modelos de objetos ou de seres vivos reais: eles não têm o mesmo tamanho, não são tão detalhados nem podem fazer tudo o que o objeto ou o ser vivo real faz. Os modelos são distintos do objeto ou do ser vivo real, mas podem ser usados para se aprender sobre eles.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Funções do sistema digestório.

2.AS FUNÇÕES DO SISTEMA Espera-se que os alunos associem os diferentes formatos dentes às funções que cada um desempenha: os caninos DIGESTÓRIO deperfuram e rasgam os alimentos; os incisivos prendem e cortam; os pré-molares e molares trituram os alimentos.

Olhe o interior da sua boca em um espelho. Movimente a língua e observe o formato de todos os seus dentes. Por que os dentes têm formatos diferentes?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar as principais estruturas do

sistema digestório. • Conhecer as principais funções do sistema digestório humano.

Durante a passagem pelo trato gastrintestinal, os alimentos vão entrando em contato com as substâncias produzidas pelos órgãos acessórios e se transformando em uma pasta. Nesse percurso, os nutrientes são disponibilizados para serem absorvidos pelo corpo. Veja as etapas da digestão. Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

2. Faringe e esôfago. Depois de engolido, o bolo alimentar passa pela faringe, vai para o esôfago e segue em direção ao estômago.

1. Boca, dentes, língua e glândulas salivares. Os alimentos são ingeridos pela boca. Com a ajuda dos dentes e da língua, os alimentos são triturados e umedecidos com a saliva, líquido produzido pelas glândulas salivares que inicia o processo de digestão. Forma-se, assim, o bolo alimentar, que é engolido com a ajuda dos movimentos da língua.

3. Estômago. O bolo alimentar entra em contato com substâncias digestivas produzidas pelo estômago.

MAAL ILUSTRA

4. Intestino delgado. Nesse órgão ocorre a ação de substâncias digestivas produzidas pelo próprio intestino delgado, pelo fígado e pelo pâncreas, que completam a digestão dos alimentos. Depois de digeridos, os nutrientes ficam disponíveis para o corpo e passam do sistema digestório para o sangue. O sangue, então, distribui os nutrientes para todo o corpo. Dizemos que no intestino delgado ocorre a absorção dos nutrientes e de água.

5. Intestino grosso. Os restos de alimentos que não são aproveitados pelo corpo, assim como bactérias que vivem no intestino e células mortas, formam as fezes. As fezes são eliminadas pelo ânus, parte final do intestino grosso. Nesse órgão ocorre também a absorção de parte da água.

Elaborado com base em: Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 5.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Levar, se possível, mais de um espelho para a sala de aula e permitir que os alunos explorem o interior de suas bocas: dentes, língua, gengiva, parte interna da bochecha. Pedir que reparem os diferentes formatos dos dentes, o que permite que os alimentos sejam presos, cortados,

rasgados e triturados na boca. Solicitar que observem como é a língua, os movimentos que ela faz e as estruturas que ela tem na sua superfície. Explicar que o sabor dos alimentos é percebido em grande parte pela superfície da língua.

ENCAMINHAMENTO Depois de os alunos terem observado o interior da boca, permitir que eles troquem ideias sobre a questão inicial. Espera-se que eles associem os diferentes formatos de dentes às funções que cada

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um desempenha: os caninos perfuram e rasgam os alimentos; os incisivos prendem e cortam; os pré-molares e molares trituram os alimentos. Estimular a curiosidade dos alunos fazendo perguntas como: “De onde vem a saliva?”; “Como ela é?”; “Por que salivamos quando vemos ou pensamos em uma comida gostosa?”. Comentar que a digestão dos alimentos tem início na boca e, quando começamos a salivar, nosso corpo está se preparando para esse processo.

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CONEXÕES SABIA QUE...

Para o aluno: Livros • PONS, Michele Mira. Os alimentos em pequenos passos. Ilustrações de Volker Theinhardt. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. • CARDOSO, Leonardo Mendes. Amanda no país das vitaminas. Ilustrações de André Mattos Pereira. São Paulo: Ed. do Brasil, 1998.

No trato gastrintestinal há músculos que misturam e empurram os alimentos em processo de digestão ao longo do tubo. Esses músculos estão presentes no esôfago, no estômago e nos Involuntário: que não intestinos e têm movimentos involuntários depende da nossa vontade. chamados movimentos peristálticos.

1. Leia o texto a seguir. Depois, faça o que se pede.

DOENÇAS BUCAIS

ILUSTRAÇÕES: MAAL ILUSTRA

Placa bacteriana Também denominada de biofilme dental pelos profissionais de odontologia, a placa bacteriana é uma película viscosa e incolor formada por bactérias e restos alimentares acumulados na superfície dos dentes e na gengiva. Ela se desenvolve mais rápido com a ingestão frequente de açúcares. Se não for removida, pode causar cáries, cálculo dentário, doenças da gengiva e mau hálito.

A figura superior mostra dentes afetados pela placa bacteriana (embora seja incolor, na imagem ela foi representada em amarelo para que seja possível identificá-la) e a figura inferior representa dentes cariados.

Cárie É uma das doenças bucais mais comuns no mundo. Caracteriza-se pela destruição das estruturas calcificadas dos dentes [...]. A cárie é silenciosa e causa destruição progressiva dos dentes. É provocada pelos ácidos produzidos pelas bactérias da placa bacteriana quando ingerimos açúcar com frequência. A cárie pode causar dor e desconforto.

BRASIL. Ministério da Saúde. Mantenha seu sorriso fazendo a higiene bucal corretamente. Brasília, DF, 2012. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/mantenha_sorriso_fazendo_higiene_bucal. pdf>. Acesso em: 11 out. 2017.

• Além de consultar o dentista regularmente, quais seriam outras formas de prevenir o aparecimento da placa bacteriana e das cáries? Reduzir o consumo de doces, escovar os dentes regularmente e de forma correta, fazer uso do fio dental são algumas formas de prevenir placa bacteriana e cáries.

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Explorar detalhadamente o esquema do sistema digestório. Conversar com os alunos sobre a saúde desse sistema, questionando-os sobre os sintomas que sentimos quando algo não vai bem com a digestão: azia, dor de estômago, dor de barriga, diarreia etc. Explicar que, para a digestão ocorrer de forma adequada, devemos mastigar muito bem os alimentos antes de engolir, evitar tomar grande quantidade de líquidos durante as refeições e não fazer atividades físicas intensas logo depois de comer, pois isso pode dificultar o processo de digestão dos alimentos.

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• Atividade 1. Essa atividade permite recordar com os alunos os tipos de nutrientes e as recomendações para uma alimentação saudável, assuntos abordados na unidade anterior. Relembrar com a classe a importância do consumo moderado de doces. Ressaltar que a digestão de certos alimentos tem início na boca e a mastigação é essencial para esse processo. Por isso, é fundamental manter a saúde bucal. Reduzir o consumo de doces, escovar os dentes regularmente e de forma correta, fazer uso do fio dental são algumas formas de prevenir placa bacteriana e cáries. 31

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• Mastigação. • Digestão dos lipídios.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer a importância da mastiga-

ção para o processo de digestão. • Aprender sobre o papel da bile na digestão dos lipídios.

M ÃO N A M ASSA

ATIVIDADE 1: A MASTIGAÇÃO Recomenda-se mastigar muito bem os alimentos antes de engoli-los. É mesmo importante fazer isso? Por quê? Anote a hipótese no caderno antes de fazer a atividade a seguir.

HEKLA/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

4. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno relacione o comprimido triturado ao alimento mastigado e perceba que a mastigação facilita a digestão dos alimentos. Essa facilitação decorre da fragmentação dos alimentos em partes menores, o que contribui para a ação dos líquidos digestivos e maior rapidez da digestão. Por isso é importante mastigar bem os alimentos, pois, dessa forma, facilitamos o processo de digestão.

M ATERIAL • 2 comprimidos efervescentes (de vitamina C, por exemplo)

• Martelo de cozinha

• 2 copos plásticos transparentes

• Água

PROCEDIMENTO 1. Forme dupla com um colega.

• Folha sulfite

ATENÇÃO É importante que o comprimido triturado e o comprimido inteiro sejam colocados nos copos com água ao mesmo tempo.

2. Coloquem quantidades iguais de água nos dois copos plásticos. 3. Coloquem um dos comprimidos efervescentes sobre a folha de sulfite e, com o martelo de cozinha, triturem-no até que vire um pó. 4. Despejem o comprimido triturado em um dos copos com água. Ao mesmo tempo, joguem o comprimido inteiro no outro copo com água. 5. Observem qual comprimido se dissolve primeiro. 3. Resposta pessoal. O comprimido triturado dissolveu mais rápido por estar fragmentado, pois isso implica uma Respondam às questões. maior superfície de contato do comprimido (soluto) para a ação da água (solvente).

1. Considerem que os comprimidos representem os alimentos que colocamos na boca e o processo de dissolvê-los na água represente a digestão. a) Que processo vocês representaram ao triturar o comprimido com o martelo de cozinha? A mastigação dos alimentos. b) Que estruturas da boca foram representadas pelo martelo de cozinha? Os dentes.

2. Qual comprimido se dissolveu mais rápido: o inteiro ou o triturado? O triturado.

3. Proponham uma explicação para o resultado do experimento. 4. Qual foi a conclusão do experimento: a hipótese inicial estava correta? Expliquem. 32

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO O primeiro experimento ajuda a esclarecer a função dos dentes, ressaltando a importância da mastigação para a digestão adequada dos alimentos. O comprimido triturado dissolveu-se mais rápido por estar fragmentado, o que implica maior superfície de contato do

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comprimido (soluto) para a ação da água (solvente). Espera-se que os alunos relacionem o comprimido triturado com o alimento mastigado e percebam que a mastigação facilita a digestão dos alimentos. Isso ocorre por causa da fragmentação dos alimentos em partes menores, o que contribui para a ação dos líquidos digestivos e a maior rapidez da digestão. Comentar que é mais fácil digerir muitos pedacinhos de bife do que um pedaço grande, por exemplo, porque, ao dividir o alimento, as subs-

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ATIVIDADE

ATIVIDADE 2: A DIGESTÃO DOS LIPÍDIOS

Aproveitar os experimentos dessas páginas para falar com os alunos sobre a importância do grupo controle. Pedir que analisem os experimentos destas páginas e identifiquem qual seria o grupo controle e qual seria o grupo experimental, em cada caso. O grupo controle no experimento “A mastigação” é o copo com o comprimido inteiro; no experimento “A digestão dos lipídios” é o copo com óleo e sem detergente. Ajudar os alunos a reconhecer o fator que está variando (tamanho do comprimido – que representa o alimento; e ação do detergente – que representa a bile – sobre os lipídios). Conversar sobre como o grupo controle ajuda a verificar os resultados dos experimentos, ressaltando sua importância para o método científico.

A bile é uma substância produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar. Ela participa do processo digestivo ajudando na digestão dos lipídios. Na atividade a seguir, vocês vão simular a ação dessa substância.

M ATERIAL • Detergente líquido

• Água

• Óleo de cozinha

• Colher (das de sopa)

• 2 copos plásticos transparentes

PROCEDIMENTO

1. Espera-se que no copo com óleo e água seja observado que os líquidos não se misturam, sendo que o óleo fica sobre a coluna de água. Já no copo onde foram adicionados o detergente, o óleo e a água, forma-se um líquido esbranquiçado.

1. Ainda em dupla com o colega, coloquem água nos dois copos até a metade. 2. Acrescentem uma colher de óleo de cozinha em cada copo. 3. Em um dos copos despejem uma colher de detergente e misturem. 4. Observem o aspecto da água com óleo nos dois copos.

Respondam às questões.

CONEXÕES

1. Registrem o resultado: Que diferenças vocês constataram entre as misturas dos dois copos?

3. Nesta atividade prática, o detergente poderia representar qual substância do sistema digestório? Justifique sua resposta.

Para o professor: Site • CAVALCANTE, Meire. A química que dá gosto de aprender. Nova Escola, 1o set. 2005. Disponível em: <http://livro. pro/kih2tr>. Acesso em: 6 nov. 2017.

4. O que há de semelhante entre a trituração dos alimentos feita pelos dentes e a ação da bile sobre a gordura na digestão?

PARADA PARA AVALIAÇÃO

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2. Que tipo de nutriente está presente no óleo de cozinha? Lipídio.

3. A bile. Espera-se que os alunos percebam que tanto a bile como o detergente quebram a gordura em partículas menores. Com isso, a bile facilita o processo de digestão, enquanto o detergente facilita a limpeza das louças. 4. Ambos ajudam no processo digestivo, pois, ao triturar alimentos e quebrar gorduras em partículas menores, a ação das substâncias digestivas é facilitada.

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tâncias digestivas ganham mais área de contato com o que precisa ser digerido, acelerando o processo. O segundo experimento exemplifica a função da bile, que, ao contrário das outras substâncias digestivas, não digere o nutriente, mas facilita a ação das enzimas que atuarão sobre ele. No copo em que foram adicionados o detergente, o óleo e a água, é esperado que se forme um líquido esbranquiçado. Os alunos devem perceber que tanto a bile como o detergente quebram a gordura em partí-

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culas menores. Com isso, a bile facilita o processo de digestão (ação das enzimas digestivas), enquanto o detergente facilita a limpeza das louças (remoção das gorduras).

As atividades práticas são excelentes oportunidades de avaliação. Verificar se os alunos foram capazes de levantar hipóteses e de analisar corretamente os resultados obtidos para chegarem às conclusões adequadas. Aproveitar a questão 4 da atividade sobre a digestão dos lipídios para verificar se alunos são capazes de relacionar os dois experimentos ao que acontece no sistema digestório. Assim, sugere-se que cada dupla entregue a resposta em uma folha avulsa para avaliação. Aproveitar para verificar se os alunos atuaram de modo cooperativo para a resolução das atividades propostas.

• Atividade 2 – Questão 4. Essa atividade permite relacionar os dois experimentos. Tanto a trituração dos alimentos feita pelos dentes como a ação da bile sobre a gordura ajudam no processo digestivo, pois, ao triturar alimentos e quebrar gorduras em partículas menores, a ação das substâncias digestivas é facilitada. 33

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• Gordura trans.

A GORDURA TRANS 1. Leia o texto e responda às questões.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

FILBORG/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

TRANS... O QUÊ? Entenda o que é a gordura de nome estranho que aparece nos rótulos das gostosuras!

• Aprender o que são gorduras trans. • Reconhecer que o consumo excessivo

[...]

de alimentos com esse tipo de nutriente pode ser prejudicial à saúde.

A gordura chamada trans é a principal vilã, apesar de ser a mais eficiente em deixar os alimentos mais crocantes, sequinhos, duráveis e apetitosos. É justamente por isso que as indústrias gostam tanto de usá-la em seus produtos... Portanto, é bem comum encontrá-la em grande quantidade nas delícias industrializadas, como sorvetes, batatas fritas, pipocas, salgadinhos, biscoitos, bolos e principalmente na margarina. [...] Toda gordura engorda, mas a trans é distinta das outras, pois era líquida e foi transformada em sólida e essa transformação é que a torna tão maléfica. [...] essa gordura vai se acumulando em nosso corpo ao longo dos anos e pode causar doenças no coração e nas artérias. [...] [...] a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – parte do governo responsável por controlar essas questões – diz que é seguro para a saúde ingerir apenas menos de 2 g de gordura trans por dia. Só que essa quantidade é tão pequena que apenas as refeições dariam conta, ou seja: não sobra quase nada para as guloseimas industrializadas! E agora?!? O que podemos fazer, a partir de agora, é sempre olhar a tabelinha nas embalagens das comidas, que informa a quantidade (em gramas) dessa gordura. Dê preferência às guloseimas que não tenham as trans, para forçar as indústrias a se preocuparem mais com a nossa saúde e mudarem seus ingredientes para outros mais saudáveis. Você também pode fazer as contas: somar toda quantidade de gordura trans que comeu no dia. Se chegar à quantidade máxima, guarde o resto das guloseimas para o dia seguinte! Marina Verjovsky. Trans... o quê? Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, 16 jun. 2010. Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/trans-o-que>. Acesso em: out. 2017.

As gorduras trans pertencem ao a) A que grupo de nutrientes pertencem as gorduras trans? grupo dos lipídios.

b) De acordo com o texto, as gorduras trans fazem bem à saúde? Justifique. 34

Elas não fazem bem à saúde, pois podem se acumular no corpo ao longo dos anos e causar doenças no coração e nas artérias.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO As atividades propostas permitem a integração com a Matemática, pois solicitam a leitura de dados que demandam cálculos para descobrir a quantidade de porções de alimentos, considerando o limite de ingestão de gorduras trans. Auxiliar os alunos na leitura do texto e na busca por termos desconhecidos no dicionário reforça práticas que devem ser

sempre adotadas, integrando o tema estudado à disciplina de Língua Portuguesa. Reler o texto, incentivando os alunos na compreensão das informações. O tema é propício para a montagem de projetos envolvendo toda a comunidade – os alunos podem sugerir maneiras de divulgar os malefícios dos alimentos que contêm excesso de gorduras, principalmente a trans. Esse projeto deve contar com a participação dos familiares dos alunos, que podem relatar experiências que a má alimentação trouxe para a saúde, ao mesmo tempo que

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constataram bons resultados obtidos com mudanças na dieta. Pedir aos alunos que levem para a sala de aula algumas embalagens de alimentos que costumam comer. Solicitar que observem o rótulo dos produtos e atentem para os nutrientes que compõem o alimento. Recordar com eles o significado de uma dieta equilibrada e saudável, ressaltando sua importância para o organismo. • Atividade 2. Ajudar os alunos na identificação da linha da tabela nutricional que se refere às gorduras trans e relacionar a quantidade descrita com o recomendado

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ATIVIDADE

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2. Segundo a Anvisa, é seguro consumir cerca de 2 g de gordura trans por dia. Observe os alimentos e a tabela nutricional de suas embalagens e responda à questão.

Biscoito recheado. Sorvete.

• Quantas porções desses alimentos poderiam ser consumidas por dia sem extrapolar a quantidade de gordura trans recomendada pela Anvisa?

Com base nas questões propostas, incentivar a integração do tema com a disciplina de Arte. Pedir aos alunos que criem propagandas de alimentos saudáveis, como frutas, pães, iogurtes, cereais etc. Ajudá-los a pesquisar o valor nutricional dos alimentos e suas propriedades. Sugerir que eles apresentem suas propagandas como em um comercial televisivo ou criem embalagens que ressaltem os benefícios do alimento. Explorar alguns anúncios de alimentos e pedir que fiquem atentos à linguagem publicitária: frases curtas e de impacto, foco nas qualidades do produto, entre outras.

CONEXÕES

Biscoito recheado: uma porção; Sorvete: duas porções.

Para o professor: Site • SATO, Paula. O que é a gordura trans?. Nova Escola, 1o maio 2009. Disponível em: <http://livro.pro/hgfwrb>. Acesso em: 6 nov. 2017.

3. A Anvisa determinou que os fabricantes podem colocar, nas embalagens de seus produtos, avisos como “livre de gorduras trans” ou “zero de gorduras trans” ou, ainda, “sem gorduras trans”, se o alimento tiver, no máximo, 0,2 g de gorduras trans por porção. • Você acha saudável consumir alimentos industrializados sem limites quando houver um desses avisos nas embalagens? Por quê?

PARADA PARA AVALIAÇÃO Essas páginas permitem avaliar a compreensão leitora dos alunos. Nessa etapa do ensino, é esperado que eles sejam capazes de ler e de compreender o texto lido, o que pode ser confirmado pelas respostas dadas às questões após o texto. Além da leitura do texto, as atividades também sugerem a leitura de dados em tabelas. Avaliar como os alunos lidam com essas informações e aproveitar para identificar pontos que merecem atenção para uma aprendizagem mais significativa.

4. Vamos descobrir se os petiscos que você costuma consumir estão prejudicando a manutenção de uma alimentação saudável? Para tanto, responda às questões a seguir. • Quais são as suas guloseimas prediletas? Cite ao menos duas. • Quanto de gordura trans elas contêm por porção? Verifique nos rótulos das embalagens. • Quantas porções você consome por dia dessas guloseimas? Após responder às questões acima, conclua: O seu consumo de guloseimas está adequado em relação à recomendação da quantidade máxima de gordura trans ingerida em um dia? Respostas pessoais. 3. Não, tais avisos não significam que o produto é realmente livre dessa gordura: é preciso ficar atento à quantidade de gordura trans – e outros tipos de gorduras – indicada na tabela nutricional.

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pela Anvisa. Explicar que, além da data ou prazo de validade, os rótulos dos alimentos fornecem informações importantes, como a descrição dos nutrientes e outras substâncias presentes no alimento e a quantidade de cada um deles. Uma sugestão é levar rótulos de embalagens de diversos alimentos para que os alunos observem e avaliem cada um. Comentar que é importante ter conhecimento dessas informações para fazer escolhas mais saudáveis na alimentação diária.

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• Atividade 3. Explicar que é preciso ficar atento à quantidade (indicada na tabela nutricional) de gorduras trans e gorduras saturadas presentes em cada porção do produto, uma vez que tais avisos não significam que o produto é realmente livre dessas gorduras. • Atividade 4. Incentivar os alunos a adotar hábitos alimentares saudáveis, por exemplo, reduzir o consumo de alimentos industrializados e dar preferência a alimentos naturais. 35

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Respiração e sistema respiratório. • Movimentos respiratórios.

3.A RESPIRAÇÃO E O SISTEMA Espera-se que o aluno perceba que as costelas se quando o ar entra no corpo e se contraem RESPIRATÓRIO expandem quando o ar sai. Provavelmente os alunos não citarão o

músculo diafragma, mas é possível que citem os pulmões.

Coloque a mão aberta sobre o seu tórax e respire profundamente: puxe o ar pelo nariz e solte-o pela boca. Preste atenção nos movimentos do corpo durante a entrada e a saída do ar. • Quais partes do corpo participam desses movimentos?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar as principais estruturas do

sistema respiratório. • Conhecer as principais funções do sistema respiratório humano.

Cada uma de nossas células necessita de gás oxigênio. Durante a respiração, o gás oxigênio entra no corpo pelo sistema respiratório. Dentro das células, acontece um conjunto de reações químicas que utiliza os nutrientes dos alimentos e o gás oxigênio do ar; como resultado, ocorre a produção de energia e a liberação de gás carbônico. O gás carbônico não é utilizado pelo corpo e é eliminado do organismo durante a expiração.

Nariz Laringe

Faringe

Brônquio

Traqueia

Bronquíolos

Inspiração: entrada de ar no organismo Expiração: saída de ar do organismo

Pulmão

MAAL ILUSTRA

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 5.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Da mesma forma que a digestão, a respiração envolve processos químicos que ainda são de difícil entendimento para os alunos desta faixa etária. No momento, é importante que eles saibam qual é a função do gás oxigênio no corpo e como ele entra no organismo. Explicar, de forma bem simplificada, que o gás oxigênio, ao reagir com os nutrientes absorvidos pelo processo de digestão, libera energia, que pode ser utilizada para o funcionamento do orga-

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nismo e para a realização das atividades diárias, como andar, escovar os dentes, brincar, estudar, entre muitas outras. Essa informação é fundamental para que os alunos consigam reconhecer que os sistemas digestório e respiratório são corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo. Comentar que o gás oxigênio está presente no ar e, quando respiramos, ele entra no organismo e vai para os pulmões. A respiração tratada aqui refere-se à inspiração e à expiração de ar (respiração pulmonar) e não ao processo de

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respiração celular, que ocorre dentro das células. A eliminação do gás carbônico será abordada nas próximas páginas. Pedir aos alunos que procedam como é sugerido no início do estudo do sistema respiratório: colocar a mão sobre o tórax e perceber os movimentos que ocorrem durante a inspiração e a expiração. Comentar que, além dos pulmões, as costelas e alguns músculos também participam dos movimentos respiratórios. Recomendamos a repetição desse procedimento após o estudo do processo respiratório para esclarecer eventuais equívocos dos alunos.

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AMPLIAÇÃO

OS MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS

Mencionar que as células são estruturas microscópicas que formam o corpo humano. Essas estruturas são como pequenas fábricas responsáveis pelo funcionamento do corpo e, para desempenharem suas atividades, precisam de energia. Lembrar aos alunos que o sangue recebe os nutrientes provenientes do sistema digestório e os gases, do sistema respiratório. Dessa forma, eles começam a construir o entendimento das funções de transporte do sangue e a compreender que no corpo todos os sistemas agem de forma integrada.

A inspiração e a expiração envolvem movimentos involuntários. Esses movimentos são feitos com a ajuda do músculo diafragma e dos músculos intercostais, que são aqueles localizados entre as costelas.

INSPIRAÇÃO

EXPIRAÇÃO

Ar

Ar Pulmão

Caixa torácica ILUSTRAÇÕES: MAAL ILUSTRA

Costela Diafragma

Diafragma

O diafragma desce, permitindo a entrada de ar nos pulmões, que se expandem. As costelas se levantam com a ação dos músculos intercostais. Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

O diafragma sobe, forçando a saída de ar dos pulmões. As costelas se abaixam devido ao relaxamento dos músculos intercostais.

Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 460.

1. Dois alunos fizeram a seguinte atividade: com uma fita métrica, eles mediram a circunferência do tórax durante a inspiração e a expiração. Os resultados estão anotados na tabela a seguir. Observe os dados e responda às questões.

Medida do tórax (em centímetros)

Na inspiração

Na expiração

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CONEXÕES Para o professor: Site • CASTAGINI, Andrea da Silva. Sistema respiratório. Brasília, DF: Portal do Professor, 30 out. 2008. Disponível em: <http://livro.pro/wjeghn>. Acesso em: 6 nov. 2017. O link apresenta diversas sugestões de atividades e animações sobre o sistema respiratório.

a) A medida foi maior na inspiração ou na expiração? Na inspiração.

b) Considere o movimento das costelas, do diafragma e dos pulmões durante a inspiração e a expiração e explique a diferença entre os números encontrados.

Na inspiração, o diafragma desce, as costelas se levantam e os pulmões se enchem de ar, o que explica a medida maior do tórax. Na expiração, o diafragma sobe, as costelas se abaixam e os pulmões se esvaziam, o que implica uma menor medida do tórax. 37

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Perguntar aos alunos se eles acham que é preciso pensar para respirar ou se os movimentos respiratórios simplesmente acontecem. A partir das respostas, ajudá-los a perceber que a respiração é um movimento involuntário. O diafragma e os músculos intercostais atuam na respiração natural; na respiração forçada, outros músculos também entram em ação. Ressaltar que podemos controlar a respiração até certo ponto. Podemos, por exemplo, inspirar mais profundamente e expirar com mais força ou, então, realizar esses movimentos de maneira mais pausada. Podemos também prender a respi-

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ração por algum tempo, mas não parar de respirar por longos períodos. Comentar que, durante a expiração, os pulmões não ficam totalmente vazios. Neles resta o chamado ar residual. É essencial explorar os esquemas relativos à respiração, como aquele que representa o movimento das costelas e do diafragma durante a inspiração e a expiração, presente nestas páginas. É imprescindível que, além do texto, os alunos aprendam a ler as imagens. Ressaltar que elas não representam o objeto em si; são recursos que facilitam a aprendizagem,

retratando de forma simplificada fenômenos, processos ou objetos. Aproveitar o momento para responder as dúvidas dos alunos, caso elas existam.

• Atividade 1. A solução envolve habilidades exigidas na Matemática. Ajudar os alunos na medição do tórax na inspiração e na expiração, e a interpretar os resultados. 1 b. Comentar que não é o ar que provoca a expansão da cavidade torácica, e sim os movimentos dos músculos respiratórios. Tais movimentos permitem a expansão dos pulmões e a consequente entrada de ar. 37

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2. Com um colega, tentem imitar as ações abaixo. Enquanto você imita os movimentos, o colega deve observar e anotar como fica a sua respiração em cada situação. Depois, invertam os papéis. Respondam às questões no caderno. 2a. Espera-se que os alunos percebam que os movimentos da respiração,

PRINCIPAIS CONCEITOS • Respiração e sistema respiratório. • Movimentos respiratórios.

mesmo sendo involuntários, são diferentes em situações específicas.

• Identificar as principais estruturas do sistema respiratório. • Conhecer as principais funções do sistema respiratório humano.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Tosse

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Riso

Suspiro

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO • Atividade 2. As fotografias permitem

notar algumas particularidades do processo de respiração em certas situações. Orientar os alunos durante a simulação de cada situação e solicitar que comparem suas sensações com as descrições dos colegas. O vídeo “De onde vem o espirro?” sugerido na seção Conexões pode ser exibido em sala de aula para ajudar a recordar os principais conceitos envolvidos no processo de respiração. Explicar que na entrada da laringe há uma estrutura chamada epiglote. Essa estrutura tem um mecanismo que permite sua abertura e

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Bocejo

2b. Ajude-os a descrever os movimentos da respiração para cada situação. Tosse: uma inspiração profunda seguida por uma forte expiração de um jato de ar pela boca. Bocejo: uma inspiração profunda, com a boca bem aberta, Choro seguida de expiração lenta e profunda. Suspiro: uma inspiração profunda e prolongada seguida por uma expiração forçada e curta. Riso/Choro: uma inspiração a) Os movimentos da respiração são iguais nas situações mencionadas? profunda seguida por b) Escolham uma das situações e expliquem os movimentos da respiração. muitas expirações pequenas e rápidas. As expressões faciais mudam no riso e no choro.

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fechamento. Quando engolimos algum alimento sólido ou líquido, a epiglote se fecha e impede a entrada de partículas alimentares nos pulmões. Às vezes, no entanto, o fechamento da epiglote falha (quando engolimos muito rápido ou quando falamos enquanto comemos, por exemplo) e partículas de alimento acabam entrando na laringe. Quando isso acontece, temos o reflexo imediato de tossir e, com isso, expulsar essas partículas para evitar que cheguem aos pulmões.

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• Atividade 2 b. Ajudar os alunos a descrever os movimentos da respiração para cada situação. Pode ser difícil para eles compreenderem os movimentos do diafragma. Para facilitar, uma sugestão é construir um modelo do funcionamento dos pulmões representado na página 39 e descrito logo a seguir, na seção + Atividade. Se o modelo simplificado do pulmão tiver sido feito com os alunos, ele pode ser útil na análise e na resposta das questões propostas nessa página.

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CONEXÕES

SIMULANDO A RESPIRAÇÃO

Para o aluno: Site • DE ONDE vem o espirro? Produção: TV Escola. 2002. Vídeo (4min19s). Disponível em: <http://livro.pro/qboct4>. Acesso em: 6 nov. 2017.

Observe a representação de um modelo de parte do sistema respiratório.

Tubo

Recipiente de vidro sem fundo

SPL DC/LATINSTOCK

Bexigas

Bexiga cortada

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Que estruturas do sistema respiratório foram representadas por: a) tubos?

Traqueia e brônquios.

c) bexigas menores? Pulmões.

b) recipiente de vidro? d) bexiga maior colocada no fundo do recipiente? Caixa torácica.

Diafragma.

2. O que aconteceu quando a bexiga do fundo do recipiente foi puxada para baixo? As bexigas menores de dentro do vidro inflaram. 3. O que aconteceu quando a bexiga do fundo do recipiente foi solta? As bexigas menores de dentro do vidro esvaziaram.

4. Que movimento é representado quando a bexiga do fundo do recipiente é puxada para baixo? Justifique a resposta. Inspiração, pois, quando o diafragma desce (bexiga puxada para baixo), os pulmões se enchem de ar (as bexigas internas se enchem).

5. Que movimento é representado quando a bexiga do fundo do recipiente é solta? Justifique a resposta. Expiração, pois, quando o diafragma sobe (bexiga solta que volta ao seu normal), os pulmões são forçados a expelir o ar (as bexigas internas se esvaziam).

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ATIVIDADE Para auxiliar no entendimento das estruturas e funções do sistema respiratório, construir com os alunos um modelo de funcionamento do pulmão. É sempre válido recomendar que cortes e furos nos materiais sejam feitos pelo professor para evitar que os alunos se machuquem com objetos cortantes ou perfurantes. Modelo do funcionamento do pulmão Material: • Garrafa PET de 2 litros ou recipiente

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de vidro sem fundo, transparente • 2 bexigas • 2 elásticos • Canudo de plástico firme (3 cm de comprimento) • Rolha Como fazer: • Cortar a garrafa PET ao meio (usando um estilete). A parte que será usada é a do gargalo. Fazer um furo na rolha, atravessando-a, de modo que o canudo passe justo por ela. • Na ponta do canudo, amarrar a bexi-

ga com um elástico, deixando bem apertado. Introduzir esse conjunto na garrafa, apertando bem a rolha para vedar.

• Recortar a outra bexiga e posicioná-la na abertura maior da garrafa, esticando bem. Amarrar o bico da bexiga com um elástico, para vedar a saída de ar. • Puxar a bexiga da parte externa da garrafa para fazer o modelo funcionar. A pressão interna da garrafa vai diminuir, forçando a entrada de ar na bexiga de dentro. Isso simula o movimento de inspiração. A expiração ocorre quando a bexiga externa está relaxada. 39

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• Trocas gasosas.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar as principais estruturas e funções do sistema respiratório. • Compreender que o gás oxigênio é utilizado pelo corpo, em reações químicas, para obtenção de energia, e que o gás carbônico é um produto dessas reações. • Compreender como ocorrem as trocas gasosas no organismo.

4.AS TROCAS GASOSAS Durante a respiração pulmonar, ocorrem as trocas gasosas do organismo: captamos o gás oxigênio do ar e eliminamos o gás carbônico, que é um resíduo proveniente das reações químicas que ocorrem nas células do corpo.

SISTEMA RESPIRATÓRIO E ALVÉOLOS PULMONARES

2. Faringe, laringe e traqueia: O ar segue por esses dutos até chegar aos brônquios.

1. Nariz: O ar entra pelo nariz e é aquecido, umedecido e filtrado nas cavidades nasais. 3. Brônquios: Do brônquio esquerdo, o ar vai ao pulmão esquerdo. Do brônquio direito, o ar vai ao pulmão direito. O ar é conduzido por dentro de tubos cada vez mais finos.

5. Alvéolos pulmonares: Local de troca gasosa. Os alvéolos se assemelham a minúsculos sacos e se encontram rodeados por uma rede de vasos sanguíneos bem finos. As trocas gasosas ocorrem entre os alvéolos e esses vasos sanguíneos: o gás oxigênio passa dos pulmões para o sangue e o gás carbônico proveniente das células passa do sangue para os pulmões, sendo eliminado na expiração.

4. Pulmões: nos pulmões, o ar chega aos alvéolos pulmonares.

MAAL ILUSTRA

PRINCIPAIS CONCEITOS

Duto: meio de ligação, canal, tubo.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 5 e 457.

SABIA QUE...

SENSIBILIZAÇÃO Disponibilizar espelhos para que os alunos observem o interior de suas narinas. Pedir que descrevam o que há nelas. É provável que alguns observem a presença de muco, além de inúmeros pelos. Aproveitar essa observação para explicar a função do muco e dos pelos: barrar poeira e outras sujeirinhas que podem estar no ar, para que elas não cheguem até os pulmões. Se a escola se localizar em grandes centros urbanos, é possível que alguns alunos já tenham notado que, ao assoar o nariz, sai um pouco de fuligem no lenço. Isso acontece porque o muco e os pelos nasais retêm as partículas de sujeira que são respiradas com o ar poluído. Ressaltar que é por isso que se recomenda inspirar o ar pelo nariz e não pela boca.

ENCAMINHAMENTO Tratamos, aqui, das trocas gasosas entre os pulmões e o ambiente. Há tam-

No interior das cavidades do nariz, há pelos que ajudam a filtrar o ar que entra no nosso corpo, pois barram impurezas, como a poeira. Nesses locais também ocorre a produção de muco, uma substância pegajosa que também filtra o ar, além de aquecê-lo e umedecê-lo.

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bém as trocas gasosas entre os tecidos e o sangue. Essa última acontece no nível celular e é responsável por fornecer energia ao corpo. Nela, de forma simplificada, o gás oxigênio proveniente da respiração e os nutrientes dos alimentos provenientes da digestão reagem e liberam energia. É essa energia que usamos nas nossas diversas atividades, como correr, brincar, estudar etc.

problemas respiratórios. Comentar que os alvéolos pulmonares são estruturas delicadas e substâncias como cigarro e fumaça podem danificá-los, prejudicando as trocas gasosas.

Nesse momento, é recomendado falar sobre as consequências da poluição do ar para a saúde do sistema respiratório. Perguntar quem tem ou já teve

• Atividade 2 a. Espera-se que os alunos relacionem a cor cinza da fumaça expelida pelo carro à poluição do ar. 2 b. O ar poluído prejudica as trocas

• Atividade 1 b. Promover uma conversa sobre o respeito às outras pessoas e exemplificar com a questão do fumante passivo.

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1a. As substâncias do cigarro destroem os alvéolos dos pulmões. Com isso, a absorção de gás oxigênio

1. Leia o texto e responda às questões. fica prejudicada e o fumante sente falta de ar e cansaço ao praticar atividade física.

CONEXÕES Para o aluno: Livro • MARQUES, Ana Cecília P. Roselli. Vivendo num mundo sem poluição. São Paulo: Moderna, 2008.

As substâncias nocivas do cigarro destroem a delicada estrutura dos alvéolos. Consequentemente, a absorção do gás oxigênio fica cada vez mais difícil para os pulmões. O fumo não maltrata apenas o fumante: as pessoas que respiram a fumaça do cigarro também sofrem com as substâncias nocivas dele.

a) Converse com os colegas para propor uma explicação para a seguinte questão: Por que muitos fumantes se queixam de falta de ar e cansaço ao praticar poucos minutos de atividade física? b) Atualmente há leis que proíbem fumar em ambientes públicos fechados, como elevadores, ônibus, aviões e restaurantes. Na sua opinião, por que essas leis foram criadas? Espera-se que os alunos argumentem que, em lugares fechados, o fumante expõe outras pessoas à fumaça do cigarro.

2. Observe a charge e responda às questões. ARIONAURO

a) Qual é o problema ambiental sugerido na charge? b) Como esse problema pode prejudicar a saúde do sistema respiratório?

2a. Espera-se que os alunos percebam que a charge retrata a poluição do ar, causada principalmente pela fumaça que sai dos escapamentos dos veículos. 2b. O ar poluído prejudica as trocas gasosas, pois as substâncias presentes na fuligem podem impregnar os alvéolos pulmonares.

Arionauro. Arionauro Cartuns. Disponível em: <http:// www.arionaurocartuns.com.br/2016/06/charge-poluicaodo-ar-na-cidade.html>. Acesso em: 13 out. 2017.

3. Os gráficos mostram a quantidade de gás carbônico e de gás oxigênio em dois momentos da respiração pulmonar. Analise-os e responda à questão.

GRÁFICO A

GRÁFICO B

Gás oxigênio 21%

Gás oxigênio 16%

Gás carbônico 0,04%

0

5

10

Gás carbônico 3,6%

15

20

25

0

5

10

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20

25

• Qual dos gráficos representa a composição do ar que sai do corpo na expiração? Explique.

O gráfico B, pois a quantidade de gás oxigênio que sai do corpo durante a expiração deve ser menor que a quantidade que entra na inspiração (representada pelo gráfico A), assim como a quantidade de gás carbônico que sai do corpo deve ser maior que a quantidade que entra.

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gasosas, pois as substâncias presentes na fuligem podem impregnar os alvéolos pulmonares, danificando sua estrutura.

• Atividade 3. Espera-se que o aluno conclua que o gráfico B é aquele que representa a composição do ar que sai na expiração, pois a quantidade de gás carbônico expelida do corpo durante a expiração deve ser maior que a quantidade que entra na inspiração (representada pelo gráfico A); assim como a quantidade de gás oxigênio que sai do corpo deve ser menor que a quantidade

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que entra. Vale ressaltar por que as porcentagens presentes nos gráficos não somam 100%. Isso acontece porque estão representados apenas o gás oxigênio e o gás carbônico. Não foram citados os demais gases que estão presentes na composição do ar, como o nitrogênio, o vapor-d’água, os gases nobres, entre outros. Essa questão pode ajudar a desfazer a falsa impressão – comum a muitos alunos – de que na inspiração só entra gás oxigênio e na expiração só sai gás carbônico. Aproveitar as representações gráficas para ressaltar que, na

inspiração, uma parcela maior de gás oxigênio do ar é captado pelos alvéolos pulmonares e, na expiração, uma parcela maior de gás carbônico sai do corpo, em relação àquela que foi inspirada, pois foi acrescentado o gás carbônico eliminado pelas células. Explicar aos alunos que as trocas gasosas, ou seja, a captação de gás oxigênio e a liberação de gás carbônico, acontecem no interior dos pulmões. Explicar que, além das trocas gasosas entre os pulmões e o ambiente, há também as trocas gasosas entre os tecidos e o sangue.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • • • •

Digestão e sistema digestório.

1a. O sistema digestório é responsável pela digestão, processo em que o corpo aproveita os nutrientes dos alimentos ingeridos. O sistema respiratório é responsável pelas trocas gasosas com o ambiente: captação do gás oxigênio e eliminação do gás carbônico proveniente das células do corpo. 1b. No sistema digestório: A – boca; B – faringe; C – esôfago; D – estômago; E – intestino delgado; F – intestino grosso. No sistema respiratório: G – cavidades nasais; H – faringe; I – laringe; J – traqueia; K – brônquio; L – pulmão. 1. Observe as figuras e responda às questões.

ATIVIDADES

Funções do sistema digestório. Respiração e sistema respiratório. Trocas gasosas.

G

A

H

B

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

I J

C

• Na seção Atividades procuramos ex-

K

plorar todas as expectativas de aprendizagem trabalhadas na unidade a fim de sistematizar os conceitos principais.

L

D

F MAAL ILUSTRA

E

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

a) Quais são as principais funções dos sistemas do corpo humano representados acima? b) Escreva os nomes dos órgãos indicados pelas letras. c) Qual estrutura é compartilhada pelos dois sistemas? A faringe.

2. Leia o texto e responda à questão. Por dia suas glândulas salivares botam as máquinas para funcionar e assim fabricam na sua boca cerca de 1,5 litro dessa maravilha de lubrificante que é a baba. Isso é mais ou menos o mesmo que uns oito copos cheios de baba a cada 24 horas. [...] Fátima Mesquita. Almanaque de puns, melecas e coisas nojentas. São Paulo: Panda Books, 2003. p. 16.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO As atividades propostas nestas páginas permitem recordar as principais estruturas e funções dos sistemas digestório e respiratório.

• Atividade 2. As substâncias digestivas, ao serem misturadas aos alimentos, auxiliam no processo de digestão. Explique aos alunos que essas substâncias possuem enzimas digestivas que “quebram” os alimentos em substâncias mais simples.

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• Atividade 3. É na inspiração que o ar percorre o caminho que vai das cavidades nasais até os pulmões. • Atividade 4. Espera-se que os alunos concluam que os sistemas digestório e respiratório (assim como todos os sistemas do corpo) são codependentes, já que eles atuam para suprir certas necessidades das células: de nutrientes e de gás oxigênio. Na unidade seguinte, em que a circulação do sangue e a excreção serão tratadas, essa interrelação entre os sistemas do corpo ficará mais clara. Repassar os

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conteúdos dessa maneira breve é um ótimo recurso para que os alunos façam relações entre informações que já estudaram, mas que podem julgar independentes.

• Atividade da seção Contando história. Essa atividade permite que os alunos exercitem a criatividade e a habilidade da escrita. Pedir que eles incluam alguns conceitos aprendidos na unidade em suas histórias. Dessa forma, será possível verificar se os alunos compreenderam o que foi abordado, além de ajudá-los a desfazer equívocos e dúvidas.

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AMPLIAÇÃO • Além da saliva (“baba”), o sistema digestório produz grande quantidade de outras substâncias, como as substâncias digestivas. Qual é a importância dessas substâncias? Explique.

As etapas da respiração Ventilação pulmonar, ou respiração, é o fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões. Respiração externa é a troca de gases entre os espaços aéreos (alvéolos dos pulmões) e o sangue, nos vasos capilares pulmonares. Nesse processo, o sangue capilar pulmonar recebe O2 e libera CO2. Respiração interna é a troca de gases entre o sangue nos vasos capilares sistêmicos e as células dos tecidos. O sangue fornece O2 e recebe CO2. No interior das células, as reações metabólicas que consomem O2 e desprendem CO2, durante a produção de ATP [energia], são denominadas de respiração celular.

As substâncias digestivas, ao serem misturadas aos alimentos, auxiliam no processo de digestão.

3. Em qual dos movimentos respiratórios o ar percorre o caminho que vai das cavidades nasais até os pulmões? Na inspiração.

4. Reveja a unidade brevemente, apenas virando as páginas, lendo os títulos principais e observando as imagens. Lembre-se do que foi estudado e responda: Como as funções dos sistemas digestório e respiratório estão relacionadas? Troque ideias com os colegas para elaborar que os alunos concluam que os sistemas digestório e respiratório são a resposta. Espera-se codependentes, já que eles atuam para suprir certas necessidades das células:

CONTANDO

de nutrientes e de gás oxigênio. Na unidade seguinte, em que a circulação do sangue e a excreção serão tratadas, a inter-relação entre os HISTÓRIA sistemas do corpo ficará mais clara.

TORTORA, Gerard J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 451.

Imagine que você é um dos milhares de alvéolos pulmonares. O dono do pulmão onde você mora não é muito responsável e tem hábitos que não cooperam para a sua saúde; com isso, você também sofre. Crie uma história relatando os maus hábitos que podem prejudicar o sistema respiratório e qual seria o seu maior sonho como um alvéolo pulmonar saudável. Compartilhe a história com seus colegas.

CONEXÕES Para o professor: Site • INCA. Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Rio de Janeiro. Disponível em: <http://livro.pro/bi57tf>. Acesso em: 6 nov. 2017.

FIQUE LIGADO COMPANHIA EDITORA NACIONAL

Um tico-tico no fubá: sabores da nossa história, de Gisela Tomanik Berland. São Paulo: Companhia Editora Nacional. O livro traz diversas receitas que podem ser feitas por crianças, acompanhadas de muitas histórias sobre o Brasil, mostrando a origem de vários pratos da culinária do nosso país.

A incrível fábrica de cocô, xixi e pum, de Fátima Mesquita. São Paulo: Panda Books.

Pedir aos alunos que escrevam a história solicitada na seção Contando história em uma folha avulsa e a entreguem para avaliação. Essa atividade permite verificar como está a habilidade de produção de texto e a articulação de ideias, além de checar se os alunos compreenderam os conceitos apresentados.

PANDA BOOKS

Como os alimentos se transformam para nos dar energia e viram cocô e xixi? Conheça um pouco desse processo que acontece dentro do nosso corpo.

PARADA PARA AVALIAÇÃO

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ATIVIDADE Aproveitar para fazer um trabalho sobre os malefícios do cigarro. Podem ser feitas pesquisas, campanhas de conscientização, entrevistas com médicos ou qualquer outra atividade relacionada à prevenção do tabagismo. Essa conscientização é muito importante e deve ser feita desde a infância. Para mais informações acesse o site do Inca, indicado na seção Conexões. Os resultados podem ser apresentados em forma de seminários,

ou é possível propor uma campanha de conscientização sobre os efeitos do cigarro numa feira de saúde feita na escola ou em local cedido pela prefeitura da cidade em que a escola se localiza, envolvendo a comunidade na atividade. É importante lembrar que atividades como essas devem ser planejadas com antecedência, pois envolvem a autorização dos órgãos competentes e a notificação aos pais dos alunos.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

NOVAS PERGUNTAS

• Cuidados com a saúde. • Cuidados com o ambiente.

DÁ PARA CUIDAR DA SAÚDE NA HORA DO RECREIO?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Você sabia que a hora do recreio é um bom momento para praticar ações que garantam a sua saúde e ainda preservam o ambiente? Veja algumas dicas.

• Reconhecer que podemos fazer escolhas mais saudáveis para a saúde e para o ambiente.

Os alimentos industrializados, os refrigerantes e as frituras podem ser substituídos por alimentos naturais e mais saudáveis.

É preciso evitar o desperdício de alimentos. Pegue apenas o que vai consumir, evitando jogar comida no lixo.

LEO TEIXEIRA

É possível usar produtos biodegradáveis na limpeza, evitando despejar no esgoto produtos que agridem o ambiente.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO A intenção do trabalho destas páginas é estimular hábitos que cooperam para a saúde das pessoas e do ambiente. Orientar os alunos a conversar com os funcionários ou proprietários da cantina fora do horário do recreio para que obtenham uma lista dos alimentos mais consumidos pelos alunos. Ajudar os estudantes a reconhecer que todos – funcionários, professores,

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alunos – podem fazer escolhas mais saudáveis e mudar hábitos para a conservação da saúde do corpo e do ambiente. As ações mostradas aqui se referem ao ambiente escolar, mas podem ser extrapoladas para outros lugares, como a casa dos alunos ou o local de trabalho dos adultos de convívio das crianças. Ler os quadros em conjunto com os alunos, propondo uma pequena discussão e reflexão após a leitura de cada um deles. Ressaltar a importância de preferir alimentos naturais em vez dos industrializados. Dessa forma, diminui-se o con-

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sumo de corantes, conservantes e outras substâncias químicas presentes nos alimentos processados. Uma sugestão é levar para a sala de aula uma caixinha de suco para que os alunos percebam que nela não há apenas a fruta, mas uma série de outros ingredientes que, se consumidos em excesso, podem causar mal à saúde. Uma escolha mais saudável é o consumo do suco natural, feito diretamente da fruta, sem adição de açúcar. Caso não seja possível fazer o suco natural, é recomendável beber água. É importante estimu-

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CONEXÕES

Atualmente há normas que visam melhorar os lanches servidos nas escolas. A intenção é reduzir a oferta de alimentos de pouco valor nutritivo e com excesso de açúcar, sal e gordura, garantindo assim uma alimentação mais saudável para os alunos e outros integrantes da escola.

Para o professor: Site • ECHEVERRIA, Malu. 15 opções de lanches gostosos e nutritivos para seu filho levar à escola. Crescer, 30 set. 2015. Disponível em: <http://livro.pro/4tsgk8>. Acesso em: 13 nov. 2017.

É preciso coletar a sobra de óleo de cozinha de forma adequada, evitando que ele contamine o solo e os rios. Há empresas especializadas na coleta desse material.

Lembre-se de descartar o lixo de forma apropriada.

1. O que você costuma comer na hora do lanche na escola? Resposta pessoal.

2. Se a escola onde você estuda tem cantina, qual é o alimento mais consumido pelos alunos na hora do intervalo? Resposta pessoal.

3. Você já havia pensado em como é possível cuidar da saúde e do ambiente na hora do recreio? Incentivar os alunos a sugerir alimentos mais saudáveis, como frutas, sucos

de frutas, lanches naturais e salgados assados em vez de fritos. Ajudar os alunos na elaboração do documento que será encaminhado à direção escolar e aos donos da VAMOS ALÉM cantina. Caso os alimentos servidos aos alunos já estejam dentro das recomendações para uma alimentação saudável, propor aos alunos que valorizem essa atitude e divulguem o bom exemplo para a comunidade fora da escola. A divulgação pode ser pelas redes sociais ou pelo blogue da escola.

Resposta pessoal.

• Proponham mudanças nos alimentos servidos na cantina ou nas merendas da escola onde estudam. Compartilhem suas ideias com os demais colegas e ouçam as sugestões deles. Depois, elejam algumas das sugestões e elaborem um documento propondo as mudanças para a comunidade escolar. Nesse documento, é muito importante que vocês expliquem o motivo das mudanças sugeridas. 45

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lar esse hábito, pois ele é essencial para o funcionamento do organismo. A intenção é promover uma alimentação mais saudável, diminuindo a ingestão de gorduras, açúcares e sal e incentivando o consumo de frutas, legumes e verduras. O cuidado com o ambiente se faz presente, por exemplo, no uso de produtos de limpeza biodegradáveis, na coleta adequada do óleo usado na cozinha e no descarte correto do lixo. Se julgar oportuno, recordar com os alunos o significado de biodegradável. Comentar que esses produtos podem ser

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decompostos por certos seres vivos, não se acumulando no ambiente. O mesmo não acontece com outros tipos de produtos, que poluem o solo, o ar e a água. Incentivar a participação da classe nas atividades propostas. Trazer o assunto para a vivência dos alunos, permitindo que eles relatem como é e como gostariam que fosse a hora do recreio. Embora nenhum alimento seja proibido (a não ser em casos de restrição médica), é importante o consumo moderado de alguns deles e o cuidado em manter uma alimentação equilibrada e balanceada.

• Atividade da seção Vamos além. Incentivar os alunos a sugerir lanches mais saudáveis, como frutas, sucos de frutas, lanches naturais e salgados assados em vez de fritos. Ajudá-los na elaboração do documento que será encaminhado à direção escolar e aos donos da cantina. Caso os lanches servidos aos alunos já estejam dentro das recomendações para uma alimentação saudável, propor que os alunos valorizem essa atitude e divulguem o bom exemplo para a comunidade fora da escola. A divulgação pode ser pelas redes sociais ou pelo blogue da escola. 45

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PRINCIPAIS CONCEITOS

UNIDADE

• Sistema cardiovascular. • Frequência cardíaca. • Organização e funcionamento do

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A CIRCUL AÇÃO E A EXCREÇÃO

corpo humano.

HABILIDADES DA BNCC • (EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

Jogo de basquete em cadeira de rodas. Rio de Janeiro, RJ, 2016.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Ao explorar a imagem das páginas de abertura, espera-se que os alunos percebam que, em consequência do esforço físico, os atletas da partida de basquete

estão suados. Espera-se, também, que eles mencionem que a água é importante para o funcionamento do organismo. A imagem da partida de basquete permite recordar com os alunos o que acontece com a frequência respiratória quando praticamos uma atividade física intensa. Reforçar que os batimentos cardíacos se aceleram nessa situação. Fazer perguntas, como: “Quem já jogou bola

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em um dia de calor?”; “Como fica a respiração quando corremos?”; “O que acontece com as batidas do coração?”; “Quem fica com sede depois de correr?”; “Por que quando bebemos água, depois de certo tempo, temos vontade de fazer xixi?”. Conduzir as respostas de forma que os alunos construam as primeiras ideias sobre circulação sanguínea e excreção.

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BUDA MENDES/GETTY IMAGES

RECURSOS PEDAGÓGICOS Os recursos pedagógicos utilizados nesta unidade são:

• • • • • • •

Ilustração. Esquema. Fotografia. Tabela. Reportagem. Cartaz. Tirinha.

CONEXÕES TE

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Para o aluno: Livro • MARCONDES, Lucila. O sangue. São Paulo: Ática, 1996.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Você já jogou basquete ou outro esporte no qual é preciso fazer esforço físico? Como ficam as batidas do coração durante uma partida? Resposta pessoal. Espera-se que os alunos digam que o coração bate mais rápido.

2. Quando jogamos basquete ou fazemos qualquer outra atividade física intensa, suamos muito. De onde você acha que vem o suor e por que suamos? Espera-se que os alunos digam que o

suor vem de dentro do corpo e que suamos para tentar manter a temperatura corporal.

3. Ao praticar atividades físicas, o ritmo das batidas do coração se altera. Cite outra situação em que isso geralmente ocorre.

Espera-se que os alunos citem situações de grande emoção, como susto ou alegria.

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ATIVIDADE Após discussão e formulação das primeiras ideias sobre a imagem das páginas de abertura, pedir aos alunos que escrevam um texto descritivo. Ajudá-los a identificar os elementos da cena. Comentar que o texto deve ter começo, meio e fim. O autor do texto pode expressar suas impressões e sensações a respeito do que está descrevendo.

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Aproveitar para diferenciar uma descrição literária de um texto científico. Este último apresenta termos técnicos e é objetivo, pois deve permitir que outros pesquisadores, em diferentes partes do mundo, compreendam o que foi descrito. O texto literário pode ser mais subjetivo e carregado de adjetivos. Se necessário, pedir ajuda ao professor de Língua Portuguesa para a elaboração das características do texto descritivo.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Sistema cardiovascular.

Resposta pessoal. É provável que alguns alunos mencionem que o coração é o centro vital do organismo. Esclarecer que, na verdade, o centro vital do corpo é o sistema nervoso e que o coração é um órgão muscular que realiza movimentos involuntários controlados pelo sistema nervoso. Tais movimentos são ritmados (pulsações) e decorrem da contração e do relaxamento da musculatura, sendo responsáveis por impulsionar o sangue pelo corpo. Assim como os demais sistemas, o sistema cardiovascular é essencial para o funcionamento do organismo.

1.O SISTEMA CARDIOVASCULAR

Coloque a mão sobre o peito e sinta seu coração bater. Por que ele bate?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

O sistema cardiovascular é composto de coração, vasos sanguíneos e sangue. O sistema cardiovascular é responsável pelo transporte de substâncias no corpo. O sangue leva até as células substâncias que elas precisam para funcionar e se manter vivas. O sangue também recolhe das células as substâncias que elas descartam, ou seja, os resíduos, que serão eliminados do organismo na urina ou no ar expirado pelos pulmões.

• Identificar os componentes do sistema cardiovascular. • Conhecer as principais funções do sistema cardiovascular.

SISTEMA CARDIOVASCULAR

LISA S./SHUTTERSTOCK.COM

O sangue é um líquido avermelhado que tem, entre outras funções, a de transportar substâncias como nutrientes e gases respiratórios por todo o corpo.

Pessoa organizando bolsas de sangue para doação.

É possível enxergar alguns vasos sanguíneos, principalmente em regiões do corpo em que a pele é mais fina e em pessoas de pele clara.

MAAL ILUSTRA

EVAN SHARBONEAU/ HEMERA/GETTY IMAGES

Os vasos sanguíneos são tubos por onde circula o sangue. Artérias, veias e capilares são tipos de vasos sanguíneos. • As artérias levam o sangue do coração para todo o corpo. • As veias conduzem o sangue de todo o corpo para o coração. • Os capilares são vasos sanguíneos extremamente finos que fazem a comunicação entre as veias e as artérias.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Ao responder à pergunta do topo da página, é provável que alguns alunos mencionem que o coração é o centro vital do organismo. Esclarecer que, na verdade, o centro vital do corpo é o sistema nervoso e que o coração é um órgão muscular que realiza movimentos involuntários controlados por esse

sistema. Tais movimentos são ritmados (pulsações) e decorrem da contração e do relaxamento da musculatura, sendo responsáveis por impulsionar o sangue pelo corpo. Assim como os demais sistemas, o cardiovascular é essencial para o funcionamento do organismo. É possível ainda que alguns alunos relacionem o coração com conceitos ligados à emoção. Aproveitar para esclarecer que as emoções são controladas pelo sistema nervoso e não têm a ver com o coração. Na paixão, por exemplo, é comum a pessoa sentir o coração bater

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mais forte em certas ocasiões. Explicar que é o cérebro que envia mensagens pelo corpo e faz liberar certas substâncias no sangue, que agem no coração, alterando o ritmo de suas batidas. Pedir aos alunos que coloquem a mão sobre o peito e percebam as batidas do coração. Se algum aluno chegar à conclusão de que o coração bate e, com isso, transporta o sangue pelo corpo, aproveitar a oportunidade para mencionar os componentes do sistema cardiovascular: coração, sangue e vasos sanguíneos.

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AMPLIAÇÃO Além de transportar substâncias pelo corpo, o sangue também é importante para a proteção do organismo, pois nele existem elementos e células capazes de combater doenças e cicatrizar ferimentos. As hemácias (ou glóbulos vermelhos) e os leucócitos (ou glóbulos brancos) são células presentes no sangue. As hemácias são responsáveis pelo transporte do gás oxigênio e do gás carbônico no sangue. Os leucócitos são células de defesa do organismo. As plaquetas são fragmentos de células, e não células propriamente ditas. Elas têm relação com o processo de coagulação sanguínea, que ajuda na cicatrização de ferimentos.

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SABIA QUE... As plaquetas atuam na formação da “casquinha” dos machucados, o que evita a perda de sangue e a entrada de microrganismos através do ferimento. É importante tratar dos machucados para evitar infecções.

O coração é um órgão muscular que, por meio de seus batimentos, impulsiona o sangue, fazendo-o circular pelos vasos sanguíneos.

O sangue não é igual em todas as pessoas – há algumas diferenças entre certos componentes do sangue, dependendo do tipo sanguíneo de cada um. Essa informação é importante quando há necessidade de transfusão de sangue, ou seja, quando uma pessoa precisa receber sangue de outra por causa de um acidente ou procedimento médico. Uma das formas mais comuns de classificar o sangue é pelo sistema ABO, em que há os tipos de sangue A, B, AB e O.

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Representação que mostra a localização do coração em um homem adulto.

Vasos capilares Os vasos capilares (capillaris = como fios de cabelo) são vasos microscópicos que conectam as arteríolas às vênulas. Os vasos capilares estão presentes em quase todas as células do corpo e são conhecidos como vãos de troca, porque permitem a troca de nutrientes e resíduos entre as células do corpo e o sangue. O número de vasos capilares varia com a atividade metabólica do tecido que eles servem. Os tecidos corporais com grandes necessidades metabólicas, tais como os músculos, o fígado, os rins e o sistema nervoso, têm redes capilares extensas. Os tecidos com menos necessidades metabólicas, tais como os tendões e os ligamentos, contêm poucos vasos capilares. Alguns tecidos – todos os epitélios de cobertura e revestimento, as córneas e as lentes dos bulbos dos olhos e as cartilagens – não contêm vasos capilares. TORTORA, G. J.; GRABOWSKI S. R. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 391.

Na população brasileira temos aproximadamente: 45% de pessoas com tipo sanguíneo O 42% de pessoas com tipo sanguíneo A 10% de pessoas com tipo sanguíneo B 3% de pessoas com tipo sanguíneo AB

CLIPAREA/CUSTOM MEDIA/SHUTTERSTOCK.COM

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CONEXÕES Para o professor: Vídeo • SISTEMA circulatório: circulação de sangue no coração. Produzido por: O kuadro. 15 mar. 2012. Vídeo (6min52s). Disponível em: <http://livro.pro/ekz6yb>. Acesso em: 6 nov. 2017.

O corpo humano tem cerca de 100 mil quilômetros de vasos sanguíneos. Isso seria suficiente para dar duas voltas e meia em torno da Terra.

Elaborado com base em: Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 403; Banco de sangue de Caxias do Sul. Disponível em: <www.bancodesangue.com.br>. Acesso em: 16 out. 2017.

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Perguntar se, alguma vez, eles se machucaram e viram o sangue sair pelo ferimento ou, ainda, se já fizeram exames de sangue. Perguntar: “Como é o sangue?”; “Que cor ele tem?”. Explicar que o sangue é um líquido de cor avermelhada que carrega diversas substâncias e circula dentro de vasos sanguíneos. Conduzir a conversa com os alunos e ajudá-los a relacionar o sangue com os sistemas digestório e respiratório, já estudados.

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Perguntar: “Que substâncias do sistema digestório são transportadas pelo sangue?”; “E do sistema respiratório?”; “De onde vêm essas substâncias?”. Explicar que existem diferentes tipos de sangue. Realizar a leitura do infográfico com os alunos, auxiliando-os na leitura e no entendimento das porcentagens. Explicar que o sangue também contém células de defesa e substâncias capazes de combater determinados agentes causadores de doenças. Embora a imunidade não

seja discutida, é possível complementar a aula com informações adicionais acerca da função protetora do sangue. Ao falar dos vasos sanguíneos, ressaltar a diferença entre veia, artéria e capilar. Comentar que os capilares são vasos sanguíneos mais finos que um fio de cabelo. Eles passam por entre as células de diferentes partes do corpo, o que permite trocas de substâncias entre sangue e células. O texto da seção Ampliação traz mais algumas informações sobre os capilares sanguíneos.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Coração e circulação do sangue.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender que o sangue é o meio

2.O CORAÇÃO E A CIRCULAÇÃO DO SANGUE O coração se localiza entre os dois pulmões e fica protegido pelas costelas. Dentro do coração há câmaras, que são cavidades por onde o sangue entra e sai.

CORAÇÃO E CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

de transporte, pelo corpo, de diversos elementos, como gases e nutrientes. • Aprender como ocorre a circulação sanguínea.

1. O sangue, proveniente de todas as partes do corpo, chega ao coração por meio de grandes veias.

2. Esse sangue, rico em gás carbônico, passa pelas cavidades do lado direito do coração e sai desse órgão por artérias que o conduzem até os pulmões.

3. Nos alvéolos pulmonares ocorrem as trocas gasosas. O gás carbônico passa do sangue para os alvéolos e é eliminado do corpo por meio da expiração. O gás oxigênio que veio na inspiração passa dos alvéolos para o sangue e é levado por veias até o lado esquerdo do coração.

MAAL ILUSTRA

4. O sangue rico em gás oxigênio passa pelas cavidades do lado esquerdo do coração e é impulsionado para todas as partes do corpo por meio de grandes artérias.

O coração tem aproximadamente o tamanho da sua mão fechada. No detalhe, representação do coração visto em corte. As setas azuis indicam o caminho do sangue pobre em gás oxigênio, e as setas vermelhas, o do sangue rico em gás oxigênio. Elaborado com base em: Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006, p. 377.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Perguntar aos alunos se eles já perceberam que a frequência dos batimentos cardíacos aumenta e, em caso positivo, questionar quando isso acontece. Espera-se que os alunos percebam que a frequência cardíaca aumenta durante a prática de atividades físicas ou em situações de forte emoção, como um susto, por exemplo. Ressaltar que chamamos de circulação o trajeto do sangue – impulsionado pelo coração – no inte-

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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rior dos vasos sanguíneos pelo corpo. Se tiver um modelo do corpo humano, mostrar aos alunos a localização do coração. Permitir que manuseiem a peça que representa esse órgão e observem os grandes vasos sanguíneos que chegam e que saem dele, bem como suas cavidades internas. Caso o modelo do corpo humano não esteja disponível, explorar as imagens do livro. Orientar os alunos a observar que há vasos sanguíneos também na superfície do coração, pois esse órgão, assim como

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os demais, necessita de gás oxigênio e nutrientes para funcionar. Ajudar os alunos na interpretação do esquema que descreve o trajeto do sangue pelo coração. Nesse momento, é preciso que eles tenham em mente o que foi aprendido sobre o sistema respiratório. Recordar com a turma de onde vêm o gás oxigênio e o gás carbônico, e como essas substâncias chegam ao sangue. Lembrar que o sangue também transporta os nutrientes provenientes da digestão.

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CONEXÕES SABIA QUE...

Para o professor: Site • GRECCO, Dante. Como é feito um transplante de coração. Mundo Estranho. Disponível em: <http://livro.pro/ 3gfs2o>. Acesso em: 6 nov. 2017.

O sistema cardiovascular também é chamado de sistema circulatório. Esse nome provém da palavra em latim circulatorium, que significa movimento circular, indicando a trajetória contínua que o sangue percorre no corpo.

1. Sobre a circulação sanguínea, responda. a) O sangue rico em gás oxigênio passa por qual lado do coração: direito ou esquerdo? De onde vem esse sangue? Esquerdo. Esse sangue vem dos pulmões.

b) Para onde vai o sangue rico em gás carbônico: para os pulmões ou para todas as partes do corpo? Para os pulmões. c) De onde vem o gás carbônico presente no sangue? Das células de todo o corpo. 2. Leia o texto e responda às questões.

[...] em dezembro de 1967, todos ficaram assombrados quando o médico sul-africano Christian Barnard fez o primeiro transplante de coração inter-humanos. [...] Apesar de hoje essa operação ser superconhecida, ela só é utilizada como último recurso. “Primeiro tentamos o uso de medicamentos ou uma cirurgia convencional. O transplante só é indicado para pacientes em fase de evolução avançada de uma doença cardíaca”, diz o cirurgião cardíaco Noedir Stolf, professor sênior do Departamento Coração humano. de Cardiopneumologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), de São Paulo. Isso porque a operação envolve vários fatores de risco, como infecções e a possibilidade de o novo coração ser rejeitado pelo organismo do paciente. [...]

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COMO É FEITO UM TRANSPLANTE DE CORAÇÃO?

Dante Grecco. Como é feito um transplante de coração? Mundo estranho, São Paulo, 14 set. 2017. Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-feito-um-transplante-de-coracao>. Acesso em: 16 out. 2017.

a) Há quantos anos foi feito o primeiro transplante de coração no mundo? Para o cálculo é preciso considerar o ano em que a atividade está sendo feita. Os alunos devem considerar o ano de 1967 para as contas.

b) Você já ouviu falar sobre doação de órgãos? Conte o que sabe sobre o assunto. Resposta pessoal. 51

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• Atividade 2 b. Aproveitar para iniciar uma conversa sobre doação de órgãos. Ler o texto com os alunos e permitir que eles deem suas opiniões sobre transplantes e doação de órgãos, discutindo a importância desses procedimentos. É preciso desfazer eventuais equívocos e esclarecer que há regras para a prática de doação de órgãos, como o consentimento dos parentes do doador. Seria interessante propor uma pesquisa sobre o número de órgãos doados anualmente no Brasil e o número que seria necessário para aten-

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der aos pacientes que esperam por um transplante. No site sugerido na seção Conexões há mais informações sobre como é feito um transplante de coração. Se julgar oportuno, compartilhar algumas das informações com os alunos. O assunto doação de sangue será retomado ao final da unidade. Se julgar oportuno, amplie a discussão para que os alunos conheçam as alternativas que estão sendo desenvolvidas pelos cientistas, como o tratamento com células-tronco e o cultivo de células para fabricação de tecidos e órgãos.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Frequência cardíaca.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender que o número de batimentos cardíacos por minuto pode se alterar em certas situações, com o objetivo de atender às exigências de gás oxigênio e de nutrientes requeridas por determinadas partes do organismo.

A frequência cardíaca é caracterizada pelo número de vezes que o coração bate por minuto. No exame chamado eletrocardiograma, os movimentos do coração são registrados por pequenos sensores colocados sobre a pele e impressos em papel para que o médico possa avaliar se o paciente apresenta alguma anormalidade cardíaca.

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MEDINDO A FREQUÊNCIA CARDÍACA

Paciente fazendo eletrocardiograma.

M ATERIAL • Lápis

• Folha de papel avulsa

• Cronômetro

PROCEDIMENTO • Forme dupla com um colega. A dupla deve permanecer sentada por alguns minutos, respirando lentamente. • Quando se sentirem descansados, o colega vai medir sua pulsação: ele deverá colocar os dedos indicador e médio da mão esquerda na região do seu pulso ou na lateral do seu pescoço e fazer uma leve pressão até sentir a pulsação. • O colega deve contar o número de pulsações durante 10 segundos. Você fica com o cronômetro e marca 10 segundos, alertando o colega quando ele deve parar de contar as pulsações. • Depois, a dupla deve conversar para encontrar uma forma de descobrir qual é o número de batimentos cardíacos em um minuto. • Na folha de papel, façam uma tabela como a do modelo abaixo e registrem o resultado. MODELO PARA COPIAR

Nome do aluno

Frequência cardíaca em Frequência cardíaca Frequência cardíaca após repouso (batimentos após atividade física leve atividade física intensa por minuto) (batimentos por minuto) (batimentos por minuto)

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Ajudar os alunos na realização da atividade proposta, orientando-os previamente como devem proceder para medir a frequência cardíaca durante o repouso e após a realização da atividade física. Esse experimento permite o trabalho conjunto das Ciências Naturais com a Matemática.

Auxiliá-los a lidar com o cronômetro ou com o relógio (também pode ser cronômetro do celular) para marcar os segundos e a realizar a operação matemática para que estimem o número de batimentos cardíacos em um minuto. Assessorar os alunos nos cálculos e incentivar o raciocínio para descobrir o número de batimentos por minuto. Uma das formas é multiplicar o número de batimentos encontrado em 10 segundos por 6 para conhecer o número de batimentos cardíacos em um minuto. Tam-

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bém é possível somar esse número seis vezes consecutivas. Analise as sugestões dos alunos. A frequência cardíaca diminui rapidamente após o esforço, estabilizando-se depois de aproximadamente 3 minutos – tempo que pode variar de acordo com o grau de esforço e condicionamento físico do indivíduo. Então, se for preciso, ajudar os alunos na contagem das pulsações após a atividade física intensa para que eles efetivamente consigam observar o aumento da frequência cardíaca.

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Durante a prática de exercícios aeróbicos, a frequência cardíaca indica se a intensidade da • Invertam os papéis quem teve a pulsação atividade é adequada. Controlando a frequência, você também evita ultrapassar o nível seguro de aferida, mede a do outro e registra o esforço para seu organismo. resultado na tabela.

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ESTÚDIO ORNITORRINCO

• Agora o colega que acabou de ter a pulsação medida deve marcar 3 minutos no cronômetro. Ao iniciar a contagem do tempo, você deve andar, de forma moderada, sem correr, até que terminem os três minutos.

CONEXÕES

• A sua frequência cardíaca deve ser medida novamente e o resultado anotado na tabela.

Para o professor: Site • SILVA, Maria Antonieta Gonzaga. Conhecendo nossa circulação. Brasília, DF: Portal do Professor, 17 nov. 2010. Disponível em: <http://livro.pro/ oz35ps>. Acesso em: 6 nov. 2017. Além de uma sugestão de sequência didática sobre a circulação, o link apresenta diversas atividades práticas que podem ser feitas com os alunos em sala de aula e no laboratório, quando houver, com uso de materiais simples, cooperando para a compreensão dos conceitos.

• Novamente, invertam os papéis e registrem os resultados. • Depois de fazer as medições da frequência cardíaca após um esforço físico leve, vocês vão medi-la após um esforço físico mais intenso. Para isso escolham uma atividade para ser realizada durante três minutos: corrida, pular corda ou fazer polichinelos, por exemplo. • Escolhida a atividade, repitam todo o processo: o colega marca o tempo, conta e registra as suas pulsações e, depois, vocês invertem os papéis.

Respondam às questões. 1. Quais foram os resultados da frequência cardíaca em repouso e após a atividade física? Vocês observaram alguma diferença entre elas? Resposta pessoal.

2. Refletindo sobre os resultados, o que é possível dizer sobre a atividade do seu coração durante o esforço físico?

Espera-se que os alunos percebam que o coração teve de “trabalhar” mais, ou seja, ele bateu mais rápido.

3. Você notou outras modificações no seu corpo durante a prática de atividade física intensa? Qual? É possível que os alunos percebam que a intensidade de movimentos

respiratórios também se alterou; alguns podem ter notado que começaram a suar depois do esforço físico intenso.

4. Vocês sabem por que existe a necessidade de monitorar a frequência cardíaca no caso de realizarmos atividade física? 5. Conclusão: O que acontece com nosso coração quando praticamos atividades físicas? Por que você acha que isso acontece?

O coração acelera sua frequência cardíaca. Isso acontece porque o corpo precisa de mais gás oxigênio e nutrientes para realizar a atividade. Essas substâncias são transportadas pelo sangue, que é impulsionado pelo coração. Por isso, o coração bate mais rápido, aumentando o suprimento de nutrientes e gás 53 oxigênio aos músculos onde essas substâncias estão sendo requeridas. D3-CIE-F1-1058-V5-U03-046-063-LA-G19.indd 53

ENCAMINHAMENTO Na análise dos resultados do experimento, espera-se que os alunos sejam conduzidos a compreender que os batimentos cardíacos aumentam durante a realização de uma atividade física com o propósito de fazer o sangue levar mais rapidamente o gás oxigênio e os nutrientes, que estão sendo requeridos pelos músculos das pernas ou dos braços (ou das partes do corpo que são mais exigidas na realização dos movimentos). Lembrá-los de que, para se

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movimentar, é preciso energia, a qual é obtida por meio de reações químicas entre os nutrientes dos alimentos e o gás oxigênio. Explicar que alguns problemas de saúde podem alterar a frequência cardíaca, tornando-a muito alta (taquicardia) ou muita baixa (bradicardia) durante um longo período de tempo, mas que, normalmente, essa alteração é acompanhada de outros sintomas, como tontura, enjoos, desmaios. Nesses casos, deve-se procurar um médico com urgência.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

3.O SISTEMA URINÁRIO De que é feito o xixi? Resposta pessoal.

• Sistema urinário.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar as principais estruturas do sistema urinário. • Relacionar o sistema urinário à eliminação de resíduos tóxicos do corpo por meio da urina.

O corpo precisa de energia para funcionar. Essa energia é obtida por meio de um conjunto de reações químicas dentro das células, que envolve os nutrientes dos alimentos e o gás oxigênio obtido na respiração. As reações que acontecem nas células produzem resíduos, como o gás carbônico e a ureia, por exemplo. Se não forem eliminados, os resíduos prejudicam o funcionamento do organismo. Enquanto o gás carbônico é descartado por meio da expiração, a ureia e a maior parte dos demais resíduos são eliminados pelo sistema urinário, por meio da urina. A urina também elimina o excesso de água do corpo.

SISTEMA URINÁRIO 1. O sangue, conduzido pelos vasos sanguíneos, entra nos rins. Os rins são dois órgãos localizados na parte posterior do abdome e atuam como filtros, pois têm a função de retirar os resíduos do sangue. Esses resíduos, juntamente com grande quantidade de água, formam a urina. 2. A urina formada pelos rins segue pelos ureteres. Os ureteres são dois canais que ligam os rins à bexiga urinária.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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4. A uretra é o canal que liga a bexiga urinária ao meio externo do corpo.

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3. A bexiga urinária armazena a urina até o momento da micção. Quando urinamos, a urina é eliminada pelo canal da uretra.

Micção: eliminação da urina, ato de urinar. Elaborado com base em: Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006, p. 5.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO A pergunta inicial pode ser enriquecida com outras questões: “Por que quando bebemos bastante líquido urinamos mais?”; “Quem já reparou na cor do xixi?”; “Que cor ele tem?”; “Quem já reparou que, às vezes, o xixi está mais escuro e outras, mais claro?”; “Será que isso tem relação com a quantidade de

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água que bebemos?”. Conduzir a discussão entre os alunos para que percebam que a urina é composta por água e substâncias que devem ser eliminadas do organismo, ou porque são tóxicas ou porque se encontram em excesso no corpo. Ajudar os alunos na formulação dos palpites (hipóteses) e, no decorrer do estudo do tema, na resposta a cada uma das perguntas feitas inicialmente. Com a ajuda do modelo do corpo humano ou por meio da observação da figura do livro, mostrar a localização dos rins e dos demais componentes do siste-

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AMPLIAÇÃO

Os sistemas urinários feminino e masculino têm algumas diferenças: a bexiga urinária masculina é um pouco maior que a feminina, e a uretra feminina é mais curta que a masculina.

ILUSTRAÇÕES: MAAL ILUSTRA

SISTEMA URINÁRIO FEMININO

SISTEMA URINÁRIO MASCULINO

Rins

Rins

Ureteres

Ureteres

Bexiga urinária

Uretra

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

O armazém Por dia, entre 150 e 200 litros de líquido dão uma passadinha pelos seus rins. E sabe por quê? Porque o mesmo sangue fica circulando por ali toda hora, num processo que não termina jamais – quer dizer, enquanto você está bem vivo. E seus rins ficam naquela labuta toda, fabricando xixi sem parar. E aí é que mora uma questão importante: se você é uma fábrica constante de xixi, por que não sai pingando líquido amarelo enquanto caminha pela rua? E a resposta é simples: porque você tem uma bexiga. A bexiga é um depósito que se estica na medida em que o corpo fabrica mais e mais xixi e que pode estocar facilmente até uns 400 mililitros de urina (dá quase umas duas latas de “refri”). Mas a verdade é que se você esperar para ter esse volume todo de urina na bexiga, já vai estar em desespero total. Esse seu órgão funciona como um balão e pode crescer em volume até 10 centímetros sem nunca, jamais explodir. Quando está lotada, você simplesmente tem que esvaziar a bichinha. Por bem ou por mal. Quer dizer, ou você corre e acha um banheiro ou um cantinho, ou vai sentir um xixi bem quentinho escorrendo pela perna abaixo. Quando a sua bexiga contém uns 150 mililitros de xixi, os nervos da parede dela começam a mandar os primeiros sinais para o cérebro. A mensagem é entendida e logo você passa a pensar na possibilidade de um ligeiro pit stop num banheiro próximo. Se você encontra um local propício para esvaziar a sua bexiga, então os músculos da parte de baixo dela vão se afrouxar e assim deixam passar o líquido em direção à uretra.

Bexiga urinária Uretra

Elaborado com base em: Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006, p. 5 e 531.

1. Leia o texto e responda às questões.

POR QUE O XIXI MUDA DE COR? Ele pode mudar de cor por causa de pigmentos contidos em alguns alimentos e remédios que ingerimos ou em decorrência de alguma doença. Em condições normais, a coloração do xixi varia de um amarelo clarinho, quase transparente, até o amarelo-escuro. Esse tom amarelado vem de três pigmentos sanguíneos – o urocromo, a bilirrubina e a creatinina –, que são filtrados pelo rim enquanto a urina é produzida. Quanto mais água ingerimos, mais diluímos esses pigmentos e, consequentemente, mais claro fica o xixi. “Por isso, urina clara é quase sempre Diluir: nesse contexto sinal de que estamos bem hidratados”, diz significa misturar em água, Cláudio Luders, nefrologista do Hospital deixar menos concentrado. das Clínicas, em São Paulo. [...] Gabriela Portilho. Por que o xixi muda de cor? Mundo estranho, São Paulo, 19 ago. 2016. Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/saude/por-que-o-xixi-muda-de-cor/>. Acesso em: 17 out. 2017.

a) De acordo com o texto, é importante checar a cor de nossa urina todos os dias? Por quê? Sim, porque a mudança de coloração da urina pode indicar a presença de alguma doença ou indicar se estamos ou não estamos bem hidratados.

b) Os médicos recomendam beber bastante líquido no decorrer do dia. Associe a recomendação médica com a composição da urina. A urina é formada, em grande parte, por água. A água, por sua vez, ajuda a diluir e eliminar as substâncias tóxicas que devem ser retiradas do corpo.

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ma urinário. Ressaltar a importância dos rins para a limpeza do organismo e a formação da urina. Aproveitar o assunto para falar da importância da água para o sistema urinário e para a saúde dos rins. Ao tomar mais líquido, urinamos mais e, com isso, aumentamos a probabilidade de expulsar eventuais bactérias que estejam no canal da uretra, prevenindo-nos, assim, de infecções urinárias. Esclarecer que grande parte do sangue é formada por água. Durante o processo de filtragem, que acontece nos rins, os componentes úteis ao organis-

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mo presentes no sangue que entrou nos rins voltam para a circulação sanguínea, e as impurezas, misturadas à água, formam a urina, que é expelida do corpo. Assim, os alunos podem perceber, mais uma vez, que os diferentes sistemas do corpo agem em conjunto para o funcionamento do organismo e para a manutenção da saúde. O texto sugerido na seção Ampliação pode ser trabalhado em sala de aula; ele ajuda a compreender as relações entre a função de urinar e o trabalho do sistema nervoso e dos músculos.

MESQUITA, F. Almanaque de puns, melecas e coisas nojentas. São Paulo: Panda, 2003. p. 140-141.

CONEXÕES Para o professor: Site • SILVA, Maria Antonieta Gonzaga. Conhecendo nossa excreção. Brasília, DF: Portal do Professor, 17 nov. 2010. Disponível em: <http://livro.pro/2pxhrr>. Acesso em: 6 nov. 2017. O link apresenta uma sugestão de sequência didática, cuja atividade prática usa materiais simples e pode ser realizada em sala de aula. Essa atividade ajuda na compreensão da função de alguns órgãos do sistema urinário, por analogias simples.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Desidratação.

A DESIDRATAÇÃO A água é essencial para o funcionamento do sistema urinário e do organismo como um todo. Conheça algumas funções da água no nosso corpo.

FUNÇÕES DA ÁGUA

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Ajuda a prevenir prisão de ventre.

Ajuda a regular a temperatura do corpo.

• Reconhecer a importância da água para o corpo. • Compreender que certas situações podem fazer o corpo perder muita água, levando a um quadro de desidratação.

Lubrifica as articulações. Ajuda a converter alimento em energia. Remove toxinas.

Ajuda a transportar nutriente e gás oxigênio para as células.

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Ajuda a proteger órgãos vitais e tecidos.

Ajuda no funcionamento dos rins e do fígado, auxiliando na eliminação de resíduos.

Ajuda a dissolver sais minerais e outros nutrientes.

85% do sangue

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22% dos ossos

DIGITAL STORM/SHUTTERSTOCK.COM

PAWEL GRACZYK/SHUTTERSTOCK.COM

JESADA SABAI/SHUTTERSTOCK.COM

75% do cérebro

POTAPOV ALEXANDER/SHUTTERSTOCK.COM

Mais da metade do organismo é composto por água. A água constitui:

75% dos músculos

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Em certas situações em que o corpo perde muita água, a pessoa pode ficar desidratada. Ao abordar esse assunto, é importante dizer que o soro (caseiro ou aquele pronto distribuído nas unidades de saúde) só deve ser tomado em caso de necessidade. Explorar o infográfico com os alunos. Ao falar sobre a medi-

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da-padrão para produzir o soro, ressaltar que ela pode ser obtida em postos de saúde, como indica o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), cuja principal missão é assegurar que cada criança e cada adolescente tenha seus direitos humanos integralmente cumpridos, respeitados e protegidos. Essa organização internacional começou a atuar no Brasil em 1950, e, desde então, trabalha em parceria com governos municipais, estaduais e federal, sociedade civil, grupos religiosos, organizações não governamentais, mídia, setor privado e

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Desidratação Por diarreia (comum)

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Para o professor: Site • UNICEF BRASIL. Disponível em: <http://livro.pro/tbxiod>. Acesso em: 6 nov. 2017.

Sintomas: • Olho fundo • Boca seca Tratamento: • Ingestão de água, chá, suco e água de coco

Tratamento: • Leite materno ou soro oral

Desidratação Desidratação é uma doença potencialmente grave que se caracteriza pela baixa concentração não só de água, mas também de sais minerais e líquidos orgânicos no corpo, a ponto de impedir que ele realize suas funções normais. A enfermidade pode ser secundária a diarreias agudas e afetar pessoas de todas as idades, mas é mais perigosa para as crianças (especialmente recém-nascidos e lactentes) e para os idosos.

CONEXÕES

Por calor (incomum)

Sintomas: • Moleira funda • Olho seco / Choro sem lágrima • Boca seca

AMPLIAÇÃO

VARELLA, Drauzio. Desidratação. Disponível em: <https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/ desidratacao/>. Acesso em: 13 nov. 2017.

ARTE/G1

Em certas situações, no entanto, o corpo perde muita água, deixando a pessoa debilitada. Esse quadro é chamado de desidratação. A causa de desidratação mais comum é diarreia ou vômito intensos. A exposição prolongada ao calor também pode causar a desidratação do organismo. Em caso de desidratação, uma forma de repor a água perdida pelo organismo é a ingestão de soro oral. Esse soro pode ser feito em casa, sendo uma mistura de água, sal e açúcar. Porém, se a quantidade de sal e açúcar adicionados na água não for correta, a ingestão dessa mistura pode prejudicar ainda mais o organismo do doente. Por isso, o Ministério da Saúde adverte: o soro caseiro contra desidratação só é recomendado em caso de emergência e deve-se ficar atento às quantidades corretas de sal e de açúcar adicionados à água! Para evitar que as pessoas tomem soro feito de maneira errada, os postos de saúde distribuem um preparo pronto.

Recomendações para o uso do soro oral:

1L Dissolver todo o pó de um envelope em um litro de água potável ou fervida.

Não colocar açúcar nem sal no soro.

Não fervê-lo depois de pronto.

Usá-lo em até 24 horas. Após esse prazo, jogar fora o que sobrou e preparar mais um litro.

Modo de preparo do soro caseiro (em caso de emergência):

1 copo cheio (200 mL) de água limpa.

1 medida (a menor) rasa de sal.

2 medidas (a maior) rasas de açúcar.

SORO caseiro contra desidratação só é recomendado em caso de emergência. G1, São Paulo, 3 mar. 2011. Disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/03/soro-caseiro-contradesidratacao-so-e-recomendado-em-caso-de-emergencia.html>. Acesso em: 17 out. 2016.

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outras organizações internacionais para defender os direitos das crianças e dos adolescentes. Relacionar para os alunos as maneiras de evitar a desidratação:

• Beber bastante líquido, no decorrer do dia, e dar preferência à água (filtrada ou fervida). É muito comum esquecer-se de beber água; se necessário, pedir que alguém avise ou até mesmo fazer lembretes dos momentos de bebê-la. • Evitar a exposição direta ao sol nos dias muito quentes.

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• Não praticar exercícios físicos em horários com temperaturas mais altas. • Usar roupas leves que permitam a ventilação. • Lavar bem as mãos antes das refeições e antes e depois de usar o banheiro, para evitar a contaminação por microrganismos que causam diarreia. • Certificar-se de que os alimentos que serão ingeridos crus foram corretamente preparados, ou seja, eles devem ser lavados de maneira adequada com água limpa, livre de qualquer fonte de contaminação. 57

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Organização e funcionamento do

4.ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO que os alunos citem que não: mesmo DO CORPO HUMANO Espera-se fazendo frio ou calor, a temperatura do corpo permanece constante, em torno de 36 °C.

corpo humano.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer que o corpo humano é formado por um conjunto de sistemas que agem de forma integrada para garantir o funcionamento do organismo.

A temperatura do ambiente pode variar muito, de acordo com o horário do dia, o local e a estação do ano. E a temperatura do seu corpo, você já percebeu se ela varia tanto quanto a do ambiente? Podemos identificar, no corpo, diferentes níveis de organização. Veja o esquema a seguir.

NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO DO CORPO HUMANO 1. O corpo humano é formado por células. As células são estruturas microscópicas que realizam as funções básicas do organismo. No corpo humano há mais de 200 tipos de células.

2. Grupos de células semelhantes formam tecidos.

Célula muscular. Tecido muscular.

3. Os órgãos são estruturas formadas por diferentes tipos de tecidos, sendo que cada tecido tem uma função específica. No estômago, por exemplo, há tecidos formados por células que produzem substâncias digestivas e tecidos formados por células musculares, entre outros. A principal função do estômago é a digestão.

Camada de tecido muscular

Estômago. Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Elaborado com base em: Gerard J. Tortora e Sandra R. Grabowski. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 3.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Estas páginas procuram reforçar a noção do funcionamento em conjunto do corpo humano. Além das conexões feitas no livro, deve-se ficar atento às diversas oportunidades de fazer essas integrações durante as aulas (não só no tema do corpo humano, mas em todos os demais). Não há intenção de que os

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alunos memorizem os níveis de organização do corpo, mas que comecem a perceber a ligação que há entre as partes desse todo. Recordar com os alunos o que são órgãos, de que são feitos, de que maneira um órgão se relaciona com outro etc. Pedir que eles citem nomes de vários órgãos e montar uma lista na lousa de acordo com os sistemas a que pertencem. A intenção é a de os alunos compreenderem que cada sistema do corpo

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CONEXÕES

Nosso corpo é formado por um número muito grande de células vivas. Elas precisam de gás oxigênio, água e nutrientes. Essas necessidades são atendidas quando respiramos, comemos e tomamos água. Como você já estudou, os gases e os nutrientes são transportados pelo sistema cardiovascular. Os resíduos que as células produzem são eliminados do corpo principalmente pela urina, via sistema urinário. Todos os níveis de organização do corpo humano contribuem para manter as condições do organismo estáveis, ainda que ocorram mudanças dentro e fora do corpo. O corpo é capaz de, por exemplo, manter níveis adequados de nutrientes no sangue, inclusive nos intervalos em que não nos alimentamos. Outro exemplo é a capacidade de manter a temperatura constante mesmo quando a temperatura do ambiente varia. Conforme envelhecemos, o corpo vai perdendo a capacidade de se estabilizar e reparar partes danificadas. Há sinais que o organismo apresenta ao envelhecer: a pele se torna enrugada e ocorre diminuição da força muscular, por exemplo. Quando o organismo não consegue mais se manter estável, ocorre a morte.

Para o professor: Site • UMA VIAGEM pelos sentidos. Nova Escola Clube: planos de aula. Disponível em: <http://livro.pro/erozor>. Acesso em: 6 nov. 2017. O link apresenta a sugestão de uma prática pedagógica que aborda os diferentes sistemas do corpo humano e busca despertar no aluno a percepção do todo.

1. Os elementos a seguir formam um organismo. Tecidos

Células

Sistemas

Órgãos

• Liste-os do mais simples para o mais complexo. Células; tecidos; órgãos e sistemas.

4. Órgãos relacionados, em conjunto, formam um sistema. Cada sistema realiza determinadas funções.

Estômago

5. Os sistemas atuam juntos para manter todo o organismo em funcionamento. Note como o corpo trabalha em conjunto: para obter energia, as células utilizam o gás oxigênio captado pelo sistema respiratório e os nutrientes captados pelo sistema digestório. O sistema cardiovascular distribui essas substâncias para as células e recolhe seus resíduos. Parte dos resíduos, por sua vez, é eliminada pelo sistema urinário.

Organismo.

ILUSTRAÇÕES: MAAL ILUSTRA

Sistema digestório.

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é responsável por uma função e que todos agem em conjunto para manter a saúde do organismo. Nesse momento, vale retomar as funções dos sistemas estudados até o momento: sistema digestório, sistema respiratório, sistema cardiovascular e sistema urinário. É possível também recordar o papel dos sistemas nervoso e endócrino na coordenação do corpo.

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ATIVIDADE Escolher fotografias de pessoas em diversas atividades (praticando esportes, se alimentando, estudando etc.) e pedir à classe que explique quais sistemas estão sendo requisitados em cada situação. Ao final, comentar que todos os sistemas funcionam ao mesmo tempo no corpo, uns mais ativos do que outros, dependendo da situação.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • • • •

Sistema cardiovascular. Coração e circulação do sangue. Sistema urinário. Organização e funcionamento do corpo humano.

ATIVIDADES

1. Em uma aula de Ciências, o professor trouxe do açougue um coração de boi para que os alunos estudassem suas estruturas. Ao cortar o coração ao meio, os alunos observaram “buracos” no interior do órgão. Pensando nisso, responda às questões. a) O que são os “buracos” do coração do boi? Eles também existem no coração humano? Os “buracos” são as cavidades do coração, que também existem no coração humano.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

b) O que havia no interior dos “buracos” do coração do boi enquanto ele estava vivo?

• Na seção Atividades procuramos ex-

plorar todas as expectativas de aprendizagem trabalhadas na unidade a fim de sistematizar os conceitos principais.

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos tenham compreendido que as células são estruturas microscópicas que realizam as funções básicas do organismo. Células com mesma função formam um tecido, e tecidos se agrupam para formar órgãos. Os órgãos são estruturas que, em conjunto, formam um sistema. Cada sistema realiza determinadas funções.

Havia sangue.

2. É correto afirmar que a única função do sistema urinário é eliminar a água do corpo por meio da urina? Justifique. Não, pois o sistema urinário também

filtra e remove os resíduos do sangue.

3. Escreva um texto relacionando as figuras a seguir.

Células.

ENCAMINHAMENTO • Atividade 1. A proposta desta ativi-

dade pode ser feita na prática com os alunos, como sugerido na seção + Atividade a seguir. Se a atividade prática for realizada, ela pode fornecer bases para as questões dos itens a e b. Lembrar aos alunos que, como o boi e o ser humano são mamíferos, o sistema cardiovascular de ambos é parecido. • Atividade 2. Além de eliminar a água do corpo, por meio da urina, o sistema urinário também filtra e remove os resíduos do sangue. É importante que os alunos saibam que a urina é composta em grande parte por água, mas não apenas por ela. A água, nesse caso, serve para diluir as substâncias que precisam ser eliminadas do corpo. • Atividade 3. Espera-se que os alunos tenham compreendido que as células são estruturas microscópicas que realizam as funções básicas do organismo. Células com mesma função formam um

ILUSTRAÇÕES: MAAL ILUSTRA

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Órgãos. Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Sistema.

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tecido, e tecidos se agrupam para formar órgãos. Os órgãos são estruturas que, em conjunto, formam um sistema. Cada sistema realiza determinadas funções.

• Atividade 4. Essa é uma boa oportu-

nidade para conversar sobre os cuidados com o sistema cardiovascular. Incentivar os alunos a citar algumas atitudes que podem cooperar para a manutenção da saúde desse sistema.

• Atividade 5. O texto deve servir de ponto de partida para a discussão sobre o funcionamento do corpo. Todos

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os sistemas devem agir de forma integrada para o bom funcionamento do organismo. Permitir que os alunos troquem ideias entre eles e apliquem o que aprenderam até o momento sobre os sistemas do corpo humano. Explicar que a fraqueza, quando ficamos muito tempo sem comer ou beber, decorre do fato de as reservas energéticas do corpo estarem sendo consumidas. Se ficarmos muito mais tempo sem comer ou beber, as reservas se esgotam, e as células do corpo começam a entrar em colapso, pois elas precisam de energia para con-

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4. Complete a tabela com as principais funções de cada parte indicada.

Para o aluno: Jogo • ESCOLA GAMES. Corpo humano. Disponível em: <http://livro.pro/yws9er>. Acesso em: 13 nov. 2017.

SISTEMA CARDIOVASCULAR Sangue

Transportar substâncias, como nutrientes e gases respiratórios, por todo o corpo.

Coração

Impulsionar o sangue pelo corpo por meio de seus batimentos.

Vasos sanguíneos

PARADA PARA AVALIAÇÃO

Conter e conduzir o sangue que circula pelo corpo.

5. Leia o texto. Depois, com um colega, reflita sobre as questões a seguir e proponha respostas. A energia que obtemos é proveniente de reações químicas que acontecem

entre os nutrientes dos alimentos e gás oxigênio. Sendo assim, os sistemas digestório e respiratório são responsáveis pela nutrição do organismo.

SE PARARMOS DE COMER OU BEBER, MORREMOS? Primeiro nos sentiremos muito cansados, depois podemos morrer, sim. Se não bebermos nada, o corpo para de funcionar. Ele também tem necessidade de alimento. Os alimentos fornecem energia para a vida e para crescermos fortes. Ricardo Lísias (Trad). Meu 1o Larousse dos porquês. São Paulo: Larousse do Brasil, 2004. p. 65.

a) Por que vocês acham que, se pararmos de comer ou beber, primeiro nos sentiremos cansados?

As atividades dessas páginas podem ser usadas para avaliar se os alunos compreenderam os conceitos apresentados. Verificar a forma como cada aluno resolve as atividades propostas e aproveitar para desfazer equívocos e tirar dúvidas. É importante identificar as dificuldades dos alunos para ajudá-los da melhor maneira possível. A atividade 5 permite avaliar se os alunos trabalham de forma colaborativa para responder às questões propostas. Além disso, essa atividade relaciona os sistemas estudados, permitindo avaliar se os alunos reconhecem a integração entre os diversos sistemas para o funcionamento adequado do organismo.

b) Por que podemos considerar os sistemas digestório e respiratório responsáveis pelo processo de nutrição do organismo? c) Qual é a relação entre o funcionamento do sistema cardiovascular, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos? Sem o sistema cardiovascular, os nutrientes e o gás oxigênio não

chegariam às células do corpo e também não seriam eliminados delas os resíduos que sobram do processo de nutrição, como a ureia, substância que é eliminada pelo sistema urinário.

FIQUE LIGADO Turma da Mônica: descobrindo o corpo humano, de Mauricio de Sousa. São Paulo: Melhoramentos. Escrito em versos, o livro busca apresentar, por meio dos personagens da Turma da Mônica, informações sobre o corpo humano. A fraqueza que sentimos quando ficamos muito tempo sem comer ou beber decorre do fato de as reservas energéticas do corpo estarem sendo consumidas. Se ficarmos um período muito longo sem comer ou beber, as reservas se esgotam, e as células do corpo começam a entrar em colapso, pois elas precisam de energia para continuar funcionando.

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tinuar funcionando. Recordar com os alunos que a energia é proveniente de reações químicas que acontecem entre os nutrientes dos alimentos e gás oxigênio. Sendo assim, os sistemas digestório e respiratório são responsáveis pela nutrição do organismo. Contudo, sem o sistema cardiovascular, os nutrientes e o gás oxigênio não chegariam às células do corpo e também não seriam eliminados delas os resíduos que são produzidos no processo de nutrição, como a ureia, substância que é eliminada pelo sistema urinário. Isso nos dá um panorama de

© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.

a

CONEXÕES

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que os sistemas do corpo precisam agir em conjunto e de forma integrada para manter o corpo funcionando adequadamente. Conduzir a conversa dos alunos de forma que eles organizem as ideias e estabeleçam as conexões entre os diversos sistemas do corpo, justificando a relação entre eles.

ATIVIDADE Levar os alunos ao laboratório, se possível, e mostrar a eles um coração bovino. Distribuir luvas descartáveis e aventais e permitir que eles toquem no órgão para

perceber sua textura. Fazer um corte longitudinal no órgão, de forma que seja possível observar as câmaras internas e os vasos sanguíneos. É importante que o órgão seja manuseado, bem como todos os cortes necessários sejam feitos por um adulto, evitando que os alunos se acidentem com objetos cortantes. De volta à sala de aula, pedir aos alunos que descrevam o que observaram e comentem suas impressões. Retomar o esquema do coração e rever os principais conceitos presentes na figura: câmaras internas do órgão e vasos sanguíneos.

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• Doação de órgãos e tecidos.

NOVAS PERGUNTAS

EDITORIA DE ARTE

PRINCIPAIS CONCEITOS

O QUE É DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS? EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer a importância da doação de órgãos e tecidos.

Quando uma peça do seu computador ou video game estraga, é preciso trocá-la por uma que funcione, nova ou usada. Com o nosso corpo é parecido: quando um órgão para de funcionar, em alguns casos é possível substituí-lo. Esse procedimento de troca é chamado de transplante e, por meio dele, milhares de pessoas podem ser salvas. O transplante é um procedimento médico muito mais complexo do que a troca de uma peça de computador. Ele é feito com órgãos e tecidos doados por outra pessoa – o doador. Algumas vezes, é possível doar órgãos ou tecidos em vida. Em outros casos, a estrutura é obtida de uma pessoa falecida. Se alguém quiser se tornar doador após seu faÓRGÃOS E TECIDOS QUE lecimento, não é necessário PODEM SER DOADOS deixar documento por escrito. Cabe aos familiares autorizar a retirada de órgãos, desde que a morte Córneas encefálica do paciente tenha sido constatada. As doações feitas em Coração vida ocorrem após avaliação médica do doador. Os órgãos e tecidos que podem ser retirados em vida são Ossos rim, tecidos do pâncreas, Pulmões parte do fígado, parte do pulmão, medula óssea, pele Fígado e sangue. Morte encefálica: morte com base na ausência de todas as funções neurológicas.

Pâncreas

Rins

MAAL ILUSTRA

Elaborado com base em: Ricardo Vieira dos Santos Paiva. A necessidade da doação de órgãos. Nova Escola Clube: planos de aula. Disponível em: <http:// rede.novaescolaclube.org.br/planos-deaula/necessidade-da-doacao-de-orgaos>. Acesso em: 18 out. 2017.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Essas páginas tratam de um assunto bastante importante e também delicado: a doação de órgãos e tecidos. Recordar com os alunos os diferentes tipos de sangue e ressaltar que as pessoas podem doar parte do seu sangue sem prejudicar a saúde, pois o corpo é capaz de repor determinadas quantidades per-

didas. Além do sangue, outros tecidos e órgãos podem ser doados. O assunto abordado permite o trabalho integrado com Matemática ao solicitar que os dados sejam organizados em uma tabela e na análise dos resultados. Elementos da área da Língua Portuguesa e da Arte são requisitados na produção final dos alunos, que também possibilita que eles usem recursos tecnológicos (se disponíveis) na produção e divulgação de uma campanha de doação de sangue. É importante que os alunos saibam que há tecidos e órgãos que podem ser

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doados em vida. Mas para tanto são necessários vários exames que comprovem que o doador é compatível com o receptor para diminuir as chances de rejeição.

• Atividade da seção Vamos além. Organizar a classe em grupos pequenos, de 3 ou 4 alunos. A doação de órgãos e de tecidos é uma questão de cidadania, e a campanha em favor da doação de sangue, sugerida nessa seção, é uma boa oportunidade para envolver toda a comunidade escolar. É possível trabalhar o tema “Doação de sangue” com as aulas de Língua Portuguesa e Arte.

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CONEXÕES Para o professor: Site • PORTAL BRASIL. Informe-se sobre o processo de doação de órgãos e tecidos. 30 jun. 2014. Saúde. Disponível em: <http://livro.pro/ysgs3w>. Acesso em: 6 nov. 2017. • PRÓ-SANGUE: Hemocentro de São Paulo. Requisitos básicos para doação de sangue. São Paulo. Disponível em: <http://livro.pro/wsqu5h>. Acesso em: 7 nov. 2017. Diversas informações sobre os requisitos e os impedimentos para ser doador de sangue.

1. O sangue não é igual em todas as pessoas. Por isso, diz-se que cada pessoa tem um tipo sanguíneo específico. No sistema ABO, por exemplo, há os tipos de sangue A, B, AB e O. Para doar e receber sangue, é preciso conhecer o próprio tipo sanguíneo. a) Qual é o seu tipo sanguíneo? Se não souber, pergunte a seus responsáveis. Resposta pessoal. b) Em sala de aula, o professor vai registrar na lousa o tipo sanguíneo de todos os alunos. Monte uma tabela no caderno e responda às questões. • Qual é o tipo sanguíneo mais comum na classe? Respostas pessoais. • Qual é o tipo sanguíneo mais raro na classe?

ARMANDINHO, DE ALEXANDRE BECK.

VAMOS ALÉM

Alexandre Beck. Armandinho. Disponível em: http://tirasarmandinho.tumblr.com/post/112823771499/ tirinha-original>. Acesso em: 4 dez. 2017.

Ser doador de sangue é um ato de cidadania e amor ao próximo. No entanto, há algumas regras para ser doador de sangue. • Em grupo, pesquisem em livros, revistas e na internet sobre o que é necessário para ser um doador de sangue e quais pessoas não podem doar. Depois, compartilhem as descobertas com os outros grupos da classe. • Com o objetivo de esclarecer às pessoas da escola e da família sobre esse assunto, criem cartazes ou produzam vídeos (com a câmera do celular, por exemplo) com as principais informações que a turma pesquisou. Elaborem uma campanha de doação de sangue. O professor vai escolher o dia e o melhor lugar para divulgar o material. Se houver possibilidade, divulguem a campanha nas redes sociais e no blogue da escola.

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Os alunos podem, por exemplo, pintar camisetas com mensagens e figuras, incentivando a doação de sangue. Orientá-los a trabalhar com frases criativas. As camisetas podem ser presenteadas a adultos, como familiares ou amigos. Caso julgar interessante, é possível ampliar a atividade para que os alunos pesquisem não apenas sobre a doação de sangue, mas também sobre a doação de outros tecidos e órgãos. Incentivar os alunos a relatar experiências já vividas por eles sobre esse assunto.

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Ressaltar que a doação de tecidos e órgãos é um ato de cidadania que pode salvar muitas vidas. De acordo com a legislação brasileira que regulamenta as normas técnicas a serem aplicadas em todos os bancos de sangue do país, o menor de idade só pode doar sangue em situações especiais, quando a doação se torna imprescindível. Nesse caso, deve haver solicitação médica e autorização, por escrito, dos pais ou responsáveis. (Fonte das informações: Fundação Pró-Sangue.)

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• • • •

UNIDADE

Transformação da Terra.

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E VOLUÇÃO DA VIDA

Seres vivos e seus ancestrais. História da Terra. Fósseis.

2. Lucy é o fóssil de um Australopithecus afarensis, do sexo feminino, com cerca de 20 anos de idade e 1,20 metro de altura. Foi encontrada na Etiópia, em 1974. Esse fóssil deve ter mais de 3 milhões de anos. Os alunos podem apontar como diferenças: corpo coberto por pelos, maxilar maior. Como semelhanças: andar ereto, feições tipicamente humanas, mãos com habilidade para pegar e manusear objetos, entre outras.

ILOLAB/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

KATIE FALKENBERG/LOS ANGELES TIMES/G

ETTY IMAGES

1

Na fotografia 1: paleontólogos desenterram um esqueleto na Califórnia, Estados Unidos, 2014; na fotografia 2: fóssil do esqueleto conhecido como Lucy; na fotografia 3: reconstrução da aparência física de Lucy, modelo construído de acordo com as partes encontradas de seu esqueleto.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Neste nível, os alunos podem compreender que seres que viveram no passado já não vivem mais atualmente, e, também, que a vida se originou de uma forma ancestral muito simples. Informar que, na Terra, já houve animais e plantas bastante diferentes dos que existem hoje. Fazer perguntas como: “A vida sempre existiu em nosso planeta?”; “Os continentes sempre ocuparam as posições que ocupam hoje?”;

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“A espécie humana já existia na época dos dinossauros?”. É interessante que, ao verificar que os animais e as plantas mudaram ao longo do tempo, eles reconheçam que a espécie humana também sofreu modificações até chegar à forma atual. A partir desse fato, explorar as imagens da abertura da unidade com a classe. Aproveitar para desfazer ideias equivocadas e ainda presentes no imaginário de muitos, como a de que o ser humano descende de macacos. Salientar que seres humanos e macacos são animais aparentados, tendo um ances-

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tral comum, há muito tempo, no início de nossa história evolutiva.

• Atividade 1. Muitos pesquisadores se ocupam em estudar o passado do planeta. Explicar aos alunos o significado da profissão de paleontólogos e arqueólogos. Paleontólogos estudam as espécies que já existiram no planeta, principalmente a partir dos fósseis. Já os arqueólogos se ocupam da história humana, trabalhando em busca de vestígios de sociedades antigas para compreender sua cultura e seu modo de vida.

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RECURSOS PEDAGÓGICOS

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Os recursos pedagógicos utilizados nesta unidade são:

• • • • • •

Fotografia. Ilustração. Mapa. Esquema. Tabela. Charge.

CONEXÕES

IMAGES

LIBRARY/GETTY IMAGES

Para o aluno: Livro • CARTELLE, Cástor. Os meninos da planície: histórias de um Brasil antigo. São Paulo: Formato, 2001. APIC/RETIRED/HULTON ARCHIVE/GETTY

JOHN READER/SCIENCE PHOTO

3. Resposta pessoal. Provavelmente alguns vão dizer que as espécies de seres vivos modificaram ao longo do tempo.

1. Arqueólogos estudam a espécie humana em suas culturas e costumes passados. Paleontólogos estudam a vida no passado da Terra e seu desenvolvimento ao longo do tempo geológico. Ambos estudam o passado, baseados em escavações e coletas de artefatos antigos.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Você conhece as profissões de arqueólogo e paleontólogo? O que fazem esses profissionais? 2. Por meio de partes do esqueleto, em algumas situações, cientistas conseguem fazer a reconstituição de um corpo. A imagem 3 mostra como seria Lucy, um fóssil encontrado na África em 1974. Compare-a com os seres humanos modernos. Quais são as diferenças? Quais são as semelhanças? 3. Na sua opinião, as espécies de seres vivos sempre foram da forma como as conhecemos hoje ou mudaram ao longo do tempo?

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ATIVIDADE Uma sugestão para iniciar a unidade é assistir com a classe a uma das animações da sequência A Era do Gelo (2002), A Era do Gelo 2 (2006), A Era do Gelo 3 (2009), A Era do Gelo 4 (2012) ou A Era do Gelo 5: o Bing Bang (2016), cujos protagonistas – Manny, Sid e Diego – são mamíferos pré-históricos. Os animais do passado costumam despertar o interesse dos alunos. Aproveitar essa curiosidade para explorar outros filmes, além de livros, sites e revistas sobre

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esses animais já extintos. Perguntar aos alunos: “O que notam de semelhante e de diferente entre os animais do passado e os animais atuais? E entre as plantas? E no ambiente?”. Algumas das ideias mais importantes, embutidas nesta primeira exploração dos seres do passado, são:

• Muitas formas de vida que já habitaram o planeta desapareceram completamente. • Podemos notar semelhanças entre os seres do passado e os seres atuais. 65

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PRINCIPAIS CONCEITOS

1.A TRANSFORMAÇÃO DA TERRA Estima-se que a Terra tenha por volta de 4,5 bilhões de anos. Sim, o planeta sofre • Qual é a idade do planeta Terra? modificações ao longo do tempo.

• Transformação da Terra.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Saber que o planeta Terra passou por diversas transformações ao longo de sua existência.

• Você acha que, assim como acontece com as pessoas, o planeta vai sofrendo modificações ao longo do tempo?

Sabemos pouco a respeito do início da vida em nosso planeta, já que é difícil encontrar vestígios dos primeiros seres vivos. Mas cientistas, como paleontólogos, arqueólogos e muitos outros, estudam a Terra tentando encontrar pistas do que aconteceu no passado. Por meio de suas pesquisas, sabemos que o nosso planeta é muito antigo: surgiu há cerca de 4,5 bilhões de anos, a partir de poeira, rocha e gases do espaço. Durante grande parte da sua existência, a Terra foi um planeta sem vida. Sua superfície era muito quente, coberta de material incandescente. A Terra era tão quente que a água se mantinha sob a forma de vapor. Além disso, na atmosfera da Terra primitiva existiam muitos gases tóxicos. Incandescente: queimando, em chamas. MARK GARLICK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/SPL RF/LATINSTOCK

Representação da Terra primitiva.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Ao trabalhar as questões iniciais, considerar que a idade do planeta Terra (4,5 bilhões de anos) é um número bastante grande e nem sempre compreendido pelos alunos. Comentar que o planeta é mais antigo do que qualquer outra coisa que exista nele, uma vez que todas essas coisas surgiram depois de a Terra ter sido

formada. Por meio da comparação das mudanças físicas que ocorrem às pessoas no decorrer dos anos, explicar que o planeta também sofreu modificações ao longo do tempo, muitas das quais permitiram a existência da vida da forma como a conhecemos. Porém, a maioria dessas mudanças ocorre muito lentamente, em milhões de anos. Comentar que a Terra ainda está mudando, o que pode ser percebido pelas alterações no clima, pelo surgimento ou desaparecimento de uma ilha, pelos terremotos. O terremoto e o vulcanismo, por exemplo,

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causam mudanças rápidas e drásticas no planeta. Esse assunto permite a integração com Geografia. Ao explorar com os alunos a imagem, ressaltar que as mudanças que foram acontecendo na superfície terrestre tiveram reflexos na atmosfera do planeta. Ressaltar os aspectos históricos e salientar que todas essas modificações aconteceram ao longo de milhões de anos. É importante lembrar que a litosfera (parte sólida do planeta), a hidrosfera (parte formada pelos oceanos, rios e lagos) e a atmosfera (parte gasosa da Terra)

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1. Leia o diálogo e observe os mapas. Depois, responda às questões.

Ana, você sabia que os continentes da Terra já estiveram juntos em um grande bloco chamado Pangeia?

I

A

N

A P

Não é possível, Bruna! Os continentes não podem se mexer!

Para o aluno: Site • CARNEIRO, Júlia Dias. Preciso levar essa ideia adiante. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, 8 ago. 2010. Disponível em: <http://livro.pro/ gaydwk>. Acesso em: 14 nov. 2017.

P A N T A LA S SA

G

E

ESTÚDIO ORNITORRINCO

TERRA HÁ CERCA DE 255 MILHÕES DE ANOS.

Para o professor: Site • BRANCO, Pércio de Moraes. Breve história da Terra. CPRM: Serviço Geológico do Brasil, 3 dez. 2016. Disponível em: <http://livro.pro/nwidkj>. Acesso em: 14 nov. 2017.

TE

TH

Y MAPAS: ALLMAPS

S

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CONEXÕES

Com o passar do tempo (muitos milhões de anos!) o planeta foi se resfriando. Com temperaturas mais baixas, a água líquida foi se acumulando e, assim, os oceanos começaram a se formar. Os cientistas supõem que foi nessa época, há quase 3,8 bilhões de anos, que surgiram os primeiros seres vivos. Não se sabe ao certo como eram esses seres vivos; é provável que eles fossem aquáticos, microscópicos e, como as bactérias, formados por uma única célula.

DIAS

Uma das evidências mais claras de que os continentes estiveram unidos um dia é o “encaixe” quase perfeito entre os litorais leste da América do Sul e oeste da África. ATUAIS. Outra evidência é a existência de fósseis de mesma espécie de animais e plantas em diferentes continentes. Isso também evidencia que os blocos de Terra estavam unidos no passado, já que os animais AMÉRICA EURÁSIA DO não conseguiriam atravessar os oceanos NORTE a nado, nem as plantas conseguiriam ÍNDIA AMÉRICA ÁFRICA CENTRAL chegar ao outro lado do oceano. AMÉRICA DO SUL

AUSTRÁLIA

ANTÁRTIDA

Fonte dos mapas: ATLAS geográfico escolar. Rio de janeiro: IBGE, 2012. p. 12. Disponível em: <http://biblioteca. ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv64669_ cap1.pdf>. Acesso em: mar. 2014.

a) O que mostram os planisférios da Terra? b) Será que Bruna está correta? Existiu mesmo a Pangeia? Os continentes se movimentam ao longo do tempo? Faça uma pesquisa em livros, revistas e na internet e registre as respostas para essas questões. As figuras mostram que os continentes mudaram de disposição ao longo do tempo. Cerca de 255 milhões de anos atrás, eles formavam um único bloco. Hoje, eles estão separados por imensos oceanos. D3-CIE-F1-1058-V5-U04-064-085-LA-G19.indd 67

são porções terrestres interdependentes. Uma das camadas da litosfera é líquida e está em constante movimento por causa das diferenças de pressão e temperatura. Os blocos sólidos acima dessa camada líquida ficam como se estivessem flutuando, o que justifica os movimentos continentais.

• Atividade 1 a. Há aproximadamente 255 milhões de anos os continentes formavam um único bloco. Hoje, eles estão separados por imensos oceanos. b. Uma das evidências mais claras de que

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os continentes estiveram unidos um dia é o “encaixe” quase perfeito entre os litorais leste da América do Sul e oeste da África. Outra evidência é a existência de fósseis de mesma espécie de animais e plantas em diferentes continentes. Isso também evidencia que os blocos de terra estavam unidos no passado, já que os animais não conseguiriam atravessar os oceanos a nado nem as plantas conseguiriam chegar ao outro lado do oceano. Esse assunto permite a integração com a Geografia. Ao explorar os mapas

com os alunos, ressaltar que todas essas mudanças aconteceram ao longo de milhões de anos. Atentar para o fato de que os movimentos continentais continuam ocorrendo nos dias de hoje, já que a superfície do planeta é dinâmica. Pode não ser simples para os alunos entender que os continentes – a terra firme abaixo de nossos pés – estão em movimento. Essa noção de dinâmica do planeta é fundamental para que eles compreendam conceitos de Geologia, que serão apresentados em anos posteriores.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

2.OS SERES VIVOS E SEUS ANCESTRAIS Se os primeiros seres vivos da Terra eram microscópicos, como podemos explicar a existência de tantos outros seres vivos diferentes, como os que vemos hoje? É provável que alguns alunos se refiram à evolução.

• Seres vivos e seus ancestrais.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender que os conhecimentos sobre o passado dependem de pistas e de evidências interpretadas por estudiosos, como paleontólogos e arqueólogos. • Perceber que o planeta nem sempre abrigou vida e que os primeiros seres vivos eram organismos muito simples.

Muitos cientistas tentaram responder a essa questão. A explicação mais aceita é a de que os primeiros seres vivos deram origem a descendentes que apresentavam pequenas diferenças. Estes, por sua vez, também originaram alguns descendentes com outras pequenas diferenças. Essas pequenas modificações, no decorrer do tempo e ao longo de muitas gerações, originaram os diferentes grupos de seres vivos. Por esse processo – chamado evolução – surgiram todos os organismos que vivem ou já viveram na Terra. Veja alguns seres que viveram em diferentes épocas do planeta. A grande maioria desses seres já foi extinta, ou seja, desapareceu. Há cerca de 500 milhões de anos Nessa época ocorreu grande diversificação da vida nos mares. Alguns animais tinham semelhanças com espécies atuais. Outros, no entanto, não tinham nada parecido com as espécies modernas e extinguiram-se sem deixar descendentes. Na imagem, trilobites, animais marinhos do mesmo grupo dos insetos e dos crustáceos atuais.

EBER EVANGELISTA

Há cerca de 200 milhões de anos Época em que viveram os dinossauros, répteis que dominaram o ambiente de terra firme. Havia dinossauros pequenos, do tamanho de uma galinha, e outros gigantescos, com mais de 10 metros de altura, como o tiranossauro mostrado na imagem. Acredita-se que o ancestral das aves tenha vivido nesse período.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Na questão inicial, é provável que alguns alunos se refiram à evolução. Quando se fala em evolução dos seres vivos, é sempre bom ter em mente a escala de tempo em que os fenômenos adaptativos ocorrem. Uma importante pergunta pode partir dos alunos ao tratar de evolução: “Se não havia vida nos primórdios da Terra, como surgiu o

primeiro ser vivo? De onde ele veio?”. O surgimento dessa questão é muito saudável e é um indicativo de que os alunos estão fazendo inferências e raciocinando além do que lhes é apresentado. Existem algumas explicações científicas para isso. De forma simplificada, uma delas diz que a vida poderia ter aparecido a partir da evolução química nas condições da Terra primitiva: compostos inorgânicos se combinaram, originando moléculas orgânicas. Estas, por sua vez, se combinaram formando outras mais complexas que, finalmente, deram ori-

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gem a estruturas com capacidade de se autoduplicarem (se reproduzirem) e com metabolismo próprio. Essas seriam as primeiras formas de vida do planeta. Explicar que a modificação dos seres vivos e o surgimento de espécies mais complexas levaram milhões de anos para acontecer. Durante a leitura do infográfico, perguntar se todos os alunos sabem o significado da palavra “ancestral” e esclarecer que ela quer dizer “antepassado”. Esclarecer que não há proporção entre os seres vivos representados nestas páginas.

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ATIVIDADE

1. O ambiente da Terra foi se modificando ao longo do tempo.

O tema da seção pode ser ampliado com uma atividade de pesquisa de notícias sobre animais e outras espécies que já existiram. Os alunos devem localizar a era que esses animais pertenceram. Verificar se as notícias possuem representações dessas espécies. Dessa forma pode ser feita uma linha do tempo, relacionando a existência desses animais em ordem cronológica. Chamar a atenção dos alunos para as questões abertas que a Ciência ainda não respondeu a respeito da origem da vida. Incentivar uma conversa, explicitando que os cientistas buscam evidências e fatos para explicar o que não foi vivenciado. Dizer que o conhecimento humano passa por aperfeiçoamentos e se desenvolve ao longo do tempo. Em outras palavras, a Ciência não é feita de verdades imutáveis, e sim construída pelo esforço conjunto de diversos pesquisadores, que se somam ao longo da história.

a) Será que é possível perceber essas mudanças acontecendo? b) A evolução ainda acontece nos dias de hoje? Sim. A evolução é um processo contínuo. Dificilmente vamos constatar o surgimento de uma nova espécie durante a nossa existência, pois esse é um processo lento, que acontece no decorrer de milhares de anos.

Há cerca de 37 milhões de anos Nessa época viveram os ancestrais de muitas plantas modernas. Os mamíferos e as aves se diversificaram. Na imagem, diatrima, uma ave que não voava. Tinha um poderoso bico e podia atingir 2 metros de altura.

Há cerca de 5 milhões de anos Expansão dos mamíferos de grande porte. Aparecimento dos ancestrais dos cavalos, dos elefantes, dos ursos e dos seres humanos. Época marcada por longos períodos glaciais. Na figura, um gliptodonte, mamífero com armadura que podia atingir o tamanho de um carro pequeno. Viveu há cerca de 2 milhões de anos.

CONEXÕES Para o professor: Site • ESCOLAS não dão destaque à evolução biológica. Com Ciência, 10 jul. 2004. Disponível em: <http://livro.pro/ gyzvgp>. Acesso em: 7 nov. 2017. Livro • BIZZO, Nelio. Darwin: do telhado das Américas à teoria da evolução. São Paulo: Odysseus, 2002. (Coleção Imortais da Ciência).

Elaborado com base em: SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL. Breve história da Terra. Disponível em: <http://www.cprm.gov.br/publique/ Redes-Institucionais/Rede-de-Bibliotecas---Rede-Ametista/CanalEscola/Breve-Historia-da-Terra-1094.html>. Acesso em: dez. 2017.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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Pedir aos alunos que observem com atenção a ilustração. Explicar que ela mostra também que a variedade de seres vivos foi aumentando ao longo do tempo, introduzindo, assim, as primeiras noções de evolução biológica. O tema, que por vezes é abordado na mídia (principalmente os dinossauros e o pesquisador Charles Darwin), deve ser tratado com cuidado, pois proliferam teorias equivocadas. As obras su-

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geridas na seção Conexões fornecem subsídios confiáveis para tratar desse tema. O infográfico destas páginas lida com unidades de tempo muito distantes da realidade dos alunos (milhões e bilhões de anos). É importante que eles estabeleçam relações de tempo quando se fala em evolução dos seres vivos – não é necessário que dimensionem exatamente os números, mas que saibam

que o tempo de que estamos falando é realmente longo em comparação a outros acontecimentos do cotidiano deles. Trabalhar com algumas datas históricas e o tempo que já se passou desde que elas aconteceram. Por exemplo: “Quando os portugueses chegaram ao Brasil?”; “Quanto tempo se passou desde essa data até os dias de hoje?”. Depois, comparar esses valores com os dados da ilustração.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • História da Terra.

M ÃO N A M ASSA

SUNS07BUTTERFLY/SHUTTERSTOCK.COM

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer alguns acontecimentos que marcaram o tempo geológico do planeta.

O nosso planeta tem uma longa história a ser contada. Pense, então, na história do Universo inteiro! São tantos, mas tantos bilhões de anos, que fica difícil imaginar. A criatividade do astrônomo estadunidense Carl Sagan (1934-1996) nos ajuda a ter uma ideia da imensidão do tempo que se passou desde o início do Universo até os dias de hoje. Em seu livro Os dragões do Éden, de 1977, Carl Sagan resumiu toda a história do Universo em apenas um ano, no que ele chamou de calendário cósmico. Sagan escreveu diversos livros O ano é a principal unidade de medida de Carl e produziu programas de TV para tempo utilizada por nós. Comemoramos nosso divulgar as principais ideias de ciências aniversário todo ano e iniciamos o ano escolar, como a Astronomia e a Física. por exemplo. A história da humanidade é contada em unidades maiores, como a década ou o século. Já a história do Universo se passa em um período tão grande que é difícil expressar em números. O calendário cósmico nos dá uma noção de tempo muito interessante. Nele, cada bilhão de anos corresponde a cerca de 24 dias. Vamos montá-lo?

NASA PHOTO/ALAMY/LATINSTOCK

O CALENDÁRIO CÓSMICO

M ATERIAL • Calendário de parede (de qualquer ano), com um pequeno espaço para escrever em cada dia • Uma folha de papel sulfite • Lápis grafite e lápis de cor para desenhar

PROCEDIMENTO A tabela mostra as datas dos principais eventos da história do Universo. Procurem as datas no calendário e escrevam o que aconteceu. Façam também um pequeno desenho para ilustrar cada evento no calendário.

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ENCAMINHAMENTO

dos eventos da história da Terra quando vistos por esse calendário. Essa atividade é muito rica, pois trabalha a ideia de proporção de forma bastante clara e interessante; além disso, pode ser realizada em conjunto com as aulas de Matemática.

Os temas transformação da Terra e evolução dos seres vivos podem ser enriquecidos com a atividade sugerida nestas páginas e permitem um trabalho integrado com História e Geografia.

O ano é a principal unidade de medida de tempo utilizada por nós. Comemoramos nosso aniversário todo ano e iniciamos um novo ciclo escolar ano a ano, por exemplo.

Explorar a tabela com os alunos. Geralmente, ficamos surpresos com a duração

A história da humanidade é contada em unidades maiores, como a década

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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Mês

Dia

CONEXÕES

Principais eventos

Para o professor: Site • PENA, Rodolfo Alves. Calendário cósmico. Brasil Escola. Disponível em: <http://livro.pro/6dnerk>. Acesso em: 14 nov. 2017.

Janeiro

1

Big Bang – a origem do Universo.

Maio

1

Origem da Via Láctea, a nossa galáxia.

9

Origem do Sistema Solar.

14

Formação da Terra.

25

Origem da vida na Terra.

12

Aparecimento das primeiras plantas que fazem fotossíntese.

1

A atmosfera começa a se tornar rica em gás oxigênio.

19

Surgimento dos primeiros vertebrados (peixes).

22

Surgimento dos primeiros anfíbios.

23

Surgimento das árvores e dos répteis.

24

Surgimento dos primeiros dinossauros.

26

Surgimento dos mamíferos.

28

Surgimento das primeiras plantas com flores e extinção dos dinossauros.

31

Surgimento dos primeiros humanos.

Setembro Novembro

Dezembro

• Usem a folha de sulfite para registrar os eventos do último dia de dezembro, marcando a hora. Fixem a folha no dia 31 de dezembro, no calendário, e a exponham na classe.

Dia 31 de dezembro – Hora

Principais eventos

22:30

Surgimento dos primeiros seres humanos.

23:46

O ser humano domina o fogo.

23:59:20

Desenvolvimento da agricultura.

23:59:51

Invenção do alfabeto.

24:00

Desenvolvimento da ciência e da tecnologia, primeiras viagens espaciais.

Elaborado com base em: Carl Sagan. Os dragões do Éden. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983; Arif Babul. The Cosmic Timeline. Universidade de Victoria. Disponível em: <http://visav.phys.uvic.ca/~babul/ AstroCourses/P303/BB-slide.htm>. Acesso em: out. 2017.

E então? Ficou surpreso com o fato de nós, seres humanos, sermos tão “novos” na história do Universo?

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ou o século. Já a história do Universo se passa em um período tão grande que é difícil expressar em números. Essa atividade foi elaborada com base na criatividade do astrônomo estadunidense Carl Sagan (1934-1996) e ajuda a ter uma ideia da imensidão de tempo que se passou desde o início do Universo até os dias atuais. Em seu livro Os dragões do Éden, de 1977, o astrônomo resumiu toda a história do Universo em apenas um ano, o qual ele chamou de calendário cósmico.

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Para o cálculo do calendário cósmico, assumimos que o Universo tem cerca de 15 bilhões de anos de existência. Dessa forma, cada bilhão de anos da Terra corresponde a mais ou menos 24 dias do ano cósmico, e um segundo tem aproximadamente 500 anos. Após a confecção do calendário, dizer aos alunos que podem sugerir outros acontecimentos importantes na história dos seres vivos e localizá-los no calendário.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

3.COMO INVESTIGAMOS O PASSADO?

Resposta pessoal. Espera-se que a maioria dos alunos responda que já assistiu a filmes sobre dinossauros e que acredite que esses animais eram e agiam exatamente da maneira mostrada no filme.

Você já assistiu a algum filme sobre dinossauros? Acredita que, na vida real, eles se comportavam e tinham a mesma aparência mostrada no filme?

• Fósseis.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer a importância dos fósFILME DE JOE JOHNSTON. JURASSIC PARK III. EUA. 2001.

seis para a compreensão do passado do planeta.

Ao ver a representação de um dinossauro em filmes, documentários ou museus, tendemos a acreditar que ele existiu exatamente daquela maneira. Na verdade, não é bem assim. Na imagem, cena do filme Jurassic Park III, direção de Joe Johnston. Estados Unidos, 2001.

A maioria das informações sobre os seres vivos do passado provém de pistas deixadas por eles e que ficaram preservadas ao longo do tempo: esqueletos, pegadas, marcas nas rochas, conchas, ovos ou fezes. Os restos ou vestígios de seres que viveram no passado são chamados de fósseis. Muitas vezes, mesmo com a ajuda dos fósseis, Dedução: raciocínio não é possível concluir certos detalhes do animal, feito com base em como a cor da pele e o som que ele emitia, pois fatos ou descobertas essas informações não ficaram preservadas. Assim, e que leva a uma para tentar descobrir mais sobre o modo de vida do conclusão. animal, os cientistas fazem deduções.

JUAN CARLOS CISNEROS

Pegadas preservadas de diferentes dinossauros. Por terem sido encontradas em locais próximos, os pesquisadores deduziram que eles viviam na mesma região. Vale dos Dinossauros, Sousa, Paraíba, 2015 e 2016.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Sobre a pergunta inicial, espera-se que a maioria dos alunos responda que já assistiu a filmes sobre dinossauros e que eles acreditam que esses animais sejam e ajam exatamente daquela ma-

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neira. Comentar que muito do que se vê nesses filmes é ficção, sem base em descobertas científicas. Com a frase: “Alguns desses organismos eram muito diferentes dos que existem hoje; outros eram bem parecidos.”, procuramos despertar nos alunos a ideia de ancestralidade, ou seja, de que os seres vivos atuais originaram-se de seres vivos do passado e que, portanto, há características compartilhadas entre organismos atuais e seus ancestrais.

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CONEXÕES

OS FÓSSEIS CONTAM HISTÓRIAS

Para o professor: Site • GUIDON, Niéde. Arqueologia da região do Parque Nacional Serra da Capivara: sudeste do Piauí. Com Ciência, 10 set. 2003. Disponível em: <http://livro. pro/54atya>. Acesso em: 6 nov. 2016.

MR. SUTTIPON YAKHAM/ SHUTTERSTOCK.COM

CLAUDIO DIVIZIA/SHUTTERSTOCK.COM

Para descobrir um fóssil, os pesquisadores geralmente precisam escavar o solo, as rochas ou o gelo. Os fósseis são raros; na maioria das vezes, os seres são decompostos completamente depois que morrem. Então, podemos concluir que apenas um pequeno número de todos os seres que já existiram deram origem a fósseis. Por meio do estudo dos fósseis, podemos conhecer características de seres que viveram há muito tempo e que hoje não existem mais, ou seja, estão extintos. Alguns desses organismos eram muito diferentes dos que existem hoje; outros eram bem parecidos.

À esquerda, fóssil de libélula que viveu há milhões de anos. Esse animal era parecido com as libélulas atuais, como a da fotografia à direita.

DEAN MOUHTAROPOULOS/GETTY IMAGES

1. Observe o fóssil e responda às questões.

Esqueleto fossilizado de Tyrannossaurus rex, em exposição no Museu de História Natural de Leiden, na Holanda, 2016.

a) Como são os dentes do animal mostrado na fotografia? Eles se parecem com dentes de algum animal atual? Troque ideias com seus colegas. O animal tem dentes pontiagudos, semelhantes aos de um carnívoro atual (um leão ou onça, por exemplo).

b) O animal da fotografia seria carnívoro ou herbívoro? De que maneira conseguia seu alimento? Analise a imagem com atenção e procure fazer algumas deduções. Por causa dos dentes grandes e pontiagudos, pode-se deduzir que esse animal era carnívoro.

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Comentar que os fósseis são muito raros e, por isso mesmo, há muitas lacunas na história evolutiva dos seres vivos. Aproveitar para relacionar esse fato com a importância de cálculos matemáticos em Ciências: a probabilidade de um fóssil se formar é muito pequena, porque são necessárias diversas condições: ambiente adequado, ausência de predadores etc. Além disso, devemos contar com a probabilidade (pequena) de esse fóssil ser encontrado por pesquisadores.

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Como resultado, reconstituir a história da vida no planeta é uma tarefa difícil, porque as pistas deixadas para nós são resultado da soma de duas probabilidades bastante remotas. • Atividade 1 a. O fóssil do animal apresenta dentes pontiagudos, semelhantes aos de um carnívoro atual (um leão ou onça, por exemplo). 1 b. Espera-se que os alunos deduzam que esse animal seria carnívoro por causa dos dentes grandes e pontiagudos. As garras pode-

riam ser usadas para caçar. Importante que os alunos sejam orientados a perceber que quanto menos evidências e informações temos sobre algo, mais frágeis são as deduções ou suposições feitas. Esta atividade fornece apenas uma imagem, portanto é muito difícil chegar a uma resposta próxima da verdade. A intenção é que os estudantes reconheçam como as evidências e a coleta de informações são importantes no trabalho científico.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Evolução humana.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer um pouco da evolução humana.

DE ONDE VIEMOS? As espécies que existem hoje são descendentes de outras que viveram no passado. Se pudéssemos voltar no tempo, poderíamos conhecer os primeiros seres vivos do planeta. Em algum momento, nessa longa viagem para o passado, encontraríamos os animais dos quais se originaram os seres humanos. Os cientistas acreditam que os humanos e os chimpanzés compartilham um mesmo ancestral comum, e que esse ancestral deveria ser EBER EVANGELISTA semelhante a um macaco. Acredita-se que esse ancestral tenha vivido entre 8 milhões e 5 milhões de anos atrás.

H

E

n

Há 4 milhões de anos Australopithecus afarensis: ainda era adaptado a subir em árvores, porém já andava sobre as duas pernas, de forma ereta ou semiereta. A caixa craniana, que reflete o tamanho do encéfalo, era de tamanho semelhante ao da caixa craniana dos chimpanzés, bem menor que a do ser humano atual.

1,0 a 1,5 metro.

Há 2,4 milhões de anos Homo habilis: tinha habilidade de fazer instrumentos de pedra.

De 1,0 a 1,35 metro.

Há cerca de 1,8 milhão de anos Homo erectus: caminhava sobre as duas pernas de forma mais ereta. A caixa craniana já era do tamanho aproximado ao da caixa craniana do ser humano moderno. Foi o primeiro a usar o fogo, embora não soubesse produzi-lo.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS De 1,45 a 1,85 metro.

ENCAMINHAMENTO Ao explorar as informações e as imagens dessas páginas, que tratam da evolução da espécie humana, comentar que os cientistas acreditam que a linhagem ancestral dos antropoides e dos seres humanos evoluiu nas florestas africanas. De acordo com evidências geológicas, uma cadeia montanhosa surgiu no continente africano há cerca de 8 milhões de anos, fazendo que as porções leste e oeste do continente se modificassem e apresentassem características de clima e vegetação distintas. Na porção oeste permaneceram as florestas exuberantes e nela viveram os ancestrais de chimpanzés e gorilas. Na porção leste, o clima ficou mais seco, e a vegetação se modificou, ficando parecida com as savanas. Nela, viveram os ancestrais da nossa

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espécie. O paleontólogo francês Michel Brunet (1940-) encontrou um fóssil na África (Chade) com idade entre 6-7 milhões de anos, o qual foi chamado de Sahelanthropus tchadensis. Esse fóssil é considerado o ponto evolutivo em que nossa ancestralidade divergiu daquela que originou os chimpanzés. O gênero Australopithecus é tido como o primeiro grupo de primatas, considerado antecessor direto do gênero Homo, ao qual pertencemos. Muitas espécies de Australopithecus podem ter coexistido e competido entre si. Todas se extingui-

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ram, mas uma deve ter sido ancestral do gênero Homo. Acredita-se que o Homo erectus pode ter sido contemporâneo ao H. sapiens. Sugere-se que o H. heidelbergensis tenha dado origem ao H. sapiens na África e ao H. neanderthalensis na Europa. O H. neanderthalensis e o H. sapiens podem ter competido por espaço e alimento. Os neandertalenses acabaram sendo extintos. O H. sapiens já existia há cerca de 150 mil anos, mas, a partir de 50 mil anos, essa espécie prevaleceu sobre os demais hominídeos.

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CONEXÕES Para o professor: Livro • WAAL, Frans. Eu, primata: por que somos como somos. Tradução: Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Há 800 mil anos Homo heidelbergensis: surgiu na África e migrou para a Ásia e para a Europa. Na Europa, essa espécie adaptou-se ao novo ambiente, mais frio, originando o Homo neanderthalensis. Na África, os processos adaptativos também aconteceram, originando o Homo sapiens.

Tamanho dos seres vivos. Em diversas fotografias, procuramos apresentar ícones com silhueta e barra de escala que visam informar sobre os tamanhos reais dos seres vivos, de modo que os alunos possam ter noção de tamanho e fazer comparações.

De 1,57 a 1,75 metro.

Há 200 mil anos Homo neanderthalensis: mais baixo que o Homo heidelbergensis, forte e adaptado ao frio. Foi contemporâneo do Homo sapiens. De 1,55 a 1,65 metro.

Há 200 mil anos Homo sapiens: já com as características físicas mais parecidas com as dos seres humanos atuais. O desenvolvimento da inteligência e da cultura cooperou para que essa espécie de hominídeo prevalecesse e originasse os seres humanos contemporâneos.

Elaborado com base em: ALMANAQUE ABRIL. Do Big Bang ao ser humano. Disponível em: <https://almanaque.abril.com.br/ infograficos>. Acesso em: jun. 2014.

De 1,5 metro a pouco mais de 2,0 metros.

Na época em que os cientistas anunciaram essa hipótese (há cerca de 150 anos), muitas pessoas ficaram indignadas com a possibilidade de o ser humano e o chimpanzé terem se originado de um mesmo ancestral. No entanto, com o passar do tempo, os pesquisadores foram encontrando fósseis e outras pistas que confirmam essas ideias. A hipótese mais aceita pela Ciência hoje é a de que os humanos surgiram na África. Lá, foram encontrados diversos fósseis de animais semelhantes a nós. Por meio da análise desses fósseis, foi possível deduzir como nossos ancestrais viviam. 75

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AMPLIAÇÃO O elo perdido No século XX, as principais descobertas de restos humanos aconteceram na África. Em 1924, trabalhando na África do Sul, o professor de anatomia Raymond Dart, de Johannesburgo, recupera os primeiros australopitecinos, hoje, considerados os antecessores do homem. Não são reconhecidos como humanos mas constituem o elo entre nós e os ancestrais que dividimos com os símios [...]. Esses indivíduos

eram muito parecidos com símios, mas decididamente apresentavam características humanas. A separação entre a linha evolutiva do símio mais próximo de nós, o chimpanzé, e a do homem deve ter acontecido há aproximadamente cinco-seis milhões de anos. Os australopitecinos apareceram quatro milhões de anos atrás. CAVALLI-SFORZA, L. Quem somos? História da diversidade humana. Tradução: Laura Cardellini Barbosa de Oliveira. São Paulo: Unesp, 2002. p. 59-60.

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• Seleção natural.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender as bases das ideias que fundamentam a teoria da seleção natural de Darwin.

4.A SELEÇÃO NATURAL É impossível falar da história dos seres vivos no planeta sem citar os pesquisadores Charles Darwin e Alfred Russel Wallace. De 1831 a 1836, Darwin fez uma viagem pelo mundo: foi a Cabo Verde, Bahia e Rio de Janeiro, Terra do Fogo, ilhas Galápagos, Nova Zelândia, Austrália e do litoral do Chile ao Peru. Nessa viagem, observou diversos seres vivos e se perguntou por que eles eram tão diferentes ou tão parecidos. Nessa época já se falava em evolução dos seres vivos, mas não se sabia ainda como ela acontecia. Para compreender melhor algumas das ideias de Darwin, vamos tomar como exemplo uma população de gafanhotos. Para sobreviver, os animais precisam de alimento, gás oxigênio e abrigo. Para que sua espécie continue existindo, eles também devem ter filhotes. Agora imagine que, nessa população, os gafanhotos tenham cores um pouco diferentes uns dos outros. Os gafanhotos esverdeados têm a cor muito parecida com as plantas do ambiente em que vivem, e ficam camuCharles Robert Darwin (1809-1882) flados, isto é, escondidos no ambiente. As- leu duas obras que foram decisivas na sim, são menos caçados por seus predadores. construção de suas ideias: Princípios Já os gafanhotos com cores mais diferentes de geologia, de Charles Lyell, e Ensaio sobre populações, de Thomas do ambiente são mais visíveis e, portanto, Malthus, que defendia a tese da escassez crescente de alimentos. mais caçados (ver figura abaixo).

EVERETT HISTORICAL/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

HÉCTOR GÓMEZ

Representação de gafanhotos verdes e marrons na vegetação.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO A título de simplificação, abordamos, neste momento, a seleção natural que ocorre entre indivíduos de uma mesma espécie. A ideia central da seleção natural é a de que os seres vivos mais adaptados têm mais chances de sobreviver e se reproduzir. Antes de este conceito ser apresentado, os alunos já puderam per-

ceber a diversidade dos seres vivos e as semelhanças que existem entre os seres do passado e os atuais. Ao longo do estudo dos seres vivos, os alunos irão percebendo que a seleção natural não age no indivíduo, e sim nas proporções das características da população como um todo; essa percepção leva anos para ser alcançada. Sabendo disso, a intenção deste tema é mostrar as evidências da seleção natural. Comentar que a seleção natural ocorreu no passado e que também ocorre no presente. Na maioria dos casos, porém, ela é tão lenta que não

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podemos observar espécies surgindo ou sendo extintas. A evolução dos seres vivos explica, entre outras coisas, de onde vieram as espécies que existem no nosso planeta hoje. É incrível pensar que, de uma única forma de ser vivo – o ser ancestral, parecido com uma bactéria – surgiu tamanha diversidade de espécies. Relembrar esse ponto com os alunos. Informar que a seleção natural pode explicar tanto a evolução dos seres vivos quanto sua extinção. Quando há mudanças no ambiente, aqueles seres vivos que não

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CONEXÕES

2. Algumas características podem ser vantajosas em determinados ambientes. Por exemplo, em um ambiente verde os gafanhotos verdes têm maiores chances de sobreviver e ter filhotes que os gafanhotos marrons. Em outras palavras: se você vive na grama verde, é melhor ser um gafanhoto verde do que um marrom! Características vantajosas dos seres vivos que são selecionadas pelo ambiente são chamadas de adaptações.

SAM DCRUZ/SHUTTERSTOCK.COM

1. Os seres de uma mesma espécie não são todos iguais – pode haver variações entre eles (por exemplo, a cor dos gafanhotos pode variar).

ANDRIY LIPKAN/SHUTTERSTOCK.COM

Darwin observou fatos importantes em relação aos seres vivos, que podemos perceber na história dos gafanhotos.

Para o aluno: Site • CHAGAS, Catarina. Dois pais de uma teoria. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, 18 mar. 2013. Disponível em: <http://livro.pro/sjt6we>. Acesso em: 6 nov. 2017.

9 centímetros

Fotografia de bicho-folha camuflado. Veja como é difícil perceber o inseto nessa vegetação. A camuflagem é uma adaptação de muitos animais.

3. As adaptações são passadas de pais para filhos, isto é, são hereditárias. Neste exemplo, os gafanhotos verdes terão filhotes também verdes. 4. Depois de certo tempo, os gafanhotos verdes terão mais sucesso na sobrevivência e na reprodução do que os gafanhotos marrons, e sua população tenderá a aumentar. Darwin chamou esse processo de seleção natural, que é uma de suas ideias mais importantes.

Para espanto de Darwin, no início dos anos de 1858, seu colega e também pesquisador Alfred Russel Wallace, que havia coletado dados em suas viagens pela Malásia e Indonésia, enviou-lhe um manuscrito, no qual descrevia uma teoria praticamente idêntica à sua. Sendo assim, ambos os pesquisadores apresentaram as suas ideias ao centro de estudos de história natural da Grã Bretanha, em julho daquele mesmo ano. No ano seguinte, Charles Darwin publicou suas ideias sobre seleção natural e evolução, no livro A origem das espécies. As ideias de Darwin e Wallace revolucionaram a Ciência, pois permitiram explicar, por exemplo, a variedade de seres vivos da Terra e o fato de que havia relações de parentesco entre eles. 1. De acordo com as ideias de Darwin e Wallace, sobrevivem apenas os mais aptos. Busque no dicionário o significado da palavra “apto” e explique-a no caderno, relacionando sua resposta à seleção natural.

Apto = capaz, hábil. Darwin e Wallace sugeriram que apenas indivíduos mais bem adaptados ao meio em que vivem são capazes de sobreviver e deixar descendentes. A seleção natural age selecionando 77 esses indivíduos, eliminando os menos adaptados.

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estão adaptados a essas transformações acabam morrendo. Apesar de Charles Darwin ser o mais conhecido divulgador das ideias evolucionistas, outro cientista, contemporâneo a Darwin, Alfred Wallace, contribuiu com ideias para o desenvolvimento da teoria. Atuando de forma independente, chegou a interpretações parecidas às de Darwin para explicar a evolução por seleção natural. No link sugerido na seção Conexões há um texto que ressalta a importância da

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contribuição entre pesquisadores na história da construção da ciência.

• Atividade 1. A seleção natural age selecionando indivíduos mais bem adaptados ao meio em que vivem e são capazes de sobreviver e deixar descendentes, eliminando os menos adaptados. Apto significa capaz, hábil. AMPLIAÇÃO As ideias de Darwin causaram diversas reações entre as pessoas e na comunidade

científica quando foram apresentadas. As pessoas repugnavam a ideia de terem o mesmo ascendente dos macacos e, por isso, Darwin foi alvo de diversas chacotas e difamações. Apesar disso, sua teoria perdurou e se tornou a mais aceita para explicar a evolução das espécies. As controvérsias são aspectos importantes do desenvolvimento da ciência: os cientistas têm diferentes opiniões sobre diferentes fenômenos, e a história da vida na Terra é um dos pontos mais controversos do conhecimento humano.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

5.A SELEÇÃO ARTIFICIAL Respostas possíveis: animais mais mansos para serem treinados (cavalos, por exemplo), mais

fortes, mais musculosos, plantas que produzem mais frutos, ou frutos mais doces, entre outros.

• Seleção artificial.

Há muito tempo os criadores selecionam animais para obter exemplares com características desejadas, como boa produção de leite nas vacas. Que outros exemplos de seleção desse tipo você conhece?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

A seleção natural acontece independentemente da ação humana. Porém, há muito tempo os seres humanos vêm fazendo seleção de seres vivos a fim de obter descendentes com certas características desejadas. Por exemplo: é comum que os criadores de gado deem prioridade à reprodução de vacas que dão mais leite para que se obtenham filhotes com essa mesma característica. O mesmo é feito com cães: criadores promovem cruzamentos entre raças de interesse até obter animais com características desejadas. Os agricultores também manipulam as plantas com a finalidade de obter variedades com as características desejadas. Essa é a chamada seleção artificial. R GÓ

HÉCTO

CASA DA MOEDA

MEZ

• Entender que o conhecimento humano passa por aperfeiçoamentos, desenvolvendo-se ao longo do tempo.

As plantas que deram origem ao milho tinham frutos pequenos. Ao longo do tempo, os agricultores foram selecionando e fazendo cruzamentos entre plantas que tinham grãos maiores, obtendo as variedades de milho que conhecemos hoje.

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As raças de cães são decorrentes da seleção artificial.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Sobre a questão inicial, espera-se que o aluno compreenda que a seleção proposta por Darwin acontece naturalmente, independentemente da ação humana, e é um processo bem lento. Já a seleção de seres vivos com características desejadas é decorrente da ação humana e é relativamente rápida.

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Como outros exemplos de seleção feita pelos seres humanos, os alunos podem citar animais mais mansos para serem treinados (cavalos, por exemplo), mais fortes, mais musculosos, plantas que produzem mais frutos, ou frutos mais doces, entre outros. Ressaltar que a seleção natural, que faz parte das ideias de Darwin (e Wallace), como o próprio nome diz, refere-se àquela que ocorre naturalmente, feita pelo ambiente. Porém, ao longo do tempo, o ser humano também aprendeu a selecionar os organismos de acordo com

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O de pescoço longo. Se as plantas rasteiras fossem extintas, os cágados de pescoço curto não teriam como se alimentar e morreriam. Portanto, a seleção natural atuaria favorecendo os cágados de pescoço longo, que passariam a predominar nesse ambiente.

ATIVIDADE

1. Com base na imagem, responda à questão.

HÉCTOR GÓMEZ

Se julgar pertinente, promover uma pesquisa com a classe, solicitando aos alunos que identifiquem outras espécies, além das citadas no livro, de animais e plantas que passaram por um processo de seleção artificial, e de que modo ocorreu tal processo.

CONEXÕES Para o professor: Site • SZKLARZ, Eduardo. A evolução? Acabou. Superinteressante, São Paulo, 31 out. 2016. Disponível em: <http://livro. pro/4x2cd4>. Acesso em: 7 nov. 2017.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

• Se todas as plantas rasteiras fossem extintas nesse ambiente, após um longo intervalo de tempo, que tipo de cágado você esperaria encontrar: o de pescoço longo ou o de pescoço curto? Ao explicar sua resposta, utilize o termo seleção natural.

O porco selvagem é mais feroz e peludo que o porco doméstico. Acredita-se que alguns porcos menos ferozes tenham sido domesticados na China.

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ALEXANDER RATHS/SHUTTERSTOCK.COM

150 centímetros

DU ZUPPANI/PULSAR IMAGENS

2. Ao longo da sua existência, o ser humano foi aprendendo a domesticar animais, visando a criação para obtenção de alimento. Assim, ele teria comida disponível mais facilmente, sem precisar caçar.

O porco doméstico tem as pernas mais curtas e menos pelos que os porcos selvagens.

• O porco doméstico é resultado da seleção artificial do porco selvagem. Com suas palavras, explique como ela pode ter acontecido.

O ser humano fez diversos cruzamentos entre porcos selvagens, obtendo animais mais mansos, facilitando a domesticação, e com maior quantidade de carne e/ou gordura.

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suas necessidades. A seleção artificial faz a ligação entre conhecimento biológico e tecnologia. Embora possa parecer um processo altamente sofisticado, ele já é realizado há muito tempo, e é simples. Ao longo da existência, o ser humano aprendeu a domesticar animais e a cruzar plantas para obtenção de alimentos. Ainda hoje, a seleção artificial é feita pelos seres humanos, garantindo a criação de espécies de interesse econômico.

• Atividade 1. O tipo de cágado esperado nessa situação é o de pescoço longo,

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pois se as plantas rasteiras fossem extintas, os cágados de pescoço curto não teriam como se alimentar e morreriam. Dessa forma, a seleção natural atuaria favorecendo os cágados de pescoço longo, que passariam a predominar nesse ambiente.

• Atividade 2. Espera-se que os alunos respondam que o ser humano fez diversos cruzamentos entre porcos selvagens; dessa forma, é possível obter animais; mais mansos, facilitar a domesticação e ter maior quantidade de carne e/ou gordura por animal. 79

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Variação na espécie. • Seleção natural.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender como se dá a seleção natural. • Compreender a vantagem das características adaptativas, como a camuflagem, para a sobrevivência das espécies.

M ÃO N A M ASSA CAÇANDO BORBOLETAS Será que na natureza ter características semelhantes às do ambiente onde se vive é vantajoso para a sobrevivência? Registre suas hipóteses no caderno.

M ATERIAL • 1 folha de papel de presente com motivos florais, de preferência, com flores grandes • 1 tesoura com pontas arredondadas • 5 folhas de papel de cores diferentes (é importante ter cores semelhantes àquelas que mais se destacam no papel de presente)

• Pinça pequena • Cronômetro • Lápis • Papelão ou papel cartão mais ou menos do mesmo tamanho da folha de papel de presente

1. Colem o papel de presente no papel cartão ou no papelão para fazer o “jardim”. 2. Façam um molde de borboleta, conforme o modelo ao lado.

ILUSTRAÇÕES: ESTÚDIO ORNITORRINCO

PROCEDIMENTO

3. Usem o molde para fazer o contorno de 5 borboletas em cada papel colorido. Depois, recortem cada uma delas.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

4. Decidam, na dupla, quem ficará responsável por marcar o tempo com o cronômetro. Esse colega vai espalhar as borboletas aleatoriamente sobre o “jardim”, sem que o outro da dupla veja.

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ENCAMINHAMENTO Durante a execução da atividade, destacar que os seres vivos de mesma espécie apresentam pequenas variações que podem ser selecionadas pelo ambiente, favorecendo ou não a sobrevivência desses organismos. Aqui é proposta a diferença de coloração dos indivíduos de uma mesma espécie para simular essas variações. O resultado pode ser extrapolado para o que acontece na natureza: há borboletas de diferentes cores que precisam, para sobreviver, de alimento, gás oxigênio e abrigo. Elas também precisam se esconder dos predadores e ter filhotes para garantir que sua espécie

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continue existindo. As borboletas que conseguem se camuflar melhor têm mais chances de escapar dos predadores. Na atividade prática, os alunos fazem o papel de predadores, e os moldes de papel simulam as borboletas. Comentar que fato semelhante aconteceria a um predador, como um pássaro. Ele teria dificuldade de enxergar as borboletas de cores parecidas com as do ambiente natural se estivesse voando por aquela área. Essa dificuldade para enxergar a presa se deve ao fato de ela possuir uma característica adaptativa, a camuflagem.

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• Atividade 1. Durante a atividade de caçada é esperado que as borboletas mais predadas sejam as que não se camuflaram sobre o papel de presente. • Atividade 2. A visualização de algumas borboletas foi dificultada pela coloração semelhante ao ambiente. Dessa forma, algumas borboletas ficaram escondidas, camufladas no ambiente. • Atividade 3. Ter as características semelhantes à do ambiente em que se vive é vantajoso, pois a camuflagem ajuda tanto as presas a se esconderem de seus

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A resposta vai depender das cores das borboletas, mas espera-se que o aluno compreenda que as borboletas com maiores chances de sobreviver são aquelas que apresentam adaptações favoráveis, que no caso, é ter cor semelhante à do ambiente. 5. Quando as borboletas estiverem espalhadas, o colega vai marcar 10 segundos para você “caçar” o maior número possível de borboletas. Para ficar mais legal, use a pinça para capturar as borboletas. Pegar apenas uma borboleta por vez

AMPLIAÇÃO

6. Contem quantas borboletas você conseguiu “caçar”. Façam no caderno uma tabela como a do modelo, registrando o número de borboletas de cada uma das cores que foi caçada.

Cores

Verde

Vermelho

Rosa

Amarelo

Laranja

Total

1o caçador

7. Agora, reúnam todas as borboletas novamente, embaralhem-nas e invertam os papéis: o seu colega será o caçador dessa vez e você marcará o tempo. Registrem na tabela o número de borboletas de cada uma das cores caçadas nessa rodada. 3. Sim, é vantajoso. A camuflagem ajuda tanto as Respondam às questões. presas a se esconderem dos seus predadores, como os predadores a passarem despercebidos pelas suas presas.

1. Analisando os resultados, qual cor de borboleta foi a mais “caçada”? Qual foi a menos “caçada”? Resposta pessoal. Espera-se que as cores de borboletas mais predadas tenham sido as que não se camuflaram sobre o papel de presente.

SPACEZEROCOM/SHUTTERSTOCK.COM

2o caçador

2. Elabore uma explicação para o fato de algumas borboletas de determinada cor terem sido menos “caçadas” que as de outra cor.

O conceito de seleção natural está intimamente ligado ao de adaptação, outra fonte frequente de confusão. A adaptação não pode ser uma realização de um indivíduo, mas sim de uma população ao longo de gerações. Se um casal de ursos polares tem vários filhotes e eles têm pelagem de comprimento diferente, é provável que os mais peludos sobrevivam e tenham mais filhotes. Com o passar das gerações ocorrerá uma adaptação ao frio, dado que haverá mais animais com pelo longo. Mas isso significará que uma das linhagens teve maior sucesso reprodutivo e deixou mais descendentes. Portanto, a ideia de um indivíduo com frio demandando pelo mais longo para se proteger não faz o menor sentido. Assim como a seleção, a adaptação não ocorre nos indivíduos. BIZZO, N. Darwin: do telhado das Américas à teoria da evolução. São Paulo: Odysseus, 2002. p. 208. (Coleção Imortais da Ciência).

Algumas borboletas ficaram escondidas, camufladas no ambiente, dificultando sua visualização pelo predador.

3. Que conclusão pode ser obtida: ter características semelhantes às do ambiente onde se vive é vantajoso para a sobrevivência?

CONEXÕES

4. Imagine que o ambiente se modificou com o tempo e ficou todo verde. a) Quais borboletas teriam mais chances de sobreviver? b) O que acontecerá com a essa população de borboletas com o passar do tempo? As borboletas menos caçadas se reproduzirão, tendendo a ter descendentes da mesma

cor. Assim, com o passar do tempo, as borboletas dessa cor se apresentarão em maior número na população.

5. Elabore um texto relacionando o resultado da atividade com a seleção natural.

Para o aluno e o professor: Vídeo • SELEÇÃO natural e a borboleta-coruja. Produção: Khan Academy. Vídeo. (13min31s). Disponível em: <http://livro. pro/kobfg9>. Acesso em: 14 nov. 2017.

Resposta pessoal. No texto, espera-se que os alunos citem as variações entre os indivíduos de uma mesma espécie e a seleção natural atuando sobre essas variações, selecionando aqueles mais aptos. Estes serão capazes de deixar descendentes, e, com o tempo, as características favoráveis vão estar em maior número de indivíduos. NIKOLARISIM/SHUTTERSTOCK.COM, TK 1980/SHUTTERSTOCK.COM

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predadores, como os predadores a passarem despercebidos por suas presas.

• Atividade 4 a. Espera-se que o alu-

no compreenda que as borboletas com maiores chances de sobreviver são aquelas que apresentam adaptações favoráveis, que, no caso, é ter cor semelhante à do ambiente. Entretanto, a resposta vai depender das cores das borboletas. Comentar que os ambientes estão em constante mudança. Não é a espécie mais forte ou a mais inteligente que sobrevive, mas aquela que melhor se adapta às mudanças. 4 b. As borboletas me-

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nos caçadas se reproduzirão, tendendo a ter descendentes da mesma cor. Assim, com o passar do tempo, as borboletas dessa cor se apresentarão em maior número na população.

• Atividade 5. Espera-se que os alunos citem as variações entre os indivíduos de uma mesma espécie e a seleção natural atuando sobre essas variações, selecionando os mais aptos. Estes serão capazes de deixar descendentes e, com o tempo, as características favoráveis vão estar em maior número de indivíduos da população. 81

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PRINCIPAIS CONCEITOS • • • • • •

Transformação da Terra. Seres vivos e seus ancestrais. Fósseis. Origem da espécie humana. Seleção natural. Seleção artificial.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Na seção Atividades procuramos ex-

1. Numere as frases, colocando-as em ordem cronológica. 2

Resfriamento da Terra e surgimento dos oceanos.

3

Origem da vida na Terra.

1

Surgimento da Terra.

4

Aparecimento do ancestral da espécie humana no planeta.

As raposas brancas, pois elas ficariam mais camufladas; isso as beneficiaria na captura das presas, pois estas últimas teriam dificuldade para enxergá-las no ambiente.

2. Observe a imagem. Ela mostra um campo onde vivem raposas da mesma espécie, algumas acinzentadas e outras brancas. Imagine que uma alteração climática vá deixando a paisagem permanentemente coberta de neve.

HÉCTOR GÓMEZ

plorar todas as expectativas de aprendizagem trabalhadas na unidade a fim de sistematizar os conceitos principais.

ATIVIDADES

a) Nessa nova paisagem, quais raposas teriam vantagem de sobrevivência: as brancas ou as acinzentadas? Por quê? b) Após certo tempo e considerando que a paisagem se manteve coberta de neve: • O que você esperaria encontrar nesse local: mais raposas brancas ou acinzentadas? • O que isso tem a ver com a seleção natural? • Converse com os colegas para responder às questões.

Seria esperado encontrar mais raposas brancas. A seleção natural tenderia a favorecer as raposas com esta pelagem, pois proporcionaria vantagens (mais chances de sobrevivência e reprodução) 82 no ambiente coberto de neve.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO • Atividade 1. Esta é uma oportunida-

de para verificar se os alunos compreenderam as transformações ocorridas no planeta Terra ao longo do tempo, as quais permitiram o desenvolvimento da vida da forma como a conhecemos.

• Atividade 2 a. Na paisagem apresentada pela imagem, as raposas bran-

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cas teriam vantagem de sobrevivência, pois ficariam mais camufladas, o que as beneficiaria na captura das presas, pois seria mais difícil enxergá-las no ambiente. 2 b. Se a paisagem fosse coberta de neve as raposas de pelagem branca ainda teriam vantagem de sobrevivência, já que a seleção natural tenderia a favorecê-las (mais chances de sobrevivência e reprodução) no ambiente coberto de neve. Aproveitar para desfazer quaisquer dúvidas sobre o processo de seleção natural. É importante deixar claro que as consequências do processo de

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3b. Os fósseis dão pistas sobre os seres vivos do passado. Por meio do 3a. Um fragmento de rocha estudo dessas peças, podemos conhecer organismos já extintos e comparáROGÉRIO REIS/PULS AR IMAGENS com um fóssil de uma planta. -los aos seres vivos atuais.

3. Observe a imagem e responda às questões. a) O que é mostrado na imagem? b) Qual é a importância dessa peça para a Ciência?

RECORTAR IMAGEM

Fragmento de rocha em exposição no Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, CE, 2015.

4. Leia o texto e observe a charge. Depois, responda à questão. Em muitas histórias de ficção, os seres humanos são representados ao lado de animais já extintos, como os dinossauros, vivendo no mesmo ambiente.

Não, porque a extinção dos dinossauros ocorreu muito antes do aparecimento dos humanos na Terra.

Para o professor: Site • CASTRO, Fábio de. Encontrado no Marrocos, o mais antigo fóssil humano tem 300 mil anos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 jun. 2017. Ciência. Disponível em: <http://livro.pro/99nvvx>. Acesso em: 14 nov. 2017.

PARADA PARA AVALIAÇÃO

Mauricio de Sousa. Piteco. Disponível em: <http://turmadamonica.uol.com.br/assombrasdavida/>. Acesso em: dez. 2017.

As atividades dessas páginas podem ser usadas para avaliar se os alunos compreenderam os conceitos apresentados. Verificar a forma como cada aluno resolve as atividades propostas e aproveitar para desfazer equívocos e tirar dúvidas. Identificar os pontos que merecem atenção e ajudar os alunos da melhor maneira possível.

CONTANDO HISTÓRIA Imagine que você possa viajar ao passado e conhecer a vida na Terra em outras épocas. Crie uma história contando o que você veria, como seriam os seres vivos que encontraria. Capriche nos detalhes!

Uma viagem de descobertas, Nova escola Disponível em: <http://livro.pro/4pk3im>. Acesso em: 20 out. 2017. Conheça a rota da viagem e as pesquisas e descobertas de Charles Darwin.

HTTP://ACERVO.NOVAESCOLA.ORG.BR/CIENCIAS/ FUNDAMENTOS/VIAGEM-DESCOBERTAS-432334. SHTML

Conheça as descobertas do cientista Charles Darwin e o que ele viu quando esteve no Brasil nesta história em quadrinhos.

EDITORA VIEIRA & LENT

FIQUE LIGADO Darwin no Brasil, de Flavio de Almeida. Rio de Janeiro, Vieira & Lent.

Promover um momento para verificar se há alguma dúvida por parte dos alunos. Se necessário, retomar a Atividade 3 da abertura da unidade e incentivar os alunos a escrever a resposta, agora ampliando o repertório com os conceitos explorados durante a unidade.

CONEXÕES

© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.

• De acordo com a história do planeta Terra, um humano poderia caçar um dinossauro? Por quê? Para responder a essa questão, você pode consultar o calendário cósmico que você montou.

ATIVIDADE

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seleção natural só são percebidas após várias gerações, ou seja, não são imediatas como podem parecer nos livros. • Atividade 3 a. A imagem apresenta um fragmento de rocha com o fóssil de uma planta. 3 b. Os fósseis dão pistas sobre os seres vivos do passado. Por meio do estudo dessas peças, podemos conhecer organismos já extintos e compará-los aos seres vivos atuais. Ressaltar que os fósseis são importantes evidências do processo de evolução. • Atividade 4. Um humano não poderia caçar um dinossauro, pois a extinção

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destes animais ocorreu muito antes do aparecimento dos humanos na Terra.

• Atividade da seção Contando histó-

ria. Permitir que os alunos usem a criatividade para elaborar suas histórias. Uma sugestão é solicitar que eles incluam alguns conceitos estudados na unidade, como seleção natural, evolução, fósseis, entre outros. Dessa forma, será possível avaliar se eles compreenderam os assuntos estudados e se têm dúvidas. Nesse caso, aproveitar para retomar alguns assuntos e desfazer eventuais equívocos dos alunos.

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• Nossas responsabilidades com o

CHAYKOVSKY IGOR/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

NOVAS PERGUNTAS

planeta Terra.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

QUAL É O TAMANHO DA NOSSA RESPONSABILIDADE COM O PLANETA?

O ser humano é o animal tem maior nível de consciência e, até onde se conhece,

1. Leia o texto. o único capaz de criar arte e melhorar sua existência em um nível tão elevado. Embora outros animais tenham consciência, não é possível compará-la à da espécie humana. GENTE DE SORTE

• Reconhecer que temos responsabili-

dade em manter a vida e os recursos do planeta. • Compreender que a existência e a evolução da espécie humana foram eventos que contaram com inúmeras variáveis e, por isso, podemos dizer que tivemos sorte em estar onde estamos atualmente.

JOSH EDELSON/AP PHOTO/GLOW IMAGES

Parece que chegar a ter algum tipo de vida neste nosso universo é uma façanha e tanto. Como humanos, somos duplamente felizardos. Temos não só o privilégio da existência, como a singular capacidade de apreciá-la e até de aprimorá-la de muitas formas. É uma habilidade que apenas começamos a desenvolver. [...] Em termos de comporta- Fotógrafo resgatando uma cabra em um incêndio que ocorreu na Califórnia, Estados Unidos, 2016. mento moderno, nossa presença na Terra corresponde a menos de 0,01% da história do planeta – é quase nada, mas exigiu uma sorte enorme e quase inesgotável. Estamos mesmo no começo. Naturalmente, o que temos de fazer é garantir que nunca cheguemos ao fim. E para isso vamos precisar de muito mais que sorte. Bill Bryson. Brevíssima história de quase tudo. São Paulo: Companhia das letrinhas, 2010. p. 160-167.

Converse com seus colegas sobre as ideias do texto. a) Por que o autor diz que chegar a ter vida nesse universo é uma façanha?

A vida no planeta passou por uma longa jornada desde seu surgimento até a existência de variadas espécies.

b) O que significa dizer que somos a única espécie capaz de apreciar e aprimorar nossa existência? c) O que a classe entende sobre o último parágrafo do texto? O que seria “precisar de muito mais que sorte”?

O autor se refere às atitudes, ao esforço, ao estudo, à pesquisa, ao desenvolvimento sustentável. Retome com a turma as ideias sustentáveis já estudadas neste volume.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Retomar com os alunos o que foi visto sobre evolução. Conduzir a conversa de modo que eles percebam que a existência e a permanência de uma espécie envolvem inúmeros fatores e, por que não dizer, sorte.

ENCAMINHAMENTO Relembrar com os alunos a atividade do calendário cósmico e comentar que a

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existência da espécie humana na história do planeta é um evento relativamente recente. Podemos dizer que, no pouco tempo em que está no planeta, a espécie humana já evoluiu muito e foi capaz de várias conquistas. Pedir que os alunos observem as imagens dessas páginas e reflitam sobre elas: os seres humanos estão cuidando bem do planeta? Conduzir a conversa de modo que os alunos percebam que muitas atividades humanas prejudicam o planeta e, se de-

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pendemos dele para sobreviver, é melhor mudarmos nossas atitudes. Permitir que os alunos conversem e troquem ideias sobre as responsabilidades de todos os seres humanos com o planeta, incluindo eles próprios, as pessoas próximas, autoridades, governantes, enfim, todos, cada um dentro de suas possibilidades. Permitir que os alunos troquem ideias sobre o texto e, se necessário, ajudá-los na compreensão.

• Atividade 1. Auxiliar os alunos no entendimento da palavra “façanha”,

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CONEXÕES Para o professor: Site • ENTENDA a diferença entre o impacto ambiental positivo e negativo. Pensamento Verde, 26 maio 2014. Disponível em: <http://livro.pro/4ja7zi>. Acesso em: 14 nov. 2017.

VAMOS ALÉM

INSTOCK NACHO DOCE/REUTERS/LAT

Você deve estar pensando que, tendo sido tão difícil chegar aqui, agora nos empenhamos em proteger nosso planeta. Não é bem assim.

Homem cortando árvore em floresta. Itaituba, PA, 2017.

LUCIANA WHITAKER

/PULSAR IMAGENS

S

RUBENS CHAVES/PULSAR

IMAGENS

Chaminés de indústrias em Volta Redonda, RJ, 2014.

Rio Tietê poluído. Pirapora do Bom Jesus, SP, 2017.

ies.

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Para o aluno e o professor: Site • SANTOS, Vanessa dos. 10 atitudes que podem salvar o planeta. Brasil Escola. Disponível em: <http://livro.pro/ h8vtxv>. Acesso em: 14 nov. 2017.

Pesquise notícias com exemplos de pessoas que usam “muito mais que sorte” para cuidar do planeta. Com seus colegas, façam um mural inspirador para colocar na sala, ou divulguem as notícias no blogue da turma. 85

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que significa “feito impressionante”. Relacionar com a informação de que a vida no planeta passou por uma longa jornada desde seu surgimento até a existência de variadas espécies. • Atividade 1 c. Precisar que “muito mais do que sorte” se refere às atitudes, ao esforço, ao estudo, à pesquisa e ao desenvolvimento sustentável. Retomar as ideias sustentáveis já estudadas. • Atividade da seção Vamos além. Essa atividade tem a intenção de fa-

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zer os alunos reconhecerem que o ser humano também é capaz de muitas ações positivas em relação ao planeta e às demais espécies. É importante não passar apenas a visão catastrófica e incentivar ações positivas de conservação e preservação ambiental. Recordar com os alunos que nós, seres humanos, assim como as demais espécies de seres vivos, dependemos dos elementos não vivos do ambiente. Além disso, todas as espécies estão

conectadas numa grande teia de relações. Logo, a preservação do ambiente e a conservação da biodiversidade estão intimamente relacionadas com a sobrevivência da própria espécie humana. Se necessário, ajudar os alunos na pesquisa, disponibilizando diversos jornais e revistas. Seria interessante que os alunos reconhecessem algumas ações positivas que estão sendo feitas na comunidade ou na região onde moram.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

UNIDADE

• Estados físicos da água. • Usos da água. • Danos e cuidados com a água.

A ÁGUA

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HABILIDADES DA BNCC • (EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais). • (EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da manutenção da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a preservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico. • (EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas e discutir os possíveis problemas decorrentes desses usos.

Em Caldas Novas, Goiás, a água é naturalmente aquecida, tornando a região um local turístico muito procurado por essa característica. Na imagem, parque aquático em Caldas Novas, Goiás, 2015.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Uma sugestão para iniciar o estudo desta unidade é ouvir com os alunos canções relacionadas à água. Um exemplo é a música “De gotinha em gotinha”, da dupla Palavra Cantada. Outra sugestão de música, da mesma dupla, é “Água”. Se não tiver acesso ao CD, há a opção de ouvi-las pela

internet no canal da dupla, disponível nos links indicados na seção Conexões. Para trabalhar a letra da canção escolhida, fornecer aos alunos cartolina ou outro papel grande, para que possam representar por meio de desenhos alguns trechos da música.

ENCAMINHAMENTO No volume 2 desta coleção, os alunos foram apresentados a alguns conceitos sobre a água, como usos que o ser humano faz desse recurso natural, sua distribuição no planeta e o tratamento

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de água e esgoto. Nesse momento, eles terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos. Estudar a água envolve o trabalho com diversas disciplinas, principalmente Química, Ecologia e Geografia. A cada tema trabalhado, sugerimos que se explorem diferentes aspectos das disciplinas. Fazer perguntas dirigidas, como: “Analisando a água do ponto de vista de suas propriedades químicas, qual é a sua cor e o seu cheiro?”; “Como ela reage quando é misturada com outras substâncias? De que forma podemos fazer isso?”.

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3. A água no estado sólido é o gelo. O gelo é usado para resfriar bebidas e também para conservar alimentos. A água no estado gasoso é o vapor de água. O vapor de água é usado para movimentar turbinas e gerar energia.

RECURSOS PEDAGÓGICOS Os recursos pedagógicos utilizados nesta unidade são:

JOÃO PRUDENTE/PULSAR IMAGENS

• • • • • • •

Fotografia. Ilustração. Tirinha. Quadrinhos. Esquema. Infográfico. Gráfico.

CONEXÕES Para o aluno: Site • DE GOTINHA em gotinha. Produção: Palavra Cantada. 2013. Vídeo (2min20s). Disponível em: <http://livro. pro/32qejo>. Acesso em: 5 nov. 2017. • Água. Produção: Palavra Cantada. Compositores: Paulo Tatit e Arnaldo Antunes. 2014. Vídeo (2min38s). Disponível em: <http://livro.pro/uph9qd>. Acesso em: 5 nov. 2017. Livro • LES PETITS DÉBROUILLARDS. Os segredos da água. São Paulo: SM, 2005. (Coleção Mão na Ciência).

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Qual é a principal forma de utilização da água que você observa na fotografia? A água é utilizada para o lazer, em piscinas e toboáguas.

2. Como você utiliza a água líquida em seu dia a dia? Resposta pessoal.

3. Que usos podemos fazer da água no estado sólido? E da água no estado gasoso?

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As imagens dessas páginas mostram que a água líquida é usada para o lazer das pessoas. As perguntas propostas levam os alunos a pensar sobre o uso da água no estado sólido e no estado de vapor. Orientar uma conversa sobre o tema, com perguntas, como:

• O que acontece quando deixamos água líquida no congelador? • O que é preciso para que a água passe de um estado físico para outro?

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• Quais são as diferenças entre a água líquida e a água sólida? • O que acontece quando a água evapora? Esse processo é diferente do que acontece com a água que seca das roupas no varal e com a água fervida na chaleira? É provável que os alunos tenham maior dificuldade em saber os usos do vapor. Nesse momento, vale iniciar uma conversa sobre a geração de energia.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

1.OS ESTADOS FÍSICOS DA ÁGUA Espera-se que o aluno perceba que o cão fala

Leia a tirinha e responda. “personalidade tripla” se referindo aos três estados

• Estados físicos da água.

físicos da água: sólido, líquido e gasoso.

© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer os estados sólido, líquido e gasoso da água. • Saber que a água pode mudar de um estado físico para outro.

Mauricio de Sousa. Turma da Mônica.

• Por qual razão o cãozinho Bidu fala em “personalidade tripla”? Na natureza podemos encontrar água em três estados físicos.

Líquido É como a água é encontrada nos rios, nos lagos, nos oceanos e nas nuvens. Sólido É o gelo, a neve e o granizo. Gasoso É como encontramos a água no ar, em forma de vapor.

Granizo: pedaços de gelo que caem das nuvens.

A água pode mudar de estado físico quando há ganho ou perda de calor. Observe o esquema a seguir.

MUDANÇAS DE ESTADO FÍSICO DA ÁGUA Vaporização: a água passa do estado líquido para o gasoso quando recebe calor

Fusão: o gelo passa do estado sólido para o líquido quando recebe calor

Sólido

Líquido

Solidificação: a água passa do estado líquido para o sólido quando perde calor.

Gasoso Condensação: o vapor de água passa do estado gasoso para o líquido quando perde calor

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO A água é, por tradição, a substância utilizada para apresentar aos alunos os estados sólido, líquido e gasoso da matéria. Isso não ocorre por acaso, pois essa substância pode ser encontrada naturalmente nesses três estados físicos – dois deles são facilmente reconhecidos pelas crianças: a água líquida e o gelo. É

importante explorar com a classe diferenças perceptíveis entre as substâncias em seus diversos estados. Na pergunta inicial do capítulo, auxiliar os alunos a perceber que a água mudou de estado físico. Do primeiro quadrinho para o segundo: passou de sólido para líquido. Do segundo quadrinho para o terceiro: evaporou. No terceiro quadrinho: passou de líquido para vapor e depois para líquido, na nuvem. Lembrar os alunos de que o vapor de água é invisível e que, portanto, a fumacinha do quadrinho não ocorre numa situação real.

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Ao tratar de mudanças de estado físico, apresentamos somente a temperatura como causadora da mudança. As mudanças de pressão também afetam o estado físico da matéria; no entanto, por se tratar de conceito complexo para essa faixa etária, ele será estudado em anos posteriores do ensino. Por ora, explicar que a água perde ou ganha calor em suas mudanças de estado. Muitas crianças acreditam que, quando a água muda de estado físico, a sua quantidade também se altera. Por exemplo, na transformação da água líquida

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CONEXÕES

A água dessa panela está em ebulição.

Para o professor: Site • BOYAYAN, Miguel. Os dois estados da água líquida. Pesquisa Fapesp, São Paulo, ed. 257, jul. 2017. Disponível em: <http://livro.pro/cazk3u>. Acesso em: 16 nov. 2017.

GOODMOOD PHOTO/SHUTTERSTOCK.COM

Há duas formas de vaporização: a ebulição e a evaporação. A ebulição acontece quando a água ferve, por exemplo, na chaleira sobre a chama do fogão. Podemos perceber, então, bolhas em todo o líquido. A evaporação acontece quando a água se transforma de líquido para gasoso de forma lenta. É o que ocorre na água da superfície de lagos, rios e oceanos, que evapora lentamente sob o calor do sol. É o que acontece também com as roupas molhadas penduradas no varal em um dia quente.

ROMAN SIGAEV/SHUTTERSTOCK.COM

A EBULIÇÃO E A EVAPORAÇÃO

A água presente nas roupas molhadas está em evaporação.

SABIA QUE... [...] Se você é observador, já reparou que, em uma panela, a água não evapora toda de uma vez só. “As partes do líquido que estão mais próximas à fonte de calor começam a virar vapor primeiro”, ressalta o pesquisador [do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro]. Por isso, a água do fundo da panela – mais próxima da chama do fogão – atinge a temperatura de ebulição antes do resto e sobe à superfície na forma de bolhas. [...] O vapor, nem preciso dizer, é muito quente, e por isso o melhor é manter distância das panelas de água fervente. Mas, agora que você já sabe o que acontece lá dentro, pode explicar para seus amigos e familiares da próxima vez que tomarem um chá! POR QUE a água borbulha quando ferve? Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, 26 jun. 2013. Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/por-que-a-agua-borbulhaquando-ferve>. Acesso em: 9 out. 2017.

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em gelo, sua quantidade aumentaria ou diminuiria. Trabalhar desde cedo uma importante ideia geral da Ciência: a matéria não pode ser criada nem perdida, ou seja, determinada quantidade de água congelada permanecerá a mesma após o seu derretimento. Caso os alunos perguntem sobre a “fumacinha” que sai da água fervendo, esclarecer que ela ainda é água no estado líquido, e não no estado de vapor, uma vez que o vapor de água não é vi-

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sível. Explicar que a mudança de estado de vapor para líquido ocorre pela diminuição da temperatura (o ar ao redor da chaleira está mais frio; por isso o vapor que sai desse recipiente se condensa). Comentar que a fervura é um processo de vaporização mais rápido e mais facilmente observável do que a evaporação.

ATIVIDADE Propor para a classe a seguinte questão: “Qual é a diferença entre

gás e vapor?”. Expor que ambos são instâncias do estado gasoso. Quando a substância é sólida ou líquida nas condições ambientes, com o aumento da temperatura, ela se transforma em vapor; é por esse motivo que dizemos vapor de água. Se a substância estiver em estado gasoso nas condições ambientes, trata-se de um gás; assim, dizemos gás nitrogênio ou gás de cozinha, e não vapor de cozinha ou vapor de nitrogênio.

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1b. O gelo é feito por meio de uma máquina que funciona com energia solar. Nas casas, em geral, o gelo é feito nos congeladores domésticos, que funcionam com energia elétrica.

PRINCIPAIS CONCEITOS

1. Leia o texto a seguir. Depois, converse sobre as questões com seus colegas e com o professor.

• Estados físicos da água.

GELO FEITO A PARTIR DE ENERGIA SOLAR LEVA DESENVOLVIMENTO À COMUNIDADE NO AM

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Há dois meses, as oito famílias que vivem na Vila Nova do Amanã, pequena localidade do município de Maraã, na região do Médio Solimões, no Amazonas, passaram a ter acesso a um item básico para a maioria dos brasileiros, mas considerado um luxo no local. A comunidade ribeirinha recebeu três máquinas de gelo que funcionam com energia solar e estão produzindo 90 kg por dia. “Essas famílias têm como principais atividades a pesca e a agricultura. As máquinas vão atender à demanda de gelo, principalmente para conservar polpa de frutas e pescado”, diz Otacílio Soares Brito, do setor de tecnologias sociais do Instituto Mamirauá, responsável pela implantação do projeto Gelo Solar na região. [...] Ele ressalta que a tecnologia é inovadora por não precisar de baterias, que poluem o meio ambiente e têm vida útil curta. [...] [...] Brito lembra que a dificuldade para chegar à vila, que está a 100 quilômetros de Tefé e só tem acesso fluvial, faz com que as famílias não tenham essas tecnologias comuns nas grandes cidades. “Assistem televisão esporadicamente, quando o motor de luz funciona. Mas internet, por exemplo, nem pensar.” […]

• Conhecer os estados sólido, líquido e gasoso da água. • Saber que a água pode mudar de um estado físico para outro.

GELO feito a partir de energia solar leva desenvolvimento a comunidade no AM. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2015. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2015/10/1691107gelo-feito-a-partir-de-energia-solar-leva-desenvolvimento-a-comunidade-no-am.shtml>. Acesso em: 19 out. 2017.

a) Qual é a importância do gelo para as comunidades ribeirinhas da Vila Nova do Amanã? O gelo é usado para conservar polpa de frutas e peixes. b) De acordo com o texto, como o gelo é feito na comunidade? E na sua casa, como se faz gelo? c) O texto afirma que os moradores da vila não assistem muito à TV nem têm acesso à internet. Por quê? Porque, sendo um povoado de difícil acesso, 90

não há energia elétrica para o funcionamento dos equipamentos.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO • Atividade 1. O texto oferece diferentes oportunidades de trabalho para o entendimento do ciclo da água e de seus estados físicos, além das questões sociais do acesso à energia e às tecnologias. As questões orientam essa com-

preensão, e o texto pode ser retomado após o estudo da unidade. Permitir que os alunos façam seus próprios questionamentos, ampliando a discussão. 1 a. Nas comunidades ribeirinhas da Vila Nova do Amanã, o gelo é usado para conservar a polpa de frutas e peixes. 1 b. Como descrito no texto, na comunidade o gelo é feito por meio de uma máquina que funciona com energia solar. Nas casas, em geral, o gelo é feito nos congeladores domésticos, que funcionam com energia elétrica. 1 c. Espera-se

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que os alunos infiram que a comunidade está estabelecida em um local de difícil acesso; dessa forma, não há energia elétrica para o funcionamento dos equipamentos. Discutir com os alunos de que maneira a energia elétrica chegaria ao povoado – de onde ela vem, como é gerada no Brasil e de que forma é distribuída às pessoas. • Atividade 2 b. É possível que alguns alunos associem a umidade do ar com a presença de água, sem, contudo, reconhecer o estado físico da água. Apro-

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AMPLIAÇÃO

2. Um jornal publicou a seguinte imagem na seção de previsão do tempo. RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

O que significa umidade relativa do ar? Significa, em termos simplificados, o quanto de água na forma de vapor existe na atmosfera no momento em relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada. A umidade do ar é mais baixa principalmente no final do inverno e início da primavera, no período da tarde, entre 12 e 16 horas. A umidade fica mais alta: • Sempre que chove devido à evaporação que ocorre posteriormente; • Em áreas florestadas ou próximas aos rios ou represa; • Quando a temperatura diminui (orvalho).

a) O que significa dizer que algo está úmido? Significa que esse algo contém água.

b) O que pode tornar o ar úmido? O que torna o ar úmido é a presença de vapor de água na atmosfera.

c) O que é umidade relativa do ar? Como as pessoas se sentem quando a umidade do ar é muito alta ou muito baixa? Pesquise em livros, revistas e internet, e escreva um pequeno texto para explicar o que você compreendeu sobre esse conceito. A umidade relativa do ar é a relação entre a quantidade

CONEXÕES Para o professor: Site • SÃO PAULO (Município). Centro de Gerenciamento de Emergências. Umidade relativa do ar. São Paulo. Disponível em: <http://livro.pro/gj9yf2>. Acesso em: 16 nov. 2017.

GERSON GERLOFF/PULSAR IMAGENS

de água existente no ar e a quantidade máxima que poderia haver nele, sob a mesma 3. Observe a fotografia e responda às questões. temperatura. Em locais com umidade relativa do ar muito alta, sentimos mais calor, pois há dificuldade de evaporação do suor. Quando a umidade relativa do ar é muito baixa, pode haver ressecamento das mucosas do corpo (olhos, boca e nariz) e aumentam os problemas respiratórios, como asma e alergias.

SÃO PAULO (Município). Centro de Gerenciamento de Emergências. Umidade relativa do ar. São Paulo. Disponível em: <https://www.cgesp.org/v3/umidaderelativa-do-ar.jsp>. Acesso em: 16 nov. 2017.

Neve em São José dos Ausentes. Rio Grande do Sul, 2013.

a) Do que é feita a neve? A neve é água em estado sólido. b) Costuma nevar no Brasil? Por quê?

O Brasil é um país predominantemente tropical. Não é comum nevar, mas em algumas cidades do Sul do país, nos períodos de inverno, neva e ocorre geada.

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veitar as diversas respostas dos alunos para conduzir a conversa em sala de aula e ajudá-los a relacionar a umidade do ar com o vapor de água na atmosfera. 2 c. Na seção Conexões há um link com informações sobre a umidade relativa do ar e a relação desse fator com a nossa saúde. • Atividade 3 b. Explorar com os alunos a questão da temperatura necessária às mudanças de estado físico da água. Por ser um país extenso, em certas regiões, sob determinadas condições

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climáticas, ocorrem precipitações em forma de neve, como é o caso de algumas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. São Joaquim, Urubici e São José dos Ausentes são tidas como as cidades mais frias do país. Já foram registradas precipitações de neve no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Nessas regiões, mesmo sendo um fenômeno raro, é possível nevar nos meses de junho, julho e agosto, nos quais o inverno é mais rigoroso.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

M ÃO N A M ASSA

• Estados físicos da água.

COMO COMPROVAR A EXISTÊNCIA DO VAPOR DE ÁGUA,SE ELE É INVISÍVEL?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

É possível perceber que há vapor de água no ar? Anote sua hipótese no caderno.

• Comprovar a existência de vapor de água no ar.

M ATERIAL • 2 copos de plástico transparente

• Corante para alimento (anilina)

• Água (em temperatura ambiente)

• Colher

• 4 cubos de gelo

PROCEDIMENTO 1. Forme dupla com um colega. 2. Em um dos copos, coloquem os cubos de gelo. Adicionem água até quase preencher o copo. Tomem cuidado para não esparramar a água e molhar a lateral externa do copo. 3. No segundo copo, coloquem apenas água até quase preenchê-lo. 4. Em ambos os copos, adicionem cerca de 5 gotas do corante e misturem com a colher.

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

5. Deixem os copos lado a lado, sobre uma bancada. Após 10 minutos, observem o aspecto dos copos, tanto interna, como externamente.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Ajudar os alunos na montagem do experimento, se necessário. É importante que eles não molhem a lateral externa dos copos para não comprometer os resultados. Caso os alunos derramem a água, orientá-los a secar a lateral externa dos copos.

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• Atividade 3. Como o intervalo de tempo é curto, a possibilidade de evaporação da água dos copos é pequena. Mas pode ser considerada, se algum aluno levantar a hipótese. O texto do boxe Sabia que... oferece uma excelente oportunidade para conversar sobre questões sociais, o acesso à água potável e às tecnologias. Explicar à classe que a água contaminada pode ser meio de transmissão de certas doenças. Recordar com os alunos o conceito de água potável e a importância de filtrar ou ferver a água antes de consumi-la.

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Os cubos de gelo derreteram ao entrar em contato com o calor do ambiente (a temperatura ambiente é maior que a do congelador) e o vapor de água presente no ar, em contato com Responda às questões. a superfície fria do copo que continha água com gelo, se condensou, formando pequenas gotas na superfície do copo.

CONEXÕES

1. O que vocês observaram após realizarem os procedimentos e esperarem por 10 minutos? Espera-se que os alunos observem que os cubos de gelo derreteram e que

houve a formação de pequenas gotas de água na superfície externa do copo que continha água e gelo.

2. Por que isso aconteceu?

3. Registrem os resultados, respondendo: Quais mudanças de estado físico foram observadas? Copo com gelo: fusão e condensação. 4. A água que se forma na parede externa do copo veio de dentro dele? Justifique sua resposta. Espera-se que os alunos percebam que o corante foi usado para comprovar

Para o professor: Site • CASTRO, Liliane Socorro de. Direito fundamental de acesso a água potável e a dignidade da pessoa humana. Âmbito Jurídico.com.br. Disponível em: <http://livro.pro/vb5t6k>. Acesso em: 16 nov. 2017.

que a água na superfície externa do copo não veio de dentro do copo.

5. Foi possível concluir que há vapor de água no ar? Explique.

SABIA QUE...

01_TEXTO_CREDITO

GERALDO CASO/AFP

Muitas vezes, os aparelhos mais simples têm grande impacto na vida das pessoas. É o exemplo de um filtro portátil criado por uma empresa suíça: um tubo plástico contendo filtros que tornam potável a água, que estava contaminada com microrganismos causadores de doenças. Esse aparelho pode ser simples, mas a tecnologia envolvida na sua produção é bastante avançada. Esse tubo pode ser usado em lugares onde não há acesso a água tratada ou por viajantes que se aventuram na natureza e podem beber água diretamente de rios e lagos. Criança usando o filtro de água portátil em San Mateo, Peru, 2011. O consumo de água não potável pode trazer riscos à saúde.

Sim, pela observação das gotinhas de água que se formaram fora do copo. Antes de se tornarem gotas (que são água no estado líquido), ao entrarem em contato com a superfície fria do copo, essa água estava na forma de vapor no ar.

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AMPLIAÇÃO Mais da metade da população mundial não tem acesso a saneamento básico, diz ONU Cerca de 4,5 bilhões de pessoas no mundo – bem mais da metade da população global atual de 7,6 bilhões de habitantes – não têm acesso a saneamento básico seguro, segundo relatório recente divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações

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Unidas para a Infância (Unicef). Já a quantidade de moradores do planeta com algum saneamento básico é de 2,3 bilhões. A informação é da ONU News. O documento das Nações Unidas indica ainda que o número de pessoas sem acesso à água potável em casa é de 2,1 bilhões em todo o mundo. Esta é a primeira vez que a OMS e o Unicef fazem um levantamento global sobre água, saneamento básico e higiene.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que água potável encanada, saneamento e higiene não deveriam ser privilégios apenas daqueles que vivem em centros urbanos e em áreas ricas. Para ele, os governos são responsáveis por assegurar que todos tenham acesso a esses serviços. MAIS DA metade da população mundial não tem acesso a saneamento básico, diz ONU. EBC: Agência Brasil, Brasília, DF, 12 jul. 2017. Disponível em: <http:// agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-07/ mais-da-metade-da-populacao-mundial-nao-tem-acessosaneamento-basico>. Acesso em: 16 nov. 2017.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

2.O CICLO DA ÁGUA De onde vem a água da chuva? Para onde ela vai?

• Ciclo da água.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender que a água está em constante movimento na natureza, mudando de lugar e de estado físico, no chamado ciclo da água.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Ao ouvir as respostas dos alunos à pergunta inicial, registrar as hipóteses levantadas por eles e, ao final do estudo dessas páginas, retomar a pergunta, revendo as hipóteses equivocadas. Espera-se que os alunos digam que a água da chuva vem das nuvens e, ao cair na superfície terrestre, infiltra-se no solo ou vai se juntar com a água dos rios, lagos ou mares. Iniciar a conversa sobre a importância da manutenção da cobertura vegetal para a infiltração da água da chuva. Comentar que em áreas asfaltadas, como os grandes centros urbanos, o risco de enchentes aumenta pelo fato de a água da chuva não ter por onde se infiltrar. Orientar a leitura do infográfico. Os alunos devem perceber que a água muda de estado físico constantemente na natureza, processo que garante que rios, mares e reservas subterrâneas de água continuem a existir. Lembrar os alunos de que o ciclo da água garante a constância desse recurso fundamental para a sobrevivência dos seres vivos. O ciclo hidrológico será compreendido após os alunos terem aprendido os principais estados físicos da água e que ela pode passar de um estado a outro dependendo da mudança de temperatura. Comentar que a precipitação em forma de neve ou granizo ocorre sob determinadas condições climáticas. Uma delas é a temperatura, que deve estar abaixo de zero grau para a água líquida das nuvens se tranformar em água sólida. Os alunos devem reconhecer que a quantidade de água na Terra é praticamente constante e que o ciclo hidrológi-

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos digam que a água da chuva vem das nuvens e, ao cair na superfície terrestre, infiltra-se no solo ou vai se juntar com a água dos rios, lagos ou mares.

A água é um dos componentes mais abundantes do planeta Terra. Ela está presente em diferentes lugares e em diferentes estados físicos. A água líquida está distribuída em lagos, rios, no solo, nos seres vivos e, em maior quantidade, nos oceanos. No estado sólido, a água está presente nas geleiras e nos lugares frios, como o topo de algumas montanhas. Na atmosfera, a água é encontrada no estado gasoso e no estado líquido, na forma das minúsculas gotas que formam as nuvens. Na natureza, a água está em constante movimento: dos rios para os mares, do corpo dos seres vivos para o solo, da superfície da Terra para a atmosfera, e assim por diante. O caminho da água no planeta compõe o chamado ciclo da água. O sol é fundamental para que o ciclo da água aconteça. É a energia do sol que fornece o calor que provoca algumas das mudanças de estado físico da água.

CICLO DA ÁGUA

Condensação O vapor de água sobe para a atmosfera, onde se resfria e se condensa, formando as nuvens. As nuvens são formadas por milhões de gotas minúsculas de água.

Evaporação A energia do sol faz com que a água dos oceanos, dos rios, dos lagos e da superfície do solo evapore, transformando-se em vapor de água. A água liberada por meio da transpiração dos seres vivos também se encontra na forma de vapor.

Água dos oceanos

Água dos rios que segue para o mar

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co garante essa constância. Incentivar os alunos a explorar o caminho que a água percorre no ciclo hidrológico.

• Atividade 1 b. Auxiliar os alunos a analisarem algumas implicações do ciclo da água no clima, como o regime das chuvas, a umidade presente no ar atmosférico, o fato de a água se congelar sob determinadas condições de temperatura nas épocas mais frias, entre outras. 1 c. A resposta a essa questão é complexa, mas a intenção não é esgotar o assunto neste momento. Comentar que a quantidade de água no planeta permanece a mes-

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ma desde os primórdios da Terra; o que tem mudado é a qualidade dessa água. O ciclo hidrológico, com a evaporação e a infiltração da água no solo, por exemplo, é capaz de tirar certos poluentes que estejam presentes na água. No entanto, com o passar do tempo e o aumento da poluição causado pelas atividades humanas, esse ciclo tem se tornado insuficiente para o processo de depuração da água. Nesse sentido, é possível afirmar que as atividades humanas têm afetado o ciclo da água, prejudicando inclusive a qualidade das águas que estão disponí-

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do rio, assim que ele “nascer”. Ou pedir que inventem uma história na qual a personagem principal é uma gota de água desse rio. Essa atividade também pode ser feita com base na observação de qualquer depósito de água, como um lago, lagoa ou mar.

1. Forme dupla com um colega. Usando os conhecimentos adquiridos até o momento, reflitam sobre as questões a seguir. a) Se a umidade do ar está relacionada com a quantidade de vapor de água na atmosfera, que parte do ciclo da água coopera para a presença de vapor de água no ar? A evaporação da água causada pelo calor do sol.

c) Na opinião de vocês, o ciclo da água pode ser afetado pelas atividades humanas? As alterações no ciclo da água também afetariam o clima? Expliquem. Resposta da dupla.

AMPLIAÇÃO RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

b) A umidade do ar, as precipitações (chuvas) e as temperaturas médias são fatores que influenciam o clima de uma região. Sabendo disso, vocês acham que é possível afirmar que o clima de uma região é influenciado pelo ciclo da água? Espera-se que os alunos respondam sim.

Vapor de água da atmosfera Precipitação A água das nuvens pode cair como chuva, neve ou granizo, retornando à superfície da Terra.

Água das nuvens e da chuva

Água da neve e das geleiras

Água que escorre pela superfície do solo Infiltração A água que precipitou pode escorrer para os rios e oceanos ou penetrar no solo, abastecendo os depósitos subterrâneos de água.

Água que penetra nos depósitos subterrâneos

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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veis para o consumo humano. Além das atividades que causam a poluição das águas, podem ser citadas também outras atividades humanas que afetam o ciclo da água, como é o caso da construção de barragens e hidrelétricas; as alterações provocadas por essas atividades têm consequências também no clima da região.

ATIVIDADE Propor a construção de modelos para representar algum processo do ciclo hidrológico. Aproveitar para trabalhar, na classe, a convivência e a capacidade

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de organização da atividade em grupo. Deixar que os alunos raciocinem e pesquisem como poderiam representar a evaporação, a condensação e a precipitação (esse último processo é um pouco mais complexo para alunos deste nível, mas é possível simplificar e propor um experimento). Se houver possibilidade, organizar um passeio para a nascente do rio mais próximo da região onde a escola se localiza. No local, podem-se distribuir folhas de papel e pedir aos alunos que imaginem e desenhem o que acontecerá com cada gotinha de água

Ciclo hidrológico (ciclo da água) [...] A construção de barragens, usinas hidrelétricas e a poluição da água afetam e muito o ciclo hidrológico do planeta causando transformações que podem ser prejudiciais. No caso de usinas hidrelétricas muito grandes (como, por exemplo, a Usina de Três Gargantas na China e Itaipu, entre o Brasil e Paraguai) a alteração se dá na quantidade de água que passa a evaporar naquela região onde se encontra o reservatório. O processo de evaporação mais intenso no local pode alterar sua temperatura e umidade, alterando consequentemente as correntes atmosféricas que passam por ele e o microclima da região. Nesse caso, a melhor saída tem sido a construção de PCH’s – Pequenas Centrais Hidrelétricas – que têm um tamanho e um impacto reduzidos. Entretanto, a maior inimiga das águas atualmente é a poluição. Menos de 3% de toda a água presente no planeta é doce e se encontra disponível para consumo humano e é essa parte que estamos poluindo. Normalmente o ciclo hidrológico conseguiria recuperar a qualidade da água por si só. Mas a quantidade de poluentes que jogamos na água é tão grande que isso não é mais possível, ocasionando o transporte de poluentes pelas chuvas, fazendo com que eventos como a chuva ácida se tornem cada vez mais comuns. FARIA, Caroline. Ciclo hidrológico (ciclo da água) Infoescola. Disponível em: <https://www.infoescola.com/ geografia/ciclo-hidrologico-ciclo-da-agua/>. Acesso em: 10 nov. 2017.

CONEXÕES Para o aluno e o professor: Site • BRASIL. Ministério da Educação. O que é o ciclo da água? Objeto educadional. Brasília, DF. Objeto educacional sobre o ciclo da água. Disponível em: <http://livro.pro/n9t2o9>. Acesso em: 5 nov. 2017.

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água de acordo com a temperatura.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer que a água é um solvente. • Saber que a água que bebemos con-

tém algumas substâncias dissolvidas.

ELIC/SHUTTERSTOCK.COM

• Água como solvente. • Mudanças nas propriedades da

M ÃO N A M ASSA

A ÁGUA: UMA SOLUÇÃO E UM SOLVENTE ATIVIDADE 1: ANALISANDO O RÓTULO DA ÁGUA MINERAL. Você sabe o que é uma solução? E um solvente? Já ouviu essas palavras? Se sim, diga onde e em que contexto. Resposta pessoal. A água que bebemos contém diversas substâncias. Não enxergamos essas substâncias na água mineral, porque elas não têm cor e estão dissolvidas na água. Dizemos, então, que a água Rótulo de uma garrafa de é uma solução. água mineral. A água é um líquido capaz de dissolver diversos componentes. Por isso a água é considerada um solvente.

FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

PRINCIPAIS CONCEITOS

1. Analise o rótulo de uma garrafa de água mineral. 2. Escreva o nome de três substâncias dissolvidas na água a que se refere o rótulo. Os alunos podem citar: bário, estrôncio, cálcio, magnésio, potássio, sódio, sulfato, bicarbonato, fluoreto, nitrato e cloreto.

ATIVIDADE 2: ÁGUA QUENTE OU FRIA: QUAL É MELHOR SOLVENTE? Nesta atividade, vamos analisar as diferenças na capacidade de dissolução da água quente e da água fria.

M ATERIAL • 2 copos

• Água fria

• Água quente (o professor deverá aquecer água em quantidade suficiente para a classe)

• Açúcar • 2 colheres (de chá) iguais

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Inicialmente, esclarecer aos alunos que solução é o nome dado na Química para qualquer mistura homogênea, isto é, aquela em que não há distinção de fases. Esta atividade permite trabalhar com o fundamento científico de que o aquecimento ou o resfriamento de materiais

causa mudanças em suas propriedades. O aquecimento muitas vezes pode alterar propriedades químicas, como nesse exemplo, em que o aumento da temperatura da água eleva sua capacidade de dissolver o açúcar. Ao iniciar a atividade, pode-se verificar o que os alunos já conhecem sobre dissolução. Muitos já podem ter percebido, por exemplo, que o achocolatado em pó se dissolve mais facilmente em leite quente do que em leite gelado – lembrá-los de que a maior parte da composição do leite é água. Para encerrar a

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atividade, pode-se pedir à turma que reflita sobre o aparecimento de açúcar cristalizado no fundo do copo ou xícara, junto ao restinho de café ou leite frio – esse açúcar resulta do menor poder de dissolução do líquido ao esfriar. Comentar que isso significa que a solução já está saturada, isto é, que não é mais possível dissolver açúcar na água.

ATIVIDADE A partir da atividade, realizar diversos outros “testes de solubilidade”: preparar

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CONEXÕES

PROCEDIMENTOS

Para o professor: Site • RENDELUCCI, Fábio. Soluções: soluto, solvente, concentração e curva de solubilidade. UOL Educação, 31 jul. 2005. Disponível em: <http://livro.pro/ e5hcdr>. Acesso em: 5 nov. 2017.

1. Forme dupla com um colega. 2. O professor irá encher um dos copos com água quente. Encham o outro copo com água fria. 3. Cada aluno deverá escolher um copo: o de água fria ou o de água quente. 4. Um de cada vez deverá adicionar uma colher de açúcar no copo escolhido e mexer bem. Repitam isso até que não seja mais possível dissolver o açúcar na água. Vejam quem consegue dissolver mais açúcar. Não se esqueçam de contar o número de colheres de açúcar adicionado em cada copo.

Respondam às questões. 1. Ao realizar os procedimentos da atividade, como sabemos que não é mais possível dissolver o açúcar na água? O açúcar começa a ficar visível no copo, sobrando no fundo do X recipiente. O açúcar começa a engrossar a água. 2. Registrem os resultados. Escrevam o número que indica quantas colheres de açúcar foram dissolvidas: • na água quente:

.

Resposta pessoal

• na água fria:

.

Resposta pessoal

3. Conclusão: qual é o melhor solvente para o açúcar, água quente ou fria? X

Água quente, pois permitiu dissolver uma quantidade maior de açúcar. Água fria, pois permitiu dissolver uma quantidade maior de açúcar.

4. Nem todas as substâncias são solúveis em água. Tentem fazer as misturas a seguir e vejam o que acontece. Água + detergente

Água + sal

Água + óleo de cozinha

a) Qual dos componentes não se dissolveu na água? Sal

X

Óleo de cozinha

Detergente

b) Como vocês chegaram a essa conclusão? Quando se mistura o óleo na água, percebe-se que o óleo forma uma camada (fase) sobre a água, permanecendo separado dela.

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copos transparentes e substâncias diversas para que os alunos testem aquela que dissolve ou não na água; o processo contrário também pode ser feito – pode-se apresentar água misturada a diversos materiais e pedir aos alunos que sugiram maneiras de descobrir o que foi dissolvido na água e como separar os dois materiais.

AMPLIAÇÃO Com base nessa atividade, os alunos poderão concluir que a capacidade de dissolução da água quente é melhor do

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que a da água fria. A partir disso, conversar com a classe sobre uma das principais premissas do trabalho científico: podemos aprender sobre os processos e fenômenos simplesmente observando-os atentamente, mas também podemos fazer algo (experimentar) para testar se o que achávamos que aconteceria (nossa hipótese) realmente ocorre. Assim, é possível extrair dados e conclusões. Nessa atividade, por exemplo, foi proposto testar o que acontece ao dissolver açúcar na água quente e na água fria para descobrir qual delas é melhor solvente.

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3.OS USOS DA ÁGUA

O gráfico mostra que a atividade que mais consome água no país é a irrigação (atividade agrícola).

Analise o gráfico a seguir. Qual é a atividade que mais consome água no país?

• Usos da água. • Energia hidrelétrica.

USOS DA ÁGUA NO BRASIL (2014)

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer que a água é usada em vários setores da sociedade, como agricultura, indústria e produção de energia. • Relacionar o uso da água à produção de energia elétrica nas usinas hidrelétricas, reconhecendo que sua construção tem grande impacto ambiental.

Animal 6%

Abastecimento humano urbano 22%

Indústria 15%

Abastecimento humano rural 2%

Irrigação 55%

EDITORIA DE ARTE

PRINCIPAIS CONCEITOS

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Agência Nacional de Águas. Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil: informe 2015. Brasília, DF, 2015, p. 36. Disponível em: <http://www3.snirh.gov.br/portal/snirh/centrais-de-conteudos/conjuntura-dos-recursos-hidricos/ conjuntura_informe_2015.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017.

RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS

A água é um dos recursos naturais mais importantes para os seres vivos. As pessoas utilizam a água de diferentes maneiras: para beber, para cozinhar, para a higiene pessoal e dos ambientes, nas indústrias e na agricultura. A agricultura utiliza mais da metade do gasto total de água no Brasil, principalmente para a irrigação dos vegetais cultivados. Para você ter uma ideia, a produção de apenas 1 kg de bananas utiliza 499 litros de água!

A agricultura é uma atividade econômica bastante importante para o país. Preservar a água é fundamental para manter a produção agrícola. Vargem Grande Paulista, SP, 2016.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Recordar com os alunos os usos da água que eles conhecem. Anotar as respostas na lousa e ampliá-las após o estudo dessas páginas.

ENCAMINHAMENTO Ao trabalhar a pergunta inicial do capítulo, conversar com os alunos para

descobrir se conhecem o significado do termo irrigação, explicando que se trata do uso da água na agricultura para as plantas cultivadas. Auxiliar a turma na leitura do gráfico, explicando que, de cada 100 litros de água gastos, 55 são usados para a agricultura; 15, para a indústria, e assim por diante. Retomar com os alunos o texto sobre a máquina de gelo na página 90, explicando um exemplo da importância da energia elétrica para as pessoas. Comentar que a maior parte da energia elétrica do Brasil vem da água, ou

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melhor, das usinas hidrelétricas. Então, a água também é importante para a produção de energia. Comentar sobre o esforço que ambientalistas realizam para retirar animais de locais que foram ou serão inundados para a construção de hidrelétricas. É possível propor que os alunos debatam sobre o assunto, uns defendendo a construção de usinas hidrelétricas e outros criticando essa ação. Os debates são excelentes propostas pedagógicas porque propiciam a elaboração e a discussão de diferentes pontos de vista.

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CONEXÕES

No Brasil, a água também é importante para a produção de energia elétrica, pois a maior parte dessa energia é produzida nas usinas hidrelétricas. As usinas hidrelétricas são construções que aproveitam a energia do movimento da queda da água para gerar energia elétrica, por meio de equipamentos próprios para isso.

CESAR DINIZ/PULSAR IMAGENS

Para o professor: Site • ELETROBRAS. Meio ambiente e energia. Disponível em: <http://livro. pro/8rmw83>. Acesso em: 5 nov. 2017.

Usina hidrelétrica em Santana de Parnaíba, SP, 2005.

SABIA QUE... Mais de 70% do corpo humano é formado por água. A água participa de diversas funções do organismo, como na composição do sangue, no resfriamento da temperatura corporal quando está muito calor (por meio do suor), na eliminação dos excretas da urina e na proteção dos órgãos, umedecendo os olhos, o nariz e a boca, entre outras funções. Por isso é importante manter o organismo sempre bem hidratado!

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ATIVIDADE Uma sugestão para expandir o assunto da produção de energia é pedir aos alunos que pesquisem como países que não dispõem de grandes massas de água ou de territórios extensos fazem para obter energia elétrica. Relembrar alguns tópicos sobre energia já conhecidos dos alunos. Deixar que eles falem o que sabem e, depois, oferecer mais algumas informações:

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• A energia não pode ser criada ou destruída. Ela apenas passa de uma forma para outra. No caso das usinas hidrelétricas, a energia das quedas-d’água é transformada em energia elétrica. Por sua vez, essa energia é usada em nossas casas para acender as lâmpadas, fazer o liquidificador funcionar etc. • Há diversos tipos de energia: a energia química dos alimentos, a energia solar, a energia dos ventos, a energia dos combustíveis etc.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

4.DANOS E CUIDADOS COM A ÁGUA A maioria dos rios nasce limpa, bem como os mares e lagos. No entanto, as atividades humanas podem alterar a qualidade da água, tornando-a poluída ou imprópria para consumo. Conheça, a seguir, algumas causas da poluição da água.

• Danos e cuidados com a água.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

PRINCIPAIS CAUSAS DE POLUIÇÃO DA ÁGUA

• Reconhecer que algumas atividades humanas prejudicam a qualidade da água. • Compreender a necessidade de evitar o desperdício de água. • Reconhecer que podemos evitar o desperdício de água com atitudes simples.

Garimpos: jogam mercúrio nos rios, um componente muito prejudicial à saúde de todos os seres vivos.

Áreas agrícolas: os agrotóxicos usados na lavoura são levados pela chuva, contaminando os rios e a água do subsolo.

ESTÚDIO AMPLA ARENA

Indústrias: despejam dejetos sem tratamento e água quente utilizada nas máquinas, que alteram o equilíbrio dos rios.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Essas páginas permitem abordar assuntos importantes: as atividades humanas que prejudicam a água e as atitudes humanas que desperdiçam água. Explorar o infográfico que mostra as principais causas de poluição da água. Salientar que é possível minimizar esses prejuízos, tratando a água que é usada antes de ela ser devolvida ao ambiente. Além de o ser humano poluir a água, ele também faz várias ações que causam o desperdício desse recurso natural. O desperdício de água deve ser muito bem trabalhado com os alunos. É importante abordar esse assunto para que eles cresçam com consciência dos problemas ambientais que o planeta enfrenta. Também é essencial ressaltar que, com pequenas atitudes no dia a dia, podemos diminuir de maneira significativa o

Chiqueiros e granjas: os dejetos dos animais, lançados nos rios, podem poluir a água e contaminá-la com microrganismos causadores de doenças.

Áreas urbanas: podem despejar esgoto sem tratamento nos rios. A grande quantidade de asfaltamento impede que a água penetre no solo, o que prejudica o ciclo hidrológico. Isso pode causar enchentes. O lixo gerado nas cidades polui a água dos depósitos subterrâneos.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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desperdício de água. Nesse sentido, os quadrinhos da página 101 podem ser explorados com os alunos, para que observem como as pessoas estão utilizando a água em cada cena. Fazer perguntas, como: “A mulher que está lavando louça está economizando ou desperdiçando água?”. Explicar que ela está desperdiçando água, porque está ensaboando a louça com a torneira aberta. Prosseguir na observação da imagem perguntando quem mais está desperdiçando água. Espera-se que os alunos digam que lavar a calçada e o carro com mangueira, escovar

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os dentes e lavar as mãos com a torneira aberta, deixar o chuveiro aberto durante todo o tempo do banho e brincar jogando água, com mangueira ou balde, são atitudes que desperdiçam água. Perguntar aos alunos se eles conhecem alguma outra situação de desperdício. Comentar que lavar o veículo utilizando água em um balde é uma atitude mais econômica; além disso, atualmente há maneiras ecologicamente corretas de fazer a limpeza de veículos sem o uso de água. Por fim, pedir aos alunos que associem a situação apresentada no último

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Respostas possíveis: tratar o esgoto das áreas urbanas e das indústrias; utilizar alternativas aos agrotóxicos nas lavouras; tratar o lixo e reciclar o que for possível; diminuir a quantidade de lixo produzida; reaproveitar os dejetos dos animais como adubos para as lavouras.

CONEXÕES

1. Analisando a figura da página anterior, converse com seus colegas e façam uma lista de atitudes que poderiam ser tomadas pelos governantes e pelos cidadãos para cuidar da água.

Para o professor: Site • PENA, Rodolfo F. Alves. Consumo de água no mundo. Mundo Educação. Disponível em: <http://livro.pro/wnjw6i>. Acesso em: 16 nov. 2017.

2. Leia os quadrinhos. Depois, responda às questões.

PEDRO LEITE - WWW.QUADRINHOSACIDOS.COM.BR

Para o aluno: Site • ÁGUA boa para beber. A Turma da Mônica, São Paulo: Mauricio de Sousa, 2002. Disponível em: <http://livro.pro/ ygiq8v>. Acesso em: 5 nov. 2017.

Pedro Leite. Quadrinhos Ácidos. Falta d’água.

a) O que as pessoas estão fazendo em cada quadrinho? Essas atitudes são adequadas? Por quê? As pessoas estão desperdiçando água em atividades do seu cotidiano. Esse desperdício não é adequado.

b) Quais dessas atitudes você costuma presenciar em seu dia a dia? Resposta pessoal.

c) A repórter faz uma afirmação no último quadrinho. Os quadrinhos anteriores confirmam o que ela diz? Explique.

d) Desenhe uma nova versão da história, mostrando atitudes de cuidado com a água e sua preservação. Exponha sua história no mural da classe ou crie uma versão digital para ser compartilhada no blogue da classe. Não, pois os quadrinhos não mostram a falta de chuvas, mas o desperdício de água que acarreta sua escassez.

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quadrinho com as apresentadas nos quadrinhos anteriores. Perguntar a eles se o desperdício de água mostrado nos quadrinhos pode agravar a escassez de água que a falta de chuva pode provocar.

ATIVIDADE Comentar que muitas pessoas convivem com a escassez de água, enquanto outras a utilizam de maneira irresponsável. Pedir aos alunos que pesquisem notícias em jornais, revistas e na internet a respeito desse assunto. Depois, promover uma conversa para que os

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alunos exponham suas opiniões e ideias sobre como cuidar melhor da água do planeta. Sugerimos entrevistar alguns moradores e comerciantes da localidade para descobrir como usam a água e se há preocupação em economizá-la. Orientar os alunos a coletar, com familiares, informações sobre o uso da água em casa e formas de economizá-la. Seria interessante fazer uma pesquisa sobre as principais atividades econômicas da localidade (agricultura, indústria, comércio) e descobrir de que forma a água é utilizada nelas.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

ATIVIDADES 1. Observe as imagens.

• Estados físicos da água. • Ciclo da água. • Água como solvente.

B ILUSTRAÇÕES: ESTÚDIO AMPLA ARENA

A

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM a) Qual é a diferença entre elas?

• Na seção Atividades, procuramos

explorar as expectativas de aprendizagem trabalhadas na unidade, a fim de sistematizar os conceitos principais.

Espera-se que os alunos notem que na ilustração A a poça tem água, enquanto na ilustração B a água secou.

b) Que mudança de estado físico é mostrada? Evaporação.

c) O que provocou essa mudança de estado físico? O calor do sol.

2. Ao soprar com força perto de um vidro, ele fica embaçado. FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

• Por que isso acontece? Com um colega, formule uma hipótese para esse fato. O ar que sai dos pulmões é úmido, ou seja, tem vapor de água. Ao entrar em contato com a superfície fria do vidro, o vapor de água se condensa, formando pequenas O ar expelido dos nossos gotículas. Isso deixa o vidro embaçado. pulmões embaça o vidro.

3. Observe a montagem que um professor fez e responda às questões.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

Gelo

Água quente

Prato de plástico

Pote de vidro

ATENÇÃO se você quiser fazer este procedimento, peça a um adulto que o ajude.

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ENCAMINHAMENTO • Atividade 1. Retomar as mudanças

de estado físico da água e o papel da temperatura nessas mudanças. • Atividade 3. Essa atividade, embora pareça simples à primeira vista, exige dos alunos diferentes habilidades próprias do método científico: interpretação e identificação dos componentes de um modelo, capacidade de levantar hipóteses sobre como os componentes vão interagir ao longo do tempo, compreensão da relação entre o modelo e o objeto/processo que ele representa. É possível que os alunos também imaginem que, após certo tempo, as gotinhas de água acumuladas começarão a pingar

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do fundo do prato para dentro do pote. Comentar que as gotinhas se formariam mesmo na ausência de gelo, já que a superfície do prato é fria. No entanto, essa condensação seria mais lenta. É válido lembrar que falamos a respeito de três estados físicos – sólido, líquido e gasoso, mas os cientistas já reconhecem outros estados físicos em que a matéria pode se apresentar.

• Atividade 4. Essa atividade traz uma questão que permite ao aluno relacionar o conteúdo aprendido na escola com o seu cotidiano. É provável que poucos

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alunos tenham associado o fato de adicionar água quente à gelatina em pó com a dissolução desse produto.

• Atividade da seção Contando história. Incentivar a criatividade dos alunos. Propor algumas perguntas para motivá-los: “O que a gota de água poderia dizer que há de diferente entre a época dos dinossauros e os dias atuais?”; “O que mudou com o aparecimento do ser humano na Terra?”; “Como ela se sentia e como se sente agora?”. Essa atividade permite aos alunos que exerçam a criatividade e trabalhem a habilidade escrita.

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A água quente do pote vai evaporar e se condensar ao encostar no prato frio, que ficará com gotinhas na sua superfície inferior. É provável também que os cubos de gelo comecem a derreter.

CONEXÕES

a) Depois de 10 minutos, que mudanças poderão ser observadas na montagem? Escrevam suas hipóteses.

Para o professor: Site • QUINTO estado da matéria. Pesquisa Fapesp, São Paulo, ed. 101, jul. 2004. Disponível em: <http://livro.pro/pd7foc>. Acesso em: 5 nov. 2017.

b) Essa montagem pode ser comparada a uma etapa do ciclo da água, isto é, ela serve como modelo dessa etapa. Que etapa é essa? Explique. 4. Leia as instruções de preparo da gelatina. • Aqueça 250 mL de água.

Livro • HEWITT, Paul G. Física conceitual. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. p. 215-259.

SHUTTERST OCK.C

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• Misture o pó de gelatina na água quente e mexa até que ele se dissolva completamente.

PARADA PARA AVALIAÇÃO

PITAK AREEK UL/

• Adicione mais 250 mL de água fria. Coloque o conteúdo em forminhas e leve à geladeira.

• Por que é preciso aquecer a água antes de misturar a gelatina? Discuta com os colegas e responda. Porque o poder de dissolução da água quente é maior do que o da água fria, isto é, o pó de gelatina se dissolve melhor em água quente.

CONTANDO HISTÓRIA

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

EDITORA ESCRITURAS

FIQUE LIGADO

EBER EVANGELISTA

Toda água do planeta é a mesma há muito tempo. Você já parou para pensar que talvez a mesma água que você tomou hoje já tenha matado a sede de um dinossauro que viveu há milhões de anos? Imagine esse cenário e escreva a história de uma gota de água que esteve presente no tempo dos dinossauros e encontrou você e sua turma nos dias de hoje.

A atividade da seção Contando história é uma ótima oportunidade de avaliação. Verificar o texto feito pelos alunos e averiguar se eles compreenderam os assuntos apresentados na unidade por meio da inclusão de alguns conceitos apresentados. Avaliar a habilidade escrita dos alunos, a apresentação e o encadeamento das ideias.

Seis razões para cuidar bem da água, de Nílson José Machado e Silmara Rascalha Casadei. São Paulo: Escrituras. Poemas inspiradores para refletir sobre os cuidados com a água.

Chuá Chuágua, TV Cultura Alô Escola. Navegue por esse site e descubra dados, informações e curiosidades sobre a água e sua preservação. Disponível em: <http://livro.pro/33moah>. Acesso em: 21 out. 2017. 3b. A montagem pode ser comparada à formação da chuva no ciclo da água. A água quente representa os oceanos e outros corpos de água da superfície da Terra. A água que evapora e se condensa sob o prato representa a formação das nuvens, enquanto as gotinhas que caem do prato representam a chuva.

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AMPLIAÇÃO Natureza da ciência O método científico é a maneira como os cientistas analisam problemas e questões e como descobrem suas respostas e soluções. Ele acontece em alguns passos: 1. Observações e hipóteses Os cientistas observam um problema ou algo que querem saber e formulam questões e hipóteses. 2. Procedimentos do experimento É preciso fazer um plano sobre como cada hipótese será testada e que

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materiais serão necessários para isso. Os cientistas o colocam em prática, seguindo os passos planejados e verificando se algo precisa ser refeito ou mudado. 3. Resultados e conclusão Enquanto realizam os procedimentos, os cientistas devem anotar todos os resultados que observam para poder checar e comparar tudo depois. Os resultados anotados vão ajudar a saber se a hipótese estava correta ou não – ou seja, os resultados é que possibilitam concluir o experimento.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Conservação da água. • Mata ciliar.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer a Lei das águas. • Reconhecer a importância da manu-

tenção da mata ciliar para a conservação da água.

NOVAS PERGUNTAS COMO PODEMOS AJUDAR A ÁGUA? 1. Leia o texto. Depois, faça o que se pede. LEI DAS ÁGUAS ASSEGURA A DISPONIBILIDADE DO RECURSO NO PAÍS Criada em 1997, legislação tem como objetivo promover a disponibilidade de água e a utilização racional e integrada dos recursos hídricos para a atual e as futuras gerações O Brasil é privilegiado na disponibilidade de recursos hídricos. [...] Apesar da abundância, os recursos hídricos brasileiros não são inesgotáveis. A água não chega para todos na mesma quantidade e regularidade. As características geográficas de cada região e mudanças de vazão dos rios, que ocorrem devido às variações climáticas ao longo do ano, afetam a distribuição e também o uso indiscriminado tanto dos mananciais superficiais quanto dos subterrâneos. As perspectivas de escassez e degradação da qualidade da água colocaram em discussão a necessidade de adoção do planejamento e do manejo integrado dos recursos hídricos. [...] Em 1997, foi sancionada a Lei das Águas (Lei no 9.433) [...]. Um de seus principais objetivos é assegurar a disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados, bem como promover uma utilização racional e integrada dos recursos hídricos. A lei tem como fundamento a compreensão de que a água é um bem público (não pode ser privatizada), sendo sua gestão baseada em usos múltiplos (abastecimento, energia, irrigação, indústria etc.) e descentralizada, com participação de usuários, da sociedade civil e do governo. O consumo humano e de animais é prioritário em situações de escassez. [...] PORTAL BRASIL. Lei das águas assegura a disponibilidade do recurso no país. 28 jul. 2014. Meio ambiente. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2010/10/lei-das-aguasassegura-a-disponibilidade-do-recurso-no-pais>. Acesso em: nov. 2017.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Ler o texto com os alunos e propor uma conversa com a classe. É importante que os alunos compreendam que a Lei das águas tem o objetivo de assegurar a disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados, bem como promover uma utilização racional e integrada dos recursos hídricos. Este tema procura trazer um momento de reflexão sobre o exercício da

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cidadania nas esferas pessoal e coletiva. Os materiais didáticos trazem, em geral, exemplos de ações individuais. No entanto, é importante que os alunos conheçam e percebam que podem participar e divulgar ações políticas.

• Atividade da seção Vamos além. Comentar com os alunos que mata ciliar é a mata que margeia o curso de rios. A manutenção dessa mata ao longo do curso de um rio é muito importante, pois ela permite a conservação das águas. Ao retirarmos a mata ciliar, os rios podem sofrer assoreamento (deposição de sedi-

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mentos), o que prejudica a qualidade de suas águas e, consequentemente, o fornecimento de água para a população. Logo, não somos inteligentes ao desmatar e depois sofrer as consequências negativas de nossas ações, como a falta de água. A proposta é que os alunos percebam que a água é um recurso precioso que merece cuidados para que esteja disponível para a geração atual, bem como para as futuras gerações. A água é importante não apenas para o uso pessoal, mas também para a produção de energia, a irrigação de plantações e a

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DANIEL BOGNI

b. Assegurar a disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados, bem como promover uma utilização racional e integrada dos recursos hídricos.

a) Marque as palavras do texto que você não conhece ou não tem certeza do seu significado. Depois, procure os termos no dicionário e volte ao texto para verificar se conseguiu compreendê-lo. Resposta pessoal.

CONEXÕES Para o professor: Site • WWF Brasil. Conservação da mata ciliar. Disponível em: <http://livro.pro/ n7pa5y>. Acesso em: 16 nov. 2107. • PENA, Rodolfo F. Alves. Mata ciliar. Mundo Educação. Disponível em: <http://livro.pro/dqdty5>. Acesso em: 16 nov. 2017.

b) Qual é o objetivo principal da Lei das Águas? c) De acordo com o texto, qual uso da água deve ser priorizado em situação de escassez? O consumo humano e o de animais.

ARMANDINHO, DE ALEXANDRE BECK

VAMOS ALÉM

Alexandre Beck. Armandinho.

• Você sabe o que é mata ciliar? Pesquise e depois explique por que Armandinho tem dúvidas de que o ser humano é mesmo inteligente. • A cidade onde você mora já enfrentou falta de água? Respostas pessoais. • Será que somente os governantes, por meio de leis, podem fazer alguma coisa para ajudar a preservar a água? • De que forma você, como cidadão, poderia ajudar a cuidar da água? • Que outras perguntas você gostaria de fazer sobre os cuidados com a água?

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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indústria. O ciclo hidrológico influencia o clima de uma região e o equilíbrio dos ecossistemas. Explicar que, na natureza, os diversos elementos influenciam uns aos outros. Quando um desses elementos é afetado, os efeitos podem atingir também outras partes. Ao retirar a cobertura vegetal de uma área, por exemplo, as chuvas caem diretamente sobre o solo, levando sedimentos para os rios, que ficam assoreados e têm o seu fluxo diminuído. Isso tem implicações no ciclo da água. Sendo assim, é possível afirmar que o desmatamento tem como conse-

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quências a falta de água e o empobrecimento dos solos, o que afeta a vida das pessoas e dos demais seres vivos. Porém, é possível planejar ações positivas, como: ao ajudar no reflorestamento de uma área, as nascentes e os rios da região são preservados, o que tem influência no ciclo da água e no clima da região, afetando positivamente as pessoas e os demais seres vivos. Em razão disso, todas as pessoas – governantes, industriais e cidadãos – podem e devem fazer o que estiver ao alcance de cada um para cuidar da natureza.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • • • •

Problemas ambientais. Soluções para o lixo. Reciclagem. Educação ambiental.

HABILIDADES DA BNCC • (EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente, descarte adequado e ampliação de hábitos de reutilização e reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.

UNIDADE

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VIVENDO EM EQUILÍBRIO COM O PL A NETA 1. É possível que alguns alunos consigam identificar alguns materiais usados na obra de arte. São garrafas plásticas, latas de metal, chinelos, assentos sanitários e outros materiais retirados do lixo. Comente que os materiais foram coletados em um aterro sanitário. 2. Espera-se que os alunos respondam que vários materiais descartados como lixo podem ser reciclados e usados para fazer matéria-prima que dará origem a materiais novos.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Você consegue identificar alguns dos materiais usados na obra de arte? Onde você acha que o artista conseguiu esses materiais? 2. O artista mostra que é possível aproveitar o lixo para fazer arte. Cite outra forma de aproveitamento do lixo.

EDITORIA DE ARTE

3. Um dos catadores que participaram do documentário “Lixo extraordinário” não se autodenomina catador de lixo, e sim catador de material reciclável. Por que será que ele fez essa diferenciação? Que diferença há entre lixo e material reciclável descartado?

3. É importante deixar que os alunos reflitam a respeito. Depois da conversa e da troca de ideias entre eles, comentar que, de acordo com o catador, lixo é aquele material que não pode ser reaproveitado, 106 que não tem mais serventia. Já o material reciclável vai ser útil para a fabricação de novos objetos.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Explorar com os alunos a imagem dessas páginas que retrata um dos trabalhos do artista paulista Vik Muniz. Se possível, exibir o documentário “Lixo extraordinário” ou parte dele para os alunos (trailer disponível no link indicado na seção Conexões). Nesse documentário é contada parte da vida dos catadores de materiais recicláveis do aterro do Jardim Grama-

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cho, na periferia do Rio de Janeiro. Nele, o artista mostra a transformação do descartável em arte, do lixo em luxo. É possível que alguns alunos consigam identificar alguns materiais usados na obra de arte. São garrafas plásticas, latas de metal, sacos plásticos e outros materiais retirados do lixo. É importante deixar que os alunos reflitam a respeito da afirmação do catador de material reciclável mencionada na atividade 3. Depois da conversa e da troca de ideias entre eles, comentar que, de acordo com o catador, lixo é aquele material que não pode ser reapro-

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COLEÇÃO PARTICULAR © MUNIZ, VIK/AUTVIS, BRASIL, 2017.

RECURSOS PEDAGÓGICOS • • • • • • • • • •

Fotografia. Ilustração. Obra de arte. Gráfico. Infográfico. Esquema. Notícia. Reportagem. Quadrinhos. Tabela.

CONEXÕES Para o aluno e o professor: Sites • LIXO extraordinário. Direção: Lucy Walker. Produção: Angus Aynsley e Hank Levine. Brasil: Almega Projects e O2 Filmes, 2010. Trailer oficial (3min28s). Disponível em: <http://livro.pro/ppsazz>. Acesso em: 5 nov. 2017. • MASP faz retrospectiva com 131 obras de Vik Muniz. UOL Entretenimento. Disponível em: <http://livro. pro/kyq8nr>. Acesso em: 5 nov. 2017.

Obra da série “Lixo” feita pelo artista plástico paulistano Vicente José de Oliveira Muniz, conhecido por Vik Muniz, usando materiais recicláveis, unindo fotografia e desenho. A elaboração e o desenvolvimento das obras dessa série fazem parte do documentário “Lixo extraordinário”, no qual é contado parte da vida dos catadores de materiais recicláveis do aterro do Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Nele, o artista mostra a transformação do descartável em arte, do lixo em luxo. Marat-Sebastião, de Vik Muniz, 2008. Imagens de Lixo. Coleção Particular.

M88/SHUTTERSTOCK.COM

Livro • CAPRA, Fritjof. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: Cultrix, 2006.

tre o,

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Os recursos pedagógicos utilizados nesta unidade são:

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veitado, que não tem mais serventia. Já o material reciclável pode ser útil para a fabricação de novos objetos. Perguntar a eles se concordam com a justificativa do catador e incentivar a conversa sobre a importância da reciclagem como forma de reduzir a quantidade de material descartado pelo ser humano e de conservar os recursos naturais. Jornais do bairro, campanhas da escola ou da vizinhança, ou até mesmo moradores engajados nas questões ambientais, podem fornecer materiais para a classe analisar.

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AMPLIAÇÃO Recomendamos, como apoio ao professor, a leitura do livro Alfabetização ecológica, de Fritjof Capra e colaboradores, que fornece muitos elementos e propostas para o trabalho com educação ambiental (referência completa na seção Conexões).

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PRINCIPAIS CONCEITOS

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos relacionem o aumento da população humana a uma maior ocupação do ambiente e à necessidade de exploração de maior quantidade de recursos naturais.

1.O AUMENTO DA POPULAÇÃO MUNDIAL A população humana vem crescendo de forma explosiva: em 1804, éramos 1 bilhão de habitantes no mundo; em 1959, somávamos 3 bilhões de habitantes; em outubro de 2011 atingimos a marca de 7 bilhões de habitantes! • Há relação entre o aumento da população humana e os problemas ambientais enfrentados pelo planeta atualmente? Explique.

• População mundial.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Relacionar o crescimento da popula-

AARON VINCENT ELKAIM/THE NEW YORK TIMES/FOTOARENA

RENATO SOARES/PULSAR IMAGENS

ção mundial ao aumento da ocupação do ambiente natural e aos consequentes problemas ambientais.

No início da civilização humana, a população crescia lentamente. Havia muitas doenças que determinavam uma alta taxa de mortalidade naquela época. Além disso, a produção de alimentos era bastante precária e não abastecia toda a população. Atualmente, os avanços em áreas como a medicina, a tecnologia e a agropecuária possibilitam que as pessoas vivam mais. Mesmo as guerras e a fome – problemas ainda existentes nos dias de hoje – não impediram o aumento da população.

Além dos avanços tecnológicos, o ser humano (ao contrário da maior parte das outras espécies de seres vivos) tem a capacidade de se adaptar aos mais diversos ambientes da Terra. Dessa forma, ocupamos diferentes lugares do planeta: das geleiras até as florestas. À esquerda: Pessoas coletando mexilhões em Quebec, Canadá, 2017. À direita: Aldeia Yawalapiti, em Gaucha do Norte, MT, 2017.

Hoje somos mais de 7 bilhões de habitantes no mundo e, com mais pessoas vivendo na Terra nos moldes em que a maior parte da sociedade humana foi moldada, é necessária uma enorme quantidade de recursos, como água potável, solo para produção de alimentos, geração de energia elétrica e materiais para a construção de moradias. As cidades e as plantações ocupam o espaço de ambientes naturais caracterizados por florestas e rios. 108

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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ENCAMINHAMENTO

cuidar do planeta, não só para a própria utilização, mas também para a das gerações futuras.

Ao trabalhar com a classe a pergunta inicial do capítulo, esclarecer para os alunos que a previsão do número de pessoas no mundo é estimada por especialistas por meio de estudos e cálculos específicos. Nestas páginas, é mostrada a relação entre o aumento da população humana e o crescimento de suas necessidades em relação aos recursos do meio ambiente. Os alunos devem perceber essa relação e compreender a necessidade de

• Atividade 1. Utilizando os conceitos aprendidos nas aulas de Matemática, auxiliar os alunos na interpretação dos dados do gráfico, fazendo-os perceber que o número de idosos está aumentando no decorrer do tempo. O gráfico mostra que desde 1999 a população de idosos vem aumentando. Os motivos podem ser: avanços em áreas como a medicina, a tecnologia e a agropecuária. Na segunda questão da atividade 1, a tendência

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da população de idosos, de acordo com o gráfico, é aumentar. Podem ser citados motivos como: avanços da medicina (medicamentos, cirurgias, equipamentos, exames preventivos, suplementos alimentares, vitaminas, descoberta de doenças e respectivos tratamentos e vacinas etc.), avanços da agricultura (inovações que permitem produzir mais alimentos em menor espaço e tempo, como tratores, fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas, técnicas de armazenamento etc.) e muitos outros avanços científicos e tecnológicos.

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CONEXÕES

Foi no continente asiático que nasceu, neste domingo [30/10/2011], o ser humano de número 7 bilhão do mundo: a recém-nascida Danica May Camacho. Ela nasceu em Manila, nas Filipinas, trouxe consigo o simbólico título e ilustra o crescimento demográfico mundial. […]

ERIK DE CASTRO/AP PHOTO/GLOW IMAGES

NASCE NAS FILIPINAS HABITANTE MUNDIAL DE NÚMERO 7 BILHÕES

Para o professor: Site • Site do IBGE com atividades interessantes e auxílio ao professor para trabalho com alfabetização cartográfica, coleta e análise de dados, construção de tabelas e outras atividades relacionadas. Disponível em: <http://livro.pro/4hkffh>. Acesso em: 5 nov. 2017.

A menina Danica carregará o título simbólico de habitante número 7 bilhão do mundo.

Nasce nas Filipinas habitante mundial de número 7 bilhões. Veja, 31 out. 2011. Disponível em: <http://veja. abril.com.br/mundo/nasce-nas-filipinas-habitante-mundial-de-numero-7-bilhoes/>. Acesso em: 21 out. 2017.

Viver com qualidade e garantir recursos para as próximas gerações é o maior desafio dos seres humanos nos dias de hoje. Felizmente, cada vez mais se descobrem maneiras de manter a saúde do nosso planeta. 1. Analise o gráfico e responda à questão.

• De acordo com o gráfico, qual é a tendência da população de idosos no Brasil: aumentar ou diminuir? Dê ao menos um motivo que coopera para isso.

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A tendência é aumentar, pois desde 1999

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a população de idosos vem aumentando. 60 anos ou mais 1999(1)

2004

Os motivos podem ser: avanços em áreas

2009

Nota: (1) Não foi considerada a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

EDITORIA DE ARTE

Porcentagem da população

PROPORÇÃO DE IDOSOS NO BRASIL – 1999 A 2009

Elaborado com base em: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2009. Disponível em: <https://teen.ibge.gov.br/biblioteca/293-teen/teensobre-o-brasil/populacao-economia-e-sociedade/3361idosos.html>. Acesso em: 21 out. 2017.

como a medicina, a tecnologia e a agropecuária.

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ATIVIDADE Pedir aos alunos que conversem com familiares mais velhos (avós ou bisavós) para descobrir o que eles aprenderam na escola sobre a preservação ambiental. Comparar as descobertas dos alunos com a realidade atual. Explicar que a preocupação com o ambiente é um assunto relativamente recente e deriva das novas descobertas da ecologia, da química e de outras ciências, bem como da constatação dos prejuízos ambientais já visíveis e vividos por muitas pessoas.

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Outra sugestão para ampliar o tema população mundial e analisar alguns dados sobre a população brasileira é pesquisar dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Materiais sobre o censo podem ser utilizados com a classe, integrando assuntos da Geografia e da Matemática. É fundamental que os alunos, desde cedo, reconheçam a importância da coleta de dados e as contribuições da estatística para diversas ciências e para as decisões dos governantes em relação à população.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Problemas ambientais.

2.PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS Atualmente, retiramos da Terra mais recursos do que ela é capaz de repor. Além disso, produzimos mais resíduos do que ela é capaz de reincorporar nos seus ciclos naturais. Como podemos diminuir esses prejuízos?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Identificar alguns dos principais problemas ambientais enfrentados pela sociedade atual.

Resposta pessoal.

A Terra é o hábitat de todas as pessoas e dos demais seres vivos que conhecemos. É da Terra que se retira tudo o que precisamos (como alimentos, água e combustíveis). E é na Terra que despejamos todos os nossos resíduos. Conheça alguns problemas enfrentados pelo planeta, em grande parte decorrentes das atividades humanas.

ESTÚDIO AMPLA ARENA

Desmatamento: ocorre em áreas de ocupação irregular ou em terrenos privados. A retirada da vegetação causa profundas alterações ambientais.

Poluição visual: o excesso de propagandas prejudica a paisagem e torna a cidade feia.

Esgoto (doméstico e industrial): a água utilizada nas casas e nas indústrias (esgoto) se não for tratada, pode poluir os rios e os solos.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Explorar com a classe as informações dessas páginas sobre os principais problemas ambientais enfrentados pela sociedade atual. Incentivar os alunos a usar os conhecimentos adquiridos até aqui sobre desenvolvimento sustentável. Valorizar o diálogo entre eles e a troca de informações. Pedir que relatem os problemas encontrados no ambiente próximo a eles. Apesar das comodidades e da melhoria da expectativa de vida trazidas pelo avanço do conhecimento humano e da tecnologia, muitas vezes a interferência humana no ambiente traz consequências prejudiciais às pessoas e

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aos demais seres vivos. Elas podem ser percebidas por meio das doenças causadas pela poluição, da morte dos rios, da ausência de áreas verdes, do excesso de barulho que prejudica a qualidade de vida, entre outras. É importante que os alunos, especialmente aqueles que vivem nos grandes centros, reflitam sobre o histórico de alguns males de sua cidade, tão comentados nos meios de comunicação. Promover uma conversa com a classe, formulando perguntas como: “Será que a cidade sempre foi assim?”; “Como era o bairro onde você

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mora no tempo em que seus pais eram crianças?”; “O que melhorou? O que piorou?”; “Como as pessoas agiam antigamente em relação à natureza? E agora, com o que devem se preocupar?”. Algumas comodidades dos grandes centros urbanos, como centros de compras, restaurantes, cinemas e muitas outras opções de lazer, convivem com problemas como caos no transporte público, poluição atmosférica e enchentes. Vale comentar que, em menor proporção, problemas ambientais também afetam áreas rurais e cidades menores.

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CONEXÕES Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Poluição do ar: indústrias e automóveis produzem fumaça e gases tóxicos.

Para o aluno: Livros • BRANCO, Samuel Murgel. Ecologia da cidade. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2003. (Coleção Desafios.) • OBEID, César. Aquecimento global não dá rima com legal. São Paulo: Moderna, 2008.

Extração de minérios e areia: pode causar desabamentos nos morros. A retirada de areia das margens dos rios degrada o ambiente.

Poluição sonora: o alto nível de ruído nas cidades é prejudicial à audição dos moradores.

Lixo (resíduos sólidos): a maior parte é destinada a aterros sanitários. Se não for descartado corretamente, o lixo pode poluir o solo e a água, além de atrair animais transmissores de doenças.

Ocupação irregular: construção de casas em locais não regulamentados pela prefeitura (às vezes, em locais de preservação ambiental). A população pode viver em condições precárias e ficar exposta a riscos.

Elaborado com base em: ATLAS ambiental de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998. p. 151-152.

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ATIVIDADE Propor a construção de uma horta caseira. Essa atividade pode render boas discussões e fazer a classe refletir sobre suas implicações: “Como fazer uma horta pode ajudar a evitar problemas ambientais?”; “Será que essa simples atitude é realmente efetiva?”; “O que aconteceria se mais pessoas tivessem uma horta?”; “Isso mudaria a forma de consumir alimentos?”; “De que maneira?”. Discutir com a classe essas questões e anotar as ideias na lousa.

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Ao fazerem a horta, comentar que plantar e criar animais nem sempre foram atividades humanas. No princípio, nossos antepassados viviam da caça e da coleta; eles nem ao menos sabiam que as sementes germinavam e davam origem a plantas iguais a elas; esse foi um aprendizado importante. Perguntar aos alunos o que eles acham que mudou na vida das pessoas quando elas passaram a criar animais, plantar e colher seus alimentos, em vez de depender da caça e da coleta do que

havia disponível no ambiente. Conduzir a discussão para que eles concluam que, ao criar animais e plantar e colher para prover a alimentação, as pessoas podiam ficar no mesmo local por mais tempo, em vez de precisar se deslocar em busca de alimento. Provavelmente também já não passavam tantas necessidades, pois a disponibilidade de alimento era mais previsível. Ao mesmo tempo, passaram a interferir mais na paisagem, substituindo áreas naturais por plantações e pastagens.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Problemas ambientais.

M ÃO N A M ASSA ATIVIDADE 1: PROBLEMAS AMBIENTAIS

• Identificar alguns dos principais problemas ambientais enfrentados pela sociedade atual. • Identificar ações positivas que ajudem a reduzir as agressões ao ambiente.

1. Façam uma pesquisa em jornais e na internet sobre notícias envolvendo problemas ambientais. a) Em sala, classifiquem os problemas noticiados de acordo com os seguintes temas: 1. atmosfera ou clima; 2. água, solo e outros recursos naturais; 3. seres vivos; 4. lixo. b) Cada grupo discutirá os problemas relacionados a um dos temas acima, expondo suas opiniões e dando sugestões de como minimizar o problema.

ARQUIVO EM/DA PRESS

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Capa do jornal Estado de Minas do dia 21

novembro de 2015 destacando o acidente 2. Os problemas ambientais podem existir de ambiental causado pelo rompimento da perto de onde vivemos? Será que na cida- barragem de uma mineradora em Mariana, de onde você mora também há problemas Minas Gerais, 2015. de poluição, descarte incorreto de lixo e desmatamento?

a) Observe o trajeto que faz diariamente para ir à escola ou voltar para casa. Há lixo jogado no chão? As praças e os parques estão bem cuidados? Há árvores nas ruas? b) Acompanhado de um adulto, passeie pela cidade e faça fotos das situações que mostram problemas ambientais. Anote o nome da rua ou do bairro, e o dia e o horário em que cada foto foi tirada.

d) Durante o passeio de observação da cidade, você percebeu se algum tipo de atitude estava sendo tomada para melhorar a situação? Converse com os outros colegas sobre isso. Juntos, elaborem sugestões para diminuir os problemas registrados pela classe.

RONALDO SILVA/FUTURA PRESS

c) Escolha cerca de três fotos. Imprima-as ou leve-as em um arquivo para que o professor as exiba no computador. Conte o que viu e sentiu quando fez cada foto. Ouça o relato dos colegas.

Rua Afonso Sardinha, São Paulo, 23 de outubro de 2017, 6h22. Exemplo de foto que pode ser feita.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO A construção de centros urbanos é o exemplo mais claro da capacidade de adaptação do ser humano ao ambiente.

• Atividade 1 – Problemas ambien-

tais. 1 a. Para essa atividade, organizar a sala em quatro ou oito grupos, se possível. 1 b. O objetivo da atividade é que

os alunos tenham contato com assuntos diversos e termos relativos à educação socioambiental e que se deem conta da importância desses assuntos na mídia atual. Auxiliá-los na seleção de materiais apropriados e com nível de dificuldade compatível com a faixa etária. 2 b. Nessa atividade, os alunos são solicitados a fotografar cenas que eles julguem retratar problemas ambientais na cidade onde moram. É importante orientar que esse trabalho de campo seja feito na companhia de um adulto responsável. 2 d. As fotografias feitas pelos alunos podem

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formar um grande painel para uma campanha de conscientização ambiental na escola. O título pode ser “O que podemos fazer aqui e agora?” ou outro, à escolha dos alunos, para que as pessoas compreendam que os problemas ambientais estão próximos delas e que, por meio de atitudes simples e mudanças de hábitos, podemos ajudar a minimizá-los e cooperar para um futuro melhor para todos. Se possível, envolver toda a comunidade nesse projeto, apresentando-o em uma feira de Ciências ou em encontros de Educação Ambiental, por exemplo.

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GERSON GERLOFF/PULSAR IMAGENS

CONEXÕES

ATIVIDADE 2: PLANTANDO ÁRVORES

Para o professor: Site • LAURINO, Lucas Amaral. O conceito de sustentabilidade nas empresas brasileiras. FDC: Fundação Dom Cabral, 22 jul. 2013. Disponível em: <http://livro. pro/ufakhk>. Acesso em: 6 nov. 2017.

Uma árvore, assim como qualquer outro ser vivo, não vive isolada. Ela pode ser a moradia de vários animais ou o alimento de outros. As árvores ajudam a deixar o ar mais fresco. Além disso, fornecem sombra e deixam a paisagem mais agradável. Você pode plantar apenas uma árvore. Mas se cada pessoa no mundo fizer isso, serão mais de 7 bilhões de árvores plantadas!

Casal de araras-vermelhas em galho de árvore no Pantanal. Corumbá, MS, 2012.

ARQUIVO EM/DA PRESS

PROCEDIMENTO

1 te

1. Com a ajuda do professor, procurem saber se na cidade onde moram ou em região próxima há indústrias que se preocupam com o ambiente e têm um programa de reflorestamento. 2. Após escolher uma indústria, escrevam um e-mail propondo uma visita da classe às suas instalações para conhecer quais produtos são fabricados, como é a linha de produção e quais são as preocupações e ações ambientais desenvolvidas por ela. Lembrem-se de que é importante colocar no e-mail o porquê de vocês quererem fazer a visita e perguntar qual seria a data propícia para isso. Perguntem também se é possível a doação de algumas mudas para a escola. 3. Se o pedido for aceito, elaborem um questionário para conhecer como é o programa de reflorestamento feito pela indústria: • É plantado qualquer tipo de árvore ou é de um tipo específico? Por quê? • Onde essas mudas são plantadas? • Quem as planta? • Quem cuida delas?

RONALDO SILVA/FUTURA PRESS

4. No dia marcado, lembrem-se de levar um caderno para anotações ou câmera fotográfica/filmadora para registrar a visita.

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5. Ao final da visita, não se esqueçam de agradecer pela oportunidade de conhecer a indústria e pelas mudas que irão receber. 6. De volta à sala de aula, revejam seus registros e conversem sobre o que mais gostaram de conhecer, relembrando o que aprenderam durante a visita. 7. Combinem com o professor como será feito o plantio das mudas doadas pela indústria. 8. Após acertarem os detalhes, programem-se para o dia do plantio!

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• Atividade 2 – Plantando árvores.

Organizar essa atividade para toda a sala. Nessa atividade, sugere-se que os alunos entrem em contato por e-mail para agendar uma visita a uma indústria que se preocupe com a preservação ambiental. A elaboração do e-mail sugere a integração com Língua Portuguesa. Como a mensagem será enviada a uma indústria com uma finalidade específica, é importante esclarecer qual o motivo do pedido e como a visita seria aproveitada para enriquecer os co-

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nhecimentos da classe sobre Educação Ambiental. É importante esclarecer aos alunos que a resposta pode demorar a chegar e a proposta de visita pode ser negada. Assim, os alunos ficam cientes de que a visita à indústria pode não acontecer. Se a visita não acontecer ou se na região próxima à escola não houver indústrias com projetos de reflorestamento, vale a pena adaptar a atividade proposta e buscar uma empresa que tenha um programa socioambiental que valha a pena ser conhecido pelos

alunos. Atualmente, é possível acessar sites de empresas que têm esse tipo de programa. Se a visita for agendada, é preciso pedir antecipadamente autorização aos pais ou responsáveis pelos alunos, informando todo o roteiro da visita, os horários de saída e de chegada, informações sobre como será o transporte, quem serão os monitores, qual o objetivo do passeio, entre outras. É importante que os alunos tenham conhecimento de que só irão mediante a autorização dos responsáveis.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Biodiversidade em perigo.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Reconhecer que diversas atividades humanas afetam a biodiversidade, colocando em perigo o equilíbrio ecológico.

A e es

3.A BIODIVERSIDADE EM PERIGO O termo biodiversidade é usado para se referir à variedade de seres vivos do planeta. Ao longo da história, há diversos exemplos de animais e plantas que foram extintos devido à atividade humana. A destruição dos hábitats, a caça e a pesca sem controle e a introdução de espécies onde elas não existem naturalmente são fatores que ameaçam a biodiversidade. 1. Leia o texto. Depois, faça o que se pede. TRÁFICO DE ANIMAIS CONTRIBUI PARA EXTINÇÃO DE ESPÉCIES O tráfico de animais silvestres é uma das principais ameaças à biodiversidade brasileira e pode provocar a extinção de diversas espécies a médio e longo prazo. O comércio ilegal ocasiona desequilíbrios ecológicos e sofrimento aos animais. [...] Na maioria das vezes, quem compra as espécies silvestres tem a intenção de cuidar delas como animais de estimação. No entanto, segundo Rosana Subira [Coordenadora de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade], são necessários cuidados muito especiais. [...]

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

O tráfico de animais começa quando as espécies são retiradas da natureza e vendidas em feiras livres. [...] [Patrícia] Serafini [analista ambiental do ICMBio] também destacou que ter animais silvestres como bichos de estimação

SENSIBILIZAÇÃO Nesse momento é importante retomar com os alunos o conceito de relações ecológicas e cadeias alimentares, bem como o papel dos seres vivos produtores, consumidores e decompositores. Pedir a eles que expliquem, com as próprias palavras, o que significa o desequilíbrio da cadeia alimentar. Fazer que percebam que os diversos seres vivos estão interligados e dependem uns dos outros e do ambiente onde vivem. A extinção de um ser vivo pode afetar drasticamente o equilíbrio da natureza. Uma sugestão é dar um exemplo de cadeia alimentar e analisar com os alunos o que as interferências em seus elos podem acarretar para os demais integrantes da cadeia.

ENCAMINHAMENTO Biodiversidade pode referir-se também, por exemplo, à variedade genética (conjunto de genes) de uma população. O texto foca na extinção de espécies por atividades humanas, mas os alunos podem comentar a extinção de espécies que existiam antes de o ser humano aparecer, como os dinossauros. Eles foram extintos por causas naturais. A introdução de espécies exóticas é um dos fatores que prejudicam a biodi-

é crime ambiental, segundo a Lei no 9.605/98, que proíbe a utilização, perseguição, destruição e caça de animais silvestres. Para os infratores, a lei prevê prisão de seis meses a um ano, além de multa. “Se a população não comprasse animais silvestres de origem ilegal, o tráfico não existiria. É preciso que todos se conscientizem que a nossa biodiversidade é o maior e mais exclusivo patrimônio que possuímos”, finalizou. Lorene Lima. Tráfico de animais contribui para extinção de espécies. ICMBio, 15 jul. 2014. Disponível em: <http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/ 4905-trafico-de-animais-contribui-para-extincao-de-especies>. Acesso em: jan. 2018.

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versidade. É comum que os alunos pensem que todo animal ou planta que se encontra em um local é natural daquele lugar. Explicar que, algumas vezes, espécies exóticas e nativas conseguem conviver; porém, em outras ocasiões, as espécies que foram trazidas de outros locais passam a disputar alimento, abrigo e outros recursos com as espécies nativas, prejudicando-as e interferindo no equilíbrio natural do ecossistema local. Explicar que nem toda espécie exótica, ou seja, que não é natural do lugar onde está vivendo, é invasora. Ela será conside-

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rada invasora quando expandir sua distribuição nesse novo hábitat e ameaçar a diversidade biológica nativa. Por exemplo, a roseira é nativa do hemisfério Norte e foi trazida para o Brasil pelos jesuítas em meados de 1500. Ela é exótica, porém não é invasora, pois ela não ameaça a diversidade biológica nativa. Infelizmente, há muitos casos de prejuízos à biodiversidade no Brasil e no mundo. Os alunos podem fazer uma pesquisa em jornais, revistas e na internet, trazendo para a classe essas notícias. Na leitura das notícias, pedir a eles

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A única alternativa correta é entrar em contato com os órgãos competentes. Todas as outras oferecem risco ao animal e à própria pessoa, já que animais silvestres podem transmitir doenças, morder ou atacar. Confrontar alguém que esteja comercializando animais é uma péssima atitude, já que apenas a polícia é preparada para lidar com crimes.

• O texto explica que não se deve adquirir animais silvestres provenientes de comércio ilegal. Você sabe o que fazer se encontrar alguém vendendo um animal desse tipo, ou mesmo se encontrar um animal silvestre machucado? Assinale as alternativas que considera adequadas. Depois, converse com seu professor para descobrir as respostas corretas.

ORTIS/SHUTTERSTOCK.COM

Oferecer água e comida ao animal silvestre.

X

Discutir com o vendedor, explicando que comercializar animais silvestres é crime. Entrar em contato o mais rápido possível com a Polícia Ambiental ou com o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Levar o animal para casa e criá-lo como bicho de estimação.

KANATE/SHUTTERSTOCK.COM

2. Pesquise em revistas, livros e internet sobre os animais destacados abaixo, completando as informações das fichas.

Local de origem: 1,5 metro

Europa, Ásia e norte da África.

GLOBALP/ISTOCK/GETTY IMAGES

Como chegou ao Brasil: Por criadores que queriam comercializar a carne.

Foi trazido de forma intencional ou sem querer? Foi trazido intencionalmente.

Local de origem: 6 milímetro

Para o professor: Site • SATO, Paulo. O que o Brasil faz para controlar as espécies exóticas invasoras? Nova Escola, 1o jun. 2009. Disponível em: <http://livro.pro/igkc65>. Acesso em: 6 nov. 2017. • IOC. Dengue: vírus e vetor. Disponível em: <http://livro.pro/a2i6zn>. Acesso em: 6 nov. 2017. • ZILLER, Sílvia R. O javali como espécie exótica invasora. Ambiente Brasil. Disponível em: <http://livro.pro/csi4v3>. Acesso em: 6 nov. 2017. • IBAMA. Manejo e controle do javali. Brasília, DF, 16 nov. 2017. Disponível em: <http://livro.pro/ovecda>. Acesso em: 20 nov. 2017. Tamanho dos seres vivos. Em diversas fotografias, procuramos apresentar ícones com silhueta e barra de escala que visam informar sobre os tamanhos reais dos seres vivos, de modo que os alunos possam ter noção de tamanho e fazer comparações.

KANATE/SHUTTERSTOCK.COM

Javali, cujo nome científico é Sus scrofa.

CONEXÕES

Egito

PONGMOJI/ SHUTTERSTOCK.COM

Como chegou ao Brasil: Em navios utilizados para o tráfico de africanos escravizados.

Foi trazido de forma intencional ou sem querer? Mosquito Aedes aegypti.

Foi trazido sem querer.

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que identifiquem a principal causa da extinção ou do perigo de extinção do ser vivo considerado. Nos endereços eletrônicos sugeridos na seção Conexões, há mais informações sobre a introdução de espécies exóticas no Brasil.

• Atividade 1. Essa atividade permite uma conversa sobre o tráfico de animais silvestres, que é uma das principais causas de extinção de animais. Ler o texto com os alunos e permitir que eles conversem e troquem ideias com os colegas.

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Ao presenciar o comércio ilegal de animais silvestres ou encontrar um animal ferido, a única alternativa correta é entrar em contato com os órgãos competentes. Todas as outras alternativas elencadas na atividade oferecem risco ao animal e à própria pessoa, já que animais silvestres podem transmitir doenças, morder ou atacar. Confrontar alguém que esteja comercializando animais é uma péssima atitude, já que apenas a polícia é preparada para lidar com crimes.

• Atividade 2. Ajudar a classe na pesquisa sobre o javali e o mosquito da

dengue. Esses dois exemplos ajudam os alunos a compreender que algumas espécies nem sempre existiram no território brasileiro, sendo algumas trazidas de forma intencional (como o javali) e outras trazidas acidentalmente (como o mosquito da dengue). Comentar que a criação de javali saiu do controle e os impactos causados por esses animais no meio natural afetam diretamente a fauna e a flora. O javali desloca populações nativas de porcos-do-mato/catetos e, por ser mais agressivo, compete por alimento e causa danos à regeneração de florestas.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos relacionem o verbo “sustentar” com “manter-se”, “tornar-se autossuficiente”. Orientá-los para que tentem relacionar o significado de “sustentar” ao contexto apresentado na questão.

4.O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

• Desenvolvimento sustentável.

Você já ouviu ou leu em algum lugar a expressão “desenvolvimento sustentável”? Pesquise no dicionário o significado do verbo “sustentar” e procure explicar a expressão com suas palavras, relacionando-a com a atividade humana no ambiente.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender que os seres humanos

ALLAN BOLL DRONES

precisam encontrar maneiras de conviver harmoniosamente no planeta, visando à sobrevivência, sem prejudicar as demais espécies e as gerações futuras, por meio de atitudes que promovam o desenvolvimento sustentável.

Para que as pessoas vivam de modo sustentável, é preciso pensar não só nas próprias necessidades, mas também nas necessidades daqueles (pessoas e outros seres vivos) que viverão no planeta futuramente. Os principais objetivos do desenvolvimento sustentável são: • Garantir as necessidades básicas das pessoas hoje e no futuro: alimentos, saúde, educação, emprego, entre outras; • Preservar os recursos naturais, como água, ar e solo; • Educar as pessoas sobre a importância de conservar o ambiente. Você já pensou como o uso sustentável dos recursos naturais e a reciclagem podem melhorar a vida das pessoas?

As ecovilas são comunidades de pessoas que se juntam para tentar viver em harmonia com a natureza, praticando atitudes sustentáveis. Ecovila Bambu, Ivoti, RS, 2017.

O desenvolvimento sustentável é a forma de se relacionar com o ambiente e utilizar seus recursos naturais de modo a promover o desenvolvimento humano, garantir recursos naturais para as gerações futuras e preservar o ambiente. 116

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO É muito interessante que os alunos respondam à questão inicial, de modo que possam dar sua própria significação à expressão “desenvolvimento sustentável”. Dessa forma, estarão trabalhando não só o conceito, como a linguagem e a habilidade de inferência. Espera-se que os alunos relacionem o verbo “sustentar” com “manter-se”, “tornar-se autos-

suficiente”. Orientá-los para que tentem relacionar o significado de “sustentar” ao contexto apresentado na questão. A intenção é que eles percebam que práticas sustentáveis levam à qualidade de vida. Explorar as imagens de ações que contribuem para uma sociedade sustentável. Permitir que eles deem outros exemplos e citem aquelas que costumam praticar.

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CONEXÕES Atualmente, a maior parte da humanidade ainda não vive de modo sustentável. No entanto, diversas ações podem contribuir para que a sociedade humana se aproxime desse modo de vida. Veja alguns exemplos.

CASSANDRA CURY/PULSAR IMAGENS

JOÃO PRUDENTE/PULSAR IMAGENS

A proteção das áreas naturais é uma prática sustentável, pois visa preservar a biodiversidade.

O tratamento do esgoto antes de jogá-lo no ambiente evita a poluição ambiental. Essa prática garante o uso da água de forma sustentável.

ARIEL SKELLEY/GETTY IMAGES

LUCAS LACAZ RUIZ/PULSAR IMAGENS

A coleta seletiva facilita a reciclagem dos materiais. Logo, ela é uma prática sustentável.

Para o aluno: Site • BRASILZINHO. Disponível em: <http:// livro.pro/2biicy>. Acesso em: 6 nov. 2017.

Levar a própria sacola para carregar as compras evita o uso de sacolinhas plásticas e também é uma prática sustentável.

1. Pense sobre o que você fez ontem, desde o momento em que acordou até a hora em que foi dormir. • Liste pelo menos duas ações que você fez ou poderia ter feito para contribuir com o desenvolvimento sustentável. Respostas possíveis: economizar água (no banho, ao escovar os dentes e ao lavar a louça, por exemplo), separar o lixo reciclável e destiná-lo à coleta seletiva, reaproveitar materiais que iriam para o lixo etc.

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ATIVIDADE Outra ideia para trabalhar com a inferência é pesquisar em jornais e revistas notícias que contenham a expressão “desenvolvimento sustentável”. Por meio das notícias, pedir aos alunos que deem suas próprias interpretações para o significado da expressão.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

temos ideia do 5.SOLUÇÕES PARA O LIXO Todos significado da palavra lixo, mas

• O que é lixo? Converse com um colega e escrevam uma definição no caderno.

• Soluções para o lixo.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

é difícil defini-la em termos técnicos. É importante que as respostas dos alunos sejam comparadas à definição formal apresentada a seguir.

1. Leiam a definição para lixo que é dada no texto a seguir. A palavra lixo, derivada do termo latim lix, significa “cinza”. No dicionário, ela é definida como sujeira, imundície, coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor. Lixo, na linguagem técnica, é sinônimo de resíduos sólidos e compreende os materiais descartados pelas atividades humanas.

• Reconhecer o caminho sustentável

para o lixo.

Francisco Luiz Rodrigues e Vilma Maria Cavinatto. Lixo: de onde vem? para onde vai? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2003.

• Comparem a definição acima com a que vocês elaboraram: quais são as diferenças e semelhanças entre elas? Resposta pessoal.

O CAMINHO SUSTENTÁVEL PARA O LIXO

1

Nas diversas atividades do dia a dia, geramos lixo.

2

É preciso separar o lixo... 3

... para facilitar a coleta seletiva…

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Nos grandes centros urbanos, onde o consumo e o descarte são maiores que nas áreas rurais, o problema do lixo é alarmante. São Paulo, por exemplo, não tem mais aterro próprio desde 2009 e se vale de depósitos privados para descartar suas toneladas diárias de lixo. O desperdício é muito grande e não há mais espaço para tantos resíduos.

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O descarte do lixo abre diversas frentes de trabalho e de discussão na escola. Depois que um objeto é jogado fora, ele pode seguir diferentes caminhos, dependendo das políticas públicas do manejo dos resíduos, de sua natureza e do tratamento que recebe em seu local gerador. Recordar com os alunos que o lixo hospitalar deve ter tratamento especial, pois contém materiais contaminados. Em geral, esse lixo é incinerado. O lixo industrial deve ser tratado antes do descarte. O lixo domiciliar deve ser separado e encaminhado para a coleta seleti-

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CONEXÕES

O lixo é um dos maiores problemas ambientais dos dias de hoje. Dar um destino adequado ao lixo que produzimos colabora para o desenvolvimento sustentável. Há três passos principais que ajudam a diminuir o problema do lixo: 1. Diminuir a quantidade de lixo produzido. 2. Separar o lixo que pode ser reutilizado ou reciclado. 3. Dar um destino adequado ao lixo, de acordo com sua procedência.

Para o aluno e o professor: Livro • GRANATO, Suzana Facchini; MATTOS, Neide Simões de. Lixo: problema nosso de cada dia. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. Para o professor: Site • FRANCISCO, Wagner de Cerqueira. Lixo urbano. Mundo Educação. Disponível em: <http://livro.pro/cgkvad>. Acesso em: 6 nov. 2017.

2. Como podemos contribuir, em nossas casas, para a coleta seletiva? Em nossas casas, podemos contribuir para a coleta seletiva separando os materiais que podem ser reaproveitados ou reciclados.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

LEO TEIXEIRA

6

O que não pode ser reciclado vai para o aterro sanitário e certos tipos de resíduos são incinerados.

5

Produtos novos são feitos a partir do material reciclado e voltam ao mercado.

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... que, por sua vez, facilita a reciclagem dos materiais.

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. A rota do lixo. Brasília, DF, 30 abr. 2013. Disponível em: <http://blog.mma.gov.br/ separeolixo/a-rota-do-lixo/a_rota_do_lixo>. Acesso em: 24 out. 2017.

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va. Explorar com os alunos o infográfico O caminho sustentável para o lixo dessas páginas. No endereço eletrônico sugerido na seção Conexões, há outras informações sobre o destino do lixo.

ATIVIDADE Apresentar o livro indicado na seção Conexões. Ele mostra como contribuir para disseminar o hábito de coleta seletiva, conscientizar a comunidade e a família sobre os problemas que o acúmulo de lixo traz ao meio ambiente e, consequentemente, a todos que nele vivem.

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A obra também traz ideias para reduzir a produção de lixo, seleciona programas de reciclagem, mostra o reaproveitamento de materiais no artesanato, lista uma série de sites úteis sobre o assunto e fornece uma relação de endereços de artistas e artesãos que trabalham com material reciclável. São indicadas soluções criativas para reutilizar o que geralmente é descartado, não só para geração de renda, mas como contribuição para tornar o meio ambiente mais limpo, melhorando a vida das pessoas e das futuras gerações.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno concorde, pois até onde se sabe, o planeta Terra é o único a abrigar vida da forma como a conhecemos. Deveríamos nos preocupar em preservá-lo para garantir a nossa própria sobrevivência.

6.EDUCAÇÃO AMBIENTAL

• Leia a tirinha a seguir e responda: Você concorda com a indignação de Calvin? Explique.

• Educação ambiental.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

CALVIN & HOBBES, BILL WATTERSON © 1987 WATTERSON / DIST. BY ANDREWS MCMEEL SYNDICATION

• Refletir sobre a importância do conhecimento e de ações educativas na implementação de uma sociedade que pratique o desenvolvimento sustentável.

Bill Watterson. Yukon Ho! As Aventuras de Calvin e Haroldo. 2. ed. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2010.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Sobre a questão inicial, espera-se que o aluno concorde que, até onde se sabe, o planeta Terra é o único a abrigar vida da forma como conhecemos. Deveríamos nos preocupar em preservá-lo para garantir a nossa própria sobrevivência.

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• Atividade 1. Por ser muito ampla a pesquisa solicitada nessa atividade, é importante que os alunos sejam orientados a utilizar palavras-chave adequadamente, caso pesquisem na internet. Aqui, mais uma vez, a pesquisa não é um fim em si mesma; ela serve para a produção de algo próprio, de autoria dos alunos. Orientá-los a navegar pelos sites de busca, como Google, Yahoo e Bing, fazendo antes uma lista de possíveis palavras-chave. Depois, já nas páginas dos respectivos

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SILVIA IZQUIERDO/AP PHOTO/GLOW IMAGES

Muitos materiais que são descartados de forma inadequada pelas pessoas podem permanecer no ambiente por muito tempo, às vezes, por centenas de anos, como as latinhas de alumínio que Calvin encontrou. Atualmente, muitas universidades, centros de pesquisa e empresas investem em estudar maneiras de promover o desenvolvimento sustentável. Grupos de defesa ao ambiente e escolas promovem trabalhos de educação ambiental. Nunca se falou tanto nesses assuntos. As pessoas atualmente sabem da importância de transmitir informações sobre o desenvolvimento sustentável umas para as outras. Assim, ficamos informados e capacitados para agir em benefício do planeta. A educação ambiental é um dos passos mais importantes rumo ao desenvolvimento sustentável.

CONEXÕES Para o professor: Livro • NARDI, Roberto; BASTOS, Fernando; DINIZ, Renato Eugênio da Silva (Org.). A temática ambiental nas séries iniciais do Ensino Fundamental. In: ______. Pesquisas em ensino de Ciências: contribuições para a formação de professores. 5. ed. São Paulo: Escrituras, 2004.

Protesto de pescadores contra a poluição da Baía de Guanabara. Rio de Janeiro, RJ, 2016.

1. Vamos pesquisar? As informações deverão ser apresentadas para uma classe de alunos mais novos da escola. Sigam os passos a seguir. a) Cada grupo deverá escolher um dos temas abaixo. Se desejarem, proponham outros temas relacionados à educação ambiental. Soluções para o problema do lixo. Preservação da água, do solo e do ar.

Combate ao desmatamento. Defesa dos animais.

b) Pesquisem informações sobre o tema escolhido em livros, revistas, jornais e internet. c) Elaborem cartazes e folhetos com sugestões práticas de como as pessoas podem ajudar no tema escolhido. Expliquem também a importância de se compartilhar informações com outras pessoas. d) Organizem a apresentação de forma a estabelecer uma função para cada integrante do grupo (por exemplo: um aluno fará a apresentação oral, outro distribuirá os folhetos, outro falará sobre o cartaz e assim por diante). e) Agendem com o professor o dia e o horário da apresentação. 121

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sites, é interessante que utilizem os sistemas de busca disponíveis, para refinar a pesquisa. A classe deve estar atenta também para a data das notícias: estabelecer previamente um intervalo de tempo aceitável para o material a ser pesquisado: por exemplo, notícias de 2017 até o ano corrente. O resultado da pesquisa pode ser disponibilizado no blogue da classe, caso ele tenha sido criado.

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ATIVIDADE Complementando as ideias apresentadas nestas páginas, pode-se organizar uma feira de Ciências na escola, focando no tema da Educação Ambiental. Envolver os alunos na produção da feira, deixando que eles façam a sugestão de temas e decidam os tipos de atividades e formas de exposição das ideias.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • • • • • •

População mundial. Problemas ambientais.

ATIVIDADES 1. Quais são as maiores causas da perda da biodiversidade mundial? Destruição dos hábitats naturais, caça e pesca sem controle, introdução de espécies em lugares

Biodiversidade em perigo. Desenvolvimento sustentável.

onde elas não existem naturalmente.

Soluções para o lixo. Educação ambiental.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

2. Observe as imagens e elabore uma legenda para cada uma delas, relacionando-as com o desenvolvimento sustentável.

B

A SIAM.PUKKATO/SHUTTERSTOCK.COM

explorar todas as expectativas de aprendizagem trabalhadas na unidade a fim de sistematizar os conceitos principais.

FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGENS

• Na seção Atividades, procuramos

Resposta pessoal. Espera-se que o aluno relacione a coleta seletiva e a limpeza das ruas como atitudes que colaboram com o desenvolvimento sustentável.

3. Leia o texto e a legenda da fotografia. Depois, responda às questões. O CASO DO CARAMUJO-GIGANTE

Como esses caramujos não encontraram predadores no Brasil, eles se reproduziram rapidamente e invadiram outros 23 estados.

ANDRENKO TATIANA/SHUTTERSTOCK.COM

O caramujo-gigante é originário da África e foi trazido ao Brasil por criadores do Paraná, na década de 1980, a fim de comercializar sua carne. A comercialização fracassou e os animais, então, foram libertados na natureza. 20 centímetros

Além de provocar prejuízos à vegetação nativa e à agricultura, os caramujos-gigantes podem hospedar parasitas que causam doenças ao ser humano.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO • Atividade 1. Algumas das maio-

res causas da perda da biodiversidade mundial, que podem ser citadas pelos alunos, são: destruição dos hábitats naturais, caça e pesca sem controle, introdução de espécies em lugares onde elas não existem naturalmente.

• Atividade 2. As imagens apresenta-

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das nessa atividade mostram duas ações simples que podem ser feitas por qualquer cidadão, independentemente da faixa etária e da condição social. Avaliar as legendas elaboradas pelos alunos e incentivá-los a citar outros exemplos de ações sustentáveis. Recordar quais são os principais objetivos do desenvolvimento sustentável citados na unidade. Ressaltar que cada cidadão pode contribuir para uma sociedade mais sustentável por meio de mudanças de hábitos e

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Sim. Como o caramujo-gigante se reproduziu rapidamente, chegando a habitar quase todo o país, é possível inferir que esse molusco se adaptou bem às condições de vida (clima, oferta de alimentos, ausência de predadores etc.) encontradas no Brasil.

CONEXÕES

a) De acordo com o texto, de onde o caramujo-gigante é nativo? Para qual país essa espécie foi levada pelo ser humano? O caramujo-gigante é nativo da

África e foi levado para o Brasil.

b) Podemos dizer que o caramujo-gigante se adaptou bem às condições de vida encontradas no Brasil? Justifique.

c) Os criadores agiram bem ao soltar animais “estrangeiros” na natureza? Por quê? Não, pois os caramujos-gigantes causaram desequilíbrio na natureza

Para o aluno: Livro • LEITE, Marcelo. Meio ambiente e sociedade. São Paulo: Ática, 2005. (Coleção De Olho na Ciência).

e prejuízos na agricultura, além de poderem hospedar agentes

4. Leia a tabela e responda às questões. transmissores de doenças ao ser humano.

OS DEZ PAÍSES MAIS POPULOSOS DO MUNDO (2008-2017) País

População – 2008

População – 2017

China

1 323 480 000

1 379 302 771

Índia

1 140 566 000

1 281 935 911

Estados Unidos

304 094 000

326 625 791

Indonésia

237 939 000

260 580 739

Brasil

192 130 000

207 353 391

Paquistão

178 479 000

204 924 861

Nigéria

152 429 000

190 632 261

Bangladesh

143 399 000

157 826 578

Rússia

142 393 000

142 257 519

Japão

127 788 000

126 451 398

Elaborado com base em: INTERNATIONAL Data Base. United States Census Bureau, ago. 2017. Disponível em: <https://www.census.gov/population/international/data/idb/informationGateway.php> (população de 2008); U.S. and World Population Clock. United States Census Bureau, 4 dez. 2017. <https://www. census.gov/popclock/#NAV_1784167100_1> (população de 2017). Acessos em: 1o dez. 2017.

Os alunos devem

a) Circule na tabela quais são os dois países mais populosos. circular China e Índia. b) Entre os dez países mais populosos, em que posição está o Brasil? Na quinta posição.

c) Faça um na frente do nome dos países nos quais, de 2008 para 2017, houve aumento da população. Os alunos devem marcar China, Índia, Estados Unidos, Indonésia, Brasil, Paquistão, Nigéria e Bangladesh.

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de atitudes simples que podem ser praticadas no dia a dia.

• Atividade 3. Aproveitar essa ativida-

de para recordar o conceito de espécie invasora, salientando a atitude irresponsável dos criadores em soltar os caramujos-gigantes na natureza.

• Atividade 4. Essa atividade enriquece a discussão sobre crescimento populacional e desenvolvimento sustentável e permite o trabalho integrado com Geografia e Matemática. Auxiliar os alunos na compreensão da tabela, ressaltando

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que esse recurso é costumeiramente utilizado para mostrar informações sobre população. Salientar que gráficos e tabelas são frequentemente usados em Ciências e ajudam a comparar e compreender dados. Mostrar a localização dos países da tabela em um mapa. Fazer esta leitura de forma que os alunos relacionem os dados da tabela com o mapa. É possível que alguns alunos tenham mais facilidade que outros na leitura desses recursos; se julgar pertinente, propor aos alunos que desenvolvam a atividade em duplas.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • • • • • •

População mundial. Problemas ambientais. Biodiversidade em perigo.

Comparado ao asfalto comum, o asfalto-borracha tem melhor qualidade por ser mais elástico, resistente e durável, além de reduzir o ruído do tráfego. Outra vantagem é ajudar a evitar a proliferação da dengue, pois tira do ambiente um de seus focos: os pneus descartados.

5. Um problema ambiental que pode estar relacionado com o crescimento da população é a poluição causada pelos veículos. Mais veículos circulando significa maior poluição do ambiente. Porém, não são apenas os gases liberados pela queima do combustível que poluem. Anualmente, são descartados no lixo toneladas de pneus velhos. Leia o texto e a legenda da imagem. Depois, responda às questões.

Desenvolvimento sustentável.

ASFALTO FEITO COM PNEU VELHO É TESTADO NO CEARÁ

Soluções para o lixo. Educação ambiental.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Na seção Atividades, procuramos explorar todas as expectativas de aprendizagem trabalhadas na unidade a fim de sistematizar os conceitos principais.

Fortaleza já conhece a novidade: asfalto feito de pneu velho. Boa alternativa para driblar o problema de reciclagem dos pneus, a nova tecnologia pode revolucionar as técnicas de pavimentação. [...] ASFALTO feito com pneu velho é testado no Ceará. Web-Resol, nov. 2013. Disponível em: <www.resol.com.br/curiosidades/curiosidades2.php?id=1330>. Acesso em: 24 out. 2017. PALÊ ZUPPANI/PULSAR IMAGENS

Os cerca de 900 milhões de pneus descartados no país representam um problema ambiental, pois podem servir de foco para a proliferação do mosquito da dengue. Entretanto, se usados como matéria-prima para o chamado asfalto-borracha, estarão sendo utilizados para o desenvolvimento sustentável. O asfalto-borracha propicia um revestimento mais elástico e resistente que o asfalto comum, além de reduzir o ruído do tráfego e durar mais.

a) Cite as vantagens do asfalto-borracha comparado ao asfalto comum. b) Explique a relação da tecnologia do asfalto-borracha com o desenvolvimento sustentável. Essa tecnologia permite o aproveitamento de pneus que, de outra

forma, se acumulariam no ambiente. O destino adequado aos resíduos faz parte do desenvolvimento sustentável.

c) A reciclagem de pneus necessita da cooperação entre setores privados e públicos, pois envolve grande investimento financeiro. Cite uma atitude que pode ser tomada por uma pessoa comum, que não precise de grandes investimentos financeiros, e que também ajuda a reduzir os prejuízos ambientais causados pelos veículos.

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Os alunos podem citar, por exemplo, reduzir o uso do carro no dia a dia; usar o transporte público, percorrer pequenas distâncias a pé ou de bicicleta, revezar carona com o vizinho ou amigo.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO • Atividade 5. Explorar essa atividade com os alunos e ajudá-los a compreender como a reciclagem de pneus pode cooperar com o ambiente. Incentivá-los a pesquisar outras utilizações para o pneu depois de descartado. • Atividade 6 a. Espera-se que o aluno perceba que o menino está brincando de

esconder, mas não encontra árvores em pé para contar. Essa charge simboliza a destruição do ambiente pelo ser humano. 6 b. Exemplos de respostas: 1. Um dos objetivos do desenvolvimento sustentável é a preservação dos recursos naturais; na charge, esses recursos são representados pelas árvores e, por extensão, pela floresta como um todo; 2. A charge representa

uma forma de educação socioambiental, utilizada por seu criador para alertar e conscientizar as pessoas sobre as consequências desastrosas de certas ações humanas no ambiente.

• Atividade 7. Nessa atividade, permitir que os alunos exponham suas descobertas. Se possível, convidar uma pessoa idosa para ser entrevistada pela classe.

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CONEXÕES

6. Observe a charge e responda às questões.

Para o aluno: Livro • BELLINGHAUSEN, Ingrid Biesemeyer. De olho na Amazônia. 2. ed. São Paulo: DCL, 2011.

a) O que você sente ao observar essa charge? Ela é alegre ou triste? Resposta pessoal. b) Qual é a relação entre essa charge e o desenvolvimento sustentável? Converse sobre isso com um colega e registre suas conclusões.

PARADA PARA AVALIAÇÃO JEAN GALVÃO/FOLHAPRESS

As atividades dessas páginas podem ser usadas para avaliar se os alunos compreenderam os conceitos apresentados. Verificar a forma como cada aluno resolve as atividades propostas e aproveitar para desfazer equívocos e tirar dúvidas.

Resposta pessoal.

Jean Carlos Galvão. Destruição do ambiente pelo ser humano.

7. Nos dias de hoje, é comum nas escolas os alunos aprenderem sobre preservação da natureza. E no tempo dos seus avós, será que era assim? Tente descobrir isso conversando com uma pessoa idosa. Anote suas descobertas e compartilhe-as com os colegas.

FIQUE LIGADO

Resposta pessoal. Dar espaço para que os alunos exponham suas descobertas. Se possível, convidar uma pessoa idosa para ser entrevistada pela classe.

Lixo e sustentabilidade, de Sônia Marina Muhringer e Michelle M. Shayer. São Paulo: Ática. A questão do descarte

EDITORA ÁTICA

de lixo hospitalar é Leonardo veio do futuro para ajudar Dora e Noel a evitar um acidente envolvendo material radioativo descartado ilegalmente por um hospital. Será que eles conseguirão enabordada nesta leitura e serve de alerta contrar uma solução? aos perigos de um descarte incorreto.

O livro do planeta Terra, de Todd Parr. São Paulo: Panda Books. O livro mostra que pequenos gestos podem fazer a diferença quando o assunto é preservação do planeta.

O livro de Gaia: uma pequena lição de amor, de Patrícia Engel Secco. São Paulo: Melhoramentos. Neste livro, uma

menina de 12 anos Gaia é uma menina que adora reciclagem. Ela e seu cachorro Eco nos ensinam, por meio de muitas aventuras, as reflete sobre lixo, seus vantagens da coleta seletiva. problemas e soluções.

EDITORA MELHORAMENTOS

el.

Esta leitura reforça aos alunos que gestos simples como não usar sacolas plásticas, reciclar o lixo, economizar água, apagar as luzes e não desperdiçar alimentos são fundamentais para manter um planeta sustentável.

Lixo legal, Cempre – Compromisso Empresarial para reciclagem. Disponível em: <http://livro.pro/rhgamg>. Acesso em: 24 out. 2017. Neste jogo de trilha, você aprende e testa seus conhecimentos sobre o lixo. Este jogo on-line permite uma rápida dinâmica de gincana em sala de aula ao mesmo tempo que ensina sobre o lixo.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

NOVAS PERGUNTAS

• Educação ambiental.

DE ONDE VEM A ENERGIA DE TODO DIA?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

Olhe ao seu redor e perceba quantos equipamentos precisam de energia para funcionar. Os que estão ligados na tomada funcionam à base de energia elétrica. Outros precisam de pilhas ou baterias. Há ainda aqueles que são abastecidos com combustível. Mas, o que a energia tem a ver com o desenvolvimento sustentável?

• Refletir sobre as vantagens e desvantagens de diferentes tipos de energia usados no nosso dia a dia. • Pesquisar por alternativas energéticas sustentáveis. • Pensar no uso sustentável dos diversos tipos de energia utilizados no nosso cotidiano.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

• De onde vem a energia que chega até nossas casas e nossos equipamentos? Será que nesse caminho há algum prejuízo ao ambiente?

ENCAMINHAMENTO • Atividade 1. A intenção dessa seção

• Como a energia é armazenada? • Você já ouviu falar que não se deve jogar pilhas ou baterias no lixo comum? • E a gasolina dos automóveis, será que polui?

Bateria de telefone celular. Automóvel.

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Fogão a gás.

PUSHISH IMAGES/SHUTTERSTOCK.COM

FABIO COLOMBINI

FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

2. Observe as fotografias e diga quais desses objetos são usados em sua moradia. Converse sobre as formas de energia que utilizam para funcionar. Quais são elas?

SIRIPORNT/SHUTTERSTOCK.COM

como um todo é incentivar os alunos a fazer perguntas e refletir sobre elas. Sendo assim, incentivá-los a pensar sobre as questões propostas. Permitir que se expressem livremente e troquem ideias com os colegas. • Atividade 2. O telefone celular funciona à bateria, que é recarregável ao ser conectada a uma tomada (energia elétrica). O automóvel é abastecido com combustível, em geral, álcool ou gasolina. O fogão utiliza gás combustível para produzir a chama, e a lâmpada utiliza energia elétrica. • Atividade 3. Algumas respostas possíveis para as pesquisas propostas: Pilhas e baterias De onde vem/como é gerada a energia: A partir da reação entre produtos químicos que compõem a pilha ou a bateria. Para que é usada (exemplos): Para o funcionamento de diversos equipamentos, desde brinquedos até celulares, peças de automóveis e outros. Que impactos ao ambiente pode causar: Algumas pilhas contêm componentes extremamente tóxicos que podem poluir o solo e a água, se forem descartadas de maneira incorreta. Que alternativas mais sustentáveis existem para esse tipo de energia? Pilhas e baterias recarregáveis têm uma vida útil maior; preferir equipamentos que funcionem por meio de energia elétrica sempre que possível. Dar sempre o destino correto aos itens já utilizados – há descarte especial para pilhas e baterias. Empresas

EIRA

LEO TEIX

1. Você já refletiu sobre essas questões?

Lâmpada.

O telefone celular funciona à bateria, que é recarregável ao ser conectada a uma tomada (energia elétrica). O automóvel é abastecido com combustível (em geral, álcool ou gasolina). O fogão utiliza gás combustível para produzir a chama, e a lâmpada utiliza energia elétrica.

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de celulares e outros pontos de coleta recebem baterias, que têm um alto valor comercial para reciclagem. Combustíveis De onde vem/como é gerada a energia? A gasolina é um derivado do petróleo e, portanto, é um combustível fóssil. O etanol (conhecido popularmente como álcool) é produzido a partir de componentes vegetais, principalmente a cana-de-açúcar, no Brasil. Há também o biodiesel, produzido a partir de óleos de sementes e misturas entre esses tipos. Para que é usada (exemplos)? Princi-

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palmente para o funcionamento de veículos como carros, motos, caminhões, equipamentos agrícolas e outras máquinas. Que impactos ao ambiente pode causar: A gasolina, ao sofrer combustão nos motores, polui o ar (embora os automóveis modernos contem com filtros que procuram minimizar a emissão de poluentes). A extração e o transporte do petróleo são atividades arriscadas e podem gerar acidentes como explosões e vazamentos. A produção do etanol a partir da cana-de-açúcar costuma apresentar problemas, pois a palha da cana é queimada nos canaviais, lançando

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te pode causar: Por ser um derivado de petróleo, os problemas na obtenção são os mesmos da gasolina. A combustão do gás de cozinha não gera poluentes. Que alternativas mais sustentáveis existem para esse tipo de energia: No Brasil há propostas de empresas de produção do biogás a partir de aterros sanitários. Energia elétrica De onde vem/como é gerada a energia: Pode ser gerada de diferentes maneiras, mas no Brasil a principal é por meio de usinas hidrelétricas, utilizando a força do movimento da água. Para que é usada (exemplos): Para muitos fins, desde equipamentos domésticos até industriais, hospitalares, entre outros. É uma forma de energia que está na base da vida moderna. Que impactos ao ambiente pode causar: A construção das hidrelétricas causa impactos importantes nos ambientes naturais, como desmatamento, desvio de cursos de rios, construção das barragens. A energia hidrelétrica em si é considerada limpa, pois não gera resíduos. Se for gerada por meio de termelétricas (com queima de combustíveis), gera poluentes, principalmente atmosféricos. Que alternativas mais sustentáveis existem para esse tipo de energia: A economia do uso é a base da sustentabilidade. Iniciativas como o horário de verão também são formas que buscam aproveitar melhor a luz natural do dia, a fim de reduzir a sobrecarga no sistema no horário de pico. A busca de equipamentos mais econômicos, como lâmpadas de LED, são formas viáveis de economia.

3. Vamos pesquisar! a) O professor vai dividir a classe em quatro grupos. b) Cada grupo ficará responsável por pesquisar sobre uma das formas de energia representadas pelos objetos da página anterior: Grupo 1 – pilhas e baterias; Grupo 2 – combustíveis de automóveis (álcool e gasolina); Grupo 3 – gás de cozinha; Grupo 4 – energia elétrica. c) O grupo deve encontrar em livros, revistas e na internet as seguintes informações sobre a forma de energia que lhe coube pequisar: • De onde vem / como é gerada; • Para que é usada (exemplos); • Que impactos ao ambiente pode causar (pensem na geração da energia, no uso e também no descarte de materiais derivados); • Que alternativas mais sustentáveis existem para esse tipo de energia. d) Depois, cada grupo vai apresentar aos demais as descobertas da pesquisa. Pode ser por meio de um cartaz, um texto para o blogue da classe, um vídeo ou outra maneira.

VAMOS ALÉM

LEO TEIXEIRA

As pesquisas que a classe fez respondem a algumas perguntas, mas também geram outras. Talvez vocês tenham pensado em formas de economizar energia ou na utilização de uma alternativa mais sustentável para algumas delas. Que tal fazer uma lista de atitudes sustentáveis sobre o uso da energia? Reúna-se com seus colegas, criem a lista e compartilhem com os amigos e com a família. Resposta pessoal.

• Atividade da seção Vamos além. A ati-

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poluentes na atmosfera. Os resíduos da produção de álcool, se lançados em rios, são altamente poluentes. Que alternativas mais sustentáveis existem para esse tipo de energia? O etanol e os biocombustíveis em geral são alternativas mais sustentáveis ao uso da gasolina (e do diesel, outro derivado do petróleo não mencionado aqui). A principal alternativa ao uso dos combustíveis é o investimento em transportes públicos de qualidade, além do investimento do país em linhas ferroviárias e outras formas de transporte mais ecológicas. Individualmente, o uso de bicicletas ou a locomo-

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ção a pé são atitudes importantes para a economia de combustíveis. Gás de cozinha De onde vem/como é gerada a energia? O GLP (gás liquefeito de petróleo) pode ser produzido a partir do refinamento do petróleo ou, em menor escala, a partir do gás natural (combustível fóssil derivado da decomposição de matéria orgânica, que pode estar associado ou não ao petróleo). Para que é usado (exemplos)? Para o funcionamento de fogões e também nas indústrias agrícolas e alimentícias. Que impactos ao ambien-

vidade “De onde vem a energia de todo dia?” tem grande importância pedagógica, pois se trata de uma pesquisa direcionada sobre um tema de extrema relevância nos dias de hoje. Embora a pesquisa seja focada em diferentes formas e usos de energia, impactos de sua geração e alternativas sustentáveis, é possível ampliar a discussão para outros aspectos, como o consumismo crescente da sociedade atual.

CONEXÕES Para o aluno: Vídeo • DE ONDE vem a energia elétrica? Produção: TV Escola. Série: De onde vem? Vídeo (3min51s). Disponível em: <http://livro. pro/62i5gd>. Acesso em: 17 nov. 2017. Para o aluno e o professor: Site • QUAIS são as fontes geradoras de energia? EBC, Brasília, DF, 13 ago. 2015. Disponível em: <http://livro.pro/vvrktv>. Acesso em: 17 nov. 2017.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

UNIDADE

• Eletricidade. • Magnetismo.

ELETRICIDADE E M AGNETISMO

HABILIDADES DA BNCC • (EF05CI01) Explorar fenômenos que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.) entre outras.

7

Um dia na casa da família Ramos

Lucas

Marcelo

LEO TEIXEIRA

Letícia

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO O entendimento desses tópicos em especial requer uma abordagem em estágios: nesta fase, os alunos observam fenômenos (a atração entre os ímãs, o acender de uma lâmpada, o efeito de uma pilha). Depois, em outros estágios, adquirem noções da constituição dos átomos e das características de suas partículas, por exemplo. É importante fazer analogias ao

longo da aula, preparando os alunos para a visão mais aprofundada da eletricidade e do magnetismo que terão mais tarde, em anos posteriores. Tanto a eletricidade quanto o magnetismo são fenômenos comuns e são presenciados há muito tempo pela humanidade. Para introduzir o tema, pode-se fazer com os alunos uma pesquisa de imagens que tenham relação com fenômenos elétricos e magnéticos: apa-

relhos, relâmpagos, tomadas, usinas hidrelétricas, ímãs etc. Ao final de cada tema estudado, pedir aos alunos que observem as fotografias e tentem relacionar os conceitos que aprenderam a uma ou mais imagens. Outra maneira de problematizar o tema é fazer com os alunos uma lista de palavras, na lousa, que estejam relacionadas aos fenômenos elétricos ou magnéticos: ímãs, raios, aparelhos eletrodomésticos etc.

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Laura está preocupada, pois a conta de energia elétrica (popularmente chamada conta de luz) veio com valor elevado. Essa conta traz o valor gasto mensalmente, por moradia, pelo uso da energia elétrica. Os alunos estudarão o fornecimento de energia elétrica com mais detalhes nesta unidade. LEO TEIXEIRA

RECURSOS PEDAGÓGICOS

A conta veio com valor alto!

Os recursos pedagógicos utilizados nesta unidade são:

• • • • • •

Fotografia. Ilustração. Tirinha. Esquema. Infográfico. Gráfico.

CONEXÕES Gérson

Laura

Para o aluno: Livro • NESSMANN, Philippe. Eletricidade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2006. (Coleção O que é?).

Pessoal, precisamos fazer alguma coisa para economizar energia elétrica aqui em casa. Como cada um pode ajudar?

Converse com os colegas e responda às questões. 1. Uma pessoa na história parece preocupada. Qual é o motivo? Você sabe explicar a função do papel que está na mão dela? 2. Já aconteceu no lugar onde você mora alguma situação semelhante à da história? Conte como foi. Resposta pessoal. 3. Formem grupos de 5 alunos. Cada um vai representar uma pessoa da família Ramos. Criem uma sequência para a história, imaginando como continuou a conversa que Laura começou. Apresentem-se para o restante da classe e assistam à apresentação dos demais grupos. Espera-se que os alunos citem, na dramatização, sugestões de economia de energia elétrica que tenham relação com o personagem que escolheram representar. Oriente-os a analisar os quadrinhos com atenção, para que reparem, por exemplo, que as lâmpadas poderiam estar apagadas durante o dia, pois há iluminação natural das janelas. D3-CIE-F1-1058-V5-U07-128-151-LA-G19.indd 129

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ATIVIDADE Por ser este tema bastante rico e interessante, ele é favorável para o desenvolvimento de diversos projetos com a classe. Muitos museus e universidades também trazem exposições relacionadas à eletricidade e ao magnetismo – é possível que professor e alunos já tenham visto o Gerador de Van der Graaff, dispositivo gerador de eletricidade estática que

faz com que os cabelos da pessoa que o toca fiquem arrepiados. Essa é apenas uma das demonstrações dos efeitos e aplicações da eletricidade. Recomendamos uma pesquisa sobre museus e outros espaços científicos da região, em que os alunos possam observar motores, geradores, pilhas, baterias, ímãs e outros dispositivos relacionados ao tema.

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1.PERCEBENDO A ELETRICIDADE Você já tomou um choque ao encostar na porta do carro ou na maçaneta da porta? Por que você acha que isso acontece?

• Eletricidade.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Perceber alguns fenômenos que ilustram o movimento das cargas elétricas.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Ao trabalhar a questão inicial do capítulo, esclarecer aos alunos que o choque nessas condições é causado pela eletricidade estática (ou eletrostática), ou seja, cargas elétricas acumuladas no nosso corpo. Quando nos movimentamos, nosso corpo entra em atrito com as roupas, o ar, o chão e outros objetos, acumulando cargas elétricas, isto é, ficamos eletrizados. Normalmente essas cargas elétricas são transferidas do nosso corpo para a atmosfera, por causa da umidade do ar, ou para o chão quando andamos descalços. Porém, quando o ar está seco e andamos com sapatos emborrachados, dificultamos a passagem dessas cargas acumuladas no nosso corpo. Ao entrarmos em contato com um objeto condutor (metal, por exemplo), essas cargas passam do nosso corpo para o objeto e é por isso que sentimos um pequeno choque. Nesse momento vamos estudar a eletricidade estática, isto é, considerando as propriedades da carga elétrica em repouso. As cargas elétricas em movimento ordenado constituem a corrente elétrica, que será estudada nas próximas páginas. Os efeitos da energia elétrica são tratados por meio de experiências práticas, nas quais os alunos podem observar efeitos de uma “força invisível”, algo que atrai pedacinhos de papel, faz os cabelos ficarem volumosos, provoca estalos ou “gruda” objetos uns nos

De que você se lembra ao ouvir a palavra eletricidade? Algumas pessoas pensam em equipamentos elétricos, lâmpadas, fios ou até mesmo em um doloroso choque elétrico que já tenham tomado. Para começar a entender a eletricidade, é preciso lembrar que a matéria é composta de átomos. Os átomos são formados por partículas que têm carga elétrica. Vamos estudar esse tema nas próximas páginas. Agora, vamos voltar à pergunta inicial desta página. Durante o dia, provocamos atrito entre nosso corpo e as roupas, o chão, o ar e outros objetos. Dessa forma, acumulamos cargas elétricas. Normalmente, as cargas elétricas passam do nosso corpo para o chão (quando andamos descalços) ou para a atmosfera (conduzidas pelas pequenas gotas de água do ar). Entretanto, quando andamos calçados e o tempo fica muito seco, as cargas elétricas tendem a se acumular no nosso corpo e, ao tocar em um material condutor de eletricidade, as cargas elétricas são rapidamente transferidas do nosso corpo para o objeto e, por isso, sentimos um pequeno choque. Eletricidade é o nome dado a diversos fenômenos que envolvem cargas elétricas. A eletricidade está relacionada direta ou indiretamente a vários acontecimentos bastante comuns no nosso cotidiano, desde os relâmpagos até o acendimento de uma lâmpada. Mesmo estando presente em fenômenos naturais, levou certo tempo até que as pessoas estudassem a eletricidade, a compreendessem e fossem capazes de aproveitá-la para sua comodidade.

Resposta pessoal. O choque nessas condições se deve à eletricidade estática (ou eletrostática), ou seja, cargas elétricas acumuladas no nosso corpo. Ao encostarmos em uma maçaneta ou em qualquer outro material condutor, essas cargas são transferidas do corpo para o objeto, produzindo o choque. Aqui estudamos a eletricidade estática, ou seja, as cargas elétricas em repouso. As cargas elétricas em movimento ordenado constituem a corrente elétrica, que será estudada nas próximas páginas.

SERGIO RANALLI/PULSAR IMAGENS

PRINCIPAIS CONCEITOS

Relâmpagos são fenômenos relacionados à eletricidade.

1. Observe com atenção todos os cômodos da sua casa. Responda:

Resposta

a) Quais aparelhos não funcionariam se não houvesse eletricidade? pessoal. b) Há formas de substituir as funções desses aparelhos elétricos? Quais? Resposta pessoal. A intenção é que os alunos comecem a notar a utilidade da energia elétrica no dia a dia.

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outros. Essas práticas, muito simples, reforçam a explicação de transferência de carga na eletricidade estática. A intenção é reforçar a vivência com o atrito. Esfregar um objeto em outro implica arraste de material entre eles: o mais duro risca o mais mole. Esfregar um pano úmido na parede remove a sujeira, e às vezes um pouco de tinta; esfregar um pedaço de madeira no chão vai provavelmente riscá-lo, e assim por diante. E quando nós não conseguimos ver, será que o atrito entre coisas como um pente e um pedaço de flanela não promo-

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ve alguma alteração nessas superfícies? Será que algo pode ser transferido entre esses materiais? O que seria esse algo que não enxergamos? Esse é o ambiente para se falar da eletrização por atrito, mesmo que ainda não haja uma definição formal. Quando sofrem atrito, os materiais podem adquirir ou perder cargas elétricas, ou seja, eles podem ser eletrizados. Diferentes materiais têm diferentes tendências à eletrização: alguns tendem a ganhar carga negativa, enquanto outros tendem a perder carga negativa. Se um

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M ÃO N A M ASSA EFEITOS DAS CARGAS ELÉTRICAS Quando você esfrega, ou seja, atrita um objeto no outro, está arrastando cargas elétricas entre eles. Não podemos enxergar as cargas elétricas, mas podemos ver seus efeitos por meio de algumas atividades simples, como a apresentada a seguir.

M ATERIAL • 1 folha de papel sulfite

• 1 pente de plástico

• 1 pedaço de tecido macio (flanela, por exemplo)

• 1 tesoura de pontas arredondadas

PROCEDIMENTO 1. Com a tesoura, corte o papel em pedacinhos bem pequenos e aproxime o pente deles, sem tocá-los. Veja o que acontece. 2. Depois, esfregue cerca de 20 vezes o tecido no pente e aproxime novamente o pente dos pedacinhos de papel, sem tocá-los. Veja o que acontece.

Responda às questões:

Espera-se que os alunos respondam que a foto representa o que aconteceu após esfregarem o tecido no pente. Pente de plástico atraindo pedacinhos de papel.

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SCIENCEPHOTOS/ALAMY/ FOTOARENA

1. A imagem ao lado representa o que aconteceu antes ou depois que você esfregou o tecido no pente?

• Atividade da seção Mão na massa. É provável que, na primeira aproximação, o pente não tenha atraído os pedacinhos de papel, pois ele ainda não tinha sido carregado eletricamente. Após ser esfregado com o tecido, o pente adquiriu cargas elétricas, isto é, ficou eletrizado e passou a atrair os pedacinhos de papel. Quando esfregamos bem o tecido no pente, estamos deixando os dois corpos eletrizados. A tendência dos corpos é voltar à neutralidade, por isso ao aproximar o papel e o pente eles grudam. Há troca de cargas elétricas entre eles e também com o ar até ambos ficarem neutros. É importante que os alunos reconheçam que a eletricidade está presente na natureza antes mesmo da existência dos seres humanos. Os raios são exemplos de fenômeno elétrico natural. Porém, demorou muito tempo até que o ser humano pudesse compreender e usar a eletricidade. Eletricidade é o nome dado a diversos fenômenos que envolvem cargas elétricas. A eletricidade está relacionada direta ou indiretamente a vários acontecimentos bastante comuns no nosso cotidiano, desde os relâmpagos até o acendimento de uma lâmpada. CONEXÕES Para o professor: Site • SOALHEIRO, Bárbara. Invenções: como fazíamos sem... Guia do Estudante, 1o jun. 2004. Disponível em: <http://livro.pro/ra5tx2>. Acesso em: 6 nov. 2017. Livro • HEWITT, Paul G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.

2. Como você explicaria o resultado? O que causou a atração dos pedaços de papel? Espera-se que os alunos concluam que o pente adquiriu cargas elétricas que atraíram os pedaços de papel.

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bastão de vidro for esfregado com um pedaço de lã, a tendência é o vidro perder carga negativa, ficando positivamente eletrizado, e a lã ganha carga negativa, ficando negativamente eletrizada. Essa tendência se inverte se, no lugar da lã, o material utilizado for a borracha.

• Atividade 1 a. Incentivar os alunos a listarem aparelhos que funcionam à base de energia elétrica. A intenção é fazê-los perceber como a energia elétrica é bastante requerida no nosso cotidiano. 1 b. O objetivo é que os alunos comecem a notar a utilidade da energia elétrica no

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dia a dia. Por estarmos acostumados ao uso da energia elétrica, nem sempre paramos para pensar como era a vida antes de o ser humano aprender a empregá-la para sua comodidade. Porém, mesmo sem energia elétrica, é possível manter nossas atividades cotidianas, como fazer comida, cuidar da higiene pessoal, brincar e estudar. Incentivar os alunos a conversar como seria um dia de suas vidas sem energia elétrica. Propor questões como: “Quais tipos de brincadeira poderiam fazer?”; “Como tomariam banho?”; “Como a comida seria preparada?”.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

2.CARGAS ELÉTRICAS

• Cargas elétricas.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

A matéria e, consequentemente, os materiais são formados por átomos. Logo, todos os materiais têm cargas elétricas. Há dois tipos de carga elétrica: positiva e negativa. A quantidade dos dois tipos de cargas elétricas vai determinar se o objeto está neutro ou carregado eletricamente. Muitos objetos são neutros, ou seja, têm quantidade igual de cargas elétricas positivas e negativas. Porém, há maneiras de modificar a quantidade de carga elétrica dos objetos e torná-los eletricamente positivos ou eletricamente negativos. Uma dessas maneiras foi exemplificada na página anterior: o atrito entre os objetos, que faz com que as cargas elétricas sejam trocadas entre eles. Para compreender melhor as características das cargas elétricas, vamos fazer uma atividade simples. O professor vai precisar de um voluntário ou de uma voluntária com cabelos compridos e lisos. A atividade deverá ser feita em um dia seco.

FERNANDO FAVORETTO/ CRIAR IMAGEM

• Saber que as cargas elétricas podem ser positivas ou negativas. • Aprender que as cargas elétricas se atraem ou se repelem, dependendo de suas cargas.

Será que todos os materiais têm cargas elétricas?

Espera-se que os alunos digam sim, uma vez que a matéria e, consequentemente, os materiais são formados por átomos.

O voluntário ou a voluntária deve ter cabelos lisos e compridos, pois os resultados serão mais facilmente percebidos.

O voluntário ou a voluntária vai pentear o cabelo vigorosamente com um pente plástico.

Observe como os fios vão se afastando uns dos outros e o cabelo vai ficando mais volumoso. Isso acontece porque há troca de cargas elétricas entre o pente e os fios de cabelo.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Na resposta à questão inicial, esperase que os alunos digam sim, uma vez que a matéria e, consequentemente, os materiais são formados por átomos, logo todos os materiais têm cargas elétricas. Incentivar a discussão sem classificar as

ideias em corretas ou erradas. Partir dos conhecimentos e dúvidas dos alunos para que eles formulem o raciocínio lógico. O conceito de cargas elétricas, por enquanto, não tratará dos elétrons e dos prótons: os alunos vão perceber que um pente carregado atrai os fios de cabelo, pelo fato de eles (pente e fios de cabelo) estarem carregados com cargas de sinais contrários. Os fenômenos elétricos, por si, são base para fazer constatações. Ressaltamos, portanto, a importância

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das atividades práticas e das demonstrações neste tema. Explicar que, no experimento de atritar o pente nos fios de cabelo, a transferência de cargas elétricas é temporária. Com o tempo, tanto o pente quanto o cabelo tendem a se tornar neutros devido à troca de cargas elétricas com o ambiente. Explicar também que, dependendo do tipo do material de que é feito o pente, ele pode perder ou ganhar cargas elétricas negativas.

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Explicar que, nesse exemplo, a transferência de cargas elétricas é temporária. Com o tempo, tanto o pente quanto o cabelo tendem a se tornar neutros devido à troca de cargas elétricas com o ambiente. Explicar também que, dependendo do tipo do material de que é feito o pente, ele pode ficar carregado positiva ou negativamente.

Observar fenômenos e dar explicações científicas – dentro de seu nível de compreensão – é uma habilidade que se deseja que os alunos desenvolvam. Eles devem ser capazes de buscar razões e respostas para além de “todos sabem que...”, utilizando de forma adequada o vocabulário aprendido e organizando as informações de maneira lógica e clara. Explicar para os alunos que um pesquisador apoia suas afirmações naquilo que observa, bem como em informações que pesquisa em livros ou em outras fontes e nos resultados de experimentos práticos. Incentivá-los a elaborar as respostas com cuidado, relacionando o que observaram e o que estudaram sobre o tema.

LEO TEIXEIRA

Ao atritar o pente nos fios do cabelo, há transferência de cargas elétricas do cabelo para o pente. • Se um objeto fica com mais cargas elétricas positivas (+) do que negativas (–), dizemos que ele se torna eletricamente positivo. • Se um objeto fica com mais cargas elétricas negativas (–) do que positivas (+), dizemos que ele se torna eletricamente negativo.

AMPLIAÇÃO

Há transferência de cargas elétricas entre o cabelo e o pente.

Existe uma interação entre os objetos carregados eletricamente:

CONEXÕES

Objetos com cargas elétricas iguais se repelem (se afastam).

Objetos com cargas elétricas diferentes se atraem (se aproximam).

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Após o atrito com o pente, os fios de cabelo que ficaram com carga elétrica de mesmo sinal se afastam uns dos outros, o que deixa o cabelo com aspecto mais volumoso.

ILUSTRAÇÕES: RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

1. Com base no que você estudou sobre cargas elétricas, observe a figura e responda à questão. • Se colocarmos o bastão próximo ao pêndulo, a bolinha do pêndulo vai se afastar ou se aproximar do bastão? Justifique.

Para o professor: Site • SANTOS, Marco Aurélio da Silva. Manifestações da eletricidade estática. Mundo Educação. Disponível em: <http://livro.pro/jpwjs3>. Acesso em: 10 nov. 2017.

A bolinha do pêndulo vai se aproximar do bastão, pois os objetos têm cargas elétricas diferentes e se atraem.

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ATIVIDADE Dividir a turma em grupos. Cada grupo deve trazer o seguinte material (previamente pedido):

• Um pedaço de cano de PVC de mais

ou menos 20 cm; • Um pedaço de tecido (flanela, por exemplo); • Uma latinha de alumínio vazia (refrigerante).

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Procedimento 1. Atritar o tecido no cano por um minuto para que o cano fique eletrizado. 2. Aproximar o cano da latinha de alumínio sem encostar nela. Observar o que acontece (os alunos vão verificar que a latinha vai se aproximar do cano). 3. Pedir que mantenham o cano próximo à latinha e observem o que acontece (espera-se que eles percebam que a latinha continua tentando se aproximar do cano). 4. Voltar a atritar o cano com o tecido para mantê-lo eletrizado. Encostar o

cano na latinha (os alunos irão verificar que, depois de um tempo pequeno de contato, a latinha começa a se afastar fugindo do cano). 5. Pedir que os grupos expliquem o porquê do afastamento e da aproximação da latinha do cano de PVC (os alunos terão de concluir que, quando a lata se aproxima, é porque o material do cano eletrizado está procurando ficar neutro pegando cargas elétricas da latinha. Quando a latinha se afasta é porque está com carga de mesmo sinal que o cano.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Movimento das cargas elétricas.

3.O MOVIMENTO DAS CARGAS Brasil, grande parte da energia elétrica usada nas residências, ELÉTRICAS No indústrias e comércios vem das usinas hidrelétricas. Ela chega aos estabelecimentos residenciais ou comerciais por fios.

De onde vem a energia elétrica que faz os aparelhos elétricos funcionarem?

• Compreender que a vibração dos elétrons resulta no transporte de energia na modalidade elétrica.

Na maioria das casas, muitos equipamentos estão ligados à rede elétrica, por meio de fios conectados às tomadas. Nesses fios, as cargas elétricas se movem. O movimento ordenado dessas cargas elétricas é chamado de corrente elétrica. A corrente elétrica transporta energia para fazer funcionar, por exemplo, uma lâmpada.

SERGEJ RAZVODOVSKIJ/SHUTTERSTOCK.COM

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

O movimento das cargas elétricas transporta energia elétrica, que faz a lâmpada se acender.

Nem todos os materiais são bons condutores de corrente elétrica.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Os materiais feitos com madeira, plástico e borracha não conduzem bem a corrente elétrica e são chamados de isolantes elétricos. O fio elétrico é revestido com plástico para evitar a ocorrência de choques.

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ENCAMINHAMENTO Sobre a questão inicial, explicar aos alunos que, no Brasil, grande parte da energia elétrica usada nas residências, indústrias e comércios vem das usinas hidrelétricas. Ela chega aos estabelecimentos residenciais ou comerciais por fios. Agora serão estudadas as cargas elétricas em movimento ordenado – a chamada corrente elétrica. Quando os elétrons se movimentam (vibram) ordenadamente em um meio condutor (um fio de metal, por exemplo), eles são capazes de produzir energia elétrica. Uma lâmpada acesa é exemplo de fluxo ordenado de elétrons desde a tomada até a resistência da lâmpada. É importante comentar com os alunos que as cargas elétricas não caminham até sair do fio; o movimento das cargas elétricas é de vibração. Nessa vibração há o transporte de energia. Se julgar oportuno, comentar algumas transformações de energia. A energia elétrica que faz a lâmpada acender é transformada em luz e calor (energia luminosa e energia térmica). Ao analisar o dispositivo ilustrado no esquema do circuito elétrico da página 135, explorar com a classe o significado da

Os materiais feitos com metais, como o cobre, o ouro, a prata, o ferro e o alumínio, conduzem bem a corrente elétrica e são chamados de condutores elétricos. Por isso, a parte interna do fio é composta de metal, para conduzir a corrente elétrica. A água também é boa condutora de eletricidade porque possui sais minerais.

1. De que tipo de material é feito o cabo desta ferramenta: isolante ou condutor elétrico? Explique a escolha do material com base na segurança oferecida por ele.

O cabo é feito de material isolante elétrico. Isso impede a passagem de corrente elétrica e, portanto, evita que a pessoa leve 134 um choque ao utilizar a ferramenta em equipamentos elétricos.

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palavra “interruptor”. Solicitar aos alunos que deem sinônimos para o termo e tentem encontrar objetos com função semelhante (por exemplo, uma torneira fechada interrompe o fluxo de água, e uma porta fechada interrompe o fluxo de pessoas). Observar que o cabo da chave de fenda é feito de material isolante elétrico. Isso impede a passagem de corrente elétrica e, portanto, evita que a pessoa leve um choque ao utilizar a ferramenta em equipamentos elétricos. O relógio da fotografia mede a energia que é consumida em cada casa/es-

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tabelecimento comercial. A cobrança da conta, mais conhecida como “conta de luz”, será discutida posteriormente. A energia na modalidade elétrica é aproveitada pelo ser humano de diferentes formas. Apesar de relativamente nova (seu uso em larga escala data de aproximadamente 100 anos), seria difícil imaginar nossa sociedade como existe hoje sem os usos que fizemos (e fazemos) da energia elétrica. Para deixar isso claro, pedir aos alunos que imaginem um dia inteiro em que não possam utilizar a eletricidade. Como

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CONEXÕES

Um circuito elétrico é um caminho pelo qual a corrente elétrica pode fluir. Analise o circuito elétrico a seguir.

Para o professor: Site • THOMAS Edison, o gênio da lâmpada. Superinteressante, 31 out. 2016. Disponível em: <http://livro.pro/ peo6h3>. Acesso em: 10 nov. 2017.

CIRCUITO ELÉTRICO E FUNCIONAMENTO DO INTERRUPTOR Pilha: fornece energia elétrica.

Aparelho elétrico (lâmpada)

Fios condutores. Pilha: fornece energia elétrica.

Para o aluno: Livro • RIBEIRO, Darcy. Noções de coisas. 3. ed. São Paulo: Global, 2014. Nesse livro há um texto que fala sobre eletricidade.

Aparelho elétrico (lâmpada)

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

Interruptor: Permite que a corrente elétrica passe ou não pelo circuito. É ele que liga ou desliga a lâmpada.

Fios condutores.

Quando o interruptor está fechado, a corrente elétrica passa pelo circuito e a lâmpada acende. Quando o interruptor está aberto, a corrente elétrica não passa pelo circuito e a lâmpada não acende. FERNANDO FAVORETTO/CRIAR IMAGEM

2. A energia elétrica que abastece as casas brasileiras vem, em sua maior parte, das usinas hidrelétricas, e seu fornecimento é cobrado. Pesquise a função do equipamento mostrado na imagem e escreva-a no caderno. O relógio da fotografia mede a energia que é consumida em cada casa/estabelecimento comercial. A cobrança da conta, mais conhecida como “conta de luz”, será discutida a seguir. Relógio medidor de energia elétrica.

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seria tomar o café da manhã? E estudar? Tomar banho? Brincar? Sugerimos trazer para a classe um equipamento elétrico que não funcione mais (rádio, eletrodoméstico etc.). Trazer também chaves de fenda e alicate. Em classe, desmonte o equipamento e deixe que os alunos observem atentamente, identificando os materiais isolantes e os condutores elétricos. Desmontar também a tomada e descascar um pedaço do fio elétrico.

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• Atividade 1. Aproveitar a oportunidade para comentar com os alunos sobre acidentes com eletricidade e recomendar a eles que nunca mexam em equipamentos elétricos sem a supervisão de um adulto. Consertos nesses aparelhos devem ser feitos por pessoas especializadas. ATIVIDADE Sugere-se a leitura para a classe do texto Thomas Edison, o gênio da lâmpada, indicado na seção Conexões,

ou usar elementos dele para narrar, como preferir, a vida de Thomas Edison. Durante a narração, pedir aos alunos que fechem os olhos para imaginar os eventos e as personagens da história. No final, eles podem produzir desenhos ou mesmo um livrinho coletivo com a história de Thomas Edison. Para valorizar o trabalho, sugerir aos alunos que ofereçam o livrinho de presente para uma classe de alunos mais jovens da escola.

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• Corrente elétrica.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Montar um dispositivo que permita

acender e desligar uma lâmpada, usando os materiais disponíveis.

M ÃO N A M ASSA CONSTRUINDO UM DISPOSITIVO PARA ACENDER E APAGAR A LÂMPADA Antes de fazer a atividade proposta, converse com os colegas sobre as questões a seguir. Registre as hipóteses no caderno. • Por que uma lâmpada não fica sempre acesa? • O que faz a lâmpada acender e apagar?

VVOE/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

VLADITTO/SHUTTERSTOCK.COM

Resposta pessoal. Nesse momento, a intenção é verificar os conhecimentos dos alunos sobre a corrente elétrica. Permitir que eles expressem suas ideias livremente.

M ATERIAL • Lâmpada de 1,5 V

• Fita isolante ou fita adesiva

• Pilha comum de 1,5 V

• Dois fios elétricos com 15 cm de comprimento, com as pontas desencapadas ATENÇÃO Peça a um adulto que desencape as pontas dos fios.

DOTTA2

• Soquete adequado para a lâmpada de 1,5 V (pode ser comprado em casas de materiais elétricos)

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Geralmente, os alunos se interessam por aulas práticas nas quais têm de construir dispositivos. Organizar previamente a atividade, pedindo aos alunos que tragam o material no dia marcado para essa aula. Também será prudente providenciar uns itens a mais para que

a atividade não fique inviabilizada por falta de material. Nessa atividade, diferentemente das atividades práticas usuais, nas quais os alunos devem seguir os passos descritos, eles serão convidados a construir um dispositivo para fazer acender uma lâmpada, da forma que julgarem adequado, usando os materiais disponíveis. Dessa forma, valoriza-se a autonomia dos alunos. Porém, você, professor, deve ficar atento e colocar-se à disposição, caso os alunos solicitem ajuda.

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Ao trabalhar as questões iniciais, a intenção é levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre a corrente elétrica. Permitir que eles expressem suas ideias livremente. Os conceitos serão definidos formalmente nas próximas páginas. Uma sugestão é retomar essas questões após o estudo da corrente elétrica.

• Atividade 2. Perguntar quem já montou alguma coisa ou conseguiu entender o funcionamento de um objeto seguindo o manual de instruções. É provável que muitos alunos já tenham

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PROCEDIMENTO

3. Orientar os alunos na ampliação desta questão. Pedir que elaborem explicações caso o dispositivo não funcione. Pedir também para que comparem os dispositivos dos diferentes grupos, fazendo uma tabela com semelhanças/diferenças e vantagens/desvantagens.

CONEXÕES Para o professor: Site • SCARINCI, Anne. Circuito simples: pilha e lâmpada. Lumini Pesquisa. Instituto de Física da USP. Disponível em: <http://livro.pro/v7j4k7>. Acesso em: 17 nov. 2017. • KALAN, Jonathan. Como iluminar um quarto por 40 dias só com uma batata. BBC Brasil, 21 out. 2014. Disponível em: <http://livro.pro/4xj4un>. Acesso em: 17 nov. 2017.

1. Em grupos, montem um dispositivo que faça a lâmpada acender com o material listado. 2. Depois, façam um “manual de instruções” que explique, passo a passo, como montar o dispositivo que vocês criaram. Façam desenhos para ilustrar todos os procedimentos, de forma que outras pessoas consigam refazer o mecanismo.

Nas pesquisas científicas, é muito importante registrar todas as etapas para que outras pessoas possam compreender o que foi feito, repetindo os mesmos passos. Para isso, os cientistas fazem relatórios nos quais incluem, entre outros itens: 1) objetivos que esperavam atingir; 2) materiais que utilizaram; 3) procedimentos que realizaram; 4) resultados que encontraram. Procurem incluir esses 4 passos no “manual de instruções” elaborado pelo grupo.

PARADA PARA AVALIAÇÃO As atividades práticas são excelentes oportunidades de avaliação. Verificar se os alunos foram capazes de levantar hipóteses e de analisar corretamente os resultados obtidos para chegarem à conclusão adequada. Aproveitar para avaliar se os alunos atuaram de modo cooperativo no trabalho em grupo.

3. Troquem os manuais entre os grupos. Seguindo os passos do manual de outro grupo, tentem montar o dispositivo. Ele funcionou? 4. Analisem mais uma vez o manual de vocês. Ele poderia ser melhorado? Deem algumas sugestões. 5. Como vocês responderiam à questão do título da atividade, “O que faz uma lâmpada acender e apagar?”? Resposta pessoal. LAURITTA/SHUTTERSTOCK.COM

SABIA QUE... Para um cientista, é muito importante descrever claramente o material, os procedimentos, os resultados e as conclusões do seu trabalho. Dessa forma, outras pessoas podem refazer o trabalho ou aprender com ele. É muito importante que os alunos tenham oportunidade de avaliar o próprio trabalho e corrigi-lo; usar este recurso sempre que possível nas atividades da classe.

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tido contato com esse tipo de material informativo. Explicar como deve ser o manual de instruções, salientando a importância de listar os materiais e suas respectivas quantidades e medidas, e a razão do passo a passo ser descrito de maneira clara e precisa. Explicar que a leitura do manual de instruções deve permitir a montagem do dispositivo por outras pessoas. • Atividade 3. Essa atividade vai permitir que os alunos constatem se

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o manual de instruções que elaboraram tinha orientações claras e precisas. Orientar os alunos na ampliação desta questão. Pedir que elaborem explicações caso o dispositivo não funcione. Pedir também que comparem os dispositivos dos diferentes grupos, fazendo uma tabela com semelhanças/diferenças e vantagens/desvantagens. • Atividade 4. Comentar que o desenvolvimento e o avanço da Ciência também se dão pelo confronto de

dados entre os pesquisadores, que analisam e comparam métodos e resultados no intuito de aprimorar suas pesquisas. • Atividade 5. Espera-se que os alunos relacionem a questão ao ato de ligar e desligar o botão da lâmpada, do abajur ou da luminária. Estimulá-los a explicar o que acontece quando desligamos o botão: o que se interrompe com essa ação? As próximas páginas tratarão dessas questões.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Energia hidrelétrica.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer como é produzida a ener-

gia elétrica em uma usina hidrelétrica.

AS USINAS HIDRELÉTRICAS A maior parte da energia elétrica que abastece as cidades brasileiras é gerada nas chamadas usinas hidrelétricas. Nelas, a água de um rio é represada e cai por uma gigantesca tubulação. A força da queda da água movimenta uma grande turbina. A turbina faz girar outro equipamento, chamado gerador. É nele que ocorre a transformação de energia de movimento em energia elétrica.

REPRESENTAÇÃO DE UMA USINA HIDRELÉTRICA Represa

Reservatório

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Fios da rede elétrica

Gerador

Explorar a imagem dessa página com os alunos e ressaltar as transformações de energia que ocorrem até o acendimento de uma lâmpada em uma residência: energia do movimento (da água) em energia elétrica (no gerador), energia elétrica em energia luminosa e térmica (na lâmpada). Comentar que, como a maior parte da energia elétrica do Brasil provém das usinas hidrelétricas, a escassez de água pode afetar o abastecimento de energia. Permitir que os alunos conversem e relatem o que sabem sobre o assunto. Caso a região já tenha sido afetada pela falta de água e pelo encarecimento de energia elétrica, permitir que os alunos relatem suas experiências pessoais. Caso os alunos tenham curiosidade em conhecer os outros equipamentos que ficam externamente às usinas hidrelétricas, explicar que as torres de transmissão sustentam os cabos que conduzem a energia por longas distâncias; os transformadores ajustam a energia elétrica para a entrada nas casas/estabelecimentos comerciais; o relógio medidor registra a energia que é consumida em cada casa/estabelecimento comercial.

Porta de controle

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

ENCAMINHAMENTO

Duto

Turbina

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Há outras formas de transformação de energia que podem gerar energia elétrica: a partir do movimento do vento (energia eólica), a partir da queima de combustíveis (energia térmica), entre outras. No entanto, no Brasil, as hidrelétricas são as formas mais utilizadas. A energia elétrica chega às casas, escolas, hospitais e outros locais por meio da rede elétrica, formada por grandes extensões de fios elétricos que transportam essa energia. 138

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CONEXÕES Para o professor: Site • ELETROBRAS. Como a energia elétrica é gerada no Brasil. Disponível em: <http://livro.pro/7u2fdm>. Acesso em: 17 nov. 2017. • PENA, Rodolfo F. Alves. Fontes de energia do Brasil. Mundo Educação.

Disponível em: <http://livro.pro/4jasyw>. Acesso em: 17 nov. 2017.

• SCAPATICIO, Márcia. Como a energia elétrica chega a nossas casas. Nova Escola, São Paulo, 27 ago. 2016. Disponível em: <http://livro.pro/dx9rsp>. Acesso em: 17 nov. 2017.

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BUKHAVETS MIKHAIL/SHUTTERSTOCK.COM

M ÃO N A M ASSA ANALISANDO A “CONTA DE LUZ” Na maior parte das moradias e estabelecimentos comerciais existe um equipamento para medir a energia elétrica que é utilizada no local. Quando o funcionário da empresa que distribui energia elétrica lê o relógio medidor, consegue saber o consumo de energia durante determinado período. Esse consumo é cobrado por meio de uma conta mensal conhecida como “conta de luz”.

• Energia elétrica. • Conta de energia elétrica.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Aprender a ler uma conta de luz. • Saber que o fornecimento de energia

elétrica tem um custo. • Refletir sobre a importância de economizar energia elétrica.

CONEXÕES Para o aluno e o professor: Site • COMPANHIA PAULISTA DE FORÇA E LUZ. Entenda sua conta. Disponível em: <http://livro.pro/ahsifd>. Acesso em: 17 nov. 2017.

Responda. 1. Embora seja mais conhecida como conta de luz, o nome correto desse documento é conta de energia elétrica. Por que não é adequado, do ponto de vista científico, chamá-la de “conta de luz”?

RDOBCIO/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

2. Peça ajuda a um adulto que mora com você para analisar a conta de energia elétrica da sua casa. Procure localizar o histórico de consumo da sua Exemplo de conta de energia elétrica. moradia – ele está identificado com a seta vermelha na imagem, mas a conta é diferente dependendo da companhia elétrica de sua cidade. O consumo é medido em uma unidade chamada quilowatt-hora (kWh). Professor, uma proposta de trabalho com economia de energia elétrica será feita ao final desta unidade. A leitura No período analisado, o consumo aumentou, diminuiu ou se manteve comparado aos outros meses? da conta de energia elétrica poderá ser retomada

ELETROPAULO

ATIVIDADE Se julgar oportuno e houver disponibilidade de dispositivos conectados à internet, acessar o link sugerido na seção Conexões com os alunos e permitir que eles explorem a figura e os principais elementos de uma conta de energia.

nesse momento. Espera-se que o aluno responda que na conta não se cobra apenas a energia elétrica utilizada para acender lâmpadas, mas sim por toda a energia elétrica utilizada em equipamentos elétricos de outros tipos, como chuveiros, televisores, entre outros. 139

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Levar uma conta de energia elétrica para a sala de aula e explorar seus elementos com os alunos. A conta é diferente dependendo da companhia elétrica que atua na cidade, mas a figura do livro pode ajudar a identificar as principais informações desse documento, como o nome completo do consumidor, endere-

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ço, data da medição, número da medição anterior e da medição atual e um gráfico do consumo de energia elétrica dos últimos meses. A intenção dessa atividade é informar aos alunos que o fornecimento da energia elétrica tem um custo para o consumidor e mostrar a importância de saber ler um documento, como a conta de energia elétrica, para conferir se a cobrança está sendo feita de maneira adequada. Aproveitar para conversar sobre a importância de economizar energia elétrica, assunto abordado com mais detalhes nas páginas seguintes.

• Atividade 2. Alertar os alunos para que peçam permissão e ajuda de um adulto que more com eles para analisar a conta de energia elétrica. Não é preciso que os alunos tragam esse documento para a sala de aula, apenas que observem o gráfico de consumo e avaliem se houve aumento, diminuição ou se o consumo de energia de suas residências se manteve igual, considerando os últimos meses. Uma proposta de trabalho com economia de energia elétrica será feita ao final dessa unidade. A leitura da conta de energia elétrica poderá ser retomada nesse momento. 139

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• Choque elétrico.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

PERIGO: CHOQUE ELÉTRICO Se algum componente do circuito elétrico de sua casa não funcionar, ou se um equipamento elétrico quebrar, o correto é pedir ajuda a um profissional ou empresa especializada. Embora saibam disso, algumas pessoas insistem em “dar um jeitinho” nesses problemas por conta própria, o que é bastante perigoso por causa do risco de se levar um choque elétrico. A melhor maneira de evitar acidentes com energia elétrica é conhecer as formas de prevenção. Veja algumas delas:

• Analisar a importância da prevenção de acidentes elétricos e da divulgação de informações preventivas. Não mude a chave de temperatura (verão/inverno) com o chuveiro elétrico ligado.

Avise ao responsável: ao fazer a troca das lâmpadas, desligar o interruptor e não encostar na parte metálica.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Não ligue vários aparelhos na mesma tomada, pois isso pode causar uma sobrecarga.

ILUSTRAÇÕES: ESTÚDIO ORNITORRINCO

PRINCIPAIS CONCEITOS

Na rua, não pise em fios caídos no chão. Peça a um adulto que avise a concessionária responsável e solicite o conserto. Não encoste objetos metálicos, como faca e tesoura, em tomadas ou em aparelhos elétricos.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Perguntar aos alunos se já tomaram choque e em qual situação. Depois de ouvir os relatos, pedir a eles que identifiquem as situações de risco e expliquem como esses acidentes poderiam ter sido evitados. Incentivar os alunos a compartilhar as informações recebidas na escola

com os familiares e amigos. Aqueles que tiverem irmãos menores podem contar a eles o que aprenderam. Outra forma de divulgar esses conhecimentos é postar no blogue da classe, de preferência material pesquisado e produzido pelos próprios alunos.

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Tire os aparelhos elétricos da tomada durante uma tempestade. Mas lembre-se: puxe sempre pelo plugue, nunca pelo fio.

ILUSTRAÇÕES: ESTÚDIO ORNITORRINCO

CONEXÕES

Peça ao responsável da sua casa para instalar protetores de plástico nas tomadas: eles só devem ser retirados quando a tomada estiver sendo usada.

Não mexa em eletrodomésticos com as mãos ou os pés molhados, nem deixe acumular água no local onde há um aparelho ligado. A água torna o choque mais perigoso.

Pipas devem ser soltas em locais abertos, como parque ou praia, jamais perto de postes com fios.

Desconecte os aparelhos elétricos da tomada antes de limpá-los.

AMPLIAÇÃO

Elaborado com base em: COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL. Energia elétrica sem riscos. Curitiba, 27 jan. 2014. Disponível em: <www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel% 2Froot%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2FC207436013E1CC42032573F5004697E6>. Acesso em: abr. 2014.

SABIA QUE...

Fixar os cartazes feitos pelos alunos em um local onde outros alunos e funcionários da escola possam visualizá-los. A atividade pode ser enriquecida, propondo aos alunos a realização de uma campanha de alerta

Choque elétrico é a reação do organismo à passagem da corrente elétrica. Pode provocar um leve desconforto, queimaduras graves e até a morte. aos outros alunos da escola ou envolvendo toda a comunidade. A 1. Vamos fazer cartazes? campanha pode ser feita no blogue da escola ou usando as redes

a) Escolha uma das formas de prevenção de acidentes com eletricidade apresentadas nestas páginas. sociais. O importante é alertar as pessoas sobre o

perigo de choques elétricos e mostrar algumas formas

b) Em uma cartolina, elabore um cartaz informando a forma de prevenção escolhida. Faça desenhos chamativos e utilize frases curtas e de prevenir esses acidentes. diretas. Seja criativo! c) Em um local bem visível no cartaz, coloque o telefone dos bombeiros ou da unidade de saúde de sua região. Esses telefones devem ser utilizados em caso de acidente. d) Pendure o cartaz no local determinado pelo professor.

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ATIVIDADE Para tornar a atividade mais lúdica, montar uma peça teatral com a classe. O tema será “Prevenção de acidentes”. Pode-se trabalhar apenas com acidentes envolvendo eletricidade, ou ampliar o tema para outros tipos de acidentes. Os alunos devem participar de todas as etapas do trabalho: elaboração do texto, escolha dos temas, seleção dos

Para o professor: Site • CAVALCANTE, Kleber G. Choques elétricos. Mundo Educação. Disponível em: <http://livro.pro/2esx34>. Acesso em: 17 nov. 2017. • CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS. Choque elétrico: saiba como evitar. 30 mar. 2011. Disponível em: <http://livro.pro/rj9gi8>. Acesso em: 17 nov. 2017. Embora o site seja dos bombeiros do estado de Minas Gerais, as recomendações se aplicam a todos. Para contextualizar, indique para os alunos o contato da companhia elétrica do seu estado ou município.

atores, figurino, montagem do cenário, convites para outras classes, organização da apresentação etc. No final da apresentação, eles podem distribuir um material educativo para os colegas, como folhetos explicativos. Esse trabalho é grande e pode envolver toda a escola, de acordo com a conveniência das classes.

Eletricidade [...] Eu sempre quis entender o que é eletricidade. Ainda não consegui. Sei só que é uma força tão descomunal quanto sutil. Dizem que a maior parte da eletricidade que usamos vem das quedas-d’água, das cachoeiras naturais, ou das represas. Mas todos estão de acordo que ela não está na água que cai. Está só na força com que ela cai – força ou peso – para mover as ventoinhas dos dínamos, que, girando velozmente, geram a eletricidade colhida por umas escovinhas. É quase incrível. Mas assim é, dizem, repito: a eletricidade não está na água das cachoeiras, está no peso com que ela cai e move os dínamos, ou geradores. Mas também não está neles. Está é na velocidade com que eles giram, no giro. Surge, assim, sem gastar a água nem o dínamo. Gera-se a si mesma, como um milagre. E sai desembestada, fazendo coisas impensáveis, se a gente não a visse fazer. O mais incrível é que a eletricidade anda ou flui por fios elétricos, invisível, imaterial. Sai de Itaipu, por exemplo, [...] suficiente para eletrificar a metade do Brasil, dando energia a milhares de cidades e fábricas. Sai andando silenciosa pelos fios de alta-tensão. Mas, se um passarinho ou urubu pousam num desses fios elétricos, como eu já vi – e testemunho aqui – não acontece nada, ele nem sente cócegas. Já, se um macacão gigantesco pisa ao mesmo tempo em dois fios, ele é executado instantaneamente: vira um pozinho de macaco. [...] RIBEIRO, Darcy. Noções de coisas. São Paulo: FTD, 2000. p. 27.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

Espera-se que os alunos mencionem o fato de os ímãs

certos objetos. Oriente-os a explorar de que 4.O MAGNETISMO atraírem materiais são feitos os objetos atraídos pelos ímãs.

Você já brincou com um ímã? Qual é a característica mais notável desse objeto?

• Magnetismo.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Perceber as propriedades magnéticas dos ímãs, bem como a atração e a repulsão entre eles, de acordo com a orientação de seus polos.

O termo magnetismo tem relação com outra palavra bem mais conhecida: ímã. Os ímãs são objetos capazes de atrair, a certa distância, alguns materiais, principalmente os feitos de ferro ou de outros metais, como o níquel das moedas. A maior parte dos ímãs que vemos nos objetos atualmente é produzida em indústrias. No entanto, há também ímãs naturais. Os primeiros a observarem e registrarem as propriedades do magnetismo na natureza foram os gregos. De acordo com relatos, eles perceberam a capacidade de certa rocha atrair objetos de metal. Essa rocha é a magnetita. A primeira utilização prática do magnetismo foi a bússola, equipamento inventado pelos chineses, imprescindível para o avanço da navegação, pois permitia a orientação dos navegadores mesmo quando não era possível ver estrelas no céu.

SCIENTIFICA/ CORBIS/ GETTY IMAGES

PATTY CHAN/SHUTTERSTOCK.COM

ímã

Quase todos os ímãs que utilizamos são produzidos industrialmente; eles são ímãs artificiais.

Dependendo de como são manuseados, os ímãs podem se atrair ou se afastar. Eles possuem duas zonas opostas, chamadas polos. Há o polo norte e o polo sul: polos iguais se repelem e polos opostos se atraem. Mesmo que você quebre um ímã ao meio, cada parte manterá os dois polos e se comportará como o ímã original, não importando o seu tamanho.

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

A magnetita é uma rocha com propriedades magnéticas e, por isso, é considerada um ímã natural.

Os polos iguais de dois ímãs se repelem; os polos opostos se atraem.

A região em que um ímã é capaz de exercer sua influência chama-se campo magnético.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Perguntar para os alunos sobre o sistema de fechamento da geladeira: “Como a porta se mantém fechada sem chave, sem encaixe e sem que ninguém a segure?”; “Do que acham que é feito o material da porta da geladeira?”. Perguntar se já observaram o mesmo sistema em outros aparelhos ou objetos.

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ENCAMINHAMENTO Sobre a questão inicial, espera-se que os alunos mencionem o fato de os ímãs atraírem certos objetos. Orientá-los a explorar de que materiais são feitos os objetos atraídos pelos ímãs. O magnetismo é abordado a partir de sua forma mais palpável – os ímãs industriais, que muitas crianças conhecem e com os quais já brincaram –, em vez de tratar inicialmente dos ímãs naturais (rochas com propriedades magnéticas) e do magnetismo terrestre.

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CONEXÕES

O entendimento do magnetismo tem ampliado a sua aplicação em diversos outros equipamentos, como motores elétricos, discos rígidos de computador, televisores, carros e cartões de banco. Nas próximas páginas, vamos estudar também como o magnetismo e a eletricidade estão relacionados ao funcionamento de alguns equipamentos.

JOSE LUIS STEPHENS/SHUTTERSTOCK.COM

Para o aluno e o professor: Site • INTRODUÇÃO ao magnetismo. Produção: Khan Academy. Vídeo (10min50s). Disponível em: <http://livro.pro/hka6ei>. Acesso em: 10 nov. 2017.

Os ímãs são utilizados no fechamento das portas das geladeiras.

ENSUPER/SHUTTERSTOCK.COM

BDKKEC072/SHUTTERSTOCK.COM

Detectores de metal contêm peças feitas com ímãs.

A tarja dos cartões cobre linhas compostas de minúsculas barras magnetizadas.

1. Um aluno representou a divisão de um ímã da forma ilustrada a seguir.

• A representação do aluno está correta? Justifique sua resposta. Não, pois cada pedaço teria de ter um polo norte e um polo sul.

ILUSTRAÇÕES: RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

2. Sabendo que os dois ímãs ilustrados abaixo se repelem e que em A está representado o polo norte, diga o que B, C e D representam.

B: polo sul; C: polo sul e D: polo norte.

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É provável que os alunos tenham curiosidade a respeito dos ímãs pela capacidade que eles têm de atrair objetos a distância. Trazer ímãs de diversos formatos e deixar que os alunos os manuseiem. Depois, perguntar que propriedades os alunos perceberam nos ímãs. Com as respostas, fazer uma lista na lousa. Em seguida, se possível, quebrar um ímã ao meio (com a ajuda de um alicate e com muito cuidado) e perguntar aos alunos o que vai acontecer. Então, aproximar os pedaços para que os alunos percebam que cada parte ainda se comporta como um ímã

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inteiro. Explorar os exemplos apresentados nessas páginas, salientando que o conhecimento sobre magnetismo é utilizado em diferentes aparelhos, como geladeiras, máquinas de cartão e detectores de metal. Explicar aos alunos que o termo “magnetismo” provém do nome da região da Magnésia, na Grécia, onde são encontradas as rochas chamadas magnetitas. Essas rochas são ímãs naturais. Comentar que os polos dos ímãs podem se localizar nas pontas ou faces opostas, dependendo do formato da peça.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Bússola.

M ÃO N A M ASSA

O movimento dos materiais do centro da Terra faz que ela se comporte como um ímã imenso. O nome “polo” provém da identificação das regiões ativas do ímã com os polos terrestres: o polo norte da agulha de uma bússola aponta para o polo norte geográfico porque essa região é próxima do polo sul magnético da Terra.

CONSTRUINDO UMA BÚSSOLA

• Perceber a Terra como um gigantesco ímã. • Compreender a diferença entre polo magnético e polo geográfico da Terra.

Antes da invenção do GPS (equipamentos de localização via satélite), a bússola era bastante utilizada por pilotos de navios e de aviões, e por viajantes que necessitavam de orientação. Ainda hoje, a bússola é utilizada em pequenos deslocamentos nas matas, desertos e cidades. A Terra se comporta como um gigantesco ímã, cujo campo magnético envolve o planeta todo. Os polos magnéticos da Terra estão A agulha magnética da bússola aponta para o polo norte geográfico da Terra. próximos aos polos geográficos Norte e Sul. O magnetismo da Terra faz o ímã de uma bússola (sua agulha) se mover. A agulha da bússola nada mais é do que um pequeno ímã que gira livremente e aponta sempre na direção Norte-Sul. Nesta atividade vamos construir uma bússola de baixa precisão. CLAUDIO DIVIZIA/SHUTTERESTOCK.COM, SOLEIL NORDIC/SHUTTERSTOCK.COM

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

• 1 agulha de metal

• Fita adesiva

• 1 copo com água

• Pequeno disco de cortiça

• 1 ímã (pode ser de geladeira)

• Tinta guache vermelha

BAKHTIAR ZEIN/SHUTTERSTOCK.COM

M ATERIAL

1. O primeiro passo é magnetizar a agulha, isto é, fazer dela um ímã. Para isso, peçam a um adulto que os ajudem a esfregar um ímã no comprimento da agulha cerca de 20 vezes. Isso deve ser feito sempre no mesmo sentido, com cuidado para não haver movimentos de ida e volta.

ESTÚDIO ORNITORRINCO

PROCEDIMENTO

ATENÇÃO Cuidado para não se machucarem com a ponta da agulha. Para verificar se a agulha está bem imantada, aproximá-la de algum objeto metálico e testar se há atração ou repulsão. Certifique-se de realizar a atividade longe de fiação elétrica, 144 tesouras, alto-falantes ou outros materiais que possam interferir no magnetismo da agulha.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Antes da realização dessa atividade, certificar-se de que os alunos tenham compreendido o significado dos termos magnetismo, campo magnético, polos do ímã, atração e repulsão dos polos. Os alunos podem criar um glossário desses termos, explicando-os com textos próprios ou esquemas e figuras.

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ENCAMINHAMENTO O movimento dos materiais presentes no centro da Terra faz que ela se comporte como um ímã imenso. O nome “polo” provém da identificação das regiões ativas do ímã com os polos terrestres: o polo norte da agulha de uma bússola aponta para o polo Norte geográfico porque essa região é próxima do polo sul magnético da Terra. Comentar com os alunos que o ímã da bússola também é chamado de

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agulha. Explicar a eles que, em uma bússola de verdade, a ponta da agulha que indica a direção norte é sempre marcada com a letra N ou colorida. O funcionamento da bússola está diretamente relacionado ao magnetismo terrestre. Certificar-se também de que os alunos compreenderam a diferença entre polo geográfico e polo magnético da Terra. Se possível, trabalhar em conjunto com o professor de Geografia.

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Outros ímãs próximos à bússola podem interferir na orientação da agulha magnética. Fazer testes com a classe colocando um ímã próximo à bússola e movimentando-o. 2. Fixem a agulha no disco de cortiça usando um pequeno pedaço de fita adesiva.

CONEXÕES Para o aluno: Site • Animação sobre a origem da bússola, produzido por: Tati Coelho. 15 nov. 2011. Vídeo (2min53s). Disponível em: <http://livro.pro/arpco6>. Acesso em: 10 nov. 2017. • CASA mágica. Produção: Escola Games. Jogo que ensina as crianças a usarem a bússola corretamente. Disponível em: <http://livro.pro/sp7af7>. Acesso em: 10 nov. 2017.

3. Mergulhem o conjunto em um copo com água. Se não houver nenhum ímã nas proximidades, a agulha vai girar e apontar a direção Norte-Sul da Terra. 4. Agora, como saber qual das pontas da agulha aponta para o Norte e qual aponta para o Sul? Conversem com seus colegas e procurem descobrir uma maneira de responder a essa questão. Anotem o procedimento do grupo e verifiquem a resposta com o professor.

Para descobrir qual das pontas da agulha aponta para o Norte e qual aponta para o Sul, é preciso saber a direção dos polos geográficos (Norte e Sul) da Terra. Para isso, podemos nos orientar pelo Sol. Os alunos precisarão observar a direção onde o Sol nasce, estendendo o braço direito para ela; aí está o Leste. Portanto, à esquerda está o Oeste, à frente o Norte e às costas o Sul. Com este método, conseguimos definir apenas a localização aproximada do polo

ILUSTRAÇÕES: ESTÚDIO ORNITORRINCO

PISTA A figura a seguir pode dar a vocês uma dica.

Norte geográfico, pois a posição em que o Sol nasce varia diariamente e pode se dar mais para Sudeste ou Nordeste, de acordo com a época do ano. Uma outra maneira de determinar qual das pontas da agulha aponta para o Norte e qual aponta para o Sul é comparar a bússola feita pelos alunos com uma bússola comercial.

5. Após localizar a ponta da agulha que indica o Norte, desgrudem a agulha da cortiça e mergulhem a ponta que apontou o Norte na tinta guache vermelha. Esperem secar antes de prendê-la no disco de cortiça e colocar o conjunto na água novamente.

Respondam. A direção do polo Norte da Terra. • Movimentem a bússola para várias direções. Que direção a ponta vermelha da agulha sempre indica?

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ATIVIDADE Aproveitar o momento para propor uma pesquisa sobre a história da bússola ou de outros equipamentos tecnológicos (microscópio, computador etc.), explicando para os alunos que o conhecimento científico é construído ao longo do tempo e depende da disponibilidade de tecnologia do momento.

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PARADA PARA AVALIAÇÃO As atividades práticas são excelentes oportunidades de avaliação. Verificar se os alunos foram capazes de analisar corretamente os resultados obtidos para chegarem à conclusão adequada. Aproveitar para avaliar se os alunos atuaram de modo cooperativo no trabalho em grupo.

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5.ELETROMAGNETISMO

Resposta pessoal. Incentivar uma discussão acerca da etimologia dessa palavra, lembrando que dois conceitos estudados até aqui (eletricidade e magnetismo) a compõem.

Na sua opinião, qual o significado palavra eletromagnetismo?

• Eletromagnetismo.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Perceber a relação entre eletricidade e magnetismo.

Em 1820, o cientista dinamarquês chamado Hans Christian Oersted verificou que uma bússola colocada perto de um equipamento percorrido por uma corrente elétrica tinha a agulha desviada da sua posição. Ele percebeu que havia uma interação entre o campo magnético do ímã (agulha da bússola) e o campo elétrico criado pela passagem da corrente elétrica. Informar aos alunos que,

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

PRINCIPAIS CONCEITOS

nesta figura, a bússola não faz parte do circuito elétrico, mas está próximo dele.

Quando o interruptor é fechado e a corrente elétrica passa pelo fio, a agulha da bússola se desloca.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

Se enrolarmos um fio ao redor de um objeto de metal (um parafuso de ferro, por exemplo) e ele for percorrido por uma corrente elétrica, faremos do metal um ímã capaz de atrair outros objetos metálicos. No entanto, esse ímã só funcionará enquanto a corrente elétrica estiver passando por ele. Os ímãs que funcionam por meio da passagem da corrente elétrica são chamados eletroímãs.

Sobre a questão inicial, incentivar uma discussão acerca da etimologia da palavra eletromagnetismo, lembrando que dois conceitos estudados até aqui (eletricidade e magnetismo) a compõem. Informar aos alunos que, na figura do circuito elétrico, a bússola não faz parte do circuito, mas está próxima a ele. Providenciar previamente os materiais da figura e incentivar os alunos a construírem um eletroímã. O objetivo aqui é relacionar a eletricidade e o magnetismo. Tanto as forças elétricas como as magnéticas são manifestações diferentes do mesmo fenômeno: o eletromagnetismo. Esse fenômeno é atualmente utilizado em diversos dispositivos do nosso dia a dia e suas propriedades são estudadas para o desenvolvimento de novas tecnologias. Em relação ao exemplo apresentado no livro do aluno do exame de ressonância magnética, comentar que as imagens formadas ajudam o médico a detectar problemas de saúde e auxiliam no diagnóstico e tratamento adequados. Na seção Ampliação há uma breve explicação de como esse equipamento funciona. Se a classe construiu o circuito elétrico proposto anteriormente, aproveitar

DOTTA2

ENCAMINHAMENTO

Eletroímã em funcionamento. Repare que o parafuso atrai os pedaços de ferro.

Quando interrompemos a corrente elétrica, o parafuso deixa de ter propriedades magnéticas.

Os eletroímãs têm um campo magnético intenso e podem ser ligados e desligados, ora funcionando como ímãs, ora não. Eles têm a vantagem de poderem ser controlados a distância, bastando para isso ligar ou desligar a passagem da corrente elétrica.

Incentivar os alunos a construírem um eletroímã com os mesmos materiais da figura.

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os dispositivos para verificar o campo magnético gerado pela corrente elétrica, aproximando uma bússola ao equipamento em funcionamento. Fazer também o eletroímã, usando chave de fenda, pilha e fios de cobre como mostrado na página 147. Permitir que os alunos observem que, aumentando o número de voltas do fio ao redor da chave de fenda ou aumentando a intensidade da corrente elétrica (no caso, substituindo a pilha por uma bateria mais potente, por exemplo), é possível aumentar a potência do eletroímã. Atividades como a

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construção de um circuito elétrico ou de um eletroímã podem fazer parte de uma feira de Ciências. Incentivar os alunos não apenas a construir os equipamentos, mas relacionar cada material à sua função, compreendendo cada parte do procedimento. É importante envolver toda a comunidade escolar e não escolar no processo de ensino-aprendizagem, incentivando os alunos na divulgação do conhecimento adquirido, seja em feira de Ciências, em campanhas de divulgação, em blogues ou de outras formas que os alunos preferirem.

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CONEXÕES

ALEX BARTEL/SCIENCE PHOTO LIBRARY/SPL

A descoberta da relação entre a corrente elétrica e o campo magnético rendeu muitas aplicações. É possível, por exemplo, produzir ímãs poderosos capazes de erguer objetos pesados de metal. A chave de fenda se comportará Este guindaste como um ímã e ergue objetos de atrairá as peças metal utilizando de metal. eletromagnetismo.

Para o aluno e o professor: Site • SANT’ANA, Thais. Como funciona um cartão de crédito? Mundo Estranho, 15 ago. 2017. Disponível em: <http://livro.pro/f5c67p>. Acesso em: 17 nov. 2017.

Os eletroímãs são utilizados também em travas de portas, microfones, alto-falantes, torres de transmissão de televisão e rádio, aparelhos de ressonância magnética, entre outros itens. Professor, a variação de um campo magnético produz

FOOTAGECLIPS/SHUTTERSTOCK.COM

corrente elétrica. É o que acontece nos equipamentos chamados dínamos, como os que existem em algumas bicicletas. O movimento das pedaladas faz girar um ímã, próximo a uma bobina de metal. Isso gera corrente elétrica, utilizada para acender uma lâmpada de farol, por exemplo.

O exame de ressonância magnética utiliza eletroímas.

1. Observe o eletroímã ao lado.

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

a) O que você espera que aconteça ao encostar a chave de fenda em pequenas peças de metal? b) Se uma das pontas do fio for afastada da pilha, acontecerá o mesmo? Por quê?

c) Por que podemos dizer que os ímãs são “permanentes” e os eletroímãs são “temporários”? Porque enquanto os ímãs produzem campo magnético o tempo

todo, os eletroímãs só produzem campo magnético quando há uma corrente elétrica passando por eles. b) Se uma das pontas do fio for afastada da pilha, não haverá corrente elétrica e, portanto, não haverá campo magnético. Com isso, não ocorrerá atração das peças de metal. D3-CIE-F1-1058-V5-U07-128-151-LA-G19.indd 147

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AMPLIAÇÃO Como é feito o exame de ressonância magnética? O aparelho cria um campo magnético no organismo do paciente, de modo que os núcleos dos átomos de hidrogênio – elemento abundante no nosso corpo, por entrar na composição da água – se alinhem e formem pequenos ímãs. A região examinada é atravessada, então, por ondas de rádio semelhantes às que são transmitidas

por emissoras FM. Quando as ondas passam pelos átomos de hidrogênio, produzem uma vibração que é detectada e enviada a um computador. Ele analisa os sinais recebidos e os transforma na imagem que aparece na tela e depois é impressa em filme. COMO é feito o exame de ressonância magnética. Mundo Estranho, São Paulo, 19 ago. 2016.Disponível em: <https://mundoestranho.abril.com.br/tecnologia/ como-e-feito-o-exame-de-ressonancia-magnetica/>. Acesso em: 17 nov. 2017.

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1. Observe as situações.

Cargas elétricas.

A

Movimento das cargas elétricas.

a) Que fenômeno é observado em cada figura? O que os fenômenos representados têm em comum?

B

Magnetismo.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Na seção Atividades, procuramos explorar todas as expectativas de aprendizagem trabalhadas na unidade a fim de sistematizar os conceitos principais.

b) O que aconteceria se trocássemos os pedacinhos de papel e os clipes de lugar em cada situação? O balão atrairia os clipes de metal? E o ímã, atrairia os pedaços de papel? Explique.

TAKASU/SHUTTERSTOCK.COM

Eletromagnetismo.

1b. Não, pois são fenômenos diferentes. O ímã só atrai certos tipos de metais e na bexiga as cargas elétricas vão atravessar os clipes, pois eles são bons condutores.

2. Indique se a afirmação a seguir está certa ou errada e explique sua resposta.

A frase está errada, pois, quando a Sabendo que uma lâmpada elétrica não está queilâmpada está mada, mas ela está apagada, significa que o interruptor apagada, o está deixando a corrente elétrica passar pelo circuito. interruptor está interrompendo a passagem 3. Alguns brinquedos, como o mostrado na imagem, são da corrente formados por ímãs encaixados em um suporte. Os ímãs elétrica.

parecem flutuar. Faça no caderno um esquema deste brinquedo e indique como os polos dos ímãs devem estar dispostos para que eles flutuem.

4. Leia e responda. Para os ímãs se manterem flutuando, eles devem se repelir. Fixar uma polaridade no primeiro ímã (base do brinquedo) e atribuir os polos para os demais ímãs do conjunto.

S N N S S N ou N S S N N S

Quando há uma tempestade, pode ocorrer uma descarga entre regiões eletricamente carregadas. Essa descarga elétrica é o que conhecemos como raio. O clarão que vemos no céu é chamado de relâmpago. A descarga elétrica aquece e desloca o ar. Isso provoca uma onda sonora, conhecida como trovão. Elaborado com base em: INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat). Como se formam os raios. Disponível em: <www.inpe.br/webelat/homepage/menu/el.atm/ como.se.formam.os.raios.php>. Acesso em: mar. 2014.

CADU ROLIM/FOTOARENA

Eletricidade.

BRIDGEMAN/FOTOARENA

• • • • •

ATIVIDADES

GIPHOTOSTOCK/SCIENCE SOURCE/FOTOARENA

PRINCIPAIS CONCEITOS

1a. Na figura A, observa-se a ação de um campo elétrico. Na figura B, observa-se a ação de um campo magnético. Nos dois casos há uma interação entre os objetos a certa distância; isso faz com que eles sejam atraídos.

Não. Relâmpago é o efeito luminoso que vemos no céu durante uma tempestade com raios. Trovão é o efeito sonoro do aquecimento e deslocamento do ar.

• Relâmpago e trovão são os mesmos fenômenos? Explique. 148

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO • Atividade 1. Essa atividade permite

que os alunos percebam certa similaridade entre fenômenos elétricos e magnéticos. Nas situações mostradas, tanto a eletricidade como o magnetismo são capazes de atrair objetos. Salientar que o ímã é capaz de atrair apenas certos metais.

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• Atividade 5 a. Ajudar os alunos na comparação. Para a resposta, o aluno deve comparar a parte laranja do gráfico, que corresponde às mulheres atingidas, com a parte azul, que corresponde aos homens atingidos. 5 b. Aproveitar para conversar com os alunos sobre formas de evitar acidentes com raios. Em dias de tempestade, é recomendado ficar longe dos postes de iluminação, de árvores e de cercas de arame farpado. Esses locais são mais altos e por isso com maior probabilidade de serem atingidos pelas descargas

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Mais que o dobro. Ajudar os alunos na comparação. Para a resposta, o aluno deve comparar a parte laranja do gráfico, que corresponde às mulheres atingidas, com a dos homens atingidos.

ATIVIDADE

5. Anualmente, muitas pessoas são atingidas por raios, sofrendo acidentes que podem ser fatais. Observe os gráficos a seguir e responda às questões.

Aproveitar para construir ou atualizar o blogue da classe. É simples construir um blogue e muitos sites oferecem o serviço gratuitamente (Wordpress, Blogger, Terra, Blogspot, UOL, entre outros). Por meio dele, os alunos construirão conhecimento próprio, divulgando resultados de atividades, experimentos, feiras de Ciências, textos próprios, campanhas, entre outras propostas. Também podem compartilhar informações com outras classes ou com pessoas de fora da comunidade escolar. Algumas vantagens de ter um blogue para a classe são:

PERFIL DAS VÍTIMAS DE ACIDENTES DE RAIOS

82% homens

Por faixa etária, em %

Por estações do ano, em %

De 0 a 19 anos

Verão

27%

45%

De 20 a 39 anos

Outono 43%

14%

De 40 a 59 anos

Inverno

23%

9%

60 anos ou mais

Primavera

7% 18% mulheres

0

10

32% 20

30

40

50 0

10

20

30

40

EDITORIA DE ARTE

Por gênero, em %

50

Elaborado com base em: EM 10 ANOS, quase 1 300 pessoas morreram vítimas de raios no Brasil; veja onde aconteceram as mortes. UOL notícias, 23 set. 2013. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/ infograficos/2011/06/16/em-10-anos-quase-1400-pessoas-morreram-vitimas-de-raios-no-brasil-veja-ondeaconteceram-as-mortes.htm>. Acesso em: mar. 2014.

a) De acordo com o gráfico, o número de homens vítimas de acidentes com raios é o dobro ou mais que o dobro do número de mulheres atingidas? b) Elabore uma justificativa para o fato de o maior número de acidentes com raios acontecer no verão. EDITORA GIRASSOL

É nessa época do ano em que ocorrem mais tempestades.

FIQUE LIGADO Ciência à mão: eletricidade e ímãs, de Sarah Angliss. São Paulo: Girassol.

Para o professor: Site • PHET INTERACTIVE SIMULATIONS. University of Colorado Boulder. Ímã e bússola. Disponível em: <http://livro.pro/od7hm4>. Acesso em: 10 nov. 2017. Simulador da interação entre uma barra de ímã, uma bússola e os polos da Terra. • INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS. Grupo de Eletricidade Atmosférica – Elat. Proteção contra raios. Disponível em: <http://livro.pro/ 8s9op3>. Acesso em: 12 nov. 2017.

S EDITORA MELHORAMENTO

Dois vizinhos com atitudes bem diferentes mostram, nessa história sem texto, como tratam a energia elétrica em seu dia a dia.

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elétricas. Não ficar em campos de futebol, pastagens, montanhas e beira de lagos, onde você acaba sendo o ponto mais alto. Não ficar debaixo de árvores (quando ela recebe a descarga você também é atingido), nem dentro do mar (a água do mar é um bom condutor de eletricidade). Evitar falar ao telefone, principalmente os aparelhos fixos, pois a descarga elétrica de um raio pode ser transportada pelos fios do telefone. Tirar os aparelhos elétricos das tomadas, evitando que eles queimem. É seguro ficar dentro de um automóvel,

outras pessoas por meio dos comentários do blogue; • usar o blogue para divulgar informações de forma praticamente imediata, atualizando-o com notícias e outros tópicos de interesse da classe; • compartilhar informações com familiares, amigos e outras classes e escolas; • informar a comunidade (escolar ou não) sobre ações que poderiam ser realizadas para melhorar a realidade social.

CONEXÕES

Esse livro traz vários experimentos com instruções claras e curiosidades sobre a eletricidade e o magnetismo.

O pinguim de geladeira, a preguiça e a energia, de Sergio Merli, Melhoramentos.

• exercitar a produção de texto dos alunos; • expressar opiniões e trocar ideias com

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ônibus ou outro veículo, com as janelas fechadas, pois eles são bons condutores de cargas elétricas, levando-as para o solo. Não é seguro ficar do lado de fora do carro, próximo a ele, pois o veículo pode atrair descargas elétricas. Evite locais onde você seja o objeto mais alto em relação ao chão. Se não tiver local seguro para se proteger, o indicado é ficar agachado no chão, com as mãos na nuca e os pés juntos. Para mais informações, acessar a cartilha Proteção contra raios, elaborada pelo Inpe, indicada na seção Conexões.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Economia de energia elétrica.

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NOVAS PERGUNTAS

COMO PODEMOS ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA? EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Refletir sobre a importância do uso

1. Faça um desenho dos cômodos da sua moradia, como se fosse uma planta de arquiteto. Anote no caderno os cômodos que têm lâmpadas e quantas elas são. Anote também os equipamentos elétricos que estão em cada cômodo (como chuveiro, micro-ondas, computador, TV e outros).

ESTÚDIO AMPLA ARENA

racional da energia elétrica.

Que tal ser um “fiscal da luz” na sua casa? Para essa missão, você vai precisar de caderno e caneta.

Depois de mapear sua casa, é hora de entrar em ação. 2. Produza pequenos folhetos de conscientização incentivando a economia de energia elétrica. Deixe os folhetos bem visíveis na sua casa, de preferência próximo dos equipamentos em uso. Veja os exemplos: Lâmpadas fluorescentes são mais econômicas e duram até 10 vezes mais que as incandescentes. Que tal fazer a troca?

Tome banho rapidinho! O chuveiro consome muita energia elétrica, além de água.

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ENCAMINHAMENTO

ses, no entanto, as fontes podem ser outras, como termoelétricas, energia eólica ou energia solar. Conversar com os alunos sobre o uso racional dos recursos naturais, relembrando outros tópicos já estudados na coleção: água, papel, alimentos etc.

Relembrar com os alunos uma das características da energia: ela não pode ser criada nem destruída, apenas transformada de uma forma em outra. No Brasil, a maior parte da energia elétrica vem de usinas hidrelétricas. Nesse caso, a energia da água que passa pelo gerador é transformada em energia elétrica. Em outros paí-

Os alunos podem pesquisar mais dicas sobre economia de energia elétrica e produzir folhetos, cartazes ou bilhetes para serem distribuídos a amigos ou familiares. A seção sugere aos alunos que sejam “fiscais da luz” da própria moradia, ao desenhar a planta da própria casa e identificar quantas lâmpadas há em cada cômodo,

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

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bem como os equipamentos elétricos. Comentar que as lâmpadas fluorescentes, quando comparadas às incandescentes, são mais econômicas. Além disso, os alunos são levados a conhecer os perigos do descarte incorreto das lâmpadas fluorescentes. No endereço eletrônico sugerido na seção Conexões, há mais informações sobre os benefícios e os perigos oferecidos por esse tipo de lâmpada.

• Atividade 1. Para execução dessa atividade, os materiais podem variar: prancheta com folha avulsa, lápis e borracha para desenho, lápis de cor para colorir etc.

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CONEXÕES Para o professor: Site • ECYCLE. Lâmpadas fluorescentes: dos benefícios aos perigos. Disponível em: <http://livro.pro/78oeu7>. Acesso em: 10 nov. 2017. ESTÚDIO ORNITORRINCO

Para o aluno: Site • ELETROBRAS. Na trilha da energia. Disponível em: <http://livro.pro/qy2q8f>. Acesso em: 10 nov. 2017.

ATIVIDADE

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• Volte à história da página de abertura desta unidade. Faça uma lista com atitudes que os personagens podem tomar na casa para economizar energia elétrica. Considere também equipamentos que não foram ilustrados na história. Resposta pessoal.

SABIA QUE... Lâmpadas incandescentes ou fluorescentes?

A venda de lâmpadas incandescentes de uso doméstico está proibida no Brasil desde julho de 2016. Elas foram substituídas pelas lâmpadas fluorescentes e de LED (sigla em inglês para diodo emissor de luz), que são muito mais econômicas no A lâmpada consumo de energia elétrica. incandescente (foto) As lâmpadas fluorescentes, porém, contêm metais consome mais energia que uma lâmpada tóxicos, como o mercúrio, que são altamente perigosos fluorescente de para o ambiente e para a saúde dos seres humanos. Por mesma potência. isso, quando elas queimam e são trocadas, não devem ser colocadas no lixo comum. As lâmpadas fluorescentes podem ser recicladas, mas, para isso, é preciso separar seus materiais e eliminar as substâncias tóxicas. Por isso, as lâmpadas fluorescentes queimadas devem ser devolvidas ao fabricante. Em muitas lojas e locais de revenda, há postos de coleta para esse material. Informe-se sobre o mais próximo!

FENG YU/SHUTTERSTOCK.COM

ESTÚDIO AMPLA ARENA

Espera-se que os alunos respondam que a geração de energia elétrica pode ter impactos sobre o ambiente, como a construção de barragens, que altera os VAMOS ALÉM ambientes naturais. Outras formas de geração de energia também geram impactos, alguns ainda maiores, como a queima de combustíveis nas usinas termelétricas. • Discuta com seus colegas a seguinte questão: Por que economizar energia elétrica significa gastar menos dinheiro na conta de luz e também utilizar com mais sabedoria os recursos naturais?

Solicitar aos alunos que entrevistem alguém mais velho, de preferência com mais de 70 anos de idade, para saber se ele sabe ou já viu formas de realizar as tarefas a seguir sem o uso de energia elétrica. Orientar os alunos a respeitar a vez de o entrevistado falar. a) Conservar alimentos. b) Iluminar a casa ou a rua. c) Enviar recados para pessoas distantes. d) Preparar (aquecer) alimentos. Pedir aos alunos que anotem as respostas e as compartilhem com os colegas. Valorizar a entrevista como forma de obtenção de informações. Se julgar oportuno, uma ideia interessante seria convidar uma pessoa com mais de 70 anos para ser entrevistada pela classe.

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• Atividade 2. Se necessário, ajudar os alunos na produção dos folhetos, orientando-os em relação ao texto que deve ser usado: curto, direto e sucinto para que o leitor receba a informação de forma clara e objetiva. • Atividade da seção Vamos além. A geração de energia elétrica pode ter impactos sobre o ambiente, como a construção de barragens e a queima de combustíveis nas usinas termelétricas – que alteram os ambientes naturais. A atividade ainda incentiva os alunos a avaliar se ampliaram

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ou modificaram os conhecimentos que traziam antes do estudo da unidade.

ATIVIDADE Se julgar pertinente, promover uma atividade de pesquisa sobre as formas de produção de energia elétrica: usinas hidrelétricas, eólicas, termoelétricas, nucleares. A classe pode ser organizada em grupos e cada grupo pode pesquisar um tipo de usina, suas vantagens e desvantagens para o ambiente e sua eficiência na produção de energia.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

UNIDADE

• Observação do céu.

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A OBSERVAÇÃO DOS ASTROS NO UNIVERSO

HABILIDADES DA BNCC • (EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos, como mapas celestes e aplicativos, entre outros, e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite. • (EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra. • (EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses. • (EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos.

Céu noturno em Londrina, PR, 2016.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Uma sugestão para motivar a classe a começar o estudo deste tema é levar para a sala de aula livros, revistas e outros materiais nos quais os alunos possam encontrar informações sobre o Universo. A pesquisa pode ser feita também na internet. Porém, não basta ape-

nas colocar os alunos em contato com a rede; é preciso orientá-los para que sejam responsáveis e saibam utilizar bem os recursos oferecidos. A experiência e o uso regular da pesquisa na internet desenvolverão nos alunos habilidades importantes, como seleção de palavras-chaves, orientação e lógica da organização das informações. Na seção Conexões, a seguir, há indicação do link para download do software Google Sky, uma ótima ferramenta para observação do céu.

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ENCAMINHAMENTO Explorar com os alunos a imagem e as questões propostas nessas páginas. Permitir que eles conversem e troquem ideias.

• Atividade 1. É provável que alguns alunos, principalmente os que moram em grandes centros urbanos, afirmem que não conseguem visualizar uma quantidade tão grande de estrelas no céu noturno. Para esses alunos e também para aqueles que moram em regiões sem tanta poluição luminosa,

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ERNESTO REGHRAN/PULSAR IMAGENS

RECURSOS PEDAGÓGICOS • Fotografia. • Ilustrações. • Texto literário. • Esquema. CONEXÕES Para o professor e o aluno: Site • GOOGLE SKY. Disponível em: <http:// livro.pro/xgt5rm>. Acesso em: 13 nov. 2017. • De olho no céu: lista dos observatórios nacionais abertos à visitação. EBC, Brasília, DF, 15 out. 2015. Disponível em: <http://livro.pro/xvbuyg>. Acesso em: 13 nov. 2017. • ABP. Planetários do Brasil. Disponível em: <http://livro.pro/gncaa2>. Acesso em: 13 nov. 2017.

Converse com os colegas e responda às questões. 1. O céu noturno do local onde você mora é parecido com o da imagem? Resposta pessoal. 2. Você tem o costume de olhar para o céu noturno e observar as estrelas e a Lua? Resposta pessoal. 3. De que forma você pode ter informações sobre os astros? Qual é a importância de obter informações sobre o Universo? Resposta pessoal.

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é possível propor uma visitação a um planetário ou observatório astronômico, ou ainda mostrar o céu utilizando recursos digitais (computadores conectados à internet) para que eles tenham a noção da grandeza do céu noturno estrelado. Na seção Conexões, há links com a listagem dos observatórios nacionais abertos à visitação e dos planetários. Se tiver feito o download do software sugerido, é possível explorá-lo com os alunos.

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• Atividade 2. Incentivar a participação dos alunos. Caso muitos alunos digam que não têm o costume de olhar para o céu, questioná-los sobre o motivo. Permitir que os alunos que gostam de observar o céu relatem suas experiências e estimulem os colegas a se interessarem pelos fenômenos celestes. • Atividade 3. Espera-se que os alunos reconheçam que muitos conhecimentos podem ser obtidos por meio da observação do céu ou pela análise

de corpos celestes que ultrapassam a atmosfera terrestre e chegam à superfície do planeta. Muitas informações são provenientes de imagens ou de material coletado por sondas e predominantemente da observação, ou seja, pela análise da luz que chega até nós. Essas informações ajudam a conhecer não apenas a origem do Universo, do Sistema Solar e da Terra, mas do próprio ser humano e dos demais seres que habitam o nosso planeta.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Observação do céu.

1.DIFERENTES FORMAS DE “LER” Diferentes conexões podem ser feitas, como ocorreu com as O CÉU Sim. constelações elaboradas por diferentes povos. É possível duas pessoas olharem para a mesma região do céu, no mesmo dia, e realizarem interpretações diferentes das posições dos astros, como as estrelas?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

diferentes constelações. • Conhecer algumas constelações. • Compreender que a observação de constelações no céu noturno ajuda na localização no tempo e no espaço.

Observar o céu a fim de obter informações úteis para a realização de suas atividades é uma prática que fez e ainda faz parte da tradição de muitos povos. Os povos indígenas, os navegantes e os aventureiros, por exemplo, costumam se orientar por meio da observação das constelações. GERMANO B. AFONSO

• Aprender o que são constelações. • Reconhecer que em cada cultura há

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Perguntar aos alunos quais deles já observaram o céu noturno e o que eles identificaram (a Lua, as estrelas, os planetas etc.). Questioná-los sobre quem os ensinou a observar os astros e o que mais eles sabem sobre eles. Comentar sobre algumas constelações, principalmente as mais conhecidas (Cruzeiro do Sul, Órion, entre outras). Permitir que os alunos se expressem livremente e compartilhem suas experiências com os colegas.

ENCAMINHAMENTO É importante que os alunos reconheçam que os agrupamentos compostos para formar as constelações são imaginários, ou seja, as estrelas não estão agrupadas de fato. Na realidade, elas não estão nem próximas umas das outras. Essa é apenas uma impressão que temos ao olhar para elas daqui da Terra. Explicar que há diferentes constelações, pois, em cada cultura, as figuras formadas pelas estrelas foram interpre-

Esta imagem e a imagem da página seguinte mostram uma mesma região do céu. Nesta página, representação da Constelação da Ema, presente na cultura tupi-guarani. Na página seguinte, representação da Constelação de Escorpião, presente nas culturas ocidentais.

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tadas de um modo, compondo figuras de animais, deuses ou heróis. Comentar que na mitologia grega, por exemplo, as constelações estavam relacionadas a deuses, uma forma de imortalizar heróis, criaturas e representações de feitos. Já para os indígenas, as constelações têm relação com seres da natureza, como animais, ou seres próprios da cultura deles. Um exemplo é a constelação da Ema, retratada nesta página. Por meio da observação constante das estrelas, foi possível perceber que os astros que vemos no céu estão em constante mo-

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vimento e também que esse movimento é ordenado. Essa descoberta foi fundamental para o ser humano, permitindo que ele se localizasse no tempo. Ressaltar que as constelações marcam certos eventos. Os povos antigos, por exemplo, quando certas constelações passavam a ser visíveis no céu, sabiam se era época para plantar, se a colheita estava se aproximando, se era o período de chuvas etc. O ser humano percebeu também que podia se orientar por meio da observação das estrelas. Por isso, é falado que as constelações são usadas para localização no tempo e no espaço.

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CONEXÕES

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As constelações são conjuntos de estrelas, aparentemente próximas, que, quando agrupadas, ao serem ligadas por linhas imaginárias formam figuras também imaginárias. Em cada cultura há diferentes constelações e as figuras formadas por elas foram interpretadas de um modo, compondo figuras de animais, deuses ou heróis. A aparição de certas constelações no céu noturno possibilita a orientação e o planejamento das atividades de um povo. Por exemplo, a aparição da Constelação da Ema no céu ao anoitecer, no lado leste, na segunda quinzena de junho, é associada ao início do inverno para os indígenas tupis-guaranis. Já para os povos ocidentais do hemisfério sul, essa mesma estação do ano é marcada pela presença da Constelação de Escorpião no céu durante toda a noite.

Para o professor: Site • PIMENTEL, Gilka Silva; ANDRADE, Maria da Conceição de Oliveira. O céu e as constelações. Brasília, DF: Portal do Professor, 31 jan. 2011. Disponível em: <http://livro.pro/g3oztt>. Acesso em: 13 nov. 2017. • FILHO, Kepler de Souza Oliveira; SARAIVA, Maria de Fátima Oliveira. Astronomia e Astrofísica. IF-UFRS. Disponível em: <http://livro.pro/waiveb>. Acesso em: 13 nov. 2017. Para o aluno: Site • SMART KIDS. Constelações. Disponível em: <http://livro.pro/7a62xf>. Acesso em: 13 nov. 2017. *Esfera Celeste: quando observamos o céu noturno em uma noite estrelada, temos a impressão de estarmos no meio de uma grande esfera ou abóbada (espécie de teto curvo) onde estariam incrustadas as estrelas. Isso inspirou os antigos a chamar o céu de esfera celeste. Hoje essa ideia é usada apenas para simplificar a compreensão do céu, suas regiões e mudança de posição aparente durante o decorrer da noite. Não fazem parte da esfera celeste os planetas, o Sol e a Lua por suas relações mais dinâmicas em relação à Terra.

Constelação de Escorpião, presente nas culturas ocidentais. O ponto vermelho nesta imagem e na imagem da página anterior representa a estrela Antares.

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AMPLIAÇÃO O que é constelação? Antes da década de 30, as constelações eram definidas como agrupamentos de estrelas na esfera celeste* que, imaginariamente, formavam figuras de personagens como pessoas, animais, objetos ou seres mitológicos. Este conceito passou a ser inconveniente para o progresso científico do século XX. Em 1930, Eugène J. Delporte propôs um novo conceito de constelação. Este foi adotado pela IAU (International Astronomical Union - União As-

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tronômica Internacional) e continua em vigor até hoje, o qual determina que constelação é a divisão da esfera celeste, geometricamente, em 88 regiões  ou partes.  De maneira que, olhando para o céu de dentro da esfera celeste, qualquer objeto celeste que estiver na região de uma constelação, além das estrelas da mesma, é considerado parte da constelação. Esse objeto pode não ter qualquer tipo de ligação astrofísica com os outros objetos pertencentes à constelação. Na realidade, as estrelas e outros constituintes de uma constelação geralmente não têm relação física

entre si. Mas tendemos a pensar o contrário. Isto porque quando olhamos para o céu, não temos a percepção das distâncias reais das estrelas a nós, mas apenas uma ideia da disposição delas em relação às outras na esfera celeste. Por isso, temos a impressão de que todas as estrelas, nebulosas, galáxias e outros objetos celestes, estão todas à mesma distância da Terra e próximos entre si. CLÁVIA, Ariana França. Conhecendo as constelações: o que é constelação? Caeté: Observatório Astronômico Frei Rosário, 31 maio 2010. Disponível em: <http://www. observatorio.ufmg.br/dicas13.htm>. Acesso em: 13 nov. 2017.

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• Observação do céu.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Aprender o que são constelações. • Reconhecer que em cada cultura há

diferentes constelações. • Conhecer algumas constelações. • Compreender que a observação de constelações no céu noturno ajuda na localização no tempo e no espaço.

Em 1929, a União Astronômica Internacional definiu que, para o meio científico, o céu está dividido em 88 áreas, sendo cada área uma constelação. Então, por essa nova definição, uma constelação deixa de estar relacionada a um agrupamento de estrelas e passa a ser vista como uma região no céu.

Esquema da divisão do céu em 88 áreas, conforme estipulado pela União Astronômica Internacional.

União Astronômica Internacional: organização internacional formada por astrônomos que definem diversas informações relacionadas à pesquisa e ensino em astronomia, como nomenclatura de corpos celestes, entre outras.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais. 1058-CIE-V5-U08-LA-I001

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PRINCIPAIS CONCEITOS

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Comentar que a União Astronômica Internacional (UAI) foi fundada em 1919, com o objetivo de promover a ciência da Astronomia por meio da cooperação internacional. A UAI possui 12.558 membros individuais em 101 países em todo o mundo; todos são astrônomos profissionais, pesquisadores ativos em Astronomia. A UAI colabora com

várias organizações científicas em todo o mundo, promove atividades educativas em Astronomia, define constantes astronômicas e físicas fundamentais e regulamenta a nomenclatura astronômica de corpos celestes. Foi ela, por exemplo, que mudou a configuração do Sistema Solar conhecida até o ano de 2006, na qual Plutão era considerado como o nono planeta. Após uma convenção realizada no referido ano, os membros da UAI estabeleceram e reavaliaram os critérios necessários para definir um corpo celeste como planeta. Como Plutão

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não atende aos critérios estabelecidos pela UAI, ele foi reclassificado como planeta-anão. Assim, a partir de 2006, por definição da União Astronômica Internacional, o Sistema Solar passou a ser composto de 8 planetas. Esse fato, além de exemplificar uma das atividades da UAI, reafirma o caráter dinâmico da Ciência. Ressaltar que os conhecimentos científicos são produções humanas e, como tais, podem ser construídos, destruídos e reconstruídos de acordo com os novos estudos e as novas descobertas.

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A figura ao lado representa a Constelação do Cruzeiro do Sul. A linha vermelha ao redor do desenho da cruz indica a região que delimita essa constelação. O desenho da cruz está sobre as linhas imaginárias que ligam as principais estrelas que formam essa constelação.

Para o professor: Site • NESTLEHNER, Wanda. O céu que a gente não vê. Superinteressante, 31 out. 1999. Disponível em: <http://livro. pro/udr2vy>. Acesso em: 13 nov. 2017. • IAU: (Em inglês). Internacional Astronomical Union. Disponível em: <http:// livro.pro/o256kg>. Acesso em: 13 nov. 2017.

Esquema da área da Constelação do Cruzeiro do Sul. Nessa representação, o tamanho de cada estrela corresponde à intensidade do seu brilho quando vista da Terra.

1. Na imagem abaixo, ligue os pontos brilhantes do céu e brinque de forResposta pessoal. Depende mar constelações. da criatividade dos alunos.

a) Qual é a figura formada pelo conjunto de estrelas ligadas por você? Resposta pessoal.

b) Qual seria a importância do aparecimento dessa constelação no céu noturno para a comunidade da qual você faz parte? O que ela sinalizaria? Resposta pessoal.

ILUSTRAÇÕES: RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

c) Qual é a história por trás dessa constelação? Conte a história aos colegas e ouça a história criada por eles. Resposta pessoal.

Para o aluno: Site • LEAL, Tatiane. Estrelas que contam histórias. Ciência Hoje das Crianças, 27 mar. 2009. Disponível em: <http://livro. pro/uzvinw>. Acesso em: 13 nov. 2017. • DORNELLES, Camille. Astronomia na oca. Ciência Hoje das Crianças, 10 dez. 2013. Disponível em: <http://livro. pro/spszuo>. Acesso em: 13 nov. 2017.

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• Atividade 1. Essa atividade permite que os alunos exercitem a criatividade. Além de formar as próprias constelações, ligando os pontos da figura, eles terão de elaborar uma história para a constelação formada e relatar qual evento é marcado com a aparição dessa constelação no céu noturno. Dessa forma, eles são conduzidos a reconhecer que as constelações são usadas para localização no tempo e no espaço e formam figuras imaginárias no céu noturno. Incentivar os alunos a compartilharem a história da constelação criada por eles.

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ATIVIDADE Propor que os alunos pesquisem sobre algumas constelações. Eles podem escolher a constelação que cada um deseja conhecer um pouco mais ou o professor pode sugerir a constelação a ser pesquisada por cada aluno ou grupo de alunos. As constelações pesquisadas podem ser apresentadas em um cartaz, evidenciando as estrelas que fazem parte dela e sua história. Os trabalhos dos alunos podem ser expostos no mural da escola ou divulgados no blogue da classe, se houver.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

Não. A visibilidade das estrelas e das constelações depende do local do planeta (latitude) em que a pessoa se encontra, da data e da hora da observação. É possível até que algumas estrelas e constelações coincidam na observação, mas elas não estarão na mesma posição para os dois observadores.

2.DIFERENTES CÉUS

Imagine que você esteja no Brasil e seu amigo esteja nos Estados Unidos. Será que, ao olharem para o céu noturno em uma mesma data, vocês veriam exatamente as mesmas estrelas e constelações?

• Esfera celeste.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer o conceito de esfera celeste. • Saber que a visibilidade das estrelas

ESQUEMA DA ESFERA CELESTE

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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e das constelações depende do local do planeta (latitude) em que a pessoa se encontra, da data e da hora da observação.

Imagine uma superfície arredondada, acima do horizonte, como se fosse uma grande esfera em volta da Terra onde as estrelas estariam fixas. Essa representação é conhecida como esfera celeste. Ao observar o céu, os astrônomos estudam os diferentes astros da esfera celeste.

Elaborado com base em: Kepler de Souza Oliveira Filho e Maria de Fátima Oliveira Saraiva. A esfera celeste. Departamento de Astronomia do Instituto de Física da UFRGS. Disponível em: <http://astro.if.ufrgs.br/esf.htm>. Acesso em: 9 out. 2017.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Permitir que os alunos troquem ideias sobre a questão inicial. Anotar as hipóteses dos alunos na lousa e retomá-las ao final do estudo dessas páginas.

ENCAMINHAMENTO Sobre a questão inicial, espera-se que os alunos respondam que não. A visibili-

dade das estrelas e das constelações depende do local do planeta (latitude) em que a pessoa se encontra, da data e da hora da observação. É possível até que algumas estrelas e constelações coincidam na observação, mas elas não estariam na mesma posição para os dois estudantes (um no Brasil e outro nos EUA). Ressaltar aos alunos que o conceito de esfera celeste ajuda no trabalho dos astrônomos e também facilita a compreensão dos movimentos aparentes dos astros. O conceito de esfera celeste é extremamente útil à interpretação das po-

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sições dos objetos visualizados no céu. Esse conceito não é novo. Os povos primitivos acreditavam que as estrelas eram objetos localizados a uma igual distância de nós, sobre uma redoma invertida suspensa sobre a Terra. Eles acreditavam que as estrelas eram fixas porque elas mantinham suas posições umas em relação às outras. Daí surgiu a noção de uma esfera invisível envolvendo a Terra, onde estariam as estrelas. Quando olhamos para o céu, temos a impressão de que estamos sob uma abóboda, um teto arredondado. Essa

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CONEXÕES

Dependendo do local do planeta, da data e da hora, conseguimos observar determinada região do céu e, consequentemente, determinado conjunto de astros. Observe o esquema ao lado, que representa o céu em determinado dia e horário: nesse momento, a pessoa A consegue observar no céu as estrelas que estão acima de seu horizonte, como as de número 1 e 4. No entanto, essa pessoa não consegue observar, por exemplo, as estrelas 2 e 3.

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Para o professor: Texto • PICAZZIO, Enos. Introdução à Astronomia. São Paulo: IAG-USP. Disponível em: <http://livro.pro/icg2s3>. Acesso em: 13 nov. 2017.

Esquema da esfera celeste em determinado dia e horário, para um local específico do planeta. Elaborado com base em: Romildo Póvoa Faria. Noites de inverno e primavera. Revista de Ensino de Ciências, n. 21, set. 1988. Disponível em: <http://www.cienciamao.usp.br/dados/rec/_noitesdeinvernoeprimaver. arquivo.pdf>. Acesso em: 9 de out. 2017.

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1. A partir da imagem a seguir, converse com os colegas e faça o que se pede.

Para o aluno: Site • GARCIA, Marcelo. Ciência é coisa de menina, sim! Ciência Hoje das Crianças, 21 out. 2014. Disponível em: <http://livro.pro/ao6cpc>. Acesso em: 13 nov. 2017. • MOUTINHO, Sofia. O nome das estrelas. Ciência Hoje das Crianças, 7 out. 2013. Disponível em: <http://livro.pro/ in9b8b>. Acesso em: 13 nov. 2017.

Esquemas ilustrativos. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Esquema reproduzindo a posição das estrelas e da Terra.

a) Pintem a região do céu que poderia ser visualizada por vocês, caso vocês estivessem na posição da pessoa B, considerando o dia e o horário representado na ilustração acima. b) Responda: Quais estrelas poderiam ser visualizadas por vocês? Para um observador na posição B, em considerando o dia e o horário da ilustração acima, seriam visualizadas as estrelas 1 e 2.

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abóboda imaginária é chamada abóboda celeste. Se pensarmos no céu como algo que circunda toda a Terra – e não apenas como o céu que estamos vendo de certo lugar na superfície –, podemos imaginar não uma abóboda, mas uma esfera celeste. A ideia de que o céu circunda toda a Terra pode ser difícil para os alunos dessa faixa etária, mas é essencial para que eles compreendam o motivo de duas pessoas, em diferentes lugares do pla-

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neta (com diferentes latitudes), visualizarem diferentes estrelas e constelações, pois uma pessoa, na superfície do planeta, consegue visualizar apenas parte da esfera celeste. Explorar as imagens com os alunos e orientar a observação de modo que eles compreendam que, dependendo do local do planeta, da data e da hora, conseguimos observar determinada região do céu e, consequentemente, determinado conjunto de astros.

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3.COMO LOCALIZAR OS ASTROS

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer diferentes maneiras de localizar os astros no céu. • Saber que atualmente há aplicativos de localização de astros no céu para computadores e smartphones. • Saber o que são cartas e planisférios celestes. • Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos, como mapas celestes e aplicativos, entre outros.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

A observação é uma poderosa ferramenta para identificação dos astros celestes. Algumas constelações podem ser facilmente localizadas no céu se o observador conhecer algumas de suas características. Por exemplo, a Constelação de Órion é formada por estrelas que, vistas da Terra, apresentam brilho intenso e são facilmente identificáveis no céu noturno. De acordo com algumas versões da mitologia grega, Órion foi um caçador ou guerreiro gigante, morto por um escorpião. Uma forma de identificar a Constelação de Órion no céu é, primeiramente, localizar três estrelas enfileiradas com aproximadamente o mesmo brilho. Elas são conhecidas como Três Marias, tendo como nomes oficiais Alnilan, Alnitak e Mintaka. Essas três estrelas formam o cinto ou cinturão de Órion. Acima do cinto e abaixo dele é possível identificar duas estrelas que, se ligadas por linhas imaginárias, lembram as asas de uma borboleta. Além da observação, a olho nu ou com instrumentos, há outras formas de identificar as estrelas e constelações, como o uso de aplicativos usados em computadores ou celulares (smartphones), de carta celeste ou de planisfério celeste. Para boa parte dos observadores do hemisfério sul, Órion apresenta-se de cabeça para baixo. Além disso, no mês de dezembro essa Constelação está presente no céu durante toda a noite, sendo relacionada ao verão nessa parte do globo terrestre.

ENCAMINHAMENTO Comentar que, caso a pessoa conheça as características dos corpos celestes, ela pode, pela observação (com ou sem instrumento), diferenciar uma estrela de um planeta, por exemplo. Se ela tiver conhecimento de algumas constelações, ela também conseguirá identificar esses conjuntos de estrelas no céu. Sobre as constelações, vale ressaltar aos alunos que elas envolvem histórias, como a do caçador da constelação de Órion. Por se tratarem de lendas e mitos, podem ser encontradas várias versões. Na seção Ampliação há outra versão sobre a constelação de Órion. Se julgar oportuno, compartilhar o texto com os alunos. Conduzir a conversa de modo que os alunos fiquem sabendo que há outros recursos que ajudam a localizar e identificar os astros no céu, como cartas e planisférios celestes e, atualmente, aplicativos para celular e computador. Explicar aos alunos que as cartas celestes são como mapas do céu. O uso de uma carta celeste é simples e pressupõe apenas que o observador esteja familiarizado ao céu que observa. Atualmente, há mapas celestes eletrônicos, como o Stellarium, que permite a interação do usuário. É importante que os alunos

ECKHARD SLAWIK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/GETTY IMAGES

Na sua opinião, como as pessoas podem localizar e identificar os astros no céu? Resposta pessoal.

• Localização dos astros no céu.

Com o avanço da tecnologia, diversos aplicativos foram desenvolvidos para computadores e smartphones. É como se o aplicativo transformasse a tela do computador ou do celular em um planetário virtual. Alguns até permitem a visualização tridimensional, como se fosse um simulador.

SANTOL/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

Alguns aplicativos, também chamados de apps, permitem a identificação de astros celestes.

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reconheçam que os avanços tecnológicos permitiram que mais pessoas tivessem acesso ao conhecimento científico, como no estudo do céu. Na seção Conexões há um link com mais informações sobre cartas celestes impressas e eletrônicas que podem ser úteis nas conversas em sala de aula. O planisfério celeste é parecido com uma carta celeste, porém tem uma máscara sobre o disco, permitindo que apenas uma parte do céu seja visível. É formado por dois discos ajustáveis que giram sobre um eixo. Ele pode ser ajus-

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tado para exibir as estrelas visíveis para qualquer data e hora.

• Atividade 1. Ajudar os alunos na escolha e obtenção do instrumento escolhido para observação do céu e identificação das constelações. Há cartas e planisférios celestes que podem ser obtidos por download na internet. Se alguns alunos optarem por baixar os aplicativos no celular ou computador, é importante pedir permissão aos pais ou responsáveis. Caso seja preciso o aluno sair de casa para observar o céu noturno, orientá-lo a fazê-lo somente acompanhado dos

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CONEXÕES

© LEANDRO L.S.GUEDES/©CARTASCELESTES.COM

A carta celeste é uma representação do céu para determinada localidade do globo terrestre, dia e horário. Geralmente, nela são indicadas as estrelas mais brilhantes do céu e, em alguns casos, outros astros. Para a leitura de uma carta celeste é preciso considerar que ela representa o céu acima de quem a está analisando. Esquema de uma carta celeste. No canto superior direito estão posição, data e horário específicos para os quais esta carta celeste se refere.

Para o professor: Site • HENRIQUE, Lucas. Cartas celestes e representação do céu. UFMG: Observatório Astronômico Frei Rosario.14 out. 2010. Disponível em: <http://livro.pro/phjb2y>. Acesso em: 13 nov. 2017. O site apresente mais informações a respeito das cartas celestes impressas e eletrônicas. • KENSKI, Rafael. Céu sem limites. Superinteressante, 31 out. 2016. Disponível em: <http://livro.pro/pquxba>. Acesso em: 13 nov. 2017. Livro • BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da mitologia: (a idade da fábula): histórias de deuses e heróis. Tradução de David Jardim Júnior. 26. ed. Rio de Janeiro, 2002.

DEPTO. DE ASTRONOMIA/IF/UFRGS - PLANETÁRIO/UFRGS

O planisfério celeste, por sua vez, é um mapa do céu para determinada posição do globo terrestre que permite visualizar apenas a região que representa o céu no dia e horário escolhidos.

Esquema de um planisfério celeste (frente e verso) para determinada posição no hemisfério Sul.

1. Usando uma das formas de identificação dos astros celestes mencionadas nestas páginas, localize e identifique algumas constelações visíveis na região onde você mora. Depois, pesquise em livros e na internet os períodos do ano em que as constelações observadas por você são visíveis no início da noite. Resposta pessoal. Caso seja preciso o aluno sair de casa para observar o

céu noturno, orientá-lo a fazê-lo somente acompanhado dos pais ou responsáveis. Se a localização do estudante não for boa para observação do céu noturno, ele poderá realizar pesquisas sobre as 161 constelações visíveis na região (para o período do ano de estudo) em sites e livros.

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pais ou responsáveis. Se a localização do estudante não for boa para observação do céu noturno, ele poderá realizar pesquisas sobre as constelações visíveis na região (para o período do ano de estudo) em sites e livros. Essa atividade pode ser ampliada para um projeto de Ciências. Ela permite o envolvimento de pais e responsáveis, possibilitando uma boa integração da comunidade escolar com a comunidade não escolar. Avalie a possibilidade de uma feira de Astronomia na escola, envolvendo os alunos das outras classes e de outros anos.

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AMPLIAÇÃO Órion [...] Órion viveu, como caçador, com Diana, de quem era favorito, chegando-se mesmo a dizer que ela quase se casou com ele. O irmão da deusa, muito desgostoso, censurava-a, frequentemente, mas em vão. Certo dia, observando Órion que vadeava o mar apenas com a cabeça acima d’água, Apolo mostrou-o a sua irmã, afirmando que ela não seria capaz de alvejar aquele objeto negro sobre o mar. A deusa caçadora lançou um

dardo, com pontaria fatal. As ondas empurraram para a terra o cadáver de Órion e, percebendo, com muitas lágrimas, seu erro, Diana colocou-o entre as estrelas, onde ele aparece como um gigante, com um cinto, a espada, a pele de leão e uma clava. Sírius, seu cão, o acompanha, e as Plêiades fogem diante dele. [...] BULFINCH, Thomas. O livro de ouro da mitologia: (a idade da fábula): histórias de deuses e heróis. Tradução de David Jardim Júnior. 26. ed. Rio de janeiro, 2002, p. 248.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Construção de uma lupa caseira.

M ÃO N A M ASSA CONSTRUÇÃO DE UMA LUPA CASEIRA

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Aprender a confeccionar uma lupa. • Aprender que a lupa permite a am-

pliação de imagens.

Os instrumentos que permitem a ampliação das imagens e a observação de objetos distantes ajudaram muito e continuam ajudando a entender diversos assuntos relacionados ao mundo em que vivemos e até mesmo a desvendar alguns mistérios do Universo. A invenção desses instrumentos foi fundamental para o avanço do conhecimento científico. Esta atividade, por requerer certos materiais que precisam ser comprados em lojas específicas, além de requisitar o uso de objetos cortantes e perfurantes, será feita pelo professor. Depois que o professor construir a lupa, você poderá testá-la e responder às questões propostas.

M ATERIAL • 1 garrafa plástica transparente de 1 litro e meio vazia • Tesoura de pontas arredondadas • 1 rolo de fita adesiva (não vamos usar a fita; o rolo vai ser usado como molde para as lentes)

• Palito de madeira • Recipiente (copo médio ou outra vasilha transparente em que caiba a lente construída) • Alfinete • Água

• Caneta hidrográfica ou marcador • Cola epóxi (comprada em lojas específicas para materiais de construção)

PROCEDIMENTO 1. O professor vai cortar a parte superior arredondada da garrafa, certificando-se de que o pedaço cortado seja do tamanho suficiente para fazer as duas partes que formarão a lente. 2. Ele vai colocar o rolo de fita adesiva dentro da parte superior da garrafa, encostado na parte arredondada dela.

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3. Usando o rolo de fita adesiva como molde, o professor vai desenhar seu contorno na parede externa da parte cônica da garrafa com a caneta hidrográfica. É preciso mudar o rolo de fita de posição e fazer outro contorno. Ou seja, ele vai marcar dois círculos na parte cônica da garrafa.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO Optamos por sugerir que essa atividade seja demonstrativa aos alunos, por requerer certos materiais que precisam ser comprados em lojas específicas, além de requisitar o uso de objetos cortantes e perfurantes. Depois que o professor construir a lupa, os alunos podem testá-la. Se julgar oportuno, é possível permitir a participação dos alunos em

algumas etapas ou solicitar a ajuda deles em alguns procedimentos, de modo a envolvê-los na atividade. No link sugerido na seção Conexões há um vídeo que mostra a construção dessa lupa. Esse vídeo pode ajudar a esclarecer algum procedimento que não tenha sido completamente compreendido e auxiliar na montagem do instrumento.

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CONEXÕES

5. Em seguida, ele vai juntar as duas partes de modo que elas formem uma lente biconvexa.

4. O professor vai recortar com cuidado as duas regiões desenhadas.

Para o professor e o aluno: Vídeo • COMO FAZER uma lupa caseira. Produção: Manual do Mundo. Vídeo (3min57s). Disponível em: <http://livro. pro/u26kam>. Acesso em: 13 nov. 2017. • COMO CONSTRUIR uma luneta. Produção: Manual do Mundo. Vídeo (10min35s). Disponível em: <http://livro. pro/3u2mbi>. Acesso em: 13 nov. 2017.

6. Com a ajuda do palito, o professor vai colar as bordas dos dois círculos com a cola epóxi (é preciso seguir as instruções da embalagem da cola para usá-la corretamente) e aguardar a cola secar (na embalagem da cola consta quantos minutos é necessário esperar).

7. Para certificar-se de que está tudo bem vedado, o professor vai mergulhar a lente biconvexa num recipiente com água e verificar se há algum furo. Se houver algum furo, ele precisa retirar a lente da água, secar bem sua parte externa e passar cola novamente nos locais necessários.

9. O professor vai mergulhar a lente novamente dentro de um copo com água e encher toda a lente com o líquido. 10. Pronto! Agora o professor vai disponibilizar o instrumento construído para que você e seus colegas façam o teste e vejam se a lupa funciona de verdade!

DOTTA2

8. Quando a lente estiver bem vedada, ele vai fazer um furinho bem pequeno usando o alfinete próximo à borda de um dos lados da lente.

Elaborado com base em: COMO fazer uma lupa caseira. Manual do mundo. Disponível em: <http://www.manualdomundo.com.br/2015/09/como-fazer-umalupa-caseira/>. Acesso em: 9 out. de 2017.

1. Qual é a função da lupa? Aproximar objetos distantes.

X

Ampliar o tamanho dos objetos.

2. A lupa construída funcionou de maneira adequada? Resposta pessoal. Sim

Não

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ATIVIDADE Para observação dos astros, é possível propor a construção de uma luneta ou telescópio. Como a construção desses instrumentos pode ser difícil para os alunos dessa faixa etária por envolver várias etapas e processos, uma sugestão é que o instrumento seja construído pelo professor em sala de aula. Os alu-

nos podem observar a construção ou ajudar em algumas etapas sob orientação do professor. É possível também propor que a construção seja feita com a ajuda dos pais ou responsáveis. No link sugerido na seção Conexões há um tutorial (vídeo) sobre a construção de uma luneta.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Movimento aparente dos astros.

4.O MOVIMENTO APARENTE traços mostram o movimento aparente das estrelas, DOS ASTROS Osquando observadas da superfície da Terra. A imagem a seguir é resultado da sobreposição de muitas fotografias tiradas durante uma noite, sem que tenha havido a movimentação da câmera. Como você explicaria os traços que podem ser observados no céu do lugar representado nesta imagem?

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM

MASSIMO DE CANDIDO/ALAMY/FOTOARENA

• Compreender o que é movimento aparente. • Associar o movimento diário do Sol e demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.

Imagem formada pela captura de muitas fotografias sobrepostas. Itália, 2016.

Nós, aqui da Terra, temos a impressão de que o Sol nasce no horizonte leste de manhã, caminha pelo céu durante o dia e se põe no horizonte oeste no final da tarde. De forma semelhante, se observarmos o céu noturno durante algumas horas, perceberemos que as estrelas parecem mudar de posição no céu, realizando trajetórias curvas. No entanto, essas estrelas encontram-se tão distantes de nós que podemos considerá-las fixas. Então, se as estrelas estão fixas na esfera celeste, por que temos a impressão de que elas se movem no céu? Esse impasse pode ser resolvido lembrando que a Terra apresenta o movimento de rotação, ou seja, que ela gira ao redor do próprio eixo, como um pião. 164

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

falsa impressão de que o Sol se move no céu ao longo do dia.

ENCAMINHAMENTO SENSIBILIZAÇÃO Recordar com os alunos o que eles sabem sobre o movimento aparente do Sol. Pedir que eles digam o que entendem pelo termo “aparente”. Conduzir a conversa de modo que eles compreendam que o movimento é chamado aparente porque não ocorre de verdade. Nós, aqui na superfície da Terra, temos a

Depois de recordar o movimento aparente do Sol, é possível ampliar essa noção para as demais estrelas. Nós, aqui da Terra, temos a impressão de que o Sol e as demais estrelas se movem, mas na realidade somos nós que estamos nos movimentando com o planeta enquanto ele descreve seu movimento de rotação. Retomar o conceito de esfera celeste

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abordado nas páginas anteriores. Explicar que, com o passar das horas, temos a impressão de que os astros se movem no céu, nascendo a leste e se pondo a oeste. É como se a esfera celeste estivesse girando de leste para oeste, em torno de um eixo imaginário, ou seja, a esfera celeste gira no sentido contrário ao da Terra. O exemplo dado no livro pode ajudar os alunos a entender melhor como isso ocorre, pois aproxima o assunto do cotidiano das crianças. Perguntar quem já andou ou já viu como é um carrossel. Quando estamos num carrossel em mo-

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CONEXÕES Para o aluno: Livro • STOTT, Carole. O mais sensacional guia intergaláctico do espaço. São Paulo: Cia. das Letrinhas, 2011. Neste livro, além de conhecer um pouco mais sobre a história da origem do Universo, o leitor irá descobrir outros mistérios, como de que são feitos as estrelas, os planetas e quais os requisitos para se tornar um astronauta, os veículos de exploração do espaço e muito mais.

FABIO COLOMBINI

Então, é a Terra que gira e faz com que nós, aqui na superfície do planeta, tenhamos a falsa impressão de que são os astros que estão se movimentando no céu. Por isso, esse movimento dos astros é conhecido como movimento aparente. Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. Para facilitar a compreensão do As cores não correspondem aos tons reais. movimento aparente, imagine que Eixo de rotação você está em um carrossel em moviPolo Norte mento, observando os objetos que estão a sua volta. Você no carrossel terá a impressão de que os objetos se movem no sentido contrário ao seu, quando, na realidade, eles esEquador tão parados. É mais ou menos isso que acontece com os astros celestes. Como estamos girando junto com a Polo Sul Terra, temos a impressão de que os astros se movem em sentido contrá- A Terra realiza o movimento de rotação de oeste para leste. rio ao nosso movimento. A Terra demora aproximadamente 23h56min para dar uma volta completa ao redor do próprio eixo, de oeste para leste, ou seja, no sentido anti-horário (oposto aos dos ponteiros de um relógio para um observador localizado no polo norte). Essa rotação causa o movimento aparente dos astros que observamos no céu.

Sobreposição de várias fotografias mostrando o movimento aparente do Sol ao longo de um dia em Santo Antônio do Pinhal, SP, 2017.

1. Sabendo que o movimento de rotação da Terra é de oeste para leste e o movimento aparente dos astros é no sentido contrário, marque na imagem acima onde o Sol supostamente nasceu e onde ele se pôs.

O aluno deve marcar o nascer do sol no lado direito da imagem e o pôr do sol no lado esquerdo da figura.

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vimento, temos a impressão de que os objetos em volta estão girando no sentido contrário, quando, na verdade, eles estão parados. É isso que acontece com o Sol e as demais estrelas que estão na esfera celeste.

AMPLIAÇÃO Movimento diurno dos astros Movimento aparente dos astros, ao longo do dia, é chamado movimento diurno. É um reflexo do movimento de rotação da Terra; como a Terra gira

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no sentido de oeste para leste (sentido anti-horário para um observador externo olhando para o polo Norte da Terra), vemos todos os astros girarem no sentido contrário, de leste para oeste. À medida que as horas passam, todos os astros descrevem no céu trajetórias em forma de arcos paralelos ao equador celeste. A orientação desses arcos em relação ao horizonte depende da latitude do lugar. SARAIVA, Maria de Fátima. Fundamentos de Astronomia e Astrofísica. IF-UFMG. Disponível em: <http://www.if.ufrgs.br/fis02001/aulas/aula2-122.htm>. Acesso em: 13 nov. 2017.

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PRINCIPAIS CONCEITOS • Constelações. • Estações do ano.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender que o que vemos no céu muda por causa do movimento de translação do planeta. • Identificar algumas constelações no céu e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.

5.O CÉU EM DIFERENTES ÉPOCAS DO ANO O que é possível observar no céu É possível ver os mesmos astros durante todas as noites ao longo de um ano?

depende da posição do observador na superfície da Terra, da data e do horário, em virtude do movimento de translação da Terra.

Vimos que a observação de constelações para a identificação das estações do ano é um recurso utilizado por diferentes povos. Isso só é possível porque, ao longo do ano, o que vemos no céu muda por causa do movimento de translação da Terra. Vamos recordar o que é movimento de translação. Nesse movimento, a Terra desHemisfério Norte loca-se em torno do Sol em uma órbita quase circular, completando uma volta ao redor dessa estrela em aproximadamente um ano. O movimento de translação, associado à inclinação do eixo da Terra, tem como consequência as estações do ano. A Terra tem diferentes estações porque seu eixo está inclinado. A Terra gira ao redor do seu eixo enquanto orbita o Sol.

ILUSTRAÇÕES: RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

Hemisfério Sul Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Dezembro: Verão ao sul do equador e inverno ao norte do equador. Os raios solares incidem diretamente no hemisfério sul e de forma oblíqua no hemisfério norte.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Recordar com os alunos o movimento de translação da Terra. Permitir que eles se expressem livremente e aproveitar para desfazer equívocos ou dúvidas que eles ainda possam ter sobre esse assunto. A compreensão do movimento de translação é importante para o entendimento de que as constelações

visíveis no céu mudam de acordo com a época do ano. Caso os alunos se interessem em saber mais sobre os movimentos da Terra no espaço, há um link na seção Conexões com informações que podem ser úteis para as conversas em sala de aula.

ENCAMINHAMENTO Explorar as imagens dessas páginas com os alunos. Elas mostram a posição da Terra em relação ao Sol em diferentes épocas do ano. É provável que muitos

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alunos ainda tenham a ideia equivocada de que o inverno e o verão são decorrentes do maior ou do menor distanciamento da Terra em relação ao Sol, respectivamente. Ressaltar que a trajetória que a Terra percorre ao redor do Sol pode ser aproximada a um círculo, pois a elipcidade da órbita é muito pequena. Algum aluno pode dizer: “Então, se não é o formato da órbita ao redor do Sol que produz as estações do ano, o que causa essa variação?”. Nesse momento, lembrá-los de que a Terra é inclinada em relação ao plano da sua órbita.

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CONEXÕES Para o professor: Site • MILONE, André de Castro. Aspectos do céu em diferentes estações. INPE. Disponível em: <http://livro.pro/stipj9>. Acesso em: 13 nov. 2017.

Março: Outono ao sul do equador e primavera ao norte do equador. Os raios solares incidem de forma oblíqua e igualmente nos hemisférios sul e norte.

Para o professor e o aluno: Site • GALERIA DO METEORITO. Constelações de cada estação. Disponível em: <http://livro.pro/5m2vvf>. Acesso em: 13 nov. 2017. • PENA, Rodolfo F. Alves. Movimentos da Terra. Brasil Escola. Disponível em: <http://livro.pro/sx6j5w>. Acesso em: 13 nov. 2017.

Junho: Inverno ao sul do equador e verão ao norte do equador. Os raios solares incidem diretamente no hemisfério norte e de forma oblíqua no hemisfério sul.

Esquema do movimento de translação da Terra e as estações do ano.

ILUSTRAÇÕES: RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

Setembro: Primavera ao sul do equador e outono ao norte do equador. Os raios solares incidem de forma oblíqua e igualmente nos hemisférios sul e norte.

Elaborado com base em: NASA SPACE PLACE. What causes the seasons? 1o dez. 2017. Disponível em: <https:// spaceplace.nasa.gov/seasons/en/>. Acesso em: dez. 2017

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Dessa forma, os raios solares atingem os hemisférios terrestres com diferentes inclinações no verão e no inverno. Para facilitar a compreensão dos alunos, é possível fazer uma simulação usando uma lanterna (que representa os raios solares) e um globo terrestre (representando a Terra). Mostrar aos alunos que, devido a essa inclinação, os raios solares atingem um hemisfério de forma perpendicular, enquanto, no outro, eles

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atingem de forma mais direta. Além do modo como os raios solares atingem os hemisférios da Terra, muda também o tempo de exposição. No verão, os raios solares atingem o hemisfério de forma mais direta e proporcionam mais horas com luz. Por isso, nessa estação, os dias são mais longos e as temperaturas mais altas. Lembrar que nas regiões próximas à linha do Equador quase não há diferenciação entre as estações do ano.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

O esquema a seguir mostra como a visualização de algumas constelações ocidentais se altera, dependendo da época do ano.

• Constelações. • Estações do ano.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Compreender que o que vemos no céu muda por causa do movimento de translação do planeta. • Identificar algumas constelações no céu e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.

As constelações representadas são visíveis no hemisfério sul. As datas correspondem aos dias em que essas constelações passam a ser visíveis no céu noturno. Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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ENCAMINHAMENTO Depois de relembrar o movimento de translação da Terra e as estações do ano, retomar a informação que já foi dada no começo desta unidade: muitos povos usavam e usam a observação das constelações no céu para prever o período de chuvas, a época da colheita etc. Tomar essa informação como ponto de partida para a apresentação do assunto dessas páginas. Conduzir a conversa de modo que os alunos compreendam que, se os povos usavam a

observação das constelações para se localizar no tempo, é porque a visualização delas no céu muda ao longo do ano. Em outras palavras, dependendo da época do ano, algumas constelações são visíveis no céu noturno, enquanto outras não. Pode também ocorrer de dada constelação ser visível o ano todo no céu, mudando apenas sua posição dependendo da época do ano, como é o caso da constelação do Cruzeiro do Sul, que é vista no hemisfério Sul ou

regiões do hemisfério Norte próximas à linha do Equador. Nesse momento, vale a pena explorar a figura dessa constelação que consta no livro, salientando que ela pode ser vista em diferentes posições no céu, dependendo da época do ano. Mais informações sobre a astronomia indígena podem ser obtidas no link indicado na seção Conexões. Se julgar oportuno, compartilhar algumas delas com os alunos.

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CONEXÕES Para o professor Site • AFONSO, Germano. Mitos e Estações no céu Tupi-Guarani. Scientific American Brasil. Disponível em: <http://livro.pro/ dxfg78>. Acesso em: 13 nov. 2017.

RODRIGO FIG

UEIREDO/YAN

COM

GERMANO B. AFONSO

Como a luz do Sol ofusca a luz emitida pelas outras estrelas que estão em sua direção, não conseguimos visualizar essas outras estrelas daqui da Terra. Por exemplo, considere que é dia 21 de junho. Ao observar a imagem da página anterior com as constelações é possível perceber que a Constelação de Gêmeos está na mesma direção do Sol, o que dificulta a visualização dessa constelação nesse dia para um observador que está na Terra. Dependendo da localização, há casos em que uma constelação é visível ao longo de todo o ano, ocorrendo apenas a mudança de sua posição no céu noturno. É o que acontece, por exemplo, com a Constelação do Cruzeiro do Sul. Para os tupis-guaranis, a posição dessa constelação no céu marca o início de cada estação do ano. No outono, a cruz fica “deitada”, apontando para o leste; no inverno pode ser vista como se estivesse em pé, apontando para o sul; na primavera ela aponta para oeste e no verão é vista como se estivesse de cabeça para baixo, visível somente após a meia-noite.

As diferentes posições da Constelação (do) Cruzeiro do Sul no decorrer do ano, quando vista do hemisfério sul.

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AMPLIAÇÃO [...] Com a translação da Terra, a cada dia encontramos, para um mesmo horário, o céu modificado em quase um grau, ou seja, de 59’10,7’’. A partir daí, teremos outro conjunto de estrelas próximo ao horizonte oeste logo após o pôr do Sol. Assim, com o passar dos dias, a posição aparente do Sol entre as estrelas varia, e após um ano veremos novamente após o pôr do Sol, o mesmo grupo de estrelas que havíamos tomado como referência ano

passado, como se o Sol caminhasse entre as estrelas durante o ano. Isto ocorre porque se o projetamos na direção delas e graças ao movimento de translação da Terra, nós o vemos em diferentes posições a cada dia, com relação às estrelas. A esse movimento aparente do Sol entre as estrelas damos o nome de Movimento Anual do Sol [...]. Centro de Divulgação da Astronomia/USP. A esfera celeste. São Paulo. Disponível em: <http://www.cdcc.usp. br/cda/aprendendo-basico/esfera-celeste/esfera-celeste. htm>. Acesso em: 13 nov. 2017.

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EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Aprender que as fases da Lua compõem um fenômeno cíclico e periódico. • Compreender que as fases da Lua são

decorrentes da porção do satélite que é iluminado pelo Sol.

M ÃO N A M ASSA OBSERVAÇÃO DA LUA Na sua opinião, a Lua realmente muda de tamanho ao longo dos dias? Resposta pessoal. Dependendo da sua aparência, a Lua recebe nomes especiais: Lua Nova, Lua Cheia, Quarto Minguante e Quarto Crescente. Nesta atividade vamos observar a Lua no céu, durante dois meses, e analisar o que acontece com sua aparência ao longo do tempo.

• Lápis

• Folhas de papel sulfite

PROCEDIMENTO

SENSIBILIZAÇÃO Perguntar se os alunos têm o hábito de observar a Lua e se eles já notaram que o aspecto do satélite natural da Terra muda ao longo das noites.

ENCAMINHAMENTO A proposta foi pensada para ser feita ao longo de dois meses, pois a intenção é que os alunos reconheçam as fases da lua como um fenômeno cíclico. Ressaltar que muitas informações tomadas como verdadeiras são equivocadas e sustentadas apenas pelo senso comum. Explicar a importância de questionar o senso comum (os saberes originados das opiniões, imediatos, subjetivos, e que carecem de julgamento crítico) e buscar respostas de questões de cunho científico em fatos, no que pode ser comprovado, testado, avaliado. Os alunos poderão comprovar, por meio de simples observações, que a Lua não diminui de tamanho ao longo dos dias. Os diferentes aspectos do nosso satélite natural no céu são decorrentes da porção dele que é iluminada pelo Sol. Orientar os alunos nos seus registros. Pedir que representem em seus desenhos tanto a parte iluminada como a parte da Lua que não recebe luz. É possível que alguns alunos tenham feito um desenho semelhante a um C ou um D. Nesse momento, propor uma reflexão sobre uma representação mais adequada da Lua nas fases crescente e minguante. Consi-

Lua na fase Quarto Minguante.

M ATERIAL

• Reconhecer que a forma da Lua não muda.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

NASA'S GODDARD SPACE FLIGHT CENTER SCIENTIFIC

• Lua. • Fases da Lua.

EDITORIA DE ARTE

PRINCIPAIS CONCEITOS

• Luneta, telescópio ou binóculo (opcional)

1. Em uma folha de papel sulfite faça um calendário com os dias do mês e os dias da semana. Escreva o nome do mês em que está. 2. Todos os dias e todas as noites, observe a Lua a olho nu. Se possível, observe-a também com a ajuda de algum instrumento (luneta, telescópio ou binóculo). (Se for necessário ir à rua para fazer essa observação, peça a seu responsável que o acompanhe.) 3. A cada observação, desenhe como a Lua estava no céu no quadradinho do respectivo dia no calendário feito por você. 4. Ao final do primeiro mês, em uma nova folha de papel sulfite, faça outro calendário para o próximo mês de observação.

ATIVIDADES 1. Como é a mudança da aparência da Lua: de um dia para o outro ou gradual? Espera-se que o aluno perceba que a Lua muda sua aparência de forma gradual ao longo dos dias.

2. Considerando os seus registros, qual foi o período de duração de cada fase lunar? Compare a sua resposta com as dos demais colegas. Cada fase dura cerca de uma semana.

3. O que aconteceu com a aparência da Lua no segundo mês de observação? 170

Espera-se que os alunos tenham percebido que as fases da Lua se repetem, ou seja, há um ciclo lunar a cada 29 dias aproximadamente.

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derando que a forma do satélite natural da Terra não muda, para representar as fases crescente e minguante, os alunos devem desenhá-lo no formato redondo, apenas com a borda clara e o restante escuro. O que vai diferenciar uma fase da outra é o lado que a porção clara foi representada. Explicar que a Lua pode estar visível no céu durante o dia em algumas fases do seu ciclo. Ressaltar que a forma da Lua é sempre a mesma e ela é sempre do mesmo tamanho. O que muda é a porção dela que é iluminada pelo Sol.

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ATIVIDADE Para que os alunos concluam sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro dos aspectos do nosso satélite natural no céu, seria interessante que a atividade se prolongasse por mais tempo. Esta atividade pode servir de base para um projeto maior, com duração de três ou quatro meses, ampliando-se, assim, as expectativas de aprendizagem e propondo integração com outras áreas do conhecimento. Se o projeto for feito, os resultados podem ser expostos em uma feira de Ciências.

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PRINCIPAIS CONCEITOS

A Lua é o satélite natural da Terra. Observar diferentes aspectos da Lua está relacionado ao fato de que ela não é um astro que emite luz própria, mas sim é iluminado pelo Sol. Então, nós enxergamos a Lua por ela refletir a luz do Sol. Dependendo da posição que ela está em relação ao Sol, apenas determinadas regiões da superfície lunar são iluminadas. Tanto as regiões da face visível da Lua que estão iluminadas quanto as não iluminadas caracterizam a fase em que ela se encontra. A Lua também realiza um movimento de rotação em torno do próprio eixo. A duração do movimento de rotação da Lua é a mesma do movimento de translação em torno da Terra. Isso explica por que sempre vemos a mesma face da Lua daqui da Terra.

• Lua. • Fases da Lua.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Aprender que as fases da Lua compõem um fenômeno cíclico e periódico. • Compreender que as fases da Lua são decorrentes da porção do satélite que é iluminado pelo Sol. • Reconhecer que a forma da Lua não muda.

Esquema ilustrativo. Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

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NASA'S GODDARD SPACE FLIGHT CENTER SCIENTIFIC

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6. A LUA

CONEXÕES Para o professor e o aluno: Vídeo • OS MOVIMENTOS e as fases da Lua. Produção: Nova Escola. Vídeo (1min54s). Disponível em: <http://livro.pro/aotyoi>. Acesso em: 13 nov. 2017.

Esquema das fases da Lua e a respectiva visualização.

Para o aluno: Livro • TEIXEIRA, Martins Rodrigues. Uma viagem ao espaço. São Paulo: FTD, 1997.

Para compreender mais facilmente o movimento da Lua, observe o esquema. Imagine que você esteja no lado escuro da Terra (à noite). Depois, olhe para cada uma das posições da Lua. Os desenhos que surgem próximo do nome das fases mostram-lhe o que pode ver nessa posição. As fases da Lua são decorrentes do movimento de translação do satélite natural em volta da Terra. A Lua demora 29,5 dias para dar uma volta completa em torno da Terra. 1. Considerando a atividade prática que você fez e as informações apresentadas aqui, retome a pergunta feita no início da atividade sobre a observação da Lua: É correto dizer que a Lua muda de tamanho ao longo dos dias? Explique. A Lua não muda de tamanho ao longo dos dias. O que causa as mudanças de aparência do satélite natural para um observador que está na Terra é a diferença de iluminação solar recebida por ele ao longo dos dias devido ao movimento lunar ao redor do nosso planeta. D3-CIE-F1-1058-V5-U08-152-175-LA-G19.indd 171

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO As chamadas “fases da Lua” são consequência do efeito da iluminação solar em função da posição da Lua em relação à Terra, que muda ao longo do tempo. Tradicionalmente, a Lua apresenta quatro fases principais: nova, crescente, minguante e cheia. No entanto, é importante ressaltar aos alunos que a Lua

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muda de aspecto todos os dias e, assim, nós a observamos, em geral, em um aspecto intermediário entre duas fases subsequentes. Certificar-se de que os alunos compreenderam os movimentos realizados pelo satélite natural da Terra. Explicar que a Lua não tem atmosfera; logo, não é possível viver lá do mesmo modo como vivemos aqui na Terra. A principal dificuldade estaria na forma de respirar. Se julgar oportuno, nesse momento é possível falar um pouco da história da Ciência, apresentando aos alunos alguns dados sobre a viagem do

ser humano à Lua, em julho de 1969, quando Collins, Aldrin e Armstrong partiram a bordo da nave Apolo 11.

ATIVIDADE É possível sugerir que os alunos façam uma dramatização desses movimentos. Nesse caso, um aluno representa a Lua, o outro, a Terra e um terceiro aluno, o Sol. Ajudar os alunos na representação, mostrando a cada um deles os movimentos que devem fazer. O vídeo sugerido na seção Conexões pode ajudá-los na dramatização.

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PRINCIPAIS CONCEITOS Observação do céu. Localização dos astros no céu.

1. Ligue os pontos (números e letras) e descubra a Constelação do Homem Velho, típica da cultura dos povos indígenas brasileiros. Depois, pesquise em livros, revistas ou na internet para responder às perguntas.

Constelações.

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• • • •

ATIVIDADES

Fases da Lua.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Na seção Atividades, procuramos explorar as expectativas de aprendizagem trabalhadas na unidade, a fim de sistematizar os conceitos principais.

a) O que o aparecimento da Constelação do Homem Velho no céu significa para os indígenas brasileiros? Na segunda quinzena de dezembro, quando o Homem Velho (Tuya’i) surge totalmente ao anoitecer, no lado leste, trata-se do início do verão para os povos indígenas do sul e o início da estação chuvosa para os do norte.

b) Essa constelação dos povos indígenas abrange estrelas de quais cons. telações ocidentais? Marque com um Constelações de Touro e de Escorpião. X

Constelações de Touro e de Órion. Constelações Cruzeiro do Sul e da Ursa Maior.

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ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS ENCAMINHAMENTO • Atividade 1 a. Na segunda quinzena de dezembro, quando o Homem Velho (Tuya’i) surge totalmente ao anoitecer, no lado leste, trata-se do início do verão para os índios do sul e o início da estação chuvosa para os do norte.

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1 b. O aluno deve assinalar a alternativa que contém a Constelação de Touro e de Órion. Se for preciso, propor que os alunos pesquisem para responder corretamente a esse item. Essa atividade pode ser ampliada, compartilhando com os alunos algumas informações sobre a constelação do Homem Velho. Na seção Conexões há um link com informações sobre esse assunto que podem ser úteis para as conversas em sala de aula. • Atividade 2. Aproveitar essa atividade para rever as fases da Lua, sua pe-

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CONEXÕES

2. De acordo com as suas observações e considerando a mudança de aparência do nosso satélite natural no decorrer das noites, ordene as fases da Lua. Considere que ela estava na fase de Lua Nova na primeira noite de observação. 1

Lua Nova.

4

Quarto Minguante.

3

Lua Cheia.

2

Quarto Crescente.

Para o professor: Site • AFONSO, Germano. Mitos e Estações no céu Tupi-Guarani. Scientific American Brasil, fev. 2016. Disponível em: <http://livro.pro/3rvedp>. Acesso em: 13 nov. 2017.

PARADA PARA AVALIAÇÃO

GASTÃO B. LIMA NETO, "ASTRONOMIA DE POSIÇÃO: NOTAS DE AULA", IAG/USP

3. As imagens a seguir representam o céu de certo local, obtidas no mesmo horário, em 3 dias diferentes. Observe-as, converse com os colegas e depois faça o que se pede.

As atividades dessas páginas podem ser usadas para avaliar se os alunos compreenderam os conceitos apresentados. Verificar a forma como cada aluno resolve as atividades propostas e aproveitar para desfazer equívocos e tirar dúvidas. Nas questões propostas para serem feitas em grupos, avaliar a cooperação entre os alunos.

• Formulem hipóteses para explicar as diferenças mostradas pelas imagens. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam que a posição da Constelação de Sagitário, da Lua e das constelações das partes superior e inferior das imagens mudou no céu em cada observação.

FIQUE LIGADO

EDITORA PANDA BOOK

Livro que mostra questões relativas ao Universo, às estrelas e aos planetas. Versão brasileira com consultoria do astrônomo Marcos Calil.

S

Céu noturno: uma introdução para crianças, de Michael Driscoll. São Paulo: Panda Books.

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riodicidade e a explicação científica para os diferentes aspectos do satélite natural ao longo dos dias. • Atividade 3. Espera-se que os alunos percebam que a posição da constelação de Sagitário, da Lua e das constelações das partes superior e inferior das imagens mudou no céu em cada observação. Explicar que o fato de o movimento da Lua ser tão expressivo pode estar relacionado ao seu movimento ao redor da Terra e sua distância do planeta. As mudanças de posição das estre-

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las – e consequentemente das constelações – estão relacionadas ao tempo que a Terra demora para dar uma volta completa ao redor de seu próprio eixo, ou seja, ao seu movimento de rotação. Como o planeta demora aproximadamente 23h56min para dar uma volta ao redor dele mesmo, significa que o céu que observamos no dia anterior será visto quatro minutos antes no dia de hoje. Por isso a diferença da posição dos astros na esfera celeste para o observador das três imagens.

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• Simbologia das estrelas da bandeira do Brasil.

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM • Conhecer o significado dos elementos que compõem a bandeira brasileira.

NOVAS PERGUNTAS O QUE REPRESENTAM AS ESTRELAS DA BANDEIRA BRASILEIRA? Conheça um pouco da história desse símbolo nacional e saiba o que representam suas 27 estrelas! 1. Leia o texto e responda às questões. [...] Em nosso calendário, o dia da bandeira é comemorado em 19 de novembro. [...] Agora tente lembrar como é nossa bandeira: nela, vemos as cores verde, amarela, azul, vemos até estrelas… opa! Pois é: a bandeira brasileira tem forte influência da astronomia [...]. [...] A bandeira original possuía 21 estrelas que representavam os 20 estados e a capital federal [...]. À medida que novos estados foram criados, novas estrelas foram acrescentadas à bandeira[...]. [...] Hoje, nossa bandeira possui 27 estrelas que representam os 26 estados do país e o Distrito Federal[...]. [...]

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS SENSIBILIZAÇÃO Levar os alunos para o pátio da escola ou para um lugar onde a bandeira nacional esteja hasteada e pedir a eles que observem esse símbolo nacional. Também é possível mostrar a bandeira no computador com acesso à internet ou em pôsteres. Fazer perguntas como: “Vocês repararam que na bandeira são representadas várias estrelas?”; “Quantas estrelas há nela?”; “Será que essas estrelas foram desenhadas de maneira aleatória ou de uma forma pensada e estudada?”.

Alexandre Cherman. A astronomia da bandeira brasileira. Ciência hoje das crianças. Rio de Janeiro, 21 nov. 2002. Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/a-astronomiada-bandeira-brasileira>. Acesso em: 9 out. 2017.

Quando olharmos a bandeira, a primeira coisa que devemos notar é que nela as estrelas aparecem invertidas em relação às que vemos no céu. Isso porque o desenho das estrelas na bandeira brasileira foi feito como se elas fossem vistas por um observador situado fora da esfera celeste.

ENCAMINHAMENTO A observação do céu estrelado possibilita a percepção dos conjuntos de estrelas que formam figuras: as constelações. As atividades sugeridas nessas páginas ampliam esse assunto, fazendo uma relação da Astronomia com a bandeira brasileira. É importante que os alunos compreendam que, na bandeira, as estrelas foram representadas de forma espelhada, como se o observador estivesse fora da esfera celeste. As atividades propostas permitem a integração com Geografia e História de uma maneira interessante. É provável que muitos alunos não conheçam a história do nosso estandarte. Cada elemento que compõe a bandeira tem um significado. O verde representa as florestas e as matas, e o amarelo, o ouro e as riquezas. O azul representa o céu, onde estão as estrelas, que são os estados brasileiros. Nesse cenário, o branco simboliza a paz. Ajudar os alunos a identificar a constelação do Cruzeiro do Sul; explicar que

ALEXANDERZAM/SHUTTERSTOCK.COM

PRINCIPAIS CONCEITOS

a) Sublinhe no texto o trecho que explica por que o número de estrelas da bandeira brasileira aumentou em relação à bandeira original, com 21 estrelas. O aluno deve sublinhar o trecho: “À medida que novos estados foram criados, novas estrelas foram acrescentadas à bandeira [...]”.

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povos antigos orientavam-se por ela, e ainda hoje ela serve de referencial.

• Atividade da seção Vamos além.

Orientar os alunos na pesquisa, se necessário. Na seção Conexões há um link com informações de como a constelação Cruzeiro do Sul é usada para a localização. Espera-se que os alunos descubram que, ao prolongarmos a maior extensão da constelação cerca de 4,5 vezes, encontraremos um ponto chamado Ponto Celeste Sul (PCS). Desse ponto, traçando uma linha vertical, descendo até o horizonte, acharemos o Sul.

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AMPLIAÇÃO As estrelas da bandeira brasileira [...] Para identificarmos no céu essas estrelas, a primeira coisa que devemos notar é que em nossa bandeira as estrelas aparecem invertidas (espelhadas) em relação à disposição que as vemos no céu. Isso porque segundo a lei no 5.700, de 1 de setembro de 1971, que dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais, as estrelas na Bandeira Brasileira, devem ser considera-

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nu. Ela contudo foi escolhida para representar o Distrito Federal por estar bem próxima ao polo sul celeste. Sendo assim ela não apenas está sempre no céu (em qualquer dia e qualquer horário) para nós do hemisfério sul; como também vemos, durante uma noite, todas as estrelas girarem em torno dela. [...]

b) Em qual estado se localiza a cidade onde você mora? Resposta pessoal. • Usando a ilustração a seguir identifique qual estrela simboliza esse estado na bandeira brasileira. Resposta pessoal.

Acre Piauí Maranhão Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Santa Catarina Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

Brasília DF

LAS CASAS, R.; SOARES, D. S. L. As estrelas da bandeira brasileira. UFMG: Observatório astronômico Frei Rosário, Caeté, 1o jun. 1999. Disponível em: <www.observatorio.ufmg.br/pas12.htm>. Acesso em: 13 nov. 2017.

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

Pará Amazonas Mato Grosso do Sul Rondônia Mato Grosso Roraima Tocantins Amapá Bahia Goiás Minas Gerais Espírito Santo São Paulo

Elaborado com base em: Luiz Renato Dantas Machado. Aspectos astronômicos e históricos da bandeira do Brasil. Revista do Clube Naval, dez. 1992.

VAMOS ALÉM • Na bandeira brasileira há diversas estrelas que formam constelações. Hidra Fêmea

CONEXÕES

Virgem

Cão Menor Cruzeiro do Sul Cão Maior

Escorpião

Carina

Oitante

Triângulo Austral

RODRIGO FIGUEIREDO/YANCOM

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Observatório Nacional. Astronomia e a Bandeira do Brasil: um pouco da história astronômica do símbolo maior do nosso país. Brasília, DF, 2011. <http://www.on.br/ daed/pequeno_cientista/conteudo/revista/ pdf/bandeiras.pdf>. Acesso em: 9 out. 2017.

• Identifique na bandeira a Constelação do Cruzeiro do Sul. • Pesquise em livros ou na internet e responda: Como essa constelação pode ajudar as pessoas a se localizarem? Essa constelação ajuda a localizar o ponto cardeal Sul. Ao prolongarmos a maior extensão da constelação cerca de 4,5 vezes, encontraremos um ponto chamado Ponto Celeste Sul (PCS). Desse ponto, traçando uma linha vertical, descendo até o horizonte, acharemos o Sul. 175

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das como vistas por um observador “situado fora da esfera celeste”. [...] As estrelas e os estados Podemos notar que, de uma forma não rígida, a escolha da estrela representante de cada estado procura seguir uma correspondência entre a localização do estado no território brasileiro e a localização da estrela no céu. Assim é que os estados “centrais” do Brasil, dentre eles Minas Gerais, estão representados por estrelas do Cruzeiro do Sul; estados

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a oeste estão representados por estrelas do Cão Maior etc. Ao contrário do que muitos pensam, Alfa da Virgem, ou Spica, aquela estrela que aparece solitária sobre a faixa “Ordem e Progresso”, não representa o Distrito Federal. Spica, que no céu se encontra bem ao norte, representa o estado do Pará. O Distrito Federal é representado pela Sigma do Octante, a menos brilhante de todas as estrelas da nossa bandeira. Essa estrela é tão pouco brilhante que está próxima ao limite de visualização a olho

Para o professor Site • BALDOW, Rodrigo. A astronomia na bandeira do Brasil e os livros didáticos de Ciência. Sociedade astronômica do Recife. Disponível em: <http://livro. pro/wkirdd>. Acesso em: 13 nov. 2017. • CASA DA CIÊNCIA. Ciência para poetas. Disponível em: <http://livro.pro/ eao6vd>. Acesso em: 13 nov. 2017. • LUZ, Milton. A história dos símbolos nacionais. Senado Federal. Brasília, DF, 2005. Disponível em: <http://livro. pro/kptcku>. Acesso em: 13 nov. 2017. Para o professor e o aluno: Site • BRASIL. Ministério de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação. Observatório Nacional. Astronomia e bandeira do Brasil. 2. ed. n. 11. Brasília, DF, 2011. Disponível em: <http://livro.pro/nrqcgh>. Acesso em: 13 nov. 2017. Para o aluno: Site • CHERMAN, Alexandre. A astronomia da bandeira brasileira. Ciência Hoje das Crianças, 21 nov. 2002. Disponível em: <http://livro.pro/8yc562>. Acesso em: 13 nov. 2017. • CASA DA CIÊNCIA. Localização pelo Cruzeiro do Sul. Disponível em: <http://livro.pro/eao6vd>. Acesso em: 13 nov. 2017.

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